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Revisão bibliográfica - INFLUÊNCIA QUE OS SENSORES

DA IA GERAM NA QUALIDADE DE DECISÃO DOS


CARROS AUTÔNOMOS
João Vitor Reis Vilela de Castro; Gabriel Alejandro Figueiredo Galindo;
Frederico Terrinha de Oliveira.
1
PUC-Minas
Praça da Liberdade

Abstract. This document is part of the TI 3 assignment and its objective is to


analyze the cited articles and seek to relate them to eachother.

Resumo. Este documento faz parte do trabalho da TI 3 e tem como objetivo


analisar os artigos citados e buscar relacioná-los.

1. Revisão bibliográfica
1.1. Introdução
Mesmo que a tecnologia presente em veı́culos autônomos seja bastante primitiva, uma vez
que ela esteja desenvolvida o bastante para ser aplicada na vida cotidiana os benefı́cios
que ela irá fornecer para a sociedade serão inúmeros, especialmente para aqueles que não
podem dirigir. É estimado que que se 90 porcento dos automóveis nos Estados Unidos se
tornassem autônomos, 25.000 vidas poderiam ser salvas a cada ano e mais de 200 bilhões
de dólares poderiam ser salvos anualmente pelo governo Americano.
Os benefı́cios que os veı́culos autônomos irão trazer para a sociedade são um tema comum
entre a maioria dos artigos sobre o assunto, incluindo os artigos ”Autonomous Vehicles
and Public Health” e ”The health benefits of autonomous vehicles: public awareness and
receptivity in Australia” que foram usados no trabalho.
Entretanto, apesar dos grandes benefı́cios que ela poderá produzir, é necessário que as
regras de trânsito sejam atualizadas para que os veı́culos autônomos possam operar de
forma ideal e que os governos ao redor do mundo tomem as ações necessárias para apri-
morar os benefı́cios e reduzir os riscos trazidos por essa tecnologia. Caso essas ações não
sejam tomadas a segurança e a qualidade dos carros autônomos não poderá ser garantida,
independente dos seus avanços tecnológicos.

1.2. Inteligencia Artificial e Ética


Além de problemas de legislação, questões éticas também são um assunto que deve
ser tratado de forma adequada, principalmente no que tange a prevenção de acidentes,
redução de riscos e danos e a disposição ao autossacrifı́cio em acidentes inevitáveis. É
muito idealista acreditar que as inteligências artificias serão capazes de seguir as regras
de trânsito durante todo o seu funcionamento. Muitas questões éticas devem ser consider-
adas por uma pessoa quando ela está dirigindo, como: acelerar o veı́culo para passar um
sinal amarelo ou ir além do limite de velocidade para acompanhar o fluxo do tráfego.
Essas questões éticas são ainda mais importantes para os carros autônomos, já que eles de-
vem lidar com o conflito entre as necessidades de seus passageiros e a segurança dos out-
ros veı́culos ao seu redor e a dos pedestres. Devido a grande complexidade dessa tarefa, a
criação de maquinas éticas é um dos maiores desafios no desenvolvimento de AI na atual-
idade, tornando-se também um tema muito comum nos artigos sobre veı́culos autônomos,
como a ”A Imprevisibilidade Aceitável na Direção Autônoma: Porque a Ausência de Re-
spostas Éticas Não Deve Impedir a Adoção de Carros Autônomos” e ”Ethical and social
aspects of self-driving cars” que foram selecionadas no nosso trabalho.
Contudo, apesar das questões éticas serem um problema complexo, elas não são um prob-
lema insolúvel de tomada de decisão. O software desempenha um papel crucial no con-
trole de carros autônomos; portanto, o software deve ser desenvolvido de maneira ad-
equada para tratar essas considerações éticas e sociais. Algumas soluções para essas
questões que podem ser implementadas no software incluem: Parar o funcionamento do
veı́culo, caso o sistema não esteja funcionando corretamente ou permitir que o motorista
humano assuma o controle caso haja alguma emergência.

1.3. Sensores dos Veı́culos Autônomos


Outro problema que estão afetando os softwares dos veı́culos autônomos atuais, além
da falta de habilidade de decisão, é o mau funcionamento dos sensores dos veı́culos
autônomos e como isso afeta o seu funcionamento.
Segundo ”Self-Driving Car Location Estimation Based on a Particle-Aided Unscented
Kalman Filter”, os sensores mais comuns em veı́culos autônomos, principalmente carros,
são: A câmera, o radar, os detectores de luz e o GPS. Atualmente o GPS é o sistema de
navegação mais comumente usado em carros autônomos. Entretanto, como o GPS não
funciona em lugares com baixa disponibilidade de sinal (como túneis e ambientes inter-
nos), não é viável para um veı́culo autônomo depender totalmente do GPS.
Localização baseada em visão, por meio de câmeras e outras ferramentas, também não
são adequadas devido ao fato de serem facilmente comprometidas por meio de condições
meteorológicas e de iluminação não favoráveis. Além de serem vulneráveis a ataques de
origem humana que podem alterar ou danificar o seu funcionamento.
De acordo com o artigo ”Can You Trust Autonomous Vehicles: Contactless Attacks
against Sensors of Self-driving Vehicle”, sensores podem ser enganados a ignorarem
obstáculos, assim causando colisões, ou podem detectar obstáculos inexistentes. Um
exemplo disso dado no artigo é com relação aos sensores ultrassônicos, que tiveram o
seu comportamento alterado com sucesso, por meio de aparelhos que criam ondas ul-
trassônicas capazes de realizaram cancelamento acústico e outras formas de interferência.
Perante esta situação, algumas soluções podem ser aplicadas: Além das soluções previ-
amente mencionadas sobre fornecer ao passageiro a habilidade de assumir o controle
do veı́culo, a utilização de localização baseado em VANETs também pode contribuir
para a diminuição do problema. VANETs, também conhecido como Vehicular Ad-Hoc
Networks, são redes sem fio criadas de forma espontânea para trocar informações entre
veı́culos. Por meio delas os carros autônomos podem compartilhar os dados de seus sen-
sores, facilitando a detecção de obstáculos e a resolução de conflitos em cruzamento de
vias.
Entretanto essa solução não é perfeita, devido ao fato de só serem efetivas caso haja
múltiplos veı́culos que utilizam VANETs proximos uns dos outros, além de terem out-
ros problemas como a possibilidade de deixarem as informações pessoais dos usuários
vulneráveis caso não implementadas corretamente. As VANETs são um assunto bas-
tante discutido nos artigos ”Vehicular Ad-Hoc Networks (VANET)” e ”VANETS e Carros
Autônomos” e mesmo que elas não sejam perfeitas elas ainda podem contribuir bastante
para o funcionamento dos veı́culos autônomos.

2. Referências
Autonomous Vehicles and Public Health[Rojas-Rueda et al. 2020]
The health benefits of autonomous vehicles: public awareness and receptivity in
Australia[Pettigrew et al. 2018]
A Imprevisibilidade Aceitável na Direção Autônoma: Porque a Ausência de Respostas
Éticas Não Deve Impedir a Adoção de Carros Autônomos [Rodrigues 2017]
The issues and the possible solutions for implementing self-driving cars in bangladesh
[Miah et al. 2017]
Ethical and social aspects of self-driving cars [Holstein et al. 2018]
Self-Driving Car Location Estimation Based on a Particle-Aided Unscented Kalman Fil-
ter [Lin et al. 2020]
Can You Trust Autonomous Vehicles: Contactless Attacks against Sensors of Self-driving
Vehicle [Yan et al. 2016]
Vehicular Ad-Hoc Networks (VANET) [Danda Nandhini 2022]
VANETS e Carros Autônomos [Scattone and Covas 2017]

References
Danda Nandhini, D. K. (2022). Vehicular ad-hoc networks (vanet).
Holstein, T., Dodig-Crnkovic, G., and Pelliccione, P. (2018). Ethical and social aspects
of self-driving cars. arXiv preprint arXiv:1802.04103.
Lin, M., Yoon, J., and Kim, B. (2020). Self-driving car location estimation based on a
particle-aided unscented kalman filter. Sensors, 20(9):2544.
Miah, M. S. U., Bin Ahmed, M. F., Timu, M. M. A., Akter, S., and Sarker, M. J. (2017).
The issues and the possible solutions for implementing self-driving cars in bangladesh.
In 2017 IEEE Region 10 Humanitarian Technology Conference (R10-HTC), pages
250–254.
Pettigrew, S., Talati, Z., and Norman, R. (2018). The health benefits of autonomous
vehicles: Public awareness and receptivity in australia. Australian and New Zealand
journal of public health, 42(5):480–483.
Rodrigues, J. (2017). A imprevisibilidade aceitável na direção autônoma: Porque a
ausência de respostas éticas não deve impedir a adoção de veı́culos autônomos. anais.
In X Congresso de Administração, Sociedade e Inovação (CASI). Petrópolis RJ.
Rojas-Rueda, D., Nieuwenhuijsen, M. J., Khreis, H., and Frumkin, H. (2020). Au-
tonomous vehicles and public health. Annual review of public health, 41(1):329–345.
Scattone, F. F. and Covas, G. (2017). Vanets e carros autônomos.
Yan, C., Xu, W., and Liu, J. (2016). Can you trust autonomous vehicles: Contactless
attacks against sensors of self-driving vehicle. Def Con, 24(8):109.

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