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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

CURSO DE DIREITO

A RESSOCIALIZAÇÃO DO EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO,


ATRAVÉS DO ENSINO E DO TRABALHO.

MICHELLE DA SILVA ONOFRE MEIRELES

Rio de Janeiro
2021.2
MICHELLE DA SILVA ONOFRE MEIRELES

A RESSOCIALIZAÇÃO DO EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO,


ATRAVÉS DO ENSINO E DO TRABALHO.

Artigo Científico Jurídico apresentado á


Universidade Estácio de Sá, Curso de Direito,
como requisito parcial para conclusão da
disciplina Trabalho Coclusão de Curso.

Orientador(a):Profº(a)ULISSES PESSOA

Rio de Janeiro
Campus Recreio
2021
MICHELLE DA SILVA ONOFRE MEIRELES

A RESSOCIALIZAÇÃO DO EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO,


ATRAVÉS DO ENSINO E DO TRABALHO.

Artigo Científico Jurídico apresentado á


Universidade Estácio de Sá, Curso de Direito,
como requisito parcial para conclusão da
disciplina Trabalho Coclusão de Curso.

Orientador(a):Profº(a) ULISSES PESSOA

Professor Ulisses Pessoa

Professora

Professor

Rio de Janeiro
Campus Recreio
2021.2
RESUMO

O sistema penitenciário brasileiro padece com o descaso dos poderes competentes,


com a falta de efetivação dos preceitos da Lei de Execução Penal, que possui como
um dos principais objetivos a promoção da ressocialização dos condenados e a
consequente reinserção destes ao convívio social. Uma das formas de proporcionar
um retorno saudável do reeducando a esse convívio com a sociedade é por meio do
trabalho, aproveitando-se do período de cumprimento de pena para proporcionar a
qualificação profissional do preso, para que, ao se tornar um egresso do sistema
prisional, este possa encontrar facilmente um meio de prover seu sustento e o de
sua família trabalhando licitamente. Os métodos utilizados para expor a real situação
do Estado brasileiro foram a pesquisa bibliográfica e de campo, com a intenção de
demonstrar a visão do sistema penitenciário por meio através da aplicação de
projetos que incentivam a inserção dos reeducandos e egressos do sistema prisional
no mercado de trabalho, com o apoio da sociedade.

Palavras chave: Lei de Execução Penal; Ressocialização; Sistema prisional;


Trabalho; Ensino.

Sumário 1. Introdução. 2. Desenvolvimento. 2.1. A Ressocialização do egresso, do


sistema prisional através do ensino e do trabalho; 2.2. Sistema Prisional Brasileiro;
2.3 Pena; 2.4 Reincidência; 2.5 Educação e trabalho 2.6 Ressocialização. 3.
Conclusão. Referências.

1. INTRODUÇÃO

Este Projeto de pesquisa delimitou-se em colher informações através de


artigos, pesquisas, revistas, monografias, livros dentre outros. Tendo em vista que o
presente tema sempre foi assunto discutido dentre a sociedade. Cabe ressaltar que
a intenção não é solucionar essa enorme crise do sistema prisional brasileiro, mas
sim demonstrar a serventia da ressocialização por meio do trabalho, do ensino no
sistema carcerário brasileiro, implementando e auxiliando, de forma eficaz e digna
para com detento. Portanto, buscou-se reunir dados/informações com o propósito de
responder ao seguinte problema de pesquisa: De que maneira a educação e o
trabalho auxiliam o egresso na volta ao convívio social?
Diante a dificuldade no sistema prisional brasileiro, e para que a
ressocialização do egresso do nosso sistema prisional seja eficiente, essa pesquisa
se dá e se justifica através da aplicação do ensino e trabalho de forma imposta
"obrigatória"; pretende demonstrar soluções, mediante a negligência do Estado na
administração do sistema carcerário brasileiro.
2. DESENVOLVIMENTO

2.1. A Ressocialização do egresso, do sistema prisional através do ensino e do


trabalho

Podemos dizer que a ressocializar através do ensino e do trabalho, tem como


pretensão a aplicabilidade da Lei, visando à possibilidade em punir evitando a
reincidência do apenado. Neste contexto, fica claro que a ressocialização é algo
possível, desde que se ofereçam condições melhores ao tratamento do egresso,
ofertando-lhe estudo e trabalho, devolvendo-lhe a vida em sociedade. O mais
importante, é constatar que ensino e o trabalho não só traz benefícios no
cumprimento da pena, mas dignidade, oportunidade e conhecimento ao egresso.
Segundo Luís Roberto Barros (2003), a dignidade da pessoa humana é algo
que deve transpor a exclusão social, discriminação, violência em aceitar aquele que
um dia erro, aquele que é diferente dentro da sociedade. É algo que está
relacionado aos valores na subsistência humana. Desta forma, cabe evidenciar que
o princípio da dignidade humana tem por finalidade garantir condições justas e
adequadas para que o condenado volte ao convívio social e em família, neste
sentido, a forma adequada é através do ensino e do trabalho; assim dando-lhes
dignidade, suporte, capacitação ao retorno na atual sociedade. O cumprimento da
ressocialização é um dever do Estado. O Estado além de garantidor do apenado é o
responsável em fazer se cumprir princípios inerentes ao condenado e em administrar
o sistema prisional.
Conforme Elionaldo Fernandes Julião (2011), por um longo tempo ninguém
nunca se importou com o ensino dentro do sistema prisional, e a inserção do
apenado em sociedade somente será possível mediante qualificação, e que mesmo
qualificados o egresso encontrará dificuldade em conseguir um emprego formal
diante da crise de emprego instalado no nosso país diante de tamanha crise, não
basta qualificação pois o mercado a cada dia está mais seletivo a prioridade são
novas habilidade e competências. Não se trata apenas de construção de escolas
associadas ao ensino profissional dentro das penitenciárias, mas sim do
desenvolvimento de mobilidades social onde o egresso não encontre barreiras em
relação social, e o ensino como direito real e inalienável e como instrumento
indispensável para sua própria emancipação que apesar de privados da liberdade, o
apenado mate a titularidade dos seus direitos fundamentais. O autor deixa claro que
o acesso ao ensino tem por objetivo perspectiva acima descrita em respeito às
normas que o asseguram, estabelecendo mudar o tratamento como forma de
resgatar o apenado ao convívio do crime para a inserção social.
Apresentar de que maneira a educação e o trabalho auxiliam o egresso na
volta ao convívio social, e como benefício a diminuição de reincidência no sistema
prisional. Conhecer o sistema prisional brasileiro.
Diante da ineficiência do Estado, das dificuldades na reinserção no mercado
de trabalho e em sociedade, a ressocializar por meio do ensino e do trabalho é a
forma pela qual se preza cada vez mais de inserção em sociedade. Um dos meios
de diferenciação está na atribuição da aplicação do direito previsto.
Para tanto, o Estado precisa se posicionar quanto à sua real função,
procurando ter ciência como agente garantidor que é viável, e necessária. Nesse
contexto, a proposta de trabalho científico visa apresentar conceitos, definições e
formas necessárias manutenção dentro do sistema prisional baseando-se em
princípios como da dignidade da pessoa humana, do ensino e do trabalho voltados a
ressocialização do apenado.
O problema foi direcionado a pesquisar as áreas em conflito na
ressocialização do egresso do sistema prisional brasileiro.
A pesquisa assume estudo explicativo, por sua vez, proporcionar maior
familiaridade com o problema, tornando-o explícito ou construindo hipóteses sobre
ele através de principalmente do levantamento bibliográfico.
Como procedimentos, podemos citar a necessidade de pesquisa Bibliográfica,
isso porque faremos uso de material já publicado, constituído principalmente de
livros, também entendemos como um procedimento importante o estudo de artigos
científicos como procedimento técnico. Tem-se como base para o resultado da
pesquisa um caso em específico que poderá ser expandido futuramente.
Esse estudo tem por finalidade realizar uma pesquisa básica, para um melhor
tratamento, objetivando a melhor apreciação desta pesquisa, observou-se que ela é
classificada como pesquisa exploratória. Detectou-se também a necessidade da
pesquisa bibliográfica no momento em que se fez uso de materiais já elaborados:
livros, artigos científicos, revistas, documentos eletrônicos, na busca e alocação de
conhecimento sobre o sistema carcerário brasileiro como forma de tornar eficaz com
a ressocialização, do egresso correlacionando tal conhecimento com abordagens já
trabalhadas por outros autores.

2.2 Sistema Prisional Brasileiro

"Nullum crime sine lege" significar dizer que não existe crime sem previsão
legal. O princípio da legalidade, pertencente ao âmbito penal. Onde o Estado exerce
seu poder punitivo, coibindo o mal sofrido pelas vítimas.
O princípio da dignidade humana é um direito previsto em lei ao condenado, e
vem sendo reprimido. O mais preocupante, contudo, é constatar que existem
grandes discussões, entre estudiosos e operadores do direito, ao tratar do assunto,
como objeto de sensibilidade.
CAPEZ (2012) Diz que o Estado é responsável pela aplicação e sanção da lei
aos culpados por cometer tais atos ilícitos. O Estado deve sim cumprir com seu
papel, objetivando, ressocializar trazendo que o apenado seja dignamente tratado.
A pena restritiva de liberdade é meio punitivo, imposta ao apenado a viver
temporariamente, em um lugar onde o sistema não é ressocializador, expondo a
situações degradantes.
Fica claro que no Brasil, o sistema prisional está em uma verdadeira crise, a
superlotação de presos, as precárias condições as quais são submetidos e a má
administração do Estado, é nítida a sua falência em muitos sentidos.
Pode-se dizer que pena é a sanção, ou seja, é uma forma de castigo,
aplicada ao apenado através Estado autoridade competente. Neste contexto, fica
claro que o sistema prisional brasileiro ainda precisa melhorar, através de politicas
públicas visando ressocializar de forma ampla e humanitária.
O mais preocupante, contudo, é constatar que ainda é grande o número de
reincidência em nosso País pleno século 21, pois pesquisas comprovam que mais
de 42% dos egressos retornam ao sistema. Não é exagero afirmar que o sistema
prisional brasileiro é uma escola do crime.
Pode se dizer que o sistema prisional não recupera, não transforma e nem
ressocializar aqueles que um dia estiveram sob sua custódia.
Bittencourt (2011), nos mostra que Todo esforço prisional na realidade causa
um enorme distanciamento entre o preso e o meio social, o que gera duvidas se
realmente há ressocialização, por instituição total absorvendo a vida do recluso.
Conforme explicado acima para muitos o sistema prisional é o meio mais
eficiente em recuperar e gerar mudanças ao indivíduo apenado. E não percebem
que a cada ano que se passa a população carcerária aumenta, causando
superlotação e um grande percentual de reincidência resultado de um trabalho
ineficaz do Estado. Geralmente a falta de imposição de obrigações como o ensino e
o trabalho por parte do estado ao apenado, faz com que mentes vazias virem
oficinas do crime contribuinte para o aumento na reincidência.
Alexandre Magela Silva, O autor deixa claro, que no sistema prisional
brasileiro não há alcance de sua pretensão através privação da liberdade Trata-se
inegavelmente do surgimento de problemas ao longo dos anos que se agravam até
hoje.
É notório que vários são os problemas da população carcerária, o principal é
a exclusão social, outro que cabe falar são os de cunho sexual, do qual é
incontrolável, o individuo está obrigatoriamente em abstinência comprometendo
psicologicamente, pois a responsabilidade do Estado é a recuperação do apenado.
Para ZAFFARONI, "sistema penal não apenas viola, mas está estruturalmente
preparado para violar a todos os princípios” (1991. p.237; 1989. p.439) Assim, é de
suma importância olhar ao assunto de forma mais humanitária quando existem
vários pontos a serem a serem colocados em pauta ganha particular relevância
quando falamos do ensino e trabalho como meio recuperador.
O que fica claro atualmente é que os presídios do país se tornaram depósitos
de pessoas, sem possuir as mínimas condições de recuperar os presos. No entanto
vale esclarecer que a sociedade possui a sua parcela de culpa na degradação do
preso e coopera para que o mesmo não volte se reinserir em sociedade.

Conforme mencionado pelo autor Olímpio e Marques:


Atualmente, para a sociedade brasileira, o preso passou por um processo
de animalização. Este último decorre da perda da natureza humana do
apenado, proveniente de um processo discriminatório histórico, bem como
dos altos índices de violência e criminalidade que assolam o país (Olímpio e
Marques, 2015, p. 176)

Conforme explicado acima, a ressocialização do apenado do sistema prisional


brasileiro é o meio necessário para transformar ressocializando trazendo
crescimento para inserção em sociedade, nesse sentido, pode-se dizer que seu
objetivo é enganar as pessoas. Tem um potencial devastador para as organizações
despreparadas de uma política de segurança adequada, por exemplo, uma
conscientização dos funcionários (JOBS, 2010).
Nas penitenciárias brasileiras, os altos paredões cercados com arames
farpados limitam dois mundos antagônicos, o da liberdade e o do confinamento.
As portas fechadas, as proibições, o cerceamento e a impossibilidade do
recluso em conviver com o ambiente social externo ao cárcere são alguns
dos aspectos que definem o presídio como uma instituição total". "As
instituições totais possuem, como características, a ocupação de parte do
tempo e do interesse dos integrantes, além de terem tendências de
fechamento. O estabelecimento penitenciário está inserido no terceiro tipo
de "instituição total 3", que é aquela organizada com a finalidade de
promover o "bem-estar social" e proteger a comunidade, já que pessoas
isoladas não constituem um perigo imediato (Goffman, 1987 p. 6).

O autor deixa claro na citação acima, que no sistema prisional brasileiro a


grande estrutura física, feita de concreto e arames farpados é o que separa o mundo
da liberdade do confinamento, as proibições de viver em sociedade, as limitações e
o confinamento é o que define o cárcere como instituição total. As instituições totais
tem como característica, de instituição organizada com finalidade de bem estar
social, e de proteger a sociedade temporariamente daqueles que estão em
confinamento.
Desta forma espera-se, que o presente sistema carcerário que conhecemos
como meio de ressocialização sofra grandes transformações trazendo de fato a
existência conceituada de conceito transformador. Validando conceitos regras e
cumprindo a própria lei, desenvolvendo o egresso dentro de um sistema
humanamente falando perdido. O intuito desta abordagem é dar chance ao egresso
de um novo amanhã e novas oportunidades em sociedade.

2.3 Pena

Para Capez (2007, p. 358)

sanção penal de caráter punitivo, imposta pela Estado, é a execução de


uma sentença, ao culpado pela prática de uma infração penal, que
consistente na restrição ou privação da liberdade, cuja finalidade é retribuir
como forma punitiva ao delinquente Assim também promovendo a sua
readaptação social e o não cometimento a novas transgressões á
coletividade.

Segundo Damásio de Jesus (2004) pena é "sanção aflitiva imposta pelo


Estado, mediante ação penal, ao autor de uma infração penal, como retribuição de
seu ato ilícito, consistente na diminuição de um bem jurídico, e cujo fim é evitar
novos delitos".
Logo, a pena é o mais importante ato no âmbito penal, pois consequência
jurídica é a privação e a restrição sobre bens jurídicos impostos pelos órgãos
competentes ao violador da infração penal.
Como nos mostra Cleber Masson (2015), o ponto inicial da história da pena
coincide com o ponto inicial da humanidade. Em seu livro de Direito penal
esquematizado, nos ensina essa diferença ao abordar que: “Sanção penal é a
resposta estatal, no exercício do ius puniend após o devido processo legal, ao
responsável pela prática de um crime ou de uma contravenção penal”, (2015. p. 83.
seis MASSON, Cleber Rogério).
Como mencionado acima a história da pena coincide com o ponto inicial da
humanidade. Por tanto Inicialmente obteve-se informações através de livros e
artigos, e estudos que demonstraram o aumento significativo da população
carcerária. Delitos são cometidos e novos leis criadas para sancionar novos crimes
cometidos. Conforme explicado acima, a pena foi criada com intuito de reprimir e
sancionar o sujeito que cometeu ato ilícito previsto em lei. Para que haja mudança
do indivíduo com a sanção penal a fim de reinseri-lo em sociedade.
De acordo com GRECCO Rogério (2015, p. 255): Não é fácil responder,
principalmente quando se vive um processo de inflação legislativa, com centenas de
tipos penais; certamente haverá desproporcionalidade com relação às penas neles
cominadas. Outro ponto a ser debatido diz respeito, também, á pena a ser aplicada
a cada infração penal: escolher entre as penas previstas pela lei penal, aquele que
mais se adapte ao fato delituoso praticado. Desde uma pequena pena de multa, até
a privação da liberdade, sem contar com a possibilidade, mesmo que
excepcionalmente, da aplicação da pena de morte, como corre em alguns
ordenamentos jurídicos.
No que tange ao critério de seleção de bens a serem protegidos pelo direito
penal, podemos tomar com referência de valores superiores aqueles inseridos na
constituição.
Fica evidente, diante desse quadro que, o que hoje conhecemos como pena
privativa de liberdade já não é mais uma limitação somente ao direito de ir e vir. Os
presos que lá se encontram é jogada no cárcere, sua dignidade é lançada fora,
vivem trancafiados de forma precária e em total estágio de humilhação.
Espera-se, desta forma que a pena privativa de liberdade não sirva somente
para restringir a liberdade do indivíduo, o qual cometeu delito, mas que seja
restauradora enquanto perdurar a pena que meios ressocializações sejam
implementados para o retorno em sociedade.

2.4 Reincidência

A Reincidência do egresso ocorre inicialmente quando não há uma política de


recuperação durante os últimos anos viu-se a necessidade de mudanças no atual
sistema prisional. A pena privativa de liberdade foi criada com a finalidade não só de
punir o delito cometido, mas também fazer com que aquele que cometeu uma
infração penal, tivesse uma finalidade útil e que pudesse voltar ao convívio social.
Foucault diz, "em vez de devolver a liberdade, indivíduos corrigidos, espalha
na população delinquente perigosa”. (1987, p.221).
Para Greco (2015), os trabalhos atribuídos aos presos, na maioria são eles
inúteis, ou seja, sem utilidade nenhuma a eles quando estiverem de volta ao
convívio social em liberdade, (2015, p.135). A Reincidência criminal ocorre quando
um individua possui mais de uma condenação, independentemente do prazo legal
estabelecido pela legislação brasileira.
De acordo com a LEP, a reincidência ocorre “quando o individuo comete um
novo crime, após o trânsito em julgado sentença que, no País ou no estrangeiro, o
tenha condenado por crime anterior”. Ou seja, torna-se reincidente aquele que
repete infração penal, desde que tenha condenação e não possa mais se beneficiar
de nenhum recurso jurídico na primeira condenação, e que seja comprovado o
cometimento de um novo crime. Existem algumas exceções quando falamos de
reincidência, por exemplo, crimes próprios, ou seja, não se consideram para os
efeitos de reincidência os crimes militares próprios, descritos apenas no Código
Penal Militar e os crimes políticos (aqueles cometidos por motivação política ou que
lesione ou ameace lesionar a estrutura política vigente no país).
Para Greco (2015), o cárcere não diminui o índice de criminalidade, ao
contrário, com o passar dos anos é nítido o aumento de crimes. A reincidência
ocorre por vários fatores, tornou-se comum, pois quanto mais tempo o apenado
permanece em cárcere, maiores são as chances de reincidência na prática
criminosa. Deste modo fica claro o descaso do Estado seja ele por inércia ou
desídia, usurpando um direito previsto em lei ao apenado, podendo até mesmo
remeter ao apenado um sentimento de injustiça, causando-lhe grande revolta.
O mais importante é mostrar, que a ressocialização tem importante papel,
não é exagero afirmar que a finalidade é a não reincidência. Em todo esse processo
pode-se dizer de forma resumida que a ressocialização é importante para o retorno à
sociedade, ou seja, dignificar o homem. É interessante dizer que o trabalho e o
estudo trazem benefícios ao condenado, dando-lhe dignidade e capacidade de um
novo recomeço.
Conforme demonstrado, a reincidência é algo comum e preocupante. Ao
longo do cumprimento da pena, o preso alcança algum benefício, o que se tem em
mente, é que o seu retorno à sociedade seja algo mais do que esperado pelo
condenado, só que a falta de oportunidade, relacionada à baixa escolaridade em
conjunto com a falta de experiência profissional são fatores contribuintes para
reincidência. É importante esclarecer que a não conscientização do Estado quanto a
importância em ressocializar o apenado, faz a reincidência ser algo tão corriqueiro.
Conforme explicado acima para que a reincidência não seja algo corriqueiro o
Estado deve implantar novos programas de politica sociais, por exemplo, o trabalho
e o estudo não simplesmente como um fator de redução da pena, mas como algo
transformador para o futuro desse indivíduo que logo retornará a sociedade, com a
finalidade, em profissionalizar, qualificar, aumentar o conhecimento, e abrir porta de
emprego ao apenado que está em busca de um nova chance.
É importante destacar na ilustração abaixo que, de fato, os numero são
alarmantes quando falamos do assunto a nível Brasil, o índice é muito alto. Logo
podemos ver que na prática a LEP não está funcionando, ou melhor sendo aplicada
de forma correta, com intuito para a qual foi criada. pode se perceber através de
estudos e pesquisas, os números mostram que a reincidência no Brasil chega ao
número alarmante de 70 %, isso porque temos uma grande dificuldade em realizar
um estudo mais elaborado sobre o assunto por que no nosso ordenamento jurídico o
termo pode ser empregado de quatro formas, por exemplo, reincidência genérica,
penitenciária e criminal. Bem nos mostra esses dados foram de um relatório
elaborado pelo CNJ.1 “Art. 16. São circunstâncias agravantes: 3º Ter o delinquente
rescindido em delito da mesma natureza (sic)” (BRASIL, 1830).

1
https://www.politize.com.br/reincidencia-criminal-entenda/
É importante considerar que, o Brasil é um dos países que mais se
encarceram segundo o CNJ, cerca de 858.815 pessoas estão privadas de sua
liberdade (BRASIL, 2020). Conforme explicado acima, compreender esses índices
nos leva a perceber a importância do tema e a enxergar a falência do Estado como
garantidor ao apenado. Ressocializar, através da educação e do trabalho, por
exemplo, contribui para banir o condenado da exclusão social, ajuda a não ser
reincidente, e retirar de seus ombros o peso do erro e lhe dando uma nova chance
perante a sociedade.
A primeira legislação penal de origem brasileira foi o nosso código 1830, que
visava tratar, regular o direito penal em nosso país, ao olhar da sociedade era
sinônimo de esperança e segurança, com sua previsão no Art.16, (BRASIL,1830).
O tema ganhou novos adereços com a chegada do código de 1890, que
previa e especificava, que para ser reincidente deveria a condenação transitar em
julgado e se cometer delito da mesma natureza (art.40).
Ora, na prática, a reincidência é um assunto importante tanto no meio jurídico,
quanto no campo de pesquisa. Caso contrário, não seria fundamental o que hoje
trazemos em pauta a necessidade não somente de políticas eficazes, mas também,
diminuir a população carcerária e automaticamente diminuir sua superlotação em
nosso país, lamentavelmente, este assunto não é de interesse do estado, pois se
contrário fosse a nossa realidade seria diferente da hoje exposta.
É importante considerar que ressocializar, conforme explicado acima é
dignificar, cumprir direitos e deveres com os indivíduos sob responsabilidade do
Estado, é fazer com que a criminalidade tenha uma diminuição e não aumento, com
base, por exemplo, em pesquisa do CNJ, que mostra de forma clara que quanto
mais tempo o condenado passa no cárcere ao invés de recuperar ele passa pela
escola do crime e lá aprender coisas que nunca em liberdade pensara um dia.
Julião (2009, p. 383) diz que reincidir é a “a situação em que o indivíduo, após
ter cumprido pena e sido libertado, foi novamente recolhido à prisão para
cumprimento de nova pena”. A característica que levam a reincidência é visível e as
mesmas em todo o sistema carcerário. Segundo (GRECO, 2015), os presídios que
não zelam em cumprir pelo menos o mínimo previsto em lei como direito no
tratamento ao condenado, a tendência a esse egresso ser reincidente, são maiores,
pois o mesmo está cheio de revoltas e traumas causados por aquele que tem o
dever de resguardar, e pelo contrário, descaracterizar, acaba com o condenado.
Ora, em tese, a reincidência tem sua origem devido ao excesso na sua
capacidade, ou seja, a superlotação chegando a um percentual entre três e cinco
vezes a capacidade normal. É importante considerar que a comissão de direitos
humanos em suas visitas constatou além do excesso dentro das celas muitos outros
graves problemas. Inclusive que em algumas instituições do sistema prisional
brasileiro, não havia prestação de mão de obra (trabalho), e nem mesmo qualquer
forma de ensino educativo aos condenados.
Conforme explicado acima, alguns fatores contribuem, a falta trabalha de
ensino educativo ou mesmo profissionalizante, por partes dos detentos, com intuito
de ressocializar, o não cumprimento dos direitos básicos dos apenados causam
essa terrível reincidência, por exemplo, a alimentação em alguns presídios que são
ofertada está estragadas ou alimentos com prazos de validade vencidos, a falta de
talheres fazendo com os presos comam com a mão ou improvisar o talher com
papelão. Outro fator triste é a visita a fim de dar um convívio social ao apenado
coma amigos e familiares a fim de que não entrem em depressão, mas os mesmo
são expostos a revistas vexatórias. (GRECO, 2015).
Fica evidente, diante desse quadro, que ressocializar é preciso e mais que
necessário, pois com as condições desumano que vemos no atual sistema prisional
ressocializar não só não funciona como se cresce cada dia mais a escola do crime e
o individuo que deveria se recuperar, para volta a viver em sociedade acaba ficando
pior do que entrou. O tempo ideal é aquele necessário, fazendo valer de forma
humanitária seus direitos, diminuindo assim o sentimento de injustiça e a revolta dos
detentos. Aonde os seus direitos não são suprimidos, onde não são esquecidos,
onde os Poderes e as medidas são administrados de forma coordenada, por parte
do Estado.
O Estado deve garantir esses direitos, deve também contribuir para diminuir a
desigualdade social, inserindo medidas efetivas, que ao serem tomadas promova o
bem estar coletivo, levando a toda população direitos e garantias mínimas para sua
existência de forma digna.

2.5 Educação e trabalho


No Brasil a temática ressocializar, detentos, iniciou no século XIX, quando
surgiram prisões com celas individuais, construção de sua própria estrutura física e a
criação também de oficinas de trabalho.
Em 1890 novas implementações surgiram, extinguindo as penas perpétua e
coletiva, limitando a pena restritiva de liberdade ao prazo máximo de 30 anos. O foco
central é o ensino, e deve ser levado em conta, sendo muito mais simples afirmar
que o estudo dignifica e transforma o homem diante de tal cenário. "O importante é
que haja ensino e, consequentemente, aprendizagem, e, para tal, é preciso que os
cinco sentidos sejam estimulados." (SANTANA, 2004, p. 21).
O exercício pleno de cidadania de um indivíduo começa com a educação. “O
trabalho é instrumento para disciplinar dentro do sistema prisional e a dedicação ao
mesmo é estimulada, não só pela punição como falta grave, mas, como pela
possibilidade de remição da pena”.(REALE, 2003, p.16).
Segundo, Arendt (2008, p. 62) “indica que é a medida do esforço feito pelos
seres humanos no sentido da transformação”. Com o advento do código penal de
1890 novas implementações surgiram, extingue-se a pena perpétua, e limita a pena
restritiva de liberdade ao prazo máximo de 30 anos.
Com a regulamentação da LEP, que tem por objetivo, efetivar decisões e
sentenças criminais, proporcionando condições favoráveis ao condenado em seu
retorno ao convívio social.
A educação e o trabalho é considerado um dever social, dignificando o sujeito
que está restrito de sua liberdade, um tratamento cujo objetivo é reinserir esse
indivíduo em sociedade, tendo em vista que os mesmos de fato estão privados de
todos os seu direitos inclusive o de ir e vir (SOARES, 2016).
Como já mostramos no texto acima, a finalidade do legislador ao instituir a Lei
de Execução Penal, não só era fazer valer o dispositivo da sentença, como
proporcionar melhores condições na reintegração social do condenado.
Segundo o Ministério Público de Goiás, “A mudança é uma porta que se abre
por dentro”, lança um projeto mão de obra carcerária", onde criou-se uma cartilha
com orientação e incentivo à celebração de parcerias entre órgãos públicos e
empresas privadas oferecendo oportunidades de trabalho remunerado aos pré-
egressos, sendo esta lei o diploma legal e um dos mais avançados do mundo.
Em nosso sistema jurídico, a educação é um direito subjetivo e deve ser
oferecido de forma adequada às necessidades e disponibilidade do indivíduo com
garantia de permanência e acesso às salas educacionais.
Como dizia Nelson Mandela (1994): "ninguém conhece verdadeiramente uma
nação até que tenha estado em suas prisões". No período entre 2001 e 2008, a
UNESCO e o Ministério da Educação em conjunto com a Justiça promoveram
diálogos com intuito, em definir a ampliação e qualificação da educação nos
sistemas prisionais. Dados estatísticos mostram que 70% da população carcerária
do sistema brasileiro, não possuem o ensino fundamental e que 8 % se interessam
em praticar atividades educativas.
A justiça na esfera penal não termina com sentença condenatória em trânsito
julgado, Por este fato a LEP foi criada, de forma que os direitos não abrangidos por
ela fiquem garantidos, pois a não observância desses direitos constitui ameaça a
uma pena secundária. A execução penal é híbrida, eclética, visto que certas normas
da execução pertencem ao Direito Processual, [...], (NOGUEIRA, 1996, p. 35).
Cabe aqui, ressaltar, os direitos dos apenados, que estão elencados no rol do
art. 41 da LEP, como sendo: I – alimentação suficiente e vestuário; II – atribuição de
trabalho e sua remuneração; III – previdência social; IV – constituição de pecúlio; V –
proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a
recreação; [...].
Pode se dizer que a execução penal tem como função punir e também
humanizar, demonstrando ao condenado que o mesmo consegue sair da rotulação
de "criminoso", através do ensino e do trabalho, para a imagem de uma pessoa livre
em busca de uma nova chance. Desta forma fica claro que a LEP tem como função
restaurar, o condenado através do trabalho, do ensino e no cumprimento dos seus
direitos previstos como fundamentais, fazendo com que sejam preenchidas as horas
vagas dentro dos presídios e no mercado de trabalho futuramente.
Pode se dizer que, a ressocialização só será eficaz, se ela estiver formada
por três bases fundamentais: a educação, a capacitação profissional e o trabalho.
Essas bases tem como meta ampliar o grau de escolaridade do condenado,
qualificando-o profissionalmente e, ainda dentro do presídio, inseri-lo no mercado de
trabalho.

2.6 Ressocialização
Ressocialização é o processo ao qual o egresso deve passar para ser
inserido novamente na sociedade. Utilizado para que aquele que outrora vivia
socialmente e por causa de uma atitude delitiva, teve a sua liberdade retirada foi
retirado do convívio social.
Tornar a socializar é importante para manter o bem estar social, a ordem
pública, permitindo de forma eficaz, ao apenado voltar viver em sociedade sem
entrar na estatística da reincidência.
É evidente que diante dessa situação para que a ressocialização aconteça de
forma eficaz precisa de um programa de inclusão social impondo o ensino e trabalho
no dia a dia do apenado como forma de progressão de pena e inclusão do mesmo
no mercado de trabalho.
Greco Rogério (2015) A ressocialização do egresso é uma tarefa quase que
impossível, pois não existem programas governamentais para a reinserção social
além do fato de a sociedade, hipocritamente, não perdoar aquele já foi condenado
por ter praticado uma infração penal.
O art. 1° LEP (1984) como forma de incluir socialmente dispõe que: “A
execução penal tem a finalidade de tornar eficaz, sentenças, decisão criminal para
que de forma harmônica o apenado se integre na sociedade”.
Ressalta-se que a pena aplicada pelo juiz, tem duas finalidades, são elas
reparar o injusto cometido pelo apenado e intuito na ressocialização do mesmo para
que não seja reincidente quando egresso.
Conforme explicado acima é interessante, afirmar que a ressocialização
também é o meio pelo qual o egresso não só tenha seus direitos garantidos, mas
também inserido em sociedade. Existem alguns fatores que se sobrepõe mesmo
com lei vigente muitos desses direitos são suprimidos. A ressocialização é o meio
pelo qual o indivíduo apenado não seja incluído em sociedade, mas também não
reincida. O ensino e o trabalho são as formas mais concretas e eficazes de mudar a
história do apenado e inseri-lo na sociedade.
Goffman tem a visão da penitenciária como "instituição total" onde há um
grande grupo que compartilham entre eles a sua existência, e que são controlados
por um grupo menor que são os agentes penitenciários "os carcereiros" numa
instituição totalmente dirigida e administrada pelo Estado vislumbrando a
ressocialização do apenado, (GOFFMAN, 1990, p.18).
O Art. 41, inciso II da LEP, dispõe que é direito do preso à atribuição do
trabalho e sua remuneração, à jornada de trabalho deve ser igual ou próxima
daquela exercida em trabalho livre, assim, não será inferior a seis, nem superior a
oito horas conforme estabelece o Art. 33 da Lei de Execução Penal.
Parece-nos que a sociedade não concorda, infelizmente, pelo menos à
primeira vista, com a ressocialização do condenado. O estigma da condenação,
carregado pelo egresso, o impede de retornar ao normal convívio em sociedade.
(GRECO, 2015)
O trabalho do preso não está sujeito ao regime da Consolidação das Leis do
Trabalho, segundo o Art. 28, § 2º da LEP, mas deve-se salientar que o trabalho deve
ser remunerado, cujo valor não será inferior a três quartos do salário mínimo, e esta
remuneração deve atender à reparação do dano causado pelo crime, assistência à
família, pequenas despesas pessoais.
O autor deixa claro, que a ressocialização é fator fundamental na vida do
egresso. Trata-se de um direito imprescindível e de uma necessidade primordial na
vida do ser humano como um princípio garantidor.
A ressocialização é um tema que já vem sendo discutido há algum tempo,
sejam por doutrinadores, graduandos estudiosos, é uma problemática com diversas
opiniões, sabemos que vivemos em meio a uma sociedade preconceituosa.
Quando se fala em ressocializar, em oferecer oportunidade de emprego e
qualificação para aquele que é recém-saído do sistema prisional, sempre há uma
manifestação inerente ao egresso; a classe trabalhadora quase sempre se revolta, e
se manifesta, argumenta sobre a dificuldade de diversas pessoas que nunca
cometeram um delito e têm dificuldade em se inserir no mercado de trabalho,
conseguir estudar se qualificar e até mesmo chegar há uma universidade é algo aos
seus olhos, ainda difícil.
Conforme menciona pelo autor Rogério Greco a dificuldade já começa dentro
do cárcere, quando os seus direito primordiais lhe são furtados e se desrespeita o
princípio da dignidade humana.
De que adianta ensinar um ofício ao condenado durante o cumprimento da
pena se, ao ser colocado em liberdade, não conseguirá emprego e, o que é pior,
muitas vezes voltará a mesmo ambiente que lhe proporcionou o ingresso na "vida do
crime"? (GRECO, 2015)
Conforme explicado acima, o Estado agente garantidor, não educa não
ressocialização e nem presta serviços necessários ao egresso, no processo
ressocializador. O primeiro passa a ser cumprido, por exemplo, é o princípio da
dignidade humana inerente ao preso. Deve-se lhe dar o direito á saúde educação e
um acompanhamento durante um período de tempo até ele conseguir de fato andar
sozinho de cabeça erguida e conquistar o seu lugar na sociedade.
De acordo com Greco (2015, p. 335). O Estado é omisso aos direitos do
egresso e dos princípios que lhe asseguram.

O Estado não educa, não presta serviço de saúde, não fornece habitação
para população carente e miserável, enfim é negligente em todos os
aspectos fundamentais no que diz respeito á preservação da dignidade da
pessoa humana. A ideia minimalista aliviaria o problema da ressocialização.
Sabemos que quanto maior o número de condenações que conduzam ao
efetivo cumprimento da pena de privação de liberdade, maiores serão os
problemas posteriores. Como vimos anteriormente, o ideal seria afastar, o
máximo possível o condenado do convívio carcerário, facilitando dessa
forma sua ressocialização. (Greco, 2015, p. 335).

O autor deixa claro na citação acima que o Estado é omisso, e sendo mesmo
garantidor desses apenados, sendo ele responsável pelo papel ressocializador, o
mesmo não cumpre com seu importante papel. Por esse motivo é importante
mostrar que uma vez ressocializado o egresso tem uma nova oportunidade de vida e
a sociedade corre um risco menor, de violência e na reincidência do egresso.
Fica evidente, diante de estudos leituras e alguns questionamentos, qual a
função da ressocialização? Qual o seu papel? A ressocialização possui um papel
importante na sociedade? Não cabe, um método específico quer responda e
solucione tais questionamentos. A ressocialização, quando não realizada, ou pelo
menos não planejada e tentada impede que a sociedade viver de forma onde a
criminalidade diminui e aumenta a reincidência de crimes e não ressocializar faz com
que aumente a criminalidade e que novas leis sejam criadas, .

CONCLUSÃO

O desenvolvimento do presente estudo compreende em demonstrar o atual


sistema prisional, a importância do ensino e do trabalho na ressocialização.
O qual demonstra através de vários estudos sobre tema de ensino, trabalho
na ressocialização, em quanto individuo está em privação de liberdade, objetivando
a real finalidade dentro da atual realidade que é manter o apenado com a mente
ocupada tendo proveito, mudar e melhorar a qualidade de vida dos detentos .
Demonstrou o quanto o Estado agente garantidor é falho no seu papel
ressocializador. As pesquisas recentemente feitas demonstraram o quanto o ensino,
o trabalho em conjunto uma boa administração tem sido importante para o sistema
prisional brasileiro na ressocialização do egresso e em suma a não reincidência. A
pesquisa e o estudo voltado à ressocialização ajudaram a reforçar que o ensino
educa e transforma na aquisição de seus direitos. O trabalho qualifica da
experiência, trazendo uma nova oportunidade na vida do egresso em sociedade.
A reincidência acontece de forma frequente devido ao não amparo do egresso
e a não reinserção do mesmo com características visíveis, As principais
características dessa população são: jovens, do gênero masculino, com baixa
escolaridade e possuindo uma ocupação. E por isso é necessário que seja
estabelecido um perfil do reincidente, para que possam ser criadas novas políticas
públicas efetivas, visando acabar com a descriminação em relação a esse padrão.

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