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MARKETING

ESCOLA PROFISSIONAL BENTO DE JESUS CARAÇA

DELEGAÇÃO DE LISBOA

GLOBALIZAÇÃO

CATARINA SÁ | LUÍS SOARES | MIGUEL DIAS | RITA QUEIROZ | VASCO ANTUNES

DE LISBOA  GLOBALIZAÇÃO CATARINA SÁ | LUÍS SOARES | MIGUEL DIAS | RITA QUEIROZ |

EPBJC 2010

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Índice

INTRODUÇÃO

3

HISTÓRIA

4

DESCOBRIMENTOS

4

INTRODUÇÃO

4

ANTECEDENTES

5

Leitura em Marketing

5

MOTIVAÇÕES

8

CEUTA

8

PRIMEIRAS CONQUISTAS NO ATLÂNTICO

9

MADEIRA

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AÇORES

10

CABO BOJADOR

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EM CONCLUSÃO

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EVOLUÇÃO DO CONCEITO ATÉ AOS DIAS DE HOJE

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As conquistas de Alexandre o Grande

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A queda do Muro de Berlim

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A Americanização do mundo moderno

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ALDEIA GLOBAL, Herbert McLuhan

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CAUSAS E EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO

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A

globalização é uma fatalidade

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Avaliação

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Vantagens

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Desvantagens

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A

alternativa

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Os dados pessoais

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A

localização da informação pelo internauta

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Concluindo

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COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS

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A

oportunidade de mercado

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O

aumento da competitividade

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A

desregulamentação dos mercados

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CONCLUSÃO

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MARKETING

GLOBALIZAÇÃO

INTRODUÇÃO

No âmbito da disciplina de Marketing, foi-nos proposto que realizássemos um trabalho sobre a Globalização. Para tal, faremos uma abordagem histórica sobre época dos Descobrimentos e sua respectiva evolução até aos dias de hoje, e como tal, servirnos-á de sua ponte e paralelismo. Seguidamente daremos o conceito de Aldeia Global, concebido por Arbert McLuhan, e ainda iremos expor um exemplo dum caso português, nos tempos actuais, para nos saibamos situar no mundo da Globalização. Por fim, e como remate final, será debatido o comportamento das empresas perante este panorama complexo de ligações, inovações e competições a nível mundial.

David Held e Antony McGrew:

É o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto de mudanças é a integração dos mercados numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional.

Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação telefones, computadores e televisão. As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da lnternet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países.”

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HISTÓRIA

DESCOBRIMENTOS

CONCEITO DE GLOBALIZAÇÃO NOS SÉCULOS XV E XVI

INTRODUÇÃO

Como sabemos os Descobrimentos foram uma série de viagens e explorações marítimas feitas pelos portugueses entre o século XV (1415) e XVI (1543).

Foi na batalha de Ceuta, embora com antecedentes do reinado de D. Dinis (1279) e nas expedições às Ilhas Canárias do tempo de D. Afonso IV, que se deu inicio aos Descobrimentos Portugueses, a mando de D. João I (1415) e com a grande promoção do Infante D. Henrique.

Antes desta época gloriosa de Portugal, na Europa atravessava-se uma grave crise económica e no nosso país procuravam-se alternativas às rotas do comércio do Mediterrâneo. Abraçado a uma situação geográfica favorecedora, a sudoeste da Europa e com a faixa litoral voltada para o Atlântico, o caminho tomou então o sonho de uma nova vida, navegando para uma expansão marítima e para o delineamento dum novo mapa-mundo.

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ANTECEDENTES

Em 1293 D. Dinis interessou-se pelo comércio externo, organizando a

exportação para países europeus, mandando instituir um fundo de seguro marítimo que pagava determinadas quantias em função da tonelagem, que revertiam em seu benefício se necessário. Por esta altura Portugal exportava vinho e frutos secos do Algarve para Flandres e Inglaterra e importava armaduras e munições, roupas finas e diversos produtos fabricados no Flandres e da Itália.

Leitura em Marketing

Foi detectada uma oportunidade no comércio externo, que fez com que D. Dinis se interessasse por ele. Para isso, implantou o de seguro marítimo que foi usado como uma garantia, dando então mais conforto a quem realizava trocas comerciais por via marítima. Foi então que começaram a exportar para Flandres e Inglaterra o melhor de Portugal, como o vinho e os frutos secos. Por fim, por uma questão de necessidade mas também para manter uma relação comercial de troca mútua, começámos a importar armaduras, munições, entre outros produtos de Itália (Flandres) e assim dar inicio a uma aliança bastante importante anos mais tarde.

Em 1317 D. Dinis fez um acordo com o navegador e mercador genovês Manuel

Pessanha, nomeando-o primeiro almirante da frota real com privilégios comerciais com seu país, em troca de vinte navios e suas tripulações, com o objectivo de defender as costas do país contra ataques de pirataria (muçulmana). Pouco depois, tiveram problemas com os mercadores de Génova que tinham decidido voltarem-se para o mercado africano (trigo, azeite e ouro), mas acabaram por se ver obrigados a reduzir as suas actividades no Mar Negro, movendo-se para os portos de Bruges (Flandres) e Inglaterra. No seguimento desta mudança, genoveses e florentinos fixaram-se em Portugal, o que nos fez lucrar com a experiência destes rivais da República de Veneza.

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Leitura em Marketing

Precisávamos de navios para nos defender e fizemos uma aliança com um mercador que estava disposto a dá-los, tudo isto em prol de algo que também podíamos oferecer, tais como privilégios comerciais. Estávamos então protegidos e aliados ao inimigo do inimigo, fazendo-nos alargar conhecimentos sobre os mercados concorrentes e assim, podermos começar a delinear um plano estratégico.

Na segunda metade do século XIV a peste bubónica arrasou Portugal, levando-

o

a um grande despovoamento, o que claramente veio abater a economia, visto que

esta tinha a agravante de ser extremamente localizada, em poucas cidades, e quem vivia nas aldeias acabou por as abandonar, fazendo com que a agricultura estacasse, e portanto, um consequente desemprego nestas povoações;

Assim sendo, nesta época, o mar era o que mais alternativas oferecia, e a maioria da população fixava-se nas zonas costeiras de pesca e comércio e, desta forma, D. Afonso IV de Portugal viu uma oportunidade em alargar horizontes. Para o concretizar concedeu um financiamento público para pôr avante uma frota comercial, dando então início às primeiras explorações marítimas.

Em 1341, já conhecidas dos genoveses, fez-se a primeira descoberta sob o patrocínio do rei Português, as ilhas Canárias.

Leitura em Marketing

Perante uma ameaça, a peste bubónica e o consequente despovoamento das aldeias em função duma vida melhor no litoral e a estagnação da agricultura, D. Afonso IV viu uma oportunidade, aproveitando-se da situação pouco desejável, para torná-la favorável a si mesmo, apostando agora no litoral com mais pessoas para partir para o mar em busca de novas oportunidades, acabando por fazer a primeira descoberta sob

o patrocínio de Portugal, as Ilhas das Canárias.

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Em 1353 foi assinado um tratado comercial com a Inglaterra para que

pescadores portugueses pudessem pesca nas costas inglesas o que abriu um caminho para um outro tratado mais tarde, o Tratado de Winsdor (1373). Este último tratado foi muito importante para Portugal, pois os Ingleses aliaram-se, lutando na Batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela. Desta forma, os castelhanos ficaram anos sem invadir Portugal, o que ajudou a pôr fim à crise que se abatia no nosso país.

Leitura em Marketing

Portugal já tinha vindo a estabelecer relações fortes com Inglaterra, que agora transformaram-se numa parceria oficial, e que neste caso foi-nos muito relevante, pois não só é a aliança diplomática em vigor mais velha do mundo, como também na altura permitiu-nos derrotar o Reino de Castela e livrarmo-nos da dependência.

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MOTIVAÇÕES

CEUTA

MOTIVAÇÕES CEUTA Primeiramente acreditava-se que a principal motivação para as conquistas em Marrocos tinham origem

Primeiramente acreditava-se que a principal motivação para as conquistas em Marrocos tinham origem religiosa, segundo D. João I “Eu não o teria por vitória, nem o faria em boa verdade, ainda que soubesse cobrar todo o mundo por meu, se não sentisse que em alguma maneira era serviço de Deus”, e sendo esta também uma oportunidade de converter os mouros à fé cristã. Portanto poderíamos por aqui em causa toda a máquina religiosa que está por detrás deste gigante feito.

No entanto apresentavam-se importantes rotas comerciais a partir de Ceuta. Apresentava uma boa posição estratégica, quase como uma base naval que podia servir de apoio à navegação entre a península itálica e Portugal, permitindo ao mesmo tempo reprimir ou tolher a pirataria dos mouros nas costas do Atlântico, e rica em cereais, especiarias vindas do Oriente e ainda chegavam pedras preciosas e ouro do interior de África.

Estávamos portanto, perante uma importante oportunidade de comércio e agora à vista uma “Porta do comércio do poente para levante”, levando-nos a pensar que facilmente faríamos bons negócios, dada a diversidade e luxúria de mercadorias que estávamos perante. Ainda para mais, muitos dos nobres partilhavam da ideia de que se conquistassem a cidade, viriam a ser recompensados pelo Rei.

No entanto, estávamos perante uma forte concorrência, e os muçulmanos, por sua vez nossos inimigos, dominavam o Estreito e tinham bastante poder em granada, e como

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tal, D. João I apesar de saber os interesses que levavam o seu povo para o Norte de África, e das capacidades do seu filho Infante D. Henrique, estava reticente e receoso no avanço para essa conquista.

Tudo se manteve em segredo, até 3 anos mais tarde quando finalmente se decidiu partir da foz do Rio Tejo para Ceuta. Chegados a Ceuta, os mouros viram-se desprevenidos e foram atacados pelo exercido português, e aparentemente, saímos vitoriosos.

No entanto, as expectativas dos portugueses em relação a Ceuta não se confirmaram porque por um lado, as rotas comerciais que chegavam, supostamente a Ceuta, foram desviadas pelos Muçulmanos para outras cidades, e por outro, tínhamos os custos da guerra constante que impedia o cultivo dos campos e a produção de cereais. Mais tarde, em 1453 com a tomada de Constantinopla pelos Otomanos, as trocas comerciais no Mediterrâneo ficaram bastante reduzidas, e Portugal viu vantagens numa rota comercial alternativa, fazendo a ligação directa entre as regiões produtoras de especiarias com os seus mercados da Europa. Ou seja, apesar do fracasso, este foi o primeiro grande incentivo para se dar início à expansão de Portugal.

PRIMEIRAS CONQUISTAS NO ATLÂNTICO

MADEIRA

Em 1418, ainda no reinado de D. João I, os portugueses continuavam a não conseguir controlar Ceuta, e a comando do Infante D. Henrique, sob a pretensão de proteger Portugal, dois escudeiros, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, foram mandados à procura e conquista de novas terras. Foi então que se deu o redescobrimento da ilha de Porto Santo segundo a cartografia da época, tratavam-se de ilhas desabitadas que, pelo seu clima, ofereciam possibilidades de povoamento aos

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Portugueses e reuniam condições para a exploração agrícola e mais tarde a ilha da Madeira.

As expectativas apresentadas nas cartografias foram confirmadas, de tal modo que 1 ano depois os portugueses voltaram à ilha de “lenhame” (em italiano, madeira), e deparados com tantas árvores, decidiram dar o nome de Ilha da Madeira. Foi de difícil habitação dada a sua densidade da vegetação, acabando por queimarem parte da ilha, no entanto restabeleceram-se rápido e o cultivo dos cereais trazidos de Portugal deram-se tão bem que na época ficou conhecida como o “Celeiro de Portugal”.

Em 1450 o Funchal já tinha cerca de 150 moradores e 10 anos mais tarde cerca de 800.

A administração da ilha e a exploração agrícola e industrial foram uma ponte de

progresso e experiência para os portugueses, o que acabou por ser um incentivo para

a conquista de outros pontos no mapa Mundo.

AÇORES

A descoberta desta ilha foi um mero acaso, Diego de Silves estava de regresso a Lisboa

mas os ventos aparentavam estar bastante fortes, onde acabaram por se desviar da rota. É então que foram feitos os primeiros contactos com o Arquipélago dos Açores. Ainda nesse ano é descoberto o grupo oriental dos Açores, (São Miguel e Santa Maria), seguidamente do descobrimento do grupo central (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico

e Faial) e por fim, em 1452 o grupo ocidental (Flores e Corvo), descoberto por Diogo de Teive.

Tal como a ilha da Madeira a foi de difícil povoamento, também por causa da vegetação densa. No entanto, apesar dos contratempos, parte foi queimada e serviu para a plantação de trigo, cevada e grandes pastos de gado.

Alguns anos mais tarde, estas ilhas serviram de abrigo aqueles que regressavam de longas viagens, como a Índia e o Brasil e como praça de promoção dos produtos que importavam de lá como o ouro e as especiarias.

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CABO BOJADOR

Gil Eanes sonhava em alcançar o que ninguém antes ainda tinha alcançado, o Cabo

Bojador, aquele que tanto terror e medo inspirava, era a partida para o desconhecido

e

tão escurecido por mitos de monstros que faziam afundar barcos. Mais uma fez, o desafio foi proposto pelo Infante D. Henrique. Um ano antes, Eanes já tinha tentado alcançar o Cabo, mas com o terror que o enfeitiçava, acabou por se ficar pelas Canárias e voltar para trás.

acabou por se ficar pelas Canárias e voltar para trás. Em 1434 partiram a caminho do

Em 1434 partiram a caminho do Cabo, com grande receio e inquietação, no entanto, a sua chegada ao Bojador foi pacífica. Era deserto, sem animais, e a única prova de presença que conseguiram recolher daquele local, foram plantas.

Embora tudo isto pareça um pouco ridículo nos tempos de hoje, a descoberta de uma nova rota marítima veio corromper com alguns dos medos que se passavam na época

e fazer com que, de certa forma, houvesse algum avanço na mente da época, pois a

ida de Eanes para o Cabo, só veio quebrar com a ideia dos monstros e de alguns mitos primitivos que giravam em torno dos pensamentos da época.

Nesta viagem e mais tarde também na passagem do Cabo Bojador, foram utilizados instrumentos que para a época eram um avanço, sejam seles a bússola, ou a sondareza, que era um cabo com um chumbo preso para fazer a medição da profundidade das águas.

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COSTA OESTE DE ÁFRICA

COSTA OESTE DE ÁFRICA Passado agora o Cabo Bojador, as perspectivas abriam ainda mais janelas para

Passado agora o Cabo Bojador, as perspectivas abriam ainda mais janelas para a conquista da Costa africana, e a “globalização” estava de vento em poupa. O problema é que o vento sempre de poupa não ajudava os nossos navegadores a seguir trajectos dinâmicos, e é então que, para uma viagem maior e melhor, se aumenta o tamanho e a resistência das embarcações, caravelas, e que a vela triangular surge de modo a facilitar a navegação, e agora passar a ser possível bolinar.

Nuno Tristão começou a sua viagem indo até ao Rio de Ouro, pois dizia-se que por ali haveria muito desse metal precioso, e que na realidade foi obtido ouro em pó que ez com que se generalizasse a convicção de que essa área da costa africana pudesse sustentar uma actividade comercial capaz de responder às necessidades Portuguesas. No entanto, já na regência de D. Afonso V, em 1441,Tristão chegou ao Cabo Branco na ventura de saber que outras riquezas passavam por ali e em 1456, Diogo Gomes descobre Cabo Verde e segue-se o povoamento das ilhas ainda no século XV.

Feitas todas estas descobertas, Portugal emite então bula Romanus Pontifex do Papa Nicolau V que reconhecia ao Reino de Portugal:

A propriedade exclusiva de todas as ilhas, terras, portos e mares conquistados nas regiões que se estendem”;

“O direito de continuar as conquistas contra muçulmanos e pagãos nesses territórios”;

“O direito de comerciar com os habitantes dos territórios conquistados e por conquistar”;

E o direito de cobrança de impostos sobre a navegação e comércio nesses mesmos territórios.

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Um ano mais tarde chegava a Inglaterra o nosso primeiro carregamento de açúcar vindo da Ilha da Madeira, e em 1460 Pêro de Sintra atinge a Serra Leoa.

Em 1469, as receitas do Golfo da Guiné foram consideradas poucas pelo rei D. Afonso V, o que o fez conceder o monopólio do comércio ao mercador de Lisboa Fernão Gomes com uma renda anual de 200000 réis, mas ao mesmo tempo, ficando obrigado a continuar as explorações, pois dentro de 5 anos teria que descobrir pela costa em diante 100 léguas de modo a tornar o seu arrendamento num total de 500 léguas de descobertas.

Ao longo de todas estas expedições chegaram a Elmina na Costa do Ouro em 1471 onde encontraram um florescente comércio de ouro.

Em 1473 Lopo Gonçalves ultrapassou o Equador e em 1474, D. Afonso V entregou ao seu filho, o príncipe D. João, futuro D. João II, com apenas dezanove anos, a organização das explorações por terras africanas. Assim que lhe foi entregue a política de expansão ultramarina, D. João organizou a primeira viagem de Diogo Cão onde este fez o reconhecimento de toda a costa até à região do Padrão de Santo Agostinho.

Em 1479 negoceia-se o Tratado das Alcáçovas-Toledo, onde se estabelece a paz entre Portugal e Castela e onde se procura proteger o investimento de Portugal nestas e resultante destas descobertas. Era-nos agora reconhecida a Ilha da Madeira, o Arquipélago dos Açores, Cabo Verde e a Costa da Guiné. As Canárias ficaram ao abrigo de Castela para que esta se renunciasse a navegar no Sul do Cabo do Bojador.

O mundo estava portanto dividido em dois hemisférios, o Norte O tratado dividia as terras descobertas e a descobrir por um paralelo na altura das Canárias, dividindo o mundo em dois hemisférios: o norte, para Castela e o sul, para Portugal.

Em 1482 dá-se a construção da Fortaleza de São Jorge da Mina em redor da indústria do ouro.

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LIGAÇÃO DO ATLÂNTICO COM O INDÍCO

Em 1487, D. João II envia navegantes em busca de informações sobre a navegação e comércio no Oceano Índico. Nesse ano, Bartolomeu Dias, a comando duma expedição com três Caravelas, atinge o Cabo da Boa Esperança, estabelecendo então a ligação náutica entre o Atlântico e o Oceano Índico.

a ligação náutica entre o Atlântico e o Oceano Índico. Com a expulsão de Abraão Zacuto

Com a expulsão de Abraão Zacuto de Espanha por ser judeu, a sua volta para Portugal trás consigo as tábuas astronómicas que vieram incluir ainda mais avanços para a navegação.

Cristóvão Colombo chega agora à América, seguindo-se da promulgação de três bulas papais - as Bulas Alexandrinas - que concediam ao reino de Espanha o domínio dessas terras.

D. João II, descontente com o sucedido, recorre a uma renegociação, apenas entre os dois Estados (sem a intervenção do Papa). É assinado então em 1494 o Tratado de Tordesilhas: que agora divida o Mundo em duas áreas de exploração: a portuguesa e a espanhola Mare Clausum.

que agora divida o Mundo em duas áreas de exploração: a portuguesa e a espanhola –

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CAMINHO MARÍTIMO PARA A ÍNDIA

Com um mapa traçado pelo Tratado de Tordesilhas (1494), Portugal deu continuidade ao seu projecto e o objectivo era alcançar a Índia. Este viu-se cumprido durante o reinado de D. Manuel I, pela frota de Vasco da Gama, em 1498, com a entrada em Calecute por apenas 3 embarcações, agora naus.

Deparava-se agora com uma terra que se revelava muito desenvolvida e com uma intensa actividade mercantil. Esta descoberta permitiu o comércio directo das especiarias e dos produtos de luxo orientais, bem como o desenvolvimento das trocas comerciais à escala mundial.

N o e n t a n t o a
N
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Contudo, a chegada dos portugueses não foi muito bem sucedida no inicio, por desentendimentos entre Vasco da Gama e o chefe de Calecute. Por isso, nas viagens seguintes, D. Manuel resolveu enviar uma poderosa armada para impor o seu domínio nas terras do Oriente.

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CHEGADA AO BRASIL

Como se sabe, Vasco da Gama não teve uma chegada feliz à Índia, e D. Manuel I estava determinado a dominar o comércio no Índico e estabelecer relações diplomáticas e comerciais com o Samorim. É então que prepara uma enorme armada, integrada por dez naus e três caravelas, transportando de 1.200 a 1.500 homens, e carregados de armas, encarregando Pedro Alvares Cabral dessa viagem. No entanto, algo estava traçado antes da chegada a Índia. Desde o tempo de D. João II que se acreditava na existência de terras para o Ocidente de Oceano Atlântico, e portanto, D. Manuel I encarregou-se de dar um novo rumo a Pedro Álvares de Cabral, como se fosse um pequeno desvio na sua rota, em prol de mais uma descoberta para os Portugueses.

Em 1500 partem, onde acabaram por ancorar para se abasteceram, pois como se sabe, os nossos postos em África eram fundamentais como pontos intermédios entre viagens, mas não só também. Entretanto uma nau se perdeu, mas a viagem tinha que ser retomada.

Quando chegaram ao Brasil, no princípio pensavam que fosse uma Ilha. Na manhã seguinte deu-se o choque entre culturas. Os portugueses viram-se deparados com um povo de indígenas que por ali se banhava com colares e pinturas que nunca antes

teriam sido vistos pelos portugueses. A chegada foi muito bem recebida pelos povos indígenas e foram trocadas bastantes impressões apesar das línguas não serem as mesmas. Os portugueses mostraram um papagaio africano, que ao que parecia, também haveria ali, mostraram uma galinha, que os assustou, ofereceram pão e peixe cozido, etc.

parecia, também haveria ali, mostraram uma galinha, que os assustou, ofereceram pão e peixe cozido, etc.

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É então que Cabral toma posse, em nome da Coroa portuguesa, da nova terra, a qual

denominou de "Ilha de Vera Cruz" (mais tarde Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil - face à abundante existência de madeira pau-brasil), e enviou uma das embarcações menores com a notícia, retomando pouco mais tarde o rumo à Índia.

A história estava feita e tinha-se então encontrado um território imenso e cheio de

riquezas, em especial o ouro, que mais tarde veio ajudar Portugal a tornar-se num país

desenvolvido.

A armada de Pedro Álvares Cabral chega a Calecute em 1501, onde ocorrem

confrontos com Samorim, com o qual acaba por romper relações. Acabando por se dirigir mais para Sul onde estabelece uma feitoria em Cochim. O rei desta cidade tinha que obedecer a Samorim, o que lhe fez ver em Portugal um óptimo parceiro para conseguir estabelecer a sua independência. Os negócios começaram a surgir, e a pimenta era o novo produto levantado pelos Portugueses para a Europa.

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EM CONCLUSÃO

Os Descobrimentos constituíram simultaneamente uma das causas e consequências do Renascimento, pois as navegações colocaram os marinheiros em presença de fenómenos e de realidades que eram erradamente referidos nos livros clássicos, ou nem sequer o eram, por puro desconhecimento, construindo-se, assim, a mentalidade crítica do Renascimento. A razão e o método experimental, por consequência, novos métodos científicos, evidenciavam a sua superioridade sobre a tradição e era o início do Experimentalismo que veio a dar alguns frutos na ciência do século XVII.

Tudo isto aliado a novas descobertas, povos, costumes e saberes, levou-nos a todo um conjunto de avanços, baseados na observação directa e na experimentação, sejam eles:

Construção de embarcações primeiros navios capazes de navegar em segurança em mar aberto no Atlântico;

Aperfeiçoamento de instrumentos náuticos bússola, astrolábio e balestilha;

E outros contributos para o desenvolvimento científico da humanidade botânica, medicina, astronomia, cartografia, matemática, geografia e antropologia.

À semelhança de hoje, os Descobrimentos são um pequeno sinónimo de Globalização, que apesar de apresentar proporções diferentes, dado a sua época e situações diferentes, foi um período em que foram implantadas medidas que em muito se assemelham aos tempos actuais, tais como os movimentos das pessoas que visavam o povoamento de certos locais, ou apenas pela simples necessidade de criar negócios e explorar novas oportunidades e/ou formas de vida.

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Exemplo perfeito disso foram as nossas relações com os povos africanos que apesar se serem

Exemplo perfeito disso foram as nossas relações com os povos africanos que apesar se serem sobretudo comerciais, a fixação de Portugueses em terras de África e a vinda de Africanos (como escravos) para a Europa e para a América levaram ao aumento de interinfluências culturais. Estas repercutiram-se nos hábitos alimentares, na música e em outros costumes. A aculturação dos povos Africanos pelos Europeus fez-se sentir sobretudo nos domínios da religião, na língua e da cultura: alguns povos Africanos foram convertidos ao Cristianismo e a língua Portuguesa ainda hoje se mantém como língua oficial em alguns países.

Também ao mesmo tempo, o marketing nessa altura, apesar de não lhe ser dado esse nome, era muito idêntico, visto que as estratégias estavam todas implícitas, desde o Marketing Mix (ex.: Praça, posição estratégica de Ceuta) à análise SWOT (ex.: Ceuta rica em cereais, especiarias, pedras preciosas e ouro = oportunidade).

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EVOLUÇÃO DO CONCEITO ATÉ AOS DIAS DE HOJE

Alguns historiadores defendem que a globalização se iniciou com a decoberta do caminho maritimo para a Ìndia outros afirmam que começou com as conquistas do Império romano. Esta é, consequentemente, uma discução aonde ainda não se chegou a um concenso. O que sabemos de facto é que o conceito começou a ser divulgado nos anos 80’s e é hoje utilizado para descrever todas as interacções culturais, sociais, económicas, financeiras e políticas. Passaremos agora a analisar algumas das situações que correspondem ao conceito de globalização.

As conquistas de Alexandre o Grande

Alexandre o Grande foi um grande general, que, segundo os relatos históricos da época, nunca perdeu uma batalha. Nascido na Macedónia, o guerreiro viria a conquistar todo o império

Macedónia, o guerreiro viria a conquistar todo o império persa. As suas conquistas, entre 336 a.C.

persa.

As suas conquistas, entre 336 a.C. e 323 a.C., tiveram bastante influência nas culturas e nas economias das comunidades conquistadas. Esta influência foi tão acentuada que se caracterizou como uma corrente prórpia, o helenismo. Isto devou-se ao facto de Alexandre, o Grande procurar sempre espalhar a cultura grega pelos territorios que conquistava. Helenismo ficou designado como sendo o período entre a morte de Alexandre, o Grande e a

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Ilustração 1 - Território conquistado por Alexandre, o Grande, a verde escuro.

anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C. Roma viria a anexar a Grécia e a assumir-se como um dos maiores impérios da história graças a muitas das ciências que Alexandre, o Grande tinha levado para esta cidade, ou seja, a sua influência nos países conquistados levou estes a adquirir novos conhecimenos que posteriormente serviram para se tornarem eles os conquistadores.

A queda do Muro de Berlim

O Autor Thomas L. Friedman no livro Os Lexos da Oliveira, denomina a globalização como uma vertente da fragmentação da política, que teve seu auge a partir do ano de 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial, até 1989, com a queda do muro de Berlim, o que simbolizou o insucesso do Socialismo.

O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a

além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois

divisão do mundo em dois blocos ou partes:

República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime

soviético.

Ilustração 2 - Muro de Berlim

Em 1989, devido a disturbios e conflitos civís foi permitida a passagem dos habitantes de Berlim Este (Socialista) para Este (Capitalista). Esta acção conhecida como a queda do muro de Berlim caracterizou o final da Guerra Fria entre capitalismo e socialismo. A predominancia da cultura economica capitalista levou ao fim da politica económica de Stalin. Mais do que um confronto politico ocorreu uma unificação da Europa e Estados Unidos num sistema capitalista

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por método de exigência popular. Todos estes acontecimentos foram directamente consequentes da segunda guerra mundial e da existencia de uma politica bipolar.

Conincidente com o fim das disputas entre lideres de grandes nações com sistemas economicos diferentes surgiram as novas tecnologias da informação. Estas permitiram quebrar barreiras físicas para a comunicação como, por exemplo, a distância. Os novos meios, coincidiram também com o apogeu da economia americana o que terá levado á americanização do mundo actual.

A Americanização do mundo moderno

Se por um lado a revolução industrial permitiu encurtar a distancia entre cidades, vilas e países através de invenções como o comboio e o carro a revolução digital veio acabar de vez com essa distãncia. Em vez de acelerar a velocidade com que as pessoas se deslocavam esta veio permitir um contacto á distancia até ai nunca visto. De facto, com antes da revolução digital a comunicação á distancia era feita por telefone ou telegrafo, algo pouco prático para quem precisa de passar muita informação em pouco tempo e, o tempo tornou-se uma das principais necessidades no mundo actual.

Mas continuando sem nos afastarmos do tema da

mundo actual. Mas continuando sem nos afastarmos do tema da americanização, os Estados Unidos da América

americanização, os Estados Unidos da América construiram a maior

Ilustração 3 - Macdonalds no Japão

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economia do mundo. Esta economia assentava nos pilares do capitalismo, o defensor da propiedade privada. Visto que foi este sistema o que prevaleceu os Estados Unidos da América estavam numa posição previligiada nos anos 70 e 80 do século XX. A exportação do país e a utilização do outsourcing extrangeiro de países sub-desenvolvidos levou á exportação da cultura americana para quase todas as partes do mundo. A juntar a isto o nascimento das ferramentas de comercialização como o marketing (também nos estados unidos) levou á predominancia deste pais em muitos locais do mundo. Exemplos como o da cadeia de restaurante MacDonalds não faltam. Neste caso, assim como noutros, a empresa exportou a sua imagem e os seus produtos e serviços demonstrando ao consumidor moderno como estes eram benéficos, o que levou ao sucesso desta empresa no mercado mundial. Mas esta não foi

a sua única vantagem competitiva, o que possibilitou a sobrevivencia no mercado estrangeiro

desta e outras marcas foi a sua adaptação ao meio. Como em qualquer conflito, o conflito de culturas e economias necessita de uma adequação de uma das partes. O facto de o MacDonalds se ter adaptado aos mercados mundiais, personalizando-se para cada um dos paises onde ia permitiu a que a outra parte (o pais receptor do novo produto) se conformiza-se

e adapta-se este estranho intruso.

È esta a noção que a palavra globalização nos confere hoje em dia. Uma adequação das partes envolvidas no conlfito economico e social que ocorre sempre que duas entidades afastadas pela geografia se cruzam graças ás novas possiblilidades.

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ALDEIA GLOBAL, Herbert McLuhan

O conceito de aldeia global criado por Marshall McLuhan, chega à conclusão de que o progresso tecnológico está a transformar o planeta numa aldeia gigante.

Marshall usa como argumento os meios de comunicação em massa para explicar a abolição virtual das separações geográficas entre os centros de decisão, produção e distribuição à escala mundial, ou seja, que já não existe distância entre países e que noticias ou acontecimentos globais pois estes sabem-se à mesma velocidade que se saberia dentro duma aldeia. Desta forma, os meios electrónicos de comunicação permitem não apenas amplificar os poderes de organização social, mas também abolir, em grande medida, a sua fragmentação espacial, e desta forma permitir que qualquer acontecimento numa parte remota do mundo se reflicta noutra parte igualmente longínqua efeito borboleta. Embora só com a internet e as telecomunicações é que a propagação das notícias se começa a parecer com a propagação numa aldeia.

Desta forma, o conceito, veio vigorar a ideia de que perante esta aldeia, nos estaríamos a destribalizar, e assim as nossas tradições acabariam por se render a um Mundo cada vez mais homogéneo. Pode-se dizer então que estamos a caminhar cada vez mais perto para um outro conceito - sociedade aberta.

vez mais perto para um outro conceito - sociedade aberta . Ilustração 4 - Vaca Sagrada,

Ilustração 4 - Vaca Sagrada, Índia

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No entanto a falha deste conceito são basicamente os valores que os vários povos têm.

Parte-se do pressuposto de que numa aldeia toda a gente (teoricamente) cresce e é educada com os mesmos valores mas, na verdade, entre povos isso não acontece. Por outras palavras, diferentes sociedades são criadas com base em diferentes valores morais, culturais ou religiosos, que como se sabe, são por muitas

vezes incompatíveis e por isso é impossível existir uma aldeia global.

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Para tentar explicar um pouco mais profundamente o que poderia ser esta Aldeia Global, e as

consequências ou adversidades que esta pode trazer, fez-se uma simulação do que seria esta

aldeia se reduzisse a população mundial a apenas 100 pessoas. O que se pretende neste caso é

dar a conhecer, com números mais perceptíveis à nossa compreensão, a realidade em que nos

encontramos e ver até que ponto a sociedade pude ser assim tão “aldeia” e destribalizada

como se põe em mesa nesta teoria de McLuhan.

Haveriam então:

80 70 60 Asiáticos Europeus 50 Americanos 40 Africanos Masculino 30 Feminino 20 Cristãos Não
80
70
60
Asiáticos
Europeus
50
Americanos
40
Africanos
Masculino
30
Feminino
20
Cristãos
Não Cristãos
10
0
Nº Pessoas
Sexo
Religião
80 viveriam em habitações sub-humanas;
70 não saberiam ler.
50 seram subnutridas.
1 estaria a morrer e 1 a nascer.
1 teria educação Universitária;
1 teria um computador

6 pessoas possuiriam 59% da riqueza total, e esses seriam todos dos EUA.

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CAUSAS E EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO

A globalização é uma fatalidade

É

uma fatalidade na medida em que resulta da evolução técnica e social geral,

e

porque é em parte uma fatalidade, não tem sentido ser-se contra ou a favor da globalização,

e

só a partir do que é inevitável é que o posicionamento humano se justifica.

Se não há comunicações, a globalização está impedida; se elas são fáceis, a aproximação torna- se, inevitável.

E são inúmeros os factores que, exigindo respostas comuns, actuarão fatalmente no sentido de uma aproximação e de um intercâmbio, seja, desde logo, a necessidade de estabelecer os padrões técnicos de comunicações:

Pense-se nos acordos universais em matéria de telecomunicações.

Pense-se nas questões do ambiente, que ameaçam igualmente todos.

Pense-se na necessidade de combate às doenças, que muitas vezes surgem à escala universal.

Todos estes factores, fruto já da aproximação dos povos, são por sua vez causa de novos passos para a globalização, pois racionalmente não podem deixar de levar a uma disciplina comum, que reforça os laços de interdependência.

Por isso, na medida em que a globalização é uma fatalidade, a única atitude racional consiste em tomar consciência dessa evolução histórica que se apresenta à humanidade, para com base nela tirar conclusões.

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Tal como se processa, a globalização é em parte fruto de uma política

É também claro que os detentores do poder não tomam posição passiva perante a globalização.

A política baseia-se em factos para chegar a objectivos, não poderia estar indiferente perante uma vaga de fundo da índole da globalização.

Mas mais do que isso, a própria globalização, em si, é conduzida, fomentada e orientada, não é uma mancha unimodal que alastra, é também um instrumento nas mãos de quem tem a capacidade de previsão e os meios de a conduzir.

Logicamente, cabe às forças que são historicamente determinantes dessa condução, antes de mais os governos dos Estados, como desde o início aconteceu.

Como emanação destes, surgem também as entidades internacionais, são muitas, e o seu papel é sem dúvida significativo, mas é importante observar que o que mais releva não são propriamente as entidades formais, como a ONU. Nos aspectos fundamentais, o que é decisivo são entidades informais, como o G-7 (ou G-8), são estas quem coordena a política das potências que são determinantes, não obstante a falta de legitimidade, a verdade é que relegam as próprias agências internacionais para o papel de executores ou concretizadoras de grandes orientações que lhes são dadas.

A maneira como se globaliza, ou a direcção da globalização, resulta pois de uma opção, no

plano económico, vai no sentido dum ultraliberalismo, que liquida as economias mais fracas na

competição a que são sujeitas com as mais fortes.

Daí decorre que grande parte das nações são colocadas na posição passiva de receptores de produtos e serviços dos países industrializados, de fornecedores de mão-de-obra e de fornecedores de matérias-primas, os equilíbrios internos antes existentes são destruídos, de maneira que se integram no mercado global numa posição de subalternidade de que não sairão por si.

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Avaliação

Devemos tentar uma avaliação conjunta da globalização e da sociedade da informação, porque

é conjuntamente que se desenvolvem.

Vantagens

As vantagens são grandes e evidentes.

A globalização aproxima as civilizações e as pessoas, põe todos em contacto potencial com todos, o que é muito positivo, porque manifesta a unidade do género humano.

Permite a rápida propagação dos conhecimentos e das experiências, sendo um elemento catalisador e difusor do progresso.

Permite responder a problemas que se tornaram mundiais, como o que respeita às

ameaças ao ambiente, à rápida propagação de doenças, à criminalidade organizada.

Permite racionalizar a exploração dos recursos naturais e da produção, evitando perdas e optimizando os resultados.

Dá grandes oportunidades à formação das pessoas.

Aumenta espantosamente os meios culturais disponíveis.

Aproxima os povos através do conhecimento recíproco.

E muito mais, nos aspectos mais simples, que uma mãe portuguesa possa falar normalmente ao filho, que está na Nova Zelândia, é uma preciosa vantagem.

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Desvantagens

Mas a maneira como a globalização se faz e a sociedade da informação se desenvolve apresenta também muitas sombras.

Têm funcionado para gerar um benefício desproporcionado aos países mais ricos, contraposto a uma estagnação, ou até agravamento, da situação dos restantes.

Tem funcionado no sentido de um desvirtuamento da identidade de cada povo, pela

imposição duma uniformização acelerada, a uniformização diminui os custos, porque permite a padronização e dispensa o esforço de adaptação dos países propulsores, esta consideração

pragmática leva ao sacrifício da identidade cultural dos outros países.

A globalização confunde-se com a expansão dum único sistema, na progressão, ela tem sido utilizada para cobrir situações de dominação, cada vez mais alargadas.

O Direito Internacional muda de significado, passa a ser o instrumento de justificação das práticas de quem detém a maior força.

Perante estas e outras manchas, há que meditar.

Se a globalização não é um mero facto, se não se reduz a fatalidade, ela é também uma política, e se é também uma política, ela tem de ser julgada como tal.

A alternativa

Se a globalização é (também) uma política, abrem-se perante ela alternativas.

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E a primeira alternativa é esta:

A Ou a globalização é forma de cooperação, é intercâmbio entre pessoas, países e povos é

manifestação da solidariedade humana, a ser assim, conjuga no sentido da vantagem comum, aceita a participação de todos no diálogo e respeita as suas diferenças.

No plano económico, supõe o estabelecimento de relações justas de troca, conduz assim a uma sociedade correspondente à comunidade internacional, que será uma unidade de cooperação.

B Ou a globalização é um meio de dominação, é o aproveitamento da posição de maior força,

é a exploração da dependência económica.

Nesse caso leva á degeneração do Direito Internacional, no plano económico, implica a redução da maioria, não a parceiros, mas a clientes e produz uma uniformização que empobrece a espécie humana, que se vê assim degradada em massa, em vez de elevada a comunidade, no respeito das suas diferenças.

São estes os termos da alternativa que se coloca à Política, nem tudo está na disponibilidade humana; mas também nem tudo é imposição de determinismos históricos.

Nem tudo obedece nomeadamente às regras cegas do mercado; e o mercado é nos dias de hoje o super-ídolo, que tudo justifica, justamente entre os dois extremos, entre o puro livre e a fatalidade, passa a Política.

A atribuição de direitos no domínio da informática

Este fenómeno ganha rapidamente alento no domínio da informática.

Falámos já na emergência das “auto-estradas da informática”, que tornam a penetração da Internet em todos os países praticamente fatal, anteriormente, podíamos dizer que só a radiodifusão punha sensivelmente em causa a territorialidade do direito de autor, superando

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as fronteiras, hoje, podemos dizer que todos os meios de expressão de obras intelectuais são digitalizáveis e comunicáveis em rede, sem limitação de fronteiras.

As telecomunicações clássicas permitiam limitadamente a interactividade, mas os novos meios, não só as superam, como levam ainda a interactividade muito além do que se poderia anteriormente supor.

Para assegurar juridicamente esta infra-estrutura da sociedade da informação, atribuíram-se direitos sobre os bens informáticos.

Primeiro, atribuiu-se a protecção aos elementos singulares informáticos que são a base do sistema, é assim que vemos nascer a protecção por direitos intelectuais de:

Topografias dos produtos semicondutores

Programas de computador

Bases de dados.

Só não se acertou ainda no ponto de ataque em relação aos chamados produtos multimédia, em compensação, no Reino Unido protegem-se já as obras geradas por computador, embora não haja na sua origem um acto individual de criação.

E mais, em todos os casos se reivindicou a protecção mais forte entre os direitos intelectuais, que é a atribuída pelo direito de autor.

E isto não obstante se tratar em todos os casos de produções meramente técnicas, que não são obras literárias ou artísticas e se aproximam muito mais do nível de novidade que justificou a protecção das invenções.

Assegura-se rapidamente a expansão mundial da protecção, multiplicam-se os instrumentos internacionais neste domínio, e com isto se consolida também a supremacia dos países mais desenvolvidos, impedindo que os outros possam chegar por si ao domínio destes instrumentos informáticos.

Há até um aspecto contraditório, no meio desta expansão internacional, podemos dizer que a matéria em que a disciplina internacional era mais necessária é aquela que não tem ainda

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regra pactuada, consiste em determinar a lei aplicável à disciplina dos conteúdos da Internet, uma vez que estes são colocados em contacto praticamente com todas as ordens jurídicas mundiais.

Começou-se por afirmar que a lei competente seria a do país de origem, o que beneficiaria os países que têm as indústrias de copyright mais desenvolvidas, mas depressa se reparou que isso conduziria a que os produtores escolhessem sedes de conveniência, deslocalizando para os países cujas leis mais lhes conviessem, porque é facílimo colocar um conteúdo num servidor localizado em qualquer parte do mundo, perante esta ameaça de êxodo, não se optou ainda entre o país de origem e o país de recepção (ou seja, todos os países).

Nem mesmo nas convenções de Direito Internacional Privado, para que se recorre agora, se chegou ainda a qualquer solução, mas o pulular de direitos intelectuais vai muito além do que respeita aos bens informáticos, chegou-se a uma viragem decisiva, na sociedade da informação, atribuíram-se direitos sobre a própria informação.

Na disciplina das bases de dados, a Comunidade Europeia criou o chamado direito sui generis do “fabricante” da base de dados, é um direito do produtor da base, esclareça-se, este passa a ter o exclusivo de autorizar a extracção ou reutilização do conteúdo da base de dados, no todo ou em parte substancial, mas o conteúdo da base de dados é a informação, logo, passa a haver direitos que recaem directamente sobre a informação, temos a confirmação do que atrás dissemos, sobre a degradação da informação, que era saber e passa a ser mercadoria.

Este é um ponto essencial, porque contraria o anterior princípio fundamental da liberdade de informação, o princípio era o de que se poderia ir buscar a informação onde se quisesse, hoje, a informação pode ser monopolizada, basta pensar, para se ver como são graves as consequências, que se silencie sobre a reacção contra recusas arbitrárias do produtor da base de fornecer os dados pedidos.

Se ele tem o direito exclusivo e não se prevê licença obrigatória, não se aponta maneira de vencer a sua oposição, com base no direito intelectual.

Há um erro de raiz, ainda que se quisesse atribuir ao fabricante da base de dados um direito específico, esse direito teria por fim apenas assegurar a remuneração em contrapartida das utilizações de terceiros, indo-se para um direito exclusivo, excedeu-se toda a justificação, com claro prejuízo do interesse público.

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Os dados pessoais

A tecnologia trouxe grandes possibilidades de intromissão na vida privada, já hoje deixamos

inúmeros rastos nas nossas práticas diárias. O chefe da rebelião na Chechénia foi detectado e morto através das chamadas do seu telefone móvel.

Essas possibilidades são potenciadas com as redes mundiais, a sua vulnerabilidade continua a ser grande.

No nosso próprio computador, note-se, são depositados os chamados cookies, que a partir das operações que realizamos traçam o nosso perfil de utilizador, cria-se a grande questão da reserva dos dados pessoais, que divide a Europa e os Estados Unidos da América.

Os Estados Unidos manifestam a habitual preferência pela auto-regulação, chegam a um esquema de safe harbor, pelo qual não seriam incomodadas as entidades que tomassem cautelas especificadas mas o esquema não funcionou, até pelo número insignificante de adesões que recebeu.

A nível mundial, os Estados Unidos desenvolvem o projecto “Echelon”, de intercepção das comunicações com a justificação das necessidades de segurança, mas, ao que parece, tem obtido excelentes resultados comerciais, pela informação assim adquirida.

A posição dos países europeus é diferente, partem pelo contrário de uma ideia muito rigorosa

de privacidade, que em si é até muitas vezes exagerada, mas não conseguem fazer prevalecer

o esquema para o exterior.

Com o 11 de Setembro a situação agrava-se, as intromissões recebem um alento muito forte, o destino parece ser o de europeus e japoneses, que já dão apoio técnico ao projecto Echelon, procurarem também eles beneficiar do sistema. Também as recentes ameaças de bomba pela Europa teem ajudado a este facto.

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A localização da informação pelo internauta

Falando em controlo de informação passaremos agora a outro tema. O utente precisa de encontrar, no mare magnum da Internet, a informação que lhe interessa, se não tem os endereços, necessita de recorrer aos navegadores ou instrumentos de busca.

Estes são programas de computador que permitem detectar, em lapso aliás extraordinariamente breve, as palavras ou expressões que lhes são assinaladas mas também os navegadores podem ser manipulados.

Podem ser programados para dirigir os internautas para alguns sítios e deixar outros no esquecimento, mais radicalmente, podem dirigir o internauta para um sítio diferente do que pediu um sítio concorrente, por exemplo.

Na realidade, temos de ter consciência duma redução radical dos conteúdos disponíveis na Internet, a maior parte dos conteúdos desta está perdida, porque não é recuperável.

Se somarmos a isso a manipulação dos próprios instrumentos, vemos que também por aqui o conteúdo de informação da Internet pode ser posto em risco.

Concluindo

Ao liberalizar o comércio só com seus vizinhos, os países estão, por definição, discriminando os que não têm a sorte de estar no clube local. A questão e saber se os “clubes locais” caminham para integrar-se a outros clubes, de forma que haja um grande bloco, do tamanho do planeta, ou se tendem a fechar-se em três ou quatro grandes conglomerados em guerra comercial uns com os outros. Na falta de um projeto global, o risco é o de que cada superbloco se feche para os demais, o que, além do risco de uma guerra comercial, marginalizaria países gigantescos, como a Rússia, que, até agora, não entrou em sistema algum. É sintomático que a União Européia e os EUA estejam empenhados em uma surda guerra para ver qual dos dois consegue fechar antes o acordo com o bloco sul-americano. Como vimos anteriormente no trabalho a história já nos provou que esta situação pode ocorrer. Como agravante, a globalização é uma fatalidade, como já vimos, que possui vantagens e desvantagens. A questãoq eu se coloca é o que irá ser feito na perspectiva de criar um mercado global justo em termos fisicos e digitais?

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COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS

O novo mercado global permite uma troca de produtos a nível mundial, como conseuqncia, as

empresas podem usar a deslocação dos seus diversos sectores para áreas onde podem lhes

permite oferecer mais competitividade.

A oportunidade de mercado

A oportunidade de mercado deriva da possibilidade da empresa se afastar da sua localidade ou

do seu país para procurar um mercado que

procure o que esta oferece.

para procurar um mercado que procure o que esta oferece. Ilustração 5 - Volkswagen carocha de

Ilustração 5 - Volkswagen carocha de 1960

Citando um exemplo podemos ver o comportamento da Volkswagen. Nos anos 60 a marca investiu nos Estados Unidos da América levando para o outro lado do oceano o seu Know-How na construção de carros mas também um nicho de mercado o volkswagen carocha. O carro, que

apenas possuia dois lugares era pequeno, fácil de conduzir e barato, era feito a pensar pequeno, pensar nas pessoas. Este novo conceito

contradizia toda a cultura americana daquele tempo. A comunicação feita ao carro foi também ela diferente de modo a acompanhar o estilo de carro. Baseava-se em anuncios cómicos e divertidos apelando á juventude. O carocha conseguiu superar o prórpio apogeu da indústria automobilistica americana, o Ford T, vendendo milhões de unidades neste pais. Algo incrivel se pensarmos que este carro foi criado por num regime ditadorial comunista. Ironicamente a marca é hoje uma das maiores a nível mundial com 20% do mercado de construção auomobilistica, mais participações na distribuição e aluguer de automóveis e várias marcas mundialmente conhecidas entre elas a Audi, Porshe, Bugatti, Seat e Europcar.

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O aumento da competitividade

Com a porta aberta para realizar transacções de capital em quase qualquer parte do mundo (e com isto pretendemos excluir os paises onde o regime proibe a livre circulação de bens e de informação) as empresas podem adquirir o seu produto ou serviço através de outsourcing de empresas, filiais e parceiros situados noutros países. Foi esta a saida que a Nike encontrou para se tornar numa das maiores empresas de vestuário e desporto do mundo. O facto de explorar mão-de-obra barata em paises sub-desenvolvidos permitiu-lhe ganhar vantagem competitiva em relação ao factor preço. Uma empresa globalizada seria aquela que opera seguindo uma lógica operacional mundial, cujo objetivo seja maximizar benefícios e minimizar custos não importando onde esteja a base de produção

Por outro lado a marca também aposto ,e bem, noutro campo, a unificação da marca. Com a internacionalização do seu produto esta apostou em manter a sua marca coesa e perceptivel procurando anunciar-se sempre junto de actividades relacionadas com desporto como clubes de futebol, jogadores de golfe e craques do basquetebol. Um dos seus grandes investimentos Tiger Woods (campeão mundial de golfe) esteve recentemente envolvido num escandalo mediático devido á sua infedilidade perante a

escandalo mediático devido á sua infedilidade perante a esposa. A Nike apressou-se a socorrer o seu

esposa. A Nike apressou-se a socorrer o seu atleta preparando uma campanha

emocional onde demonstrava de um modo simples e compreensivel por qualqer cultura que ele estava arrependido pelo que tinha feito. Este tipo de acções demonstram a capacidade da Nike em manter a sua imagem intacta

e coerente. Neste caso em específico a marca mostra que soube reagir perante uma situação

complexa de modo inteligente e responsável quase que “dando uma lição de moral” ao seu atlera. Marca podia se ter limitado a cancelar o seu contracto por não querer estar associada a

este tipo de situações.

Ilustração 6 - anúncio da Nike com Tiger Woods a ouvir o seu pai a perguntar-lhe "depois de tudo o que fizeste com que "

sentimentos ficaste? só quero saber ocmo te sentes

A Nike demonstra também a tendencia actual de investir em marcas em vez de investir em

fábricas.

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A desregulamentação dos mercados

A crescente desregulamentação de mercados, como já vimos, é uma mais valia á globalização. No entanto esta também possui as suas desvantagens como já vimos com as crises de 1927 e a de 2008.

Na balança de poder do mundo, o Estado muitas vezes se enfraquece diante do sistema financeiro globalizado. Fruto de uma época ideologicamente confusa (a crença de um sistema único e infalível, o capitalismo, que emergiu após a queda do Muro de Berlim) a situação mostra-se instável para os Estados emergentes. O triunfo de 1989, ano em que o Muro de Berlim caiu, parecia ter permitido um futuro prospero. Em 1995 quando tudo se caminhava para a consolidação da tendencia liberal, o capitalismo começou a investir contra si próprio:

vieram a crise do México, a quebra do Banco Barings e, agora o crash das bolsas. Sob os efeitos da globalização, um vírus inoculado na Bolsa de Hong Kong espalhou-se pelo mundo em outubro/97. Alguns países estão sob o risco porque não seguem à risca as regras do sistema liberal encontram-se com défice ou mesmo com a moeda sobrevalorizada. No caso da china, esta, usa isso para obter vantagens competitivas na exportação pois o governo regula a moeda proibindo a oscilação do valor desta, isto, infelizmente coloca imenso chineses em situações precárias. Evidentemente, o interesse que move as bolsas não é o social, mas o da especulação.

EPBJC 2010

que move as bolsas não é o social, mas o da especulação. EPBJC 2010 Ilustração 7

Ilustração 7 - moeda única europeia

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CONCLUSÃO

Em, suma, podemos concluir que as mudanças politicas e sociais do século XX, já elas consequencias de acontecimentos como a revolução industrial, levaram a que se criassem as condições politicas e sociais para a adoção do capitalismo a nível mundial. Este facto, juntamente com a hegemonia da potência económica que se tornou os Estados Unidos nos finais do Século XX levaram as principais nações do mundo a globalizar-se quase que como numa época dos descobrimentos moderna. Esta subordinação das superpotências levou por sua vez á maneira como vemos a globalização hoje em dia: americanizada e predisposta a conflitos sociais e choques culturais assim como choques económicos apesar da cada vez mai livre circulação de bens e de capital.

Num futuro próximo teremos as respostas ás perguntas que colocá-mos agora e em relação ás quais apenas podemos especular, como irá uma empresa ter de se reinventar para sobreviver? Como irão os grandes blocos económicos jogar este jogo que é a globalização? Irão eles permitir um mundo livre onde as fronteiras servirão apenas para simplificar a organização dos povos ou irão os grandes grupos económicos entrar em guerra?

Será possível a países como a China manterem as suas políticas de controle da economia num mundo que já provou exigir liberalismo? A História diz-nos que não com casos como o do muro de Berlim mas esta mesma história diz-nos que já mais que uma vez as grandes potências entraram em guerra e soterraram o mundo em destroços. Agora até temos novos jogadores neste jogo.

Com as novas tecnologias parte o debate de “como poderemos manifestarmo-nos a nível global contra as medidas de cariz global?” Tudo se passa a nível global, essa será certamente a tendência. Juntamente com a procura das empresas por mercados especificos para cada uma das suas necessidades produção, transformação, venda, etc . Com o objectivo, esse certamente inalterado face ao de hoje, o de cumprir os objectivos estratégicos da entidade.

Resta-nos conseguir as medidas certas para adoptar cada um dos nossos papeis de trabalhador e consumidor num mundo cada vez maior de modo a reinventarmos o nosso prosuto a cada dia.

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BIBLIOGRAFIA

DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

http://pt.wikipedia.org/wiki/Descobrimentos_portugueses

ERA DOS DESCOBRIMENTOS

http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_dos_Descobrimentos

DESCOBRIMENTOS

http://www.prof2000.pt/users/hjco/descoweb/pg000400.htm

A AVENTURA DOS DESCOBRIMENTOS

http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-ler/a-aventura-dos-descobrimentos.html

EVOLUÇÃO DO CONCEITO GLOBALIZAÇÃO

http://www.admpga.hpg.ig.com/page14.html

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STIGLITZ, Joseph E. Livre Mercado Para Todos- Google Books

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http://www.conecteeducacao.com/escconect/medio/geo/GEO02060500.asp

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CASO VOLKSWAGEN

http://www.arqnet.pt/portal/empresas/vw_resultados.html

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