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Duas perguntas se fazem necessárias nesse sentido

Existiu mesmo um homem chamado Jesus de Nazaré?


Ele era realmente aquilo que os evangelhos anunciaram?
Essas são duas questões distintas e necessárias, aliás elas são complementares, pois, uma
coisa é provar que Jesus existiu, outra, é provar que a sua figura não foi mitologisada com o
passar do tempo, tornando um simples camponês judeu em um herói redentor do mundo
inteiro.

O maior problema para essa busca é a carência de material anterior à bíblia antes do
segundo século que mencione Jesus como um personagem real. Alguns talvez esperassem
que Jesus pelos seus grandiosos feitos fosse registrado em cada uma das cartas feitas em
Roma, mas não é bem assim.

Lembremos que Jesus não foi reconhecido pelos seus contemporâneos e a sua mensagem
era dura demais para eles, tanto é que chegaram a pedir sua crucificação. Além de que seu
ministério foi geograficamente curto.

Acrescente a isso o fato de que grandes figuras do passado nem sempre tem a sua
historicidade bem comprovada por documentos da época como poderíamos supor. Não
temos por exemplo nenhum texto grego do III século antes de Cristo que confirme figuras
históricas e famosas do passado como:

Sócrates
Platão
Alexandre o Grande
Shakespeare
Rei Arthur
Pitágoras
Esses personagens também poderiam ter a sua historicidade questionada, assim como
fazem com Jesus.

A explicação do porquê tão poucos documentos históricos acerca da vida de Jesus, está no
fato de que muitos documentos da história da humanidade encontram-se desaparecidos.
Milhares deles foram completamente destruídos, como por exemplo os mais de 700.000
manuscritos da grande biblioteca de Alexandria que foi incendiada em 641 d. C. Portanto
muita coisa se perdeu e não é difícil supor que houvesse mais coisas escritas sobre a
pessoa de Jesus, mas que estão retidas na poeira do tempo. Aliás, é até possível que
algumas anotações documentais do movimento de Cristo também fossem destruídas pelo
incêndio provocado por Nero que arruinou a cidade de Roma com muitos dos seus arquivos
em 66 d. C.

Mas apesar do esperado pequeno número de documentos, existe algum texto antigo (fora
da bíblia) que ateste a veracidade histórica de Jesus Cristo? Sim.
O mais antigo deles é o do historiador judeu Flávio Josefo, que por muitos anos trabalhou
como escrivão acompanhante das milícias romanas de Tito e Vespasiano. Ele escreveu:

Por esse tempo, surgiu Jesus, homem sábio, que talvez seja mais que um mero homem,
era capaz de realizar coisas extraordinárias... ele arrastou após si muitos judeus e muitos
gregos e era considerado o Messias. Embora Pilatos, por acusações dos nossos chefes o
condenasse à cruz, aqueles que o tinham amado desde o princípio não cessariam de
proclamar que passando o terceiro dia apareceu-lhes novamente vivo. Os profetas de Deus
tinham respeito por ele. Ademais, até o presente, a estirpe dos cristãos, assim chamada por
referência a ele, não cessou de existir.

Note que nesse texto o historiador judeu que não era seguidor de Cristo e nem simpatizante
do movimento, declara que Jesus era "considerado o Messias" e não que ele mesmo cria
nisso. E o seu depoimento continua dizendo que Jesus era "capaz de realizar obras
extraordinárias", não seria isso um claro indício de seus milagres? Josefo chega a suspeitar
que Jesus fosse mais que um mero homem.

Esse testemunho vindo de alguém que não fazia parte do círculo de seguidores de Cristo
torna-se muito valioso, pois Josefo não teria razão nenhuma para fazer esse tipo de
declaração acerca de um simples carpinteiro. A menos que houvessem testemunhas
oculares de sua atividade incomum.

Em outro texto Josefo faz uma segunda menção de Jesus, dando a entender que ele era o
Messias dos Judeus. Falando do golpe de estado promovido pelo sumo sacerdote
Anás(Anã), Josefo diz que o sumo sacerdote:

Convocou uma assembleia de juízes e colocou diante deles o irmão de Jesus que é
considerado o Messias. Seu irmão se chamava Tiago, e com ele havia alguns outros. A
estes Anã acusou de terem transgredido a lei e os entregou para serem apedrejados (Ant.
XX, 9, 1)
Anã e Caifás foram os sumos sacerdotes (Lucas 3:2) que promoveram o julgamento contra
Jesus conforme está na bíblia.

Dentro do império romano também houve valiosas menções a pessoas de Jesus Cristo. O
historiador Tácito escreveu com detalhes o famoso incêndio de Roma ocorrido em 64 d. C.
Esse historiador fala da perseguição de Nero aos cristãos e menciona o nome de Cristo que
no seu entendimento não era um título mas sim um nome próprio.

Nenhum esforço humano, nem poder do imperador, nem as cerimônias para aplacar a ira
dos deuses faziam cessar a opinião infame de que o incêndio de Roma havia sido
mandado. Por isso, com vistas a abafar o rumor, Nero apresentou como culpados e
condenou à tortura aquelas pessoas odiadas por sua própria torpeza, que o povo chamava
de 'cristãos'. Tal nome vem de Cristo, que no principado de Tibério, o procurador Pôncio
Pilatos entregou ao suplício. Reprimida na ocasião, essa execrável superstição fez-se
irromper novamente, não só na Judéia, berço daquele mal, mas também de Roma, para
onde converge e onde se espalha tudo o que há de horrendo e vergonhoso no mundo.
Começou-se, pois, por denúncia deles, uma multidão imensa, e eles foram reconhecidos
culpados, menos pelo crime de incêndio... Á sua execução acrescentaram zombarias,
cobrindo-os com peles de animais para que morressem devido à mordida de cães de caça,
ou pregavam-lhes em cruzes, para que após o fim do dia, fossem usados como tochas
noturnas e assim consumidos. (Anais, XV, 44).
Tácito não demonstra nenhuma simpatia por Jesus Cristo, mas confirma a sua existência e
de uma multidão que o seguia.

Esses são alguns poucos exemplos de menções acerca de Jesus Cristo fora dos
evangelhos, demonstrando a sua existência na história.

Teriam os evangelhos exagerado ao descrever quem Jesus era?


Não teriam eles feito como muitos escritores gregos e latinos que transformavam um
homem comum em um verdadeiro titã apenas por questões de ideologia? Seriam os
evangelhos uma propaganda?

Para responder essas questões é preciso que formulemos outras perguntas que alguns por
algum motivo procuram evitar formulá-las, aliás sem as perguntas corretas as respostas
ficam vagas e preconceituosas iguais aparentam ser algumas das perguntas feitas por
alguns críticos da fé cristã e da veracidade histórica acerca de Jesus que com suas
afirmações inundam as livrarias por todo o mundo.

Nossas perguntas então poderiam começar assim: Sabendo que as biografias ideológicas e
as propagandas que querem obter lucros e ganhos, o que os autores do novo testamento
obtiveram de lucro com a suposta "fabricação do mito de Jesus"? Eles ganharam fama ou
poder? Pelo contrário, os apóstolos ganharam desonra e humilhação.

Porque então criar uma história mitológica e estar disposto a morrer por ela, se a mesma
não lhes traria ganho algum? Se fosse apenas um único autor de todo o novo testamento
então poderíamos chamá-lo de louco, pois os loucos podem jurar por aquilo que não existe,
mas não era um único autor e sim uma multidão de pessoas que diziam crer naqueles fatos.

Se não fosse verdadeiro, quanto tempo duraria a farsa? Quanto tempo ela aguentaria sem
ser desmascarada?

Note que eles eram diariamente sentenciados à morte por afirmarem a sua fé na divindade
e na ressurreição de Jesus, nenhuma mentira duraria tanto tempo, pois, mais cedo ou mais
tarde a maioria voltaria atrás em suas afirmações acerca de Jesus Cristo. Mas, porque isso
não aconteceu? Porque essas pessoas não voltaram atrás?

Jesus mitológico
Se os evangelistas tivessem a intenção de criar um Jesus mitológico, deveriam seguir os
exemplos de escritores da antiguidade e jamais encerrariam o ministério de Cristo narrando
uma vergonhosa morte na cruz, que aliás, só era reservada a ladrões, escravos e a
revolucionários fracassados. Este fato, no mínimo seria omitido.

Mas, supondo que a condenação foi pública e que os seguidores de Cristo não pudessem
nega-lá, então alguém poderia imaginar que os apóstolos criaram a história da ressurreição
para abafar o escândalo da cruz. Certo? Errado.

Os gregos e romanos se dividiam em dois grupos quando o assunto era vida após a morte,
os seguidores da linha de Platão, Orfeu e Pitágoras criam na imortalidade que levava a
alma a um plano superior destituído do corpo, ou a fazia transmigrar de um corpo para outro
em uma ideia embrionária de reencarnação.

O outro grupo, seguidor das ideias estoicas e epicuristas entendiam que a morte era o fim,
não restando nada além.

Mas em uma coisa ambos os grupos concordavam, a ressurreição de uma pessoa que volta
a viver no mesmo corpo físico que tinha quando estava vivo era algo abaixo do inaceitável,
por isso o livro de atos capítulo 17:32 diz que os gregos embora estivessem admirados com
a cultura e inteligência de Paulo, simplesmente recusaram em ouvir a parte em que Paulo
dizia sobre a ressurreição de Jesus. Essa era uma ideia absurda demais para os gentios e
romanos, tanto para pessoas simples quanto para eruditos.

Sendo assim é mais sensato supor que se os apóstolos estivessem dispostos a criar uma
ficção para amenizar o escândalo da cruz, a ideia de uma ressurreição corpórea não seria a
melhor opção. Eles ganhariam muitos mais adeptos se dissessem que ele se encarnou, ou
que seu espírito foi elevado a um plano superior, abandonando o seu corpo na sepultura
sem vida. Porém a insistência dos apóstolos em pregar uma história tão impopular da
ressurreição, leva a crer que essa história era real, tão real que era impossível de ser
negada,

Mas é estranho (caso se trate de uma obra de ficção) que eles não tivessem escondido a
agonia de Cristo antes da sua crucificação. Ao contrário da história contada de Sócrates,
que em um tom bem mitológico descreve Sócrates na hora da sua morte sem medo e como
um impávido herói; Jesus recua e tem medo de sua morte, ele teme a hora de sua morte
chegando a suar sangue e implora ao pai para que se possível passasse dele aquele cálice.

Nenhuma descrição mitológica contaria de um herói temendo a própria morte, pedindo água
para seus inimigos ou derrubando a cruz por não ser capaz de carregá-la sozinho. E não só
a morte, mas a vida de Jesus também não coincide com os moldes de uma biografia
propagandística que evitaria toda descrição que pudesse trazer embaraço para o
movimento. Para os padrões da época, um Jesus que conversava com mulheres em
público, que tem uma ex-prostituta(Maria Madalena) como sua seguidora e testemunha
ocular de sua ressurreição e ainda admite um cobrador de impostos entre os seus
apóstolos; bem, esse Jesus atrairia mais repulsa do que simpatia. Então, não poderia ser
fruto de uma criação religiosa com fins ideológicos.

Tudo isso indica que os evangelistas não tinham a menor intenção de escrever uma novela
fictícia, ou esconder fatos que trouxessem vergonha para o movimento cristão. Em muitas
histórias que possuímos hoje de outros grandes "heróis da humanidade" é difícil discernir
entre o que é lenda e o que é real e histórico, o que é mito e o que é verdadeiro. Mas a
apresentação bíblica de Jesus não se encaixa em nada nessa apresentação mitológica; o
salvador chega a ser um contraste quando comparado com esses grandes "heróis da
humanidade". Por exemplo, Homero (Um grande poeta da Grécia Antiga que escreveu os
contos da mitologia grega) dizia:

Um homem para ser magnífico deve ser sempre o primeiro e estar antes dos demais.
Jesus, porém, afirmou que quem quisesse ser o primeiro, pois que fosse o último (Mt 9:35).

Aristóteles (Filósofo grego) disse:

Só um homem estupido aceitaria insultos e ensinaria seus discípulos a fazerem o mesmo


Estranho é que Jesus seja mostrado ensinando os discípulos a não revidarem o mal que
lhes eram feitos. E quando eles mesmo foi vítima, também não revidou, e aceitou até
mesmo o beijo de Judas que era o pior insulto que se poderia suportar.

Teógenes(Escritor da antiguidade) dizia que se alguém recebesse dos deuses o poder de


operar curas, deveria tirar proveito disso, e que para preservar a sua própria imagem,
jamais tentar a recuperação de um homem imoral, afinal de contas dizia ele: "não se pode
reformar um vilão".

Mas o Jesus dos evangelhos não pensava assim, ele jamais cobrou dinheiro ou favores
políticos para curar alguém. E em sua lista de beneficiados, temos pessoas com uma índole
meio duvidosa como Zaqueu e Mateus que eram publicanos, cobradores de impostos, uma
espécie de mercenários dos romanos. É claro que o objetivo de Jesus era recuperar essas
pessoas que para a sociedade eram consideradas caso perdido.

Podemos ver então que se o objetivo dos evangelistas fossem escrever uma história fictícia
e mitológica, ela seria bem diferente do que vemos nos testemunhos escritos na escritura.
Ela seria bem mais política e mais aceitável para os padrões da sociedade daqueles
tempos.

A mensagem da morte de Cristo na cruz parece loucura... [pois] os judeus pedem milagres
como prova e os gregos buscam a sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado - uma
mensagem que é ofensa para os judeus e loucura para os não judeus. (I Coríntios 1:19-23)
Mas era uma mensagem tão forte e verdadeira que eles não ousariam modifica-la nem para
que se tornasse mais popular aos seus companheiros.
Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo
fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. (II Pedro 1:16)
Este mesmo Pedro foi o que morreu crucificado de cabeça para baixo não negando aquilo
que cria, mas ele estava lucido o bastante para não morrer por algo que fosse menos do
que verdadeiro.

Agora sabemos que Jesus realmente existiu, vamos ver porque Jesus não poderia ter sido
um homem comum

Como podemos demonstrar que Jesus é Deus que se fez homem? Nós estamos em um
mundo curioso, um mundo que aceita Jesus e que vê nele um dos grandes líderes
religiosos da humanidade. Mas infelizmente as pessoas estão cada vez menos dispostas a
crer que Jesus era verdadeiramente Deus, no entanto esse ensinamento é a coluna
vertebral do cristianismo. Porque se Jesus era o próprio Deus que se fez homem, então
tudo aquilo que ele fez e disse é inquestionável, pois Deus não se engana e não engana
ninguém. E ao Deus que se revela nós devemos a obediência da fé.

Mas, se enxergarmos de uma forma diferente então poderíamos dizer que Jesus era
apenas um "iluminado" e que podemos remodelar o cristianismo, aliás uma casa antiga
deve ser remodelada para os novos tempos. Certo? Vamos ver se é assim.

Como então nós podemos provar que Jesus é Deus e não um mero iluminado? Um
apologéta cristão chamado C. S. Lews escreveu um livro chamado "Cristianismo puro e
simples", e neste livro ele usa um argumento para resolver essa situação, Lews chama esse
argumento de "Alternativa Chocante".

Se Jesus tinha uma identidade, nós então temos três alternativas. A alternativa do
cristianismo tradicional é dizer que a identidade de Jesus é Deus, ou seja, ele é o próprio
Deus feito carne. Mas a alternativa do cristianismo humanista que é mais recente, é a
alternativa de que Jesus é apenas um homem; mas as pessoas que dizem que ele é
apenas um homem, estão dispostas a acreditar que Jesus é um homem bom, mas C. S.
Lews mostra que essa alternativa é uma alternativa impossível porque Jesus no seu agir se
comporta como ele sendo Deus que se fez homem.

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu
sou. (João 8:58)

Ao dizer este "Eu Sou" ele está dizendo o que? Ele está dizendo que ele é o próprio Deus,
porque "Eu Sou" é o nome que Deus revelou a Moisés, portanto nesta passagem Jesus
está fazendo uma acusação que para os judeus é blasfema e é por isso que os judeus
pegam em pedras para apedrejá-lo pois não aceitam aquilo porque eles sabem
perfeitamente o que Jesus está dizendo, e Jesus foi condenado exatamente porque sendo
homem se fez Deus, essa foi a argumentação deles no sinédrio.

Outra situação que também deixa bem clara a forma como Jesus se via como Deus foi na
indagação de Filipe a Jesus em João 14:8-11:

Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta".


Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês
durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo não
são apenas minhas. Ao contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra.
Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim; ou pelo menos
creiam por causa das mesmas obras.

Portanto vimos que Jesus se apresenta como Deus, entretanto ou Jesus é de fato Deus que
se fez homem ou então ele é um homem mau, mas mau em que sentido? Em dois sentidos,
ou ele é mau moralmente ou intelectualmente. Ou seja, se Jesus sabe que ele não é Deus e
mesmo assim se apresenta como tal, então ele é um mentiroso, charlatão e
consequentemente um homem moralmente mau. Mas se Jesus se enganou e ele acha que
ele é Deus, então ele é um louco, pois qualquer pessoa sabe o que ela é, se você sabe que
você é um ser humano, então você não se confundirá com um bezerro ou com um cachorro,
pois você sabe que você é um ser humano e o mínimo que se exige de uma pessoa sadia
mentalmente é que ela saiba o que ela é. Então nessa situação Jesus seria um homem mau
intelectualmente, um lunático.

Portanto eliminamos a possibilidade de que Jesus fosse simplesmente um homem bom e


deixamos apenas três possibilidades. Ou Jesus era realmente Deus que se fez homem ou
então se ele era apenas um homem, ele era mentiroso ou um lunático. Não se dá uma
terceira alternativa.

Porém quando você se aproxima do evangelho sem preconceitos e começa a ler aquilo que
está escrito, você começa a ver que não pode ser o ensinamento de um louco, porque os
loucos não dizem aquilo pois se ele não tinha consciência de quem ele era como é possível
que ele manifeste essa consciência tão profunda do que é o ser humano, quando você lê os
evangelhos você se vê ali, você vê Jesus te radiografando, você vê ele te interpretando,
então se ele sabia quem eu sou como ela não sabia quem ele era? Então, está descartado
que ele seja um louco.

Também é descartado que ele seja um mentiroso, pois todos que mentem é para obter
algum ganho, algum benefício e quais foram os benefícios que Jesus ganhou? Vendo
humanamente o único ganho dessa "farsa" foi uma crucificação humilhante na cruz. Porque
ele mentiria? Por fama? Riquezas? A única coisa que ele ganhou foi dor, humilhação e
muito sofrimento com essa "mentira". E quando um mentiroso é levado em uma situação de
vida ou morte pela sua mentira, ele à nega para poupar sua vida, e Jesus não negou em
momento algum.

Descartamos que Jesus fosse um lunático, descartamos que ele fosse um falsário. A única
alternativa que nos sobra é crer que de fato Jesus realmente era Deus feito homem.

Isso seria o suficiente para uma parte das pessoas, mas existe um grupo que escapa, que
são os ditadores do relativismo, os homens e mulheres especialistas em amordaçar a voz
da consciência das pessoas, vendando e abafando a qualquer custo os argumentos em
defesa do evangelho e sempre tirando de suas cartolas intelectuais uma resposta mágica,
um ataque ao cristianismo, e sempre que são refutados, tiram mais um argumento de suas
cartolas. Entretanto, a única coisa que eles estão negando fazendo isso é a Deus, negando
a Verdade com "V" maiúsculo. Como dizia GK Chesterton

"Chegará o dia em que teremos que empunhar uma espada para provar que a grama é
verde."

Homens e mulheres que exigem com grande alvoroço a sua "liberdade" e que aproveitarão
dela para sempre, mas não com Cristo.

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