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Universidade da Beira Interior

Faculdade de Artes e Letras

As Eleições Europeias em Portugal

Mestrado em Ciência Política - Projeto de Dissertação

Autor: Erlander Sacramento

Orientador: Professor Pedro silveira

Ano letivo - 2021/2022

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Índice

Resumo.........................................................................................................................1

Introdução.....................................................................................................................2

Objetivo Geral........................................................................................................3

O objetivo geral do presente trabalho é compreender a evolução das eleições

europeias em Portugal entre 1986 e 2022............................................................3

Objetivos Específicos.............................................................................................3

Contextualização da Temática - Estado da Arte..........................................................4

Definição do Conceito – Eleições Europeias............................................................4

Taxa de Participação.................................................................................................5

Representatividade dos Partidos no Parlamento Europeu.......................................6

Proposta de Dissertação – Metodologia.......................................................................8

Instrumentos de Recolha de Dados..........................................................................8

Questionários.........................................................................................................8

Questionário Sociodemográfico.............................................................................9

Cronograma..................................................................................................................9

Referências Bibliográficas...........................................................................................11

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Resumo

A integração de Portugal na União Europeia foi um dos eventos mais


importantes e marcantes da história de Portugal. Após décadas de isolamento e uma
transição turbulenta para a democracia, a estabilidade política, económica, social e
cultural foi fundamental para ultrapassar os anos de ditadura (Magone, 2017, p.24).
O presente trabalho de investigação incide sobre as eleições europeias em Portugal
e procura compreender a sua evolução em Portugal. Assim, procuramos responde à
seguinte questão de investigação: “Qual é a evolução de Portugal nas Eleições
Europeias?”. Numa fase inicial, procura-se fornecer ao leitor um enquadramento
acerca da evolução de Portugal nas eleições portuguesas. De seguida, descreve-se
a evolução de Portugal no Parlamento Europeu, tal como os seus direitos, posições,
funções e tarefas. Será desenvolvida uma metodologia quantitativa como bases de
dados estatísticos bem como na recolha de dados através de questionários. A
técnica de recolha de dados inclui a análise documental e dos questionários
aplicados. Com a presente dissertação, através da análise documental e estatística
espera-se compreender em profundidade a evolução das eleições europeias em
Portugal. Adicionalmente, com a aplicação dos questionários procura-se
compreender as razões e motivações dos portugueses nas suas intenções de voto
nas eleições europeias.

Palavras-Chave: Eleições Europeias; Parlamento Europeu; Portugal; Política;


Projeto de Dissertação

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Introdução

A integração de Portugal na União Europeia é um dos eventos mais


importantes da história de Portugal. Após décadas de isolamento e uma transição
turbulenta para a democracia, a estabilidade política, econômica, social e cultural de
Portugal foi fundamental para ultrapassar os anos e ditadura (Magone, 2017, p.24).
O presente trabalho insere-se no âmbito do projeto de dissertação do Mestrado em
Ciência Política da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior.

Desde 1986 que se realizam eleições europeias para o Parlamento Europeu


em Portugal (Serra-Silva et al., 2019) e após uma análise cuidadosa de alguns
documentos bibliográficos, foi identificada a necessidade de compreender a
evolução das eleições europeias em Portugal. Adicionalmente, identificou-se a
pertinência de explorar e analisar a participação dos portugueses nas eleições
europeias ao longo dos anos (1986-2022) bem como as motivações dos
portugueses nas suas intenções de voto.

Assim, o trabalho inicia-se com uma contextualização da evolução das


eleições europeias em Portugal, de seguida é descrita a participação dos
portugueses nestas eleições de segunda ordem e por fim, a evolução de Portugal
dentro do parlamento europeu.

Adicionalmente, pretendemos responder à seguinte questão de investigação:


“Qual é a evolução de Portugal nas Eleições Europeias?”. Para responder à questão
de investigação optámos por uma metodologia quantitativa, com recurso a bases de
dados estatísticos bem como a recolha de dados através de um questionário. A
técnica de recolha de dados inclui a análise de documentos, que consiste na
recolha, leitura e sua análise de forma a recolher informação sobre o tema de
investigação; um conjunto de questionários, no qual serão elaboradas um conjunto
de perguntas relacionadas com o tema de investigação bem como um questionário
sociodemográfico para caracterização da amostra; adicionalmente, serão analisados

2
os dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística acerca das taxas de
participação nas eleições europeias ao longo dos anos.

Logo, em primeiro lugar será realizada uma revisão exaustiva da literatura de


forma a estabelecer e definir o percurso da investigação. Depois, os dados serão
recolhidos e analisados. Por fim, será realizada a sua síntese e reflexão final.

Objetivos

Objetivo Geral

O objetivo geral do presente trabalho é compreender a evolução das eleições


europeias em Portugal entre 1986 e 2022.

Objetivos Específicos

Os objetivos específicos do trabalho implicam:

1. Explorar a participação dos portugueses nas eleições europeias ao longo


dos anos;
2. Analisar as taxas de abstenção em Portugal através dos dados do Instituto
Nacional de Estatística;
3. Analisar a evolução dos partidos políticos.
4. Compreender as motivações nas intenções de voto dos portugueses.

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Contextualização da Temática - Estado da Arte

Definição do Conceito – Eleições Europeias

Foi no ano de 1977, mais especificamente no mês de Maio, que Portugal, pós
o 25 de Abril de 1974, solicita um pedido para aderir à Comunidade Económica
Europeia, sendo que é considerado como membro oficinal em 1986 (Freire, 2005).

As eleições europeias em Portugal iniciaram-se em 1986 e são nomeadas


como eleições de segunda ordem (Serra-Silva et al., 2019). As eleições de segunda
ordem são consideradas como eleições com menos importância política, pois não
determinam poderes nacionais, mas sim europeus (Reif & Schmitt, 1980), sendo que
a participação dos cidadãos é menor (Serra-Silva et al., 2019).

Considerando que a participação dos cidadãos é menor, existe um maior


número de votos inválidos (em branco e nulos) registados, em que as taxas de
abstenção são elevadas, os partidos com menos poder acabam por ser favorecidos,
assim como partidos formados recentemente, pois têm maiores possibilidades de
êxito (Serra-Silva et al., 2019; Reif & Schmitt 1980).

Freire e Santana-Pereira (2015) defendem que Portugal foi um dos Estados


Membros com níveis mais elevados de apoio à integração europeia (Conti et al.,
2011; Costa Lobo & Magalhães, 2011; Lobo, 2007; Moreira et al., 2010; Moury & De
Sousa 2011), ao longo da história da União Europeia. Assim, o apoio à integração
europeia por parte de Portugal também se traduziu em termos de oferta – a maior
parte dos eleitores apoia o Partido Socialista e o Partido Social Democrata nas
eleições europeias, mesmo que em menor nível do que as eleições nacionais
(Costa Lobo & Magalhães 2011; Freire & Teperoglou 2007; Rodrigues Sanches &
Santana-Pereira 2010; Santana-Pereira & Sanches 2014).

Em 2008, com a chegada da crise financeira e económica a nível mundial e


com as políticas de austeridade que se seguiram ao resgate da Troika,
nomeadamente a países com dificuldades, foram introduzidas novas mudanças.
Portugal foi um dos países mais atingidos pela crise, o que se refletiu na intenção de

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voto nas eleições em 2014, pois muitos eleitores e cidadãos culpam a União
Europeia pela crise (Freire & Moury 2014; Freire et al., 2014).

Em suma, as eleições europeias têm sido, até agora, verdadeiramente de


segunda ordem em Portugal. Quanto menos são pronunciadas as eleições
europeias e abordadas socialmente e politicamente (por exemplo, 1987, 1999),
principalmente por fatores de curto prazo, como o calendário das eleições europeias
no ciclo eleitoral (Freire & Teperoglou 2007; Lobo, 2011), mais as questões
nacionais tomarão conta do materiais de campanha e da atenção das pessoas.
Assim, os cidadãos continuaram desinteressados nas campanhas europeias e
menos propensas a votar do que nas eleições nacionais.

Taxa de Participação

Segundo Freire e Santana-Pereira (2015), Portugal aderiu à Comunidade


Económica Europeia e realizou eleições para o Parlamento Europeu quase dez anos
após as primeiras eleições europeias diretas. A participação portuguesa nas
eleições europeias foi inferior (igual ou inferior a 40 por cento, se excluirmos as
eleições de 1987 e 1989) do que nas eleições legislativas (cerca de 60-70 por cento
entre 1991 e 2011).

Para além disso, as taxas de participação portuguesa nas eleições europeias


sempre estiveram muito abaixo da média da UE (Lobo, 2011), o que significa que de
ponto de vista da abstenção, em Portugal estas eleições são mais de segunda
ordem do que noutros Estados-Membros.

No primeiro ano de eleições europeias, a taxa de abstenção rondou os 27,4%,


enquanto que em 1994, a taxa de abstenção rondou os 60% e em 2019 os 69,3 %.
Ou seja, podemos observar um aumento nas taxas de abstenção ao longo dos anos.

Em 2019, a abstenção eleitoral foi considerável (69,3%), tal como


supramencionado, atingindo o valor mais alto de sempre em Portugal e sendo a

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maior entre os Estados-Membros da União Europeia (Serra-Silva et al., 2019). A
abstenção foi sobretudo elevada em regiões do país caracterizadas por
envelhecimento demográfico e baixos níveis de escolarização, como nos Açores,
onde atingiu 81,3%. Em termos percentuais, atingiu os 64,7% em território nacional,
face aos 65,3% de 2014.

Ainda em 2019, o Partido Socialista solidificou a sua posição no Parlamento


Europeu, ampliando a percentagem de votos obtidos face a 2014 (passando de
31,5% para 33,4%) e concludentemente o número de deputados eleitos passou de 8
para 9. Mais relevante, em comparação com as legislativas de 2015, os resultados
do Partido Socialista foram ligeiramente superiores em termos percentuais. A sua
prestação nas europeias de 2019 acabou por ser superada pela das legislativas
deste ano, em que conseguiram conquistar 36,7% dos votos (Freire & Santana-
Pereira, 2015).

Representatividade dos Partidos no Parlamento Europeu

Em primeiro lugar, é fundamental definir o que é o parlamento europeu –


define-se como uma assembleia única e transnacional a nível global, que é eleita de
uma forma direta, sendo que representa os interesses dos cidadãos da União
Europeia a nível europeu. Assim, os deputados do Parlamento Europeu são eleitos
de cinco em cinco anos, pelos cidadãos de cada pais da União Europeia.

Adicionalmente, segundo Gonçalves (2015), o Parlamento Europeu é um dos


parlamentos maiores, mais complexos e com mais idiomas no mundo, sendo um
parlamento de trabalho. Assim, os lugares são distribuídos com base na
proporcionalidade degressiva – os países com mais população têm mais assentos
que os países mais pequenos, mas, os mais pequenos mantêm mais lugares do que
se fosse pelo princípio da proporcionalidade direta. Assim sendo, cada país tem um
número mínimo de deputados, que foi alterado pelo Tratado de Lisboa para seis,
eleitos por representação proporcional.

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Segundo Marsh e Mikhaylov (2010), o estabelecimento de eleições diretas
para o Parlamento Europeu procurou estabelecer uma conexão direta entre os
cidadãos e a tomada de decisão a nível europeu. Assim, as eleições europeias
procuram estabelecer uma identidade comum entre os diversos países e estados
membro da Europa, para legitimar a política através dos processos eleitorais
normais e proporcionar um espaço público no qual os europeus podem exercer um
controlo mais direto acerca do seu futuro.

Reif e Schmitt (1979) foram dos primeiros autores a discutir e a argumentar


acerca das eleições para o Parlamento Europeu. Assim, os resultados das eleições
europeias são influenciados não só por fatores europeus, mas também pela situação
política nacional no momento das eleições europeias.

O sistema político que é a União Europeia pode ser percecionado de dois


pontos de vista. Por um lado, é um governo internacional, sendo que a união foi
criada com o objetivo de regular as decisões políticas em diversas áreas (saúde,
economia, educação etc) numa lente de crescimento e progresso.

Adicionalmente, a união procura unificar os estados membro de forma a


prevenir a recorrência dos violentos conflitos que marcaram a primeira metade do
século XX. Esta nova união, formada pelo Tratado de Roma, criou uma comissão
reguladora, bem como instituições por meio das quais os ministros dos diversos
estados poderiam debater as políticas propostas por aquela comissão (Marsh &
Mikhaylov, 2010). Igualmente, foi criado um tribunal para regular as questões
relativas ao Tratado de Roma bem como das políticas implementadas.

O segundo ponto de vista é de que a União Europeia se manifesta no


Parlamento Europeu desde 1979, sendo eleito diretamente pelos eleitores dos
Estados-Membros, sendo que se organizada por meio de partidos políticos
transnacionais.

Assim, podemos observar as dinâmicas subjacentes no parlamento europeu


bem como a desvalorização portuguesa ao longo dos anos nas eleições europeias,
algo notório e visível pelas taxas de abstenção em Portugal. O presente trabalho

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procura o aumento de conhecimento académico acerca desta temática, bem como
providenciar ao leitor o seu aprofundamento bem como compreensão das
motivações de intenção de voto dos cidadãos portugueses.

Proposta de Dissertação – Metodologia

O presente estudo de investigação é de natureza quantitativa pois tem como


objetivo a generalização a partir de uma amostra documental, para que possam ser
feitas inferências sobre a evolução das eleições europeias em Portugal,
complementando com uma recolha de dados quantitativos na população portuguesa
acerca das eleições europeias portuguesas.

Instrumentos de Recolha de Dados

Questionários

Será desenvolvido um questionário com base na literatura para compreender


o nível de conhecimento dos portugueses acerca das eleições europeias
portuguesas bem como o seu historial de votação. O objetivo de utilizar questionário
é levantar um conjunto de dados, generalizar a partir de uma amostra para uma
população, para que possam ser feitas inferências sobre as eleições europeias em
Portugal. A pesquisa será transversal, o que significa que os dados serão recolhidos
apenas num momento no tempo. O preenchimento do questionário será
autoadministrada e a equipa de investigação criará uma pesquisa on-line via Google
Docs, a fim de atingir uma grande população.

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Questionário Sociodemográfico

A equipa de investigação desenhou um questionário sociodemográfico de


forma a recolher informação relevante acerca dos participantes bem como
contextualizar as respostas dos participantes.

As questões presentes no questionário incidem sobre dados sociodemográficos


(p.e., idade, situação profissional, identificação étnica e cultural, nível de
religiosidade, nível de escolaridade, situação profissional, rendimento mensal do
agregado familiar).

Cronograma

2022 2023
Sep Oct Nov Dec Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep

Definir o Orientador da Dissertação


Realizar a Revisão da Literatura
Definir o Tópico de Investigação
Definir o Contexto da Investigação
Definir os objetivos e questões de
investigação
Desenvolver um Mapa Conceptual e
Hipóteses de Investigação
Desenvolver os Questionários para
a Recolha dos Dados
Recolha dos Dados
Análise dos Dados
Discussão da Análise dos Dados
com o Orientador
Escrever a Seção da Discussão

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Escrever a Seção da Conclusão
Escrever as Limitações, Sugestões
de Estudos Futuros e Contribuições
Realizar as Referências
Bibliográficas
Revisões Finais
Entrega da Dissertação

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Referências Bibliográficas

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