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Índice

Introdução...............................................................................................................................3
Objectivos...............................................................................................................................3
Geral:.......................................................................................................................................3
Específicos:.............................................................................................................................3
Metodologia............................................................................................................................3
1.CLASSIFICAÇÃO E FLEXÃO DAS PALAVRAS (CLASSE DE PALAVRAS)............3
1.1 Substantivos......................................................................................................................4
1.1.1.Flexão dos substantivos: Gênero....................................................................................6
1.1.2.Substantivos Uniformes.................................................................................................7
1.1.3.Substantivos de gênero incerto......................................................................................7
1.1.4.Gênero e significação.....................................................................................................8
1.1.5.Flexão do substantivo: Número.....................................................................................8
1.1.6.Flexão do substantivo: Grau..........................................................................................9
1.2.Artigo..............................................................................................................................10
1.2.1.Classificação dos Artigos.............................................................................................10
1.3. Adjetivo..........................................................................................................................10
1.4. Numeral..........................................................................................................................13
1.4.1.Classificação dos Numerais.........................................................................................13
1.5.Pronome..........................................................................................................................14
1.5.1.Classificação dos pronomes.........................................................................................14
1.6.Verbo...............................................................................................................................17
1.7.Advérbio..........................................................................................................................19
1.8.Preposição.......................................................................................................................22
1.9.Conjunção.......................................................................................................................24
1.10Interjeição.......................................................................................................................25
Conclusão..............................................................................................................................27
Bibliografia...........................................................................................................................30
3

Introdução
No presente trabalho faz-se uma abordagem minuciosa sobre Classes gramaticais ou
classes de palavras. Este é o nome dado ao conjunto que classifica uma palavra,
baseando-se na sua estrutura sintática e morfológica. A morfologia é a área de
estudo especializada nas classes gramaticais, ou seja, em como as palavras são formadas
e as suas características sintáticas e morfológicas.
Na língua portuguesa, existem dez classes gramaticais, que são subdividas entre classes
gramaticais variáreis e invariáveis.
As classes gramaticais variáveis são conhecidas por: substantivo, adjetivo, numeral,
pronome, verbo e artigo.
Já as classes gramaticais invariáveis são constituídas pelo: advérbio, conjunção,
interjeição e as adposições (proposição, posposição e circumposição).
Quando se diz quem uma classe gramatical é variável, significa que possui a capacidade
de se flexionar, ou seja, assumir forma de plural ou singular, masculino ou feminino e
etc. Já as invariáveis são estáticas, ou seja, não sofrem flexões em suas estruturas.
Objectivos
Geral:
 Compreender os aspectos morfológicos da língua portuguesa.
Específicos:
 Identificar as dez classes gramaticais;
 Descrever cada uma das dez classes gramaticais;

Metodologia
Para a realização do presente trabalho foi necessário o uso do método bibliográfico que
consistiu na leitura de diversas obras que versam sobre o assunto em alusão.

1.CLASSIFICAÇÃO E FLEXÃO DAS PALAVRAS (CLASSE DE PALAVRAS)


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É unanime entre todos os autores e gramáticos de que em língua portuguesa há 10


classes gramaticais. Segundo CEGALLA (2000:120), há dez classes de palavras ou
classes gramaticais. Sendo que as seis primeiras classes são variáveis: flexionam – se,
sofrem alteração na forma. As quatro outras são invariáveis.

1. Substantivos

2. Artigo

3. Adjetivo

4. Numeral

5. Pronome

6. Verbo

7. Advérbio

8. Preposição

9. Conjunção

10. Interjeição

1.1 Substantivos

São palavras que designam os seres. Os autores utilizam palavras com o mesmo sentido,
porem termos diferenciados para definir substantivos, embora acrescente: “as
qualidades, ações, ou estados, considerados em si mesmos, independente dos seres com
que se relacionam” LIMA (1972:61).

Exemplo: Na praia, a alegria era geral

Aquele homem comprou um livro e ganhou uma flor.

Os substantivos exercem na frase diversas funções sintáticas: sujeito, objeto direto,


objeto indireto, etc.
5

Dividem – se os substantivos em CEGALLA (2000:128):

 Comuns – os que designam seres da mesma espécie.

menino, galo, palmeira ( Há muitos meninos, há muitos falos, há muitas palmeiras.)

 Próprios – os que se aplicam a um ser em particular:

Deus, Moçambique, Zambézia, Quelimane, Maputo, Filipe Nyusi, etc.

 Concretos – os que designam seres de existência real ou que a imaginação


apresenta como tais: avô, mulher, pedra, leão, alma, fada, pessoa.

Segundo LIMA (1972:61), “o substantivos concretos designam seres que têm existência
independente, ou que o pensamento apresenta como tal. Não importando - se que tais
seres sejam reais ou não, materiais ou espirituais. Compreendidos os nomes que
indicam: pessoas, lugares, entidades, objetos, fenômenos, instituições e concepções.”

 Abstratos – os que designam qualidades, sentimentos, ações ou estados dos


seres, quais se podem abstrair (=separar) e sem os quais não podem existir:

o Beleza, coragem, brancura, rapidez (qualidades);

o amor, saudade, alegria, dor, fome, frio (sentimentos, sensações);

o viagem, estudo, doação, esforço, figa, afronta (ações);

o vida, morte, cegueira, doença (estados).

 Simples – os que são formados de um só radical: chuva, pão, lobo


 Compostos – os que são formados por mais de um radical: guarda-chuva,
passa-tempo, pão-de-ló
 Primitivos – os que não derivam de outra palavra da língua portuguesa: pedra,
ferro, dente, trovão
 Derivados – os que derivam de outra palavra: pedreira, ferreiro, dentista,
trovoada
6

 Coletivos – os que exprimem um conjunto de seres da mesma espécie: exército,


rebanho, constelação.

Os coletivos podem ser:

 Específicos – os que se aplicam a uma só espécie de seres: mantilha (cães de


caça);

 indeterminados – os que se aplicam a diversas espécies de sere - bando (de


aves, crianças, etc.).

 numéricos – os que exprimem um numero exato de seres:

semana, dúzia, século, par, dezena, centena, etc.

Embora as designações sejam a mesma, LIMA (1972:63) ainda subclassificam os


coletivos Indeterminados em: gerais e partitivos e os determinados em numéricos e
especiais.

CEGALLA (2000:131), acrescenta em regra aos coletivos indeterminados, o nome dos


seres a que se referem. Assim, dizemos:

Exemplo:

Um bando de crianças. Um bando de aves

Um renque de palmeiras Um renque de colunas.

“Ei - lo a passar como triunfador do futuro entre renques de caras boçais.” (Aníbal
Machado)

1.1.1.Flexão dos substantivos: Gênero

CEGALLA (2000) em sua esfera gramatical possuem um numero maior de


especificidades quanto à estrutura das palavras, é o que melhor define quando os
substantivos se flexionam indicando o gênero, o numero e o grau.
7

O gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar o sexo real ou fictício dos
seres.

Sendo que na língua portuguesa são os dois gêneros: masculino e o feminino. Porém,
certas línguas como latim, o grego, o inglês, possuem um terceiro gênero: o neutro.

Para o nome dos seres vivos, o gênero, em geral, corresponde ao sexo do indivíduo. O
mesmo, porém, não acontece com os nomes dos seres inanimados, em que o gênero é
puramente convencional.

São masculinos os substantivos a que antepomos os artigos o, os, e femininos aqueles q


que antepomos os artigos a, as.

1.1.2.Substantivos Uniformes

Há um tipo de substantivos – denominados de pessoas e animais – refratários à reflexão


de gênero. Uns (os epicenos e sobrecomuns) só têm um gênero: outros, pelo contrario,
têm os dois gêneros e chamam – se, por isso, comuns de dois gêneros.

A caracterização da flexão dos substantivos para Rocha Lima (1972, p. 66) possui os
mesmos termos técnicos, salvo algumas características onde o mesmo nomeia de três
primeiras classes de gênero único: os sobrecomuns, epicenos e os substantivos que
apresentam um só gênero gramatical para designar coisas (vegetais, minerais, objetos,
entidades, instituições, qualidades. etc.) Ainda designa que os substantivos de dois
gêneros, sem flexão possui uma só forma para os dois gêneros: o artigo ou a
determinação do determinativo acompanhante é que os apontarão como masculinos , ou
femininos.

1.1.3.Substantivos de gênero incerto

CEGALA (2000:136) usa o termo substantivos de gênero incerto, LIMA (2000:68)


refere-se a: pares de substantivos semanticamente opositivos, porém suas significações
de igual valor.
8

“Numerosos substantivos há gênero incerto e flutuante, sendo usada pelos escritores, a


com a mesma significação, ora como masculinos ora como femininos”. CEGALLA
(2000:136).

1.1.4.Gênero e significação

Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino.

Exemplo: o cabeça: chefe, líder................... a cabeça: parte do corpo

1.1.5.Flexão do substantivo: Número

Os autores citam a flexão dos substantivos numero. Segundo LIMA (1972:73) número
é o acidente gramatical que indica se o ser nomeado é um ou mais de um.

Em português há dois números gramaticais: singular e plural, porém ainda expõem da


seguinte forma:

Os substantivos flexionam – se no plural de diferentes maneiras:

- substantivos terminados em vogal ou ditongo oral; substantivos terminados em -r ou -


z; substantivos terminados em -al, -el, -ol, -ul; substantivos terminados em –il;
substantivos terminados em -m; substantivos terminados em -s; substantivos terminados
em –ão . CEGALLA (2000:140-143);

- Nomes compostos; Plural com metafonia. LIMA (1972:79)

Ao analisar as gramáticas em estudo, observa-se que alguns termos são encontrados em


uma e em outra não. Quando se referem ao numero dos substantivos, sendo eles:
“Plural do substantivo compostos, Plural das palavras substantivas, Plural dos
diminutivos, Plural dos nomes próprios personativos, Plural dos substantivos
estrangeiros, Plural das siglas, Plural com mudanças de timbre.” Cegalla (2000:143-
146).

Ainda, há as particularidades sobre o numero dos substantivos, onde definem que há


substantivos que só se usam no singular: o sul, o norte, a fé etc. outros só no plural; os
idos, as cãs, as núpcias, os pêsames, etc.; outros, enfim, têm no plural, sentido
9

diferente do singular: bem, virtude, bens, riquezas; honra, probidade, bom nome,
honras, homenagens, títulos.

- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com sentido de plural: Exemplo:


“Aqui morreu muita gente.” (Coelho Neto).

1.1.6.Flexão do substantivo: Grau

Em resumo aos termos dos autores, o grau dos substantivos é a propriedade que essas
palavras têm de exprimir as variações ao de aumento ou a diminuição ao tamanho
normal dos seres. São dois os graus dos substantivos: o aumentativo e o diminutivo.

Exemplos:

forma normal aumentativo diminutivo

gato gatão gatinho

casa casarão casinha

Grau Aumentativo Sintético e analítico, onde:

Sintético: forma – se com sufixos aumentativos, sendo os mais comuns Exemplo: aça 
barcaça, barbaça, populaça, caraça; Cegalla (2000, p.149)

“forma-se com os sufixos ázio, orra, ola, az e, principalmente, ão que possuem as


variantes: eirão, alhão, arão, arrão, zarrão.” Rocha Lima (1972, p.81).

Analítico: forma-se com o auxílio do objetivo grande ou outros do mesmo sentido: letra
grande, pedra enorme, estátua colossal, obra gigantesca. CEGALLA (2000:149).

Grau do diminutivo
CEGALLA (2000) descreve que o grau diminutivo exprime um ser com seu tamanho
normal diminutivo, também pode ser formado sintética e analiticamente (forma-se com
sufixos diminutivos): Sintético: Acho riacho, fogacho. Analítico: forma-se com
adjetivo pequeno ou de igual sentido.
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1.2.Artigo
O mesmo autor define artigo como uma palavra que antepomos aos substantivos para
dar aos seres um sentido determinado ou indeterminado. Enquanto LIMA (1972:84)
refere-se a uma partícula que precede o substantivo, assim à maneira de “marca” dessa
classe gramatical.
Exemplos:

Um cidadão..................O cidadão
Um animal....................O animal
Uma flor.........................A flor

1.2.1.Classificação dos Artigos


As divisões de artigos nas gramáticas estudadas são a mesma. Os artigos dividem – se
em definidos (o, as, as) e indefinidos (um, uma, uns, umas), termos descrito da mesma
forma por SAID ALI (1969:49).

 O artigo indefinido é o que determina o substantivo de modo vago; seu sentido


é genérico. Assume as formas um, uma; uns, umas: Gosto muito de animais:
queria ter um cachorro, uma gata, uns papagaios e umas periquitas.
 O artigo definido é o que determina o substantivo de modo particular; seu
sentido é particularizante e preciso. Assume as formas o, a; os, as; exemplo:
Meu filho gosta muito de animais: você precisa ver o cachorro, a gata, os
papagaios e as periquitas que ele tem em casa.

1.3. Adjetivo

São palavras que expressam as qualidades, características, modo de ser, ou dos seres.
LIMA (1972:86-89) traz as seguintes distinções de adjetivos: por gênero: Adjetivos
uniformes; Adjetivos Biformes, Adjetivos Compostos; por número, as regras regulam a
formação do plural dos adjetivos analisadas de uma forma geral são as mesmas que
regem a formação do plural dos substantivos: Adjetivos terminados em vogal oral, ou
ditongo; Adjetivos terminados em “l”; Adjetivos terminados em “ão” acentuado; e
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adjetivos compostos. Para CEGALLA (2000:154), há os adjetivos pátrios, que


designam a nacionalidade, o lugar de origem de alguém ou de alguma coisa.

Quanto à formação do adjetivo pode ser: primitivo; derivado; simples; composto.


Possuem uma mesma significação, apenas os termos de apresentação de diferem
Adjetivos primitivo, o que não deriva de outra palavra; os derivados, o que deriva de
substantivos ou verbos; simples, é formada de apenas um elemento, uma única forma, e
composto é formado de mais de um elemento “e apenas o segundo pode assumir forma
feminina. Rocha Lima (1972, p.87). A gramática do autor, um pouco mais antiga,
comparada a de CEGALLA (2000), nos faz analisar que alguns termos estruturais,
flexão e formação uso modificaram – se, transformaram – se, ou foram criados com o
longo dos anos. Isso não quer dizer que o português mudou seus termos ou regras,
porém há a necessidade de adequação da língua escrita.

Na Gramática Normativa de LIMA (1972), não se encontra o termo: Locução Adjetiva,


porém, encontramos o termo “Grau de Significação do Adjetivo”, termo também não
encontrado nas demais gramáticas. Locução Adjetiva, Adjetivos eruditos, são termos
encontramos na Novíssima Gramática normativa de Cegala (2000), onde: Locução
adjetiva é uma expressão que equivale a um adjetivo. Exemplo: presente de rei =
presente régio. Adjetivos Eruditos equivalem a adjetivos eruditos, que significam
"relativo a", "próprio de", "da cor de", "semelhante a". Já SAID ALI descreve sobre:
adjetivos determinativos, qualificativos, forma aumentativa, diminutiva, (1969:50-57),
os termos diferem apenas a maneira da escrita, o sentido é o mesmo. O adjetivo também
varia em gênero, número e grau. Onde o gênero divide-se em adjetivos Uniformes
(possuem a mesma forma em ambos os gêneros) e Biformes (possuem duas formas, um
masculino e outro feminino).

Quanto ao Grau do adjetivo CEGALLA (2000) define quando exprime a intensidade


dos seres. LIMA (1972) atribui a significação de um adjetivo pode receber intensidade
maior ou menor. SAID ALI (1969) distingue da seguinte ao afirmar que a a qualidade
existente em um ser, sendo então igual ou superior ou inferior..

Daí o encontro de informações das partes: a existência de dois graus comparativos e


superlativos. Comparativo ainda pode ser de três espécies: de igualdade, de
superioridade e inferioridade. Os superlativos pode ser absoluto ou relativo e
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apresentam as seguintes modalidades: Superlativo Absoluto: ocorre quando a


qualidade de um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se nas
formas: Analítica (a intensificação se faz com o auxílio de palavras que dão ideia de
intensidade) e Sintética (a intensificação se faz por meio do acréscimo de sufixos).

Por exemplo:

Analítica - O secretário é muito inteligente.

Sintética - O secretário é inteligentíssimo.

Em síntese, para os autores não há diferença ao discriminar e sintetizar no que se refere:


adjetivos. As gramáticas possuem igual valor em seus termos, normas, uso e definições.
Ainda, o Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é

intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação pode ser: de


Superioridade e de Inferioridade:

Por exemplo:

Superioridade - Luísa é a mais bela da sala.

Inferioridade - Luísa é a menos bela da sala.

LIMA (1972:90-91) descreve ainda algumas formas literárias de Superlativos absolutos


sintéticos, CEGALLA (2000:163) define o termo como: Superlativos absolutos
sintéticos eruditos descrevendo algumas quase todos exclusivos da língua culta. Ainda
descreve alguns temos que o adjetivo pode – se também superlativar a ideia contida no
adjetivo, sendo;

a) por meio de certos prefixos;

b) com a repetição do adjetivo;

c) por meio de uma comparação;


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d) por meio de certas expressões da língua coloquial;

e) com a flexão diminutiva do adjetivo;

f) com a flexão aumentativa do adjetivo.

1.4. Numeral
Essa classe de palavra não há alteração em sua significação, termos ou uso. Numeral é a
palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos
seres ou os situa em determinada sequência.

1.4.1.Classificação dos Numerais

 Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por exemplo: um,


dois, cem mil, etc.
 Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo:
primeiro, segundo, centésimo, etc.
 Fraccionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por
exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.
 Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas
vezes a quantidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Sua flexão caracteriza-se: Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante:
trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão,
trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais são
invariáveis. Os numerais ordinais variam em gênero e número. Os numerais
multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:
Por exemplo: Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção. “Os
fracionários exprimem a divisão de quantidade” (Rocha Lima, 1972:96).
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1.5.Pronome
“Pronome é a palavra que dentro denota o ente ou a ele se refere, considerando - o
apenas como pessoa do discurso.” SAID ALI (1969:61), Os pronomes podem ser
classificados em seis espécies: pessoais (retos e oblíquos), possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos (variáveis e invariáveis) e interrogativos.
Cegalla (2000:170-171), cita os pronomes substantivos e pronomes adjetivos, para
LIMA (1972:105) o termo define-se como o pronome na oração, porém ambas
possuem a mesma significação.
Exemplo: Prendi teu cachorro, mas não o maltratei. Descrevendo que a palavra o é
pronome substantivo, porque substitui o substantivo cachorro, ao passo que teu é
pronome adjetivo, porque determina o substantivo junto o qual se encontra.

Palavra que pode acompanhar e que determina a pessoa do discurso. É a classe de


palavras que substituem o nome ou a ele se referem.

 Pronomes Substantivos:  É o pronome que substituí o nome ou seja aqueles


que tomam o lugar do substantivo. Exemplos: Ela era a mais animada da
festa. Ele não o viu ontem.
 Pronome Adjectivo:  É o pronome que acompanha o nome, juntando-lhe
uma característica. Exemplos: Aquele rapaz não viu sua prima. Alguma
coisa aconteceu. Minha bicicleta quebrou.

1.5.1.Classificação dos pronomes

O pronome pode ser de seis espécies:

i. Pronome pessoal:  O pronome pessoal é aquele que indica as pessoas do


discurso. Dividem-se em rectos e oblíquos.

 Pronomes pessoais rectos: são os que têm por função principal representar o
sujeito ou predicativo.  Os pronomes rectos apresentam flexão de número,
género (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal flexão, uma
vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o quadro dos pronomes rectos
é assim configurado:

- 1ª Pessoa do singular: eu
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- 2ª Pessoa do plural: vós


- 3ª pessoa do plural: eles, elas

 Pronomes pessoais oblíquos: Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos


ou tônicos

São pronomes oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes.
São pronomes oblíquos tónicos: mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas.
Os pronomes pessoais oblíquos tónicos são usados com preposição e os átonos, com
formas verbais:
A mãe ansiosa esperava por mim.
A mãe esperava-o ansiosa.
 De tratamento: São expressões usadas no tratamento cerimonioso ou de
respeito.
Os pronomes de tratamento são aqueles que indicam um trato cortês ou informal,
sempre concordam com o verbo na terceira pessoa. Quando falamos directamente com a
pessoa, usamos o pronome de tratamento na forma Vossa exemplo: Vossa Alteza
precisa descansar. Quando falamos sobre a pessoa, usamos o pronome de tratamento na
forma Sua, exemplo: Sua Alteza retornará em breve.

 Você (v.): tratamento familiar


 Senhor (Sr.), senhora (Sr.ª.): tratamento de respeito
 Senhorita (Srta.) : moças solteiras
 Vossa Senhoria (V.Sª.): para pessoa de cerimónia
 Vossa Excelência (V.Exª.): para altas autoridades
 Vossa Reverendíssima (V. Revmª.): para sacerdotes
 Vossa Eminência (V.Emª.): para cardeais
 Vossa Santidade (V.S.): para o Papa
 Vossa Majestade (V.M.): para reis e rainhas
 Vossa Majestade Imperial (V.M.I.): para imperadores
 Vossa Alteza (V.A.): para príncipes, princesas e duques

ii. Pronome possessivo: São aqueles que indicam ideia de posse. Além de indicar
a coisa possuída, indicam a pessoa gramatical possuidora. As principais
palavras que podem funcionar como pronomes possessivos:
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 Primeira pessoa do singular: meu, meus, minha, minhas


 Primeira pessoa do plural: nosso, nossos, nossa, nossas
 Segunda pessoa do singular: teu, teus, tua, tuas
 Segunda pessoa do plural: vosso, vossos, vossa, vossas
 Terceira pessoa do singular: seu, seus, sua, suas
 Terceira pessoa do plural: seu, seus, sua, suas

iii. Pronome demonstrativo: O pronome demonstrativo é aquele que indica a


posição de um ser em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo ou no
espaço. São os seguintes:

 Primeira pessoa: este, estes, esta, estas, isto


 Segunda pessoa: esse, esses, essa, essas, isso
 Terceira pessoa: aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo

Os demonstrativos combinam-se com as preposições de ou em, dando as formas deste,


desse, disso, naquele, naquela, naquilo.

iv. Pronome relativo: são aqueles que se referem a um termo anterior. Exemplo: o
perdão de todos, o qual agradeço, é importante para mim. Os pronomes relativos
são variáveis ou invariáveis:

Invariáveis Variáveis
Que, quem, quando, como, onde Qual, os quais, a qual, as quais, cujo,
cujos, cuja, cujas, quanto, quantos,
quantas

v. Pronome indefinido: é aquele que se refere à terceira pessoa do discurso de


modo impreciso, indeterminado, genérico:

Alguém bateu à porta.

Todos cumpriram suas tarefas.

Os pronomes indefinidos podem ser variáveis e invariáveis.


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Invariáveis Variáveis
Alguém, ninguém, cada, tudo, nada, Algum, alguns, alguma, algumas nenhum,
outrem, algo, mais, menos, demais nenhuns, nenhuma, nenhumas todo, todos,
toda, todas, outro, outros, outra, outras
muito, muitos, muita, muitas, pouco,
poucos, pouca, poucas, certo, certos, certa,
certas, vário, vários, vária, várias tanto,
tantos, tanta, tantas, quanto, quantos,
quanta, quantas um, uns, uma, umas,
bastante, bastantes, qualquer, quaisquer.

vi. Pronome interrogativo:  São aqueles usados na formulação de perguntas


directas ou indirectas, referindo-se à 3ª pessoa do discurso. Qual é seu nome?
Os principais pronomes interrogativos são:

» Invariáveis: quem, que

» Variáveis: qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.

Pergunta directa: A mãe perguntou: ― quem fez isso?

Pergunta indirecta: A mãe perguntou quem havia feito aquilo.

Nos dois casos o pronome interrogativo quem desempenha o mesmo papel.

1.6.Verbo
Verbo é uma palavra que denota ação ou estado. Seu conceito também de igual valor
para os autores estudados. Rocha Lima (1672, p.107), acrescenta que estes incidentes
gramaticais fazem com ele mude de forma para exprimir cinco idéias: voz (ativa,
passiva e reflexiva), modo (indicativo, imperativo e subjuntivo/infinitivo - pessoal ou
impessoal, gerúndio e particípio), tempo (presente, pretérito e futuro), numero
(singular, plural) e pessoa.
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“Os verbos da língua portuguesa se agrupam em três conjunções, de conformidade com


a terminação do infinitivo. Cegalla (2000, p.184) “Os verbos portugueses se distribuem
em três conjunções.” (Rocha Lima, 1972, p.108). Cada conjunção se caracteriza por
uma vogal temática:

a - 1ª conjunção: levar

e - 2ª conjunção: bater

i - 3ª conjunção: unir

Quando o assunto é VERBO, as gramáticas apresentam um conteúdo extenso e denso.


No entanto a proposta aqui é limitar - se, as diferentes identificações, forma e conteúdo.

Basicamente, os termos técnicos diferem – se para identificar as variações e


denominações desta classe de palavra: verbo, porém sua objetividade não se altera.

Dos elementos estruturais dos verbos devemos distinguir por:

a) o radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo;

b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence
o verbo;

c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo.

Quanto a formação do imperativo forma- se assim: afirmativo (a 2ª pessoa do singular


tu e a 2ª do plural (vós) derivam das pessoas correspondentes do presente do indicativo,
suprimindo – se o s final; as demais pessoas - você, nós, vocês - são tomadas do
presente do subjuntivo, sem qualquer alteração.) O imperativo negativo não possui, em
português, formas especiais: suas pessoas são iguais as correspondentes do presente do
subjuntivo.

LIMA, cita “verbos com mutação vocálica.” Grandes grupos de verbos portugueses
apresentam, regularmente, em algumas formas, alteração da vogal do radical. Na 1ª
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conjugação este fato ocorre com os verbos que têm a vogal e ou o no radical. Por
exemplo: rezar e rogar. Na 2ª conjugação os verbos apresentam alternância vocálica,
também se distribuem em dois grupos: a) os que têm a vogal e no radical, como –
dever; b) os que têm a vogal o no radical, como morder.

Ainda, os verbos classificam –se em: Regulares (possuem as desinências normais de


sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical); Irregulares (aqueles
cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências); Defectivos ( aqueles que
não apresentam conjugação completa. Este ultimo classificam-se em impessoais,
unipessoais e pessoais.

Os autores apresentam a conjugação dos verbos auxiliares (ser, estar, ter, haver).
“Conjugação dos verbos regulares 1ª conjugação do verbo cantar, 2ª conjugação do
verbo Bater; 3ª conjugação do verbo Partir; conjugação de um verbo na voz passiva
analítica verbo Guiar; conjugação dos verbos pronominais - que só usam com pronomes
átonos.” Cegalla (2000)

1.7.Advérbio

É a expressão modificadora que por si só denota uma circunstância (de lugar, de tempo,
modo, intensidade, condição, etc.) e desempenha na oração a função de adjunto
adverbial. CEGALLA (2000) e Lima (1972), concordam que o advérbio é,
fundamentalmente, um modificador do verbo, ainda, Cegalla descreve que “de acordo
com as circunstancias ou idéia acessória que exprime, os advérbios se dizem: de
afirmação, de dúvida, de intensidade, de lugar, de modo, de negação e de tempo.”
Cegalla (2000:243-244). LIMA (1972 :153-154), no entanto cita apenas cinco
distribuições do advérbio: de dúvida, de intensidade, de lugar, de modo, e de tempo.

Como se percebe, os autores se atêm à idéia principal de advérbio como modificador


verbal, porém devido à diferença no ano da escrita de suas obras, há um pequeno
acréscimo em suas definições.

Contudo, observaremos, conforme constatados nas duas gramáticas logo seguem a


sequencia de abordagem: locução adverbial, onde Cegalla (2000, p.245) descreve
como: são expressões que têm a função dos advérbios. Rocha Lina, no entanto denota
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que locuções adverbiais são duas ou mais palavras que funcionem como um advérbio.
Por exemplo: às vezes, às cegas, às claras, de viva voz, por atacado, por pouco, etc.

Ambos os autores apresentam, os advérbios interrogativos, Cegalla (2000, p.244)


define que são as palavras onde, aonde, donde, quando, como, por que, nas detonando
respectivamente lugar, tempo, modo, causa. Rocha Lima (1972, p. 155) define com os
mesmo termos porém apresenta somente as palavras: onde, quando, como e porque.

Há a descrição quando referem – se ao grau dos advérbios, relacionando – se a certos


advérbios de modo, tempo, lugar e intensidade são, à semelhança do adjetivo,
suscetíveis de grau: comparativo (de igualdade, de superioridade e inferioridade) e
superlativo absolutos (analíticos e sintéticos). Cegalla (2000, p. 245-146) acrescenta
que o comparativo de superioridade pode ser analítico e sintético.

O mesmo ainda denota as palavras e locuções denotativas, “de acordo com a


Nomenclatura Gramatical Brasileira, serão classificadas à parte, outrora consideradas
advérbios, que não se enquadram em nenhuma das dez classes conhecidas que
exprimem: afetividade, designação ou indicação, exclusão, inclusão, limitação,
realce, retificação, explanação, situação.

Dentre os apontamentos sintetizamos citados acima, conclui – se, que a definição e a


classificação dos advérbios não estão fechadas nem resolvidas, um autor difere do outro
em suas abordagens. Porém este é um estudo um tanto superficial para concretização de
tais afirmações seja conclusiva.

Tabela de classificação dos advérbios

Tempo Lugar Modo

hoje; logo; primeiro; ontem; aqui; antes; dentro; ali; bem; mal; melhor; pior;

tarde; outrora; amanhã; cedo; adiante; fora; acolá; atrás; assim; aliás; depressa;

dantes; depois; ainda; além; lá; detrás; aquém; devagar; como; debalde;

antigamente; antes; doravante; cá; acima; onde; perto; aí; sobremodo; sobremaneira;
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nunca; então; ora; jamais; abaixo; aonde; defronte quase; principalmente etc.

agora; sempre; já; enfim etc. longe; debaixo;


Obs.: muitos advérbios de

algures (em algum lugar); modo formam-se juntando

mente à forma feminina


alhures(em outro lugar);
do adjetivo

nenhures(em nenhum

lugar)

etc

Quantidade Afirmação Negação

muito; pouco; mais; menos; sim; certamente; não; nem; nunca; jamais

demasiado; quanto; quão; realmente; decerto; tampouco etc.

tanto; tão; assaz; que efetivamente etc.

(equivale a quão); tudo; nada;

todo; bastante; quase etc.

Dúvida Exclusão Inclusão

acaso; porventura; apenas; exclusivamente; ainda; até; mesmo;

possivelmente; salvo; senão;somente; inclusivamente; também

provavelmente; quiçá; talvez simplesmente; só; etc.

etc. unicamente etc.


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Ordem Designação (*) Interrogação

depois; primeiramente; Eis onde? como? quando?

ultimamente porque?

GRAU DOS ADVÉRBIOS

Normal Comparativo

Superioridade Igualdade Inferioridade

Devagar Mais devagar do que tao devagar como Menos devagar do que

Rapidamente mais rapidamente do que tao rapidamente como menos


rapidamente do que

Bem Melhor tao bem como menos bem do que

Mal pior tao mal menos mal

Muito mais

1.8.Preposição
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A partir da analise das duas gramáticas em estudo, constata-se que a definição para
preposição possui a mesma significação. Preposição é uma palavra que liga um termo
dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambas. Dividem – se
em essenciais e acidentais. CEGALLA (2000, p.250-251). Ainda descreve sobre as
locuções prepositivas, sendo duas ou mais palavras que desempenham o papel de uma
preposição, em geral formada de advérbio + preposição.

LIMA (1972) é breve quando o assunto é preposição, aborda sua significação,


classificação e descreve brevemente sobre as locuções prepositivas. Em contrapartida,
CEGALLA (2000) denota suas especificidades tais como: combinações e contrações; a
crase (crase da preposição a com os artigos a, as; casos onde não há crase; casos
especiais; crase da preposição a com os pronomes demonstrativos).

Em linhas gerais podemos dizer que a crase fora acrescentado ao longo de um período
ao outro, isso conceituando a noção de espaço e tempo que as gramáticas foram
publicadas.

Tabela de classificação das preposições


Preposições a, ante, até, após, com, contra, de , desde, em, entre, para, per,
essenciais perante, por, sem , sob, sobre, trás.

Preposições conforme (de acordo com), consoante, segundo, durante, mediante,


acidentais visto ( devido a, por causa de), como ...

Locuções São expressões com a função das preposições.


prepositivas Em geral são formadas de advérbio ( ou locução adverbial) +
preposição:
Abaixo de, acima de, a fim de, além de, atrás de, através de, até a, a
favor de, sob pena de, à medida de, à moda de
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1.9.Conjunção
Como escrevera SAID ALI (1969:103) Conjunção é a palavra ou locução que se
costuma pôr no principio de uma oração relacionada de uma oração com outra, a fim de
mostrar a natureza da relação. As conjunções dividem – se: coordenativas e
subordinativas, isso todos abordam com uma mesma forma.
Entende-se que a definição e a divisão desta classe é única para as partes, todavia, há
uma diferença entre as três gramáticas estudadas, quando refere-se a divisão da
conjunção SAID ALI (1969:103-104) apresenta as conjunções como:

Conjunções coordenativas:
 copulativa/aditiva;
 adversativas;
 alternativas/disjuntivas;
 conclusivas e partes das casuais;

Conjunções subordinadas:

 Adversativas integrantes,
 Temporal
 Conjunção adversativa,
 concessiva/casual;
 consecutivas;
 finais e comparativas.
E o conceito e explicações de SAID ALI, terminam por ai, embora em duas páginas
tenha conceituado definido e exemplificado.
LIMA (1972:160-164) e CEGALLA (2000:268-272) descrevem da mesma forma as
Conjunções coordenativas e subordinativas, vejamos:
 Coordenadas:
aditivas;
adversativas;
alternativas;
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conclusivas e
explicativas;
 Subordinadas:
casuais;
comparativas;
concessivas;
condicionais;
conformativas;
consecutivas;
finais;
proporcionais;
temporais;
integrantes.
Em exceção, Cegalla apresenta as locuções conjuntivas e suas especificidades.

1.10Interjeição
Ao verificar as gramáticas, observa-se que das dez classes de palavras, a Interjeição se
utiliza de pouco espaço para definir-se. Os autores explicam que Interjeição é a palavra
invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito.
SAID ALI (1969:105), utiliza-se de pouco mais de 20 linhas para definir e exemplificar
a interjeição. LIMA (1972:165) é ainda mais breve utiliza-se de doze linhas. Enquanto
CEGALLA (2000:277-278), em sua novíssima além de definir ainda cita a
classificação da interjeição (vozes ou exclamações registrando os mais variados
sentimentos e emoção); interjeições imitativas; locução interjetiva (expressão que vale
por uma interjeição), por exemplo: Meus Deus! Muito bem! Alto lá! Ai de mim!
Locuções interjetivas são várias palavras que funcionam como uma interjeição: Ora
bolas! Quem me dera! Virgem Maria!, Meu Deus!, Ó da casa!, Ai de mim!, Valha-me
Deus!, Graças a Deus!, Alto lá!, Muito bem!, Cruzes canhoto! Silêncio! Nossa! Ah! Ui!
Ai! Socorro! Bravo! Oba! Hum! Viva! Puxa! Ufa! Valeu!
É de notar que uma mesma interjeição ou locução interjetiva pode expressar
sentimentos ou estados de espírito diferentes. A entoação e o contexto são os elementos
decisivos à sua diferenciação.
As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. Eis
alguns exemplos de interjeições para cada emoção, sentimento ou estado de espírito:
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Alegria: Estímulo: Agradecimento: Pedido de


viva!, oh!, ah!, ânimo!, eia!, graças a Deus!, ajuda:
uhu!, eh!, que adiante!, avante!, obrigado!, socorro! Quem
bom!, boa! oba! coragem!, firme!, obrigada!, me acode? Ó da
força!, upa!, agradecido! guarda!
vamos! grato!

Aplauso: Desagrado Espanto: Admiração:


bis!, bem!, bolas!, irra!, mau, eh! eh, pá! ena, uau!, caramba!,
bravo!, viva!, mau! que pá!, meu Deus!, ah!, céus!, chi!,
boa!, isso!, chatice!, que virgem!, uai!, oh!, uh!, ué!,
apoiado!, hurra!, maçada! Ora chiça!, oh!, puxa!, gente!,
parabéns!, muito bolas!, Macacos poxa!, caramba!, uai!, horra!,
bem! força! me mordam!, xi!, quê!, nossa!, nossa! Puxa vida!
opa!, quem diria!,
epa!;

Aprovação: Alívio Dor: Impaciência:


Claro!, Sim!, ah!, ufa!, uf!, ai! ui! ai de mim! hum!, hem!,
Pois não!, Tá!, ainda bem!, arre! valha-me Deus! raios!, diabo!,
Hã-hã!; não aguento puxa!, pô!
mais!

Saudação Silêncio: Afugentamento: Desejo:


despedida: psiu!, silêncio!, arreda!, sai!, oxalá!, queira
olá!, ora viva!, psit!, alto! fora!, xô!, toca!, Deus!, oh!,
alô!, oi!, adeus!, caluda! basta! passa!, roda!, pudera, pudera!
salve!, viva! hei! chega! quietos! rua!, xô pra lá, se Deus quiser!
adeus! até logo!, bico fechado! safa! Quem me dera!
tchau

Medo: Advertência: Repulsa: Desculpa:


credo!, cruzes!, alerta!, cuidado!, basta!, para!, perdão! perdoa-
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que medo!, uh!, alto lá!, calma!, abaixo!, essa me (me perdoa!)!
ui!, socorro! olha!, atenção!, agora!, chega!
fogo!, cautela!
devagar!,

As interjeições podem sofrer variação em grau (oizinho, bravíssimo, até loguinho).

Pela semelhança que apresentam as interjeições e as onomatopeias há que distingui-las:


as interjeições pertencem a uma das dez categorias gramaticais, enquanto as
onomatopeias são figuras de linguagem, que reproduzem sons: gritos, vozes de
animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana, etc, e são
geralmente usadas em banda desenhada:
Click! Tic tac! Glub glub glub! Grrrrr! Muuuu! Soc! Trim, trim, trim!
Eis uma lista de Onomatopeias mais conhecidas
Ai! – dor ou grito emoção
Ai, ai... – lamentação
Ah! – grito
Ah ah ah!– riso
Argh! – som de nojo ou repulsa.
Ão ão! – cão grande ladrando
Atchim! – espirro
Áuuuuu - uivar do lobo
Bip!- Som de máquina, robot
Buáá! – choro
Bumba – imitação de pancada sem estrondo
Clap! – palmas
Cááá cárá cá – cacarejar da galinha
Cábuuum – detonar da bomba
Cá pum – efeito de algo ou pessoa a cair
Chuác - Beijo
Crrác crrác ! - vozear da gralha e do papagaio.
crás! – batida de objetos metálicos
Cri Cri Cri ! – grilar do grilo
Có coró cóóó – cantar ou cocorocó do galo.
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Crrrr – Rangido
Ding Dong! – som da campainha de dois tempos ou dos relógios
Glu gluuu gluuu ! – gorgolejar do peru
Gri gri gri ! – fretenir da andorinha, do grilo e da cigarra
Grrr! – Grunhido ameaçador
Mééé – balido da ovelha
Miau! – miado
Muuu – mugir(boi, vaca, etc)
Nhéque – rangido
Oops! – espanto; medo; surpresa
Pás! – imitação de pancada seca, ou forte na madeira
Pi Piii ! – Buzina
Plim plão – badalar do relógio de pêndulo
Plim plim – Som das moedas a bater umas nas outras
Pumba – imitação de pancada com estrondo, repetindo é dar pancada/porrada
Pam! – tiro seco
Pum! – tiro estrondoso
Quá Quá quá ! – grasnar do pato
Ronrom - ronronar do gato
Rrrrr - Rosnar dos canídeos
Ssssss - sibilar da cobra e de alguns insetos
Shhhhh! – Pedido silencioso para se fazer silêncio
shiu! / Chiú! – Pedido imperativo para se fazer Silêncio
Splash – mergulho
Tique-taque! – relógio
Toque – imitação de pancada seca na madeira
Trim triim ! – som da campainha da porta ou dos telefones analógicos antigos
Trriim ! – telefones analógicos antigos, das campainhas
Ui ! - grito breve de dor quando alguém é picado
Veee /Vvvv - lufar do vento
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Conclusão
Após a realização do trabalho concluiu-se que a língua portuguesa é uma das mais
complexas línguas do mundo, com muitas variações, flexões, etc, em detrimento de
ingles francês, e outras. Porém, observou-se também que os conceitos das classes de
palavras, não diferem uma da outra, possuindo uma mesma significação. A diferença
ocorre quanto; à estrutura, à formação, as flexões e propriedades, porém os mesmos
assimilam os ensinamentos gramaticais facilmente para que possamos aplicá-los
seguramente na prática da comunicação.
Dessa forma conclui-se que os autores abordam as definições com o mesmo grau de
importância; palavras diferentes, no entanto com o mesmo sentido.
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Bibliografia
CEGALA, Domingos Pascal. Novíssima gramática da língua portuguesa. Ed. São
Paulo. Companhia Editora Nacional, 2000.
SAID ALI, M. Gramática Secundária da Língua Portuguesa, 8.ª edição revista e
comentada de acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira pelo Prof. Evanildo
Bechara. São Paulo: Melhoramentos, 1969.
LIMA, Carlos Henrique da Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 15ª ed.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.

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