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PELÁ, Adilson; Silva SANTANA, Jaiciclênia da; Rodrigues de MORAES, Emmerson; Mello PELÁ, Gláucia de PLANTAS DE COBERTURA E ADUBAÇÃO COM NPK PARA MILHO EM PLANTIO DIRETO Scientia Agraria, vol. 11, núm. 5, septiembre-octubre, 2010, pp. 371-377 Universidade Federal do Paraná Paraná, Brasil
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Scientia Agraria ISSN (Versión impresa): 1519-1125 sciagr@ufpr.br Universidade Federal do Paraná Brasil

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em Ipameri-GO. Fitotecnista. Brachiaria decumbens. spectabilis and B. 1 Engenheira Agrônoma. respectivamente. The increasing in NPK levels promoted better development and increased the productivity of maize. por cinco doses (D) de adubos NPK (D1 = 60+50+30. spectabilis proporcionaram melhor desenvolvimento e produtividade da cultura do milho que a braquiária. e D5 = 300+250+150 kg ha -1 de N+P2O5+K2O). spectabilis e B. respectively. juncea and C. Curitiba.br. E-mail: bonifacionakasu@gmail. Os efeitos de doses de adubos NPK e de espécies de plantas de cobertura sobre o desenvolvimento e produtividade do milho foram independentes. As coberturas C. O incremento das doses de adubo NPK promoveu melhor desenvolvimento e aumento na produtividade de grãos do milho. O delineamento estatístico foi blocos casualizados.com 3 Pesquisador da Embrapa Clima Temperado. D4 = 180+150+90. RS.371-377. 2 Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa Edmundo Gastal. et al./Oct. v. Crotalaria spectabilis. D3 = 144+120+72. Sept. 5197 e 6383 kg ha -1.5. para C. C. D5 = 300 +250 +150 kg ha-1 N + P2O5 + K2O). Key-words: Crotalaria juncea. Melhorista Bolsista do CNPq. A. juncea. 371 . D3 = 144 +120 +72. em esquema experimental de parcelas subdivididas. PLANTAS DE COBERTURA E ADUBAÇÃO COM NPK PARA MILHO EM PLANTIO DIRETO COVER CROPS AND NPK FERTILIZATION ON CORN UNDER NO-TILLAGE MANAGEMENT Adilson PELÁ1 Jaiciclênia da Silva SANTANA2 Emmerson Rodrigues de MORAES3 Gláucia de Mello PELÁ4 RESUMO O presente trabalho teve como objetivo avaliar plantas de cobertura em pré-safra e doses de adubo NPK sobre a produtividade do milho híbrido simples P30K75. 180 +150 +90 = D4. Crotalária spectabilis e Brachiária decumbens) e os secundários. It was conducted a field experiment in a dystrophic red-yellow latosol. A matéria seca das plantas de cobertura (80 dias após a semeadura) foi de 6271. 5197 and 6383 kg ha -1 for C. The dry matter of the cover crop (80 days after sowing) was 6271. com três repetições.embrapa. Palavras-chave: Crotalaria juncea. Brachiaria decumbens. juncea. Pesquisador aposentado da Embrapa Clima Temperado.. CEP 96001-970. in the Cerrado of Ipameri-GO. em um Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico. ABSTRACT This study aimed to evaluate the use of cover crops grown in the preharvest period and different doses of the fertilizer NPK on the yield of corn hybrid P30K75 grown in direct plantation. Dra. The cover crops C. E-mail: bassols@cpact. na região do Cerrado. Crotalaria spectabilis and Brachiaria decumbens) and the secondary treatments were five different doses of the NPK fertilizer (D1 = 60 +50 +30 . Pelotas. Caixa Postal 403. decumbens. Crotalaria spectabilis. Realizou-se um experimento de campo.Scientia Agraria ISSN 1519-1125 (printed) and 1983-2443 (on-line) PELÁ. juncea e C. Brasil. Pesquisadora da Embrapa Clima Temperado. The main treatments consisted of three species used as cover crops (Crotalaria juncea. D2 = 120 +100 +60. Os tratamentos principais foram constituídos por três espécies utilizadas como plantas de cobertura (Crotalária juncea. E-mail: jfmp@cpact. decumbens. in high population densities. cultivado em plantio direto. p. D2 = 120+100+60.br Scientia Agraria. The statistical design was a randomized block in split-plot experimental scheme with three replications. 2010. Autora para correspondência. n.. em alta densidade populacional. The effects of NPK doses and coverage plant species on the development and corn yield were independent.embrapa. C.11. spectabilis provided better development and productivity of maize than Brachiaria. Plantas de cobertura e adubação.

encontram-se a baixa fertilidade natural dos solos. Curitiba. para ajustar as recomendações de adubações para a cultura do milho em sistema que envolva o uso de populações mais elevadas e diferentes plantas de cobertura. Entre as causas principais da baixa produtividade dessa cultura nas áreas de cerrado. com precipitação média anual de 1.000 kg ha-1 e. TABELA 1 . A redução no espaçamento entrelinhas (ou aumento na densidade de plantas) vem sendo muito utilizada nos cultivos de milho. mais pesquisas. n. a manutenção da cobertura do solo. Unidade Universitária de Ipameri.000 kg ha-1 (CONAB. (2008). verificaram aumentos lineares com as doses de fertilizante.5. adicionando N ao solo via leguminosas e mantendo a umidade do mesmo após seu manejo (Derpsch et al. A. aplicações excessivas de adubos. (2008). .11. 1985). avaliando doses de adubo formulado NPK (167 a 835 kg ha-1) e populações de plantas. 2009). Se a baixa disponibilidade de nutrientes pode limitar a produção. razão pela qual também pode gerar economia no uso de fertilizantes (Derpsch et al. O clima da região. e proporcionar maior produtividade às culturas. com resultados variados. 1985). Argenta et al.371-377. O solo.. por cinco doses de fertilizante formulado NPK (Tabela 1). et al. As coordenadas geográficas da área são 17º 42' 35'' S e 48º 07' 40'' W.750 mm e temperatura média anual de 25 ºC. é classificado como Latossolo VermelhoAmarelo Distrófico. 2010. os secundários. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi desenvolvido em área da Universidade Estadual de Goiás. ou às produtividades obtidas com o uso de tecnologia mais avançada. como no caso da adubação nitrogenada em excesso.. é do tipo Cwa Mesotérmico Úmido. 372 Scientia Agraria. p. v.. As plantas de cobertura de solo constituem importante componente em sistemas agrícolas. Os tratamentos principais foram constituídos por três espécies utilizadas como plantas de cobertura (Crotalária juncea. segundo EMBRAPA (1999). O plantio direto é um sistema conservacionista. Este trabalho teve como objetivo avaliar plantas de cobertura do solo em pré-safra e doses de adubo NPK sobre a produtividade do milho cultivado em plantio direto e alta densidade populacional na região de Ipameri-GO. facilitando a ciclagem de nutrientes. no município de IpameriGO. pode ser obtido um ganho ambiental. Essas produtividades são baixas quando comparadas ao potencial genético da espécie. como fósforo e potássio. 5. 2006). com altitude média de 808 m. Indiretamente. disponibilizando-os à cultura em sucessão. Já Pelá et al. com três repetições. com híbridos de porte baixo. são provenientes de reservas minerais não renováveis. dentro de um programa de rotação de culturas é um dos fatores imprescindíveis (Carvalho et al. Moura et al.Composição das doses de adubo NPK nos tratamentos secundários. aumentos de produtividade com redução do espaçamento entre linhas ocorrem quando são adotados altos níveis de tecnologia. a presença de teores elevados de alumínio tóxico e o emprego de técnicas de manejo que favorecem a degradação do solo (Coelho & França. Flex & Vieira (2004) não verificaram diferenças na produtividade de grãos de milho em função da população. 1999). em esquema experimental de parcelas subdivididas. em função da menor utilização de insumos por kg de produto colhido. em Goiás.. segundo a classificação de Köppen. São necessárias. muitas vezes podem poluir o ambiente. que pode ultrapassar 12. Muitos nutrientes utilizados nas adubações. 2007). De acordo com Strieder et al. O delineamento estatístico foi blocos casualizados. protegendo o solo da erosão. Doses N P2O5 -1 K2O 30 60 72 90 150 Total _________________________kg ha ________________________ D1 D2 * D3 D4 D5 60 120 144 180 300 50 100 120 150 250 140 280 336 420 700 *D2 corresponde à dose calculada com base nos resultados da análise do solo e na expectativa de produtividade de 6 a 8 t grãos ha-1 (Alves et al./Oct. A decomposição do material vegetal libera gradativamente os nutrientes reciclados. caracterizando clima subtropical. Sept. (2001) obtiveram aumentos de produtividade com densidade de 50 mil plantas por hectare. portanto. Para a implantação do sistema de plantio direto.PELÁ..000 kg ha-1. capaz de manter ou melhorar a fertilidade do solo. Plantas de cobertura e adubação.. O aumento na produtividade é importante para evitar o desmatamento para a incorporação de novas áreas e atender à demanda crescente por alimentos.. INTRODUÇÃO A produtividade média da cultura do milho nas últimas safras no Brasil ficou em torno de 3. 1995. além de constituir um desperdício financeiro. Crotalária spectabilis e Braquiária decumbens) e.

aplicada na superfície./Oct. Assim. As plantas de cobertura foram semeadas no início de novembro de 2007. juncea. A colheita foi realizada manualmente quando o milho atingiu a maturidade fisiológica.. realizou-se também roçagem após a semeadura do milho. Interações não significativas entre uso de adubos verdes e calagem e adubação foram obtidos por Faria. Na literatura são escassos os trabalhos que associam o uso de plantas de cobertura e a adubação com NPK na cultura do milho. com o milho apresentando 6 folhas). 1999). indicando que o efeito destes fatores foram independentes. Após 80 dias da semeadura. C. e podem ser consideradas adequadas para utilização em présafra na região. e porque a cultura do milho extrai grandes quantidades deste elemento. também não encontraram interação significativa entre doses de N e plantas de cobertura. conforme metodologia descrita em EMBRAPA (1997). respectivamente.92 kg do ingrediente ativo por hectare. (2007).5 m de espaçamento entre linhas. A. V = 43. Mg = 0. estabelecendo-se. Torres et al. e M. Carvalho et al. spectabilis e B. verificada pelo escurecimento da placenta dos grãos da porção mediana da espiga. P = 1. quando as produtividades foram. Já Collier et al. que apresentou diâmetro médio de 14. Sept. correspondente a 120 kg de N (20 kg na semeadura e o restante em cobertura. RESULTADOS E DISCUSSÃO A produtividade de massa seca das plantas de cobertura foi de 6271. em dez plantas coletadas aleatoriamente na área útil da subparcela. Não houve interação significativa entre doses de NPK e plantas de cobertura.8 cmolc dm-3. um estande de 80 mil plantas por hectare.9 cm para C. submúltiplos e múltiplos desta (Tabela 1). não havendo diferenças significativas entre as espécies. na dose de 1. o diâmetro do colmo. Al = 0 cmolc dm-3. Sodré Filho et al. p. no dia 19 de fevereiro de 2008. Costa & Faria (2007). utilizando-se pulverizador costal manual. Spectabilis. juncea e C.PELÁ.8 cmolc dm-3. realizou-se a dessecação das plantas com o herbicida glyphosate. As subparcelas foram constituídas de seis linhas de 3 m. são necessários aproximadamente 6000 kg ha-1 de matéria seca. aplicandose um volume de calda de 200 dm3 ha-1. Curitiba. n. Foi considerada como área útil da subparcela as quatro linhas centrais. Juncea (3900 kg ha-1) e semelhante com braquiária (6000 kg ha-1) em pré-safra. Correa et al. foram determinadas a produção de massa fresca e seca das plantas de cobertura.8 cm (Tabela 2). Com base em análise do solo e na expectativa de produtividade de 6 a 8 t de grãos ha-1 (Alves et al. na produtividade do meloeiro. Plantas de cobertura e adubação. Essas produtividades podem ser consideradas normais em relação às obtidas na região do Cerrado. estudando a adubação nitrogenada em cobertura no milho. a altura das plantas e da inserção da espiga. juncea em comparação com feijão de porco.2. e os efeitos das doses de NPK avaliados por regressão. O diâmetro de colmo aumentou linearmente entre as doses de 140 e 700 kg ha-1de NPK (Figura 1a).7 e 17. em sistema de plantio direto. O milho. para caracterização química do mesmo. na base de 40 sementes viáveis por metro quadrado. as três espécies. A produtividade de grãos foi obtida a partir da colheita de todas as plantas da subparcela. CTC = 5. colocando-se duas sementes a cada 25 cm na linha.5. Esse resultado diverge do obtido por Lucena et al. deixando-se apenas uma planta a cada 25 cm. quando essas espécies foram cultivadas em sucessão ao milho. ao lado das linhas de plantas de milho. 5197 e 6383 kg ha-1. Scientia Agraria. obtendo-se 25 plantas por metro linear. (2001). e o teor de água foi corrigido para 14%. para qualquer parâmetro da cultura do milho (Tabela 2). as demais.50 m entre linhas. H + Al = 3. Os dados foram submetidos à análise de variância.3 g kg-1. a quantidade de fileiras e de grãos por espigas e a massa seca de mil grãos.50 m2 por parcela. Nas parcelas com as crotalárias. que não verificaram diferenças significativas no diâmetro de colmo em função de doses de N e P2O5. Os resultados foram: pH = 6. respectivamente) em relação à braquiária.371-377. 3700 e 2100 kg ha-1. K = 42 mg dm-3. apesar do curto período de cultivo. Antes da instalação do experimento coletou -se na área uma amostra de solo composta por 20 sub-amostras na camada de 0-0. aplicado a uma profundidade de 0. Foram avaliadas. Na adubação de semeadura utilizou-se o formulado N-P2O5-K2O 05-25-15. decumbens. as crotalárias foram semeadas em sulcos. portanto.. As sementes de braquiária foram distribuídas a lanço e incorporadas superficialmente. et al. cultivar P 30K75. foi semeado manualmente. (2008) verificaram que crotalária foi mais eficiente que braquiária e milheto no acúmulo de N pelo milho. esta foi a dose de referência (D2) e. no espaçamento de 0.6 cmolc dm3. Dez dias após a emergência do milho foi realizado o desbaste. em amostras de 0. em termos de quantidade de massa seca produzida. foram eficientes. (2000). 100 kg de P2O5 e 60 kg de K2O. descartando-se 0. Houve também diferenças significativas no diâmetro em função do tipo de cobertura. Na adubação de cobertura utilizou-se como fonte de N a uréia.9 mg dm-3. juncea em sucessão ao milho (2412 kg ha-1de matéria seca por ocasião do florescimento). para uma boa cobertura do solo.1 m na linha de semeadura.3 cmolc dm-3. Posteriormente.2%. com 0. respectivamente.11.20 m de profundidade. sendo os efeitos das coberturas avaliados pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Isso provavelmente ocorreu em função da maior disponibilização de N pelas primeiras. Ca = 1. 2010. (2008) obtiveram produtividade inferior para C. (2004) obtiveram produtividade bem inferior de C. = 26. 373 . em parcelas com 48 m2.5 m em cada extremidade. (2006) verificaram necessidades bem inferiores de N em cobertura para milho em sucessão à C. com maiores valores para as leguminosas (17. foi calculada a adubação recomendada. De acordo com Alvarenga et al. v..O. para C.

5.00** 0. altura da planta e altura da inserção da primeira espiga (em cm) em função de plantas de cobertura.371-377. Aumentos na altura de plantas também foram encontrados por outros autores.7 a 147. a altura da Scientia Agraria.49NS 10.11.7 a 165. ** = Significativo a 1% de probabilidade pelo teste F.12** 5.. = coeficiente de variação. respectivamente. .73** 0..53 5. A cobertura do solo também interferiu na altura da planta. b) altura de plantas.4 a 86.67** 1. (2006).14* 7. p. FIGURA 1 . Sept. spectabilis (165. e análise de variância do experimento Tratamentos Plantas de cobertura Crotalária juncea Crotalária spectabilis Braquiária decumbens Teste F plantas de cobertura (parcela) Teste F doses de N+P2O5+K2O (subparcela) Teste F interação parcela x subparcela C. Curitiba.5 b 26.5 cm) em relação à braquiária.7 a 17./Oct. v.8 b 14. et al.7 cm) e C. Plantas de cobertura e adubação.12 167.V. enquanto 374 Andreotti et al.71NS 4. n.PELÁ. foram as que proporcionaram maiores alturas.12** 14. (%) subparcela 17. TABELA 2 .8 b 43. (%) parcela C. (2000) verificaram que doses de 100 kg ha-1 de N e 177. A. C. com maiores valores para C.78 4. 2010. cuja altura foi de 147.9 a 14.75 Diâmetro do colmo (cm) Altura da planta (cm) Altura da espiga (cm) Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.85 87.3 kg ha-1 de P2O5.V.V.9 a 72. Segundo Silva et al. e c) altura da inserção da primeira espiga de plantas de milho.32NS 7.Efeito de doses de adubos NPK sobre a) diâmetro de colmo. A altura de plantas aumentou linearmente com as doses de adubo NPK (Figura 1b). (2001) constataram aumentos na altura das plantas com a elevação das doses de potássio.Diâmetro do colmo. NS = não significativo. Lucena et al. Juncea (167.02 3.8 cm (Tabela 2).

6 4. considerando-se um mesmo cultivar.5 315. cuja altura da inserção da primeira espiga foi de 89.65NS 1.58 NS 22.. et al.9 203.99 18. planta. e análise de variância do experimento.3 a 5600. massa seca de mil grãos (em g) e produtividade (em kg ha-1) em função de plantas de cobertura. (%) parcela C.11.7 204.68** 1.42** 10. c) massa seca de mil grãos.90NS 1. juncea e C. com 72.6 cm (Figura 1c).3 a 3988.7 21. geralmente.Efeito de doses de adubos NPK sobre a) número de fileiras por espiga. * e ** = Significativo a 5 e 1% de probabilidade pelo teste F. spectabilis (87. = coeficiente de variação. respectivamente).42** 0. A.68NS 21. por terem sofrido menos estresse. e em relação à braquiária.PELÁ.04 8.71 213. Scientia Agraria.V. 2010.43 b Nº de fileiras por espiga Nº grãos por espiga Massa de mil grãos secos (g) Produtividade (kg ha-1) Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.7) que a braquiária (13. As crotalárias também proporcionaram maior número de fileiras por espiga (14. Tratamentos Plantas de cobertura Crotalária juncea Crotalária spectabilis Braquiária decumbens Teste F plantas de cobertura (parcela) Teste F doses de N+P2O5+K2O (subparcela) Teste F interação parcela x subparcela C. Sept.73 8. determina o grau de desenvolvimento da cultura e. p./Oct. A altura da inserção da primeira espiga foi de 78. respectivamente.Número de grãos por espiga.5 cm (Tabela 2).7 a 13. com aumento linear até à dose de 700 kg ha-1. Curitiba. com maiores valores para C. FIGURA 2 . A cobertura do solo também interferiu na inserção da primeira espiga. Houve aumento linear no número médio de fileiras por espiga com o incremento da adubação (Figura 2a).5. (%) subparcela 14.4 e 86.7 a 14. n. 375 .V.27* 3.17 5933.71 392.49NS 13. C.V. plantas maiores são mais produtivas.35 5. b) número de grãos por espiga. TABELA 3 .9 cm.6 cm com a dose de 140 kg ha-1 de NPK.4 380.12NS 19.3 0..5 b 9. v.64 NS 6.22* 0. e d) produtividade de plantas de milho. Plantas de cobertura e adubação. NS = não signficativo.371-377.5) (Tabela 3).

e final de fevereiro para safrinha (Sans & Guimarães.Companhia Nacional de Abastecimento. Revista Brasileira de Ciência do Solo. p. 71-78.6 kg ha-1 de N e P2O5. Rio de Janeiro: Centro Nacional de Pesquisa de Solos. N. 4. Disponível em: <http:// www. Os valores obtidos neste experimento estão acima da produtividade média nacional. com as doses mais elevadas. 739-746.. M. G. 275-280. n. E. n. 1999. 5. et al. 58. BASTOS. Resultados diferentes foram obtidos por Silva et al. Enquanto a última proporcionou produtividade média de 3989 kg ha-1. com milho cultivado sobre resíduos de crotalária. 1. p. de. 1100-1105. 10. Seja o doutor do seu milho: nutrição e adubação. V. respectivamente. reconhecidamente. Verificou-se que a produtividade de grãos foi maior sobre a cobertura do solo proporcionada pelas crotalárias do que pela braquiária.371-377. que prejudicou a produtividade. p.. 20. respectivamente. A. COELHO. 212 p. O número de grãos por espiga apresentou ajuste linear no intervalo entre as doses de 140 e 700 kg ha-1 de NPK (Figura 2b). A. 36. (2000) não verificaram diferenças no número de grãos por espiga em função de doses de N. Crescimento do milho em função da saturação por bases e da adubação potássica. 25-36. 1995. De acordo com Prado & Fernandes (2001). COLLIER. 6. Resposta de híbridos simples de milho à redução do espaçamento entre linhas.. v. M. Doses e formas de parcelamento de nitrogênio para a produção de milho sob plantio direto. v. REFERÊNCIAS ALVARENGA. Plantas de cobertura e adubação. Houve aumento linear na produtividade com a elevação das doses de NPK. Pesquisa Agropecuária Brasileira. G. 39. Plantas de cobertura de solo para sistema plantio direto. Informe Agropecuário. que é de 3000 kg ha-1.. Lucena et al. 9 p. Ciência Rural. à exemplo dos resultados obtidos por Gurgel & Silva (2001). Isso provavelmente ocorreu porque as doses dos três nutrientes exigidos em maiores quantidades pelas plantas foram aumentadas na mesma proporção. et al. Milho. O atraso na semeadura foi necessário para que as plantas de cobertura atingissem o desenvolvimento esperado. Recomendação para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais. v. p. CONCLUSÕES Os efeitos de doses de adubos NPK e de espécies usadas como plantas de cobertura sobre o desenvolvimento e produtividade da cultura foram independentes. v. 1. Revista Ciência Agronômica. chegou a superar a média de Goiás. 5000 kg ha-1 (CONAB. 2. (2006) e Silva et al. 1997.11. ARGENTA. Isso provavelmente ocorreu pelo fato da semeadura ter sido tardia em relação à época recomendada para a região. p.. 2001. Esses resultados corroboram com os obtidos por Collier et al. Espécies de cobertura de inverno e nitrogênio na cultura do milho em sistema de plantio direto. juncea e C. (Ed. ALVAREZ V. Aprox. 2. T. et al. V. v. Sept. Acesso em: 27/07/2009. 2. e que 1. p. 376 Scientia Agraria. S. p.Brasil. 12. 9. A. 8. . 314-315. C. 11. M. mesmo com a semeadura tardia. atual. Manual de métodos de análise de solo.. juncea e C. 2.br/conabweb/download/safra/MilhoTotalSerieHist. n. 4.conab. 22. Lucena et al. Manejo da adubação nitrogenada para o milho sob palhada de leguminosas em plantio direto em Gurupi. R. J. p. spectabilis obteve-se 5933 e 5600 kg ha-1. por Bastos et al.5. A.1 e 197. EMBRAPA. F. Scientia Agricola.Q. 36. E. Manejo do solo com coberturas verdes de inverno. SIDIRAS. n. Mesmo com o uso de doses de adubos NPK bem maiores que as normalmente usadas pelos produtores. Collier et al. (2006). ANDREOTTI. 2001. 2007). 179-184. In: RIBEIRO. 761-773. v. et al. 2010. n. 2008.PELÁ. n. 5. CARVALHO. Usadas como plantas de cobertura. até duas vezes e meia a quantidade recomendada com base na análise do solo. Efeito do intervalo de dessecação antecedendo a semeadura do milho e uso de diferentes espécies de plantas de cobertura. que observaram respostas quadráticas na produtividade do milho com a aplicação de N (doses de 133 a 173 kg ha-1). 2008. Pesquisa Agropecuária Brasileira. 7. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. G. passando de 4007 para 6207 kg ha-1 de grãos.). que verificaram maior produtividade de grãos de milho sob resíduos de crotalária. n. TO. Embora maiores valores absolutos tenham sido observados nos tratamentos com leguminosas. Curitiba.xls>. (2008) e neste experimento. CORREA. (2006). não foi possível atingir o máximo potencial produtivo da planta. 2. com C. 32./Oct. n. 2007. et al. ALVES. et al. et al. H. 3. Scientia Agraria. 1985. v. GUIMARÃES. o fator que mais afeta a produtividade e a sustentabilidade da atividade. 2 ed. R. v. C. FRANÇA. de setembro a novembro para safra normal. da dose de 140 para a de 700 kg ha-1 de NPK (Figura 2c). HEINZMANN. P. nas últimas safras e. ed. menores doses foram necessárias para crotalária em relação a pousio e milheto. O incremento das doses de adubos NPK promoveu melhor desenvolvimento e aumento na produtividade de grãos do milho. 2001. L. favorecendo-se o equilíbrio entre estes. et al. C. CONAB . 145-150. p. (2006) obtiveram produtividade máxima com a dose de 100 kg ha-1 de N. p. enquanto que com feijão de porco o ajuste foi linear.X.. 2006. Viçosa: Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais. não houve diferenças significativas entre as coberturas do solo. 8. n. I. 7. Milho total (1ª e 2ª safras) . Piracicaba: Potafos.gov. provavelmente pelo efeito benéfico proporcionado pela rotação leguminosa/gramínea. a adubação é. 2009). rev.C. et al. DERPSCH. (2000) obtiveram máxima produtividade com aplicações de 111.. v. 208. spectabilis proporcionaram melhor desenvolvimento e produtividade da cultura do milho que a braquiária.

2. Trilhos. 421 p. n. 617-621. B. p. 5. Fitomassa e cobertura do solo de culturas de sucessão ao milho na Região do Cerrado. v. et al. em sistema plantio direto. 3. 58. et al. L. n. G. Pesquisa Agropecuária Brasileira. L. (Sistemas de Produção. et al. Revista Brasileira de Ciência do Solo. v. PRADO. 177-184. 421-428. p. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo. 2008. p. 25-31. L.B. Espaçamentos e densidades de milho com diferentes ciclos no Oeste de Santa Catarina. et al.. 2001. F. Bonito: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 18. 2006. Scientia Agricola. A. p. SODRÉ FILHO. Sept. P. n. v. 2007. 23. p. F. 02). C. 2008. LUCENA. Anais. Cultivo do milho.br/ publicacoes/milho/zoneamento. In. 32. Sistema brasileiro de classificação de solos. Resposta do milho a diferentes dosagens de nitrogênio e fósforo. 4p.embrapa. TORRES. L. 377 . P. A. p.. 13. Produção de biomassa de plantas de cobertura no sudoeste goiano. FARIA. 4. 19. 31.. 346-353. Pesquisa Agropecuária Brasileira. v. FLEX. n. n. R.11.: CRUZ. 75-88. 2000.PELÁ. Plantas de cobertura e adubação. 16. L. Atributos químicos de um argissolo e rendimento de melão mediante o uso de adubos verdes. 27. 25. Ciência Rural.M. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS.. COSTA. EMBRAPA. n. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. n. Efeitos do nitrogênio e da sua aplicação parcelada sobre os rendimentos de espigas verdes e de grãos de milho. F. Zoneamento agrícola.. PELÁ. n. S. 1. v.. Produção de fitomassa por plantas de cobertura e mineralização de seus resíduos em plantio direto. 4. A. Disponível em: <http://www. 4.). SILVA. M. C. J. 30-37. SANS. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 334-337. 6. STRIEDER. 2004.A. p. 299-307. GUIMARÃES. D.5. (CD-ROM). MOURA. GURGEL. 2004. 1. C. Revista Brasileira de Milho e Sorgo. 2010... et al. 2006./Oct. p. 65. Scientia Agrícola. v. 3. J. R. et al. A. L. 2001. 20. 2008. D.M. 1999. Revista Ciência Agronômica. p. (Ed. v. 21. 327-334. D. J. J. v. et al.1. Rio de Janeiro: Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Brasil. 39. p. calagem e adubação. Acesso em 31/07/2008. VIEIRA.. Crop management systems and maize grain yield under narrow row spacing. M.. 43. FARIA. Recebido em 01/09/2009 Aceito em 13/10/2010 Scientia Agraria. F. M. 3. 24. 22. SILVA.. 14. FERNANDES. v.371-377. 1.. 3.C.htm>. M. n. 34. L. ed. v. FABIAN. 2006. Curitiba.cnpms. R. N. Aspectos econômicos da adubação fosfatada para a cultura do milho. 2007. v. sob diferentes densidades de plantas e doses de adubos. J. Bonito. 15.D. Culturas antecessoras e adubação nitrogenada na cultura do milho. 17. p. n. n. PEREIRA. Aspectos econômicos da adubação na produtividade de milho cultivado em espaçamento reduzido.. A.

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