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FAVENI

ABA - ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA

BRUNA AQUINO DE SOUZA

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA NO TRATAMENTO DE


CRIANÇAS COM TEA – TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISMO

VILA VELHA
2022
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA NO TRATAMENTO DE CRIANÇAS
COM TEA – TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISMO

Bruna Aquino de Souza1,

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo
foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).

“Leia o texto da declaração acima atentamente e deixe-o no trabalho conforme se


apresenta, fonte e cor vermelha”.
Em caso de dúvidas sobre plágio, retorne aos materiais na disciplina de Metodologia
Científica na seção “SOBRE PLÁGIO” e refaça a leitura. (Poderá remover esta orientação em
amarelo)

RESUMO- O presente trabalho tem por objetivo geral apresentar como a Análise do comportamento
Aplicada atua com crianças dentro do TEA. Os objetivos específicos será apresentar a Análise do
Comportamento Aplicada; descobrir como a Análise do Comportamento Aplicada atua com crianças
dentro do TEA e identificar a contribuição da Análise do comportamento Aplicada no tratamento de
crianças com TEA. O Tipo de pesquisa será Bibliográfica, A técnica que será utilizada na elaboração
deste trabalho é: levantamento bibliográfico. Segundo Gil (2002, p. 44): “Pesquisa bibliográfica é
desenvolvida com base em material elaborado, constituído principalmente por livros e artigos científicos”.
A análise de dados coletados na pesquisa exploratória iniciará com uma leitura rigorosa dos dados
coletados, os mesmos serão interpretados e comparados com as principais temáticas abordada na
pesquisa.

PALAVRAS-CHAVE: Transtorno do Espectro Autista. Análise do Comportamento Aplicada. Terapia.

1
Bruna_aquino03@hotmail.com
1 INTRODUÇÃO

A Análise do Comportamento compreende o comportamento como uma relação


entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo (resposta), dessa
forma, a relação organismo-ambiente pode envolver uma situação em que os
comportamentos podem ser constituídos por relações que envolvem os estímulos
antecedentes e a reposta (comportamento respondente/reflexo) ou por relações que
envolvem os estímulos antecedentes, a resposta e os estímulos que seguem a resposta
(comportamento operante) (SELLA e RIBEIRO, 2018).
Segundo Greenspan e Wieder (2006), o Transtorno do Espectro Autismo é um
transtorno do desenvolvimento que envolve atrasos comprometimentos significativos
nas áreas de interação social, linguagem e uma ampla gama de sintomas emocionais,
cognitivos, motores e sensoriais.
Baseado no exposto, o presente trabalho responderá como a Análise do
Comportamento Aplicada atua na intervenção do TEA – Transtorno do Espectro
Autista em crianças.
A hipótese levantada é que a Análise do Comportamento Aplicada intervém no
TEA através de métodos claramente descritivos, cientificamente validados e aplicáveis
a contextos socialmente relevantes, seguindo padrões éticos rigorosos.
O presente projeto tem como objetivo geral apresentar como a Análise do
comportamento Aplicada atua com crianças dentro do TEA. Os objetivos específicos
será apresentar a Análise do Comportamento Aplicada; descobrir como a Análise do
Comportamento Aplicada atua com crianças dentro do TEA e identificar a contribuição
da Análise do comportamento Aplicada no tratamento de crianças com TEA.
O presente trabalho se faz relevante ao levantar os pontos relevantes da Análise
do Comportamento no tratamento de crianças com TEA – Transtorno do Espectro
Autista.
O Tipo de pesquisa será Bibliográfica, sendo que em Gil (p. 49):
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora
em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza,
há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.
Boa parte dos estudos exploratórios pode ser definida como pesquisas
bibliográficas. As pesquisas sobre ideologias, bem como aquelas que se
propõem à análise das diversas posições acerca de um problema, também
costumam ser desenvolvidas quase exclusivamente a partir de fontes
bibliográficas.

A técnica que será utilizada na elaboração deste trabalho é: levantamento


bibliográfico. Segundo Gil (2002, p. 44): “Pesquisa bibliográfica é desenvolvida com
base em material elaborado, constituído principalmente por livros e artigos científicos”.
A análise de dados coletados na pesquisa exploratória iniciará com uma leitura rigorosa
dos dados coletados, os mesmos serão interpretados e comparados com as principais
temáticas abordada na pesquisa.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA


Segundo o DSM- V (2014, p. 72):
O transtorno do espectro autista caracteriza-se por déficits persistentes na
comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo
déficits na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de
comunicação usados para interação social e em habilidades para desenvolver,
manter e compreender relacionamentos. Além dos déficits na comunicação
social, o diagnóstico do transtorno do espectro autista requer a presença de

padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades .

Os critérios diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista: A. Déficits


persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos,
conforme manifestado pelo que segue, atualmente ou por história prévia (os exemplos
são apenas ilustrativos, e não exaustivos; ver o texto): 1. Déficits na reciprocidade sócio
emocional, variando, por exemplo, de abordagem social anormal e dificuldade para
estabelecer uma conversa normal a compartilhamento reduzido de interesses, emoções
ou afeto, a dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais. 2. Déficits nos
comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, variando, por
exemplo, de comunicação verbal e não verbal pouco integrada a anormalidade no
contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso gestos, a
ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal. 3. Déficits para
desenvolver, manter e compreender relacionamentos, variando, por exemplo, de
dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos a
dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos, a ausência
de interesse por pares. B Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses
ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou
por história prévia (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos; vér o texto):
1. Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos (p. ex.,
estereotipias motoras simples, alinhar brinquedos ou girar objetos, ecolalia, frases
idiossincráticas). 2. Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou
padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal (p. ex., sofrimento extremo
em relação a pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de
pensamento, rituais de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os
mesmos alimentos diariamente). 3. Interesses fixos e altamente restritos que são
anormais em intensidade ou foco (p. ex., forte apego a ou preocupação com objetos
incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos). 4. Hiper ou
hiper-reatividades a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais
do ambiente (p. ex., indiferença aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou
texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por
luzes ou movimento). C Os sintomas devem estar presentes precocemente no período
do desenvolvimento (mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as
demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por
estratégias aprendidas mais tarde na vida). D. Os sintomas causam prejuízo
clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas
importantes da vida do indivíduo no presente (DSM-V, 2014).

2.2 ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA


De acordo com Martin e Pear (2021, p.9 e 10) “o termo analise do
comportamento se refere ao estudo cientifico das leis que governam o comportamento
dos seres humanos e outros animais.
Segundo Sella e Ribeiro há dimensões definidoras da Análise do
Comportamento Aplicada (p. 157 e 158, 2018):
As dimensões são as seguintes: programas de intervenção baseados na análise
do comportamento são aplicados, comportamentais, analíticos, tecnológicos,
conceitualmente sistemáticos, efetivos e resultam na generalidade das
habilidades.

2.3 ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA AO TRANSTORNO DE ESPECTRO


AUTISTA

Segundo Gomes et al (2019) na Intervenção da Analise Comportamental


Aplicada os modelos de intervenção são caraterizados por estimulação individualizada
(um educador para uma criança com autismo), realizados por muitas horas semanais
(de 15 a 40 horas), por pelo menos dois anos consecutivos, que abrangem várias áreas
do desenvolvimento simultaneamente e que são fundamentados em princípios de
Análise do Comportamento. A literatura indica que os educadores podem ser
estudantes, profissionais e familiares. Para viabilizar a quantidade de horas de
intervenção necessárias, tem sido comum a atuação combinada desses tipos de
educadores (pais, psicólogos, fonoaudiólogos e professores de educação
especial; profissionais e pais; professores; profissionais e estagiários; pais; pais e
profissionais; pais e estagiários). A respeito das horas de intervenção, há indicações
entre 15 e 40 h semanais, apesar de a maioria dos estudos indicarem de 30 a 40 h
semanais por pelo menos dois anos consecutivos. Sobre o perfil da intervenção, a
literatura indica a obrigatoriedade de estimular simultaneamente várias áreas do
desenvolvimento e não focar em uma área específica
Ao utilizar a Análise do Comportamento Aplicada em um paciente no TEA
inicialmente o analista deve realizar uma avaliação detalhada do comportamento do
indivíduo, e em seguida selecionar comportamentos específicos que receberam
intervenção, tais comportamentos são denominados comportamentos-alvo (SELLA e
RIBEIRO, 2018).
Após a seleção dos comportamentos-alvos, o analista do comportamento deve
desenvolver objetivos precisos e mensuráveis que deveram compor o relatório do
paciente e servirão com guia para o programa de ensino individual dos
comportamentos-alvos. O próximo passo é decidir se os objetivos serão a curto, médio
ou longo prazo e traduzi-los em lições de ensino (SELLA e RIBEIRO, 2018).
Segundo Sella e Ribeiro (2018) o próximo passo é a definição do Programa de
Ensino Individualizado, que deve ser uma definição operacional clara do
comportamento-alvo; um sistema de medida do comportamento; esquemas de
reforçamento e quais reforçadores serão utilizados durante o ensino; alvos específicos
para o ensino; o formato das lições; a apresentação das lições; dicas efetivas que serão
utilizadas; a hierarquia de dicas; o esvanecimento das dicas e o procedimento de
correção de erros.

3 CONCLUSÃO

O presente trabalho comprovou a hipótese de que a Análise do Comportamento


Aplicada auxilia sim no tratamento de crianças dentro Transtorno do Espectro Autista,
sendo uma alternativa viável pais e educadores de tais pacientes.

4 REFERÊNCIAS

1. ASSOCIAÇÃO DE PSIQUIATRIA AMERICANA. Manual diagnostico e estatístico de


transtornos mentais: DSM – 5. Porto Alegre, RS: Artmed, 2014.

2. Gomes, Camila Graciella Santos et al. Efeitos de Intervenção Comportamental


Intensiva Realizada por Meio da Capacitação de Cuidadores de Crianças com
Autismo. Psicologia: Teoria e Pesquisa [online]. 2019, v. 35. Acesso em:
14/01/2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102.3772e3523.
3. MARTIN, Garry; PEAR, Joseph. Modificação do comportamento: o que fazer e
como fazer. 10 ed. Rio de Janeiro: Roca, 2021.

4. SELLA, Ana Carolina; RIBEIRO, Daniela Mendonça. Análise do Comportamento


Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista. 1 ed. Curitiba: Appris, 2018.

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