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Factos Históricos ligados à Península Ibérica

Cronologia

Há cerca de 10000 anos a. C., isto é antes de Cristo nascer, viviam na Península Ibérica os
Iberos, aos quais mais tarde se juntaram outros povos, tais como os Celtas, os Fenícios, os
Gregos e os Cartagineses.
Os Iberos deram o nome à Península. Estes viviam em povoados
e dedicavam-se à agricultura e à pastorícia. Eram artistas na
cerâmica e na ourivesaria.

A partir dos princípios do primeiro milénio (séc. X a. C.)


começaram a chegaram os Celtas, vindos da Europa.
Construíram os castros, povoações protegidas. Trabalhavam os
metais e construíam adornos, armas, alfaias agrícolas. Eram
também bons ourives.

Mais tarde, Celtas e Iberos misturaram-se e formaram um único povo -


os Celtiberos. Desta fusão, nasceu a tribo dos Lusitanos. Estes
habitavam na Lusitânia. Eram guerreiros e dedicavam-se à agricultura e
à pesca. Mas as riquezas de Península em metais – prata, cobre, estanho,
chumbo, ouro atraíam outros povos mais evoluídos: Fenícios, Gregos e
Cartagineses.

 
Fenícios
    Os Fenícios, os Gregos e os Cartagineses  vinham da Ásia e do Norte de
África.

     Eles navegavam no mar Mediterrâneo e dedicavam-se ao comércio.

     O contacto com estes  povos  foi benéfico:  

 Fenícios trouxeram o alfabeto;


 Gregos o uso da moeda; 

 Cartagineses a conservação dos alimentos através do sal.


   

       
Os Fenícios, Gregos e Cartagineses, povos próximos do mar Mediterrâneo,
foram atraídos à Península, pelos recursos naturais, sobretudo minérios,
azeite e vinho. Trouxeram os seus conhecimentos, as suas riquezas e fizeram
trocas comerciais com os povos de cá....

HISTÓRIA
VISTA
Materiais para ensino e aprendizagem da História
Fenícios, Gregos e Cartagineses
Alfabeto fenício

              Moeda grega


com a efígie (rosto) de Dionísio (deus do vinho) que em Roma se chamava Baco
Sal, muito nosso conhecido...

Fenícios, Gregos e Cartagineses vieram à Península Ibérica para fazer comércio.


Não vinham em guerra, chagaram pacificamente, apenas para trazer os produtos
das suas terras que procuravam trocar pelos de cá. Mas deixaram novas ideias e
costumes e deram a conhecer o alfabeto (os Fenícios), a moeda (os Gregos) e a
conservação dos alimentos através do sal (os Cartagineses)
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Fenícios, Gregos e Cartagineses

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terminar, clica em "Verificar".    barcos      comércio      desenvolvidas     
documentos      Gregos      informações      moeda      pesos e medidas   
Fenícios, e Cartagineses dedicavam-se intensamente ao ;

trouxeram consigo marcas de civilizações mais como, por exemplo,

a escrita, a , sistemas de , a roda de oleiro, novos ;

alguns dos seus vestígios são considerados históricos, porque provam

a sua existência e dão-nos sobre os seus modos de vida.

 Verificar 

FENÍCIA(hoje Líbano)
OS FENÍCIOS - POVO QUE NAVEGAVA
Sugestões;

Destacar a navegação – fato curioso. Instrumentos


náuticos, não havia e daí?Como fazer?
Destacar o Comércio – fato curioso – inventores do vidro e da
púrpura, murex, comerciaram, e negociaram muito bem....Observe no
final do texto, como eles faziam o comércio
Destacar a arte fenícia
Nem só de agricultura e artesanato vivem os homens da antiguidade
oriental. Alguns povos, como os fenícios, de origem semita, desenvolvem o
comércio marítimo no Mediterrâneo Oriental. Deixam de ser nómadas do
deserto para ser nómadas do mar.
O conhecimento dessa civilização é possível ser estudado através dos
vestígios deixados por todos os locais onde aportavam os barcos fenícios e
pelos contactos com outros povos.
A voracidade comercial dos fenícios fica conhecida em todo
Mediterrâneo. Todos os povos conhecem o seu feroz espírito de lucro. Eles
ignoram a vida pós-morte, a justiça divina e lançam crianças no fogo em
sacrifício aos seus deuses. Não há vestígios de traços da cultura fenícia que
tenha colaborado para o progresso do pensamento humano só o alfabeto
que falaremos mais adiante.

Os fenícios dedicavam-se ao comércio


Provavelmente, os fenícios são descendentes de povos da Caldéia, de
origem semita, fixam-se em terras do actual Líbano, terra com
aproximadamente 200 km de comprimento, com menos da metade de
largura, comprimido entre os contrafortes do planalto de um lado e o
Mediterrâneo do outro, esse é o espaço geográfico dos fenícios.
Salvo o fundo dos vales, onde a água pode ser aproveitada para
agricultura, tudo o mais são planícies secas, onde os pastores cuidam do
gado, ou encostas de montanhas onde cresce em abundância o cedro,
madeira ideal para a construção naval.
Impelidos, historicamente para o Mediterrâneo, a massa da
população é constituída de marinheiros e artesãos pobres que trabalham sob
as ordens de uma aristocracia que vive em função do comércio marítimo.
Essa classe de mercadores detém a posse do poder nas cidades-Estado e
possuí os escravos e mercenários conseguidos nas andanças pelo
Mediterrâneo. Os primeiros trabalham como remadores ou artesãos e os
segundos protegem as naus e as muralhas das grandes cidades-porto.
Aos fenícios a natureza deu a opção de se restringir aos minguados
recursos da agricultura ou se lançar ao mar à procura da riqueza que a terra
não oferece. Os fenícios contam, para o desenvolvimento do comércio, com
o cedro para a construção naval, a proximidade do mar e a presença do
Egipto, com toda a sua produção de cereais. Desenvolvem
extraordinariamente o artesanato comercial, buscam uma produção em
série de objectos facilmente negociáveis no Mundo Antigo, como armas,
vasos, adornos de cobre e bronze, tecidos brocados e até mesmo objectos
de vidro, conseguindo, também, convencer os povos ribeirinhos a autorizá-
los a comerciar em suas praias.
Os fenícios invejam a supremacia dos cretenses e buscam melhorar a
competitividade dos seus produtos e agilidade da frota marítima para
gradativamente tomar os mercados dos cretenses. Elesconhecem as rotas de
navegação, atravessam o Mediterrâneo de um lado ao outro, cruzam
Gibraltar em busca do Atlântico e das Ilhas Britânicas. Chegam mesmo a
fazer uma viagem de circum-navegação da África, muito antes dos
portugueses.
O comércio de escravos é habitualmente desenvolvido pelos fenícios,
que descobrem onde e como obter materiais raros para a época, como cobre
e estanho. O aumento demográfico os leva a fundar cidades-colónia, na orla
do Mediterrâneo, que funcionam como entrepostos de comércio e
abastecimento. No Norte da África, destaca-se Cartago, fundada pelos
fenícios de Tiros. Cartago é o entreposto das riquezas do Sudão e da África
Central. Comerciava escravos, peles de animais, penas de aves, ouro,
marfim e madeiras preciosas. Cartago se integra com as civilizações
africanas.
Os fenícios se empenham em despistar seus rivais e manter em
segredo os pontos de comércio. Anseiam pelo monopólio no Mediterrâneo
que conseguem durante algum tempo. Cartago procura fazer do
Mediterrâneo um mar cartaginês. Cunha a própria moeda, estabelece
tratados com gregos e etruscos para delimitar zonas comerciais.
As cidades fenícias detêm a hegemonia* comercial no Mediterrâneo
por algum tempo e são concorrentes dos etruscos, gregos e romanos.

Reflita sobre
 Os fenícios e a forma original de organização marítima. Pode-
se considerar a situação geográfica como único condicionante no processo
de expansão marítima?

As cidades fenícias no Mediterrâneo


Os fenícios não chegam a estabelecer um reino unificado, como
outros povos antigos. A rivalidade de interesses leva as cidades a
disputarem as melhores rotas comerciais, ora lutando entre si ora unindo-se
para combater um inimigo maior. Bíblos é a primeira cidade-Estado a
atingir expressão comercial. Desenvolve o comércio e explora as rotas do
Mediterrâneo. Por volta de 2500 a.C. alcança um esplendor económico que
lhe permite a hegemonia no actual Líbano.
Utilizando os hieróglifos egípcios e a escrita linear dos cretenses os
comerciantes fenícios fazem uma adaptação à língua de Bíblos e pelos sons
conseguem uma escrita alfabética que reduz consideravelmente seus
trabalhos de contabilidade. Bíblos cresce se aproveitando do
enfraquecimento de Creta.
Sidon, aproximadamente em 1400 a.C., consegue a supremacia naval
e militar, e leva suas naus às rotas mais distantes.
Tiro é a terceira cidade-Estado e a de real importância. Em
consequência das invasões dos povos do Mar e da decadência do Egipto, as
cidades fenícias de Tiro e Sídon conquistam a preponderância marítima do
Mediterrâneo. Os armadores enriquecidos em duas gerações governam em
Tiro através de um conselho que impõe suas decisões ao rei. Tiro acumula

*
enormes riquezas geradas pelo comércio com o Oriente. Arquitectos e
artesãos desenvolvem as manufacturas e as construções das cidades. Os
fenícios chegam mesmo à França e a Inglaterra. Por fim chegam à costa
atlântica da África, Sicília, Sardenha e Espanha, continuam agrupadas em
torno da metrópole. Tiro vive com um verdadeiro império marítimo que
abre uma nova era na história da Antiguidade. Diante da expansão dos
Estados orientais, os fenícios vêm-se obrigados a firmar alianças com os
conquistadores assírios, babilónicos e persas, que lhes garantem uma certa
autodeterminação política.
Cartago sobrevive como a cidade fenícia mais esplendorosa, até que
é destruída no século I a.C. pelos romanos nas Guerras Púnicas. Você vai
saber mais detalhes adiante.

O Alfabeto Fenício revoluciona a Escrita


Há um progresso geral da humanidade com a navegação e com o
conhecimento geográfico proveniente da exploração das rotas e mares
realizados pelos fenícios. Todavia, a grande contribuição fenícia é o
alfabeto. A partir do ideograma* egípcio, chegam a um conjunto de vinte e
duas letras, mais tarde transferidas aos gregos, e mesmo a nós.
Provavelmente, simplificam a escrita, objectivando maior facilidade nas
operações comerciais, uma vez que não deixam na arte literária qualquer
obra de real importância. A vulgarização da escrita atende às necessidades
comerciais. É um instrumento de riqueza e não de difusão cultural. Eles
conservam cuidadosamente o segredo de suas experiências e seus
itinerários marítimos. Durante longo tempo são os únicos conhecedores dos
berberes da África e as costas da Espanha.

CONCLUINDO

Os fenícios, navegantes e comerciantes aperfeiçoam a arte náutica,


criam o alfabeto e se constituem no elemento de ligação entre os povos da
antiguidade mediterrânea.
Podemos afirmar que contribuíram muito para que o Ocidente
europeu participasse da cultura mediterrânea. Os fenícios, confinados em
cidades-Estado litorâneas, sobrevivem durante vários séculos e escapam
das anexações dos impérios conquistadores.
Os fenícios de escala em escala chegam às minas de prata da
Espanha e ao comércio de estanho nas ilhas bretãs. Fundam Cádis e
Málaga. Os navios que vinham da Espanha para as cidades da Fenícia têm
âncoras de prata.

*
Ideograma = sinal que não exprime letra ou som, mas diretamente uma idéia, como os algarismos.
A supremacia fenícia no Mediterrâneo parece sem limites, até que
surgem os gregos jónios. A partir daí os fenícios começam a fazer alianças
com outros povos para enfrentar a concorrência grega.

PANORAMA ARTÍSTICO-CULTURAL

Devido a praticidade e a preocupação em realizar constantemente


negócios, não tiveram um clima propício para as criações artísticas.
As escavações efectuadas em Bíblos revelam-nos uma parte da
produção artística deste povo.
 Arquitetura: Constroem templos com grandes pátios e um
altar principal. São comuns colunas, estátuas e estelas.
Devido ao pouco espaço territorial que possuem edificam muitas
obras ocupando-se da verticalidade.
Erguem muralhas para cercar suas cidades. Os achados
arqueológicos nos revelam bairros com casas de vários pavimentos, zona
portuária, templos e palácio do príncipe local.
 Escultura: com relação a escultura vemos representações de
divindades em pedra e marfim.
Objectos de marfim e vasos são encontrados com frequência pelos
arqueólogos.
Os fenícios viajavam muito para comercializar e por isso, sua arte é a
mistura da arte de outros povos. Um bom exemplo é a arte funerária. Em
Ugarit, os túmulos são precedidos de um corredor ao modo dos micénicos.
Em Bíblos, o sarcófago do rei está sob um friso de lotus*, há esfinge e uma
mesa com oferendas. Em Sídon, os sarcófagos assemelham-se a templos
gregos.
Os entalhes de marfim constituem uma das actividades
artesanais mais apreciadas. É o caso do conjunto de Nimrud. Podemos ver
nessa obra de 10x10 cm (século VIII a.C.) que se encontra no Museu
Britânico de Londres, o naturalismo da cena, que é uma leoa, matando um
homem.
Muitos objectos de luxo do mobiliário doméstico também foram
encontradas e todos representando cenas do quotidiano.
 Pintura: acompanha a escultura. Os pintores trabalham as
obras de artes esculpidas.

Pesquise sobre
 A importância do alfabeto na difusão cultural da Humanidade.
*
TEXTO COMPLEMENTAR

(...) Quando o navio estava pronto para partir, os Fenícios enviaram


à escrava um dos seus para avisá-la, homem manhoso que apareceu no
palácio a pretexto de aí oferecer à venda um colar de ouro guarnecido de
âmbar. Enquanto, querendo comprá-lo, minha mãe e as suas criadas
tinham os olhos postos no colar, e a brilhante jóia passava sucessivamente
por suas mãos, o velhaco, em silêncio, fez sinal à fenícia e recolheu-se
prestes ao barco. Então ela tomou-me pela mão e saiu comigo do palácio.
Na sala de entrada, agarrou e escondeu sob o vestido três das várias taças
de ouro que cobriam as mesas postas para meu pai e os principais chefes
que partilhavam dos nossos festins e com os quais ele fora à assembléia do
povo, na praça pública. Caía a noite; chegamos numa rápida corrida ao
porto, onde nos esperava o ágil barco dos fenícios... O vento e a onda
trouxeram o navio a Ítaca. Laertes (rei de Ítaca e pai de Ulisses) comprou-
me por um preço considerável. (...)
Homero - poeta grego do séc VIII a.C. “Odisséia”.
Freitas, Gustavo de, 900 textos e documentos de história, Plátamo
Editora.

              

 
Porto Cartaginês

Soldado Cartaginês
Barco de Guerra Cartaginês

1.- Definição.

     Os confrontos bélicos que ocorreram entre os cartagineses e


os romanos, durante os séculos III e II a.C., pela hegemonía no
Mediterrâneo.

    Roma e Cartago, que desde 510 a.C. tinham vivido em paz por
sucessivos tratados amistosos, durante o século III a.C. lutaram
pela posse da ilha da Sicília, num conjunto de guerras, a que se
deu o nome de Púnicas, que se desenrolaram em torno do
Mediterrâneo: Sicília, Península Ibérica, Península Itálica e
finalmente na própria Cartago.
Cartago

    Os antecedentes do conflito tiveram origem na expulsão de


Pirro da ilha da Sicília: os cartagineses atacaram Messina, onde
se tinham instalado uns mercenários procedentes da Campânia
(os marmertinos ou filhos de Marte). Estes pediram auxilio a
Roma, que deste modo encontrou um pretexto para intervir na
Sicília e disputar aos cartagineses o domínio do Mediterrâneo
Central. 

 
Durante muito tempo os Romanos, naturais da Antiga
Roma, na Itália, tinham o poder da força, era um povo
muito poderoso e com muita habilidade na arte da
guerra.

No Século III a. C., os Romanos invadiram a Península


Ibérica, a qual era habitada, nessa altura, pelos
Celtiberos ( Lusitanos).

 
Os Romanos dominaram a Península Ibérica durante quase setecentos anos. Introduzindo as
suas leis, os seus costumes e a sua língua. Construíram pontes, estradas, monumentos.
Romanizaram a Península Ibérica.

No começo do  século V os Suevos, povo oriundo do


Norte da Europa, invadem a Península Ibérica.

Outro povo, os Visigodos, invadem também a


Península Ibérica. Estes, mais fortes do que os Suevos,
submeteram-nos e ficaram a dominar quase todo o
território.

Como os Suevos e os Visigodos, não eram tão


civilizados como os Romanos, eram chamados de
"Bárbaros".

Com a invasão e fixação dos Germanos  (Visigodos,


Suevos, Vândalos, Lombardos, Ostrogodos e outros)
no mundo Romano dá-se início à Idade Média (Século
V até ao início dos Descobrimentos e do Renascimento
- século XV).
Os Mouros foram os últimos invasores.

No ano 711 - Um novo povo de origem árabe vindo do Norte de África e seguidor de
Maomé e do Islamismo, invade a Península Ibérica e derrota os Visigodos na Batalha de
Guadalete.

Os Árabes, também são conhecidos por: Mouros, Maometanos, Sarracenos ou infiéis.

Os Árabes possuíam uma civilização bastante evoluída, da sua língua passaram para o nosso
vocabulário vários vocábulos: algarismo, alcatruz, laranja, Algarve, Faro,
Odemira… Influenciaram mais o Sul da Península Ibérica, onde se podem encontrar mais
vestígios da sua cultura.

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