CAPÍTULO 14 A GLICÓLISE E O CATABOLISMO DAS HEXOSES 1. O QUE É GLICÓLISE E SUAS FASES?

Na glicólise uma molécula de glicose é degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas para liberar duas moléculas de piruvato. Durante as reações seqüenciais da glicólise parte da energia livre liberada da glicose é conservada na forma de ATP. A glicólise foi a primeira via metabólica a ser elucidada e é provável que, atualmente, seja a melhor entendida. Desde a descoberta de Eduard Buchner (em 1897) da fermentação que ocorre em extratos de células rompidas de levedura até o reconhecimento claro por Fritz\ Lipmann e Herman Kalckar (em l941) do papel metabólico dos compostos de alta energia como o ATP, as reação da glicólise em extrato de levedura e de músculo foram o centro da pesquisa bioquímica. O desenvolvimento dos métodos de purificação de enzimas, a descoberta e o reconhecimento da importância de cofatores como o NAD e a descoberta do papel metabólico polivalente dos compostos fosforilados vieram, todos, de estudos sobre a glicólise. Atualmente, todas as enzimas da glicólise de muitos organismos já foram cuidadosamente purificadas, estudadas, e as estruturas tridimensionais de todas as enzimas glicolíticas são conhecidas a partir de estudos cristalográficos com raios-X. A glicólise é uma via central quase universal do catabolismo da glicose. É a via através da qual, na maioria das células, ocorre o maior fluxo de carbono. Em certos tecidos e tipos celulares de mamíferos (eritrócitos, medula renal, cérebro e esperma, por exemplo), a glicose, através da glicólise, é a principal, ou mesmo a única, fonte de energia metabólica. Alguns tecidos vegetais que são modificados para o armazenamento de amido, como os tubérculos da batata e alguns vegetais adaptados para crescerem em áreas regularmente inundadas pela água, derivam a maior parte de sua energia da glicólise; muitos tipos de microrganismos anaeróbicos são inteiramente dependentes da glicólise. Fermentação é um termo geral que denota a degradação anaeróbica da glicose ou de outros nutrientes orgânicos em vários produtos (característicos para os diferentes organismos) para obter energia na forma de ATP. A quebra anaeróbica da glicose é, provavelmente, o mais antigo mecanismo biológico para obtenção de energia a partir de moléculas orgânicas combustíveis, já que os organismos vivos apareceram primeiro em uma atmosfera destituída de oxigênio. No curso da evolução, esta seqüência de reações foi completamente conservada; as enzimas glicolíticas dos animais vertebrados são muito semelhantes na seqüência de aminoácidos e na estrutura tridimensional às enzimas homólogas na levedura e no espinafre. O processo da glicólise difere de uma espécie para outra apenas em detalhes da sua regulação e no destino metabólico subsequüente do piruvato formado. Os princípios termodinâmicos e os tipos de mecanismos reguladores na glicólise são encontrados em todas as vias do metabolismo celular. A glicose tem seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato, cada uma com três átomos de carbono, ocorre em uma seqüência de 10 passos e os cinco primeiros deles constituem a fase preparatória. Nestas reações a glicose é inicialmente fosforilada no grupo hidroxila em C-6. A D-glicose-6-fosfato assim formada é convertida em D-frutose-6-fosfato, a qual é novamente fosforilada, desta vem em C-1, para liberar D-frutose-1,6bifosfato. O ATP é o doador de fosfato nas duas fosforilações. Como todos os derivados dos açúcares que ocorrrem na via glicolítica são os isômeros D, omitiremos a designação D, exceto quando desejarmos enfatizar a estereoquímica. A seguir a frutose-1,6-bifosfato é quebrada para liberar duas moléculas com três carbonos, a diidroxiacetona fosfato e o gliceraldeído-3-fosfato; este é o passo em que ocorre a "lysis" que dá o nome ao processo. A diidroxiacetona fosfato é isomerizada em uma Segunda molécula de gliceraldeído-3-fosfato, e com isso termina a primeira fase da glicólise. Note que duas moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar, ou iniciar, a molécula de glicose para a sua quebra em duas partes com três carbonos; haverá, depois, um retorno positivo para este investimento. Resumindo: na fase preparatória da glicólise a energia do ATP é investida, aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários, e as cadeias carbônicas de todas as hexoses metabolizadas são convertidas em um produto comum, o gliceraldeído-3-fosfato. O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico (não pelo ATP) para formar 1,3-bifosfoglicerato. A liberação de energia ocorre quando as duas moléculas de 1,3-bifosfoglicerato são convertidas em duas moléculas de piruvato. A maior parte dessa energia é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP para ATP. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada, uma vez que duas moléculas de ATP são investidas na fase preparatória da glicólise. A energia também é conservada na fase de pagamento na formação de duas moléculas de NADH por molécula de glicose. Nas reações seqüenciais da glicólise três tipos de transformações químicas são particularmente notáveis: 1. Degradação do esqueleto carbônico da glicose para produzir piruvato; 2. Fosforilação de ADP a ATP pelos compostos de fosfato de alta energia formados durante a glicólise; e 3. A transferência de átomos de hidrogênio ou elétrons para o NAD+, formando NADH. O destino do produto, o piruvato, depende do tipo de célula e das circunstâncias metabólicas.

2 -QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESTINOS DA GLICOSE? E OS PROCESSOS OXIDATIVOS E NÃO OXIDATIVOS NA GLICOSE? A glicose pode ser armazenada (como um polissacarídio ou como sacarose), pode ser oxidada a petoses, através da via das pentose fosfato (ou via do fosfogliconato), ou pode ser oxidada a compostos de três átomos de carbono (piruvato. O piruvato, produto da glicólise, representa um ponto de junção importante no catabolismo dos carboidratos. Em condições aeróbicas o piruvato é oxidado a acetato, o qual entra no ciclo do ácido cítrico e é oxidado até CO2 e H2O. O NADH formado pela desidrogenação do gliceraldeído-3-fosfato é reoxidado a NAD+ pela passsagem do seu elétron ao O2 no processo da respiração mitocondrial. Entretanto, sob condições anaeróbicas (como em músculos esqueléticos muito ativos, em plantas submersas, ou nas bactérias do ácido láctico, por exemplo) o NADH gerado pela glicólise não pode ser reoxidado pelo O2. A incapacidade de regenerar o NADH em NAD+ deixaria a célula sem receptor de elétrons para a oxidação do gliceraldeído-3-fosfato e as reações liberadoras de energia da glicose cessariam. O NAD+ precisa, portanto, ser regenerado através de outras reações. As primeiras células a surgirem durante a evolução viviam em uma atmosfera quase desprovida de oxigênio e tiveram que desenvolver estratégias para desenvolver a glicólise sob condição anaeróbicas. A maioria dos organismos modernos retiveram a habilidade de regenerar continuamente o NAD+ durante a glicólise anaeróbica pela transferência dos elétrons do NADH para formar um produto final reduzido, como o são o lactato e o etanol. 4 – EXPLIQUE COMO E ONDE OUTROS CARBOIDRATOS ENTRAM NA VIA GLICOLITICA PARA SOFRER A DEGRADACAO FORNECEDORA DE ENERGIA. As unidades de glicose dos ramos externos da molécula do oxigênio e do amido entram na via glicolitica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogenio (ou da sua similar nos vegetais, a fosforilase do amido) e a fosfoglicomutase. A fosforilase de glicogenio catalisa a reação em que uma ligação glicosidica reunindo dois residuos de glicose no glicogenio, sofre o ataque por fosfato inorgânico, removendo o resíduo terminal de glicose como  -d-glicose –1-fosfato. Esta reação de fosforólise, que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogenio armazenado é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogenio. Na fosforólise, parte da energia da ligação glicosidica é preservada na formação do éster fosfórico, glicose-1-fosfato. O piridoxal fosfato é um cofator essencial da reação da fosforilase do glicogenio; o seu grupo fosfato age como um catalisador acido geral, promovendo o ataque pela pi da ligação glicosidica. A fosforilase do glicogenio age nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogenio (ou da amilopectina), ate que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação. A continuação de uma degradação pode ocorrer apenas depois da ação de enzima de desrramificação ou oligo (  1  6) para (  1  4) glicano transferase, que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. A glicose-1-fosfato é convertida em glicose –6-fosfato pela fosfoglicomutase. A d-frutose pode ser fosforilada pela hexoquinase, sendo esta uma via importante nos músculos e nos rins dos vertebrados. No fígado, entretanto, a frutose entra na glicólise por uma via diferente. A enzima hepática frutoquinase catalisa a fosforilação da frutose em c-1: a frutose-1-fosfato é então quebrada ao meio para formar gliceraldeído e diidroxicetona fosfato pela frutose-1-fosfato aldolase. A diidroxicetona fosfato é convertida em gliceraldeido-3-fosfato pela enzima glicolitica triose fosfato isomerase. Assim, os dois produtos da hidrólise da frutose entram na via glicolitica como gliceraldeido-3-fosfato. A d-galactose é primeiro fosforilada pelo ATP em c-1 e através da enzima galactoquinase. A galactose-1-fosfat é convertida a glicose-1-fosfato por um conjunto de reações nas quais a uridina difosfato (UDP) funciona de forma semelhante a uma coenzima como transportadora de moléculas de hexoses. Os dissacarideos não podem entrar diretamente na via gl;icolitica sem primeiro ser extracelularmente hidrolisados em monossacarideos. Assim formados, os monossacarideos são transportados para o interior das células que recobrem o intestino. À partir delas eles passam para a corrente sangüínea e são transportados ate o fígado. Aí eles são fosforilados e introduzidos na seqüência glicolitica como descrito. 5 – COMO É FEITA A REGULACAO DO METABOLISMO NO E NO FIGADO PELA FOSFORILASE DO GLICOGENIO ? No músculo, a finalidade da glicolise é a produção de ATP, e a velocidade dela aumenta quando o músculo demanda mais ATP por contrair-se mais vigorosamente ou mais freqüentemente. Nos miócitos a mobilização do glicogenio armazenado para fornecer combustível para a glicolise é realizada pela fosforilase do glicogenio, que degrada glicogenio em glicose-1-fosfato. No músculo esquelético a fosforilase do glicogenio ocorre em duas formas: uma forma catabolicamente ativa, a fosforilase a , e uma forma quase sempre inativa, a fosforilase b, que predomina no músculo em repouso. A velocidade da quebra do glicogenio no músculo depende parcialmente do valor da relação

entre fosforilase a e fosforilase b, que é ajustada pela ação de alguns hormônios como epinefrina. A epinefrina é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que leva produção de ATP, o qual é necessário para a contração muscular. A fosforilase do glicogenio é ativada para fornecer glicose-1-fosfato que será lançada na via glicolitica. Superposta ao controle hormonal esta a regulação alosterica, muito mais rápida, da fosforilase b do glicogenio pelo ATP e Amp. A fosforilase b é ativada pelo seu efetor alosterico AMP, o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP na contração. A estimulação da fosforilase b pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP, que bloqueia o sitio de ligação do AMP, é, às vezes, referido como forma AMP independente, e a fosforilase b como a forma dependente do AMP. A fosforilase do glicogenio, no músculo esquelético é também controlada pelo cálcio, o sinalizador intracelular da contração muscular, que é u ativador alosterico da fosforilase b quinase. Quando um aumento transitório do Ca 2+ intracelular dispara a contração muscular, ele também acelera a conversão da fosforilase b para a fosforilase a, mais ativa. No fígado serve para manter um nível constante de glicose no sangue, produzindo e exportando glicose quando outros tecidos precisam dela, e importando e armazenado glicose quando é fornecida em excesso pelo alimentos ingeridos na dieta. A fosforilase do glicogenio do fígado é semelhante à do músculo, entretanto, suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes. O glicogenio hepático serve como reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo do normal. A glicose-1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. Então, a glicose-6-fosfatase, uma enzima presente no fígado, porém não no músculo, remove o fosfato da hexose. Quando o nível de glicose esta baixo no sangue, a glicose livre produzida do glicogenio do figado é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. A fosforilase do glicogenio do fígado esta sobre controle hormonal, como o glucagon, que é produzido pelo pâncreas quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para nível menores que o normal. Esse hormônio desencadeia uma serie de eventos que resulta na conversão da fosforilase b em fosforilase a , aumentando a velocidade de quebra de glicogenio e acelerando a velocidade de liberação da glicose no sangue. A fosforilase do glicogenio esta sujeita a regulação alosterica não pelo AMP, mas pela glicose. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta, a glicose entra nos hepatócitos e liga-se ao sitio regulador da fosforilase a do glicogenio que leva a desfosforilação provocada pela fosforilase fosfatase. Desta maneira a fosforilase do glicogenio age como sensor do fígado, diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue esta alto. 6 – EM QUAIS ASPECTOS A GLICOQUINASE DIFERE DAS ISOENZIMAS DAS HEXOQUINASES DO MÚSCULO ? Primeiro, a concentração de glicose na qual a glicoquinase esta no meio saturada é muito maior que a concentração usual da glicose no sangue. Como a concentração de glicose no hepatocitos é mantida em valores próximos daqueles existentes no sangue, graças a um eficiente sistema de transporte de glicose, esta propriedade da glicoquinase permite a sua regulação direta pela nível de glicose sangüínea. A glicoquinase não é inibida pelo seu produto de reação, a glicose-6-fosfato, mas por seu isomero, a frutose-6fosfato, a qual esta sempre em equilíbrio com a glicose-6fosfato devido a ação da enzima fosfoglicose isomerase. A inibição parcial da glicoquinase pela frutose-6fosfato é mediada por uma proteína adicional, a proteína reguladora. Esta proteína reguladora também tem afinidade pela frutose-1-fosfato e compete com a frutose-6-fosfato, cancelando o seu efeito inibidor sobre a glicoquinase. 7 – QUAL O PAPEL REGULADOR DA PIRUVATO QUINASE NA GLICOLISE ? Sempre que a célula tem uma alta concentração de ATP, ou sempre que haja amplas quantidades de combustíveis disponíveis para a liberação de energia através da respiração celular, a glicolise é inibida pelo rebaixamento da atividade da piruvato quinase. Quando a concentração de ATP cai, a afinidade da piruvato quinase por fosfoenolpiruvato aumenta, possibilitando a enzima catalisar a síntese do ATP, mesmo que a concentração de fosfoenolpiruvato seja relativamente baixa. O resultado é uma alta concentração de ATP no estado de equilibro estacionário. 8 – FALE SOBRE A REGULACAO ALOSTERICA DA FOSFOFRUTOQUINASE-1 . A glicose-6-fosfato pode fluir tanto para a glicolise como para uma das vias oxidativas secundarias. A reação irreversível catalisada pela foafofrutoquinase-1 é o passo que compromete a célula com a metabolização da glicose através da glicolise. O ATP não é apenas o substrato para a fosfofrutoquinase-1, mas também o produto final da via glicolitica. Quando níveis altos de ATP sinalizam que a célula esta produzindo o ATP mais depressa do que consome, o ATP inibe a fosfofrutoquinase-1 ligando-se a um sitio alosterico e diminuindo a afinidade da enzima pelo seu outro substrato, a frutose-6-fosfato. Quando o consumo de ATP sobrepassa a sua produção o ADP e o AMP aumentam em concentração, e agem alostericamente para diminuir esta inibição pelo ATP. Esses efeitos combinamse para produzir atividades maiores da enzima quando a frutose-6-fosfato, ADP ou AMP aumentam de concentração para baixar a atividade quando o ATP se acumula.

O citrato também age como um ragulador alosterico da fosfofrutoquinase-1. Concentrações altas de citrato aumentam o efeito inibidor do ATP, reduzindo ainda mais o fluxo da glicose através da glicolise. O regulador alosterico mais significativo da foafofrutoquinase-1 é a frutose-2,6-bifosfato que ativa fortemente a enzima. A concentração da frutose-2,6-bifosfato no fígado diminui em resposta ao hormônio glucagon, desacelerando a glicolise e estimulando a síntese de glicose pelo orago. 9 – COMO A GLICOSE E A GLICONEOGENESE SÃO REGULADAS DE FORMA COORDENADA ? A gliconeogênese emprega a maior parte das mesmas enzimas que agem na glicólise, mas ela não é simplesmente o reverso desta via. Sete das reações glicolíticas são livremente reversíveis e as enzimas que catalisam cada uma destas reações também funcionam na gliconeogenese. Três reações da glicólise são tão exergonicas que são essencialmente irreversíveis : são aquelas catalisadas pela hexoquinase, fosfofrutoquinase-1 e piruvato quinase. A gliconeogenese emprega desvios ao redor de cada um desses passos irreversíveis. Para prevenir o aparecimento de ciclos fúteis nos quais a glicose é simultaneamente degradada pela glicólise e ressintetizada pela gliconeogenese, as enzimas que são exclusivas para cada uma das vias são reguladas de maneira recíproca por efetores alostéricos comuns. A frutose-2,6-bifosfato, um ativador potente da PFK-1 do fígado e portanto da glicólise, também inibe a FBPase-1, e assim diminui a gliconeogenese. O glucagon, hormônio que sinaliza um baixo nível de açúcar , diminui o nível da frutose-2,6-bifosfato no fígado, baixando o consumo de glicose pela glicolise e estimulando a produção de glicose para exportação pela gliconeogenese. 10- O QUE SÃO AS VIAS SECUNDARIAS DA OXIDACAO DA GLICOSE E O QUE ELAS PRODUZEM ? EXPLIQUE COMO CADA PRODUTO É FORMADO. São vias catabolicas que podem ser o destino da glicose e levam a produtos especializados necessários para a célula, que são pentoses fosfato, acido uronico e acido ascobico, constituindo parte do metabolismo secundário da glicose. A via das pentoses fosfato, também chamada de via do fosfogliconato, produz NADPH e ribose-5-fosfato e gera pentoses indispensáveis, particulamente a D-ribose, empregada na biossintese de ácidos nucleicos. A Primeira reação da via das pentose fosfsto é a desidrogenação enzimatica da glicose-6-fosfato pela glicose-6-fosfato desidrogenase, para formar 6-fosfoglicono- -lactona, um éster intramolecular, que é hidrolizado para a forma ácida livre 6-fosfogliconato por uma lactonase especifica. O NADP+ é o receptor de elétrons e o equilíbrio final está muito deslocado na direção de formação do NADPH. No passo seguinte, o 6-fosfogliconato sofre desidrogenação e descarboxilacao pela 6-fosfogliconato desidrogenase para formar a cetopentose D-ribulose-5-fosfato, uma reação que gera a segunda molécula de NADPH. A fosfopentose isomerase converte então a ribose-5-fosfato no seu isomero aldolase a D-ribose-5-fosfato. Em alguns tecidos , a via das pentoses fosfato termina neste ponto e a equação final pode ser escrita : Glicose-6-fosfato + 2 NADP+ + H2O ______ ribose-5-fosfato + CO2 + 2 NADPH + 2 H+ O resultado liquido é a produção de NADPH para as reações de redução biossintetica e a produção de ribose-5fosfato como precursora para a síntese de nucleotideos. D- glicuronato, importante na detoxificacao e na excreção de compostos orgânicos estranhos, e acido ascorbico ou vitamina C são produzidos por vias secundarias da glicose. Nesta via, a glicose-1-fosfato é primeiro convertida em UDP-glicose pela reação com UDP. A porção glicose da UDP-glicose é então desidrogenada para produzir UDP_glicuronato, um outro exemplo do uso de derivados do UDP como intermediário das transformações enzimatricas dos açucares. O D-glicuronato é um intermediário na conversão da D-glicose em acido ascorbico. Ele é reduzido pelo NADPH no açúcar de seis átomos de carbono L-gulonato, o qual é convertido na sua lactona. A L-gulonolactona é desidrogenada pela flavoproteina gulonolactona oxidase para formar o acido ascorbico. O homem não é capaz de sintetizar o acido ascorbico, sendo necessário obte-lo através da dieta. Pessoas com vitamina C insuficiente produz uma doença chamada escorbuto.

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uma vez queque duas moléculas de ATP são investidas na fase de preparação da glicólise. a respeito da grande diferença entre as concentrações intra e extra celulares desses compostos. Como a membrana plasmáticaé impermeável às moléculas que exibem cargas elétrivas. e as cadeias carbônicas de todas a hexoses metabolizadas são convertidas em um produto comum. Certos tecidos e tipos celulares ( retina. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada. indo a primeira desde a glicose até gliceraldeído-3-fosfato e diidroxicetona fosfato. Na fase preparatória da glicólise a energia do ATP é investida. Quando um tecido precisa funcionar anaerobicamente.3-difosfoglicerato e fosfenolpiruvato). Os grupos fosfato do ADP. c)A ligação de grupos fosfato aos sítios ativos das enzimas fornece energia de ligação que contribui para baixar a energia de ativação e aumentara especificidade das reações catalizadas enzimaticamente. 2. Desta forma . b) Os grupos fosfato são componentes essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. 4. 1.1. ATP e dos intermediários glicolíticos formam complexos com Mg2+ e os sítios de ligação dos substratos de muitas enzimas glicolíticas são específicos para estes complexos de Mg2+. e a segunda parte indo até piruvato. Nestas condições o piruvato é reduzido a lactato. Descreva duas maneiras de inibir a enzima gliceraldeiddo. Nos organismos aeróbicos ou tecidos sob condições aeróbicas.fosfato desidrogenase e explique o acúmulo das fosfato da via glicolítica. chamada fase de pagamento da glicólise. a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico. Os elétrons são dessas oxidações são passados para o O2 de transportadores na mitocôndria. O piruvato é oxidado com perda do seu grupo carboxila como CO2 . A energia liberada na quebra de ligações anidros do ácido fosfórico (como aquelas no ATP) é parcialmente conservada na formação de ésteres de fosfato. Dividindo-se a glicólise em duas partes. tais como glicose-6-fosfato. como o tecido muscular esquelético em contração vigorosa. Sabe-se que o piruvato formado na glicólise. aumentando o conteúdo de energia livredos intermediários. Praticamente todas as enzimas glicolíticas requerem Mg2+ para atividade. chamada fase preparatória. Cite quais as três rotas alternativas da degradação deste produto(piruvato). A liberação de energia ocorre quandoas duas moléculas de 1. O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. A segunda rota para o metabolismo do piruvatoé a sua redução a lactato através da chamada via da fermentação do ácido lático. . fermentação do etanol ou. O lactato é também o produto da glicólise sob condições anaeróbicas nos microrganismos que realizam a fermentação láctica.3-difosfoglicerato. formando H2O. Os compostos fosfóricos de alta energia. O iodoacetato se liga ao grupo SH de um resíduo essencial de cisteina no sítio ativo da enzima . não é o produto final na obtenção de energia. Em alguns tecidos vegetais e em certos invertebrados e microrganismos como a levedura da fabricação da cerveja. para liberar o grupo acetila da Acetil-coenzima A. a glicólise constitui apenas um primeiro estágio da degradação completa da glicose. A energia liberada nas reações de transferências de elétrons permite a síntese de ATP nas mitocôndrias. Depois da fosforilacão inicial a célula não precisa mais despender energia para reter os intermediários fosforilados. A enzima gliceraldeido -3 P -desidrogenase é inibida pela adição de iodoacetato ou pela falta de NAD+ livre para o processo. impede a transformação catalítica do gliceraldeido 3 -fostato em 1. A terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol.fosfato.3-difosfoglicerato são convertidas a duas moléculas de piruvato. os intermediários fosforilados não podem se difundir para fora da célula. dando assim a cada um dos intermediários da glicólise uma carga negativa. doam grupos fosfato ao ADP para formar o ATP.3 –bifosfoglicerato. eritrócitos) convertem o glicose a lactato mesmo sob condições anaeróbicas. Qual a provável importância dos grupos fosfatos em todos os intermediários da glicólise? a) Os grupos fosfatos são ionizados em pH 7. o gliceraldeído-3. fermentação do álcool. o piruvato não pode ser oxidado por falta de oxigênio. em um processo chamado de Fermentação alcoólica. A maior parte desta energia é conservada pela fosforilação acoplada de 4 moléculas de ADP para ATP. formados na glicólise (1. Faça um balanço energético (a nível de ATP) comparando as duas fases. cérebro. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico para formar 1. o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2.3.

8KJ/mol . A formação G-3P a partir de DHAP também é desfavorecida por  G ’ = 7. A conversão do gliceraldeido 3-fosfato na via glicolítica envolve duas enzimas combinadas. A fosforilase do glicogênio ( ou fosforilase do amido ) age repetitivamente nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogênio ( ou da amilopectina ) . na ausência de NAD+ livre o processo não ocorre.O NAD+ . sofre o ataque por fosfato inorgânico . Comente sobre a canalização de um substrato entre duas enzimas na via glicolítica. Como o glicogênio e o amido são degradados? As unidades de glicose dos ramos externos de molécula do glicogênio e do amido ganham entrada na via glicolítica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogênio ( ou da sua similar nos vegetais. a fosforilase do amido ) e a fosfoglicomutase. O rendimento em ATP da glicólise sob condições anaeróbicas ( 2 ATP por molécula de glicose ) é muito menor do que o obtido na oxidação completa da glicose até CO sob condições aeróbicas ( 36 ou 38 ATP por molécula de glicose ) . Justifique com base bioquímica o efeito Pasteur.3 bifosfoglicerato . através da enzima galactoquimase: GALACTOSE + ATP GALACTOSE-1-FOSFATO + ADP . A continuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação de uma ‘enzima de desramificação ’ ou oligo (  1  6 ) para (  1  4 ) glicanotransferase .6 bifosfato . Então . é o responsável pela oxidação (captação de hidrogênio ) do intermediário enzima-substrato . transfere três resíduos de  -D-glicose que estão ligados por ligações ( 1 4 ) para a cadeia principal .3bifosfoglicerato ) seja transmitido da superfície da desidrogenase para a superfície da quinase de maneira mais rápida do que no ambiente aquoso ( o que ocorre na ausência da quinase ) . 7. OBS: Esta reação de fosforólise . descobriu que o consumo da glicose um condições anaeróbicas eram muitas vazes maior do que sob condições aeróbicas. reunindo dois resíduos de glicose no glicogênio. como é necessário para haver canalização do substrato entre elas.3bifosfoglicerato se difunde até a quinase . é convertida em glicose6-fosfato pela fosfoglicomutase. Na maioria dos organismos várias hexoses diferentes da glicose podem sofrer a glicólise. o produto final das reações de fosdorilase de glicogênio e do amido . e quebra a ligação ( 1 6 ) do ultimo resíduo de  -D-glicose que é fosforilado em glicose1-fosfato. Estudos físicos mostram que as duas enzimas podem formar um complexo estável .5 kJ/mol. O que se verifica é o acúmulo de hexoses fosfatadas . 6. o NADH ligado a enzima é reoxidado pelo NAD+ livre. que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogênio 8. derivada por hidrólise do dissacarídio lactose ( açúcar do leite ) . A inativação da enzima gliceraldeido-3 P-desidrogenase permitiria o acúmulo de gliceraldeido –3-fosfato por interromper a sua conversão em 1. após suas respectivas conversões para um derivado fosforilado. Para que a enzima possa ser reutilizada. onde o 1. removendo o resíduo terminal de glicose como  -D-glicose-1-fosfato. a gliceraldeido 3fosfato desidrogenase com a 3-fosfogliceratoquinase . que catalisam a conversão em dois passos . A combinação das enzimas permite que o intermediário ( 1. como a frutose 1. que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. como é feito esse processo? Cite um exemplo. sendo convertido a NADH . Louis Pasteur em seus estudos sobre a fermentação da glicose por leveduras . que então entra na glicólise. isto é . aonde são fosforilados pela fosforilase do glicogênio em glicose-1-fosfato. a velocidade da primeira etapa é maior do que o processo total com enzima conjugada. é necessário consumir perto de 18 vezes mais glicose em condições anaeróbicas do que em aeróbicas .porque a quebra das hexoses gerando dois compostos de três carbonos (diidroxicetona P e gliceraldido-3-P) é um processo envolvendo  G  ’ = 23. A fosforilase do glicogênio catalisa a reação em que uma ligação glicosídica ( 1 4 ) . Portanto . Como exemplo temos a D-galactose. A glicose-1-fosfato . para produzir a mesma quantidade de ATP . é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase . 5. que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado . No ambiente aquoso. Aqui cessa a ação da fosforilase do glicogênio ou do amido. até que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação ( 1 6 ) . presente no sítio ativo da enzima. é primeiro fosforilada pelo ATP em C-1 . Outros monossacarídios podem entrar na via glicolítica .

A epinefrina é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que leva à produção de ATP . FÍGADO: A fosforilase do glicogênio do fígado é semelhante àquela do músculo. deslocando o equilíbrio na direção de formação da espécie ativa da fosforilase do glicogênio. A epinefrina é liberada no sangue pela glândula adrenal quando um animal é subitamente confrontado por uma situação que requer atividade muscular vigorosa. regulam a inter-conversão da fosforilase A e B pela regulação da fosforilase A fosfatase e fosforilase B quinase. da fosforilase B do glicogênio pelo ATP e AMP. que é inativada porque o ATP está presente em concentração muito maior que a do AMP. Quando a emergência termina . o sinalizador intracelular da contração muscular. A estimulação de fosforilase B pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP . a fosforilase A. A fosforilase A é convertida na fosforilase B . O glicogênio hepático serve como um reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo de normal ( 4 a 5 mM ) .A galactose-1-fosfato é convertida. que catalisa a transferência do fosfato do ATP para a serima 14. a glicose-6-fosfatase . é . a fosforilase B . o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP que acompanha a contração. A fosforilase A consiste de duas subunidades idênticas. A atividade da fosforilase B reflete assim a relação entre as concentrações de AMP e ATP. A fosforilase B é reconvertida em fosforilase A pela enzima fosforilase b quinase . que bloqueia o sítio de ligação do AMP. Os hormônios . às vezes . Então . a glicose livre produzida do glicogênio no fígado por essas reações é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. porém não no músculo . suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes daquelas da enzima muscular . o qual é necessário para contração muscular. que será lançada na via glicolítica. Como é regulada a fosforilase do glicogênio no músculo e no fígado? MUSCULO: No músculo esquelético. Superposta ao controle hormonal está a regulação alostérica .uma enzima presente no fígado . a última predomina no músculo em repouso. a glicose-1-fosfato . ele também acelera a conversão da fosforilase B para a fosforilase A . é também um ativador alostérico da fosforilase B quinase. referida como a forma AMP independente . A ligação da epinefrina ao seu receptor específico na membrana plasmática de uma célula muscular ativa a fosforilase B quinase e inativa a fosforolase A fosfatase . e a fosforilase B como a forma dependente de AMP. No músculo esquelético ainda há um terceiro ripo de controle da fosforilase do glicogênio . a forma relativamente inativa . em última instância . por um conjunto de reações nas quais a uridina difosfato ( UDP ) funciona de forma semelhante a uma coenzima como transportadora de moléculas de hexoses. Quando um aumento transitório do Ca2+ intracelular dispara a contração muscular . a liberação de epinefrina cessa. muito mais rápida . catalisada por uma enzima denominada fosforilase A fosfatase . e uma forma quase sempre inativa. mais ativa. também ela é um dímero de subunidades idênticas e a fosforilação e desfosforilaçao na serina 14 interconverte as formas B e A . A fosforilase B . O cálcio . menos ativa . como a epinefrina . então . por desfosforilação . a fosforilase do glicogênio ocorre em duas formas: uma forma cataliticamente ativa. remove o fosfato da hexose: GLICOSE-6-FOSFATO + H2O GLICOSE + Pi Quando o nível de glicose sangüínea está baixo . 9. refletindo o papel diferente da quebra do glicogênio no fígado. A atividade muscular vigorosa aumenta a relação AMP-ATP . é ativada pelo seu efetor alostérico AMP .Entretanto . no seu epímero em C-4 . exceto pela não-fosforilação dos resíduos de serina 14 . No músculo em repouso aproximadamente toda fosforilase está na forma B . muito rapidamente ativando por meios alostéricos a fosforilase B . A fosforilase B é estruturalmente idêntica . a fosforilase B quinase reverte para sua forma original de baixa atividade e a relação de fosforilase A e fosforilase B retorna aquela que era no músculo em repouso. que é ajustada pela ação de alguns hormônios . A glicose –1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida (como no músculo ) em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. que não é estimulada pelo AMP . em cada uma dessas subunidades um resíduo de serina na posição 14 está fosforilado . A fosforilase do glicogênio é ativada para fornecer glicose-1-fosfato . A fosforilase A . A velocidade da quebra do glicogênio no músculo depende parcialmente do valor da relação entre fosforilase A ( ativa ) e fosforilase B ( menos ativa ) . .

estudadas e tiveram suas estruturas tridimensionais determinadas a partir de estudos cristalográficos com raios-X. pois. a fosforilase A do glicogênio age como um sensor do fígado. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta . quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para níveis menores que o normal . mas neste caso o regulador alostérico não é o AMP . para liberar D-frutose1. a glicose é inicialmente fosforilada no grupo hidroxila em C-6 (carbono 6). parte da energia livre da glicose é conservada na forma de ATP. para formar 6-fosfoglicono- -lactona . A fosforilase do glicogênio do fígado como àquela do músculo está sujeita à regulação alostérica. omitiremos a designação D.6-difosfato (Como todos os derivados dos açúcares que ocorrem na via glicolítica são isômeros D. cada uma com três átomos de carbono. ocorre o maior fluxo de carbono. A glicólise é uma via central e quase universal do catabolismo da glicose. uma reação que gera a segunda molécula de NADPH. aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários e fazendo com que as cadeias carbônicas de todas as hexoses metabolizadas sejam convertidas em um produto comum. CAPÍTULO 14: GLICÓLISE E O METABOLISMO DAS HEXOSES 1. muitos microrganismos anaeróbicos são inteiramente dependentes desta via. aumentando a velocidade de quebra do glicogênio e acelerando . atualmente. a partir da glicólise. que é hidrolizado para a forma ácida livre 6-fosfogliconato por uma lactonase específica . como aquela do músculo . mas a glicose.6-difosfato é quebrada para liberar duas moléculas com três carbonos cada. 10 . provocando uma mudança conformacional que expõe os de serina 14 fosforilado à desfosforilação provocado pila fosforilase A fosfatase. o 6-fosfogliconato sofre desidrogenação e descarboxilação pela 6-fosfogliconato desidrogenase para formar a cetopentose D-ribulose-5fosfato . A diidroxiacetona-fosfato é isomerizada em uma segunda molécula de gliceraldeído-3-fosfato e com isso termina a primeira fase da glicólise. . Como se da a produção de D-ribose-5-fosfato através da via das pentoses fosfato (via secundária de oxidação da glicose ) ? A primeira reação da via das pentoses fosfato é a desidrogenação enzimática da glicose-6-fosfato pela glicose-6fosfato desidrogenase .Conceitue glicólise e descreva sucintamente sobre suas fases. diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue está alto. desta vez em C-1.A fosforilase do glicogênio do fígado . já foram cuidadosamente purificadas. Este é o passo em que ocorre a quebra ("lisys") que dá nome ao processo. um retorno positivo para este investimento. No passo seguinte . Desta maneira . a velocidade de liberação da glicose no sangue. a qual é novamente fosforilada. ocorre em uma seqüência de 10 passos e os cinco primeiros constituem a fase preparatória. A fosfopentose isomerase converte então a ribulose5-fosfato no seu isômero aldose a D-RIBOSE-5-FOSFATO. uma cascata de eventos essencialmente similares àquela do músculo resulta na conversão da fosforilase B em fosforilase A . Em certos tecidos e tipos celulares de mamíferos. a molécula de glicose para a sua quebra em duas partes com três carbonos. O processo da glicólise difere de uma espécie para outra apenas em detalhes de sua regulação e no destino subsequente do piruvato formado. Durante as reações seqüenciais. na maioria das células. O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas . a frutose-1. uma molécula de glicose é degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas para liberar duas moléculas de piruvato. O NADP+ é o receptor de elétrons e o equilíbrio final está muito deslocado na direção da formação do NADPH . todas as enzimas da glicólise de muitos organismos. A D-glicose-6-fosfato assim formada é convertida em frutose-6-fosfato. é a principal ou mesmo a única fonte de energia metabólica. Na glicólise. haverá. ou iniciar. a diidroxiacetona-fostato e o gliceraldeído-3-fosfato. exceto quando quisermos enfatizar a estereoquímica). Aliás. Os princípios termodinâmicos e os tipos de mecanismos reguladores glicolíticos são encontrados em todas as vias do metabolismo celular. um éster intramolecular . GLICOSE-6-FOSFATO + 2NADP+ + H2O RIBOSE-5-FOSFATO + CO2 + 2NADPH + 2H+ O resultado líquido é a produção de NADPH para as reações de redução biossintética e a produção de ribose-5fosfato como precursora para a síntese de nucleotídeos. a glicose entra no hepatócito e liga-se ao sítio regulador da fosforilase A do glicogênio . Resumindo: na fase preparatória da glicólise. Nessas reações. a energia do ATP é investida. A glicose tem seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato. está sobre controle hormonal. Quando o glucagon liga-se ao seu receptor na membrana plasmática de um hepatócito . Alguns tecidos vegetais obtêm a maior parte de sua energia da glicólise. O ATP é o doador de fosfato nas duas fosforilações. o gliceraldeído-3-fosfato. É a via através da qual. Note que duas moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar. A seguir. a glicose.

os intermediários fosforilados não podem se difundir para fora da célula. Quais as enzimas que participam da glicólise? A reação irreversível que transforma a glicose em glicose-6-fosfato é catalisada pela hexoquinase. em uma cetose. Depois da fosforilação inicial. ela requer Mg2+. Nas reações seqüenciais da glicólise três tipos de transformações são particularmente notáveis: 1) Degradação do esqueleto carbônico da glicose para produzir piruvato. Para ser ativada. Quando um tecido precisa funcionar anaerobicamente. o piruvato não pode ser oxidado por falta de O2. tais como a glicose-6-fosfato.Quais são as três rotas catabólicas alternativas que o piruvato formado pela glicólise pode seguir? Nos organismos aeróbicos ou tecidos sob condições aeróbicas. e 3) Transferência de átomos de hidrogênio ou elétrons para o NAD+. A energia liberada nas reações de transferência de elétrons permite a síntese de ATP nas mitocôndrias. uma vez que houve investimento de 2 ATP na fase preparatória da glicose. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada. O piruvato é oxidado com perda de seu grupo carboxila como CO2 para liberar o grupo acetila da Acetil-coenzima A (Acetil-CoA). A ligação dos grupos fosfato são aos sítios ativos das enzimas fornece energia de ligação que contribui para baixar a energia de ativação e aumentar a especificidade das reações catalisadas enzimaticamente. o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2. Os compostos fosforilados de alta energia formados na glicólise (1. A segunda rota para o metabolismo do piruvato é a sua redução a lactato através da chamada via da fermentação do ácido lático. A terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol. . cite a importância dos grupos fosfatos. A energia também é conservada na fase de pagamento na formação de duas moléculas de NADH por molécula de glicose. Em alguns tecidos vegetais e em certos invertebrados e microrganismos como a levedura da fabricação de cerveja. A liberação de energia ocorre quando as duas moléculas de 1. O lactado é também o produto da glicólise sob condições anaeróbicas nos microrganismos que realizam a fermentação láctica. a frutose-6-fosfato. cérebro. a cada um dos intermediários. eritrócitos) convertem a glicose a lactato mesmo em condições aeróbicas. a célula não precisa mais gastar energia para reter tais intermediários. Tal enzima também requer Mg2+ e é específica para as duas hexoses. os grupos fosfato são componentes essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. Os grupos fosfatos do ADP.3-difosfoglicerato e fosfoenolpiruvato) doam grupos fosfato ao ADP para formar ATP. Além disso. a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs). 2. formando NADH. assim. no processo chamado fermentação alcoólica. Os grupos fosfatos são ionizados em pH 7. Os elétrons originados dessas oxidações são passados para o O2 através de uma cadeia de transportadores na mitocôndria.3-difosfoglicerato. A enzima fosfoexoisomerase catalisa a isomerização reversível de uma aldose. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico (não pelo ATP) para formar 1. como o tecido muscular esquelético em contração vigorosa. porque o verdadeiro substrato da enzima não é o ATP-4. uma carga negativa. 4. o piruvato é reduzido a lactato. mas sim o complexo MgATP-2. 2) Fosforilação de ADP a ATP pelos compostos de fosfato de alta energia formados durante a glicólise. A maior parte dessa energia é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP para ATP. 3. a glicólise constitui apenas um primeiro estágio da degradação completa da glicose. A energia liberada na quebra de ligações anidras do ácido fosfórico (como aquelas no ATP) é parcialmente conservada na formação de ésteres de fosfato.O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise.Sabendo-se que todos os intermediários da glicólise compreendidos entre a glicose e o piruvato são fosforilados. ou do etanol ou do álcool. Certos tecidos e tipos celulares (retina. Nestas condições. a despeito da grande diferença entre as concentrações intra e extra-celulares desses compostos. O destino do produto (piruvato) depende do tipo de célula e das circunstâncias metabólicas. formando H2O. Como a membrana plasmática é impermeável às moléculas carregadas. Praticamente todas as enzimas glicolíticas requerem Mg2+ para terem atividade. a glicose-6-fosfato.3-difosfoglicerato são convertidas em duas moléculas de piruvato. dando. ATP e dos intermediários glicolíticos formam complexos com Mg2+ e os sítios de ligação dos substratos de muitas enzimas glicolíticas são específicos para estes complexos de Mg2+.

6-difosfato. A enzima fosfogliceromutase catalisa a transferência reversível do grupo fosfato entre C-3 e C-2 do glicerato. A conversão do gliceraldeído-3-fosfato na via glicolítica envolve duas enzimas combinadas. catalisada pela piruvato quinase. catalisada pela gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase. convertendo-a em frutose-1. A combinação das enzimas permite que o intermediário (1. A enzima frutose-1. Altas concentrações de ATP a inibem alostericamente. Esta enzima é inibida sempre que a célula tem amplo suprimento de ATP e quando ela está bem suprida de outros combustíveis como os ácidos graxos. levando ao 2-fosfoglicerato.3-difosfoglicerato para o ADP. formando ATP e 3-fosfoglicerato. Embora a reação da aldolase tenha uma variação da energia livre padrão fortemente positiva na direção da divisão da hexose. Esta reação de fosforólise. os compostos sofrem oxidação e a coenzima NAD+ é que recebe o íon hidreto (:H-) transformando-se em sua forma reduzida NADH. sendo este um composto muito energético.3-difosfoglicerato) seja transmitido da superfície da desidrogenase para a da quinase de maneira mais rápida do que o ambiente aquoso (o que ocorre na ausência da quinase). ADP e AMP. induzindo ainda mais o fluxo da glicose através da glicólise. que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado. 6. que une dois resíduos de glicose no glicogênio. o seu grupo fosfato age como um catalisador ácido geral. parte da energia da ligação glicosídica é preservada na formação do éster fosfórico. glicose-1-fosfato. complexos multienzimáticos garantem uma passagem eficiente do produto de uma enzima para a próxima enzima na via. Nessa fase. A enzima fosfogliceroquinase transfere o grupo fosfato de alta energia do grupo carboxila do 1. sofre ataque por fosfato inorgânico.A enzima fosfofrutoquinase-1 catalisa a transferência de um grupo fosfato do ATP para a frutose-6-fosfato. para a qual este produto funciona como substrato. A primeira catalisa a reação em que uma ligação glicosídica ( 1 4). A frutose-1. A fosforilase do glicogênio (ou fosforilase do amido) age repetidamente nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogênio (ou da amilopectina). Concentrações altas de citrato aumentam o efeito inibidor do ATP.O que é o processo de canalização e como ele ocorre na via glicolítica? Neste processo. O piridoxal fosfato é um cofator essencial da reação da fosforilase do glicogênio. ela pode ocorrer nas duas direções. o gliceraldeído-3-fosfato (aldose) e a diidroxiacetona-fosfato (cetose). O íon Mg2+ é essencial nessa reação. A reação é essencialmente irreversível nas condições celulares. A diidroxiacetona-fosfato é rápida e reversivelmente convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela enzima triose fosfato isomerase. As unidades de glicose dos ramos externos da molécula de glicogênio e do amido ganham entrada na via glicolítica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogênio e a fosfoglicomutase. que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. diminuindo sua afinidade pelo substrato. na fosforólise. até que seja atingido um ponto distante quatro resíduos de uma ramificação ( 1 6). é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase. O citrato. O primeiro passo da fase de pagamento da glicólise é a conversão do gliceraldeído-3-fosfato em 1. O último passo da glicólise é a transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP.6-difosfato. Aqui cessa a ação da fosforilase do glicogênio (ou do amido).6-difosfato é quebrada para liberar duas trioses fosfato diferentes. . O regulador alostérico mais significativo da PFK-1 é a frutose-2. A atividade da PFK-1 é aumentada sempre que o suprimento de ATP da célula torna-se baixo ou quando existe um excesso de produtos da hidrólise do ATP. particularmente este último. o fosfoenolpiruvato (PEP). um intermediário chave na oxidação aeróbica do piruvato também age como regulador alostérico da PFK-1. a gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase com a 3fosfogliceroquinase. promovendo o ataque pelo Pi da ligação glicosídica. que catalisam a conversão em dois passos. que ativa fortemente a enzima. removendo o resíduo terminal da glicose como  -D-glicose-1-fosfato. que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogênio. A continuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação de uma "enzima de desramificação" ou  (1 6) para ( 1 4) glicanotransferase. na célula.Explique como o glicogênio e o amido são degradados na fosforólise. A enolase promove a remoção reversível de uma molécula de H2O do 2-fosfoglicerato para liberar fosfoenolpiruvato. 5.6-difosfato aldolase catalisa a condensação reversível de grupos aldol.3difosfoglicerato.

Sete das reações glicolíticas são livremente reversíveis e as enzimas que catalisam cada uma das reações também funcionam na gliconeogênese. o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP na contração. serve para manter um nível constante de glicose no sangue. produzindo e exportando glicose quando outros tecidos precisam dela. A velocidade da quebra do glicogênio no músculo depende parcialmente do valor da relação entre fosforilase a e fosforilase b. que entra. a mobilização do glicogênio armazenado para fornecer energia para a glicólise é realizada pela fosforilase do glicogênio. são reguladas de forma coordenada? Gliconeogênese é um processo no qual muitos organismos podem sintetizar glicose a partir de precursores simples como o piruvato e o lactato. que predomina no músculo em repouso. A fosforilase do glicogênio no músculo esquelético é também controlada pelo cálcio. e a fosforilase b como a forma dependente do AMP. que bloqueia o sítio de ligação do AMP e. da fosforilase b do glicogênio pelo ATP e AMP. A fosforilase b é ativada pelo seu efetor alostérico AMP. juntamente com a glicólise. Desta maneira a fosforilase do glicogênio age como sensor do fígado. Quando o nível de glicose esta baixo no sangue. Esta é uma via importante nos músculos e rins dos vertebrados. que degrada o glicogênio em glicose-1-fosfato. A fosforilase do glicogênio é ativada para produzir glicose-1-fosfato que será lançada na via glicolítica.Como é feita a regulação do metabolismo no músculo e no fígado pela fosforilase do glicogênio? No músculo. a glicose livre produzida do glicogênio do fígado é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. a frutose entra na glicólise por uma via diferente. A glicose-1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. 9. a fosforilase b. mais ativa. remove o fosfato da hexose. e uma forma quase sempre inativa. a fosforilase do glicogênio ocorre em duas formas: uma forma catabolicamente ativa. então. Superposta ao controle hormonal está a regulação alostérica. a fosforilase a. que é produzido pelo pâncreas quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para nível menores que o normal. como a D-frutose. A última é convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela triose fosfato isomerase. é convertida em glicose-6fosfato pela fosfoglicoisomerase. na glicólise. e a velocidade dela aumenta quando o músculo demanda mais ATP por contrair-se mais vigorosamente ou mais freqüentemente. Várias outras hexoses. entretanto. a glicose entra nos hepatócitos e liga-se ao sitio regulador da fosforilase a do glicogênio que leva a desfosforilação provocada pela fosforilase fosfatase. muito mais rápida. a glicose-6-fosfatase. Então. 7. O glicogênio hepático serve como reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo do normal. A D-frutose. mas pela glicose. A gliconeogênese emprega a maior parte das mesmas enzimas que agem na glicólise. porém não no músculo. No fígado. A fosforilase do fígado é semelhante à do músculo. Assim. 8. pode ser fosforilada pela hexoquinase originando frutose-6-fosfato. A gliconeogênese emprega desvios ao redor de . o produto final das reações da fosforilase do glicogênio e do amido. temos a D-galactose e a D-manose. Quando um aumento transitório do Ca2+ intracelular dispara a contração muscular. que é um ativador alostérico da fosforilase b quinase.A glicose-1-fosfato. que é ajustada pela ação de alguns hormônios como a epinefrina. também entram na glicólise após serem fosforiladas. suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes. A enzima hepática frutoquinase catalisa a fosforilação da frutose não em C-6.O que é gliconeogênese e como esta. Nos miócitos. o sinalizador intracelular da concentração da contração muscular. No fígado. como o glucagon. Este processo ocorre primariamente no fígado e seu papel é fornecer glicose para ser exportada para outros tecidos quando as outras fontes de glicose são exauridas.Explique como a D-frutose pode entrar na via glicolítica. às vezes. e importando e armazenando glicose quando é fornecida em excesso pelos alimentos ingeridos na dieta. Esta é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que produz ATP. presente em muitas frutas na forma livre e formada pela hidrólise da sacarose no intestino delgado. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta. Três reações da glicólise são tão exergônicas que são essencialmente irreversíveis: são aquelas catalisadas hexoquinase. Esta é quebrada dando gliceraldeído e diidroxiacetona-fosfato. o qual é necessário à contração muscular. No músculo esquelético. uma enzima presente no fígado. e o gliceraldeído é fosforilado pelo ATP a gliceraldeído-3-fosfato. fosfotrutoquinase-1 e piruvato quinase. ele também acelera a conversão da fosforilase b para fosforilase a. os dois produtos da hidrólise da frutose entram na via glicolítica. a finalidade da glicólise é a produção de ATP. mas em C-1. como exemplo. mas ela não é simplesmente o reverso desta via. diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue esta alto. referido como forma AMP independente. Esse hormônio desencadeia uma serie de eventos que resulta na conversão da fosforilase b em fosforilase a . A fosforilase do glicogênio do fígado esta sobre controle hormonal. aumentando a velocidade de quebra de glicogênio e acelerando a velocidade de liberação da glicose no sangue. dando frutose-1-fosfato. A estimulação da fosforilase b pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP. A fosforilase do glicogênio esta sujeita a regulação alostérica não pelo AMP.

cada uma dessas reações irreversíveis. com redução de NAD+ . em estrutura e em função. baixando o consumo de glicose pela glicólise e estimulando a produção de glicose para exportação pela gliconeogênese. além da glicólise? A glicose tem outros destinos catabólicos. através do processo chamado de fosforilação oxidativa.6-difosfato. NADH e FADH2 . as moléculas dos combustíveis orgânicos. a conversão da frutose-1. O ciclo de Krebs inicia-se com a condensação da acetil CoA e oxalato para formar o citrato. Segue-se outra descarboxilação oxidativa onde o com redução a-cetoglutarato é convertido em succinil-CoA e CO2 pela ação do complexo da a-cetoglutarato desidrogenase. No primeiro estágio. A isocitrato desidrogenase catalisa a descarboxilação oxidativa onde o a-cetoglutarato. o qual oxida enzimaticamente até CO2 . No terceiro estágio da respiração. 10. esses grupos acetila são introduzidos no ciclo do ácido cítrico. cujo o grupo prostético. Os elétrons são conduzidos ao longo de uma cadeia de moléculas transportadoras de elétrons. ácidos graxos e alguns aminoácidos. hormônio que sinaliza baixo nível de açúcar. é reduzido a FADH2 . O rompimento da ligação tioéster do succinil-CoA libera energia que é utlizada para a síntese de uma ligação anidrido fosfórico no ATP ou no GTP. A energia liberada pela oxidação é conservada nos transportadores de elétrons reduzidos. esses cofatores são oxidados desfazendo-se de prótons e elétrons. através da formação intermediária do cis-aconitato. são oxidados para liberar fragmentos de dois átomos de carbono na forma de um grupo acetila do acetilcoenzima A (acetil-CoA). Para prevenir o aparecimento de ciclos fúteis nos quais a glicose é simultaneamente degradada pela glicólise e ressintetizada pela gliconeogênese. portanto. até O2 . O citrato é isomerizado a isocitrato pela enzima aconitase. o NADPH fornece poder redutor para as reações de biossíntese e as pentoses-fosfato são componentes essenciais dos nucleotídeos e ácidos nucléicos. diminui o nível de frutose-2. e assim diminui a gliconeogênese. uma reação catalisada pela citrato sintase. Outras vias oxidativas transformam a glicose em ácido glicurônico e ácido ascórbico. produzindo NADPH e pentoses-fosfato. conhecida como cadeia respiratória. o qual eles reduzem para formar H2O . No segundo estágio. A succinil-CoA sintetase catalisa a transformação de succinil-CoA a succinato.6-difosfato para frutose-6-fosfato é catalisada pela frutose-1. FAD. Explique resumidamente cada um deles. na gliconeogênese. ao complexo da piruvato desidrogenase. Esta reação é um exemplo de fosforilação a nível do substrato.6-difosfatase (FDP-1). O succinato é oxidato a fumarato pela flavoproteína succinato desidrogenase. glicose. Durante este processo de transferência de elétrons uma grande quantidade de energia é liberada e consumida na forma de ATP. também inibe a FDPase-1.A respiração celular compreende três estágios principais. A frutose-2. O glucagon. o NAD+ serve como receptor de elétrons.Quais a vias que a glicose pode seguir. da glicólise.Explique as etapas do ciclo do ácido cítrico. A glicuromização converte certas toxinas não polares em derivados polares que podem ser excretados pelos rins. A . que resulta na oxidação e descorboxilação na posição C-1 da glicose.6-difosfato no fígado. Capítulo 15 O CICLO DO CIDO CÍTRICO 1. Por exemplo. como a via das pentoses-fosfato. as enzimas que são exclusivas para cada uma das vias são reguladas de maneira recíproca por efetores alostéricos comuns. A succinato desidrogenase é a única enzima do ciclo do ácido cítrico que é ligada à membrana. um ativador potente da PFK-1 do fígado e. 2. O fumarato é hidratado a malato pela enzima estereospecífica fumarase. Este complexo assemelha-se muito.

6. Uma reação anaplerótica importante nos tecidos animais é a carboxilação reversível do piruvato por CO2 . São reações que ocorrem para repor os intermediários do ciclo do ácido cítrico ao serem removidos para servirem de percursores biossintéticos para outras reações. os valores de todas elas indicam um estado suficiente de liberação de energia metabólica. ácidos graxos e aminoácidos mas.Explique em que se consiste uma reação anaplerótica.Quais os fatores que regulam a velocidade do fluxo de metabólitos no ciclo do ácido cítrico? .Como é feita a regulação do fluxo de metabólitos através do ciclo do ácido cítrico? A regulação se inicia com o piruvato atravessa o ciclo do ácido cítrico. Discuta esta afirmação. 3. O succinil-CoA é um intermediário central na síntese do anel de porfirina dos grupos heme. certos intermediários do ciclo do ácido cítrico. Os grupos carboxíla são ligados à biontina no grupo ureído no interior do sistema em anel de biontina. [ NADH] / [NAD+] e [ Acetil-CoA] / [CoA] . 7. podem ser removidos do mesmo para servirem como precursores de aminoácidos. Funcionando não apenas no catabolismo oxidativo de carboidratos. O aspartato e o glutamato têm os mesmos esqueletos carbonicos que o oxaloacetato e o a-cetoglutarato.Que papel desempanha a vitamina Biontina? A biontina desempenha um papel chave em muitas reações de carboxilação. que servem como transportadores de oxigênio. fica evidente que este ciclo desempenha um papel crítico claramente diferente da sua função no metabolismo de liberação de energia. principalmente o tetraidrofosfato e a S-adenosilmetionina). Dê um exemplo. isto é ela serve tanto a processos catabólicos quanto anabólicos). 5. para formar oxalato. bem como dos nucleotídeos de purina e pirimidina. o piruvato é descarboxilado para produzir mais oxalato.malato desidrogenase oxida o malato a oxaloacetato. particularmente a-cetoglutarato e oxalacetato.Sabe-se que nos organismos aeróbicos. como nos progenitores aeróbicos. respectivamente e a partir deles são sintetizados por simples transaminação. Através do aspartato e do glutamato os carbonos do oxalato e do a-cetoglutarato são empregados para a síntese de outros aminoácidos. Esta vitamina é transportador especializado de grupos com átomos de carbono na sua forma oxidada: CO2 ( a tranferencia de grupos de um carbono em formas mais reduzidas é medida por outros cofatores. 4. Quando o ciclo do ácido cítrico está deficiente em oxalacetato ou em qualquer outros intermediários. reduzindo NAD+ e fechando o ciclo. A diminuição destes valores resulta em ativação alostérica de oxidação do piruvato. o ciclo do ácido cítrico é uma via anfibólica. O complexo do piruvato desidrogenase é inibido alostericamente por valores altos de relações [ ATP] / [ADP] . Através da ação de muitas anzimas auxiliares importantes. também fornece precursores para muitas vias biossintéticas. Dado o grande número de produtos biossintéticos derivados dos intermediários do ciclo do ácido do ácido cítrico.

10. onde ele reeentra no ciclo ácido cítico.A velocidade do fluxo através do ciclo do ácido cítrico pode ser limitada pela alta disponibilidade dos substratos acetil-CoA e oxalato. antes que o vegetal em desenvolvimento adquira a capacidade de sintetizar a glicose por fotossíntese. o qual pode ser exportado (via aspartato) para o glioxissomo. Algumas enzimas do ciclo do ácido cítrico operam de duas formas: A) elas podem funcionar no ciclo do ácido cítrico para oxidação do acetil-CoA até CO2. citrato e ATP também diminui a velocidade do ciclo por desacelerar as suas primeiras reações. O acetato pode servir tanto como combustível rico em energia quanto como uma fonte de fosfoenolpiruvato para a síntese de carboidratos. O glioxalato formado no interior do glioxissomo combina com o acetil-CoA para formar malato. que entra no citosol e é oxidado (pela malato desidrogenase citosólica) em oxaloacetato. 9. No tecido muscular. glioxissomos e citosol.Nos vegetais. coli e a levedura possuem uma via. sendo transformado em oxaloacetato. Os glioxissomos se desenvolvem em sementes ricas em lipídios durante a germinação. Quatro vias distintas participam dessas . como ocorre na maioria dos tecidos. oxaloacetato e outros intermediários do ciclo a partir do acetil-CoA. a via do glioxalato.Nas sementes em germinação as transformações enzimáticas dos ácidos di e tricarboxílicos ocorrem em três compartimentos intracelulares: mitocondrias. de maneira a repor o ATP consumido pela atividade muscular. Entre esses compartimentos há um intercâmbio contínuo de intermediários. 8.Nos vegetais. O aspartato transporta os esqueletos carbônicos do oxaloacetato do ciclo do ácido cítrico (na mitocondria) para o glioxissomo onde ele condensa com o acetil-CoA derivado da quebra dos ácidos graxos. B) elas podem operar como parte de uma modificação especializada. O acetil-CoA formado a partir de lipídios é convertido em malato através do ciclo do glioxalato e o malato serve como fonte de oxaloacetato (através da reação da malato desidrogenase) para gliconeogênese. A inibição retoativa pelo succinil-CoA. o precursor da glicose na via da gliconeogênese. O succinato retorna à mitocondria. em certos invertebrados e alguns microrganismos como a E. O citrato então formado é convertido em isocitrato pela aconitase. Os glioxissomos não estão presentes em todos os tecidos da planta e em todos os momentos. Explique para que serve o acetato nestes organismos e quais as formas que podem operar algumas enzimas do ácido cítrico. as enzimas do ciclo do glioxalato são sequestradas em organelas presas as membranas chamadas glioxissomos. O ciclo do glioxalato permite a conversão líquida do acetato em oxaloacetato. Explique como as plantas em germinação são capazes de passar para moléculas de glicose o carbono presente nos lipídios das sementes e porque os animais vertebrados não podem realizar a síntese líquida da glicose a partir de lipídios. o ciclo do glioxalato. A formação do succinato. Os animais vertebrados não podem realizar a síntese l'iquida da glicose a partir de lipídios porque não possuem as enzimas específicas do ciclo do glioxalato. ou pela depleção do NAD+ através de sua redução a NADH o que diminui a velocidade dos três passos oxidativos nos quais o NAD+ é cofator. e este é rompido em glioxalato e succinato pela isocitrato liase. que são a isocitrato liase e a malato sintetase. Ca2+ sinaliza o inicio da contração e estimula o metabolismo liberador de energia.

quando duas moléculas de piruvato são completamente oxidadas com a formação de seis moléculas de .segue-se a conversão reversível do succinil-CoA em succinato catalisada pela succinil-CoA sintetase. Os elétrons retirados do succinato reduzem um FAD a FADH2.conversões: A quebra dos ácidos graxos em acetil-CoA (nos glioxissomos). O oxaloacetato e o a-cetoglutarato são. nela o a-cetoglutarato é convertido em succinil-CoA e CO2 pela ação do complexo da o a-cetoglutarato desidrogenase. CO2 um NADH. a. e. o ciclo do glioxalato (nos glioxissomos). diminuindo a concentração de equilíbrio estacionário. d. corresponde à síntese de duas moléculas de ATP para uma glicose metabolizada. É um potente inibidor competitivo da succinato desidrogenase e por este motivo é um bloqueador do ciclo do ácido cítrico. Produtos finais de quatro e de cinco átomos de carbono de muitos processos catabólicos são introduzidos no ciclo para servirem de combustível. porque o isocitrato é rapidamente consumido no passo subsequente do ciclo.no passo seguinte a isocitrato desidrogenase catalisa a descarboxilação oxidativa do isocitrato para formar o acetoglutarato. A hidrólise do tioéster intermediário de alta energia faz com que a reação seja altamente exergônica neste sentido. por exemplo. eventualmente.a enzima aconitase (uma hidratase) catalisa a transformação reversível do citrato em isocitrato. que pode reiniciar o ciclo. leva à formação de um grande número de moléculas de ATP durante a fosforilação oxidativa. o NAD+ serve como receptor de elétrons. a malato desidrogenase.o succinato formado apartir do succinil-CoA é oxidado a fumarato pela flavoproteína succinato desidrogenase. já que a adição de água ao cis-aconitato pode ser feita tanto para a formação do citrato quanto do isocitrato? ( OBS.a primeira reação do ciclo é a condensação do acetil-CoA com o oxaloacetato para formar citrato. catalisado pela citrato sintase. c. Entretanto. quando são degradados os aminoácidos provenientes das proteínas da alimentação. Como se explica a alta eficiência no armazenamento de energia em moléculas de ATP provenientes desta oxidação? Embora o ciclo do ácido cítrico diretamente gere apenas uma molécula de ATP por volta (na conversão de succinilCoA a succinato).: cis-aconitato é um intermediário entre o citrato e o isocitrato) Embora a mistura em equilíbrio nas condições celulares contenha menos de 10% de isocitrato.na última reação do ciclo do ácido cítrico. No entanto. A energia liberada na glicólise. 4) Como se explica o deslocamento do ciclo em sentido da formação do isocitrato. 2) Qual a diferença fundamental ente a glicólise e o ciclo do ácido cítrico? A glicóllise ocorre através de uma sequência linear de passos catalisados enzimaticamente. g. a reação é deslocada para a direita. os quatro passos de oxidação do ciclo fornecem um grande fluxo de elétrons para a cadeia respiratória e esta. ocorre a hidratação reversível do fumarato em malato catalizada pela fumarase (fumarato hidratase).o passo seguinte é outra descarboxilação oxidativa. A energia de oxidação do a-cetoglutarato é conservada na formação da ligação tioéster do succinil-CoA. 5) O que é o malonato e como ele influencia o ciclo da ácido cítrico? Ele é um análogo do succinato. enquato a sequência de reações do ciclo do ácido cítrico é cíclica. esta via é o centro do metabolismo intermediário. pruduzindo uma molécula de GTP. o ciclo do ácido cítrico ( na mitocondria) e a gliconeogenese (no citosol). cada volta do ciclo produz apenas 1 molécula de ATP. h. ligada ao NAD. produzindo-se um NADH nesta fase. pruduzidos de aspartato e glutamato. Capítulo 15 O Ciclo do cido Cítrico 1) Qual é a função do ciclo do ácido cítrico? O papel do ciclo do ácido cítrico não está confinado à oxidação do acetato.em seguida. b. 6) É o ciclo do ácido cítrico que promove a oxidação completa dos carbonos da acetil-CoA. catalisa a oxidação do malato em oxaloacetato. 3) Descreva as etapas do ciclo de krebs. f. respectivamente. Em outras circunstâncias os intermediários são retirados do ciclo para serem empregados como precursores em várias vias metabólicas.

inibição por acúmulos de produtos e inibição alostérica retroativas das primeiras enzimas da via pelos últimos intermediários. e a partir deles são sintetizados por simples transaminação. inibe ambas: a citrato sintase e a isocitrato desidrogenase. ácidos graxos e aminoácidos. mas. as duas reações de desidrogenaçào são severamente inibidas pela lei da ação das massas. O succinil-CoA é um intermediário central na síntese do anel da porfirina dos grupos heme. um produto do oxidação do citrato e do acetoglutarato. A inibição da citrato sintase é aliviada pelo ADP. Em números redondos isto representa a conservação de 40% do máximo teórico disponível para a oxidação completa da glicose. assim como o complexo da piruvato desidrogenase. os elétrons respectivos são transferidos ao oxigênio através da cadeia respiratória. CAPÍTULO 16: A OXIDAÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS . isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase. 7) Porque o ciclo do ácido cítrico é uma via anfibólica? (Serve tanto para processos anabólicos quanto catabólicos) Ela não funciona apenas no metabolismo oxidativo de carboidratos. o citrato bloqueia a citrato sintase. respectivamente. A disponibilidade de substratos para a citrato sintase varia com as condições metabólicas e algumas vezes limita a velocidade de formação do citrato. podem ser removidos do mesmo para servirem com precursores de aminoácidos. os carbonos do oxaloacetato e o a-cetoglutarato são empregados para a síntese de outros aminoácidos. de tal forma que as concentrações dos intermediários do ciclo do ácido cítrico permanecem quase que constantes. O NADH. aqueles catalisados pela citrato sintase. No ciclo. desacelerando o primeiro passo do ciclo: a succinil-CoA inibe a a-cetoglutarato desidrogenase (e também a citrato sintase). certos intermediários do ciclo do ácido cítrico. isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase. 10) Como os átomos de carbono provenientes de aminoácidos. O oxaloacetato pode ser convertido em glicose no processo da gliconeogênese. Muitos aminoácidos têm uma rota diferente sendo metabolicamente degradados em outros intermediários do ciclo. carboidratos e ácidos graxos entram no ciclo de krebs? Os esqueletos carbônicos dos açúcares e ácidos graxos precisam ser degradados até o grupo acetila do acetil-CoA. De forma similar. Mas em condições normais as reações pelas quais os intermediários do ciclo são retirados e aquelas através das quais eles são fornecidos estão em equilíbrio dinâmico. ATP. Os íons cálcio . a forma química através da qual o ciclo de krebs aceita a maior parte de seu combustível. três passos são altamente exergônicos. Através da ação de muitas enzimas auxiliares importantes. cada um deles pode se tornar o passo limitante da velocidade global . particularmente a-cetoglutarato e oxaloacetato. porém não complexa. ativam ambas as enzimas. bem como dos nucleotídeos de purina e pirimidina. a concentração de oxaloacetato é pequena. O aspartato e o glutamato têm o mesmo esqueleto carbônico que o oxloacetato e o a-cetoglutarato. Sob determinadas circunstâncias. um ativador alostérico desta enzima. a reação da malato desidrogenase está essencialmente em equilíbrio na célula . Através do aspartato e do glutamato . 9) Como se dá a regulação do ciclo da ácido cítrico? O fluxo de metabólitos através do ciclo do ácido cítrico está sob regulação estrita. 8) Como o ciclo do ácido cítrico se mantém mesmo após a retirada de intermediários para a biossíntese anabólica? Esses intermediários podem ser fornecidos novamente por meio das reações anapleróticas permitindo a continuidade das reações.CO2 nas reações catalisadas pelo complexo de piruvato desidrogenase e pelas enzimas do ciclo do ácido cítrico e. e quando [NADH] é grande. são obtidos 38 ATP por molécula de glicose metabolizada. como nos progenitores anaeróbicos. enquanto o produto final. quando logo subsequentemente. que servem como transportadores de oxigênio (na hemoglobina e mioglobina) e de elétrons (nos citocromos). também fornece precursores para muitas vias biossintéticas. e quando a relação [NADH]/[NAD+] torna-se grande. acumula-se sob determinadas condições. Brevemente as concentrações de substratos e intermediários do ciclo do ácido cítrico regulam o fluxo através desta via em uma velocidade que fornece concentrações ótimas de ATP e NADH. que nos músculos dos vertebrados dão sinal para contração e o aumento da demanda por ATP. Três fatores governam a velocidade do fluxo através do ciclo: disponibilidade de substratos.

os sais biliares emulsificam as gorduras ingeridas formando micelas mistas de sais biliares e triacilgliceróis. Acoplada a este fluxo de elétrons está a fosforilação do ADP para a ATP. 4. 5.Descreva os passos da intermediários. presente na membrana mitocondrial externa. a qual catalisa a hidrólise de ligações ésteres dos triacilgliceróis. uma proteína quinase. As lipases lipossolúveis intestinais convertem os triacilgliceróis em monoacilgliceróis. Esses são captados pelo tecido alvo. No segundo estágio da oxidação do ácido graxo os resíduos acetila do acetil-CoA são oxidados até CO2. fosforila e. os ácidos graxos sofrem remoção oxidativa de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-CoA. Os quilomícrons que contêm a apoproteína C. cataliza a formação de uma ligação tioéster entre o grupo carboxila do ácido graxo e o grupo tiol da coenzima A para liberar um acil-CoA graxo. os ácidos graxos são oxidados para a obtenção de energia. Os ácidos graxos assim liberados difundem-se do interior do adipócito para o sangue. Os primeiros dois estágios do processo de oxidação de ácido graxo produzem os transportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2 que.II movem-se da mucosa intestinal para o sistema linfático. de onde eles entram na corrente sanguínea e são transportados para os músculos e tecido adiposo. eles são reesterificados e armazenados como triacilgliceróis 2. os ácidos graxos dissociam-se da albumina e difundem-se para o citosol das células nas quais servirão como combustível. Primeiro passo: Primeiro.1. o transportador acilcarnitina/ carnitina. No primeiro estágio. Nos capilares desses tecidos a enzima extracelular lipase lipoproteica hidrolisa os ácidos graxos em triacilgliceróis e glicerol. aumentando a concentração intracelular de AMP. onde ela regenera o acil. -oxidação. Por sua vez. Essa isoenzima está localizada na face interna da membrana mitocondrial interna. Lá. na matriz mitocondrial. provindos do sangue. Esses difundem-se para o interior das células da mucosa intestinal. e no tecido adiposo. através do ciclo do ácido cítrico. transferem os elétrons para a cadeia respiratória mitocondrial. Nos músculos. os ácidos graxos.Qual o papel dos hormônios epinefrina e glucagon secretados em resposta a níveis baixos de glicose no sangue? Ativam a adenilato ciclase na membrana plasmática do adipócito. simultaneamente. ácidos graxos livres e glicerol.Quais as reações enzimáticas os ácidos graxos livres. dependente de cAMP. eles são reconvertidos em triacilgliceróis e agrupados com colesterol da dieta e com proteínas específicas formando agregados lipoproteicos chamados quilomícrons. sofrem antes de passarem para o interior das mitocôndrias? 1º) A acil-CoA sintetase. a enzima acil-CoA desidrogenase (que tem o FAD como grupo prostético) através de uma desidrogenação produz uma dupla ligação entre os átomos de carbono e (C-2 e C-3). onde se ligam à proteína soroalbumina. através do qual estes elétrons são transportados até o oxigênio. em um terceiro estágio. 3º) O grupo acil-graxo é transferido enzimaticamente da carnitina para a coenzima A intramitocondrial pela carnitina acil transferase II.Quais são os principais passos da captação dos triacilgliceróis ingeridos. juntamente com a carnitina livre. no intestino de um animal vertebrado e da passagem dos ácidos graxos aos tecidos muscular e adiposo? No intestino delgado. conservando assim a energia liberada pela oxidação dos ácidos graxos. A formação dos acil-CoA graxos é favorecida pela hidrólise das duas ligações de alta energia do ATP.CoA graxo e libera-o. c 3. diacilgliceróis. liberando um transenoil. de outra forma insolúveis são transportados para os tecidos. 2º) O grupo acil-graxo é transientemente ligado ao grupo hidroxila da carnitina e o derivado acil-carnitina graxo é transportado através da membrana mitocondrial interna por um transportador específico. Aqui. começando pela extremidade carboxila da cadeia do ácido graxo.Quais são os estágios da oxidação mitocondrial dos ácidos graxos? A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos ocorre em três estágios. o ATP sofre clivagem em AMP e PPi. ativa a lipase de triacilgliceróis hormôniosensível. Ligados a essa proteína solúvel. Os elétrons removidos do acil-CoA graxo são transferidos para o FAD e a forma reduzida da -oxidação dos ácidos graxos especificando as enzimas envolvidas e os .CoA.

Este -oxidação para libertar três moléculas de acetil-CoA e um éster de coenzima A de uma ácido graxo insaturado com 12 carbonos e com uma configuraçãocis- intermediário não pode ser empregado pelas enzimas da -oxidação. A outra enzima auxiliar (uma redutase) é requerida pela oxidação de ácidos graxos poliinsaturados. Esta reação é catalisada pela enoil-CoA hidratase. 7. que é convertido pela enoil-CoA hidratase no -dodecenoil-CoA). que passa por três passos do ciclo de oxidação dos ácidos graxos e libera três moléculas de acetil-CoA. agora diminuído de dois átomos de carbono. com uma dupla ligação ciis entre C-9 e C-10. O resultado global é a conversão do linoleato em nove moléculas de acetil-CoA. O último sofre quatro outros passos através da via para liberar um total de nove moléculas de acetil-CoA. As duas reações que possibilitam a utilização completa do ácido graxo insaturado será ilustrada através de dois exemplos. uma proteína integral da menbrana mitocondrial interna é uma dos transportadores de elétrons da cadeia respiratória mitocondrial. enoil-CoA isomerase. que possui uma configuração cissofre três passos através da seqüência padrão de . as suas duplas ligações estão em posições erradas e possuem aconfiguração errada (cis. um transportador de elétrons da cadeia respiratória Quarto passo: A acil-CoA acetiltransferase (mais comumente chamada de tiolase) promove a reação do -cetoacil-CoA com uma molécula de coenzima A livre para romper o fragmento carboxilaterminal de dois átomos de carbono do ácido graxo original na forma de acetil-CoA. o cis-enoil-CoA. Entretanto. Porque isto ocorre e como ocorre? As ligações duplas presentes nos ácidos graxos insaturados dos triacilgliceróis e nos fosfolípedes de animais e vegetais estão na configuração cis e não podem sofrer a ação da enoil-CoA hidratase. vamos seguir a oxidação do oleato.O NADH formado nesta reação transfere seus elétrons para a NADH desidrogenase . O oleato é convertido em oleoil-CoA. O NAD+ é o receptor de elétrons. Terceiro passo: A L.A -oxidação dos ácidos graxos insaturados requer duas reações adicionais.-enoil-CoA para formar o estereoisômero L do -hidroxiacil-CoA. Esta enzima é absolutamente específica para o estereoisômero L . a enzima que catalisa a adição de H2O na dupla ligação trans do -enoil-CoA . Este intermediário sofre agora a ação das enzimas remanescentes da -oxidação para liberar acetil-CoA e um ácido graxo saturado com 10 átomos de carbono como o seu éster de coenzima A.-hidroxiacil-CoA é desidrogenado para a forma -cetoacil-CoA pela ação da -hidroxiacil-CoA desidrogenase.4 dienoil-CoA redutase permite areentrada deste intermediário na via normal de -oxidação e a sua degradação em seis moléculas de acetil-CoA. a flavoproteína transportadora de elétrons (ETFP). Por que isso ocorre e como ocorre? . Como exemplo.desidrogenase transfere imediatamente os mesmos para um transportador de elétrons. além do éster de coenzima A de um ácido graxo insaturado de 12 átomos de carbono.cis . 6. ácido graxo com 18 átomos de carbono na cadeia e monoinsaturado. O linoleoil-CoA . pela ação da enzima auxiliar. Este produto não pode sofrer a -oxidação. a ação combinada da enoil-CoA isomerase e da 2. resultante de uma molécula de oleato de 18átomoa de carbono. vamos tomar o linoleato com 18 carbonos.cis.CoA é isomerizado para liberar o trans-hidroxiacil-CoA (trans-dodecenoil-CoA.A oxidação de ácidos graxos com número ímpar de átomos de carbono na cadeia necessita de três reações a mais. Segundo passo: Uma molécula de água é adicionada à dupla ligação do trans. e não trans). A ETFP. O outro produto é o tioéster de coezima A do ácido graxo original. ocisação da próxima enzima da via de correspondente L-enoil. Entretanto. Primeiro.

Como a coenzima B12 catalisa a troca de posição do Hidrogênio na reação catalisada pela metilmalonilCoA sem que ocorra qualquer mistura do átomo com o Hidrogênio do solvente (H2O)? 1. O que são corpos cetônicos? Como são formados? Qual o destino de seus componentes? Qual o fator determinante para a conversão do acetil-CoA em corpos cetônicos? Corpos cetônicos é o Acetil-CoA convertido em acetoacetato. portanto. Finalmente. O NADH formado na  -oxidação não pode ser reoxidado e o peroxissomo precisa exportar equivalentes redutores para o citosol (estes eventualmente são passados para a mitocôndria). Os peroxissomos e glioxissomos são similares em estrutura e função. gerando o produto e regenerando o radical livre desoxiadenosil. 9. e esta é fornecida pela clivagem do ATP até AMP e PPi. envolvendo três enzimas. O rearranjo do radical substrato produz outro radical. Oxidação do  -hidroxiacil-CoA a uma cetona. convertendo-o em um radical e produzindo 5’desoxiadenosina. gerando H2O2. destruído enzimaticamente. e podem ser considerados como um peroxissomo especializado. Primeiro. 2. Adição de água à dupla ligação formada.da 5’-desoxiadenosina. começando sempre na extremidade da cadeia que contém a carboxila. o acetato dos glioxissomos serve como um precursor biossintético.desoxiadenosil . o acetil-CoA é oxidado através do ciclo do ácido cítrico. 3. Entretanto. Desidrogenação.CH2. os intermediários são derivados da coenzima-A e o processo consiste em 4 passos: 1. O propionil-coA é primeiro carboxilado para formar o estereoisômero D do metilmalonil-CoA pela propionil-CoA carboxilase. O acetil-CoA é oxidado através da via do ácido cítrico. ou coenzima B12. O acetil-CoA produzido pelos peroxissomos e glioxissomos é exportado. Esse radical agora retira um átomo de hidrogênio do substrato. 5. 8. que pode entrar no ciclo do ácido cítrico. neles o peróxido de hidrogênio é produzido por oxidação dos ácidos graxos e. Nele o grupo migrante X (-Co-S-CoA para a metilmalonil-CoA mutase) moveu-se para o carbono adjacente para formar um radical semelhante ao produto. Nas mitocôndrias.Ácidos graxos de cadeia longa e número ímpar de átomos de carbono são oxidados pela mesma via dos ácidos com número par de átomos de carbono. A formação do intermediário carboxibiotina requer energia. Quando este ácido é clivado mais uma vez. 10. pronto para participar de outro ciclo catalítico. Os glioxissomos ocorrem apenas durante a germinação das sementes. o átomo de hidrogênio migrante nunca existe como espécie livre e. O sistema peroxissomal difere do mitocondrial em dois aspectos : 1. imediatamente a seguir. pela ação da metilmalonil-CoA epimerase. antes de sua transferência para o propionato. a ponte entre o cobalto e o grupo . D- -hidroxibutirano e acetona. mas o propionil-CoA toma uma via enzimática incomum. A oxidação dos ácidos graxos nos glioxissomos ocorre pela via peroxissomal. Este rearranjo é catalisado pela metilmalonil-CoA mutase. nunca está livre para ser trocado com os hidrogênios das moléculas de água que constituem o solvente. que requer como coenzima a desoxiadenosilcolamina. os produtos são acetil-CoA e propionil-CoA. assim formado. 3. O D-metilmalonil-CoA. O L-metilmalonil-CoA sofre um rearranjo intramolecular e forma o succinil-CoA. O átomo de hidrogênio inicialmente retirado do substrato é agora parte do grupo CH3. é epimerizado enzimaticamente para o seu estereoisômero L. Como na oxidação dos ácidos graxos na mitocôndria. 2. 2. . Nesta reação enzimática o CO2 (ou sua forma hidratada o íon HCO3-) é ativado pela ligação à biotina. a enzima rompe a ligação Co-C no cofator. deixando a coenzima em sua forma Co2+ e produzindo o radical livre 5’.O que são peroxissomos e glioxissomos? Como ocorre a oxidação de ácidos graxos por essa via? Quais as principais diferenças entre essa via e a mitocondrial? Peroxissomos são compartimentos celulares enclausurados por membranas existentes em animais e em plantas. que contém o cofator biotina. No primeiro passo oxidativo os elétrons passam diretamente ao O2. um dos hidrogênios deste mesmo grupo CH3-(ele pode ser o mesmo que foi originalmente retirado) retorna para o radical semelhante ao produto. Neste mecanismo proposto. 4.do radical desoxiadenosil é refeita. Clivagem tiolítica através de coenzima A. 4. destruindo o radical livre e regenerando o cofator na sua forma Co3+. o substrato para o último passo através da seqüência de -oxidação é um acil-CoA graxo no qual o ácido graxo tem cinco átomos de carbono. derivado da vitamina B12.

os aminoácidos são ingeridos em excesso com relação às necessidades corporais de biossíntese de proteínas . quando a glicose não é disponível. Como a determinação da concentração de aminotransferases no soro sangüíneo pode fornecer informações a respeito das lesões no músculo cardíaco? No infarto do miocárdio. a carboxipeptidase que degrada pequenos peptídios removendo sucessivos resíduos carboxilaterminais dos peptídios. o acetoacetato e o D- -hidroxibutirato são transportados pelo sangue para os tecidos extra-hepáticos (músculos esquelético. das células cardíacas injuriadas. pode fornecer informações a respeito da severidade e do estágio da lesão no coração. A acetona produzida é exalada. é reduzido em D- -hidroxibutirato através de uma reação reversível catalisada pela D- -hidroxibutirato desidrogenase. uma enzima mitocondrial. as moléculas de oxaloacetato são retiradas do ciclo do ácido cítrico e empregadas na síntese de moléculas de glicose (gliconeogênese). a formação de corpos cetônicos é favorecida. Nas pessoas sãs. entre outras enzimas. o grupo carboxila pode ser perdido espontaneamente ou pela ação da acetoacetato descarboxilase. Através de testes de STGO e STGP e uma outra enzima cardíaca. Como a uréia é formada no fígado? . A superposição de corpos cetônicos pode ocorrer em condições de jejum severo ou de diabetes não controlado por tratamento. essa reação é uma simples reverção do último passo da  -oxidação. as proteínas corporais serão chamadas a servirem como combustível. mesmo quando o acetil-CoA não está sendo oxidado através do ciclo do ácido cítrico. a quimiotripsina que hidrolisa ligações peptídicas cujos grupos carbonilas são fornecidos por resíduos de fenilalanina. tirosina ou triptofano . b. durante a quebra das proteínas sofrerão degradação oxidativa caso eles não sejam necessários para a síntese de novas proteínas. catalisada pela tiolase. a creatina quinasse ( teste SCK ) . o acetoacetil-CoA condensa-se com acetil-CoA para formar o  -hidroxi- -metilglutaril-CoA (HMG-CoA). a pepsina hidrolisa as proteínas ingeridas nas ligações peptídicas do lado aminoterminal dos resíduos de aminoácidos aromáticos . A produção dos corpos cetônicos pelo fígado e sua exportação para os tecidos extra-hepáticos. Então. fenilalanina e triptofano. a lesão provoca extravasamento na corrente sangüínea das aminotransferases. assim. em geral permitem a oxidação continuada dos ácidos graxos no fígado. No duodeno. Em algumas circunstâncias (como o jejum). assim produzido. a creatina quinase é a primeira enzima a aparecer no sangue e também. Quando devido a uma dieta rica em proteínas. Quando a concentração de oxaloacetato está muito baixa.O primeiro passo na formação do acetoacetato no fígado é a condensação enzimática de duas moléculas de Acetil-CoA. Após um ataque cardíaco. O acetoacetato é facilmente descarboxilado. a desaparecer rapidamente. A disponibilidade de oxaloacetato para iniciar a entrada do acetil-CoA no ciclo do ácido cítrico é o principal fator determinante da via metabólica que será tomada pelo acetil-CoA na mitocôndria hepática. Quais as principais enzimas que degradam proteínas em aminoácidos e onde elas atuam? No estômago. Durante a síntese e degradação normais das proteínas celulares ( renovação das proteínas ) alguns dos aminoácidos liberados .cardíaco e córtex renal) onde são oxidados através da via do ácido cítrico para fornecer a maior parte da energia requerida por esses tecidos. pouco acetil-CoA entra no ciclo de Krebs e. as enzimas tripsina que hidrolisam as ligações peptídicas cujos grupos de carbonila são fornecidos por resíduos de lisina ou arginina . pode adaptar-se para usar o acetoacetato ou o D- -hidroxibutirano na obtenção de energia. Quando os aminoácidos podem sofrer degradação oxidativa nos animais? Sob 3 circunstâncias metabólicas diferentes os aminoácidos podem sofrer degradação oxidativa: a. já que os aminoácidos livres não podem ser armazenados. O cérebro em condições de fome. O acetoacetato livre. tirosina. A lactato desidrogenase também escapa do músculo cardíaco injuriado ou anaeróbico. quando os carboidratos são inacessíveis ou não utilizados adequadamente . o qual é quebrado para formar acetoacetato livre e acetil-CoA. c. Durante o jejum severo ou o diabetes melitus. a acetona é formada quando o acetoacetato perde um grupo carboxila e isso ocorre em quantidades extremamente pequenas. A TGO é a próxima enzima a aparecer e pouco depois aparece a TGP. o excedente é catabolisado.

e a cadeia lateral do triptofano é separada do restante da molécula para liberar alanina e. então hidrolisada para liberar a uréia. A glicina tem duas vias de metabolização. cisteína e triptofano. 7. Os girinos são inteiramente aquáticos e excretam o N2 amino como amônia. A alanina libera piruvato diretamente por transaminação com o  -cetoglutarato. precursor da serotonina. um precursor do NAD e do NADP.biossíntese de outras biomoléculas importantes como nicotinato. A Segunda via para glicina. 10. nas plantas o fator de crescimento indolacetato. O fumarato entra na mitocôndria onde as atividades combinadas da fumarase ( fumarato hidratase ) e da malato desidrogenase transformam o fumarato em oxalacetato .hidroxilação para formar tirosina. 9. O fumarato. A cisteína é convertida em piruvato em dois passos um para remover o átomo de enxofre e o outro é um transaminção.Quais os aminoácidos que entram no ciclo do ácido cítrico apartir do piruvato e como o fazem? Os cinco aminoácidos que entram através do piruvato são : alanina.Qual o papel da enzima fenilalanina hidroxilase no catabolismo da fenilalanina? O papel da enzima fenilalanina hidroxilase é inserir um dos dois átomos de oxigênio do O2 na fenilalanina para formar o grupo hidroxila da tirosina . que é um animal de hábitos muito mais terrestres.Uma molécula de ornitina ( aminoácido) combina-se com uma molécula de amônia e uma de CO2 para formar a citrulina ( aminoácido). A enzima arginase no fígado. glicina. serina. tetraidrofolato. Fenilalnina. que também é necessário na reação. presente em grandes quantidades nos animais ureotílicos ( amônia é convertida em uréia nos hepatócitos ). S-adenosilmetionina e sua função é transferir as unidades monocarbônicas em diferentes estados de oxidação. piruvato. é formado do oxalacetato por transaminação com o glutamato. O outro átomo do oxigênio é reduzido a H2O pelo NADH. O que é a chamada " bicicleta de Krebs "? Como as reações do ciclo da uréia e do ácido cítrico estão inertricavelmente imbricadas. Ela pode ser convertida em serina pela adição enzimática de um grupo hidroximetila. neurotransmissor dopamina. o conjunto dos dois tem sido chamado de " bicicleta de Krebs ". que age como um. envolve a sua clivagem oxidativa em CO2. catalisa a hidrólise irreversível da arginina em uréia e ornitina. 8.Quais os tipos de cofatores empregados na transferência de unidades monocarbônicas? E a sua função Os cofatores empregados são a biotina. que predomina nos animais. através de suas guelras. NH4+ e um grupo metileno. Qual a importância do habitat na excreção do N2 do grupo amino ? A importância do habitat na excreção do N2 do grupo amino é ilustrada pela mudança na via de excreção de N2 que ocorre à medida que o girino sofre metarmofose em sapo adulto.Qual o papel biológico do triptofano e da fenilalanina? Triptofano. com regeneração da ornitina. CAPÍTULO 16 . precursor dos hormônios epinefrina e norepinefrina. Um segundo grupo amino é adicionado à citrulina para formar a arginina ( aminoácido). melanina. mas durante a metarmofose ele começa a sintetizar estas enzimas e perde a capacidade de excretar amônia. esta é. o  -cetoglutarato é o produto da transaminação e também é um intermediário do ciclo do ácido cítrico. o N2 do grupo amino é excretado quase integralmente como uréia. No sapo adulto. doador de nitrogênios na reação do ciclo da uréia catalisada pelo argininosuccinato sintetase no citosol. produzido na reação da argininosuccinato liase é também um intermediário do ciclo do ácido cítrico. O fígado do girino não tem enzimas necessárias para a produção de uréia. portanto. O aspartato. A serina é convertida em piruvato pela serina desidratase.

1) . hidrolisados por lipases intestinais. Todos os passos subsequentes na oxidação dos ácidos graxos ocorrem com estes na forma dos seus tioésteres de coenzima A. incluidos nos quilomícrons através da combinação com apolipoproteínas esdpecíficas. qual o tipo de ácido graxos seria melhor consumir. são a seguir. A relativa inércia química dos triacilgilicérois permite a sua estocagem intracelular em grandes quantidades sem o risco de ocorrerem reações químicas não desejadas com outros componentes celulares. onde a lipase lipoprotéica libera os ácidos agraxos livres para entrarem no interior das células que os armazemam (adipócitos). No primeiro estágio . Uma vez no interior das células. No terceiro estágio.Explique como os elétrons do acil-coA graxo chegam até a cadeia respiratória mitocondrial.A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos ocorre em três estágios. Com a ausência da glicose na dieta. ai os ésteres acil-coA graxos são novamente formados. 3) . os resíduos acetila do acetil-coA são oxidados até CO2 através do ciclo do ácido cítrico. Os quilomicrons liberam os trigliceróis para os tecidos. precisa ser compensada. poderá sofrer ação das enzimas subsequentes liberando o acetil-coA graxo.os ácidos sofrem a remoção oxidativa de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-coA. portanto. são pasados para o O2 através da cadeia respiratória mitocondrial.gado pelos sais biliares. Esta uma proteína integral.Como os triglicérois são armazenados na célula? São segregados em gotículas lípidicas. o qual é o principal produtor de oxalacetato.Por que a oxidação de um acil-coA graxo monoinsaturado. processo que também ocorre na matriz mitocondrial. convertendo o isômero cis em isômero trans. os ácidos graxos livres são ativadas na membrana mitocondrial externa por esterificação com a coenzima A formando tioésteres acil-coA graxos. descrevendo o fl. que é um intermediário normal da B-oxidação e. pois a conversão do propianil-coA em succinil-coA fornece intermediários para o ciclo do ácido cítrico. que são então carregados por um transportador específico através da membrana mitocondrial interna (carnitina aciltransferase I e II) até a matriz mitoncondrial. a flavoproteína transportadora (ETFP).uxo de elétrons relacionado a eles.Como ocorre a absorção das gorduras da dieta (trigliceróis) Os trigliceróis ingeridos na alimentação sào emulsificados no intestino del. começando pela estremidade carboxila da cadeia do ácido graxo. 2) . no interior da matriz mitocondrial. Caracterize cada estágio. A formação de cada molécula de acetil-coA requer a ação de desidrogenases para a remoção de 4 átomos de hidrogênio da porção acil-graxo da molécula. absorvidos pelas células epiteliais intestinais e reconveretidos em trigliceróis. 4) . 5) .Descreva o mecanismo de entrada dos ácidos graxos no interior da mitocôndria através do transportador acilcsarnitina/carnitina. 8) . A enzima.B-oxidação . exige uma enzima adicional (enoil-coA isomerase)? A enoil-coA isomerase irá reposicionar a dupla ligação. acil-coA desidrogenase.Qual é a diferança entre as vias de oxidação de ácido graxos existentes nas mitocôndrias e nos peroxissomos? . inclui o fad como grupo prostético. os elétrons provenientes das oxidações ocorridas nos estágios 1 e 2 e ärmazenados" nos tranportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2. com número par ou impar de carbonos? Número ímpar. a velocidade do ciclo do ácido cítrico que diminui. devido á sua hidrofobicidade e extrema insolubilidade em água. formecendo energia para a síntese de ATP atavés da fosforilação oxidativa. Os elétrons removidos do acil-coA graxo são transferidos para o FAD e a forma reduzida desidrogenase transfere imediatamente os mesmos para um transportador de elétrons. A glicose produz piruvato. é um dos transportadores de elétrons da cadeia respirátoria mitocondrial. Estes são convertidos em ésteres graxos do tipo acil-carnitina.Se uma pessoa precisasse sobreviver com uma dieta rica em gorduras e desprovida de carboidratos. No segundo estágio. as quais não aumentam a osmolaridade do citosol e não contém peso extra com água de solvatação. 7) . 6) .

Qual o destino dos produtos da oxidação dos ácidos graxos no figado dos mamíferos? Durante a oxidação dos ácidos graxos. formando glutamato. que executam trabalho físico intenso. a qual é um oxidante forte e potencilamente perigoso e . pode se adaptar para usar o acetoacetato ou o D-B-hiroxibutiraro na obternção de energia. na mitocôndria. O aumento no sangue de acetoacetato e de D-B-hidroxibutirato diminui o PH do sangue. os elétrons removidos no primeiro passo de oxidação passam através de uma dadeia respiratória até o O2 e a H2O é o produto final. a cadeia carbônica remanescente do aminoácido é convertida ao  -cetoácido correspondente. Produzindo H2O2. é exalada. o acetilcoA formado pode entrar no ciclo do ácido citríco ou de ser convertido nos chamados corpos cetônicos. que consiste na transferência deste grupo para o  -cetoglutarato. o material de partida para gliconeogênese. O cérebro que utiliza apenas a glicose como combustível. A coenzima utilizada pelas transaminases é derivada da vitamina B6. A acetona. acompanhado pela sintese de ATP. a alanina libera piruvato. que são exportados para outros tecidos através da circulaçaõ sanguinea. provocando uma condição conhecida como acidose. o que também ocorre com a oxidação dos ácidos graxos no fígado e músculos. 10) . Já a alanina transaminase dá como produtos o piruvato e o glutamato. o grupo  -amino é transferido para o átomo de carbono  do  -cetoglutarato. produzindo não apenas amônia da quebra de proteínas. Quais são os 5 passos para produção da uréia a partir de amônia? . d-B-hidroxibutirato e acetona. ou seja. em acetoacetato. pois o  -cetoglutarato torna-se aminado à medida que o  -aminoácido é desaminado. qual é o destino final do grupo amino? E o da cadeia carbônica remanescente? O grupo amino da maioria dos aminoácidos é retirado por um processo comum. No fígado. onde são oxidados através da via do ácido citríco para fornecer a maior parte da energia requerida para esses tecidos. O acetoacetato . por falta da glicose. resultando em uma produção de corpos cetonicos em quantidade acima da capacidade de sua oxidação pelos tecidos extra-hepáticos. que pode levar ao coma e em alguns casos até a morte Capítulo 17 Com a oxidação dos aminoácidos.l prodizida em menores quantidades. Todo ATP disponível no músculo pode ser destinado para contração muscular. assim. é um exemplo de economia intrínseca dos organismos vivos? Os músculos esqueléticos. e também NH4+ para síntese de uréia. é logo decomposta em H2O e O2 pela catalase. produzindo o respectivo  -cetoácido análogo do aminoácido. Em contraste. Por que podemos dizer que o emprego de alanina para transportar amônia dos músculos esqueléticos. O aspartato transaminase catalisa a reação que tem como produtos o  -cetoácido e o glutamato.e o d-B-hidroxibutirato são tranportados pelo sangue para os tecidos extrahepáticos. para o fígado. Para aumentar o nível de glicose sanguinea.A diferença é que nos peroxissomos a flavoproteína desidrogenase que introduz a dupla ligação passa seua elétrons diretamente para o O2. Não ocorre perda de grupos amino. a gliconeogênese no fígado é acelerada. por isto se fala em economia. em condições de fome. Estes dois produtos são resolvidos em um mesmo ciclo: a amônia é convertida em uréia e o piruvato é reformado em moléculas de glicose e retorna aos músculos.Qual o prosesso metabolico da diabete? Devido a insuficiente insulina circulante os tecidos extra-hepaticos não consequem captar a glicose do sangue de forma eficiente. Qual a importância das reações de transaminação? Qual é o reservatório temporário de grupos amino? Qual é a coenzima utilizada pelas transaminases? Quais os produtos da aspartato transaminase e da alanina transaminase? Nessas reações. que contraem vigorosamente. Os grupos amino de muitos aminoácidos diferentes são coletados na forma de glutamato. mas também grande quantidade de piruvato da glicólise. 9) . operam em anaerobiose.

Essas variações na demanda de atividade do ciclo da uréia. Quando a dieta é primariamente protéica. é ativada alostericamente por N-acetilglutamato. são satisfeitas pela regulação das velocidades da síntese das enzimas do ciclo da uréia e da carbamil fosfato sintetase I no fígado. Através da ação das aminotransferases. É catalisada pelo argininossuccinato sintetase. a longo prazo. requer ATP e ocorre através do intermediário citrulil-AMP. agora. Carbamil fosfato transfere grupo carbamil para a ornitina para formar citrulina e liberar Pi. Elas não podem tolerar uma alimentação rica em proteínas. Em uma escala de tempo menor. Todas essas enzimas são sintetizadas em velocidade maior. 2. pois senão os aminoácidos em excesso serão desaminados no fígado. pela introdução na dieta de  -cetoácidos. O argininossuccinato é clivado reversivelmente pela argininossuccinato liase para formar arginina livre e fumarato para integrar o conjunto de intermediários do ciclo do ácido cítrico. desenvolvimento retardado. 1.NH4+ gerado na mitocôndria do fígado. . Como a atividade do ciclo da uréia é regulada? O fluxo de nitrogênio através do ciclo da uréia varia com a composição dos nutrientes presentes na alimentação. Durante a desnutrição severa. 3. esses  -cetoácidos podem receber o grupo amino dos aminoácidos não essenciais presentes em excesso. provoca desordens mentais. A amônia é muito tóxica. A enzima citosólica arginase quebra a arginina para liberar uréia e ornitina. Os pacientes com problemas no ciclo da uréia são tratados. Reação é catalisada pela ornitina transcarbamilase. Os aminoácidos essenciais (que não podem ser sintetizados pelos aminoácidos e precisam ser obtidos na dieta) podem ser sintetizados por transaminação a partir de  -cetoácidos análogos aos aminoácidos essenciais. A primeira enzima na via. O aspartato (gerado na mitocôndria por transaminação é transportado para o citosol) fornece o segundo grupo amino que é introduzido no ciclo por uma reação de condensação entre o grupo amino do aspartato e o grupo ureído (carbonila) da citrulina para formar o argininossuccinato. o uso dos esqueletos carbônicos dos aminoácidos como combustível. resulta na produção de muita uréia a partir dos grupos amino excedentes. mais HCO3. ser transportada para a mitocôndria para iniciar outra volta do ciclo da uréia. aminoácidos essenciais ficam disponíveis para a biossíntese e os aminoácidos não essenciais são impedidos de liberar seus grupos amino para o sangue na forma de aminoácidos.produzido pela respiração mitocondrial são empregados na síntese de carbamil fosfato. que é catalisada por carbamil fosfato sintetase I e depende de ATP. quer em indivíduos com desnutrição protéica ou com dietas de conteúdo protéico alto. produzindo amônia livre no sangue. a quebra das proteínas musculares fornece a maior parte do combustível metabólico. 5. um intermediário do ciclo da uréia que se acumula quando a produção da mesma é muito lenta para acomodar amônia produzida pelo catabolismo de aminoácidos. 4. que é sintetizado de AcetilCoA e glutamato. coma e morte. ativada pela arginina. Carbamil fosfato entra no ciclo da uréia. e a produção da uréia aumenta substancialmente. A ornitina é regenerada e pode. Qual a conseqüência da deficiência de uma enzima no ciclo da uréia? E como esse erro pode ser corrigido? Defeitos genéticos em qualquer enzima envolvida na formação da uréia tem uma capacidade diminuída de converter amônia em uréia. a carbamil fosfato sintetase I. A citrulina é liberada da mitocôndria para o citosol. Deste modo. o ajuste do fluxo através do ciclo da uréia envolve a regulação alostérica de pelo menos uma enzima. A N-acetilglutamato sintase é. por sua vez.

o estado de maior redução do carbono. sua conversão em succinilCoA pela enzima dependente da coenzima B12 (metilmalonil-CoA mutase). O outro átomo de oxigênio é reduzido à H2O pelo NADH. A maior parte do fenilpiruvato é descarboxilada para produzir fenilacetato. succinil-CoA. A treonina também é convertida em propionil-CoA. nos primeiros dias de vida. tirosina. a forma mais reduzida do cofator transporta um grupo metila. em geral. A fenilalanina e o fenilpiruvato acumulam-se no sangue e nos tecidos e também são excretados na urina. provocando retardo mental severo. podem ser convertidos a glicose e glicogênio. Um defeito genético na primeira enzima da via catabólica da fenilalanina (fenilalanina hidroxilase) é responsável pela doença. Existem quatro aminoácidos que são degradados por vias que formam a succinil-CoA. epimerização do metilmalonil-CoA e. envolve um dos três seguintes cofatores: biotina. e três dos quatro átomos remanescentes do seu esqueleto carbônico são convertidos nos do propionato. São eles: triptofano. A biotina transfere o CO2 que representa o estado de maior oxidação do carbono. A fenilcetonúria é a causa mais comum de níveis elevados de fenilalanina no sangue. que é transformado em succinil-CoA. A valina. uma forma mais oxidada transporta os grupos metenil. depois de sua transaminação e descarboxilação. A succinil-CoA é um intermediário do ciclo do ácido cítrico. na forma de propionil-CoA. Nesta via. Explique como esta doença genética acontece. Quando a fenilalanina hidroxilase é geneticamente defeituosa. nas reações de catabolismo dos aminoácidos? E quais são as suas funções? A transferência destas unidades. leucina e lisina. ou S-adenosilmetionina. A S-adenosilmetionina está envolvida na transferência de grupos metila. A isoleucina sofre transaminação seguida de descarboxilação oxidativa do  -cetoácido resultante. que também é necessário na reação.DEFINA FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA E FOTOFOSFORILAÇÃO. O que são aminoácidos cetogênicos e glicogênicos? Cite-os. Os outros dois cofatores são especialmente importantes no metabolismo dos aminoácidos e dos nucleotídeos. CAPÍTULO 18 : FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA E FOTOFOSFORILAÇÃO 01. Aminoácidos: Metionina / isoleucina / treonina / valina A metionina doa o seu grupo metila para um de vários receptores possíveis. isoleucina. fenilalanina. que pode competir com outros aminoácidos pelo transporte através da barreira hematocefálica. fumarato e oxalacetato e. passa a ter grande atuação. São eles: Triptofano. Estes cofatores são empregados para transferir as unidades monocarbônicas em diferentes estados de oxidação. finalmente. tetraidrofolato. a fenilalanina sofre transaminação com o piruvato para liberar fenilpiruvato. uma via secundária do metabolismo da fenilalanina. normalmente pouco empregada. fenilanalina. ou reduzida para formar fenilactato. A fenilalanina hidroxilase insere um dos dois átomos do O2 na fenilalanina para formar um grupo hidroxila da tirosina. resultando em retardo mental. O acúmulo de fenilalanina. ou unidades monocarbônicas. impede o desenvolvimento normal do cérebro. Aminoácidos glicogênicos: são os que podem ser convertidos a piruvato. O esqueleto remanescente com cinco átomos de carbono derivado da isoleucina sofre uma oxidação posterior. ou seus metabólitos. Aminoácidos cetogênicos: Alguns dos átomos de carbono destes aminoácidos podem liberar corpos cetônicos no fígado. tirosina. liberando acetil-CoA e propionil-CoA. isoleucina. . O propionil-CoA derivado destes três aminoácidos é convertido em succinil-CoA por uma via em que: o propionato sofre carboxilação a metilmalonil-CoA.  -cetoglutarato. a partir destes. O tetraidrofolato geralmente está envolvido na transferência de grupos monocarbônicos nos estados de oxidação intermediários. pela conversão do acetoacetil-CoA em acetona e  -hidróxido butirato.Quais os cofatores envolvidos na transferência de unidades de um carbono. uma série de reações de oxidação converte os quatro carbonos remanescentes em metilmalonil-CoA. Comente. formil ou formino.

os prótons produzidos quando a UQH2 é oxidada a UQ são liberados para o espaço entre as membranas. O fluxo de elétrons através da UQ do complexo I até o III é acompanhado pela movimentação de prótons da matriz mitocondrial para o lado externo da membrana mitocondrial interna. e ocorre igualmente bem na luz ou na escuridão. O NADH age como um transportador difusível carregando os elétrons derivados das reações catabólicas ao seu ponto de entrada na cadeia respiratória . Acredita-se que os elétrons passem do succinato para o FAD.QUAIS OS TRANSPORTADORES DE ELÉTRONS QUE AGEM NA CADEIA RESPIRATÓRIA E COMO ELES FUNCIONAM ? O NADH e o NADPH são transportadores de elétrons hidrossolúveis que se associam reversivelmente com as desidrogenases. O complexo também centros de Fe-S através dos quais os elétrons passam no seu caminho do FMN até a UQ. onde é oxidado a UQ. a fosforilação oxidativa ocorre nas mitocôndrias. e os transportadores de um elétron (citocromos b562. O Ubiquinol (UQH2) difunde-se na membrana do complexo I até o complexo III . O complexo III funciona como uma bomba de prótons. Ela é facilmente difusível dentro da bicamada lipídica da membrana mitocondrial interna. em razão da orientação assimétrica do complexo. As flavoproteínas ( que contém FMN ou FAD ) podem participar na transferência de um ou dois elétrons. O efeito total da transferência de elétrons é: UQH2 é oxidado a UQ e o citocromo c é reduzido. uma proteína Fe-S e. pelo menos. Envolve a redução do oxigênio à água com elétrons doados pelo NADH e FADH 2. Estas proteínas participam na transferência de um elétron onde um dos átomos do Fe está oxidado ou reduzido. A ubiquinona ( Coenzima Q ou UQ ) é uma benzoquinona lipossolúvel com uma cadeia lateral isoprenóide muito longa. A fotofosforilação é a maneira pela qual os organismos fotossintetizantes captam a energia da luz solar. Complexo II : succinato até a UQ. . também chamado de complexo dos citocromos bc1 ou UQcitocromo c oxirredutase contém os citocromos b562 . seis outras subunidades proteicas. Nos eucariotos. O complexo transfere um par de equivalentes redutores do NADH para seu grupo prostético. é um grande complexo de flavoproteínas. uma segunda proteína Fe-S está também presente. com o NADP+ como receptor de elétrons. Os citocromos do tipo a e b e alguns do tipo c são proteínas integrais da membrana. c1 e c ) é realizada numa série de reações chamadas de ciclo Q. Envolve a oxidação da água a oxigênio . Estes dois processos juntos são responsáveis pela maioria da síntese de ATP pelos organismos aeróbicos. Os citocromos são proteínas transportadoras de elétrons que contém ferro (presente no grupo heme). Complexo III : UQ até citocromo c . está alocado na membrana mitocondrial interna. É capaz de atuar na junção entre um doador de dois elétrons e um receptor de um elétron.b566. Todas as etapas enzimáticas na degradação oxidativa dos carboidratos. Complexo I : também chamado complexo da NADH desidrogenase. FMN. A fosforilação oxidativa é a culminação do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbicos. As proteínas Fe-S são transferidas de elétrons que contém Fe em associação com os átomos de S inorgânicos e/ou átomos de S de resíduos de Cys na proteína.Fosforilação oxidativa é a síntese de ATP direcionada pela transferência de elétrons ao oxigênio e a fotofosforilação é a síntese de ATP direcionada pela luz. Uma proteína possui um FAD covalentemente ligado e um centro Fe-S com quatro átomos de Fe. 02. Ocorre nos cloroplastos. e é absolutamente dependente da luz. produzindo um gradiente de prótons. A passagem entre a UQ transportadora de dois elétrons. gorduras e aminoácidos nas células aeróbicas convergem para esta etapa final da respiração celular. e depois dos centros Fe-S até a UQ. Também chamado succinato desidrogenase ( é a única enzima ligada à membrana no ciclo do ácido cítrico ). citocromo c1. O complexo III. Contém dois tipos de grupos prostéticos e pelo menos quatro proteínas diferentes. O NADPH é um transportador difusível que supre de elétrons as reações anabólicas. Estes dois processos ocorrem através de mecanismos altamente semelhantes.

onde o sítio T é convertido em O. *Valinomicina também desacopla a fosforilação oxidativa. EXPLIQUE COMO O NADH GERADO PELA GLICÓLISE . liberando o ATP. A força próton-motora aparentemente supre a energia necessária para forçar a dissociação do ATP fortemente ligado à enzima. que são cruciais para a transferência de elétrons para o oxigênio. um segundo está na conformação L (fraca. induzem o desacoplamento sem romper a estrutura mitocondrial. O sítio L é convertido em T. Também contém dois íons cobre. onde o ADP + Pi ligam-se fracamente. 06. induz a movimentação de prótons da matriz para o espaço entre as membranas. *Antimicina A age no complexo III bloqueando a transferência de elétrons do citocromo b ao citocromo c1. O fluxo de elétrons do citocromo c para o oxigênio. onde ADP + Pi formam o ATP e o sítio O torna-se um sítio L. 05. os quais podem reentrar na matriz apenas através de canais específicos dos prótons (F0 da ATP sintase).EXPLIQUE A DEPENDÊNCIA DA TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS COM A SÍNTESE DE ATP NA MITOCÔNDRIA. contribuindo para a força motora do próton. *Proteína desacopladora (termogenina) forma poros que conduzem prótons na membrana interna da mitocôndria da gordura marrom. O complexo IV também chamado de citocromo oxidase contém os citocromos a e a3 . ligado ao ATP) . A ATP sintase possui três sítios de ligação muito fortes para o ATP na sua porção F1. Em qualquer momento. A força próton-motora provoca. levando a uma diferença de concentração dos prótons. .4-dinitrofenol (DNP) são ácidos fracos com propriedades hidrofóbicas.SABENDO-SE QUE A MEMBRANA INTERNA DA MITOCÔNDRIA NÃO É PERMEÁVEL AO NADH CITOSÓLICO. Rotenona ( inseticida ) e antibiótico Piericidina A inibem o fluxo dos elétrons dos centros Fe-S do complexo I até a UQ. 04. A transferência de elétrons ao longo da cadeia respiratória é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da membrana mitocondrial interna.EXPLIQUE COMO OCORRE A LIBERAÇÃO DO ATP RECÉM SINTETIZADO NA ATP SINTASE PELA FORÇA PRÓTON-MOTORA . um dos três sítios está na conformação T (forte. *Cianeto e CO inibem a citocromo-oxidase (complexo IV) *DCMU compete com Qb pelo sítio de ligação no fotossistema II -Inibição da ATP sintase: *Oligomicina ou Venturicidina antibióticos tóxicos que se ligam à ATP sintase na mitocôndria inibem a F1 e à CF1 *Dicicloexil carbodiimida (DCCD) bloqueia o fluxo de prótons através de F0 e CF0 . 03.Complexo IV: redução do oxigênio. Cu a e Cu b. A membrana mitocondrial interna é impermeável aos prótons. ligada ao ADP + Pi) e um terceiro está na conformação O (aberta).Tipos de interferência: Inibição da transferência de elétrons: *Amital ( droga barbitúrica ). -Desacoplamento da fosforilação da transferência de elétrons: *Carbonilcianeto fenilidrazona e 2. -Inibição da troca ATP – ADP : *Atractilosídio inibe a adenina nucleotídio translocase. através do complexo IV .RELACIONE AGENTES QUE INTERFEREM COM A FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA OU A FOTOFOSFORILAÇÃO. pelo fluxo de prótons pelo canal F0 . DO LADO DE FORA DA . uma mudança conformacional.

Regulando partilha dos elétrons entre a redução do NADP+ e a fosforilação cíclica.COMO AS BACTÉRIAS HALOFÍLICAS USAM A ENERGIA LUMINOSA PARA SINTETIZAR O ATP? A bactéria halofílica conserva a energia derivada da luz solar absorvida . tendo como resultado a formação de um gradiente de prótons. para a plastocianina que só carrega um elétron por vez. referida como fosforilação cíclica.para a molécula excitada e se torna positivamene carregada.DESCREVA COMO O COMPLEXO DO CITCROMO bf UNE OS FOTOSSISTEMAS II E I ? Depois da excitação do fotossistema II. Mas não por muito tempo. e é repetida para uma subsequente vizinha. A membrana plasmática dessas bactérias contém áreas de pigmentos que absorvem luz. a diferença de PH medida entre o estroma e a luz do tilacóide . a planta ajusta a relação NADPH e ATP produzido nas reações luminosas para ajustar as necessidades desses produtos nas reações de fixação do carbono e outros processos que requeiram energia. A transferência de energia entre clorofilas antenas é chamada transferência ressonante de energia. onde os elétrons passam do QbH2 ao citocromo b do complexo. A plastocianina doa elétrons ao P700. por uma variante do princípio empregado pelos organismos fotossintetizantes verdadeiros. um elétron depois de excitado é promovido a um orbital de energia superior. um por vez . pois uma molécula doadora vizinha doa um eo. ou seja a conversão de um fóton numa separação de cargas.COMO OCORRE A CONVERSÃO DA ENERGIA DE UM FÓTON ABSORVIDO PELA CLOROFILA EM SEPARAÇÃO DE CARGAS NO CENTRO DE REAÇÃO DO FOTOSSISTEMA ? Quando a clorofila da folha de um vegetal é excitada pela luz visível. O malato passa para a matriz através do transportador malato  cetoglutarato. A clorofila antena. cada elétron sendo propelido no ciclo pela energia produzida pela absorção de um fóton. Entretanto. 08. Assim temos uma molécula carregada negativamente. O oxaloacetato é regenerado no citosol. é preciso que os elétrons passem por um ciclo Q.MITOCÔNDRIA. 09. muito pouca fluorescência é observada. PODERIA SER UTILIZADO (REOXIDADO) PARA A SÍNTESE DE ATP COM TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS. 07. ele é acompanhado pelo bombardeamento de prótons e pela fosforilação do ADP em ATP. O oxaloacetato é transaminado formando aspartato. Enquanto a molécula excitada fica com um orbital vazio. O fluxo cíclico de elétrons não é acompanhado pela formação líquida do NADPH ou a produção de O2.O QUE É O FLUXO CÍCLICO DE ELÉTRONS EM CLOROPLASTO ? O fluxo cíclico de elétrons envolve apenas o fotossistema I. os elétrons estão armazenados na QbH2 e são transferidos pro fotossistema I através do complexo do citocromo bf e da plastocianina. que carrega 2 elétrons . representa uma poderosa força impulsionadora para a síntese do ATP. a iluminação do fotossistema I pode induzir que os elétrons ciclem continuamente par fora do centro de reação fotossistema I e voltem a ele. a iluminação deste promove a transferência de elétrons até a ferredoxina. mas se movimentam de volta através do complexo citocromo bf até a plastocianina. Como o transporte é feito do QbH2 . O complexo do citocromo bf é formado de um citocromo b e um citocromo f. Então esse elétron passa a um receptor de elétrons vizinhos que é parte da cadeia de transferência de elétrons do cloroplasto. Porém a clorofila antena tem a função de transmitir a energia luminosa para o centro de reação. juntamente com o centro de reação fotoquímica formam um fotossistema. que é transportado para o citosol pelo transportador glutamato aspartato. uma neutra e outra carregada positivamente. que adquire uma carga negativa. ou uma separação de cargas. Da QbH2 os elétrons fluem para o citocromo f do complexo e desse para a plastocianina que vai doar os elétrons para a redução do fotossistema I. Ao invés disso ocorre uma transferência direta da energia da clorofila excitada que é uma clorofila antena. mas necessitam de ATP adicional para outras necessidades metabólicas. para uma outra clorofila antena. permitindo que a primeira retorne ao seu estado fundamental. Acredita-se o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação ocorrem quando as células das plantas já estão amplamente supridas com poder redutor na forma de NADPH. Nesta molécula de clorofila especial. Como o tilacóide possui volume pequeno. que é onde vão ocorrer as reações fotoquímicas. Desta forma. chamadas de áreas púrpuras. Os elétrons que passam de P700 até a ferredoxina não continuam até o NADP+. até que a clorofila do centro de reação fotoquímica torne-se excitada. Essas áreas são constituídas de moléculas empacotadas da proteína bacteriorrodopsina que contém o . Este ciclo resulta no bombeamento de H+ do estroma para a luz do tilacóide. 10. Na matriz o malato passa dois equivalentes redutores ao NAD+ produzindo oxaloacetato e NADH matricial para ser usado na cadeia respiratória ( transferindo elétrons para a síntese de ATP). O NADH transfere os seus equivalentes redutores ao oxaloacetato citosólico produzindo malato.

nem realizam a fotorredução do NADP+. • envolve a REDUÇÃO do oxigênio a água com elétrons doados pelo NADH e FADH2 . disponível por este fluxo de elétrons através de uma membrana impermeável ao próton . formando um gradiente de PH através da membrana plasmática . Transfere elétrons da ubiquinona até o citocromo c . • COMPLEXO I : complexo de NADH desidrogenase . Transfere elétrons do citocromo c até o oxigênio . Ambos são processos conservadores de energia e ocorrem através de mecanismos fundamentalmente semelhantes 12. • a energia livre . Cite as principais diferentes e as principais semelhanças entre o processo de fosforilação oxidativa e a fotofosforilação . 13. Como a oxidação dos substratos. Quando as células são iluminadas as moléculas da bacteriorrodopsina são excitadas por um fóton absorvido. a parte da cadeia que cada um catalisa e o grupo prostético correspondente a cada um . • maneira pela qual os organismos fotossintetizantes captam a energia da luz solar . Transfere elétrons do NADH até a ubiquinona . . Grupos prostéticos : FAD e Fe-S . semelhante àquele das mitocôndrias e cloroplastos . Grupos prostéticos : FMN e Fe-S .retinal como grupo prostético (aldeído da vitamina A). Desta forma a halobactéria pode usar a luz para suplementar o ATP sintetizado pela fosforilação oxidativa com o O2 . Entretanto. e é absolutamente dependente da luz . • ocorre nos cloroplastos . b) Semelhanças : . transportadores ligados a membrana . Grupos prostéticos : Hemes e Fe-S .COMPLEXO IV : complexo citocromo oxidase . • nos eucariotos . Grupos prostéticos : Hemes . com o NADP+ como receptor de elétrons . CAP. 18 11. e ocorre igualmente bem na presença ou na ausência de luz . conservando parte da energia livre de oxidação dos combustíveis metabólicos como um potencial eletroquímico transmembrana . a sua maquinária fototransdutora é mais simples que a das cianobactérias de plantas superiores. • COMPLEXO II : complexo succinato desidrogenase . ela ocorre nas mitocôndrias . as halobactérias não produzem O2 . Á medida que as moléculas excitadas revertem ao estado inicial. fonte fundamental de energia na biosfera – FOTOSSÍNTESE . suprindo a energia da síntese de ATP. FOTOFOSFORILAÇÃO : • síntese de ATP direcionada pela luz . citocromos e proteínas Fe-S . Transfere elétrons do succinato até a ubiquinona . • COMPLEXO III : complexo dos citocromos bc1 ou ubiquinona-citocromo c oxidoredutase . Dê a composição dos quatro complexos transportadores de elétrons . • envolve a OXIDAÇÃO da água a oxigênio . Os prótons tendem a se difundir de volta para a célula através do complexo ATP sintase na membrana .são processos que envolvem fluxo de elétrons através de uma cadeia de intermediários redox. • o fluxo transmembrana de prótons através do gradiente de concentração por canais protéicos específicos fornece a energia livre para síntese de ATP . a) Diferenças: FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA : • síntese de ATP direcionada pela transferência de elétrons ao oxigênio . uma alteração conformacional induzida leva à liberação de prótons para fora da célula . • é a culminação do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbicos . que incluem as quinonas . via transferência de elétrons através da cadeia . Cua e Cub .

Esta transferência de elétrons é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da matriz.respiratória. os complexos I. antimicina. a ruptura da membrana miticondrial. um gradiente tanto químico quanto elétrico. mas é dissipada como calor. fornecendo o quantum absorvido como luz ou calor ou usando-o para o trabalho químico.realizada apenas pelos complexos I. induzidos pela luz que é a provedora de energia (subida da montanha). Como a clorofila canaliza a luz absorvida para os centros de reação? .4 dinitrofenol (DNP) e um grupo de compostos relacionadosao carbonilcianeto fenilidrazona. os recém-nascidos possuem um tipo de tecido chamado de tecido adiposo marrom.cianeto e outros e a ruptura mecânica da membrana mitocondrial. incluindo o homem. coopera com a ATP síntase para realizar a fosforilação do ADP ATP? Através da teoria quimiosmótica aplicada à mitocôndria. A habilidade de uma molécula em absorver luz depende do arranjo dos elétrons em volta do núcleo atômico na sua estrutura. o que leva a uma diferença na concentração de prótons transmembrana. à medida que os prótonsfuem passivamente passivamente de volta para a matriz. barbituratos. através da fosforilação do ADP é acoplada à transferência de elétrons ao O2. Os desacopladores sãoáçidos hidrofobícos fracos. da mesma forma que em outra mitocôndria. As substâncias inbidoras. os elétrons do NADH e outros substratos oxidátivos passam através uma cadeia transportadores. A membrana mitocondrial interna é impermeável aos prótons. permitindo que a respiração continue sem a síntese de ATP. um elétron é deslocado para um nível de energia mais alto. fornece uma via para os prótons retornarem à matriz sem passarem através do complexo F0F1. A clorofila e os pigmentos acessórios absorvem a energia luminosa para a fotossíntese. Em conseqüência deste curto-circuito dos prótons.De que forma as moléculas dos pigmentos das membranas dos tilacóides transduzem a luz absorvida em energia química? Nos cloroplastos os elétrons fluem da H2O para o NADP+. passando os elétrons através da cadeia respiratória até o O2. de prótons (pH). II. A teoria quimiosmótica também explica um terceira condição que desacopla a oxidação da fosforilação.mo tora representa uma conservação de parte da energia da oxidação.Semuma membrana intacta não pode haver nenhum gradiente de prótons e. . Sua hidrofobicidade permite-lhes difundir facilmente atrvés dasmembranas mitocondriais de forma protonada. estes inbidores atuam na cadeia de transporte de elétrons. como o cianeto. através dos poros formados pelo em F0. Para os recém-nascidos sem cabelos. criando um curto-circuitoelétrico através da membrana mitocondrial. catalisada pelo complexo F1 associado com F0 (partes constituinte da ATPsíntetase que liga a matriz ao meio externo ). no qual a oxidação dos combustíveis não funciona para produzir ATP. a força proto. eles podem liberar um próton se dissociar)dissipando a transferência de elétrons da fosforilação oxidativa. Como as mitocôndrias desacopladas no tecido adiposo marrom produzem calor? Na maioria dos mamíferos. arranjados assimetricamente nesta. a manutenção do calor corporal é um importante uso da energia metabólica. III e IV ligados à membrana interna da mitocôndria.motora é subsequentemente usadapara impulsionar a síntese do ATP. nos complexos ligados a membrana interna das mitocôdrias.III e IV . uma proteína integral da membrana. inibe tanto a respiração quanto a síntese deATP. e portanto.Este acoplmento obrigatório pode ser demonstrado na mitocôndria atrvés de desacopladores químicos incluem o 2. 17. Esta proteína. Animais hibernantes dependem das mitocôndrias desacopladas do tecido adiposo marrom para gerar o calor durante o longo período de dormência do inverno. Entretanto. o que contribui para manter a temperatura corporal. a mitocôndria do tecido adiposo marrom. a energia da oxidação não é conservada pela formação do ATP. conservação de energia nem síntese de ATP. 16 . possui a penas uma proteína na sua membrana interna: a termogenina. malanatos. Quando um fóton é absorvido. A síntese de ATP . que bloqueia a transferência de elétrons entre acitocromo oxidase e o O2. a força proto. a inibidores como. 15. A transferência de elétrons ao longo da cadeia respiratória é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da membrana mitocondrial interna . A energia eletroquímica inerte nesta diferença de concentrção de prótons e separação de cargas. que é geralmente instável. As mitocôndrias do tecido adiposo marrom oxidam combustíveis ( particularmente ácidos graxos ) normalmente. usualmente retornam rapidamente aos seus orbitais normais de energia inferiores. 14. portanto. cite de que forma este acoplamento pode ser explicado. Os elétrons deslocados para orbitais de energia superiores. Uma molécula que tenha absorvido um fóton está num estado excitado. mas sim gerar calor para manter o recém nascido aquecido. também chamada de proteína desacopladora (UCP).

Quando as moléculas de clorofila isoladas são excitadas pela luz a energia absorvida é rapidamente liberada como fluorescência e calor. numa reação catalizada pela 3-fosfogliceraldeído-desidrogenase. ou subsequente vizinha. a. excitando esta segunda molécula e permitindo que a primeira retorne ao seu estado basal 2). mas especialmente entre 400 e 500nm e entre 600 e 700nm. Porém podem ser observadas 5 etapas: 1) transferência direta de energia da clorofila excitada (uma clorofila antena) para uma molécula de clorofila vizinha. quarta. Para cada mol de CO2 incorporado na fase escura da fotossíntese quantos mols de ATP e NADPH são consumidos? Faça um balanço final da sequência. Este fixa o CO2 .3difosfoglicerato. O elétron perdido pela clorofila do centro de reação é substituído por um elétron de ma molécula doadora de elétrons vizinha 5). considerando que cada átomo de carbono da glicose seja proveniente de 1 mol de CO2. O CO2 fixado agora sob a forma de carboxila de ácido sofre redução pelo NADPH. Todas as moléculas num fotossistema podem absorver fótons. Nesta molécula de clorofila especial. 19. O 3-fosfoglicerato é então fosforilado. 18. b. que se torna positivamente carregada. Pela ação da luz. onde ocorrem as reações fotoquímicas . (possui centro de reação designado P 700 e uma lata relação clorofila a/clorofila b)e PSII ( centro de reação P 680 . Segue-se uma série de reações que leva a regeneração do 1. c. constituída pelas reações de redução do CO2 para produção de glicose. elétrons do sistema PSI ficam capacitados a reduzir uma substância que transfere por sua vez é a ferredoxina (Fd) e NADP para formar NADPH. Os elétrons ao percorrerem a cadeia de transportadores com potenciais crescentes ocasionam a liberação de energia livre que é utilizada no processo de fosforilação do ADP e consequente formação do ATP.Os pigmentos que absorvem a luz nas membranas tilacóides estão arranjados em conjuntos funcionais chamados fotossistemas. originando um cetoácido que se hidrolisa com produção de 3-fosfoglicerato ( a enzima que catalisa estas reações é a carbonildismutase).3 difosfoglicerato = 3-fosfogliceraldeído 1 mol ATP na fosforilação de 5-fosforribulose = 1. numa reação que consome ATP formando-se 1. quantidade aproximadamente equivalente de clorofila a e b e também pode conter clorofila c). um elétron é promovido pela excitação a um orbital de energia superior.5 difosforribulose Para a formação de glicose provenientes do CO2 são necessárias 6 voltas no ciclo ( 6 mols de CO2) tornando-se a equação final: 6CO2 + 12 NADPH + 12 H+ + 18 ATP + 12 H2O   C6H12O6 + 18 ADP + 18 HPO42. Desta forma. Fase clara: Nesta etapa estão envolvidos pigmentos denominados PSI. Explique resumidamente o que ocorre na fase clara e escura da fotossíntese. nas fosforilações que correspondem a fase clara. As outras moléculas do pigmento num fotossistema são também chamadas de moléculas antenas ou captadoras de luz. este complexo é também chamado de centro de reação fotoquímica. As moléculas de clorofila nas membranas tilacóides estão ligadas a proteínas integrais da membrana (proteínas ligadoras das clorofilas a e b. A formação da glicose dá-se a partir da 6fosfofrutose. a excitação pela luz provoca a separação de carga e inicia uma cadeia de oxidação-redução. 2 moles de ATP na transformação 3-fosfoglicerato = 1. Elas funciona na absorção e transmissão da energia luminosa.5difosforribulose. A reposição dos elétrons se dá pela degradação da água e no qual ocorre a formação de O2. deixando a molécula de clorofila excitada com um orbital vazio 4). Acoplados ao fluxo de elétrons dependente de luz estão os processos que geram ATP e NADPH. Os agregados podem absorver luz em todo o espectro visível. mas apenas umas poucas podem transduzir a energia luminosa em energia química. Fase escura: O ATP e NADPH formados na fase clara são utilizados na redução de CO2 para produção de glicose. Esta transferência ressonante de energia é repetida para uma terceira. ou CAB) que orientam a clorofila em relação ao plano da membrana e conferem propriedades de absorção de luz que são ligeiramente diferentes daquelas da clorofila livre. Um pigmento transdutor consiste de várias moléculas de clorofila combinadas com um complexo protéico que também contém quinonas fortemente ligadas. desta forma.+ 12 NADP+ .3 difosfoglicerato 2 moles de NADPH na reação 1. Na fotossíntese que ocorre nas células autotróficas sabe-se que.esta sequência apresenta como substância chave a 1. Este elétron então passa a um receptor de elétron vizinho que é parte da cadeia de transferência de elétrons do cloroplasto.5 difosforibulose completando-se assim o ciclo. Por sua vez o SPII fica deficiente de elétrons. O sistema PSI fica deficiente de elétrons que é suprida pelos elétrons do SPII (através da energia luminosa). em velocidade muito alta para o centro de reação. forma-se as substâncias ATP e NADPH que são utilizadas na fase escura. adquire uma carga negativa. O receptor de elétrons. até que a clorofila do centro de reação fotoquímica torne-se excitada 3). Conhecida também como redução do carbono .

Responda falso (F) ou verdadeiro (V) para as sentenças fazendo as correções das falsas. Logo após. o piruvato é transportado do citosol para a mitocôndria ou é gerado no interior da mitocôndria por desaminação da alanina. a.Sete das dez reações enzimáticas da gliconeogênese são na realidade inversões de reações da glicólise. citando as diferenças com relação à via em que o piruvato é o precursor glicogênico: O lactato converte-se em piruvato no citosol do hepatócito liberando NADH. O fosfoenolpiruvato é então transportado para fora da . (V) A energia para a síntese de ATP. b. Explique como no metabolismo esta reação é contornada para que ocorra esse processo biossintético celular: a gliconeogênese. Aqui não é necessária a exportação do malato da mitocôndria para o citosol como na via em que o piruvato é o precursor.Explique as etapas da gliconeogênese quando o precursor glicogênico è o lactato.20. 2 . Depois que o piruvato produzido pela reação da lactato desidrogenase é transportado para o interior da mitocôndria. a) Na fotofosforilação cíclica. Sendo um deles a conversão de fosfoenolpiruvato em piruvato. três passos na glicólise são essencialmente irreversíveis. Na fotofosforilação cíclica não atua o sistema de pigmentos PSII. e) ATP e NADPH gerados na fase clara são consumidos na fase escura onde se forma a glicose. a piruvato carboxilase. este é convertido em oxaloacetato pela piruvato carboxilase. Este oxaloacetato é convertido diretamente em fosfoenolpiruvato por uma forma mitocondrial da fosfoenolpiruvato carboxiquinase. uma enzima que requer a coenzima biotina. No citosol. a luz ultravioleta excita o sistema de pigmentos PSII que provoca a decomposição da água (F) O sistema é PSI. (V) CAPÍTULO 19: BIOSSÍNTESE DOS CARBOIDRATOS 1. Primeiramente. converte o piruvato em oxaloacetato. Entretanto. é fornecida pelo fluxo de elétrons no cloroplasto. Piruvato + HCO3. Oxaloacetato + NAD+ Oxaloacetato + NADH + H+ Depois o malato abandona a mitocôndria através do transportador malato-a-cetoglutarato presente na membrana mitocondrial interna.Oxaloacetato + ADP + Pi + H+ Em outro passo o oxaloacetato formado do piruvato na mitocôndria é reduzido reversivelmente a malato pela malato desidrogenase mitocondrial e com consumo de NADH. o malato é reoxidado em oxalatoacetato com a produção de NADH citossólico. através de uma reação dependente de Mg+2 na qual o GTP funciona como fosfato doador: Oxaloacetato + GTP Fosfoenolpiruvato + CO2 + GTP Sendo esta última uma reação reversível nas condições intracelulares. c. Malato + NAD+ Oxaloacetato + NADH + H+ O oxaloacetato é então convertido em fosfoenolpiruvato pela fosfoenolpiruvato carboxiquinase. (V) A redução do CO2 só pode ser feita na presença de luz (F) Na fase escura é que ocorre a redução do CO2.

diminui o nível celular de frutose-2. por sua vez. que por sua vez varia com o nível de glicose sangüínea.Mostre a razão da gliconeogênese ser um processo dito custoso. portanto. portanto.6-bifosfatase-2 e inibe a fosfofrutoquinase-2.6-bifosfato? A frutose-2. O glucagon estimula a adenilato ciclase.mitocôndria e continua na via glicogênica. o nível celular de frutose-2.6-bifosfato é formada pela fosforilação da frutose-6-fosfato.6-bifosfato. efetor alostérico para as enzimas fosfofrutoquinase-1 e frutose-1.6-bifosfatase-2.6-bifosfato também inibe a frutose-1. A frutose-2. .6-bifosfatase. que transfere um grupo fosfato de ATP para a proteína bifuncional fosfofrutoquinase-2/frutose-2.6-bifosfato é um regulador e não um intermediário na gliconeogênese ou glicólise. diz-se ser a síntese da glicose a partir do piruvato um processo relativamente custoso. Portanto.6-bifosfato é mantida pelas velocidades relativas de sua formação e destruição. A concentração celular da frutose-2.6-bifosfato estimula a glicólise e inibe a gliconeogênese. b)O que é e como é mantida a concentração da frutose-2. ela aumenta a afinidade desta enzima pelo seu substrato frutose-6-fosfato e reduz sua afinidade pelos seus inibidores alostéricos. e comprove a irreversibilidade deste mesmo processo biossintético e da glicólise. O AMP cíclico. A frutose-2.6-bifosfato une-se ao sítio alostérico na fosfofrutoquinase-1. e sua hidrólise pela frutose-2. estimula a proteína quinase.6-bifosfato. A fosforilação desta proteína aumenta a atividade da frutose-2. 4. O equilíbrio destas duas atividades no fígado e.6-bifosfato. pode-se dizer que um aumento da concentração de frutose-2. Quando a frutose-2. A gliconeogênese e a glicólise são processos essencialmente irreversíveis dentro das condições intracelulares por apresentarem uma variação global de energia livre altamente negativa ( a glicólise apresenta variação de energia livre de 63 KJ/mol ).6-bifosfato inibe a glicólise e estimula a gliconeogênese. Para cada molécula de glicose formada a partir do piruvato.6-bifosfato ativa a fosfofrutoquinase-1 e estimula a glicólise no fígado.a) Como é feita a regulação hormonal da glicólise e da gliconeogênese no fígado de forma a manter constante o nível de glicose no sangue? Essa regulação é mediada pela frutose-2. A soma das reações biossintéticas que levam do piruvato até a glicose sangüínea livre é: 2 Piruvato + 4 ATP + 2 GTP + 2 NADH + 4 H2O Glicose + 4 ADP + 2 GDP + 6Pi + 2 NAD+ + 2H+. e uma diminuição da frutose-2. catalisada pela fosfofrutoquinase-2. cujo nível celular reflete o nível do hormônio glucagon no sangue. é regulado pelo glucagon. De modo geral. uma vez que esta libera apenas duas moléculas de ATP: Glicose + 2 ADP + 2 Pi + 2 NAD+ 2 Piruvato + 2 ATP + 2NADH + 2 H+ + 2 H2O Por isso. a frutose-2. vendo claramente que esta equação não representa a simples reversão da equação para a conversão da glicose em piruvato pela glicólise. inibindo a glicólise e estimulando a gliconeogênese.6-bifosfato e desta forma desacelera a gliconeogênese. 3. o ATP e o citrato.6-fosfatase. O glucagon. uma enzima que sintetiza 3'5'-AMP cíclico (AMPc) a partir do ATP. seis grupos fosfato de alta energia são consumidos.

e ao contrário da fosforilase do glicogênio. é a forma desfosforilada. b) De que forma os hormônios glucagon e insulina determinam a relação entre as formas ativa e menos ativa da fosforilase do glicogênio e da glicogênio sintase no fígado? No fígado. que enzimas permitem que isso ocorra e qual o efeito biológico desta ramificação? Os pontos de ramificação do glicogênio são formados por uma enzima ramificadora do glicogênio. 7. a glicogênio sintase a é convertida em sua forma menos ativa. a glicogênio sintase b. O efeito biológico da ramificação é deixar a molécula do glicogênio mais solúvel e aumentar o número de extremidades não-redutoras. Quando ela é fosforilada em dois grupos hidroxila de resíduos específicos de serina por uma proteína quinase. A reconversão da forma menos ativa. D-glicose + ATP D-glicose-6-fosfato + ADP 6-Uma vez que o glicogênio sintase não pode fazer as ligações (a1 6) nos pontos de ramificação do glicogênio. é desfosforilada pela fosforilase a fosfatase para liberar fosforilase b. Esses hormônios.5. como é utilizado o glicogênio no fígado e no músculo? No fígado. O ponto de início da síntese do glicogênio é a glicose-6-fosfato. entretanto a maior parte da glicose ingerida é convertida em lactato que após captado pelo fígado é convertido em glicose-6-fosfato pelo processo gliconeogênico. A forma ativa da glicogênio sintase é a glicogênio sintase a.a) De forma comparativa. A fosforilase a. que pode ser estimulada por AMP. Esta pode ser derivada da glicose livre pela ação da hexoquinase. o glicogênio funciona como um reservatório de glicose fácil de ser convertido em glicose sangüínea para a distribuição para os outros tecidos. pela regulação do nível de AMPc em seu tecido alvo. determinam a relação entre as formas ativas e menos ativa da fosforilase do glicogênio e da glicogênio sintase. em sua forma ativa é promovida pela fosfoproteína fosfatase que remove o grupo fosfato dos grupos de serina.a) Faça uma comparação entre a glicogênio sintase e a glicogênio fosforilase em relação ao ciclo de fosforilação e desfosforilação das formas ativas e inativas dessas enzimas. seu modulador alostérico. o que torna o glicogênio mais reativo às enzimas glicogênio fosforilase e glicogênio sintase. A fosforilase b quinase pode converter a fosforilase b em fosforilase a por fosforilação dos resíduos de serina. a amilo(1 4) a (1 6) transglicosilase ou glicosil-(4 6)-transferase. a forma relativamente inativa. glicosil-(4 6)-transferase. glicogênio sintase b. ou em outra cadeia da molécula do glicogênio e em um ponto mais para o interior. o equilíbrio entre a síntese do glicogênio e a quebra do mesmo é controlado pelos hormônios glucagon e insulina. enquanto no músculo o glicogênio é quebrado através da glicólise para fornecer energia na forma de ATP para a contração muscular. Esses hormônios também regulam a concentração de . catalisa a transferência de um fragmento terminal de 6 ou 7 resíduos de glicosil da extremidade não-redutora de uma ramificação do glicogênio que tem pelo menos 11 resíduos para o grupo hidroxila do C-6 de um resíduo de glicose nesta mesma cadeia. b) Explique as etapas para a síntese do glicogênio. Esta enzima. criando uma nova ramificação. A quebra de glicogênio é regulada através da modulação alostérica e da modulação covalente da fosforilase do glicogênio. a forma ativa que contém resíduos de serina fosforilados.

O 3-fosfoglicerato volta ao cloroplasto e o efeito líquido final é a produção de NADPH/NADH e ATP no citosol. onde serão empregados. onde funcionam como ponto de partida da biossíntese da sacarose. o equilíbrio entre gliconeogênese e glicólise. são reguladas pela luz e requer ATP e NADPH que têm as suas concentrações aumentadas no estroma do cloroplasto quando estes são iluminados.Quais os três destinos possíveis do átomo de carbono fixado no gliceraldeído-3-fosfato. e por outro lado o Pi que entra no cloroplasto é necessário para a fixação de CO2. esse sistema de contra-transporte possui a capacidade de movê-los indiretamente para o citosol. ou ainda pode ser convertido em sacarose para transporte ou amido para armazenamento. podem ser empregados como fonte de energia na via da glicólise e ciclo do ácido cítrico.frutose-2. glicose-6-fosfato e frutose-1.Como se dá a regulação do metabolismo dos carboidratos em vegetais? Exemplifique. durante a formação do acetoacetato.A membrana interna do cloroplasto é impermeável para a maioria dos compostos fosforilados (frutose-6-fosfato. se logo após. Esse mecanismo é importante pois os produtos da fixação fotossintética do carbono. As enzimas fixadoras de CO2. por exemplo. Outras enzimas vegetais que regulam esse metabolismo são. gerando ATP e NADPH. substrato importante no ciclo de Calvin. 8.5-bifosfato e os que sobram.6-bifosfato e. ou seja. ainda. A frutose-1. além da troca de Pi e triose-fosfato na membrana interna do cloroplasto? Como o ATP e o NADPH não cruzam a membrana do cloroplasto. a)Como esta organela transporta (exporta) seus produtos fosforilados? Qual a importância desse sistema de transporte? O cloroplasto transporta os compostos fosforilados através de um sistema específico que catalisa a troca de um Pi por uma triose-fosfato(tanto a diidroxiacetona quanto o 3-fosfoglicerato). dependentes do pH e das concentrações de certos substratos. Várias enzimas do estroma. CAPÍTULO 20: BIOSSÍNTESE DE LIPÍDIOS 1. como a enzima rubisco que é mais rápida em pH alcalino e em altas concentrações de Mg2+. as trioses-fosfatos. consequentemente. por exemplo). o restante. perdem o mesmo CO2 ? . Sem essa troca o Pi disponível no cloroplasto será depletado impedindo a posterior fixação de CO2. por sua vez.5-bifosfato. Esse contra-transporte move uma triose-fosfato para fora do cloroplasto (citosol) simultaneamente à entrada de Pi (interior do citoplasma) que será empregado na fotofosforilação. A regulação do metabolismo dos carboidratos em células vegetais é dependente da luz. Qual desses destinos é o mais importante? O carbono fixado no gliceraldeído-3-fosfato na fixação do CO2 pode ser reciclado para formar a ribulose-1. b)Qual a função do sistema de contra-transporte Pi-triose fosfato. O destino mais importante desse carbono é a reciclagem para formar a ribulose-1. são reguladas pelo pH e pela concentração de Mg2+. A diidroxiacetona fosfato sintetizada no estroma é transportada para o citosol onde é convertida enzimaticamente em 3-fosfoglicerato.Por que as células se dão ao trabalho de adicionar CO2 para sintetizar um grupo malonil a partir de um grupo acetila.6-bifosfato. são enviadas para o citosol. o produto do segundo estágio da fixação do CO2.6-bifosfatase também requer Mg2+ e é muito dependente do pH. uma vez que certas enzimas são ativadas pela iluminação da célula. 9. 10.

catalisada pela  cetoacil-ACP sintase.este volta à matriz mitocondrial através da malato alfa cetoglutarato que troca por citrato e é reoxidado em oxaloacetato para completar o transporte. O citrato então passa para o citosol pela membrana mitocondrial interna através do transportador de tricarboxilato. Redução da dupla ligação: A dupla ligação do trans-delta 2-butanoil –ACP é reduzida( saturada) para formar butiril-ACP pela ação da enoil-ACP-redutase e o NADPH é o doador de elétrons. o grupo acetila é transferido do grupo Cys-SH desta enzima para o grupo malonil no SH da ACP. deslocando o grupo SH da enzima. A segunda reação transfere o grupo malonil do malonil CoA para o grupo SH da ACP.Na  oxidação dos ácidos graxos. Quando há um aumento nas concentrações mitocondriais de acetil-CoA e de ATP.pela reação da acetil CoA carboxilase. O envolvimento de grupos malonil ativados. o rompimento da ligação entre dois grupos acila ( a clivagem de uma unidade de acetila da cadeia acila) é altamente exergônica. tornam a reação de condensação termodinamicamente favorável. Sete ciclos de condensação e redução produzem o grupo palmitoil com 16 carbonos. reação catalisada pela malonil-CoA-ACP transferase. Nesta reação. reação catalisada pela acetil-CoA-ACP transacetilase. O átomo de carbono presente no CO2 que se forma nesta reação é o mesmo átomo de carbono que foi originalmente introduzido no malonil-CoA a partir de HCO3. a ligação covalente do CO2 durante a biossíntese dos ácidos graxos é apenas transiente sendo removida logo após cada unidade de dois carbonos ser inserida na cadeia. No complexo da sintase carregada. o principal produto da síntese de ácidos graxos. A enzima que catalisa esta desidratação é a  -hidroxiacil-ACP desidratase. e o citrato é um ativador alostérico. esta reação é conduzida pelo investimento de energia oriunda do ATP. As reações da ácido graxo sintase são repetidas para formar o palmitato. A alongação da cadeia geralmente pára neste ponto e é liberado o palmitato livre da molécula de ACP pela ação de uma atividade hidrolítica existente no complexo da sintase. a descarboxilação do grupo malonil facilita o ataque nucleofílico do carbono metileno ao tioéster que liga o grupo acetila ao  -cetoacil-ACP sintase. 2. Redução do grupo carbonila: O acetoacetil-ACP formado no passo de condensação sofre redução do grupo carbonila para formar D- -hidroxibutiril-ACP. O acoplamento da condensação à descarboxilação do grupo malonil torna o processo global altamente exergônico. 8AcetilCoA+7ATP+14NADPH+14H+  Palmitato+8CoA+6H2O+7ADP+7Pi+14NADP+ 3. reação catalisada pela -cetoacil ACP redutase e o doador de elétrons é o NADPH Desidratação: No primeiro passo. os grupos acetila e malonil estão muito próximos um do outro e são ativados para o processo de alongamento da cadeia. Nos vertebrados. sendo produzida uma molécula de CO2. Assim. A energia extra necessária para conduzir a síntese dos ácidos graxos de maneira favorável é fornecida pelo ATP empregado na síntese de malonil-CoA a partir de acetil-CoA e HCO3-. trans-delta 2-butenoil-ACP. A condensação de dois grupos acila é endergônica. o citrato é transportado para fora da mitocôndria e transforma-se tanto no precursor do acetil-Coa citossólico como em um sinal alostérico para a ativação da acetil-CoA carboxilase. em lugar de grupos acetila. o palmitoil-CoA. O acetil CoA intramitocondrial reage primeiro com o oxaloacetato para formar citrato. Como o oxaloacetato não pode voltar à matriz mitocondrial completamente pois não existe um transportador para ele. age como um inibidor por retroalimentação da enzima. 4.Explique os passos da formação do palmitato.Como o acetato é transportado para fora da mitocôndria ? Como a membrana mitocondrial interna é impermeável ao acetil-CoA. Condensação: A condensação dos grupos ativados acetila e malonil formam um grupo acetoacetil ligado à ACP através do grupo SH da fosfopanteteína. O grupo acetila da acetil CoA é transferido para o grupo Cys-SH da  cetoacil-ACP sintase. os elementos da água são removidos do D- -hidroxibutiril-ACP para liberar uma dupla ligação no produto. este é reduzido pela malato desidrogenase citossólica em malato. No passo de condensação. tornado-se a unidade de dois carbonos metil-terminal do novo grupo acetoacil. na reação do ácido cítrico catalizada pela citrato sintase. No citosol a clivagem do citrato pela citrato liase regenera o acetil-CoA.Como é feita a regulação da biossíntese de ácidos graxos ? A reação catalizada pela acetil-CoA carboxilase é o passo limitante da velocidade na biossíntese dos ácidos graxos e esta enzima é um sítio importante de regulação. . um transportador indireto transfere os equivalentes do grupo acetila através da membrana interna.

a fosfatidilcolina é que doa o grupo cabeça (fosfocolina) para a esfingosina . são reversíveis e sua ocorrência não implica no comprometimento definitivo da célula com a síntese do colesterol . O glicerol 3. No 4º e último estágio há a ligação de um grupo cabeça para produzir um esfingolipídio (cerebrosídio ou esfingomielina). são. agora. respectivamente. a montagem dos fosfolipídeos. que se condensa com uma terceira molécula de acetil-CoA. irreversível.2. liberando 1 CoA-SH. CDP. O NADPH entra na via para reduzir a  -cetoesfinganina em esfinganina. No 1º estágio ocorre a síntese de uma amina com 18 C (esfinganina) a partir do palmitoil-CoA e da serina. A CDP é ligada tanto ao diacilglicerol. O grupo cabeça polar dos glicerofosfolipídeos é ligado através de uma ligação fosfodiéster. o ácido graxo em C-1 é saturado e em C-2 é insaturado. No primeiro estágio da biossíntese do colesterol.fosfato é o precursor dos triacilgliceróis e pode ser obtido na glicólise. Esquema: vide Lehninger pág 492). explicando o processo. Portanto. 5-Cite os passos para a biossíntese de triacilgliceróis explicando o processo. desta forma.são gastas 4 elétrons doados por 2 NADPH. Na sua forma (desfosforilada) a aceil-CoA carboxilase polimeriza-se em longos filamentos. o grupo cabeça é um açúcar doado por UDP-glicose que se liga diretamente ao C1 hidroxila da esfingosina.fosfato por duas moléculas de acil graxo CoA liberando o diacilglicerol 3. desacelera a síntese de ácidos graxos . A citidina monofosfato (CMP) é então deslocada em um ataque nucleofílico pela outra hidroxila. unido ao esqueleto através de uma ligação fosfodiéster: e. o  -hidroxi- -metilglutaril-CoA (HMGCoA). Primeiro estágio: Acilação dos grupos hidroxila livres do glicerol 3. finalmente. pela ação da Glicerol 3. (Estratégia 1). como ao grupo hidroxila do grupo cabeça (Estratégia 2). No cerebrosídio. Frequentemente. a citidina difosfato (CDP). No processo biossintético uma das hidroxilas é ativada primeiro pela ligação de um nucleotídeo.diacilglicerol. 2) Os diacilgliceróis. pode seguir para a formação de triacilglicerol ou glicerofosfolipídio. em alguns casos. 7. formando de fato um fosfatidato ativado. convertidos em triacilgliceróis por transesterificação com um terceiro acil graxo CoA. a redução do AMG-CoA em mevalonanato . a inativa. 4) alteração ou mudança do grupo cabeça para liberar o produto fosfolipídico final. Duas moléculas de acetil-CoA. Já no fígado e no rim ele também é formado do glicerol pela ação da glicerol quinase. esta redução é catalisada pela HMG-CoA redutase. a terceira reação representa esse comprometimento e é o passo decisivo. A via. liberando um composto de 6 carbonos. mas não invariavelmente. na qual cada uma das hidroxilas alcoólicas (uma no grupo cabeça polar e uma no C-3 do glicerol) forma um éster com um ácido fosfórico. 6. A mesma via que leva aos triacilgliceróis até fosfatidato acontece aqui também.A acetil-CoaA carboxilase é também regulada por alteração covalente.Estas duas reações são catalisada por tiolase e HMG-CoA sintase. 8-Como é realizado a biossíntese do colesterol a partir da acetil-CoA? Essa síntese ocorre em quatro estágios.fosfato ( fosfatidato). através de ligações éster ou amida: 3) adição de um grupo cabeça hidrofílico. Em geral. No 3º estágio há uma dessaturação da porção esfiganina da ceramida formando assim a esfingosina. que se condensam formando acetil-CoA.fosfato desidrogenase citossólica ligada ao NAD.Cite os passos da biossíntese de glicerofosfolipídeos. a fosforilação é acompanhada por dissociação em subunidades monoméricas e perda de atividade. a partir de precursores simples. então. ( Esquema: vide Lehninger págs 490 e 491 ). ocorrendo em 4 estágios. Neste estágio três grupos fosfato são transferidos de 3 moléculas de ATP para mevalonato formando assim o 3-fosfato-5- .diacilglicerol.Como ocorre a biossíntese do esfingolipidios? A biossíntese deste lipídios compartilham precursores e alguns mecanismos. Via do triacilglicerol: 1) O fosfatidato é hidrolisado pela fosfatidato fosfatase para formar um 1. Na formação da esfingomielina. No 2º estágio há a ligação de um ácido graxo à esfinganina através de uma ligação amida para formar ceramida. No segundo estágio envolve a conversão do mevalonato em duas unidades de isopreno ativado. A fosforilação disparada pelos hormônios glucagon e epinefrina. leva ao intermediário mevalonato. requer: 1) síntese de uma molécula esqueleto (o glicerol ou a esfingosina): 2) ligação de ácidos graxos ao esqueleto.

é inibida alostericamente por derivados do colesterol.regulador a curto prazo da síntese dede ácidos graxos . a partir do sangue. Com isso. Em adição a esta inibição imediata da HMG-CoA redutase já existente. formando um epóxido (esqualeno-2. O passo limitante na via para o colesterol é a conversão em mevanolato do beta-hidroxi-beta-metilglutanilCoA. Esta enzima existe nas formas fosforilada (inativa) e desfosforilada (ativa). 10-Quais são os fatores que regulam a biossíntese de colesterol nos mamíferos? A produção de colesterol é regulada pela concentração de colesterol intracelular e pelos hormônios glucagon e insulina. A HMG-CoA redutase é também regulada por hormônios.  ³-isopentil pirofosfato (primeiro isopreno ativado) que se isomeriza formando o dimetil pirofosfato (segundo isopreno ativado). e do intermediário-chave mevalonato. Consiste no reconhecimento das moléculas de LDL por receptores de superfície específico e de natureza protéica (receptores da LDL) que estavam presentes nas células que precisam captar o colesterol. concentrações altas de colesterol intracelular também diminuem a síntese de novas moléculas da enzima.De onde vem o NADPH responsável pela energia do processo de síntese de ácidos graxos? . O alto nível de Citrato exportado da mitocôndria para o citosol estimulando a biossíntese de ácidos graxos. altas concentrações de colesterol intracelular provocam uma redução na produção da LDL. As apolipoproteínas ("apo"designaa proteína na sua forma livre de lipídios) combinam com os lipídios para formar várias classes de partículas compostas de lipoproteínas e que são agregados esféricos com os lipídios hidrofóbicos na centro e as cadeias laterais hidrofílicas dos aminoácidos das proteínasna superfície. que são agregados moleculares de proteínas transportadoras específicas chamadas apolipoproteínas com combinações variadas de fosfolipídios. ele é transportadora forma de lipoproteínas plasmáticas. 2) . No estagio seguinte 4º ocorre a ciclização do esqualeno formando os quatros anéis do núcleo esteróide e em seguida uma serie de mudanças (oxidações remoção ou adição de grupos metilas) leva a produção do colesterol . Este endossomo eventualmente contêm enzimas que hidrolisamos ésteres de colesterol. Finalmente. Por fim duas moléculas de fornesil pirofosfato ligam-se cabeça com cabeça para formar o esqualeno (30 C). lanoesterol. colesterol. O 2º e o 1º isopreno ativado se condensam" cabeça (extremidade na qual o fosfato esta ligado) com cauda" respectivamente.ele dá origem a ACETIL CoA ou Oxalacetato (reação anaplerótica ). insolúvel em água.Uma vez dentro da matriz mitocondrial .Como a glicólise pode regular a síntese de ácidos graxos ? O Piruvato é um produto da via glicolítica . A HMG-CoA redutase. A penetração do colesterol nas células é através da endocitose mediada por receptores que foi estudada. 9-De que forma o colesterol é transportado do tecido de origem para outros tecidos? E como é o mecanismo de penetração dessa molécula nas células? O colesterol é. No próximo passo este grupo fosfato e o grupo carboxila próximo saem deixando uma dupla ligação no produto de 5 átomos de carbonos. sendo que um da três fosfato se liga ao grupo -HO do mevalonato e se torna um bom grupo abandonador. liberando o colesterol e ácidos graxos no interior do citosol. onde ele pode funcionar novamente na captação de nova LDL. diminuindo a captação do colesterol. na qual é formado uma cadeia de 10 carbonos (geranil pirofosfato) e é liberado um grupo PPi.A principal causa da ciclização è a grande aparência da estrutura linear do esqualeno com a cíclica dos esturdies. O NADPH reduz o outro átomo de oxigênio do O2 até H2O. a enzima que catalisa esta reação.que condensam-se formando o Citrato . que contem 4 anéis característicos do núcleo esteróide e uma –OH no C3. O glucagon estimula a fosforilação (inativa) e a insulina promove a desforilação. A ligação de LDL em um recptor de LDL inicia o processo de endocitose o que traz a LDL e seu receptor associado para o interior da célula dentro de um endossomo. O geranil pirofosfato sofre outra condensação "cabeça com cauda" com o 1º isopreno ativado liberando o fornesil pirofosfato (15 C) . ésteres do colesterol e triacilgliceróis. ativando a enzima e favorecendo a síntese de colesterol. ainda não identificados. mais especificamente para as partículas de LDL ( lipoproteínas de baixa densidade). A ação da esqualeno monooxigenase acrescenta um átomo do O2 à extremidade da cadeia do esqualeno . No terceiro estágio há a condensação de seis unidades de isoprenos ativado para formar a estrutura do esqualeno com 30 átomos de carbonos. Finalmente o lonoesterol é convertido em colesterol por uma série de aproximadamente 20 reações.3-epóxido). CAPÍTULO 20 1) . O receptor da LDL escapa da degradação e retorna para a superfície celular. As duplas ligações do epóxido formado estão posicionado de tal forma que uma estrutura cíclica. essencialmente.pirofosfamelanato.

Por oposiçaõ três outros hormônios inibem esta conversão (Glucagon . como ao grupo hidroxila do grupo cabeça (estratégia 2 ). Outra fonte de NADPH é a via oxidativa da via das pentoses.Quais hormônios e como eles regulam a biossíntese de ácidos graxos? Quando há grande ingestão de proteínas e carboidratos estes devem ser armazenados na forma de gordura . 6) . 8) . formando de fato um fosfatidato ativado. evitando a entrada de substratos competitivos. A CDP é ligada tanto ao diacilglicerol. Como se dá a inibição e a regulação dessa enzima? A HMG-CoA redutase é inibida alostericamente por derivados do colesterol. CDP-diacilglicerol ( estratégia 1 ). No estágio 1 as três unidades de acetato se condensam para formar um intermediário com seis carbonos. remoção ou migração de grupos metila) levam ao produto final. 7) .Porque os triglicérides são utilizados pelo organismo como reserva de energia ? São moléculas que concentram muita energia . No processo biossintético uma das hidroxilas é ativada primeiro pela ligação de um nucleotídio. que é catalisada por uma enzima reguladora complexa. e ocupam menor volume no organismo que glicídios e proteínas .hormônio de crescimento e hormônio da adrenal-cortical). a citidina difosfato ( CDP ). ativando a enzima e favorecendo a síntese de colesterol.Quais os estágios da biossíntese dos esfingolipídios ? _ síntese de uma amina com 18 carbonos a esfinganina a partir do palmitoil-CoA e da serina _ ligação de um ácido graxo através de ligação amida para formar um ceramida _dessaturação da porção esfinganina para formar esfingosina _ligação de um grupo cabeça para produzir um esfingolipídio. tal como um cerebrosídio ou esfingomielina. ainda não identificados. 5) . a ciclização de esqualeno forma os quatro anéis do núcleo esteróide e uma posterior série de mudanças ( oxidações. 3) .O Malato então sofre uma descarboxilação oxidativa transformando-se em Piruvato com a liberação de NADPH.Quais as duas estratégias para ligação dos grupos cabeça na biossíntese dos glicerofosfolipídios? O grupo cabeça polar dos glicerofosfolipídios é ligado através de uma ligação fosfodiéster. com 30 átomos de carbono. . Esta enzima existe na forma fosforilada ( inativa ) e desforilada ( ativa ).Qual a importância funcional de um complexo enzimático responsável pela síntese de ácidos graxos ao invés da ação de enzimas individualizadas (não ligadas covalentemente )? O arranjo espacial do complexo enzimático aumenta a probabilidade de ligação entreo substrato e as enzimas e ao mesmo tempo limita o local de reação .Uma vez fora da mitocôndria o Citrato é convertido a ACETIL CoA e Oxaloacetato. O Oxaloacetato é reduzido a Malato pelo NADH proveniente da gicólise . A HMG-CoA redutase é também regulada por hormônios. e do intermediário-chave mevalonato. 4) . o colesterol. No estágio 4.Esta conversão é promovida pela Insulina (estímulo da via glicolítica).fale sobre os estágios da biossíntese do colesterol a partir do acetil-CoA. o mevalonato.pois são muitos reduzidos.fonte de energia para a síntese de ácidos graxos. O estágio 2 envolve a conversão do mevalonato em unidades de isopreno ativado e o estágio 3 consiste na polimerização das seis unidades com cinco átomos de carbono do isopreno para formar a estrutura linear de esqualeno. 9) . O glucagon estimula a fosforilação ( inativação ) e a insulina promove a desforilação.Na via do colesterol o passo limitante é a conversão do beta-hidroxi-beta-metil-glutaril-CoA em mevalonato.por serem armazenados na forma anidra. na qual cada uma das hidroxilas alcoólicas ( uma no grupo cabeça polar e uma no C-3 do glicerol ) forma um éster com um ácido fosfórico. A citidina monofosfato ( CMP ) é então deslocada em um ataque nucleofílico pela outra hidroxila.

A formação dos hormônios individuais também envolve a introdução de átomos de oxigênio. oxigênio e o citocromo mitocondrial P-450. .Na espécie humana os hormônios esteróides são derivados do colesterol. Ela envolve primeiro a hidroxilação de dois carbonos adjacentes na cadeia lateral ( C-20 e C-22 ) seguida da clivagem de uma ligação entre elas.10) . Todas as reações de hidroxilação e oxigenação na biossíntese dos esteróides são catalisadas por oxidases de função mista que empregam NADPH. A síntese desses hormônios requer a remoção de parte ou de todos os carbonos presentes na "cadeia lateral" que progeta C-17 no anel D do colesterol. A remoção da cadeia lateral toma lugar na mitocôndria de tecidos que fazem hormônios esteróides. Explique como ocorre a clivagem da cadeia e a oxidação no processo de síntese desses hormônios.

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