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FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS – FMU

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA – APS

DISCIPLINA: MECANISMOS DE AGRESSÃO E DEFESA

CAROLINE GOMES DE ALMEIDA RA: 6527990


ROSÂNGELA DA SILVA SOUZA RA: 6605551
YNGRID VILHENA SANTOS REIS RA: 7382566

TURMA: 031201A01

PROFESSOR(A):DANIEL MANZONI DE ALMEIDA

SÃO PAULO

2020
CAROLINE GOMES DE ALMEIDA RA: 6527990
ROSÂNGELA DA SILVA SOUZA RA: 6605551
YNGRID VILHENA SANTOS REIS RA: 7382566

ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA – APS

MECANISMOS DE AGRESSÃO E DEFESA

Atividade prática supervisionada


apresentado ao curso de graduação de
enfermagem, segundo semestre, como
parte dos requisitos necessários para
compor a nota da disciplina de Mecanismos
de Agressão e Defesa.
Professor(a): Daniel Manzoni de Almeida
Disciplina: Mecanismos de Agressão e
Defesa
Turma: 031201A01 (noturno)

SÃO PAULO

2020
O SISTEMA INCRÍVEL SISTEMA IMUNE: COMO ELE PROTEGE O NOSSO
CORPO

O material copilado para leitura da Sociedade Japonesa de imunologia aborda o


sistema imune como um todo de algumas doenças de uma maneira simplificada.

O sistema imune é responsável pelo combate de microrganismos invasores,


impedindo o desenvolvimento de doenças e responsável por promover o equilíbrio do
organismo a partir de respostas coordenadas das células e moléculas produzidas em
resposta ao patógeno.

O sistema imunológico, é um conjunto de órgãos, tecidos e células que trabalham


juntos para proteger o corpo. As células envolvidas são os glóbulos brancos ou
leucócitos, que são em dois tipos básicos, os fagócitos (células que protegem dos
organismos invasores através da digestão) e os linfócitos (células que permitem o
corpo lembrar e reconhecer os invasores anteriores e ajudam a destruí-los).

Os leucócitos circulam através do corpo entre os órgãos e gânglios via vasos linfáticos
e vasos sanguíneos. Desta forma, o sistema imune funciona de forma coordenada
para acompanhar o corpo para germes ou substâncias que possam causar problemas.

RESPOSTA INFLAMATÓRIA

A resposta inflamatória é um processo integrado nos mecanismos de defesa não


específicos do sistema imunitário. Também conhecido por inflamação, esta ocorre
quando os agentes patogênicos conseguem ultrapassar as barreiras de defesa
primária.

A resposta inflamatória é desencadeada por substâncias químicas. Algumas destas


substâncias são libertadas pelos próprios microrganismos, enquanto outras são
libertadas em consequência das lesões celulares devido à invasão dos agressores
microbianos. Por exemplo, a histamina é uma dessas substâncias, é produzida por
basófilos, presentes em alguns tecidos, designados, mastócitos.

As substâncias químicas que desencadeiam a resposta inflamatória provocam


primeiramente a vasodilatação e aumentam a permeabilidade dos capilares. Desta
forma, verifica-se um aumento do fluxo sanguíneo para o local afetado, levando à sua
ruboridade e a um aumento da temperatura na zona. Devido à maior permeabilidade
dos vasos sanguíneos, aumenta a quantidade de fluido intersticial nos tecidos
infetados. Este aumento do fluido intersticial é a causa do aparecimento de um edema.
A distensão dos tecidos, provocados pelo edema, e a ação de algumas substâncias
sobre as terminações nervosas provocam o aparecimento da dor.

O aumento do fluxo sanguíneo e da permeabilidade dos vasos vai permitir a presença


no local infectado de um maior número de fagócitos, sobretudo neutrófilos e
macrófagos. Os fagócitos designam os leucócitos que realizam a fagocitose.

Em poucas horas, após a infecção, um elevado número de neutrófilos atravessa a


parede dos capilares. Este processo é denominado de diapedese. Os neutrófilos
migram para os locais afetados devido aos sinais químicos libertados pelas células
lesionadas, fagocitando os micróbios. Esta atração química é designada por
quimiotaxia. A duração de vida dos neutrófilos é bastante curta, assim os monócitos
que circulam nos capilares começam a migrar para os tecidos infectados. Os
monócitos começam o processo de diferenciação em macrófagos. Estes são
extremamente eficazes a realizar a fagocitose tendo uma duração mais longa que os
neutrófilos.

Os macrófagos, para além de fagocitar os agentes invasores, procedem à limpeza das


células danificadas. Removem, também, os neutrófilos destruídos pelo processo de
fagocitose. Após este processo, dá-se início à cicatrização, sendo repostas as células
perdidas e os tecidos regenerados.

Quando os microrganismos são incluídos nos fagócitos, mas não são destruídos,
podem produzir um granuloma. Nesta situação, em torno dos fagócitos infectados
dispõem-se outras células fagocitárias, à volta das quais se desenvolve um tecido
fibroso. Em algumas infecções gera-se um abcesso que corresponde à acumulação
de pus que é constituído por restos de microrganismos, fagócitos mortos, fluídos e
proteínas que extravasaram dos capilares durante a resposta inflamatória.

O pus, em situações normais, é absorvido pelo organismo ao fim de alguns dias,


dando-se a cicatrização.

Nos casos em que as infecções são mais graves, envolvendo áreas maiores do
organismo, dá-se uma resposta sistémica. As células lesionadas produzem e libertam
mais substâncias, que estimulam a produção de um maior número de leucócitos. Um
dos sintomas da resposta sistémica é a febre.

As toxinas produzidas pelos agentes invasores e as substâncias libertadas por alguns


leucócitos, designadas substâncias pirogênicas, atuam sobre o hipotálamo fazendo
aumentar a temperatura corporal. A febre alta pode ser fatal, mas a febre moderada
contribui para a defesa do organismo, facilitando a fagocitose e inibindo a
multiplicação de alguns microrganismos.

PSORÍASE

A Psoríase é uma doença inflamatória crônica e não contagiosa, que pode atingir
todas as idades. A sua causa ainda é desconhecida, mas pode estar ligada ao sistema
imunológico, padrão genético, fatores psicológicos, estresse, exposição ao frio, uso
de certos medicamentos e ingestão de bebida alcoólica pioram o quadro que podem
piorar o caso.

Apresenta sintomas que desaparecem e aparecem periodicamente. Caracteriza-se


por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas que aparecem nos
joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Surge principalmente antes dos 30 e após os 50
anos, mas em 15% dos casos pode aparecer ainda na infância.

De acordo com a localização e características das lesões, existem vários tipos de


psoríase como: Psoríase Vulgar, psoríase Invertida, psoríase Gutata, Psoríase
Eritrodérmica, Psoríase Ungueal, Psoríase Artropática, Psoríase Postulosa e
Psoríase Palmo-plantar.

TRATAMENTO

A Psoríase não tem cura, tem tratamento. Não há como prevenir a doença, embora
seja possível controlar a reincidência.

Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados com o uso de
medicação local, hidratação da pele e exposição ao sol. Para quem não tem tempo
para exposições diárias ao sol, são preconizados banhos de ultravioleta A e B em
clínicas especializadas e sob rigorosa orientação médica. Esses banhos não são
recomendados para crianças. Algumas pomadas à base de alcatrão já provaram sua
eficácia no controle da doença.

Medicamentos por via oral só são introduzidos nos casos mais graves de psoríase
refratária a outros tratamentos.

Recomendações:

 Hidrate muito bem a pele, para evitar seu ressecamento excessivo que
favorece a possibilidade de desenvolver lesões;
 Exponha-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes passe creme
hidratante ou terapêutico.
 Evite a ingestão de bebidas alcoólicas;
 Procure não se desgastar emocionalmente. O estresse tem papel importante
no aparecimento das lesões. Procure ajuda de um profissional se considerar
necessário;
 Não fuja de encontros sociais e de lazer por causa das lesões. Psoríase não
é contagiosa.
 Visite regularmente um dermatologista e siga à risca suas orientações.

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