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INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA UNIDADE CHAPECÓ CURSO: TÉCNICO EM ELETROELETRÔNICA PROJETO DE SAÍDA INTERMEDIÁRIA

INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA UNIDADE CHAPECÓ CURSO: TÉCNICO EM ELETROELETRÔNICA PROJETO DE SAÍDA INTERMEDIÁRIA

PAULO HENRIQUE BUNKOWSKI ZANETINI WILLIAN ALEXANDRE NISSOLA

APLICAÇÕES DE PADRÕES E NORMAS TÉCNICAS PERTINENTES EM UMA RESIDÊNCIA

CHAPECÓ JUNHO - 2010

PAULO HENRIQUE BUNKOWSKI ZANETINI WILLIAN ALEXANDRE NISSOLA

APLICAÇÕES DE PADRÕES E NORMAS TÉCNICAS PERTINENTES

Trabalho apresentado como Projeto de Saída Intermediária – do curso Técnico em Eletroeletrônica do IFSC- SC, Unidade Chapecó. Orientador: Profº Juan P. R. Balestero.

CHAPECÓ JUNHO - 2010

SUMÁRIO

RESUMO

04

1. INTRODUÇÃO

05

2. OBJETIVOS

05

2.1 Objetivo Geral

05

2.2 Objetivos Específicos

05

3. Justificativas

05

4. Revisão Teórica

06

4.1 Subdivisões das Instalações

06

4.2 Iluminação

07

4.3 Tomadas

08

5.

Análise das Instalações

10

5.1 Sala de Estar

10

5.2 Cozinha

11

5.3 Área de Serviço

11

5.4 Banheiro Social

12

 

5.5 Suíte

12

5.6 Banheiro Suíte

13

5.7 Dormitório

14

5.8 Garagem

14

5.9 Quadro de Cargas

15

6. Anexos

16

7. Conclusão

19

Referencias

20

Glossário

21

RESUMO

Este trabalho apresenta a análise das instalações elétricas de uma residência localizada em chapecó. No mesmo estão alguns pontos que estão de acordo e outros que não estão de acordo com as Normas Regulamentadoras abrangentes no Brasil (NBR 5410 e NBR 5413).

Palavra chave: avaliar as instalações em relação à norma.

1.

INTRODUÇÃO

A importância das normas técnicas na elaboração de um projeto, na execução de uma instalação elétrica, já foi consolidada por diversos comitês técnicos no mundo todo. No Brasil, as normas NBRs (Normas Brasileiras) e as normas das concessionárias de energia elétrica, determinam os padrões a serem seguidos em instalações elétricas de baixa tensão. Nesse contexto, esse trabalho analisou as principais normas para uma residência que são a NBR5410 e NBR5413 que argumentam sobre dimensionamentos e proteções. Considerando o projeto elétrico das referidas instalações. Este documento consistirá dos seguintes itens, além da introdução os objetivos que nele foram estudados e as conformidades ou não do projeto elétrico analisado com as normas vigentes e sua correta aplicação na prática, fundamentação teórica no qual há algumas definições essenciais ao entendimento do que será apresentado no mesmo, análise nada mais que a exposição de todos os resultados obtidos na vistoria dos cômodos e dos padrões elétricos.

2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Baseado nas normas NBR5410 (Norma Brasileira 5410) e NBR5413 (Norma Brasileira 5413), além das normas da concessionária de energia elétrica local, CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina). Foram analisadas as instalações elétricas de uma residência localizada em Chapecó, examinando as cargas elétricas existentes, o modo de distribuição da mesma, verificando se estão em conformidade com as NBR’s citadas acima.

2.2 Objetivos Específicos

Verificar o dimensionamento de condutores e divisão de circuitos;

Verificar o quadro elétrico, disjuntores empregados e a disponibilidade para futuras ampliações;

Avaliar questões referentes à luminotécnica (se possível);

Sugerir ações para promover melhorias:

Com estas avaliações podemos apurar as possíveis falhas ou problema existentes no sistema, contribuindo para o bem estar e segurança dos residentes.

3. JUSTIFICATIVA

As NBR’s têm como principal objetivo alertar e proteger os cidadões que estão realizando seu exercício numa determinada área, elas podem ser divididas em varias áreas, as mais utilizadas na área elétrica são as ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 5413.

A NBR 5410 explica sobre instalações elétricas em baixa tensão e ajuda

demonstrando equipamentos de proteção contra choques elétricos, enquanto a NBR 5413 explica sobre a iluminância media mínima para iluminação artificial

em interiores, onde se realizam diversas atividades, contendo em cada cômodo um nível de iluminância.

A NBR 5410 é muito importante para orientar as pessoas, pois ela ajuda

na prevenção dos mais diversos choques e riscos que a eletricidade pode

causar, ela também informa equipamentos que podem ser utilizados para que esses riscos sejam diminuídos ao máximo como um belo exemplo: luvas, aparelhos de medição de corrente entre outros.

A NBR 5413 explica sobre a iluminância que deve ter em cada peça ou

ambiente todos tem um valor mínimo, médio e um máximo, tudo depende do local e/ou ambiente que está sendo analisado.

4. REVISÃO TEÓRICA

Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Instalações elétricas de baixa tensão: NBR 5410 tem de serem observados vários fatores para a proteção das pessoas que estão realizando uma atividade de rotina ou a segurança de uma pessoa que está em seu lar descansando com a sua família depois de um exaustivo dia de trabalho. Como por exemplo, é muito comum de presenciar em nosso cotidiano alguns pequenos choques devido à correnete de fuga na carcaça de algum equipamento que deveria estar aterrado adequadamente com um fio terra, este podendo não ser tão forte causando desfibrilação cardíaca, mas se fosse numa empresa de grande porte um frigorífico, por exemplo, um choque por descuido pode ser fatal. Outro fator importante que não se da a devida importância é para a intensidade de luz em um determinado ambiente, um belo exemplo que deve-se ter muito cuidado são as salas de estudos, onde as pessoas ficam várias horas horas lendo, quando o local não está devidamente iluminado pode acarretar problemas de visão para as pessoas que ali exercitam uma determinada atividade para sabermos se o local está devidamente iluminado devemos fazer uma medição com um luximetro e verificar o número apresentado pelo aparelho em uma tabela da NBR5413.

4.1 Subdivisões das Instalações

Toda a instalação deve ser dividia em vários circuitos, de modo a:

- Limitar as conseqüências de um falta, a qual provocará apenas

seccionamento do circuito defeituoso;

- Facilitara as verificações, os ensaios e a manutenção;

- Evitar os perigos que possam resultar da falha de um único circuito,

como, por exemplo, no caso da iluminação. Chama-se de circuito o conjunto de pontos de consumo, alimentados pelos mesmos condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção (chave ou disjuntor). Nos sistemas polifásicos, os circuitos devem ser distribuídos de modo a assegurar o melhor equilíbrio de cargas entre as fases.

Em instalações elétricas deve haver circuitos normais de segurança. Os

circuitos normais estão ligados apenas a uma fonte, em geral, à concessionária local. Em caso de falha da rede, haverá interrupção no abastecimento. Estes circuitos são muitas vezes chamados de “não essenciais”. Os circuitos de segurança são aqueles que garantirão o abastecimento, mesmo quando houver falha da concessionária. Como exemplo de circuitos de segurança, podem-se citar os circuitos de alarme e de proteção contra incêndio, abastecidos simultaneamente pela concessionária ou por fonte própria (baterias, geradores de emergência etc.). Os circuitos de segurança são muitas vezes chamados de “essenciais”. Os circuitos de iluminação devem ser separados dos circuitos de tomadas. Em unidades residenciais, hotéis, motéis ou similares são permitidos pontos de iluminação e tomadas em um mesmo circuito, exceto nas cozinhas, copas e áreas de serviços, que devem constituir um ou mais circuitos independentes. Devem ser observadas as seguintes restrições em unidades residenciais, hotéis, motéis ou similares:

a) Circuitos independentes devem ser previstos para os aparelhos

de potência igual ou superior a 1500VA (como aquecedores de água, fogões e

fornos elétricos, máquinas de lavar, aparelhos de aquecimento etc.) ou para aparelhos de ar-condicionado, sendo permitida a alimentação de mais de um aparelho do mesmo tipo através de um só circuito;

b) As proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento

de ar de uma residência podem ser agrupadas no quadro de distribuição elétrica geral ou num quadro separado;

c) Quando um mesmo alimentador abastece vários aparelhos

individuais de ar-condicionado, deve haver uma proteção para o alimentador geral e uma proteção junto a cada aparelho, caso este não possua proteção interna própria. Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro. Em lojas, residências e escritórios, os circuitos de distribuição devem obedecer às seguintes mínimas:

- Residências: um circuito para cada 60m² ou fração;

- Lojas e escritórios: um circuito para cada 50m² ou fração.

Texto extraído de CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 15 ed. Rio de Janeiro: LTC Editora. 2000. 500p. ISBN 8521612990.

4.2. Iluminação

A norma brasileira NBR-5410 estabelece as condições mínimas necessárias que devem ser adotadas para a quantificação, localização e determinação das potências dos pontos de iluminação e tomadas em habitações (casas, apartamentos, acomodações de hotéis e motéis, flats apart-hoteis, casas de repouso alojamentos ou similares).

Condições para estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz:

Prever pelo menos um ponto de luz fixo no teto para cada cômodo ou dependência, comandado por interruptor de parede;

Em hotéis, motéis ou similares pode-se substituir o ponto de luz no teto por tomada de corrente com potência mínima de 100 VA, comandada por interruptor de parede;

Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto na parede em espaços sob escada, depósitos, despensas, lavabos e varandas, desde que de pequenas dimensões e onde a colocação do ponto no teto seja de difícil execução ou não conveniente.

Condições para estabelecer a potência mínima de iluminação:

Para recintos com área igual ou inferior a 6m²: atribuir um mínimo de 100 VA;

Para recintos com área superior a 6m²: atribuir um mínimo de 100 VA para os primeiros 6m², acrescidos de 60 VA para cada aumento de 4m² inteiros.

Notas:

A NBR-5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em residências. A definição cabe ao projetista e ao cliente;

Os critérios mínimos citados podem ser utilizados em alternativa aos requisitos estabelecidos na Norma ABNT-5413 (Iluminância de Interiores: Procedimento).

Iluminância – Lux (lx)

É uma grandeza que determina a quantidade de iluminância necessária para cada lugar especifico. É dada pela fórmula:

Lx = lm m²
Lx = lm

Onde: lm – lúmen

Iluminância em Lux, por Tipo de Atividades (Valores Médios em Serviço), veja tabela no anexo 1, página 15.

4.4.Tomadas

Condições para estabelecer a quantidade mínima de Tomadas de Uso Geral (TUG’s):

Tomadas de uso geral são as dedicadas à ligação de aparelhos portáteis de iluminação e de eletrodomésticos, tais como: televisores, equipamentos de som, enceradeiras, ventiladores, aspiradores de pó, ferro de passar roupa, geladeiras, liquidificadores, etc.

Em salas e dormitórios: um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, espaçados tão uniformemente quanto possível;

Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos: uma tomada para cada 3,5 m, ou fração de perímetro,

independente da área, sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente;

Banheiros: no mínimo uma tomada perto do lavatório, com uma distância mínima de 60 cm do Box, independente da área;

Subsolos, varandas, garagens ou sótãos: no mínimo uma tomada, independente da área;

Em cada um dos demais cômodos e dependências prever no mínimo:

Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for inferior ou igual a 2,25m² (esse ponto pode ser posicionado extremamente, a até 0,80m da porta de acesso);

Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25m² e igual ou inferior a 6m²;

Um ponto de tomada para cada 5m, ou fração de perímetro, se a área do cômodo ou dependência for superior a 6m².

Condições para estabelecer a potência mínima de Tomadas de Uso Geral:

Banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais semelhantes: atribuir 600 VA por tomada, para as três primeiras tomadas, e 100 VA para cada uma das excedentes, considerando cada um dos ambientes separadamente;

Demais cômodos ou dependências: atribuir 100 VA por tomada.

Condições para estabelecer a quantidade de Tomadas de Uso Especifico (TUE’s):

Tomadas de Uso Especifico são aquelas destinadas à ligação de equipamentos fixos ou estacionários, como, por exemplo, chuveiros elétricos, torneiras elétricas, aparelhos de ar condicionado, secadoras e lavadoras de roupa, forno de microondas etc.

A quantidade de tomadas de uso especifico (TUE’s) é estabelecida de acordo com o numero de aparelhos de utilização. Os pontos de TUE’s devem ser localizadas no máximo a 1,5 m do ponto previsto para a localização do equipamento.

Condições para (TUE’s):

estabelecer a

potência

de

Tomadas

de

Uso

Específico

Atribuir, para cada TUE, a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

Potências Típicas de Aparelhos Eletrodomésticos:

Ver anexo 2 página 18;

Quantificação do sistema

Levantamento da previsão de cargas (quantidade e potência nominal dos pontos de utilização – tomada, iluminação, elevadores, bombas, ar- condicionado, etc).

5. Analise das Instalações

5.1 Sala de Estar

Na sala de estar encontra-se instalado um interruptor (10 A e 250 V) com três teclas, acionando 3 luminárias 2 X 40 W com 3 metros de altura em relação ao solo cada uma. Esse interruptor tem altura em relação ao piso de 1,20 m. Esta sala possui área de 21,90m², portanto a iluminação prevista para cada 6m² 100 VA e para cada 4m² excedentes + 60 VA, portanto:

21,9 – 6 = 15,9 15,9 / 4= 3,97 3 x 60 =180 180 +
21,9 – 6 = 15,9
15,9 / 4= 3,97
3 x 60 =180
180 + 100 =
280 VA

O interruptor está ilustrado na figura a seguir.

4= 3,97 3 x 60 =180 180 + 100 = 280 VA O interruptor está ilustrado

Figura 1- Interruptor sala

As tomadas são de 15 A e 250 V, onde as mesmas, três tomadas possuem altura de 40 cm do chão estando fora da norma que estabelece que a altura adequada seria de 30 cm. Com relação às tomadas, o projeto de execução determina a utilização de no mínimo de quatro tomadas, pois a cada cinco metros deveria ter uma, mas na residência não precisou por os móveis serem sob medida.

5.2 Cozinha

Na cozinha encontra-se instalado um interruptor (10 A e 250 V) com uma tecla, acionando uma luminária 2 X 40 W com 3 metros de altura do solo. Esse interruptor tem altura em relação ao piso pronto de 1,30 m. A cozinha possui área de 15,2 m², portanto a iluminação adequada seria, de acordo com a norma NBR 5413, a seguinte:

15,2 – 6 = 9,2 9,2 / 4= 2,3 2 x 60 =120 120 +
15,2 – 6 = 9,2
9,2 / 4= 2,3
2 x 60 =120
120 + 100 =
220 VA
– 6 = 9,2 9,2 / 4= 2,3 2 x 60 =120 120 + 100 =

Figura 2- Luminária cozinha

O cômodo possui cinco tomadas onde uma é de uso especifico (4000VA para torneira elétrica) e as outras quatro são de uso geral (15 A 250 V), sendo a altura da das TUGs (Tomadas de Uso Geral) uma está a uma altura de 0,45m e as demais 1,30 m em relação ao piso e a TUE (Tomadas de Uso Específico) é de 1,30 do piso.

5.3 Área de serviço

Na área de serviço encontra-se instalado um interruptor (10 A e 250 V) com uma tecla, acionando uma luminária 2 X 40 W com 3 metros de altura do solo. Esse interruptor tem altura em relação ao piso pronto de 1,30 m. Este cômodo possui área de 10,46 m², portanto:

10,46 – 6 = 4,46 4,46 / 4= 1,1 1 x 60 = 60 60
10,46 – 6 = 4,46
4,46 / 4= 1,1
1 x 60 = 60
60 + 100 =
160 VA
– 6 = 4,46 4,46 / 4= 1,1 1 x 60 = 60 60 + 100

Figura 3- interruptor área de serviço

A cada 3,5 m ou fração de perímetro deve-se ter uma tomada de uso geral, onde as primeiras 3 tomadas devem ter um valor de 600 VA e as demais 100 VA.

As quatro tomadas (15 A e 250 V), onde as mesmas estão todas há 1,30 m em relação ao chão e a potência prevista é de 600 VA para as 3 primeiras e 100 VA para as excedentes e o perímetro possui aproximadamente 13 m (13 / 3,5 = 3,71, onde se arredonda o valor sempre para cima, então, o valor correto de TUGs é de 4 TUGs).

5.4 Banheiro Social

No banheiro social encontra-se instalado um interruptor (10 A e 250 V) com uma tecla, acionando uma luminária fluorescente 60 VA com 3 metros de altura do solo. Esse interruptor tem altura em relação ao piso de 1,30 m. Este cômodo possui área de 3,21m². A cada 3,5 m ou fração de perímetro deve-se ter uma tomada de uso geral. As duas tomadas são de 15 A e 250 V, onde as mesmas estão todas à uma altura de 1,30 m em relação ao chão e o cômodo possui perímetro de aproximadamente 7 m. Com relação às tomadas, o projeto de execução determina a utilização de no mínimo de 2 tomadas, pois a cada 3,5 m deveria haver uma tomada de uso geral (7 / 3,5 = 2 TUGs, com potência prevista de 600 VA para cada uma).

5.5 Suíte

Na suíte encontra-se instalados dois interruptores (10 A e 250 V) com uma tecla cada, acionando uma luminária fluorescente de 25 W, com 2,50 metros de altura do solo. Esses interruptores têm altura em relação ao piso pronto de 1,25 m. Este cômodo possui área de 20,33 m², portanto a iluminação deve ser

de:

20,33 – 6 = 14,33 14,33 / 4= 3,5 3 x 60 = 180

180 + 100 =

280 VA
280 VA

O cômodo possui 2 tomadas (15 A e 250 V), sendo que deveria ter uma a cada 5 m ou fração de perímetro contendo uma tomada de uso geral, com relação às tomadas, o projeto de execução determina a utilização de no mínimo 4 tomadas, pois, o perímetro é aproximadamente de 20 m (20 / 5 = 4 TUGs, não estando de acordo com o que prevê a ABNT NBR 5410 que prevê no mínimo 4 TUGs).

5.6 Banheiro Suíte

No banheiro da suíte encontra-se instalados um interruptor (10 A e 250 V) com uma tecla, acionando uma luminária fluorescente de 25 W(com 3 metros de altura do solo). Esse interruptor tem altura em relação ao piso pronto de 1,20 m. Este cômodo possui área de 3,29 m². O cômodo possui 3 tomadas (1 TUE de 6000W e 2 TUGs) as 2 TUGs (15 A e 250 V) tem potência prevista de 600 VA, ou seja 600VA para as 3 primeiras e 100 VA para as subseqüentes). Com relação às tomadas, o projeto de execução determina a utilização de no mínimo duas TUGs, com perímetro aproximado de 7 metros, sendo que deveria ter uma a cada 3,5 m ou fração de perímetro contendo uma tomada de uso geral, portanto 7 / 3,5 = 2 TUGs, este cômodo está de acordo com a norma ABNT NBR 5410.

7 / 3,5 = 2 TUGs, este cômodo está de acordo com a norma ABNT NBR

Figura 4- Tomada interruptor banheiro

5.7

Dormitório

No dormitório encontra-se instalados dois interruptores (10 A e 250 V) com uma tecla, acionando uma luminária fluorescente de 25 W(com 3 metros de altura do solo). Estes interruptores têm altura em relação ao piso pronto de 1,20 m.

Este cômodo possui área de 13,58 m², portanto:

13,58 – 6 = 7,58 7,58 / 4= 1,8 1 x 60 = 60 60
13,58 – 6 = 7,58
7,58 / 4= 1,8
1 x 60 = 60
60 + 100 =
160 VA

O cômodo possui 2 tomadas de uso geral, sendo que a NBR 5410 estabelece que deveria haver uma a cada 5 m. Com relação às tomadas, o projeto de execução determina a utilização de no mínimo três TUGs, com perímetro aproximado de 15 metros (15 / 5 = 3, portanto deveria haver pelo menos 3 tomadas de uso geral, pois em quartos, dormitórios, deve se haver 1 tomada a cada 5 m de perímetro ou fração).

5.8 Garagem

Na garagem encontra-se instalados dois interruptores, sendo um de duas teclas e outro de uma tecla (10 A e 250 V), acionando três luminárias fluorescentes de 2X40 W com 3 metros de altura do solo. Estes interruptores têm altura em relação ao piso pronto de 1,20 m, este cômodo possui área de 34,46 m², portanto os cálculos s

34,46 – 6 = 28,46 28,46 / 4= 7,1 7 x 60 = 420

420 + 100 =

520 VA
520 VA

O cômodo possui 7 tomadas de uso geral, sendo que a NBR 5410 estabelece que deva haver uma a cada 5 m de perímetro ou fração. Com relação às tomadas, o projeto de execução determina a utilização de no mínimo cinco TUGs, porém o mesmo está em conformidade com a NBR 5410, e possui perímetro aproximado de 25 metros (25 / 5 = 5 TUGs, e a potência das mesmas deve ser previsto 100 VA para cada TUG).

5.9 Quadro de cargas da residência

Descrição do

Tomadas (VA)

Lâmpadas (W)

Carga

Disjuntor

Condutor

Fases

Circuito

100

4000

6000

60

100

A

VA

A

mm²

R/S

01 Chuveiro

-

- 1

   

- -

27,27

6000

32

6

R

02 Chuveiro

-

- 1

   

- -

27,27

6000

32

6

S

03 Cozinha

4

1 -

   

- 1

20,45

4500

26

2,5

R

04 Suíte

4

- -

   

1 -

2,09

460

6

2,5

S

05 Dormitório

2

- -

   

1 -

1,18

260

6

2,5

S

06 Garagem

7

- -

   

1 2

4,36

960

10

2,5

S

07 Sala de Estar

3

- -

   

1 2

2,54

560

6

2,5

R

08 Área de

                   

Serviço

6

- -

1 1

3,45

760

10

2,5

R

Total

26

 

1 2

300

600

88,63

19500

2P 50

10

R/S

 

15

6. ANEXOS

Anexo 1

Iluminância em Lux para cada atividade

 

Atividades

Baixa

Média

Alta

 

Atividades

 

Baixa

Média

Alta

(a)

Auditórios

e

     

-

Esportes (salão para):

     

anfiteatros:

150

200

300

-

Tribuna

300

500

700

         

-

Platéia

100

150

200

(f)

Ginástica:

       

-

Salas

de

     

-

Futebol

de

     

espera

100

150

750

salão

150

200

300

-

Bilheterias

     

-

Locais

     

150

300

750

recreativos

 

100

150

200

         

-

Piscinas

       

(iluminação

geral)

100

150

200

(b)

Bancos:

     

-

Pugilismo

       

(ringue)

100

150

200

-

Atendimento

               

ao público

300

500

750

-

Contabilidade

300

500

750

(g)

Garagens:

       

-

Recepção

100

150

200

-

Oficinas

 

750

1000

1500

-

Guinches

300

500

750

-

Bancadas

 

300

500

750

-

Arquivos

200

300

500

-

Estacionamento

100

150

200

(c)

Bibliotecas:

     

(h)

Hospitais:

       

-

Sala

de

               

leitura

300

500

750

-

Pronto-socorro

300

500

750

-

Estantes

       

Sala

de

     

operação

200

300

500

-

(geral)300

300

500

750

-

Fichário

200

300

500

-

Dentista (geral)

150

200

300

           

Sala

de

parto

     

-

(geral)

150

200

300

(d)

Escolas:

     

-

Berçário

 

75

100

150

-

Sala de aula

200

300

500

         
 

Quadros-

       

Hotéis

e

     

-

negros

300

500

750

(i)

restaurantes:

 

Trabalhos

               

-

manuais

200

300

500

-

Geral

100

150

200

 

Salas

de

               

-

desenho

100

150

200

-

Cozinha (geral)

150

200

300

 

Salas

de

               

educação

-

física

100

150

200

-

Quartos (geral)

100

150

200

 

Salão

de

               

-

conferência

100

150

200

-

Restaurantes

100

150

200

(e)

Escritórios:

     

(j)

Residências:

     
 

Registros,

               

cartografia

-

etc.

750

1000

1500

-

Geral

100

150

200

 

Desenho

de

               

engenharia

e

Cozinhas

-

arquitetura

750

1000

1500

-

(fogão, pia)

200

300

500

         

-

Banheiro (geral)

100

150

200

Tabela retirada da ABNT NBR 5413 e CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 15 ed. Rio de Janeiro: LTC Editora. 2000. 500p. ISBN 8521612990.

Anexo 2

Potências Típicas de Aparelhos Eletrodomésticos:

Aparelho

Potência(W)

Aparelho

Potência (W)

Aquec. de água até 100 litros

1500

Congelador (freezer)

300

a 500

Aquec. de água 100-150 litros

2500

Exaustor doméstico

300

Aquec. de água 200-400 litros

4000

Ferro de passar roupa

500

a 1000

Aquec. de água passagem

6000

Fogão residencial

4000 a 12000

Aspirador de pó

250 a 800

Forno de microondas

700

a 1500

Batedeira de bolo

70 a 300

Geladeira doméstica

150

a 400

Cafeteira

600 a 1200

Lavadora de pratos

1200

a 2000

 

3000 a

Chuveiro

6000

Lavadora de roupas

500

a 1000

Condic. de ar 2500 kcal/h

1400

Liquidificador

100

a 250

Condic. de ar 3000 kcal/h

1600

Microcomp/Impressora

100

a 250

Condic. de ar 4500 kcal/h

2600

Secadora de roupa

3500

a 6000

Condic. de ar 5250 kcal/h

2800

Televisor

70 a 300

Condic. de ar 7500 kcal/h

3600

Torneira elétrica

2500

a 3700

Tabela retirada da ABNT NBR 5410.

7. CONCLUSÃO

O objetivo deste relatório foi analisar as instalações elétricas da residência com a intenção de ajudar uma família, que ali reside a adequar as instalações elétricas ali presentes de acordo com as normas e para sua segurança e proteção conta os mais diversos riscos que antes elas poderiam estar correndo. O trabalho trás alguns argumentos referentes à iluminância e as normas dos condutores, potência prevista para tomadas e iluminação e bem como a análise das instalações elétricas do imóvel.

A norma em diversos momentos não foi cumprida, principalmente em

relação à altura de tomadas. A quantidade de pontos de utilização de energia também fugiu da norma, principalmente em relação a cômodos, como a sala, suíte e dormitório. Mas os dimensionamentos dos circuitos estão de acordo com a norma e o quadro de cargas está de acordo com o que prevê a norma estando bem distribuído de forma igualitária entre as fases R e S.

O grupo concluiu que a residência possui vários erros nas instalações

onde o erro mais plausível deste imóvel é em algumas tomadas mal distribuídas ou posicionadas e na iluminação.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Instalações elétricas de baixa tensão: NBR 5410. Rio de Janeiro, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Iluminação de interiores:

NBR 5413. Rio de janeiro, 1992.

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. 15 ed. Rio de Janeiro: LTC Editora. 2000. 500p. ISBN 8521612990.

GLOSSÁRIO

Neste item, são descritas algumas definições essenciais ao entendimento do que será apresentado aqui, que foram obtidas na referência. Carga ou Potência Instalada

É a soma de todas as potências nominais de todos os aparelhos elétricos

pertencentes a uma instalação ou sistema. Demanda

É a potência elétrica realmente absorvida em um determinado instante por

um aparelho ou por um sistema. Circuito elétrico Equipamentos e condutores ligados a um mesmo dispositivo de proteção. Dispositivo de proteção Dispositivo elétrico que atua automaticamente quando o circuito elétrico ao qual está conectado é submetido a condições anormais: alta temperatura, curto- circuito. Quadro de distribuição Componente fundamental da instalação elétrica, pois recebe o Ramal de Alimentação que vem do centro de medição, contém os dispositivos de proteção e distribui os circuitos terminais para as cargas. Circuitos terminais Alimentam diretamente os equipamentos de utilização (lâmpadas, motores, aparelhos elétricos) e ou TUGs e TUEs os circuitos terminais partem dos quadros terminais ou dos quadros de distribuição (alimentadores). TUGs

Denominação genérica de Tomadas de Uso geral, geralmente de 100VA e 600 VA, aplicadas em qualquer circuito que não seja de elevada potência. TUEs

Denominação genérica de Tomadas de Uso Específico, aplicadas em circuitos que seja necessário uma elevada potência, com contatos resistentes, utilizados em chuveiros, ar-condicionado etc. QFs

Denominação genérica de Quadro de Força.