FACULDADES OLGA METTIG PÓS GRADUAÇÃO CURSO DE GESTÃO DE PESSOAS

OS ASPECTOS DOS REGIMES ESTATUTÁRIO E CELETISTA: ESTABILIDADE X GARANTIA DE TRABALHO

Salvador/BA 2011

CURSO DE GESTÃO DE PESSOAS DIREITO DO TRABALHO Adriana Barreto Gaspar Trabalho apresentado c omo requisito final da disciplina Direito do Trabalho. do curso de PósGraduação em Gestão de Pessoas das Faculdades Integradas Olga Mettig. Salvador/BA 2011 2 . sob orientação do Profº Edson Santana .

ESTABILIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ---------------------------------.1.09 5. PROBLEMA: Existe Estabilidade Provisória? ---------------------------------------.06 3. CONCLUSÃO ---------------------------------------------------------------------------------. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ----------------------------------------------------. GARANTIA X ESTABILIDADE -----------------------------------------------------------.16 7. INTRODUÇÃO --------------------------------------------------------------------------------.04 2. Estabilidade do Aprendiz -------------------------------------------------------------.11 6.09 4.SUMÁRIO 1.17 3 .07 4. ESTABILIDADE -------------------------------------------------------------------------------.

A servidão começou a desaparecer no fin al da Idade Média. A Igreja exerceu uma notável ± e não determinante ± ação no sentido da escassez da escravidão. Graças ao seu Código. temos relatos de relações de trabalho que datam da época da criação. apesar da escravidão não ter sido completamente abolida. A dignificação do trabalho vem com o Cristianismo. O extremo poder dos nobres sobre os servos na sociedade feudal determinou o êxodo para as cidades. de modo a controlar o mercado e a concorrência. pois o regime de escravidão negava qualquer relação contratual que trouxesse algum direito ou ganho ao escravo. Há relatos de alguns códigos de leis na antiguidade. Após a escravidão.1. Uma de suas primeiras preocupações foi a implantação do direito e da ordem no país.C e entre os mais conhecidos. 4 . organizados rigidamente. Devido à reforma de Hammurabi.004 a. que foi o resultado do êxodo rural dos trabalhadores para as cidades e da ativação do movimento comercial da Idade Média. causando uma aglomeração de trabalhadores. descritos na bíblia. Na antiguidade havia a estratificação social que é composta de homens livres e escravos. não havia relações de trabalho. o trabalhador mereceu tratamento mais suave. que se uniam em defesa de seus direitos. pelo reconhecimento de alguns direitos civis. e é autor de 282 sentenças que foram reunidas e publicadas em estelas que constituíram o seu código. houve preocupação com o direito dos escravos. vale ressaltar o código de Hammurabi que governou na Babilônia entre 1792 e 1750 a. com o reconhecimento expresso da dignidade humana de todo e qualquer trabalhador. o primeiro desses "códigos" da antiga Mesopotâmia surge no período entre 2. INTRODUÇÃO O trabalho existe desde tempos remotos.C. onde o trabalho escravo predominava.140 e 2. dando lugar ao corporativismo. segue-se o servilismo. Em seguida surgem as Corporações que eram grupos de produtores.

Este trabalho visa discutir os aspectos do s regimes jurídicos celetista e estatutário. escravo. fez -se necessário traçar um breve escorço sobre as relações trabalhista. que continuava explorado e oprimido. O sistema significava uma forma mais branda de escravização do trabalhador . bem como alguns de seus institutos. pois o capitalista livremente podia impo r.bem como garantir os privilégios dos mestres. 5 . realizado em ambiente patriarcal. sem interferência do Estado. No Brasil o grande marco no Direito do Trabalho foi a criação do Ministério do Trabalho em 1930 e promulgação da CLT ± Consolidação das Leis do Trabalho em 1943. porém foi um sistema de enorme opressão. as suas condições ao trabalhador . para tal. Entretanto foram as grandes revoluç ões. Francesa (revolução da idéias) e Industrial (revolução comercial). Os moldes das relações de trabalho na nova sociedade industrial ainda apresentavam grandes falhas. pois anteriormente à Revolução Industrial o trabalho era basicamente servil. As Corporações tiveram grande importância para o surto do moderno capitalismo. que começaram a definir as relações de trabalho como conhecemos hoje.

II. y Dirigente da CIPA: garantida por força do art. do ADCT da Constituição. do ADCT da Constituição. da y Constituição Federal. a intenção do legislador foi garantir autonomia ao membro da CIPA. dentre as quais se destaca: Imunidade Sindical: garantida por força do art. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandado´.´ Embora a estabilidade permanente no trabalho seja privilégio dos aprovados em concursos públicos. VIII. ³a´. para que este tomasse decisões em prol da segurança no ambiente do trabalho. sem intimidar -se com uma possível demissão. se eleito. novamente. da Constituição Federal. do art. de modo a assegurar a manutenção do vínculo empregatício por um lapso temporal defino. São várias as situações de estabilidade provisória assegurada em virtude de lei.2. gerando estabilidade à gestante ³desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto´. II. O 6 . 10. independentemente da vontade do empregador. os funcionários de empresas privadas também têm garantia de emprego. 7º. gerando estabilidade ao ³e mpregado eleito para cargo de direção das comissões internas de prevenção de acidentes. SITUAÇÃO PROBLEMA: Existe Estabilidade Provisória? Para DELGADO (2007). ainda que suplente. y Gestante: garantida por força do art. O principal objetivo do legislador foi garantir autonomia de atuação aos sindicalizados que desejam concorrer a vagas de representação. 8º. gerando estabilidade ao empregado sindicalizado ³a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. Não se pode confundir aqui o prazo de estabilidade provisória com o prazo da licença maternidade estipulado pelo inciso XVIII. 10. Aqui. até um ano após o final do mandado´. ³b´. estabilidade provisória ou garantia de emprego nada mais é do que ³a vantagem jurídica de caráter transitório deferida ao empregado em virtude de uma circunstância contratual ou pessoal obreira de caráter especial.

A estabilidade econômica trata diretamente dos fins pecuniários que o empregado precisa para se manter. Já a estabilidade jurídica é aquela potestativa que se relaciona com a dispensa arbitrária do empregado. Estabilidade enquadra -se numa situação que se encontra em dois grupos: Econômica e Jurídica. da mesma forma podemos afirmar que não há a garantia de emprego. Desta forma podemos afirmar que existe estabilidade provisória. y Acidente do Trabalho: garantida por força do art. que surgem através de situações específicas definidas em lei. pois mesmo que o contrato de trabalho seja rescindido. 3. Todas estas modalidades de estabilidade.primeiro ordenamento legal garante a estabilidade para garan tir a subsistência da mãe e da prole em seus primeiros meses de vida. visam garantir a continuidade do contrato de trabalho. 7 . garantindo assim sua sustentação. seja apenas por justificativa do empregador ( que deve arcar com os custos financeiros de tal rescisão) ou seja por processo j udicial. gerando estabilidade pelo prazo mínimo de 12 meses ³após a cessação do auxílio -doença acidentário´ ao empregado qu e sofreu acidente do trabalho e ficou afastado por mais de 15 dias do trabalho.213/91. o empregador deverá fazer o pagamento integral do período de estabilidade previsto em lei. Todavia vale ressaltar que todas as situações de estabilidade trazem de alguma forma a alternativa de rescisão do contrato de trabalho. 118. visto que o período de estabilidade provisória pode ser indenizado. da Lei 8. ESTABILIDADE De um modo geral a expressão estabilidade está associada à idéia de permanência em um determinado estado por um determinado ente .

Com isso só possuem estabilidade decenal aqueles que adquiriram 10 anos de serviço até 04. Sendo assim. o que se via era que não existia nenhuma garantia pecuniária que garantisse uma saída precoce da empresa.10. em 1943.682/23). Segundo José Antonio. um programa do Governo para econômia em 1964/1966 previa a substituição da estabilidade por um sistema de seguro desemprego´. podemos dizer que teve seu início. e tinham grande número de empregados. sendo posteriormente ampliada para todos os trabalhadores pela Lei n. 42 declarava que depois de dez anos de serviços efetivos. A CF/88. Os empregados mais velhos ficavam sujeitos a doenças e eram os primeiros a serem demitidos. pois só atingia os empregados de classes ferroviárias. A lei dificultava esta demissão.88. 492 a 500 trazem as regras até hoje existentes.Na estabilidade encontra-se um conjunto de medidas que visam atender aspectos na sociedade e pessoais do empregado. nos anos trinta. (2007): ³Com o advento da CLT. sob conseqüência de ver violado um precedente legal e por fim ser penalizado. 8 . esta Lei protegia a classe dos ferroviários. Na legislação trabalhista a estabilidade aparece em vários m omentos. Em seu art. onde sua manutenção deve ser feita continuamente. por sua vez. cada um é revestido de peculiaridades próprias. 4. Criado pela Lei 5. Na época as ferrovias eram poderosas. não sendo optantes do regime do FGTS. tornou o regime do FGTS obrigatório.62/1935. tendo como marco a Lei Eloy Chaves (Lei n. Porém a estabilidade decenal era relativa. No que se refere a estabilidade no emprego no setor privado. além de arrecadar recursos para aplicação de programas sociais ´.107 de 1966 o FGTS visava a aumentar o poder econômico do trabalhador na indenização recebida naquele determinado tempo de serviço prestado para o pelo empregado em seu contrato de trabalho. só poderiam ser demitidos por falta grav e constatada em inquérito administrativo. Com a criação do FGTS a estabilidade decenal só atingia aos não optantes do sistema do FGTS. o empregado das empresas a que se referia a Lei. os arts.

salvo quando: 9 . admitidos através de aprovação prévia em concurso público. Caso o aprendiz seja portador de deficiência.10. Garantia de emprego é um instituto mais amplo que a estabilidade. Em observância aos princípios contidos no art. outras medidas destinadas a fazer c om que o trabalhador obtenha o primeiro emprego e a manutenção do emprego conseguido. Relaciona-se com a política de emprego. e o aprendiz a executar. 428 da CLT). há pelo menos cinco anos continuados. GARANTIA X ESTABILIDADE Estas duas figuras não se identificam embora seja muito próximas. São exemplos: o art. além da estabilidade. formação técnico-profissional metódica. em exercício na data da promulgação da constituição. compatível com o seu desenvolvimento físico. é um contrato de trabalho especial. parágrafo único. 429 da CLT. é assegurado aos adolescentes na faixa etária entre 14 e 18 anos a prioridade na contratação para o exercício da função de aprendiz. 2º.598/05). 4. Compreende. o art. Estabilidade do Aprendiz O contrato de aprendizagem pertence à modalidade do contrato por prazo determinado.1. com duração máxima de dois anos.88 aboliu o regime da estabilidade absoluta. em que o empregador se compromete a assegurar ao adolescente com idade superior a 14 anos até os 18 anos e ao jovem a partir dos 18 anos até os 24 anos.Desta forma a CF de 05. do Distrito Federal e dos Municípios. com exceção dos servidores públicos civis da União. com zelo e diligência. moral e psicológico. que impõe emprego a menores aprendizes. não haverá limite máximo de idade para a contratação (art. 513 da CLT. que prioriza a admissão de trabalhadores sindicalizados. do Decreto nº 5. 227 da Constitu ição Federal ± CF/88 e no Estatuto da Criança e do Adol escente (Lei nº 8.069/90). da administração direta autárquica e das funções públicas. 4. as tarefas necessárias a esta formação (art. etc. inscritos em programa de aprendizagem. dos Estados.

e III ± a natureza das atividades práticas for incompatível com o desenvolvimento físico.I ± as atividades práticas de aprendizagem ocorrerem no interior do estabelecimento. 432. II ± quando o aprendiz chegar à idade limite de 24 anos. salvo nos casos de aprendizes deficientes. sujeitando os aprendizes à insalubridade ou à periculosidade. As férias do aprendiz deverão coincidir com um dos períodos das férias escolares do ensino regular. § 1º. computadas as horas destinadas às atividades teóricas e práticas (art. A jornada de trabalho legalmente permitida para o aprendiz é de: 6 horas diárias. deverão ser admitidos. I. do Decreto nº 5. para os que ainda não concluíram o ensino fundamental. computadas as horas destinadas às atividades teóricas e práticas (art. no máximo. 432. II ± a lei exigir. 10 o risco ou realizá-las y y . obrigatoriamente. Nestas atividades. da CLT). 11. licença ou autorização vedada para pessoa com idade inferior a dezoito anos. sendo vedado o parcelamento.598/05). São hipóteses de rescisão de contrato de aprendiz: I ± ao término do seu prazo de duração. para o desempenho das atividades práticas. da CLT). uma vez que o parágrafo 2º do artigo 136 da CLT lhe assegura esse direito. parágrafo único. no máximo. caput. jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos (art. 11. para os qu e concluíram o ensino fundamen tal.598/05). conforme o parágrafo 2º do artigo 134 da CLT. II e III do Decreto nº 5. sem que se possa ilidir integralmente em ambiente simulado. 8 horas diárias. psicológico e moral dos a dolescentes aprendizes (art.

no caso de extinção. b) falta disciplinar grave. férias proporcionais. férias vencidas (se houver) e FGTS do mês da rescisão. em sentido amplo. são devidos. Ainda se faz necessário ressaltar que não são aplicáveis os artigos 479 e 480 da CLT no caso de rescisão antes de findo o prazo estipulado no contrato. com os então chamados empregados públicos. todas as verbas rescisórias previstas na legislação para referida forma de contratação. 13º salário. estabelecendo sua adoção pela administração direta. 5. a Administração Pública adotava a CLT para regular as relações trabalhistas. com vínculo empregatício e mediante remuneração paga pelos cofres públicos´.III ± ou. d) a pedido do aprendiz Sendo o contrato de aprendizagem um contrato por prazo determinado. para designar "as pessoas físicas que prestam serviços ao Estado e às entidades da Administração Indireta. a Constituição Federal de 1988 estabeleceu para a Administração Pública o Regime Jurídico Único. podemos também afirmar que não há estabilidade para o aprendiz devido às características do contrato de trabalho por prazo determinado. Conforme afirma Beiro (2004). nos seguintes casos: a) desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz. Assim. Até a publicação da Constituição Federal de 1988. pelas autarquias e fundações. 11 . c) ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo. antecipadamente. São elas: saldo de salário. extinguindo a possibilidade do ingresso em outro regime jurídico. ESTABILIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Servidor público segundo Di Pietro (2008) é o termo utilizado.

II . III . sem direito a indenização. § 2º . e o eventual ocupante da vaga. fixação do número de cargos e dos vencimentos em lei. sem poder modificá -la. § 1º . aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço . se estável. O regime estatutário foi introduzido no País em 1939. todas as esferas do poder publico estabelecer regimes jurídicos diferentes como regimes não-contratuais. ou da CLT ou ainda de natureza administrativa especial. mas não tem direito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. então vejamos: "Art. e estabilidade funcional.São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. assegurada ampla defesa.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.O servidor público estável só perderá o cargo: I .em virtude de sentença judicial transitada em julgado. a Emenda Constitucional nº 19/98 suprimiu a obrigatoriedad e de um regime jurídico único para todos os servidores públicos. podendo. O servidor estatuário tem estabilidade. 41 . então. 12 . ingressando numa situação jurídica já delineada. pois são regidos por um estatuto que é uma lei. universalizando esse modelo de regime.que não fosse o estatutário.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. no Governo de Getúlio Vargas e trouxe várias garantias para os servidores como a admissão apenas por concurso público. será ele reintegrado. No regime estatutário o servidor é nomeado através de um ato unilateral. na forma de lei complementar. A Constituição Federal de 1988 afirma a garantia da estabilidade para os servidores públicos. reconduzido ao cargo de origem. No entanto.

visto que é um requisito exigido pela CF. at seu adequado aproveitamento em outro cargo. Com a Emenda Constitucional nº 19/98 que suprimiu a obrigatoriedade de um regime jurídico único. Caso fosse assim. três anos de estágio probatório e a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.§ 3º . de que forma é adquirida a estabilidade prevista pela Constituição nesta instituição? Podemos dizer. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. autarquias. decorrente de concurso público. enquanto o ocupante do cargo público tem um vínculo estatutário." A estabilidade no setor público. obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. poderia o servidor fazer qualquer contravenção ou abuso prejudicando o Poder Público e a coletividade. ou seja. Devemos mencionar que há casos em que o estágio probatório e avaliação de desempenho ainda não foram regulamentados. e ate então não regulamentado pela PMS. fundações e Associações públicas. sob regência da CLT. não é incontestável. é o caso da Prefeitura Municipal do Salvador. não temos só servidores públicos no âmbito da Administração Publica.Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. que de forma arbitraria. porém. Dessa forma o ocupante de emprego público tem um vínculo contratual. § 4º . regido pelo Estatuto d os 13 . Segundo a constituição verificamos a existência de requisitos para que o servidor adquira da estabilidade. que podemos conceituar como aqueles que ocupam empregos públicos criados por Lei. desta forma basta que cidadão seja admitido por concurso publico e após 03 anos ele será estável sem qualquer avaliação. Atuando na Administração Direta. o servidor estável ficará em disponibilidade.Como condição para a aquisição da estabilidade. temos os empregados públicos . sendo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. A doutrina firma distinções abso lutas entre os ocupantes de " cargo público" e os que ocupam "emprego público". estando já estável no cargo. então devemos nos perguntar.

da Lei 9. por si só. IMPOSSIBILIDADE. o que traz diversas correntes sobre a estabilidade na Administração Pública. podemos destacar entre as mais controversas: a) Os empregados públicos. incompatível exatamente. Há o entendimento de algumas correntes. é com o regime do FGTS. 41.EMPREGADADADE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. b) A estabilidade prevista no art. 37. a sua implementação para alcançar a estabilidade ao empregado aprovado nessa forma de seleção. eles tem que cumprir o contrato de experiência. julgados. que tem alguns Recursos extraordinários. que visa. não cumprem o requisito. 37 DA CF/88. do estágio probatório e da avaliação de desempenho. O vínculo entre o recorrente e a recorrida se deu no âmbito da Consolidação das Leis Trabalhistas. a sua contratação é necessariamente precedida de concurso público. da CFB. proteger economicamente os empregados sujeitos à quebra do vínculo empregatício. pois em principio. visto que. com entendimentos diferentes: a) TRABALHISTA. II. As disposições constitucionais que regem os atos administrativos não podem ser 14 .Funcionários Públicos. sobre a estabilidade dos empregados públicos celetista. Ao empregado público. abre um precedente para alcançar a estabilidade a todos que exercem uma atividade pública. Podemos dispor de alguns pontos que trazem divergências. Essas contradições se estendem até o STF. não bastando. que tem uma prazo máximo de 90 dias.968/0 0 e do art. REGIME CELETISTA. fato que para alguns. de que a exigência de concurso público se constitui em uma tentativa de moralizar o acesso ao emprego público. 2º. READMISSÃO COM FUNDAMENTO NO ART. por força do art. da CFB. temos dois regimes jurídicos diferentes. com normas próprias de proteção ao trabalhador em caso de dispensa imotivada.

(Supremo Tribunal Federal. Relatora: Ministra Ellen Gracie.229. o que afasta a aquisição da estabilidade por parte do servidor empregado público regido pela CLT. refere: "a) nomeação para cargo de provimento efetivo ± embora se referia ao servidor. bem como a disparidade de requisitos entre este e o servidor estatutário que se verificaria na prática. Precedentes." Diante do exposto concordamos com a corrente doutrinaria.)" Para Meirelles acerca desta problemática da estabilidade do empregado público. Publicado no Diário da Justiça da União de 14 de maio de 1999. é atributo do cargo. considerando a literalidade do texto constitucional. Relator: Ministro Marco Aurélio de Mello. 15 . redundando em diferentes graus de exigência para a concessão da mesma vantagem. Recurso extraordinário n. (Supremo Tribunal Federal. 41 da Constituição Federal independe da natureza do regime jurídico adotado.º 363.º 187. Recurso extraordinário conhecido e provido. A estabilidade prevista no art.328. q ue afirma a impossibilidade de aquisição de estabilidade ao empregado público." b) "ESTABILIDADE. Os servidores concursados e submetidos ao regime jurídico trabalhista têm jus à estabilidade.invocadas para estender aos funcionários se sociedade de economia mista uma estabilidade aplicável somente aos servidores públicos. SERVIDOR PÚBLICO. Publicado no Diário da Justiça da União de 19 de setembro de 2003). pouco importando a opção pelo sistema do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Recurso extraordinário n.

o regime estatutário possui natureza "institucional". por conseqüência possui direito ao FGTS. enquanto o celetista possui seus direitos estipulados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e. mas sendo possível em caso de falta grave. no setor privado só existe estabilidade provisória e que em diversas situações podem ser indenizadas. portanto. não tem direito ao FGTS.6) CONCLUSÃO Concluímos. em regra. 16 . n ão sendo permitida a demissão a livre vontade e conveniência do superior. caráter contratual à relação mantida entre o servidor e o Estado. pois enquanto a CLT se baseia em uma relação de caráter contratual. enquanto na administração pública ela deve rigorosamente respeitar os princípios constitucionais do co ntraditório e da ampla defesa. os estatutários. permitindo a discussão das respectivas condições de trabalho . ou seja.respeitados os direitos e garantias mínimos estabelecidos em seu texto . porém possuem estabilidade após o estagio probatório . que o regime estatutário reúne determinadas características. Uma diferença importante a ser citada entre o regime estatutário e celetista está centrada no recolhimento do FGTS. possui seus direitos estipulados por lei. negando. que o aproxima e o torna apropriado ao disciplinamento da relação entre os entes e órgãos estatais e seus servidores. Constata-se também que a estabilidade profissional em nenhum regime é absoluta. então.

± São Paulo: Atlas.328. Editora Atlas S . Amauri M. Amauri M. Alexandre de. 24ª.229.. 2010. BRASIL. 2001. 17 Ed. 2010. MARTINS. 1998. editora Saraiva.. São Paulo. ± São Paulo: Malheiros.º 187. Ed. Recurso extraordinário n. 17 E d. Direito Constitucional. Publicado no Diário da Justiça da União de 14 de maio de 1999. BRASIL. MEIRELLES. 36ª Ed..º 363. MORAIS. 2008. página 585 NASCIMENTO. página 330 NASCIMENTO. Sérgio Pinto. Maria Sylvia Zanella.7) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DI PIETRO. Direito Administrativo. Publicado no Diário da Justiça da União de 19 de setembro de 2003. Direito do Trabalho. Curso de Direito do Trabalho. 21ª. editora Saraiva. 7ª Ed. ± São Paulo: Atlas. Relator: Ministro Marco Aurélio de Mello. Direito Administrativo Brasileiro. Ed. Curso de Direito do Trabalho. Recurso extraordinário n. página 587 17 . Supremo Tribunal Federal. São Paulo. Supremo Tribunal Federal.. 2001. Hely Lopes. São Paulo. Relatora: Ministra Ellen Gracie.A.

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