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FÍSICA EXPERIMENTAL III

RELATÓRIO - Leis de Kirchhoff


N ASCIMENTO, R. R. S. ∗& B ENTO, G. †
Universidade do Estado de Santa Catarina; Centro de Ciências Tecnológicas; Departamento de Física;
Joinville/SC-BR

25 de abril de 2013

∗ Endereço eletrônico: rodrigorsnascimento@gmail.com (Rodrigo Ribamar Silva do Nascimento)


† Endereço eletrônico: guilhermegbbento@gmail.com (Guilherme Bento)
Resumo
Em um circuito elétrico composto basicamente por duas fontes de ten-
são e um conjunto de resistores, mediu-se as correntes elétricas que circu-
lam por cada ramo do circuito, bem como a diferença de potencial aplicada
a cada terminal dos resistores envolvidos e comparou-se com os valores
teóricos previstos pelas Leis de Kirchhoff, dessa forma, verificou-se que
tais leis são perfeitamente capazes de resolver precisamente, o circuito em
questão.

Palavras chaves: Conservação da Carga; Conservação da Energia; Circuito Elétrico.


SUMÁRIO

Sumário
1 Introdução Teórica 5

2 Procedimento Experimental 7
2.1 Materiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2 Medida das Correntes Elétricas e Diferenças de Potenciais . . . 7

3 Análise Teórica do Circuito Proposto 8


3.1 Circuito Equivalente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3.2 Leis de Kirchhoff Aplicadas ao Circuito Equivalente . . . . . . . 9
3.3 Obtendo o Valor das Correntes nos Ramos . . . . . . . . . . . . 10
3.4 Obtendo os Valores das Tensões nos Resistores . . . . . . . . . . 11

4 Conclusão 12

Referências 12

A APÊNDICE - Tabelas I
A.1 Tabela dos Valores Experimentais da Resistência Elétrica . . . . I
A.2 Tabela dos Valores Experimentais da Corrente Elétrica . . . . . . I
A.3 Tabela dos Valores Experimentais das Diferenças de Potenciais
em cada Resistor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I

Leis de Kirchhoff 3 FEX III


LISTA DE TABELAS

Lista de Figuras
1.1 Exemplo de circuito composto por malhas e nós. . . . . . . . . . . . . 6
2.1 Esquema do circuito elétrico para medida da corrente elétrica nos ramos
e diferença de potencial nos terminais dos resistores. . . . . . . . . . . 8
3.1 Esquema simplificado do circuito elétrico usado no experimento . . . . 9
3.2 Esquema simplificado de parte do circuito elétrico usado no experimento. 10

Lista de Tabelas
1 Valores das correntes elétricas que atravessam os respectivos ramos do
circuito proposto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2 Valores teóricos das diferenças de potencial nos terminais de cada resistor. 12
3 Valores experimentais das resistências elétricas de cada resistor. . . . I
4 Valores experimentais das correntes elétricas que atravessam os respec-
tivos ramos do circuito proposto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I
5 Valores experimentais das diferenças de potencial nos terminais de cada
resistor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I

Leis de Kirchhoff 4 FEX III


1 INTRODUÇÃO TEÓRICA

1 Introdução Teórica
Para construir um circuito elétrico, analisar uma rede elétrica ou consertar al-
gum eletrodoméstico, faz-se necessário antes, entender o funcionamento de
cada um de seus coponentes, bem como as condições a que estão submetidos.
Considerando um caso bem simples, onde um circuito é composto por resisto-
res, para determinar o valor da corrente elétrica que o atravessa ou a diferença
de potencial a que está submetido, basta usar a lei de Ohm corretamente, desde
que conheçamos o valor de duas das três grandezas envolvidas.
Lei de Ohm. A corrente elétrica i que atravessa um resistor de resistência R, é direta-
mente proporcional à diferença de potencial V, aplicada ao resistor. (HALLIDAY et al.
1, p. 151)
V = Ri (1.1)

Vale ressaltar que a expressão (1.1) não é uma relação fundamental, no en-
tanto, define a resistência R para qualquer condutor que obedeça ou não à lei
de Ohm e somente no caso de R ser constante é que essa relação é chamada de
lei de Ohm. Aqui iremos tratar a relação (1.1) apenas como lei de Ohm.
Algumas redes elétricas podem ser compostas por uma quantidade de cir-
cuitos simples e estes por sua vez podem ser compostos por vários resistores
conectados em série ou em parelelo ou em ligações mistas. Existem várias
técnicas cujo o propósito é resolver estas redes, em especial, usaremos uma
técnica desenvolvida pelo físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887)
que baseia-se em dois principios fundamentais, o principio da conservação da
carga e o principio da conservação da energia. Antes disso, devemos definir
alguns termos comumente empregados que são:
• Ao ponto do circuito onde ocorre a junção de dois ou mais condutores,
denomina-se nó.
• A todo caminho único que une dois nós consecutivos, denomina-se ramo.

• Qualquer caminho condutor fechado, denomina-se malha.


A Figura 1.1, ilustra uma fonte de tensão V1 conectada a sete resistores por meio
de fios condutores, os pontos f e c são os nós do circuito, os demais pontos
não representam nós, pois não há divisão dos fios, apenas nos auxiliará para
referenciar os segmentos que formam as malhas do circuito. Há portanto três
malhas possíveis para o circuito ilustrado: abc f a, cde f c e abdea.

Leis de Kirchhoff 5 FEX III


1 INTRODUÇÃO TEÓRICA

Figura 1.1: Exemplo de circuito composto por malhas e nós.

As leis de Kirchhoff são duas regras que podem ser utilizadas para a reso-
lução de malhas como as ilustradas pela Figura 1.1, podemos enunciá-las da
seguinte forma:
Lei dos nós de Kirchhoff:. A soma algébrica de todas as correntes que entram ou
saem de um nó, é igual a zero, ou seja, (SEARS et al. 3, p. 170)

∑ in = 0. (1.2)

É válida para qualquer nó e baseia-se na lei da conservação da carga elétrica.


Um nó não pode acumular cargas, de modo que a carga total que entra em
um nó por unidade de tempo, deve ser igual à carga total que sai do nó por
unidade de tempo.
Lei das malhas de Kirchhoff:. A soma algébrica de todas as diferenças de potencial
através de uma malha, incluido os elementos resistivos e a força eletromotriz de todas
as fontes, é necessariamente igual a zero. Ou seja, (SEARS et al. 3, p. 170)

∑ V = 0. (1.3)

Também é válida para qualquer malha e baseia-se na natureza conservativa


das forças elétrostáticas.
A aplicação conjunta das leis de Ohm e de Kirchhoff permitem-nos obter
um conjunto de equações cuja solução conduz aos valores das correntes e das
tensões aos terminais dos componentes. Para aplicarmos as leis de Kirchhoff,
algumas regras devem ser observadas, sempre supomos um sentido para a
corrente elétrica e marcamos o sentido escolhido no diagrama do circuito. A
seguir, partindo de qualquer ponto do circuito, percorremos o circuito adicio-
nando os termos iR e cada fem, à medida que passamos através dos elementos.
Quando atravessamos uma fonte de tensão no sentido − para o +, a fem deve
ser considerada positiva, do contrário devemos considerá-la negativa. Quando
atravessamos um resistor no mesmo sentido que escolhemos para a corrente,
o termo iR é negativo porque a corrente está fluindo no sentido dos potenciais
decrescentes, do contrário o termo iR será positivo porque isso corresponde a

Leis de Kirchhoff 6 FEX III


2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

um aumento do potencial, na próxima seção iremos exemplificar estas regras


resolvendo teoricamente o circuito proposto para o experimento.
As duas leis de Kirchhoff são muito usadas para resolver um grande nú-
mero de problemas de circuitos elétricos. Geralmente alguns valores da fem
das fontes, das correntes e das resistências são conhecidos e outros, desconhe-
cidos. Usando as leis de Kirchhoff, devemos sempre obter um número de equa-
ções igual ao número de incógnitas a fim de resolver o sistema de equações.

2 Procedimento Experimental
2.1 Materiais
1. Fonte de tensão (2)
2. Multímetro
3. Quatro chaves conectoras
4. Mesa de testes

5. Fios elétricos
6. Duas pontas de prova
7. Resistores elétricos (6)

(a) R1 = (100 ± 5%)Ω


(b) R2 = (100 ± 5%)Ω
(c) R3 = (68 ± 5%)Ω
(d) R4 = (470 ± 5%)Ω
(e) R5 = (1 ± 5%)kΩ
(f) R6 = (10 ± 5%)kΩ

2.2 Medida das Correntes Elétricas e Diferenças de Potenciais


Primeiramente foram medidos os valores das resistências elétricas de todos os
seis resistores, estes valores encontram-se na Tabela 3, do Apêndice A. Em
seguida montamos o circuito elétrico da Figura 2.1 e ajustamos a fonte V1 para
assumir o valor de tensão de (6, 12 ± 0, 5%)V medido no voltímetro, também
ajustamos a fonte V2 para assumir o valor de tensão (10, 03 ± 0, 5%)V medido
no voltímetro.

Leis de Kirchhoff 7 FEX III


3 ANÁLISE TEÓRICA DO CIRCUITO PROPOSTO

Figura 2.1: Esquema do circuito elétrico para medida da corrente elétrica nos ramos e
diferença de potencial nos terminais dos resistores.

Na seqüência, medimos com o aperímetro os valores das correntes i1 , i2 , i3


e i4 intercalando o aparelho em cada uma das chaves K1 , K2 , K3 e K4 obvia-
mente considerando-as em posição fechada, os valores das correntes medidas
constam na Tabela 4 do Apêndice A. Por fim, com o voltímetro, medimos a
diferença de potencial Vn em cada um dos seis resistores obtendo a Tabela 5 do
Apêndice A.

3 Análise Teórica do Circuito Proposto


3.1 Circuito Equivalente
Passaremos agora a resolver de forma analítica o circuito da Figura 2.1, afim de
compará-los posteriormente com nossas medidas experimentais.
Para escolhermos as malhas e os nós que iremos utilizar e obtermos os sis-
temas de equações que resolvem o circuito, observamos que antes devemos
simplificá-lo, escrevendo todas as associações de resitores na forma de suas
respectivas resistências equivalentes, como é caso dos resitores R1 que está em
série com o resistor R3 e o resistor R5 também em série com R6 ficando,
R13 = R1 + R3 (3.1)
R56 = R5 + R6 (3.2)
assim, estes resistores podem ser representados no diagrama como um único
resistor de resistência equivalente a soma dos dois resistores anteriores conec-
tados em série. Observamos ainda que R12 está em paralelo com o resistor R4 ,
podemos então simplicá-lo da seguinte forma,
1 1 1
= +
R134 R13 R4
1 R + R13
= 4
R134 R13 R14

Leis de Kirchhoff 8 FEX III


3 ANÁLISE TEÓRICA DO CIRCUITO PROPOSTO

considerando R13 temos,

R4 ( R1 + R3 )
R134 = (3.3)
R1 + R3 + R4

a Figura 3.1, representa o diagrama da Figura 2.1 com estas devidas simplifica-
ções.

Figura 3.1: Esquema simplificado do circuito elétrico usado no experimento .

3.2 Leis de Kirchhoff Aplicadas ao Circuito Equivalente


Marcamos no diagrama acima, as malhas A e B e os nós a e b. Percorrendo estas
malhas ambas em sentido anti-horário, matendo o sentido das correntes como
indicado no diagrama e aplicado as leis de Kirchhoff, levando em consideração
o nó b obtemos,
1. Lei das malhas:

(a) A : −i1 R2 − V1 + i23 R134 = 0


(b) B : −i23 R134 + V2 − i4 R56 = 0

2. Lei dos nós:

(a) i4 = i1 + i23

portanto, há três incógnitas e três equações como disposto no sistema abaixo,



 −i1 R2 + i23 R134 = V1

−i23 R134 − i4 R56 = −V2 (3.4)

i4 − i1 − i23 = 0

Leis de Kirchhoff 9 FEX III


3 ANÁLISE TEÓRICA DO CIRCUITO PROPOSTO

3.3 Obtendo o Valor das Correntes nos Ramos


Somando as duas primeiras equações do sistema (3.4) obtemos,
−i1 R2 − i4 R56 = V1 − V2 (3.5)
usando a leis dos nós em (3.5) e simplificando tem-se,
−i1 R2 − (i1 + i23 ) R56 = V1 − V2
−i1 ( R2 + R56 ) − i23 R56 = V1 − V2
−i1 ( R2 + R56 ) = V1 − V2 + i23 R56
V2 − V1 − i23 R56
i1 = (3.6)
R2 + R56
precisamos determinar i23 para obtermos o valor de i1 , para isso, bastou subs-
tituir (3.6) na primeira equação do sistema (3.4) e simplificá-la como segue,
V2 − V1 − i23 R56
 
− R2 + i23 R134 = V1
R2 + R56
(V1 − V2 ) R2 + i23 R56 R2 + i23 R134 ( R2 + R56 ) = V1 ( R2 + R56 )
i23 ( R56 + R134 R2 + R134 R56 ) = V1 ( R2 + R56 ) + R2 (V2 − V1 )
obtemos então o valor de i23 depende apenas dos valores das tensões das fontes
e das resistencias,
V1 ( R2 + R56 ) + R2 (V2 − V1 )
i23 = . (3.7)
( R56 + R134 R2 + R134 R56 )
Para obtermos o valor das correntes i2 e i3 , consideramos o seguinte circuito
abaixo, que é somente uma parcela do circuito da Figura 2.1

Figura 3.2: Esquema simplificado de parte do circuito elétrico usado no experimento.

se observamos o diagrama da Figura 3.1, notaremos que i23 é a corrente que


passa pelos resistores R1 , R3 e R4 . A corrente que passa por R1 e R3 é a mesma,
i2 porém a corrente que passa por R4 , i3 é diferente de i2 , intuitivamente sa-
bemos que i23 , deve ser igual a i2 somada a i3 , mas vamos apenas considerar
as correntes envolvidas no diagrama da Figura 3.2. Aplicando novamente as
leis de Kirchhoff para a malha B e nó b, obtemos o sistema de duas equações a
duas incógnitas abaixo,
(
− i2 ( R3 + R1 ) + i3 R4 = 0
(3.8)
i4 − i1 − i2 − i3 = 0

Leis de Kirchhoff 10 FEX III


3 ANÁLISE TEÓRICA DO CIRCUITO PROPOSTO

se tratando de um único circuito, temos então pelo sistema (3.4) o valor de i4 ,

i4 = i1 + i23

logo, substiuindo este resultado na equação dos nós em (3.8) e simplificando


obtemos,

i1 + i23 = i1 + i2 + i3
i23 = i1 + i23 (3.9)

levando (3.9) na primeira equação do sistema (3.8) temos,

−i2 ( R3 + R1 ) + R4 (i23 − i2 ) = 0
i2 ( R1 + R3 + R4 ) = i23 R4
i23 R4
i2 = (3.10)
( R1 + R3 + R4 )
e
i3 = i23 − i2 (3.11)
substituindo na equação (3.7) os valores nominais dos resistores, os valores das
resistências equivalentes e as diferenças de potenciais sugeridas que são, 6, 00V
para a fonte de tensão V1 e 10, 00V para V2 , encontramos o valor de i23

i23 = 27, 08mA

procedendo de forma análoga, construimos a Tabela 1 contendo os valores teó-


ricos e experimentais das correntes que passa pelos ramos do circuito e também
o erro percentual de cada medida.

Tabela 1: Valores das correntes elétricas que atravessam os respectivos ramos do cir-
cuito proposto.
in i - Teórico i - Experimental ε%
i1 26, 5mA (26, 9 ± 0, 1)mA 1,89%
i2 20, 0mA (20, 36 ± 0, 01)mA 2,05%
i3 7, 13mA (7, 26 ± 0, 01)mA 1,73%
i4 604, 36µA (609, 00 ± 0, 01)µA 0,77%

3.4 Obtendo os Valores das Tensões nos Resistores


Para encontrarmos o valor da diferença de potencial a que cada resistor esta
submetido tendo o valor da corrente, basta usar a lei de Ohm em cada resistor.
A Tabela 2 possui os valores teóricos e experimentais da diferença de potencial
nos terminais de cada resistor e o erro percentual de cada medida.

Leis de Kirchhoff 11 FEX III


4 CONCLUSÃO

Tabela 2: Valores teóricos das diferenças de potencial nos terminais de cada resistor.
Vn V - Teórico V - Experimental ε%
V1 R1 i2 2, 00V (2, 030 ± 0, 001)V 1,74%
V2 R2 i1 2, 65V (2, 690 ± 0, 001)V 1,59%
V3 R3 i2 1,36V (1, 374 ± 0, 001)V 1,30%
V4 R4 i3 3,35V (3, 410 ± 0, 001)V 1,73%
V5 R5 i4 0,60V (0, 609 ± 0, 001)V 0,77%
V6 R6 i4 6,04V (6, 072 ± 0, 001)V 0,46%

4 Conclusão
Considerando as Tabelas 1 e 2, podemos comparar os dado obtidos experimen-
talmente com aos dados teóricos. Sabendo que o erro percentual ε % , nada mais
é do que a representação percentual do erro relativo ε r onde,

|i T − i E |
εr = (4.1)
iT

de imediato percebemos que ε r → 0, quando i E → i T em outras palavras,


quanto menor o erro relativo ε r de uma medida, conseqüentemente menor o
erro percentual ε % e mais próximo esta medida estará do seu valor exato. Para
os valores de corrente obtidos, o maior erro foi de 2,05% que é o erro sobre o
valor de i2 , isso significa que em termos absolutos, o valor da corrente medido
difere de um fator de 10−4 A do valor teórico. O mesmo raciocínio é válido
para as demais medidas de corrente e também para a diferença de potencial
Vn medido sobre cada resitor, na Tabela 1, vimos que o maior erro percentual
obtido sobre a medida de potencial é 1,74% sobre o valor de V1 correspondendo
a um desvio da ordem de 10−2 V. Dada a imensa quantidade de variáveis que
podem atuar no processo de extração de medidas de uma atividade experi-
mental, dentre elas erros operacionais e erros devido a variação de uma dada
grandeza a qual não podemos restrigir sua atuação, como por exemplo quando
um resistor é submetido a um diferença de potencial, por mais próximo que se
tente idealizar a situação, não consideramos uma possível dissipação de ener-
gia devido ao efeito Joule e esse fato dentre outros tantos, podem contribuir
para que o valor medido seja ligeiramente diferente do valor esperado ou va-
lor exato previsto pela teoria, o que pode influenciar no valor do erro percen-
tual, no entanto, o erro percentual encontrado é relativamente baixo para todas
as medidas e ainda, considerando que o valor obtido experimentalmente para
as resistências diferem um pouco dos valores nominais e isto também justifica
em parte o valor dos erros percentuais encontrados, porém não compromete a
validade da atividade experimental.
As leis Kirchhoff, baseadas nos dois Princípios de Conservação, Energia e
o de Quantidade de Carga, junto com a lei de Ohm, provaram-se válidas para
estabelecer as relações entre a tensão e a corrente elétrica existente entre os
diversos elementos dos circuitos elétricos, sendo possível então usá-las para
modelar o funcionamento deste circuito em sí.

Leis de Kirchhoff 12 FEX III


REFERÊNCIAS

Referências
[1] HALLIDAY, D., RESNICK, R., and WALKER, J. (2009). Fundamentos de Fí-
sica 3: Eletromagnetismo, volume 3. LTC, 8a¯ edition.
[2] NUSSENZVEIG, H. M. (1997). Curso de Física Básica 3: Eletromagnetismo,
volume 3. Edgard Blüncher, 1a¯ edition.
[3] SEARS, F. W., ZEMANSKY, M. W., YOUNG, H. D., FREEDMAN, R. A.,
et al. (2009). Física III: Eletromagnetismo, volume 3. Addison-Wesley, 12a¯
edition.

Leis de Kirchhoff 13 FEX III


A APÊNDICE - TABELAS

A APÊNDICE - Tabelas
A.1 Tabela dos Valores Experimentais da Resistência Elétrica

Tabela 3: Valores experimentais das resistências elétricas de cada resistor.


Resistência
R1 (99, 7 ± 0, 1)Ω
R2 (99, 7 ± 0, 1)Ω
R3 (68, 7 ± 0, 1)Ω
R4 (0, 470 ± 0, 001)Ω
R5 (1, 000 ± 0, 001)kΩ
R6 (9, 97 ± 0, 01)kΩ

A.2 Tabela dos Valores Experimentais da Corrente Elétrica

Tabela 4: Valores experimentais das correntes elétricas que atravessam os respectivos


ramos do circuito proposto.
Corrente
i1 (26, 9 ± 0, 1)mA
i2 (20, 36 ± 0, 01)mA
i3 (7, 26 ± 0, 01)mA
i4 (609, 00 ± 0, 01)µA

A.3 Tabela dos Valores Experimentais das Diferenças de Po-


tenciais em cada Resistor

Tabela 5: Valores experimentais das diferenças de potencial nos terminais de cada


resistor.
DDP
V1 (2, 030 ± 0, 001)V
V2 (2, 690 ± 0, 001)V
V3 (1, 374 ± 0, 001)V
V4 (3, 410 ± 0, 001)V
V5 (0, 609 ± 0, 001)V
V6 (6, 072 ± 0, 001)V

Leis de Kirchhoff I FEX III

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