ASSUNTO PF DE ÉTICA E LEGISLAÇÃO

AULA 01 – ÉTICA AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 1ª, 2ª e 3ª PARTE. AULA 07 – DANO MORAL AULA 08 – NOÇÕES DE DIREITO AUTORAL AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR

INTRODUÇÃO NECESSIDADE E MUTABILIDADE DO CONTROLE SOCIAL 1. A sociedade humana: generalidades O homem que nasce, cresce e vive em sociedade é diferente daquele que se desenvolveria isolado do convívio de seus semelhantes. É somente em contato com outros seres humanos que o indivíduo se torna pessoa humana, capaz de levar dentro de si, simultaneamente, o individual e o coletivo. Assim, o comportamento social resultante da resposta dada pelo indivíduo a vários fenômenos é extremamente complexo e só pode ser analisado tendo-se uma visão do ambiente onde a sua socialização se realizou. Note-se que, de modo constante, a pessoa está sendo estimulada por outras pessoas e objetos (cheios de informações novas num ambiente de mudanças sociais frequentes), afora o próprio mundo constituído de seus elementos físicos. Ao lado dos elementos considerados pertencentes ao meio externo (mundo, pessoas, objetos-conhecimentos), estão outros, do mundo interno, que igualmente influenciam, e portanto condicionam, o comportamento social. Entre eles: substâncias químicas e as pressões e distensões mecânicas do nosso organismo. Elementos esses, internos, que regulam a nossa temperatura e a nossa digestão. De sorte que, na fome, na sede ou no sono, por exemplo, estamos frente a estímulos provocados pelo meio interno. A medida que a pessoa humana se adapta continuamente, como um ser social, às exigências do grupo de convívio, o seu comportamento se torna parecido ao dos outros membros e as expectativasde comportamento são possíveis e a padronização - embora relativa - se toma evidente. Temos então o ajustamento do ser humano ao ambiente físico (solo, clima etc.)r ao meio biológico (plantas e animais), e ao ambiente social por ele criado. Porém, a conduta humana é bem mais do que uma simples resposta a estímulos provocados por agentes dos meios interno ou externo. Ao atuar, o indivíduo demonstra que a sua ação é organizada e integrada, visando algum objetivo. Seus desejos, sentimentos e ideias desempenham papel importante, tornando mais individualizada a sua imagem do universo. Portanto, cada um vê a seu modo. Pois uma série de fenómenos entra em jogo e a seleção do conhecimento se constrói individualmente. Tanto os fatores de estímulo como os fatores pessoais atuam na organização da atividade de conhecer. Os estímulos determinam a nossa seleção de acordo com a frequência, intensidade, movimento e

número dos objetos apresentados. Acrescentem-se aos fatores de estimulo os fatores pessoais, que, por sua vez, limitam e deformam os objetos. A sensibilidade de cada um em dada ocasião modifica a visão ou percepção individual. Por exemplo, a pessoa num momento de inquietação percebe as coisas de maneira diversa. Observando-se que o mundo do conhecimento é vastíssimo e de difícil padronização absoluta por parte dos diferentes membros de até uma mesma coletividade, a nossa concepção se amplia e a nossa atuação pode tomar-se mais aberta. Transformar o indivíduo - no início acentuadamente um organismo vivo - em pessoa humana é atividade fundamental da sociedade. Essa tarefa da sociedade humana é relativamente fácil. Pois o viver em grupo é natural ao homem. Desde cedo ele aprende a satisfazer suas necessidades dentro do grupo, com a aprovação social. E percebe também que a sua sobrevivência se torna menosdificíl quando existe a troca de serviços e a colaboração no trabalho. Descobre ainda, bem cedo, o valor da reciprocidade. Assim, proteger-se, alimentar-se, vestir-se, educar-se, podem tornar-se coisas simples, rotineiras e institucionalizadas. Contudo, o ser humano não se prende ao já feito como um ser passivo. A sua capacidade criadora e/ou transformadora o impede de ser apenas um espectador. O progresso e as modificações sociais são frutos diretos dessa não-passividadc. Demais, a complexidade nervosa do homo sapiens (isto é, "homem que sabe"), possibilita aprendizagem bem maior do que a encontrada entre outras espécies, resultando dela um sistema social bastante complexo, composto de símbolos e cuja comunicação poderá ocorrer em alto nível de abstração. O que não acontece entre os animais inferiores. Estes últimos precisam do condicionamento de uma situação real. Nas sociedades animais os padrões são fixados peia hereditariedade e a "divisão do trabalho é levada a efeito pela especialização fisiológica dos seus membros. Possui caráter fundamentalmente biológico, e por esse motivo dá-se-lhe o nome de bissocial”. (Davis. 1964:49) Ou. em palavras de Sebastião Vila Nova. "o comportamento dos animais não-humanos é predominantemente padronizado pela herança biológica, enquanto o comportamento humano é sobretudo padronizado pela aprendizagem através da comunicação simbólica." (Vila Nova. 1995:42) A sociedade humana tem por matéria-prima indivíduos de ambos os sexos, de idades diferentes e de tipos e graus de inteligência e conhecimento distintos. E um grupo constituído de pessoas que pertencem a uma só espécie, mas que. devido às suas diferenças, não podem pensar, sentir e querer da mesma maneira.

provavelmente y). criam normas e a consciência de grupo surge. Tudo indica que é viável obter-se até mesmo uma lei científica geral e rigorosa de natureza determinística sobre o movimento de aproximação e de afastamento no espaço social. ou de modo menos rigoroso -. as proposições de-terminísticas de qualquer ciência não deixam de ser probabilitárias. contudo. enriquecendo o todo social. ("critical legal studies"). pelos chamados "estudos juridícos críticos”. em ciência que não seja meramente formal. quando possível. as decisões juridícas sofrem indeterminação. sobre o assünto. mas apenas a dificuldade delas serem conseguidas.Entretanto. in Arnaud e Dulce. com base na mesma legalidade. na acepção de que não haveria sempre uma resposta adequada ao problema jurídico. então sempre y é a consequência) e não simplesmente uma relação estocástica (se x. pela permanência como agregado Humano.de uma maneira mais rigorosa. Farinas Dulce. é do interesse da sociedade que essas diferenças persistam até certo ponto: delas muitas vocações nascem e as semelhanças e diferenças se completam. O objeto da Sociologia é estudar cientificamente . Toda vida em sociedade é um compromisso entre as necessidades do indivíduo e as necessidades do grupo e têm a indeterminação e a instabilidade própria das situações desta natureza. os fatos sociais . 1956:128) Essa ideia de indeterminação. biologicamente distintos e autônomos. o que se verá adiante neste livro. Carrino. sem eliminar sua individualidade. Para essa corrente. 1987: 121). a que se refere classicamente Linton. Porém. contrariando o que pretende o formalismo tradicional dos estudos de direito. que já não se pretende em ciência substantiva. Da possibilidade humana de escolha autônoma entre alternativas não se segue necessariamente a impossibilidade de proposições deccrministicas sobre o social. pois afirmam uma relação "sempre" (se x ocorre. para uma perspectiva diferente. em foco e de que se podem ter. A indeterminação social é. determinismo cientifico atual com exatidão. a partir dos anos 70. As sociedades devern a sua existência a uma combinação de fatores físicos e psicológicos". com base na preponderância da semelhança. apenas seu grau de probabilidade é muito alto (cf. as pessoas se acomodam mutuamente. Róhl. que pelas suas acomodações psicológicas e de comportamento se tornaram necessários uns aos outros. Não se devem confundir. causal. relativa. é retomada com ênfase. Daí serem muito raras em Sociologia. na verdade. influídos por ideologia esquerdista. 1996: 24-25. Segundo Ralph Linton "a sociedade é um grupo de indivíduos. nos Estados Unidos. 1992: l 15-153). Assim. soluções diversas e até contraditórias (cf. e não absoluta. (Linton.

em geral. sendo conhecedor dos modos de comportamento da sociedade da qual participa. inculca nos indivíduos os seus padrões para maior homogeneidade social. Tendências de um desses dois tipos básicos slo encontradas em maior número em certos indivíduos do que em outros. Cada sociedade. são necessárias . Pois se todos fossem completamente idênticos. na realização efetiva de certos atos sociais. Seria impossível existir uma ordem social qualquer sem haver entre as diferentes pessoas essa conformidade aos padrões existentes. Dessa maneira.em si mesmos. um requisisito básico para a vida social é um mínimo de padronização nos pensamentos. não poderia existir um entendimento geral. Cada indivíduo. Existência do controle social Porque existem evidentemente no homem tendências variadas. que se revela através sobretudo de uma linguagem comum. nenhuma recompensa se obteria das interações sociais. 2. procura ela desenvolver entre os seus componentes o que se pode chamar de caráter social. As diferenças e semelhanças se integram dinamicamente na constituição do todo individual e social. Ela não elimina de modo total as diferenças individuais. tudo aquilo que resulta do interrelacionamento exteriorizado de pólos mentais individuais. através de seus grupos de socialização. Nele existem impulsos para o considerado socialmente "bem" e para o considerado socialmente "mal”. reconhecido grupalmente como o adequado.regras de comportamento que normem de modo eficaz a conduta dos membros de um determinado grupo social. É fato de observação corrente que o homem tanto tem capacidade para amar como para odiar. Há diferenças observáveis também de homem para homem quanto ao grau desses impulsos. Assim. e nas atividades dos membros de um grupo social. mas . Sem pelo menos um mínimo de comportamento. estará então sujeito em grande parte a satisfazer seus próprios desejos de acordo com os desejos da sociedade. Portanto. São vários os processos sociais pelos quais pouco a pouco os padrões de conduta são aceitos ou interiorizados. nos sentimentos. Mas a padronização apenas reduz os limites das diversidades pessoais. se a padronização fosse perfeita. justamente. que são. os meios que o individuo utilizará estarão reconhecidos socialmente. É do interesse da sociedade que os seus membros adquiram uma maneira de vida uniforme pelo menos em relação a tudo aquilo que toca intimamente o coletivo. A padronização feita pelo grupo prepara os indivíduos para funcionarem reciprocamente numa ordem social que é composta não apenas de homens.

Como se sabe. não somente de jovens. Nem mesmo os gêmeos são identicamente iguais. a sociedade significa uma interação social constante que resulta num sistema complexo de relações. Assim.. devendo-se isso ao fato de que as experiências intra-uterinas poderão não ter sido sempre as mesmas. idade. inteligência. existe. do mesmo modo que o indivíduo não pode deixar de sofrer as influências da sociedade sobre seu comportamento. Uma parte bastante grande do indivíduo. 1954:220). Essa uniformidade completa não pode existir porque há sempre diferenças fundamentais quanto ao sexo. idiossincráticas. não quanto a tudo. Contudo. que servem para moldar as personalidades dos indivíduos. alémdas diferenciações de sexo. assim mesmo. A participação passiva na sociedade não é senão de alguns indivíduos e. O desejo de obter um lugar na sociedade. como não são sempre as mesmas as experiências após o nascimento. força etc. mas também de adultos e crianças (Honigmann. Há ainda as diferenças individuais. Como se pode observar. a uniformidade no sentido restrito nunca pode ser conseguida. inteligência etc. . muitos dos seus impulsos. diferenças de indivíduo para indivíduo. faz com que cada um se submeta a padrões do grupo. inclusive (e basicamente) a padrões considerados jurídicos. Todo membro de qualquer sociedade está sujeito ao controle social do seu grupo. dentro de cada uma dessas categorias. idade. dependendo das suas experiências. um status social. assim também a comunidade não pode de modo completo ignorar e deixar de sofrerias influências causadas pelas diferenças individuais. estão em conformidade com o grupo a que pertence. Mas a cultura não é concernente às diferenciações individuais e sim aos padrões de comportamento compartilhados pelos indivíduos.também de mulheres.

o pensamento ético passou a ser ligado à religião. um grande progresso moral à humanidade. onde persistem elementos do cristianismo. Duas formulações mais conhecidas: “Nada em excesso” “Conhece-te a ti mesmo” Na Idade Média. Platão. . O marxismo é uma grande tradição de preocupações éticas. a que é necessária à virtude. discípulo de Sócrates. uso costumes. Sócrates refletiu sobre a natureza do bem moral. pois dela derivam os costumes. Uma ação moralmente boa é aquela que pode ser universalizável. A moral revolucionária foi muito influenciada pela tradição ética cristã. sem dúvida. o fim do homem é a felicidade. Para Aristóteles. e a esta é necessária a razão. que significava principalmente.ASPECTOS FILOSÓFICOS SOBRE A ÉTICA. A ética grega fundou-se na busca da felicidade. Ex. que veio substituir a da religião: a moral revolucionária.) encontramos duas tendências: 1. Na Idade Moderna (1.. 2. de amor. na busca de um princípio absoluto de conduta.desenvolveu uma nova visão do mundo e da história humana.600 . através da teoria da Concepção racionalista: É da natureza humana que extraímos as formas corretas da ação moral. trazendo. Ludwig Feuerbach (1804-1872): tentou traduzir a verdade da religião num estudo filosófico ao alcance de todos os homens instruídos. A busca de uma ética racional pura – subjetividade humana. Se originou do termo grego “ethos”. de fraternidade universal. colocava a busca da felicidade (Sumo BEM) como o centro das preocupações éticas. Estabeleceu muitas regras de conduta. caráter. Sua teoria procura basear-se nas leis do pensamento e da vontade. Teve muitos seguidores. Tentativa de unir a ética religiosa às reflexões filosóficas. ÉTICA é um instrumento indispensável da vida humana. o direito e a filosofia. A religião trás em si uma mensagem ética profunda de liberdade. hábitos. à interpretação da bíblia e à teologia. Temos as idéias de Immanuel Kant. as leis.: a tortura.. Karl Marx .

em outros. ou pelos menos intuem o que seja Ética. Todavia. pode ser ela tida como a existência pautada nos costumes considerados corretos. ou da existência. Também. ficamos satisfeitos conosco mesmos e recebendo a aceitação geral. fruto do desenvolvimento do pensamento humano. Distingue-se da ontologia cujo objeto é o ser das coisas. Seu campo é o do juízo de valor e não o do juízo de realidade. isto é. Pode ser considerada ainda como a parte da filosofia que tem como objeto o dever-ser no domínio da ação humana. procurando identificar sua natureza. Estuda as normas e regras de conduta estabelecidas pelo homem em sociedade. de determinada sociedade e que caso não seja seguido. o termo ética deriva do grego ethos que significa modo de ser. aquele que se adequar aos padrões vigentes de comportamento numa classe social. Em suma. A consciência moral possui a capacidade de discernir entre um e . portanto. Designa a reflexão filosófica sobre a moralidade. a ética é uma criação consciente e reflexiva de um filósofo sobre a moralidade. explicá-la é tarefa difícil. relacionam-se com algo a mais: o desejo que todos têm de serem felizes. é passível de coação ao cumprimento por meio de punição. a desvendar não aquilo que o homem de fato é.DA ÉTICA E DA MORAL Muitos sabem. pois é uma concepção que se transforma pelos tempos). As noções decorrentes de ações advindas de uma ou mais opções entre o bom e o mau. Sua finalidade é esclarecer e sistematizar as bases do fato moral e determinar as diretrizes e os princípios abstratos da moral. limita-se a refletir sobre os problemas implícitos nas normas que de fato foram estabelecidas. Etimologicamente. que é. nas mais diversas áreas. conclui por formular um conjunto de normas a serem seguidas. todavia. que possua capacidade de discernir entre o bem e o mal (cabe observar agora que agir eticamente é ter condutas de acordo com o bem. ou seja. Para que exista a conduta ética. afastando a angústia. ou entre o bem e o mal. definir o conteúdo desse bem é problema à parte. Pode ser entendida como uma reflexão sobre os costumes ou sobre as ações humanas em suas diversas manifestações. fundamentação racional. a dor. daí. Além do mais. tentar defini-la seria nos privar de toda a amplitude de seu significado que pode ainda advir. é necessário que o agente seja consciente. Neste caso. por sua vez. sobre as regras e os códigos morais que norteiam a conduta humana. Propõe-se. criação espontânea e inconsciente de um grupo. mas aquilo que ele "deve fazer" de sua vida. Em alguns casos. origem. caráter. temos a ética como estudo das ações e dos costumes humanos ou a análise da própria vida considerada virtuosa. quer dizer.

Os problemas éticos são caracterizados pelas generalidades. cada qual têm seus valores. sendo a indagação de caráter amplo e geral. pela sociedade. Todavia. decorrentes de alguma ação que será realizada. Assim. avalia-se os meios em relação aos fins. O problema moral corresponde a singularidade do caso daquela situação. tornando-se responsável também pelas suas conseqüências. não se pode estar alienado. é sempre um problema prático-moral. a sociedade. simplesmente morais são restritos. sob determinado enfoque. cada um adquire uma percepção individual do que lhe é de valor. Do que foi dito. privado por outros. uma vez que dependerão do modo de existência de cada pessoa. ou seja. conforme se depreende do que foi dito acima. No processo de escolha das condutas. o . Os problemas morais. A consciência se manifesta na capacidade de decidir diante de possibilidades variadas. a convivência é uma necessidade. os termos "ética" e "moral" são empregados como sinônimos. que devem ser considerados em qualquer situação. mores significa costume. de modo que. subjetivos. é a pratica moral.outro e avaliar. ÉTICA E MORAL: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS A coexistência é uma imposição a que todas as pessoas são submetidas. Moral. Etimologicamente. É a moral reflexa. conjuntos de normas adquiridas pelo homem. quando comparados. Para isso. experiências vividas ou até. nunca se referindo a generalidade. dentre outros. é condição básica a liberdade. esta como conseqüência daquela. destituído de si. quais ações a fazer. enquanto o primeiro designa a reflexão filosófica sobre o mesmo. quando se indaga o que é correto. definir o que é bom. aquela reunião de regras que são destinadas a orientar o relacionamento dos indivíduos numa certa comunidade social. Tornam-se. as classes. "Moral é a moral prática. mas entendemos que se reserva a este último apenas o próprio fato moral. Os valores podem se entendidos como padrões sociais ou princípios aceitos e mantidos por pessoas. são os problemas morais. realizar constantemente as escolhas. julgando o valor das condutas e agir conforme os padrões morais. É moral vivida. de crenças religiosas. para poder deliberar. é responsável pelas suas ações e emoções. Assim. e que conseqüências esperar. são problemas teórico-éticos"(2). pesa-se o que será necessário para realizá-las. de suas convicções filosóficas. Freqüentemente. possuem pesos diferenciados. se tornam mais ou menos valiosos. Assim. as pessoas. preso aos instintos e às paixões. Por isso. do latim mos. É a necessidade de convivência que faz surgir a Moral.

sobretudo. é. No mesmo sentido. ou melhor. Esse conjunto de normas. Sendo moral o que é vivido. A Ética. quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar. em que se baseiam os costumes ou as normas adquiridas. a Ética se detém. um enfoque do comportamento humano cientificamente. simplesmente ético. A moral é como expressão da coexistência. sendo. é o que deve ser ou. Como os indivíduos só podem viver em função da comunidade. elas molestam o indivíduo. o que vai pautar o comportamento moral do homem. a Moral pode ser conceituada como "o conjunto de regras de conduta consideradas válidas. já que ela não cria a moral. tem em si uma estrutura capaz de analisar diferentes opções para se ter referência sobre o que é ou não correto em determinado momento.problema é teórico. então. até hoje nenhum grupo ou comunidade pode existir sem normas constrangedoras da moral. aceito livre e conscientemente. Hodiernamente. Apesar de haver em cada indivíduo uma reação instintiva contra regras e obediências a qualquer autoridade. É a ciência do comportamento moral dos homens na sociedade. tem-se como moral o conjunto de costumes. todavia todos relacionam-se com um valor de conteúdo mais importante. Agem como um mecanismo de autodefesa e preservação do grupo. o objeto é o dever-ser). Já a ética. regula o comportamento individual e social das pessoas”. Estes determinam o impulso moral e impelem à ação dos . Deste modo. não se situa no campo puramente apreciativo dos valores. e até ordena. pelo menos. o que acontece. ou seja. Podem os valores variarem. no âmbito de uma mesma sociedade. variando de cultura para cultura e se modifica com o tempo. por outra. A sociedade cria determinados valores e as ações humanas começam desde logo a se cristalizar em regras que se orientam pela obtenção e realização dos mesmos. na pesquisa e no estudo dos valores morais. a ética é a norma. como a Moralidade. Tanto a ética como a moral relacionam-se a valores e a decisões que levam a ações com conseqüências para nós e para os outros. Os dois vocábulos se referem as qualidades humanas: o modo de ser ou o caráter de cada um. O desrespeito a alguma das regras morais pode provocar uma tácita ou manifesta atitude de desaprovação. aconselha. uma abordagem científica da moral. preservam e salvam a sociedade em que ele vive. Podemos dizer que a Ética analisa as regras e os princípios morais que são destinados a orientar a ação humana. A ética estuda. Temos a moral como ação. o que deveria ser (conforme já salientamos. estando até mesmo. ficam assim compensados do sacrifício pessoal que fazem. normas e regras de conduta estabelecidas em uma sociedade e cuja obediência é imposta a seus membros. subentendido nos outros: o valor do bom ou o valor do bem. por uma parte. quer para grupo ou pessoa determinada. antes. Se.

as partes envolvidas. vai servir de modelo para casos semelhantes. o costume representou a fonte mais importante do direito. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. tais como as de etiqueta. usamos da linguagem. ou de civilidade. esta proporção do homem aos esquemas e modelos sociais em razão da ação objetiva. estamos seguindo tais regras. Este é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. O costume é uma pratica gerada espontaneamente pelas forças sociais e ainda. Aqui e agora. através do uso reiterado. A formação do costume é lenta e decorre da necessidade social de fórmulas práticas para resolverem o problema em jogo. A nosso ver. em sucessivos atos de participação.ÉTICA PROFISSIONAL . segundo alguns autores. criadas espontaneamente pelo povo. assim como em suas reações perante o mal sofrido. recebendo do todo social a medida de seu comportamento. cortesia. Todas as vezes que o homem encontra um dilema. de forma inconsciente. COSTUMES Nas sociedades em que a escrita e a leitura não estavam difundidas. adotam uma solução que. são os valores pró ou contra que vão determinar a sua escolha. no todo de nosso comportamento. Então podemos definir que o costume como um conjunto de normas de conduta social. Efetivamente. Somente aquelas atitudes e coisas que levam ao próprio aperfeiçoamento e ao bem comum do grupo é que possuem valor moral. às regras consuetudinárias de trato social. sem implicar necessariamente a íntima adesão do agente. Por elas se situa o homem na sociedade. reconhecidas e impostas pela sociedade. uniforme e que gera a certeza da obrigatoriedade. ÉTICA . ou cavalheirismo. portanto. não definida por qualquer norma vigente. para ser racional e estar de acordo com o bom senso comum. Diante de uma situação concreta. nos sentamos. de participar dos bens da vida. com base no bom senso e no sentido natural de justiça. por exemplo. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. é uma característica das ações pertinentes ao "costume" em geral. sendo mais guiado pelos outros do que por si mesmo.indivíduos. por sua maneira de ser e de conduzir-se. na maneira pela qual nos vestimos.

in A Gazeta de 11/06/1948. Boas intenções. quer o íntimo e subjetivo. que o exterior e social. Ética Geral e Profissional . nem sempre bastam para produzir soluções acertadas" (citação de Antão de Morais. Prescrevem deveres para a realização de valores. em discurso de posse no Tribunal de Ética de São Paulo. "não é possível deixar esse assunto ao critério de cada profissional. com a finalidade de avaliar a própria conduta diante a sociedade e suas exigências morais. a adoção de um ordenamento jurídico. funcionários e governantes. Não implicam apenas em juízos de valor. devendo necessariamente contribuir para a formação de uma consciência profissional composta de hábitos dos quais resultem integridade e a probidade. têm enfoca a importância da ética empresarial e da responsabilidade social com fatores competitivos para as empresas. altos ideais de moralidade. de acordo com as regras positivadas num ordenamento jurídico. No universo coorporativo. agir de forma honesta com todos aqueles que têm algum tipo de relacionamento com ela. mencionado por José Renato Nalini. o governo e a comunidade como um todo. "São normas que disciplinam o comportamento do homem. ganham a confiança de seus clientes e melhoram o desempenho dos funcionários. . Estão envolvidos nestes grupos os clientes. Empresas preocupadas com padrões de condutas éticos em seu relacionamento com clientes." Daí portanto. 185) Este conjunto de preceitos morais devem nortear a conduta do indivíduo no ofício ou na profissão que exerce. Outrossim. os dirigentes de grandes empresas. os funcionários. os sócios. numa determinada coletividade. fornecedores. Ter padrões éticos significa ter bons negócios em longo prazo. ou seja. ÉTICA EMPRESARIAL E ÉTICA NOS NEGÓCIOS. livros e palestras. afim de constituir um parâmetro do qual os profissionais devam adotar. A empresa é considera ética se cumprir todos compromissos éticos que tiver.João Baptista Herkenhoff nos brinda com a seguinte definição sobre o que seria normas éticas. as organizações têm se preocupado em resgatar valores éticos e em desenvolver ações voltadas para questões sociais. Caracterizam-se pela possibilidade de serem violadas. com freqüência. os fornecedores. A mídia de negócios. mas impõem a escolha de uma diretriz considerada obrigatória. p.A Ética do Advogado. Os autores têm destacados a “ÈTICA” como um fator relevante para garantir a competitividade da empresa.

morais e sociais”. mas também as suas responsabilidades éticas. .“Parece licito afirmar que hoje em dia as organizações precisam estar atentas não só as suas responsabilidades econômicas e legais.

1. até o presente. conjunto de leis. o que não tem inclinação. No século XVIII Kant já afirmava que “os juristas ainda estão à procura de uma definição para o Direito”. Também pode se referir a Ciência do Direito e pode ter um significado equivalente ao conceito de justiça. desvio ou curva). guardam entre si alguns nexos. O vocábulo Direito é classificado como um termo analógico. a própria lei. designou: aquilo que esta conforme a lei. b) Definição Semântica: É a parte da gramática que registra os diferentes sentidos que a palavra alcança em seu desenvolvimento. 1. a sua genealogia. Esse vocábulo surgiu na Idade Média. As definições nominais expressam o significado da palavra e se subdividem em definições etimológicas e semânticas. por possuir vários sentidos. o . DIREITO: Definir o que é direito é uma tarefa árdua. expressou aquilo que está conforme a reta e. Do ponto de vista objetivo pode ser visto como uma norma de organização social.AULA 02 – DIREITO 1. que era utilizado para designar o que era ilícito e injuria. como o poder de agir que a lei garante. sucessivamente. passou por vários significados. 1. A palavra DIREITO vem do latim directus. DEFINIÇÕES REAIS OU LÓGICAS Essa definição exige um método adequado. Para ficar mais fácil o nosso estudo vai definir o vocábulo Direito da seguinte forma: nominal e reais ou lógicas. Decorridos mais de dois séculos os juristas ainda divergem quanto aos inúmeros sentidos do referido vocábulo. DEFINIÇÕES NOMINAIS a) Definição Etimológica: Explica a origem da palavra. a. que apesar de diferentes. por volta do século VI. um (qualidade do que está conforme a reta.2. e não foi usado pelos romanos que preferiram o termo jus. A palavra Direito desde a sua formação. a ciência que estuda as leis. Primeiramente. subjetivamente. Enquanto que as definições reais ou lógicas expressam a essência do objeto. que os antigos romanos já afirmavam: “Definitio fit per genus proximum et diffeentiam specificam”.

segundo os critérios de justiça. Nós adotamos para examinar a matéria o método . aos preceitos legais. • Impostas coercitivamente pelo Estado – é a diferença específica. usados para o bem-estar da sociedade. Todos têm sido criticados. Apenas as normas jurídicas necessitam da participação do Estado. meios. o homem deve ajustar a sua conduta. exclusivo que vai distinguir objeto definido das demais espécies. Como ser racional e responsável. Daí surge a necessidade do Direito de ser dotado de um mecanismo de força – a coerção .os destinatários do Direito devem se comportar. Esse conjunto de normas determina como . aderem a essas normas jurídicas. impostas coercitivamente pelo Estado. recursos. Assim podemos definir direito como: conjunto de normas de conduta social. Entretanto nem todos os homens. ou seja. O gênero próximo de uma definição deve apresenta as semelhanças existentes entre as diversas espécies que compõem o gênero.que significa que a definição deverá apontar o gênero próximo e a diferença específica. A justiça é a razão de Direito existir. Regras de Trato Social e a Religião. em partes.que a qualquer momento possa ser acionado para impor o cumprimento das referidas normas. segundo os critérios de justiça – as normas legais devem ser consideradas instrumentos. vamos encontrar: • Conjunto de normas de conduta – é o gênero próximo. espontaneamente. para haver justiça é necessário que os valores jurídicos sejam cultivados. DIREITO E A MORAL: Existem várias teorias e critérios adotados para diferenciar o Direito da Moral. para realização da segurança. estabelecem os limites de liberdade para os homens em sociedade. Em relação ao Direito o gênero mais próximo da sua definição são os diferentes tipos de instrumentos de controle social: Moral. • Para a segurança. uma vez que a diferença específica aponta o traço peculiar. Decompondo. com vontade própria. 2. determinam espécies de comportamento social. E a diferença especifica deve apontar qual a característica que o Direito possui e que o separa dos outros processos de conduta social.

CC) e que também se assenta na Moral. para este importante cientista do Direito.696. a norma é não precisa de valores morais para ser valida. • A VISÃO KELSIANA – Ele desvincula o Direito da Moral. Os adeptos desta corrente acreditavam que as leis só eram validas se baseadas nos valores morais. o Direito estaria incluído no campo da Moral. para ele o Direito e a Moral possuiriam uma faixa de competência comum e. ao mesmo tempo. . Ele adota a Teoria dos Círculos e o Mínimo Ético. uma área particular independente. 1. • TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS: Segundo Jeremy Benthan (1748-1832). quanto ao seu conteúdo. donde se pode concluir que o campo da Moral é mais amplo que o Direito e que o mesmo encontra-se subordinado a Moral. jurista e filósofo inglês. Um exemplo disso é a prestação de alimentos que é recíproca entre pais e filhos. • TEORIA DOS CÍRCULOS SECANTES – Du Pasquier discordava de Jeremy. e extensiva aos ascendentes (avós – art. Ele é o elemento essencial ao Direito.adotado por Alessandro Groppali que traça um paralelo entre o Direito e a Moral.

independente de fronteiras geográficas garantindo assim uma identificação entre pessoas que sequer se conhecem. prevalecendo assim a TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS. tornam-se conhecidas. Ela é diferente de ambos – Direito e Moral – pois não estabelece regras. DIREITO. a Ética e a Moral. 4.as leis só têm validade naquela área geográfica que uma determinada população vive. nos domínios da Moral. Já o Direito estabelecem regras numa sociedade delimitada por fronteiras. por inteiro. ou seja. as formas pelas quais as normas jurídicas se exteriorizam. Enquanto a Moral estabelece regras que garantem uma boa convivência na sociedade. MORAL E ÉTICA: É de extrema importância saber diferenciar o Direito. Ela é uma reflexão de como deve ser. Desta fora o Direito estaria implantado. 3. • Uso e Costumes – que exprimem o poder de decisão anônimo do povo. .• TEORIA DO “MÍNIMO ÉTICO” – Foi desenvolvida por Jellinek. São elas: • Leis e Códigos – que são a principal expressão do Direito escrito. Seu objetivo é justificar as regras estabelecidas pelo Direito e pela Moral. Tanto o Direito como a Moral estabelecem regras que visam estabelecer certa previsibilidade para a conduta humana. • Jurisprudência – que se forma pelo conjunto uniforme de decisões judiciais sobre uma determinada indagação judicial. também apresentam distinções. FONTES DO DIREITO – FONTES FORMAIS DO DIREITO POSITIVO: Fontes Formais do Direito Positivo são os meios de expressão do Direito. A Ética é o estudo do que é bom ou mau. o qual afirmava que para o bem-estar da coletividade era necessário que o Direito representasse um mínimo de preceitos morais. Apesar de apresentarem algumas semelhanças.

O eleitor não se encontra em pé de igualdade com o Estado.• Atos jurídicos – a doutrina moderna tem admitido que os atos jurídicos não se limitam à aplicação das normas jurídicas e criam efetivamente regras de Direito. é evidente que estarem os diante de uma relação de Direito Público. por exemplo: um indivíduo adquire algo em uma loja. Então dizemos que é uma relação de SUBORDINAÇÃO. RAMOS DO DIREITO: A primeira divisão que encontramos na história da Ciência do Direito foi feita pelos romanos. no mesmo plano. Temos aí uma relação de compra e venda. entre Direito Público e Privado. que é usada para complementar essa primeira divisão feita pelos romanos. consórcios. Poderemos esclarecer melhor essa relação da seguinte for. 5. com uma pequena alteração. ao pagar. Existe também outra forma de diferenciarmos o Direito Público do Privado. é de Direito Público. Essa distinção ainda hoje é aceita pela maioria dos doutrinadores jurídicos. se a relação é de coordenação trata-se de Direito Privado. por exemplo. Esta outra forma tem como base o elemento formal da relação. recebe o produto. pois a teoria romana só leva em conta o elemento de interesse da coletividade ou dos particulares. O cidadão deve obediência ao Estado. È uma típica relação de Direito Privado. São exemplos os estatutos de entidades. e. Não devemos esquecer que tanto o Direito Público como o Direito Privado se dividem em ramos. segundo o critério de utilidade pública ou particular da relação: o primeiro diria respeito às coisas do Estado. Se. Tanto o vendedor como o comprado se encontram na mesma situação. estando sujeito a uma sanção caso não exerça a seu dever eleitoral. ou seja. enquanto o segundo seria pertinente ao interesse de cada um. contratos particulares e públicos. de Direito Público. de maneira que a relação é de COORDENAÇÃO. DIREITO PÚBLICO: • • • • Direito Constitucional Direito Administrativo Direito Processual Direito Penal . se é de subordinação. amanhã o TER convoca os eleitores para exercerem a sua obrigação eleitoral. Esta teoria só leva em conta o conteúdo ou objeto da relação jurídica.

• • • • Direito do Trabalho Direito Financeiro Direito Tributário Direito Previdenciário DIREITO PRIVADO: • • Direito Civil Direito Comercial .

até o advento do chamado Estado Moderno. formar.. havendo ainda quem dê primazia ao Egito. analisando seu conceito e eventuais alterações na dinâmica social. em seus estudos acerca da origem das constituições. e 2. fatos marcantes deste movimento. existente entre o constitucionalismo na Antigüidade. Nesse sentido. o poder era privilégio daqueles que eram detentores da riqueza que quase sempre estavam aliados à religiosidade. Todavia. com destaque para a Mesopotâmia (margens dos rios Tigre e Eufrates). o Egito (vale do rio Nilo).AULA 03 – DIREITO CONSTITUCIONAL 1.C. ORIGEM DO CONSTITUCIONALISMO Na Antigüidade. 2. já desenvolvendo a idéia de tributos que sustentariam a estrutura de poder vigente. organizar o poder e delimitar o seu exercício. surgiram entre 4. compor) que podem ser empregados em expressões triviais. A evolução do constitucionalismo culminou por identificar três grandes objetivos das constituições: garantir a supremacia dos direitos individuais.000 a. a China (vale do rio Amarelo) e a Índia (rios Indo e Ganges). cumpre identificarmos a função das constituições na atualidade. à parte essencial de. apontam em algumas das Civilizações Antigas manifestações assemelhadas às observadas nos Estados Constitucionais modernos. que teria seu fim com a queda de Roma. A grosso modo podemos dizer que o constitucionalismo teve como origem formal as Constituições norte-americana de 1787 e a francesa de 1791. observa-se a existência de verdadeiro "hiato constitucional".000 a. Assim sendo. na Grécia’.C. como a constituição de uma cadeira . As mais antigas civilizações da história. deflagrado durante o iluminismo e surgido em oposição ao absolutismo reinante. através do qual se elegeu o povo como o titular do poder legítimo. enquanto que ANDRÉ HAURIOU é absolutamente categórico ao afirmar que ‘o berço do Direito Constitucional se encontra no Mediterrâneo Oriental e. mais precisamente. DALMO DALLARI ensina que mestres como LOEWENSTEIN sustentam que os hebreus foram os primeiros a praticar o constitucionalismo. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO A palavra CONSTITUIÇÃO apresenta sentido ambíguo. Os estudiosos do constitucionalismo. a Pérsia (planalto do atual Irã). Sua origem remonta ao verbo CONSTITUIR (ser à base de.

a Constituição é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado.  A Constituição 1891. excluídos os estrangeiros e. a forma de seu GOVERNO (república. O Hábeas Corpus foi utilizado de forma genérica. a comunidade habilitada ao exercício dos direitos políticos. podemos definir a CONSTITUIÇÃO como o conjunto de normas jurídicas. os limites de sua atuação. é o espaço físico dentro do qual o Estado exerce sua soberania e sobre o qual o governo tem competência. juridicamente. outorgada por D. povo. 3. os direitos fundamentais do homem e suas respectivas garantias. em O Príncipe. A palavra Estado foi usada pela primeira vez. de como se organiza. agindo por meio da autoridade. trazia uma declaração de direitos individuais e garantias que. considerado sociológica ou historicamente. entre outros). A soberania é exercida pelo governo. na Itália. que é a investidura e a limitação impostas pela lei. O governo. governo e soberania. no estrito sentido jurídico.ou a constituição de uma mesa. PRINCÍPIOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS E SOCIAIS • EVOLUÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES:  A Constituição do Império de 1824. o modo de aquisição do poder e o exercício do poder. banimento judicial e de morte. escritas ou costumeiras. • Território é a base geográfica do estado. em relação a assuntos do governo. de Maquiavel. Pedro II. Segundo José Afonso da Silva. Daí pode-se concluir que a palavra CONSTITUIÇÃO traz em si uma idéia de estrutura. O Estado é o principal objeto da Constituição. . que regulam a forma de ESTADO (unitário ou federal). a organização de seus órgãos. monarquia ou aristocracia. inclusive para hipóteses não específicas de cerceamento de liberdade física. em princípio do século XVI. permaneceu nas Constituições posteriores. é um grupo de pessoas que toma decisões obrigatórias para a coletividade. Em síntese. aprimorou a Declaração dos Direitos. • • • Povo é a população do estado. A noção jurídica de Estado apóia-se em quatro elementos básicos: território. extinguindo as penas de galés. nos seus fundamentos. promulgada no governo provisório de Marechal Deodoro da Fonseca.

de banimento ou de confisco. O direito de manifestação foi restringido. abrangendo os direitos individuais e coletivos. de forma indireta.  A Constituição de 1967 e a EC nº. os direitos individuais sofreram duro golpe. Restabeleceu o mandado de segurança. a ação popular e acabou com as penas de morte. foi eleito presidente do Brasil. autoritário. e a cultura. os direitos de nacionalidade. • EVOLUÇÂO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS:  DIREITOS HUMANOS DE 1ª GERAÇÃO: esses direitos dizem respeito às liberdades públicas e aos direitos políticos. dos funcionários públicos. Morre antes de assumir o poder. suspensão da garantias dos magistrados. José Sarney assume.  A Constituição de 1946. a educação. pois havia a possibilidade de suspensão dos direitos políticos por 10 anos. ou seja. outorgada pelas Forças Armadas. retomou as idéias da democracia social de 1934. como estabilidade. os direitos sociais dos trabalhadores.  Após o período da ditadura. sobre a família. . também denominada por Ulisses Guimarães de CONSTITUIÇÂO CIDADÃ. promulgada CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. mediante censura prévia da imprensa. foi inspirada no regime fascista. os direitos políticos e os direitos dos partidos políticos.  A Constituição de 1937. A Constituição de 1934. Estabeleceu a pena de morte para o crimes políticos. promulgada por Getúlio Vargas e inspirada na Constituição de Weimar. teatro. inscreveu um titulo sobre a ordem econômica e social. de caráter perpétuo. outorgada por Getúlio Vargas – CONSTITUIÇÂO POLACA – Estado Novo. São os Direitos Individuais. Esta trazia no seu bojo os direitos e garantias individuais. tem como traço característico a inserção da democracia social. promulgada no governo de Gaspar Dutra. do cinema e da radiodifusão. 1. em 1985 Tancredo Neves. cassação dos mandados parlamentares. ou seja. direitos civis e políticos que traduzem o valor da liberdade. Envia ao Congresso Nacional uma proposta de emenda Em 05 constitucional de outubro convocando de 1988 é a Assembléia a Constituinte. homicídios cometidos por motivos fúteis e com extremos de perversidade.

Art. não a nada que fundamenta a perda do . Desta forma. DIREITOS HUMANOS DE 2ª GERAÇÃO: são os direitos sociais. direitos são bens e vantagens prescritos nas normas constitucionais e as garantias são instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos direitos ou prontamente os repara. mandado de segurança. Apesar de se referir expressamente a direitos e deveres. à segurança e à propriedade. Solidariedade. à igualdade. 5º Todos são iguais perante a lei. culturais Igualdade. mandado de injunção. humano é inserido em uma coletividade. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. O ser São os Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 4ª GERAÇÃO: são os direitos decorrentes dos avanços engenharia genética. e econômicos. 5º da CF/88. sem distinção de qualquer natureza. Mesmo quando não são exercidos. podemos afirmar que as garantias são os remédios constitucionais: o habeas corpus. nasceram com o Cristianismo e são validos até os tempos atuais. porque não são de conteúdo econômico. Assim nos resta apenas diferenciá-los. no caso de sua violação.  IRRENUNCIABILIDADE: o individuo pode não usá-lo.  INALIENABILIDADE: são direitos intransferíveis. tais como a necessária noção de preservação ambiental e proteção aos consumidores. • DIREITOS FUNDAMENTAIS: Os direitos e deveres individuais e coletivos estão arrolados no caput do art. mas nunca renunciá-lo. à liberdade. também contemplou as garantias fundamentais. Correspondem aos Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 3ª GERAÇÃO: novos problemas e preocupações mundiais surgem.  IMPRESCRITIBILIDADE: nunca deixa de ser exigíveis. mandado de segurança coletivo. inegociáveis. nos termos seguintes: Os direitos e garantias fundamentais possuem diversas características:  HISTORICIDADE: possuem caráter histórico. hábeas data e ação popular.

é um processo que se instaura com a concepção. Assim. porém.. deixando. como as pessoas jurídicas. Direito à Liberdade. progride. no texto constitucional. Entretanto esse conceito de existência digna refere-se aos aspectos . pois. pertencem ao indivíduo e não ao patrimônio.. que a expressão residentes no Brasil deve ser interpretada no sentido de que só a Carta Federal só pode assegurar a validade e gozo dos direitos fundamentais dentro do território brasileiro. transforma-se.. Direito à Igualdade. sendo a primeira relacionada ao direito de continuar vivo e a segunda de se ter uma vida digna quanto à subsistência. a de cooperativas independem de autorização. o estrangeiro em trânsito pelo território nacional. Observe-se. Desta forma cabe ao Estado assegurá-lo na sua dupla acepção. Tudo o que interfere nesse ciclo contraria a vida. Direito à Propriedade. na forma da lei. Da mesma forma as pessoas jurídicas são beneficiadas pelos direitos e garantias individuais.a criação de associações e. O direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos. São direitos personalíssimos.direito pela prescrição.garante aos brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil o direito à. então de ser vida para ser morte. o regime jurídico das liberdades públicas protege tanto os brasileiros como os estrangeiros no território nacional. 5º da CF/88 “. não excluindo.. pois se reconhece às associações o direito de existência (XVIII . • DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS: O caput do art.      • DIREITO À VIDA: O vocábulo VIDA. já constitui um pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos.”. Direito à Intimidade. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento). • CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS INDIVIDUAIS: Podemos classificas os direitos individuais nos seguintes grupos: Direito à Vida.

necessidade de salvamento da vida da mãe. quando se refere àqueles que exercem atividade política ou ainda em relação aos artistas em geral deve ser interpretada de uma forma mais restrita. de trabalho. 84. Essa interpretação mais restrita. protegendo inclusive à própria imagem frente aos meios de comunicação em massa (rádio. porém. ou seja. O que se permite é o desligamento dos aparelhos quando comprovada a morte cerebral Quanto ao ABORTO. não para fundamentar a prática da EUTANÁSIA. salvo em caso de guerra declarada. sem qualquer nexo causal com a atividade profissional realizada. XIX. de estudo. enquanto que o próprio exercício da atividade profissional dos artistas exige maior e constante exposição à mídia. televisão. XLIX . pois os políticos estão sujeitos a uma forma especial de fiscalização pelo povo e pela mídia. nos termos do art. os casos em que a gravidez pode ser interrompida. 5º da CF/88: III .não haverá penas: a) de morte. inclusive trato íntimo da pessoa. São alguns exemplos de direito à vida os seguintes incisos do art. suas relações familiares e de amizade. pois esta reconhece que a vida instara-se no momento da concepção. por exemplo. • DIREITO À INTIMIDADE: Essa proteção constitucional refere-se tanto as pessoas físicas como jurídicas. Esta proteção constitucional.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.de natureza material e moral. . revista. desproporcionais e. etc). tais como relações comerciais. não afasta a proteção constitucional contra ofensas desarrazoadas. jornais.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. no caso. enquanto vida objetivos. o da gravidez decorrente de estupro e outros casos que a medicina aconselhar. XLVII . etc. principalmente. Todavia coube a legislação ordinária definir o crime de aborto e determinar suas exceções. Os conceitos constitucionais de intimidade e vida privada estão de os interligados. do paciente estar vivendo artificialmente através de aparelhos. este não é admitido pela CF/88. mas é possível diferenciá-los: intimidade refere-se as relações privada envolve todos os demais relacionamentos humanos.

São alguns exemplos de direito à intimidade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; • DIREITO Á IGUALDADE: A CF/88 adotou o Princípio da Igualdade de direitos determinando que todos os cidadãos tenham o tratamento idêntico pela lei. O que se veda são as diferenciações arbitrarias. Aristóteles já vinculava à idéia de igualdade à idéia de justiça ao afirmar “o legislador deve tratar de maneira igual os iguais e de maneira desigual os desiguais”. São alguns exemplos de direito à igualdade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Ainda existe outras regras que proíbem discriminações que estão arroladas no art. 7º que vedam diferenças de salários, de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil e qualquer

discriminações Todavia a

no

tocante CF

a

salários

e as

critérios chamadas

de

admissão

do

trabalhador portador de deficiência. própria estabelece DISCRIMINAÇÕES POSITIVAS onde o constituinte tratou de proteger certos grupos, que ao seu entender, mereceriam tratamento diverso. Ele cuidou de estabelecer medidas de compensação, buscando concretizar, uma igualdade de oportunidades para esses indivíduos. Como por exemplo: L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação (art. 5º); Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) • DIREITO À LIBERDADE: A liberdade consagrada no texto constitucional é a denominada LIBERDADE OBJETIVA que consiste na expressão externa do querer individual, e implica o afastamento de obstáculos ou de coações, de modo que o homem possa agir livremente. Todavia essa liberdade apresenta freios, para que os mais fortes não oprimam os mais fracos. No Direito Constitucional, vamos encontrar 05 grupos de liberdades, no art 5º da CF/88:

 LIBERDADE DA PESSOA FÍSICA: liberdade de locomoção, de
circulação. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

 LIBERDADE DE PENSAMENTO: em todas as suas formas de
liberdades (opinião, religião, artística, comunicação do conhecimento). IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 LIBERDADE DE EXPRESSÃO COLETIVA: em suas várias formas
(de reunião e de associação). XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

 LIBERDADE DE AÇÃO PROFISSIONAL: livre escolha e de exercício
de trabalho, oficio e profissão. XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

 LIBERDADE DE CONTEÚDO ECONÔMICO E SOCIAL: liberdade
econômica, livre iniciativa, liberdade de comércio, liberdade ou autonomia contratual, liberdade de ensino e liberdade de trabalho. Liberdades estas que estão no Capitulo dos Direitos econômicos e não no campo dos direitos individuais. • DIREITO À PROPRIEDADE: O direito de propriedade tem o seu fundamento na Constituição. Esse direito é garantido desde que a propriedade atenda sua função social. Com isso a

 propriedade de inventos. ou por interesse social. . com pagamento mediante titulo. à propriedade das marcas. de propriedade que não cumpra sua função social. XXIV . desde que trabalhada pela família. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. à proteção dos desenhos industriais e marcas de uso exclusivo e à exclusividade do nome da empresa: XXIX . CC). Alem deste tipo de propriedade existem propriedades especiais no art 5º da CF/88. assim definida em lei.a propriedade atenderá a sua função social. o direito de impedir que um terceiro utilize a patente do objeto. mediante justa e prévia indenização em dinheiro.70. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. com claúsula de ficar isento de execução por dividas (art. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. ressalvados os casos previstos nesta Constituição.Constituição autoriza a desapropriação. que asseguram ao inventor direito de o obter a patente que lhe garanta a propriedade do invento de utilidade.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. são elas:  propriedade autoral. publicação ou reprodução de suas obras. de marcas e de nome de empresas que são os privilégios de invenção. que confere aos autores o direito de reproduzir suas obras literárias. exclusivo de utilizar. XXIII . não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva.  e a propriedade do bem de família que permite aos chefes de família destinar um prédio para domicílio desta. cientificas e de comunicação: XXVII . XXVI .a pequena propriedade rural. bem como proteção às criações industriais.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. publicar e artísticas.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização.

7º. Isto é. eqüitativas e satisfatórias de trabalho. inclusive. respeitar e implementar os Direitos Fundamentais. à previdência social. quer dizer. Esse diploma prevê sejam assegurados aos brasileiros e aos estrangeiros diversos direitos como obrigação de não-discriminação. esses poderes são limitados. IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 PARA OS PROFISSIONAIS: Muito se tem discutido acerca da efetividade dos direitos constitucionalmente garantidos. pluralista. ambiental. condições justas. à saúde. que para efeitos constitucionais. comercial. devendo. civil. de maneira alguma. direito ao trabalho. à greve. in casu. são os trabalhadores subordinados que estão sob a proteção constitucional do art. devem ser propostas soluções que estejam em consonância com as linhas mestras reconhecidas nos Direitos Humanos Internacionais e na Constituição Federal de forma a dar materialidade às garantias às quais o Constituinte de 1988 se propôs a perseguir. ao meio ambiente sadio. direitos sindicais. a empresa não pode fazer o que quiser no seu âmbito interno. segundo a Constituição e as Leis. tributária. a redução das desigualdades sociais e regionais e a garantia dos direitos sociais como direitos e garantias fundamentais. quais sejam os valores de uma sociedade fraterna. A liberdade. esta a norma fundamental que confere validade e norteia toda uma ordem jurídica nacional. trabalhista. internacional. financeira. Porém. que obrigam o Estado a melhorar as condições de vida dos hipossuficientes. que se caracterizam como liberdades positivas. Ao tempo em que a Constituição Federal de 1988 trouxe a previsão dos direitos sociais que são direitos fundamentais dos homens. naquilo que lhe couber. . E não podem. é para agir segundo o que ordenam e o que permitem as Leis e a Constituição. entre outras. penal. à educação e à cultura. mesmo sendo uma pessoa de direito privado. seja ela administrativa.4. contrariar dispositivos contidos na Constituição e na legislação. ao aplicar normas constitucionais aos casos concretos examinados. O empregador tem poderes para disciplinar e gerir a empresa e as relações desta com os empregados.

Essas pessoas são os EMPRESÁRIOS. – são produzidos em organizações econômicas especializadas e negociadas no mercado. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens e serviços. denominada de EMPRESA. 2. muito dinheiro com issso. saúde. b. os que atendem às nossas necessidades de vestuário. isto que dizer. insumo e tecnologia) e fortemente estimuladas pela possibilidade de ganhar dinheiro. Seu objetivo é o estudo dos meios socialmente estruturados de superação de conflitos de interesses envolvendo empresários ou relacionados às empresas que exploram. E ele detém o monopólio das informações. Produção ou circulação de bens ou serviços: produção de bens é a fabricação de produtos ou mercadorias. etc. CONCEITO DE EMPRESÁRIO: Segundo o art. Desta definição destaca-se os seguintes conceitos: profissionalismo. Já produção de serviços é a . educação. que empresário é aquele que exerce a atividade com habitualidade. 966 do Código Civil.isto é. OBJETO DO DIREITO COMERCIAL: Os bens e serviços de que todos precisamos para viver . Profissionalismo: o exercício da atividade profissional esta associado a três fatores: habitualidade. Empresário é definido na lei como o profissional exercente de “atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens ou serviços”. porque as informações sobre os bens e serviços que oferece ao mercado costumam ser de seu inteiro conhecimento. mão-de-obra. c. Essas organizações são estruturadas por pessoas vocacionadas à combinar determinados componentes (os fatores de produção – capital. Ele deve exercer a atividade empresarial pessoalmente. pessoalidade e o monopólio de informações. enquanto seus empregados produzem ou circulam os bens ou serviços. a. lazer. Atividade econômica organizada: significa qualquer atividade licita e idônea à geração de lucro para quem a explora em virtude dos fatores de produção. O DIREITO COMERCIAL cuida do exercício dessa atividade econômica organizada de fornecimento de bens ou serviços. Não é considerado empresário àquele que realiza tarefas esporádicas.AULA 04 – DIREITO COMERCIAL 1.

c.). Entretanto se o empresário rural requerer sua inscrição no registro de empresas (Junta Comercial). dentistas. costumam ter os seus requisitos legais (profissionalismo. por exemplo). etc. Aquele que explora atividade empresarial. . mas não se submetem ao regime jurídico-empresarial. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou serviços). portanto não se submetem ao regime jurídico-empresarial – responsável por regulamentar a pratica da atividade mercantil e torná-la legal. É quando ele presta serviços para uma empresa que organiza os fatores de produção. animal e mineral. estão surgindo atividades econômicas de relevo exploradas sem empresa. Há uma exceção em que o profissional se enquadra no conceito de empresário.). artística ou literária. atores. 3. São quatro as hipóteses de atividades econômicas civis: a. Circular bens é ir buscar o bem no produtor e trazê-lo para o consumidor. Trata-se da hipótese em que o exercício da profissão constitui elemento da empresa. ele não é empresário. mesmo que o faça com profissionalmente (com intuito lucrativo e habitualidade). se dedicam às mesmas atividades dos empresários. e extrativismo vegetal. em que o prestador de serviço trabalha sozinho em casa. os escritores e os artistas de qualquer expressão (plásticos. Profissional intelectual: não se considera empresário. de natureza cientifica. São os profissionais liberais (médicos. pecuária. mas não se enquadra no conceito legal de empresário: se alguém presta serviços diariamente. ATIVIDADES ECONÔMICAS CIVIS: São atividades econômicas que não se enquadram no conceito de empresário e. d. Cooperativas: são sociedades civis que.prestação de serviços. será considerado empresário. enquanto circular serviços é intermediar a prestação de serviços. etc. b. advogados. Com o desenvolvimento dos meios de transmissão eletrônica de dados. músicos. o exercente de profissão intelectual. arquitetos. normalmente. Empresário rural: são as atividades da agricultura. mas não organiza a empresa (não tem empregados.

não têm capacidade civil: • • • • • • • Os menores de 18 anos emancipados. ou que foi constituída por seus pais ou por pessoa de quem for sucessor. Aqueles que foram condenados pela prática de crime cuja pena vede O leiloeiro. vedado a empresas com capital estrangeiro). Aqueles em desempenho de função pública.4. Excepcionalmente. tutores ou representantes legais do menor. Os excepcionais. • • • • • • Os devedores do INSS. Assim. a lei permite que o incapaz seja empresário (através da representação-se absoluta a incapacidade. Os pródigos e Os índios. ou assistência – se relativa a incapacidade) desde que autorizado por juiz para que continue a exercer a empresa por ele constituída enquanto era capaz. Os viciados em tóxicos. O estrangeiro com visto temporário. . Essa autorização judicial pode ser revogada a qualquer tempo. Os funcionários públicos.972 do CC/2002. Estão legalmente impedidos de exercer a atividade de empresário: • • • • • O falido não reabilitado. Os deficientes mentais. CAPACIDADE DO EMPRESÁRIO: Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem no pleno gozo de sua capacidade civil e não forem legalmente impedidos. O membro do Ministério Público. O magistrado. o acesso à atividade empresarial. Os ébrios habituais. O militar da ativa. assim determina o art. Os estrangeiros ou sociedades não sediadas no Brasil ou não constituídas segundo nossas leis (É o caso de assistência á saúde. desde que ouvidos os pais.

trapicheiros e administradores de armazéns em geral. ponto). Trata-se de profissionais que exercem atividades paracomerciais. interpretes comerciais. sejam eles corpóreos (máquinas. grupos das de sociedades. Matrícula: que é o ato que rege a inscrição de tradutores públicos. estrangeiras. Autenticação: é o ato que atesta a regularidade dos livros comerciais e das fichas escriturais. Denominação: somente a sociedade anônima. órgãos de administração estadual. Os atos de registros de empresas possuem as seguintes espécies: a. b. cabe a execução do registro da empresa. b. Arquivamento: é o ato que rege a inscrição do empresário. sociedades sociedades empresariais. e microempresas empresas de pequeno porte e grupo de consórcios. a sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples. De acordo com a legislação pertinente são duas as espécies de nomes empresariais previstos: a firma e a denominação. c.5. As Juntas Comerciais. o complexo de bens. antes de dar inicio à exploração de seu negocio. reunidos para que o empresário possa praticar a atividade empresarial. . 6. equipamentos) ou incorpóreos (nome. leiloeiros. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL: É o instrumento da atividade do empresário é a base física da empresa. Firma: adotam o nome firma o empresário individual. empresarias cooperativas. NOME EMPRESARIAL: Todo comercio possui um nome empresarial que o identifica e o diferencia dos demais. A adoção de firma ou denominação dependerá do tipo social adotado: a. REGISTRO DA EMPRESA: Uma das obrigações dos empresários é a de inscrever-se no Registro das Empresas. Firma ou denominação: a sociedade limitada e a sociedade comandita por ações. c. 7.

que é um dos fatores dos meios de produção. PREPOSTOS DO EMPRESÁRIO: Como organizador da atividade empresarial. e . Os livros comerciais podem ser obrigatórios ou facultativos. São facultativos os livro cuja escrituração serve para controle sobre os negócios e não acarretam sanções a sua ausência. são chamados de PREPOSTOS. São obrigatórios aqueles cuja escrituração é imposta ao empresário e sua falta lhe acarreta sanções. sua existência é obrigatória e suas funções só podem ser atribuídas a profissionais legalmente habilitados.sejam empregados regidos pela CLT. de acordo com a lei. O contabilista não se subordina hierarquicamente ao empresário e é o responsável técnico pela escrituração dos livros comerciais. Exerce funções de chefia. 9. Os prepostos são. como por exemplo. o empresário necessariamente deve contratar mão-de-obra. ESCRITURAÇÃO: A lei determina que o empresário é obrigado a seguir um sistema de contabilidade com base na escrituração uniforme de seus livros. Os atos dos prepostos praticados no estabelecimento empresarial e relativos à atividade econômica ali desenvolvida obrigam ao empresário preponente. autônomo ou pessoal terceirizado vinculados por contrato de prestação de serviços. independente do vinculo contratual mantido com o empresário. Esses trabalhadores. O gerente pode ser definido como o preposto permanente no exercício da empresa. é de existência facultativa e suas funções podem ser atribuídas a qualquer pessoa. Trata-se de um trabalhador que está sujeito ao poder hierárquico do empresário.8. isto quer dizer que prepostos e empresários respondem solidariamente se agirem com dolo. Esta é de responsabilidade de um contabilista legalmente habilitado e deverá ser feita em moeda e idioma nacionais e em forma contábil. o CAIXA CONTA CORRENTE. os gerentes e os contabilistas. o DIÁRIO.

diferencia as sociedades em empresárias e simples. O contrato que se estabelece entre as pessoas assim obrigadas deve apresentar três condições especiais: • • a entrada de bens para que possa ser composto o capital social. para o exercício de atividade econômica e a partilha. nesse mesmo sentido. entre si. no registro próprio e na forma da lei. Com efeito. a affectio societatis. CONCEITO DE SOCIEDADE A sociedade consiste no contrato por meio do qual duas ou mais pessoas mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos para lograr fins comuns.2ª parte – DIREITO SOCIETÁRIO 1. Assim. sociedade limitada. a vontade de colaboração ativa de todos os associados em pé de igualdade. 983 do CC/2002. a sociedade • . sociedade anônima. sao elas: • • • • • sociedades em nome coletivo. que as sociedades simples sao aquelas que não têm como objeto a produção ou circulação de bens ou de serviços. isto é. São consideradas sociedades empresárias as que têm por objeto o exercício de atividades próprias de empresários. por outro lado. são sociedades empresárias as sociedades por ações. Independentemente do objeto. 981 do CC estabelece que: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. dos resultados. O Código Civil. 2. Nesse sentido. as sociedades adquirem personalidade jurídica com a inscrição. de acordo com o Código Civil. com bens ou serviços. sociedade em comandita simples. dispõe que são empresárias as sociedades destinadas à atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. a procura de benefícios a serem partilhados. SOCIEDADES QUANTO Á PERSONIFICAÇÃO: As sociedades.AULA 04 – DIREITO COMERCIAL . De acordo com que determina o art. são classificadas em sociedades não personificadas e personificadas. no que toca à personalidade. Dispõe. sociedade em comandita por ações. de seus atos constitutivos. Com efeito. o art.

produzindo efeito somente em relação aos sócios. em seu nome individual e sob sua exclusiva responsabilidade. Em decorrência dessa diferença. perante terceiros. o sócio não pode ser chamado de dono. uma vez que a sociedade é uma pessoa e as pessoas não são apropriáveis por outras. Por esse motivo ele não pode ser chamado de empresário. A contribuição dos sócios ocultos constitui. não confere personalidade à sociedade. específica e distinta da sociedade. Assim. sendo que a inscrição do instrumento. Da mesma forma. participando aos demais sócios. O contrato social. Quanto às duas modalidades.empresária somente adquirirá personalidade com o registro de seus atos na Junta Comercial do Estado (unidade federativa) a quem competir o registro. a diferença está em que a sociedade em comum não possui seus atos constitutivos inscritos. o objeto social é exercido pelo sócio ostensivo. por outro lado. a sociedade não personificada que se subdivide. ainda. um património especial que consiste no objeto em conta de participação relativa aos negócios sociais. Nesse tipo de sociedade. Já se a falência for de sócio participante. o contrato social ficará sujeito às normas reguladoras dos efeitos da falência em relação aos contratos do falido. Nosso direito. embora fosse possível fazê-lo. em razão de sua própria natureza. na sociedade em comum todos os sócios respondem de forma solidária e ilimitada pelas obrigações assumidas pela sociedade. Já na sociedade em conta de participação. Quanto ao regime jurídico. 3. isto é. ocultos. sociedade empresária. juntamente com a do sócio ostensivo. os resultados correspondentes. dessa forma. ter seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial respectiva. em sociedade em comum e sociedade em conta de participação. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: A figura do sócio possui natureza jurídica sui generis. como visto. o sócio submete-se àquele que a lei e o contrato social lhes reservar. enquanto a sociedade em conta de participação não pode. produz efeitos somente entre os sócios. . sendo que o saldo constituirá crédito quirografário. também reconhece. obriga-se apenas o sócio ostensivo. ou seja. na medida em que é a própria sociedade que recebe essa denominação. a sociedade será dissolvida e liquidada. como visto. vindo a ocorrer a falência do sócio ostensivo.

Ainda no que tange à integralização. a obrigação típica do sócio é a integralização do capital social que subscreveu. a retirada. Com relação ao direito de participação nos resultados.As obrigações dos sócios. Nesse sentido. 1. por parte da sociedade. Ao administrador da sociedade compete o cuidado e a diligência no exercício de suas funções. positivos ou negativos. Poderá. por outro lado.001 do CC. A referida obrigação se justifica. de prevaricação. mesmo que temporariamente. será facultada à maioria dos sócios a opção pela indenização correspondente ou pela exclusão do remisso. posse ou uso de bem ou pela transmissão de crédito. em vez da contribuição em dinheiro. e terminam quando. corrupção ou suborno. não se confunde com o patrimônio pessoal de cada um de seus sócios que. é de observar-se que. em decorrência da liquidação da sociedade. o sócio o exerce na proporção de suas quotas. sob pena de ser privado de seus lucros e ser excluído da sociedade. denomina-se sócio remisso aquele que não cumpre tal obrigação. concussão ou peculato. salvo estipulação em contrário. O sócio que assim não fizer no prazo de 30 (trinta) dias que se seguirem à notificação. De fato. Com efeito. pode o sócio. se esse não fixar outra data. como é sabido. sendo certo que não podem ser administradores. São. suas deliberações serão tomadas por maioria dos votos. consistir a contribuição do sócio em serviços. ou por crime falimentar. também os condenados a pena que vede. quando em razão de lei ou do contrato social compete aos sócios a decisão sobre os negócios da sociedade. também aos que . dessa forma. o acesso aos cargos públicos. ou ainda. de acordo com o art. devem contribuir para a formação do capital próprio da sociedade. direitos dos sócios: a participação nos resultados. os sócios ficam obrigados. Por outro lado. sendo que aquele cuja contribuição seja de serviços exercerá o direito de participação dos lucros pela média que se verificar na proporção das quotas. a administração da sociedade. na forma e no prazo previstos. pela redução de sua quota ao montante já realizado. mas nesse caso. a fiscalização da gerência. verificada a mora. responderá pelo dano que emergir da mora. se extinguem as obrigações sociais. na medida em que a sociedade deve possuir seu próprio capital social que. a contribuir com o capital social. não poderá se empregar em atividade estranha à sociedade. também. além dos que forem impedidos por lei especial. optar pela transmissão de domínio. embora outras existam. salvo disposição em contrário. No que toca à administração. iniciam-se imediatamente com o contrato. sendo esses contados pelo valor das quotas de cada um deles.

permanece a responsabilidade desse sócio ou de seus herdeiros pelas obrigações sociais assumidas anteriormente. será liquidada. estará ele exercendo o chamado direito de recesso que lhe permite retirar-se da sociedade. obtendo o reembolso da quantia correspondente ao seu capital na proporção do último balanço aprovado. exceto se o contrato social dispuser de forma diversa ou se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade. por acordo com os herdeiros. ficar resolvida a substituição do sócio que tiver falecido. entretanto. a fé pública ou a propriedade. bem assim. sua quota.praticarem crimes contra a economia popular. Verificando-se a morte do sócio. em razão da mora na integralização do capital social. Assiste ao sócio referido direito. por meio da apresentação de inventário anual. exclusão ou retirada. as leis de defesa da concorrência e as relações de consumo. De qualquer forma. Do mesmo modo. o sistema financeiro nacional. salvo estipulação em contrato que determine época própria para que se dê referido exame. resolvida a sociedade em relação a um dos sócios em razão de morte. dá-se em razão do sócio excluído ter cometido falta grave no cumprimento de suas obrigações ou por motivo de incapacidade superveniente e. retirada ou exclusão. 4. no que pertine ao direito de fiscalizar. Tratando-se da resolução em razão da retirada do sócio. quando divergir de alteração do contrato social. podem os sócios examinar livros. . RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO: Ocorre a resolução da sociedade em relação a um sócio em caso de sua morte. contados da averbação da resolução da sociedade. balanço patrimonial e de resultado económico. O administrador é obrigado a prestar aos sócios as contas resultantes de sua administração. documentos. Referida vedação. O administrador poderá ser nomeado em função do próprio contrato ou por instrumento em separado. No tocante à causa de resolução da sociedade relativa à exclusão judicial do sócio. que deverá ser requerida pela maioria dos demais sócios. Finalmente. pelo prazo de até 2 (dois) anos. ou ainda se. dá-se a exclusão de pleno direito quando o sócio for declarado falido ou quando sua quota for liquidada a requerimento de credor particular. com efeito. somente se verificará enquanto perdurarem os efeitos da condenação. a qualquer tempo. em primeiro lugar. estado do caixa e carteira da sociedade.

retirada do sócio. o contrato social. 6. DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE (CC. a requerimento de qualquer dos sócios. conforme estudado em tópico anterior. motivo de falência. por meio do qual adquirem personalidade jurídica.1. ao contrário das não personificadas. 1. deverá ser inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. 998 do CC claramente dispõe. São causas de dissolução total (término da personalidade jurídica): • • • • • • • • • vontade dos sócios. vontade dos sócios. a dissolução será parcial.033 A 1. São causas de dissolução parcial (desvinculação de um sócio): . nos termos do art.038) A dissolução pode ocorrer por dois motivos: com o término da personalidade jurídica ou com a desvinculação de um dos sócios. A dissolução pode ainda ocorrer de forma judicial ou extrajudicial. são as que possuem a inscrição de seus atos constitutivos no registro competente. decurso do prazo estabelecido para sua duração. tendo em vista que o art. A sociedade será dissolvida judicialmente. nesse sentido. exclusão do sócio. No primeiro caso será total. quando sua constituição for anulada. se por intermédio de alteração contratual.043 do CC. 1. Se a dissolução operar-se por distrato será total. causas contratuais (por exemplo: não-obtenção do lucro mínimo esperado). morte do sócio. que neste caso deverá ser unânime. 6. qual seja. e no segundo parcial. constituição da unipessoalidade (morte de um dos sócios). podendo ser das modalidades simples e empresárias.5. não-realização do objeto. for exaurido seu fim social ou verificada sua inexequibilidade. ARTS.SOCIEDADE SIMPLES São sociedades simples aquelas cujo ato constitutivo. SOCIEDADE PERSONIFICADA Sociedades personificadas.

1 SOCIEDADE EM NOME COLETIVO (ARTS. a sociedade deverá requerer a inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. mesmo com o concurso de auxiliares ou colaboradores. relembremos que não é considerado empresário. tenha por finalidade a produção ou a circulação de bens ou serviços. considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. conforme exige o art. a atividade econômica organizada. Assim. sociedade anónima e sociedade em comandita por ações. filial ou agência na circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas. podendo constituir-se sob a forma de sociedade em nome coletivo. seja coletivo. 6.039 A 1.2. empresário é tanto o que produz quanto o que circula o resultado daquela produção. como é a sociedade empresária. A sociedade simples que instituir sucursal. A . literária ou artística. Nesse sentido ainda. sociedade em comandita simples. O pedido de inscrição deverá vir acompanhado do instrumento do contrato autenticado.2. As sociedades empresárias devem promover o registro de seus atos constitutivos junto ao Registro das Empresas Mercantis de sua respectiva sede. a menos que o exercício da profissão constitua elemento de empresa. não é empresário aquele que seja autor de livros. SOCIEDADES EMPRESÁRIAS De acordo com a redação do art. 6. nos termos do parágrafo único do art. é aquele que. aquele que exerce profissão intelectual. 1. Com efeito. seja ele individual. exerce a empresa. neste também deverá inscrevê-la. 966 do CC. ainda que os escreva em conjunto com colaboradores.044 DO CC) Somente pessoas físicas podem fazer parte desse tipo de sociedade em que todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. 966 do CC. isto é. de natureza científica. 1000 do CC. Temos assim que empresário. em primeiro lugar.• Nos 30 (trinta) dias subsequentes à sua constituição. com a prova da inscrição originária. sociedade limitada. mas o será aquele que explorar a atividade de editor.

051 DO CC): A expressão "comandita" tem relação mediata com a idéia de confiança.vencimento do prazo de sua duração. o comanditário. se for empresária. mediante partes dos lucros da expedição. II .administração da sociedade. praticado na Idade Média. aquele em que era depositada a confiança. aquele que confiava. 1.extinção de autorização para funcionar. os comanditados.033): I .2. A sociedade em comandita simples dissolve-se pelas mesmas causas já estudadas como de dissolução da sociedade em nome coletivo 7. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES As sociedades podem ser classificadas segundo os seguintes critérios: 7.consenso unânime dos sócios. e os comanditários. sem que assuma a condição de sócio. quais sejam. V . No caso de morte do sócio comanditário a sociedade continuará com seus sucessores. entregava mercadorias ou soma em dinheiro a um comerciante ou a um capitão.declaração da falência. Dissolve-se a sociedade em nome coletivo por (art. 1.deliberação dos sócios. A sociedade em comandita simples compõe-se de duas categorias de sócios.045 A 1.2 SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES (ARTS. que se obrigam apenas pelo valor de sua cota. responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. o comanditado. Já na falta do sócio comanditado. contudo. na sociedade de prazo indeterminado. que são pessoas físicas. VI .falta de pluralidade de sócios. na qual uma pessoa. caberá exclusivamente ao sócio cujo nome civil constar da firma. por maioria absoluta.1QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS . a menos que no contrato se tenha estabelecido de forma diversa. não reconstituída no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. os sócios comanditados nomearão um administrador provisório para assumir a administração pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. III . IV . A sociedade em comandita nasceu do contrato de encomenda. 6.

QUANTO ÀS CONDIÇÕES DE ALIENAÇÃO SOCIETÁRIA • Sociedades de pessoas — Neste tipo societário. São deste tipo: N/C. Por este instrumento formam-se as sociedades previstas pelo Código Comercial. sociedade de capital e indústria. sociedade em comandita simples. sendo suas quotas impenhoráveis. a participação societária denomina-se QUOTA. CONTRATO SOCIAL Consiste no contrato plurilateral em que os sócios coordenam seus esforços conjuntos para obtenção de lucro que partilharão entre si. Sociedade limitada . podendo ainda ocorrer a dissolução parcial por morte do sócio. Podem ser: .: a sociedade limitada poderá tanto se constituir na forma de sociedades de pessoas.3. quais sejam.sem eles o contrato não é válido. veda-se o ingresso de estranho na sociedade. os atributos pessoais de cada sócio importam para a sociedade. A. 334.2 QUANTO AO REGIME DE CONSTITUIÇÃO E DISSOLUÇÃO • Contratuais — Seu ato constitutivo é o Contrato Social. logo as ações podem ser alienadas ou penhoradas e o herdeiro de acionista será sempre sócio. Assim sendo. dependendo do que vier estabelecido no contrato social. Para sua dissolução não basta a vontade da maioria.Os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações. São exemplos: S/A e C/A. • Sociedade de capital . sendo que a participação societária denominase AÇÃO. sendo a responsabilidade limitada às cotas ou às subscrições de ações. 7. Podem dissolverse pela vontade da maioria.• • Sociedade ilimitada . sociedade em nome coletivo. Requisitos de validade . Obs. 8.Seu ato constitutivo é o Estatuto Social. 7. C/S e Ltda.São sociedades em que não se aplica o disposto no art. como de capital. Neste tipo de sociedade.Neste tipo de sociedade todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações por ela assumidas (N/C). • Institucionais . sociedade em conta de participação.

são aqueles que se exigem para a validade de qualquer contrato. Cláusulas acidentais . objeto lícito. • a nomeação do gerente.Sem elas o contrato não pode ser registrado. dissolução parcial consensual (quando um dos sócios sai da sociedade). quais sejam. todos participarão dos resultados positivos ou negativos da atividade (affetio societatis). formação do capital social . Cia. agente capaz. C. cessão de cotas na sociedade de pessoas. 8. a cláusula de reembolso. CPF.todos os sócios devem contribuir para a formação do capital social. • o nome comercial.1 ALTERAÇÃO CONTRATUAL O contrato pode ser alterado por maioria de votos (participação no capital social). o montante e o prazo para regularização. São : • o tipo societário: S/A. prorrogação do prazo. • a qualificação dos sócios: nome. • o capital social: qual seja. Cláusulas contratuais essenciais .• Genéricos . possível. • a sede e foro. RG.. .). B. Exige-se a unanimidade de votos para: • • • • • alteração do objeto social (mudança de atividade). • Específicos . • o prazo de duração. • o visto de um advogado. determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei. C/S.pluralidade de sócios. transformação do tipo social (S/A para Ltda. por exemplo. • o objeto social: representando o ramo que pretende explorar. estado civil etc.são cláusulas facultativas como. • a responsabilidade dos sócios.

AULA 04 – DIREITO COMERCIAL – SOCIEDADE LIMITADA, ANÔNIMA E COMANDITA POR AÇÕES – 3ª PARTE 10.SOCIEDADE ILIMITADA: A sociedade limitada é regida pelos artigos 1.052 a 1.080 do CC e, subsidiariamente, pelo que se aplica às sociedades simples, conquanto o contrato social poderá, ainda, prever a regência supletiva das normas aplicáveis às sociedades anônimas. Neste tipo de sociedade a responsabilidade de todos os sócios é limitada ao total do capital social não integralizado. A responsabilidade, ainda que ilimitada, restringe-se ao que falta para a integralização. Uma vez que o sócio tenha integralizado sua parte no capital social em sociedade por ações, nada mais poderá lhe ser cobrado.. O nome da sociedade pode ser do tipo firma ou denominação social, contendo o nome civil de um dos sócios, seguido sempre da sigla LTDA. Nesse sentido, o uso da firma ou da denominação é privativo dos administradores. Tratando-se de sociedade limitada, o referido capital será dividido em QUOTAS, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. A quota, por sua vez, é indivisível em relação à sociedade, exceto no caso de transferência Para a formação do capital social, podem os sócios contribuir com dinheiro ou bens, sendo vedada a contribuição em prestação de serviços. Sendo, contudo, a contribuição feita por meio de bens, pela sua exata estimação, respondem solidariamente todos os sócios, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do registro da sociedade. O sócio, sendo omisso o contrato nesse sentido, pode ceder sua quota de forma total ou parcial a outro sócio, independentemente da manifestação dos outros. A administração da sociedade competirá a uma ou mais pessoas que deverão estar designadas para essa função no contrato social ou por ato em separado. As deliberações dos sócios, de acordo com o art. 1.072 do CC, serão tomadas em reunião ou em assembleia. Sendo o número de sócios superior a dez, a deliberação em assembleia será obrigatória. A reunião ou assembleia, contudo, são dispensáveis quando todos os sócios decidirem por escrito acerca do objeto da deliberação.

Além de outras matérias, que a lei ou o contrato indicar, são objeto de deliberação, com o respectivo quorum de aprovação: • • • • • social; • • • a incorporação, fusão e dissolução da sociedade e, bem assim, a cessação do estado de liquidação por, no mínimo, 3/4 do capital social; a nomeação e a destituição dos liquidantes, bem como o julgamento de suas contas, por mais da metade do capital social; o pedido de concordata, caso em que, havendo urgência e mediante a autorização de mais da metade do capital social, os administradores poderão requerer a concordata preventiva. Tomadas as deliberações, essas vinculam todos os sócios mesmo que ausentes ou dissidentes. 11.SOCIEDADE POR AÇÕES – SOCIEDADE ANÔNIMA (S/A) E a aprovação das contas da administração por maioria de votos dos presentes; a designação dos administradores, se feita em separado, por mais da metade do capital social; a destituição dos administradores também por mais da metade do capital social; o modo da remuneração dos administradores quando não estiver estabelecida em contrato, por mais da metade do capital social; a modificação do contrato social por, no mínimo, 3/4 do capital

COMANDITA POR AÇÕES (C/A) : As sociedades por ações são duas: a sociedade anônima e a sociedade comandita por ações. Tanto a sociedade anônima (também denominada de COMPANHIA) como a comandita por ações são regidas pelas normas gerais das sociedades por ações – Lei das Sociedades por Ações (LSA), de nº. 6.404, de 1976. Entretanto a sociedade comandita por ações apresenta algumas peculiaridades relativas aos diretores da sociedade que são alterações que estão previstas nos arts. 1.090 a 1.092 do Código Civil. 12.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE ANÔNIMA: É uma sociedade institucional, ou seja, estatutária na medida que seu ato constitutivo denomina-se de Estatuto Social. Também é uma sociedade de capital em que os títulos representativos desse capital denominam-se de AÇÕES. Esses títulos representativos são livremente negociáveis. Nenhum acionista pode impedir

o ingresso de quem quer que seja no quadro associativo. Por outro lado, será possível a penhora da ação em processo de execução promovido contra acionista. Com a morte de um acionista, não poderá ser impedido o ingresso de seus sucessores no quadro associativo. Como se trata de uma sociedade institucional, não será ilícito se os sucessores requererem em juízo a apuração dos haveres do acionista morto. O herdeiro de uma ação transforma-se , queira ou não, em acionista da sociedade por ação. O capital social deste tipo societário é fracionado em unidades representadas por ações. Os seus sócios são chamados de acionistas, e eles respondem pelas obrigações sociais até o limite das ações que subscrever, ou seja, responde pela quantidade de ações que é proprietário. A sociedade anônima é sempre uma sociedade empresária, mesmo que o seu objeto seja uma atividade econômica civil. A sociedade anônima adota sempre o nome comercial sob a forma de denominação. Devendo constar referencia ao tipo societário, pelas expressões sociedade anônima ou companhia, por extenso ou abreviadamente. Ela é administrada pelos membros da diretoria. O estatuto deverá prever: a) o numero mínimo e máximo de membros, nunca inferior a dois; b) duração do mandado, não superior a 3 anos; c) modo de substituição dos diretores; d) atribuição e poderes de cada diretor. Essa diretoria será eleita em assembléia geral com todos os acionistas. 13.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES: O acionista diretor – também denominado de gerente – tem

responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade. Por essa razão, somente o acionista poderá fazer parte da diretoria. Desta forma, os diretores serão nomeados pelo estatuto, por prazo indeterminado, e somente podem ser destituídos por deliberação de acionistas que representem, no mínimo, 2/3 do capital. A sociedade comandita por ações pode adotar firma ou denominação, sendo que, no primeiro caso, não poderá compor o seu nome empresarial o nome civil de acionista que não seja diretor. Em ambas as hipóteses, o nome empresarial deverá conter a expressão identificativa do tipo societário. A assembléia geral não tem poderes para, sem a anuência dos diretores – em virtude da sua responsabilidade ilimitada, mudar o objeto social da sociedade, prorrogar o seu prazo de duração e aumentar ou reduzir o seu capital social.

RELAÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO – RELAÇÂO DE EMPREGO: É relação típica de trabalho subordinado a denominada relação de emprego. PESSOALIDADE: O serviço tem que ser executado pessoalmente pelo empregado. 2. RELAÇÃO DE TRABALHO VERSUS RELAÇÃO DE EMPREGO: A relação de trabalho corresponde a qualquer vinculo jurídico por meio do qual uma pessoa natural executa obra ou serviço para outrem. mediante o pagamento de uma contraprestação. Passemos a analisar os requisitos caracterizadores da relação de emprego. que não poderá ser substituído por outro. 2.1. Podemos afirmar que a relação de trabalho é o gênero da qual a relação de emprego é a espécie Em outras palavras podemos afirmar que toda relação de emprego corresponde a uma relação de trabalho.1ª parte – TRABALHO AUTÔNOMO E SUBORDINADO 1. A relação de emprego como sendo "a relação jurídica de natureza contratual tendo como sujeitos o emprego e o empregador e como objeto o trabalho subordinado.Nao é possivel o empregado ser pessoa juridica ou animal. nos dias atuais.2.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . mas nem toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego. de trabalho avulso. de estagio e de trabalho institucional. Os serviços prestados pela pessoa jurídica sao tutelados pelo Còdigo Civil. a relação de trabalho autônomo. a mais comum e importante relação de trabalho existente. O empregador conta com certa pessoa especifica para realizar o serviço. sendo. 2. continuado e assalariado". estes de compreensão fundamental para o estudo do trabalho subordinado. . a relação de trabalho eventual. a relação de emprego. não podendo o obreiro ser pessoa jurídica. A expressão relação de trabalho englobaria. desse modo. o serviço deverá ser prestado sempre por pessoa física ou natural. em que se encontram presentes os requisitos caracterizadores do pacto laboral. TRABALHO POR PESSOA FÍSICA: Para caracterização da relação de emprego. O contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado.

4.608/1998). Em função da subordinação jurídica. mesmo que desempenhando uma atividade meio. 2. devendo o laborante executar os serviços pessoalmente. caracteriza o trabalho nãoeventual.5. em que o empregado. A relação de emprego impõe a onerosidade. nasce para o empregador a possibilidade de aplicar penalidades ao empregado (advertência. suspensão disciplinar e dispensa por justa causa). SUBORDINAÇÃO: O empregado é subordinado ao empregador. O empregado não assume os riscos da atividade empresarial desenvolvida. 2. A prestação do serviço com habitualidade. se integra aos fins sociais desenvolvidos pela empresa.3.A relação de emprego em relação ao obreiro reveste-se de caráter de infungibilidade.6. Em contrapartida. em regra. permanente. seu principal direito é o do recebimento da contraprestação pelos serviços prestados (remuneração). passa o empregado a ser subordinado juridicamente ao empregador. considerando o trabalho não-eventual aquele prestado em caráter duradouro. A prestação de serviços a título gratuito descaracteriza a relação de emprego. . 2. prevalecendo a Teoria dos Fins do Empreendimento. o recebimento da remuneração pelos serviços executados. 2. contínua e permanentemente. Varias teorias surgiram para determinar o real sentido de trabalho nãoeventual. devendo aquele acatar as ordens e determinações emanadas deste. Em função do contrato de emprego celebrado. apenas configurando mera relação de trabalho como ocorre no caso do trabalho voluntário (Lei 9. ONEROSIDADE: A principal obrigação do empregado é a prestação dos serviços contratados. ALTERIDADE: O princípio da alteridade determina que os riscos da atividade económica pertencem única e exclusivamente ao empregador. em que o obreiro passa a fazer parte integrante da cadeia produtiva da empresa. NÃO-EVENTUALIDADE: A conccituação de trabalho não-eventual não é tarefa das mais fáceis paia os operadores de direito.

etc. O empregado trabalha por conta alheia. Assume os riscos da atividade econômica. jamais o empregado assumirá os riscos do negócio. de acordo com a sua conveniência. A própria Constituição Federal de 1988 prevê a possibilidade da participação do empregado nos lucros da emoresa (art. Xiï No entanto. manicure. enquanto os riscos da atividade no contrato de trabalho ficam a cargo do empregador. O requisito fundamental para se verificar a condição de trabalhador autônomo é a HABITUALIDADE. São exemplos: piloto de aeronave. 2. com habitualidade ao tomador de serviço. no momento que desejar. as parcelas salariais sempre serão devidas ao obreiro.° e 3. o qual não assume o risco da atividade económica. independentemente da empresa ter auferido lucros ou prejuízos. cabelereiro. RELAÇÃO DE TRABALHO AUTÔNOMO: O trabalhor autônomo é a pessoa física que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas. 7. Frise-se que os requisitos da relação de emprego estão expressamente previstos no diploma consolidado.Órgão Gestor de Mão de Obra. que conceituam empregado e empregador. a direção por própria. de serviços. tendo laborado para o empregador. assumindo os riscos da atividade econômica. na qual três são os atores sociais envolvidos: o OGMO . podendo exercer livrimente sua atividade. corretor. 4.°.Logo. especificamente nos arts. sendo os resultados negativos da empresa suponados exclusivamente pelo empregador. não estando sujeito ao poder de direção do empregador. advogado. RELAÇÃO DE TRABALHO AVULSO: É a relação de trabalho disciplinada pela Lei 8. o trabalhador autônomo é pessoa física.°. médico. Necessariamente. sujeitos do contrato de trabalho (contrato de emprego). esteticista. leiloeiro. 3. O trabalhor autônomo nao é subordinado como o empregado.630/1993. O empregado e o trabalhador autônomo prestam serviços com continuidade. com habitualidade e não uma vez por outra para o mesmo tomador . o Operador parte do último. o recebimento de ordens por parte do empregador. enquanto que o autônomo presta serviço por conta O autônomo é a pessoa que trabalha com continuidade. A diferença fundamental entre os referidos é a existência do elemento subordinação.

não relacionado com a atividade fim da empresa.°. mas em caráter eventual. porém. RELAÇÃO DE TRABALHO EVENTUAL: Trabalho eventual é aquele realizado em caráter esporádico. O trabalhador eventual não exerce o seu labor permanentemente. inciso V. O trabalhador avulso. assim. O primeiro não é arrigementado por sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra. da CF/1988 assegurou igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. Distingue-se. pois o trabalhador pode ser substituido por outra pessoa. § 3. inciso XXXIV. sal. 7.°. O avulso não presta serviço com habitualidade. a diversas empresas. enquanto que o eventual não tem essa característica. e os arts. O avulso é arregimentado pelo sindicato. ambos da CLT. etc. não mantém vínculo de emprego com o OGMO ou mesmo com o armador ou o Operador Portuário. arrumadores. fixaram a competência material da justiça do trabalho para processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o OGMO. Pouco importa quem irá fazer o serviço. pois o primeiro tem todos os direitos previstos na legislação trabalhista. o classificador de frutas no meio rural. conferentes de carga e descarga. mas que o trabalho seja realizado. A relação. com intermediação obrigatória do sindicato da categoria ou órgão gestor da mão-de-obra. sendo sindicalizado ou não. amanhã como ajudante de . 5. e 652. cacau. Não obstante. trabalhadores de bloco. o ensacador de café. quando for o caso. portanto. temporário. fazendo "bico". enquanto o segundo tem esta característica. O serviço do autônomo é feito de forma habitual para o mesmo tomador de serviço. Diferencia-se o trabalhador autônomo do trabalhador avulso. o art. Ao tomador não interessa normalmente que o serviço seja realizado por determinada e especifica pessoa. o avulso do trabalhador eventual. O trabalhador avulso é. a pessoa física que presta serviços sem vínculo empregatício. O trabalhado avulso nem sempre é feito para o mesmo tomador de serviço. 643. embora mantenha uma relação de trabalho no porto organizado.). não é intuitu personae. atuando hoje como pintor.Portuário (representante do armador no porto) e o Trabalhador Portuário Avulso (estivadores. vigias portuários. de natureza urbana ou rural. enquanto que o trabalhador eventual só tem direito ao preço avençado no contrato e à multa pelo inadimplemento do pacto. de curta duração. em regra.

parágrafo único.°. não exerce a atividade com habitualidade e profissionalidade. RELAÇÃO DE TRABALHO . da Lei 9. Os servidores estatutários não mantêm vínculo de emprego com a administração pública. o primeiro presta serviço com habitualidade e o segundo. 1. e sim vínculo institucional. 8.° da regra jurídica citada. não sendo possível reconhecer-se o vínculo empregatício do trabalhador voluntário com o tomador de serviços (art. 4. enfim.608/1998). mas apenas esporadicamente. ocasionalmente. RELAÇÃO DE TRABALHO INSTITUCIONAL: É a relação de trabalho de natureza estatutária existente entre servidores públicos e as pessoas jurídicas de direito público interno. 7.494/ 1977 não gera vínculo de emprego do estagiário com o tomador de serviços. o serviço voluntário é prestado a título gratuito. RELAÇÃO DE TRABALHO . conforme prevê o art. Distingue-se o trabalhador autônomo do eventual. sem o recebimento de qualquer remuneração. 6.pedreiro. estatutário.601/1998.TRABALHO VOLUNTÁRIO: Regulado pela Lei 9. depois como eletricista. esporadicamente.ESTÁGIO O estágio realizado nos termos e condições fixados na Lei 6. apenas em determinada ocasião. .

a regra é a informalidade nos contratos de trabalho. • Intuitu personae em relação ao empregado . • Informal . • De trato sucessivo ou de débito permanente . tácito ou expresso. EMPREGADO: a.nasce do livre consentimento das partes. que seja celebrado de forma verbal ou tácita (art.gera direitos e obrigações para ambas as partes (empregado e empregador). CONCEITO: . CONCEITO DE CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO: A Consolidação das Leis do Trabalho . equivalência entre o serviço prestado e a contraprestação. • Oneroso . se compromete. duradouro. 3. 443 da CLT). admitindo-se. contínuo.as partes se obrigam a prestações recíprocas e antagônicas. 2. física ou jurídica.CLT conceitua o Contrato Individual de Trabalho no art. onde os direitos e obrigações se renovam a cada período. desde que respeitem as normas de proteção mínima ao trabalhador inscritas na Constituição Federal de 1988 e diploma consolidado.o empregado tem que prestar o trabalho pessoalmente. denominada empregador. Não há relação de emprego se o serviço for prestado a título gratuito.2ª parte – CONTRATO DE TRABALHO 1. a prestar trabalho não eventual e subordinado em proveito de outra pessoa.a prestação de trabalho corresponde a uma prestação de salário. • Sinalagmático . 442. correspondente à relação de emprego". pelo qual uma pessoa física. inclusive. denominada empregado. mediante o pagamento de uma contraprestação salarial. • Comutativo .1. • Bilateral .AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . Contrato individual de trabalho é o acordo de vontades. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO: São sujeitos do contrato de emprego: o empregado e o empregador. • Consensual .as partes são livres para estipular as cláusulas do contrato.a relação mantida entre obreiro e respectivo empregador é de débito permanente. CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO DE TRABALHO Podemos destacar as seguintes características do contrato de trabalho: • De direito privado . aos dispor: "Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso.deve existir uma eqüipolência. 3.

após a promulgação da Constituição Federal de 1988. em geral conciliando as atividades domésticas com as profissionais).° da Carta Maior.° da CLT conceitua empregado "toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. O trabalhador rural. inciso XXIX. visto que o empregado rural é regido por legislação própria (Lei 5. EMPREGADO . passou a ter os mesmos direitos dos trabalhadores urbanos. a babá. 7. no âmbito residencial dessas.). Entende-se como domicílio da pessoa natural o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. a enfermeira particular etc. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho • Empregado doméstico . igualando o mesmo prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. . 7. c. arrumar a casa etc. 3.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregado rural . desde que esteja caracterizada a relação de emprego".O art.°.361/2000. não se aplicando a ele a CLT.° da CLT é espécie de empregado urbano. A Emenda Constitucional 28/2000 alterou o art. sob a dependência deste e mediante salário". o caseiro.° da CLT estabelece que: "Art. além do trabalhador que realiza tarefas domésticas diárias (lavar e passar roupas. na sua residência. O exemplo típico do trabalho em domicílio é o da costureira que realiza seu trabalho em casa. 2. 6. O art. cozinhar. São domésticos.é aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família. b. pelo empregador.885/1973 e 3. O empregado descrito no art. conforme acentua o caput do art. O empregado doméstico é regido pela Lei 5. 70 do CC).° Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. TRABALHO EM DOMICÍLIO: Trabalho em domicílio é o realizado no domicílio do empregado.889/1973). da jornada do obreiro (que labora na hora que bem entender. 6.é o empregado que presta serviços na atividade da agricultura e pecuária a empregador rural.859/1972 e pelos Decretos 71. em propriedade rural ou prédio rústico. não havendo controle. mas tão-somente fiscalização sobre a produção efetuada. o motorista particular.

°. contratual. 2º do Decreto 3. por meio do art. sendo irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual. Frise-se que a trabalhadora doméstica gestante não tem direito à estabilidade pelo fato de estar grávida. 3. nos termos do art. Estados.°. foi também assegurado ao doméstico (art.” Por sua vez.2. XVII). A inclusão do trabalhador doméstico no regime do FGTS é opcional. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. o empregado doméstico não faz jus às horas extras laboradas. não mais poderá “empregador deixar de efetuá-lo. inciso XIII. EMPREGADOR: a.°. CONCEITO: O art.A Constituição Federal de 1988 estendeu aos domésticos. o mesmo não foi contemplado pela Lei 605/ 1949 (art. São os empregados públicos da União. 5. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988. diversos direitos concedidos aos trabalhadores urbanos e rurais. admite. passando os tribunais a conceder. 2.° disciplina o conceito de empregador ao dispor: "considera-se empregador a empresa.é o empregado que mantém vínculo de emprego. Municípios. parágrafo único) o mesmo direito às férias anuais remuneradas concedidas aos demais trabalhadores urbanos e rurais (art. Todavia. Embora tenha o doméstico o direito ao repouso semanal remunerado aos domingos. os profissionais liberais.°. as instituições de beneficência. Autarquias.°. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. individual ou coletiva.° do mesmo artigo menciona que: "equiparam-se ao empregador. • Empregado público .361/2000. Distrito Federal. da CF/1988 (jornada de 8 horas diárias e 44 semanais). Portanto. 7. Fundações Públicas. uma vez iniciado o recolhimento. 7. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. podendo ser exigido do obreiro doméstico o serviço nos dias de feriados. igualmente. parágrafo único. 7. o § 1. 7. justamente por falta de previsão legal de controle e fixação de jornada. que. as férias proporcionais aos obreiros do lar. as . com uma entidade da administração pública direta ou indireta. Ainda não houve um avanço significativo da norma positivada em relação à jornada de trabalho do doméstico. assumindo os riscos da atividade econômica. a). não sendo a ele estendido o direito previsto no art.

proprietária ou não. em caráter permanente ou temporário. sem objetivar lucro. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados". cuja .° da Lei 6. CF/1988). o Distrito Federal. as fundações públicas contratam trabalhadores sob o regime da CLT serão considerados empregadores públicos. em seu art.019/1974 conceitua a empresa de trabalho temporário como "a pessoa física ou jurídica urbana. todas elas serão solidariamente responsáveis pelo adimplemento das obrigações decorrentes do contrato de trabalho celebrado pelo empregado com qualquer delas. 4. estiverem sob a direção. os Municípios. que admitirem trabalhadores como empregados". que explore atividade agroeconômica. ou mesmo de todas ou algumas empresas do grupo. II. para os efeitos da relação de emprego. § 2. personalidade jurídica própria.é o conceituado no art. b. controle ou administração de outra. São também empregadoras públicas.889/1973 como "a pessoa física ou jurídica. se. Portanto. as empresas públicas e a sociedade de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado (art.quando a União. Comprovada a existência do grupo de empresas. por exemplo.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregador rural . Outrossim. constituindo grupo industrial.é a pessoa ou a família (o empregador doméstico não pode ser pessoa jurídica) que admite empregado doméstico para lhe prestar serviços de natureza contínua no âmbito residencial. os Estados. sempre contratando empregados regidos pela CLT. • Empregador doméstico . quatro empresas formam um grupo econômico. § 1. c. • Empresa de trabalho temporário .°. tendo. o obreiro credor de alguma verba trabalhista poderá exigí-la do seu empregador direto. e consequente responsabilidade passiva solidária.°. as autarquias.associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos.° da Lei 5. serão. 2. embora.°. dispõe que: "Sempre que uma ou mais empresas. EMPREGADOR . comercial ou de qualquer outra atividade econômica.o art. 3. • Empregador público . cada uma delas. 173. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas". GRUPO ECONÔMICO: A CLT.

• verbal ou escrito. O fato da CTPS não ter sido assinada. precisa.2. 4. 29 da CLT). 29 da CLT). CONTRATO EXPRESSO: É o que foi acordado de forma clara. contendo o nome e qualificação do empregador e empregado. trabalhadores. 443 da CLT. nada impedindo que as partes tenham pactuado verbalmente o contrato de emprego.1. • por prazo indeterminado. CONTRATO ESCRITO: A simples assinatura da CTPS .4. O contrato expresso pode ser verbal ou escrito. admite expressamente o art. contado da admissão (art.Carteira de Trabalho e Previdência Social já caracteriza um contrato escrito (art. pelas partes. objeto etc.3. sendo iodas un cláusulas e condições do pacto laborai previamente acordadas. remunerados e assistidos". • por prazo determinado. devidamente qualificados. jornada etc. 443 consolidado a pactuação de liame empregatício verbal. também pode ser firmado um contrato escrito por meio de assinatura. de modo que existam os requisitos caracterizadores do contrato de trabalho. 4.atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas. . 4. por ela temporariamente. o objeto do contrato. direitos e obrigações dos contratantes. CONTRATO VERBAL Em função de a informalidade ser uma característica do contrato de trabalho. CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO: Conforme dispõe o art. os contratos de trabaltío se classificam em: • tácito ou expresso. gera simples ilícito administrativo (passível de autuação pelo auditor fiscal do trabalho). Não obstante. 4. de pacto específico. no prazo de 48 horas. 4. horário. CONTRATO TÁCITO: É o contrato que decorre da aceitação das atividades do outro sem existir qualquer oposição das partes. fixando salário.

6. ao princípio da continuidade da relação de emprego. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: O art. assim. o que importa é a natureza ou periodicidade do serviço que vai ser desempenhado pelo empregado na empresa. 4. Somente por exceção.nesta hipótese. . O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. os contratantes desde o início já sabem o dia do término do contrato ou mesmotêm uma previsão aproximada do término. 443. Os requisitos de validade do contrato por prazo determinado são: • Serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo .° O contrato por pra/o determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. § 2. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO: Também denominado contrato a termo. é que se admite o contrato por prazo determinado. o contrato por prazo determinado é o celebrado por tempo certo e determinado. 5.° Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. somente pode ser celebrado nos casos permitidos em lei. No contrato a termo. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. como acontece nos contratos de safra. ou pelo menos com previsão aproximada de término. o fim exato ou aproximado do contrato. § 1. em virtude do princípio da continuidade da relação de emprego.4. c) de contrato de experiência" No contrato por prazo determinado as partes ajustam antecipadamente o seu termo. 443 e parágrafos da CLT estabelecem: "Art. b) de atividades empresariais de caráter transitório. ou sejam. O contrato por prazo determinado. nos casos permitidos pela legislação vigente. as partes já sabem.5. desde o início. atendendo-se. CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO: A regra é que os contratos sejam pactuados por prazo indeterminado.

admitindo-se. Nos contratos por prazo determinado. indenizará o empregador pelos prejuízos causados.Ausência de aviso prévio. salvo na hipótese do art. caput e parágrafo único. 479 CLT).Prorrogação. provisória. uma única prorrogação (art. não há que se falar em aviso prévio. 487 da CLT . d) art. da CLT . f) art.dizem respeito à atividade desempenhada pela empresa e não ao empregado ou ao serviço. b) art. além da multa de 40% do FGTS (art. 481 da CLT. é necessário que haja decorrido mais de seis meses. 451 consolidado). safra). O contrato a termo somente admite uma única prorrogação. . 452 da CLT . quando o contrato vai findar. antes do termo final.Prazo. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos (ex.Empregador que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. O empregado que rompe o contrato por prazo determinado. Não existir no texto consolidado a obrigatoriedade de o contrato de experiência ser pactuado por escrito. em regra. O contrato por prazo determinado não poderá ser estipulado por período superior a dois anos. 14 do Decreto 99. 445 da CLT).684/1990 (decreto regulamentador do FGTS) . • REGRAS ATINENTES AO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: a) art. Em função disso. desde o início. dentro do prazo máximo de validade. 451 da CLT . Nesta hipótese. 14 do Decreto 99.6847 1990). a atividade da empresa é temporária. c) art. 445 da CLT . Entre o final de um contrato por prazo determinado e o início do outro. O valor máximo não excederá àquele que teria direito o obreiro em idênticas condições. pagará ao obreiro metade dos salários que seriam devidos até o final do contrato (art. sob pena do segundo contrato ser considerado por prazo indeterminado. O empregador que romper o contrato por prazo determinado antes do termo final. 480. da segunda prorrogação em diante. o contrato será considerado por prazo indeterminado. dentro do prazo máximo de validade.Indenização . e) art. 479 da CLT e art. .Contratos sucessivos.Empregado que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final.o contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado.Indenização . • Contrato de experiência .• Atividades empresariais de caráter transitório . O prazo máximo de validade do contrato de experiência é de 90 dias (parágrafo único do art. haja vista que as partes já sabem.

seja pelo empregado ou pelo empregador. concederá ao obreiro o aviso prévio e pagará a multa de 40% do FGTS. rompendo o empregador o contrato a termo sem justo motivo. utilizando-se apenas as regras atinentes aos contratos por prazo indeterminado. Se no contrato por prazo determinado existir a denominada cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. em caso de rompimento imotivado antecipado do contrato. não se aplicará o disposto nos arts. apenas terá que conceder aviso prévio ao empregador. 481 da CLT . não precisando arcar com qualquer indenização ao patrão.g) art. existindo a cláusula assecuratória. .Cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. caso o empregado rompa o contrato. Por outro lado. 479 e 480. h) não se adquire estabilidade no curso do contrato por prazo determinado. Nessa esteira.

caracterizando por princípios e regras que buscam aproximar. A liberdade sindical se materializa em dois pólos de atuação: . juridicamente. de outro. exerçam. sem que sofram qualquer intervenção do estado. CONCEITO DE DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: O direito coletivo do trabalho pode ser definido como sendo o ramo do direito do trabalho que trata da organização sindical. apenas esclarecendo. largamente protetivo. de um lado. SINDICATO: O diploma consolidado não define sindicato. 511. 511 – É lícita a associação para fins de estudo. Já o Direito Coletivo do Trabalho é constituído a partir de uma relação jurídica entre pessoas teoricamente equivalentes. em seu art. que: Art. 2. dos conflitos trabalhistas e de suas decisões. A flagrante hipossuficiência do empregado é que fez desapontar o Direito Individual do Trabalho. os empregados. objetivando a defesa dos interesses e direitos coletivos ou individuais da categoria. seja ela econômica (patronal) ou profissional (dos trabalhadores). inclusive em questões judiciais ou administrativas. O sindicato é a associação de pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividade profissional ou econômica. empregados. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. a relação desigual mantida entre o obreiro e empregador. representados pelos sindicatos da categoria profissional (sindicato dos trabalhadores). para a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que. inclusive em questões judiciais ou administrativas. envolvendo os empregadores diretamente ou por meio dos respectivos sindicatos patronais e. respectivamente. agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais. como empregadores. PRINCÍPIO DA LIBERDADE SINDICAL: O principio da liberdade sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores e os obreiros de organizarem e constituírem livremente os seus sindicatos.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 3ª parte – DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 1.

unidos por uma atividade comum. ou seja. II da CF. ENTIDADES SINDICAIS: A estrutura sindical brasileira é formada pelos sindicatos. 2. UNICIDADE SINDICAL: Conforme disposto no art. possuem de filiar-se. . 5º. decisão judicial. V da CF/88). I. sem a autorização. 2. com poderes de auto-gestão e administração. federações e confederações. impondo-se o trânsito em julgado (art. individual e livremente. Nota-se neste sentido. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA SINDICAL: O princípio da autonomia sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores trabalhadores de organizarem internamente seus sindicatos. não há que se falar em autorização.2. XX e art.• Liberdade Sindical Individual: liberdade que o empregador e o trabalhador. Decorre do principio da autonomia sindical a liberdade de os associados encerrarem livremente as atividades do sindicato (auto-extinção). que a função do Ministério do Trabalho restringe-se àquela verificação. manter-se filiado ou mesmo desfiliarse do sindicato representativo da categoria (art. em qualquer grau. 8º. VI da CF/88). CRIAÇÃO E REGISTRO: Para fins de criação e registro de um sindicato. 2. será necessário o registro junto ao Ministério do Trabalho.4.3. intervenção ou controle do estado (art. XVIII e art. exigindo-se para a suspensão de suas atividades por ato externo ou dissolução compulsória. é vedada a criação de mais de uma organização sindical. 5º. representativa da categorial profissional ou econômica. não podendo ser inferior a área de um Município. 2.1. ambos da CF/88). livremente. que deverá promover a verificação quanto ao preenchimento dos pressupostos legais exigidos. 8º. similar ou conexa. caput. 8º. 8º. de consumir. da CF/88). na mesma base territorial a ser definida pelos trabalhadores ou empregados interessados. 5º. • Liberdade Sindical Coletiva: liberdade que possuem os empresários e trabalhadores agrupados. no último caso. o sindicato representante de seus interesses (art.

destaca-se o art. as confederações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. concede a estabilidade ao empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. tais como: • • • • As entidades sindicais podem constituir-se sem interferência estatal.4. As confederações são entidades sindicais de grau superior de âmbito nacional. Quando as categorias não forem organizadas em sindicato. Entre outras. . similares ou conexas. 8º. as federações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. até um ano após o termino do mandato. representando a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas. sendo constituída de no mínimo três federações. que proíbe a transferência do empregado eleito para o cargo de administração sindical para o lugar que dificulte ou torne impossível o desempenho de suas atividades sindicais. 534 da CLT que as federações poderão ser constituídas desde que consagrem número não inferior a cinco sindicatos. PROTEÇÃO Á SINDICALIZAÇÃO: A legislação protege o representante sindical. 3. O Estado só pode extinguir ou suspender as atividades de um sindicato por decisão judicial. de modo que possa livremente. Quando as categorias não forem organizadas em sindicatos e nem federações. As federações são entidades de grau superior organizadas nos estados. Aos sindicatos está garantido o direito de constituir seus próprios estatutos e regulamentos. VII. ainda que suplente. e o art.As federações e confederações constituem associações sindicais de grau superior. desempenhar suas funções. se eleito. salvo cometimento de falta grave. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). da CF. Os sindicatos podem criar federações e confederações. bastando a conveniência da categoria. tendo sede em Brasília. CONVEÇÃO 87 DA OIT: A Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho fixa garantias universais. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). 2. 543 da CLT. Dispõe o art.

devendo os mesmos decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender (art. equipamentos e materiais nucleares. Acordo Coletivo: resulta da convenção coletiva entre um sindicato e uma ou mais empresas.9º da CF e 1º da Lei nº. • • Aviso prévio: o sindicato patronal e a empresa interessada serão avisados com a antecedência mínima de 48 h. • • Necessidade de realização de assembléia prévia: caberá ao sindicato da categoria profissional convocar a assembléia-geral para decidir as reivindicações da categoria e a paralisação coletiva. a fim de obter. CONVENÇÕES COLETIVAS DO TRABALHO: As Convenções Coletivas do Trabalho são acordos de caráter normativo por intermédio dos quais dois ou mais sindicatos. Atividades essenciais: são consideradas atividades essenciais: tratamento e abastecimento de água. nada mais são do que contratos coletivos que admitem as seguintes modalidades: • • Convenção Coletiva: resultante do acordo coletivo celebrado entre dois sindicatos. representativos de categorias econômicas e profissionais. portanto. controle radioativas.4. de funerários. 7. GREVE: Greve é a paralisação coletiva e temporária do trabalho. pela pressão exercida em função do movimento. sendo um de trabalhadores e o outro patronal.89). ou mesmo a fixação de melhores condições de trabalho. as reivindicações da categoria. PECULIARIDADES: Frustração da negociação coletiva: a greve só poderá ser realizada após a frustração da negociação ou impossibilidade de recurso via arbitral. processamento . produção e distribuição de energia elétrica. 5. As Convenções Coletivas do Trabalho.783. O direito de greve é assegurado aos trabalhadores.1. telecomunicações. às relações individuais do trabalho. estipulam condições de trabalho aplicáveis. substâncias transporte coletivo. assistência médica e hospitalar. captação e tratamento de esgoto e lixo. no âmbito das respectivas representações. uso e e alimentos. distribuição e comercialização de medicamentos guarda. 5.

• Frustração de movimento: é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho. sendo consideradas aquelas que. • Responsabilidade pelos atos praticados: a responsabilidade pelos atos praticados. • Livre adesão à greve: as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. Suspensão do contrato de trabalho: a greve sempre suspende o contrato de trabalho. 7. no curso da greve. conforme o caso. ilícitos ou crimes cometidos. greve nos a serviços comunicar ou a atividades decisão aos essenciais: ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores. laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 5. os sindicatos. penal ou civil.de dados ligados a serviços essenciais. • Prestação de serviços indispensáveis à comunidade ou atividade essencial: nos serviços ou atividades essenciais. • Comunicação conforme o da caso. • Direito dos grevistas: são assegurados aos grevistas o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar aos trabalhadores a aderirem à greve. a garantir. bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento. os empregadores e os empregados ficam obrigados. obrigados empregadores e os usuários com antecedência mínima de 72 h. de comum acordo. coloquem em perigo iminente a sobrevivência. convenção.2. • • Abuso de direito de greve: constitui abuso de greve a inobservância das normas contidas na Lei nº. será apurada. á saúde ou a segurança da população. controle de tráfego aéreo e compensação bancária. devendo as relações obrigacionais do período ser regidas por acordo. à arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. durante a greve. LOCKOUT: . se não atendidas. segundo a legislação trabalhista.783/89.

costuma-se referir ao código explícito. mesmo quando não há um código explícito. instituições educacionais. “códigos comerciais”. CONCEITO CÓDIGO DE CONDUTA: Segundo MURRAY (1997). 7. seja para exercer pressão perante as autoridades em busca de alguma vantagem econômica. Porém. o período de lockout como interrupção do contrato de trabalho. Podemos citar o exemplo das greves dos transportes coletivos patrocinadas pelas próprias empresas. em todo local de trabalho existem códigos de conduta subentendidos que correspondem ao comportamento consensualmente adotado e aceito pelas pessoas do local. ou abranger diversas condutas corporativas e compromissos com outras declarações normativas reconhecidas socialmente. Quando se fala em código de conduta. A definição citada. objetivando pressionar a administração publica a conceder reajustes das tarifas. que corresponde à segunda noção de código de conduta dada pelo mesmo autor: um documento formalmente adotado pela empresa ou instituição como diretriz a ser seguida por todos os seus funcionários. as empresas são encorajadas por grupos de interesse. A Lei nº. garantindo ao obreiro todos os direitos trabalhistas durante o período de paralisação por iniciativa do empregador. vai um pouco além: explica que um código (explícito) pode conter apenas a missão corporativa. Um código pode ser uma pequena declaração da missão. seja para frustrar ou dificultar ao atendimento das reivindicações dos trabalhadores. governos. ou pode ser um documento sofisticado que requer compromisso com normas articuladas e possui um complicado mecanismo de coação. considerando. AULA 06 – CÓDIGOS DE CONDUTA E DE ÉTICA 6. todavia. envolve “códigos de marketing”. À medida que os negócios se globalizam. o termo “código de conduta” é mais abrangente que “código de ética”.O Lockout é a paralisação do trabalho ordenada pelo próprio empregador. há uma cultura comportamental e um consenso sobre as prioridades da empresa que ele chama de “código de fato”. inclusive . A definição de código de conduta muitas vezes se confunde com o conceito de código de ética e alguns autores chegam a tratar de ambos indiscriminadamente. Também pode estabelecer mecanismos de punição ou premiação. Ou seja.783/89 proíbe o lockout. porém. Um código de conduta é uma declaração formal de valores e práticas corporativas. portanto. associações de indústrias e outros a adotarem códigos de conduta.

membros da diretoria. Sobre ética. Quando aplicamos os nossos valores de forma a melhorar a relação entre todos os públicos de interesse e a instituição. CONDUTA ÉTICA: Código de ética é o documento que estabelece os parâmetros de conduta necessários para a boa convivência entre uma instituição e seus públicos de interesse. de sua totalidade. A utilidade da ética é para facilitar o relacionamento entre seres humanos. não há como definirmos assim. que deve ser definido por importantes parceiros. trocando oportunidades. pode agir sem encontrar em si mesmo a razão de agir.códigos impostos que limitam os direitos dos empregados. CONDUTA RELIGIOSA: O homem. em primeiro lugar. funcionários e demais públicos de interesse. reforçamos o mais precioso de todos os capitais: a imagem. Há casos em que nos sentimos determinados a agir segundo valores que se põem além do plano de nossa existência. mas adaptando a sua conduta ou comportamento a algo que é posto acima dos homens considerados ou. A disciplina que estuda a ética é a deontologia. Tais valores . É importante que o código de ética seja aplicado por um CONSELHO DE ÉTICA. dando mais confiança para o trato social. seu conceito. jogo rápido. Valores são abstrações que a opinião pública tem sobre quais elementos levaram a instituição a chegar no nível que está ou por quais motivos a instituição terá sucesso em seu empreendimento. que ainda não fechou (e acredito que nunca irá fechar) uma definição precisa. Assim. nem tampouco à totalidade dos homens e à sua historia. nem tampouco nos demais. para garantir idoneidade no processo. fica definido código de conduta como toda declaração de princípios e valores (mesmo que não éticos) corporativos que buscam definir a conduta da corporação 7. Também é importante citar que o código de ética lida com dois tipos de informação: os valores e o cenário. crescendo em conjunto e promovendo a qualidade de vida. Geralmente são definidos a partir de pesquisa simples de opinião. É importante constar que o presidente da empresa não deva fazer parte deste conselho. iguais. pois ele é extremamente dependente do contexto no qual estamos inseridos. reduzindo a angústia. não se proporcionando à dos outros homens. focando na forma com que seus valores são praticados.

nem pelo outro que se destina. Quando o homem age no pressuposto dessa direção transcendente. CONDUTA JURÍDICA: Acontece. Aquilo que para os demais homens é uma convenção ou costume. porem. temos a consciência de que o valor determinante da ação transcende aos indivíduos e à sociedade. que é aquela em que é aquela em que a instancia valorativa ou medida fundamenta l de agir não se encontra propriamente no sujeito que age. recebendo de todo o social a medida de seu comportamento. em audiência. por conseguinte. ou cavalheirismo. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. Já aí o tratamento de Excelência devido ao magistrado não é um mero tratamento de cortesia. quando devemos cumprimento a um magistrado. às regras consuetudinárias de trato social. embora o homem bem educado não precise de regras obrigatórias para ser cavalheiro – trata-se de obrigação que reconhecemos como sendo jurídica. CONDUTA MORAL: Os homens não se vinculam em agir apenas por valores de transcendência. nos outros. Quando a ação se dirige para um valor. porém. ou. estamos perante um ato de natureza moral. sendo mais guiados pelos outros do que por si mesmo. o motivo de agir é um motivo que se põe radicalmente em nós. então. ou de civilidade. ao contrario. A medida desse comportamento. cuja instancia é dada por nossa subjetividade. Efetivamente. pode e deve aplicar-lhe uma pena. Praticamos determinado ato e sentimos que é reflexo ou expressão da nossa personalidade. tais como etiqueta. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. CONDUTA COSTUMEIRA: É possível conceber-se e admitir-se uma outra hipótese. não é dado nem pelo sujeito que age. para determinado campo passa a ser obrigação jurídica.também não se referem também à “sociedade” tomada como um todo distinto de seus elementos componentes ou à síntese das aspirações humanas. coisa diversa. temos a conduta religiosa. ou quando o soldado deve continência ao capitão. O fato é que o capitão pode exigir que o soldado lhe preste continência e. cortesia. Esse é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. Em tais casos. mas também se ligam por algo que está neles mesmos. e que. mas por um valor que integra o . ante a recusa. no outro sujeito.

passa a vigorar acrescido do seguinte art. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação." (AC) "Parágrafo único.comportamento dos dois ou mais indivíduos. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. 8. 15 de maio de 2001. TÉCNICA LEGISLATIVA LEI No 10. (VETADO)" Art. 216-A: "Assédio sexual" "Art. (RÚBRICA OU EMENTA) O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: (AUTORIA OU FUNDAMENTO DE VALIDADE) Art. (FECHO) FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ASSINATURA) José Gregori(REFERENDO) . 216-A.224. prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego.848.848. 180o da Independência e 113o da República. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal." (AC) "Pena – detenção. para dispor sobre o crime de assédio sexual e dá outras providências. cargo ou função. 1o O Decreto-Lei no 2. (CLÁUSULA DE VIGÊNCIA E DE REVOGAÇÃO) Brasília. DE 15 DE MAIO DE 2001. (EPÍGRAFE) Altera o Decreto-Lei no 2. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. permitindo-lhes e assegurando-lhes um âmbito de pretensões exigíveis.

a dignidade. Lei das XII Tábuas . São a apatia. que tomam conta do ofendido. Na Bíblia: “se um homem encontrar uma donzela virgem. principalmente na promessa de casamento.AULA 07 – DANO MORAL 1. Modernamente. não poderá repudiá-la em todos os dias de sua vida”. CONCEITO: Dano moral é o que atinge o ofendido como pessoa. o que a desonrou dará ao pai da donzela cinqüenta ciclos de prata. Na Antiga Roma: a cada ofensa moral correspondia uma reparação em dinheiro aplicada pelo Juiz. Surgem o padecimento íntimo. arrastarão ele diante do Juiz e raspar-lhe-ão a metade do seu cabelo”. como também estabeleciam formas diversas de indenização: o Código de Manu. a emoção. pois na Bíblia. o espanto. Quantia essa que desse para aliviar ou minorar o dano. Código de Hamurabi. a imagem. mas admitindo a substituição da pena por indenização. não lesando seu patrimônio. como a honra. Àquela época já se falava em reparação por dano moral e também ficava a critério do juiz. que o repare”. É lesão de bem que integra os direitos da personalidade.“se alguém causa um dano premeditadamente. a aflição física ou moral. o Código de Hamurabi. que não tem esposo. a vergonha. já havia punição prevista. art. No Direito Canônico: inúmeros casos de dano moral e respectivas reparações. e tomando-a à força a desonrar. 2. Dano Moral "é a dor. verificamos que o dano moral não corresponde à dor. porque a humilhou. especialmente no Deuteronômio. o Alcorão.2 . em geral uma dolorosa sensação provada pela pessoa. pelo sofrimento. atribuindo à palavra dor o mais largo significado". a morbidez mental. que adota a Lei do Talião. 127: “se um homem livre estender um dedo contra uma sacerdotisa ou contra a esposa de um outro e não comprovou. Alcorão V . o Código de Ur. O DANO MORAL NO TEMPO E NO ESPAÇO: O dano moral é reconhecido desde a época em que o homem começou a ditar regras de conduta e de respeito a seus semelhantes.“O adúltero não poderá casar-se senão com uma adúltera”. e a causa for levada a juízo. Aí está uma pena de reparação por dano moral. tê-la-á por mulher. o bom nome etc. a . mas ressalta efeitos maléficos marcados pela dor. a intimidade.

76 e seu parágrafo único. ofensa à liberdade pessoal (art. segundo esse dispositivo. como preceituava o referido art. não há prejuízo econômico.humilhação. ocupações. que diverge de pessoa a pessoa. o vexame e a repercussão social por um crédito negado.548). a paga em pecúnia deverá amenizar a dor sentida. Em contrapartida. Para que se amenize esse estado de melancolia. quando ocorre ofensa à honra da mulher por defloramento. o juiz deve medir o grau de seqüela produzido. tanto do dano material como do moral. Os adeptos da reparabilidade do dano moral com base no Código Civil de 1916 vislumbravam. sedução. a posição social do ofendido. Nos casos não previstos nesse capítulo. causador do dano. suficiente para dissuadi-lo de um novo atentado. o constrangimento de quem é ofendido em sua honra ou dignidade.537 a 1. 3. 1.547). 1.553. incutindo-lhe um impacto tal. Quais são esses meios? Passeios. para . Seu objetivo é duplo: satisfativopunitivo. cursos. de desânimo. a vergonha. deverá também a indenização servir como castigo ao ofensor. Por um lado. suporte legal na regra do art. difamação ou injúria (art. Não se está pagando a dor nem se lhe atribuindo um preço e sim aplacando o sofrimento da vítima. No dano moral. segundo as palavras de Luís Antonio Rizzato. que devem ser pagos pelo ofensor ao ofendido. 1. a vergonha. Na avaliação do dano moral. ou quando atinge mulher solteira ou viúva ainda capa/ de casar (art.550). A humilhação. as situações vexatórias. divertimentos. em quase todos esses casos.553 do aludido diploma. possuindo a indenização outro significado. o cargo por ele exercido e a repercussão negativa em suas atividades devem somar-se nos laudos avaliatórios para que o juiz saiba dosar com justiça a condenação do ofensor. pois. calúnia. Mas. 1. promessa de casamento ou rapto (art. 1. ao contrario do que ocorre no dano material. a indenização. referente aos arts. o valor era prefixado e calculado com base na multa criminal prevista para a hipótese. . fazendo com que ela se distraia e se ocupe e assim supere a sua crise de melancolia. seria fixada por arbitramento.538). há de se proporcionar os meios adequados para a recuperação da vítima. 1. mesmo antes da Constituição Federal de 1988. O DANO MORAL E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL: O Código Civil de 1916 previa algumas hipóteses de reparação do dano moral: • • • • • quando a lesão corporal acarreta aleijão ou deformidade.

a vida privada. no entanto. entendimento que admite a reparahilidade do dano moral infligido a pessoa jurídica. especialmente no caso de danos resultantes de abalo de credibilidade. Hoje. que se caracteriza pela dignidade. em caso de ofensa. moral ou à imagem" (n. Embora não seja titular de honra subjetiva. sem que existam parâmetros seguros para sua estimação. Apesar dos direitos da personalidade serem personalíssimos (direito à honra. 943 do Código Civil. decoro e auto-estima. Coube. transmite-se aos sucessores. a Súmula 37 do Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato". a pessoa jurídica é detentora de honra objetiva. Enquanto o ressarcimento do dano material . portanto. Nesse sentido. V). A QUANTIFICAÇÃO DO DANO MORAL O problema da quantificação do dano moral tem preocupado o mundo jurídico. 7/:183). admite-se. exclusiva do ser humano. também. à imagem etc. sem discrepância. Vem prevalecendo. assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (n. transmitese aos sucessores da vítima" (RSU. 159 do referido diploma obrigava à reparação do dano. igualmente. nos termos do art. a pretensão a sua reparação está sujeita aos prazos prescricionais estabelecidos em lei. proclama a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: "A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. intransmissíveis. à Constituição Federal por uma pá de cal na resistência à reparação do dano moral. fazendo jus à indenização por dano moral sempre que seu bom nome. proporcional ao agravo. declarando ainda "invioláveis a intimidade. 5a). como tal. a pretensão ou direito de exigir sua reparação pecuniária. ao dispor. a propositura de ação com pedido cumulativo de indenização do dano material e do dano moral. Ponderava-se. no título "Dos direitos e garantias fundamentais" (art. como o protesto indevido de duplicatas. 4. em virtude da proliferação de demandas. Dispõe. Nesse sentido já decidiu o Superior Tribunal de Justiça: "O direito de ação por dano moral é de natureza patrimonial e. reputação ou imagem forem atingidos no meio comercial por algum ato ilícito. sem fazer nenhuma distinção entre dano material e moral. a honra e a imagem das pessoas. Significava dizer que abrangia tanto o dano patrimonial como o extrapatrimonial.) e. por exemplo. além da indenização por dano material. entendendo-se como tal o que tocava diretarnente ao autor ou a sua família. que o art. X).propor ou contestar uma ação era suficiente um interesse moral. embora também sejam imprescritíveis (a honra e outros direitos da personalidade nunca prescrevem — melhor seria falar em decadência). com efeito. que "é assegurado o direito de resposta. E.

A conceituação do dano moral. Há controvérsias a respeito da natureza jurídica da reparação do dano moral. sabendo que terá de responder pelos prejuízos que causar a terceiros.lucros cessantes". a cargo da doutrina e da jurisprudência. exorbitante ou ínfima. O novo diploma manteve a fórmula ao determinar. poderão obter. A crítica que se faz a esse sistema é que não há defesa eficaz contra uma estimativa que a lei submeta apenas ao critério livremente escolhido pelo juiz. o juiz defronta-se com o mesmo problema: a perplexidade ante a inexistência de critérios uniformes e definidos para arbitrar um valor adequado. porque. de uma espécie de compensação para atenuar o sofrimento havido. Predomina entre nós o critério do arbitramento pelo juiz. natureza sancionatória indireta.553 do Código Civil de 1916. ou indireto: o autor do dano sofrerá um desfalque patrimonial que poderá desestimular a reiteração da conduta lesiva. bem como a fixação de critérios para sua quantificação. O inconveniente desse critério é que. conhecendo antecipadamente o valor a ser pago. na hipótese. atua como sanção ao lesante. estará sempre em consonância com a lei. duplo caráter: compenstitório para a vítima e punitivo para o ofensor. a fim de que não volte a praticar atos lesivos à personalidade de outrem. pelo qual o quantum das indenizações é prefixado. “por ação ou omissão voluntária. de consolo. que se apurem as perdas e danos na forma que a lei processual determinar. infringir a lei. Mas a finalidade precípua do ressarcimento dos danos não é punir o res- . Ao mesmo tempo em que serve de lenitivo. o critério da tarifação. como no caso do dano à imagem. O caráter punitivo é meramente reflexo. Não tem aplicação. negligência ou imprudência. igualmente. ainda que exclusivamente moral”. em nosso país. O novo Código Civil refere-se ao dano moral unicamente no art. pois. recompondo o patrimônio afetado mediante a aplicação da fórmula "danos emergentes .procura colocar a vítima no estado anterior. no art. e concluir que vale a pena. a teor do disposto no art. Tem prevalecido o entendimento dos que vislumbram. um consolo. em contrapartida. Em todas as demandas que envolvem danos morais. ao prescrever que comete ato ilícito aquele que. 186. violar direito e causar dano a outrem. permanecem. as pessoas podem avaliar as consequências da prática do ato ilícito e as confrontar com as vantagens que. qualquer que seja ela. 1. na hipótese. E de salientar que o ressarcimento do dano material ou patrimonial tem. sem mensurar a dor. a reparação do dano moral objetiva apenas uma compensação. servindo para desestimular o ofensor à repetição do ato. como fator de desestímulo. não ensejando a criação de padrões que possibilitem o efetivo controle de sua justiça ou injustiça. 946.

e. que não há um critério objetivo e uniforme para o arbitramento do dano moral. feitas no art. de 9-2-1967) elevou o teto da indenização para 200 salários mínimos. que não prevê nenhuma tabela ou tarifação a ser observada pelo juiz.117. Esse limite de 200 salários mínimos não mais subsiste em face da atual Constituição. a Lei de Imprensa (Lei n. a do intensidade ofensor. a indenização pode alcançar cifra correspondente a 200 salários mínimos. ao determinar que se fixasse a indenização entre 5 e 100 salários mínimos. os tribunais utilizaram.250. que lhe emprestava o antigo direito.ponsável. Na fixação do quaníum do dano moral. sob a forma de sanção legal. ao nível sócio-econômico dos autores. 4. orientando-se o juiz pelos . a gravidade. levam em conta o valor do título. em caso de dano mais grave tal valor pode ser multiplicado uma ou várias vezes. conforme as circunstâncias e até mesmo o grau de culpa do lesante. para uma simples calúnia. recomendável que o arbitramento seja feito com moderação. em cada caso. Em outros. ainda. como a situação econômica situação do lesado. 236. O caráter sancionatório permanece ínsito na condenação. Argumentava-se: se. no entanto. e sim recompor o patrimônio do lesado. como na hipótese de indevido protesto de cheques. ao porte da empresa recorrida. que já não mais se confunde com o rigoroso caráter de pena contra o delito ou contra a injúria. bem do sofrimento do as ofendido. 53. é proporcionar uma compensação à vítima. Algumas recomendações da Lei de Imprensa.O Superior Tribunal de Justiça. fixar um valor razoável e justo para a indenização. como no caso de dano à imagem. Mesmo tendo sido revogados os dispositivos do referido Código pelo Decreto-Lei n. de 28-2-1967. os critérios estabelecidos no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei n. continuam a ser aplicadas na generalidade dos casos. 5. visto que o direito moderno sublimou aquele caráter aflitivo da obrigação de reparar os danos causados a terceiro. em conclusão. muitas vezes valemse os juizes de peritos para o arbitramento da indenização. numa primeira etapa. pois acarreta a redução do patrimônio do lesante. Em razão da diversidade de situações. Verifica-se. A finalidade precípua da reparação do dano moral. o grau de culpa e a econômica como circunstâncias que envolveram os fatos. nessa linha. por outro lado. à falta de regulamentação específica. decidiu: "Na fixação da indenização por danos morais. de 27-8-1962). a natureza e a repercussão da ofensa. Cabe ao juiz a tarefa de. proporcionalmente ao grau de culpa. por se tratar do primeiro diploma legal a estabelecer alguns parâmetros para a quantificação do dano moral. Durante muito tempo esse critério serviu de norte para o arbitramento das indenizações em geral. agindo com bom senso e usando da justa medida das coisas.

202-0-SP. 4» T. valendose de sua experiência e do bom senso.critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência. rei. por outro lado não deve ser diminuto a ponto de se tornar inexpressivo e inócuo.. 19-5-1998). atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso" (REsp 135. Se o valor arbitrado não pode ser muito elevado. . Daí a necessidade de se encontrar o meio-termo ideal. Min. j. com razoabilidade. Sálvio de Figueiredo.

. independentemente de censura ou licença (CF. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução desportivas. publicação ou reprodução de suas obras. art. a expressão e a informação. 216). XXVIII . art.AULA 08 . a Carta Magna consagra a liberdade de manifestação do pensamento. científica e de comunicação. entre os bens de natureza material e imaterial: "as formas de expressão. as criações científicas. 5º. a Carta Magna veda toda e qualquer censura de natureza política. documentos. observado o disposto nesta Constituição" (art.são assegurados. Focalizando a comunicação social. os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico. art.220. artística. Tais direitos ostentam as características de inalienabilidade. Ao tutelar os direitos fundamentais do homem. arqueológico. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. artístico. vedando-se o anonimato. 220. privilegiando a dignidade e liberdade da pessoa humana. artísticas e tecnológicas. ideológica e artística (art. 5º da Constituição Federal confere tutela específica nos seguintes termos: XXVII . imprescritibilidade e irrenunciabilidade. IV e IX). sob qualquer forma. objetos. ecológico e científico" (CF. caput. § 2º. Destacam-se no patrimônio cultural brasileiro. que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais (CF. CF). paleontológico. os modos de criar. 216. Quanto à tutela do direito autoral. da imagem e voz humanas. a Constituição Federal expressa situações jurídicas sob os aspectos subjetivos e objetivos. A produção e o conhecimento de bens e valores culturais serão objeto de incentivos governamentais (CF. 193). edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. No que concerne à propriedade intelectual. fazer e viver. cumpre ao Estado garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e difusão das manifestações culturais (art.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. inclusive nas atividades 1.NOÇÕES SOBRE DIREITO AUTORAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Na implantação da ordem social. CF). art. a criação. o art. §3º). as obras. expressando ainda que "a manifestação do pensamento. paisagístico. processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição.215 CF). bem como liberdade de expressão da atividade intelectual.

XXIX . à propriedade das marcas. emanada da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. 2.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. bem como proteção às criações industriais. direito à igualdade formal e direito à igualdade material prevista constitucionalmente. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos.b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. ao resguardo e ao segredo. de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. à integridade física e psíquica. 2. Na Declaração Universal dos Direitos do Homem. admitindo ainda a desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social. Todo homem tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade. direito à identidade pessoal (nome. direito à verdade. literária ou artística da qual seja autor". direito à honra. Conjugando os incisos IX e XXVII do artigo 5º da Carta Magna. DIREITOS DA PERSONALIDADE: Os direitos de personalidade são à base de todo o sistema jurídico. São direitos intransmissíveis e irrenunciáveis. mas determina também que a propriedade atenderá a sua função social. cabendo as normas legais regular o exercício e definir o conteúdo e os limites do direito de propriedade. sendo que tal direito exclusivo é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. 27 – 1. Com base na doutrina. os principais direitos de personalidade são os seguintes: direito à vida. direito moral do autor. o direito autoral foi assim contemplado: "Art. temos que ao autor é conferido o direito exclusivo de utilizar. As normas constitucionais reconhecem o direito de propriedade intelectual em caráter vitalício. título e sinal pessoal). Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica. artísticas. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. . científicas e de comunicação. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. direito às partes destacadas do corpo e sobre o cadáver. direito à liberdade. compreendendo direitos morais e patrimoniais. publicar e reproduzir suas obras literárias. por serem essenciais à pessoa humana. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade do direito à propriedade. A Constituição Federal só garante a instituição da propriedade.

A Lei nº. O direito autoral. Terceiros ainda opinam que não há. Mas.01. mediante um dos meios legalmente previstos: tradição da coisa ou registro do documento aquisitivo. ou ainda mediante produção própria ou seja. é a propriedade imaterial ou intelectual. gozar e dispor de seus bens. tendo em vista as diferenciações fundamentais que ostenta em relação ao .610. salvo os de natureza personalíssima. científica e artística. os possua”. 9. ou produção intelectual. propriamente um direito. por ser forma de expressão particular da personalidade. ao invés da expressão propriedade intelectual. recebe normatização própria ou especial. como expressão direta do espírito pessoal do autor.12. A obra intelectual é criação intelectual.1973. são transmissíveis por herança nos termos da lei. Tais normas legais foram revogadas pela Lei nº. que se materializa por qualquer forma. CLÓVIS BEVILAQUA ensinava que se tem debatido muito a respeito da natureza do direito autoral e sua exata classificação. encontra-se revogada pela Lei nº.1998.3. Os direitos patrimoniais compreendem os poderes de usar. Outros entendem que o direito autoral constitui modalidade especial da propriedade. No artigo 524 do Código Civil Brasileiro. ou "expressão direta do espírito pessoal do autor". Atualmente. das ciências e das letras. pela qual se manifesta a personalidade. preferem falar em direito autoral ou direito de autor para as obras artísticas e literárias. fruir e dispor de sua obra. ou outro meio (usucapião que é prescrição aquisitiva). 5. de 14. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis.610/98 e o Código Penal. Tem como fonte ou origem o íntimo ou interior do criador. está dito que "a lei assegura ao proprietário o direito de usar. prefere-se a expressão propriedade intelectual. ou propriedade intelectual. ao invés de propriedade imaterial. injustamente. que regula atualmente os direitos autorais. por sua vez. Nos artigos 649 a 673 o Código Civil tratava da propriedade literária. que. 9. de 12. ou seja. criação intelectual.988. A muitos parece que não há nele senão uma forma particular. PROPRIEDADE INTELECTUAL: O autor é titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual por ele produzida. bem como de autorizar sua utilização ou fruição por terceiros no todo ou em parte. no caso. mas um simples privilégio concedido para incremento das artes. Adquire-se a propriedade de um bem. Já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. e de reavê-los do poder de quem quer que.

bem como se relaciona com patentes de invenções e modelos de utilidade. O direito moral de autor é modalidade de direito de personalidade. ou criação intelectual. com o advento da Convenção de Berna. no caso de propriedade industrial.regime adotado para a propriedade convencional: seja no tocante à constituição do bem. O direito autoral decorre. 9. fundamentalmente.. marcas de serviços. 4. Cabe observar que. O registro da obra intelectual não constitui a autoria respectiva. desenhos ou modelos industriais. de seu pensamento manifestado e compartilhado com o mundo exterior" (obra citada. págs. seja na transferência do bem a terceiros. nome comercial. ato constitutivo de direito autoral. modelo industrial ou marca. A Lei nº. Tais providências serão tomadas apenas como presunção juris tantum que o autor seja o seu titular. regula direitos e obrigações concernentes à propriedade industrial. . A expressão propriedade intelectual abrange os direitos de autor e conexos e a propriedade industrial. cabe citar o ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. A propriedade industrial relaciona-se com marcas identificativas de empresa.05. Basta tão somente o ato da criação.279. na obra já citada. ". Para confirmar esse entendimento. 23/24). mas apenas presume a autoria ou titularidade originária do direito autoral. e ainda com a repressão da concorrência desleal. o direito ou prerrogativa que tem aquele que criou uma obra intelectual de defendê-la como atributo de sua própria personalidade (como autor).têm-se utilizado a expressão Direito Moral ou Direitos Morais para designar o aspecto pessoal do autor com relação à sua criação. Conforme ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. que assim diz: "Mencione-se também que. Isto equivale a dizer que não se exige qualquer espécie de registro ou depósito para que o autor tenha direitos autorais sobre sua obra. conferido ao titular do invento. DIREITOS MORAIS DE AUTOR: O direito autoral tem atributos de natureza patrimonial e moral. e não. ou seja. o registro válido acarreta a constituição do direito em relação ao privilégio de uso. uma vez que ela é a emanação da sua mais íntima divagação.1996. de 14. suprimiu-se a necessidade de qualquer formalidade para que o autor de uma obra intelectual receba a efetiva proteção do Direito Autoral. das obras intelectuais no campo literário e artístico.

significando que o autor não pode desprezar os seus direitos morais. para o fim de. pois. O direito moral possui determinadas características. o ser humano no meio social.Quanto aos direitos de personalidade que guardam correlação com os direitos morais de autor. na utilização de sua obra. imprescritível por ser reclamado por via judicial a qualquer tempo.610/98. II. e somente ele poderá exercê-lo. impenhorável ou inexpropriável pela própria característica de ser inalienável. O nome possibilita identificar. em todo caso. por ser oponível contra todos (erga omnes). À luz do art. VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra.610/98 ainda estabelece que: "autor é a pessoa física criadora da obra literária.o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada.o de reivindicar. o direito ao nome. ou audiovisual. pois não comporta quantificação pecuniária. 11).o de modificar a obra. tangível ou intangível. V. artística ou científica" (art. E. a autoria da obra. de 1998. em sua reputação ou honra. será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado. e o direito à imagem. opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que. está previsto que "os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis". irrenunciável. como autor. consideram-se direitos morais do autor: I. pois é um direito: personalíssimo do autor de obras intelectuais. inalienável. III. 7º.610. "para se identificar como autor. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. . de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor.o de conservar a obra inédita. consideram-se obras intelectuais "as criações do espírito. VI. como sendo o do autor. destacam-se: o direito à honra. 24 da Lei nº 9. IV. preservar sua memória. possam prejudicá-la ou atingi-lo. perpétuo. autor conserva seu direito moral. a qualquer tempo. pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado. quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem. A Lei nº 9. antes ou depois de utilizada. quando se encontre legitimamente em poder de outrem. absoluto. conhecido ou que se invente no futuro". "caput". da Lei nº 9. À luz do art. mesmo cedendo seus direitos patrimoniais. que. de qualquer forma. por meio de processo fotográfico ou assemelhado. ou individualizar. no artigo 27 do mesmo diploma legal.o de ter seu nome. extrapatrimonial.o de assegurar a integridade da obra.

há proteção da identificação pessoal da obra. prevê-se expressamente a tutela da honra e da imagem: "são invioláveis a intimidade. No art. No campo do direito autoral. conforme já mencionado. intransmissíveis e irrenunciáveis. DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR: 5. a vida privada." (art. Originalidade significa criar alguma coisa dotando-a com características próprias. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. apresentado de algum modo.. No artigo 8º da Lei nº 9.610/98 considera obras intelectuais protegidas "as criações do espírito.. 27 da Lei nº 9. desta forma. 5º da Constituição Federal. DEISE FABIANA LANGE ensina sobre o assunto o seguinte: "Para que a obra mereça proteção. a forma com que a obra é exteriorizada. Necessariamente a obra terá que ser original.610/98). ou o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras" (incisos I e VI). o que não quer dizer nova. Os direitos morais de autor são considerados direitos de personalidade. é necessária sua exteriorização. assegurar-se-á proteção à reprodução da imagem e voz humanas (inciso XXVIII. Os direitos morais de autor são considerados indisponíveis. OBJETO DO DIREITO AUTORAL: A Lei nº 9. pois a obra intelectual. tangível ou intangível. 6. sim. pois a simples idéia.610/98. da autenticidade da obra e da autoria da obra. de pseudônimo ou de qualquer outro sinal convencional" (art. a). sente e percebe as coisas. No direito autoral. o seu lado interior. artística ou científica usar de seu nome civil.poderá o criador da obra literária. os direitos morais de autor devem prevalecer aos direitos patrimoniais. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (inciso X). conhecido ou que se invente no futuro. traços pessoais. isto é. que seja expressada de alguma forma. como criação de espírito. e. a honra e a imagem das pessoas. completo ou abreviado até por suas iniciais. está dito que não são objeto de proteção como direitos autorais "as idéias. conjectura ou pensamento que não chega a ser exposto. expondo a maneira e o ângulo com que o seu criador vê o mundo. está fora do âmbito de proteção desse direito. se vincula à personalidade de seu autor. mas. A novidade não é interessante ao Direito Autoral. . o transporta para sua criação".12). "Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis" (art..7º).

a saber: alienável. no seu Título III...610/98 sobre direitos patrimoniais do autor: "Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar. conforme o caso pode caber aplicação de sanção penal.610. O direito patrimonial de autor tem características diferentes daquelas relativas ao direito moral de autor. artística ou científica" (art. prevista nos artigos 184 a 186 do Código Penal Brasileiro. sem prejuízo das sanções penais quando cabíveis. A Lei nº 9. A exploração pode ser realizada pelo próprio autor ou por pessoa autorizada pelo autor. SANÇÕES CIVIS E SANÇÕES PENAIS: Os artigos 101 a 110 da Lei nº 9. 184 a 196). É remuneração do autor pela exploração econômica da obra intelectual. fruir e dispor da obra literária.610/98 tratam das sanções cíveis aplicáveis no caso de violações de direitos autorais. conforme ficar estipulado em contrato.Segundo a doutrina. penhorável. "Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra. cuida dos crimes contra a propriedade imaterial (arts.29). 184). os crimes contra as marcas de indústria e comércio. de 1998. artigos 46 a 48 tratam das limitações aos direitos autorais. artigos 49 a 52 que tratam da transferência dos direitos de autor. O Código Penal Brasileiro. contém várias normas sobre os direitos patrimoniais do autor: artigos 28 a 45 tratam de normas gerais sobre direitos patrimoniais de autor e sua duração. Nos artigos 187 a 196 do Código Penal Brasileiro. Não foram revogados os artigos 184 a 186 do Código Penal. usurpação de nome ou pseudônimo alheio (art. dos casos em que a utilização de obra não constitui ofensa a direito autoral.28). Destacamos os seguintes artigos da Lei nº 9. temporário. . artigos 53 a 88 que regem a utilização de obras intelectuais e fonogramas. o direito patrimonial confere ao autor da obra intelectual a prerrogativa de auferir vantagens pecuniárias com a utilização da obra. No caso de violação de direito autoral." (art. os crimes de concorrência desleal. prescritível. 185). que tratam dos crimes contra a propriedade intelectual: violação de direito autoral (art. por quaisquer modalidades. ou seja. eram tratados: os crimes contra o privilégio de invenção. que estão revogados. 7.

II . ainda. a liberdade sindical e os princípios fundamentais do direito do trabalho.livre concorrência. IX tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. . A Constituição em vigor. O art. No entanto. em 1934.função social da propriedade. já que a livre iniciativa é um princípio basilar da economia de mercado. VI .defesa do consumidor.propriedade privada. No mesmo sentido. A CONSTITUIÇÃO E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: Acompanhando o movimento mundial.” Vê-se que a defesa do consumidor é princípio que deve ser seguido pelo Estado e pela sociedade para atingir a finalidade de existência digna e justiça social.soberania nacional. Também previa a intervenção do Estado na economia. observados os seguintes princípios: I . a Constituição brasileira de 1937 trazia disposição declarando que a economia seria organizada em corporações e impunha a organização de todos os ramos de produção em sindicatos verticais. inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação. tem por fim assegurar a todos existência digna. III . VIII . inseriu um capítulo dedicado à ordem econômica e social. a Constituição brasileira.redução das desigualdades regionais e sociais. não deixou de consignar a Constituição que a ordem econômica brasileira confere a defesa do consumidor contra os possíveis abusos ocorridos no mercado de consumo. da leitura deste artigo constitucional que o Brasil adota o modelo de economia capitalista de produção. promulgada em 1988. É possível extrair.busca do pleno emprego. VII . fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. IV . com garantia dos princípios de justiça e existência digna. 170 da Constituição Federal em vigor assim dispõe: "A ordem econômica.AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR 1.defesa do meio ambiente. inseriu um conjunto de diretrizes. V . conforme os ditames da justiça social. programas e fins que devem ser perseguidos pelo Estado e pela sociedade. conferindo caráter de plano global normativo.

expresso no art. a proteção dos interesses económicos dos consumidores. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR: A Constituição Federal. de caráter geral. de maneira complementar.181/97. histórico. o art.Ademais. da Carta Magna. Por força dos dois dispositivos citados e. saúde e segurança dos consumidores. para que possam atender às necessidades próprias. ainda. determina a competência concorrente da União. para legislar sobre produção e consumo (inciso V) e sobre a responsabilidade civil por dano ao meio ambiente. no sentido de adotar um modelo jurídico e uma política de consumo que efetivamente protegessem o consumidor. e . podemos afirmar que a defesa do consumidor busca a proteção da pessoa humana. em 11 de setembro de 1990. bem como as portarias expedidas pelo Ministério da Justiça que complementam o rol de cláusulas abusivas do artigo 51 do CDC. 1º. do princípio da dignidade da pessoa humana. conforme veremos dos princípios estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. LXXIII. a bens e direitos de valor artístico. estético. a melhoria da qualidade de vida dos consumidores. que dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. III. o que se deu com a promulgação do Código de Defesa do Consumidor. da Constituição Federal determinou ao Estado a promoção da defesa do consumidor. em seu art. 24. poderão os Estados exercer a competência legislativa plena. OBJETIVOS E PRINCÍPIOS NORTEADORES: Os objetivos da Política Nacional de Relações de Consumo propostos pela legislação consumerista estampados no art. turístico e paisagístico (inciso VIII). ao consumidor. o respeito à dignidade. 84 da Constituição Federal. pode expedir decretos e regulamentos para o fiel cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. 4º do Código de Defesa do Consumidor são os seguintes: • • • • o atendimento das necessidades dos consumidores. Caso não haja lei editada pela União. cabe à União estabelecer normas gerais sobre a relação de consumo e a responsabilidade civil por danos ao consumidor. dos Estados e do Distrito Federal. 2. que deve sempre sobrepor-se aos interesses produtivos e patrimoniais. Podemos citar como exemplo deste poder normativo o Decreto 2. Assim. É preciso esclarecer também que o Executivo. 3. podendo o Estado legislar sobre assuntos específicos. na forma do art. 5º.

A doutrina aponta para três tipos de vulnerabilidade do consumidor. quais sejam: • TÉCNICA: o consumidor não possui conhecimentos específicos sobre o objeto que está adquirindo.• a transparência e harmonia das relações de consumo. VII). e que o fornecedor . harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo (art. o mesmo artigo estabelece princípios norteadores da Política Nacional de Relações de Consumo a serem observados por toda a sociedade de consumo. RECONHECIMENTO DA VULNERABILIDADE DO CONSUMIDOR: O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo reflete.4º. • FÁTICA (OU SOCIOECONÔMICA): baseia-se no reconhecimento de que o consumidor é o elo fraco da corrente. 4°. pretende o legislador igualar esta equação.4º. • JURÍDICA: reconhece o legislador que o consumidor não possui conhecimentos jurídicos. quais sejam: • • • • • reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor (art. V). do contrato que está assinando ou se os juros cobrados estão em consonância com o combinado. por exemplo. estudo das constantes modificações do mercado de consumo (art. I). • • • coibição e repressão das práticas abusivas (art.4º. a principal razão de toda a proteção e defesa do consumidor. racionalização e melhoria dos serviços públicos (art.4º.4º. II). Tendo em vista haver desequilíbrio nas relações entre consumidor e fornecedor. Para atingir os objetivos propostos. IV). deixando claro que a parte mais fraca é o consumidor e que este deve ser protegido.4º. controle de qualidade e segurança dos produtos e serviços (art. que é a parte vulnerável de qualquer relação de consumo.4º. de contabilidade ou de economia para esclarecimento. VIII). ação governamental para proteção do consumidor (art. educação e informação dos consumidores (art. tanto no que diz respeito às características do produto quanto no que diz respeito à utilidade do produto ou serviço. A presunção de vulnerabilidade do consumidor é decorrente de lei e não admite prova em contrário. 4. sem dúvida. VI). III).

inciso I. 6º. proteção contra publicidade enganosa ou abusiva e práticas comerciais condenáveis (art. educação e informação (art. garante ao consumidor a proteção da vida. • • • facilitação da defesa de seus direitos (art. A HIPOSSUFICIÊNCIA PODE SER ECONÔMICA. considerando o fato de que o fornecedor é o detentor do poder econômico.VI e VII). aproveitando-se o fornecedor desta condição. 6º. sendo o detentor do poder econômico. 6º. 6º.II e III). saúde e segurança (art. 5. O rol nele inserido constitui o patamar mínimo de direitos atribuídos ao consumidor que devem ser observados em qualquer relação jurídica de consumo.1). quando o consumidor apresenta dificuldades financeiras. todos os consumidores são vulneráveis. 6º. 6º. É certo que os consumidores bem informados e com qualificação técnica e jurídica continuam vulneráveis aos apelos do mercado de consumo.VIII). mas não se confunde com a vulnerabilidade. e é caracterizada quando o consumidor apresenta traços de inferioridade cultural. quando o consumidor demonstra dificuldade de fazer prova em juízo. a qualificação técnica ou jurídica do consumidor não retiram a qualidade de vulnerável do consumidor. 6º. A hipossuficiência é outra característica do consumidor. adequada e eficaz prestação de serviços públicos (art.IV). 5. PROTEÇÃO DA VIDA. Esta condição de hipossuficiente deve ser verificada no caso concreto. . 6º. DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR: Os direitos básicos do consumidor estão apresentados no art. técnica ou financeira. mas nem todos são hipossuficientes. Assim.encontra-se em posição de supremacia. uma vez que fica mantida a vulnerabilidade fática. Para o Código de Defesa do Consumidor. OU PROCESSUAL. prevenção e reparação de danos individuais e coletivos (art.V). São eles: • • • • proteção da vida. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou "nocivos".X).1. SAÚDE E SEGURANÇA: A regra contida no art. modificação e revisão das cláusulas contratuais (art. 6a do Código de Defesa do Consumidor.

ensejando a responsabilização civil. II. 5º da Constituição Federal. insere como direito básico do consumidor "a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. inciso IV.3. é imprescindível para a harmonização das relações de consumo. preceitua como direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. 5.Trata-se de direito indisponível e assegurado pelo art. estabelecido no inciso III do mesmo artigo. PROTEÇÃO CONTRA PUBLICIDADE ENGANOSA OU ABUSIVA E PRÁTICAS COMERCIAIS CONDENÁVEIS: O Código de Defesa do Consumidor. métodos comerciais coercitivos ou desleais. devendo o fornecedor especificar a qualidade. O Capítulo V do Código de Defesa do Consumidor trata especificamente das práticas comerciais e dedica três seções para cuidar das regras que o fornecedor . quis o legislador deixar claro que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não devem expor o consumidor a riscos e consequentes prejuízos à saúde. a ser dada nos diversos cursos desde o primeiro grau nas escolas públicas e privadas. segurança e patrimônio. os preços e os riscos que ele apresenta. E A EDUCAÇÃO INFORMAL. 5. se produzir dano. de responsabilidade dos fornecedores. A formação de cidadãos aptos a exercer a livre manifestação de vontade. A doutrina aponta para dois tipos de educação para o consumidor: A EDUCAÇÃO FORMAL. está intimamente ligado ao direito à educação. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. a quantidade. Quanto ao direito à informação. no art.2. no sentido de bem informar o consumidor sobre as características dos produtos e serviços já colocados no mercado de consumo. Vimos que a Política Nacional das Relações de Consumo invoca o princípio da educação e informação dos consumidores para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada. EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO: O art 6º. 6º. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações". A falha na informação ou na comunicação é considerada defeito do produto ou serviço. conscientes de seus direitos e deveres perante a sociedade. Ademais. traduz o direito do consumidor a todas as informações relativas ao produto ou serviço. as características. a composição.

por sua vez. Outrossim. a qualquer tempo. o preceito insculpido no inciso V do art. 6º. tem o consumidor o direito de requerer em juízo a alteração das cláusulas que estabeleçam contraprestações desproporcionais. vale informar que o Código de Defesa do Consumidor introduziu no ordenamento jurídico a teoria da imprevisão. ainda que de forma mitigada. Neste passo. Em razão deste princípio básico. V). em que os consumidores simplesmente aderem sem poder discutir suas cláusulas. o consumidor tem direito de requerer revisão de cláusula contratual por superveniência de fato novo. no caso concreto. 5. Isso ocorre em razão da massifïcação dos contratos. Pela teoria da imprevisão. cuja finalidade seja a promoção da aquisição de produtos e serviços inseridos no mercado de consumo. e a apresentação tem caráter vinculativo. a fim de adequar o contrato à nova realidade. informando de modo contrário à realidade.4. PUBLICIDADE ENGANOSA é a que induz o consumidor em erro. até então. MODIFICAÇÃO E REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS: Constitui direito básico do consumidor "a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas" (art. Outro direito básico do consumidor é a proteção contra as cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos ou serviços. 6º do Código de Defesa do Consumidor dispensa a prova do caráter imprevisível do fato superveniente. . o que implica a relatividade da aplicação da regra do pacta sunt servanda. De fato. PUBLICIDADE ABUSIVA. bastando a demonstração objetiva da excessiva onerosidade para o consumidor. que. a nulidade da cláusula injusta ou desproporcional sem que se leve à anulação do contrato. a discriminação e a superstição. Assim.deve cumprir para a oferta e publicidade de seus produtos no mercado de consumo. O consumidor pode pleitear. era sustentada apenas doutrinariamente. PUBLICIDADE corresponde a qualquer meio de difusão e informação. o contrato é passível de alteração sempre que a cláusula não se revelar justa. A CLÁUSULA INJUSTA OU DESPROPORCIONAL é aquela que deixa de estabelecer direitos ou obrigações com reciprocidade. é a que explora o preconceito. não se faz necessária a prova do enriquecimento ilícito do fornecedor.A informação sobre produtos ou serviços também está inclusa no conceito de publicidade. A oferta do produto ou serviço integra o contrato.

para que haja a prevenção de danos aos consumidores. grandes dificuldades para fazer prova em juízo de seu direito. das Associações Defesa do Consumidor. sobretudo no que diz respeito à boa-fé. uma vez que este não dispõe de controle sobre os bens de produção. Por esta razão. a informação correta sobre a utilização do produto e a não-inserção no mercado de consumo de produtos perigosos são exemplos de prevenção que devem ser obedecidos pelos fornecedores.5. o que pode ser requerido através do Ministério Público. bem como o acesso aos órgãos judiciários e coletivos administrativos.5. È certo que o consumidor teria. são direitos básicos consumidores. a inversão do ônus da prova. a seu critério. Assim. como em razão do disposto no art. 37 do mesmo fato. o legislador conferiu ao juiz o poder para decretar. Ademais. se presente a verossimilhança das alegações do consumidor ou se presente a hipossufïciência. O dano moral do consumidor também deve ser prevenido e reparado pelo fornecedor. as cláusulas contratuais que estabelecerem valores limitados de indenização por prejuízo moral ou material advindos de relação contratual entre consumidor e fornecedor são consideradas nulas. VIII. FACILITAÇÃO DA DEFESA DE SEUS DIREITOS: Em razão da vulnerabilidade presumida do consumidor. assegurada a proteção jurídica. 6º. em muito facilita a defesa do consumidor. a regra insculpida no art. 6a." Interessa ressaltar o fato de o legislador ter inserido a prevenção e a reparação dos direitos coletivos e difusos. o dano material e moral plenamente cumuláveis. I. Estados. Destarte. ministrativa e técnica aos necessitados. VI. incisos VI e VII. não havendo que se falar em indenização tarifada. Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações dano material e dano moral oriundos do . 51. direito à informação e proteção à saúde e segurança consumidores. tanto em razão do art. em alguns casos. conforme esclarece a Súmula nº. das entidades e órgãos da Administação Pública da União. PREVENÇÃO E REPARAÇÃO DE DANOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS: A prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais individuais. 6º. O fornecedor deve respeitar as regras estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor. e difusos. do Código de Defesa do Consumidor. Distrito Federal e Municípios. Já a reparação das perdas e danos dos consumidores deve ser efetiva. 5. garantidos pelo art.6.

a provável procedência das alegações do consumidor. A hipossufïciência do consumidor pode ser econômica. sempre com vistas à facilitação da defesa do consumidor em juízo. Entendemos por VEROSSIMILHANÇA a plausibilidade. ADEQUADA E EFICAZ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: O serviço público. dependerá das circunstâncias concretas que serão apuradas pelo juiz para a decretação da inversão do ônus da prova. II . 8. se não houver a antecipação do pagamento das referidas custas. o réu (fornecedor) não está obrigado a antecipar o pagamento das custas referentes aos honorários periciais. de 11 de setembro de 1990. Este direito do consumidor é estabelecido pelo art.987/95 determina: "Art. 5. que regula o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Em complemento ao disposto no Código de Defesa do Consumidor. De qualquer modo. ou seja. por seu permissionário ou concessionário. técnica e jurídica. a alegação exposta pelo consumidor aparenta ser a expressão real da verdade. bem como pela Lei nº.7. prestado diretamente pelo Poder Público.receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos.receber serviço adequado. continuidade. 7º da Lei nº. X. a inversão do ônus da prova não deverá afrontar o princípio do devido processo legal e da segurança jurídica. 8. deve satisfazer às condições de regularidade. não podendo ser confundida com fumus boni iuris ou indício de que a alegação é verossímil. Os requisitos são analisados objetivamente pelo juiz e devem ser apurados segundo as regras ordinárias de experiência. presumem-se verdadeiras as alegações do consumidor. o art. Outrossim. 6º. No entanto.É preciso esclarecer que a inversão do ônus da prova não é automática. e deve ser examinada no caso concreto. caso o magistrado tenha determinado a inversão do ônus da prova. segurança e modicidade das tarifas. são direitos e obrigações dos usuários: I . O consumidor pode ser considerado hipossuficiente do ponto de vista técnico em razão do desconhecimento da questão em si ou em razão da dificuldade na obtenção dos dados periciais.987/95. .078. eficiência. do Código de Defesa do Consumidor. 7a Sem prejuízo do disposto na Lei 8. Ademais.

mesmo sendo possível o corte no fornecimento de serviço público pelo não-pagamento das faturas pelo consumidor. Vale ressaltar que. IV . deve arcar com as perdas e danos daí advindos. com liberdade de escolha. luz elétrica. 22 do Código de Defesa do Consumidor. com a finalidade de que todos possam ter acesso aos serviços públicos de água. eles devem fornecer serviços adequados.III . caso o fornecedor não cumpra o estabelecido em lei. bem como sobre a interrupção dos serviços. eficientes e seguros e. sem que isso acarrete direito de indenização para o consumidor. em razão da obrigatoriedade da continuidade do serviço público. o consumidor não pode ter o serviço interrompido na hipótese de inadimplemento. contínuos.levar ao conhecimento do Poder Público e da concessionária as irregularidades que tenham conhecimento. Destarte. observadas as normas do poder concedente. deve o fornecedor notificar o consumidor sobre o inadimplemento.comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço. V . 4º do Código de Defesa do Consumidor obriga o fornecedor a melhorar e racionalizar os serviços públicos. sob pena de responder por perdas e danos. gás. referentes ao serviço prestado. entre outros. telefonia.contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços. Há quem sustente que.obter e utilizar o serviço. VI . a jurisprudência majoritária expressa entendimento de que. caso o consumidor deixe de efetuar o pagamento das faturas mensais pelo fornecimento. No entanto. . concessionárias e permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento estão estipulados no art. quanto aos essenciais." Vimos também que o art. o Poder Público ou as empresas que prestam o serviço público podem efetuar o corte do fornecimento do serviço público. Os deveres dos órgãos públicos das empresas.

2º e 3º da CLT). CLT). toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. Assim como o art. admite. assumindo os riscos da atividade econômica. para fins exclusivos da relação de emprego.859/72  . sob a dependência deste e mediante salário. desde que admitam trabalhadores como empregados. da CLT). DOMÉSTICO – É considerado empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza continua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família no âmbito residencial desta.2º. o espólio. Nicácio CONTRATO DE TRABALHO Contrato de Trabalho é o negócio jurídico pelo qual uma pessoa física se obriga.444. subordinados e sob direção desta (art. consistente na impossibilidade do empregado se fazer substituir por outro trabalhador (art. as associações recreativas e outras instituições sem fins lucrativos. São empregadores por equiparação: o condomínio. São regidos pela Lei nº 5. mediante remuneração. TIPOS DE TRABALHADORES EMPREGADO Considera-se empregado. EMPREGADOR Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que.IESA/FAA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Docente: Elda B. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO Sujeitos do contrato de trabalho são aqueles que podem contratar. as instituições de beneficência. R. Além dessas características que definem a figura do empregado. a prestar serviços não eventuais a outra pessoa ou entidade.2º § 1º da CLT. os profissionais liberais. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços (art. as autarquias e fundações. deve ser acrescida a pessoalidade.

Tem registro na CTPS e todos os demais direitos dos trabalhadores. criou-se a figura do órgão gestor de mão de obra (OGMO) do trabalhador portuário. conferencia de cargas. Se não tiver freqüência nas aulas pode haver rompimento de contrato. cujos serviços eram prestados por intermediação dos sindicatos até o advento da Lei 8603/93. São assegurados os direitos do art.7º CF. o adicional noturno é de 25% e a duração da h/noturna é de 60 minutos. sob a dependência deste e mediante salário. nas horas de folga escolar.7º da CF/88. estabelecendo também as regras de prestação de serviços nas atividades de estiva. é matriculado numa escola de formação profissional e . APRENDIZ – É o trabalhador com idade compreendida entre 14 e 18 anos que é admitido aos serviços de um empregador na condição de aprendiz. São assegurados os direitos do art. bloco. em propriedade rural ou prédio rústico. O trabalhador da pecuária h/noturno é das 20:00h as 04:00h. TEMPORÁRIO – É a pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário para a prestação de serviço destinado a atender: a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e  . RURAL – É toda pessoa física que. São assegurados os seguintes direitos trabalhistas: • • • • • • • • • Salário mínimo Irredutibilidade de salário 13º salário Repouso semanal remunerado Licença maternidade (120 dias) Férias (20 dias úteis) + 1/3 Licença paternidade Aviso prévio Aposentadoria  AVULSO – É o trabalhador portuário.885/73) e tais direitos foram ampliados pela CF/88. Ao invés de prestar serviços como os demais empregados. presta serviços de natureza não eventual ao empregador rural.   OBS: Horário noturno – trabalhador agrícola seu h/noturno é das 21:00h as 05:00h. vigilância de embarcações nos portos organizados.(regulamentado pelo decreto 71. conserto de cargas. Após o advento desta lei. comparece a sede do empregador para exercitar o aprendizado.

O trabalhador autônomo não é subordinado. EVENTUAL – é aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural em caráter eventual. e etc. de limpeza e conservação e de trabalhos temporários.) e recolher contribuição obrigatória ao INSS. por conta própria e não alheia. Tratando-se de contrato por prazo determinado.permanente. ao acréscimo extraordinário de serviço. emite a cada serviço um recibo denominado RPA (recibo de pagamento a autônomo). mas. devendo ser inscrito no órgão de classe respectivo (OAB.assumido o risco de sua atividade econômica. permitida a prorrogação mediante autorização da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). COOPERADO – é a espécie de trabalhador que. Ex: pedreiros.  AUTÔNOMO – É a pessoa que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas ou empresas. não é ligada ao “fim” do tomador. desde que possa ser considerada como de “meio” e não “fim”. quer como celetista ou estatutário. pode ser transferido a uma empresa. agrupado a outros. pintores. multa de 40% sobre o FGTS depositado e estabilidade no emprego. SERVIDORES PÚBLICOS – São trabalhadores admitidos por empresas públicas ou o Poder Público. o trabalhador não faz jus ao pagamento de aviso prévio. forma uma sociedade civil sem fins lucrativos (Lei 5764/71). REPRESENTANTE COMERCIAL – É espécie de trabalhador autônomo que presta serviço não subordinado na intermediação ou venda de      . CRC. bem como entre cooperados e tomadores de serviços. haverá a necessidade de concurso público.. TERCEIRIZADOS . tornando uma mão de obra acidental. considerados especializados. pois não se insere no seu dia a dia. Em qualquer caso.. segundo o regime da CLT.3º CLT. Sua atividade é subordinada. O prazo máximo deste tipo de contratação é de 03 meses. CRM. São regidos pelo art. Não há vinculo empregatício entre cooperados e cooperativa.a realização de certos serviços. esporádica. em geral. São exemplos de terceirização: serviços de vigilância.

Necessariamente deve ser inscrito no órgão de sua classe e possuir contrato com o tomador de serviço. com a interveniência e supervisão obrigatória da instituição de ensino. O curso. portanto. O estágio é realizado mediante termo de compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente. segundo os moldes da Lei 4886/65.  .produtos dos contratantes. ESTAGIÁRIO – É o aluno regularmente matriculado em faculdades ou escolas técnicas que presta serviços com a finalidade de complementação dos estudos. Não é considerado empregado. deve ser compatível com a atividade desempenhada pelo estagiário. apenas recebe uma bolsa sendo optativa.

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