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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO ALGARVE

ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DA BEMPOSTA

FICHA DE AVALIAÇÃO DE PORTUGUÊS – 7º ANO

Nome: __________________________________ Nº.: _______ Turma: A


Professora: Ana Paula Henriques Enc. de Ed.:___________________________
Domínios Educação Literária/ Leitura Gramática Produção Escrita Total

Classificação

Grupo I – Leitura / Educação Literária


Texto A
Lê o texto com muita atenção.
SÉ DE VISEU

O sítio onde se construiu a Sé de Viseu, no início da Idade Média, conta uma longa
história.
Escavações conduzidas por Inês Vaz, junto ao paço episcopal 1, revelaram um primitivo
templo.
5 No processo de reconquista, existiram aqui dois edifícios episcopais, destacando-se o do
século X, altura em que Viseu foi a capital do vasto território entre-Mondego-e-Douro.
A catedral que hoje observamos começou a ganhar forma no século XII, no reinado de
D. Afonso Henriques. Sob o impulso do bispo D. Odório, iniciou-se a construção da catedral
românica.
10 Dois séculos depois, com D. Dinis, verificou-se uma renovação profunda do edifício
românico, arrancando as obras ainda em finais do século XIII. No entanto, a crise do século
seguinte impediu a continuação normal da sua reconstrução, arrastando-se esta atividade até
à mudança dinástica de 1383-85. Mesmo tendo à frente o bispo D. João Vicente, homem bem
colocado na sociedade da altura, as obras continuaram por muitos anos.
15 No reinado de D. Manuel, contudo, a Sé de Viseu recebeu obras de grande qualidade
estética. Esta campanha, que, no essencial, aproveitou as estruturas medievais, foi obra do
bispo D. Diogo Ortiz de Vilhena.
Igualmente determinante foi a ação de D. Miguel da Silva, no século XVI. Depois,
sucederam-se as obras na Sé, a um ritmo impressionante. Contudo, em 1635, uma das torres
20 medievais ruiu, arrastando consigo o portal manuelino de D. Diogo Ortiz. A reconstrução da
fachada principal pautou-se por uma considerável contenção de despesas, limitando-se a
mascarar alguma estruturas em pedra de origem medieval.
No século XVIII, praticamente todo o interior foi enriquecido com obras de talha 2, azulejo
e pintura. O órgão, o retábulo-mor 3 (segundo desenho de Santos Pacheco), os painéis de
25 azulejo do claustro4 e a casa do cabido5 são obras deste período e revelam como a periférica
Sé de Viseu se manteve inserida nas correntes estéticas dominantes daquele século.

Nota Histórico-artística. Direção Geral do Património Cultural. Disponível em


http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-
em-vias-de-classificacao/geral/view/70673, texto adaptado.

1
Vocabulário:
1
Relativo a bispo ou aos bispos.
2
De madeira.
3
Painel de madeira que domina o altar.
4
Pátio no interior de um convento.
5
Coletividade de padres de Sé.

1. Para responderes a cada item (1.1. a 1.5.), seleciona a opção que permite obter
uma afirmação adequada ao sentido do texto.

1.1. A “longa história” (linhas 1-2) mencionada no início do texto refere-se


(A) a um texto implementado desde o início da Idade Média.
(B) aos achados que foram sendo encontrados ao longo dos séculos.
(C) aos diferentes bispos que foram governando a Sé de Viseu.
(D) às obras da Sé de Viseu existentes ao longo dos séculos.

1.2. A palavra “aqui” (linha 5) refere-se


(A) ao sítio da Sé de Viseu.
(B) ao paço episcopal.
(C) ao vasto território entre-Mondego-e-Douro.
(D) à cidade de Viseu.

1.3. A crise do século XIV veio


(A) acelerar a renovação do edifício românico.
(B) desacelerar a renovação do edifício românico.
(C) impedir a renovação do edifício românico.
(D) terminar com a renovação do edifício românico.

1.4. A palavra “Igualmente” (linha 18) tem a função de


(A) fazer a ligação entre o que foi dito sobre a obra de D. Diogo e o que vai
ser dito sobre a obra de D. Miguel.
(B) adicionar a obra de D. Diogo à obra de D. Miguel.
(C) mostrar que as obras de D. Diogo e de D. Miguel foram iguais.
(D) mostrar os aspetos comuns entre a obra de D. Diogo e a obra de D.
Miguel.

1.5. A expressão “a periférica Sé de Viseu” (linhas 25- 26) significa que a Sé


(A) estava afastada de Viseu.
(B) estava afastada de lugares importantes.
(C) era um espaço abandonado.
(D) era um espaço desconhecido.

2
Texto B

Lê um excerto do conto Avó e neto contra vento e areia, de Teolinda Gersão.

Tinham ido à praia, porque estava uma manhã bonita. A


avó vestia uma saia clara e levava o neto pela mão. Ia
muito contente, e o seu coração cantava.
O neto levava um balde, porque se propunha apanhar
conchas e búzios, como já fizera de outras vezes em que
tinha ido à praia com a avó.
Ir à praia com a avó era uma das melhores coisas que
lhe podiam acontecer nos dias livres. Por isso também ele ia contente, e o balde dançava-lhe na
mão.
A praia estava como devia estar, com sol e ondas baixas. Quase não havia vento, e a água
do mar não estava fria. Por isso o neto teve muito tempo de procurar conchas e búzios e de tomar
banho no mar. A avó sentou-se num rochedo, e ficou a olhar o neto, por detrás dos óculos. Nunca se
cansava de olhá-lo, porque o achava perfeito. Se pudesse mudar alguma coisa nele, não mudaria
nada.
Olhava para ele, também, para que não se perdesse. A mãe do neto confiava nela. Deixava-o à
sua guarda, em manhãs assim. A avó sentia-se orgulhosa: ainda era suficientemente forte para ter
alguém por quem olhar. Ainda era uma avó útil, antes que viesse o tempo que mais temia, em que
poderia tornar-se um encargo para os outros. Mas na verdade essa ideia não a preocupava muito,
porque tencionava morrer antes disso.
Estava uma manhã tão boa que também a avó tirou a blusa e a saia e ficou em fato-de-banho.
Depois tirou os óculos, que deixou em cima de um rochedo, e entrou no mar, atrás do neto, que
nadava à sua frente, muito melhor e mais depressa do que ela.
- Não te afastes, dizia a avó, um pouco ofegante. Volta para trás!
A avó fazia gestos com as mãos, para que voltasse, o neto ria-se, mergulhava e andava para a
frente, e depois regressava, ao encontro dela.
A avó não sabia mergulhar, mas deixava o neto mergulhar sozinho. Ele só tinha cinco anos, mas
nadava como um peixe.
No entanto nunca ia demasiado longe, nem mergulhava demasiado fundo, para não assustar a
avó. Sabia que ela era um bocado assustadiça, e ele gostava de protegê-la contra os medos.
A avó tinha medo de muitas coisas: dos paus que podiam furar os olhos, das agulhas e alfinetes
que se podiam engolir se se metessem na boca, das janelas abertas, de onde se podia cair, do mar
onde as pessoas se podiam afogar. A avó via todos esses perigos e avisava. Ele ouvia, mas não
ligava muito. Só o suficiente.
Não tinha medo de nada, mas, apesar disso, gostava de sentir o olhar da avó. De vez em quando
voltava a cabeça, para ver se ela lá estava sentada, a olhar para ele. Depois esquecia-se dela e
voltava a ser o rei do mundo.
Por isso se sentiam tão bem um com o outro.
3
Teolinda Gersão, A mulher que prendeu a chuva, Sextante Editora, 2007

2. Com base nos três primeiros parágrafos explica, por palavras tuas, como se relacionavam a avó e o
neto.
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2.1. Comprova a tua resposta com duas passagens textuais.


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3. Relaciona o estado de espírito da avó e do neto com o ambiente da praia, naquela manhã.
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4. Comenta o facto de a avó se sentir «orgulhosa» (5º parágrafo).


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5. Demonstra que o neto, apesar de ter apenas cinco anos, se preocupa com a avó.
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6. Atenta na enumeração que se segue:
«A avó tinha medo de muitas coisas: dos paus que podiam furar os olhos, das agulhas e alfinetes
que se podiam engolir se se metessem na boca, das janelas abertas, de onde se podia cair, do mar
onde as pessoas se podiam afogar».
4
6.1.Explica, por palavras tuas, a sua expressividade.
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Grupo II – Gramática

1. Seleciona a opção em que “jovem” é um nome.


a) O jovem neto não se afastava da praia.
b) O neto, jovem e aventureiro, nadava como um peixe.
c) O jovem enfrentou inúmeros obstáculos.
2. A avó e o neto foram à praia.
2.1. Na frase transcrita, o sujeito é:
a) simples;
b) composto;
c) nulo.
3. A manhã estava tão boa.
3.1. A expressão “tão boa” desempenha a função sintática de:
a) complemento direto;
b) complemento indireto;
c) predicativo do sujeito.
4. A avó entrou no mar atrás do neto.
4.1. A forma verbal está:
a) no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo;
b) no pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo;
c) no pretérito perfeito do indicativo.
5. Não se ouvia qualquer ruído na praia.
5.1. Sintaticamente, “qualquer ruído” é um:
a) complemento direto;
b) complemento indireto;
c) predicativo do sujeito.

5
5.2. A expressão “na praia” desempenha a função sintática de:
a) complemento indireto;
b) modificador;
c) complemento oblíquo.
6. «Ainda era uma avó útil».
6.1. O verbo presente na frase é:
a) copulativo;
b) transitivo;
c) intransitivo.

7. Reescreve as frases seguintes, substituindo as expressões sublinhadas pelos pronomes pessoais


correspondentes.

a) «Nunca vi uma manhã tão bela».

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b) O neto procurará búzios.

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c) O neto obedecia à avó.

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8. A avó ficou em fato-de-banho.


8.1. Seleciona a opção correta.
a) A palavra sublinhada é um composto morfossintático.
b) A palavra sublinhada é um composto morfológico.

Grupo IV – Escrita

Imagina que participas num projeto de divulgação de textos originais a expor na tua escola.
Escreve um texto narrativo em que relates uma aventura passada na praia. Deves incluir um
momento de descrição do espaço.
O texto deve ter entre 180 e 240 palavras.

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7
Correção da ficha de avaliação

Grupo I – Leitura / Educação Literária

Texto A
1.1. (D)

1.2. (A)

1.3. (B)

1.4 (A)

1.5. (B)

2 x 5= 10 pontos

ITENS DE RESPOSTA

Texto B

2. A avó e o neto tinham uma boa relação e apreciavam a companhia um do outro. 7 p.

2.1. “Ia muito contente, e o seu coração cantava.”; “Por isso também ele ia contente, e o balde
dançava-lhe na mão.” 4 p.

3. O contentamento da avó e do neto era grande, porque ambos gostavam muito de ir à praia. A avó
vestiu-se de cor clara que se harmonizava com a beleza da manhã. O neto planeava apanhar búzios e
conchas para colocar no balde tal como fizera em outras idas à praia com a avó. Uma vez que o mar
estava calmo e o tempo agradável, ambos iriam usufruir daquele programa que tanto prazer lhes
dava.

8 p.

4. A avó sentia-se «orgulhosa», pois considerava-se útil, ativa, amada pelo facto de lhe confiarem o
neto. 6 p.

5. O neto abdicava de algumas aventuras mais arriscadas na água para não preocupar/afligir a avó.

6 p.

6. A avó temia que algo de mal pudesse acontecer ao neto, daí a enumeração dos diversos perigos a
que poderia estar sujeito o seu neto de cinco anos. 6 p.

8
47 p.

Grupo II – Gramática

1. C) O jovem enfrentou inúmeros obstáculos 2 p.


2. B) sujeito composto 2 p.
3. C) predicativo do sujeito 2 p.
4. C) pretérito perfeito do indicativo 2 p.
5.
5.1. A) complemento direto 2 p.
5.2. B) modificador 2 p.
6. A) copulativo 2 p.
7. 3 p.
a) Nunca a vi tão bela.
b) O neto procurá-los-á.
c) O neto obedecia-lhe.
8. A) composto morfossintático 3 p.

20 pontos

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