AGENDA 21 LOCAL DE XAPURI - CONSTRUINDO O NOSSO CAMINHO EM COMUNIDADE

Prefeitura M unicipal de Xapuri e Fórum Agenda 21
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Xa puri

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Xapuri, Estado do Acre, Brasil Setembro 2006

Parceria e coordenação: Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba - CONDIAC Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social - DED

Apoio: WWF

CONDIAC

Construção da Agenda 21 Local do Município de Xapuri Identificação do Trabalho Elaboração e Execução de Atividades: Prefeitura Municipal de Xapuri: Rua 24 de Janeiro, n° 280 - fone: (0xx68) 3542 – 2409, CEP: 69.930.000 Xapuri - Acre/Brasil e-mail: prefeituradexapuri@yahoo.com.br Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba: Rua Ana de Souza Lira, n° 104 - 1° piso, fone. Fax: (0xx68) 3546 – 41 32. CEP: 69.934.000 Epitaciolândia - Acre/Brasil E-mail: condiac@uol.com.br Serviço Alemão de Cooperação Técnica e social - DED/Brasil: Rua Joaquim Felipe, 101 - Recife/PE. CEP: 50050-340. Fone: (0xx81) 3221 – 0075. E-mail: ded@dedbrasil.org.br brasil.ded.de Revisão de texto: Gislene Salvatierra da Silva – Graduada em Letras e Mestrado em Ciências da Educação Superior Sistemati zação dos dados e redação: Adriano Alex Santos e Rosário – Engenheiro Agrônomo Pavel Jezek – Geólogo

Levantamento das informações: Adriano Alex Santos e Rosário – Engenheiro Agrônomo Pavel Jezek – Geólogo Renato de Souza e Silva Júnior - Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente Carlos Luís da Silva Pereira - Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente Antônio Valcir de Oliveira - Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorest al - SEATER Sebastião de Souza - Secretari a Estadual de Educação - GASB Pastor Raimundo Nonato da S. Costa - Igreja Batista Danilo Araújo de Souza - Secretari a de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente - SEDEMA Vanderl eia Pereira da Silva - Presidente da Associação de Moradores do Bairro Pantanal Nader Sarkis - Diretor da Escola Modelo Rita Maia Adelice dos Santos Lima - Escola Antero Soares de Bezerra Estevão Barbosa de Brito - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri STR Ériton Victor da S. Souza - Escola Modelo Rita Maia João Honorato Cardoso – presidente da ACISA Francisco Ramalho de Souza - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri - STR Wanete Ferreira - Banco da Amazônia - BASA João Batista de Souza – Organização Não Governament al - Xapuri Amazônia Verde

ÍNDICE As colaboradoras e os colaboradores da Agenda Apresent ação 1. Porque uma Agenda? 2. De onde vem a Agenda 21? ...................... 6

......................................................................... 10 ........................................................ 10 ............................................... 12 ................................... 13 ....................... 15

3. O que é e que deve fazer a Agenda 21 Local?

4. Como construímos a Agenda 21 Local em Xapuri? 5. O Retrato atual do Município

............................................................ 22

5.1. Como se caract erizam a População e o Território? .......................... 22 5.2. Como se formou o Município? ...................................................... 25 5.3. Como se desenvolvem as Atividades Econômicas e o Mercado de Trabalho local? ................................................................ 27 5.4 Quais são as características dos Produtores e das Empresas locais? .... 31 5.5 Em que estado estão a Infra-estrutura, o Transporte e a Segurança Pública? .............................................................................. 38 5.6 Como se desenvolvem a Educação, a Cultura e a Religião? .............. 43 5.7 Como funcionam as Associações Sociais? .......................................... 47 5.8 Como está a consideração de gêneros e grupos etários: mulheres, jovens e idosos? ..................................... 48 5.9 Como se encontra o Serviço de Saúde Pública? .................................. 50 5.10 Quais são os desafios da Gestão Ambiental? ..................................... 51 6. Plano Local de Desenvolvimento Sustentável ...................................... 53 6.1. Economia Sustentável .......................................................................... 53 6.2. Infra-estrutura e Serviços .................................................................. 59 6.3. Segurança Pública .............................................................................. 64 6.4. Educação ............................................................................................... 67 6.5. Cultura, Turismo, Esporte e Lazer ....................................................... 73 6.6. Saúde Pública ..................................................................................... 79 6.7. Produção Sustentável, Uso da Terra e Gestão Ambiental ............... 84 7. Os próximos passos – como implementar a Agenda 21 Local? 8. Leitura utilizada e recom endada .......... 92

...................................... 95

Tabela 1: As Colaboradoras, os Colaboradores da Agenda

NOME 1- Ronniv on da Silv a 2- Hugo Henrique Menezes 3- Edílson Bento da Silv a 4- Renato de Souza e Silv a Júnior 5- Maria de Jesus Ferreira da Rocha 6- Sebastião de Souza 7- Maria Solange Olímpia Bezerra 8- Eliete Nogueira de Lima 9- Ana Cláudia A. Nascim ento 10- Iriscléia Jerônimo de Almeida 11- Maria Domingos da Silv a 12- Amarildo Ferreira da Silv a 13- José Soares Dantas 14- Nei Euric o Ferreira 15- Pastor Eli Castro 16- João Batista de Souza 17- Giov ana da Silv a 18- Jema Luciana de Araújo 19- Tiago do Nascim ento Oliv eira 20- Maria de Jesus Amaro 21- Antônio Valcir de Oliv eira

INSTITUIÇÃO / ORGANIZAÇÃO Associação de Moradores do Bairro Raimundo H. de Melo Secretaria de Desenv olv imento Sustentáv el e Meio Ambiente Pólo Agroflorestal da Sibéria Secretaria de Desenv olv imento Sustentáv el e Meio Ambiente Associação de Moradores do Bairro Laranjal Secretaria Estadual de Educação - GASB Associação de Moradores do Bairro Laranjal Associação de Moradores do Bairro Constantino Melo Sarkis Secretaria Municipal de Infra-estrutura SEMINFRA Associação de Moradores do Bairro Braga Sobrinho Associação de Moradores do Bairro Raimundo H. de Melo Mov imento Cultural Pólo Agroflorestal da Estrada da Borracha Igreja Ev angélic a Assembléia de Deus Igreja Ev angélic a Assembléia de Deus Organização Não Governamental Xapuri Amazônia Verde - XAV Fundação Municipal de Cultura e Desporto Representante da Escola Estadual Madre Gabriela Narde Estudante da Escola Antero Soares de Bezerra Secretaria Municipal de Ação Social - SEMAS Secretaria de Assistência Técnica e Ex tensão Agroflorestal - SEATER

NOME

INSTITUIÇÃO / ORGANIZAÇÃO

22- Pastor Raimundo Nonato Igreja Batista da S. Costa 23- Danilo Araújo de Souza Secretaria de Desenv olv imento Sustentáv el e Meio Ambiente 24- Jael da Silv a Costa SEDEMA 25- Maria Sebastiana de Representante Escola Estadual Plácido de Freitas Castro 26- Maria Helena Maia Associação de Moradores do Bairro Pantanal 27- Vanderleia Pereira da Presidente da Associação de Moradores do Silv a Bairro Pantanal 28- Francis co A. da Silv a Representante da Escola Estadual Madre Gabriela Narde 29- José Maria S. Miranda Câmara dos Vereadores 30- Nader Sarkis Diretor da Escola Modelo Rita Maia 31- Fernando M. Nolli Organização Não Governamental Ambiente 32- Adelice dos Santos Lima Escola Antero Soares de Bezerra 33- Matheus Silv a Nov ais Escola Antero Soares de Bezerra 34-Daniela Daniel da S. Lim a Secretaria Municipal de Ação Social SEMAS 35- Paulo César Soares Mov imento Cultural 36- Carlos Luiz da S. Pereira Secretaria de Desenv olv imento Sustentáv el e Meio Ambiente 37- Antônio Maria Alv es da Igreja Ev angélic a Batista Silv a 38- Reginaldo Barbosa SEMIMFRA 39- André Miranda de Souza SEDEMA 40- João Honorato Cardoso Presidente da Associação Comercial de Xapuri 41-Francisco Ramalho de Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Souza Xapuri - STR 42- Estev ão Barbosa de Brito Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri - STR 43- Ériton Victor da S. Souza Escola Modelo Rita Maia 44- Elaine Queiros de Souza Estudante Escola Modelo Rita Maia

NOME 45- Rairan de Queiros Gondim 46-Hassadna Pereira 47- Douglas Buriti Vidal 48- Dionísio Barbosa de Aguiar 49- Wagner Soares de Menezes 50- Francis co Damião R. Bispo 51- Joana Maria de S. Oliv eira 52- Raimundo Nonato Ferreira da Silv a 53- Janete Silv a de Melo 54- Pedro dos Santos da Silv a 55- Maria Nogueira Silv a 56- José Gomes da Silv a 57- Adelson Lim a de Souza 58- Maria Joana Vieira do Nascim ento 59- Maria de Lurdes Araújo 60- Fernando da Mata 61- Sebastião Ribeiro de Freitas 62- Sandra Maria Ribeiro de Lima 63- Maria Miriam Almeida de Souza 64- Manoel Ângelo Lima 65- Damião Batista da Silv a 66- José Alv es Ferreira 67- Juscelino Vieira Bessa 68- Raimundo Freire Soares 69- Francis co Gomes Rodrigues

INSTITUIÇÃO / ORGANIZAÇÃO Estudante Escola Modelo Rita Maia Estudante Div ina Providência Estudante Div ina Providência Cooperfloresta Associação de Moradores do Aeroporto Secretaria Municipal de Infra-estrutura SEMINFRA Escola Estadual Plácido de Castro Escola Estadual Plácido de Castro Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Estrada da Variante Pólo Agroflorestal da Sibéria - APASB Pólo Agroflorestal da Sibéria - APASB Pólo Agroflorestal da Sibéria - APASB Pólo Agroflorestal da Sibéria - APASB Pólo Agroflorestal da Sibéria - APASB Pólo Agroflorestal da Sibéria - APASB Pólo Agroflorestal da Estrada da Borracha - ASPAEB Pólo Agroflorestal da Estrada da Borracha - ASPAEB Pólo Agroflorestal da Estrada da Borracha - ASPAEB

NOME 70- José Lima de Souza 71- Gislane Gomes da silv a 72- Wanete Ferreira 73-Adalberto Sev erino da Silv a 74- Francis co M. das Chagas 75- Cárita Assis Castro 76- Idelcleides M. Bezerra

INSTITUIÇÃO / ORGANIZAÇÃO Pólo Agroflorestal da Estrada da Borracha ASPAEB Pólo Agroflorestal da Estrada da Borracha ASPAEB Banco da Amazônia - BASA Presidente da Comunidade Ribeiracre Associação de Produtores Rurais Morro Branco Escola Div ina Prov idência Organização Não Governamental Andiroba

Apresentação O Município de Xapuri é conhecido pela sua história de luta pelos direitos dos seringueiros, marcada pelo assassinato do líder sindicalista Chico Mendes em 1988. Hoje Xapuri encontra-se em meio de um processo de desenvolvimento econômico, que inclui a instalação de novas indústrias. A área urbana cresce desde as praias nas margens do Rio Acre em direção a BR – 317, considerada como o eixo do des envolvimento. A ocupação e trans formação da zona rural est ão avançando em sentido contrario, desde a margem oposta do rio, atingindo parte do t erritório da Res erva Extrativista Chico Mendes. Para garantir a população um desenvolvimento equilibrado, democrático e sustentável, o Muni cípio precisa de espaços e instancias de participação efetiva dos atores locais e das organizações da sociedade civil. A Agenda 21 Local é um Instrumento de Planejam ento complement ario que apóia a Gest ão Municipal para cont ribuir que ela seja cada vez mais justa e cuidadosa com os recursos ambientais, tanto em benefi cio da a população de hoje como das gerações futuras. 1. Porque uma Agenda?

O motivo para iniciar no ano 2005 os primeiros passos de elaboração da Agenda 21 no Município de Xapuri, junto aos Municípios da Regional do Alto Acre e Capixaba, foi promover o desenvolvimento local e regional, principalmente das comunidades tradicionais, sem que se destruam os recursos naturais, e contribuir com uma melhor qualidade de vida tanto para a popul ação atual como para as gerações futuras. Espera-se com a elaboração e implementação da Agenda 21 ainda outros efeitos, como melhor organização da gestão local, da participação social em processos de tomada de decisões e do uso do território no Município de Xapuri, maior

facilidade de acesso a recursos do Governo Federal e internacionais e a maior promoção da imagem local.

O processo de elaboração da presente Agenda 21 gerou um aumento gradual da participação social. Apesar das di fi culdades em obt er as inform ações durante a etapa do diagnóstico (transporte dos participantes, baixa cooperação dos participantes e das instituições no início do processo da busca e sistematização e baixa pres ença local das instituições estaduais e federais), foram recopilados os dados necessários para subsidiar a elaboração coletiva do plano de ações da Agenda 21 Local, com o cres cente empenho dos integrantes do Grupo de Trabalho – GT.

Na confecção dos cenários futuros do Município definidos com o GT, foi atribuído maior ênfas e para o setor de produção agropecuária e florestal, tendo em vista que a maioria da população está concentrada na área rural. As orientações dos cenários foram: uma economia sustentável, a redução das desigualdades sociais, maior segurança, melhor infra-estrutura e serviços.

O plano participativo local de desenvolvimento sustentável da Agenda 21 de Xapuri tem como principal objetivo, priorizar dentre outras ações a conservação dos recursos naturais, principalment e dos recursos hídricos, tendo em vista o papel do Rio Acre, que conecta os Municípios da Regional, o fortalecimento de atividades sociais, a geração de novos postos de trabalho e renda, além de melhor acesso da população aos serviços básicos e infra-estrutura, valorizando os pot enciais do território, priorizando o desenvolvimento de um Município limpo, organizado e atraent e nas áreas urbana e rural.

2. De onde vem a Agenda 21? Diante de efeitos ameaçantes da globalização da economia e de cenários preocupantes para o desenvolvimento humano (aum ento da competitividade, sobre exploração de recursos naturais não renováveis), a Organização das Nações Unidas - ONU realizou uma Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janei ro nos dias 3 a 11 de junho de 1992 (Resolução 44/228 de 1989), data comemorada como o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. O programa do encontro das delegações ofi ciais de 178 países priorizou entre os tem as globais, as Mudanças Climáticas e a Conservação da Biodiversidade.

A preparação da Conferência mobilizou muitas iniciativas sociais no Brasil e no mundo inteiro, gerando um “ lobby ecológico” entorno das discussões públicas, por um lado sobre as mudanças globais, as injustiças socioeconômicas, as ocorrências de contaminação, sobre exploração e conflitos relacionados com recursos estrat égicos e, por outro lado, como se deveria gestionar o des envolvimento sustentável e as estratégi as para enfrentar os problem as ambient ais globais. Nesta dinâmica se formou o Fórum Mundial e os Fóruns Nacionais, de ONGs e Movimentos Sociais, apoiados por muitas pessoas, inclusive do setor empresarial, do mundo inteiro.

As

conclusões

da

Conferênci a

sobre

Meio

Ambiente

e

Desenvolvimento foram consolidadas numa declaração cham ada Carta da Terra e assinadas por quase todas as nações. Ela adotou, a fim de defender o meio ambiente e promover o des envolvimento sustentável, uma Agenda de Ações, denominada Agenda 21 diante o novo século, incluindo

princípios, programas e medidas concret as para o trabalho em todos os países, além do custo desse programa, a indicação de como os países em desenvolvimento teriam acesso às tecnologias ambient almente saudáveis e de como fortaleceriam as instituições voltadas ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável (Cavalcanti, C., 1998).

3. O que é e que deve fazer a Agenda 21 Local? A Agenda 21 Local é um processo de planej amento participativo multissetorial de construção de um programa de ação estrat égico dirigido às questões prioritári as para o des envolvimento sustentável local. A Agenda trans forma-se em um importante instrumento para um caminho de mudanças desde que estejamos dispostos a usá-la. Oferece a oportunidade à elaboração de um plano de desenvolvimento integrado, voltado para um futuro melhor para todos sem descuidar das emergências do presente.

O conceito de des envolvimento sustentável ganhou múltiplas dimensões, na medida em que os estudiosos passaram a incorporar outros aspectos das relações sociais e dos indivíduos com a natureza: Sustentabilidade ecológica: refere-se à bas e física do processo de crescimento e tem como objetivo a manutenção de estoques de capital natural incorporados às atividades produtivas. Sustentabilidade ambiental: refere-se à m anutenção da capacidade de sustent ação dos ecossistemas, o que implica a capacidade de absorção e recomposição dos ecossistemas em face das interferênci as antrópicas. Sustentabilidade política: refere-s e ao processo de construção da cidadania, em seus vários ângulos, e visa garantir a plena incorporação dos indivíduos ao processo de desenvolvimento.

Sustentabilidade econômica: implica uma gestão efi ciente dos recursos em geral e caracteriza-se pela regularidade de fluxos do investimento público e privado – o que quer dizer que a eficiência pode e precisa ser avaliada por processos macrossociais. Sustentabilidade demográfica: revel a os limites da capacidade de suporte de det erminado território e de sua base de recursos; implica cotej ar os cenários ou tendências de crescimento econômico com as taxas demográfi cas, sua composição etária e contingentes de população economicamente ativa. Sustentabilidade cultural: relaciona-se com a capacidade de manter a diversidade de culturas, valores e práticas no pl aneta, no país e/ou numa região, que compõem ao longo do tempo a identidade dos povos. Sustentabilidade institucional: trata de criar e fort alecer engenharias institucionais e/ou instituições que considerem critérios de sustentabilidade. Sustentabilidade espacial: norteada pela busca de maior eqüidade nas relações inter-regionais (Agenda 21 – MMA, 4˚ edição revisada). Em última análise, o conceito de desenvolvimento sustent ável está em processo de construção. É e será ainda motivo de intensa disputa teóricapolítica entre os atores que participam de sua construção – governos nacionais, organizações internacionais, organizações não-governamentais, empresários, cientistas, ambientalistas etc. Essa concepção processual e gradativa de validação do conceito implica assumir que os princípios e premissas que devem orientar a implementação de uma Agenda 21 não se encontram ainda em sua form a definitiva. Tornar a agenda uma realidade é, antes de tudo, um processo social em que os atores pactuam gradativa e

sucessivamente novos cons ensos e montam uma agenda possível, rumo ao futuro que se desej a sustentável. Seu objetivo principal é: a formulação e implementação de políticas públicas, por meio de metodologias participativas, que produza um plano de ação para o alcance de um cenário de futuro des ejável pela comunidade local ambiental. e, que leve em consideração a análise das vulnerabilidades e pot encialidades de sua base econômica, social, cultural e

4. Como construímos a Agenda 21 Local em Xapuri? A construção desta Agenda 21 Local, foi um processo de planejamento participativo, baseado na análise da situação atual do Município de Xapuri. Vários segmentos da sociedade civil organizada e governo local, discutiram e propuseram soluções para os principais problemas que entravam o des envolvimento sustentável do Município. Em conjunto foi definido um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável direcionado às questões prioritárias para o desenvolvimento do Município. Este plano da Agenda 21, tem como principal objetivo promover o desenvolvimento sustentável local. Ele prioriza dentre outras coisas a conservação dos recursos naturais, o fortalecimento de atividades sociais, a geração de novos postos de trabalhos e renda, al ém de apoiar o fornecimento da população como um todo, infra-estrutura de s erviços básicos, promovendo o desenvolvimento limpo e organi zado em todo território do Município. A firmação de responsabilidades e compromissos para soluções a curto, médio e longo prazo, formação e consolidação de parceri as e promoção de atividades a nível local, que impliquem numa reflexão sobre a

necessidade de mudanças sobre o atual padrão de desenvolvimento, integrando as dimensões sócio-econômicas, político-institucionais, culturais e ambient ais foram importantes para garantir a implementação de forma eficiente e participativa da Agenda 21 Local.

Durante a el aboração da Agenda, bus cou-se não só repassar conteúdos, mas assegurar a aprendizagem do ci clo completo da construção e implementação. Os participantes interiorizaram os princípios, conceitos e ferramentas. O processo de construção da Agenda 21 Local motivou uma grande inserção social, em quatro fas es consecutivas:

I.

Sensibilização dos atores locais, com a finalidade de mantê-los inform ados e integrados no processo de dis cussão com as comunidades para construção da Agenda 21;

II.

Capacitação dos atores locais nos assuntos da Agenda 21 e do desenvolvimento sustentável;

III. Diagnóstico da situação atual do Município, contemplando um detalhamento dos problemas locais, bem como a relação dos entraves a sustentabilidade do desenvolvimento; IV. Definição de um plano estratégico participativo de ações com os atores locais, que permitiu estruturar os seus sonhos, em bas e das inform ações obtidas do diagnóstico, em coerência com as questões prioritárias do Município. Já para o processo da Implementação são necessários dois passos mais: V. Implementar o plano de ações para o desenvolvimento sustentável; VI. Monitorar a execução do plano de ações.

A seguir se repet e o ciclo desde o começo, atualizando e aperfeiçoando a gestão local conforme os respectivos passos.

Figura 1: Organograma funcional da elaboração da Agenda 21 de Xapuri com os principais parceiros do Fórum A proposta metodológica para o processo de construção da Agenda 21 Local baseou-se fundamentalmente na participação ativa dos atores locais envolvidos (sociedade civil e governo), caract erizando um processo dinâmico e interativo. Essa participação dos atores gera co-respons abilidade. Cada participante apodera-se do processo de identi ficação, análise e apontam ento de soluções para os problemas locais. Nesse contexto, técni cos e a soci edade local colocam-se em condições de equidade, onde a realidade local e a diversidade dos saberes exercem o papel fundamental na condução do processo de construção coletiva do conhecimento (Gadotti, 1996). Este processo se dá numa via de mão dupla, e no coletivo. Para tanto, o diálogo horizontal é atividade pedagógica fundamental (Arboreto, 2002).

O instrumental metodológico adotado na construção e elaboração da Agenda 21 Local foi: o planejam ento participativo e a formação t eóricoprática. Nas oficinas e reuniões, os momentos expositivos foram intercal ados com dinâmicas interativas e práticas de estimulações dedutivas (PED). Todo o processo passou por avaliação periódica, realizada de forma conjunta por todos os participantes do processo de construção da Agenda 21 Local. Para desenvolver os conceitos e práticas, no processo utilizamos como ferramentas didáticas: perguntas de estímulos, elaboração de desenho, leitura de contos, histórias e textos, vídeos educativos, audição de músicas, além da quantifi cação, comparação e registro dos fenômenos observados nas atividades realizadas no campo e na cidade, gerando dis cussões que contribuam no des envolvimento crítico e dedutivo dos participant es. Durante a aplicação do diagnóstico foram visitadas instituições públicas, municipais, estaduais e federais. Além disso foram incluidas empres as, comércios, sindicatos e cooperativas para realização de um Diagnóstico Rápido Urbano Participativo – DRUP. O DRUP contempla o levantamento de inform ações atualizadas referentes ao município e avaliação in loco de quais são os principais entraves para o desenvolvimento sustentável. O resultado do diagnóstico e as informações obtidas subsidiaram a elaboração do pl ano de desenvolvimento sustentável e da Agenda 21 Local em geral. Participaram da aplicação dos diagnósticos no município, profissionais de nível médio e superior das áreas de ciências agrárias, biólogos, geógrafos, pedagogos, historiadores, técnicos em agropecuári a, estudantes secundaristas, presidentes de associações de bairros, sindicalistas, represent antes de instituições públicas, represent antes das igrejas católica e protestant e.

Na cidade foram levantadas informações gerais sobre a educação no município, indicadores de saúde pública, infra-estrutura, quantidade e valor dos principais produtos extrativistas, principais produtos agrícolas do município, dados de uso da terra, efetivo da pecuári a local, rede rodoviári a, distância terrestre dos demais municípios do estado, consumo de energi a, geração de empregos, população economicamente ativa, número de projetos de colonização, assentamentos agroextrativistas, número de agências bancárias, além de pesquisas realizadas junto com alguns membros do grupo de trabalho da Agenda 21, no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (www.ibge.gov.br). Definimos que durante o DRUP utilizamos entrevistas semiestruturadas nas instituições visitadas pelo grupo de trabalho da Agenda 21. Então foram elaborados roteiros, posteriormente memorizados pelos membros do grupo de trabalho, que conduziam as entrevistas como uma convers a informal. As anotações foram feitas após o término das entrevistas para que as pessoas s e sentissem mais à vontade durante as entrevistas. Na aplicação do DRUP, nas instituições, procuramos envolver o m aior número de servidores possível para que os mesmos fi cassem a par dos assuntos que ali estavam sendo discutidos e pudessem contribuir com maior número de inform ações. O Diagnóstico Rápido Urbano Participativo – DRUP teve sua origem a partir da necessidade observada nas atividades de proj etos para a realização do levantamento de informações de forma ágil e com o envolvimento dos diferent es agent es que fazem parte do processo. Concomitante a esta necessidade foi identi ficada a existênci a de iniciativa realizada no meio rural com a utilização do Diagnóstico Rural Participativo – DRP, que vem tendo ampla aplicação em escal a mundial. Tal iniciativa mesmo que voltada para o meio rural, apresenta potencialidades para serem adapt adas às características urbanas.

As técnicas empregadas no DRP oferecem alternativas eficazes para o estudo de problemas especí ficos, possibilitando a valorização rápida e funcional do saber, analisa di ficuldades e potencialidades da população local e oportuniza a bus ca de estratégi as para a solução de probl emas e de conflitos. Com o DRP os envolvidos assumem papel ativo na análise dos problemas e no planejamento das ações. É a população local que se apropria do método, se considera geradora dos resultados do diagnóstico da realidade local e sente-se co-responsável pela implementação das ações planejadas. (Brose, 2005). O DRUP é uma forma de abordagem às características de uma determinada realidade, onde representant es da comunidade em conjunto com equipes t écnicas trocam experiências com a população através de diálogos para a identificação dos problemas e potencialidades locais. O método desenvolve atividades de levantam ento de informações e análise da situação para identi ficação das principais caract erísticas físicas e sócio-econômicas, com o sentido de subsidiar a elaboração de pl anos de desenvolvimento local, dando encaminhamento de soluções possíveis com a perspectiva de serem implementadas em co-gestão entre comunidade e poder público. Durante as oficinas e reuniões com o grupo de trabalho da Agenda 21 foram discutidos conceitos de des envolvimento, planejamento participativo, políticas públicas, ordenam ento territorial, sustentabilidade, desenvolvimento rural sustentável, sistema de produção sustentável, preservação e conservação dos recursos naturais, Agenda 21 Global, Agenda 21 Brasileira e Local, além dos benefícios e importância para a sociedade como um todo, bem como palestras sobre a form ação histórica do Acre, atual uso da terra no estado e ofi cinas práticas de sistemas agroecológicos de produção. Depois das etapas de sensibilização, reuniões e formação, execut amos a aplicação do DRUP, onde os participantes foram

divididos em seis grupos com quatro componentes, os quais passaram 01 dia levantando informações na cidade. Após a sistematização das inform ações, foram devolvidas para o grupo de trabalho que propôs os ajustes necessários. As atividades desenvolvidas na cidade tiveram o apoio de profissionais do Consórcio de Des envolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba/CONDIAC e Secretari a Municipal de Meio Ambiente e Turismo/SEMAT e de outras instituições parceiras, de forma a garantir a maior repres entatividade possível e com isso facilitar a sistematização e apropriação dos resultados alcançados por todas as instituições envolvidas neste processo participativo e dinâmico. Desta forma, além do CONDIAC/DED e SEMAT, participaram: professores de escolas municipais e estaduais, secretarias municipais e estaduais de governo, sindicatos, ONGs e outras instituições. A sistematização dos dados foi realizada através do levant amento de todas as respostas que apareceram em cada item do roteiro e tabelas. Todas as inform ações obtidas foram armazenadas em banco de dados e depois gravadas em CD-RW, e, encontra-se a disposição dos interessados.

5. O Retrato atual do Município 5.1. Como se caracteri zam a População e o Território? O município de Xapuri possui uma população de 13.222 habitant es, sendo 7.798 na zona rural (58,98%) e na zona urbana 58,98% (41,02%, IBGE, 2004 ). A área total de 4.723,6 Km² (SEPLANDS, 2003), equivale a 3,08% da área total de estado. A densidade demográfica calcula-s e em 2,81 hab./Km² (IBGE, 2004). A altitude média da cidade é de 163 m, a latitude geográfi ca de 10º39′06 sul e longitude de 68º30′16 oeste. Faz front eira ao norte com o município de Rio Branco, a nordeste com o município de Capixaba, ao leste com a República da Bolívia, ao sul com os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, a oeste com o município de Sena Madureira.

O cres cimento demográfico de Xapuri durante os últimos 10 anos é considerado lento, em comparaçao com os outros Municípios da Regional: A População total correspondia em 1996 a 12.716 (FIBGE/SEPLAN), em 2003 a 12.230 (SEPLANDS), em 2004 a 13.222 (IBGE, ITERACRE) e em 2005 a 13.693 população estimada (IBGE/Cidades).

A sede do município está situada ás margens do Rio Acre e em sua confluênci a com o Rio Xapuri. O primeiro constitui históricamente a principal via de acesso e escoamento de produtos extraídos da floresta. A área urbana do município se desenvolveu, sobretudo, na margem direita do Rio Acre.

Município

Assis Brasil % Brasiléia % Capixaba % Epitaciolândia % Xapuri % Total %

População 1996 (IBGE) Rural 1.061 36,4 6.665 47,8 1.914 65,9 3.652 39,5 6.556 51,6 19.848 47,5

Urbana 1.857 63,6 7.290 52,2 989 34,1 5.603 60,5 6.160 48,4 21.899 52,5

Total 2.918 13.955 2.903 9.255 12.716 41.747

Projeção 2005 (IBGE) Total 5.063 17.721 7.067 13.782 13.693 57.326

Crescimento 1996 - 2005 Taxa % 73,5 27,0 143,4 48,9 7,7 37,3

Tabela 2: Comparação das populações dos Municípios do Alto Acre e Capixaba nos seus setores rurais e urbanos em 1996 e o crescimento at é 2005.

Na outra margem do Rio Acre existe o bairro da Sibéria, composto por uma população de aproximadamente 1.200 pessoas. Este importante bairro do Município de Xapuri da acesso, por terra a importantes seringais da região e ao s antuário de São João do Guarani. A população originaria que habitava a regi ão eram índios. O Município foi povoado predominantemente por nordestinos, que vieram para o Acre no período áureo da borracha.

1500 0 132 22 1271 6 11.956 12 230

136 93

1000 0

500 0

0 1 996 199 7 19 98 19 99 2 000 2001 200 2 20 03 2 004 2005

Figura 2: Desenvolvimento Demográfico (Nº. de habitantes) de Xapuri durante os últimos 10 anos

População Urbana 5424 habitantes (41%)

População Rural 7798 habitantes (59%)

Figura 3: Distribuição da população urbana e rural no Município de Xapuri (13.222 habitantes em 2004)

5.2. Como se formou o Município? Fundado em 02 de março de 1904, Xapuri é um dos mais importantes municípios do Estado do Acre. O município teve seu nome originado de uma tribo dos seus primitivos habitantes, os “ Chapurys”. Em 06 de Agosto de 1902, ocasião em que se iniciou o movimento revolucionário Acreano, liderado pelo coronel José Plácido de Castro, que tinha na época profundos conhecimentos t áticos de guerra, os quais foram brilhantement e postos a serviço do aguerrido povo Acreano (História do Acre, 2003). Xapuri formava um pequeno povoado de algumas casas e aproximadament e umas cento e cinqüenta pessoas.

Em 1904, com a divisão departamental do território, o então prefeito do Departamento do Alto Acre, Cel. Cunha Matos, em 25 de Agosto do mesmo ano, elevou o povoado a categoria de vila, passando á condição de cidade já em março do ano seguinte. Xapuri tornou-se município pelo Decreto nº. 9.831 de 23 de outubro de 1912. Foi instalado como município somente em 1º de abril de 1913, e, chamava-se M ariscal Sucre antes da Revolução Acreana. Xapuri, considerado o berço da Revolução Acreana, movimento de resistência pela incorporação do território acreano ao Brasil, que teve início neste município, mantém uma tradição em defes a da floresta e do m eio ambiente. O seu maior símbolo Chico Mendes ganhou reconhecimento mundial.

Figura 4: Fotografia histórica do Município de Xapuri em 1906, então acess ado pelo Rio Acre por “ vapores” grandes

No primeiro quarto do século XX, a cidade viveu sua “ belle époque”. Recebia influência européia e contava com as benesses bancadas pela economia da borracha. Mas isso era um a realidade das famílias dos seringalistas, dos comerci antes e dos funcionários públicos federais lotados em cargos do ex-Território Federal do Acre. Enquanto durou a boa situação, até meados dos anos vinte, essas famílias tinham tempo e gosto pelas artes, e podiam mandar os filhos para os m elhores colégios caros do país e do exterior. Com a queda da borracha, porém, o sonho desmoronou, enquanto o liderança e rentabilidade da regiao, surgindo outras regioes m ais produtivas e competitivas. Na vida social da cidade, as senhoras da aristocraci a promoviam festas em locais públicos ou em suas residênci as como as do Solar da família Leite, onde a filha Hilda ao piano o flautista e médico Paulo de

Moraes em valsas vienenses. Ou nos clubes, como na “ Casa Branca”, onde as mesmas damas, com vestidos longos de s eda j aponesa, cabelos arrumados em coques e s eguros com pentes adequados, leque francês, sapatos altos a estilo Luís XV, repres entavam sua beleza de alto nível e dançavam elegantemente as valsas. Havia outros locais de reunião social, como o teatro “ Rialto”, com o nome de “ Arthur Azevedo”, construído pelo Dr. Jaime Mendonça, localizado entre as centenárias árvores do antigo bosque municipal, depois destruído. Os locais desapareceram, mas outros surgiram, vindo substituí-los, como no caso do antigo teatro fundado pelo Dr. Bruno Barboza e criminalmente incendiado por rivalidades comerciais. No mesmo lugar na rua Cel. Brandão surgiu à usina de benefici amento de arroz. Outro espaço criado foi o clube Recreativo fundado por Sadalla Kouri. Este homem empreendedor tornou-s e grande corretor imobiliário, trans formando imóveis, construindo inúmeras habitações nas zonas de expansao da cidade. Havia ainda o Ponto Chique, o Café Espanhol e o Restaurante Venturelli, que na década de 30 foi o melhor do interior da Amazônia. (fonte: trecho do livro “ Madeira que cupim não rói” – Xapuri em arquitetura, da Arquiteta Ana Lúcia Costa). 5.3. Como se desenvolvem as atividades econômicas e o mercado de trabalho? A atividade econômica de Xapuri permitiu arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias – ICMS na ordem de R$ 169.261,00 em dezembro de 2004 (SEFAZ, 2005). O município mantém com o mercado da capital, a m esma relação de dependência que se veri fi ca na m aioria dos municípios acreanos. No setor primário, a pecuária teve uma grande expansão nos anos 80, além do aumento do cultivo de espéci es frutí feras e da lavoura de

subsistência ou branca, que engloba a produção de culturas anuais (milho, arroz, feijão e macaxeira). Atualmente vem se incentivando, predominantement e atividades agroflorestais sustentáveis, como a extração da castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa H.B.K), da seringa (Hevea brasiliensis), de frutas através da implantação de sistemas agroflorestais – SAF's, extração racional de óleos e resinas e do manejo florestal comunitário sustentável madeireiro e não madeireiro. No âmbito do setor secundário, Xapuri possui uma usina beneficiadora de castanha e uma de borracha e um pólo moveleiro em pleno funcionamento, além de olarias, beneficiadoras de arroz, serrarias e marcenarias. Atualmente encontra-se em fas e de construção uma indústria de produção de pres ervativos, luvas cirúrgicas e outra de piso de madeira, com apoio do Governo do Estado e Banco Nacional de Des envolvimento Econômico e Social – BNDES, onde serão gerados aproximadam ente 1.600 empregos diretos e indiretos no município. Segundo o anuário estatístico do governo do estado do ano de 2004, município produziu quase 400 mil toneladas de borracha. Este ano deve ultrapass ar as 160 mil cabeças de gado e tem exportado móveis produzidos a partir de madeira certi ficada, além de castanha benefici ada. No setor terciário conta com restaurantes, bancos, postos de gasolina, pousadas e pequenos com ércios. O comércio continua sendo a mola propulsora da economia local, o que t em estimulado a reorganização da Associação Comercial do Muni cípio de Xapuri. Nessa nova fas e a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola – ACISA tem prestado rel evantes serviços ao município: consultas eletrônicas ao SPC e SERASA, possibilitando e estimulando a abertura de novas firmas para evitar a informalidade, organização das firm as existentes no município,

além da consolidação de parceria com o SEBRAE – Acre, trazendo para o município o espaço SEBRAE, que promove a realização de palestras seminários e cursos de capacitação para a população do município. A ACISA também contou como apoio do Governo do Estado, para a construção da sede da associ ação e um moderno auditório para a realização de eventos. O município de Xapuri vive uma tendência para a industrialização de produtos da floresta, onde suas usinas de beneficiam ento de castanha e borracha estão em pleno funcionamento com mão-de-obra local. A usina de castanha pertence à Cooperativa Agroextrativista de Xapuri – CAEX, que encontra-se arrendada para Empres a Castanheira, que gerencia as atividades da usina. A usina de benefici amento de borracha t ambém se encontra tercei rizada. O município também tem implantado um pólo moveleiro em pleno funcionamento, que conta com o apoio do governo do estado, SEBRAE e Associação Amazônia Brianza com cooperadores italianos que auxiliam na produção de peças de qualidade com madeira certi ficada, selo FSC (Forest Stewardship Council). No município existem 98 empresas com CNPJ atuantes, do total de empresas, 07 inseridas no s etor de indústria de trans formação, sendo que destas, 33,33% se direcionam ao processam ento da madei ra e 22,22% à produção de móveis. Também apres enta um potencial para o desenvolvimento de ecoturismo, através da construção de uma pous ada ecológica no Seringal Cachoeira. Atividade que deve contribuir para a melhoria do panorama econômico. A renda per capita do município está abaixo da média estadual. Os indicadores de geração de empregos e concentração de renda do município, não fogem à regra da realidade estadual, embora sendo baixcos: A renda per

capita em Xapuri, em 2000, foi de R$ 123,00, a de R$ 180,70 observada no estado.

Produtos Castanha-do-Brasil (t) Borracha (t) Carvão vegetal (t) Madeira em tora (m3 ) Madeira em lenha (m3 ) Sementes Florestais (t) Óleos e resinas (t)

Quantidade produzida 749 149 4 12.503 6.913 1 2,6

Valor da produção (R$1.000) 314 257 1 438 66 dado não disponível por espécie dado não disponível por espécie

Tab. 3: Principais atividades econômicas de Xapuri

O governo estadual valoriza as tradições do Acre e se inspira nas ações e lições de Chico Mendes, introduzindo a modernidade com força e cautel a. Com seu apoio, os seringueiros acreanos s e organizam e aprendem sobre manejo florestal para explorar a floresta de forma comunitária e com sustentabilidade. O governo fala em construir um PIB florestal de 1 bilhão de dólares em 10 anos. Nas colocações de seringueiros, sobretudo na Reserva Extrativista, nascem os centros de florestania e os jovens de 14 a 17 anos se tornam mateiros profissionais com aprendizado ecológico surpreendente.

5.4 Quais são as características dos produtores e das empresas locais?
Com relação à ocorrência de instituições rel acionadas ao setor produtivo, o município conta com um variado número de instituições públicas, como Secretaria de Assistência Técnica e Extens ão Agroflorestal – SEATER, Secretaria Estadual de Floresta – SEF, Fundação de Tecnologia do Acre – FUNTAC, Instituto de Defesa Animal e Agroflorestal – IDAF, Universidade Federal do Acre – UFAC, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, além de instituições do terceiro setor, como SEBRAE, Centro de Trabalhadores da Amazônia – CTA, Conselho Nacional do Seringueiro - CNS, Comissão Pastoral da Terra – CPT, Projeto Fogo, WWF-Brasil, e Grupo de Pesquisa em Sistemas Agroflorestais do Acre – PESACRE. O Estado do Acre, segundo o Zoneam ento Ecológico Econômico – ZEE, 2000, apres enta apenas 4% de suas terras aptas à produção de grãos. Não sendo a vocação do estado à produção de grãos em l arga escala, onde predomina a agricultura "moderna", fundam entada e bas eada no monocultivo, mecanização e no uso de insumos externos. Esse modelo de agricultura não é adaptado a realidade da agricultura familiar do município, e, tem se mostrado cada vez mais questionável, pois é socialmente excludente, de alto risco econômico e degrada os recursos naturais, base fundamental da agricultura (solo, água, etc.). A grande maioria dos produtores familiares do município de Xapuri, colonos, ribeirinhos, extrativistas – seringueiros e/ou castanheiros, pratica a agri cultura de subsistência, ou seja, aquel a que faz uso do sistema itinerante de corte e queima da floresta. Ess e sistema caract eriza-se pela derrubada da mata primária, queima e implantação de lavoura branca, principalmente milho, arroz, feijão e m andioca. A produção ness as áreas

não passa de três ou quatro anos, aproveitando a fertilização obtida pelas cinzas provenientes da queima da vegetação e a baixa infest ação de plantas tidas como invasoras. Depois desse tempo, a terra fi ca fraca, impossibilitando o bom desenvolvimento das culturas implantadas. Então, essa área é abandonada, ficando em descanso até que a capoeira cresça e recupere a fertilidade do solo. Atualmente no município muitas áreas estão sendo convertidas em pastagens, inclusive na Res erva Extrativista Chico Mendes, que, após alguns anos, tornam-se degradadas, deixando um rastro de terras improdutivas. Os colonos, ribeirinhos e assentados, assim como os povos tradicionais, também têm como área produtiva o entorno de suas cas as, conhecidas como quintais ou sítios, onde algumas espécies convivem e produzem frutas, principalmente para o consumo da família, onde apenas o excedente da produção é comercializado fato este comprovado durante a realização do diagnóstico nos Pólos Agroflorestais do município de Xapuri e Seringal Floresta – Colocação Primavera. Essa forma de produção voltada para subsistênci a das famílias vem perdendo importância na agricultura familiar local. As tomadas de decisão da família, influenciadas pelo mercado, têm caminhado no sentido de intensificar seus sistemas produtivos visando à comercialização da produção. Essa realidade, em geral, não tem benefi ciado as famílias, que, além de não obterem resultados satis fatórios com os modelos de sistemas produtivos adotados, pois passam a comprar no mercado os produtos básicos para sua subsistência, que antes produziam. Em função das caract erísticas da economia e comunidades locais, a prefeitura de Xapuri desenvolveu e apoia, at é hoje a proposta dos pólos agroflorestais baseado em assentamentos agroextrativistas que possibilitaram a volta ao campo de família de ex-seringuei ros e ex-

agricultores. Na sua maioria produtores(as ) levados pelo êxodo rural, que desiludidos com a vida na cidade, dispostos a retomar a sua atividade produtiva no meio rural, mas não tinham acesso à terra por causa da estrutura fundiária vigente ou pela fal ência da política nacional de reforma agrária. A experiênci a dos Pólos Agroflorestais procura promover uma nova mentalidade na política de assent amento, que deixa de s er bas eada na titulação e propriedade da terra para ser fundamentada na valorização de seu uso e produção. A terra pert ence ao município e as famílias têm a concessão de uso para os fins propostos. Do ponto de vista ambiental os pólos agroflorestais podem contribuir para a recuperação de áreas degradadas pel a pecuária extensiva e, ao mesmo tempo, é um a alternativa de des envolvimento sustentável, por possibilitar a utilização racional dos recursos naturais. A maioria das espécies mostradas pelo gráfi co abaixo estão implantadas em monocultivos. Existe estrutura para arm azenamento da produção. O acesso ao crédito é dificultado e muitas vezes não tem o seu cronogram a de liberação obedecido, comprom etendo o calendário agrícol a da m aioria dos agricultores (as ) familiares do município. O apoio governamental procura compens ar as deficiências da infraestrutura social e produtiva. A assistência técnica prestada pela Secret aria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorest al – SEATER e Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – SEDEMA não s atis faz a demanda. As inovações tecnológicas não chegam às famílias e muitas vezes a pesquisa é realizada s em considerar a realidade local dos agricultores (as) familiares.

Figura 5: Culturas mais cultivadas no Município

90.00% 80.00% 70.00% 60.00% 50.00% 40.00% 30.00% 20.00% 10.00% 0.00%

85.71% 71.42% 57.14%

42.85% 28.57% 28.57%

11.28%

11.28%

Milho

Mandioca

Arroz

Abacaxi

Banana

Citrus

Acerola

Feijão

Figura 6: As colunas verdes mostram as variações mensais da chuva (medida em mm; chuvas fortes ou escassas), em comparação com a curva média do registro de 30 anos (pontos amarelos).

Figura 7: O nível do Rio Acre varia na R egião no período de janeiro a maio 2006 em função das chuvas: enchent es em fevereiro (laranja), secas a partir de maio (vermelho).

O transporte é di fi cultado devido às péssimas condi ções dos ramais apesar de todo apoio fornecido pela SEDEMA para es coamento da produção. No ent anto está situação se complica no período do inverno Amazônico, que ocorre nos meses de novembro a março, sendo o mês de janeiro o mais chuvoso com 267,1 mm. As comunidades rurais, durante os diálogos, debates, reuniões e ofi cinas para construção da Agenda 21 Local, destacaram que a principal deficiência na área rural é a falta de infra-estrutura produtiva social. Apontaram como principais problemas: ausênci a de ram ais ou má conservação dos mesmos, dificultando o transporte e saída da produção para o mercado consumidor (salient aram que durant e o período das chuvas os ramais de acesso aos pólos agroflorest ais e reserva extrativista ficam, praticament e intrafegáveis), aus ência de capacitação dos produtores, nas mais diversas áreas: a) gerenciamento da propriedade familiar; b) tecnologias adaptadas a realidade local para diversi ficar a produção; c) conhecimentos para agregar valor à produção; d) técni cas para o manejo sustentável da floresta, aus ência de uma assistência técni ca m ais assídua e que compreenda melhor a realidade local, falta de apoio político e creditício para o extrativismo, especialmente no momento da comercialização. Outros problemas apontados pêlos agricultores (as) familiares e a ausência de fiscalização dos recursos naturais madeireiros e não madeireiros, organização na base e capacitação das comunidades, abusos ambientais quanto a desmatamento, queimadas desnecessárias e destruição de nascentes e m atas ciliares, falta de ensino ate a oitava série, direcionado para a profissionalização rural, visando a permanência da juventude no campo (fortal ecimento da educação no campo).

Município Assis Brasil Brasiléia Capixaba Epitaciolândia Xapuri Total

Área Oficial (ha) 497.663,25 391.827,61 169.649,98 165.504,41 534.695,23 1.759.340,48

Área Desmatada (ha) 9.707,43 107.394,83 76.192,87 72.739,01 108.740,70 374.774,84

Município % 1,95 27,41 44,91 43,95 20,34 21,30

Tabela 4: Comparação do avanço de desm atamento nos Municípios do Alto Acre e Capixaba em 2004.

Além dos temas acima citados podemos ress altar outro s ério problema, a utilização da queimada como procedimento para preparo de áreas tanto para a implantação de pastagens como para a agricultura de subsistência. Esta prática, além da poluição do ar está empobrecendo o solo, que já não apresent am uma boa fertilidade, destruindo as nascentes, cursos de água, habitat da fauna e reduzindo drasticamente a biodiversidade local. A pecuária no município é caracteri zada pelo manejo ext ensivo, com baixa lotação animal e utilização de fogo para limpeza e renovação das pastagens, além de apresent ar baixos níveis tecnológicos e baixa produtividade. O cres cimento do rebanho bovino acompanha o crescimento das áreas de pastagem degradada e poucas s ão as experiências com pastoreio rotacionado, consorciamento e sombreamento de pastagens, utilização de cercas vivas e barreiras quebra vento. É possível veri ficar no município propriedades de todos os tamanhos e redução signi ficativa das áreas de floresta primária e aumento das pastagens.

Tabela 5: Fatores limitantes da pecuária local

1. A redução das áreas de floresta, atrav és dos desmatamentos crim inosos em função do aumento das áreas de pastagens, dev ido ao mau uso da terra; 2. Utilização de animais de baix a qualidade (tucuros), pouco produtiv os, em sistemas de criação e manejo inadequado; 3. Pastagens de má qualidade, susceptív eis a pragas e que não proporcionam bom rendim ento; 4. Baix o nív el tecnológic o empregado; 5. Resultados de pesquis as pouco div ulgados, principalmente aos médios e grandes pecuaris tas locais.

A criação de bovinos representa para o pequeno e médio produtor, uma res erva de valor, ou sej a, uma poupança. Para este público, a impossibilidade do aumento das áreas de pastagem e conseqüent emente do rebanho, pode ser superada pela diversi ficação da produção utilizando-se as áreas de pastagem para o cultivo de l avouras perenes, consorciadas com lavouras anuais em sistemas agroflorestais ou agrosilvipastoris.

5.5 Em que estado estão a Infra-estrutura, o Transporte e a Segurança Pública A infra-estruturara do saneamento básico é precária, em torno de 20% da população possui poços semi-artesianos ou caçimba e o abastecimento de água não atinge 80% da população. Veri fica-s e uma carência na existência de unidades sanitárias nos domicílios e do tratamento

de esgoto. O Departamento Estadual de Águas e Esgoto, DEAS, e a Prefeitura t êm investido com verba federal (Programa Habitar Brasil) e própria, na instalação de tratam ento primário de esgoto, na recuperação e implantação de rede de esgoto, de drenagem de águas pluviais e de rede de abastecimento de água e módulos sanitários nos bairros Pantanal, Constantino Melo Sarkis e Hermínio Melo, 174 módulos construidos. No bairro da Sibéria foram construídos 54 módulos. Os bairros da Bolívia, Laranj al e Cageacre não foram contemplados com a construção dos módulos sanitários. Quanto ao serviço de coleta de lixo, este é oferecido a aproximadament e 90% da população, realizado semanalmente. O município conta, ainda com um aterro cont rolado com entrada de 4.800 kg de lixo ao dia. Todo o lixo é colet ado e arm azenado, em células separadas: lixo hospitalar, lixo doméstico e o proveniente de podas e capinas (entulho). O serviço de limpeza urbana está associado ao Departamento de Limpeza da Secretaria Municipal de Infra-estrutura – SEMINFRA. Os serviços de limpeza urbana são realizados pelos garis no período diurno e a coleta de lixo é feita di ariament e a partir das s ete horas da manhã, obedecendo ao calendário previament e estabel ecido. A cidade cont a com os serviços de col eta de lixo domiciliar e serviços de saúde, coleta de entulhos e galhadas, varrição das ruas principais e praças e capina e roçagem de todas as ruas da zona urbana. As viaturas de coleta e equipamentos são em sua maioria de propriedade da Prefeitura, apenas uma caçamba é alugada. Foram adquiridos pel a prefeitura uma caçamba bas culante com capacidade para 6 m3 , um trator com carret a para col etas nos locais de difícil acesso, uma pick-up fiorino, 1000 lixeiras e equipamentos diversos para col eta e a modernização de sistema de colet a e destinação final dos resíduos sólidos, com verba da Fundação Nacional do Meio Ambiente / MMA.

Com estes investimentos foi possível a implantação de um aterro controlado com vida útil de 15 anos, onde em sua primeira fase de implantação foram realizadas atividades de estruturação do escritório e os serviços de colet a e destinação. Sendo necessário a captação de recursos para execução da segunda fase que envolve a bioremediação e a aquisição de novos equipamentos. Val e ressaltar que Xapuri e o úni co município do estado do Acre, que tem seu pl ano integrado de gerenciamento de resíduos sólidos, que foi uma construção participativa em toda a sua elaboração. O serviço de limpeza urbana de Xapuri responde principalmente a dinâmica das seguintes variáveis: estrutura administrativa, aspectos financeiros, estrutura operacional, aspectos legais, questões ligadas à educação ambiental, a comunicação e a participação da comunidade. Com relação à estrutura administrativa, o serviço de limpeza urbana está sob a responsabilidade do Departamento de Obras, Urbanismo e Limpeza. Este departam ento está subordinado a Secretaria de Infra-estrutura Urbana e Rural (SEMINFRA), estruturada na administração direta municipal.

Em relação ao turismo, o município de Xapuri está inserido no "Pólo Ecoturístico do Vale do Acre", possibilitando uma integração do ecoturismo do estado com o Altiplano Boliviano e a região de Cuzco e Machu Picchu. O município apresenta um grande potencial voltado para o turismo histórico, cultural, ecológico e científico. A atividade turística contribui para um aquecimento na economia local principalment e em festa comemorativas como a Festa de São Sebastião Padroeiro da cidade, a romari a ao Santuário de São João do Guarani e a Sem ana Chico Mendes, que ocorre na data de 15 a 22 de dezembro. Estima-se que, durante os festejos do padroeiro da cidade, mais de 20.000 pessoas passem pela cidade.

A BR-317 liga o município a capital Rio Branco e aos países vizinhos da Bolívia e Peru, favorecendo assim a integração e o comércio com os portos do Pacífico (Portos de Ilo e Callao), e conseqüent emente os portos Asiáticos, além de fortal ecer as relações comerciais entre os três países. No entanto as maiores di ficuldades do transporte encontram -se nas estradas e ramais vicinais. Muitos trechos durante o período das chuvas, ficam praticamente intrafegáveis prejudicando, principalmente os produtores rurais que ficam isolados não conseguindo escoar a produção. Com apoio da prefeitura, representantes das comunidades e entidade sindicais, juntamente com os produtores, foi elaborado um calendário para escoação da produção.

Figura 8: Fotografía aérea do centro urbano de Xapuri, localizado na margem direita da confluência dos Rios Acre e Xapuri

O município também possui uma ligação com a capital por via fluvial. O Rio Acre faz a ligação com os demais municípios do território do Alto Acre, s endo o rio um dos principais meios de transporte utilizado pêlos produtores ribeirinhos e extrativistas para escoamento da produção. Geralment e são utilizadas pequenas embarcações motorizadas da prefeitura, atravess adores e/ou particulares dos próprios produtores, al ém das populares "catraias", que fazem a travessia entre a sede do município ao bairro da Sibéria, ao preço de R$ 0,50.

As rodovias BR-364 e 317 fazem a ligação de Xapuri com os demais municípios do Estado do Acre, inclusive com a Capital Federal. Os trechos entre os municípios das regionais do Baixo e Alto Acre são completamente as faltados. O mesmo não acontecendo com os municípios das regionais do Purus, Taraucá-Envira e Juruá, que sofrem até hoje com as conseqüências do isolamento via terrestre, exceto no período do chamado "Verão Amazônico", quando a BR-364 é liberada para o tráfego de automóveis e caminhões cargueiros.

Nota 1: O preço do bilhete rodov iário até a Capital Rio Branco, é, de R$ 19,00, outra opção de deslocamento para os municípios, países v iz inhos e capital do estado são as lotações que cobram o v alor de R$ 20,00, por pessoa, sendo está última opção a mais procuradas para a realização das v iagens intermunic ipais (nov embro 2005). Nota 2: O município de Xapuri possui um Aeródromo para o pouso de mono e bimotores com a pista em terra, medindo 900 m de comprimento x 12 m de largura.

5.6 Como se desenvolvem a Educação, a Cultura e as Religiões? No campo da educação, Xapuri apresent a um elevado índice de anal fabetismo, sobretudo na área rural. O anal fabetismo entre a população acima de 10 anos está em torno de 29,4%. O sistema educacional do município tem buscado com muita força de vontade uma posição de destaque no contexto educacional do Estado, tendo em vista as difi culdades enfrentadas pelo sistema educacional local. O quadro educacional do município é composto pôr escolas do ensino fundam ental, ensino médio, ensino superior, educação infantil e educação especi al. Na zona urbana, o município conta com um número razoável de estabelecimento de ensino, o que já não ocorre na zona rural, devido à grande extensão territorial do município. O município possui um total de 84 estabelecimentos de ensino (rede estadual e municipal), dentre os quais 7 são estabelecimentos de ensino de pré-escol ar, 76 de ensino fundamental e 01 de ensino médio e conta com um campus da Universidade Federal do Acre – UFAC. Os principais cursos estão nas áreas de educação físi ca, letras e pedagogia, geografia e matemática. Em 1996 o ensino supletivo foi implantado nos estabelecimentos escolares da zona rural. Uma linha que vem sendo trabalhada pela Secretaria Municipal de Educação, e, a educação preventiva. Nesse caso, a preocupação e com a qualidade de vida dos alunos, al ém de trabalhar na prevenção de doenças m ais comuns, como as da boca e as verminoses, que podem ser evitadas com exercícios de higiene, bem como a prevenção de doenças mais complexas como as DSTs e Aids. Apesar de uma oferta generosa de estabelecimentos de ensino, os municípios da Regional do Alto Acre têm um índice de 38,75% de crianças de 7-14 anos de idade fora da escol a e o

anal fabetismo entre as pessoas que t êm acima de 15 anos de idade chega ao índice de 37,85%. Com o objetivo de minimizar os problemas referentes ao anal fabetismo foram des envolvidas no município uma série de programas destinadas ao combate do “ analfabetismo". Foram implantados os tele postos de alfabetização na zona rural. Existem também o "TV Escola", Programa Al fa100 e o Bolsa Escola, que benefi cia 924 famílias mantidos pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC, além do Program a de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI, onde cada família benefi ciada recebe R$ 25,00 mensais. O gráfi co abaixo mostra os investimentos realizados pela atual gestão municipal por setor no ano de 2005, onde a educação tem sido priorizada, ficando com 41,02% dos recursos locais no sistema municipal de ensino. Os recursos têm sido investidos, principalmente na reforma e ampliação das escol as da rede municipal, transporte escol ar e melhoria da qualidade na merenda escol ar. Os serviços ensino médio e educação de especial são oferecidos apenas na rede estadual de educação. A educação ambiental e educação agroflorestal são importantes ferramentas que vem sendo trabalhadas nas es colas e junto às populações tradicionais do município, pois ambas, como a educação formal, tem papel fundamental na formação de cons ciência individual e coletiva dos atores locais. Futuramente poderá ser implementado no município o Projeto FLOC – Floresta das Crianças para fort alecimento da educação no campo. Este Projeto tem como objetivos promover uma interação entre as comunidades e a es cola para fortalecer os conhecimentos, valores e habilidades das crianças e jovens da região Madre de Dios, Acre e Pando – MAP, em torno do desenvolvimento sustentável da região trinacional, buscando o manejo dos recursos naturais e a conservação da biodiversidade, enquanto

investigação do ensino básico. Outra import ante iniciativa referent e à educação infantil foi o estabelecimento da parceria entre o governo do Estado e a OSCIP – Organi zação para o Desenvolvimento Soci al e Econômico Sustentável – ODESS, para o apoio ao fortal ecimento de atividades referentes à educação infantil com recursos da Secret aria Estadual de Educação. O número de matrícul as no ensino fundament al na rede municipal na zona urbana foi de 61,8%, enquanto na zona rural não ultrapassou 38,2%. Essa diferença no número de matrícul as pode justificar o alto índice de anal fabetismo entre a população acima de 10 anos, principalment e na zona rural, bem como evasão escolar, pois em muitos casos os jovens deixam de estudar para ajudar os pais na agricultura (mão-de-obra barat a).

Administração 4,5

Outros 12,5

Educação 41,0

Transporte 9,0 Saúde 33,0

Figura 9: A distribuição do investimento Municipal em 2005 por setores (fonte: Revista “ Centenário de Xapuri, Prefeitura Municipal, 2005) O quadro se inverte quando avaliamos o ensino supletivo, onde um grande núm ero de agricultores (as) voltou às salas de aul a para concluírem

com muita dedicação os seus estudos. Foram realizadas 364 matrículas na zona rural, o que corresponde a 88,6% do número de matrí culas efetuadas. Já na zona urbana foram matriculados apenas 47 pessoas, o que corresponde a 11,4% do número de matrículas efetuadas. Na rede estadual de ensino o número de matrículas na zona rural, também foi superior ao da zona urbana correspondendo a 61,1% e 38,9%, respectivamente ao número de matriculas realizadas nas duas áreas implantadas apresentam baixa produtividade e baixa diversidade. Não se aproveita à sinergia entre as espécies nem dinâmica, o que não favorece a ci clagem de nutrientes. No município existem grupos culturais formados por jovens que freqüentam a rede es colar. O Grupo Senzal a de Capoei ra, o Grupo Poronga de Teatro, Grupo de teatro dos alunos da escola Anthero Soares Bezerra e o Grupo da Escola Divina Providênci a de Teatro sobre DST-AIDS, que já fez apres entações até em outras cidades do Estado. As instituições religiosas predominantes em Xapuri são a Igreja Católica, Assembléia de Deus, Assembléia de Deus Ministério Madureira Testemunhas de Jeová, Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã do Brasil, Igreja Batista Filadél fia, Igreja Batista Regular Beriana, Igreja Batista da Convenção, Igreja Univers al do R eino de Deus e Adventista do Sétimo Dia. Existem no Município grupos da Maçonaria e do Santo Daime.

5.7 Como funcionam as Associações Sociais? Xapuri vem se destacando na Regional do Alto Acre por t er uma sociedade civil bastante organizada. Podemos ressaltar a existência de instituições sociais como as cooperativas e associações que administram diversas atividades econômicas. Tais instituições são responsáveis pela coordenação de empreendimentos nas áreas de beneficiamento de m atérias primas e na prestação de servi ços.

O alto grau de organização social, seja no meio rural ou urbano, é uma das características do Município de Xapuri. Tem contribuído para a definição de um a proposta participativa de gestão, tanto no campo político como no sócio-econômico. As formas organi zativas presentes no município aglutinam-se principalmente no setor de atividades produtivas rurais: Associações de Produtores Rurais, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri – STR, Cooperativa Agroextrativista de Xapuri – CAEX, Associação dos Moradores Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes – AMOPREX e Conselho Municipal de Des envolvimento Sustentável e Meio Ambiente – CONDESMA. Existem ainda outras, como a Associ ação Comerci al de Xapuri e Associação de Moradores de Bairro, entre out ras. É importante destacar, que é pouco repres entativa a participação das mulheres nos processos organizativos. Existem também, como parte da organização social, instituições que apóiam o desenvolvimento local: Secretarias Municipais que constituem a estrutura da Prefeitura, Secretaria Estadual de Educação – SEE, Secretaria de Assistência Técnica e Extens ão Agroflorestal – SEATER, Secretaria Estadual de Florest a – SEF, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, Banco da Amazônia – BASA, Banco do Brasil – BB, Instituto Defesa Animal e Agroflorestal – IDAF, Universidade Federal do Acre – UFAC, além de instituições não governamentais. A exemplo disso pode-se citar algumas formas em que a comunidade esteve presente na formulação de políticas que atendessem à demanda regional. Além destas iniciativas, já estão s edimentados os conceitos de associativismo e cooperativismo que envolve o funcionamento das usinas de castanha e de borracha que têm o escoam ento de sua produção garantida e de participação comunitária que também acontece na Sibéri a – bairro de

Xapuri localizado a m argem esquerda do Rio Acre, onde várias iniciativas de comércio estão vincul adas à Associação Local de Moradores, gerando trabalho e renda para a população.

5.8 Como esta a consideração de gêneros e grupos etários: Mulheres, Jovens e Idosos? O Município de Xapuri possui quatro grupos de mulheres que se destacam pelo seu nível organizacional: Cooperativa Mão de Mulheres que trabalha com a reci clagem de papel, artesanato com fibras e sementes e alimentação regional; Grupo de Mulheres Povo da Sibéria, responsáveis pelo gerenciamento da mini indústria de produção de materi ais de higiene e limpeza artesanais e naturais (sabonetes de erva-doce, aroeira, copaíba e andiroba, det ergent es e sabão de uso doméstico); o Grupo de Mulheres do Seringal Floresta – colocação Rio Branco, que desenvolve trabalhos de confecção de artefatos de borracha; e o Grupo de Mulheres de Xapuri, que trabalha as questões de gênero no município. As atividades econômicas que os grupos organizados de mulheres desenvolvem são divers as: artes anatos em sement es, produção de couro vegetal, doces, biscoitos, sabonetes de plantas m edicinais, bordados e criação de pequenos animais. A produtividade ainda é baixa, pois não garante a cri ação de novos postos de trabalho e renda, funcionando apenas como um complem ento na renda familiar, sendo a produção familiar responsável pela garantia da grande maioria da renda doméstica. A possibilidade da realização de trabalhos baseados na

sustentabilidade e igualdade de gênero terá que garantir o empoderamento das mulheres reconhecendo seu papel como produtora de bens e gestora do

meio ambiente, derrubando o paradigma, de que a mulher é apenas dona do lar. Em Xapuri a atuação ativa e a participação m assiva das mulheres nos movimentos sociais e processos de discuss ão de políticas públicas, que promovam uma maior inserção social e o respeito aos direitos conquistados, é uma constante, possibilitando uma m aior interação entre a sociedade e o governo, definindo ações prioritárias. As mulheres do município contam com apoio da Secretaria Municipal de Ação Social e da Secretari a Extraordinária das Mulheres, que realizam anualmente o planejam ento estratégico de ações em parceria com a prefeitura, bem como no auxílio para realização de cursos de capacitação, além de outras atividades que possibilitem a inserção das mulheres nas discussões sobre políticas públicas e no mercado de trabalho. No município já foram oferecidos oficinas e cursos de

empreendedorismo rural, fabricação de doces, geléias e compotas, fabricação de artes anato com s ementes, madeira e borracha, culinária regional, alimentação alternativa, fabricação de queijo, corte e costura, produção de farinha de qualidade e gestão de pequenos negócios. O maior sonho das mulheres do município, sejam elas produtoras, servidoras públicas, comerciant es, artesãs, atrizes, sindicalistas, é a melhoria da qualidade de vida del as e da família. Para isso se faz necessário que elas interiorizem uma visão de futuro, idealizando a construção de uma sociedade m ais justa e igualitária e um ambiente sustentável, onde se possa viver com dignidade e honestidade em um local privilegiado: a cidade delas.

5.9 Como se encontra o serviço de Saúde Pública? O sistema de saúde pública fica dividido entre o estado, responsável pela unidade hospitalar, e o município responsável pelo atendimento ambulatorial da população nos postos de s aúdes. O município conta com médicos, odontólogos, enferm eiros e agentes de saúde. As ações básicas de saúde est ão incluídas em vários programas existentes no município, tais como: o Programa Agente de Saúde Comunitário, Programa Saúde da Família e DST – AIDS, entre outros. As campanhas e programas de s aúdes chegam a at ender a 84% da população. No município existe o Conselho Municipal de Saúde, constituído desde 1997, de conformidade com o decreto-l ei n° 223, que define as entidades participantes a função de cada uma. Vale a pena ressaltar que o Conselho Municipal de Saúde do Município de Xapuri, funciona com uma estratégi a paritária e representativa, permitindo assim a participação da sociedade civil no processo de planej amento e desenvolvimento, tornando a gestão pública da saúde ao alcance de toda a sociedade. Na área rural o at endimento médico é realizado nas comunidades periodicament e de forma organizadas obedecendo a um calendário de atividades, que é elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde e pêlos agentes de saúde que trabalham em cada comunidade. Para a realização dos serviços oferecidos pel a secretaria o deslocamento dos agentes se dá via estradas, ramais e rios, onde os produtores recebem atendimentos de consulta, exames de verminose, malári a, campanhas de vacinação, distribuição de medicamentos básicos, acompanhamento das cri anças, saúde preventiva, DST e outras. As doenças mais diagnosticadas são: doenças respiratóri as, malária, hepatite, verminose, leishmaniose, etc.

Com relação aos equipam entos de saúde pública, o município conta apenas com um hospital e 26 postos de saúde distribuídos entre a área urbana e rural.

5.10 Quais são os desafios da Gestão Ambiental? No município existe uma consciência ambiental com relação à conservação dos recursos naturais, especialmente por parte dos agroextrativistas e colonos, adquiridas no passado de lutas contra o desmatamento e na conquista da criação da Reserva Extrativista Chico Mendes. Além da redução da florest a e assoream ento dos Rios Acre e Xapuri, a biodiversidade é ameaçada pela prática de atividades econômicas predatóri as, tais como: a exploração madeireira ilegal, a biopirataria e a captura e tráfico de animais silvestres. Hoje o movimento dos agroextrativistas de Xapuri, principalmente através da Cooperativa Agroextrativista de Xapuri – CAEX, atua tanto na compra dos produtos extrativistas e do excedent e agrí cola destas áreas, como no abastecimento das mesmas. Para isso ele conta com onze núcleos de comercialização, instalados em pontos estratégicos na Reserva Extrativista, e apesar de todas as di ficuldades tem garantindo a compra dos produtos a preços acima daquel es pagos pelos tradi cionais "marreteiros", o que tem contribuído, de forma decisiva para a permanência das famílias em suas áreas. Além disso, a CAEX tem atuado sobretudo na busca de alternativas para a diversi ficação da produção de s eus associ ados, desenvolvendo atividades, que buscam o uso múltiplo da floresta de forma sustentada. Neste aspecto tem-se investido não só na introdução de novos produtos, mas principalmente na melhoria da qualidade dos produtos existentes e agregação de valores aos mesmos através do benefi ciamento da produção,

inclusive de form a descentralizada, como é o caso da Castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa). A cooperativa cont a com uma usina de benefici amento de castanha, que, quando na ativa produzia em média 15 toneladas de castanha benefi ciada por mês, vendendo dentro e fora do país (Itália, Espanha e Estados Unidos). Os produtos sementes florest ais e óleos e resinas apresentam um grande potencial para exploração pêlos agroextrativistas, pois os preços do quilograma de algumas espéci es florestais são bem satis fatórios, por exemplo: o mogno (Swetenia macrophyla) R$ 120,00, o ipê amarelo (Tabebuia serratifolia) R$ 100,00, entre outras espéci es nativas. As indústrias de cosméticos nacionais, bem como algumas multinacionais adquirem óleos e resinas de espécies nativas como a copaíba (Copaifera multijuga) R$ 12,00 (l), andiroba (Carapa Guianens es) R$ 14,00 (l), onde seu óleo medicinal é bastante utilizado na produção de s abonetes e velas repelent es conta o mosquito da mal ária, o ipê roxo (Tabebuia impertiginosa) de cas ca m edicinal (anticancerígena), açaí nativo (Euterpe precatoria) para produção de sucos, polpas e doces, a jarina – marfim vegetal (Phyt elephas macrocarpa), largamente utilizada na confecção de bijuterias, o jatobá (Hymenaea courbaril) conhecido popul armente como o viagra da Amazônia, seringueira (Hevea brasiliensis) que fornece látex para as indústrias de sapatos, pneus e artesanatos, além do couro vegetal. O município conta ainda com três importantes espaços para discussão, no que di z respeito à gestão integrada de resíduos sólidos, defesa do meio ambiente e produção rural sustentável: o Fórum Lixo e Cidadania Municipal, Conselho de Defes a do M eio Ambiente – CONDEMA e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável – CMDRS.

6. Plano Participativo Local de Desenvolvimento Sustentável Tabela 6: Diagnóstico, Visão e Ações Estratégicas

6.1 Economia Sustentável - Diagnóstico Atual: Número de trabalhadores com carteira com carteira assinada: ? Número de trabalhadores informais : ? Número de trabalhadores autônomos e na agricultura: ? Número de empresas cadastradas no munic ípio: 141 Transferência de ICMS para o munic ípio: 1.929.088,39 Arrecadação do ICMS em 2004: 269.726 População economicamente ativ a: 4.574 População economicamente não ativ a: 4.132 Efetiv o do rebanho bov ino: 149.946 Produto Interno Bruto (R$ Mil): 31.571 Produto Interno Bruto per capita (R$): 2.577 Agências bancárias: 2 Postos bancários: 5

6.1 Economia Sustentável - Diagnóstico Atual: Produção de borracha natural bruta (kg): 188.628 Produção de borracha natural bruta subsidiada (kg): 341.749
Fontes: Secretaria de Estado Finanças e Gestão Pública, IBGE/Pesquisa da Pecuária Municipal, Secretaria de Estado de Ex trativismo e Produção Familiar – SEPROF

Visão de Futuro: A ex ploração econômic a da floresta da maneira, que permita concretizar propostas alternativ as de preserv ação e recuperação dos recursos naturais; que garanta a permanência do homem em suas áreas produtiv as, sejam elas em assentamentos agroex trativ istas ou de coloniz ação com auto-sustentabilidade; que gere emprego e renda para a população da área urbana e rural, mediante a ex ecução de projetos específicos de capacitação e qualificação profissional e que permita produzir (lav oura branca) para abastecer as demandas locais com cada vez mais produtos locais . Justificativa: Necessidade de implementação de uma economia sustentáv el, v is ando à ampliação e fortalecimento das pequenas e médias indústrias, comércio e serv iç os locais , promovendo o desenv olv imento em consonância com a conserv ação dos recursos naturais e os programas munic ipais, estaduais e federais. Para aumentar a renda local e dim inuir a importação, é precis o fortalecer o cultiv o de especies tradicionais da produçao familiar e a comercialização de produtos locais .

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que Estratégia – Como que? fazer? fazer? Economia I. Estruturação e 1. Desenv olv er e Sustentáv el rev italização do implementar no setor produtiv o município um programa de formação continuada dos agricultores (as) familiares que incorpore tecnologias adaptadas à realidade local; 2. Estimular a geração de emprego e renda no distrito industrial do município; 3. Facilitar o acesso ao crédito rural aos agricultores (as) familiares;

Responsabilidades e custos - Quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria de Assistência Técnica e Ex tensão Agroflorestal – SEATER, Secretaria Municipal e Obras ou Infra-estrutura, permanente Conselho Municipal de Desenv olv im ento Rural Sustentáv el.

Prazo Quando? m

c, m

Parceria (as) Com quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria de Assis tência Técnic a e Ex tensão Agroflorestal – SEATER, Departamento de Águas e Esgoto – DEAS, Secretaria Municipal e Obras ou Infra-estrutura, Conselho Municipal de Desenv olv imento Rural Sustentáv el e Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR Banco da Amazônia

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que Estratégia – Como que? fazer? fazer? Economia I. Estruturação e 4. Promover incentiv os Sustentáv el rev italização do fiscais, atraindo nov as setor produtiv o empresas e indústrias de baix o im pacto ambiental para o município;

Prazo - Responsabilidades Parceria (as) Quando? e custos - Quem? Com quem? M (médio Produtores, Indicadores: prazo) Organizações Não Garantia de 75¨% de Gov ernamentais e preserv ação da floresta Setor Público. (redução do desmatamento); Redução da Importação em 50%; Ev itar Êxodo Rural: em 5. Ex ploração c, m 90%. sustentáv el dos recursos Impactos: madeireiros e não Preserv ar os recursos madeireiros mediante a naturais e a elaboração de planos de biodiv ersidade; manejo; Aumentar a produção local e a melhoria da qualidade de v ida; 6. Possibilitar a inserção c, m Valorizar os produtores dos jov ens locais ao locais e implantar mercado de trabalho unidades produtiv as atrav és da geração de com assis tência nov os postos de técnica, contribuindo trabalho; com a permanência do homem no campo.

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que Estratégia – Como Prazo Responsabilidades que? fazer? fazer? Quando? e custos - Quem? Economia I. Estruturação e 7. Implementar o c, m Sustentáv el rev italização do projeto "Agropecuária setor produtiv o Sustentáv el", ev itando o desmatamento e a importação de produtos agrícolas; conscientizando os produtores rurais para o aumento da produção local e a garantia da produção pelo setor público e mercado local. II. Prestação de 1. Prestar assis tência c, m, Secretaria Municipal serv iços técnic os técnica diferenciada e permanente de Agricultura e de apoio às de qualidade aos Produção, ativ idades produtores (as) locais; Secretaria de produtiv as Assistência Técnica e Ex tensão Agroflorestal – SEATER, Departamento de Águas e Esgoto – DEAS,

Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que Estratégia – Como que? fazer? fazer? Economia II. Prestação de 2. Capacitação dos Sustentáv el serv iços técnic os técnicos locais em de apoio às modelos de sis temas de ativ idades produção sustentáv el produtiv as com ênfase em agroecologia; 3. Assistência técnica e gerencial às organizações associativ as e aos pequenos empreendimentos; 1. Estimular o desenv olv im ento do comércio atacadista e v arejis ta (pesquis ar a possibilidade de Zona Franca);

Prazo Responsabilidades Quando? e custos - Quem? c, m, Secretaria Municipal permanente e Obras ou Infraestrutura, Conselho Municipal de Desenv olv imento Rural Sustentáv el e Sindicato dos Trabalhadores c, m, Rurais – STR. permanente

Parceria (as) Com quem?

III. Apoiar e reestruturar as empresas comerciais do município

m, l

Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria de Assistência Técnica e Ex tensão

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES Tema – O Meta – O que que? fazer? Economia III. Apoiar e Sustentáv el reestruturar as empresas comerciais do município

Estratégia – Como fazer? 2. Oferecer serv iç o de consulta ao crédito aos empresários locais ; 3. Reativ ação de indústrias, marcenarias, olarias e serrarias, considerado a certificação, gerando emprego e renda; 4. Facilitar a implementação da indústria de doces do município, juntamente com o Conselho de Segurança Alimentar – CONSAD.

Prazo Responsabilidades Quando? e custos - Quem? c, m, Agroflorestal – permanente SEATER, Departamento de Águas e Esgoto – DEAS, Secretaria c, m, Municipal e Obras permanente ou Infra-estrutura, Conselho Municipal de Desenv olv im ento Rural Sustentáv el e Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR. m, l Assessoría Financeira.

Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

6.2 Infra-estrutura e serviços - Diagnóstico Atual: Agencia dos correios: 1 Emissoras de telev isão: 3 Emissoras de rádio AM: 1 Emissoras de rádio FM: 1 Número de consumidores de energia elétrica: 2.775 Consumo de energia elétrica de Janeiro a Novembro de 2005 (kW/h): 6.450.332 Programa Luz para Todos – Rede (km): 71,30 Número de famílias atendidas: 183 Comunidades beneficiadas com o Programa de Energia nas Comunidades Rurais e Florestais: 6 Número de telefones fix os: 1.552 Número de telefones públicos: 82 Número de estradas pav im entadas: 3 Número de ramais : 31 Frota total de v eículos: 682 Fonte: SEPLANDS/Programa Luz Para Todos/PRODEM, Departamento Estadual de Trânsito - DETRAMELETROACRE, Secretaria Municipal de Infra-estrutura, Brasil Telecom e Guascor do Brasil

6.2 Infra-estrutura e serviços - Diagnóstico Atual: I Serv iç os de Saneamento % da população atendida: 80 Serv iç o de coleta de lix o % da população urbana atendida: 90 Aterro controlado: 1 Fonte: SEPLANDS/Programa Luz Para Todos/PRODEM, Departamento Estadual de Trânsito – DETRAM, ELETROACRE, Secretaria Municipal de Infra-estrutura, Brasil Telecom e Guascor do Brasil Visão de Futuro: Oferecer a população serv iç os básic os de infra-estrutura, v aloriz ando os ambientes locais e promovendo o desenvolv im ento de uma cidade lim pa, organizada e sustentáv el. Justificativa: É necessária a normalização do abastecimento energético, incluindo a ampliação da rede de iluminação, além de outros serv iços de utilidade públicas. Torna-se cada v ez mais im portante o planejamento para a ocupação ordenada de áreas e terrenos, para ev itar o transtorno do surgimento de bairros periféricos sem a mínima infra-estrutura. A construção de módulos sanitários particulares, de uma rede de esgoto e de sanitários públicos dev erá contemplar todos os bairros, evitando problemas de saúde, principalm ente nas crianças.

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? Meta – O que fazer? Infra-estrutura I. Estruturação dos serv iços de saneamento básic o, iluminação públic a e pav im entação de ruas, rodovias e ramais no campo e na cidade.

Estratégia – Como fazer? 1. Pav im entar e iluminar as principais ruas e via de acesso do município;

II. Definição de uma política de urbanização e de ocupação de áreas públicas

Prazo - Responsabilidades Quando? e custos - Quem? m, l Secretaria Municipal de Obras ou InfraEstrutura, Secretaria Municipal de Agricultura e 2. Ampliação do Produção, programa luz para Secretaria de todos na área rural e Assistência Técnica da rede munic ipal de e Ex tensão iluminação públic a; Agroflorestal – SEATER, Secretaria m, l Municipal de Meio 1. Garantir habitação Ambiente e Turis mo à população de baix a – SEMAT, renda com Secretaria Municipal infraestrutura, ou e Estadual de seja, com rede de luz, Educação, água encanada e Conselho Municipal esgoto; Defesa do Meio . Ambiente e Fórum Agenda 21.

Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que Estratégia – Como que? fazer? fazer? Infra-estrutura II. Definição de 2. Favorecer a uma política de implantação de um urbanização e projeto piloto de de ocupação de ordenamento áreas públicas territorial local; 3. Calç amento e pav im entação das ruas não beneficiadas dos bairros; 4. Ampliar o abastecimento de água, oferecendo uma água tratada; 5. Implementação de um serv iç o de coleta seletiv a e reciclagem do lix o doméstico; 6. Subsidiar elaboração do plano diretor.

Prazo Quando? m, l

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as) Com quem?

m, l

m, l

c, m

c

6.3 Segurança Pública - Diagnóstico Atual: Efetiv o da polícia militar: 40 (estimativ a) Frota de v eículos da policia militar: ? Frota de v eículos da policia civ il: 1 carro, t moto Efetiv o da polícia civ il: 12 Presença do conselho tutelar: 5 Presença de defesa civ il: ? Presença de cadeia pública: ? Acidentes de trânsito (motos e v eículos): ? Acidentes de trânsito com óbitos: ? Número de roubos: ? Número de furtos: ? Número de assassinatos: 1 (2005)

Justificativa: Visão de Futuro: A população precisa de segurança contra possív eis av anços da criminalidade local, além de uma interação mais intensiv a e Diminuição de acidentes, calamidades públicas (fogo, inundação), mortes, roubos, assaltos, consumo de entorpecentes e agradáv el entre a sociedade, os grupos policiais e instituições de caráter educativ o. A construção de um centro de reeducação outros delitos, que por v entura coloquem em risco a integridade física e social da população local, bem como a estabilização para jov ens e adultos contribuiria para a redução dos índices de criminalidade e dependência química, bem como ao da ordem públic a. fortalecimento de ativ idades junto aos grupos de jovens do município. Justificativa: A população precisa de segurança contra possív eis av anços da criminalidade local, além de uma interação mais intensiv a e agradáv el entre a sociedade, os grupos policiais e instituições de caráter educativ o. A construção de um centro de reeducação para jov ens e adultos contribuiria para a redução dos índices de criminalidade e dependência química, bem como ao fortalecimento de ativ idades junto aos grupos de jovens do município.

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? Meta – O que fazer? Segurança I. Garantir a Pública segurança públic a para a população local, mediante a prestação de serv iços eficientes e mais humanos.

Estratégia – Como fazer? 1. Estabelecer um policiamento em todos os bairros da cidade para inibição da criminalidade; 2. Ampliar a fiscalização nas rodov ias federais, estaduais e municipais , coibindo a prática de ativ idades ilícitas (posto BR-317); 3. Ampliação do efetiv o policial local e da frota da polícia para intensificação das rondas nos bairros. 4. Criação de um Posto Local de Bombeiros.

Prazo - Responsabilidades Quando? e custos - Quem? m Prefeitura Municipal, Conselho tutelar, Secretaria estadual de Segurança Pública, Tribunal de Justiça, Policia c Militar, Policia Civ il.

Parceria (as) Com quem? Promotoria Pública, Secretaria estadual de Segurança Pública, Tribunal de Justiça, Policia Militar, Policia Civ il, Assistência Social Municipal, Juiz ado Especial da Infância e Adolescência, Igrejas

m, l

l

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema Meta – O que fazer? –O que? II. Promoção de ativ idades conjuntas entre a sociedade civ il e as corporações policiais para a div ulgação e a implementação de ações educativ as

Estratégia – Como fazer?

Prazo Quando? c

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as) Com quem?

1. Criar formas de cooperação entre a polícia à sociedade civ il, inclusiv e com palestras; 2. Intensificar nas instituições e escolas públicas campanhas e palestras sobre segurança de trânsito, contra o uso e tráfego de drogas e a criação e contrabando de animais silv estres; 3. Fortalecim ento do conselho tutelar local para melhor fiscalização dos ambientes de lazer e div ersão; 4. Fis caliz ar a proibição da venda de bebidas alc oólicas e cigarros a menores, inclusiv e autuando os infratores .

c, p

c, m

c, m

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

6.4 Educação - Diagnóstico Atual: Número de docentes que trabalham no município atuando nos ensino fundamental e médio na rede munic ipal e estadual de educação: 112 (192 efetiv os + 72 prov is órios) Município (46 efetiv os + 69 provisório pré-escolar 6 efetiv os + 5 prov is órios) Número de matrículas realizadas pelo munic ípio no ano de 2005 na educação infantil, fundamental, médio e ensino supletiv o: 1560 Número de matrículas realizadas pelo estado no município ano de 2005 na educação infantil, fundamental, médio e ensino supletiv o: 3826 Número de escolas de ensino infantil, fundamental, médio e ensino supletiv o: 67 (mais) Índice de desenvolv im ento humano munic ipal IDHM-educação: 0,576% Número e v alor das bolsas (escola, família, alimentação, PETI, bolsa cidadã BRASILTELECOM), pagas no município: 68 (mais de 1.000) – R$ 60,00 a 95,00 Número de escolas com abastecimento de água: 5 Número de escolas com energia elétrica: 8 Número de escolas com saneamento básico: 4 Tax a de ev asão escolar: 30% Tax a de reprov ação no ensino fundamental: ?

6.4 Educação - Diagnóstico Atual: Tax a de analfabetismo: 29,4% Repasse anual de recursos para educação municipal e estadual: ? Fonte: Minis tério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP, Censo Educacional 2004; IBGE, 2005; Secretaria Estadual de Educação – SEE/ Gerência de Estatística e Informação Educacional; Secretaria Munic ipal de Educação – SEMEC; SEPLANDS, 2005. OBS: O IDHM-educação é composto por dois indicadores: a tax a de alfabetização acima de 15 anos e a tax a bruta de freqüência à escola Visão de Futuro: Implementação de Política Públicas Locais que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, mediante a prestação de serv iços de caráter educacional para a redução das desigualdades sociais , v aloriz ando as crianças, os jov ens, adultos e a melhor idade no município, formando cidadãos conscientes, capazes e organizados, para inserção no mercado de trabalho local e estadual.

Justificativa: Torna-se necessário, construir estabelecimentos de ensino adequados às necessidades locais , abrangendo o ensino infantil, fundamental, médio e superior. Eles contribuirao com a redução do analfabetismo e aumento de qualidade do ensino no município. Além disso, garantem aos alunos em idade escolar, o direito de participar de Programas do Gov erno (nas 3 esferas). O sis tema educacional deve contribuir para a qualificação profissional dos jov ens do município, para serem absorv idos no mercado de trabalho. Uma atenção especial devem receber as novas empresas e indústrias que estão se instalando no Município. A estimativ a de geração de novos postos de trabalho e na ordem de 1.600 empregos diretos e indiretos. A promoção de cursos profissionaliz antes em div ersas áreas da economia local dev e ter continuidade, capacitando jov ens e adultos.

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que Estratégia – Como que vamos fazer? conseguiremos? queremos? Educação I. Formação e 1. Construção de capacitação de estabelecimentos profissionais para educacionais, que os requerimentos contemplem o ensino de do mercado de qualidade do prétrabalho escolar ao ensino superior; 2. Ampliar e estruturar as escolas urbanas e rurais, incluindo a informatização (inserção digital); 3. Capacitar continuadamente os profissionais da rede de ensino munic ipal e estadual em conteúdos pedagógicos e gestão ambiental escolar.

Prazo Quando? m, l

Responsabilidades e custos – Quem, com quais recursos? Poder Público Local; Prefeitura Municipal; Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turis mo – SEMAT, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente e Fórum Agenda 21.

Parceria (as) – Com quem? Ministério da Educação e Cultura – MEC, Secretaria Municipal e Estadual de Educação, SEBRAE, SENAC, SESC, UFAC, Secretaria Municipal de Ação Social.

c, m

c, m

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que Meta – O que Estratégia – Como queremos? vamos fazer? conseguiremos? Educação I. Formação e capacitação de profissionais para os requerimentos do mercado de trabalho 4. Reorganiz ação do quadro de docentes do ensino fundamental e médio; 5. Oferecer condições de acesso ao ensino superior e apoiar bolsas de estudos criteriosas para os alunos de famílias de baix a renda; 6. Promoção de cursos de formação e capacitação em diferentes áreas para jov ens e adultos para atuarem no mercado de trabalho local; 7. Apoiar o fortalecimento de projetos de educação no campo – Floresta das Crianças. 8. Criação do Conselho Municipal de Educação

Prazo Quando? c, m

Responsabilidades e custos – Quem, com quais recursos?

Parceria (as) – Com quem?

m

permanente

c

c

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

6.5. Cultura, Turismo, Esporte e Lazer - Diagnóstico Atual: Números de bibliotecas públic as: 1 Número de teatros: 0 Grupos de teatro: 1 Número de museus: 4 Áreas de lazer (quadras esportiv as): 8 Hotéis não-classificados: 2 Hotéis classificados: 0 Pousadas/Hospedarias: 9 Data festiv a: 20 de Janeiro – São Sebastião Padroeiro da Cidade Data festiv a: 22 de Março – Aniv ersário do Munic ípio Data festiv a: 31 de Maio – Procis são do Sírio de Nazaré Data festiv a: Festas Juninas - Junhari (Festiv al de Quadrilhas) Data festiv a: 23 de Junho - Novenario (São João do Guarany ) Data cultural-religiosa: segunda quinzena de Agosto – Encontro Evangélico de Xapuri Data festiv a: Setembro – Festiv al de Praia e Carna Xapuri

6.5. Cultura, Turismo, Esporte e Lazer - Diagnóstico Atual: Atrativ os Turísticos: Centro de Memória Chic o Mendes – Casa de Chic o Mendes, Atrativ o Turístico: Seringal Cachoeira Atrativ o Turístico: Igreja de São Sebastião, Atrativ os Turísticos: Museu de Xapuri e Museu da Casa Branca Atrativ o Turístico: Rua do Comércio, Atrativ o Turístico: Casa Comercial Kalume, Mirante do Encontro dos Rios, Praia do Zaire Visão de Futuro: Div ulgar o Munic ípio de Xapuri como uma referencia cultural-histórica, atraente para o turismo, promov endo a v alorização da luta de Chico Mendes, da Reserva Ex trativ is ta e dos saberes e conhecimentos locais . Justificativa: A necessidade do desenvolv im ento de ativ idades culturais e turísticas permanentes ou periódicas, que valorizem o saber popular e as tradições culturais do município, vinculado estas ativ idades com uma maior inserção social e div ulgação da imagem local nos âmbitos estadual, nacional e internacional.

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que fazer? Estratégia – Como que? fazer? Cultura, I. Promov er 1. Destinar a Turismo, ativ idades culturais, população espaços Esporte e desportiv as e públicos para a Lazer turísticas no cultura, inclusiv e nas município escolas (construção de um Centro Cultural); 2. Destinar a população nov os espaços públicos para a prática do esporte e lazer, inclusiv e nas escolas;

Prazo Quando? m

c, m

Responsabilidades e custos - Quem? SEBRAE, SENAC, SESC, Secretaria Municipal de Ação Social, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turis mo – SEMAT, Secretaria Municipal e Estadual de Educação, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente e Fórum Agenda 21. Fundação Municipal de Cultura e Desporto

Parceria (as) Com quem? SEBRAE, SENAC, SESC, Secretaria Municipal de Ação Social, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turis mo – SEMAT, Secretaria Municipal e Estadual de Educação, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente e Fórum Agenda 21.

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que fazer? Estratégia – Como que? fazer? Cultura, I. Promov er 3. Realiz ação de Turismo, ativ idades culturais, ativ idades esportiv as Esporte e desportiv as e e recreativ as, Lazer turísticas no incentiv ando e município estimulando associações, clubes e grupos de pessoas para interação; 4. Construção de espaços destinados à leitura e acesso a internet; 5. Valorização da cultura local, estimulando a v is itação aos pontos histórico-turisticos locais, além de outros atrativ os.

Prazo Quando? c

Responsabilidades e custos - Quem? Secr. Obras, Infraestrutura Cultura

Parceria (as) Com quem?

c, m

Secr. Meio Ambiente e Turis mo

c

Prefeitura Projeto PETROBRÁS

Projeto PETROBRÁS Gov erno do Estado de Acre (recursos BID).

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que fazer? Estratégia – Como que? fazer? Cultura, I. Promov er 6. Apoiar a ativ idade Turismo, ativ idades culturais, e estimular a Esporte e desportiv as e formação de novos Lazer turísticas no grupos de teatro, município atrav és do mov imento cultural do município; 7. Criação de áreas v erdes (trilhas e parques ecológic os) destinadas ao eco turismo e ativ idades educativ as; 8. Pesquis a e div ulgação da história de Xapuri

Prazo Responsabilidades Parceria (as) Quando? e custos - Quem? Com quem? permanente SEBRAE, SENAC, SEBRAE, SENAC, l SESC, Secretaria SESC, Secretaria Municipal de Ação Municipal de Ação Social, Secretaria Social, Secretaria Municipal de Meio Municipal de Meio Ambiente e Turis mo Ambiente e Turis mo – – SEMAT, SEMAT, Secretaria Secretaria Municipal Municipal e Estadual de m, l e Estadual de Educação, Conselho Educação, Municipal Defesa do Conselho Municipal Meio Ambiente e Fórum Defesa do Meio Agenda 21. Ambiente e Fórum Projeto PETROBRÁS Agenda 21, Projeto Gov erno do Estado de permanente PETROBRÁS, Acre (recursos BID). Gov erno do Estado de Acre (recursos BID, História do Acre / UFAC).

Cultura, Turismo, Esporte e Lazer

I. Promov er ativ idades culturais, desportiv as e turísticas no município

9. Div ulgação das ativ idades Culturais Ev angelis ticas e de outras religiões de Xapuri (cultos, cruzadas, congressos, programa de radio, seminários e cursos teológicos). 10. Memorial de Chico Mendes. 11. Construção do Parque do Ginásio Coberto, que corresponde a uma estratégia pública, em resposta a carência de um espaço cultural, esportiv o e de lazer, elaborando este projeto com a mobilização social. 12. Ensino de idiomas para oferta de serv iç os turísticos.

permanente Prefeitura Municipal: diagnóstico e planejamento de ações locais. Assessoria técnic a para a elaboração de projetos atrav és de parcerias. Instituições Federais – Emendas m, l parlamentares cofinanciamento e m recursos do (Médio Ministério do Meio prazo) Ambiente, além de recursos do governo estadual. ?

Indicadores Nº. de profissionais de educação física contratados; Diminuição de gasto para conservação dos espaços físicos; Aumento do número de pessoas praticando esportes; Impactos: Diminuição do índice de v iolência entre os jov ens; Inserção social das pessoas de todas as faix as etárias.

c

6.6. Saúde Pública - Diagnóstico Atual: Número de estabelecim entos de saúde que prestam serviços ao SUS: 5 Número de hospitais: 1 Número de postos de saúde na zona rural: 33 rurais (Fonte SEBRAE, 1999) Número de unidades de saúde da família PSF e Centros: 3 Número de laboratórios: 1 Número de consultórios médicos: 10 Número de consultórios odontológicos: 2 Número de agentes comunitários de saúde: 39 (Munic ipais e Estaduais) Número de agentes de endemias (FUNASA): 23 Posto de trabalho de auxiliares de enfermagem e do nív el técnic o-aux iliar: 28 + 9 + muitos (hospital) + 25 Técnicos? Postos de trabalho em nív el superior (bioquímicos, biomédico, outros): 2 Posto de trabalho de enfermagem (Rede municipal e estadual de saúde): 8 + 3 + 1 Posto de trabalho de odontólogos: 3 Postos de trabalho de médic os (Rede municipal e estadual de saúde): 8 + 3

6.6. Saúde Pública - Diagnóstico Atual: Natalidade: 290 (2005) Mortalidade: 47 (2005) Fonte: Hospital de Xapuri, SEBRAE, 1999 Visão de Futuro: Estruturação e organização adequada do setor de saúde pública nas áreas urbana e rural, oferecendo a população local serv iços de qualidade, mediante a capacitação, valorização profissional e contratação de mão-de-obra especializada. Implementação de um programa municipal de saúde prev entiv a, para a produção de alimentos saudáv eis , pautados nos princípios da agric ultura orgânica. Justificativa: A população expressa a necessidade de melhor qualidade do atendimento e dos serviços prestados, além da oferta de alimentos saudáveis, água potáv el em qualidade e quantidade satisfatórias e implementação de saneamento básico para melhores condições de v ida.

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que fazer? Estratégia – Como que? fazer? 6.6. Saúde I. Promoção da 1. Ampliar e fortalecer Pública saúde ampliando as os postos de saúde com informações e profissionais competenex ecutando ações de tes, inclusiv e na zona prev enção de rural; doenças 2. Reativ ar e estruturação dos postos de saúde na área urbana e rural. 3. Aumentar o número de equipes de saúde da família e implementar equipes para o atendimento domiciliar (agentes de saúde);

Prazo Quando? c, m

Responsabilidades e custos - Quem? Secretaria Municipal de Saúde, e Secretaria Municipal de Infra-estrutura – SEMIMFRA Recursos dos Programas e Fundos (PAB, PSF, FNS)

Parceria (as) Com quem? Conselho Municipal de Saúde (Lei Nº. 223, 2002)

m

m, l

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que fazer? Estratégia – Como que? fazer? Saúde I. Promoção da 4. Aumentar a eficiência Pública saúde ampliando as e rigorosidade na informações e v igilância sanitária, ex ecutando ações de principalmente na prev enção de fiscalização de doenças estabelecimentos de manipulação de alimentos; 5. Adequar à infraestrutura educacional e acompanhamento profissional para ensino de saúde preventiv a; 6. Criação de um centro de recuperação de dependentes químicos; 7. Criação de um centro de atendimento ao idoso;

Prazo Quando? c, m

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as) Com quem?

c, m

m, l

m, l

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O Meta – O que fazer? Estratégia – Como Prazo que? fazer? Quando? Saúde II. Capacitação 1. Niv elamento técnic o e permanente Pública técnica e em em relações humanas relações humanas dos servidores de dos servidores saúde, atrav és de municipais de saúde capacitações para a prestação de específicas e setoriais; serv iços a comunidade e ampliação do setor III. Promoção da saúde prev entiv a e ambiental, estimulando o consumo de alimentos saudáveis 1. Trabalhar a saúde permanente prev entiv a e ambiental com a implantação, produção e consumo de hortas e frutas orgânicas e o uso correto de plantas medicinais no tratamento de doenças. 2. Promover e div ulgar postos de saúde permanente alternativ os com aplicação de medic ina homeopática.

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

6.7. PRODUÇÃO SUSTENTAVEL E MEIO AMBIENTE - Diagnóstico Atual: Produção anual das culturas anuais (t): 16.302 Produção anual das culturas perenes (t): 1.427 Produção dos principais produtos ex trativ istas (t): 905,6 Madeira em tora (m 3): 12.503 Madeira em lenha (m 3): 6.913 Área oficial do município (ha.): 534.695,32 Área desmatada (ha.): 108.740,70 Unidades de conserv ação no munic ípio: RESEX Chic o Mendes e A.R.I.E. Seringal Nov a Esperança Áreas totais das Unidades de Conserv ação (ha.): 931.833,57 e 2.909,12 Porção do Município (ha.): 299.111,43 e 1.224,21 Mata com incidência de madeira de lei – v alor ha.: R$ 250 – 450,00 (BASA, 2005; mercado: > 1.000,00 em função da localização) Mata sem incidência de madeira de lei – v alor ha.: R$ 100 – 200,00 Capoeira/Capoeirão (com idade de 03 a 06 anos, ha.): R$ 50 – 80,00 Pastagens artificiais mecaniz adas (há): R$ 400 – 1.000,00 Pastagens artificiais não mecanizadas (há): R$ 300 – 800,00 Fontes: BASA, 2005, SEPROF

Visão de Futuro: Conciliação da produção de alimentos saudáv eis com a conserv ação dos recursos naturais (água, solo e biodiv ersidade), proporcionando uma maior interação entre o homem e a natureza, para que toda a sociedade seja beneficiada, com uma maior responsabilidade social e ambiental e por conseqüência consiga uma melhora satisfatória em seus padrões de vida. Justificativa: Necessidade de promover o desenvolv im ento sustentáv el mediante a organiz ação rural e urbana, bem como o fortalecimento de instituições municipais e estaduais da área ambiental e agric ultura familiar local para a implementação de práticas alternativ as de produção de alim entos e maior proteção das unidades de conservação do munic ípio, mediante aos impactos prov ocados pela ação humana.

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? 6.7. Produção sustentáv el, uso da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? I. Recuperação de áreas degradadas – desmatamento e queimadas Estratégia – Como fazer? 1. Implantação de um programa de recuperação de áreas degradadas (preferência nos Pólos de colonização) atrav és da produção e plantio de mudas de espécies frutíferas e florestais nativ as (PDA); Responsabilidades e custos - Quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Secretaria de Assis tência Técnica e Ex tensão Agroflorestal – c, m SEATER, Conselho 2. Estimular o plantio de Municipal de leguminosas para a Desenv olv imento recuperação do solo; Rural Sustentáv el e 3. Incentiv ar o m, l Sindicato dos reflorestamento das matas Trabalhadores ciliares (nascentes); Rurais – STR e Conselho Municipal 4. Promover mutirões permanente Defesa do Meio agroflorestais para a l Ambiente – implantação de sistemas CONDEMA. sustentáv eis de produção. Prazo Quando? m, l Parceria (as) Com quem? Indicadores: 100 pessoas participam nos bairros num mutirão; presidentes dos 7 bairros capacitados. Impactos: População informada e conscientizada; Melhoramento da limpeza e higiene da cidade.

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? 6.7. Produção sustentáv el, uso da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? II. Div ersificação da produção sustentáv el Estratégia – Como fazer? 1. Estimular a im plantação de unidades demonstrativ as de Sistemas Agroflorestais, Quintais Agroflorestais e Sistemas Agrosilv ipastoris 2. Implantação de hortas orgânicas e uso de adubo orgânico; 3. Fortalecim ento da cadeia produtiv a dos produtos agro ex trativ istas; 4. Aquisiç ão de máquinas e equipamentos para beneficiamento da produção, gerando agregação de valor dos produtos locais. Responsabilidades e custos - Quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Secretaria de Assis tência Técnica e Ex tensão c, m Agroflorestal – SEATER, Conselho Municipal de Desenv olv imento Rural Sustentáv el e permanente Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR e Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente – l CONDEMA. Prazo Quando? m, l Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? 6.7. Produção sustentáv el, uso da terra e gestão ambiental. Meta – O que fazer? III. Planejamento integrado e estratégico das ações das instituições que atuam na zona rural e urbana, conforme prioridades estabelecidas pelos conselhos municipais de desenv olv im ento sustentáv el e meio ambiente. Estratégia – Como fazer? 1. Definir e estabelecer uma sis temática de planejamento rural em conjunto e permanente; Prazo Responsabilidades Quando? e custos - Quem? permanente Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Secretaria 2. Confeccionar mapas m de Assis tência temáticos do zoneamento Técnica e Ex tensão do município e planejar Agroflorestal – com base nos dados; SEATER, Conselho Municipal de Desenv olv imento 3. Adotar o ordenamento m, l Rural Sustentáv el e territorial local – OTL, permanente Sindicato dos como instrumento de Trabalhadores planejamento e gestão a Rurais – STR e partir de discussões dos Conselho Municipal fóruns de desenvolv im ento Defesa do Meio local. Ambiente – CONDEMA. Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? 6.7. Produção sustentáv el, uso da terra e gestão ambiental. Meta – O que fazer? IV. Aplic ação de políticas públicas e legislação que assegurem a sustentabilidade Estratégia – Como fazer? 1. Fortalecim ento de parcerias entre a gestão pública munic ipal e a sociedade civ il para estabelecer políticas e aplicar as leis ambientais; Responsabilidades e custos - Quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Secretaria de Assis tência 2. Apoiar o funcionamento permanente Técnica e Ex tensão e estruturação dos Agroflorestal – conselhos munic ipais de SEATER, Conselho desenv olv im ento rural Municipal de sustentáv el e de defesa do Desenv olv imento meio ambiente. Rural Sustentáv el e 3. Implementar o Projeto c Sindicato dos “Minha cidade, minha (90 dias) Trabalhadores casa” que v is a aplic ar a Rurais – STR e Legislação de Xapuri, Conselho Municipal específicamente as leis Defesa do Meio que não são ex ecutadas Ambiente – por falta de div ulgação e CONDEMA, ONGs conscientização pela (Recursos: Próprios população local. do Município). Prazo Quando? c, m Parceria (as) Com quem? Indicadores: 100 pessoas participam nos bairros num mutirão; Presidentes dos 7 bairros capacitados. Impactos: População informada e conscientizada; Melhoramento da limpeza e higiene da cidade.

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? Meta – O que fazer? 6.7. Produção V. Educação da sustentáv el, uso população para o da terra e gestão uso racional dos ambiental recursos naturais

Estratégia – Como fazer? 1. Educar e estimular a população para que elev e a conscientização mediante a conserv ação ambiental e uso e ocupação correta do território; 2. Minis trar capacitações continuadas para que a população aprenda como conserv ar o meio ambiente; 3. Educar ambientalmente e de forma permanente os alunos nas escolas e população atrav és de projetos de educação ambiental (Agenda 21 Escolar);

Prazo Responsabilidades Quando? e custos - Quem? permanente Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Secretaria de Assis tência permanente Técnica e Ex tensão Agroflorestal – SEATER, Conselho Municipal de Desenv olv imento Rural Sustentáv el e permanente Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR e Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA.

Parceria (as) Com quem?

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

AGENDA DE AÇÕES ESTRATÉGICAS Tema – O que? Meta – O que fazer? 6.7. Produção sustentáv el, uso da terra e gestão ambiental

Estratégia – Como fazer?

Prazo Quando? c, m

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as)Com quem?

. V. Educação da 4. Confecção de materiais população para o didáticos e educativ os para uso racional dos serem dis tribuídos nas recursos naturais comunidades. VI. Controle da 1. Estimular a coleta seletiv a do poluição lix o e a recic lagem; 2. Solicitar profissionais da fiscalização ambiental para a aplicação de punições nos crimes contra o solo, água, ar, fauna e flora; 3. Intensificar e apoiar as ações da v igilância sanitária; 4. Reduzir a poluição no município, tanto sonora, prov ocada por fontes móveis (carros de propaganda) e fix as, como atmosférica em conseqüência de queim as.

m, l

Prefeitura, comunidade, iniciativ as IBAMA, IMAC, Prefeitura Secr. Agric ultura, IDAF IBAMA, IMAC, Prefeitura

c permanente c

C = curto prazo (menor que 12 meses), M = médio prazo (de 12 a 36 meses) e L = longo prazo (maior que 36 meses).

7. Os próximos passos – como implementar a Agenda 21 Local? A implementação da Agenda 21 Local exige o somatório de parceri as, a participação de todos que ajudaram no processo de construção da Agenda 21 Local do plano de ações. Daí que o primeiro passo seja uma ampla divulgação e mobilização soci al para que a comunidade se envolva e comprometa com este propósito de mudança para m elhor que a Agenda 21 propõe. É fundam ental o engajamento da Prefeitura com suas Secretarias e Câmara Municipal, em especi al a Secretaria Municipal Meio Ambient e e Turismo, pois a Prefeitura em muitos casos será a executora dos proj etos apontados pela sociedade. A respons abilidade de coordenar as ações da Agenda 21 Local fi cará às mãos do Fórum Agenda 21 Local e Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável e M eio Ambiente, que planejarão de forma conjunta as ações locais. O trabalho mais importante e fazer com que a sociedade se envolva participando da execução da Agenda 21 Local, percebendo que os sonhos acumulados ao longo dos anos vão se transformando em bem-est ar coletivo, em prosperidade para todos. O Plano de Ação a ser implementado implica na compreensão por parte da sociedade envolvida com o processo de implementação, de que o plano trata de compromissos a curto, médio e longo prazo, mediante processo conduzido pela própria soci edade. Haverão idas e vindas, avanços e retrocessos, entusiasmo e desânimo, no entanto isto faz parte do processo. O principal é a participação e a implementação do plano de desenvolvimento sustentável construído pelos representantes da sociedade de Xapuri, que participa do processo de construção col etiva.

O plano de ação deve s er execut ado em sintonia com os programas municipais, estaduais e federais que já estabeleceram suas prioridades e dispõem de recursos para execução. Ini cialmente, serão feitos os investimentos indispensáveis à implantação dos projetos produtivos e de infra-estrutura. Em seguida implantar-se-á produção, de modo a garantir a melhoria de renda da população. Numa terceira etapa, poderão s er implantados proj etos que possam ser operados pel a própria comunidade, ou cons eguidos mediante a aprovação de proj etos especí fi cos. No caso de proj etos produtivos, as prioridades de implantação deverão ser estabelecidas pela comunidade. O plano de ações é dinâmico, portanto á m edida que as ações vão sendo implementadas, outras são propostas pela sociedade junto ao Fórum Agenda 21 e incorporadas ao plano de ação. As discussões sobre os cenários futuros desej ados pela sociedade para o município de Xapuri tiveram seus inícios nas oficinas, quando realizamos atividades que permitiam aos participantes exporem toda a problemática referent e aos principais obstáculos ao desenvolvimento sustentável local, expondo os problemas e propondo soluções e o desenho da cidade sustentável, uma visão de futuro, onde os participantes com toda a sua criatividade desenhavam em uma simples folha de cartolina a "Xapuri", de seus sonhos. Elaboração dos cenários de futuro para o município de Xapuri t eve como eixo m etodológico à discussão participativa com a sociedade civil organizada e governo local. Estes cenários terão o alcance temporal a curto, médio e longo prazo e foram estruturados dentro do plano de ações, incluindo aspectos produtivos, ambientais, territoriais, econômicos, sociais, culturais, estruturais e de gestão do plano de ações, que s erá acompanhado pelo Fórum Agenda 21.

A construção da Agenda 21 Local foi um processo de planejamento participativo e dinâmico que envolveu os diferentes segmentos da sociedade para discuss ão e definição de Plano de Des envolvimento Local Sustentável direcionado às questões prioritárias para o desenvolvimento sustent ável do município. Discutindo junto com as comunidades da área rural e área urbana as di ficuldades enfrent adas atualmente para se alcançar o desenvolvimento sustentável local.

8. Leitura utilizada e recomendada A Caminho da Agenda 21: Princípios e Ações 1992/97- Brasília, MMA 1997, 224p. A Implantação da Educação Ambiental no Brasil. Ministério da Educação e do Desporto, Brasília – DF, 1998, 166p. Acre, Gov erno do Estado. Zoneamento Ecológic o-Econômico do Estado do Acre. Instituto de Meio do Acre – Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Rio Branco/AC, 2000, CD ROM. Agenda 21 da Amazônia. Informe da Secretaria de Coordenação da Amazônia, do Ministério do Meio ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Agosto de 1998, 6p. Agenda 21 Brasileira – Bases para discussão/ por Washington Nov aes (Coura.) Otto Ribas e Pedro da Costa Nov aes. Brasília MMA/PNUD 2000, 196p. Almeida, D.; Peneireiro, F.M.; Rodrigues, F.Q.; Filho, L.C.M.; Brilhante, M.O.; Pinho, R.Z. Manual do Educador Agroflorestal. Univ ersidade Federal do Acre/Parque Zoobotânico/Arboreto, 2003, 108p. Bloch, D. Semana da Água – Direito à vida, 32p. Brose, M. REDE – DLIS. Oficina Permanente Sobre Desenv olv im ento Local. Diagnóstico Rápido Urbano Participativ o, Website: www.rededlis .org.br. Bezerra, M do. C. L.; Ribeiro, L.A.L.C (coordenadores). Subsídios à elaboração da Agenda 21 Brasileira - Infra-estrutura e integração regional – Brasília: Ministério do Meio Ambiente; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais; Consórcio Sodontécnic a/Crescente Fértil, 1999, 140p., 21 x 29,5 cm. Bezerra, M do. C. L.; Burszty n, M. (coordenadores). Subsídios à elaboração da Agenda 21 Brasileira – Ciência e tecnologia para o desenv olv imento sustentáv el – Brasília: Ministério do Meio Ambiente; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais; Consórcio CDS/UnB/Abipiti, 2000, 223p.; 21 x 29,5 cm.

Brow n, I.F.; Brilhante, S.H.; Mendoza, E.; Oliv eira, Oliv eira, I.R. de. Estrada de Rio Branco, Acre, Brasil aos Portos do Pacífico: Como maximiz ar os benefícios e minimizar os prejuízos para o desenv olv imento sustentáv el da Amazônia Sul-Ocidental, artigo científico, 8p. Cav alcanti, C (org). Desenv olv im ento e natureza: estudo para uma sociedade sustentáv el – 2. ed. – São Paulo : Cortez ; Recife, PE: Fundação Joaquim Nabuco, 1998, 429p. Construindo a Agenda 21 Local. 2. ed.v er. e atual. Brasília: MMA, 2003, 62p. COOPEAGRO. Plano de Desenvolv im ento Sustentáv el do Projeto de Assentamento Zaqueau Machado. Capix aba/Acre, Fev ereiro – 2003, 169p. FETAGRO – Implementação das Ações Ambientais em Rondônia no Âmbito do Proteger II, 2002, 35 páginas. Freire, Paulo. Ex tensão ou Comunicação. Tradução de Rosis ca Darcy de Oliv eira. Prefácio de Jacques Chancol, 7a ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983, 93p. Hildebrand, P.; Poats, S.; Walecka, L. Introdução à pesquis a e ex tensão de sistemas agrícolas florestais. Gainsville, Flórida, 1992, 23p. Leite, A.; Alechandre, A.; Rigamonte, C.A.; Campos, C.A.; Oliv eira, O. Recomendações para o manejo sustentáv el do óleo de copaíba. Rio Branco: UFAC/SEFE, 2001, 38p. il. Melo, T.; Silv a, M. S.; Alm eida, M. G. C.; Silv a, B. G. Educação no campo – refletindo sobre o processo de desenv olv imento. GDH/SDT/MDA, 2003, 12p. Pádua, S.M.; Tabanez, M.F. (orgs.). Educação ambiental: caminhos trilhados no Brasil – Brasília, 1997. 283p. il. Paulic s, V, Org. 125 Dicas – Idéias para a ação municipal. São Paulo, Polis, 2000, 288p. Referências para uma Estratégia de Desenv olv im ento Rural Sustentáv el. Série documentos SDT: número 01. Secretaria de desenv olv imento Territorial - SDT/MDA, 2005. 28p. Rodrigues, F.Q.; Peneireiro, F.M.; Ludewigs, T.; Rosário, A. A. S.; Brilhante, M.O.; Brilhante, N.A.; Queiroz, J.B.N. Av aliação da Sustentabilidade de

Sistemas Agroflorestais no Estado do Acre. Cadernos da Univ ersidade Federal do Acre/UFAC, 2003, 32p. SEBRAE/AC - Levantamento das Potencialidades Econômic as e Vantagens Competitiv as das regionais do Estado do Acre. Rio Branco, 2000. 335p. SEBRAE/AC - ECC Capix aba/ Projeto de Assentamento Alcobrás. Capix aba, 2004. 260p. SEPLAN/AC – Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação. O Acre em números, 1999, 94p. Silv a, G. S. da.; França, E.M. de. Guia Turístico do Município de Epitaciolândia e Região MAP. Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, 2005. 20p. Souza, C.A.A de. História do Acre: novos temas, nov a abordagem. Rio Branco, 2002. 212p.

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