UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA MONOGRAFIA DE BACHARELADO

A PETROBRAS E O DESAFIO DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

RENATA ARGENTA BAYARDINO matrícula nº 100121768

ORIENTADORA: Profa. Valéria Gonçalves da Vinha

NOVEMBRO 2004

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA MONOGRAFIA DE BACHARELADO

PETROBRAS E O DESAFIO DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

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RENATA ARGENTA BAYARDINO matrícula nº: 100121768

ORIENTADORA: Profa. Valéria Gonçalves da Vinha

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NOVEMBRO 2004

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As opiniões express as neste trabalho são de exclusiv a respons a bilida d e do (a) autor(a). 4 .

5 .Dedico este trabalho aos meus pais que muito contribuíra m para sua realização.

6 .AGRADECIMENTOS Agradeço à Professora Valéria por sua paciência. dedicação e carinho.

Com esta 7 .RESUMO O trabalho analisa as políticas de sustentabilida de ambiental e de respon s a bilidade social implantada s pela Petrobras após os acidentes que causara m grandes impactos ambientais e. mortes. até mesmo.

també m. destacando sua importâ ncia no cenário internacional e descreve os riscos relacionados a esta atividade. e se enquadra r em novos padrões de competitividade impostos pela convenção do Desenvolvimento Sustentável. a empresa procura simultanea me n t e. dar uma resposta à sociedade brasileira. insere . 8 .se no debate acerca dos rumos do desenvolvimento.política. muito discutido e difundido a partir da década de 70. A monografia apresenta ainda a evolução da Indústria Mundial do Petróleo (IMP). o principal alvo das críticas. E sendo o petróleo a principal fonte energética da sociedade moderna é. Este conceito. com destaq ue para as teses sobre os limites do crescimento econômico e a escassez dos recursos naturais.

..................................................3 – Platafor ma 36 ........... 1 .........................2 4 CAPÍTULO II – A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E O MEIO AMBIENTE........................1 – A T RAJETÓRIA DA PETROBRAS ........................2 2 I.................................................................. 3 – A MUDANÇA DE CONDUTA APÓS OS ACIDENTES..........................................16 I.......................................1 ........................ 9 3 III.....................1..................................................................... 0 1 CAPÍTULO I – ECONOMIA DO MEIO AMBIENTE.......................15 I........................................................2 6 II.... 48 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....39 III...................1 – O PAPEL DOS RECURSOS N ATURAIS NO C RESCIMENTO ECONÔMICO........2..... 1 5 ANEXO I............................ÍNDICE INTRODUÇÃO............................................................................................................................................Certificados de Qualidade .................. 61 9 ...................................................1 – A Revolução Industrial e os Recursos Naturais ..............UM BREVE H ISTÓRICO ..............................................................................................1 – Baía de Guanabara ....................................................................................................................3................................................................................2 – Classificação dos recursos naturais ...............................................41 III..........................40 III..............................................................................1 2 I................... 2 .....2............................... 5 3 III...............................................2 – DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ................2 – Rio Iguaçu .........................................................................................................1 7 I..................... 2 4 CONCLUSÃO.3 1 CAPÍTULO III – O CASO PETROBRAS......................................UM BREVE HISTÓRICO ...... 4 5 ANEXO II................................................1......................2– OS ACIDENTES AMBIENTAIS ENVOLVENDO A PETROBRAS...........3 – AS EMPRESAS E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ..........................................................25 II.........O S RISCOS DE ACIDENTES NA ATIVIDADE PETROLÍFERA .................................................................................................................................EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA MUNDIAL DO PETRÓLEO ..................................................................................................................................................................2.........................................13 I..................... 7 3 III.................................................................................................................................

pois. Porém.92. sendo que o petróleo é um dos mais ameaçados. tais como os plásticos e as borrachas sintéticas. após a Revolução Industrial. a exploração inadequa da gera externalidades negativas e sinaliza o esgotamento dos mesmos. com a realização da Eco. em 1972. a indús tria do petróleo é uma das que mais avançara m tecnologicamente. Devido à grande complexidade e dificuldade de extração deste óleo. da mesma forma que esses recursos promovem a manutenção e o desenvolvimento de inúmeras sociedades. em 1992. Entretanto. O conceito de desenvolvimento sustentável tem sua origem no debate acadêmico iniciado em Estocolmo. mas. este tema vem ganhan do força no cenário mun dial. vários produtos obtidos a partir de seus derivados. levando a emergência da problemática da utilização sustentável desses recursos. e consolidado. o petróleo é um recurso natural não. é a que mais risco potencial apresenta ao equilíbrio ambiental. Além disso. 10 .renovável que necessita de políticas nacionais e regionais adequada s a fim de otimizar o uso das reservas existentes. principalmente. A utilização dos recursos naturais nos processos produtivos tem aumen ta do cada vez mais. Desde então. se tornara m indispens áveis à sociedade moder na. consideran do que é a principal fonte de energia do mundo atual.INTRODUÇÃO A relação do homem com a naturez a vem mudan d o ao longo da história. ao mesmo tempo. com o advento da máquina a vapor a sociedade passou a dilapidar o estoq ue de recursos naturais intensivame nte. Este conceito defende que a satisfação das necessidade s das gerações atuais não pode compro me ter a capacidade de satisfação das necessida des de gerações futuras. Recursos naturais muito explorados e consu mid o s atualmente criam um problema de escassez para as gerações futuras.

Também serão apresentado s os riscos de acidentes na atividade petrolífera fornecendo instru m e n to s para a avaliação dos acidentes que ocorrera m com a Petrobras e a mudança de postura que a empresa tomo u frente a este novo modelo empresarial de respons a bilidade ambiental. enfocando a diferenciação de crescimento e desenvolvimento econômico e o contexto do surgimento e difusão do conceito desenvolvimento sustentável. Os desafios nesse setor são enormes e só poderão ser superados pela aplicação conjunta de esforços da comunidade científica e tecnológica e das empresas produtora s e fornecedoras da cadeia do petróleo e gás. Por fim. A Petrobras convive com um paradoxo: é a mais conceituada e popular empresa brasileira. A monografia compõe . há muito ainda a pesquisar e desenvolver. da influência desses acidentes na estrutur a organizacional da 11 . a Petrobras passou a investir pesado em políticas de desenvolvimento sustentável e responsabilida de social. ressaltan do a relevância econômica desta atividade. O primeiro capítulo apresenta um panora ma geral sobre a evolução e a utilização dos recursos naturais no cenário econômico. O objetivo deste trabalho é compreen de r como a Petrobras vem trabalhan do com o conceito de desenvolvimento sustentável e como isso se reflete nas suas práticas operacionais. e faremos uma análise empresa. mas já se envolveu em vários acidentes ambientais de grande extensão.Apesar disso. O segundo capítulo relata a evolução da indús tria mundial do petróleo e sua relação com o meio ambiente.se de três capítulos. Rio Iguaçu e Platafor ma 36. no último capítulo descreveremos as principais características da política de desenvolvimento sustentável da Petrobras implementa d a após os acidentes da Baía de Guanabara. Para minimizar os impactos desses acidentes e se alinhar à tendência mundial.

primas que os seres huma n os consideravam importante s (ROMEIRO. foi substituída pelo cultivo/criação de umas poucas espécies. Com a invenção da agricultura.ambiente de forma consciente para maximizar seu bem estar (RANDALL. há cerca de dez mil anos. alcançar este objetivo não foi um processo simples e de fácil obtenção. deixou de ser apenas um membro do meio para ser um agente. Sob a forma de recursos naturais. muito das dinâmicas . em relação àquele das demais espécies animais. seja como fonte de outros tipos de matérias . com capacidade de alterar a dinâmica do meio . o home m passou a utilizar o meio ambiente 12 como provedor de conforto. por exemplo. Dentre estas mudanças. seja como alimento.se o desenvolvimento da capacidade do homem em dominar a naturez a para seu benefício. Historicamen te. Assim. A imensa variedade de espécies de um ecossiste ma florestal. 1987). O crescimento econômico é resultado de uma série de interações e muda nças nas estrut ur a s produtivas.CAPÍTULO I – ECONOMIA DO MEIO AMBIENTE Crescer é o objetivo de todas as economias do mundo. destaca . A agricultura provocou uma radical transfor m ação nos ecossiste m as. tecnológicas e sociais de uma economia. selecionada s em função de seu valor. a huma nid a de deu um passo decisivo na diferenciação de seu modo de inserção na nature z a. Desde o momento em que ele aprende u a controlar o fogo e desenvolveu a agricultura. 2003).

que novamente influenciam o nível de crescimento econômico. I. que por sua vez gera externalidades negativas sobre o meio. Em 1972. crescimento populacional era superior à taxa de produção de alimentos. uma vez que existem limitações quanto à capacidade do meio em suportar as pressões exercidas pela ação huma na 1. é um desafio ao meio. W. o Clube de Roma publicou o relatório “Limites do Crescimento”. na mesma forma que os recursos naturais nos fornecem conforto e promovem a manute nção e o desenvolvimento de inúmera s sociedades. prata. estan h o. que porque uma a taxa catastrófica de fome inevitavelmente atingiria sociedade. O estudo da relação entre crescimento econômico. Stanley Jevons previu que as reservas de carvão economicamen te exploráveis do Reino Unido estariam esgotadas em poucos anos. utilização dos recursos naturais e degradação ambiental é essencial.ambiente. Todavia.ambiente. Uma vez que surge um processo cíclico onde a oferta de recursos naturais e qualidade ambiental deter mina m o processo de crescimento econômico. no fim do a século XVIII. Thomas R. Malthus previu. Um século depois. foi influenciada pela disponibilidade destes recursos.1 – O Papel dos Recursos Naturais no Crescimento Econômico A história demons t r a que a crescente escasse z de recursos naturais é uma preocupação recorrente. desta forma. 13 . tanto na forma qualitativa quanto quantitativa. Previsões alarmantes dos possíveis impactos de uma crescente escasse z de recursos vem sendo feitas há séculos.ambiente. a Secretaria de Minas dos Estados Unidos previu que as reservas de petróleo americanas durariam dez anos. gás natural. a ação humana gera uma série de externalida des e pressões negativas que se tradu ze m em degradação ou depreciação do meio . no qual previa que as reservas mundiais de petróleo. Em 1914. o que levaria ao fim da prosperida de britânica.populacionais e da própria prosperida de econômica das diversas sociedades huma n a s. O crescimento econômico. 1 Trade off crescimento econômico e preservação do meio ambiente.

a importância do fator terra havia sido superestima d a pelos economistas clássicos. sendo que. o futuro da huma nidade seria tenebroso e. no sentido de que ela poderia perpetuar .urânio. Assim. os elementos mais relevantes na deter minação do crescimento econômico eram os fatores reprodutíveis (capital e trabalho) e a inovação tecnológica. A segunda geração de economistas clássicos tinha uma visão mais otimista sobre a possibilidade de crescimento econômico. a produção era vista como sendo forma da de três fatores de produção: trabalho. Sendo o fator terra não. poderiam levar à susten tabilidade da economia. A pauta de pesquisa passava a ser dominada pelo estudo da acumulação de capital físico e huma no. Cada um desses fatores era visto como essencial à produção. Os primeiros economista s clássicos enfatizava m. que as restrições imposta s à economia pelo estoque finito de recursos e pelo princípio dos retornos decrescentes. Na visão dos neoclássicos. O aumento de produtividade devido à acumulação de capital e à inovação tecnológica mais que compensava m a escassez de recursos naturais. Em todos os casos. e a economia continuou a crescer. o crescimento populacional levaria a economia a atingir um estado em que a prod ução de alimentos não seria suficiente para satisfa zer totalmente as necessida des da crescente população. Entretanto.se que. prognosticando .. o cenário previsto para o futuro da huma nida de era catastrófico. 1996). os economistas neoclássicos não se contrap us er a m explicitamente à teoria clássica. a produção apresenta ria rendimentos decrescentes.se por períodos indefinidos de tempo. Logo.se que a economia inevitavelmente apresentaria taxas de crescimento econômico decrescentes quando este fator fosse completame n te empregado. cobre. Na economia clássica. no longo prazo. chumbo e zinco estavam se aproximan do da exaustão e que seus preços subiriam drasticame nte nos anos seguintes. o nível médio de bem estar das pessoas seria muito desanimador (PERMAN et al. se um dos fatores fosse mantido em quantida de fixa. ao mudar o foco da análise. no futuro. capital e terra (recursos naturais). mas modificaram funda me n t al me n te os rumo s da economia. das 14 . Os economistas clássicos atribuíam aos recursos naturais um papel central nos seus estudos. alumínio. as previsões não se confirmar a m. concluía .reprodu zível.

instituições e da inovação tecnológica. A máquina a vapor permitiu captar e empregar energia de uma forma totalmente inovadora. ela apresentava máquinas 2 uma versatilidade atividades que permitiu a introdução de para realizar que antes só podiam ser realizad as Fatores que fragilizavam o processo quando eram utilizados animais e moinhos na produção. no qual a renda per capita cresceria etername n te. a possibilidade de doenças e a necessidade de cuidados 2 . Os recursos naturais foram crescente me n te excluídos da análise. Anterior me nte. Com a Revolução Industrial. Modelos macroeconô micos passara m adotar uma função de produção agregada com somente dois fatores: trabalho e capital. uma evidência do papel exercido pela inovação tecnológica no processo de crescimento econômico. As explicações apresenta da s pelos economistas para a Revolução Industrial geralmente destacam as mudanças na estrutur a de incentivos que aceleraram o processo de acumulação de capital e inovação tecnológica. a uma taxa consta nte. a renda per capita passou a crescer de forma contínua. Décadas de crescimen to sem evidências de aumento de escassez de recursos naturais levaram os economistas a rever as suas previsões. controlável e constante. a sociedade pode aprofund a r o uso de recursos naturais para a produção de força. A muda nça de atitude com relação aos recursos naturais foi motivada primor dialmente por questões de naturez a empírica. 15 . já que não havia a dependência de condições climáticas. Ela também represento u uma mudança na relação da huma nida de com a nature z a.1 – A Revolução Industrial e os Recursos Naturais No final do século XVIII. tornava . Os seus operadore s passara m a ter o controle total do processo de produção. Dessa maneira. Um dos elementos marcantes da Revolução Industrial foi a introdução da máquina a vapor.1.se possível vislumbr ar um crescimento equilibrado. Além disso. a relação com os recursos naturais se alterou. o emprego de recursos naturais para a produção de força era limitado essencialmente ao uso do animal e de moinhos de vento e água. I. pois como permitia a prod ução de força motriz de forma versátil.

Esta inovação não só intensificou o uso de recursos naturais na prod ução. ou reprod utíveis.1. e os não. como lenha. desde que se reflorestas se a área para recompor o estoque de recursos naturais. não foi isso que se observou. a fauna e a flora. por outro lado. do horizonte não de planejame nto. em geral. eram consu midos.reprodu tíveis (SILVA. Nos casos da lenha e do carvão vegetal era possível o uso de forma sustentável.se ganhos de produtividade e um crescimento econômico sem precedentes. os solos. Como exemplos. recurso tipicamente renovável. entre outros fatores. os recursos renováveis possivelmente tornam . podemos citar os minérios e os combu stíveis fósseis. do nível de utilização do recurso.man ualme nte. tipicamente não renovável. Segundo Margulis. como as florestas. porque o tempo de sua formação é contado por milhares. observava .se exauríveis. À medida que novas aplicações iam sendo desenvolvidas. senão milhões de anos. a sociedade começou a dilapidar o estoque de recursos naturais intensivamente. as águas.2 – Classificação dos recursos naturais Os recursos físicos são resultantes de ciclos naturais do planeta Terra que duram milhões de anos. 16 . O principal critério para a classificação desses recursos tem sido a capacidade de recomposição dos mesmos no horizonte de vida humano. 2003). dos custos de exploração.renováveis podem ao menos ser considera dos exauríveis. mas também intensificou o uso dos recursos não .renováveis ou não. Os recursos naturais renováveis são aqueles que são passíveis de se recompor durante o horizonte do tempo humano. Já os recursos naturais não . Os recursos naturais podem ser renováveis. e não . Diferente me n te dos animais ou moinhos. Com a Revolução Industrial. Isto depender á. carvão vegetal ou carvão mineral. Exemplo desta situação é o petróleo. mas.renováveis. Uma floresta. etc. os recursos naturais empregados na máquina a vapor. I.renováveis levam milhares ou até milhões de anos para se formare m. da taxa de desconto.

2 – Desenvolvimento Sustentável . entre outros. O reconhecimento do papel dos recursos naturais reforçou muitos dos argumentos propos tos para explicar a mudança no comporta m e n t o dos agentes econômicos: a acumulação do capital físico e humano. ou seja.se aos indicadores de crescimento de produto real ou crescimento do produto real per capita . também. entretanto. foi funda me n t al na mudança do padrão de crescimento econômico.guerra até fins da década de 60. também. mas. Não obstan te. Outros fatores. as incerteza s. O desenvolvimento econômico passou a ser complementa d o 17 . Crescimento econômico é entendido como o crescimento contínuo do prod u to nacional em termos globais ao não longo do o tempo. renováveis ou não. influenciam a antecipação ou o adianta me n t o do esgotamento dos recursos como. devido ao seu emprego como combus tível para produ zir energia. o debate sobre crescimen to econômico restringiu . I. Mais importa nte. e a definição clara de direitos de proprieda de passara m a ter nova importâ ncia quando começou a se analisar o papel dos recursos naturais. os riscos. sendo eles. enquan to da desenvolvimento econômico representa apenas crescimento prod ução nacional. Os termos desenvolvimento e crescimento eram usados de forma indistinta. Assim sendo. a estrut ur a de incentivos proporciona dos pelas instituições. os países desenvolvidos eram aqueles que possuía m maior taxa de crescimento de renda per capita . a gestão de forma economicamen te racional desses recursos. Por isso. o uso mais intensivo de recursos naturais. foi a nova dimensão introd u zida no debate com a incorporação dos recursos naturais: a susten tabilidade da economia. a forma como está distribuída social e setorialmente.pode tornar . os avanços tecnológicos.Um Breve Histórico Do pós . o avanço do debate trouxe como conseqüê ncia a necessidade de distinguir os dois termos.se exaurível se no processo de sua exploração forem destruídas as condições ecológicas que permite m a sua regeneração natural. as descobertas de novas jazidas.

efeitos catastróficos ocorreriam em meados deste século. condições de saúde. Seus equívocos eram evidentes: previsões catastróficas. A Conferência sobre a Biosfera realizada em Paris.se um informe deno minado “Limites do Crescimento”. decorrentes dos recursos naturais da crescente escassez e não .por indicadores que expressa m a qualidade de vida dos indivíduos: níveis de desem p r ego. começam a surgir críticas sobre os efeitos prejudiciais ao meio ambiente decorrente s da atividade industrial e do crescimento econômico. e em 1971 publicou . educação. A evolução do termo crescimento econômico para desenvolvimen to econômico incorporou aspectos sociais e políticos objetivando indicar a melhoria da qualidade de vida. pobreza. visando atingir um estado de equilíbrio e crescimento zero. mesmo sendo uma reunião de especialistas em ciências. O Clube de Roma recomen dava a contenção do crescimento através de uma política mundial. Somente a partir dos anos 70. Mas a força de sua retórica foi decisiva num ponto: o desenvolvimento capitalista deparava .se o Clube de Roma alertando as autorida des para o problema do desenvolvimento econômico.se agora com limites físicos a sua expansão. reuniu . moradia entre outros. tais como: envenena m e n to geral da atmosfera e das águas. marcou o início de uma conscientização ecológica internacional e teve como desdobra me n t o o ambiental ao criticarem os resultados do crescimen to lançamento do Programa o Homem e a Biosfera. 1971). mas o termo não considerou as dimens ões ecológicas e culturais. desconsideração do desequilíbrio Norte . Este encontro concluiu que se as taxas de crescimento demográfico e econômico do mundo persistisse m. Em 1970.Sul e o irrealismo da proposta crescimento zero. bem como o colapso da produção esgotame nto agrícola e industrial. 18 . Alguns economis tas passara m a introdu zir reflexões sobre a questão econômico.renováveis (LIMITES DO CRESCIMENTO. em 1968. escassez de alimentos. pregação malthu sia na.

resultou em uma agenda padrão e uma política comum para a ação ambiental. Foi neste contexto que os países do Sul afirmara m que a solução da poluição não era brecar o desenvolvimento e sim orientar o desenvolvimento para preservar o meio ambiente e os recursos não . houve pouco progresso no sentido de resolver as conseqüências para o meio ambiente decorrente do crescimento econômico. ligados à urbanização e qualidade de vida nas grandes cidades. Declaração sobre Meio Ambiente Humano. Os ambientalistas e as organizações não. Os empresários passara m a considerar importantes os assuntos ecológicos. Organizações intergoverna me n t ais incorporar a m a questão ambiental em seus programa s. quase todas as nações indus trializad a s prom ulgara m legislações e regulamentos ambientais. A conscientização dos cidadãos cresceu e a discussão foi ampliada e aprofun da d a.mundista e foi muito técnica.se a frase da então primeira ministra da Índia.govername n t ais proliferara m em todo o mundo. colocou a questão ambiental nas agendas oficiais e nas organizações internacionais. criaram organismos ou ministérios encarregados do meio ambiente para enfrentar de maneira eficaz a degradação da nature z a.renováveis. Foi a primeira vez em que representa nte s de governos unira m .O Programa o Homem e a Biosfera e o informe “Limites do Crescimen to” tiveram influência decisiva na convocação pela ONU de uma conferência mun dial sobre problemas ambientais. A partir dessa Conferência. realizada em Estocolmo em junho de 1972. Entretanto.se para discutir a necessidade de tomar medidas efetivas de controle dos fatores que causam a degradação ambiental. Neste evento. O docume nto final da Conferência. Esta reunião teve um caráter primeiro . Indira Gandhi: “A pobreza é a maior das poluições”. popularizou . Além disso. 19 . A primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente. pois discutiu problemas da poluição.

crise da dívida. A noção moder na de desenvolvimento susten tável tem sua origem no debate iniciado em Estocolmo.Além disso. Este relatório alertava as autorida des governa me n t ais a tomarem medidas da efetivas no sentido de coibir e controlar com o intuito de os efeitos alcançar o desastros os contaminação ambiental. destruição da camada de ozônio. e consolidado vinte anos mais tarde no Rio de Janeiro (GUIMARÃES. Se Estocolmo . desenvolvimento sustentável era definido por “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades”. Os docume ntos resultantes da Eco.92 foram a Carta da Terra (Declaração do Rio) e a Agenda 21. extinção de espécies.92). desenvolvimento governos a Eco. As recomen dações da Comissão de Brundtland serviram de base para a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco. entre outros.72 buscava encontrar soluções técnicas para problemas de conta minação.92 teve por através de “acordos objetivo examinar estratégias de dos de específicos e compro missos com identificação e das organizações intergoverna me n t ais. Segundo este relatório. em 1972. pobreza. desenvolvimento sustentável. em junho de 1992.. prazo s e recursos financeiros para implementa r tais estratégias” (Becker e Miranda org. a integração dos conceitos meio ambiente e desenvolvimen to recebeu um novo impulso com o relatório da Comissão Brundtland : “Nosso Futuro Comum”. Ela foi realizada para discutir as desigualdades Norte x Sul e represento u o reconhecime nto definitivo de que os problema s ambientais não podiam ser dissociados dos problemas do desenvolvimento. realizada no Rio de Janeiro. Em 1987. 20 . muda nça climática. o aumento da população e da pobrez a nos países em desenvolvimento contribuiu com a degradação ambiental. Os principais problemas aborda dos nesse relatório foram desmata m e n t o. 2002). 1997).

para o período entre 2008 e 2012. . A conferência culminou na decisão por consenso de adotar . Desde então. dentre outras reuniões já ocorridas desde a ECO 92. em grande parte criado por ele..A Declaração do Rio visava “. foram estabelecidas a propos ta de criação da Convenção de Mudança Climática das Nações Unidas e as condições para implementação da referida Convenção.. em 1997. de forma eficaz.” (DECLARAÇÃO DO RIO. representa nte s aprovado de diversos países participara m denomina do de um evento onde foi um docume nto Protocolo de Kyoto . Este documento foi assinado por 179 países e reflete o consenso global e o compro miss o político no seu mais alto grau. distribuídas entre vinte setores econômicos e está presente em mais de trinta países (VINHA. 21 .se aos problema s da atualidade e almeja preparar o mundo para este século. Essa reunião de Kyoto foi mais uma.se como a mais representa tiva entidade empresarial dedicada à causa do desenvolvimen to susten tável baseado na eco.. Os resultados da Eco. Já a Agenda 21 dedica . Atualmente. objetivando o desenvolvimento e o compro misso ambiental. obrigan do o setor produtivo a respon de r ao problema.92 geraram repercuss ões ao redor do mun d o. a organização é uma coalizão de 165 empresas de presença internacional. Neste. o WBCSD destaca .estabelecer acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do sistema global de ecologia e desenvolvimento. Esse compro miss o promete produ zir uma reversão da tendência histórica de crescimento das emissões iniciadas nesses países há cerca de 150 anos. ao qual foi acrescentad o o adjetivo “mundial” (World ). Numa reunião realizada na cidade japonesa de Kyoto . 1992)..em relação aos níveis de 1990 .eficiência. 2003). Resultou desse processo a internacionalização do Business Council for Sustainable Development (BCSD).se um Protocolo segundo o qual as nações industrializadas se compro me te m a redu zir suas emissões combinada s de gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% .

eficiência. Mas com o aumento da concorrência mundial. essa crença devia. permitiu significativa economia de recursos. o comporta m e n t o ambiental das empresas passou a ser pró . O SGA permite à empresa controlar eficiente me nte os impactos ambientais de todo o seu processo de produção. sólidos e gasosos. Porém. predominava a concepção de que meio ambiente e lucro eram adversários naturais. pois a busca pela utilização mais racional dos recursos conservação naturais de resultou e em otimização de de processos e.I. resultan do em vantagem de custo sobre competidores” (VINHA. através da implementação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Antes. incremento u a produtividade e a eficiência.177). 2003. as empresa s do conceito de Desenvolvimen to a se adaptar às novas viram . E isso foi funda me n t al para a constatação de que as tecnologias ambientais reduzia m custos. As empresas acreditavam que a implementação de um SGA levaria à redução dos lucros e repassaria os custos aos consu midores.ativo.se pressiona da s exigências do mercado mundial. com essas muda nça s. levando .prima até o destino final do produto e dos resíduos líquidos. Segundo Lustosa.3 – As Empresas e o Desenvolvimento Sustentável Com a Globalização e a difusão Sustentável. energia controle desper dícios conseqüente m e n t e. observou .se ao fato de o custo da tecnologia ambiental ser alto em virtude de não estar tão disponível nem tão aperfeiçoada quanto hoje. Em grande medida. as firmas tiveram de buscar a redução de custos. “Este modelo de gestão. p. prod u tivos. só tomavam atitudes ecologicame n te corretas quando eram obrigadas pela legislação ambiental. As estratégias empresariais passara m a considerar o meio ambiente.se uma redução dos custos e dos impactos ambientais de suas atividades. 22 . desde a escolha da matéria .a a operar da forma mais sustentável possível. ao substituir alterações pontuais e dispendiosas. elevando os preços. também conhecido com eco.

os diversos segmentos da sociedade aceitavam melhor as suas atividades. aumenta r a durabilidade do produto. redu zir ou eliminar a dispersão de substâ ncias tóxicas. Os impactos ambientais geram repercuss ões que abalam a confiança dos investidores. as firmas passara m a encarar os custos associados à administração do passivo ambiental como um investimento. consu midores e outros grupos sociais acarretan do prejuízos às empres as. As empresas. 23 . elevar o índice de reciclabilidade de materiais. 1999). e utilizar mais adequa da m e n t e bens e serviços. maximizar o uso de recursos naturais renováveis. A reputação passou a ser o ativo mais importante para as empresa s. acionistas. Conseqüente m e n te. Segundo Vinha. redu zir o uso de energia em bens e serviços. que antes só realizava m ações filantrópicas isoladas e se relacionavam com profissionais de suas áreas de atuação.eficiência : • • • • • • • redu zir o uso de materiais em bens e serviços. condizente com a capacidade da Terra" (WBCSD. pelo menos. já que assim.O World Business Council for Sustainable Development define ecoeficiência como "entrega de bens e serviços com preços competitivos que satisfaze m as necessidade s humana s e trazem qualidade de vida. passara m a ser mais trans pare n te e a se preocupar com os benefícios sociais e ambientais. enqua n to redu ze m progres sivame nte os impactos ecológicos e a intensida de de uso de recursos ao longo do ciclo de vida para um nível que esteja. a postur a do setor empresarial mudou. O WBCSD desenvolveu um conjunto com sete compone nte s através dos quais as empresas podem melhorar sua eco.

Para manter posição competitiva é funda me n t al uma política de comunicação social bem funda me n t a d a. porque tinha m por finalidade agregar valor aos produtos e a diferenciar as empresas realmente engajadas nos programas de gestão ambiental. os certificados de qualidade começam a ganhar destaq ue. e a fundar suas próprias organizações sem fins lucrativos e fundações.Passou . Enquanto as normas ISO 9000 tratam da qualidade em prod u tos. Além do aprimora m e n t o tecnológico. Empresas oportunistas. então. a legislação ambiental.se à gestão da qualidade ambiental.se a estudar e acatar as reclamações e as expectativas de diversos membros da sociedade (stakeholders 3) na tomada de decisões: ambientalistas. que para alavancar suas imagens e cumprir executavam reformas simbólicas e medidas cosméticas.Certificados de Qualidade Neste contexto. funcionários. consumidores.1 . governos locais. As relações com os stakeholders passara m a ser um critério de desem pe n h o das compan hias. destinada s a gerenciar seus investimentos em projetos sociais. a desenvolver parcerias com ONGs. o conceito de Responsabilidad e Social Empresarial. a criar departa m e n t o s especializados em meio ambiente e relações corporativas. As firmas começaram a definir metas para redução de emissões. 24 .eficiência surge. das empresas que se utilizavam da “lavagem verde” 4. as compan hias passara m a ser empen ha r para manter uma postur a ética nos negócios e transpa rê ncia na comunicação com a sociedade. processos e serviços da empresa. Associado a eco. as normas ISO 14000 referem . que é considerado o lado huma no do primeiro conceito. Os certificados mais importa nte s são o International Organization for Standartization (ISO 9000 e ISO 14000).3. além do desempe n h o financeiro. I. o Social Accountability (SA 8000) e Health and Safety Manage me nt System Conformance Certification (BS 8800 /OHSAS 18001). Já as norma s BS/OHSAS prescrevem um sistema de gestão de saúde ocupacional e segurança compatível com a ISO 3 4 “grupos de interesses” ou “partes interessadas”.

isto é. pois influenciam a percepção da opinião pública sobre a compan hia. relacionadas com domínio de poços. dificultando a implementação de novos projetos e a renovação de contratos (VINHA. Cada vez mais as empresas compreen de m que o custo financeiro de redu zir o passivo ambiental e administra r conflitos sociais pode ser mais alto do que o custo “de fazer a coisa certa”. Com isso. A maioria das guerras do último século estavam.se estratégico e estreitame nte relacionado com a soberania das nações. Este produto tornou . dos riscos de acidentes de trabalho em geral e dos mecanis mos de contaminação huma na e da vida animal. 5 Ver Anexo I 25 . A indústria do petróleo é uma evidência contempor â ne a dos riscos de acidentes de grande porte. as empresa s no Brasil começara m a investir em programas ambientais e sociais com o objetivo de atender as reivindicações da sociedade que se mostrava cada vez mais engajada na defesa do meio ambiente. direta ou indireta me n te.renovável. essas sociedade. Estas normas são resultantes de todo processo de modificação de cultura social e indus trial decorrente da preocupação com o meio ambiente. rotas e refinarias de petróleo. A sociedade moderna estabeleceu uma crescente dependê ncia em relação a esse recurso não.14001. de respeitar os direitos huma n os e o meio ambiente. 2003). pesando cada vez mais nas alterações ambientais locais e planetárias 5 . A partir dos anos 90. o petróleo destrono u o carvão como principal fonte energética. empresas passara m a ser reconhecidas pela CAPÍTULO II – A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO E O MEIO AMBIENTE No século XX.

que perfurou o primeiro poço. Com isso. 6 7 Exploração. em 33 novas empresas. Já o refino concentra a possibilidade de maiores ganhos. produção. duas outras empres as nascidas das descobertas de petróleo. p. Estados Unidos. No entanto. proporciona m maior rentabilidade. no ano de 1859.se dizer que o maior risco está associado às etapas do upstream 7. passo u a dominar o mercado. Essa foi a primeira compan hia a obter êxito na redução de custos. também tornariam . Etapas de produção e exploração. transporte. atualmente Exxon . Em linhas gerais pode . inicia.se para o mercado internacional. refino. Drake . a Standard Oil of New York . fundan do o maior monopólio da economia americana no final do século XIX. houve uma corrida ao petróleo.As várias etapas 6 da cadeia de produção dos derivados de petróleo possue m riscos e rentabilidades distintas. a Texaco e a Golf Oil1. agora Chevron . distribuição e comercialização. no Texas. com grande número de pequenos produtore s explorando o mais rápido e na maior quantid ade possível. “Essa concorrência anárquica provocou uma enorme flutuação da prod ução e nos preços e nenhu m a sustentação ao negócio petroleiro” (ALVEAL. 1 . com melhoria de produtividade e de qualidade dos derivados. Em 1870.).3. por deman da r e m os menores investimentos.Evolução da Indústria Mundial do Petróleo A indústria mundial do petróleo (IMP) teve início com Edwin L. 2003. Entre 1860 e 1870. em 1911. algumas viriam a transfor m a r . que foi marcada pelos avanços tecnológicos e pela ascensão da Standard Oil Company . e expandiu . a Suprema Corte Federal dos Estados Unidos acabou por deter mina r a divisão da grande empresa. em Titusville. A distribuição e comercialização. hoje Mobil Oil.se grandes sociedades da Indústria Mundial do Petróleo (IMP). e a Standard Oil of California .se em grandes empresas multinacionais: a Standard Oil of New Jersey. 26 . II.se a segunda fase da indústria petrolífera. Dessas. Além dessas.

iniciou . Com o estabelecimento de acordos posteriores de controle das condições de novos entrantes na indústria e de fixação de preços e quotas de 8 O Acordo Achnacarry foi firmado entre a Standard Oil.Na Europa. 2003). Nesse contexto. a indústria de petróleo surgiu de maneira menos explosiva do que a americana devido a grande competição do carvão. No início do século XX. 2003). a fim de "eliminar a competição. Somente em 1928. alcatrão. a Royal Dutch Shell e a Anglo Persian Company. 27 . Essa fase foi marcada pelas disputas para tomar posse das jazidas de petróleo do Oriente Médio. hoje denominada s de Royal Dutch Shell e British Petroleum . A tecnologia européia acabou prevalecendo e. o período de alta competição oligopólica na IMP se encerrou. onde o petróleo e o motor de combu stão ganhara m funda me n t al importância no cenário internacion al. turfa e linhita. começava a competição entre o grupo Shell e a Stardand Oil of New Jersey. Ásia e América Latina por parte dos governos e das grandes corporações da Europa e dos Estados Unidos (ALVEAL. Estas empresa s viriam a ser conhecidas como sete irmãs ou majors . o grupo europeu controlava 75% da produção petroleira mundial. a maior e mais forte empresa remanescente da Standard Oil Company . o desenvolvimento da indústria européia foi semelha n te a da indústria americana: houve concentração em torno de duas grandes empresas. impedir excesso de produção e dividir o mundo”. com o Acordo de Achanacarry 8. Esse período teve efeitos negativos para as empresas. Já nesta época as sete grandes grandes firmas americanas empresas petrolíferas internacionais (cinco acirrada m e n te e duas européias) disputava m novas e melhores jazidas. em 1918. e só com a realização de acordos seria possível racionalizar a indústria. o que aumento u ainda mais a rivalidade europeu . o governo americano se esforçou para manter uma política de portas abertas para as compan hias norte .americanas de petróleo no exterior. fora do mercado americano. que apresenta ra m uma redução no crescimento e nos lucros devido à excessiva competição.americana. A partir da Primeira Guerra Mundial.se a terceira fase da IMP. (ALVEAL. Mesmo assim.

1968). as sete irmãs iniciara m relativamente estável na IMP. Durante os anos seguintes a Segunda Guerra Mundial. permitindo a penetração e a dominação de vários mercados estrangeiros. Além dos fatores supracitado s. mais de 50% da prod ução de óleo bruto e detinha m a propriedade de 70% da capacidade de refino e de cerca de dois terços da frota mundial de petroleiros. Muitos deles começaram a usar a força de seus Estados para contrabalançar o poder de monopólio das majors e possibilitar o desenvolvimento da indústria petrolífera. além dos mais importa nte s oleodutos (PENROSE. Em 1950. As reservas e a produção 28 .americana s e compa nhia s européias indús tria contribuíra m para minar o poder de cartel das majors . centra n do . já que essas empres as negociavam em conjunto enquanto os governos atuavam isolada me n te. que objetivava justame nte enfraquecer as compan hia s petrolíferas internacionais e fixar as normas gerais da política petrolífera dos países membros.se mais claro o caráter estratégico da indústria petrolífera. A partir dos anos 60. através da renegociação do sistema de concessões.prod ução. As soluções encontra das por esses países foram: a intervenção direta dos governos. as sete irmãs controlavam 65% das reservas mundiais. a fase mais durado u r a de expansão O sistema regulador do cartel fortaleceu a posição das majors no cenário internacional. tornou . em 1960. o surgimento de novos produtore s. e/ou a intervenção indireta. Os acordos negociados com os países detentore s das melhores jazidas eram sempre favoráveis à majors . Essa última alternativa deu origem. A renegociação dos sistemas de concessões e o surgimento progressivo de empresas estatais nos países exportadore s de petróleo reunidas na OPEP foram os grandes respons áveis pela mutação da IMP. o reinado das sete irmãs começa a se debilitar.se no desenvolvimento de empresa s estatais de petróleo. à Organização dos Países Exportad ores de Petróleo (OPEP). junta me n te com a indignação dos países detentores de grandes jazidas. o retorn o do petróleo russo ao mercado europeu e a entrada de compan hias estatais na indepen de n te s norte .

O Irã. por um lado. fica praticamente fora do mercado. a OPEP. Esse contexto conferiu à OPEP um significativo poder de mercado até o fim da década de 70. o cenário de preços em alta promoveu. decide estabelecer cotas de produção e quadr u plicar o preço do petróleo.se confortável. atinge níveis recordes e a recessão econômica mundial do início da década de 80 é agravada. uma nova fase de abertura da indústria com o ingresso de novos produtores e o aumento da competição. O alto preço do petróleo permitia que os vários atores desta indústria obtivessem rendas consideráveis. E por outro lado. mesmo com o aumento da dificuldade de acesso às melhores jazidas. o alto preço do barril melhorou ainda mais a situação financeira das estatais dos países detentores de hidrocarbone tos e de todas as empres as produtor a s da indús tria. Os lucros advindos da exportação do petróleo enriqueciam os países da OPEP e reduzia m o poder aquisitivo das nações desenvolvidas. No entanto. esse primeiro choque do petróleo represen to u rápido e significativo aumento nos lucros. Para os produtores. O preço do barril do petróleo. Após os choques da década de 70. Com o início da Guerra Irã – Iraque. que era o segundo maior exporta dor da OPEP. Em 1973. ocorre o segundo choque do petróleo. consolidan do a estrut ur a industrial dos monopólios petrolíferos estatais e estabelecendo barreiras institucionais à entrada das compan hias internacionais na exploração e na produção.mun dial passara m a ser concentra da s pelas empresas dos países da organização. em 1979. A situação das sete irmãs mantinha . Economias que já eram sujeitas à pressões inflacionárias foram atingidas por um forte choque inflacionário. o mercado internacional de energia começou a se reestrutu r a r e a importâ ncia 29 . permitindo aos países produtores estabelecer os preços internacionais de referência do petróleo. em represália ao apoio dos Estados Unidos e da Europa Ocidental à ocupação de territórios palestinos por Israel. então.

a ser deter mina dos pelas cotações do mercado spot 9 . que objetivavam reduzir o nível de emissão de gases que provocam o efeito estufa foram implementa da s. devido ao aumento da produção dos países não pertencente s à OPEP e das compan hias internacionais. dos organis mos internacionais e das empresas. Novas legislações de preservação ambiental. 9 Negócios realizados com pagamento à vista e pronta entrega da mercadoria. Na década de 80. A oferta de hidrocarbo neto continuou abunda n te. 2003). Quase todas as nações desenvolvidas resistiram aos preços promovendo políticas energéticas visando minimizar sua dependência em relação ao petróleo importad o.dos derivados de petróleo foi reduzida no cenário mundial. Com o aumento da concorrência. através de uma série de medidas de substituição de derivados. A queda dos preços do petróleo após 1986 e a relativa estabilidade dos mesmo s na década de 90 acarretara m mudanças estratégicas na IMP. a OPEP viu seu poder de influenciar os preços do petróleo no mercado internacional enfraquecido.indústria o que fez acelerar o ritmo de inovação tecnológica na produção e na utilização de energias concorre ntes ao petróleo. para a qual também contribuíra m a queda do ritmo de crescimento econômico mundial (PINTO JUNIOR E FERNANDES. Estes passara m. levando às compan hias petrolíferas a implementare m políticas de redução de custos. Isso implicou no aumento da competição intra . Estas legislações se tradu zira m na criação de impostos e taxas sobre a produção e o consu m o de derivados de petróleo (ALVEAL. 30 . passara m a desenvolver novas áreas de exploração. além das políticas energéticas. mas sim a entrega de determinado montante de dinheiro correspondente à quantidade de mercadoria negociada. então. O fortalecimento energéticas das regulamentações uma ambientais forte redução e as das políticas taxas de desenvolvidas provocaram crescimento da deman da de petróleo. A fim de diminuir a dependência em relação aos países prod u tores. aqui. os países consumidores. o meio ambiente passou a fazer parte da agenda de política dos governos. 1998). não significa entrega física. A entrega.

Essa massa de petróleo e gás é quase toda queimada. seus equipa ment o s especiais de perfuração e de escoamento vêm sendo objeto de vários estudos. 2003). a necessidade de redução de custos. oferecem ‘riscos intrínsecos e variados’. Assim. Consumir petróleo e seus derivados significa lançar na atmosfera. no final do século XIX. é conveniente manter em primeiro plano o press u pos t o de que todas as suas atividades. inflamabilidade mais intensa que no carvão – que aumentava m os riscos de acidentes e facilitavam as contaminações por infiltração no solo e dispersão nas águas (VALLE E LAGE. na avaliação de quaisquer eventos na indústria petrolífera. sob a forma de gases e poluentes. a deman da tecnológica para produção de petróleo em novas fronteiras e adequação do parque de refino e da frota mercante. resultantes de uma estreita correlação e de uma freqüente potencialização recíproca entre os fatores técnicos e as condições humana s e a variação do ambiente natural. sem precedentes na história. Seus impactos ambientais em todo o circuito. Estima . jogado artificialmente na atmosfera. II.se. em todas as etapas.se basicamente em gás carbônico. transfor m a n d o . desde o poço até os motores e caldeiras que queimam combustíveis. hoje. É uma massa de carbono. Elas visavam a reunião de forças para enfrenta r os riscos ambientais e a pressão da sociedade sobre qualidade e proteção ao meio ambiente. Os combustíveis líquidos introdu zir a m novas variáveis – volatilidade. bem como suas atividades de trans por te e de produção no mar. Grandes empresas passara m a se unir e se proteger cada vez mais para enfrenta r os novos desafios.O final do século XX foi marcado por fusões e parcerias na IMP. fluidez. 2 . um consu mo diário de aproximada me n te 100 milhões de barris de petróleo. uma massa enorme de carbono e outros elementos como enxofre e nitrogênio.Os riscos de acidentes na atividade petrolífera Com os avanços tecnológicos alcançados pela IMP. os riscos se potencializara m. 31 .

em áreas urban as pode contribuir para a ocorrência de graves acidentes. principalmente. os impactos ambientais proporções. e que são inutilizadas ainda contendo significativas massas de óleo. há também enorme s riscos envolvidos tais como derrama me n t os e incêndios. normalme nte são descartados rejeitos com enormes potenciais de agressão à nature za como as águas de produção. O processo de perfuração de poços despeja lamas oleosas no meio ambiente. o que possibilita a fácil delimitação do local atingido. Como os grandes centros consu midores de petróleo de maneira geral situam . As agressões ocorrem indús tria.se distantes dos grandes pólos produtores. intensificada no início do século XX. os riscos estão presentes e se multiplicam ao longo de todo o trajeto percorrido pelo petróleo em sua viagem de seu sítio de origem até as refinarias. Segundo Valle e Lage. Nos vários meios de transpor te de óleo dos campos de produção até as unidades de refino. Os acidentes terrestres causam danos na área onde ocorrem. em geral com alta salinidade. Nas em todas as etapas dessa instalações de produção. dificultando a deter minação das áreas atingidas. os impactos têm suas dimensões ampliadas. provocados pelos acidentes marítimos assumira m maiores 32 . Entretanto. nos casos de acidentes na água. pois são propagados pelas correntes. Ainda na etapa sísmica da exploração. destinada a verificar o potencial dos campos de petróleo. Mas essa massa de gás jogada na atmosfera é apenas um dos fatores de agressão à nature za promovido pela indús tria do petróleo.A dispersão desses gases e poluentes. somente após a entrada em cena dos combu stíveis líquidos. de incêndios e. que afetam a saúde da população e os ecossiste mas da região. ferrovias ou rodovias. há sempre riscos de derrama m e n t o s. são utilizada s explosões com dinamites. dutos. Os principais meios utilizados são transpor te por água.

Outro meio de trans por te utilizado para condu zir derivados do petróleo é o ferroviário. em espaços reduzidos e muitas vezes confinados. expressivo número de equipa me nt o s e volumes elevados de prod u tos inflamáveis. é recorrente em acidentes envolvendo combustíveis líquidos. O vazamento de petróleo. a partir da década de 70. e gás liquefeito de petróleo. Os dutos são caracterizados por serem sistemas de transpor te de fluxo contínuo e sob pressão e podem ser enterra dos. Nesses casos. incluindo gasolina. O transpor te rodoviário. 2003). E por isso estão sujeitos a acidentes como vazamentos de gases e derrama me n t os de líquidos. capazes de abrigar tripulações de centenas de homens e de concentrar. um novo foco de acidentes no mar começou a se projetar. Um fator adicional a ser considerad o é a tentativa de furto do material vazado pela população próxima ao acidente. As platafor ma s desenvolvidas para esses campos resultara m em instalações de grande porte.Além da contaminação pelos despejos das embarcações acidentad a s. fixas ou móveis. provocadas por falhas nos dutos submarinos que interligam essas platafor m as entre si ou às bases de terra. O impacto de tais acidentes pode ser agravado em função do tempo que o vazamento se estender e em função da atividade da área afetada. podem também ser causas de acidentes ambientais relevantes (VALLE E LAGE. com muitas perdas humana s. O roubo de carga nos pátios de manobra pode també m represe ntar um fator de risco adicional. álcool e óleos. suspensos e subaquáticos. o mais utilizado no Brasil. o risco de incêndio e explosão será elevado se o líquido /gá s transpor t ad o for inflamável. decorrente da intensificação da exploração em campos petrolíferos submarinos. Todos são 33 . Os riscos aumenta m quando as estrada s estão em péssima s condições e quando os caminhões não utilizam nenhu m a medida de segurança para evitar acidentes. Os riscos concentra dos nessas unidades têm causad o acidentes de grande porte. Os acidentes ferroviários mais comuns são os descarrilamentos e os engaveta me nt os.

Há também diariamente o risco à saúde estão pois.82). 34 . mesmo pelos órgãos de fiscalização ambiental. redes de energia. como são intensivas em energia maioria. As refinarias são. sem a manute nção adequa da” (VALLE E LAGE.suficientes neste insumo. Na fase de comercialização. 2003. direta me nte a hidrocarbone tos. passam despercebidos. problemas que não existem em uma rodovia. auto . os frentistas. Como são dispersos e de pequena extensão. os riscos aumenta m e se propaga m. “A conta minação de áreas urbanas por hidrocarbone tos provenientes de postos de serviços tem sido uma preocupação crescente nas grandes cidades. Tal fato é devido à maior dificulda de de acesso de socorro a esses locais e à necessida de de recompo r a via perma ne nte. estas unidades são e. também. derra ma m e n t os. grandes responsáveis pela poluição atmosférica. expostos agentes cancerígenos. A etapa da refinaria também é caracteriza da por elevados riscos à saúde e agressão à naturez a. p. E a água utilizada é jogada fora contendo grande quantida de de óleo.capazes de provocar importa nte s impactos ambientais como contaminação do solo. Pois. A maioria desses postos opera com tanques vazando e com descarte de combu stíveis que se infiltram nas áreas vizinhas dessas instalações poden d o atingir redes de esgotos pluviais. matérias orgânicas e metais. A indústria do refino consome intensa me n t e água e energia. túneis de metrôs e garagens respiran do de edifícios. Alguns acidentes ferroviários podem provocar a interdição das linhas nos seus locais de ocorrência por períodos de tempo mais longos do que levaria no caso de um acidente rodoviário. pelo fato de que muitos desses postos mantê m essas instalações em uso por muitos anos. quase sempre afetada pelo acidente. dois insumos caros à huma nida de. em sua notáveis consu midor as de petróleo e seus derivados. incêndios e explosões.

a indús tria de petróleo começou a se preocupar com o tema desenvolvimento sustentável. as próprias indústrias de petróleo. tomam a dianteira. todos esses potenciais riscos descritos acima podem ser minimiza dos com a tecnologia desenvolvida pela IMP e pelo cumprime nto da legislação já existente.las. mesmo antes da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92). definin do metas para redução de emissão e investin do vultosos recursos em pesquisa de energia renovável. Entidades como World Bussines Council for Sustainable Development (WBCSD) e empresas multinacionais. BP). como a Shell e a antiga Britsh Petroleum (atualmen te. CAPÍTULO III – O CASO PETROBRAS No início da década de 90. 35 . o governo e a sociedade pouco se esforça m para prevenir catástrofes e muito se dedicam para remediá . No entanto.Atualmente.

o social e o ambiental. aquelas voltadas à eco.eficiência. apesar de trabalhar com matérias primas e produtos de origem não . seu desempe n h o econômico. isto é. e ao uso de fontes alternativas de energia. conseqüe nte me n t e. a Petrobras e outras multinacionais do setor. e faremos uma análise crítica dos resultados desta política. 10 Ver Capítulo I. 36 . A Petrobras ocupa um papel de destaque. entre elas. Com isso.line”. isto é. uma das principais armas é a satisfação de seus funcionários. pois faz parte do Conselho de Administração da entidade. p. a visão do “triple bottom . Neste capítulo.62). O conceito de desenvolvimento sustentável adotado pelo CEBDS e pela Petrobras engloba. sob risco de compro me ter sua posição competitiva e. acredita m estar atenden do as duas dimensõe s: a ambiental e a social. 2002. como a Shell e a BP.No Brasil. Além disso. entidade vinculada ao WBCSD. é possível empregar práticas e ações preventivas que redu za m consideravelmente o impacto de suas operações. a melhor utilização dos recursos naturais e a minimização do desper dício. sem que para isso seja necessário realizar alterações significativas de caráter técnico e organizacional. as grandes compan hias procura m compens ar seu passivo ambiental apoian d o projetos sustentáveis promovidos por organizações do Terceiro Setor. buscar o equilíbrio entre as três dimens ões: o econômico. conseqüe nte me n t e. refletindo. que são os combus tíveis fósseis. E o fato de a empresa adotar uma postura social e ambientalmente respons ável ajuda a elevar a taxa de satisfação de seus empregados para com a empresa. Atualmente. a temática da sustentabilidade vem sendo dissemina da no meio empres arial pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). além das premissa s do Relatório Brundtland 10 . descreveremos a trajetória da Petrobras na incorporação dos princípios da sustenta bilidade. criada em março de 1997. O setor de petróleo acredita que. nos acionistas e na sociedade como um todo (AMARAL. No caso da Petrobras. o CEBDS possui 50 empresas associadas. particular me n te.renovável.

11 12 13 Em 1969. O ano de 1974 registra um importa nte marco na bem . outra em construção.1 – A Trajetória da Petrobras .Petrobras para exercê . Website da Petrobras. Barracuda e Roncador. Formado por uma refinaria em operação. Hoje. principalmente para as regiões de águas profu n d a s da Bacia de Campos. o presiden te Getúlio Vargas assinou. a primeira descoberta na Bacia de Campos. no litoral do estado do Rio de Janeiro. a Bacia de Campos é a maior província produtor a de petróleo do País e uma das maiores províncias produtor as de petróleo em águas profun da s do mundo 12 .sucedida trajetória da Petrobras: a identificação do campo de Garoupa. cresceu a polêmica sobre a melhor política a ser adotada pelo Brasil em relação à exploração do petróleo. a produção nacional era de apenas 2. abrangendo també m as atividades de importação e exportação de petróleo e seus derivados. para atender às exigências formar e da nascente indús tria brasileira de petróleo. como Marlim. em 3 de outubro de 1953. Na época da criação da Petrobras. Posterior men te. a Lei 2004. que instituiu o monop ólio estatal da pesquisa e lavra. 37 . foi descoberto o campo de Guaricema. a nova compan hia intensificou as atividades exploratórias e procurou especializar seu corpo técnico. A partir de então. a partir de 1968. Depois de uma intensa campan h a popular. enquanto outros eram favoráveis à participação da iniciativa privada.lo. As opiniões radicalizara m. també m no mar 11 .se posições opostas: havia grupos que defendia m o regime do monopólio estatal. o monopólio foi ampliado. além de cinco refinarias particulares. a Petrobras direciono u suas atividades de exploração. no litoral do estado do Sergipe.Um breve histórico No final da década de 40. firmando . enquanto o consu m o totalizava 170 mil barris diários. Em 1963. O esforço permitiu o constante aumento das reservas. a partir de meados da década de 80. quase todos importa dos na forma de derivados. A Petrobras decidiu também ampliar o parque de refino então existente 13 para reduzir os custos de importação de derivados de petróleo.700 barris por dia.III. culminan do com descobertas de campos gigantes. refino e trans por te do petróleo e seus derivados e criou a Petróleo Brasileiro S. História.A . Albacora. primeiro nas bacias terrestres e.

Internacional. através da Área de Negócios Argentina.se na maior empresa brasileira e na 12ª empresa de petróleo do mundo. e trans por te. países: Angola. A compan hia é uma sociedade anônima de capital aberto que. natural Com a abertur a do mercado brasileiro a outras empresa s 15 . um recorde na história da empresa (RELATÓRIO ANUAL PETROBRAS. Transpetr o. o Brasil passou a admitir a presença de outras empresas para competir com a Petrobras em todos os ramos da atividade petrolífera. Venezuela. junto com suas subsidiárias Braspetro. distribuição derivados. Gaspetro e Petroquisa. e comercialização petroq uímico. e o lucro líquido alcançou a marca de R$ 17. segundo os critérios da publicação Petroleum Intelligence Weekly – PIW. Neste contexto de flexibilização e aumen to da competitividade. 15 38 . Estados 14 Do poço ao posto. 2003). BR Distribuidora.se uma estratégia de internacionalização. Nigéria. A partir de novembro de 1995. 9. gás refino. atua Equador. a empresa para traçou tornar . preparan do . Atualmente. a Petrobras transfor mo u .se uma corporação internacional de energia nos próximos anos. agora atuan d o sob o regime de competição. que já funcionavam antes da criação da Petrobrás. a Petrobras está vivenciando novos desafios e oportunida de s de crescimento. em função da Emenda Constitucional no. crescendo 2.2% em relação ao exercício anterior. a Petrobras. Atualmente. foi montado um parque com onze refinarias no Brasil e mais duas refinarias na Bolívia. em 2003.8 bilhões. Peru e Bolívia. Colômbia. nos seguintes Unidos.Assim. A produção média total. ficou em 1.79 milhões de barris de óleo equivalente por dia. atua de forma integrada 14 e especializada nos seguintes segmento s relacionados à indústria do petróleo: exploração de e produção. existem ainda duas refinarias particulares. No Brasil.

merecem um destaque maior porque marcara m a reestr ut u r ação e um real compro me time n to da Petrobras com o meio ambiente e a sociedade.1 – Baía de Guanabara Em janeiro de 2000. os dois vazame ntos em locais turísticos e ambientalmente comunicações. agravando sua histórica poluição e destruindo mangue zais.3 milhão de litros de petróleo na Baía de Guanabara.36.2– Os acidentes ambientais envolvendo a Petrobras A Petrobras. esses acidentes passa m a influenciar na imagem da Petrobras a partir de então. em 2001. Entretanto.36. A partir de meados da década de 80. já viveu situações de dificuldade s das mais variadas. Apesar de serem freqüentes. sendo apenas supera do pelo acidente ocorrido 39 . sejam decorrentes de questões de nature z a política ou ambiental. sejam aquelas decorrentes da escassez de recursos financeiros.III. permitira m bem que os como a enorme disponibilidade das episódios assumiss e m proporções inigualáveis até hoje na vida da Petrobras e do próprio País. em 2000. no Rio de Janeiro. os acidentes de derram a m e n t o de óleo. e enfrentou todos os tipos de crises. um oleoduto derramo u 1. e os impactos visibilidade. tornan do a eles associados. como os derra ma me n t o s de óleo na Baía de Guanabara e no Rio Iguaçu. uma passara m das a assumir fontes mais de essa atividade principais credibilidade e reputação. III.2. e a perda da P. em decorrência da própria naturez a do seu negócio. Considerado o segundo desastre mais grave já verificado na área marítima do Rio de Janeiro. levando a empresa a rever suas estratégias no campo da responsa bilidade ambiental e social. A grandiosida de da P. com a difusão dos conceitos de desenvolvimento sustentável e respons abilidade social aliado ao avanço tecnológico na área de exploração de petróleo. preservados. acidentes.

foram muito prejudicadas. toneladas de óleo na Baía de Guanabara. O duto que liga a Refinaria de Duque de Caxias ao terminal de abastecimento de navios na Ilha d’Água se rompeu e o vazamento durou cerca de trinta minutos. o óleo vazado acabou se concentra n d o no fundo da baía. inúmeras espécies da fauna e flora. a vítima foi o rio Iguaçu que recebeu 4 milhões de litros de petróleo que vazaram de um oleoduto da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). O restante se espalhou numa extensão de 30 quilômetros próxima à cabeceira do Rio Iguaçu. Por causa das marés e dos ventos. desta vez em um rio que abriga um dos maiores símbolos ambientais nacionais: as Cataratas do Iguaçu. praias banhada s pela Baía de Guanabara. A mancha de óleo se estende u por uma faixa superior a 50 quilômetro s quadra dos. Represento u um trágico episódio de contaminação ambiental por vazamento de petróleo e prod u tos derivados. provocou graves danos ao ecossiste m a. III. a pesca e o turismo. quer pela inviabilização do turismo pela poluição do ambiente (REVISTA ABAMEC. atingindo o mangue zal da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim. no Paraná. em 1975 16 .2. à boa qualidade das águas da Baía de Guanabara. 2. segundo especialistas.com o navio "TARIK". direta ou indiretame n te. localizada no município de Araucária. 40 . do total despejado. quer pela conta minação dos peixes e crustáceos. A falha foi verificada pelo medidor de pressão. De acordo com informações da Petrobras. o qual. 2001). só deverá recuperar suas condições normais daqui a dez ou quinze anos. As comunida des que tiravam seu sustento de atividades ligadas.5 milhões de litros ficaram retidos no Rio Barigüi.2 – Rio Iguaçu Em julho de 2000. além de provocar graves prejuízos de ordem social e econômica a população local. tais como.

localizado no alto de uma coluna da P. além de centenas de aves e peixes.Além dos funcionários da Petrobras. Além disso. depois. ocorrera m duas explosões causadas por um vazamen to de gás e óleo.36. todos mortos. Vale lembrar que três semana s antes do acidente. a Petrobras /Re p a r recebeu a certificação ISO14. houve uma exposição à entrada de água do mar. As explosões causara m alagame nto gradual da parte alta da coluna. 2001). os biólogos recolhera m sete animais. tatus. 17 18 Famílias que vivem próximas a rios. vivem animais como capivaras. Defesa Civil. dos quais 11 morrera m. No trecho inicial do vazamento.2. Por se tratar de hidrocarboneto que é uma substâ ncia inflamável. Na hora do acidente havia 175 trabalhadores a bordo. “como reconhecime n to internacional como empresa que equilibra as necessida des de obtenção de lucro e resultado com o atendimento da qualidade de vida de empregad o s e comunida des através da proteção do meio ambiente e de práticas industriais seguras” (REVISTA ABAMEC. asfixiados pelo óleo. e devido à inclinação. Ver Capítulo I 41 . técnicos e equipa ment o s da Clean Caribbean Cooperation . a Polícia Militar. Foram os primeiros sinais da destruição provocada no ecossistem a do Iguaçu. levando ao alagamento progressivo de toda a coluna e. participara m da operação. cinco dias após as explosões.3 – Plataforma 36 Em março de 2001. Na região. III. que poderia causar irritação à pele. Além disso. a instrução foi que não tivessem contato com o óleo. entidade internacional especializada em acidentes como este. técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também trabalhara m na contenção da mancha. pela ruptur a de várias linhas de água. antas. as famílias “ribeirinhas” 17 foram orientada s a não utilizar materiais explosivos como cigarros ou fogos de artifício próximo ao local atingido. Exército. ao naufrágio.001 e BS 8800 18 . de 5 km entre os rios Barigüi e Iguaçu.

Foi providenciado o trans porte das pessoas para a platafor ma P.5 milhões de litros de óleo diesel e petróleo que estavam armaze na d o s na platafor ma. o Brasil vem chegando cada vez mais perto da auto . Como a P. iniciou .Imediatame n te após a primeira explosão. exceto as direta mente envolvidas no controle da emergência.suficiência na produção de petróleo e derivados. Isto ficou claro com os vazamentos que ocorrera m em 2000 na Baía de Guanabara e no Paraná. Ao mes mo tempo. por ter ocorrido em uma área de baixa biodiversida de na margem continental. mergulha dores injetara m nitrogênio nas colunas para estabilizar a platafor m a. que se estendeu por uma área de 60 quilômetros quadrados.se a operação de retirada preventiva das pessoas que estavam na platafor ma. Houve um receio de intoxicação da fauna e da flora da região devido aos compostos aromáticos contidos no óleo derra ma do (RELATÓRIO ANUAL PETROBRAS.36 naufragas se. fez com que a platafor m a afundas s e. que se situava a uma distância de 12 quilômetros do local. Eles correram para a coluna para tentar apagar o fogo e foram surpreen didos pela segun d a explosão. o que deverá ser uma realidade em 2005. O mar agitado. A operação de salvamento contou ainda com o reforço de técnicos e equipa me nt o s europeus. 3 – A mudança de conduta após os acidentes Ao longo das últimas décadas. e o resgate dos funcionários teve que ser feito por barcos. e cuja gravidade destoou do histórico da empresa 42 . mas houve um vazamento de 1. o pouso de helicópteros ficou impossibilitado. Quase todos os mortos eram funcionários da brigada de incêndio. eram desenvolvidas ações de controle e de atendime nto às vítimas.36 começou a adernar. O desligamento dos poços foi o principal fator para evitar um desastre ecológico de maior proporção. Mas esta conquista da Petrobras antecipou a necessida de de mudança em seus modelos de segurança e gestão ambiental. felizmente não provocou graves problemas ambientais. O acidente. Para evitar que a P.47. III. no entan to. 2001).

Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional. surgiu a gestão integrada de Segurança. 2001). Meio Ambiente e Saúde (SMS) em toda a compan hia.(PROGRAMA DE EXCELÊNCIA GESTÃO OPERACIONAL. O Pegaso prevê investimentos da ordem de R$ 3. 19 Com o Pegaso. instalando também nessa rede uma forma automatiza da de verificação perma nente (estima . representa n d o 75% do total de dutos). esses investimen to s trouxera m um conceito novo de atuação para evitar acidentes ou. 80 especialistas e. a Petrobras criou o mais sofisticado programa ambiental e de segurança operacional já elaborado no País. quando não. 19 Website da Petrobras. como a restau ração completa da rede de dutos operados no País. EM AMBIENTAL E SEGURANÇA O vertiginoso aumento da produção de petróleo no País nos últimos anos aumentou a respons abilidade das empresas e está obrigando a Petrobras e as demais compan hias do setor a aplicar mais recursos e novas tecnologias na área ambiental.2 bilhões em quatro anos e assume compro mis sos inéditos no setor de exploração. Segundo a assessoria da empresa. 43 . posterior me n te. instalações e capacitação. O risco de acidentes aumentou na mesma proporção. Além disso. O acidente de 2000 na Baía de Guanabara é tido como um divisor de águas. a implantação do conceito integrado de SMS atingiu a categoria dos grandes desafios que hoje marcam a evolução da Petrobras. envolvendo grandes investimentos em equipa men tos. Por isso. em janeiro de 2001. coordena do por um grupo de trabalho que envolveu dez diferentes gerências.se que foram automatiza do s 7 mil Km2. Além disso. Política de Segurança. as multas aplicadas por órgãos ambientais e os efeitos da interru pção da produção geram pesados prejuízos. A produção de petróleo no Brasil praticamente dobrou em menos de dez anos: passou de 800 mil barris / dias em 1996 para mais de 1. todos os demais escalões da compan hia. ao lado da conquista dos segredos do refino e da solução dos mistérios na exploração em águas profun da s.5 bilhão atualmente. Acidentes envolvendo derram a m e n t o de óleo causam sérios danos ao meio ambiente e à imagem das empres as. nomeado como Pegaso .

cada um. o cumprime nto do Termo de Compromiss o para Ajuste Ambiental. os terminais marítimos em área de grande sensibilidade. de maneira a permitir a intervenção rápida em qualquer ponto do território nacional. São verificadas as áreas mais sensíveis e o impacto de um possível derrama me n t o de óleo nestas regiões. 20 Ver Anexo II 44 . a totalidade das unidades operacionais da Petrobras opera m com licenças ambientais 20 ou ampara das por acordos específicos de ajuste de conduta. Segundo o Relatório Anual da Petrobras. uma embarcação especializada no controle de vazamentos. Sua rotina inclui simulações freqüentes e o monitora me n t o das condições ambientais locais.redu zir ao máximo seus efeitos já que as equipes treinadas para enfrentar contingências passara m a ser mantidas em prontidão 24 horas. em caso de emergência. pois. em 2003. Os Centros de Defesa Ambiental também trabalham junto às universida des no levanta men to da sensibilidade ambiental das regiões em que atuam. centenas de pessoas. como Baía de Guanabara (RJ). recebera m. para agir pronta me n te em caso de acidentes. no Rio de Janeiro. São Sebastião (SP) e Sergipe. em vários estados do país. Foram implantados 9 (nove) Centros de Defesa Ambiental (CDA) nas principais áreas de atuação. Outro objetivo do Pegaso diz respeito à qualidade. os CDAs deram origem ao primeiro complexo de segurança ambiental da América do Sul (PROGRAMA DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO AMBIENTAL E SEGURANÇA OPERACIONAL. a empresa concluiu. o maior acordo desse tipo firmado no país. Uma das principais metas do programa era a certificação de todas as Unidades de Negócio da Petrobras pelas normas ISO 14001 e BS 8800 /OHSAS 18001. E esse objetivo foi conquista do. De acordo com a Petrobras. 2001). aptos a comandar. Em cada um deles atuam em média 20 especialistas. Além disso. e são feitos també m levantame n to s socioeconômicos de todas as áreas próximas às atividades dos CDAs. para que se possa trabalhar considera n do todas essas variáveis. para antecipar as providências necessárias em caso de acidente. envolvendo um investimento de R$ 192 milhões e mais de 40 projetos com a finalidade de promover melhorias na Reduc e no terminal da Ilha d’Água.

45 . o programa estabeleceu que US$ 25 milhões por ano deverão ser investidos no desenvolvimento de fontes de energia renováveis. a política de comunicação institucional deve sofrer mudanças. em São Paulo. e que mereceu da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) o Prêmio Top Social 2002. também. em projetos de educação ambiental e de melhoria da qualidade de vida. Entre os projetos. destaca . Com isso. Com o Pegaso. onde passam Petrobras e sua subsidiária Transpetr o buscara m envolver as populações locais em processos de comunicação de riscos. particular me n te as ONGs. a ambiental. Diversos projetos nessa área estão em execução no Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES) e em outros órgãos. biomassa.Ainda visando a maximizar a sustenta bilidade de seu negócio. 2001). Todas as atividades e investimentos da Petrobras estão sob observação de uma auditoria externa. e ser acompa n h a d a pela estrutur a organizacional que a suporta. que reconhece a importância de envolver representa nte s da sociedade civil organiza d a. destinado à conscientização de uma população de mais de um milhão de habitantes que residem ao longo do duto Barueri Utinga (Obati). públicos. energia eólica. É o caso da implantação do sistema de inventário.se. um combustível ecologicamente mais “limpo”. energia solar e a aplicação de células a combustível. e das comunidades do entorno do empreendime n t o nos planos e atividades a da empresa. estende n d o e não a respons a bilidade a acionistas e corporativa também esses apenas funcionários. Destacam . Este tipo de projeto se enqua dr a numa forma moder na de relaciona men t o com seus grupos de interesse (stakeholders ). monitora me n t o e gerenciamento das emissões atmosféricas de respon s a bilidade da compa nhia. visando assegurar sua integridade.se o "Convivência e Parceria". São vinte mil fontes de emissão que estão sendo identificadas e catalogadas. envolvendo biocombus tíveis. a compa nhia assumiu compromis sos com cerca de quatro mil projetos de diversos perfis. (VINHA. os esforços no sentido de ampliar a participação na matriz energética brasileira do gás natural. Nas áreas de alta sensibilidade os dutos.

a compan hia já obtém outros resultados práticos com a definição de parâmetr os mais rigorosos na gestão de SMS: no primeiro semestre de 2003. Após duas tentativas. Somente em 2003. a Petrobras investiu R$ 6. como a Shell e a BP. o fato é que a empresa estava bastan te atrasa da neste aspecto. 46 . O resultado obtido foi a queda na taxa de vazamento que. conseguiu renovar os contratos de seguro com uma redução de 42% em relação ao prêmio anterior. por exemplo. será aceita assim que o sistema de inventário tiver seus primeiros resultados. criado para aferir o desem pe n h o ambiental das compa nhias com ações negociadas na Bolsa de Nova York. Mesmo assim. mesmo com o aumento do monta n te segurado. Investidores de todas as partes do mundo acompa n h a m esse indicador para saber como as empresas se adapta m às novas exigências ambientais. e em 2003. Em quatro anos. razão pela qual ambas fazem parte do índice de sustentabilidade ambiental do Dow Jones (Dow Jones Index Sustainability ). uma conseqüência dos investimentos na área (RELATÓRIO ANUAL PETROBRAS. segundo o website do Dow Jones . especialmente com relação ao chamado “risco carbono”. visto que todas as grandes compan hias multinacionais já fazem medições há algum tempo.983 m 3 . para US$ 21 bilhões.Embora a Petrobras encare a atividade de monitora me n t o como uma iniciativa pró. Mas vale observar que. em 2004.3 bilhões. que passou de US$18 bilhões em 2002.ativa e de respons abilidade social. em 2003. certame nte. O mesmo pode ser observado com a taxa de acidentados com afastame n t o. A empresa. vem impondo metas de redução de emissão desde 2001. 2003).1 bilhões em programa s de controle de impacto ambiental e em programa s de prevenção de acidentes de trabalho. chegou ao patama r de 5. ficou no nível de 276m 3 . a Petrobras afirma que passou a integrar o Dow Jones de sustentabilidade. em 2000. a Petrobras ainda não foi aceita por não atender a um requisito (não possuir declaração de emissões nem metas de redução) e seu nome não consta entre os membros do Dow Jones Index Sustainability . os gastos no Pegaso totalizara m R$ 2. sendo que algumas.

2003). em 1997. 47 .que recuou de 9. em 2003 (RELATÓRIO ANUAL PETROBRAS. para 1.21.58.

os modelos macroeconômicos passara m a adotar uma função de produção agregada com somente dois fatores: capital e trabalho. Desde então. tecnológicas e sociais de uma economia. Como conseqüência disso. em 1972. utilização dos recurso s naturais e degradação ambiental é essencial. O problema da escassez dos recursos naturais esteve presente no debate acerca do crescimento econômico desde o fim do século XVII quan do Malthus previu uma escassez de alimentos devido ao crescimento exponencial da população. uma vez que a oferta de recursos naturais e a qualidade ambiental deter mina m o processo de crescimen to econômico. no três fatores de apresentaria caso terra. chegamos a este milênio com algumas pressões ambientais sérias. entre elas. os elemento s do crescimento seriam os fatores reprodutíveis (capital e trabalho) e a inovação tecnológica. passando por Jevons com o esgotamento das reservas de carvão na Inglaterra até o relatório publicado. que novamente influencia o crescimento econômico. Para os economista s prod ução (terra. A Revolução Industrial mudou a relação da sociedade com a nature za. mais que compens aria a escassez de recursos naturais. a susten tabilidade econômica do petróleo como principal fonte de energia. que considerava m e capital). que por sua vez gera externalidades negativas sobre o meio ambiente.CONCLUSÃO O crescimento econômico é o resultado de uma série de interações e mudanças nas estrutur a s produtivas. Contu do. Com o total domínio do processo produtivo. taxas fosse decrescentes completame n te deter mina nte s crescimento empregado. “Limites do Crescimento”. quando a um economia fator. nenhu m a dessas previsões de concretizou. de trabalho clássicos. o homem passou a explorar maciçamente os recursos naturais. 48 . O estudo da relação entre crescimento econômico. Já na visão dos neoclássicos. Dessa forma o aumento de produtividade resultante da acumulação de capital e da inovação tecnológica.

49 .se um fator de diferenciação competitiva entre os maiores nomes do ramo do petróleo.Somente a partir dos anos 70. Os piores danos acontecem duran te o trans por te de combus tível. mais exigente e menos tolerante com o tratame nto tradicionalmente conferido ao meio ambiente. Paralelamente. colocando as empres as petrolíferas em evidência.92 levando as empres as a se adaptar aos novos paradigmas do mercado mundial. fruto da pressão social e regulatória.se os problema s ambientais e os acidentes por ela gerados. A produção do petróleo envolve numerosos e graves riscos ao meio ambiente desde o processo de extração. e de acidentes de trabalho. tornan do . Porém. O século XX foi o século do petróleo. começara m a surgir críticas sobre os efeitos prejudiciais ao meio ambiente decorrente s da atividade industrial e do crescimento econômico. Como conseqüência dessas críticas e reflexões sobre o futuro da huma nida de surgiu um novo conceito de desenvolvimento: o desenvolvimento susten tável. refino. a extração do combus tível fóssil sempre foi tolerada. que tem na conservação ambiental o seu principal foco. atualmente. A IMP apresentou um espetacular crescimento. uma realidade no mercado. levando alguns economista s a refletir sobre os limites à exploração dos recursos naturais. com vazamentos em grande escala dos oleoduto s e dos navios petroleiros. mudan d o o padrão de concorrência. justificando . bem como seu potencial de risco ambiental. com a geração de gases que poluem a atmosfera. por isso. A excelência em gestão ambiental é hoje standa r d nas grandes empresas líderes. a convenção do desenvolvimento sustentável é. sobretu do nos setores potencialmen te mais poluentes. até o consu mo. que ganhou expressão entre o empresa riado a partir da realização da Eco. A sociedade em geral está mais consciente e. emerge um movimento de responsa bilidade social corporativa. Sendo a principal fonte energética do atual modelo de desenvolvimen to. trans por te.

Neste

trabalho

foi analisado

o caso

da Petrobrás,

enfocando

os

acidentes de grandes repercus sões em que a compan hia esteve envolvida, os vazamen tos de óleo na Baía de Guanabara e no rio Iguaçu e a perda da P- 36, e a sua mudança de estratégia no campo da respons abilidade sócio- ambiental. Em 50 anos de atividade, a Petrobrás foi uma empresa de enorme sucesso porque conseguiu respon de r as necessidade s energéticas do país, aliada a uma política de desenvolvimento econômico. É inquestionável o fato de que a empresa foi uma alavanca da industrialização nacional, mas os crescentes, e cada vez mais graves, acidentes que causou ao longo do tempo, abalaram a imagem positiva que a sociedade tinha da empresa, sobretudo sua mun dialmente reconhecida competência tecnológica. Após tomar medidas paliativas para resolver os problemas gerados pelos acidentes, a Petrobras resolveu adotar uma postura ambiental e

socialmente respons ável de forma estrut ur al, levando - a a mudar, inclusive, sua missão corporativa e elaborar um novo planejame nto estratégico. O vazame nto de óleo na Baía de Guanabara, em janeiro de 2000, mostro u que todos os investimentos realizados, até então, em segurança e meio ambiente não haviam sido suficientes. Este acidente resultou na

assinatur a de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a empresa e os órgãos, envolvento parcerias com entidades da sociedade civil na

implementação de uma séria e ações corretivas e compensa tórias. Na área ambiental, a respos ta veio com um programa que é considerado pela empresa como uma “revolução interna”: o Pegaso é o maior programa ambiental e de segurança operacional já posto em prática no Brasil. A empresa realizou muda nças estrut u r ais, internalizan do o conceito de desenvolvimento sustentável como estratégia empresarial, e passo u a

constr uir sua reputação com atitudes e com o engajamento nas questões de respon s a bilidade social e ambiental coorporativa, dando visibilidade de suas ações a seus stakeholders . Atualmente, a Petrobras admite que a função da empresa não se resu me a dar lucro e emprego, e a pagar impostos e respeitar a lei. Para demons tr a r 50

que mudou, vem aumenta n d o, progressivame nte, o investimento espontâ neo na área social. E també m admite que, ao produ zir, interage com o meio ambiente e consome recursos naturais que são patrimônio de todos. Por isso, reconhece que é seu dever prestar contas à sociedade sobre o impacto de suas atividades e dar sua contribuição para o desenvolvimento sustentável. Acidentes como os ocorridos em 2000, envolvendo vazamentos de óleo em grandes proporções e em diferentes regiões do País – Baía de Guanabara (RJ) e do Rio Iguaçu (PR) – mostra m que a questão ambiental permanece um grande desafio para o setor. É evidente que, apesar dos esforços em obter certificações, a necessida de de aperfeiçoa mento de norma s e padrões ainda é grande, deman da n d o esforços contínuos de melhoria por parte da Petrobras. O Pegaso é um programa pioneiro no País que pretende estreitar cada vez mais a relação da compan hia com a sociedade, satisfaze n d o seus anseios por segurança e preservação ambiental.. Contudo, as medidas mitigadora s destinad a s a reparar danos ambientais, e os vultosos investimentos que a empresa vêm fazendo na área social, ainda não permitem uma avaliação mais precisa. A história, portanto, está por julgar os resultados da política de susten tabilidade desta nova fase da Petrobras.

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setembro 2001. v. n. Outubro de 1983 .. 30. p. p. Rio de Janeiro. Revista Abamec. Agosto de 1984 – Gás vaza do poço submarino de Enchova (Petrobrás): 37 mortos e 19 feridos na Bacia de Campos – RJ. março 2002. 2.3 milhões de litros de óleo vazam de um oleodu to da Petrobrás em Bertioga – SP. n. Fevereiro de 1984 – 93 mortes e 2.500 desabrigados na explosão de um duto da Petrobrás na favela Vila Socó.Principais Acidentes com Petróleo e Derivados no Brasil • • • • 54 Março de 1975 Um cargueiro iraniano fretado pela Petrobrás derrama 6 mil toneladas de óleo na Baía de Guanabara – RJ.Revista Abamec . 9.20. Cubatão – SP. Meio Ambiente: Petrobrás mostra resultados.21. Rio de Janeiro. .21. v. ANEXO I Fonte: website da Ambientebrasil Principais Acidentes da Indústria Petrolífera no Mundo I . 18. 12.Petrobrás: Desenvolvimento Sustentável é a regra. Revista Abamec .

Na Repar (Petrobrás).Problemas em um duto da Petrobrás entre Cubatão e São Bernardo do Campo – SP. Agosto de 1999 . causa o vazamento de 1.AM e Rio Negro.AM . em Curitiba – PR.Menos de um mês depois. Durante três dias o odor praticamente impediu o trabalho na refinaria.O rompimento de um duto da Petrobrás que liga a Refinaria de Duque de Caxias ao terminal DSTE .Vazamento de 3 mil litros de óleo no oleoduto da refinaria da Petrobrás que abastece a Manaus Energia (Reman) atinge o Igarapé do Cururu .7 milhões de litros de litros de óleo poluem 18 praias do litoral norte paulista. Janeiro de 2000 .RJ – Petrobras. A mancha se espalhou por 40 quilômetros quadra dos. provocam o vazame nto de 200 litros de • • • • • • • • • 55 .Uma rachadur a de cerca de um metro que liga a refinaria de São José dos Campos ao Terminal de Guararema. A pesca no local acabou após o acidente .3 milhão de óleo combus tível na Baía de Guanabara. Agosto de 1997 .• • • Julho de 1992 – Vazamento de 10 mil litros de óleo em área de manancial do Rio Cubatão – SP. Julho de 1997 . Novem bro de 1999 .Falha no campo de produção de petróleo em Carmópolis .Petrobrás.8 milhões de óleo combustível em manguez ais na Baía de Guanabara . Outubro de 1998 .Vazamento de FLO (produto usado para a limpeza ou selagem de equipa me n tos) no rio Cubatão – SP – Petrobras.Petrobrás. Janeiro de 2000 . ambos em São Paulo.SE provoca o vazamento de óleo e água sanitária no rio Siriri.O rompime nto de um duto da Petrobrás que liga a Refinaria Duque de Caxias ao terminal da Ilha d'Água provocou o vazamento de 1. Março de 1997 .Ilha D´Água provoca o vazamento de 2. pelo menos mil litros de óleo contaminara m o rio Negro . Maio de 1994 – 2. O duto estava há cinco anos sem manute nção – Petrobras.RJ. novo vazamento de óleo combustível na Reman.Vazamento de 2 mil litros de óleo combus tível atinge cinco praias na Ilha do Governador .5 milhão de litros de óleo combustível no rio Alambari. produto que poss ui benzeno. Agosto de 1999 . Agosto de 1999 . houve um vazamento de 3 metros cúbicos de nafta de xisto.

Parte do combus tível queimou e o resto vazou em um córrego próximo ao local do acidente. vazando quatro mil litros de combus tível no córrego Caninana. que presta serviços a Petrobras. derramo u 7 mil litros de óleo no canal de São Sebastião . O vazamento foi contido na Serra do Mar antes que contaminas se os pontos de captação de água potável no rio Cubatão.Uma semana depois. que carregava 60 mil litros de óleo diesel descarrilou em Fernandes Pinheiro .Um trem da Compan hia América Latina Logística ALL. Desta vez. O prod u to transbor do u do tanque de reserva de resíduos oleosos. O despejo ocorreu numa manobra para deslastrea me n t o da embarcação.Petrobrás.PR.Nova mancha de óleo de um quilômetro de extensão apareceu próximo à Ilha d'Água.SP.O navio Mafra.Cerca de 18 mil litros de óleo cru vazara m em Traman daí . • • • • • • • • 56 . Junho de 2000 .Um trem da Compan hia América Latina Logística ALL. da Frota Nacional de Petróleo. Março de 2000 .RS.óleo diluente. Novem bro de 2000 – 86 mil litros de óleo vazam de um cargueiro da Petrobras e a poluição atinge praias de São Sebastião e de Ilhabela – SP. Julho de 2000 . quando eram transferidos de um navio petroleiro para o Terminal Almirante Soares Dutra (Tedut). por causa de uma ruptur a da junta de expansão de uma tubulação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas . situado no lado esquer do da popa. um outro trem da Companhia América Latina Logística . • Fevereiro de 2000 .Transbor da m e n t o na refinaria de São José dos Campos . Setembro de 2000 . provoca o vazame nto de 500 litros de óleo no canal que separa a refinaria do rio Paraíba – Petrobras. Julho de 2000 . Julho de 2000 – 4 milhões de litros de óleo foram despejados nos rios Barigüi e Iguaçu – Pr. na cidade. na Baía de Guanabara. com trinta vagões carregando açúcar e farelo de soja descarrilou em Morretes . na mesma região. que carregava 20 mil litros de óleo diesel e gasolina descarrilou.ALL. Março de 2000 . da Petrobras.SP. 380 litros do combustível foram lançados ao mar pelo navio Cantagalo. Parte do combustível queimou e o resto vazou em área de preservação perma ne n te. O acidente foi causado pelo rompimento de uma conexão de borracha do sistema de transferência de combus tível e provocou mancha de cerca de três quilômetros na Praia de Jardim do Éden.PR.

Este vazamento trouxe grandes danos para os manguez ais da região. O acidente • • • • • • • • • • 57 . Maio de 2001 .277 entre Curitiba . MS.O rompimento de um duto da Petrobrás em Barueri SP.RJ. Agosto de 2001 .• Fevereiro de 2001 – Um duto da Petrobras rompe. no km 20 da Rodovia Castelo Branco. no município de Araucária.Um trem da Ferrovia Novoeste descarrilou despejan d o 35 mil litros de óleo diesel em uma Área de Preservação Ambiental de Campo Grande. Agosto de 2001 . além de contaminar toda a flora e fauna. Outubro de 2001 . A origem do óleo é árabe. uma das principais estradas do Estado de São Paulo.Vazame nto de gás natural da Estação Pitanga da Petrobras a 46 km de Salvador .00 pelo vazamento de GLP (Gás liquefeito de petróleo) de um duto da Petrobrás. a 8 km da costa.se em uma pedra na baía de Paranaguá. uma emulsão asfáltica. ocasionou um vazamento de quase 30 mil litros de óleo nos Rios do Padre e Pintos. Maio de 2001 . Abril de 2001 . afluente do Rio Nhundiaqua r a.Um vazamento de óleo atingiu 30 km nas praias do litoral norte baiano entre as localidades de Buraquinho e o balneário da Costa do Sauípe. da frota da Transpetr o . Angra dos Reis .subsidiária da Petrobras. no Paraná. PR. O acidente foi ocasionado durante as obras da empresa que é contrata da pelo governo do Estado. e teve multa aplicada pela Cetesb . Outubro de 2001 .A Constr utor a Galvão foi multada em R$ 98. vazando 392 mil litros do produto atingindo uma área de 3 mil metros quadra dos.Vazame nto de óleo do tipo MS 30. atingiu o Rio Passaúna.Compan hia Estadual de Tecnologia de Saneame nto Ambiental . ocasionou o vazamento de 200 mil litros de óleo que se espalhara m por três residências de luxo do Condomínio Tamboré 1 e atingiram as águas do Rio Tietê e do Córrego Cachoeirinha.Vazame nto de 715 litros de petróleo do navio Princess Marino na Baía de Ilha de Grande. Setembro de 2001 .000.Paranaguá. acabou vazando 150 litros de óleo em São Francisco do Sul – SC. Junho de 2001 .BA atingiu uma área de 150 metros em um mangue z al. Abril de 2001 – Acidente com um caminhão da Petrobrás na BR. litoral paranaens e. chocou .O navio petroleiro Norma que carregava nafta. vazando 4 mil litros de óleo diesel no Córrego Caninana.O navio que descarregava petróleo na monobóia da empresa.

O navio Brotas da Trans petr o. Meganar. em Curitiba . que acabou atingindo um manancial da cidade. O óleo que vazou é um derivado do petróleo altamen te tóxico. • Fevereiro de 2002 . Nove mbro de 2003 . Fevereiro de 2004 .SP.RJ. deixando vazar 15 mil litros da substância. derramo u cerca de 16 mil litros de petróleo leve. atingindo o rio Sergipe e parte da vegetação da região. na baía de Ilha Grande.RJ. atracado no Pier da Praça Mauá. contamina n d o o lençol freático. Junho de 2002 . em Cubatão.culminou na morte de um mergulha dor que efetuou um mergulho para avaliar as condições do casco perfurado.3 mil litros de petróleo vazara m de um navio de bandeira grega em São Sebastião .Um tanque de óleo se rompeu no pátio da empresa Ingrax.PR.RJ. subsidiária da Petrobras. O acidente aconteceu no oleoduto que liga o Terminal Almirante Barroso. Maio de 2002 . em São Sebastião. próximo ao local.Vazame nto de óleo diesel num tanque operado pela Shell no bairro Rancho Grande de Itu . Um problema no equipame n to de carregame nto de óleo teria causado o despejo do produto.Transpetro . Junho de 2002 .Cerca de dois mil litros de petróleo vazara m de um navio desativado. Angra dos Reis .Vazamento de óleo cru poluiu o rio Guaecá e a praia de mesmo de mesmo nome em São Sebastião . em Pinhais. através da tubulação de esgoto. Agosto de 2002 .Cerca de 50 mil litros de óleo combustível vazara m do transatlântico inglês Caronia. localizado em São Sebastião – SP . Março de 2004 .Cerca de 460 litros de óleo vazaram da linha de produção da Petrobras em Riachuelo (32 km de Aracajú). na Baía de Guanabara . pertencente a uma empresa privada.SP. • • • • • • • • II .SP. O vazamento foi provocado provavelmente por corrosão no casco do navio. Junho de 2003 .Petrobras. na Baía de Guanabara . cerca de oito mil litros de óleo vazara m do tanque.Principais Acidentes em Plataformas de Exploração no Mundo desde 1980 58 . que atingiu o Rio Atuba.Aproximada m e n te 25 mil litros de petróleo vazara m no Pier Sul do Terminal Almirante Barroso. à refinaria Presidente Bernardes.

Incêndio na platafor m a Pampa (Petrobras). Setembro de 1988 .Um homem morreu e dois ficaram feridos duran te a explosão de uma platafor ma no Golfo do México. matando 81 pessoas.• • • • • Março de 1980 . Julho de 1988 . no Mar do Norte. Junho de 1980 . na Bacia de Campos. • • • • • • • • • 59 . platafor ma americana. provocou queimad ur a em 6 pessoas. É o pior desastre relacionado a platafor ma s de petróleo.Petrobrás. Fevereiro de 1984 . Outubro de 1987 .37 trabalhadores morrera m afogados e outros 17 ficaram feridos na explosão de uma platafor m a da Petrobrás na Bacia de Campos. e 4 trabalhado res morreram.A platafor m a Alexsander Keillan de Ekofish. explodiu no Mar do Norte. Ela operava na Enseada de Cook.Uma embarcação de perfuração afundou no Mar do Sul da China. Setembro de 1988 . naufragou. Agosto de 1984 .167 pessoas morrera m quando a Piper Alpha. causou a morte de um homem e ferimentos em outros dois.A Ocean Ranger. no Mar do Norte. Setembro de 1982 . diante da costa do Texas. Maio de 1989 – 3 pessoas ficaram feridas com a explosão de uma platafor m a da empresa californiana Union Oil Company. tombo u no Atlântico Norte.Uma explosão feriu 23 em navio sonda na Bacia de Campos . deixando 123 mortos. após um vazamen to de gás.Uma refinaria da empresa francesa Total Petroleum explodiu e afundou na costa de Bornéu. Outubro de 1981 . Um operário morreu. Janeiro de 1985 .Incêndio na platafor m a Enchova (Petrobrás). no Mar do Norte.Duas explosões na platafor m a Zapata (Petrobrás) feriu 12 pessoas. da Occidental Petroleum. Abril de 1988 . matando 84 pessoas.A explosão de uma máquina bombeador a na platafor m a Glomar Ártico II.Um incêndio destruiu uma platafor m a da compan hia americana de perfuração Ocean Odissey. no Alasca. Outubro de 1986 .

Novem bro de 1999 . Maio de 2001 . Outubro de 1991 . Janeiro de 1995 .Explosões na platafor ma P. na Bacia de Campos.Acidente na platafor m a P. Janeiro de 1996 . resultou em um vazamento de 26 mil litros de óleo no mar .Explosão feriu 2 pessoas na platafor m a P . no Golfo de Suez. na Bacia de Campos .36. Dezembro de 1991 .A explosão de uma platafor m a da Penrod Drilling.Um tripulante morreu após uma explosão num navio petroleiro. logo após decolar de uma platafor m a da Cormora nt Alpha.Um operário morreu ao cair de uma platafor m a móvel de petróleo situada no litoral da Escócia. no Mar do Norte.31. Muitas ficaram feridas.Petrobrás.Acidente na platafor m a P. entre as cidades de Campos e Macaé. da Shell.3 pessoas morrera m na explosão de uma platafor m a no campo petrolífero de Morgan. no Golfo do México.Um problema na tubulação na platafor ma P. Julho de 1998 .Uma explosão provocou a morte de 2 homens.7 na Bacia de Campos ocasionou vazame nto de óleo. Foram detectada s duas manchas a uma distância de 85 Km da costa. deixou 12 trabalha dores feridos. Abril de 2001 . Uma das machas tinha cerca de 110 mil litros e a outra de 10 mil litros de óleo.Um helicóptero caiu no Mar do Norte. Agosto de 1991 – 3 pessoas ficaram feridas numa explosão ocorrida na platafor m a Fulmar Alpha.13 pessoas morrera m na explosão de uma platafor m a da Mobil na costa da Nigéria.7 da Petrobrás. • • 60 . na platafor m a Golmar Areuel 4 • • • • • • • Dezembro de 1998 .Petrobrás.Petrobrás. na Bacia de Campos. no litoral do Estado de São Paulo. na Bacia de Campos .2 operários ficaram gravemente feridos na explosão em Pargo I. causou a morte de onze operários . Março de 1992 . Abril de 2001 . Onze homen s morrera m.• • • • • Novem bro de 1989 . Março de 2001 .7 na Bacia de Campos derramo u cerca de 98 mil litros de óleo no mar.

ANEXO II Fonte: website da Petrobras Certificados ISO 14001. certificadas pelas normas ISO 14001 (meio ambiente) e BS 8800 ou OHSAS 18001(segura nça e saúde) e no caso de navios e platafor m a s de autoprop uls ão.57 Unidades Certificadas) A Petrobras é uma das primeiras empres as de petróleo do mundo. BS 8800 /OHSAS 18001 e ISM CODE na Petrobras (Situação em Janeiro de 2004 . e a única do Brasil. a ter todas as suas Unidades de Negócios. também pelo ISM Code. I – Exploração e Produção (E&P) Unidade Certificada Escopo da Certificação Data Organism o Certificado r 61 .• Setembro de 2001 .Petrobras. específico para gestão de segurança de embarcações.Acidente na Platafor ma P. ocasionou um vazamento de 3 mil litros de óleo. na Bacia de Campos .12. no campo de Linguado. no país e algumas no exterior.

BA Unidade de Negócios de Exploração e Produção de Sergipe e Alagoas – UNSEAL Unidade de Negócios de Exploração e Produção do Rio de Janeiro – UN.SUL Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Campos – UN.RNCE Unidade de Negócios de Exploração e Produção do Espírito Santo – UN.BC Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bahia – UN.ES Unidade de Negócios de Exploração e Produção do Sul – UN.ESUB Serviços Compa r tilha d os de Poços – SC.PO Serviços Compa r tilha d os de Sondage m e Logística – SCSL ISO 14001 – BS 8800 Agosto / 2 0 0 1 BVQI ISO 14001 – BS 8800 Agosto / 1 9 9 8 DNV ISO 14001 – BS 8800 ISO 14001 – BS 8800 e ISM CODE ISO 14001 – BS 8800 ISM CODE ISO 14001 – BS 8800 Deze mb r o / 2 001 Maio/ 2 0 0 1 DNV ABS Junho / 2 0 0 1 BVQI Maio/ 2 0 0 1 DNV ISO 14001 – BS 8800 Junho / 2 0 0 1 BQVI ISO 14001 – BS 8800 Junho / 2 0 0 1 BQVI ISO 14001 – OHSAS 18001 ISO 14001 – BS 8800 ISO 14001 – BS 8800 Agosto / 2 0 0 1 Outu br o / 2 0 0 1 Julho / 2 0 0 1 BVQI DNV ABS ISO 14001 – BS 8800 ISO 14001 – BS 8800 ISO 14001 – BS 8800 – ISM CODE Julho / 2 0 0 1 Julho / 2 0 0 1 Julho / 2 0 0 1 BVQI BVQI BVQI II – Abastecim e nto – Refino 62 .SAG Serviços Compa r tilha d os de Sondage m Auto Elevatória – SC.AM Unidade de Negócios de Exploração e Produção do Rio Grande do Norte e Ceará – UN.RIO Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Solimões – UNBSOL Serviço de Aquisição Geofísica – SC.Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Amazônia – UN.SAE Serviços Compa r tilha d os de Engenha ria Submarina – SC.

REDUC Lubrificante s e Derivados de Petróleo Nordeste .BS 8800 / OHSAS 18001 ISO 14001 .UN.UN.REGAP Refinaria Alberto Pasqualini .OHSAS 18001 ISO 14001 – BS 8800 ISO 14001 .UN.OHSAS 18001 ISO 14001 .UN.ISO 14001 OHSAS 18001 Data Organism o Certificado r BVQI Fundação Vanzolini Petrobra s Trans por t e S.SIX Refinaria de Manaus .A.REVAP Refinaria Duque de Caxias .REPAR Refinaria de Paulínia .RLAM Refinaria President e Bernar des .UNLUBNOR Refinaria de Capuava .UNREPLAN Refinaria Henrique Lage UN. TRANSPETRO Deze mb r o / 2 003 63 .REFAP Fábricas de Fertiliza nt e s Nitrogena do s .BS 8800 ISO 14001 .OHSAS 18001 ISO 14001 – OHSAS 18001 ISO 14001 .UNRECAP Unidade de Negócio da Indus t rialização do Xisto UN.ISO 9001 OHSAS 18001 ISO 14001 – OHSAS 18001 ISO 14001 – OHSAS 18001 ISO 14001 – BS 8800 Fundação Vanzolini ABS Junho / 2 001 Agosto / 2 0 0 1 Outu br o / 2 0 0 1 Outu br o / 2 0 0 1 Novemb r o / 2 001 Novemb r o / 2 001 Novemb r o / 2 001 Novemb r o / 2 001 Deze mb r o / 2 001 Deze mb r o / 2 001 BVQI Fundação Vanzolini DNV DNV DNV Fundação Vanzolini Fundação Vanzolini ABS BVQI BVQI III – Petrobras Transporte S.UN.OHSAS 18001 ISO 14001 .UNREMAN Refinaria Gabriel Passos UN.Unidade Certificada Escopo da Certificação Data Organism o Certificado r BVQI Refinaria Landulpho Alves .UN.BA e SE ISO 14001 – BS 8800 Setemb r o / 1 9 99 Novemb r o / 1 999 Julho / 2 0 0 0 Maio/ 2 0 0 0 ISO 14001 .A.RPBC Refinaria President e Getúlio Vargas .FAFEN . – Transpetro Unidade Certificada Escopo da Certificação ISO 9001 .

OHSAS 18001 Data Organism o Certificado r DNV Novemb r o / 2 001 64 .FRONAPE ISM CODE .ISO 9001 OHSAS 18001 Março / 2 0 0 2 BVQI V – Pesquisa e Desen v ol vi m e nt o Unidade Certificada Centro de Pesquisas e Desenvolvime n t o Leopoldo A. Miguez de Mello CENPES Escopo da Certificação ISO 14001 .BS 8800 Deze mb r o / 1 998 Janeiro / 2 0 0 0 ISO 14001 .Frota Nacional de Petroleiros .ISO 14001 Fevereiro / 2 0 00 Maio/ 2 0 0 2 BV/DNV BVQI IV – Engenharia Unidade Certificada Coorde na d o ria da Obra para Constr uçã o da Região Norte (SEGEN/CONOR Urucu e REMAN) Imple me n t a çã o de Empreendi m e n t o s para a Refinaria Gabriel Passos REGAP ENGENHARIA/IEABAST/IER G Escopo da Certificação Data Organism o Certificado r BVQI ISO 14001 .

BS 8800 Setemb r o / 2 0 02 Outu br o / 2 0 0 2 Deze mb r o / 2 002 Setemb r o / 2 0 03 Deze mb r o / 2 003 Deze mb r o / 2 002 ISO 14001 .BOL Ativo de E&P de San Antonio .UN.OHSAS 18001 ISO 14001 .COL) Ativo de E&P de San Alberto . Refinaria Guiller m o Elder Bell Empresa Boliviana de Refinación S.OHSAS 18001 ISO 14001 .BOL Petroquí mica INNOVA Brasil .PESA Escopo da Certificação Data Organism o Certificado r BVQI ISO 14001 .OHSAS 18001 ISO 14001 .A.UN.A.OHSAS 18001 ISO 9001 .VI – Área de Negócios Internacional Unidade Certificada Refinaria Gualberto Villarroel Empresa Boliviana de Refinación S.ISO 14001 OHSAS 18001 BVQI BVQI TUV Rheinlan d TUV Rheinlan d BVQI 65 . Unidade de Negócios da Colômbia(UN.

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