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ESTÁGIO SETORIAL DE PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO 2022

Disciplina: Patrimônio Imobiliário


UD III: Finalidade Complementar e Formas de Utilização
Instrutor: Maj Eneas
Monitor: 1º Sgt Eng Albuquerque
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE CONSTRUÇÃO
DIRETORIA DE PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO E MEIO AMBIENTE
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a. Apresentar as Características dos imóveis para Utilização em finalidade complementar.

b. Apresentar as Condições de disponibilidade dos imóveis para Utilização em finalidade


complementar.

c. Apresentar as competências.
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1. INTRODUÇÃO

a. Finalidade Militar x Finalidade Complementar

2. DESENVOLVIMENTO

a. Disponibilidade dos imóveis para Utilização em finalidade complementar

b. Condições de disponibilidade dos imóveis para Utilização em finalidade complementar

c. Características dos imóveis para Utilização em finalidade complementar

d. Competências

3. CONCLUSÃO
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FINALIDADE MILITAR x FINALIDADE COMPLEMENTAR


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Quando o patrimônio imobiliário da União é utilizado pelo próprio Estado, este tem a função
de administrar o patrimônio da União, disciplinando o seu uso, a fim de assegurar a
conservação e manutenção destes bens, garantindo que cada imóvel da União cumpra sua
função socioambiental em harmonia com a função arrecadadora, em apoio aos programas
estratégicos para a Nação.

Os imóveis da União destinados às Forças Armadas e, em especial, ao Exército


Brasileiro têm uma série de regramentos jurídicos próprios, que passam desde o registro dos
documentos de cadastro, até as formas de uso e eventual incorporação e desincorporação de
patrimônio imobiliário à Força.
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Visando respeitar estas observações formuladas pela SPU e


estabelecer normas para a utilização do patrimônio imobiliário da
União, o Exército publicou em 2020, a Portaria – C Ex Nº 1.041, de 13
de outubro de 2020, que Aprova as Instruções Gerais para a
Utilização do Patrimônio Imobiliário da União Administrado pelo
Comando do Exército (EB10-IG-04.004), 2ª Edição, 2020, alterada pela
Portaria – C Ex Nº 1.690, de 22 de fevereiro de 2022 e a Portaria –
DEC/C Ex nº 200, de 3 de dezembro de 2020, que aprova as
Instruções Reguladoras para a Utilização do Patrimônio Imobiliário da
União Administrado pelo Comando do Exército (EB50-IR-04.003),
alterada pela Portaria – DEC/C Ex Nº 046, de 31 de março de 2022.
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O gestor do patrimônio imobiliário da União deve fazer um diagnóstico


da situação em que se encontram os bens imóveis sob a
responsabilidade e/ou controle de determinado Órgão Gestor,
identificando os problemas e apontando as soluções.
No EB, a competência da gestão do patrimônio da União é do
Comandante da Força, e subdelegada aos Comandantes, Diretores ou
Chefes das Organizações Militares.
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Uso em Finalidade Militar


- Organização Militar (OM);
- Campo de Instrução;
- Residência Militar;
- Preservação Histórica, cultural;
- Edificações de natureza social, cultural, religiosa...
motivada a prestar assistência à tropa.

Uso em Finalidade Complementar


- Locação;
- Arrendamento;
- Cessão de Uso p Atividade de Apoio;
- Permissão de Uso;
- CDRUR – Concessão de Direito Real de Uso Resolúvel
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Art. 3º Os bens imóveis da União, sob a administração do Comando do Exército, destinam-se à utilização em finalidade militar pelo Exército,
precipuamente, ou em finalidade complementar.

Mas quais são os empreendimentos considerados em FINALIDADE MILITAR?

• Edificação e Instalação de Organização Militar (OM);

• Utilização como área ou campo de instrução, atracadouro ou porto e campo de pouso;

• Utilização como residência (Próprio Nacional Residencial – PNR) do militar em atividade na


Força;

• Preservação histórica, cultural ou ambiental;

• Edificação de instalações de natureza social, cultural, desportiva, recreativa e religiosa,


motivada pela necessidade de assistência à tropa, administrada diretamente pelo Comando do
Exército.
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Também pode ocorrer a utilização privativa, que são os regimes de cessão de uso, onde o
Estado transfere a utilização do imóvel ou parcela deste para terceiros (pessoas físicas ou
jurídicas), desde que a utilização em questão satisfaça ao interesse público.

No Exército, a utilização privativa é chamada de Utilização em Finalidade


Complementar. A transferência, desativação, ou transformação de uma OM podem determinar
que um imóvel, ou parte deste, fique temporariamente sem uso, caracterizando a situação de
"disponibilidade temporária”, que , em princípio, deverá ser aplicada ao imóvel como um todo,
permitindo, então, a sua utilização em finalidade complementar.
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Os bens imóveis não utilizados nas finalidades militares, poderão ser utilizados em apoio às demais forças
singulares, forças auxiliares, órgãos da administração pública federal direta e indireta, dos estados municípios
e suas entidades delegadas e entidades civis de reconhecido interesse militar, desde que haja consentimento
do Comandante do Exército (Cmt Ex).

Objetivos da utilização dos imóveis da União em finalidade complementar:


• Apoiar as demais forças singulares, forças auxiliares, órgãos públicos e entidades civis de
reconhecido interesse militar;

• Prestar serviços, cuja exploração não recomende o empenho de efetivo militar; e

• Otimizar o emprego do patrimônio imobiliário para gerar receitas financeiras que serão
revertidas em benefício da Força.
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Das Características dos Imóveis para Utilização em
finalidade complementar
(EB50-IR-04.003) - Art. 9 º Devem ser preservadas ou obtidas no imóvel sob administração do Comando do Exército as
seguintes características:
I – possuir limites nítidos, facilmente identificáveis, inquestionáveis e que favoreçam as ações de segurança, evitando-se,
sempre que possível, confinar diretamente com outros imóveis, sejam públicos ou privados;
II – ser livre de servidões de qualquer natureza ou magnitude, na parcela de área a ser objeto da utilização em finalidade
complementar;
III – conservar, sempre que possível ou necessário, nas áreas destinadas à instrução e ao adestramento, aspectos
naturais como solo, revelo, cobertura vegetal, leito e margens de cursos de água, considerando-se a finalidade específica
de cada imóvel; e
IV – ser compatível em dimensões e outras particularidades com a destinação que lhe será atribuída, devendo-se evitar
cessões sucessivas que, embora sejam diminutas quando consideradas isoladamente, o tornarão inadequado no futuro.
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Das Condições dos Imóveis para Utilização em
finalidade complementar

(EB50-IR-04.003) - Art. 10. São condições para utilização de imóvel em finalidade complementar:
I – estar regularizado quanto à efetividade da posse, ao Título de Transferência (TT), ao Título de
Propriedade (TP) e ao Termo de Entrega e Recebimento (TER);
II – inexistirem processos judiciais ou administrativos sobre a área proposta do imóvel a ser cedida;
III – estar desocupado; e
IV – inexistir previsão de utilização futura; e
V – inexistirem ônus reais.
Parágrafo único. Excepcionalmente, poderá ser aceito o TER Provisório ou a Ficha Cadastro do Imóvel
emitida pelo Sistema de Gerenciamento dos Imóveis de Uso especial da União (SPIUnet).
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Das Competências para Utilização em finalidade
complementar
LOCAÇÃO
Art. 12 - A competência para autorizar o início do processo de locação é do comandante do Gpt E, sendo que todas a
providências necessárias à concretização do contrato, inclusive negociações, será de encargo do comandante, chefe ou
diretor da OM, que tem o imóvel sob sua responsabilidade, porém a representação da União nos atos de formalização
do contrato competirá à Superintendência do Patrimônio da União (SPU) na Unidade da Federação (UF) em que estiver
localizado o imóvel ou à autoridade por ela delegada.
ARRENDAMENTO
Art. 20 - A competência para autorizar o início do processo de arrendamento, analisar e aprovar as propostas com
contrapartida financeira é do Cmt do Gpt E, sendo que todas as providências necessárias a concretização do contrato,
inclusive negociações, serão de encardo do comandante, chefe ou diretor da OM, que tem o imóvel sob sua
responsabilidade, porém a representação da União nos atos de formalização do contrato competirá ao Cmt Gpt E.
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Das Competências para Utilização em finalidade
complementar
CESSÃO DE USO PARA O EXERCÍCIO DE ATIVIDADES DE APOIO
Art. 28 - A competência para autorizar o início do processo de cessão de uso para exercício de atividades de apoio, é do
comandante do Gpt E, sendo que todas as providências necessárias à concretização do contrato, inclusive negociações e
celebração, serão de encargo do comandante, Chefe ou diretor da OM, que tem o imóvel sob sua responsabilidade.

PERMISSÃO DE USO
Art. 33 - A Permissão de uso é a forma pela qual o Comando do Exército consente na realização de eventos de curta
duração, de natureza recreativa, esportiva, cultural, religiosa ou educacional em imóvel ou benfeitoria sob sua
administração, a título gratuito ou oneroso, a critério do comandante, chefe ou diretor de OM.
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Das Competências para Utilização em finalidade
complementar
CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO RESOLÚVEL – (CDRUR)
Art. 42 - A competência para autorizar o início do processo de concessão é do comandante do Gpt E, sendo que todas as
providências necessárias à concretização do contrato serão de encargo do comandante, chefe ou diretor da OM, que
tem o imóvel sob sua responsabilidade, porém a representação da União nos atos de formalização do contrato
competirá ao Cmt Ex, ou outra autoridade por ele delegada.
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Saiba mais sobre o assunto...


Você encontrará, no Ambiente Virtual a Portaria – C Ex Nº 1.041, de 13 de outubro de 2020, que Aprova
as Instruções Gerais para a Utilização do Patrimônio Imobiliário da União Administrado pelo Comando do
Exército (EB10-IG-04.004), 2ª Edição, alterada pela Portaria – C Ex Nº 1.690, de 22 de fevereiro de 2022 e
a Portaria – DEC/C Ex Nº 200, de 3 dezembro de 2020, que Aprova as Instruções Reguladoras para a
Utilização do Patrimônio Imobiliário da União Administrado pelo Comando do Exército (EB10-IR-04.003),
alterada pela Portaria – DEC/C Ex nº 046, de 31 de março de 2022, todas regulam a Utilização do
Patrimônio da União Administrado pelo Comando do Exército.
Para saber mais sobre a delegação de competências, consulte a Portaria n° 1.700-Cmt Ex, 8 DEZ 17, suas
alterações Portaria – C Ex Nº 1.696, de 2 de março de 2022 e Portaria – C Ex Nº 1.723, de 13 de abril de
2022, também disponível no AVPIMA.
WWW.DPIMA.EB.MIL.BR

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