ASSUNTO PF DE ÉTICA E LEGISLAÇÃO

AULA 01 – ÉTICA AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 1ª, 2ª e 3ª PARTE. AULA 07 – DANO MORAL AULA 08 – NOÇÕES DE DIREITO AUTORAL AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR

INTRODUÇÃO NECESSIDADE E MUTABILIDADE DO CONTROLE SOCIAL 1. A sociedade humana: generalidades O homem que nasce, cresce e vive em sociedade é diferente daquele que se desenvolveria isolado do convívio de seus semelhantes. É somente em contato com outros seres humanos que o indivíduo se torna pessoa humana, capaz de levar dentro de si, simultaneamente, o individual e o coletivo. Assim, o comportamento social resultante da resposta dada pelo indivíduo a vários fenômenos é extremamente complexo e só pode ser analisado tendo-se uma visão do ambiente onde a sua socialização se realizou. Note-se que, de modo constante, a pessoa está sendo estimulada por outras pessoas e objetos (cheios de informações novas num ambiente de mudanças sociais frequentes), afora o próprio mundo constituído de seus elementos físicos. Ao lado dos elementos considerados pertencentes ao meio externo (mundo, pessoas, objetos-conhecimentos), estão outros, do mundo interno, que igualmente influenciam, e portanto condicionam, o comportamento social. Entre eles: substâncias químicas e as pressões e distensões mecânicas do nosso organismo. Elementos esses, internos, que regulam a nossa temperatura e a nossa digestão. De sorte que, na fome, na sede ou no sono, por exemplo, estamos frente a estímulos provocados pelo meio interno. A medida que a pessoa humana se adapta continuamente, como um ser social, às exigências do grupo de convívio, o seu comportamento se torna parecido ao dos outros membros e as expectativasde comportamento são possíveis e a padronização - embora relativa - se toma evidente. Temos então o ajustamento do ser humano ao ambiente físico (solo, clima etc.)r ao meio biológico (plantas e animais), e ao ambiente social por ele criado. Porém, a conduta humana é bem mais do que uma simples resposta a estímulos provocados por agentes dos meios interno ou externo. Ao atuar, o indivíduo demonstra que a sua ação é organizada e integrada, visando algum objetivo. Seus desejos, sentimentos e ideias desempenham papel importante, tornando mais individualizada a sua imagem do universo. Portanto, cada um vê a seu modo. Pois uma série de fenómenos entra em jogo e a seleção do conhecimento se constrói individualmente. Tanto os fatores de estímulo como os fatores pessoais atuam na organização da atividade de conhecer. Os estímulos determinam a nossa seleção de acordo com a frequência, intensidade, movimento e

número dos objetos apresentados. Acrescentem-se aos fatores de estimulo os fatores pessoais, que, por sua vez, limitam e deformam os objetos. A sensibilidade de cada um em dada ocasião modifica a visão ou percepção individual. Por exemplo, a pessoa num momento de inquietação percebe as coisas de maneira diversa. Observando-se que o mundo do conhecimento é vastíssimo e de difícil padronização absoluta por parte dos diferentes membros de até uma mesma coletividade, a nossa concepção se amplia e a nossa atuação pode tomar-se mais aberta. Transformar o indivíduo - no início acentuadamente um organismo vivo - em pessoa humana é atividade fundamental da sociedade. Essa tarefa da sociedade humana é relativamente fácil. Pois o viver em grupo é natural ao homem. Desde cedo ele aprende a satisfazer suas necessidades dentro do grupo, com a aprovação social. E percebe também que a sua sobrevivência se torna menosdificíl quando existe a troca de serviços e a colaboração no trabalho. Descobre ainda, bem cedo, o valor da reciprocidade. Assim, proteger-se, alimentar-se, vestir-se, educar-se, podem tornar-se coisas simples, rotineiras e institucionalizadas. Contudo, o ser humano não se prende ao já feito como um ser passivo. A sua capacidade criadora e/ou transformadora o impede de ser apenas um espectador. O progresso e as modificações sociais são frutos diretos dessa não-passividadc. Demais, a complexidade nervosa do homo sapiens (isto é, "homem que sabe"), possibilita aprendizagem bem maior do que a encontrada entre outras espécies, resultando dela um sistema social bastante complexo, composto de símbolos e cuja comunicação poderá ocorrer em alto nível de abstração. O que não acontece entre os animais inferiores. Estes últimos precisam do condicionamento de uma situação real. Nas sociedades animais os padrões são fixados peia hereditariedade e a "divisão do trabalho é levada a efeito pela especialização fisiológica dos seus membros. Possui caráter fundamentalmente biológico, e por esse motivo dá-se-lhe o nome de bissocial”. (Davis. 1964:49) Ou. em palavras de Sebastião Vila Nova. "o comportamento dos animais não-humanos é predominantemente padronizado pela herança biológica, enquanto o comportamento humano é sobretudo padronizado pela aprendizagem através da comunicação simbólica." (Vila Nova. 1995:42) A sociedade humana tem por matéria-prima indivíduos de ambos os sexos, de idades diferentes e de tipos e graus de inteligência e conhecimento distintos. E um grupo constituído de pessoas que pertencem a uma só espécie, mas que. devido às suas diferenças, não podem pensar, sentir e querer da mesma maneira.

os fatos sociais . é retomada com ênfase. enriquecendo o todo social. na verdade. com base na mesma legalidade. ou de modo menos rigoroso -. pois afirmam uma relação "sempre" (se x ocorre. a que se refere classicamente Linton. Róhl. determinismo cientifico atual com exatidão. é do interesse da sociedade que essas diferenças persistam até certo ponto: delas muitas vocações nascem e as semelhanças e diferenças se completam. que pelas suas acomodações psicológicas e de comportamento se tornaram necessários uns aos outros. 1996: 24-25. biologicamente distintos e autônomos.Entretanto. Tudo indica que é viável obter-se até mesmo uma lei científica geral e rigorosa de natureza determinística sobre o movimento de aproximação e de afastamento no espaço social. Farinas Dulce. contrariando o que pretende o formalismo tradicional dos estudos de direito. 1956:128) Essa ideia de indeterminação. as proposições de-terminísticas de qualquer ciência não deixam de ser probabilitárias. Porém. in Arnaud e Dulce. Daí serem muito raras em Sociologia. Toda vida em sociedade é um compromisso entre as necessidades do indivíduo e as necessidades do grupo e têm a indeterminação e a instabilidade própria das situações desta natureza. a partir dos anos 70.de uma maneira mais rigorosa. As sociedades devern a sua existência a uma combinação de fatores físicos e psicológicos". nos Estados Unidos. 1987: 121). criam normas e a consciência de grupo surge. Para essa corrente. ("critical legal studies"). com base na preponderância da semelhança. contudo. o que se verá adiante neste livro. pela permanência como agregado Humano. Carrino. soluções diversas e até contraditórias (cf. 1992: l 15-153). pelos chamados "estudos juridícos críticos”. O objeto da Sociologia é estudar cientificamente . Não se devem confundir. as pessoas se acomodam mutuamente. Assim. provavelmente y). apenas seu grau de probabilidade é muito alto (cf. mas apenas a dificuldade delas serem conseguidas. influídos por ideologia esquerdista. causal. em ciência que não seja meramente formal. sobre o assünto. na acepção de que não haveria sempre uma resposta adequada ao problema jurídico. (Linton. A indeterminação social é. quando possível. relativa. em foco e de que se podem ter. então sempre y é a consequência) e não simplesmente uma relação estocástica (se x. as decisões juridícas sofrem indeterminação. e não absoluta. que já não se pretende em ciência substantiva. sem eliminar sua individualidade. Segundo Ralph Linton "a sociedade é um grupo de indivíduos. para uma perspectiva diferente. Da possibilidade humana de escolha autônoma entre alternativas não se segue necessariamente a impossibilidade de proposições deccrministicas sobre o social.

A padronização feita pelo grupo prepara os indivíduos para funcionarem reciprocamente numa ordem social que é composta não apenas de homens. sendo conhecedor dos modos de comportamento da sociedade da qual participa. Assim. se a padronização fosse perfeita. na realização efetiva de certos atos sociais. Existência do controle social Porque existem evidentemente no homem tendências variadas. Mas a padronização apenas reduz os limites das diversidades pessoais. estará então sujeito em grande parte a satisfazer seus próprios desejos de acordo com os desejos da sociedade. As diferenças e semelhanças se integram dinamicamente na constituição do todo individual e social. São vários os processos sociais pelos quais pouco a pouco os padrões de conduta são aceitos ou interiorizados. inculca nos indivíduos os seus padrões para maior homogeneidade social. Nele existem impulsos para o considerado socialmente "bem" e para o considerado socialmente "mal”. Seria impossível existir uma ordem social qualquer sem haver entre as diferentes pessoas essa conformidade aos padrões existentes. Dessa maneira. os meios que o individuo utilizará estarão reconhecidos socialmente. 2. Cada sociedade. um requisisito básico para a vida social é um mínimo de padronização nos pensamentos. nenhuma recompensa se obteria das interações sociais. justamente. que se revela através sobretudo de uma linguagem comum. reconhecido grupalmente como o adequado. É do interesse da sociedade que os seus membros adquiram uma maneira de vida uniforme pelo menos em relação a tudo aquilo que toca intimamente o coletivo. procura ela desenvolver entre os seus componentes o que se pode chamar de caráter social. são necessárias . tudo aquilo que resulta do interrelacionamento exteriorizado de pólos mentais individuais. e nas atividades dos membros de um grupo social. através de seus grupos de socialização. Ela não elimina de modo total as diferenças individuais. não poderia existir um entendimento geral. Portanto. Pois se todos fossem completamente idênticos. Tendências de um desses dois tipos básicos slo encontradas em maior número em certos indivíduos do que em outros. Cada indivíduo. mas . Há diferenças observáveis também de homem para homem quanto ao grau desses impulsos. nos sentimentos.regras de comportamento que normem de modo eficaz a conduta dos membros de um determinado grupo social. que são. em geral.em si mesmos. Sem pelo menos um mínimo de comportamento. É fato de observação corrente que o homem tanto tem capacidade para amar como para odiar.

idade.também de mulheres. Mas a cultura não é concernente às diferenciações individuais e sim aos padrões de comportamento compartilhados pelos indivíduos. Essa uniformidade completa não pode existir porque há sempre diferenças fundamentais quanto ao sexo. Há ainda as diferenças individuais. existe. idade. Como se pode observar. como não são sempre as mesmas as experiências após o nascimento. O desejo de obter um lugar na sociedade. idiossincráticas. mas também de adultos e crianças (Honigmann. que servem para moldar as personalidades dos indivíduos. faz com que cada um se submeta a padrões do grupo. um status social. não quanto a tudo. dependendo das suas experiências. assim mesmo. Nem mesmo os gêmeos são identicamente iguais. muitos dos seus impulsos. a uniformidade no sentido restrito nunca pode ser conseguida. 1954:220). Como se sabe. . inteligência. Todo membro de qualquer sociedade está sujeito ao controle social do seu grupo. Contudo. força etc. assim também a comunidade não pode de modo completo ignorar e deixar de sofrerias influências causadas pelas diferenças individuais. inclusive (e basicamente) a padrões considerados jurídicos. estão em conformidade com o grupo a que pertence. não somente de jovens. A participação passiva na sociedade não é senão de alguns indivíduos e. devendo-se isso ao fato de que as experiências intra-uterinas poderão não ter sido sempre as mesmas. inteligência etc. alémdas diferenciações de sexo. a sociedade significa uma interação social constante que resulta num sistema complexo de relações. do mesmo modo que o indivíduo não pode deixar de sofrer as influências da sociedade sobre seu comportamento. diferenças de indivíduo para indivíduo.. Assim. Uma parte bastante grande do indivíduo. dentro de cada uma dessas categorias.

o fim do homem é a felicidade. Ex. discípulo de Sócrates. na busca de um princípio absoluto de conduta. Ludwig Feuerbach (1804-1872): tentou traduzir a verdade da religião num estudo filosófico ao alcance de todos os homens instruídos. Uma ação moralmente boa é aquela que pode ser universalizável. um grande progresso moral à humanidade. uso costumes. as leis. e a esta é necessária a razão. onde persistem elementos do cristianismo. Sócrates refletiu sobre a natureza do bem moral. A religião trás em si uma mensagem ética profunda de liberdade.: a tortura. A busca de uma ética racional pura – subjetividade humana. trazendo. através da teoria da Concepção racionalista: É da natureza humana que extraímos as formas corretas da ação moral. ÉTICA é um instrumento indispensável da vida humana.ASPECTOS FILOSÓFICOS SOBRE A ÉTICA. Duas formulações mais conhecidas: “Nada em excesso” “Conhece-te a ti mesmo” Na Idade Média. Temos as idéias de Immanuel Kant. Karl Marx . o direito e a filosofia.desenvolveu uma nova visão do mundo e da história humana.) encontramos duas tendências: 1. Na Idade Moderna (1.. A moral revolucionária foi muito influenciada pela tradição ética cristã. Estabeleceu muitas regras de conduta. a que é necessária à virtude. Para Aristóteles. o pensamento ético passou a ser ligado à religião. sem dúvida.. de amor. colocava a busca da felicidade (Sumo BEM) como o centro das preocupações éticas. Platão. que veio substituir a da religião: a moral revolucionária. pois dela derivam os costumes. A ética grega fundou-se na busca da felicidade. Teve muitos seguidores. Se originou do termo grego “ethos”. de fraternidade universal. caráter. hábitos. 2. à interpretação da bíblia e à teologia. Sua teoria procura basear-se nas leis do pensamento e da vontade.600 . O marxismo é uma grande tradição de preocupações éticas. que significava principalmente. Tentativa de unir a ética religiosa às reflexões filosóficas. .

aquele que se adequar aos padrões vigentes de comportamento numa classe social. portanto. daí. caráter. Pode ser considerada ainda como a parte da filosofia que tem como objeto o dever-ser no domínio da ação humana. relacionam-se com algo a mais: o desejo que todos têm de serem felizes. Seu campo é o do juízo de valor e não o do juízo de realidade. ou pelos menos intuem o que seja Ética. definir o conteúdo desse bem é problema à parte. fruto do desenvolvimento do pensamento humano. tentar defini-la seria nos privar de toda a amplitude de seu significado que pode ainda advir. explicá-la é tarefa difícil. As noções decorrentes de ações advindas de uma ou mais opções entre o bom e o mau. fundamentação racional. todavia. que é. Em suma. ou seja. Sua finalidade é esclarecer e sistematizar as bases do fato moral e determinar as diretrizes e os princípios abstratos da moral. a desvendar não aquilo que o homem de fato é. afastando a angústia. Também. é passível de coação ao cumprimento por meio de punição. ou entre o bem e o mal. Etimologicamente. por sua vez. Distingue-se da ontologia cujo objeto é o ser das coisas. pode ser ela tida como a existência pautada nos costumes considerados corretos. em outros. Designa a reflexão filosófica sobre a moralidade. Além do mais. Para que exista a conduta ética. Todavia. a ética é uma criação consciente e reflexiva de um filósofo sobre a moralidade. pois é uma concepção que se transforma pelos tempos). quer dizer. é necessário que o agente seja consciente. que possua capacidade de discernir entre o bem e o mal (cabe observar agora que agir eticamente é ter condutas de acordo com o bem. Pode ser entendida como uma reflexão sobre os costumes ou sobre as ações humanas em suas diversas manifestações. a dor. limita-se a refletir sobre os problemas implícitos nas normas que de fato foram estabelecidas. ou da existência. mas aquilo que ele "deve fazer" de sua vida. Estuda as normas e regras de conduta estabelecidas pelo homem em sociedade. isto é. Propõe-se. ficamos satisfeitos conosco mesmos e recebendo a aceitação geral. Em alguns casos. sobre as regras e os códigos morais que norteiam a conduta humana. origem. o termo ética deriva do grego ethos que significa modo de ser. temos a ética como estudo das ações e dos costumes humanos ou a análise da própria vida considerada virtuosa. criação espontânea e inconsciente de um grupo. procurando identificar sua natureza. A consciência moral possui a capacidade de discernir entre um e . nas mais diversas áreas.DA ÉTICA E DA MORAL Muitos sabem. Neste caso. de determinada sociedade e que caso não seja seguido. conclui por formular um conjunto de normas a serem seguidas.

ou seja. Os problemas morais. experiências vividas ou até. aquela reunião de regras que são destinadas a orientar o relacionamento dos indivíduos numa certa comunidade social. A consciência se manifesta na capacidade de decidir diante de possibilidades variadas. sob determinado enfoque. quais ações a fazer. subjetivos. Assim. a sociedade. ÉTICA E MORAL: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS A coexistência é uma imposição a que todas as pessoas são submetidas. realizar constantemente as escolhas. julgando o valor das condutas e agir conforme os padrões morais. destituído de si. enquanto o primeiro designa a reflexão filosófica sobre o mesmo. é condição básica a liberdade. as classes. de suas convicções filosóficas. é sempre um problema prático-moral. Os valores podem se entendidos como padrões sociais ou princípios aceitos e mantidos por pessoas. dentre outros. tornando-se responsável também pelas suas conseqüências. sendo a indagação de caráter amplo e geral. se tornam mais ou menos valiosos. que devem ser considerados em qualquer situação. Os problemas éticos são caracterizados pelas generalidades. É a moral reflexa. e que conseqüências esperar. nunca se referindo a generalidade. avalia-se os meios em relação aos fins. do latim mos. preso aos instintos e às paixões. a convivência é uma necessidade. o . Do que foi dito. para poder deliberar. Assim. Todavia. quando comparados. simplesmente morais são restritos. são problemas teórico-éticos"(2). não se pode estar alienado. Para isso. mores significa costume. privado por outros. os termos "ética" e "moral" são empregados como sinônimos. No processo de escolha das condutas. Tornam-se.outro e avaliar. uma vez que dependerão do modo de existência de cada pessoa. Por isso. conforme se depreende do que foi dito acima. definir o que é bom. conjuntos de normas adquiridas pelo homem. mas entendemos que se reserva a este último apenas o próprio fato moral. de modo que. as pessoas. Assim. Moral. é responsável pelas suas ações e emoções. Etimologicamente. É a necessidade de convivência que faz surgir a Moral. são os problemas morais. possuem pesos diferenciados. pela sociedade. quando se indaga o que é correto. decorrentes de alguma ação que será realizada. "Moral é a moral prática. cada qual têm seus valores. Freqüentemente. de crenças religiosas. É moral vivida. cada um adquire uma percepção individual do que lhe é de valor. esta como conseqüência daquela. é a pratica moral. O problema moral corresponde a singularidade do caso daquela situação. pesa-se o que será necessário para realizá-las.

Sendo moral o que é vivido. aceito livre e conscientemente. subentendido nos outros: o valor do bom ou o valor do bem. pelo menos. uma abordagem científica da moral. um enfoque do comportamento humano cientificamente. simplesmente ético. então. não se situa no campo puramente apreciativo dos valores. O desrespeito a alguma das regras morais pode provocar uma tácita ou manifesta atitude de desaprovação. como a Moralidade. é. a ética é a norma. Hodiernamente. quer para grupo ou pessoa determinada. elas molestam o indivíduo. Tanto a ética como a moral relacionam-se a valores e a decisões que levam a ações com conseqüências para nós e para os outros. ou seja. regula o comportamento individual e social das pessoas”. na pesquisa e no estudo dos valores morais. A Ética. no âmbito de uma mesma sociedade. já que ela não cria a moral. Esse conjunto de normas. é o que deve ser ou. por uma parte. Agem como um mecanismo de autodefesa e preservação do grupo. Os dois vocábulos se referem as qualidades humanas: o modo de ser ou o caráter de cada um. No mesmo sentido. preservam e salvam a sociedade em que ele vive. o objeto é o dever-ser). Deste modo. Apesar de haver em cada indivíduo uma reação instintiva contra regras e obediências a qualquer autoridade. aconselha. Estes determinam o impulso moral e impelem à ação dos . Podemos dizer que a Ética analisa as regras e os princípios morais que são destinados a orientar a ação humana. É a ciência do comportamento moral dos homens na sociedade. ficam assim compensados do sacrifício pessoal que fazem. o que deveria ser (conforme já salientamos. a Ética se detém. ou melhor. Podem os valores variarem. Se. em que se baseiam os costumes ou as normas adquiridas. Como os indivíduos só podem viver em função da comunidade. todavia todos relacionam-se com um valor de conteúdo mais importante. quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar. tem-se como moral o conjunto de costumes.problema é teórico. o que vai pautar o comportamento moral do homem. sendo. Já a ética. sobretudo. a Moral pode ser conceituada como "o conjunto de regras de conduta consideradas válidas. variando de cultura para cultura e se modifica com o tempo. Temos a moral como ação. normas e regras de conduta estabelecidas em uma sociedade e cuja obediência é imposta a seus membros. antes. A sociedade cria determinados valores e as ações humanas começam desde logo a se cristalizar em regras que se orientam pela obtenção e realização dos mesmos. o que acontece. e até ordena. por outra. até hoje nenhum grupo ou comunidade pode existir sem normas constrangedoras da moral. A moral é como expressão da coexistência. tem em si uma estrutura capaz de analisar diferentes opções para se ter referência sobre o que é ou não correto em determinado momento. A ética estuda. estando até mesmo.

não definida por qualquer norma vigente. COSTUMES Nas sociedades em que a escrita e a leitura não estavam difundidas. é uma característica das ações pertinentes ao "costume" em geral. por exemplo. vai servir de modelo para casos semelhantes. são os valores pró ou contra que vão determinar a sua escolha. nos sentamos. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. as partes envolvidas. assim como em suas reações perante o mal sofrido. recebendo do todo social a medida de seu comportamento.indivíduos. sem implicar necessariamente a íntima adesão do agente. Aqui e agora. na maneira pela qual nos vestimos. Este é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. estamos seguindo tais regras. segundo alguns autores. cortesia. para ser racional e estar de acordo com o bom senso comum. no todo de nosso comportamento. reconhecidas e impostas pela sociedade. de participar dos bens da vida. através do uso reiterado.ÉTICA PROFISSIONAL . às regras consuetudinárias de trato social. O costume é uma pratica gerada espontaneamente pelas forças sociais e ainda. ou de civilidade. esta proporção do homem aos esquemas e modelos sociais em razão da ação objetiva. Somente aquelas atitudes e coisas que levam ao próprio aperfeiçoamento e ao bem comum do grupo é que possuem valor moral. o costume representou a fonte mais importante do direito. A formação do costume é lenta e decorre da necessidade social de fórmulas práticas para resolverem o problema em jogo. ou cavalheirismo. tais como as de etiqueta. ÉTICA . existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. Efetivamente. usamos da linguagem. criadas espontaneamente pelo povo. A nosso ver. de forma inconsciente. por sua maneira de ser e de conduzir-se. Todas as vezes que o homem encontra um dilema. Diante de uma situação concreta. em sucessivos atos de participação. Então podemos definir que o costume como um conjunto de normas de conduta social. sendo mais guiado pelos outros do que por si mesmo. com base no bom senso e no sentido natural de justiça. adotam uma solução que. Por elas se situa o homem na sociedade. portanto. uniforme e que gera a certeza da obrigatoriedade.

os funcionários. com freqüência. Caracterizam-se pela possibilidade de serem violadas. com a finalidade de avaliar a própria conduta diante a sociedade e suas exigências morais. "não é possível deixar esse assunto ao critério de cada profissional. os dirigentes de grandes empresas. mencionado por José Renato Nalini. devendo necessariamente contribuir para a formação de uma consciência profissional composta de hábitos dos quais resultem integridade e a probidade. nem sempre bastam para produzir soluções acertadas" (citação de Antão de Morais. Empresas preocupadas com padrões de condutas éticos em seu relacionamento com clientes. em discurso de posse no Tribunal de Ética de São Paulo. agir de forma honesta com todos aqueles que têm algum tipo de relacionamento com ela. . ou seja. Não implicam apenas em juízos de valor. mas impõem a escolha de uma diretriz considerada obrigatória. in A Gazeta de 11/06/1948. Prescrevem deveres para a realização de valores. livros e palestras. 185) Este conjunto de preceitos morais devem nortear a conduta do indivíduo no ofício ou na profissão que exerce. p. os fornecedores.João Baptista Herkenhoff nos brinda com a seguinte definição sobre o que seria normas éticas. Estão envolvidos nestes grupos os clientes. de acordo com as regras positivadas num ordenamento jurídico. quer o íntimo e subjetivo. ganham a confiança de seus clientes e melhoram o desempenho dos funcionários. "São normas que disciplinam o comportamento do homem. No universo coorporativo. Outrossim. que o exterior e social. funcionários e governantes. Ter padrões éticos significa ter bons negócios em longo prazo. numa determinada coletividade. Ética Geral e Profissional . ÉTICA EMPRESARIAL E ÉTICA NOS NEGÓCIOS. Boas intenções. os sócios." Daí portanto. fornecedores. Os autores têm destacados a “ÈTICA” como um fator relevante para garantir a competitividade da empresa. A mídia de negócios. o governo e a comunidade como um todo. as organizações têm se preocupado em resgatar valores éticos e em desenvolver ações voltadas para questões sociais. A empresa é considera ética se cumprir todos compromissos éticos que tiver. têm enfoca a importância da ética empresarial e da responsabilidade social com fatores competitivos para as empresas. a adoção de um ordenamento jurídico. altos ideais de moralidade.A Ética do Advogado. afim de constituir um parâmetro do qual os profissionais devam adotar.

. morais e sociais”.“Parece licito afirmar que hoje em dia as organizações precisam estar atentas não só as suas responsabilidades econômicas e legais. mas também as suas responsabilidades éticas.

1. por possuir vários sentidos. a sua genealogia. O vocábulo Direito é classificado como um termo analógico. Primeiramente. como o poder de agir que a lei garante. sucessivamente. subjetivamente. a própria lei. Do ponto de vista objetivo pode ser visto como uma norma de organização social. um (qualidade do que está conforme a reta. As definições nominais expressam o significado da palavra e se subdividem em definições etimológicas e semânticas. que os antigos romanos já afirmavam: “Definitio fit per genus proximum et diffeentiam specificam”. desvio ou curva). passou por vários significados. que apesar de diferentes. que era utilizado para designar o que era ilícito e injuria. A palavra Direito desde a sua formação. o . a.AULA 02 – DIREITO 1. A palavra DIREITO vem do latim directus. e não foi usado pelos romanos que preferiram o termo jus. conjunto de leis. DEFINIÇÕES NOMINAIS a) Definição Etimológica: Explica a origem da palavra. No século XVIII Kant já afirmava que “os juristas ainda estão à procura de uma definição para o Direito”. b) Definição Semântica: É a parte da gramática que registra os diferentes sentidos que a palavra alcança em seu desenvolvimento. Também pode se referir a Ciência do Direito e pode ter um significado equivalente ao conceito de justiça. Enquanto que as definições reais ou lógicas expressam a essência do objeto. DEFINIÇÕES REAIS OU LÓGICAS Essa definição exige um método adequado. o que não tem inclinação. até o presente. por volta do século VI. Esse vocábulo surgiu na Idade Média. Para ficar mais fácil o nosso estudo vai definir o vocábulo Direito da seguinte forma: nominal e reais ou lógicas. expressou aquilo que está conforme a reta e. guardam entre si alguns nexos. DIREITO: Definir o que é direito é uma tarefa árdua.1. 1. designou: aquilo que esta conforme a lei. Decorridos mais de dois séculos os juristas ainda divergem quanto aos inúmeros sentidos do referido vocábulo.2. a ciência que estuda as leis.

Apenas as normas jurídicas necessitam da participação do Estado. • Impostas coercitivamente pelo Estado – é a diferença específica. ou seja. O gênero próximo de uma definição deve apresenta as semelhanças existentes entre as diversas espécies que compõem o gênero. Esse conjunto de normas determina como . DIREITO E A MORAL: Existem várias teorias e critérios adotados para diferenciar o Direito da Moral. meios. Em relação ao Direito o gênero mais próximo da sua definição são os diferentes tipos de instrumentos de controle social: Moral. vamos encontrar: • Conjunto de normas de conduta – é o gênero próximo. o homem deve ajustar a sua conduta. exclusivo que vai distinguir objeto definido das demais espécies. uma vez que a diferença específica aponta o traço peculiar. para realização da segurança. recursos. E a diferença especifica deve apontar qual a característica que o Direito possui e que o separa dos outros processos de conduta social. 2.que significa que a definição deverá apontar o gênero próximo e a diferença específica. usados para o bem-estar da sociedade. Como ser racional e responsável. Nós adotamos para examinar a matéria o método . Regras de Trato Social e a Religião. impostas coercitivamente pelo Estado. espontaneamente. Entretanto nem todos os homens. Daí surge a necessidade do Direito de ser dotado de um mecanismo de força – a coerção . aderem a essas normas jurídicas. Todos têm sido criticados. Decompondo.os destinatários do Direito devem se comportar. com vontade própria. Assim podemos definir direito como: conjunto de normas de conduta social. determinam espécies de comportamento social. • Para a segurança. A justiça é a razão de Direito existir. para haver justiça é necessário que os valores jurídicos sejam cultivados. em partes.que a qualquer momento possa ser acionado para impor o cumprimento das referidas normas. segundo os critérios de justiça – as normas legais devem ser consideradas instrumentos. segundo os critérios de justiça. aos preceitos legais. estabelecem os limites de liberdade para os homens em sociedade.

e extensiva aos ascendentes (avós – art. Um exemplo disso é a prestação de alimentos que é recíproca entre pais e filhos. a norma é não precisa de valores morais para ser valida.adotado por Alessandro Groppali que traça um paralelo entre o Direito e a Moral. 1. jurista e filósofo inglês. ao mesmo tempo. para ele o Direito e a Moral possuiriam uma faixa de competência comum e. • TEORIA DOS CÍRCULOS SECANTES – Du Pasquier discordava de Jeremy. Os adeptos desta corrente acreditavam que as leis só eram validas se baseadas nos valores morais. o Direito estaria incluído no campo da Moral. quanto ao seu conteúdo. • TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS: Segundo Jeremy Benthan (1748-1832). • A VISÃO KELSIANA – Ele desvincula o Direito da Moral.696. . Ele é o elemento essencial ao Direito. Ele adota a Teoria dos Círculos e o Mínimo Ético. donde se pode concluir que o campo da Moral é mais amplo que o Direito e que o mesmo encontra-se subordinado a Moral. para este importante cientista do Direito. uma área particular independente. CC) e que também se assenta na Moral.

• Jurisprudência – que se forma pelo conjunto uniforme de decisões judiciais sobre uma determinada indagação judicial. Apesar de apresentarem algumas semelhanças. as formas pelas quais as normas jurídicas se exteriorizam. tornam-se conhecidas. Desta fora o Direito estaria implantado. Enquanto a Moral estabelece regras que garantem uma boa convivência na sociedade.as leis só têm validade naquela área geográfica que uma determinada população vive. .• TEORIA DO “MÍNIMO ÉTICO” – Foi desenvolvida por Jellinek. • Uso e Costumes – que exprimem o poder de decisão anônimo do povo. 3. também apresentam distinções. a Ética e a Moral. 4. nos domínios da Moral. Seu objetivo é justificar as regras estabelecidas pelo Direito e pela Moral. DIREITO. o qual afirmava que para o bem-estar da coletividade era necessário que o Direito representasse um mínimo de preceitos morais. por inteiro. MORAL E ÉTICA: É de extrema importância saber diferenciar o Direito. ou seja. São elas: • Leis e Códigos – que são a principal expressão do Direito escrito. Ela é uma reflexão de como deve ser. A Ética é o estudo do que é bom ou mau. Já o Direito estabelecem regras numa sociedade delimitada por fronteiras. independente de fronteiras geográficas garantindo assim uma identificação entre pessoas que sequer se conhecem. Ela é diferente de ambos – Direito e Moral – pois não estabelece regras. Tanto o Direito como a Moral estabelecem regras que visam estabelecer certa previsibilidade para a conduta humana. FONTES DO DIREITO – FONTES FORMAIS DO DIREITO POSITIVO: Fontes Formais do Direito Positivo são os meios de expressão do Direito. prevalecendo assim a TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS.

Poderemos esclarecer melhor essa relação da seguinte for. se a relação é de coordenação trata-se de Direito Privado. DIREITO PÚBLICO: • • • • Direito Constitucional Direito Administrativo Direito Processual Direito Penal . Tanto o vendedor como o comprado se encontram na mesma situação. RAMOS DO DIREITO: A primeira divisão que encontramos na história da Ciência do Direito foi feita pelos romanos. Então dizemos que é uma relação de SUBORDINAÇÃO. È uma típica relação de Direito Privado. Esta outra forma tem como base o elemento formal da relação. Existe também outra forma de diferenciarmos o Direito Público do Privado. Essa distinção ainda hoje é aceita pela maioria dos doutrinadores jurídicos. é de Direito Público. consórcios. Esta teoria só leva em conta o conteúdo ou objeto da relação jurídica. contratos particulares e públicos. no mesmo plano. Temos aí uma relação de compra e venda. pois a teoria romana só leva em conta o elemento de interesse da coletividade ou dos particulares. O eleitor não se encontra em pé de igualdade com o Estado. por exemplo: um indivíduo adquire algo em uma loja. recebe o produto. de maneira que a relação é de COORDENAÇÃO. estando sujeito a uma sanção caso não exerça a seu dever eleitoral. segundo o critério de utilidade pública ou particular da relação: o primeiro diria respeito às coisas do Estado. O cidadão deve obediência ao Estado.• Atos jurídicos – a doutrina moderna tem admitido que os atos jurídicos não se limitam à aplicação das normas jurídicas e criam efetivamente regras de Direito. que é usada para complementar essa primeira divisão feita pelos romanos. São exemplos os estatutos de entidades. ao pagar. e. entre Direito Público e Privado. Se. ou seja. Não devemos esquecer que tanto o Direito Público como o Direito Privado se dividem em ramos. enquanto o segundo seria pertinente ao interesse de cada um. amanhã o TER convoca os eleitores para exercerem a sua obrigação eleitoral. com uma pequena alteração. 5. se é de subordinação. de Direito Público. é evidente que estarem os diante de uma relação de Direito Público. por exemplo.

• • • • Direito do Trabalho Direito Financeiro Direito Tributário Direito Previdenciário DIREITO PRIVADO: • • Direito Civil Direito Comercial .

em seus estudos acerca da origem das constituições.C. ORIGEM DO CONSTITUCIONALISMO Na Antigüidade. cumpre identificarmos a função das constituições na atualidade. enquanto que ANDRÉ HAURIOU é absolutamente categórico ao afirmar que ‘o berço do Direito Constitucional se encontra no Mediterrâneo Oriental e. Assim sendo. observa-se a existência de verdadeiro "hiato constitucional". na Grécia’. mais precisamente. à parte essencial de.000 a. com destaque para a Mesopotâmia (margens dos rios Tigre e Eufrates). havendo ainda quem dê primazia ao Egito. organizar o poder e delimitar o seu exercício. 2.000 a. a Pérsia (planalto do atual Irã). Os estudiosos do constitucionalismo. DALMO DALLARI ensina que mestres como LOEWENSTEIN sustentam que os hebreus foram os primeiros a praticar o constitucionalismo. o poder era privilégio daqueles que eram detentores da riqueza que quase sempre estavam aliados à religiosidade. até o advento do chamado Estado Moderno. formar. As mais antigas civilizações da história. Sua origem remonta ao verbo CONSTITUIR (ser à base de.AULA 03 – DIREITO CONSTITUCIONAL 1. compor) que podem ser empregados em expressões triviais. A evolução do constitucionalismo culminou por identificar três grandes objetivos das constituições: garantir a supremacia dos direitos individuais. surgiram entre 4. Todavia. apontam em algumas das Civilizações Antigas manifestações assemelhadas às observadas nos Estados Constitucionais modernos. A grosso modo podemos dizer que o constitucionalismo teve como origem formal as Constituições norte-americana de 1787 e a francesa de 1791.. o Egito (vale do rio Nilo). como a constituição de uma cadeira . fatos marcantes deste movimento. a China (vale do rio Amarelo) e a Índia (rios Indo e Ganges). Nesse sentido. analisando seu conceito e eventuais alterações na dinâmica social. deflagrado durante o iluminismo e surgido em oposição ao absolutismo reinante. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO A palavra CONSTITUIÇÃO apresenta sentido ambíguo. já desenvolvendo a idéia de tributos que sustentariam a estrutura de poder vigente. e 2. que teria seu fim com a queda de Roma. através do qual se elegeu o povo como o titular do poder legítimo.C. existente entre o constitucionalismo na Antigüidade.

a comunidade habilitada ao exercício dos direitos políticos. extinguindo as penas de galés. O Estado é o principal objeto da Constituição. a organização de seus órgãos. O Hábeas Corpus foi utilizado de forma genérica.ou a constituição de uma mesa. é o espaço físico dentro do qual o Estado exerce sua soberania e sobre o qual o governo tem competência. que regulam a forma de ESTADO (unitário ou federal). Pedro II. O governo. monarquia ou aristocracia. outorgada por D. inclusive para hipóteses não específicas de cerceamento de liberdade física. que é a investidura e a limitação impostas pela lei. entre outros). . de como se organiza. A soberania é exercida pelo governo. trazia uma declaração de direitos individuais e garantias que. A noção jurídica de Estado apóia-se em quatro elementos básicos: território. de Maquiavel. o modo de aquisição do poder e o exercício do poder. • • • Povo é a população do estado. 3. excluídos os estrangeiros e. podemos definir a CONSTITUIÇÃO como o conjunto de normas jurídicas. juridicamente. Segundo José Afonso da Silva. a Constituição é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. escritas ou costumeiras. povo. • Território é a base geográfica do estado. no estrito sentido jurídico. os direitos fundamentais do homem e suas respectivas garantias. governo e soberania. é um grupo de pessoas que toma decisões obrigatórias para a coletividade. a forma de seu GOVERNO (república. em princípio do século XVI. promulgada no governo provisório de Marechal Deodoro da Fonseca. na Itália. banimento judicial e de morte. nos seus fundamentos. A palavra Estado foi usada pela primeira vez. Em síntese. aprimorou a Declaração dos Direitos. em O Príncipe. em relação a assuntos do governo. considerado sociológica ou historicamente.  A Constituição 1891. Daí pode-se concluir que a palavra CONSTITUIÇÃO traz em si uma idéia de estrutura. permaneceu nas Constituições posteriores. agindo por meio da autoridade. os limites de sua atuação. PRINCÍPIOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS E SOCIAIS • EVOLUÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES:  A Constituição do Império de 1824.

os direitos individuais sofreram duro golpe. São os Direitos Individuais. tem como traço característico a inserção da democracia social.  A Constituição de 1937. outorgada pelas Forças Armadas. promulgada CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. teatro. Esta trazia no seu bojo os direitos e garantias individuais. de banimento ou de confisco. A Constituição de 1934. • EVOLUÇÂO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS:  DIREITOS HUMANOS DE 1ª GERAÇÃO: esses direitos dizem respeito às liberdades públicas e aos direitos políticos. de forma indireta. em 1985 Tancredo Neves. autoritário. como estabilidade. direitos civis e políticos que traduzem o valor da liberdade. promulgada no governo de Gaspar Dutra. promulgada por Getúlio Vargas e inspirada na Constituição de Weimar. de caráter perpétuo. José Sarney assume.  Após o período da ditadura. sobre a família. . também denominada por Ulisses Guimarães de CONSTITUIÇÂO CIDADÃ. a educação. pois havia a possibilidade de suspensão dos direitos políticos por 10 anos. e a cultura. ou seja.  A Constituição de 1946. dos funcionários públicos. outorgada por Getúlio Vargas – CONSTITUIÇÂO POLACA – Estado Novo. homicídios cometidos por motivos fúteis e com extremos de perversidade. abrangendo os direitos individuais e coletivos. cassação dos mandados parlamentares. a ação popular e acabou com as penas de morte. Morre antes de assumir o poder. O direito de manifestação foi restringido. retomou as idéias da democracia social de 1934. mediante censura prévia da imprensa. os direitos de nacionalidade. suspensão da garantias dos magistrados. Restabeleceu o mandado de segurança. do cinema e da radiodifusão. foi inspirada no regime fascista. Estabeleceu a pena de morte para o crimes políticos. os direitos sociais dos trabalhadores. 1. ou seja. Envia ao Congresso Nacional uma proposta de emenda Em 05 constitucional de outubro convocando de 1988 é a Assembléia a Constituinte. os direitos políticos e os direitos dos partidos políticos. inscreveu um titulo sobre a ordem econômica e social.  A Constituição de 1967 e a EC nº. foi eleito presidente do Brasil.

podemos afirmar que as garantias são os remédios constitucionais: o habeas corpus. nasceram com o Cristianismo e são validos até os tempos atuais. Desta forma. hábeas data e ação popular. 5º da CF/88. Assim nos resta apenas diferenciá-los. culturais Igualdade. nos termos seguintes: Os direitos e garantias fundamentais possuem diversas características:  HISTORICIDADE: possuem caráter histórico. sem distinção de qualquer natureza. mandado de injunção. Art. direitos são bens e vantagens prescritos nas normas constitucionais e as garantias são instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos direitos ou prontamente os repara. tais como a necessária noção de preservação ambiental e proteção aos consumidores. no caso de sua violação.  IRRENUNCIABILIDADE: o individuo pode não usá-lo. mandado de segurança coletivo. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. à igualdade. Apesar de se referir expressamente a direitos e deveres. não a nada que fundamenta a perda do . humano é inserido em uma coletividade. • DIREITOS FUNDAMENTAIS: Os direitos e deveres individuais e coletivos estão arrolados no caput do art. à segurança e à propriedade. inegociáveis. porque não são de conteúdo econômico. mas nunca renunciá-lo. mandado de segurança.  INALIENABILIDADE: são direitos intransferíveis. Correspondem aos Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 3ª GERAÇÃO: novos problemas e preocupações mundiais surgem. também contemplou as garantias fundamentais. 5º Todos são iguais perante a lei. Solidariedade. à liberdade. Mesmo quando não são exercidos. O ser São os Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 4ª GERAÇÃO: são os direitos decorrentes dos avanços engenharia genética. DIREITOS HUMANOS DE 2ª GERAÇÃO: são os direitos sociais. e econômicos.  IMPRESCRITIBILIDADE: nunca deixa de ser exigíveis.

     • DIREITO À VIDA: O vocábulo VIDA. sendo a primeira relacionada ao direito de continuar vivo e a segunda de se ter uma vida digna quanto à subsistência. Direito à Liberdade. na forma da lei. progride. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento). que a expressão residentes no Brasil deve ser interpretada no sentido de que só a Carta Federal só pode assegurar a validade e gozo dos direitos fundamentais dentro do território brasileiro. • DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS: O caput do art. Da mesma forma as pessoas jurídicas são beneficiadas pelos direitos e garantias individuais.. não excluindo.garante aos brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil o direito à. a de cooperativas independem de autorização. O direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos. • CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS INDIVIDUAIS: Podemos classificas os direitos individuais nos seguintes grupos: Direito à Vida. Direito à Igualdade. pois. São direitos personalíssimos. Direito à Intimidade. 5º da CF/88 “. já constitui um pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos.a criação de associações e.. pois se reconhece às associações o direito de existência (XVIII . transforma-se.”. deixando.. o regime jurídico das liberdades públicas protege tanto os brasileiros como os estrangeiros no território nacional. Tudo o que interfere nesse ciclo contraria a vida. então de ser vida para ser morte. Desta forma cabe ao Estado assegurá-lo na sua dupla acepção. Observe-se. o estrangeiro em trânsito pelo território nacional. Direito à Propriedade.. pertencem ao indivíduo e não ao patrimônio. no texto constitucional.direito pela prescrição. como as pessoas jurídicas. porém. Assim. Entretanto esse conceito de existência digna refere-se aos aspectos . é um processo que se instaura com a concepção.

pois os políticos estão sujeitos a uma forma especial de fiscalização pelo povo e pela mídia. Todavia coube a legislação ordinária definir o crime de aborto e determinar suas exceções. de trabalho. São alguns exemplos de direito à vida os seguintes incisos do art. necessidade de salvamento da vida da mãe. 84. porém. no caso. protegendo inclusive à própria imagem frente aos meios de comunicação em massa (rádio. enquanto que o próprio exercício da atividade profissional dos artistas exige maior e constante exposição à mídia. pois esta reconhece que a vida instara-se no momento da concepção. os casos em que a gravidez pode ser interrompida. 5º da CF/88: III . quando se refere àqueles que exercem atividade política ou ainda em relação aos artistas em geral deve ser interpretada de uma forma mais restrita. de estudo. XLVII . • DIREITO À INTIMIDADE: Essa proteção constitucional refere-se tanto as pessoas físicas como jurídicas. XIX. por exemplo. não para fundamentar a prática da EUTANÁSIA. nos termos do art. Essa interpretação mais restrita. mas é possível diferenciá-los: intimidade refere-se as relações privada envolve todos os demais relacionamentos humanos. desproporcionais e. principalmente. do paciente estar vivendo artificialmente através de aparelhos. este não é admitido pela CF/88. inclusive trato íntimo da pessoa.não haverá penas: a) de morte. O que se permite é o desligamento dos aparelhos quando comprovada a morte cerebral Quanto ao ABORTO. televisão. o da gravidez decorrente de estupro e outros casos que a medicina aconselhar. jornais. Os conceitos constitucionais de intimidade e vida privada estão de os interligados. tais como relações comerciais. ou seja.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. enquanto vida objetivos. salvo em caso de guerra declarada. não afasta a proteção constitucional contra ofensas desarrazoadas. XLIX . etc. etc). sem qualquer nexo causal com a atividade profissional realizada. revista. Esta proteção constitucional.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. . suas relações familiares e de amizade.de natureza material e moral.

São alguns exemplos de direito à intimidade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; • DIREITO Á IGUALDADE: A CF/88 adotou o Princípio da Igualdade de direitos determinando que todos os cidadãos tenham o tratamento idêntico pela lei. O que se veda são as diferenciações arbitrarias. Aristóteles já vinculava à idéia de igualdade à idéia de justiça ao afirmar “o legislador deve tratar de maneira igual os iguais e de maneira desigual os desiguais”. São alguns exemplos de direito à igualdade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Ainda existe outras regras que proíbem discriminações que estão arroladas no art. 7º que vedam diferenças de salários, de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil e qualquer

discriminações Todavia a

no

tocante CF

a

salários

e as

critérios chamadas

de

admissão

do

trabalhador portador de deficiência. própria estabelece DISCRIMINAÇÕES POSITIVAS onde o constituinte tratou de proteger certos grupos, que ao seu entender, mereceriam tratamento diverso. Ele cuidou de estabelecer medidas de compensação, buscando concretizar, uma igualdade de oportunidades para esses indivíduos. Como por exemplo: L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação (art. 5º); Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) • DIREITO À LIBERDADE: A liberdade consagrada no texto constitucional é a denominada LIBERDADE OBJETIVA que consiste na expressão externa do querer individual, e implica o afastamento de obstáculos ou de coações, de modo que o homem possa agir livremente. Todavia essa liberdade apresenta freios, para que os mais fortes não oprimam os mais fracos. No Direito Constitucional, vamos encontrar 05 grupos de liberdades, no art 5º da CF/88:

 LIBERDADE DA PESSOA FÍSICA: liberdade de locomoção, de
circulação. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

 LIBERDADE DE PENSAMENTO: em todas as suas formas de
liberdades (opinião, religião, artística, comunicação do conhecimento). IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 LIBERDADE DE EXPRESSÃO COLETIVA: em suas várias formas
(de reunião e de associação). XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

 LIBERDADE DE AÇÃO PROFISSIONAL: livre escolha e de exercício
de trabalho, oficio e profissão. XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

 LIBERDADE DE CONTEÚDO ECONÔMICO E SOCIAL: liberdade
econômica, livre iniciativa, liberdade de comércio, liberdade ou autonomia contratual, liberdade de ensino e liberdade de trabalho. Liberdades estas que estão no Capitulo dos Direitos econômicos e não no campo dos direitos individuais. • DIREITO À PROPRIEDADE: O direito de propriedade tem o seu fundamento na Constituição. Esse direito é garantido desde que a propriedade atenda sua função social. Com isso a

bem como proteção às criações industriais. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. XXIII . desde que trabalhada pela família. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. ou por interesse social. de marcas e de nome de empresas que são os privilégios de invenção.  propriedade de inventos. que confere aos autores o direito de reproduzir suas obras literárias. . com claúsula de ficar isento de execução por dividas (art. XXIV . XXVI . Alem deste tipo de propriedade existem propriedades especiais no art 5º da CF/88.  e a propriedade do bem de família que permite aos chefes de família destinar um prédio para domicílio desta. CC).aos autores pertence o direito exclusivo de utilização.70.a pequena propriedade rural. exclusivo de utilizar.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública.a propriedade atenderá a sua função social. assim definida em lei. à proteção dos desenhos industriais e marcas de uso exclusivo e à exclusividade do nome da empresa: XXIX . que asseguram ao inventor direito de o obter a patente que lhe garanta a propriedade do invento de utilidade. com pagamento mediante titulo. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. à propriedade das marcas.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. cientificas e de comunicação: XXVII .Constituição autoriza a desapropriação. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. de propriedade que não cumpra sua função social. publicar e artísticas. publicação ou reprodução de suas obras. o direito de impedir que um terceiro utilize a patente do objeto. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. são elas:  propriedade autoral.

in casu. esta a norma fundamental que confere validade e norteia toda uma ordem jurídica nacional. direito ao trabalho. civil. pluralista. à saúde. que se caracterizam como liberdades positivas. esses poderes são limitados. financeira. internacional. ao aplicar normas constitucionais aos casos concretos examinados. Porém. à educação e à cultura. inclusive. à previdência social. O empregador tem poderes para disciplinar e gerir a empresa e as relações desta com os empregados. naquilo que lhe couber. entre outras. é para agir segundo o que ordenam e o que permitem as Leis e a Constituição. quais sejam os valores de uma sociedade fraterna. IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 PARA OS PROFISSIONAIS: Muito se tem discutido acerca da efetividade dos direitos constitucionalmente garantidos. contrariar dispositivos contidos na Constituição e na legislação. A liberdade. quer dizer. de maneira alguma. a empresa não pode fazer o que quiser no seu âmbito interno. devem ser propostas soluções que estejam em consonância com as linhas mestras reconhecidas nos Direitos Humanos Internacionais e na Constituição Federal de forma a dar materialidade às garantias às quais o Constituinte de 1988 se propôs a perseguir. E não podem. tributária. devendo. que para efeitos constitucionais. a redução das desigualdades sociais e regionais e a garantia dos direitos sociais como direitos e garantias fundamentais. comercial. ao meio ambiente sadio. direitos sindicais. que obrigam o Estado a melhorar as condições de vida dos hipossuficientes. segundo a Constituição e as Leis. à greve. trabalhista. são os trabalhadores subordinados que estão sob a proteção constitucional do art. mesmo sendo uma pessoa de direito privado. Esse diploma prevê sejam assegurados aos brasileiros e aos estrangeiros diversos direitos como obrigação de não-discriminação. eqüitativas e satisfatórias de trabalho. Ao tempo em que a Constituição Federal de 1988 trouxe a previsão dos direitos sociais que são direitos fundamentais dos homens. 7º. respeitar e implementar os Direitos Fundamentais. seja ela administrativa.4. penal. ambiental. . condições justas. Isto é.

isto é. Desta definição destaca-se os seguintes conceitos: profissionalismo. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens e serviços. Já produção de serviços é a . enquanto seus empregados produzem ou circulam os bens ou serviços. Essas pessoas são os EMPRESÁRIOS. isto que dizer. saúde. Não é considerado empresário àquele que realiza tarefas esporádicas. CONCEITO DE EMPRESÁRIO: Segundo o art. etc. O DIREITO COMERCIAL cuida do exercício dessa atividade econômica organizada de fornecimento de bens ou serviços. Atividade econômica organizada: significa qualquer atividade licita e idônea à geração de lucro para quem a explora em virtude dos fatores de produção. E ele detém o monopólio das informações. – são produzidos em organizações econômicas especializadas e negociadas no mercado. denominada de EMPRESA. Produção ou circulação de bens ou serviços: produção de bens é a fabricação de produtos ou mercadorias. c. 2. Essas organizações são estruturadas por pessoas vocacionadas à combinar determinados componentes (os fatores de produção – capital. muito dinheiro com issso. que empresário é aquele que exerce a atividade com habitualidade. porque as informações sobre os bens e serviços que oferece ao mercado costumam ser de seu inteiro conhecimento. Seu objetivo é o estudo dos meios socialmente estruturados de superação de conflitos de interesses envolvendo empresários ou relacionados às empresas que exploram. OBJETO DO DIREITO COMERCIAL: Os bens e serviços de que todos precisamos para viver .AULA 04 – DIREITO COMERCIAL 1. Empresário é definido na lei como o profissional exercente de “atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens ou serviços”. lazer. insumo e tecnologia) e fortemente estimuladas pela possibilidade de ganhar dinheiro. os que atendem às nossas necessidades de vestuário. a. pessoalidade e o monopólio de informações. mão-de-obra. b. educação. Ele deve exercer a atividade empresarial pessoalmente. Profissionalismo: o exercício da atividade profissional esta associado a três fatores: habitualidade. 966 do Código Civil.

São quatro as hipóteses de atividades econômicas civis: a. os escritores e os artistas de qualquer expressão (plásticos. de natureza cientifica. por exemplo). mas não se submetem ao regime jurídico-empresarial. estão surgindo atividades econômicas de relevo exploradas sem empresa. dentistas. mas não organiza a empresa (não tem empregados. São os profissionais liberais (médicos. Circular bens é ir buscar o bem no produtor e trazê-lo para o consumidor. advogados. animal e mineral. d. mas não se enquadra no conceito legal de empresário: se alguém presta serviços diariamente.). Há uma exceção em que o profissional se enquadra no conceito de empresário. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou serviços). costumam ter os seus requisitos legais (profissionalismo. É quando ele presta serviços para uma empresa que organiza os fatores de produção. pecuária. atores.prestação de serviços. mesmo que o faça com profissionalmente (com intuito lucrativo e habitualidade). se dedicam às mesmas atividades dos empresários. artística ou literária. portanto não se submetem ao regime jurídico-empresarial – responsável por regulamentar a pratica da atividade mercantil e torná-la legal. e extrativismo vegetal. etc. ATIVIDADES ECONÔMICAS CIVIS: São atividades econômicas que não se enquadram no conceito de empresário e. será considerado empresário. Empresário rural: são as atividades da agricultura. músicos. c. enquanto circular serviços é intermediar a prestação de serviços. ele não é empresário. . Aquele que explora atividade empresarial. Profissional intelectual: não se considera empresário. Cooperativas: são sociedades civis que. Trata-se da hipótese em que o exercício da profissão constitui elemento da empresa. Entretanto se o empresário rural requerer sua inscrição no registro de empresas (Junta Comercial). Com o desenvolvimento dos meios de transmissão eletrônica de dados. etc. b. 3. em que o prestador de serviço trabalha sozinho em casa. o exercente de profissão intelectual.). arquitetos. normalmente.

972 do CC/2002. desde que ouvidos os pais. vedado a empresas com capital estrangeiro). . O militar da ativa. Os viciados em tóxicos. Assim. Aqueles que foram condenados pela prática de crime cuja pena vede O leiloeiro. O membro do Ministério Público. tutores ou representantes legais do menor. Os deficientes mentais.4. o acesso à atividade empresarial. a lei permite que o incapaz seja empresário (através da representação-se absoluta a incapacidade. assim determina o art. Aqueles em desempenho de função pública. não têm capacidade civil: • • • • • • • Os menores de 18 anos emancipados. • • • • • • Os devedores do INSS. Os pródigos e Os índios. Os excepcionais. Estão legalmente impedidos de exercer a atividade de empresário: • • • • • O falido não reabilitado. Os ébrios habituais. Essa autorização judicial pode ser revogada a qualquer tempo. Excepcionalmente. Os funcionários públicos. ou assistência – se relativa a incapacidade) desde que autorizado por juiz para que continue a exercer a empresa por ele constituída enquanto era capaz. CAPACIDADE DO EMPRESÁRIO: Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem no pleno gozo de sua capacidade civil e não forem legalmente impedidos. O estrangeiro com visto temporário. Os estrangeiros ou sociedades não sediadas no Brasil ou não constituídas segundo nossas leis (É o caso de assistência á saúde. O magistrado. ou que foi constituída por seus pais ou por pessoa de quem for sucessor.

interpretes comerciais. trapicheiros e administradores de armazéns em geral. 7. REGISTRO DA EMPRESA: Uma das obrigações dos empresários é a de inscrever-se no Registro das Empresas. sejam eles corpóreos (máquinas.5. Firma ou denominação: a sociedade limitada e a sociedade comandita por ações. empresarias cooperativas. grupos das de sociedades. . Denominação: somente a sociedade anônima. Firma: adotam o nome firma o empresário individual. órgãos de administração estadual. Trata-se de profissionais que exercem atividades paracomerciais. a sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples. Os atos de registros de empresas possuem as seguintes espécies: a. b. De acordo com a legislação pertinente são duas as espécies de nomes empresariais previstos: a firma e a denominação. 6. equipamentos) ou incorpóreos (nome. c. o complexo de bens. estrangeiras. sociedades sociedades empresariais. Arquivamento: é o ato que rege a inscrição do empresário. antes de dar inicio à exploração de seu negocio. A adoção de firma ou denominação dependerá do tipo social adotado: a. b. NOME EMPRESARIAL: Todo comercio possui um nome empresarial que o identifica e o diferencia dos demais. leiloeiros. Matrícula: que é o ato que rege a inscrição de tradutores públicos. Autenticação: é o ato que atesta a regularidade dos livros comerciais e das fichas escriturais. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL: É o instrumento da atividade do empresário é a base física da empresa. As Juntas Comerciais. ponto). c. cabe a execução do registro da empresa. reunidos para que o empresário possa praticar a atividade empresarial. e microempresas empresas de pequeno porte e grupo de consórcios.

que é um dos fatores dos meios de produção. é de existência facultativa e suas funções podem ser atribuídas a qualquer pessoa. independente do vinculo contratual mantido com o empresário. autônomo ou pessoal terceirizado vinculados por contrato de prestação de serviços. o CAIXA CONTA CORRENTE. Exerce funções de chefia. o DIÁRIO. Os livros comerciais podem ser obrigatórios ou facultativos. sua existência é obrigatória e suas funções só podem ser atribuídas a profissionais legalmente habilitados. os gerentes e os contabilistas. Esses trabalhadores. o empresário necessariamente deve contratar mão-de-obra. Esta é de responsabilidade de um contabilista legalmente habilitado e deverá ser feita em moeda e idioma nacionais e em forma contábil. PREPOSTOS DO EMPRESÁRIO: Como organizador da atividade empresarial. de acordo com a lei. São obrigatórios aqueles cuja escrituração é imposta ao empresário e sua falta lhe acarreta sanções. Trata-se de um trabalhador que está sujeito ao poder hierárquico do empresário. O gerente pode ser definido como o preposto permanente no exercício da empresa. São facultativos os livro cuja escrituração serve para controle sobre os negócios e não acarretam sanções a sua ausência. e . como por exemplo. ESCRITURAÇÃO: A lei determina que o empresário é obrigado a seguir um sistema de contabilidade com base na escrituração uniforme de seus livros.sejam empregados regidos pela CLT. são chamados de PREPOSTOS.8. Os prepostos são. O contabilista não se subordina hierarquicamente ao empresário e é o responsável técnico pela escrituração dos livros comerciais. Os atos dos prepostos praticados no estabelecimento empresarial e relativos à atividade econômica ali desenvolvida obrigam ao empresário preponente. isto quer dizer que prepostos e empresários respondem solidariamente se agirem com dolo. 9.

para o exercício de atividade econômica e a partilha. a vontade de colaboração ativa de todos os associados em pé de igualdade. com bens ou serviços. Independentemente do objeto. sociedade em comandita simples. nesse mesmo sentido. sociedade limitada. sao elas: • • • • • sociedades em nome coletivo. de seus atos constitutivos. no registro próprio e na forma da lei. Com efeito. 983 do CC/2002. 2. 981 do CC estabelece que: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. por outro lado. De acordo com que determina o art. Dispõe. O Código Civil.2ª parte – DIREITO SOCIETÁRIO 1. isto é. a procura de benefícios a serem partilhados. a sociedade • . são sociedades empresárias as sociedades por ações. que as sociedades simples sao aquelas que não têm como objeto a produção ou circulação de bens ou de serviços. diferencia as sociedades em empresárias e simples. dispõe que são empresárias as sociedades destinadas à atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. no que toca à personalidade. São consideradas sociedades empresárias as que têm por objeto o exercício de atividades próprias de empresários. o art. são classificadas em sociedades não personificadas e personificadas. a affectio societatis. sociedade anônima.AULA 04 – DIREITO COMERCIAL . Assim. CONCEITO DE SOCIEDADE A sociedade consiste no contrato por meio do qual duas ou mais pessoas mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos para lograr fins comuns. dos resultados. entre si. SOCIEDADES QUANTO Á PERSONIFICAÇÃO: As sociedades. O contrato que se estabelece entre as pessoas assim obrigadas deve apresentar três condições especiais: • • a entrada de bens para que possa ser composto o capital social. as sociedades adquirem personalidade jurídica com a inscrição. sociedade em comandita por ações. Nesse sentido. de acordo com o Código Civil. Com efeito.

Já na sociedade em conta de participação. dessa forma. produzindo efeito somente em relação aos sócios. o objeto social é exercido pelo sócio ostensivo. sendo que o saldo constituirá crédito quirografário. uma vez que a sociedade é uma pessoa e as pessoas não são apropriáveis por outras. um património especial que consiste no objeto em conta de participação relativa aos negócios sociais. não confere personalidade à sociedade. embora fosse possível fazê-lo. também reconhece. sendo que a inscrição do instrumento. Por esse motivo ele não pode ser chamado de empresário. Assim. perante terceiros. Da mesma forma. Em decorrência dessa diferença. A contribuição dos sócios ocultos constitui. Nesse tipo de sociedade. ocultos. em seu nome individual e sob sua exclusiva responsabilidade. Já se a falência for de sócio participante. sociedade empresária. por outro lado. juntamente com a do sócio ostensivo. em sociedade em comum e sociedade em conta de participação. produz efeitos somente entre os sócios. em razão de sua própria natureza. ter seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial respectiva. ainda. isto é. a sociedade não personificada que se subdivide. Quanto às duas modalidades. o sócio não pode ser chamado de dono. o sócio submete-se àquele que a lei e o contrato social lhes reservar. O contrato social. como visto. enquanto a sociedade em conta de participação não pode. como visto. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: A figura do sócio possui natureza jurídica sui generis. obriga-se apenas o sócio ostensivo. específica e distinta da sociedade. a sociedade será dissolvida e liquidada. Quanto ao regime jurídico. na sociedade em comum todos os sócios respondem de forma solidária e ilimitada pelas obrigações assumidas pela sociedade. na medida em que é a própria sociedade que recebe essa denominação. 3. . Nosso direito. os resultados correspondentes. participando aos demais sócios. o contrato social ficará sujeito às normas reguladoras dos efeitos da falência em relação aos contratos do falido.empresária somente adquirirá personalidade com o registro de seus atos na Junta Comercial do Estado (unidade federativa) a quem competir o registro. vindo a ocorrer a falência do sócio ostensivo. ou seja. a diferença está em que a sociedade em comum não possui seus atos constitutivos inscritos.

De fato. optar pela transmissão de domínio. de acordo com o art. sendo que aquele cuja contribuição seja de serviços exercerá o direito de participação dos lucros pela média que se verificar na proporção das quotas. os sócios ficam obrigados. não poderá se empregar em atividade estranha à sociedade. No que toca à administração. na forma e no prazo previstos. suas deliberações serão tomadas por maioria dos votos. a administração da sociedade. Com efeito. sob pena de ser privado de seus lucros e ser excluído da sociedade. a obrigação típica do sócio é a integralização do capital social que subscreveu. Poderá. como é sabido. Ao administrador da sociedade compete o cuidado e a diligência no exercício de suas funções. dessa forma. também aos que . também os condenados a pena que vede. responderá pelo dano que emergir da mora. também. salvo disposição em contrário. na medida em que a sociedade deve possuir seu próprio capital social que.As obrigações dos sócios. posse ou uso de bem ou pela transmissão de crédito. por parte da sociedade. é de observar-se que. verificada a mora. concussão ou peculato. a contribuir com o capital social. a fiscalização da gerência. pela redução de sua quota ao montante já realizado. 1. se extinguem as obrigações sociais. corrupção ou suborno. consistir a contribuição do sócio em serviços. ou ainda. será facultada à maioria dos sócios a opção pela indenização correspondente ou pela exclusão do remisso. iniciam-se imediatamente com o contrato. Ainda no que tange à integralização. ou por crime falimentar. em vez da contribuição em dinheiro. Por outro lado. sendo esses contados pelo valor das quotas de cada um deles. mas nesse caso. quando em razão de lei ou do contrato social compete aos sócios a decisão sobre os negócios da sociedade. e terminam quando. A referida obrigação se justifica. sendo certo que não podem ser administradores. mesmo que temporariamente. além dos que forem impedidos por lei especial. o acesso aos cargos públicos. de prevaricação. Com relação ao direito de participação nos resultados. denomina-se sócio remisso aquele que não cumpre tal obrigação. não se confunde com o patrimônio pessoal de cada um de seus sócios que. embora outras existam. salvo estipulação em contrário. São. em decorrência da liquidação da sociedade. o sócio o exerce na proporção de suas quotas. pode o sócio. se esse não fixar outra data.001 do CC. positivos ou negativos. por outro lado. O sócio que assim não fizer no prazo de 30 (trinta) dias que se seguirem à notificação. Nesse sentido. a retirada. direitos dos sócios: a participação nos resultados. devem contribuir para a formação do capital próprio da sociedade.

ficar resolvida a substituição do sócio que tiver falecido. entretanto. será liquidada. estará ele exercendo o chamado direito de recesso que lhe permite retirar-se da sociedade. as leis de defesa da concorrência e as relações de consumo. a fé pública ou a propriedade. obtendo o reembolso da quantia correspondente ao seu capital na proporção do último balanço aprovado. em razão da mora na integralização do capital social. dá-se em razão do sócio excluído ter cometido falta grave no cumprimento de suas obrigações ou por motivo de incapacidade superveniente e. O administrador poderá ser nomeado em função do próprio contrato ou por instrumento em separado. com efeito. por acordo com os herdeiros. dá-se a exclusão de pleno direito quando o sócio for declarado falido ou quando sua quota for liquidada a requerimento de credor particular. permanece a responsabilidade desse sócio ou de seus herdeiros pelas obrigações sociais assumidas anteriormente. exclusão ou retirada. sua quota. documentos. bem assim. De qualquer forma. no que pertine ao direito de fiscalizar. Referida vedação. quando divergir de alteração do contrato social. em primeiro lugar. podem os sócios examinar livros. retirada ou exclusão. RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO: Ocorre a resolução da sociedade em relação a um sócio em caso de sua morte. salvo estipulação em contrato que determine época própria para que se dê referido exame. ou ainda se. O administrador é obrigado a prestar aos sócios as contas resultantes de sua administração. resolvida a sociedade em relação a um dos sócios em razão de morte. estado do caixa e carteira da sociedade. Finalmente.praticarem crimes contra a economia popular. No tocante à causa de resolução da sociedade relativa à exclusão judicial do sócio. pelo prazo de até 2 (dois) anos. somente se verificará enquanto perdurarem os efeitos da condenação. . contados da averbação da resolução da sociedade. 4. Tratando-se da resolução em razão da retirada do sócio. Verificando-se a morte do sócio. que deverá ser requerida pela maioria dos demais sócios. a qualquer tempo. Do mesmo modo. exceto se o contrato social dispuser de forma diversa ou se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade. o sistema financeiro nacional. por meio da apresentação de inventário anual. Assiste ao sócio referido direito. balanço patrimonial e de resultado económico.

6. 1. por meio do qual adquirem personalidade jurídica.043 do CC.033 A 1. o contrato social. a requerimento de qualquer dos sócios. tendo em vista que o art. morte do sócio. nesse sentido. 6.1. qual seja. vontade dos sócios. que neste caso deverá ser unânime. exclusão do sócio. SOCIEDADE PERSONIFICADA Sociedades personificadas. ao contrário das não personificadas. se por intermédio de alteração contratual. A dissolução pode ainda ocorrer de forma judicial ou extrajudicial. não-realização do objeto. e no segundo parcial. A sociedade será dissolvida judicialmente. nos termos do art. Se a dissolução operar-se por distrato será total. podendo ser das modalidades simples e empresárias. São causas de dissolução parcial (desvinculação de um sócio): . motivo de falência.5. a dissolução será parcial. conforme estudado em tópico anterior. decurso do prazo estabelecido para sua duração. 1. constituição da unipessoalidade (morte de um dos sócios). DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE (CC. 998 do CC claramente dispõe. são as que possuem a inscrição de seus atos constitutivos no registro competente. deverá ser inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. São causas de dissolução total (término da personalidade jurídica): • • • • • • • • • vontade dos sócios. No primeiro caso será total.SOCIEDADE SIMPLES São sociedades simples aquelas cujo ato constitutivo. retirada do sócio. quando sua constituição for anulada. ARTS. causas contratuais (por exemplo: não-obtenção do lucro mínimo esperado). for exaurido seu fim social ou verificada sua inexequibilidade.038) A dissolução pode ocorrer por dois motivos: com o término da personalidade jurídica ou com a desvinculação de um dos sócios.

SOCIEDADES EMPRESÁRIAS De acordo com a redação do art. filial ou agência na circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas. empresário é tanto o que produz quanto o que circula o resultado daquela produção. literária ou artística. 1. sociedade limitada. As sociedades empresárias devem promover o registro de seus atos constitutivos junto ao Registro das Empresas Mercantis de sua respectiva sede. 6.2. 1000 do CC. Assim. a menos que o exercício da profissão constitua elemento de empresa. A . 966 do CC. Nesse sentido ainda. 6. nos termos do parágrafo único do art. isto é. mas o será aquele que explorar a atividade de editor. como é a sociedade empresária. 966 do CC. mesmo com o concurso de auxiliares ou colaboradores.044 DO CC) Somente pessoas físicas podem fazer parte desse tipo de sociedade em que todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. ainda que os escreva em conjunto com colaboradores. seja ele individual. Temos assim que empresário. aquele que exerce profissão intelectual. de natureza científica. seja coletivo. conforme exige o art. exerce a empresa. considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. a atividade econômica organizada. sociedade anónima e sociedade em comandita por ações.2. a sociedade deverá requerer a inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. O pedido de inscrição deverá vir acompanhado do instrumento do contrato autenticado. em primeiro lugar.039 A 1. tenha por finalidade a produção ou a circulação de bens ou serviços. sociedade em comandita simples. com a prova da inscrição originária. relembremos que não é considerado empresário. podendo constituir-se sob a forma de sociedade em nome coletivo. Com efeito. não é empresário aquele que seja autor de livros. é aquele que. A sociedade simples que instituir sucursal. neste também deverá inscrevê-la.1 SOCIEDADE EM NOME COLETIVO (ARTS.• Nos 30 (trinta) dias subsequentes à sua constituição.

caberá exclusivamente ao sócio cujo nome civil constar da firma. VI .declaração da falência. responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. na qual uma pessoa. se for empresária. que são pessoas físicas.deliberação dos sócios. que se obrigam apenas pelo valor de sua cota. e os comanditários. sem que assuma a condição de sócio. o comanditário. A sociedade em comandita simples dissolve-se pelas mesmas causas já estudadas como de dissolução da sociedade em nome coletivo 7. contudo. 1. a menos que no contrato se tenha estabelecido de forma diversa. 1. Dissolve-se a sociedade em nome coletivo por (art. não reconstituída no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. praticado na Idade Média. os sócios comanditados nomearão um administrador provisório para assumir a administração pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. III . A sociedade em comandita nasceu do contrato de encomenda.033): I . quais sejam. 6.051 DO CC): A expressão "comandita" tem relação mediata com a idéia de confiança. na sociedade de prazo indeterminado. entregava mercadorias ou soma em dinheiro a um comerciante ou a um capitão.2 SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES (ARTS. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES As sociedades podem ser classificadas segundo os seguintes critérios: 7. Já na falta do sócio comanditado.vencimento do prazo de sua duração.extinção de autorização para funcionar.1QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS .falta de pluralidade de sócios. aquele que confiava. o comanditado.2. A sociedade em comandita simples compõe-se de duas categorias de sócios.consenso unânime dos sócios. IV . os comanditados. aquele em que era depositada a confiança. mediante partes dos lucros da expedição.045 A 1. II . V . No caso de morte do sócio comanditário a sociedade continuará com seus sucessores.administração da sociedade. por maioria absoluta.

QUANTO ÀS CONDIÇÕES DE ALIENAÇÃO SOCIETÁRIA • Sociedades de pessoas — Neste tipo societário.Os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações. quais sejam. logo as ações podem ser alienadas ou penhoradas e o herdeiro de acionista será sempre sócio. sociedade de capital e indústria. a participação societária denomina-se QUOTA.São sociedades em que não se aplica o disposto no art. São deste tipo: N/C. C/S e Ltda. Requisitos de validade .• • Sociedade ilimitada . Podem dissolverse pela vontade da maioria. 334. sendo que a participação societária denominase AÇÃO. 8. como de capital. A. 7. dependendo do que vier estabelecido no contrato social.: a sociedade limitada poderá tanto se constituir na forma de sociedades de pessoas. CONTRATO SOCIAL Consiste no contrato plurilateral em que os sócios coordenam seus esforços conjuntos para obtenção de lucro que partilharão entre si. Assim sendo. Por este instrumento formam-se as sociedades previstas pelo Código Comercial. sociedade em comandita simples. Sociedade limitada .2 QUANTO AO REGIME DE CONSTITUIÇÃO E DISSOLUÇÃO • Contratuais — Seu ato constitutivo é o Contrato Social. sociedade em conta de participação.3. veda-se o ingresso de estranho na sociedade. sendo suas quotas impenhoráveis.sem eles o contrato não é válido. Podem ser: .Neste tipo de sociedade todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações por ela assumidas (N/C). • Sociedade de capital . Obs. Para sua dissolução não basta a vontade da maioria. sociedade em nome coletivo. 7. podendo ainda ocorrer a dissolução parcial por morte do sócio. • Institucionais . os atributos pessoais de cada sócio importam para a sociedade. sendo a responsabilidade limitada às cotas ou às subscrições de ações.Seu ato constitutivo é o Estatuto Social. Neste tipo de sociedade. São exemplos: S/A e C/A.

por exemplo.). agente capaz. formação do capital social . a cláusula de reembolso. • Específicos . determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei.1 ALTERAÇÃO CONTRATUAL O contrato pode ser alterado por maioria de votos (participação no capital social). CPF.são aqueles que se exigem para a validade de qualquer contrato.são cláusulas facultativas como. RG.Sem elas o contrato não pode ser registrado. C. • o prazo de duração. • o capital social: qual seja. 8. • o nome comercial. Cláusulas contratuais essenciais . C/S. • a nomeação do gerente. Cia. . o montante e o prazo para regularização. objeto lícito. todos participarão dos resultados positivos ou negativos da atividade (affetio societatis). cessão de cotas na sociedade de pessoas. • a responsabilidade dos sócios.pluralidade de sócios. quais sejam. Exige-se a unanimidade de votos para: • • • • • alteração do objeto social (mudança de atividade). • o objeto social: representando o ramo que pretende explorar.• Genéricos . estado civil etc. prorrogação do prazo. • a sede e foro. • o visto de um advogado.todos os sócios devem contribuir para a formação do capital social. dissolução parcial consensual (quando um dos sócios sai da sociedade).. São : • o tipo societário: S/A. possível. B. Cláusulas acidentais . • a qualificação dos sócios: nome. transformação do tipo social (S/A para Ltda.

AULA 04 – DIREITO COMERCIAL – SOCIEDADE LIMITADA, ANÔNIMA E COMANDITA POR AÇÕES – 3ª PARTE 10.SOCIEDADE ILIMITADA: A sociedade limitada é regida pelos artigos 1.052 a 1.080 do CC e, subsidiariamente, pelo que se aplica às sociedades simples, conquanto o contrato social poderá, ainda, prever a regência supletiva das normas aplicáveis às sociedades anônimas. Neste tipo de sociedade a responsabilidade de todos os sócios é limitada ao total do capital social não integralizado. A responsabilidade, ainda que ilimitada, restringe-se ao que falta para a integralização. Uma vez que o sócio tenha integralizado sua parte no capital social em sociedade por ações, nada mais poderá lhe ser cobrado.. O nome da sociedade pode ser do tipo firma ou denominação social, contendo o nome civil de um dos sócios, seguido sempre da sigla LTDA. Nesse sentido, o uso da firma ou da denominação é privativo dos administradores. Tratando-se de sociedade limitada, o referido capital será dividido em QUOTAS, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. A quota, por sua vez, é indivisível em relação à sociedade, exceto no caso de transferência Para a formação do capital social, podem os sócios contribuir com dinheiro ou bens, sendo vedada a contribuição em prestação de serviços. Sendo, contudo, a contribuição feita por meio de bens, pela sua exata estimação, respondem solidariamente todos os sócios, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do registro da sociedade. O sócio, sendo omisso o contrato nesse sentido, pode ceder sua quota de forma total ou parcial a outro sócio, independentemente da manifestação dos outros. A administração da sociedade competirá a uma ou mais pessoas que deverão estar designadas para essa função no contrato social ou por ato em separado. As deliberações dos sócios, de acordo com o art. 1.072 do CC, serão tomadas em reunião ou em assembleia. Sendo o número de sócios superior a dez, a deliberação em assembleia será obrigatória. A reunião ou assembleia, contudo, são dispensáveis quando todos os sócios decidirem por escrito acerca do objeto da deliberação.

Além de outras matérias, que a lei ou o contrato indicar, são objeto de deliberação, com o respectivo quorum de aprovação: • • • • • social; • • • a incorporação, fusão e dissolução da sociedade e, bem assim, a cessação do estado de liquidação por, no mínimo, 3/4 do capital social; a nomeação e a destituição dos liquidantes, bem como o julgamento de suas contas, por mais da metade do capital social; o pedido de concordata, caso em que, havendo urgência e mediante a autorização de mais da metade do capital social, os administradores poderão requerer a concordata preventiva. Tomadas as deliberações, essas vinculam todos os sócios mesmo que ausentes ou dissidentes. 11.SOCIEDADE POR AÇÕES – SOCIEDADE ANÔNIMA (S/A) E a aprovação das contas da administração por maioria de votos dos presentes; a designação dos administradores, se feita em separado, por mais da metade do capital social; a destituição dos administradores também por mais da metade do capital social; o modo da remuneração dos administradores quando não estiver estabelecida em contrato, por mais da metade do capital social; a modificação do contrato social por, no mínimo, 3/4 do capital

COMANDITA POR AÇÕES (C/A) : As sociedades por ações são duas: a sociedade anônima e a sociedade comandita por ações. Tanto a sociedade anônima (também denominada de COMPANHIA) como a comandita por ações são regidas pelas normas gerais das sociedades por ações – Lei das Sociedades por Ações (LSA), de nº. 6.404, de 1976. Entretanto a sociedade comandita por ações apresenta algumas peculiaridades relativas aos diretores da sociedade que são alterações que estão previstas nos arts. 1.090 a 1.092 do Código Civil. 12.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE ANÔNIMA: É uma sociedade institucional, ou seja, estatutária na medida que seu ato constitutivo denomina-se de Estatuto Social. Também é uma sociedade de capital em que os títulos representativos desse capital denominam-se de AÇÕES. Esses títulos representativos são livremente negociáveis. Nenhum acionista pode impedir

o ingresso de quem quer que seja no quadro associativo. Por outro lado, será possível a penhora da ação em processo de execução promovido contra acionista. Com a morte de um acionista, não poderá ser impedido o ingresso de seus sucessores no quadro associativo. Como se trata de uma sociedade institucional, não será ilícito se os sucessores requererem em juízo a apuração dos haveres do acionista morto. O herdeiro de uma ação transforma-se , queira ou não, em acionista da sociedade por ação. O capital social deste tipo societário é fracionado em unidades representadas por ações. Os seus sócios são chamados de acionistas, e eles respondem pelas obrigações sociais até o limite das ações que subscrever, ou seja, responde pela quantidade de ações que é proprietário. A sociedade anônima é sempre uma sociedade empresária, mesmo que o seu objeto seja uma atividade econômica civil. A sociedade anônima adota sempre o nome comercial sob a forma de denominação. Devendo constar referencia ao tipo societário, pelas expressões sociedade anônima ou companhia, por extenso ou abreviadamente. Ela é administrada pelos membros da diretoria. O estatuto deverá prever: a) o numero mínimo e máximo de membros, nunca inferior a dois; b) duração do mandado, não superior a 3 anos; c) modo de substituição dos diretores; d) atribuição e poderes de cada diretor. Essa diretoria será eleita em assembléia geral com todos os acionistas. 13.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES: O acionista diretor – também denominado de gerente – tem

responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade. Por essa razão, somente o acionista poderá fazer parte da diretoria. Desta forma, os diretores serão nomeados pelo estatuto, por prazo indeterminado, e somente podem ser destituídos por deliberação de acionistas que representem, no mínimo, 2/3 do capital. A sociedade comandita por ações pode adotar firma ou denominação, sendo que, no primeiro caso, não poderá compor o seu nome empresarial o nome civil de acionista que não seja diretor. Em ambas as hipóteses, o nome empresarial deverá conter a expressão identificativa do tipo societário. A assembléia geral não tem poderes para, sem a anuência dos diretores – em virtude da sua responsabilidade ilimitada, mudar o objeto social da sociedade, prorrogar o seu prazo de duração e aumentar ou reduzir o seu capital social.

desse modo. a relação de trabalho eventual. de trabalho avulso. a relação de emprego. mas nem toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego. em que se encontram presentes os requisitos caracterizadores do pacto laboral.Nao é possivel o empregado ser pessoa juridica ou animal. o serviço deverá ser prestado sempre por pessoa física ou natural. a mais comum e importante relação de trabalho existente. TRABALHO POR PESSOA FÍSICA: Para caracterização da relação de emprego. 2. Podemos afirmar que a relação de trabalho é o gênero da qual a relação de emprego é a espécie Em outras palavras podemos afirmar que toda relação de emprego corresponde a uma relação de trabalho. continuado e assalariado".1. . A expressão relação de trabalho englobaria. RELAÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO – RELAÇÂO DE EMPREGO: É relação típica de trabalho subordinado a denominada relação de emprego. estes de compreensão fundamental para o estudo do trabalho subordinado. O empregador conta com certa pessoa especifica para realizar o serviço. Passemos a analisar os requisitos caracterizadores da relação de emprego. PESSOALIDADE: O serviço tem que ser executado pessoalmente pelo empregado.2. de estagio e de trabalho institucional. A relação de emprego como sendo "a relação jurídica de natureza contratual tendo como sujeitos o emprego e o empregador e como objeto o trabalho subordinado. Os serviços prestados pela pessoa jurídica sao tutelados pelo Còdigo Civil. que não poderá ser substituído por outro. 2. mediante o pagamento de uma contraprestação.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . não podendo o obreiro ser pessoa jurídica. a relação de trabalho autônomo. sendo. 2. nos dias atuais. O contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado. RELAÇÃO DE TRABALHO VERSUS RELAÇÃO DE EMPREGO: A relação de trabalho corresponde a qualquer vinculo jurídico por meio do qual uma pessoa natural executa obra ou serviço para outrem.1ª parte – TRABALHO AUTÔNOMO E SUBORDINADO 1.

A relação de emprego em relação ao obreiro reveste-se de caráter de infungibilidade. 2. passa o empregado a ser subordinado juridicamente ao empregador. permanente. 2. 2. O empregado não assume os riscos da atividade empresarial desenvolvida. devendo o laborante executar os serviços pessoalmente. A relação de emprego impõe a onerosidade. seu principal direito é o do recebimento da contraprestação pelos serviços prestados (remuneração). ALTERIDADE: O princípio da alteridade determina que os riscos da atividade económica pertencem única e exclusivamente ao empregador. em regra. em que o empregado.5. em que o obreiro passa a fazer parte integrante da cadeia produtiva da empresa.6. se integra aos fins sociais desenvolvidos pela empresa. contínua e permanentemente. caracteriza o trabalho nãoeventual. prevalecendo a Teoria dos Fins do Empreendimento. 2. suspensão disciplinar e dispensa por justa causa). apenas configurando mera relação de trabalho como ocorre no caso do trabalho voluntário (Lei 9. Em função do contrato de emprego celebrado.608/1998). NÃO-EVENTUALIDADE: A conccituação de trabalho não-eventual não é tarefa das mais fáceis paia os operadores de direito. Em função da subordinação jurídica. Varias teorias surgiram para determinar o real sentido de trabalho nãoeventual. SUBORDINAÇÃO: O empregado é subordinado ao empregador.4. Em contrapartida. A prestação do serviço com habitualidade.3. o recebimento da remuneração pelos serviços executados. devendo aquele acatar as ordens e determinações emanadas deste. ONEROSIDADE: A principal obrigação do empregado é a prestação dos serviços contratados. mesmo que desempenhando uma atividade meio. considerando o trabalho não-eventual aquele prestado em caráter duradouro. . A prestação de serviços a título gratuito descaracteriza a relação de emprego. nasce para o empregador a possibilidade de aplicar penalidades ao empregado (advertência.

não estando sujeito ao poder de direção do empregador. RELAÇÃO DE TRABALHO AUTÔNOMO: O trabalhor autônomo é a pessoa física que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas. esteticista. etc. 4. leiloeiro. 2. O empregado e o trabalhador autônomo prestam serviços com continuidade.° e 3.Logo. advogado. enquanto que o autônomo presta serviço por conta O autônomo é a pessoa que trabalha com continuidade. O trabalhor autônomo nao é subordinado como o empregado. tendo laborado para o empregador. o Operador parte do último. A própria Constituição Federal de 1988 prevê a possibilidade da participação do empregado nos lucros da emoresa (art. Necessariamente. as parcelas salariais sempre serão devidas ao obreiro. podendo exercer livrimente sua atividade. médico. sujeitos do contrato de trabalho (contrato de emprego). Frise-se que os requisitos da relação de emprego estão expressamente previstos no diploma consolidado. corretor. assumindo os riscos da atividade econômica. O empregado trabalha por conta alheia. 3.Órgão Gestor de Mão de Obra. Xiï No entanto. independentemente da empresa ter auferido lucros ou prejuízos. A diferença fundamental entre os referidos é a existência do elemento subordinação. o trabalhador autônomo é pessoa física. especificamente nos arts. o qual não assume o risco da atividade económica. enquanto os riscos da atividade no contrato de trabalho ficam a cargo do empregador. no momento que desejar. O requisito fundamental para se verificar a condição de trabalhador autônomo é a HABITUALIDADE. manicure.°.°. o recebimento de ordens por parte do empregador. jamais o empregado assumirá os riscos do negócio. São exemplos: piloto de aeronave. com habitualidade ao tomador de serviço. a direção por própria. com habitualidade e não uma vez por outra para o mesmo tomador . na qual três são os atores sociais envolvidos: o OGMO . de acordo com a sua conveniência. Assume os riscos da atividade econômica. 7. cabelereiro.630/1993. que conceituam empregado e empregador. sendo os resultados negativos da empresa suponados exclusivamente pelo empregador. de serviços. RELAÇÃO DE TRABALHO AVULSO: É a relação de trabalho disciplinada pela Lei 8.

cacau. embora mantenha uma relação de trabalho no porto organizado.). fixaram a competência material da justiça do trabalho para processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o OGMO. em regra.°. assim. ambos da CLT. enquanto o segundo tem esta característica. portanto. sendo sindicalizado ou não. A relação. de natureza urbana ou rural. O avulso não presta serviço com habitualidade. vigias portuários. conferentes de carga e descarga. RELAÇÃO DE TRABALHO EVENTUAL: Trabalho eventual é aquele realizado em caráter esporádico. e os arts. não relacionado com a atividade fim da empresa. e 652. o art. Distingue-se. porém.Portuário (representante do armador no porto) e o Trabalhador Portuário Avulso (estivadores. temporário. inciso XXXIV. não mantém vínculo de emprego com o OGMO ou mesmo com o armador ou o Operador Portuário. o ensacador de café. o avulso do trabalhador eventual. enquanto que o trabalhador eventual só tem direito ao preço avençado no contrato e à multa pelo inadimplemento do pacto. O trabalhador eventual não exerce o seu labor permanentemente. Não obstante. mas que o trabalho seja realizado. não é intuitu personae. mas em caráter eventual. da CF/1988 assegurou igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.°. enquanto que o eventual não tem essa característica. a diversas empresas. com intermediação obrigatória do sindicato da categoria ou órgão gestor da mão-de-obra. pois o primeiro tem todos os direitos previstos na legislação trabalhista. a pessoa física que presta serviços sem vínculo empregatício. Diferencia-se o trabalhador autônomo do trabalhador avulso. Pouco importa quem irá fazer o serviço. pois o trabalhador pode ser substituido por outra pessoa. atuando hoje como pintor. 643. inciso V. trabalhadores de bloco. fazendo "bico". 5. § 3. Ao tomador não interessa normalmente que o serviço seja realizado por determinada e especifica pessoa. quando for o caso. O trabalhador avulso é. O trabalhador avulso. 7. O primeiro não é arrigementado por sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra. O avulso é arregimentado pelo sindicato. O trabalhado avulso nem sempre é feito para o mesmo tomador de serviço. de curta duração. amanhã como ajudante de . O serviço do autônomo é feito de forma habitual para o mesmo tomador de serviço. arrumadores. o classificador de frutas no meio rural. sal. etc.

ocasionalmente. apenas em determinada ocasião. não exerce a atividade com habitualidade e profissionalidade.494/ 1977 não gera vínculo de emprego do estagiário com o tomador de serviços. 4. sem o recebimento de qualquer remuneração. RELAÇÃO DE TRABALHO . não sendo possível reconhecer-se o vínculo empregatício do trabalhador voluntário com o tomador de serviços (art. mas apenas esporadicamente. parágrafo único. Os servidores estatutários não mantêm vínculo de emprego com a administração pública. RELAÇÃO DE TRABALHO INSTITUCIONAL: É a relação de trabalho de natureza estatutária existente entre servidores públicos e as pessoas jurídicas de direito público interno. 8. da Lei 9. conforme prevê o art.pedreiro.°. o primeiro presta serviço com habitualidade e o segundo.601/1998. o serviço voluntário é prestado a título gratuito.° da regra jurídica citada.TRABALHO VOLUNTÁRIO: Regulado pela Lei 9. RELAÇÃO DE TRABALHO . depois como eletricista. Distingue-se o trabalhador autônomo do eventual. e sim vínculo institucional.ESTÁGIO O estágio realizado nos termos e condições fixados na Lei 6. esporadicamente. . 6. 7.608/1998). 1. enfim. estatutário.

a regra é a informalidade nos contratos de trabalho. duradouro. • Sinalagmático . 442.2ª parte – CONTRATO DE TRABALHO 1.gera direitos e obrigações para ambas as partes (empregado e empregador). EMPREGADO: a. que seja celebrado de forma verbal ou tácita (art.o empregado tem que prestar o trabalho pessoalmente. CONCEITO DE CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO: A Consolidação das Leis do Trabalho . 3. Contrato individual de trabalho é o acordo de vontades. desde que respeitem as normas de proteção mínima ao trabalhador inscritas na Constituição Federal de 1988 e diploma consolidado. física ou jurídica.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . denominada empregador.a relação mantida entre obreiro e respectivo empregador é de débito permanente. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO: São sujeitos do contrato de emprego: o empregado e o empregador. contínuo. 2. tácito ou expresso. • Informal .as partes se obrigam a prestações recíprocas e antagônicas. • Consensual .as partes são livres para estipular as cláusulas do contrato. equivalência entre o serviço prestado e a contraprestação. inclusive.deve existir uma eqüipolência. • Oneroso . • Comutativo . • Intuitu personae em relação ao empregado . a prestar trabalho não eventual e subordinado em proveito de outra pessoa. pelo qual uma pessoa física. Não há relação de emprego se o serviço for prestado a título gratuito. mediante o pagamento de uma contraprestação salarial.a prestação de trabalho corresponde a uma prestação de salário. aos dispor: "Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO DE TRABALHO Podemos destacar as seguintes características do contrato de trabalho: • De direito privado . • Bilateral . CONCEITO: .1. • De trato sucessivo ou de débito permanente . se compromete. correspondente à relação de emprego". denominada empregado. 3. onde os direitos e obrigações se renovam a cada período.nasce do livre consentimento das partes.CLT conceitua o Contrato Individual de Trabalho no art. 443 da CLT). admitindo-se.

inciso XXIX. igualando o mesmo prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais.° da CLT estabelece que: "Art. no âmbito residencial dessas. São domésticos.°.° da Carta Maior. mas tão-somente fiscalização sobre a produção efetuada. 6. O exemplo típico do trabalho em domicílio é o da costureira que realiza seu trabalho em casa. pelo empregador. arrumar a casa etc. não se aplicando a ele a CLT.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregado rural . Entende-se como domicílio da pessoa natural o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. após a promulgação da Constituição Federal de 1988. O trabalhador rural. não havendo controle. O art. 7. 2. . TRABALHO EM DOMICÍLIO: Trabalho em domicílio é o realizado no domicílio do empregado. desde que esteja caracterizada a relação de emprego". além do trabalhador que realiza tarefas domésticas diárias (lavar e passar roupas. da jornada do obreiro (que labora na hora que bem entender. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho • Empregado doméstico .é o empregado que presta serviços na atividade da agricultura e pecuária a empregador rural. o caseiro. b. o motorista particular. 6.885/1973 e 3. conforme acentua o caput do art.361/2000.° da CLT conceitua empregado "toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador.). na sua residência. A Emenda Constitucional 28/2000 alterou o art. sob a dependência deste e mediante salário". passou a ter os mesmos direitos dos trabalhadores urbanos.859/1972 e pelos Decretos 71. visto que o empregado rural é regido por legislação própria (Lei 5. cozinhar. a babá. a enfermeira particular etc.889/1973).é aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família. O empregado doméstico é regido pela Lei 5. 70 do CC). c. EMPREGADO .O art.° da CLT é espécie de empregado urbano. 3. O empregado descrito no art. em propriedade rural ou prédio rústico. 7. em geral conciliando as atividades domésticas com as profissionais).° Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado.

5. 7. Portanto. EMPREGADOR: a. o § 1. 7. foi também assegurado ao doméstico (art. CONCEITO: O art.361/2000.°. A inclusão do trabalhador doméstico no regime do FGTS é opcional. não sendo a ele estendido o direito previsto no art. Autarquias.° disciplina o conceito de empregador ao dispor: "considera-se empregador a empresa. da CF/1988 (jornada de 8 horas diárias e 44 semanais). 2. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. as férias proporcionais aos obreiros do lar.é o empregado que mantém vínculo de emprego. não mais poderá “empregador deixar de efetuá-lo. os profissionais liberais. • Empregado público . Distrito Federal. o mesmo não foi contemplado pela Lei 605/ 1949 (art. parágrafo único) o mesmo direito às férias anuais remuneradas concedidas aos demais trabalhadores urbanos e rurais (art. 3. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. Estados. 2º do Decreto 3. a). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988. uma vez iniciado o recolhimento.°. admite.°. Todavia.” Por sua vez. individual ou coletiva. nos termos do art. parágrafo único. as instituições de beneficência.A Constituição Federal de 1988 estendeu aos domésticos. Fundações Públicas. Ainda não houve um avanço significativo da norma positivada em relação à jornada de trabalho do doméstico. podendo ser exigido do obreiro doméstico o serviço nos dias de feriados. São os empregados públicos da União. sendo irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual. Municípios.°. Embora tenha o doméstico o direito ao repouso semanal remunerado aos domingos. as . passando os tribunais a conceder. inciso XIII. contratual. o empregado doméstico não faz jus às horas extras laboradas. 7. Frise-se que a trabalhadora doméstica gestante não tem direito à estabilidade pelo fato de estar grávida.° do mesmo artigo menciona que: "equiparam-se ao empregador. diversos direitos concedidos aos trabalhadores urbanos e rurais. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. 7.°. por meio do art. com uma entidade da administração pública direta ou indireta. XVII). que. igualmente.2. assumindo os riscos da atividade econômica. justamente por falta de previsão legal de controle e fixação de jornada.

todas elas serão solidariamente responsáveis pelo adimplemento das obrigações decorrentes do contrato de trabalho celebrado pelo empregado com qualquer delas. as empresas públicas e a sociedade de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado (art. comercial ou de qualquer outra atividade econômica.889/1973 como "a pessoa física ou jurídica. cada uma delas. para os efeitos da relação de emprego. • Empresa de trabalho temporário . serão. que admitirem trabalhadores como empregados".°.o art.°. em seu art. b.quando a União. § 2.é a pessoa ou a família (o empregador doméstico não pode ser pessoa jurídica) que admite empregado doméstico para lhe prestar serviços de natureza contínua no âmbito residencial. cuja . Outrossim. Comprovada a existência do grupo de empresas. controle ou administração de outra. em caráter permanente ou temporário. o obreiro credor de alguma verba trabalhista poderá exigí-la do seu empregador direto. § 1.019/1974 conceitua a empresa de trabalho temporário como "a pessoa física ou jurídica urbana. c. se. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados".° da Lei 6. estiverem sob a direção.°. o Distrito Federal. • Empregador doméstico . os Municípios. ou mesmo de todas ou algumas empresas do grupo.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregador rural . dispõe que: "Sempre que uma ou mais empresas.associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos. São também empregadoras públicas. proprietária ou não. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas". tendo. GRUPO ECONÔMICO: A CLT. e consequente responsabilidade passiva solidária. Portanto. CF/1988). • Empregador público . sem objetivar lucro. as fundações públicas contratam trabalhadores sob o regime da CLT serão considerados empregadores públicos. que explore atividade agroeconômica. as autarquias.° da Lei 5.é o conceituado no art. 4. constituindo grupo industrial. 173. 2. sempre contratando empregados regidos pela CLT. por exemplo. II. EMPREGADOR . os Estados. embora. 3. personalidade jurídica própria. quatro empresas formam um grupo econômico.

de modo que existam os requisitos caracterizadores do contrato de trabalho.4. CONTRATO VERBAL Em função de a informalidade ser uma característica do contrato de trabalho. O contrato expresso pode ser verbal ou escrito. 4. O fato da CTPS não ter sido assinada. 443 da CLT. objeto etc. 4. . de pacto específico. jornada etc. • por prazo indeterminado. fixando salário. 4. direitos e obrigações dos contratantes. CONTRATO EXPRESSO: É o que foi acordado de forma clara. • por prazo determinado.1. CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO: Conforme dispõe o art. 4. trabalhadores. precisa. no prazo de 48 horas. sendo iodas un cláusulas e condições do pacto laborai previamente acordadas.2. contado da admissão (art. CONTRATO ESCRITO: A simples assinatura da CTPS . • verbal ou escrito. 29 da CLT). os contratos de trabaltío se classificam em: • tácito ou expresso. Não obstante. 4. remunerados e assistidos". por ela temporariamente.3. contendo o nome e qualificação do empregador e empregado. 443 consolidado a pactuação de liame empregatício verbal. também pode ser firmado um contrato escrito por meio de assinatura. admite expressamente o art.atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas. o objeto do contrato.Carteira de Trabalho e Previdência Social já caracteriza um contrato escrito (art. nada impedindo que as partes tenham pactuado verbalmente o contrato de emprego. pelas partes. devidamente qualificados. horário. CONTRATO TÁCITO: É o contrato que decorre da aceitação das atividades do outro sem existir qualquer oposição das partes. 29 da CLT). gera simples ilícito administrativo (passível de autuação pelo auditor fiscal do trabalho).

4. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO: Também denominado contrato a termo.° O contrato por pra/o determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. § 2. ou sejam. atendendo-se.4. é que se admite o contrato por prazo determinado. desde o início. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. ao princípio da continuidade da relação de emprego. as partes já sabem. assim. nos casos permitidos pela legislação vigente. CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO: A regra é que os contratos sejam pactuados por prazo indeterminado. O contrato por prazo determinado. como acontece nos contratos de safra.6. o fim exato ou aproximado do contrato. b) de atividades empresariais de caráter transitório. Os requisitos de validade do contrato por prazo determinado são: • Serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo . em virtude do princípio da continuidade da relação de emprego.5.° Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. ou pelo menos com previsão aproximada de término. § 1. 5. c) de contrato de experiência" No contrato por prazo determinado as partes ajustam antecipadamente o seu termo. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. o que importa é a natureza ou periodicidade do serviço que vai ser desempenhado pelo empregado na empresa. 443 e parágrafos da CLT estabelecem: "Art. o contrato por prazo determinado é o celebrado por tempo certo e determinado. Somente por exceção. 443. somente pode ser celebrado nos casos permitidos em lei. os contratantes desde o início já sabem o dia do término do contrato ou mesmotêm uma previsão aproximada do término. .nesta hipótese. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: O art. No contrato a termo.

• Contrato de experiência . admitindo-se. Nos contratos por prazo determinado. f) art. d) art. Nesta hipótese. O prazo máximo de validade do contrato de experiência é de 90 dias (parágrafo único do art. . além da multa de 40% do FGTS (art.6847 1990). dentro do prazo máximo de validade. em regra. não há que se falar em aviso prévio. pagará ao obreiro metade dos salários que seriam devidos até o final do contrato (art. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos (ex. O empregado que rompe o contrato por prazo determinado. Não existir no texto consolidado a obrigatoriedade de o contrato de experiência ser pactuado por escrito. 451 consolidado). uma única prorrogação (art.Prazo.Empregador que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. provisória.Contratos sucessivos. O contrato a termo somente admite uma única prorrogação. da CLT . Em função disso. quando o contrato vai findar. O valor máximo não excederá àquele que teria direito o obreiro em idênticas condições. 481 da CLT.dizem respeito à atividade desempenhada pela empresa e não ao empregado ou ao serviço. indenizará o empregador pelos prejuízos causados. salvo na hipótese do art. antes do termo final. 487 da CLT . • REGRAS ATINENTES AO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: a) art. desde o início.Ausência de aviso prévio. e) art. o contrato será considerado por prazo indeterminado. caput e parágrafo único. 14 do Decreto 99. c) art. 445 da CLT). 452 da CLT . 480. . 479 CLT). haja vista que as partes já sabem.o contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado. dentro do prazo máximo de validade.• Atividades empresariais de caráter transitório .684/1990 (decreto regulamentador do FGTS) . O contrato por prazo determinado não poderá ser estipulado por período superior a dois anos. Entre o final de um contrato por prazo determinado e o início do outro. b) art. 445 da CLT . é necessário que haja decorrido mais de seis meses. 451 da CLT . 14 do Decreto 99. sob pena do segundo contrato ser considerado por prazo indeterminado.Indenização .Empregado que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. a atividade da empresa é temporária.Prorrogação. da segunda prorrogação em diante. O empregador que romper o contrato por prazo determinado antes do termo final. safra).Indenização . 479 da CLT e art.

concederá ao obreiro o aviso prévio e pagará a multa de 40% do FGTS. apenas terá que conceder aviso prévio ao empregador. 481 da CLT . h) não se adquire estabilidade no curso do contrato por prazo determinado.g) art. rompendo o empregador o contrato a termo sem justo motivo.Cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão. caso o empregado rompa o contrato. 479 e 480. . Por outro lado. Nessa esteira. seja pelo empregado ou pelo empregador. não se aplicará o disposto nos arts. utilizando-se apenas as regras atinentes aos contratos por prazo indeterminado. existindo a cláusula assecuratória. em caso de rompimento imotivado antecipado do contrato. não precisando arcar com qualquer indenização ao patrão. Se no contrato por prazo determinado existir a denominada cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão.

de outro. O sindicato é a associação de pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividade profissional ou econômica. 511. 2.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 3ª parte – DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 1. de um lado. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que. respectivamente. CONCEITO DE DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: O direito coletivo do trabalho pode ser definido como sendo o ramo do direito do trabalho que trata da organização sindical. caracterizando por princípios e regras que buscam aproximar. objetivando a defesa dos interesses e direitos coletivos ou individuais da categoria. a relação desigual mantida entre o obreiro e empregador. dos conflitos trabalhistas e de suas decisões. Já o Direito Coletivo do Trabalho é constituído a partir de uma relação jurídica entre pessoas teoricamente equivalentes. seja ela econômica (patronal) ou profissional (dos trabalhadores). em seu art. A flagrante hipossuficiência do empregado é que fez desapontar o Direito Individual do Trabalho. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. envolvendo os empregadores diretamente ou por meio dos respectivos sindicatos patronais e. apenas esclarecendo. PRINCÍPIO DA LIBERDADE SINDICAL: O principio da liberdade sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores e os obreiros de organizarem e constituírem livremente os seus sindicatos. para a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. os empregados. empregados. sem que sofram qualquer intervenção do estado. A liberdade sindical se materializa em dois pólos de atuação: . inclusive em questões judiciais ou administrativas. como empregadores. SINDICATO: O diploma consolidado não define sindicato. 511 – É lícita a associação para fins de estudo. representados pelos sindicatos da categoria profissional (sindicato dos trabalhadores). inclusive em questões judiciais ou administrativas. largamente protetivo. que: Art. agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais. exerçam. juridicamente.

• Liberdade Sindical Individual: liberdade que o empregador e o trabalhador. 8º. em qualquer grau. de consumir. unidos por uma atividade comum. na mesma base territorial a ser definida pelos trabalhadores ou empregados interessados. caput. similar ou conexa. não podendo ser inferior a área de um Município. representativa da categorial profissional ou econômica. 8º.3. VI da CF/88). intervenção ou controle do estado (art. ou seja.2. 8º. 2. federações e confederações. Decorre do principio da autonomia sindical a liberdade de os associados encerrarem livremente as atividades do sindicato (auto-extinção). impondo-se o trânsito em julgado (art. Nota-se neste sentido. 8º. o sindicato representante de seus interesses (art. é vedada a criação de mais de uma organização sindical. • Liberdade Sindical Coletiva: liberdade que possuem os empresários e trabalhadores agrupados. da CF/88). com poderes de auto-gestão e administração.4. 5º. possuem de filiar-se. CRIAÇÃO E REGISTRO: Para fins de criação e registro de um sindicato. . UNICIDADE SINDICAL: Conforme disposto no art. no último caso. manter-se filiado ou mesmo desfiliarse do sindicato representativo da categoria (art. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA SINDICAL: O princípio da autonomia sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores trabalhadores de organizarem internamente seus sindicatos.1. não há que se falar em autorização. 2. 5º. I. V da CF/88). XX e art. individual e livremente. decisão judicial. ambos da CF/88). 2. que deverá promover a verificação quanto ao preenchimento dos pressupostos legais exigidos. ENTIDADES SINDICAIS: A estrutura sindical brasileira é formada pelos sindicatos. livremente. XVIII e art. sem a autorização. exigindo-se para a suspensão de suas atividades por ato externo ou dissolução compulsória. será necessário o registro junto ao Ministério do Trabalho. II da CF. 2. que a função do Ministério do Trabalho restringe-se àquela verificação. 5º.

as confederações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. até um ano após o termino do mandato. desempenhar suas funções. bastando a conveniência da categoria. VII. de modo que possa livremente.4. as federações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. As federações são entidades de grau superior organizadas nos estados. da CF. concede a estabilidade ao empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. Quando as categorias não forem organizadas em sindicato. PROTEÇÃO Á SINDICALIZAÇÃO: A legislação protege o representante sindical. Aos sindicatos está garantido o direito de constituir seus próprios estatutos e regulamentos. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). 534 da CLT que as federações poderão ser constituídas desde que consagrem número não inferior a cinco sindicatos. e o art. se eleito. 2. salvo cometimento de falta grave. tendo sede em Brasília. Dispõe o art. sendo constituída de no mínimo três federações. tais como: • • • • As entidades sindicais podem constituir-se sem interferência estatal. destaca-se o art. As confederações são entidades sindicais de grau superior de âmbito nacional. 8º. . Entre outras. representando a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas. que proíbe a transferência do empregado eleito para o cargo de administração sindical para o lugar que dificulte ou torne impossível o desempenho de suas atividades sindicais. CONVEÇÃO 87 DA OIT: A Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho fixa garantias universais. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). Quando as categorias não forem organizadas em sindicatos e nem federações. ainda que suplente. O Estado só pode extinguir ou suspender as atividades de um sindicato por decisão judicial. Os sindicatos podem criar federações e confederações. 3. similares ou conexas.As federações e confederações constituem associações sindicais de grau superior. 543 da CLT.

4. às relações individuais do trabalho. devendo os mesmos decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender (art. • • Necessidade de realização de assembléia prévia: caberá ao sindicato da categoria profissional convocar a assembléia-geral para decidir as reivindicações da categoria e a paralisação coletiva. telecomunicações. assistência médica e hospitalar. nada mais são do que contratos coletivos que admitem as seguintes modalidades: • • Convenção Coletiva: resultante do acordo coletivo celebrado entre dois sindicatos. PECULIARIDADES: Frustração da negociação coletiva: a greve só poderá ser realizada após a frustração da negociação ou impossibilidade de recurso via arbitral. processamento . captação e tratamento de esgoto e lixo. sendo um de trabalhadores e o outro patronal. GREVE: Greve é a paralisação coletiva e temporária do trabalho. substâncias transporte coletivo.9º da CF e 1º da Lei nº. no âmbito das respectivas representações. 5. produção e distribuição de energia elétrica. controle radioativas. • • Aviso prévio: o sindicato patronal e a empresa interessada serão avisados com a antecedência mínima de 48 h. Acordo Coletivo: resulta da convenção coletiva entre um sindicato e uma ou mais empresas. ou mesmo a fixação de melhores condições de trabalho.1. 7. de funerários.89). Atividades essenciais: são consideradas atividades essenciais: tratamento e abastecimento de água. representativos de categorias econômicas e profissionais. CONVENÇÕES COLETIVAS DO TRABALHO: As Convenções Coletivas do Trabalho são acordos de caráter normativo por intermédio dos quais dois ou mais sindicatos.783. as reivindicações da categoria. uso e e alimentos. 5. equipamentos e materiais nucleares. pela pressão exercida em função do movimento. portanto. estipulam condições de trabalho aplicáveis. O direito de greve é assegurado aos trabalhadores. distribuição e comercialização de medicamentos guarda. a fim de obter. As Convenções Coletivas do Trabalho.

coloquem em perigo iminente a sobrevivência. controle de tráfego aéreo e compensação bancária. LOCKOUT: . conforme o caso. obrigados empregadores e os usuários com antecedência mínima de 72 h. de comum acordo. convenção. 5. a garantir. • • Abuso de direito de greve: constitui abuso de greve a inobservância das normas contidas na Lei nº. penal ou civil. no curso da greve. segundo a legislação trabalhista. • Frustração de movimento: é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho.783/89. os empregadores e os empregados ficam obrigados. Suspensão do contrato de trabalho: a greve sempre suspende o contrato de trabalho. • Prestação de serviços indispensáveis à comunidade ou atividade essencial: nos serviços ou atividades essenciais. os sindicatos.2. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. greve nos a serviços comunicar ou a atividades decisão aos essenciais: ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores. • Responsabilidade pelos atos praticados: a responsabilidade pelos atos praticados. durante a greve. laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho. se não atendidas. à arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. • Comunicação conforme o da caso. será apurada. bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento. á saúde ou a segurança da população. • Direito dos grevistas: são assegurados aos grevistas o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar aos trabalhadores a aderirem à greve. 7. • Livre adesão à greve: as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. ilícitos ou crimes cometidos.de dados ligados a serviços essenciais. devendo as relações obrigacionais do período ser regidas por acordo. sendo consideradas aquelas que.

AULA 06 – CÓDIGOS DE CONDUTA E DE ÉTICA 6. A definição de código de conduta muitas vezes se confunde com o conceito de código de ética e alguns autores chegam a tratar de ambos indiscriminadamente. porém. objetivando pressionar a administração publica a conceder reajustes das tarifas. as empresas são encorajadas por grupos de interesse.783/89 proíbe o lockout. seja para exercer pressão perante as autoridades em busca de alguma vantagem econômica. À medida que os negócios se globalizam. o período de lockout como interrupção do contrato de trabalho. considerando. A Lei nº. Ou seja. ou pode ser um documento sofisticado que requer compromisso com normas articuladas e possui um complicado mecanismo de coação. associações de indústrias e outros a adotarem códigos de conduta. ou abranger diversas condutas corporativas e compromissos com outras declarações normativas reconhecidas socialmente. o termo “código de conduta” é mais abrangente que “código de ética”. CONCEITO CÓDIGO DE CONDUTA: Segundo MURRAY (1997). costuma-se referir ao código explícito. mesmo quando não há um código explícito. Um código de conduta é uma declaração formal de valores e práticas corporativas. portanto. Quando se fala em código de conduta. vai um pouco além: explica que um código (explícito) pode conter apenas a missão corporativa. “códigos comerciais”. seja para frustrar ou dificultar ao atendimento das reivindicações dos trabalhadores. em todo local de trabalho existem códigos de conduta subentendidos que correspondem ao comportamento consensualmente adotado e aceito pelas pessoas do local. inclusive . Porém. governos. instituições educacionais. Podemos citar o exemplo das greves dos transportes coletivos patrocinadas pelas próprias empresas. Um código pode ser uma pequena declaração da missão. que corresponde à segunda noção de código de conduta dada pelo mesmo autor: um documento formalmente adotado pela empresa ou instituição como diretriz a ser seguida por todos os seus funcionários. Também pode estabelecer mecanismos de punição ou premiação.O Lockout é a paralisação do trabalho ordenada pelo próprio empregador. 7. todavia. há uma cultura comportamental e um consenso sobre as prioridades da empresa que ele chama de “código de fato”. envolve “códigos de marketing”. garantindo ao obreiro todos os direitos trabalhistas durante o período de paralisação por iniciativa do empregador. A definição citada.

que deve ser definido por importantes parceiros. nem tampouco à totalidade dos homens e à sua historia. A utilidade da ética é para facilitar o relacionamento entre seres humanos. não se proporcionando à dos outros homens. membros da diretoria. mas adaptando a sua conduta ou comportamento a algo que é posto acima dos homens considerados ou. trocando oportunidades. Valores são abstrações que a opinião pública tem sobre quais elementos levaram a instituição a chegar no nível que está ou por quais motivos a instituição terá sucesso em seu empreendimento. crescendo em conjunto e promovendo a qualidade de vida. reforçamos o mais precioso de todos os capitais: a imagem. nem tampouco nos demais. É importante constar que o presidente da empresa não deva fazer parte deste conselho. Assim. Quando aplicamos os nossos valores de forma a melhorar a relação entre todos os públicos de interesse e a instituição. seu conceito. jogo rápido. focando na forma com que seus valores são praticados. funcionários e demais públicos de interesse. pode agir sem encontrar em si mesmo a razão de agir. Tais valores . não há como definirmos assim. iguais. É importante que o código de ética seja aplicado por um CONSELHO DE ÉTICA. em primeiro lugar. para garantir idoneidade no processo. pois ele é extremamente dependente do contexto no qual estamos inseridos. de sua totalidade. reduzindo a angústia.códigos impostos que limitam os direitos dos empregados. dando mais confiança para o trato social. A disciplina que estuda a ética é a deontologia. Geralmente são definidos a partir de pesquisa simples de opinião. Sobre ética. fica definido código de conduta como toda declaração de princípios e valores (mesmo que não éticos) corporativos que buscam definir a conduta da corporação 7. Há casos em que nos sentimos determinados a agir segundo valores que se põem além do plano de nossa existência. CONDUTA ÉTICA: Código de ética é o documento que estabelece os parâmetros de conduta necessários para a boa convivência entre uma instituição e seus públicos de interesse. que ainda não fechou (e acredito que nunca irá fechar) uma definição precisa. CONDUTA RELIGIOSA: O homem. Também é importante citar que o código de ética lida com dois tipos de informação: os valores e o cenário.

para determinado campo passa a ser obrigação jurídica. nem pelo outro que se destina. mas também se ligam por algo que está neles mesmos. nos outros. ante a recusa. porem. Efetivamente. recebendo de todo o social a medida de seu comportamento. Em tais casos. no outro sujeito. cortesia. O fato é que o capitão pode exigir que o soldado lhe preste continência e. às regras consuetudinárias de trato social. ou quando o soldado deve continência ao capitão. coisa diversa. que é aquela em que é aquela em que a instancia valorativa ou medida fundamenta l de agir não se encontra propriamente no sujeito que age. quando devemos cumprimento a um magistrado.também não se referem também à “sociedade” tomada como um todo distinto de seus elementos componentes ou à síntese das aspirações humanas. Aquilo que para os demais homens é uma convenção ou costume. A medida desse comportamento. sendo mais guiados pelos outros do que por si mesmo. temos a consciência de que o valor determinante da ação transcende aos indivíduos e à sociedade. temos a conduta religiosa. não é dado nem pelo sujeito que age. tais como etiqueta. CONDUTA MORAL: Os homens não se vinculam em agir apenas por valores de transcendência. em audiência. mas por um valor que integra o . e que. ou cavalheirismo. ou. Já aí o tratamento de Excelência devido ao magistrado não é um mero tratamento de cortesia. por conseguinte. CONDUTA JURÍDICA: Acontece. embora o homem bem educado não precise de regras obrigatórias para ser cavalheiro – trata-se de obrigação que reconhecemos como sendo jurídica. cuja instancia é dada por nossa subjetividade. Quando a ação se dirige para um valor. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. ao contrario. Esse é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. Quando o homem age no pressuposto dessa direção transcendente. CONDUTA COSTUMEIRA: É possível conceber-se e admitir-se uma outra hipótese. Praticamos determinado ato e sentimos que é reflexo ou expressão da nossa personalidade. ou de civilidade. então. estamos perante um ato de natureza moral. pode e deve aplicar-lhe uma pena. o motivo de agir é um motivo que se põe radicalmente em nós. porém. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião.

(EPÍGRAFE) Altera o Decreto-Lei no 2. permitindo-lhes e assegurando-lhes um âmbito de pretensões exigíveis. 216-A." (AC) "Pena – detenção. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. DE 15 DE MAIO DE 2001.848." (AC) "Parágrafo único. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. (CLÁUSULA DE VIGÊNCIA E DE REVOGAÇÃO) Brasília. (FECHO) FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ASSINATURA) José Gregori(REFERENDO) . 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego.comportamento dos dois ou mais indivíduos.224. (RÚBRICA OU EMENTA) O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: (AUTORIA OU FUNDAMENTO DE VALIDADE) Art. 15 de maio de 2001. 8. TÉCNICA LEGISLATIVA LEI No 10. passa a vigorar acrescido do seguinte art.848. 1o O Decreto-Lei no 2. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. (VETADO)" Art. 180o da Independência e 113o da República. cargo ou função. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 216-A: "Assédio sexual" "Art. para dispor sobre o crime de assédio sexual e dá outras providências.

pelo sofrimento. tê-la-á por mulher. e a causa for levada a juízo. 127: “se um homem livre estender um dedo contra uma sacerdotisa ou contra a esposa de um outro e não comprovou. Dano Moral "é a dor. o bom nome etc. que não tem esposo. especialmente no Deuteronômio. a imagem. Na Antiga Roma: a cada ofensa moral correspondia uma reparação em dinheiro aplicada pelo Juiz. mas ressalta efeitos maléficos marcados pela dor. pois na Bíblia. Alcorão V . arrastarão ele diante do Juiz e raspar-lhe-ão a metade do seu cabelo”. a emoção. o Código de Hamurabi. como também estabeleciam formas diversas de indenização: o Código de Manu. como a honra. art. São a apatia. Aí está uma pena de reparação por dano moral. Àquela época já se falava em reparação por dano moral e também ficava a critério do juiz. em geral uma dolorosa sensação provada pela pessoa. Lei das XII Tábuas . a vergonha. mas admitindo a substituição da pena por indenização. e tomando-a à força a desonrar. Quantia essa que desse para aliviar ou minorar o dano. a dignidade. o Alcorão. que adota a Lei do Talião. Modernamente. Na Bíblia: “se um homem encontrar uma donzela virgem.AULA 07 – DANO MORAL 1. principalmente na promessa de casamento. Surgem o padecimento íntimo.“O adúltero não poderá casar-se senão com uma adúltera”.“se alguém causa um dano premeditadamente.2 . a morbidez mental. que tomam conta do ofendido. já havia punição prevista. não poderá repudiá-la em todos os dias de sua vida”. O DANO MORAL NO TEMPO E NO ESPAÇO: O dano moral é reconhecido desde a época em que o homem começou a ditar regras de conduta e de respeito a seus semelhantes. o que a desonrou dará ao pai da donzela cinqüenta ciclos de prata. porque a humilhou. a intimidade. Código de Hamurabi. CONCEITO: Dano moral é o que atinge o ofendido como pessoa. É lesão de bem que integra os direitos da personalidade. No Direito Canônico: inúmeros casos de dano moral e respectivas reparações. não lesando seu patrimônio. a aflição física ou moral. atribuindo à palavra dor o mais largo significado". que o repare”. 2. o Código de Ur. verificamos que o dano moral não corresponde à dor. a . o espanto.

Na avaliação do dano moral. a posição social do ofendido. ocupações. ou quando atinge mulher solteira ou viúva ainda capa/ de casar (art. segundo as palavras de Luís Antonio Rizzato. o vexame e a repercussão social por um crédito negado. como preceituava o referido art. Seu objetivo é duplo: satisfativopunitivo. em quase todos esses casos. ao contrario do que ocorre no dano material. 1. Quais são esses meios? Passeios. as situações vexatórias. promessa de casamento ou rapto (art. o valor era prefixado e calculado com base na multa criminal prevista para a hipótese. fazendo com que ela se distraia e se ocupe e assim supere a sua crise de melancolia. suficiente para dissuadi-lo de um novo atentado.538). para . possuindo a indenização outro significado. difamação ou injúria (art. há de se proporcionar os meios adequados para a recuperação da vítima. A humilhação. Mas. 1. O DANO MORAL E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL: O Código Civil de 1916 previa algumas hipóteses de reparação do dano moral: • • • • • quando a lesão corporal acarreta aleijão ou deformidade.547). . pois.553. mesmo antes da Constituição Federal de 1988. 1.550). seria fixada por arbitramento. a vergonha. segundo esse dispositivo. 1. incutindo-lhe um impacto tal. a vergonha. cursos. a paga em pecúnia deverá amenizar a dor sentida.548). 1.537 a 1. a indenização. Os adeptos da reparabilidade do dano moral com base no Código Civil de 1916 vislumbravam. 1. suporte legal na regra do art. deverá também a indenização servir como castigo ao ofensor. sedução. Para que se amenize esse estado de melancolia. não há prejuízo econômico. calúnia. 3. Por um lado. ofensa à liberdade pessoal (art. 76 e seu parágrafo único.humilhação. causador do dano. divertimentos. tanto do dano material como do moral. o constrangimento de quem é ofendido em sua honra ou dignidade. referente aos arts. quando ocorre ofensa à honra da mulher por defloramento. Em contrapartida. que diverge de pessoa a pessoa. que devem ser pagos pelo ofensor ao ofendido. de desânimo.553 do aludido diploma. Nos casos não previstos nesse capítulo. Não se está pagando a dor nem se lhe atribuindo um preço e sim aplacando o sofrimento da vítima. o cargo por ele exercido e a repercussão negativa em suas atividades devem somar-se nos laudos avaliatórios para que o juiz saiba dosar com justiça a condenação do ofensor. No dano moral. o juiz deve medir o grau de seqüela produzido.

a pretensão a sua reparação está sujeita aos prazos prescricionais estabelecidos em lei. declarando ainda "invioláveis a intimidade. Embora não seja titular de honra subjetiva. intransmissíveis. a propositura de ação com pedido cumulativo de indenização do dano material e do dano moral.) e. a vida privada. Significava dizer que abrangia tanto o dano patrimonial como o extrapatrimonial. A QUANTIFICAÇÃO DO DANO MORAL O problema da quantificação do dano moral tem preocupado o mundo jurídico. reputação ou imagem forem atingidos no meio comercial por algum ato ilícito. decoro e auto-estima. a Súmula 37 do Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato". ao dispor. transmitese aos sucessores da vítima" (RSU. sem fazer nenhuma distinção entre dano material e moral. sem discrepância. E. X). como tal. à imagem etc. moral ou à imagem" (n. nos termos do art. com efeito. proclama a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: "A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. Dispõe.propor ou contestar uma ação era suficiente um interesse moral. Nesse sentido já decidiu o Superior Tribunal de Justiça: "O direito de ação por dano moral é de natureza patrimonial e. embora também sejam imprescritíveis (a honra e outros direitos da personalidade nunca prescrevem — melhor seria falar em decadência). como o protesto indevido de duplicatas. no título "Dos direitos e garantias fundamentais" (art. igualmente. Vem prevalecendo. no entanto. especialmente no caso de danos resultantes de abalo de credibilidade. Ponderava-se. Enquanto o ressarcimento do dano material . a pretensão ou direito de exigir sua reparação pecuniária. à Constituição Federal por uma pá de cal na resistência à reparação do dano moral. portanto. 5a). exclusiva do ser humano. em caso de ofensa. V). entendendo-se como tal o que tocava diretarnente ao autor ou a sua família. além da indenização por dano material. também. 159 do referido diploma obrigava à reparação do dano. a honra e a imagem das pessoas. que se caracteriza pela dignidade. 4. Nesse sentido. fazendo jus à indenização por dano moral sempre que seu bom nome. a pessoa jurídica é detentora de honra objetiva. Hoje. em virtude da proliferação de demandas. proporcional ao agravo. 943 do Código Civil. por exemplo. que o art. Apesar dos direitos da personalidade serem personalíssimos (direito à honra. sem que existam parâmetros seguros para sua estimação. entendimento que admite a reparahilidade do dano moral infligido a pessoa jurídica. Coube. 7/:183). admite-se. assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (n. transmite-se aos sucessores. que "é assegurado o direito de resposta.

na hipótese. sem mensurar a dor. que se apurem as perdas e danos na forma que a lei processual determinar. o juiz defronta-se com o mesmo problema: a perplexidade ante a inexistência de critérios uniformes e definidos para arbitrar um valor adequado. Ao mesmo tempo em que serve de lenitivo. exorbitante ou ínfima. pois. na hipótese. Predomina entre nós o critério do arbitramento pelo juiz. A conceituação do dano moral. como no caso do dano à imagem. infringir a lei. em contrapartida.procura colocar a vítima no estado anterior. Mas a finalidade precípua do ressarcimento dos danos não é punir o res- . Há controvérsias a respeito da natureza jurídica da reparação do dano moral. O caráter punitivo é meramente reflexo. porque. Não tem aplicação. no art. de consolo. recompondo o patrimônio afetado mediante a aplicação da fórmula "danos emergentes . sabendo que terá de responder pelos prejuízos que causar a terceiros. poderão obter. qualquer que seja ela. e concluir que vale a pena. ainda que exclusivamente moral”. a teor do disposto no art. a fim de que não volte a praticar atos lesivos à personalidade de outrem. O inconveniente desse critério é que. a cargo da doutrina e da jurisprudência. não ensejando a criação de padrões que possibilitem o efetivo controle de sua justiça ou injustiça. 186. pelo qual o quantum das indenizações é prefixado. atua como sanção ao lesante. “por ação ou omissão voluntária. bem como a fixação de critérios para sua quantificação. a reparação do dano moral objetiva apenas uma compensação. um consolo. permanecem. violar direito e causar dano a outrem. igualmente. Tem prevalecido o entendimento dos que vislumbram. estará sempre em consonância com a lei. ou indireto: o autor do dano sofrerá um desfalque patrimonial que poderá desestimular a reiteração da conduta lesiva. ao prescrever que comete ato ilícito aquele que. conhecendo antecipadamente o valor a ser pago. o critério da tarifação. 1. A crítica que se faz a esse sistema é que não há defesa eficaz contra uma estimativa que a lei submeta apenas ao critério livremente escolhido pelo juiz.553 do Código Civil de 1916.lucros cessantes". como fator de desestímulo. servindo para desestimular o ofensor à repetição do ato. E de salientar que o ressarcimento do dano material ou patrimonial tem. 946. natureza sancionatória indireta. as pessoas podem avaliar as consequências da prática do ato ilícito e as confrontar com as vantagens que. Em todas as demandas que envolvem danos morais. duplo caráter: compenstitório para a vítima e punitivo para o ofensor. O novo diploma manteve a fórmula ao determinar. negligência ou imprudência. de uma espécie de compensação para atenuar o sofrimento havido. O novo Código Civil refere-se ao dano moral unicamente no art. em nosso país.

decidiu: "Na fixação da indenização por danos morais. A finalidade precípua da reparação do dano moral. ainda. orientando-se o juiz pelos . 4. é proporcionar uma compensação à vítima. a indenização pode alcançar cifra correspondente a 200 salários mínimos. como na hipótese de indevido protesto de cheques.250. os tribunais utilizaram. bem do sofrimento do as ofendido. Em razão da diversidade de situações. pois acarreta a redução do patrimônio do lesante. agindo com bom senso e usando da justa medida das coisas. ao nível sócio-econômico dos autores. a natureza e a repercussão da ofensa. como a situação econômica situação do lesado. Cabe ao juiz a tarefa de. que já não mais se confunde com o rigoroso caráter de pena contra o delito ou contra a injúria. a do intensidade ofensor. e. fixar um valor razoável e justo para a indenização. continuam a ser aplicadas na generalidade dos casos. visto que o direito moderno sublimou aquele caráter aflitivo da obrigação de reparar os danos causados a terceiro. muitas vezes valemse os juizes de peritos para o arbitramento da indenização. Durante muito tempo esse critério serviu de norte para o arbitramento das indenizações em geral. por outro lado. que lhe emprestava o antigo direito.ponsável. Na fixação do quaníum do dano moral. de 9-2-1967) elevou o teto da indenização para 200 salários mínimos. numa primeira etapa. à falta de regulamentação específica. proporcionalmente ao grau de culpa. sob a forma de sanção legal. para uma simples calúnia. Esse limite de 200 salários mínimos não mais subsiste em face da atual Constituição. a Lei de Imprensa (Lei n. no entanto. e sim recompor o patrimônio do lesado. Argumentava-se: se. Em outros. conforme as circunstâncias e até mesmo o grau de culpa do lesante.O Superior Tribunal de Justiça. levam em conta o valor do título. os critérios estabelecidos no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei n. em conclusão. em caso de dano mais grave tal valor pode ser multiplicado uma ou várias vezes. que não prevê nenhuma tabela ou tarifação a ser observada pelo juiz. ao determinar que se fixasse a indenização entre 5 e 100 salários mínimos. Algumas recomendações da Lei de Imprensa. O caráter sancionatório permanece ínsito na condenação. 5. ao porte da empresa recorrida. 53.117. em cada caso. a gravidade. feitas no art. de 28-2-1967. recomendável que o arbitramento seja feito com moderação. Mesmo tendo sido revogados os dispositivos do referido Código pelo Decreto-Lei n. o grau de culpa e a econômica como circunstâncias que envolveram os fatos. 236. que não há um critério objetivo e uniforme para o arbitramento do dano moral. nessa linha. Verifica-se. por se tratar do primeiro diploma legal a estabelecer alguns parâmetros para a quantificação do dano moral. como no caso de dano à imagem. de 27-8-1962).

Daí a necessidade de se encontrar o meio-termo ideal. por outro lado não deve ser diminuto a ponto de se tornar inexpressivo e inócuo. Sálvio de Figueiredo.critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência. 19-5-1998). .. 4» T. rei. com razoabilidade. j.202-0-SP. Se o valor arbitrado não pode ser muito elevado. valendose de sua experiência e do bom senso. Min. atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso" (REsp 135.

processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. arqueológico. independentemente de censura ou licença (CF. paleontológico. art. publicação ou reprodução de suas obras.são assegurados. a expressão e a informação. sob qualquer forma. científica e de comunicação. entre os bens de natureza material e imaterial: "as formas de expressão.220. No que concerne à propriedade intelectual. vedando-se o anonimato. ecológico e científico" (CF. art. edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. as obras.215 CF). os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico.AULA 08 . 220. art. artística. XXVIII . artísticas e tecnológicas.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. A produção e o conhecimento de bens e valores culturais serão objeto de incentivos governamentais (CF. que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais (CF. ideológica e artística (art. 193). as criações científicas. 5º. objetos. 5º da Constituição Federal confere tutela específica nos seguintes termos: XXVII . os modos de criar. a criação. Destacam-se no patrimônio cultural brasileiro. observado o disposto nesta Constituição" (art. a Carta Magna consagra a liberdade de manifestação do pensamento. cumpre ao Estado garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e difusão das manifestações culturais (art. IV e IX). CF). o art. caput. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. paisagístico. Focalizando a comunicação social. expressando ainda que "a manifestação do pensamento. 216. artístico. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução desportivas. da imagem e voz humanas. inclusive nas atividades 1. bem como liberdade de expressão da atividade intelectual. privilegiando a dignidade e liberdade da pessoa humana. CF). Tais direitos ostentam as características de inalienabilidade. Ao tutelar os direitos fundamentais do homem. a Carta Magna veda toda e qualquer censura de natureza política. § 2º. fazer e viver. Quanto à tutela do direito autoral. documentos. 216). imprescritibilidade e irrenunciabilidade. art. §3º).NOÇÕES SOBRE DIREITO AUTORAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Na implantação da ordem social. . a Constituição Federal expressa situações jurídicas sob os aspectos subjetivos e objetivos.

científicas e de comunicação. direito às partes destacadas do corpo e sobre o cadáver. cabendo as normas legais regular o exercício e definir o conteúdo e os limites do direito de propriedade. A Constituição Federal só garante a instituição da propriedade. XXIX . compreendendo direitos morais e patrimoniais. direito à liberdade. direito à verdade. título e sinal pessoal). aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica. o direito autoral foi assim contemplado: "Art. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade do direito à propriedade. de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. mas determina também que a propriedade atenderá a sua função social. DIREITOS DA PERSONALIDADE: Os direitos de personalidade são à base de todo o sistema jurídico. à integridade física e psíquica. 2. . sendo que tal direito exclusivo é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. bem como proteção às criações industriais. temos que ao autor é conferido o direito exclusivo de utilizar. à propriedade das marcas. 2. publicar e reproduzir suas obras literárias.b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. admitindo ainda a desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social. Conjugando os incisos IX e XXVII do artigo 5º da Carta Magna. direito à honra. os principais direitos de personalidade são os seguintes: direito à vida. emanada da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. 27 – 1. direito moral do autor. ao resguardo e ao segredo. As normas constitucionais reconhecem o direito de propriedade intelectual em caráter vitalício. direito à identidade pessoal (nome.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. direito à igualdade formal e direito à igualdade material prevista constitucionalmente. São direitos intransmissíveis e irrenunciáveis. por serem essenciais à pessoa humana. Na Declaração Universal dos Direitos do Homem. literária ou artística da qual seja autor". Com base na doutrina. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. Todo homem tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. artísticas.

científica e artística.1998. de 12. A Lei nº. Já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. mediante um dos meios legalmente previstos: tradição da coisa ou registro do documento aquisitivo. A muitos parece que não há nele senão uma forma particular. os possua”. está dito que "a lei assegura ao proprietário o direito de usar. Terceiros ainda opinam que não há. Os direitos patrimoniais compreendem os poderes de usar.610. Mas. por sua vez. O direito autoral. CLÓVIS BEVILAQUA ensinava que se tem debatido muito a respeito da natureza do direito autoral e sua exata classificação. salvo os de natureza personalíssima. pela qual se manifesta a personalidade.01. PROPRIEDADE INTELECTUAL: O autor é titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual por ele produzida. A obra intelectual é criação intelectual. preferem falar em direito autoral ou direito de autor para as obras artísticas e literárias.1973. 9. ou seja. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis.610/98 e o Código Penal. por ser forma de expressão particular da personalidade. no caso. são transmissíveis por herança nos termos da lei. 5. que se materializa por qualquer forma. Tais normas legais foram revogadas pela Lei nº. Tem como fonte ou origem o íntimo ou interior do criador. fruir e dispor de sua obra. que regula atualmente os direitos autorais. tendo em vista as diferenciações fundamentais que ostenta em relação ao . ou outro meio (usucapião que é prescrição aquisitiva). como expressão direta do espírito pessoal do autor.3. bem como de autorizar sua utilização ou fruição por terceiros no todo ou em parte. ao invés da expressão propriedade intelectual. criação intelectual. das ciências e das letras. ou "expressão direta do espírito pessoal do autor". ou propriedade intelectual. é a propriedade imaterial ou intelectual. mas um simples privilégio concedido para incremento das artes.12. ou ainda mediante produção própria ou seja. injustamente. que. de 14. ou produção intelectual. ao invés de propriedade imaterial. Outros entendem que o direito autoral constitui modalidade especial da propriedade. Atualmente. propriamente um direito. e de reavê-los do poder de quem quer que. 9. prefere-se a expressão propriedade intelectual. No artigo 524 do Código Civil Brasileiro.988. gozar e dispor de seus bens. recebe normatização própria ou especial. Nos artigos 649 a 673 o Código Civil tratava da propriedade literária. encontra-se revogada pela Lei nº. Adquire-se a propriedade de um bem.

O direito moral de autor é modalidade de direito de personalidade. e ainda com a repressão da concorrência desleal. cabe citar o ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. págs. mas apenas presume a autoria ou titularidade originária do direito autoral. 23/24). das obras intelectuais no campo literário e artístico. Tais providências serão tomadas apenas como presunção juris tantum que o autor seja o seu titular. O direito autoral decorre. de 14. conferido ao titular do invento. Cabe observar que. nome comercial. com o advento da Convenção de Berna. e não. desenhos ou modelos industriais. ou seja. no caso de propriedade industrial. de seu pensamento manifestado e compartilhado com o mundo exterior" (obra citada. A expressão propriedade intelectual abrange os direitos de autor e conexos e a propriedade industrial. Basta tão somente o ato da criação. DIREITOS MORAIS DE AUTOR: O direito autoral tem atributos de natureza patrimonial e moral.têm-se utilizado a expressão Direito Moral ou Direitos Morais para designar o aspecto pessoal do autor com relação à sua criação. 9. seja na transferência do bem a terceiros. modelo industrial ou marca. O registro da obra intelectual não constitui a autoria respectiva. fundamentalmente.05.1996. o direito ou prerrogativa que tem aquele que criou uma obra intelectual de defendê-la como atributo de sua própria personalidade (como autor). o registro válido acarreta a constituição do direito em relação ao privilégio de uso.. 4. uma vez que ela é a emanação da sua mais íntima divagação.279. Isto equivale a dizer que não se exige qualquer espécie de registro ou depósito para que o autor tenha direitos autorais sobre sua obra. que assim diz: "Mencione-se também que. na obra já citada. A Lei nº. . ato constitutivo de direito autoral.regime adotado para a propriedade convencional: seja no tocante à constituição do bem. A propriedade industrial relaciona-se com marcas identificativas de empresa. ou criação intelectual. marcas de serviços. ". Conforme ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. bem como se relaciona com patentes de invenções e modelos de utilidade. regula direitos e obrigações concernentes à propriedade industrial. suprimiu-se a necessidade de qualquer formalidade para que o autor de uma obra intelectual receba a efetiva proteção do Direito Autoral. Para confirmar esse entendimento.

O nome possibilita identificar. 24 da Lei nº 9.610/98 ainda estabelece que: "autor é a pessoa física criadora da obra literária. possam prejudicá-la ou atingi-lo. o ser humano no meio social. consideram-se direitos morais do autor: I. "caput". por meio de processo fotográfico ou assemelhado. por ser oponível contra todos (erga omnes). mesmo cedendo seus direitos patrimoniais. e o direito à imagem. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. como autor. inalienável. no artigo 27 do mesmo diploma legal. quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem. consideram-se obras intelectuais "as criações do espírito.o de reivindicar. E. VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra. opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que. de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor.o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada. irrenunciável. de 1998. será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado. . pois não comporta quantificação pecuniária. impenhorável ou inexpropriável pela própria característica de ser inalienável.610/98. O direito moral possui determinadas características.o de modificar a obra. perpétuo. extrapatrimonial. quando se encontre legitimamente em poder de outrem. que. antes ou depois de utilizada. de qualquer forma. destacam-se: o direito à honra. na utilização de sua obra. pois. pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado. como sendo o do autor. conhecido ou que se invente no futuro". 11). 7º. em todo caso.o de assegurar a integridade da obra. em sua reputação ou honra. VI. artística ou científica" (art. imprescritível por ser reclamado por via judicial a qualquer tempo.610. autor conserva seu direito moral. pois é um direito: personalíssimo do autor de obras intelectuais. preservar sua memória. ou individualizar. o direito ao nome. e somente ele poderá exercê-lo. significando que o autor não pode desprezar os seus direitos morais. absoluto. a qualquer tempo.Quanto aos direitos de personalidade que guardam correlação com os direitos morais de autor. IV. V. a autoria da obra.o de ter seu nome. da Lei nº 9. A Lei nº 9. para o fim de. II.o de conservar a obra inédita. ou audiovisual. tangível ou intangível. está previsto que "os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis". "para se identificar como autor. À luz do art. III. À luz do art.

. como criação de espírito.. conhecido ou que se invente no futuro. traços pessoais.610/98 considera obras intelectuais protegidas "as criações do espírito.. . isto é. ou o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras" (incisos I e VI). conjectura ou pensamento que não chega a ser exposto. pois a obra intelectual. mas. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (inciso X). expondo a maneira e o ângulo com que o seu criador vê o mundo. de pseudônimo ou de qualquer outro sinal convencional" (art. assegurar-se-á proteção à reprodução da imagem e voz humanas (inciso XXVIII. Originalidade significa criar alguma coisa dotando-a com características próprias. conforme já mencionado. apresentado de algum modo. Os direitos morais de autor são considerados indisponíveis." (art.poderá o criador da obra literária. tangível ou intangível. 27 da Lei nº 9. a forma com que a obra é exteriorizada. No art. No campo do direito autoral. prevê-se expressamente a tutela da honra e da imagem: "são invioláveis a intimidade. da autenticidade da obra e da autoria da obra. No artigo 8º da Lei nº 9. a). DEISE FABIANA LANGE ensina sobre o assunto o seguinte: "Para que a obra mereça proteção. se vincula à personalidade de seu autor. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. OBJETO DO DIREITO AUTORAL: A Lei nº 9. que seja expressada de alguma forma. DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR: 5. sente e percebe as coisas. a honra e a imagem das pessoas.610/98). há proteção da identificação pessoal da obra.12). o transporta para sua criação". sim. A novidade não é interessante ao Direito Autoral. é necessária sua exteriorização. a vida privada. completo ou abreviado até por suas iniciais. 5º da Constituição Federal. artística ou científica usar de seu nome civil. o seu lado interior. No direito autoral. intransmissíveis e irrenunciáveis. desta forma. está fora do âmbito de proteção desse direito. Os direitos morais de autor são considerados direitos de personalidade. Necessariamente a obra terá que ser original. os direitos morais de autor devem prevalecer aos direitos patrimoniais. o que não quer dizer nova. "Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis" (art.7º). 6. está dito que não são objeto de proteção como direitos autorais "as idéias.610/98. pois a simples idéia. e.

A exploração pode ser realizada pelo próprio autor ou por pessoa autorizada pelo autor. que estão revogados.28). A Lei nº 9. artigos 53 a 88 que regem a utilização de obras intelectuais e fonogramas. 184 a 196). Não foram revogados os artigos 184 a 186 do Código Penal. artística ou científica" (art.Segundo a doutrina. temporário. 185). No caso de violação de direito autoral." (art. sem prejuízo das sanções penais quando cabíveis. prescritível.610/98 sobre direitos patrimoniais do autor: "Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar.610/98 tratam das sanções cíveis aplicáveis no caso de violações de direitos autorais. fruir e dispor da obra literária. artigos 49 a 52 que tratam da transferência dos direitos de autor. 184). os crimes de concorrência desleal. O direito patrimonial de autor tem características diferentes daquelas relativas ao direito moral de autor.610. 7. ou seja. Nos artigos 187 a 196 do Código Penal Brasileiro. que tratam dos crimes contra a propriedade intelectual: violação de direito autoral (art. O Código Penal Brasileiro. cuida dos crimes contra a propriedade imaterial (arts. "Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra. contém várias normas sobre os direitos patrimoniais do autor: artigos 28 a 45 tratam de normas gerais sobre direitos patrimoniais de autor e sua duração. dos casos em que a utilização de obra não constitui ofensa a direito autoral. conforme o caso pode caber aplicação de sanção penal.29). os crimes contra as marcas de indústria e comércio. conforme ficar estipulado em contrato.. prevista nos artigos 184 a 186 do Código Penal Brasileiro. Destacamos os seguintes artigos da Lei nº 9. SANÇÕES CIVIS E SANÇÕES PENAIS: Os artigos 101 a 110 da Lei nº 9. eram tratados: os crimes contra o privilégio de invenção. o direito patrimonial confere ao autor da obra intelectual a prerrogativa de auferir vantagens pecuniárias com a utilização da obra. artigos 46 a 48 tratam das limitações aos direitos autorais. . É remuneração do autor pela exploração econômica da obra intelectual. por quaisquer modalidades. usurpação de nome ou pseudônimo alheio (art. de 1998.. penhorável. no seu Título III. a saber: alienável.

III . inseriu um capítulo dedicado à ordem econômica e social. É possível extrair.livre concorrência. V . a Constituição brasileira.redução das desigualdades regionais e sociais. VIII .busca do pleno emprego.AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR 1.defesa do consumidor. O art. não deixou de consignar a Constituição que a ordem econômica brasileira confere a defesa do consumidor contra os possíveis abusos ocorridos no mercado de consumo. com garantia dos princípios de justiça e existência digna. da leitura deste artigo constitucional que o Brasil adota o modelo de economia capitalista de produção. IX tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. inseriu um conjunto de diretrizes. já que a livre iniciativa é um princípio basilar da economia de mercado.defesa do meio ambiente. VII . promulgada em 1988. VI . A CONSTITUIÇÃO E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: Acompanhando o movimento mundial. Também previa a intervenção do Estado na economia. No mesmo sentido. II . fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. em 1934.soberania nacional. a liberdade sindical e os princípios fundamentais do direito do trabalho. programas e fins que devem ser perseguidos pelo Estado e pela sociedade. a Constituição brasileira de 1937 trazia disposição declarando que a economia seria organizada em corporações e impunha a organização de todos os ramos de produção em sindicatos verticais. observados os seguintes princípios: I . ainda. tem por fim assegurar a todos existência digna. IV . conferindo caráter de plano global normativo. 170 da Constituição Federal em vigor assim dispõe: "A ordem econômica. A Constituição em vigor. . No entanto.” Vê-se que a defesa do consumidor é princípio que deve ser seguido pelo Estado e pela sociedade para atingir a finalidade de existência digna e justiça social.propriedade privada.função social da propriedade. conforme os ditames da justiça social. inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação.

em seu art. pode expedir decretos e regulamentos para o fiel cumprimento do Código de Defesa do Consumidor.Ademais. cabe à União estabelecer normas gerais sobre a relação de consumo e a responsabilidade civil por danos ao consumidor. podendo o Estado legislar sobre assuntos específicos.181/97. 1º. Assim. poderão os Estados exercer a competência legislativa plena. III. bem como as portarias expedidas pelo Ministério da Justiça que complementam o rol de cláusulas abusivas do artigo 51 do CDC. determina a competência concorrente da União. da Constituição Federal determinou ao Estado a promoção da defesa do consumidor. o respeito à dignidade. no sentido de adotar um modelo jurídico e uma política de consumo que efetivamente protegessem o consumidor. 24. histórico. a proteção dos interesses económicos dos consumidores. o art. a bens e direitos de valor artístico. a melhoria da qualidade de vida dos consumidores. 4º do Código de Defesa do Consumidor são os seguintes: • • • • o atendimento das necessidades dos consumidores. 5º. que deve sempre sobrepor-se aos interesses produtivos e patrimoniais. Por força dos dois dispositivos citados e. de caráter geral. do princípio da dignidade da pessoa humana. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR: A Constituição Federal. Caso não haja lei editada pela União. 3. LXXIII. saúde e segurança dos consumidores. e . OBJETIVOS E PRINCÍPIOS NORTEADORES: Os objetivos da Política Nacional de Relações de Consumo propostos pela legislação consumerista estampados no art. o que se deu com a promulgação do Código de Defesa do Consumidor. É preciso esclarecer também que o Executivo. podemos afirmar que a defesa do consumidor busca a proteção da pessoa humana. em 11 de setembro de 1990. estético. da Carta Magna. para legislar sobre produção e consumo (inciso V) e sobre a responsabilidade civil por dano ao meio ambiente. de maneira complementar. expresso no art. na forma do art. para que possam atender às necessidades próprias. ao consumidor. Podemos citar como exemplo deste poder normativo o Decreto 2. que dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. turístico e paisagístico (inciso VIII). conforme veremos dos princípios estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. 84 da Constituição Federal. ainda. dos Estados e do Distrito Federal. 2.

o mesmo artigo estabelece princípios norteadores da Política Nacional de Relações de Consumo a serem observados por toda a sociedade de consumo. IV). a principal razão de toda a proteção e defesa do consumidor. RECONHECIMENTO DA VULNERABILIDADE DO CONSUMIDOR: O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo reflete. III).4º.4º. que é a parte vulnerável de qualquer relação de consumo.4º. • FÁTICA (OU SOCIOECONÔMICA): baseia-se no reconhecimento de que o consumidor é o elo fraco da corrente. Tendo em vista haver desequilíbrio nas relações entre consumidor e fornecedor. VI). quais sejam: • • • • • reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor (art. harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo (art. e que o fornecedor . I). tanto no que diz respeito às características do produto quanto no que diz respeito à utilidade do produto ou serviço. por exemplo. A doutrina aponta para três tipos de vulnerabilidade do consumidor. de contabilidade ou de economia para esclarecimento. V). ação governamental para proteção do consumidor (art. educação e informação dos consumidores (art. 4°. pretende o legislador igualar esta equação. sem dúvida.4º. • • • coibição e repressão das práticas abusivas (art. II). A presunção de vulnerabilidade do consumidor é decorrente de lei e não admite prova em contrário. quais sejam: • TÉCNICA: o consumidor não possui conhecimentos específicos sobre o objeto que está adquirindo. estudo das constantes modificações do mercado de consumo (art. • JURÍDICA: reconhece o legislador que o consumidor não possui conhecimentos jurídicos. controle de qualidade e segurança dos produtos e serviços (art. racionalização e melhoria dos serviços públicos (art.• a transparência e harmonia das relações de consumo.4º.4º. VII). deixando claro que a parte mais fraca é o consumidor e que este deve ser protegido. VIII). do contrato que está assinando ou se os juros cobrados estão em consonância com o combinado.4º. Para atingir os objetivos propostos. 4.

saúde e segurança (art.VI e VII). técnica ou financeira. 6º. O rol nele inserido constitui o patamar mínimo de direitos atribuídos ao consumidor que devem ser observados em qualquer relação jurídica de consumo. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou "nocivos".V). aproveitando-se o fornecedor desta condição. 6º. . adequada e eficaz prestação de serviços públicos (art. Assim. 6a do Código de Defesa do Consumidor. prevenção e reparação de danos individuais e coletivos (art.1). garante ao consumidor a proteção da vida. 6º. A hipossuficiência é outra característica do consumidor. É certo que os consumidores bem informados e com qualificação técnica e jurídica continuam vulneráveis aos apelos do mercado de consumo. modificação e revisão das cláusulas contratuais (art. 5.encontra-se em posição de supremacia. educação e informação (art.VIII). considerando o fato de que o fornecedor é o detentor do poder econômico. a qualificação técnica ou jurídica do consumidor não retiram a qualidade de vulnerável do consumidor.IV). Esta condição de hipossuficiente deve ser verificada no caso concreto. mas nem todos são hipossuficientes. PROTEÇÃO DA VIDA. A HIPOSSUFICIÊNCIA PODE SER ECONÔMICA. 6º. e é caracterizada quando o consumidor apresenta traços de inferioridade cultural.II e III).X). DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR: Os direitos básicos do consumidor estão apresentados no art. quando o consumidor demonstra dificuldade de fazer prova em juízo.1. proteção contra publicidade enganosa ou abusiva e práticas comerciais condenáveis (art. 6º. • • • facilitação da defesa de seus direitos (art. 6º. São eles: • • • • proteção da vida. 6º. 5. SAÚDE E SEGURANÇA: A regra contida no art. todos os consumidores são vulneráveis. mas não se confunde com a vulnerabilidade. sendo o detentor do poder econômico. OU PROCESSUAL. Para o Código de Defesa do Consumidor. inciso I. uma vez que fica mantida a vulnerabilidade fática. quando o consumidor apresenta dificuldades financeiras. 6º.

O Capítulo V do Código de Defesa do Consumidor trata especificamente das práticas comerciais e dedica três seções para cuidar das regras que o fornecedor . preceitua como direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva.3. conscientes de seus direitos e deveres perante a sociedade. a ser dada nos diversos cursos desde o primeiro grau nas escolas públicas e privadas.Trata-se de direito indisponível e assegurado pelo art. Quanto ao direito à informação. Ademais. A falha na informação ou na comunicação é considerada defeito do produto ou serviço. 5. inciso IV. os preços e os riscos que ele apresenta. estabelecido no inciso III do mesmo artigo. A doutrina aponta para dois tipos de educação para o consumidor: A EDUCAÇÃO FORMAL. é imprescindível para a harmonização das relações de consumo. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações". a composição. se produzir dano. devendo o fornecedor especificar a qualidade. métodos comerciais coercitivos ou desleais. está intimamente ligado ao direito à educação. 5º da Constituição Federal. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. no sentido de bem informar o consumidor sobre as características dos produtos e serviços já colocados no mercado de consumo. traduz o direito do consumidor a todas as informações relativas ao produto ou serviço. a quantidade. 5. PROTEÇÃO CONTRA PUBLICIDADE ENGANOSA OU ABUSIVA E PRÁTICAS COMERCIAIS CONDENÁVEIS: O Código de Defesa do Consumidor. insere como direito básico do consumidor "a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. A formação de cidadãos aptos a exercer a livre manifestação de vontade. EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO: O art 6º. Vimos que a Política Nacional das Relações de Consumo invoca o princípio da educação e informação dos consumidores para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada. II. 6º.2. quis o legislador deixar claro que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não devem expor o consumidor a riscos e consequentes prejuízos à saúde. as características. segurança e patrimônio. ensejando a responsabilização civil. de responsabilidade dos fornecedores. no art. E A EDUCAÇÃO INFORMAL.

4. que. e a apresentação tem caráter vinculativo. Em razão deste princípio básico. a qualquer tempo. por sua vez. V). Outrossim. em que os consumidores simplesmente aderem sem poder discutir suas cláusulas. PUBLICIDADE ENGANOSA é a que induz o consumidor em erro. informando de modo contrário à realidade. a discriminação e a superstição. o consumidor tem direito de requerer revisão de cláusula contratual por superveniência de fato novo. PUBLICIDADE ABUSIVA.deve cumprir para a oferta e publicidade de seus produtos no mercado de consumo. Pela teoria da imprevisão. é a que explora o preconceito. De fato. vale informar que o Código de Defesa do Consumidor introduziu no ordenamento jurídico a teoria da imprevisão. o preceito insculpido no inciso V do art. MODIFICAÇÃO E REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS: Constitui direito básico do consumidor "a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas" (art. 5. bastando a demonstração objetiva da excessiva onerosidade para o consumidor. Assim. tem o consumidor o direito de requerer em juízo a alteração das cláusulas que estabeleçam contraprestações desproporcionais. era sustentada apenas doutrinariamente. PUBLICIDADE corresponde a qualquer meio de difusão e informação. 6º do Código de Defesa do Consumidor dispensa a prova do caráter imprevisível do fato superveniente. Neste passo. Outro direito básico do consumidor é a proteção contra as cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos ou serviços. o que implica a relatividade da aplicação da regra do pacta sunt servanda. cuja finalidade seja a promoção da aquisição de produtos e serviços inseridos no mercado de consumo. a fim de adequar o contrato à nova realidade.A informação sobre produtos ou serviços também está inclusa no conceito de publicidade. o contrato é passível de alteração sempre que a cláusula não se revelar justa. não se faz necessária a prova do enriquecimento ilícito do fornecedor. ainda que de forma mitigada. A CLÁUSULA INJUSTA OU DESPROPORCIONAL é aquela que deixa de estabelecer direitos ou obrigações com reciprocidade. Isso ocorre em razão da massifïcação dos contratos. O consumidor pode pleitear. a nulidade da cláusula injusta ou desproporcional sem que se leve à anulação do contrato. até então. . A oferta do produto ou serviço integra o contrato. no caso concreto. 6º.

5. assegurada a proteção jurídica. para que haja a prevenção de danos aos consumidores. È certo que o consumidor teria. 6º. tanto em razão do art. do Código de Defesa do Consumidor. Por esta razão.5. Já a reparação das perdas e danos dos consumidores deve ser efetiva. VI. sobretudo no que diz respeito à boa-fé. grandes dificuldades para fazer prova em juízo de seu direito. Estados. Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações dano material e dano moral oriundos do . Assim. o dano material e moral plenamente cumuláveis. em muito facilita a defesa do consumidor. I. o legislador conferiu ao juiz o poder para decretar. PREVENÇÃO E REPARAÇÃO DE DANOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS: A prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais individuais. uma vez que este não dispõe de controle sobre os bens de produção. em alguns casos. e difusos. 37 do mesmo fato. FACILITAÇÃO DA DEFESA DE SEUS DIREITOS: Em razão da vulnerabilidade presumida do consumidor. as cláusulas contratuais que estabelecerem valores limitados de indenização por prejuízo moral ou material advindos de relação contratual entre consumidor e fornecedor são consideradas nulas. das Associações Defesa do Consumidor. 51. das entidades e órgãos da Administação Pública da União.6. Ademais.5. O fornecedor deve respeitar as regras estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor. O dano moral do consumidor também deve ser prevenido e reparado pelo fornecedor. não havendo que se falar em indenização tarifada. bem como o acesso aos órgãos judiciários e coletivos administrativos. a seu critério. são direitos básicos consumidores. Distrito Federal e Municípios. se presente a verossimilhança das alegações do consumidor ou se presente a hipossufïciência. Destarte. o que pode ser requerido através do Ministério Público. a informação correta sobre a utilização do produto e a não-inserção no mercado de consumo de produtos perigosos são exemplos de prevenção que devem ser obedecidos pelos fornecedores. a inversão do ônus da prova. VIII." Interessa ressaltar o fato de o legislador ter inserido a prevenção e a reparação dos direitos coletivos e difusos. a regra insculpida no art. 6º. 6a. incisos VI e VII. conforme esclarece a Súmula nº. ministrativa e técnica aos necessitados. direito à informação e proteção à saúde e segurança consumidores. como em razão do disposto no art. garantidos pelo art.

7. No entanto. 6º. Os requisitos são analisados objetivamente pelo juiz e devem ser apurados segundo as regras ordinárias de experiência. deve satisfazer às condições de regularidade. . são direitos e obrigações dos usuários: I . 7a Sem prejuízo do disposto na Lei 8. se não houver a antecipação do pagamento das referidas custas. Entendemos por VEROSSIMILHANÇA a plausibilidade. ou seja. 8. técnica e jurídica. o réu (fornecedor) não está obrigado a antecipar o pagamento das custas referentes aos honorários periciais. de 11 de setembro de 1990. bem como pela Lei nº. II . O consumidor pode ser considerado hipossuficiente do ponto de vista técnico em razão do desconhecimento da questão em si ou em razão da dificuldade na obtenção dos dados periciais. 5. Ademais. que regula o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. a alegação exposta pelo consumidor aparenta ser a expressão real da verdade. caso o magistrado tenha determinado a inversão do ônus da prova.987/95. segurança e modicidade das tarifas. do Código de Defesa do Consumidor. X. De qualquer modo.receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos. sempre com vistas à facilitação da defesa do consumidor em juízo. continuidade. A hipossufïciência do consumidor pode ser econômica. o art. presumem-se verdadeiras as alegações do consumidor. por seu permissionário ou concessionário. a provável procedência das alegações do consumidor. Em complemento ao disposto no Código de Defesa do Consumidor. ADEQUADA E EFICAZ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: O serviço público. 7º da Lei nº.078. 8. a inversão do ônus da prova não deverá afrontar o princípio do devido processo legal e da segurança jurídica. Este direito do consumidor é estabelecido pelo art. não podendo ser confundida com fumus boni iuris ou indício de que a alegação é verossímil.É preciso esclarecer que a inversão do ônus da prova não é automática. dependerá das circunstâncias concretas que serão apuradas pelo juiz para a decretação da inversão do ônus da prova. eficiência. prestado diretamente pelo Poder Público.receber serviço adequado.987/95 determina: "Art. Outrossim. e deve ser examinada no caso concreto.

entre outros. referentes ao serviço prestado. Há quem sustente que. com a finalidade de que todos possam ter acesso aos serviços públicos de água. eles devem fornecer serviços adequados. observadas as normas do poder concedente.comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço. telefonia. Vale ressaltar que. concessionárias e permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento estão estipulados no art. 4º do Código de Defesa do Consumidor obriga o fornecedor a melhorar e racionalizar os serviços públicos. caso o consumidor deixe de efetuar o pagamento das faturas mensais pelo fornecimento. bem como sobre a interrupção dos serviços. V ." Vimos também que o art. o Poder Público ou as empresas que prestam o serviço público podem efetuar o corte do fornecimento do serviço público. deve o fornecedor notificar o consumidor sobre o inadimplemento. No entanto. a jurisprudência majoritária expressa entendimento de que. caso o fornecedor não cumpra o estabelecido em lei. sob pena de responder por perdas e danos. com liberdade de escolha. mesmo sendo possível o corte no fornecimento de serviço público pelo não-pagamento das faturas pelo consumidor.obter e utilizar o serviço. VI . sem que isso acarrete direito de indenização para o consumidor.contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços. Destarte. 22 do Código de Defesa do Consumidor. eficientes e seguros e.levar ao conhecimento do Poder Público e da concessionária as irregularidades que tenham conhecimento. deve arcar com as perdas e danos daí advindos. quanto aos essenciais.III . Os deveres dos órgãos públicos das empresas. IV . . o consumidor não pode ter o serviço interrompido na hipótese de inadimplemento. luz elétrica. contínuos. em razão da obrigatoriedade da continuidade do serviço público. gás.

assumindo os riscos da atividade econômica. as instituições de beneficência. DOMÉSTICO – É considerado empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza continua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família no âmbito residencial desta. subordinados e sob direção desta (art. mediante remuneração. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços (art.IESA/FAA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Docente: Elda B. admite. São regidos pela Lei nº 5. deve ser acrescida a pessoalidade. o espólio. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO Sujeitos do contrato de trabalho são aqueles que podem contratar. consistente na impossibilidade do empregado se fazer substituir por outro trabalhador (art.444. as associações recreativas e outras instituições sem fins lucrativos. Assim como o art. da CLT).859/72  . CLT). toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. R.2º. desde que admitam trabalhadores como empregados.2º e 3º da CLT). São empregadores por equiparação: o condomínio. as autarquias e fundações. para fins exclusivos da relação de emprego. TIPOS DE TRABALHADORES EMPREGADO Considera-se empregado. Além dessas características que definem a figura do empregado. Nicácio CONTRATO DE TRABALHO Contrato de Trabalho é o negócio jurídico pelo qual uma pessoa física se obriga.2º § 1º da CLT. a prestar serviços não eventuais a outra pessoa ou entidade. os profissionais liberais. EMPREGADOR Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que. sob a dependência deste e mediante salário.

cujos serviços eram prestados por intermediação dos sindicatos até o advento da Lei 8603/93. APRENDIZ – É o trabalhador com idade compreendida entre 14 e 18 anos que é admitido aos serviços de um empregador na condição de aprendiz. vigilância de embarcações nos portos organizados. estabelecendo também as regras de prestação de serviços nas atividades de estiva. Ao invés de prestar serviços como os demais empregados. bloco. RURAL – É toda pessoa física que.885/73) e tais direitos foram ampliados pela CF/88. São assegurados os direitos do art. presta serviços de natureza não eventual ao empregador rural.7º CF.7º da CF/88. é matriculado numa escola de formação profissional e . Após o advento desta lei. nas horas de folga escolar. o adicional noturno é de 25% e a duração da h/noturna é de 60 minutos. São assegurados os seguintes direitos trabalhistas: • • • • • • • • • Salário mínimo Irredutibilidade de salário 13º salário Repouso semanal remunerado Licença maternidade (120 dias) Férias (20 dias úteis) + 1/3 Licença paternidade Aviso prévio Aposentadoria  AVULSO – É o trabalhador portuário. conserto de cargas. Tem registro na CTPS e todos os demais direitos dos trabalhadores. São assegurados os direitos do art. criou-se a figura do órgão gestor de mão de obra (OGMO) do trabalhador portuário. comparece a sede do empregador para exercitar o aprendizado. em propriedade rural ou prédio rústico. Se não tiver freqüência nas aulas pode haver rompimento de contrato. TEMPORÁRIO – É a pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário para a prestação de serviço destinado a atender: a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e  .(regulamentado pelo decreto 71.   OBS: Horário noturno – trabalhador agrícola seu h/noturno é das 21:00h as 05:00h. conferencia de cargas. O trabalhador da pecuária h/noturno é das 20:00h as 04:00h. sob a dependência deste e mediante salário.

assumido o risco de sua atividade econômica. O trabalhador autônomo não é subordinado. TERCEIRIZADOS .a realização de certos serviços. bem como entre cooperados e tomadores de serviços. SERVIDORES PÚBLICOS – São trabalhadores admitidos por empresas públicas ou o Poder Público. Tratando-se de contrato por prazo determinado. emite a cada serviço um recibo denominado RPA (recibo de pagamento a autônomo). desde que possa ser considerada como de “meio” e não “fim”. São exemplos de terceirização: serviços de vigilância. São regidos pelo art. o trabalhador não faz jus ao pagamento de aviso prévio. de limpeza e conservação e de trabalhos temporários. CRM. ao acréscimo extraordinário de serviço. forma uma sociedade civil sem fins lucrativos (Lei 5764/71).  AUTÔNOMO – É a pessoa que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas ou empresas. REPRESENTANTE COMERCIAL – É espécie de trabalhador autônomo que presta serviço não subordinado na intermediação ou venda de      . quer como celetista ou estatutário. tornando uma mão de obra acidental. esporádica. EVENTUAL – é aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural em caráter eventual. em geral.3º CLT. segundo o regime da CLT. haverá a necessidade de concurso público. pois não se insere no seu dia a dia. Não há vinculo empregatício entre cooperados e cooperativa.. mas. O prazo máximo deste tipo de contratação é de 03 meses. agrupado a outros. pintores. multa de 40% sobre o FGTS depositado e estabilidade no emprego. permitida a prorrogação mediante autorização da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). considerados especializados.. e etc. CRC. Ex: pedreiros.) e recolher contribuição obrigatória ao INSS. Sua atividade é subordinada. devendo ser inscrito no órgão de classe respectivo (OAB. por conta própria e não alheia. pode ser transferido a uma empresa. não é ligada ao “fim” do tomador. Em qualquer caso. COOPERADO – é a espécie de trabalhador que.permanente.

produtos dos contratantes.  . O estágio é realizado mediante termo de compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente. ESTAGIÁRIO – É o aluno regularmente matriculado em faculdades ou escolas técnicas que presta serviços com a finalidade de complementação dos estudos. com a interveniência e supervisão obrigatória da instituição de ensino. Necessariamente deve ser inscrito no órgão de sua classe e possuir contrato com o tomador de serviço. Não é considerado empregado. apenas recebe uma bolsa sendo optativa. portanto. O curso. segundo os moldes da Lei 4886/65. deve ser compatível com a atividade desempenhada pelo estagiário.