ABEAMA NEWS ABRIL 2011

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Pesquisa avalia conhecimento de brasileiros sobre energia solar
Um conjunto de pesquisas sobre energia solar divulgados nesta segunda-feira (05) pelo Instituto Ideal e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento, GIZ no Brasil, mostra que o sol como fonte de energia é uma ideia valorizada e bem vista entre os brasileiros, independentemente do nível de conhecimento técnico sobre o tema. Os estudos de mercado, um com consumidores e outro com gestores empresariais, foram realizados com o objetivo de avaliar a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações. “O selo solar não é o que agrega valor a empresa, mas é a forma pela qual a empresa apresenta uma escolha reconhecida pela sociedade, cada vez mais, como importante. Esta escolha sim é o que agrega valor e torna a empresa importante e admirável”, aponta a pesquisa com os consumidores. Esta pesquisa, do tipo qualitativa, foi realizada com dois grupos de discussão, cada um composto por 8 indivíduos de ambos os sexos (homens e mulheres), engajados e interessados no tema da responsabilidade socioambiental corporativa, com idades entre 24 e 62 anos. Além de apontarem que um selo solar seria um meio importante e eficaz de comprovação de uso da energia alternativa, as pesquisas conduzidas pelo Instituto Market Analysis também serviram para verificar qual o entendimento dos brasileiros sobre esta opção energética. “O uso da energia solar aumenta a credibilidade da empresa perante o consumidor e isto pode resultar na premiação da empresa por parte deste consumidor, ou seja, na compra do produto ou serviço da empresa ou na propaganda boca a boca positiva da mesma”, afirma o estudo. Contudo, as empresas precisarão também investir em educação, já que as pesquisas apontaram que ainda existe muita desinformação sobre a geração

O consumo de energia fotovoltaica é aprovado especialmente por conta do caráter renovável e pró-ambiental da energia. Por esta razão. a metade (49%) acredita que suas empresas pagariam até 10% mais caro pela nova matriz energética. que terá um potencial de 1MWp. porém sendo a tecnologia energética que mais se expande no mundo. levar a adoção de novos projetos de geração fotovoltaica no país. de suprimento e com a produtividade da energia fotovoltaica. a maior surpresa foi a disposição em investir em energias alternativas. Dentre os gestores. Gestores empresariais apostam na idéia Entre os 68 gestores de empresas entrevistados na pesquisa quantitativa.americadosol. mesmo que isto represente custos para a empresa.org/estudos/ Fonte: Mercado Ético para download em . como a usina no edifício sede da Eletrobras Eletrosul. assim. Uma das principais barreiras vistas pelas empresas à adoção de geração fotovoltaica vinha sendo o alto custo. Isto porque. em particular a solar. As duas pesquisas estão disponíveis http://www.fotovoltaica. porém ainda há inseguranças com a ocorrência de problemas operacionais. Dentre eles.0001% da geração elétrica do país. tal investimento traria benefícios para a reputação da organização a longo prazo. a educação também de gestores foi apontada pelo estudo como um ponto importante para serem trabalhados para aumentar a confiança e. chamado projeto Megawatt Solar. Geração elétrica ou aquecimento de água? A principal confusão identificada é entre geração elétrica e aquecimento solar. ou 0. seja entre a população em geral quanto entre gestores. Somente neste ano devem ser instalados projetos de maior porte. No Brasil. que vem acompanhando da falsa idéia de os coletores solares que hoje já começam a ganhar mais espaço nos telhados residenciais do país estariam gerando eletricidade e não aquecimento de água (função que eles de fato exercem). projetos de geração fotovoltaica conectados a rede existem apenas em pequenos projetos ligados a centros de pesquisas e somam menos de 200 kWp. na opinião deles. os preços de instalação de usinas solares vem caindo substancialmente a cada ano. o que acaba gerando mitos e barreiras a esta opção energética. 62% deles acreditam que a sua empresa pagaria um preço mais elevado pela energia solar fotovoltaica do que o pago pela atual principal fonte energética.

. para os desabrigados da chuva recente de janeiro – só em Petrópolis cerca de 700 famílias ficaram sem casas – e a de longo prazo. afirma o deputado estadual Bernardo Rossi.Governo lança Plano Estadual de Habitação em Petrópolis A Secretaria estadual de Habitação lança nesta quarta-feira (6). uma política habitacional que está pensando os próximos 20 anos como contempla o Plano”. São José do Vale do Rio Preto. no campus Benjamin Constant da Universidade Católica de Petrópolis. O objetivo é promover o planejamento de ações articuladas dos três níveis de governo no setor. Os planos são pagos com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social e precisam estar prontos até o dia 31 de dezembro de 2011 para que o estado e os municípios recebam as verbas para sua execução. Sapucaia. Junto com o secretário Leonardo Picciani. a nova política habitacional aprovada em 2004 pelo Conselho das Cidades. com deficiências estruturais ou ausência de saneamento básico. de 10 às 14h. que engloba ainda Areal. A elaboração do Plano está dividida em três etapas que vão ser executadas no prazo máximo de 10 meses: proposta metodológica. Levy Gasparian. Paraíba do Sul. o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Estado do Rio de Janeiro (PEHIS/RJ).Na Região Serrana. são 58 os municípios selecionados para receber recursos para a elaboração de seus PEHIS. Os Planos estão previstos no Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. diagnóstico do setor habitacional e estratégias de ação. Em Petrópolis. Rossi percorreu as cidades afetadas pelas chuvas em janeiro e a secretaria antecipou os primeiros projetos com total de 350 moradias de forma emergencial. em Petrópolis. Teresópolis e Três Rios. afirma o secretário estadual de Habitação. é de 480 mil moradias. Leonardo Picciani. Os planos partem de um diagnóstico preciso da situação habitacional de cada município e os recursos disponíveis. A primeira Oficina de Trabalho Regional. Fonte: Tribuna . de acordo com estudos de 2007 da Fundação João Pinheiro. marca o lançamento do PEHIS para a chamada região Centro-Sul. 70 delas em Petrópolis. são pelo menos 15 mil unidades em áreas de risco. Os Planos de Habitação de Interesse Social são instrumentos de implementação do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. A Região Serrana terá prioridade nas ações para acabar com o déficit agravado ainda mais com as chuvas de janeiro. mobilização dos poderes público e a sociedade para dar início aos trabalhos”. são dois momentos da questão de moradia hoje: a emergencial. O déficit habitacional no Estado. em Petrópolis. “Dividimos estas cidades em oito regiões e desde o dia 29 de março estamos promovendo as primeiras oficinas para o lançamento dos planos. No Estado do Rio.