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filho
ZERO HORA

Álbum de família

Filhos viagiados

Não basta ter a senha, é preciso dialogar
Estudo encomendado por empresas revela preocupação de pais com uso de redes sociais
LÍVIA MEIMES

FOTOS ARQUIVO PESSOAL

Maria Antônia

Luisa

Gabriel

Arthur e Ariel

ZERO HORA.com
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Júlia

Berços passarão a ter certificação do Inmetro
Até o final de 2012, os berços fabricados no Brasil terão de seguir normas de segurança definidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Com a medida, que integra o Programa de Avaliação da Conformidade, o órgão espera prevenir acidentes envolvendo crianças e bebês.Segundo Aline Oliveira, uma das técnicas responsáveis pelo programa de adaptação do produto,a primeira coisa que os pais devem observar é a presença do selo do Inmetro, que deve estar exposto no berço e na embalagem do produto. A partir do final de 2012, o produto só terá esse selo se a criança não conseguir levantar a base do colchão ou do berço. As novas regras definem ainda que os fabricantes nacionais e importadores passem a produzir, até o final de 2012, apenas berços com bordas arredondadas ou chanfradas e sem arestas, com sistema de travamento das laterais, instruções em português.Além disso, devem ter todas as informações do fabricante, distribuidor ou do comércio, como razão social, nome ou marca comercial registrada,e identificação do produto.

Na tentativa de proteger os filhos do território incerto que é a internet, pais são capazes de tudo. Até mesmo de ultrapassar limites considerados saudáveis, invadindo a privacidade e correndo o risco de trair a confiança, situações que ocorrem quando os pais fazem questão de ter as senhas do correio eletrônico ou de programas de bate-papo do seu filho para ter acesso a registros das conversas com amigos ou desconhecidos. Um estudo encomendado pelas empresas Trust e Lighspeed revelou a preocupação dos pais com o uso das redes sociais pelos filhos. Do total de pessoas entrevistadas, 72% disseram que checam o que a prole acessa em sites como Orkut, Facebook e Twitter. No estudo, os pais afirmaram que entram pelo menos uma vez por mês para verificar o conteúdo acessado. No Facebook, por exemplo, mais de 90% dos pais têm perfis. Mesmo com a vigilância, 84% dos pais acreditam que os filhos são responsáveis na hora de usar as redes sociais. Nesse contexto, há os que criam perfis falsos em redes sociais para vigiar ações dos jovens, e no caso de alguns pais, até mesmo forçar situações e ver como eles se saem frente aos riscos e tentações. Programas espiões também

são usados por alguns pais com maior conhecimento de informática. Segundo o professor e coordenador da especialização em Jornalismo Digital da Faculdade dos Meios de Comunicação Social (Famecos), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e consultor em novas mídias, Marcelo Träsel, a tecnologia dá a falsa ilusão de que se pode controlar o rumo dos outros, sem conflitos. – A meu ver, esse tipo de vigilância é contraproducente. O objetivo pode ser protegê-los dos riscos do mundo virtual, mas inevitavelmente essas estratégias são descobertas pelos jovens e acabam passando a mensagem de que os fins justificam quaisquer meios. Sob o pretexto de proteger os filhos, cria-se péssimos cidadãos. Os filhos logo se tornam mais espertos do que os pais no campo da informática e passam, eles mesmos, a usar perfis falsos em redes sociais e coisas do tipo – diz Träsel. A solução, nesses casos, é mantê-los na linha por meio do diálogo, acompanhando abertamente as atividades das crianças e jovens na Internet, conversando sobre o uso que eles dão para as ferramentas. Pais atentos terão toda informação de que necessitam para cuidar dos filhos. – O diálogo toma tempo e muitas vezes gera conflitos, mas ninguém disse que ter filhos é fácil – ressalta Träsel.
livia.meimes@zerohora.com.br

Como os pais interagem com os filhos na web
➧ Acompanham – entram nas redes sociais e viram
“amigos” dos filhos.Também se apoiam em soluções para saber o que se pesquisa na web e os perfis em redes sociais. Há também pais que criam perfis falsos para testar os jovens e verificar como se portam diante de abordagens com segundas intenções

➧ Alertam – similar à vida real, quem transgride leis na

rede também é punido.Assim, não se deve fazer nada online que não se faria na vida real

➧ Orientam – segredo é aquilo que se guarda entre duas
pessoas. Se está na web, mesmo em páginas privadas, é fácil transferir para qualquer outro espaço público

➧ Conversam – explicam que a web é como o mundo real,
com lugares seguros e outros menos e que nem tudo é o que aparenta ser

Fonte: Bruno Rossini, porta-voz da Norton/Symantec