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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUÍZ (A) DE DIREITO DA ___ VARA

CÍVEL DA COMARCA DE ____ESTADO DE____.

TUTELA DE URGÊNCIA

XXXXXX, brasileiro, estado civil, pro, profissã o, pessoa física regularmente inscrita no RG
xxxxxx SSP/xx e no CPF nº xxxxxxxx, residente e domiciliado na Rua xxx Casa xx, Quadra
xxx, Bairro xxxx, CEP –xxxx, por sua advogada que a esta subscreve (doc. anexo), in fine
assinado, com endereço profissional contido no rodapé da presente, local onde recebe as
intimaçõ es e notificaçõ es de estilo, vem com a devida vênia perante a augusta presença de
Vossa Excelência, propor a presente:

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS


MORAIS E PEDIDOS DE TUTELA DE URGÊNCIA
Em face da xxxxxxx pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ Filial sob o n.º
xxxxxxxx podendo ser localizado na xxxxxxxx CEP xxxxxx, Cidade e estado, pelos fatos e
fundamentos adiante aduzidos:
I – DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
Requer a V.Exa. a concessã o dos benefícios da Justiça Gratuita, nos termos da lei n.º
5.584/70 c/c o artigo 5º, inciso LXXIV da CF/88, artigo 98 NCPC c/c nova redaçã o dada
pela Lei n.º 7.510/86, e alteraçõ es, uma vez que a Requerente nã o possui condiçõ es de
custear as despesas do processo, sem prejuízos do seu sustento pró prio e de sua família,
conforme declaraçã o de pobreza, anexa.
II - DOS FATOS
No começo do mês de xxxxx do ano de xxxx, o Reclamante ao tentar obter crédito no
comercio local, teve a surpresa de constatar que havia negativaçã o em seu nome, razã o pela
a qual o crédito nã o pode ser concedido.
Estarrecido com a situaçã o, ou seja, sem saber como seu bem mais inestimá vel o seu nome
foi parar no SPC (cujo extrato em anexo), e assim verificou existência de 01 (uma)
pendência junto à empresa, xxxxx no valor de R$ xxxxx, tendo como referência o suposto
contrato nº xxxxxxx (doc. anexo).
Ocorre excelência, que o Reclamante insiste em deixar evidente que jamais teve qualquer
vínculo jurídico com o Requerido, razã o pela qual desconhece a restrição indevida, uma
vez que jamais restou inadimplente.
O Reclamante como um cidadã o honesto que cumpre com suas obrigaçõ es necessita do seu
nome limpo, vez que está impossibilitado de realizar qualquer negó cio jurídico no comercio
local de dívida que o mesmo nã o contraiu, (conforme declaraçã o anexo).
Doutor Magistrado sabe o quã o importante é ter um nome sem restriçã o, até mesmo para
poder custear o seu sustento, a situaçã o atual de um brasileiro é a mercê de um credito
parcelado, e como o Reclamante, obterá esse crédito se o mesmo consta os seus dados
como inadimplente, de uma divida o qual nã o contraiu e desconhece a mesma.
Insta frisar-se que o Requerente nunca recebeu qualquer tipo de cobrança a respeito do
suposto débito, nem ter sido notificada previamente quanto à inclusã o de seus dados no
cadastro restritivo ao crédito, vindo a ferir o art. 43, § 2º do CDC, caso contrá rio naquela
ocasiã o poderia tentar de forma administrativa a resoluçã o do caso.
Em virtude do ocorrido, o Requerente experimentou situaçã o constrangedora, angustiante,
tendo sua moral abalada, face à indevida inscriçã o de seu nome no cadastro de
inadimplentes com seus reflexos prejudiciais, sendo suficiente a ensejar danos morais.
III – DO DANO MORAL
Excelência, o direito do Reclamante está evidente, a Reclamada age de má -fé ao imputar
débitos indevidos ao consumidor, uma vez que a responsabilidade objetiva, contida no art.
37, pará grafo 6º, da Constituiçã o Federal, independe da comprovaçã o da culpa ou dolo do
agente; ainda que nã o exista culpa ou dolo, as pessoas jurídicas de direito privado,
prestadoras de serviço pú blico, responderá pelo dano causado por seus agentes, uma vez
comprovada, simplesmente, a relaçã o de causalidade.
Neste entendimento Gagliano e Stolze, traz:
“entretanto, hipóteses há em que não é necessário sequer ser caracterizada a culpa. Nesses
casos, estaremos diante do que se convencionou chamar de “responsabilidade civil objetiva”.
Segunda tal espécie de responsabilidade, o dolo ou culpa na conduta do agente causador do
dano é irrelevante juridicamente, haja vista que somente será necessária a existência do elo
de causalidade entre o dano e a conduta do agente responsável para que surja o dever de
indenizar. (Gagliano, Pablo Stolze, 10º ed. rev. Atual e ampl-São Paulo, saraiva, 2012).
O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL tem proclamado que “a indenizaçã o, a título de dano
moral, nã o exige comprovaçã o de prejuízo"(RT 614/236), por ser este uma consequência
irrecusá vel do fato e um"direito subjetivo da pessoa ofendida"(RT 124/299).
A Constituiçã o Federal de 1988 preceitua em seu artigo 5º, inciso X, que:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...) X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
Dessa forma, claro é que a empresa requerida, ao cometer imprudente ato, afrontou
confessada e conscientemente o texto constitucional acima transcrito, devendo, por isso,
ser condenada à respectiva indenizaçã o pelo dano moral sofrido pelo requerente.
O direito do Reclamante está amparado pelo Có digo civil, uma vez que o ato ilícito
praticado pela requerida gera o dever de ressarcir, assim vejamos:
"Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito".
Conforme observado ainda que aquele que comete o ato ilícito deverá ressarcir ainda que
moral, no mesmo sentido preceitua o artigo 927, caput, do Có digo Civil:
"Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a
repará-lo."
Desta forma, a inclusã o do nome do Autor no cadastro dos serviços de proteçã o ao crédito,
nã o eximi a exclusã o da responsabilidade da empresa Requerida pela reparaçã o do dano
causado, pelo qual responde, como observa BITTAR:
“a reparação representa meio indireto de devolver-se o equilíbrio às relações privadas,
obrigando-se o responsável a agir, ou a dispor de seu patrimônio para a satisfação dos
direitos do prejudicado”. (CARLOS ALBERTO BITTAR, Responsabilidade civil, ed. Forense,
1990, pág. 3).
O Ministro Oscar Correa, em acó rdã o do STF (RTJ 108/287), ao falar sobre dano moral,
bem salientou que"nã o se trata de pecúnia doloris, ou pretiumdoloris, que se nã o pode
avaliar e pagar; mas satisfaçã o de ordem moral, que nã o ressarce prejuízo e danos e abalos
e tribulaçõ es irreversíveis, mas representa a consagraçã o e o reconhecimento pelo direito,
do valor da importâ ncia desse bem, que é a consideraçã o moral, que se deve proteger tanto
quanto, senã o mais do que os bens materiais e interesses que a lei protege."Disto resulta
que a toda injusta ofensa à moral deve existir a devida reparaçã o.
O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, já decidiu que no caso do dano in reipsa, nã o é
necessá ria a apresentaçã o de provas para demonstrar a ofensa moral da pessoa, uma vez
que a inclusã o nos cadastros de inadimplente, o fato por si só já configura o dano, “a
própria inclusão ou manutenção equivocada configura o dano moral in reipsa, ou seja, dano
vinculado à própria existência do fato ilícito, cujos resultados são presumidos" (Ag
1.379.761).
O CDC, que tanto tem amparado os direitos dos consumidores, adotando a Teoria da
Responsabilidade Objetiva, é imperativo em aduzir que os fornecedores de produtos e
serviços respondem pelos danos causados aos consumidores, independentemente de culpa.
In literis:
“Art. 14 - O fornecedor de serviços responde independentemente da existência de culpa,
pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à
prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua fruição e riscos.
§ 1º - O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode
esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I - o modo de seu fornecimento;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam.” (destacou-se)
Observa-se que o Estatuto Consumerista é incisivo quando da necessidade de segurança na
colocaçã o de produtos e serviços oferecidos ao mercado, quando dispõ e que o fornecedor
de serviços responde, independentemente da existência da culpa, pela reparação dos
danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços, bem
como por informaçõ es insuficientes ou inadequadas sobre sua fruiçã o e riscos.
Neste diapasã o, entendimento jurisprudencial é no sentido de que uma vez caracterizado o
dano, deve ser indenizado, independentemente de comprovaçã o do prejuízo:
"Caracterizada a ilicitude no procedimento, nasce para o réu a responsabilidade de
indenizar" (ACV n. 39.892, de Blumenau, rel.Des. Wilson Guarany).
Cumpre-nos asseverar que o entendimento jurisprudencial majoritá rio é no sentido de que
nã o há necessidade de prova efetiva do abalo de crédito, para a caracterizaçã o da obrigaçã o
de indenizar o dano moral. Ora, ao ser compelido a pagar dívida oriunda de produtos e
serviços que nã o contratou, teve a Autora que se socorrer de advogado para ajuizar a
presente açã o, gerando-lhe mais transtornos e dispêndios financeiros, com a contrataçã o
de serviços advocatícios. Contudo, o cerne do presente conflito de interesses reside na
existência de responsabilidade civil, da Ré, pelos danos morais que tem experimentado a
Autora, em razã o da cobrança indevida por serviços e produtos nã o fornecidos pelas Rés.
Atualmente, a doutrina e jurisprudência, de modo seguro, tranquilo e pacífico, consolidam
o entendimento no sentido de que, em conformidade com o ordenamento jurídico
brasileiro, o dano moral puro deve ser reparado mediante indenizaçã o.
IV - DA FIXAÇÃO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO
Em que pese o grau de subjetivismo que envolve o tema da fixaçã o da reparaçã o, vez que
nã o existem critérios determinados e fixos para a quantificaçã o do dano moral, a reparaçã o
do dano há de ser fixada em montante que desestimule o ofensor a repetir o cometimento
do ilícito.
Diante da verificaçã o do ato ilícito provocado pela parte Requerida, deverá o juízo aquilatar
um valor que seja compatível com a lesã o provocada ao Requerente, posto que, os danos
ocasionados sã o vultosos e gravíssimos. Dessa forma, o valor reparató rio aplicado pelo
juízo nã o poderá ser um valor tã o ínfimo que provoque o descrédito da justiça.
Nesse sentido, deverá o quantum indenizató rio ser justo, prudente e correto, sempre
observando a Teoria do Desestímulo ou “The Punitive Damage”, a fim de o valor a indenizar
exprimir cará ter repressivo e pedagó gico. Isto é, para que se compense efetivamente ao
Requerente e, ao mesmo tempo, venha punir a Requerida, é necessá rio que a indenizaçã o
por dano moral venha a pesar no bolso desta, servindo a ela e à sociedade, como um
poderoso fator de desestímulo a novas prá ticas ilícitas.
Sobre o tema, veja-se a jurisprudência do Tribunal de Justiça do Pará :
APELAÇÃO CÍVEL EM SEDE DE AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO
INDEVIDA EM ÓRGÃO DE CADASTRO DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO. INEXISTÊNCIA DE
DÉBITO. CONFISSÃO DA EMPRESA RECORRENTE. DANO MORAL IN RE IPSA.
APLICAÇÃO DA TEORIA DO DESESTÍMULO OU PUNITIVE DAMAGE. CARÁTER
PEDAGÓGICO E REPRESSIVO. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA
PROPORCIONALIDADE. JUROS DE MORA DEVIDOS DESDE A CITAÇÃ O À TAXA DE 0,5% AO
MÊ S ATÉ O DIA 10.01.2003 E, A PARTIR DE 11.01.2003, À TAXA DE 1% AO MÊ S.
CORREÇÃ O MONETÁ RIA DEVIDA DESDE A SENTENÇA. INTELIGÊ NCIA DA SÚ MULA 362
DO STJ. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO À UANIMIDADE.
(200830071772 PA 2008300-71772, Relator: CLAUDIO AUGUSTO MONTALVAO DAS
NEVES, Data de Julgamento: 17/08/2009 Data de Publicaçã o: 20/08/2009) (destacamos).
Desta feita, requer seja a indenizaçã o aplicada visando punir a Requerida do ato ilícito de
maneira que sirva de desestímulo a novas prá ticas ilícitas (inscrição indevida do nome
no rol de devedores), a fim de exprimir cará ter repressivo e pedagó gico, sempre em
atençã o aos princípios da proporcionalidade e capacidade econô mica das partes.
V – DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA
Percebe-se, outrossim, que o requerente deve ser beneficiado pela inversã o do ô nus da
prova, pelo que reza o inciso VIII do artigo 6º do Có digo de Defesa do Consumidor, tendo
em vista que a narrativa dos fatos encontra respaldo nos documentos anexos, que
demonstram a verossimilhança do pedido conforme disposiçã o legal:
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, ao
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for
ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

O requerimento ainda encontra respaldo em diversos estatutos de nosso ordenamento


jurídico, a exemplo do Có digo Civil, que evidenciam a pertinência do pedido de reparaçã o
de danos.
Além disso, segundo o Princípio da Isonomia, todos devem ser tratados de forma igual
perante a lei, mas sempre na medida de sua desigualdade. Ou seja, no caso ora debatido, o
requerente realmente deve receber a supracitada inversã o, visto que se encontra em
estado de hipossuficiência, uma vez que disputa a lide com uma empresa de grande porte,
que possui maior facilidade em produzir as provas necessá rias para a cogniçã o do
Excelentíssimo magistrado.

VI - DA TUTELA DE URGÊNCIA
O Requerente encontra-se atualmente com o seu crédito abalado, sem condiçõ es de efetuar
qualquer transaçã o comercial a prazo, suportando danos difíceis de serem prontamente
reparados, tudo isso em razã o da conduta ilícita da empresa Demandada.
A tutela de urgência é medida assaz urgente e necessá ria, vez que, com a negativaçã o de
seu nome, o Requerente está impedido de ter a liberaçã o de créditos no comércio, de
promover financiamentos e outros atos que dependam de ter o nome limpo, sem quaisquer
restriçõ es nos cadastros desabonadores de crédito, além de sofrer os mais diversos danos
de ordem moral e patrimonial.
Assim, preconiza o Có digo de Processo Civil:
Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado ú til do processo.
Ademais, inexiste perigo de irreversibilidade do provimento, vez que, a qualquer
momento, poderá ser revogado e a inclusão refeita. Neste sentido:
“já a possibilidade de inscriçã o do nome do autor nos ó rgã os de proteçã o ao crédito, por si
só , configura o periculum in mora, face à restriçã o que a parte sofrerá na sua vida
financeira, além do dano de natureza moral. Ressalta-se, por fim, que os réus em nada
serão prejudicados com o deferimento da liminar, face à reversibilidade das
medidas.” (TJDF – Processo 2004.03.1.008862-7 – Rel. Juíza DELMA SANTOS RIBEIRO)
(negritamos).
Destarte, com amparo no art. 303 do Có digo de Processo Civil Brasileiro e art. 84 do Có digo
de Defesa do Consumidor, diante da manifesta prova aportada aos autos, se faz necessá rio
a concessã o liminarmente da tutela de urgência para:
- que a Requerida proceda com a imediata retirada do nome do Autor dos Ó rgã os de
Proteçã o ao Crédito, propendendo de imediato, estancar os danos da conduta ilícita e
arbitrá ria. É medida que se impõ e, nã o só pela ilegitimidade do débito, mas, especialmente,
pelo fato da existência da presente discussã o judicial a respeito do débito, sob pena de
aplicaçã o de multa, nos termos do art. 537, do CPC, propendendo de imediato, estancar os
danos da conduta ilícita e arbitrá ria.
VII - DOS PEDIDOS
Diante de tudo que fora exposto, requer a Vossa Excelência, digne-se:
1. Sejam deferidos os benefícios da gratuidade da justiça e assistência judiciária
gratuita, nos termos do art. 98 e seguintes do CPC e da Lei 1.060/1950;
2. Considerando a relevâ ncia dos fundamentos e o receio de ineficá cia do provimento final,
seja liminarmente concedida a TUTELA DE URGÊNCIA, visando assegurar a viabilidade da
realizaçã o do direito, determinando à Requerida que efetue imediatamente a exclusã o do
nome do Requerente dos ó rgã os restritivos (SPC/SERASA). Faz-se necessá rio o
arbitramento de multa diá ria de R$ xxxx, para o caso de descumprimento da ordem
judicial;
3. A citação da empresa Requerida no endereço acima declinado, com os benefícios do
art. 212, § 2º, do CPC, para acompanhar a presente açã o até o final, e, querendo, apresentar
contestaçã o no prazo legal, sob pena da revelia e confissã o;
4. Sejam aplicados os preceitos contidos no CDC, bem como determinada a inversã o do
ô nus da prova, com fundamento no art. 6º, inc. VIII, do CDC, tendo em vista a
verossimilhança das alegaçõ es apresentadas e a hipossuficiência do Requerente na
produçã o de demais provas, ambos os requisitos manifestos nos autos;
5. Seja a presente AÇÃO JULGADA PROCEDENTE, declarando a inexistência de relaçã o
jurídica entre as partes demandantes, confirmando, por conseguinte, os efeitos da tutela
liminar, bem como a condenaçã o da empresa Requerida ao pagamento de R$ xxxxxx a
título de danos morais em benefício da vítima, ora Requerente;
6. Por fim, a condenaçã o da Requerida no pagamento das custas processuais e honorários
advocatícios de 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa, devidamente atualizada,
conforme o artigo 85 do CPC.
Protesta pela produçã o de todos os meios de prova em Direito admitidas, especialmente
pelo depoimento pessoal do representante da Requerida, oitiva de testemunhas, prova
pericial, juntada de novos documentos e outras que se fizerem necessá rias à comprovaçã o
das alegaçõ es aqui contidas, o que se diz com arrimo no art. 369 do CPC.
Dar-se-á a presente causa, com fulcro no art. 292 do CPC, o valor de R$ xxxxxx para efeito
de alçada e fiscal.
Nestes termos, pede deferimento.
Cidade, estado, data e ano.
ADVOGADO
OAB Nº XXXX

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