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Máquinas Térmicas – Refrigeração

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A.1 – O Ciclo de Refrigeração Ideal

O sistema mais difundido de climatização de ambientes é o tradicionalmente chamado ar

condicionado. Assim como o ar-condicionado, as geladeiras, câmaras frigoríficas e centrais de

água gelada (CAG) operam o ciclo de refrigeração ou ciclo de compressão do vapor.

o ciclo de refrigeração ou ciclo de compressão do vapor. Os componentes básicos do ciclo de

Os componentes básicos do ciclo de refrigeração são compressor, condensador, válvula de expansão e evaporador, no qual o fluido refrigerante é forçado a operar o ciclo 1-2-3-4-1.

Figura 1 – Componentes do ciclo de compressão do vapor

Neste sistema o efeito de resfriamento é observado no evaporador. O ar do ambiente a ser resfriado é continuamente re-circulado no evaporador, que cede calor para o fluido refrigerante evaporar (processo 4-1). Como a temperatura da superfície do evaporador está próxima à temperatura de ebulição (evaporação) do fluido refrigerante e abaixo da temperatura de condensação do ar do ambiente, além do resfriamento do mesmo, também

ocorre a queda da sua umidade absoluta. Na carta psicrométrica, este processo de resfriamento com umidificação é representado pela linha A-B (Figura 2). No processo 1-2, trabalho é fornecido ao sistema por meio de um compressor que comprime o fluido refrigerante inicialmente em estado gasoso. No condensador, processo 2-3, a pressão constante o fluido refrigerante passa do estado de vapor comprimido ao estado de líquido comprimido as custas da rejeição calor para o ambiente externo. Na sequência, o fluido refrigerante que se encontra no estado de líquido comprimido, atinge a válvula de expansão e muda para a fase de mistura de líquido mais vapor a baixa pressão (processo 3-4). No evaporador, a mistura de líquido e vapor de fluido refrigerante é novamente transformada

ao estado de vapor resfriado a baixa pressão (processo 4-1). O ciclo de refrigeração ideal é então representado em um diagrama Pressão x Volume específico (Figura 3).

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Máquinas Térmicas – Refrigeração CEFET-MG Figura 2 – Carta Psicrométrica Figura 3 – Diagrama Pressão x

Figura 2 – Carta Psicrométrica

Refrigeração CEFET-MG Figura 2 – Carta Psicrométrica Figura 3 – Diagrama Pressão x Volume específico Na

Figura 3 – Diagrama Pressão x Volume específico

Na figura 4 estão representados os diagramas Temperatura x Entropia e Pressão x Entalpia para o ciclo de refrigeração ideal (ciclo 1-2-3-4-1). O ciclo de refrigeração ideal não é totalmente reversível, pois no processo 3-4 a inserção da válvula de expansão ou elemento capilar que torna o processo 3-4 irreversível.

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Máquinas Térmicas – Refrigeração CEFET-MG Figura 4 – Diagrama T x s e P x h

Figura 4 – Diagrama T x s e P x h para o ciclo de refrigeração ideal

No processo 1-2, um compressor admite vapor de fluido refrigerante. Neste processo, trabalho está sendo aplicado por intermédio de um conjunto moto-compressor. Vapor é comprimido adiabática e isoentropicamente até a temperatura acima da temperatura de condensação T C . No processo 2-3, calor é rejeitado pelo condensador à pressão constante e o fluido condensa isotermicamente. Nos diagramas, a mudança de fase é representada pela queda da entropia e da entalpia. No processo 3-4 o líquido comprimido transforma-se para a fase de mistura de vapor mais líquido à temperatura de evaporação por meio da válvula de expansão. Este processo ocorre com a entropia constante (adiabático) No processo 4-1, calor é absorvido pelo sistema e o fluido evapora à temperatura de ebulição e a entropia e a entalpia do sistema novamente se eleva.

O rendimento térmico para o ciclo de refrigeração é chamado de eficácia térmica e pode ser

calculado pela razão da quantidade de energia absorvida pelo evaporador pela quantidade de energia gasta para operar o sistema (trabalho):

=

q

ev

q

ev

=

W

q

ev

q

cond

Pela 1° lei da termodinâmica o trabalho de compressão pode ser calculado pela diferença das entalpias para o processo 1-2:

W 12 = h 2 - h 1 =

q

ev

q

cond

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A quantidade de calor absorvida pelo evaporador pode ser calculada pela diferença das

entalpias para o processo 1-4, ou pela diferença das entropias multiplicada pela temperatura

de evaporação (Kelvin):

q

&

q

ev

ev

=

=

q

&

q

41

41

=

=

(h

1

m.(h

&

h

1

4

) = (s

1

s

4

h

4

) = m& .(s

).T

ev

1

s

4

).T

ev

A quantidade de calor rejeitada pelo condensador pode ser calculada pela diferença das

entalpias para o processo 2-3:

q cond

&

q cond

=

=

q

&

q

23

23

=

(h

3

= m.(h

&

h

3

2

)

h

2

)

A.2 – O Ciclo de Refrigeração Real

A diferença entre o ciclo de refrigeração ideal e o real está nas condições de trabalho para

qual o fluido é forçada a operar. Isto é necessário para garantir uma boa condição de operação

do equipamento. Estas condições são o sub-resfriamento a saída do condensador e

superaquecimento na saída do evaporador. As perdas de carga associadas ao escoamento do

fluido, também contribuem para irreversibilidade do ciclo.

O circuito 1-2-3-4, representado na figura 5, representa o comportamento termodinâmico para

o ciclo ideal. O circuito 1'-2'-3'-4'-1' representa o ciclo real no diagrama temperatura versus

entropia. O fluido refrigerante no estado de vapor é sugado pelo compressor ligeiramente

superaquecido. O superaquecimento se deve ao fato que o compressor somente admite vapor,

pois líquidos são normalmente incompressíveis e a admissão de líquido levaria a quebra do

mesmo.

No processo de compressão 1'-2', há transferência de calor do motor do compressor para o

fluido que resulta num ligeiro aumento da entropia. Na saída do compressor o fluido

refrigerante encontra-se no estado de vapor a alta pressão super-aquecido.

No ponto 2', o vapor entra no condensador. Para que ocorra o processo de condensação calor é

cedido do elemento condensador para o ambiente externo. No trajeto do fluido refrigerante

pelo condensador co-existem duas fases até que o abandona no estado líquido sub-resfriado,

garantindo que todo o vapor será transformado em líquido. A pressão de saída do condensador

é ligeiramente mais baixa que a de entrada (irreversibilidade). A condensação do fluido de

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trabalho pode ser feita diretamente pelo ar do ambiente externo ou indiretamente pela água de um circuito secundário.

ou indiretamente pela água de um circuito secundário. No processo 3'-4', o fluido refrigerante passa por

No processo 3'-4', o fluido refrigerante passa por uma válvula de expansão ou tubo capilar e ocorre a mudança de fase de líquido para mistura de vapor mais líquido a baixa pressão.

Figura 05 – Diagrama T x S (ideal e real)

No evaporador, co-existem as fases de líquido e vapor. Na medida que o fluido líquido evapora o ar do ambiente a ser climatizado é forçado em contra-corrente, externo aos tubos do evaporador. O ar ambiente cedendo calor para promover o fenômeno da evaporação resfria- se. O ambiente climatizado cede tanto calor sensível quanto latente. Neste último está caracterizado o fenômeno da desumidificação do ar ambiente.

A.3 – Temperatura de Sub-resfriamento e Super-aquecimento. Para o cálculo do sub-resfriamento e do super-aquecimento é necessário o conhecimento das propriedades termodinâmicas do fluido refrigerante para a faixa de trabalho. Essas propriedades são fornecidas pelo do fabricante dos equipamentos. Para o sub-resfriamento com o conhecimento da pressão de trabalho no condensador é determinada a temperatura de mudança de fase de vapor para líquido no diagrama pressão versus entalpia. Medindo a temperatura à saída do condensador e fazendo a diferença encontra-se o grau de sub-resfriamento. Da mesma forma, para o super-aquecimento conhecida a pressão de trabalho no evaporador é determinada a temperatura de mudança de fase de líquido para vapor. Medindo a temperatura à saída do evaporador e fazendo a diferença encontra-se o grau de super-aquecimento.

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Tabela 1– Problemas operacionais e respectivas causas na operação do CCV

Condição

Descrição do Problema

Pressão

Pressão

Grau de super- aquecimento

Grau de sub- resfriamento

de alta

de baixa

1

Restrição na tubulação de refrigerante

DECAI

DECAI

ELEVA

ELEVA

2

Vazão de ar excessiva no evaporador

ELEVA

ELEVA

ELEVA

ELEVA

3

Baixa vazão de ar no evaporador

DECAI

DECAI

DECAI

DECAI

4

Excesso de fluido refrigerante

ELEVA

ELEVA

DECAI

ELEVA

5

Falta de fluido refrigerante

DECAI

DECAI

ELEVA

DECAI

6

Ar na tubulação frigorífica

ELEVA

ELEVA

DECAI

DECAI

7

Restrição de ar no condensador

ELEVA

ELEVA

DECAI

DECAI

8

Válvulas do compressor defeituosas

DECAI

ELEVA

-

-

9

Orifício de expansão muito pequeno

DECAI

DECAI

ELEVA

ELEVA

10

Orifício de expansão muito grande

ELEVA

DECAI

DECAI

DECAI

Os fabricantes recomendam o grau de sub-resfriamento de 5 a 10°C. Para o super- aquecimento o grau recomendado é de 8° a 10°C. Isso para sistema de expansão direta (split e self-contained) e 6 a 10°C para expansão indireta (CAG). Portanto, estimando as pressões de trabalho e as temperaturas de super e sub-resfriamento é possível fazer um diagnóstico do ciclo de compressão do vapor de um equipamento de refrigeração. Este diagnóstico está resumido na tabela 3.3 que indica o possível problema da instalação função das variáveis do sistema.

A.4 – Fluidos Refrigerantes O balanço de energia térmica entre os elementos da máquina térmica e as condições do clima externo e interno é que define qual o melhor fluido refrigerante aplica-se ao sistema. A resposta deste balanço tem como variáveis a serem otimizadas a temperatura de condensação e evaporação, e o fluxo de massa do refrigerante. Até o final do século passado, a maioria dos fluidos empregados nos equipamentos de refrigeração, tinha na sua composição química o cloro-fluor-carbono (CFC). Estes fluidos são conhecidos como R11, R-12 (freon), R-22. Devido aos efeitos danosos que esses causam ao meio ambiente (efeito estufa, depleção da camada de ozônio) vêem paulatinamente, com os avanços das pesquisas, sendo substituídos por fluidos menos danosos. (Steiml, 1999; Granryd, 1999; Eggen, 1998). São dois os índices utilizados para avaliar o potencial de agressão ao meio ambiente (Trane, 1987):

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i) ODP - Ozone Depletion Potencial é um índice que determina o potencial que cada refrigerante possui de reagir com o ozônio. A faixa de ODP vai de 0,0 a 1,0. Zero para o inativo e 1 para o R-11 e R-12.

ii) GWP - Greenhouse Warming Potencial é uma medida da radiação do

infravermelho de substâncias que indica quanto de calor irradiado é inibido para o espaço. Sendo o calor irradiante gerado na terra armazenado nos ares o efeito é o aquecimento da atmosfera: efeito estufa. O dióxido de carbono (CO 2 ) é tomado como índice zero. A tabela 2 relaciona algumas características de vários fluidos refrigerantes quanto ao grau de agressão ao meio ambiente e periculosidade. Tabela 2 - Características de Fluidos Refrigerantes (Steimle, 1999)

Fluido

ODP (R11=1)

GWP (CO 2 =1)

Tóxico

Inflamável

R-11

 

1 4.000

Não

Não

R-12

 

1 8.500

Não

Não

R-22

0,055

1.700

Não

Não

R-32

0

580

Não

Sim

R-125

0

3.200

Não

Não

R142

0,0065

2.000

Não

Não

R-143

0

4.400

Não

Sim

R-134

0

1.300

Não

Não

R-152

0

140

Não

Sim

R227

0

2.900

Não

Não

R-717 (amônia)

0

0

Sim

Não

R-290 (propano)

0

3

Não

Sim

R-600 (butano)

0

3

Não

Sim

R-718 (água)

0

0

Não

Não

R-744 (CO 2 )

0

1

Não

Não

Hélio

0

0

Não

Não

No protocolo de Montreal foi firmado um compromisso entre várias nações para a redução, cancelamento da produção e consumo de fluidos refrigerantes nocivos ao meio ambiente. Posteriormente ao Protocolo de Montreal em Londres (1990) e Copenhague (1992) ficou acordada que até 1996, 100% dos CFC-11 e 12 estaria encerrada a produção. Para países cujo consumo fosse inferior a 300 gramas por habitante este prazo se estenderia até 2006. Para o HCFC-22 este prazo se estenderia até 2030. Segundo publicação da revista Abrava (2004), recursos de R$ 26,7 milhões provenientes do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal estão sendo disponibilizados a fundo perdido para atender ao compromisso de zerar a produção de fluidos poluentes. A verba é liberada em parcelas anuais mediante comprovação do cumprimento das etapas do plano. A meta do Brasil é zerar a importação de CFC-12 em 2007 (PNC - Plano Nacional para Eliminação de CFCs). A posição do comitê da ASHRAE

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sobre as substâncias que contribuem para a depleção da camada de ozônio se resume a ações nos seguintes pontos:

i) Possibilitar o desenvolvimento da pesquisa aplicada a fluidos refrigerantes ecológicos;

ii) Dar suporte para a implementação de métodos de medição para avaliar as emissões dos fluidos refrigerantes;

iii) Dar suporte à divulgação das provisões do Protocolo de Montreal.

A.5 – Equipamentos e Sistemas

A especificação dos equipamentos é feita a partir do cálculo da carga térmica do ambiente a

ser climatizada e das características arquitetônicas da edificação. Esta carga térmica é calculada em função da temperatura e umidade que se deseja no ambiente a ser climatizado e da estimativa de todas as fontes de calor externas e internas incidentes sobre o ambiente carrega (Creder, 2004). A norma ABNT NBR-6401 é que define os parâmetros básicos de projeto para instalações centrais de ar condicionado para o conforto.

A fonte de energia para prover estes equipamentos é de natureza elétrica, provenientes de

usinas hidroelétricas e termoelétricas. Alguns equipamentos têm geradores próprios e queimam combustíveis fósseis para conversão em energia elétrica. Não obstante, esta opção torna-se economicamente viável, quando o preço do consumo de combustível (gás natural,

diesel) frente ao de energia elétrica, justificar a amortização do investimento inicial.

O leque de opções de equipamentos disponíveis no mercado que utilizam a compressão do

vapor é bastante vasto. Até recentemente, a grande maioria dos equipamentos disponíveis era

de bandeira americana. Até o final do século passado, marcas mundialmente conhecidas como

Springer Carrier e Trane dominaram o mercado nacional e mundial sem serem ameaçadas, além da japonesa Hitach. Isto justifica a referência de termos do inglês, empregados para distinguir os equipamentos tais como self-contained, water chiller, fan-coil, roof top, split system. Recentemente, marcas tais como Elgin, York, LG, Saint Louis, em sua maioria de tecnologia americana, e fabricadas em várias partes do mundo, tomaram uma fatia do mercado. Os equipamentos de ar-condicionado são formados por dois grupos básicos que se distinguem de acordo com o tipo de troca de calor que o sistema faz com o ar do ambiente beneficiado. Os equipamentos de troca direta, o ar do ambiente troca calor diretamente com a serpentina do evaporador do equipamento. Nos equipamentos de troca direta, o ar do ambiente a ser

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condicionado troca calor diretamente com o fluido refrigerante que passa pelo evaporador. Nos equipamentos de troca indireta, água é previamente gelada no evaporador e essa é forçada a fluir numa tubulação até alcançar uma outra serpentina, no qual o ar do ambiente é resfriado. Esse último é chamado de central de água gelada (CAG).

Compressão do vapor de troca direta (expansão direta) Neste grupo estão inseridos os equipamentos tipo 'janela', split-system e self-contained. Os equipamentos de janela são bastante compactos e os elementos básicos de refrigeração de uma máquina térmica são montados em uma única unidade. A condensação do fluido refrigerante é feita por um trocador de calor resfriado em contato direto com o ar do ambiente externo. Estão disponíveis no mercado equipamentos com capacidade de refrigeração de 7.000 a 30.000 Btu/h (0,6 a 2,5 TR). Em equipamentos tipo split (Fig. 6), o compressor e o condensador são montados em uma mesma unidade, locada no ambiente externo, interligados à evaporadora por tubos de cobre (rede frigorífica). Estão disponíveis no mercado equipamentos com capacidade de refrigeração de 1 a 5TR. Normalmente, o insuflamento do ar do ambiente climatizado é feito de forma direta, com a evaporadora sendo instalada de forma visível no ambiente. Em algumas opções o ar do ambiente climatizado pode ser insuflado utilizando uma rede de dutos. Nestes casos a evaporadora fica instalada no entre forro.

Nestes casos a evaporadora fica instalada no entre forro. Figura 6 – Exemplo de instalação do

Figura 6 – Exemplo de instalação do tipo split com insuflamento direto.

A principal característica dos equipamentos tipo self-contained está no fato de o compressor e o evaporador serem montados numa mesma unidade.

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Máquinas Térmicas – Refrigeração CEFET-MG Figura 7– Self-contained condensador a ar incorporado Estes

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Figura 7– Self-contained condensador a ar incorporado

Estes equipamentos são instalados em casa de máquinas específicas e podem ter incorporado na mesma unidade, também o condensador (Fig. 7). Uma outra opção são as unidades self- contained de condensadores remoto, no qual as unidades condensadoras são instaladas no ambiente externo. Neste último, os condensadores instalados no ambiente externo são interligadas aos evaporadores por de tubulações frigoríficas de cobre. Os condensadores podem ser ainda resfriados a ar ou a água. Para sistemas com condensadores resfriados a água é necessário um terceiro trocador de calor, chamado de torre de refrigeração. A água utilizada para condensar o fluido refrigerante no condensador aquece, e então é resfriada na torre de resfriamento. Neste caso, a bomba de condensação é aplicada para promover a constante circulação da água do circuito torre de resfriamento e condensador, que são interligados entre si por meio de tubulações de aço (Fig. 8).

Compressão do Vapor de Troca Indireta (CAG) Nas centrais de água gelada (CAG), o fluido refrigerante principal cede frio para a água (fluido de trabalho secundário), que por sua vez troca calor com ar do ambiente a ser climatizado. Para fazer a circulação da água gelada que servem aos fan-cool's (inter- cambiadores de calor) é necessário a instalação de bombas de água. Também nestes equipamentos a condensação do fluido refrigerante pode ser feita a água ou a ar. No caso da condensação a água é necessária a instalação de bombas ao circuito de água de condensação. A torre de refrigeração é um trocador de calor que opera normalmente em circuito aberto e tem como função resfriar a água que serve à condensação do refrigerante principal. A água de condensação sai do condensador com a temperatura superior à temperatura de condensação do refrigerante principal até alcançar a torre de resfriamento.

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Máquinas Térmicas – Refrigeração CEFET-MG Figura 8– Self-contained condensador a ar incorporado Dentro da torre

Figura 8– Self-contained condensador a ar incorporado

Dentro da torre de refrigeração a água que vem quente do condensador (resfriamento evaporativo) sofre um processo de resfriamento evaporativo. A água que vem do condensador é aspergida sobre uma colméia no qual flui ar externo forçado em contra-corrente. Parte da água evapora e é descarregada na atmosfera enquanto a massa líquida de água cai resfriada num reservatório. A água é então coletada sugada pela bomba que faz o trabalho do deslocamento da água até retornar ao condensador. As torres são amplamente utilizadas em plantas industriais e em sistemas de climatização de grande porte. Para edificações que exigem alta demanda de carga térmica, em série com os sistemas de água gelada, vem sendo disponibilizada no mercado a tecnologia da termo-acumulação (Fig. 9). A tecnologia emprega o armazenamento de energia térmica em tanques para uma mistura de água e etileno-glicol. Durante os horários noturnos, para os quais as tarifas energéticas são mais baratas, o sistema armazena o frio nestes tanques de termo-acumulação. Muitos são os estudos sobre o impacto dos termo-acumuladores na dinâmica operacional de sistemas de água gelada, tais como, congelamento excessivo, corrosão (Born, 1989) e proliferação de

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microorganismos (Meitz,1989). Ahlgren apresenta uma visão geral sobre as práticas de tratamento em sistemas de termo-acumulação.

práticas de tratamento em sistemas de termo-acumulação. Figura 3.18 - Esquema de termo-acumulação Criado por Prof

Figura 3.18 - Esquema de termo-acumulação