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– O método sísmico offshore

O objetivo da aquisição de dados sísmicos é mapear estruturas


geológicas, de forma a identificar as que possam vir a possuir acumulações de
óleo e/ou gás em condições e quantidades que permitam seu aproveitamento
econômico. O método consiste na geração de energia, que se propaga sob a
forma de ondas acústicas na crosta terrest re.
No caso da sísmica marítima, as ondas acústicas são geradas por uma
fonte que libera ar comprimido à alta pressão, diretamente na água. Essas
ondas acústicas atingem o fundo do mar, onde parte é refletida, parte é
refratada e uma terceira parte é transmi tida para as camadas rochosas
subjacentes.
A energia refletida é captada por hidrofones dispostos ao longo de
cabos sismográficos, que são carregados pela embarcação sísmica. Essa
energia captada é convertida pelos hidrofones em sinais elétricos que são
transmi tidos para o sistema de registro e processamento, instalado a bordo
do navio. Os dados sísmicos são, dessa forma, processados através de
softwares específicos e interpretados, permitindo a localização de estruturas
geológicas favoráveis à acumulações de óleo e/ou gás.
As operações de sísmica são realizadas por embarcações propriamente
equipadas, em áreas selecionadas previamente e demarcadas por uma malha
sísmica, que determina a trajetória de uma ou mais embarcações.
Os navios sísmicos são equipados com grupos de canhões de ar e, na
maior parte das vezes, rebocam cabos sismográficos com comprimentos que
variam entre 4 km e 16 km, ocupando uma área em torno de 10 km² e se
deslocando a uma velocidade média de 15 km/h. A atividade é realizada
ininterruptamente 24 horas por dia, com disparos realizados de forma regular
em intervalos de 4 e 15 segundos. Por esses motivos, em local de aquisição de
dados sísmicos, outras atividades não podem ser desenvolvidas.
Duas modalidades de posicionamento de cabos sísmográficos podem
ser utilizadas numa operação de aquisição de dados sísmicos: podem ser
utilizados cabos flutuadores (“streamers ”) ou cabos de fundo (“OBC – Ocean
Bottom Cable”). A primeira é utilizada, geralmente, em águas a partir de 20 m
de profundidade. A segunda modalidade, que espalha os cabos sismográficos
no fundo do mar, é empregada, normalmente, em áreas de transição
(mar / ter ra) e em áreas de grande atividade produtora de petróleo, onde ha
obstruções como plataformas que não permitem a operação de barcos
sísmicos tradicionais rebocando quilômet ros de cabos.
Existem, ainda, duas técnicas de levantamento de dados sísmicos para a
fase pré- perfuração: a 2D e a 3D. A Técnica de Levantamento 2D é utilizada
no inicio da exploração. Na maioria das vezes, um navio sísmico reboca a
fonte de energia – geralmente um canhão de ar comprimido – e somente um
cabo sismográfico, a reboque (streamer ) ou colocado no fundo marinho (OBC).
A Técnica 3D é utilizada na fase de detalhe e, por isso, exige uma malha com
linhas menos espaçadas do que na técnica 2D, o que acarreta um numero
muito maior de trajetórias do barco sísmico. Isto torna a atividade mais
intensa, podendo gerar a chamada “barreira sônica”.
Dados sísmicos podem ser adquiridos de acordo com duas
modalidades. A primeira delas é definida como levantamento de “dados não
exclusivos”. Tais dados são considerados especulativos, pois não são
justificados por nenhum objetivo especifico, e por isso, seus levantamentos
denominam- se Levantamentos Spec. Tais levantamentos são realizados por
EAD’s, Empresas de Aquisição de Dados, especializadas em aquisição,
processamento, interpretação e venda de dados exclusivos e não- exclusivos,
que se refiram exclusivamente à atividade de exploração de petróleo ou gás
natural.
Estas empresas especializadas em aquisição de dados relacionados à
atividade de exploração de petróleo ou gás, no Brasil, têm que requerer junto
ao ELPN/IBAMA Licenças de Operação para realizar suas atividades numa
determinada área, que pode ser, ou não, objeto de contrato de concessão, com
autorização da ANP. E para tanto, necessita protocolar um relatório ambiental,
que contem a caracterização ambiental de toda a área do polígono licenciado
pela ANP. Ë importante lembrar que, não necessariamente, a empresa fará a
aquisição dos dados em toda a área do polígono licenciado, já que muitas
vezes a licença de operação é requerida com o objetivo de obter autorização
para atuar em blocos específicos de empresas que possam vir a comprar esses
dados spec, colocando - se assim, à frente de empresas concorrentes em
futuras licitações.
A segunda modalidade, que é definida como aquisição de “dados
exclusivos”, é realizada pela concessionária em sua área de concessão através
de empresa especializada por ela contratada ou por meios próprios. Também
pode ser chamada de sísmica proprietária.
Com a abertura do setor petrolífero para o capital externo e a quebra do
monopólio em 1997, o Brasil passou a integrar a área de atuação de grandes
empresas do mundo inteiro em prospecção sísmica marítima, o que fez com
que o IBAMA adotasse, a partir de 1999, procedimentos de licenciamento
ambiental específicos para a atividade.
Atualmente, o IBAMA exige dos empreendedores um Estudo Ambiental,
que avalie os impactos ambientais inerentes à atividade e proponha medidas
de monitoramento, mitigação e compensação. A exigência desse estudo está
de acordo com os termos do art. 10 da Lei 6.938 de 31/08 /81, regulamentado

através do Decreto 99.274/90 de 06/06 /90.

O ponto de partida na busca do petróleo é a Exploração, que realiza os estudos


preliminares para a localização de uma jazida.
Nesta fase é necessário analisar muito bem o solo e o subsolo, mediante aplicações de
conhecimentos de Geologia e de Geofísica, entre outros.
A geologia realiza estudos na superfície que permitem um exame detalhado das camadas
de rochas onde possa haver acumulação de petróleo. Quando se esgotam as fontes de
estudos e pesquisas de Geologia, iniciam-se, então, as explorações Geofísicas no subsolo.
A Geofísica, mediante o emprego de certos princípios da física, faz uma verdadeira
radiografia do subsolo.
Um dos métodos mais utilizados é o da Sísmica. Compreende verdadeiros terremotos
artificiais, provocados, quase sempre, por meio e explosivos, produzindo ondas que se
chocam contra a crosta terrestre e voltam à superfície, sendo captadas por instrumentos
que registram determinadas informações de interesse do Geofísico.