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PERCUssÃO 3 a e 4 a séries seqüência de atividades CORPO 1 MUSICAL PARTITURA E
PERCUssÃO
3 a e 4 a séries
seqüência de atividades
CORPO
1
MUSICAL
PARTITURA E MELODIA Para ler uma partitura, é
preciso conhecer escala e notação. Uma forma de
ensinar isso é escolher uma música e escrever as notas dela
em um pentagrama no quadro. É fundamental ainda saber
a
divisão musical. Reconhecendo o compasso de uma
Batendo os dedos nas pernas, no peito
e em tudo o que há por perto, é possível
perceber a diferença entre os sons
cantiga de roda (4/4), por exemplo, fica mais fácil marcar
ritmo. Para os alunos trabalharem os timbres, Elias
escolheu uma melodia conhecida, Saudosa Maloca.
o
p ara aprender música, não basta estudar a teoria. Colo-
car os olhos ou, nesse caso, os ouvidos no processo vivi-
do pelos alunos pode ser tão ou mais importante que o
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AS BATIDAS E SEUS TIMBRES Reconhecida a melodia,
possível explorar o corpo e o que estiver por perto.
Depois dessa sinfonia caótica, todos sugerem batidas
é
resultado.O professor Elias Batista, da EM José Celestino Ara-
nha, em Ubatuba, a 234 quilômetros da capital paulista, uniu as
duas coisas sem a necessidade de comprar instrumentos musi-
cais. Em aulas de percussão, a garotada de 3ª e 4ª séries explo-
rou as possibilidades do próprio corpo batendo os dedos no an-
tebraço, na boca, nas coxas. Depois, o batuque se estendeu pa-
ra as carteiras e paredes da sala, propiciando à meninada uma
percepção mais aguçada da diferença entre os timbres. A ativi-
dade foi aliada à leitura de partituras. Assim, a turma tinha dois
desafios: descobrir a melodia de uma música com base nas no-
tas escritas no pentagrama (pauta musical de cinco linhas) e
encontrar sons graves e agudos que pudessem ser usados na
execução dela. Além de refinar o ouvido dos estudantes, o “maes-
tro” Elias trabalhou a independência rítmica, ou seja, a adequa-
ção motora a diferentes pulsações musicais. “Com a criativida-
de e os recursos que estão à nossa volta, fazemos música”, diz
Elias. “Dá para tirar som de tudo. É só trabalhar a percepção.”
A classe de Elias é tão bem “treinada” que arrasa em uma ban-
da de percussão de instrumentos de sucata: a Escolata.
e
a classe avalia o som emitido. A meninada, orientada
pelo professor Elias, batucou com as mãos nas coxas,
no peito e nas carteiras, além de bater os pés no chão.
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SONS GRAVES E AGUDOS O aprendizado avança com
a
diferenciação dos timbres. Quais são graves e quais
são agudos? Os alunos de Elias perceberam que a batida
dos pés no chão produzia um dos timbres mais graves,
e
as palmas, um dos mais agudos. E mais: bater a mão na
carteira emite um médio agudo, e no peito, médio grave.
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ARRANJO BEM MONTADO Para juntar todos esses
sons em um arranjo que se encaixe à melodia,
o
professor deve separar os alunos em grupos responsáveis
por determinados sons. Todos devem manter o compasso,
marcando o ritmo segundo o tempo da batida. No fim,
a
turma de Elias já tinha uma visão geral da estrutura
musical, o que levou ao interesse maior pelas partituras
e
ao bom desempenho à frente da banda de percussão.
THAIS GURGEL
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CONTATO
EM José Celestino Aranha, Rod. Oswaldo Cruz,
km 5, 11680-000, Ubatuba, SP, tel. (12) 3832-7511,
josecelestinoaranha@hotmail.com
INTERNET
No site www.barbatuques.com.br, você conhece
o grupo musical que tira som do próprio corpo
EXCLUSIVO ON-LINE
Assista a vídeo dos Barbatuques em
www.novaescola.org.br
Sons tirados
do corpo e das
carteiras:
preparação para
a banda de lata
nova escola arte 21