A CARÊNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E INGLESA DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE PONTE NOVA - MG Marcela Aparecida

Toledo Milagres Duarte RESUMO: Neste trabalho traço um perfil dos professores de línguas de uma escola pública da cidade mineira de Ponte Nova no que concerne à carência de formação continuada para seu aperfeiçoamento profissional. Através de questionário aplicado a duas professoras pude perceber que há carência no oferecimento de tais cursos assim como percebi que o oferecimento destes é visto por elas como necessário para que tenham a chance desenvolver um trabalho mais efetivo visando não só ao seu próprio aprimoramento profissional mas também a uma melhor qualidade das aulas. Concluo este artigo expondo uma possibilidade de estudos e reflexões que pode ser desenvolvida a título de formação continuada, partindo do pressuposto de que a partir do momento que discussões emergem dentro do contexto escolar muito se (re) aprende, isso seria realizado a partir de iniciativas dos próprios professores de línguas dentro das próprias escolas objetivando discussões e reflexões acerca de suas práticas. Palavras-chave: professores de línguas, formação continuada, reflexão, aperfeiçoamento profissional, contexto.

Introdução Atualmente, o mercado de trabalho competitivo, a velocidade das informações, as pesquisas nas diversas áreas do conhecimento e demais fatores de ordem pessoal e profissional fazem com que os profissionais de todas as áreas se atualizem para que possam desempenhar seu trabalho de maneira eficaz e se destacar entre os demais. Sobre o exposto Mateus (2002) afirma:
Diante dos constantes avanços em áreas como a computação, a engenharia genética, a cibernética e outras, os conhecimentos técnicos e científicos se tornam obsoletos tão rapidamente que o conceito de educação definitiva deixa de ter sentido. (MATEUS, 2002, p. 3)

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Esses horários. mas principalmente. Muitos profissionais alegam que não são oferecidos programas de educação continuada a professores de línguas da rede pública e estes não têm a possibilidade de criarem grupos de estudos sobre a prática de sua disciplina dentro de suas próprias escolas. alguns por acreditarem que os conteúdos estudados durante a graduação sejam suficientes para o exercício de sua função. em maior ou menor grau. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96. alegando desde falta de tempo até desinteresse dos próprios colegas em 2 . com programas de formação continuada. planejamento e avaliação. A formação continuada é garantida aos professores. inclusive em serviço na carga horária do professor. nos estatutos e planos de carreira do magistério público o aperfeiçoamento profissional continuado. de acordo com a LDB. com o intuito de propiciar uma formação fundamentada. na "íntima associação entre teorias e práticas. inclusive mediante a capacitação em serviço.Com relação aos professores de línguas. Ao atuar como professora de língua portuguesa e inglesa numa escola pública da cidade de Ponte Nova – MG pude perceber que grande parte dos professores emserviço alegam não participarem de cursos de formação continuada dentro de sua área de atuação por motivos de ordens variadas. Mas todos são unânimes quanto ao pensamento de que a formação continuada é uma forma de aquisição de conhecimento que se reverte numa melhor qualidade do trabalhado desenvolvido. seja a língua portuguesa ou a inglesa (que são as que fazem parte do currículo obrigatório das escolas públicas)." Mas infelizmente a realidade dos professores que deveriam ser beneficiados por tal lei é bem diferente como foi observado com este estudo. instituindo a inclusão. bem como a análise de suas crenças sobre este assunto serão apresentadas possibilidades de estudos e reflexões sobre suas práticas que auxiliem para que estes profissionais tenham maior contato com programas de formação continuada ou grupos de reflexão relacionados à sua prática profissional dentro de seu próprio contexto de trabalho. são reservados para estudos. A partir do conhecimento mais aprofundado sobre a realidade na qual tais professoras atuam e seu contato. O professor de línguas se depara com salas de aula as mais heterogêneas possíveis e com as mais variadas necessidades que devem ser atendidas. segundo a lei vigente. os profissionais alegam que não participam de nenhum curso ou programa de educação continuada principalmente pela carência no oferecimento destes. outros por alegarem não terem condições financeiras para custear cursos extras ou por não disporem de tempo para se dedicar à sua realização. a situação da necessidade da formação continuada não é diferente.

também na mesma escola. é pretendido observar se os mesmos sentem necessidade e gostariam de participar de programas de educação. procuro basear este estudo na realidade de duas professoras de línguas (uma da língua inglesa e a outra de língua portuguesa) de uma escola pública central da cidade que recebe alunos das mais variadas procedências. que seriam os chamados professores mentores (Freeman & Johnson. A professora de língua materna selecionada para este estudo possui quinze anos como professora de língua portuguesa na mesma escola. É necessário que os professores tenham momentos nos quais possam refletir sobre suas crenças e sobre sua prática visando uma melhor qualidade no desenvolvimento de seu trabalho. a outra 42. na ação cotidiana.1998) ou até mesmo através de grupos de estudo formados dentro da própria instituição para que os profissionais possam discutir e refletir sobre a prática docente e seu impacto no processo de ensino aprendizagem. oferecendo desde o 6º ano do Ensino Fundamental II até o Ensino Médio. também possuem a mesma média de idade. a professora de língua inglesa dá aulas há doze anos.” Metodologia Contexto e participantes Ponte Nova é uma cidade situada na Zona da Mata de Minas Gerais. uma tem 45 anos. Inserida nesta realidade.discutir questões ligadas à sua prática de sala de aula. podendo esta ser desenvolvida dentro de seu próprio contexto de trabalho (instituições de ensino) por outros profissionais. pois tal reflexão. na experiência. no encontro com os outros (alunos professores. o objetivo desse artigo é traçar o perfil desses profissionais a fim de que estratégias possam ser criadas para que os mesmos tenham acesso à formação continuada. de acordo com Messias e Siqueira (2008) “é um ato deflagrado na vivência. Considerando-se que os dados investigados se referem à formação de professores e como se dá a formação continuada dos mesmos com vista a uma visão 3 . Ambas possuem dez anos de graduação e uma média de quinze anos de efetivo exercício. etc). Portanto. Através de questionário de investigação sobre a prática dos professores de línguas nas escolas públicas. contando cerca de 60 mil habitantes e possui várias escolas públicas municipais e estaduais onde trabalham professores da própria cidade e de outras menores da região. Elas se graduaram em faculdades particulares da cidade de Ponte Nova e os cursos de formação continuada feitos por elas foram também realizados na cidade.

seja pela falta de recursos financeiros próprios. o que garante precisão e clareza. p. vê-se necessária a aplicação de questionários que tragam informações de caráter qualitativo para que.] muito embora os questionários sejam trabalhosos para elaborar. O questionário foi composto por nove questões abertas. com os programas de formação continuada. os dados podem ser coletados em diferentes momentos. seja por falta no oferecimento destes pelos órgãos competentes. pois como afirma Vieira Abrahão (2006. crenças e opiniões de informantes. p. apresentam as seguintes vantagens ao pesquisador: o conhecimento que se necessita é controlado por perguntas. a partir da análise dos dados possamos observar quem são e como estes profissionais desenvolvem seu trabalho em seu respectivo contexto e também como é relação destes. passando pelos cursos de formação continuada realizados por elas até a percepção das mesmas sobre a necessidade de fazê-los.. A seguir maiores detalhes sobre o estudo realizado serão dados com a intenção de salientar que. De posse das respostas dadas pelas professoras.reflexiva de sua prática profissional. pôde-se verificar que mesmo já graduadas há um período de tempo considerável.222) sobre tal recurso: Os questionários construídos em itens abertos têm por objetivo explorar as percepções pessoais. as mesmas tiveram muito poucas chances de participar de cursos de formação continuada. como descreve Vieira Abrahão (2006. A escolha feita para a coleta de dados foi de um questionário aberto. 221) baseada nos estudos de McDonough & McDonough: [. as perguntas abertas requerem tratamento mais sofisticado na análise dos dados.. Buscam respostas mais ricas e detalhadas do que aquelas obtidas por meio de questionários fechados. mas ambas atentaram para o fato de que a realização de tais cursos é de grande importância para seu aprimoramento profissional. apesar do não oferecimento destes cursos com uma maior peridiocidade. A coleta de dados feita a partir de questionários oferece também grandes vantagens ao pesquisador. cerca de 10 anos. Diferentemente dos itens fechados ou em escalas. se é que ela existe. os questionários podem ser utilizados em pequena e grande escala. as professoras vêm nesses cursos uma possibilidade de aprendizado e 4 . e os questionários permitem respostas em diferentes locais. no qual as professoras responderiam à questões que iam desde seu ano de graduação.

mas de construí-lo. o processo de aquisição de conhecimento não deve restringir-se apenas aos cursos de formação de professores em pré-serviço (universidades). A carência e a necessidade da formação continuada Se levarmos em consideração a situação atual do sistema público de ensino em nosso país nos depararemos com uma situação preocupante: escolas sem recursos financeiros. As duas possuem a mesma média de tempo de serviço. se fosse oferecida apresentaria resultados positivos para os professores. ao adotar uma atitude de pesquisa em relação ao seu trabalho. desenvolvimento.”. p. aprendendo a aprender. salas superlotadas.184): “Só o envolvimento em sua auto-educação contínua. não dá conta de colocar o professor à altura de responder. por melhor que seja. cabe ao professor não só o compromisso de repassar o conteúdo. cerca de quinze anos lecionando. De acordo com Pimenta (2004): A formação inicial. às novas necessidades que lhe são exigidas para melhorar a qualidade social da escolarização. dentre outros problemas. que aqui serão chamadas respectivamente de professora A e professora B. pois teriam como refletir sobre sua prática buscando conhecimento e aperfeiçoamento profissional como afirma Moita Lopes (1996. Inseridas neste contexto. entre eles. 5 . ou seja.apropriação de novas técnicas e informações de grande utilidade para o exercício de sua profissão. por meio de seu trabalho. ou seja. Essa capacidade desenvolve-se à medida que a pesquisa é algo cotidiano e torna o processo de aprendizagem algo emancipatório. professores mal remunerados. É interessante destacar que após a análise das respostas das professoras pôde-se observar que as duas. Já que a formação continuada traz benefícios. de acordo com Mateus (2002) a autonomia. apesar de graduadas há dez anos participaram de poucos cursos de formação continuada. sistematizado. Ao analisar as respostas dadas aos questionários de ambas as professoras. as professoras que foram sujeitos de pesquisa neste estudo lidam com todos os problemas expostos acima e outro muito importante que se refere à falta de formação continuada. que. uma de língua inglesa e outra de língua portuguesa pode observar alguns pontos comuns entre ambas. intervenção e não apenas conhecimento acadêmico. e a maioria deles na mesma escola. nesse sentido a pesquisa desenvolve a capacidade de criação. pode gerar esta reflexão crítica. escassez de material didático.

esses cursos que o governo oferece quase nunca tem e quando tem não acho que ajudam muito a gente a reciclar os conhecimentos. aumentar seu nível de conhecimento. PROFESSORA B: Me formei em 1994 e até hoje nem pós-graduação eu fiz. mas o Estado não oferece e os pagos são caros e fora da cidade. de acordo com as respostas. que a não realização destes cursos. pelo menos não com a periodicidade ideal para que o professor exerça a reflexão constante sobre sua prática pedagógica. tais como os baixos salários e o elevado preço dos cursos particulares. Levando em consideração que se trata de duas professoras de uma escola pública. o Estado oferece poucas possibilidades de formação continuada. imagina-se que seria um dos deveres do Estado oferecer cursos de formação continuada objetivando o aumento da auto-estima do professorado. pude perceber. pois segundo Mateus (2002) a noção de formação continuada está atrelada à questões mercadológicas e da vontade do profissional em aprender. como podemos perceber nas respostas que se seguem: PROFESSORA A: Eu gostaria de fazer vários cursos. 6 . porque a gente não tem acesso a esses cursos e quando a gente fica sabendo eles são caros e com o salário de professor não dá pra pagar. Devo ter feito uns cinco. de acordo com as respostas dadas à questão que trata deste assunto. Seria bom se tivessem alguns por aqui. todos oferecidos pelo Estado. e se os profissionais se interessam em tais cursos. Discorrendo sobre as questões financeiras e mercadológicas nas quais muitas vezes a realização destes cursos de formação continuada está condicionada. estes devem ser custeados pelos próprios professores. Acredito que consequentemente à realização destes cursos haveria uma melhora na qualidade dos serviços prestados pelos professores. me pós-graduei e desde então devo ter participado de cerca de uns três cursos. visto que. muitas vezes está atrelada à falta de recursos financeiros dos próprios professores. Baseada nas respostas e tendo conhecimento sobre o tempo destas professoras de serviço em sala de aula fica claro que não há oferecimento de cursos de formação continuada para o professor de línguas.PROFESSORA A: Desde que me graduei em 1993.

Nosso conhecimento aumenta e os alunos só saem ganhando. participo. porque eles são feitos em outras cidades e são caros. tem hotel e tudo mais [. Ratificaram minha concepção de que tanto a capacidade de reflexão crítica quanto a melhoria na qualidade das aulas seriam passíveis de acontecer.. Novamente as duas professores foram enfáticas ao responder positivamente à questão. troca ideias. As respostas apresentadas acima servem para que mais uma vez possamos reafirmar o quão importante é a formação continuada para os professores da rede pública. entra em contato com informações novas. visando a uma reflexão crítica sobre sua prática pedagógica? Acredito. a resposta foi unânime e positiva. mas quando fico sabendo de algum. Acho que devia ter mais. Outra importante pergunta feita às professoras foi se a realização de tais cursos é importante para seu desenvolvimento profissional. O que fazer então para que esses professores possam ter acesso a programas de formação continuada ou mesmo tenham a possibilidade de troca de informações e experiências. As duas professoras.. parece que a gente se sente mais segura. PROFESSORA B: Gostaria de sempre fazer cursos. pois não os falta vontade e interesse em buscar aperfeiçoamento. Outra pergunta que deve ser pontuada aqui é a que se refere à necessidade de haver programas e/ou cursos de formação continuada para os professores de línguas. de acordo com a análise dos questionários.PROFESSORA B: Não tenho como pagar esses cursos. palestras. novos jeitos de ensinar parece que a gente entra na sala com mais vontade de ensinar. A gente encontra outros professores. e. Quando a gente faz cursos. o que acontece é que as oportunidades surgem esporadicamente e isso faz com que os professores se sintam estagnados. Mas acho muito bom. às vezes conhece algum material novo. que devido à questões principalmente de ordem financeira e a não oferta de tais cursos pelo Estado fazem com que os 7 . acaba aprendendo com eles. O Estado oferece poucos. em suas respostas. ir a seminários. A gente quando faz algum curso sempre aprende alguma coisa. foram categóricas: PROFESSORA A: Sem dúvida nenhuma.].

infelizmente. 1998). A partir dessa percepção de formação inserida no contexto proponho que sejam criados grupos de estudo dentro das próprias escolas para os professores de línguas. é a que muitos professores de escolas públicas enfrentam. os professores desse segmento têm possibilidades escassas de reciclar seus conhecimentos e mesmo a reflexão sobre suas práticas fica prejudicada. centros de estudos educacionais e outros. pois são mal remunerados. bem como expor aquelas que por motivos diversos não foram positivas. Considerações finais Com relação ao estudo realizado com as professoras A e B. esse momento de reflexão seria muito positivo. porque constantemente os professores estariam em contato uns com os outros (re) aprendendo com base nas próprias experiências vivenciada. Essa realidade. ou seja. que seriam coordenados pelo chamado professor mentor (Freeman e Johnson. a escola. os professores trocariam experiências com objetivo de enriquecer sua prática. Os encontros ocorreriam nos momentos destinados a esse fim (tais momentos existem. mas infelizmente não são aproveitados para tal. seria muito importante que fosse criado um panorama de formação de professores embasado na prática do professor aliada a seus valores e percepções enquanto profissionais. 8 . entre outras coisas. a realização de cursos de formação continuada custeados pelos próprios profissionais. além de pesquisarem métodos alternativos de melhoria de seu desenvolvimento profissional. É grande a quantidade de cursos pagos oferecidos para professores de línguas por universidades particulares. que variam de duas a quatro horas por semana. pois destina-se muito tempo em considerações sobre assuntos apenas administrativos). dentro de seu próprio contexto de trabalho. Portanto. Com a implantação de tais grupos.professores se sintam desmotivados a repensarem suas práticas e seus conhecimentos. exporiam suas práticas que obtiveram bons resultados. pude perceber com clareza que o Estado não tem como hábito o oferecimento de cursos de formação continuada para professores de línguas da escola pública. mas levando-se isso em consideração algumas problemáticas surge: primeiramente a de que tais cursos têm um custo quase sempre elevado e a falta de recursos financeiros para a realização destes. o que impossibilita. Acredito que com tal periodicidade. mesmo o oferecimento destes sendo garantido por lei. a LDB 9394/96 já mencionada anteriormente. De acordo com Freeman e Johnson (1998).

As escolas públicas de Minas Gerais dispõem de algumas horas que devem ser revertidas em momentos de estudos e reuniões para que os professores possam conversar e trocar ideias. IN: Revista brasileira de Lingüística Aplicada. pois as reuniões aconteceriam dentro do próprio contexto escolar (espaço físico). esses profissionais sentem a necessidade de (re) aprender. pode e deve ser melhor utilizado. o compromisso de dar continuidade às discussões e reflexões que surgirem durante esse período. FREEMAN. V. p. 1. p397-417 Aut 1998. Baseada em tudo que foi colocado sugeri que tais encontros sejam realizados nas horas destinadas às reuniões que esses encontros aconteçam sob a supervisão de um professor mentor (Freeman e Johnson. n. v. Metodologia de pesquisa das crenças sobre aprendizagem de línguas: estado da arte. mais seguros sobre sua prática e desenvolvendo um trabalho de melhor qualidade. Reconceptualizing the Knowledge-Base of Language Teacher Education.Mesmo neste contexto de carência de cursos de formação continuada. JOHNSON. assim como todos os profissionais envolvidos. Donald.. Tal ação seria extremamente benéfica. Acredito que se há vontade e disponibilidade dos professores em dedicarem seu tempo a pesquisar e a refletir sobre formas de melhorar a qualidade do ensino e consequentemente a aprendizagem dos alunos há aí um ganho muito grande. n. 32. Reflexões acerca da mudança de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas. reavaliar suas práticas em sala. que segundo foi observado. Belo Horizonte: Alab. ____________________. refletir sobre o modo como eles vêm desenvolvendo seu trabalho. empenho e afinco. 7. e de acordo com o que pude observar ao analisar as respostas das professoras. ressignificar seus conhecimentos. 3. 2007. Revista Brasileira de Lingüística Aplicada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARCELOS. A. 2001. TESOL Quarterly. M. 1998) que tenha. Mesmo com todos os entraves elas ainda assim se encontram dispostas a utilizarem tais horas para um estudo que possa ser desenvolvido com seriedade. 109 – 138. Karen E. seria colocada em prática pelos próprios professores e resultaria em profissionais reflexivos. mas como a cobrança e o cumprimento rigoroso de tais horas inexiste na escola onde as professoras pesquisadas atuam. 1. v. fica difícil para elas se organizarem e desenvolver as ações pretendidas. enfim. 9 . F.

J. MOITA LOPES. F. L. M. Trajetórias na formação de professores de línguas. p. & MESSIAS. p. (org. R. Reflexividade e formação de professores: outra oscilação do pensamento pedagógico brasileiro? In: PIMENTA. (orgs. 3-14. L. São Paulo: Cortes. G. R. p. ANEXO Questionário de investigação – A carência de formação continuada para professores de línguas das escolas públicas de Ponte Nova – MG 10 . n.P. & LIMA. A. 2002. 2. C. In: GIMENEZ. PIMENTA. & GHEDIN. 2002. Linguagem e ensino.G. Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito.179-190). 377-392. v.). (A formação teórico-crítica do professor de línguas: o professorpesquisador.LIBÂNEO. Reflexão e ações na formação e atuação do professor de língua portuguesa: o diálogo como condição de autoria na prática educativa. MATEUS E. S. Estágio e Docência. S. Londrina: EDUEL. R.1996.88-92. L. Campinas. Educação contemporânea e o desafio da formação continuada. SIQUEIRA. p. A. 53-79.S.). T. In: MOITA LOPES.L.P. 11. São Paulo: Cortez. Oficina de linguística aplicada. 2004. E. 2008. p. SP: Mercado de Letras.

Questão 01 – Há quanto tempo você se graduou? Questão 02 – Há quanto tempo leciona na rede pública de ensino? Questão 03 – Durante seu tempo de exercício da profissão. Questão 09 – Atualmente você está fazendo ou deseja fazer algum curso de formação continuada em sua área de atuação? Por quê? 11 . quantos deles foram custeados com recursos próprios? Quantos pagos pelo governo? Questão 05 – Os cursos feitos foram oferecidos na própria cidade ou houve necessidade de deslocamento? Questão 06 – Para você qual a importância da realização de tais cursos para seu desenvolvimento profissional? Questão 07 – Com que periodicidade você faz algum curso de formação continuada? Por quê? Questão 08 – Gostaria de fazê-los com frequência? Justifique-se. de quantos cursos de formação continuada voltados para sua disciplina você participou? Questão 04 – Dos cursos participados.

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