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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Ensino à Distância

Importância do Solo na produção Agrícola

Orlando Vicente Sande

Código do estudante: 708223305

Licenciatura em Ensino de Geografia

Cadeira: Pedogeografia

Turma: B

Ano de frequência: 1º Ano

Docente: Luís Deixa

Beira, Outubro de 2022


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Classificação
Categorias Indicadores Padrões Pontuação Nota do
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máxima tutor
 Capa 0.5

 Índice 0.5

Aspectos  Introdução 0.5


Estrutura
organizacionais 0.5
 Discussão
 Conclusão 0.5

 Bibliografia 0.5

 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)

Introdução  Descrição dos 1.0


objectivos
 Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
académico 2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e
internacionais 2.
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos 2.0
dados

Conclusão  Contributos teóricos 2.0


práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª
Referências edição em  Rigor e coerência das
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliografia bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Indice
1. Introdução.................................................................................................................................4

1.2. Objectivos.............................................................................................................................5

1.2.1. Objectivo geral..................................................................................................................5

1.2.1.1. Objectivos específicos...................................................................................................5

1.3. Metodologia de pesquisa......................................................................................................6

1.3.1. Pesquisa bibliográfica.......................................................................................................6

2. Importância do Solo na produção Agrícola..............................................................................7

2.1. Solo – definição....................................................................................................................7

2.2. Composição do solo..............................................................................................................7

2.3. Classificação dos solos.........................................................................................................7

2.4. Importância dos solos na agricultutra...................................................................................8

2.5. Produção agrícola e o potencial de degradação do solo.....................................................11

3. Conclusão...............................................................................................................................13

4. Referências Bibliográficas.....................................................................................................14
1. Introdução

A pedogeografia e uma ciência que estuda a distribuição dos solos, as associações, característica
dos solos com a vegetação, drenagem, relevo, rochas, clima e o significado dos solos na
economia e cultura de uma região.

 Solo Conjunto de materiais minerais, orgânicos, água e ar, não-consolidados, normalmente


localizado à superfície da terra, com actividade biológica e capacidade para suportar a vida das
plantas.

 O solo é um corpo natural organizado, cujo estudo é feito através de descrição e análise dos
horizontes que o constituem.

Solo tem o seu limite superior na atmosfera ou, quando submerso, numa camada de água pouco
profunda. Nos limites laterais transita gradualmente para águas profundas ou áreas estéreis
constituídas por rocha ou gelo. O seu limite inferior é, talvez, o mais difícil de definir.

 O solo inclui os materiais próximos da superfície que diferem do material rochoso subjacente
como resultado da interacção, ao longo do tempo, do clima, dos organismos vivos, do material
originário e do relevo. Normalmente, a sua variação é gradual até ao limite inferior com o
material originário, onde cessa a actividade biológica, e coincide com a profundidade de
enraizamento das plantas perenes nativas.
1.2. Objectivos
LIBANEO (2002:104) afirma que “objectivo, é um fim a ser alcançado, alvo a ser alcançado”.
Por conseguinte, de acordo com a citação que apresentamos acima, o nosso trabalho apresenta
dois objectivos, sendo um geral e outros de caracteres específicos.

1.2.1. Objectivo geral.


Fazer um estudo exploratório sobre Importância do Solo na produção Agrícola.

1.2.1.1. Objectivos específicos.

 Definir o termo solo;


 Classificar os solos;
 Descrever a Importância do Solo na produção Agrícola
.
.
1.3. Metodologia de pesquisa
Para a efectivação deste trabalho usou-se o método Analítico que consistiu no uso de técnica de
pesquisa bibliográfica.

1.3.1. Pesquisa bibliográfica

Segundo (LAKATOS 1991:98) abrange toda literatura já tornada publica em relação ao tema em
estudo.

A pesquisa bibliográfica consistiu basicamente na recolha de informações em manuais, livros e


artigos publicados que abordam sobre os conteudos pesquisados.
2. Importância do Solo na produção Agrícola
2.1. Solo – definição

Solo é um complexo natural, mineral e orgânico resultante da desagregação e da decomposição


química das rochas expostas à meteorização.

O solo, formado por aglomerados minerais e matéria orgânica da decomposição de animais e


plantas, é a camada superficial da crosta terrestre. O solo é essencial para a plantação de vários
alimentos.

2.2. Composição do solo


Solo é um complexo natural, mineral e orgânico resultante da desagregação e da decomposição
química das rochas expostas à meteorização. O solo é um corpo de composição complexa
formado por fragmentos da rocha-mãe alterados e de tamanho variável; elementos coloidais
(argilas); iões minerais (base da nutrição mineral das plantas) e matéria orgânica (húmus) tem
água e gases na sua composição.

FFig.1: Composição do solo em médias gerais.

2.3. Classificação dos solos


Pela importância dos solos na economia dos estados, vários cientistas dedicaram-se ao estudo
deste importante recurso. Dokuchaiev e Glinka, (russos), Buchafour (francês) e Marbut e Kellog,
da escola americanas foram alguns estudiosos que se debruçaram sobre os solos e que
apresentaram propostas de classificação.
De um modo geral, todos os trabalhos têm como factor mais importante na classificação dos
solos, o clima e seus elementos.

O pedólogo Dokuchaev distingue três (3) tipos de solos: zonais, azonais e intrazonais.

 Solos zonais: São aqueles que se formam em boas condições de precipitação, drenagem, acção
prolongada do clima e da vegetação.
 Solos intrazonais: São aqueles que se formam em condições especiais: presença de grandes
quantidades de sais, ou calcário como rocha-mãe e drenagem também especial.
 Solos azonais ou imaturos: Têm perfil pouco desenvolvido, onde não se notam as
diferenciações entre os horizontes A, B e C.

De modo geral, A classificação do pedólogo Dokuchaiev é válida para solos virgens pouco
comuns, devido acção da agricultura que interfere nos horizontes.

2.4. Importância dos solos na agricultutra

Os solos constituem a base da produção agrícola e o meio de produção para a maioria da


população do campo, obtendo-se alimentos básicos da produção e da matéria-prima para as
indústrias. O solo é suporte de toda a Biosfera, ao alimentar as plantas que alimentam os animais.

No momento actual, em que a fome assola vários países do 3 o Mundo, as questões sobre o uso
racional dos solos, preservação e conservação, são uma preocupação para a humanidade.

É sobretudo o fenómeno da desertificação que constitui uma séria ameaça para a manutenção da
terra para as práticas agrárias.

O solo na produção agrícola sofre, dentre outros, compactação provocada pelas máquinas
(tratores, plantadeiras, colheitadeiras, pivôs etc.), sem contar o uso indiscriminado de
fertilizantes e inseticidas químicos, favorecendo assim os grandes proprietários de terras que
aumentam as áreas cultiváveis e de certa forma expulsam os pequenos proprietários que
geralmente praticam agricultura familiar de subsistência.

Os grandes fazendeiros e as empresas agropecuárias, com grandes recursos financeiros, investem


na produção monocultora de exportação, essa prática tem contribuído fortemente para diminuir
as propriedades físico-químicas presentes no solo. A agricultura monocultora remete alguns
impactos determinantes, como retirada de grandes áreas de vegetação nativa, assoreamento dos
mananciais, perca de solo, processo de desertificação, poluição dos córregos e rios, além do
lençol freático pela utilização de variados insumos agrícola, aumento da temperatura nessas áreas
devido à irradiação, morte de animais silvestres que consomem sementes a serem germinadas ou
o próprio fruto da planta, entre outros.

O uso de fertilizantes sistematicamente altera o equilíbrio dos processos ecológicos do solo que
se rompe, a quantidade de matéria orgânica diminui, além da capacidade do solo de reter
umidade, mudança na textura da terra provocam conseqüências nocivas, perda de húmus, solo
seco e estéril, favorece a erosão provocada pelo vento e pela água.

As tecnologias químicas das agroindústrias vão continuar colocando em risco o equilíbrio


ecológico do nosso ambiente natural, embora existam hoje soluções comprovadas para essa
questão, é a chamada agricultura orgânica.

Nesse tipo de produção, que faz aumentar o rendimento, controlar as pragas e fazer crescer a
fertilidade do solo, o agricultor usa tecnologia baseada no conhecimento ecológico. Planta várias
espécies de vegetais num esquema rotativo, de modo que os insetos atraídos por uma espécie
desaparecem com a próxima.

Em vez de fertilizantes químicos, ele aduba os campos com esterco e com resíduos vegetais,
devolvendo assim a matéria orgânica ao solo para que entre de novo no ciclo biológico.

Quando o solo é cultivado organicamente, o seu conteúdo de carbono aumenta, e assim a


agricultura orgânica contribui para o aquecimento global entre outras contribuições positivas.

O solo, formado por aglomerados minerais e matéria orgânica da decomposição de animais e


plantas, é a camada superficial da crosta terrestre. O solo é essencial para a plantação de vários
alimentos.
Esse elemento natural serve de fonte de nutrientes para as plantas, que são utilizadas como
alimentos pelos seres humanos e animais. As plantações são realizadas há milhares de anos,
garantindo a alimentação e sendo uma fonte de renda através da comercialização dos produtos
cultivados.

A composição do solo interfere diretamente nas plantações, pois a quantidade de nutrientes


presentes num solo reflete na produção agrícola. Solos ricos em nutrientes possuem grande
fertilidade, fato positivo para as plantações.

Já os solos pobres em nutrientes necessitam de adaptações para o cultivo. Nesse sentido, várias
técnicas agrícolas foram desenvolvidas para alterar o solo e adequá-lo para as plantações.
Algumas medidas devem ser tomadas para a realização das plantações. Dentre as técnicas mais
utilizadas na agricultura estão a análise da composição do solo, drenagem do solo, aragem,
adubação, irrigação da plantação, utilização de agrotóxicos, entre outros.

Porém, algumas técnicas agrícolas têm provocado vários problemas ambientais, como a poluição
do solo por agrotóxicos, desmatamentos, queimadas, contaminação dos recursos hídricos,
erosões, entre outros.

A mudanca do uso do solo, quando ha conversao da floresta nativa para sistemas agricolas
intensivos, provoca no ato da derrubada e queima da floresta uma grande emissao de carbono
para a atmosfera e alteracoes drasticas nas funcoes do solo, pois o estabelecimento de areas
agricolas implica no frequente revolvimento do solo e na diminuicao da cobertura vegetal. Esse
intenso revolvimento do solo geralmente se da por meio de praticas agricolas mecanizadas, como
aracao e gradagem, que ao serem empregadas sem criterios tecnicos adequados destroem a
estrutura original do solo, rompendo os agregados e compactando as camadas superficiais;
facilita a perda da materia organica que e rapidamente transformada e liberada na forma de
dioxido de carbono (CO2) para a atmosfera; desequilibra a atividade dos microrganismos do solo,
que reflete negativamente na ciclagem de nutrientes. Entretanto, as perdas das funcoes do solo
podem ser amenizadas apos a conversao da floresta em agricultura a partir do desenvolvimento
de sistemas agricolas mais sustentaveis, ou seja, que empreguem praticas agricolas de modo
racional e equilibrado. Nesse sentido, dois pilares basicos devem ser atendidos:
a) diminuir o revolvimento do solo; e
b) manter a cobertura vegetal na sua superficie.
Diminuir o revolvimento do solo implica em melhoria da infiltracao de agua, diminuicao da
densidade do solo e da resistencia a penetracao de raizes, manutencao do espaco poroso,
favorecimento do equilibrio da comunidade de microrganismos, diminuicao da perda de materia
organica, dentre outros beneficios. Ja a manutencao de cobertura vegetal retem a umidade do
solo por mais tempo, fornece materia organica e protege o solo contra o impacto das gotas de
chuva, o que diminui a erosao e o potencial de compactacao e aumenta a diversidade de
organismos no ambiente.
Nao existem modelos de sistemas agricolas mais sustentaveis que possam ser replicados para as
mais diferentes regiões e condicoes ambientais.
O desenvolvimento de sistema agricola que cause menor impacto sobre a funcionalidade do solo
deve considerar as peculiaridades do clima, disponibilidade de recursos, espaco, topografia,
relevo, especies mais adaptadas, mao de obra, dentre outros aspectos. Cada cultura agricola
responde diferentemente a uma determinada condicao de clima e solo, de modo que uma pode
ser mais exigente por algum fator de produção em relacao a outra. Portanto, e preciso que haja
um esforço, nao somente da pesquisa, como tambem da percepcao natural do (a) agricultor(a) em
gerar valores de referencia de atributos (fisicos, quimicos e biologicos) do solo que retratem uma
condicao ideal para uma determinada cultura.
Por exemplo, o valor de pH do solo que limita a produção de citros nao e o mesmo que limita a
cultura da mandioca.

2.5. Produção agrícola e o potencial de degradação do solo


A forma como o solo e manejado na producao agricola esta diretamente relacionada com o seu
potencial de degradacao, afetando seu funcionamento e a manutencao dos servicos do
ecossistema. Entende-se por manejo inadequado do solo ações praticadas na propriedade agricola
que acarretam: erosão, compactação, perda da capacidade de drenar a agua, acidificacao,
diminuicao da materia organica, redução de nutrientes, lixiviacao, reducao da biota e da
diversidade e aumento de patogenos. Quando as praticas agricolas, principalmente as
mecanizadas, são feitas sem criterios tecnicos norteadores, o potencial de degradação do solo
aumenta. Inicialmente as perdas de solo e nutrientes ocorrem sutilmente, quase imperceptiveis.
Entretanto, o potencial produtivo do solo diminui exponencialmente ate que as constatacoes
visuais, como presenca de vocorocas, exposição da camada subsuperficial, etc., tornem-se mais
visiveis.
Estima-se que haja cerca de dois bilhões de hectares de solos degradados no mundo, e cerca de
84% deste total tem como causa principal a erosao (Nkonya et al., 2011). A taxa media anual de
perda de solo por erosao no mundo e estimada em 2,4 toneladas por hectare (Wuepper et al.,
2020). A perda de solo e considerada um dos prejuizos mais serios causados pela erosao, dada a
lenta velocidade de recuperação desse recurso natural (Balota, 2017). Estudos estimam que uma
camada de um centimetro de espessura de solo pode levar mais de 100 anos para ser formada, o
que pode ser facilmente perdida por ocasião de uma chuva intensa. Assim, as acoes de manejo
sustentavel do solo devem ser orientadas para a manutencao da cobertura do solo, o que diminui
o potencial erosivo das chuvas.
3. Conclusão
Feito o trabalho, conclui-se que Os solos constituem a base da produção agrícola e o meio de
produção para a maioria da população do campo, obtendo-se alimentos básicos da produção e da
matéria-prima para as indústrias. O solo é suporte de toda a Biosfera, ao alimentar as plantas que
alimentam os animais.

No momento actual, em que a fome assola vários países do 3 o Mundo, as questões sobre o uso
racional dos solos, preservação e conservação, são uma preocupação para a humanidade.

É sobretudo o fenómeno da desertificação que constitui uma séria ameaça para a manutenção da
terra para as práticas agrárias.
4. Referências Bibliográficas
 ANJOS, António Dos. Módulo de Pedogeografia, CEDUCEM/BEIRA,2007.ANUSSE,
Rafique.Pedogeografia,  GO139,CED-Nampula.2014.
 MARCOS, Z. Z. Ensaio sobre epistemologia pedologica: 1. Definicao de solo. 2.
Natureza e comportamento do solo. Cahiers ORSTOM: serie pedologie, v. 19, n. 1, p. 5-
23, 1982.
 WILSON, Felisberto. G11 - Geografia 11ª Classe. 2ª Edição. Texto Editores, Maputo,
2017.

 VIEIRA, L.S. Manual da Ciência do solo: com ênfase aos Solos Tropicais. São Paulo,
Ed. 1988.

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