Você está na página 1de 20

Residência: Saúde Pública

Módulo 1
Aula 1- Políticas de Saúde no Brasil Contextualização Histórica
História antes da criação do SUS
Conceitos de Políticas Públicas:
Expressão da postura do poder público em face dos problemas da sociedade;
Organização da ação do Estado para atendimento de uma demanda específica da sociedade;
‘’ Programas de ação do governo’’, que devem ‘’ visar a realização de objetivos definidos, expressando a
seleção de prioridades, a reserva de meios necessários à sua consecução e o intervalo de tempo em que se
espera o atingimento dos resultados’’; - identifica o problema, prioriza, define quem vai fazer e onde tem os
recursos necessários para aplica-los.
Devem ser a expressão pura e genuína do interesse geral da sociedade. (diminuir as iniquidades sociais, não
existe isso.)
Períodos Históricos

 Descobrimento ao império (1500- 1889);


 República Velha (1889- 1930);
 Era Vargas (1930- 1964);
 Autoritarismo (1964- 1984);
 Nova República (1985- 1988)
 Pós constituinte (1989...)
MEMORIZAR PERÍODO E FATO MARCANTE
Contexto

Período Histórico Cenário Político e Econômico Perfil Epidemiológico Organização do Setor


Saúde
Descobrimento ao País agrário extrativo (açúcar, café Doenças pestilenciais  Boticários;
império com leite) Curandeiros
 Medicina liberal,
escassez de
médicos
 Alto preço das
drogas e dos
remédios oriundos
de Portugal e do
Oriente;
 Saberes curativos
dos indígenas;
Jesuítas
República Velha Instalação do modo de produção Predomínio de doenças Acesso da população:
(nordeste para capitalista, surgindo as primeiras transmissíveis, grandes medicina liberal e
sudeste) indústrias. Mas, ainda assim, epidemias e doenças hospitais filantrópicos (só
modelo predominante era Agrário- pestilenciais, fruto da usava quem tinha
exportador (café, borracha) imigração, migração, dinheiro).
Instalação do capitalismo no Brasil formação de aglomerados Ideologia liberal: o Estado
-> Primeiras indústrias -> e das precárias condições deveria atuar somente
investimento estrangeiro de saneamento básico: naquilo que o indivíduo
Precárias condições de trabalho e Febre amarela; sozinho ou a iniciativa
de vida das populações urbanas -> Varíola; privada não pudesse fazê-
surgimento de movimentos Tuberculose; lo- Não era obrigatório.
operários (greves em 1917 e 1919- Sífilis; Não era o conjunto de
Residência: Saúde Pública
consequência da Lei Eloy Chaves- Endemias rurais; problemas de saúde e
primeiro marco da intervenção do carências da população
estado em relação ao trabalhador- que passaram a ser objeto
previdência social); de atenção do Estado e sim
Embriões de legislação trabalhista e aqueles que diziam
previdenciária (criação das CAPS, respeito a interesses
pela Lei Eloy Chaves) específicos da economia
exportadora:
Lei Eloy Chaves: organização das A insalubridade dos portos
CAPS (Caixas de Aposentadorias e (saneamento)
Pensões) Atração e retenção de
1923- CAP dos ferroviários força de trabalho.
1926- Portuários e Marítimos
MARCO INICIAL DA Epidemia da febre amarela
PREVIDÊNCIA SOCIAL NO na Capital da República-
BRASIL Oswaldo Cruz assume o
departamento Federal de
CAPS saúde pública, onde fez
Por instituição ou empresa; usos de ações arbitrárias
Aposentadorias e pensões; Serviços (uso de polícia)
funerários, socorro médico para a
família e medicamentos por preço Erradicação da febre
especial amarela, com medidas
Assistência por acidentes de campanhista, e vacinação
trabalho. obrigatória (varíola), Lei
Financiamento e gestão: 1253/1904 que
trabalhador e empregador desencadeou a revolta da
Assistência médica aos vacina.
trabalhadores. OC assume na febre
amarela, mas a revolta é
Ameaças aos interesses do modelo devido a varíola
AGRÁRIO- EXPORTADOR
Intervenção do Estado- organização Dicotomia da Saúde no Br
do serviço de saúde pública e Saúde Pública
campanhas sanitárias. Prevenção e controle das
O brasil era conhecido pelos outros, doenças- coletividade
como um país pestinicial, faz com (Não era o perfil da
que os outros países não tenham sociedade)
interesse em vir para cá. Modelo campanhista- MS
Organiza serviços com foco na (Mais usado.
necessidade econômica (sem
interesse para população). Previdência social:
Medicina individual
(assistência)- exclusiva
Modelo médico privatista-
previdência, CAPS

Era vargas 1930- A crise do café e a crise política da Predomínio das doenças Fracionamento da
1964) + cobrado velha república desencadearam um da pobreza (doenças assistência
em prova golpe de Estado conhecido como infecciosas e parasitárias, Medicina Liberal: quem
Revolução de 30. A indústria passa deficiências nutricionais e pode pagar o médico;
ser a maior responsável pelo etc.); Hospitais filantrópicos:
acúmulo de capital (perde Migração da zona rural atendia os indulgentes
característica agrário exportador). para urbana, surge as Empresas médicas: se
Alteram o modo de trabalho. periferias. unem os médicos e
Surgimento das formam como se fosse um
morbidades modernas plano de saúde.
(cardiopatias, neoplasias,  A saúde pública
Residência: Saúde Pública
acidentes e violência). passa a ser
institucionalizada
pelo ministério da
Educação e Saúde
e a medicina
previdenciária
pelo Ministério do
Trabalho.
(Adoeciam por
falta de
conhecimento)
 A Educação
Sanitária passa a
ser valorizada e as
campanhas de
controle de
doenças executas
pelo
Departamento
Nacional de
Saúde- DNS
 Unificação das
CAPs em IAPS
(Institutos de
Aposentadorias e
Pensões) – 1933:
10 anos depois,
GV unifica. CAPS
grande empresas e
Institutos por
categoria
IAPS:
Por categoria profissional;
Aposentadoria e pensões;
Serviços funerários,
socorro médico para a
família e medicamentos
por preço especial;
Assistência por acidente
de trabalho;
Financiamento e gestão:
trabalhador, empregador e
governo (MUITO
DINHEIRO)
Assitência médica aos
trabalhadores;
CAPS 1923
IAPS 1933

Criação do Serviço
Especial de Saúde pública
(SESP)- acesso para todos:
imunização, doenças
crônicas e infecto
contagiosas --- troca de
látex.
Superintendência de
Campanhas de Saúde
Pública- SUCAN;
Residência: Saúde Pública
Ações concentradas na
área de campanhas
sanitárias (materno-
infantil, tuberculose e
hanseníase- diminuição de
enfermidade que
necessitavam de
imunização;
Manutenção de postos e
centros de saúde para os
não previdenciários (não
contribuem para ter
acesso);
Regulamentação das Leis
Sindicais e surgimento das
IAPS (Institutos de
Aposentadorias e Pensões)
por categorias.

Autoritarismo Pressão das massas urbanas por Condições de saúde 1977: criação do INAMPS
(1964- 1984) melhores condições de vida e continuam críticas: (Instituto Nacional de
Ditadura, reformas sociais; aumento da mortalidade Assistência Médica da
repressão. Ocorre mais um golpe militar em infantil, tuberculose, Previdência Social);-
1964, instalando um regime malária, Chagas, acidentes contribuitivo, quem tinha
autoritário com duração de 21 anos; de trabalho, etc; acesso quem tinha carteira
Consolidação do capitalismo Acidentes de trabalho em de trabalho.
monopolista do Estado, contenção concomitância com Privatização das ações
de salários e repressão aos morbidades modernas e da curativas -> pagamento
opositores do regime. pobreza. Algumas por quantidade de atos
Centralizador melhoras ocorrem apenas médicos. – sem
Urbanização e industrialização nas doenças fiscalização/controle.
crescentes; imunopreveníveis; Quase inesxistia controle
Milagre brasileiro (1968- 73) Predomínio das doenças ou regulação -> cheque em
Promoveu a unificação dos IAPs da modernidade e presença branco
em 1966 -> INPS (Instituto ainda das DIP (Doenças (Quantos foram atendidos,
Nacional de Previdência) infecciosas e parasitárias) e pagava).
1923 CAPS Dupla carga de doenças; 1972- Previdência para
1933- IAPS autônomos e empregadas
1966- INPS domésticas (INPS)
(memorizar os anos) 1973- Previdência para
trabalhadores rurais->
FUNRURAL
1974- Criação do
Ministério da Previdência
e Assistência Social
(MPAS).
1974- Plano de pronta
Ação (PPA): Ampliação
do atendimento de
emergência/urgência a
toda a população nas
clínicas e hospitais da
previdência.

O governo privilegia o
setor privado, mediante
compra de serviços de
assistência médica.
Residência: Saúde Pública
Caracterizada pela frase: A
crise do setor foi
caracterizada pela
insuficiência,
descoordenação, má
distribuição, inadequação
e ineficácia dos serviços.
Tudo era um caos- não
podia falar, pois tinha
retalhação.

NÃO SAIU DO PAPEL,


APENAS EXISTIU
Programa Nacional de
Serviços Básicos de Saúde
(prev- saúde)
1976- Iniciativa de
reorganização do Sistema
de Saúde (maior
integração dos dois
ministérios e secretarias
estaduais e municipais de
saúde);
Diretrizes que reforçavam
a atenção primária da
saúde;
Participação da
comunidade;
Regionalização e
hierarquização dos
serviços;
Referência e contra
referência.
Integração de ações
curativas e preventivas.
O perfil econômico e
político não deixou isso
acontecer- NÃO É
MARCO.
Resistência dos ANÉIS
TECNOBUROCRÁTICO
S: interesse do setor
privado, políticos e boicote
dos dirigentes do INAMPS
Anéis: empresário,
políticos e funcionários
públicos. – ninguém quer
perder, então boicotaram.

AIS (Ações Integradas de


Saúde) - 1982/83 MARCO
INICIAL DA SAÚDE
PRIMARIA
Repasse dos recursos do
INAMPS para as
secretarias Estaduais de
Saúde (para expansão da
rede de saúde)
Residência: Saúde Pública
Tentativa incipiente de
descentralização do poder;
Gestão ainda no nível
federal;
Amplia as ações de
assistência (serviços
previdenciários) para a
POPULAÇÃO NÃO
CONTRIBUINTE;
Influência da Conferência
Internacional de cuidados
primários em saúde-
ALMA- ATA (1978)

1982- 83 Manutenção das


tensões sociais
reivindicando melhoria das
condições de saúde
Surge movimento da
reforma sanitária (não foi
de setor, é uma junção de
vários movimentos,
solicitando melhorias)
Solicitação de cuidados
para todos
Contribuintes:
 Organização da
Classe Operária do
ABC
 Movimento
Sanitário;
 Sociedade
Organizada
 Mobilização pelas
DIRETAS JÁ
Ganha força em 80

FATOS MARCANTES
- v Conferência Nacional
de Saúde: proposta do
Sistema Nacional de
SAÚDE através da lei
6229/75. Definindo as
atribuições de diversos
ministérios;

- 1996: Criação do INPS


(Instituto Nacional de
Previdência Social),
responsável tanto pelas
aposentadorias e pensões
quando pela assistência
médica dos segurados e
familiares;

- No início dos anos 80,


crise da Previdência, a
hegemonia assistencial
privativa e as empresas
Residência: Saúde Pública
multinacionais de
articulavam. CONASP
(tirar inamps)

- Organização da classe
operária do ABC paulista;

- Diretas já- derrota do


regime autoritário;

- Início da construção da
proposta da Reforma
Sanitária Brasileira, com
as AIS (Ações Integradas
de Saúde), por influência
da Conferência de Alma
Ata.

Nova Queda da
República mortalidade infantil
(1985- 1988) e doenças
+ marcante na imunopreveníveis;
história do sus
Ainda não Manutenção das
tem diretas já, doenças da
só em 1990 modernidade
Reforma (aumento das causas
nasce em 60, externas);
e ganha (violência, acidente
formato em de trânsito)
70 e corpo em
80. Crescimento da
Constituição AIDS- tuberculose
de 1988- 5 também
artigos Epidemias de dengue
envolvendo a (vários municípios e
saúde inclusive capitais)

Interrupção da
recessão econômica
do início da década
de 80 e a conquista
da democracia ->
Saúde na agenda
política -> Resgate
da dívida social
acumulada no
período autoritário

A reforma sanitária
Residência: Saúde Pública
não é do setor da
saúde, é algo
político.

Difusão da
Proposta da
Reforma Sanitária
Relatório da 8
conferência- 1986-
ler
Conceito ampliado
de saúde;

Reconhecimento da
saúde como direito
de todos e dever do
Estado;

Criação do Sistema
Único de saúde;

Participação popular
(controle social);

Constituição e
ampliação do
orçamento social;

VIII Conferência Nacional da Saúde- 1989- Pré- Constituinte- é a primeira a ter participação
social
AIS (83-84) - SUDS (1987- 89) (Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde)
Estratégia ponte para instalação do SUS;
Apresentava certos avanços organizativos: superava a compra de serviços ao setor privado;
Os repasses eram feitos com base na Programação Orçamentária Integrada (POI);- não era
cheque branco, tinha recurso.
Criação dos Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde;- são criados de formas atemporais,
depois ficam permanentes, quando viu a importância.
Descentralização conhecida também por ESTADUALIZAÇÃO- poder político aos estados;
Tudo que era do antigo INAMPS passa agora à Secretaria Estadual de Saúde;
Os investimentos começaram a ser direcionado ao setor público e não mais ao privado:
Deixar o privado e ir para o público.
Residência: Saúde Pública
1980- público absorvia apenas 28,7%
1987- público absorveu 54,1%
PÓS CONSTITUINTE (1989)- constituição cidadã.- primeira a ter saúde.
A década de 90 inicia-se com a epidemia de cólera e agravamento da mortalidade por causas
externas, destacando-se predomínio dos homicídios sobre os acidentes de trânsito;
Aprofunda-se a instabilidade econômica com a hiperinflação e crise fiscal do Estado. O
governo Collor, reduziu em quase metade os recursos para a saúde. Era o CAOS DOS SUS.-
governo Collor- as pessoas migram para os planos de saúde.
A reforma sanitária encontrava sérios problemas para sua implementação. Como
consequência surge um descrédito contra o SUS, tanto pelos dirigentes quanto pela mídia,
população e trabalhadores de saúde;
Após seu impeachment de Collor, iniciou-se a conjuntura sanitária que permitiu retornar
certos aspectos da reforma.
Itamar Franco- IX Conferência (Collor não realizou a conferência) O poder de fazer cumprir
a lei.
Constituição de 1988: Constituição cidadã
Aprovação das Leis Orgânicas da Saúde- LOS
1. Lei 8080/90
2. Lei 8142/90
Ambas assinadas por Collor.
2 anos de descaso 1990- 1992
Edição da primeira Norma Operacional Básica- NOB 91 (retroage)
Edição da NOB 92 (não foi implementada)
Impeachment de Collor (Final de 1992)
Retomada dos ideais da Reforma;
Governo de Itamar Franco;
NOB 93 (Norma Operacional Básica): formas de gestão para os municípios.
Em 1993 acontece a IX Conferência Nacional de Saúde, com a ousadia de cumprir e fazer
cumprir a Lei e a NOB 93 é editada, trazendo avanços;
Em 1996 acontece a X Conferência Nacional de SAÚDE. A NOB 96 (MAIORES MARCOS
PARA MUNICIPACIADORA) é editada e regulamenta o SUS e prevê as formas de gestão
estadual e municipal, repasses financeiros e ampliação da atenção básica;
Permitiu a transição dos municípios de prestador a executor do sistema de saúde..
Residência: Saúde Pública
O SUS enfrentou a descontinuidade administrativa do Ministério da Saúde, com perdas
importantes de verbas, embora alguns fatos o tenha reforçado:
Influência da sociedade civil na política de saúde por intermédio dos Conselhos Nacionais,
Estaduais e Municipais de Saúde;
Municipalização da saúde reconhecendo a diversidade das situações;
Experimentação de modelos assistenciais alternativos por governos estaduais e municipais;
Certos movimentos de cidadania (luta contra fome e a miséria, defesa da vida e contra
violência, etc.)
No setor privado houve expansão de Assistência Médica Supletiva.
Linha do tempo- para fixar
1904- Revolta da Vacina- Oswaldo Cruz-
1917- Reforma do porto de Santos- primeira greve
1923- Lei Eloy Chaves: criação das CAPs caixas de aponsetadorias e pensionistas
1933- Criação dos IAPs- gestão do governo também
1942- l Conferência Nacional de Saúde e Criação da SESP; (sem participação da população)
1953- Criação do Ministério da Saúde;
1963- lll Conferência Nacional de Saúde- campanha pelo Municipalização (Gov. João
Goulart)
1964- Golpe Militar -> retrocesso (Centralização);
1966- Unificação dos IAPs e criação do INPS;
1977- INAMPS;
1978- Alma- ata: conferência no casaquistão.
1983/84- AIS (Ações Integradas de Saúde) -> Início da interiorização das ações e serviçoes;
1986- VIII Conferência Nacional de Saúde- primeira com participação social. Relatório da
oitava conferência
1987- SUDS -> Descentralização via convênios;
1988- Constituição Federal -> SUS; (artigo 196 ao 200)
1990- LOS 8.080/90 e LOS 8.142/90
1991- NOB e PACS;
1993- Extinção do INAMPS e NOB 93 (Governo Itamar Franco)
1994- PSF: programa saúde da família
Residência: Saúde Pública
2003- SAMU
2003- HumanizaSUS
2006- Pacto pela Saúde (Pacto pela Vida, Pacto de Gestão e Pacto em Defesa do SUS)
2011- Decreto 7.508/11 (Regulamentação da LOS 8.080/90)
2011- Nova Portaria da Atenção Básica- portaria 2488/11
2014- Nova Portaria da Promoção da Saúde;
2015- Alteração da LOS 8080/90 (art. 23 e inclusão do art. 53A)
Princípios, Diretrizes e Arcabouço Legal:
Lei Orgânica da Saúde
Lei 8.080/90- primeira da saúde- constituição federal.
Dispõe sobre as condições para:
 A Promoção, proteção e recuperação da saúde; PRO PRO RE
 A organização e o funcionamento dos serviços correspondentes;
 E dá outras providências.
Faça uma relação entre as leis e a disposição inicial delas
Artigo 1º
Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados:
 Isolada ou conjuntamente;
 Em caráter permanente ou eventual;
 Por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado.
Artigo 2º
A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições
indispensáveis ao seu pleno exercício.
1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste:
Na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos
de doenças e de outros agravos;
E no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e
aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
O dever do Estado NÃO exclui o:
 Das pessoas
 Da família
 Das empresas
Residência: Saúde Pública
 Da sociedade
Todos devem entender que tem que fiscalizar e cuidar- corresponsável.
Artigo 3- conceito de saúde
Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do país:- indicadores
epidemiológicos expressam como está o país
Tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros:
A alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda,
a educação, a atividade física (inclusa a pouco tempo- 2015), o transporte, o lazer e o
acesso aos bens e serviços essenciais. Não é unilateral- é Inter setorial. Não é obrigação do
SUS, mas é importante para o seu trabalho.
Parágrafo único: dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no
artigo anterior.
Se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem estar físico, mental e
social.
Artigo 4- conceito do sus
Constitui o SUS
O conjunto de AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE -> Prestados por ÓRGÃOS e
INSTITUIÇÕES PÚBLICAS
Federais, Estaduais e Municipais -> da administração direta e indireta e, das fundaço~es
mantidas pelo poder público.
Estão inclusas as instituições públicas de:
 Controle de qualidade
 Pesquisa e produção de insumos, medicamentos, sangue, hemoderivados e
equipamentos para saúde. (2015)
Artigo 5
Objetivos do Sistema único de Saúde:
1- A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;
2- A formulação de política de saúde destinada a promover nos campos econômicos e
social, a observância do disposto no parágrafo 1º do artigo 2º desta lei.
3- A assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação
da saúde, com a realização integrada
Das ações assistenciais e
Das atividades preventivas.

Artigo 18
Residência: Saúde Pública
À direção municipal do SUS compete:
1- Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e
GERIR E EXECUTAR os serviços públicos de saúde
2- Participar do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e
hierarquizada do SUS:
Em articulação com sua direção estadual;
3- Participar da execução, controle, e avalização das ações referentes às condições e aos
ambientes de trabalho;
4- EXECUTAR serviços:

De vigilância epidemiológica;
De vigilância sanitária
De alimentação e nutrição e
De saneamento básico
De saúde do trabalhador;

5- Dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a


saúde;
6- Colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente que tenham repercussão
sobre a saúde humana e atuar, junto aos órgãos municipais, estaduais e federais
competentes, para controla-los
7- Formar consórcios administrativos intermunicipais;
8- Gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;
9- Colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância sanitária de portos,
aeroportos e fronteiras;
10- Observado o disposto no art.
26 desta lei:

Celebrar contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados de saúde


Bem como controlar e avaliar sua execução

11- Controlar e fiscalizar os


procedimentos dos serviços privados de saúde;
12- Normatizar
complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação;
Residência: Saúde Pública
Artigo 19
Ao distrito federal competem as atribuições reservadas
AOS ESTADOS E AOS MUNÍCIPIOS

Parte 2
Artigo 6º CAI BASTANTE (FOCAAAAAR!)
Estão incluídas ainda no campo de atuação do SUS:
1. A execução de ações:
a- De vigilância sanitária;
b- De vigilância epidemiológica;
c- De saúde do trabalhador;
d- De assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;
ll- A participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico;
PARTICIPAR, A ausência de saneamento básico provoca essa participação, pois está ligado.
lll- A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde; As bancas costumam
mudar ordenação por coordenação.
lV- A vigilância nutricional e a orientação alimentar;
V- A colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; O meio
ambiente não é da alçada do SUS, mas os impactos nele tem uma relação próxima dos
determinantes e condicionantes da saúde.
Vl- A formulação da política e a participação na produção de:
Medicamentos; Equipamentos; Imunobiológicos (vacinas); Outros insumos de interesse para
a saúde;
VII- O controle e fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde;
VIII- A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano. O
interesse do SUS é saber o que o humano se alimenta, e não o animal, pois outro ministério
tem responsabilidade.
IX. A participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização
de substâncias e produtos
Psicoativos; Tóxicos; Radioativos
X. O incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico;
XI. A formulação e execução da política de sangue e seus derivados;
Residência: Saúde Pública
Parágrafo 1º Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de:
RELACIONADA A BENS E CONSUMO
Eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde;
E de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e
circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
a- O controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a
saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo e
b- O controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a
saúde. (Temperatura, Iluminação, qualidade do produto...)
Parágrafo 2- entende-se por vigilância epidemiológica: PROCESSO SAÚDE E DOENÇA.
Intervir antes de adoecer.
Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de
qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou
coletiva. Não focam no indivíduo, sempre pensar que está inserido em um grupo.
Com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou
agravos.
Epidemiologia é a ciência que dá base.
PARTE III
Parágrafo 3: Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei
Um conjunto de atividades que:
 Se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à
promoção e proteção da saúde dos trabalhadores;
 E visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e
agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:
l. Assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou portador de doença
profissional e do trabalho;
ll. Participação, no âmbito de competência de SUS, em estudos, pesquisas, avaliação e
controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho;
lll- Participação, no âmbito de competência do SUS, da NORMATIZAÇÃO,
FISCALIZAÇÃO e CONTROLE das condições de:
 Produção;
 Extração;
 Armazenamento;
 Transporte;
 Distribuição e
 Manuseio
Residência: Saúde Pública
Nessas condições, serão analisadas a alimentação, moradia, o saneamento básico e o meio
ambiente, que apresentam riscos à saúde do trabalhador;
IV- Avaliação do IMPACTO que as TECNOLOGIAS provocam à saúde; MUITO
COBRADO EM PROVA.
V- Informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre:
 Os riscos de acidentes de trabalho;
 Doença profissional e do trabalho;
 Os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde de admissão,
periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional;
VI. Participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do
trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas;
VII. Revisão periódica da listagem oficial de DOENÇAS ORIGINADAS no processo de
trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais; e
VIII. A garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a
interdição: ELE SOLICITA INTERDIÇÃO E NÃO INTERDITA.
 De máquina;
 De setor de serviço ou
 De todo ambiente de trabalho,
Quando houver exposição a RISCO iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores.
QUESTÃO DE CONCURSO
1. Assinale a seguir a ação que não está incluída no campo de atuação do SUS
a.) Vigilância sanitária;
b.) Saúde do trabalhador;
c.) Vigilância epidemiológica;
d.) Assistência social
e.) Assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.
2.) Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. Estão incluídas,
ainda, no campo da atuação do SUS:
I. A participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento
básico;
ll. A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde
lll. A vigilância nutricional e a orientação alimentar.
IV. O controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a
economia. SAÚDE
Residência: Saúde Pública
PARTE IV:
Artigo 7º: PRINCÍPIOS DO SUS
As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que
integram o SUS, são desenvolvidos:
 De acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da CF/88
 Obedecendo ainda aos seguintes PRINCÍPIOS:
l. UNIVERSALIDADE de acesso aos serviços de saúde em TODOS os níveis de assistência;
(100% inclusão)
II. INTEGRIDADE DE ASSISTÊNCIA (+cobrado em prova, olha o indivíduo como todo,
entende que ele é um ser social (modo de vida) e cada pessoa tem uma necessidade
diferente)
Entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços:
 Preventivos e curativos;
 Individuais e coletivos;
 Exigidos para cada caso;
 Em todos os níveis de complexidade do sistema;
lll. Preservação da AUTONOMIA das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;
IV. IGUALDADE da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer
espécie;
EQUIDADE: ninguém é igual ninguém, tem que diferenciar o atendimento para cada
pessoa. Ofertar mais para quem precisa mais. Não está na lei, mas é um assunto pedido.
V. Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;
VI. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização
pelo usuário;
VII. Utilização da epidemiologia (ciência de base, todo estudo é baseado em epidemio) para
o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e orientação programática;
VIII. Participação da comunidade;
X. Descentralização político- administrativa, com DIREÇÃO ÚNICA em cada esfera de
governo: Deixa para quem está mais próximo do problema. Ex: problema de malária é
apenas no norte e não nos outros municípios.
a. ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; MUNICIPALIZAÇÃO
b. Regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;
Atenção Terciária: hospitais de grande porte.
Atenção Secundária: especialidades, obstetrícia, cardiologia
Residência: Saúde Pública
Atenção primária: saúde da família, CAPS, UPAS
SUS É FORMATO DE REDE
X. Integração em nível executivo das ações de:
SAÚDE- MEIO AMBIENTE- SANEAMENTO BÁSICO
Intersetoriedade: colacação de setores que ultrapassam a saúde. São órgãos diferentes, mas
algumas ações causam impacto na saúde.
XI. CONJUGAÇÃO dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
 Na prestação de serviço de assistência à saúde da população;
XII. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e
XIII. Organização dos serviços públicos de modo a EVITAR DUPLICIDADE de meios
para fins idênticos; Identificar a função de todos.
Divisão Teórica dos Princípios do SUS

Doutrinários: Universalidade, integralidade e Equidade (Justiça social, oferta mais quem


precisa mais)
Organizativos: Regionalização e Hierarquização, Descentralização e Comando único em
cada esfera de governo, Participação Popular e todos os outros. (+cobrados)
Artigo 8: Dispõe sobre as condições para:
 A promoção, proteção e recuperação da saúde;
 A organização e o funcionamento;
 E dá outras providências.
As ações e serviços de saúde, executados pelo SUS:
 Seja diretamente ou
 Mediante participação complementar da iniciativa privada
Serão organizados de forma:
Regionalizada e
Hierarquizada em níveis de complexidade crescente
Artigo 9º: A direção do SUS é ÚNICA, de acordo com o inciso l do artigo 198 da CF, sendo
exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:
No âmbito da União: pelo Ministério da Saúde
No âmbito dos Estados e do Distrito Federal: pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão
equivalente; e
Residência: Saúde Pública
No âmbito dos Municípios: pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente;
Os municípios poderão constituir CONSÓRCIOS. (Pode, mas não é obrigatório- é entre
gestores municipais. Munícipio A precisa de US de município B, ele permite e depois paga
com recursos)
 Para desenvolver em conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.
Parágrafo 1º Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais
O princípio da direção única, e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua
observância
Parágrafo 2º No nível municipal, o SUS poderá organizar-se em DISTRITOS em forma de
integrar e articular:
Recursos- Técnicas- Práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde
Artigo 12º
Serão criadas Comissões Intersetoriais de âmbito nacional:
Subordinadas: Ao conselho Nacional de Saúde
Integradas: Pelos ministérios e órgãos competentes e por entidades representativas da
sociedade civil.
Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a finalidade de:
Articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas NÃO
compreendidas no âmbito do SUS.
Artigo 13º
A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais, abrangerá, em
especial, as seguintes atividades:
I. Alimentação e nutrição;
II. Saneamento e meio ambiente;
III. Vigilância sanitária e farmacoepidemiologia;
IV. Recursos humanos;
V. Ciência e tecnologia; e
VI. Saúde do trabalhador.
Deverão ser criadas Comissões Permanentes de integração entre:
Os serviços de saúde e as instituições de ensino profissional e superior,
Artigo 14:
Parágrafo único: Cada uma dessas comissões terá por finalidade:
Propor prioridades, métodos e estratégias para:
Residência: Saúde Pública
A formação e educação continuada dos recursos humanos do SUS, na esfera correspondente
E em relação à pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições

Você também pode gostar