ASSUNTO PF DE ÉTICA E LEGISLAÇÃO

AULA 01 – ÉTICA AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 1ª, 2ª e 3ª PARTE. AULA 07 – DANO MORAL AULA 08 – NOÇÕES DE DIREITO AUTORAL AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR

INTRODUÇÃO NECESSIDADE E MUTABILIDADE DO CONTROLE SOCIAL 1. A sociedade humana: generalidades O homem que nasce, cresce e vive em sociedade é diferente daquele que se desenvolveria isolado do convívio de seus semelhantes. É somente em contato com outros seres humanos que o indivíduo se torna pessoa humana, capaz de levar dentro de si, simultaneamente, o individual e o coletivo. Assim, o comportamento social resultante da resposta dada pelo indivíduo a vários fenômenos é extremamente complexo e só pode ser analisado tendo-se uma visão do ambiente onde a sua socialização se realizou. Note-se que, de modo constante, a pessoa está sendo estimulada por outras pessoas e objetos (cheios de informações novas num ambiente de mudanças sociais frequentes), afora o próprio mundo constituído de seus elementos físicos. Ao lado dos elementos considerados pertencentes ao meio externo (mundo, pessoas, objetos-conhecimentos), estão outros, do mundo interno, que igualmente influenciam, e portanto condicionam, o comportamento social. Entre eles: substâncias químicas e as pressões e distensões mecânicas do nosso organismo. Elementos esses, internos, que regulam a nossa temperatura e a nossa digestão. De sorte que, na fome, na sede ou no sono, por exemplo, estamos frente a estímulos provocados pelo meio interno. A medida que a pessoa humana se adapta continuamente, como um ser social, às exigências do grupo de convívio, o seu comportamento se torna parecido ao dos outros membros e as expectativasde comportamento são possíveis e a padronização - embora relativa - se toma evidente. Temos então o ajustamento do ser humano ao ambiente físico (solo, clima etc.)r ao meio biológico (plantas e animais), e ao ambiente social por ele criado. Porém, a conduta humana é bem mais do que uma simples resposta a estímulos provocados por agentes dos meios interno ou externo. Ao atuar, o indivíduo demonstra que a sua ação é organizada e integrada, visando algum objetivo. Seus desejos, sentimentos e ideias desempenham papel importante, tornando mais individualizada a sua imagem do universo. Portanto, cada um vê a seu modo. Pois uma série de fenómenos entra em jogo e a seleção do conhecimento se constrói individualmente. Tanto os fatores de estímulo como os fatores pessoais atuam na organização da atividade de conhecer. Os estímulos determinam a nossa seleção de acordo com a frequência, intensidade, movimento e

número dos objetos apresentados. Acrescentem-se aos fatores de estimulo os fatores pessoais, que, por sua vez, limitam e deformam os objetos. A sensibilidade de cada um em dada ocasião modifica a visão ou percepção individual. Por exemplo, a pessoa num momento de inquietação percebe as coisas de maneira diversa. Observando-se que o mundo do conhecimento é vastíssimo e de difícil padronização absoluta por parte dos diferentes membros de até uma mesma coletividade, a nossa concepção se amplia e a nossa atuação pode tomar-se mais aberta. Transformar o indivíduo - no início acentuadamente um organismo vivo - em pessoa humana é atividade fundamental da sociedade. Essa tarefa da sociedade humana é relativamente fácil. Pois o viver em grupo é natural ao homem. Desde cedo ele aprende a satisfazer suas necessidades dentro do grupo, com a aprovação social. E percebe também que a sua sobrevivência se torna menosdificíl quando existe a troca de serviços e a colaboração no trabalho. Descobre ainda, bem cedo, o valor da reciprocidade. Assim, proteger-se, alimentar-se, vestir-se, educar-se, podem tornar-se coisas simples, rotineiras e institucionalizadas. Contudo, o ser humano não se prende ao já feito como um ser passivo. A sua capacidade criadora e/ou transformadora o impede de ser apenas um espectador. O progresso e as modificações sociais são frutos diretos dessa não-passividadc. Demais, a complexidade nervosa do homo sapiens (isto é, "homem que sabe"), possibilita aprendizagem bem maior do que a encontrada entre outras espécies, resultando dela um sistema social bastante complexo, composto de símbolos e cuja comunicação poderá ocorrer em alto nível de abstração. O que não acontece entre os animais inferiores. Estes últimos precisam do condicionamento de uma situação real. Nas sociedades animais os padrões são fixados peia hereditariedade e a "divisão do trabalho é levada a efeito pela especialização fisiológica dos seus membros. Possui caráter fundamentalmente biológico, e por esse motivo dá-se-lhe o nome de bissocial”. (Davis. 1964:49) Ou. em palavras de Sebastião Vila Nova. "o comportamento dos animais não-humanos é predominantemente padronizado pela herança biológica, enquanto o comportamento humano é sobretudo padronizado pela aprendizagem através da comunicação simbólica." (Vila Nova. 1995:42) A sociedade humana tem por matéria-prima indivíduos de ambos os sexos, de idades diferentes e de tipos e graus de inteligência e conhecimento distintos. E um grupo constituído de pessoas que pertencem a uma só espécie, mas que. devido às suas diferenças, não podem pensar, sentir e querer da mesma maneira.

Não se devem confundir. A indeterminação social é. e não absoluta. as proposições de-terminísticas de qualquer ciência não deixam de ser probabilitárias. soluções diversas e até contraditórias (cf. determinismo cientifico atual com exatidão. mas apenas a dificuldade delas serem conseguidas. Carrino. em foco e de que se podem ter. que já não se pretende em ciência substantiva. 1987: 121). em ciência que não seja meramente formal. biologicamente distintos e autônomos. o que se verá adiante neste livro. ("critical legal studies"). contudo. pelos chamados "estudos juridícos críticos”. 1996: 24-25. contrariando o que pretende o formalismo tradicional dos estudos de direito. influídos por ideologia esquerdista. Assim. Porém. quando possível. criam normas e a consciência de grupo surge. pela permanência como agregado Humano. os fatos sociais . 1992: l 15-153). sem eliminar sua individualidade. as pessoas se acomodam mutuamente. in Arnaud e Dulce. O objeto da Sociologia é estudar cientificamente . sobre o assünto. provavelmente y). pois afirmam uma relação "sempre" (se x ocorre. Róhl. nos Estados Unidos. Para essa corrente. então sempre y é a consequência) e não simplesmente uma relação estocástica (se x.Entretanto. Segundo Ralph Linton "a sociedade é um grupo de indivíduos.de uma maneira mais rigorosa. as decisões juridícas sofrem indeterminação. relativa. Da possibilidade humana de escolha autônoma entre alternativas não se segue necessariamente a impossibilidade de proposições deccrministicas sobre o social. com base na preponderância da semelhança. enriquecendo o todo social. com base na mesma legalidade. 1956:128) Essa ideia de indeterminação. para uma perspectiva diferente. na verdade. apenas seu grau de probabilidade é muito alto (cf. As sociedades devern a sua existência a uma combinação de fatores físicos e psicológicos". na acepção de que não haveria sempre uma resposta adequada ao problema jurídico. (Linton. ou de modo menos rigoroso -. a que se refere classicamente Linton. causal. Tudo indica que é viável obter-se até mesmo uma lei científica geral e rigorosa de natureza determinística sobre o movimento de aproximação e de afastamento no espaço social. Daí serem muito raras em Sociologia. é retomada com ênfase. Toda vida em sociedade é um compromisso entre as necessidades do indivíduo e as necessidades do grupo e têm a indeterminação e a instabilidade própria das situações desta natureza. que pelas suas acomodações psicológicas e de comportamento se tornaram necessários uns aos outros. Farinas Dulce. é do interesse da sociedade que essas diferenças persistam até certo ponto: delas muitas vocações nascem e as semelhanças e diferenças se completam. a partir dos anos 70.

que se revela através sobretudo de uma linguagem comum. e nas atividades dos membros de um grupo social. os meios que o individuo utilizará estarão reconhecidos socialmente. nenhuma recompensa se obteria das interações sociais. não poderia existir um entendimento geral. As diferenças e semelhanças se integram dinamicamente na constituição do todo individual e social. estará então sujeito em grande parte a satisfazer seus próprios desejos de acordo com os desejos da sociedade. Assim. Há diferenças observáveis também de homem para homem quanto ao grau desses impulsos. Ela não elimina de modo total as diferenças individuais. Existência do controle social Porque existem evidentemente no homem tendências variadas. justamente. São vários os processos sociais pelos quais pouco a pouco os padrões de conduta são aceitos ou interiorizados.em si mesmos. se a padronização fosse perfeita. Portanto. Cada indivíduo. tudo aquilo que resulta do interrelacionamento exteriorizado de pólos mentais individuais. Mas a padronização apenas reduz os limites das diversidades pessoais. Dessa maneira. procura ela desenvolver entre os seus componentes o que se pode chamar de caráter social. Cada sociedade. Pois se todos fossem completamente idênticos. mas .regras de comportamento que normem de modo eficaz a conduta dos membros de um determinado grupo social. Tendências de um desses dois tipos básicos slo encontradas em maior número em certos indivíduos do que em outros. na realização efetiva de certos atos sociais. através de seus grupos de socialização. são necessárias . 2. Seria impossível existir uma ordem social qualquer sem haver entre as diferentes pessoas essa conformidade aos padrões existentes. Nele existem impulsos para o considerado socialmente "bem" e para o considerado socialmente "mal”. Sem pelo menos um mínimo de comportamento. reconhecido grupalmente como o adequado. É fato de observação corrente que o homem tanto tem capacidade para amar como para odiar. nos sentimentos. que são. um requisisito básico para a vida social é um mínimo de padronização nos pensamentos. inculca nos indivíduos os seus padrões para maior homogeneidade social. sendo conhecedor dos modos de comportamento da sociedade da qual participa. É do interesse da sociedade que os seus membros adquiram uma maneira de vida uniforme pelo menos em relação a tudo aquilo que toca intimamente o coletivo. A padronização feita pelo grupo prepara os indivíduos para funcionarem reciprocamente numa ordem social que é composta não apenas de homens. em geral.

O desejo de obter um lugar na sociedade. alémdas diferenciações de sexo.. não somente de jovens. faz com que cada um se submeta a padrões do grupo. Essa uniformidade completa não pode existir porque há sempre diferenças fundamentais quanto ao sexo. não quanto a tudo. Como se pode observar. dependendo das suas experiências. existe. assim também a comunidade não pode de modo completo ignorar e deixar de sofrerias influências causadas pelas diferenças individuais. idiossincráticas. A participação passiva na sociedade não é senão de alguns indivíduos e. 1954:220). devendo-se isso ao fato de que as experiências intra-uterinas poderão não ter sido sempre as mesmas. que servem para moldar as personalidades dos indivíduos. Uma parte bastante grande do indivíduo. assim mesmo. inteligência etc. Há ainda as diferenças individuais. estão em conformidade com o grupo a que pertence. inclusive (e basicamente) a padrões considerados jurídicos. do mesmo modo que o indivíduo não pode deixar de sofrer as influências da sociedade sobre seu comportamento. Contudo. Assim. um status social. . Como se sabe. Todo membro de qualquer sociedade está sujeito ao controle social do seu grupo. dentro de cada uma dessas categorias. idade. diferenças de indivíduo para indivíduo. Nem mesmo os gêmeos são identicamente iguais. a uniformidade no sentido restrito nunca pode ser conseguida. a sociedade significa uma interação social constante que resulta num sistema complexo de relações. inteligência.também de mulheres. Mas a cultura não é concernente às diferenciações individuais e sim aos padrões de comportamento compartilhados pelos indivíduos. muitos dos seus impulsos. força etc. mas também de adultos e crianças (Honigmann. como não são sempre as mesmas as experiências após o nascimento. idade.

que significava principalmente. as leis. Duas formulações mais conhecidas: “Nada em excesso” “Conhece-te a ti mesmo” Na Idade Média. trazendo. Se originou do termo grego “ethos”.. uso costumes.) encontramos duas tendências: 1. sem dúvida. discípulo de Sócrates. o direito e a filosofia. a que é necessária à virtude. o fim do homem é a felicidade. à interpretação da bíblia e à teologia. Ludwig Feuerbach (1804-1872): tentou traduzir a verdade da religião num estudo filosófico ao alcance de todos os homens instruídos. Temos as idéias de Immanuel Kant. caráter. A religião trás em si uma mensagem ética profunda de liberdade. Sócrates refletiu sobre a natureza do bem moral. . o pensamento ético passou a ser ligado à religião. A ética grega fundou-se na busca da felicidade. através da teoria da Concepção racionalista: É da natureza humana que extraímos as formas corretas da ação moral. Uma ação moralmente boa é aquela que pode ser universalizável.. A busca de uma ética racional pura – subjetividade humana. O marxismo é uma grande tradição de preocupações éticas. 2. Ex.600 .desenvolveu uma nova visão do mundo e da história humana. hábitos.: a tortura. A moral revolucionária foi muito influenciada pela tradição ética cristã. um grande progresso moral à humanidade. Na Idade Moderna (1. e a esta é necessária a razão. Estabeleceu muitas regras de conduta. Karl Marx . pois dela derivam os costumes. que veio substituir a da religião: a moral revolucionária. de fraternidade universal. de amor. Platão. Tentativa de unir a ética religiosa às reflexões filosóficas. ÉTICA é um instrumento indispensável da vida humana. Sua teoria procura basear-se nas leis do pensamento e da vontade. Para Aristóteles. na busca de um princípio absoluto de conduta. onde persistem elementos do cristianismo. Teve muitos seguidores.ASPECTOS FILOSÓFICOS SOBRE A ÉTICA. colocava a busca da felicidade (Sumo BEM) como o centro das preocupações éticas.

ou entre o bem e o mal. mas aquilo que ele "deve fazer" de sua vida. Seu campo é o do juízo de valor e não o do juízo de realidade. Etimologicamente. tentar defini-la seria nos privar de toda a amplitude de seu significado que pode ainda advir. ou da existência. portanto. todavia. é necessário que o agente seja consciente. procurando identificar sua natureza. Além do mais. Neste caso. definir o conteúdo desse bem é problema à parte. criação espontânea e inconsciente de um grupo. Em alguns casos. Também.DA ÉTICA E DA MORAL Muitos sabem. pois é uma concepção que se transforma pelos tempos). ficamos satisfeitos conosco mesmos e recebendo a aceitação geral. ou pelos menos intuem o que seja Ética. Pode ser considerada ainda como a parte da filosofia que tem como objeto o dever-ser no domínio da ação humana. fundamentação racional. a dor. afastando a angústia. sobre as regras e os códigos morais que norteiam a conduta humana. Distingue-se da ontologia cujo objeto é o ser das coisas. a desvendar não aquilo que o homem de fato é. em outros. de determinada sociedade e que caso não seja seguido. por sua vez. Propõe-se. quer dizer. caráter. é passível de coação ao cumprimento por meio de punição. a ética é uma criação consciente e reflexiva de um filósofo sobre a moralidade. nas mais diversas áreas. aquele que se adequar aos padrões vigentes de comportamento numa classe social. limita-se a refletir sobre os problemas implícitos nas normas que de fato foram estabelecidas. explicá-la é tarefa difícil. relacionam-se com algo a mais: o desejo que todos têm de serem felizes. Para que exista a conduta ética. isto é. temos a ética como estudo das ações e dos costumes humanos ou a análise da própria vida considerada virtuosa. fruto do desenvolvimento do pensamento humano. Estuda as normas e regras de conduta estabelecidas pelo homem em sociedade. Todavia. pode ser ela tida como a existência pautada nos costumes considerados corretos. Sua finalidade é esclarecer e sistematizar as bases do fato moral e determinar as diretrizes e os princípios abstratos da moral. ou seja. o termo ética deriva do grego ethos que significa modo de ser. que é. Designa a reflexão filosófica sobre a moralidade. que possua capacidade de discernir entre o bem e o mal (cabe observar agora que agir eticamente é ter condutas de acordo com o bem. Em suma. daí. Pode ser entendida como uma reflexão sobre os costumes ou sobre as ações humanas em suas diversas manifestações. origem. A consciência moral possui a capacidade de discernir entre um e . As noções decorrentes de ações advindas de uma ou mais opções entre o bom e o mau. conclui por formular um conjunto de normas a serem seguidas.

É a moral reflexa. são os problemas morais. do latim mos. é responsável pelas suas ações e emoções. dentre outros. realizar constantemente as escolhas. esta como conseqüência daquela. pesa-se o que será necessário para realizá-las. a sociedade. nunca se referindo a generalidade. uma vez que dependerão do modo de existência de cada pessoa. cada qual têm seus valores. não se pode estar alienado. avalia-se os meios em relação aos fins. É a necessidade de convivência que faz surgir a Moral. sob determinado enfoque. quais ações a fazer. O problema moral corresponde a singularidade do caso daquela situação. mas entendemos que se reserva a este último apenas o próprio fato moral. decorrentes de alguma ação que será realizada. Assim. quando se indaga o que é correto. Do que foi dito. Os problemas éticos são caracterizados pelas generalidades. preso aos instintos e às paixões. Os problemas morais. Freqüentemente. Moral. mores significa costume. No processo de escolha das condutas. Etimologicamente. ou seja. se tornam mais ou menos valiosos. sendo a indagação de caráter amplo e geral. os termos "ética" e "moral" são empregados como sinônimos. destituído de si. que devem ser considerados em qualquer situação. de crenças religiosas. Assim. Por isso. Assim. Todavia. privado por outros. cada um adquire uma percepção individual do que lhe é de valor. Para isso. é condição básica a liberdade. de modo que. Os valores podem se entendidos como padrões sociais ou princípios aceitos e mantidos por pessoas. as pessoas. ÉTICA E MORAL: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS A coexistência é uma imposição a que todas as pessoas são submetidas. a convivência é uma necessidade. experiências vividas ou até. subjetivos. Tornam-se. definir o que é bom. "Moral é a moral prática. É moral vivida. enquanto o primeiro designa a reflexão filosófica sobre o mesmo. aquela reunião de regras que são destinadas a orientar o relacionamento dos indivíduos numa certa comunidade social. é a pratica moral. julgando o valor das condutas e agir conforme os padrões morais. para poder deliberar. tornando-se responsável também pelas suas conseqüências. A consciência se manifesta na capacidade de decidir diante de possibilidades variadas. é sempre um problema prático-moral. e que conseqüências esperar. de suas convicções filosóficas. são problemas teórico-éticos"(2). possuem pesos diferenciados. conjuntos de normas adquiridas pelo homem. simplesmente morais são restritos. as classes. conforme se depreende do que foi dito acima. pela sociedade. quando comparados. o .outro e avaliar.

quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar. pelo menos. aconselha. variando de cultura para cultura e se modifica com o tempo. No mesmo sentido. Podemos dizer que a Ética analisa as regras e os princípios morais que são destinados a orientar a ação humana. todavia todos relacionam-se com um valor de conteúdo mais importante. aceito livre e conscientemente. simplesmente ético. como a Moralidade. elas molestam o indivíduo. É a ciência do comportamento moral dos homens na sociedade. o que acontece. em que se baseiam os costumes ou as normas adquiridas. quer para grupo ou pessoa determinada. uma abordagem científica da moral. Agem como um mecanismo de autodefesa e preservação do grupo. normas e regras de conduta estabelecidas em uma sociedade e cuja obediência é imposta a seus membros. por uma parte. no âmbito de uma mesma sociedade. preservam e salvam a sociedade em que ele vive. tem em si uma estrutura capaz de analisar diferentes opções para se ter referência sobre o que é ou não correto em determinado momento. a ética é a norma. O desrespeito a alguma das regras morais pode provocar uma tácita ou manifesta atitude de desaprovação. não se situa no campo puramente apreciativo dos valores. na pesquisa e no estudo dos valores morais. antes. Sendo moral o que é vivido. ficam assim compensados do sacrifício pessoal que fazem.problema é teórico. Já a ética. sendo. regula o comportamento individual e social das pessoas”. um enfoque do comportamento humano cientificamente. é. Podem os valores variarem. ou seja. A ética estuda. Tanto a ética como a moral relacionam-se a valores e a decisões que levam a ações com conseqüências para nós e para os outros. a Ética se detém. Como os indivíduos só podem viver em função da comunidade. Hodiernamente. até hoje nenhum grupo ou comunidade pode existir sem normas constrangedoras da moral. Temos a moral como ação. já que ela não cria a moral. e até ordena. é o que deve ser ou. o que vai pautar o comportamento moral do homem. A moral é como expressão da coexistência. então. Esse conjunto de normas. A sociedade cria determinados valores e as ações humanas começam desde logo a se cristalizar em regras que se orientam pela obtenção e realização dos mesmos. sobretudo. o objeto é o dever-ser). estando até mesmo. Estes determinam o impulso moral e impelem à ação dos . Os dois vocábulos se referem as qualidades humanas: o modo de ser ou o caráter de cada um. tem-se como moral o conjunto de costumes. Deste modo. a Moral pode ser conceituada como "o conjunto de regras de conduta consideradas válidas. Apesar de haver em cada indivíduo uma reação instintiva contra regras e obediências a qualquer autoridade. Se. A Ética. subentendido nos outros: o valor do bom ou o valor do bem. o que deveria ser (conforme já salientamos. por outra. ou melhor.

ÉTICA . Este é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. segundo alguns autores. O costume é uma pratica gerada espontaneamente pelas forças sociais e ainda.ÉTICA PROFISSIONAL . adotam uma solução que. nos sentamos. assim como em suas reações perante o mal sofrido. através do uso reiterado. na maneira pela qual nos vestimos. ou de civilidade. o costume representou a fonte mais importante do direito. A nosso ver. criadas espontaneamente pelo povo. cortesia. portanto. em sucessivos atos de participação. esta proporção do homem aos esquemas e modelos sociais em razão da ação objetiva. usamos da linguagem. não definida por qualquer norma vigente. ou cavalheirismo. Efetivamente. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. estamos seguindo tais regras. Por elas se situa o homem na sociedade. Aqui e agora. para ser racional e estar de acordo com o bom senso comum. Somente aquelas atitudes e coisas que levam ao próprio aperfeiçoamento e ao bem comum do grupo é que possuem valor moral. por exemplo. com base no bom senso e no sentido natural de justiça. vai servir de modelo para casos semelhantes. COSTUMES Nas sociedades em que a escrita e a leitura não estavam difundidas. A formação do costume é lenta e decorre da necessidade social de fórmulas práticas para resolverem o problema em jogo. sendo mais guiado pelos outros do que por si mesmo. são os valores pró ou contra que vão determinar a sua escolha. tais como as de etiqueta. de forma inconsciente. uniforme e que gera a certeza da obrigatoriedade. Então podemos definir que o costume como um conjunto de normas de conduta social. de participar dos bens da vida. reconhecidas e impostas pela sociedade. por sua maneira de ser e de conduzir-se. às regras consuetudinárias de trato social. no todo de nosso comportamento. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. é uma característica das ações pertinentes ao "costume" em geral. recebendo do todo social a medida de seu comportamento. Todas as vezes que o homem encontra um dilema. as partes envolvidas.indivíduos. sem implicar necessariamente a íntima adesão do agente. Diante de uma situação concreta.

"não é possível deixar esse assunto ao critério de cada profissional. funcionários e governantes.A Ética do Advogado. ÉTICA EMPRESARIAL E ÉTICA NOS NEGÓCIOS. devendo necessariamente contribuir para a formação de uma consciência profissional composta de hábitos dos quais resultem integridade e a probidade. de acordo com as regras positivadas num ordenamento jurídico. ou seja. nem sempre bastam para produzir soluções acertadas" (citação de Antão de Morais. os sócios. a adoção de um ordenamento jurídico. Não implicam apenas em juízos de valor. Ética Geral e Profissional . o governo e a comunidade como um todo. Prescrevem deveres para a realização de valores. têm enfoca a importância da ética empresarial e da responsabilidade social com fatores competitivos para as empresas. quer o íntimo e subjetivo.João Baptista Herkenhoff nos brinda com a seguinte definição sobre o que seria normas éticas. p. Caracterizam-se pela possibilidade de serem violadas. em discurso de posse no Tribunal de Ética de São Paulo. mas impõem a escolha de uma diretriz considerada obrigatória. No universo coorporativo. . Boas intenções. Ter padrões éticos significa ter bons negócios em longo prazo. as organizações têm se preocupado em resgatar valores éticos e em desenvolver ações voltadas para questões sociais. altos ideais de moralidade. com a finalidade de avaliar a própria conduta diante a sociedade e suas exigências morais. os dirigentes de grandes empresas. que o exterior e social. fornecedores. in A Gazeta de 11/06/1948. numa determinada coletividade. "São normas que disciplinam o comportamento do homem. Os autores têm destacados a “ÈTICA” como um fator relevante para garantir a competitividade da empresa. afim de constituir um parâmetro do qual os profissionais devam adotar. os funcionários. 185) Este conjunto de preceitos morais devem nortear a conduta do indivíduo no ofício ou na profissão que exerce. Empresas preocupadas com padrões de condutas éticos em seu relacionamento com clientes. com freqüência. A mídia de negócios. agir de forma honesta com todos aqueles que têm algum tipo de relacionamento com ela. os fornecedores. Estão envolvidos nestes grupos os clientes. Outrossim. ganham a confiança de seus clientes e melhoram o desempenho dos funcionários." Daí portanto. A empresa é considera ética se cumprir todos compromissos éticos que tiver. mencionado por José Renato Nalini. livros e palestras.

.“Parece licito afirmar que hoje em dia as organizações precisam estar atentas não só as suas responsabilidades econômicas e legais. morais e sociais”. mas também as suas responsabilidades éticas.

1. A palavra DIREITO vem do latim directus. b) Definição Semântica: É a parte da gramática que registra os diferentes sentidos que a palavra alcança em seu desenvolvimento. por possuir vários sentidos. subjetivamente.AULA 02 – DIREITO 1. que era utilizado para designar o que era ilícito e injuria. expressou aquilo que está conforme a reta e. a sua genealogia. desvio ou curva). que os antigos romanos já afirmavam: “Definitio fit per genus proximum et diffeentiam specificam”.2. um (qualidade do que está conforme a reta. No século XVIII Kant já afirmava que “os juristas ainda estão à procura de uma definição para o Direito”. que apesar de diferentes. e não foi usado pelos romanos que preferiram o termo jus. designou: aquilo que esta conforme a lei. o . 1. a própria lei. até o presente. Também pode se referir a Ciência do Direito e pode ter um significado equivalente ao conceito de justiça. Para ficar mais fácil o nosso estudo vai definir o vocábulo Direito da seguinte forma: nominal e reais ou lógicas. por volta do século VI. a. A palavra Direito desde a sua formação. Esse vocábulo surgiu na Idade Média.1. Primeiramente. Enquanto que as definições reais ou lógicas expressam a essência do objeto. DEFINIÇÕES REAIS OU LÓGICAS Essa definição exige um método adequado. o que não tem inclinação. como o poder de agir que a lei garante. Decorridos mais de dois séculos os juristas ainda divergem quanto aos inúmeros sentidos do referido vocábulo. O vocábulo Direito é classificado como um termo analógico. passou por vários significados. DIREITO: Definir o que é direito é uma tarefa árdua. Do ponto de vista objetivo pode ser visto como uma norma de organização social. conjunto de leis. sucessivamente. guardam entre si alguns nexos. a ciência que estuda as leis. DEFINIÇÕES NOMINAIS a) Definição Etimológica: Explica a origem da palavra. As definições nominais expressam o significado da palavra e se subdividem em definições etimológicas e semânticas.

com vontade própria. DIREITO E A MORAL: Existem várias teorias e critérios adotados para diferenciar o Direito da Moral.os destinatários do Direito devem se comportar. E a diferença especifica deve apontar qual a característica que o Direito possui e que o separa dos outros processos de conduta social. usados para o bem-estar da sociedade. para realização da segurança. meios. Entretanto nem todos os homens. segundo os critérios de justiça. aos preceitos legais. Decompondo. • Para a segurança. 2. Apenas as normas jurídicas necessitam da participação do Estado. Nós adotamos para examinar a matéria o método . estabelecem os limites de liberdade para os homens em sociedade. em partes. impostas coercitivamente pelo Estado. o homem deve ajustar a sua conduta. Daí surge a necessidade do Direito de ser dotado de um mecanismo de força – a coerção . segundo os critérios de justiça – as normas legais devem ser consideradas instrumentos. • Impostas coercitivamente pelo Estado – é a diferença específica. determinam espécies de comportamento social. Regras de Trato Social e a Religião. Todos têm sido criticados. Esse conjunto de normas determina como . A justiça é a razão de Direito existir. aderem a essas normas jurídicas. exclusivo que vai distinguir objeto definido das demais espécies. Em relação ao Direito o gênero mais próximo da sua definição são os diferentes tipos de instrumentos de controle social: Moral. para haver justiça é necessário que os valores jurídicos sejam cultivados. uma vez que a diferença específica aponta o traço peculiar. Como ser racional e responsável.que significa que a definição deverá apontar o gênero próximo e a diferença específica. recursos. vamos encontrar: • Conjunto de normas de conduta – é o gênero próximo. espontaneamente.que a qualquer momento possa ser acionado para impor o cumprimento das referidas normas. Assim podemos definir direito como: conjunto de normas de conduta social. O gênero próximo de uma definição deve apresenta as semelhanças existentes entre as diversas espécies que compõem o gênero. ou seja.

e extensiva aos ascendentes (avós – art. • A VISÃO KELSIANA – Ele desvincula o Direito da Moral. uma área particular independente. para este importante cientista do Direito. quanto ao seu conteúdo. o Direito estaria incluído no campo da Moral. . Ele adota a Teoria dos Círculos e o Mínimo Ético. para ele o Direito e a Moral possuiriam uma faixa de competência comum e. ao mesmo tempo. • TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS: Segundo Jeremy Benthan (1748-1832).696. Os adeptos desta corrente acreditavam que as leis só eram validas se baseadas nos valores morais. CC) e que também se assenta na Moral. 1.adotado por Alessandro Groppali que traça um paralelo entre o Direito e a Moral. a norma é não precisa de valores morais para ser valida. donde se pode concluir que o campo da Moral é mais amplo que o Direito e que o mesmo encontra-se subordinado a Moral. Ele é o elemento essencial ao Direito. Um exemplo disso é a prestação de alimentos que é recíproca entre pais e filhos. jurista e filósofo inglês. • TEORIA DOS CÍRCULOS SECANTES – Du Pasquier discordava de Jeremy.

nos domínios da Moral. a Ética e a Moral. Desta fora o Direito estaria implantado. Seu objetivo é justificar as regras estabelecidas pelo Direito e pela Moral. • Jurisprudência – que se forma pelo conjunto uniforme de decisões judiciais sobre uma determinada indagação judicial. Ela é uma reflexão de como deve ser. Já o Direito estabelecem regras numa sociedade delimitada por fronteiras. tornam-se conhecidas. independente de fronteiras geográficas garantindo assim uma identificação entre pessoas que sequer se conhecem. Enquanto a Moral estabelece regras que garantem uma boa convivência na sociedade. também apresentam distinções. A Ética é o estudo do que é bom ou mau. São elas: • Leis e Códigos – que são a principal expressão do Direito escrito. Ela é diferente de ambos – Direito e Moral – pois não estabelece regras. as formas pelas quais as normas jurídicas se exteriorizam. • Uso e Costumes – que exprimem o poder de decisão anônimo do povo. prevalecendo assim a TEORIA DOS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS. 4. o qual afirmava que para o bem-estar da coletividade era necessário que o Direito representasse um mínimo de preceitos morais. por inteiro. MORAL E ÉTICA: É de extrema importância saber diferenciar o Direito. Tanto o Direito como a Moral estabelecem regras que visam estabelecer certa previsibilidade para a conduta humana. Apesar de apresentarem algumas semelhanças. 3. ou seja. FONTES DO DIREITO – FONTES FORMAIS DO DIREITO POSITIVO: Fontes Formais do Direito Positivo são os meios de expressão do Direito. . DIREITO.• TEORIA DO “MÍNIMO ÉTICO” – Foi desenvolvida por Jellinek.as leis só têm validade naquela área geográfica que uma determinada população vive.

ao pagar. 5. com uma pequena alteração. e. estando sujeito a uma sanção caso não exerça a seu dever eleitoral. se a relação é de coordenação trata-se de Direito Privado. È uma típica relação de Direito Privado. Então dizemos que é uma relação de SUBORDINAÇÃO. entre Direito Público e Privado. enquanto o segundo seria pertinente ao interesse de cada um. São exemplos os estatutos de entidades.• Atos jurídicos – a doutrina moderna tem admitido que os atos jurídicos não se limitam à aplicação das normas jurídicas e criam efetivamente regras de Direito. é de Direito Público. por exemplo. pois a teoria romana só leva em conta o elemento de interesse da coletividade ou dos particulares. Tanto o vendedor como o comprado se encontram na mesma situação. DIREITO PÚBLICO: • • • • Direito Constitucional Direito Administrativo Direito Processual Direito Penal . Não devemos esquecer que tanto o Direito Público como o Direito Privado se dividem em ramos. segundo o critério de utilidade pública ou particular da relação: o primeiro diria respeito às coisas do Estado. O cidadão deve obediência ao Estado. é evidente que estarem os diante de uma relação de Direito Público. RAMOS DO DIREITO: A primeira divisão que encontramos na história da Ciência do Direito foi feita pelos romanos. no mesmo plano. de maneira que a relação é de COORDENAÇÃO. Poderemos esclarecer melhor essa relação da seguinte for. que é usada para complementar essa primeira divisão feita pelos romanos. de Direito Público. por exemplo: um indivíduo adquire algo em uma loja. Se. amanhã o TER convoca os eleitores para exercerem a sua obrigação eleitoral. consórcios. O eleitor não se encontra em pé de igualdade com o Estado. recebe o produto. Esta outra forma tem como base o elemento formal da relação. Esta teoria só leva em conta o conteúdo ou objeto da relação jurídica. contratos particulares e públicos. ou seja. se é de subordinação. Temos aí uma relação de compra e venda. Existe também outra forma de diferenciarmos o Direito Público do Privado. Essa distinção ainda hoje é aceita pela maioria dos doutrinadores jurídicos.

• • • • Direito do Trabalho Direito Financeiro Direito Tributário Direito Previdenciário DIREITO PRIVADO: • • Direito Civil Direito Comercial .

2. analisando seu conceito e eventuais alterações na dinâmica social. mais precisamente. CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO A palavra CONSTITUIÇÃO apresenta sentido ambíguo. As mais antigas civilizações da história. compor) que podem ser empregados em expressões triviais. o poder era privilégio daqueles que eram detentores da riqueza que quase sempre estavam aliados à religiosidade. ORIGEM DO CONSTITUCIONALISMO Na Antigüidade. Os estudiosos do constitucionalismo. surgiram entre 4.000 a. cumpre identificarmos a função das constituições na atualidade. deflagrado durante o iluminismo e surgido em oposição ao absolutismo reinante. e 2. enquanto que ANDRÉ HAURIOU é absolutamente categórico ao afirmar que ‘o berço do Direito Constitucional se encontra no Mediterrâneo Oriental e. A grosso modo podemos dizer que o constitucionalismo teve como origem formal as Constituições norte-americana de 1787 e a francesa de 1791.C. já desenvolvendo a idéia de tributos que sustentariam a estrutura de poder vigente. até o advento do chamado Estado Moderno. com destaque para a Mesopotâmia (margens dos rios Tigre e Eufrates). existente entre o constitucionalismo na Antigüidade. na Grécia’.C. Sua origem remonta ao verbo CONSTITUIR (ser à base de. Todavia. A evolução do constitucionalismo culminou por identificar três grandes objetivos das constituições: garantir a supremacia dos direitos individuais. formar. observa-se a existência de verdadeiro "hiato constitucional". através do qual se elegeu o povo como o titular do poder legítimo. Assim sendo.. como a constituição de uma cadeira . à parte essencial de. a Pérsia (planalto do atual Irã). o Egito (vale do rio Nilo).000 a. DALMO DALLARI ensina que mestres como LOEWENSTEIN sustentam que os hebreus foram os primeiros a praticar o constitucionalismo. apontam em algumas das Civilizações Antigas manifestações assemelhadas às observadas nos Estados Constitucionais modernos. organizar o poder e delimitar o seu exercício. havendo ainda quem dê primazia ao Egito. em seus estudos acerca da origem das constituições. fatos marcantes deste movimento. Nesse sentido.AULA 03 – DIREITO CONSTITUCIONAL 1. a China (vale do rio Amarelo) e a Índia (rios Indo e Ganges). que teria seu fim com a queda de Roma.

O Hábeas Corpus foi utilizado de forma genérica. trazia uma declaração de direitos individuais e garantias que. excluídos os estrangeiros e. A soberania é exercida pelo governo. permaneceu nas Constituições posteriores. PRINCÍPIOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS E SOCIAIS • EVOLUÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES:  A Constituição do Império de 1824. monarquia ou aristocracia. aprimorou a Declaração dos Direitos.  A Constituição 1891. entre outros). governo e soberania. A palavra Estado foi usada pela primeira vez. que é a investidura e a limitação impostas pela lei. banimento judicial e de morte. • • • Povo é a população do estado. podemos definir a CONSTITUIÇÃO como o conjunto de normas jurídicas.ou a constituição de uma mesa. é um grupo de pessoas que toma decisões obrigatórias para a coletividade. • Território é a base geográfica do estado. que regulam a forma de ESTADO (unitário ou federal). Pedro II. a organização de seus órgãos. considerado sociológica ou historicamente. em princípio do século XVI. O Estado é o principal objeto da Constituição. de Maquiavel. juridicamente. nos seus fundamentos. inclusive para hipóteses não específicas de cerceamento de liberdade física. povo. os limites de sua atuação. Daí pode-se concluir que a palavra CONSTITUIÇÃO traz em si uma idéia de estrutura. . Em síntese. extinguindo as penas de galés. agindo por meio da autoridade. a comunidade habilitada ao exercício dos direitos políticos. escritas ou costumeiras. na Itália. em O Príncipe. outorgada por D. o modo de aquisição do poder e o exercício do poder. promulgada no governo provisório de Marechal Deodoro da Fonseca. 3. O governo. no estrito sentido jurídico. a forma de seu GOVERNO (república. A noção jurídica de Estado apóia-se em quatro elementos básicos: território. em relação a assuntos do governo. os direitos fundamentais do homem e suas respectivas garantias. a Constituição é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos do Estado. Segundo José Afonso da Silva. de como se organiza. é o espaço físico dentro do qual o Estado exerce sua soberania e sobre o qual o governo tem competência.

outorgada por Getúlio Vargas – CONSTITUIÇÂO POLACA – Estado Novo. inscreveu um titulo sobre a ordem econômica e social. promulgada CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. retomou as idéias da democracia social de 1934. ou seja. suspensão da garantias dos magistrados. do cinema e da radiodifusão. os direitos políticos e os direitos dos partidos políticos. José Sarney assume. mediante censura prévia da imprensa. Envia ao Congresso Nacional uma proposta de emenda Em 05 constitucional de outubro convocando de 1988 é a Assembléia a Constituinte. como estabilidade. em 1985 Tancredo Neves. promulgada por Getúlio Vargas e inspirada na Constituição de Weimar. abrangendo os direitos individuais e coletivos. sobre a família. de forma indireta. 1. Restabeleceu o mandado de segurança. de caráter perpétuo. promulgada no governo de Gaspar Dutra. e a cultura. tem como traço característico a inserção da democracia social. a ação popular e acabou com as penas de morte. cassação dos mandados parlamentares. Morre antes de assumir o poder. teatro. • EVOLUÇÂO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS:  DIREITOS HUMANOS DE 1ª GERAÇÃO: esses direitos dizem respeito às liberdades públicas e aos direitos políticos. a educação. ou seja.  Após o período da ditadura.  A Constituição de 1967 e a EC nº. Esta trazia no seu bojo os direitos e garantias individuais. os direitos sociais dos trabalhadores. O direito de manifestação foi restringido. foi inspirada no regime fascista. direitos civis e políticos que traduzem o valor da liberdade. Estabeleceu a pena de morte para o crimes políticos. foi eleito presidente do Brasil. São os Direitos Individuais. A Constituição de 1934. os direitos individuais sofreram duro golpe. de banimento ou de confisco. autoritário.  A Constituição de 1937. os direitos de nacionalidade. também denominada por Ulisses Guimarães de CONSTITUIÇÂO CIDADÃ.  A Constituição de 1946. . outorgada pelas Forças Armadas. dos funcionários públicos. pois havia a possibilidade de suspensão dos direitos políticos por 10 anos. homicídios cometidos por motivos fúteis e com extremos de perversidade.

 INALIENABILIDADE: são direitos intransferíveis.  IMPRESCRITIBILIDADE: nunca deixa de ser exigíveis. tais como a necessária noção de preservação ambiental e proteção aos consumidores. 5º da CF/88. à igualdade. mandado de segurança. O ser São os Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 4ª GERAÇÃO: são os direitos decorrentes dos avanços engenharia genética. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. direitos são bens e vantagens prescritos nas normas constitucionais e as garantias são instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos direitos ou prontamente os repara. sem distinção de qualquer natureza. inegociáveis. DIREITOS HUMANOS DE 2ª GERAÇÃO: são os direitos sociais. mandado de injunção. não a nada que fundamenta a perda do . Apesar de se referir expressamente a direitos e deveres. • DIREITOS FUNDAMENTAIS: Os direitos e deveres individuais e coletivos estão arrolados no caput do art. nos termos seguintes: Os direitos e garantias fundamentais possuem diversas características:  HISTORICIDADE: possuem caráter histórico. mas nunca renunciá-lo. e econômicos. Assim nos resta apenas diferenciá-los.  IRRENUNCIABILIDADE: o individuo pode não usá-lo. Correspondem aos Direitos de  DIREITOS HUMANOS DE 3ª GERAÇÃO: novos problemas e preocupações mundiais surgem. Art. podemos afirmar que as garantias são os remédios constitucionais: o habeas corpus. Mesmo quando não são exercidos. 5º Todos são iguais perante a lei. à segurança e à propriedade. à liberdade. hábeas data e ação popular. Solidariedade. também contemplou as garantias fundamentais. no caso de sua violação. Desta forma. nasceram com o Cristianismo e são validos até os tempos atuais. mandado de segurança coletivo. humano é inserido em uma coletividade. culturais Igualdade. porque não são de conteúdo econômico.

Direito à Propriedade. não excluindo. no texto constitucional. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento). • CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS INDIVIDUAIS: Podemos classificas os direitos individuais nos seguintes grupos: Direito à Vida. que a expressão residentes no Brasil deve ser interpretada no sentido de que só a Carta Federal só pode assegurar a validade e gozo dos direitos fundamentais dentro do território brasileiro. Direito à Intimidade. já constitui um pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos. Assim. é um processo que se instaura com a concepção. 5º da CF/88 “.. O direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos.garante aos brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil o direito à. a de cooperativas independem de autorização. Entretanto esse conceito de existência digna refere-se aos aspectos . Tudo o que interfere nesse ciclo contraria a vida. pois se reconhece às associações o direito de existência (XVIII ..a criação de associações e. transforma-se. sendo a primeira relacionada ao direito de continuar vivo e a segunda de se ter uma vida digna quanto à subsistência. São direitos personalíssimos. pertencem ao indivíduo e não ao patrimônio. Direito à Igualdade. Observe-se.      • DIREITO À VIDA: O vocábulo VIDA..”.. deixando. porém. pois. Direito à Liberdade. Da mesma forma as pessoas jurídicas são beneficiadas pelos direitos e garantias individuais. na forma da lei. o estrangeiro em trânsito pelo território nacional. como as pessoas jurídicas. • DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS: O caput do art. Desta forma cabe ao Estado assegurá-lo na sua dupla acepção. o regime jurídico das liberdades públicas protege tanto os brasileiros como os estrangeiros no território nacional. progride.direito pela prescrição. então de ser vida para ser morte.

desproporcionais e. inclusive trato íntimo da pessoa. • DIREITO À INTIMIDADE: Essa proteção constitucional refere-se tanto as pessoas físicas como jurídicas. mas é possível diferenciá-los: intimidade refere-se as relações privada envolve todos os demais relacionamentos humanos. não afasta a proteção constitucional contra ofensas desarrazoadas. enquanto que o próprio exercício da atividade profissional dos artistas exige maior e constante exposição à mídia. protegendo inclusive à própria imagem frente aos meios de comunicação em massa (rádio. principalmente. nos termos do art. Todavia coube a legislação ordinária definir o crime de aborto e determinar suas exceções. enquanto vida objetivos. televisão. este não é admitido pela CF/88. Essa interpretação mais restrita. jornais. porém. XIX. sem qualquer nexo causal com a atividade profissional realizada.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. revista. Esta proteção constitucional. pois esta reconhece que a vida instara-se no momento da concepção. suas relações familiares e de amizade. 5º da CF/88: III . do paciente estar vivendo artificialmente através de aparelhos. . Os conceitos constitucionais de intimidade e vida privada estão de os interligados. quando se refere àqueles que exercem atividade política ou ainda em relação aos artistas em geral deve ser interpretada de uma forma mais restrita. não para fundamentar a prática da EUTANÁSIA. tais como relações comerciais. 84. por exemplo. de estudo. etc).é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. salvo em caso de guerra declarada. ou seja. São alguns exemplos de direito à vida os seguintes incisos do art. XLVII . necessidade de salvamento da vida da mãe.não haverá penas: a) de morte. O que se permite é o desligamento dos aparelhos quando comprovada a morte cerebral Quanto ao ABORTO. no caso. o da gravidez decorrente de estupro e outros casos que a medicina aconselhar. os casos em que a gravidez pode ser interrompida. de trabalho.de natureza material e moral. etc. pois os políticos estão sujeitos a uma forma especial de fiscalização pelo povo e pela mídia. XLIX .

São alguns exemplos de direito à intimidade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; • DIREITO Á IGUALDADE: A CF/88 adotou o Princípio da Igualdade de direitos determinando que todos os cidadãos tenham o tratamento idêntico pela lei. O que se veda são as diferenciações arbitrarias. Aristóteles já vinculava à idéia de igualdade à idéia de justiça ao afirmar “o legislador deve tratar de maneira igual os iguais e de maneira desigual os desiguais”. São alguns exemplos de direito à igualdade os seguintes incisos do art. 5º da CF/88: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Ainda existe outras regras que proíbem discriminações que estão arroladas no art. 7º que vedam diferenças de salários, de exercício de função e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil e qualquer

discriminações Todavia a

no

tocante CF

a

salários

e as

critérios chamadas

de

admissão

do

trabalhador portador de deficiência. própria estabelece DISCRIMINAÇÕES POSITIVAS onde o constituinte tratou de proteger certos grupos, que ao seu entender, mereceriam tratamento diverso. Ele cuidou de estabelecer medidas de compensação, buscando concretizar, uma igualdade de oportunidades para esses indivíduos. Como por exemplo: L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação (art. 5º); Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) • DIREITO À LIBERDADE: A liberdade consagrada no texto constitucional é a denominada LIBERDADE OBJETIVA que consiste na expressão externa do querer individual, e implica o afastamento de obstáculos ou de coações, de modo que o homem possa agir livremente. Todavia essa liberdade apresenta freios, para que os mais fortes não oprimam os mais fracos. No Direito Constitucional, vamos encontrar 05 grupos de liberdades, no art 5º da CF/88:

 LIBERDADE DA PESSOA FÍSICA: liberdade de locomoção, de
circulação. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

 LIBERDADE DE PENSAMENTO: em todas as suas formas de
liberdades (opinião, religião, artística, comunicação do conhecimento). IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 LIBERDADE DE EXPRESSÃO COLETIVA: em suas várias formas
(de reunião e de associação). XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

 LIBERDADE DE AÇÃO PROFISSIONAL: livre escolha e de exercício
de trabalho, oficio e profissão. XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

 LIBERDADE DE CONTEÚDO ECONÔMICO E SOCIAL: liberdade
econômica, livre iniciativa, liberdade de comércio, liberdade ou autonomia contratual, liberdade de ensino e liberdade de trabalho. Liberdades estas que estão no Capitulo dos Direitos econômicos e não no campo dos direitos individuais. • DIREITO À PROPRIEDADE: O direito de propriedade tem o seu fundamento na Constituição. Esse direito é garantido desde que a propriedade atenda sua função social. Com isso a

o direito de impedir que um terceiro utilize a patente do objeto. são elas:  propriedade autoral. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. que confere aos autores o direito de reproduzir suas obras literárias. XXIV . . aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. assim definida em lei. Alem deste tipo de propriedade existem propriedades especiais no art 5º da CF/88.  e a propriedade do bem de família que permite aos chefes de família destinar um prédio para domicílio desta. desde que trabalhada pela família.a propriedade atenderá a sua função social.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização.Constituição autoriza a desapropriação.  propriedade de inventos. de propriedade que não cumpra sua função social. XXIII . exclusivo de utilizar. que asseguram ao inventor direito de o obter a patente que lhe garanta a propriedade do invento de utilidade. à proteção dos desenhos industriais e marcas de uso exclusivo e à exclusividade do nome da empresa: XXIX . à propriedade das marcas. publicar e artísticas. ressalvados os casos previstos nesta Constituição.70. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. com pagamento mediante titulo.a pequena propriedade rural. de marcas e de nome de empresas que são os privilégios de invenção. com claúsula de ficar isento de execução por dividas (art. publicação ou reprodução de suas obras. XXVI . CC). bem como proteção às criações industriais. cientificas e de comunicação: XXVII . ou por interesse social.

naquilo que lhe couber. à saúde. que obrigam o Estado a melhorar as condições de vida dos hipossuficientes. a redução das desigualdades sociais e regionais e a garantia dos direitos sociais como direitos e garantias fundamentais. quer dizer. Porém. seja ela administrativa. respeitar e implementar os Direitos Fundamentais. contrariar dispositivos contidos na Constituição e na legislação. direitos sindicais. é para agir segundo o que ordenam e o que permitem as Leis e a Constituição.4. à greve. direito ao trabalho. ao meio ambiente sadio. de maneira alguma. penal. O empregador tem poderes para disciplinar e gerir a empresa e as relações desta com os empregados. entre outras. a empresa não pode fazer o que quiser no seu âmbito interno. eqüitativas e satisfatórias de trabalho. Ao tempo em que a Constituição Federal de 1988 trouxe a previsão dos direitos sociais que são direitos fundamentais dos homens. que se caracterizam como liberdades positivas. 7º. devem ser propostas soluções que estejam em consonância com as linhas mestras reconhecidas nos Direitos Humanos Internacionais e na Constituição Federal de forma a dar materialidade às garantias às quais o Constituinte de 1988 se propôs a perseguir. comercial. esta a norma fundamental que confere validade e norteia toda uma ordem jurídica nacional. in casu. E não podem. segundo a Constituição e as Leis. A liberdade. à educação e à cultura. esses poderes são limitados. devendo. internacional. . pluralista. financeira. condições justas. à previdência social. mesmo sendo uma pessoa de direito privado. Isto é. inclusive. são os trabalhadores subordinados que estão sob a proteção constitucional do art. quais sejam os valores de uma sociedade fraterna. IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 PARA OS PROFISSIONAIS: Muito se tem discutido acerca da efetividade dos direitos constitucionalmente garantidos. civil. trabalhista. ambiental. tributária. que para efeitos constitucionais. Esse diploma prevê sejam assegurados aos brasileiros e aos estrangeiros diversos direitos como obrigação de não-discriminação. ao aplicar normas constitucionais aos casos concretos examinados.

enquanto seus empregados produzem ou circulam os bens ou serviços.AULA 04 – DIREITO COMERCIAL 1. insumo e tecnologia) e fortemente estimuladas pela possibilidade de ganhar dinheiro. os que atendem às nossas necessidades de vestuário. mão-de-obra. que empresário é aquele que exerce a atividade com habitualidade. pessoalidade e o monopólio de informações. 966 do Código Civil. c. Já produção de serviços é a . b. Empresário é definido na lei como o profissional exercente de “atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens ou serviços”. lazer.isto é. porque as informações sobre os bens e serviços que oferece ao mercado costumam ser de seu inteiro conhecimento. CONCEITO DE EMPRESÁRIO: Segundo o art. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens e serviços. Ele deve exercer a atividade empresarial pessoalmente. – são produzidos em organizações econômicas especializadas e negociadas no mercado. saúde. Seu objetivo é o estudo dos meios socialmente estruturados de superação de conflitos de interesses envolvendo empresários ou relacionados às empresas que exploram. isto que dizer. O DIREITO COMERCIAL cuida do exercício dessa atividade econômica organizada de fornecimento de bens ou serviços. muito dinheiro com issso. OBJETO DO DIREITO COMERCIAL: Os bens e serviços de que todos precisamos para viver . Desta definição destaca-se os seguintes conceitos: profissionalismo. E ele detém o monopólio das informações. Essas pessoas são os EMPRESÁRIOS. Produção ou circulação de bens ou serviços: produção de bens é a fabricação de produtos ou mercadorias. 2. a. Não é considerado empresário àquele que realiza tarefas esporádicas. educação. Atividade econômica organizada: significa qualquer atividade licita e idônea à geração de lucro para quem a explora em virtude dos fatores de produção. denominada de EMPRESA. Essas organizações são estruturadas por pessoas vocacionadas à combinar determinados componentes (os fatores de produção – capital. Profissionalismo: o exercício da atividade profissional esta associado a três fatores: habitualidade. etc.

ele não é empresário. atividade econômica organizada e produção ou circulação de bens ou serviços). b. será considerado empresário. atores. normalmente. São os profissionais liberais (médicos.). 3. pecuária. dentistas. Cooperativas: são sociedades civis que. estão surgindo atividades econômicas de relevo exploradas sem empresa. c. e extrativismo vegetal. por exemplo). d. costumam ter os seus requisitos legais (profissionalismo. animal e mineral. Aquele que explora atividade empresarial. São quatro as hipóteses de atividades econômicas civis: a. artística ou literária.prestação de serviços. enquanto circular serviços é intermediar a prestação de serviços. Trata-se da hipótese em que o exercício da profissão constitui elemento da empresa. etc. . Com o desenvolvimento dos meios de transmissão eletrônica de dados. o exercente de profissão intelectual. Há uma exceção em que o profissional se enquadra no conceito de empresário. etc. em que o prestador de serviço trabalha sozinho em casa. mas não se submetem ao regime jurídico-empresarial. advogados. os escritores e os artistas de qualquer expressão (plásticos. arquitetos. portanto não se submetem ao regime jurídico-empresarial – responsável por regulamentar a pratica da atividade mercantil e torná-la legal. se dedicam às mesmas atividades dos empresários. mas não organiza a empresa (não tem empregados. mas não se enquadra no conceito legal de empresário: se alguém presta serviços diariamente. É quando ele presta serviços para uma empresa que organiza os fatores de produção. músicos. Empresário rural: são as atividades da agricultura. Profissional intelectual: não se considera empresário.). Entretanto se o empresário rural requerer sua inscrição no registro de empresas (Junta Comercial). ATIVIDADES ECONÔMICAS CIVIS: São atividades econômicas que não se enquadram no conceito de empresário e. Circular bens é ir buscar o bem no produtor e trazê-lo para o consumidor. mesmo que o faça com profissionalmente (com intuito lucrativo e habitualidade). de natureza cientifica.

Os excepcionais. Aqueles em desempenho de função pública. desde que ouvidos os pais. Essa autorização judicial pode ser revogada a qualquer tempo. O militar da ativa. • • • • • • Os devedores do INSS. Os deficientes mentais. vedado a empresas com capital estrangeiro). não têm capacidade civil: • • • • • • • Os menores de 18 anos emancipados. Os estrangeiros ou sociedades não sediadas no Brasil ou não constituídas segundo nossas leis (É o caso de assistência á saúde. Aqueles que foram condenados pela prática de crime cuja pena vede O leiloeiro. a lei permite que o incapaz seja empresário (através da representação-se absoluta a incapacidade. Assim. Os pródigos e Os índios. . CAPACIDADE DO EMPRESÁRIO: Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem no pleno gozo de sua capacidade civil e não forem legalmente impedidos. ou que foi constituída por seus pais ou por pessoa de quem for sucessor. Estão legalmente impedidos de exercer a atividade de empresário: • • • • • O falido não reabilitado. O magistrado. tutores ou representantes legais do menor. O membro do Ministério Público.4. Excepcionalmente. O estrangeiro com visto temporário. assim determina o art.972 do CC/2002. o acesso à atividade empresarial. ou assistência – se relativa a incapacidade) desde que autorizado por juiz para que continue a exercer a empresa por ele constituída enquanto era capaz. Os viciados em tóxicos. Os funcionários públicos. Os ébrios habituais.

antes de dar inicio à exploração de seu negocio. Os atos de registros de empresas possuem as seguintes espécies: a. equipamentos) ou incorpóreos (nome. Autenticação: é o ato que atesta a regularidade dos livros comerciais e das fichas escriturais. estrangeiras. grupos das de sociedades. Matrícula: que é o ato que rege a inscrição de tradutores públicos. . b. Firma ou denominação: a sociedade limitada e a sociedade comandita por ações. 6. Arquivamento: é o ato que rege a inscrição do empresário. o complexo de bens. empresarias cooperativas. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL: É o instrumento da atividade do empresário é a base física da empresa. leiloeiros. sociedades sociedades empresariais. As Juntas Comerciais. cabe a execução do registro da empresa. trapicheiros e administradores de armazéns em geral. interpretes comerciais. NOME EMPRESARIAL: Todo comercio possui um nome empresarial que o identifica e o diferencia dos demais. a sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples. c. órgãos de administração estadual. 7. Firma: adotam o nome firma o empresário individual. A adoção de firma ou denominação dependerá do tipo social adotado: a. e microempresas empresas de pequeno porte e grupo de consórcios. REGISTRO DA EMPRESA: Uma das obrigações dos empresários é a de inscrever-se no Registro das Empresas.5. b. ponto). sejam eles corpóreos (máquinas. Trata-se de profissionais que exercem atividades paracomerciais. Denominação: somente a sociedade anônima. c. De acordo com a legislação pertinente são duas as espécies de nomes empresariais previstos: a firma e a denominação. reunidos para que o empresário possa praticar a atividade empresarial.

Esses trabalhadores. é de existência facultativa e suas funções podem ser atribuídas a qualquer pessoa. Trata-se de um trabalhador que está sujeito ao poder hierárquico do empresário. e .sejam empregados regidos pela CLT. São facultativos os livro cuja escrituração serve para controle sobre os negócios e não acarretam sanções a sua ausência. o CAIXA CONTA CORRENTE. Exerce funções de chefia. que é um dos fatores dos meios de produção.8. isto quer dizer que prepostos e empresários respondem solidariamente se agirem com dolo. autônomo ou pessoal terceirizado vinculados por contrato de prestação de serviços. Os atos dos prepostos praticados no estabelecimento empresarial e relativos à atividade econômica ali desenvolvida obrigam ao empresário preponente. 9. Esta é de responsabilidade de um contabilista legalmente habilitado e deverá ser feita em moeda e idioma nacionais e em forma contábil. de acordo com a lei. os gerentes e os contabilistas. O gerente pode ser definido como o preposto permanente no exercício da empresa. o empresário necessariamente deve contratar mão-de-obra. sua existência é obrigatória e suas funções só podem ser atribuídas a profissionais legalmente habilitados. São obrigatórios aqueles cuja escrituração é imposta ao empresário e sua falta lhe acarreta sanções. PREPOSTOS DO EMPRESÁRIO: Como organizador da atividade empresarial. o DIÁRIO. são chamados de PREPOSTOS. O contabilista não se subordina hierarquicamente ao empresário e é o responsável técnico pela escrituração dos livros comerciais. como por exemplo. independente do vinculo contratual mantido com o empresário. Os livros comerciais podem ser obrigatórios ou facultativos. Os prepostos são. ESCRITURAÇÃO: A lei determina que o empresário é obrigado a seguir um sistema de contabilidade com base na escrituração uniforme de seus livros.

Com efeito. sao elas: • • • • • sociedades em nome coletivo. a vontade de colaboração ativa de todos os associados em pé de igualdade. são sociedades empresárias as sociedades por ações. o art. de acordo com o Código Civil.AULA 04 – DIREITO COMERCIAL . no registro próprio e na forma da lei. sociedade anônima. para o exercício de atividade econômica e a partilha. O Código Civil. dispõe que são empresárias as sociedades destinadas à atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. no que toca à personalidade. Nesse sentido. por outro lado. a affectio societatis. 981 do CC estabelece que: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. são classificadas em sociedades não personificadas e personificadas. entre si. sociedade em comandita por ações. 983 do CC/2002. a sociedade • . Independentemente do objeto. com bens ou serviços. que as sociedades simples sao aquelas que não têm como objeto a produção ou circulação de bens ou de serviços. De acordo com que determina o art. nesse mesmo sentido.2ª parte – DIREITO SOCIETÁRIO 1. Assim. O contrato que se estabelece entre as pessoas assim obrigadas deve apresentar três condições especiais: • • a entrada de bens para que possa ser composto o capital social. a procura de benefícios a serem partilhados. Com efeito. dos resultados. sociedade limitada. de seus atos constitutivos. CONCEITO DE SOCIEDADE A sociedade consiste no contrato por meio do qual duas ou mais pessoas mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos para lograr fins comuns. São consideradas sociedades empresárias as que têm por objeto o exercício de atividades próprias de empresários. sociedade em comandita simples. diferencia as sociedades em empresárias e simples. isto é. Dispõe. as sociedades adquirem personalidade jurídica com a inscrição. SOCIEDADES QUANTO Á PERSONIFICAÇÃO: As sociedades. 2.

na sociedade em comum todos os sócios respondem de forma solidária e ilimitada pelas obrigações assumidas pela sociedade. o sócio submete-se àquele que a lei e o contrato social lhes reservar. Por esse motivo ele não pode ser chamado de empresário. vindo a ocorrer a falência do sócio ostensivo. participando aos demais sócios. não confere personalidade à sociedade. dessa forma. em sociedade em comum e sociedade em conta de participação. sociedade empresária. na medida em que é a própria sociedade que recebe essa denominação. Nosso direito. também reconhece. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS: A figura do sócio possui natureza jurídica sui generis. sendo que a inscrição do instrumento. Já se a falência for de sócio participante. como visto. Quanto às duas modalidades. por outro lado. os resultados correspondentes. a sociedade não personificada que se subdivide. O contrato social. em razão de sua própria natureza. enquanto a sociedade em conta de participação não pode. perante terceiros. em seu nome individual e sob sua exclusiva responsabilidade. produz efeitos somente entre os sócios. isto é. sendo que o saldo constituirá crédito quirografário. Nesse tipo de sociedade. a sociedade será dissolvida e liquidada. ter seus atos constitutivos registrados na Junta Comercial respectiva. A contribuição dos sócios ocultos constitui. produzindo efeito somente em relação aos sócios. Da mesma forma. um património especial que consiste no objeto em conta de participação relativa aos negócios sociais. Já na sociedade em conta de participação. específica e distinta da sociedade. embora fosse possível fazê-lo. . o sócio não pode ser chamado de dono. a diferença está em que a sociedade em comum não possui seus atos constitutivos inscritos. obriga-se apenas o sócio ostensivo. 3. como visto. o contrato social ficará sujeito às normas reguladoras dos efeitos da falência em relação aos contratos do falido. juntamente com a do sócio ostensivo. uma vez que a sociedade é uma pessoa e as pessoas não são apropriáveis por outras. ainda.empresária somente adquirirá personalidade com o registro de seus atos na Junta Comercial do Estado (unidade federativa) a quem competir o registro. Quanto ao regime jurídico. o objeto social é exercido pelo sócio ostensivo. Em decorrência dessa diferença. ou seja. ocultos. Assim.

suas deliberações serão tomadas por maioria dos votos. os sócios ficam obrigados. salvo estipulação em contrário. sendo que aquele cuja contribuição seja de serviços exercerá o direito de participação dos lucros pela média que se verificar na proporção das quotas. o sócio o exerce na proporção de suas quotas. consistir a contribuição do sócio em serviços. em decorrência da liquidação da sociedade. A referida obrigação se justifica. corrupção ou suborno. a contribuir com o capital social. Ainda no que tange à integralização. verificada a mora. salvo disposição em contrário. também os condenados a pena que vede. De fato. positivos ou negativos. concussão ou peculato. sob pena de ser privado de seus lucros e ser excluído da sociedade. de acordo com o art. Nesse sentido. também. por parte da sociedade. denomina-se sócio remisso aquele que não cumpre tal obrigação. iniciam-se imediatamente com o contrato. por outro lado. ou ainda. sendo certo que não podem ser administradores. de prevaricação. sendo esses contados pelo valor das quotas de cada um deles. responderá pelo dano que emergir da mora. Poderá. 1. Com relação ao direito de participação nos resultados. Por outro lado. se esse não fixar outra data. quando em razão de lei ou do contrato social compete aos sócios a decisão sobre os negócios da sociedade. optar pela transmissão de domínio. a administração da sociedade. a fiscalização da gerência. como é sabido. também aos que . pela redução de sua quota ao montante já realizado. São. se extinguem as obrigações sociais. embora outras existam. a retirada. não poderá se empregar em atividade estranha à sociedade. é de observar-se que. ou por crime falimentar. será facultada à maioria dos sócios a opção pela indenização correspondente ou pela exclusão do remisso. além dos que forem impedidos por lei especial. No que toca à administração. Com efeito. devem contribuir para a formação do capital próprio da sociedade. o acesso aos cargos públicos. mas nesse caso. pode o sócio. Ao administrador da sociedade compete o cuidado e a diligência no exercício de suas funções. posse ou uso de bem ou pela transmissão de crédito.As obrigações dos sócios. dessa forma.001 do CC. a obrigação típica do sócio é a integralização do capital social que subscreveu. na forma e no prazo previstos. direitos dos sócios: a participação nos resultados. em vez da contribuição em dinheiro. e terminam quando. na medida em que a sociedade deve possuir seu próprio capital social que. mesmo que temporariamente. não se confunde com o patrimônio pessoal de cada um de seus sócios que. O sócio que assim não fizer no prazo de 30 (trinta) dias que se seguirem à notificação.

exclusão ou retirada. ficar resolvida a substituição do sócio que tiver falecido. contados da averbação da resolução da sociedade. balanço patrimonial e de resultado económico. entretanto. O administrador poderá ser nomeado em função do próprio contrato ou por instrumento em separado. será liquidada. . em razão da mora na integralização do capital social. quando divergir de alteração do contrato social. o sistema financeiro nacional. obtendo o reembolso da quantia correspondente ao seu capital na proporção do último balanço aprovado. em primeiro lugar. O administrador é obrigado a prestar aos sócios as contas resultantes de sua administração. por acordo com os herdeiros. permanece a responsabilidade desse sócio ou de seus herdeiros pelas obrigações sociais assumidas anteriormente. Verificando-se a morte do sócio. salvo estipulação em contrato que determine época própria para que se dê referido exame. 4. Referida vedação. ou ainda se. Do mesmo modo. Tratando-se da resolução em razão da retirada do sócio. a fé pública ou a propriedade. pelo prazo de até 2 (dois) anos. estará ele exercendo o chamado direito de recesso que lhe permite retirar-se da sociedade. dá-se a exclusão de pleno direito quando o sócio for declarado falido ou quando sua quota for liquidada a requerimento de credor particular. estado do caixa e carteira da sociedade. retirada ou exclusão. sua quota. Finalmente. Assiste ao sócio referido direito. somente se verificará enquanto perdurarem os efeitos da condenação. documentos. exceto se o contrato social dispuser de forma diversa ou se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade. por meio da apresentação de inventário anual. No tocante à causa de resolução da sociedade relativa à exclusão judicial do sócio. podem os sócios examinar livros. RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO: Ocorre a resolução da sociedade em relação a um sócio em caso de sua morte. as leis de defesa da concorrência e as relações de consumo. a qualquer tempo.praticarem crimes contra a economia popular. no que pertine ao direito de fiscalizar. bem assim. dá-se em razão do sócio excluído ter cometido falta grave no cumprimento de suas obrigações ou por motivo de incapacidade superveniente e. com efeito. De qualquer forma. resolvida a sociedade em relação a um dos sócios em razão de morte. que deverá ser requerida pela maioria dos demais sócios.

se por intermédio de alteração contratual. São causas de dissolução parcial (desvinculação de um sócio): . constituição da unipessoalidade (morte de um dos sócios). SOCIEDADE PERSONIFICADA Sociedades personificadas. conforme estudado em tópico anterior.5. causas contratuais (por exemplo: não-obtenção do lucro mínimo esperado). qual seja. ao contrário das não personificadas. o contrato social. são as que possuem a inscrição de seus atos constitutivos no registro competente.1. a dissolução será parcial. decurso do prazo estabelecido para sua duração. retirada do sócio.043 do CC. vontade dos sócios. podendo ser das modalidades simples e empresárias. deverá ser inscrito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. exclusão do sócio. nesse sentido. A dissolução pode ainda ocorrer de forma judicial ou extrajudicial. Se a dissolução operar-se por distrato será total. por meio do qual adquirem personalidade jurídica. 1.033 A 1. São causas de dissolução total (término da personalidade jurídica): • • • • • • • • • vontade dos sócios. 6. morte do sócio. quando sua constituição for anulada.038) A dissolução pode ocorrer por dois motivos: com o término da personalidade jurídica ou com a desvinculação de um dos sócios. A sociedade será dissolvida judicialmente. e no segundo parcial. a requerimento de qualquer dos sócios. for exaurido seu fim social ou verificada sua inexequibilidade. No primeiro caso será total. 6. tendo em vista que o art. DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE (CC. não-realização do objeto. 998 do CC claramente dispõe. nos termos do art.SOCIEDADE SIMPLES São sociedades simples aquelas cujo ato constitutivo. motivo de falência. ARTS. 1. que neste caso deverá ser unânime.

considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. filial ou agência na circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas. sociedade limitada. mas o será aquele que explorar a atividade de editor. seja ele individual. exerce a empresa. Assim. empresário é tanto o que produz quanto o que circula o resultado daquela produção. é aquele que. Com efeito.2. 966 do CC. mesmo com o concurso de auxiliares ou colaboradores. O pedido de inscrição deverá vir acompanhado do instrumento do contrato autenticado. relembremos que não é considerado empresário. sociedade anónima e sociedade em comandita por ações. não é empresário aquele que seja autor de livros. A sociedade simples que instituir sucursal. a sociedade deverá requerer a inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. A .039 A 1. seja coletivo. tenha por finalidade a produção ou a circulação de bens ou serviços. nos termos do parágrafo único do art. podendo constituir-se sob a forma de sociedade em nome coletivo.• Nos 30 (trinta) dias subsequentes à sua constituição.044 DO CC) Somente pessoas físicas podem fazer parte desse tipo de sociedade em que todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. 1000 do CC. em primeiro lugar. Nesse sentido ainda. conforme exige o art. 966 do CC.2. isto é. SOCIEDADES EMPRESÁRIAS De acordo com a redação do art. Temos assim que empresário. sociedade em comandita simples. a atividade econômica organizada. aquele que exerce profissão intelectual. com a prova da inscrição originária. a menos que o exercício da profissão constitua elemento de empresa. 1. de natureza científica. As sociedades empresárias devem promover o registro de seus atos constitutivos junto ao Registro das Empresas Mercantis de sua respectiva sede.1 SOCIEDADE EM NOME COLETIVO (ARTS. ainda que os escreva em conjunto com colaboradores. literária ou artística. 6. como é a sociedade empresária. neste também deverá inscrevê-la. 6.

III .033): I .deliberação dos sócios. Já na falta do sócio comanditado. não reconstituída no prazo de 180 (cento e oitenta) dias.1QUANTO À RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS . e os comanditários. que se obrigam apenas pelo valor de sua cota. VI . caberá exclusivamente ao sócio cujo nome civil constar da firma.extinção de autorização para funcionar. II . por maioria absoluta. o comanditário. os sócios comanditados nomearão um administrador provisório para assumir a administração pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. mediante partes dos lucros da expedição. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES As sociedades podem ser classificadas segundo os seguintes critérios: 7. aquele que confiava. na sociedade de prazo indeterminado. os comanditados. 6.administração da sociedade.declaração da falência. responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. praticado na Idade Média.consenso unânime dos sócios. A sociedade em comandita nasceu do contrato de encomenda. IV . a menos que no contrato se tenha estabelecido de forma diversa. 1.2.051 DO CC): A expressão "comandita" tem relação mediata com a idéia de confiança. que são pessoas físicas. A sociedade em comandita simples compõe-se de duas categorias de sócios.045 A 1.2 SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES (ARTS. Dissolve-se a sociedade em nome coletivo por (art. sem que assuma a condição de sócio.vencimento do prazo de sua duração. se for empresária. V . No caso de morte do sócio comanditário a sociedade continuará com seus sucessores. na qual uma pessoa. contudo. aquele em que era depositada a confiança. entregava mercadorias ou soma em dinheiro a um comerciante ou a um capitão. A sociedade em comandita simples dissolve-se pelas mesmas causas já estudadas como de dissolução da sociedade em nome coletivo 7. quais sejam. o comanditado.falta de pluralidade de sócios. 1.

CONTRATO SOCIAL Consiste no contrato plurilateral em que os sócios coordenam seus esforços conjuntos para obtenção de lucro que partilharão entre si. sendo suas quotas impenhoráveis. quais sejam.: a sociedade limitada poderá tanto se constituir na forma de sociedades de pessoas. sendo a responsabilidade limitada às cotas ou às subscrições de ações. a participação societária denomina-se QUOTA. logo as ações podem ser alienadas ou penhoradas e o herdeiro de acionista será sempre sócio. Requisitos de validade . Neste tipo de sociedade.sem eles o contrato não é válido. 7. Podem dissolverse pela vontade da maioria. como de capital. sociedade em conta de participação. Sociedade limitada . sociedade em comandita simples. podendo ainda ocorrer a dissolução parcial por morte do sócio.São sociedades em que não se aplica o disposto no art. Por este instrumento formam-se as sociedades previstas pelo Código Comercial. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DE ALIENAÇÃO SOCIETÁRIA • Sociedades de pessoas — Neste tipo societário. Podem ser: . 7.Seu ato constitutivo é o Estatuto Social.Os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações. Assim sendo.• • Sociedade ilimitada . os atributos pessoais de cada sócio importam para a sociedade. Obs. sendo que a participação societária denominase AÇÃO. São exemplos: S/A e C/A. 8. Para sua dissolução não basta a vontade da maioria.Neste tipo de sociedade todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações por ela assumidas (N/C). 334.2 QUANTO AO REGIME DE CONSTITUIÇÃO E DISSOLUÇÃO • Contratuais — Seu ato constitutivo é o Contrato Social. • Sociedade de capital . São deste tipo: N/C. • Institucionais . dependendo do que vier estabelecido no contrato social. veda-se o ingresso de estranho na sociedade.3. sociedade de capital e indústria. A. C/S e Ltda. sociedade em nome coletivo.

quais sejam. prorrogação do prazo. C.todos os sócios devem contribuir para a formação do capital social. • Específicos . estado civil etc. Cia.. São : • o tipo societário: S/A. Cláusulas contratuais essenciais . Exige-se a unanimidade de votos para: • • • • • alteração do objeto social (mudança de atividade). agente capaz.são aqueles que se exigem para a validade de qualquer contrato. Cláusulas acidentais . objeto lícito. • o visto de um advogado. B.são cláusulas facultativas como. • a sede e foro. transformação do tipo social (S/A para Ltda. determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei.pluralidade de sócios. RG. • a responsabilidade dos sócios. • a qualificação dos sócios: nome. a cláusula de reembolso. possível.). dissolução parcial consensual (quando um dos sócios sai da sociedade). 8. cessão de cotas na sociedade de pessoas. formação do capital social . . • o nome comercial. por exemplo. CPF. C/S.1 ALTERAÇÃO CONTRATUAL O contrato pode ser alterado por maioria de votos (participação no capital social). o montante e o prazo para regularização.• Genéricos .Sem elas o contrato não pode ser registrado. • o prazo de duração. • a nomeação do gerente. • o capital social: qual seja. • o objeto social: representando o ramo que pretende explorar. todos participarão dos resultados positivos ou negativos da atividade (affetio societatis).

AULA 04 – DIREITO COMERCIAL – SOCIEDADE LIMITADA, ANÔNIMA E COMANDITA POR AÇÕES – 3ª PARTE 10.SOCIEDADE ILIMITADA: A sociedade limitada é regida pelos artigos 1.052 a 1.080 do CC e, subsidiariamente, pelo que se aplica às sociedades simples, conquanto o contrato social poderá, ainda, prever a regência supletiva das normas aplicáveis às sociedades anônimas. Neste tipo de sociedade a responsabilidade de todos os sócios é limitada ao total do capital social não integralizado. A responsabilidade, ainda que ilimitada, restringe-se ao que falta para a integralização. Uma vez que o sócio tenha integralizado sua parte no capital social em sociedade por ações, nada mais poderá lhe ser cobrado.. O nome da sociedade pode ser do tipo firma ou denominação social, contendo o nome civil de um dos sócios, seguido sempre da sigla LTDA. Nesse sentido, o uso da firma ou da denominação é privativo dos administradores. Tratando-se de sociedade limitada, o referido capital será dividido em QUOTAS, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. A quota, por sua vez, é indivisível em relação à sociedade, exceto no caso de transferência Para a formação do capital social, podem os sócios contribuir com dinheiro ou bens, sendo vedada a contribuição em prestação de serviços. Sendo, contudo, a contribuição feita por meio de bens, pela sua exata estimação, respondem solidariamente todos os sócios, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do registro da sociedade. O sócio, sendo omisso o contrato nesse sentido, pode ceder sua quota de forma total ou parcial a outro sócio, independentemente da manifestação dos outros. A administração da sociedade competirá a uma ou mais pessoas que deverão estar designadas para essa função no contrato social ou por ato em separado. As deliberações dos sócios, de acordo com o art. 1.072 do CC, serão tomadas em reunião ou em assembleia. Sendo o número de sócios superior a dez, a deliberação em assembleia será obrigatória. A reunião ou assembleia, contudo, são dispensáveis quando todos os sócios decidirem por escrito acerca do objeto da deliberação.

Além de outras matérias, que a lei ou o contrato indicar, são objeto de deliberação, com o respectivo quorum de aprovação: • • • • • social; • • • a incorporação, fusão e dissolução da sociedade e, bem assim, a cessação do estado de liquidação por, no mínimo, 3/4 do capital social; a nomeação e a destituição dos liquidantes, bem como o julgamento de suas contas, por mais da metade do capital social; o pedido de concordata, caso em que, havendo urgência e mediante a autorização de mais da metade do capital social, os administradores poderão requerer a concordata preventiva. Tomadas as deliberações, essas vinculam todos os sócios mesmo que ausentes ou dissidentes. 11.SOCIEDADE POR AÇÕES – SOCIEDADE ANÔNIMA (S/A) E a aprovação das contas da administração por maioria de votos dos presentes; a designação dos administradores, se feita em separado, por mais da metade do capital social; a destituição dos administradores também por mais da metade do capital social; o modo da remuneração dos administradores quando não estiver estabelecida em contrato, por mais da metade do capital social; a modificação do contrato social por, no mínimo, 3/4 do capital

COMANDITA POR AÇÕES (C/A) : As sociedades por ações são duas: a sociedade anônima e a sociedade comandita por ações. Tanto a sociedade anônima (também denominada de COMPANHIA) como a comandita por ações são regidas pelas normas gerais das sociedades por ações – Lei das Sociedades por Ações (LSA), de nº. 6.404, de 1976. Entretanto a sociedade comandita por ações apresenta algumas peculiaridades relativas aos diretores da sociedade que são alterações que estão previstas nos arts. 1.090 a 1.092 do Código Civil. 12.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE ANÔNIMA: É uma sociedade institucional, ou seja, estatutária na medida que seu ato constitutivo denomina-se de Estatuto Social. Também é uma sociedade de capital em que os títulos representativos desse capital denominam-se de AÇÕES. Esses títulos representativos são livremente negociáveis. Nenhum acionista pode impedir

o ingresso de quem quer que seja no quadro associativo. Por outro lado, será possível a penhora da ação em processo de execução promovido contra acionista. Com a morte de um acionista, não poderá ser impedido o ingresso de seus sucessores no quadro associativo. Como se trata de uma sociedade institucional, não será ilícito se os sucessores requererem em juízo a apuração dos haveres do acionista morto. O herdeiro de uma ação transforma-se , queira ou não, em acionista da sociedade por ação. O capital social deste tipo societário é fracionado em unidades representadas por ações. Os seus sócios são chamados de acionistas, e eles respondem pelas obrigações sociais até o limite das ações que subscrever, ou seja, responde pela quantidade de ações que é proprietário. A sociedade anônima é sempre uma sociedade empresária, mesmo que o seu objeto seja uma atividade econômica civil. A sociedade anônima adota sempre o nome comercial sob a forma de denominação. Devendo constar referencia ao tipo societário, pelas expressões sociedade anônima ou companhia, por extenso ou abreviadamente. Ela é administrada pelos membros da diretoria. O estatuto deverá prever: a) o numero mínimo e máximo de membros, nunca inferior a dois; b) duração do mandado, não superior a 3 anos; c) modo de substituição dos diretores; d) atribuição e poderes de cada diretor. Essa diretoria será eleita em assembléia geral com todos os acionistas. 13.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA SOCIEDADE COMANDITA POR AÇÕES: O acionista diretor – também denominado de gerente – tem

responsabilidade ilimitada pelas obrigações da sociedade. Por essa razão, somente o acionista poderá fazer parte da diretoria. Desta forma, os diretores serão nomeados pelo estatuto, por prazo indeterminado, e somente podem ser destituídos por deliberação de acionistas que representem, no mínimo, 2/3 do capital. A sociedade comandita por ações pode adotar firma ou denominação, sendo que, no primeiro caso, não poderá compor o seu nome empresarial o nome civil de acionista que não seja diretor. Em ambas as hipóteses, o nome empresarial deverá conter a expressão identificativa do tipo societário. A assembléia geral não tem poderes para, sem a anuência dos diretores – em virtude da sua responsabilidade ilimitada, mudar o objeto social da sociedade, prorrogar o seu prazo de duração e aumentar ou reduzir o seu capital social.

Os serviços prestados pela pessoa jurídica sao tutelados pelo Còdigo Civil. não podendo o obreiro ser pessoa jurídica. nos dias atuais. estes de compreensão fundamental para o estudo do trabalho subordinado. mas nem toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego.Nao é possivel o empregado ser pessoa juridica ou animal. PESSOALIDADE: O serviço tem que ser executado pessoalmente pelo empregado. 2. mediante o pagamento de uma contraprestação. 2. desse modo. a relação de trabalho autônomo. de trabalho avulso.2.1. RELAÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO – RELAÇÂO DE EMPREGO: É relação típica de trabalho subordinado a denominada relação de emprego. . O contrato de emprego é intuitu personae em relação ao empregado.1ª parte – TRABALHO AUTÔNOMO E SUBORDINADO 1. o serviço deverá ser prestado sempre por pessoa física ou natural. TRABALHO POR PESSOA FÍSICA: Para caracterização da relação de emprego. RELAÇÃO DE TRABALHO VERSUS RELAÇÃO DE EMPREGO: A relação de trabalho corresponde a qualquer vinculo jurídico por meio do qual uma pessoa natural executa obra ou serviço para outrem. em que se encontram presentes os requisitos caracterizadores do pacto laboral. Podemos afirmar que a relação de trabalho é o gênero da qual a relação de emprego é a espécie Em outras palavras podemos afirmar que toda relação de emprego corresponde a uma relação de trabalho. continuado e assalariado".AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . A relação de emprego como sendo "a relação jurídica de natureza contratual tendo como sujeitos o emprego e o empregador e como objeto o trabalho subordinado. O empregador conta com certa pessoa especifica para realizar o serviço. 2. a relação de emprego. de estagio e de trabalho institucional. Passemos a analisar os requisitos caracterizadores da relação de emprego. A expressão relação de trabalho englobaria. a relação de trabalho eventual. que não poderá ser substituído por outro. sendo. a mais comum e importante relação de trabalho existente.

SUBORDINAÇÃO: O empregado é subordinado ao empregador. em regra. se integra aos fins sociais desenvolvidos pela empresa. 2. em que o obreiro passa a fazer parte integrante da cadeia produtiva da empresa. em que o empregado. 2. devendo o laborante executar os serviços pessoalmente. passa o empregado a ser subordinado juridicamente ao empregador. contínua e permanentemente. caracteriza o trabalho nãoeventual. prevalecendo a Teoria dos Fins do Empreendimento. apenas configurando mera relação de trabalho como ocorre no caso do trabalho voluntário (Lei 9. ONEROSIDADE: A principal obrigação do empregado é a prestação dos serviços contratados. Em função do contrato de emprego celebrado. A relação de emprego impõe a onerosidade. permanente.4. A prestação de serviços a título gratuito descaracteriza a relação de emprego. seu principal direito é o do recebimento da contraprestação pelos serviços prestados (remuneração). suspensão disciplinar e dispensa por justa causa). 2. Varias teorias surgiram para determinar o real sentido de trabalho nãoeventual. . A prestação do serviço com habitualidade. nasce para o empregador a possibilidade de aplicar penalidades ao empregado (advertência. devendo aquele acatar as ordens e determinações emanadas deste. o recebimento da remuneração pelos serviços executados.A relação de emprego em relação ao obreiro reveste-se de caráter de infungibilidade. O empregado não assume os riscos da atividade empresarial desenvolvida. considerando o trabalho não-eventual aquele prestado em caráter duradouro. ALTERIDADE: O princípio da alteridade determina que os riscos da atividade económica pertencem única e exclusivamente ao empregador. Em função da subordinação jurídica. 2.6. mesmo que desempenhando uma atividade meio.3. Em contrapartida. NÃO-EVENTUALIDADE: A conccituação de trabalho não-eventual não é tarefa das mais fáceis paia os operadores de direito.5.608/1998).

advogado. leiloeiro. Frise-se que os requisitos da relação de emprego estão expressamente previstos no diploma consolidado.Logo. as parcelas salariais sempre serão devidas ao obreiro. O empregado e o trabalhador autônomo prestam serviços com continuidade. a direção por própria. com habitualidade e não uma vez por outra para o mesmo tomador . O empregado trabalha por conta alheia.630/1993. especificamente nos arts. enquanto que o autônomo presta serviço por conta O autônomo é a pessoa que trabalha com continuidade. Xiï No entanto. o Operador parte do último. A diferença fundamental entre os referidos é a existência do elemento subordinação. de serviços. de acordo com a sua conveniência. 4. o trabalhador autônomo é pessoa física. cabelereiro. A própria Constituição Federal de 1988 prevê a possibilidade da participação do empregado nos lucros da emoresa (art. jamais o empregado assumirá os riscos do negócio. O requisito fundamental para se verificar a condição de trabalhador autônomo é a HABITUALIDADE. não estando sujeito ao poder de direção do empregador. o qual não assume o risco da atividade económica. corretor.° e 3. RELAÇÃO DE TRABALHO AUTÔNOMO: O trabalhor autônomo é a pessoa física que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas. sendo os resultados negativos da empresa suponados exclusivamente pelo empregador. 7. podendo exercer livrimente sua atividade. Assume os riscos da atividade econômica.Órgão Gestor de Mão de Obra. independentemente da empresa ter auferido lucros ou prejuízos. no momento que desejar. O trabalhor autônomo nao é subordinado como o empregado. Necessariamente. RELAÇÃO DE TRABALHO AVULSO: É a relação de trabalho disciplinada pela Lei 8. sujeitos do contrato de trabalho (contrato de emprego). o recebimento de ordens por parte do empregador. esteticista. enquanto os riscos da atividade no contrato de trabalho ficam a cargo do empregador. com habitualidade ao tomador de serviço.°. 2. assumindo os riscos da atividade econômica. médico. na qual três são os atores sociais envolvidos: o OGMO . que conceituam empregado e empregador. manicure. 3. etc. tendo laborado para o empregador. São exemplos: piloto de aeronave.°.

amanhã como ajudante de . inciso V. O avulso não presta serviço com habitualidade. O avulso é arregimentado pelo sindicato. de curta duração. A relação. o ensacador de café. sendo sindicalizado ou não. fixaram a competência material da justiça do trabalho para processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o OGMO. a pessoa física que presta serviços sem vínculo empregatício. não mantém vínculo de emprego com o OGMO ou mesmo com o armador ou o Operador Portuário. Pouco importa quem irá fazer o serviço. não relacionado com a atividade fim da empresa. RELAÇÃO DE TRABALHO EVENTUAL: Trabalho eventual é aquele realizado em caráter esporádico. temporário. vigias portuários.). O primeiro não é arrigementado por sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra.°. O trabalhador avulso é. O serviço do autônomo é feito de forma habitual para o mesmo tomador de serviço. enquanto que o eventual não tem essa característica. e 652. não é intuitu personae. cacau. mas em caráter eventual. conferentes de carga e descarga. etc. de natureza urbana ou rural. assim. 7. O trabalhador eventual não exerce o seu labor permanentemente. 5. embora mantenha uma relação de trabalho no porto organizado. em regra. com intermediação obrigatória do sindicato da categoria ou órgão gestor da mão-de-obra. O trabalhador avulso.°. enquanto o segundo tem esta característica. Ao tomador não interessa normalmente que o serviço seja realizado por determinada e especifica pessoa. pois o trabalhador pode ser substituido por outra pessoa. trabalhadores de bloco. quando for o caso. e os arts. enquanto que o trabalhador eventual só tem direito ao preço avençado no contrato e à multa pelo inadimplemento do pacto. da CF/1988 assegurou igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. atuando hoje como pintor. ambos da CLT. Distingue-se. o avulso do trabalhador eventual. a diversas empresas. fazendo "bico". arrumadores. pois o primeiro tem todos os direitos previstos na legislação trabalhista. 643. o art. inciso XXXIV. § 3. mas que o trabalho seja realizado. porém. Não obstante.Portuário (representante do armador no porto) e o Trabalhador Portuário Avulso (estivadores. Diferencia-se o trabalhador autônomo do trabalhador avulso. portanto. o classificador de frutas no meio rural. O trabalhado avulso nem sempre é feito para o mesmo tomador de serviço. sal.

8. o serviço voluntário é prestado a título gratuito. não sendo possível reconhecer-se o vínculo empregatício do trabalhador voluntário com o tomador de serviços (art. enfim. e sim vínculo institucional. Distingue-se o trabalhador autônomo do eventual. conforme prevê o art. RELAÇÃO DE TRABALHO . ocasionalmente. esporadicamente. 1. . sem o recebimento de qualquer remuneração.TRABALHO VOLUNTÁRIO: Regulado pela Lei 9.601/1998. RELAÇÃO DE TRABALHO INSTITUCIONAL: É a relação de trabalho de natureza estatutária existente entre servidores públicos e as pessoas jurídicas de direito público interno.° da regra jurídica citada. RELAÇÃO DE TRABALHO . Os servidores estatutários não mantêm vínculo de emprego com a administração pública.494/ 1977 não gera vínculo de emprego do estagiário com o tomador de serviços. não exerce a atividade com habitualidade e profissionalidade. depois como eletricista. parágrafo único. 7. da Lei 9.ESTÁGIO O estágio realizado nos termos e condições fixados na Lei 6. estatutário.608/1998). 6. mas apenas esporadicamente.pedreiro.°. apenas em determinada ocasião. 4. o primeiro presta serviço com habitualidade e o segundo.

CONCEITO: .nasce do livre consentimento das partes. CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO DE TRABALHO Podemos destacar as seguintes características do contrato de trabalho: • De direito privado . pelo qual uma pessoa física. • Bilateral . • De trato sucessivo ou de débito permanente . equivalência entre o serviço prestado e a contraprestação.a regra é a informalidade nos contratos de trabalho.as partes se obrigam a prestações recíprocas e antagônicas. Não há relação de emprego se o serviço for prestado a título gratuito. duradouro. EMPREGADO: a. 443 da CLT). Contrato individual de trabalho é o acordo de vontades.a prestação de trabalho corresponde a uma prestação de salário. mediante o pagamento de uma contraprestação salarial. • Sinalagmático .CLT conceitua o Contrato Individual de Trabalho no art. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO: São sujeitos do contrato de emprego: o empregado e o empregador. CONCEITO DE CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO: A Consolidação das Leis do Trabalho . a prestar trabalho não eventual e subordinado em proveito de outra pessoa.a relação mantida entre obreiro e respectivo empregador é de débito permanente. tácito ou expresso.o empregado tem que prestar o trabalho pessoalmente. denominada empregado. contínuo. • Comutativo . 3. • Consensual . denominada empregador.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO . onde os direitos e obrigações se renovam a cada período. inclusive.gera direitos e obrigações para ambas as partes (empregado e empregador). 3.as partes são livres para estipular as cláusulas do contrato. física ou jurídica. 442. • Oneroso . • Intuitu personae em relação ao empregado . correspondente à relação de emprego". aos dispor: "Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. • Informal . desde que respeitem as normas de proteção mínima ao trabalhador inscritas na Constituição Federal de 1988 e diploma consolidado. admitindo-se. 2. que seja celebrado de forma verbal ou tácita (art.2ª parte – CONTRATO DE TRABALHO 1.1. se compromete.deve existir uma eqüipolência.

na sua residência.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregado rural .°. O empregado doméstico é regido pela Lei 5. não se aplicando a ele a CLT. em geral conciliando as atividades domésticas com as profissionais). 70 do CC). O trabalhador rural. b. pelo empregador. a babá. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho • Empregado doméstico .° da CLT é espécie de empregado urbano. São domésticos. conforme acentua o caput do art.889/1973). O exemplo típico do trabalho em domicílio é o da costureira que realiza seu trabalho em casa. O art. mas tão-somente fiscalização sobre a produção efetuada.° Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. após a promulgação da Constituição Federal de 1988.361/2000. não havendo controle. inciso XXIX. em propriedade rural ou prédio rústico. EMPREGADO . no âmbito residencial dessas.885/1973 e 3.° da Carta Maior. desde que esteja caracterizada a relação de emprego". o caseiro. 2. cozinhar. TRABALHO EM DOMICÍLIO: Trabalho em domicílio é o realizado no domicílio do empregado. além do trabalhador que realiza tarefas domésticas diárias (lavar e passar roupas.é aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família. sob a dependência deste e mediante salário".° da CLT estabelece que: "Art. o motorista particular.é o empregado que presta serviços na atividade da agricultura e pecuária a empregador rural. O empregado descrito no art.° da CLT conceitua empregado "toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador.859/1972 e pelos Decretos 71.O art. Entende-se como domicílio da pessoa natural o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. visto que o empregado rural é regido por legislação própria (Lei 5. 7. c. 6. 3.). arrumar a casa etc. . a enfermeira particular etc. igualando o mesmo prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. 7. 6. A Emenda Constitucional 28/2000 alterou o art. da jornada do obreiro (que labora na hora que bem entender. passou a ter os mesmos direitos dos trabalhadores urbanos.

passando os tribunais a conceder. com uma entidade da administração pública direta ou indireta. 7. 7. contratual.A Constituição Federal de 1988 estendeu aos domésticos. não sendo a ele estendido o direito previsto no art. 3. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. nos termos do art. 7. as férias proporcionais aos obreiros do lar. os profissionais liberais. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. Ainda não houve um avanço significativo da norma positivada em relação à jornada de trabalho do doméstico. individual ou coletiva. igualmente. não mais poderá “empregador deixar de efetuá-lo. que.°. 7. EMPREGADOR: a. A inclusão do trabalhador doméstico no regime do FGTS é opcional. podendo ser exigido do obreiro doméstico o serviço nos dias de feriados. o empregado doméstico não faz jus às horas extras laboradas.°. Portanto.é o empregado que mantém vínculo de emprego. parágrafo único. foi também assegurado ao doméstico (art.2. parágrafo único) o mesmo direito às férias anuais remuneradas concedidas aos demais trabalhadores urbanos e rurais (art. admite. o mesmo não foi contemplado pela Lei 605/ 1949 (art. a). XVII).” Por sua vez. São os empregados públicos da União.° disciplina o conceito de empregador ao dispor: "considera-se empregador a empresa. Autarquias. Estados. as . 2º do Decreto 3. justamente por falta de previsão legal de controle e fixação de jornada. o § 1. uma vez iniciado o recolhimento. Embora tenha o doméstico o direito ao repouso semanal remunerado aos domingos.361/2000. Todavia. assumindo os riscos da atividade econômica. 2.°. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988. por meio do art.°.° do mesmo artigo menciona que: "equiparam-se ao empregador. inciso XIII. Fundações Públicas. • Empregado público . Frise-se que a trabalhadora doméstica gestante não tem direito à estabilidade pelo fato de estar grávida.°. as instituições de beneficência. diversos direitos concedidos aos trabalhadores urbanos e rurais. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. da CF/1988 (jornada de 8 horas diárias e 44 semanais). CONCEITO: O art. Distrito Federal. sendo irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual. 5. Municípios.

comercial ou de qualquer outra atividade econômica. que admitirem trabalhadores como empregados". as fundações públicas contratam trabalhadores sob o regime da CLT serão considerados empregadores públicos. para os efeitos da relação de emprego. • Empresa de trabalho temporário . cuja . embora. e consequente responsabilidade passiva solidária. II. que explore atividade agroeconômica. dispõe que: "Sempre que uma ou mais empresas.é o conceituado no art. cada uma delas.o art. Portanto. ou mesmo de todas ou algumas empresas do grupo. § 1. o Distrito Federal. os Municípios. os Estados. • Empregador doméstico . as empresas públicas e a sociedade de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado (art. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados". solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas". São também empregadoras públicas.889/1973 como "a pessoa física ou jurídica. por exemplo.°. 4. o obreiro credor de alguma verba trabalhista poderá exigí-la do seu empregador direto. b.associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos. GRUPO ECONÔMICO: A CLT.° da Lei 5.é a pessoa ou a família (o empregador doméstico não pode ser pessoa jurídica) que admite empregado doméstico para lhe prestar serviços de natureza contínua no âmbito residencial. estiverem sob a direção. serão. 2. personalidade jurídica própria. Outrossim. EMPREGADOR . todas elas serão solidariamente responsáveis pelo adimplemento das obrigações decorrentes do contrato de trabalho celebrado pelo empregado com qualquer delas. CF/1988). constituindo grupo industrial. § 2.°. 173.OUTRAS ESPÉCIES: • Empregador rural . sempre contratando empregados regidos pela CLT.quando a União. se. em seu art.° da Lei 6. quatro empresas formam um grupo econômico. sem objetivar lucro. • Empregador público . 3. tendo. Comprovada a existência do grupo de empresas. c. as autarquias. proprietária ou não.019/1974 conceitua a empresa de trabalho temporário como "a pessoa física ou jurídica urbana.°. controle ou administração de outra. em caráter permanente ou temporário.

direitos e obrigações dos contratantes.4.3. O fato da CTPS não ter sido assinada.1. • por prazo determinado. 29 da CLT). os contratos de trabaltío se classificam em: • tácito ou expresso. CONTRATO EXPRESSO: É o que foi acordado de forma clara. também pode ser firmado um contrato escrito por meio de assinatura. de pacto específico. 4. fixando salário. horário. 443 da CLT. nada impedindo que as partes tenham pactuado verbalmente o contrato de emprego. devidamente qualificados. 443 consolidado a pactuação de liame empregatício verbal. CONTRATO TÁCITO: É o contrato que decorre da aceitação das atividades do outro sem existir qualquer oposição das partes. • verbal ou escrito. de modo que existam os requisitos caracterizadores do contrato de trabalho. CONTRATO ESCRITO: A simples assinatura da CTPS . 4. admite expressamente o art. • por prazo indeterminado.Carteira de Trabalho e Previdência Social já caracteriza um contrato escrito (art. trabalhadores. remunerados e assistidos". pelas partes. objeto etc. contado da admissão (art. no prazo de 48 horas. . 4.2. CONTRATO VERBAL Em função de a informalidade ser uma característica do contrato de trabalho. gera simples ilícito administrativo (passível de autuação pelo auditor fiscal do trabalho). Não obstante. O contrato expresso pode ser verbal ou escrito. sendo iodas un cláusulas e condições do pacto laborai previamente acordadas. jornada etc. 29 da CLT). 4. o objeto do contrato. CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO: Conforme dispõe o art. por ela temporariamente. precisa. contendo o nome e qualificação do empregador e empregado.atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas. 4.

§ 1. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. O contrato por prazo determinado. nos casos permitidos pela legislação vigente. No contrato a termo. CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO: A regra é que os contratos sejam pactuados por prazo indeterminado. Os requisitos de validade do contrato por prazo determinado são: • Serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo .nesta hipótese. as partes já sabem. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: O art. o contrato por prazo determinado é o celebrado por tempo certo e determinado. o que importa é a natureza ou periodicidade do serviço que vai ser desempenhado pelo empregado na empresa.° O contrato por pra/o determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. ao princípio da continuidade da relação de emprego. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO: Também denominado contrato a termo. o fim exato ou aproximado do contrato. é que se admite o contrato por prazo determinado. assim. 443.4. os contratantes desde o início já sabem o dia do término do contrato ou mesmotêm uma previsão aproximada do término.° Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. .5. c) de contrato de experiência" No contrato por prazo determinado as partes ajustam antecipadamente o seu termo.6. em virtude do princípio da continuidade da relação de emprego. como acontece nos contratos de safra. 5. 443 e parágrafos da CLT estabelecem: "Art. desde o início. b) de atividades empresariais de caráter transitório. ou sejam. atendendo-se. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. somente pode ser celebrado nos casos permitidos em lei. § 2. 4. ou pelo menos com previsão aproximada de término. Somente por exceção.

Prazo. 14 do Decreto 99.Empregador que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. além da multa de 40% do FGTS (art. Entre o final de um contrato por prazo determinado e o início do outro. O prazo máximo de validade do contrato de experiência é de 90 dias (parágrafo único do art. sob pena do segundo contrato ser considerado por prazo indeterminado. 445 da CLT . b) art.Indenização . o contrato será considerado por prazo indeterminado.• Atividades empresariais de caráter transitório . desde o início. 445 da CLT). salvo na hipótese do art. dentro do prazo máximo de validade. 479 CLT). provisória. 452 da CLT . d) art. quando o contrato vai findar. não há que se falar em aviso prévio.Indenização .Contratos sucessivos. caput e parágrafo único. da segunda prorrogação em diante. 479 da CLT e art. f) art. antes do termo final. Não existir no texto consolidado a obrigatoriedade de o contrato de experiência ser pactuado por escrito. Nos contratos por prazo determinado. uma única prorrogação (art. • Contrato de experiência . 451 da CLT . safra). 487 da CLT . e) art.6847 1990).Prorrogação. da CLT . O valor máximo não excederá àquele que teria direito o obreiro em idênticas condições.dizem respeito à atividade desempenhada pela empresa e não ao empregado ou ao serviço. • REGRAS ATINENTES AO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO DA CLT: a) art. a atividade da empresa é temporária.684/1990 (decreto regulamentador do FGTS) .o contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado. . admitindo-se. 451 consolidado). O empregador que romper o contrato por prazo determinado antes do termo final. dentro do prazo máximo de validade. O empregado que rompe o contrato por prazo determinado. é necessário que haja decorrido mais de seis meses. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos (ex.Ausência de aviso prévio. O contrato por prazo determinado não poderá ser estipulado por período superior a dois anos. . Nesta hipótese. haja vista que as partes já sabem. em regra. 480. Em função disso. pagará ao obreiro metade dos salários que seriam devidos até o final do contrato (art. O contrato a termo somente admite uma única prorrogação. c) art. indenizará o empregador pelos prejuízos causados. 481 da CLT.Empregado que rompe o contrato sem justo motivo antes do termo final. 14 do Decreto 99.

481 da CLT . Por outro lado. Se no contrato por prazo determinado existir a denominada cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão.g) art. utilizando-se apenas as regras atinentes aos contratos por prazo indeterminado. concederá ao obreiro o aviso prévio e pagará a multa de 40% do FGTS. h) não se adquire estabilidade no curso do contrato por prazo determinado. 479 e 480. . seja pelo empregado ou pelo empregador. não se aplicará o disposto nos arts. em caso de rompimento imotivado antecipado do contrato. rompendo o empregador o contrato a termo sem justo motivo. existindo a cláusula assecuratória. não precisando arcar com qualquer indenização ao patrão. caso o empregado rompa o contrato. apenas terá que conceder aviso prévio ao empregador. Nessa esteira.Cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão.

SINDICATO: O diploma consolidado não define sindicato. 511 – É lícita a associação para fins de estudo. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que. PRINCÍPIO DA LIBERDADE SINDICAL: O principio da liberdade sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores e os obreiros de organizarem e constituírem livremente os seus sindicatos. caracterizando por princípios e regras que buscam aproximar. como empregadores. Já o Direito Coletivo do Trabalho é constituído a partir de uma relação jurídica entre pessoas teoricamente equivalentes. largamente protetivo. inclusive em questões judiciais ou administrativas. 2. CONCEITO DE DIREITO COLETIVO DO TRABALHO: O direito coletivo do trabalho pode ser definido como sendo o ramo do direito do trabalho que trata da organização sindical. exerçam. inclusive em questões judiciais ou administrativas. para a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. que: Art. a relação desigual mantida entre o obreiro e empregador. sem que sofram qualquer intervenção do estado. A flagrante hipossuficiência do empregado é que fez desapontar o Direito Individual do Trabalho. os empregados. objetivando a defesa dos interesses e direitos coletivos ou individuais da categoria. O sindicato é a associação de pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividade profissional ou econômica. juridicamente. envolvendo os empregadores diretamente ou por meio dos respectivos sindicatos patronais e. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. 511.AULA 05 – DIREITO DO TRABALHO – 3ª parte – DIREITO COLETIVO DO TRABALHO 1. em seu art. de outro. dos conflitos trabalhistas e de suas decisões. de um lado. seja ela econômica (patronal) ou profissional (dos trabalhadores). agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais. apenas esclarecendo. representados pelos sindicatos da categoria profissional (sindicato dos trabalhadores). respectivamente. A liberdade sindical se materializa em dois pólos de atuação: . empregados.

Decorre do principio da autonomia sindical a liberdade de os associados encerrarem livremente as atividades do sindicato (auto-extinção). não há que se falar em autorização. XX e art. XVIII e art. na mesma base territorial a ser definida pelos trabalhadores ou empregados interessados. CRIAÇÃO E REGISTRO: Para fins de criação e registro de um sindicato. manter-se filiado ou mesmo desfiliarse do sindicato representativo da categoria (art. II da CF. 2. decisão judicial.3. impondo-se o trânsito em julgado (art. 8º. Nota-se neste sentido. UNICIDADE SINDICAL: Conforme disposto no art. . VI da CF/88). 8º. 5º. 2. federações e confederações. que deverá promover a verificação quanto ao preenchimento dos pressupostos legais exigidos.• Liberdade Sindical Individual: liberdade que o empregador e o trabalhador. da CF/88). 5º. possuem de filiar-se. será necessário o registro junto ao Ministério do Trabalho. representativa da categorial profissional ou econômica. não podendo ser inferior a área de um Município. é vedada a criação de mais de uma organização sindical. • Liberdade Sindical Coletiva: liberdade que possuem os empresários e trabalhadores agrupados. que a função do Ministério do Trabalho restringe-se àquela verificação.2. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA SINDICAL: O princípio da autonomia sindical consiste na faculdade que possuem os empregadores trabalhadores de organizarem internamente seus sindicatos. no último caso. ou seja. unidos por uma atividade comum. 8º. com poderes de auto-gestão e administração. exigindo-se para a suspensão de suas atividades por ato externo ou dissolução compulsória.1. 8º. intervenção ou controle do estado (art. I. ENTIDADES SINDICAIS: A estrutura sindical brasileira é formada pelos sindicatos. individual e livremente. o sindicato representante de seus interesses (art. livremente. similar ou conexa. 5º. 2. em qualquer grau. ambos da CF/88).4. caput. de consumir. V da CF/88). 2. sem a autorização.

VII. e o art. Dispõe o art. desempenhar suas funções. de modo que possa livremente. 543 da CLT. 3. se eleito. as confederações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. as federações poderão celebrar convenções coletivas e acordos coletivos e até podendo instituir dissídios (ações propostas por pessoas jurídicas – sindicatos. até um ano após o termino do mandato. que proíbe a transferência do empregado eleito para o cargo de administração sindical para o lugar que dificulte ou torne impossível o desempenho de suas atividades sindicais. . destaca-se o art. ainda que suplente. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). bastando a conveniência da categoria. Federações e Confederações de obreiros ou empregadores). Os sindicatos podem criar federações e confederações.4. Entre outras. Quando as categorias não forem organizadas em sindicatos e nem federações. da CF. sendo constituída de no mínimo três federações. tais como: • • • • As entidades sindicais podem constituir-se sem interferência estatal. O Estado só pode extinguir ou suspender as atividades de um sindicato por decisão judicial. As confederações são entidades sindicais de grau superior de âmbito nacional. As federações são entidades de grau superior organizadas nos estados. concede a estabilidade ao empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. tendo sede em Brasília. PROTEÇÃO Á SINDICALIZAÇÃO: A legislação protege o representante sindical. Aos sindicatos está garantido o direito de constituir seus próprios estatutos e regulamentos. 2. representando a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas. 534 da CLT que as federações poderão ser constituídas desde que consagrem número não inferior a cinco sindicatos. salvo cometimento de falta grave.As federações e confederações constituem associações sindicais de grau superior. Quando as categorias não forem organizadas em sindicato. CONVEÇÃO 87 DA OIT: A Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho fixa garantias universais. 8º. similares ou conexas.

PECULIARIDADES: Frustração da negociação coletiva: a greve só poderá ser realizada após a frustração da negociação ou impossibilidade de recurso via arbitral. O direito de greve é assegurado aos trabalhadores. nada mais são do que contratos coletivos que admitem as seguintes modalidades: • • Convenção Coletiva: resultante do acordo coletivo celebrado entre dois sindicatos. ou mesmo a fixação de melhores condições de trabalho.783. estipulam condições de trabalho aplicáveis. Atividades essenciais: são consideradas atividades essenciais: tratamento e abastecimento de água. as reivindicações da categoria. telecomunicações. assistência médica e hospitalar.4. 5. a fim de obter.89). produção e distribuição de energia elétrica. • • Aviso prévio: o sindicato patronal e a empresa interessada serão avisados com a antecedência mínima de 48 h. captação e tratamento de esgoto e lixo. GREVE: Greve é a paralisação coletiva e temporária do trabalho. controle radioativas. distribuição e comercialização de medicamentos guarda. sendo um de trabalhadores e o outro patronal. As Convenções Coletivas do Trabalho. 5. • • Necessidade de realização de assembléia prévia: caberá ao sindicato da categoria profissional convocar a assembléia-geral para decidir as reivindicações da categoria e a paralisação coletiva. pela pressão exercida em função do movimento. processamento . portanto. 7. devendo os mesmos decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender (art. no âmbito das respectivas representações. representativos de categorias econômicas e profissionais.9º da CF e 1º da Lei nº. Acordo Coletivo: resulta da convenção coletiva entre um sindicato e uma ou mais empresas. equipamentos e materiais nucleares. substâncias transporte coletivo. às relações individuais do trabalho. de funerários. CONVENÇÕES COLETIVAS DO TRABALHO: As Convenções Coletivas do Trabalho são acordos de caráter normativo por intermédio dos quais dois ou mais sindicatos.1. uso e e alimentos.

obrigados empregadores e os usuários com antecedência mínima de 72 h. segundo a legislação trabalhista. • Prestação de serviços indispensáveis à comunidade ou atividade essencial: nos serviços ou atividades essenciais. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. penal ou civil. bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento. coloquem em perigo iminente a sobrevivência. à arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. LOCKOUT: . • Frustração de movimento: é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho. durante a greve. conforme o caso. os sindicatos.2. • Comunicação conforme o da caso. sendo consideradas aquelas que. • Livre adesão à greve: as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho. 5. no curso da greve. devendo as relações obrigacionais do período ser regidas por acordo. Suspensão do contrato de trabalho: a greve sempre suspende o contrato de trabalho. a garantir. 7. será apurada. • Direito dos grevistas: são assegurados aos grevistas o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar aos trabalhadores a aderirem à greve. de comum acordo. • Responsabilidade pelos atos praticados: a responsabilidade pelos atos praticados.783/89. controle de tráfego aéreo e compensação bancária. ilícitos ou crimes cometidos. á saúde ou a segurança da população. • • Abuso de direito de greve: constitui abuso de greve a inobservância das normas contidas na Lei nº. convenção. greve nos a serviços comunicar ou a atividades decisão aos essenciais: ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores. se não atendidas. os empregadores e os empregados ficam obrigados.de dados ligados a serviços essenciais.

considerando. Um código de conduta é uma declaração formal de valores e práticas corporativas. A definição de código de conduta muitas vezes se confunde com o conceito de código de ética e alguns autores chegam a tratar de ambos indiscriminadamente. Também pode estabelecer mecanismos de punição ou premiação. Ou seja. envolve “códigos de marketing”. ou abranger diversas condutas corporativas e compromissos com outras declarações normativas reconhecidas socialmente. seja para frustrar ou dificultar ao atendimento das reivindicações dos trabalhadores.783/89 proíbe o lockout. mesmo quando não há um código explícito.O Lockout é a paralisação do trabalho ordenada pelo próprio empregador. À medida que os negócios se globalizam. garantindo ao obreiro todos os direitos trabalhistas durante o período de paralisação por iniciativa do empregador. que corresponde à segunda noção de código de conduta dada pelo mesmo autor: um documento formalmente adotado pela empresa ou instituição como diretriz a ser seguida por todos os seus funcionários. vai um pouco além: explica que um código (explícito) pode conter apenas a missão corporativa. inclusive . associações de indústrias e outros a adotarem códigos de conduta. as empresas são encorajadas por grupos de interesse. CONCEITO CÓDIGO DE CONDUTA: Segundo MURRAY (1997). 7. o termo “código de conduta” é mais abrangente que “código de ética”. costuma-se referir ao código explícito. Quando se fala em código de conduta. objetivando pressionar a administração publica a conceder reajustes das tarifas. AULA 06 – CÓDIGOS DE CONDUTA E DE ÉTICA 6. em todo local de trabalho existem códigos de conduta subentendidos que correspondem ao comportamento consensualmente adotado e aceito pelas pessoas do local. seja para exercer pressão perante as autoridades em busca de alguma vantagem econômica. todavia. governos. porém. A Lei nº. “códigos comerciais”. há uma cultura comportamental e um consenso sobre as prioridades da empresa que ele chama de “código de fato”. ou pode ser um documento sofisticado que requer compromisso com normas articuladas e possui um complicado mecanismo de coação. A definição citada. Podemos citar o exemplo das greves dos transportes coletivos patrocinadas pelas próprias empresas. instituições educacionais. portanto. Porém. o período de lockout como interrupção do contrato de trabalho. Um código pode ser uma pequena declaração da missão.

Tais valores . de sua totalidade. que deve ser definido por importantes parceiros. Também é importante citar que o código de ética lida com dois tipos de informação: os valores e o cenário. reforçamos o mais precioso de todos os capitais: a imagem. focando na forma com que seus valores são praticados. em primeiro lugar. pode agir sem encontrar em si mesmo a razão de agir. Valores são abstrações que a opinião pública tem sobre quais elementos levaram a instituição a chegar no nível que está ou por quais motivos a instituição terá sucesso em seu empreendimento.códigos impostos que limitam os direitos dos empregados. Assim. CONDUTA RELIGIOSA: O homem. fica definido código de conduta como toda declaração de princípios e valores (mesmo que não éticos) corporativos que buscam definir a conduta da corporação 7. que ainda não fechou (e acredito que nunca irá fechar) uma definição precisa. É importante constar que o presidente da empresa não deva fazer parte deste conselho. A utilidade da ética é para facilitar o relacionamento entre seres humanos. mas adaptando a sua conduta ou comportamento a algo que é posto acima dos homens considerados ou. Sobre ética. trocando oportunidades. Geralmente são definidos a partir de pesquisa simples de opinião. jogo rápido. É importante que o código de ética seja aplicado por um CONSELHO DE ÉTICA. iguais. CONDUTA ÉTICA: Código de ética é o documento que estabelece os parâmetros de conduta necessários para a boa convivência entre uma instituição e seus públicos de interesse. reduzindo a angústia. seu conceito. Quando aplicamos os nossos valores de forma a melhorar a relação entre todos os públicos de interesse e a instituição. nem tampouco nos demais. crescendo em conjunto e promovendo a qualidade de vida. para garantir idoneidade no processo. não há como definirmos assim. nem tampouco à totalidade dos homens e à sua historia. funcionários e demais públicos de interesse. Há casos em que nos sentimos determinados a agir segundo valores que se põem além do plano de nossa existência. pois ele é extremamente dependente do contexto no qual estamos inseridos. dando mais confiança para o trato social. A disciplina que estuda a ética é a deontologia. não se proporcionando à dos outros homens. membros da diretoria.

Quando a ação se dirige para um valor. pode e deve aplicar-lhe uma pena. Aquilo que para os demais homens é uma convenção ou costume. O fato é que o capitão pode exigir que o soldado lhe preste continência e. então. Já aí o tratamento de Excelência devido ao magistrado não é um mero tratamento de cortesia. ou cavalheirismo.também não se referem também à “sociedade” tomada como um todo distinto de seus elementos componentes ou à síntese das aspirações humanas. CONDUTA COSTUMEIRA: É possível conceber-se e admitir-se uma outra hipótese. às regras consuetudinárias de trato social. porém. A medida desse comportamento. ou quando o soldado deve continência ao capitão. o motivo de agir é um motivo que se põe radicalmente em nós. por conseguinte. no outro sujeito. coisa diversa. temos a conduta religiosa. não é dado nem pelo sujeito que age. CONDUTA JURÍDICA: Acontece. Efetivamente. ou de civilidade. que é aquela em que é aquela em que a instancia valorativa ou medida fundamenta l de agir não se encontra propriamente no sujeito que age. em audiência. e que. mas por um valor que integra o . ao contrario. estamos perante um ato de natureza moral. cortesia. temos a consciência de que o valor determinante da ação transcende aos indivíduos e à sociedade. CONDUTA MORAL: Os homens não se vinculam em agir apenas por valores de transcendência. porem. ou. sendo mais guiados pelos outros do que por si mesmo. ante a recusa. para determinado campo passa a ser obrigação jurídica. existem condutas que o homem segue em razão do que lhe dita a convivência social. Quando o homem age no pressuposto dessa direção transcendente. mais se espelhando na opinião alheia do que na própria opinião. Esse é o campo vastíssimo das ações que se referem aos costumes sociais. mas também se ligam por algo que está neles mesmos. Praticamos determinado ato e sentimos que é reflexo ou expressão da nossa personalidade. embora o homem bem educado não precise de regras obrigatórias para ser cavalheiro – trata-se de obrigação que reconhecemos como sendo jurídica. nos outros. nem pelo outro que se destina. quando devemos cumprimento a um magistrado. tais como etiqueta. Em tais casos. recebendo de todo o social a medida de seu comportamento. cuja instancia é dada por nossa subjetividade.

848." (AC) "Pena – detenção. cargo ou função. 216-A: "Assédio sexual" "Art. (EPÍGRAFE) Altera o Decreto-Lei no 2. TÉCNICA LEGISLATIVA LEI No 10. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. permitindo-lhes e assegurando-lhes um âmbito de pretensões exigíveis. DE 15 DE MAIO DE 2001. 8. 180o da Independência e 113o da República. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. (RÚBRICA OU EMENTA) O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: (AUTORIA OU FUNDAMENTO DE VALIDADE) Art.848. (FECHO) FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (ASSINATURA) José Gregori(REFERENDO) . (CLÁUSULA DE VIGÊNCIA E DE REVOGAÇÃO) Brasília. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. de 1 (um) a 2 (dois) anos. (VETADO)" Art. prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego. passa a vigorar acrescido do seguinte art." (AC) "Parágrafo único. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 15 de maio de 2001.comportamento dos dois ou mais indivíduos. para dispor sobre o crime de assédio sexual e dá outras providências. 1o O Decreto-Lei no 2.224. 216-A.

a aflição física ou moral. O DANO MORAL NO TEMPO E NO ESPAÇO: O dano moral é reconhecido desde a época em que o homem começou a ditar regras de conduta e de respeito a seus semelhantes. CONCEITO: Dano moral é o que atinge o ofendido como pessoa. 2.AULA 07 – DANO MORAL 1. o Código de Ur. Surgem o padecimento íntimo. como também estabeleciam formas diversas de indenização: o Código de Manu. Quantia essa que desse para aliviar ou minorar o dano. que o repare”. a dignidade. não poderá repudiá-la em todos os dias de sua vida”. como a honra. especialmente no Deuteronômio.2 . No Direito Canônico: inúmeros casos de dano moral e respectivas reparações. Na Antiga Roma: a cada ofensa moral correspondia uma reparação em dinheiro aplicada pelo Juiz. Código de Hamurabi. o que a desonrou dará ao pai da donzela cinqüenta ciclos de prata. e tomando-a à força a desonrar. Na Bíblia: “se um homem encontrar uma donzela virgem. mas ressalta efeitos maléficos marcados pela dor. mas admitindo a substituição da pena por indenização. atribuindo à palavra dor o mais largo significado". principalmente na promessa de casamento. Alcorão V . que não tem esposo.“O adúltero não poderá casar-se senão com uma adúltera”. É lesão de bem que integra os direitos da personalidade. a intimidade. a morbidez mental. 127: “se um homem livre estender um dedo contra uma sacerdotisa ou contra a esposa de um outro e não comprovou. não lesando seu patrimônio. Dano Moral "é a dor. arrastarão ele diante do Juiz e raspar-lhe-ão a metade do seu cabelo”. pelo sofrimento. o espanto. a emoção. Àquela época já se falava em reparação por dano moral e também ficava a critério do juiz.“se alguém causa um dano premeditadamente. pois na Bíblia. Aí está uma pena de reparação por dano moral. já havia punição prevista. que adota a Lei do Talião. a vergonha. em geral uma dolorosa sensação provada pela pessoa. a . verificamos que o dano moral não corresponde à dor. a imagem. o Código de Hamurabi. São a apatia. que tomam conta do ofendido. art. Lei das XII Tábuas . o bom nome etc. Modernamente. e a causa for levada a juízo. porque a humilhou. tê-la-á por mulher. o Alcorão.

ocupações. 1. tanto do dano material como do moral. em quase todos esses casos. quando ocorre ofensa à honra da mulher por defloramento. 3. . causador do dano.550). referente aos arts. Por um lado. a vergonha. o cargo por ele exercido e a repercussão negativa em suas atividades devem somar-se nos laudos avaliatórios para que o juiz saiba dosar com justiça a condenação do ofensor. pois. possuindo a indenização outro significado. a posição social do ofendido. calúnia. 1. segundo as palavras de Luís Antonio Rizzato. para . a paga em pecúnia deverá amenizar a dor sentida. Não se está pagando a dor nem se lhe atribuindo um preço e sim aplacando o sofrimento da vítima.537 a 1. mesmo antes da Constituição Federal de 1988. 76 e seu parágrafo único.553 do aludido diploma.548). as situações vexatórias. cursos. 1. não há prejuízo econômico. Na avaliação do dano moral. o valor era prefixado e calculado com base na multa criminal prevista para a hipótese. promessa de casamento ou rapto (art. Os adeptos da reparabilidade do dano moral com base no Código Civil de 1916 vislumbravam. 1. como preceituava o referido art. o constrangimento de quem é ofendido em sua honra ou dignidade.553. a vergonha. que diverge de pessoa a pessoa. incutindo-lhe um impacto tal. que devem ser pagos pelo ofensor ao ofendido. há de se proporcionar os meios adequados para a recuperação da vítima. divertimentos. sedução. ofensa à liberdade pessoal (art. A humilhação. Seu objetivo é duplo: satisfativopunitivo. Quais são esses meios? Passeios. 1. seria fixada por arbitramento.538). No dano moral. deverá também a indenização servir como castigo ao ofensor. segundo esse dispositivo. ou quando atinge mulher solteira ou viúva ainda capa/ de casar (art. Para que se amenize esse estado de melancolia. Nos casos não previstos nesse capítulo. ao contrario do que ocorre no dano material. suporte legal na regra do art. Mas.humilhação. suficiente para dissuadi-lo de um novo atentado. Em contrapartida. 1. o vexame e a repercussão social por um crédito negado. o juiz deve medir o grau de seqüela produzido. fazendo com que ela se distraia e se ocupe e assim supere a sua crise de melancolia. a indenização. O DANO MORAL E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL: O Código Civil de 1916 previa algumas hipóteses de reparação do dano moral: • • • • • quando a lesão corporal acarreta aleijão ou deformidade. difamação ou injúria (art.547). de desânimo.

que "é assegurado o direito de resposta. também. fazendo jus à indenização por dano moral sempre que seu bom nome. moral ou à imagem" (n. entendimento que admite a reparahilidade do dano moral infligido a pessoa jurídica. a propositura de ação com pedido cumulativo de indenização do dano material e do dano moral. a Súmula 37 do Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato". 7/:183). Nesse sentido já decidiu o Superior Tribunal de Justiça: "O direito de ação por dano moral é de natureza patrimonial e. Significava dizer que abrangia tanto o dano patrimonial como o extrapatrimonial. Vem prevalecendo. no entanto. portanto. transmitese aos sucessores da vítima" (RSU. a honra e a imagem das pessoas. 4. embora também sejam imprescritíveis (a honra e outros direitos da personalidade nunca prescrevem — melhor seria falar em decadência). 5a). em caso de ofensa. intransmissíveis. sem discrepância. transmite-se aos sucessores. no título "Dos direitos e garantias fundamentais" (art. com efeito. declarando ainda "invioláveis a intimidade.) e. à Constituição Federal por uma pá de cal na resistência à reparação do dano moral. por exemplo.propor ou contestar uma ação era suficiente um interesse moral. proporcional ao agravo. Apesar dos direitos da personalidade serem personalíssimos (direito à honra. X). sem que existam parâmetros seguros para sua estimação. Dispõe. admite-se. Ponderava-se. assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (n. Coube. Nesse sentido. exclusiva do ser humano. V). Embora não seja titular de honra subjetiva. ao dispor. Hoje. Enquanto o ressarcimento do dano material . decoro e auto-estima. a vida privada. reputação ou imagem forem atingidos no meio comercial por algum ato ilícito. a pretensão ou direito de exigir sua reparação pecuniária. sem fazer nenhuma distinção entre dano material e moral. proclama a Súmula 227 do Superior Tribunal de Justiça: "A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. que se caracteriza pela dignidade. A QUANTIFICAÇÃO DO DANO MORAL O problema da quantificação do dano moral tem preocupado o mundo jurídico. 159 do referido diploma obrigava à reparação do dano. como tal. especialmente no caso de danos resultantes de abalo de credibilidade. à imagem etc. em virtude da proliferação de demandas. igualmente. além da indenização por dano material. E. a pessoa jurídica é detentora de honra objetiva. 943 do Código Civil. como o protesto indevido de duplicatas. que o art. a pretensão a sua reparação está sujeita aos prazos prescricionais estabelecidos em lei. nos termos do art. entendendo-se como tal o que tocava diretarnente ao autor ou a sua família.

Mas a finalidade precípua do ressarcimento dos danos não é punir o res- . A crítica que se faz a esse sistema é que não há defesa eficaz contra uma estimativa que a lei submeta apenas ao critério livremente escolhido pelo juiz. E de salientar que o ressarcimento do dano material ou patrimonial tem. Há controvérsias a respeito da natureza jurídica da reparação do dano moral. as pessoas podem avaliar as consequências da prática do ato ilícito e as confrontar com as vantagens que. O inconveniente desse critério é que. negligência ou imprudência. O novo Código Civil refere-se ao dano moral unicamente no art. pelo qual o quantum das indenizações é prefixado. na hipótese. 186. pois. sem mensurar a dor. A conceituação do dano moral. ou indireto: o autor do dano sofrerá um desfalque patrimonial que poderá desestimular a reiteração da conduta lesiva. “por ação ou omissão voluntária. a cargo da doutrina e da jurisprudência. em nosso país. que se apurem as perdas e danos na forma que a lei processual determinar. duplo caráter: compenstitório para a vítima e punitivo para o ofensor. Ao mesmo tempo em que serve de lenitivo.procura colocar a vítima no estado anterior. qualquer que seja ela. a reparação do dano moral objetiva apenas uma compensação. de uma espécie de compensação para atenuar o sofrimento havido. não ensejando a criação de padrões que possibilitem o efetivo controle de sua justiça ou injustiça. como no caso do dano à imagem. na hipótese. 1. a fim de que não volte a praticar atos lesivos à personalidade de outrem. 946. Não tem aplicação. permanecem. natureza sancionatória indireta.553 do Código Civil de 1916. o juiz defronta-se com o mesmo problema: a perplexidade ante a inexistência de critérios uniformes e definidos para arbitrar um valor adequado. em contrapartida. violar direito e causar dano a outrem. um consolo. sabendo que terá de responder pelos prejuízos que causar a terceiros. recompondo o patrimônio afetado mediante a aplicação da fórmula "danos emergentes . e concluir que vale a pena. Em todas as demandas que envolvem danos morais. a teor do disposto no art. ainda que exclusivamente moral”. poderão obter. bem como a fixação de critérios para sua quantificação. estará sempre em consonância com a lei. exorbitante ou ínfima. igualmente. O caráter punitivo é meramente reflexo. no art. infringir a lei.lucros cessantes". ao prescrever que comete ato ilícito aquele que. servindo para desestimular o ofensor à repetição do ato. Predomina entre nós o critério do arbitramento pelo juiz. como fator de desestímulo. atua como sanção ao lesante. porque. Tem prevalecido o entendimento dos que vislumbram. o critério da tarifação. O novo diploma manteve a fórmula ao determinar. de consolo. conhecendo antecipadamente o valor a ser pago.

a gravidade. por outro lado.ponsável. 236. é proporcionar uma compensação à vítima. em cada caso. a indenização pode alcançar cifra correspondente a 200 salários mínimos. agindo com bom senso e usando da justa medida das coisas. feitas no art.117. o grau de culpa e a econômica como circunstâncias que envolveram os fatos. visto que o direito moderno sublimou aquele caráter aflitivo da obrigação de reparar os danos causados a terceiro. 5. a Lei de Imprensa (Lei n. ao porte da empresa recorrida. Esse limite de 200 salários mínimos não mais subsiste em face da atual Constituição. muitas vezes valemse os juizes de peritos para o arbitramento da indenização. que já não mais se confunde com o rigoroso caráter de pena contra o delito ou contra a injúria. os tribunais utilizaram. a do intensidade ofensor. Mesmo tendo sido revogados os dispositivos do referido Código pelo Decreto-Lei n. fixar um valor razoável e justo para a indenização. Verifica-se. nessa linha. e sim recompor o patrimônio do lesado. ainda. em caso de dano mais grave tal valor pode ser multiplicado uma ou várias vezes. numa primeira etapa. que não prevê nenhuma tabela ou tarifação a ser observada pelo juiz. conforme as circunstâncias e até mesmo o grau de culpa do lesante. pois acarreta a redução do patrimônio do lesante. e. para uma simples calúnia. 53. Em outros. por se tratar do primeiro diploma legal a estabelecer alguns parâmetros para a quantificação do dano moral. de 9-2-1967) elevou o teto da indenização para 200 salários mínimos. ao determinar que se fixasse a indenização entre 5 e 100 salários mínimos. à falta de regulamentação específica. os critérios estabelecidos no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei n.250.O Superior Tribunal de Justiça. proporcionalmente ao grau de culpa. no entanto. de 27-8-1962). como no caso de dano à imagem. Na fixação do quaníum do dano moral. Algumas recomendações da Lei de Imprensa. a natureza e a repercussão da ofensa. orientando-se o juiz pelos . Em razão da diversidade de situações. A finalidade precípua da reparação do dano moral. O caráter sancionatório permanece ínsito na condenação. como a situação econômica situação do lesado. Argumentava-se: se. recomendável que o arbitramento seja feito com moderação. 4. levam em conta o valor do título. que não há um critério objetivo e uniforme para o arbitramento do dano moral. decidiu: "Na fixação da indenização por danos morais. de 28-2-1967. como na hipótese de indevido protesto de cheques. em conclusão. Cabe ao juiz a tarefa de. que lhe emprestava o antigo direito. sob a forma de sanção legal. ao nível sócio-econômico dos autores. Durante muito tempo esse critério serviu de norte para o arbitramento das indenizações em geral. continuam a ser aplicadas na generalidade dos casos. bem do sofrimento do as ofendido.

4» T. por outro lado não deve ser diminuto a ponto de se tornar inexpressivo e inócuo.. 19-5-1998). Sálvio de Figueiredo. Daí a necessidade de se encontrar o meio-termo ideal. valendose de sua experiência e do bom senso. rei. Min.202-0-SP. Se o valor arbitrado não pode ser muito elevado.critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência. atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso" (REsp 135. j. . com razoabilidade.

220. a expressão e a informação. expressando ainda que "a manifestação do pensamento. os modos de criar. 216). que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais (CF. arqueológico. documentos. as criações científicas. sob qualquer forma. XXVIII . da imagem e voz humanas. processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. art. 5º. IV e IX). bem como liberdade de expressão da atividade intelectual. 193). A produção e o conhecimento de bens e valores culturais serão objeto de incentivos governamentais (CF. No que concerne à propriedade intelectual. Ao tutelar os direitos fundamentais do homem. fazer e viver. observado o disposto nesta Constituição" (art. paisagístico. CF).220. Quanto à tutela do direito autoral. os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico. imprescritibilidade e irrenunciabilidade. publicação ou reprodução de suas obras. . privilegiando a dignidade e liberdade da pessoa humana.215 CF). ideológica e artística (art. cumpre ao Estado garantir o exercício dos direitos culturais e apoiar e incentivar a valorização e difusão das manifestações culturais (art. caput. art. a Carta Magna veda toda e qualquer censura de natureza política.são assegurados. artística. inclusive nas atividades 1. a Carta Magna consagra a liberdade de manifestação do pensamento.AULA 08 . Tais direitos ostentam as características de inalienabilidade. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. art. a criação. artísticas e tecnológicas. entre os bens de natureza material e imaterial: "as formas de expressão. CF). vedando-se o anonimato. Focalizando a comunicação social. art. o art. §3º). a Constituição Federal expressa situações jurídicas sob os aspectos subjetivos e objetivos. 5º da Constituição Federal confere tutela específica nos seguintes termos: XXVII . edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. § 2º. científica e de comunicação. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução desportivas. independentemente de censura ou licença (CF. paleontológico. artístico. Destacam-se no patrimônio cultural brasileiro. ecológico e científico" (CF. objetos. 216. as obras.NOÇÕES SOBRE DIREITO AUTORAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS Na implantação da ordem social.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização.

os principais direitos de personalidade são os seguintes: direito à vida.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. Todo homem tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade. Na Declaração Universal dos Direitos do Homem. bem como proteção às criações industriais. direito às partes destacadas do corpo e sobre o cadáver. à propriedade das marcas. título e sinal pessoal). literária ou artística da qual seja autor". à integridade física e psíquica. sendo que tal direito exclusivo é transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. XXIX . As normas constitucionais reconhecem o direito de propriedade intelectual em caráter vitalício. de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. Com base na doutrina.b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. compreendendo direitos morais e patrimoniais. o direito autoral foi assim contemplado: "Art. Conjugando os incisos IX e XXVII do artigo 5º da Carta Magna. DIREITOS DA PERSONALIDADE: Os direitos de personalidade são à base de todo o sistema jurídico. . ao resguardo e ao segredo. científicas e de comunicação. São direitos intransmissíveis e irrenunciáveis. Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica. emanada da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade do direito à propriedade. artísticas. temos que ao autor é conferido o direito exclusivo de utilizar. direito moral do autor. direito à identidade pessoal (nome. 27 – 1. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. por serem essenciais à pessoa humana. direito à igualdade formal e direito à igualdade material prevista constitucionalmente. A Constituição Federal só garante a instituição da propriedade. direito à verdade. mas determina também que a propriedade atenderá a sua função social. direito à honra. cabendo as normas legais regular o exercício e definir o conteúdo e os limites do direito de propriedade. publicar e reproduzir suas obras literárias. direito à liberdade. 2. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. 2. admitindo ainda a desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social.

que regula atualmente os direitos autorais. preferem falar em direito autoral ou direito de autor para as obras artísticas e literárias. mediante um dos meios legalmente previstos: tradição da coisa ou registro do documento aquisitivo. prefere-se a expressão propriedade intelectual. Nos artigos 649 a 673 o Código Civil tratava da propriedade literária.01. fruir e dispor de sua obra. os possua”.988. injustamente. é a propriedade imaterial ou intelectual. como expressão direta do espírito pessoal do autor. e de reavê-los do poder de quem quer que. tendo em vista as diferenciações fundamentais que ostenta em relação ao . Já os patrimoniais são alienáveis por ele ou por seus sucessores. ou "expressão direta do espírito pessoal do autor". bem como de autorizar sua utilização ou fruição por terceiros no todo ou em parte. por ser forma de expressão particular da personalidade. Mas. ao invés de propriedade imaterial.12. científica e artística. No artigo 524 do Código Civil Brasileiro. ou ainda mediante produção própria ou seja. A muitos parece que não há nele senão uma forma particular. 9. de 12. que se materializa por qualquer forma. A obra intelectual é criação intelectual. Outros entendem que o direito autoral constitui modalidade especial da propriedade.610/98 e o Código Penal. salvo os de natureza personalíssima. são transmissíveis por herança nos termos da lei. recebe normatização própria ou especial. mas um simples privilégio concedido para incremento das artes. CLÓVIS BEVILAQUA ensinava que se tem debatido muito a respeito da natureza do direito autoral e sua exata classificação. Adquire-se a propriedade de um bem. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis. ao invés da expressão propriedade intelectual. pela qual se manifesta a personalidade. Terceiros ainda opinam que não há. ou propriedade intelectual. 5.1998. ou produção intelectual. ou seja. Atualmente. Os direitos patrimoniais compreendem os poderes de usar. ou outro meio (usucapião que é prescrição aquisitiva).1973.3. encontra-se revogada pela Lei nº. criação intelectual. está dito que "a lei assegura ao proprietário o direito de usar. gozar e dispor de seus bens. por sua vez.610. propriamente um direito. PROPRIEDADE INTELECTUAL: O autor é titular de direitos morais e de direitos patrimoniais sobre a obra intelectual por ele produzida. A Lei nº. Tais normas legais foram revogadas pela Lei nº. que. O direito autoral. Tem como fonte ou origem o íntimo ou interior do criador. das ciências e das letras. no caso. de 14. 9.

23/24). e ainda com a repressão da concorrência desleal. DIREITOS MORAIS DE AUTOR: O direito autoral tem atributos de natureza patrimonial e moral. Para confirmar esse entendimento. O direito moral de autor é modalidade de direito de personalidade. A Lei nº. seja na transferência do bem a terceiros. na obra já citada. págs. marcas de serviços. A expressão propriedade intelectual abrange os direitos de autor e conexos e a propriedade industrial. A propriedade industrial relaciona-se com marcas identificativas de empresa. ou seja. regula direitos e obrigações concernentes à propriedade industrial. nome comercial. com o advento da Convenção de Berna. no caso de propriedade industrial. de 14. Basta tão somente o ato da criação. Isto equivale a dizer que não se exige qualquer espécie de registro ou depósito para que o autor tenha direitos autorais sobre sua obra. ato constitutivo de direito autoral. uma vez que ela é a emanação da sua mais íntima divagação. "..1996. Conforme ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. Tais providências serão tomadas apenas como presunção juris tantum que o autor seja o seu titular. modelo industrial ou marca.05.279. conferido ao titular do invento. O registro da obra intelectual não constitui a autoria respectiva. o registro válido acarreta a constituição do direito em relação ao privilégio de uso. suprimiu-se a necessidade de qualquer formalidade para que o autor de uma obra intelectual receba a efetiva proteção do Direito Autoral. 9. ou criação intelectual. fundamentalmente. das obras intelectuais no campo literário e artístico. cabe citar o ensinamento de DEISE FABIANA LANGE. e não. mas apenas presume a autoria ou titularidade originária do direito autoral.regime adotado para a propriedade convencional: seja no tocante à constituição do bem. bem como se relaciona com patentes de invenções e modelos de utilidade. Cabe observar que. o direito ou prerrogativa que tem aquele que criou uma obra intelectual de defendê-la como atributo de sua própria personalidade (como autor). desenhos ou modelos industriais. de seu pensamento manifestado e compartilhado com o mundo exterior" (obra citada. . 4. O direito autoral decorre. que assim diz: "Mencione-se também que.têm-se utilizado a expressão Direito Moral ou Direitos Morais para designar o aspecto pessoal do autor com relação à sua criação.

em todo caso. quando se encontre legitimamente em poder de outrem. a qualquer tempo. pois. 7º. IV. tangível ou intangível. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. na utilização de sua obra.o de reivindicar. conhecido ou que se invente no futuro". O nome possibilita identificar. possam prejudicá-la ou atingi-lo. "para se identificar como autor.Quanto aos direitos de personalidade que guardam correlação com os direitos morais de autor. no artigo 27 do mesmo diploma legal.610/98.610. que.o de assegurar a integridade da obra. a autoria da obra. À luz do art. mesmo cedendo seus direitos patrimoniais. consideram-se obras intelectuais "as criações do espírito. II. antes ou depois de utilizada. o direito ao nome. e somente ele poderá exercê-lo. À luz do art. ou audiovisual. como autor. preservar sua memória. . V. VI. opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que.o de conservar a obra inédita.o de ter seu nome. artística ou científica" (art. de 1998. imprescritível por ser reclamado por via judicial a qualquer tempo. impenhorável ou inexpropriável pela própria característica de ser inalienável. 24 da Lei nº 9. autor conserva seu direito moral. como sendo o do autor. por ser oponível contra todos (erga omnes). 11). III. perpétuo.o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada. o ser humano no meio social. O direito moral possui determinadas características. irrenunciável. pois não comporta quantificação pecuniária. quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem. extrapatrimonial. absoluto. significando que o autor não pode desprezar os seus direitos morais.610/98 ainda estabelece que: "autor é a pessoa física criadora da obra literária. VII – o de ter acesso a exemplar único e raro da obra. consideram-se direitos morais do autor: I. pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado. pois é um direito: personalíssimo do autor de obras intelectuais. está previsto que "os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis". e o direito à imagem.o de modificar a obra. por meio de processo fotográfico ou assemelhado. "caput". ou individualizar. E. em sua reputação ou honra. de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor. A Lei nº 9. será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado. destacam-se: o direito à honra. para o fim de. de qualquer forma. inalienável. da Lei nº 9.

sim. da autenticidade da obra e da autoria da obra. No campo do direito autoral. tangível ou intangível. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação" (inciso X). expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. o seu lado interior. No art. é necessária sua exteriorização. como criação de espírito.. a forma com que a obra é exteriorizada. pois a obra intelectual. os direitos morais de autor devem prevalecer aos direitos patrimoniais. se vincula à personalidade de seu autor.12)." (art. conhecido ou que se invente no futuro. o que não quer dizer nova. assegurar-se-á proteção à reprodução da imagem e voz humanas (inciso XXVIII.610/98 considera obras intelectuais protegidas "as criações do espírito. OBJETO DO DIREITO AUTORAL: A Lei nº 9. 5º da Constituição Federal. No artigo 8º da Lei nº 9. Necessariamente a obra terá que ser original. No direito autoral.7º). intransmissíveis e irrenunciáveis.. que seja expressada de alguma forma. desta forma. isto é.610/98). a vida privada. DEISE FABIANA LANGE ensina sobre o assunto o seguinte: "Para que a obra mereça proteção. A novidade não é interessante ao Direito Autoral. sente e percebe as coisas. a). completo ou abreviado até por suas iniciais.. apresentado de algum modo. prevê-se expressamente a tutela da honra e da imagem: "são invioláveis a intimidade.610/98. ou o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras" (incisos I e VI). 27 da Lei nº 9. DIREITOS PATRIMONIAIS DO AUTOR: 5. Os direitos morais de autor são considerados indisponíveis.poderá o criador da obra literária. expondo a maneira e o ângulo com que o seu criador vê o mundo. conforme já mencionado. a honra e a imagem das pessoas. está dito que não são objeto de proteção como direitos autorais "as idéias. Os direitos morais de autor são considerados direitos de personalidade. e. artística ou científica usar de seu nome civil. o transporta para sua criação". "Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis" (art. . conjectura ou pensamento que não chega a ser exposto. traços pessoais. de pseudônimo ou de qualquer outro sinal convencional" (art. pois a simples idéia. está fora do âmbito de proteção desse direito. mas. há proteção da identificação pessoal da obra. 6. Originalidade significa criar alguma coisa dotando-a com características próprias.

No caso de violação de direito autoral. A exploração pode ser realizada pelo próprio autor ou por pessoa autorizada pelo autor. fruir e dispor da obra literária.28). contém várias normas sobre os direitos patrimoniais do autor: artigos 28 a 45 tratam de normas gerais sobre direitos patrimoniais de autor e sua duração. "Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra. eram tratados: os crimes contra o privilégio de invenção. prevista nos artigos 184 a 186 do Código Penal Brasileiro. artigos 53 a 88 que regem a utilização de obras intelectuais e fonogramas. os crimes de concorrência desleal. penhorável. prescritível.Segundo a doutrina. usurpação de nome ou pseudônimo alheio (art. artigos 49 a 52 que tratam da transferência dos direitos de autor. conforme ficar estipulado em contrato. o direito patrimonial confere ao autor da obra intelectual a prerrogativa de auferir vantagens pecuniárias com a utilização da obra. a saber: alienável. O direito patrimonial de autor tem características diferentes daquelas relativas ao direito moral de autor. Destacamos os seguintes artigos da Lei nº 9. que estão revogados.29). os crimes contra as marcas de indústria e comércio. É remuneração do autor pela exploração econômica da obra intelectual. artigos 46 a 48 tratam das limitações aos direitos autorais. SANÇÕES CIVIS E SANÇÕES PENAIS: Os artigos 101 a 110 da Lei nº 9. artística ou científica" (art." (art.610. Não foram revogados os artigos 184 a 186 do Código Penal.. A Lei nº 9. que tratam dos crimes contra a propriedade intelectual: violação de direito autoral (art.610/98 tratam das sanções cíveis aplicáveis no caso de violações de direitos autorais. 184). no seu Título III. 185).610/98 sobre direitos patrimoniais do autor: "Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar. O Código Penal Brasileiro. . ou seja.. 7. dos casos em que a utilização de obra não constitui ofensa a direito autoral. temporário. conforme o caso pode caber aplicação de sanção penal. de 1998. 184 a 196). Nos artigos 187 a 196 do Código Penal Brasileiro. sem prejuízo das sanções penais quando cabíveis. cuida dos crimes contra a propriedade imaterial (arts. por quaisquer modalidades.

em 1934. ainda. conforme os ditames da justiça social. fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. É possível extrair. a liberdade sindical e os princípios fundamentais do direito do trabalho.propriedade privada. II .redução das desigualdades regionais e sociais. conferindo caráter de plano global normativo. da leitura deste artigo constitucional que o Brasil adota o modelo de economia capitalista de produção. V . III . No mesmo sentido. inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação. inseriu um conjunto de diretrizes. 170 da Constituição Federal em vigor assim dispõe: "A ordem econômica.” Vê-se que a defesa do consumidor é princípio que deve ser seguido pelo Estado e pela sociedade para atingir a finalidade de existência digna e justiça social. IV . a Constituição brasileira de 1937 trazia disposição declarando que a economia seria organizada em corporações e impunha a organização de todos os ramos de produção em sindicatos verticais. VII . No entanto. O art. A Constituição em vigor.busca do pleno emprego.livre concorrência. com garantia dos princípios de justiça e existência digna.defesa do meio ambiente. inseriu um capítulo dedicado à ordem econômica e social.soberania nacional. programas e fins que devem ser perseguidos pelo Estado e pela sociedade.função social da propriedade. já que a livre iniciativa é um princípio basilar da economia de mercado. tem por fim assegurar a todos existência digna. observados os seguintes princípios: I . a Constituição brasileira.defesa do consumidor. IX tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. promulgada em 1988. A CONSTITUIÇÃO E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: Acompanhando o movimento mundial. não deixou de consignar a Constituição que a ordem econômica brasileira confere a defesa do consumidor contra os possíveis abusos ocorridos no mercado de consumo. Também previa a intervenção do Estado na economia. .AULA 09 – CÓDIGO DO CONSUMIDOR 1. VI . VIII .

ao consumidor. a melhoria da qualidade de vida dos consumidores. e . o respeito à dignidade. 4º do Código de Defesa do Consumidor são os seguintes: • • • • o atendimento das necessidades dos consumidores. a proteção dos interesses económicos dos consumidores. histórico. saúde e segurança dos consumidores. 1º. no sentido de adotar um modelo jurídico e uma política de consumo que efetivamente protegessem o consumidor. cabe à União estabelecer normas gerais sobre a relação de consumo e a responsabilidade civil por danos ao consumidor. que dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.181/97. na forma do art. 84 da Constituição Federal. que deve sempre sobrepor-se aos interesses produtivos e patrimoniais. Assim. da Carta Magna. em 11 de setembro de 1990. estético. 5º. a bens e direitos de valor artístico. bem como as portarias expedidas pelo Ministério da Justiça que complementam o rol de cláusulas abusivas do artigo 51 do CDC. para que possam atender às necessidades próprias. 3. da Constituição Federal determinou ao Estado a promoção da defesa do consumidor. III. Caso não haja lei editada pela União.Ademais. poderão os Estados exercer a competência legislativa plena. expresso no art. turístico e paisagístico (inciso VIII). determina a competência concorrente da União. em seu art. 2. É preciso esclarecer também que o Executivo. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR: A Constituição Federal. Por força dos dois dispositivos citados e. LXXIII. de maneira complementar. 24. conforme veremos dos princípios estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. pode expedir decretos e regulamentos para o fiel cumprimento do Código de Defesa do Consumidor. de caráter geral. para legislar sobre produção e consumo (inciso V) e sobre a responsabilidade civil por dano ao meio ambiente. o que se deu com a promulgação do Código de Defesa do Consumidor. podendo o Estado legislar sobre assuntos específicos. dos Estados e do Distrito Federal. podemos afirmar que a defesa do consumidor busca a proteção da pessoa humana. o art. OBJETIVOS E PRINCÍPIOS NORTEADORES: Os objetivos da Política Nacional de Relações de Consumo propostos pela legislação consumerista estampados no art. ainda. do princípio da dignidade da pessoa humana. Podemos citar como exemplo deste poder normativo o Decreto 2.

A doutrina aponta para três tipos de vulnerabilidade do consumidor. quais sejam: • TÉCNICA: o consumidor não possui conhecimentos específicos sobre o objeto que está adquirindo.4º. de contabilidade ou de economia para esclarecimento.4º. • JURÍDICA: reconhece o legislador que o consumidor não possui conhecimentos jurídicos. VI). sem dúvida. educação e informação dos consumidores (art. IV). e que o fornecedor . do contrato que está assinando ou se os juros cobrados estão em consonância com o combinado. 4. ação governamental para proteção do consumidor (art. tanto no que diz respeito às características do produto quanto no que diz respeito à utilidade do produto ou serviço. estudo das constantes modificações do mercado de consumo (art.• a transparência e harmonia das relações de consumo. controle de qualidade e segurança dos produtos e serviços (art. por exemplo. A presunção de vulnerabilidade do consumidor é decorrente de lei e não admite prova em contrário. que é a parte vulnerável de qualquer relação de consumo. quais sejam: • • • • • reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor (art. o mesmo artigo estabelece princípios norteadores da Política Nacional de Relações de Consumo a serem observados por toda a sociedade de consumo.4º. harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo (art.4º.4º. pretende o legislador igualar esta equação. VII). I). VIII). V). III). II). • • • coibição e repressão das práticas abusivas (art. a principal razão de toda a proteção e defesa do consumidor.4º. 4°. racionalização e melhoria dos serviços públicos (art. • FÁTICA (OU SOCIOECONÔMICA): baseia-se no reconhecimento de que o consumidor é o elo fraco da corrente. RECONHECIMENTO DA VULNERABILIDADE DO CONSUMIDOR: O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo reflete. Tendo em vista haver desequilíbrio nas relações entre consumidor e fornecedor. deixando claro que a parte mais fraca é o consumidor e que este deve ser protegido. Para atingir os objetivos propostos.4º.

. 6º.1). uma vez que fica mantida a vulnerabilidade fática. É certo que os consumidores bem informados e com qualificação técnica e jurídica continuam vulneráveis aos apelos do mercado de consumo. todos os consumidores são vulneráveis. inciso I. proteção contra publicidade enganosa ou abusiva e práticas comerciais condenáveis (art. técnica ou financeira.VIII).V). 5. 6º. São eles: • • • • proteção da vida. DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR: Os direitos básicos do consumidor estão apresentados no art. A hipossuficiência é outra característica do consumidor. considerando o fato de que o fornecedor é o detentor do poder econômico.1. Para o Código de Defesa do Consumidor. 6º. 6º. Assim. 6º. PROTEÇÃO DA VIDA. Esta condição de hipossuficiente deve ser verificada no caso concreto. saúde e segurança (art. adequada e eficaz prestação de serviços públicos (art. quando o consumidor apresenta dificuldades financeiras. aproveitando-se o fornecedor desta condição. 6º. 6a do Código de Defesa do Consumidor.encontra-se em posição de supremacia. • • • facilitação da defesa de seus direitos (art. mas não se confunde com a vulnerabilidade. 5. SAÚDE E SEGURANÇA: A regra contida no art. a qualificação técnica ou jurídica do consumidor não retiram a qualidade de vulnerável do consumidor. 6º. 6º.II e III). quando o consumidor demonstra dificuldade de fazer prova em juízo. mas nem todos são hipossuficientes.IV). sendo o detentor do poder econômico. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou "nocivos". modificação e revisão das cláusulas contratuais (art. O rol nele inserido constitui o patamar mínimo de direitos atribuídos ao consumidor que devem ser observados em qualquer relação jurídica de consumo. prevenção e reparação de danos individuais e coletivos (art. A HIPOSSUFICIÊNCIA PODE SER ECONÔMICA. garante ao consumidor a proteção da vida.X). OU PROCESSUAL. educação e informação (art.VI e VII). e é caracterizada quando o consumidor apresenta traços de inferioridade cultural.

A doutrina aponta para dois tipos de educação para o consumidor: A EDUCAÇÃO FORMAL. O Capítulo V do Código de Defesa do Consumidor trata especificamente das práticas comerciais e dedica três seções para cuidar das regras que o fornecedor . os preços e os riscos que ele apresenta. E A EDUCAÇÃO INFORMAL. métodos comerciais coercitivos ou desleais. devendo o fornecedor especificar a qualidade. 5. inciso IV. preceitua como direito básico do consumidor a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. quis o legislador deixar claro que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não devem expor o consumidor a riscos e consequentes prejuízos à saúde. estabelecido no inciso III do mesmo artigo. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços.3. insere como direito básico do consumidor "a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. traduz o direito do consumidor a todas as informações relativas ao produto ou serviço. A falha na informação ou na comunicação é considerada defeito do produto ou serviço. Vimos que a Política Nacional das Relações de Consumo invoca o princípio da educação e informação dos consumidores para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e equilibrada.Trata-se de direito indisponível e assegurado pelo art. no art. A formação de cidadãos aptos a exercer a livre manifestação de vontade. as características. ensejando a responsabilização civil. a ser dada nos diversos cursos desde o primeiro grau nas escolas públicas e privadas. Ademais. PROTEÇÃO CONTRA PUBLICIDADE ENGANOSA OU ABUSIVA E PRÁTICAS COMERCIAIS CONDENÁVEIS: O Código de Defesa do Consumidor. EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO: O art 6º. a quantidade. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações". 5. 5º da Constituição Federal. está intimamente ligado ao direito à educação. II.2. Quanto ao direito à informação. se produzir dano. no sentido de bem informar o consumidor sobre as características dos produtos e serviços já colocados no mercado de consumo. 6º. de responsabilidade dos fornecedores. conscientes de seus direitos e deveres perante a sociedade. é imprescindível para a harmonização das relações de consumo. a composição. segurança e patrimônio.

MODIFICAÇÃO E REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS: Constitui direito básico do consumidor "a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas" (art. até então. ainda que de forma mitigada. que. não se faz necessária a prova do enriquecimento ilícito do fornecedor. vale informar que o Código de Defesa do Consumidor introduziu no ordenamento jurídico a teoria da imprevisão. por sua vez. cuja finalidade seja a promoção da aquisição de produtos e serviços inseridos no mercado de consumo. Outrossim. e a apresentação tem caráter vinculativo. PUBLICIDADE ENGANOSA é a que induz o consumidor em erro. a nulidade da cláusula injusta ou desproporcional sem que se leve à anulação do contrato.A informação sobre produtos ou serviços também está inclusa no conceito de publicidade.4. o que implica a relatividade da aplicação da regra do pacta sunt servanda. PUBLICIDADE ABUSIVA. A CLÁUSULA INJUSTA OU DESPROPORCIONAL é aquela que deixa de estabelecer direitos ou obrigações com reciprocidade. o preceito insculpido no inciso V do art. no caso concreto.deve cumprir para a oferta e publicidade de seus produtos no mercado de consumo. Outro direito básico do consumidor é a proteção contra as cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos ou serviços. a discriminação e a superstição. PUBLICIDADE corresponde a qualquer meio de difusão e informação. era sustentada apenas doutrinariamente. Isso ocorre em razão da massifïcação dos contratos. o consumidor tem direito de requerer revisão de cláusula contratual por superveniência de fato novo. V). tem o consumidor o direito de requerer em juízo a alteração das cláusulas que estabeleçam contraprestações desproporcionais. 6º do Código de Defesa do Consumidor dispensa a prova do caráter imprevisível do fato superveniente. Em razão deste princípio básico. bastando a demonstração objetiva da excessiva onerosidade para o consumidor. em que os consumidores simplesmente aderem sem poder discutir suas cláusulas. Pela teoria da imprevisão. . A oferta do produto ou serviço integra o contrato. o contrato é passível de alteração sempre que a cláusula não se revelar justa. 6º. informando de modo contrário à realidade. De fato. Neste passo. 5. O consumidor pode pleitear. é a que explora o preconceito. a qualquer tempo. Assim. a fim de adequar o contrato à nova realidade.

não havendo que se falar em indenização tarifada. assegurada a proteção jurídica. para que haja a prevenção de danos aos consumidores. Superior Tribunal de Justiça: "São cumuláveis as indenizações dano material e dano moral oriundos do . a seu critério. VI. do Código de Defesa do Consumidor. incisos VI e VII. o que pode ser requerido através do Ministério Público." Interessa ressaltar o fato de o legislador ter inserido a prevenção e a reparação dos direitos coletivos e difusos. das Associações Defesa do Consumidor. a informação correta sobre a utilização do produto e a não-inserção no mercado de consumo de produtos perigosos são exemplos de prevenção que devem ser obedecidos pelos fornecedores. e difusos. o dano material e moral plenamente cumuláveis.6. 6º. a inversão do ônus da prova. das entidades e órgãos da Administação Pública da União. as cláusulas contratuais que estabelecerem valores limitados de indenização por prejuízo moral ou material advindos de relação contratual entre consumidor e fornecedor são consideradas nulas. o legislador conferiu ao juiz o poder para decretar. direito à informação e proteção à saúde e segurança consumidores. Já a reparação das perdas e danos dos consumidores deve ser efetiva. como em razão do disposto no art. conforme esclarece a Súmula nº.5. Distrito Federal e Municípios. a regra insculpida no art. 37 do mesmo fato. 6a. grandes dificuldades para fazer prova em juízo de seu direito. Por esta razão. Destarte. Assim. sobretudo no que diz respeito à boa-fé. se presente a verossimilhança das alegações do consumidor ou se presente a hipossufïciência. bem como o acesso aos órgãos judiciários e coletivos administrativos. I. tanto em razão do art. 6º. O fornecedor deve respeitar as regras estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor. em alguns casos. PREVENÇÃO E REPARAÇÃO DE DANOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS: A prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais individuais. 51. Ademais. ministrativa e técnica aos necessitados. garantidos pelo art. 5. VIII. FACILITAÇÃO DA DEFESA DE SEUS DIREITOS: Em razão da vulnerabilidade presumida do consumidor. em muito facilita a defesa do consumidor. O dano moral do consumidor também deve ser prevenido e reparado pelo fornecedor. são direitos básicos consumidores.5. uma vez que este não dispõe de controle sobre os bens de produção. Estados. È certo que o consumidor teria.

Em complemento ao disposto no Código de Defesa do Consumidor. a provável procedência das alegações do consumidor. O consumidor pode ser considerado hipossuficiente do ponto de vista técnico em razão do desconhecimento da questão em si ou em razão da dificuldade na obtenção dos dados periciais. Os requisitos são analisados objetivamente pelo juiz e devem ser apurados segundo as regras ordinárias de experiência. eficiência.078. são direitos e obrigações dos usuários: I . II . de 11 de setembro de 1990. Ademais. deve satisfazer às condições de regularidade.receber serviço adequado. Entendemos por VEROSSIMILHANÇA a plausibilidade. a inversão do ônus da prova não deverá afrontar o princípio do devido processo legal e da segurança jurídica. 7º da Lei nº. . De qualquer modo. bem como pela Lei nº. prestado diretamente pelo Poder Público. dependerá das circunstâncias concretas que serão apuradas pelo juiz para a decretação da inversão do ônus da prova. do Código de Defesa do Consumidor. 6º. 8. técnica e jurídica. caso o magistrado tenha determinado a inversão do ônus da prova. não podendo ser confundida com fumus boni iuris ou indício de que a alegação é verossímil. sempre com vistas à facilitação da defesa do consumidor em juízo. que regula o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. continuidade. ADEQUADA E EFICAZ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: O serviço público.987/95. o art. e deve ser examinada no caso concreto. ou seja.receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos. Este direito do consumidor é estabelecido pelo art. 5. por seu permissionário ou concessionário. A hipossufïciência do consumidor pode ser econômica. segurança e modicidade das tarifas.987/95 determina: "Art. Outrossim. se não houver a antecipação do pagamento das referidas custas.É preciso esclarecer que a inversão do ônus da prova não é automática. o réu (fornecedor) não está obrigado a antecipar o pagamento das custas referentes aos honorários periciais.7. No entanto. X. 8. presumem-se verdadeiras as alegações do consumidor. 7a Sem prejuízo do disposto na Lei 8. a alegação exposta pelo consumidor aparenta ser a expressão real da verdade.

eficientes e seguros e. Destarte. sob pena de responder por perdas e danos. a jurisprudência majoritária expressa entendimento de que. telefonia.obter e utilizar o serviço. luz elétrica.levar ao conhecimento do Poder Público e da concessionária as irregularidades que tenham conhecimento. mesmo sendo possível o corte no fornecimento de serviço público pelo não-pagamento das faturas pelo consumidor. IV . o Poder Público ou as empresas que prestam o serviço público podem efetuar o corte do fornecimento do serviço público. . contínuos." Vimos também que o art. eles devem fornecer serviços adequados. deve o fornecedor notificar o consumidor sobre o inadimplemento. VI . entre outros. observadas as normas do poder concedente. com liberdade de escolha. caso o consumidor deixe de efetuar o pagamento das faturas mensais pelo fornecimento. 4º do Código de Defesa do Consumidor obriga o fornecedor a melhorar e racionalizar os serviços públicos.III . deve arcar com as perdas e danos daí advindos. com a finalidade de que todos possam ter acesso aos serviços públicos de água. referentes ao serviço prestado. Há quem sustente que. em razão da obrigatoriedade da continuidade do serviço público. V . Os deveres dos órgãos públicos das empresas.contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços. Vale ressaltar que.comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço. bem como sobre a interrupção dos serviços. o consumidor não pode ter o serviço interrompido na hipótese de inadimplemento. sem que isso acarrete direito de indenização para o consumidor. No entanto. gás. 22 do Código de Defesa do Consumidor. caso o fornecedor não cumpra o estabelecido em lei. concessionárias e permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento estão estipulados no art. quanto aos essenciais.

mediante remuneração. assumindo os riscos da atividade econômica. R. TIPOS DE TRABALHADORES EMPREGADO Considera-se empregado. Além dessas características que definem a figura do empregado.2º. as associações recreativas e outras instituições sem fins lucrativos.859/72  . para fins exclusivos da relação de emprego. a prestar serviços não eventuais a outra pessoa ou entidade. o espólio. São empregadores por equiparação: o condomínio. Nicácio CONTRATO DE TRABALHO Contrato de Trabalho é o negócio jurídico pelo qual uma pessoa física se obriga. as instituições de beneficência. toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. DOMÉSTICO – É considerado empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza continua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou família no âmbito residencial desta. desde que admitam trabalhadores como empregados. SUJEITOS DO CONTRATO DE TRABALHO Sujeitos do contrato de trabalho são aqueles que podem contratar. as autarquias e fundações. consistente na impossibilidade do empregado se fazer substituir por outro trabalhador (art.2º § 1º da CLT. sob a dependência deste e mediante salário. os profissionais liberais. admite. São regidos pela Lei nº 5. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços (art.IESA/FAA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Docente: Elda B.444. da CLT). Assim como o art. subordinados e sob direção desta (art. CLT). EMPREGADOR Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que. deve ser acrescida a pessoalidade.2º e 3º da CLT).

São assegurados os direitos do art. RURAL – É toda pessoa física que.885/73) e tais direitos foram ampliados pela CF/88. é matriculado numa escola de formação profissional e .7º da CF/88. Tem registro na CTPS e todos os demais direitos dos trabalhadores. cujos serviços eram prestados por intermediação dos sindicatos até o advento da Lei 8603/93. Se não tiver freqüência nas aulas pode haver rompimento de contrato. presta serviços de natureza não eventual ao empregador rural. conferencia de cargas.(regulamentado pelo decreto 71.7º CF. O trabalhador da pecuária h/noturno é das 20:00h as 04:00h. APRENDIZ – É o trabalhador com idade compreendida entre 14 e 18 anos que é admitido aos serviços de um empregador na condição de aprendiz. conserto de cargas. bloco. o adicional noturno é de 25% e a duração da h/noturna é de 60 minutos. TEMPORÁRIO – É a pessoa física contratada por empresa de trabalho temporário para a prestação de serviço destinado a atender: a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e  . em propriedade rural ou prédio rústico. Após o advento desta lei.   OBS: Horário noturno – trabalhador agrícola seu h/noturno é das 21:00h as 05:00h. vigilância de embarcações nos portos organizados. São assegurados os direitos do art. comparece a sede do empregador para exercitar o aprendizado. São assegurados os seguintes direitos trabalhistas: • • • • • • • • • Salário mínimo Irredutibilidade de salário 13º salário Repouso semanal remunerado Licença maternidade (120 dias) Férias (20 dias úteis) + 1/3 Licença paternidade Aviso prévio Aposentadoria  AVULSO – É o trabalhador portuário. nas horas de folga escolar. sob a dependência deste e mediante salário. criou-se a figura do órgão gestor de mão de obra (OGMO) do trabalhador portuário. estabelecendo também as regras de prestação de serviços nas atividades de estiva. Ao invés de prestar serviços como os demais empregados.

devendo ser inscrito no órgão de classe respectivo (OAB.assumido o risco de sua atividade econômica.) e recolher contribuição obrigatória ao INSS. pode ser transferido a uma empresa.3º CLT. TERCEIRIZADOS . SERVIDORES PÚBLICOS – São trabalhadores admitidos por empresas públicas ou o Poder Público. pintores. Tratando-se de contrato por prazo determinado. EVENTUAL – é aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural em caráter eventual. bem como entre cooperados e tomadores de serviços. Não há vinculo empregatício entre cooperados e cooperativa.. CRM. de limpeza e conservação e de trabalhos temporários. segundo o regime da CLT. pois não se insere no seu dia a dia. desde que possa ser considerada como de “meio” e não “fim”.a realização de certos serviços. esporádica. O prazo máximo deste tipo de contratação é de 03 meses. emite a cada serviço um recibo denominado RPA (recibo de pagamento a autônomo). multa de 40% sobre o FGTS depositado e estabilidade no emprego. REPRESENTANTE COMERCIAL – É espécie de trabalhador autônomo que presta serviço não subordinado na intermediação ou venda de      . CRC. forma uma sociedade civil sem fins lucrativos (Lei 5764/71). ao acréscimo extraordinário de serviço. O trabalhador autônomo não é subordinado. considerados especializados. e etc.. COOPERADO – é a espécie de trabalhador que. tornando uma mão de obra acidental.permanente. Em qualquer caso. agrupado a outros. em geral. São exemplos de terceirização: serviços de vigilância. Sua atividade é subordinada. quer como celetista ou estatutário. não é ligada ao “fim” do tomador. São regidos pelo art. o trabalhador não faz jus ao pagamento de aviso prévio. Ex: pedreiros. mas.  AUTÔNOMO – É a pessoa que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas ou empresas. haverá a necessidade de concurso público. permitida a prorrogação mediante autorização da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). por conta própria e não alheia.

deve ser compatível com a atividade desempenhada pelo estagiário. segundo os moldes da Lei 4886/65. O curso. Não é considerado empregado.  . portanto. com a interveniência e supervisão obrigatória da instituição de ensino. apenas recebe uma bolsa sendo optativa.produtos dos contratantes. ESTAGIÁRIO – É o aluno regularmente matriculado em faculdades ou escolas técnicas que presta serviços com a finalidade de complementação dos estudos. Necessariamente deve ser inscrito no órgão de sua classe e possuir contrato com o tomador de serviço. O estágio é realizado mediante termo de compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente.

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