AGRUPAMENTO

DE

ESCOLAS DETAROUCA

Sede – Escola Básica e Secundária
Dr. José Leite de Vasconcelos
 Av. Dr. Francisco Sá Carneiro - 3610 – 134 Tarouca

Política de Desenvolvimento da Colecção da Biblioteca Escolar

Agrupamento de Escolas de Tarouca Bibliotecas:
Escola sede – Biblioteca Dr. José Leite de Vasconcelos Centro Escolar – Biblioteca Prof. Dr. Vasco Teixeira

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Sede: Escola Básica e Secundária Dr. José Leite de Vasconcelos

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Índice
INTRODUÇÃO..........................................................................................................................3 I - Missão da Biblioteca ………………………………………………………………………………………………………………………….. 3 II - Princípios gerais que presidem ao desenvolvimento da colecção …………………………………………. 3 III - RBE: Linhas orientadoras para a política de constituição e desenvolvimento da colecção….3 IV - Definição da Política de Desenvolvimento da Colecção ………………………………………………………….. 4 1. – Avaliação da Colecção ………………………………………………………………………………………………………………….. 4

2. Selecção/aquisição da documentação ……………………………………………………………………………………. 5 2.1. Política Aquisições ……………………………………………………………………………………………………………….. 5 2 Critérios gerais para a selecção do fundo documental ……………………………………………………….. 5 3 Adequação do fundo documental ao currículo escolar ………………………………………………………… 5 4 Critérios específicos para a selecção de conteúdos/materiais e respectivos formatos ……. 6 4.2.1 Documentos impressos – obras de Ficção, Não Ficção, Publicações Periódicas ………….. 6 2.4.2 Documentos Não Impressos – Documentos Áudio, Documentos Vídeo, Documentos Multimédia (CD-ROM, DVD-ROM), Recursos On-line e Jogos …………………………………………………… 7 3. 4. 5. 6. Doações ………………………………………………………………………………………………………………………………. 7 Recuperação de documentos - Conservação e Restauro …………………………………………. 8 Abates …………………………………………………………………………………………………………………………………. 8 Desbaste …………………………………………………………………………………………………………………………….. 9

6.1 Definição dos critérios de desbaste (arquivo, abate) …………………………………………………………. 9 6.2 Acesso - Condições de acesso e de empréstimo ………………………………………………………………… 9 7. Empréstimo entre Bibliotecas e no Agrupamento …………………………………………………….. 9 8. Comunicação / Difusão da Informação ……………………………………………………………………….. 9 9. Formação …………………………………………………………………………………………………………………………….. 9 10.Implementação da Política, avaliação e revisão ……………………………………………………….. 10 11.Utilizadores da Biblioteca Escolar …………………………………………………………………………………. 10 V – Conclusão ………………………………………………………………………………………………………………………….. 10 Disposições finais VI – BIBLIOGRAFIA ……………………………………………………………………………………………………………….. 11

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Introdução Segundo o Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/ UNESCO “A Biblioteca Escolar disponibiliza serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitem a todos os membros da comunidade escolar tornar-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação. Facilita ainda o acesso a recursos que estimulem uma ocupação lúdica e útil dos tempos livres, constituindo-se também estes em momentos ricos de aprendizagem.” Assumindo-se como estrutura organizacional e, tendo em vista a formação integral de cidadãos autónomos e intervenientes, numa sociedade de informação e do conhecimento cada vez mais exigente, torna-se fundamental, à Biblioteca Escolar, a definição e hierarquização de prioridades na gestão da colecção e na sua adequação às necessidades reais da comunidade a quem se dirige. Este documento visa a implementação de uma política documental que leve ao desenvolvimento da colecção das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Tarouca.

I - Missão da Biblioteca: A Biblioteca tem como missão primeira, promover a literacia de todo o público utilizador. Paralelamente, apoiar e incentivar o desenvolvimento do conhecimento em todas as suas vertentes, facultando aos seus utilizadores um amplo acesso aos recursos
de informação, servindo de apoio ao processo ensino/aprendizagem e fruição de momentos de lazer. II - Princípios gerais que presidem ao desenvolvimento da colecção: A existência de uma política documental é uma das referências estruturantes da missão das Bibliotecas Escolares (BE), tal como as define a Unesco. Segundo este organismo da ONU, a BE “[…] é parte integrante do processo educativo. [Para cumprir esta função a BE deve desenvolver] políticas e serviços, seleccionando e adquirindo recursos, proporcionando acesso físico e intelectual a fontes de informação apropriadas […] ”, (Manifesto da Biblioteca Escolar, 1999, p.2-3). O fundo documental de uma biblioteca escolar deve ser algo vivo, dinâmico, em constante crescimento e revisão, de modo a permitir a todos os membros da comunidade escolar a utilização da informação, nos vários suportes, e contribuir para a formação de cidadãos activos e críticos. Assim, pretende-se orientar a gestão e desenvolvimento da colecção, através da definição de prioridades de actuação quanto à selecção, aquisição, preservação e abate dos documentos da BE e promover a concepção de uma colecção própria, construída por toda a comunidade educativa. III - RBE: Linhas orientadoras para a política de constituição e desenvolvimento da colecção: “A política de aquisições deve contemplar os princípios definidos pela UNESCO, pela Rede de Bibliotecas Escolares e por outros organismos/documentos de referência neste domínio, que orientem o plano anual de aquisições a desenvolver, e articular-se com o Currículo nacional, o Projecto Curricular e o Projecto Educativo do Agrupamento.”

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IV - Definição da Política de Desenvolvimento da Colecção: O documento designado Política Documental da Colecção é o documento que, segundo o Manifesto da Biblioteca Escolar, da IFLA/Unesco, deve conter as orientações/princípios, critérios e prioridades para a constituição e o desenvolvimento da colecção das bibliotecas. Por colecção, entende-se o conjunto de recursos documentais da biblioteca escolar, em diferentes suportes (livro, não livro e documentação online). Trata-se de um documento público de gestão das colecções das Bibliotecas Escolares e Biblioteca Municipal do concelho de Tarouca, que reúne princípios orientadores determinantes da política de selecção e aquisições do material que irá compor os acervos das Bibliotecas, em função da sua missão e das necessidades de informação dos seus utilizadores. 1. Avaliação da Colecção:

Como ponto prévio à escolha dos documentos a adquirir, é necessário avaliar a colecção existente e planear uma política de aquisições que tenha em consideração uma gestão integrada da documentação no Agrupamento. A avaliação das colecções deve constituir uma tarefa de realização regular e sistemática. Ela visa determinar a importância e a adequação das colecções em função dos objectivos, perfil e necessidades da comunidade educativa particular do Agrupamento. É por meio da avaliação que se podem traçar directrizes quanto à aquisição, desbaste e abate. A avaliação da colecção permite verificar:    A dimensão da colecção e a forma como responde às necessidades da escola, determinando os pontos fracos e que necessitam de maior investimento; A necessidade de actualização dos fundos; A urgência de proceder ao desbaste da colecção (respeitando as regras patrimoniais), retirando para depósito ou eliminando recursos muito danificados, desactualizados ou que perderam relevância face a novos projectos curriculares, ou a mudanças entretanto verificadas, não correspondendo às necessidades e interesses dos utilizadores.

Assim, a par da formalização dos princípios, critérios e prioridades para a aquisição e desenvolvimento da colecção, devem ainda estar contempladas, no documento Política Documental, as seguintes informações:  Pontos fortes e fracos da colecção existente;  Instrumentos para a avaliação dos resultados;  Estruturas/intervenientes na apresentação de propostas para a aquisição de recursos;  Periodicidade da avaliação;  Responsáveis pela execução;  Vigência do documento. A avaliação da colecção existente baseia-se na recolha de dados estatísticos:          Distribuição percentual por área da CDU; Número de títulos; Número de exemplares; Áreas de assuntos; Data de publicação; Número de requisições feitas; Obras mais requisitadas/consultadas; Áreas com maior intensidade de uso; Percentagem de crescimento da Colecção em cada ano.

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Toda a colecção se encontra em regime de livre acesso. Qualquer documento pode ser acedido presencialmente; Para requisições domiciliárias excluem-se dicionários, atlas, volumes de obras que constituem uma colecção de aquisição não parcelar, obras valiosas e documentos importantes, mas em precário estado de conservação. Os documentos em suporte electrónico, áudio e vídeo podem ser requisitados para uso em presença e ainda, domiciliário, mas com um prazo limitado.

A colecção existente divide-se em:  • • • • • Material impresso; Periódicos; Publicações em série; Monografias; Material não livro – CDs, CDs-ROM, DVDs, cassetes de vídeo, jogos de mesa, diapositivos; Dossiers temáticos.

A parte mais substancial é constituída por monografias cobrindo a totalidade das divisões da CDU. As divisões 1 (Filosofia. Psicologia. Ética) e 2 (Religião. Teologia) são as menos consistentes. A divisão 8 (Língua. Linguística. Literatura) é a que tem um número de títulos e exemplares mais significativo. Os dossiers temáticos são, essencialmente, constituídos por recortes, notícias e documentários pertinentes e relevantes, servindo de apoio às áreas curriculares e curriculares não disciplinares. Também integram a componente, informativa, formativa e lúdica, potenciando a leitura como forma de prazer, bem como passatempos de diversas temáticas. O acervo de material não-livro ainda não é significativo, nem diversificado, vertente que deve ser privilegiada. 2. Selecção/aquisição da documentação 2.1. Política Aquisições A biblioteca escolar deve proporcionar acesso a um conjunto de recursos que apoiem alunos, professores e pais nas actividades de ensino/ aprendizagem, cumprindo objectivos curriculares e de suporte a actividades e a projectos de âmbito extra curricular. Neste sentido, impõe-se a definição de uma política de aquisições cujos princípios gerais devem corresponder ao Currículo Nacional, Projecto Educativo da Escola, PAA do Agrupamento, bem como PAA da Biblioteca. A selecção dos documentos a adquirir deverá surgir de uma proposta cuidadosamente analisada em cada departamento ou estrutura educativa, após a avaliação da colecção existente, considerando as propostas dos utilizadores – alunos, professores, funcionários, encarregados de educação, pais, as suas necessidades imediatas de informação e de formação, perspectivando a sua valorização futura e as necessidades de resposta ao currículo. As aquisições deverão obedecer a critérios e procedimentos aqui definidos. Assim, deverão os coordenadores de Departamento, os coordenadores de Grupos Disciplinares, os coordenadores de Directores de Turma, os responsáveis pelas ACND, Ensino Especial e Serviços de Psicologia conhecer bem as colecções existentes, no que diz respeito a actualidade e número de exemplares disponíveis. A equipa coordenadora também apresentará as suas propostas de aquisição com base no Projecto Educativo, Planos Curriculares e Não Curriculares e auscultação periódica do universo de utentes. Servir-se-á, como referência, dos Catálogos de Documentação disponíveis no site da RBE, catálogos das editoras e referências em literatura da especialidade.

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Feita a identificação dos documentos que se pretendem adquirir, atender-se-á ao seguinte: Valor da verba disponibilizada para o enriquecimento do fundo documental; Avaliação da relação preço / qualidade / necessidade do documento; Distribuição equilibrada das aquisições mediante as lacunas existentes nas diversas áreas do saber.

2.2 Critérios gerais para a selecção do fundo documental: Os critérios gerais que definem a política documental nas BEs baseiam-se no Manifesto das Bibliotecas Escolares e têm em conta os princípios de liberdade intelectual e igualdade de acesso a recursos. 2.3 Adequação do fundo documental ao currículo escolar:        É importante que a colecção contemple, de forma equilibrada: Todas as áreas curriculares e não curriculares, auscultadas as necessidades dos Departamentos/Grupos Disciplinares, Projectos existentes, bem como Cursos Profissionais de oferta da escola); As funções da Biblioteca - informativa, educativa, cultural e recreativa; Os interesses da comunidade educativa; As necessidades educativas especiais; As origens multiculturais dos alunos; Primazia da qualidade sobre a quantidade; A diversidade de documentos (deve ser considerada uma ampla gama de materiais e recursos: documentos impressos, audiovisuais, electrónicos, bem como outros materiais didácticos).

A selecção deve ser feita respeitando os seguintes aspectos: Currículo Nacional; Projecto Curricular da Escola; Objectivos definidos no Projecto Educativo da Escola; Equilíbrio entre os níveis de ensino existentes na escola; Necessidades educativas especiais e as origens multiculturais dos alunos; Equilíbrio entre as áreas curricular, extracurricular e lúdica; Equilíbrio entre todos os suportes, que de uma maneira geral deve respeitar a proporcionalidade de 3:1 relativamente ao material livro e não-livro;  Equilíbrio entre todas as áreas do saber, respeitando essencialmente as áreas disciplinares/temáticas e de referência e o número de alunos que as frequentam;  Objectivo de alcançar um fundo global equivalente a 10 vezes o nº de alunos.        No que respeita à selecção do acervo, serão apreciadas:           Sugestões dos utilizadores; Taxas de circulação dos documentos por título, autor, área temática e suporte (pela análise de dados estatísticos); Quantidade de documentos existentes dentro de cada área temática; Análise de inquéritos dirigidos aos utilizadores e potenciais utilizadores; Necessidades de informação e interesse dos utilizadores; Justo equilíbrio entre autores portugueses e estrangeiros, clássicos e contemporâneos, mais eruditos e mais populares (atendendo ao número de alunos que frequenta cada área linguística). Os limites orçamentais (apenas para as obras adquiridas por compra); A não existência da obra ou edição nas colecções da Biblioteca; A pertinência dos temas e a sua adequação às áreas temáticas definidas como de interesse para os utilizadores (cf. Tabela de Classificação); Conformidade com as bibliografias das disciplinas e Áreas Curriculares ministradas no Agrupamento.

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Critérios específicos para a selecção de conteúdos/materiais e respectivos formatos

2.4.1 Documentos impressos – obras de Ficção, Não Ficção, Publicações Periódicas a) Na selecção de obras de Ficção, ter-se-á em conta:       Qualidade do texto e das ilustrações; Inclusão de obras de autores clássicos e contemporâneos, com privilégio para a literatura portuguesa e novos autores; Utilização de linguagem adequada ao tipo de utilizadores; Consideração de obras em línguas estrangeiras que integrem o currículo; Consideração dos diversos géneros literários; Faixa etária dos utilizadores. b) Nas obras de Não Ficção, ter-se-á em conta:       Conteúdo com informação cientificamente correcta; Actualidade, reflectindo investigação recente nessa área do saber; Adequação da linguagem e estrutura adequada aos níveis etários; Relevância para aprofundar o currículo; Apresentação e design; A potencial utilização. c) No que diz respeito às Publicações Periódicas, será tomado em conta:        Assinatura de, pelo menos, um jornal diário e uma revista semanal/mensal, que observem diferentes pontos de vista na análise da actualidade; Exactidão e correcção das informações veiculadas; Qualidade gráfica e o conteúdo; Pertinência e adequação das temáticas relativamente ao público-alvo; Aquisição de títulos com procura por parte dos utilizadores; Relação qualidade/preço; Adequação ao propósito, âmbito e audiência da publicação, aos utilizadores e seus interesses e, sobretudo, à missão da Biblioteca. Vídeo,

2.4.2 Documentos Não Impressos – Documentos Áudio, Documentos Documentos Multimédia (CD-ROM, DVD-ROM), Recursos On-line e Jogos

d) Relativamente aos Documentos Multimédia (CD-ROM, DVD-ROM …), os critérios de selecção, prevêem os critérios gerais de selecção de documentos impressos de ficção e não ficção:     A frequente actualização da informação; O modo como o recurso pode ser disponibilizado ao utilizador (compatibilidade do produto com o hardware existente); A simplicidade da interface de utilização; A relação qualidade/preço - a credibilidade do editor/produtor. e) Selecção de recursos electrónicos e da Internet Nos Recursos On-Line, os critérios a considerar serão:      Precisão, fiabilidade e objectividade da informação de reconhecido interesse educacional relacionados com as diferentes áreas/ curricula; Facilidade de utilização, encaminhamento na pesquisa e apresentação dos resultados; Design, organização, estabilidade e actualização do site; Autoridade, correcção científica, qualidade, necessidade e pertinência de conteúdo...); A actualidade da página, quanto à data de criação e a sua actualização regular;

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O objectivo informativo, formativo e educativo da informação; O carácter lúdico – formativo; A ligação com outras páginas de interesse na temática; O público-alvo ao qual se destina a página WEB; A organização e o design utilizado na concepção do SITE.

f) Em relação aos Jogos serão considerados os seguintes critérios:    O carácter educativo e a sua relação com o currículo; Os vários tipos de suporte; A relação qualidade/preço; A pertinência da informação que é transmitida.

3. DOAÇÕES Em caso de doações e ofertas, os documentos a incluir na colecção serão seleccionados segundo os seguintes critérios:      Estado de conservação dos documentos; Suportes/ formatos apropriados; Antiguidade/ data de publicação dos materiais; Colecções especiais que requerem especial atenção e cuidado de conservação; Actualidade dos materiais, sobretudo dos materiais de referência.

4. Recuperação de documentos - Conservação e Restauro:
Serão objecto de restauro os documentos impressos que apresentem deterioração de capas, encadernação e/ou folhas interiores, mantendo a atractividade/características do documento original, justificando-se assim o seu restauro. O restauro de documentos deverá ser efectuado, caso o estado físico de documentos o obrigue e não se pretenda proceder ao se abate. Considerando:  O estado de conservação;  O valor da obra, em termos de raridade e de conteúdo;  A sua grande procura aliada ao seu avultado custo. 5. ABATES: A necessidade de manter a colecção actualizada exige práticas regulares de preservação e critérios de arquivo e de abate dos documentos: Estes dois procedimentos são realizados após o processo de avaliação das colecções. Servem para dar continuidade ao desenvolvimento racional do acervo, contribuindo para a manutenção da sua qualidade. 5.1 Critérios Gerais para o Abate:    A condição física do documento; A actualidade da informação; O uso muito reduzido ou inexistente.

Serão abatidos:  Os materiais desactualizados que apresentem noções claramente incorrectas (atlas, enciclopédias …);

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 Os documentos fisicamente danificados (de forma irrecuperável), num estado de deterioração impeditiva da sua leitura e utilização;  Os manuais escolares desfasados do currículo;  As publicações periódicas que não tenham pertinência para as necessidades dos utilizadores. As restantes serão conservadas por um período de três/seis meses, após o qual serão sujeitas a um processo de análise e recolha de artigos para os dossiers temáticos. (só serão conservadas se o seu valor científico e importância dos conteúdos o justificar).  Não serão abatidos os jornais da Escola;  Nas publicações periódicas a abater (mais de seis meses) será efectuada a recolha das notícias pertinentes, que integrarão os dossiês temáticos;  Será abatido todo o material multimédia que esteja em condições físicas irrecuperáveis.   Caso um documento seja de indiscutível valor ou interesse para a colecção, o mesmo poderá ser alvo de restauro ou digitalização. Qualquer documento desactualizado poderá ser arquivado se possuir valor como documento histórico.

O abate é um procedimento definitivo, em que se retiram do Fundo Documental os itens considerados desnecessários e/ou desactualizados para o interesse dos utentes. Deve, por isso, ser bem ponderado e em conformidade com a anuência do Órgão de Gestão. 6. Desbaste: 6.1 Definição dos critérios de Desbaste/Arquivo: Esta tarefa tem como objectivo proporcionar a consulta de documentos actualizados. A finalidade do desbaste da colecção possibilita a melhoria da qualidade da Biblioteca, ao eliminar títulos desadequados face ao conteúdo temático, ao desgaste por utilização, à ausência de procura e uso.     Retirar (para arquivo) os documentos rasgados ou não atraentes; Retirar os documentos que já não correspondam às necessidades do utilizador; Retirar os documentos que não estejam de acordo com os currículos; Retirar os documentos que mantenham pertinência de preservação, pela sua qualidade e valor para a colecção, embora não se justifique o livre acesso;  Retirar os documentos dos quais existam vários exemplares, não se justificando estarem todos em livre acesso. O desbaste pode ser efectuado através de pequenas feiras de livros usados, após consulta do Órgão de Gestão, Conselho Pedagógico e os diversos departamentos do Agrupamento. 6.2 Acesso - Condições de acesso e de empréstimo    Toda a colecção se encontra em regime de livre acesso. Qualquer documento pode ser acedido presencialmente; Para requisições domiciliárias excluem-se enciclopédias, dicionários, atlas, volumes de obras que constituem uma colecção de aquisição não parcelar, obras valiosas e documentos importantes mas em precário estado de conservação; Os documentos em suporte electrónico, áudio e vídeo podem ser requisitados para uso em presença e ainda, domiciliário, apenas pelo período de um dia.

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7. Empréstimo entre Bibliotecas e no Agrupamento Os fundos que constituem as Bibliotecas Escolares do Agrupamento serão alvo de partilha entre as mesmas Bibliotecas, sempre que professores, alunos ou outros membros da comunidade educativa manifestem interesse nesse sentido. 8. Comunicação / Difusão da Informação Após discussão e aprovação em Conselho Pedagógico, o documento sobre a Política de Desenvolvimento da Colecção das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Tarouca, será Divulgado junto da comunidade de utilizadores, nomeadamente em versão impressa nas respectivas Bibliotecas e em formato digital online na plataforma da Escola e blog da Biblioteca Escolar. 9. Formação A equipa da Biblioteca tem como preocupação essencial a promoção e participação em acções de formação no âmbito da aplicação do programa Bibliobase, especialmente, os elementos da equipa que desempenham funções da informatização do catálogo. A Biblioteca continuará a realizar actividades de formação dos utilizadores no que concerne à compreensão da organização da BE (CDU) e à utilização do catálogo digital, através de visitas guiadas, acções de formação e actividades de carácter lúdico. A equipa da Biblioteca tem consciência de que não basta existirem recursos para que os mesmos sejam utilizados, pelos alunos e pelos professores. Para isso, compromete-se a desenvolver acções no sentido de promover o pleno uso da colecção e construir, a partir e com base na mesma, verdadeiras experiências de aprendizagem. 10. Implementação da Política, avaliação e revisão Esta Política de Desenvolvimento da Colecção é um documento aberto e em processo, que será revisto dentro de 2 anos, após uma avaliação das colecções, dos utilizadores e das suas necessidades, tendo por base as orientações da RBE (Rede de Bibliotecas Escolares), nomeadamente a nível de orientações específicas sobre a gestão da colecção e distribuição das percentagens do fundo documental pelas diversas áreas do conhecimento. Nas instalações da BE existe um computador com utilização preferencial para consulta do catálogo electrónico. 11. Utilizadores da Biblioteca Escolar A colecção da BE destina-se a todos os seus utilizadores internos – Professores, Alunos, Assistentes Operacionais e Administrativos - Encarregados de Educação/Pais, antigos alunos – bem como aos utilizadores externos pertencentes à comunidade educativa e que, com ela, estabelecem parcerias.

V - Conclusão
Disposições finais Todos os documentos adquiridos receberão o respectivo tratamento documental e situar-se-ão no espaço da BE, sem prejuízo da sua circulação/empréstimo entre as bibliotecas existentes no Agrupamento, sempre que solicitados e disponíveis. Após aprovação do presente documento, em Conselho Pedagógico, compete à Equipa de Coordenação da BE proceder à execução da política de desenvolvimento da colecção, zelando pelo cumprimento de todas as orientações aqui estabelecidas.

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BIBLIOGRAFIA
Internacional Association of School Librarianships http://www.rbe.min-edu.pt/np4/?news Id=gestão_colecçao.pdf ALMEIDA, Ana Cristina; SANTOS, Manuela [coord.] - Classificação Decimal Universal: tabela de autoridade. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2005. GUSMÃO, Armando Nobre [et al.] – Regras Portuguesas de Catalogação. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2000. HORA, Isabel Piteira – Organizar para Despertar o Desejo de Aprender. A Biblioteca Escolar: regras para tratamento da documentação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1995. SANTOS, Manuela [org.] – Indexação: terminologia e controlo de autoridades. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2006.

Utilizou-se ainda informação dos seguintes Manuais de Procedimentos:        Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção da Escola Secundária Dr. Bernardino Machado Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção da Escola Básica 2, 3 da Carapinheira Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção da Escola Secundária com 3º ciclo Dr. Joaquim de Carvalho. Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção da Escola Secundária de Montemor-o-Velho Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção da Biblioteca Escolar da Escola EB2,3 Dr. Francisco Gonçalves Carneiro Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção da Escola EB 2/3 de Gueifães Documento de Política de Desenvolvimento da Colecção do Agrupamento de Escolas de Rio de Mouro padre Alberto Neto.

Tarouca, 13 de Março de 2011

P/ equipa da BE, a Coordenadora ______________________________________________

O Director ________________________________

Data de aprovação em Conselho Pedagógico: ____ / ____ / 2011

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