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Centro Cultural Banco do Nordeste

cotidiano
contemporâneo
Centro Cultural Banco do Nordeste

CentroCentro
Cultural Banco
Cultural do Nordeste
Banco 1
do Nordeste 1
É com grande orgulho que o Centro Cultural

apresentação
Banco do Nordeste apresenta esta nova edição do
anuário Cotidiano Contemporâneo. O catálogo que
você tem agora em mãos reúne o melhor de todas
as exposições realizadas no período de julho
de 2007 a junho de 2008 nos CCBNB-Fortaleza,
Cariri e Sousa. Uma mostra que procura traçar
um pequeno panorama das proposições dos
artistas, dando ênfase às reflexões sobre os
variados contextos da atualidade para nossa
sociedade. Em outras palavras, o nosso cotidiano
contemporâneo.

O Centro Cultural Banco do Nordeste é um espaço


aberto e democrático de acesso às diversas áreas
culturais onde a produção artística brasileira
ganha destaque e interage continuamente com
o público e a comunidade artística. Um lugar
que estimula a fruição da arte e da cultura e
proporciona o encontro do público para reflexão
e ampliação da visão de mundo através de uma
programação diária e gratuita.

Todo o trabalho do CCBNB é realizado mediante


o compartilhamento das responsabilidades de
sua programação com a comunidade produtora
dos bens e serviços culturais. Por meio de edital
anual, o Centro Cultural recebe ainda diversas
propostas de segmentos artístico-culturais, no
qual é definida sua programação ao longo do ano.

Centro Cultural Banco do Nordeste 3


ural ca de
o – Centr
o Cult
u ito e v id e n cia-se a políti
mc irc u it desse circ o Cultural
ias de u tu ra d as pelo Centr
Estratég te editais e st ru
de projetos
co d o Nordes u e a tr a v é s da seleção
Ba n BNB , q prática
g ra d e d e p rogramação,
define sua tico ao
ç ão o Ce
ntro
o ra u m a ce sso democrá
a de a t u a que elab es.
a décad te – For
taleza e v ia b il iz ar as produçõ
Com um N o r d e s um financi a r
l B a nco do n al como o se limitam
Cult u ra
ário n a c io
ento d o ações que nã
le g it im a no cen e n t a ç ão, fom Dese n v o lv e n
a s que abrang
em
se experim ais da o C e a rá , m
o e s p aço de e s s o s cultur ao Estado d tro Cultural a
través
r ic os pr o c C e n
lação n vendo todo Nord e st e , o
ações que
e articu r d e s t e , promo ge d e edital apóia
o e abran ca
e e região N a q u da sua p o lí ti
localidades
cid a d
ção var
ia d
icia ao za m em diversas
p rograma e s p a ço prop se co n cr e ti
do e promov
endo
u m a . O itos in a n
li n g uagens e n t os gratu da região, d is se m
s entre
diver s a s
s seu s e v
a ce sso e diálogo
o , a t ravés do ctador c
rítico, trocas cu lt u ra is ,
regionais.
púb li c
um e s p e iência co n te mporâneos e
a ção de u ma amb proce ss o s
grande
a fo r m
tegra d o a dois pólos de
É

e n te ,
ador, in Rece n te m
beneficiados
com
particip mica. fo ra m
l v iv a e dinâ ento ebulição cu lt u ra l
a região
ra pensam o do Norte n
D

cult u u m ze ir
d e d e : Ju a
lações ticas cu
lturais uma se
e Sousa no a
lto sertão
o n e s s as articu a s p o lí ri ri ce a re n se
Sã o para este do Ca
N

u o voltad n c o do Nord
c o n t ín
ultura l B a
o paraibano.
entro C serção d
que o C a a in ando
ASSU

il it
r t a le z a possib it o d e arte. Qu
–F o m circ u
ú b li c o local a u q uestão
de um
p
rimos a
e s s a aleza,
nos refe d o em Fort fia nord estina
t u r a s para uma cartogra
u it o m ais estru s im p ortante Recortes de
circ is pólo o do
e n c ia mos do C u lt u ral Banc
ev id entro r de
ário: o C o do Ma
esse cen entro D ra g ã
s, mas do Projeto
te e o C es joven te p e rc orro através
Nordes s t it u iç õ ma Atua lm e n
/2009, cinco
s anos u ltural – 2008
C

e C u ltura. In o u c o s It a ú C u
Ar t e
aram em
p tigar Ru m o
e algumas ci
dades
in a m iz c id a d e ao ins o rd e st in a s
que d ral na capitais n PI, MA,
e s c ê n c ia cultu o olhar, d
e um
o r d e ss e s estados [CE,
eferv v do inte ri
U

um n o
al, teatr
al, culturais e
o n s t r u ção de m u s ic B ], m a p e a ndo as ações uais,
ac al, se RN, P
p e r tó rio visu u e at é então lt a d a s p a ra as artes vis
T

e q v o
novo r úblico as, estratégias ntemporâne
a, nessas
io , p a ra um p f ra g mentad fi co a rt e co
literá r es ma is em espe cí rais,
a de açõ itetura s, centros cultu
BI

iç õ e
ben e fi c ia v e . Na arqu cidades visit
o in st it u
erso
a contin
u id a d
s, ate li ê s d e artistas, conv
sem um universidade
com os ges
tores das p
as artes vis olíticas volt
uais e traço adas para
rio
vai identifi
cando esse
u m a c artografia q
ue e s t a c a no cená
entrelaçam za se d como
inter-relaçõ
es presente e nto, as lm e n te Fortale m p orânea
s em cada Atua arte co n t e do
e suas dific
uldades. realidade
n a l e m o d e s e ncadea
nacio nte, fa t
Nesses perc p ó lo emerge e s formad
oras
ursos nord um e a ç õ
estinos, um a série d nam a
repertório
de imagen rico por um e p roporcio ia.
afetos, cara s, cores, sons, r e s p a ços q u
it o q u e se inic
cterísticas sabores, e po e circu
através de que reverb im a ç ão dess voltada
para
eram leg it , ntro
uma acolh
ida genero in â m ic a jo v e m
a t ra v é s do Ce
uma hospit s a , de Essa d eleceu tro
em nossa re
alidade pe
culiar, tão p a ç ã o se estab e C u lt ura, Cen
resente form Arte re,
popular, tã
alidade, as
sim como a ã o d o Mar de e s te , Alpend
o cheia de cultura Dra g o Nor d olvidas
propriedad característi
c lt u r a l Banco d a ç õ e s desenv
es, intrínse as e Cu e por ra.
cas em nos idades, Prefeitu
construçõe
s. s as Univers o Es t a d o e
verno d ento
Vivenciar o pelo Go a s fo i o crescim
Nordeste é s polític ipando
de
contradiçõ constatar s u lt a d o dessa p a r t ic
es, é se apa Re rtistas arte, bo
lsas,
de mudanç ixonar pela o n ú m ero de a ç ã o e m
as, é se dep
arar com a
vontade d
m a s de form
a
r o je to Rumos,
políticas cu lg umas prog ra omo: P
lturais equ ostras c m Belo
de artes re ivocadas, c
o gra n d e s m
P a m pulha e tre
gidos por u
ma grade c
m cursos
lt u ra l, Bols a
A M - SP, den
ultrapassad urricular Itaú Cu ma do M num
a, e o não d
irecioname o n te , Panora n a a in serção
estratégias nto das Horiz orcio de
públicas pa
ra a formaç , o q ue prop e n to agora é
acesso a no out r a s o m ever
vas linguag ã o,
n a c io nal. O m f o r m a dores, r
e principalm ens, mídias, circuito mos lões,
ente a troc técnicas
r a r o s mecanis a m iz ar os sa
seja ela nu a de inform estrut u nais, d in
ações, stitucio ticas
ma esfera m
ais ampliad t ic a s in o m c a racterís
específica p a ou polí uam c ara o
ponto reco
ara uma am
biência loc e a in d a contin m p la r e não p
a l. Outro qu conte turas
rrente é a fa
lta de infra d a s para o r c o m estru
para receb -e v o lt a om p e íduos,
er exposiçõ
es, os espa
s tr utura
a r . É p reciso r m e n t a rias, res
geralmente ç os são form s frag ltural.
adaptados,
ou se locali ic a s e política bém cu
prédios tom zam em arc a sm o t a m
bados pelo oroneli
impossibilit
a uma rees
patrimônio
, o que de um c
dependênc truturação
ias, afinal, c nas suas .
omo elabo rasileiro
repertório ra deste b
visual de u
m artista lo
r um
200 8 – Nor
construção
de um circu c a l sem a Maio de
lhe possibil ito que o in
ite lapidar s ira, que
meio instig o olhar e viv
ante e prov enciar um
ocador?
Centro Cultural Banco do Nordeste 5
A Fortalez

MEZA
a Gasosa a nova dinâmica foi
justamente quando um
rtir do surgimento de
criada na cidade a pa
a experimentação
“Do lugar espaços abertos para
onde esto troca com a
u já fui em
bora” pautados na relação de
Manoel d exterioridade.
e Barros
artista Lygia Clark,
Em seu texto sobre a
ntamina museu”,
“Memória do corpo co

*Mestrando em Artes Visuais pela ECA/USP. Atualmente participa do projeto Bolsa Pampulha, em Belo Horizonte.
YURI FIR
Esse texto -se ao que Brian
das conta
configura
-se, sobre Suely Rolnik, referindo
minações tudo, a pa riva Extraterritorial,
e o conte empíricas rtir Holmes chamou de De
xto no qu entre o au vo momento de
al se debru tor atenta-nos para um no
ça.
Longe de
querer tra crítica institucional:
arte do Ce çar um pa
ará, prete norama d entanto, em desertar
migraçõe nde-se, aq a “Isso não implica, no
s de parad u i, pontuar tuição artística,
no posicio igmas no por completo da insti
namento pensame uma relação
jovem pro e nas estraté nto, com a qual mantém-se
dução cea g ia s da ma dinâmica fluida
rense. despreconceituosa, nu
a cada volta tende
É notória,
para os ar de idas e vindas, que
tistas que o agonizante doses
as articula
ções ocorr vivenciara
m a injetar em seu corp
idas no ca disparam micro
arte ceare
nse nos ú mpo da de força poética que
lização crítica” .
1
permeabil ltimos an to s de de ste rri to ria
idade e ab os, uma movimen
resto do p ertura em
aís, em gra relação ao e dessas idas e
experime u ampliad A vitalização decorrent
ntadas, ou o daquelas co de Fortaleza,
antecesso trora, por vindas, no caso específi
ras. g e ra ções , em outro contexto. A
originou-se, também de
e pequena – e o fato
O ranço re
gionalista quantidade, ainda qu
perdura, m a ilegítima a vontade
com men
or vigor d esmo que ser pequena não torn s

Este texto foi escrito em abril de 2008.


o que há tas que após vivência
no entend
imento do a lg u ns anos, de atuação –, de artis 2
que venh il retornam com o
produzida
no Ceará, a a ser a arte fora do Ceará e do Bras
e, ao long lsão poética, de que
“represen
tantes” do o de déca
das, intuito de injetar a pu
cenário ar artística local, é
do Estado
dificultara tístico nos fala Rolnik, na cena
m o diálo para entendermos
produção
existente go com a um fator circunstancial
alencarin p ara além d das artes visuais em
as. as fronteir
as o momento presente
O micro-d Fortaleza.
espotismo
cultural c arraigado es dessa geração que
earense c no campo Oriundo das inquietud
omeçou a ços propícios para
perder fo
rça, retorna, surgem espa
descartar,
e até afirm
emplo, o importân ando, a pre
s, com o por ex cia do trân
s ito entre o
sença e
x õ e s e encontro institucion
ais e não in s território
refle stituciona s
e. is.
Alpendr isuais Tal trânsit
c u r s o d e Artes V o é uma d
as caracte
tação do ado presentes
A implan F o r t a le za, pens nessa nov rísticas m
ais
de a geração
ade Gran rio poétic
o- e mobilid . Articulaç
na Faculd la b o r a t ó ade como
estratégia ão
a de um , profess
or e o uso da c s de subve
sob a ótic a r t is t a o
idade. rter
p e r im ental pe
lo
ir o , e m seguida A fluidez d
e x n Rib e
ador Solo do CEFE
T e, mais á-se tamb
ém em ou
coorden V is u a is ual,
dimensão
e em prop tra
Artes Audiovis
curso de s c o la d e – desde a orções dis
ti ntas
ente, a E aneira necessida
recentem ib u e m3 de m os horizon de saudáv
el de amp
íram e co
n t r dução tes até as
contribu r t il id a d e da pro interlocuç dificuldad
es de
liar
a fe ão encontr
tiva para
significa levam os
artistas a
adas em F
ortaleza, q
orânea. s ue
contemp , apesar ou a criare e retirarem
o n t e m porânea s
m zonas in
terdiscipli
da cidade
M u s e u de Arte C o lí t ic o s existente tática de re
sistência. nares com
O ses p omo o
os impas , assim c
de todos mb r io n á r io Sobre ess
eríodo e deste e aspecto
em seu p o B a n c o do Nor diretora d , Luiza Inte
rlenghi, e
Cultural
d aços de o MAC Dra x-
o Centro it u e m c omo esp gão do M 4
ar , escrev
t
, se cons cidade. “A dispers e:
do Brasil o r t ância na
ão dos art
is tas, traço
e im p em cidade
relevant cia do s periféric comum
, q u e a pertinên enfrentad
a no Ceará
a s, tem sido
, então do
Acredito a d e s , do MAC, em áreas com a form
cu ld des ação
lp e n d re, das fa o d e p o ssibilida Exposiçõe
relacionad
as às artes
A criaçã de v is uais.
esida na rodução s, ocupaçõ
CCBNB r n t e m a p r- urbanas a es e interv
lo g o s q ue fome n t o , e n clausura ssimilam p
ráticas e c
enções
e diá no ent a de arquite o nceitos
s a m e n to, sem, ia da cult
ura tura, audio
visual, info
pe n e fe rê n c ea literatura rm
e m u m a auto-r o , p ro blematiz maior ate
e sociolog
ia que vêm
ática,
s e bret u d ístico re c
s que, so fazer art
nção insti e bendo
local, ma ndiç õ e s d o
te do
tucional” 5
.
o e as co o restan Em entrev
produçã to n ia c o m ista realiza
da para o
e em sin O Povo, Pa
da cidad . ulo Herke Jornal
o mundo precaried nhoff apo
Brasil e d riam ade e a m nta a
a m – ou deve aparelhos á conduçã
o dos
aços a t u tam culturais d
Esses esp ê n d ic e s que ten gestores, o Estado,
ap como pelos seu
ão como de, mas
como algu s
atuar – n s d a c id a ores a diáspora ns dos ag
ra vantes pa
u p r ir a s carência u x o s, d inamizad e desestab
ilidade da ra
s s de fl cena loca
lizadore , sem l:
potencia lt u ra l d a cidade
xto cu
do conte
Centro Cultural Banco do Nordeste 7
ões
a in é rc ia das instituiç várias cidades do País, participan
ar ess nea, se do de
“Se continu ç ã o c ontemporâ programas de bolsa de residênci
àp ro d u uas a, cursando
em relação sm o v ã o acontecer d mestrado e doutorado9.
sse mara
continuar e ão, que já a
contece e
p e rs
coisas: um a d is r sua arte No entanto, não pretendo aqui
o C e a rá v ai conhece justificar
do países
por outro la st a d os e outros
a potência própria da arte e dos
artistas
u tro s e or
depois de o rt e z a , b a st a um curad cearenses pelo reconhecimento
dos
nho ce ao
até. (...) Eu te e lm e n te aberto a vir
mesmos na cena artística nacion
al. Isso
razoa v
estrangeiro brir jóias” .
seria reiterar a colonização cultur
6
i d e sc o al
ele v a
Ceará, que hoff
existente no Ceará e no Brasil. Acr
edito,
7 ver as palavra
s de Herken sim, que tal reconhecimento trat
te a-se de um
É gratifican as do mesm
o jornal índice, de uma resposta natural
a s p á g in a à qualidade
ocuparem p o e st a m pou, de form e à potência poética existente na
m tem om produção
que há algu a rt e c e arense era “C desses artistas. Mais, propriame
, qu e a nte, uma
desajeitada pobre,
s e x c e ç õ e s, uma arte conseqüência da produção des
ses artistas
ra moleques
algumas ra a, feita por do que a causa.
e a li e n a d
recalcada melhor, as
n d e m d iscurso (ou
que con fu urso) Essa conseqüência parece incom
n c e it u a is de um disc odar
facilidades
co stão sendo parcela dos artistas da cidade, com
ã o ; q u e a c ham que e e
receio,
com pichaç n ã o fa z e m mais do qu talvez, de perderem espaços na
formatação
uando a ou
corajosos q p o r u m a mesadinh dessa nova cartografia. O pensam
ento
gri ta r
espernear e 8
. mesquinho de ameaça gera me
canismos
m a b e rl in da oficial” de defesa, movimentos retrógrado
por u vel s para o
u m n ú m e ro considerá desenvolvimento da cidade.
s
Hoje, temo ã o fora da cida
de de
q u e e st
de artistas por isso, au
sentes. Essa problemática perpassa a cid
ade em
a , m a s n e m
Fortalez das diversos níveis, desde a eterna
rm o s u m apanhado e enfadonha
E, se fi z e ção pelo discussão acerca da abertura do
s d e ss a nova gera Salão de
traje tó ri a os cinco Abril para artistas não residente
e lo e x te ri or nos últim s no Ceará
Brasil e p m mapa até a tentativa de manutenção
s, se m dúvida, u do poder
anos, te re m o ando de dos aparelhos culturais da cidade
ta d o . A rt is tas particip , com
ila anorama
bastante d te s como o P
interesses claramente pessoais10
.
s re le v a n ais,
exposiçõe R u m o s Artes Visu
sileir a , o
da Arte Bra ke, no
In st it u to Tomie Ohta
no
exposições ri a A ntônia, artis
tas
u ra l M a
Centro Cult m ovendo eve
ntos em
d o e p ro
participan
os,
c t o , v iv enciam
o aspe nde
segund do Rese
ina o museu”, in Concinnitas:
r 1 ROLNIK, Suely. “Memória do corpo contam
e e s s e e R ic a do Estado do Rio de Janeiro
Sobr saída d e Revista do Instituto de Artes da Univer sidade

t e m ente, a íd a d e Resend – Uerj; ISSN: 1415-2681 (Impressa); ISSN-


1981-9897 (Virtual) - www.
e n a
rec AC. A s total concinni.uerj.br <http://www.concinni.uerj
.br> ; <http://www.concinni.uerj.

a d ire ç ão do M rária, em br/> ; Ano 9, Vol.1, N. 12, Julho 2008; Editora : Instituto de Artes – Uerj; Nª
d a a r b it al foi
de form pela qu 12: Dossiê: Por uma outra teoria.
deu-se a n e ira
am
ncia com 11 2 A saída do Ceará, de artistas como Alexan
dre Veras, Eduardo Frota,
dissonâ . em solo cearense.
diretor Solon Ribeiro é sintom ática e reflete a aridez
a d o líticas
no m e
a u r a ç ã o de po 3 Utilizei o verbo contribuir no tempo passad
o e no tempo presente pelo
l a inst
scindíve em a ade Grande Fortaleza não
fato de que o curso de Artes Visuais da Faculd
É im p r e a s que vis ira praticamente desativado,
d e mane
e encon tra-se
nso li d a d
abre mais turma s há alguns anos

c a s c o e n te na espera que o último aluno se forme para ser definitivamente fechado.


públi ormalm ão e de que paralisaram o seu
atada n o cidad
financ eiras
O Alpendre passou por dificuldades
u ra , t r ire it o d um novo fôlego.
Cult um d funcionamento, atualmente começa a tomar
a, como erno.
su p é r fl u
e é t ic a do Gov 4 Luiza Interlenghi atualmente dirige a Escola
de Artes Visuais do Parque
abilidad Museu de Arte Contemporânea do
respons d e mocrac
ia, Lage, no Rio de Janeiro e foi diretora do
Centro Cultural Dragão do Mar, no períod
o de janeiro de 2003 a novembro
d a ta,
a n t ir o exercício n te p a ternalis de 2004. A passag em de Luiza Interle nghi, por Fortaleza, foi marcada pela
entre instituição e artistas.
“Gar cadam e aglutinação operad a atravé s de diálog os diretos
do mar de um
nu m e s t a
lo n g ínquas ara
ssário p
ado no catálogo do Rumos
ç a s nã o c e 5 INTERLENGHI, Luiza. Local Fortaleza. Public
e r a n é n e
com h ativo, rojeto Itaú Cultural Artes Visuais 2005/2 006 – p.261.

ia li s m o imper t a ç ã o de um p
colo n men icas 6 Trecho da entrevista veiculada no Jornal
O Povo, no dia 04 de março de

s a r m o s a imple is c u t ir as poét 2008.


pen tende d
o lí t ic o que pre 12 7 Optei por ater-me ao aspecto positivo
dessa passagem da entrevista.
p as” . de todo o texto, tento ser o
porâne s foi Não apenas nessa passagem, mas ao longo
contem ç õ e s a nteriore mais otimista possível.
s gera ção de
q u e m arcou a e z e a constru 8 Trecho do artigo “Arte e Molecagem” escrito
pelo jornalista Felipe Araújo
Se o xid s
c o n t ido, a fi re n s e inserida - jornal O Povo, dia 11 de janeiro de 2006.
o ade ce a
o camp -identid oe
m a p s e u d o
d e c o ronelism 9 É pertinente ressaltar que em conversas
com tais artistas, fica evidente
e contribuir com a cena da
u lítico obre a à Fortale za para potenc ializar
jogo po
o intuito de voltar

em um ã o d o poder s oje, cidade e com as gerações vindou ras.


aç talvez, h
a u t o - conserv id a d e, s o incômodo com o fato
de ral da c made 10 É recorrente no discurso de alguns artista

ro d u ç ão cultu e , o c a ráter nô
ará.
do MAC ter sido dirigid o por pessoa s que não são de Fortaleza. O
p oriedad
pensar evidencia algumas das
t r a n s it d e a r te no Ce provincianismo embutido nessa forma de

seja a dução questões apontadas nesse texto.

d e fi na a pro em
que re
a m o bilidade 11 Ricardo Resende foi diretor do Museu
de Arte Contemporânea do

egiam to, Centro Cultural Dragão do Mar durant e o período de março de 2005 a

t is t a s q ue privil , s e m , n o entan março de 2007. O processo de seleção de


Resende deu-se de forma
Ar xidez elo. ria, formada por Agnaldo
nto da fi
ão de curado
m mod
democ rática, onde uma comiss

d e t r im e z e m u Farias, Moacir dos Anjos e Rodrig o Moura , analiso u currículos de todas as


uide
mar a fl e por sua experi ência como gestor e
procedências e selecionou Resend
transfor assos.
meus p
curador.
n d o o s
tão da arte: Despotismo, Nepotismo...
Sigo en 12 MESQUITA, Pedro. Os outros ismos da
Publicado no livro Souzousareta Geijuts
uka, 2007 – p. 136.

Centro Cultural Banco do Nordeste 9


O fato
é que
a terra
o roman sertan
Um Sert ão para cada port t izada,
manip
eja - in
ventad
- enge ulada a,
ndra u p o l i t icame
m Bras nte
pela e il inace
xposiç ssível,
ão do m arcado
aridade com d homem
rt ão , de se rt ão . Dada a semi-insul ois de
sertos em co
Se : o da p ntato
existe de si m
mos pensar que esmo. aisage
do Brasil, podería Nunca meo

AMPOS
emos, quand
se rt ão pa ra ca da porto. Conviv o cheg sabem
o s ao ce
um Süssek amos rto
ao ser
te com mares e ind 4. L tão, al
assim, poeticamen na pró
á, sent
imo-n
erta Fl
ora
e/
rt os . Co m o na dicotomia Orient pria te
rra”, co
os “est
rangei
de se da Cun
osição mo afi ros
se definiu em op ha, po rmara
Ocidente, o sertão de che i s a busca E u c lides
no
de um país moder gar é o por um
ao litoral: “A idéia sujeito q ue nos l u g ar, a m
ís
raposição a um pa s, com define eta
no litoral, em cont o nas a
firmaç
enqua
n to
r”.
nização, no interio A pais ões de
refratário à moder a agem
sertan
Nietzs
che.
1 a mesma forma qu
e o litoral passara deslum eja con

ELO C
D brand tinua
ssível o artis
o locus de um po contem tas na
se configurar com s poran
ol vi m en to , co m imagens sedutora cinem e i d ade. Is
so aco
desenv a, no t
eatro e ntece
mar;
e princesinhas do Porém nas ar no
como pescadores , há um
a gran
tes vis
uais.
da
ara-se como terra abord de dife
o sertão romantiz agens
que pr re n ça das
nteiriço
homem rude, fro antiga ocuram
autenticidade, do s conc
epçõe a bdicar
osição de
e a cultura, em op Brasil r s folcló
entre a natureza egiona ricas, d

MARC
r lista. A e um
e” litorânea. Por se sertão tarefa
à “superficialidad das ale
górica a t u al é re
ase
z a canção, “eu qu Hoje, h s conc tirar o
de lá, do sertão, di á gran
de libe
epçõe
s de at
ver
na cidade, sem vi poétic rdade raso.
não consigo ficar as pot
entes p a ra projet
teve
l debate sempre o sertã que dã ar
contrariado” . Ta
2
o sob o cont
fronteiras divers a de m
lógicas: “situar as Princip os pon ostrar
conotações ideo almen
t e, quand
tos de
v i s ta.
icional e o Brasil encon o se bu
entre o Brasil trad tro com
a terra s c a fazer d
e seria
ar ou inventar o qu de diá alegór o
moderno e resgat rio de
campo ica um
onalidade” . a
3
o da na ci . espéci
tê nt ic e
fundamento au
person
arquivos agem
nte d is so , o s viajantes, os que qu sonha
dora, e
Dia
s foram er fugi m O cé
s missionário r para u de S
coloniais, e o dos gr o m uely,
aquilo que andes undo g
o n sá ve is p or descrever esque
centro
s urba
lobaliz
ado
resp me papel cer qu nos; n
d o cu m e n ta l e, hoje, assu e Cent ão se p
parecia hout, Von
Salles,
temat
ral do
Brasil, ode
cç ã o : G e o rg e Gardner, Eck órfão e
izara o
desejo
de Wa
lter
de fi venção da m faze
tores desta in r de um
lb u rg sã o a u subúrb o opos m enino
Luetze tas. to de S
ra si le ir a , e m épocas distin io cari
oca pa u e l y, sair d
paisagem b não existia
pai e v
iver nu ra reen
c o
o
o lle e xp lic a que o sertão valore m a família
n t ra r s eu
Willi B sertan
ficcional para s inter eja, co
m o o b je to científico ou Josué.
iorano
s. Este m
co u famoso E tamb é o pa
u m b o ld t n o séc. XIX, em se Luiz G ém ser
taneja
raíso d
e
Von H ortanto, onzag
do mundo . P a
5
rt o s a, nasc s anfona
re d e se de Per ido em de
ensaio sob ente. Dois nambu Exu, se
lu g a r in ve n tado recentem Gil e C co, qu
e influ rtão
é um aetano enciou
onsáveis
ri to re s n a ci onais são resp mistur Veloso
, estim
Gilber
to
e sc aisagens ar mús u l ando-
a rt e d a s in ve nções sobre p elétric i c a t ra dicion o s a
por p unha as, am al com
se rt a n e jo s: Euclides da C da Bos
pliand
o a con g u i tarras
e homens ão na sa Nov cepção
a rã e s R o sa . A idéia de ficç Zé Cel a na sub
urban
burgu
esa
e Gu im nte, da so viaj a Trop
b ra si le ira p artiu, justame as pág
ara pa
ra Can i c á lia.
literatura isturavam inas de udos,
r
ru çã o d e n a rrativas que m atores E u clides
da Cun
e v i vendo
const ces e sertan
e s d e ca m p o com roman certa f
ejos q
ue rep
ha com
não-
observaçõ orma,
a si me
resent
aram,
orgiás smos n de
fábulas. tica. uma e
ncena
e propícia ção
ade tornara-s Para a
Tal territorialid r Rocha
lem da
ficção,
ti nta s m e tá foras. Glaube estepe
s e des hoje o
a dis acesso
r de lutas e r às
ão como luga mais fá tos do
encarou o sert nto, deus
cil. Alé
m do p
B r asil tor
n ara-se
iq u e ís ta s (o dragão e o sa com a
eropo au-de-
man ilitar rtos, ro a r a r a, cont
) p a ra cr it ic a r a ditadura m pavim doviár amos
e o diabo Aïnouz
entada
s. Porta
ias e e
s t radas
a d iç ã o co ro nelista; Karim crítica
cultura nto, co
e a tr tiva na l sobre n s t r u ir uma
u m a n a rr at iva mais subje a terra
mostrou rachad
a,

Centro Cultural Banco do Nordeste 11


os burr
icos mo
rtos, as
torna-s coivara objetos, as exposições podem ser pensadas
e mais s, etc,
acessív
metáfo el. Até p como diários de viagem. A esta tarefa, eu,
ras con orque,
tinuam tais
serem u dispon particularmente, tenho me dedicado. Em
sadas p íveis pa
or narra ra
do cine dores d dois projetos do CCBNB, Cariri: Impressões
ma, da a s artes,
literatu
possibil ra. As a de viagem, com Efrain Almeida e Nausea,
itam um rtes vis
a utiliza uais
metáfo ç ã o re com José Rufino, viajei pelos sertões do
ras trad novada
icionais das
brasileir sobre o Ceará e da Paraíba. O fato é que isso nos
os. Vem s sertõe
como o os isso s
em per possibilita criar uma narrativa relacionando
s andar sonage
ilhos e ns
Guimar mendig conceitos em trânsito, dentro e fora do
ães, ou os de C
no proje ao
Paisage to do c espaço expositivo, partindo de textos,
m Subm oletivo
com be ersa qu
las ima e denu imagens, relatos de viagem, tradições
gens a nciara
lugar in inunda existentes, mas sem criar folclorizações,
terioran ção de
o em M um
constru in a s G sem buscar os bons selvagens. Na
ção de erais pa
uma in ra
dústria antropologia, segundo George Marcus e
Na arte .
contem
paisage porâne Michael Fischer é justamente o diário de
a, o inte
m e pelo resse p
do Bras relato es ela campo que renova a escrita etnográfica,
il dos v t im ula a re
iajantes visão estimulando uma espécie de “escritura
As noçõ com ou
es de sit tros olh
criaram e specifi ares. experimental”, revendo o lugar do
visões a c , n o nsite e
mpliad fluxus pesquisador e do informante6. Por que
arte, no as sobr
que est e o obje
de desm e pode to de não trazer o relato de campo para as
ter de in
aterializ stabilid
grande ação, d ade, artes visuais? Hoje, rever a concepção
interess e efeme
e no es r id a d e. Há
galerias paço pa folclórica é fundamental, pois não temos
e muse ra além
da land us, com das mais confiança nas grandes teorias
o nas p
art e na roposta
Com es s interv s universais, nos paradigmas amplos, nas
tes con enções
ceitos, u r b a nas.
trabalh arte, et chaves conceituais, tais como: arte popular,
os de c nografi
ampo a a,
ndam p tradição autoctone, raízes nacionais, etc.
ari pass
u. Os São outros os recursos que dispomos para
descrever a
realidade so
cial, num m apropriando-se das imagens de quatro
que muda ra undo
pidamente fotógrafos que conseguiram a proeza de
e no qual est
inseridos. amos
fotografar redemoinhos de terra.
No projeto S
ertão Conte
mporâneo, Juntando mares e desertos, podemos
artistas, coo quatro
rdenados po
r mim, criara considerar que o sertão é ilha, exílio
diários de ca m
mpo sobre o
s sertões do voluntário. “O deserto está dentro da
Ceará, Rio G
rande do No
rte, Paraíba gente”, como afirmara Efrain Almeida
Minas Gerais e
. Brígida Balt
ar, Efrain Alm depois de sua experiência no sertão de
José Rufino eida,
e Rosângela
Rennó troux Mossoró. Diante da natureza tudo pode
resultados su eram
rpreendente
s em fotogra se desequilibrar: “a força dos elementos
desenhos, v fias,
ídeos e obje
tos. O que p naturais, a simbiose entre o homem
destacar é q osso
ue a fronteir
a entre artis sertanejo e a natureza com seus segredos e
pesquisado tas/
res e a paisa
gem sertane sua quase impenetrabilidade”.7 Guimarães
continua a re ja
sponder-no
s com potên Rosa abordara este encontro, quebrando
No sertão d cia.
e Juazeiro d
o Norte, Bríg o tabu de um amor entre iguais, cinqüenta
surpreende ida
ra-se com a
umidade, os anos antes de Hollywood se escandalizar
repentinos d verdes
as plantas n
ativas depo com Brokeback Mountain.
das chuvas, is
os lagos efê
meros; Efrain
seduzira-se O sertão constrói homens exilados em
pela insulari
dade do olh
de um serta ar terceiras margens, tal qual o pai de família,
nejo e mape
ou a si mesm
Rufino apon o; descrito no conto “A terceira margem do
tara críticas
sobre image
tradicionais ns rio” de Guimarães Rosa, que abandona
, a dissecaçã
o da paisage
dos seres, n me tudo para viver numa canoa. A crise é mais
as madeiras
queimadas
coivaras e n das profunda e metaforiza nossa condição
os esqueleto
s; Rennó reto
o diabo no m mara diante da possibilidade de ancorarmo-
eio do redem
em Grande o in h o , como
Sertão Vered nos numa identidade pessoal, subjetiva.
as, de Rosa,
Somos estrangeiros a nós mesmos, ao

Centro Cultural Banco do Nordeste 13


darilhos
à nossa família. An
nosso cotidiano, s
al qu er lu ga r, pa ra além de estado
em qu
a
entifica a narrativ
e nações. O que id
idez:
tit ár ia é a m ob ilidade e não a fix
iden
raízes.
âncoras em vez de
inovações no foco
Isto gera, então,
ões: “o
ão de auto-reflex
narrativo, introduç
ópria
ra conhecer sua pr
narrador viaja pa rio em
mando-se ele próp
geografia, transfor ga e
ag em ”.8
U m su je ito à deriva naufra
pais
podemos
partir do sertão,
ancorando-se. A das na
tr ui r ob ra s ex pe rimentais, centra
cons
revendo
experiência, desc
representação da
ade e
co nt ro co m a pa isagem, a alterid
o en
rtão sem fim.
o deserto de si. Se

electuais e
chamado Brasil: int
dade. Um sertão de Janeiro: Revan:
1 Lima, Nísia Trin nacional. Rio
taç ão ge og ráfi ca da identidade
represen
9, p. 17.
IUPERJ, UCAM, 199 nguinhos e Gilbe
rto Gil.
to Ser tan ejo , canção de Domi
2 Lamen
cit., p. 14. viagem. São
3 Lima, Nísia, op. qui: o narrador, a
ind , Flo ra. O Bra sil não é longe da
4 Süssek
0.
ia das Letras, 199
Paulo: Companh Ed. 34, 2004, p. 47.
ese rtão.br. São Paulo:
5 Bolle, Wi lli. Gra nd gia como crítica
org La antropolo
e.
M. J. & Marcus, Ge manas. Buenos
6 Fischer, Michael las cie nci as hu
um mo me nto experimental em
cultural:
itores, 2006.
Aires: Amarrotu ed
Nís ia, op . cit. , p. 58.
7 Lima,
cit., p. 52.
8 Bolle, Willi, op.
Centro Cultural Banco do Nordeste 15
fortaleza

Centro Cultural Banco do Nordeste 17


Centro Cultural Banco do Nordeste 19
1 B
o NB
os
r U r ban d a su
a
te r o
- In ent te
d a Arte d e s te, d a men
to o r n t

AGOSTO
o s oN u ju e
o
B N B Ag a n co d re alizo g o sto d
1 ral B ais , de a
C ultu s Visu mês TE
nt ro
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D A AR
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OST
O ivos
O
r a m te rativi A G e c olet
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prog letiv ial I
BN artis oa
o c o
e s p e c
v o c o u
e m com s,
m o ento
co
e vent u a l con e i ros,
b
s a m ,
, o q g pen (PB)
2007 a n os, o e e stran o d e u s a
erUr
b
silei
ros mei e So

DA
- Int a por es d .
s t as b r
t e ra g i r
s c id a d
z a (CE)
t i n a l e
de a
r ara i ólica
sn
)eF
orta os
l a ç ão p s i m b (C E r ban
p u s to r U
po tude Cra Inte

ARTE
s e ati e (CE), R TE - em
açõ e
o N or t
O D A A
p u dess
eiro
d OST na q
ue cos
B AG

Exposição também realizada nos Centros Cuturais BNB do Cariri/CE e de Sousa/PB.


Juaz I B N e u r b a
s p úbli o as
sim
d o a r t a ç o n d
sta de esp obil
iza tes
opo etos nos ipan
A pr a r p r o j
e n t e a d e , m
r t i c
ealiz cilm tivid s pa

- INTER
foi r t a d os fa o I n tera s d ias o ial
r e xecu l o g rup
n t e esse p o tenc
s e s pe ura om ram
eado tor. D í vel c t o, fo
a p o s i e l i g
ara t
a n as e
m
co - p rop
a s s a int s . P , p a lestr
púb
li
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m eito ebat
es s de
r a m s e conc a , d o l e tivo
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ban os c S), c
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t e de id a r t t i s t as e o s ( E
çan s de s, ar eat ndo

URB
agu
a s açõe i s a dore A e Entr nda
a d q u , E I r o f u
reali
z pes (BA) ap ora
s com s GIA i d a des, s fo r mad
n a ad o as c ran
ofici o nvid com o sta t
s c a r p

ANOS
ta log pr o
artis d e dia d o na s.
n t uit o f oc a n
u r b ano
i e ços
o ões
d i s cuss o s espa
as es n
s s a s açõ
de
1o bnb agosto da arte - interurbanos
Grafiticidade Grafiticidade

Centro Cultural Banco do Nordeste 21


1o bnb agosto da arte - interurbanos

Intervenção Urbana
1o bnb agosto da arte - interurbanos
Intervenção Urbana Intervenção Urbana

Intervenção Urbana Intervenção Urbana

Centro Cultural Banco do Nordeste 23


1o bnb agosto da arte - interurbanos

Galeria do CCBNB - Cariri - Frank e Dema Oficina em Juazeiro do Norte

Galeria do CCBNB - Cariri - Frank e Dema Intervenção Urbana


Centro Cultural Banco do Nordeste 25
Blocos de
Ensaio
Blocos de
Ensaio é u
visível alg m projeto
uns proce de interlo
ssos criati cuções qu
v os contem e procura
É Ensaio, porâneos tornar

de ensai s
porque n .
acabada, ão preten
mas bloco de aprese
produçõe s de conv ntar um d
s em lingu ersas entr iscurso nu
agens dife e pessoas ma forma
idéias ou re d ife re n
entre trab n tes. A inte tes, com
alhos. rlocução
Os Blocos a c o ntece entr
se organiz e
reais são o am nos te

o
estopim p m a s das conv
colaboraç ara a troc ersas – os
ão. a de idéia encontros
s e para o
s trabalho
Considera s em
mos que
o s p

o
mais expre rocessos c
ssões de u riativos co
o resultad ma essên ntemporâ
o de apro c ia de um cri neos não
são

o c uma rede

No espaç
segundo
educadora
multimíd
mais algu
com seus
o exposit
encontro
Audrey H
ia Ticiano
ns convid
p ri a

ivo do BN
do projeto
ções e rec
referentes

ojda, o ar
Monteiro
ados para
B
,
.
ombinaçõ

realizarem
do qual p
tista perfo
e a artista
as convers
e
a dor singu
es de idéia

os o ensa
articiparã
rmer Man
designer
o
lar, mas sã
s que tece

io: Fortale
a artista e
oel Moacir
Vanessa S
za.02,

, o
m

arte-
o

artista
chultz, e
O espaço a s.
é pensado
biblioteca para ser c
onde o vis onvidativ
tempo ex it ante pode o, como u
plorando se sentir c ma sala d
o s materiais onfortáve e estar/
registros
bl
das interl disponibil l para pas
ocuções. sar um
utilizamo
s, pensam Assim com izados pelos artista
aos visita os numa “a o na plata s e os
ntes aces rquitetura forma on-l
sar os con da inform in e que
criando su teúdos de ação” que
as própria maneira n permita
s relações ão progra
entre as in m a da
formaçõe
s.

Luana Veig
a - organiz
adora
Vídeo - Performance - Manoel Moacir

blocos de ensaio
Blocos de Ensaio - Andrey Hojda

Centro Cultural Banco do Nordeste 27


blocos de ensaio

Vanessa Schultz Ticiano Monteiro - Instalação


Centro Cultural Banco do Nordeste 29
graPH
e
na Cidad deu
Graphien e m d o grafite se as
ue a orig ados hom avam suas
ens d
o n s id e ramos q s c h a m
C o tr
h is tória com ostamente, regis avés
na p r é -
u a n d o , sup it u a is e caças atr
cavernas
.Q s de r
õ e s e p retensõe
ç
observa rupestre
s.
u ra s fite as
de p in t
ra r como gra
s id e tigas
m p o d e mos con p r o te s to das an aque
També ões de dest
o s t a s m anifestaç a v a m c olocar em otéticas,
sup ostum lavras pr
es que c e leis, pa
civilizaçõ d iv ulg a ç ã o d
li c os atravé
s da
e n s , s p ú b
mensag acontecim
ento
e s to s e

Ien Na
prot ão.
s c r it a c om carv ões feita
s em
e g r a v a ç iros
a , o s rabiscos e p ra ç a s, banhe
r m sd e dos
Desta fo e s c o la s, banco , q u e s ã o chama
carteiras
de s de ruas er
e s m o em muro hação, podem s ma
e a té m
o m u m de p ic
e g is t ra de for
so c u e , r s em
pelo sen g ra fi te, visto q e s e re s humano
ado s tência d
consider u n ão, a exis
te o
conscien ial. tinta
exto soc mercado rial
seu cont de su rg ir n o
mate
a d a d e 60, antes c o m piche, um inado
c o
Até a dé grafite e
ra escrit
ditamos
ter orig
p ra y , o a l, a c r e
em s , do qu
e d if íc il remoção
d a
r m o p ichação. n g u a g e m artístic
ot e uma li
siderado banas,
nções ur

cidadE
fi t e é c o n v e
Hoje, o g r a e in t e r gir nos
t ro d e p ráticas d in t u it o de intera te
que den s, tem o a idéia. E
sta ar
ia das veze r u m eria
na m a io r
id a d e e divu lg a
e jo v e n s da perif
da c dade d itas
espaços p ró pria reali e a li d ade, mu
a a s a r
transform e expressão des
a l d ssar.
num c a n
id o s d e se e e x p r
nar os
ped e questio
vezes, im b je t iv o d
us e
s iç ã o , temos o o te; ou seja, muse
po os de ar
Nesta ex n os espaç
e t ro s
parâm
galerias.

ade
Grafiticid
graphien na cidade
Grafiticidade

Centro Cultural Banco do Nordeste 31


graphien na cidade

Grafiticidade - Intervenções Urbanas

Grafiticidade - Intervenções Urbanas Grafiticidade - Intervenções Urbanas


graphien na cidade
Grupo Grafiticidade - Painel Coletivo Grupo Grafiticidade - Painel Coletivo

Centro Cultural Banco do Nordeste 33


graphien na cidade

Grupo Graficitidade
Centro Cultural Banco do Nordeste 35
do Grupo Aran
Grupo Aranha ha, sem inserí-l
o ção a uma crític
a
num contexto
histórico-polít em contraposi
ra Conceitual ico- insistia num
Pintura Sensorial, Pintu social maior, in
ternacional e autoritária que o
ado, de vocaçã
1980, sob a nacional, que discurso oficializ
Revisitar a década de vai do declínio
do nceitual, de um
a arte
es do Grupo mundo soviét geométrica, co
perspectiva das inserçõ ico à queda do
muro a mesma, negan
do
oportuniza um de Berlim, do voltada para el
Aranha em Fortaleza, movimento “D
iretas tiva e impondo
-se
anos sobre Já!” à hiperinfl a pintura figura
olhar distanciado de 20 ação e à eleiçã
ônica nos anos
A
o de
se, de modo Fernando Collo de forma hegem
a cena artística cearen r, pelo voto dir
eto, outro sentido,
as
respeito ao para a presidên 1960 e 1970. Em
particular no que diz cia do Brasil. Fa
tos nsoriais dos an
os
experiências se
H

ão de grupos, esses potencial


fenômeno de formaç izados pelos m
eios re ss ad as em ultrapas
sar os
de telecomun 19 70 , inte
Grupo de
nesse período, como icações, conta
minando te e vida, não ab
riam
regiões e cultu limites entre ar
ARAN

tura Exposta
Brigada Muralista, Fra ras de modo
intura autoral,
de
plo de outros abrangente e espaço para a p
e Interferência, a exem em ritmo acel
erado. , por entenderem
que
centros ordem gestual
grupos procedentes de Essa comunicaç so, se reafirmav
a
fortes, para ão de ressonân
cia a arte, nesse ca
economicamente mais global, cujo diá ria e o artista co
mo
enções, como
logo se fazia em como mercado
onde convergiam as at de acontecimen torno
ntos não dogm
áticos
o Paulo, e o
tos que atingia
m celebridade, po
o Grupo Casa 7, em Sã a humanidade conceitual.
no Rio. Isto
e intercambiava
m de sua cartilha
Grupo Atelier da Lapa as diferentes vi
sões de mund
a repensar o, bretudo aqueles
nos obriga, a princípio, contribuiu par
a a formação d Esses artistas, so Lage
e deu título e grupos, cola do Parque
o termo Geração 80, qu independente
s de organizaç vinculados à Es
i você, geração ões em São Paulo,
à exposição Como va partidárias e in no Rio e à FAAP
PO

stitucionais, p ate
o sinônimo de assando vimento de resg
80? (1984), no Rio, com a se preocupar
com questões criaram um mo novas
que se fazia no fo rriando-a para
arte dos anos 1980, do ecológicas, sexu
ais, democrátic d a p intu ra , al
zer
lizada, quando, as, ra além do pra
Brasil de forma genera desarmamenti
stas... – ações experiências. Pa ual
rios grupos e que cterística pela q
na verdade, temos vá iam além dos da pintura, cara pouco
GRU

meios político
palhados pelo s hecida (o que é
artistas emergentes es convencionais. ficou mais con 80
te dos anos 19
País. e limitante), a ar
de
No campo das com questões
o podemos
artes plásticas
, no preocupava-se
Naturalmente que nã Brasil, esse clim e representaçã
o, de
rte das
a de organizaç
ão materialidade
compreender esse reco e contestação espaço e gesto
, de
ses, a partir
se refletia nos dimensões de
Artes Plásticas Cearen orias,
jovens artistas imagens e aleg
dos anos 1980 construção de
em 1970, depo
ção, de is de uma tem
a d e e c o nceitualiza de estudos no porada
de visualid e teatralid
ade, Art Students Le
d o c h a s s i de Nova Iorqu ague
libertação p roximação
do e. Em Fortalez
a,
No entanto, a presença de Eduardo
vid a d e e a mantém conta
de subjeti ra a to com Zenon Eloy, de volta a Fortaleza em 1981,
m a is im portante e pioneiro de ar Barreto,
público . O se te mural na cid depois de freqüentar a efervescente
d e e x p re ssão, e nes desde os anos ade
liberdade s com as 1960, razão pel Escola de Artes Visuais do Parque
d o c a b ia m diálogo foi escolhido, m a qual
Laje, no Rio de Janeiro, campo
sen ti ente
te ri o re s , principalm ais tarde, para
ser
n patrono do Gru
gerações a a Pop Arte d
os po Aranha. Nes minado do que se convencionou
a rd a s d se
ngu período, tamb
com as va éias e ém se sente m chamar de “Geração 80”, aqui em
0 , n o B ra sil, ou às id pela arte de ru
otivado
anos 19 6 ções a do pessoal d sintonia com as idéias de Hélio Rôla,
o s d a s e x perimenta Pirambu, herd o
os conceit uanto a pin
tura eiros do pinto contribuiu para lançar as bases do
9 7 0 , c o n q r Chico
da Silva, que an
dos anos 1 de. tecipa algumas Grupo Aranha, ao lado de Alano de
legitimida
tivesse sua características
da pintura dos Freitas, Maurício Cals e do pintor e
a, na anos
s 1 9 8 0 , e m Fortalez 1980, embora
sem consciênci músico Kazane, recém-chegado do
Nos ano istas a das
s c o la s d e arte, os art questões que
na década seg Rio Grande do Sul. Juntando-se a
falta de e éias em to
rno iriam aflorar.
uinte
o c a ra m id eles, Sérgio Pinheiro, em 1983, ao
plásticos tr e UNIFOR
a lõ e s d e Abril, BNB Em 1975, Hélio retornar de Paris.
dos s Fiúza Rola passa a m
, d a s g a le rias Ignez no então tranq orar
Plástica C, da üílo bairro da Havia uma atmosfera favorável em
le ri a , d o MAUC-UF Iracema, onde Praia de
e Arte G a ultura pinta pedras e Fortaleza. Vivia-se o clima nacional de
rt e d o C entro de C muros.
Sala Intera Em 1978, ao la uma sociedade que ia às ruas exigir
Cultura do de Sérgio Pi
â n ic a e da Casa de pinta o muro M nheiro,
Germ ama de odigliani. A par seus direitos civis, que se mobilizava
d o C e la . É dessa tr com o compan ceria
Raimu n nha,
m e rg ir o Grupo Ara heiro de pince
l, que
para participar da Constituinte, que
ai e
teias que v ôla, Sérgio
vinha do movi
mento hippie conclamava por eleições diretas.
rm a d o p or Hélio R 1960 (“proibid
dos anos
fo , Kazane, o proibir”), cuja Os artistas sentiam a necessidade
h e iro , E d uardo Eloy da América La s trilhas
Pin io Cals, tina já havia p de validar sua imagem à festa da
d e F re it a s e Mauríc foi provisoriam
ercorrido,
Alano a, Efímia ente interrom democracia, de ampliar o circuito
p a rt ic ip a ção de Káti 1979 quando pida em
com a e sentiam Sérgio ganha u de arte, socializá-la, de buscar
u tr o s a rt istas que s do governo fran ma bolsa
Rôla e o o grupo. cês para estud alternativas de mercado, de exercer o
a íd o s p e las idéias d Universidade d ar na
atr e Paris, sob ori prazer da pintura.
ctual do entação
R ô la , m e ntor intele do teórico em
arte pública Fr
Hélio os, ank
a d o s E s tados Unid Popper.
rn
grupo, reto
Centro Cultural Banco do Nordeste 37
Nesse clima, o com velhos fantasmas
s muros da Pra ia de
de Iracema, at ia o lu iç ã o so nora na Pra da ditadura e
com a p lideranças nacionalista
é então, habit a segunda s de ocasião;
saudável boe at da
a ce m a , q u e, a partir d de uma safra de artista
mia, tornaram Ir omeçou a s, segundo
suportes, a cé
-se
c a d a d o s a nos 1980, c uma parcela da crítica
u aberto, para dé os da
Aranha tecer o Grupo
r in v a sã o d e empresári de arte, com
sua pintura, al sofre ue a poucos sobreviventes
ações engajad
ternando
a o m e sm o tempo em q depois da
as com experi noite, feriu “farra da pintura”, da ov
sensoriais de ências u rg u e sa re sidente pre erdose de
deleite (“Pintu classe b cendo trabalhos nem sempr
Pintura”) com ra, ra a A ld e o ta, permane e de qualidade,
cores vigorosa evadir pa res mais não podemos usurpa
r o mérito dessa
pinceladas ge se
b a ir ro a q u eles morado
stuais. no geração de ter aberto
ro, em os caminhos
Desse quad
resistentes. ia de para a pluralidade esté
A primeira aç
ão de ressonân g u ro u o m ural SOS Pra tica da arte
pública, assin cia 1989, fi lo Grupo
que vivenciamos hoje
no País.
ada pelo Grup
o Aranha, a c e m a , e st ruturado pe
foi engendrad Ir artistas (e
a por motivaçõ n h a , a b e rto a todos os Trata-se também de Hi
stória da arte
es Ara ipar
políticas, em 1
987, quando u q u e q u is e ssem partic cearense, cujo fio da
de 150 metro m painel não artistas) bilizar a
meada passa
s de comprim dade de mo obrigatoriamente pelas
ento, com a finali s de teias do
intitulado Con
stituinte, desp a d e , re c o lh er assinatura Grupo Aranha.
ontou comunid ia e
no muro da C
ompanhia En h a m a r a te nção da míd
ergética protesto, c
do Ceará (COEL tica.
CE), na avenid a classe polí
Leste-Oeste, ch a sensibilizar
amando aten ões
ção da e a essas aç
cidade. Diante Somaram-s tras
da repercussão
desse a s d o G ru p o Aranha ou Herbert Rolim
mural, que te engajad intar,
ve o apoio da
Fundação g o z ij o d a poética de p
de Cultura de
Fortaleza, a p de puro re cidade, à Artista visual e profes
refeita s muros da sor do Centro
da cidade, Mar d ife re n te
ia Luiza Fonte em de 1990, Federal de Educação
promoveu um nele,
lh a n ç a d a grande tela Tecnológica do
a série de pro seme omo Ceará (CEFET-CE).
(“Ônibus da C jetos n a P ra ia d e Iracema c
ultura”, “Arte n exposta gesto.
os e le b ra ç ã o da cor e do
Muros”, “Fort-A
mor”, “Arte Urb sincera c
ano” nos 1980,
de Sérvulo Es
meraldo), inst o p a ra q uem esses a
aurando Mesm ma
um olhar dife
renciado no te si l, n ã o p a ssaram de u
cido no Bra cida
urbano.
p e rd id a”, a ssim conhe
“década mico;
u le n to si st ema econô
Outra “brigad pelo turb
a de pintura”, r ter
ordem ecológ
esta de
“d e si lu sã o política”, po
ica, bateu de de gociar
frente
a d o a o fi m tendo de ne
cheg
grupo aranha
Material Histórico

Grupo Aranha - Pintura muro Painel


Eduardo Eloy
Maurício Cals
Kazane
Helio Rôla
Alano Freitas
Sergio Pinheiro

Centro Cultural Banco do Nordeste 39


grupo aranha
grupo aranha
Centro Cultural Banco do Nordeste 41
grupo aranha

Ação Mural - Intervenção Urbana


Centro Cultural Banco do Nordeste 43
Grupo Razura no fundo
dos esco
mbros
tal
primeiro filho vege
soterrad
a
em imag
ens digit
b. ais

r a zu r a
a batida
a. seca
repetida

o, o ar, da benga
é resumo do vent la
nversam
duas mulheres co
ou a
assopro ao ouvido Júlio Lira
mesa
sobre gravidez e em
a água
amnésia se densa
ejam os
quadriculada plan
os nove:
meses alguns men

d.
c.

involuntário
algo, hoje, cresce
aram
dos gestos sosseg
ão e a ferrugem
quando a escurid
eira e
duas lascas de mad
quadrados as
flora esgarçam sobre os
ínima:
uma vegetação m
as, noves fora.
orelhas pendurad

Eduardo Jorge

grupo
grupo razura
Julio Lira - Instalação

Frame vídeo - Instalação - Henrique Didimo

Frame vídeo - Instalação - Henrique Didimo

Centro Cultural Banco do Nordeste 45


grupo razura

Eduardo Jorge - Instalação

Eduardo Jorge - Fotografia


Am érico rafias,
Waléria co fotog undo e
d e c in a m e nte o m
série arece ar fi s ic
equação
Em uma u re t a do que p de habit e u ma inad
m c
e conhe
ce sobre a e onde nsp a r e
spaciais
e não s passeia difício, d onde tra e nadas e
lugar qu od e u m e de o às co o rd as
Rumo a
um ser o top p a is a g em feita do corp a c o m um, com
id
bra uma , juntos, adas na
v
repouso
ainda se vislum ré dios que empreg o s lu g ares de
ut ro s p perigo definem e se imp
õe,
muitos o o h o r izonte. O quais se r ia o n d
ncobrem rece o. Trajet
ó ntade
te do mu
ndo.
quase e c a m in hada pa e trânsit n fo rto, a vo
lm e n ito na de tal d e s co
se senso
ria gular a implíc agens por
Acercar- e p o s s ui de sin de qued n a ú lt im a das im derivada u e s e e sconde
ê-lo no q
u
penas. tificado nça tigar o q ejo,
Apreend a d im ensão a estar jus u e a a r tista alca de inves já s a b id o. O des
uzi-lo a
um de as, em q nhar o o que é de
sem red id a d e a partir mostrad r m it e testemu detrás d íd ia s d iversas,
de hum
a n
mente que a p e e os sto em m ntado
Investi-lo a . Não so posição d a b a rreira qu transpo q u e é asse
n t ín u além lo- v o o
loração
co om ulo para o no títu r de no
sua exp d a v is ã o, mas c crepúsc , be m c o m conhece
de formam céu
apacida , pois, co
mo edifícios ara ver o costume
.
com a c ju n to s trab a lh o : P
sentidos dado ao o na e ânimo
de
todos os mundo
está motivo e o Mergulh d e s s
y , “o no v íd
Não é p
ar te alquer
rleau-Po
n t
te”. e cor. Já dras em
um n t udo, qu
dizia Me a m inha fren mudar d de jo g a r p e entaçã o , c o
posição
de
volta, nã
o n
m, o ato a fio sem experim loca r- s e e m
à minha ento Paisage or vezes o em co mesmo
d e conhecim move ence n a d o p
ê-lo empenh utro. Ao
É esse ím
p e to
primeiro lago é re o d e desfaz fren te a o o tiva
t o q u e
que não
s e ja a de privilégio a perspec
e inquie . É ele outro fim a, exceto firm a u m
múltiplo Américo o n h e c id m que a trabalho
s,
o de W a lé r ia
gar que utilidad
ec m que tempo e s e u s
o trabalh o a um lu de uma o cenário e sua, bus
ca, e m de
a r r u m
r com o
co r p o
que é a la r, fazendo
z avanç r que conhece és in g u
que a fa a : um luga scrito. que lhe inquiriçã
o de
onhece
a in d
rso m o está in anular o me n t o d e
não se c no percu o m e s
erter o o instru demais.
rói e se m o s t r a
ida, ara subv seu corp m b ém aos
se const r r id o. A dúv dispo s iç ã o p e em ço comu
m t a
é pe r c o
É dessa c onteúdo um espa ativos d
essa
em que para ec e , e m p e r
mesmo ls o maior que se t coisa ap
enas, ent o s o
angulaç
ões
o, é seu
im p u
que hab
ita, familiar o u m a São elem n c ia e a s
portant ó li c o nidos co
m
ória de ia a distâ r, as
território
sim b
os forma u u ra trajet estratég fa r ou filma
fundar o s m a is definid curta e já
m a d
al se se faz fo
to g ra
ondem
nha con
tor n o
ada a ainda tó ria na qu em que q u anto esc
e que ga n c lu sos – a c Américo
. T ra je
odos ostram t
a n t o
roupas
ra semp
re in co
Waléria t u d e com os m quais m n ô m ic os, e as
– embo ie sio
ue cria. ma inqu traços fi os traba
lhos,
ra balho q afirma u os seus re a li z a
n ov o t com que ediata
simples e m d is tinção im
promov tos
que não fa z e c omuns a
uilo que

waléria américo
entre aq
os.
cotidian
A crític portan Como
a aos li to, de s resulta
de sup m ites entr origem u a extens que a s do do
ostos a e pares ã o , altura ua pes direcio
. Camin namen
manife n t íp odas ta e desc h a em linh o u Waléria q u isa rece to
sta na mbém e os nív as reta A m n t e a s s
indistin se eis dist s, sobe é rico ab u me,
entre a ção co constru intos d até me re mão
s séries n c e it ç ã o é e q u ea s m o d as ima , p o r vezes,
que Wa fotográ ual a sua p feita, c aos cam gens re
ficas e e omo se
léria Am o s vídeos r m a n ência n a n e gociar in h o s que t la t iv a s
aprese érico p como s esse lu exibind rilha na
ntadas roduz. e a g a o s c id
como f P o r serem in t uir algo r, o u o m ente o a d e,
uma aç ragme antes d que nã resíduo s seus
ão, ima n to s de e e s t a r o s a bia s s o n o f ra t u r a
parece gens fi ali. à imag ros, em dos
m supo xas e e inação apelo im
r a tem n c a d eadas É n o trabalh de que p lí cito
contín poralid o Mira Divide m os e
ua de u ade v o n r , p o , assim s c u t
não feit m vídeo q t ade de r ém, qu diferen , novam a .
o, pod ue, ain abstrair ea tes dos ente e
e d a que e s p e cífico c - s e d a por me
modo ser ima o e u m e d e n t e s u ios
inverso g inado. m o foco s p aço s e ntidos s a dos, a c
, cada v D e a li a a o desc d e investig p a ra os se r ia ção
realiza ídeo ef entram ação se ainda q us trab
do pod e t iv a t r e n t ue con a lh
por me e ser apr a m ente a v é s da qu o da per Sentid t ingent o s ,
io da s eendid al Walé spectiv os con es e pr
e le o , e m a p r e s enta o r ia A a t e x o v is ó r ios.
dos fot ção de tese, s result mérico també tuais e
ogram alguns p a m ofer fugidio
a s que o c p o u cos ro v is órios, d d o s , sempr e c e , como s q u e ela
trabalh onstitu e sua e e na form possib
o da ar e m te r r x p a de ob il id
caracte t is ta dep . O it ó rio por lo r ação d os qua je tos que a d e,
rísticas ende m o cria. onde s o is não invent
p r óprias e n o s de Atando e d e s loca e h á fi nalidad a e p ara
ou do da foto micro- assim um tra e certa
vídeo ( grafia diversa c mpolim
eventu a lé m de out s de se â m e ras a p e de on e m que nã , c o m o
alment ros me variado u corp artes de se s o se po
e u t io s q ue s da cid o , p e rc a lt a d e s
dispos iliza) e orre lu ou min para o ubir
ição em mais d muros ade (ru gares utos an nada (I
e m pregá- e s u a ) e deixa a s , t e lhados te s ) , ou um lu s ã o ,
estraté los em , alta o b
gia de registr seus m astante a cade
pouco c o n h ecer, se s u a a r em em o v im entos o dúvida p a ra pôr ira
mais, a mpre u vez do múltip s sobre s o outro
ela e o n a t u reza do m o lhar dis lo s p edaços Promo u a s ervent em
utros v e spaço e quas t a n ciado, . E m v e, por m ia ( Suspen
ivem. onde e estát inequív das no eios vá são).
Estraté suas in ic o c o m que o c o r m as vige r io s, o
gia que vestiga ntes de d e s m onte
captur espaço
referen tende s ã ções p a . Apen orienta
tes rec a d espreg o p erspec a s s adas, a a s para ç ã o no
onhecív ar-se d tivas fr gora zela pa propor
na cap e e d e s a g m ra que o u t r
tura de is e a fun d e regiõ e ntadas n unca s a s, que
imagen dar-se es dist e deixe
em po s q co r p o intas d m fi x a
tência, ue des que sã o próp r.
uma p crevem o grava rio
mundo a r te qualqu , e c o m partilh d a s e
, conve er do adas co m imag Moacir
investig rtendo artista. m ens dos An
ativo. N - s e e m mét Oferta o o utro pe jos
artista o vídeo C o d o m , a s s im la
percor ontenç undo q , uma v
re um ão, a ue nen isada d
de ped a m é m h u m o o
ras que b ie nte feit a is afeita, lh o re g
ocupa o contud is tra e q
filmad todo o e afetiv o, ao e ue
o e do c a mpo o p a r tido on s p a ço socia
qual po
uco se de hoje l
pode s se vive
aber, .

Centro Cultural Banco do Nordeste 49


waléria américo

Ilusão, ou Minutos Antes - Instalação 2008


waléria américo
Suspensão - Instalação 2008

Centro Cultural Banco do Nordeste 51


waléria américo

Para Ver o Céu Mudar de Cor - 2005


waléria américo
Para Ver o Céu Mudar de Cor - 2005

Centro Cultural Banco do Nordeste 53


waléria américo

Mergulho na Paisagem
e
encontrá-lo e depois aban
doná-

r
lo novamente. Dez mil en

v
re contros e
Livro Liv desencontros, dos quais
só saberemos

li
ramento
Grup o Alumb eus
pelos vestígios deixados
nas páginas
a d e , c o nhecer s em branco. Para o último
id
apa da c encontro, um
Abrir o m scolher
d ir d is t âncias, e pedido, abandone-o neste
endereço,
me ividir
nomes, c ú m plices, d não se diz o que é o lugar,
a arte dos encontros, embora haja
r o s
junta çar apenas uma
pontos, t ra t é gias, tra rua, um número e uma da
tantos desencontros na vida”. Mas há
e s
, definir centrar
ta. O artista
equipes d atas, con como sismógrafo.
também o prazer de um puro gesto e
a rc a r
e, m por
uma red n ç a r o corpo o encantamento com a possibilidade
e só aí, la utro
as forças e u m p onto a o Esse é o movimento do
livro livre. desse gesto, um arremesso.
d
idade, ir tégia,
entre a c h a s de estra
Mas há outro. O movimen
to dos
li n Sim, é preciso atravessar a cidade,
ndo as invisível,
atualiza imento,
cúmplices. O que fazer ne
sses cem
o m o v distribuir os pontos. E de cada ponto
num me
sm ta como dias? Esperar? É preciso
ín im o s. O artis continuar o
achar a ponte para o arremesso.
tos m
com ges movimento do livro numa
outra série,
fo. Mas qual o sentido do arremesso?
cartógra as criar um duplo do movim
ento das
c o m c e m págin Arremesso em direção ao “outro”,
os, páginas preenchidas dia
os branc -a-dia. Para
Cem livr uídos em
cem porque o outro é o próprio sentido
, d is t r ib cada dia passado, um mi
co essoas nuto de vídeo.
em bran , p or dez p desse arremesso. Um arremesso
a cid a d e Dez pessoas, produzindo
pontos d a cada a cada dia
c o e q u ipes. Par um vídeo de um minuto, que começa sempre antes e só finda
s em cin registro,
cem durante cem
dividida q u e n o depois, uma prolongação do gesto,
pe dias. Dez vídeos de cem
nto um um, minutos. O
movime u to , em cada uma garrafa ao mar, um livro livre cuja
e um m in artista como arquivista.
ma
vídeos d a livro u
livro

. E m c a d única mensagem é o convite a um


deixado screva,
um livro u e o livro, e Há algo de profundame
nte romântico novo arremesso. Arremesso acrescido
n t in
em, co
mensag o na supe
rfície nesse gesto. Arremessar
algo ao de uma nova dobra, pois todo livro é
ix e a lg a
, de o, escolh
desenhe eix e o li v r mundo e esperar pelo ec
o, provocar um livro de dobras que se desdobram
depois d
branca e ontinue uma variação, arriscar pe
a b a n d one-o. C rder-se em cada arremesso-livro. Um livro-
re ias se
um luga li v ro. Cem d nessa variação, apostar qu
e um arremesso que se desdobra em duas
ento d o
o movim oderão gesto mínimo pode altera
c e m p essoas p r a ordem linhas. Uma que segue sempre e
e
passarão do mundo, acreditar “qu
e a vida é não sabemos nunca se volta, outra
na volta do arrem
Cada livro arremessado rompe o esso sobre si, com
o
se a linha que volta
o, com o se cada fio de Ariadne, e quando se rompe nos levasse a
g u e voltand s. continuar a histór
que já s e
t a s s e d o is sentido o fio, perder-se volta a ser a razão ia. A exposição qu
e
r
o compo encontramos aqui
arremess ç ã o ao “out
ro” e do labirinto. Teseu-livro não mata traz a produção
d ir e
vai em realizada nas varia
Um que d ireção a q
uem mais o Minotauro e sai glorioso, mas ções dessa
lt a e m
e vo segunda série. Livr
outro qu desaparece como o capitão Ahab, que o-dispositivo que
aciona linhas de fu
fica. nunca pôde evitar ir mais além, e ser ga, de ruptura, de
s.
c io n a duas série expressão.
sso a devorado por Moby Dick, a imensa
O arreme ca,
a , u m a série lou baleia branca. No entanto há um
A primeir , senhor convite que marca
r e g id a por Aion o
ível, es; início desta viagem
imprevis d a s bifurcaçõ A questão aqui é se teremos uma , uma data marca
da
sidad e s e para a volta. Um de
das inten r cas de Cr
onos, narrativa possível a partir dessa sejo de ter nas
a s m a
om mãos o livro-narra
a outra, c iç õ es tempo
rais,
viagem de onde não há regresso. tiva com os vestíg
t r ib u ios
as dis vídeo da viagem. Um jo
senhor d t íg io s em cada Esse foi sempre o dilema da narrativa: go com o acaso, um
e s
como v -a- desejo de aproxim
deixadas u m d o g rupo, dia quem poderá narrar quando a viagem ar as séries. Esta
por cada exposição celebra
realizado é sem volta. A narrativa da própria isso: o encontro co
dias. m
nte cem o imponderável, a
dia, dura experiência sempre estará sobre alegria de inventar
egue as
e ira s é rie, que s suspeita, pois quem volta para narrar
relações, de invent
ar a si e ao mundo
Da prim ca haja .
v ro , t a lvez nun A vida como Livro
Livre.
derivas d
o li ssim, talvez não tenha ido o suficiente, mas
e z s e ja melhor a
e talv como converter a experiência em -Não deixe a pete
retorno, quem ca cair! Diz o livro
á , s e m p re sobre -
r narrativa se não há volta?
pois pesa v iagem fo
i longe arremesso-dobra
-vestígio-dispositi
a s e a vo -
úvid onto
volta, a d d o àquele p Da segunda série, ou dos que ficaram
livre.
e g a n
te, ch
o suficien ter arrisc
ado ir
no cais, é sempre possível dizer que
a r é n ã o
olt ar que
em que v s ã o seria ach a viagem nunca é apenas dos que
r v e r
ui a pe Alexandre Veras.
mais. Aq olve se o
s livros partiram, pois quem fica, continua, e
ó s e r e s
os
o trabalh quem aposta no arremesso, aposta
.
voltarem

Centro Cultural Banco do Nordeste 57


livro livre

Grupo Alumbramento
livro livre
Grupo Alumbramento

Centro Cultural Banco do Nordeste 59


livro livre

Alumbramento - Vídeo Instalação Alumbramento - Vídeo Instalação


Livros bjeto
livro como o

LIVROS
p lo ra ra m o
res ex
tas e escrito inúmeras
Artistas, poe u a n to o b je to, fazendo
ando-o enq funções e m
ateriais,
de arte recri rm a s, ra,
e nta ç õ e s com su a s fo
u íd o a o s li vros de leitu
experim mente atrib
la n d o o c o nceito comu “l iv ros-objetos”
. São
extrapo ros de art is ta ” o u
nicas.
hamados “liv uitas vezes ú
criando os c tiragens re d u zi d a s, m
d e a rte raras, com
o b ra s tipo de
e q u e n a a m ostra desse
ap técnicas
Livros... é um zaram várias
A exposição conv id a d o s u ti li
oito artistas senho,
trabalho. Os a s p ro p o st as, desde de
de su do são
a execução as. O resulta
e materiais n blage e n tr e o u tr
grafia, assem fêmeras.
gravura, foto sã o in te ra ti vas, outras e
umas
ensoriais, alg
obras multis o tr ansforma. A
través
li v ro e
pria de um
eiro se apro e escritos. Jú
lio Lira
Aristides Rib s, c a ri m b o s
o de gravura verde usa
da impressã d ic io n á ri o . Rafael Lima
m aia
se nta fo to grafias de u x il o g ra v u ras . Murilo M
ap re e para su a s
como suport dadas
ro s a n ti g o s su a s p á g in as ficam gru
liv ro, onde
feito de velc s. Márcia
exp õ e u m li v ro
o a o se re m manipulada
barulh animação.
tras e fazem e desenho e
uma nas ou jeto h íb ri d o d
senta um pro datilografad
os e
Belchior apre anuscri to s, te x to s
eto reúne m de
Simone Barr ta n d o c ri a r uma espécie
a. Ten m “livro-
um livro-caix Rolim cria u
desenhos em do amo r” . H e rb e rt
-explicativo méstica
“manual auto li za n d o u m a escada do
lação” uti res.
u “livro-insta manhos e co
escultura” o duras de d if e re n te s ta
M.M.”
n fe rr u ja d a e várias rapa o rt e e u m a imagem de
e livro “A m
ib e iro apresenta o roe.
So lo n R
p ô st e r d e Marilyn Mon
de um
feito a partir ros que prop
orcionam
m o b ra s/ li v
ão, co
ena exposiç
É uma pequ s leituras.
x p e ri ê n c ia s e inúmera
várias e

r
, organizado
Murilo Maia
livros
Rafael Limaverde
Guardião da Loucura I e II
Xilogravura sobre livro (25x34x5cm cada)

Centro Cultural Banco do Nordeste 63


livros

Murilo Maia - Livro nº 02 (2006)


Velcro e Fita Bordada
livros
Júlio Lira

Júlio Lira

Júlio Lira - Berenice 2005 - Fotografias 50x70cm

Centro Cultural Banco do Nordeste 65


livros

Márcia Belchior Márcia Belchior Márcia Belchior


Sublinhada (2008) Sublinhada (2008) Sublinhada (2008)
Caixa e desenho 7x15x15cm Caixa e desenho 7x15x15cm Caixa e desenho 7x15x15cm
livros
Márcia Belchior
Sublinhada (2008)
Desenho 7x15x15cm

Centro Cultural Banco do Nordeste 67


livros

Aristides Ribeiro Aristides Ribeiro


Sem Título (2008) Sem Título (2008)
livros
Herbert Rolim
Leitura Silenciosa (2005)
Escada e Rapadura

Centro Cultural Banco do Nordeste 69


livros

Simone Barreto
Compêndio de Amor (2006)
Caixa de Charutos, Desenhos,
Textos Datilografados e Manuscritos
livros
Solon Ribeiro
Morte de uma imagem de M.M (1985)

Centro Cultural Banco do Nordeste 71


livros

Aristides Ribeiro
Sem Título 2008
Walber Be
ne vides Logo depois
começa a dese

WA
O cidadão quadrinhos q nhar estórias
Walber se ue na época se em
concerne considera rv iam, os origin
a sua cron atempora moeda de tro ais, como
ologia, nã l. No que ca para delicio
com datas o se comp sos picolés.
e épocas e romete Daí para dian
acontecên m que se re te segue o tem
cias que d a li z a ram fatos po, célere, co
efinem su e pode ser, com mo só ele
multimídia a vida com o menino Wal
; autodida o artista arraias-carica b e r agora empinan
ta com lou do suas
L
caricatura vor no des turas para o se
, pintura e enho, na u povo e para
escultura. o Brasil.
Premiado arti
Um pouco sta do gênero
B
do que sab Rio-São Paulo , consegue ro
emos é qu mper o eixo
foram des e suas prim e abocanha e
enhos feit eiras obra como a do Sal xp re ss ivas premiaçõ
os nas pró s ão Carioca do es
cambitos prias pern
ER

empoeirad as, meros quando vence H u m or, Rio, 1990 e


da unha. É os nos qua com o Prêmio
desta fase is riscava c de Charge a p
o om a ponta Bienal Internac rimeira
de batism d e senho a va ional de Quad
o desta m g a lu me, nome rinhos e Hum
ostra no C or, Rio, 1991.
Nordeste. entro Cult E por aqui na
ural Banco exposição Vag
do alume, vamo
com peças gar s mostrando
Agora me impadas do fu
deixa expli armários com n d o das mapote
car: há tem cas e
BENEV

uma certa pos faltava o ele cada ve


freqüência luz com z mais apurou
e m nossa cap percepção do o olhar na
lembro be it a l. Disso aí eu essencial.
m, porque
o escuro s em geral a me
e adensav c o n te c ia à noite q De que mane
a em breu uando ira aos pouco
para as ca e todo mu desde os mai s foi adestran
lçadas para ndo corria s singelos esb do a mão
céu e a me ver a lua q o ço s e croquis, ca
ninada se uando hav vez mais conci da
a m ia luar no sos, até alcan
das cadeir o ntoava nas ça r u m n ív el maior de
as de bala coxias aos coerência cria
nço dos m pés tiva, como em
estórias de ais velhos pintura perso su as e sc ulturas e na
Trancoso e para ouvir nalíssima de se
contar loro u s p ai néis, onde se
tas. a vivacidade unem
Nestas ho do moleque e
ras o Walb a e le gância estilíst
er catava o deste profissio ica
colocava d s vagalum nal do mais fi
entro de u es e os vestido a rigo n o trat o , d o no de um traç
m vidro a r. o
moda de la
nterna.
I

De quand
o em vez ti
e com ele ra v a um que já
D

desenhava estava qua


fluorescen se findo
tes passari Carlos Costa
Lindeza de n h os.
desenhos,
p Meireles, seis
ES

uns bons c e n a que efême de agosto


ascudos, a ros e moti do ano da gra
c h o e u, também vo de ça de dois mil
feito mesm p u e sete.
o, pois que dera, era b
bichinhos m mandav em
? a ju d ia r dos pobre
s
walber benevides
Dama da Noite 2007

Centro Cultural Banco do Nordeste 75


walber benevides

Desenho

Desenho Desenho
I Festival de M
cisco úsica Popular
Marcus Fran Assunção) am Aqui no Canto
(Rádio
marcus f bos em 1968.
Esses aconteci
dor lhe abriram as
Olhar baliza portas para a
mentos
internacional p ri m eira viagem
(1969) – excu
rsão cultural ru
lista Mário Buenos Aires mo a
m d e le tras, o jorna que durou 45
dias, e para a
ho m e alcante
Filho de um d e ir a , d o n a Maria Cav irrevogável d
e transferir-se
decisão
a
de uma bord para o Rio de
Alcântara, e leza, 1950 - (1970) em bu
sca de horizo
Janeiro
u s Fra n cisco (Forta ntes mais am
Alcântara, M
a rc licas plos.
n tr e a s la d ainhas cató A essa época
e
eu dividido tavam integrava o g
1980) cresc o . A m bas o encan cena das arte
rupo que mo
bilizava a
ti d ia n
e do co nto o s plásticas no
e a realidad té ri o s da fé que ta de Artes Visu
recém-inaugu
rado Centro
m is
ravam. Os ra: as ais Raimundo
e o assomb a ra m u m ê mulo à altu mais conheci
Cela, que se to
rnaria
tr
logo encon cuparam do como Cas
intrigavam ti c a , que cedo o Cela. Marcus
a de Cultura R
aimundo
o a rt ís
a criaçã tinha o Francisco alim
reinações d o m e n in o que entre desenvolver-
entava a expe
ctativa de
d
o na mente se como artist
largo espaç u a tro cantos d
a casa.
que para isso
a e tinha consc
iência de
a r n o s q emigrar era p
senh
tempo a de ação, o
reciso.
u n d o e ra o da imagin Projetos e pla
e o seu m girar nos ousados
Sabendo qu a v a e sf e ra s para nelas possessivo ao
somados ao “a
mor
h
risco desen corpo” acomp
rancisco

aprendiz do corpo a
O se u d e se jo era dar ao nos diversos an h ar iam o artista
mpo. r atento endereços qu
e voar no te m e n to . Observado a família. Do d
e postou em
cartas para
n sa
do seu pe esto esembarque
velocidade e e n la ç a v a linhas, o g embarque par
no Rio, em 19
70, ao
u
om a mãe, q s passou a a Nova York e
aprendeu c d o r de parede colecionou esp
m 1976, Marcu
s Francisco
ra b is c a
ar. De na que eranças de se
do risco no ra n d o -s e na discipli que havia pla to rnar o profiss
ional
p e
e pintor, su esse nejado. Nas m
desenhista F ra n c is co foi sempre sempre uma
issivas à famíli
a cita
u s
ara si. Marc promessa de
escolhera p solicita contin
exposição ou
venda, mas
ado. uamente verb
ser determin das e a importânci as para o susten
e rb o , m ira va a escrita a que atribui to. A fé
einava o v das palavra
s. ao seu trabalh
Com o pai tr tras, o som
continuam in
abaláveis. Ess o, porém,
a s d a s le ia do a segurança lh
form ou e de Luz
palavras, as tor d e N a d a S um papel sem
inal na históri
e garante
u o composi undo a da arte cear
Assim nasce e m p a rc e ria com Raim Com poucos
e recorrentes ense.
nções feita s pular signos teceu “a
Algodão, ca F e st iv a l d e Música Po precisa, a puls
ação em vida” trama
IV
cedoras do UFC) e do
, como assinal
Fagner, ven G ru ta do DCE, da
obra datada d
e 1975. Sua av
a em
romoção d o entura de pon
do Ceará (p tos e
acolhido e co
na seara m mais espaç
m lu g a r particular individualme
o no meio artí
stico. Expôs
par u lência nte desenhos
a-o a ocu pela exce e pinturas nu
linhas lev s ta c a d a comercial e tr ma galeria
iro, de pelo abalhou com
ho brasile ue preza o designer grá
do desen fa m íl ia q período a fam fico. Desse
lusive na bém
e s e u s a rtistas, inc D a rc íl io Lima, tam ília guarda o p
ro grama do esp
d casos de Samovilli and etáculo
tá s ti c o o u onírico, tu rbulentos
anos Samodivi (de
senhado por
fan io n o s atua como ar ele) no qual
u no R ra citar
e que vive Tunga, pa
tista assistente
cearense a lh ã e s e Petkova. d a d iretora Konstan
erto Mag tina
9 7 0, de Rob .
1 9 6 0 / 1
a m e s m a geração
emplos d Retorna a Fort
alguns ex de volum
es aleza em outu
bro de 1978.
s e n h is ta adaptação fo Sua
esse de
elmente, s de uma i impossível. P
Lamentav a g in á ri as e figura mo foram suficien
intar e desen
har não
e s, a rq uiteturas
im
m a tu ra mente co tes.
le v eu tão p re
lo g ia p ró pria morr N ery, com q
uem A exposição “M
mito Is m a e l arcus Francisc
como ica e o, a Aventura
. Também o metafís apresenta trab do Traço”
Leonilson sco, seja n a v is ã alhos conserv
ad
to parente ”, ao qual ênfase no dese o s p e la família, com
gu a rd a c e r
d o e e s s encialista nho, de técnic
fun as e
alismo pro screveu s
obre Destacando o d atas diversas.
no “sensu sa, q u a n d o e traço e o ritm
o claro e pote
ário Pedro pações artista, numa nte do
se refere M p ro fu n d as preocu seleção de ob
s ele ras que evide
a r ti s ta p araense: “A e n te p a gão como força telúrica
e mística que
nciam a
o solutam e Deus e
io s a s d e um ser ab e bate entr da virada dos
o distinguiu n
a geração
relig n e n te d anos 1960/19
perma 70, na Fortale
iver num modernizava za que se
o faziam v o viver”. e abria os salõ
, e n tr e o pecado e valores, chan
es para os seu
s jovens
a criatura ra o celados pelos
u n c a fo i um fim pa pulso da pinto
novos tempo
s e pelo
oca n a York.
ência cari res e Nov ra Heloisa Juaç
A perman com Pa ri s , L o n d aba.
r ti s ta q u e sonhava breves, em
bora As obras expo
stas ilustram
a rá e ra m .
o n ta to s com o C
ea
a o s a m ig os artistas existência do
a breve e mar
cante
Os c família e autor. Verdad
e amor à cartas eiras páginas
nutris s e g ra n d
a p it a l c e arense. Em diário escrito
no calor da h
de um
sive na c nhos ora sem hesita
x p ô s p o uco, inclu e q ü e n te s de dese pausa, desen
hado com a vi
ção, ou
E vendas fr bração e o re
feria-se a amigos
ao s p a is , re
p e u s , a través de observador ve
loz.
quinte de um
s euro to de
cionadore endamen
para cole o. Apes a r d o a g
os de bord s vezes
c o m is s á ri
a , a lu d id a alguma
ran ç sferiu-
sição na F cisco tran Dodora Guim
uma expo u, Ma rc u s F ra n arães, Curado
acontece lhor ra da Exposição
e que não o n d e s e sentiu me
m 1976 ,
e p a ra N ova York e
s
Centro Cultural Banco do Nordeste 79
marcus francisco

Por traz (SIC) de tudo existe a trama, 1975. Nanquim e aquarela sobre papel. Coleção família Alcântara Holanda.
marcus francisco
Sem título, séries Bares de Nova York. Nanquim e aquarela sobre papel. Coleção família Alcântara Holanda.

Centro Cultural Banco do Nordeste 81


marcus francisco

Sem título, 1975. Nanquim e aquarela sobre papel. Coleção família Alcântara Holanda.
Á
bano
ipo ur

S
d o t
stino e XX
r d o norde d o século
e s e d e
O jeito
d meta aixão
a p r i meira i o s i d ade, p ta
carioc
ad
s te j o s, relig e n t e na vas
f e e pre s
umes, sempr cioso
– cost m pre

Z
l e t c . – e u

I
ute b o p õ
o
pelo f com
senh rtista, ira.

U
e a
do d
u ção d o brasile

L
r i a p ro d ti d a d e os
n a histó ro d a iden o s e exibid
ado regis t licad
Luiz

e firm i l e ra a r t u n s, pub r evista
s em
o m r a s o s e u s c n a i s , .
S á , um
n
n a l. o r no B e n ho d Co m os s m a s sa ( jor
x o u d úvidas
acio um de s os d e dei
Luiz or n de h o de iz Sá veícul a), não ista
h u m e n h o e s t i l
d o L u
e e m e c i n e m
e i ro cartun
e s pel o n t inho s i m
d e de es, q
ua
talm
en
quadr : o pr rtista
u ç ão d n c i ada c e s s to f e n ô meno a s de a
o d u e a n d o o s u m í s t i c al.
A pr n te in
fl
s es e
f r
s redo
n
i n ício
d Surgia m caract
e r
d a d e nacion
e l e o o c o l i
forte
m ing enh s, n brasile
iro visibi
istas eus des urva q uistar as
a r i c a t u r
m s m e s e c
p u l a r a c o n
f r e n t ou tod
c co s fi r po ue e n
p a receu m linha r i e de m a r tista q i car a u
ma
a c o s é r i a fo i u d e d
ado
s sua stó Luiz S
á ra se tem
traç o lhar d a Hi a des pa s que se s,
s 30 .
t e m a o
l e bre s
e r em a s adv e r s i d
t e s car re i r a
m a i s difícei
an o se sC é de s rilha n ntos
ã o que
Q u adro s f á ceis a d a s mais b n o s mome iros ou
de
s a ç a “ h o e s s e s m o a n c e
A se
n ulad sen caus
ar ro. M as fin te,
i a , intit s ã o de p o r r a n de regist o r p roblem ç ã o c onstan te,
é que g o as p produ onten
estr i l ”, é a m ente - s e um s s ã p a s sando u m a m o r. C
ras ust tra rva teve o hu
do B d o s. É j S á mos nhas cu r f e i ção. s a ú d e, man s n o r tear d va est
ar
u z i L u i z s l i p e s e d e e c l a r a ço.
prod o que s e n ho, a a s com s e m nunca s d e vida, d u a n do mo
aç ã de d s ano que q
sens aça m
. E m um
e r e m tr e n te co do” n o s último m e l h or do
artis
ta es plet
am “to o até rge,
i f í ceis d c o m e i x ar o d e s e nhand c a r t u m, cha
sd ho te, d do obra ( rias
mai d esen palmen a r a to n h as, o d e sua d o e histó
um ci vel p as l i ju n t anim a de
d uzir , e prin p ossí dess trada. O con d e senho a o longo
P r o a s f a n i o ra , i d o
urv are mí gis carica
tu duz ais,
as c ã oét o do rca re h o s), pro s origin
linh o , n t r e n
am a qu e ad r i n
dos m a i
aa
ônic mes m su udo em qu , é um de tod
harm ista. Um s e d e t c a d a s t i co s
ou-a nte o cinco
dé lemá nal.
dese
nh
n s form d i fere t ra balh te t i v o s e emb u m o r nacio
Sá tr
a ho a, o en signifi
ca de h
Luiz e d esen a é poc t i p icam o d e senho
d es s or os. ia d
tilo aís n um hum por tod histór
d o es n o P
Além duzido m to
o t a mbé i m edia
r i a e
era p Sá e
xib
ndid
od
u i z re e ima
de L r, comp W e aver L
ula
pop
Personagem Faísca

luiz sá
Último desenho inacabado 1979

Personagem Formiguinha Inteligente


Caricatura de Luiz Sá por MENDEZ
Centro Cultural Banco do Nordeste 85
luiz sá

Personagem Peteleco Personagem Maria Fumaça


luiz sá
Exposição Luiz Sá 100 anos - vídeo Exposição Luiz Sá 100 anos Exposição Luiz Sá 100 anos

Centro Cultural Banco do Nordeste 87


luiz sá

Fortuna Entrevista Luiz Sá - 1975 Exposição Luiz Sá 100 anos - Convite Eliezer e Nirez entrevistando Luiz Sá - 1976
Integram essa diversificad
a pro gramação: a exposição
com expressivas obras do
artista Hélio Oiticia,
Tropicália
pela primeira vez no Norde
TROPICÁ I
SE ste, como a instalação
O BR ASIL EM TRAN
TROPICÁLIA: “Tropicália”, que deu nome
ao movimento; a
eiro e
Paulo Bru sky, Solon Rib bandeira “Seja marginal, sej
Curadoria de a herói” e réplicas
tinho de seus “parangolés”; fot
Maurício Cou ografias documentais
utilizadas em capas e encar
tes de discos, realizadas
pelo artista Ivan Cardoso
e imagens do cenário da
eza, Cariri e
ntro s Cu lt u ra is BNB – Fortal peça “O Rei da Vela”; jorna
is, cartazes, capas de
Os Ce e platéias, de
m o ce n tr o s formadores d discos e livros; o monólog
Sousa - co do o “Antônio Conselheiro”
lt u ra l e d e d emocratização
dução cu com Zé Celso Martinez; mo
incentivo à pro nageiam, com
uma stra de cinema; shows
lt u ra , h o m e de música; reedição e lan
e à cu
acesso à arte 0 anos da çamento de livros. Tudo
sp e ci al e m n ovembro, os 4 isso aliado a palestras e de
e
programação bates que trazem o
icália.
vimento Trop calor das manifestações art
criação do mo ísticas que propunham
inquietar e estimular a açã
o, desconstruindo as
LA

dos situações habituais de rec


revolucionária epção da arte e os limites
a at m o sf e ra
evoca convencionais entre elas
A programação a teve sua e o espectador.
n d e a ra d ic al ização polític
o
anos 60, época sticas e cultura
is.

Exposição também realizada no Centro Cutural BNB de Sousa/PB.


e st aç õ e s ar tí
manif
contraface nas e Glauber
o film e “T e rra em Transe” d Agradecimentos especiai
m
No cinema co ae ta no Veloso, Gilb
erto s ao projeto HO, Cesar
õ e s d e C Oiticica Filho, Zé Celso Ma
ticipaç
Rocha, nas par stréia rtinêz e Helio Eiehbauer.
Fe st iv al d a T V Record, na e
o
Gil e Tom Zé n al d de Andrade
com
la ” d e O sw
i da Ve
da peça “O Re cenografia
C e ls o M ar ti nez Correia e Centro Cultural Banco do

direção de Jo as instalações e
objetos Nordeste
o u ai n d a n
auer
de Hélio Eichb apenas
a, a ar te n ão era mais feita
ic
de Helio Oitic ou vivida
p ar a se r to cada, vestida
mas
para ser vista, s limites.
o co rp o , n o teste dos seu
com
tropicália
Parangolés Hélio Oiticica

Centro Cultural Banco do Nordeste 91


tropicália
tropicália
Hélio Eichbauer
Desenhos da maquete para o cenário da peça
“O Rei da Vela” - 1967

Hélio Eichbauer
Desenhos da maquete para o cenário da peça
“O Rei da Vela” - 1967

Centro Cultural Banco do Nordeste 93


tropicália

Instalação Tropicália - Hélio Oiticica Instalação Tropicália - Hélio Oiticica

Instalação Penetráveis - Hélio Oiticica Instalação Tropicália - Hélio Oiticica


tropicália
Seminário Tropicália Zé Celso Martinez Correia Monólogo de Antônio Conselheiro
Novembro 2007
Centro Cultural Banco do Nordeste 95
tropicália

Seminário Tropicália - Novembro 2007 - Jorge Mautner Seminário Tropicália - Novembro 2007 - Jorge Mautner

Seminário Tropicália - Novembro 2007 - Jomar Muniz de Brito Seminário Tropicália - Novembro 2007 - Ivan Cardoso
c o r t e s do ‘’EU’’ e seus
desdobramento
na sua obra, qu
s
e se
de clas si fic
imagens e palav
aç ão d as coisas, interess
ras, vertentes b
or Thula Kawas
es,
astante
aki que
Re-Cortes do Eu são projetados investigadas p as
ho, reflexo da su
a obra nas poétic
torna um espel desenvolve sua
E-CORTES DO tidianas es, numa tenta
tiva
A exposição “R a d a, es sa s co n taminações co das catalogaçõ
ravés da poétic vi
ostura confess
ional, reender e classi
ficar
EU” investiga at rm am u m a p constante de ap
ya Mira Brander reafi e
das artistas – Le primeira pesso
a tados através d
ula de um relato em sistemas inven
arreto (CE) e Th jugado cotidiano. No tr
abalho
(SP), Simone B intimismo con s d o
as relações entr
e – pelo aflorado poética
el em en to
Kawasaki (SP) – nfidencial, pela sta ordenou em
m em por um tom co “Outono”, a arti
e se apresenta s as folhas que
caíram
Vida x Arte, qu confronto entr
e
pequenos pote
uturadas nas es
critas que se cria no no de
suas obras estr vra referente a
um durante o outo
rativas Imagem x Pala em seu quarto
to s cotidianos, nar to de de Belo Horizo
nte;
ínti m as , re la o, pelo conjun ci d ad e
lizam como su
porte lirismo explícit 20 07 n a
o de
confe ss io n ai s e u ti
tes utilizados d
urante
ab al h o “P equeno arquiv
as questões da signos recorren já n o tr
a
para pesquisa da obra (ampu
lheta, diárias”, há um
d o p er cu rs o imagens quase
a e taxonomia. to
números, navio
, m divisórias de
1a
memória, escrit o lo d o in fin ito, caixa-fichário co
símb gou as
lização na histó
ria da relógio, avião,
farol, o artista catalo
De re co rr en te u ti escada, ponte, 31. Nas fichas, m
soais vulcão, tou desenhos co
referências pes usicais, átomo, ac re sc en
arte a b u sc a p o r instrumentos m folh as e
que
U” na escritura
de eira, bússola, to
rre, rcunstâncias em
e projeção do “E m o n ta n h a, ca d indicação das ci dessas
afirma um con
stante iar um repertó
rio contrada; além
uma poética re radar etc.) ao cr cada uma foi en ula
esquisas que se ações citadas, Th
interesse em p pequenas instal
rE-

íntimo. e de 07
ti mo e são proje
tados
on as ak i ap re se ntará uma séri
ín Kaw
volt am p ar a o obra de Leonils s que poderão
ser
s referências o
u por Assim como na ho ra s, 02 d iá ri o
através de suti rrem um camin gravu
co lico, e
plícitas que em
certas as ar ti st as p er lidos pelo púb
citações mais ex lt ado para invest
igações manuseados e quisam
eto dos sem el h an te , vo ue também pes
çõ es re ve lam o mais secr na primeira pes
soa, outras obras q
p ro d u omias
m o na obra do ar
tista que se localizam q u es tõ es d as coleções, taxon
s, co se as
sen ti m en to am posturas e
porém reafirm
cearense Leon
ilson.
outras vertente
s dessa e memórias.
d es lo ca m p ar a
a cearense José o do “EU”.
A obra do artist órbita em torn
a
ra Dias (Fortalez as nas
Leonilson Bezer “”EU” elaborad Bitu Cassundé
lo 1993) é sem
pre As poéticas do com
1957 – São Pau artistas dialogam

do eu
lações estabelec
idas pesquisas das étodos
associada às re ridades es tõ es d a ta xonomia, dos m
q u
e – as particula
pela Vida X Art
re-cortes do eu
Leya Mira Brander

Centro Cultural Banco do Nordeste 99


re-cortes do eu

Leya Mira Brander - Gravura em Metal


Sem Título
re-cortes do eu
Leya Mira Brander - Gravura em Metal - Sem Título

Leya Mira Brander - Gravura em Metal Leya Mira Brander - Gravura em Metal - Sem Título Leya Mira Brander - Gravura em Metal
Sem Título Sem Título

Centro Cultural Banco do Nordeste 101


re-cortes do eu

Simone Barreto
O Embrilho
Desenho sobre papel - 2007
re-cortes do eu
Simone Barreto
O Manto
Desenho sobre papel - 2007

Centro Cultural Banco do Nordeste 103


re-cortes do eu

Simone Barreto Simone Barreto


Como Levitar em Camas Como Levitar em Botas
re-cortes do eu
Thula Kawasaki - Serigrafia Thula Kawasaki - Serigrafia
2004 2004

Centro Cultural Banco do Nordeste 105


re-cortes do eu

Thula Kawasaki
O ar, a terra, a luz, a madeira, os
cristais, o ferro, o
is a Tod
os tos de concreto. Desdobram sentidos.
Sensíve s t a c a f ragmen O papel, a resina, o
go de ais inte
nso
M a r c e lo Santia lo g o m tecido, os alimentos. Engendram
uma aproximação
O artist
a um diá elece
r a c o n centrar c o r p o s. Estab entre mundos que aparentem
ente se distanciam um do
pa e os
mundo ;
sensív
é r ia , a essência ância e
espaço outro. Fala da parte íntima da
matéria e dialoga com o
a m a t s u b s t o
entre
n e x õ e s: entre
e o in u sitado e mundo hiper-acelerado, com
as agressões que estão
s e co s; entr cias.
relaçõe s e a usência e p e rmanên presentes no espaço público,
ç a s como verificamos no
entre p
resen ssagen
s obre pa impacto da intervenção com po
nal. Re fl e te idencia ntas de aço na fachada
tradicio a m a téria, ev . do Centro Cultural, ou no corred
d
e a v it alidade m a a essência or de pontas realizado
b ncia c la
a perce a existê as com material publicitário descar
O artist e e n s ã o d
p a r a algum tado. O vídeo expõe a
p r a r
como a
com a o olh fragilidade do humano diante
d id a d e. Instig d a essên
cia. do perigo invisível, assim
ro f u n a r t ir como estabelece conexões com
Exige p eis a p da é o outro lado das pontas,
m a ç õ e s possív d a . O que mu que também podem ser macia
transfo
r ão mu undo. D
e
, a e s s ência n o a o m s e confortáveis, como o
nt o tid tra acolchoado que reveste os ban
Entreta e d e dar sen d e uma ou cos ou na grande ponta
eis a t

d c ia
apacida des da
essên pliada,
a macia que atravessa a estrutura
nossa c s ib il id a is ã o a m do prédio.
er as po
s l, de v
perceb e n t o especia A exposição evidencia uma inv
o m
Nesse m estigação sobre as
forma. possibilidades da matéria, sob
instala. essência
das re a transformação da
arte se p e la alquimia entre os elementos em
ínio ra
s u m e seu fasc c o m p reende uma linguagem poética.
a s
Marcelo lmente tato, Estimula o pensamento sobre
s c a in cansave a t é r ia , do con os paradoxos de nosso
Bu s, da m iste
coisas. u b stância q u ando ex
tempo contemporâneo, com
tantas “pontas” visíveis e
a s s e m
alquim
ia d contec invisíveis; encaminham justam
m a ç õ e s que a a mistério
se ente a uma reflexão sobre
n s fo r r io r iz
das tra s. Exte as conseqüências dos valores
t ro d o s corpo eleitos por nossa época
o encon tidos. que tributam o peso das agress
c e n o vos sen e le ge o co
ne ões ao interior de nossa
b e le ia s existência e ao espaço coletiv
esta essênc
odos

e o.
o m u n do das c irc u la r do con
netrar n nsível. A
base
Para pe e n t o s e o é estática
,é As obras expostas representam
o testemunho de uma
le m n ã
como s
eu e forma São um
ra o in finito. A e nergia.
sensibilidade ampliada. Sensíve
is a todos.
g e p a t ra m
conver oncen izam.
. A s p ontas c u r a m , sensibil
a m, per f
dinâmic ato, toca
Ana Valeska Maia
e c o n t
ponto d Curadora
sensíveis a todos
Marcelo Santiago - Cerâmica

Centro Cultural Banco do Nordeste 109


sensíveis a todos

Desenho
Desenho
sensíveis a todos
Marcelo Santiago - Desenho Instalação - Cone de Luz

Centro Cultural Banco do Nordeste 111


sensíveis a todos

Intervenção Urbana
Marcelo Santiago
Hélio Oiticica, por exemplo, e
entre a solidez da forma
Intro_Missão que ele chamou de “estrutura-

INTRO_MISSÃO
(presença) e a inefabilidade do
Ana Cristina Façanha comportamento”.
conteúdo (ausência).
Podemos dizer que esse
Das Vanguardas Russas ao
Refletir algumas questões percurso também se dá em
Neo-Concretismo Brasileiro,
acerca da arte, a partir Intro_missão, porquanto a
a abstração deslocou-se
de leituras possíveis de abstração de Ana Cristina, de
vertiginosamente da tela para
Intro_missão, com que Ana natureza linear, desprende-se
o espaço, da representação
Cristina nomeou essa série do suporte, salta da parede
do mundo objetivo para a
de desenhos expandidos, é e transmuda-se em formas
autonomia de se deixar ser por
encontrar nas suas linhas espaciais. Mais do que isso
si própria. Às vezes, isso se
sinuosas e voláteis, de que se torna corpo/movimento
deu de forma excessivamente
sua obra é tecida, pontos de quando dialoga com o gesto
racional, como em Tatlin (1913)
urdidura, em cuja poética se gráfico lingüístico, ao emergir
com seus “contra-relevos”, em
configura o sonho e a razão. dos textos sobre o vazio das
outros momentos aconteceu
paredes, ou quando interage
de modo espiritual, por meio
Nessa ação continuada que com a dança e a música no
da “sensibilidade pura”, como
vai de uma forma presente, momento que coreógrafa essas
em Malevitch (1915) com suas
comensurável pelos materiais linhas/partituras, impondo-
idéias “suprematistas”. Ao
táteis (ferro, tecido, vidro, lhes ritmo e ressonância, em
ponto de perder de vista, ao
agulha), por ela utilizados, interlocução com o corpo
longo do Século XX, os limites
em direção a algo que não se da artista sob nosso olhar
de fronteiras que separam
pode medir, que é ausência de perquisidor que não pede
as classificações tradicionais
matéria (projeções mentais, licença e cede à “intromissão”
da arte (desenho, pintura,
evocações de fantasias de sua arte.
escultura), estreitando
criadoras, imaginações do
os distanciamentos entre
espírito), podemos também
linguagens (literatura, música,
costurar nossos sentidos de Herbert Rolim
dança, artes visuais), numa
leitores co-autores da obra. Em
oscilação contínua entre arte e
outras palavras, diante da arte
vida, presencial no trabalho de
de Ana Cristina transitamos
intro_missão
Contra Fluxo, 2008
Vídeo Performance

Intro_Missão, 2007
Arame, tecido, linha e agulha

Centro Cultural Banco do Nordeste 115


intro_missão

Descanso, 2008
Tecido, linha e agulha

Descanso, 2008
Tecido, linha e agulha
impressões de viagem Impressões de Viagem O comentário. Com isso, esta arte assume Nas obras, o entorno das imagens,
Efraim Almeida um caráter anedótico. Hans Belting marcado por cidades interioranas e
afirma que “o comentário sobre arte grandes centros mundiais, é silenciado.
A viagem. “Odeio as viagens e os sempre quis abolir a sua diferença com Deixam-se pistas, indícios. Manipula-
exploradores”. Lévi-Strauss, assim, inicia a obra”. Aqui, hibridizam-se essas duas se uma individualidade de síntese. São
a descrição de suas viagens. Tristes noções. Comentário e obra amalgamam- impressões tão reinterpretadas que
Trópicos serve-nos, agora, como mote se. Isto nos posiciona num espaço/tempo reduzem sua condição de documento,
para refletirmos sobre a concepção fronteiriços entre as narrativas de viagens ativando o caráter ficcional. O artista
desta exposição “Cariri: impressões - gênero tão precioso para o Brasil pós- planeja a teatralização do espaço das
de viagem.” O projeto, a princípio, descobrimento - e a arte conceitual, galerias. A cena encena-se para além do
compreenderia um diálogo específico um dos grandes paradigmas da arte texto subliminar, subjetivado. Temos a
com a paisagem nordestina. Porém, a contemporânea que privilegiava a relação valorização da pausa, imagens congeladas
concepção de “viagem” torna-se cada vez entre palavras e imagens. A descrição é a de pássaros, cabras, gatos. Tudo numa
mais conceitual, suspensa em referências própria arte. Apossamos-nos da palavra, anotação silenciosa. Como não se
simbólicas: carimbos, marcas, vestígios, da narrativa, metaforizando-as em reproduzem sons, apenas os intuímos.
linhas, intervenções diretas no espaço. imagens, em impressões. As experiências dos fatos sociais (viagens,
Ativamos, então, a reticência (...) de um Lévi-Strauss explica sua aversão aos anotações, observações, contatos
sentimento que nos acompanha para relatos de viagem, num texto que interpessoais) são eclipsadas por
além das fronteiras atravessadas: ser constituiria esse mesmo gênero, desenhos individualizados, dando sentido
estrangeiro. Com isso, misturam-se questionando o sentido de narrar “tantos aos rascunhos, à passagem das horas, o
sensações vividas e ficcionadas, fábulas pormenores insípidos, acontecimentos transcurso dos dias. Atribuir às imagens
no nosso contato com a arte e com a vida insignificantes”. Porém, com o fim das um sentido expositivo é manifestar uma
que nos enuncia. grandes narrativas que acreditavam numa exultação de espírito ao mais simples
A paisagem. Efrain Almeida, ao longo espécie de racionalidade verdadeira, comentário. Expor é incrustar no espaço

Exposição também realizada no Centro Cutural BNB do Cariri/CE.


de sua carreira artística, dialoga com o estes “pormenores” ganham o centro - etéreo do ar ou concreto da arquitetura
imaginário nordestino em instalações, das nossas impressões. É justamente – impressões pessoais como se estas ali já
esculturas e desenhos. Vemos imagens nestes relatos que o observador se torna estivessem.
capturadas pelo artista tanto em suas vacilante, assume as adversidades,
observações diretas sobre paisagens deixa as marcas rasuradas em suas Marcelo Campos
naturais, quanto em ficções subjetivas, observações. Expõem-se as agruras
advindas da imaginação. Nesta exposição, do contato do homem com a natureza
a paisagem é grandiosamente encenada sublime e ameaçadora. Assim, misturados
a partir do desenho dos galhos com às anedotas, vemos o bestiário de Efrain
espinhos: Juazeiro. Dialogamos com o agora apresentado em carimbos, como
nome do lugar que nos lança ciclicamente “fragmentos desbotados de informação”.
à imagem da árvore espinhenta. Portanto, O silêncio. Efrain Almeida, em suas
como os naturalistas que percorriam instalações, manipula aquilo que Marc
os sertões, interessam-nos o lugar do Augé chamara de “densidade factual”,
observador, o ponto de vista. optando por apagar, sintetizar, silenciar.
impressões de viagem
Centro Cultural Banco do Nordeste 119
impressões de viagem

Instalação Xilogravura e Carvão


impressões de viagem
Instalação Xilogravura e Carvão

Centro Cultural Banco do Nordeste 121


impressões de viagem

Fortaleza - Sertão 2007 - Frame vídeo - Olho d’Água dos Facundos


to de armários,

NAUSEA
Em NAUSEA, o conjun
as, ganha diversos
gavetas, escrivaninh
o na construção
predicados. Sim, com
eis de metal do início do séc. XX. Aqui, Ru
de uma frase. Os móv fino situa-
bientes regulares se na contemporaneidade. Po
Nausea característicos de am rém, na
instituições busca da expressividade dos
como repartições e objetos, o
a regularidade. artista apresenta “imagens rou
públicas perdem su badas
s por não mais e montadas”. A obra apropria
José Rufino Tornam-se deslocado -se
nvencional. de objetos rabiscados, arranh
assumirem função co ados,
er num mundo enferrujados pela ação natura
“O que se pode tem l do
ga Sartre. tempo e do homem. Rufino,
“Os objetos não deveriam nos tocar, já tão regular?”, nos inda então,
ade destes subverte o vínculo expressio
que não vivem. Utilizamo-los, colocam
o- A aparente tranqüilid nista
nais é ameaçada de gestualidade imediata, com
los em seus lugares, vivemos no meio ambientes institucio o em
e nos fazem pinturas anteriores, deixand
deles: são úteis e nada mais. E a mim eles por ações e gestos qu o o gesto
em da arte. A para um outro: o desconheci
tocam – é insuportável”. A constatação observar a engrenag do. Este
ra de Rufino anonimato na aparência dos
do protagonista de A Nausea, romance grandiosidade da ob armários
de r as manobras os espiritualiza. Criam-se fan
Jean Paul Sartre, serve-nos com justeza reside em não aceita tasmas.
armários são Rufino acentua a estranheza.
para observação sobre o trabalho de óbvias e regulares. Os
tas surgem Preenche-se o vazio, as lacun
José Rufino. Seus objetos nos colocam, sucateados, das gave as, com
os desenhos são

Exposição também realizada no Centro Cutural BNB de Sousa/PB.


manchas fluidas. As gavetas
enquanto espectadores, à espreita, papéis manchados, abrem-
tos originais. se em línguas, corporificando
observando mobiliários que apresentam feitos sobre documen -se. Do
escuro surgem desenhos gu
uma certa estranheza. Também como na lação ativa um ardados.
O ambiente da insta Em têmpera sobre documen
estratégia dos textos de Kafka, Rufino atua , das coisas tos, os
caráter expressionista desenhos são compostos de
com olhar insistente sobre as coisas até asmáticas, imagens
nascem imagens fant duplicadas em tons encarnad
torná-las tocantes, instigantes, estranh veredas da arte os e
as espirituais. Uma das sépia. Assemelham-se a lâm
a ponto de dialogar conosco como um ndo Hal Foster, inas,
contemporânea, segu cortes com informações bio
corpo subjetificado, vivo e pulsante. Assi expressionismo lógicas.
m é a recodificação do Das manchas, cabem ao esp
acontece com gavetas, escrivaninhas, ectador
as atribuições figurativas. Co
fichários, arquivos. Ao agrupá-los, form nfundimo-
a- nos com imagens pré-existe
se um aglomerado com arestas, pontas, ntes
e novas. Lemos números (14
lacunas, aberturas, vãos. 1607),
“É preciso não colo
car estranheza
ras. Frases como
códigos, assinatu ”.
onde não existe na
da”, afirmara
materiais abaixo
“apresentamos os Sartre. NAUSEA utili
za esta afirmação
is papéis? Qual o
Do que tratam ta fera é
às avessas, estranh
ando o banal,
trativo? A atmos
assunto adminis banalizando a estra
nheza.
sigilosa.
vetas, abertas,
A posição das ga
chadas cria uma Marcelo Campos (c
semi-abertas e fe a
urador, Doutor
ção e ritmo para em Artes Visuais pe
espécie de respira ento
la Universidade
ea, como sentim Federal do Rio de Ja
instalação. A náus neiro- UFRJ;
adativamente em Professor Adjunto
corporal, vem gr e Coordenador
o do expurgo, da Graduação em Ar
espasmos. No at tes do Instituto
rior privado, as de Artes da Univer
revelamos o inte sidade do Estado
cadas. Mas, este do Rio de Janeiro –
secreções fluidifi UERJ. campos.
eo” se tornara um marcelo@gmail.com
“gesto espontân )
Aqui tratamos de
“signo reificado”. o
tações. A expressã
ficções e interpre ular.
nguém em partic
não pertence a ni a
mpartilha, deflagr
A arte apenas co m
com os que aceita
uma experiência l,
ráter documenta
o jogo. Não há ca
ia, o real e o
perde-se a histór a
ma os objetos e
sujeito. Rufino to
entua, como nas
partir disso os ac
m-se tonicidades,
palavras. Destaca
udizações. As
reverberações, ag
de sentido até se
palavras mudam
unciáveis. A frase,
tornarem impron ra
ira para nós e pa
agora, é estrange
Os móveis ganham
o próprio artista.
ionalidades.
funções sem func

Centro Cultural Banco do Nordeste 125


nausea
nausea
Centro Cultural Banco do Nordeste 127
nausea
cariri

Centro Cultural Banco do Nordeste 129


3
IDÉIAS - GRAV
3 Idéias - Gravuras em Me
tal im, para formas
ou digitais, convergindo ass
penetrar no espaço
O trabalho com a gravur
a em metal requer fruíveis que nos convida a
e, e sim muito
fatores operacionais e tam
bém um pensamento onde não existe passividad
ágil para lidar com as qu
estões práticas e movimento e sensações.
artísticas. Zeina Romcy,
Maria Thereza e ntramos soluções
Cecília Castellini trazem Em Cecília Castellini enco
para a gravura em que gera
metal propostas bem pa diversas para um trabalho
rticulares neste es múltiplas.
sentido. interessantes combinaçõ
em metal que se
Começando pela gravura
no produto final
Zeina trata as questões
estéticas da gravura dinamiza e transforma-se
e leva o público a
observando a forma, a
textura e a cor como um de um livro de imagens, qu
– uma instalação
sentido desvelador do
seu próprio trabalho. A interagir com seu trabalho
nos convida a
este trajeto soma-se um
momento cotidiano, na forma de um livro que
caminho de
onde a absorção do pres
ente e o ato de fazer manuseá-lo e percorrer um
r do próprio livro.
U

criam suas formas orgâ


nicas e revelam uma adesivos que parecem sai
s dinâmicos se
expectativa de si própria A fantasia de seus desenho
RAS

, onde a gravação
do expectador, numa
e a matéria impressa ge
ram cores horas modifica diante do olhar
gerada por vinte e
tênues, horas fortes. Es
se processo comunica constante transformação
metal, possibilitando
o movimento de sua ex
istência, alternando sete pequenas chapas de
ria força vital de signos
desejo, esperança e angu
stia. emergir uma extraordiná
E

s.
Já Maria Thereza explora e acontecimentos diferente
um espaço
M

Cariri nos leva a


geométrico com ângulos
que ocasiona tensões, Essa mostra no CCBNB do
diferem, mas que ao
expandindo e contendo
sua poética num encontrar três idéias que
M

apreciar e pensar a
encontro com a gravur
a tradicional e meios mesmo tempo nos permite
ersas possibilidades
eletrônicos. Este avanço gravura em suas mais div
ETA

possibilita uma visão


mais ampla sobre os pr de execução.
ocessos das artes
gráficas. Sua expressão
conceitual aborda a
realidade atual dos me Eduardo Eloy – Curador
ios que se encontram
L

na realização de outras
matrizes e impressões,
que estejam ligadas as
praticas tradicionais
3 idéias - gravuras em metal
Cecília Castellini
Gravura em Metal

Centro Cultural Banco do Nordeste 133


3 idéias - gravuras em metal

Cecília Castellini
3 idéias - gravuras em metal
Zeina Romcy
Gravura em Metal

Zeina Romcy
Gravura em Metal

Centro Cultural Banco do Nordeste 135


3 idéias - gravuras em metal

Maria Thereza
Gravura em Metal

Maria Thereza
Gravura em Metal
e vão
fe r ê n cias qu
t e r sse
, g olpe; in é t ica; é ne
,c o r te a p o rte de
Incisão a s u perfície c r ia ç ã o de um r ia d o r que a a
bre u m gem, a orte c gos e
d e t alhar so d e u ma ima t a e seu sup m e ros diálo
IN I Oa to ã o a r t is in ú a, o
n d o a formaç o g e s tual do - s e a t r avés de a s u a pesquis
elabor a entre italiza a lapid a
s o d e incisão c e a t u al e rev q u e o artist
proce s rman e ia bru t a
t ir e m série pe ç ã o d a matér n á-la lóg
ica
rep e e x t r a ã o , t o r
da press de
ições. É
C SÃO o de im slocam
propos in v e r s o. p ro c e s s
s q u e d e re
u m e io o seu e r s ã o no seu e m n arrativa g ít im os e ab
s e a sub v s , s le
diçõe inho r
d a im agem é re c r iá -la em e a p e r c o rre cam a ç õ e s e propo
sã o atriz”, ravur inform ovas
A inver a “mãe-m c r ia dor. A g a o aderir o corpo, n
e u m a t o ia - s e c o m
diante d e adere
m ao
os meio
s, recr
abre re
lações
iv ê n c ia e n o v n a l e
uma v uagens no bidim etc.
ensio
c om ling p la do-a
diálo g o s
o s , s a lta d o
o g ra fia, r a , c o njugan
créscim ,f o t a v u logo
novos a a t u r a , cinema s n a a r te da gr e a b re um diá
r inho portes
gias, lite rios cam icas, su til que é
a
tecnolo o r re v á s , t é c n ir o fé r
” perc raçõe o cele
o s iç ã o “Incisão p r o p o stas, ge , e v id e nciando
A exp s , o Brasil
linaçõe giões d
r sas dec r e , que
em d iv e
r e s d e vá r ia s
( 1 9 0 1 / 1972)
ravad o nardo pela
entre g a r ir i. d it o r J osé Ber in c o rporada
do C seu e e assim de
Região a n c isco com s e m inação a r a s capas 97/
g r a fi a São F r
v e g ra n de d is
o s p a r a ilu s t r
s t r e N oza (18
ipo ariri te rutad les me
Foi na T ca do C ram rec entre e ntra
iç ã o g r á fi
a r t e s ã o s f o
a s li v r e s , d
x il o g ravura e
a tr a d s e ir a om
lo c a l. Lá muit
o
s e li d os nas f e p o p ular qu
e
o e im agem. C
o l t
cultura vendid
a tradiç
ão ora são ent
re tex a pelo
to s q u e eram a c o m p a r a f u é adquirid
folhe ão d ire t lo g o s c is c o
na relaç bre diá o Fran a.
1983). É d e c o rdel e a t ip o g rafia Sã ir a N o rdestin
na poes
ia 1972 a a de L da regiã
o,
de vez e r n a rdo em 8 0 e r e batizad ra v u ra
B em 19 g
de José o Ceará r e difu
sor da
breve r
ecorte
a morte t a d o d r m a d o a z u m ra
o do Es espaço
fo Incisão
”f a gravu
Govern com o u m
expo s iç ã o “
ame n t a is d
s
d e s t in a serve r o d u ções. A a n o m es fund a c o m outro
o r p n t t ic
A Lira N tistas e onfro
ndo ess
a poé
o d iv ersos ar o d o C ariri, e c n v o lv e
reunin d a regiã o dese
te s g ráficas d is t a s q ue estã
das a r ens ar t
s il e ir a com jov
bra
meios.
ssundé
Bitu Ca
incisão
Rafael Limaverde Rafael Limaverde
Guardiões da Loucura Guardiões da Loucura
Xilogravura Xilogravura

Centro Cultural Banco do Nordeste 139


incisão

Maria Ortinz
Xilogravura
incisão
Zé Tarcisio
Xilogravura

Centro Cultural Banco do Nordeste 141


incisão

Guto Bitu
Xilogravura
incisão
Rosana Ricalde Rosana Ricalde

Centro Cultural Banco do Nordeste 143


incisão

Maria Bonomi
Xilogravura
incisão
Sebastião de Paula Marcelo Gandhi
Xilogravura Gravura em metal

Centro Cultural Banco do Nordeste 145


incisão

Maesio Lopes
Xilogravura
incisão
Herbert Rolim Herbert Rolim Herbert Rolim

Centro Cultural Banco do Nordeste 147


incisão

Efrain Almeida
Iracema, Xilogravura

Gravura em Metal
Thula Kawasaki
incisão
Felipe Barbosa Xilogravura - Ciça do Barro Cru
Zé Lourenço

Centro Cultural Banco do Nordeste 149


incisão

Francisco Almeida
Soltando Papagaio - Xilogravura - Carlos Henrique, 2006
Xilogravura
incisão
Cecília Bede - Fotografia

Centro Cultural Banco do Nordeste 151


incisão

Areia - Brigida Baltar Xilo - Maria Bonomi


ABUSA
Abusad

Tema q
reflexõe
a pers
sistema
de mo
os

o
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l e d a ética. A o e n a s relaçõ ,
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da mor n ç a s no mun v o s m ateriais
a ceita n o
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abrigar t ra n s fo ro vocativ
oe
a ç o a r p
e esp elo olh
tempo e n t ifi cados p so esté
tico,
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novos e dora em s
ã o a p ro p r ia
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de fun ç s pro c
p o s s ív el algun
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tornand
os.
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DOS
abusados
Centro Cultural Banco do Nordeste 155
abusados
abusados
Centro Cultural Banco do Nordeste 157
abusados
Telhas iza a
a l q u e organ A expos
it u os
o conce plícita a
HAS ição Ent

TEL
n ú c le c ia e x re Telha
O ferên s, seres
uma re categor s respond
expo s iç ã o é
ã o d e cultura ização d
e Gablik e a esta
estruiç cies em um por se m
ro c e s s os de d a n do espé
ativo, vig
oroso e
over
p , le v
imais engajam apaixon
os e an a extinç
ão. O ento qu ado
human n c ia d conecçõ
e busca
restaura
lê olhido
os à vio lho esc
es da ar r as
e códig C a r v a origens
te por u
m lado c
sely
o de Jo aos ritu
ais das espé om as
trabalh o se re fe re
dores da
cies e po
r
xposiçã rda o utro com
para a e , a o lu to, à pe s perdas
. Enfoca as
l lenta estão básico d ndo no
m o r te cultura . Uma qu a necess conceito
da t a ç ã o idade do
resen Josely n a b
er e rep e e acio
na os ão cede rigar – s
e,
de pod e im p õ sucumb
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ão mórb
uração
s iated” ir à dest
de resta d o “ h y permed ruição, m ida de
os a supera as apon
ecanism hael ção, a va ta para
superm o m o diz Mic e da vid lorizaçã
o do tra
biente.
C rá
e io a m o s ó s o brevive a, assoc
iando ar balhado
r
m ivilizaçã revitaliz te ao pr
ra nossa c rte na ação me ocesso d
Ve n t u
n ó s t o mar pa morial, a
tual e vir
e
um de o por tual.
se cada d o r e signaçã
in pela
substitu de luta
história io m e io
ionár losofia
revoluc va ecofi
um bio m a n o Fábio Jo
ência. U lamam
por s é Rodrig
sobreviv est é t ic a c ues da C
osta
ova eco te e
e uma n t ic a s o cialmen
tís a pela
ática ar a na lut
uma pr ee n g a ja d
ma
b ie n t alment a s s e o paradig
am ltrap
ia que u visão.
sobre v iv ê n c
e ce n t rada na
ment ive
a r t e e xclusiva in a “c onnect
da enom .
S u z y Gablik d iv a e interativa
O qu e t
rticipa
t ic s ” q ue é pa
Aesthe
telhas
Centro Cultural Banco do Nordeste 161
telhas

Telhas na Praia
sousa

Centro Cultural Banco do Nordeste 163


te a gração na
, de nor conferia perfeita inte
n d e de traços rápidos lhe
Croma país o
os num as facha
das, emoção.
a c a s o . V iv e m
s n o s s tentativa de recriar a
por da da
Nada é registra ta marít
ima ponto de
A r é a m a r c a
d a c o s ele tra ns fo rm a a cor em formas que, do
sul, a co os os Ho je,
d e q u ilômetr d o s c o m marc ou avançam. E ao esta
belecer
e os mil
hares
ente, sin
aliza vista sensorial, recuam o
le g r e m bjeto cria uma definiçã
são, a um jogo entre a cor-o
também
M
ve sobre o
das vocada quando escre
colorid
os.
d a a p licação propositalmente equi azul,
ico resu
ltante stra a o, “h om enagem ao azul”, ou no
r io e s t é t
t ra b a lhos mo qu ad ro ve rm elh
aspecto
O equil
íb
e em se
u s
O impu
lso elo”, trabalhando um
CRO
li o L e it e e la s. “homenagem ao amar
cores p
or Jú o entr relação às cores: sua ex
istência
a c o m unicaçã a rtístico.
Seus
intrigante contido em
a d e d u ls o
legibilid o imp ha sua inexistência.
d a m e nta-se n m re la ç ão à lin em confronto com a
un nos e cores
lúdico f m os pla uso das exprime
r io r iz a n d o o ap ar en te mente desconexo, se
quadro
sp os, faze Esse co lo ris m o,
t a l d o s espaç dividual para obter re
sultados em
experim
en
gem. também pelo jogo in
e d a lingua rafia qu
anto lógica. A busca da força
, da
at é o li m it
m s e r ig sua manipulação psico
anto e perceb
er
iona como tentativa de
libertação
r s o s v isuais, t s ív e l s e criação original, func
s discu s, é pos ionamento
Em seu v r o s -objeto to, de ac
ordo
se nt im en to s de ex pressão em seu relac
a o u li m e n de dos os
ur cor-pig
na pint r-luz ou rpretaç
ão exercida por ela em to
m a c o u a in te com a cor e a influência
um esq
ue te. S
e it o co nvenien o , trata-s
e de
aspectos de sua pintur
a.
c o n c m jo g
com o
res não
está e á-las em
d a s c o a r a t ra nsform et os , lac rados com cadeados,
são
formal cia técn
ica p Se us liv ro s-o bj
m ao
c u n s t â n
lei to r no en tanto, não se restringe
uma cir inatin gí ve is ao
o recursos
s de eramente estético. Sã
express
ão.
d o s s e gmento decorativo nem ao m
em to se aos valores sensuais.
Nos
q u e a cor traz s t é t ic a , apóia- de expressão ligados
O impa
cto ção e lho, ativa de
ra sensa ue e o o forma e cor, numa tent
a nã o é m e
“cor é o to q
mil livros objetos valoriza
sua obr d izer que ento de lidade.
dins k y a o
lma, in s t r u m
de expressão da individua
em Kan a z v ibrar a a á x im a com a
f m sição
lo qu e ar essa rior”. dispostas nesta expo
o marte e - s e c omplet id ade inte No conjunto, as obras bora
s
cordas.”
E , p o d
io da n e c e s lação pictórica que, em
o princíp compõem uma insta atos da cor
Ac o r é cor de vários exercícios abstr
Léger: “ o u t il izava a fra gm enta da , prat ica
ú li sua
t e riores, J e fl exo de icas.
alho s a n
ociona d a , r
âneo, e suas relações pictór
Em trab t â n ea e em s to espont Leonor Amarante
a esp o n ue o g e
maneir
s s io n is ta, em q
expre
pintura
croma
Homenagem ao verde Homenagem ao marrom

Homenagem ao amarelo - fotografia Homenagem ao lilás

Centro Cultural Banco do Nordeste 167


croma

Homenagem ao preto - fotografia Homenagem ao cinza - fotografia


lcolm
n B o ro fsky, Ma
natha ração
o P a la dino, Jo a uma ge
M im m e t o d
trizes d os
o r le y são ma a r d e “ Primitiv to
M
c o s t u mo cha
m
q u a l W ilson Ne
iveu do que os” grup
o do rios
Ho m e n s
ia n ç a . C o n v
te m p o râ n e
d o s c omentá
sde c r Con e. Um
o d e s enha de p r im o, que ú v id a faz part a respe
ito de
n N e t o s d o s e m d s e f a z oca
Wilso os traba
lh
ê ncia de ü e ntes qu
e
a uma ép
c o m in fl u f re q n c e
na infân
cia rande mais perte arte o
s id e r ado a g n o B rasil, t u ra é que ela ! Para a
e r c o n h is t a s u a p in a in d a ual
pode s ç ã o de dese
n
s e re vela
s
le n ã o atuav
a
m e io no q
r a a e enas u m
toda um
a ge resenç em que te, é ap a de
ro q u e essa p a z s e g redo n ã o e x is a s na busc
n . C la ã o f p o a r c
Leonils
o n. Ele n tem uas m
o s d e Wilso n t a im primir s
a lh ela t e
nos trab lo contrár
io.
. itos
uit o p e
e r eterna propós
disto, m fluênc ia d o s
nter fi r m e e m
a m a rcante in s v a n g uarda, g e m d e se ma o la-mest
ra
b é m a t r a n c o r a o i a m
Há tam oed A pre f er
n is m o alemã v im e n tos o n v ic ç ões sem m e s m o sem t
io ec ,
express s grand
es mo
nea. s artista
s que se
d o s ú lt im o
o n t e m p o r â
d e g r a n d e
le s , s o uberam
dois tura c bre e de e
v e is na pin o lo fotes so m dignida
sust e n t á ss a s o s h br a c o ilson
e n ã o falta ne r ia r d a sua o s ig o m esmo. W
é o qu ma apro p a con egras
e te r m inação N S . Q uase nu s a b il id ade par is n ã o tem r
E o n o
D ie HOM discurs respo disto, p rópria
in t u ra s da sér e s e n v o lve seu u m e xemplo s e r pela p
p n d ra s e t o é n ã o
Brut, W
ilso costu N uém, a o.
atitude o r g rá fico, sem a d a s p or ning e r ” s e u trabalh
e vig stra o dit e “faz da
com m
aestria
e le demon a e iç ã o e prazer d o h u m or além
í sim , clarez intu ais,
ques. A çar com busca m brincan
tes de
ou reto r e te n d e t r a
e r c h e g a r.
W il s o n N e t o
t il d o s
o que p de qu infan
caminh u e m sabe on rg a g é d ia e a cor is , e le tem seu
e q forte c a t ra ncest r a
oltura d de uma ertões a
desenv a p e s a r d o n o s s o s s
guir.
r c e b e - se que, e s p o ja mento c a m in ho a se
Pe eod ia de próprio
ra t iv a , o tema o d a d icotom
dec o a incô m e esse
o r te c riam um m p o râ neo qu
sup onte smo or
s . N a d a mais c p o s to s no me a n k li n - Curad
valor e entre o tF r
n v ivência Siegber
e c o
tipo d

M ENS
o.
trabalh

HO
homens
Sem título - Pintura sobre tecido

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homens

Sem título - Pintura sobre tecido


homens
Sem título - Pintura sobre tecido

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homens

Sem título - Pintura sobre tecido Sem título - Pintura sobre tecido
homens
Sem título - Pintura sobre tecido

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