UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS

LINHAS DE CRÉDITO RURAL.

EVENICE ALVES. GRAZIELA ANDRADE. JAMILLE RAMOS. MARTA AQUINO.

ILHÉUS-BA JULHO-2011

Trabalho para 131). a apresentado aprovação ao da professor disciplina (CAC Aderbal Souza. como requisito parcial Contabilidade agro-industrial ILHÉUS-BA JULHO-2011 .UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS LINHAS DE CRÉDITO RURAL.

Desenvolver atividades florestais e pesqueiras. sob as diretrizes da política creditícia formulada pelo Conselho Monetário Nacional. além de representar. Fortalecer o setor rural. visando ao aumento de produtividade. Manual de Crédito Rural (MCR): O Manual de Crédito Rural é o documento que consolida os diversos normativos que regulamentam o crédito rural no Brasil. Tal crédito possui os seguintes objetivos: • • Estimular os investimentos rurais efetuados pelos produtores ou por suas cooperativas. o crédito rural se reveste de importância social e econômica. exercendo relevante papel na implementação de políticas agrícolas voltadas às necessidades básicas dos cidadãos. • • . devendo sua utilização obedecer a cronograma de aquisições e serviços. Incentivar a introdução de métodos racionais no sistema de produção. Favorecer o oportuno e adequado custeio da produção e a comercialização de produtos agropecuários.Crédito Rural: Considera-se crédito rural o suprimento de recursos financeiros. relevante função no equilíbrio e superávit da balança comercial. à melhoria do padrão de vida das populações rurais e à adequada utilização dos recursos naturais. de acordo com as necessidades do empreendimento. em consonância com a política de desenvolvimento agropecuário para aplicação exclusiva nas finalidades e condições estabelecidas no Manual de Crédito Rural (MCR). Estimular a geração de renda e o melhor uso da mão-de-obra na agricultura familiar. em dinheiro ou em conta de depósitos. que irá conduzir os financiamentos. O crédito rural pode ser liberado de uma só vez ou em parcelas. Sendo assim. por instituições do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR). a aquisição e regularização de terras pelos pequenos produtores. atualmente. posseiros e arrendatários e trabalhadores rurais. pelo crédito fundiário. • • • Propiciar.

em imóveis rurais. da entressafra de lavouras permanentes ou da extração de produtos vegetais espontâneos ou cultivados. b) pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões. incluindo o beneficiamento primário da produção obtida e seu armazenamento no imóvel rural ou em cooperativa. Investimento em bens ou serviços cujo aproveitamento se estenda por vários ciclos produtivos. e Pessoa física ou jurídica que.O MCR vai estabelecer. se dedique a uma das seguintes atividades: a) pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas. inclusive para a proteção do solo. Esse tipo de crédito poderá ser destinado às seguintes despesas normais: • Do ciclo produtivo de lavouras periódicas. De beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários. dentre elas as seguintes: • • Custeio das despesas normais de cada ciclo produtivo. também. . Cooperativa de produtores rurais. O crédito rural não poderá ser utilizado por qualquer cidadão. • • De exploração pecuária. d) prestação de serviços de inseminação artificial. neste caso o Manual de Crédito Rural estabelece quem será contemplado com essa iniciativa do Governo. Comercialização da produção. quais atividades podem ser financiadas pelo crédito rural. Destacam-se: • • • Produtor rural (pessoa física ou jurídica). mesmo não sendo produtor rural. pecuário e de beneficiamento ou • industrialização. O custeio é subdividido em: custeio agrícola. em imóveis rurais. c) prestação de serviços mecanizados de natureza agropecuária.

exceto em operações de desconto de Nota Promissória Rural ou de Duplicata Rural. Para obtenção de crédito rural existem exigências essências e apresentação de garantias que são livremente acertadas entre financiado e financiador. contratual ou cedular. suficiência e adequação de recursos. Seguro rural ou ao amparo do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária Proteção de preço futuro da commodity agropecuária. f) medição de lavouras. g) atividades florestais. Observância de cronograma de utilização e de reembolso.e) exploração de pesca e aqüicultura. Hipoteca comum ou cedular. Oportunidade. plano ou projeto. Exigências essenciais para concessão de crédito rural: • • Idoneidade do tomador. inclusive por meio de (Proagro). Liberação do crédito diretamente aos agricultores ou por intermédio de suas associações formais ou informais. com fins comerciais. Garantias para obtenção de financiamento rural: • • • • • • • • • • Penhor agrícola. mercantil. . • penhor de direitos. florestal ou cedular. pecuário. Abaixo seguem os tipos de exigências e garantias definidas pelo Manual de Crédito Rural (MCR). Apresentação de orçamento. Observância das recomendações e restrições do zoneamento agroecológico e do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). Fiscalização pelo financiador. Alienação fiduciária. ou organizações cooperativas. Aval ou fiança.

b)os oriundos do Tesouro Nacional. está sujeito aos seguintes limites: a) R$ 600 mil . Como se classificam os recursos do crédito rural:  Controlados: a)os recursos obrigatórios (decorrentes da exigibilidade de depósito à vista). quando aplicados segundo as condições definidas para os recursos obrigatórios. mandioca. pagos pelo Tesouro Nacional). Quais são os limites de financiamento:  Recursos controlados . feijão. não-acumulativo. soja.  Não controlados: todos os demais. frutas ou milho. em cada safra e em todo Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR). c)os subvencionados pela União sob a forma de equalização de encargos (diferença de encargos financeiros entre os custos de captação da instituição financeira e os praticados nas operações de financiamento rural.Crédito de custeio: O montante de crédito de custeio para cada tomador. . sorgo ou trigo.para algodão. ou para lavouras irrigadas de arroz. d)os oriundos da poupança rural.• Outras que o Conselho Monetário Nacional admitir.

Empréstimos do Governo Federal (EGF): O montante de EGF para cada tomador. arroz.para amendoim ou café ou para lavouras não irrigadas de arroz. b) R$ 450 mil . pecuária bovina e bubalina leiteira ou de corte. ou trigo. d) R$ 170 mil . • .para algodão.quando destinados a outras operações de EGF. consideram-se neste limite os valores de financiamentos tomados pelo mutuário na mesma safra com recursos do Funcafé destinados a tratos culturais e colheita. está sujeito aos seguintes limites: a) R$ 600 mil .para amendoim.para cana-de-açúcar. a. Taxas efetivas de juros segundo a origem dos recursos aplicados: • recursos obrigatórios: 6.  Recursos controlados . sorgo. uva ou milho. café. d) R$ 170 mil .b) R$ 450 mil .  Recursos não controlados: São livremente pactuados entre as partes. soja.quando destinado às outras operações de custeio agrícola ou pecuário. sorgo ou trigo. mandioca.75% a. recursos das Operações Oficiais de Crédito: a serem fixadas por ocasião da divulgação da respectiva linha de crédito. não-acumulativo. em cada safra e em todo Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR).Pronaf (ver módulo específico). feijão. e para avicultura e suinocultura exploradas em sistemas que não o de parceria. exceto para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar .. c) R$ 250 mil . soja. feijão. mandioca.para leite. sendo que. para o café. c) R$ 250 mil .

02. crédito de investimento para construções. crédito de custeio pecuário: pelo menos uma vez no curso da operação. pelo menos 10% dos créditos deferidos em cada agência nos últimos 12 meses. A instituição financeira deve obrigatoriamente fiscalizar. Essa amostragem consiste na obrigatoriedade de fiscalizar. em época que seja possível verificar sua correta aplicação. . serviços ou aquisições. a formalização do crédito rural pode ser realizado por meio dos seguintes títulos: • • • • Cédula Rural Pignoratícia (CRP). de 14. • recursos não controlados: livremente pactuadas entre as partes.1967. o • • desenvolvimento das atividades financiadas e a situação das garantias. se houver. De acordo com o Decreto-Lei 167. demais financiamentos: até 60 (sessenta) dias após cada utilização. Esta fiscalização deve ser efetuada nos seguintes momentos: • • • crédito de custeio agrícola: antes da época prevista para colheita. sendo-lhe facultada a realização de fiscalização por amostragem em créditos de até R$ 170 mil. previsto no projeto. Nota de Crédito Rural (NCR). Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária (CRPH). Empréstimo do Governo Federal (EGF): no curso da operação. reformas ou ampliações de benfeitorias: até a conclusão do cronograma de execução. Cabe ao fiscal verificar a correta aplicação dos recursos orçamentários. para comprovar a realização das obras. diretamente.• recursos equalizados pelo Tesouro Nacional (aplicados com a subvenção da União sob a forma de equalização de encargos financeiros): de acordo com o que for definido para cada programa pelo Conselho Monetário Nacional (ver detalhamento dos programas no MCR 13). Cédula Rural Hipotecária (CRH).

203. A Cédula de Crédito Bancário (CCB). O devedor é. Títulos de crédito: São promessas de pagamento sem ou com garantia real cedularmente constituída. O devedor é. nos termos da Lei 10. conforme esclarecimento divulgado na CartaCircular 3. quando efetuadas diretamente por produtores rurais ou por suas cooperativas. extrativa ou pastoril. . também admitido no crédito rural. e nas entregas de bens de produção ou de consumo. dispensando documento à parte. isto é. que a devolverá depois de assiná-la. geralmente.Faculta-se a formalização do crédito rural por meio de contrato.08. de 02. é um instrumento para formalização de crédito de qualquer modalidade. extrativa ou pastoril.2004.931. pessoa jurídica. pelas cooperativas. Nota Promissória Rural: Título de crédito.08. Emitida a duplicata rural pelo vendedor. Embora seja considerada um título civil. no próprio título. utilizado nas vendas a prazo de bens de natureza agrícola. este ficará obrigado a entregá-la ou a remetê-la ao comprador. pessoa física. A garantia pode ser ofertada pelo próprio financiado. de 30. por sujeitar-se à disciplina do direito cambiário. a duplicata rural. no caso de peculiaridades insuscetíveis de adequação aos títulos acima mencionados. geralmente. é evidente sua comercialidade. de produtos da mesma natureza entregues pelos seus cooperados. ou por um terceiro. nos recebimentos. Duplicata Rural: Nas vendas a prazo de quaisquer bens de natureza agrícola. quando efetuadas diretamente por produtores rurais ou por suas cooperativas. feitas pelas cooperativas aos seus associados. como título do crédito.2005. poderá ser utilizada também.

bcb.gov.BIBLIOGRAFIA: Banco Central do Brasil: HTTP://www.br CONSIF: HTTP://www.consif.br .com.

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