Interpretação da lei processual

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Conceito:

Interpretar: texto é diferente de norma, a norma é aquilo que se extraí do texto, e nessa extração (exegese) o interprete deve extrair do texto o que necessáriamente o legislador quis transmitir, entretanto, uma simples leitura as vezes não é suficiente. Assim, a interpretação da lei processual é um complexo de métodos para a extração do sentido da lei.
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Processo de Interpretação:

a) Quanto aos sujeitos:
1) Legislativa. Na figura do legislador que é um dos atores na interpretação da lei, assim, ele mesmo pode interpretar a lei, pelo meio onde alguns conceitos são dados pela própria legislação (exemplo: conceito de sentença ± ato do juiz que põe fim ao processo / alterada em 2005 com a criação do processo sincredito que substitui o processo de conhecimento). Hoje, CPC. Art. 162 §1º Sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 desta Lei.60 Ou seja, com a definição anterior uma simples leitura nos informava do que vinha a ser sentença, com a alteração, uma maior interpretação se faz necessária. 2) Judicial. Pela figura do juiz, que irá interpretar a lei e aplicá-la no caso concreto mediante processo, evidentemente para que seja realizada essa aplicação deve interpretá-la, e verificando se existe um subsunção da norma ao caso concreto. Quandos as decisões que interpretam a lei passam a ser repetitivas, passam a ser chamadas jurisprudências. Assim a jurisprudência é a interpretação de tribunais acerca da lei. Quando essas decisões repetitivas provem dos tribunais de última instância, o STJ (discute materia infraconstitucional, ou seja, ofensa a lei federal) e o STF( é o guardião da Constituição Federal) é editada uma súmula podendo ser vinculante no caso do STF , ou seja, aplicadas aos tribunais de primeira instância. 3) Doutrinária. Realizada pelos estudiosos do Direito que vão retirar do texto legal a sua interpretação e fazer com que as pessoas indentifiquem-se ou não com está interpretação, assim, surge as visões marjoritárias e minoritárias.

b) Quanto aos meios:
1) Gramatical. É a interpretação literal, ou seja, tirar de cada vocábulo da lei o que quis dizer o legislador. 2) Lógica. Modalidade de interpretação quanto aos meios, que visa fixar o conteúdo da lei. Focaliza vários aspectos, como o elemento histórico (estudo do Direito vigente à época do nascimento da norma e os trabalhos legislativos preparatórios para a sua elaboração); elemento sistemático (coordena a lei interpretada com o ordenamento jurídico, a fim de revelar a função que exerce no Direito); elemento sociológico (coordena a lei com os valores sociais, tornando-a sensível ao significado das relações jurídicas).

Princípios gerais do Direito. Todos os princípios. 4º da LICC e art. y y y Analogia. que somente irá se aplicar as pessoas a que essa lei se destina 5) Histórica. ou seja. Direito Consuetudinário. 1225 do C. 126 CPC. quando se faz necessário extender a aplicabilidade da lei. ainda que se tenha que a lei deve ser para todos. a norma em relação a todo o sistema que a mesma compõe. 425 do C. A lei também deve ser interpretada de acordo com o momento de sua edição c) Quanto aos resultados: 1) Restritiva. É o inverso ao restritivo. Resultado restritivo é aquele onde o legislador diz mais do que é necessário ser dito. Art. é necessário restringir a aplicação da lei. não sendo necessário nem a interpretação restritiva ou a extensiva. A lei deve ser interpretada de acordo com os fins com que ela foi editada. que podem suprir as lacunas. para o direito civil são somente aqueles os direitos reais. No julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais. Integração do Direito Processual (Art. 2) Extensiva. Toda norma surge dentro de um ordenamento jurídico. É a interpretação de exatamente aquilo que a lei quis dizer. Art. um sistema de leis. ou seja. 4) Teleológica. é a aplicação de uma lei que trate de assunto semelhante a um caso expecífico que não possui lei propria Costumes. assim. e dentro do ordenamento é possivel uma interpretação sistemática. e art.3) Sistemática. que elenca os direitos reais. são norma de eficácia direta e não normas integradoras . 126 do CPC) O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. aos costumes e aos princípios gerais de direito. Ex: art. não as havendo. 3) Declarativa.C. baseado nos costumes. recorrerá à analogia. para quem ela foi editada. são leis como o Estatuto do idoso. ou seja.C. 813 do CPC.

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