ABEAMA NEWS ABRIL 2011

RUBERVAL BALDINI Presidente rbaldini@abeama.org.br www.abeama.org.br Tel: 5521 2512-1260 DIR Fax: 21 2283/5353

Pesquisa avalia conhecimento de brasileiros sobre energia solar
Um conjunto de pesquisas sobre energia solar divulgados nesta segunda-feira (05) pelo Instituto Ideal e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento, GIZ no Brasil, mostra que o sol como fonte de energia é uma ideia valorizada e bem vista entre os brasileiros, independentemente do nível de conhecimento técnico sobre o tema. Os estudos de mercado, um com consumidores e outro com gestores empresariais, foram realizados com o objetivo de avaliar a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações. “O selo solar não é o que agrega valor a empresa, mas é a forma pela qual a empresa apresenta uma escolha reconhecida pela sociedade, cada vez mais, como importante. Esta escolha sim é o que agrega valor e torna a empresa importante e admirável”, aponta a pesquisa com os consumidores. Esta pesquisa, do tipo qualitativa, foi realizada com dois grupos de discussão, cada um composto por 8 indivíduos de ambos os sexos (homens e mulheres), engajados e interessados no tema da responsabilidade socioambiental corporativa, com idades entre 24 e 62 anos. Além de apontarem que um selo solar seria um meio importante e eficaz de comprovação de uso da energia alternativa, as pesquisas conduzidas pelo Instituto Market Analysis também serviram para verificar qual o entendimento dos brasileiros sobre esta opção energética. “O uso da energia solar aumenta a credibilidade da empresa perante o consumidor e isto pode resultar na premiação da empresa por parte deste consumidor, ou seja, na compra do produto ou serviço da empresa ou na propaganda boca a boca positiva da mesma”, afirma o estudo. Contudo, as empresas precisarão também investir em educação, já que as pesquisas apontaram que ainda existe muita desinformação sobre a geração

Isto porque.fotovoltaica. que vem acompanhando da falsa idéia de os coletores solares que hoje já começam a ganhar mais espaço nos telhados residenciais do país estariam gerando eletricidade e não aquecimento de água (função que eles de fato exercem). como a usina no edifício sede da Eletrobras Eletrosul. tal investimento traria benefícios para a reputação da organização a longo prazo. No Brasil. os preços de instalação de usinas solares vem caindo substancialmente a cada ano. Somente neste ano devem ser instalados projetos de maior porte. na opinião deles. O consumo de energia fotovoltaica é aprovado especialmente por conta do caráter renovável e pró-ambiental da energia.0001% da geração elétrica do país. 62% deles acreditam que a sua empresa pagaria um preço mais elevado pela energia solar fotovoltaica do que o pago pela atual principal fonte energética. Uma das principais barreiras vistas pelas empresas à adoção de geração fotovoltaica vinha sendo o alto custo. assim. porém sendo a tecnologia energética que mais se expande no mundo. Por esta razão. em particular a solar.americadosol. As duas pesquisas estão disponíveis http://www. mesmo que isto represente custos para a empresa.org/estudos/ Fonte: Mercado Ético para download em . a educação também de gestores foi apontada pelo estudo como um ponto importante para serem trabalhados para aumentar a confiança e. Dentre os gestores. projetos de geração fotovoltaica conectados a rede existem apenas em pequenos projetos ligados a centros de pesquisas e somam menos de 200 kWp. o que acaba gerando mitos e barreiras a esta opção energética. levar a adoção de novos projetos de geração fotovoltaica no país. a metade (49%) acredita que suas empresas pagariam até 10% mais caro pela nova matriz energética. chamado projeto Megawatt Solar. Dentre eles. seja entre a população em geral quanto entre gestores. que terá um potencial de 1MWp. a maior surpresa foi a disposição em investir em energias alternativas. Gestores empresariais apostam na idéia Entre os 68 gestores de empresas entrevistados na pesquisa quantitativa. ou 0. porém ainda há inseguranças com a ocorrência de problemas operacionais. de suprimento e com a produtividade da energia fotovoltaica. Geração elétrica ou aquecimento de água? A principal confusão identificada é entre geração elétrica e aquecimento solar.

Os planos são pagos com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social e precisam estar prontos até o dia 31 de dezembro de 2011 para que o estado e os municípios recebam as verbas para sua execução. de 10 às 14h. em Petrópolis. afirma o deputado estadual Bernardo Rossi. uma política habitacional que está pensando os próximos 20 anos como contempla o Plano”. O objetivo é promover o planejamento de ações articuladas dos três níveis de governo no setor. são pelo menos 15 mil unidades em áreas de risco. . 70 delas em Petrópolis. A Região Serrana terá prioridade nas ações para acabar com o déficit agravado ainda mais com as chuvas de janeiro. São José do Vale do Rio Preto. a nova política habitacional aprovada em 2004 pelo Conselho das Cidades. Paraíba do Sul. O déficit habitacional no Estado. Leonardo Picciani. é de 480 mil moradias. Junto com o secretário Leonardo Picciani. de acordo com estudos de 2007 da Fundação João Pinheiro. Sapucaia. No Estado do Rio. em Petrópolis. são dois momentos da questão de moradia hoje: a emergencial. Fonte: Tribuna . Teresópolis e Três Rios. “Dividimos estas cidades em oito regiões e desde o dia 29 de março estamos promovendo as primeiras oficinas para o lançamento dos planos. com deficiências estruturais ou ausência de saneamento básico.Na Região Serrana. Os Planos estão previstos no Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. para os desabrigados da chuva recente de janeiro – só em Petrópolis cerca de 700 famílias ficaram sem casas – e a de longo prazo. Os Planos de Habitação de Interesse Social são instrumentos de implementação do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. que engloba ainda Areal. Rossi percorreu as cidades afetadas pelas chuvas em janeiro e a secretaria antecipou os primeiros projetos com total de 350 moradias de forma emergencial. mobilização dos poderes público e a sociedade para dar início aos trabalhos”. Levy Gasparian.Governo lança Plano Estadual de Habitação em Petrópolis A Secretaria estadual de Habitação lança nesta quarta-feira (6). Os planos partem de um diagnóstico preciso da situação habitacional de cada município e os recursos disponíveis. afirma o secretário estadual de Habitação. Em Petrópolis. diagnóstico do setor habitacional e estratégias de ação. A elaboração do Plano está dividida em três etapas que vão ser executadas no prazo máximo de 10 meses: proposta metodológica. no campus Benjamin Constant da Universidade Católica de Petrópolis. o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Estado do Rio de Janeiro (PEHIS/RJ). A primeira Oficina de Trabalho Regional. são 58 os municípios selecionados para receber recursos para a elaboração de seus PEHIS. marca o lançamento do PEHIS para a chamada região Centro-Sul.

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