S e g u r a n ça d o T r a b a l h o

Módulo I

Parabéns por participar de um curso dos Cursos 24 Horas. Você está investindo no seu futuro! Esperamos que este seja o começo de um grande sucesso em sua carreira. Desejamos boa sorte e bom estudo! Em caso de dúvidas, contate- nos: cursos24horas@cursos24horas.com.br www.Cursos24H oras.com.br Atenciosamente Equipe Cursos 24 Horas

Su m á r io
Introdução................................................................................3 Conceitos e Definições ............................................................. 14 Consequências dos Acidentes .................................................... 17 O que Fazer em uma Emergência .............................................. 18 O Ambiente de Trabalho ........................................................... 23 A Ergonomia ........................................................................... 24 Agentes Ergonômicos............................................................... 26 O Meio Ambiente e o Trabalhador .............................................. 30 O Papel dos Sindicatos ............................................................. 31 Principais Fatores que Causam Acidentes.................................... 34 Mapa de Riscos ....................................................................... 37 Conceito Legal de Acidente do Trabalho...................................... 38 Equiparam-se ao Acidente de Trabalho ....................................... 39 Situações em que o Empregado não está a Serviço ...................... 40 Benefícios Previdenciários ......................................................... 41 Auxílio Doença ........................................................................ 41 Auxílio Acidente ...................................................................... 41 Aposentadoria por Invalidez...................................................... 42 Pensão por Morte .................................................................... 43 Estabilidade Provisória ............................................................. 43 Lista das Normas Regulamentadoras (NRs) .................................44 Lista das Normas Regulamentadoras (NRs) Rurais ....................... 57

2

I n t r odu çã o
“Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças, levando-se em conta que o homem é um ser que se distingue não somente por suas atividades físicas, mas também por seus atributos mentais, espirituais e morais e por sua adaptação ao meio em que vive.” (Organização Mundial da Saúde). Todos os seres humanos têm direito ao melhor estado de saúde, independente de raça, religião, opinião política, condição econômica ou social. Os agentes causadores de doenças do trabalho podem ser físicos, químicos ou biológicos. A exposição a agentes físicos – calor, ruído, radiações diversas -, a agentes químicos – benzeno, asbesto, fumos metálicos, etc. – e a agentes biológicos – bactérias, fungos, bacilos – causam doenças específicas do trabalho. A atividade produtiva pode deixar o trabalhador exposto a esses agentes e, sem o monitoramento e controle deles, causar doenças irreversíveis e até mesmo a morte. Existem outros agentes causadores de doenças, tais como movimento repetitivos, ansiedade, responsabilidade, que vão causar agravos à saúde do trabalhador. São causas indiretas que afetam o bem-estar dos trabalhadores: o analfabetismo, o alcoolismo, o tabagismo, a habitação inadequada, entre outras. Para evitar a ocorrência de doenças, a melhor maneira é a prevenção. Para tanto, foram criadas leis que obrigam as empresas e os empresários a dedicarem atenção à saúde de seus empregados, seja realizando os exames médicos (periódicos, admissionais, demissionais, de retorno ao trabalho e de mudança de função), ou cumprindo o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, que visa a dar melhores condições de trabalho aos empregados, monitorando os problemas de saúde detectados ou, ainda, identificando os

3

locais de risco e adotando medidas para evitar a doença, realizando, também, a educação sanitária, além de outras medidas. Vamos agora entender um pouco mais sobre Segurança do Trabalho por meio de algumas perguntas bastante comuns:

1. O que é Segurança do Trabalho ? Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos. O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras, Normas Regulamentadoras Rurais, outras leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil.

4

2. Porque minha empresa precisa ter uma equipe de Segurança do Trabalho? Porque é exigido por lei. Por outro lado, a Segurança do Trabalho faz com que a empresa se organize, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos, melhorando as relações humanas no trabalho. 3. O que é acidente de trabalho? Acidente de trabalho é aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Equiparam-se aos acidentes de trabalho: 1. o acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da

empresa fora do local de trabalho 2. empresa 3. casa. 4. 5. doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho). doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho). o acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para o acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da

O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas: I. ato inseguro é o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades. II. Condição Insegura é a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados. Eliminando-se as condições inseguras e os atos inseguros é possível reduzir os acidentes e as doenças ocupacionais. Esse é o papel da Segurança do Trabalho.
5

6. os trabalhadores quanto ao uso de equipamentos de proteção individual. vestuário especial. orientando a CIPA. Engenheiro de Segurança do Trabalho . cintos de segurança. instalações em geral e material. Ele atua em todas as esferas da sociedade onde houver trabalhadores. desmoronamentos ou outros perigos. comerciais e de outro gênero. mineradoras e de extração. Onde atua o profissional de Segurança do Trabalho? O profissional de Segurança do Trabalho tem uma área de atuação bastante ampla. Também pode atuar na área rural em empresas agro-industriais. tratando ferimentos. 5. hospitais. inspeciona estabelecimentos fabris.CBO. grandes empresas estatais. construção civil. de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações . empresas comerciais e industriais. ministrando vacinas. O campo de atuação é muito vasto. laudos técnicos e ainda organizando e dando palestras e treinamento. Muitas vezes esse profissional também é responsável pela implementação de programas de meio ambiente e ecologia na empresa.4. O que faz o profissional de Segurança do Trabalho? O profissional de Segurança do Trabalho atua conforme sua formação. como óculos de proteção. fazendo consultas. Em geral ele atua em fábricas de alimentos. máscara e outros. técnico. fazendo exames de admissão e periódicos nos empregados. fazendo inspeção de segurança. quer seja ele médico. verificando se existem riscos de incêndios. O médico e o enfermeiro do trabalho dedicam-se a parte de saúde ocupacional. enfermeiro ou engenheiro. prevenindo doenças. elaborando planos de prevenção de riscos ambientais. métodos e processos de fabricação adotados pelo trabalhador. determinando aspectos 6 . para fornecer indicações quanto às precauções a serem tomadas. O que exatamente faz cada um dos profissionais de Segurança do Trabalho? A seguir a descrição das atividades dos profissinais de Saúde e Segurança do Trabalho.40 assessora empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho. examinando locais e condições de trabalho.CBO 0-28. para determinar as necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes. promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança. Em geral o engenheiro e o técnico de segurança atuam em empresas organizando programas de prevenção de acidentes.

executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes. para proporcionar maior segurança ao trabalhador. para prevenir ou diminuir a possibilidade de acidentes. em geral. para certificar-se de suas perfeitas condições de funcionamento.CBO 0-39. visitando fábricas e outros estabelecimentos. adapta os recursos técnicos e humanos. analisando suas características. para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança. para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou operações ligadas à execução do trabalho. para determinar fatores e riscos de acidentes.45 inspeciona locais. nos modificações equipamentos e instalações e verificando sua observância. para prevenir acidentes. estabelece normas sugerindo e dispositivos eventuais de segurança. os postos de as e examinando extintores equipamentos de proteção contra incêndios. realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. observando as condições de trabalho.técnicos funcionais e demais características. Técnico de Segurança do Trabalho . estudando a adequação da máquina ao homem e do homem à máquina. 7 . hidrantes. bibliografia especializada. distribuindo publicações e outro material informativo. mangueiras. inspeciona combate a incêndios. comercial ou de outro gênero. para conscientizar os trabalhadores e o público. estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril. organizando palestras e divulgações nos meios de comunicação. consultando técnicos de diversos campos. instalações e equipamentos da empresa.

preparando instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos.comunica os resultados de suas inspeções. utilizando os meios de comunicação oficiais. para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de segurança. participa de reuniões sobre segurança no trabalho. para identificar suas causas e propor as providências cabíveis. apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança propostas. instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança. registra irregularidades ocorridas. para que possam agir acertadamente em casos de emergência. mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição. coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho. examinando as condições da ocorrência. para divulgar e desenvolver hábitos de prevenção de acidentes. ministrando palestras e treinamento. para facilitar o atendimento necessário aos acidentados. anotando-as em formulários próprios e elaborando estatísticas de acidentes. para aperfeiçoar o sistema existente. para propor a reparação ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança. investiga acidentes ocorridos. elaborando relatórios. combate a incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes. 8 . fornecendo dados relativos ao assunto.

para prevenir consequências mais graves ao trabalhador. participa do planejamento e execução dos programas de treinamento das equipes de atendimento de emergências. para sugerir à direção da empresa medidas destinadas a remover ou atenuar os riscos existentes. visitando periodicamente os locais de trabalho. avalia. condições de produtividade. da elaboração e execução de programas de proteção à saúde dos trabalhadores. menores. os fatores de insalubridade. faz tratamento de urgência em casos de acidentes de trabalho ou alterações agudas da saúde. juntamente com outros profissionais. fazendo anamnese. as condições de trabalho. avaliando as necessidades e ministrando aulas. para obter a redução de absenteísmo e a renovação da mão-de-obra. para detectar prováveis danos à saúde em decorrência do trabalho que executam e instruir a administração da empresa para possíveis mudanças de atividades. idosos ou portadores de subnormalidades. fazendo o exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares. 9 . condições de insegurança. orientando e/ou executando a terapêutica adequada. participa.0-61. juntamente com outros profissionais. de fadiga e outros. exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares.22 executa exames periódicos de todos os empregados ou em especial daqueles expostos a maior risco de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais. analisando em conjunto os riscos.CBO .Médico do Trabalho . executa especiais em exames médicos do sexo para saúde controlar dos as mesmos a assegurar a continuidade operacional e a trabalhadores feminino.

para capacitar o pessoal incumbido de prestar primeiros socorros em casos de acidentes graves e catástrofes. doenças profissionais e doenças de natureza não-ocupacional. para prevenir moléstias transmissíveis. Pode elaborar laudos periciais sobre acidentes do trabalho. baseando-se nas exigências psicossomáticas das mesmas. para observar as condições de higiene e orientar a correção das possíveis falhas existentes. interessados na saúde e bem-estar dos trabalhadores. o restaurante. para possibilitar o aproveitamento dos mais aptos. instalação e funcionamento dos serviços médicos da empresa. em geral (0-68. participa de atividades de prevenção de acidentes.10). a cozinha. participa de estudos das atividades realizadas pela empresa.40) e/ou outros profissionais indicados. Pode participar de congressos médicos ou de prevenção de acidentes e divulgar pesquisas sobre saúde ocupacional. procede aos exames médicos destinados à seleção ou orientação de candidatos a emprego em ocupações definidas. participa da inspeção das instalações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores. lesões traumáticas e estudos epidemiológicos. levantamentos de doenças profissionais. para elaboração das análises profissiográficas. participa de inquéritos sanitários. doenças profissionais e condições de insalubridade. para estabelecer medidas destinadas a reduzir a morbidade e mortalidade decorrentes de acidentes do trabalho. juntamente com o nutricionista. a creche e as instalações sanitárias. orientando a seleção da população trabalhadora e o tipo de vacina a ser aplicada. Pode participar de reuniões de órgãos comunitários governamentais ou privados. para reduzir as ocorrências de acidentes do trabalho. analisando as exigências psicossomáticas de cada atividade. elaborando e/ou preenchendo formulários próprios e estudando os dados estatísticos. Pode participar do planejamento. comparecendo a reuniões e assessorando em estudos e programas. 10 . visitando. e o enfermeiro de higiene do trabalho (0-71. participa dos programas de vacinação.

Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores. treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho. para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador. Presta primeiros socorros no local de trabalho. higiene e melhoria do trabalho. administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado. fazendo curativos ou imobilizações especiais. coletam dados estatísticos de morbidade mortalidade trabalhadores. provendo pessoal e material necessários. efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe. para reduzir o absenteísmo profissional. dos fatores de insalubridade. curativos. para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador. para atenuar consequências e proporcionar apoio e conforto ao paciente. organiza e administra o setor de enfermagem da empresa. e procedem de a estudos epidemiológicos.0-71. instalações e teses. fazendo análise da fadiga. 11 . em caso de acidente ou doença. investigando possíveis relações com as atividades funcionais. para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade. atendentes e outros. Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais. vacinações e outros tratamentos. para identificar as necessidades no campo da segurança. fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas. coletando material para exame laboratorial. controlando sinais vitais. Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados. aplicando medicamentos prescritos. participando de grupos que realizam inquéritos sanitários.Enfermeiro do Trabalho CBO . dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher.40 Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa. proporcionando-lhes atendimento ambulatorial. estudam as causas de absenteísmo. no local de trabalho.

evitando futuras complicações legais. Nunca 12 . em geral. Sabem-se casos de empresas que tiveram que fechar suas portas devido à indenização por acidentes de trabalho. O acidente leva a encargos com advogados. "Vigiai e orai. Isso não é correto. O custo de um acidente pode trazer inúmeros prejuízos à empresa. contratação de pessoal de segurança do trabalho e medidas de segurança. Já diz a Bíblia. para reduzir a incidência de acidentes.Treina trabalhadores. porém atua em dependências de fábricas. Fazer treinamento de segurança vai melhorar o relacionamento entre eles. mantendo cadastros atualizados. instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho. Muitos empresários tem a idéia errônea que devem diminuir seus investimentos em equipamentos de proteção individual. Como minimizar os custos com a Segurança do Trabalho? A melhor maneira de minimizar os custos da empresa é investir na prevenção de acidentes. Acho que investir em Segurança atualmente é perda de tempo. pois não sabeis o dia nem a hora" . divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios. Auxiliar de Enfermagem do trabalho desempenha tarefas similares às que realiza o auxiliar de enfermagem. Planeja e executa programas de educação sanitária. 8. Se nunca aconteceu acidente não quer dizer que nunca vai acontecer. 7. para prevenir doenças profissionais. a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais. indústrias ou outros estabelecimentos que justifiquem sua presença. perdas de tempo e materiais e na produção. Investir em segurança também vai aumentar o grau de conscientização dos empregados. Na minha empresa nunca teve acidente de trabalho. Com certeza seria muito mais simples investir em prevenção e em regularização da segurança nesta empresa.

por isso devemos estar sempre prevenidos. com o pessoal da área de segurança. Também é de muita valia assistir palestras e seminários. Errado. participar do processo. Acho que meu dever como administrador de empresas e ou dono da empresa é contratar o serviço de segurança do trabalho da empresa e ponto final. segura. Em muitos desses cursos são ministradas tópicos envolvendo Segurança do Trabalho. qualidade e meio ambiente. sem coordenação. sendo da diretoria da empresa. fazer cursos de atualização sobre gerenciamento. caindo a Segurança do Trabalho no esquecimento em poucos meses. 9. Em uma campanha de segurança da empresa toda a diretoria deve estar envolvida. perdendo-se tudo o que foi feito. organizada e produtiva. que vem somar-se ao conhecimento necessário para fazer a empresa mais eficiente. 10. não sou profissional da área de segurança? A primeira coisa a fazer é manter a mente aberta. a maior responsável pela empresa. Se isso acontecer a empresa fica sendo acéfala. O que fazer então se. 13 . conversar com os empregados. De nada adianta treinar os funcionários. fazer campanhas. sem cabeça. isto é.sabermos a hora que um acidente pode acontecer. se a diretoria. não estiver envolvida e engajada com a Segurança do Trabalho.

da capacidade para o trabalho. recebendo tratamento de Pronto Socorro. ainda. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA Consiste na perda total de capacidade para o trabalho.Con ce it os e D e fin içõe s Vamos começar a definir alguns conceitos que serão importantes durante nosso curso. Os acidentes sem perda de tempo podem ser. da capacidade para o trabalho. impossibilitando o acidentado. 14 . ou no dia imediato ao do acidente. parcial ou total. INCAPACIDADE PERMANENTE É a redução. ou doença que determine a morte. de voltar a sua ocupação habitual no dia imediato ao do acidente. na opinião do médico. casos de simples assistência médica. no horário regulamentar. dentro do horário regulamentar. na opinião do médico. a perda total ou parcial.Incapacidade parcial e permanente: Perda de qualquer membro ou parte do mesmo. Definição: Acidente do trabalho É todo aquele que se verifica pelo exercício do trabalho. Por exemplo: . de reassumir no mesmo dia a sua ocupação habitual dentro do horário normal de trabalho. provocando direta ou indiretamente lesão corporal. nunca superior a 1 ano. permanente ou temporária. por um período limitado de tempo. Permanecendo o acidentado afastado de sua ocupação habitual por mais de um ano. perturbação funcional. a incapacidade temporária será automaticamente considerada permanente. parcial ou total. em caráter permanente. São tipos de Acidentes do Trabalho: ACIDENTES SEM PERDA DE TEMPO Desde que não haja lesão permanente é aquele em que o acidentado. não fica impossibilitado.

Perda da visão de um olho e redução simultânea de mais da metade da visão do outro. serão consideradas 8 horas por dia de trabalho. na base de 8 horas por dia.. O número de horas/homens trabalhadas deve referir-se à totalidade dos empregados da empresa. Definição: Empregado É toda pessoa física que presta serviço de natureza não eventual ao empregador sob a dependência deste e mediante remuneração.. Lesões orgânicas ou perturbações funcionais graves ou permanentes de qualquer orgão vital. Definição: Horas/Homens Trabalhadas É o número que exprime a soma de todas as horas efetivamente trabalhadas por todos os empregados do estabelecimento. férias. Para o empregado cujas horas efetivamente trabalhadas sejam de difícil determinação.Incapacidade total ou permanente: Perda anatômica ou incapacidade funcional. em suas partes essenciais (mão ou pé). enfermidades e descanso remunerado. de mais de um membro.. licenças. da administração. de vendas ou de outras funções. tais como as decorrentes de faltas abonadas. acidentarem no trabalho. 25 dias ou 200 horas por mês. 15 são horas em que os empregados estão sujeitos a se . No número de horas/homens trabalhadas devem ser incluídas as horas extras e excluídas as horas remuneradas não trabalhadas. mencionar a seção ou ao departamento a que se referir. devendo-se em caso diferente. e 300 dias ou 2. em um determinado intervalo de tempo (dia. inclusive do escritório. Definição: Número médio de empregados Número médio de empregados de um estabelecimento. ou quaisquer estados patológicos reputados incuráveis que determinem idêntica incapacidade para o trabalho. mês ou ano) é a relação entre o total de horas trabalhadas por todos os empregados nesse intervalo de tempo e a duração normal do trabalho no mesmo intervalo.400 horas por ano.

2. 5. Portanto.Dias perdidos transportados são os dias perdidos durante o mês por acidentado do mês anterior (ou dos anteriores). . 7. incapacidade permanente total ou incapacidade permanente parcial. passar a ser incluído entre os acidentes com afastamento. cujo acidente fora considerado inicialmente sem afastamento e que.É o total de dias em que o acidentado fica incapacitado para o trabalho em consequência de acidente com incapacidade temporária. os feriados ou qualquer outro dia em que não haja trabalho na empresa. 6. representando a perda total ou a redução da capacidade para o trabalho. . . – Devem ser contados os dias de afastamento do acidentado. . por justa razão. na contagem dos dias perdidos se incluem os domingos.No caso do item anterior. 16 . .Definição: Dias Perdidos 1. 4. 3.Conta-se também qualquer outro dia completo de incapacidade ocorrido depois do retorno ao trabalho em que seja em consequencia do mesmo acidente. a contagem dos dias perdidos será iniciada no dia da comunicação do agravamento da lesão. .Dias debitados por redução da capacidade ou morte é o número de dias que convencionalmente se atribui aos casos de acidentes de que resulte. contados do dia imediato ao dia do acidente até o dia da alta médica.Os dias perdidos são dias corridos.

pior que o acidente em si. justamente por isso. de material. a sociedade. Além do próprio trabalhador são atingidos mais dois colegas que trabalham ao seu lado. apresenta a 17 . e. Nesse caso.. com a perda de mão-de-obra. Um equipamento de fundamental importância é paralisado em consequência de quebra de algumas peças. equipamento danificado. a família. portanto. tensão no ambiente de trabalho. é conveniente pensar também na potencialidade de danos e riscos que se originaram do acidente. O equipamento parado é uma guilhotina que corta a matéria-prima para vários setores de produção. consequentemente. Todos sofrem: a vítima.Con se qu ê n cia s dos Acide n t e s Muitas vezes. ser reparada com toda urgência possível. o setor de manutenção precisa entrar em ação rapidamente e. tempo etc. O trabalhador tem de ser removido urgentemente para o hospital e os dois outros trabalhadores envolvidos são atendidos no ambulatório da empresa. temporária ou permanente para o trabalho. paralisação temporária das atividades da seção. em casos como esse. que fica incapacitada de forma total ou parcial. correndo o risco de cair na marginalidade. Mas. Deve. Analise a situação abaixo: Um trabalhador desvia sua atenção do trabalho por fração de segundo. ocasionando um acidente sério. A análise das consequências do acidente poderia parar por aí. Resultados imediatos: três trabalhadores afastados. são as suas consequências. elevação dos custos operacionais. de equipamentos. com o número crescente de inválidos e dependentes da Previdência Social. as empresas. que tem seu padrão de vida afetado pela falta dos ganhos normais.

na remoção do acidentado para o hospital. A pressa do motorista da ambulância. devido à pressa em consertar a máquina. na justificativa de uma atitude prevencionista! Não é melhor prevenir o acidente do que enfrentar as consequências? A prevenção de acidentes é uma atividade perfeitamente ao alcance do homem. visto que uma das mais evidentes características de superioridade do ser humano sobre os demais seres vivos é a sua capacidade de raciocínio e a previsão dos fatos e ocorrências que afetam o seu meio ambiente O qu e Fa ze r e m u m a Em e r gê n cia A primeira coisa a ser feita. Veja quais são os procedimentos gerais para exame da vítima: 18 . novos riscos poderão ser criados. muitas vezes. Para avaliar o acidente é preciso observar que tipo de acidente ocorreu e informar-se sobre como o acidente ocorreu (se possível. favoravelmente. Você percebe como um acidente do trabalho tem.tendência de passar por cima de muitos princípios de segurança. isolar e proteger o local do acidente. com a própria vítima ou então recorrendo a testemunhas). para chegar o mais rápido possível ao hospital. Vale lembrar que a vítima inconsciente requer muito mais cuidado e atenção pois não pode fornecer informações sobre seu estado. A avaliação do local consiste em verificar se o local oferece perigo adicional à vítima e aos demais. uma força ainda maior do que simplesmente causar os danos que se observam na ocorrência do acidente em si? Esse é mais um fator que pesa. do acidente e da vítima. com o objetivo de organizar e simplificar o atendimento. Além disso. poderá criar condições desfavoráveis à sua segurança e à dos demais ocupantes do veículo e de outros veículos na rua. é uma avaliação: do local. A avaliação da vítima depende de a vítima estar consciente ou inconsciente.

19 .

Todos nós temos alguns pontos onde a pulsação pode ser sentida com facilidade. Nesse caso. Se forem constatadas lesões na cabeça e se houver hemorragia por um ou ambos os ouvidos. Uma dúvida que pode estar lhe ocorrendo é como fazer para saber se os sinais vitais e os sinais de apoio estão normais ou não. caso venha a vomitar. ou pelo nariz. Veja então algumas dicas. evita que a vítima se asfixie. mostrada a seguir. Analise a ilustração a seguir. para avaliar esses sinais. a vítima deve ser removida imediatamente para o hospital mais próximo. que mostra quais são esses pontos.A posição lateral de segurança. deve-se suspeitar de fratura do crânio. Pulsação .pode ser sentida através do tato. 20 .

Em seguida. quando estimulados. há uma outra providência muito importante. se a vítima não estiver respirando. pois a primeira preocupação.a aparência normal da pele é rosada. estado de choque etc. que deve ser encaminhada ao mesmo tempo: a solicitação do socorro especializado. Se o exame do olho mostrar insensibilidade da pupila à luz. que tem por finalidade renovar a oxigenação das células que constituem o organismo. Após a avaliação geral da situação. devem ser atendidos os casos de falta de circulação (ausência de pulso) e as hemorragias abundantes.a respiração consiste em dois movimentos básicos: inspiração e expiração. Se você presenciasse um acidente e deparasse com pessoas desmaiadas. Sensibilidade .em condições normais. Cor e umidade da pele . as pupilas contraem-se com a luz e dilatam-se na escuridão. O primeiro recurso a ser acionado é a Polícia Militar. qual delas atenderia em primeiro lugar? Pense um pouco.Respiração . pois uma aparência diferente nessas regiões pode ser indicativa de falta de irrigação sanguínea. que se encarrega de requisitar apoio do Corpo de Bombeiros ou Pronto-socorro. na maioria das pessoas. reagem. Em caso de acidente. Se isso não ocorrer é sinal de inconsciência. Os primeiros socorros são prestados no próprio local do acidente. deve-se observar principalmente as extremidades dos membros (mãos e pés). queimadas. Os casos de desmaio devem ser atendidos em primeiro lugar. Mas. será restabelecer a respiração. Um modo prático para verificar se a vítima está respirando consiste em colocar. com movimentos de contração. Para saber se a temperatura da vítima está muito diferente do normal. que deve ficar embaçado. feridas.os músculos. próximo ao seu nariz. isto é. Existe uma ordem de prioridade para prestação de atendimento. de modo a mantê-las vivas.a temperatura normal do corpo humano é 36ºC. compare o calor do seu corpo com o da vítima Estado das pupilas . o próximo passo será a triagem. 21 . é sinal de inconsciência. quando necessário. a escolha das prioridades para prestação dos primeiros socorros. Temperatura . um espelho ou qualquer pedaço de metal polido.

Ao comunicar a ocorrência. número de vítimas e os seus estados. para evitar demora no atendimento devido a enganos ou mal-entendidos. a parte cortada deve ser recolhida e envolvida em um pano limpo para ser entregue ao médico o mais rápido possível). Se tiver ocorrido amputação. só deve ser feito se não for possível aguardar a chegada de socorro de emergência (casos de hemorragia abundante ou amputação. É necessário certificar-se que todas as informações foram recebidas corretamente. local exato do acidente (use pontos de referência para facilitar a localização). por exemplo. O transporte da vítima em automóvel ou outro meio de transporte. é muito importante dar informações corretas ou pedir que alguém o faça. As informações essenciais são: tipo de acidente. 22 .

qualquer risco. monotonia. outras situações.).: sala de aula (poeira de giz. ácaros. Na maioria. tornam-se quase imperceptíveis. etc). etc.). igualmente insalubres. ambientes. Exs. AMBIENTE COM RISCO DE INSALUBRIDADE Apesar de essencialmente técnica esta classificação. é vetado o trabalho de menores de idade e. deve ser tratado como “potencialmente grave”. por menor que seja.). quase sempre resulta em morte do trabalhador.0m (queda de nível. trabalho em plataformas. 23 . desnível acima de 2. etc.O Am bie n t e de Tr a ba lh o Os ambientes de trabalho. acidentes de trânsito.: trabalho com agro-químicos (intoxicações. sendo aparentemente de “pequeno grau”. com o pagamento do adicional salarial. desconforto. trabalho com solda elétrica (câncer de pele. ataque de animais. ela assume um caráter legal. em ocorrendo o acidente. ambiente muito ruidoso (insalubridade em grau médio). AMBIENTE COM CONDIÇÕES PERIGOSAS É um ambiente onde os acidentes e doenças podem ocorrer em situações de gravidade. monotonia. monotonia. AMBIENTE COM RISCO DE PERICULOSIDADE São situações onde o risco é elevado e. iluminação. é permitido desde que eles estejam devidamente protegidos. não podemos negligenciar o fato. sala do chefe (poeiras. Entretanto.: trabalho dentro do bosque (queda de galhos. pânico. etc.). quanto aos riscos oferecidos. com a preocupação da compensação pecuniária. cegueira. se distribuem em 4 classes: AMBIENTE PRATICAMENTE SEM RISCO É um ambiente onde o número de riscos é relativamente pequeno e. inclusive com risco de morte. etc. etc. Exs. pois. em alguns casos.). motorista de caminhão (tensão. calor ou frio excessivo.). etc. iluminação. Exs. posição de trabalho.

. A adaptação do homem ao trabalho não é suficiente para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. A Er gon om ia O objeto da Ergonomia é o homem. ser motivado. mas. etc. A Ergonomia deve constituir-se na principal ferramenta para o “controle de qualidade”. Para qualquer ambiente de trabalho.de quem produz. e outros procedimentos de “ajuste do homem ao trabalho”. e para qualquer atividade que vá exercer. Portanto. temos que ”adaptar o trabalho ao homem”. a segurança e o bem-estar não são um “fim”. ambiente contendo líquidos que geram gases explosivos.Exs. eletricidade. GLP. usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) em função do risco existente. o trabalhador tem que: receber treinamento. mas um “meio”: um meio oferecido para que o trabalhador produza com boa qualidade. É inimaginável um “controle de qualidade” sem a preocupação inicial com a segurança. o conforto e o bem-estar. isto é.: trabalho com explosivos sólidos. ‘ANTES de iniciada a atividade laboral. O trabalhador precisa de todos os benefícios e facilidades para exercer a sua função de produzir. É oportuno lembrar que a Ergonomia não se preocupa com a ociosidade (“erg” significa trabalho).. o homem tem que ser “adaptado”. legalmente é considerado como “periculoso”. É a segunda fase da prevenção de acidentes e doenças. tecnicamente. alimentar-se adequadamente. caracterizado como insalubre. 24 . ele é o “centro“ das atenções. o conforto. O trabalho com Raio-X é.

qualidade da matéria prima usada na fabricação do equipamento. a periodicidade com que a ferramenta se desgasta. segurança e bem-estar. primeiramente. primeiramente.Entendemos que. depois.Para a empresa formar economicamente o seu estoque de foices. 25 . o conhecimento da população e. depois. . convém estar atentos para alguns fatores que contribuem para maior ou menor desgaste do bem: . 2. . conceito estendido a todo e qualquer equipamento ou ferramenta. qual a população de trabalhadores com habilidade “de esquerda” e “de direita”. os que calçam sapato no 38) e o consumo deste equipamento. reduzir a fadiga do trabalhador. quando um bem é produzido com acidentes e doenças ocupacionais. no trabalho rural. Entretanto.acabamento dado ao equipamento. o do consumo? Desta forma. . a boa qualidade está comprometida. Podemos distribuir os objetivos da Ergonomia em duas classes: 1. Por que. temos condições de avaliar a periodicidade com que determinado bem é consumido: há certa relação entre a quantidade de consumidores numa classe (por exemplo. a antropometria. . Exemplos: 1. prevenir acidentes e doenças ocupacionais.uso indevido e/ou incorreto do equipamento.outros. a estatística e a economia se aplicam para a formação do estoque de calçados de segurança. .Também.nível de treinamento.condições ambientais de trabalho.Objetivos (interesses) imediatos: propiciar conforto. é necessário saber.

Objetivos (interesses) mediatos: reduzir faltas no trabalho. ou “portador de necessidades especiais”. minimizar os custos de produção. ensejar maiores lucros à empresa. etc. condições do posto de trabalho lay-out ruídos temperaturas vibração mecânica posição de trabalho ritmo de trabalho empatia tempo de execução de um serviço jornada de trabalho. 26 . aumentar a produtividade. Agentes Ergonômicos Agentes ergonômicos são todos os elementos envolvidos na execução do trabalho. aumentar a produção. a aplicação do trabalho (ao homem) resulta em ampliação do mundo de trabalho ao chamado “deficiente”. melhorar a qualidade de produção (controle de qualidade). ainda que não se constitua em um objetivo. aumentar a eficiência do trabalho.2.

que é a domínio da ERGONOMIA. basicamente. o desajuste ou a impropriedade destes agentes. Para os riscos de periculosidade.Quando há a inadequação. mas. ou a posição de trabalho do professor. relacionando-os com o limite de tolerância do trabalhador a eles. há escala de procedimentos para a prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais: O RECONHECIMENTO DOS AGENTES ERGONÔMICOS Procedimento que consiste em identificar todos os agentes ambientais e/ou operacionais que possam interferir no desempenho. Assim como ocorre na primeira fase – adaptação do homem ao trabalho – também na segunda fase. basicamente. tempo de exposição ao (s) agente (s). por exemplos. de dois fatores: 12aspectos quantitativo e qualitativo da medição. a temperatura ambiente em que o artista trabalha. 27 . a cadeira usada por um digitador. sim. o limite de tolerância é verificado em função. Esse reconhecimento pode ser efetivado empírica ou objetivamente (com o uso de equipamentos ou instrumentos de medição). A interferência de ordem psíquica não é objeto de preocupação da Ergonomia. distância à fonte geradora. o limite de tolerância é verificado em função. as quais causarão acidentes e doenças ocupacionais. eles irão gerar condições inseguras de natureza ergonômica. na saúde e na integridade física do trabalhador. Para os riscos de insalubridade. A AVALIAÇÃO Consiste em identificar a intensidade com que esses elementos ambientais e/ou operacionais ocorrem. de dois fatores: 12aspectos quantitativo e qualitativo da medição. o tamanho do pincel de um pintor.

pela multiplicidade dos agentes. Entretanto. etc. torna-se difícil a avaliação quantitativa. etc. etc. para facilitar a avaliação e o necessário controle. 3- Fatores Operacionais: posição de trabalho ritmo de trabalho turno de trabalho velocidade da máquina atos repetitivos. ele deverá ser controlado.O CONTROLE Após o reconhecimento e a respectiva avaliação. os agentes – chamados de “fatores ergonômicos” . estando caracterizado o risco.são distribuídos em três classes: 1tipo físico Fatores Individuais: inteligência capacidade de concentração idade sexo habilidades. 2Fatores Ambientais: temperatura ruído umidade lay-out topografia. 28 .

as mulheres são mais predispostas. por uma questão lógica do elevado número de pessoas dessa faixa. eles surgem com a atividade laborativa. pelo tempo da manifestação (7 a 24 meses). queda de performance no trabalho. desprazer. Distúrbios Músculo-ligamentares Relativos ao Trabalho (DMRT) ou Doenças Osteo-musculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) são lesões musculares e/ou tendões e/ou fáscias e/ou nervos nos membros superiores.Os fatores individuais e os ambientais são reconhecidos e avaliados antes da execução do trabalho. tensão no trabalho. fadiga. Como fatores biomecânicos. 29 . equivocadamente chamada LER. normalmente. ocasionadas pela utilização biomecanicamente incorreta deles. principalmente dos fatores operacionais. compressão de estruturas nervosas). Alguns fatores contributivos: vibração. o empregador deve negar a vaga. frio. podem evoluir para uma síndrome dolorosa crônica. se detectado o distúrbio. uma das principais doenças manifestadas pela inadaptação. no mundo de trabalho e. é conhecida pela sigla DORT. atividades anteriores. A faixa etária mais comum é a de 20 a 29 anos. braços estendidos. postura incorreta (braços elevados. Manifestam-se. podemos citar: força excessiva com os membros superiores. Os operacionais só podem ser reconhecidos e avaliados após e/ou durante a execução do trabalho. traumatismos anteriores. postura estática do corpo durante o trabalho. que resultam em dor. perfil psicológico. entre 7 e 24 meses de trabalho (na função). Modernamente. conforme o caso. No exame admissional. também. incapacidade temporária e. outros.

como o ruído excessivo. Hoje. O resíduos da produção. dentro e fora do local de trabalho. se o homem estiver organicamente. dos recursos naturais. entram em contato com os elementos da natureza e prejudicam a qualidade do ar. Os programas de Qualidade Total estão em moda atualmente. A qualidade da vida do ser humano afeta diretamente o seu desempenho no local de trabalho. ar e água). comprometendo a própria sobrevivência do homem. provocada por produtos químicos lançados na atmosfera. estendendo-se a toda a comunidade que vive em torno das empresas. indiscriminadamente. O trabalhador é parte integrante desse meio. física e mental. O melhor estado de saúde. da pecuária e das águas. provocam tensões no trabalhador. entre outros. As condições desfavoráveis nos locais de trabalho. devem estabelecer medidas de proteção ao homem e ao ambiente. é comum surgirem danos à saúde. o excesso de calor ou frio. sejam sólidos ou líquidos. a exposição a produtos químicos e as vibrações. afinal. Torna-se necessária a adoção de programas voltados para a prevenção. desde que não tenham um destino adequado. da agricultura. ela é praticamente obrigada a conviver com os resíduos resultantes do processo de produção. oriundos da natureza (solo. pois. os processos produtivos destroem os elementos da natureza e. A busca incessante pela melhoria da qualidade de vida e pela excelência nos processos produtivos.O M e io Am bie n t e e o Tr a ba lh a dor O meio ambiente deve ser entendido como o espaço. Assim sendo. ele estará com uma maior propensão a cometer erros e a sofrer ou a causar um acidente. esgotam os recursos. seja ele dentro ou fora do local de trabalho. Exemplificando: a devastação das florestas. Quando a exposição torna-se frequente. do ser humano pode ser afetado pelas condições do ambiente. não há organismo de defesa ecológica que não esteja preocupado com a destruição da camada de ozônio. na maioria das vezes. aliada aos avanços tecnológicos tende a usufruir. a poluição dos rios e o desaparecimento da vida aquática e até dos próprios leitos dos rios. 30 . causando desconforto e originando acidentes. melhor será a sua resistência e menor será a fadiga e o estresse. Além de deixarem resíduos. Quanto melhor estiverem suas funções orgânicas.

que principalmente aqueles defendem os direitos dos trabalhadores. na primeira fase da Revolução Industrial. as empresas e os sindicatos. onde se pode destacar: 1. em entidades de defesa dos interesses profissionais. 2. O Pa pe l dos Sin dica t os O acidente de trabalho é um fato indesejado que traz prejuízos aos trabalhadores. para manter o equilíbrio ecológico e garantir a melhoria da qualidade de vida. indiscutivelmente. Sendo o trabalhador o principal afetado pelo acidente do trabalho (afinal. cercar-se de medida que protejam o trabalhador no seu local de trabalho. as péssimas condições de trabalho e o aumento do número de acidentes motivaram a transformação das associações de profissionais existentes. Ao recorrermos aos dados históricos. Entre as que e detêm entidades atuam a organizadas serviços diretamente na produção de bens e responsabilidade de promover a prevenção. inclusão de cláusulas contratuais que ampliem os direitos e ou as ações preventivas. podem interferir na diminuição das ocorrências.O Homem. no desenvolvimento de suas atividades produtivas. ele envolve-se diretamente com o fato). a participação dos sindicatos tem sido decisiva para a manutenção e ampliação dos direitos dos trabalhadores. para conseguir a Qualidade Total nas empresas. não esquecendo que. às famílias e a toda a nação. deve esquecer a ganância e. existe uma grande possibilidade de participação nas ações preventivas. A partir dessa conquista. por sua vez. 31 . com o intuito de promover a melhoria das condições de trabalho. que tinham um caráter assistencial. dentro das empresas. no século XIX. fora do seu posto. fiscalização do cumprimento das normas de segurança. deve ter precauções com as mesmas atividades. por meio de denúncias ou inspeções nos locais de trabalho. aos empresários.

com temas voltados às condições e necessidades de seus associados. formação profissional. visando à informação para a conscientização em relação à prática de atitudes prevencionistas. Entre suas obrigações. 2. cumprir. palestras. Por outro lado. de acordo com a sua finalidade e interesse de seus associados. dando ciência aos empregados. 4. b) elaborar ordens de serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho. 8. 6.. outras providências que se fizerem necessárias. consequentemente. 7. 3. prevenir atos inseguros no desempenho do trabalho. 5. realização de campanhas com os associados. divulgar as obrigações e proibições que os empregados devam conhecer e dar conhecimento aos empregados de que serão passíveis de punição. 32 . 9. etc.3. segurança e prevenção de acidentes do trabalho. pelo descumprimento das ordens de serviço expedidas. representadas por empresários. podem-se destacar: a) Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. encontros. as empresas que se utilizam da mão-de-obra como parte integrante do processo produtivo e oferecem situações de risco aos trabalhadores devem – por força de lei ou até mesmo pela própria função social que exercem – criar os meios e dispositivos para eliminar. As empresas. preparando os futuros trabalhadores para adotarem atitudes e comportamentos prevencionistas. participação na elaboração de normas e leis que visem ao avanço da legislação e. diminuir ou ainda controlar os riscos existentes. esclarecimento aos trabalhadores sobre aspectos básicos de higiene e saúde. promoção de seminários. têm a responsabilidade pela manutenção e melhoria das condições de trabalho. promoção de cursos ou treinamentos voltados à saúde. à melhoria dos locais de trabalho. com os seguintes objetivos: 1.

3. os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos. adotar medidas determinadas pelo Ministério do Trabalho (MTb). ela também gera empregos. 2. c) Informar aos trabalhadores: 1. prejudique a sua saúde ou sofra acidentes que lhe provoquem mutilações ou. Cabe lembrar que as empresas desempenham um papel importante para o desenvolvimento social de uma comunidade. 6. É inconcebível.4. 4. 33 . os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. d) Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho. na execução de seu trabalho. causem a morte. na pior das hipóteses. os meios de prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa. 5. com a produção de bens e serviços. Além de gerar lucros. distribuição de renda e propicia o desenvolvimento do ser humano. adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho. os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho. determinar os procedimentos que deverão ser adotados em caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do trabalho. as empresas podem destinar parte de seus lucros para investimentos na educação e aperfeiçoamento de seus empregados. portanto. Além dessas obrigações. que o homem. por meio do desempenho de suas atividades.

34 . aos companheiros de trabalho ou às máquinas. também chamada de Ato Inseguro. falhas de treinamento. é definida como sendo aquela que decorre da execução de tarefas de forma contrária às normas de segurança. uma vez que a falha humana pode ser provocada por circunstâncias que fogem ao alcance do empregado e poderiam ser evitadas. São os fatores pessoais que contribuem para a ocorrência de acidentes. política salarial e promocional imprópria. a repetição das inspeções. não apontar o homem como o maior causador dos acidentes. inclusive. b) desconhecimento dos riscos da função e ou da forma de evitá-los. levantando todas as causas possíveis. teria evitado o acidente. não surgem por acaso e. É toda ação consciente ou não. motivado por: 1. 3. 4. Os acidentes são evitáveis. a necessidade de analisar tecnicamente um acidente. Tais circunstâncias poderiam. c) desajustamento. diversas características de personalidade. se removido a tempo.Pr in cipa is Fa t or e s que Ca usa m Acide n t e s Sob o ponto de vista prevencionista. capaz de provocar algum dano ao trabalhador. Nota-se. 6. 2. problemas de relacionamento com a chefia ou companheiros. são passíveis de prevenção. seleção ineficaz. causa de acidente é qualquer fato que. 1) FALHA HUMANA – A falha humana. que podem ocorrer em virtude de: a) inaptidão entre o homem e a função. clima de insegurança quanto à manutenção do emprego. portanto. aos materiais e equipamentos. Sabemos que os acidentes ocorrem por falha humana ou por fatores ambientais. as campanhas e outros recursos se prestarão a reduzir sensivelmente tais falhas. portanto. 5. Os processos educativos.

Por ocasião das inspeções de segurança são levantados os fatores ambientais de insegurança e. b)Processos educativos para o trabalhador. c) Campanhas de segurança d)Análise dos acidentes Um acidente pode envolver qualquer um. ou uma combinação dos seguintes fatores: HOMEM – Uma lesão. podemos citar: a) b) c) d) e) f) g) falta de iluminação. mas são de difícil controle pelo homem (raios. passagens e corredores obstruídos. Os fenômenos da natureza podem ser previstos. Os instrumentos mais eficazes para a prevenção dos acidentes são: a) Inspeções de segurança. Embora nem todas as condições inseguras possam ser resolvidas. estaremos eliminando os acidentes. falta de proteção nas partes móveis das máquinas.2) FATORES AMBIENTAIS – Os fatores ambientais (condições inseguras) de um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalho. 35 . é sempre possível encontrar soluções parciais para as situações mais complexas e soluções totais para a maior parte dos problemas observados. piso escorregadio. proteção insuficiente ou ausente para o trabalhador. tempestades. por meio de recomendações para correção de tais falhas. ruídos em excesso. que representa apenas um dos possíveis resultados de um acidente. Exemplificando. etc. falta de limpeza e ordem (asseio).) Se forem controladas as falhas humanas e os fatores ambientais que concorrem para a causa de um acidente de trabalho. furacões. elas poderão ser evitadas.

tais como: empilhadeiras. 36 . guindastes. etc. EQUIPAMENTO – Quando envolver equipamentos. MAQUINARIA – Quando o acidente afeta apenas as máquinas. transportadoras. mesmo que não haja dano a nenhum dos fatores acima mencionados. TEMPO – Perda de tempo é o resultado constante de todo acidente. Raramente um acidente com máquina se limita a danificar somente a máquina.MATERIAL – Quando o acidente afeta apenas o material.

Para a elaboração do Mapa de Riscos. que evidenciam o grau de riscos. e elaborar o mapa participação maior número de trabalhadores. 37 .M a pa de Riscos CIPA é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. com assessoria do SESMT. pode-se estudar as medidas necessárias ao saneamento do ambiente e elaborar o Plano de Trabalho. b) Mapa de Riscos é uma representação ilustrada dos pontos de riscos encontrados em cada setor. pelo Serviço de segurança e Medicina do Trabalho e pela administração da empresa. A CIPA terá como atribuição: a) identificar riscos de do riscos. onde houver. c) Facilitar a discussão e a escolha das prioridades a serem trabalhadas pela CIPA. b) Tornar possível a visualização do ambiente. do ponto de vista dos riscos encontrados por todos os trabalhadores do local. 25 da SST de 29/12/94 estabelece as diretrizes básicas para a elaboração dos mapas de riscos que são: a) Indicar os pontos de riscos. médio e pequeno). para se obter a implementação de medidas corretivas. convencionou-se atribuir uma cor para cada tipo de risco e representá-lo em círculos com diferentes tamanhos (grande. d) Após o exame desse mapa. É uma maneira fácil e rápida de representar os riscos de acidentes de trabalho sendo que A Portaria n. processo com do os de a trabalho.

a que não produz incapacidade laborativa. mas resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. permanente ou temporária.As cores usadas nos mapas de riscos são: VERDE: Risco físico. 2. 3. Con ce it o Le ga l de Acide n t e do Tr a ba lh o CONCEITO LEGAL – Lei nº 8. assim entendida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente. doença profissional. ainda. A Previdência Social. de 24 de julho de 1991. em caso excepcional. Não serão consideradas como doença do trabalho: a) b) c) a doença degenerativa. constando-se que a doença não consta da relação do MPS. AMARELO: Risco ergonômico. deve considerá-la acidente de trabalho.213. A Legislação Brasileira também considera como acidente de trabalho: 1. 38 . a inerente ao grupo etário. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante na relação organizada pelo Ministério da Previdência Social. pelo serviço de trabalho de segurados especiais. nesse caso. alterada pelo Decreto nº 611. Artigo 19 – Acidente de trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho. doença do trabalho. VERMELHO: Risco químico MARROM: Risco biológico. a serviço da empresa ou. de 21 de julho de 1992. a perda ou redução da capacidade para o trabalho. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. desde que constante da relação organizada pelo MPS. AZUL: Risco de acidentes.

para a perda ou a redução da capacidade para o trabalho.se ao Acidente de Trabalho 1. para lhe evitar O acidente sofrido. inundação ou incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de de sua atividade. inclusive para estudo. inclusive de terceiro. inclusive veículo de propriedade do empregado. ou produzido lesão que exija atenção médica para a recuperação. quando financiado por esta. 4. embora não tenha sido a causa única. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. c) ato de imprudência. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa. desabamento. d) e) força maior. independentemente do meio de locomoção utilizado. O acidente ligado ao trabalho. ainda que fora do local e do horário de trabalho: na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da prejuízo ou proporcionar proveito: c) em viagem a serviço da empresa. a) empresa. 2. dentro de seus planos para melhorar a capacitação de mão-de-obra. 3. 39 . A doença proveniente da contaminação acidental do empregado no exercício ato de pessoa privada do uso da razão. que haja contribuído diretamente para a morte. b) ofensa física intencional. Equiparam. em consequência de: a) de trabalho. O acidente sofrido pelo empregado no local e no horário de trabalho. por motivo de disputa ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiros ou companheiro relacionada com o trabalho. determinado pela natureza do trabalho. salvo comprovação de que resultou de exposição ou contato direto.d) a doença endêmica.

quando: a) fora da área da empresa. d)embora residindo em propriedade da empresa. b)em estacionamento proporcionado pela empresa para seu veículo. não estando exercendo qualquer função do seu emprego. qualquer que seja o meio de locomoção. não do interesse do empregador ou do seu preposto. de acordo com a Norma Brasileira – NB 18 – o empregado não será considerado a serviço da empresa.d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. pelas quais não receba qualquer pagamento direta ou indiretamente. e) envolvido em luta corporal ou outra disputa sobre assunto não relacionado com o seu emprego. Será considerado agravamento de acidente aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade da Reabilitação Profissional. por motivos pessoais. esteja exercendo atividades não relacionadas com o seu emprego. inclusive veículo de propriedade do empregado. no local de trabalho ou durante este. ou por ocasião de satisfação de outras necessidades fisiológicas. Obs. o empregado será considerado a serviço da empresa. c) empenhado em atividades esportivas patrocinadas pela empresa. Situações em que o Empregado não está a Serviço Cabe lembrar que. 40 .: Nos períodos destinados à refeição ou ao descanso.

O segurado em gozo de auxílio-doença. como indenização. ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos. não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente. próprio ou em convênio. O segurado empregado em gozo de auxílio-doença será considerado pela empresa como licenciado.Be n e fícios Pr e vide n ciá r ios Auxílio Doença O auxílio-doença será devido ao segurado que. quando considerado não-recuperável. terá a seu cargo o exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias. deverá submeter-se a processos de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade. for aposentado por invalidez. O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxíliodoença. após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza. Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença. independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado. Não cessará o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência ou. resultarem sequelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria. devendo encaminhar o segurado empregado à perícia médica da Previdência Social quando a incapacidade ultrapassar os quinze dias. ao segurado quando. insusceptível de recuperação para sua atividade habitual. O recebimento de salário ou concessão de outro benefício. exceto de aposentadoria. A empresa que dispuser de serviço médico. Auxílio Acidente O auxílio-acidente será concedido. cumprido o período de carência exigido pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. 41 . incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.

na redução ou perda da capacidade para o trabalho. a partir da data do retorno. a aposentadoria por invalidez será devida ao segurado empregado. quando. O aposentado por invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada. a carência exigida. somente proporcionará a concessão do auxílio-acidente. estando ou não em gozo de auxílio-doença. a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade. será observado o seguinte procedimento: I . fazer-se acompanhar de médico de sua confiança. o certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social. Aposentadoria por Invalidez A aposentadoria por invalidez. para tal fim. na forma da legislação trabalhista. uma vez cumprida. o benefício cessará de imediato para o segurado empregado que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa quando se aposentou. quando for o caso. valendo como documento. A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação mediante exame médico pericial a cargo da Previdência Social. além do reconhecimento de causalidade entre o trabalho e a doença. em qualquer grau. contados da data da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a anteceda sem 42 . ou ocorrer dentro de 5 (cinco) anos. resultar. contados da data do início da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a anteceda sem interrupção. Durante os primeiros quinze dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez. comprovadamente. II .quando a recuperação for parcial.A Previdência Social prevê que a perda da audição. Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o trabalho. que habitualmente exercia. caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário. e será paga enquanto permanecer nesta condição. Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez. se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de trinta dias. será devida ao segurado que. for considerado incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. podendo o segurado.quando a recuperação ocorrer dentro de 5 (cinco) anos. às suas expensas. ou a partir da entrada do requerimento.

ou ainda quando o segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual habitualmente exercia. com percepção de auxílio-doença acidentário. 43 . não havendo que se falar em estabilidade. seja por acidente típico.interrupção. após a cessação do auxílio-doença acidentário. acima citadas. Destaque-se. Caso o empregado se afaste com periodicidade para tratamento médico. pelo prazo de doze meses. a aposentadoria será mantida. a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. Ressalte-se que. quando da cessação definitiva do auxíliodoença acidentário. Observe-se que o beneficiário empregado em gozo de uma das prestações. também. isto é. sem prejuízo da volta à atividade. seja por doença ocupacional. não há concessão do auxílio-doença e não haverá garantia de emprego. a rescisão contratual poderá ser efetuada no término do prazo ajustado. é devida aos dependentes do segurado. equivalente ao 13º salário. Pensão por Morte A pensão por morte. se o empregado se afasta apenas por até 15 (quinze) dias da empresa. A garantia de emprego de doze meses só é assegurada após a cessação do auxíliodoença. Em se tratando de contrato por prazo determinado. tem direito ao abono anual. Estabilidade Provisória O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida. independentemente de percepção de auxílio-acidente. será computada a garantia de doze meses a partir do retorno do empregado ao trabalho. que o contrato de trabalho do empregado encontra-se interrompido até o décimo quinto dia e suspenso a partir do décimo sexto dia ao do acidente.

RESPONSABILIDADE CIVIL ''Aquele que por ação ou omissão voluntária. Cumprir e fazer cumprir as disposições legais sobre Segurança e Medicina do Trabalho.e legislação complementar. NORMAS BÁSICAS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Adotar medidas de controle dos riscos existentes ou que possa originar-se no ambiente de trabalho. 44 . define os principais termos usados nas normas e estabelece as obrigações gerais do empregador e do empregado. violar direito. Treinar os trabalhadores sobre os procedimentos que assegurem a eficiência dos Equipamentos de Proteção Coletivo e dos EPI's. o conteúdo básico é apresentado a seguir. 159 do Código Civil. Determinar os procedimentos que deverão ser adotados em caso de emergência. fica obrigado a reparar o dano.'' Art. Adotar medidas de controle da saúde dos trabalhadores. Foram aprovadas pela Portaria 3214 de 8/6/78 do Ministério do Trabalho.List a da s N or m a s Re gu la m e n t a dor a s ( N Rs) Regulamentam o Capítulo V. Elaborar Ordens de Serviço sobre Segurança e Saúde no Trabalho para Informar aos Trabalhadores sobre os riscos existentes ou que possam originar-se no local de trabalho sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos. Título II da CLT. NR 1 – DISPOSIÇÕES GERAIS Estabelece as competências relativas às NR no âmbito dos Órgão governamentais. negligência ou imprudência. e sobre as eventuais limitações de proteção que oferecem. ou causar prejuízo a outro.

O orgão Regional do Ministério do Trabalho.CAI. sem equipamentos de proteção. as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças profissionais. A empresa poderá encaminhar ao Órgão Regional do Ministério do Trabalho uma declaração das instalações do estabelecimento novo. 45 . conforme o caso. após realizar a inspeção prévia. setor de serviço. como realidade concreta. como exposição a substância altamente tóxica. quando não for possível a inspeção prévia antes do estabelecimento iniciar suas atividades.Quando a empresa não estabelece ações de prevenção da saúde e da integridade dos seus trabalhadores e dos prestadores de serviço. que poderá ser aceita pelo referido órgão.)'' Art. máquina ou equipamento.132 do Código Penal Este Artigo do Código Penal. efetiva. antes de iniciar suas atividades. imediata. pune a simples exposição a título de perigo a vida ou a saúde do trabalhador. para fins de fiscalização. ASPECTOS CRIMINAIS DO ACIDENTE DE TRABALHO ''Expor a vida ou a saúde de outro em perigo direto ou iminente (. máquinas perigosas sem proteção e operários em grandes alturas. presente.. isto é. poderá interditar estabelecimento. com a brevidade que a ocorrência exigir. indicando na decisão tomada. NR 3 – EMBARGO OU INTERDIÇÃO O Delegado Regional do Trabalho ou Delegado do Trabalho Marítimo. O perigo deve apresentar-se direto e iminente. provada a culpa tem o dever de indenizar o dano material e o dano moral de pedido. emitirá o Certificado de Aprovação de Instalações . à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador. ou embargar a obra. deverá solicitar aprovação de suas instalações junto ao Órgão Regional do Ministério do Trabalho. NR 2 – INSPEÇÃO PRÉVIA Todo estabelecimento novo..

A empresa é obrigada a fornecer aos empregados gratuitamente. apresenta o quadro de “Classificação Nacional de Atividades Econômicas” e seu correspondente “grau de risco”. seus objetivos. como deve ser constituída. considera-se EPI todo dispositivo de uso individual. de fabricação nacional ou estrangeira. NR 4 – SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO (SESMT) Define as empresas que deverão manter SESMT. através do relacionamento entre o grau de risco do estabelecimento e o número de operários. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. engenheiro de segurança do trabalho. relaciona as competências dos profissionais integrantes do SESMT. as atribuições. NR 5 – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) Estabelece a obrigatoriedade da constituição da CIPA nas empresas. estabelece os requisitos a serem observados pelos profissionais que venham a ocupar os cargos de médico do trabalho. define o número de profissionais que irá constituir o SESMT e a jornada mínima de trabalho dos mesmos. NR 6 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) Para os fins de aplicação desta NR. enfermeiro do trabalho. deveres e direitos de seus componentes e as obrigações dos empregados e do empregador relativas a seu funcionamento. e estabelece que o dimensionamento deste serviço vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento. 46 . suas obrigações junto ao MTb.Considera-se grave e iminente risco toda condição ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença profissional com lesão grave á integridade física do trabalhador. auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho.

Não evita acidentes. Tornar obrigatório o seu uso. estabelece a realização obrigatória de exames médicos nos operários. Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. 47 . Corretamente utilizado pode evitar danos pessoais. Promover a manutenção periódica do EPI. NR 7 – “PROGRAMA (PCMSO) DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL” Estabelece a obrigatoriedade por parte dos empregadores em elaborar e implementar PCMSO. Fornecer ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho. seu conteúdo mínimo e o direito do trabalhador em receber uma via do mesmo. define as diretrizes e responsabilidades do empregador e do médico coordenador relativas ao PCMSO. assim como o acompanhamento do programa. Obrigações do Empregador Adquirir o tipo adequado á atividade do empregado. a necessidade da realização de exames complementares e dá outras disposições. torna obrigatória a emissão de “Atestado de saúde Ocupacional” (ASO). Substituir imediatamente o EPI danificado. Promover o Treinamento do Trabalhador.O uso dos Equipamentos de Proteção Individual: Não elimina o risco. Responsabilizar-se por sua guarda e conservação. sua frequência. Obrigações do Empregado Usar o EPI apenas para a finalidade a que se destina.

Os locais de trabalho devem ter. execução. no mínimo 3. NR 9 “PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS”(PPRA) Estabelece a obrigatoriedade do empregador de elaborar e implementar o PPRA visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores através da antecipação. incluindo o projeto. manutenção. para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham.00 (Três metros) de pé-direito. NR 8 – “EDIFICAÇÕES Esta Norma Regulamentadora estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. desde que atendidas as condições de iluminação e conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho. define os responsáveis pela elaboração do PPRA a forma como devem ser levadas a efeito as ações. operação. reconhecimento. sua estrutura e forma de acompanhamento e registro de dados e dá outras disposições. estabelece as condições mínimas que qualificam os trabalhadores que atuam em redes elétricas e dá outras disposições. NR 10 – INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que tenham em instalações elétricas em suas diversas etapas.estabelece a obrigação dos estabelecimentos em possuírem materiais para prestação de primeiros socorros. os parâmetros mínimos a serem observados em sua elaboração. poderá ser reduzido esse mínimo. 48 . A critério de autoridade competente em Segurança e Medicina do Trabalho. reforma e ampliação e ainda a segurança de usuários e terceiros. tendo em consideração o meio ambiente e os recursos naturais. assim considerados a altura do piso ao teto.

define as normas de segurança das máquinas e equipamentos.NR 11 – TRANSPORTE. importação. guindastes. para qualquer utilização. em conformidade com a regulamentação profissional vigente no país. considera-se "Profissional Habilitado" aquele que tem comptência legal para o exercício da profissão de Engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção. acompanhamento de operação e manutenção. venda e locação de máquinas e equipamentos. NR 13 – CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior á atmosférica. revestidos com material refratário de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância 49 . inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. NR 14 – FORNOS Os Fornos. Para efeito desta Norma Regulamentadora. assim como sua manutenção e operação. estabelece as normas de segurança para a atividades de transporte de sacas e de armazenamento de materiais. ARMAZENAMENTO E MANUSEIO DE MATERIAIS Define as normas de segurança para operação de elevadores. utilizando qualquer fonte de energia. executando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. transportadores industriais e máquinas transportadoras. devem ser constituídos solidamente. MOVIMENTAÇÃO. NR 12 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS estabelece as condições a serem observadas nas instalações e áreas de trabalho. estabelece critérios a serem observados na fabricação.

condições ou métodos de trabalho. Radiações não ionizantes. Limites de tolerância para exposição ao calor. manganês e seus compostos e sílica livre cristalizada). Limites de tolerância para ruídos de impacto. Agentes biológicos. Os Fornos devem ser instalados de forma a evitar acúmulo de gases nocivos e altas temperaturas em áreas vizinhas. Vibrações Frio . “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. por sua natureza. exponham os empregados a agentes nocivos 50 . NR 15 “ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES” Define “Limites de Tolerância” e as atividades e operações consideradas insalubres e sua graduação (“graus de insalubridade”). Foi revogado (referia-se a iluminação dos locais de trabalho). Trabalhos sob condições hiperbáricas. Anexo 12 Limites de tolerância para poeiras minerais (arbestos. Umidade. Limite de tolerância para radiações ionizantes.estabelecido pela Norma Regulamentadora .NR-15.Os Fornos devem ser instalados em locais adequados. que são relacionadas em 14 (quatorze) anexos à referida norma que são os seguintes: Anexo 1 Anexo 2 Anexo 3 Anexo 4 Anexo 5 Anexo 6 Anexo 7 Anexo 8 Anexo 9 Anexo 10 Anexo 11 Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente. Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho. oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. Anexo 13 Anexo 14 Agentes químicos.

poeiras e Fumos. Calor e Frio. Agentes Quimicos Ruído. Fadiga Trabalhos repetitivos. Eliminação ou Neutralização da Insalubridade Eliminação: Mantendo exposição aos agentes de Risco dentro dos limites de tolerância. 189 da CLT Caracterização da Insalubridade Agentes Físicos Gases. Posição de Trabalho. dia após dia.” Art. Limites da Tolerância São parâmetros estabelecidos indicando a intensidade do agente á qual a maioria dos trabalhadores podem estar expostos sem causar danos á saúde. Agentes Ergonômicos Esforço Fisico. Neutralização: Proteção do Trabalhador exposto. Vírus e Fungos. 20 % do Salário Mínimo para grau médio. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. NR 16 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS 51 . durante toda a vida.à saúde. Vapores. Adicional de Insalubridade 10 % do Salário Mínimo para grau mínimo. 30 % do Salário Mínimo para grau Máximo. Agentes Biológicos Bactérias.

NR 17 – ERGONOMIA Estabelece os parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores incluindo: O levantamento. Equipamentos dos postos de trabalho. que objetivam a implementação de medidas de controle e 52 . acrescentando pela Port.CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO Esta Norma Regulamentadora estabelece diretrizes de ordem administrativa. 3393 de 17/12/87 . Mobiliário dos postos de trabalho. NR 18 .atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas. de planejamento de organização. as quais estão relacionadas nos anexos à referida norma que são: Anexo 1 Anexo 2 Anexo Atividades e operações perigosas com explosivos. transporte e descarga individual de materiais. Condições ambientais de trabalho. Atividades e operações perigosas com inflamáveis.Estabelece as atividades e operações perigosas assim como as áreas de risco para fins de pagamento do adicional de periculosidade aos trabalhadores. Observação Além das situações previstas na NR-16 terão também direito ao adicional de periculosidade os operários do setor de energia elétrica nas situações previstas no Decreto 93412 de 14/10/86 que regulamentou a Lei 7369 de 20/9/85. Organização do trabalho.

EXPLOSIVOS Define e classifica os explosivos assim como as normas de segutrança para o manuseio e transporte destes produtos.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e as atividades e serviços de demolição. de qualquer número de pavimentos ou tipo de construção. NR 21 . pintura. Consideram-se atividades da Indústria da Construção as constantes do Quadro I. Define os períodos para inspeção dos explosivos de forma a verificar sua condição de uso.LÍQUIDOS COMBUSTÍVEIS E INFLAMÁVEIS Define e classifica líquidos combustíveis e inflamáveis. Estabelece os requisitos para a construção de depósitos de explosivos. define as normas de segurança do trabalho no serviço de exploração de pedreiras. limpeza e manutenção de edifícios em geral. inclusive manutenção de obras de urbanização e paisagismo. Estabelece normas de segurança para a armazenagem destes produtos inclusive para os gases liquefeitos. incluindo as condições de moradia do trabalhador e de sua família que residirem no local de trabalho.TRABALHO A CÉU ABERTO Estabelece as medidas de proteção para trabalhos realizados a céu aberto. reparo. NR 20 .sistemas preventivos de segurança nos processos. NR 19 . 53 . na NR-4 . Código da Atividade específica. nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

NR 23 . de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da Segurança e Saúde dos trabalhadores. NR 24 . cozinhas. estabelece normas relativas a extinção de incêndios por meio de água. como deve ser feita a inspeção destes equipamentos. indica os extintores recomendados ás diversas classes de fogo. normatiza o uso de extintores de incêndio e estabelece critérios relativos aos extintores portáteis.TRABALHOS SUBTERRÂNEOS Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho. vestiários. a localização e sinalização dos extintores e as situações em que há necessidade de serem instalados sistemas de alarmes para incêndios. NR 25 . refeitórios (incluindo condições de higiene e conforto por ocasião das refeições). o número de extintores e sua distribuição nos ambientes de trabalho.CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO Estabelece os critérios a serem observados nos locais de trabalho relativos às instalações sanitárias. define as classes de fogo. alojamento e dá outros dispositivos pertinentes à matéria.RESÍDUOS INDUSTRIAIS 54 .NR 22 .PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS Define as necessidades básicas que as empresas devem possuir para proteção contra incêndios e as atitudes a serem tomadas no combate a incêndios.

55 .Esta Norma Regulamentadora estabelece os critérios que deverão ser eliminados dos locais de trabalho. equipamentos ou medidas adequadas.FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES Define os critérios relativos a fiscalização do cumprimento das disposições legais e(ou) regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. através de métodos.SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA Fixa as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. identificando os equipamentos de segurança. com processo iniciado através das delegacias Regionais do Trabalho . As medidas. máquinas ou equipamentos. de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora . NR 28 . O registro de TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO será efetuado pela Secretária de Segurança e Sáude no Trabalho. e advertindo contra riscos.DRT e concedido. de forma a evitar riscos à saúde e à segurança do trabalhador. métodos. equipamentos ou dispositivos de controle do lançamento ou liberação dos contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou energia.NR-15. NR 26 . efetuado pela Secretária de Segurança e Saúde do Trabalho até que seja instalado o respectivo Conselho Profissional. NR 27 REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL Esta Norma Regulamentadora estabelece que a profissão de TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO depende de prévio registro no Ministério do Trabalho. delimitando áreas. identificando as canalizações empregadas nas industrias para a condução de fluídos (líquidos e gases). direta ou indiretamente. incluindo os processos resultantes da ação fiscalizadora. o embargo ou interdição de locais de trabalho.

NR-33 – SEGURANÇA EM TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento. em UFIR. EXPLLORAÇÃO FLORESTAL E AQUICULTURA . NR-32 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE Regulamenta as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção e segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência a saúde em geral. Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. SILVICULTURA. NR 29 . NR-30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO Regulamenta as condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. situadas dentro ou fora da área do porto organizado. monitoramento e controle dos riscos existentes. 56 .SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA.Estabelece a graduação das multas. alcançando as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores. que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias. referentes aos preceitos legais e (ou) regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador.SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO Esta Norma Regulamentadora regulariza a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais. NR 31 . facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. avaliação.

A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. de 8 de junho de 1973. 5. NRR3 . 5. de 8 de junho de 1973.889.Disposições Gerais: Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. List a da s N or m a s Re gu la m e n t a dor a s ( N Rs) Ru r a is NRR1 . de 8 de junho de 1973. a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. a fim de protege-los dos infortúnios laborais.889. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural.Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº.EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam. a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação.889. em função do número de empregados que possuam.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . de 8 de junho de 1973.Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua. que possua meios limitados de entrada e saída. organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho. NRR5 .889. gratuitamente. de 8 de junho de 1973. NRR2 . NRR4 .CIPATR: Estabelece para o empregador rural. 5.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais.889. cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. 5. 57 .Equipamento de Proteção Individual .

Neste ponto encerra-se o módulo 1 do curso. entre outros. entre outros. além de conhecer alguns programas como o PCMSO. Lembrando que cada curso é composto por 2 módulos. PPRA. No próximo módulo estudaremos mais sobre Ergonomia. faça a avaliação deste módulo. 58 . estudamos os conceitos de Acidente de Trabalho.Con clu sã o do M ódu lo 1 Parabéns por ter chegado até aqui! Neste primeiro módulo conhecemos o que é a Segurança do Trabalho. Para passar ao módulo 2. Mapa de Riscos. Ao final dos 2 módulos você receberá seu certificado de conclusão do curso.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful