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A REVOLUÇÃO CULTURAL DE CONSUMO NA PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO AUDIOVISUAL Leonardo Pereira •
A REVOLUÇÃO CULTURAL DE CONSUMO NA PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO AUDIOVISUAL Leonardo Pereira •

A REVOLUÇÃO CULTURAL DE CONSUMO NA PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDO AUDIOVISUAL

Leonardo Pereira • leonardpeartree@gmail.com

Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto • 23 de Julho, 2011

Leonardo Pereira • A Revolução Cultural de Consumo na Produção e Distribuição de Conteúdo Audiovisual

Do que é que eu vos venho hoje falar?

1. Na forma como se consome, hoje, Conteúdo AV;

2. Na forma como se pode, hoje, produzir e distribuir

Conteúdo Audiovisual;

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E porquê?

Porque os meios de acesso e distribuição a Conteúdo AV mudaram, despoletando uma revolução cultural, tanto na importância do consumidor dentro do ecossistema dos media, como na forma como Conteúdo AV é consumido.

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But rst things rst Mas como é que eram as coisas eram antes desta revolução?

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No passado O Sistema tradicional de Distribuição e Consumo de conteúdo tinha as duas seguintes características:

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1

Cada média era distribuído e consumido no seu meio e suporte especí co (Sistema unimediático):

Imprensa Rádio Televisão/C.A. Em jornais, revistas, livros, etc Em aparelhos de rádio; Em televisores e
Imprensa
Rádio
Televisão/C.A.
Em jornais, revistas,
livros, etc
Em aparelhos
de rádio;
Em televisores
e salas de cinema.

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2

Era um sistema e modelo Vertical:

de Conteúdo Audiovisual 2 Era um sistema e modelo Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores
de Conteúdo Audiovisual 2 Era um sistema e modelo Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores

Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes

Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores passivos - Dominados Contacto •
Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores passivos - Dominados Contacto •
Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores passivos - Dominados Contacto •
Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores passivos - Dominados Contacto •
Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores passivos - Dominados Contacto •
Vertical: Corporações Mediáticas (C.M.) - Dominantes Consumidores passivos - Dominados Contacto •

Consumidores passivos - Dominados

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2

Era um sistema e modelo Vertical:

Este modelo, no caso dos Conteúdos AV, pressuponha:

que a produção e distribuição de conteúdo se fazia sempre linearmente das corporações para os espectadores e nunca o contrário;

que os espectadores consumiam passivamente os conteúdos produzidos e “impostos“ pelas Corporações mediáticas;

que, no caso das Televisões, não havia alternativas aos alinhamentos de programação denidos pelas mesmas, para além das diferenças de canal.

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Mas nos dias de hoje neste modelo, e no que diz respeito a Conteúdo AV, as corporações mediáticas e o televisor perderam a sua posição hegemónica

E porquê?

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Em primeiro lugar esta perda de hegemonia resulta da introdução de novos suportes de comunicação, o que aumentou quer as vias de distribuição, quer as vias de consumo de Conteúdo AV.

de distribuição, quer as vias de consumo de Conteúdo AV. Plataformas de ITV online Mobile Web
de distribuição, quer as vias de consumo de Conteúdo AV. Plataformas de ITV online Mobile Web

Plataformas de ITV online

vias de consumo de Conteúdo AV. Plataformas de ITV online Mobile Web & Mobile TV Plataformas
vias de consumo de Conteúdo AV. Plataformas de ITV online Mobile Web & Mobile TV Plataformas

Mobile Web & Mobile TV

AV. Plataformas de ITV online Mobile Web & Mobile TV Plataformas de ITV em casa Plataformas
AV. Plataformas de ITV online Mobile Web & Mobile TV Plataformas de ITV em casa Plataformas

Plataformas de ITV em casa

online Mobile Web & Mobile TV Plataformas de ITV em casa Plataformas do tipo Youtube e
online Mobile Web & Mobile TV Plataformas de ITV em casa Plataformas do tipo Youtube e

Plataformas do tipo Youtube e Facebook

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Em segundo lugar esta perda de hegemonia resulta, também, da mudança nos padrões de consumo de Conteúdo AV

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Entramos na era do Consumo fracionado e multi-mediático

“O televisor é hoje encarado como apenas uma entre várias das opções para o consumo de conteúdo audiovisual.”

Fonte: Sonnabend, 2008: 02

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Exemplos de fracionamento do consumo

Conteúdo Audiovisual Exemplos de fracionamento do consumo Em 2008, quando Tina Fey satirizou Sarah Palin, apenas

Em 2008, quando Tina Fey satirizou Sarah Palin, apenas um terço dos espectadores norte americanos viram a sátira através da TV. Os restantes espectadores viram a sátira online ou em DVD.

Fonte: Boggie & Sonnabend, 2009: 01

online ou em DVD. Fonte: Boggie & Sonnabend, 2009: 01 No Brasil a série foi mais

No Brasil a série foi mais consumida na Internet do que na Televisão paga:

Em TV: 38000 espectadores por minuto; Na Internet: 70000 downloads por minuto.

Fonte: Albuquerque, 2009: 09

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na Produção e Distribuição de Conteúdo Audiovisual 3000000000 views por dia! Em Maio de 2011 o

3000000000 views por dia!

Em Maio de 2011 o Youtube atinge 3 biliões de visualizações por dia.

Fonte: http://whiteandwong.org/youtube-hits-3-billion-views-per-day/

Em todo o planeta somos 7 biliões de pessoas!

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Ou seja nós consumimos conteúdo audiovisual, onde queremos, como queremos, quando queremos e através do que queremos!

Já não somos reféns da tirania do Televisor e já não abdicamos desta liberdade!

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Em terceiro lugar esta perda de hegemonia resulta do novo papel participante do consumidor - Prosumer - quer na produção, quer na distribuição de Conteúdo AV.

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Surge a “Cultura Participatória” Com o aparecimento de plataformas gratuítas online de acesso, publicação e partilha de conteúdos todos nós podemos fazer o que antes, apenas as grandes CM podiam fazer:

Produzir e distribuir conteúdo audiovisual!

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Corp. mediáticas e Produtores

de Conteúdo Audiovisual Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas
de Conteúdo Audiovisual Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas
de Conteúdo Audiovisual Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas

=

Consumidor activo Prosumer

Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e
Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e
Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e
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Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e
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Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e
Corp. mediáticas e Produtores = Consumidor activo Prosumer Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e

Estas plataformas, pelas capacidades de publicação e distribuição que abriram ao consumidor, esbateram algumas diferenças entre produtores prossionais e consumidores, colocando-os lado a lado na cadeia de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais.

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O consumidor como Distribuidor

Este novo consumidor distribui, tanto conteúdo próprio, como conteúdo produzido por terceiros, contribuíndo activamente para o sucesso ou insucesso do mesmo - Efeito Viral.

para o sucesso ou insucesso do mesmo - Efeito Viral . E m b e d
para o sucesso ou insucesso do mesmo - Efeito Viral . E m b e d

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Consumidor

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Ou seja

Se antes o sistema de distribuição dependia apenas das grandes CM, hoje a distribuição é um processo mais horizontal dependendo igualmente da participação activa do consumidor, por via da partilha de conteúdos em plataformas como os blogs, “Youtubes” e redes sociais.

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O consumidor como Produtor

Se antes de plataformas como o Youtube surgirem, a maior parte do conteúdo audiovisual consumido era de produção prossional, hoje uma parte muito signi cativa é de produção “caseira” - UGC.

E nós como consumidores gostamos muito do que os nossos pares “outros consumidores“ produzem!

Ás vezes até mais do que é produzido prossionalmente!

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Os números são expressivos

49.1 biliões

de visualizações

34.5%

são expressivos 49.1 biliões de visualizações 34.5% Conteúdos AV Pro fi ssionais vs 93.2 biliões de
são expressivos 49.1 biliões de visualizações 34.5% Conteúdos AV Pro fi ssionais vs 93.2 biliões de

Conteúdos AV Prossionais

vs

de visualizações 34.5% Conteúdos AV Pro fi ssionais vs 93.2 biliões de visualizações 65.5% Conteúdos AV
de visualizações 34.5% Conteúdos AV Pro fi ssionais vs 93.2 biliões de visualizações 65.5% Conteúdos AV

93.2 biliões

de visualizações

65.5%

Conteúdos AV caseiros - UGC

Consumo de C. AV online em 2009

Fonte: http://www.kikabink.com/news/professional-and-user-generated-video-ugv-views-up-36-percent-in-2009/

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Casos Paradigmáticos de UGC viral

de Conteúdo Audiovisual Casos Paradigmáticos de UGC viral
de Conteúdo Audiovisual Casos Paradigmáticos de UGC viral

http://www.youtube.com/watch?v=lm_n3hg-Gbg&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=Dwimc4cvUmQ

http://www.youtube.com/watch?v=Dwimc4cvUmQ http://www.youtube.com/watch?v=WAa4-cctmDk “Keenan
http://www.youtube.com/watch?v=Dwimc4cvUmQ http://www.youtube.com/watch?v=WAa4-cctmDk “Keenan

http://www.youtube.com/watch?v=WAa4-cctmDk

“Keenan Cahill”

“Great Depression cooking”

94 year old grandmother Clara

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Charlie bit my nger

Vídeo mais visto no Youtube em 2009 - 148000000 de visualizações!

Fonte: Richard Macmanus em http://www.readwriteweb.com/archives/top_10_youtube_videos_of_all_time.php

Trivialidade; Recursos de produção parcos. Este vídeo

Trivialidade; Recursos de produção parcos.

Este vídeo hoje

Recursos de produção parcos. Este vídeo hoje Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_OBlgSz8sSM Apenas
Recursos de produção parcos. Este vídeo hoje Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_OBlgSz8sSM Apenas

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_OBlgSz8sSM

Apenas ultrapassado por “Bad Romance de Lady Gaga“ em Maio de 2010!

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Ultimate Dog Tease

Em dois meses (2011) - atinge quase 47000000 de visualizações!

meses (2011) - atinge quase 47000000 de visualizações ! Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=nGeKSiCQkPw Contacto

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=nGeKSiCQkPw

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Entre outros que explodem repentinamente na net

Audiovisual Entre outros que explodem repentinamente na net
Audiovisual Entre outros que explodem repentinamente na net

http://www.youtube.com/watch?v=8OU1mW0Ty_Y&feature=player_embedded

Ainda há dias atrás, entre os 8 vídeos mais virais no Twitter, pelo menos dois eram “caseiros“.

E um deles estava em primeiro lugar, à frente do Justin Bieber e da Beyonce!

em primeiro lugar, à frente do Justin Bieber e da Beyonce! http://www.youtube.com/watch?v=JgEa2tUtm0M Fonte (09 de
em primeiro lugar, à frente do Justin Bieber e da Beyonce! http://www.youtube.com/watch?v=JgEa2tUtm0M Fonte (09 de

http://www.youtube.com/watch?v=JgEa2tUtm0M

Fonte (09 de Julho de 2011): http://viralvideochart.unrulymedia.com/?platform=twitter

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até em Portugal

“Sai da frente Guedes“

“Guedes” original

Portugal “Sai da frente Guedes“ “Guedes” original http://www.youtube.com/ watch?v=5nTAn6E_ fl E “Guedes”

http://www.youtube.com/

watch?v=5nTAn6E_E

“Guedes” Trailer de cinema

watch?v=5nTAn6E_ fl E “Guedes” Trailer de cinema http://www.youtube.com/watch?
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http://www.youtube.com/watch?

v=ddHbtMZYScc&feature=share

Tudo

User Generated Content!

“Guedes” lme Pub

Tudo User Generated Content ! “Guedes” fi lme Pub http://www.youtube.com/ watch?v=2VRa6tjnBFc Contacto •

http://www.youtube.com/

watch?v=2VRa6tjnBFc

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Portanto

Como vimos o sistema de produção, distribuição e consumo de CA mudou!

O Consumidor já não é passivo! Porque:

• tem e quer ter maior controle sobre o que consome, onde e quando consome;

• consome conteúdo AV de uma forma fracionada por vários suportes;

• quer participar no ecossistema dos Media e reage ao mesmo, quer como produtor, quer como “distribuidor” de conteúdos;

• consome, esssencialmente, o que mais o grati car e não o que lhe “dão”.

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Perante este novo cenário

Não será aconselhável, para quem produz Conteúdo Audiovisual Prossional, que adapte a sua distribuição e produção a esta nova realidade, sob pena de “fracasso”?

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Eu defendo que sim

Mas como?

E será que basta repetir e disponibilizar o mesmo conteúdo por plataformas diferentes - modelo simulcast?

O mesmo conteúdo disponibilizado:

• na TV?

• na TV móvel - Mobile TV?

• no Youtube?

• ou noutros suportes?

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Se calhar! Mas talvez não chegue

Segundo um estudo sobre hábitos de consumo de Conteúdo AV as expectativas do consumidor vão no sentido de poderem aceder a conteúdos diferenciados de plataforma para plataforma.

Fonte: Boggie & Sonnabend, 2009: 10-11

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na Produção e Distribuição de Conteúdo Audiovisual Possível solução Transmedia Storytelling Transmedia

Possível solução Transmedia Storytelling

Transmedia Storytelling é uma estratégia de distribuição de conteúdos onde um produto, história ou mensagem são distribuídos através de diferentes plataformas, não numa lógica de repetição, mas antes numa lógica de complementariedade onde, segundo Henry Jenkins, “cada plataforma contribui naquilo que faz melhor”.

Fonte: Jenkins, 2009: T.C.: 3:00 – 3:14

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Produtos Audiovisuais Transmedia

“Matrix”

Este suposto lme desenvolveu-se em torno de várias plataformas:

fi lme desenvolveu-se em torno de várias plataformas: • 3 Filmes • Curtas metragens anime •

• 3 Filmes

• Curtas metragens anime

• 20 livros de Banda desenhada

• 3 VideoJogos

• e productos produzidos pelos fans Lego Matrix:

http://www.youtube.com/watch?v=N5EeVkhRCC8&feature=related

Mas, houve complementariedade entre o conteúdo distribuído nas diferentes plata- formas. Por exemplo, nos Outdoors que aparecem nalguns dos planos dos lmes foram colocados códigos que serviam para desbloquear o acesso a níveis especícos dos videojogos.

Fonte: Jenkins, 2008: 99

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Produtos Audiovisuais Transmedia

“Lost”

Esta série desdobrou-se em torno de várias plataformas e suportes:

desdobrou-se em torno de várias plataformas e suportes: • Série televisiva; • 13 Mobisódios para telemóvel
desdobrou-se em torno de várias plataformas e suportes: • Série televisiva; • 13 Mobisódios para telemóvel

• Série televisiva;

• 13 Mobisódios para telemóvel - Missing Pieces;

• Jogos;

• Wiki - produzida colaborativamente por fans.

Mobisódio “The Deal“: http://www.youtube.com/watch?v=OVBObv13O6c&feature=related

Também aqui houve complementariedade. Por exemplo, nos Mobisódios eram apresentadas cenas que não exibidas na série televisiva. Num é mostrada a cena especíca onde Michael trai os seus amigos em troca da libertação do lho.

Fonte: Albuquerque, 2009: 08

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Produtos Audiovisuais Transmedia

“Campanha Magnum Gold”

Esta campanha desdobrou-se em torno de várias plataformas e suportes:

desdobrou-se em torno de várias plataformas e suportes: Trailer para exibição em salas de cinema:

Trailer para exibição em salas de cinema: http://www.youtube.com/watch?v=o1f1mRRugHw&feature=related

• Imprensa;

• Um website promocional - já oine Passatempo “As good as gold“;

• Filmes publicitários curtos para TV: http://www.youtube.com/watch?v=7NGg2feEhHs&feature=related

• Um trailer publicitário para exibição em cinema.

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Produtos Audiovisuais Transmedia

“Campanha Magnum Gold”

Mas o que tornou esta campanha num produto transmediático foi, para além da com- plementariedade das peças, o facto de o conteúdo de cada suporte se ter aproveita- do das diferentes possibilidades de comunicação de cada plataforma:

possibilidades de comunicação de cada plataforma: Passatempo “As good as Gold“: • Consumidor participa
possibilidades de comunicação de cada plataforma: Passatempo “As good as Gold“: • Consumidor participa
possibilidades de comunicação de cada plataforma: Passatempo “As good as Gold“: • Consumidor participa
possibilidades de comunicação de cada plataforma: Passatempo “As good as Gold“: • Consumidor participa

Passatempo “As good as Gold“:

• Consumidor participa num 3º lme;

• Consumidor partilha lme com outros.

Trailer para Cinema:

É utilizada a estética de Trailer de cinema num trailer a ser exibido em salas de cinema - Efeito de surpresa.

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Conclusão

Com o recurso a esta estratégia de comunicação, estes produtores alimentaram o interesse do consumidor e levaram-no a “circular” por entre os diversos pontos de entrada no universo de um produto, garantindo assim o seu sucesso.

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Conclusão

Em que medida é que esta estratégia - transmediática - responde melhor do que a unimediática, à nova realidade cultural de consumo antes descrita?

• Responde aos novos hábitos de consumo fracionado;

• Responde à relação activa e participativa que o consumidor exige hoje ter com os media pelo acesso a plataformas de distribuição de conteúdos;

• Responde às expectativas de o consumidor encontrar conteúdo diferenciado e complementar de plataforma para plataforma.

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Muito obrigado pela vossa atenção!

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Bibliograa

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BOGGIE Matt, SONNABEND Ross (2009) – Television: Entering the era of mass-fragmentation. Accenture USA, Accenture Consumer Broadcast Survey 2009, 17 pp.

DAMÁSIO, Manuel J. (2007) – A experiência de uso e consumo dos novos media em ambientes de multimedia distribuídos. Braga, Portugal, SOPCOM 16 pp. Paper submetido ao 5º Congresso da SOPCOM, “Comunicação e Cidadania”, Universidade do Minho, Braga.

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JENKINS Henry (2009) – “Henry Jenkins”, in www.youtube.com, Setembro de 2009. http://www.youtube.com/watch?v=ibJaqXVaOaI

JENKINS Henry (2010) – “Hollywood goes Transmedia”, in Confessions of an Aca-Fan. The Ocial weblog of Henry Jenkins, Abril de 2010.

http://henryjenkins.org/2010/04/hollywood_goes_transmedia.html

MARRS, Scott D., LYND John W. (2006) – “Viral videos publicize – but infringe”, in The National Law Journal, Houston, Maio de 2006. http://www.bmpllp.com/ les/1155314768.pdf

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http://blog.nielsen.com/nielsenwire/online_mobile/three-screen-report-q409/

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PARR, Ben (2010) – “YouTube Surpasses Two Billion Video Views Daily”, in www.mashable.com, Maio de 2010.

http://mashable.com/2010/05/17/youtube-2-billion-views/

PATO, Luis M. (s.d.). Crossmedia: A cultura do nomadismo audiovisual na implementação das “Smart Mobs”, Coimbra, Portugal, Escola superior de Educação de Coimbra, 26 pp.

SONNABEND Ross (2008) – Television in Transition: Evolving consumption habits in broadcast media worldwide. Accenture USA, Accenture Consumer Broadcast Survey 2008, 24 pp.

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