ASSUNTO PF DE ÉTICA E LEGISLAÇÃO

AULA 01 – ÉTICA AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 1ª, 2ª e 3ª PARTE. AULA 07 – DANO MORAL AULA 08 – NOÇÕES DE DIREITO AUTORAL AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR

INTRODUÇÃO NECESSIDADE E MUTABILIDADE DO CONTROLE SOCIAL 1. A sociedade humana: generalidades O homem que nasce, cresce e vive em sociedade é diferente daquele que se desenvolveria isolado do convívio de seus semelhantes. É somente em contato com outros seres humanos que o indivíduo se torna pessoa humana, capaz de levar dentro de si, simultaneamente, o individual e o coletivo. Assim, o comportamento social resultante da resposta dada pelo indivíduo a vários fenômenos é extremamente complexo e só pode ser analisado tendo-se uma visão do ambiente onde a sua socialização se realizou. Note-se que, de modo constante, a pessoa está sendo estimulada por outras pessoas e objetos (cheios de informações novas num ambiente de mudanças sociais frequentes), afora o próprio mundo constituído de seus elementos físicos. Ao lado dos elementos considerados pertencentes ao meio externo (mundo, pessoas, objetos-conhecimentos), estão outros, do mundo interno, que igualmente influenciam, e portanto condicionam, o comportamento social. Entre eles: substâncias químicas e as pressões e distensões mecânicas do nosso organismo. Elementos esses, internos, que regulam a nossa temperatura e a nossa digestão. De sorte que, na fome, na sede ou no sono, por exemplo, estamos frente a estímulos provocados pelo meio interno. A medida que a pessoa humana se adapta continuamente, como um ser social, às exigências do grupo de convívio, o seu comportamento se torna parecido ao dos outros membros e as expectativasde comportamento são possíveis e a padronização - embora relativa - se toma evidente. Temos então o ajustamento do ser humano ao ambiente físico (solo, clima etc.)r ao meio biológico (plantas e animais), e ao ambiente social por ele criado. Porém, a conduta humana é bem mais do que uma simples resposta a estímulos provocados por agentes dos meios interno ou externo. Ao atuar, o indivíduo demonstra que a sua ação é organizada e integrada, visando algum objetivo. Seus desejos, sentimentos e ideias desempenham papel importante, tornando mais individualizada a sua imagem do universo. Portanto, cada um vê a seu modo. Pois uma série de fenómenos entra em jogo e a seleção do conhecimento se constrói individualmente. Tanto os fatores de estímulo como os fatores pessoais atuam na organização da atividade de conhecer. Os estímulos determinam a nossa seleção de acordo com a frequência, intensidade, movimento e

número dos objetos apresentados. Acrescentem-se aos fatores de estimulo os fatores pessoais, que, por sua vez, limitam e deformam os objetos. A sensibilidade de cada um em dada ocasião modifica a visão ou percepção individual. Por exemplo, a pessoa num momento de inquietação percebe as coisas de maneira diversa. Observando-se que o mundo do conhecimento é vastíssimo e de difícil padronização absoluta por parte dos diferentes membros de até uma mesma coletividade, a nossa concepção se amplia e a nossa atuação pode tomar-se mais aberta. Transformar o indivíduo - no início acentuadamente um organismo vivo - em pessoa humana é atividade fundamental da sociedade. Essa tarefa da sociedade humana é relativamente fácil. Pois o viver em grupo é natural ao homem. Desde cedo ele aprende a satisfazer suas necessidades dentro do grupo, com a aprovação social. E percebe também que a sua sobrevivência se torna menosdificíl quando existe a troca de serviços e a colaboração no trabalho. Descobre ainda, bem cedo, o valor da reciprocidade. Assim, proteger-se, alimentar-se, vestir-se, educar-se, podem tornar-se coisas simples, rotineiras e institucionalizadas. Contudo, o ser humano não se prende ao já feito como um ser passivo. A sua capacidade criadora e/ou transformadora o impede de ser apenas um espectador. O progresso e as modificações sociais são frutos diretos dessa não-passividadc. Demais, a complexidade nervosa do homo sapiens (isto é, "homem que sabe"), possibilita aprendizagem bem maior do que a encontrada entre outras espécies, resultando dela um sistema social bastante complexo, composto de símbolos e cuja comunicação poderá ocorrer em alto nível de abstração. O que não acontece entre os animais inferiores. Estes últimos precisam do condicionamento de uma situação real. Nas sociedades animais os padrões são fixados peia hereditariedade e a "divisão do trabalho é levada a efeito pela especialização fisiológica dos seus membros. Possui caráter fundamentalmente biológico, e por esse motivo dá-se-lhe o nome de bissocial”. (Davis. 1964:49) Ou. em palavras de Sebastião Vila Nova. "o comportamento dos animais não-humanos é predominantemente padronizado pela herança biológica, enquanto o comportamento humano é sobretudo padronizado pela aprendizagem através da comunicação simbólica." (Vila Nova. 1995:42) A sociedade humana tem por matéria-prima indivíduos de ambos os sexos, de idades diferentes e de tipos e graus de inteligência e conhecimento distintos. E um grupo constituído de pessoas que pertencem a uma só espécie, mas que. devido às suas diferenças, não podem pensar, sentir e querer da mesma maneira.

Porém. é retomada com ênfase. influídos por ideologia esquerdista. ("critical legal studies"). biologicamente distintos e autônomos. Segundo Ralph Linton "a sociedade é um grupo de indivíduos. 1956:128) Essa ideia de indeterminação. os fatos sociais . Farinas Dulce. quando possível. a partir dos anos 70. Daí serem muito raras em Sociologia.Entretanto. O objeto da Sociologia é estudar cientificamente . soluções diversas e até contraditórias (cf. Carrino. na acepção de que não haveria sempre uma resposta adequada ao problema jurídico. pois afirmam uma relação "sempre" (se x ocorre. Não se devem confundir. sobre o assünto. (Linton. apenas seu grau de probabilidade é muito alto (cf. as decisões juridícas sofrem indeterminação. então sempre y é a consequência) e não simplesmente uma relação estocástica (se x. Da possibilidade humana de escolha autônoma entre alternativas não se segue necessariamente a impossibilidade de proposições deccrministicas sobre o social. ou de modo menos rigoroso -. criam normas e a consciência de grupo surge. A indeterminação social é. é do interesse da sociedade que essas diferenças persistam até certo ponto: delas muitas vocações nascem e as semelhanças e diferenças se completam. com base na mesma legalidade. determinismo cientifico atual com exatidão.de uma maneira mais rigorosa. Assim. em foco e de que se podem ter. com base na preponderância da semelhança. Para essa corrente. Tudo indica que é viável obter-se até mesmo uma lei científica geral e rigorosa de natureza determinística sobre o movimento de aproximação e de afastamento no espaço social. mas apenas a dificuldade delas serem conseguidas. Róhl. As sociedades devern a sua existência a uma combinação de fatores físicos e psicológicos". 1992: l 15-153). 1996: 24-25. contrariando o que pretende o formalismo tradicional dos estudos de direito. causal. para uma perspectiva diferente. que pelas suas acomodações psicológicas e de comportamento se tornaram necessários uns aos outros. Toda vida em sociedade é um compromisso entre as necessidades do indivíduo e as necessidades do grupo e têm a indeterminação e a instabilidade própria das situações desta natureza. contudo. nos Estados Unidos. em ciência que não seja meramente formal. enriquecendo o todo social. relativa. as pessoas se acomodam mutuamente. o que se verá adiante neste livro. pela permanência como agregado Humano. a que se refere classicamente Linton. provavelmente y). na verdade. pelos chamados "estudos juridícos críticos”. in Arnaud e Dulce. e não absoluta. 1987: 121). sem eliminar sua individualidade. as proposições de-terminísticas de qualquer ciência não deixam de ser probabilitárias. que já não se pretende em ciência substantiva.

Existência do controle social Porque existem evidentemente no homem tendências variadas. inculca nos indivíduos os seus padrões para maior homogeneidade social. na realização efetiva de certos atos sociais. nos sentimentos. São vários os processos sociais pelos quais pouco a pouco os padrões de conduta são aceitos ou interiorizados. A padronização feita pelo grupo prepara os indivíduos para funcionarem reciprocamente numa ordem social que é composta não apenas de homens. É do interesse da sociedade que os seus membros adquiram uma maneira de vida uniforme pelo menos em relação a tudo aquilo que toca intimamente o coletivo. nenhuma recompensa se obteria das interações sociais. Cada sociedade. Ela não elimina de modo total as diferenças individuais. se a padronização fosse perfeita.em si mesmos. não poderia existir um entendimento geral. que são. Tendências de um desses dois tipos básicos slo encontradas em maior número em certos indivíduos do que em outros. Portanto. É fato de observação corrente que o homem tanto tem capacidade para amar como para odiar. Nele existem impulsos para o considerado socialmente "bem" e para o considerado socialmente "mal”. são necessárias .regras de comportamento que normem de modo eficaz a conduta dos membros de um determinado grupo social. Pois se todos fossem completamente idênticos. Seria impossível existir uma ordem social qualquer sem haver entre as diferentes pessoas essa conformidade aos padrões existentes. um requisisito básico para a vida social é um mínimo de padronização nos pensamentos. Há diferenças observáveis também de homem para homem quanto ao grau desses impulsos. 2. As diferenças e semelhanças se integram dinamicamente na constituição do todo individual e social. estará então sujeito em grande parte a satisfazer seus próprios desejos de acordo com os desejos da sociedade. reconhecido grupalmente como o adequado. mas . Cada indivíduo. procura ela desenvolver entre os seus componentes o que se pode chamar de caráter social. Dessa maneira. sendo conhecedor dos modos de comportamento da sociedade da qual participa. Sem pelo menos um mínimo de comportamento. Assim. os meios que o individuo utilizará estarão reconhecidos socialmente. e nas atividades dos membros de um grupo social. justamente. tudo aquilo que resulta do interrelacionamento exteriorizado de pólos mentais individuais. através de seus grupos de socialização. Mas a padronização apenas reduz os limites das diversidades pessoais. em geral. que se revela através sobretudo de uma linguagem comum.

Contudo. devendo-se isso ao fato de que as experiências intra-uterinas poderão não ter sido sempre as mesmas. existe. a uniformidade no sentido restrito nunca pode ser conseguida. força etc. . não somente de jovens. idiossincráticas. assim mesmo.. A participação passiva na sociedade não é senão de alguns indivíduos e. dependendo das suas experiências. mas também de adultos e crianças (Honigmann. faz com que cada um se submeta a padrões do grupo. assim também a comunidade não pode de modo completo ignorar e deixar de sofrerias influências causadas pelas diferenças individuais. Como se pode observar. inteligência. alémdas diferenciações de sexo. muitos dos seus impulsos. a sociedade significa uma interação social constante que resulta num sistema complexo de relações. Essa uniformidade completa não pode existir porque há sempre diferenças fundamentais quanto ao sexo. Uma parte bastante grande do indivíduo. diferenças de indivíduo para indivíduo. inclusive (e basicamente) a padrões considerados jurídicos. Todo membro de qualquer sociedade está sujeito ao controle social do seu grupo. do mesmo modo que o indivíduo não pode deixar de sofrer as influências da sociedade sobre seu comportamento. inteligência etc. Mas a cultura não é concernente às diferenciações individuais e sim aos padrões de comportamento compartilhados pelos indivíduos. estão em conformidade com o grupo a que pertence. idade. Assim. idade. Nem mesmo os gêmeos são identicamente iguais. O desejo de obter um lugar na sociedade.também de mulheres. um status social. como não são sempre as mesmas as experiências após o nascimento. Como se sabe. dentro de cada uma dessas categorias. que servem para moldar as personalidades dos indivíduos. não quanto a tudo. Há ainda as diferenças individuais. 1954:220).

Para Aristóteles.ASPECTOS FILOSÓFICOS SOBRE A ÉTICA. um grande progresso moral à humanidade. Teve muitos seguidores. Se originou do termo grego “ethos”. Ludwig Feuerbach (1804-1872): tentou traduzir a verdade da religião num estudo filosófico ao alcance de todos os homens instruídos. pois dela derivam os costumes. que significava principalmente. sem dúvida. a que é necessária à virtude.. de amor. Estabeleceu muitas regras de conduta. o pensamento ético passou a ser ligado à religião. A religião trás em si uma mensagem ética profunda de liberdade. e a esta é necessária a razão.) encontramos duas tendências: 1. 2. Na Idade Moderna (1. O marxismo é uma grande tradição de preocupações éticas. A busca de uma ética racional pura – subjetividade humana. que veio substituir a da religião: a moral revolucionária. Uma ação moralmente boa é aquela que pode ser universalizável. uso costumes. colocava a busca da felicidade (Sumo BEM) como o centro das preocupações éticas. onde persistem elementos do cristianismo. hábitos. ÉTICA é um instrumento indispensável da vida humana.. o direito e a filosofia.desenvolveu uma nova visão do mundo e da história humana. discípulo de Sócrates. caráter. de fraternidade universal. Tentativa de unir a ética religiosa às reflexões filosóficas. A moral revolucionária foi muito influenciada pela tradição ética cristã. Sua teoria procura basear-se nas leis do pensamento e da vontade. trazendo. Sócrates refletiu sobre a natureza do bem moral. Ex. à interpretação da bíblia e à teologia. Karl Marx . A ética grega fundou-se na busca da felicidade. . as leis. Duas formulações mais conhecidas: “Nada em excesso” “Conhece-te a ti mesmo” Na Idade Média. através da teoria da Concepção racionalista: É da natureza humana que extraímos as formas corretas da ação moral. na busca de um princípio absoluto de conduta. Temos as idéias de Immanuel Kant. o fim do homem é a felicidade.: a tortura.600 . Platão.

é passível de coação ao cumprimento por meio de punição. Seu campo é o do juízo de valor e não o do juízo de realidade. ficamos satisfeitos conosco mesmos e recebendo a aceitação geral. ou seja. criação espontânea e inconsciente de um grupo. em outros. é necessário que o agente seja consciente. pois é uma concepção que se transforma pelos tempos). a desvendar não aquilo que o homem de fato é. portanto. ou pelos menos intuem o que seja Ética. Neste caso. Designa a reflexão filosófica sobre a moralidade. ou da existência. A consciência moral possui a capacidade de discernir entre um e . sobre as regras e os códigos morais que norteiam a conduta humana. explicá-la é tarefa difícil. Sua finalidade é esclarecer e sistematizar as bases do fato moral e determinar as diretrizes e os princípios abstratos da moral. mas aquilo que ele "deve fazer" de sua vida. Todavia. todavia. que é. origem. fruto do desenvolvimento do pensamento humano. pode ser ela tida como a existência pautada nos costumes considerados corretos. a ética é uma criação consciente e reflexiva de um filósofo sobre a moralidade. Além do mais. isto é. o termo ética deriva do grego ethos que significa modo de ser. relacionam-se com algo a mais: o desejo que todos têm de serem felizes. a dor. Estuda as normas e regras de conduta estabelecidas pelo homem em sociedade. Em suma. definir o conteúdo desse bem é problema à parte. As noções decorrentes de ações advindas de uma ou mais opções entre o bom e o mau. nas mais diversas áreas. Em alguns casos. temos a ética como estudo das ações e dos costumes humanos ou a análise da própria vida considerada virtuosa. caráter. aquele que se adequar aos padrões vigentes de comportamento numa classe social. Para que exista a conduta ética. quer dizer. tentar defini-la seria nos privar de toda a amplitude de seu significado que pode ainda advir. por sua vez. daí.DA ÉTICA E DA MORAL Muitos sabem. afastando a angústia. Também. ou entre o bem e o mal. Pode ser considerada ainda como a parte da filosofia que tem como objeto o dever-ser no domínio da ação humana. limita-se a refletir sobre os problemas implícitos nas normas que de fato foram estabelecidas. que possua capacidade de discernir entre o bem e o mal (cabe observar agora que agir eticamente é ter condutas de acordo com o bem. conclui por formular um conjunto de normas a serem seguidas. fundamentação racional. Etimologicamente. Pode ser entendida como uma reflexão sobre os costumes ou sobre as ações humanas em suas diversas manifestações. Propõe-se. Distingue-se da ontologia cujo objeto é o ser das coisas. de determinada sociedade e que caso não seja seguido. procurando identificar sua natureza.

de crenças religiosas. mores significa costume. ou seja.outro e avaliar. conforme se depreende do que foi dito acima. Tornam-se. É a moral reflexa. destituído de si. para poder deliberar. possuem pesos diferenciados. nunca se referindo a generalidade. são problemas teórico-éticos"(2). são os problemas morais. mas entendemos que se reserva a este último apenas o próprio fato moral. É moral vivida. e que conseqüências esperar. quando comparados. é responsável pelas suas ações e emoções. tornando-se responsável também pelas suas conseqüências. No processo de escolha das condutas. uma vez que dependerão do modo de existência de cada pessoa. Freqüentemente. privado por outros. quais ações a fazer. Assim. Os problemas morais. enquanto o primeiro designa a reflexão filosófica sobre o mesmo. não se pode estar alienado. a sociedade. O problema moral corresponde a singularidade do caso daquela situação. sendo a indagação de caráter amplo e geral. sob determinado enfoque. Assim. Todavia. preso aos instintos e às paixões. é condição básica a liberdade. definir o que é bom. cada um adquire uma percepção individual do que lhe é de valor. Etimologicamente. A consciência se manifesta na capacidade de decidir diante de possibilidades variadas. julgando o valor das condutas e agir conforme os padrões morais. as classes. que devem ser considerados em qualquer situação. "Moral é a moral prática. Moral. é sempre um problema prático-moral. subjetivos. realizar constantemente as escolhas. aquela reunião de regras que são destinadas a orientar o relacionamento dos indivíduos numa certa comunidade social. de modo que. Os valores podem se entendidos como padrões sociais ou princípios aceitos e mantidos por pessoas. Por isso. É a necessidade de convivência que faz surgir a Moral. as pessoas. os termos "ética" e "moral" são empregados como sinônimos. Para isso. avalia-se os meios em relação aos fins. pesa-se o que será necessário para realizá-las. ÉTICA E MORAL: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS A coexistência é uma imposição a que todas as pessoas são submetidas. experiências vividas ou até. do latim mos. o . conjuntos de normas adquiridas pelo homem. decorrentes de alguma ação que será realizada. esta como conseqüência daquela. de suas convicções filosóficas. Assim. a convivência é uma necessidade. dentre outros. quando se indaga o que é correto. Os problemas éticos são caracterizados pelas generalidades. cada qual têm seus valores. Do que foi dito. se tornam mais ou menos valiosos. pela sociedade. simplesmente morais são restritos. é a pratica moral.

no âmbito de uma mesma sociedade. até hoje nenhum grupo ou comunidade pode existir sem normas constrangedoras da moral. A ética estuda. ou seja. tem em si uma estrutura capaz de analisar diferentes opções para se ter referência sobre o que é ou não correto em determinado momento. como a Moralidade. é o que deve ser ou. aconselha. Já a ética. a ética é a norma. todavia todos relacionam-se com um valor de conteúdo mais importante. regula o comportamento individual e social das pessoas”. O desrespeito a alguma das regras morais pode provocar uma tácita ou manifesta atitude de desaprovação. normas e regras de conduta estabelecidas em uma sociedade e cuja obediência é imposta a seus membros. na pesquisa e no estudo dos valores morais. quer para grupo ou pessoa determinada. sobretudo. A Ética. Como os indivíduos só podem viver em função da comunidade. a Ética se detém. Podem os valores variarem. A sociedade cria determinados valores e as ações humanas começam desde logo a se cristalizar em regras que se orientam pela obtenção e realização dos mesmos. pelo menos.problema é teórico. Agem como um mecanismo de autodefesa e preservação do grupo. em que se baseiam os costumes ou as normas adquiridas. é. por uma parte. não se situa no campo puramente apreciativo dos valores. preservam e salvam a sociedade em que ele vive. sendo. um enfoque do comportamento humano cientificamente. Os dois vocábulos se referem as qualidades humanas: o modo de ser ou o caráter de cada um. subentendido nos outros: o valor do bom ou o valor do bem. aceito livre e conscientemente. ficam assim compensados do sacrifício pessoal que fazem. o objeto é o dever-ser). a Moral pode ser conceituada como "o conjunto de regras de conduta consideradas válidas. estando até mesmo. já que ela não cria a moral. o que acontece. por outra. No mesmo sentido. o que vai pautar o comportamento moral do homem. antes. e até ordena. ou melhor. Temos a moral como ação. Estes determinam o impulso moral e impelem à ação dos . variando de cultura para cultura e se modifica com o tempo. Esse conjunto de normas. Se. simplesmente ético. tem-se como moral o conjunto de costumes. o que deveria ser (conforme já salientamos. elas molestam o indivíduo. É a ciência do comportamento moral dos homens na sociedade. Tanto a ética como a moral relacionam-se a valores e a decisões que levam a ações com conseqüências para nós e para os outros. A moral é como expressão da coexistência. uma abordagem científica da moral. Apesar de haver em cada indivíduo uma reação instintiva contra regras e obediências a qualquer autoridade. Podemos dizer que a Ética analisa as regras e os princípios morais que são destinados a orientar a ação humana. Sendo moral o que é vivido. Hodiernamente. quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar. então. Deste modo.

Este é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. Diante de uma situação concreta. O costume é uma pratica gerada espontaneamente pelas forças sociais e ainda. Por elas se situa o homem na sociedade. em sucessivos atos de participação.indivíduos. uniforme e que gera a certeza da obrigatoriedade. ou cavalheirismo. assim como em suas reações perante o mal sofrido. COSTUMES Nas sociedades em que a escrita e a leitura não estavam difundidas. para ser racional e estar de acordo com o bom senso comum. de forma inconsciente. de participar dos bens da vida. o costume representou a fonte mais importante do direito. as partes envolvidas. Então podemos definir que o costume como um conjunto de normas de conduta social. Efetivamente. através do uso reiterado. reconhecidas e impostas pela sociedade. criadas espontaneamente pelo povo. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. cortesia. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. portanto. por exemplo. usamos da linguagem. Todas as vezes que o homem encontra um dilema. ou de civilidade. nos sentamos. por sua maneira de ser e de conduzir-se. sem implicar necessariamente a íntima adesão do agente. vai servir de modelo para casos semelhantes. A formação do costume é lenta e decorre da necessidade social de fórmulas práticas para resolverem o problema em jogo. é uma característica das ações pertinentes ao "costume" em geral. ÉTICA . Aqui e agora. são os valores pró ou contra que vão determinar a sua escolha. às regras consuetudinárias de trato social. sendo mais guiado pelos outros do que por si mesmo. adotam uma solução que. na maneira pela qual nos vestimos. A nosso ver. no todo de nosso comportamento. segundo alguns autores. esta proporção do homem aos esquemas e modelos sociais em razão da ação objetiva. não definida por qualquer norma vigente. Somente aquelas atitudes e coisas que levam ao próprio aperfeiçoamento e ao bem comum do grupo é que possuem valor moral. estamos seguindo tais regras.ÉTICA PROFISSIONAL . recebendo do todo social a medida de seu comportamento. tais como as de etiqueta. com base no bom senso e no sentido natural de justiça.

livros e palestras. o governo e a comunidade como um todo. Prescrevem deveres para a realização de valores.João Baptista Herkenhoff nos brinda com a seguinte definição sobre o que seria normas éticas. que o exterior e social. têm enfoca a importância da ética empresarial e da responsabilidade social com fatores competitivos para as empresas.A Ética do Advogado. em discurso de posse no Tribunal de Ética de São Paulo. funcionários e governantes. Empresas preocupadas com padrões de condutas éticos em seu relacionamento com clientes. Não implicam apenas em juízos de valor. afim de constituir um parâmetro do qual os profissionais devam adotar. agir de forma honesta com todos aqueles que têm algum tipo de relacionamento com ela. os sócios. os dirigentes de grandes empresas. numa determinada coletividade. com a finalidade de avaliar a própria conduta diante a sociedade e suas exigências morais. "não é possível deixar esse assunto ao critério de cada profissional. Estão envolvidos nestes grupos os clientes. in A Gazeta de 11/06/1948. quer o íntimo e subjetivo. Caracterizam-se pela possibilidade de serem violadas. Os autores têm destacados a “ÈTICA” como um fator relevante para garantir a competitividade da empresa. A empresa é considera ética se cumprir todos compromissos éticos que tiver. os fornecedores. de acordo com as regras positivadas num ordenamento jurídico. os funcionários. p. ganham a confiança de seus clientes e melhoram o desempenho dos funcionários. fornecedores. a adoção de um ordenamento jurídico. mencionado por José Renato Nalini. ou seja. A mídia de negócios. ÉTICA EMPRESARIAL E ÉTICA NOS NEGÓCIOS." Daí portanto. 185) Este conjunto de preceitos morais devem nortear a conduta do indivíduo no ofício ou na profissão que exerce. Ética Geral e Profissional . Boas intenções. No universo coorporativo. nem sempre bastam para produzir soluções acertadas" (citação de Antão de Morais. . mas impõem a escolha de uma diretriz considerada obrigatória. "São normas que disciplinam o comportamento do homem. Ter padrões éticos significa ter bons negócios em longo prazo. devendo necessariamente contribuir para a formação de uma consciência profissional composta de hábitos dos quais resultem integridade e a probidade. Outrossim. as organizações têm se preocupado em resgatar valores éticos e em desenvolver ações voltadas para questões sociais. altos ideais de moralidade. com freqüência.

morais e sociais”. mas também as suas responsabilidades éticas. .“Parece licito afirmar que hoje em dia as organizações precisam estar atentas não só as suas responsabilidades econômicas e legais.

Esse vocábulo surgiu na Idade Média.1. conjunto de leis. DEFINIÇÕES REAIS OU LÓGICAS Essa definição exige um método adequado. No século XVIII Kant já afirmava que “os juristas ainda estão à procura de uma definição para o Direito”. desvio ou curva). que apesar de diferentes. 1. b) Definição Semântica: É a parte da gramática que registra os diferentes sentidos que a palavra alcança em seu desenvolvimento. 1. Enquanto que as definições reais ou lógicas expressam a essência do objeto. As definições nominais expressam o significado da palavra e se subdividem em definições etimológicas e semânticas. A palavra DIREITO vem do latim directus. até o presente. a sua genealogia. por possuir vários sentidos. designou: aquilo que esta conforme a lei.2. passou por vários significados. a própria lei. Também pode se referir a Ciência do Direito e pode ter um significado equivalente ao conceito de justiça. subjetivamente. Decorridos mais de dois séculos os juristas ainda divergem quanto aos inúmeros sentidos do referido vocábulo. A palavra Direito desde a sua formação. expressou aquilo que está conforme a reta e. O vocábulo Direito é classificado como um termo analógico. o . a ciência que estuda as leis. um (qualidade do que está conforme a reta. como o poder de agir que a lei garante. que os antigos romanos já afirmavam: “Definitio fit per genus proximum et diffeentiam specificam”. guardam entre si alguns nexos. DIREITO: Definir o que é direito é uma tarefa árdua. Para ficar mais fácil o nosso estudo vai definir o vocábulo Direito da seguinte forma: nominal e reais ou lógicas. o que não tem inclinação. que era utilizado para designar o que era ilícito e injuria. a. DEFINIÇÕES NOMINAIS a) Definição Etimológica: Explica a origem da palavra. Do ponto de vista objetivo pode ser visto como uma norma de organização social. por volta do século VI.AULA 02 – DIREITO 1. sucessivamente. Primeiramente. e não foi usado pelos romanos que preferiram o termo jus.

uma vez que a diferença específica aponta o traço peculiar. impostas coercitivamente pelo Estado. espontaneamente. exclusivo que vai distinguir objeto definido das demais espécies. aderem a essas normas jurídicas. • Para a segurança. meios.os destinatários do Direito devem se comportar. Em relação ao Direito o gênero mais próximo da sua definição são os diferentes tipos de instrumentos de controle social: Moral. A justiça é a razão de Direito existir. recursos. segundo os critérios de justiça – as normas legais devem ser consideradas instrumentos. o homem deve ajustar a sua conduta. segundo os critérios de justiça. Nós adotamos para examinar a matéria o método . vamos encontrar: • Conjunto de normas de conduta – é o gênero próximo. Esse conjunto de normas determina como . DIREITO E A MORAL: Existem várias teorias e critérios adotados para diferenciar o Direito da Moral. ou seja. Apenas as normas jurídicas necessitam da participação do Estado. em partes.que a qualquer momento possa ser acionado para impor o cumprimento das referidas normas. Decompondo. E a diferença especifica deve apontar qual a característica que o Direito possui e que o separa dos outros processos de conduta social. Todos têm sido criticados. Assim podemos definir direito como: conjunto de normas de conduta social. O gênero próximo de uma definição deve apresenta as semelhanças existentes entre as diversas espécies que compõem o gênero. Entretanto nem todos os homens. • Impostas coercitivamente pelo Estado – é a diferença específica. aos preceitos legais. usados para o bem-estar da sociedade. 2. Regras de Trato Social e a Religião. Como ser racional e responsável. com vontade própria. para realização da segurança.que significa que a definição deverá apontar o gênero próximo e a diferença específica. Daí surge a necessidade do Direito de ser dotado de um mecanismo de força – a coerção . para haver justiça é necessário que os valores jurídicos sejam cultivados. determinam espécies de comportamento social. estabelecem os limites de liberdade para os homens em sociedade.

• A VISÃO KELSIANA – Ele desvincula o Direito da Moral. quanto ao seu conteúdo. Um exemplo disso é a prestação de alimentos que é recíproca entre pais e filhos. 1. uma área particular independente. Ele adota a Teoria dos Círculos e o Mínimo Ético. e extensiva aos ascendentes (avós – art. jurista e filósofo inglês. para este importante cientista do Direito. ao mesmo tempo. o Direito estaria incluído no campo da Moral. CC) e que também se assenta na Moral. a norma é não precisa de valores morais para ser valida. • TEORIA DOS CÍRCULOS SECANTES – Du Pasquier discordava de Jeremy.696. • TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS: Segundo Jeremy Benthan (1748-1832). para ele o Direito e a Moral possuiriam uma faixa de competência comum e.adotado por Alessandro Groppali que traça um paralelo entre o Direito e a Moral. . donde se pode concluir que o campo da Moral é mais amplo que o Direito e que o mesmo encontra-se subordinado a Moral. Ele é o elemento essencial ao Direito. Os adeptos desta corrente acreditavam que as leis só eram validas se baseadas nos valores morais.

Tanto o Direito como a Moral estabelecem regras que visam estabelecer certa previsibilidade para a conduta humana.• TEORIA DO “MÍNIMO ÉTICO” – Foi desenvolvida por Jellinek. por inteiro. A Ética é o estudo do que é bom ou mau. independente de fronteiras geográficas garantindo assim uma identificação entre pessoas que sequer se conhecem. Desta fora o Direito estaria implantado. Ela é diferente de ambos – Direito e Moral – pois não estabelece regras. 4.as leis só têm validade naquela área geográfica que uma determinada população vive. • Uso e Costumes – que exprimem o poder de decisão anônimo do povo. prevalecendo assim a TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS. • Jurisprudência – que se forma pelo conjunto uniforme de decisões judiciais sobre uma determinada indagação judicial. a Ética e a Moral. o qual afirmava que para o bem-estar da coletividade era necessário que o Direito representasse um mínimo de preceitos morais. . as formas pelas quais as normas jurídicas se exteriorizam. São elas: • Leis e Códigos – que são a principal expressão do Direito escrito. Ela é uma reflexão de como deve ser. tornam-se conhecidas. Enquanto a Moral estabelece regras que garantem uma boa convivência na sociedade. MORAL E ÉTICA: É de extrema importância saber diferenciar o Direito. DIREITO. nos domínios da Moral. Já o Direito estabelecem regras numa sociedade delimitada por fronteiras. Seu objetivo é justificar as regras estabelecidas pelo Direito e pela Moral. também apresentam distinções. ou seja. FONTES DO DIREITO – FONTES FORMAIS DO DIREITO POSITIVO: Fontes Formais do Direito Positivo são os meios de expressão do Direito. 3. Apesar de apresentarem algumas semelhanças.

5. È uma típica relação de Direito Privado. entre Direito Público e Privado. recebe o produto. consórcios. por exemplo: um indivíduo adquire algo em uma loja. se a relação é de coordenação trata-se de Direito Privado. de maneira que a relação é de COORDENAÇÃO. contratos particulares e públicos. estando sujeito a uma sanção caso não exerça a seu dever eleitoral. Temos aí uma relação de compra e venda. no mesmo plano. segundo o critério de utilidade pública ou particular da relação: o primeiro diria respeito às coisas do Estado.• Atos jurídicos – a doutrina moderna tem admitido que os atos jurídicos não se limitam à aplicação das normas jurídicas e criam efetivamente regras de Direito. que é usada para complementar essa primeira divisão feita pelos romanos. Existe também outra forma de diferenciarmos o Direito Público do Privado. São exemplos os estatutos de entidades. O cidadão deve obediência ao Estado. por exemplo. Não devemos esquecer que tanto o Direito Público como o Direito Privado se dividem em ramos. amanhã o TER convoca os eleitores para exercerem a sua obrigação eleitoral. com uma pequena alteração. O eleitor não se encontra em pé de igualdade com o Estado. e. enquanto o segundo seria pertinente ao interesse de cada um. Poderemos esclarecer melhor essa relação da seguinte for. é evidente que estarem os diante de uma relação de Direito Público. Então dizemos que é uma relação de SUBORDINAÇÃO. ou seja. DIREITO PÚBLICO: • • • • Direito Constitucional Direito Administrativo Direito Processual Direito Penal . Essa distinção ainda hoje é aceita pela maioria dos doutrinadores jurídicos. Esta outra forma tem como base o elemento formal da relação. RAMOS DO DIREITO: A primeira divisão que encontramos na história da Ciência do Direito foi feita pelos romanos. ao pagar. Tanto o vendedor como o comprado se encontram na mesma situação. é de Direito Público. Esta teoria só leva em conta o conteúdo ou objeto da relação jurídica. de Direito Público. pois a teoria romana só leva em conta o elemento de interesse da coletividade ou dos particulares. se é de subordinação. Se.

• • • • Direito do Trabalho Direito Financeiro Direito Tributário Direito Previdenciário DIREITO PRIVADO: • • Direito Civil Direito Comercial .

As mais antigas civilizações da história.. à parte essencial de. A evolução do constitucionalismo culminou por identificar três grandes objetivos das constituições: garantir a supremacia dos direitos individuais. organizar o poder e delimitar o seu exercício.AULA 03 – DIREITO CONSTITUCIONAL 1. formar. compor) que podem ser empregados em expressões triviais. o Egito (vale do rio Nilo). surgiram entre 4. com destaque para a Mesopotâmia (margens dos rios Tigre e Eufrates).C.C. Nesse sentido. Assim sendo. analisando seu conceito e eventuais alterações na dinâmica social. já desenvolvendo a idéia de tributos que sustentariam a estrutura de poder vigente. 2. através do qual se elegeu o povo como o titular do poder legítimo. a China (vale do rio Amarelo) e a Índia (rios Indo e Ganges). deflagrado durante o iluminismo e surgido em oposição ao absolutismo reinante.000 a. DALMO DALLARI ensina que mestres como LOEWENSTEIN sustentam que os hebreus foram os primeiros a praticar o constitucionalismo. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO A palavra CONSTITUIÇÃO apresenta sentido ambíguo. mais precisamente. Todavia. observa-se a existência de verdadeiro "hiato constitucional". cumpre identificarmos a função das constituições na atualidade. apontam em algumas das Civilizações Antigas manifestações assemelhadas às observadas nos Estados Constitucionais modernos.000 a. enquanto que ANDRÉ HAURIOU é absolutamente categórico ao afirmar que ‘o berço do Direito Constitucional se encontra no Mediterrâneo Oriental e. Sua origem remonta ao verbo CONSTITUIR (ser à base de. em seus estudos acerca da origem das constituições. até o advento do chamado Estado Moderno. fatos marcantes deste movimento. A grosso modo podemos dizer que o constitucionalismo teve como origem formal as Constituições norte-americana de 1787 e a francesa de 1791. na Grécia’. havendo ainda quem dê primazia ao Egito. Os estudiosos do constitucionalismo. a Pérsia (planalto do atual Irã). ORIGEM DO CONSTITUCIONALISMO Na Antigüidade. existente entre o constitucionalismo na Antigüidade. e 2. o poder era privilégio daqueles que eram detentores da riqueza que quase sempre estavam aliados à religiosidade. que teria seu fim com a queda de Roma. como a constituição de uma cadeira .

povo. juridicamente. . outorgada por D. Em síntese. A palavra Estado foi usada pela primeira vez. monarquia ou aristocracia. de Maquiavel. • Território é a base geográfica do estado. Segundo José Afonso da Silva. agindo por meio da autoridade. na Itália. a forma de seu GOVERNO (república. entre outros). os direitos fundamentais do homem e suas respectivas garantias. promulgada no governo provisório de Marechal Deodoro da Fonseca. • • • Povo é a população do estado. o modo de aquisição do poder e o exercício do poder. de como se organiza. em relação a assuntos do governo. Daí pode-se concluir que a palavra CONSTITUIÇÃO traz em si uma idéia de estrutura. A noção jurídica de Estado apóia-se em quatro elementos básicos: território. a comunidade habilitada ao exercício dos direitos políticos. governo e soberania. os limites de sua atuação. nos seus fundamentos. O Hábeas Corpus foi utilizado de forma genérica. é um grupo de pessoas que toma decisões obrigatórias para a coletividade. trazia uma declaração de direitos individuais e garantias que. no estrito sentido jurídico. aprimorou a Declaração dos Direitos. que regulam a forma de ESTADO (unitário ou federal). extinguindo as penas de galés. a organização de seus órgãos. é o espaço físico dentro do qual o Estado exerce sua soberania e sobre o qual o governo tem competência. que é a investidura e a limitação impostas pela lei. banimento judicial e de morte. 3. em princípio do século XVI. excluídos os estrangeiros e. permaneceu nas Constituições posteriores. a Constituição é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. inclusive para hipóteses não específicas de cerceamento de liberdade física. escritas ou costumeiras.  A Constituição 1891. Pedro II. O Estado é o principal objeto da Constituição.ou a constituição de uma mesa. considerado sociológica ou historicamente. A soberania é exercida pelo governo. PRINCÍPIOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS E SOCIAIS • EVOLUÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES:  A Constituição do Império de 1824. podemos definir a CONSTITUIÇÃO como o conjunto de normas jurídicas. O governo. em O Príncipe.

ou seja. de banimento ou de confisco. Envia ao Congresso Nacional uma proposta de emenda Em 05 constitucional de outubro convocando de 1988 é a Assembléia a Constituinte. de caráter perpétuo. retomou as idéias da democracia social de 1934. de forma indireta. dos funcionários públicos. direitos civis e políticos que traduzem o valor da liberdade. e a cultura. São os Direitos Individuais. Morre antes de assumir o poder. do cinema e da radiodifusão. sobre a família. também denominada por Ulisses Guimarães de CONSTITUIÇÂO CIDADÃ. os direitos políticos e os direitos dos partidos políticos.  A Constituição de 1946. ou seja. abrangendo os direitos individuais e coletivos. os direitos de nacionalidade. José Sarney assume. autoritário. Estabeleceu a pena de morte para o crimes políticos. promulgada no governo de Gaspar Dutra. promulgada por Getúlio Vargas e inspirada na Constituição de Weimar. tem como traço característico a inserção da democracia social.  A Constituição de 1937. O direito de manifestação foi restringido. outorgada pelas Forças Armadas. . a ação popular e acabou com as penas de morte. 1. teatro. suspensão da garantias dos magistrados. os direitos individuais sofreram duro golpe. Esta trazia no seu bojo os direitos e garantias individuais. a educação. outorgada por Getúlio Vargas – CONSTITUIÇÂO POLACA – Estado Novo.  A Constituição de 1967 e a EC nº. • EVOLUÇÂO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS:  DIREITOS HUMANOS DE 1ª GERAÇÃO: esses direitos dizem respeito às liberdades públicas e aos direitos políticos. inscreveu um titulo sobre a ordem econômica e social. os direitos sociais dos trabalhadores. Restabeleceu o mandado de segurança. foi inspirada no regime fascista. como estabilidade. homicídios cometidos por motivos fúteis e com extremos de perversidade. A Constituição de 1934. foi eleito presidente do Brasil.  Após o período da ditadura. em 1985 Tancredo Neves. promulgada CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. pois havia a possibilidade de suspensão dos direitos políticos por 10 anos. mediante censura prévia da imprensa. cassação dos mandados parlamentares.

sem distinção de qualquer natureza. à segurança e à propriedade. mas nunca renunciá-lo. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Desta forma. à liberdade. humano é inserido em uma coletividade. mandado de segurança. inegociáveis.  INALIENABILIDADE: são direitos intransferíveis. também contemplou as garantias fundamentais. podemos afirmar que as garantias são os remédios constitucionais: o habeas corpus. hábeas data e ação popular. 5º da CF/88. 5º Todos são iguais perante a lei. não a nada que fundamenta a perda do . direitos são bens e vantagens prescritos nas normas constitucionais e as garantias são instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos direitos ou prontamente os repara. Correspondem aos Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 3ª GERAÇÃO: novos problemas e preocupações mundiais surgem. e econômicos. Mesmo quando não são exercidos. mandado de segurança coletivo. Art.  IMPRESCRITIBILIDADE: nunca deixa de ser exigíveis. O ser São os Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 4ª GERAÇÃO: são os direitos decorrentes dos avanços engenharia genética. nos termos seguintes: Os direitos e garantias fundamentais possuem diversas características:  HISTORICIDADE: possuem caráter histórico. DIREITOS HUMANOS DE 2ª GERAÇÃO: são os direitos sociais. • DIREITOS FUNDAMENTAIS: Os direitos e deveres individuais e coletivos estão arrolados no caput do art. Apesar de se referir expressamente a direitos e deveres. mandado de injunção. Assim nos resta apenas diferenciá-los. culturais Igualdade. tais como a necessária noção de preservação ambiental e proteção aos consumidores. Solidariedade.  IRRENUNCIABILIDADE: o individuo pode não usá-lo. nasceram com o Cristianismo e são validos até os tempos atuais. no caso de sua violação. porque não são de conteúdo econômico. à igualdade.

Tudo o que interfere nesse ciclo contraria a vida. pertencem ao indivíduo e não ao patrimônio. porém. não excluindo. Da mesma forma as pessoas jurídicas são beneficiadas pelos direitos e garantias individuais. Direito à Propriedade. deixando. sendo a primeira relacionada ao direito de continuar vivo e a segunda de se ter uma vida digna quanto à subsistência. então de ser vida para ser morte.direito pela prescrição. pois. • DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS: O caput do art. São direitos personalíssimos. Direito à Intimidade...a criação de associações e. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento). como as pessoas jurídicas. que a expressão residentes no Brasil deve ser interpretada no sentido de que só a Carta Federal só pode assegurar a validade e gozo dos direitos fundamentais dentro do território brasileiro. • CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS INDIVIDUAIS: Podemos classificas os direitos individuais nos seguintes grupos: Direito à Vida.      • DIREITO À VIDA: O vocábulo VIDA.. o estrangeiro em trânsito pelo território nacional. Direito à Liberdade.. Direito à Igualdade. Entretanto esse conceito de existência digna refere-se aos aspectos . na forma da lei. Observe-se. O direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos. a de cooperativas independem de autorização. no texto constitucional. 5º da CF/88 “. o regime jurídico das liberdades públicas protege tanto os brasileiros como os estrangeiros no território nacional. pois se reconhece às associações o direito de existência (XVIII . já constitui um pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos.garante aos brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil o direito à. Desta forma cabe ao Estado assegurá-lo na sua dupla acepção. transforma-se. é um processo que se instaura com a concepção.”. Assim. progride.

de estudo. do paciente estar vivendo artificialmente através de aparelhos. 84. não afasta a proteção constitucional contra ofensas desarrazoadas. O que se permite é o desligamento dos aparelhos quando comprovada a morte cerebral Quanto ao ABORTO. Essa interpretação mais restrita. de trabalho.de natureza material e moral. . quando se refere àqueles que exercem atividade política ou ainda em relação aos artistas em geral deve ser interpretada de uma forma mais restrita. o da gravidez decorrente de estupro e outros casos que a medicina aconselhar. XIX. XLIX . principalmente. XLVII . tais como relações comerciais. 5º da CF/88: III . suas relações familiares e de amizade. inclusive trato íntimo da pessoa.não haverá penas: a) de morte. ou seja. protegendo inclusive à própria imagem frente aos meios de comunicação em massa (rádio. enquanto que o próprio exercício da atividade profissional dos artistas exige maior e constante exposição à mídia. São alguns exemplos de direito à vida os seguintes incisos do art. salvo em caso de guerra declarada. enquanto vida objetivos. etc. desproporcionais e. pois esta reconhece que a vida instara-se no momento da concepção. porém. este não é admitido pela CF/88. os casos em que a gravidez pode ser interrompida. sem qualquer nexo causal com a atividade profissional realizada. Os conceitos constitucionais de intimidade e vida privada estão de os interligados.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. não para fundamentar a prática da EUTANÁSIA. necessidade de salvamento da vida da mãe. mas é possível diferenciá-los: intimidade refere-se as relações privada envolve todos os demais relacionamentos humanos. nos termos do art. Esta proteção constitucional. pois os políticos estão sujeitos a uma forma especial de fiscalização pelo povo e pela mídia. etc). Todavia coube a legislação ordinária definir o crime de aborto e determinar suas exceções. por exemplo. • DIREITO À INTIMIDADE: Essa proteção constitucional refere-se tanto as pessoas físicas como jurídicas.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. televisão. no caso. revista. jornais.

São alguns exemplos de direito à intimidade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; • DIREITO Á IGUALDADE: A CF/88 adotou o Princípio da Igualdade de direitos determinando que todos os cidadãos tenham o tratamento idêntico pela lei. O que se veda são as diferenciações arbitrarias. Aristóteles já vinculava à idéia de igualdade à idéia de justiça ao afirmar “o legislador deve tratar de maneira igual os iguais e de maneira desigual os desiguais”. São alguns exemplos de direito à igualdade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Ainda existe outras regras que proíbem discriminações que estão arroladas no art. 7º que vedam diferenças de salários, de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil e qualquer

discriminações Todavia a

no

tocante CF

a

salários

e as

critérios chamadas

de

admissão

do

trabalhador portador de deficiência. própria estabelece DISCRIMINAÇÕES POSITIVAS onde o constituinte tratou de proteger certos grupos, que ao seu entender, mereceriam tratamento diverso. Ele cuidou de estabelecer medidas de compensação, buscando concretizar, uma igualdade de oportunidades para esses indivíduos. Como por exemplo: L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação (art. 5º); Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) • DIREITO À LIBERDADE: A liberdade consagrada no texto constitucional é a denominada LIBERDADE OBJETIVA que consiste na expressão externa do querer individual, e implica o afastamento de obstáculos ou de coações, de modo que o homem possa agir livremente. Todavia essa liberdade apresenta freios, para que os mais fortes não oprimam os mais fracos. No Direito Constitucional, vamos encontrar 05 grupos de liberdades, no art 5º da CF/88:

 LIBERDADE DA PESSOA FÍSICA: liberdade de locomoção, de
circulação. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

 LIBERDADE DE PENSAMENTO: em todas as suas formas de
liberdades (opinião, religião, artística, comunicação do conhecimento). IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 LIBERDADE DE EXPRESSÃO COLETIVA: em suas várias formas
(de reunião e de associação). XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

 LIBERDADE DE AÇÃO PROFISSIONAL: livre escolha e de exercício
de trabalho, oficio e profissão. XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

 LIBERDADE DE CONTEÚDO ECONÔMICO E SOCIAL: liberdade
econômica, livre iniciativa, liberdade de comércio, liberdade ou autonomia contratual, liberdade de ensino e liberdade de trabalho. Liberdades estas que estão no Capitulo dos Direitos econômicos e não no campo dos direitos individuais. • DIREITO À PROPRIEDADE: O direito de propriedade tem o seu fundamento na Constituição. Esse direito é garantido desde que a propriedade atenda sua função social. Com isso a

assim definida em lei. o direito de impedir que um terceiro utilize a patente do objeto. de propriedade que não cumpra sua função social. com claúsula de ficar isento de execução por dividas (art. bem como proteção às criações industriais. que asseguram ao inventor direito de o obter a patente que lhe garanta a propriedade do invento de utilidade. são elas:  propriedade autoral. ou por interesse social. à propriedade das marcas.70. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. à proteção dos desenhos industriais e marcas de uso exclusivo e à exclusividade do nome da empresa: XXIX . XXVI . não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. que confere aos autores o direito de reproduzir suas obras literárias. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. desde que trabalhada pela família. exclusivo de utilizar.Constituição autoriza a desapropriação. XXIII . CC).a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública.a pequena propriedade rural. Alem deste tipo de propriedade existem propriedades especiais no art 5º da CF/88.a propriedade atenderá a sua função social. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. cientificas e de comunicação: XXVII . de marcas e de nome de empresas que são os privilégios de invenção. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.  propriedade de inventos.  e a propriedade do bem de família que permite aos chefes de família destinar um prédio para domicílio desta. . com pagamento mediante titulo.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. publicação ou reprodução de suas obras. XXIV . tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. publicar e artísticas.

Esse diploma prevê sejam assegurados aos brasileiros e aos estrangeiros diversos direitos como obrigação de não-discriminação. são os trabalhadores subordinados que estão sob a proteção constitucional do art. quais sejam os valores de uma sociedade fraterna. contrariar dispositivos contidos na Constituição e na legislação. ao meio ambiente sadio. esta a norma fundamental que confere validade e norteia toda uma ordem jurídica nacional. E não podem. Ao tempo em que a Constituição Federal de 1988 trouxe a previsão dos direitos sociais que são direitos fundamentais dos homens. Porém. A liberdade. à previdência social. entre outras. internacional. penal. à saúde. quer dizer. comercial. segundo a Constituição e as Leis. 7º. pluralista. inclusive. .4. naquilo que lhe couber. a empresa não pode fazer o que quiser no seu âmbito interno. esses poderes são limitados. que obrigam o Estado a melhorar as condições de vida dos hipossuficientes. a redução das desigualdades sociais e regionais e a garantia dos direitos sociais como direitos e garantias fundamentais. civil. que se caracterizam como liberdades positivas. devendo. tributária. é para agir segundo o que ordenam e o que permitem as Leis e a Constituição. Isto é. financeira. condições justas. O empregador tem poderes para disciplinar e gerir a empresa e as relações desta com os empregados. ao aplicar normas constitucionais aos casos concretos examinados. à greve. que para efeitos constitucionais. à educação e à cultura. ambiental. trabalhista. seja ela administrativa. respeitar e implementar os Direitos Fundamentais. IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 PARA OS PROFISSIONAIS: Muito se tem discutido acerca da efetividade dos direitos constitucionalmente garantidos. direito ao trabalho. de maneira alguma. eqüitativas e satisfatórias de trabalho. mesmo sendo uma pessoa de direito privado. devem ser propostas soluções que estejam em consonância com as linhas mestras reconhecidas nos Direitos Humanos Internacionais e na Constituição Federal de forma a dar materialidade às garantias às quais o Constituinte de 1988 se propôs a perseguir. in casu. direitos sindicais.

AULA 04 – DIREITO COMERCIAL 1. c. Desta definição destaca-se os seguintes conceitos: profissionalismo. Essas organizações são estruturadas por pessoas vocacionadas à combinar determinados componentes (os fatores de produção – capital. que empresário é aquele que exerce a atividade com habitualidade. enquanto seus empregados produzem ou circulam os bens ou serviços. Produção ou circulação de bens ou serviços: produção de bens é a fabricação de produtos ou mercadorias. pessoalidade e o monopólio de informações. OBJETO DO DIREITO COMERCIAL: Os bens e serviços de que todos precisamos para viver . Não é considerado empresário àquele que realiza tarefas esporádicas. Profissionalismo: o exercício da atividade profissional esta associado a três fatores: habitualidade. Empresário é definido na lei como o profissional exercente de “atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens ou serviços”. E ele detém o monopólio das informações. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens e serviços. Já produção de serviços é a . Essas pessoas são os EMPRESÁRIOS. – são produzidos em organizações econômicas especializadas e negociadas no mercado. b. saúde. mão-de-obra. a. educação. CONCEITO DE EMPRESÁRIO: Segundo o art. denominada de EMPRESA. etc. Seu objetivo é o estudo dos meios socialmente estruturados de superação de conflitos de interesses envolvendo empresários ou relacionados às empresas que exploram. porque as informações sobre os bens e serviços que oferece ao mercado costumam ser de seu inteiro conhecimento. 2. Ele deve exercer a atividade empresarial pessoalmente. isto que dizer. Atividade econômica organizada: significa qualquer atividade licita e idônea à geração de lucro para quem a explora em virtude dos fatores de produção. muito dinheiro com issso. O DIREITO COMERCIAL cuida do exercício dessa atividade econômica organizada de fornecimento de bens ou serviços. os que atendem às nossas necessidades de vestuário. lazer.isto é. 966 do Código Civil. insumo e tecnologia) e fortemente estimuladas pela possibilidade de ganhar dinheiro.

mas não se enquadra no conceito legal de empresário: se alguém presta serviços diariamente. normalmente. em que o prestador de serviço trabalha sozinho em casa. Aquele que explora atividade empresarial. . advogados. artística ou literária. mesmo que o faça com profissionalmente (com intuito lucrativo e habitualidade).). arquitetos. costumam ter os seus requisitos legais (profissionalismo. por exemplo). e extrativismo vegetal. atores. Com o desenvolvimento dos meios de transmissão eletrônica de dados. enquanto circular serviços é intermediar a prestação de serviços. Entretanto se o empresário rural requerer sua inscrição no registro de empresas (Junta Comercial).). mas não organiza a empresa (não tem empregados. ATIVIDADES ECONÔMICAS CIVIS: São atividades econômicas que não se enquadram no conceito de empresário e. dentistas. pecuária. portanto não se submetem ao regime jurídico-empresarial – responsável por regulamentar a pratica da atividade mercantil e torná-la legal. É quando ele presta serviços para uma empresa que organiza os fatores de produção. estão surgindo atividades econômicas de relevo exploradas sem empresa. Profissional intelectual: não se considera empresário. Trata-se da hipótese em que o exercício da profissão constitui elemento da empresa. o exercente de profissão intelectual. Empresário rural: são as atividades da agricultura. c. animal e mineral. d. Há uma exceção em que o profissional se enquadra no conceito de empresário. etc. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou serviços). de natureza cientifica. ele não é empresário. São os profissionais liberais (médicos. etc. será considerado empresário. b.prestação de serviços. Cooperativas: são sociedades civis que. os escritores e os artistas de qualquer expressão (plásticos. 3. mas não se submetem ao regime jurídico-empresarial. Circular bens é ir buscar o bem no produtor e trazê-lo para o consumidor. músicos. São quatro as hipóteses de atividades econômicas civis: a. se dedicam às mesmas atividades dos empresários.

vedado a empresas com capital estrangeiro). Os viciados em tóxicos. Aqueles em desempenho de função pública. O magistrado.972 do CC/2002. Essa autorização judicial pode ser revogada a qualquer tempo. Os deficientes mentais. o acesso à atividade empresarial. Os excepcionais. O membro do Ministério Público. assim determina o art. Excepcionalmente. ou assistência – se relativa a incapacidade) desde que autorizado por juiz para que continue a exercer a empresa por ele constituída enquanto era capaz. Os pródigos e Os índios. CAPACIDADE DO EMPRESÁRIO: Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem no pleno gozo de sua capacidade civil e não forem legalmente impedidos. Os funcionários públicos. O estrangeiro com visto temporário. ou que foi constituída por seus pais ou por pessoa de quem for sucessor. desde que ouvidos os pais. Assim. tutores ou representantes legais do menor. Estão legalmente impedidos de exercer a atividade de empresário: • • • • • O falido não reabilitado. Os estrangeiros ou sociedades não sediadas no Brasil ou não constituídas segundo nossas leis (É o caso de assistência á saúde. a lei permite que o incapaz seja empresário (através da representação-se absoluta a incapacidade. Os ébrios habituais. O militar da ativa. .4. • • • • • • Os devedores do INSS. não têm capacidade civil: • • • • • • • Os menores de 18 anos emancipados. Aqueles que foram condenados pela prática de crime cuja pena vede O leiloeiro.

grupos das de sociedades. trapicheiros e administradores de armazéns em geral. 6. Denominação: somente a sociedade anônima. Arquivamento: é o ato que rege a inscrição do empresário. c. reunidos para que o empresário possa praticar a atividade empresarial. REGISTRO DA EMPRESA: Uma das obrigações dos empresários é a de inscrever-se no Registro das Empresas. cabe a execução do registro da empresa. . c. NOME EMPRESARIAL: Todo comercio possui um nome empresarial que o identifica e o diferencia dos demais. a sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples. interpretes comerciais. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL: É o instrumento da atividade do empresário é a base física da empresa. A adoção de firma ou denominação dependerá do tipo social adotado: a. ponto). sejam eles corpóreos (máquinas. As Juntas Comerciais. antes de dar inicio à exploração de seu negocio. leiloeiros. o complexo de bens. Autenticação: é o ato que atesta a regularidade dos livros comerciais e das fichas escriturais. b. De acordo com a legislação pertinente são duas as espécies de nomes empresariais previstos: a firma e a denominação. b. 7. Firma ou denominação: a sociedade limitada e a sociedade comandita por ações. equipamentos) ou incorpóreos (nome.5. Os atos de registros de empresas possuem as seguintes espécies: a. e microempresas empresas de pequeno porte e grupo de consórcios. Matrícula: que é o ato que rege a inscrição de tradutores públicos. Trata-se de profissionais que exercem atividades paracomerciais. sociedades sociedades empresariais. empresarias cooperativas. órgãos de administração estadual. Firma: adotam o nome firma o empresário individual. estrangeiras.

o empresário necessariamente deve contratar mão-de-obra. Esta é de responsabilidade de um contabilista legalmente habilitado e deverá ser feita em moeda e idioma nacionais e em forma contábil. o CAIXA CONTA CORRENTE. autônomo ou pessoal terceirizado vinculados por contrato de prestação de serviços. PREPOSTOS DO EMPRESÁRIO: Como organizador da atividade empresarial. são chamados de PREPOSTOS. O contabilista não se subordina hierarquicamente ao empresário e é o responsável técnico pela escrituração dos livros comerciais. isto quer dizer que prepostos e empresários respondem solidariamente se agirem com dolo. ESCRITURAÇÃO: A lei determina que o empresário é obrigado a seguir um sistema de contabilidade com base na escrituração uniforme de seus livros. sua existência é obrigatória e suas funções só podem ser atribuídas a profissionais legalmente habilitados. Os livros comerciais podem ser obrigatórios ou facultativos. que é um dos fatores dos meios de produção. o DIÁRIO. Trata-se de um trabalhador que está sujeito ao poder hierárquico do empresário. Os prepostos são. como por exemplo.8. independente do vinculo contratual mantido com o empresário. Exerce funções de chefia. de acordo com a lei. os gerentes e os contabilistas. Esses trabalhadores. São facultativos os livro cuja escrituração serve para controle sobre os negócios e não acarretam sanções a sua ausência. São obrigatórios aqueles cuja escrituração é imposta ao empresário e sua falta lhe acarreta sanções. Os atos dos prepostos praticados no estabelecimento empresarial e relativos à atividade econômica ali desenvolvida obrigam ao empresário preponente.sejam empregados regidos pela CLT. 9. é de existência facultativa e suas funções podem ser atribuídas a qualquer pessoa. e . O gerente pode ser definido como o preposto permanente no exercício da empresa.

diferencia as sociedades em empresárias e simples. Dispõe. são sociedades empresárias as sociedades por ações. O Código Civil. isto é. O contrato que se estabelece entre as pessoas assim obrigadas deve apresentar três condições especiais: • • a entrada de bens para que possa ser composto o capital social. com bens ou serviços. sociedade limitada. São consideradas sociedades empresárias as que têm por objeto o exercício de atividades próprias de empresários. as sociedades adquirem personalidade jurídica com a inscrição. a procura de benefícios a serem partilhados. Com efeito. Com efeito. Independentemente do objeto. são classificadas em sociedades não personificadas e personificadas. sociedade em comandita por ações. a sociedade • . sao elas: • • • • • sociedades em nome coletivo. sociedade em comandita simples. por outro lado.2ª parte – DIREITO SOCIETÁRIO 1. a vontade de colaboração ativa de todos os associados em pé de igualdade. CONCEITO DE SOCIEDADE A sociedade consiste no contrato por meio do qual duas ou mais pessoas mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos para lograr fins comuns. no registro próprio e na forma da lei.AULA 04 – DIREITO COMERCIAL . Assim. de acordo com o Código Civil. 2. no que toca à personalidade. 983 do CC/2002. 981 do CC estabelece que: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. sociedade anônima. que as sociedades simples sao aquelas que não têm como objeto a produção ou circulação de bens ou de serviços. SOCIEDADES QUANTO Á PERSONIFICAÇÃO: As sociedades. dos resultados. para o exercício de atividade econômica e a partilha. entre si. o art. De acordo com que determina o art. de seus atos constitutivos. dispõe que são empresárias as sociedades destinadas à atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. Nesse sentido. a affectio societatis. nesse mesmo sentido.

o contrato social ficará sujeito às normas reguladoras dos efeitos da falência em relação aos contratos do falido. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: A figura do sócio possui natureza jurídica sui generis. A contribuição dos sócios ocultos constitui. obriga-se apenas o sócio ostensivo. como visto. Assim. Já se a falência for de sócio participante. O contrato social. Já na sociedade em conta de participação. 3. na sociedade em comum todos os sócios respondem de forma solidária e ilimitada pelas obrigações assumidas pela sociedade. na medida em que é a própria sociedade que recebe essa denominação. isto é. ocultos. participando aos demais sócios. em razão de sua própria natureza. dessa forma.empresária somente adquirirá personalidade com o registro de seus atos na Junta Comercial do Estado (unidade federativa) a quem competir o registro. enquanto a sociedade em conta de participação não pode. sendo que o saldo constituirá crédito quirografário. ou seja. por outro lado. como visto. sendo que a inscrição do instrumento. o sócio submete-se àquele que a lei e o contrato social lhes reservar. . sociedade empresária. os resultados correspondentes. em sociedade em comum e sociedade em conta de participação. juntamente com a do sócio ostensivo. Da mesma forma. embora fosse possível fazê-lo. uma vez que a sociedade é uma pessoa e as pessoas não são apropriáveis por outras. ter seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial respectiva. em seu nome individual e sob sua exclusiva responsabilidade. Quanto às duas modalidades. Por esse motivo ele não pode ser chamado de empresário. produz efeitos somente entre os sócios. o objeto social é exercido pelo sócio ostensivo. a sociedade será dissolvida e liquidada. Nesse tipo de sociedade. um património especial que consiste no objeto em conta de participação relativa aos negócios sociais. específica e distinta da sociedade. também reconhece. Nosso direito. Em decorrência dessa diferença. produzindo efeito somente em relação aos sócios. vindo a ocorrer a falência do sócio ostensivo. o sócio não pode ser chamado de dono. a sociedade não personificada que se subdivide. não confere personalidade à sociedade. Quanto ao regime jurídico. ainda. a diferença está em que a sociedade em comum não possui seus atos constitutivos inscritos. perante terceiros.

positivos ou negativos. A referida obrigação se justifica. por parte da sociedade. sob pena de ser privado de seus lucros e ser excluído da sociedade. consistir a contribuição do sócio em serviços. mesmo que temporariamente. a retirada. a fiscalização da gerência. De fato. de acordo com o art. a administração da sociedade. a contribuir com o capital social. em decorrência da liquidação da sociedade. denomina-se sócio remisso aquele que não cumpre tal obrigação. quando em razão de lei ou do contrato social compete aos sócios a decisão sobre os negócios da sociedade. é de observar-se que. optar pela transmissão de domínio. pela redução de sua quota ao montante já realizado. também os condenados a pena que vede. sendo certo que não podem ser administradores. Nesse sentido. na forma e no prazo previstos. Ao administrador da sociedade compete o cuidado e a diligência no exercício de suas funções. na medida em que a sociedade deve possuir seu próprio capital social que. Com relação ao direito de participação nos resultados. como é sabido. No que toca à administração. será facultada à maioria dos sócios a opção pela indenização correspondente ou pela exclusão do remisso. responderá pelo dano que emergir da mora. ou por crime falimentar. Poderá. o sócio o exerce na proporção de suas quotas. O sócio que assim não fizer no prazo de 30 (trinta) dias que se seguirem à notificação. por outro lado. não poderá se empregar em atividade estranha à sociedade. não se confunde com o patrimônio pessoal de cada um de seus sócios que. a obrigação típica do sócio é a integralização do capital social que subscreveu. de prevaricação. 1. São. salvo estipulação em contrário. sendo esses contados pelo valor das quotas de cada um deles. ou ainda. pode o sócio.As obrigações dos sócios. salvo disposição em contrário. iniciam-se imediatamente com o contrato. embora outras existam. Com efeito. Por outro lado. concussão ou peculato. Ainda no que tange à integralização. verificada a mora. em vez da contribuição em dinheiro. mas nesse caso. se esse não fixar outra data. se extinguem as obrigações sociais. também. devem contribuir para a formação do capital próprio da sociedade. posse ou uso de bem ou pela transmissão de crédito. o acesso aos cargos públicos. sendo que aquele cuja contribuição seja de serviços exercerá o direito de participação dos lucros pela média que se verificar na proporção das quotas. dessa forma. corrupção ou suborno. suas deliberações serão tomadas por maioria dos votos.001 do CC. direitos dos sócios: a participação nos resultados. e terminam quando. além dos que forem impedidos por lei especial. os sócios ficam obrigados. também aos que .

exclusão ou retirada. Tratando-se da resolução em razão da retirada do sócio. estado do caixa e carteira da sociedade. O administrador é obrigado a prestar aos sócios as contas resultantes de sua administração. balanço patrimonial e de resultado económico. em razão da mora na integralização do capital social. 4. por meio da apresentação de inventário anual. em primeiro lugar. Do mesmo modo. Finalmente. RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO: Ocorre a resolução da sociedade em relação a um sócio em caso de sua morte. De qualquer forma. as leis de defesa da concorrência e as relações de consumo. Assiste ao sócio referido direito. quando divergir de alteração do contrato social. estará ele exercendo o chamado direito de recesso que lhe permite retirar-se da sociedade. o sistema financeiro nacional. permanece a responsabilidade desse sócio ou de seus herdeiros pelas obrigações sociais assumidas anteriormente. contados da averbação da resolução da sociedade. . no que pertine ao direito de fiscalizar. exceto se o contrato social dispuser de forma diversa ou se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade. ou ainda se. entretanto. No tocante à causa de resolução da sociedade relativa à exclusão judicial do sócio. somente se verificará enquanto perdurarem os efeitos da condenação. por acordo com os herdeiros. a qualquer tempo.praticarem crimes contra a economia popular. Verificando-se a morte do sócio. bem assim. a fé pública ou a propriedade. podem os sócios examinar livros. que deverá ser requerida pela maioria dos demais sócios. dá-se a exclusão de pleno direito quando o sócio for declarado falido ou quando sua quota for liquidada a requerimento de credor particular. ficar resolvida a substituição do sócio que tiver falecido. salvo estipulação em contrato que determine época própria para que se dê referido exame. obtendo o reembolso da quantia correspondente ao seu capital na proporção do último balanço aprovado. será liquidada. Referida vedação. retirada ou exclusão. com efeito. documentos. sua quota. resolvida a sociedade em relação a um dos sócios em razão de morte. pelo prazo de até 2 (dois) anos. dá-se em razão do sócio excluído ter cometido falta grave no cumprimento de suas obrigações ou por motivo de incapacidade superveniente e. O administrador poderá ser nomeado em função do próprio contrato ou por instrumento em separado.

ao contrário das não personificadas. decurso do prazo estabelecido para sua duração. 6.033 A 1. DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE (CC. Se a dissolução operar-se por distrato será total. São causas de dissolução total (término da personalidade jurídica): • • • • • • • • • vontade dos sócios. SOCIEDADE PERSONIFICADA Sociedades personificadas. nos termos do art. não-realização do objeto. constituição da unipessoalidade (morte de um dos sócios).038) A dissolução pode ocorrer por dois motivos: com o término da personalidade jurídica ou com a desvinculação de um dos sócios. se por intermédio de alteração contratual. motivo de falência. a requerimento de qualquer dos sócios.043 do CC. vontade dos sócios. exclusão do sócio. conforme estudado em tópico anterior. por meio do qual adquirem personalidade jurídica. 1.5. No primeiro caso será total.SOCIEDADE SIMPLES São sociedades simples aquelas cujo ato constitutivo. 6. tendo em vista que o art. A sociedade será dissolvida judicialmente. A dissolução pode ainda ocorrer de forma judicial ou extrajudicial. são as que possuem a inscrição de seus atos constitutivos no registro competente. o contrato social. 1. retirada do sócio. que neste caso deverá ser unânime. qual seja.1. 998 do CC claramente dispõe. e no segundo parcial. morte do sócio. a dissolução será parcial. ARTS. causas contratuais (por exemplo: não-obtenção do lucro mínimo esperado). deverá ser inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. for exaurido seu fim social ou verificada sua inexequibilidade. São causas de dissolução parcial (desvinculação de um sócio): . nesse sentido. podendo ser das modalidades simples e empresárias. quando sua constituição for anulada.

6. Com efeito. neste também deverá inscrevê-la. seja ele individual. com a prova da inscrição originária. aquele que exerce profissão intelectual. não é empresário aquele que seja autor de livros. podendo constituir-se sob a forma de sociedade em nome coletivo. é aquele que. seja coletivo. A sociedade simples que instituir sucursal. nos termos do parágrafo único do art. em primeiro lugar. O pedido de inscrição deverá vir acompanhado do instrumento do contrato autenticado. isto é. de natureza científica. sociedade em comandita simples. Assim. empresário é tanto o que produz quanto o que circula o resultado daquela produção. sociedade limitada. filial ou agência na circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 1.• Nos 30 (trinta) dias subsequentes à sua constituição. a atividade econômica organizada. 1000 do CC.1 SOCIEDADE EM NOME COLETIVO (ARTS. relembremos que não é considerado empresário. literária ou artística. mesmo com o concurso de auxiliares ou colaboradores. tenha por finalidade a produção ou a circulação de bens ou serviços. sociedade anónima e sociedade em comandita por ações. As sociedades empresárias devem promover o registro de seus atos constitutivos junto ao Registro das Empresas Mercantis de sua respectiva sede. Nesse sentido ainda.039 A 1. considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. A . exerce a empresa. Temos assim que empresário. a sociedade deverá requerer a inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. a menos que o exercício da profissão constitua elemento de empresa. 966 do CC.044 DO CC) Somente pessoas físicas podem fazer parte desse tipo de sociedade em que todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. mas o será aquele que explorar a atividade de editor. como é a sociedade empresária.2. ainda que os escreva em conjunto com colaboradores. 6. 966 do CC.2. conforme exige o art. SOCIEDADES EMPRESÁRIAS De acordo com a redação do art.

não reconstituída no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. o comanditário.033): I . o comanditado. 1. caberá exclusivamente ao sócio cujo nome civil constar da firma. Já na falta do sócio comanditado.consenso unânime dos sócios. os sócios comanditados nomearão um administrador provisório para assumir a administração pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. os comanditados.declaração da falência. na qual uma pessoa. aquele que confiava.falta de pluralidade de sócios. Dissolve-se a sociedade em nome coletivo por (art. praticado na Idade Média. A sociedade em comandita nasceu do contrato de encomenda. V . na sociedade de prazo indeterminado.extinção de autorização para funcionar. mediante partes dos lucros da expedição.deliberação dos sócios. se for empresária. que são pessoas físicas. a menos que no contrato se tenha estabelecido de forma diversa. e os comanditários. contudo. entregava mercadorias ou soma em dinheiro a um comerciante ou a um capitão. VI .administração da sociedade. No caso de morte do sócio comanditário a sociedade continuará com seus sucessores. responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. A sociedade em comandita simples dissolve-se pelas mesmas causas já estudadas como de dissolução da sociedade em nome coletivo 7. sem que assuma a condição de sócio. que se obrigam apenas pelo valor de sua cota. IV . 1. II . A sociedade em comandita simples compõe-se de duas categorias de sócios. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES As sociedades podem ser classificadas segundo os seguintes critérios: 7. III . por maioria absoluta.051 DO CC): A expressão "comandita" tem relação mediata com a idéia de confiança.1QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS .vencimento do prazo de sua duração.2 SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES (ARTS.045 A 1. 6. quais sejam. aquele em que era depositada a confiança.2.

334. São exemplos: S/A e C/A. logo as ações podem ser alienadas ou penhoradas e o herdeiro de acionista será sempre sócio. 8.Seu ato constitutivo é o Estatuto Social. • Sociedade de capital . sendo suas quotas impenhoráveis. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DE ALIENAÇÃO SOCIETÁRIA • Sociedades de pessoas — Neste tipo societário. Assim sendo. Sociedade limitada . quais sejam. veda-se o ingresso de estranho na sociedade.• • Sociedade ilimitada . podendo ainda ocorrer a dissolução parcial por morte do sócio. São deste tipo: N/C. CONTRATO SOCIAL Consiste no contrato plurilateral em que os sócios coordenam seus esforços conjuntos para obtenção de lucro que partilharão entre si. dependendo do que vier estabelecido no contrato social. sociedade de capital e indústria. Requisitos de validade . sociedade em comandita simples. os atributos pessoais de cada sócio importam para a sociedade. a participação societária denomina-se QUOTA. C/S e Ltda. Obs. sociedade em nome coletivo.Os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações.3. 7. Para sua dissolução não basta a vontade da maioria.2 QUANTO AO REGIME DE CONSTITUIÇÃO E DISSOLUÇÃO • Contratuais — Seu ato constitutivo é o Contrato Social.São sociedades em que não se aplica o disposto no art. Podem dissolverse pela vontade da maioria. A. Podem ser: . sociedade em conta de participação.sem eles o contrato não é válido. Por este instrumento formam-se as sociedades previstas pelo Código Comercial.: a sociedade limitada poderá tanto se constituir na forma de sociedades de pessoas. • Institucionais .Neste tipo de sociedade todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações por ela assumidas (N/C). Neste tipo de sociedade. sendo que a participação societária denominase AÇÃO. como de capital. sendo a responsabilidade limitada às cotas ou às subscrições de ações. 7.

• o visto de um advogado. cessão de cotas na sociedade de pessoas. • a qualificação dos sócios: nome. • o prazo de duração. Cia. possível. determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei. 8. • o nome comercial. objeto lícito. RG. Cláusulas acidentais .Sem elas o contrato não pode ser registrado.. • o objeto social: representando o ramo que pretende explorar.1 ALTERAÇÃO CONTRATUAL O contrato pode ser alterado por maioria de votos (participação no capital social). dissolução parcial consensual (quando um dos sócios sai da sociedade). • a responsabilidade dos sócios. • a nomeação do gerente. prorrogação do prazo. CPF. • a sede e foro.são cláusulas facultativas como. C. Exige-se a unanimidade de votos para: • • • • • alteração do objeto social (mudança de atividade). estado civil etc.todos os sócios devem contribuir para a formação do capital social. a cláusula de reembolso. agente capaz. Cláusulas contratuais essenciais .). transformação do tipo social (S/A para Ltda.• Genéricos . o montante e o prazo para regularização. C/S. por exemplo. formação do capital social . .pluralidade de sócios.são aqueles que se exigem para a validade de qualquer contrato. São : • o tipo societário: S/A. • o capital social: qual seja. quais sejam. • Específicos . todos participarão dos resultados positivos ou negativos da atividade (affetio societatis). B.

AULA 04 – DIREITO COMERCIAL – SOCIEDADE LIMITADA, ANÔNIMA E COMANDITA POR AÇÕES – 3ª PARTE 10.SOCIEDADE ILIMITADA: A sociedade limitada é regida pelos artigos 1.052 a 1.080 do CC e, subsidiariamente, pelo que se aplica às sociedades simples, conquanto o contrato social poderá, ainda, prever a regência supletiva das normas aplicáveis às sociedades anônimas. Neste tipo de sociedade a responsabilidade de todos os sócios é limitada ao total do capital social não integralizado. A responsabilidade, ainda que ilimitada, restringe-se ao que falta para a integralização. Uma vez que o sócio tenha integralizado sua parte no capital social em sociedade por ações, nada mais poderá lhe ser cobrado.. O nome da sociedade pode ser do tipo firma ou denominação social, contendo o nome civil de um dos sócios, seguido sempre da sigla LTDA. Nesse sentido, o uso da firma ou da denominação é privativo dos administradores. Tratando-se de sociedade limitada, o referido capital será dividido em QUOTAS, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. A quota, por sua vez, é indivisível em relação à sociedade, exceto no caso de transferência Para a formação do capital social, podem os sócios contribuir com dinheiro ou bens, sendo vedada a contribuição em prestação de serviços. Sendo, contudo, a contribuição feita por meio de bens, pela sua exata estimação, respondem solidariamente todos os sócios, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do registro da sociedade. O sócio, sendo omisso o contrato nesse sentido, pode ceder sua quota de forma total ou parcial a outro sócio, independentemente da manifestação dos outros. A administração da sociedade competirá a uma ou mais pessoas que deverão estar designadas para essa função no contrato social ou por ato em separado. As deliberações dos sócios, de acordo com o art. 1.072 do CC, serão tomadas em reunião ou em assembleia. Sendo o número de sócios superior a dez, a deliberação em assembleia será obrigatória. A reunião ou assembleia, contudo, são dispensáveis quando todos os sócios decidirem por escrito acerca do objeto da deliberação.

Além de outras matérias, que a lei ou o contrato indicar, são objeto de deliberação, com o respectivo quorum de aprovação: • • • • • social; • • • a incorporação, fusão e dissolução da sociedade e, bem assim, a cessação do estado de liquidação por, no mínimo, 3/4 do capital social; a nomeação e a destituição dos liquidantes, bem como o julgamento de suas contas, por mais da metade do capital social; o pedido de concordata, caso em que, havendo urgência e mediante a autorização de mais da metade do capital social, os administradores poderão requerer a concordata preventiva. Tomadas as deliberações, essas vinculam todos os sócios mesmo que ausentes ou dissidentes. 11.SOCIEDADE POR AÇÕES – SOCIEDADE ANÔNIMA (S/A) E a aprovação das contas da administração por maioria de votos dos presentes; a designação dos administradores, se feita em separado, por mais da metade do capital social; a destituição dos administradores também por mais da metade do capital social; o modo da remuneração dos administradores quando não estiver estabelecida em contrato, por mais da metade do capital social; a modificação do contrato social por, no mínimo, 3/4 do capital

COMANDITA POR AÇÕES (C/A) : As sociedades por ações são duas: a sociedade anônima e a sociedade comandita por ações. Tanto a sociedade anônima (também denominada de COMPANHIA) como a comandita por ações são regidas pelas normas gerais das sociedades por ações – Lei das Sociedades por Ações (LSA), de nº. 6.404, de 1976. Entretanto a sociedade comandita por ações apresenta algumas peculiaridades relativas aos diretores da sociedade que são alterações que estão previstas nos arts. 1.090 a 1.092 do Código Civil. 12.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE ANÔNIMA: É uma sociedade institucional, ou seja, estatutária na medida que seu ato constitutivo denomina-se de Estatuto Social. Também é uma sociedade de capital em que os títulos representativos desse capital denominam-se de AÇÕES. Esses títulos representativos são livremente negociáveis. Nenhum acionista pode impedir

o ingresso de quem quer que seja no quadro associativo. Por outro lado, será possível a penhora da ação em processo de execução promovido contra acionista. Com a morte de um acionista, não poderá ser impedido o ingresso de seus sucessores no quadro associativo. Como se trata de uma sociedade institucional, não será ilícito se os sucessores requererem em juízo a apuração dos haveres do acionista morto. O herdeiro de uma ação transforma-se , queira ou não, em acionista da sociedade por ação. O capital social deste tipo societário é fracionado em unidades representadas por ações. Os seus sócios são chamados de acionistas, e eles respondem pelas obrigações sociais até o limite das ações que subscrever, ou seja, responde pela quantidade de ações que é proprietário. A sociedade anônima é sempre uma sociedade empresária, mesmo que o seu objeto seja uma atividade econômica civil. A sociedade anônima adota sempre o nome comercial sob a forma de denominação. Devendo constar referencia ao tipo societário, pelas expressões sociedade anônima ou companhia, por extenso ou abreviadamente. Ela é administrada pelos membros da diretoria. O estatuto deverá prever: a) o numero mínimo e máximo de membros, nunca inferior a dois; b) duração do mandado, não superior a 3 anos; c) modo de substituição dos diretores; d) atribuição e poderes de cada diretor. Essa diretoria será eleita em assembléia geral com todos os acionistas. 13.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES: O acionista diretor – também denominado de gerente – tem

responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade. Por essa razão, somente o acionista poderá fazer parte da diretoria. Desta forma, os diretores serão nomeados pelo estatuto, por prazo indeterminado, e somente podem ser destituídos por deliberação de acionistas que representem, no mínimo, 2/3 do capital. A sociedade comandita por ações pode adotar firma ou denominação, sendo que, no primeiro caso, não poderá compor o seu nome empresarial o nome civil de acionista que não seja diretor. Em ambas as hipóteses, o nome empresarial deverá conter a expressão identificativa do tipo societário. A assembléia geral não tem poderes para, sem a anuência dos diretores – em virtude da sua responsabilidade ilimitada, mudar o objeto social da sociedade, prorrogar o seu prazo de duração e aumentar ou reduzir o seu capital social.

não podendo o obreiro ser pessoa jurídica. em que se encontram presentes os requisitos caracterizadores do pacto laboral.1ª parte – TRABALHO AUTÔNOMO E SUBORDINADO 1. o serviço deverá ser prestado sempre por pessoa física ou natural. de estagio e de trabalho institucional. Passemos a analisar os requisitos caracterizadores da relação de emprego. a relação de emprego. TRABALHO POR PESSOA FÍSICA: Para caracterização da relação de emprego. nos dias atuais. mas nem toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego. A relação de emprego como sendo "a relação jurídica de natureza contratual tendo como sujeitos o emprego e o empregador e como objeto o trabalho subordinado.Nao é possivel o empregado ser pessoa juridica ou animal. 2. a mais comum e importante relação de trabalho existente. a relação de trabalho eventual. O empregador conta com certa pessoa especifica para realizar o serviço. Os serviços prestados pela pessoa jurídica sao tutelados pelo Còdigo Civil. 2. RELAÇÃO DE TRABALHO VERSUS RELAÇÃO DE EMPREGO: A relação de trabalho corresponde a qualquer vinculo jurídico por meio do qual uma pessoa natural executa obra ou serviço para outrem. continuado e assalariado". PESSOALIDADE: O serviço tem que ser executado pessoalmente pelo empregado. RELAÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO – RELAÇÂO DE EMPREGO: É relação típica de trabalho subordinado a denominada relação de emprego. que não poderá ser substituído por outro. de trabalho avulso. O contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado.1. 2. sendo. A expressão relação de trabalho englobaria.2.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . Podemos afirmar que a relação de trabalho é o gênero da qual a relação de emprego é a espécie Em outras palavras podemos afirmar que toda relação de emprego corresponde a uma relação de trabalho. a relação de trabalho autônomo. . estes de compreensão fundamental para o estudo do trabalho subordinado. mediante o pagamento de uma contraprestação. desse modo.

. suspensão disciplinar e dispensa por justa causa). em regra. em que o obreiro passa a fazer parte integrante da cadeia produtiva da empresa. mesmo que desempenhando uma atividade meio. devendo aquele acatar as ordens e determinações emanadas deste. O empregado não assume os riscos da atividade empresarial desenvolvida. 2. apenas configurando mera relação de trabalho como ocorre no caso do trabalho voluntário (Lei 9. 2.6. caracteriza o trabalho nãoeventual. Em contrapartida. SUBORDINAÇÃO: O empregado é subordinado ao empregador. A prestação de serviços a título gratuito descaracteriza a relação de emprego. ONEROSIDADE: A principal obrigação do empregado é a prestação dos serviços contratados. se integra aos fins sociais desenvolvidos pela empresa.4. permanente. seu principal direito é o do recebimento da contraprestação pelos serviços prestados (remuneração). 2.A relação de emprego em relação ao obreiro reveste-se de caráter de infungibilidade. prevalecendo a Teoria dos Fins do Empreendimento. contínua e permanentemente. A prestação do serviço com habitualidade. Em função do contrato de emprego celebrado.3. NÃO-EVENTUALIDADE: A conccituação de trabalho não-eventual não é tarefa das mais fáceis paia os operadores de direito. devendo o laborante executar os serviços pessoalmente. A relação de emprego impõe a onerosidade.5. passa o empregado a ser subordinado juridicamente ao empregador. em que o empregado. o recebimento da remuneração pelos serviços executados. nasce para o empregador a possibilidade de aplicar penalidades ao empregado (advertência. ALTERIDADE: O princípio da alteridade determina que os riscos da atividade económica pertencem única e exclusivamente ao empregador. 2. Varias teorias surgiram para determinar o real sentido de trabalho nãoeventual.608/1998). Em função da subordinação jurídica. considerando o trabalho não-eventual aquele prestado em caráter duradouro.

°.°. 2. o Operador parte do último. o qual não assume o risco da atividade económica. leiloeiro.Logo. o trabalhador autônomo é pessoa física. que conceituam empregado e empregador. RELAÇÃO DE TRABALHO AVULSO: É a relação de trabalho disciplinada pela Lei 8. corretor. Xiï No entanto. O trabalhor autônomo nao é subordinado como o empregado. A diferença fundamental entre os referidos é a existência do elemento subordinação. médico. independentemente da empresa ter auferido lucros ou prejuízos.Órgão Gestor de Mão de Obra. a direção por própria. enquanto os riscos da atividade no contrato de trabalho ficam a cargo do empregador. enquanto que o autônomo presta serviço por conta O autônomo é a pessoa que trabalha com continuidade. de acordo com a sua conveniência. São exemplos: piloto de aeronave. na qual três são os atores sociais envolvidos: o OGMO .630/1993. 7. não estando sujeito ao poder de direção do empregador. especificamente nos arts. 3. com habitualidade e não uma vez por outra para o mesmo tomador . sendo os resultados negativos da empresa suponados exclusivamente pelo empregador. Necessariamente. O empregado e o trabalhador autônomo prestam serviços com continuidade. as parcelas salariais sempre serão devidas ao obreiro. RELAÇÃO DE TRABALHO AUTÔNOMO: O trabalhor autônomo é a pessoa física que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas.° e 3. tendo laborado para o empregador. manicure. no momento que desejar. o recebimento de ordens por parte do empregador. O empregado trabalha por conta alheia. etc. A própria Constituição Federal de 1988 prevê a possibilidade da participação do empregado nos lucros da emoresa (art. cabelereiro. sujeitos do contrato de trabalho (contrato de emprego). com habitualidade ao tomador de serviço. jamais o empregado assumirá os riscos do negócio. Assume os riscos da atividade econômica. O requisito fundamental para se verificar a condição de trabalhador autônomo é a HABITUALIDADE. de serviços. Frise-se que os requisitos da relação de emprego estão expressamente previstos no diploma consolidado. esteticista. assumindo os riscos da atividade econômica. podendo exercer livrimente sua atividade. 4. advogado.

7. portanto. enquanto que o trabalhador eventual só tem direito ao preço avençado no contrato e à multa pelo inadimplemento do pacto. amanhã como ajudante de . O serviço do autônomo é feito de forma habitual para o mesmo tomador de serviço. A relação. com intermediação obrigatória do sindicato da categoria ou órgão gestor da mão-de-obra. Distingue-se. O trabalhador avulso é. embora mantenha uma relação de trabalho no porto organizado. Diferencia-se o trabalhador autônomo do trabalhador avulso. vigias portuários. mas que o trabalho seja realizado. de curta duração.). não relacionado com a atividade fim da empresa. cacau. fixaram a competência material da justiça do trabalho para processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o OGMO. fazendo "bico". O trabalhado avulso nem sempre é feito para o mesmo tomador de serviço. etc. e os arts. temporário. o avulso do trabalhador eventual. pois o primeiro tem todos os direitos previstos na legislação trabalhista. O primeiro não é arrigementado por sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra. em regra. a diversas empresas. o classificador de frutas no meio rural. não mantém vínculo de emprego com o OGMO ou mesmo com o armador ou o Operador Portuário. não é intuitu personae.°. trabalhadores de bloco. enquanto o segundo tem esta característica. de natureza urbana ou rural. sendo sindicalizado ou não. inciso V. sal. o ensacador de café. porém. Pouco importa quem irá fazer o serviço.°. a pessoa física que presta serviços sem vínculo empregatício. ambos da CLT. O trabalhador avulso. enquanto que o eventual não tem essa característica. e 652. RELAÇÃO DE TRABALHO EVENTUAL: Trabalho eventual é aquele realizado em caráter esporádico. O avulso é arregimentado pelo sindicato. Não obstante. o art. 5. atuando hoje como pintor. arrumadores.Portuário (representante do armador no porto) e o Trabalhador Portuário Avulso (estivadores. quando for o caso. O trabalhador eventual não exerce o seu labor permanentemente. § 3. assim. mas em caráter eventual. Ao tomador não interessa normalmente que o serviço seja realizado por determinada e especifica pessoa. da CF/1988 assegurou igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 643. pois o trabalhador pode ser substituido por outra pessoa. inciso XXXIV. conferentes de carga e descarga. O avulso não presta serviço com habitualidade.

Distingue-se o trabalhador autônomo do eventual.TRABALHO VOLUNTÁRIO: Regulado pela Lei 9. depois como eletricista. não sendo possível reconhecer-se o vínculo empregatício do trabalhador voluntário com o tomador de serviços (art. mas apenas esporadicamente. ocasionalmente. o serviço voluntário é prestado a título gratuito. 8. estatutário. enfim.pedreiro. não exerce a atividade com habitualidade e profissionalidade. . e sim vínculo institucional. o primeiro presta serviço com habitualidade e o segundo.601/1998. 6. 4.ESTÁGIO O estágio realizado nos termos e condições fixados na Lei 6. conforme prevê o art. esporadicamente. da Lei 9.° da regra jurídica citada. RELAÇÃO DE TRABALHO INSTITUCIONAL: É a relação de trabalho de natureza estatutária existente entre servidores públicos e as pessoas jurídicas de direito público interno.494/ 1977 não gera vínculo de emprego do estagiário com o tomador de serviços. 1. RELAÇÃO DE TRABALHO . Os servidores estatutários não mantêm vínculo de emprego com a administração pública. parágrafo único. sem o recebimento de qualquer remuneração.608/1998).°. apenas em determinada ocasião. RELAÇÃO DE TRABALHO . 7.

correspondente à relação de emprego".1. • Oneroso . denominada empregador. contínuo. inclusive. • Consensual .o empregado tem que prestar o trabalho pessoalmente. admitindo-se. • De trato sucessivo ou de débito permanente . Contrato individual de trabalho é o acordo de vontades. física ou jurídica. duradouro. se compromete.as partes se obrigam a prestações recíprocas e antagônicas.a regra é a informalidade nos contratos de trabalho. aos dispor: "Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. • Sinalagmático . 3.nasce do livre consentimento das partes. • Informal . equivalência entre o serviço prestado e a contraprestação. 2.a prestação de trabalho corresponde a uma prestação de salário. pelo qual uma pessoa física. EMPREGADO: a. denominada empregado.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO DE TRABALHO Podemos destacar as seguintes características do contrato de trabalho: • De direito privado .gera direitos e obrigações para ambas as partes (empregado e empregador). onde os direitos e obrigações se renovam a cada período. a prestar trabalho não eventual e subordinado em proveito de outra pessoa. que seja celebrado de forma verbal ou tácita (art. • Bilateral . tácito ou expresso. CONCEITO DE CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO: A Consolidação das Leis do Trabalho .2ª parte – CONTRATO DE TRABALHO 1.deve existir uma eqüipolência.a relação mantida entre obreiro e respectivo empregador é de débito permanente. desde que respeitem as normas de proteção mínima ao trabalhador inscritas na Constituição Federal de 1988 e diploma consolidado. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO: São sujeitos do contrato de emprego: o empregado e o empregador. mediante o pagamento de uma contraprestação salarial.CLT conceitua o Contrato Individual de Trabalho no art. 443 da CLT). • Comutativo . • Intuitu personae em relação ao empregado . Não há relação de emprego se o serviço for prestado a título gratuito.as partes são livres para estipular as cláusulas do contrato. CONCEITO: . 442. 3.

7. 2. cozinhar. A Emenda Constitucional 28/2000 alterou o art. pelo empregador. 6. arrumar a casa etc. O art. 70 do CC). visto que o empregado rural é regido por legislação própria (Lei 5. TRABALHO EM DOMICÍLIO: Trabalho em domicílio é o realizado no domicílio do empregado. EMPREGADO . a babá.O art. não se aplicando a ele a CLT. da jornada do obreiro (que labora na hora que bem entender. em propriedade rural ou prédio rústico.859/1972 e pelos Decretos 71.361/2000.° da CLT estabelece que: "Art.°. na sua residência. além do trabalhador que realiza tarefas domésticas diárias (lavar e passar roupas.é aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregado rural . inciso XXIX.° da Carta Maior. O trabalhador rural.885/1973 e 3. no âmbito residencial dessas. igualando o mesmo prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. passou a ter os mesmos direitos dos trabalhadores urbanos. 6. a enfermeira particular etc. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho • Empregado doméstico .889/1973). Entende-se como domicílio da pessoa natural o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. O empregado descrito no art. o motorista particular. 3. São domésticos. O exemplo típico do trabalho em domicílio é o da costureira que realiza seu trabalho em casa.° Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado.). desde que esteja caracterizada a relação de emprego". após a promulgação da Constituição Federal de 1988. o caseiro. 7.° da CLT conceitua empregado "toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. . sob a dependência deste e mediante salário". mas tão-somente fiscalização sobre a produção efetuada. c. b. em geral conciliando as atividades domésticas com as profissionais). conforme acentua o caput do art.é o empregado que presta serviços na atividade da agricultura e pecuária a empregador rural. O empregado doméstico é regido pela Lei 5.° da CLT é espécie de empregado urbano. não havendo controle.

diversos direitos concedidos aos trabalhadores urbanos e rurais. • Empregado público . Distrito Federal. assumindo os riscos da atividade econômica. que. EMPREGADOR: a. nos termos do art. Autarquias. sendo irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual. A inclusão do trabalhador doméstico no regime do FGTS é opcional. podendo ser exigido do obreiro doméstico o serviço nos dias de feriados. uma vez iniciado o recolhimento. Municípios. não mais poderá “empregador deixar de efetuá-lo. as instituições de beneficência. 3.° disciplina o conceito de empregador ao dispor: "considera-se empregador a empresa. Frise-se que a trabalhadora doméstica gestante não tem direito à estabilidade pelo fato de estar grávida. Fundações Públicas.2. por meio do art.°. contratual. 7. 7. admite. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. individual ou coletiva. parágrafo único) o mesmo direito às férias anuais remuneradas concedidas aos demais trabalhadores urbanos e rurais (art.é o empregado que mantém vínculo de emprego. Portanto. XVII). Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.361/2000.° do mesmo artigo menciona que: "equiparam-se ao empregador. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.°. inciso XIII. 5. 2º do Decreto 3. Estados. 7. com uma entidade da administração pública direta ou indireta. da CF/1988 (jornada de 8 horas diárias e 44 semanais). Ainda não houve um avanço significativo da norma positivada em relação à jornada de trabalho do doméstico. a).” Por sua vez. Embora tenha o doméstico o direito ao repouso semanal remunerado aos domingos.A Constituição Federal de 1988 estendeu aos domésticos. São os empregados públicos da União. 7. Todavia.°. CONCEITO: O art. não sendo a ele estendido o direito previsto no art. 2. os profissionais liberais. passando os tribunais a conceder. igualmente.°. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988. as .°. o § 1. o empregado doméstico não faz jus às horas extras laboradas. o mesmo não foi contemplado pela Lei 605/ 1949 (art. parágrafo único. justamente por falta de previsão legal de controle e fixação de jornada. foi também assegurado ao doméstico (art. as férias proporcionais aos obreiros do lar.

personalidade jurídica própria.é a pessoa ou a família (o empregador doméstico não pode ser pessoa jurídica) que admite empregado doméstico para lhe prestar serviços de natureza contínua no âmbito residencial. controle ou administração de outra. § 2. 173. CF/1988). estiverem sob a direção. cuja . II. todas elas serão solidariamente responsáveis pelo adimplemento das obrigações decorrentes do contrato de trabalho celebrado pelo empregado com qualquer delas. embora. GRUPO ECONÔMICO: A CLT. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas". se. c.° da Lei 5. para os efeitos da relação de emprego. e consequente responsabilidade passiva solidária. os Municípios. o obreiro credor de alguma verba trabalhista poderá exigí-la do seu empregador direto. § 1. serão. ou mesmo de todas ou algumas empresas do grupo. sem objetivar lucro. as fundações públicas contratam trabalhadores sob o regime da CLT serão considerados empregadores públicos.019/1974 conceitua a empresa de trabalho temporário como "a pessoa física ou jurídica urbana. Comprovada a existência do grupo de empresas. que explore atividade agroeconômica. as autarquias. b. quatro empresas formam um grupo econômico. constituindo grupo industrial.889/1973 como "a pessoa física ou jurídica.°.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregador rural . o Distrito Federal.quando a União. dispõe que: "Sempre que uma ou mais empresas.o art.associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos. 2.°. tendo. cada uma delas. que admitirem trabalhadores como empregados". EMPREGADOR . 3. em seu art. • Empregador doméstico . por exemplo. os Estados. sempre contratando empregados regidos pela CLT. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. em caráter permanente ou temporário. as empresas públicas e a sociedade de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado (art.°.é o conceituado no art. • Empresa de trabalho temporário . diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados".° da Lei 6. proprietária ou não. Portanto. São também empregadoras públicas. Outrossim. • Empregador público . 4.

direitos e obrigações dos contratantes. Não obstante. gera simples ilícito administrativo (passível de autuação pelo auditor fiscal do trabalho). também pode ser firmado um contrato escrito por meio de assinatura. • por prazo determinado. precisa. CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO: Conforme dispõe o art.3. . CONTRATO ESCRITO: A simples assinatura da CTPS . horário. 29 da CLT). remunerados e assistidos". os contratos de trabaltío se classificam em: • tácito ou expresso.Carteira de Trabalho e Previdência Social já caracteriza um contrato escrito (art. de modo que existam os requisitos caracterizadores do contrato de trabalho. de pacto específico.4. sendo iodas un cláusulas e condições do pacto laborai previamente acordadas. CONTRATO VERBAL Em função de a informalidade ser uma característica do contrato de trabalho. por ela temporariamente. 4. devidamente qualificados. jornada etc. O fato da CTPS não ter sido assinada. objeto etc. no prazo de 48 horas. CONTRATO TÁCITO: É o contrato que decorre da aceitação das atividades do outro sem existir qualquer oposição das partes. 4. o objeto do contrato. 4. O contrato expresso pode ser verbal ou escrito. 443 da CLT. • verbal ou escrito. 443 consolidado a pactuação de liame empregatício verbal. contendo o nome e qualificação do empregador e empregado. fixando salário. contado da admissão (art. trabalhadores. 4. CONTRATO EXPRESSO: É o que foi acordado de forma clara. pelas partes. 29 da CLT).2. nada impedindo que as partes tenham pactuado verbalmente o contrato de emprego. 4. • por prazo indeterminado.1.atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas. admite expressamente o art.

nesta hipótese. Os requisitos de validade do contrato por prazo determinado são: • Serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo . § 2. em virtude do princípio da continuidade da relação de emprego. Somente por exceção. 443 e parágrafos da CLT estabelecem: "Art. b) de atividades empresariais de caráter transitório. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. nos casos permitidos pela legislação vigente. O contrato por prazo determinado. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: O art. as partes já sabem. c) de contrato de experiência" No contrato por prazo determinado as partes ajustam antecipadamente o seu termo.6.° Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. como acontece nos contratos de safra. assim. é que se admite o contrato por prazo determinado. ou sejam. o que importa é a natureza ou periodicidade do serviço que vai ser desempenhado pelo empregado na empresa. 443.° O contrato por pra/o determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. o fim exato ou aproximado do contrato. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. somente pode ser celebrado nos casos permitidos em lei. CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO: A regra é que os contratos sejam pactuados por prazo indeterminado. atendendo-se. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO: Também denominado contrato a termo. ao princípio da continuidade da relação de emprego. os contratantes desde o início já sabem o dia do término do contrato ou mesmotêm uma previsão aproximada do término. desde o início. § 1.4. ou pelo menos com previsão aproximada de término. o contrato por prazo determinado é o celebrado por tempo certo e determinado. 5. 4. . No contrato a termo.5.

f) art.dizem respeito à atividade desempenhada pela empresa e não ao empregado ou ao serviço. a atividade da empresa é temporária. sob pena do segundo contrato ser considerado por prazo indeterminado. 452 da CLT . O valor máximo não excederá àquele que teria direito o obreiro em idênticas condições. não há que se falar em aviso prévio. o contrato será considerado por prazo indeterminado. 451 consolidado). O contrato por prazo determinado não poderá ser estipulado por período superior a dois anos. safra). 451 da CLT . uma única prorrogação (art.Empregador que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. caput e parágrafo único. dentro do prazo máximo de validade. além da multa de 40% do FGTS (art. em regra. quando o contrato vai findar.Contratos sucessivos. 14 do Decreto 99. O empregado que rompe o contrato por prazo determinado. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos (ex.Indenização .o contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado. • REGRAS ATINENTES AO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: a) art. O contrato a termo somente admite uma única prorrogação. dentro do prazo máximo de validade. b) art. pagará ao obreiro metade dos salários que seriam devidos até o final do contrato (art.Prorrogação. admitindo-se. indenizará o empregador pelos prejuízos causados. é necessário que haja decorrido mais de seis meses.684/1990 (decreto regulamentador do FGTS) . salvo na hipótese do art. d) art. Não existir no texto consolidado a obrigatoriedade de o contrato de experiência ser pactuado por escrito. antes do termo final. Nos contratos por prazo determinado. Nesta hipótese. 479 da CLT e art. 445 da CLT . O prazo máximo de validade do contrato de experiência é de 90 dias (parágrafo único do art. . da segunda prorrogação em diante. haja vista que as partes já sabem.Indenização . 487 da CLT .Empregado que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. e) art. da CLT . 445 da CLT).• Atividades empresariais de caráter transitório . 14 do Decreto 99. c) art.6847 1990). Entre o final de um contrato por prazo determinado e o início do outro. 481 da CLT. • Contrato de experiência .Prazo.Ausência de aviso prévio. provisória. . 479 CLT). desde o início. O empregador que romper o contrato por prazo determinado antes do termo final. 480. Em função disso.

g) art. h) não se adquire estabilidade no curso do contrato por prazo determinado. 479 e 480. existindo a cláusula assecuratória. Nessa esteira. caso o empregado rompa o contrato. apenas terá que conceder aviso prévio ao empregador. rompendo o empregador o contrato a termo sem justo motivo. concederá ao obreiro o aviso prévio e pagará a multa de 40% do FGTS. não se aplicará o disposto nos arts. Por outro lado. Se no contrato por prazo determinado existir a denominada cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. não precisando arcar com qualquer indenização ao patrão. . 481 da CLT . utilizando-se apenas as regras atinentes aos contratos por prazo indeterminado. seja pelo empregado ou pelo empregador.Cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. em caso de rompimento imotivado antecipado do contrato.

os empregados. representados pelos sindicatos da categoria profissional (sindicato dos trabalhadores). PRINCÍPIO DA LIBERDADE SINDICAL: O principio da liberdade sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores e os obreiros de organizarem e constituírem livremente os seus sindicatos. apenas esclarecendo. objetivando a defesa dos interesses e direitos coletivos ou individuais da categoria. a relação desigual mantida entre o obreiro e empregador. envolvendo os empregadores diretamente ou por meio dos respectivos sindicatos patronais e. A liberdade sindical se materializa em dois pólos de atuação: . seja ela econômica (patronal) ou profissional (dos trabalhadores). inclusive em questões judiciais ou administrativas. como empregadores. agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais. dos conflitos trabalhistas e de suas decisões. para a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. Já o Direito Coletivo do Trabalho é constituído a partir de uma relação jurídica entre pessoas teoricamente equivalentes. largamente protetivo. respectivamente. inclusive em questões judiciais ou administrativas. juridicamente.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 3ª parte – DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 1. exerçam. CONCEITO DE DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: O direito coletivo do trabalho pode ser definido como sendo o ramo do direito do trabalho que trata da organização sindical. de um lado. A flagrante hipossuficiência do empregado é que fez desapontar o Direito Individual do Trabalho. sem que sofram qualquer intervenção do estado. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que. que: Art. 511. em seu art. 2. O sindicato é a associação de pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividade profissional ou econômica. caracterizando por princípios e regras que buscam aproximar. empregados. de outro. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. SINDICATO: O diploma consolidado não define sindicato. 511 – É lícita a associação para fins de estudo.

UNICIDADE SINDICAL: Conforme disposto no art. possuem de filiar-se. livremente. 8º. 8º. é vedada a criação de mais de uma organização sindical. . não podendo ser inferior a área de um Município. 2. XX e art. 5º. federações e confederações. o sindicato representante de seus interesses (art. 2. Decorre do principio da autonomia sindical a liberdade de os associados encerrarem livremente as atividades do sindicato (auto-extinção). representativa da categorial profissional ou econômica. ambos da CF/88). manter-se filiado ou mesmo desfiliarse do sindicato representativo da categoria (art. não há que se falar em autorização. ou seja. individual e livremente. • Liberdade Sindical Coletiva: liberdade que possuem os empresários e trabalhadores agrupados. sem a autorização.3. que a função do Ministério do Trabalho restringe-se àquela verificação. caput. decisão judicial. 8º. de consumir. será necessário o registro junto ao Ministério do Trabalho. com poderes de auto-gestão e administração. da CF/88). 8º. no último caso. ENTIDADES SINDICAIS: A estrutura sindical brasileira é formada pelos sindicatos. I. na mesma base territorial a ser definida pelos trabalhadores ou empregados interessados.2. intervenção ou controle do estado (art.4. V da CF/88). similar ou conexa. CRIAÇÃO E REGISTRO: Para fins de criação e registro de um sindicato. unidos por uma atividade comum. Nota-se neste sentido. impondo-se o trânsito em julgado (art. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA SINDICAL: O princípio da autonomia sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores trabalhadores de organizarem internamente seus sindicatos.1. 5º. em qualquer grau. VI da CF/88). XVIII e art. que deverá promover a verificação quanto ao preenchimento dos pressupostos legais exigidos. 2. 5º. II da CF. exigindo-se para a suspensão de suas atividades por ato externo ou dissolução compulsória.• Liberdade Sindical Individual: liberdade que o empregador e o trabalhador. 2.

as federações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. As federações são entidades de grau superior organizadas nos estados. salvo cometimento de falta grave. As confederações são entidades sindicais de grau superior de âmbito nacional. ainda que suplente. representando a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas.As federações e confederações constituem associações sindicais de grau superior.4. CONVEÇÃO 87 DA OIT: A Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho fixa garantias universais. e o art. que proíbe a transferência do empregado eleito para o cargo de administração sindical para o lugar que dificulte ou torne impossível o desempenho de suas atividades sindicais. tendo sede em Brasília. tais como: • • • • As entidades sindicais podem constituir-se sem interferência estatal. O Estado só pode extinguir ou suspender as atividades de um sindicato por decisão judicial. similares ou conexas. Aos sindicatos está garantido o direito de constituir seus próprios estatutos e regulamentos. 534 da CLT que as federações poderão ser constituídas desde que consagrem número não inferior a cinco sindicatos. bastando a conveniência da categoria. concede a estabilidade ao empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. VII. Entre outras. destaca-se o art. 543 da CLT. até um ano após o termino do mandato. da CF. de modo que possa livremente. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). sendo constituída de no mínimo três federações. se eleito. Quando as categorias não forem organizadas em sindicato. desempenhar suas funções. PROTEÇÃO Á SINDICALIZAÇÃO: A legislação protege o representante sindical. 3. Quando as categorias não forem organizadas em sindicatos e nem federações. Dispõe o art. . 2. as confederações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. 8º. Os sindicatos podem criar federações e confederações. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores).

9º da CF e 1º da Lei nº. PECULIARIDADES: Frustração da negociação coletiva: a greve só poderá ser realizada após a frustração da negociação ou impossibilidade de recurso via arbitral. representativos de categorias econômicas e profissionais. a fim de obter. estipulam condições de trabalho aplicáveis. Acordo Coletivo: resulta da convenção coletiva entre um sindicato e uma ou mais empresas. captação e tratamento de esgoto e lixo. produção e distribuição de energia elétrica.4. GREVE: Greve é a paralisação coletiva e temporária do trabalho. no âmbito das respectivas representações. 5. as reivindicações da categoria.783. equipamentos e materiais nucleares. às relações individuais do trabalho. processamento . substâncias transporte coletivo. telecomunicações. uso e e alimentos. • • Necessidade de realização de assembléia prévia: caberá ao sindicato da categoria profissional convocar a assembléia-geral para decidir as reivindicações da categoria e a paralisação coletiva. de funerários. As Convenções Coletivas do Trabalho. • • Aviso prévio: o sindicato patronal e a empresa interessada serão avisados com a antecedência mínima de 48 h. pela pressão exercida em função do movimento. 5. ou mesmo a fixação de melhores condições de trabalho. distribuição e comercialização de medicamentos guarda.89). controle radioativas.1. Atividades essenciais: são consideradas atividades essenciais: tratamento e abastecimento de água. O direito de greve é assegurado aos trabalhadores. assistência médica e hospitalar. sendo um de trabalhadores e o outro patronal. nada mais são do que contratos coletivos que admitem as seguintes modalidades: • • Convenção Coletiva: resultante do acordo coletivo celebrado entre dois sindicatos. 7. portanto. CONVENÇÕES COLETIVAS DO TRABALHO: As Convenções Coletivas do Trabalho são acordos de caráter normativo por intermédio dos quais dois ou mais sindicatos. devendo os mesmos decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender (art.

• Comunicação conforme o da caso. • Responsabilidade pelos atos praticados: a responsabilidade pelos atos praticados. durante a greve. 5. coloquem em perigo iminente a sobrevivência. ilícitos ou crimes cometidos. • • Abuso de direito de greve: constitui abuso de greve a inobservância das normas contidas na Lei nº. • Direito dos grevistas: são assegurados aos grevistas o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar aos trabalhadores a aderirem à greve. no curso da greve. obrigados empregadores e os usuários com antecedência mínima de 72 h. bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento. • Livre adesão à greve: as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. será apurada.de dados ligados a serviços essenciais. • Frustração de movimento: é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho. greve nos a serviços comunicar ou a atividades decisão aos essenciais: ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores.2. á saúde ou a segurança da população.783/89. controle de tráfego aéreo e compensação bancária. devendo as relações obrigacionais do período ser regidas por acordo. • Prestação de serviços indispensáveis à comunidade ou atividade essencial: nos serviços ou atividades essenciais. segundo a legislação trabalhista. sendo consideradas aquelas que. se não atendidas. Suspensão do contrato de trabalho: a greve sempre suspende o contrato de trabalho. penal ou civil. à arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho. de comum acordo. convenção. 7. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. os sindicatos. os empregadores e os empregados ficam obrigados. conforme o caso. LOCKOUT: . a garantir.

vai um pouco além: explica que um código (explícito) pode conter apenas a missão corporativa. Um código pode ser uma pequena declaração da missão. objetivando pressionar a administração publica a conceder reajustes das tarifas. CONCEITO CÓDIGO DE CONDUTA: Segundo MURRAY (1997). o período de lockout como interrupção do contrato de trabalho. seja para exercer pressão perante as autoridades em busca de alguma vantagem econômica. governos. Podemos citar o exemplo das greves dos transportes coletivos patrocinadas pelas próprias empresas. inclusive . em todo local de trabalho existem códigos de conduta subentendidos que correspondem ao comportamento consensualmente adotado e aceito pelas pessoas do local. Ou seja. ou abranger diversas condutas corporativas e compromissos com outras declarações normativas reconhecidas socialmente. mesmo quando não há um código explícito. o termo “código de conduta” é mais abrangente que “código de ética”. A definição citada. ou pode ser um documento sofisticado que requer compromisso com normas articuladas e possui um complicado mecanismo de coação. AULA 06 – CÓDIGOS DE CONDUTA E DE ÉTICA 6. Também pode estabelecer mecanismos de punição ou premiação. garantindo ao obreiro todos os direitos trabalhistas durante o período de paralisação por iniciativa do empregador. porém. instituições educacionais. as empresas são encorajadas por grupos de interesse. considerando. seja para frustrar ou dificultar ao atendimento das reivindicações dos trabalhadores. A Lei nº. associações de indústrias e outros a adotarem códigos de conduta. costuma-se referir ao código explícito. todavia. Porém. há uma cultura comportamental e um consenso sobre as prioridades da empresa que ele chama de “código de fato”. A definição de código de conduta muitas vezes se confunde com o conceito de código de ética e alguns autores chegam a tratar de ambos indiscriminadamente. Um código de conduta é uma declaração formal de valores e práticas corporativas. À medida que os negócios se globalizam. que corresponde à segunda noção de código de conduta dada pelo mesmo autor: um documento formalmente adotado pela empresa ou instituição como diretriz a ser seguida por todos os seus funcionários. 7.783/89 proíbe o lockout.O Lockout é a paralisação do trabalho ordenada pelo próprio empregador. envolve “códigos de marketing”. portanto. Quando se fala em código de conduta. “códigos comerciais”.

focando na forma com que seus valores são praticados. que deve ser definido por importantes parceiros. Assim. não há como definirmos assim. trocando oportunidades. iguais. A disciplina que estuda a ética é a deontologia. pode agir sem encontrar em si mesmo a razão de agir. não se proporcionando à dos outros homens. nem tampouco nos demais. seu conceito. para garantir idoneidade no processo. Valores são abstrações que a opinião pública tem sobre quais elementos levaram a instituição a chegar no nível que está ou por quais motivos a instituição terá sucesso em seu empreendimento. funcionários e demais públicos de interesse. nem tampouco à totalidade dos homens e à sua historia. Sobre ética.códigos impostos que limitam os direitos dos empregados. reforçamos o mais precioso de todos os capitais: a imagem. Também é importante citar que o código de ética lida com dois tipos de informação: os valores e o cenário. reduzindo a angústia. É importante constar que o presidente da empresa não deva fazer parte deste conselho. mas adaptando a sua conduta ou comportamento a algo que é posto acima dos homens considerados ou. CONDUTA RELIGIOSA: O homem. crescendo em conjunto e promovendo a qualidade de vida. em primeiro lugar. que ainda não fechou (e acredito que nunca irá fechar) uma definição precisa. jogo rápido. A utilidade da ética é para facilitar o relacionamento entre seres humanos. membros da diretoria. Há casos em que nos sentimos determinados a agir segundo valores que se põem além do plano de nossa existência. É importante que o código de ética seja aplicado por um CONSELHO DE ÉTICA. fica definido código de conduta como toda declaração de princípios e valores (mesmo que não éticos) corporativos que buscam definir a conduta da corporação 7. pois ele é extremamente dependente do contexto no qual estamos inseridos. Geralmente são definidos a partir de pesquisa simples de opinião. Tais valores . de sua totalidade. dando mais confiança para o trato social. Quando aplicamos os nossos valores de forma a melhorar a relação entre todos os públicos de interesse e a instituição. CONDUTA ÉTICA: Código de ética é o documento que estabelece os parâmetros de conduta necessários para a boa convivência entre uma instituição e seus públicos de interesse.

estamos perante um ato de natureza moral. cortesia. sendo mais guiados pelos outros do que por si mesmo. Praticamos determinado ato e sentimos que é reflexo ou expressão da nossa personalidade. no outro sujeito. Esse é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. coisa diversa. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. nem pelo outro que se destina. O fato é que o capitão pode exigir que o soldado lhe preste continência e. cuja instancia é dada por nossa subjetividade. A medida desse comportamento. pode e deve aplicar-lhe uma pena. então. temos a conduta religiosa. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. não é dado nem pelo sujeito que age. porem. temos a consciência de que o valor determinante da ação transcende aos indivíduos e à sociedade. porém. embora o homem bem educado não precise de regras obrigatórias para ser cavalheiro – trata-se de obrigação que reconhecemos como sendo jurídica. Já aí o tratamento de Excelência devido ao magistrado não é um mero tratamento de cortesia. CONDUTA COSTUMEIRA: É possível conceber-se e admitir-se uma outra hipótese. que é aquela em que é aquela em que a instancia valorativa ou medida fundamenta l de agir não se encontra propriamente no sujeito que age. nos outros. ou cavalheirismo. em audiência. ou quando o soldado deve continência ao capitão. ante a recusa. mas também se ligam por algo que está neles mesmos. para determinado campo passa a ser obrigação jurídica. recebendo de todo o social a medida de seu comportamento. o motivo de agir é um motivo que se põe radicalmente em nós. ao contrario. e que. por conseguinte.também não se referem também à “sociedade” tomada como um todo distinto de seus elementos componentes ou à síntese das aspirações humanas. Aquilo que para os demais homens é uma convenção ou costume. ou. Quando o homem age no pressuposto dessa direção transcendente. CONDUTA MORAL: Os homens não se vinculam em agir apenas por valores de transcendência. quando devemos cumprimento a um magistrado. Em tais casos. CONDUTA JURÍDICA: Acontece. tais como etiqueta. ou de civilidade. Quando a ação se dirige para um valor. às regras consuetudinárias de trato social. mas por um valor que integra o . Efetivamente.

(CLÁUSULA DE VIGÊNCIA E DE REVOGAÇÃO) Brasília. 8. 15 de maio de 2001. (EPÍGRAFE) Altera o Decreto-Lei no 2. 216-A. 180o da Independência e 113o da República. permitindo-lhes e assegurando-lhes um âmbito de pretensões exigíveis. de 1 (um) a 2 (dois) anos." (AC) "Pena – detenção. (VETADO)" Art. para dispor sobre o crime de assédio sexual e dá outras providências.848.224.848. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. cargo ou função. TÉCNICA LEGISLATIVA LEI No 10. (RÚBRICA OU EMENTA) O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: (AUTORIA OU FUNDAMENTO DE VALIDADE) Art. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual.comportamento dos dois ou mais indivíduos. (FECHO) FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ASSINATURA) José Gregori(REFERENDO) . 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 1o O Decreto-Lei no 2. DE 15 DE MAIO DE 2001. 216-A: "Assédio sexual" "Art. passa a vigorar acrescido do seguinte art. prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal." (AC) "Parágrafo único.

o Alcorão. Modernamente. CONCEITO: Dano moral é o que atinge o ofendido como pessoa. principalmente na promessa de casamento. e tomando-a à força a desonrar. que não tem esposo. Código de Hamurabi. a . São a apatia. o espanto. em geral uma dolorosa sensação provada pela pessoa. pois na Bíblia. a morbidez mental. não lesando seu patrimônio. não poderá repudiá-la em todos os dias de sua vida”. 127: “se um homem livre estender um dedo contra uma sacerdotisa ou contra a esposa de um outro e não comprovou. o Código de Ur. que tomam conta do ofendido. a aflição física ou moral.2 . Surgem o padecimento íntimo. mas admitindo a substituição da pena por indenização. a vergonha. arrastarão ele diante do Juiz e raspar-lhe-ão a metade do seu cabelo”.AULA 07 – DANO MORAL 1.“se alguém causa um dano premeditadamente. Na Bíblia: “se um homem encontrar uma donzela virgem. especialmente no Deuteronômio. mas ressalta efeitos maléficos marcados pela dor. Lei das XII Tábuas . porque a humilhou. art. Dano Moral "é a dor. o bom nome etc. a emoção. a dignidade. que o repare”. como a honra. o que a desonrou dará ao pai da donzela cinqüenta ciclos de prata. Àquela época já se falava em reparação por dano moral e também ficava a critério do juiz.“O adúltero não poderá casar-se senão com uma adúltera”. Na Antiga Roma: a cada ofensa moral correspondia uma reparação em dinheiro aplicada pelo Juiz. 2. que adota a Lei do Talião. É lesão de bem que integra os direitos da personalidade. tê-la-á por mulher. No Direito Canônico: inúmeros casos de dano moral e respectivas reparações. atribuindo à palavra dor o mais largo significado". pelo sofrimento. já havia punição prevista. como também estabeleciam formas diversas de indenização: o Código de Manu. o Código de Hamurabi. Aí está uma pena de reparação por dano moral. a intimidade. Alcorão V . O DANO MORAL NO TEMPO E NO ESPAÇO: O dano moral é reconhecido desde a época em que o homem começou a ditar regras de conduta e de respeito a seus semelhantes. Quantia essa que desse para aliviar ou minorar o dano. verificamos que o dano moral não corresponde à dor. e a causa for levada a juízo. a imagem.

segundo esse dispositivo. segundo as palavras de Luís Antonio Rizzato. as situações vexatórias. Mas. cursos. promessa de casamento ou rapto (art. para . que diverge de pessoa a pessoa. Na avaliação do dano moral. Os adeptos da reparabilidade do dano moral com base no Código Civil de 1916 vislumbravam. 76 e seu parágrafo único.553.537 a 1. Em contrapartida. seria fixada por arbitramento. possuindo a indenização outro significado. o valor era prefixado e calculado com base na multa criminal prevista para a hipótese. a vergonha. Não se está pagando a dor nem se lhe atribuindo um preço e sim aplacando o sofrimento da vítima. referente aos arts. causador do dano. o vexame e a repercussão social por um crédito negado. 1. calúnia. mesmo antes da Constituição Federal de 1988. Nos casos não previstos nesse capítulo. de desânimo. suporte legal na regra do art. deverá também a indenização servir como castigo ao ofensor. 3.553 do aludido diploma. O DANO MORAL E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL: O Código Civil de 1916 previa algumas hipóteses de reparação do dano moral: • • • • • quando a lesão corporal acarreta aleijão ou deformidade. a paga em pecúnia deverá amenizar a dor sentida. Quais são esses meios? Passeios. 1. quando ocorre ofensa à honra da mulher por defloramento. 1.humilhação.538).548). há de se proporcionar os meios adequados para a recuperação da vítima. a vergonha. Seu objetivo é duplo: satisfativopunitivo. que devem ser pagos pelo ofensor ao ofendido. sedução.547). ou quando atinge mulher solteira ou viúva ainda capa/ de casar (art. tanto do dano material como do moral. em quase todos esses casos. fazendo com que ela se distraia e se ocupe e assim supere a sua crise de melancolia. não há prejuízo econômico. o juiz deve medir o grau de seqüela produzido. o cargo por ele exercido e a repercussão negativa em suas atividades devem somar-se nos laudos avaliatórios para que o juiz saiba dosar com justiça a condenação do ofensor. 1. difamação ou injúria (art. ao contrario do que ocorre no dano material. incutindo-lhe um impacto tal. o constrangimento de quem é ofendido em sua honra ou dignidade. pois. ocupações. como preceituava o referido art. No dano moral. a posição social do ofendido. ofensa à liberdade pessoal (art. . 1. 1. Por um lado.550). Para que se amenize esse estado de melancolia. suficiente para dissuadi-lo de um novo atentado. a indenização. A humilhação. divertimentos.

à Constituição Federal por uma pá de cal na resistência à reparação do dano moral. além da indenização por dano material. A QUANTIFICAÇÃO DO DANO MORAL O problema da quantificação do dano moral tem preocupado o mundo jurídico. em caso de ofensa. Nesse sentido já decidiu o Superior Tribunal de Justiça: "O direito de ação por dano moral é de natureza patrimonial e. 4. a pessoa jurídica é detentora de honra objetiva. no entanto. 159 do referido diploma obrigava à reparação do dano. especialmente no caso de danos resultantes de abalo de credibilidade. que o art. proclama a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: "A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. sem discrepância.) e. que "é assegurado o direito de resposta. 943 do Código Civil. nos termos do art. Enquanto o ressarcimento do dano material . igualmente. embora também sejam imprescritíveis (a honra e outros direitos da personalidade nunca prescrevem — melhor seria falar em decadência). em virtude da proliferação de demandas. a propositura de ação com pedido cumulativo de indenização do dano material e do dano moral. V). declarando ainda "invioláveis a intimidade. proporcional ao agravo. à imagem etc. Dispõe. 7/:183). sem fazer nenhuma distinção entre dano material e moral. a honra e a imagem das pessoas. E. no título "Dos direitos e garantias fundamentais" (art. exclusiva do ser humano. como o protesto indevido de duplicatas. transmitese aos sucessores da vítima" (RSU. 5a). Coube. moral ou à imagem" (n. decoro e auto-estima. como tal. entendimento que admite a reparahilidade do dano moral infligido a pessoa jurídica. entendendo-se como tal o que tocava diretarnente ao autor ou a sua família. por exemplo. Nesse sentido. sem que existam parâmetros seguros para sua estimação. X).propor ou contestar uma ação era suficiente um interesse moral. também. que se caracteriza pela dignidade. portanto. Ponderava-se. admite-se. intransmissíveis. a Súmula 37 do Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato". assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (n. ao dispor. com efeito. fazendo jus à indenização por dano moral sempre que seu bom nome. Apesar dos direitos da personalidade serem personalíssimos (direito à honra. a vida privada. transmite-se aos sucessores. a pretensão a sua reparação está sujeita aos prazos prescricionais estabelecidos em lei. reputação ou imagem forem atingidos no meio comercial por algum ato ilícito. a pretensão ou direito de exigir sua reparação pecuniária. Vem prevalecendo. Significava dizer que abrangia tanto o dano patrimonial como o extrapatrimonial. Embora não seja titular de honra subjetiva. Hoje.

o critério da tarifação. 946. O novo Código Civil refere-se ao dano moral unicamente no art. a teor do disposto no art. ainda que exclusivamente moral”. não ensejando a criação de padrões que possibilitem o efetivo controle de sua justiça ou injustiça. o juiz defronta-se com o mesmo problema: a perplexidade ante a inexistência de critérios uniformes e definidos para arbitrar um valor adequado. ao prescrever que comete ato ilícito aquele que. como no caso do dano à imagem. a cargo da doutrina e da jurisprudência. atua como sanção ao lesante. exorbitante ou ínfima. a fim de que não volte a praticar atos lesivos à personalidade de outrem. negligência ou imprudência.lucros cessantes". porque. e concluir que vale a pena. E de salientar que o ressarcimento do dano material ou patrimonial tem. na hipótese. recompondo o patrimônio afetado mediante a aplicação da fórmula "danos emergentes . 1. infringir a lei. as pessoas podem avaliar as consequências da prática do ato ilícito e as confrontar com as vantagens que. a reparação do dano moral objetiva apenas uma compensação. sabendo que terá de responder pelos prejuízos que causar a terceiros. um consolo. pois. Tem prevalecido o entendimento dos que vislumbram. Ao mesmo tempo em que serve de lenitivo. natureza sancionatória indireta. igualmente. de uma espécie de compensação para atenuar o sofrimento havido. estará sempre em consonância com a lei. duplo caráter: compenstitório para a vítima e punitivo para o ofensor. Mas a finalidade precípua do ressarcimento dos danos não é punir o res- . ou indireto: o autor do dano sofrerá um desfalque patrimonial que poderá desestimular a reiteração da conduta lesiva. sem mensurar a dor. de consolo. “por ação ou omissão voluntária. 186. Não tem aplicação. conhecendo antecipadamente o valor a ser pago.553 do Código Civil de 1916. O caráter punitivo é meramente reflexo. Predomina entre nós o critério do arbitramento pelo juiz. servindo para desestimular o ofensor à repetição do ato. poderão obter. violar direito e causar dano a outrem. em contrapartida. O novo diploma manteve a fórmula ao determinar. bem como a fixação de critérios para sua quantificação. em nosso país. no art. que se apurem as perdas e danos na forma que a lei processual determinar. A crítica que se faz a esse sistema é que não há defesa eficaz contra uma estimativa que a lei submeta apenas ao critério livremente escolhido pelo juiz. como fator de desestímulo. permanecem. na hipótese. O inconveniente desse critério é que. Em todas as demandas que envolvem danos morais. pelo qual o quantum das indenizações é prefixado. Há controvérsias a respeito da natureza jurídica da reparação do dano moral. qualquer que seja ela. A conceituação do dano moral.procura colocar a vítima no estado anterior.

de 27-8-1962). a natureza e a repercussão da ofensa. que já não mais se confunde com o rigoroso caráter de pena contra o delito ou contra a injúria. de 9-2-1967) elevou o teto da indenização para 200 salários mínimos. Verifica-se. por se tratar do primeiro diploma legal a estabelecer alguns parâmetros para a quantificação do dano moral. recomendável que o arbitramento seja feito com moderação. sob a forma de sanção legal. Em razão da diversidade de situações. muitas vezes valemse os juizes de peritos para o arbitramento da indenização. a Lei de Imprensa (Lei n. para uma simples calúnia. orientando-se o juiz pelos . numa primeira etapa. os critérios estabelecidos no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei n. Durante muito tempo esse critério serviu de norte para o arbitramento das indenizações em geral. os tribunais utilizaram. conforme as circunstâncias e até mesmo o grau de culpa do lesante. 53. fixar um valor razoável e justo para a indenização. Em outros. a gravidade. proporcionalmente ao grau de culpa. Argumentava-se: se. a do intensidade ofensor. levam em conta o valor do título. por outro lado. ainda. a indenização pode alcançar cifra correspondente a 200 salários mínimos.ponsável. em cada caso. A finalidade precípua da reparação do dano moral. ao determinar que se fixasse a indenização entre 5 e 100 salários mínimos. que lhe emprestava o antigo direito. que não prevê nenhuma tabela ou tarifação a ser observada pelo juiz. Esse limite de 200 salários mínimos não mais subsiste em face da atual Constituição. o grau de culpa e a econômica como circunstâncias que envolveram os fatos. e. visto que o direito moderno sublimou aquele caráter aflitivo da obrigação de reparar os danos causados a terceiro. ao nível sócio-econômico dos autores. é proporcionar uma compensação à vítima. no entanto. Na fixação do quaníum do dano moral. Algumas recomendações da Lei de Imprensa. agindo com bom senso e usando da justa medida das coisas. à falta de regulamentação específica. ao porte da empresa recorrida. bem do sofrimento do as ofendido. nessa linha. continuam a ser aplicadas na generalidade dos casos. Cabe ao juiz a tarefa de. pois acarreta a redução do patrimônio do lesante. que não há um critério objetivo e uniforme para o arbitramento do dano moral.117. 236. feitas no art. O caráter sancionatório permanece ínsito na condenação. 4. de 28-2-1967. como a situação econômica situação do lesado. e sim recompor o patrimônio do lesado. 5. Mesmo tendo sido revogados os dispositivos do referido Código pelo Decreto-Lei n.250. decidiu: "Na fixação da indenização por danos morais. como no caso de dano à imagem.O Superior Tribunal de Justiça. em caso de dano mais grave tal valor pode ser multiplicado uma ou várias vezes. em conclusão. como na hipótese de indevido protesto de cheques.

atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso" (REsp 135. . Se o valor arbitrado não pode ser muito elevado. 4» T. j. Min.. rei. 19-5-1998). por outro lado não deve ser diminuto a ponto de se tornar inexpressivo e inócuo.critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência. com razoabilidade. Sálvio de Figueiredo.202-0-SP. Daí a necessidade de se encontrar o meio-termo ideal. valendose de sua experiência e do bom senso.

da imagem e voz humanas. fazer e viver. cumpre ao Estado garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e difusão das manifestações culturais (art.AULA 08 . transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. 193). documentos. Quanto à tutela do direito autoral. imprescritibilidade e irrenunciabilidade. processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. . 5º.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. Ao tutelar os direitos fundamentais do homem. a Carta Magna consagra a liberdade de manifestação do pensamento. 5º da Constituição Federal confere tutela específica nos seguintes termos: XXVII . ideológica e artística (art. a criação. a expressão e a informação. artística. Tais direitos ostentam as características de inalienabilidade. 216. paisagístico. o art. art. expressando ainda que "a manifestação do pensamento. as criações científicas. art. §3º). A produção e o conhecimento de bens e valores culturais serão objeto de incentivos governamentais (CF. que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais (CF. vedando-se o anonimato. edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. CF). objetos. as obras. inclusive nas atividades 1. ecológico e científico" (CF.NOÇÕES SOBRE DIREITO AUTORAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Na implantação da ordem social.215 CF). independentemente de censura ou licença (CF. bem como liberdade de expressão da atividade intelectual. Focalizando a comunicação social. XXVIII . arqueológico. § 2º. entre os bens de natureza material e imaterial: "as formas de expressão. os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico.são assegurados. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução desportivas. publicação ou reprodução de suas obras. No que concerne à propriedade intelectual. científica e de comunicação. Destacam-se no patrimônio cultural brasileiro. art. 216). art. a Constituição Federal expressa situações jurídicas sob os aspectos subjetivos e objetivos. sob qualquer forma. a Carta Magna veda toda e qualquer censura de natureza política. privilegiando a dignidade e liberdade da pessoa humana. os modos de criar. caput. observado o disposto nesta Constituição" (art. artístico. CF). 220. paleontológico. IV e IX). artísticas e tecnológicas.220.

direito à igualdade formal e direito à igualdade material prevista constitucionalmente. As normas constitucionais reconhecem o direito de propriedade intelectual em caráter vitalício. ao resguardo e ao segredo. compreendendo direitos morais e patrimoniais. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. . de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. Na Declaração Universal dos Direitos do Homem. o direito autoral foi assim contemplado: "Art. publicar e reproduzir suas obras literárias. direito à identidade pessoal (nome. São direitos intransmissíveis e irrenunciáveis. A Constituição Federal só garante a instituição da propriedade. DIREITOS DA PERSONALIDADE: Os direitos de personalidade são à base de todo o sistema jurídico. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. direito às partes destacadas do corpo e sobre o cadáver. os principais direitos de personalidade são os seguintes: direito à vida. artísticas. literária ou artística da qual seja autor". 27 – 1. Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. Todo homem tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade. à propriedade das marcas. direito à liberdade. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade do direito à propriedade. título e sinal pessoal). por serem essenciais à pessoa humana. 2. admitindo ainda a desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social.b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. Conjugando os incisos IX e XXVII do artigo 5º da Carta Magna. à integridade física e psíquica. direito à honra. XXIX . emanada da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. temos que ao autor é conferido o direito exclusivo de utilizar. científicas e de comunicação. direito à verdade. bem como proteção às criações industriais. sendo que tal direito exclusivo é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. mas determina também que a propriedade atenderá a sua função social. cabendo as normas legais regular o exercício e definir o conteúdo e os limites do direito de propriedade. 2. direito moral do autor. Com base na doutrina.

recebe normatização própria ou especial. ou ainda mediante produção própria ou seja. que se materializa por qualquer forma. 9. é a propriedade imaterial ou intelectual. ou "expressão direta do espírito pessoal do autor". ou propriedade intelectual. como expressão direta do espírito pessoal do autor. injustamente. gozar e dispor de seus bens. Terceiros ainda opinam que não há. Atualmente. O direito autoral. ou outro meio (usucapião que é prescrição aquisitiva). científica e artística. PROPRIEDADE INTELECTUAL: O autor é titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual por ele produzida. bem como de autorizar sua utilização ou fruição por terceiros no todo ou em parte. mediante um dos meios legalmente previstos: tradição da coisa ou registro do documento aquisitivo. são transmissíveis por herança nos termos da lei. no caso. Os direitos patrimoniais compreendem os poderes de usar. A obra intelectual é criação intelectual. propriamente um direito. Tem como fonte ou origem o íntimo ou interior do criador. fruir e dispor de sua obra. por ser forma de expressão particular da personalidade. No artigo 524 do Código Civil Brasileiro. mas um simples privilégio concedido para incremento das artes. encontra-se revogada pela Lei nº.3. prefere-se a expressão propriedade intelectual. de 14. criação intelectual. pela qual se manifesta a personalidade. tendo em vista as diferenciações fundamentais que ostenta em relação ao . Outros entendem que o direito autoral constitui modalidade especial da propriedade.12. de 12. salvo os de natureza personalíssima.988.01.1973. 9. ou seja. que. ao invés de propriedade imaterial. Já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. A muitos parece que não há nele senão uma forma particular. Nos artigos 649 a 673 o Código Civil tratava da propriedade literária. das ciências e das letras.1998.610. 5. A Lei nº. e de reavê-los do poder de quem quer que.610/98 e o Código Penal. ou produção intelectual. está dito que "a lei assegura ao proprietário o direito de usar. Mas. que regula atualmente os direitos autorais. Tais normas legais foram revogadas pela Lei nº. ao invés da expressão propriedade intelectual. preferem falar em direito autoral ou direito de autor para as obras artísticas e literárias. por sua vez. CLÓVIS BEVILAQUA ensinava que se tem debatido muito a respeito da natureza do direito autoral e sua exata classificação. os possua”. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis. Adquire-se a propriedade de um bem.

uma vez que ela é a emanação da sua mais íntima divagação. A expressão propriedade intelectual abrange os direitos de autor e conexos e a propriedade industrial. que assim diz: "Mencione-se também que. ". cabe citar o ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. desenhos ou modelos industriais. 9. DIREITOS MORAIS DE AUTOR: O direito autoral tem atributos de natureza patrimonial e moral. O direito autoral decorre.279. Tais providências serão tomadas apenas como presunção juris tantum que o autor seja o seu titular. Para confirmar esse entendimento. 4. Isto equivale a dizer que não se exige qualquer espécie de registro ou depósito para que o autor tenha direitos autorais sobre sua obra. e não. de 14. seja na transferência do bem a terceiros. 23/24). ato constitutivo de direito autoral. mas apenas presume a autoria ou titularidade originária do direito autoral.. suprimiu-se a necessidade de qualquer formalidade para que o autor de uma obra intelectual receba a efetiva proteção do Direito Autoral. ou seja.regime adotado para a propriedade convencional: seja no tocante à constituição do bem.05. de seu pensamento manifestado e compartilhado com o mundo exterior" (obra citada. regula direitos e obrigações concernentes à propriedade industrial. . e ainda com a repressão da concorrência desleal. o direito ou prerrogativa que tem aquele que criou uma obra intelectual de defendê-la como atributo de sua própria personalidade (como autor). Basta tão somente o ato da criação. das obras intelectuais no campo literário e artístico. págs. na obra já citada. nome comercial. Cabe observar que. conferido ao titular do invento. fundamentalmente. marcas de serviços. Conforme ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. com o advento da Convenção de Berna. O direito moral de autor é modalidade de direito de personalidade. modelo industrial ou marca. O registro da obra intelectual não constitui a autoria respectiva. ou criação intelectual. A propriedade industrial relaciona-se com marcas identificativas de empresa.têm-se utilizado a expressão Direito Moral ou Direitos Morais para designar o aspecto pessoal do autor com relação à sua criação. A Lei nº. no caso de propriedade industrial. bem como se relaciona com patentes de invenções e modelos de utilidade. o registro válido acarreta a constituição do direito em relação ao privilégio de uso.1996.

em todo caso. E. ou audiovisual. e o direito à imagem. O direito moral possui determinadas características. que. pois é um direito: personalíssimo do autor de obras intelectuais. o ser humano no meio social. IV.o de conservar a obra inédita. de 1998. 7º. consideram-se obras intelectuais "as criações do espírito. pois. opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que. em sua reputação ou honra.610/98. no artigo 27 do mesmo diploma legal. autor conserva seu direito moral. a autoria da obra. artística ou científica" (art.Quanto aos direitos de personalidade que guardam correlação com os direitos morais de autor. mesmo cedendo seus direitos patrimoniais. como sendo o do autor. inalienável. À luz do art. consideram-se direitos morais do autor: I. será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado. irrenunciável. quando se encontre legitimamente em poder de outrem. quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem. antes ou depois de utilizada. 24 da Lei nº 9. pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado. II. significando que o autor não pode desprezar os seus direitos morais. imprescritível por ser reclamado por via judicial a qualquer tempo. para o fim de. por ser oponível contra todos (erga omnes).o de reivindicar. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte.o de modificar a obra. a qualquer tempo.o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada. V. preservar sua memória. e somente ele poderá exercê-lo. destacam-se: o direito à honra.610. "caput". O nome possibilita identificar. o direito ao nome. impenhorável ou inexpropriável pela própria característica de ser inalienável. pois não comporta quantificação pecuniária. tangível ou intangível.o de assegurar a integridade da obra. 11). perpétuo. ou individualizar. À luz do art. como autor. "para se identificar como autor. absoluto. A Lei nº 9. conhecido ou que se invente no futuro". extrapatrimonial. está previsto que "os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis". possam prejudicá-la ou atingi-lo. por meio de processo fotográfico ou assemelhado. de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor. . III. da Lei nº 9. de qualquer forma.o de ter seu nome. VI. na utilização de sua obra. VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra.610/98 ainda estabelece que: "autor é a pessoa física criadora da obra literária.

Os direitos morais de autor são considerados indisponíveis. Necessariamente a obra terá que ser original. a forma com que a obra é exteriorizada. o que não quer dizer nova. ou o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras" (incisos I e VI). No campo do direito autoral. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. há proteção da identificação pessoal da obra. está fora do âmbito de proteção desse direito. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (inciso X).7º). pois a obra intelectual. No artigo 8º da Lei nº 9. traços pessoais. a). completo ou abreviado até por suas iniciais.610/98). artística ou científica usar de seu nome civil. OBJETO DO DIREITO AUTORAL: A Lei nº 9.. de pseudônimo ou de qualquer outro sinal convencional" (art. a vida privada.. que seja expressada de alguma forma. a honra e a imagem das pessoas. 6. o transporta para sua criação". "Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis" (art. sim.12). 5º da Constituição Federal." (art.610/98. No art. expondo a maneira e o ângulo com que o seu criador vê o mundo. Originalidade significa criar alguma coisa dotando-a com características próprias. No direito autoral. sente e percebe as coisas. desta forma. Os direitos morais de autor são considerados direitos de personalidade. DEISE FABIANA LANGE ensina sobre o assunto o seguinte: "Para que a obra mereça proteção. isto é. como criação de espírito. mas. conforme já mencionado. se vincula à personalidade de seu autor. e. está dito que não são objeto de proteção como direitos autorais "as idéias. A novidade não é interessante ao Direito Autoral. intransmissíveis e irrenunciáveis. o seu lado interior. .610/98 considera obras intelectuais protegidas "as criações do espírito. os direitos morais de autor devem prevalecer aos direitos patrimoniais. tangível ou intangível. prevê-se expressamente a tutela da honra e da imagem: "são invioláveis a intimidade. é necessária sua exteriorização. DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR: 5.. da autenticidade da obra e da autoria da obra. apresentado de algum modo. conhecido ou que se invente no futuro. assegurar-se-á proteção à reprodução da imagem e voz humanas (inciso XXVIII.poderá o criador da obra literária. 27 da Lei nº 9. conjectura ou pensamento que não chega a ser exposto. pois a simples idéia.

de 1998. . O direito patrimonial de autor tem características diferentes daquelas relativas ao direito moral de autor...29). contém várias normas sobre os direitos patrimoniais do autor: artigos 28 a 45 tratam de normas gerais sobre direitos patrimoniais de autor e sua duração. que tratam dos crimes contra a propriedade intelectual: violação de direito autoral (art." (art. SANÇÕES CIVIS E SANÇÕES PENAIS: Os artigos 101 a 110 da Lei nº 9.28). dos casos em que a utilização de obra não constitui ofensa a direito autoral. ou seja. o direito patrimonial confere ao autor da obra intelectual a prerrogativa de auferir vantagens pecuniárias com a utilização da obra. artigos 49 a 52 que tratam da transferência dos direitos de autor. No caso de violação de direito autoral.Segundo a doutrina.610. por quaisquer modalidades. Nos artigos 187 a 196 do Código Penal Brasileiro. temporário. cuida dos crimes contra a propriedade imaterial (arts. conforme o caso pode caber aplicação de sanção penal. os crimes de concorrência desleal. sem prejuízo das sanções penais quando cabíveis. 184).610/98 tratam das sanções cíveis aplicáveis no caso de violações de direitos autorais. A exploração pode ser realizada pelo próprio autor ou por pessoa autorizada pelo autor. prescritível. A Lei nº 9. "Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra. Destacamos os seguintes artigos da Lei nº 9. É remuneração do autor pela exploração econômica da obra intelectual. os crimes contra as marcas de indústria e comércio. eram tratados: os crimes contra o privilégio de invenção. fruir e dispor da obra literária. a saber: alienável. usurpação de nome ou pseudônimo alheio (art. no seu Título III.610/98 sobre direitos patrimoniais do autor: "Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar. artigos 53 a 88 que regem a utilização de obras intelectuais e fonogramas. artística ou científica" (art. artigos 46 a 48 tratam das limitações aos direitos autorais. que estão revogados. 185). prevista nos artigos 184 a 186 do Código Penal Brasileiro. 184 a 196). O Código Penal Brasileiro. Não foram revogados os artigos 184 a 186 do Código Penal. 7. conforme ficar estipulado em contrato. penhorável.

livre concorrência. . No entanto. II .soberania nacional. tem por fim assegurar a todos existência digna. promulgada em 1988. não deixou de consignar a Constituição que a ordem econômica brasileira confere a defesa do consumidor contra os possíveis abusos ocorridos no mercado de consumo. em 1934. VII . conferindo caráter de plano global normativo. No mesmo sentido. a liberdade sindical e os princípios fundamentais do direito do trabalho. É possível extrair.função social da propriedade. A CONSTITUIÇÃO E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: Acompanhando o movimento mundial.defesa do meio ambiente. observados os seguintes princípios: I . 170 da Constituição Federal em vigor assim dispõe: "A ordem econômica. IX tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.” Vê-se que a defesa do consumidor é princípio que deve ser seguido pelo Estado e pela sociedade para atingir a finalidade de existência digna e justiça social. O art. conforme os ditames da justiça social. ainda. a Constituição brasileira de 1937 trazia disposição declarando que a economia seria organizada em corporações e impunha a organização de todos os ramos de produção em sindicatos verticais. com garantia dos princípios de justiça e existência digna. já que a livre iniciativa é um princípio basilar da economia de mercado. III . inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação. programas e fins que devem ser perseguidos pelo Estado e pela sociedade. VI . da leitura deste artigo constitucional que o Brasil adota o modelo de economia capitalista de produção.redução das desigualdades regionais e sociais.propriedade privada. A Constituição em vigor.AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR 1. inseriu um conjunto de diretrizes.busca do pleno emprego. inseriu um capítulo dedicado à ordem econômica e social. a Constituição brasileira. Também previa a intervenção do Estado na economia.defesa do consumidor. fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. V . IV . VIII .

5º. o que se deu com a promulgação do Código de Defesa do Consumidor. em seu art. 1º. de caráter geral. da Carta Magna. bem como as portarias expedidas pelo Ministério da Justiça que complementam o rol de cláusulas abusivas do artigo 51 do CDC. o art. a melhoria da qualidade de vida dos consumidores. 4º do Código de Defesa do Consumidor são os seguintes: • • • • o atendimento das necessidades dos consumidores. do princípio da dignidade da pessoa humana. a bens e direitos de valor artístico. saúde e segurança dos consumidores. turístico e paisagístico (inciso VIII). Assim. determina a competência concorrente da União.Ademais. 84 da Constituição Federal. poderão os Estados exercer a competência legislativa plena. Por força dos dois dispositivos citados e. podemos afirmar que a defesa do consumidor busca a proteção da pessoa humana. Podemos citar como exemplo deste poder normativo o Decreto 2.181/97. histórico. e . o respeito à dignidade. 2. LXXIII. para legislar sobre produção e consumo (inciso V) e sobre a responsabilidade civil por dano ao meio ambiente. na forma do art. 3. para que possam atender às necessidades próprias. podendo o Estado legislar sobre assuntos específicos. que dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. III. da Constituição Federal determinou ao Estado a promoção da defesa do consumidor. expresso no art. 24. que deve sempre sobrepor-se aos interesses produtivos e patrimoniais. OBJETIVOS E PRINCÍPIOS NORTEADORES: Os objetivos da Política Nacional de Relações de Consumo propostos pela legislação consumerista estampados no art. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR: A Constituição Federal. no sentido de adotar um modelo jurídico e uma política de consumo que efetivamente protegessem o consumidor. em 11 de setembro de 1990. É preciso esclarecer também que o Executivo. dos Estados e do Distrito Federal. a proteção dos interesses económicos dos consumidores. Caso não haja lei editada pela União. cabe à União estabelecer normas gerais sobre a relação de consumo e a responsabilidade civil por danos ao consumidor. estético. pode expedir decretos e regulamentos para o fiel cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. conforme veremos dos princípios estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. ainda. ao consumidor. de maneira complementar.

racionalização e melhoria dos serviços públicos (art. quais sejam: • • • • • reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor (art. quais sejam: • TÉCNICA: o consumidor não possui conhecimentos específicos sobre o objeto que está adquirindo. Tendo em vista haver desequilíbrio nas relações entre consumidor e fornecedor. controle de qualidade e segurança dos produtos e serviços (art. harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo (art. VI). pretende o legislador igualar esta equação. III). VII).4º.4º. • FÁTICA (OU SOCIOECONÔMICA): baseia-se no reconhecimento de que o consumidor é o elo fraco da corrente. sem dúvida. RECONHECIMENTO DA VULNERABILIDADE DO CONSUMIDOR: O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo reflete. V). e que o fornecedor .4º. a principal razão de toda a proteção e defesa do consumidor. • JURÍDICA: reconhece o legislador que o consumidor não possui conhecimentos jurídicos. de contabilidade ou de economia para esclarecimento. que é a parte vulnerável de qualquer relação de consumo. do contrato que está assinando ou se os juros cobrados estão em consonância com o combinado. VIII). ação governamental para proteção do consumidor (art. por exemplo. II). I). Para atingir os objetivos propostos. A doutrina aponta para três tipos de vulnerabilidade do consumidor. estudo das constantes modificações do mercado de consumo (art. 4. deixando claro que a parte mais fraca é o consumidor e que este deve ser protegido.4º. educação e informação dos consumidores (art. 4°. tanto no que diz respeito às características do produto quanto no que diz respeito à utilidade do produto ou serviço.4º. A presunção de vulnerabilidade do consumidor é decorrente de lei e não admite prova em contrário.• a transparência e harmonia das relações de consumo.4º. • • • coibição e repressão das práticas abusivas (art.4º. IV). o mesmo artigo estabelece princípios norteadores da Política Nacional de Relações de Consumo a serem observados por toda a sociedade de consumo.

PROTEÇÃO DA VIDA. e é caracterizada quando o consumidor apresenta traços de inferioridade cultural.1. prevenção e reparação de danos individuais e coletivos (art. aproveitando-se o fornecedor desta condição. mas nem todos são hipossuficientes. A HIPOSSUFICIÊNCIA PODE SER ECONÔMICA. 5. saúde e segurança (art. São eles: • • • • proteção da vida. O rol nele inserido constitui o patamar mínimo de direitos atribuídos ao consumidor que devem ser observados em qualquer relação jurídica de consumo. 6º. 6º. 6a do Código de Defesa do Consumidor. 6º. modificação e revisão das cláusulas contratuais (art. quando o consumidor apresenta dificuldades financeiras. 6º. 6º. OU PROCESSUAL. inciso I. SAÚDE E SEGURANÇA: A regra contida no art. a qualificação técnica ou jurídica do consumidor não retiram a qualidade de vulnerável do consumidor. . Para o Código de Defesa do Consumidor. 6º. considerando o fato de que o fornecedor é o detentor do poder econômico.II e III).V).1). A hipossuficiência é outra característica do consumidor. • • • facilitação da defesa de seus direitos (art. todos os consumidores são vulneráveis. DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR: Os direitos básicos do consumidor estão apresentados no art.IV). quando o consumidor demonstra dificuldade de fazer prova em juízo. proteção contra publicidade enganosa ou abusiva e práticas comerciais condenáveis (art. adequada e eficaz prestação de serviços públicos (art. garante ao consumidor a proteção da vida. educação e informação (art. técnica ou financeira.encontra-se em posição de supremacia. Assim. 6º. mas não se confunde com a vulnerabilidade.VIII). 5.VI e VII).X). sendo o detentor do poder econômico. Esta condição de hipossuficiente deve ser verificada no caso concreto. É certo que os consumidores bem informados e com qualificação técnica e jurídica continuam vulneráveis aos apelos do mercado de consumo. uma vez que fica mantida a vulnerabilidade fática. 6º. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou "nocivos".

devendo o fornecedor especificar a qualidade. é imprescindível para a harmonização das relações de consumo. a ser dada nos diversos cursos desde o primeiro grau nas escolas públicas e privadas. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. 6º. ensejando a responsabilização civil. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações". de responsabilidade dos fornecedores. Ademais. insere como direito básico do consumidor "a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços.2. A doutrina aponta para dois tipos de educação para o consumidor: A EDUCAÇÃO FORMAL. se produzir dano. EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO: O art 6º. estabelecido no inciso III do mesmo artigo. 5º da Constituição Federal. as características. os preços e os riscos que ele apresenta. no sentido de bem informar o consumidor sobre as características dos produtos e serviços já colocados no mercado de consumo. a quantidade. A formação de cidadãos aptos a exercer a livre manifestação de vontade. conscientes de seus direitos e deveres perante a sociedade. 5. E A EDUCAÇÃO INFORMAL. segurança e patrimônio. Quanto ao direito à informação. Vimos que a Política Nacional das Relações de Consumo invoca o princípio da educação e informação dos consumidores para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada. traduz o direito do consumidor a todas as informações relativas ao produto ou serviço. 5. preceitua como direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. está intimamente ligado ao direito à educação. PROTEÇÃO CONTRA PUBLICIDADE ENGANOSA OU ABUSIVA E PRÁTICAS COMERCIAIS CONDENÁVEIS: O Código de Defesa do Consumidor. A falha na informação ou na comunicação é considerada defeito do produto ou serviço. no art.Trata-se de direito indisponível e assegurado pelo art. inciso IV.3. a composição. métodos comerciais coercitivos ou desleais. O Capítulo V do Código de Defesa do Consumidor trata especificamente das práticas comerciais e dedica três seções para cuidar das regras que o fornecedor . II. quis o legislador deixar claro que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não devem expor o consumidor a riscos e consequentes prejuízos à saúde.

MODIFICAÇÃO E REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS: Constitui direito básico do consumidor "a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas" (art. Pela teoria da imprevisão. é a que explora o preconceito. Neste passo. no caso concreto. 6º do Código de Defesa do Consumidor dispensa a prova do caráter imprevisível do fato superveniente.deve cumprir para a oferta e publicidade de seus produtos no mercado de consumo. a fim de adequar o contrato à nova realidade. Isso ocorre em razão da massifïcação dos contratos. era sustentada apenas doutrinariamente. e a apresentação tem caráter vinculativo. o que implica a relatividade da aplicação da regra do pacta sunt servanda. Em razão deste princípio básico. De fato.A informação sobre produtos ou serviços também está inclusa no conceito de publicidade. A CLÁUSULA INJUSTA OU DESPROPORCIONAL é aquela que deixa de estabelecer direitos ou obrigações com reciprocidade. vale informar que o Código de Defesa do Consumidor introduziu no ordenamento jurídico a teoria da imprevisão. até então. Outro direito básico do consumidor é a proteção contra as cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos ou serviços. que. a qualquer tempo. cuja finalidade seja a promoção da aquisição de produtos e serviços inseridos no mercado de consumo. tem o consumidor o direito de requerer em juízo a alteração das cláusulas que estabeleçam contraprestações desproporcionais. V). PUBLICIDADE corresponde a qualquer meio de difusão e informação. o consumidor tem direito de requerer revisão de cláusula contratual por superveniência de fato novo. ainda que de forma mitigada. O consumidor pode pleitear. o contrato é passível de alteração sempre que a cláusula não se revelar justa. Assim. . PUBLICIDADE ABUSIVA. a discriminação e a superstição. Outrossim. 5. não se faz necessária a prova do enriquecimento ilícito do fornecedor. A oferta do produto ou serviço integra o contrato. PUBLICIDADE ENGANOSA é a que induz o consumidor em erro. informando de modo contrário à realidade. o preceito insculpido no inciso V do art. em que os consumidores simplesmente aderem sem poder discutir suas cláusulas. 6º.4. bastando a demonstração objetiva da excessiva onerosidade para o consumidor. a nulidade da cláusula injusta ou desproporcional sem que se leve à anulação do contrato. por sua vez.

VIII. a inversão do ônus da prova. PREVENÇÃO E REPARAÇÃO DE DANOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS: A prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais individuais. o legislador conferiu ao juiz o poder para decretar. sobretudo no que diz respeito à boa-fé. 6º. garantidos pelo art.5. como em razão do disposto no art. 6º. e difusos. VI. È certo que o consumidor teria. o que pode ser requerido através do Ministério Público." Interessa ressaltar o fato de o legislador ter inserido a prevenção e a reparação dos direitos coletivos e difusos. 51. 5. direito à informação e proteção à saúde e segurança consumidores. I. Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações dano material e dano moral oriundos do . o dano material e moral plenamente cumuláveis. tanto em razão do art. a seu critério. Assim. se presente a verossimilhança das alegações do consumidor ou se presente a hipossufïciência.6. a informação correta sobre a utilização do produto e a não-inserção no mercado de consumo de produtos perigosos são exemplos de prevenção que devem ser obedecidos pelos fornecedores. FACILITAÇÃO DA DEFESA DE SEUS DIREITOS: Em razão da vulnerabilidade presumida do consumidor. Estados. em alguns casos. Já a reparação das perdas e danos dos consumidores deve ser efetiva. O fornecedor deve respeitar as regras estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor. das entidades e órgãos da Administação Pública da União. ministrativa e técnica aos necessitados. uma vez que este não dispõe de controle sobre os bens de produção. em muito facilita a defesa do consumidor. Ademais.5. 37 do mesmo fato. são direitos básicos consumidores. 6a. bem como o acesso aos órgãos judiciários e coletivos administrativos. Distrito Federal e Municípios. as cláusulas contratuais que estabelecerem valores limitados de indenização por prejuízo moral ou material advindos de relação contratual entre consumidor e fornecedor são consideradas nulas. a regra insculpida no art. Destarte. do Código de Defesa do Consumidor. O dano moral do consumidor também deve ser prevenido e reparado pelo fornecedor. conforme esclarece a Súmula nº. Por esta razão. para que haja a prevenção de danos aos consumidores. assegurada a proteção jurídica. das Associações Defesa do Consumidor. grandes dificuldades para fazer prova em juízo de seu direito. não havendo que se falar em indenização tarifada. incisos VI e VII.

A hipossufïciência do consumidor pode ser econômica. 8. 8. 7a Sem prejuízo do disposto na Lei 8. segurança e modicidade das tarifas. a alegação exposta pelo consumidor aparenta ser a expressão real da verdade. deve satisfazer às condições de regularidade. a inversão do ônus da prova não deverá afrontar o princípio do devido processo legal e da segurança jurídica. do Código de Defesa do Consumidor. Em complemento ao disposto no Código de Defesa do Consumidor. X. II . continuidade. de 11 de setembro de 1990. o réu (fornecedor) não está obrigado a antecipar o pagamento das custas referentes aos honorários periciais.É preciso esclarecer que a inversão do ônus da prova não é automática. se não houver a antecipação do pagamento das referidas custas. prestado diretamente pelo Poder Público.7. Ademais. são direitos e obrigações dos usuários: I . dependerá das circunstâncias concretas que serão apuradas pelo juiz para a decretação da inversão do ônus da prova. não podendo ser confundida com fumus boni iuris ou indício de que a alegação é verossímil. caso o magistrado tenha determinado a inversão do ônus da prova. . e deve ser examinada no caso concreto.receber serviço adequado. 5.078. 6º. que regula o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Os requisitos são analisados objetivamente pelo juiz e devem ser apurados segundo as regras ordinárias de experiência. ADEQUADA E EFICAZ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: O serviço público. sempre com vistas à facilitação da defesa do consumidor em juízo. eficiência. Outrossim. presumem-se verdadeiras as alegações do consumidor. Este direito do consumidor é estabelecido pelo art. Entendemos por VEROSSIMILHANÇA a plausibilidade.receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos. técnica e jurídica. bem como pela Lei nº. o art. a provável procedência das alegações do consumidor. por seu permissionário ou concessionário. 7º da Lei nº. O consumidor pode ser considerado hipossuficiente do ponto de vista técnico em razão do desconhecimento da questão em si ou em razão da dificuldade na obtenção dos dados periciais.987/95 determina: "Art. ou seja.987/95. No entanto. De qualquer modo.

Há quem sustente que. em razão da obrigatoriedade da continuidade do serviço público. V . mesmo sendo possível o corte no fornecimento de serviço público pelo não-pagamento das faturas pelo consumidor.III . contínuos. entre outros. caso o fornecedor não cumpra o estabelecido em lei. 4º do Código de Defesa do Consumidor obriga o fornecedor a melhorar e racionalizar os serviços públicos. IV . eficientes e seguros e.contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços. sem que isso acarrete direito de indenização para o consumidor. concessionárias e permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento estão estipulados no art. Vale ressaltar que. bem como sobre a interrupção dos serviços.obter e utilizar o serviço. o consumidor não pode ter o serviço interrompido na hipótese de inadimplemento.levar ao conhecimento do Poder Público e da concessionária as irregularidades que tenham conhecimento. gás. deve arcar com as perdas e danos daí advindos.comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço. quanto aos essenciais. VI . o Poder Público ou as empresas que prestam o serviço público podem efetuar o corte do fornecimento do serviço público. a jurisprudência majoritária expressa entendimento de que. Destarte. luz elétrica. referentes ao serviço prestado. telefonia. . caso o consumidor deixe de efetuar o pagamento das faturas mensais pelo fornecimento. No entanto. com liberdade de escolha." Vimos também que o art. Os deveres dos órgãos públicos das empresas. 22 do Código de Defesa do Consumidor. eles devem fornecer serviços adequados. sob pena de responder por perdas e danos. com a finalidade de que todos possam ter acesso aos serviços públicos de água. observadas as normas do poder concedente. deve o fornecedor notificar o consumidor sobre o inadimplemento.

Assim como o art. desde que admitam trabalhadores como empregados. deve ser acrescida a pessoalidade. as associações recreativas e outras instituições sem fins lucrativos. a prestar serviços não eventuais a outra pessoa ou entidade. os profissionais liberais. as instituições de beneficência. São regidos pela Lei nº 5. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços (art. Nicácio CONTRATO DE TRABALHO Contrato de Trabalho é o negócio jurídico pelo qual uma pessoa física se obriga.444. da CLT). o espólio. CLT).2º § 1º da CLT. TIPOS DE TRABALHADORES EMPREGADO Considera-se empregado. admite. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO Sujeitos do contrato de trabalho são aqueles que podem contratar.2º. toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador.2º e 3º da CLT). para fins exclusivos da relação de emprego. assumindo os riscos da atividade econômica. DOMÉSTICO – É considerado empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza continua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família no âmbito residencial desta. R. São empregadores por equiparação: o condomínio.IESA/FAA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Docente: Elda B. subordinados e sob direção desta (art. Além dessas características que definem a figura do empregado. EMPREGADOR Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que. sob a dependência deste e mediante salário. mediante remuneração. consistente na impossibilidade do empregado se fazer substituir por outro trabalhador (art.859/72  . as autarquias e fundações.

885/73) e tais direitos foram ampliados pela CF/88.7º CF. Tem registro na CTPS e todos os demais direitos dos trabalhadores. o adicional noturno é de 25% e a duração da h/noturna é de 60 minutos. bloco.   OBS: Horário noturno – trabalhador agrícola seu h/noturno é das 21:00h as 05:00h. conferencia de cargas. presta serviços de natureza não eventual ao empregador rural. nas horas de folga escolar. estabelecendo também as regras de prestação de serviços nas atividades de estiva. São assegurados os direitos do art. São assegurados os seguintes direitos trabalhistas: • • • • • • • • • Salário mínimo Irredutibilidade de salário 13º salário Repouso semanal remunerado Licença maternidade (120 dias) Férias (20 dias úteis) + 1/3 Licença paternidade Aviso prévio Aposentadoria  AVULSO – É o trabalhador portuário. em propriedade rural ou prédio rústico. vigilância de embarcações nos portos organizados. comparece a sede do empregador para exercitar o aprendizado.(regulamentado pelo decreto 71. conserto de cargas. São assegurados os direitos do art. sob a dependência deste e mediante salário. TEMPORÁRIO – É a pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário para a prestação de serviço destinado a atender: a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e  . APRENDIZ – É o trabalhador com idade compreendida entre 14 e 18 anos que é admitido aos serviços de um empregador na condição de aprendiz.7º da CF/88. Se não tiver freqüência nas aulas pode haver rompimento de contrato. cujos serviços eram prestados por intermediação dos sindicatos até o advento da Lei 8603/93. criou-se a figura do órgão gestor de mão de obra (OGMO) do trabalhador portuário. Após o advento desta lei. é matriculado numa escola de formação profissional e . Ao invés de prestar serviços como os demais empregados. RURAL – É toda pessoa física que. O trabalhador da pecuária h/noturno é das 20:00h as 04:00h.

O prazo máximo deste tipo de contratação é de 03 meses. São exemplos de terceirização: serviços de vigilância.3º CLT. Ex: pedreiros. emite a cada serviço um recibo denominado RPA (recibo de pagamento a autônomo). e etc. pintores. agrupado a outros.. Tratando-se de contrato por prazo determinado. São regidos pelo art. pode ser transferido a uma empresa.  AUTÔNOMO – É a pessoa que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas ou empresas. por conta própria e não alheia. multa de 40% sobre o FGTS depositado e estabilidade no emprego. quer como celetista ou estatutário.) e recolher contribuição obrigatória ao INSS. Em qualquer caso. devendo ser inscrito no órgão de classe respectivo (OAB. CRC. forma uma sociedade civil sem fins lucrativos (Lei 5764/71). mas. SERVIDORES PÚBLICOS – São trabalhadores admitidos por empresas públicas ou o Poder Público. permitida a prorrogação mediante autorização da DRT (Delegacia Regional do Trabalho).a realização de certos serviços. pois não se insere no seu dia a dia. segundo o regime da CLT. em geral. ao acréscimo extraordinário de serviço. o trabalhador não faz jus ao pagamento de aviso prévio.assumido o risco de sua atividade econômica. EVENTUAL – é aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural em caráter eventual. tornando uma mão de obra acidental. TERCEIRIZADOS . REPRESENTANTE COMERCIAL – É espécie de trabalhador autônomo que presta serviço não subordinado na intermediação ou venda de      . de limpeza e conservação e de trabalhos temporários. O trabalhador autônomo não é subordinado.. haverá a necessidade de concurso público. não é ligada ao “fim” do tomador. desde que possa ser considerada como de “meio” e não “fim”. considerados especializados. Sua atividade é subordinada.permanente. Não há vinculo empregatício entre cooperados e cooperativa. CRM. COOPERADO – é a espécie de trabalhador que. bem como entre cooperados e tomadores de serviços. esporádica.

ESTAGIÁRIO – É o aluno regularmente matriculado em faculdades ou escolas técnicas que presta serviços com a finalidade de complementação dos estudos.  . segundo os moldes da Lei 4886/65. portanto. Necessariamente deve ser inscrito no órgão de sua classe e possuir contrato com o tomador de serviço. com a interveniência e supervisão obrigatória da instituição de ensino. O estágio é realizado mediante termo de compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente.produtos dos contratantes. apenas recebe uma bolsa sendo optativa. deve ser compatível com a atividade desempenhada pelo estagiário. O curso. Não é considerado empregado.

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