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Saberes Necessários e Documentação sobre a Prática da Pedagogia

UNIDADE 3

3
SABERES NECESSÁRIOS E DOCUMENTAÇÃO
SOBRE A PRÁTICA DA PEDAGOGIA

INTRODUÇÃO
Nas Unidades 1 e 2 falamos da Pedagogia como ciência da Educação e das áreas que a
abrangem – docência, gestão e pesquisa –, nas quais o pedagogo tem seu lócus de atuação.

Também mostramos como já foi a formação, historicamente, e como ela ocorre hoje.

Vamos passar a tratar, então, da questão do pedagogo nos sistemas educacionais e


das políticas públicas educacionais e legislações que orientam nosso trabalho.

1. SOBRE OS SISTEMAS EDUCACIONAIS


A Educação, nos últimos tempos, ocupou lugar de destaque nas esferas econô-
mica, política e cultural e um campo da vida social de tensão pelas disputas dos
projetos societários de diferentes grupos e segmentos sociais, especialmente para
conquistar-se a hegemonia política e cultural na sociedade (PIANA, 2009, p. 57).

Para começar nossa conversa, cabe-nos explicar o que é um sistema educacional e


como hoje, em nosso país, ele está organizado.

Veja só: como dito na Unidade 2, a Educação formal ocorre em contextos organiza-
dos, sistematicamente, de maneira que os conhecimentos sejam trabalhados de modo
ordenado e todas as atividades e oportunidades de ensino e de aprendizagem sejam
intencionalmente planejadas.

Figura 01. Sistema educacional: uma engrenagem


Fonte: 123rf.

1
Nesse sentido, a Educação regular no Brasil segue uma diretriz única que serve justa-
mente para oferecer a organização da qual falamos, e que está estruturada em siste-
mas de ensino – da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
3
Nosso atual sistema educacional regular envolve a Educação básica e a Educação su-
perior. A Educação básica é composta pela Educação Infantil (de 0 a 5 anos de idade),
Ensino Fundamental (de 6 a 14 anos de idade) e Ensino Médio (a partir dos 15 anos de
idade, em três anos letivos, que deve dar formação geral ao estudante – neste caso,
incluindo programas que o preparem para atuação no mercado trabalho e, facultativa-
mente, para ter uma habilitação profissional).

O Ensino Médio técnico também pode ser ofertado pelas escolas em períodos
contraturnos – extraclasse. A duração de cada curso é variável, podendo ser de
um a três anos.

A Educação superior abrange a graduação e os cursos de pós-graduação, que podem


ser lato sensu (especialização e MBA) ou stricto sensu (mestrado e doutorado).

Entretanto, nem sempre foi assim com essa nomenclatura e estrutura. O Ensino Fun-
damental, por exemplo, já teve duração de oito anos e agora é de nove anos, obrigató-
rios para alunos a partir dos seis anos de idade.

No dia 6 de fevereiro de 2006 foi sancionada a Lei n. 11.274, que regulamenta o


Ensino Fundamental de nove anos.
No Ensino Fundamental de nove anos, o objetivo é assegurar a todas as crianças
um tempo maior de convívio escolar, maiores oportunidades de aprender e, com
isso, uma aprendizagem com mais qualidade.
Disponível em: <https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/
ensino-fundamental-de-nove-anos.htm>. Acesso em: 13 mar. 2020.

Ressaltamos que, aos municípios, compete atuação prioritária na Educação Infantil e no En-
sino Fundamental. Já ofertar o Ensino Médio é dever de estados e do Distrito Federal, o que
não impede que escolas dos estados também ofereçam Ensino Fundamental. Há diversas
instituições de ensino públicas que oferecem desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Como já citamos, a Lei n. 9.394/96 é nossa terceira Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, e é em seu texto que essa organização, como mostra o quadro a seguir, foi alterada.

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Saberes Necessários e Documentação sobre a Prática da Pedagogia

Tabela 01. Sistema educacional brasileiro de acordo com a Lei n. 9.394/96

NÍVEIS E SUBDIVISÕES DURAÇÃO FAIXA ETÁRIA


Creche 4 anos De 0 a 3 anos
3 Educação Infantil
Educação Pré-escola 2 anos De 4 a 5 anos
Básica Ensino Fundamental (obrigatório) 9 anos De 6 a 14 anos
Ensino Médio 3 anos ou mais De 15 a 17 anos ou mais
Ensino Cursos e programas (graduação e
Variável Acima de 17 anos
Superior pós-graduação) por área
Fonte: adaptado de LDN n. 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996.

No tabela, vemos a estrutura atual de organização de nosso sistema de ensino, abran-


gendo, como mencionado, o Ensino Fundamental de nove anos, que insere o aluno no
contexto educativo um ano mais cedo do que ocorria até então.

A Lei n. 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, altera a redação dos arts. 29, 30, 32
e 87 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes
e bases da Educação nacional, dispondo sobre a duração de nove anos para o
Ensino Fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 seis anos de idade.
Disponível em: <https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/
ensino-fundamental-de-nove-anos.htm>. Acesso em: 13 mar. 2020.

Como dissemos, não foi sempre assim. Vimos que o pedagogo se graduava, sob regên-
cia da nossa segunda LDB, fazendo escolhas – as habilitações, que eram em Supervi-
são Educacional, Orientação Escolar, Administração Escolar...

Assim, como a Educação está inserida no contexto de nossa sociedade, é natural que
haja modificações, como o caso dos sistemas educacionais.

Veja como era a denominação de cada etapa e as idades abrangidas durante a nossa
segunda LDB, Lei n. 5.692/71:

Tabela 02. Estrutura do Ensino brasileiro de acordo com a Lei n. 5.692/71


8 anos de duração
PRIMEIRO GRAU Dos 7 aos 14 anos
Obrigatório
3 anos de duração
SEGUNDO GRAU
De 15 aos 17 anos, aproximadamente

TERCEIRO GRAU Variável

Fonte: LDB n. 5.692/71.

Como estamos tratando do ensino regular, veja que ainda devemos citar a Educação
especial, que por força de lei tem de ser oferecida aos alunos com necessidades es-
peciais; a Educação de Jovens e Adultos – EJA, que precisa atingir alunos com idades
distintas àquelas citadas nos quadros, os quais não tiveram acesso ou não deram con-
tinuidade aos seus estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade recomendada.

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Figura 02. Sala de aula de EJA

Fonte: 123rf.
3

O pedagogo docente será aquele destinado a trabalhar a formação dos alunos do EJA.
Entretanto, as metodologias de ensino devem ser diversificadas daquelas trabalhadas
com as crianças, já que esse público é de jovens ou adultos, e não caberia desenvolver
o mesmo tipo de trabalho que é realizado com as crianças, porque, naturalmente, não
atingiria o interesse dos alunos, podendo gerar evasão escolar.

Quanto à Educação superior, esta abarca os cursos de graduação que já cumpriram o


Ensino Médio e é ofertada em diferentes áreas profissionais. Ao terminar a graduação,
os alunos poderão cursar pós-graduação em nível de especialização, normalmente cur-
so com carga horária mínima de 360 horas,
contendo disciplinas ou atividades de aprendizagem com efetiva interação no
processo educacional, com o respectivo plano de curso, que contenha objeti-
vos, programa, metodologias de ensino-aprendizagem, previsão de trabalhos
discentes, avaliação e bibliografia (...) (BRASIL, 2018, s/p).

De acordo com a Resolução n. 1, de 6 de abril de 2018, em seu art. 1o, os cursos de


pós-graduação lato sensu, denominados cursos de especialização, são programas
de nível superior, de educação continuada, com os objetivos de complementar a
formação acadêmica, atualizar, incorporar competências técnicas e desenvolver
novos perfis profissionais, com vistas ao aprimoramento da atuação no mundo
do trabalho e ao atendimento de demandas por profissionais tecnicamente mais
qualificados para o setor público, as empresas e as organizações do terceiro setor,
tendo em vista o desenvolvimento do país. Disponível em: <http://portal.mec.
gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=85591-rces001-
18&category_slug=abril-2018-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 14 mar. 2020.

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Além das especializações e MBA, ou Master in Business Administration, há os progra-


mas de mestrado e doutorado, cursos stricto sensu, “abertos a candidatos diplomados
em cursos superiores de graduação e que atendam às exigências das instituições de
3 ensino e ao edital de seleção dos alunos (art. 44, III, Lei n. 9.394/1996)” (MEC, 2020).

MBA, ou Master in Business Administration, é um curso lato sensu voltado


para quem quer aprimorar conhecimentos de administração e obter uma visão
aprofundada e global do mundo corporativo. É muito procurado por empresários,
executivos e gestores. Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/pos-
graduacao/entenda-o-que-e-um-mba/>. Acesso em: 13 mar. 2020.

Podemos concluir, então, que o sistema educacional é o responsável por regulamentar


os papéis e as responsabilidades que as instituições que promovem educação – públi-
cas ou privadas – têm no que diz respeito às suas diretrizes.

Ao final dos cursos stricto sensu, os alunos recebem um diploma. Já após os


cursos lato sensu, recebem um certificado.

Não seria possível que cada instância, por exemplo, as escolas particulares, reali-
zasse um modelo de Educação e as escolas públicas outro, ou que cada instituição,
individualmente, o fizesse.

Cada sistema, cada instituição, tem determinada liberdade, entretanto as diretrizes que
regem o ensino precisam estar em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB).

Figura 03. Atual LDB é a n. 9.394/96 Fonte: 123rf.

5
Lembre-se que, desde 1996, a Lei n. 9.394/96 é aquela que vem regulamentando todas
as atividades educativas, assim como também atribui as responsabilidades e deveres
que cada entidade legal dos estados, municípios e Distrito Federal devem cumprir.
3
O art. 2o da LDB n. 9.394/96 deixa claro que: “A educação, dever da família e
do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade
humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Para tratar das atribuições que citamos, da União, dos estados, municípios e do Distrito
Federal, cabe esclarecer o seguinte:

A coordenação da política nacional de Educação fica a cargo da União, assim esta deve ser
a articuladora dos sistemas de ensino. Suas funções são de ordem “normativa, redistribu-
tiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais” (art. 8o, LDB n. 9.394/96),
devendo, ainda, fiscalizar, organizar e manter as instituições de Ensino Superior.

Figura 04. União, estados e municípios: cada um tem suas responsabilidades


com a Educação

Fonte: 123rf.

Os estados são os responsáveis, em cooperação com os municípios, de promover a orga-


nização e manutenção de órgãos e instituições oficiais. Cabe a eles, também, a oferta do
Ensino Médio, prioritariamente, mas podendo oferecer o Ensino Fundamental. Serão os es-
tados que deverão garantir seus interesses e dos municípios no que se refere à Educação.

Aos municípios cabe a oferta da Educação Infantil e, prioritariamente, o Ensino Funda-


mental. Os municípios poderão, desde que não afete negativamente essa modalidade
de ensino, oferecer Ensino Médio.

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À União cabe a elaboração do Plano Nacional de Educação.

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Agora que já entendemos o que é e como está organizada nossa atual estrutura de
ensino, vamos entender como chegamos a ela?

2. BREVE DISCUSSÃO SOBRE A CONSTRUÇÃO DA ESTRUTURA


E ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE ENSINO NO BRASIL
Com a discussão que acabamos de fazer sobre o sistema de ensino brasileiro, pude-
mos perceber que sua organização, embora tenha sido alterada, manteve-se dividida
em graus – 1o, 2o, 3o (LDB n. 5.692/71) – ou em segmentos – Educação Infantil, Ensino
Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior (LDB n. 9.394/96).

Hoje temos esse arranjo, mas como tudo começou? Você sabe?
A História da Educação no Brasil inicia com a chegada dos padres jesuítas, res-
ponsáveis pelas bases de um vasto sistema educacional, ocorrendo por esse
intermédio o desenvolvimento de um sistema educacional que seria o marco da
educação brasileira, que evoluiu, progressivamente, com a expansão territorial
da colônia, ou seja, com o predomínio da Igreja Católica na definição do sistema
educacional. E, por dois séculos, eles foram quase exclusivos educadores no
País (PIANA, 2009, p. 58).

Bem, o que temos aqui? A Igreja Católica divulgando o cristianismo, ao mesmo tempo
em que divulgava a cultura da metrópole (Portugal). Você acredita que havia realmente
preocupação com a colônia?

De qualquer forma, não podemos deixar de citar que os jesuítas foram os que deram “o
pontapé inicial” na Educação em nosso país. Mesmo que com intenções catequizado-
ras, como o período em que eles estiveram em nosso país foi bem extenso, de 1549 até
1759, eles chegaram a fundar 17 colégios em território nacional.

A sociedade brasileira era composta, especialmente, pelos senhores de engenho, lati-


fundiários, funcionários da coroa portuguesa, trabalhadores e escravos, e considerando
o contexto em que a Companhia de Jesus veio para o Brasil (diante da contrarreforma
católica), parece que haveria preocupação em desenvolver uma estrutura educacional
que buscasse prover Educação formal que abarcasse a todos aqueles que aqui viviam?
Veja que em 1599, a organização e planos de estudos da Companhia de Jesus “con-
centra sua programação nos elementos da cultura europeia” (RIBEIRO, 2011, p. 24).

Assim, para responder ao que acabamos de perguntar, é possível afirmar que somente
havia preocupação com a elite que descrevemos, e com o “agravante” de que os filhos
dessa elite saíam do Brasil para estudar na Europa, para cursar Direito, Medicina... e,
certamente, não havia nenhum interesse em oferecer e/ou ampliar a escolarização for-
mal para os pertencentes às classes subalternas.

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Figura 05. Educação formal: ocorrem em ambientes sistematizados

Fonte: 123rf.
3

Piana (2009) traz que:


(...) o nível cultural da Colônia era muito baixo, e a ignorância dos colonos por-
tugueses refletia-se na falta de habilidade e de conhecimentos técnicos, inclusi-
ve para o aprimoramento e o desenvolvimento das atividades produtivas, tanto
para a agricultura quanto para a mineração (ouro, diamantes), sendo apontado
também como causa de sua decadência.

Os métodos rudimentares, utilizados na agricultura pelos portugueses, eram


devastadores, predatórios e orientados para o proveito imediato dos colonos,
ou seja, os portugueses vinham para a Colônia em busca de riqueza e fortuna.

Nesse período, o objetivo dos portugueses era exclusivamente explorar e usufruir


de toda a riqueza deste País, mas sem se preocupar com a estruturação econô-
mica, política e educacional do povo que residia no Brasil (PIANA, 2009, p. 59).

Foi assim por muitos anos. Entretanto, havia crianças nascendo, pessoas se mudando
para a colônia e a Educação continuava decadente, falha ou insignificante.

Mas... boas notícias estariam chegando!

Com a vinda da família real para nosso país, surgiram os primeiros cursos superiores de
Direito, Medicina e Engenharia, além de escolas técnicas e academias.

Nesse período, foram criadas: a Academia Real da Marinha, a Academia Militar, o


curso de cirurgia, anatomia e, depois, o curso de Medicina. E ainda foram criados
os cursos de Economia, Agricultura, Botânica, Química Industrial, Geologia
e Mineralogia, dentre outros. Mas cabe ressaltar que a maioria dos cursos era
rudimentar em sua organização, pois focava somente na profissionalização
(FREITAG, 1986, p. 48 apud PIANA, 2009, p. 61).

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Infelizmente, as elites ainda eram o grupo social privilegiado, para quem a Educação
era voltada. Mesmo com determinadas iniciativas e algumas ideias, somente em 15 de
outubro de 1827 passou a vigorar, até 1946, a única lei geral para o ensino elementar.
3
A Educação popular sempre foi desconsiderada. Daí vem a necessidade de olharmos para
essa Educação como a base para que todo nosso sistema educacional funcione de verdade!

Figura 06. Educação popular: educação para todos

Fonte: 123rf.
Com essa expansão, lenta e irregular, tivemos a criação do Ministério de Educação,
Correios e Telégrafos (é, Correios e Telégrafos e Educação estavam juntos na mesma
pasta!), em 1890, mas, em pouco tempo, os temas relacionados à Educação foram para
a pasta da Justiça, o que é bastante curioso, concorda?

Entre os anos de 1889 e 1930, algumas escolas – primárias, secundárias e superiores – foram
construídas, porém este fato pouco alterou a organização que tínhamos no país até então.
Neste período, o Estado apenas procurou garantir a manutenção dos estabe-
lecimentos considerados como padrão para as demais escolas secundárias do
País, mas não conseguiu atender aos anseios republicanos de ampliação das
oportunidades educacionais, permanecendo ainda um sistema elitista, exclu-
dente e seletivo (PINTO, 1986 apud PIANA, 2009, p. 62).

A política educacional começou a sentir alguma tentativa verdadeira de mudança ape-


nas após a Primeira Guerra Mundial, quando 27 educadores se reúnem para elaborar
um manifesto com propostas consideradas fundamentais para que a Educação nacio-
nal, finalmente, entre em sintonia e ofereça possibilidade de que os alunos construam
conhecimentos, aprendam e sejam respeitados.

Era o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, como ficou conhecido o movimento
da Escola Nova, ou escolanovista, de 1932. Sua ideia principal era a reformulação do
sistema educacional brasileiro, de forma que ele fosse (re)construído como uma po-
lítica nacional. Dele fizeram parte grandes educadores da época, como Fernando de
Azevedo, Lourenço Filho e Anísio Teixeira, alguns que ocupavam cargos importantes
da administração federal.

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Figura 07. Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

Fonte: 123rf.
3

Leia o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova na íntegra, inclusive com sua
ortografia à época. Esse documento é importantíssimo para todo pedagogo.
Disponível em: <http://download.inep.gov.br/download/70Anos/Manifesto_dos_
Pioneiros_Educacao_Nova.pdf>. Acesso em: 14 mar. 2020.

Dois anos antes da escrita do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, foi criado o
Ministério da Educação e da Saúde, medida de impacto para a Educação nacional, vi-
sando “orientar e coordenar, como órgão central, as reformas educacionais que seriam
incluídas na Constituição de 1934, tendo como seu titular Francisco Campos” (PINTO,
1986 apud PIANA, 2009, p. 64).

A partir daí, começou, no Brasil, a ser delineado um desenho mais efetivo do que temos
como sistema educacional nacional, especialmente porque as escolas primária, secun-
dária e superior (denominadas assim à época) foram integradas.

Outro fator relevante a ser comentado é que, tal como proposto pelos Pioneiros, o ensi-
no primário, obrigatório, gratuito e de boa qualidade foi introduzido.

Figura 08. Escola pública, gratuita e obrigatória para todos


Fonte: 123rf.

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Saberes Necessários e Documentação sobre a Prática da Pedagogia

Com a Constituição de 1937 tivemos o surgimento das escolas profissionalizantes, já que


as indústrias e os sindicatos passaram a ser obrigados a oferecer essa modalidade de ensi-
no como forma de preparar os filhos dos operários para atuarem, no futuro, nas indústrias.
3
O foco, nesse período, era essencialmente preparar os filhos dos operários para
as indústrias, e tal fato concretiza-se, pois, no ano de 1942, foi criado o Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e em 1946, o Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac).
Que intenção você acredita que estava por trás disso?

Em 1961 é promulgada a primeira LDB, Lei n. 4.024/61, “compreendida como a medida


mais importante assumida pelo Estado em relação à política educacional” (PINTO, 1986
apud PIANA, 2009, p. 65), e que trazia em seu texto, no art. 23, que “a educação pré-pri-
mária destina-se aos menores até sete anos, e será ministrada em escolas maternais
ou jardins de infância”, e, de acordo com o art. 26, “o ensino primário será ministrado,
no mínimo, em quatro séries anuais”, visando “o desenvolvimento do raciocínio e das
atividades de expressão da criança, e a sua integração no meio físico e social” (art. 25).

Quanto ao Ensino Médio, encontramos que:


Art. 33. A educação de grau médio, em prosseguimento à ministrada na escola
primária, destina-se à formação do adolescente.

Art. 34. O ensino médio será ministrado em dois ciclos, o ginasial e o colegial,
e abrangerá, entre outros, os cursos secundários, técnicos e de formação de
professores para o ensino primário e pré-primário.

Art. 35. Em cada ciclo haverá disciplinas e práticas educativas, obrigatórias e


optativas (BRASIL, 1961, s/p).

Veja que o que hoje chamamos de segundo segmento do Ensino Fundamental perten-
cia ao ensino de grau médio.

Leia na íntegra a LDB n. 4.024/61. Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/


legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-
1-pl.html>. Acesso em: 14 mar. 2020.

A partir de 1964, com o início da ditadura militar, o debate popular arrefece,


entretanto, o Estado amplia o sistema de ensino, inclusive o superior. Criam-se
agências de apoio à pesquisa e à pós-graduação. Amplia o ensino obrigatório
de quatro para oito anos. São promulgadas várias leis que introduzem reformas
importantes nos diferentes níveis de ensino (PIANA, 2009, p. 66).

Nesse mesmo período, surgem as ideias de Paulo Freire e a Educação libertadora.


Freire influenciou àquela época e ainda hoje deixa suas marcas quando o tema é a
Educação, especialmente a popular e a de adultos.

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Com o passar dos anos e a redemocrati- Figura 09. Redemocratização do Brasil
zação do nosso país, é promulgada a ter-

Fonte: 123rf.
ceira LDB, em 1996, como tanto já men-
cionamos. Com ela, temos a estrutura 3
apresentada logo no início desta unidade
e é essa com a qual trabalhamos.

Por exemplo, para graduar-se em Peda-


gogia, é necessário que você cumpra os
estágios obrigatórios, e você os realiza
nas diferentes etapas nas quais nosso
ensino está dividido – Educação Infantil,
Ensino Fundamental e Ensino Médio, que
compõem a Educação básica, não é?

Agora, vamos passar à análise de documentos oficiais que orientam nossa prática pe-
dagógica e que norteiam a nossa profissão.

3. OS DOCUMENTOS OFICIAIS QUE ORIENTAM A PRÁTICA


DA PEDAGOGIA E OS SABERES NECESSÁRIOS À PRÁTICA
EDUCATIVA
Mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práti-
cas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas
complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do
trabalho (BNCC, 2017).

Quando falamos sobre a formação do pedagogo, citamos as Diretrizes Curriculares Na-


cionais para o curso de Pedagogia, lembra? Este é o principal documento que orienta
nossa prática, mas não é o único.

Temos ainda a Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que faz um mergulho na Edu-
cação e indica o que deve ser trabalhado e como, por aqueles que lidam com a Educa-
ção – no nosso caso, a Educação Infantil e o primeiro segmento do Ensino Fundamental.

Outros documentos que consideramos de extrema importância são os Parâmetros Cur-


riculares Nacionais (PCNs) e a própria LDB atual, pois ambos tratam da atuação de boa
qualidade do pedagogo junto aos alunos.

Consulte os seguintes endereços eletrônicos para conhecer mais sobre:


• a BNCC:
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_
docman&view=download&alias=79611-anexo-texto-bncc-aprovado-em-15-12-17-
pdf&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 13 mar. 2020.
• os PCNs:
<http://portal.mec.gov.br/expansao-da-rede-federal/195-secretarias-112877938/
seb-educacao-basica-2007048997/12598-publicacoes-sp-265002211>. Acesso
em: 13 mar. 2020.

Prática Profissional: Pedagogia e Contextos de Trabalho 12


Saberes Necessários e Documentação sobre a Prática da Pedagogia

Veja, por exemplo, que os PCNs indicam que é substancial para o trabalho docente que
as novas metodologias (como as metodologias ativas), teorias e técnicas didáticas (como
sala de aula invertida, por exemplo) sejam consideradas, assim o professor organizará
3 um espaço de curiosidade e desenvolvimento do ensino considerado democrático e atual.
Em 1997 foram instituídos os Parâmetros Curriculares Nacionais que consti-
tuem-se em referências nacionais para o Ensino Básico, a primeira etapa para a
concretização curricular do Brasil, definindo as metas para a educação estabe-
lecidas pelas políticas públicas do MEC. Esses PCNs podem ser usados como
recursos para a construção, elaboração, reelaboração ou adaptações curricu-
lares pelas Secretarias de Educação, assim, cada um constrói seus currículos
de acordo com os PCNs e com a realidade local. Nas escolas, os PCNs e as
propostas das Secretarias servem de subsídios para elaboração da proposta
curricular de cada instituição escolar, trazendo-o para uma discussão contex-
tualizada de seu projeto político pedagógico (CUNHA; CEZARI, 2016, p. 48).

Nos Parâmetros é valorizada a concepção em que o conhecimento é construído, e não


dado como acabado, pronto, a partir do que o professor aprendeu. Esta visão percebe
que conhecer é uma ação em permanente construção, ou seja, aprende-se a todo mo-
mento, em todos os lugares e, na escola, não seria diferente, pois, já que o mundo é di-
nâmico, o conhecimento também é concebido assim, provisório, impermanente, mutável.

Consideramos válida (e necessária), então, uma concepção não tradicional de ensinar,


na qual o aluno é o foco e a construção de seu conhecimento é o objetivo a ser atingido.

Figura 10. Conhecimento – sempre em construção

Fonte: 123rf.

Já a BNCC traz que é necessário fazer uma revisão em como a gestão, a formação docente,
os processos avaliativos e o projeto político-pedagógico da escola estão sendo pensados.

A revista Nova Escola fez uma edição especial sobre a BNCC citando, por exemplo, que:

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As dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) são
um conjunto de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que buscam pro-
mover o desenvolvimento dos estudantes em todas as suas dimensões: intelec-
tual, física, social, emocional e cultural. Mas, para o aluno ser capaz de exercer
3
plenamente todas elas, não bastam práticas em sala de aula. Elas demandam
a incorporação de mudanças nos vários âmbitos da escola (FERNANDES, s/d).

Veja a importância do pedagogo nesse contexto: ele será o responsável por direcionar
e organizar toda essa adaptação, como gestor da unidade escolar e docente. As mu-
danças devem ocorrer dentro e fora da sala de aula, envolvendo toda a comunidade
escolar, até atingir o próprio aluno como protagonista.

Consulte o link: <https://novaescola.org.br/bncc/disciplina/97/competencias-


gerais>. Acesso em: 15 mar, 2020. Leia toda a reportagem “Base Nacional
Comum Curricular”.

Vamos elencar, de acordo com a reportagem, a qual sugerimos que você leia na ínte-
gra, os pontos fundamentais que o pedagogo pode influenciar.

Analise a listagem abaixo:

Atuação do pedagogo diante da BNCC

• refletir sobre a prática;

• incentivar a capacitação docente;

• desenvolver a gestão democrática;

• ser um líder pedagógico;

• abrir as portas da escola para a comunidade;

• construir o PPP coletivamente;

• ser um mediador de conflitos;

• incentivar a participação dos alunos;

• entender a avaliação como continuada e formativa.

Você acha possível realizar essas tarefas? É o que a BNCC propõe ao pedagogo,
ou seja, a você.

A LDB de 1996 já propunha que houvesse uma base comum e uma parte diversificada
nos currículos escolares. A BNCC tornou esse aspecto mais concreto.

Veja o texto da lei:

Prática Profissional: Pedagogia e Contextos de Trabalho 14


Saberes Necessários e Documentação sobre a Prática da Pedagogia

Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacio-
nal comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimen-
to escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais
e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. (BRASIL, 1996).
3
Nesse sentido, diante da organização curricular, o pedagogo docente vai para a sala de aula
como “aplicador” e, certamente, “desenvolvedor” das mudanças que vieram com a BNCC.

Volto a citar a atuação do pedagogo: como já estudamos, o caráter pesquisador é es-


sencial para que as inovações sejam postas em prática. Não cabe mais apenas ensinar
os componentes curriculares tradicionais, como Língua Portuguesa e Matemática, que
sempre tiveram o maior peso no ensino brasileiro. É preciso ensinar criatividade, valo-
res, participação e colaboração.

Temos que perceber que ensinamos em rede, mesmo sem a utilização direta das novas
tecnologias da informação e da comunicação. Estamos nos referindo à construção de
uma rede de aprendizagem colaborativa em que cabe ao pedagogo ser um incentivador
da busca de informações, por exemplo, além da sala de aula.

Figura 11. Aprendizagem em rede

Fonte: 123rf.

Veja como: durante as aulas, o docente vai trabalhar com objetivos socioemocionais
também e não vai ensinar apenas o conteúdo teórico, que está no currículo, já que
as competências para viver no século XXI são diferentes e exigem mais qualificação,
inclusive profissional de nossos estudantes, que, ao saírem da escola, devem estar
preparados para embarcar no mercado de trabalho.

Entretanto, para obter sucesso nessa empreitada, o pedagogo precisa estar preparado,
precisa ter vivenciado experiências diversas que potencializem sua atuação, tanto como
docente quanto como gestor, e, claro, sem deixar de lado seu lado pesquisador, reflexivo.

Vamos agora voltar um pouquinho para as DCNs. São as Diretrizes Curriculares Nacio-
nais que definem, contudo, nossa formação, de modo que regulamente nossa

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formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos anos
iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade
Normal, e em cursos de Educação Profissional na área de serviços e apoio
escolar, bem como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos
3
pedagógicos (BRASIL, 2006, p. 1, art. 2o).

É essa nossa realidade, desde 2006. De acordo com Gadotti (2004, p. 63), “fazer pedagogia
é fazer prática teórica por excelência. É descobrir e elaborar instrumentos de ação social.
Nela se realiza de forma essencial, a unidade entre teoria e prática”. É isso que vamos
aprender a fazer; é o que estamos estudando e nos preparando para compreender bem.

Mais uma vez, aparece nossa importância, ou... nossa suma importância: a contribuição
qualificada no desenvolvimento das ações de caráter pedagógico e educativo em toda
instituição escolar, porque somos nós os responsáveis pelo suporte pedagógico aos
demais docentes na realização das atividades com os alunos.

Figura 12. Pedagogo – suporte pedagógico

Fonte: 123rf.

Docentes ou gestores, os pedagogos têm em sua formação os requisitos necessários


para fazer a escola funcionar e a aprendizagem acontecer – de todos os envolvidos.

Voltemos para as DCNs, ainda no art. 2o:


§ 1o Compreende-se a docência como ação educativa e processo pedagógico
metódico e intencional, construído em relações sociais, étnico-raciais e produti-
vas, as quais influenciam conceitos, princípios e objetivos da Pedagogia, desen-
volvendo-se na articulação entre conhecimentos científicos e culturais, valores
éticos e estéticos inerentes a processos de aprendizagem, de socialização e de
construção do conhecimento, no âmbito do diálogo entre diferentes visões de
mundo (BRASIL, 2006, p. 1).

Nossa atuação, concorda?

É para isso que estamos estudando!

Prática Profissional: Pedagogia e Contextos de Trabalho 16


Saberes Necessários e Documentação sobre a Prática da Pedagogia

Para finalizar nossa unidade, trago as palavras do professor José Carlos Libâneo, da
Universidade Católica de Goiás, que define o pedagogo como “profissional que atua em
várias instâncias da prática educativa, (...) ligadas à organização e aos processos de
3 transmissão e assimilação ativa de saberes e modos de ação, tendo em vista objetivos
de formação histórica” (2007, p. 112).

São esses os saberes que precisamos construir para que sejamos pedagogos compro-
metidos com a valorização da Educação em nosso país, assim como com o respeito
aos profissionais da área educacional.

Mais uma vez, perguntamos: você está pronto? Acreditamos que sim!

REFERÊNCIAS
1. GADOTTI, M. Pedagogia da práxis. São Paulo: de 2018. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/do-
Cortez, 2004. cman/abril-2018-pdf/85591-rces001-18/file>. Acesso
2. LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e pedagogos para em: 13 mar. 2020.
quê? São Paulo: Cortez, 2007. OLIVEIRA, R. P. de; 8. CUNHA, J. da S.; CEZARI, E. A autonomia do
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modalidades na Constituição Federal e na LDB. São em especial o referencial pedagógico para a educa-
Paulo: Xamã, 2002. In: PINTO, R. M. F. Política edu- ção infantil do município de Palmas. Revista Interfa-
cacional e serviço social. São Paulo: Cortez 2018. ce, n. 11, maio 2016, p. 46-62.
3. RIBEIRO, M. L. S. História da Educação brasilei- 9. FERNANDES, S. O que acontece na sua escola com
ra: a organização escolar. Campinas: Autores Asso- as novas competências? Revista Nova Escola. Especial
ciados, 2001. BNCC. s/d. Disponível em: <https://novaescola.org.br/
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mara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-de- Paulo: Moraes, 1986. In: PIANA, M. C. A construção
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de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB n. tora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Dis-
9.394/96. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ponível em: <http://books.scielo.org/id/vwc8g/pdf/pia-
ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 13 mar. 2020. na-9788579830389-03.pdf>. Acesso em: 13 mar. 2020.
7. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Na-
cional de Educação. Resolução n. 1, de 6 de abril

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Prática Profissional: Pedagogia e Contextos de Trabalho 18

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