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Índice

1. Introdução.............................................................................................................2
2. Memória.................................................................................................................3
3. História...................................................................................................................3
4. Tipos de memória...................................................................................................4
5. Bases anatômicas da memória................................................................................5
6. Memória de curto prazo..........................................................................................5
7. Memória de trabalho...............................................................................................5
8. Memória de longo prazo.........................................................................................6
9. Bases moleculares do armazenamento da memória...............................................6
10. Fatores relacionados com a perda de memória...................................................9
11. Memória humana..............................................................................................12
12. Classificação por tipo de informação................................................................15
13. Conclusão.........................................................................................................17
14. Referencias Bibiograficas...............................................................................18

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1. Introdução

A memória (do latim memoria) é a faculdade psíquica através da qual se consegue reter
e (re) lembrar o passado. A palavra também permite referir-se à lembrança/recordação
que se tem de algo que já tenha ocorrido, e à exposição de factos, dados ou motivos que
dizem respeito a um determinado assunto.
Por outro lado, a memória é uma dissertação escrita podendo ser do foro científico,
literário ou histórico. Também é sinónimo de memorando, isto é, um impresso usado
comercialmente para pequenas correspondências, ou ainda um simples apontamento
destinado a lembrar qualquer coisa (uma consulta no dentista, o pagamento da factura
da electricidade, etc.).
No plural, dá-se o nome de memórias a um escrito narrativo em que são compilados
factos a que o autor assistiu ou participou. Também se pode chamar de memória a um
monumento comemorativo. Ao longo da história, foram mandados construir
monumentos e/ou edifícios em memória de alguém (pessoas que se
sacrificaram/perderam a vida em nome da pátria, por exemplo).

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2. Memória

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar


(evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica),
seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).

Também é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências


ouvidas ou vividas. Focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia
mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e
conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.

Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos e neurologistas) distinguem memória


declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena
o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.

A memória declarativa, ou de curto prazo como o nome sugere, é aquela que pode ser
declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas
também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e
logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada
explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória
está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).

Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e


a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de
acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de
aspectos gerais.

Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui


procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos
distraímos e vamos no "piloto automático" quando dirigimos). Essa memória depende
dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela
em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.

Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser
trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e
acumulamos experiências para utilizar durante a vida.

3. História

Até meados do século XX, a maioria dos estudos sobre aprendizagem questionava que


as funções da memória seriam localizadas em regiões cerebrais específicas, alguns
chegando a duvidar de que a memória seria uma função distinta da atenção, da
linguagem e da percepção. Acreditava-se que o armazenamento da memória seria
distribuído por todo o cérebro.

A partir de 1861, Broca evidencia que lesões restritas à parte posterior do lobo frontal,


no lado esquerdo do cérebro, chamada de área de Broca, causavam um defeito

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específico na função da linguagem. Após essa localização da função da linguagem, os
neurocientistas tornaram a voltar-se para a hipótese de se localizar a memória.

Wilder Penfield foi o primeiro a conseguir demonstrar que os processos da memória


têm localizações específicas no cérebro humano. Penfield havia estudado com o
pioneiro em neurofisiologia, Charles Sherrington. Na década de 1940, Penfield
começou a usar métodos de estimulação elétrica, idênticos aos usados por Sherrington
em macacos, para mapear as funções motoras, sensoriais e da linguagem no córtex
humano de pacientes submetidos à neurocirurgia, para tratamento de epilepsia. Penfield
explorou a superfície cortical em mais de mil pacientes e verificou que a estimulação
elétrica produzia o que ele chamou de resposta experiencial, ou retrospecção, na qual o
paciente descrevia uma lembrança correspondente a uma experiência vivida.

Estudos em pacientes com lesão do lobo temporal (pioneiramente com o paciente H.M)
revelaram dois modos particularmente diferentes de aprendizagem, diferença que
os psicólogos cognitivistas avaliaram em estudos com sujeitos normais. O ser humano
aprende o que é o mundo apreendendo conhecimento sobre pessoas e objetos, acessíveis
à consciência, usando uma forma de memória que é em geral chamada de explícita, ou
aprende como fazer coisas, adquirindo habilidades motoras ou perceptivas a que a
consciência não tem acesso, usando para isto a memória implícita.

O Professor Antônio Branco Lefèvre é considerado o pai da neuropsicologia no Brasil.


Lefèvre foi professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e
suas pesquisas abrangeram a memória e a linguagem - a neuropsicologia - de crianças e
adultos.

4. Tipos de memória

Em dispositivos artificiais

Memória principal. Precisa de energia para funcionar; e de rápida operação.

Memória auxiliar

É a memória que trabalha sem o uso de energia. Operação de baixa velocidade.

memórias biológicas

Memória de curto prazo. É a memória com duração de alguns segundos ou minutos.

 Neste caso existe a formação de traços de memória. O período para a formação destes
traços chama - se "Período de consolidação. Um exemplo desta memória é a capacidade
de lembrar eventos recentes que aconteceram nos últimos minutos.

Memória de longo prazo. É a memória com duração de dias, meses e anos. Um exemplo


são as memórias do nome e idade de alguém quando se reencontra essa pessoa alguns
dias depois. Como engloba um tempo muito grande pode ser diferenciada em alguns

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textos como memória de longuíssimo prazo quando envolve memória de muitos anos
antes.

Memória de procedimentos. É a capacidade de reter e processar informações que não


podem ser verbalizadas, como tocar um instrumento ou andar de bicicleta. É mais
estável, e mais difícil de ser perdida.

5. Bases anatômicas da memória

Hoje é possível afirmar que a memória não possui um único locus. Diferentes estruturas
cerebrais estão envolvidas na aquisição, armazenamento e evocação das diversas
informações adquiridas por aprendizagem.

6. Memória de curto prazo

Depende do sistema límbico, envolvido nos processos de retenção e consolidação de


informações novas. Hoje em dia também se supõe que a consolidação temporária da
informação envolve estruturas como o hipocampo, a amígdala, o córtex entorrinal e
o giro para-hipocampal, sendo depois transferida para as áreas de associação
do neocórtex parietal e temporal. As vias que chegam e que saem do hipocampo
também são importantes para o estudo da anatomia da memória. Inputs (que chegam)
são constituídos pela via fímbria-fórnix ou pela via perfurante. Importantes projecções
de CA1 para os córtices subiculares adjacentes fazem parte dos outputs (que saem) do
hipocampo. Existem também duas vias hipocampais responsáveis por interconexões do
próprio sistema límbico, como o Circuito de Papez (hipocampo, fórnix, corpos
mamilares, giro do cíngulo, giro para-hipocampal e amígdala), e a segunda via projeta-
se de áreas corticais de associação, por meio do giro do cíngulo e do córtex entorrinal,
para o hipocampo que, por sua vez, projeta-se através do núcleo septal e do núcleo
talâmico medial para o córtex pré-frontal, havendo então o armazenamento de
informações que reverberam no circuito ainda por algum tempo.

7. Memória de trabalho

Compreende um sistema de controle de atenção (executiva central), auxiliado por dois


sistemas de suporte (Alça Fonológica e Bloco de Notas Visuoespacial) que ajudam no
armazenamento temporário e na manipulação das informações. O executivo central tem
capacidade limitada e função de selecionar estratégias e planos, tendo sua atividade
relacionada ao funcionamento do lobo frontal, que supervisiona as informações.
Também o cerebelo está envolvido no processamento da memória operacional, atuando
na catalogação e manutenção das sequências de eventos, o que é necessário em
situações que requerem o ordenamento temporal de informações. O sistema de suporte
vísuo-espacial tem um componente visual, relacionado à região occipital e um
componente espacial, relacionado a regiões do lobo parietal. Já no sistema fonológico, a
articulação subvocal auxilia na manutenção da informação; lesões nos giros

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supramarginal e angular do hemisfério esquerdo geram dificuldades na memória verbal
auditiva de curta duração. Esse sistema está relacionado à aquisição de linguagem.

8. Memória de longo prazo

Memória explícita:

Depende de estruturas do lobo temporal medial (incluindo o hipocampo, o córtex


entorrinal e o córtex para-hipocampal) e do diencéfalo. Além disso, o septo e os feixes
de fibras que chegam do prosencéfalo basal ao hipocampo também parecem ter
importantes funções. Embora tanto a memória episódica como a semântica dependam
de estruturas do lobo temporal medial, é importante destacar a relação dessas estruturas
com outras. Por exemplo, pacientes idosos com disfunção dos lobos frontais têm mais
dificuldades para a memória episódica do que para a memória semântica. Já lesões no
lobo parietal esquerdo apresentam prejuízos na memória semântica.

Memória implícita:

A aprendizagem de habilidades motoras depende de aferências corticais de áreas


sensoriais de associação para o corpo estriado ou para os núcleos da base. Os núcleos
caudado e putâmen recebem projecções corticais e enviam-nas para o globo pálido e
outras estruturas do sistema extra-piramidal, constituindo uma conexão entre estímulo e
resposta. O condicionamento das respostas da musculatura esquelética depende do
cerebelo, enquanto o condicionamento das respostas emocionais depende da amígdala.
Já foram descritas alterações no fluxo sanguíneo, aumentando o do cerebelo e reduzindo
o do estriado no início do processo de aquisição de uma habilidade. Já ao longo desse
processo, o fluxo do estriado é que foi aumentado. O neo-estriado e o cerebelo estão
envolvidos na aquisição e no planeamento das acções, constituindo, então, através de
conexões entre o cerebelo e o tálamo e entre o cerebelo e os lobos frontais, elos entre o
sistema implícito e o explícito.

9. Bases moleculares do armazenamento da memória

O mecanismo utilizado para o armazenamento de memórias em seres vivos ainda não é


conhecido. Estudos indicam a LTP (long-term potential) ou potencial de longa duração
como a principal candidata para tal mecanismo. A LTP foi descoberta por Tim Bliss e
Terje Lomo num estudo sobre a capacidade das sinapses entre os neurônios do
hipocampo de armazenarem informações. Descobriram que um pequeno período de
atividade elétrica de alta freqüência aplicado artificialmente a uma via hipocampal
produzia um aumento na efetividade sináptica. Esse tipo de facilitação é o que
chamamos de LTP. Os mecanismos para indução de LTP podem ser dos tipos
associativos ou não-associativos.

A LTP apresenta diversas características que a tornam uma candidata muito apropriada
para o mecanismo do armazenamento de longa duração. Primeira, ocorre em cada uma

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das três vias principais mediante as quais a informação flui no hipocampo: a via
perforante, a via das fibras musgosas e a via das colaterais de Schaffer. Segunda, é
induzida rapidamente e, por fim, depois de induzida ser estável. Isso permite a
conclusão de que a LTP apresenta características do próprio processo de memória, ou
seja, pode ser formada rapidamente nas sinapses apropriadas e dura por um longo
tempo. Vale lembrar que apesar da LTP apresentar características em comum com um
processo ideal de memória, não se consegue provar que ela seja o mecanismo utilizado
para o armazenamento de memória.

Em relação à LTP na via das fibras musgosas e na via das colaterais de Schaffer, pode-
se melhor detalhar da seguinte maneira:

Fibras musgosas:

As informações recebidas pelo giro denteado do córtex entorrinal são transmitidas para
o hipocampo através das células granulares, cujos axônios formam a via das fibras
musgosas que termina nos neurônios piramidais da região CA3 do hipocampo. As fibras
musgosas liberam glutamato como neurotransmissor. A LTP nas fibras musgosas é do
tipo não associativa, ou seja, não depende de atividade pós-sináptica ou de outros sinais
chegando simultaneamente, depende apenas de um pequeno surto de atividade neural de
alta freqüência nos neurônios pré-sinápticos e do conseqüente influxo de cálcio. Esse
influxo de cálcio ativa uma adenilato ciclase dependente de cálcio e calmodulina(tipo1);
essa enzima aumenta o nível de AMPc e o AMPc ativa a proteocinase dependente de
AMPc(PKA). Essa cinase adiciona grupamentos fosfato a certas proteínas e, assim,
ativa algumas e inibe outras. A LTP nas fibras musgosas pode ser influenciada por
sinais de entrada modulatórios pela noradrenalina. Esse sinais de entrada ativam
receptores aos quais os transmissores se ligam, e esses receptores ativam a adenilato
ciclase. O papel da LTP nas fibras musgosas sobre a memória ainda é obscuro.

Colaterais de Schaffer:

As células piramidais na região CA3 do hipocampo enviam axônios para a região CA1
formando a via das colaterais de Schaffer. A LTP nestas é do tipo associativa, ou seja,
requer atividade concomitante tanto pré quanto pós-sináptica. Assim, a LTP só pode ser
induzida na via das colaterais de Schaffer se receptores do glutamato do tipo NMDA
forem ativados nas células pós-sinápticas. É importante lembrar que há dois receptores
importantes para o glutamato: o NMDA e o não-NMDA. O canal do receptor NMDA
não funciona rotineiramente pois está bloqueado por íons magnésio que são deslocados
apenas quando um sinal muito forte é gerado na célula pós-sináptica. Tal sinal faz com
que as células pré sinápticas disparem em alta freqüência resultando numa forte
despolarização que expelem o magnésio e permitem o influxo de cálcio. Essa entrada de
cálcio desencadeia uma cascata de reações que é responsável pelo aumento persistente
da atividade sináptica. Esse achado foi interessante pois forneceu a primeira evidência
para a proposta de Hebb que estabelecia que "quando um axônio da célula A (…) excita
a célula B e repetidamente ou persistentemente segue fazendo com que a célula dispare,
algum processo de crescimento ou alteração metabólica ocorre em uma ou ambas as

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células, de forma que aumente a efetividade, (eficácia) de A como uma das células
capazes de fazer com que B dispare". Um dos mecanismos responsáveis pelo
fortalecimento dessa conexão é o aumento na sensibilidade de receptores AMPA. Outra
possibilidade é a redução na reciclagem de receptores AMPA, permitindo que eles
permaneçam ativos por mais tempo. Além disso, após uma indução sináptica de LTP, há
um aumento na liberação de transmissores dos terminais pré-sinápticos.

À medida que se inicia a fase tardia da LTP, diversas horas após a indução, os níveis de
AMPc aumentam e esse aumento do AMPc no hipocampo é seguido pela ativação da
PKA e da CREB-1. A atividade de CREB-1 no hipocampo parece levar à ativação de
um conjunto de genes de resposta imediata e esses genes atuam de forma a iniciar o
crescimento de novos sítios sinápticos. Estudos mostraram que a PKA, proteocinase, é
de extrema importância para a conversão da memória de curta em memória de longa
duração, talvez porque a cinase fosforila fatores de transição como a CREB-1, que por
sua vez ativam as proteínas necessárias para uma LTP duradoura.

Neuromodulação da memória

Existem acontecimentos nas nossas vidas que não esquecemos jamais. Entretanto, nem
tudo que nos acontece fica gravado na nossa memória para sempre. Como o cérebro
determina o que merece ser estocado e o que é lixo?

Antes de nos atermos a essas definições, é importante lembrar que a consolidação da


memória ocorre no momento seguinte ao acontecimento. Assim, qualquer fator que haja
nesse instante pode fortalecer ou enfraquecer a lembrança, qualquer que ela seja.
Pesquisas realizadas com ratos comprovaram que durante o treino, ocorre ativação de
sistema neuro-hormonais que agem modulando o processo de memorização.

A ß-endorfina parece ser a substância ligada ao esquecimento. Este processo, apesar de


algumas vezes indesejável (como numa prova, por exemplo), é fundamental do ponto de
vista fisiológico. Afinal, seria inviável a vida sem nenhuma espécie de "filtro" na
memória (vide hipermnésia). Outras substâncias, como morfinas, encefalinas, ACTH e
adrenalina (as duas últimas em altas doses) facilitam a liberação de ß-endorfina, levando
ao esquecimento. É por isso que situações carregadas de stress emocional podem levar à
amnésia anterógrafa, que é o que acontece quando, após um acidente de carro, o
indivíduo não consegue relatar o que lhe aconteceu minutos antes.

O que determina então se uma informação deve ser armazenada? Quando uma
informação é relativamente importante, ela sobrevive ao sistema ß-endorfínico, pois
ocorre a liberação de doses moderadas de ACTH, noradrenalina, dopamina e
acetilcolina que agem facilitando a consolidação da memória. Contudo, doses altas
dessa substância tem efeito contrário pelo bloqueamento dos canais iônicos.

Outra substância fundamental no processamento da memória é o GABA (ácido gama-


aminobutírico). Drogas que influenciem a liberação de GABA modulam o processo da
memória. Antagonistas GABAérgicos (em doses subconvulsantes, pois o bloqueio total

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da ação do GABA pode produzir ansiedade, alta atividade locomotora e convulsões)
facilitam a memorização e agonistas(substâncias que mimetizam a ação do GABA) a
prejudicam. As benzodiazepinas, os tranquilizantes mais prescritos e vendidos no
mundo, facilitam a ação do GABA e, portanto, podem afetar a memória. Existem relatos
de pacientes que apresentam amnésia anterógrada após tratamento com diazepam (nome
clínico para as benzodiazepinas).

Sabe-se também que antagonistas dos receptores colinérgicos, glutaminérigos do tipo


NMDA e adrenérgicos levam a um déficit de memória pois dificultam a ação das
substância facilitadoras da memorização no interior da célula.

A serotonina (outro neurotransmissor) exerce importante papel na consolidação da


memória a longo prazo, que parece estar ligada a síntese protéica. A serotonina age
através de receptores metabotrópicos que aumentarão os níveis de AMPcíclico
permitindo a cascata de fosforilação de quinases. Isto aumenta a transcrição do DNA e,
consequentemente, síntese protéica.

Os neuropeptídeos também influenciam a memorização. Pesquisas recentes envolvendo


a substância P, indicam que ela pode ter efeitos tanto reforçando a memória quando a
prejudicando, dependendo do local na qual ela terá actividade.

Por fim, é importante realçar o papel da amígdala na modulação da memória,


notadamente do núcleo basolateral. Esta estrutura recebe informações das modalidades
sensitivas e as repassa para diferentes áreas do cérebro ligadas a funções cognitivas.
Devido a seu papel central na percepção das emoções, a amígdala participa da
modulação dos primeiros momentos da formação de memória de longo prazo mais
alertantes ou ansiogênicos e em alguns aspectos de sua evocação. Quando hiperativada,
especialmente pelo stress, ela pode produzir os temíveis brancos.

10.Fatores relacionados com a perda de memória

Amnésia

Amnésia é a perda parcial ou total da capacidade de reter e evocar informações.


Qualquer processo que prejudique a formação de uma memória a curto prazo ou a sua
fixação em memória a longo prazo pode resultar em amnésia.

As amnésias podem ser classificadas em amnésia orgânica causada por distúrbios no


funcionamento das células nervosas, através de alterações químicas, traumatismos ou
transformações degenerativas que interferem nos processos associativos acarretando
uma diminuição na capacidade de registrar e reter informações, ou amnésia
psicogênica resultante de fatores psicológicos que inibem a recordação de certos fatos
ou experiências vividas. Em linhas gerais, a amnésia psicogênica atua para reprimir
da consciência experiências que causam sofrimento, deixando a memória para
informações neutras intacta. Neste caso, pode-se afirmar que a pessoa decide
inconscientemente esquecer o que a fazer sofrer ou reviver um sofrimento. Em casos

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severos, quando as lembranças são intoleráveis, o indivíduo pode vivenciar a perda da
memória tanto de fatos passados quanto da sua própria identidade.

As amnésias podem ainda ser divididas em termos cronológicos, em amnésia


retrógrada e amnésia anterógrada. A amnésia retrógrada é a incapacidade de recordar os
acontecimentos ocorridos antes do surgimento do problema, enquanto a amnésia
anterógrada é à incapacidade de armazenar novas informações a longo prazo .

A depressão é a causa mais comum, porém a menos grave. Denomina-se depressão uma
doença psiquiátrica, que inclui perda do ânimo e tristeza profunda superior ao mal
causado pelas circunstâncias da vida.

Doença de Alzheimer

Uma porção significativa da população acima dos 50 anos sofre de alguma forma de
demência. A mais comum é a doença de Alzheimer, na qual predomina a perda
gradativa da memória, pois ocorrem lesões inicialmente nas áreas cerebrais
responsáveis pela memória declarativa, seguidas de outras partes do cérebro.

Situação e estado

A codificação e recordação de memória depende também do estado interno (psíquico)


do indivíduo: a lembrança é facilitada pelo estado de mesmo humor ou nível de
consciência daquela situação em que ela foi formada; isso é definido como memória
dependente de estado. O mesmo vale na evocação por uma situação externa (ambiental)
igual, na memória dependente do contexto.

Outros fatores

A doença de Parkinson, nos estágios mais severos, o alcoolismo grave, uso abusivo da
cocaína ou de outras drogas, lesões vasculares do cérebro (derrames), o traumatismo
craniano repetido e outras doenças mais raras também causam quadros de perda de
memória.

A memória e o olfato

As memórias que incluem lembrança de odores têm tendência para serem mais intensas
e emocionalmente mais fortes. Um odor que tenha sido encontrado só uma vez na vida
pode ficar associado a uma única experiência e então a sua memória pode ser evocada
automaticamente quando voltamos a reencontrar esse odor. E a primeira associação feita
com um odor parece interferir com a formação de associações subsequentes. É o caso da
aversão a um tipo de comida. A aversão pode ter sido causada por um mal estar que
ocorreu num determinado momento apenas por coincidência, nada tendo a ver com o
odor em si; e, no entanto, será muito difícil que ela não volte sempre a aparecer no
futuro associada a esse odor.

No caso das associações visuais ou verbais, há uma interferência retroactiva. Estas


podem ser facilmente perdidas quando uma nova associação surge (por exemplo, depois

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de memorizarmos o novo número do nosso celular, torna-se mais difícil lembrarmo-nos
do antigo)

Humano (taxonomicamente Homo sapiens, termo que deriva do latim "homem


sábio",também conhecido como pessoa, gente ou homem) é a única espécie do
gênero Homo ainda viva e o primata mais abundante e difundido da Terra, caracterizado
pelo bipedalismo e por cérebros grandes, o que permitiu o desenvolvimento
de ferramentas, culturas e linguagens avançadas. Os humanos tendem a viver
em estruturas sociais complexas compostas por muitos grupos cooperantes e
concorrentes, desde famílias e redes de parentesco até Estados políticos.

As interações sociais entre os humanos estabeleceram uma ampla variedade


de valores, normas e rituais, que fortalecem a sociedade humana. A curiosidade e o
desejo humano de compreender e influenciar o meio ambiente e de explicar e manipular
fenômenos motivaram o desenvolvimento da ciência, filosofia, mitologia, religião e
outros campos de estudo da humanidade.

O H. sapiens surgiu há cerca de 300 mil anos na África, quando evoluiu do Homo
heidelbergensis e migrou para fora do continente africano, substituindo gradualmente as
populações locais de humanos arcaicos. Durante a maior parte da história, todos os
humanos foram caçadores-coletores nômades. A Revolução Neolítica, que começou
no sudoeste da Ásia há cerca de 13 mil anos, trouxe o surgimento da agricultura e
da ocupação humana permanente. À medida que as populações se tornaram maiores e
mais densas, formas de governança se desenvolveram dentro e entre as comunidades e
várias civilizações surgiram e declinaram. Os humanos continuaram a se expandir, com
uma população global de mais de 7,9 bilhões em outubro de 2021.

Os genes e o ambiente influenciam a variação biológica humana em características


visíveis, fisiologia, suscetibilidade a doenças, habilidades mentais, tamanho do corpo e
longevidade. Embora variem em muitas características, dois humanos são, em média,
mais de 99% semelhantes. Geralmente, os homens têm maior força corporal, enquanto
as mulheres apresentam maior percentual de gordura corporal, entram na menopausa e
tornam-se inférteis por volta dos 50 anos e, em média, também têm uma expectativa de
vida mais longa em quase todas as populações do mundo. A natureza dos papéis de
gênero masculino e feminino tem variado historicamente e os desafios às normas de
gênero predominantes têm se repetido em muitas sociedades. Os humanos são onívoros,
capazes de consumir uma grande variedade de materiais vegetais e animais e usam o
fogo e outras formas de calor para preparar e cozinhar alimentos desde a época do H.
erectus. Eles podem sobreviver por até oito semanas sem comida e três ou quatro dias
sem água. Geralmente são diurnos, dormindo em média sete a nove horas por dia.
O parto é perigoso, com alto risco de complicações e morte. Frequentemente, a mãe e o
pai cuidam dos filhos, que são indefesos ao nascer.

Os humanos têm um córtex pré-frontal grande e altamente desenvolvido, a região do


cérebro associada à cognição superior.

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Eles são inteligentes, capazes de memória episódica, expressões faciais
flexíveis, autoconsciência, mentalização, introspecção, pensamento privado, imaginação
, volição e formação de pontos de vista sobre sua própria existência. Isso tem permitido
grandes avanços tecnológicos e o desenvolvimento de ferramentas complexas, possíveis
por meio da razão e da transmissão de conhecimento às gerações futuras. Linguagem,
arte e comércio são características definidoras dos humanos. As rotas comerciais de
longa distância podem ter levado a explosões culturais e distribuição de recursos que
deram aos humanos uma vantagem sobre outras espécies semelhantes. A África
Oriental, nomeadamente o Chifre da África, é considerada pelos antropólogos como o
local de nascimento dos humanos de acordo com as evidências arqueológicas e fósseis
existentes.

11.Memória humana

A memória humana é caracterizada pela capacidade dos seres humanos de adquirir,


conservar e evocar informações através de dispositivos neurobiológicos e da interação
social. Os principais sistemas de memória reconhecidos pela psicologia cognitiva são
a memória sensorial, a memória de trabalho (também chamada memória operacional,
a memória de curta duração) e a memória de longa duração.Esta última divide-se ainda
em memória declarativa (subdividida em memória episódica e memória semântica)
e memória de procedimentos.

Memória de Trabalho e a Longo Prazo

Para José Lino Bueno, professor do Departamento de Psicologia Cognitiva e Educação


da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto,” a memória é um conjunto de
procedimentos que permite manipular e compreender o mundo, levando em conta o
contexto atual e as experiências individuais, recriando esse mundo por meio de ações da
imaginação.”

Existem vários tipos de memórias que se relacionam para formar "a memória" que
usamos no dia-a-dia. A memória de trabalho, por exemplo é uma delas, a utilizamos em
ocasiões rápidas como por exemplo, quando retemos um número de telefone apenas por
tempo suficiente para discarmos.Além da sua baixa capacidade de retenção da
informação - alguns segundos ou no máximo poucos minutos - a memória de trabalho é
responsável por gerir nossa realidade. Ela também determina se a informação é útil se
deve ser realmente armazenada, e ainda verifica se existem outras informações
semelhantes em nossos arquivos de memória e, por último, se esta informação deve ser
descartada quando já existe ou não possui utilidade.

Já a memória de longo prazo tem o objetivo de formar arquivos e consolidá-los em


nossas mentes, e estas informações pode durar de minutos e horas a meses e décadas.
São exemplos desse tipo de memória as nossas lembranças da infância ou de
conhecimentos que adquirimos na escola. Segundo Bueno “os sistemas de curto e longo
prazo de memória estão ligados, transferindo informações continuamente de um para
outro. Quando necessário, o conteúdo da memória de longo prazo é transferido para o
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armazenamento da memória de curto prazo. O sistema de curto prazo ou memória de
trabalho recupera as memórias, tanto de curto quanto de longo prazo", afirma.

Memória Sensorial

As memórias sensoriais consideram-se uma espécie de armazéns de informação


provenientes dos diversos sentidos que alargam a duração do estimulo. Isto facilita o seu
processamento na Memória Operativa. Os armazéns mais estudados os dos sentidos da
visão e da audição. O armazém icónico encarrega-se de receber a informação visual.
Considera-se um depósito de grande capacidade na qual a informação armazenada é
uma representação isomórfica da realidade de carácter puramente físico e não
categorizado (ainda que não se tenha reconhecido o objecto). Esta estrutura é capaz de
manter 9 elementos aproximadamente, por um intervalo de tempo muito curto -
sensivelmente 250 milisegundos. Os elementos que finalmente se transferiram para a
Memória Operativa serão aqueles a que o usuário prestará atenção.

O armazém onomatopaico, por sua vez, mantém armazenados os estímulos auditivos até
que o receptor tenha recebido a informação suficiente para a poder processar
definitivamente na Memória Operativa.

Memória Operativa (ou Memória de Trabalho)

A Memória Operativa (também chamada de trabalho), ao contrário da memória de curto


prazo que é imediata, é uma extensão do tempo que uma memória participa da memória
de curto prazo, sendo portanto um sistema temporário de guardar e manipular
informações associadas a aprendizado, raciocínio e compreensão, onde o usuário lida
com a informação a partir da qual está interactuando com o ambiente. Além de também
ser vista como termo mais genérico para o armazenamento da informação temporária da
MCP. Apesar desta informação ser mais duradoura que a armazenada nas memórias
sensoriais, está limitada a aproximadamente 7±2 elementos durante 20 segundos (spam
de memoria) findos os quais é apagada. Esta limitação de capacidade manifesta-se em
efeitos de primazia e recência. Quando se apresentam uma lista de elementos a algumas
pessoas (palavras, desenhos, acções...) para que sejam memorizados, ao fim de um
breve lapso de tempo recordam com maior facilidade aqueles itens que se apresentaram
ao princípio (primazia) e no final (recência) da lista, mas não aqueles intermédios. O
efeito de primazia diminui com o aumentar da lista, mas o mesmo não se passa com a
recência. A explicação que se dá a estes dados é que as pessoas podem repassar
mentalmente os primeiros elementos até os armazenar na memória de longo prazo (que
se explicará a seguir), à custa de não poder processar os elementos intermédios. Os
últimos itens, por sua vez, permanecem na Memória Operativa até finalizar a fase de
aprendizagem, pelo que estariam acessíveis na altura de recordar a lista. As funções
gerais deste sistema de memória abarcam a retenção de informação, o apoio na
aprendizagem de novo conhecimento, a compreensão do ambiente em dado momento, a
formulação de metas imediatas e a resolução de problemas. Devido às limitações de
capacidade quando uma pessoa realiza uma determinada função as demais não se
poderão levar a cabo nesse momento.

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A Memória Operativa é formada por vários subsistemas: um sistema supervisor (o
Executivo Central), e dois armazéns secundários especializados em informação verbal
(o Laço de Articulação) e visual ou espacial (a Agenda Visioespacial). O Executivo
Central coordena os recursos do sistema e faz a sua distribuição por diferentes armazéns
chamados escravos segundo a função que se pretenda levar a cabo. Centra-se, portanto,
em tarefas activas de controlo sobre os elementos passivos do sistema, neste caso os
armazéns de informação.

O Laço Articulatório, por sua vez, encarrega-se do armazenamento passivo e


manutenção activa de informação verbal falada. O primeiro processo faz com que a
informação se perca num breve lapso de tempo, sendo que o segundo (repetição)
permite refrescar a informação temporal. Mais ainda, é responsável pela transformação
automática da linguagem apresentada de forma visual até à sua forma fonológica
(processo que se referiu anteriormente no apartado de percepção), pelo que na prática
processa a totalidade da informação verbal. Isto demonstra-se quando se trata de
recordar uma lista de letras apresentadas de forma visual ou auditiva: em ambos os
casos uma lista de palavras de som semelhante é mais difícil de recordar do que uma em
que estas não sejam tão parecidas. Assim, a capacidade de armazenamento do Laço
Articulatório não é constante como se acreditava (o clássico 7 ±2), antes diminui à
medida que as palavras a recordar são maiores. Finalmente, a Agenda Visioespacial é o
armazém do sistema que trabalha com elementos de carácter visual ou espacial. Como o
anterior, a sua tarefa consiste em manter este tipo de informação. A capacidade de
armazenamento de elementos na Agenda Visioespacial sai afectada – tal como no Laço
Articulatório - pela semelhança dos seus componentes, sempre e quando não seja
possível traduzir os elementos ao seu código verbal (p.e. porque o Laço Articulatório
esteve ocupado com outra tarefa). Assim, será mais difícil recordar um pincel, uma
caneta e um lápis do que um livro, um balão e em lápis.

Investigou-se como a limitação de recursos da Memória Operativa afecta a execução de


várias tarefas simultâneas. Nas investigações deste tipo pede-se às pessoas que realizem
uma tarefa principal (p.e. escrever um artigo) e de outra secundaria (p.e. escutar uma
canção) ao mesmo tempo. Se a tarefa principal se realizar pior que quando se realiza
sozinha, pode-se constatar que ambas tarefas repartem recursos. Em linhas gerais, o
rendimento em tarefas simples piora quando estas requerem a participação de um
mesmo armazém secundário (p.e. escrever um texto e estar atento ao que se diz na
canção) mas não quando os exercícios se levam a cabo de forma separada nos dois
armazéns ou subsistemas (p.e. escutar uma notícia e ver umas imagens de televisão).
Quando a complexidade das tarefas aumenta e se requer o processamento de informação
controlado pelo Executivo Central a execução em ambas as tarefas diminui de
velocidade mas não piora.

Também se demonstrou que as pessoas de mais idade mostram pior rendimento nas
tarefas que requerem o uso do componente do executivo central da memória de
trabalho. Pelo contrário, as tarefas que precisem da parte fonética não serão tão
afectadas pela variável idade. No entanto, actualmente esta questão não é pacífica.

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Memória de Longo Prazo

Este armazém faz referência ao que geralmente se entende por memória, a estrutura na
qual se armazenam recordações, conhecimento acerca do mundo, imagens, conceitos,
estratégias de actuação, etc. É um armazém de capacidade ilimitada (ou desconhecida) e
contém informação de natureza distinta. Considera-se como a “base de dados” na qual
se insere a informação através da Memória Operativa, para se poder posteriormente
fazer uso dela.

Uma primeira distinção dentro da Memória de Longo Prazo (MLP), é a que se


estabelece entre Memória Declarativa e Procedimental. A Memória Declarativa é aquela
em que se armazena informação sobre acções, sendo que a Memória Procedimental
serve para armazenar informação baseada em procedimentos e estratégias que permitem
interactuar com o meio ambiente, mas que se posta em marcha tem lugar de maneira
inconsciente ou automática, resultando praticamente impossível a sua verbalização.

12.Classificação por tipo de informação

Memória procedimental

Pode-se considerar como um sistema de execução, implicado na aprendizagem de tipos


distintos de habilidades que não estão representadas como informação explícita sobre o
mundo. Pelo contrário, estas activam-se de modo automático, como uma sequência de
pautas de actuação, perante os pedidos de uma tarefa. Consistem numa série de
reportórios motores (dactilografar, utilizar o rato...) ou estratégias cognitivas (programar
numa linguagem conhecida por parte do usuário, efectuar um cálculo) que levamos a
cabo de modo inconsciente.

A aprendizagem destas habilidades acontece de modo gradual, principalmente através


da execução da retro alimentação que se obtenha desta; de facto, também podem influir
as instruções (sistema declarativo) ou por imitação. O grau de desenvolvimento destas
habilidades depende da quantidade de tempo empregue na sua prática, bem como do
tipo de treino que se leve a cabo. Como prevê a lei da prática, nos primeiros ensaios a
velocidade de execução sofre um rápido incremento exponencial que vai diminuindo de
ritmo conforme aumenta o número de ensaios de prática. A aprendizagem de uma
habilidade implica que esta se realize optimamente sem demandar demasiados recursos
de atenção que podem estar em uso com outra tarefa ao mesmo tempo. A dita habilidade
levar-se-à a cabo de maneira automática.

A unidade que organiza a informação armazenada na Memória Procedimental é a regra


de produção que se estabelece em termos de condição-acção, sendo a condição uma
estimulação externa ou uma representação desta na memória operativa; e a acção
considera-se uma modificação da informação na memória operativa ou no ambiente. As
características desta memória são importantes chegada a hora de desenvolver uma série
de regras que ao aplicarem-se permitam obter uma boa execução de uma tarefa.

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Memoria declarativa

A memória declarativa contém informação que se refere ao conhecimento sobre o


mundo e experiências vividas por cada pessoa (memoria episódica), bem como
informação referida ao conhecimento geral, melhor referido a conceitos extrapolados de
situações vividas (memoria semântica). Ter em conta estas duas subdivisões da
Memória Declarativa é importante para entender de que modo a informação está
representada e é recuperada de uma forma distinta.

A distinção de Memoria Semântica da conta de um armazém de conhecimentos acerca


dos significados das palavras e as relações entre estes significados, ao constituir uma
espécie de dicionário mental, mostra que a Memória Episódica representa eventos ou
sucessos que reflectem detalhes da situação vivida e não somente o significado.

A organização dos conteúdos na Memória Episódica está sujeita a parâmetros espacio-


temporais, ou seja, os eventos que se recordam representam os momentos e lugares em
que se apresentaram. De facto, a informação representada na Memória Semântica segue
uma pauta conceptual, de maneira a que as relações entre os conceitos se organizem em
função do seu significado.

Outra característica que diferencia ambos tipos de representação refere-se a que os


eventos armazenados na Memória Episódica são aqueles que foram explícitamente
codificados, sendo que a Memória Semântica possui uma capacidade inferencial e é
capaz de manejar e gerar nova informação que nunca se havia apreendido
explícitamente, mas que se havia implícita nos seus conteúdos (entender o significado
de uma nova frase ou de um novo conceito).

13.Conclusão

Chegamos a conclusão que a memória humana é pela capacidade dos seres humanos de


adquirir, conservar e evocar informações através de dispositivos neurobiológicos e da

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interacção social.   Os principais sistemas de memória reconhecidos pela psicologia
cognitiva são a memória sensorial, a memória de trabalho   (também chamada memória
operacional, a memória de curta duração) e a duração. Esta última divide-se ainda
em memória declarativa   (subdividida em memória episódica e memória semântica)
e memória de procedimentos.

14.Referencias Bibiograficas

https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/memoria.htm

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_humana

http://drauziovarella.com.br/corpo-humano/memoria/

http://conceito.de/memoria

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