MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS

Campus Uruaçu

LEGISLAÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Goiânia/janeiro/2009

PAULO CÉSAR PEREIRA Reitor JOSÉ SERGIO SARMENTO GARCIA Vice-Reitor GILDA GUIMARÃES Diretora de Desenvolvimento do Ensino WAGNER BENTO COELHO Diretor de Desenvolvimento Institucional TELMA REGINA DE BARROS Diretora de Administração e Planejamento ADEMIR COELHO LIMA Diretor de Interação Profissional e Extensão EDISON DE ALMEIDA MANSO Diretor-Geral do Campus de Goiânia PAULO HENRIQUE DE SOUZA Diretor-Geral do Campus de Jataí CLEITON JOSÉ DA SILVA Diretor-Geral do Campus de Inhumas JOÃO BARBOSA DA SILVA Diretor-Geral do Campus de Uruaçu ROBERLAM GONÇALVES DE MENDONÇA Diretor-Geral do Campus de Itumbiara ELABORAÇÃO: João Barbosa da Silva

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APRESENTAÇÃO

A Legislação que rege a Educação Profissional no Brasil é de fundamental importância para as atividades de Administração Acadêmica de qualquer Instituição que oferece essa modalidade de Ensino. Considerando a grande procura e a necessidade de um banco de dados, é que nos motivamos a elaborar essa pesquisa, pensando em facilitar a vida de quem dela necessita, em que procuramos compilar Leis, Decretos, Portarias, Resoluções e Pareceres do Conselho Nacional de Educação, e de outros órgãos do Ministério da Educação, bem como, outros atos legais, sobre a Educação Profissional catalogada neste volume. Este trabalho consiste num documento em que se coloca à disposição da comunidade acadêmica toda a legislação existente até a presente data sobre Educação Profissional, e tem como objetivo servir a todos como fonte de pesquisa.

JOÃO BARBOSA DA SILVA Diretor-Geral do Campus de Uruaçu

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LEGISLAÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

CONSTITUIÇÃO FEDERAL
13 Constituição Federal Capítulo da Educação LEIS Dispõe sobre a transformação das Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais, do Paraná, e Celso Suckow da Fonseca, do Rio de Janeiro, em Centros Federais de Educação Tecnológica. Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal do Maranhão em Centro Federal de Educação Tecnológica. Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas e dá outras providências. Cria a Escola Técnica Federal de Roraima e respectivo quadro de pessoal. Cria o Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia, nos termos da Lei nº 6.545, de 30 de junho de 1978, por transformação da Escola Federal da Bahia e incorpora o Centro de Educação Tecnológica da Bahia – CENTEC. Dispõe sobre a instituição do Sistema Nacional de Educação Tecnológica e dá outras providências. Arts. 3o e 4o dispõem sobre as avaliações periódicas das instituições e dos cursos de nível superior a serem realizadas pelo MEC (avaliação de condições de oferta e exame nacional de cursos (provão). Estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7°, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias Artigo 47: altera o parágrafo 3º da Lei Federal nº 8.948/94. Artigo 66: revoga os arts. 1º, 2º e 9º da Lei Federal nº 8.948/94. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. 17

Lei 6.545/1978 Lei 7.863/1989 Lei 8.670/1993

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Lei 8.711/1993 Lei 8.948/1994 Lei 9.131/1995

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Lei 9.394/1996 Lei 9.424/1996

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Lei 9.649/1998 Lei 9.795/1999

Lei 10.098/2000

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Lei 10.861/2004

Lei 10.973/2004

Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências Dispõe sobre incentivos a inovação e a pesquisa cientîca e tecnológica no ambiente produtivo.
Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e dá outras providências. Altera dispositivos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências

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Lei 11.534/2007 Lei 11.741/2008

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Lei 11.892/2008

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DECRETOS
Decreto 87.310/1992 Decreto 2.406/1997 Decreto 2.208/1997 Decreto 2.494/1998 Regulamenta a Lei nº 6.545, de 30 de junho de 1978, e dá outras providências. Regulamenta a Lei Federal nº 8.948 (trata de Centros de Educação Tecnológica). Regulamenta o parágrafo 2º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Regulamenta o art. 80 da LDB (Lei nº 9.394/96). Altera a redação dos arts. 11 e 12 do decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o disposto no art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Dá nova redação ao art. 8º do Decreto Federal nº 2.406/97 (trata da autonomia dos Centros Federais de Educação Tecnológica). Altera a redação do art. 5º do decreto Federal nº 2.406/97, que regulamenta a Lei Federal nº 8.948/94 (trata da autonomia dos Centros de Educação Tecnológica Privados). Acresce dispositivo ao Decreto nº 3.860, de 9 de julho de 2001, que dispõe sobre a organização do ensino superior e a avaliação de cursos e instituições. 94 96 99 102

Decreto 2.561/1998 Decreto 3.462/2000

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Decreto 3.741/2001

Decreto 3.864/2001

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Decreto 4.877/2003 Decreto 5.119/2004 Decreto 5.154/2004

Decreto 5.205/2004

Decreto 5.224/2004 Decreto 5.478/2005.

Decreto 5.518/2005

Decreto nº 5.773/2006 Decreto 5.798/2006

Dexreto 5.803/2006. Decreto nº 6.095/2007.

Disciplina o processo de escolha de dirigentes no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Técnicas Federais e Escolas Agrotécnicas Federais. Revoga o dispositivo que menciona e o Decreto no 4.364, de 6 de setembro de 2002. .Regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e dá outras providências. Regulamenta a Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio. Dispõe sobre a organização dos Centros Federais de Educação Tecnológica e dá outras providências. Institui, no âmbito das instituições federais de educação tecnológica, o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos - PROEJA. Promulga o Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul Dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. Regulamenta os incentivos fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, de que tratam os arts. 17 a 26 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Dispõe sobre o Observatório da Educação, e dá outras providências Estabelece diretrizes para o processo de integração de instituições federais de educação tecnológica, para fins de constituição dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia - IFET, no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica Estabelece o Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência, com vistas à implementação de ações de inclusão das pessoas com deficiência, por parte da União Federal, em regime de cooperação com Municípios, Estados e Distrito Federal, institui o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência - CGPD

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Decreto 6.215/2007

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PORTARIAS
Portaria 646/1997 Portaria 1005/1997 Portaria Interministerial 1.018/1997 Portaria 2.267/1997 Portaria 301/1998 Regulamenta a implantação do disposto nos artigos 39 a 42 da Lei n.º 2.208/97 e dá outras providências Institui no âmbito da SENTEC a unidade de coordenação do Programa UCP Criar o Conselho Diretor do Programa de Reforma da Educação Profissional - PROEP Estabelece diretrizes para elaboração do projeto institucional para implantação de novos CEFETs. Normatiza os procedimentos de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. Dispõe sobre o credenciamento de centros de educação tecnológica e a autorização de cursos de nível tecnológico da educação profissional (considerando-se o disposto na Lei Nº. 9.131/95, na Lei Nº 9.394/96, e no Decreto Nº 2.406/97). Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de credenciamento de cursos, e de credenciamento de instituições. Fixa os períodos de março a junho e de agosto a novembro para realização da análise técnica e meritórias dos processos de reconhecimento de cursos de nível tecnológico da educação profissional. Fixa o período de fevereiro a março para realização técnica e meritória dos processos de credenciamento de centros de educação tecnológica e/ou autorização de novos cursos de nível tecnológico da educação profissional. Reformulação da oferta de cursos de nível técnico e os respectivos currículos para implantação no ano 2001, atendendo aos princípios e critérios estabelecidos na Resolução nº 04/99 do CNE/CEB. Prorroga o prazo, constante da Portaria SEMTEC/MEC nº 30/00, para a conclusão dos Planos de Cursos de nível técnico, pelas instituições de educação profissional integrantes do sistema federal de ensino Dispõe sobre o recolhimento de taxa para solicitações de credenciamento ou recredenciamento como Centro de Educação Tecnológica ou a autorização ou reconhecimento de cursos de nível superior, como sobre as despesas em decorrência das visitas de verificação. Dispõe sobre os procedimentos para o reconhecimento de cursos/habilitações de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) e sua renovação no sistema federal de ensino. Os cursos superiores de tecnologia, supervisionados pela SEMTEC, estão excluídos da suspensão constante do art. 1º da Portaria nº 1.098/2001. 179 181 182 184 186

Portaria 1.647/1999

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Portaria 1.679/1999

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Portaria SETEC Portaria SETEC Portaria SETEC Portaria SETEC

27/2000

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28/2000 30/2000

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Portaria 445/2000 MEC

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Portaria 64/2001 MEC

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Portaria MEC

1.222/2001

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Portaria MEC Portaria MEC

Estabelece critérios e procedimentos para o processo de recredenciamento de instituições de educação superior 1.465/2001 do sistema federal de ensino. Estabelece procedimentos de autorização de cursos fora 1.466/2001 de sede por universidades.

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Estabelece prazos para a solicitação de reconhecimento Portaria 1.945/2001 e renovação de reconhecimento de cursos superiores. MEC Portaria 3.284/2003 Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições. Portaria 1685/2004 Supervisão e regulação do ensino profissional de nível tecnológico, Regulamenta os procedimentos de avaliação do Sistema Portaria Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), 2.051/2004 MEC instituído na Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Estabelece os procedimentos para a realização, in loco, dos trabalhos de supervisão das atividades desenvolvidas pelas Escolas Agrotécnicas Federais, Escola Técnica Federal e Centros Federais de Educação Tecnológica Estabelecer, no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Técnicas Federais, Escolas Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais, as diretrizes para a oferta de cursos de educação profissional de forma integrada aos cursos de ensino médio, na modalidade de educação de jovens e adultos - EJA. Estabelecer os procedimentos para a organização e execução das avaliações externas das Instituições de Educação Superior Instituições pré-selecionadas para participar dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC comissões de verificação in loco para acompanhar a oferta dos cursos superiores à distância conforme calendário e lista de instituições indicados no anexo desta Portaria. Serão avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE, no ano de 2005, os cursos das áreas de Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química

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PORTARIA 156/2005

Portaria MEC

2080/2005

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Portaria 31/2005 INEP Portaria MEC Portaria MEC Portaria MEC 2201/2005 2202/2005

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2.205/2005

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Portaria 4.033/2005

Portaria Normativa 12/2006. Portaria 21/2007 Portaria 28/2007 Portaria 40/2007 Normativa Normativa Normativa

Portaria nº 230/2007

Portaria CEFET

575/2007

Regulamenta o funcionamento das Cooperativas-Escolas bem como suas relações jurídico-formais com as Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação, em observância ao disposto na Lei nº. 5.764, de 16 de dezembro de 1971 e ao contido no Decreto nº 2.548 Dispõe sobre a adequação da denominação dos cursos superiores de tecnologia ao Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, nos termos do art. 71, §1º e 2º, do Decreto 5.773, de 2006 Subdelega competência para a prática dos atos que menciona, e dá outras providências. Atribuir ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás o encargo de adotar as medidas necessárias à implantação da Escola Técnica Federal de Brasília - DF. Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação Considerando a decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região nos autos do Agravo de Instrumento nº 2005.01.00.020448-1/DF, a qual obriga a União a editar a Portaria proibitiva da cobrança do valor correspondente à matrícula, pelas Instituições de Ensino Superior, nos casos de transferência de alunos; considerando como pressuposto da transferência a situação regular do aluno perante a instituição de origem, considerando o artigo 6º, § 1º, da Lei nº 9.870/99. Regulamentação da jornada de trabalho dos servidores docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás

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RESOLUÇÕES
Dispõe sobre os programas especiais de formação pedagógica de docentes para as disciplinas do currículo do ensino fundamental, do ensino médio e da educação profissional em nível médio. Estabelece indicadores para comprovar a produção intelectual institucionalizada, para fins de credenciamento, nos termos do Art. 52, inciso I, da Lei 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996. Dispõe sobre a alteração de turnos de funcionamento de cursos das instituições de educação superior não –universitárias. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia.

Resolução 2/97 CNE

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Resolução 2/1998 CES Resolução 3/1998 CES Resolução 4/1999 CEB Resolução 3/2002 CP

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Resolução 1/2005 CEB Resolução 2/2005 CEB

Resolucao 9/2006.

Resolução nº 1/2007

Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5.154/2004. Modifica a redação do § 3º do artigo 5º da Resolução CNE/CEB nº 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação Delegada a SESu e a SETEC, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, competência para a prática de atos de regulação compreendidos no parágrafo 4º, do art. 10 do Decreto nº 5.773/2006. Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização

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PARECERES
Parecer 17/1997 CEB Parecer 776/1997 CES Parecer 16/1999 CEB Parecer 10/2000 CEB Parecer 33/2000 CEB Estabelece as diretrizes operacionais para educação profissional em nível nacional. Orienta para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico Providências do CNE/CEB para orientar os Conselhos Estaduais de Educação sobre procedimentos para implantar a Educação Profissional de Nível Técnico Novo prazo final para o período de transição para a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico Disciplina sobre os Cursos Superiores de Tecnologia – Formação de tecnólogos. Homologado em 5 de abril de 2001 e publicado em 6 de abril de 2001 no Diário Oficial. Estabelece critérios para autorização e reconhecimento de cursos de instituições de ensino superior. Orienta para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação. Consulta sobre carga horária de cursos superiores. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico Autorização para a oferta de cursos superiores de Tecnologia nas Escolas Agrotécnicas Federais Aplicação do Decreto nº 5.154/2004 na Educação Profissional Técnica de nível médio e no Ensino Médio. 285 293 343

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Parecer 436/2001 CES Parecer 1.070/1999 CES Parecer 583/2001 CES Parecer 575/2001 CES Parecer 29/2002 CP Parecer 14/2004 CEB Parecer 39/2004 CEB

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497/82 Decreto 89.497.394. Decreto 87. que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de 2º grau 481 regular e supletivo. de 1º de maio de 1943. de 23 de março de 1994. Determina seguir orientações do Parecer n° 98/99 do CNE Determina seguir orientações do Parecer n° 98/99 do Conselho Nacional de Educação e as disposições da presente Portaria. 9.471/1997 Portaria 1449/1999 SESu Portaria 2941/2001 MEC Portaria 391/2002 MEC Parecer 95/1998 CP EMENTA Abono de falta ao serviço nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular Regulamenta o art. 19 da Portaria Ministerial n º 1. altera a 474 redação do art. e a Lei nº. de 7 de dezembro de 1977.080/96 LEGISLAÇÃO DE PROCESSO SELETIVO LEGISLAÇÃO Lei 9. Regulamenta a Lei nº 6. 8° do Decreto nº 87. Dá nova redação ao art.452.494. o parágrafo único do art. 6º da Medida Provisória nº 2. de 18 de agosto de 1982. e dá outras providências. revoga as Leis nº 6. e 8. de 24 de agosto de 2001. de 20 de dezembro de 1996. 82 da Lei 9.494. aprovada pelo Decreto-Lei nº.494.494.788/2008 EMENTA PAG Dispõe sobre o estágio de estudantes.164-41. de 7 de dezembro de 1977. Centros Universitários e Instituições Isoladas de Ensino Superior. de 07 de dezembro de 1977. PAG 486 487 488 489 490 11 . que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de 484 ensino superior e de 2º grau regular e supletivo.467/84 Decreto 2. de 20 de dezembro de 1996.859. de 7 de dezembro de 1977. nos limites que especifica e dá outras providências. que dispõe 485 sobre os estágios de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de ensino profissionalizante do 2° Grau e Supletivo.LEGISLAÇÃO DO ESTAGIO SUPERVISIONADO LEGISLAÇÃO Lei nº 11. 5. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.120. de 16 de julho de 1999. Revoga dispositivo do regulamento da Lei nº 6.394. Regulamentação de Processo Seletivo para acesso a cursos de graduação de Universidades. que regulamenta a Lei nº 6. e o art.

Centros Universitários e Instituições Isoladas de Ensino Superior. 499 12 .Parecer 98/1999 CP Regulamentação de Processo Seletivo para acesso a cursos de graduação de Universidades.

IV . preferencialmente na rede regular de ensino. pela freqüência à escola.garantia de padrão de qualidade. §1° O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo: § 2° O não-oferecimento do ensino-obrigatório pelo Poder Público. ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. VII .atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade: V .CONSTITUIÇÃO FEDERAL Constituição Federal Art. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. II .ensino fundamental obrigatório e gratuito.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. pesquisar e divulgar o pensamento.pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições publicas e privadas de ensino: IV . inclusive. alimentação e assistência à saúde. na forma da lei VII . da pesquisa e da criação artística. com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa.gratuidade do ensino publico em estabelecimentos oficiais. na forma da lei planos de carreira para o magistério público.valorização dos profissionais do ensino. Vl . 13 .progressiva universalização do ensino médio gratuito: III . sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. transporte. § 3 ° Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental . junto aos pais ou responsáveis. assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União: Vl . assegurada.acesso aos níveis mais elevados de ensino.oferta de ensino noturno regular adequado as condições do educando. atendidas as seguintes condições: I . Art. garantindo. Art 206 0 ensino será ministrado com base nos seguintes princípios I igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. segundo a capacidade de cada um.fazer-lhes a chamada e zelar. Art.atendimento ao educando no ensino fundamental através de programas suplementares de material didático-escolar.autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. direito de todos e dever do Estado e da família.gestão democrática do ensino publico.liberdade de aprender. II . e obedecerão ao principio de indissociabilidade entre ensino.cumprimento das normas gerais da educação nacional. 208 O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de I . Art 207 As universidades gozam de autonomia didático-cientifica. III . ensinar. administrativa e de gestão financeira e patrimonial. pesquisa e extensão. 205 A educação. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. 209 ensino é livre à iniciativa privada. II. a arte e o saber. V .

nacionais e regionais. ao Distrito Federal e aos Municípios § 2° Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil § 3° Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. Art. ou pelos Estados aos respectivos Municípios. 211 A União. § 1° A parcela de arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados. que: I . de matrícula facultativa. serão considerados os sistemas de ensino federal. nos termos do plano nacional de educação § 4° Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art.213 § 3° A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório. financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. VII. os Estados e Municípios definirão formas de colaboração. Art.assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária. função redistributiva. e os Estados. § 1° A União organizará o sistema federal de ensino e dos Territórios. Art. da receita resultante de impostos. o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. no mínimo. 14 . os Estados. § 2° Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo.210 Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental. compreendida a proveniente de transferências. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental § 2° O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. filantrópica ou confessional. confessionais ou filantrópicas. mediante assistência técnica e financeira aos Estados. não é considerada. assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. na manutenção e desenvolvimento do ensino. nunca menos de dezoito. § 5° O ensino fundamental publico terá como fonte adicional de financiamento a contribuiação social do salário-educação recolhida pelas empresas. estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. definidas em lei.213 Os recursos públicos serão destinados às escolas publicas. serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. podendo ser dirigidos a escolas comunitárias.208.comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação: II .212 A União aplicará anualmente. no caso de encerramento de suas atividades. ao Distrito Federal e aos Municípios. na forma da lei. receita do governo que a transferir.Art. § 4° Na organização de seus sistemas de ensino. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. § 1" O ensino religioso. para efeito do cálculo previsto neste artigo. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino. de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos. em matéria educacional. ou ao Poder Público.

com o objetivo de assegurar a universalização de seu atendimento e a remuneração condigna do magistério. § 2° As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Publico Art. II .60 Nos dez primeiros anos da promulgação desta Emenda. da Constituição Federal. pelo menos.211 da Constituição Federal. § 3° A União complementará os recursos dos Fundos a que se refere o parágrafo 1° sempre que. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. para os que demonstrarem insuficiência de recursos.§ 1° Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio. e será distribuído entre cada Estado e seus municípios.212 da Constituição Federal. de duração plurianual.promoção humanística. proporcionalmente ao número de alunos nas respectivas redes de ensino fundamental. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. o Distrito Federal e os Municípios destinarão não menos de sessenta por cento dos recursos a que se refere o caput do art. definido nacionalmente. inclusive na complementação a que 15 . o Distrito Federal e os Municípios ajustarão progressivamente. em cada Estado e no Distrito Federal. inciso ll. III . § 5° Uma proporção não inferior a sessenta por cento dos recursos de cada Fundo referido no parágrafo 1° será destinada ao pagamento dos professores do ensino fundamental em efetivo exercício no magistério. § 1° A distribuição de responsabilidades e recursos entre os Estados e seus Municípios a ser concretizada com parte dos recursos definidos neste artigo. ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS COM A INCORPORAÇÃO DA EMENDA 14 Art.l55. inciso IV.melhoria da qualidade de ensino: IV . 158. na forma da lei. inciso I. à manutenção e ao desenvolvimento do ensino fundamental. ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sue rede na localidade. quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando. é assegurada mediante a criação. quinze por cento dos recursos a que se referem os arts. e 159. e inciso II. em um prazo de cinco anos. alíneas a e b. V . os Estados. § 6° A União aplicará na erradicação do analfabetismo e na manutenção e no desenvolvimento do ensino fundamental. § 2° O Fundo referido no parágrafo anterior será constituído por.erradicação do analfabetismo. os Estados. suas contribuições ao Fundo.universalização do atendimento escolar. cientifica e tecnológica do Pais. § 4° A União. visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e a integração das ações do Poder Publico que conduzam a: I .formação para o trabalho.214 A lei estabelecerá o plano nacional de educação. de forma a garantir um valor por aluno correspondente a um padrão mínimo de qualidade de ensino. de natureza contábil. de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. na forma do disposto no art.

sua fiscalização e controle. § 7° A lei disporá sobre a organização dos Fundos. 16 . nunca menos que o equivalente a trinta por cento dos recursos a que se refere o “caput'' do art. a distribuição proporcional de seus recursos.212 da Constituição Federal.se refere o parágrafo 3°. bem como a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno.

indicados na forma regimental.A administração superior de cada Centro terá como órgão executivo a Diretoria-Geral e como órgão deliberativo e consultivo o Conselho Diretor. do Paraná e Celso Suckow da Fonseca em Centros Federais de Educação Tecnológica e dá outras providências. DE 30 DE JUNHO DE 1978. financeira. de 3 de junho de 1977. com sede na Cidade de Belo Horizonte. de 27 de agosto de 1969. sendo dois representantes do Ministério da educação e Cultura. Art 2º . estimulando atividades criadoras e estendendo seus benefícios à comunidade mediante cursos e serviços. um representante da Federação das Indústrias do respectivo Estado e quatro representantes da instituição.420. com sede na Cidade de Curitiba. IV . com vistas à formação de auxiliares e técnicos industriais. regendo-se por esta Lei.540. com base no Decreto-lei nº 547. criadas pela Lei nº 3. com sede na Cidade do Rio de Janeiro. patrimonial. do Paraná. objetivando a atualização profissional na área técnica industrial.realizar pesquisas na área técnica industrial. por indicação do Ministro da Educação e Cultura. de 18 de abril de 1969. e Celso Suckow da Fonseca. sendo este composto de sete membros e respectivos suplentes. visando à formação de profissionais em engenharia industrial e tecnólogos. III . ficam transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica. b) de licenciatura plena e curta. nos termos do artigo 4º. Parágrafo único .LEIS LEI Nº 6. da Lei nº 5. que será o Presidente do Conselho Diretor. vinculadas ao Ministério da Educação e Cultura. Parágrafo único .ministrar ensino de 2º grau. Dispõe sobre a transformação das Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais.552. didática e disciplinar. obedecida a Lei nº 6.545. todos nomeados pelo Ministro da Educação e Cultura.ministrar ensino em grau superior: a) de graduação e pós-graduação. nomeado pelo Presidente da República. de 28 de novembro de 1968. Art 4º .Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata este artigo são autarquias de regime especial. II .Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata o artigo anterior têm os seguintes objetivos: I . Art 3º .Cada Centro terá um Diretor-Geral. autorizadas a organizar e ministrar cursos de curta duração de Engenharia de Operação. com vistas à formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas no ensino de 2º grau e dos cursos de formação de tecnólogos.promover cursos de extensão. Art 1º . alterada pelo Decreto-lei nº 796. de 16 de fevereiro de 1959. detentoras de autonomia administrativa.As Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais. seus Estatutos e Regimentos. aperfeiçoamento e especialização.O patrimônio de cada Centro Federal de Educação Tecnológica será constituído: 17 .

a movimentação dos recursos.taxas. III . Art 12 . auxílios e subvenções que lhe venham a ser feitas ou concedidas pela União. Art 11 . no prazo de noventa dias. de 10 de dezembro de 1970.Ficam transferidos para cada Centro.doações. nos empregos constantes da tabela a que se refere este artigo. organizada de acordo com as normas da Lei nº 5. 1º desta Lei.A expansão e a manutenção dos Centros Federais de Educação Tecnológica serão asseguradas basicamente por recursos consignados anualmente pela União à conta do orçamento do Ministério da Educação e Cultura.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.A contratação de pessoal. V . Art 5º . com observância da legislação específica sobre a matéria. Estados e Municípios. mencionadas no artigo 1º desta Lei. será feita na forma da legislação em vigor.dotações que lhe forem anualmente consignadas no Orçamento da União. respectivamente. Art 9º . em 30 de junho de 1978. III .645. Art 7º .pelos bens e direitos que vier a adquirir. Art 6º . áreas.receitas eventuais. até a implantação dos Centros. mediante convênios ou contratos específicos.Os recursos financeiros de cada Centro serão provenientes de: I . ERNESTO GEISEL Euro Brandão 18 . II .remuneração de serviços prestados a entidades públicas ou particulares.pelos saldos de exercícios financeiros anteriores. VI . os recursos atualmente destinados às Escolas Técnicas Federais referidas no art. Art 8º . Parágrafo único .Revogam-se as disposições em contrário. ou por quaisquer entidades públicas ou privadas. e legislação complementar.Os Centros terão suas atribuições específicas.Cada Centro instituído por esta Lei terá Tabela Permanente de Pessoal regida pela legislação trabalhista.O Ministério da Educação e Cultura promoverá.resultado das operações de crédito e juros bancários. a elaboração dos Estatutos e Regimentos necessários à implantação de cada Centro.Caberá aos atuais ordenadores de despesas.157º da Independência e 90º da República. sua estrutura administrativa e a competência dos órgãos estabelecidos nos Estatutos e Regimentos aprovados nos termos da legislação aplicável. II . IV . emolumentos e anuidades que forem fixados pelo Conselho Diretor.I . Art 10 . Parágrafo único . prédios e equipamentos que constituem os bens patrimoniais das respectivas Escolas Técnicas Federais.das atuais instalações. devendo a proposta de fixação da lotação obedecer às normas legais vigentes. Brasília.

de 27 de agosto de 1969. de 30 de junho de 1978.LEI N° 7.863.552. Art.545. aprovados nos termos da legislação em vigor. alterada pelo Decreto-Lei n° 796. 31 de outubro de 1989. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. DE 31 DE OUTUBRO DE 1989 Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal do Maranhão em Centro Federal de Educação Tecnológica. 168° da Independência e 101° da República. e por seus estatutos e regimentos. fica transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica. 4° Revogam-se as disposições em contrário. de 16 de fevereiro de 1959. JOSÉ SARNEY Carlos Sant'Ana 19 . Brasília. 1° A Escola Técnica Federal do Maranhão. Art. Art. criada nos termos da Lei n° 3. 2° O Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão será regido pela Lei n° 6.

Escolas Técnicas Industriais: Sobral (CE). 1º Fica criada a Escola Técnica Federal de Roraima.670. e São Gabriel da Cachoeira . na forma dos Anexos I. Parágrafo único. Santa Inês e Senhor do Bonfim . 5º As Unidades de Ensino Descentralizadas (UNEDs) das Escolas Técnicas Federais e Centros Federais de Educação Tecnológica. bem como seus respectivos 20 . ainda. 4º Ficam criados. Art. As Escolas Agrotécnicas Federais de que trata este artigo terão suas finalidades e organização administrativa estabelecidas pelos seus regimentos.Santa Catarina. Parágrafo único. Palmas (TO).Amazonas. Art. alterada pelo Decreto-Lei nº 796.Maranhão. organização administrativa. cento e nove cargos de Direção e um mil e dez Funções Gratificadas. sediada na cidade de Boa Vista. e as novas Unidades de Ensino Técnico e Agrotécnico. V. 3. Art. subordinadas ao Ministério da Educação e do Desporto. II. nos termos da Lei nº 3. VI. Rio do Sul e Sombrio . criadas as seguintes escolas: 1. didática e patrimonial definidas em estatuto próprio. Colorado do Oeste . Codó . Art.Goiás. um mil cento e setenta e sete cargos técnico-administrativos. IV. b) oitocentos e treze cargos de Professor de Ensino de primeiro e segundo graus. assim distribuídos: a) duzentos e vinte e oito cargos de Professor de Ensino de primeiro e segundo graus. um mil e quarenta e um cargos de Professor de Ensino de primeiro e segundo graus e quatro mil cento e setenta e três cargos técnico-administrativos. dois mil novecentos e noventa e seis cargos técnicoadministrativos.552. Escolas Técnicas Federais: Porto Velho (RO). DE 30 DE JUNHO DE 1993 Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e dá outras providências. bem como cento e noventa e sete cargos de Direção e um mil trezentos e quarenta Funções Gratificadas no Ministério da Educação e do Desporto. A Escola Técnica Federal de Roraima terá sua finalidade. no Quadro Permanente do Ministério da Educação e do Desporto. entidade de natureza autárquica. Escola Agrotécnica: Dourados (MS). Ponta Porã (MS). nos termos da legislação em vigor. 3º Ficam. relacionadas no Anexo II. Rolim de Moura (RO). para atender às Escolas Agrotécnicas Federais. Parnaíba (PI). III. para atender às novas Escolas de Ensino Técnico e Agrotécnico existentes e às Unidades de Ensino Descentralizadas (UNEDs). 1º e 2º. aprovado nos termos da legislação em vigor. Guanambi. relacionadas nos referidos Anexos.LEI Nº 8. VIII e IX. 2. Coelho Neto (MA). de 27 de agosto de 1969. nos Quadros Permanentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica e das Escolas Técnicas Federais. como órgãos da administração direta. de 16 de fevereiro de 1959. Art. vinculada ao Ministério da Educação e do Desporto. oitenta e oito cargos de Direção e trezentos e trinta Funções Gratificadas.Bahia. serão implantadas gradativamente. como previsto nos arts. nos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) e nas Escolas Técnicas Federais (ETFs).Rondônia. 2º Ficam criadas as Escolas Agrotécnicas Federais de Ceres . VII. Santarém (PA). Estado de Roraima.

ITAMAR FRANCO Rubens Leite Vianello 21 . Os cargos e Funções de Confiança das Unidades de Ensino Descentralizadas. dependendo da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao respectivo funcionamento. Art. serão providos somente após a expedição da respectiva portaria de autorização de funcionamento. 172º da Independência e 105º da República. relacionadas nos Anexos I e II.cargos e funções de confiança. 30 de junho de 1993. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. Brasília. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário. 6º O Poder Executivo adotará as providências necessárias à execução da presente lei. correndo as despesas à conta dos recursos orçamentários destinados ao Ministério da Educação e do Desporto. por parte do Ministério da Educação e do Desporto. Parágrafo único. às Escolas Técnicas Federais e aos Centros Federais de Educação Tecnológica.

Parágrafo único. 28 de setembro de 1993. Art. de 16 de fevereiro de 1959. 4° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.ministrar em grau superior: a) de graduação e pós-graduação lato sensu e stricto sensu . em nível de 2° grau. Estado da Bahia.realizar pesquisas aplicadas na área tecnológica. 172° da Independência e 105° da República. tem sede e foro na Cidade de Salvador. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. de 30 de junho de 1978.545. visando à formação de profissionais e especialistas na área tecnológica.344. ITAMAR FRANCO Murílio de Avellar Hingel 22 .545. 5° Revoga-se a Lei n° 6.ministrar cursos de educação continuada visando à atualização e ao aperfeiçoamento de profissionais na área tecnológica. por seu estatuto e regimento. Brasília. instrutores e auxiliares de nível médio. 2° da Lei n° 6. 3° O art. recursos financeiros e orçamentários. Art. ora criado por transformação. por esta lei. Art. a Escola Técnica Federal da Bahia instituída na forma da Lei n° 3.LEI N° 8. de 6 de julho de 1976. III . inclusive seu acervo patrimonial. 1° Fica transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica. DE 28 DE SETEMBRO DE 1993 Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal da Bahia em Centro Federal de Educação Tecnológica e dá outras providências. visando à formação de técnicos. de 30 de junho de 1978. nos termos da Lei n° 6. IV ." Art.552. na forma da legislação pertinente. de 30 de junho de 1978. quando serão providos os cargos de direção. de 27 de agosto de 1969. § 1° O prazo para a completa implantação da entidade será de dois anos. estimulando atividades criadoras e estendendo seus benefícios à comunidade mediante cursos e serviços. 2° Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata o artigo anterior têm por finalidade o oferecimento de educação tecnológica e por objetivos: I .711. b) de licenciatura com vistas à formação de professores especializados para as disciplinas específicas do ensino técnico e tecnológico. e o seu pessoal docente e técnico-administrativo. Fica incorporado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de que trata este artigo o Centro de Educação Tecnológica da Bahia (Centec). § 2º O atual Diretor da Escola Técnica Federal da Bahia exercerá as funções de Diretor-Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia até completa implantação da entidade.ministrar cursos técnicos. alterada pelo Decreto-Lei n° 796. II . criado pela Lei n° 6. e é regido pela Lei n° 6. instalações físicas.545. de 6 de julho de 1976. Art. 2° O Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia.344.

.................... 1................................... Retificação Na página 14533...............° ...... ............" Leia-se: "Art................... Parágrafo único...... Fica incorporado ao Centro Federal de Educação Tecnológica.RETIFICAÇÃO DA LEI N° 8........... Fica incorporado ao Cento Federal de Educação Tecnológica.........711.. onde se lê: "Art.............." 23 ......... 1ª coluna...........° .............. DE 28 DE SETEMBRO DE 1993 Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal da Bahia em Centro Federal de Educação Tecnológica e dá outras providências......... Parágrafo único.............. .................... 1..........................

de 16 de fevereiro de 1959 e pela Lei nº 8. 3º As atuais Escolas Técnicas Federais. Art. obedecendo a critérios a serem estabelecidos pelo Ministério da Educação e do Desporto. § 3º A coordenação do Sistema Nacional de Educação Tecnológica caberá ao Ministério da Educação e do Desporto. de 30 de junho de 1983. dos Municípios e do Distrito Federal. § 1º A implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata este artigo será efetivada gradativamente. os laboratórios e equipamentos adequados. de 21 de junho de 1982. integrado pelas instituições de educação tecnológica. com a finalidade de assessorar o Ministério da Educação e do Desporto no cumprimento das políticas e diretrizes da educação tecnológica. as 24 . além de sua integração os diversos setores da sociedade e do setor produtivo. § 2º A instituição do Sistema Nacional de Educação Tecnológica tem como finalidade permitir melhor articulação da educação tecnológica. e do Decreto nº 87.670.310. Art.LEI No 8. ouvidos os respectivos órgãos superiores deliberativos. respeitadas as características da educação formal e não formal e a autonomia dos sistemas de ensino. Art. visando o aprimoramento do ensino. 1º Fica instituído o Sistema Nacional de Educação Tecnológica. entre suas diversas instituições. § 2º A complementação do quadro de cargos e funções. criadas pela Lei nº 3.948. ao âmbito do Ministério da Educação e do Desporto. da extensão.552. da pesquisa tecnológica. vinculadas ou subordinadas ao Ministério da Educação e do Desporto e sistemas congêneres dos Estados. mediante decreto específico para cada centro. entre estas e as demais incluídas na Política Nacional de Educação. de 28 de setembro de 1993. § 1º A participação da rede particular no Sistema Nacional de Educação Tecnológica poderá ocorrer. decorrentes da transformação de Escola Técnica Federal em Centro Federal de Educação Tecnológica. 1º e seu § 1º. ouvido o Conselho Nacional de Educação Tecnológica. conforme sejam formuladas pelo órgão normativo maior da educação.545. alterada pela Lei nº 8. nos termos da Lei nº 6. operacionalização e funcionamento. 2º Fica instituído o Conselho Nacional de Educação Tecnológica. DE 8 DE DEZEMBRO DE 1994. órgão consultivo. ficam transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica. Dispõe sobre a instituição do Sistema Nacional de Educação Tecnológica e dá outras providências. § 3º Os critérios para a transformação a que se refere o caput levarão em conta as instalações físicas. em seus vários níveis. de 30 de junho de 1978. que estabelecerá os procedimentos para a sua implantação. constituído de representantes das instituições previstas nos termos do art. quando necessária. será efetivada mediante lei específica.711.

todos indicados na forma regimental. aprovados nos termos da legislação em vigor. o quadro de pessoal docente e técnico-administrativo e os recursos orçamentários e financeiros da respectiva Escola Técnica Federal objeto da transformação. Art. sem que tenha sido expedido o decreto de implantação do respectivo centro. do Comércio e da Agricultura. vedada a nomeação de servidores da Instituição com representantes das Federações e do Ministério da Educação e do Desporto". e um representante dos ex-alunos. Art. de 30 de junho de 1978. § 4º As Escolas Agrotécnicas. 4º Os Centros Federais de Educação Tecnológica terão estrutura organizacional e funcional estabelecidas em estatuto e regimento próprios. 3º A administração superior de cada centro terá como órgão executivo a diretoria-geral.condições técnico-pedagógicas e administrativas. e como órgão deliberativo e consultivo o conselho diretor. e os recursos humanos e financeiros necessários ao funcionamento de cada centro. o Ministro de Estado da Educação e do Desporto designará diretor para a escola na forma da legislação vigente. todos nomeados pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. ficando sua supervisão a cargo do Ministério da Educação e do Desporto. 9º O Poder Executivo adotará as providências necessárias à execução desta lei mediante decreto de regulamentação. As despesas com a execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias do Ministério da Educação e do Desporto. que estabelecerá. 3º da Lei nº 6. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. integrantes do Sistema Nacional de Educação Tecnológica.545. a ser baixado no prazo de sessenta dias. Art. do respectivo Estado. cinco representantes da Instituição. 7º O Diretor-Geral de cada Escola Técnica Federal exercerá as funções de Diretor-Geral do respectivo Centro Federal de Educação Tecnológica implantado por decreto nos termos do § 1º do art. 11. entre outros dispositivos. sendo este composto de dez membros e respectivos suplentes. sendo um representante do Ministério da Educação e do Desporto um representante de cada uma das Federações da Indústria. até a aprovação do estatuto e do regimento e o provimento dos cargos de direção. incluindo um representante discente. Art. Art. 10. 6º Ficam transferidos para cada Centro Federal de Educação Tecnológica que for implantado o acervo patrimonial. a composição e funcionamento do Conselho Nacional de Educação Tecnológica. poderão ser transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica após processo de avaliação de desempenho a ser desenvolvido sob a coordenação do Ministério da Educação e do Desporto. 8º Quando o mandato de Diretor-Geral da Escola Técnica Federal extinguir-se. 5º O art. Art. 25 . Art. 3º desta lei. Art. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília. ITAMAR FRANCO Antonio José Barbosa Este texto não substitui o publicado no D.U. Revogam-se as disposições em contrário.1994 26 .O. 173º da Independência e 106º da República. 12. de 9. 8 de dezembro de 1994.12.Art.

o Ministério da Educação e do Desporto contará com a colaboração do Conselho Nacional de Educação e das Câmaras que o compõem. deliberativas e de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. § 1º No desemprenho de suas funções.024 de. quando convocados. c) assessorar o Ministério da Educação e do Desporto no diagnóstico dos problemas e deliberar sobre medidas para aperfeiçoar os sistemas de ensino.LEI Nº 9. de forma a assegurar a participação da sociedade no aprerfeiçoamento da educação nacional. composto pelas Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior.024. f) analisar e emitir parecer sobre questões relativas à aplicação da legislação educacional no que diz respeito à integração entre os diferentes níveis e modalidades de ensino. diárias e jetons de presença a serem fixados pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. de 20 de dezembro de 1961. §1º Ao Conselho Nacional de Educação. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei. § 3º O ensino militar será regulado por lei especial. com precedência sobre quaisquer outros cargos públicos de que sejam titulares e. 8º e 9º da Lei n. 7º O Conselho Nacional de Educação. 4. 7º. § 2º Os conselheiros exercem função de interesse público relevante. cabendo-lhe formular e avaliar a política nacional de educação. “Art. especialmente no que diz respeito à integração dos seus diferentes níveis e modalidades. 27 . terá atribuições normativas. d) emitir parecer sobre assuntos da área educacional por iniciativa de seus conselheiros ou quando solicitado pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. DE 24 DE NOVEMBRO DE 1995 Altera dispositivos da Lei n. terá atribuições normativas. § 4º (Vetado). 4. Art. b) manifestar-se sobre questões que abranjam mais de um nível e modalidade de ensino. 1º Os artigos 6º. de forma a assegurar a participação da sociedade no aperfeiçoamento da educação nacional. §1º Ao Conselho Nacional de Educação. e)manter intercâmbio com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal. composto pelas Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior. de 20 de dezembro de 1961.131/95. 6º O Ministério da Educação e do Desporto exerce as atribuições do Poder Público Federal em matéria de educação. e dá outras providências. farão jus a transporte. deliberativas e de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. compete: a) subsidiar a elaboração e acompanhar a execução do Plano Nacional de Educação. zelar pela qualidade doe ensino e velar pelo cumprimento das leis que o regem.

os docentes. §1º A escolha e nomeação dos conselheiros será feita pelo Presidente da República. o Presidente da República levará em conta a necessidade de estarem representadas todas as regiões do País e as diversas modalidades de ensino. a consulta envolverá necessariamente indicações formuladas por entidades nacionais. sendo membros natos. privativa e autonomamente. sempre que convocado pelo Ministro de estado da Educação e do Desporto. que congreguem os reitores de universidades. cabendo. havendo renovação de metade das Câmaras a cada dois anos. metade de seus membros serão nomeados com mandato de dois anos. permitida uma recondução para o período imediatamente subseqüente. que congreguem os docentes. 9º As Câmaras emitirão pareceres e decidirão. a ser aprovado pelo Ministério de Estado da Educação e do Desporto. §3º O Conselho Nacional de Educação será presidido por um de seus membros. por doze conselheiros. dirigentes de instituições de ensino e os Secretários de Educação dos Municípios. obrigatoriamente. mediante consulta a entidades da sociedade civil. mensalmente. §1º São atribuições da Câmara de Educação Básica: 28 . permitida uma única reeleição imediata. §5º Na escolha dos nomes que comporão as Câmaras. o Secretário de Educação Fundamental e na Câmara de Educação Superior. cada uma. dentre os indicados em lista elaborada especialmente para cada Câmara.g) elaborar o seu regimento. para mandato de um ano. Art. §4º A indicação a ser feita por entidades e segmentos da sociedade civil deverá incidir sobre brasileiro de reputação ilibada. os estudantes e segmentos representativos da comunidade científica. §4º O Ministro de Estado da Educação e do Desporto presidirá as sessões a que comparecer. ambos do Ministério da Educação e do Desporto e nomeados pelo Presidente da República. Art. públicas e particulares. quando da constituição do conselho. vedada a reeleição imediata. escolhido por seus pares. estraordinariamente. e. quando for o caso. pelo menos a metade. que tenham prestado serviços relevantes à educação. a consulta envolverá necessariamente indicações formuladas por entidades nacionais. o Secretário de Educação Superior. os assuntos a elas pertinentes. relacionadas às áreas de atuação dos respectivos colegiados. §2º O Conselho Nacional de Educação reunir-se-á ordinariamente a cada dois meses e suas Câmaras. §6º Os conselheiros terão mandato de quatro anos. §2º Para a Câmara de Educação Básica. recurso ao Conselho Pleno. diretores de instituições isoladas. dos Estados e do Distrito Federal. sendo que. vedada a escolha do membro nato. §7º Cada Câmara será presidida por um conselheiro. eleito por seus pares para mandato de dois anos. sendo que. à ciência e à cultura. §3º Para a Câmara de Educação Superior. de acordo com a especificidade de cada colegiado. públicas e particulares. na Câmara de Educação Básica. 8º A Câmara de Educação Básica e a Câmara de Educação Superior serão constituídas.

f) manter intercâmbio com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal. o credenciamento e o recredenciamento periódico de instituições de educação superior. d) deliberar sobre os relatórios encaminhados e o credenciamento periódico de instituições de educação superior. inclusive de universidades. g) deliberar sobre a organização. aos Estados e ao Distrito Federal. com base em relatórios e avaliações apresentados pelo Ministério da Educação e do Desporto. com base em relatórios e avaliações apresentados pelo Ministério da Educação e do Desporto. e) assessorar o Ministro de Estado da Educação e do Desporto em todos os assuntos relativos à educação básica. §2º São atribuições da Câmara de Educação Superior: a) analisar e emitir parecer sobre os resultados dos processos de avaliação da educação superior. Art. com a redação dada pela presente Lei. i) assessorar o Ministro de Estado da Educação e do Desporto nos assuntos relativos à educação superior. acompanhando a execução dos respectivos Planos de Educação. c) deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministro da Educação e do Desporto. b) analisar e emitir parecer sobre os resultados dos processos de avaliação dos diferentes níveis e modalidades mencionadas na alínea anterior.a) examinar os problemas da educação infantil. e) deliberar sobre os estatutos das universidades e o regimento das demais instituições de educação superior. d) colaborar na preparação do Plano Nacional de Educação e acompanhar sua execução no âmbito de sua atuação. 3º Com vistas ao dispositivo na letra “e” do §2º do artigo 9º da Lei n.024. b) oferecer sugestões para a elaboração do Plano Nacional de Educação e acompanhar sua execução no âmbito de sua atuação. c) deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto. g) analisar as questões relativas à aplicação da legislação referente à educação básica. “e” e “f” do parágrafo anterior poderão ser delegadas. fazendo uso de procedimentos e critérios abrangentes dos diversos 29 . da educação especial e do ensino médio e tecnológico e oferecer sugestões para sua solução. inclusive de universidades. f) deliberar sobre os estatutos das universidades e o regimento das demais instituições de educação superior que fazem parte do sistema federal de ensino. Art. h) analisar questões relativas à aplicação da legislação referente à educação superior. §3º As atribuições constantes das alíneas “d”. com base em relatórios e avaliações apresentados pelo Ministério da Educação e do Desporto. para os cursos de graduação. §4º O recredenciamento a que se refere a alínea “e” do §2º deste artigo poderá incluir determinação para a desativação de cursos e habilitações”. o Ministério da Educação e do Desporto fará realizar avaliações periódicas das instituições e dos cursos de nível superior. em parte ou no todo. do ensino fundamental. 4. 2º As deliberações e pronunciamentos do Conselho Pleno e das Câmaras deverão ser homologados pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. inclusive de universidades. de 1961.

fatores que determinam a qualidade e a eficiência das atividades de ensino. Art. o resultado das avaliações referidas no “caput” deste artigo. desde que requerido pela parte interessada. mas constarão de documento específico emitido pelo Ministério da Educação e do Desporto a ser fornecido exclusivamente a cada aluno. de exames nacionais com base nos conteúdos mínimos estabelecidos para cada curso. Art. anualmente. a contar da vigência desta Lei. para fins diversos do instituído neste artigo. §2º O Ministério da Educação e do Desporto divulgará. 7º São convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória n. (DOU Edição Extra. Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. sempre que julgar conveniente. pelo Ministério da Educação e do Desporto.126. previstas em lei. §3 A realização de exames referido no §1º deste artigo é condição prévia para obtenção do diploma. 1. pesquisa e extensão. 25/11/95) 30 . §4º Os resultados individuais obtidos pelos alunos examinados não serão computados para sua aprovação. 6º São extintos os mandatos dos membros do Conselho Federal de Educação. e os processos em andamento no Conselho Federal de Educação quando de sua extinção serão decididos a partir da instalação do Conselho nacional de Educação. No prazo de noventa dias. cabendo ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto determinar os cursos a serem avaliados. §6 O aluno poderá. sem identidade nominalmente os alunos avaliados. Art. o Poder Executivo adotará as providências necessárias para a instalação do Conselho. Art. a partir da publicação desta Lei. para orientar suas ações no sentido de estimular e fomentar iniciativas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino. na forma da legislação pertinente. §7º A introdução dos exames nacionais como um dos procedimentos para avaliação dos cursos de graduação será efetuada gradativamente. devendo o Ministério da Educação e do Desporto exercer as atribuições e competências do Conselho Nacional de Educação. até a instalação do Conselho. previamente divulgados e destinados a aferir os conhecimentos e competências adquiridos pelos alunos em fase de conclusão dos cursos de graduação. informando o desempenho de cada curso. §1º Os procedimentos a serem adotados para as avaliações a que se refere o “caput” incluirão necessariamente a realização. mas constará do histórico escolar de cada aluno apenas o registro da data em que a ele se submeteu. 9º Revogam-se as disposições em contrário. no prazo de trinta dias. §5º A divulgação dos resultados dos exames. inclusive dos exames previstos no parágrafo anterior. de 26 de setembro de 1995. principalmente as que visem a elevação da qualidade dos docentes. 4º Os resultados das avaliações referidas no §1º do artigo 2º serão também utilizadas. Parágrafo único. nos anos subseqüentes. 5º São revogados todas as atribuições e competências do Conselho Federal de Educação. a partir do ano seguinte à publicação da presente Lei. submeter-se a novo exame. fazendo jus a novo documento específico. a cada ano. implicará responsabilidade para o agente. Art.

em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. Art. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. 39. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. poderá ser objeto de avaliação. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. ao trabalho. além dos seus cursos regulares. Art. contará com a possibilidade de acesso à educação profissional. médio e superior. inclusive no trabalho. O conhecimento adquirido na educação profissional. 42. A educação profissional. Parágrafo único.DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Capítulo da Educação Profissional Art. jovem ou adulto. 31 . 40. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. quando registrados terão validade nacional.LEI 9. 41.394/96 . Art. Os diplomas de cursos de educação profissional de nível médio. As escolas técnicas e profissionais. integrada às diferentes formas de educação. Parágrafo único. oferecerão cursos especiais. bem como o trabalhador em geral. abertos à comunidade. à ciência e à tecnologia.

alíneas a e b. bem como de outras compensações da mesma natureza que vierem a ser instituídas. o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. e III . e na valorização de seu Magistério. na forma do art. da Constituição Federal. a partir de 1° de janeiro de 1998.da parcela do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação . Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. 211. 1° A distribuição dos recursos. da Constituição Federal e da Lei Complementar n° 61. considerando-se para esse fim: I . DE 24 DE DEZEMBRO DE 1996. inciso II. o qual terá natureza contábil e será implantado. PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e dá outras providências. a União dará prioridade. de 25 de outubro de 1966. 158. 1° É instituído. para concessão de assistência financeira. pela União aos Estados. § 2° Inclui-se na base de cálculo do valor a que se refere o inciso I do parágrafo anterior o montante de recursos financeiros transferidos. combinado com o art. na forma prevista no art. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal.172. Art. 60. § 7°.FPM. 6°.FPE e dos Municípios . de 13 de setembro de 1996. Distrito Federal e Municípios a título de compensação financeira pela perda de receitas decorrentes da desoneração das exportações. § 4° A implantação do Fundo poderá ser antecipada em relação à data prevista neste artigo. da Constituição Federal. § 1°. entre o Governo Estadual e os Governos Municipais. ao Distrito Federal e aos Municípios nos quais a implantação do Fundo for antecipada na forma prevista no parágrafo anterior. 159. aos Estados. da Constituição Federal. na proporção do número de alunos matriculados anualmente nas escolas cadastradas das respectivas redes de ensino. e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei n° 5. inciso II. 155. inciso IV. § 1° O Fundo referido neste artigo será composto por 15% (quinze por cento) dos recursos: I . automaticamente. 32 . conforme dispõe o art. inciso I.ICMS. de 26 de dezembro de 1989. devida ao Distrito Federal. 159.IPI devida aos Estados e ao Distrito Federal.LEI Nº 9. aos Estados e aos Municípios.424. na forma prevista no art. nos termos da Lei Complementar n° 87. 2° Os recursos do Fundo serão aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público. previstos no art. quando for o caso. na forma prevista no art.as matrículas da lª a 8ª séries do ensino fundamental. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal darse-á.do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal . em moeda. II . § 5° No exercício de 1997. mediante lei no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. § 3° Integra os recursos do Fundo a que se refere este artigo a complementação da União.da parcela do Imposto sobre Produtos Industrializados .

2°. 3° A instituição financeiras no que se refere aos recursos do imposto mencionado no § 2°. 6° É vedada a utilização dos recursos do Fundo como garantia de operações de crédito internas e externas. no momento em que a arrecadação estiver sendo realizada nas contas do Fundo abertas na instituição financeira de que trata este artigo. segundo os níveis de ensino e tipos de estabelecimento. exclusivamente. da Constituição Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. adotando-se a metodologia de cálculo e as correspondentes ponderações. do Distrito Federal e dos Municípios. 93 da Lei n° 5. constarão dos orçamentos dos Governos Estaduais e do Distrito Federal e serão depositados pelo estabelecimento oficial de crédito. vinculadas ao Fundo.(VETADO) 2° A distribuição a que se refere o parágrafo anterior. automaticamente. no prazo de trinta dias da publicação referida no parágrafo anterior. III . e inciso II. previsto no art. 5° Os Estados. 159. 3° Os recursos do Fundo previstos no art. da Constituição Federal. ainda. ao financiamento de projetos e programas do ensino fundamental.172. dos Estados e do Distrito Federal. anualmente. serão computadas exclusivamente as matrículas do ensino presencial. 3° Para efeitos dos cálculos mencionados no § 1°. 155. contraídas pelos Governos da União.estabelecimentos de ensino especial. e serão creditados pela União em favor dos Governos Estaduais.5ª a 8ª séries. 2°. nas contas específicas a que se refere este artigo. IV . observados os critérios e as finalidades estabelecidas no art. de acordo com os seguintes componentes: 1. 1° Os repasses ao Fundo. Art. instituídas para esse fim e mantidas na instituição financeira de que trata o art. 33 . observados os mesmos prazos. a partir de 1998. deverá considerar. procedimentos e forma de divulgação adotados para o repasse do restante destas transferências constitucionais em favor desses governos. para contas únicas e específicas dos Governos Estaduais. procedendo à divulgação dos valores creditados de forma similar e com a mesma periodicidade utilizada pelos Estados em relação ao restante da transferência do referido imposto. provenientes das participações a que se refere o art.II . a diferenciação de custo por aluno. de 25 de outubro de 1966.lª a 4ª séries. 2° Os repasses ao Fundo provenientes do imposto previsto no art.escolas rurais. 4° da Lei Complementar n° 63. inciso IV. admitida somente sua utilização como contrapartida em operações que se destinem. cujos dados serão publicados no Diário Oficial da União e constituirão a base para fixar a proporção prevista no § 1°. inciso I. o Distrito Federal e os Municípios poderão. de 11 de janeiro de 1990. 1° serão repassados. dos Estados. II . do Distrito Federal e dos Municípios. creditara imediatamente as parcelas devidas ao Governo Estadual ao Distrito Federal e aos Municípios nas contas específicas referidas neste artigo. respeitados os critérios e as finalidades estabelecidas no art. 4° O Ministério da Educação e do Desporto . alíneas a e b. 158. constarão dos orçamentos da União.MEC realizará. combinado com o art. censo educacional. inciso II. apresentar recurso para retificação dos dados publicados.

211. ao Distrito Federal e aos Municípios. da Constituição Federal. representando respectivamente: a) o Poder Executivo Federal. 2°.CONSED. b) o Conselho Nacional de Educação. por no mínimo seis membros. 6° As receitas financeiras provenientes das aplicações eventuais dos saldos das contas a que se refere este artigo em operações financeiras de curto prazo ou de mercado aberto.nos Estados. a parcela devida aos Municípios. c) o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Educação . do Distrito Federal e dos Municípios nas mesmas condições estabelecidas no art. inciso III. 5° Do montante dos recursos do IPI. 4° O acompanhamento e o controle social sobre a repartição. serão creditados pela União. de 26 de dezembro de 1989. e II .CNTE. 1° Os Conselhos serão constituídos. 34 . dos Estados.UNDIME. representando respectivamente: a) o Poder Executivo Estadual. 5° da Lei Complementar n° 61. d) a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação . f) os pais de alunos e professores das escolas públicas do ensino fundamental. nos termos do art. 7° Os recursos do Fundo. observados os mesmos prazos. 1°. procedimentos e forma de divulgação do restante desta transferência aos Municípios. 2°.4° Os recursos do Fundo provenientes da parcela do Imposto sobre Produtos Industrializados. na forma do disposto no art. l°. Art. devidos. em favor dos Governos Estaduais e do Distrito Federal. b) os Poderes Executivos Municipais. de que trata o art. junto a instituição financeira depositária dos recursos. do Distrito Federal e dos Municípios. de acordo com norma de cada esfera editada para esse fim: I . 9° Os Estados e os respectivos Municípios poderão. aos Estados. de 26 de dezembro de 1989. por Conselhos a serem instituídos em cada esfera no prazo de cento e oitenta dias a contar da vigência desta Lei. a transferência e a aplicação dos recursos do Fundo serão exercidos. de que trata o art. procedimentos e forma de divulgação previstos na Lei Complementar n° 61. 1°. em conformidade com os critérios estabelecidos no art. c) o Conselho Estadual de Educação. recursos humanos. segundo o critério e respeitadas as finalidades estabelecidas no art. 2°.em nível federal. 8° Os Estados e os Municípios recém-criados terão assegurados os recursos do Fundo previstos no art. § 4°. constarão de programação específica nos respectivos orçamentos. nas contas específicas. lastreadas em títulos da dívida pública. inciso III. deverão ser repassadas em favor dos Estados. materiais e encargos financeiros nos quais estará prevista a transferência imediata de recursos do Fundo correspondentes ao número de matrículas que o Estado ou o Município assumir. observados os mesmos prazos. a partir das respectivas instalações. junto aos respectivos governos. celebrar convênios para transferência de alunos. no âmbito da União. será repassada pelo respectivo Governo Estadual ao Fundo e os recursos serão creditados na conta específica a que se refere este artigo. e) a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . por no mínimo sete membros.

IV . quando for o caso. § 1°. por no mínimo cinco membros. anualmente. 7° Os recursos do Fundo. e . ressalvado o disposto no § 4°. representantes do respectivo Conselho Municipal de Educação. relativos aos recursos repassados. a conta do Fundo a que se refere o art. e publicado no Diário Oficial da União. g) a delegacia regional do Ministério da Educação e do Desporto . estadual. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal.nos Municípios. 3° Integrarão ainda os conselhos municipais. Art.00 (trezentos reais). sendo as representações as previstas no inciso II. d) os servidores das escolas públicas do ensino fundamental. mensais e atualizados. Distrito Federal e Municípios. por no mínimo quatro membros representando respectivamente: a) a Secretaria Municipal de Educação ou órgão equivalente. 2°. ficarão permanentemente. o valor mínimo anual por aluno. e g . ou recebidos. à disposição dos conselhos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização. observado o disposto no art. 3°. f) a seccional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação CNTE. do Distrito Federal ou do Município.MEC. 5° (VETADO) Art. terão como base o censo educacional realizado pelo Ministério da Educação e do Desporto. 4° Os Conselhos instituídos. c) os pais de alunos. e dos órgãos federais. será de R$300. 2° Aos Conselhos incumbe ainda a supervisão do censo escolar anual. b ) os professores e os diretores das escolas públicas do ensino fundamental. serão utilizados pelos Estados. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente.d) os pais de alunos e professores das escolas públicas do ensino fundamental e) a seccional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação UNDIME. no âmbito do Estado. 6° A União complementará os recursos do Fundo a que se refere o art. onde houver. seja em reunião ordinária ou extraordinária. 5° Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais.no Distrito Federal. inclusive as estimativas de matrículas. estaduais e municipais de controle interno e externo Art. acrescida do total estimado de novas matriculas. incluída a complementação da União. 1° O valor mínimo anual por aluno. salvo as indicadas nas alíneas b . incisos I e I 2° As estatísticas necessárias ao cálculo do valor anual mínimo por aluno. 4° No primeiro ano de vigência desta Lei. 35 . será fixado por ato do Presidente da República e nunca será inferior à razão entre a previsão da receita total para o Fundo e a matrícula total do ensino fundamental no ano anterior. 3° As transferências dos recursos complementares a que se refere este artigo serão realizadas mensal e diretamente às contas específicas a que se refere o art. 1°. não terão estrutura administrativa própria e seus membros não perceberão qualquer espécie de remuneração pela participação no colegiado. do Distrito Federal ou municipal. seja no âmbito federal. III . 1° sempre que. a que se refere este artigo.

10. devida nos termos da Lei Complementar n° 61. em moeda. do FPM. pelo menos 60% (sessenta por cento) para a remuneração dos profissionais do Magistério. de acordo com diretrizes emanadas do Conselho Nacional de Educação. nos termos da Lei Complementar n° 87. prevista neste artigo. Parágrafo único. III . de 13 de setembro de 1996. de modo que os recursos previstos no art. ll . em efetivo exercício de suas atividades no ensino fundamental público. a contar da publicação desta Lei. II . no prazo de seis meses da vigência desta Lei. § 1°.efetivo cumprimento do disposto no art. ou o fornecimento de informações falsas acarretará sanções 36 . 1°. Parágrafo único. Dos recursos a que se refere o inciso II. no prazo referido no artigo anterior. § 1°. a título de desoneração das exportações. Parágrafo único. 1° Os novos planos de carreira e remuneração do magistério deverão contemplar investimentos na capacitação dos professores leigos. 9°. na forma prevista no art. de modo a assegurar: I .pelo menos 10% (dez por cento) do montante de recursos originários do ICMS.assegurados. 9° Os Estados. Nos primeiros cinco anos. ou para fins de elaboração de indicadores educacionais. 60% (sessenta por cento) serão aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental conforme disposto no art. III .pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. dispor de novo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério.o estímulo ao trabalho em sala de aula. na manutenção e desenvolvimento do ensino.a remuneração condigna dos professores do ensino fundamental público. os quais passarão a integrar quadro em extinção.fornecimento das informações solicitadas por ocasião do censo escolar. Art. será permitida a aplicação de parte dos recursos da parcela de 60% (sessenta por cento). somados aos referidos neste inciso. Art. II .a melhoria da qualidade do ensino. o Distrito Federal e os Municípios deverão. 212 da Constituição Federal: I . 212 da Constituição Federal. Art. 3° A habilitação a que se refere o parágrafo anterior e condição para ingresso no quadro permanente da carreira conforme os novos planos de carreira e remuneração. da parcela do IPI. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade de aplicar. na capacitação de professores leigos. 8° A instituição do Fundo previsto nesta Lei e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados. O não cumprimento das condições estabelecidas neste artigo. o Distrito Federal e os Municípios deverão comprovar: I . Os Estados. na forma prevista no art.apresentação de Plano de Carreira e Remuneração do Magistério. e das transferências da União. em efetivo exercício no magistério. de duração de cinco anos 2° Aos professores leigos é assegurado prazo de cinco anos para obtenção da habilitação necessária ao exercício das atividades docentes. de 26 de dezembro de 1989. garantam a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) destes impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino. do FPE.

inciso I. 1° A partir de 1° de janeiro de 1997. devendo a primeira realizar-se dois anos após sua promulgação. Art. a qualquer título. em quotas. inciso III. 212. alínea e . nos termos do art. calculado sobre o valor por ele arrecadado.Quota Estadual. Distrito Federal e regiões brasileiras. e do art. com vistas à adoção de medidas operacionais e de natureza político-educacional corretivas. 35.INSS. acesso e permanência na escola promovidos pelas unidades federadas. da Constituição Federal. Para os ajustes progressivos de contribuições a valor que corresponda a um padrão de qualidade de ensino definido nacionalmente e previsto no art. § 4°. 13. Art. 34 inciso VII. assim como os Tribunais de Contas da União dos Estados e Municípios. 11.jornada de trabalho que incorpore os momentos diferenciados das atividades docentes. na forma em que vier a ser disposto em regulamento. 0 Ministério da Educação e do Desporto realizará avaliações periódicas dos resultados da aplicação desta Lei.busca do aumento do padrão de qualidade do ensino. da Constituição Federal e devido pelas empresas.complexidade de funcionamento. após a dedução de 1% (um por cento) em favor do Instituto Nacional do Seguro Social . o montante da arrecadação do Salário Educação. VI . serão considerados observado o disposto no art. de forma a propiciar a redução dos desníveis sócioeducacionais existentes entre Municípios. II . Art. previsto no art. é calculado com base na alíquota de 2. assim definidos no art. criarão mecanismos adequados à fiscalização do cumprimento pleno do disposto no art. 2° § 2°.5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas. que será creditada mensal e automaticamente em favor das Secretarias de 37 . § 5°. 212 da Constituição Federal e desta Lei. observada a arrecadação realizada em cada Estado e no Distrito Federal. 12. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. sujeitando-se os Estados e o Distrito Federal à intervenção da União e os Municípios à intervenção dos respectivos Estados. 60.Quota Federal. em especial aquelas voltadas as crianças e adolescentes em situação de risco social. da seguinte forma: I . da Lei n° 8 212. 15 O Salário-Educação. Estados. Art.capacitação permanente dos profissionais de educação. de 24 de julho de 1991. 12. 14 A União desenvolverá política de estímulo às iniciativas de melhoria de qualidade do ensino. III . V . II . Art. aos segurados empregados. Os órgãos responsáveis pelos sistemas de ensino. IV .administrativas sem prejuízo das civis ou penais ao agente executivo que lhe der causa. será distribuído pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . que será destinada ao FNDE e aplicada no financiamento de programas e projetos voltados para a universalização do ensino fundamental. os seguintes critérios: I .estabelecimento do número mínimo e máximo de alunos em sala de aula. correspondente a dois terços do montante de recursos.localização e atendimento da clientela. correspondente a um terço do montante de recursos.FNDE.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza 38 . 175° da Independência e 108° da República. § 5°. 16. no ensino fundamental dos seus empregados e dependentes a conta de deduções da contribuição social do Salário-Educação. 2° (VETADO) 3° Os alunos regularmente atendidos. e vedados novos ingressos nos termos do art.Educação dos Estados e do Distrito Federal para financiamento de programas projetos e ações do ensino fundamental. o benefício assegurado. na forma da legislação em vigor terão a partir de 1° de janeiro de 1997. Esta Lei entra em vigor em 1° de janeiro de 1997. da Constituição Federal. 17. Art. na data da edição desta Lei como beneficiários da aplicação realizada pelas empresas contribuintes. respeitadas as condições em que foi concedido. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília. 212. Art. 24 de dezembro de 1996.

8.2001) Art. setor produtivo ou organizações não-governamentais. serão objeto de reintegração de posse liminar em favor da União. passa a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 48.4.8.143-33. Os imóveis de que trata o art. de 31.01 Medida Provisória nº 2. DE 27 DE MAIO DE 1998.8.649.01 (. que serão responsáveis pela manutenção e gestão dos novos estabelecimentos de ensino. Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios. mediante repasses financeiros para a execução de projetos a serem realizados em consonância ao disposto no parágrafo anterior. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. de 8 de dezembro de 1994.025. Distrito Federal.. 47.) Art." Art. 11. O art.2001) § 2o Julgada improcedente a ação de reintegração de posse em decisão transitada em julgado.2001) 39 . de 31." § 6o (VETADO) § 7o É a União autorizada a realizar investimentos em obras e equipamentos. obrigando-se o beneficiário a prestar contas dos valores recebidos e.216-37.LEI Nº 9.216-37. será o depositário dos imóveis reintegrados.219. Orçamento e Gestão colocará o imóvel à disposição do juízo dentro de cinco dias da intimação para fazê-lo. mediante a criação de novas unidades de ensino por parte da União.10. por intermédio do órgão responsável pela administração dos imóveis.8. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. sem prejuízo das sanções penais e administrativas cabíveis.2001) § 1o O Ministério do Planejamento. 3o da Lei no 8. somente poderá ocorrer em parceria com Estados.216-37.. 17 da Lei no 8. passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos: "§ 5o A expansão da oferta de educação profissional. 31. deles ressarcirá a União. em sua integralidade.5. 14. independentemente do tempo em que o imóvel estiver ocupado. de 31. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.948.01 Última Lei nº 10. e dá outras providências Texto atualizado em 22. com os acréscimos legais. 17. Municípios. quando irregular sua ocupação. § 8o O Poder Executivo regulamentará a aplicação do disposto no § 5o nos casos das escolas técnicas e agrotécnicas federais que não tenham sido implantadas até 17 de março de 1997. de 31. Orçamento e Gestão. caso seja modificada a finalidade para a qual se destinarem tais recursos.216-37. O art. de 12 de abril de 1990. o Ministério do Planejamento.

quando vítimas de crime. de 25 de fevereiro de 1987. bem como os titulares dos Ministérios e demais órgãos da Presidência da República.2001) Art. e de cargos de natureza especial.216-37. e 2.8.8.216-37.2001) § 1o O disposto neste artigo aplica-se aos ex-titulares dos cargos ou funções referidos no caput.8. de 31. 3o O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador.aos designados para a execução dos regimes especiais previstos na Lei no 6.024. quanto aos mesmos atos.216-37. O caput do art.2001) § 5o As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros. de autarquias e fundações públicas federais. empregadores e órgãos e entidades governamentais. de 31. e ainda: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.216-37. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.8. ficam autorizados a representar judicialmente os titulares e os membros dos Poderes da República. inclusive promovendo ação penal privada ou representando perante o Ministério Público. O caput e o § 5o do art. 49. podendo.216-37.216-37. legais ou regulamentares. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. empregadores e órgãos e entidades governamentais.036.8. das Instituições Federais referidas no Título IV. no interesse público. passa a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. tendo o Presidente voto de qualidade. 22 da Lei no 9.8.2001) I . passam a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.998. suas respectivas autarquias e fundações. 18. de 31.028. de 31.2001) Art. composto por representação de trabalhadores. e (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. da Constituição. 48-A.8. ou das Instituições mencionadas. nos Decretos-Leis nos 73. passa a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.8. 18 da Lei no 7. nas respectivas áreas de atuação.2001) Art. A Advocacia-Geral da União e os seus órgãos vinculados.CODEFAT. de 11 de maio de 1990. de 11 de janeiro de 1990. de 31.Art. 22. Capítulo IV. de 31. O art.321. especialmente da União.216-37.216-37. de 31. de 13 de março de 1974. de direção e assessoramento superiores e daqueles efetivos.2001) "Art. de 31. quanto a atos praticados no exercício de suas atribuições constitucionais. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. composto por representação de trabalhadores. ainda.216-37. de 31. na forma estabelecida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. na forma estabelecida pelo Poder Executivo. É instituído o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador . de 21 de novembro de 1966.2001) Art. impetrar habeas corpus e mandado de segurança em defesa dos agentes públicos de que trata este artigo. 3o da Lei no 8.8.2001) 40 . 50. de 12 de abril de 1995.

de 31. bem como os recursos necessários e os critérios e instrumentos para a avaliação do seu cumprimento. quando. em decorrência do cumprimento de dever constitucional. 55. É prorrogado. 53.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento.216-37. em Departamento de Informática do SUS DATASUS. 52. É o Poder Executivo autorizado a transformar. poderá disciplinar a representação autorizada por este artigo.2001) § 2o O Advogado-Geral da União. o desenvolvimento dos recursos humanos e o fortalecimento da identidade institucional da Agência Executiva. sem aumento de despesa. até 31 de março de 1996. a revisão dos processos de trabalho. § 2o O Poder Executivo definirá os critérios e procedimentos para a elaboração e o acompanhamento dos Contratos de Gestão e dos programas estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional das Agências Executivas. políticas e medidas voltadas para a racionalização de estruturas e do quadro de servidores. vinculando-o à Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. bem como a disponibilidade de recursos orçamentários e financeiros para o cumprimento dos objetivos e metas definidos nos Contratos de Gestão. § 1o Os Contratos de Gestão das Agências Executivas serão celebrados com periodicidade mínima de um ano e estabelecerão os objetivos.8.ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: I .II .aos militares das Forças Armadas e aos integrantes do órgão de segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. visando assegurar a sua autonomia de gestão. 51. em ato próprio. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. legal ou regulamentar. o mandato dos representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Assistência Social.DATASUS da Fundação Nacional de Saúde. § 1o A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República. 54. Art.2001) Art. responderem a inquérito policial ou a processo judicial. Art. Os planos estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional definirão diretrizes. É o Poder Executivo autorizado a criar o Conselho de Administração na estrutura organizacional da Casa da Moeda do Brasil. Art. metas e respectivos indicadores de desempenho da entidade. o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde . (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.216-37. § 2o O Poder Executivo editará medidas de organização administrativa específicas para as Agências Executivas. 41 . II . Art.8. de 31.

não manterão com os órgãos da Administração Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico.615. sendo vedada qualquer forma de transposição. que. em 28 de agosto de 1997. 11.8. Fica o Poder Executivo autorizado a atribuir a órgão ou entidade da Administração Pública Federal. transferência ou deslocamento para o quadro da Administração Pública direta ou indireta. patrimonial. 7o da Constituição. § 2o Se do enquadramento de que trata o parágrafo anterior resultarem valores inferiores aos anteriormente percebidos. o saldo remanescente será destinado ao pagamento de dividendos. Os serviços de fiscalização de profissões regulamentadas serão exercidos em caráter privado. a diferença será paga como vantagem nominalmente identificada. se encontravam lotados na Escola de Enfermagem de Manaus passam a integrar o Quadro de Pessoal Permanente da Fundação Universidade do Amazonas. observado o disposto no inciso XI do art. diverso daquele a que está atribuída a competência. 56. 57. mediante autorização legislativa. § 2o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. dotados de personalidade jurídica de direito privado. de serviços gerais. em 13 de agosto de 1997. material. Art." Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. de 31. O exercício financeiro do SERPRO corresponde ao ano civil. por delegação do poder público. exceto as estatutárias. 58. 12. no mínimo de 25% (vinte e cinco por cento). garantindo-se que na composição deste estejam representados todos seus conselhos regionais. se encontravam lotados no DATASUS passam a integrar o Quadro de Pessoal Permanente do Ministério da Saúde. passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. orçamento e finanças e de controle interno. ocupantes de cargos efetivos. devendo ser enquadrados nos respectivos planos de cargos. a responsabilidade pela execução das atividades de administração de pessoal. dando-se ao restante a destinação determinada pelo Conselho Diretor. a estrutura e o funcionamento dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas serão disciplinados mediante decisão do plenário do conselho federal da respectiva profissão. § 3o Os empregados dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas são regidos pela legislação trabalhista.216-37. provisões e reservas. § 1o A organização. 42 . Os arts.§ 1o Os servidores da Fundação Nacional de Saúde. Art. após realizadas as deduções. e do lucro líquido apurado. de 13 de outubro de 1970. e os que.2001) Art. aplicando-se-lhe os mesmos percentuais de revisão geral ou antecipação de reajuste de vencimento. O SERPRO realizará suas demonstrações financeiras no dia 31 de dezembro de cada exercício. 11 e 12 da Lei no 5.

bem como preços de serviços e multas. Orçamento e Gestão. § 9o O disposto neste artigo não se aplica à entidade de que trata a Lei nº 8. que constituirão receitas próprias. Nos conselhos de administração das empresas públicas. Art. (Revogado pela Lei nº 9.216-37. de 13 de agosto de 1997. 63. 64. ao conselho federal da respectiva profissão. de 18. direta ou indiretamente.7. até 30 de junho de 1998. cobrar e executar as contribuições anuais devidas por pessoas físicas ou jurídicas. com a redação dada pela Lei nº 9. de 24 de março de 1998.IRB.2001) Art..615. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. As funções de confiança denominadas Funções Comissionadas de Telecomunicações . anualmente. gozam de imunidade tributária total em relação aos seus bens. 60.216-37.8. O Instituto de Resseguros do Brasil . § 7o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas promoverão.186.986.8. rendas e serviços. É o Poder Executivo autorizado a extinguir o cargo de que trata o art.2000) Art. regido pelo Decreto-Lei no 73. 59. devendo os conselhos regionais prestar contas.§ 4o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas são autorizados a fixar.CCT. de 31. haverá sempre um membro indicado pelo Ministro de Estado do Planejamento. sociedades de economia mista.A. (VETADO) Art. § 5o O controle das atividades financeiras e administrativas dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas será realizado pelos seus órgãos internos.482. criado pelo Decreto-Lei no 1. de 30 de dezembro de 43 . 797 e 800. a adaptação de seus estatutos e regimentos ao estabelecido neste artigo. considerando-se título executivo extrajudicial a certidão relativa aos créditos decorrentes. detenha a maioria do capital social com direito a voto. de 3 de abril de 1939. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. § 8o Compete à Justiça Federal a apreciação das controvérsias que envolvam os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. passa a denominar-se IRB-BRASIL RESSEGUROS S. 62. 25 desta Lei e o Gabinete a que se refere o inciso I do art. de 31. 4o da Lei no 9.2001) Art. e estes aos conselhos regionais. 61. Art. conforme disposto no caput. com a abreviatura IRB-Brasil Re. São convalidados os atos praticados com base nas Medidas Provisórias nos 752.906. quando no exercício dos serviços a eles delegados. de 6 de dezembro de 1994. suas subsidiárias e controladas e demais empresas em que a União.FCT ficam transformadas em cargos em comissão denominados Cargos Comissionados de Telecomunicações . de 4 de julho de 1994. § 6o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. por constituírem serviço público. de 21 de novembro de 1966.

063.549-26.549-27. 1. 1. de 12 de março de 1996. de 5 de setembro de 1996. 1. 1. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Malan Paulo Renato de Souza Edward Amadeo Paulo Paiva Luiz Carlos Bresser Pereira Clovis de Barros Carvalho Este texto não substitui o publicado no D.327. de 11 de abril de 1996. de 29 de novembro de 1996.869. 931. de 16 de janeiro de 1997. de 6 de novembro de 1997. de 9 de julho de 1996. a Lei no 6. 1. de 26 de maio de 1995. de 4 de dezembro de 1997. 1. de 2 de outubro de 1967. a Lei no 5. 1. de 7 de junho de 1996.549-38.038. 1o. 2o e 3o do Decreto-Lei no 1.549-32.190. Art. de 15 de abril de 1971.227. 987. de 26 de dezembro de 1996.549-39. 1.450. 1.302. especialmente as da Lei no 8.498-19. de 29 de janeiro de 1998. de 10 de maio de 1996.498. de 24 de outubro de 1995.342. de 14 de março de 1997. 1. de 26 de fevereiro de 1998.642-41. de 26 de maio de 1982. 1.090. o § 2o do art. 1. 34 da Lei no 9.651-42.549-30. 1. 1. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.490. Brasília. 1. 1. de 8 de agosto de 1996. e 1. de 25 de agosto de 1995.549. 1.549-29. de 13 de junho de 1997. 1.498-23. de 13 de março de 1998. de 12 de agosto de 1997. 1. 2o do Decreto-Lei no 701. de 9 de outubro de 1997.015. os arts. de 1o de março de 1995. de 27 de julho de 1995.091. 65. de 15 de maio de 1997. de 31 de dezembro de 1997. 66. 1.549-40.498-20. de 28. de 11 de julho de 1997. 4o e o § 1o do art. 1. de 23 de novembro de 1995. 1.549-34. 1.384. de 11 de janeiro de 1973.549-35.5. a Lei no 7. de 28 de abril de 1995. de 27 de junho de 1995. 1.549-37. 1.498-22.427. 1.549-28. 1. de 7 de abril de 1998. 22 da Lei no 5.226. 1. de 22 de setembro de 1995. de 2 de outubro de 1996. 1.263. 177o da Independência e 110o da República. 1. 1. os arts.1998 44 . de 19 de novembro de 1992. de 14 de fevereiro de 1997. Revogam-se as disposições em contrário.994. 962. de 18 de abril de 1983. de 9 de fevereiro de 1996.948. 27 de maio de 1998. de 24 de julho de 1969.122. 1. de 8 de dezembro de 1994.U. 36 da Lei no 5.154.549-36.O. 2o e 9o da Lei no 8. de 18 de dezembro de 1996.549-33. os §§ 1o. 1. de 14 de dezembro de 1995.166.498-24. de 12 de janeiro de 1996. o parágrafo único do art. 1. de 11 de setembro de 1997.1994. os §§ 1o e 2o do art. 2o e 3o do art. 1.498-21. 1. de 18 de janeiro de 1967. de 31 de outubro de 1996. 1. de 30 de março de 1995. Art.549-31. de 15 de abril de 1997.

Art. colaborar de maneira ativa e permanente e via disseminação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação. recuperação e melhoria do meio ambiente. atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente.795. promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem. entidades de classe. Art. Capítulo I DA EDUCACÃO AMBIENTAL Art. nos termos dos arts.à sociedade como um todo. 205 e 225 da Constituição Federal. e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho. promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação. institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. manter atenção permanente à formação de valores. III .LEI Nº 9. 3º Como parte do processo educativo mais amplo. conhecimentos. a identificação e a.aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente Sisnama. II . IV . em caráter formal e nãoformal. promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores. visando à melhoria.aos meios de comunicação de massa. em todos os níveis e modalidades do processo educativo. todos têm direito à educação ambiental incumbindo: I . V . 45 . bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente. definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental. devendo estar presente de forma articulada. recuperação e melhoria do meio ambiente. solução de problemas ambientais. atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção.às empresas. habilidades. instituições públicas e privadas. VI . bem de uso comum do povo.ao Poder Público.às instituições educativas. 2º A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constróem valores sociais. DE 27 DE ABRIL DE 1999 Dispõe sobre a educação ambiental. promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação. essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.

V . econômicos.o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas.o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia. III . envolvendo aspectos ecológicos. o sócio-econômico e o cultural sob o enfoque da sustentabilidade. IV . a educação. autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade. Capítulo II DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Seção I 46 . Art. na perspectiva da inter. em níveis micro e macroregionais.o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social.a garantia de democratização das informações ambientais. V .a concepção do meio ambiente em sua totalidade.o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.a permanente avaliação crítica do processo educativo. justiça social responsabilidade e sustentabilidade. fundada nos princípios da liberdade.o enfoque. III . VII . legais. II . políticos. VI .o incentivo à participação individual e coletiva. 5º São objetivos fundamentais da educação ambiental: I . com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada.o fortalecimento da cidadania. humanista. VII . sociais. holístico. IV . multi e transdisciplinaridade.a vinculação entre a ética. nacionais e globais.o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações. o trabalho e as práticas sociais.a abordagem articulada das questões ambientais locais.Art. considerando a interdependência entre o meio natural. regionais. permanente e responsável.4º São princípios básicos da educação ambiental: I . psicológicos. na preservação do equilíbrio do meio ambiente. culturais e éticos. científicos. entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania. democracia. igualdade. VI . democrático e participativo.a garantia de continuidade e permanência do processo educativo. solidariedade. II . VIII .o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País.

a incorporação da dimensão ambiental na formação. Art.capacitação de recursos humanos. § 3º As ações de estudos. visando à incorporação da dimensão ambiental.o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais.a incorporação da dimensão ambiental na formação. II . os órgãos públicos da União.o desenvolvimento de instrumentos e metodologias. dos Estados. tecnologias e informações sobre a questão ambiental. 6º É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental. III. do Distrito Federal e dos Municípios e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental. pesquisas. visando à participação dos interessados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental. Art. IV . III. III . II .produção e divulgação de material educativo. 8º As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar. nos diferentes níveis e modalidades de ensino.desenvolvimento de estudos. pesquisas e experimentações voltar-se-ão para: I . § 1º Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e objetivos fixados por esta Lei § 2º A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para: I .Sisnama. além dos órgãos e entidades. especial e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino.Disposições Gerais Art.a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área V . para apoio às ações enumeradas nos incisos I a V. incluindo a produção de material educativo. V . por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas: I .o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemática ambiental. e experimentações. integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente . 7º A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação.a formação. VI . especialização e atualizada de profissionais na área de meio ambiente.a montagem de uma rede de banco de dados e imagens.Acompanhamento e avaliação. especialização e atualização dos profissionais de todas as áreas. Seção II Da Educação Ambiental no Ensino Formal 47 .o desenvolvimento de instrumentos e metodologias.a preparação de profissionais orientados para as atividades de gestão ambiental IV .a difusão de conhecimentos. IV . II . de forma interdisciplinar. instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino.

Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. O Poder Público. 48 . II . Art. Art. II .educação especial. A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos. em níveis federal. extensão e nas áreas voltada ao aspecto metodológico da educação ambiental quando se fizer necessário é facultada a criação de disciplina específica. deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.educação básica: a) educação b) ensino fundamental e c) ensino médio.educação de jovem e adultos.educação superior. observarão o cumprimento do disposto nos artes. Parágrafo único. de programas e campanhas educativas. estadual e municipal. A educação ambiental será desenvolvida como um prática educativa integrada. § 2º Nos cursos de pós-graduação. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores. 10 e 11 desta Lei Seção III Da Educação Ambiental Não-Formal Art. incentivará: I . 12. englobando: I . 13. Parágrafo único. em todos os níveis e em todas as disciplinas. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação. § 3º Nos cursos de formação e especial técnico-profissional.Art. nas redes pública e privada. 10. em todos os níveis. por intermédio dos meios de comunicação de massa.a ampla participação da escola. e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente.educação profissional V . III . contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.a difusão. 9º Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas. com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental. Art II. em espaços nobres. § 1º A educação ambiental não deve ser impbuitada como disciplina específica no currículo de ensino. da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal. IV .

devem ser contemplados. em âmbito nacional. 15. Art. Os Estados. na forma definida pela regulamentação desta Lei. 16. para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental. 20. devem alocar recursos às ações de educação ambiental. definirão diretrizes. programas e projetos das diferentes regiões do País. II . V .a sensibilização ambiental dos agricultores. deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios: I .III .prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação. VI .participação na negociação de financiamentos a planos. II . 49 . Os programas de assistência técnica e financeira relativos a meio ambiente e educação. programas e projetos na área de educação ambiental.economicidade. de forma eqüitativa. CAPÍTULO IV Disposições FINAIS Art. normas e critérios para a educação ambiental. São atribuições do órgão gestor: I . (VETADO) Art. CAPITULO III DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 14. VII . medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retomo social propiciado pelo plano ou programa proposto. A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor. Art. em níveis federal. 19.a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação. III .definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional. 17. ouvidos o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação. objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental. programas e projetos na área de educação ambiental. Art. III . Parágrafo único. a universidade e as organizações não-governamentais. Art.a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação.a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola.o ecoturismo.conformidade com os princípios. estadual e municipal. na esfera de sua competência e nas áreas de sua jurisdição.articulação. A eleição de planos e programas. 18. os planos. o Distrito Federal e os Municípios. coordenação e supervisão de planos. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação. respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental. Na eleição a que se refere o caput deste artigo. IV .

178º da Independência e III da República. 27 de abril de 1999.Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza 50 . Brasília.

LEI No 10. e dá outras providências. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições: I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização. b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados. mobiliários e equipamentos urbanos. encanamentos para esgotos. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. classificadas em: a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público. II – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso. IV – elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização. iluminação pública. DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações 51 . mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos. paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico. com segurança e autonomia. Art. na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação. por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação. saneamento. tais como os referentes a pavimentação. c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transportes. d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação. abastecimento e distribuição de água. sejam ou não de massa.098. a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas. dos espaços. V – mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos. III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. no mobiliário urbano. distribuição de energia elétrica. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. das edificações.

quiosques e quaisquer outros de natureza análoga. postes de sinalização e similares. devidamente sinalizada e com as especificações técnicas de desenho e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes.substanciais nestes elementos. os parques e os demais espaços de uso público existentes. Parágrafo único. CAPÍTULO II DOS ELEMENTOS DA URBANIZAÇÃO Art. 3o O planejamento e a urbanização das vias públicas. 52 . praças. no mínimo. As vagas a que se refere o caput deste artigo deverão ser em número equivalente a dois por cento do total. uma vaga. e de modo que possam ser utilizados com a máxima comodidade. obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações. deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres. 4o As vias públicas. fontes públicas. Art. postes de iluminação ou quaisquer outros elementos verticais de sinalização que devam ser instalados em itinerário ou espaço de acesso para pedestres deverão ser dispostos de forma a não dificultar ou impedir a circulação. VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico. dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. as escadas e rampas. no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados. 6o Os banheiros de uso público existentes ou a construir em parques. garantida. nestes compreendidos os itinerários e as passagens de pedestres. jardins e espaços livres públicos deverão ser acessíveis e dispor. para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção. pelo menos. de um sanitário e um lavatório que atendam às especificações das normas técnicas da ABNT. 5o O projeto e o traçado dos elementos de urbanização públicos e privados de uso comunitário. Art. marquises. cabines telefônicas. localizadas em vias ou em espaços públicos. Art. semáforos. CAPÍTULO III DO DESENHO E DA LOCALIZAÇÃO DO MOBILIÁRIO URBANO Art. toldos. tais como semáforos. 8o Os sinais de tráfego. os percursos de entrada e de saída de veículos. deverão observar os parâmetros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 7o Em todas as áreas de estacionamento de veículos. Art. devidamente sinalizadas. lixeiras.

Art. 9o Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas deverão estar equipados com mecanismo que emita sinal sonoro suave. CAPÍTULO V DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS DE USO PRIVADO 53 . 10. CAPÍTULO IV DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS PÚBLICOS OU DE USO COLETIVO Art. deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de que trata esta Lei. conferências. pelo menos. 11. ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser observados. os seguintes requisitos de acessibilidade: I – nas áreas externas ou internas da edificação. de acordo com a ABNT. 12. circulação e comunicação. ou com mecanismo alternativo. Art. inclusive acompanhante. aulas e outros de natureza similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas. Os locais de espetáculos. de um banheiro acessível. na construção. Para os fins do disposto neste artigo. se a intensidade do fluxo de veículos e a periculosidade da via assim determinarem. III – pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verticalmente todas as dependências e serviços do edifício. Parágrafo único. Os elementos do mobiliário urbano deverão ser projetados e instalados em locais que permitam sejam eles utilizados pelas pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de maneira que possam ser utilizados por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.Art. e IV – os edifícios deverão dispor. intermitente e sem estridência. de modo a facilitar-lhes as condições de acesso. que sirva de guia ou orientação para a travessia de pessoas portadoras de deficiência visual. para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção permanente. A construção. e de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual. devidamente sinalizadas. II – pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar livre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a acessibilidade de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. entre si e com o exterior. ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. destinadas a garagem e a estacionamento de uso público. pelo menos. deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres.

à cultura. na forma e no prazo previstos em regulamento. ao transporte. Os edifícios a serem construídos com mais de um pavimento além do pavimento de acesso. 17. Os edifícios de uso privado em que seja obrigatória a instalação de elevadores deverão ser construídos atendendo aos seguintes requisitos mínimos de acessibilidade: I – percurso acessível que una as unidades habitacionais com o exterior e com as dependências de uso comum. 18.Art. ao esporte e ao lazer. Art. para o atendimento da demanda de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. deverão dispor de especificações técnicas e de projeto que facilitem a instalação de um elevador adaptado. 19. Art. Art. Os veículos de transporte coletivo deverão cumprir os requisitos de acessibilidade estabelecidos nas normas técnicas específicas. conforme a característica da população local. CAPÍTULO VI DA ACESSIBILIDADE NOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLETIVO Art. Caberá ao órgão federal responsável pela coordenação da política habitacional regulamentar a reserva de um percentual mínimo do total das habitações. para garantir-lhes o direito de acesso à informação. e que não estejam obrigados à instalação de elevador. à exceção das habitações unifamiliares. III – cabine do elevador e respectiva porta de entrada acessíveis para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 13. 14. 54 . linguagem de sinais e de guias-intérpretes. 16. à comunicação. O Poder Público implementará a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile. O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. 15. Art. CAPÍTULO VII DA ACESSIBILIDADE NOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E SINALIZAÇÃO Art. Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação. II – percurso acessível que una a edificação à via pública. às edificações e aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios vizinhos. devendo os demais elementos de uso comum destes edifícios atender aos requisitos de acessibilidade. à educação. para garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva. ao trabalho.

Art. mediante ajudas técnicas. O Poder Público. 21. anualmente. II – ao desenvolvimento tecnológico orientado à produção de ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiência. 27. 20. de transporte e de comunicação. 23. A Administração Pública federal direta e indireta destinará. com dotação orçamentária específica. 55 . CAPÍTULO IX DAS MEDIDAS DE FOMENTO À ELIMINAÇÃO DE BARREIRAS Art. CAPÍTULO X DISPOSIÇÕES FINAIS Art. Art.CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES SOBRE AJUDAS TÉCNICAS Art. no âmbito da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. por meio dos organismos de apoio à pesquisa e das agências de financiamento. As disposições desta Lei aplicam-se aos edifícios ou imóveis declarados bens de interesse cultural ou de valor histórico-artístico. desde que as modificações necessárias observem as normas específicas reguladoras destes bens. III – à especialização de recursos humanos em acessibilidade. As organizações representativas de pessoas portadoras de deficiência terão legitimidade para acompanhar o cumprimento dos requisitos de acessibilidade estabelecidos nesta Lei. arquitetônicas. Art. eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas referidas no caput deste artigo deverá ser iniciada a partir do primeiro ano de vigência desta Lei. com a finalidade de conscientizá-la e sensibilizá-la quanto à acessibilidade e à integração social da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. cuja execução será disciplinada em regulamento. o Programa Nacional de Acessibilidade. O Poder Público promoverá a supressão de barreiras urbanísticas. eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas existentes nos edifícios de uso público de sua propriedade e naqueles que estejam sob sua administração ou uso. 26. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. É instituído. O Poder Público promoverá campanhas informativas e educativas dirigidas à população em geral. 24. 25. A implementação das adaptações. 22. dotação orçamentária para as adaptações. Parágrafo único. Art. Art. fomentará programas destinados: I – à promoção de pesquisas científicas voltadas ao tratamento e prevenção de deficiências.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Gregori 56 . 179o da Independência e 112o da República.Brasília. 19 de dezembro de 2000.

Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. o aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social e. VIII e IX.SINAES. § 2o O SINAES será desenvolvido em cooperação com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal. de 14 de abril de 2004. compromisso social. docente e técnicoadministrativo das instituições de educação superior.Lei 10. atividades.394. interna e externa. a orientação da expansão da sua oferta. de cursos e de desempenho dos estudantes. relações. Art. finalidades e responsabilidades sociais das instituições de educação superior e de seus cursos. 1o Fica instituído o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior . § 1o O SINAES tem por finalidades a melhoria da qualidade da educação superior. ao promover a avaliação de instituições. dados e resultados dos processos avaliativos. 57 . por meio da valorização de sua missão pública. 2o O SINAES. IV – a participação do corpo discente. a promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior. especialmente. II – o caráter público de todos os procedimentos. da promoção dos valores democráticos. VI. estruturas. deverá assegurar: I – avaliação institucional. dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes. com o objetivo de assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior. da afirmação da autonomia e da identidade institucional. da Lei no 9. por meio de suas representações. e da sociedade civil. contemplando a análise global e integrada das dimensões. do respeito à diferença e à diversidade. III – o respeito à identidade e à diversidade de instituições e de cursos. nos termos do art 9º.861. de 20 de dezembro de 1996.

IV – a comunicação com a sociedade. ao desenvolvimento econômico e social. projetos e setores. 3o A avaliação das instituições de educação superior terá por objetivo identificar o seu perfil e o significado de sua atuação. incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica. considerando as diferentes dimensões institucionais. Art. da produção artística e do patrimônio cultural. III – a responsabilidade social da instituição. especialmente a de ensino e de pesquisa. 58 . considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social. sua independência e autonomia na relação com a mantenedora. a extensão e as respectivas formas de operacionalização. a pesquisa.Parágrafo único. seu aperfeiçoamento. programas. V – as políticas de pessoal. desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho. biblioteca. dentre elas obrigatoriamente as seguintes: I – a missão e o plano de desenvolvimento institucional. à defesa do meio ambiente. a autorização. o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos de graduação. as bolsas de pesquisa. recursos de informação e comunicação. neles compreendidos o credenciamento e a renovação de credenciamento de instituições de educação superior. e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios. VII – infra-estrutura física. cursos. VI – organização e gestão da instituição. as carreiras do corpo docente e do corpo técnico-administrativo. Os resultados da avaliação referida no caput deste artigo constituirão referencial básico dos processos de regulação e supervisão da educação superior. II – a política para o ensino. por meio de suas atividades. da memória cultural. especialmente o funcionamento e representatividade dos colegiados. de monitoria e demais modalidades. a pós-graduação.

ordenados em uma escala com 5 (cinco) níveis. dentre os quais obrigatoriamente as visitas por comissões de especialistas das respectivas áreas do conhecimento. às instalações físicas e à organização didático-pedagógica. tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior. especialmente os processos. de acordo com critérios estabelecidos em regulamento. Art. devendo ser contemplada. pontuação específica pela existência de programas de pós-graduação e por seu desempenho. as dimensões listadas no caput deste artigo serão consideradas de modo a respeitar a diversidade e as especificidades das diferentes organizações acadêmicas. 59 . § 2o Para a avaliação das instituições. § 1o A avaliação dos cursos de graduação utilizará procedimentos e instrumentos diversificados. a cada uma das dimensões e ao conjunto das dimensões avaliadas. § 3o A avaliação das instituições de educação superior resultará na aplicação de conceitos.VIII – planejamento e avaliação. § 1o Na avaliação das instituições. ordenados em uma escala com 5 (cinco) níveis. 4o A avaliação dos cursos de graduação tem por objetivo identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes. em especial as relativas ao perfil do corpo docente. dentre os quais a autoavaliação e a avaliação externa in loco. § 2o A avaliação dos cursos de graduação resultará na atribuição de conceitos. a cada uma das dimensões e ao conjunto das dimensões avaliadas. serão utilizados procedimentos e instrumentos diversificados. conforme a avaliação mantida pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. no caso das universidades. IX – políticas de atendimento aos estudantes. X – sustentabilidade financeira. resultados e eficácia da auto-avaliação institucional.

§ 3o A periodicidade máxima de aplicação do ENADE aos estudantes de cada curso de graduação será trienal. § 1o O ENADE aferirá o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação. atestada pela sua efetiva participação ou. § 8o A avaliação do desempenho dos alunos de cada curso no ENADE será expressa por meio de conceitos.ENADE. 12 desta Lei. § 7o A não-inscrição de alunos habilitados para participação no ENADE. § 6o Será responsabilidade do dirigente da instituição de educação superior a inscrição junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . na forma estabelecida em regulamento. suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão. sendo inscrita no histórico escolar do estudante somente a sua situação regular com relação a essa obrigação. § 4o A aplicação do ENADE será acompanhada de instrumento destinado a levantar o perfil dos estudantes. admitida a utilização de procedimentos amostrais. relevante para a compreensão de seus resultados. sujeitará a instituição à aplicação das sanções previstas no § 2o do art. aos alunos de todos os cursos de graduação. 5o A avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação será realizada mediante aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . ao final do primeiro e do último ano de curso. quando for o caso. 10. sem prejuízo do disposto no art. § 5o O ENADE é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação.Art. nos prazos estipulados pelo INEP. ordenados em uma 60 .INEP de todos os alunos habilitados à participação no ENADE. § 2o O ENADE será aplicado periodicamente. dispensa oficial pelo Ministério da Educação. ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento.

com as atribuições de: I – propor e avaliar as dinâmicas. ou ainda alguma outra forma de distinção com objetivo similar. cabendo ao Ministro de Estado da Educação determinar anualmente os cursos de graduação a cujos estudantes será aplicado. de cursos e de desempenho dos estudantes. com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação. será efetuada gradativamente. conforme estabelecido em regulamento. A introdução do ENADE. analisar relatórios. visando a estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da educação superior. 6o Fica instituída. destinado a favorecer a excelência e a continuidade dos estudos. ou auxílio específico. que será a ele exclusivamente fornecido em documento específico. Art. III – formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior. como um dos procedimentos de avaliação do SINAES. 61 . na forma de bolsa de estudos.escala com 5 (cinco) níveis. órgão colegiado de coordenação e supervisão do SINAES. § 9o Na divulgação dos resultados da avaliação é vedada a identificação nominal do resultado individual obtido pelo aluno examinado. em nível de graduação ou de pósgraduação. a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES. IV – articular-se com os sistemas estaduais de ensino. procedimentos e mecanismos da avaliação institucional. § 11. § 10. Aos estudantes de melhor desempenho no ENADE o Ministério da Educação concederá estímulo. emitido pelo INEP. tomando por base padrões mínimos estabelecidos por especialistas das diferentes áreas do conhecimento. II – estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação. elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes. no âmbito do Ministério da Educação e vinculada ao Gabinete do Ministro de Estado.

filosófico e artístico.V – submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . IV – 1 (um) representante do corpo discente das instituições de educação superior. Art.ENADE. escolhidos entre cidadãos com notório saber científico. pelo Ministro de Estado da Educação. II – 1 (um) representante da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. 7o A CONAES terá a seguinte composição: I – 1 (um) representante do INEP. III – 3 (três) representantes do Ministério da Educação. 62 . VII – 5 (cinco) membros. sempre que convocadas pelo Ministro de Estado da Educação. § 1o Os membros referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão designados pelos titulares dos órgãos por eles representados e aqueles referidos no inciso III do caput deste artigo. VI – 1 (um) representante do corpo técnico-administrativo das instituições de educação superior. e reconhecida competência em avaliação ou gestão da educação superior. VII – realizar reuniões ordinárias mensais e extraordinárias. sendo 1 (um) obrigatoriamente do órgão responsável pela regulação e supervisão da educação superior. a ser aprovado em ato do Ministro de Estado da Educação. indicados pelo Ministro de Estado da Educação. V – 1 (um) representante do corpo docente das instituições de educação superior. VI – elaborar o seu regimento.

§ 2o O membro referido no inciso IV do caput deste artigo será nomeado pelo Presidente da República para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. § 3o Os membros referidos nos incisos V a VII do caput deste artigo serão nomeados pelo Presidente da República para mandato de 3 (três) anos, admitida 1 (uma) recondução, observado o disposto no parágrafo único do art. 13 desta Lei. § 4o A CONAES será presidida por 1 (um) dos membros referidos no inciso VII do caput deste artigo, eleito pelo colegiado, para mandato de 1 (um) ano, permitida 1 (uma) recondução. § 5o As instituições de educação superior deverão abonar as faltas do estudante que, em decorrência da designação de que trata o inciso IV do caput deste artigo, tenha participado de reuniões da CONAES em horário coincidente com as atividades acadêmicas. § 6o Os membros da CONAES exercem função não remunerada de interesse público relevante, com precedência sobre quaisquer outros cargos públicos de que sejam titulares e, quando convocados, farão jus a transporte e diárias. Art. 8o A realização da avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes será responsabilidade do INEP. Art. 9o O Ministério da Educação tornará público e disponível o resultado da avaliação das instituições de ensino superior e de seus cursos. Art. 10. Os resultados considerados insatisfatórios ensejarão a celebração de protocolo de compromisso, a ser firmado entre a instituição de educação superior e o Ministério da Educação, que deverá conter: I – o diagnóstico objetivo das condições da instituição; II – os encaminhamentos, processos e ações a serem adotados pela instituição de educação superior com vistas na superação das dificuldades detectadas;

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III – a indicação de prazos e metas para o cumprimento de ações, expressamente definidas, e a caracterização das respectivas responsabilidades dos dirigentes; IV – a criação, por parte da instituição de educação superior, de comissão de acompanhamento do protocolo de compromisso. § 1o O protocolo a que se refere o caput deste artigo será público e estará disponível a todos os interessados. § 2o O descumprimento do protocolo de compromisso, no todo ou em parte, poderá ensejar a aplicação das seguintes penalidades: I – suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos de graduação; II – cassação da autorização de funcionamento da instituição de educação superior ou do reconhecimento de cursos por ela oferecidos; III – advertência, suspensão ou perda de mandato do dirigente responsável pela ação não executada, no caso de instituições públicas de ensino superior. § 3o As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas pelo órgão do Ministério da Educação responsável pela regulação e supervisão da educação superior, ouvida a Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação, em processo administrativo próprio, ficando assegurado o direito de ampla defesa e do contraditório. § 4o Da decisão referida no § 2o deste artigo caberá recurso dirigido ao Ministro de Estado da Educação. § 5o O prazo de suspensão da abertura de processo seletivo de cursos será definido em ato próprio do órgão do Ministério da Educação referido no § 3o deste artigo. Art. 11. Cada instituição de ensino superior, pública ou privada, constituirá Comissão Própria de Avaliação - CPA, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da publicação desta Lei, com as atribuições de condução dos processos de avaliação internos da instituição, de
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sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP, obedecidas as seguintes diretrizes: I – constituição por ato do dirigente máximo da instituição de ensino superior, ou por previsão no seu próprio estatuto ou regimento, assegurada a participação de todos os segmentos da comunidade universitária e da sociedade civil organizada, e vedada a composição que privilegie a maioria absoluta de um dos segmentos; II – atuação autônoma em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na instituição de educação superior. Art. 12. Os responsáveis pela prestação de informações falsas ou pelo preenchimento de formulários e relatórios de avaliação que impliquem omissão ou distorção de dados a serem fornecidos ao SINAES responderão civil, penal e administrativamente por essas condutas. Art. 13. A CONAES será instalada no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da publicação desta Lei. Parágrafo único. Quando da constituição da CONAES, 2 (dois) dos membros referidos no inciso VII do caput do art. 7o desta Lei serão nomeados para mandato de 2 (dois) anos. Art. 14. O Ministro de Estado da Educação regulamentará os procedimentos de avaliação do SINAES. Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 16. Revogam-se a alínea a do § 2o do art. 9o da Lei no 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e os arts 3º e e 4o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995. Brasília, 14 de abril de 2004; 183o da Independência e 116o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 15.4.2004

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Lei n° 10.973, de 2 de dezembro de 2004 Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1o Esta Lei estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do País, nos termos dos arts. 218 e 219 da Constituição. Art. 2o Para os efeitos desta Lei, considera-se: I - agência de fomento: órgão ou instituição de natureza pública ou privada que tenha entre os seus objetivos o financiamento de ações que visem a estimular e promover o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação; II - criação: invenção, modelo de utilidade, desenho industrial, programa de computador, topografia de circuito integrado, nova cultivar ou cultivar essencialmente derivada e qualquer outro desenvolvimento tecnológico que acarrete ou possa acarretar o surgimento de novo produto, processo ou aperfeiçoamento incremental, obtida por um ou mais criadores; III - criador: pesquisador que seja inventor, obtentor ou autor de criação; IV - inovação: introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços; V - Instituição Científica e Tecnológica - ICT: órgão ou entidade da administração pública que tenha por missão institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico; VI - núcleo de inovação tecnológica: núcleo ou órgão constituído por uma ou mais ICT com a finalidade de gerir sua política de inovação; VII - instituição de apoio: instituições criadas sob o amparo da Lei no 8.958, de 20 de dezembro de 1994, com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico; VIII - pesquisador público: ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego público que realize pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico; e IX - inventor independente: pessoa física, não ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego público, que seja inventor, obtentor ou autor de criação. CAPÍTULO II DO ESTÍMULO À CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES ESPECIALIZADOS E COOPERATIVOS DE INOVAÇÃO Art. 3o A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as respectivas agências de fomento poderão estimular e apoiar a constituição de alianças estratégicas e o desenvolvimento de projetos de cooperação envolvendo empresas nacionais, ICT e organizações de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, que objetivem a geração de produtos e processos inovadores. Parágrafo único. O apoio previsto neste artigo poderá contemplar as redes e os projetos internacionais de pesquisa tecnológica, bem como ações de 66

empreendedorismo tecnológico e de criação de ambientes de inovação, inclusive incubadoras e parques tecnológicos. Art. 4o As ICT poderão, mediante remuneração e por prazo determinado, nos termos de contrato ou convênio: I - compartilhar seus laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalações com microempresas e empresas de pequeno porte em atividades voltadas à inovação tecnológica, para a consecução de atividades de incubação, sem prejuízo de sua atividade finalística; II - permitir a utilização de seus laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalações existentes em suas próprias dependências por empresas nacionais e organizações de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, desde que tal permissão não interfira diretamente na sua atividade-fim, nem com ela conflite. Parágrafo único. A permissão e o compartilhamento de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo obedecerão às prioridades, critérios e requisitos aprovados e divulgados pelo órgão máximo da ICT, observadas as respectivas disponibilidades e assegurada a igualdade de oportunidades às empresas e organizações interessadas. Art. 5o Ficam a União e suas entidades autorizadas a participar minoritariamente do capital de empresa privada de propósito específico que vise ao desenvolvimento de projetos científicos ou tecnológicos para obtenção de produto ou processo inovadores. Parágrafo único. A propriedade intelectual sobre os resultados obtidos pertencerá às instituições detentoras do capital social, na proporção da respectiva participação. CAPÍTULO III DO ESTÍMULO À PARTICIPAÇÃO DAS ICT NO PROCESSO DE INOVAÇÃO Art. 6o É facultado à ICT celebrar contratos de transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de criação por ela desenvolvida. § 1o A contratação com cláusula de exclusividade, para os fins de que trata o caput deste artigo, deve ser precedida da publicação de edital. § 2o Quando não for concedida exclusividade ao receptor de tecnologia ou ao licenciado, os contratos previstos no caput deste artigo poderão ser firmados diretamente, para fins de exploração de criação que deles seja objeto, na forma do regulamento. § 3o A empresa detentora do direito exclusivo de exploração de criação protegida perderá automaticamente esse direito caso não comercialize a criação dentro do prazo e condições definidos no contrato, podendo a ICT proceder a novo licenciamento. § 4o O licenciamento para exploração de criação cujo objeto interesse à defesa nacional deve observar o disposto no § 3o do art. 75 da Lei no 9.279, de 14 de maio de 1996. § 5o A transferência de tecnologia e o licenciamento para exploração de criação reconhecida, em ato do Poder Executivo, como de relevante interesse público, somente poderão ser efetuados a título não exclusivo. Art. 7o A ICT poderá obter o direito de uso ou de exploração de criação protegida. 67

Art. 8o É facultado à ICT prestar a instituições públicas ou privadas serviços compatíveis com os objetivos desta Lei, nas atividades voltadas à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. § 1o A prestação de serviços prevista no caput deste artigo dependerá de aprovação pelo órgão ou autoridade máxima da ICT. § 2o O servidor, o militar ou o empregado público envolvido na prestação de serviço prevista no caput deste artigo poderá receber retribuição pecuniária, diretamente da ICT ou de instituição de apoio com que esta tenha firmado acordo, sempre sob a forma de adicional variável e desde que custeado exclusivamente com recursos arrecadados no âmbito da atividade contratada. § 3o O valor do adicional variável de que trata o § 2o deste artigo fica sujeito à incidência dos tributos e contribuições aplicáveis à espécie, vedada a incorporação aos vencimentos, à remuneração ou aos proventos, bem como a referência como base de cálculo para qualquer benefício, adicional ou vantagem coletiva ou pessoal. § 4o O adicional variável de que trata este artigo configura-se, para os fins do art. 28 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, ganho eventual. Art. 9o É facultado à ICT celebrar acordos de parceria para realização de atividades conjuntas de pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo, com instituições públicas e privadas. § 1o O servidor, o militar ou o empregado público da ICT envolvido na execução das atividades previstas no caput deste artigo poderá receber bolsa de estímulo à inovação diretamente de instituição de apoio ou agência de fomento. § 2o As partes deverão prever, em contrato, a titularidade da propriedade intelectual e a participação nos resultados da exploração das criações resultantes da parceria, assegurando aos signatários o direito ao licenciamento, observado o disposto nos §§ 4o e 5o do art. 6o desta Lei. § 3o A propriedade intelectual e a participação nos resultados referidas no § 2o deste artigo serão asseguradas, desde que previsto no contrato, na proporção equivalente ao montante do valor agregado do conhecimento já existente no início da parceria e dos recursos humanos, financeiros e materiais alocados pelas partes contratantes. Art. 10. Os acordos e contratos firmados entre as ICT, as instituições de apoio, agências de fomento e as entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, cujo objeto seja compatível com a finalidade desta Lei, poderão prever recursos para cobertura de despesas operacionais e administrativas incorridas na execução destes acordos e contratos, observados os critérios do regulamento. Art. 11. A ICT poderá ceder seus direitos sobre a criação, mediante manifestação expressa e motivada, a título não-oneroso, nos casos e condições definidos em regulamento, para que o respectivo criador os exerça em seu próprio nome e sob sua inteira responsabilidade, nos termos da legislação pertinente. Parágrafo único. A manifestação prevista no caput deste artigo deverá ser proferida pelo órgão ou autoridade máxima da instituição, ouvido o núcleo de inovação tecnológica, no prazo fixado em regulamento. Art. 12. É vedado a dirigente, ao criador ou a qualquer servidor, militar, empregado ou prestador de serviços de ICT divulgar, noticiar ou publicar qualquer aspecto de criações de cujo desenvolvimento tenha participado diretamente ou 68

tomado conhecimento por força de suas atividades, sem antes obter expressa autorização da ICT. Art. 13. É assegurada ao criador participação mínima de 5% (cinco por cento) e máxima de 1/3 (um terço) nos ganhos econômicos, auferidos pela ICT, resultantes de contratos de transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de criação protegida da qual tenha sido o inventor, obtentor ou autor, aplicando-se, no que couber, o disposto no parágrafo único do art. 93 da Lei no 9.279, de 1996. § 1o A participação de que trata o caput deste artigo poderá ser partilhada pela ICT entre os membros da equipe de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que tenham contribuído para a criação. § 2o Entende-se por ganhos econômicos toda forma de royalties, remuneração ou quaisquer benefícios financeiros resultantes da exploração direta ou por terceiros, deduzidas as despesas, encargos e obrigações legais decorrentes da proteção da propriedade intelectual. § 3o A participação prevista no caput deste artigo obedecerá ao disposto nos §§ 3o e 4o do art. 8o. § 4o A participação referida no caput deste artigo será paga pela ICT em prazo não superior a 1 (um) ano após a realização da receita que lhe servir de base. Art. 14. Para a execução do disposto nesta Lei, ao pesquisador público é facultado o afastamento para prestar colaboração a outra ICT, nos termos do inciso II do art. 93 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, observada a conveniência da ICT de origem. § 1o As atividades desenvolvidas pelo pesquisador público, na instituição de destino, devem ser compatíveis com a natureza do cargo efetivo, cargo militar ou emprego público por ele exercido na instituição de origem, na forma do regulamento. § 2o Durante o período de afastamento de que trata o caput deste artigo, são assegurados ao pesquisador público o vencimento do cargo efetivo, o soldo do cargo militar ou o salário do emprego público da instituição de origem, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei, bem como progressão funcional e os benefícios do plano de seguridade social ao qual estiver vinculado. § 3o As gratificações específicas do exercício do magistério somente serão garantidas, na forma do § 2o deste artigo, caso o pesquisador público se mantenha na atividade docente em instituição científica e tecnológica. § 4o No caso de pesquisador público em instituição militar, seu afastamento estará condicionado à autorização do Comandante da Força à qual se subordine a instituição militar a que estiver vinculado. Art. 15. A critério da administração pública, na forma do regulamento, poderá ser concedida ao pesquisador público, desde que não esteja em estágio probatório, licença sem remuneração para constituir empresa com a finalidade de desenvolver atividade empresarial relativa à inovação. § 1o A licença a que se refere o caput deste artigo dar-se-á pelo prazo de até 3 (três) anos consecutivos, renovável por igual período. § 2o Não se aplica ao pesquisador público que tenha constituído empresa na forma deste artigo, durante o período de vigência da licença, o disposto no inciso X do art. 117 da Lei no 8.112, de 1990. 69

§ 3o Caso a ausência do servidor licenciado acarrete prejuízo às atividades da ICT integrante da administração direta ou constituída na forma de autarquia ou fundação, poderá ser efetuada contratação temporária nos termos da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, independentemente de autorização específica. Art. 16. A ICT deverá dispor de núcleo de inovação tecnológica, próprio ou em associação com outras ICT, com a finalidade de gerir sua política de inovação. Parágrafo único. São competências mínimas do núcleo de inovação tecnológica: I - zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência de tecnologia; II - avaliar e classificar os resultados decorrentes de atividades e projetos de pesquisa para o atendimento das disposições desta Lei; III - avaliar solicitação de inventor independente para adoção de invenção na forma do art. 22; IV - opinar pela conveniência e promover a proteção das criações desenvolvidas na instituição; V - opinar quanto à conveniência de divulgação das criações desenvolvidas na instituição, passíveis de proteção intelectual; VI - acompanhar o processamento dos pedidos e a manutenção dos títulos de propriedade intelectual da instituição. Art. 17. A ICT, por intermédio do Ministério ou órgão ao qual seja subordinada ou vinculada, manterá o Ministério da Ciência e Tecnologia informado quanto: I - à política de propriedade intelectual da instituição; II - às criações desenvolvidas no âmbito da instituição; III - às proteções requeridas e concedidas; e IV - aos contratos de licenciamento ou de transferência de tecnologia firmados. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo devem ser fornecidas de forma consolidada, em periodicidade anual, com vistas à sua divulgação, ressalvadas as informações sigilosas. Art. 18. As ICT, na elaboração e execução dos seus orçamentos, adotarão as medidas cabíveis para a administração e gestão da sua política de inovação para permitir o recebimento de receitas e o pagamento de despesas decorrentes da aplicação do disposto nos arts. 4o, 6o, 8o e 9o, o pagamento das despesas para a proteção da propriedade intelectual e os pagamentos devidos aos criadores e eventuais colaboradores. Parágrafo único. Os recursos financeiros de que trata o caput deste artigo, percebidos pelas ICT, constituem receita própria e deverão ser aplicados, exclusivamente, em objetivos institucionais de pesquisa, desenvolvimento e inovação. CAPÍTULO IV DO ESTÍMULO À INOVAÇÃO NAS EMPRESAS Art. 19. A União, as ICT e as agências de fomento promoverão e incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, mediante a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de infra-estrutura, a serem ajustados em convênios ou 70

contratos específicos, destinados a apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento, para atender às prioridades da política industrial e tecnológica nacional. § 1o As prioridades da política industrial e tecnológica nacional de que trata o caput deste artigo serão estabelecidas em regulamento. § 2o A concessão de recursos financeiros, sob a forma de subvenção econômica, financiamento ou participação societária, visando ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores, será precedida de aprovação de projeto pelo órgão ou entidade concedente. § 3o A concessão da subvenção econômica prevista no § 1o deste artigo implica, obrigatoriamente, a assunção de contrapartida pela empresa beneficiária, na forma estabelecida nos instrumentos de ajuste específicos. § 4o O Poder Executivo regulamentará a subvenção econômica de que trata este artigo, assegurada a destinação de percentual mínimo dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT. § 5o Os recursos de que trata o § 4o deste artigo serão objeto de programação orçamentária em categoria específica do FNDCT, não sendo obrigatória sua aplicação na destinação setorial originária, sem prejuízo da alocação de outros recursos do FNDCT destinados à subvenção econômica. Art. 20. Os órgãos e entidades da administração pública, em matéria de interesse público, poderão contratar empresa, consórcio de empresas e entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, de reconhecida capacitação tecnológica no setor, visando à realização de atividades de pesquisa e desenvolvimento, que envolvam risco tecnológico, para solução de problema técnico específico ou obtenção de produto ou processo inovador. § 1o Considerar-se-á desenvolvida na vigência do contrato a que se refere o caput deste artigo a criação intelectual pertinente ao seu objeto cuja proteção seja requerida pela empresa contratada até 2 (dois) anos após o seu término. § 2o Findo o contrato sem alcance integral ou com alcance parcial do resultado almejado, o órgão ou entidade contratante, a seu exclusivo critério, poderá, mediante auditoria técnica e financeira, prorrogar seu prazo de duração ou elaborar relatório final dando-o por encerrado. § 3o O pagamento decorrente da contratação prevista no caput deste artigo será efetuado proporcionalmente ao resultado obtido nas atividades de pesquisa e desenvolvimento pactuadas. Art. 21. As agências de fomento deverão promover, por meio de programas específicos, ações de estímulo à inovação nas micro e pequenas empresas, inclusive mediante extensão tecnológica realizada pelas ICT. CAPÍTULO V DO ESTÍMULO AO INVENTOR INDEPENDENTE Art. 22. Ao inventor independente que comprove depósito de pedido de patente é facultado solicitar a adoção de sua criação por ICT, que decidirá livremente quanto à conveniência e oportunidade da solicitação, visando à elaboração de projeto voltado a sua avaliação para futuro desenvolvimento, incubação, utilização e industrialização pelo setor produtivo. § 1o O núcleo de inovação tecnológica da ICT avaliará a invenção, a sua afinidade com a respectiva área de atuação e o interesse no seu desenvolvimento. 71

§ 2o O núcleo informará ao inventor independente, no prazo máximo de 6 (seis) meses, a decisão quanto à adoção a que se refere o caput deste artigo. § 3o Adotada a invenção por uma ICT, o inventor independente comprometer-se-á, mediante contrato, a compartilhar os ganhos econômicos auferidos com a exploração industrial da invenção protegida. CAPÍTULO VI DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO Art. 23. Fica autorizada a instituição de fundos mútuos de investimento em empresas cuja atividade principal seja a inovação, caracterizados pela comunhão de recursos captados por meio do sistema de distribuição de valores mobiliários, na forma da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, destinados à aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão dessas empresas. Parágrafo único. A Comissão de Valores Mobiliários editará normas complementares sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos fundos, no prazo de 90 (noventa) dias da data de publicação desta Lei. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 24. A Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 2o ................................................................... ................................................................... VII - admissão de professor, pesquisador e tecnólogo substitutos para suprir a falta de professor, pesquisador ou tecnólogo ocupante de cargo efetivo, decorrente de licença para exercer atividade empresarial relativa à inovação. "Art. 4o ................................................................... IV - 3 (três) anos, nos casos dos incisos VI, alínea 'h', e VII do art. 2o; Parágrafo único. ................................................................... V - no caso do inciso VII do art. 2o, desde que o prazo total não exceda 6 (seis) anos." (NR) Art. 25. O art. 24 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso: "Art. 24. ................................................................... XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida. Art. 26. As ICT que contemplem o ensino entre suas atividades principais deverão associar, obrigatoriamente, a aplicação do disposto nesta Lei a ações de formação de recursos humanos sob sua responsabilidade. Art. 27. Na aplicação do disposto nesta Lei, serão observadas as seguintes diretrizes: 72

I . Art. e IV . Parágrafo único.U. projeto de lei para atender o previsto no caput deste artigo. 29. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. A União fomentará a inovação na empresa mediante a concessão de incentivos fiscais com vistas na consecução dos objetivos estabelecidos nesta Lei.assegurar tratamento favorecido a empresas de pequeno porte. 183o da Independência e 116o da República. nas regiões menos desenvolvidas do País e na Amazônia.2004 73 . de 3. 28.dar tratamento preferencial. ações que visem a dotar a pesquisa e o sistema produtivo regional de maiores recursos humanos e capacitação tecnológica. na aquisição de bens e serviços pelo Poder Público.priorizar. contados da publicação desta Lei. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Antonio Palocci Filho Luiz Fernando Furlan Eduardo Campos José Dirceu de Oliveira e Silva Este texto não substitui o publicado no D. Brasília. em até 120 (cento e vinte) dias.atender a programas e projetos de estímulo à inovação na indústria de defesa nacional e que ampliem a exploração e o desenvolvimento da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e da Plataforma Continental. III . II . às empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País.O.12. 2 de dezembro de 2004. Art.

3o A Escola Técnica Federal de Porto Velho .RO.código FG-1 e 90 (noventa) funções gratificadas . III – de Mato Grosso do Sul. II – do Amapá. vinculadas ao Ministério da Educação. com sede na cidade de Rio Branco.código FG-2. Parágrafo único. 169 da Constituição Federal. constituindo-se em entidade de natureza autárquica vinculada ao Ministério da Educação. 3o da Lei no 8. III e IV desta Lei.670. 2o Ficam criadas. II – de Nova Andradina – MS. no Rio Grande do Sul. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Art. de 16 de fevereiro de 1959. 74 . e III – de São Raimundo das Mangabeiras – MA. DE 25 DE OUTUBRO DE 2007. Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e dá outras providências. como entidades de natureza autárquica. bem como 09 (nove) cargos de direção código CD-2.código CD-3. vinculadas ao Ministério da Educação. O provimento dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança de que trata o caput deste artigo fica condicionado à prévia verificação e declaração do ordenador de despesa quanto à existência de disponibilidade orçamentária e ao cumprimento do disposto no § 1o do art. de 16 de novembro de 1993. de 30 de junho de 1993 . II.552. com sede na cidade de Macapá.LEI Nº 11. de 16 de fevereiro de 1959. nos termos da Lei no 3. Art. em conformidade com a Lei no 3. com sede na cidade de Campo Grande. 45 (quarenta e cinco) funções gratificadas .731. 4o Ficam criados. com sede no Município de Porto Velho. 360 (trezentos e sessenta) cargos de técnico-administrativo em educação de nível intermediário (níveis C e D). 225 (duzentos e vinte e cinco) cargos de técnico-administrativo em educação de nível superior (nível E). as Escolas Técnicas Federais: I – do Acre. no Distrito Federal.código CD-4. 27 (vinte e sete) cargos de direção . Art. criada nos termos do art. 450 (quatrocentos e cinqüenta) cargos de professor de 1o e 2o graus. na forma dos Anexos I. como entidades de natureza autárquica.552. 1o Ficam criadas. nos termos da Lei no 8. passa a denominar-se Escola Técnica Federal de Rondônia. 54 (cinqüenta e quatro) cargos de direção . as Escolas Agrotécnicas Federais: I – de Marabá – PA. IV – de Brasília.534. e V – de Canoas.

dependendo da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao respectivo funcionamento. 5o As instituições de educação profissional e tecnológica de que trata esta Lei serão implantadas gradativamente.Art.10. 6o As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta dos recursos orçamentários destinados ao Ministério da Educação. 7o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 25 de outubro de 2007. Art. 186o da Independência e 119o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Paulo Bernardo Silva Este texto não substitui o publicado no DOU de 26. bem como os seus respectivos cargos e funções de confiança.2007 ANEXO I QUADRO DE PESSOAL EFETIVO PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS E ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS INSTITUIÇÃO DOCENTES NÍVEL MÉDIO NÍVEL SUPERIOR ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO ACRE ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO AMAPÁ ESCOLA TÉCNICA GROSSO DO SUL FEDERAL DE MATO 50 50 50 50 50 50 DE 50 50 50 40 40 40 40 40 40 40 40 40 25 25 25 25 25 25 25 25 25 ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE RONDÔNIA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE BRASÍLIA – DF ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE CANOAS – RS ESCOLA AGROTÉCNICA MARABÁ – PA FEDERAL ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE NOVA ANDRADINA – MS ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SÃO 75 . Brasília.

3 CD .RAIMUNDO DAS MANGABEIRAS – MA TOTAIS ANEXO II QUADRO DE CARGOS DE DIREÇÃO E FUNÇÕES GRATIFICADAS PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS E ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS INSTITUIÇÃO ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO ACRE ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO AMAPÁ ESCOLA TÉCNICA GROSSO DO SUL FEDERAL DE MATO CD .2 Total 01 01 01 01 01 01 01 01 01 09 ANEXO III DETALHAMENTO DO QUADRO DE PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS QUADRO I CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR (NÍVEL E) ADMINISTRADOR ANALISTA DE TECNOLOGIA INFORMAÇÃO ASSISTENTE SOCIAL BIBLIOTECÁRIO–DOCUMENTALISTA CONTADOR DA QUANTITATIVO UNIDADE 03 03 01 03 01 76 POR QUANTITATIVO PARA O GRUPO 18 18 06 18 06 03 03 03 03 03 03 03 03 03 27 06 06 06 06 06 06 06 06 06 54 05 05 05 05 05 05 05 05 05 45 10 10 10 10 10 10 10 10 10 90 25 25 25 25 25 25 25 25 25 225 450 360 225 ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE RONDÔNIA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE BRASÍLIA – DF ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE CANOAS – RS ESCOLA AGROTÉCNICA MARABÁ – PA FEDERAL DE ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE NOVA ANDRADINA – MS ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SÃO RAIMUNDO DAS MANGABEIRAS – MA TOTAIS .1 FG .2 CD .4 FG .

ENGENHEIRO/ÁREA JORNALISTA MÉDICO/ÁREA PEDAGOGO/ÁREA PROGRAMADOR VISUAL PSICÓLOGO/ÁREA TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS TOTAL QUADRO II CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO (NÍVEIS C e D) ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO TÉCNICO EM ENFERMAGEM TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA TÉCNICO DE TECNOLOGIA INFORMAÇÃO TOTAL ANEXO IV 02 01 02 03 01 01 04 25 12 06 12 18 06 06 24 150 QUANTITATIVO UNIDADE 28 02 07 DA 03 40 POR QUANTITATIVO O GRUPO 168 12 42 18 240 PARA DETALHAMENTO DO QUADRO DE PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO PARA AS NOVAS ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS QUADRO III CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR (NÍVEL E) ADMINISTRADOR ANALISTA DE TECNOLOGIA INFORMAÇÃO ASSISTENTE SOCIAL BIBLIOTECÁRIO–DOCUMENTALISTA CONTADOR ENGENHEIRO/ÁREA JORNALISTA MÉDICO/ÁREA MÉDICO-VETERINÁRIO NUTRICIONISTA/HABILITAÇÃO ODONTÓLOGO DA QUANTITATIVO UNIDADE 02 02 01 03 01 02 01 02 01 01 01 77 POR QUANTITATIVO PARA O GRUPO 06 06 03 09 03 06 03 06 03 03 03 .

PEDAGOGO/ÁREA PSICÓLOGO/ÁREA TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS ZOOTECNISTA TOTAL QUADRO IV CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO (NÍVEIS C e D) ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO ASSISTENTE DE ALUNOS TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA TÉCNICO EM ALIMENTOS E LATICÍNIOS TÉCNICO EM CONTABILIDADE TÉCNICO EM ECONOMIA DOMÉSTICA TÉCNICO EM ENFERMAGEM TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TOTAL 03 01 03 01 25 09 03 09 03 75 QUANTITATIVO POR QUANTITATIVO PARA UNIDADE O GRUPO 22 03 06 02 01 01 01 02 02 40 66 09 18 06 03 03 03 06 06 120 78 .

(Revogado). 36-A.. poderá ser objeto de avaliação..... 37. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional... A educação profissional e tecnológica. observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino.. 1º Os arts. 42." (NR) "Art. 36-B.. preferencialmente. de 20 de dezembro de 1996. OPRESIDENTEDAREPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art..394. integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho.. características e duração.. e dos seguintes arts. abertos à comunidade.LEI Nº 11. passa a vigorar acrescido da Seção IV-A..." (NR) Art. 36-C e 36D: 79 . 2º O Capítulo II do Título V da Lei nº 9. As instituições de educação profissional e tecnológica. além dos seus cursos regulares.. oferecerão cursos especiais.394...........de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. 39. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos.... no que concerne a objetivos.. para redimensionar. possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos. denominada "Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio". Altera dispositivos da Lei nº 9.. inclusive no trabalho.394...741. ... III .. II ... § 1º Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos. no cumprimento dos objetivos da educação nacional. 37. 41. da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica... de 20 de dezembro de 1996...... § 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se......... institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio......" (NR) "Art.. DE 16 DE JULHO DE 2008. na forma do regulamento. O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica.... Parágrafo único. § 3º Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pósgraduação organizar-se-ão...de formação inicial e continuada ou qualificação profissional. com a educação profissional.. § 2º A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I ..... 41 e 42 da Lei nº 9.de educação profissional técnica de nível médio...... de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. 39.... da ciência e da tecnologia.. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade." (NR) "Art... de 20 de dezembro de 1996... passam a vigorar com a seguinte redação: "Art..

a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. Parágrafo único. Art.os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. facultativamente.articulada com o ensino médio. o ensino médio. sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio.as exigências de cada instituição de ensino. nos termos de seu projeto pedagógico. 36-C. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas.394. em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade. na mesma instituição de ensino. Art. Os diplomas de cursos de educação profissional técnica de nível médio. 5º Revogam-se os §§ 2º e 4º do art. Parágrafo único. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. A educação profissional técnica de nível médio deverá observar: I . efetuando-se matrícula única para cada aluno.integrada. efetuando-se matrículas distintas para cada curso. mediante convênios de intercomplementaridade. b) em instituições de ensino distintas. II . Art." Art. possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão. quando registrados. 3º O Capítulo III do Título V da Lei nº 9. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. atendida a formação geral do educando. nas formas articulada concomitante e subseqüente. 36 e o parágrafo único do art. e podendo ocorrer: a) na mesma instituição de ensino. Os cursos de educação profissional técnica de nível médio.subseqüente. Parágrafo único. oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando. II . III . de 20 de dezembro de 1996. 36-D. será desenvolvida de forma: I . 36-A. Art.concomitante.as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino. 36-B desta Lei. de cada etapa que caracterize uma qualificação para o trabalho. visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação superior. 80 . 36-B. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I . c) em instituições de ensino distintas. 41 da Lei nº 9.394. de 20 de dezembro de 1996. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo."Seção IV-A Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio Art. A preparação geral para o trabalho e. passa a ser denominado "Da Educação Profissional e Tecnológica". A educação profissional técnica de nível médio articulada. com aproveitamento. prevista no inciso I do caput do art. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. II . Art.

III . básica e profissional. Parágrafo único.Institutos Federais.Institutos Federais de Educação. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA FERNANDO HADDAD (DOU Nº 136. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL. § 3o Os Institutos Federais terão autonomia para criar e extinguir cursos. Ciência e Tecnologia. detentoras de autonomia administrativa. os Institutos Federais exercerão o papel de instituições acreditadoras e certificadoras de competências profissionais.Centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET-RJ e de Minas Gerais .Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais. avaliação e supervisão das instituições e dos cursos de educação superior. e dá outras providências.892. § 2o No âmbito de sua atuação. IV . nos limites de sua área de atuação territorial. cria os Institutos Federais de Educação.Universidade Tecnológica Federal do Paraná . Científica e Tecnológica. pluricurriculares e multicampi. SEÇÃO 1. no âmbito do sistema federal de ensino. II e III do caput deste artigo possuem natureza jurídica de autarquia. com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas. Ciência e Tecnologia . Científica e Tecnológica. especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. Art. 17/7/2008. DE 29 DE DEZEMBRO DE 2008. As instituições mencionadas nos incisos I. os Institutos Federais são equiparados às universidades federais. II .CEFET-MG. a Rede Federal de Educação Profissional. nos termos desta Lei. 1o Fica instituída. patrimonial. 16 de julho de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional. CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA Art.UTFPR. § 1o Para efeito da incidência das disposições que regem a regulação. P. 5/6) LEI Nº 11. 2o Os Institutos Federais são instituições de educação superior. 187º da Independência e 120º da República. vinculada ao Ministério da Educação e constituída pelas seguintes instituições: I . bem como para registrar diplomas dos 81 .Brasília. didático-pedagógica e disciplinar. financeira.

VIII . finalidades e objetivos constantes da Lei no 11.Instituto Federal do Amapá. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia.Instituto Federal de Alagoas. X . IX . III . em suas respectivas áreas de atuação. CAPÍTULO II DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO. II .Instituto Federal do Acre.Instituto Federal de Goiás. V . mediante autorização do seu Conselho Superior. 3o A UTFPR configura-se como universidade especializada. 52 da Lei no 9. aplicando-se. de Colatina e de Santa Teresa. mediante transformação da Escola Técnica Federal de Brasília. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará e das Escolas Agrotécnicas Federais de Crato e de Iguatu. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo e das Escolas Agrotécnicas Federais de Alegre.Instituto Federal do Amazonas. mediante transformação da Escola Técnica Federal do Acre.Instituto Federal do Ceará. nos termos do parágrafo único do art.Instituto Federal de Brasília. de 20 de dezembro de 1996 . mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas e das Escolas Agrotécnicas Federais de Manaus e de São Gabriel da Cachoeira. CIÊNCIA E TECNOLOGIA Seção I Da Criação dos Institutos Federais Art.394. 82 . mediante integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Catu. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas e da Escola Agrotécnica Federal de Satuba. de Guanambi (Antonio José Teixeira).Instituto Federal do Espírito Santo. Art. VI . Ciência e Tecnologia: I . Art. de Santa Inês e de Senhor do Bonfim. precipuamente. 4o As Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais são estabelecimentos de ensino pertencentes à estrutura organizacional das universidades federais.Instituto Federal Baiano.184. VII .Instituto Federal da Bahia. no caso da oferta de cursos a distância. de 7 de outubro de 2005. IV . mediante transformação da Escola Técnica Federal do Amapá. a legislação específica. dedicando-se.cursos por eles oferecidos. à oferta de formação profissional técnica de nível médio. 5o Ficam criados os seguintes Institutos Federais de Educação. regendose pelos princípios. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás.

XIX . e da Escola Agrotécnica Federal de Ceres. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Petrolina.Instituto Federal da Paraíba. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão e das Escolas Agrotécnicas Federais de Codó. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Uberaba e da Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia. XVI . mediante integração dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Mato Grosso e de Cuiabá. de São Luís e de São Raimundo das Mangabeiras. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Januária e da Escola Agrotécnica Federal de Salinas. XIII .Instituto Federal de Minas Gerais.Instituto Federal do Maranhão. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba e da Escola Agrotécnica Federal de Sousa.Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais. de Machado e de Muzambinho.Instituto Federal do Sul de Minas Gerais.Instituto Federal do Pará.Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. e da Escola Agrotécnica Federal de Cáceres. mediante integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Inconfidentes.Instituto Federal do Piauí. de Belo Jardim e de Vitória de Santo Antão. XII . XVIII .Instituto Federal de Pernambuco. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco e das Escolas Agrotécnicas Federais de Barreiros.Instituto Federal do Triângulo Mineiro. XIV . mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará e das Escolas Agrotécnicas Federais de Castanhal e de Marabá. mediante integração da Escola Técnica Federal de Mato Grosso do Sul e da Escola Agrotécnica Federal de Nova Andradina. mediante integração dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Ouro Preto e de Bambuí.Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. e da Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista. mediante integração dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Rio Verde e de Urutaí. 83 . XXIV . XVII .Instituto Federal do Sertão Pernambucano. XX . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba e da Escola Agrotécnica Federal de Barbacena.XI . XXII . XXI . XV .Instituto Federal de Mato Grosso. XXIII .Instituto Federal Goiano.

§ 2o A unidade de ensino que compõe a estrutura organizacional de instituição transformada ou integrada em Instituto Federal passa de forma automática. XXXIV .Instituto Federal Catarinense. 84 . mediante integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Concórdia. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Roraima. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves. XXIX .Instituto Federal do Rio Grande do Sul. mediante integração da Escola Técnica Federal de Rondônia e da Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe e da Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão.Instituto Federal do Rio de Janeiro. de Rio do Sul e de Sombrio. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pelotas. à condição de campus da nova instituição. XXVI . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina.Instituto Federal do Rio Grande do Norte.Instituto Federal Farroupilha. XXXVI . XXXVII . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte. mediante integração da Escola Técnica Federal de Palmas e da Escola Agrotécnica Federal de Araguatins.Instituto Federal de Santa Catarina. mediante transformação da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná. independentemente de qualquer formalidade. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo. XXXII . § 1o As localidades onde serão constituídas as reitorias dos Institutos Federais constam do Anexo I desta Lei. e XXXVIII .Instituto Federal de Sergipe. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis.Instituto Federal de Roraima.XXV . XXXIII .Instituto Federal do Paraná. XXXI .Instituto Federal do Tocantins.Instituto Federal Fluminense.Instituto Federal de São Paulo. da Escola Técnica Federal de Canoas e da Escola Agrotécnica Federal de Sertão.Instituto Federal Sul-rio-grandense. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Vicente do Sul e da Escola Agrotécnica Federal de Alegrete. XXX .Instituto Federal de Rondônia. XXXV . XXVIII . XXVII .

notadamente as voltadas à preservação do meio ambiente. poderão. Seção II Das Finalidades e Características dos Institutos Federais Art. em geral. em todos os seus níveis e modalidades.orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos. formando e qualificando cidadãos com vistas na atuação profissional nos diversos setores da economia.ofertar educação profissional e tecnológica. o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico. propor ao Ministério da Educação a adesão ao Instituto Federal que esteja constituído na mesma base territorial. VII . II .desenvolver a educação profissional e tecnológica como processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais. 6o Os Institutos Federais têm por finalidades e características: I . V . em particular. otimizando a infra-estrutura física. VI . voltado à investigação empírica. os quadros de pessoal e os recursos de gestão. VIII . a produção cultural.realizar e estimular a pesquisa aplicada. 85 . IV .constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de ciências. identificados com base no mapeamento das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico e cultural no âmbito de atuação do Instituto Federal.promover a integração e a verticalização da educação básica à educação profissional e educação superior. sociais e culturais locais. § 4o As Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais não mencionadas na composição dos Institutos Federais. e de ciências aplicadas. III . oferecendo capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino. o desenvolvimento e a transferência de tecnologias sociais. regional e nacional. estimulando o desenvolvimento de espírito crítico.promover a produção. IX . o empreendedorismo.desenvolver programas de extensão e de divulgação científica e tecnológica.§ 3o A relação de Escolas Técnicas Vinculadas a Universidades Federais que passam a integrar os Institutos Federais consta do Anexo II desta Lei. § 5o A relação dos campi que integrarão cada um dos Institutos Federais criados nos termos desta Lei será estabelecida em ato do Ministro de Estado da Educação. mediante aprovação do Conselho Superior de sua respectiva universidade federal. com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local.qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do ensino de ciências nas instituições públicas de ensino. conforme relação constante do Anexo III desta Lei.

sobretudo nas áreas de ciências e matemática.realizar pesquisas aplicadas. para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos. 8o No desenvolvimento da sua ação acadêmica. ciência e tecnologia. II .ministrar em nível de educação superior: a) cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia. com vistas na formação de professores para a educação básica. visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento. visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento. o aperfeiçoamento. e e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado. em cada exercício. e com ênfase na produção. em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais. IV . prioritariamente na forma de cursos integrados. objetivando a capacitação. 86 . estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas. bem como programas especiais de formação pedagógica. b) cursos de licenciatura. V . e VI . d) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização.ministrar educação profissional técnica de nível médio.estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e regional. e o mínimo de 20% (vinte por cento) de suas vagas para atender ao previsto na alínea b do inciso VI do caput do citado art.Seção III Dos Objetivos dos Institutos Federais Art. a especialização e a atualização de profissionais.ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores. nas áreas da educação profissional e tecnológica. 7 o desta Lei. 7o. com vistas no processo de geração e inovação tecnológica. Art. desenvolvimento e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos.desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica. 7o Observadas as finalidades e características definidas no art. o Instituto Federal. e para a educação profissional. estendendo seus benefícios à comunidade. em todos os níveis de escolaridade. III . que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação. deverá garantir o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de suas vagas para atender aos objetivos definidos no inciso I do caput do art. 6o desta Lei. são objetivos dos Institutos Federais: I . c) cursos de bacharelado e engenharia.

será composto por representantes dos docentes. desde que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica. após processo de consulta à comunidade escolar do respectivo Instituto Federal. sem prejuízo do índice definido no caput deste artigo. da sociedade civil. com anuência do Ministério da Educação. dos servidores técnicoadministrativos. como órgão de administração central. § 2o A reitoria. encargos sociais e benefícios aos servidores. § 4o O estatuto do Instituto Federal disporá sobre a estruturação. Seção IV Da Estrutura Organizacional dos Institutos Federais Art. permitida uma recondução. autorizar o ajuste da oferta desse nível de ensino. Art. poderá ser instalada em espaço físico distinto de qualquer dos campi que integram o Instituto Federal. § 2o Nas regiões em que as demandas sociais pela formação em nível superior justificarem. A administração dos Institutos Federais terá como órgãos superiores o Colégio de Dirigentes e o Conselho Superior. § 2o O Colégio de Dirigentes. assegurando-se a representação paritária dos segmentos que compõem a comunidade acadêmica.§ 1o O cumprimento dos percentuais referidos no caput deverá observar o conceito de aluno-equivalente. com proposta orçamentária anual identificada para cada campus e a reitoria. composta por 1 (um) Reitor e 5 (cinco) Pró-Reitores. do Ministério da Educação e do Colégio de Dirigentes do Instituto Federal. 11. para mandato de 4 (quatro) anos. pelos Pró-Reitores e pelo Diretor-Geral de cada um dos campi que integram o Instituto Federal. conforme regulamentação a ser expedida pelo Ministério da Educação. dos egressos da instituição. 10. de caráter consultivo e deliberativo. de caráter consultivo. § 3o O Conselho Superior. o Conselho Superior do Instituto Federal poderá. 12. 9o Cada Instituto Federal é organizado em estrutura multicampi. exceto no que diz respeito a pessoal. Art. dos estudantes. § 1o Poderão ser nomeados Pró-Reitores os servidores ocupantes de cargo efetivo da carreira docente ou de cargo efetivo de nível superior da carreira dos técnico-administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. para atender aos objetivos definidos no inciso I do caput do art. será composto pelo Reitor. atribuindo-se o 87 . 7o desta Lei. Os Reitores serão nomeados pelo Presidente da República. as competências e as normas de funcionamento do Colégio de Dirigentes e do Conselho Superior. § 1o As presidências do Colégio de Dirigentes e do Conselho Superior serão exercidas pelo Reitor do Instituto Federal. desde que previsto em seu estatuto e aprovado pelo Ministério da Educação. Art. Os Institutos Federais terão como órgão executivo a reitoria.

pela aposentadoria.possuir o título de doutor. nos termos da legislação aplicável à nomeação de cargos de direção. Art. de 1/3 (um terço) para a manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo discente. a validação e a oferta regular dos cursos de que trata o inciso III do § 1o deste artigo. atribuindo-se o peso de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo docente.peso de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo docente. Os campi serão dirigidos por Diretores-Gerais. CAPÍTULO III DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS 88 . permitida uma recondução. antes desse prazo. pelo menos. de 1/3 (um terço) para a manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo discente.possuir o mínimo de 2 (dois) anos de exercício em cargo ou função de gestão na instituição. ou na Classe de Professor Associado da Carreira do Magistério Superior. Técnico e Tecnológico.preencher os requisitos exigidos para a candidatura ao cargo de Reitor do Instituto Federal. § 2o O Ministério da Educação expedirá normas complementares dispondo sobre o reconhecimento. nomeados pelo Reitor para mandato de 4 (quatro) anos.ter concluído. § 2o O mandato de Reitor extingue-se pelo decurso do prazo ou. pela renúncia e pela destituição ou vacância do cargo. II . § 3o Os Pró-Reitores são nomeados pelo Reitor do Instituto Federal.estar posicionado nas Classes DIV ou DV da Carreira do Magistério do Ensino Básico. curso de formação para o exercício de cargo ou função de gestão em instituições da administração pública. § 1o Poderão candidatar-se ao cargo de Reitor os docentes pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente de qualquer dos campi que integram o Instituto Federal. após processo de consulta à comunidade do respectivo campus. voluntária ou compulsória. um dos seguintes requisitos: I . ou III . § 1o Poderão candidatar-se ao cargo de Diretor-Geral do campus os servidores ocupantes de cargo efetivo da carreira docente ou de cargo efetivo de nível superior da carreira dos técnico-administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. desde que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica e que atendam a. ou II . desde que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica e que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações: I . 13. com aproveitamento.

15. até que seja possível identificar candidatos que atendam aos requisitos previstos no § 1o do art. ou de Diretor-Geral Pro-Tempore do Campus. 36 da Lei no 8.Art. ao novo ente. observando ainda os parâmetros e as normas definidas pelo Ministério da Educação.112. § 3o O Diretor-Geral nomeado para o cargo de Reitor Pro-Tempore do Instituto Federal. o cargo de Diretor-Geral do respectivo campus. A criação de novas instituições federais de educação profissional e tecnológica. 13 desta Lei. 17. por nomeação do Reitor do Instituto Federal. no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. 14. Art. II . até o final de seu mandato e em caráter pro tempore. O patrimônio de cada um dos novos Institutos Federais será constituído: I . de 11 de dezembro de 1990. § 1o Todos os servidores e funcionários serão mantidos em sua lotação atual. Art. ocupados e vagos. exceto aqueles que forem designados pela administração superior de cada Instituto Federal para integrar o quadro de pessoal da Reitoria. bem como a expansão das instituições já existentes. e IV . Art. § 2o A mudança de lotação de servidores entre diferentes campi de um mesmo Instituto Federal deverá observar o instituto da remoção. desde que já se encontre no exercício do segundo mandato.pelos bens e direitos que vier a adquirir. não poderá candidatar-se a um novo mandato. § 2o Nos campi em processo de implantação. com a incumbência de promover. assegurada a participação da comunidade acadêmica na construção dos referidos instrumentos. a elaboração e encaminhamento ao Ministério da Educação da proposta de estatuto e de plano de desenvolvimento institucional do Instituto Federal. que são de 2 (dois) mandatos consecutivos. os quais ficam automaticamente transferidos. § 1o Os Diretores-Gerais das instituições transformadas em campus de Instituto Federal exercerão. Ficam redistribuídos para os Institutos Federais criados nos termos desta Lei todos os cargos e funções.pelos bens e direitos que compõem o patrimônio de cada uma das instituições que o integram. III .por incorporações que resultem de serviços por ele realizado. O Diretor-Geral de instituição transformada ou integrada em Instituto Federal nomeado para o cargo de Reitor da nova instituição exercerá esse cargo até o final de seu mandato em curso e em caráter pro tempore. 16. 89 .pelas doações ou legados que receber. nos termos do art. os cargos de Diretor-Geral serão providos em caráter pro tempore. levará em conta o modelo de Instituto Federal. sem reservas ou condições. pertencentes aos quadros de pessoal das respectivas instituições que os integram. em observância ao limite máximo de investidura permitida.

..........Parágrafo único....508 (quinhentos e oito) cargos de direção ........... Art......... passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art........... no âmbito do Ministério da Educação... Os bens e direitos do Instituto Federal serão utilizados ou aplicados..CD e Funções Gratificadas .. 20.. 18.................. permanecem como entidades autárquicas vinculadas ao Ministério da Educação.... 187o da Independência e 120o da República... 29 de dezembro de 2008............ ” (NR) “Art........... Art... ” (NR) “Art... Os Centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET-RJ e de Minas Gerais .. ” (NR) “Art.......2... exclusivamente....... no âmbito do Ministério da Educação....... Brasília....... configurando-se como instituições de ensino superior pluricurriculares.............FG: .... não inseridos no reordenamento de que trata o art................. 5o desta Lei................................. para redistribuição a instituições federais de educação profissional e tecnológica: ..740..... para alocação a instituições federais de educação profissional e tecnológica.... os seguintes cargos: ...... para a consecução de seus objetivos. no âmbito do Ministério da Educação..... ” (NR) Art........139 (duas mil. 2o Ficam criados........................... . no âmbito do Ministério da Educação.............................. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.... 4o Ficam criados......... ... 5o Ficam criados................... 19..........................................38 (trinta e oito) cargos de direção ...... não podendo ser alienados a não ser nos casos e condições permitidos em lei... 4o e 5o da Lei no 11.. VI ... nos termos de ato do Ministro de Estado da Educação. 1o Ficam criados.. 1o.. nos termos de ato do Ministro de Estado da Educação................................. ................... os seguintes Cargos de Direção . na forma da legislação............... IV ..... Os arts.... 2o................. caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica.......CD-1................. de 16 de julho de 2008......... os seguintes cargos em comissão e as seguintes funções gratificadas: I .. para redistribuição a instituições federais de ensino superior.................CD-4.....FG-2...... 90 ....... para alocação a instituições federais de ensino superior... cento e trinta e nove) Funções Gratificadas .... especializadas na oferta de educação tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino........CEFET-MG......

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Paulo Bernardo Silva Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.12.2008 ANEXO I Localidades onde serão constituídas as Reitorias dos novos Institutos Federais Instituição Instituto Federal do Acre Instituto Federal de Alagoas Instituto Federal do Amapá Instituto Federal do Amazonas Instituto Federal da Bahia Instituto Federal Baiano Instituto Federal de Brasília Instituto Federal do Ceará Instituto Federal do Espírito Santo Instituto Federal de Goiás Instituto Federal Goiano Instituto Federal do Maranhão Instituto Federal de Minas Gerais Instituto Federal do Norte de Minas Gerais Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais Instituto Federal do Sul de Minas Gerais Instituto Federal do Triângulo Mineiro Instituto Federal de Mato Grosso Instituto Federal de Mato Grosso do Sul Instituto Federal do Pará Instituto Federal da Paraíba Instituto Federal de Pernambuco Instituto Federal do Sertão Pernambucano Instituto Federal do Piauí Instituto Federal do Paraná Instituto Federal do Rio de Janeiro Instituto Federal Fluminense Instituto Federal do Rio Grande do Norte Instituto Federal do Rio Grande do Sul Instituto Federal Farroupilha Instituto Federal Sul-rio-grandense Instituto Federal de Rondônia Instituto Federal de Roraima Instituto Federal de Santa Catarina 91 Sede da Reitoria Rio Branco Maceió Macapá Manaus Salvador Salvador Brasília Fortaleza Vitória Goiânia Goiânia São Luís Belo Horizonte Montes Claros Juiz de Fora Pouso Alegre Uberaba Cuiabá Campo Grande Belém João Pessoa Recife Petrolina Teresina Curitiba Rio de Janeiro Campos dos Goytacazes Natal Bento Gonçalves Santa Maria Pelotas Porto Velho Boa Vista Florianópolis .

Mário Alquati – FURG Colégio Agrícola de Camboriú – UFSC Colégio Agrícola Senador Carlos Gomes – UFSC ANEXO III Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais Escola Técnica Vinculada Universidade Federal Escola Agrotécnica da Universidade Federal de Roraima .Instituto Federal Catarinense Instituto Federal de São Paulo Instituto Federal de Sergipe Instituto Federal do Tocantins Blumenau São Paulo Aracaju Palmas ANEXO II Escolas Técnicas Vinculadas que passam a integrar os Institutos Federais Escola Técnica Vinculada Colégio Técnico Universitário – UFJF Colégio Agrícola Nilo Peçanha – UFF Colégio Técnico Agrícola Ildefonso Bastos Borges UFF Escola Técnica – UFPR Escola Técnica – UFRGS Colégio Técnico Industrial Prof.Universidade Federal de Roraima UFRR Colégio Universitário da UFMA Universidade Federal do Maranhão Escola Técnica de Artes da UFAL Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal de Minas Colégio Técnico da UFMG Gerais Universidade Federal do Triângulo Centro de Formação Especial em Saúde da UFTM Mineiro Escola Técnica de Saúde da UFU Universidade Federal de Uberlândia Centro de Ensino e Desenvolvimento Agrário da UFV Universidade Federal de Viçosa Escola de Música da UFP Universidade Federal do Pará Escola de Teatro e Dança da UFP Universidade Federal do Pará Colégio Agrícola Vidal de Negreiros da UFPB Universidade Federal da Paraíba Escola Técnica de Saúde da UFPB Universidade Federal da Paraíba Universidade Federal de Campina Escola Técnica de Saúde de Cajazeiras da UFCG Grande Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas da UFRP Universidade Federal Rural de 92 Instituto Federal Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais Instituto Federal do Rio de Janeiro Instituto Federal Fluminense Instituto Federal do Paraná Instituto Federal do Rio Grande do Sul Instituto Federal do Rio Grande do Sul Instituto Federal Catarinense Instituto Federal Catarinense .

Pernambuco Universidade Federal do Piauí Universidade Federal do Piauí Universidade Federal do Piauí Universidade Federal Rural do Rio Colégio Técnico da UFRRJ de Janeiro Universidade Federal do Rio Grande Escola Agrícola de Jundiaí da UFRN do Norte Universidade Federal do Rio Grande Escola de Enfermagem de Natal da UFRN do Norte Universidade Federal do Rio Grande Escola de Música da UFRN do Norte Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça da UFPEL Universidade Federal de Pelotas Universidade Federal de Santa Colégio Agrícola de Frederico Westphalen da UFSM Maria Universidade Federal de Santa Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria Maria Colégio Técnico Industrial da Universidade Federal de Universidade Federal de Santa Santa Maria Maria Colégio Agrícola de Floriano da UFPI Colégio Agrícola de Teresina da UFPI Colégio Agrícola de Bom Jesus da UFPI 93 .

elaborada pelo Conselho Diretor entre professores. com experiência de cinco anos. § 3º O Vice-Diretor será nomeado pelo Ministro de Estado da Educação e Cultura. será encaminhada ao Ministro de Estado da Educação e Cultura. III . relativa a cada grau de ensino.realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços. e dá outras providências.acentuação na formação especializada.545. através da Secretaria da Educação Superior. § 2º A lista sêxtupla. Art 1º A Lei nº 6. diferenciado do sistema de ensino universitário. Art 2º O ensino ministrado nos Centros Federais de Educação Tecnológica obedecerá à Legislação específica. levando-se em consideração tendências do mercado de trabalho e do desenvolvimento.integração do ensino técnico de 2º grau com o ensino superior. será executada segundo a disposto neste Decreto. especialistas em educação e técnicas de nível superior da Instituição. 94 .DECRETOS DECRETO Nº 87.310. e nomeado pelo Presidente da República.ensino superior como continuidade do ensino técnico de 2º grau. auxiliado por um Vice-Diretor: § 1º O Diretor Geral de cada Centro Federal de Educação Tecnológica será indicado em lista sêxtupla. DE 21 DE JUNHO DE 1982 Regulamenta a Lei nº 6. de 30 de junho de 1978. Art 3º São características básicas dos Centros Federais de Educação Tecnológica: I . VI .atuação exclusiva na área tecnológica. VII . por indicação do Diretor-Geral. que transformou Escolas Técnicas Federais em Centros Federais de Educação Tecnológica. de 30 de junho de 1978.545.formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas do ensino técnico de 2º Grau. IV . Art 4º Os Centros Federais de Educação Tecnológica serão dirigidos por um Diretor Geral. V . a que se refere a parágrafo anterior e para os fins ali previstos.estrutura organizacional adequada a essas peculiaridades e aos seus objetivos. II . até noventa dias antes do término do mandato do Diretor-Geral.

além de prova de habilitação. em 21 de junho de 1982. quando for o caso. com atribuições fixadas pelo Ministro de Estado da Educação e Cultura. Art 6º A atividade docente nos Centros Federais de Educação Tecnológica será objeto de carreira única. objetivando a troca de experiências técnico-pedagógicas e de aperfeiçoamento de Recursos Humanos. revogadas as disposições em contrário. consistente de concurso público de provas e títulos. vedada a recondução consecutiva no mesmo cargo. a exigência de concurso público de provas e títulos. observada. Art 7º Os Centros Federais de Educação Tecnológica desenvolverão ações conjuntas com os Sistemas de Educação. quando assim o exigir a área de conhecimento. em Regimento próprio. Art 5º No recrutamento de professores para a magistério superior dos Centros Federais de Educação Tecnológica. Parágrafo único. Art 9º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Art 8º Fica criado o Conselho de Diretores-Gerais dos Centros Federais de Educação Tecnológica. contados da data da posse. poder-se-á dar preferência a profissionais de nível superior que tenham comprovada experiência na indústria. Brasília. JOÃO FIGUEIREDO Rubem Ludwig 95 . 161º da Independência e 94º da República. A carreira única deverá ter a mesma estrutura para todos os Centros na forma em que dispuserem os respectivos Regimentos.§ 4º Os mandatos do Diretor-Geral e do Vice-Diretor serão de 4 (quatro) anos.

Art. de 17 de abril de 1997.948. têm por finalidade formar e qualificar profissionais. 2º do Decreto nº 2.DECRETO Nº 2. e no art. 2º Os Centros de Educação Tecnológica. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade.208. Art. de 8 de dezembro de 1994. para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos.406. públicos ou privados. 1º Os Centros de Educação Tecnológica constituem modalidade de instituições especializadas de educação profissional. DE 27 DE NOVEMBRO DE 1997 Regulamenta a Lei nº 8. produtos e serviços.394. de 20 de dezembro de 1996. e dá outras providências. nos vários níveis e modalidades de ensino. oferecendo mecanismos para a educação continuada. 40 da Lei nº 9. prevista no art. 96 .

desenvolvimento da atividade docente estruturada. VII . em benefício da sociedade. II . por diferentes mecanismos.ministrar cursos de qualificação. destinado a proporcionar habilitação profissional. VIII . para os diferentes setores da economia. V .conjugação.oferta de ensino superior tecnológico diferenciado das demais formas de ensino superior.Art. XII . 4º Os Centros de Educação Tecnológica. para as disciplinas de educação científica e tecnológica. visando a atualização.oferta de educação profissional.ministrar ensino superior. nos diversos setores da economia. XI .estrutura organizacional flexível. II .integração efetiva da educação profissional aos diferentes níveis e modalidades de ensino. visando a formação de profissionais e especialistas na área tecnológica.ministrar cursos de formação de professores e especialistas. 97 . no ensino. VI . têm por objetivos: I . integrando dos diferentes níveis e modalidades de ensino. X . 3º Os Centros de Educação Tecnológica têm como características básicas: I . observada a qualificação exigida em cada caso. VI . V .integração das ações educacionais com as expectativas da sociedade e as tendências do setor produtivo. de forma criativa. bem como programas especiais de formação pedagógica.realizar pesquisa aplicada. IV . ao trabalho. levando em consideração as tendências do setor produtivo e do desenvolvimento tecnológico. VII . III . estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas.utilização compartilhada dos laboratórios e dos recursos humanos pelos diferentes níveis e modalidades de ensino. a transformação do conhecimento em bens e serviços. requalificação e reprofissionalização e outros de nível básico da educação profissional.desenvolvimento do processo educacional que favoreça. IV . levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos de produção e distribuição de bens e serviços.atuação prioritária na área tecnológica.ministrar ensino técnico.realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços: IX .oferecer educação continuada. Art. de modo permanente. observadas as características definidas no artigo anterior. da teoria com a prática. Art. III . o aperfeiçoamento e a especialização de profissionais na área tecnológica. à ciência e à tecnologia.oferta de formação especializada. racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos. e estendendo seus benefícios à comunidade. 5º A autorização e o reconhecimento de cursos das instituições privadas far-se-ão segundo a legislação vigente para cada nível e modalidade de ensino.ministrar ensino médio.

gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico. definidos no Decreto nº 2. de 1994. após a aprovação de projeto institucional pelo Ministério da Educação e do Desporto. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 176º da Independência e 109º da República. 4º e 6º. de 19 de agosto de 1997. recursos humanos e financeiros necessários ao funcionamento dos cursos pretendidos. § 3º O projeto institucional deverá. 8º Os Centros Federais de Educação Tecnológica. de que trata a Lei nº 8. § 2º O Ministro de Estado da Educação e do Desporto definirá as características do projeto institucional e os critérios de sua avaliação. laboratórios.948. de 1997. § 2º A criação de outros cursos de ensino superior e de pós-graduação dependerá de autorização específica.208. a ser procedida por comissão especialmente designada. 3º. § 1º A criação de cursos no Centros Federais de Educação Tecnológica fica condicionada à existência de previsão orçamentária para fazer face às despesas dos custos recorrentes. Art.306. § 1º A implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica referidos no caput será efetivada mediante decreto específico para cada Centro. as características e os objetivos estabelecidos nos arts. Art. 27 de novembro de 1997y. 10. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza 98 . do Ministério da Educação e do Desporto. dentre outras condições. § 3º. Art.Art. a que se refere o caput deste artigo. com atribuições técnico-consultivas e de avaliação do atendimento às características e ao objetivos da instituição. pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. Art. criados a partir do disposto na Lei nº 8. e na regulamentação contida neste Decreto. após aprovação. 2º. deste Decreto. 9º As Escolas Agrotécnicas Federais poderão ser transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica após processo de avaliação de desempenho a ser desenvolvido sob a coordenação da Secretaria de Educação Média e Tecnológica.948. de 8 de dezembro de 1994. comprovar a compatibilidade das instalações físicas. Brasília. 3º e 4º deste Decreto. serão implantados com as finalidades. 6º Os Centros Federais de Educação Tecnológica. constituído por dirigentes do Centro e por empresários e trabalhadores do setor produtivo das áreas de atuação do Centro. técnico e tecnológico da Educação Profissional. será feita por decreto específico. § 1º A transformação. nos termos no Decreto nº 2. 7º O Centro Federal de Educação Tecnológica deverá contar com um conselho técnico profissional. equipamentos. § 2º O projeto institucional deverá atender ao disposto nos arts. de projeto institucional submetido pela escola interessada.

Regulamenta o § 2º do art.394. II . aperfeiçoar e atualizar o trabalho em seus conhecimentos tecnológicos. 39 a 42 da Lei nº 9.especializar. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. com escolaridade correspondente aos níveis médio.proporcionar a formação de profissionais. 1º A Educação profissional tem por objetivos: I . 99 . aptos a exercerem atividades específicas no trabalho. DE 17 DE ABRIL DE 1997. superior e de pós-graduação. 36 e os arts.promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho. de 20 de dezembro de 1996.208. capacitando jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício de atividades produtivas. Art. III .DECRETO Nº 2.

Parágrafo Único. Art. compatíveis com a complexidade tecnológica do trabalho. o seu grau de conhecimento técnico e o nível de escolaridade do aluno. Art. § 1º As instituições federais e as instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. visando a sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. 4º A educação profissional de nível básico é modalidade de educação não-formal e duração variável. assim como a trabalhadores com qualquer nível de escolaridade. Art. reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores. até o limite de 25% do total da carga horária mínima deste nível de ensino.qualificar. qualificar-se e atualizar-se para o exercício de funções demandadas pelo mundo do trabalho. não estando sujeita à regulamentação curricular. que ministram educação profissional deverão. abertos a alunos das redes públicas e privadas de educação básica. II .básico: destinado à qualificação e reprofissionalização de trabalhadores.5º A educação profissional de nível técnico terá organização curricular própria e independente do ensino médio.6º A formulação dos currículos plenos dos cursos do ensino técnico obedecerá ao seguinte: I .o Ministério da Educação e do Desporto.técnico: destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. ouvido o Conselho Nacional de Educação. constantes de carga 100 . podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este. As disciplinas de caráter profissionalizante. 3º A educação profissional compreende os seguintes níveis: I . Art. apoiadas financeiramente pelo Poder Público. obrigatoriamente. III . que eventualmente venha a ser cursada. podendo ser realizada em escolas do ensino regular. § 2º Aos que concluírem os cursos de educação profissional de nível básico será conferido certificado de qualificação profissional.IV . oferecer cursos profissionais de nível básico em sua programação. Art. independente de escolaridade prévia. com qualquer nível de escolaridade. em instituições especializadas ou nos ambientes de trabalho. cursadas na parte diversificada do ensino médio. poderão ser aproveitadas no currículo de habilitação profissional. independente de exames específicos. estabelecerá diretrizes curriculares nacionais.tecnológico: correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica. destinados a egressos do ensino médio e técnico. 2º A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou em modalidades que contemplem estratégias de educação continuada. devendo ser ministrado na forma estabelecida por este Decreto. destinada a proporcionar ao cidadão trabalhador conhecimentos que lhe permitam reprofissionalizar-se.

9º As disciplinas do currículo do ensino técnico serão ministradas por professores. desde que o interessado apresente o certificado de conclusão do ensino médio. independente de autorização prévia. Art.horária mínima do curso. 8º Os currículos do ensino técnico serão estruturados em disciplinas. com a participação de professores. por área profissional. conteúdos. II . § 1º Poderão ser implantados currículos experimentais. § 4º O estabelecimento de ensino que conferiu o último certificado de qualificação profissional expedirá o diploma de técnico de nível médio. por área profissional. § 2º Após avaliação da experiência e aprovação dos resultados pelo Ministério da Educação e do Desporto. elejam disciplinas. § 1º No caso de o currículo estar organizado em módulos. neste caso. não contemplados nas diretrizes curriculares nacionais. habilidades e competências específicas da sua organização curricular. na habilitação profissional correspondente aos módulos cursados. Para atualização permanente do perfil e das competências de que trata o caput. não poderá ultrapassar setenta por cento da carga horária mínima obrigatória. instrutores e monitores selecionados.o currículo básico. estes poderão ser cursados em diferentes instituições credenciadas pelos sistemas federal e estaduais. que poderão ser agrupadas sob a forma de módulos. que deverão ser preparados para o magistério. onde constarão as disciplinas e cargas horárias mínimas obrigatórias.7º Para a elaboração das diretrizes curriculares para o ensino técnico. Art. previamente ou em serviço. em função de sua experiência profissional. empresários e trabalhadores. conteúdos mínimos. § 3º Nos currículos organizados em módulos. para obtenção de habilitação. através de cursos regulares de licenciatura ou de programas especiais de formação pedagógica. deverão ser realizados estudos de identificação do perfil de competências necessárias à atividade requerida. ouvidos os setores interessados. os cursos poderão ser regulamentados e seus diplomas passarão a ter validade nacional. ficando reservado um percentual mínimo de trinta por cento para que os estabelecimentos de ensino. estes poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional. o Ministério da Educação e do Desporto criará mecanismos institucionalizados. inclusive trabalhadores e empregadores. Parágrafo Único. a certificado de qualificação profissional. habilidades e competências básicas. III . Art. referido no inciso anterior. desde que previamente aprovados pelo sistema de ensino competente. desde que o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos. conteúdos básicos.os órgãos normativos do respectivo sistema de ensino complementarão as diretrizes definidas no âmbito nacional e estabelecerão seus currículos básicos. 101 . § 2º Poderá haver aproveitamento de estudos de disciplinas ou módulos cursados em habilitação específica para obtenção de habilitação diversa. ouvido o Conselho Nacional de Educação. dando direito. habilidades e competências. principalmente.

17 de abril de 1997. ouvido o Conselho Nacional de Educação. Art. sem prejuízo. para fins de dispensa de disciplinas ou módulos em cursos de habilitação do ensino técnico. 80 da LDB (Lei n. e conferirão diploma de Tecnólogo.494. Art. quando for o caso. O conjunto de certificados de competência equivalente a todas as disciplinas e módulos que integram uma habilitação profissional dará direito ao diploma correspondente de técnico de nível médio.º 9.Parágrafo Único. Art. 12 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Parágrafo único.10 Os cursos de nível superior.º 2. e veiculados pelos diversos meios de comunicação. horários e duração. 11 Os sistemas federal e estaduais de ensino implementarão. certificação de competência. 102 . correspondentes à educação profissional de nível tecnológico. DE 10 DE FEVEREIRO DE 1998. Parágrafo Único – O cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial. Os programas especiais de formação pedagógica a que se refere o caput serão disciplinados em ato do Ministro de Estado da Educação e do Desporto. utilizados isoladamente ou combinados. dos objetivos e das diretrizes curriculares fixadas nacionalmente. abrangendo áreas especializadas. através de exames. com flexibilidade de requisitos para admissão.394/96) Art. Regulamenta o Art. apresentados em diferentes suportes de informação. 1º Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem. 176º da Independência e 109º da República FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DECRETO N. Brasília. com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados. deverão ser estruturados para atender aos diversos setores da economia.

mesmo quando realizados em cooperação com instituições sediadas no Brasil. Art. § 6º A falta de atendimento aos padrões de qualidade e a ocorrência de irregularidade de qualquer ordem serão objeto de diligências. da educação profissional. de imediato. o que dispõem as normas contidas em legislação específica e as regulamentação a serem fixadas pelo Ministro de Educação e do Desporto. Parágrafo Único – A matrícula nos cursos de graduação e pós-graduação será efetivada mediante comprovação dos requisitos estabelecidos na legislação que regula esses níveis. além do que estabelece este Decreto. sindicância. 3º A matrícula nos cursos a distância do ensino fundamental para jovens e adultos. § 4º O credenciamento das Instituições e a autorização dos cursos serão limitados a cinco anos. nos termos deste Decreto e conforme exigências pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. § 5º A avaliação de que trata o parágrafo anterior. a autorização e o reconhecimento de programas a distância de educação profissional e de graduação de qualquer sistema de ensino. deverão observar. e de graduação serão oferecidos por instituições públicas ou privadas especificamente credenciadas para esse fim.Art. 5º Os certificados e diplomas de cursos a distância autorizados pelos sistemas de ensino. Art. se for o caso. podendo ser renovados após a avaliação. 4º Os cursos a distância poderão aceitar transferência e aproveitar créditos obtidos pelos alunos em cursos presenciais. o que dispõem as normas contidas em legislação específica. § 1º A oferta de programas de mestrado e de doutorado na modalidade a distância será objeto de regulamentação específica. da mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas em cursos a distância poderão ser aceitas em cursos presenciais. 7º A avaliação do rendimento do aluno para fins de promoção. além do que estabelece este Decreto. § 2º O Credenciamento de Instituição do sistema federal de ensino. conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino. médio e educação profissional será feita independentemente de escolarização anterior. deverão ser revalidados para gerarem efeitos legais. 6º Os certificados e diplomas de cursos a distância emitidos por instituições estrangeiras. § 3º A autorização. mediante avaliação que define o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na etapa adequada. o reconhecimento de cursos e o credenciamento de Instituições do sistema federal de ensino que ofereçam cursos de educação profissional a distância deverão observar. terão validades nacional. de processo administrativo que vise a apurá-los. sustentando-se. obedecerá a procedimentos. a ser expedido pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. do ensino médio. realizar-se-á no processo por meio de exames 103 . Art. de acordo com as normas vigentes para o ensino presencial. podendo ainda acarretar-lhe o descredenciamento. Art. expedidos por instituições credenciadas e registrados na forma da lei. certificação ou diplomação. e. 2º Os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adultos. critérios e indicadores de qualidade definidos em ato próprio. Art. a tramitação de pleitos de interesse da instituição.

para oferta de cursos a distância dirigidos à educação de jovens e adultos e ensino médio. de 20 de dezembro de 1996.394. avaliados em ambientes apropriados. de responsabilidade da Instituição credenciada para ministrar o curso. das Instituições vinculadas ao sistema federal de ensino e das Instituições vinculadas ao sistema federal de ensino e das Instituições de educação profissional e de ensino superior demais sistemas. em conformidade ao estabelecimento nos art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – Presidente da República PAULO RENATO SOUZA 104 . 12º Fica delegada competência às autoridades integrantes dos demais sistemas de ensino de que trata o art. Art. 9º O Poder Público divulgará. os sistemas de ensino poderão credenciar instituições exclusivamente para a realização de exames finais. 80 da Lei 9. 10º As Instituições de ensino que já oferecem cursos a distância deverão. periodicamente. para promover os atos de credenciamento de que trata o § 1º do art. § 2º Os exames dos cursos de educação profissional devem contemplar conhecimentos práticos. as Instituições credenciadas poderão estabelecer parcerias. atendidas às normas gerais da educação nacional. 8º Nos níveis fundamental para jovens e adultos. recredenciadas e os cursos ou programas autorizados. Art. a relação das Instituições credenciadas. 80 da Lei nº 9. Art. segundo procedimentos e critérios definidos no projeto autorizado. Art. para promover os atos de credenciamento de Instituições localizadas no âmbito de suas respectivas atribuições. atender às exigências nele estabelecidas. 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200 de 25 de Fevereiro de 1967. 117º dia da Independência e 110º da República. quando for o caso. Art. escolas técnicas. convênios ou consórcios com Instituições especializadas no preparo profissional. § 1º Será exigência para credenciamento dessas Instituições a construção e manutenção de banco de itens que será objeto de avaliação periódica. empresas e outras adequadamente aparelhadas. no prazo de um ano da vigência deste Decreto. Parágrafo Único: Os exames deverão avaliar competência descritas nas diretrizes curriculares nacionais .presenciais. 13º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. Brasília. médio e educação profissional. 10 de fevereiro de 1998. 11º Fica delegada competência ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. § 3º Para exame dos conhecimentos práticos a que refere o parágrafo anterior. bem como conteúdos e habilidades que cada curso se propõe a desenvolver.394.

Art. 11 e 12 do Decreto n. de 10 de fevereiro de 1998.º 2.º 2. para promover os atos de credenciamento de que trata o §1º do art.494. de 10 de fevereiro de 1998. que regulamenta o disposto no art. 80 da Lei n. de 25 de fevereiro de 1967. de 20 de dezembro de 1996. passam a vigorar com a seguinte redação: “Art.º 9. em conformidade ao estabelecido nos arts. de 20 de dezembro de 1996. 1º Os arts. 11 e 12 do Decreto n.394. DE 27 DE ABRIL DE 1998 Altera a redação dos arts.DECRETO N.394. 11.494.º 2.561. Fica delegada competência ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200. das instituições vinculadas ao sistema federal de ensino e das instituições de 105 . 80 da Lei nº 9.

948. bem como para implantação de cursos de formação de 106 . transformados na forma do disposto no art. 8o Os Centros Federais de Educação Tecnológica. gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico. DE 17 DE MAIO DE 2000. ensino médio e educação profissional de nível técnico. Art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DECRETO No 3.948. 8º da Lei nº 9. Brasília. 1o O art. de 1996. de 1994.406. de 8 de dezembro de 1994. 27 de abril de 1998.394. 8o do Decreto no 2. 3o da Lei no 8.462. para promover os atos de credenciamento de instituições localizadas no âmbito de suas respectivas atribuições. 8o do Decreto no 2. técnico e tecnológico da Educação Profissional. para oferta de cursos a distância dirigidos à educação de jovens e adultos. Fica delegada competência às autoridades integrantes dos demais sistemas de ensino de que trata o art. 12. 177º da Independência e 110º da República. de 27 de novembro de 1997.406. Dá nova redação ao art.” (NR) “Art. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. que regulamenta a Lei no 8.” (NR) Art. de 27 de novembro de 1997.educação profissional em nível tecnológico e de ensino superior dos demais sistemas. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 84.406.º 8. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: 107 . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. DECRETA: Art. de 27 de novembro de 1997. 5º do Decreto n. de 8 de dezembro de 1994.º 3. de 18. que regulamenta a Lei n.948. no uso da atribuição que lhe confere ao art. inciso IV. Brasília.O. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza Publicado no D.5.professores para as disciplinas científicas e tecnológicas do Ensino Médio e da Educação Profissional”.º 2.741.º 8. de 8 de dezembro de 1994. 5º do Decreto n.406. 17 de maio de 2000.º 2. e tendo em vista o disposto na Lei n. DE 31 DE JANEIRO DE 2001 Altera a redação do art.2000 DECRETO N.948. da Constituição. 1º O art. de 27 de novembro de 1997. 179o da Independência e 112o da República.

1º O Decreto nº 3.131. 84. Brasília." (NR) Art. D E C R E T A : Art. e 9.seção 1 . 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DOU .860. de 9 de julho de 2001. no uso das atribuições que lhe confere o art. incisos IV e VI. de 24 de novembro de 1995.n. DE 11 DE JULHO DE 2001 Acresce dispositivo ao Decreto nº 3. poderão oferecer novos cursos no nível tecnológico da educação profissional nas mesmas áreas profissionais daqueles já regularmente autorizados.pág.º 23-E . da Constituição. 180º Independência e 113º da República.394. de 20 de dezembro de 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.860. de 20 de dezembro de 1961."Parágrafo único. que dispõe sobre a organização do ensino superior e a avaliação de cursos e instituições.864.01/02/2001 . 2 DECRETO N° 3. 31 de janeiro de 2001.024. independentemente de qualquer autorização prévia. Os Centros de Educação Tecnológica privados. passa a vigorar acrescido do seguinte dispositivo: 108 . e tendo em vista o disposto nas Leis n 4. de 9 de julho de 2001. 9.

DE 13 DE NOVEMBRO DE 2003. inciso VI. 84."Art. 11 de julho de 2001. Escolas Técnicas Federais e Escolas Agrotécnicas Federais. no uso da atribuição que lhe confere o art." (NR) Art. da Constituição. DECRETA: 109 . Disciplina o processo de escolha de dirigentes no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DECRETO Nº 4. 180º da Independência e 113º da República. Brasília. alínea "a". O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 42. Este Decreto entra em vigor em 12 de julho de 2001.877.

6o O nome do candidato escolhido. 3o A condução do processo de escolha pela comunidade escolar de que trata o art.ocupantes de cargos de direção sem vínculo com a instituição. § 2o Os nomes escolhidos serão encaminhados ao Conselho Diretor para publicação de portaria contendo os nomes de todos os membros da Comissão Eleitoral assim constituída. e III . Art.Art. 7o O mandato de Diretor-Geral de Centro Federal de Educação Tecnológica. nos termos deste Decreto. II . 2o Compete ao Conselho Diretor de cada instituição deflagrar o processo de escolha. 5o Em todos os casos prevalecerão o voto secreto e uninominal. Art.745.professores substitutos contratados com fundamento na Lei nº 8. § 1o Os representantes de cada segmento serão eleitos por seus pares. do nome a ser indicado ao Ministro de Estado da Educação para o cargo de Diretor-Geral. § 2o Não poderão participar do processo de escolha a que se refere o § 1o: I . pela comunidade escolar. Art. com pelo menos cinco anos de efetivo exercício na Instituição de Ensino.três representantes do corpo docente. § 1o Do processo de escolha a que se refere o caput participarão todos os servidores que compõem o Quadro de Pessoal Ativo Permanente da Instituição. 4o Poderão candidatar-se ao cargo de Diretor-Geral os docentes pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente da Instituição. 4o e 5o. Parágrafo único. 1o Os Centros Federais de Educação Tecnológica. que possuirá a seguinte composição: I . Art. Escola Técnica Federal e Escola Agrotécnica Federal será de quatro anos. sendo vedada a investidura em mais do que dois mandatos consecutivos. contam-se de forma paritária e conjunta os votos de docentes e de técnicos-administrativos. observando-se o peso de dois terços para a manifestação dos servidores e de um terço para a manifestação do corpo discente.três representantes do corpo discente. mediante observância estrita e cumulativa do disposto nos arts. a Comissão Eleitoral indicará o seu presidente. de 9 de dezembro de 1993. será encaminhado pelo Presidente do Conselho Diretor ao Ministro de Estado da Educação. a partir da indicação feita pela comunidade escolar. instituída especificamente para este fim. as Escolas Técnicas Federais e as Escolas Agrotécnicas Federais serão dirigidos por um Diretor-Geral.três representantes dos servidores técnico-administrativos.servidores contratados por empresas de terceirização de serviços. II . no mínimo trinta e no máximo sessenta dias antes do término do mandato em curso. Art. e III . bem como os alunos regularmente matriculados. 2o será confiada à Comissão Eleitoral. em relação ao total do universo consultado. Art. § 3o Na reunião de instalação dos trabalhos. 3o. Para os fins do disposto neste artigo. Parágrafo único. No caso dos Centros Federais de Educação Tecnológica recém-implantados mediante transformação de antigas Escolas Técnicas Federais 110 . nomeado pelo Ministro de Estado da Educação. 2o.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.11. no uso da atribuição que lhe confere o art.U.O. de 2 de dezembro de 1998. de 23 de maio de 1996. e os arts.2003 DECRETO Nº 5. alínea “a”.364. da Constituição. de 15 de abril de 1998. 84. 8o e 9o do Anexo ao Decreto no 2. de 6 de setembro de 2002. computando-se. aqueles exercidos sob a denominação de Escola Técnica Federal ou Escola Agrotécnica Federal. 4o. 5o e 6o do Decreto no 1.119. 9o Revogam-se as remissões relativas aos Centros Federais de Educação Tecnológica constantes dos arts. Revoga o dispositivo que menciona e o Decreto nº 4. os arts. 5o e 6o do Anexo ao Decreto no 2. entre seus mandatos. inciso VI. 13 de novembro de 2003.916. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.855.ou Escolas Agrotécnicas Federais. DECRETA: 111 . Art. DE 28 DE JUNHO DE 2004. Art.548. conforme a origem de cada Instituição. a restrição relativa à investidura em mandatos consecutivos aplica-se aos atuais Diretores-Gerais. 182º da Independência e 115º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Rubem Fonseca Filho Este texto não substitui o publicado no D. Brasília. de 14.

de 20 de dezembro de 1996.406. 36 e os arts. P. 39 a 41 da Lei nº 9. Art. e o Decreto nº 4.394. 4) DECRETO Nº 5. 1º Ficam revogados o parágrafo único do art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.364.154 DE 23 DE JULHO DE 2004. 183º da Independência e 116o da República. 5º do Decreto nº 2. de 27 de novembro de 1997. SEÇÃO 1. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA TARSO GENRO (DOU Nº 123. 112 . e dá outras providências. de 6 de setembro de 2002. Brasília. Regulamenta o § 2º do art.Art. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 28 de junho de 2004. 29/6/2004.

observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. preferencialmente. prevista no art. o aperfeiçoamento. e III . 1o A educação profissional. de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). 2º A educação profissional observará as seguintes premissas: I . em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica. Art.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. da Constituição. 39 da Lei no 9. por áreas profissionais. será desenvolvida por meio de cursos e programas de: I . fará jus a certificados de formação inicial ou continuada para o trabalho. Art.educação profissional tecnológica de graduação e de pósgraduação. do trabalho e emprego.formação inicial e continuada de trabalhadores. com os cursos de educação de jovens e adultos. em todos os níveis de escolaridade. DECRETA: Art. II .educação profissional técnica de nível médio. no uso da atribuição que lhe confere o art. poderão ser ofertados segundo itinerários formativos. após a conclusão com aproveitamento dos referidos cursos. inciso IV. 113 . referidos no inciso I do art. objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. 1o. 3º Os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores. 84. II . o qual. e da ciência e tecnologia. possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos. objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador. § 2o Os cursos mencionados no caput articular-se-ão.articulação de esforços das áreas da educação. § 1o Para fins do disposto no caput considera-se itinerário formativo o conjunto de etapas que compõem a organização da educação profissional em uma determinada área. incluídos a capacitação.394.organização. a especialização e a atualização.

nos termos de seu projeto pedagógico. a fim de assegurar. simultaneamente.os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. 114 .integrada. 41 da Lei no 9. observados o inciso I do art. contando com matrícula única para cada aluno. b) em instituições de ensino distintas. observados: I . podendo ocorrer: a) na mesma instituição de ensino. na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas distintas para cada curso.subseqüente.as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino. na mesma instituição de ensino. sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio. 40 e parágrafo único do art. art.concomitante. ampliar a carga horária total do curso. § 1o A articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma: I . nos termos dispostos no § 2o do art. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio.394. § 2o Na hipótese prevista no inciso I do § 1o.394. II . II . oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio. 24 da Lei no 9.Art. 36. 4o A educação profissional técnica de nível médio. a instituição de ensino deverá.as exigências de cada instituição de ensino. e as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional técnica de nível médio. o cumprimento das finalidades estabelecidas para a formação geral e as condições de preparação para o exercício de profissões técnicas. de 1996. III . de 1996. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. e III . será desenvolvida de forma articulada com o ensino médio. ou c) em instituições de ensino distintas. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. visando o planejamento e o desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados. mediante convênios de intercomplementaridade.

8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. compondo os itinerários formativos e os respectivos perfis profissionais de conclusão.Art. Art.208. Parágrafo único. de 26. Brasília. 7o Os cursos de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação conduzem à diplomação após sua conclusão com aproveitamento.O. de 17 de abril de 1997. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Este texto não substitui o publicado no D. Art.7. 183º da Independência e 116º da República.2004 115 . incluirão saídas intermediárias. quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade. 6o Os cursos e programas de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação. o aluno deverá concluir seus estudos de educação profissional técnica de nível médio e de ensino médio. que possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após sua conclusão com aproveitamento.U. Art. claramente definida e com identidade própria. características e duração. 5o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão. de acordo com as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. no que concerne aos objetivos. 9o Revoga-se o Decreto no 2. § 2o As etapas com terminalidade deverão estar articuladas entre si. Art. Para a obtenção do diploma de técnico de nível médio. 23 de julho de 2004. § 1o Para fins do disposto no caput considera-se etapa com terminalidade a conclusão intermediária de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou de cursos de educação profissional tecnológica de graduação que caracterize uma qualificação para o trabalho.

116 .DECRETO Nº 5.958. de 20 de dezembro de 1994. que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio.205 DE 14 DE SETEMBRO DE 2004 Regulamenta a Lei nº 8.

científico e tecnológico.666. 4º Os programas ou projetos de ensino. 117 . faculdades. no uso da atribuição que lhe confere o art. e tendo em vista o disposto na Lei nº 8. 3º Para os fins deste Decreto. escolas superiores e centros federais de educação tecnológica.958. DECRETA: Art 1º As instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica poderão celebrar com as fundações de apoio contratos ou convênios. inciso IV. mediante os quais essas últimas prestarão às primeiras apoio a projetos de ensino. 24 da Lei nº 8. desde que compatíveis com as finalidades da instituição apoiada expressas em seu plano institucional. e de desenvolvimento institucional. nos termos do inciso XIII do art. Art 2º A fundação de apoio poderá celebrar contratos e convênios com entidades outras que a entidade a que se propõe apoiar. de 21 de junho de 1993. Art 3º Na execução dos projetos de interesse da instituição apoiada. 5º Os contratos de que trata o caput dispensam licitação.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. pesquisa e extensão. projetos e atividades. entende-se por desenvolvimento institucional os programas. consideram-se instituições federais de ensino superior as universidades federais. 2º Dentre as atividades de apoio a que se refere o caput. 1º Para os fins deste Decreto. faculdades integradas. inclui-se o gerenciamento de projetos de ensino. observadas as normas estatutárias e trabalhistas. 84. que levem à melhoria das condições das instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica para o cumprimento da sua missão institucional. ações. vinculados ao Ministério da Educação. Parágrafo único. devidamente consignados em plano institucional aprovado pelo órgão superior da instituição. inclusive aqueles de natureza infraestrutural. a fundação de apoio poderá contratar complementarmente pessoal não integrante dos quadros da instituição apoiada. e de desenvolvimento institucional. e de desenvolvimento institucional. por prazo determinado. pesquisa e extensão. científico e tecnológico deverão ser previamente aprovados pela instituição apoiada para que possam ser executados com a participação da fundação de apoio. científico e tecnológico. É vedada à contratação de pessoal pela fundação de apoio para a prestação de serviços de caráter permanente na instituição apoiada. de 20 de dezembro de 1994. da Constituição. pesquisa e extensão.

nem importem contraprestação de serviços. 4º. bem como ao desenvolvimento institucional. 26 da Lei nº 9. 3º A bolsa de extensão constitui-se em instrumento de apoio à execução de projetos desenvolvidos em interação com os diversos setores da sociedade que visem ao intercâmbio e ao aprimoramento do conhecimento utilizado. constituem-se em doação civil a servidores das instituições apoiadas para a realização de estudos e pesquisas e sua disseminação à sociedade. aquelas que estiverem expressamente previstas. nos termos deste Decreto. conforme o disposto no art. ocuparem tais cargos desde que autorizados pela instituição apoiada. 2º Para os fins do § 1º.958. no teor dos projetos a que se refere este artigo. da Lei 8. 2º A participação de servidor público federal nas atividades de que trata este artigo não cria vínculo empregatício de qualquer natureza. de 1994. desde que não implique prejuízo de suas atribuições funcionais. identificados valores. não se levará em conta o regime de trabalho a que está submetido o servidor da instituição apoiada. Art 6º As bolsas de ensino. 1º A bolsa de ensino constitui-se em instrumento de apoio e incentivo a projetos de formação e capacitação de recursos humanos. de 20 de dezembro de 1994. científico e tecnológico da instituição federal de ensino superior ou de pesquisa científica e tecnológica apoiada. 1º A participação de servidor público federal nas atividades de que trata este artigo está sujeita a autorização prévia da instituição apoiada.Art 4º As fundações de apoio às instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica são entidades de direito privado regidas pelo disposto no Código Civil Brasileiro e na Lei nº 8. 2º A bolsa de pesquisa constitui-se em instrumento de apoio e incentivo à execução de projetos de pesquisa científica e tecnológica. Art 7º As bolsas concedidas nos termos deste Decreto são isentas do imposto de renda. sem prejuízo de suas atribuições funcionais. sendo permitido aos servidores das instituições apoiadas. Art 5º A participação de servidores das instituições federais apoiadas nas atividades previstas neste Decreto é admitida como colaboração esporádica em projetos de sua especialidade. pesquisa e extensão a que se refere o art. periodicidade. cujos resultados não revertam economicamente para o doador ou pessoa interposta. duração e beneficiários.958. 4º Somente poderão ser caracterizadas como bolsas. podendo a fundação de apoio conceder bolsas nos termos do disposto neste Decreto.250. de acordo com as normas aprovadas por seu órgão de direção superior. 1º Os membros da diretoria e dos conselhos das fundações de apoio não poderão ser remunerados pelo exercício dessas atividades. de 26 de 118 . § 1º.

Art 9º Anualmente ou sempre que exigido pela instituição apoiada. 84. da Lei nº 8. A renovação do credenciamento concedido nos termos deste artigo depende de manifestação do órgão colegiado superior da instituição apoiada na qual tenha sido aprovado o relatório de atividades apresentado pela fundação de apoio. Art 11. incisos I a III. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. no prazo de seis meses. em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia. e não integram a base de cálculo de incidência da contribuição previdenciária prevista no art. sem prejuízo de outros requisitos estabelecidos em normas editadas pelo Ministério da Educação. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Eduardo Campos Decreto n° 5. contados da sua publicação. da Constituição.958. sob pena de indeferimento de renovação do registro e credenciamento de que trata o art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.224 de 1° de outubro de 2004. a fundação de apoio deverá submeter à aprovação do órgão colegiado da instituição balanço e relatório de gestão e das atividades desenvolvidas. 14 de setembro de 2004. de 24 de julho de 1991. Brasília. de 1994. na qual manifeste a prévia concordância com o credenciamento da interessada como sua fundação de apoio. inciso III. alínea "a".212. 119 . 183º da Independência e 116º da República. 2º. Art 10. Parágrafo único. Art 8º Os pedidos de credenciamento de fundações de apoio e seu respectivo registros serão instruídos com a ata da reunião do conselho superior competente da instituição federal a ser apoiada. 28. Dispõe sobre a organização dos Centros Federais de Educação Tecnológica e dá outras providências.dezembro de 1995. As fundações de apoio com credenciamento em vigor deverão adequar-se às disposições deste Decreto. da Lei nº 8. bem como emitir balancetes e relatórios parciais sempre que solicitado pela instituição apoiada. incisos IV e VI. no uso das atribuições que lhe confere o art.

§ 3o Os CEFET serão supervisionados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. bem como realizar pesquisa aplicada e promover o desenvolvimento tecnológico de novos processos. nos termos das Leis nos 6. por seus estatutos e regimentos e pela legislação em vigor. nos diferentes níveis e modalidades de ensino. nos diferentes níveis e modalidades de ensino. vinculadas ao Ministério da Educação.863. de 30 de junho de 1978.711. criados mediante transformação das Escolas Técnicas Federais e Escolas Agrotécnicas Federais. especialmente de abrangência local e regional. 3o Os CEFET.DECRETA: CAPÍTULO I DA NATUREZA E DAS FINALIDADES Art. § 1o Os CEFET são instituições especializadas na oferta de educação tecnológica. 120 .948. didático-pedagógica e disciplinar. 8. 2o Os CEFET têm por finalidade formar e qualificar profissionais no âmbito da educação tecnológica. produtos e serviços. 1o Os Centros Federais de Educação Tecnológica . têm como características básicas: I . detentoras de autonomia administrativa.545. pelas disposições constantes deste Decreto.CEFET. de 28 de setembro de 1993 e 8. CAPÍTULO II DAS CARACTERÍSTICAS E OBJETIVOS Art. de 31 de outubro de 1989. com atuação prioritária na área tecnológica. 2o deste Decreto. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade. constituem-se em autarquias federais. levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos de produção e distribuição de bens e serviços. para os diversos setores da economia. 7. patrimonial. de 8 de dezembro de 1994. oferecendo mecanismos para a educação continuada. observada a finalidade definida no art. § 2o Os CEFET regem-se pelos atos normativos mencionados no caput deste artigo. financeira. Art.oferta de educação tecnológica.

poderá o CEFET.realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços.atuação prioritária na área tecnológica. observada a qualificação exigida em cada caso. III .conjugação. racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos.integração das ações educacionais com as expectativas da sociedade e as tendências do setor produtivo. X . da teoria com a prática. IV . abrangendo os diferentes níveis e modalidades de ensino. 121 . V . XII . à ciência e à tecnologia.utilização compartilhada dos laboratórios e dos recursos humanos pelos diferentes níveis e modalidades de ensino.desenvolvimento do processo educacional que favoreça. nos diversos setores da economia. em benefício da sociedade. IX . XI .II . Verificado o interesse social e as demandas de âmbito local e regional.oferta de ensino superior de graduação e de pós-graduação na área tecnológica.articulação verticalizada e integração da educação tecnológica aos diferentes níveis e modalidades de ensino. levando em consideração as tendências do setor produtivo e do desenvolvimento tecnológico. VI . Parágrafo único. mediante autorização do Ministério da Educação. ao trabalho.desenvolvimento da atividade docente. a transformação do conhecimento em bens e serviços. ofertar os cursos previstos no inciso V fora da área tecnológica. no ensino. de modo permanente.estrutura organizacional flexível. VIII .oferta de formação especializada em todos os níveis de ensino. VII .

observada a demanda local e regional e as estratégias de articulação com a educação profissional técnica de nível médio. por diferentes mecanismos. bem como programas especiais de formação pedagógica.ministrar ensino médio. desenvolvimento científico e tecnológico e o pensamento reflexivo.ministrar ensino superior de graduação e de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. 4o Os CEFET. destinada a proporcionar habilitação profissional para os diferentes setores da economia. nas áreas científica e tecnológica. II .realizar pesquisas aplicadas.ministrar educação de jovens e adultos. identificados com os potenciais de desenvolvimento local e regional. VII . III . XI . estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas de forma criativa e estendendo seus benefícios à comunidade. ao aperfeiçoamento e à especialização de profissionais na área tecnológica. o aperfeiçoamento e a atualização.ministrar cursos de licenciatura. o empreendedorismo. de forma articulada com o ensino médio. IX . têm por objetivos: I . V . em todos os níveis e modalidades de ensino. visando à atualização.estimular e apoiar a geração de trabalho e renda. especialmente a partir de processos de autogestão. visando à formação de profissionais e especialistas na área tecnológica. VIII . contemplando os princípios e práticas inerentes à educação profissional e tecnológica. IV .ministrar educação profissional técnica de nível médio. 2o e 3o deste Decreto.ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores. observadas a finalidade e as características básicas definidas nos arts.Art.estimular a produção cultural.promover a integração com a comunidade. mediante ações interativas que concorram para a transferência e aprimoramento dos 122 .ofertar educação continuada. incluídos a iniciação. VI . o X . contribuindo para o seu desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida.

as competências dos setores e as atribuições dos respectivos dirigentes serão estabelecidos no seu estatuto. e terá seus membros designados em ato do Ministro de Estado da Educação. § 2o O CEFET que se constituir de uma única unidade de ensino não contará. c) Diretorias Sistêmicas. Subseção I Do Conselho Diretor Art. o princípio da gestão democrática. 6o A administração superior de cada CEFET terá como órgão executivo a Diretoria-Geral e como órgão deliberativo e consultivo o Conselho Diretor. Art. constituídas em função das necessidades específicas de cada centro.órgão de controle: Auditoria Interna. na forma da legislação em vigor. 5o Os CEFET possuem a seguinte estrutura básica: I .benefícios e conquistas auferidos na atividade acadêmica e na pesquisa aplicada. 123 . aprovado pelo Ministro de Estado da Educação. com o cargo de Diretor de Unidade de Ensino. na sua composição. 7o O Conselho Diretor observará. observando-se a presença obrigatória da Diretoria de Administração e Planejamento e de pelo menos uma Diretoria de Ensino. III . b) Diretorias de Unidades de Ensino. II . em sua estrutura organizacional.Órgãos executivos: a) Diretoria-Geral. CAPÍTULO III DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Seção Única Da Estrutura Básica Art.órgão colegiado: Conselho Diretor. § 1o Os CEFET contarão em sua estrutura organizacional com até cinco Diretorias Sistêmicas. § 3o O detalhamento da estrutura organizacional de cada CEFET.

deliberar sobre criação de novos cursos. pela comunidade escolar. assim como aprovar os seus regulamentos. IX . II .deflagrar o processo de escolha. 8o Ao Conselho Diretor compete: I . do nome a ser indicado ao Ministro de Estado da Educação para o cargo de Diretor-Geral.homologar a política apresentada para o CEFET pela DireçãoGeral. para a complementação do mandato originalmente estabelecido. § 3o Na hipótese prevista no § 2o. V . sanitária. em função de serviços prestados. dos fatos econômico-financeiros e da execução orçamentária da receita e da despesa. observado o disposto nos art. concessão onerosa ou parcerias em eventuais áreas rurais e infraestruturas. pesquisa e extensão. na forma da lei. trabalhista e das licitações. a contratação. permitida uma recondução para o período imediatamente subseqüente.s 16.autorizar a alienação de bens imóveis e legados. emitindo parecer conclusivo sobre a propriedade e regularidade dos registros contábeis. Subseção II Da Diretoria-Geral 124 . mediante proposta da Direção-Geral.apreciar as contas do Diretor-Geral. mantida a finalidade institucional e em estrita consonância com a legislação ambiental. VIII . § 2o Ocorrendo o afastamento definitivo de qualquer dos membros do Conselho Diretor. nos planos administrativo. VI . observada a legislação pertinente.deliberar sobre valores de contribuições e emolumentos a serem cobrados pelo CEFET. Art. de ensino. IV . 17 e 18 deste Decreto. XI .submeter à aprovação do Ministro de Estado da Educação o estatuto do CEFET.deliberar sobre outros assuntos de interesse do CEFET levados a sua apreciação pelo Diretor-Geral. X . assumirá o respectivo suplente.aprovar a concessão de graus. VII . econômico-financeiro.§ 1o Os membros do Conselho Diretor terão mandato de quatro anos.acompanhar a execução orçamentária anual. títulos e outras dignidades. III . será escolhido novo suplente para a complementação do mandato original.autorizar.

de 11 de dezembro de 1990. A vacância do cargo de Diretor-Geral decorrerá de: I . III . nos termos da legislação vigente. Art. integrar e supervisionar as ações comuns. bem como promover a articulação entre as Unidades de Ensino. nomeado na forma da legislação em vigor. Art. Os CEFET contarão com o cargo de Vice-Diretor-Geral. Parágrafo único.Art.112. 11. permitida uma recondução. 9o Os CEFET serão dirigidos por um Diretor-Geral. O ato de nomeação a que se refere o caput levará em consideração a indicação feita pela comunidade escolar. IV . Art. 125 . No CEFET que se constituir de uma única Unidade de Ensino. A Diretoria-Geral implementará e desenvolverá a política educacional e administrativa do CEFET. por acompanhar. a direção da respectiva unidade será exercida pelo próprio Diretor-Geral. O Diretor-Geral será substituído.término do mandato.posse em outro cargo inacumulável. cujo titular será responsável. II . Art. V . mediante processo eletivo. VI . As Unidades de Ensino dos CEFET serão administradas por Diretores. dentre outras competências. nos impedimentos legais e eventuais. 15. nomeados na forma da legislação em vigor. A organização da Diretoria-Geral será estabelecida no estatuto de cada CEFET. 13. de acordo com as diretrizes homologadas pelo Conselho Diretor. Parágrafo único. nomeado na forma da legislação em vigor. coordenar. bem como por prestar apoio. 12.falecimento. aos Órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e ao Tribunal de Contas da União. Parágrafo único. A Auditoria Interna é o órgão responsável por fortalecer a gestão e racionalizar as ações de controle.renúncia. tendo suas normas de funcionamento fixadas pelo estatuto de cada centro. no âmbito do CEFET. 14.exoneração em virtude de processo disciplinar. para um mandato de quatro anos. Subseção IV Do Órgão de Controle Art. nos termos da Lei no 8. respeitada a legislação pertinente. pelo Vice-Diretor-Geral.demissão. Subseção III Das Diretorias de Unidades de Ensino Art. contados da data da posse. 10.

4o deste Decreto. mediante prévia autorização do Poder Executivo. O credenciamento e o recredenciamento dos CEFET. II . por prazos limitados. quando voltados. indicada nos atos legais de seu credenciamento. 17. após processo regular de avaliação inserido no Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior. por prazos limitados. § 2o A criação dos cursos de que trata o caput fica condicionada à sua relação com o interesse de desenvolvimento sustentado.Secretaria de Educação Superior. serão efetivados pelo Ministério da Educação. 18. no caso das licenciaturas e das demais graduações. assim como a aprovação dos respectivos estatutos e suas alterações. § 3o Os CEFET. 16. bem como à existência de previsão orçamentária para fazer face às despesas decorrentes. ampliar e remanejar vagas. sendo 126 . respectivamente.CAPÍTULO IV DA AUTONOMIA PARA A OFERTA DE CURSOS E DOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO E RECREDENCIAMENTO Seção I Da Autonomia para a Oferta de Cursos Art. O reconhecimento e a renovação do reconhecimento dos cursos de graduação ofertados pelos CEFET serão efetivados mediante atos do Ministro de Estado da Educação. assim como para a ampliação e remanejamento de vagas nos referidos cursos. no caso dos cursos superiores de tecnologia. Os CEFET gozam de autonomia para criar. Art. dos cursos referidos nos incisos V e VII do art. A supervisão e a regulação dos cursos de que trata o caput caberão à: I . organizar e extinguir cursos técnicos de nível médio. desde que situados na mesma unidade da Federação. observada a legislação em vigor. poderão criar cursos superiores em municípios diversos do de sua sede. em sua sede. Parágrafo único.Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. por intermédio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Os CEFET gozam de autonomia para a criação. periodicamente. sendo renovados. de âmbito público e dos agentes sociais. 19. local e regional. Seção II Dos Processos de Credenciamento e Recredenciamento Art. Art. § 1o A criação de cursos de pós-graduação stricto sensu observará a legislação pertinente à matéria. à área tecnológica e às áreas científica e tecnológica.

20. no prazo estabelecido no caput. o quadro de cargos de direção e de funções gratificadas e os recursos orçamentários e financeiros da respectiva Escola Técnica Federal ou Escola Agrotécnica Federal objeto da transformação. indicadores de qualidade e instrumentos de avaliação relativos aos processos de avaliação de que tratam os arts. Parágrafo único. A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica deverá fornecer à Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior CONAES os subsídios referentes aos critérios. 21. Art. Ficam transferidos a cada CEFET que for implantado o acervo patrimonial. Caso o Diretor-Geral não conclua. § 1o O credenciamento de que trata o caput fica condicionado à aprovação do plano de desenvolvimento institucional e à avaliação dos indicadores de desempenho da respectiva autarquia. 23. quando necessária. deverá constar de lei específica. os trabalhos de elaboração do estatuto do novo Centro criado. após processo regular de avaliação inserido no Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior. Art. § 2o Os critérios para a transformação de que trata o caput levarão em consideração a compatibilidade das instalações físicas. exercerá.renovados. O credenciamento dos CEFET ocorrerá somente a partir da transformação de Escolas Técnicas ou Agrotécnicas Federais. Art. bem como as condições técnico-pedagógicas e administrativas e os recursos humanos e financeiros necessários ao funcionamento de cada Centro. as funções de Diretor-Geral do novo Centro. decorrentes da transformação de que trata o caput. transformada em CEFET. O Diretor-Geral de cada Escola Técnica ou Agrotécnica Federal. caberá ao Ministro de Estado da Educação nomear um Diretor-Geral pro tempore. que terá o prazo de noventa dias para a elaboração do estatuto e adoção das providências para a escolha do novo Diretor-Geral. o quadro de pessoal docente e técnico-administrativo. no prazo máximo de cento e oitenta dias. a aprovação e o encaminhamento ao Ministério da Educação do estatuto do Centro recém-implantado. periodicamente. § 3o A complementação do quadro de cargos e funções. laboratórios e equipamentos. com a incumbência de promover. nos termos da legislação vigente. Art. 18 e 19. CAPÍTULO V DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA 127 . até o final de seu mandato. observando-se as disposições constantes deste Decreto e critérios específicos a serem fixados pelo Ministro de Estado da Educação. 22.

remuneração de serviços prestados a entidades públicas ou particulares.doações. II . § 2o Caberá ao Ministério da Educação disciplinar o processo de destinação de novos Cargos de Direção e Funções Gratificadas aos CEFET. V .a destinação de Cargos de Direção e Funções Gratificadas que importar em ampliação do quantitativo de Diretorias Sistêmicas deverá 128 .a destinação de Cargos de Direção e Funções Gratificadas a Unidades de Ensino descentralizadas será efetivada apenas por ocasião de sua efetiva implantação.310.FG dos CEFET será aprovado por meio de portaria do Ministro de Estado da Educação. § 1o A consolidação da nova estrutura de Cargos de Direção e Funções Gratificadas nos CEFET depende de prévia alteração dos quantitativos fixados na forma do Decreto no 4. § 1o O CEFET poderá adquirir bens móveis. 26.instalações. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art.CD e das Funções Gratificadas . observada a legislação pertinente. 25. observada a legislação pertinente. O detalhamento do Quadro Demonstrativo dos Cargos de Direção .bens e direitos adquiridos ou que vier a adquirir. VII . II .resultado das operações de crédito e juros bancários. Os recursos financeiros dos CEFET são provenientes de: I . de 23 de julho de 2002. mediante contrato ou convênio específicos. imóveis e equipamentos que constituem os bens patrimoniais. O patrimônio de cada CEFET é constituído por: I . § 2o A alienação de imóveis dependerá de autorização prévia do Conselho Diretor. III . Seção II Dos Recursos Financeiros Art. IV . II . observada a legislação pertinente. observando-se as seguintes diretrizes: I .valores de contribuições e emolumentos por serviços prestados que forem fixados pelo Conselho Diretor. auxílios e subvenções que lhes venham a ser concedidos.alienação de bens móveis e imóveis. VI .dotações que lhes forem anualmente consignadas no orçamento da União.receitas eventuais. independentemente de autorização.Seção I Do Patrimônio Art. 24. imóveis e valores.

8o e 9o do Decreto no 2. aplica-se aos atuais Diretores-Gerais. o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos PROEJA.a destinação do Cargo de Direção de Vice-Diretor-Geral aos CEFET que ainda não o possuam em sua estrutura organizacional será efetivada de forma automática.U. entre seus mandatos. 7o. de 24 de junho de 2005 Institui. III . LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D. Art. Art. proposta de estatuto para apreciação do Ministro de Estado da Educação. de 21 de junho de 1982. poderão constituir outros órgãos colegiados de natureza normativa e consultiva. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. § 3o Nos CEFET que ainda não possuam o cargo de Vice-DiretorGeral em sua estrutura organizacional.478.406. aqueles exercidos sob a denominação de Escola Técnica Federal ou Escola Agrotécnica Federal. e o Decreto no 3. de 17 de maio de 2000. 1º de outubro de 2004. tão logo se conclua a consolidação da nova estrutura de Cargos de Direção e Funções Gratificadas a que se refere o § 1o. 28. Art. de 27 de novembro de 1997.10. Revogam-se o Decreto no 87. de 4. conforme suas necessidades específicas. 30. os arts. 27.310. 6o. 183º da Independência e 116º da República. a serem fixados por portaria ministerial.O. Os CEFET deverão encaminhar. 129 .2004 Decreto n° 5.462. 12 deste Decreto será exercida pelo Diretor-Geral substituto. no prazo de noventa dias. 9o. computando-se. previamente designado dentre um dos diretores do Centro. Os CEFET. Brasília. Art. relativa à investidura em mandatos consecutivos. a substituição a que se refere o art. no âmbito das instituições federais de educação tecnológica. observando-se as diretrizes constantes deste Decreto. 31. conforme a origem de cada Centro. 29. A restrição a que se refere o art. Art.ser precedida de análise dos indicadores institucionais.

a observância às diretrizes curriculares nacionais e demais atos normativos emanados do Conselho Nacional de Educação para a 130 . Parágrafo único. 1o Fica instituído.a destinação de. Art. assegurando-se cumulativamente: I . O Ministério da Educação estabelecerá o percentual de vagas a ser aplicado anualmente. e tendo em vista o disposto nos arts. conforme as diretrizes estabelecidas neste Decreto.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. assegurando-se cumulativamente: I . 2o Os cursos de educação profissional integrada ao ensino médio. e II . 84. no mínimo. II . e II . mil e duzentas horas para formação geral.a carga horária mínima estabelecida para a respectiva habilitação profissional técnica. no uso da atribuição que lhe confere o art. DECRETA: Art.394. no mínimo. 35. 4o Os cursos de educação profissional técnica de nível médio.PROEJA. O PROEJA abrangerá os seguintes cursos e programas: I .formação inicial e continuada de trabalhadores. de 20 de dezembro de 1996. no âmbito do PROEJA. no âmbito do PROEJA.a destinação de. 37 e 39 da Lei no 9. Escolas Técnicas Federais. tendo como referência o quantitativo de vagas do ano anterior. Art. no âmbito do PROEJA. e III . Art. Escolas Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais. mil e duzentas horas para a formação geral. inciso IV. Parágrafo único. no mínimo.educação profissional técnica de nível médio. deverão contar com carga horária máxima de mil e seiscentas horas. duzentas horas para a formação profissional.a destinação de. da Constituição. no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica. 3o Os cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores. o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos . serão ofertados obedecendo ao mínimo inicial de dez por cento do total das vagas de ingresso. deverão contar com carga horária máxima de duas mil e quatrocentas horas.

preferencialmente.518.2005 DECRETO Nº 5. Promulga o Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul. referentes aos módulos cursados. 5o As instituições referidas no art. 1o poderão aferir e reconhecer. 184o da Independência e 117o da República. as que maior sintonia guardarem com as demandas de nível local e regional.U. deverá prever saídas intermediárias. Art. Parágrafo único. possibilitando o prosseguimento de estudos em nível superior. desde que tenha concluído com aproveitamento a parte relativa à formação geral.educação profissional técnica de nível médio e para a educação de jovens e adultos. 1o serão responsáveis pela estruturação dos cursos oferecidos. Art. quando estruturado e organizado em etapas com terminalidade. 6o O aluno que concluir com aproveitamento curso de educação profissional técnica de nível médio no âmbito do PROEJA fará jus à obtenção de diploma com validade nacional. tanto para fins de habilitação na respectiva área. Brasília. de 27. possibilitando ao aluno a obtenção de certificados de conclusão do ensino médio com qualificação para o trabalho. Art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D. DE 23 DE AGOSTO DE 2005. O curso de que trata o caput.6. Parágrafo único. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 24 de junho de 2005. contribuindo para o fortalecimento das estratégias de desenvolvimento sócio-econômico. 131 . mediante avaliação individual. conhecimentos e habilidades obtidos em processos formativos extra-escolares. 7o As instituições referidas no art. Art. quanto para certificação de conclusão do ensino médio. As áreas profissionais escolhidas para a estruturação dos cursos serão.O.

SEÇÃO 1. Brasília. de 23 de outubro de 2003. inciso IV. da Constituição. 84. Art. DECRETA: Art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA CELSO LUIZ NUNES AMORIM (DOU nº 163. 24/8/2005. inciso I. 49. 184º da Independência e 117o da República. da Constituição. celebrado em Assunção em 14 de junho de 1999. Art. Considerando que o Congresso Nacional aprovou. o texto do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul. nos termos do art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Considerando que o referido Acordo entrou em vigor internacional e para o Brasil em 20 de junho de 2004. celebrado em Assunção em 14 de junho de 1999. Considerando que o Governo brasileiro depositou seu instrumento de ratificação em 21 de maio de 2004. 2º São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do mencionado Acordo ou que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 23 de agosto de 2005. 3/4) 132 . no uso da atribuição que lhe confere o art. será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém. apenso por cópia ao presente Decreto. por meio do Decreto Legislativo nº 800. 1º O Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul. P.

da República do Paraguai e da República Oriental do Uruguai. Que a conformação de propostas regionais nessa área deve ser pautada pela preocupação constante em salvaguardar os padrões de qualidade vigentes em cada País e pela busca de mecanismos capazes de assimilar a dinâmica que caracteriza os sistemas educacionais dos Países da Região. fins e objetivos do Tratado de Assunção. CONSIDERANDO: Que a educação tem papel central para que o processo de integração regional se consolide. nos campos científico e tecnológico. assinado em março de 1991. no dia vinte de junho de mil novecentos e noventa e seis. a seguir denominados "Estados Partes". é fundamental para responder aos desafios impostos pela nova realidade sócio-econômica do continente.ACORDO DE ADMISSÃO DE TÍTULOS E GRAUS UNIVERSITÁRIOS PARA O EXERCÍCIO DE ATIVIDADES ACADÊMICAS NOS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL Os Governos da República da Argentina. Acordam: 133 . realizada em Buenos Aires. constou a recomendação de que se preparasse um Protocolo sobre a admissão de títulos e graus universitários para o exercício de atividades acadêmicas nas instituições universitárias da Região. Argentina. em virtude dos princípios. tecnológica e cultural e para a modernização dos Estados Partes. Que da ata da X Reunião de Ministros da Educação dos Países Signatários do Tratado do Mercado Comum do Sul. da República Federativa do Brasil. que correspondem ao seu contínuo aperfeiçoamento. Que o intercâmbio de acadêmicos entre as instituições de ensino superior da Região apresenta-se como mecanismo eficaz para a melhoria da formação e da capacitação científica. Que a promoção do desenvolvimento harmônico da Região.

segundo procedimentos e critérios a serem estabelecidos para a implementação deste Acordo. nas instituições universitárias na Argentina e no Uruguai. os títulos de graduação e de pósgraduação reconhecidos e credenciados nos Estados Partes. admitirão. unicamente para o exercício de atividades de docência e pesquisa nas instituições de ensino superior no Brasil. e títulos de pósgraduação tanto os cursos de especialização com carga horária presencial não inferior a trezentas e sessenta horas.Artigo Primeiro Os Estados Partes. devendo o reconhecimento de títulos para qualquer outro efeito que não o ali estabelecido. reger-se pelas normas específicas dos Estados Partes. por meio de seus organismos competentes. Artigo Quarto Para os fins previstos no Artigo Primeiro. Artigo Segundo Para os fins previstos no presente Acordo. os postulantes dos Estados Partes do Mercosul deverão submeter-se às mesmas exigências previstas para os nacionais do Estado Parte em que pretendem exercer atividades acadêmicas. Artigo Quinto A admissão outorgada em virtude do estabelecido no Artigo Primeiro deste Acordo somente conferirá direito ao exercício das atividades de docência e pesquisa nas instituições nele referidas. consideram-se títulos de graduação aqueles obtidos em cursos com duração mínima de quatro anos e duas mil e setecentas horas cursadas. Artigo Terceiro Os títulos de graduação e pós-graduação referidos no artigo anterior deverão estar devidamente validados pela legislação vigente nos Estados Partes. 134 . quanto os graus acadêmicos de mestrado e doutorado. nas universidades e institutos superiores no Paraguai.

Para identificar. 135 . os critérios de avaliação e os cursos credenciados. Artigo Oitavo Em caso de existência. aos trinta dias do depósito respectivo e na ordem em que forem depositadas as ratificações. O Sistema de Informação e Comunicação do Mercosul proporcionará informação sobre as agências credenciadoras dos Países. Artigo Sétimo Cada Estado Parte se compromete a manter informados os demais sobre quais são as instituições com seus respectivos cursos reconhecidos e credenciados. por proposta de um dos Estados Partes. poder-se-á requerer a apresentação de documentação complementar devidamente legalizada nos termos da regulamentação a que se refere o Artigo Primeiro. entre os Estados Partes. entrará em vigor. Artigo Nono O presente Acordo.Artigo Sexto O interessado em solicitar a admissão nos termos previstos no Artigo Primeiro deve apresentar toda a documentação que comprove as condições exigidas no Presente Acordo. celebrado sob o marco do Tratado de Assunção. no país que concede a admissão. para os dois primeiros Estados que o ratifiquem 30 (trinta) dias após o depósito do segundo instrumento de ratificação. de acordos ou convênios bilaterais com disposições mais favoráveis sobre a matéria. a que título ou grau corresponde a denominação que consta no diploma. estes poderão invocar a aplicação daqueles dispositivos que considerarem mais vantajosos. Artigo Décimo O presente Acordo poderá ser revisto de comum acordo. Para os demais signatários.

Artigo Doze A reunião de Ministros de Educação emitirá recomendações gerais para a implementação deste Acordo. assinado em 11 de junho de 1997. sendo os textos igualmente autênticos. aos quatorze dias do mês de junho do ano de mil novecentos e noventa e nove. Artigo Treze O presente Acordo subtitui o Protocolo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL. em Montevidéu. Da mesma forma. ________________________________ Pelo Governo da República Argentina GUIDO DI TELLA ______________________________________ Pelo Governo da República Federativa do Brasil LUIZ FELIPE PALMEIRA LAMPREIA _________________________________ Pelo Governo da República do Paraguai MIGUEL ABDÓN SAGUIER _______________________________________ Pelo Governo da República Oriental do Uruguai DIDIER OPERTTI 136 . bem como dos instrumentos de ratificação e enviará cópias devidamente autenticadas dos mesmos aos Governos dos demais Estados Partes. e seu Anexo firmado em 15 de dezembro de 1997.Artigo Onze O Governo da República do Paraguai será o depositário do presente Acordo. capital da República do Paraguai. notificará a estes a data de depósito dos instrumentos de ratificação e a entrada em vigor do presente Acordo. Feito na cidade de Assunção. em Assunção. em três originais no idioma espanhol e um no idioma português.

861. da Lei no 9. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada e os órgãos federais de educação superior.394. e tendo em vista o disposto nos arts.INEP. 1o Este Decreto dispõe sobre o exercício das funções de regulação.773. 9o. supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino.784. § 2o A supervisão será realizada a fim de zelar pela conformidade da oferta de educação superior no sistema federal de ensino com a legislação aplicável. e na Lei no 10. § 3o A avaliação realizada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior . DE 9 DE MAIO DE 2006. de 20 de dezembro de 1996. 2o O sistema federal de ensino superior compreende as instituições federais de educação superior. na Lei no 9. 137 . Art.CONAES. supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. DECRETA: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO SISTEMA FEDERAL DE ENSINO Art. e pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior . Dispõe sobre o exercício das funções de regulação. e 46. na forma deste Decreto. e.DECRETO Nº 5. a fim de promover a melhoria de sua qualidade. de 29 de janeiro de 1999. supervisão e avaliação serão exercidas pelo Ministério da Educação. inciso IV. As competências previstas neste Decreto serão exercidas sem prejuízo daquelas previstas na estrutura regimental do Ministério da Educação e do INEP. Parágrafo único. incisos VI. 84.CNE. no uso da atribuição que lhe confere o art. da Constituição. § 1o A regulação será realizada por meio de atos administrativos autorizativos do funcionamento de instituições de educação superior e de cursos de graduação e seqüenciais. 3o As competências para as funções de regulação. bem como nas demais normas aplicáveis.SINAES constituirá referencial básico para os processos de regulação e supervisão da educação superior. Art. pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . de 14 de abril de 2004. pelo Conselho Nacional de Educação . VIII e IX.

138 . elaborados pelo INEP. dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições. IV . pelo INEP. promovendo as diligências necessárias. pelo INEP.homologar deliberações do CNE em pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação e seqüenciais. por intermédio de suas Secretarias.aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de cursos de graduação e seqüenciais. 5o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto.estabelecer diretrizes para a elaboração.homologar pareceres e propostas de atos normativos aprovadas pelo CNE.instruir e decidir os processos de autorização. e submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação. decretos e regulamentos. § 1o No âmbito do Ministério da Educação. como autoridade máxima da educação superior no sistema federal de ensino. Art. a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e a Secretaria de Educação a Distância.homologar os pareceres da CONAES. promovendo as diligências necessárias. III . compete. II . na execução de suas respectivas competências. e V .Art. além do Ministro de Estado da Educação. § 2o À Secretaria de Educação Superior compete especialmente: I . desempenharão as funções regidas por este Decreto a Secretaria de Educação Superior. II .expedir normas e instruções para a execução de leis. 4o Ao Ministro de Estado da Educação.homologar os instrumentos de avaliação elaborados pelo INEP. dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos de graduação e seqüenciais. V . no que respeita às funções disciplinadas por este Decreto: I . em suas respectivas áreas de atuação.propor ao CNE diretrizes para a elaboração. IV . compete ao Ministério da Educação. III .instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior. exercer as funções de regulação e supervisão da educação superior.

pelo INEP. e X . de acordo com o disposto no Capítulo III deste Decreto. dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores de tecnologia.apreciar pedidos de inclusão e propor ao CNE a exclusão de denominações de cursos superiores de tecnologia do catálogo de que trata o inciso VI.aplicar as penalidades previstas na legislação.VI . para efeito de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia.instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior tecnológica.estabelecer diretrizes para a elaboração. promovendo as diligências necessárias.celebrar protocolos de compromisso. V . 60 e 61. VII . elaborados pelo INEP.elaborar catálogo de denominações de cursos superiores de tecnologia.aplicar as penalidades previstas na legislação. e submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação. § 4o À Secretaria de Educação a Distância compete especialmente: I . promovendo as diligências necessárias.exarar parecer sobre os pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância. § 3o À Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica compete especialmente: I . e VIII . 60 e 61.celebrar protocolos de compromisso. IX . na forma dos arts.instruir e decidir os processos de autorização. VIII . e seqüenciais.propor ao CNE diretrizes para a elaboração.exercer a supervisão de instituições de educação superior tecnológica e de cursos superiores de tecnologia.aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores de tecnologia. na forma dos arts. de acordo com o disposto no Capítulo III deste Decreto. III . dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições de educação superior tecnológica. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia. 139 .exercer a supervisão de instituições de educação superior e de cursos de graduação. no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância. IV . VI . pelo INEP. II . VII . exceto tecnológicos.

V . diretrizes para a elaboração. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de educação a distância. por sua Câmara de Educação Superior. dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições. inciso VII. 6o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto. e V .deliberar. com base no parecer da Secretaria competente. por sua Câmara de Educação Superior. compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. entre as quais a celebração de protocolo de compromisso.II . pelo INEP. inciso I. no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância. III . compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. III . deliberativas e de assessoramento do Ministro de Estado da Educação. compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. sobre a exclusão de denominação de curso superior de tecnologia do catálogo de que trata o art.deliberar sobre as diretrizes propostas pelas Secretarias para a elaboração. providências das Secretarias. 4o.aprovar os instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições. IV . 5o. centros universitários e faculdades. VI .propor ao CNE. quando não satisfeito o padrão de qualidade específico para credenciamento e recredenciamento de universidades. compete ao CNE: I . sobre pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e específico para a oferta de cursos de educação superior a distância.recomendar. a supervisão dos cursos de graduação e seqüenciais a distância. para a elaboração. 140 . elaborados pelo INEP. Art. dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores a distância. observado o disposto no art. pelo INEP.deliberar. II .exarar parecer sobre os pedidos de autorização.exercer.estabelecer diretrizes. dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância. § 3o. pelo INEP.exercer atribuições normativas. no que se refere a sua área de atuação. IV .

dos instrumentos de avaliação de cursos de graduação e de avaliação interna e externa de instituições. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação e seqüenciais.elaborar os instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições e autorização de cursos. conforme o caso. III . II .realizar as diligências necessárias à verificação das condições de funcionamento de instituições e cursos. VIII . II . IX . e VI .realizar a avaliação das instituições. e X .coordenar e supervisionar o SINAES.ENADE. 8o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto. como subsídio para o parecer da Secretaria competente. pelo INEP.aprovar os instrumentos de avaliação referidos no inciso II e submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação.estabelecer diretrizes para a constituição e manutenção do banco público de avaliadores especializados.estabelecer diretrizes para a elaboração.analisar questões relativas à aplicação da legislação da educação superior. IV . V .orientar sobre os casos omissos na aplicação deste Decreto.julgar recursos. 141 . IV . III . conforme diretrizes da CONAES.realizar visitas para avaliação in loco nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e nos processos de autorização. ouvido o órgão de consultoria jurídica do Ministério da Educação. 7o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto. nas hipóteses previstas neste Decreto. V . compete à CONAES: I .VII .aplicar as penalidades previstas no Capítulo IV deste Decreto. Art. dos cursos e do desempenho dos estudantes. quando solicitado.submeter à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos para aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . Art. compete ao INEP: I . conforme as diretrizes do CNE e das Secretarias.constituir e manter banco público de avaliadores especializados.elaborar os instrumentos de avaliação conforme as diretrizes da CONAES.

que se processará na forma de pedido de aditamento. § 1o São modalidades de atos autorizativos os atos administrativos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e de autorização.avaliar anualmente as dinâmicas. periodicamente.submeter anualmente.estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação. bem como o credenciamento de instituições de educação superior. CAPÍTULO II DA REGULAÇÃO Seção I Dos Atos Autorizativos Art. 142 . bem como suas respectivas modificações. habilitações.ter acesso a dados. para fins de publicação pelo Ministério da Educação. elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes. e IX . de 14 de abril de 2004. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores. após processo regular de avaliação. terão prazos limitados. § 2o Os atos autorizativos fixam os limites da atuação dos agentes públicos e privados em matéria de educação superior. relatório com os resultados globais da avaliação do SINAES. § 3o A autorização e o reconhecimento de cursos.861. sendo renovados. 10. O funcionamento de instituição de educação superior e a oferta de curso superior dependem de ato autorizativo do Poder Público. à abrangência geográfica das atividades. VII . endereço de oferta dos cursos ou qualquer outro elemento relevante para o exercício das funções educacionais. VIII . relativa à mantenedora. § 4o Qualquer modificação na forma de atuação dos agentes da educação superior após a expedição do ato autorizativo. 9o A educação superior é livre à iniciativa privada. vagas. observadas as normas gerais da educação nacional e mediante autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. Art. nos termos deste Decreto. analisar relatórios. nos termos da Lei no 10. depende de modificação do ato autorizativo originário. procedimentos e mecanismos da avaliação institucional.VI . processos e resultados da avaliação. de cursos e de desempenho dos estudantes do SINAES.

de reconhecimento e de renovação de reconhecimento de curso superior prorroga a validade do ato autorizativo pelo prazo máximo de um ano. aplicando-se as medidas punitivas e reparatórias cabíveis. 70. caberá recurso administrativo ao CNE. § 4o Na hipótese do § 3o. quando exigível. Art. O funcionamento de instituição de educação superior ou a oferta de curso superior sem o devido ato autorizativo configura irregularidade administrativa.784. de 29 de janeiro de 1999. visando evitar prejuízo a novos alunos. observado o disposto no art. no prazo de trinta dias.§ 5o Havendo divergência entre o ato autorizativo e qualquer documento de instrução do processo. fica vedada a admissão de novos estudantes pela instituição. § 1o Na ausência de qualquer dos atos autorizativos exigidos nos termos deste Decreto. § 8o O protocolo do pedido de recredenciamento de instituição de educação superior. terá sobrestados os processos de autorização e credenciamento em curso. Seção II Do Credenciamento e Recredenciamento de Instituição de Educação Superior Subseção I Das Disposições Gerais 143 . 68. § 7o Os atos autorizativos são válidos até sessenta dias após a comunicação do resultado da avaliação pelo INEP. sem prejuízo dos efeitos da legislação civil e penal. a suspensão preventiva da admissão de novos alunos em cursos e instituições irregulares. § 2o A instituição que oferecer curso antes da devida autorização. como medida cautelar. sem efeito suspensivo. pelo prazo previsto no parágrafo único do art. motivadamente. 11. § 3o O Ministério da Educação determinará. § 6o Os prazos contam-se da publicação do ato autorizativo. § 9o Todos os processos administrativos previstos neste Decreto observarão o disposto na Lei no 9. nos termos deste Decreto. prevalecerá o ato autorizativo.

CNPJ/MF. que atestem sua existência e capacidade jurídica. instruído conforme disposto nos arts. II . e III . 14. na forma da legislação civil. b) comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda . e de cinco anos. O início do funcionamento de instituição de educação superior é condicionado à edição prévia de ato de credenciamento pelo Ministério da Educação. devidamente registrados no órgão competente. com as conseqüentes prerrogativas de autonomia. em funcionamento regular e com padrão satisfatório de qualidade. V .avaliação in loco pelo INEP.faculdades. IV . § 2o O credenciamento como universidade ou centro universitário. serão credenciadas como: I . II . 15.universidades. 15 e 16. As instituições de educação superior. III . depende do credenciamento específico de instituição já credenciada.centros universitários. O pedido de credenciamento deverá ser instruído com os seguintes documentos: I .da mantenedora: a) atos constitutivos.parecer da Secretaria competente. São fases do processo de credenciamento: I . e VI .deliberação pelo CNE.Art. Art.análise documental pela Secretaria competente. Art. c) comprovante de inscrição nos cadastros de contribuintes estadual e municipal. § 4o O primeiro credenciamento terá prazo máximo de três anos. de acordo com sua organização e respectivas prerrogativas acadêmicas. 13. 12. Art. 144 . para universidades. para faculdades e centros universitários. quando for o caso. cumpridos os requisitos previstos em lei. § 1o A instituição será credenciada originalmente como faculdade. § 3o O indeferimento do pedido de credenciamento como universidade ou centro universitário não impede o credenciamento subsidiário como centro universitário ou faculdade.protocolo do pedido junto à Secretaria competente.homologação do parecer do CNE pelo Ministro de Estado da Educação.

prevista na Lei no 10. especialmente quanto a flexibilidade dos componentes curriculares.870. não remuneração ou concessão de vantagens ou benefícios a seus instituidores. 16. destacando a experiência acadêmica e administrativa de cada um. demonstração de aplicação dos seus excedentes financeiros para os fins da instituição mantida. número de alunos por turma. atividades práticas e 145 . sócios. apresentação de demonstrações financeiras atestadas por profissionais competentes. destinação de seu patrimônio a outra instituição congênere ou ao Poder Público. O plano de desenvolvimento institucional deverá conter.d) certidões de regularidade fiscal perante as Fazendas Federal. promovendo. a alteração estatutária correspondente.FGTS. objetivos e metas da instituição. se necessário. IV . ou equivalentes e. conselheiros. III . f) demonstração de patrimônio para manter a instituição. especificando-se a programação de abertura de cursos. locais e turnos de funcionamento e eventuais inovações consideradas significativas. b) plano de desenvolvimento institucional.da instituição de educação superior: a) comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. os seguintes elementos: I . em caso de encerramento de suas atividades. se for o caso. em sua área de atuação.projeto pedagógico da instituição. II . bem como seu histórico de implantação e desenvolvimento. II . quando for o caso. e) certidões de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço .missão. com a indicação de número de turmas previstas por curso. c) regimento ou estatuto. g) para as entidades sem fins lucrativos. ampliação das instalações físicas e. a previsão de abertura dos cursos fora de sede. aumento de vagas. e h) para as entidades com fins lucrativos. pelo menos. e d) identificação dos integrantes do corpo dirigente. de 19 de maio de 2004.organização didático-pedagógica da instituição. Estadual e Municipal. Art. oportunidades diferenciadas de integralização do curso. dirigentes.cronograma de implantação e desenvolvimento da instituição e de cada um de seus cursos.

sua abrangência e pólos de apoio presencial. obras clássicas. dos dispositivos. indicando requisitos de titulação. dos serviços de transporte. CD. total ou assistida. VIII . sistemas e meios de comunicação e informação. a existência de plano de carreira. VI . dicionários e enciclopédias.demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeiras. dos espaços. experiência no magistério superior e experiência profissional não-acadêmica. para utilização. e c) plano de promoção de acessibilidade e de atendimento prioritário. identificando sua correlação pedagógica com os cursos e programas previstos. 146 . o regime de trabalho e os procedimentos para substituição eventual dos professores do quadro. identificado sua correlação pedagógica com os cursos e programas previstos. vídeos. os recursos de informática disponíveis. formas de atualização e expansão. IX . CD-ROMS e assinaturas eletrônicas. mobiliários e equipamentos urbanos. imediato e diferenciado às pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais ou com mobilidade reduzida.infra-estrutura física e instalações acadêmicas. desenvolvimento de materiais pedagógicos e incorporação de avanços tecnológicos. espaço físico para estudos e horário de funcionamento. serviços de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais .oferta de cursos e programas de mestrado e doutorado. VII . e X .perfil do corpo docente. com segurança e autonomia. identificando as formas de participação dos professores e alunos nos órgãos colegiados responsáveis pela condução dos assuntos acadêmicos e os procedimentos de auto-avaliação institucional e de atendimento aos alunos. bem como os critérios de seleção e contração. informações concernentes à relação equipamento/aluno.oferta de educação a distância. V . e descrição de inovações tecnológicas consideradas significativas.estágios. pessoal técnico administrativo e serviços oferecidos. b) com relação aos laboratórios: instalações e equipamentos existentes e a serem adquiridos. periódicos acadêmicos e científicos e assinaturas de revistas e jornais. das edificações.organização administrativa da instituição. DVD.LIBRAS. especificando: a) com relação à biblioteca: acervo de livros.

quando for o caso. § 2o A Secretaria.quanto à mantenedora.quanto à instituição de educação superior. motivadamente. do regimento 147 . Art. 10. 21. A instituição deverá protocolar pedido de recredenciamento ao final de cada ciclo avaliativo do SINAES junto à Secretaria competente. Parágrafo único. Parágrafo único. emitirá parecer. no que couber. A Secretaria de Educação Superior ou a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. O pedido de recredenciamento de instituição de educação superior deve ser instruído com os seguintes documentos: I . sobre a conformidade do estatuto ou do regimento com a legislação aplicável. tendo como referencial básico o relatório de avaliação do INEP. Art. motivadamente. visando subsidiar a deliberação final das autoridades competentes. que o encaminhará ao Ministro de Estado da Educação para homologação do parecer do CNE. Subseção II Do Recredenciamento Art. § 3o A Secretaria poderá realizar as diligências necessárias à completa instrução do processo. na forma de seu regimento interno. § 1o A Secretaria competente procederá à análise dos documentos sob os aspectos da regularidade formal e do mérito do pedido. 19. O processo de recredenciamento observará as disposições processuais referentes ao pedido de credenciamento.Art. O Ministro de Estado da Educação poderá restituir o processo ao CNE para reexame. inciso I. e II . devidamente instruído. Da decisão do CNE caberá recurso administrativo. conforme o caso. a atualização do plano de desenvolvimento institucional. encaminhará o processo ao INEP para avaliação in loco. O processo será encaminhado ao CNE. após análise documental. 15. receberá os documentos protocolados e dará impulso ao processo. e. 20. no prazo previsto no § 7o do art. Art. 17. § 4o A Secretaria solicitará parecer da Secretaria de Educação a Distância. 18. Parágrafo único. ao final. para deliberação. a regularidade da instrução e o mérito do pedido. em ato único. os documentos referidos no art. O processo será restituído à Secretaria competente.

na forma dos arts. 148 . § 2o Caso considere necessário. 63. O deferimento do pedido de recredenciamento é condicionado à demonstração do funcionamento regular da instituição e terá como referencial básico os processos de avaliação do SINAES. A alteração da mantença de qualquer instituição de educação superior deve ser submetida ao Ministério da Educação. com destaque para as alterações ocorridas após o credenciamento. 60 e 61 deste Decreto. 22. inciso I. ficando suspensa a tramitação do pedido de recredenciamento até o encerramento do processo. 23. para fins regulatórios. aplicando-se. na forma do art. 25. Expirado o prazo do protocolo de compromisso sem o cumprimento satisfatório das metas nele estabelecidas. § 2o O pedido tramitará na forma de aditamento ao ato de credenciamento ou recredenciamento da instituição. as disposições processuais que regem o pedido de credenciamento. Subseção III Do Credenciamento de Curso ou Campus Fora de Sede Art.ou estatuto e das informações relativas ao corpo dirigente. o último relatório de avaliação disponível no SINAES. 24. Art. no que couber. inciso II. a Secretaria solicitará ao INEP realização de nova avaliação in loco. Art. será instaurado processo administrativo. Subseção IV Da Transferência de Mantença Art. § 2o O pedido de credenciamento de curso ou campus fora de sede se processará como aditamento ao ato de credenciamento. As universidades poderão pedir credenciamento de curso ou campus fora de sede em Município diverso da abrangência geográfica do ato de credenciamento. § 1o A Secretaria competente considerará. sujeitando-se a deliberação específica das autoridades competentes. Parágrafo único. § 1o O novo mantenedor deve apresentar os documentos referidos no art. desde que no mesmo Estado. 15. O resultado insatisfatório da avaliação do SINAES enseja a celebração de protocolo de compromisso. § 1o O curso ou campus fora de sede integrará o conjunto da universidade e não gozará de prerrogativas de autonomia. deste Decreto.

tenha recebido penalidades. as disposições que regem o credenciamento e o recredenciamento de instituições de educação superior. nos últimos cinco anos. § 2o O pedido de credenciamento de instituição de educação superior para a oferta de educação a distância deve ser instruído com o comprovante do recolhimento da taxa de avaliação in loco e documentos referidos em regulamentação específica. 27. A oferta de cursos superiores em faculdade ou instituição equiparada. § 3o Aplicam-se. devendo informar à Secretaria competente os cursos abertos 149 . A oferta de educação a distância é sujeita a credenciamento específico. § 1o O pedido observará os requisitos pertinentes ao credenciamento de instituições e será instruído pela Secretaria de Educação Superior ou pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. § 1o O disposto nesta Subseção aplica-se aos cursos de graduação e seqüenciais. independem de autorização para funcionamento de curso superior. Art. depende de autorização do Ministério da Educação. nos termos de regulamentação própria.§ 3o É vedada a transferência de cursos ou programas entre mantenedoras. do Reconhecimento e da Renovação de Reconhecimento de Curso Superior Subseção I Da Autorização Art. nos termos deste Decreto. 28. no que couber. conforme o caso. com a colaboração da Secretaria de Educação a Distância. perante o sistema federal de ensino. § 2o Os cursos e programas oferecidos por instituições de pesquisa científica e tecnológica submetem-se ao disposto neste Decreto. 26. em matéria de educação superior. Subseção V Do Credenciamento Específico para Oferta de Educação a Distância Art. diretamente ou por qualquer entidade mantida. Seção III Da Autorização. As universidades e centros universitários. § 4o Não se admitirá a transferência de mantença em favor de postulante que. nos limites de sua autonomia. observado o disposto nos §§ 2o e 3o deste artigo.

Art. § 2o A Secretaria solicitará parecer da Secretaria de Educação a Distância. 150 . as diligências necessárias à completa instrução do processo e o encaminhará ao INEP para avaliação in loco. A Secretaria competente receberá os documentos protocolados e dará impulso ao processo. § 1o A Secretaria realizará a análise documental. quando for o caso.protocolo do pedido junto à Secretaria competente. inclusive em universidades e centros universitários. II . odontologia e psicologia.decisão da Secretaria competente.relação de docentes. § 3o O prazo para a manifestação prevista no § 2o é de sessenta dias. à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Conselho Nacional de Saúde. O pedido de autorização de curso deverá ser instruído com os seguintes documentos: I . informando-se a respectiva titulação. avaliação e posterior reconhecimento. instruído conforme disposto no art. 30. nas hipóteses do art. no prazo de sessenta dias. 30 deste Decreto. II . prorrogável por igual período. cursos congêneres e toda alteração que importe aumento no número de estudantes da instituição ou modificação das condições constantes do ato de credenciamento. informando número de alunos. III . 31. 28.análise documental pela Secretaria competente. § 2o A criação de cursos de graduação em direito e em medicina. São fases do processo de autorização: I .projeto pedagógico do curso.comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. § 1o Aplica-se o disposto no caput a novas turmas. § 3o A Secretaria oficiará o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou o Conselho Nacional de Saúde. a requerimento do Conselho interessado. turnos. respectivamente. programa do curso e demais elementos acadêmicos pertinentes.avaliação in loco pelo INEP. carga horária e regime de trabalho. deverá ser submetida. III . Art. e IV . 29. e IV . Art.comprovante de disponibilidade do imóvel.para fins de supervisão. acompanhada de termo de compromisso firmado com a instituição.

juntamente com o registro. em cumprimento das normas gerais da educação nacional: I . A instituição deverá protocolar pedido de reconhecimento de curso decorrido pelo menos um ano do início do curso e até a metade do prazo para sua conclusão. Art. tendo como referencial básico o relatório de avaliação do INEP. o pedido de autorização de curso. 32. e IV .relação de docentes. para a validade nacional dos respectivos diplomas. O reconhecimento de curso é condição necessária. Art. incluindo número de alunos. § 2o Os cursos autorizados nos termos deste Decreto ficam dispensados do cumprimento dos incisos II e IV.indeferir. Art. turnos e demais elementos acadêmicos pertinentes. no prazo de trinta dias.deferir o pedido de autorização de curso.comprovante de disponibilidade do imóvel. 35. § 1o O pedido de reconhecimento deverá ser instruído com os seguintes documentos: I . motivadamente. § 3o A Secretaria competente considerará. III . a Secretaria solicitará ao INEP realização de nova avaliação in loco. II .comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. II .394. O Secretário competente poderá. 33. caberá recurso administrativo ao CNE.projeto pedagógico do curso. e ao final decidirá o pedido. o último relatório de avaliação disponível no SINAES.deferir o pedido de autorização de curso. 151 . ou III .§ 4o A Secretaria procederá à análise dos documentos sob os aspectos da regularidade formal e do mérito do pedido. nos termos do art. 81 da Lei no 9. para fins regulatórios. de 20 de dezembro de 1996. em caráter experimental. constante do cadastro nacional de docentes. devendo apresentar apenas os elementos de atualização dos documentos juntados por ocasião da autorização. Da decisão do Secretário. 34. § 4o Caso considere necessário. Subseção II Do Reconhecimento Art.

no prazo de trinta dias. Expirado o prazo do protocolo de compromisso sem o cumprimento satisfatório das metas nele estabelecidas. com a atualização dos documentos apresentados por ocasião do pedido de reconhecimento de curso. 35. no prazo previsto no § 7o do art. querendo. Parágrafo único. O prazo para a manifestação prevista no caput é de sessenta dias. O reconhecimento de cursos de graduação em direito e em medicina. 40. § 2o Aplicam-se à renovação do reconhecimento de cursos as disposições pertinentes ao processo de reconhecimento. odontologia e psicologia. 10. na forma do arts. 41. será instaurado processo administrativo de cassação de autorização de funcionamento na forma do art. de âmbito nacional. § 2o Instruído o processo. No caso de curso correspondente a profissão regulamentada. inciso II. Art. 60 e 61. O deferimento do pedido de reconhecimento terá como referencial básico os processos de avaliação do SINAES. 36. § 1o. 38. Parágrafo único. Da decisão. a requerimento do Conselho interessado. § 1o Decorrido o prazo fixado no caput. § 1o O pedido de renovação de reconhecimento deverá ser instruído com os documentos referidos no art. Art. por trinta dias. Subseção III Da Renovação de Reconhecimento Art. a Secretaria examinará os documentos e decidirá o pedido. O resultado insatisfatório da avaliação do SINAES enseja a celebração de protocolo de compromisso. deverá ser submetido. em sessenta dias. 37. caberá recurso administrativo ao CNE. devidamente instruído. respectivamente. a Secretaria abrirá prazo para manifestação do requerente. a Secretaria abrirá prazo para que o respectivo órgão de regulamentação profissional. A instituição deverá protocolar pedido de renovação de reconhecimento ao final de cada ciclo avaliativo do SINAES junto à Secretaria competente. à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Conselho Nacional de Saúde. Art. prorrogável por igual período. Art.Art. 152 . ofereça subsídios à decisão do Ministério da Educação. 63. 39.

de ofício ou a requerimento da instituição. CAPÍTULO III DA SUPERVISÃO 153 . 42. mediante proposta fundamentada da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. de acordo com as diretrizes curriculares nacionais. nos processos de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia. com base no catálogo de denominações de cursos publicado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. IV . O reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia terão por base catálogo de denominações de cursos publicado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.deferir o pedido. § 1o O pedido será instruído com os elementos que demonstrem a consistência da área técnica definida. III . Aplicam-se ao reconhecimento e à renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia as disposições previstas nas Subseções II e III. vedada a admissão de novos alunos. poderá. determinando a inclusão da denominação do curso no catálogo.deferir o pedido. 44. incluídos os de tecnologia.§ 3o A renovação do reconhecimento de cursos de graduação. deliberará sobre a exclusão de denominação de curso do catálogo.indeferir o pedido. motivadamente. Art. Subseção IV Do Reconhecimento e da Renovação de Reconhecimento de Cursos Superiores de Tecnologia Art. em cumprimento das normas gerais da educação nacional: I . mantido o caráter experimental do curso. de uma mesma instituição deverá ser realizada de forma integrada e concomitante. ou V . A inclusão no catálogo de denominação de curso superior de tecnologia com o respectivo perfil profissional darse-á pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.deferir o pedido exclusivamente para fins de registro de diploma. O Secretário. Art. II . 43.deferir o pedido. § 2o O CNE. Parágrafo único.

quando a Secretaria competente tiver ciência de irregularidade que lhe caiba sanar e punir. 46. manifestar-se previamente pela insubsistência da representação ou requerer a concessão de prazo para saneamento de deficiências. § 2o Os atos de supervisão do Poder Público buscarão resguardar os interesses dos envolvidos. Art. de modo circunstanciado. § 1o. § 1o Em vista da manifestação da instituição. instaurando processo administrativo ou concedendo prazo para saneamento de deficiências. 48. especificando as deficiências identificadas. Art. bem como preservar as atividades em andamento. bem como as providências para sua correção efetiva. o Secretário arquivará o processo. nos termos do art. § 1o A representação deverá conter a qualificação do representante. bem como os demais elementos relevantes para o esclarecimento do seu objeto. aos cursos superiores de tecnologia e aos cursos na modalidade de educação a distância. quando verificarem irregularidades no funcionamento de instituição ou curso superior. a descrição clara e precisa dos fatos a serem apurados e a documentação pertinente. Os alunos. Art. nos limites da lei. professores e o pessoal técnicoadministrativo. a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e a Secretaria de Educação a Distância exercerão as atividades de supervisão relativas. determinar a apresentação de documentos complementares ou a realização de auditoria. 51. § 2o A representação será recebida. respectivamente. A Secretaria de Educação Superior. 154 . § 2o Não admitida a representação. no exercício de sua atividade de supervisão. aos cursos de graduação e seqüenciais.Art. de 1996. da Lei no 9. o Secretário decidirá pela admissibilidade da representação. 47. § 3o O processo administrativo poderá ser instaurado de ofício. por meio dos respectivos órgãos representativos. § 1o A Secretaria ou órgão de supervisão competente poderá. numerada e autuada pela Secretaria competente e em seguida submetida à apreciação do Secretário. o Secretário exarará despacho. que poderá. 45. Na hipótese da determinação de saneamento de deficiências. 46. em prazo fixado.394. sem prejuízo da defesa de que trata o art. poderão representar aos órgãos de supervisão. em dez dias. A Secretaria dará ciência da representação à instituição. devidamente motivado.

§ 1o O processo será conduzido por autoridade especialmente designada.identificação da instituição e de sua mantenedora. 51. IV . Art. poderá ser aplicada a medida prevista no art. que realizará as diligências necessárias à instrução. a Secretaria competente poderá realizar verificação in loco. para. motivadamente. a medida de cautela se revele necessária para evitar prejuízo aos alunos. O representado será notificado por ciência no processo. 49. apresentar defesa. § 2o O Secretário apreciará a impugnação e decidirá pela manutenção das providências de saneamento e do prazo ou pela adaptação das providências e do respectivo prazo. 155 . § 2o Não será deferido novo prazo para saneamento de deficiências no curso do processo administrativo. quando for o caso. as medidas determinadas ou o prazo fixado. da qual constarão: I . não cabendo novo recurso dessa decisão. em dez dias. contados do despacho referido no caput. 11. tratando das matérias de fato e de direito pertinentes. II . Art. visando comprovar o efetivo saneamento das deficiências. por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.consignação da penalidade aplicável.resumo dos fatos objeto das apurações. III . integrante da Secretaria competente para a supervisão. das razões de representação. V . § 3o O prazo para saneamento de deficiências não poderá ser superior a doze meses. § 4o Na vigência de prazo para saneamento de deficiências. Parágrafo único. e.informação sobre a concessão de prazo para saneamento de deficiências e as condições de seu descumprimento ou cumprimento insuficiente. e VI . mediante portaria do Secretário. 50. § 3o.§ 1o A instituição poderá impugnar. via postal com aviso de recebimento. no caso específico. será instaurado processo administrativo para aplicação de penalidades. O Secretário apreciará os elementos do processo e decidirá sobre o saneamento das deficiências. desde que. Esgotado o prazo para saneamento de deficiências.outras informações pertinentes. Art. no prazo de quinze dias. Não saneadas as deficiências ou admitida de imediato a representação.determinação de notificação do representado.

54. o dobro do prazo concedido para saneamento das deficiências. da Lei no 9. ou IV .Art. III . que nomeará o interventor e estabelecerá a duração e as condições da intervenção. ficam ressalvados os direitos dos estudantes matriculados à conclusão do curso. no mínimo. ficam ressalvados os direitos dos estudantes matriculados à conclusão do curso.descredenciamento. exclusivamente para fins de expedição de diploma. Parágrafo único. vedada a admissão de novos estudantes. Parágrafo único. 53 da Lei no 9. § 1o. A decisão administrativa final será homologada em portaria do Ministro de Estado da Educação. Art. Art. 53.intervenção. Da decisão do Secretário caberá recurso ao CNE. em trinta dias. § 2o Na impossibilidade de transferência. de 1996: I . constando obrigatoriamente as dos incisos I e IV daquele artigo. 57.suspensão temporária de prerrogativas da autonomia.394. § 2o Na impossibilidade de transferência. A decisão de suspensão temporária de prerrogativas da autonomia definirá o prazo de suspensão e as prerrogativas suspensas. § 1o Os estudantes que se transferirem para outra instituição de educação superior têm assegurado o aproveitamento dos estudos realizados. devidamente motivada. dentre aquelas previstas nos incisos I a X do art. O prazo de suspensão será. A decisão de descredenciamento da instituição implicará a cessação imediata do funcionamento da instituição.394. Art. arquivando o processo ou aplicando uma das seguintes penalidades previstas no art. A decisão de intervenção será implementada por despacho do Secretário. Art. Recebida a defesa.desativação de cursos e habilitações. 156 . o Secretário apreciará o conjunto dos elementos do processo e proferirá decisão. II . 46. de 1996. A decisão de desativação de cursos e habilitações implicará a cessação imediata do funcionamento do curso ou habilitação. § 1o Os estudantes que se transferirem para outra instituição de educação superior têm assegurado o aproveitamento dos estudos realizados. 55. 56. Art. 52. exclusivamente para fins de expedição de diploma. vedada a admissão de novos estudantes.

Caberá. O protocolo de compromisso deverá conter: 157 . 61. Parágrafo único. 60.dez anos. 58. como referencial básico para recredenciamento de universidades. e II . 2o da Lei no 10. e IV . conforme uma escala de cinco níveis. 59. recurso administrativo para revisão de conceito previamente à celebração de protocolo de compromisso. Art. a fim de cumprir seus objetivos e atender a suas finalidades constitucionais e legais. A obtenção de conceitos insatisfatórios nos processos periódicos de avaliação. II . III . compreende os seguintes processos de avaliação institucional: I . reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação enseja a celebração de protocolo de compromisso com a instituição de educação superior. A avaliação das instituições de educação superior. nos processos de recredenciamento de instituições. como referencial básico para recredenciamento de centros universitários e faculdades e renovação de reconhecimento de cursos. a critério da instituição. § 2o Os processos de avaliação obedecerão ao disposto no art. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos resultará na atribuição de conceitos.CAPÍTULO IV DA AVALIAÇÃO Art.861. de 2004. conforme a legislação aplicável. dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes será realizada no âmbito do SINAES. § 2o A avaliação como referencial básico para credenciamento de instituições e autorização de cursos não resultará na atribuição de conceitos e terá efeitos meramente autorizativos. O SINAES será operacionalizado pelo INEP. em ciclos avaliativos com duração inferior a: I . nos termos da legislação aplicável.cinco anos. § 1o O SINAES. no prazo de dez dias contados da comunicação do resultado da avaliação pelo INEP.avaliação do desempenho acadêmico dos estudantes de cursos de graduação. Art.avaliação dos cursos de graduação.avaliação interna das instituições de educação superior. § 1o A avaliação como referencial básico para recredenciamento de instituições. Art. conforme as diretrizes da CONAES.avaliação externa das instituições de educação superior.

§ 2o Na vigência de protocolo de compromisso.cassação da autorização de funcionamento da instituição de educação superior ou do reconhecimento de cursos por ela oferecidos. § 3o. via postal com aviso de recebimento.a indicação expressa de metas a serem cumpridas e.o diagnóstico objetivo das condições da instituição. § 1o A instituição de educação superior será notificada por ciência no processo.suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos de graduação.advertência. desde que. III . de comissão de acompanhamento do protocolo de compromisso. para verificar o cumprimento das metas estipuladas. § 2o. 10. Art. Art. a caracterização das respectivas responsabilidades dos dirigentes. vedadas a celebração de novo protocolo de compromisso. O descumprimento do protocolo de compromisso enseja a instauração de processo administrativo para aplicação das seguintes penalidades previstas no art.a criação.o prazo máximo para seu cumprimento. no caso de instituições públicas de educação superior. IV . a instituição será submetida a nova avaliação in loco pelo INEP. no caso específico. motivadamente. Esgotado o prazo do protocolo de compromisso. a medida de cautela se revele necessária para evitar prejuízo aos alunos. quando couber. 10. da Lei no 10. e III . suspensão ou perda de mandato do dirigente responsável pela ação não executada. II . § 1o A celebração de protocolo de compromisso suspende o fluxo dos prazos previstos nos §§ 7o e 8o do art. § 1o O INEP expedirá relatório de nova avaliação à Secretaria competente.I . II . 11. por parte da instituição de educação superior. poderá ser aplicada a medida prevista no art.os encaminhamentos. e V . de 2004: I .861. processos e ações a serem adotados pela instituição com vistas à superação das dificuldades detectadas. 62. com vistas à alteração ou à manutenção do conceito. 63. § 2o A instituição de educação superior deverá apresentar comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco para a nova avaliação até trinta dias antes da expiração do prazo do protocolo de compromisso. por 158 .

67.telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. bem como a racionalidade e economicidade administrativas. no prazo de dez dias. À decisão de cassação da autorização de funcionamento da instituição de educação superior ou do reconhecimento de cursos de graduação por ela oferecidos. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Seção I Das Disposições Finais Art. A decisão de advertência. de 11 de dezembro de 1990. 64. § 2o Recebida a defesa. o Secretário apreciará o conjunto dos elementos do processo e o remeterá ao CNE para deliberação. 159 . 10. no caso de instituições públicas de educação superior. O pedido de credenciamento de instituição de educação superior tramitará em conjunto com pedido de autorização de pelo menos um curso superior. suspensão ou perda de mandato do dirigente responsável pela ação não executada. que não poderá ser menor que o dobro do prazo fixado no protocolo de compromisso.112. § 5o A decisão administrativa final será homologada em portaria do Ministro de Estado da Educação. 65. § 4o A decisão de arquivamento do processo administrativo enseja a retomada do fluxo dos prazos previstos nos §§ 7o e 8o do art. na forma de seu regimento interno. 57 ou 54. respectivamente. será precedida de processo administrativo disciplinar. A decisão de suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos de graduação definirá o prazo de suspensão. Art. para iniciar o funcionamento do curso. 66. Art. com parecer recomendando a aplicação da penalidade cabível ou o seu arquivamento. Art. 68. tratando das matérias de fato e de direito pertinentes. Art. aplicamse o disposto nos arts. nos termos da Lei no 8. observando-se as disposições pertinentes deste Decreto. apresentar defesa. a contar da publicação do ato autorizativo. O requerente terá prazo de doze meses. sob pena de caducidade. para. § 3o Da decisão do CNE caberá recurso administrativo.

Os processos iniciados antes da entrada em vigor deste Decreto obedecerão às disposições processuais nele contidas. Art. de 9 de julho de 2001. § 1o Os pedidos de autorização. reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia em tramitação deverão adequar-se aos termos deste Decreto. trabalhos de extensão. Art. nele reservado o tempo de pelo menos vinte horas semanais para estudos. § 2o As instituições de educação superior que ofereçam cursos superiores de tecnologia poderão. Serão observados os princípios e as disposições da legislação do processo administrativo federal. 42. 73. 72. 10 não se aplica a atos autorizativos anteriores a este Decreto que tenham fixado prazo determinado. adaptar as denominações de seus cursos ao catálogo de que trata o art. Parágrafo único.860. que se processará em conjunto com o recredenciamento da universidade. O catálogo de cursos superiores de tecnologia será publicado no prazo de noventa dias. e de autorização de curso superior. Seção II Das Disposições Transitórias Art. 69. contados da publicação do catálogo. Nos casos de caducidade do ato autorizativo e de decisão final desfavorável em processo de credenciamento de instituição de educação superior. sendo submetidos a processo de recredenciamento. Os campi fora de sede já criados e em funcionamento na data de publicação do Decreto no 3. no prazo de sessenta dias. Art. quando se decidirá acerca das respectivas prerrogativas de autonomia. após a publicação deste Decreto. pesquisa. planejamento e avaliação. em especial no que respeita aos prazos para a prática dos atos 160 . O regime de trabalho docente em tempo integral compreende a prestação de quarenta horas semanais de trabalho na mesma instituição. inclusive de curso ou campus fora de sede. 71.Parágrafo único. Art. os interessados só poderão apresentar nova solicitação relativa ao mesmo pedido após decorridos dois anos contados do ato que encerrar o processo. 70. preservarão suas prerrogativas de autonomia pelo prazo de validade do ato de credenciamento. O disposto no § 7o do art. aproveitando-se os atos já praticados. Parágrafo único. O exercício de atividade docente na educação superior não se sujeita à inscrição do professor em órgão de regulamentação profissional.

.. ouvidas as Secretarias e o INEP. com base em proposta da CONAES...... 75. § 4o Os CEFET poderão usufruir de outras atribuições da autonomia universitária... As avaliações de instituições e cursos de graduação já em funcionamento. O Ministério da Educação e os órgãos federais de educação revogarão expressamente os atos normativos incompatíveis com este Decreto.. devidamente definidas no ato de seu credenciamento..processuais pelo Poder Público...............17..... em até trinta dias contados da sua publicação. reconhecimento e renovação de reconhecimento... Art............. 1o e 17 do Decreto no 5........ 77............ Parágrafo único. à adoção de formas simples... ” (NR) “Art. Os processos ainda não distribuídos deverão retornar à Secretaria competente do Ministério da Educação....... para fins de recredenciamento.. na forma deste Decreto...394......224........... § 5o A autonomia de que trata o § 4o deverá observar os limites definidos no plano de desenvolvimento institucional...... serão escalonadas em portaria ministerial...... de 1996............. Art...... 1o.... Art.... segurança e respeito aos direitos dos administrados e à interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige.. Os arts. § 1o Os CEFET são instituições de ensino superior pluricurriculares....... Art... suficientes para propiciar adequado grau de certeza.” (NR) 161 ................ aprovado quando do seu credenciamento e recredenciamento. 74. Os processos de autorização.... reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos em tramitação no CNE e já distribuídos aos respectivos Conselheiros relatores seguirão seu curso regularmente........ caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica.. 54 da Lei no 9. especializados na oferta de educação tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino... 76. de 1o de outubro de 2004... nos termos do § 2o do art...... passam a vigorar com a seguinte redação: “Art.

2006 162 .845.5.225.Art.908. de 28 de março de 1996. 79. 3. 9 de maio de 2006. 78. Art. de 9 de julho de 2001. de 1o de outubro de 2004. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.O.860. de 4 de setembro de 2001. de 11 de julho de 2001. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Este texto não substitui o publicado no D. 3. Revogam-se os Decretos nos 1. e 5. Brasília.U. de 10.864. 3. 185o da Independência e 118o da República.

17 a 26 da Lei nº 11. 1º Sem prejuízo das demais normas em vigor aplicáveis à matéria. II . c) desenvolvimento experimental: os trabalhos sistemáticos delineados a partir de conhecimentos pré-existentes. resultando maior competitividade no mercado. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.798. o projeto e a confecção de instrumentos de medida específicos. sistemas e serviços ou. d) tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e calibração de máquinas e equipamentos. e tendo em vista o disposto nos arts. 17 a 26 da Lei nº 11. e 163 . de que tratam os arts. um evidente aperfeiçoamento dos já produzidos ou estabelecidos.pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. a certificação de conformidade. Regulamenta os incentivos fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. as atividades de: a) pesquisa básica dirigida: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir conhecimentos quanto à compreensão de novos fenômenos.DECRETO Nº 5.inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou processo de fabricação. com vistas ao desenvolvimento de produtos. poderá utilizar de incentivos fiscais. visando a comprovação ou demonstração da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos.196. de 21 de novembro de 2005. b) pesquisa aplicada: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir novos conhecimentos. 84. considera-se: I . inclusive os ensaios correspondentes. da Constituição. relativamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. conforme disciplinado neste Decreto. processos. a normalização ou a documentação técnica gerada e o patenteamento do produto ou processo desenvolvido. DE 7 DE JUNHO DE 2006. D E C R E T A : Art.196. processos ou sistemas inovadores. no uso da atribuição que lhe confere o art. bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade. processos e sistemas. com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento de produtos. de 21 de novembro de 2005. a pessoa jurídica. 2º Para efeitos deste Decreto. Art. inciso IV. ainda.

aparelhos e instrumentos novos. destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico.pessoa jurídica nas áreas de atuação das extintas Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste . pósgraduado. equipamentos. para efeito de apuração do lucro líquido. aparelhos e instrumentos. no qual esteja sendo executado o projeto de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. tecnólogo ou técnico de nível médio. bem como à capacitação dos recursos humanos a eles dedicados. 3º A pessoa jurídica poderá usufruir dos seguintes incentivos fiscais: I . vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. matriz ou não. situado na área de atuação da respectiva autarquia.depreciação acelerada. à execução de projetos de pesquisa.redução de cinqüenta por cento do Imposto sobre Produtos Industrializados .IRPJ. no período de apuração em que forem efetuados.IPI incidente sobre equipamentos.e) serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à implantação e à manutenção das instalações ou dos equipamentos destinados. de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.SUDENE e Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia . mediante dedução como custo ou despesa operacional. com relação formal de emprego com a pessoa jurídica que atue exclusivamente em atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. Art. bem como os acessórios sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens. IV . para efeito de apuração do IRPJ. sem prejuízo da depreciação normal das máquinas.pesquisador contratado: o pesquisador graduado. 164 .SUDAM: o estabelecimento.amortização acelerada. II . classificáveis no ativo diferido do beneficiário. III . máquinas. classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica . ou como pagamento na forma prevista no § 1º deste artigo.dedução. dos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis. e IV . destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. exclusivamente. para efeito de apuração do IRPJ. desenvolvimento ou inovação tecnológica. multiplicada por dois. calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida. III .

a gestão e o controle da utilização dos resultados dos dispêndios. § 5º Na hipótese de dispêndios com assistência técnica. a que se refere o inciso V do caput deste artigo. conforme disposto em ato normativo do Ministério da Fazenda. o risco empresarial. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1o de janeiro de 2009. de 14 de maio de 1996. b) dez por cento.uma vez e meia o valor do benefício. e VI . em montante equivalente a. 2º da Lei nº 10. para pessoas jurídicas nas áreas de atuação das extintas SUDENE e SUDAM. remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior. § 2º Na apuração dos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. nas demais regiões. § 4º O crédito do imposto sobre a renda retido na fonte. § 1º O disposto no inciso I do caput deste artigo aplica-se também aos dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica contratadas no País com universidade. até 31 de dezembro de 2008. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2006. de 2 de dezembro de 2004. desde que a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique com a responsabilidade.redução a zero da alíquota do imposto sobre a renda retido na fonte nas remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de marcas. nos seguintes percentuais: a) vinte por cento. até 31 de dezembro de 2013. não serão computados os montantes alocados como recursos não reembolsáveis por órgãos e entidades do Poder Público. § 3º O benefício a que se refere o inciso V do caput deste artigo somente poderá ser usufruído por pessoa jurídica que assuma o compromisso de realizar dispêndios em pesquisa no País. a dedutibilidade dos 165 . e II . de assistência técnica ou científica e de serviços especializados. previstos em contratos de transferência de tecnologia averbados ou registrados nos termos da Lei nº 9. patentes e cultivares. será restituído em moeda corrente. incidente sobre os valores pagos. no mínimo: I .279.973. instituição de pesquisa ou inventor independente de que trata o inciso IX do art. científica ou assemelhados e de royalties por patentes industriais pagos a pessoa física ou jurídica no exterior.V .o dobro do valor do benefício. a título de royalties.crédito do imposto sobre a renda retido na fonte.

3º. 2º da Lei nº 10. Art. 6º A quota de depreciação acelerada. 52 e 71 da Lei nº 4. 3º e do art. 7º Poderão ser também deduzidas como despesas operacionais. à vista de pedido. Parágrafo único. Na hipótese de importação do produto pelo beneficiário da redução de que trata o caput deste artigo. deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real. na forma do inciso I do caput do art. as importâncias transferidas a microempresas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei nº 9. § 1º O total da depreciação acumulada. § 2º A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o § 1º deste artigo.973. que ficará arquivado à disposição da fiscalização. este deverá indicar na declaração de importação a finalidade a que ele se destina e o ato legal que autoriza o incentivo fiscal. de 5 de outubro de 1999. 3o aplica-se também para efeito de apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido . 3º será aplicada automaticamente pelo estabelecimento industrial ou equiparado a industrial. ordem de compra ou documento de adjudicação da encomenda. § 1º O disposto neste artigo aplica-se às transferências de recursos efetuadas para inventor independente de que trata o inciso IX do art. incluindo a contábil e a acelerada.841. ainda que a pessoa jurídica recebedora dessas importâncias venha a ter participação no resultado econômico do produto resultante. devendo constar da nota fiscal a finalidade a que se destina o produto e a indicação do ato legal que concedeu o incentivo fiscal. o valor da depreciação. de 30 de novembro de 1964. não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo depreciado. Art. Art.506.CSLL. § 2o As importâncias recebidas na forma do caput deste artigo não constituem receita das microempresas e empresa de pequeno 166 .LALUR. emitido pelo adquirente. 5º A redução de cinqüenta por cento do IPI de que trata o inciso II do caput do art. registrado na escrituração comercial. destinadas à execução de pesquisa tecnológica e de desenvolvimento de inovação tecnológica de interesse e por conta e ordem da pessoa jurídica que promoveu a transferência. constituirá exclusão do lucro líquido para fins de determinação do lucro real e será controlada no Livro de Apuração do Lucro Real .dispêndios fica condicionada à observância do disposto nos arts. 4o A dedução de que trata o inciso I do caput do art. 4º. Art. de 2004. de que trata o inciso III do caput do art.

em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo. para os anos-calendário de 2006 a 2008. § 3º Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. os dispêndios efetuados com a execução de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica não serão dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. os percentuais referidos no § 1º deste artigo poderão ser aplicados com base no incremento do número de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo. classificáveis como despesas pela legislação do IRPJ. no caso de a pessoa jurídica incrementar o número de pesquisadores contratados no anocalendário de gozo do incentivo em percentual acima de cinco por cento. desde que utilizadas integralmente na realização da pesquisa ou desenvolvimento de inovação tecnológica. 3o. na forma do inciso I do caput do art. 3º.até oitenta por cento. § 3º Na hipótese do § 2º deste artigo. 8º Sem prejuízo do disposto no art. 167 . em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário de 2005.até setenta por cento. para o cálculo dos percentuais de que trata este artigo. a partir do anocalendário de 2006. § 1º A exclusão de que trata o caput deste artigo poderá chegar a: I . em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo. na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido.porte. no caso de a pessoa jurídica incrementar o número de pesquisadores contratados no anocalendário de gozo do incentivo até cinco por cento. Art. o valor corresponde a até sessenta por cento da soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. § 2º Excepcionalmente. e II . para as microempresas e empresas de pequeno porte de que trata o caput deste artigo que apuram o imposto sobre a renda com base no lucro real. nem rendimento do inventor independente. também poderão ser considerados os sócios que atuem com dedicação de pelo menos vinte horas semanais na atividade de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica explorada pela própria pessoa jurídica.

§ 2ºo A pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou amortização acelerada nos termos dos incisos III e IV do caput do art. no período de apuração em que for concluída sua utilização. § 3º A depreciação ou amortização acelerada. os dispêndios e pagamentos serão registrados na Parte B do LALUR e excluídos no período de apuração da concessão da patente ou do registro do cultivar. o valor de até vinte por cento da soma dos dispêndios ou pagamentos vinculados à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica objeto de patente concedida ou cultivar registrado. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. aplicáveis a produtos. § 5º Para fins do disposto no § 4º deste artigo. § 7º O disposto no § 6º não se aplica à pessoa jurídica referida no § 3º deste artigo. homologações e suas formas correlatas. bem como a exclusão do saldo não depreciado ou não amortizado na forma do caput deste artigo. não se aplicam para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL. de que tratam os incisos III e IV do caput do art. licenças. § 6º A exclusão de que trata este artigo fica limitada ao valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes da própria exclusão. na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de apuração posterior. na determinação do lucro real. em cada período de apuração posterior. podendo o saldo não depreciado ou não amortizado ser excluído na determinação do lucro real.§ 4º Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1º deste artigo. 9º Para fins do disposto neste Decreto. a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido. 3o não poderá utilizar-se do benefício de que trata o caput deste artigo relativamente aos mesmos ativos. pelo valor da depreciação ou amortização normal que venha a ser contabilizada como despesa operacional. Art. normalização técnica e avaliação da conformidade. poderão ser depreciados ou amortizados na forma da legislação vigente. 168 . 3º. § 1º O valor do saldo excluído na forma do caput deste artigo deverá ser controlado na parte B do LALUR e será adicionado. sistemas e pessoal. procedimentos de autorização de registros. metrologia. máquinas e equipamentos. os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. processos.

10.até quarenta por cento. conforme instruções por este 169 . nas demais regiões. 3o ao 9º: I . 14. Art. e II . bem como a utilização indevida dos incentivos fiscais neles referidos.até sessenta por cento para pessoas jurídicas nas áreas de atuação das extintas SUDENE e SUDAM. Art. 12. sem prejuízo da alocação de outros recursos destinados à subvenção. Art. § 1º O valor da subvenção de que trata o caput deste artigo será de: I . ressalvados os mencionados nos incisos V e VI do art. A pessoa jurídica beneficiária dos incentivos de que trata este Decreto fica obrigada a prestar ao Ministério da Ciência e Tecnologia.Art. § 3º Os recursos de que trata o caput deste artigo serão objeto de programação orçamentária em categoria específica do Ministério ao qual a agência de fomento de ciência e tecnologia esteja vinculada. titulados como mestres ou doutores. § 2º A subvenção de que trata o caput deste artigo destina-se à contratação de novos pesquisadores pelas empresas. A União.deverão ser controlados contabilmente em contas específicas. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. titulados como mestres ou doutores. Art. 13. previstos na legislação tributária. poderá subvencionar o valor da remuneração de pesquisadores. de mora ou de ofício. § 4º A concessão da subvenção de que trata o caput deste artigo será precedida de aprovação de projeto pela agência de fomento de ciência e tecnologia referida no § 3º. 3º deste Decreto. empregados em atividades de inovação tecnológica em empresas localizadas no território brasileiro. Os dispêndios e pagamentos de que tratam os arts. acrescidos de multa e de juros. e respeitará os limites de valores e forma definidos pelo Ministério ao qual esteja vinculada.somente poderão ser deduzidos se pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no País. O gozo dos benefícios fiscais ou da subvenção de que trata este Decreto fica condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica. 11. por intermédio das agências de fomento de ciência e tecnologia. implicam perda do direito aos incentivos ainda não utilizados e o recolhimento do valor correspondente aos tributos não pagos em decorrência dos incentivos já utilizados. O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção dos incentivos de que trata este Decreto. e II . em meio eletrônico.

nº 8. 15. O disposto neste Decreto não se aplica às pessoas jurídicas que utilizarem os benefícios de que tratam as Leis nº 8.248. Art. Art. de 23 de dezembro de 2003. nesta hipótese. apresentar relatório final de execução do programa ou projeto. de 2005. aplica-se somente em relação aos PDTI e PDTA. o Decreto nº 949. devendo. A partir de 1º de janeiro de 2006. 8/6/2006. e os projetos aprovados até 31 de dezembro de 2005 continuam regidos pela legislação em vigor na data de publicação da Lei nº 11.PDTI e Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário . até 31 de julho de cada ano. § 2º O Ministério da Ciência e Tecnologia remeterá à Secretaria da Receita Federal as informações relativas aos incentivos fiscais.196. de 5 de outubro de 1993.196. de 30 de dezembro de 1991. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. P. Art. cujos projetos tenham sido aprovados até 31 de dezembro de 2005. 19. de 2005.estabelecidas. Brasília. 16. § 2º A migração de que trata o § 1º acarretará a cessação da fruição dos incentivos fiscais concedidos com base nos programas e projetos referidos no caput. durante o prazo prescricional.387. § 1º A documentação relativa à utilização dos incentivos de que trata este Decreto deverá ser mantida pela pessoa jurídica beneficiária à disposição da fiscalização da Secretaria da Receita Federal. de 11 de janeiro de 2001.PDTA. 185º da Independência e 118o da República. Os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial . 2/3) 170 . LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA GUIDO MANTEGA LUIZ FERNANDO FURLAN SERGIO MACHADO REZENDE (DOU Nº 109. § 1º As pessoas jurídicas executoras de programas e projetos referidos no caput deste artigo poderão solicitar ao Ministério da Ciência e Tecnologia a migração para o regime da Lei nº 11. SEÇÃO 1. 18. de 23 de outubro de 1991. 17. Fica revogado o Decreto nº 4. e nº 10. Art. a partir da data de publicação do ato autorizativo da migração no Diário Oficial da União. 7 de junho de 2006. Art. informações sobre seus programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.928.176.

na Lei nº 8. e dá outras providências.contribuir para a criação.CAPES e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . III .ampliar a produção acadêmica e científica sobre questões relacionadas à educação. de 21 de março de 2003. de 14 de março de 1997. o fortalecimento e a ampliação de áreas de concentração em educação em programas de pós-graduação stricto sensu existentes no País. II . 84. 2º O Observatório da Educação tem como finalidade fomentar a produção acadêmica e a formação de recursos pósgraduados em educação. projeto de fomento ao desenvolvimento de estudos e pesquisas em educação. Art. nos diferentes campos do conhecimento. avaliação educacional e formação de docentes. inciso IV. da Lei nº 9. nº Decreto no 4.DECRETO Nº 5. por meio de financiamento específico. incisos VIII e IX.631. D E C R E T A: Art. 1º. de 9 de janeiro de 1992. os gestores das políticas nacionais de educação e os diversos atores envolvidos no processo educacional. VI . o fortalecimento e a ampliação de programas de pós-graduação stricto sensu na temática da educação. da Constituição.633. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. em nível de mestrado e doutorado. IV .803.promover a capacitação de professores e a disseminação de conhecimentos sobre educação. conforme as seguintes diretrizes: I . 1º Fica instituído o Observatório da Educação. 171 .estimular a criação.apoiar a formação de recursos humanos em nível de pósgraduação stricto sensu capacitados para atuar na área de gestão de políticas educacionais.405. de 21 de março de 2003. no uso da atribuição que lhe confere o art. e no Decreto nº 4. sob a gestão conjunta da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior .INEP.448. e tendo em vista o disposto no art. VII .fortalecer o diálogo entre a comunidade acadêmica.incentivar a criação e o desenvolvimento de programas de pós-graduação interdisciplinares e multidisciplinares que contribuam para o avanço da pesquisa educacional. DE 8 DE JUNHO DE 2006. V . Dispõe sobre o Observatório da Educação.

em torno de pelo menos um dos seguintes eixos temáticos: I . 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. II . públicas e privadas. III . e V .educação especial.educação básica. de instituições de educação superior. publicado pela CAPES e pelo INEP. que disporá sobre os requisitos. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA FERNANDO HADDAD (DOU Nº 110. Art.estimular a utilização de dados estatísticos educacionais produzidos pelo INEP como subsídio ao aprofundamento de estudos sobre a realidade educacional brasileira.educação continuada. 185º da Independência e 118º da República. as condições de participação. os critérios de seleção e de financiamento de projetos e as normas de prestação de contas. 9/6/2006. Parágrafo único.organizar publicação com os resultados do Observatório da Educação. Brasília. 8 de junho de 2006. A escolha dos núcleos que comporão o Observatório da Educação será realizada mediante edital de seleção. à CAPES e ao INEP. 5) 172 .educação profissional. 5º As despesas do Observatório da Educação correrão à conta das dotações orçamentárias anualmente consignadas ao Ministério da Educação.VIII . 3º O Observatório da Educação compõe-se de núcleos de professores e pesquisadores. Art. vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu que desenvolvam linhas de pesquisa voltadas à educação.educação superior. Art. preferencialmente multidisciplinares. SEÇÃO 1. 4º O Observatório da Educação será dirigido por um dos diretores da CAPES. com a assessoria de dois representantes da CAPES e de dois representantes do INEP. designado pelo Presidente daquela Fundação. IV . Art. e IX . P.

do Distrito Federal ou de uma ou mais mesorregiões dentro de um mesmo Estado. patrimonial. inciso VI. 173 . § 3º Os projetos de lei de criação dos IFETs tratarão de sua organização em bases territoriais definidas. sociais e econômicas. alínea "a". respeitadas as vinculações nele previstas. detentores de autonomia administrativa. culturais. DECRETA: CAPÍTULO I DA REORGANIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Art. com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos às suas práticas pedagógicas. § 1º A reorganização referida no caput pautar-se-á pelo modelo de Instituto Federal de Educação. com natureza jurídica de autarquia. especializada na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. no uso da atribuição que lhe confere o art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.DECRETO Nº 6. 1º O Ministério da Educação estimulará o processo de reorganização das instituições federais de educação profissional e tecnológica. para fins de constituição dos Institutos Federais de Educação. caracterizadas por identidades históricas. pluricurricular e multicampus. § 2º Os projetos de lei de criação dos IFETs considerarão cada instituto como instituição de educação superior. do processo de integração de instituições federais de educação profissional e tecnológica. 84. Estabelece diretrizes para o processo de integração de instituições federais de educação tecnológica.IFET.IFET. 2º A implantação de IFETs ocorrerá mediante aprovação de lei específica. nos termos deste Decreto. na forma deste Decreto. Ciência e Tecnologia . Ciência e Tecnologia . CAPÍTULO II DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA PARA A FORMAÇÃO DOS IFETs Art. didático-pedagógica e disciplinar. definido por este Decreto. quando couber. nos termos do modelo estabelecido neste Decreto e das respectivas leis de criação.095. compreendidas na dimensão geográfica de um Estado. básica e profissional. da Constituição. DE 24 DE ABRIL DE 2007. no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica. a fim de que atuem de forma integrada regionalmente. após a conclusão.

4º Após a celebração do acordo. 16 do Decreto no 5. e VII .PROEJA. o disposto no art.estimular a pesquisa aplicada. prioritariamente em cursos e programas integrados ao ensino regular.ofertar educação profissional e tecnológica. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade.oferecer programas de extensão.orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos locais.qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do ensino de ciências nas instituições públicas de ensino. cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores e de educação profissional e técnica de nível médio. § 2º O termo de acordo deverá ser aprovado pelos órgãos superiores de gestão de cada uma das instituições envolvidas. estimulando o desenvolvimento de espírito crítico. no âmbito do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos . III . dando prioridade à divulgação científica. identificados com base no mapeamento das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico no âmbito de atuação do IFET. a produção cultural.ETF.desenvolver a educação profissional e tecnológica.773. Art. em particular. de 9 de maio de 2006. formando e qualificando profissionais para os diversos setores da economia. IV . em todos os seus níveis e modalidades. 3º O processo de integração terá início com a celebração de acordo entre instituições federais de educação profissional e tecnológica. V . o empreendedorismo. VI . observando.CEFET. e de ciências aplicadas. a especialização e a atualização de profissionais. Escolas Agrotécnicas Federais . II . que formalizará a agregação voluntária de Centros Federais de Educação Tecnológica . o projeto de PDI integrado deverá se orientar aos seguintes objetivos: I . as instituições deverão elaborar projeto de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) integrado. III .EAF e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais. § 2o No plano acadêmico.constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de ciências.ministrar educação profissional técnica de nível médio. Escolas Técnicas Federais . voltado à investigação empírica. o aperfeiçoamento. nas áreas da educação profissional e tecnológica. § 1º O processo de integração será supervisionado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.Art. no que couber. o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico. 174 . II . em todos os níveis de escolaridade. em geral.ofertar. § 1º A vocação institucional expressa no projeto de PDI integrado deverá se orientar para as seguintes ações: I . objetivando a capacitação. como processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais. localizados em um mesmo Estado. oferecendo capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino.ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores.

identificados com os potenciais de desenvolvimento local e regional. 4º. projeto de estatuto e a documentação pertinente. com vista à formação de professores para a educação básica. compreendendo mestrado e doutorado. II e III do § 2º do art. aplique o mínimo de cinqüenta por cento de sua dotação orçamentária anual no alcance dos objetivos definidos nos incisos I.realizar pesquisas aplicadas. 6º A proposta de implantação de IFET será encaminhada ao Ministério da Educação. VII . quando necessária em decorrência da implantação de um IFET. que decidirá acerca de seu encaminhamento. § 1º Caberá à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação analisar a proposta e. compreendendo bacharelados de natureza tecnológica e cursos superiores de tecnologia. V . b) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização.estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda. elaborar o projeto de lei específico de implantação de cada instituto. especialmente a partir de processos de autogestão. com vista ao processo de geração e inovação tecnológica. visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia. CAPÍTULO III DO MODELO DE INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. visando à formação de especialistas para as diferentes áreas da educação profissional e tecnológica. inciso VII. submetendo-o à apreciação do Ministro de Estado da Educação. Art. que promovam o aumento da competitividade nacional e o estabelecimento de bases sólidas em ciência e tecnologia. estendendo seus benefícios à comunidade. 175 .IV . de acordo com as demandas de âmbito local e regional. e o mínimo de vinte por cento de sua dotação orçamentária anual na consecução do objetivo referido na alínea "d". VI . c) programas de pós-graduação stricto sensu. preferencialmente de natureza profissional.desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica. em articulação com o setor produtivo e os segmentos sociais e com ênfase na difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos. bem como programas especiais de formação pedagógica. sobretudo nas áreas de ciências e matemática. 5º O projeto de lei que instituir o IFET vinculará sua autonomia financeira de modo que o Instituto. se for o caso. do § 2º do citado art. deverá constar do respectivo projeto de lei.ministrar em nível de educação superior: a) cursos de graduação. e d) cursos de licenciatura. 7º O processo de integração de instituições federais de educação profissional e tecnológica e a elaboração do projeto de PDI integrado deverão levar em conta o modelo jurídico e organizacional de IFET definido neste Decreto. em cada exercício. Art. CIÊNCIA E TECNOLOGIA Art. § 2º A complementação do quadro de cargos e funções. 4º. instruída com o projeto de PDI integrado. estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas.

registrar diplomas dos cursos por eles oferecidos. 8º Os projetos de lei de instituição dos IFETs definirão estruturas multicampi. pelos Pró-Reitores e pelo diretor-geral de cada campus que integra o Instituto. no âmbito de suas respectivas competências. desde que possuam o mínimo de cinco anos de efetivo exercício na instituição e que atendam a pelo menos um dos três seguintes requisitos: I . § 1º As Presidências do Colégio de Diretores e do Conselho Superior serão exercidas pelo Reitor do IFET. § 2º Os IFETs poderão. § 2º O Colégio de Diretores será composto pelo Reitor. antes desse prazo. os IFETs serão equiparados a universidades. avaliação e supervisão das instituições e cursos da educação superior. bem como sobre a composição do Conselho Superior. na forma da legislação aplicável à nomeação de reitores das universidades federais. Art. Art. observadas as disposições deste artigo. pela renúncia e pela destituição ou vacância do cargo. ou. dos estudantes. § 1º Para efeito da incidência das disposições que regem a regulação. dos técnicosadministrativos. II . de 1987. pelo Vice-Reitor. a administração superior será atribuída ao Reitor. ao Colégio de Diretores e ao Conselho Superior. exceto no que diz respeito a pessoal. de que trata a Lei nº 7. para a criação e extinção de cursos. § 3º O Conselho Superior possuirá caráter deliberativo e consultivo e será composto por representantes dos docentes. § 4º O estatuto do IFET disporá sobre as competências e as normas de funcionamento do Colégio de Diretores e do Conselho Superior. No projeto de lei de instituição do IFET. No projeto de lei de instituição do IFET. de 10 de abril de 1987. § 1º Poderão candidatar-se aos cargos de Reitor e Vice-Reitor os docentes pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente de qualquer dos campi que integram o IFET.estar posicionado na Classe Especial da Carreira de Magistério de 1º e 2º Graus do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos. voluntária ou compulsória. § 1º Cada campus corresponderá a uma unidade descentralizada. do Ministério da Educação e do Colégio de Diretores do IFET. 9º Os projetos de lei de instituição dos IFETs proporão estruturas dotadas de autonomia. e III . 176 . § 2º Aprovada a instituição do IFET. dos egressos da instituição. encargos sociais e benefícios aos servidores. será prevista a nomeação do Reitor e Vice-Reitor pelo Presidente da República. nos limites de sua área de atuação territorial.possuir o título de doutor. 10.596. o Ministério da Educação encaminhará a proposta orçamentária anual com identificação de cada campus. na forma do estatuto. Art. pela aposentadoria. com gestão orçamentária e financeira descentralizada. de que trata a Lei nº 7. nos termos da lei. da sociedade civil.Art. mediante autorização do colegiado superior competente para a matéria acadêmica.596. 11. § 2º Os mandatos de Reitor e de Vice-Reitor extinguem-se pelo decurso do prazo.estar posicionado no nível IV da Classe de Professor Adjunto da Carreira de Magistério Superior do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos.

Os projetos de lei de criação dos IFETs contemplarão regime de transição. respectivamente. Brasília. por designação do Reitor do IFET. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA FERNANDO HADDAD PAULO BERNARDO SILVA (DOU Nº 79.a proposta de implantação de IFET que resultar da integração de duas ou mais instituições deverá indicar qual delas corresponderá à sede do Instituto. Escolas Técnicas. 6/7) 177 . a elaboração e encaminhamento ao Ministério da Educação do estatuto do novo instituto. 24 de abril de 2007.Art. 186o da Independência e 119º da República. 12.o Diretor-Geral e o Vice-Diretor-Geral do CEFET que der origem à sede do IFET exercerão. Art.nos campi em processo de implantação. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. SEÇÃO 1. até que seja possível identificar candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos no parágrafo único do art. levará em conta preferencialmente o modelo de IFET disciplinado neste Decreto. Parágrafo único. permitida uma recondução. III . Os diretores-gerais dos campi serão nomeados para um mandato de quatro anos. com a incumbência de promover. II . nos termos estabelecidos pelo estatuto da instituição. após processo de consulta à comunidade do respectivo campus. 15. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 25/4/2007. Agrotécnicas e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais exercerão até o final os mandatos em curso. Art. até o final de seu mandato em curso e em caráter pro tempore. será prevista a administração dos campi por diretores-gerais. A criação de novas instituições federais de educação profissional e tecnológica. e IV . 14. 13.os Diretores e Vice-Diretores dos CEFETs. bem como a expansão das instituições já existentes. no prazo máximo de cento e oitenta dias. e que possuírem o mínimo de cinco anos de docência em instituição federal de educação profissional e tecnológica. as funções de Reitor e Vice-Reitor. os cargos de diretor-geral serão providos pro tempore. No projeto de lei de instituição do IFET. P. podendo candidatar-se ao cargo os docentes que integrarem o Quadro de Pessoal Ativo Permanente do respectivo campus. 12. que atenderá às seguintes disposições: I . nomeados pelo Reitor.

e dá outras providências. 84.ampliar o acesso das pessoas com deficiência à política de concessão de órteses e próteses. com vistas à implementação de ações de inclusão das pessoas com deficiência. III .tornar as escolas e seu entorno acessíveis. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. por parte da União Federal. com o objetivo de conjugar esforços da União. VI . De 26 de Setembro ee 2007. Art. Estado ou Distrito Federal ao Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência far-se-á por meio de termo de adesão voluntária cujos objetivos retratarão as diretrizes estabelecidas neste decreto. institui o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência . em regime de cooperação com Municípios. DECRETA: Art. II . Parágrafo único.Decreto 6. 3o A vinculação do Município. na formulação e implementação das ações para inclusão das pessoas com deficiência.CGPD. Estabelece o Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência. Estados e Distrito Federal. A adesão voluntária de cada ente federativo ao Compromisso gera para si a responsabilidade de priorizar medidas visando à melhoria das 178 . inciso VI. as seguintes diretrizes: I . Distrito Federal e Municípios em proveito da melhoria das condições para a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade brasileira. Parágrafo único.215/2007.garantir transporte e infra-estrutura acessíveis às pessoas com deficiência. mediante sua qualificação profissional.ampliar a participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.garantir que as escolas tenham salas de recursos multifuncionais. atuando diretamente ou em regime de cooperação com os demais entes federados e entidades que se vincularem ao Compromisso. de maneira a possibilitar o acesso de alunos com deficiência. V . IV . observará.garantir o acesso das pessoas com deficiência à habitação acessível. Estados. buscando potencializar os esforços da sociedade brasileira na melhoria das condições para a inclusão das pessoas com deficiência. Os entes participantes do Compromisso atuarão em colaboração com as organizações dos movimentos sociais. com a comunidade e com as famílias. 2o O Governo Federal. da Constituição. Art. de maneira a possibilitar a plena participação das pessoas com deficiências. 1o Fica estabelecido o Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência. no uso da atribuição que lhe confere o art. alínea “a”.

II . 6o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. entidades de classe empresariais.Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 1o. públicos e privados. 186o da Independência e 189o da República. § 1o O Comitê Gestor será composto pelos seguintes órgãos: I . 4o Podem colaborar com o Compromisso.Ministério da Educação. 5o Fica instituído o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência .9. famílias. pessoas físicas e jurídicas que se mobilizem para a melhoria das condições de inclusão das pessoas com deficiência. IV . 26 de setembro de 2007. resultantes do Compromisso de que trata o art.Ministério do Planejamento. em caráter voluntário. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Dilma Rousseff Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.Ministério da Saúde. igrejas e entidades confessionais.2007 179 . fundações. Art.Ministério do Trabalho e Emprego.Ministério das Cidades.condições para a inclusão das pessoas com deficiência em sua esfera de competência. Art. e VII . § 3o O apoio administrativo e os meios necessários à execução dos trabalhos do Comitê Gestor serão fornecidos pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. § 2o O Secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Orçamento e Gestão. § 4o A participação no Comitê Gestor é de relevante interesse público e não será remunerada. designará os representantes indicados pelos titulares dos órgãos referidos no § 1o e estabelecerá a forma de atuação e de apresentação de resultados pelo Comitê Gestor.Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. outros entes. Brasília.CGPD. V . com o objetivo de promover a articulação dos órgãos e entidades envolvidos na implementação das ações relacionadas à inclusão das pessoas com deficiência. III . que o coordenará. assim como de realizar o monitoramento e avaliação dessas ações. tais como organizações da sociedade civil. VI .

no prazo de até quatro anos. com matrícula independente da educação profissional. Será constituído um Grupo de Trabalho.º 2.para dar cumprimento ao disposto do caput deste artigo. elaborarão um Plano de Implantação.cursos de qualificação. far-se-á. oferecendo o máximo de 50% do total de vagas oferecidas para os cursos regulares em 1997. dar-se-á de acordo com o disposto no Decreto n. 1º deverá prever um incremento de vagas em relação às vagas oferecidas em 1997 no ensino regular de. levando em consideração suas condições materiais. As instituições federais de educação tecnológica . Escolas Agrotécnicas Federais. O Grupo de Trabalho.º 2. desenvolvidos concomitantemente com o ensino médio.394/96.CONDETUF e dos Centros Federais de Educação Tecnológica CONCEFET e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica . Escolas Técnicas das Universidades e Centros Federais de Educação Tecnológica .CONDAF. das Escolas Técnicas das Universidades Federias .SEMTEC. 39 a 42 e 88 da Lei n.Escolas Técnicas Federais. observando o disposto na Lei nº9. bem como o Decreto n.cursos de nível técnico destinados a egressos de nível médio. com o objetivo de apoiar.cursos de especialização e aperfeiçoamento para egressos de cursos de nível técnico. § 1º. 3º. mediante a oferta de: I. financeiras e de recursos humanos. adultos e trabalhadores em geral. no uso de suas atribuições e considerando o disposto nos Art. 39 a 42 da Lei n. de 14 de maio de 1997 Regulamenta a implantação do disposto nos artigos 39 a 42 da Lei n. II.208/97 e nesta Portaria.º 2. Art. 4º. 180 .394 de 24 de dezembro de 1996. a partir do ano letivo de 1998.º 2. § 1º.PORTARIAS PORTARIA N. indicará a necessidade de prorrogar o prazo inicial previsto no Plano de cada escola. reprofissionalização de jovens. § 2º.cursos de nível técnicos.394/96 e no Decreto n. composto por representantes dos conselhos das Escolas Técnicas Federais . acompanhar e avaliar a implantação da reforma da educação profissional.º 9.208 de 17 de abril de 1997. por via regular ou supletiva.208 de 17 de abril de 1997. A implantação do disposto nos Art.º 9. no mínimo. com qualquer nível de escolarização. Art. As instituições federais de educação tecnológica ficam autorizada a manter ensino médio.208/97 e dá outras providências O Ministro de Estado da Educação e do Desporto. 2º O Plano de Implantação deverá prever o incremento da matrícula na educação profissional.º 646. III. O plano de implantação a que se refere o Art. 50% no período de até 05 anos. Art. para alunos oriundos de escolas dos sistemas de ensino.1º. § 3º. IV. que não poderá se superior a 01 (um) ano. requalificação. Art. O ingresso de novos alunos.CONDITEC. das Escolas Agrotécnicas Federais . na rede federal de educação tecnológica. baseado na avaliação do processo de implantação da reforma.

objetivando: I . 13º.º 45/72. inclusive com papel relevante na expansão da educação profissional conforme previsto no Art. São mantidos os dispositivos do Parecer n. sindicatos de trabalhadores e sindicatos patronais.394 e Decreto n. o direito de os concluírem pelo regime vigente no seu ingresso ou de optarem pelo regime estabelecido pela Lei n. n. 12º. 181 . considerar-se-á apenas a matrícula no ensino médio e nos cursos mencionados nos incisivos I e II deste artigo. São mantidas as normas referentes ao estágio supervisionado até que seja regulamentado o Art. 7º.identificação de novos perfis de profissionais demandados pelos setores produtivos.394/96. Art. pelo Ministério da Educação e do Desporto. Art. As instituições federais de educação tecnológica implantarão.º 9. Art.394/96. II . em articulação como a SEMTEC e com os órgãos de desenvolvimento econômico e social dos Estados e Municípios. bem como junto a órgãos de desenvolvimento econômico e social dos governos estaduais e municipais. ao disposto na Lei n. 5º. baseados em sua doutrina.208/97. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário.208/97 e nesta Portaria. implementarão programas especiais de formação pedagógica para docentes das disciplinas do currículo de educação profissional. No cálculo do incremento das vagas previsto no caput deste artigo.adequação da oferta de cursos às demandas dos setores produtivos Parágrafo Único. Art.º 9. 9º. inclusive os que ingressaram no anos de 1997. adultos e trabalhadores em geral será feita de acordo com as demandas identificadas junto aos setores produtivos. A oferta de cursos de nível técnico e de qualificação. As instituições federais de educação tecnológica que ministram cursos do setor agropecuário poderão organizá-los de forma a atender às peculiaridades de sua localização e metodologias aplicadas a esse ensino. 6º. As instituições federais de educação tecnológica serão credenciadas. As instituições de educação tecnológica deverão adaptar seus regimentos internos.º 2. requalificação e reprofissionalização de jovens.º 9. quando autorizadas.º 1. 8º.º 5. mediante propostas específicas para certificarem competências na área da educação profissional.692/71 e dos Pareceres que a regulamentam.§ 2º. de 15 de abril de 1997. bem como os demais pareceres que. Art. no Decreto n. mecanismo permanentes de consulta aos setores interessados na formação de recursos humanos. 14º. Art. Fica assegurado aos alunos das instituições federais de educação tecnológica. 82 da Lei n. do extinto Conselho Federal de Educação. que iniciaram seus cursos técnicos no regime da Lei n. As instituições federais de educação tecnológica deverão se constituir em centros de referência. Art. criaram habilitações profissionais de nível técnico até a definição.º 2. no prazo de 120 (cento e vinte) dias.º 44 da Medida Provisória n. Art.549-29. Art. Art. de novas diretrizes curriculares nacionais. 15º. 11º. 10º. Art. Os mecanismos permanentes deverão incluir sistema de acompanhamento de egressos e de estudos de demanda de profissionais. As instituições federais de educação tecnológica. dentre outros.

208. Atribuir competência ao Diretor-Executivo da UCP para normatizar o seu funcionamento.005.09. incumbida de adotar as providências necessárias à implementação do PROEP.UCP. de 30 de junho de 1997.PORTARIA Nº 1.BID. publicada no Diário Oficial da União de 04. que será seu Diretor-Executivo. Art.PROEP. PAULO RENATO SOUZA Ministro de Estado da Educação e do Desporto 182 . 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. por meio de Operação de Crédito Externo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento .SEMTEC.COFIEX pela aprovação da continuidade da preparação do PROEP. Considerando o disposto na Lei nº 9. resolve: Art. no âmbito da Secretaria de Educação Média e Tecnológica . Considerando a necessidade de implementar o Programa de Reforma da Educação Profissional .LDB e as disposições contidas no Decreto nº 2. Art.UCP. 2º A Unidade de Coordenação do Programa . a Unidade de Coordenação do Programa . de 17 de abril de 1997. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional .394 de 20 de dezembro de 1996. 3º A SEMTEC assegurará a infra-estrutura física e operacional necessária à instalação e funcionamento da Coordenação do Programa. Art. 1º Institui. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO no uso de suas atribuições. identificado como passível de financiamento externo. será dirigida pelo Diretor de Programas da SEMTEC. DE 10 DE SETEMBRO DE 1997.97. Parágrafo único. e contará com uma área de desenvolvimento institucional e outra de desenvolvimento técnico-pedagógico. da Comissão de Financiamentos Externos . Considerando a Recomendação nº 444.

MTb.CODEFAT.BID. DE 11 DE SETEMBRO DE 1997. 183 . com o objetivo de: I. na composição da contrapartida da operação de Crédito Externo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento . Considerando o documento “Política para a Educação Profissional” elaborado.CODEFAT. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional . 1º Criar o Conselho Diretor do Programa de Reforma da Educação Profissional .018.SEFOR/MTb. III. que o presidirá.PROEP. elaborados pela Coordenação do Programa. O Secretário da Secretaria de Formação e Desenvolvimento Profissional .394.O Presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador .o Diretor do Departamento de Desenvolvimento da Educação Média e Tecnológica da SEMTEC/MEC. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTOP E O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO. em sua 26ª Reunião Extraordinária realizada em 02 de julho de 1997. III. IV.analisar os relatórios anuais do Programa. Considerando a deliberação do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador . Art.MEC e pelo Ministério do Trabalho . de 20 de dezembro de 1996. O Secretário da Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC/MEC. no uso de suas atribuições. IV. em conjunto pelo Ministério da Educação e do Desporto . manifestando a concordância em participar do Programa de Reforma da Educação Profissional .208. e as disposições contidas no decreto nº 2. II.PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1. resolvem: Art. deliberar sobre as políticas e diretrizes para implementação da citada reforma. de 17 de abril de 1997. e Considerando a necessidade de implementar o Programa de Reforma da Educação Profissional. visando a atuação cooperativa na formulação de políticas e implantação de programas e projetos destinados à operacionalização da política de educação profissional. deliberar sobre os Planos Operativos Anuais Globais.LDB. II.analisar eventuais propostas de ajustes ou alterações do Programa a serem submetidas ao BID. Considerando os princípios fixados para a reforma da Educação Profissional na Lei nº 9.PROEP. 2º Integração o Conselho Diretor do PROEP: I.

V. o Diretor do Programa da SEMTEC/MEC. PAULO RENATO SOUZA Ministro de Estado da Educação e do Desporto PAULO PAIVA Ministro de Estado do Trabalho 184 . que será seu Secretário Executivo. Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. A SEMTEC/MEC assegurará a infra-estrutura física e operacional necessária ao funcionamento do Conselho Diretor. Parágrafo único.

de 27 de novembro de 1997. da Lei 8. de acordo com o que estabelece a Lei nº 8. IIComprovação. VII. Art. por titulação e com experiência na sua área de docência. com base nos indicadores do Sistema de Avaliação Institucional da Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC.948/94 e o Decreto nº 2. necessários à implantação do Centro Federal de Educação Tecnológica. pelo Ministério da Educação e do Desporto.97) Estabelece diretrizes para elaboração do projeto institucional de que trata o Art. far-se-á mediante a aprovação.948. do projeto institucional de cada instituição de ensino. Art. IIIRelação dos cursos a serem ministrados.PORTARIA 2. 3º Os Centros Federais de Educação Tecnológica gozarão de autonomia para a criação e ampliação de vagas nos cursos de nível básico. destacando o processo de elaboração e participação de educadores. 2º.Apresentação da proposta pedagógica da instituição. VPrevisão de necessidade de docentes para os cursos de nível tecnológico e previsão da sua inserção no quadro da instituição.208/97. IVdemonstração da existência de recursos humanos condizentes com o projeto institucional. especificando o número de docentes com pósgraduação. § 2º A aprovação do projeto institucional habilitará a expedição do competente Decreto. § 1º O Ministério da Educação e do Desporto constituirá comissão encarregada de proceder a análise e avaliação dos projetos institucionais. conforme disposto no § 1º do art. VIII. c) identificação de novos perfis de profissionais demandados. VIComprovação da existência de recursos financeiros que cubram. 3º e 7º do Decreto nº 2. técnico e tecnológico nos termos do Decreto nº 2.406. a curto prazo. 185 . Art.Previsão de aporte de recursos financeiros a médio e longo prazos para atendimento ao projeto institucional.12. recomendando sua aprovação. 6º do Decreto 2.948/94. 3º. d) a adequação da oferta de cursos às demandas diagnosticadas. das condições físicas.406/97. especificando estratégias do incremento desses recursos. IXEspecificação dos processo de interação com os setores produtivos objetivando: a) a avaliação permanente dos egressos dos cursos ministrados. 1º O processo de implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica. de acordo com a configuração apresentada no inciso I deste Artigo. de 08 de dezembro de 1994. empresários e trabalhadores na definição dessa proposta. incluindo os oriundos de parecerias. os custos recorrentes de implantação do Centro. de laboratórios e de equipamentos.406/97.267/97 (DOU DE 23. b) as necessidades de reformulação curricular. 2º O projeto institucional atenderá às seguintes diretrizes: Iconfiguração institucional que atenda ao disposto nos arts. que regulamenta a Lei nº 8.

406/97. A criação de cursos nos Centros Federais de Educação Tecnológica fica condicionada às condições previstas nos parágrafos 1º e 2º do art. 8º do Decreto nº 2. 186 .Parágrafo único.

condição jurídica. quando for o caso. administrativa. apresentar as solicitações de credenciamento de que trata esta Portaria. Art. em qualquer época. 2.estatuto da instituição e definição de seu modelo de gestão institucional. 187 .qualificação acadêmica e experiência profissional das equipes multidisciplinares – corpo docente e especialistas nos diferentes meios de informação a serem utilizadas – e de eventuais instituições parceiras. no uso de suas atribuições. III . ensino médio e a educação profissional em nível técnico. qualificação mínima exigida e formas de acesso para os cargos diretivos ou de coordenação. 3. suportes de informação e meios de comunicação que pretende adotar. § 2. IV . contendo.resultados obtidos em avaliações nacionais.PORTARIA N.º As instituições poderão. a ser protocolada no Protocolo Geral do MEC ou na Demec da unidade da Federação respectiva. V . capacidade financeira. considerando o disposto na Lei n. de 10 de fevereiro de 1998.breve histórico que contemple localização da sede.494. incluindo organograma funcional. II . e a necessidade de normatizar os procedimentos de creden-ciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância.infra-estrutura adequada aos recursos didáticos. bem como a composição e atribuições dos órgãos colegiados existentes. de 20 dezembro de 1996 e no Decreto n. Art.experiência anterior em educação no nível ou modalidade que se proponha a oferecer.º A solicitação para credenciamento do curso de que trata o § 1.º 301. infra-estrutura. deverá apresentar solicitação às autoridades dos respectivos sistemas. descrição das funções e formas de acesso a cada cargo. 1.º O credenciamento da instituição levará em conta os seguintes critérios: I . denominação.elenco dos cursos já autorizados e reconhecidos. II . DE 7 DE ABRIL DE 1998 Estabelece normas de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e de educação profissional tecnológica a distância O MINISTRO DO ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. inclusive da mantenedora. quando for o caso. esclarecendo atribuições acadêmicas e administrativas.º deverá ser acompanhada de projeto.º 2.394.º 9.º A instituição de ensino interessada em credenciar-se para oferecer cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico a distância deverá apresentar solicitação ao Ministério da Educação e do Desporto. § 1. Resolve: Art. as seguintes informações: I . definição de mandato. situação fiscal e parafiscal e objetivos institucionais. pelo menos.º A instituição de ensino interessada em credenciar-se para oferecer cursos de educação fundamental dirigidos à educação de jovens e adultos.

linhas telefônicas. de 13 de maio de 1997. especialmente designada para avaliar a documentação apresentada e verificar. constituirão uma comissão de credenciamento. e a Secretaria de Educação a Distância (Seed). com acervo de periódicos e livros. equipamentos que serão utilizados. a Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec). 3.º da Portaria MEC n.descrição do processo seletivo para ingresso nos cursos de graduação e da avaliação do rendimento do aluno ao longo do processo e ao seu término. carga horária estimada para a integralização do curso. incluindo qualificação e experiência profissional. as informações exigidas neste artigo estendem-se a todos os envolvidos. VI . bem como fitas de áudio e vídeos. audiocassete.º A Secretaria de Ensino Superior (SESu). completado o conjunto de informações. as informações e dados previstos no art. as condições de funcionamento e potencialidades da instituição.III . videocassete.descrição da infra-estrutura. 5. incluindo a relação numérica entre eles. 2. material didático e meios instrucionais a serem utilizados. § 2. respectivamente no que diz respeito à educação superior e educação profissional. dentre outros. § 1. em função do projeto a ser desenvolvido: instalações físicas. equipamentos para vídeo e teleconferência. VII . VIII . estrutura curricular.º Sempre que houver parceria entre instituições para a oferta de cursos a distância. IV . 4. Art. de informática.º Sempre que as instituições interessadas em credenciar-se para oferecer cursos de graduação a distância não estiverem credenciadas como instituições de educação superior para o ensino presencial. emendas. biblioteca atualizada e informatizada. laboratórios. para os residentes na mesma localidade e formas de interação e comunicação com os não residentes. 188 . deverão apresentar. § 1. aulas práticas e estágio profissional oferecidos aos alunos.º O credenciamento de instituições para oferecer cursos de graduação a distância se dará com o ato legal de autorização de funcionamento de seus cursos.dados sobre o curso pretendido: objetivos. Art. no projeto de que trata o art.º O projeto referido no caput deste artigo será integralmente considerado nos futuros processos de avaliação e recredenciamento da instituição.indicação de atividades extracurriculares. V . § 2.º 640.descrição clara da política de suporte aos professores que irão atuar como tutores e de atendimento aos alunos.º desta Portaria. in loco. a possibilidade de acesso à instituição. destacando salas para atendimento aos alunos. podendo incluir outras.identificação das equipes multidisciplinares – docentes e técnicos – envolvidas no projeto e dos docentes responsáveis por cada disciplina e pelo curso em geral. prestadas por órgãos do MEC ou por instituições de reconhecida competência na área de educação a distância. inclusive linhas para acesso a redes de informação e para discagem gratuita e aparelhos de fax à disposição de tutores a alunos. com informações adicionais da Secretaria de Educação a Distância (Seed). tais como televisão.º As informações apresentadas pela proponente poderão ser complementadas pela Secretaria de Ensino Superior (SESu) e Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec).

Art.Art.º O reconhecimento de cursos superiores de graduação a distância autorizados e a autorização de novos cursos de graduação e cursos seqüenciais a distância. em tudo o que for aplicável. Art. integrará o relatório da Secretaria de Ensino Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec). 110) 189 .º O relatório da comissão. § 2. pelo ministro.º 641. As instituições que obtiverem credenciamento para oferecer cursos a distância serão avaliadas para fins de recredenciamento após cinco anos. no qual recomendará ou não o credenciamento da instituição. Seção 1 . 10.º 877. de 30 de julho de 1997. § 1. a contar da data da homologação do parecer no Diário Oficial. Será sustada a tramitação de solicitação de credenciamento de que trata esta Portaria. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Brasília. p. 09-04-98. 12. de 13 de maio de 1997. e n. Art. PAULO RENATO SOUZA (Diário Oficial. 11. 7. elaborará relatório detalhado. A análise de que trata este artigo. quando a proponente ou sua mantenedora estiverem submetidas a sindicância ou inquérito administrativo.º O parecer do Conselho Nacional de Educação de que trata o artigo anterior será encaminhado ao ministro de Estado da Educação e do Desporto para homologação.º A comissão de credenciamento. nas instituições credenciadas para a oferta de educação a distância.º 640. o credenciamento far-se-á por ato do Poder Executivo. 8. acompanhado da documentação pertinente. que será encaminhado ao Conselho Nacional de Educação. uma vez concluída a análise da solicitação. Parágrafo único. para deliberação.º Em caso de homologação de parecer desfavorável. no que se refere aos cursos de graduação a distância. Art. a instituição interessada só poderá solicitar novo credenciamento após o prazo de dois anos. de 1997. Art. 6. 9. deverão obedecer o que dispõe a Portaria n. atendendo ao disposto na Portaria MEC n. será realizada pela comissão de credenciamento e pela SESu/MEC.º Havendo homologação de parecer favorável. Art. em tudo o que for aplicável.

e no Decreto n.394. contemplando. DE 25 DE NOVEMBRO DE 1999 Dispõe sobre o credenciamento de centros de educação tecnológica e a autorização de cursos de nível tecnológico da educação profissional. sob a forma de projeto. cópia dos documentos de eleição de seus administradores. Estadual.pessoa jurídica a) cópia do registro comercial em caso de empresa individual. documentação relativo à regularidade fiscal. pertinente a seu ramo de atividade. de 24 de novembro de 1995. pelo menos. c) prova de regularidade para com a Fazenda Federal. 2º Do projeto aludido no artigo anterior deverão constar ainda as informações e dados referentes à instituição e a cada curso solicitado.° 2. cópia do ato constitutivo. no uso de suas atribuições. ou outra equivalente na forma da lei. d) prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇAO. os seguintes tópicos: I. Da mantenedora . II. 1º A instituição interessada em credenciar-se como Centro de Educação Tecnológica dirigirá sua solicitação. em se tratando de sociedades comerciais e.406 de 27 de novembro de 1997. acompanhada de comprovação da eleição da diretoria. 190 . RESOLVE: Art. e considerando ainda a necessidade de definir os procedimentos para o credenciamento de centros de educação tecnológica e a autorização de cursos de nível tecnológico da educação profissional.131. qualificação profissional e capacidade financeira vinculada à atividade proposta como mantenedora de instituição de ensino.PORTARIA Nº 1. § 1º Do projeto de que trata o caput deste artigo deverão constar o elenco dos cursos que a instituição pretende implantar. no caso de sociedades civis. ao Ministro de Estado da Educação protocolando-a no Protocolo Geral do Ministério. bem como daqueles de educação profissional de nível técnico já autorizados pelo respectivo sistema de ensino. estatuto ou contrato social em vigor. Estadual ou Municipal da sede da mantenedora. b) prova de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes. relativa à sede da mantenedora. quando for o caso.° 9.647. Da mantenedora . b) demonstração de experiência. devidamente registrado. prova de inscrição nos cadastros de contribuintes estadual e municipal. e Municipal do seu domicílio. considerando o disposto na Lei nº 9. de 20 de dezembro de 1996. Art. se houver.pessoa física a) cópia de documento de identidade. § 2º O credenciamento dos centros de educação tecnológica se dará com o ato de autorização de funcionamento dos cursos de educação profissional de nível tecnológico elencados e aprovados no projeto referido no caput deste artigo. incluindo prova de inscrição no Cadastro Geral de Pessoas Físicas. cópia do ato constitutivo. prova de domicílio e prova de regularidade com a Fazenda Federal. na Lei n.

Da instituição de ensino a) denominação e informações de identificação da instituição. para cada um. com descrição dos módulos ou disciplinas. f) previsão do regime de trabalho. suas atividades principais e áreas de atuação. f) experiência e qualificação profissional dos dirigentes. i) estudo de tendências econômicas e tecnológicas que justifiquem a implantação do curso e currículo proposto. quanto ao número. j) descrição dos seguintes itens: i) biblioteca. 191 . c) indicação do responsável pela implantação do curso com a respectiva qualificação profissional e acadêmica. g) demonstração dos resultados das avaliações da instituição e de cursos. e) planejamento econômico-financeiro da instituição. sua organização. b) histórico da instituição. d) perfil dos profissionais que pretende formar. expedidos. quando possuir. área física. f) caracterização da infra-estrutura física a ser utilizada para cada curso. Do projeto para cada curso proposto a) concepção. a qualificação. de candidatos por vaga no último processo seletivo. assinaturas correntes. plano de expansão. do plano de carreira e de remuneração do corpodocente. c) formas de participação do corpo docente nas atividades de direção da instituição. bem como descrição dos cursos de nível técnico e de nível superior que já oferece. e infra-estrutura que possui. formas de utilização. d) elenco dos cursos da instituição já autorizados. acervo de livros. experiência profissional docente e não docente. vagas anuais. quando for o caso. inclusive dos exames nacionais de cursos. vagas e para atualização curricular. IV. em processo de reconhecimento e reconhecidos. periódicos especializados. realizadas pelo Ministério da Educação. indicando. finalidade e objetivos. h) cópia dos atos legais de autorização de funcionamento dos cursos de educação profissional de nível técnico e dos cursos de nível superior. h) período mínimo e máximo de integralização dos cursos. turnos de funcionamento e dimensão das turmas. i) mecanismo institucionalizado permanente de articulação com segmentos produtivos a que estão vinculados os cursos. b) plano de curso e currículo pleno proposto. quando for o caso. com indicação das fontes de receita e principais elementos de despesa. g) regime escolar. prevendo a implantação de cada curso proposto. o total de alunos e turmas e o número de alunos por turma. o número de vagas.e) demonstração de patrimônio e capacidade financeira própria para manter instituições de ensino. para definição da oferta de cursos. recursos e meios informatizados. III. e) perfil pretendido do corpo docente.

4º O não atendimento dos requisitos legais ou técnicos ou a avaliação negativa de mérito. nos termos da legislação vigente. critérios e indicadores de qualidade para cursos e áreas específicas. realizará sua avaliação e emitirá relatório técnico. constando de: a) verificação de adequação técnica e sua conformidade à legislação aplicável e ao disposto nesta Portaria. estabelecidos pela SEMTEC/MEC. As deliberações e pronunciamentos do Conselho Nacional de Educação serão submetiddos à homologação do Ministro de Estado da Educação. Art. Art. 5º O atendimento dos requisitos legais e técnicos. destacando conjunto de plantas. não tendo a instituição solicitante comunicado à SEMTEC/MEC a conclusão das etapas do projeto consideradas prévias e indispensáveis ao funcionamento do curso. 2º desta Portaria. oficinas e demais equipamentos a serem utilizados no curso proposto. 6° . Art. Art. será expedido o ato de autorização. no prazo de até trinta dias a contar da data do término da verificação. Art. com avaliação positiva do mérito do projeto. implicará no envio do projeto ao Conselho Nacional de Educação. b) receber a comissão de especialistas designada pela SEMTEC/MEC para avaliação in loco das condições para funcionamento da instituição. facultará a implementação do projeto. 3º A análise do projeto de que trata que esta Portaria será efetuada pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC/MEC. Parágrafo único. a implementação das etapas do projeto consideradas como indispensáveis ao funcionamento da fase inicial dos cursos. 7º O relatório técnico da comissão de especialistas de que trata o artigo anterior integrará o relatório a ser enviado pela SEMTEC/MEC ao Conselho Nacional de Educação para deliberação. com indicação de indeferimento. plano de expansão física e descrição das serventias. caso contrário o processo de autorização será submetido ao Conselho Nacional de Educação com a indicação de indeferimento. b) avaliação de mérito por comissão de especialistas designada pela SEMTEC/MEC. 9º.ii) edificações e instalações a serem utilizadas para o funcionamento do curso proposto. destacando o número de computadores à disposição do curso e as formas de acesso a redes de informação. Parágrafo único. A comissão designada para verificar in loco os elementos indicados no art. § 2º Decorrido o prazo de doze meses da assinatura do termo. iii) laboratórios. Ocorrendo a homologação de parecer favorável. 8º As análises de que tratam os artigos 3º e 6º desta Portaria serão realizadas com base em padrões. o processo será enviado ao Conselho Nacional de Educação com a indicação de indeferimento. no prazo máximo de doze meses. Art. ouvido o Conselho Nacional de Educação. mediante prévia assinatura de um termo de compromisso pelo qual a proponente se obrigará a: a) concluir. o qual constitui 192 . A SEMTEC/MEC fixará anualmente o calendário para a protocolização e para a realização da análise de que trata o parágrafo anterior. Art. § 1º A instituição solicitante terá um prazo de trinta dias a contar do recebimento da comunicação pela SEMTEC/MEC para assinar o termo previsto no caput.

formalizando tal ato por meio de comunicação à SEMTEC/MEC. devendo a instituição encaminhar. 16. Art. A autorização para o funcionamento terá prazo de validade de um ano. nas áreas em que a instituição ainda não tiver cursos reconhecidos. 10. As instituições credenciadas poderão abrir novos cursos de nível tecnológico da educação profissional nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. a contar da data da publicação da homologação. projeto para o reconhecimento dos referidos cursos. findo o qual esta estará automaticamente cancelada. 13. Os cursos de que trata a presente Portaria serão autorizados a funcionar em um campus determinado. contados do início de seu funcionamento. Art. Os cursos autorizados deverão entrar em funcionamento no prazo de até doze meses. e indicado expressamente no ato de autorização . 14. 11. § 2º Os centros de educação tecnológica terão a prerrogativa de suspender ou reduzir a oferta de vagas em seus cursos de nível tecnológico de educação profissional de modo a adequá-la às necessidades do mundo do trabalho. Será sustada a tramitação de solicitações das autorizações de que trata esta Portaria quando a instituição requerente ou estabelecimento por ela mantido estiver submetido a sindicância ou a inquérito administrativo. para os cursos com duração de até dois anos e de dois anos para os cursos de três anos de duração. ficando vedada. § 1º A abertura de novos cursos de nível tecnológico da educação profissional. findo o qual ocorrerá nova avaliação in loco. especificado no projeto. nos prazos estabelecidos no artigo anterior. a contar da data da publicação do ato de autorização. para fins de reconhecimento. Art. independente de autorização prévia. 12. a instituição só poderá apresentar nova solicitação relativa ao mesmo curso após o prazo de dois anos. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. a transferência dos cursos para outra instituição ou entidade mantenedora. Art. Art. depende de autorização de funcionamento na forma desta Portaria. PAULO RENATO SOUZA (Publicada no Diário Oficial da União do dia 26 de novembro de 1999) 193 . neste período.requisito prévio indispensável para a realização do processo seletivo para preenchimento das vagas iniciais do curso autorizado. por comissão de especialistas da SEMTEC/ MEC. Art. Art. 15. No caso da homologação de parecer desfavorável à autorização.

Parágrafo único.eliminação de barreiras arquitetônicas para circulação do estudante permitindo o acesso aos espaços de uso coletivo.306. na Lei nº 9. Art 2º A Secretaria de Educação Superior deste Ministério. 194 . 1º Determinar que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de cursos superiores. -colocação de barras de apoio nas paredes dos banheiros.679. -reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviços. e no Decreto nº 2. estabelecerá os requisitos. Espaço. no uso de suas atribuições.PORTARIA Nº 1. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. bem como para sua renovação. sistema de síntese de voz. facilitando a circulação de cadeira de rodas. -adaptação de portas e banheiros com espaço suficiente para permitir o acesso de cadeira de rodas. requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. de 19 de agosto de 1997. -construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores.Compromisso formal da instituição de proporcionar. e de credenciamento de instituições. -gravador e fotocopiadora que amplie textos.131. caso seja solicitada. Mobiliário e Equipamentos Urbanos. de 24 de novembro de 1995. DE 2 DE DEZEMBRO DE 1999 Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências. Os requisitos estabelecidos na forma do caput. sala de apoio contendo: -máquina de datilografia braille. para fins de sua autorização e reconhecimento e para fins de credenciamento de instituições de ensino superior. RESOLVE: Art. considerando o disposto na Lei nº 9. no mínimo: a) para alunos com deficiência física .394. que trata da Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências e Edificações. deverão contemplar. impressora braille acoplada a computador. para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos. bebedouros e telefones públicos em altura acessível aos usuários de cadeira rodas b) para alunos com deficiência visual . de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações das instituições de ensino. com o apoio técnico da Secretaria de Educação Especial. conforme as normas em vigor. de 20 de dezembro de 1996. -instalação de lavabos. desde o acesso até a conclusão do curso. da Associação Brasileira de Normas Técnicas. tendo como referência a Norma Brasil 9050. e considerando ainda a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior.

3º. -flexibilidade na correção das provas escritas. -aprendizado da língua portuguesa. A observância dos requisitos estabelecidos na forma desta Portaria será verificada. . especialmente quando da realização de provas ou sua revisão.. Art. laboratórios e bibliotecas dos cursos e instituições avaliados.equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subtiormal -lupas. a partir de 90 (noventa) dias de sua publicação.scanner acoplado a computador.Compromisso formal da instituição de proporcionar. caso seja solicitada. desde o acesso até a conclusão do curso: -quando necessário.4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. intérpretes de língua de sinais/língua portuguesa. valorizando o conteúdo semântico. complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real conhecimento do aluno. Art. principalmente. na modalidade escrita. réguas de leitura. quando da verificação das instalações físicas. -materiais de informações aos professores para que se esclareça a especificidade lingüística dos surdos. . -software de ampliação de tela. revogadas as disposições em contrário. PAULO RENATO SOUZA 195 . pelas comissões de especialistas de ensino. responsáveis pela avaliação a que se refere o art 1º . equipamentos. -piano de aquisição gradual de acervo bibliográfico dos conteúdos básicos em braille c) para alunos com deficiência auditiva .plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em fitas de . (para o uso de vocabulário pertinente às matérias do curso em que o estudante estiver matriculado).

647. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.PORTARIA Nº 27 DE 02 DE MARÇO DE 2000 O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. RUY LEITE BERGER FILHO Secretário da Educação Média e Tecnológica (Publicada em 08 de março de 2000. com entrada prevista a partir de 22 de março de 2000. Art. 1º Fixar os períodos de março a junho e de agosto a novembro para a realização da análise técnica e meritórias dos processos de reconhecimentos de cursos de nível tecnológico da educação profissional. resolve: Art. no Diário Oficial) 196 . no uso de suas atribuições e tendo em vista o dispositivo no artigo 13 da Portaria Ministerial nº 1. de 25 de novembro de 1999.

647. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º e parágrafo único da Portaria Ministerial nº 1. de 25 de novembro de 1999. RUY LEITE BERGER FILHO Secretário da Educação Média e Tecnológica Publicada em 08 de março de 2000. resolve: Art. com entrada prevista a partir de 22 de março de 2000.PORTARIA Nº 28 DE 02 DE MARÇO DE 2000 O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. 197 . no Diário Oficial. Art.2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 1º Fixar o período de fevereiro a novembro para a realização da análise técnica e meritória dos processos de credenciamentos de Centros de Educação Tecnológica e/ou autorização de novos cursos de nível tecnológico da educação profissional.

atendendo aos princípios e critérios estabelecidos na Resolução nº 04/99 do CNE/CEB. aos resultados dessa avaliação. para que os diplomas e certificados tenham validade nacional. Art 4º Estabelecer que os Planos de todos os Cursos deverão estar concluídos até o final do mês de setembro deste ano. § 3º Os cursos deverão ter estrutura flexível. que poderá ser feita a qualquer tempo. recursos orçamentários. mantido pelo MEC. revogadas as disposições em contrário. RUY LEITE BERGER FILHO 198 . Art 2º Estabelecer que os cursos a serem oferecidos pelas instituições. quadro de pessoal. divulgados pelo Ministério da Educação. b) Capacidade institucional da escola quanto a equipamentos. Art 3º Os currículos dos cursos definidos a partir da observância aos critérios estabelecidos no artigo 2º desta Portaria serão elaborados com base nos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico. reformulem a oferta de cursos de nível técnico e os respectivos currículos para implantação no ano 2001. § 1º Os planos deverão ser submetidos `a aprovação do órgão colegiado de decisão superior da Instituição e estar disponíveis em meio eletrônico. organização e a execução dos mesmos. a partir do ano 2001. oferecendo percursos formativos diversificados. resolve: Art 1º Determinar que as instituições de educação profissional. após sua aprovação serão cadastrados pela própria Instituição no Cadastro Nacional de Cursos. no uso de suas atribuições. Art 5º A Secretaria realizará avaliação dos cursos técnicos junto às Instituições Federais quanto ao planejamento. integrantes do sistema federal de ensino. materiais. observarão os seguintes critérios: a) oferta justificada em pesquisa de mercado consistente e em outros dados obtidos pela escola.PORTARIA Nº 30 DE 21 MARÇO DE 2000 (Publicada no Diário Oficial de 23 de março de 2000) O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Art 6º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. considerando o Parecer CNE/CEB nº 16/99 e a Resolução CNE/CEB nº 04/99. com saídas parciais e finais. § 2º Os cursos e seus respectivos planos. condicionando-se sua manutenção no Cadastro Nacional de Cursos. cumprindo todos os itens determinados nos Artigos 9º e 10 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 coerentes com o Projeto Pedagógico da Instituição.

desde que integrante de itinerário de profissionalização técnica e explicitado Plano de Curso da respectiva habilitação. já estejam disponibilizados. II – Até 30 de dezembro de 2000.a carga horária mínima de um modulo.como curso de qualificação profissional. para conferir certificação. se tiverem terminalidade. respectiva área profissional.. a carga horária de estágio. constante da Portaria SEMTEC/MEC nº 30/00. Art 3º . revogadas disposições em contrario. a carga horária da certificação do módulo ou do curso de qualificação deverá atender aos mínimos estabelecidos pela regulamentação da profissão.Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. § 1º . § 2º . no uso de suas atribuições e considerando o Parecer CNE/CEB nº 16/99. § 3º . excepcionalmente. quando exigível. conforme os seguintes critérios: I – Até 30 de outubro de 2000. para os cursos cujos referenciais da área profissional. conferir certificação de qualificação profissional de nível técnico. é de 20% (vinte por cento) da carga horária mínima fixada nacionalmente para uma habilitação. Art 2º Os Módulos de cursos técnicos poderão. de forma independente. resolve: Art 1º Prorrogar o prazo. RUY LEITE BERGER FILHO 199 .no caso de ocupações regulamentadas ou fiscalizadas. e mais.a qualificação profissional de nível técnico pode ser oferecida como modulo de curso técnico ou. para os cursos cujos referenciais da área profissional. não estejam disponibilizados na data desta Portaria. para a conclusão dos Planos de Cursos de nível técnico. anteriormente autorizada.PORTARIA Nº 80 DE 13 DE SETEMBRO DE 2000 (Publicada no Diário Oficial de 15 de setembro de 2000) O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. pelas instituições de educação profissional integrantes do sistema federal de ensino. § 4º . a Resolução CNE/CEB nº 04/99 e a Portaria SEMTEC/MEC nº 30/00.a qualificação profissional de nível técnico refere-se à preparação para o trabalho em ocupações claramente identificadas no mercado de trabalho.

§ 4º As instituições públicas de educação profissional ou de ensino superior ficam isentas do recolhimento previsto neste artigo. no valor estipulado no caput deste artigo. para cada curso solicitado. agência nº 3602-1. e tendo em vista o que dispõem os Decretos nº 2. deverá ser preenchido o campo denominado "Depósito Identificado (código-dv)/Finalidade" na forma abaixo: Natureza da Solicitação Código-dv Credenciamento ou Recredenciamento 15001600001014-9 como Centro de Educação Tecnológica Autorização de Curso de Nível Tecnológico da Educação Profissional Reconhecimento de Curso de Nível Tecnológico da Educação Profissional 15001600001015-7 15001600001016-5 § 2º Quando uma única solicitação compreender pedidos de autorização de mais de um curso da mesma instituição. de que trata o caput deste artigo. deslocamento. para cada curso solicitado. através de guia de depósito. no uso de suas atribuições. no sistema federal de ensino. para verificação in loco para fins de credenciamento. quando da entrada das respectivas solicitações no Protocolo Geral do MEC. tendo como favorecido a Secretaria de Educação Média e Tecnológica. e nº 2. de 25 de novembro de 1999. § 1º As despesas de estadia. de 17 de abril de 1997. DE 31 DE MARÇO DE 2000 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.00 (setecentos reais). autorização.PORTARIA Nº 445. § 1º O recolhimento referido no caput deste artigo deverá ser efetivado no Banco do Brasil. e a Portaria Ministerial no 1. recredenciamento. correrão por conta da instituição verificada. RESOLVE: Art. ficando a cargo da instituição o 200 . conta nº 170500-8. reconhecimento e avaliação.1º As instituições que solicitarem o credenciamento ou recredenciamento como Centro de Educação Tecnológica ou a autorização ou o reconhecimento de cursos de nível tecnológico da educação profissional. do valor estipulado no caput deste artigo. De acordo com a natureza da solicitação ou recredenciamento. Art. deverão ser pagas diretamente pela instituição às empresas fornecedoras desses serviços. referentes aos custos envolvidos no processo de análise das propostas.406. estadia e alimentação dos especialistas e técnicos designados pela SEMTEC/MEC. deverá ser feito um recolhimento. deverão recolher a importância de R$ 700.208. INTERINO. 2º As despesas de viagem. de 27 de novembro de 1997. § 3º Quando uma única solicitação compreender pedidos de reconhecimento de mais de um curso da mesma instituição. viagem e deslocamento aéreo ou terrestre. deverá ser feito um recolhimento.647.

656 de 03 de outubro de 1995. conforme Decreto nº 1. por meio do pagamento de diárias correspondentes aos dias dedicados à verificação pelos especialistas e técnicos nomeados. 3 e 4. § 2º As despesas com alimentação serão cobertas pela instituição verificada. LUCIANO OLIVA PATRICIO Publicada no Diário Oficial da União de 3 de abril de 2000 201 .estabelecimento prévio. com os especialistas e técnicos nomeados. percursos e dias de estadia envolvidos nos trabalhos. Orçamento e Gestão. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. no valor de referência dos níveis CD 2. do calendário. de acordo com a tabela do Ministério do Planejamento. Art.

de 20 de dezembro de 1996. IV plano de curso e currículo pleno adotado. qualificação. para aqueles cuja duração for igual ou superior a três anos. V . 1º. na Lei nº 9. plano de carreira e plano de remuneração do corpo docente. quando for o caso.394.conceitos obtidos nas avaliações realizadas pelo MEC. e na Portaria nº 1. com descrição dos módulos ou disciplinas e indicação da bibliografia básica.647.regime de trabalho. II . O requerimento de que trata o caput deste artigo deverá ser acompanhado de documento que contenha. no sistema federal de ensino. no uso de suas atribuições. As instituições deverão requerer o reconhecimento de seus cursos/habilitações a partir do início do terceiro semestre de funcionamento.208. de 17 de abril de 1997. § 1º. finalidade e objetivos do curso.citação do ato de autorização e da última renovação do reconhecimento.MEC. quando houver. experiência profissional docente e não docente. DE 12 DE JANEIRO DE 2001 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. VI perfil dos profissionais que o curso está formando. também quando for o caso. de 24 de novembro de 1995. pelo menos. O reconhecimento de cursos/habilitações ou sua renovação será requerido ao Ministro de Estado da Educação através do Protocolo Geral do Ministério da Educação . VII perfil do corpo docente dedicado ao curso quanto ao número. do curso e de credenciamento da instituição ou seu recredenciamento.PORTARIA Nº 64. as seguintes informações sobre a instituição: I . de 25 de novembro de 1999 e considerando ainda a necessidade de definir os procedimentos para o reconhecimento de cursos/habilitações de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) e sua renovação. e a partir do início do quinto semestre. § 2º.131. VIII . III concepção. quando se tratar de cursos com duração de dois anos ou até menos de três anos. no Decreto nº 2. considerando o disposto na Lei nº 9. resolve: Art.currículo do coordenador acadêmico do curso com respectiva qualificação profissional e acadêmica. 202 .

o ato deverá indicar a revogação da autorização do curso ou se deverá cumprir exigências prévias à nova solicitação de reconhecimento. III . Art. A deliberação do Conselho Nacional de Educação poderá ser favorável ao reconhecimento. oficinas e demais equipamentos utilizados no curso. quando não for peça constitutiva do processo de autorização. periódicos especializados. X período mínimo e máximo de integralização do curso. o qual constituí requisito necessário a outorga de diplomas. 6º. 5º. designará a equipe técnica responsável pela avaliação das condições de funcionamento do curso e o período da visita à instituição.IX . 1º desta Portaria. entre outros. quando for o caso. Ocorrendo a homologação de deliberação favorável do Conselho Nacional de Educação. relatório técnico acompanhado da análise da equipe técnica e outras informações julgadas necessárias sobre o curso/habilitação e sobre a instituição.relatórios anteriores de reconhecimento ou sua renovação.descrição das diretrizes curriculares estabelecidas para os cursos de nível tecnológico da educação profissional. assinaturas correntes. para fins de homologação. XI estudo de tendências econômicas e tecnológicas que justifiquem a existência do curso e currículo adotado. para deliberação. A Secretaria de Educação Média e Tecnológica . 2º.descrição da biblioteca quanto à sua organização. Art. desfavorável com recomendações de providências e desfavorável com indicação de revogação do ato de autorização do curso. turnos de funcionamento e dimensão das turmas. número de vagas anuais do curso. Art. XV . A SEMTEC/MEC encaminhará ao Conselho Nacional de Educação. 203 . Art. além dos seguintes ítens: I . plano de expansão e formas de utilização. plano de expansão física e descrição das serventias. levando em consideração as informações contidas no documento de que trata o § 2º do art. de que trata o caput deste artigo.documentação relativa à regularidade fiscal e parafiscal da instituição. Parágrafo único. realizará análise sobre a solicitação de reconhecimento ou sua renovação.descrição dos laboratórios. 3º.regime escolar adotado. A equipe técnica. XII . destacando o conjunto de plantas. destacando o número de computadores à disposição do curso e as formas de acesso às redes de informação. a partir da solicitação de que trata o artigo anterior. II . XIII . Parágrafo único. 4º.SEMTEC/MEC. tais como salas e laboratórios e serventias. A deliberação do Conselho Nacional de Educação será encaminhada ao Ministro de Estado da Educação. Ocorrendo a homologação de parecer desfavorável. Art. recursos e meios informatizados. área física.descrição dos critérios de qualidade estabelecidos para cada curso pelas Comissões Técnicas da SEMTEC/MEC.descrição das edificações e instalações utilizadas pelo curso. XIV . acervo de livros. o MEC expedirá o ato de reconhecimento do curso.

Art. ficar à disposição do MEC. para o curso submetido à apreciação do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação. estiver submetido a sindicância ou inquérito administrativo. 7º. a instituição deverá encerrar as atividades do curso. em processo específico para cada caso. em prazos fixados pelo Conselho Nacional de Educação. 9º. Será sustada a tramitação dos processos de reconhecimento quando a instituição requerente. 11. O ato de reconhecimento é válido. neste Ministério ou no Conselho Nacional de Educação. terão sua análise concluída nos termos da legislação e normas vigentes. PAULO RENATO SOUZA Diário Oficial da União do dia 15/01/2001 204 . referentes aos períodos letivos ofertados. observando as recomendações e os prazos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Educação. § 3º. por solicitação da instituição. Art. Art. constatado na segunda verificação para reconhecimento. ou estabelecimento por ela mantido. apenas. Em caso de revogação da autorização ou da não renovação do reconhecimento.§ 1º. devendo a documentação escolar dos alunos. O reconhecimento de cursos de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) será renovado periodicamente. 8º. revogadas as disposições em contrário. 10. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. § 2º. Art. implicará na revogação da autorização do curso/habilitação. Quando forem estabelecidas exigências para a manutenção do curso. Os processos de reconhecimento em análise nesta data. O descumprimento das exigências de que trata o § 1º deste artigo. a instituição deverá solicitar nova verificação para reconhecimento. Art.

pág. 1º da Portaria nº 1. referidos no artigo anterior. supervisionados pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica . 1º Os Cursos Superiores de Tecnologia. 2º As solicitações referentes aos Cursos Superiores de Tecnologia.222. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. publicada no Diário Oficial da União do dia 6 subseqüente. Art.098. 49. estão excluídos da suspensão constante do art.SEMTEC. deverão dar entrada no Protocolo da Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC. DE 20 DE JUNHO DE 2001 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.PORTARIA Nº 1. Seção 1E. no uso de suas atribuições legais RESOLVE: Art. Art. do Ministério da Educação. 205 . de 5 de junho de 2001.

terá início no prazo de noventa dias. A partir do recebimento da comunicação de que trata o parágrafo anterior. 1° deverão apresentar à Secretaria de Educação Superior. 20 do Decreto 3.394. a SESu comunicará às instituições regularmente constituídas. de exigências com vistas ao saneamento das deficiências identificadas. no prazo de trinta dias úteis. CNE. integrará o relatório da SESu.465. Art. 3°.860. O MINISTRO DA EDUCAÇÃO. serão estabelecidos em portaria do INEP. 4°. CES. o cumprimento. a contar da publicação desta Portaria. a realização de avaliação na instituição em processo de recredenciamento. as instituições deverão. § 1°. DE 12 DE JULHO DE 2001 Estabelece critérios e procedimentos para o processo de recredenciamento de instituições de educação superior do sistema federal de ensino. SESu. § 1° Os procedimentos e os critérios da avaliação de que trata o caput. Cumpridas as exigências de que trata o parágrafo anterior a SESu encaminhará à CES novo relatório sobre o processo de recredenciamento da Instituição. Decorrido o prazo de que trata o art. § 3° O resultado da avaliação realizada pelo INEP. O credenciamento das instituições de que trata o caput vigorará até a conclusão do processo de recredenciamento previsto nesta Portaria. Parágrafo único. de 2001. observado o disposto na Lei 9. contados a partir da data de publicação desta Portaria. Art. As instituições de que trata o art. INEP. atendendo aos requisitos de habilitação estabelecidos no art. § 3°. resolve: Art. MEC. o início de seu processo de recredenciamento. deverão protocolizar em noventa dias. 1º. do Ministério da Educação. no prazo máximo de doze meses.PORTARIA N. O processo de recredenciamento de universidades e centros universitários. por intermédio da SESu. § 1°. 2°. protocolizar na SESu pedido de recredenciamento. de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto 3. credenciados ou regularmente autorizados.860. Observado o disposto no artigo anterior. de 09 de julho de 2001. pedido de recredenciamento. pedido de recredenciamento 180 dias antes do vencimento do seu prazo legal de credenciamento. A CES poderá determinar à instituição. bem como o conjunto de informações solicitadas. As instituições com prazo de credenciamento já decorrido. a SESu solicitará ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. § 2° A avaliação será realizada no prazo de até 180 dias a contar da data da solicitação da SESu. § 2°.° 1. sem prazo definido de autorização ou credenciamento. no uso de suas atribuições e tendo em vista a necessidade de estabelecer critérios e procedimentos para o processo de recredenciamento de instituições de educação superior do sistema federal de ensino. 1° desta Portaria. O relatório da SESu será encaminhado para deliberação da Câmara de Ensino Superior. Art. do Conselho Nacional de Educação. § 2°. 206 ..

desde que comprovado sua conclusão com aproveitamento escolar. 52 da Lei 9. seu credenciamento em outra classificação institucional. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.o registro do diploma no caso daqueles que tenham concluído o curso ou estejam matriculados no último período letivo. II . atenderem aos seguintes requisitos : I . A homologação de parecer desfavorável conduzirá ato do Poder Executivo de descredenciamento da instituição ou. IV .ter comprovado.ter obtido conceitos CMB ou CB em mais da metade de seus cursos avaliados nas condições de oferta dos cursos de graduação. A homologação ministerial de deliberação favorável ao recredenciamento dependerá da assinatura do Termo de Com promisso e anexos. § 4° A deliberação desfavorável ao recredenciamento da instituição indicará. 8°.§ 3°. CAPES e reconhecidos pelo MEC. .a convalidação de estudos até o final do período letivo em que estiverem matriculados para efeito de transferência. A deliberação favorável ao recredenciamento da instituição fixará seu prazo de validade. 5°.a oferta regular dos cursos superiores até a finalização do período letivo em que ocorra o descredenciamento da instituição. PAULO RENATO SOUZA Diário Oficial . 25 do Decreto 3. se for o caso. e será efetivado mediante ato do Poder Executivo. Parágrafo único. a oferta de programa de pós-graduação stricto sensu avaliado com conceito igual ou superior a três pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior. Art. de 20/12/1996. Parágrafo único.ter atendido ao disposto no art. de credenciamento em outra classificação institucional. a localidade e o endereço da sede. dos campi e dos cursos fora de sede da instituição.A SESu recomendará à CES o recredenciamento. previstos no Art. III . revogadas as disposições em contrário.Seção 1 Edição nº: 135 de 13/07/2001 207 .394. 6°. no caso de universidades. III. das universidades e centros universitários que. Art. Art. Art. 7º.ter obtido conceitos A ou B em mais da metade de seus cursos avaliados nas três últimas edições do Exame Nacional de Cursos II . acompanhado de seu plano de desenvolvimento institucional para um período de cinco anos. de 2001. pelo prazo de cinco anos. As instituições de que trata o caput deverão apresentar pedido de recredenciamento à SESu. se for o caso.860. São assegurados aos alunos de instituições descredenciadas: I. na data de publicação desta Portaria.

Parágrafo único.° 1. 2°.compromisso de alteração do estatuto da instituição. não se estende a cursos ou campus fora de sede de universidades. na Lei nº 9. os cursos criados na forma deste artigo integrarão o conjunto da universidade. de 24 de novembro de 1995.131. 3°. de 09 de julho de 2001. MEC. 208 . indicada expressamente na publicação do ato ministerial de autorização. pelo menos. §1°. pelo menos. indicando a localidade e o endereço de funcionamento do novo curso. no uso de suas atribuições. B e C no mais recente Exame Nacional de Cursos e. b. O MINISTRO DA EDUCAÇÃO. do MEC. desde que situados na mesma unidade da federação. Art. no âmbito do planejamento de atividades acadêmicas da universidade proponente.justificativa da criação do curso fora de sede. §2°. 50% de conceitos A. de 1996.394.394. e considerando ainda a necessidade de estabelecer procedimentos de autorização de cursos fora de sede por universidades. 1° As universidades. detalhando o projeto de expansão e melhoria da qualidade do ensino por um período mínimo de cinco anos. 52 da Lei nº 9.466. Art.PORTARIA N. e no Decreto n° 3. de 1996. quando do pleito de cursos fora de sede. resolve: Art. CB (condições boas) e CR (condições regulares) na avaliação das condições de oferta de cursos de graduação. bem como adequado desempenho de seus cursos de graduação nas avaliações coordenadas pelo Ministério da Educação. de 20 de dezembro de 1996. e. 4º. CAPES e regularmente autorizados. 50% de conceitos CMB (condições muito boas). circunscritos à unidade da federação da sede. 53 da Lei 9394. c. A autonomia prevista no inciso I do art. poderão criar cursos superiores em municípios diversos da sede definida nos atos legais de seu credenciamento. Os cursos fora de sede autorizados funcionarão em localidade e em endereços determinados. no mínimo. a totalidade dos cursos de graduação submetidos a avaliação deverão ter obtido. um programa de mestrado ou doutorado avaliados positivamente pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior.plano de desenvolvimento institucional da universidade e planejamento acadêmico dos cursos fora de sede. Art. Os pedidos de autorização de cursos superiores fora de sede deverão ser apresentados ao Protocolo da Secretaria de Educação Superior.da universidade proponente: a. quando houver. SESu. DE 12 DE JULHO DE 2001 Estabelece procedimentos de autorização de cursos fora de sede por universidades.descrição do estágio atual de desenvolvimento da instituição e da necessidade de sua expansão. os seguintes tópicos: I . mediante prévia autorização do Ministério da Educação. Para os fins do disposto no art. Para fins do disposto no caput. pelo menos. considerando o disposto na Lei nº 9.860. acompanhados de projeto do qual deverá constar. promovendo as adaptações necessárias.relatórios de auto-avaliação. d. A universidade deverá possuir.

do Conselho Nacional de Educação. Os resultados da verificação. bem como o conjunto de informações solicitadas. número e qualificação dos docentes. CNE. 11 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. além dos provenientes de receitas com mensalidades e anuidades. quando for o caso. b. não se estendem a cursos oferecidos fora de sua sede. Parágrafo único.comprovante da entrega das informações referentes ao censo de ensino superior. ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Art. e. observando a legislação vigente que trata da abertura de cursos superiores. A deliberação de que trata o caput deverá indicar o número de vagas e o endereço de funcionamento do curso fora de sede e será encaminhada ao MEC para homologação do Ministro da Educação. Será sustada a tramitação de solicitações e autorizações de que trata esta Portaria. integrarão o relatório da SESu que será encaminhado para deliberação da Câmara de Educação Superior. Art. odontologia e direito ofertados por universidade.definição. 10 Fica revogada a Portaria n.planejamento administrativo e financeiro do processo de implantação do novo curso. destacando especialmente. Art. das áreas de pesquisa a serem integradas ao novo curso. 5º. 6°. d. 8°.º 752 de 2 de julho de 1997. Atendido o disposto no artigo anterior a SESu solicitará ao INEP. Parágrafo único. quando houver. CES. Os atos de autorização prévia de funcionamento de cursos de medicina. II . c.Seção 1 Edição nº: 135 de 13/07/2001 209 . PAULO RENATO SOUZA Diário Oficial . informações sobre as avaliações realizadas na instituição proponente do curso.f. INEP.caracterização dos cursos a serem oferecidos. Art. 7°. 9°. para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão. Os cursos fora de sede autorizados e implantados de acordo com o trâmite previsto nesta Portaria serão submetidos a avaliação conjunta com a universidade. em sua sede. A SESu designará comissão de especialistas para verificar as condições iniciais de oferta do curso. do ano em curso. Art.indicação de recursos.do projeto : a. psicologia.caracterização da localidade ou região de influência onde os cursos serão instalados. quando a proponente ou sua mantenedora estiver submetida a sindicância ou inquérito administrativo . Art. Parágrafo único. sua organização curricular. Os atos de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores ofertados na sede da universidade não se estendem aos cursos fora de sede. número de vagas e de turmas.

Art. nos termos do art. a ausência de prévia solicitação de reconhecimento específico desses cursos. ficam reconhecidos.860. o prazo de reconhecimento expirado no curso da tramitação do respectivo processo. Art. de 9 de julho de 2001. 1º desta Portaria. DE 29 DE AGOSTO DE 2001 Estabelece prazos para a solicitação de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores.U. abertura de processo de reconhecimento daqueles cursos.860. 31/08/2001 210 . no prazo de 30 (trinta) dias a contar da publicação desta Portaria. abertura de processo de renovação de reconhecimento. Art. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. As instituições que tenham ministrado cursos fora de sede na situação descrita no caput deste artigo deverão justificar.º 1. 1º Todos os cursos superiores integrantes do Sistema Federal de Ensino reconhecidos por prazo indeterminado deverão solicitar. os cursos originalmente reconhecidos por prazo indeterminado. resolve: Art. Art. 6º As instituições que não atenderem ao disposto na presente Portaria ficam sujeitas a procedimento administrativo. no prazo previsto no art. nos termos do Decreto nº 3. 32 do Decreto nº 3.O. e das demais normas aplicáveis. PAULO RENATO SOUZA D.945. de 2001. 3º As instituições que ofereçam cursos fora de sede sem o reconhecimento específico referido no parágrafo único do art.. Parágrafo único. 2º Os cursos reconhecidos por prazo determinado deverão observar o prazo definido em sua portaria de reconhecimento para protocolo da solicitação de renovação de reconhecimento. de 2001. durante todo o período necessário à conclusão de processo de renovação de reconhecimento e exclusivamente para fins de registro de diploma. 5º Fica prorrogado. no uso de suas atribuições legais.860. Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. quando da abertura do processo de reconhecimento. Art. bem como todos os cursos ministrados fora de sede sem reconhecimento específico. 4º Durante o período necessário à conclusão da tramitação dos processos de reconhecimento e renovação de reconhecimento solicitados nos termos desta Portaria. 35 do Decreto nº 3.PORTARIA N. deverão solicitar. exclusivamente para fins de registro de diploma.

Espaço. INTERINO. § 1º Os requisitos de acessibilidade de que se trata no caput compreenderão no mínimo: I . scanner acoplado a computador. e considerando a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior.PORTARIA Nº 3. 1º Determinar que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de cursos superiores. impressora braile acoplada ao computador. requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. estabelecerá os requisitos de acessibilidade. b) de adotar um plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em braile e de fitas sonoras para uso didático. da Associação Brasileira de Normas Técnicas. e) colocação de barras de apoio nas paredes dos banheiros. tomando-se como referência a Norma Brasil 9050.com respeito a alunos portadores de deficiência física: a) eliminação de barreiras arquitetônicas para circulação do estudante. com apoio técnico da Secretaria de Educação Especial. para fins de autorização e reconhecimento e de credenciamento de instituições de ensino superior. c) construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores.284. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. b) reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviço. d) adaptação de portas e banheiros com espaço suficiente para permitir o acesso de cadeira de rodas. III .quanto a alunos portadores de deficiência auditiva. DE 7 DE NOVEMBRO DE 2003. tendo em vista o disposto na Lei n o 9. compromisso formal da instituição. f)instalação de lavabos. na Lei n o 9. de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações das instituições de ensino. bem como para renovação. bebedouros e telefones públicos em altura acessível aos usuários de cadeira de rodas. réguas de leitura. Art.394.306. lupas. software de ampliação de tela. II . resolve. no caso de vir a ser 211 . permitindo acesso aos espaços de uso coletivo. sistema de síntese de voz. de 20 de dezembro de 1996. equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subnormal. gravador e fotocopiadora que amplie textos. que trata da Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências a Edificações. de 24 de novembro de 1995. no caso de vir a ser solicitada e até que o aluno conclua o curso: a) de manter sala de apoio equipada como máquina de datilografia braile.131. e de credenciamento de instituições. compromisso formal da instituição. no uso de suas atribuições. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências. e no Decreto n o 2. de 19 de agosto de 1997. conforme as normas em vigor. para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos. facilitando a circulação de cadeira de rodas.no que concerne a alunos portadores de deficiência visual. Mobiliário e Equipamentos Urbanos. Art 2º A Secretaria de Educação Superior.

b) de adotar flexibilidade na correção das provas escritas.solicitada e até que o aluno conclua o curso: a) de propiciar. no prazo de noventa dias contados da vigência das normas aqui estabelecidas. P. d) de proporcionar aos professores acesso a literatura e informações sobre a especificidade lingüística do portador de deficiência auditiva. complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real conhecimento do aluno. c) de estimular o aprendizado da língua portuguesa. sempre que necessário. especialmente quando da realização e revisão de provas. principalmente na modalidade escrita.679.U. as medidas necessárias à incorporação dos requisitos definidos na forma desta Portaria aos instrumentos de avaliação das condições de oferta de cursos superiores.4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 12) 212 . Seção 1E. com suporte técnico da Secretaria de Educação Especial tomará. pág. de 3 de dezembro de 1999. ficando revogada a Portaria nº 1. SEÇÃO 1. 11/11/2003. 3º A Secretaria de Educação Superior. para o uso de vocabulário pertinente às matérias do curso em que o estudante estiver matriculado. § 2º A aplicação do requisito da alínea “a” do inciso III do parágrafo anterior. 20. Art. Art. fica condicionada à criação dos cargos correspondentes e à realização regular de seu provimento. RUBEM FONSECA FILHO (DOU Nº 219. de 2 de dezembro de 1999.O. no âmbito das instituições federais de ensino vinculadas a este Ministério. valorizando o conteúdo semântico. intérprete de língua de sinais/língua portuguesa. publicada no D.

e considerando as atuais atribuições pertinentes à Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC. resolve: Art. SEÇÃO 1. em consonância com o Conselho Nacional de Educação CNE.685. no uso de suas atribuições. compreendendo o credenciamento e o recredenciamento dos Centros de Educação Tecnológica. 2º No desempenho das atribuições definidas no artigo anterior. Art. que envolvem a supervisão e a regulação dos Centros de Educação Tecnológica e dos cursos Superiores de tecnologia. tendo em vista o disposto no parágrafo único do art. 7) 213 . bem como dos cursos superiores de tecnologia. considerando as particularidades do ensino profissional de nível tecnológico ministrado pelas Instituições de Ensino credenciadas como Centros de Educação Tecnológica. TARSO GENRO (DOU Nº 110. de 9 de julho de 2001 e na Resolução CES/CNE nº 10. 9/6/2004. DE 8 DE JUNHO DE 2004.PORTARIA Nº 1. a Secretaria de Educação Média e Tecnológica se articulará com a Secretaria de Ensino Superior SESu. no Decreto nº 3. com a Secretaria de Educação a Distância SEED.860. de 11 de março de 2002. e autorização de cursos superiores de tecnologia. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Art. 1º A Secretaria de Educação Média e Tecnológica é o órgão responsável pela supervisão e regulação do ensino profissional de nível tecnológico. pertencentes ao Sistema Federal de Ensino. sendo complementada pelo apoio técnico do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira INEP. nas modalidades presencial e a distância.861. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 2º da Lei nº 10. de 14 de abril de 2004. P.

resolve: CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Art.promover a articulação do SINAES com os Sistemas Estaduais de Ensino. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 14 da Lei nº 10. a orientação da expansão da sua oferta. do respeito à diferença e à diversidade. III . procedimentos e mecanismos da avaliação institucional. de cursos e de desempenho dos estudantes.formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior. juntamente com os órgãos de regulação do MEC. V . DE 9 DE JULHO DE 2004 Regulamenta os procedimentos de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).861. CAPÍTULO II DA COMISSÃO NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (CONAES) Art. VI . de cursos de graduação e de desempenho acadêmico de seus estudantes sob a coordenação e supervisão da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES). visando estabelecer. instituído na Lei nº 10. de 14 de abril de 2004. da promoção dos valores democráticos. e seus respectivos prazos. e especialmente a promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior. o aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social. a ser aprovado em ato do Ministro de Estado da Educação. 214 . elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes.submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). 1º O SINAES tem por finalidade a melhoria da qualidade da educação superior. 3º Compete a CONAES: I . II . por meio da valorização de sua missão pública. com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação. 2º O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) promoverá a avaliação das instituições de educação superior.PORTARIA Nº 2. IV . O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Art.propor e avaliar as dinâmicas. de 14 de abril de 2004.861. ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da Educação Superior.estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação. da afirmação da autonomia e da identidade institucional.051. analisar relatórios.elaborar o seu regimento.

IX .Comissões Externas de Avaliação Institucional. sempre que convocadas pelo Ministro de Estado da Educação. VII . 5o Para as avaliações externas in loco. 6º O INEP. o cumprimento de sua missão institucional.promover atividades de meta-avaliação do sistema para exame crítico das experiências de avaliação concluídas. III . II .promover seminários.apoiar as IES para que estas avaliem. Para o desempenho das atribuições descritas no caput e estabelecidas no art. poderá ainda a CONAES: I .realizar reuniões ordinárias mensais. consolidados pelo INEP. VI . 4o A avaliação de instituições.assegurar a continuidade do processo de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de educação superior. dos cursos e do desempenho dos estudantes será responsabilidade do INEP. VIII . CAPÍTULO III DA AVALIAÇÃO Art. Art. estabelecendo diretrizes para a organização e designação de comissões de avaliação. a fim de favorecer as ações de melhoramento.garantir a integração e coerência dos instrumentos e das práticas de avaliação.oferecer subsídios ao MEC para a formulação de políticas de educação superior de médio e longo prazo.realizar reuniões extraordinárias. considerando os diversos formatos institucionais existentes. encaminhando-os aos órgãos competentes do MEC. informando periodicamente a sociedade sobre o desenvolvimento da avaliação da educação superior e estimulando a criação de uma cultura de avaliação nos seus diversos âmbitos.institucionalizar o processo de avaliação a fim de torná-lo inerente à oferta de ensino superior com qualidade. A realização da avaliação das instituições. o qual instituirá Comissão Assessora de Avaliação Institucional e Comissões Assessoras de Áreas para as diferentes áreas do conhecimento. Art. Parágrafo único. VIII . sob orientação da CONAES. 6º da Lei nº 10. debates e reuniões na área de sua competência.estimular a formação de pessoal para as práticas de avaliação da educação superior. IV . Parágrafo único. para a consolidação do SINAES.861 de 2004.Comissões Externas de Avaliação de Cursos. periodicamente. II .analisar e aprovar os relatórios de avaliação. 215 .VII . serão designadas pelo INEP: I . V . de cursos e de desempenho de estudantes será executada conforme diretrizes estabelecidas pela CONAES. realizará periodicamente programas de capacitação dos avaliadores que irão compor as comissões de avaliação para a avaliação das instituições e para a avaliação dos cursos de graduação.

em meio eletrônico.861. 8º As atividades de avaliação serão realizadas devendo contemplar a análise global e integrada do conjunto de dimensões. ocorrerá no prazo máximo de dois anos. A auto-avaliação constitui uma das etapas do processo avaliativo e será coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA). podendo solicitar documentos sobre o desenvolvimento do mesmo e sobre os resultados alcançados. II . 3º da Lei nº 10861/2004. § 2º A forma de composição. entre os quais incluem-se obrigatoriamente aqueles previstos no Art. A CONAES. Art.Art. com os requisitos e os procedimentos mínimos para o processo de auto-avaliação. disponibilizará. no âmbito do SINAES. SEÇÃO I DA AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR Art. orientações gerais elaboradas a partir de diretrizes estabelecidas pela CONAES. com o apoio técnico do INEP. bem como pela realização de auto-avaliação e de avaliação externa.necessária participação de todos os segmentos da comunidade acadêmica (docente. discente e técnico-administrativo) e de representantes da sociedade civil organizada. 13. Art. órgão responsável pela operacionalização da avaliação no âmbito do SINAES. § 2º A primeira avaliação externa in loco das IES. observando-se as seguintes diretrizes: I . As avaliações externas in loco das IES serão realizadas por Comissões Externas de Avaliação Institucional designadas pelo INEP. estabelecerá formas de acompanhamento do processo de auto-avaliação para assegurar a sua realização em prazo compatível com a natureza da instituição. terão por atribuição a coordenação dos processos internos de avaliação da instituição. Art. previstas no Art. 10. a contar de 1o setembro de 2004. § 1º O prazo para a apresentação dos resultados do processo de autoavaliação será de até dois anos. a dinâmica de funcionamento e a especificação de atribuições da CPA deverão ser objeto de regulamentação própria. § 1º As CPAs atuarão com autonomia em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na instituição de educação superior. Art. 7º As Comissões Próprias de Avaliação (CPAs). 9º A avaliação das instituições de educação superior terá por objetivo identificar o perfil e o significado da atuação destas instituições. 11. compromisso social. estruturas. 11 da Lei nº 10. a duração do mandato de seus membros. a ser aprovada pelo órgão colegiado máximo de cada instituição de educação superior. finalidades e responsabilidades sociais da instituição de educação superior. Art. atividades.ampla divulgação de sua composição e de todas as suas atividades. O INEP. relações. devendo ocorrer após o processo de auto-avaliação. ficando vedada à existência de maioria absoluta por parte de qualquer um dos segmentos representados. pautando-se pelos princípios do respeito à identidade e à diversidade das instituições. de sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP. 216 . e constituídas no âmbito de cada instituição de educação superior. 12. de 14 de abril de 2004. de acordo com cronograma a ser estabelecido pela CONAES.

outros documentos julgados pertinentes. V . 16. Art. No caso de credenciamento ou recredenciamento de Universidades.relatórios e conceitos da CAPES para os cursos de Pós-Graduação da IES. 18. Art. V . disponíveis no momento da avaliação. § 4º A avaliação externa in loco das IES será realizada por comissões externas de avaliação institucional. serão da competência da Secretaria de Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (SEMTEC).relatórios parciais e finais do processo de auto-avaliação. A avaliação dos cursos de graduação será realizada por Comissões Externas de Avaliação de Cursos. A avaliação institucional será o referencial básico para o processo de credenciamento e recredenciamento das instituições. quando houver.documentos sobre o credenciamento e o último recredenciamento da IES. Parágrafo único. de 07 de abril de 1998. Art. constituídas por membros cadastrados e capacitados pelo INEP. III . provendo sustentação aos conceitos atribuídos.relatório da Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso. Art 14. O instrumento de avaliação externa permitirá o registro de análises quantitativas e qualitativas por parte dos avaliadores. II . As avaliações de instituições para efeito de ingresso no sistema federal de ensino superior. em sintonia com as demandas do processo de regulação.dados do Questionário Socioeconômico dos estudantes. VII . disponíveis no momento da avaliação. deve-se considerar a produção intelectual institucionalizada nos termos da resolução CES Nº 2. devendo ser realizadas segundo diretrizes estabelecidas pela CONAES. 15. IV .O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). produzidos pela IES segundo as orientações gerais disponibilizadas pelo INEP. As Comissões Externas de Avaliação das Instituições examinarão as seguintes informações e documentos: I . VIII . 17. designadas pelo INEP.dados gerais e específicos da IES constantes do Censo da Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior.dados sobre o desempenho dos estudantes da IES no ENADE. SEÇÃO II DA AVALIAÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO Art. IX . VI . a partir de propostas apresentadas pela SESu e pela SEMTEC.relatórios de avaliação dos cursos de graduação da IES produzidos pelas Comissões Externas de Avaliação de Curso. coletados na aplicação do ENADE. com os prazos de validade estabelecidos pelos órgãos de regulação do Ministério da Educação. constituídas por 217 .§ 3º As avaliações externas in loco subseqüentes deverão ser realizadas segundo cronograma próprio a ser estabelecido pela CONAES. quando for o caso.

mediante a aplicação do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes . Art. contemplando as modalidades presencial e a distância. 25. a partir de propostas apresentadas pela SESu e pela SEMTEC.ENADE.a organização didático-pedagógica. fornecidos em formulário eletrônico pela IES. Art. e considerarão também os seguintes aspectos: I . 22.outros considerados pertinentes pela CONAES. A Avaliação do Desempenho dos Estudantes será realizada pelo INEP.as condições das instalações físicas. 21. Art. suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento. disponíveis no momento da avaliação. A periodicidade das avaliações dos cursos de graduação será definida em função das exigências legais para reconhecimento e renovação de reconhecimento. Parágrafo único. Parágrafo único. que serão selecionados. a cada ano.especialistas em suas respectivas áreas do conhecimento. O ENADE será desenvolvido com o apoio técnico das Comissões Assessoras de Área. V . tem por objetivo acompanhar o processo de aprendizagem e o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação. designadas pelo INEP. VI . Art. Caberá ao INEP definir os critérios e procedimentos técnicos para a aplicação do Exame. As avaliações para fins de autorização de cursos de graduação serão de competência da Secretaria de Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (SEMTEC). sob a orientação da CONAES. e VII . 218 .o desempenho dos estudantes da IES no ENADE. que integra o sistema de avaliação de cursos e instituições. devendo ser realizadas segundo diretrizes estabelecidas pela CONAES. Art. para participarem do exame. 19. SEÇÃO III DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS ESTUDANTES Art. cadastrados e capacitados pelo INEP. II . As Comissões Externas de Avaliação de Cursos terão acesso antecipado aos dados. III .os dados atualizados do Censo da Educação Superior e do Cadastro Geral das Instituições e Cursos. Os instrumentos de avaliação dos cursos de graduação terão seus conteúdos definidos com o apoio de Comissões Assessoras de Área. Art. admitida a utilização de procedimentos amostrais aos estudantes do final do primeiro e do último ano dos cursos de graduação. IV . A avaliação do desempenho dos estudantes. 24. 20. O ENADE será aplicado periodicamente. 23.o perfil do corpo docente.os dados do questionário socioeconômico preenchido pelos estudantes.

31. assegurado o sigilo nos termos do § 9º do Art. 28. Art. 5º da Lei nº 10861/2004”. passando a integrar o conjunto das dimensões avaliadas quando da avaliação dos cursos de graduação e dos processos de auto-avaliação. Art. 1º desta Portaria. numa escala de cinco níveis. de todos os estudantes habilitados a participarem do ENADE. conforme previsto no Art. 26. além do previsto no Art. §1º Os resultados do ENADE serão expressos numa escala de cinco níveis e divulgados aos estudantes que integraram as amostras selecionadas em cada curso. junto ao INEP. Os processos avaliativos do SINAES. 5º da Lei nº 10861/2004. O INEP aplicará anualmente aos cursos selecionados a participar do ENADE os seguintes instrumentos: I . subsidiarão o processo de credenciamento e renovação de credenciamento de instituições. deverão estar articulados com as diretrizes definidas pela CONAES. o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos de graduação. questionário sócio-econômico para compor o perfil dos estudantes do primeiro e do último ano do curso. questionário objetivando reunir informações que contribuam para a definição do perfil do curso. Art. definirá as áreas e cursos que participarão do ENADE. Parágrafo único. Anualmente o Ministro do Estado da Educação. aos órgãos de regulação e à sociedade em geral. Quando da utilização de procedimentos amostrais. os resultados de desempenho no ENADE dos estudantes que fizerem parte do conjunto selecionado na amostragem do INEP. Art. 3º. e a autorização. 27. 6º da Lei nº 10. CAPÍTULO IV DOS PROCEDIMENTOS COMUNS DA AVALIAÇÃO Art.aos coordenadores. Art. Será de responsabilidade do Dirigente da instituição de educação superior a inscrição. de 2004. integrantes do sistema de avaliação. às IES participantes. O ENADE é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação. § 2º A divulgação dos resultados individuais aos estudantes será feita mediante documento específico. Os questionários referidos neste artigo. § 1º O estudante que não for selecionado no processo de amostragem terá como registro no histórico escolar os seguintes dizeres: “dispensado do ENADE pelo MEC nos termos do art. para fins de avaliação no âmbito do SINAES.aos alunos. 29. com base em proposta da CONAES. os níveis 1 e 2 indicativos de pontos fracos e o nível 3 indicativo do 219 . sendo os níveis 4 e 5 indicativos de pontos fortes. 32.861. independentemente do estudante ter sido selecionado ou não na amostragem. A avaliação externa das instituições e cursos de graduação resultará na atribuição de conceitos a cada uma e ao conjunto das dimensões avaliadas. sendo o registro de participação condição indispensável para a emissão do histórico escolar. § 2º O estudante que participou do ENADE terá como registro no histórico escolar a data em que realizou o Exame. II .Art. só serão considerados.

em comum acordo entre o MEC e a IES. 10o da Lei nº 10. Art. fará parte da documentação a ser encaminhada a CONAES. 37. devendo ser considerado em seu parecer conclusivo. TARSO GENRO (DOU Nº 132. Art. sobre a necessidade de celebração do protocolo de compromisso. 12/7/2004. previsto no art. 12/13) 220 .mínimo aceitável para os processos de autorização. Art. § 2º Os custos de todas as etapas de acompanhamento do protocolo de compromisso serão de responsabilidade das respectivas mantenedoras. SEÇÃO 1.861 de 2004. 38. 35. Art. § 3º O protocolo de compromisso ensejará a instituição de uma comissão de acompanhamento que deverá ser composta. A CONAES em seus pareceres informará. 36. necessariamente. Art.861 de 2004. quando for o caso. P. Os responsáveis pela prestação de informações falsas ou pelo preenchimento de formulários e relatórios de avaliação que impliquem omissão ou distorção de dados a serem fornecidos ao SINAES responderão civil. penal e administrativamente por essas condutas. Os pareceres conclusivos da CONAES serão divulgados publicamente para conhecimento das próprias IES avaliadas e da sociedade e encaminhados aos órgãos de regulação do Ministério da Educação. Art. qualquer que seja o seu resultado final. 34. O INEP dará conhecimento prévio as IES do resultado dos relatórios de avaliação antes de encaminhá-los a CONAES para parecer conclusivo. indicando os aspectos que devem merecer atenção especial das partes. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 39. § 2º O processo de revisão de conceito apreciado pelo INEP. Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação. 33. § 1º O prazo do protocolo de compromisso será proposto pela CONAES e seu cumprimento será acompanhado por meio de visitas periódicas de avaliadores externos indicados pelo INEP. § 1º A IES terá o prazo de 15 (quinze) dias para encaminhar ao INEP pedido de revisão de conceito devidamente circunstanciado. O descumprimento do protocolo de compromisso importará na aplicação das medidas previstas no Art. Os casos omissos serão resolvidos pelo Ministro da Educação. 10 da lei 10. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos e de credenciamento e re-credenciamento de instituições. com seus demais membros sendo definidos de acordo com a necessidade que originou a formulação do protocolo. pelo dirigente máximo da IES e pelo coordenador da CPA da instituição.

DE 19 DE JULHO 2005 Estabelece os procedimentos para a realização.SIG. in loco. do Anexo I ao Decreto n° 5. II . 221 . § 2º . necessariamente da SETEC. de 28 de julho de 2004. II . inciso XIV. Art. 2º .atuação da unidade de auditoria interna.Estabelecer os procedimentos para a realização. resolve: Art. Art.regularidade dos procedimentos licitatórios de aquisição de bens e/ ou contratação de serviços. III . O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. V . Escola Técnica Federal e Centros Federais de Educação Tecnológica. § 1º . no uso de suas atribuições.Para a execução das atividades de supervisão in loco as equipes disporão de um prazo de no mínimo 2 (dois) e no máximo 4 (quatro) dias de efetivo trabalho para a realização de todas as verificações necessárias. IV . da SETEC. dos trabalhos de supervisão das atividades desenvolvidas pelas Escolas Agrotécnicas Federais. mediante celebração de convênio ou descentralização de créditos. VI .PORTARIA Nº 156. e em observância ao disposto no art. § 4º .Dois técnicos do MEC. relatório das atividades desenvolvidas.No prazo máximo de 7 (sete) dias após o encerramento dos trabalhos de supervisão in loco. in loco.A SETEC promoverá a realização de eventos de capacitação para os servidores designados para integrarem as equipes de trabalho mencionadas no caput.159. Escola Técnica Federal e Centros Federais de Educação Tecnológica.um servidor selecionado dentre os quadros de pessoal efetivo das Instituições Federais de Educação Tecnológica . cada equipe deverá encaminhar à Coordenação-Geral de Supervisão da Gestão das Instituições Federais de Educação Tecnológica e à Coordenação de Planejamento e Orçamento (COPLAG). com propostas de melhoria ou recomendações para correções das impropriedades constatadas. compostas.O escopo da atividade de supervisão a que se refere o art. 1º . dos trabalhos de supervisão das atividades desenvolvidas pelas Escolas Agrotécnicas Federais. 1º focalizará a verificação dos seguintes aspectos: I .execução adequada das providências corretivas apontadas pelos órgãos de controle. sendo um. constantes do último relatório de auditoria de gestão. 3º . 14.regularidade dos registros acadêmicos mantidos pela instituição. e se for o caso. por três membros.Os trabalhos de supervisão a que se refere esta Portaria serão realizados por equipes designadas pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.consistência dos dados informados pela instituição para a elaboração da matriz de distribuição orçamentária de recursos de OCC. com ênfase nos que se relacionam com a execução de recursos financeiros oriundos de repasses efetivados pelo Ministério da Educação. § 3º .consistência dos registros lançados pela instituição na base de dados do Sistema de Informações Gerenciais .Caberá ao técnico da SETEC a coordenação dos trabalhos de supervisão realizados pela equipe designada.IFET. sendo: I .

Caberá ao Departamento de Políticas e Articulação Institucional. ANTONIO IBAÑEZ RUIZ 222 . com vistas à verificação dos itens relacionados no art.Os diretores e diretoras-gerais serão comunicados com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas a respeito da realização de supervisão in loco em sua respectiva instituição. 2º.Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. bem como acesso irrestrito aos documentos solicitados. Art. 4º . 5º . Art. por meio da Coordenação-Geral de Supervisão da Gestão das IFET dirimir as eventuais dúvidas suscitadas da aplicação desta Portaria.Art. Art 6º . cabendo-lhe disponibilizar às equipes designadas. os meios adequados para a realização dos trabalhos.No prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar do término dos trabalhos de supervisão in loco a SETEC encaminhará cópia do relatório de atividades produzido pela equipe de trabalho ao dirigente máximo da respectiva IFET. para fins de correção das impropriedades e/ou irregularidades eventualmente apontadas. 7º .

Art. na modalidade de jovens e adultos. vinte por cento do total das vagas de ingresso. assegurandose cumulativamente: I . assegurando-se a destinação de. resolve: Art. de 8 de novembro de 1999. 1° Estabelecer. e II . Parágrafo único. 2° Os cursos de educação profissional integrada ao ensino médio. sendo ofertados na mesma instituição de ensino. quanto para certificação de conclusão do ensino médio.080. de 23 de julho de 2004. dez por cento do total das vagas de ingresso. inciso II. no mínimo. § 2° Em 2007 as metas fixadas neste artigo serão reavaliadas para o estabelecimento dos percentuais a serem aplicados a partir de 2008. com matrícula única por aluno. 39.formação inicial e continuada de trabalhadores. de 20 de dezembro de 1996. 38. Art.EJA. as diretrizes para a oferta de cursos de educação profissional de forma integrada aos cursos de ensino médio. § 1° A oferta integrada mencionada no caput abrangerá cursos e programas de: I . da Lei no 9. Escolas Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais. 3° Os cursos de educação profissional técnica de nível médio integrados ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos possuirão carga horária máxima de duas mil e quatrocentas horas. na modalidade de educação de jovens e adultos . Art. no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica. no mínimo. 5° Os alunos que concluírem com aproveitamento cursos de educação profissional técnica de nível médio integrados ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos farão jus à obtenção de diploma que possuirá validade tanto para fins de habilitação ao exercício profissional na respectiva área profissional. possibilitando o prosseguimento de estudos em grau superior. serão ofertados obedecendo as seguintes proporções: I . § 1° A referência para as vagas de ingresso é o ano de 2005. Os cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores integrados ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos possuirão carga horária máxima de mil e seiscentas horas. Art.em 2007. Escolas Técnicas Federais.a destinação de.154. no uso de suas atribuições legais. e II . § 2° Os cursos serão dirigidos somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. considerando o disposto nos arts.educação profissional técnica de nível médio. 223 . e 87.PORTARIA Nº 2.a observância às diretrizes curriculares nacionais estabelecidas para cada área profissional. 37.em 2006. nos termos da Resolução CNE/CEB no 04. 4° As instituições referidas no art. II . §3o. bem como o disposto nos arts 3o e 4o do Decreto no 5. mil e duzentas horas para a formação geral. DE 13 DE JUNHO DE 2005 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.394. parágrafo único. mil e duzentas horas para formação geral. 1o ficarão responsáveis pela estruturação dos cursos oferecidos.

quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade. 6° As instituições a que se refere esta Portaria poderão aferir e reconhecer. Art. incluirão saídas intermediárias. que possibilitarão ao aluno que concluir com aproveitamento a parte relativa à formação geral a obtenção de certificados de conclusão do ensino médio com qualificação para o trabalho.Parágrafo único. TARSO GENRO 224 . Art. conhecimentos e habilidades obtidos em processos formativos extra-curriculares. mediante avaliação. Os cursos mencionados no caput. 7° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. nos módulos cursados com aproveitamento.

a Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação realizará as avaliações dos cursos. resolve: Art. tecnológicos. de 19 de Maio de 2004. na Portaria MEC nº 156. § 1º No caso dos cursos tecnológicos e seqüenciais. de 29 de dezembro de 2004 e à Portaria MEC nº 156. de 14 de janeiro de 2005. presenciais e a distância. em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). de 29 de dezembro de 2004. seqüenciais presenciais e a distância. reconhecimento e renovação de reconhecimento. seqüenciais. Art. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.643. presenciais e a distância. DE 17 DE FEVEREIRO DE 2005 O PRESIDENTE DO INSTITUTO DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA .394.INEP. tecnológicos. a Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação realizará as avaliações para reconhecimento e renovação de reconhecimento.870. seqüenciais presenciais e a distância serão realizadas por comissões de avaliadores. seqüenciais. no Decreto nº 3. cujos processos tenham sido protocolizados no Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Educação Superior (SAPIENS). na Resolução CNE/CES nº 10. serão utilizados instrumentos desenvolvidos pela DEAES/INEP. de 3 de fevereiro de 2005 e na Portaria INEP nº 9. sob competência da Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação. 2º Para realizar as avaliações externas in loco das IES e dos cursos superiores de graduação. 225 . para fins de autorização. em consonância com as diretrizes da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES). cujos processos tenham sido protocolizados no Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Educação Superior (SAPIENS).861. designadas pela Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação para essa finalidade. de 11 de fevereiro de 2005. na Portaria MEC nº 3. § 1º As comissões de que trata o caput deste artigo serão compostas por docentes. de 09 de novembro de 2004. obedecendo à Portaria MEC nº 4. 1º Estabelecer os procedimentos para a organização e execução das avaliações externas das Instituições de Educação Superior (IES) para fins de credenciamento e recredenciamento e dos cursos superiores de graduação. de 20 de dezembro de 1996. na Lei nº 10. de 14 de abril de 2004. na Portaria MEC nº 4. com vínculo empregatício (ativo ou inativo) com IES. que integram o Banco Único de Avaliadores da Educação Superior do Ministério da Educação. tecnológicos.362.860. Art. de 11 de março de 2002. tecnológicos. a partir de 03 de janeiro de 2005. de 9 de julho de 2001. a partir de 03 de janeiro de 2005. da Diretoria de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior (DEAES) deste Instituto. na Portaria MEC nº 4361. 3º As avaliações externas in loco das IES e dos cursos de graduação. de 14 de janeiro de 2005.362. § 2º No caso de autorização dos cursos de graduação. na Lei nº 10. de 29 de dezembro de 2004.PORTARIA Nº 31. na Portaria MEC nº 398.

§ 3º As Comissões Externas de Avaliação de Cursos serão compostas por no mínimo dois (2) avaliadores.inep. VI. informar e orientar as IES sobre os procedimentos de avaliação através da página www. estabelecer os prazos para preenchimento do formulário eletrônico de avaliação e recolhimento da taxa pela IES. bem como outras informações e documentos pertinentes. referido nos parágrafos anteriores. § 5º O Coordenador da comissão. renovação de reconhecimento de cursos superiores de graduação. no endereço www. sendo designado um coordenador da Comissão. Art 4o Compete à Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação: I. e também através de correspondência eletrônica (emails) para o Dirigente. reconhecimento. no SAPIENS. presenciais e a distância.br. sendo designado um dos membros como coordenador da Comissão. podendo variar o quantitativo de avaliadores considerando o número de cursos da IES a serem avaliados. Coordenador da Comissão Própria de Avaliação da IES e Coordenador do Curso. II. disponibilizar para as Comissões Externas de Avaliação Institucional o formulário eletrônico de avaliação preenchido pela IES. IV. coordenada por um especialista em avaliação institucional. conforme determinam os cronogramas de avaliações.br/aval. solicitar a emissão de passagens e o pagamento de diárias e honorários aos avaliadores. III. receber os processos de solicitação de avaliação externa para fins de credenciamento e recredenciamento de IES e avaliações para fins de autorização. § 4º Nos casos de avaliações simultâneas de cursos de uma mesma IES.inep. podendo variar de acordo com a modalidade do processo avaliativo. podendo variar entre três (3) e oito (8) membros. IX.gov.§ 2º As Comissões Externas de Avaliação das Instituições serão compostas por um número de avaliadores compatível com o porte da instituição.IES.gov. assim como pela articulação entre a Comissão Própria de Avaliação (CPA) e o desenvolvimento do processo avaliativo e pela validação dos relatórios de avaliação dos cursos.870 de 19 de maio de 2004. designar as Comissões Externas de Avaliação Institucional e as Comissões Externas de Avaliação de Cursos. V. protocolizados pelas Instituições de EducaçãoSuperior . multidisciplinar. seqüenciais. tecnológicos. em conformidade com o Art. § 6º Fica estabelecido o prazo médio de três (3) dias e meio para a realização das avaliações in loco. 3º da Lei nº 10. o porte da instituição e onúmero de cursos/habilitações da IES. VIII.ensinosuperior. VII. será responsável pela mediação das relações entre a comissão e as instâncias institucionais de gestão e de avaliação. bem como outras informações e documentos pertinentes. 226 . capacitar os avaliadores institucionais e de curso. criar os formulários eletrônicos de avaliação e disponibilizá-los na internet. disponibilizar para as Comissões Externas de Avaliação de Cursos o formulário eletrônico de avaliação preenchido pela IES. haverá uma Comissão Externa de Avaliação de Cursos.

manter seus dados atualizados no Banco Único de Avaliadores da Educação Superior do MEC. Art. IV. todos os procedimentos referentes aos pedidos de reconsideração e os recursos interpostos pelas IES. dados gerais e específicos da IES constantes do Censo da Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior. 6º Cabe às Comissões Externas de Avaliação Institucional: I. manter as informações referentes às avaliações. com vistas ao aprimoramento dos mesmos. realizar estudos com vistas à atualização. III. para subsidiar a avaliação. no prazo de até noventa (90) dias a contar da data do pedido de reconsideração da avaliação. o pedido de reconsideração do resultado da avaliação interposto pela IES. 2º da portaria INEP nº 9. XVII. 227 . b. comunicar ao INEP qualquer impedimento para participar das avaliações. V. caso julgue pertinente.X. encaminhar os relatórios de avaliação in loco à SESu e à SETEC. analisar. findo o prazo para interposição de pedido de reconsideração da avaliação. informar os períodos de disponibilidade para participar das avaliações. XVIII. receber e encaminhar à Comissão Externa. receber o relatório de avaliação da Comissão Externa e encaminhá-lo à IES para conhecimento e análise. XVI. 5º Compete aos docentes avaliadores: I. visando a melhoria da qualidade dos processos e produtos relacionados às modalidades avaliativas. dados sobre o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). e. no prazo estabelecido pelo INEP. solicitar estudos e pareceres referentes aos processos de avaliação in loco. VIII. receber o resultado do pedido de reconsideração analisado pela Comissão Externa e. revisão e aperfeiçoamento da gestão. VII. em conformidade com o Art. de 11 de fevereiro de 2005. XIV. dos instrumentos e dos procedimentos de avaliação. examinar cuidadosamente os dados e informações fornecidas pela IES no formulário eletrônico. Art. relatórios parciais e finais do processo de auto-avaliação. de forma a constituir séries históricas que possam subsidiar ações para a melhoria da qualidade da educação superior. produzidos pela IES. d. as seguintes informações e documentos: a. Examinar. realizar a avaliação in loco. c. o pedido de reconsideração da avaliação interposto pela IES. XI. VI. concluir. cumprir os procedimentos administrativos e avaliativos definidos pelo MEC. manter seus dados atualizados no Currículo Lattes do CNPq. XIII. encaminhar a documentação à Comissão Técnica em Avaliação Institucional e dos Cursos de Graduação para apreciação e emissão de parecer. XV. implantar e implementar ações e procedimentos no âmbito das suas competências. Projeto Pedagógico Institucional (PPI). Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). XII. II.

h. utilizando o modelo fornecido pelo INEP. discentes. observando os prazos estabelecidos nos cronogramas de avaliações. Art. III. elaborar relatório descritivo-analítico e parecer conclusivo sobre os resultados da avaliação. g. de 19 de maio de 2004. a contar do término da avaliação in loco. a contar do término da avaliação in loco. II. para subsidiar a avaliação. b. dados do questionário socioeconômico dos estudantes produzidos pelo ENADE. projeto pedagógico do curso. j. conforme Art. 3° da Lei nº 10. dados do questionário socioeconômico dos estudantes produzidos pelo ENADE. conforme expediente de designação. Examinar. manter os dados da Instituição e dos cursos atualizados no Sistema Integrado de Informações da Educação Superior . cumprir os procedimentos administrativos e avaliativos definidos pelo MEC. dados sobre o ENADE. IV. documentos sobre o credenciamento e o último recredenciamento da IES. dados do Censo da Educação Superior e do Cadastro Geral dos Cursos. no prazo de três (3) dias. quando for o caso. realizar a Avaliação in loco. relatório da Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso. sob pena de transferência automática da avaliação do curso para o último grupo do respectivo ano.870. 7º Compete às Comissões Externas de Avaliação de Cursos: I. as seguintes informações e documentos: a. Projeto Pedagógico Institucional (PPI). III. c. no prazo estabelecido pelo INEP. realizar a Avaliação in loco. relatório e conceitos da CAPES para os cursos de pósgraduação da IES. utilizando o modelo fornecido pelo INEP. recolher ao INEP os valores referentes aos custos do processo de avaliação. sob pena de transferência automática da avaliação do curso para o último grupo do respectivo ano. i. o pedido de reconsideração do resultado da avaliação interposto pela IES. elaborar relatório descritivo-analítico e parecer conclusivo sobre os resultados da avaliação. IV. d. II. analisar.SIEdSup. IV. prestandolhe todos os esclarecimentos solicitados. egressos. relatório de avaliação institucional produzido na última avaliação realizada por Comissão Externa de Avaliação Institucional. cumprir os procedimentos administrativos e avaliativos definidos pelo MEC. III. 228 . relatório de avaliação do curso produzido na última avaliação realizada por Comissão Externa de Avaliação de Curso. V. preencher o formulário eletrônico de avaliação. V. conforme expediente de designação.f. no prazo estabelecido pelo INEP. g. perfil do corpo social do curso: docentes. técnicos e administrativos. no prazo de três (3) dias. analisar. e. II. proporcionar as condições requeridas pelo INEP para a realização dos trabalhos da comissão de avaliação in loco. Art. o pedido de reconsideração do resultado da avaliação interposto pela IES.IES: I. 8º Compete às Instituições de Educação Superior . f.

a contar da data da divulgação da lista de IES que tiveram os relatórios liberados na página do INEP www. 9º A IES poderá solicitar reconsideração da avaliação no prazo máximo de quinze (15) dias úteis. 10 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. revogadas as disposições em contrário.inep.gov.Art. devidamente circunstanciado. Art.br § 1º O pedido de reconsideração da avaliação. deverá ser encaminhando em três (3) vias a CGA/DEAES . ELIEZER MOREIRA PACHECO 229 . por correio (sedex ou carta registrada).

no uso de suas atribuições e considerando o disposto na Resolução CNE/CES no 10/2002. uma vez que não há previsão para 230 . Parágrafo único.DESUP/SESu a designação de comissões de verificação in loco para avaliar a existência de condições de oferta dos cursos superiores à distância nas instituições citadas no art. na Portaria no 4.860/2001 e análise de PDI) dos processos das instituições citadas no art. 81 da Lei no 9. de 10 de fevereiro de 1998. Art. DE 22 DE JUNHO DE 2005 (DOU de 23 de junho de 2005) O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. § 1o As comissões de verificação in loco que visitarão as instituições citadas no art. de 11 de março de 2002. 2o O Departamento de Supervisão do Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior .PORTARIA Nº 2. § 1o As solicitações a que se refere o caput deste artigo deverão ser protocolizadas diretamente na SESu/MEC.361. no Decreto no 2.SAPIEnS/MEC.361. por meio do Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior . de 9 de julho de 2001.494.359. 4o Excepcionalmente. no âmbito dos programas de indução da oferta pública de cursos superiores de formação de professores a distância fomentados pelo MEC.DESUP/SESu deve priorizar a análise dos aspectos formais (análise do art. 1o desta Portaria. 3o cabe ao Departamento de Supervisão do Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior . no Decreto no 3. 1o desta Portaria podem apresentar ao Ministério da Educação solicitações de “autorização experimental” para oferta de cursos superiores de formação de professores a distância na forma de “consócios” que reúnam duas ou mais instituições públicas de educação superior. conforme as regras dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC. de 29 de dezembro de 2004.860/2001. As instituições públicas de educação superior ficam isentas do recolhimento previsto no art.394. § 2o As despesas de transporte e diárias das comissões de verificação in loco citadas no caput deste artigo serão de responsabilidade das instituições que solicitarem os processos de credenciamento e autorização de cursos superiores à distância. 80 da Lei no 9. Art. que terão estas despesas custeadas pela SESu/MEC. e considerando a necessidade do atendimento formal do credenciamento das instituições públicas de educação superior. 1o desta Portaria deverão realizar as visitas de avaliação e encaminhar seus relatórios à SESu/MEC imediatamente ao final da visita. o disposto no art. de 29 de dezembro de 2004. 2o da Portaria no 4. e emitir juízo para a continuidade de sua tramitação.394. 20 do Decreto3. de 29 de dezembro de 2004. resolve: Art.201. de 20 de dezembro de 1996. nos termos do art. 1o desta Portaria. exceto quando se tratar de instituições federais de educação superior. de 20 de dezembro de 1996. na Portaria no 4. Art. as instituições citadas no art. 1o As instituições públicas de educação superior préselecionadas para participar dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC deverão protocolizar os processos de credenciamento e autorização para oferta de cursos superiores a distância.

conforme determina o art. incluindo a oferta de cursos de graduação.este tipo de processo no Sistema SAPIENS. § 2o A autorização experimental para oferta de cursos superiores de formação de professores a distância por meio de “consórcios” será concedida por prazo determinado e limitada à conclusão da oferta do curso neste prazo. e pré-selecionadas para participar dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC.394. caso desejem continuar a ofertar cursos superiores nesta modalidade. § 3o A autorização experimental para oferta de cursos superiores de formação de professores a distância por meio de “consórcios” não substitui a necessidade de credenciamento específico de cada uma das instituições consorciadas. 6o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 5o As instituições públicas de educação superior já credenciadas pelo MEC exclusivamente para oferta de cursos de pósgraduação lato sensu a distância. de 20 de dezembro de 1996. Parágrafo único As solicitações a que se refere o caput deste artigo deverão ser protocolizadas diretamente na SESu/MEC. Art. e estarão submetidas aos procedimentos previstos nos artigos 2o e 3o desta Portaria. Art. uma vez que não há previsão para este tipo de processo no Sistema SAPIENS. poderão solicitar ampliação da abrangência de seu credenciamento. TARSO GENRO 231 . 80 da Lei no 9. e estarão submetidas aos procedimentos previstos nos artigos 2o e 3o desta Portaria.

§ 1o As instituições listadas no anexo deverão. deverá designar comissões de verificação in loco para acompanhar a oferta dos cursos superiores à distância conforme calendário e lista de instituições indicados no anexo desta Portaria. a partir dos resultados da avaliação realizada.860. Art. 10/2002. de 29 de dezembro de 2004. encaminhar documentação detalhada com endereço e infra-estrutura dos pólos estabelecidos para os momentos presenciais. TARSO GENRO (Esta Portaria tem um Anexo) 232 . detalhamento do corpo docente e das tutorias. § 2o Os relatórios de avaliação das comissões de verificação in loco serão analisados pela SESu e encaminhados para o Conselho Nacional de Educação. no uso de suas atribuições e considerando o disposto na Resolução CNE/CES n. número de alunos matriculados. e demais elementos que subsidiem a definição das visitas de avaliação de acordo com seleção amostral feita pela SESu/MEC. resolve Art. § 3o A SESu/MEC. no prazo de 30 dias a partir da publicação desta Portaria.PORTARIA Nº 2. poderá encaminhar ao Ministro da Educação pedido de retificação das dos prazos inicialmente concedidos nas portarias de credenciamento das instituições para oferta de cursos a distância.DESUP/SESu. na Portaria no 4. o disposto no Decreto no 3. de 11 de março de 2002.359. 1o O Departamento de Supervisão do Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior . DE 22 DE JUNHO DE 2005 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. 2o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. número de vagas ofertadas. de 9 de julho de 2001.202. e considerando ainda a efetivação de uma política de criteriosa expansão da educação superior.

Art. em instituição conveniada com a instituição de educação superior de origem do estudante. Computação. 233 . Biologia. na data de realização do ENADE 2005. § 2º Serão considerados estudantes do último ano do curso aqueles que. Matemática.861. detalhados no Anexo I desta Portaria. § 1º Serão considerados estudantes de final do primeiro ano do curso aqueles que. de todos os estudantes do final do primeiro e do último ano do curso. até o dia 5 de agosto de 2005. conhecimentos. até o dia 18 de setembro de 2005.205.ENADE. os cursos das áreas de Arquitetura e Urbanismo. Art. os instrumentos mencionados no artigo anterior. durante o ano letivo de 2005. Física. Art. 4° As Comissões Assessoras de Avaliação de Áreas e a Comissão Assessora de Avaliação da Formação Geral definirão as competências. de 14/4/2004. 5° O INEP enviará às instituições de educação superior que oferecem os cursos nas áreas selecionadas para o ENADE 2005 e que responderam ao Censo da Educação Superior de 2003. até o dia 1º de agosto de 2005. independentemente da organização curricular adotada. definida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira .Portaria nº 2. Ciências Sociais. Letras.INEP. Art. até o dia 22 de julho de 2005. Geografia. que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. tiverem concluído pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso da instituiçãode educação superior ou aqueles que. até o dia 1º de agosto de 2005. tenham condições acadêmicas de conclusão do curso de graduação durante o ano letivo de 2005. Pedagogia e Química. devidamente preenchidos com os dados cadastrais dos seus estudantes. bem como definir as atribuições e vinculação. independente do percentual de cumprimento da carga horária mínima do currículo do curso. resolve: Art. § 3º Ficam dispensados do ENADE 2005 os estudantes que colarem grau até o dia 18 de agosto de 2005 e aqueles que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil. 1° Serão avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . nas áreas relacionadas no artigo 1º desta Portaria. para uma amostra representativa. História. Engenharia. 6° As instituições de educação superior são responsáveis pela inscrição de todos os estudantes habilitados ao ENADE 2005 e deverão devolver ao INEP. 3° Cabe ao Presidente do INEP designar os professores que integrarão as Comissões Assessoras de Avaliação de Áreas e a Comissão Assessora de Avaliação da Formação Geral que participarão do ENADE 2005. no ano de 2005. 2° A prova do ENADE 2005 será aplicada no dia 6 de novembro de 2005. DE 22 DE JUNHO DE 2005 (DOU de 23 de junho de 2005 ) O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. tiverem concluído entre 7% e 22% (inclusive) da carga horária mínima do currículodo curso da instituição de educação superior. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto na Lei Nº 10. saberes e habilidades a serem avaliados e todas as especificações necessárias à elaboração da prova a ser aplicada no ENADE 2005. Filosofia. Art. as instruções e os instrumentos necessários ao cadastramento eletrônico dos estudantes habilitados ao ENADE 2005.

publicada no DOU de 28 de fevereiro de 2005. § 2º O estudante que integrar a amostra do ENADE 2005 e que estiver realizando estágio curricular ou outra atividade curricular obrigatória fora do município de funcionamento do próprio curso. Art. 7° O INEP divulgará a lista dos estudantes selecionados pelos procedimentos amostrais para participação no ENADE 2005 até o dia 9 de outubro de 2005 e os respectivos locais onde serão aplicadas as provas até o dia 28 de outubro de 2005. a opção pessoal do estudante. caso não esteja prevista aplicação de prova naquele município. segundo o modelo proposto para o ENADE. Art. Art. até o dia 16 de outubro de 2005. 8° As provas do ENADE 2005 serão realizadas e aplicadas por entidades contratadas pelo INEP. Seção 1. em instituição conveniada com a instituição de educação superior de origem. § 3º O estudante não selecionado na amostra definida pelo INEP poderá participar do ENADE 2005 desde que a instituição de educação superior informe ao INEP. Parágrafo único. de 25/02/2005. Fica revogada a Portaria no 556. Art. até o dia 25 de setembro de 2005. poderá realizar o ENADE 2005 no mesmo município onde está realizando a respectiva atividade curricular ou em município mais próximo. 1º dessa Portaria. 23. o município onde o estudante optou por participar da prova. As instituições de educação superior que oferecem os cursos das áreas descritas no Art. 9o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. que comprovem capacidade técnica em avaliação. § 1º O estudante selecionado deverá realizar a prova do ENADE 2005 no município de funcionamento do próprio curso. a lista dos estudantes habilitados ao ENADE 2005. TARSO GENRO (Esta Portaria tem um Anexo) 234 .Parágrafo único É de responsabilidade das instituições de educação superior divulgar amplamente. antes do envio do cadastro ao INEP. ficando a regularidade junto ao ENADE 2005 condicionada à efetiva participação na prova. e que tenham em seus quadros profissionais que atendam a requisitos de idoneidade e competência. não poderão realizar e aplicar as provas do ENADE 2005. 10. junto ao seu corpo discente. desde que a instituição de educação superior informe ao INEP. pág.

atuando como laboratório operacional para a prática e fixação das técnicas do cooperativismo e apoiando o planejamento. a coordenação.atuar como componente pedagógico do currículo. tendo por base os princípios cooperativistas. Art. anualmente.764/71. em todos os casos. prestação de contas em Assembléia Geral Ordinária. a execução e a manutenção de outros projetos pedagógicos da Instituição de Ensino. § 1o A Cooperativa-Escola possuirá finalidade precipuamente educativa e terá por objetivo o desenvolvimento dos princípios cooperativistas. Parágrafo único. exigindo-se. que deverá ser anexada no relatório anual de gestão da escola. 4º Fica vedado às Instituições Federais de Ensino o pagamento de quaisquer débitos contraídos pelas Cooperativas-Escolas ou obrigações por estas assumidas. com a Cooperativa-Escola dos Alunos da respectiva autarquia. 44 da Lei nº 5. designado pelo Diretor Geral. de 15 de abril de 1998. deverão ser recolhidos à conta única do 235 . de 16 de dezembro de 1971. Parágrafo único. a apresentação da devida prestação de contas. de 16 de dezembro de 1971 e ao contido no Decreto nº 2. o acompanhamento e a orientação das atividades operacionais da Cooperativa-Escola deverão contar com apoio pedagógico de um servidor efetivo do quadro da Instituição. no uso de suas atribuições legais e considerando a necessidade de regulamentar o funcionamento das Cooperativas-Escolas bem como suas relações jurídico-formais com as Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação.764. 3º O planejamento. III . 5. Art. constituída pelos alunos regularmente matriculados e que a ela optarem por se associar.764. A Cooperativa-Escola não poderá remunerar servidores e alunos pela participação nos projetos pedagógicos. Art. 1º poderão firmar e executar convênios com a respectiva Cooperativa-Escola para fomento dos projetos pedagógicos em que se verifique a participação de alunos cooperados. § 2o As Cooperativas-Escolas referidas no caput possuirão natureza jurídica de direito privado e deverão ser constituídas em conformidade com a Lei nº. a avaliação. mediante a execução dos convênios previstos nesta portaria. 2º As Cooperativas-Escolas deverão: I . 1º As Escolas Agrotécnicas Federais e os Centros Federais de Educação Tecnológica poderão contar. apresentando balanço mensal das suas atividades e. nos termos do art. II .apoiar outros projetos pedagógicos. Art. Art 6º Os resultados financeiros apurados. preservando o seu caráter pedagógico de formação de profissionais. resolve: Art.prestar contas à direção da Instituição.4. DE 24 DE NOVEMBRO DE 2005 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. no âmbito de sua estrutura didáticopedagógica. 5º As Instituições Federais de Ensino de que trata o caput do art.PORTARIA No. A não apresentação da prestação de contas ou a sua não aprovação pela Direção da Escola.548. implicará na denúncia e suspensão imediata do respectivo convênio. 5.033. em observância ao disposto na Lei nº.

de 15 de dezembro de 1976. referentes aos projetos pedagógicos dos convênios. nos termos da IN SEDAP 205/1988 e através de termo de responsabilidade pelo uso e guarda dos bens. Art. utilizar-se de bens e serviços da Instituição de Ensino pelo prazo necessário à elaboração e execução dos projetos pedagógicos. mensalmente ou no término da cada projeto. FERNANDO HADDAD 236 . § 1o Entende-se por resultado financeiro o valor apurado da receita bruta de cada convênio após a dedução do valor referente às despesas com a execução do projeto. 7º No exato cumprimento das finalidades referidas nesta portaria poderão as Cooperativas-Escolas. deverão observar ainda os dispositivos da legislação aplicável à unidade a que a Cooperativa-Escola estiver vinculada. Art. conforme dispuser o termo de convênio firmado entre as partes. conforme termo do convênio firmado entre as partes. § 2o As despesas executadas pela Cooperativa-Escola. § 4o Nos demonstrativos contábeis da Cooperativa-Escola deverão ser incluídos os custos diretos e indiretos do projeto.404. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.tesouro nacional na fonte de recursos da receita própria da Instituição de Ensino. § 3o Poderá ser instituído um fundo de reserva para contingências nos moldes estabelecidos pela Lei no 6. a fim de cobrir eventuais imprevistos na execução do projeto.

de 28 de julho de 2006. Art. dentro do prazo de 30 dias. pela Portaria nº 10. 71.394. do Decreto nº 5. ou alternativamente. publicada no Diário Oficial da União de 31 de julho de 2006. SEÇÃO 1. 1º As instituições que ofertem cursos superiores de tecnologia terão prazo de sessenta dias. 2º Recebido o pedido de que trata o caput do art. nos termos do art. combinado com o art. Dispõe sobre a adequação da denominação dos cursos superiores de tecnologia ao Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. 81 da Lei nº 9. de 2006. para requerer o aditamento dos atos de autorização. de 28 de julho de 2006. De 14 De Agosto De 2006. pelo prazo correspondente à duração do curso. Art. tendo em vista a competência outorgada pelo art. resolve: Art. a oferta em caráter experimental. § 3º. publicada no Diário Oficial da União de 31 de julho de 2006. de 1996.Portaria Normativa Nº 12. 44. com respectivo projeto pedagógico. 3º As instituições de educação superior deverão promover as adequações ao projeto pedagógico.773. bem como a eventual complementação de carga horária. decorrente da adesão ao Catálogo. combinado com o art. nos termos do art. de 2006.773. § 1º A alteração da denominação é facultativa para os cursos autorizados ou reconhecidos até a data da edição da Portaria nº 10. Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. III. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. nos termos do art. de 2006. bem como na Portaria MEC nº 10. a contar da publicação desta Portaria. FERNANDO HADDAD (DOU Nº 156. adequando sua denominação à constante do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia. inciso II. 10) Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES 237 . conforme o projeto pedagógico vigente anteriormente à adesão ao Catálogo. aprovado. seção 1. 15/8/2006. de 28 de julho de 2006. garantindo a manutenção dos padrões de qualidade. §1º e 2º.773. do Decreto 5. em extrato. § 2º As instituições que possuam pedidos de autorização ou reconhecimento em trâmite nos órgãos do MEC deverão requerer a adequação da denominação. 44 do Decreto 5. de reconhecimento ou renovação de reconhecimento. 1º.773. preparará o aditamento à portaria de autorização ou reconhecimento em vigor.773. página 12. § 2º Poderá ser facultada aos estudantes regularmente matriculados a opção pela nova denominação de curso. 5º. § 1º do Decreto 5. no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no Decreto nº 5. de 2006. 71. de 9 de maio de 2006. em decorrência da alteração da denominação do curso. a ser firmada pelo Secretário de Educação Profissional e Tecnológica. § 1º As instituições cujos cursos tiverem suas denominações alteradas deverão assegurar aos estudantes regularmente matriculados o direto à conclusão de seu curso. na forma do caput. a SETEC. P.

especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico. caberá recurso ao colegiado máximo da instituição. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no § 3o do art. resolve: Art. para. observadas as disposições legais e regulamentares. 1o do Decreto no 3.exonerar de ofício os servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo ou converter a exoneração em demissão. FERNANDO HADDAD 238 . de 27 de abril de 1999. no exercício da competência subdelegada nesta Portaria. e II . nas hipóteses de suspensão superior a 30 (trinta) dias. e dá outras providências. vedada a subdelegação. acrescido pelo Decreto no 6. Art. 1o Fica subdelegada competência aos Reitores das Universidades Federais. 2o Das decisões proferidas pelas autoridades indicadas no artigo anterior. Art.097.Portaria Normativa Nº 21. De 30 De Abril De 2007 Subdelega competência para a prática dos atos que menciona. de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores pertencentes a seus quadros de pessoal. 3o Aplica-se o disposto nesta Portaria aos Processos Administrativos Disciplinares em andamento. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.julgar processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades. praticar os seguintes atos: I .035. considerados assim aqueles em que ainda não foi proferido o respectivo julgamento. de 24 de abril de 2007. ao Diretor-Geral da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e aos Diretores Gerais dos Centros Federais de Educação Tecnológica. Art.

VI . 239 .providenciar. e praticar os atos necessários à investidura dos servidores aprovados.elaborar. Art. equipamentos e acervo bibliográfico destinados às salas de aulas. Sistema Integrado de Dados Orçamentários .1062.016794/2007-11 e as ações em curso no âmbito do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.0001 .Portaria Normativa 28. veículos. unidades de serviços de apoio ao educando e demais ambientes da Instituição.SIAPE. a inscrição da Escola Técnica Federal de Brasília no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas . assim como as orientações do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia. e tendo em vista o contido no Processo no23000.Atribuir ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás o encargo de adotar as medidas necessárias à implantação da Escola Técnica Federal de Brasília . a aquisição de mobiliário. na forma da lei.O disposto no artigo anterior inclui: I . conservação e vigilância dos bens móveis e imóveis da Escola Técnica Federal de Brasília. limpeza. em conjunto com a Direção-Geral Pro Tempore da Escola Técnica Federal de Brasília. no Sistema Integrado de Administração Financeira . o Regimento Interno da nova instituição e submetê-lo à aprovação do Ministério da Educação.providenciar. a contratação dos serviços necessários à adaptação de instalações. 3o. INTERINO.SIAFI.ativar e gerir a Unidade Gestora da Escola Técnica Federal de Brasília.praticar os atos atinentes à execução orçamentária e financeira da Escola Técnica Federal de Brasília. na forma da lei. resolve: Art. junto aos órgãos competentes. 2o. Art.Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica . em consonância com as necessidades socioeconômicas de âmbito local e regional.Nacional. elaborado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás.gerir os contratos celebrados em cumprimento ao disposto neste artigo até a posse da direção da Escola Técnica Federal de Brasília. laboratórios.CNPJ.propor à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica a relação de cursos de educação profissional a serem oferecidos à comunidade. no uso de suas atribuições legais. Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais SIASG. e as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico. 1o. De 13 De Julho De 2007 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. IX .providenciar.DF. no Sistema Integrado de Administração de Pessoal .363. VII .organizar os concursos públicos que venham ser autorizados para o provimento do quadro de pessoal efetivo da Escola Técnica Federal de Brasília. dependências administrativas. V . IV . VIII . e nos demais sistemas de utilização obrigatória pela Administração Federal. mediante aprovação pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica de plano de trabalho específico.1H10.SIDOR. II .Para a execução das atividades previstas no artigo anterior no exercício de 2007 serão utilizados os recursos provenientes da dotação orçamentária consignada na ação 12. III .

4o.Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.Fica redistribuído.Art. do Ministério da Educação para o Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás. de 11 de outubro de 2006. Art. código CD-3. dentre os criados pela Lei 11.352. 01 (um) Cargo de Direção. JOSÉ HENRIQUE PAIM FERNANDES 240 . 5o.

validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira . que dispôs sobre o exercício das funções de regulação. 1º A tramitação dos processos regulatórios de instituições e cursos de graduação e seqüenciais do sistema federal de educação superior será feita exclusivamente em meio eletrônico. nº9. no sistema e-MEC. resolve CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. pelo Conselho Nacional de Saúde e pelos conselhos nacionais de regulamentação 241 . economia e celeridade processual e eficiência. moralidade.Brasil.840. de 20 de dezembro de 1996 e. § 1º O acesso ao sistema. supervisão e avaliação de cursos e instituições de graduação e seqüenciais. motivação. por analogia. mantendo informação de andamento processual própria. utilizando ao máximo as possibilidades oferecidas pela tecnologia da informação. considerando o Decreto nº5. § 5º A não utilização do prazo pelo interessado desencadeia o restabelecimento do fluxo processual. em especial os princípios da finalidade.PORTARIA NORMATIVA Nº 40. § 2º As notificações e publicações dos atos de tramitação dos processos pelo e-MEC serão feitas exclusivamente em meio eletrônico. de 1999. de 13 de julho de 2006. razoabilidade. § 6º Os processos no e-MEC gerarão registro e correspondente número de transação. Art. Institui o e-MEC. DE 12 DE DEZEMBRO DE 2007. § 1º A comunicação dos atos se fará em meio eletrônico. de 29 de janeiro de 1999. para inserção de dados pelas instituições. excluído o dia da abertura da vista e incluído o do vencimento. e o disposto nas Leis nº9. aplicando-se.394. com observância aos requisitos de autenticidade. de 09 de maio de 2006.773.419. bem como a conveniência de simplificar. que será devidamente informado aos usuários. racionalizar e abreviar o trâmite dos processos objeto do Decreto. e observará as disposições específicas desta Portaria e a legislação federal de processo administrativo. levando em consideração o horário de disponibilidade do sistema.ICP .784. de 19 de maio de 2004. 66 da Lei nº 9. de 19 de dezembro de 2006. sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação. § 3º A contagem de prazos observará o disposto no art. alterado pelo Decreto nº 5. integridade. em dias corridos. nº10.870. as disposições pertinentes da Lei nº 11. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. 2º A movimentação dos processos se fará mediante a utilização de certificados digitais.784. § 4º A indisponibilidade do e-MEC na data de vencimento de qualquer prazo acarretará a prorrogação automática deste para o primeiro dia subseqüente em que haja disponibilidade do sistema. no uso de suas atribuições. interesse público.

a cargo do usuário. § 4º A assinatura do termo de compromisso com o provedor do sistema implica responsabilidade legal do compromissário e a presunção de sua capacidade técnica para realização das transações no e-MEC. reconhecidos ou com reconhecimento renovado. bem como a relação de instituições credenciadas e de cursos autorizados e reconhecidos. para todos os efeitos legais. pessoal e intransferível. a critério do MEC. § 5º O uso da chave de acesso e da senha gera presunção da autenticidade. § 6º O uso da chave de acesso e da senha é de responsabilidade exclusiva do compromissário. Art. expressamente referidas nesta Portaria. 4º O e-MEC será implantado em ambiente acessível pela internet. 5º Os documentos a serem apresentados pelas instituições poderão. com a celebração de termo de compromisso. não cabendo ao provedor do sistema responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha. § 2º O acesso ao sistema. bem como por quaisquer outros agentes habilitados. § 1º Serão de acesso restrito os dados relativos aos itens III. dar-se-á pela atribuição de chave de identificação e de senha. de 2006. § 1º O sistema gerará e manterá atualizadas relações de instituições credenciadas e recredenciadas no e-MEC. § 2º Os arquivos e registros digitais serão válidos para todos os efeitos legais e permanecerão à disposição das auditorias internas e externas do MEC. além dos dados sobre os atos autorizativos e os elementos relevantes da instrução processual. com origem e signatário garantidos por certificação eletrônica. quando disponíveis. ainda que por terceiros. e cursos autorizados. Art. 28. do Decreto nº 5773. para bloqueio de acesso. Art. 16. de modo a permitir informação ao público sobre o andamento dos processos. de 2006. para inserção de dados pelos agentes públicos competentes para atuar nos processos de regulação e avaliação também se dará pela atribuição de chave de identificação e senha de acesso. pessoal e intransferível. 36 e 37 do Decreto nº 5. ressalvadas informações exclusivamente de interesse privado da instituição. § 2º O sistema possibilitará a geração de relatórios de gestão. que subsidiarão as atividades decisória e de acompanhamento e supervisão dos órgãos do Ministério da Educação. 3º Os documentos que integram o e-MEC são públicos. Art. serão considerados válidos e íntegros. § 3º O acesso ao e-MEC deverá ser realizado com certificação digital. padrão ICP Brasil. 6º Os dados informados e os documentos produzidos eletronicamente. emitido por Autoridade Certificadora credenciada.profissional mencionados nos arts. que trata do PDI. mediante a celebração de termo de compromisso.773. informando credenciamento específico para educação a distância (EAD). ressalvada a alegação 242 . § 7o A perda da chave de acesso ou da senha ou a quebra de sigilo deverão ser comunicadas imediatamente ao provedor do sistema e à Autoridade Certificadora. confiabilidade e segurança dos dados. com o uso de Certificado tipo A3 ou superior. IV e X do art. ser substituídos por consulta eletrônica aos sistemas eletrônicos oficiais de origem. na forma da legislação específica.

prevista no art. mediante documento eletrônico. e VI do § 1º organizarão serviços de apoio ao usuário do e-MEC visando solucionar os problemas que se apresentem à plena operabilidade do sistema. 3º. 243 . o desenvolvimento ulterior do sistema será orientado por Comissão de Acompanhamento. V . exceto para instituições de educação superior públicas.Gabinete do Ministro (GM). que será processada na forma da legislação aplicável.pagamento da taxa de avaliação. gerado pelo sistema. caput.apresentação dos documentos de instrução referidos no Decreto nº 5. § 1º Após a fase de implantação. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES COMUNS AOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÃO E AUTORIZAÇÃO DE CURSO Art.Consultoria Jurídica (CONJUR).Coordenação Geral de Informática e Telecomunicações (CEINF).fundamentada de adulteração. § 3º Os órgãos referidos nos incisos II. § 2º Compete à Comissão apreciar as alterações do sistema necessárias à sua operação eficiente. III . 7º A coordenação do e-MEC caberá a pessoa designada pelo Ministro da Educação. 8º O protocolo do pedido de credenciamento de instituição ou autorização de curso será obtido após o cumprimento dos seguintes requisitos: I . não se lhes aplicando o disposto no § 1º.870. § 2º O sistema não aceitará alteração nos formulários ou no boleto após o protocolo do processo. ou as declarações correspondentes. III .Secretaria de Educação Superior (SESu).Conselho Nacional de Educação (CNE). bem como à sua atualização e aperfeiçoamento. III. em meio eletrônico.preenchimento de formulário eletrônico. § 5º. II . da mesma lei.773. § 1º O pedido de credenciamento deve ser acompanhado do pedido de autorização de pelo menos um curso. CAPÍTULO II DAS COMPETÊNCIAS SOBRE O E-MEC Art. VIII . IV . VI .Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC). VII . isentas nos termos do art.Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). 3º. integrada por representantes dos seguintes órgãos: I .Secretaria de Educação a Distância (SEED). 67 do Decreto nº 5. II . nos termos do art. de 19 de maio de 2004. competindo à Coordenação-Geral de Informática e Telecomunicações (CEINF) sua execução operacional.773. § 3º Os pedidos de credenciamento de centro universitário ou universidade deverão ser instruídos com os atos autorizativos em vigor da instituição proponente e com os demais documentos específicos. sob as penas da lei. de 2006. da Lei nº 10. de 2006.

§ 6º As diligências serão concentradas em uma única oportunidade em cada fase do processo. Art. 80 da Lei nº 9. da SETEC ou da SEED. bem como do Estatuto ou Regimento. a quem competirá apreciar a instrução. se couber. o processo seguirá ao Diretor competente da SESu. § 4º O atendimento à diligência restabelece imediatamente o fluxo do processo. cabendo à SEED a apreciação dos requisitos próprios para oferta de educação a distância. sob pena de arquivamento do processo. 11. § 1º Não serão aceitas alterações do pedido após o protocolo. e protocolar novo pedido. nos termos do art.773. conforme o caso. § 1º A análise dos documentos fiscais e das informações sobre o corpo dirigente e o imóvel. § 3º O arquivamento do processo. a qual se prestará unicamente a esclarecer ou sanar o aspecto apontado. exceto na fase de avaliação. devidamente alterado. quando a insuficiência de elementos de instrução impedir o seu prosseguimento. de 2006. observado o Decreto nº 5. de 1996. § 1º A instituição integrante do sistema federal de educação superior manterá a identificação nos processos de credenciamento para EAD. e gera. Concluída a análise dos documentos. e determinar a correção das irregularidades sanáveis. ocasiona o arquivamento do processo. os documentos serão submetidos a análise. § 2º Em caso de alteração relevante de qualquer dos elementos de instrução do pedido de ato autorizativo. do Decreto nº 5. e as disposições desta Portaria Normativa.§ 4º O credenciamento para EAD. ou o arquivamento do processo. 10. em que não caberá a realização de diligência. § 5º O não atendimento da diligência. 11. § 2º As instituições dos sistemas estaduais que solicitarem credenciamento para EAD terão identificação própria.394. Seção I Da análise documental Art. parágrafo único. § 3º. resultantes de pedido da instituição ou de decisão definitiva do MEC. resultará no encerramento da ficha e na baixa do número de identificação. de 2005. o órgão poderá determinar ao requerente a realização de diligência. observado o dever de conservação do acervo escolar. que será a mesma nas diversas etapas de sua existência legal e também nos pedidos de aditamento ao ato autorizativo. nos termos do art. nos termos do § 3º. § 3º A diligência deverá ser atendida no prazo de 30 (trinta) dias. nos termos do caput ou do § 2º não enseja o efeito do art. após a expedição dos diplomas ou documentos de transferência dos últimos alunos.622. o requerente deverá solicitar seu arquivamento. a fim de assegurar objetividade e celeridade processual. será realizada pela SESu ou SETEC. § 2º Caso os documentos sejam omissos ou insuficientes à apreciação conclusiva. no prazo. Art. § 3º O descredenciamento ou o cancelamento da autorização. obedecerá a procedimento específico. 9º A instituição ou o curso terá uma identificação perante o MEC. 68. Após o protocolo. 244 . no seu conjunto.

considerando a tramitação simultânea de pedidos. a ser restituído na forma do art. nos termos dos §§ 1º e 2º do art. de 2006. conforme o caso. 14. 7º. de 2004. exceto para instituições de educação superior públicas. e pela regulamentação do INEP. Parágrafo único. § 1º O requerente deverá preencher os formulários eletrônicos de avaliação. na oportunidade de ingresso do processo no INEP e cálculo do complemento previsto no § 2º. com especial atenção ao PDI. aferirá a exatidão dos dados informados pela instituição. com o despacho do Diretor ou do Secretário. 12. utilizando o instrumento de avaliação previsto art. § 4º O INEP informará no e-MEC os nomes dos integrantes da Comissão e a data do sorteio. da SETEC ou da SEED. § 2º O não preenchimento do formulário de avaliação de cursos no prazo de 15 (quinze) dias e de instituições. Seção II Da avaliação pelo INEP Art. de 2004. em virtude de qualquer das alterações referidas no § 2º. conforme as diretrizes da CONAES. no prazo de 30 (trinta) dias ensejará o arquivamento do processo.861. § 3º O INEP informará no e-MEC a data designada para a visita. do Decreto nº 5. incluídas as eventuais deficiências. de acordo com calendário próprio.em favor da requerente. o processo seguirá ao INEP. disponibilizados no sistema do INEP. crédito do valor da taxa de avaliação recolhida correspondente ao pedido arquivado. A Comissão de Avaliadores procederá à avaliação in loco. A decisão do Secretário referida no caput é irrecorrível. Encerrada a fase de instrução documental. não haverá restituição do valor da taxa. 245 . 11.773. na realização da visita in loco. no prazo de dez dias. 3º da Lei nº 10. nos termos do art. restituindo-se o crédito eventualmente apurado a favor da instituição requerente. conforme o caso. conforme o caso. para realização da avaliação in loco. será feita a compensação das taxas correspondentes. de 2004. sorteados por sistema próprio dentre os integrantes do Banco de Avaliadores do SINAES (Basis). o requerente efetuará o pagamento do complemento da taxa de avaliação.870. A tramitação do processo no INEP se iniciará com sorteio da Comissão de Avaliação e definição da data da visita. I e II da Lei nº 10. em relatório que servirá como referencial básico à decisão das Secretarias ou do CNE. e respectivos formulários de avaliação. nos termos do art. 3º da Lei nº 10. Do despacho de arquivamento caberá recurso ao Secretário da SESu. 14. § 3º Na hipótese do agrupamento de visitas de avaliação in loco. § 2º. § 3º. § 2º Caso a Comissão de Avaliadores exceda o número de dois membros.870. 6º. V. § 1º A Comissão de Avaliação será integrada por membros em número determinado na forma do § 2º do art. § 4º Caso o arquivamento venha a ocorrer depois de iniciada a fase de avaliação. 15. Art. § 4º O trabalho da Comissão de Avaliação deverá ser pautado pelo registro fiel e circunstanciado das condições concretas de funcionamento da instituição ou curso. Art. § 5º A Comissão de Avaliação. Art. 13.

atribuindo conceito de avaliação. II . 10. o processo será submetido à Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação (CTAA). respectivamente. vedada a reabertura da fase de avaliação. formalizada a decisão pelo Secretário competente. 18.reforma do parecer da Comissão de Avaliação. determinando a realização de nova visita. § 2º A instituição e as Secretarias terão prazo comum de 60 dias para impugnar o resultado da avaliação. § 3º Havendo impugnação. § 2º Exarado o parecer do Secretário.anulação do relatório e parecer. III . 15. notificando-se a instituição e simultaneamente. 246 . com base em falhas na avaliação.manutenção do parecer da Comissão de Avaliação. SETEC ou SEED considere necessária a complementação de informação ou esclarecimento de ponto específico. a juízo do INEP. o processo seguirá ao CNE. § 1º A CTAA não efetuará diligências nem verificação in loco. que analisará os elementos da instrução documental. conforme o caso. § 6º É vedado à Comissão de Avaliação fazer recomendações ou sugestões às instituições avaliadas. SESu . ou oferecer qualquer tipo de aconselhamento que influa no resultado da avaliação.quando se tratar de avaliação institucional. se for o caso. será aberto prazo comum de 20 dias para contra-razões das Secretarias ou da instituição. observado o art. por uma dentre as seguintes formas: I . SETEC ou SEED. além de medidas específicas de exclusão dos avaliadores do banco. § 1º Caso o Diretor competente da SESu. Art. na hipótese de pedido de credenciamento.027. SETEC ou SEED. em nenhuma hipótese. que apreciará conjuntamente as manifestações da instituição e das Secretarias. para mais ou para menos. Realizada a visita à instituição. 17. conforme se acolham os argumentos da IES ou da Secretaria. § 3º No caso de pedido de autorização. Seção III Da análise de mérito e decisão Art. a Comissão de Avaliadores elaborará relatório e parecer. motivadamente. de 15 de maio de 2006. e encerra a fase da avaliação. instituída nos termos da Portaria no 1. e decidirá. com alteração do conceito. pelo deferimento ou indeferimento do pedido. o ato autorizativo será encaminhado a publicação no Diário Oficial. § 2º A decisão da CTAA é irrecorrível. na esfera administrativa. conforme o caso. quando se tratar de avaliação de curso. bem como a minuta do ato autorizativo. ou PPC. Art. Havendo impugnação. 16. na forma do art. poderá baixar o processo em diligência. sob pena de nulidade do relatório. O processo seguirá à apreciação da SESu. conforme o caso. §§ 2º a 6º. a avaliação do INEP e o mérito do pedido e preparará o parecer do Secretário. § 1º O relatório e parecer serão inseridos no e-MEC pelo INEP.

Parágrafo único. § 1º Qualquer alteração relevante nos pressupostos de expedição do ato autorizativo deve ser processada na forma de pedido de aditamento. § 1º O processo poderá ser baixado em diligência. Art. conforme calendário das sessões e inclusão em pauta pelo Presidente da Câmara. 20. nos termos dos arts. submetendo a matéria ao CP/CNE. nos termos do Regimento Interno do CNE. quanto ao mérito. 55 e seguintes. Art. e submeterá o processo à apreciação da CES/CNE. 11 do Decreto nº 5. Seção IV Do processo no CNE Art. A CES/CNE apreciará o parecer do Conselheiro relator e proferirá sua decisão. nos termos do art. se for o caso. O relator poderá manifestar-se pelo impedimento ou suspeição. 24. arts. § 2º O prazo para atendimento da diligência será de 30 dias. de 1999. Art. ou. 20. Art. nos termos do Regimento Interno. observada a equanimidade de distribuição entre os Conselheiros. para apreciação quanto à admissibilidade e. §§ 4º a 6º. 103 a 106. com o sorteio eletrônico de Conselheiro relator. 247 . § 3o Não caberá a realização de diligência para revisão da avaliação. 134 a 138 do Código de Processo Civil. 23.784. O relator inserirá minuta de parecer no sistema. com acesso restrito aos membros da Câmara e pessoas autorizadas. nos termos do Regimento Interno. Após a expedição do ato autorizativo a instituição deverá manter. Da deliberação caberá recurso ao Conselho Pleno (CP/CNE). O processo seguirá seu fluxo. para fins do sistema e-MEC. o processo será distribuído a novo relator. observado o art. 10. 22. reconhecimento e renovação de reconhecimento de curso será julgado em instância única. observado o art. 18 a 21 da Lei nº 9. no CNE. no mínimo. ou ainda pela modificação da competência.773. de 2006. no que diz respeito aos processos que tramitam pelo e-MEC. § 2º A inobservância do disposto neste artigo caracteriza irregularidade. pela CES/CNE e sua decisão será irrecorrível. as condições informadas ao MEC e verificadas por ocasião da avaliação in loco. também por aplicação analógica do Código de Processo Civil. § 2º O impedimento ou a suspeição de qualquer Conselheiro não altera o quorum. para a apresentação de esclarecimentos ou informações relevantes. necessariamente integrante da Câmara de Educação Superior (CES/CNE).Art. § 2º O recurso das decisões denegatórias de autorização. 19. § 1º Havendo recurso. nos termos do Regimento Interno do CNE. subsidiariamente dos arts. na esfera administrativa. O sistema informará a data de apreciação do processo pela CES/CNE. 21. § 4o Os integrantes da CES/CNE poderão pedir vista do processo. pelo prazo regimental. § 1º Outras hipóteses de modificação de competência serão decididas pela CES/CNE. podendo solicitar revisão técnica. observandose os arts.

até que se processe o aditamento do ato de credenciamento ou recredenciamento. ao deferir a tramitação do pedido com esse caráter. Art. § 5º Expedido o ato autorizativo ou denegado. para publicação. § 2º O Ministro poderá devolver o processo ao CNE para reexame. § 1º Na hipótese de inclusão de curso novo. desde que compatíveis com as Diretrizes Curriculares Nacionais próprias.773. deverão ser processadas conjuntamente com o pedido de autorização de curso. 26. O pedido de reconhecimento deverá ser instruído com a relação de docentes efetivamente contratados para oferta do curso. que.773. 42 do Decreto nº 5. se for o caso. Art. Art. Os cursos experimentais sujeitam-se a consulta prévia à SETEC. de 2006. Para o andamento do processo de autorização ou reconhecimento. com base no art. Nos processos de autorização ou reconhecimento de cursos superiores de tecnologia o requerente informará se o pedido tem por base o catálogo instituído pela Portaria nº 10. para efeito de constituição da Comissão de Avaliação pelo INEP. de 2006. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES PECULIARES AOS PROCESSOS DE AUTORIZAÇÃO OU RECONHECIMENTO DE CURSO Art. motivadamente e de forma definitiva. mantido pelo INEP. § 2º As habilitações dos cursos. devidamente cadastrados no Cadastro Nacional de Docentes. § 1º O Gabinete do Ministro poderá solicitar nota técnica à Secretaria competente e parecer jurídico à Consultoria Jurídica. motivadamente. Parágrafo único. § 3º No caso do parágrafo 2º. §§ 2º e 3º do Decreto nº 5. Odontologia e Psicologia sujeitam-se à tramitação prevista no art. 29.394. encerra-se o processo na esfera administrativa. de 2006. 28. Medicina. 81 da Lei nº 9. de 28 de julho de 2006. 27. O pedido de autorização deverá ser instruído com a relação de docentes comprometidos com a instituição para a oferta de curso. Parágrafo único. ou tem caráter experimental. é indispensável que o curso conste de PDI já submetido à apreciação dos órgãos competentes do MEC. e informada no sistema a data de publicação no DOU. 248 . expeça o ato autorizativo. que será encaminhado ao Diário Oficial da União. nos termos do art. 25. a CES/CNE ou o Conselho Pleno reexaminará a matéria. a fim de que o Ministro homologue o parecer e. de 1996.Art. o processo de autorização ou reconhecimento será sobrestado. indicará o código de classificação do curso. § 4º O processo retornará ao Gabinete. Os pedidos de autorização de cursos de Direito. A deliberação da CES/CNE ou do Conselho Pleno será encaminhada ao Gabinete do Ministro. o pedido. para homologação. por ocasião do credenciamento ou recredenciamento da instituição. em banco de dados complementar ao Cadastro Nacional de Docentes mantido pelo INEP.840. a fim de instruir a homologação. com a redação dada pelo Decreto no 5. 28.

Art. Odontologia e Psicologia sem parecer favorável do CNS. exaurido o recurso. 37 do Decreto nº 5. a SESu impugnará. no prazo de 60 dias do início da oferta. e receberão número de identificação. no prazo de 60 dias. de 2006. § 1º Os cursos oferecidos por instituições autônomas. § 2º Até 30 dias após o início do curso. A instituição informará a época estimada para reconhecimento do curso. pelo prazo de 60 dias. quando o conceito da avaliação do INEP for satisfatório. da CAPES. na fase de instrução documental. no que couber. pelo prazo de 60 dias. a decisão de arquivamento do processo. será aberta vista para manifestação do Conselho Nacional de Saúde (CNS). referida nos §§ 1º ou 2º. de âmbito nacional. aplicando-se. ou o indeferimento do pedido de reconhecimento. Aplicam-se ao processo de reconhecimento. por ocasião da impugnação ao parecer da Comissão de Avaliação do INEP. que será utilizado no reconhecimento e nas fases regulatórias seguintes. § 6º Caso a manifestação da OAB ou CNS. prorrogável por igual período. de 2006. cuja manifestação subsidiará a apreciação de mérito da Secretaria. conforme o caso. será aberta vista para que o respectivo órgão de regulamentação profissional. a requerimento do CNS. 249 . 35. será aberta vista para manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). o Conselho Técnico Científico da Educação Básica. Odontologia e Psicologia. § 4º Nos pedidos de reconhecimento dos cursos de licenciatura e normal superior. a fim de que a Secretaria competente possa considerar as informações e elementos por eles referidos. as disposições procedimentais que regem a manifestação dos conselhos de regulamentação profissional. ofereça subsídios à decisão da Secretaria. 30. § 7º Nos pedidos de autorização de curso de Direito sem parecer favorável da OAB ou de Medicina. poderá se manifestar. a requerimento da OAB. 31.773. prorrogável por igual período. vedado o ingresso de novos alunos. querendo. no que couber. § 2º Nos pedidos de autorização de cursos de graduação em Medicina.773. observado o limite fixado no Decreto nº 5. serão informados ao e-MEC. de 2006. implicará o reconhecimento do curso apenas para fim de expedição e registro de diploma. definido esse pelo início efetivo das aulas. a instituição informará a data da oferta efetiva. do Decreto nº 5. com a determinação da transferência de alunos. extrapole o prazo de impugnação da Secretaria. Art.773. não sujeitos a autorização. § 3º Nos pedidos de reconhecimento de curso correspondente a profissão regulamentada. as disposições pertinentes ao processo de autorização de curso. observadas as disposições deste artigo.§ 1º Nos pedidos de autorização e reconhecimento de curso de graduação em Direito. nos termos do art. caput. § 2º Na hipótese de insuficiência de documentos. de ofício. aplicando a regra do art. à CTAA. § 5º O processo no MEC tramitará de forma independente e simultânea à análise pelos entes referidos nos §§ 1º a 3º. ao tempo fixado de conclusão do curso. § 1º A portaria de autorização indicará o prazo máximo para pedido de reconhecimento. este último ficará sobrestado até o fim do prazo dos órgãos referidos e por mais dez dias.

250 . área física disponível e formas de acesso e utilização. 32. quanto ao protocolo de compromisso. Art. 35. neste caso. informando especificamente o seguinte: I. na forma do art. as condições de oferta do curso. em instância única. VI. III. 25. II. no mínimo. para consulta dos alunos ou interessados. além dos seguintes elementos: I. a instituição compromete-se a observar. sendo submetida à homologação do Ministro. o padrão de qualidade e as condições em que se deu a autorização. na esfera administrativa. quando houver. o ingresso de novos alunos. observar-se-á o art. § 1º A instituição deverá afixar em local visível junto à Secretaria de alunos. V. § 8º Aplicam-se à renovação de reconhecimento. ato autorizativo expedido pelo MEC. II. conjunto de normas que regem a vida acadêmica. no que couber. titulação e regime de trabalho. bem como o atendimento satisfatório aos requisitos de qualidade definidos no instrumento de avaliação apropriado. em qualquer caso. III. matriz curricular do curso. resultados obtidos nas últimas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação. de transferência dos alunos ou deferimento para efeito de expedição de diplomas. incluindo mensalidades. § 5º À decisão desfavorável do Secretário da SESu. taxas de matrícula e respectivos reajustes e todos os ônus incidentes sobre a atividade educacional. relacionada à área do curso. valor corrente dos encargos financeiros a serem assumidos pelos alunos. § 7º Mantido o entendimento desfavorável pela CES/CNE. dirigentes da instituição e coordenador de curso efetivamente em exercício. com a respectiva formação. as disposições relativas ao reconhecimento. § 2º A instituição manterá em página eletrônica própria. as quais serão verificadas por ocasião do reconhecimento e das renovações de reconhecimento. registro oficial devidamente atualizado das informações referidas no § 1º. IV. e também na biblioteca. Após a autorização do curso. pela Câmara de Educação Superior do CNE e sua decisão será irrecorrível. SETEC ou SEED ao pedido de autorização ou reconhecimento se seguirá a abertura do prazo de 30 dias para recurso ao CNE. com a homologação ministerial. descrição da biblioteca quanto ao seu acervo de livros e periódicos. sua duração.§ 3º A avaliação realizada por ocasião do reconhecimento do curso aferirá a permanência das condições informadas por ocasião da autorização. vedado. a decisão importará indeferimento do pedido de autorização ou reconhecimento e. política de atualização e informatização. com a data de publicação no Diário Oficial da União. requisitos e critérios de avaliação. relação dos professores que integram o corpo docente do curso. projeto pedagógico do curso e componentes curriculares. § 6º O recurso das decisões denegatórias de autorização ou reconhecimento de curso será julgado. § 4º Na hipótese de avaliação insatisfatória. incluídos o Estatuto ou Regimento que instruíram os pedidos de ato autorizativo junto ao MEC.

não ensejando a cobrança de qualquer valor.773. CAPÍTULO V DO CICLO AVALIATIVO E DAS DISPOSIÇÕES PECULIARES AOS PROCESSOS DE RECREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÕES E RENOVAÇÃO DE RECONHECIMENTO DE CURSOS Art.denominação e habilitações de cada curso abrangido pelo processo seletivo. § 3º O edital de abertura do vestibular ou processo seletivo do curso. 33. informando a data de publicação no Diário Oficial da União. 11 do Decreto nº 5. 35.773.ato autorizativo de cada curso. com a utilização de papel ou tratamento gráfico especiais. V . § 4º A expedição do diploma considera-se incluída nos serviços educacionais prestados pela instituição. 251 . III . sendo vedada a admissão de novos estudantes até o saneamento da irregularidade. § 3º O descumprimento do calendário de avaliação do INEP e conseqüente retardamento do pedido de recredenciamento ou renovação de reconhecimento caracteriza irregularidade administrativa. Art. II . preenchimento de formulários e juntada de documentos eletrônicos. de cada curso e habilitação. avaliação externa de instituições e avaliação de cursos de graduação e programas de cursos seqüenciais. de 2006. 34. descrição da infra-estrutura física destinada ao curso. quando for o caso. observado o regime da autonomia.IV. previsto no art. Superada a fase de análise documental. observadas as disposições pertinentes das seções anteriores desta Portaria.número de alunos por turma. a ser publicado no mínimo 15 (quinze) dias antes da realização da seleção. nos resultados do Exame Nacional de Estudantes (ENADE) e nos cadastros próprios do INEP. ouvida a CONAES. § 1º O ciclo avaliativo compreende a realização periódica de autoavaliação de instituições. VI . por turno de funcionamento. Art. quando for o caso. IV . 59 do Decreto nº 5. § 2º Portaria do Ministro fixará o calendário do ciclo avaliativo. VII .prazo de validade do processo seletivo. gerado a partir de informações lançadas por instituições ou cursos no Censo da Educação Superior. nos termos do art. o processo no INEP se iniciará com a atribuição de conceito preliminar. com base em proposta do INEP. incluindo laboratórios.número de vagas autorizadas. equipamentos instalados. Publicado o calendário do ciclo avaliativo. As avaliações para efeito de recredenciamento de instituição ou renovação de reconhecimento de curso serão realizadas conforme o ciclo avaliativo do SINAES.local de funcionamento de cada curso. ressalvada a hipótese de apresentação decorativa. o processo de recredenciamento de instituições e renovação de reconhecimento de cursos terá início com o protocolo do pedido. deverá conter pelo menos as seguintes informações: I . de 2006. por opção do aluno. infra-estrutura de informática e redes de informação.normas de acesso. observado o regime da autonomia.

a partir dos parâmetros estabelecidos pela CONAES. 37. sem efeito suspensivo. § 3º Na avaliação de curso que tiver obtido conceito inferior a 3 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e no Índice de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). apreciará os elementos do processo e elaborará parecer. § 3º da 252 . Na hipótese de resultado insatisfatório da avaliação. a instituição deverá requerer nova avaliação ao INEP. conforme o caso. caberá recurso. do Decreto nº 5. § 2º. A manutenção do conceito insatisfatório. requerendo a avaliação in loco. encaminhando o processo à Câmara de Educação Superior do CNE. com efeito de reconhecimento. para elaboração de minuta de protocolo de compromisso. de ofício. exaurido o recurso cabível. 40. Art. em caráter excepcional. retomando-se o andamento do processo. 39. A instituição será notificada da instauração do processo e terá prazo de 10 dias para apresentação da defesa. conforme o caso. Ao final do prazo do protocolo de compromisso. quando a Comissão de Avaliação atribuir conceito satisfatório ao curso.§ 1º Caso o conceito preliminar seja satisfatório. o processo deverá ser obrigatoriamente submetido à CTAA. § 2º O protocolo de compromisso adotará como referencial as deficiências apontadas no relatório da Comissão de Avaliação. poderá ser dispensada a realização da avaliação in loco. § 6º Na hipótese da medida cautelar. Art. § 5º Na hipótese do § 3º. 36. SETEC. nos casos de renovação de reconhecimento. Art. quando houver. enseja a instauração de processo administrativo para aplicação das penalidades previstas no art. decidirá pela assinatura do protocolo de compromisso e validará seu prazo e condições. de 2006. § 1º O Secretário da SESu. a admissão de novos alunos. à CES/CNE. § 2º. 10. 38. 16. 38.861. § 2º. em instância única e irrecorrível. a SESu. Não requerida nova avaliação. cautelarmente. § 2º Caso a instituição deseje a revisão do conceito preliminar. do parecer de avaliação pela Secretaria competente. SETEC ou SEED. com vistas à alteração ou manutenção do conceito. Parágrafo único. exaurido o recurso cabível. na forma do art. da Lei nº 10. nos termos do no art. conforme o caso. a ser firmado com a instituição. nos termos do art. § 3º A celebração do protocolo de compromisso suspende o processo de recredenciamento ou de renovação de reconhecimento em curso.773. 61. bem como informações resultantes de atividades de supervisão. Art. dependendo da gravidade das deficiências. no prazo de 30 dias. Art. por ocasião da impugnação referida no art. para verificar o cumprimento das metas estipuladas. a fim de evitar prejuízo aos alunos. ou SEED. o processo será submetido à SESu. considerar-se-á mantido o conceito insatisfatório. de 2004. da SETEC ou da SEED. a Secretaria poderá autorizar que a instituição expeça diplomas para os alunos que concluam o curso na vigência do protocolo de compromisso. na forma do art. deverá manifestar-se. com impugnação. ao final do prazo do protocolo de compromisso. 14. Recebida a defesa. 10. § 4º Na vigência de protocolo de compromisso poderá ser suspensa.

§ 1º Pólo de apoio presencial é a unidade operacional para o desenvolvimento descentralizado de atividades pedagógicas e administrativas relativas aos cursos e programas ofertados a distância. § 4º O credenciamento de instituições para oferta de cursos e programas de mestrado e doutorado na modalidade a distância sujeita-se à competência normativa da CAPES e à expedição de ato autorizativo específico. do Decreto nº 5. conforme dispõe o art. Art. se considerada satisfatória a defesa. A obtenção de conceito satisfatório. O ato de credenciamento para EAD considerará como abrangência geográfica para atuação da instituição de ensino superior na modalidade de educação a distância. 42. conforme o art. 44. § 2º As atividades presenciais obrigatórias. Art.394 de 20 de dezembro de 1996 e art. § 1º O pedido de credenciamento para EAD observará. 45. estágios. Recebido o processo na CES/CNE. 43.622. será sorteado relator dentre os membros da CES/CNE e observado o rito dos arts. as disposições processuais que regem o pedido de credenciamento. 9º do Decreto n° 5. A decisão de aplicação de penalidade ensejará a expedição de Portaria específica pelo Ministro. 67 do Decreto nº 5. 80 da Lei nº 9. para fim de realização das atividades presenciais obrigatórias. de 2005.773.Lei nº 10. provocará o restabelecimento do fluxo processual sobrestado. 36.622.861. após a reavaliação in loco. compreendendo avaliação. de 2005. do Decreto no 5. § 2º O pedido de credenciamento para EAD tramitará em conjunto com o pedido de autorização de pelo menos um curso superior na modalidade a distância. 41. 20 e seguintes. no que couber.622. conforme art. ou de arquivamento do processo administrativo. de 2006. Não caberá a realização de diligência para revisão da avaliação. 1º. X. § 3º O recredenciamento para EAD tramitará em conjunto com o pedido de recredenciamento de instituições de educação superior. com a recomendação de aplicação de penalidade. na forma do art. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES PECULIARES AOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO. serão realizados na sede da instituição ou nos pólos de apoio presencial credenciados. § 1º. Art. Parágrafo único. AUTORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO PARA OFERTA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Seção I Disposições gerais Art. nos termos do art. O credenciamento de instituições para oferta de educação na modalidade a distância deverá ser requerido por instituições de educação superior já credenciadas no sistema federal ou nos sistemas estaduais e do Distrito Federal. 12. a sede da instituição acrescida dos pólos de apoio presencial. 253 . de 2004. Art. defesa de trabalhos ou prática em laboratório. c. de 19 de dezembro de 2005.

III .ato autorizativo de credenciamento para educação superior presencial. 46. gerado pelo sistema. Seção IV 254 . instruído com pedido de autorização de pelo menos um curso de graduação na modalidade a distância.§ 3º Caso a sede da instituição venha a ser utilizada para a realização da parte presencial dos cursos a distância. 48. acompanhados dos elementos necessários à comprovação da existência de estrutura física. de 2005 e os referenciais de qualidade próprios. para atuação da instituição na modalidade EAD em nível de graduação. conforme os requisitos fixados pelo Decreto nº 5. A ampliação da abrangência acadêmica do ato autorizativo referido no caput. Seção III Do credenciamento especial para oferta de pós-graduação lato sensu a distância Art.comprovante eletrônico de pagamento da taxa de avaliação. dependerá de pedido de aditamento. conforme os requisitos fixados pelo Decreto nº 5. II . Parágrafo único. considerando a sede e os pólos de apoio presencial.622. e os referenciais de qualidade próprios. O pedido de credenciamento para EAD será instruído de forma a comprovar a existência de estrutura física e tecnológica e recursos humanos adequados e suficientes à oferta da educação superior a distância. de 2005. observadas as disposições desta Portaria. § 2º O pedido de credenciamento para EAD deve ser acompanhado do pedido de autorização de pelo menos um curso superior na modalidade. Seção II Do processo de credenciamento para educação a distância Art. § 1º As instituições integrantes do sistema federal de educação já credenciadas ou recredenciadas no e-MEC poderão ser dispensadas de apresentação do documento referido no inciso I. tecnológica e de recursos humanos adequados e suficientes à oferta de cursos na modalidade a distância. deverá submeter-se a avaliação in loco. § 3º O cálculo da taxa de avaliação deverá considerar as comissões necessárias para a verificação in loco de cada pólo presencial requerido.formulário eletrônico de PDI. Art. As instituições de pesquisa científica e tecnológica credenciadas para a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu poderão requerer credenciamento específico para EAD.622. O credenciamento para EAD que tenha por base curso de pósgraduação lato sensu ficará limitado a esse nível. além das normas que regem os cursos de especialização. § 4º As atividades presenciais obrigatórias dos cursos de pós graduação lato sensu a distância poderão ser realizadas em locais distintos da sede ou dos pólos credenciados. com os seguintes documentos: I . observados os referenciais de qualidade exigíveis dos pólos. 47. no qual deverão ser informados os pólos de apoio presencial. exceto para instituições de educação superior públicas.

255 . na forma da legislação. ainda que análogos aos cursos superiores a distância ofertados pela IES. sem prejuízo dos atos autorizativos de competência das autoridades do sistema estadual. Os cursos das instituições integrantes dos sistemas estaduais cujas atividades presenciais obrigatórias forem realizados em pólos localizados fora do Estado sujeitam-se a autorização. 50. de 1996. Parágrafo único. sujeita-se a pedido de autorização. Art. além dos documentos e informações previstos no art. Seção V Da autorização e reconhecimento de cursos de educação a distância Art. Os pedidos de credenciamento para EAD de instituições que integram os sistemas estaduais de educação superior serão instruídos com a comprovação do ato de credenciamento pelo sistema competente. por instituições devidamente credenciadas para a modalidade. devem tramitar perante os órgãos estaduais competentes. não exclui a necessidade de processos distintos de reconhecimento de cada um desses cursos pelos sistemas de ensino competentes. que se processará na forma desta Portaria. o qual poderá subsidiar a decisão das instâncias competentes do sistema estadual. A oferta de cursos superiores na modalidade a distância. § 1º Os pedidos de autorização. cujos elementos subsidiarão a decisão do MEC sobre o pedido de credenciamento. § 2º A existência de cursos superiores reconhecidos na modalidade presencial. com a demonstração de suficiência da estrutura física e tecnológica e de recursos humanos para a oferta do curso. acompanhado do pedido de autorização de pelo menos um curso perante o sistema federal. em pólos de apoio presencial. aos quais caberá a respectiva supervisão. devem requerer o credenciamento prévio do pólo. 46. 17. nos termos do art. da Lei nº 9. Art. Os cursos referidos no caput cuja parte presencial for executada fora da sede. O curso de instituição integrante do sistema estadual que acompanhar o pedido de credenciamento em EAD receberá parecer opinativo do MEC sobre autorização.394. Os pedidos de autorização.Do credenciamento de instituições de educação superior integrantes dos sistemas estaduais para oferta de educação a distância Art. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores na modalidade a distância de instituições integrantes do sistema federal devem tramitar perante os órgãos próprios do Ministério da Educação. Odontologia e Psicologia. reconhecimento e renovação de reconhecimento pelas autoridades do sistema federal. I e II. 53. 51. Medicina. Art. exceto para os cursos de Direito. 52. 49. A oferta de curso na modalidade a distância por instituições integrantes dos sistemas estaduais sujeita-se a credenciamento prévio da instituição pelo Ministério da Educação. reconhecimento e renovação de reconhecimento. dispensada a autorização para instituições que gozem de autonomia. Parágrafo único. pelo sistema federal. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores na modalidade a distância de instituições integrantes dos sistemas estaduais.

§ 4º Os cursos na modalidade a distância ofertados pelas instituições dos sistemas federal e estaduais devem estar previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional apresentado pela instituição por ocasião do credenciamento. § 1º Qualquer ampliação da abrangência original do ato autorizativo. Seção VI Da oferta de cursos na modalidade a distância em regime de parceria Art. observado o procedimento do art. um deles à escolha da SEED e o segundo. 256 . 54. CAPÍTULO IX DOS PEDIDOS DE ADITAMENTO AO ATO AUTORIZATIVO Art. informando projeto pedagógico. respeitado o limite da capacidade de atendimento de estudantes no pólo. acompanhada dos documentos comprobatórios das condições respectivas e demais dados relevantes. por amostragem. à escolha da SEED. condiciona-se à comprovação da qualidade da prestação educacional oferecida pela instituição em relação às atividades já autorizadas. II . III . § 3º A sede de qualquer das instituições deverá ser computada. O aditamento se processará como incidente dentro de uma etapa da existência legal da instituição ou curso. § 1º Os pedidos de autorização. avaliação e supervisão. utilizando pólo de apoio presencial credenciado de outra instituição é facultada. tutores de EAD e outros dados relevantes para o ato autorizativo.mais de 20 (vinte) pólos. § 3º. § 2º. resguardada a autonomia universitária. da seguinte forma: I . Art. caso venha a ser utilizada como pólo de apoio presencial. 45. a avaliação in loco será realizada em 1 (um) pólo. § 2º Deverá ser realizada avaliação in loco aos pólos da instituição ofertante e da instituição parceira. A oferta de curso na modalidade a distância em regime de parceria. 55. professores comprometidos. definidos por sorteio. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos na modalidade a distância em regime de parceria deverão informar essa condição. O pedido de autorização de curso na modalidade a distância deverá cumprir os requisitos pertinentes aos demais cursos superiores. em formulário eletrônico do sistema e-MEC. as avaliações in loco poderão ocorrer por amostragem.até 5 (cinco) pólos. um deles à escolha da SEED e os demais.de 5 (cinco) a 20 (vinte) pólos. No processo de reconhecimento de cursos na modalidade a distância realizados em diversos pólos de apoio presencial. 56. definido por sorteio.§ 3º Os cursos na modalidade a distância devem ser considerados de maneira independente dos cursos presenciais para fins dos processos de regulação. a avaliação in loco será realizada em 10% (dez por cento) dos pólos. a avaliação in loco será realizada em 2 (dois) pólos. 55. observado o art. Parágrafo único.

para deliberação.descredenciamento voluntário de instituição.§ 2º As alterações relevantes dos pressupostos que serviram de base à expedição do ato autorizativo. § 4º O pedido de aditamento. na forma dos arts. II . III . VII . § 2º As hipóteses dos incisos II e III dependem de avaliação in loco e pagamento da taxa respectiva. observados os procedimentos pertinentes ao processo originário. com credenciamento ou descredenciamento voluntário de pólo de EAD. § 7º A tramitação de pedido de aditamento a ato autorizativo ainda não decidido aguardará a decisão sobre o pedido principal. encaminhando o processo ao CNE. § 4º Os pedidos voluntários de descredenciamento de instituição ou desativação do curso se processarão como aditamentos e resultarão no encerramento da ficha e na baixa do número da instituição ou curso. devendo ser informadas imediatamente ao público. VI . realização de diligências e avaliação in loco. IV . na forma de atualização. Devem tramitar como aditamento ao ato de credenciamento ou recredenciamento os seguintes pedidos: I . por ocasião da renovação do ato autorizativo em vigor. 57. quando couber. V . de modo a preservar os interesses dos estudantes e da comunidade universitária. § 6º Após análise documental.alteração da abrangência geográfica.alteração relevante de PDI. § 5º A alteração do PDI para inclusão de cursos bem como as hipóteses arroladas nos incisos do caput são sempre relevantes. quando couber.unificação de mantidas ou alteração de denominação de mantida. será apreciado pela Secretaria competente. e apresentadas ao MEC. VI e VII serão processadas mediante análise documental. será reexpedida a Portaria de ato autorizativo com a alteração dos dados objeto do aditamento. § 3º O aditamento ao ato de credenciamento para credenciamento de pólo de EAD observará as disposições gerais que regem a oferta de educação a distância. aptas a produzir impactos significativos sobre os estudantes e a comunidade acadêmica. com as alterações deste Capítulo. A relevância das demais 257 . § 3º As alterações de menor relevância dispensam pedido de aditamento. realização das diligências pertinentes e avaliação in loco. V. § 1º As hipóteses dos incisos I. 57 e 61.transferência de mantença. § 5º O pedido de aditamento será decidido pela autoridade que tiver expedido o ato cujo aditamento se requer.alteração relevante de Estatuto ou Regimento. IV. ressalvada a necessidade de avaliação in loco apontada pela Secretaria após a apreciação dos documentos. que elaborará parecer e minuta da Portaria de ato autorizativo com a alteração dos dados objeto do aditamento. Seção I Dos aditamentos ao ato de credenciamento Art.criação de campus fora de sede. após análise documental. dependerão de aditamento.

que optará. 72 do Decreto nº 5. Estatuto ou Regimento ficará a critério da instituição. I. a SESu poderá baixar o processo em diligência. relativa à ampliação da área de abrangência. o recolhimento da taxa será complementado pela instituição com a diferença do custo de viagem e diárias dos avaliadores no exterior. A instituição poderá requerer a ampliação da abrangência de atuação.773. com indicação dos cursos previstos para o novo campus. 15. § 3º O curso oferecido por centro universitário em unidade fora de sede credenciada ou autorizada antes da edição do Decreto nº 3.773.800. § 1º No curso da análise documental. § 3º O pedido de ampliação da abrangência de atuação. além do comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. Seção II 258 . 58. as suas disposições. II . de 2006. § 1º O pedido de aditamento será instruído com documentos que comprovem a existência de estrutura física e recursos humanos necessários e adequados ao funcionamento dos pólos. do Decreto nº 5. O pedido de transferência de mantença será instruído com os elementos referidos no art. transferência de quotas. de 2001.comprovante de recolhimento da taxa de avaliação. § 4º A disposição do parágrafo 3º não se aplica às instituições vinculadas à Universidade Aberta do Brasil. solicitando documentos complementares que se façam necessários para comprovar a condição de continuidade da prestação do serviço educacional pelo adquirente. alteração do controle societário ou do negócio jurídico que altera o poder decisório sobre a mantenedora. na forma do art. 60. 8o. acrescido do instrumento de aquisição. por meio do aumento do número de pólos de apoio presencial.alterações no PDI. Art. observados os referenciais de qualidade. III . nos termos do Decreto nº 5. de 2006. em cada caso. I. depende de autorização específica. § 2º No caso do pedido de aditamento ao ato de credenciamento para EAD visando o funcionamento de pólo de apoio presencial no exterior. do adquirente da mantença.860. conforme cálculo do INEP.pedido de autorização de pelo menos um curso no novo campus. § 2º O reconhecimento de curso não autorizado oferecido em campus fora de sede condiciona-se à demonstração da regularidade do regime de autonomia. § 2º As alterações do controle societário da mantenedora serão processadas na forma deste artigo. por submeter a alteração ao MEC na forma de aditamento ou no momento da renovação do ato autorizativo em vigor. § 1º A oferta de curso fora de sede em unidade credenciada sem regime de autonomia depende de autorização específica. nos termos deste artigo. no que couber. aplicando-se. O pedido de credenciamento de campus fora de sede será instruído com os seguintes documentos: I . com base nesse entendimento.alteração do PDI. Art. de 08 de junho de 2006. na forma de aditamento ao ato de credenciamento para EAD. nos termos do art. Art. 59. somente poderá ser efetuado após o reconhecimento do primeiro curso a distância da instituição.

não depende de aditamento. nos termos do art. § 4º O remanejamento de vagas já autorizadas entre turnos de um mesmo curso presencial ou a criação de turno. V . VI . Parágrafo único. compatível com a capacidade institucional e as exigências do meio. IV . nas mesmas condições. na forma do art. de 1996. e pagamento da taxa respectiva. § 1º As hipóteses dos incisos I. § 3°. CAPÍTULO XI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 61. na forma desta Portaria. IV. incluindo-se os respectivos aditamentos. à medida que suas funcionalidades forem absorvidas pelo sistema e-MEC. devendo ser processado na forma do art. reconhecimento ou renovação de reconhecimento os seguintes pedidos: I . ressalvada a necessidade de avaliação in loco apontada pela Secretaria após a apreciação dos documentos. 259 . deverão ser preenchidos os formulários respectivos. da Lei nº 9. Art. bem como os aditamentos dos atos autorizativos expedidos no e-MEC deverão ser protocolados nesse sistema.Dos aditamentos ao ato de autorização. O sistema Sapiens será progressivamente desativado. 62. 63.alteração da denominação de curso. tendo como referencial a avaliação. § 1º Os processos iniciados no Sapiens. devendo ser informado como atualização. seguirão tramitando naquele sistema até a expiração do ato autorizativo em vigor. reconhecimento ou renovação de reconhecimento Art. § 2º A hipótese do inciso III depende de avaliação in loco pelo INEP.394. 53. § 3º. § 3º Por ocasião do protocolo de pedido de ato autorizativo de instituição ou curso cujos dados não integrem o e-MEC. Os cursos cujos pedidos de reconhecimento tenham sido protocolados dentro do prazo e não tenham sido decididos até a data de conclusão da primeira turma consideram-se reconhecidos. observados os §§ 3º e 4º. IV.mudança do local de oferta do curso. Art. em pólos credenciados. 64. 56. § 3º O aumento de vagas em cursos oferecidos por instituições autônomas.ampliação da oferta de cursos a distância. dispensa aditamento do ato autorizativo. Devem tramitar como aditamento ao ato de autorização.aumento de vagas ou criação de turno. § 2º Os pedidos de atos autorizativos novos ou em renovação. III . por ocasião da renovação do ato autorizativo. devidamente aprovado pelo órgão competente da instituição.alteração relevante de PPC. 56. II. exclusivamente para fins de expedição e registro de diplomas. O ingresso de processos regulatórios no sistema observará calendário previamente definido em Portaria do Ministro da Educação. II . V e VI serão processadas mediante análise documental.desativação voluntária do curso. A instituição poderá se utilizar da prerrogativa prevista no caput enquanto não for proferida a decisão definitiva no processo de reconhecimento.

§ 2º A certificação digital não será exigida nos anos de 2007 e 2008. § 5º Os formulários constantes de sistemas próprios do MEC ou do INEP relacionados às funções objeto do sistema e-MEC deverão progressivamente ser reorientados no sentido da plena interoperabilidade. obtida pela aplicação da disposição transitória contida no art. justificadamente. por meio de requerimento à Secretaria de Educação a Distância. no sistema e-MEC. Art. deverão ser preenchidos os formulários completos. 5º da Portaria Normativa nº 2. § 2º A SEED decidirá sobre o conjunto de pedidos de retificação da lista até o dia 28 de fevereiro de 2008 e fará publicar a lista definitiva no Diário Oficial da União. para inclusão de novos cursos no PDI não será exigido nas avaliações realizados no ciclo avaliativo 2007/2009 e atos autorizativos correspondentes. de 1996. 260 . § 3º O funcionamento de pólo não constante da lista referida no § 2º após a sua publicação. 69. nos termos do art. caracterizará irregularidade. 65. Art. § 1o Na hipótese de erro material na lista de pólos em funcionamento. O sistema será implantado à medida da conclusão e comprovação da segurança de cada um de seus módulos. visando minimizar o desconforto dos usuários. até 31 de janeiro de 2008. até o dia 20 de dezembro de 2007. sem a expedição de ato autorizativo. 67. visando eliminar a duplicidade de alimentação de dados por parte dos usuários.773 de 2006. de 2007. de pedido de aditamento de ato autorizativo gerado no Sapiens. § 1º O aditamento do ato de credenciamento. poderão ser transitoriamente supridos pelas funcionalidades correspondentes no sistema Sapiens. solicitando a retificação. Para fins do sistema estabelecido nesta Portaria. 66. para fins de atualização do banco de dados. § 3º Os módulos não disponíveis de imediato no sistema e-MEC. os pedidos de avaliação relacionados à renovação dos atos autorizativos de instituições reconhecidas segundo a legislação anterior à edição da Lei nº 9. Quando possível e conveniente. serão aproveitados os números de registros e informações lançados em outros sistemas do MEC e seus órgãos vinculados. 11 do Decreto no 5. quando disponível. serão equiparados aos pedidos de recredenciamento e tramitarão na forma desses. até a sua completa desativação. tais como credenciamento especial de instituições para oferta de cursos de pósgraduação lato sensu e pedidos de aditamento. Na hipótese de reestruturação de órgãos do Ministério da Educação que não afete substancialmente o fluxo de processos disciplinados nesta Portaria. 68. a instituição deverá manifestar-se. evitar duplicidade de lançamento de informações e obter os melhores resultados da interoperabilidade dos sistemas de acompanhamento da educação superior. Art. as menções a Secretarias e suas Diretorias deverão ser aplicadas em relação a órgãos equivalentes que vierem a desempenhar as suas funções.394.§ 4º Por ocasião do protocolo. Art. será publicada na página eletrônica da Secretaria de Educação a Distância. Art. A lista de pólos de apoio presencial à educação superior a distância em funcionamento. com base em critérios técnicos próprios da tecnologia da informação.

2. de 16 de julho de 1999. P. 4. 70.161. de 15 de maio de 2007. de 13 de setembro de 2005. 35 e 36 da Portaria nº 2. SEÇÃO 1. 3. 71. Art.864. 4º a 10 da Portaria nº 4. 2. de 18 de agosto de 2004.201.477. de 03 de fevereiro de 2005. 3º e 5º da Portaria nº 2. Revogam-se os arts. Art.850. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. de 24 de agosto de 2005. 39/43) 261 .722.363. 1. de 21 de outubro de 2005. 72.Art. de 30 de novembro de 1994. 398. 2. e Portaria SESu nº 408. de 31 de maio de 2005. 3.051. de 29 de dezembro de 2004 e os arts. os arts. de 22 de junho de 2005. 13/12/2007. de 29 de dezembro de 2004.486. 1. Portaria Normativa nº 2.120. de 10 de janeiro de 2007. ressalvados os efeitos jurídicos já produzidos: 1. de 07 de julho de 2005. Revogam-se as Portarias relacionadas abaixo. 33. FERNANDO HADDAD (DOU Nº 239. 34.413.359.670-A. de 12 de dezembro de 2002. 3. de 9 de julho de 2004.

de 25 de junho de 1992. considerando a decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região nos autos do Agravo de Instrumento nº 2005. 2º É vedada a cobrança de taxa de matrícula como condição para apreciação e pedidos de emissão de documentos de transferência para outras instituições. 1º A transferência de estudantes de uma instituição de ensino superior para outra será feita mediante a expedição de histórico escolar ou documento equivalente que ateste as disciplinas cursadas e respectiva carga horária.00. da Lei nº 9. bem como o desempenho do estudante. considerando o artigo 6º.PORTARIA Nº 230.2007. resolve: Art. 11) 262 .020448-1/DF. no uso de suas atribuições. 4º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. nos casos de transferência de alunos. 3º Revoga-se a Portaria nº 975.01. DE 9 DE MARÇO DE 2007 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. a qual obriga a União a editar a Portaria proibitiva da cobrança do valor correspondente à matrícula. FERNANDO HADDAD (Publicada no DOU de 12. de 23 de novembro de 1999. Art. § 1º. pelas Instituições de Ensino Superior.03. Art. considerando como pressuposto da transferência a situação regular do aluno perante a instituição de origem.870. Seção I p.

181.PORTARIA N° 575. 12 aulas semanais e três ou mais orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC por semestre. 12 aulas semanais duas orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC por semestre e desenvolvimento ou orientação de projetos que 263 . Art. resolve: Art. O DIRETOR-GERAL DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GOIÁS nomeado pela Portaria n° 2. os termos desta Portaria e a legislação em vigor.2005. usando de suas atribuições legais e regimentais. ou IV.06. 2º Aos docentes contratados no regime de 20 horas semanais serão distribuídas 12 aulas semanais. 1º As atividades acadêmicas a serem desenvolvidas pelo docente do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás serão programadas semestralmente pelo Departamento de Áreas Acadêmicas. ou III. 16 aulas semanais e uma orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC por semestre. sob o acompanhamento da Diretoria de Ensino. Regulamentação da jornada de trabalho dos servidores docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás. observando o seu contrato de trabalho. publicada no Diário Oficial da União do dia 23. 16 aulas semanais e 04 horas semanais para desempenho de atividades de supervisão de estágios curriculares ou para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares. DE 11 DE DEZEMBRO DE 2007. Art. ou II. do Ministério da Educação. 3º Aos docentes contratados nos regimes de 40 horas semanais e de Dedicação Exclusiva serão distribuídas as seguintes atividades: I. ambas as atividades a serem regulamentadas pelas Diretorias de Ensino e de Extensão.

Art. 5º. ou V. 6º. 08 aulas semanais ou 04 aulas semanais e uma orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC quando estiverem exercendo função de coordenação prevista na estrutura organizacional do CEFET-GO. pesquisa e extensão. 12 aulas semanais e uma orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC por semestre quando. realização de visitas técnicas e participação em atividades eventualmente programadas pelo Departamento de lotação do docente ou pela Diretoria da Instituição. Art. Gerência ou Diretoria. ou VII. com duração superior a um semestre. .façam parte de programas institucionais de ensino. nomeados por Portaria. à preparação de aulas. com participações regulares de todos os docentes para definições e encaminhamentos de ações de cada Departamento. No planejamento e definição das jornadas de trabalho de cada semestre devem ser previstas reuniões ordinárias. As determinações desta Portaria não excluem e não podem ser confundidas com obrigações previstas na Resolução do Conselho Diretor que regulamenta o regime de Dedicação Exclusiva. 4º. estiverem desempenhando funções de presidência ou coordenação de comissões. programas e projetos institucionais. correção de trabalhos. ou VI. 20 aulas semanais quando não se enquadrarem em nenhuma das situações anteriormente descritas. assegurando dois turnos diários de atuação com alternância durante a semana para atendimento aos três turnos de funcionamento das Unidades da Instituição. 264 . A complementação das horas previstas no contrato de trabalho de todos os docentes da Instituição será reservada ao acompanhamento de alunos em Dependências e Adaptações. Quando no exercício de Chefia de Departamento. Art. com duração mínima de um semestre e máxima de um ano. cumprirão 40 horas semanais programadas com as respectivas chefias imediatas. VIII.

pela Comissão Permanente de Pessoal Docente . PAULO CÉSAR PEREIRA Diretor-Geral *JORNADA DE TRABALHO DOCENTE NO 1º SEMESTRE DE 2008 SERVIDOR / MATRÍCULA: REGIME DE TRABALHO: FUNÇÃO OCUPADA: PORTARIA / DATA DE PUBLICAÇÃO: **DISTRIBUIÇÃO DE AULAS E OUTRAS ATIVIDADES COM HORÁRIOS FIXOS SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO 265 . As freqüências nos horários das aulas.CPPD e pela Diretoria de Ensino. encaminhando os apontamentos e a folha mensal de freqüência do servidor à Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos. 9º. ficando revogadas as disposições em contrário. 8º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. será registrada em formulário próprio. 7º. com cópias a serem arquivadas pelo respectivo Departamento de Áreas Acadêmicas.Art. Art. Art. A programação semestral das atividades acadêmicas a serem desenvolvidas pelo docente. na orientação de TCC e em outras atividades programadas pelo Departamento serão acompanhadas e registradas pelo próprio Departamento de lotação do docente.

**No preenchimento da distribuição das aulas. observando-se a especificidade da situação. registrar apenas o código da turma e para outras atividades com horários fixos. 266 . registrar apenas a palavra que melhor defina a atividade. fazendo a sua descrição completa no espaço reservado a outras observações.DESCRIÇÃO DE OUTRAS ATIVIDADES ACADÊMICAS PREVISTAS NO SEMESTRE OUTRAS OBSERVAÇÕES DATA: ___ /___ /_____ DOCENTE: (ASSINATURA) DATA: ___ /___ /_____ • • CHEFE DO DEPARTAMENTO: (ASSINATURA E CARIMBO) A identificação do departamento e do período em referência serão modificados neste formulário.

§ 1º Deverá ser garantida estreita e concomitante relação entre teoria e prática. com a participação articulada dos professores das várias disciplinas do curso. esta com duração mínima de 300 horas. Art. abordando conteúdos curriculares. considerando tanto as relações que se passam no seu interior. incluindo a parte teórica e prática. c) NÚCLEO INTEGRADOR. os métodos adequados ao desenvolvimento do conhecimento em pauta. os programas especiais deverão respeitar uma estruturação curricular articulada nos seguintes núcleos : a) NÚCLEO CONTEXTUAL. com vistas ao planejamento e reorganização do trabalho escolar. DE 26 DE JUNHO DE 1997(*) Dispõe sobre os programas especiais de formação pedagógica de docentes para as disciplinas do currículo do ensino fundamental. o ensino médio e a educação profissional em nível médio. 4º O programa se desenvolverá em. discutidos a partir de diferentes perspectivas teóricas. b) NÚCLEO ESTRUTURAL. RESOLVE: Art.RESOLUÇÕES RESOLUÇÃO Nº 2. pelo menos. como instituição. com seus participantes. centrado nos problemas concretos enfrentados pelos alunos na prática de ensino. 1º A formação de docentes no nível superior para as disciplinas que integram as quatro séries finais do ensino fundamental. sua organização seqüencial. bem assim. com o contexto imediato e o contexto geral onde está inserida. em programas especiais de formação pedagógica estabelecidos por esta Resolução. ambas fornecendo elementos básicos para o desenvolvimento dos 267 . O Presidente do Conselho Nacional de Educação. avaliação e integração com outras disciplinas. em caráter especial. Art. bem como sua adequação ao processo de ensino-aprendizagem. tendo em vista o disposto nos artigos 13 e 19 do Regimento e no Parecer nº 4/97. em determinadas disciplinas e localidades. 1º é destinado a portadores de diploma de nível superior. do ensino médio e da educação profissional em nível médio. Parágrafo único Estes programas destinam-se a suprir a falta nas escolas de professores habilitados. Art. visando à compreensão do processo de ensino-aprendizagem referido à prática da escola. será feita em cursos regulares de licenciatura. quanto as suas relações. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação e do Desporto em 16/6/97. 2º O programa especial a que se refere o art. em cursos relacionados à habilitação pretendida. em cursos regulares para portadores de diplomas de educação superior e. 3º Visando a assegurar um tratamento amplo e a incentivar a integração de conhecimentos e habilidades necessários à formação de professores. Parágrafo único A instituição que oferecer o programa especial se encarregará de verificar a compatibilidade entre a formação do candidato e a disciplina para a qual pretende habilitar-se. por meio de projetos multidisciplinares. 540 horas. que ofereçam sólida base de conhecimentos na área de estudos ligada a essa habilitação.

Art. Art. incluindo o planejamento pedagógico. vedada a oferta da parte prática exclusivamente ao final do programa. de 19 de julho de 1971. Art. nos termos do art. Art. médio e profissional onde terá lugar o desenvolvimento da parte prática do programa. podendo substituir tais cursos pelo programa especial estabelecido nesta Portaria. que orientará a parte prática do programa e a posterior sistematização de seus resultados. § 1º Outras instituições de ensino superior que pretendam oferecer pela primeira vez o programa especial nos termos desta Portaria deverão proceder `a solicitação da autorização ao MEC. sem redução da carga horária prevista no artigo 4º. estarão todas as instituições obrigadas a submeter ao Conselho Nacional de Educação processo de reconhecimento dos programas especiais. Parágrafo único Os participantes do programa que estejam ministrando aulas da disciplina para a qual pretendam habilitar-se poderão incorporar o trabalho em realização como capacitação em serviço. para posterior análise do CNE. Art. que vierem a oferecer. Parágrafo único No prazo de cinco anos o CNE procederá à avaliação do estabelecido na presente resolução. 11 As instituições de ensino superior deverão manter permanente acompanhamento e avaliação do programa especial por elas oferecido. Art. dentre outras. 5º A parte prática do programa deverá ser desenvolvida em instituições de ensino básico envolvendo não apenas a preparação e o trabalho em sala de aula e sua avaliação. desde que esta prática se integre dentro do plano curricular do programa e sob a supervisão prevista no artigo subseqüente. de corpo docente qualificado. integrado ao seu projeto pedagógico. 268 . § 2º Será concedida ênfase à metodologia de ensino específica da habilitação pretendida. mas todas as atividades próprias da vida da escola. deverão suspender o ingresso de novos alunos.. em articulação com estabelecimentos de ensino fundamental. Art. por universidades e por instituições de ensino superior que ministrem cursos reconhecidos de licenciatura nas disciplinas pretendidas. na modalidade de ensino a distância. garantida a comprovação. sendo exigido o credenciamento prévio da instituição de ensino superior pelo Conselho Nacional de Educação. de cujo resultado dependerá a continuidade dos mesmos. administrativo e financeiro. 8º A parte teórica do programa poderá ser oferecida utilizando metodologia semipresencial. os eventos com participação da comunidade escolar e a avaliação da aprendizagem. 9º As instituições de ensino superior que estiverem oferecendo os cursos regulamentados pela Portaria nº 432. 80 da Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996. 7º e seus parágrafos. 6º A supervisão da parte prática do programa deve ser de responsabilidade da instituição que o ministra. caso se enquadrem nas exigências estipuladas pelo art. § 2º Em qualquer caso. assim como de toda a realidade da escola.conhecimentos e habilidades necessários à docência. as reuniões pedagógicas. no prazo máximo de 3 (três) anos. 10 O concluinte do programa especial receberá certificado e registro profissional equivalentes à licenciatura plena. 7º O programa a que se refere esta Resolução poderá ser oferecido independentemente de autorização prévia.

12 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ficando revogadas as disposições em contrário.Art.p.Seção 1 . 14927 269 . HÉSIO DE ALBUQUERQUE CORDEIRO (*) Publicada no D.U de 15/7/97 .O.

ao longo de um determinado período. especialmente. a 9% do número de docentes. § 1º No caso da alínea “b” do presente artigo.participação dos docentes da instituição em congressos. § 2º Na avaliação do inciso II considerar-se-á o número de publicações e de comunicações apresentadas em Congresso. por um certo número de professores. 46 do Art. em veículos reconhecidos pela comunidade da área específica. inciso I.desenvolvimento de programas de iniciação científica. III .pelo menos três grupos definidos com linhas de pesquisa explicitadas. da Lei 9. 1º A produção intelectual institucionalizada consiste na realização sistemática da investigação científica. avaliados positivamente pela CAPES e/ou pela realização sistemática de pesquisas que envolvam: I . Art.pelo menos 15% do corpo docente. no mínimo. 3º.RESOLUÇÃO CES N. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação no uso de suas atribuições. envolvendo estudantes dos cursos de graduação correspondentes às temáticas investigadas. II . DE 7 DE ABRIL DE 1998 Estabelece indicadores para comprovar a produção intelectual institucionalizada. § 3º A avaliação aqui considerada concerne àquela desenvolvida pelo docente durante a vigência do seu contrato com a instituição.131. HÉSIO DE ALBUQUERQUE CORDEIRO Presidente da Câmara de Educação Superior 270 .desenvolvimento de intercâmbio institucional sistemático através da participação de seus docentes em cursos de pós-graduação. RESOLVE: Art. a produção intelectual institucionalizada será comprovada por intermédio dos seguintes indicadores: I . de 25 de novembro de 1995. nos últimos 3 anos. III . troca de professores visitantes ou envolvimento em pesquisas interinstitucionais. reuniões científicas nacionais ou internacionais. para fins de credenciamento. e.394/96 de 20 de dezembro de 1996. 52. predominantemente doutores.º 2. principalmente.pelo menos metade dos doutores. e tendo em vista o disposto na Lei 9.publicação dos resultados dos trabalhos de investigação em livros ou revistas indexadas ou que tenham conselho editorial externo composto por especialistas reconhecidos na área. este número ser equivalente. 2º A produção intelectual institucionalizada será comprovada: por três cursos ou programas de pós-graduação stricto sensu. e no Parecer CES 553/97. nos termos do Art. IV . II . tecnológica ou humanística. devendo. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação e do Desporto em 27 de março de 1998. exposições. nos congressos nacionais da respectiva área com apresentação de trabalhos registrada nos respectivos anais. e divulgada. Art. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

DE 20 DE JULHO DE 1998* Dispõe sobre a alteração de turnos de funcionamento de cursos das instituições de educação superior não-universitárias. Art. Art. Art. cujo remanejamento e aumento de vagas dependem de autorização da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. 5º Fica revogada a alínea “d” da Resolução 5/86 do Conselho Federal de Educação.U. 6º. 1º As vagas resultantes da aplicação do percentual de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o número de vagas de um curso reconhecido. explicitando. que venham a ser criados pela própria instituição. as condições físicas. para fins de supervisão. desse curso. técnicas e relação de docentes do curso. 4º Nas hipóteses dos artigos 1º e 2º. a critério da instituição. RESOLVE: Art. de 28/7/98 – Seção I – pág. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação e do Desporto em 17 de outubro de 1997.RESOLUÇÃO CES N. e tendo em vista o Parecer nº 525/97 – CES.º 3. Art. com antecedência de pelo menos 90 (noventa) dias antes da realização do primeiro concurso vestibular que se segue à decisão. no uso de suas atribuições. HÉSIO DE ALBUQUERQUE CORDEIRO Presidente da Câmara de Educação Superior * Publicada no D. ser utilizadas nos turnos já existentes ou em outros turnos. exceto para os de Medicina e Odontologia.O. O percentual de 25% deve incidir sobre o número de vagas iniciais legalmente autorizadas para os cursos de graduação reconhecidos. a decisão de alterar o número de vagas deverá ser comunicada à Delegacia do Ministério da Educação e do Desporto nos Estados da Federação. 3º. poderão. nos termos da Resolução CES 1/96. Art. 56 271 . 2º As instituições de ensino poderão também suspender a oferta de vagas em um dos turnos de funcionamento dos cursos. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. a que se refere a Resolução CES 1/96. A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

DE E DE DEZEMBRO DE 1999.394.desenvolvimento de competências para a laborabilidade.flexibilidade.º 4. e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei 4.RESOLUÇÃO CEB N. III .131. nos artigos 39 a 42 e no § 2º do artigo 36 da Lei 9. 3º São princípios norteadores da educação profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3. Videntidade dos perfis profissionais de conclusão de curso. Art.(*) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. A educação profissional. VI . 2º Para os fins desta Resolução. atendimento às demandas dos cidadãos. critérios.024. no uso de suas atribuições legais. competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habilitação. Art.autonomia da escola em seu projeto pedagógico. constantes dos quadros anexos.º da LDB. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. do mercado e da II . VII . políticos e éticos. e com fundamento no Parecer CNE/CEB 16/99.208. 4º São critérios para a organização e o planejamento de cursos: Isociedade. de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto Federal 2. mais os seguintes: III independência e articulação com o ensino médio. de 20 de dezembro de 1961. interdisciplinaridade e contextualização. à ciência e à tecnologia. ao trabalho.atualização permanente dos cursos e currículos. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. que incluem as respectivas caracterizações. Art. entende-se por diretriz o conjunto articulado de princípios. RESOLVE: Art. 5º A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais. IV . Art. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 25 de novembro de 1999. definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedimentos a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento dos cursos de nível técnico. respeito aos valores estéticos. de 25 de novembro de 1995.conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino. com a redação dada pela Lei 9. 272 . Parágrafo único. objetiva garantir ao cidadão o direito ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. integrada às diferentes formas de educação. de 17 de abril de 1997.

quando necessário. § 2º Poderão ser organizados cursos de especialização de nível técnico. de acordo com estas diretrizes. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola. considerada a natureza do trabalho. objetivando estudos subseqüentes. § 3º As escolas formularão. o Ministério da Educação divulgará referenciais curriculares por área profissional. § 1º Para subsidiar as escolas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e na organização e planejamento dos cursos. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. comuns aos técnicos de cada . participativamente. para tanto. para o atendimento de demandas específicas.com terminalidade correspondente a qualificações profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho. 9º A prática constitui e organiza a educação profissional e inclui. articular e colocar em ação valores. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. que. Art. Art. de habilitação e de especialização profissional de nível técnico serão estabelecidos pela escola. são as : III área. vinculados a determinada qualificação ou habilitação profissional. Isem terminalidade. § 1º A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação.competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação. consubstanciada no plano de curso. A organização referida neste artigo será atualizada pelo Conselho Nacional de Educação.Parágrafo único. 6º Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar. Art. nos termos dos artigos 12 e 13 da LDB. 8º A organização curricular. Art. empregadores e trabalhadores. constituídas no ensino fundamental e médio. § 2º Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos: I . competências profissionais gerais. estabelecerá processo permanente. seus projetos pedagógicos e planos de curso. por proposta do Ministério da Educação. § 1º O perfil profissional de conclusão define a identidade do curso. consideradas as competências indicadas no artigo anterior. Parágrafo único. As competências requeridas pela educação profissional. III . com a participação de educadores. § 3º Demandas de atualização e de aperfeiçoamento de profissionais poderão ser atendidas por meio de cursos ou programas de livre oferta. 7º Os perfis profissionais de conclusão de qualificação. 273 competências básicas.

12.pessoal docente e técnico. Art.certificados e diplomas.§ 2º A carga horária destinada ao estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o respectivo curso. IX . Os planos de curso. contendo: III IIIVVanteriores. ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino. VII . Parágrafo único. A escola poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores. Art. necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profissional. 11.em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos.no trabalho ou por outros meios informais. mediante avaliação do aluno. 10. critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências VI . § 3º A carga horária e o plano de realização do estágio supervisionado. organização curricular. Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos sistemas de ensino serão por estes inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico.critérios de avaliação. coerentes com os respectivos projetos pedagógicos. Art. IV . mediante avaliação do aluno. desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional. Art. requisitos de acesso. justificativa e objetivos. O Ministério da Educação organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional. III . adquiridos: Ino ensino médio. serão submetidos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino. II . Ve reconhecidos em processos formais de certificação profissional. 13. Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais em áreas profissionais não constantes dos quadros anexos referidos no artigo 5º desta Resolução. perfil profissional de conclusão. VIII . 274 .instalações e equipamentos.em cursos de educação profissional de nível básico. deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso.

17. as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. de 12 de janeiro de 1972. § 2º O Conselho Nacional de Educação. conjuntamente com os demais órgãos federais das áreas pertinentes. Art. organizará um sistema nacional de certificação profissional baseado em competências. também. e regulamentações subseqüentes. § 1º A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma.º 45. A preparação para o magistério na educação profissional de nível técnico se dará em serviço. os diplomas de técnico. § 1º No período de transição. 18. incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais pelos Conselhos de Educação. ouvido o Conselho Nacional de Educação. O Ministério da Educação. O Ministério da Educação.Art. § 2º Os diplomas de técnico deverão explicitar o correspondente título de técnico na respectiva habilitação profissional. com as adaptações necessárias. A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001. sempre que seus planos de curso estejam inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico referido no artigo anterior. § 1º Do sistema referido neste artigo participarão representantes dos trabalhadores. dos empregadores e da comunidade educacional. mencionando a área à qual a mesma se vincula. § 4º Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas deverão explicitar. garantida a divulgação dos resultados. sendo facultativa no período de transição. as escolas poderão oferecer aos seus alunos. Art. em regime de colaboração com os sistemas de ensino. Art. Art. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000. em especial o Parecer CFE n. promoverá processo nacional de avaliação da educação profissional de nível técnico. ULYSSES DE OLIVEIRA PANISSET Presidente da Câmara de Educação Básica 275 . § 3º Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar o título da ocupação certificada. Art. sob sua responsabilidade. aos alunos matriculados no período de transição. 14. opção por cursos organizados nos termos desta Resolução. § 2º Fica ressalvado o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE n.º 45/72 e as regulamentações subseqüentes. para fins de validade nacional. em cursos de licenciatura ou em programas especiais. revogadas as disposições em contrário. 19. As escolas expedirão e registrarão. 16. 15. por proposta do Ministério da Educação. fixará normas para o credenciamento de instituições para o fim específico de certificação profissional. observado o requisito de conclusão do ensino médio. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

e com fundamento no Parecer CNE/CES 436/2001 e no Parecer CNE/CP 29/2002. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 12 de dezembro de 2002.garantir a identidade do perfil profissional de conclusão de curso e da respectiva organização curricular. bem como propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pósgraduação. 4º Os cursos superiores de tecnologia são cursos de graduação.incentivar o desenvolvimento da capacidade empreendedora e da compreensão do processo tecnológico.o atendimento às demandas dos cidadãos. Art. objetiva garantir aos cidadãos o direito à aquisição de competências profissionais que os tornem aptos para a inserção em setores profissionais nos quais haja utilização de tecnologias. 9º. ao trabalho. VI . e 3. nos Decretos 2. na redação dada pela Lei Federal 9. DE 18/12/2002 (PUBLICADA NO DOU EM 23/12/2002) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia. II . 3º São critérios para o planejamento e a organização dos cursos superiores de tecnologia: I .propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais. gestão e incorporação de novas tecnologias.024/61. de conformidade com o disposto nas alíneas “b” e “d” do Artigo 7º. 2º Os cursos de educação profissional de nível tecnológico serão designados como cursos superiores de tecnologia e deverão: I .a identificação de perfis profissionais próprios para cada curso.208.promover a capacidade de continuar aprendendo e de acompanhar as mudanças nas condições de trabalho.adotar a flexibilidade. de 20 de novembro de 1996 (LDBEN).RESOLUÇÃO CNE/CP 3. em função das demandas e em sintonia com as políticas de promoção do desenvolvimento sustentável do País. em suas causas e efeitos.860. de 17 de abril de 1997. gerais e específicas.desenvolver competências profissionais tecnológicas.incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica. integrada às diferentes formas de educação. Inciso VII e § 1º. a interdisciplinaridade. resolve: Art. com características 276 . IV . II . à ciência e à tecnologia. III . O Presidente do Conselho Nacional de Educação. e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho. nos Artigos 8º. do mercado de trabalho e da sociedade. § 1º. III . para a gestão de processos e a produção de bens e serviços.131. Art. na alínea “c” do § 1º e na alínea “c” do § 2º do Artigo 9º da Lei 4. V . Art. de 9 de julho de 2001. econômicos e ambientais resultantes da produção.a conciliação das demandas identificadas com a vocação da instituição de ensino e as suas reais condições de viabilização.394. 39 a 57 da Lei 9. 1º A educação profissional de nível tecnológico. a contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus currículos. de 25 de novembro de 1995. VII .

atitudes e valores necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho e pelo desenvolvimento tecnológico. § 2º A carga horária mínima dos cursos superiores de tecnologia será acrescida do tempo destinado a estágio profissional supervisionado. o qual define a identidade do mesmo e caracteriza o compromisso ético da instituição com os seus alunos e a sociedade. Art. III .requisitos de acesso. e obedecerão às diretrizes contidas no Parecer CNE/CES 436/2001 e conduzirão à obtenção de diploma de tecnólogo. 5º Os cursos superiores de tecnologia poderão ser organizados por módulos que correspondam a qualificações profissionais identificáveis no mundo do trabalho.especiais.justificativa e objetivos. Art. § 2º Quando o perfil profissional de conclusão e a organização curricular incluírem competências profissionais de distintas áreas. II . 8º Os planos ou projetos pedagógicos dos cursos superiores de tecnologia a serem submetidos à devida aprovação dos órgãos competentes. articular e colocar em ação conhecimentos. 7º Entende-se por competência profissional a capacidade pessoal de mobilizar. § 2º O histórico escolar que acompanha o Certificado de Qualificação Profissional de Nível Tecnológico deverá incluir as competências profissionais definidas no perfil de conclusão do respectivo módulo. IV . pelo menos. Art.perfil profissional de conclusão. § 3º A carga horária e os planos de realização de estágio profissional supervisionado e de trabalho de conclusão de curso deverão ser especificados nos respectivos projetos pedagógicos. gerais e específicas. definindo claramente as competências profissionais a serem desenvolvidas. quando requerido pela natureza da atividade profissional. devem conter. § 1º A organização curricular compreenderá as competências profissionais tecnológicas. § 1º O concluinte de módulos correspondentes a qualificações profissionais fará jus ao respectivo Certificado de Qualificação Profissional de Nível Tecnológico. bem como de eventual tempo reservado para trabalho de conclusão de curso. incluindo os fundamentos científicos e humanísticos necessários ao desempenho profissional do graduado em tecnologia. habilidades. Art.organização curricular estruturada para o desenvolvimento das competências 277 . 6º A organização curricular dos cursos superiores de tecnologia deverá contemplar o desenvolvimento de competências profissionais e será formulada em consonância com o perfil profissional de conclusão do curso. nos termos da legislação em vigor. os seguintes itens: I . § 1º O histórico escolar que acompanha o diploma de graduação deverá incluir as competências profissionais definidas no perfil profissional de conclusão do respectivo curso. o curso deverá ser classificado na área profissional predominante.

à luz do perfil profissional de conclusão do curso. Art.critérios de aproveitamento e procedimentos de avaliação de competências profissionais anteriormente desenvolvidas. contados da data de vigência desta Resolução.profissionais.critérios e procedimentos de avaliação da aprendizagem . 11. Para o exercício do magistério nos cursos superiores de tecnologia. O CNE. 14. a partir da vigência desta resolução. desde que ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelos respectivos órgãos competentes. 15. VIII . equipamentos. 16. VII . Art. Art. Art. Art. com a indicação da carga horária adotada e dos planos de realização do estágio profissional supervisionado e de trabalho de conclusão de curso. ao elaborarem os seus planos ou projetos pedagógicos dos cursos superiores de tecnologia. contados da data de cumprimento do prazo estabelecido no artigo anterior. ressalvados os direitos dos alunos que já iniciaram os seus cursos.394 e seu Parágrafo Único. 278 . será exigida a observância das presentes diretrizes curriculares nacionais gerais. Art. promoverá a avaliação das políticas públicas de implantação dos cursos superiores de tecnologia. Na ponderação da avaliação da qualidade do corpo docente das disciplinas da formação profissional. As instituições de ensino. o docente deverá possuir a formação acadêmica exigida para a docência no nível superior. § 2º As competências profissionais adquiridas no trabalho serão reconhecidas através da avaliação individual do aluno. se requeridos. para fins de prosseguimento de estudos em cursos superiores de tecnologia. sem prejuízo do respectivo perfil profissional de conclusão identificado. nos termos do Artigo 81 da LDBEN. Para a elaboração dos referidos subsídios.pessoal técnico e docente. V . Parágrafo único. § 1º As competências profissionais adquiridas em cursos regulares serão reconhecidas mediante análise detalhada dos programas desenvolvidos. 10. no prazo de até dois anos. de especialistas em educação profissional e de profissionais da área. o MEC divulgará referenciais curriculares. 12. em face das características desta modalidade de ensino. a competência e a experiência na área deverão ter equivalência com o requisito acadêmico. recursos tecnológicos e biblioteca. Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais. trabalhadores e empregadores. o MEC contará com a efetiva participação de docentes. Art. para que as instituições de ensino procedam as devidas adequações de seus planos de curso ou projetos pedagógicos de curso às presentes diretrizes curriculares nacionais gerais. 13.instalações. IX . Fica estabelecido o prazo de 6 (seis) meses. por áreas profissionais. 9º É facultado ao aluno o aproveitamento de competências profissionais anteriormente desenvolvidas. Art. Para a solicitação de autorização de funcionamento de novos cursos superiores de tecnologia e aprovação de seus projetos pedagógicos. deverão considerar as atribuições privativas ou exclusivas das profissões regulamentadas por lei. VI . Parágrafo único.explicitação de diploma e certificados a serem expedidos. nos termos do Artigo 66 da Lei 9. Para subsidiar as instituições educacionais e os sistemas de ensino na organização curricular dos cursos superiores de tecnologia.

Art. JOSÉ CARLOS ALMEIDA DA SILVA Presidente do Conselho Nacional de Educação 279 . Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. 17. revogadas as disposições em contrário.

” Art. contando com matrícula única para cada aluno. 3º A nomenclatura dos cursos e programas de Educação Profissional passará a ser atualizada nos seguintes termos: I. concomitante. ou na forma concomitante com o Ensino Médio. mediante convênio de intercomplementaridade. DE 3 DE FEVEREIRO DE 2005 Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5. decorrente da execução de curso de técnico de nível médio realizado nas formas integrada.154/2004 e com fundamento no Parecer CNE/CEB n° 39/2004. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 6 de janeiro de 2005. terão suas cargas horárias totais ampliadas para um mínimo de 3. integrada. II. no artigo 12 da Resolução CNE/CEB 3/98. 5º Os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados de forma integrada com o Ensino Médio.131/95. “Educação Profissional de nível técnico” passa a denominar-se “Educação Profissional Técnica de nível médio”. em instituições de ensino distintas.154/2004. com a seguinte redação: “§ 3º A articulação entre a Educação Profissional Técnica de nível médio e o Ensino Médio se dará das seguintes formas: I. oferecida somente a quem já tenha concluído o Ensino Médio. II. “Educação Profissional de nível tecnológico” passa a denominar-se “Educação Profissional Tecnológica. submetidos à devida aprovação dos órgãos próprios do respectivo sistema de ensino. concomitante ou subseqüente ao Ensino Médio. 4º Os novos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio oferecidos na forma integrada com o Ensino Médio. com a redação dada pela Lei nº 9. III. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. na mesma instituição de ensino. de graduação e de pós-graduação”.000 horas para as habilitações profissionais que exigem mínimo de 800 horas.024/61. subseqüente.” Art. 2º O Artigo 13 da Resolução CNE/CEB 3/98 passa a ter a seguinte redação: “Artigo 13 Os estudos concluídos no Ensino Médio serão considerados como básicos para a obtenção de uma habilitação profissional técnica de nível médio.100 horas para aquelas que exigem 280 . aproveitando as oportunidades educacionais disponíveis. 1º Será incluído § 3º. deverão ter seus planos de curso técnico de nível médio e projetos pedagógicos específicos contemplando essa situação. mas com projetos pedagógicos unificados. Art. no mesmo estabelecimento de ensino ou em instituições de ensino distintas. em conformidade com o Decreto nº 5. e III. Art. “Educação Profissional de nível básico” passa a denominar-se “formação inicial e continuada de trabalhadores”. no uso de suas atribuições legais. conferidas na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei nº 4. de 3. ou mediante convênio de intercomplementaridade. no mesmo estabelecimento de ensino.RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1. resolve: Art.

mínimo de 1.000 horas e 3.200 horas para aquelas que exigem mínimo de 1.200 horas. Art. 6º Os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados nas formas concomitante ou subseqüente ao Ensino Médio deverão considerar a carga horária total do Ensino Médio, nas modalidades regular ou de Educação de Jovens e Adultos e praticar a carga horária mínima exigida pela respectiva habilitação profissional, da ordem de 800, 1.000 ou 1.200 horas, segundo a correspondente área profissional. Art. 7º Os diplomas de técnico de nível médio correspondentes aos cursos realizados nos termos do Artigo 5º desta Resolução terão validade tanto para fins de habilitação profissional, quanto para fins de certificação do Ensino Médio, para continuidade de estudos na Educação Superior. Art. 8º Ficam mantidas as Resoluções CNE/CEB nos 3/98 e 4/99, com as alterações introduzidas por esta resolução. Art. 9º Esta Resolução engloba as orientações constantes do Parecer CNE/ CEB nº 39/2004 e entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário e preservados os direitos de quem já iniciou cursos no regime anterior. CESAR CALLEGARI

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RESOLUÇÃO Nº 2, DE 4 DE ABRIL DE 2005 (*) Modifica a redação do § 3º do artigo 5º da Resolução CNE/CEB nº 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º, do artigo 9º da Lei nº 4.024/61, com a regulamentação dada pela Lei nº 9.131/95, e no artigo 82 em seu Parágrafo único, bem como nos artigos 90, § 1º do artigo 8º e § 1º do artigo 9º da Lei nº 9.394/96, e com fundamento na Indicação CNE/CP n° 3/2004 e no Parecer CNE/CEB nº 34/2004, homologado por despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 10 de março de 2005, resolve: Art. 1º O § 3º do artigo 5º da Resolução CNE/CEB n° 1/2004, que estabelece Diretrizes Nacionais para a organização e a realização de Estágio de alunos da Educação Profissional e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação Especial e de Educação de Jovens e Adultos, passa a Ter a seguinte redação: “Art. 5º... § 3º As modalidades específicas de estágio profissional supervisionado somente serão admitidas quando vinculadas a um curso específico de Educação Profissional, na modalidade formação inicial e continuada de trabalhadores e na modalidade Educação Profissional Técnica de nível médio, nas formas integrada com o ensino médio ou nas formas concomitante ou subseqüente de articulação com essa etapa da Educação Básica, bem como o Ensino Médio com orientação e ênfase profissionalizantes.” Art. 2º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. CESAR CALLEGARI (*) Republicada por ter saído no DOU de 13/4/2005, Seção 1, pág. 7, com incorreção no original.

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RESOLUÇÃO Nº 9, DE 14 DE JUNHO DE 2006. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.131/95, na Lei nº 9.394/96 e no Decreto nº 5.773/2006, e com fundamento no Parecer CES/CNE nº 166, de 8 de junho de 2006, homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 13/6/2006, publicado no DOU de 14/6/2006; no art. 12 da Lei nº 9.784/1999; e nos arts. 11 e 12, parágrafo único, do DecretoLei nº 200/1967; resolve: Art. 1º Fica delegada ao Secretário de Educação Superior e ao Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da publicação desta Resolução, competência para a prática de atos de regulação compreendidos no parágrafo 4º, do art. 10 do Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, visando ao aditamento de atos de credenciamento ou recredenciamento de instituições, nas situações de alteração de endereço ou denominação de instituição, alteração de Estatuto ou Regimento, alteração de PDI, aprovação de Estatuto ou Regimento de instituições já credenciadas e outros da mesma natureza, desde que não importem análise de mérito substancial sobre a natureza dos credenciamentos, relacionados aos pedidos ingressados no Ministério da Educação até o dia 9 de maio de 2006. Art. 2º O Presidente do Conselho Nacional de Educação, em ato conjunto com o Presidente da Câmara de Educação Superior, expedirão as orientações complementares à execução desta resolução, de modo a sanar eventuais omissões. Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ANTÔNIO CARLOS CARUSO RONCA (DOU Nº 117, 21/6/2006, SEÇÃO 2, P. 7/8)

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Resolução Nº 1, De 8 De Junho De 2007. Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto nos arts. 9º , inciso VII, e 44, inciso III, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e com fundamento no Parecer CNE/CES nº 263/2006, homologado por Despacho do Senhor Ministro da Educação em 18 de maio de 2007, publicado no DOU de 21 de maio de 2007, resolve: Art. 1º Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos por instituições de educação superior devidamente credenciadas independem de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento, e devem atender ao disposto nesta Resolução. § 1º Incluem-se na categoria de curso de pós-graduação lato sensu aqueles cuja equivalência se ajuste aos termos desta Resolução. § 2º Excluem-se desta Resolução os cursos de pós-graduação denominados de aperfeiçoamento e outros. § 3º Os cursos de pós-graduação lato sensu são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação ou demais cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino. § 4º As instituições especialmente credenciadas para atuar nesse nível educacional poderão ofertar cursos de especialização, única e exclusivamente, na área do saber e no endereço definidos no ato de seu credenciamento, atendido ao disposto nesta Resolução. Art. 2º Os cursos de pós-graduação lato sensu, por área, ficam sujeitos à avaliação dos órgãos competentes a ser efetuada por ocasião do recredenciamento da instituição. Art. 3º As instituições que ofereçam cursos de pós-graduação lato sensu deverão fornecer informações referentes a esses cursos, sempre que solicitadas pelo órgão coordenador do Censo do Ensino Superior, nos prazos e demais condições estabelecidos. Art. 4º O corpo docente de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, deverá ser constituído por professores especialistas ou de reconhecida capacidade técnico-profissional, sendo que 50% (cinqüenta por cento) destes, pelo menos, deverão apresentar titulação de mestre ou de doutor obtido em programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido pelo Ministério da Educação. Art. 5º Os cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, têm duração mínima de 360 (trezentas e sessenta) horas, nestas não computado o tempo de estudo individual ou em grupo, sem assistência docente, e o reservado, obrigatoriamente, para elaboração individual de monografia ou trabalho de conclusão de curso. Art. 6º Os cursos de pós-graduação lato sensu a distância somente poderão ser oferecidos por instituições credenciadas pela União, conforme o disposto no § 1º do art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

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Parágrafo único. Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos a distância deverão incluir, necessariamente, provas presenciais e defesa presencial individual de monografia ou trabalho de conclusão de curso. Art. 7º A instituição responsável pelo curso de pós-graduação lato sensu expedirá certificado a que farão jus os alunos que tiverem obtido aproveitamento, segundo os critérios de avaliação previamente estabelecidos, sendo obrigatório, nos cursos presenciais, pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) de freqüência. § 1º Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu devem mencionar a área de conhecimento do curso e serem acompanhados do respectivo histórico escolar, do qual devem constar, obrigatoriamente: I - relação das disciplinas, carga horária, nota ou conceito obtido pelo aluno e nome e qualificação dos professores por elas responsáveis; II - período em que o curso foi realizado e a sua duração total, em horas de efetivo trabalho acadêmico; III - título da monografia ou do trabalho de conclusão do curso e nota ou conceito obtido; IV - declaração da instituição de que o curso cumpriu todas as disposições da presente Resolução; e V - citação do ato legal de credenciamento da instituição. § 2º Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, na modalidade presencial ou a distância, devem ser obrigatoriamente registrados pela instituição devidamente credenciada e que efetivamente ministrou o curso. § 3º Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, que se enquadrem nos dispositivos estabelecidos nesta Resolução terão validade nacional. Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogados os arts. 6º, 7º, 8º, 9º, 10, 11 e 12 da Resolução CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001, e demais disposições em contrário. ANTÔNIO CARLOS CARUSO RONCA (DOU Nº 109, 8/6/2007, SEÇÃO 1, P. 9)

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PARECERES PARECER 17/97/CEB/CNE CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/DF Diretrizes operacionais para a educação profissional em nível nacional CEB - Par. 17/97, aprovado em 3/12/97 (Proc. 23001.000691/97-61) I - RELATÓRIO A educação profissional, em nível nacional, com base nos princípios constitucionais, regula-se: a) pela Lei Federal n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (LDB), em especial o que dispõem os artigos 39 a 42 do Capítulo III do Título V; b) pelo Decreto Federal n° 2.208, de 17 de abril de 1997, que regulamenta o § 2° do artigo 36 e os artigos 39 a 42 da LDB; c) pela Portaria MEC n° 646, de 14 de maio de 1997, especifica para a rede federal de educação tecnológica; d) por orientações emanadas deste Colegiado e dos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino. Esta Câmara aprovou, em 7 de maio do corrente, o Parecer CEB n° 5/97, de autoria do Conselheiro Ulysses de Oliveira Panisset, contendo orientações preliminares para a aplicação da Lei n° 9.394/96. O Parecer foi homologado pelo Ministro da Educação e do Desporto em 16 de maio de 1997. Em relação à educação profissional esclarece que: “É relevante verificar que a educação profissional se faz presente na lei geral da educação nacional, em capítulo próprio, embora de forma bastante sucinta, o que indica tanto a sua importância no quadro geral da educação brasileira quanto a necessidade de sua regulamentação específica. É o que vem de ocorrer com a publicação do Decreto n 2.208, de 17 de abril de 1997, que “regulamenta o parágrafo 2° do artigo 36 e os artigos 39 a 42 da lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. “O artigo 6°, inciso I, do decreto citado estabelece que “o Ministério da Educação e do Desporto, ouvido o Conselho Nacional de Educação, estabelecerá diretrizes curriculares nacionais”, a serem adotadas por área profissional”. Entretanto, até que tal medida tenha sido efetuada, permanece o que está definido e aprovado, ou seja, as habilitações profissionais implantadas com base no Parecer n° 45/72, devidamente reconhecidas, continuam a ter validade nacional, incluídas as já aprovadas ou as que venham a sê-lo pelo CNE”. 286

A questão curricular da educação profissional técnica remete-se, portanto, ao Decreto n° 2.208/97 e, por enquanto, ao Parecer n° 45/72, do extinto Conselho Federal de Educação, devendo-se aguardar o encaminhamento ao Conselho Nacional de Educação, pelo Ministério da Educação e do Desporto, de proposta das novas diretrizes curriculares nacionais, para deliberação, conforme dispõe a alínea e, do § 1°, do artigo 9°, da Lei n° 9.131, de 24 de novembro de 1995, que alterou dispositivos da lei n° 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e deu outras providências. Por ser de sua competência, o Conselho Nacional de Educação, com este parecer, estabelece diretrizes operacionais para a educação profissional, a serem observadas em nível nacional. II - VOTO DO RELATOR Reiterando os termos do Parecer CEB n 5/97, na parte referente à educação profissional, fica patente, na nova LDB, o reconhecimento do papel e da importância desta modalidade de ensino. Pela primeira vez, consta em uma lei geral da educação brasileira um capítulo específico sobre educação profissional integre-se e articule-se às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia e conduza ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. Preconiza a oferta de educação profissional a jovens e adultos, trabalhadores em geral, tendo como referência a educação regular - ensino fundamental, médio e superior - ou, de forma mais livre e circunstancialmente necessária, sem qualquer condicionamento em relação à escolaridade. Sabemos que nos dias atuais, torna-se cada vez mais necessária uma sólida qualificação profissional, constantemente atualizada por meio de programas de requalificação e de educação continuada. Afinal, a vida profissional dos cidadãos está sujeita a alterações profundas e rápidas, em termos de qualificação, de emprego e de renda, só decorrência das inovações tecnológicas e das mudanças na organização da produção. Fica claro, também, que esse novo ordenamento, combinado com as políticas governamentais, afirma e reorienta prioridades de forma a valorizar, sobremaneira, a educação básica. Essa deve ser, realmente, a principal meta educacional brasileira para a próxima década, para que o País possa manter e ampliar espaços na economia mundial e, mais importante do que esse objetivo instrumental, melhorar o padrão e a qualidade de vida da nossa população. A educação profissional, por seu turno, não substitui a educação básica e sim complementa-a. A valorização desta, entretanto, não significa a redução da importância daquela. Ao contrário, uma educação profissional de qualidade, respaldada em educação básica de qualidade, constitui a chave do êxito de sociedades desenvolvidas. Neste sentido, tendo em vista o disposto no inciso II do artigo 4° da LDB que garante a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio, é fundamental considerar que a educação profissional de nível técnico atingirá a sua plena articulação com a etapa final da educação básica quando essa extensão se concretizar. Em 17 de abril de 1997 o Governo Federal baixou o Decreto n° 2.208, regulamentando os dispositivos da LDB referentes à educação profissional, definindo seus objetivos e níveis, além de estabelecer orientações para a formulação dos currículos dos cursos técnicos. O Decreto especifica, no artigo 3°, três níveis de educação profissional: o básico, o técnico e o tecnológico. Tais níveis não devem ser confundidos com os dois níveis da educação nacional 287

estabelecidos na LDB: o básico e o superior. Os da educação profissional devem ser entendimentos como formas de viabilização dos objetivos previstos no artigo 1° do Decreto, ou seja, fundamentalmente a qualificação, a especialização, o aperfeiçoamento e a atualização profissional e tecnológica, a serem proporcionados, nos três níveis, aos jovens e adultos em geral. Essas formas não constituem uma progressão obrigatória, pois o acesso a qualquer uma delas independe da realização de outra. Em vista disso, torna-se relevante a formulação de políticas, metas e estratégias governamentais e institucionais que definam a oferta e as condições de acesso à educação profissional para todos. Trata-se, na verdade, de atendimento a uma necessidade de caráter nacional, ao mesmo tempo econômica, política e social. A educação profissional básica, destinada a qualificar e requalificar trabalhadores, independente de escolaridade prévia, não está sujeita a regulamentação curricular, sendo oferecida de forma livre em função das necessidades do mundo do trabalho e da sociedade, como preconiza a LDB. Nada impede que, eventualmente, seja estruturada de forma que possa ser aproveitada, como crédito ou outra forma de equivalência, na educação profissional técnica e tecnológica. Em qualquer caso, poderá propiciar certificação de competências ou de qualificação profissional. Cumpre lembrar que a aprendizagem profissional definida em legislação específica é forma de educação profissional básica ou técnica. Deixa de subsistir, entretanto, o caráter supletivo da aprendizagem e da qualificação conforme dispunha a Lei Federal n° 5.692/71. Na mesma linha de mudança, fica superada a função de suprimento englobando o aperfeiçoamento e a atualização profissional. A escolaridade, exigida ou não como requisito de entrada, constitui simples referência para a educação profissional básica, em função do perfil de saída requerido para o desempenho de profissões no mercado. Além dos seus cursos regulares de educação profissional, conforme preconizam o artigo 42 da LDB e § 1° do artigo 4° do Decreto, as instituições especializadas oferecerão programas abertos à comunidade, cuja exigência para matrícula seja a capacidade de aproveitamento e não necessariamente o nível de escolaridade. Neste caso, sempre que necessário e viável, em consonância com a prioridade nacional de valorização do ensino fundamental, as instituições deverão proporcionar oportunidades e condições de regularização e complementação desse nível de ensino. A articulação entre a educação profissional básica e a educação básica admite várias situações entre as quais: a) exigência de ensino fundamental concluído no todo em parte para acesso à qualificação profissional; b) dispensa do ensino fundamental para acesso e exigência de sua conclusão, no todo ou em parte, para certificação de qualificação profissional; c) independência, para acesso e certificação, entre a educação profissional básica e a educação básica, com articulação entre as respectivas instituições educacionais, objetivando proporcionar aos alunos dos programas de qualificação profissional oportunidades e condições de regularização e complementação do ensino fundamental. As competências adquiridas na educação profissional básica, tal como definidas no inciso I, do artigo 3° do Decreto, poderão ser aproveitadas nas modalidades técnicas ou tecnológica (artigo 3°, incisos II e III), mediante avaliação 288

a ser realizada pela instituição em que o interessado pretenda matricular-se. Trata-se neste caso, de uma importante inovação prevista na legislação: a possibilidade de avaliação, reconhecimento, aproveitamento e certificação de competências e conhecimentos adquiridos na escola ou no trabalho. De fato, a certificação de competências está prevista no caput do artigo 41 da LDB, em caráter geral, e no parágrafo único do artigo 11 do Decreto para a educação profissional técnica. Trata-se de um campo ainda inexplorado em nosso País e essa lacuna precisa ser urgentemente preenchida, tanto para um atendimento mais flexível e rápido das necessidades do mercado como para uma constante atualização de perfis profissionais e respectivas formas de avaliação de competências. Não é cabível nos dias atuais a postura de desconsideração pelas habilidades, conhecimentos e competências adquiridas por qualquer pessoa por meio de estudos não formais ou no próprio trabalho. É preciso superar o preconceito e o flagrante desperdício de não valorizar a experiência profissional e o autodidatismo que não têm recebido, até hoje, a atenção que merecem. Trata-se de um potencial humano que tem permanecido oculto e que precisa ser adequadamente identificado, avaliado, reconhecido, aproveitado, e certificado. A certificação de competências constitui mais um instrumento para a democratização da educação profissional, em todos os seus níveis. Abre possibilidades de qualificação inicial e seqüencial, bem como de requalificação e atualização de trabalhadores, empregados ou não. As constantes inovações tecnológicas e organizacionais no mundo do trabalho impõem efetivas e rápidas respostas no que se refere aos novos perfis profissionais. Tanto pela economia de tempo quanto de esforços, a certificação complementa e, em determinados casos, pode dispensar freqüência a cursos e programas de educação profissional. É importante ressaltar, contudo, que o reconhecimento de tais competências não deve significar mais uma cartorialização educacional. Por outro lado, é bom lembrar que uma formalização simples e ágil é necessária, até mesmo para reincorporar cidadãos que se encontram à margem de um processo sistemático de educação profissional. Assim, é indispensável que os sistemas de ensino, federal e estaduais, normalizem tal procedimento, definindo a forma de credenciamento das instituições habilitadas à retificação de competências, bem como as condições do seu aproveitamento nos níveis da educação profissional básica, técnica ou tecnológica. A não inclusão dos sistemas de ensino municipais, como tais organizados, tem um razão que deve ser aqui explicitada. A tais sistemas é atribuída, como competência específica, para usar os termos do inciso V, do artigo 11 da Lei n° 9.394/96, “oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas e, com prioridade, o ensino fundamental”. Assim, não estando entre as obrigações dos mesmos a educação profissional, aos sistemas federal e estaduais deve ser cometida a responsabilidade de baixar as normas aplicáveis à certificação aqui considerada, observadas diretrizes do CNE. Os sistemas estaduais poderão, entretanto, quando entenderem conveniente, credenciar órgãos e instituições municipais para que promovam essa certificação. A certificação, já adotada em outros países, é coerente com a política nacional de qualidade, produtividade e competitividade. Certificar profissionais, segundo padrões previamente estabelecidos pelos agentes econômicos e sociais, significa oferecer mais possibilidades de garantia de qualidade de produtos e de 289

serviços. Nesse sentido, a certificação deve resultar de um amplo processo de discussão e negociação envolvendo todos os segmentos interessados da sociedade: trabalhadores, empresários, consumidores e educadores. É evidente que a certificação deve ser uma atividade extremamente criteriosa, com credenciamento de instituições e estabelecimentos de ensino competentes e idôneos e presença constante dos órgãos responsáveis pela fiscalização do exercício profissional e pela defesa do consumidor. As disposições legais, portanto, representam apenas o começo de um longo caminho a percorrer no desenho e na implementação de um modelo brasileiro de certificação. Uma das mais importantes mudanças introduzidas pelo Decreto n° 2.208/97 refere-se à educação profissional técnica, cuja organização curricular passa a ser própria e independente do ensino médio, podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este. Significa que será possível a matrícula e freqüência no ensino médio e concomitantemente, desde o se início, no curso técnico, na mesma escola ou em estabelecimento distintos. Em função das exigências de conhecimentos prévios, entretanto, determinados cursos técnicos poderão ser organizados de forma seqüencial para alunos com o ensino médio já concluído. Fica, ainda, a possibilidade de se adotar forma combinada, ou seja, concomitância e seqüencialidade, isto é, a exigência para ingresso em curso técnico de matrícula e freqüência na 2ª ou 3ª série do ensino médio, sempre em função dos perfis de entrada e de saída da habilitação. A desvinculação entre o ensino médio e o ensino técnico possibilita uma flexibilização e significativa ampliação das oportunidades de educação profissional no nível do ensino médio. Por se tratar de uma alteração estrutural é necessário tecer algumas considerações a este respeito. A desvinculação referida não significa que as instituições de educação profissional deverão oferecer o ensino única e exclusivamente prático. Qualquer curso profissionalizante sempre demandará a estruturação de currículos contemplando todas as dimensões do desenvolvimento humano: a cognitiva, a efetiva e a psicomotora, fundadas em princípios éticos, políticos e estéticos que contribuam para consolidação de conceitos e valores indispensáveis ao exercício da cidadania na democracia. Além disso, nunca será ocioso lembrar que educação profissional de qualidade pressupõe educação básica de qualidade. Nesse sentido, além de usualmente desenvolver conteúdos curriculares de aplicação dos conhecimentos científicos e tecnológicos, a educação profissional, para preservar a qualidade requerida, forçosamente deverá complementar e suprir eventuais car6encias de educação geral de seus alunos. A desvinculação entre o ensino médio e o ensino técnico traz vantagens tanto para o aluno quanto para as instituições de ensino. O aluno terá maior flexibilidade na definição do seu itinerário de educação profissional, não ficando restrito a uma habilitação rigidamente vinculada ao ensino médio, passível de conclusão somente após o mínimo de três anos. Do lado das instituições de ensino, a desvinculação propicia melhores condições para a permanente revisão e atualização dos currículos. O chamado currículo integrado é extremamente difícil de ser modificado e por isso mesmo acaba se distanciando cada vez mais da realidade do mundo do trabalho. A possibilidade de o aluno cursar, por exemplo, primeiro o ensino médio e depois o curso técnico, coaduna-se com a tendência internacional de formar técnicos com sólida base de formação geral. A opção do aluno, entretanto, pode 290

600 horas de um total de 2. Ressalte-se que não há qualquer impedimento para que a mesma escola continue desenvolvendo concomitantemente o ensino médio e o técnico. pelo Conselho Nacional de Educação. de forma concomitante ou seqüencial a este. Conforme dispõe o § 1° do artigo 6° do Decreto. as instituições que vêm oferecendo cursos técnicos de nível médio passam a ter as seguintes possibilidades de organização: a) oferta do curso de ensino médio e. ou seja. regular ou supletivo. em decorrência do disposto no caput do artigo 5° do Decreto e. até que sejam definidas novas diretrizes curriculares nacionais e currículos básicos. Cada aluno. dos cursos técnicos. permanece a possibilidade de se cursar o ensino médio e o técnico de forma concomitante. c) oferta somente do ensino médio. de acordo com o parágrafo único do artigo 5° do Decreto. devem ser observados: a) no ensino médio. A habilitação poderá ser completada em outro estabelecimento. aos antigos auxiliares técnicos. definirá a proporção de vagas oferecidas em cada curso. deverá ter concluído ou cursar concomitantemente o ensino médio. incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais. correspondente. a Resolução CFE n° 6/86 e regulamentações subseqüentes naquilo que não estiver superado pelas disposições da Lei n° 9. quando for o caso. até o limite de 25% do total da carga horária mínima desse nível de ensino. 291 . dependendo da habilitação. Havendo tais componentes. a vocação institucional e a capacidade de atendimento. para que tenham validade nacional. Quanto aos currículos resultantes da desvinculação entre o ensino médio e o ensino técnico.400 horas. E. tendo em vista a necessidade social.394/96. b) nos cursos técnicos.estar associada a uma necessidade mais premente de inserção no mercado de trabalho e. os currículos e horários poderão continuar sendo organizados de tal forma que o aluno possa estudar e trabalhar. o Parecer CFE n° 45/72 e regulamentações subseqüentes. como ocorre em parte dos casos atualmente. para a organização curricular. A instituição ou a implantação de nova habilitações técnicas deve ser precedida da aprovação de proposta pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino e. currículos experimentais poderão ser implementados mediante aprovação dos respectivos sistemas de ensino. a escola poderá certificar a qualificação profissional. traduzindo a política e a estratégia institucional. mediante reconhecimento de crédito ou avaliação de competências. os mínimos total e anuais de carga horária e de dias letivos previstos na nova LDB e. observados os requisitos fixados para cada habilitação técnica. b) oferta somente de cursos técnicos. A proposta pedagógica. em outra escola. No ensino médio a escola poderá oferecer componentes curriculares de caráter profissionalizante na parte diversificada. para tanto. com ou sem componentes curriculares profissionalizantes na parte diversificada do currículo. Os critérios para seleção de alunos e organização das turmas dos dois tipos de cursos são de inteira responsabilidade de cada instituição. Assim.

Eventualmente. em série não mantida no período seguinte. desde que comprovada a conclusão do estágio supervisionado. ainda. as seguintes dimensões: • competências teóricas e práticas específicas da profissão. os currículos do ensino técnico serão estruturados em disciplinas que poderão ser agrupadas sob a forma de módulos. Os cursos técnicos poderão. sistemática e permanentemente. Trata-se de instituir. deverá ser regulamentada pelos respectivos sistemas de ensino. Cumpre lembrar que a modularização é uma estratégia praticada em vários países e estimulada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). se for o caso. Os alunos retidos no regime anterior. observadas as diretrizes nacionais pertinentes. contribuir para a ampliação e agilização do atendimento às necessidades do mercado. • atitudes e habilidades comuns a uma área profissional e ao mundo do trabalho. preferencialmente de forma integrada em cada componente curricular. inclusive aos que ingressaram no ano de 1997. A modularização deverá proporcionar maior flexibilidade às instituições de educação profissional e.394/96 e pelo Decreto n° 2. os programas e os currículos poderão ser estruturados e renovados segundo as emergentes e mutáveis demandas do mundo do trabalho. prevista no artigo 62 da LDB. dos trabalhadores e da sociedade. com direito a certificado de qualificação profissional. quando exigido. ou eqüivalente. 292 . também. Deve-se assegurar. De acordo com o artigo 8° do Decreto.Relevante inovação encontra-se no artigo 7° do Decreto. então. o aproveitamento de estudos em outra escola. a partir de 1998 devem ser transferidos para o novo regime.208/97. o direito de os concluírem pelo regime vigente no seu ingresso ou de optarem pelo regime estabelecido pela Lei n° 9. poderá ser adotado módulo curricular básico. • conhecimentos gerais relacionados à profissão.692/71 e dos Pareceres que a regulamentam. empresários e trabalhadores. mecanismo de identificação e atualização de perfis profissionais e respectivos currículos de formação. Cada módulo possibilita uma terminalidade. A habilitação profissional para o exercício do magistério. Esse mecanismo deverá ser definido e implementado com a indispensável participação de professores. para a educação infantil e as quatro primeiras séries do ensino fundamental. oferecida em nível médio na modalidade Normal. Os cursos. O conjunto de módulos de determinado curso corresponderá a uma habilitação profissional e dará direito a diploma de técnico. com o objetivo de proporcionar as condições para o adequado aproveitamento dos módulos subseqüentes de uma ou mais habilitações afins. sob coordenação do Ministério da Educação e do Desporto com a colaboração do Conselho Nacional de Educação. sem terminalidade e certificação profissional. oferecidas todas as condições para as adaptações necessárias. devendo contemplar. aos alunos que iniciaram seus cursos técnicos no regime da Lei n° 5. e a conclusão do ensino médio. ser organizados em módulos correspondentes a profissões no mercado de trabalho. inclusive.

acessível aos egressos do ensino médio. 3 de dezembro de 1997 Fábio Luiz Marinho Aidar . em 3 de dezembro de 1997. aplicam-se à educação profissional os princípios preconizados no artigo 3° da LDB. As disposições gerais contidas na Seção I do Capítulo II do Título V da LDB são aplicáveis à educação básica e facultativas à educação profissional. em sintonia com as novas demandas de uma economia aberta e de uma sociedade democrática. (a) Brasília-DF.Relator III . devendo. bem como a elaboração de propostas pedagógicas. As mudanças introduzidas pela nova legislação na educação profissional representam passos preparatórios para as mudanças reais. (aa) Carlos Roberto Jamil Cury . Como integrante da educação escolar. Estará nas mãos das instituições educacionais e respectivas comunidades a construção coletiva e permanente de propostas e práticas pedagógicas inovadoras que possam dar resposta aos novos desafios. em seu sentido amplo. integra-se à educação superior e regula-se pela legislação referente a esse nível de ensino. no entanto.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica acompanha o Voto do Relator.Presidente Hermengarda Alves Ludke . Sala de Sessões. nortear a organização de cursos e de currículos.A educação profissional tecnológica.Vice-Presidente 293 .

Além do mais. os currículos dos cursos superiores. Deve-se reconhecer. deve a CES/CNE estabelecer orientações gerais a serem observadas na formulação das diretrizes curriculares para os cursos de graduação. ainda. em geral caracterizam-se por excessiva rigidez que advém.PARECER Nº 776/97/CES/CNE INTERESSADO/MANTENEDORA: Conselho Nacional de Educação UF: DF ASSUNTO: Orientação para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação RELATOR: Cons. da fixação detalhada de mínimos curriculares e resultam na progressiva diminuição da margem de liberdade que foi concedida às instituições para organizarem suas atividades de ensino. no entanto. Convém lembrar que a figura do currículo mínimo teve como objetivos iniciais. Jacques Velloso e Yugo Okida PROCESSO Nº PARECER Nº: 776/97 CÂMARA OU COMISSÃO: CES APROVADO EM: 03/12/97 I . Isto propicia toda uma nova compreensão da matéria. dispôs sobre as diretrizes curriculares para os cursos de graduação quando tratou das competências deste órgão na letra “c” do parágrafo 2º de seu art. Carlos Alberto Serpa. para os cursos de graduação.. que criou o Conselho Nacional de Educação. de dezembro de 1996.394.. Entendem os relatores que a fim de facilitar a deliberação a ser efetuada. c) deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto. Éfrem de Aguiar Maranhão. em excesso de disciplinas obrigatórias e em desnecessária prorrogação do curso de graduação. em seu art. pôs termo à vinculação entre diploma e exercício profissional. 294 . § 2º São atribuições da Câmara de Educação Superior: .. além de facilitar as transferências entre instituições diversas. acima referidas. em grande parte. formulados na vigência da legislação revogada pela Lei 9. de 1995.Relatório A Lei 9. que na fixação dos currículos muitas vezes prevaleceram interesses de grupos corporativos interessados na criação de obstáculos para o ingresso em um mercado de trabalho marcadamente competitivo..131. nestes casos. A nova LDB. 48. o que resultou. estatuindo que os diplomas constituem-se em prova da formação recebida por seus titulares. garantir qualidade e uniformidade mínimas aos cursos que conduziam a um diploma profissional. 9º: . O presente Parecer trata dessas orientações gerais. Eunice Durham.

na elaboração das propostas das diretrizes curriculares. Visando assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes. atendendo à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. Devem também pautar-se pela tendência de redução da duração da formação no nível de graduação. As diretrizes curriculares constituem no entender do CNE/CES. Os cursos de graduação precisam ser conduzidos. as diretrizes curriculares devem observar os seguintes princípios: 1) Assegurar às instituições de ensino superior ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos. Entende-se que as novas diretrizes curriculares devem contemplar elementos de fundamentação essencial em cada área do conhecimento. visando promover no estudante a capacidade de desenvolvimento intelectual e profissional autônomo e permanente. a abandonar as características de que muitas vezes se revestem.Ao longo dos anos. Ressalta. ainda. desenvolvendo no aluno atitudes e valores orientados para a cidadania. devem incluir dimensões éticas e humanísticas. Finalmente. preparando o futuro graduado para enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade. embora tenha sido assegurada uma semelhança formal entre cursos de diferentes instituições. Devem induzir a implementação de programas de iniciação científica nos quais o aluno desenvolva sua criatividade e análise crítica. Devem ainda promover formas de aprendizagem que contribuam para reduzir a evasão. 295 . campo do saber ou profissão. II – Voto dos Relatores Tendo em vista o exposto. do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional. quais sejam as de atuarem como meros instrumentos de transmissão de conhecimento e informações. aponta no sentido de assegurar maior flexibilidade na organização de cursos e carreiras. assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas. a necessidade de uma profunda revisão de toda a tradição que burocratiza os cursos e se revela incongruente com as tendências contemporâneas de considerar a boa formação no nível de graduação como uma etapa inicial da formação continuada. A orientação estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. além de desencorajar a inovação e a benéfica diversificação da formação oferecida. no que tange ao ensino em geral e ao ensino superior em especial. passando a orientar-se para oferecer uma sólida formação básica. orientações para a elaboração dos currículos que devem ser necessariamente respeitadas por todas as instituições de ensino superior. a nova LDB. através das Diretrizes Curriculares. o currículo mínimo vem se revelando ineficaz para garantir a qualidade desejada. os relatores propõem a consideração dos aspectos abaixo estabelecidos. como a organização dos cursos em sistemas de módulos.

03 de dezembro de 1997.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior acompanha o Voto dos Relatores. 03 de dezembro de 1997. 6) Encorajar o reconhecimento de conhecimentos. 5) Estimular práticas de estudo independente. a Câmara de Educação Superior do CNE promoverá audiências públicas com a finalidade de receber subsídios para deliberar sobre as diretrizes curriculares formuladas pelo Ministério da Educação e do Desporto. Sala das Sessões. valorizando a pesquisa individual e coletiva. assim como os estágios e a participação em atividades de extenção. habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar.Vice-Presidente 296 . Conselheiros: Carlos Alberto Serpa de Oliveira Éfrem de Aguiar Maranhão Eunice Durham Jacques Velloso Yugo Okida Relatores III .2) Indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensinoaprendizagem que comporão os currículos. Brasília-DF. visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno.Presidente Jacques Velloso . Conselheiros Éfrem de Aguiar Maranhão . Considerando a importância da colaboração de entidades ligadas à formação e ao exercício profissionais. inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada. 4) Incentivar uma sólida formação geral. permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa. 3) Evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação. evitando ao máximo a fixação de conteúdos específicos com cargas horárias pré-determinadas. necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento. as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos. 7) Fortalecer a articulação da teoria com a prática. 8) Incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas.

000027/99-56 PARECER N. de universidades e de organizações do magistério. em 15 de outubro de 1998. Francisco Aparecido Cordão (Relator) e Guiomar Namo de Mello PROCESSOS N.Câmara de Educação Básica ASSUNTO: DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO RELATORES/ CONSELHEIROS: Comissão Especial – Fábio Luiz Marinho Aidar (Presidente). 23001. em junho de 1999 ( Brasília) e em setembro de 1999 (Foz do Iguaçu). onde foram coletados importantes subsídios.º: 23001. foram doze meses de trabalho da Comissão Especial instituída pela Câmara de Educação Básica. 297 . de debates com os secretários estaduais de educação em reunião do CONSED – Conselho de Secretários Estaduais de Educação realizada em Natal. CEB INTERESSADO/MANTENEDORA: Conselho Nacional de Educação . A Comissão foi instalada formalmente em 23/10/98. para definir as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. em Conselhos Estaduais de Educação e em eventos organizados por Secretarias Estaduais de Educação em Fortaleza.000364/98-35 e 23001.º: 16/99. Vitória e Rio de Janeiro. Foz do Iguaçu. a Comissão Especial realizou mais de uma dezena de reuniões com especialistas da área da educação profissional. Debates específicos foram realizados. APROVADO EM 05/10/99 I HISTÓRICO Desde o encaminhamento dos avisos ministeriais de n. ainda. em novembro de 1998 ( Belém do Pará). representantes de trabalhadores e de empregadores. São Paulo.000365/98-06.º 382 e 383. houve participação de membros da Comissão Especial em três reuniões do Fórum de Conselhos Estaduais de Educação. Em cumprimento do mandato conferido pela Câmara de Educação Básica. quando também foi organizado plano de trabalho específico para a definição das Diretrizes Curriculares Nacionais. Salvador.PARECER N. do Conselho Nacional de Educação. também. com educadores e pesquisadores. O Relator do parecer participou. em junho do corrente ano.º: 16/1999. Além dessas reuniões.

buscando-se garantir uma representatividade mínima de duas escolas por Unidade da Federação e de duas escolas por área profissional. Merece destaque especial. onde todos os interessados tiveram a oportunidade de encaminhar suas críticas. associações de profissionais. especialmente para representantes da regiões Sul. nos dias 12 e 13 de maio do corrente. sugestões e recomendações. conselhos de fiscalização do exercício profissional. e a audiência pública nacional de Brasília (08/06/99). sugestões e recomendações. encaminhada para 167 escolas de todo o País. do ciclo de teleconferências promovido pelo MEC – Ministério da Educação . Participou. Deve ser destacada. A pesquisa constou de um exercício-tarefa (construção de um plano de curso de técnico de nível médio em área previamente especificada) e de questionário complementar para identificação da clareza dos documentos trabalhados e de críticas. com a relevante participação da SEMTEC – Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação -. também. em São Paulo (17/05/99).sobre as 298 .Merecem destaque especial as três audiências públicas realizadas pela Câmara de Educação Básica: em Recife (19/04/99). As respostas a esse questionário acabaram se configurando como excelente subsídio ao trabalho da Comissão Especial. também. As vinte áreas profissionais constantes de quadros anexos à minuta de resolução representam o consenso obtido com a participação de especialistas das várias áreas. uma pesquisa de validação do projeto de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Todas as contribuições foram atentamente analisadas pela Comissão Especial e devidamente consideradas na redação final do Parecer e da minuta de Resolução. quanto de escolas técnicas e do mercado de trabalho. Sudeste e Centro Oeste. Além dessas providências. onde mais de setenta especialistas das várias áreas profissionais trabalharam com afinco na identificação e na caracterização das áreas profissionais e respectivas competências profissionais gerais para o nível técnico. ainda. reunião ocorrida em São Paulo. especialmente para representantes das regiões Norte e Nordeste. tanto da universidade. o relator da matéria participou de reuniões em escolas. sindicatos e debates com especialistas da área e com técnicos e docentes de educação profissional.

alínea “c”. bem como de programas especiais na TV Educativa e na TV SENAC. com efetiva participação de representantes e do próprio Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC. Os documentos em questão foram amplamente debatidos na Câmara de Educação Básica do colegiado.º 382/98 são consideradas premissas básicas: as diretrizes devem possibilitar a definição de metodologias de elaboração de currículos a partir de competências profissionais gerais do técnico por área.º . do artigo 6. Cabe. A simples enumeração das providências adotadas retratam o caráter participativo e democrático de elaboração das diretrizes. duas indicações do Aviso Ministerial n. artigo 9.º 2. de 15 de outubro de 1998 e n. de 21 de janeiro de 1999. O nível tecnológico está sujeito a regulamentação própria da educação superior. Neste Parecer. PARECER Introdução A proposta do Ministério da Educação de novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico.Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Profissional. encaminhada a este Conselho Nacional de Educação (CNE) pelos Avisos Ministeriais n.º 16. do Decreto Federal n. e cada instituição deve poder construir seu currículo pleno de modo a considerar as peculiaridades do desenvolvimento tecnológico 299 .208/97.208/97 não dispõe sobre diretrizes para o nível básico. Estas diretrizes dizem respeito somente ao nível técnico da educação profissional. especialmente o que dispõe o inciso I.º.ºs 382 e 383. que é uma modalidade de educação não formal e não está sujeito a regulamentação curricular. oferecendo subsídios para este Colegiado deliberar sobre a matéria. § 1º.131/95. portanto.º 9. uma vez que o Decreto n.º 2. de acordo com a competência que lhe é atribuída pela Lei Federal n. O resultado final integra o Parecer e a Resolução que instituem as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. analisar e apreciar esses documentos na elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. cumpre o que estabelece a legislação em vigor. II 1. os quais deram ampla divulgação às Diretrizes Curriculares Nacionais em elaboração.

assegurando sempre a construção de currículos que. de 3 de dezembro de 1997. que estabeleceu diretrizes operacionais para a educação profissional e orientou os sistemas de ensino e as escolas sobre a questão curricular dos cursos técnicos. em especial desta Câmara de Educação Básica (CEB). Além disso. a escola deve conciliar as demandas identificadas. Já foram fixadas diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Considerando. critérios. as presentes diretrizes caracterizam-se como um conjunto articulado de princípios. à ciência e à tecnologia”.º 5. o ensino fundamental. essa concepção de educação profissional consagrada pela LDB e. a CEB pronunciou-se sobre o assunto primeiramente pelo Parecer CNE/CEB n. desde a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). a ser “desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. Na definição das diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico há que se enfatizar o que dispõe a LDB em seus artigos 39 a 42.º 17. posteriormente. conduzindo “ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. do mercado de trabalho e da sociedade. definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedimentos a serem observados pelos 300 . pelo Parecer CNE/CEB n. as diretrizes não devem se esgotar em si mesmas. propiciem a inserção e a reinserção profissional desses técnicos no mercado de trabalho atual e futuro. e. Em relação à educação profissional. de 7 de maio de 1997. ao trabalho. O estabelecimento de diretrizes curriculares nacionais tem se constituído numa prioridade deste Colegiado. portanto. sua vocação institucional e sua capacidade de atendimento.com flexibilidade e a atender às demandas do cidadão. em sintonia com as diretrizes curriculares nacionais já definidas por este Colegiado para a educação básica. Nessa construção. o ensino médio e a formação de professores na modalidade normal em nível médio. atendendo a princípios norteadores. mas conduzir ao contínuo aprimoramento do processo da formação de técnicos de nível médio.” na perspectiva do exercício pleno da cidadania. quando concebe “a educação profissional integrada às diferentes formas de educação.

estabelecendo-se uma nítida distinção entre aqueles que detinham o saber (ensino secundário. normal e superior) e os que executavam tarefas manuais (ensino profissional).sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento da educação profissional de nível técnico. Aliás. associando-a unicamente à “formação de mão–de-obra”. reforçou essa distinção e deixou marcas profundas e preconceituosas com relação à categoria social de quem executava trabalho manual. Não se reconhecia vínculo entre educação escolar e trabalho. que perdurou por mais de três séculos. etimologicamente o termo trabalho tem sua origem associada ao “tripalium”. A formação profissional. desde as suas origens. Por exemplo. 301 . inclusive. sempre foi reservada às classes menos favorecidas. pois a atividade econômica predominante não requeria educação formal ou profissional. proporcionado pela educação escolar acadêmica. instrumento usado para tortura. A concepção do trabalho associado a esforço físico e sofrimento inspira-se. era visto como desnecessário para a maior parcela da população e para a formação de “mão-de-obra”. acabou se agregando ainda a idéia de sofrimento. esses trabalhadores sempre foram relegados a uma condição social inferior. ainda. no Brasil. a escravidão. Educação e trabalho A educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocada na pauta da sociedade brasileira como universal. na idéia mítica do "paraíso perdido". Independentemente da boa qualidade do produto e da sua importância na cadeia produtiva. O não entendimento da abrangência da educação profissional na ótica do direito à educação e ao trabalho. Ao trabalho. O desenvolvimento intelectual. A herança colonial escravista influenciou preconceituosamente as relações sociais e a visão da sociedade sobre a educação e a formação profissional. a se considerar o ensino normal e a educação superior como não tendo nenhuma relação com educação profissional. tem reproduzido o dualismo existente na sociedade brasileira entre as “elites condutoras” e a maioria da população. 2. freqüentemente associado ao esforço manual e físico. levando.

adaptados aos postos de trabalho. uma vez que o monopólio do conhecimento técnico e organizacional cabia. Um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu com o desenvolvimento e emprego de tecnologias complexas agregadas à produção e à prestação de serviços e pela crescente internacionalização das relações econômicas. Havia pouca margem de autonomia para o trabalhador. o bem-estar econômico e a profissionalização. Nas décadas de 70 e 80 multiplicaram-se estudos referentes aos impactos das novas tecnologias. A baixa escolaridade da massa trabalhadora não era considerada entrave significativo à expansão econômica. transmitido de forma sistemática através da escola. quando se passou a considerar como condições básicas para o exercício da cidadania a educação. À destreza manual se agregam novas competências relacionadas com a inovação. só foi incorporado aos direitos sociais dos cidadãos bem recentemente. apenas aos níveis gerenciais. Até meados da década de setenta. As empresas passaram a exigir trabalhadores cada vez mais qualificados. já no século XX. e educação continuada. Em conseqüência. a formação profissional limitava-se ao treinamento para a produção em série e padronizada. e sua universalização.O saber. passou-se a requerer sólida base de educação geral para todos os trabalhadores. qualificação profissional de técnicos. A partir da década de 80. a 302 . quase sempre. especialização e requalificação de trabalhadores. capazes de interagir em situações novas e em constante mutação. Apenas uma minoria de trabalhadores precisava contar com competências em níveis de maior complexibilidade. rotineiras e previamente especificadas e delimitadas. atendendo novas áreas e elevando os níveis de qualidade da oferta. com a incorporação maciça de operários semi-qualificados. as novas formas de organização e de gestão modificaram estruturalmente o mundo do trabalho. que revelaram a exigência de profissionais mais polivalentes. deste século. a saúde. escolas e instituições de educação profissional buscaram diversificar programas e cursos profissionais. desempenhando tarefas simples. Como resposta a este desafio. para atualização. educação profissional básica aos não qualificados. em virtude da rígida separação entre o planejamento e a execução. aperfeiçoamento.

A educação profissional requer. Posteriormente. por Decreto Real. como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. Trajetória histórica da educação profissional no Brasil Os primórdios da formação profissional no Brasil registram apenas decisões circunstanciais especialmente destinadas a “amparar os órfãos e os demais desvalidos da sorte”. a compreensão global do processo produtivo. logo após a suspensão da proibição de funcionamento de indústrias manufatureiras em terras brasileiras. mediadas por novas tecnologias da informação. Não se concebe. era proposta a criação de uma “Escola de Belas Artes”. além do domínio operacional de um determinado fazer. futuro D. João VI. o trabalho em equipe e a autonomia na tomada de decisões. em 1861. As mudanças aceleradas no sistema produtivo passam a exigir uma permanente atualização das qualificações e habilitações existentes e a identificação de novos perfis profissionais. sendo a primeira delas em Belém 303 . quando um Decreto do Príncipe Regente.criatividade. A partir da década de 40 do século XIX foram construídas dez “Casas de Educandos e Artífices” em capitais de província. Bem depois. com o propósito de articular o ensino das ciências e do desenho para os ofícios mecânicos. a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões. A primeira notícia de um esforço governamental em direção à profissionalização data de 1809. assumindo um caráter assistencialista que tem marcado toda sua história. foi organizado. Equipamentos e instalações complexas requerem trabalhadores com níveis de educação e qualificação cada vez mais elevados. criou o “Colégio das Fábricas”. 3. mas sim. a educação profissional como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho. cujos diplomados tinham preferência no preenchimento de cargos públicos das Secretarias de Estado. Impõe-se a superação do enfoque tradicional da formação profissional baseado apenas na preparação para execução de um determinado conjunto de tarefas. atualmente. em 1816. A estrutura rígida de ocupações altera-se. com a apreensão do saber tecnológico. o “Instituto Comercial do Rio de Janeiro”.

voltadas basicamente para o ensino industrial. No mesmo ano foi reorganizado. onde os mesmos aprendiam as primeiras letras e eram. o ensino profissional passou a ser atribuição do Ministério da Agricultura. como a “Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado”. Decreto Imperial de 1854 criava estabelecimentos especiais para menores abandonados. basicamente. para os “órfãos e desvalidos da sorte”. A novidade será o início de um esforço público de organização da formação profissional. o ensino agrícola no País. As mais importantes delas foram os “Liceus de Artes e Ofícios”. Em 1906. o mesmo traço assistencial do período anterior. Bahia. e iniciando-as no ensino industrial. encaminhados às oficinas públicas e particulares. Eram escolas similares aos Liceus de Artes e Ofícios. administradores e capatazes”. mediante contratos fiscalizados pelo Juizado de Órfãos. migrando da preocupação principal com o atendimento de menores abandonados para uma outra. Indústria e Comércio. No início do século XX o ensino profissional continuou mantendo. Minas Gerais. em 1910. Posteriormente. mas custeadas pelo próprio Estado. várias sociedades civis destinadas a “amparar crianças órfãs e abandonadas”. foram instaladas escolas comerciais em São Paulo. Quanto ao ensino comercial. a de preparar operários para o exercício profissional. Consolidou-se. Maceió (1884) e Ouro Preto (1886). instalou dezenove “Escolas de Aprendizes Artífices” destinadas “aos pobres e humildes”. Salvador (1872). objetivando “a diminuição da criminalidade e da vagabundagem”. Recife (1880). Na segunda metade do século passado foram criadas. o de um ensino voltado para os menos favorecidos socialmente. uma política de incentivo ao desenvolvimento do ensino industrial. os chamados “Asilos da Infância dos Meninos Desvalidos”. isto é. a seguir. e escolas comerciais públicas no Rio de Janeiro. ainda. então. objetivando formar “chefes de cultura. Nessa mesma década foram instaladas várias escolas-oficina destinadas à formação profissional de ferroviários. distribuídas em várias Unidades da Federação. Essas escolas desempenharam importante 304 . Pernambuco. Nilo Peçanha. entre outras. para atender prioritariamente os menores abandonados. São Paulo (1882). dentre os quais os do Rio de Janeiro (1858). comercial e agrícola. também. oferecendo-lhes instrução teórica e prática.do Pará. considerada igualmente relevante.

Na década de 20 a Câmara dos Deputados promoveu uma série de debates sobre a expansão do ensino profissional. sobre a base de uma cultura geral comum. na cidade do Rio de Janeiro. A importância deste último deve-se ao fato de ser o primeiro instrumento legal a estruturar cursos já incluindo a idéia de itinerários de profissionalização. Em 1931 foi criado o Conselho Nacional de Educação e.890/31 e 21. que regulamentaram a organização do ensino secundário. realizadas a partir de 1927. b) 305 . Destaque-se da reforma Francisco Campos os Decretos Federais n. nesse mesmo ano. buscando diagnosticar e sugerir rumos às políticas públicas em matéria de educação.ºs 19. Indústria e Comércio.158/31. conhecida pelo nome do Ministro Francisco Campos e que prevaleceu até 1942. mais conhecidas como Reforma Capanema. que acabou se tornando importante pólo irradiador do movimento renovador da educação brasileira. pobres e ricos. a Associação Brasileira de Educação (ABE). que proporcionasse as mesmas oportunidades para todos e que. possibilitasse especializações "para as atividades de preferência intelectual (humanidades e ciências) ou de preponderância manual e mecânica (cursos de caráter técnico). Foi criada. uma comissão especial. principalmente através das Conferências Nacionais de Educação. um grupo de educadores brasileiros imbuídos de idéias inovadoras em matéria de educação criava. Ainda na década de 20. que organizou o ensino profissional comercial e regulamentou a profissão de contador. bem como o Decreto Federal n. e não apenas aos “desafortunados”. que teve o seu trabalho concluído na década de 30.º 20.papel na história da educação profissional brasileira. em 1924.241/32." Estas foram assim agrupadas: a) extração de matérias primas (agricultura. propondo a sua extensão a todos. denominada “Serviço de Remodelagem do Ensino Profissional Técnico”. de forma flexível. então. ano em que começou a ser aprovado o conjunto das chamadas “Leis Orgânicas do Ensino”. Preconizava a organização de uma escola democrática. à época da criação dos Ministérios da Educação e Saúde Pública e do Trabalho. ao se tornarem os embriões da organização do ensino profissional técnico na década seguinte. Em 1932 foi lançado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. também foi efetivada uma reforma educacional. minas e pesca).

uma Constituição tratou das “escolas vocacionais e pré-vocacionais”. que estava a exigir maiores e crescentes contingentes de profissionais especializados.º 6. Entretanto. por Decretos-Lei. a ser cumprido com a colaboração das empresas e dos sindicatos econômicos. do Ensino Normal (Decreto-Lei n. que deveriam “criar. 1946 – Leis Orgânicas do Ensino Primário (Decreto-Lei n. e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). em 1946. a partir de 1942. bem como a transformação das antigas escolas de aprendizes artífices em escolas técnicas federais. como um “dever do Estado” para com as “classes menos favorecidas” (Art. cujos resultados refletiram na Assembléia Nacional Constituinte de 1933. Essa obrigação do Estado deveria ser cumprida com “a colaboração das indústrias e dos sindicatos econômicos”.073/42). são baixadas. A determinação constitucional relativa ao ensino vocacional e prévocacional como dever do Estado. ainda. as chamadas “classes produtoras”. escolas de aprendizes.elaboração de matérias primas (indústria). Em decorrência. pela primeira vez. 129).º 8.141/43). Nesse mesmo ano. ao estabelecer como competências da União “traçar Diretrizes da Educação Nacional” e “fixar o Plano Nacional de Educação”.º4.244/42) e do Ensino Industrial (Decreto-Lei n. em 1942. por um Decreto-Lei. c) distribuição de produtos elaborados (transportes e comércio). realizou-se a “V Conferência Nacional de Educação”. Com a Constituição outorgada de 1937 muito do que fora definido em matéria de educação em 1934 foi abandonado.º 9. possibilitou a definição das referidas Leis Orgânicas do Ensino Profissional e propiciou. as conhecidas “Leis Orgânicas da Educação Nacional": • • • 1942 – Leis Orgânicas do Ensino Secundário (Decreto-Lei n.º 4.º 8.613/46). A Constituição de 1934 inaugurou objetivamente uma nova política nacional de educação. tanto para a indústria quanto para os setores de comércio e serviços. o Governo Vargas. 306 . na esfera de sua especialidade. a criação de entidades especializadas como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).530/46) e do Ensino Agrícola (DecretoLei n. destinadas aos filhos de seus operários ou de seus associados”. Esta era uma demanda do processo de industrialização desencadeado na década de 30. 1943 – Lei Orgânica do Ensino Comercial (Decreto-Lei n. Ainda em 1942.529/46).

307 . ainda. a partir da década de 30.estabeleceu o conceito de menor aprendiz para os efeitos da legislação trabalhista e. A Lei Federal n. o normal e o superior.º 1. no âmbito do mesmo Ministério da Educação e Saúde Pública foi apenas formal. com os crescentes processos de industrialização e de urbanização.” A herança dualista não só perdurava como era explicitada. o ensino secundário. a necessária e desejável "circulação de estudos" entre o acadêmico e o profissional. quebrando em parte a rigidez entre os dois ramos de ensino e entre os vários campos do próprio ensino profissional. pelo Decreto n. o ensino profissional se consolidou no Brasil.º 34. No conjunto das Leis Orgânicas da Educação Nacional. por outro Decreto-Lei. No início da República. A Lei Federal n. era afeto ao Ministério da Agricultura. o objetivo do ensino secundário e normal era o de "formar as elites condutoras do país” e o objetivo do ensino profissional era o de oferecer “formação adequada aos filhos dos operários. aqueles que necessitam ingressar precocemente na força de trabalho. primordialmente assistencial.330/53. Essa Lei só foi regulamentada no final do mesmo ano.076/50 permitia que concluintes de cursos profissionais pudessem continuar estudos acadêmicos nos níveis superiores. dispôs sobre a “Organização da Rede Federal de Estabelecimentos de Ensino Industrial”. A junção dos dois ramos de ensino. Indústria e Comércio. eram competência do Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores e o ensino profissional. Com essas providências. não ensejando. embora já se percebesse a importância da formação profissional dos trabalhadores para ocupar os novos postos de trabalho que estavam sendo criados. produzindo seus efeitos somente a partir do ano de 1954. desde que prestassem exames das disciplinas não estudadas naqueles cursos e provassem “possuir o nível de conhecimento indispensável à realização dos aludidos estudos”. por sua vez. e deste. O objetivo primordial daquele era propriamente educacional. Apenas na década de 50 é que se passou a permitir a eqüivalência entre os estudos acadêmicos e profissionalizantes.821/53 dispunha sobre as regras para a aplicação desse regime de eqüivalência entre os diversos cursos de grau médio. embora ainda continuasse a ser preconceituosamente considerado como uma educação de segunda categoria. aos desvalidos da sorte e aos menos afortunados.º 1.

024/61.º 4. o desmantelamento. a criação de uma falsa imagem da formação profissional como solução para os problemas de emprego. das redes públicas de ensino técnico então existentes.º 5. A Lei Federal n. classificada por Anísio Teixeira como “meia vitória. assim como a descaracterização das redes do ensino secundário e normal mantidas por estados e municípios. orientados para a profissionalização de jovens. a velha dualidade entre ensino para “elites condutoras do país” e ensino para “desvalidos da sorte”. também representa um capítulo marcante na história da educação profissional. possibilitando a criação de muitos cursos mais por imposição legal e motivação político-eleitoral que por demandas reais da sociedade. Grande parte do quadro atual da educação profissional pode ser explicada pelos efeitos dessa Lei. Essa primeira LDB equiparou o ensino profissional. uma série de experimentos educacionais. mas vitória”.024/61 no tocante ao então ensino de primeiro e de segundo graus. pelo menos do ponto de vista formal. sepultando. Todos os ramos e modalidades de ensino passaram a ser eqüivalentes. tais como o GOT (Ginásios Orientados para o Trabalho) e o PREMEN (Programa de Expansão e Melhoria do Ensino). sem necessidade de exames e provas de conhecimentos. então denominado segundo grau. em grande parte.024/61. com a promulgação da Lei Federal n. para todos os efeitos. foi implantada no território nacional. Dentre seus efeitos vale destacar: a introdução generalizada do ensino profissional no segundo grau se fez sem a preocupação de se preservar a carga horária destinada à formação de base.º 4. que reformulou a Lei Federal n.A plena eqüivalência entre todos os cursos do mesmo nível. 308 . a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. do ponto de vista da eqüivalência e da continuidade de estudos.692/71. ao generalizar a profissionalização no ensino médio. para fins de continuidade de estudos em níveis subseqüentes. Desse quadro não podem ser ignoradas as centenas e centenas de cursos ou classes profissionalizantes sem investimentos apropriados e perdidos dentro de um segundo grau supostamente único. Na década de sessenta.º 4. ao ensino acadêmico. só veio a ocorrer a partir de 1961. estimulados pelo disposto no artigo 100 da Lei Federal n.

A Lei Federal n. a Lei Federal n. acompanhado de um arremedo de profissionalização. Essa concepção representa a superação dos enfoques assistencialista e economicista da educação profissional. Esses efeitos foram atenuados pela modificação trazida pela Lei Federal n. por outro. mas interferiu nos sistemas públicos de ensino. bem como do preconceito social que a desvalorizava. atual LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . que tornou facultativa a profissionalização no ensino de segundo grau.044/82. praticamente restringiu a formação profissional às instituições especializadas. ao trabalho. de conseqüências ambíguas. gerou falsas expectativas relacionadas com a educação profissional ao se difundirem. ainda.º 7. às vezes. de aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental para continuar aprendendo e de preparação básica para o trabalho e a cidadania. os quais estavam às voltas com a deterioração acelerada que o crescimento quantitativo do primeiro grau impunha às condições de funcionamento das escolas.394/96.configura a identidade do ensino médio como uma etapa de consolidação da educação básica. Muito rapidamente as escolas de segundo grau reverteram suas “grades curriculares” e passaram a oferecer apenas o ensino acadêmico. tornou esse nível de ensino livre das amarras da profissionalização. conquanto modificada pela de n. Se. por um lado.º 5.A educação profissional deixou de ser limitada às instituições especializadas. habilitações profissionais dentro de um ensino de segundo grau sem identidade própria. A LDB dispõe.692/71. que "a educação profissional. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. mantido clandestinamente na estrutura de um primeiro grau agigantado. de aprimoramento do educando como pessoa humana. integrada às diferentes formas de educação. à ciência e à tecnologia.044/82. Isto não interferiu diretamente na qualidade da educação profissional das instituições especializadas. Enfim.º 7. 309 . A responsabilidade da oferta ficou difusa e recaiu também sobre os sistemas de ensino público estaduais. que não receberam o necessário apoio para oferecer um ensino profissional de qualidade compatível com as exigências de desenvolvimento do país.º 9. caoticamente.

destaca o dever da família. à cultura. A educação profissional.º da Lei. “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”. não substitui a educação básica e nem com ela concorre. na LDB. A composição dos níveis escolares. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o desenvolvimento da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. em seu artigo 227. tanto no nível superior quanto na educação profissional e em termos de educação permanente. contará com a possibilidade de acesso à educação profissional”. que objetiva a “preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo. da densidade do currículo e respectiva carga horária. com absoluta prioridade. não deixa margem para diferentes interpretações: são dois os níveis de educação escolar no Brasil – a educação básica e a educação superior. Educação profissional na LDB Tanto a Constituição Federal quanto a nova LDB situam a educação profissional na confluência dos direitos do cidadão à educação e ao trabalho. à profissionalização.Após o ensino médio. à saúde. A Constituição Federal. Essa educação. tudo é educação profissional. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores”. A diferença fica por conta do nível de exigência das competências 4 e da qualificação dos egressos. à educação. a rigor. de acordo com o § 1. Nesse contexto. A educação básica. O parágrafo único do artigo 39 da LDB define que “o aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. à alimentação. A educação básica tem como sua etapa final e de consolidação o ensino médio. A valorização de uma não representa a negação da importância 310 . o direito à vida. à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. bem como o trabalhador em geral. tanto o ensino técnico e tecnológico quanto os cursos seqüenciais por campo de saber e os demais cursos de graduação devem ser considerados como cursos de educação profissional. à dignidade. médio e superior. da sociedade e do Estado em “assegurar à criança e ao adolescente. nos termos do artigo 22. ao lazer. “tem por finalidades desenvolver o educando. nos termos do artigo 21 da LDB. ao respeito.º do artigo 1.

º do artigo 36 da LDB. gratuito e de responsabilidade primeira dos Estados. gratuita. o que significa. É essencial que se concentrem esforços na instauração de um processo de contínua melhoria da qualidade da educação básica. quanto no tocante às competências profissionais. poderá ocorrer. portanto. A melhoria da qualidade da educação profissional pressupõe uma educação básica de qualidade e constitui condição indispensável para o êxito num mundo pautado pela competição. sobretudo. e do ensino médio. A prioridade educacional do Brasil. tanto no que se refere às competências essenciais. após “atendida a formação geral do educando”. A integração entre qualidade e eqüidade será a via superadora dos dualismos ainda presentes na educação e na sociedade. onde o mesmo se aprimora como pessoa humana.º 2. preparar crianças e jovens para um mundo regido. inovação tecnológica e crescentes exigências de qualidade. diversificar e ampliar a oferta de educação profissional. é a consolidação da universalização do ensino fundamental. de acordo com o § 2. portanto. e de responsabilidade prioritária dos municípios.da outra. para os próximos anos. produtividade e conhecimento. como progressivamente obrigatório. A preparação para profissões técnicas. ao mesmo tempo. comuns e gerais. é o de se investir prioritariamente na educação básica e. A LDB e o Decreto Federal n. A busca de um padrão de qualidade. Importa. capacitar os cidadãos para uma aprendizagem autônoma e contínua. obrigatório e gratuito. desenvolve autonomia intelectual e pensamento crítico. Ela ocupa um capítulo específico dentro do título amplo que trata dos níveis e 311 . deve ser associada à da eqüidade. A LDB reservou um espaço privilegiado para a educação profissional. como direito do cidadão ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida social e produtiva. a universalização da educação infantil. na idade própria e. como uma das metas da educação nacional. fundamentalmente. O momento. progressivamente. bem como compreende os fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos. pelo conhecimento e pela mudança rápida e constante. no nível do ensino médio. dando nova dimensão à educação profissional.208/97 possibilitam o atendimento dessas demandas. desejável e necessário para qualquer nível ou modalidade de educação.

º 2. em busca do conhecimento para a vida produtiva. deverão ser reorganizadas por áreas profissionais.208/97 estabelece uma organização curricular para a educação profissional de nível técnico de forma independente e articulada ao ensino médio. quanto para as instituições de ensino técnico que podem.º 17/97. com maior versatilidade. associando a formação técnica a uma sólida educação básica e apontando para a necessidade de definição clara de diretrizes curriculares. quanto na sua relação com os níveis da educação escolar. bem como a certificação de competências. As características atuais do setor produtivo tornam cada vez mais tênues as fronteiras entre as práticas profissionais.208/97. de forma inovadora. não ficando preso à rigidez de uma habilitação profissional vinculada a um ensino médio de três ou quatro anos. Dessa forma. rever e atualizar os seus currículos. na realidade.modalidades de educação e ensino. O cidadão que busca uma oportunidade de se qualificar por meio de um curso técnico está. permanentemente. não se restringindo a uma habilitação vinculada especificamente a um posto de trabalho.º 2. é vantajosa tanto para o aluno. como já registrou o Parecer CNE/CEB n. O Decreto Federal n. tanto no que se refere à sua importância para o desenvolvimento econômico e social. com o objetivo de adequá-las às tendências do mundo do trabalho. sendo considerada como um fator estratégico de competitividade e desenvolvimento humano na nova ordem econômica mundial. que terá mais flexibilidade na escolha de seu itinerário de educação profissional. atualmente pulverizadas. Passa a ter um estatuto moderno e atual. Um técnico precisa ter competências para transitar com maior desenvoltura e atender as várias demandas de uma área profissional. A independência entre o ensino médio e o ensino técnico. A possibilidade de adoção de módulos na educação profissional de nível técnico. à educação básica. A modularização dos cursos deverá proporcionar maior flexibilidade às instituições de educação profissional e contribuir para a ampliação e agilização do 312 . as habilitações profissionais. a educação profissional articula-se. Além disso. Esse conhecimento deve se alicerçar em sólida educação básica que prepare o cidadão para o trabalho com competências mais abrangentes e mais adequadas às demandas de um mercado em constante mutação. representam importantes inovações trazidas pelo Decreto Federal n.

programas e currículos poderão ser permanentemente estruturados. mesmo que pertencesse à mesma área profissional. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade”. o que determina a emergência de um novo modelo de educação profissional centrado em competências por área. ao prescrever.º 45/72 era exigida. em norma regulamentadora. é essencial estabelecer. que os conduzam a níveis mais elevados de competência para o trabalho. empregadores e trabalhadores. renovados e atualizados.atendimento das necessidades dos trabalhadores. além dos seus cursos regulares. oferecerão cursos especiais. abertos à comunidade. formação específica. predominantemente. 5. inclusive no trabalho”. segundo as emergentes e mutáveis demandas do mundo do trabalho. A LDB. Finalmente. O mundo do trabalho está se alterando contínua e profundamente. Um competente desempenho profissional exige domínio do seu "ofício" associado à sensibilidade e à prontidão para mudanças e uma disposição para aprender e contribuir para o seu 313 . Quanto à certificação de competências. com mobilidade. preconiza a ampliação do atendimento. Educação profissional de nível técnico O exercício profissional de atividades de nível técnico vem sofrendo grande mutação. Torna-se cada vez mais essencial que o técnico tenha um perfil de qualificação que lhe permita construir itinerários profissionais. ao longo de sua vida produtiva. Ao técnico formado com base nas diretrizes curriculares apoiadas no Parecer CFE n. para tanto. em seu artigo 42. Em geral. de acordo com o artigo 41 da LDB. todos os cidadãos poderão. considerando que a educação profissional deve se constituir num direito de cidadania. Cursos. um técnico não precisaria transitar por outra atividade ou setor diverso do de sua formação. pressupondo a superação das qualificações restritas às exigências de postos delimitados. processo permanente para atualizar a organização da educação profissional de nível técnico que conte com a participação de educadores. das empresas e da sociedade. reconhecidos e certificados para fins de prosseguimento e de conclusão de estudos. Possibilitarão o atendimento das necessidades dos trabalhadores na construção de seus itinerários individuais. avaliados. ter seus conhecimentos adquiridos “na educação profissional. que “as escolas técnicas e profissionais.

superando de vez as distorções herdadas pela profissionalização universal e compulsória instituída pela Lei Federal n. portanto.º 45/72. maior capacidade de raciocínio. essa profissionalização improvisada e de má qualidade confundiu-se. pensamento crítico. sem levar em conta as demandas sociais e de mercado.692/71 e posteriormente regulamentada pelo Parecer CFE n. entretanto. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. quanto uma educação profissional mais ampla e polivalente. com a melhoria da empregabilidade de seus filhos. tanto da educação básica quanto da educação profissional.º 5. a oferta de curso único integrando a habilitação profissional e o segundo grau. na falta de financiamento de que padece o ensino médio há décadas. em doses crescentes. tais cursos profissionalizantes concentraram-se quase em sua totalidade em cursos de menor custo. no imaginário das camadas populares. bem como capacidade de visualização e resolução de problemas. tanto nas redes públicas de ensino quanto nas escolas privadas. estão centradas no conceito de competências por área. passou a ser estimulada como resposta política local às pressões da população. a ser ministrada no então segundo grau. É de se destacar. bem como as transformações tecnológicas. Essa legislação. Com isso.aperfeiçoamento. É preciso alterar radicalmente o panorama atual da educação profissional brasileira. autonomia intelectual. A revolução tecnológica e o processo de reorganização do trabalho demandam uma completa revisão dos currículos. O então ensino de segundo grau perdeu. iniciativa própria e espírito empreendedor. Realizada em geral no período noturno. que cursos técnicos de boa qualidade continuavam a ser oferecidos em instituições ou escolas especializadas em 314 . Pior ainda. com carga horária reduzida. uma vez que é exigido dos trabalhadores. facilitou a proliferação de classes ou cursos profissionalizantes soltos. na medida em que não se preocupou em preservar uma carga horária adequada para a educação geral. nesse processo. Do técnico será exigida tanto uma escolaridade básica sólida. qualquer identidade que já tivera no passado – acadêmico-propedêutica ou terminalprofissional. O tempo dedicado à educação geral foi reduzido e o ensino profissionalizante foi introduzido dentro da mesma carga horária antes destinada às disciplinas básicas.

oferecendo um currículo misto. eliminando uma pseudo-integração que nem preparava para a continuidade de estudos nem para o mercado de trabalho. Assim sendo. Nas regiões em que a oferta de bom ensino de segundo grau preparatório para o vestibular era escassa. Em primeiro lugar. Objetiva a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos. antes a cargo da então “dupla” missão das boas escolas técnicas. de desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. no ensino médio. de disciplinas de educação geral e de disciplinas profissionalizantes.formação profissional. também regulados pelo mesmo Parecer CFE n. mais flexíveis e atentos às exigências e demandas de trabalhadores e empresas. alguns deles já organizados com a adoção do sistema modular nos seus cursos e programas. conviveram com a oferta de cursos especiais de qualificação profissional. articuladamente com escolas de nível médio responsáveis por ministrar a formação geral. Esta é 315 . Visa a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. Em segundo lugar. distorcendo a missão dessas escolas técnicas. permitirão resolver as distorções apontadas. mais especificamente. o ensino médio é etapa de consolidação da educação básica e. Tais cursos. deve incluir as competências que darão suporte para a educação profissional específica. de objetivos estritamente profissionalizantes. as escolas técnicas tradicionais acabaram se tornando a opção pessoal de estudos propedêuticos. bem como a rearticulação curricular recomendada pela LDB. e direcionar os cursos técnicos para a formação profissional em uma sociedade em constante mutação. Capacita para continuar aprendendo e para adaptarse com flexibilidade às novas condições de trabalho e às exigências de aperfeiçoamentos posteriores. A rearticulação curricular entre o ensino médio e a educação profissional de nível técnico orienta-se por dois eixos complementares: devolver ao ensino médio a missão e carga horária mínima de educação geral. que inclui a preparação básica para o trabalho. A preparação básica para o trabalho.º 45/72 e outros posteriores. focando na educação profissional a vocação e missão das escolas técnicas e instituições especializadas. A separação entre educação profissional e ensino médio.

avançando assim na preparação básica de seus alunos para o trabalho nas áreas de turismo.uma das fortes razões pelas quais as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Parecer CNE/CEB n. ainda. dependerá: a) do perfil profissional de conclusão que se pretende e das 316 . artes ou comunicação. em sua proposta pedagógica. essa escola média estará avançando na preparação básica de seus alunos para o trabalho nas áreas da saúde ou da química. artes e sociologia.º 2. A iniciativa de articulação é de responsabilidade das próprias escolas na formulação de seus projetos pedagógicos. pode incluir o desenvolvimento de projeto de estudo da gestão pública de sua cidade. tanto a LDB. química orgânica etc. a articulação entre a educação básica e técnica deve sinalizar às escolas médias quais as competências gerais que as escolas técnicas esperam que os alunos levem do ensino médio. estabelecem que disciplinas de caráter profissionalizante cursadas no ensino médio podem ser aproveitadas no currículo de habilitação profissional de técnico de nível médio. Nesse sentido. relacionadas com as ciências da vida – biologia.208/97. sem introduzir disciplinas estritamente profissionalizantes. Com tal ênfase. para o aluno. Outra escola média.º15/98) insistem na flexibilidade curricular e contextualização dos conteúdos das áreas e disciplinas – sendo a vida produtiva um dos contextos mais importantes – para permitir às escolas ou sistemas ênfases curriculares que facilitem a articulação com o currículo específico da educação profissional de nível técnico. Para dar apenas três exemplos: uma escola de ensino médio pode decidir. em especial no artigo 41. quanto o Decreto Federal n. história e geografia da região. Uma outra escola média poderá decidir acentuar as áreas de linguagens e convivência social. A duração da educação profissional de nível técnico. objetivando uma passagem fluente e ajustada da educação básica para a educação profissional. que poderá vir a ser aproveitado num curso técnico da área de gestão. Com isso ficam mantidas as identidades curriculares próprias. lazer. Assim. enfatizando mais línguas estrangeiras. Nas redes públicas cabe aos seus gestores estimular e criar condições para que a articulação curricular se efetive entre as escolas.ºs 17/97 e 15/98 reafirmam essas disposições. Os Pareceres CNE/ CEB n. constituir as competências básicas que são obrigatórias nas áreas de ciências da natureza. preservando-se a necessária articulação.

à atualização permanente dos cursos e seus currículos. que são os referentes aos valores estéticos. como foi a tradição da educação brasileira até os anos 70. ainda que o plano de curso tenha uma carga horária mínima definida para cada qualificação ou habilitação. a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola. c) das competências adquiridas por outras formas. a liberdade de aprender e ensinar. e se referem ao desenvolvimento de competências para a laborabilidade. indica mais que complementaridade: implica em intercomplementaridade mantendo-se a identidade de ambos. e à autonomia da escola em seu projeto pedagógico.competências exigidas. Por isso mesmo. empregado no artigo 40 da LDB. ou por diferentes estratégias de educação continuada”. uma ação planejada e combinada entre o ensino médio e o ensino técnico. à interdisciplinaridade e à contextualização na organização curricular. Princípios da educação profissional As diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico regem-se por um conjunto de princípios que incluem o da sua articulação com o ensino médio e os comuns com a educação básica. inclusive no trabalho. A educação profissional é. regese pelos princípios explicitados na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. propõe uma região comum. também orientadores da educação profissional. à identidade dos perfis profissionais de conclusão. Articulação da educação profissional técnica com o ensino médio “A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular. nem conjugação redutora em 317 . por área profissional. Assim. 6. à flexibilidade. a duração do curso poderá variar para diferentes indivíduos.1. Assim. O termo articulação. educação. antes de tudo. uma comunhão de finalidades. b) das competências constituídas no ensino médio. Nem separação. segundo projeto pedagógico da escola. Outros princípios definem sua identidade e especificidade. a valorização dos profissionais da educação e os demais princípios consagrados pelo artigo 3.º da LDB devem estar contemplados na formulação e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos das escolas e demais instituições de educação profissional. 6. políticos e éticos.

É esse movimento que dá sentido à articulação proposta na lei entre educação profissional e ensino médio. A estética. que 318 . políticos e éticos que ambos comungam. 6. De outro. Estética da sensibilidade é. sucedâneos empobrecidos da educação geral. portanto.cursos profissionalizantes. e quando a convivência e as práticas sociais na vida cotidiana são invadidas em escala crescente por informações e conteúdos tecnológicos. da definição de princípios próprios que devem presidir sua organização institucional e curricular. ao presidirem a organização de ambas. Quando competências básicas passam a ser cada vez mais valorizadas no âmbito do trabalho. Esta se expressa também em dois sentidos. Respeito aos valores estéticos. O segundo refere-se às competências específicas a serem constituídas para a qualificação e a habilitação profissional nas diferentes áreas.º 5. os valores estéticos. portanto. A identidade da educação profissional não prescinde. O primeiro diz respeito ao modo como os valores que comunga com a educação básica operam para construir uma educação profissional eficaz no desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. políticos e éticos Estética da sensibilidade Antes de ter o sentido tradicional de expressão ou produto da linguagem artística. um pleonasmo que este Parecer e o Parecer CNE/CEB 15/98. ocorre um movimento de aproximação entre as demandas do trabalho e as da vida pessoal. na sua articulação com o ensino médio a educação técnica deve buscar como expressar. a palavra arte diz respeito ao fazer humano.2. cultural e social. sinônimo de sensibilidade. na sua especificidade. De um lado afirma a comunhão de valores que. à prática social. A articulação das duas modalidades educacionais tem dois significados importantes. compreendem também o conteúdo valorativo das disposições e condutas a serem constituídas em seus alunos. qualifica o fazer humano na medida em que afirma que a prática deve ser sensível a determinados valores.692/71. Mas. tanto na educação básica quanto na profissional. Mas sobre essa base comum – axiológica e pedagógica – é indispensável destacar as especificidades da educação profissional e sua identidade própria. tal qual a propiciada pela Lei Federal N. a articulação reforça o conjunto de competências comuns a serem ensinadas e aprendidas.

utilizam para dar força à expressão. que é o que a valoriza.institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Esta dimensão de respeito pelo cliente exige o desenvolvimento de uma cultura do trabalho centrada no gosto pelo trabalho bem feito e acabado. Adquirir laborabilidade nesse mundo é apreender os sinais da reviravolta dos padrões de qualidade e é. intuir sua direção. O primeiro deles diz respeito ao “ethos” profissional. inclusive. Afirmar os valores estéticos que devem inspirar a organização pedagógica e curricular da educação profissional é afirmar aqueles valores que aqui devem impregnar com maior força todas as situações práticas e ambientes de aprendizagem. Nas profissões. Embora contrarie a lógica mais comum. Cada profissão tem o seu ideário. imprescindível ao desenvolvimento pleno da cidadania. A obra malfeita não é obra do principiante. não transigindo com o trabalho mal feito e inacabado. quer na produção de bens ou de conhecimentos. mas sim de quem nega os valores da profissão. quando se começa pelo fazer. reconhece-se que a prática social é o substrato concreto sobre o qual se constituem os valores mais abstratos da política e da ética. a prática institucional e pedagógica da educação profissional. A sensibilidade neste caso será cada vez mais importante porque num mundo de mutações tecnológicas aceleradas o conceito e os padrões pelos quais se aquilata a qualidade do resultado do trabalho estão também em constante mutação. A incorporação desse princípio se insere em um contexto mais amplo que é o do respeito pelo outro e que contribui para a expansão da sensibilidade. da falta de “ethos” profissional. A estética da sensibilidade está portanto diretamente relacionada com os conceitos de qualidade e respeito ao cliente. Um exemplo disso pode ser encontrado na diferença entre o conceito de qualidade na produção em larga escala e na tendência contemporânea de produção que atenda a nichos 319 . imprimindo o respeito. é pelos valores estéticos que convém iniciar quando se trata de buscar paradigmas axiológicos para práticas – no caso deste parecer. o orgulho genuíno e a dignidade daqueles que a praticam. quer na prestação de serviços. Por se referir ao fazer. resultado da falta de identificação com a profissão. a idéia de perfeição é absolutamente essencial.

Essa mudança de paradigma traz em seu bojo elementos de uma nova sensibilidade para com as questões que envolvem o mundo do trabalho e os seus agentes. fundada na estética da sensibilidade. espírito de risco e iniciativa para gerenciar seu próprio percurso no mercado de trabalho. A estética da sensibilidade está em consonância com o surgimento de um novo paradigma no mundo do trabalho. o ingresso generalizado da mulher na atividade produtiva. a ênfase na qualidade como peça chave para a competitividade num universo globalizado e a gestão responsável dos recursos naturais. Currículos inspirados na estética da sensibilidade são mais prováveis de contribuir para a formação de 320 . a polivalência de funções em contraposição a tarefas repetitivas. deverá organizar seus currículos de acordo com valores que fomentem a criatividade. Ultrapassado o modelo de preparação profissional para postos ocupacionais específicos. a expansão de atividades em comércio e serviços. A educação profissional.específicos de mercado para oferecer produtos ou serviços que sirvam a segmentos determinados de consumidores. desqualificante. o trabalho coletivo e partilhado como elemento de qualidade. de produtos e de clientes. dentre outros. porque a estética da sensibilidade é antes de mais nada anti-burocrática e estimuladora da criatividade. a crescente preponderância do trabalho sobre o emprego formal. que se contrapõe àquele caracterizado como industrial. da beleza e da ousadia. o respeito pela vida. assalariado. por aspectos como a valorização da competência profissional do trabalhador. masculino. os profissionais de todas as áreas. isso significa diversidade de trabalhos. operário. Identifica-se. qualidades ainda raras mas que se tornarão progressivamente hegemônicas. o uso intensivo de tecnologias digitais aplicadas a todos os campos do trabalho e de técnicas gerenciais que valorizam a participação do trabalhador na solução dos problemas. na educação profissional. A estética da sensibilidade valoriza a diversidade e. abrindo espaços para a incorporação de atributos como a leveza. a multiplicidade. a redução significativa dos níveis hierárquicos nas empresas. entre outros. poluidor e predatório dos recursos naturais. a intuição e a criatividade. a estética da sensibilidade será uma grande aliada dos educadores da área profissional que quiserem constituir em seus alunos a dose certa de empreendedorismo. repetitivo. a iniciativa e a liberdade de expressão.

além de tecnicamente competentes. Esta ótica influencia decisivamente na mudança de paradigmas de avaliação dos alunos dos cursos profissionalizantes. assim. evidente que.profissionais que. A educação profissional. Isso requer que a educação profissional incorpore o princípio da diversidade na sua organização pedagógica e curricular. percebam na realização de seu trabalho uma forma concreta de cidadania. situa-se na conjunção do direito à educação e do direito ao trabalho. O direito de todos à educação para o trabalho é por esta razão o principal eixo da política da igualdade como princípio orientador da educação profissional. ainda que não tenha poder. conduzindo o docente a avaliar seus alunos como um cliente exigente. apesar de conferir certificados ou diplomas. que assegurem a todos a constituição de competências laborais relevantes. esse direito deve concretizar-se em situações e meios de aprendizagem eficientes. ela deverá se manifestar também e sobretudo na cobrança da qualidade do curso pelos alunos e no inconformismo com o ensino improvisado. para gerar emprego. Torna-se. se a estética da sensibilidade for efetivamente inspiradora das práticas da educação profissional. que não prepara efetivamente para o trabalho. Política da igualdade A contribuição da educação escolar em todos os níveis e modalidades para o processo de universalização dos direitos básicos da cidadania é valorizada pela sociedade brasileira cujos representantes aprovaram a LDB. por si só. particularmente. auto-respeito e reconhecimento social como seres produtivos. A qualidade da preparação para o trabalho dependerá cada vez mais do reconhecimento e acolhimento de diferentes capacidades e necessidades de 321 qualidade profissional em seu desempenho . Se for eficaz para aumentar a laborabilidade contribui para a inserção bem sucedida no mercado de trabalho. Dentre todos os direitos humanos a educação profissional está assim convocada a contribuir na universalização talvez do mais importante: aquele cujo exercício permite às pessoas ganharem sua própria subsistência e com isso alcançarem dignidade. encurtado e enganador. Para não ser apenas formal. que cobra do aprendiz escolar. num mundo do trabalho cada vez mais competitivo e em permanente mutação.

superando preconceitos próprios das sociedades pré-industrial e industrial contra o trabalho manual e as tarefas consideradas inferiores. um mesmo profissional é convocado tanto para ser criativo como para ser operativo e eficiente. ainda insinuado. mudam as pessoas ou posições em que se executam ora uma ora outra. entre concepção e execução tende a desaparecer ou a assumir outras formas. trajetos e projetos de vida diferenciados. entre outras. tenderá a ser hegemônico. respeito ao bem comum. como por exemplo: a exploração da mão-de-obra de crianças e mulheres. a atividade predatória do meio ambiente. Mesclam-se numa mesma atividade a dimensão criativa e executiva do trabalho. solidariedade e responsabilidade manifestam-se sobretudo nos valores que ela deve testemunhar e constituir em seus alunos no que respeita à relação com o trabalho. Na educação profissional. Neste sentido. conhecendo e reconhecendo sua importância para o bem comum e a qualidade da vida. A preparação para a vida produtiva orientada pela política da igualdade deverá constituir uma relação de valor do próprio trabalho e do trabalho dos outros. entre outros fatores. por sexo.aprendizagem. A política da igualdade na educação profissional terá. Numa visão prospectiva. menos importante que o 322 . ela deverá criticar sempre o fato ainda presente na sociedade de que a posições profissionais ou tarefas distintas correspondam graus hierárquicos superiores ou inferiores de valorização social da pessoa. idade. No entanto. herança étnica e cultural. Tais valores subentendem a negação de todas as formas de trabalho que atentam contra a vida e a dignidade. que buscar a construção de uma nova forma de valorizar o trabalho. a degradação física ou mental do trabalhador. Esse padrão. provavelmente. vale observar que o tempo dedicado ao trabalho será menor e. portanto. de interesses. a política da igualdade deve tornar presente na pauta de toda instituição ou programa de preparação profissional que na sociedade da informação a divisão entre trabalho manual e intelectual. A educação profissional orientada pela política da igualdade não desconhece as diferenças de importância entre as tarefas produtivas nem mesmo a permanência de hierarquias determinadas pela natureza do trabalho. situação familiar e econômica e pertinência a ambientes sócio-regionais próprios de um país muito diverso.

competência e qualidade de resultados para balizar a competição no mercado de trabalho. o trabalho voluntário. até mesmo em ambientes tecnologicamente avançados de produção. Finalmente. do que daquilo que ela faz em outros âmbitos ou tempos de sua vida. a política da igualdade está sintonizada com as mudanças na organização do trabalho pelas quais as relações hierarquizadas estão sendo substituídas pela equipe. pela ilha de produção. machismo. marcam muitos dos processos pelos quais os profissionais – competentes ou não – acedem a postos. etnias minoritárias.tempo dedicado a outras atividades como o lazer. corporativismo. A política da igualdade impõe à educação profissional a constituição de valores de mérito. no acesso ao trabalho. que ainda apresenta traços pré-industriais no que se refere aos valores que orientam as relações de trabalho e a relação das pessoas com o trabalho: clientelismo. pelo acolhimento de 323 . os que não pertencem às entidades corporativas ou às elites culturais e econômicas. cargos. atividades. A superação de discriminações e privilégios no âmbito do trabalho é sobremaneira importante numa sociedade como a brasileira. a produção espontânea de bens ou serviços. de um modo geral. Neste sentido ela requer a crítica permanente dos privilégios e discriminações que têm penalizado vários segmentos sociais. dominante em algumas regiões ou áreas de atividade produtiva e já minoritário em outras. Uma educação profissional comprometida com os direitos da cidadania deverá contribuir para a superação dessas formas arcaicas de relação com o trabalho que. a criação de bens imateriais. a política da igualdade deverá incentivar situações de aprendizagem nas quais o protagonismo do aluno e o trabalho de grupo sejam estratégias para a contextualização dos conteúdos curriculares no mundo da produção. coronelismo. posições e progridem – ou não – nas distintas carreiras e atividades. vai perdendo hegemonia na medida em que a sociedade se moderniza. Nesse sentido. se associam a relações de trabalho também arcaicas e discriminatórias. crianças. nepotismo. em geral. pessoas com necessidades especiais e. na sua retribuição financeira e social e no desenvolvimento profissional: mulheres. no sentido que hoje damos a esse termo. Esse padrão. Isso fará com que a valorização social de uma pessoa dependa menos de sua profissão.

tanto na mera execução de tarefas laborais como na definição de caminhos. integra o trabalho em sua vida como um exercício de cidadania. pela solidariedade e companheirismo na realização das tarefas laborais. buscando qualidade e adequação ao cliente. o reconhecimento de que ninguém tem direitos profissionais adquiridos por causa de origem familiar. Partindo da autonomia intelectual e ética constituída na educação básica. é a motivação intrínseca. só podem ser concretizados pelo respeito às regras. A ética da identidade A ética da identidade será o coroamento de um processo de permanente prática de valores ao longo do desenvolvimento do projeto pedagógico da escola técnica de nível médio. para o trabalho de qualidade. por decisão autônoma. que possam trabalhar em equipe. A ética da identidade na educação profissional deve trabalhar permanentemente as condutas dos alunos para fazer deles defensores do valor da competência. do mérito. e da importância da recompensa pelo trabalho bem feito que inclui o respeito. Seu principal objetivo é a constituição de competências que possibilitem aos trabalhadores ter maior autonomia para gerenciar sua vida profissional. contra os favoritismos de qualquer espécie. independentemente das recompensas externas.várias lideranças em lugar do único feitor ou supervisor. A ética da identidade. o reconhecimento e a remuneração condigna. indicações de pessoas poderosas ou privilégios de corporações. os trabalhadores autômatos serão substituídos cada vez mais por trabalhadores autônomos. Quem. corrigindo problemas. tomar decisões em tempo real durante o processo de produção. procedimentos ou metodologias mais eficazes para produzir com qualidade. prevenindo disfunções. a educação profissional terá de propiciar ao aluno o exercício da escolha e da decisão entre alternativas diferentes. A ética da identidade assume como básicos os princípios da política da igualdade e por isso requer o desenvolvimento da solidariedade e da responsabilidade. no testemunho da solidariedade e da responsabilidade. sente-se responsável pelo 324 . assumidos os princípios inspirados na estética da sensibilidade e na política da igualdade. da capacidade de fazer bem feito. Nas novas formas de gestão do trabalho. em mercados de trabalho cada vez mais competitivos. Estes últimos.

e diante do cliente. Para agir competentemente é preciso acertar no julgamento da pertinência ou seja. da comunidade próxima e da sociedade. considerar. 6. às vezes contraditórios e nem sempre suficientemente claros para orientar a prática pedagógica das escolas. eleger e tomar decisões. São inúteis como orientadores das práticas humanas. para aplicá-los. pressentir arriscar com base na experiência anterior e no conhecimento. na perspectiva da implementação de uma nova estrutura para a educação profissional de nível técnico. sem conhecimento não há constituição da virtude. em situações reais e concretas. mas vai além porque envolve o agir numa situação determinada: não é apenas saber mas saber fazer. Sem os valores da sensibilidade e da igualdade não há julgamentos ou escolhas autônomas que produzam práticas profissionais para a democracia e a melhoria da vida. sub-assume a sensibilidade e a igualdade. Parafraseando o Parecer CNE/CEB 15/98. Sem capacidade de julgar. 325 . entende-se por competência profissional a capacidade de articular. É importante observar que o conceito de competência adotado neste parecer subentende a ética da identidade que. discernir e prever os resultados de distintas alternativas. Competências para a laborabilidade O conceito de competência vem recebendo diferentes significados. Para os efeitos desse Parecer. posicionar-se diante da situação com autonomia para produzir o curso de ação mais eficaz. A competência não se limita ao conhecer. A competência inclui o decidir e agir em situações imprevistas. Ser competente é ser capaz de mobilizar conhecimentos. mobilizar e colocar em ação valores. na organização curricular.3. de sua família. as instituições de educação profissional deverão observar. informações e até mesmo hábitos. não há competência. por sua vez. com capacidade de julgamento. individualmente e com sua equipe de trabalho. o que significa intuir. na prática educativa e na gestão. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho.resultado perante e com sua equipe de trabalho. os seguintes princípios específicos. mas sozinhos os conhecimentos permanecem apenas no plano intelectual. Princípios específicos Em sintonia com os princípios gerais e comuns.

portanto. saber fazer. não pode ser apontada como a solução para o problema do desemprego. é necessário advertir que a aquisição de competências profissionais na perspectiva da laborabilidade. O valor se expressa no saber ser. embora facilite essa mobilidade. O desenvolvimento de competências profissionais deve proporcionar condições de laborabilidade. superando a experiência acumulada transformada em hábito e liberando o profissional para a criatividade e a atuação transformadora. Traduz-se pela mobilidade entre múltiplas atividades produtivas. tais como a iniciativa e a criatividade. com a qualidade do trabalho. imprescindível numa sociedade cada vez mais complexa e dinâmica em suas descobertas e transformações. A vinculação entre educação e trabalho.O conhecimento é entendido como o que muitos denominam simplesmente saber. Assim. que alguém tem competência profissional quando constitui. de forma que o trabalhador possa manter-se em atividade produtiva e geradora de renda em contextos sócio-econômicos cambiantes e instáveis. mas também inusitados em seu campo de atuação profissional. conhecimentos e habilidades para a resolução de problemas não só rotineiros. a convivência participativa e solidária e outros atributos humanos. transcendendo a mera ação motora. age eficazmente diante do inesperado e do inabitual. aumentando as oportunidades de trabalho. dinâmico e flexível. A habilidade refere-se ao saber fazer relacionado com a prática do trabalho. O desempenho no trabalho pode ser utilizado para aferir e avaliar competências. Pode-se dizer. é uma referência fundamental para se entender o conceito de competência como capacidade pessoal de articular os saberes (saber. na atitude relacionada com o julgamento da pertinência da ação. saber ser e conviver) inerentes a situações concretas de trabalho. a ética do comportamento. na perspectiva da laborabilidade. entendidas como um saber operativo. capaz de guiar desempenhos num mundo do trabalho em constante mutação e permanente desenvolvimento. na medida em que 326 . articula e mobiliza valores. Tampouco a educação profissional e o próprio trabalhador devem ser responsabilizados por esse problema que depende fundamentalmente do desenvolvimento econômico com adequada distribuição de renda. Este conceito de competência amplia a responsabilidade das instituições de ensino na organização dos currículos de educação profissional. Não obstante.

A concepção curricular é prerrogativa e responsabilidade de cada escola e constitui meio pedagógico essencial para o alcance do perfil profissional de conclusão. para cada perfil de 327 . entre outros. no qual a escola construirá o currículo do curso a ser oferecido. metodologias e gestão dos currículos. de metodologias que propiciem o desenvolvimento de capacidades para resolver problemas novos. estruturando um plano de curso contextualizado com a realidade do mundo do trabalho. Assim. do mercado e da sociedade. de incorporação dos conhecimentos que são adquiridos na prática. no próprio processo de aprendizagem. etapas ou módulos. a organização dos cursos esteve sujeita a currículos mínimos padronizados. projetos. de novas formas de organização do trabalho.º 45/72. a organização curricular da escola deverá enfocar as competências profissionais gerais do técnico de uma ou mais áreas. ter iniciativa. acrescidas das competências profissionais específicas por habilitação.exige a inclusão. E nunca é demais enfatizar que a autonomia da escola se reflete em seu projeto pedagógico elaborado. Na vigência da legislação anterior e do Parecer CFE n. sobretudo por metodologias que integrem a vivência e a prática profissional ao longo do curso. interdisciplinaridade e contextualização Flexibilidade é um princípio que se reflete na construção dos currículos em diferentes perspectivas: na oferta dos cursos. na organização de conteúdos por disciplinas. desdobradas e tratadas como disciplinas. Essa contextualização deve ocorrer. aproveitando sempre as relações entre conteúdos e contextos para dar significado ao aprendido. A flexibilidade agora prevista abre um horizonte de liberdade. de novos conteúdos. atividades nucleadoras. em contrapartida. executado e avaliado com a efetiva participação de todos os agentes educacionais. com matérias obrigatórias. Flexibilidade. também. comunicar idéias. Está diretamente ligada ao grau de autonomia das instituições de educação profissional. ser criativo e ter autonomia intelectual. num contexto de respeito às regras de convivência democrática. em especial os docentes. Essa concepção de currículo implica. tomar decisões. maior responsabilidade da escola na contextualização e na adequação efetiva da oferta às reais demandas das pessoas.

A organização curricular flexível traz em sua raiz a interdisciplinaridade. modularização. contrastam-se. complementam-se. já destacada pelo Decreto Federal n. influem uns nos outros. Muitas são as formas de flexibilizar os currículos. Outros módulos podem ser oferecidos como preparatórios para a qualificação profissional. Conhecimentos interrelacionam-se. mas também para que se insiram em processos de educação continuada. sendo que aqui apenas se destaca que a “interdisciplinaridade deve ir além da mera que é a 328 . da vocação e da capacidade institucional da escola.º 2. adaptação às mudanças. não só para fases circunscritas de sua profissionalização. módulo é um conjunto didático-pedagógico sistematicamente organizado para o desenvolvimento de competências profissionais significativas. em função das demandas individuais. O Parecer CNE/CEB n. correção de rumos. das peculiaridades locais e regionais. A flexibilidade curricular atende igualmente à individualidade dos alunos. estas devem se compor de modo a romper com a segmentação e o fracionamento. Módulos com terminalidade qualificam e permitem ao indivíduo algum tipo de exercício profissional. orientados para o desenvolvimento das competências objetivadas pelo curso. uma vez que o indivíduo atua integradamente no desempenho profissional. Disciplinas são meros recortes organizados de forma didática e que apresentam aspectos comuns em termos de bases científicas. A flexibilidade permite ainda agilidade da escola na proposição. segundo seus interesses e possibilidades. Sem a intenção de propor uma metodologia única. de permeio ou em alternância com fases de exercício profissional. Para os efeitos deste parecer. permitindo que esses construam itinerários próprios. sociais. buscando a contemporaneidade e a contextualização da educação profissional. Sua duração dependerá da natureza das competências que pretende desenvolver. ampliam-se.208/97.º 15/98 tratou amplamente da questão. tecnológicas e instrumentais. Devem ser buscadas formas integradoras de tratamento de estudos de diferentes campos. aponta-se aqui uma possibilidade. Na organização por disciplinas. do mercado. atualização e incorporação de inovações.conclusão pretendido.

do mercado de trabalho e da sociedade. completadas com outras competências específicas da habilitação profissional. a escola utilizará informações e dados coletados e trabalhados por ela. Será estabelecido levando-se em conta as competências profissionais gerais do técnico de uma ou mais áreas. A identidade. tais como criatividade. em função das condições locais e regionais. seja pela ampliação. Para a definição do perfil profissional de conclusão. por seu lado. ancoradas em bases científicas e tecnológicas.justaposição de disciplinas”. seja pelo enriquecimento e transformação de seu trabalho. pesquisa e ação”. influir em sua transformação. inclusive. Identidade dos perfis profissionais A propriedade dos cursos de educação profissional de nível técnico depende primordialmente da aferição simultânea das demandas das pessoas. Por polivalência aqui se entende o atributo de um profissional possuidor de competências que lhe permitam superar os limites de uma ocupação ou campo circunscrito de trabalho. o qual orientará a construção do currículo. possibilitando-lhe. Permite ao profissional transcender a fragmentação das tarefas e compreender o processo global de produção. A conciliação entre a polivalência e a necessária definição de um perfil profissional inequívoco e com identidade é desafio para a escola. Supõe que tenha adquirido competências transferíveis. Na construção do currículo correspondente à habilitação ou qualificação. para transitar para outros campos ou ocupações da mesma área profissional ou de áreas afins. sempre direcionadas para a laborabilidade frente às mudanças. servindo-se dos referenciais 329 . é traçado o perfil profissional de conclusão da habilitação ou qualificação prefigurada. A partir daí. pensamento crítico. o que supõe polivalência profissional. Este perfil é definidor da identidade do curso. apoiadas em bases científicas e tecnológicas e em atributos humanos. abrindo-se à "possibilidade de relacionar as disciplinas em atividades ou projetos de estudos. a polivalência para trânsito em áreas ou ocupações afins deve ser garantida pelo desenvolvimento das competências gerais. autonomia intelectual. iniciativa e capacidade para monitorar desempenhos. será garantida pelas competências diretamente concernentes ao requerido pelas respectivas qualificações ou habilitações profissionais. e que tenha uma perspectiva evolutiva de sua formação.

pelo CNE. incorporando o estatuto da convivência democrática. ambos divulgados pelo MEC. Atualização permanente dos cursos e currículos As habilitações correspondentes às diversas áreas profissionais. abre perspectivas de maior agilidade por parte das escolas na proposição de cursos. considerando. estabelecerá processo permanente com a participação de educadores. que. inclusive. garantida a participação de técnicos das respectivas áreas profissionais. para que mantenham a necessária consistência. contando necessariamente com a participação efetiva de todos. Do projeto pedagógico devem decorrer os planos de trabalho dos docentes. a possibilidade de surgimento de novas áreas. evitando-se concessões a apelos circunstanciais e imediatistas. O processo deve ser democrático. execução e avaliação do projeto pedagógico é essencial para a concretização da autonomia da escola. Contudo. dando a elas respostas adequadas. estabelece que o processo de elaboração. empregadores e trabalhadores. a serem produzidos e divulgados pelo MEC. ao possibilitar a organização curricular independente e flexível. Além de atender às normas comuns da educação nacional e às específicas dos respectivos sistemas. um dos grandes desafios é o da permanente atualização dos currículos da educação profissional. numa perspectiva de constante zelo pela aprendizagem dos alunos.curriculares por área profissional e dos planos de cursos já aprovados para outros estabelecimentos. por referenciais curriculares por área profissional. As escolas serão subsidiadas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e no planejamento dos cursos. por proposta do MEC. Autonomia da escola A LDB. devem levar em conta as demandas locais e regionais. especialmente dos docentes e deve ser fruto e instrumento de trabalho da comunidade escolar. Para isso as competências profissionais gerais serão atualizadas. é fundamental desconsiderar os modismos ou denominações de cursos com finalidades exclusivamente mercadológicas. o projeto pedagógico deve atentar para as características regionais e locais e para as demandas do cidadão e da sociedade. Num mundo caracterizado por mudanças cada vez mais rápidas. A escola deve permanecer atenta às novas demandas e situações. para tanto. Ressalte-se que a nova legislação. bem como 330 .

Esta requer informações sobre a aprendizagem dos alunos e do funcionamento das instituições escolares.208/97. essa perspectiva aponta para ambientes de aprendizagem colaborativa e interativa.º do artigo 36 da Lei Federal n. que configura sua identidade e seu diferencial no âmbito de um projeto de educação profissional que se constitui à luz das diretrizes curriculares nacionais e de um processo de avaliação. Abre-se. O exercício da autonomia escolar inclui obrigatoriamente a prestação de contas dos resultados. A escola deverá explicitar sua missão educacional e concepção de trabalho. 7. configurou três níveis de educação profissional: básico.º 9. o projeto pedagógico deverá envolver não somente os docentes e demais profissionais da escola. A escola que oferece educação profissional deve constituir-se em centro de referência tecnológica nos campos em que atua e para a região onde se localiza. mas a comunidade na qual a escola está inserida. a plena observância do princípio da autonomia da escola na formulação e na execução de seu projeto pedagógico é indispensável e requer a criação de sistemas de avaliação que permitam coleta. quer se considerem os integrantes de uma mesma escola. A proposta pedagógica é uma espécie de “marca registrada” da escola. Organização da educação profissional de nível técnico O Decreto Federal n. principalmente os representantes de empregadores e de trabalhadores. especializar. comparação e difusão dos resultados em âmbito nacional. Por certo. um horizonte interinstitucional de colaboração que é decisivo para a educação profissional. assim.para a sua vocação institucional. qualificar. ao regulamentar os artigos 39 a 42 (Capítulo III do Título V) e o § 2. 331 . Como decorrência. aperfeiçoar e atualizar os trabalhadores em seus conhecimentos tecnológicos visando sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. técnico e tecnológico. Na educação profissional. sua capacidade operacional e as ações que concretizarão a formação do profissional e do cidadão. com objetivos de formar profissionais.394/96. reprofissionalizar.º 2. nos termos do que dispõe a legislação educacional vigente. bem como as de desenvolvimento dos docentes. quer se elejam atores de projetos pedagógicos de diferentes instituições e sistemas de ensino.

º.º) e.º do artigo 8.º).º e seus parágrafos). “independente de exames específicos” (parágrafo único do artigo 5.º). reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos” (artigo 41).º) com uma única exigência: que “o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos” (§3. estes poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional. a certificado de qualificação profissional” (§ 1. para fins de dispensa de disciplinas ou módulos em cursos de habilitação do ensino técnico” (artigo 11).º do artigo 8. neste caso. desde que “o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos” (§ 3. interhabilitações profissionais (§ 2. as qualificações iniciais e intermediárias (artigo 8. a educação profissional de nível técnico contempla a habilitação profissional de técnico de nível médio. De acordo com esses dispositivos. O aproveitamento de estudos mediante avaliação é encarado pela LDB de maneira bastante ampla: “o conhecimento adquirido na educação profissional. dando direito.º do artigo 8. Mais ainda: através de exames. e. a expedição do diploma de técnico só poderá ocorrer “desde que o interessado apresente o certificado de conclusão do ensino médio”(§ 4. inclusive de “disciplinas ou módulos cursados”. (artigo 3. poderá ser objeto de avaliação.º). complementarmente. o aperfeiçoamento e a atualização (inciso III do artigo 1. Inciso II e 5. “podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este”(artigo 5. a especialização.º). sendo que. A possibilidade de aproveitamento de estudos na educação profissional de nível técnico é ampla.º). inclusive no trabalho.º).º).º do artigo 8. E mais: “os módulos poderão ser cursados em diferentes instituições credenciadas” (§ 3. poderá haver “certificação de competência.º do artigo 8. desde que diretamente relacionadas com o perfil profissional de conclusão da respectiva habilitação. “no caso de o currículo estar organizado em módulos. Esse aproveitamento de estudos poderá ser maior ainda: as disciplinas de caráter profissionalizante cursadas no ensino médio poderão ser aproveitadas para habilitação profissional “até o limite de 25% do total da carga horária mínima” do ensino médio. Esses cursos técnicos poderão ser organizados em módulos (artigo 8.º do artigo 8.º).º). 332 .O nível técnico é “destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio” (inciso II do artigo 3.º).

respeitadas as diretrizes e normas dos respectivos sistemas de ensino. poderá organizar seus próprios itinerários de educação profissional. desde que dentro do prazo limite de cinco anos. e conhecimento adquirido no trabalho também poderão ser aproveitados. para terem aproveitamento de estudos no nível técnico. Esse curso pode ter sido feito de uma vez. devidamente orientado pelas escolas e pelas entidades especializadas em educação profissional. portanto. reconhecimento e certificação. concomitante ou posteriormente. de escolas devidamente autorizadas. pode ser obtido por um aluno que conclua o ensino médio e. reconhece e certifica o conhecimento adquirido alhures. mediante avaliação da escola que oferece a referida habilitação profissional. Os alunos dos cursos de nível básico. cursados em escolas técnicas. Mais ainda: cursos feitos há mais de cinco anos. com as competências mínimas exigidas para a área profissional objeto de habilitação. ONGs. é da escola que avalia. poderá ocorrer pela somatória de etapas ou módulos cursados na mesma escola ou em cursos de qualificação profissional ou etapas ou módulos oferecidos por outros estabelecimentos de ensino. independem de exames de avaliação obrigatória para que seus conhecimentos sejam aproveitados em outra escola. deverão ter seus conhecimentos avaliados. Isto significa que o aluno. enquanto os dos cursos de nível técnico. tenha concluído um curso técnico. ou cursos livres de educação profissional de nível básico.O diploma de uma habilitação profissional de técnico de nível médio. neste caso. por inteiro. à qual caberá decidir sobre a necessidade de possível adaptação em função do seu currículo. reconhecidos e certificados pela escola recipiendária. com a respectiva carga horária mínima por área profissional. considerandoo equivalente a componentes do curso por ela oferecido. com ou sem aproveitamento de estudos. acrescida da 333 . instituições especializadas em educação profissional. entidades sindicais e empresas. para prosseguimento ou conclusão de estudos” (artigo 41). que oferecem ensino técnico de nível médio. A aquisição das competências profissionais exigidas pela habilitação profissional definida pela escola e autorizada pelo respectivo sistema de ensino. ou a integralização da carga horária mínima. A responsabilidade. à qual compete a “avaliação.

Os alunos deverão ser devidamente orientados quanto a essa exigência. Os certificados e diplomas. possibilita a obtenção do diploma de técnico de nível médio. Aquele que concluir um ou mais cursos de qualificação profissional.comprovação de conclusão do ensino médio. Os cursos referentes a ocupações que integrem itinerários profissionais de nível técnico poderão ser oferecidos a candidatos que tenham condições de matrícula no ensino médio. Com isto. para fins de exercício profissional e continuidade de estudos. tanto na habilitação e na qualificação profissional. quais são as competências profissionais objeto de qualificação que estão sendo certificadas. em histórico escolar. O Parecer CFE n. No caso das profissões legalmente regulamentadas será necessário explicitar o título da ocupação prevista em lei. Certificado de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. de ora em diante. quanto na especialização. cessa aquela possibilidade de fornecer certificado de habilitação profissional parcial para quem não concluiu 334 . Não existe mais aquela distinção entre habilitação plena e parcial. ou a habilitação profissional é plena ou não é habilitação profissional. O termo “habilitação profissional”. na Área de Saúde: Diploma de Técnico de Enfermagem. entretanto. o que significa dizer que. Estas habilitações parciais não subsistem mais no contexto da atual LDB e respectivo decreto regulamentador. deverão explicitar títulos ocupacionais identificáveis pelo mercado de trabalho. Cabe aqui um alerta em relação às qualificações profissionais referentes ao auxiliar técnico. Certificado de Especialização Profissional em Enfermagem do Trabalho. Por exemplo. Os certificados desses cursos deverão explicitar. Esses alunos receberão o respectivo certificado de conclusão da qualificação profissional de nível técnico. tem um único sentido: habilitação profissional de técnico de nível médio. Para a obtenção de diploma de técnico na continuidade de estudos será necessário concluir o ensino médio. fará jus apenas aos respectivos certificados de qualificação profissional.º 45/72 reservava o termo “auxiliar técnico” para as chamadas “habilitações parciais”. explicitando também o título da ocupação. A área é a referência curricular básica para se organizar e se orientar a oferta de cursos de educação profissional de nível técnico. de forma independente ou como módulo de curso técnico. bem como garantir a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação.

Além de englobar a habilitação e correspondentes qualificações e especializações. a educação profissional de nível técnico compreende. A não existência daquela “habilitação parcial” prevista pelo Parecer CFE n. A legislação atual não desconsiderou a figura do auxiliar técnico que existe no mercado de trabalho. em conseqüência. de que uma escola possa oferecer. como módulo ou etapa de um curso técnico de nível médio ou como curso de qualificação profissional nesse nível. também.692/71. independente do ensino médio. Atualmente. não é impeditiva. não há mais sentido de se criarem habilitações parciais atreladas às habilitações profissionais de técnico de nível médio.todos os componentes curriculares da habilitação profissional plena ou não realizou o exigido estágio profissional supervisionado. com uma organização própria do ensino técnico. os quais objetivam apenas proporcionar adequadas condições para um melhor proveito nos 335 . desde que essa ocupação efetivamente exista no mercado de trabalho. considerando-se a flexibilidade preconizada na atual legislação educacional. no entanto. conforme disposto na Constituição Federal e em legislação específica. que exigia uma habilitação profissional como condição para a obtenção de certificado de conclusão do então 2. inclusive para atendimento ao menor na condição de aprendiz. associada à figura do auxiliar técnico. etapas ou módulos sem terminalidade e sem certificação profissional. A educação profissional de nível técnico abrange a habilitação profissional e as correspondentes especializações e qualificações profissionais.º 5. um curso ou módulo de auxiliar técnico. frente à legislação educacional atual.692/71. Para os aprendizes. no âmbito da Lei Federal n. associada à universalização do ensino fundamental e à progressiva regularização do fluxo nessa etapa da educação básica. O que não subsiste mais. como ocupação reconhecida e necessária.º 5. aquela exigência não subsiste e. é a habilitação profissional parcial de auxiliar técnico sem correspondência no mercado de trabalho.º 17/97.º grau. de cumprimento da aprendizagem também no nível técnico da educação profissional. Essa fictícia habilitação profissional parcial só fazia sentido no contexto da Lei Federal n. necessária para o prosseguimento de estudos em nível superior. torna-se efetiva a possibilidade descortinada pelo Parecer CNE/CEB n.º 45/72 como “habilitação diferente da do técnico”.

é prerrogativa e responsabilidade de cada escola e constitui meio pedagógico essencial para o alcance do perfil profissional de conclusão. Outro aspecto que deve ser destacado para o planejamento curricular é o da prática. consubstanciada no plano de curso. Essa referência básica deverá ser considerada tanto para o planejamento curricular dos cursos. São formas de complementação da própria qualificação ou habilitação profissional de nível médio. quaisquer que sejam. deverão ter como referência básica no planejamento curricular o perfil do profissional que se deseja formar. Nesse caso. quanto para a emissão dos certificados e diplomas. em sua organização. produzidos e difundidos pelo Ministério da Educação. ou em cursos de qualificação profissional. competências requeridas no nível técnico. a prática profissional supõe o desenvolvimento. Daí. considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área ou áreas profissionais. de atividades tais como. Os cursos de educação profissional de nível técnico. visando significativamente a ação profissional. ao longo de todo o curso. intimamente vinculadas às exigências e realidades do mercado de trabalho. deve ser repetido que não há dissociação entre teoria e prática. O ensino deve contextualizar competências. bem como dos correspondentes históricos escolares. Eventualmente. aperfeiçoamento e atualização de pessoal já qualificado ou habilitado nesse nível de educação profissional. conhecimento de mercado 336 . ainda. Na educação profissional. A educação profissional de nível técnico abrange. normas específicas deverão ser definidas para possibilitar efetivo aproveitamento dessas competências em estudos e cursos superiores. adquiridas em módulos ou etapas. embora óbvio.estudos subseqüentes de uma ou de mais habilitações profissionais. Nesse sentido. A concepção curricular. nos termos do artigo 41 da LDB. mas como uma metodologia de ensino que contextualiza e põe em ação o aprendizado. em estreita articulação com o ensino médio. os quais deverão explicitar as competências profissionais obtidas. a observância destas diretrizes curriculares nacionais e os referenciais curriculares por área profissional. aperfeiçoamento e atualização se equiparam a competências requeridas no nível tecnológico. em habilitação de técnico de nível médio ou em especialização. cursos ou módulos complementares de especialização. estudos de caso. que a prática se configura não como situações ou momentos distintos do curso.

também. seu preparo para o magistério se dará em serviço. Para tanto. não estiver adequadamente preparado para essa ação educativa. o MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. desde que a escola lhe proporcione adequada formação em serviço para esse magistério. Em caráter excepcional. A prática profissional constitui e organiza o currículo. Este conjunto substitui e derroga o Parecer CFE n. específico para registro e divulgação dos mesmos em âmbito nacional. o papel reservado aos docentes da educação profissional. exceto no caso do estágio supervisionado. projetos. o docente. com os referenciais curriculares por área profissional e com os planos de curso já aprovados para outros estabelecimentos. via Internet. ainda. determinando a correspondente organização curricular. o docente não habilitado nestas modalidades poderá ser autorizado a lecionar. A duração do estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o curso. na carga horária mínima do curso. estágios e exercício profissional efetivo. principalmente. pelo MEC. No delineamento do perfil profissional de conclusão a escola utilizará dados e informações coletados e trabalhados por ela e. da mesma matéria. e os referenciais por área profissional definidos e divulgados pelo MEC. O planejamento dos cursos deve contar com a efetiva participação dos docentes e ter presente estas diretrizes curriculares nacionais.º 45/72 e atos normativos subseqüentes. Assim. Pressupondo que este docente tenha. divulgados. pesquisas individuais e em equipe. Cumpre ressaltar. o qual deverá ficar claramente identificado no respectivo plano de curso. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. com os quadros anexos à Resolução. Isto 337 . e será o ponto de partida para o delineamento e a caracterização do perfil do profissional a ser definido pela escola. as situações ou modalidades e o tempo de prática profissional deverão ser previstos e incluídos pela escola na organização curricular e. Não se pode falar em desenvolvimento de competências em busca da polivalência e da identidade profissional se o mediador mais importante desse processo. experiência profissional. em cursos de licenciatura ou em programas especiais.e das empresas. Inclui. quando necessário. devendo ser a ele incorporada no plano de curso.

iniciativa para buscar o autodesenvolvimento. Elas supõem pesquisa. planejamento. eficiente no processo e eficaz nos resultados. criatividade. em condições de responder aos novos desafios profissionais. Outras instâncias de cada sistema de ensino deverão. ousadia para questionar e propor ações. utilização e avaliação de métodos. Quem sabe fazer e quer ensinar deve aprender a ensinar. auto-estima compatível. honestidade e integridade ética. em educação profissional. imaginativa.porque. sociabilidade. firmeza e segurança nas decisões e ações. tendo em vista o aprimoramento do trabalho. A formação inicial deve ser seguida por ações continuadas de desenvolvimento desses profissionais. muito simples e muito complexas e exigentes. com a incorporação de inovações no campo de saber já conhecido. capacidade de monitorar desempenhos e buscar resultados. sendo recomendável que as escolas técnicas e instituições especializadas em educação profissional preparem docentes para esse nível. consciência crítica e ética. Finalmente. processos. Outros conhecimentos e atributos são necessários. quem ensina deve saber fazer. de forma inovadora. rotineiras e inusitadas. de modo original e criativo. um exercício profissional competente implica em um efetivo preparo para enfrentar situações esperadas e inesperadas. 338 . flexibilidade com relação às mudanças. A mesma orientação cabe ao docente da educação profissional de nível básico. definir estratégias de estímulo e cooperação para esse desenvolvimento. numa perspectiva de autonomia. Para o desenvolvimento dos docentes a escola deve incorporar ações apropriadas no seu projeto pedagógico. empreendedora. tais como: conhecimento das filosofias e políticas da educação profissional. autoconfiança. Essa educação permanente deverá ser considerada não apenas com relação às competências mais diretamente voltadas para o ensino de uma profissão. ao mesmo tempo. Estas demandas em relação às escolas que oferecem educação técnica são. capacidade de autogerenciamento com autonomia e disposição empreendedora. igualmente. propostos diariamente ao cidadão trabalhador. conhecimento e aplicação de diferentes formas de desenvolvimento da aprendizagem. espírito crítico. previsíveis e imprevisíveis. além da própria formação inicial desses docentes. capacidade de trabalhar em equipes interdisciplinares. que demonstre senso de responsabilidade.

Vice-Presidente VOTO EM SEPARADO DO CONSELHEIRO JOÃO ANTÔNIO CABRAL DE MONLEVADE NO PARECER SOBRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: Acompanhando com o mais vivo interesse e intensa participação as discussões que a Câmara de Educação Básica fez. que desconsidera a possibilidade da integração curricular entre o Ensino Médio e a Educação Profissional no mesmo nível. interna e externamente. à exceção de dois pontos. em todos os níveis. arranjos didáticos e modalidades de programação em função de resultados.conteúdos programáticos. Sala de Sessões. criativo e operativo. Brasília.Presidente Francisco Aparecido Cordão. como dá a entender o 339 . inovador. conselheiro Francisco Aparecido Cordão e coletivo. tenho todos os motivos para me congratular com os resultados do trabalho pessoal do relator. sobre a Educação Profissional de Nível Técnico.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica acompanha o Relator. O primeiro deriva de um equívoco fundamental do Decreto 2. Espera-se que essas escolas preparem profissionais que tenham aprendido a aprender e a gerar autonomamente um conhecimento atualizado. 05 de outubro de 1999. Conselheiros Ulysses de Oliveira Panisset. sob a coordenação do conselheiro Fábio Luiz Marinho Aidar. 05 de outubro de 1999. em curso único. que incorpore as mais recentes contribuições científicas e tecnológicas das diferentes áreas do saber.208/97. Comissão Especial Fábio Luiz Marinho Aidar Presidente Francisco Aparecido Cordão Relator Guiomar Namo de Mello Conselheira III.

340 . portanto. a menção desta possibilidade e mesmo a indução desta alternativa poderiam ter constado do texto do parecer e da resolução. A própria Modalidade Normal de Nível Médio. em cursos das Escolas Técnicas Federais. Em três anos o aluno nem completava sua educação básica. nem se profissionalizava completamente.400 horas consagradas ao Ensino Médio. É claro que as escolas poderão. nem se preparava para os vestibulares ao ensino de terceiro grau. Meu primeiro voto em separado é contra a obrigatoriedade da separação de cursos e. o ensino técnico profissional. na composição do currículo pleno.” É certo que a lei 9394/96 quis superar a camisa de força que o texto original da LDB de 1971. como em outros. inclusive mediocrizando a qualidade do ensino ao exigir. currículos integrados contemplando habilitações técnicas e as 2. depois de corrigido. ao dar caráter compulsoriamente profissionalizante ao segundo grau. Estas novas alternativas enriquecem a universalização e democratização do ensino. parece-me perfeitamente possível. reintegrar em suas propostas pedagógicas. numa linha de flexibilidade curricular e institucional. implantar dentro das normativas renovadas da Lei 9394/96. de matrículas. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. que evitaram assumir um conflito criativo com os responsáveis pelo Decreto 2. o que provavelmente vai resultar. o que o Decreto separou.não só na desarticulação real entre os dois ensinos (por mais que se insista numa rearticulação). atendida a formação geral do educando. Entretanto. carga horária de formação especial superior à de educação geral. não só neste ponto. evidentemente. já ultrapassado. Não discordo da possibilidade de as escolas oferecerem Cursos Profissionais de Nível Técnico concomitantes ou posteriores ao Médio. como se fazia. A segunda parte de meu voto em separado é mais complexa e merece um tratamento meticuloso. e talvez deverão.208/97.como já está ocorrendo.artigo 36 no seu parágrafo 2º: “O ensino médio. por exemplo. Mas. prevista pela LDB e normatizada pelo CNE em denso parecer da conselheira Edla de Araújo Lira Soares segue esta lógica e foi unanimemente aprovada pela Câmara de Educação Básica. como na desresponsabilização da rede federal em oferecer o ensino médio e das estaduais. provocou.

nos Estados e Municípios. Algumas destas atividades. organizaram-se cursos profissionais para os trabalhadores em educação. psicólogos. nas bibliotecas. nas atividades de alimentação escolar. por conseqüência. como a administração escolar e a orientação educacional. uma vez tratada a questão da formação do Magistério em Nível Médio dentro do parecer sobre a Modalidade Normal. dentro de “cursos de pedagogia”. odontólogos. técnicos em administração escolar. não docentes. dentro dos planos de carreira dos profissionais da educação: técnicos em alimentação escolar. Não só. a partir de discussões no Mato Grosso e especificamente em sua capital. Ora. dependendo da organização da escola ou da sensibilidade destes homens e mulheres. etc. e são objeto de habilitações de nível superior. foram reconhecidas como de “profissionais da educação”. sem a formação e a habilitação de professores.. com conteúdos de “fundamentos da educação” que lhes passava uma identidade de educadores. Uma das razões pelo caráter do currículo de sua formação. desde as escolas jesuíticas até hoje. embora não docentes. Acontece que a Área da Educação. e mesmo de magistério. ficava dispensada a inclusão entre as Áreas Profissionais da Área de Educação. é mais ampla que o conjunto de habilitações de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. técnicos em multi-meios 341 . A CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação) é um atestado vivo do desenvolvimento destes novos rostos de educadores que se uniram aos professores e pedagogos numa única entidade sindical na Federação Brasileira.Pareceu à Câmara de Educação Básica que. A escola sempre comportou. que lhes conferiram não somente novas habilitações como novas identidades dentro das propostas pedagógicas das escolas e. e em outras tarefas que o aproximam mais ou menos dos alunos. De 1995 para cá.um lugar para trabalhadores que desenvolvem tarefas diretamente ligadas ao processo de ensino dos professores ou de aprendizagem dos alunos. nos momentos de recreação. outros trabalhadores sem formação docente têm compartilhado com os professores o múnus de educar: nas secretarias. além do espaço para outros e diferentes profissionais que nela atuamcomo médicos. Cuiabá. mesmo quando considerada como Educação Escolar.

E muito estranho seria que. Isto se poderia tolerar numa perspectiva de educação elitista. Mais recentemente. de videotecas e de outros meios didáticos trazidos pela inforrmática para as escolas e que atualmente trabalham em escolas públicas federais. o segundo é a busca da identidade profissional. que capacite a todos para a superação dos desafios da escola que pretende educar para o terceiro milênio. advogou-se a transformação de agentes de desenvolvimento infantil também em técnicos em desenvolvimento infantil. trabalhadores que se identificam no cotidiano como educadores.didáticos. inspetores de alunos. assim como a evolução científica da própria administração escolar. se vejam tolhidos de se aperfeiçoar intelectualmente. sejam competentes e donos da melhor formação possível. estão a exigir que todos os profissionais que atuam na escola. como conselheiro indicado para a Câmara de Educação Básica pela CNTE. mais ou menos especializada. auxiliares de bibliotecas. Exatamente para induzir um foco de atenção para a profissionalização urgente. mas pelas Habilitações. que se incluísse entre as áreas de orientação curricular das habilitações profissionais a de Educação. de se profissionalizar no seu próprio campo de trabalho. e não somente seus professores. que se inaugura no contexto da universalização da informação e da socialização do conhecimento. técnicos em manutenção de infra-estruturas escolares. embora não docentes. estaduais e municipais na educação básica numa posição de subalternidade e numa condição de desprofissionalização. em vários fóruns de discussão sobre os educadores atuantes na Educação Infantil. numa sociedade não democrática. como a de denominar os cursos não pelas Áreas. É inconcebível que em escolas de ensino fundamental e médio trabalhem cidadãos e cidadãs aos quais se nega esta escolaridade. Daí ter eu advogado.pelo menos em nível médio. A democratização da sociedade e da escola. Na verdade. zeladores. Meus colegas aceitaram sugestões minhas que flexibilizaram o texto da Resolução. agentes administrativos. o que permite a criação dos cursos técnicos acima referidos em suas identidades já propostas pela CNTE e executadas ou em execução em alguns 342 .de mais de um milhão de merendeiras. trata-se de dois movimentos concomitantes: o primeiro é o de avanço da escolaridade de todos os trabalhadores brasileiros.

desde que autorizada pelo respectivo sistema. consignar a Área de Educação na lista com que o MEC vai brindar com sugestões preciosas de elementos constituintes de seus cursos. 343 . como seria bom acenar para novas oportunidades de formação séria e de emprego digno e com um potencial ainda desconhecido de efeitos para a qualidade e a diversidade da formação dos cidadãos e cidadãs deste país! Resta-me confiar em que os colegas conselheiros e conselheiras estaduais de educação e que os secretários e secretárias estaduais e municipais de educação se sensibilizem para esta questão: a da sólida formação e profissionalização dos atuais e futuros funcionários da educação básica.a criação de cursos em áreas experimentais. de minha felicidade. em especial. tanto como aos mestres. olho e me recordo de todos os funcionários e funcionárias de escola que ajudaram a tecer. A CNTE pode continuar a contar com meu empenho neste sentido no Conselho Nacional de Educação e nos outros campos em que me for dado lutar. quase sempre escondido e muitas vezes esquecido. minha existência e minha consciência: agradeço-lhes. para acelerar e facilitar o movimento de profissionalização dos funcionários de escolas! Mais ainda: neste momento em que o fantasma do desemprego ameaça o futuro de tantos adolescentes e jovens. ao concluir este voto. Brasília. desde o primário. Dia do Profissional da Educação. 15 de outubro de 1999. como teria sido melhor e politicamente mais eficaz. Mas. E. Chamaram-me também a atenção para dispositivo que permite. o seu trabalho. Na versão da CNTE. com aproveitamento inclusive de competências previstas em outras áreas. Estou certo de que ele está na base das alegrias de muitos e.Estados.

º do artigo 36 da Lei Federal n.º da Lei Federal n.º São princípios norteadores da educação profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3. Art. Parágrafo único . entende-se por diretriz o conjunto articulado de princípios. Art. Art. 1.208. que incluem as respectivas caracterizações.PROJETO DE RESOLUÇÃO CNE/CEB N. II conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino.º A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais. nos artigos 39 a 42 e no § 2.º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. autonomia da escola em seu projeto pedagógico. respeito aos valores estéticos. Art.º São critérios para a organização e o planejamento de cursos: I atendimento às demandas dos cidadãos.131.º da LDB.º 9.º 16/99 Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE). constantes dos quadros anexos. de 17 de abril de 1997 e com fundamento no Parecer CNE/CEB 16/99.º 2. ao trabalho. de 25 de novembro de 1995. no Decreto Federal n. mais os seguintes: I II III IV V VI VII independência e articulação com o ensino médio. desenvolvimento de competências para a laborabilidade.394. interdisciplinaridade e contextualização.º 9. à ciência e à tecnologia. definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedimentos a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento dos cursos de nível técnico. critérios. flexibilidade. 4. 344 .º Para os fins desta Resolução. identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso. A educação profissional. políticos e éticos. resolve: Art. atualização permanente dos cursos e currículos. 3. competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habilitação. integrada às diferentes formas de educação. objetiva garantir ao cidadão o direito ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social.º do artigo 9. 2. 5. do mercado e da sociedade. de 20 de dezembro de 1996 (LDB). de conformidade com o disposto na alínea "c" do § 1.

§ 3. Art. objetivando estudos subseqüentes. considerada a natureza do trabalho. § 2.º Poderão ser organizados cursos de especialização de nível técnico. 6. § 2. que. para o atendimento de demandas específicas. consubstanciada no plano de curso. Art. 345 .º A organização curricular.º Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar. Parágrafo único. Art. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola. As competências requeridas pela educação profissional. III competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação. nos termos dos artigos 12 e 13 da LDB. comuns aos técnicos de cada área. são as: I competências básicas. A organização referida neste artigo será atualizada pelo CNE. com a participação de educadores.º Para subsidiar as escolas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e na organização e planejamento dos cursos.º Os perfis profissionais de conclusão de qualificação. de habilitação e de especialização profissional de nível técnico serão estabelecidos pela escola. o MEC divulgará referenciais curriculares por área profissional. seus projetos pedagógicos e planos de curso. por proposta do Ministério da Educação (MEC). § 1. constituídas no ensino fundamental e médio.º As escolas formularão. de acordo com estas diretrizes. § 3. para tanto.º Demandas de atualização e de aperfeiçoamento de profissionais poderão ser atendidas por meio de cursos ou programas de livre oferta.Parágrafo único. § 1. 7. empregadores e trabalhadores. consideradas as competências indicadas no artigo anterior. articular e colocar em ação valores. II sem terminalidade.º O perfil profissional de conclusão define a identidade do curso. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. 8.º Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos: I com terminalidade correspondente a qualificações profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho. participativamente. vinculados a determinada qualificação ou habilitação profissional. estabelecerá processo permanente. II competências profissionais gerais.

A escola poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores.º A carga horária e o plano de realização do estágio supervisionado. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. § 2. IVno trabalho ou por outros meios informais.º A carga horária destinada ao estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o respectivo curso. Art. ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino. 9. certificados e diplomas.º A prática constitui e organiza a educação profissional e inclui.Art. § 3. necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profissional. 346 . 12. Art.º A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação. Art. Ve reconhecidos em processos formais de certificação profissional. 10. § 1. mediante avaliação do aluno.º desta Resolução. adquiridos: I no ensino médio. Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais em áreas profissionais não constantes dos quadros anexos referidos no artigo 5. deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso. O MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional. serão submetidos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino. 11. instalações e equipamentos. coerentes com os respectivos projetos pedagógicos. critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências critérios de avaliação. 13. III em cursos de educação profissional de nível básico. contendo: I II II IV V anteriores. VI VII VIII IX justificativa e objetivos. organização curricular. Os planos de curso. quando necessário. pessoal docente e técnico. requisitos de acesso. mediante avaliação do aluno. perfil profissional de conclusão. II em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos. desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional. Art.

sendo facultativa no período de transição. Art. As escolas expedirão e registrarão. § 2. § 3. sob sua responsabilidade. § 2. § 1. Art. 18. ouvido o CNE. as escolas poderão oferecer aos seus alunos. 347 . opção por cursos organizados nos termos desta Resolução.º No período de transição. O MEC. 14. dos empregadores e da comunidade educacional. promoverá processo nacional de avaliação da educação profissional de nível técnico. 16.º Os diplomas de técnico deverão explicitar o correspondente título de técnico na respectiva habilitação profissional. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000. para fins de validade nacional.º Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar o título da ocupação certificada. A preparação para o magistério na educação profissional de nível técnico se dará em serviço. conjuntamente com os demais órgãos federais das áreas pertinentes. os diplomas de técnico. por proposta do MEC. também. 15.º A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma. em cursos de licenciatura ou em programas especiais. em regime de colaboração com os sistemas de ensino. observado o requisito de conclusão do ensino médio. as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. O MEC. Art. A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001.º Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas deverão explicitar. 17.º O CNE. com as adaptações necessárias. § 4. Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos sistemas de ensino serão por estes inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. mencionando a área à qual a mesma se vincula. § 1. organizará um sistema nacional de certificação profissional baseado em competências. fixará normas para o credenciamento de instituições para o fim específico de certificação profissional. Art. Art.º Do sistema referido neste artigo participarão representantes dos trabalhadores. garantida a divulgação dos resultados.Parágrafo único. sempre que seus planos de curso estejam inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico referido no artigo anterior. § 1.

§ 2. em especial o Parecer CFE n. aos alunos matriculados no período de transição.000 1.200 800 800 800 1. Design 7. Saúde 18.200 1. Recursos pesqueiros 17. e regulamentações subseqüentes. Indústria 11. Imagem pessoal 10. Comércio 4.200 1. Mineração 15. Artes 3.º 04/99 QUADROS DAS ÁREAS PROFISSIONAIS E CARGAS HORÁRIAS MÍNIMAS ÁREA PROFISSIONAL CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE CADA HABILITAÇÃO 1. Art. Geomática 8. Agropecuária 2.200 800 1.º 45/72 e as regulamentações subseqüentes. Gestão 9.200 1. Telecomunicações 19. Informática 12. Construção civil 6. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Meio ambiente 14.º 45. Turismo e hospitalidade 1. Química 16. de 12 de janeiro de 1972. Transportes 20.200 800 800 348 .000 800 800 1. incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais pelos Conselhos de Educação. Brasília.º Fica ressalvado o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE n. revogadas as disposições em contrário. 19.000 800 800 1. Lazer e desenvolvimento social 13. 05 de outubro de 1999 Conselheiro Ulysses de Oliveira Panisset Presidente Câmara de Educação Básica QUADROS ANEXOS À RESOLUÇÃO CNE/CEB N.200 1. Comunicação 5.

Identificar famílias de organismos e microorganismos. . planejando ações referentes aos tratos das culturas.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . • a propagação em cultivos abertos ou protegidos.Implantar e gerenciar sistemas de controle de qualidade na produção agropecuária . . . o processo de aquisição. em viveiros e em casas de vegetação. 1. 1.Identificar os processos simbióticos. identificando as atividades peculiares da área a serem implementadas. elementos vegetais. modelos.Planejar.Elaborar relatórios e projetos topográficos e de impacto ambiental.Planejar e acompanhar a colheita e a pós-colheita. conservação e armazenamento da matéria prima e dos produtos agroindustriais. visando à qualidade e à sustentabilidade econômica. preparo.Aplicar métodos e programas de reprodução animal e de melhoramento genético. identificando estilos. • as alternativas de otimização dos fatores climáticos e seus efeitos no crescimento e desenvolvimento das plantas e dos animais. . • a obtenção e o preparo da produção animal. . organizar e monitorar: • a exploração e manejo do solo de acordo com suas características. relatórios e projetos. ambiental e social.1 1.Conceber e executar projetos paisagísticos.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Analisar as características econômicas. • os programas de nutrição e manejo alimentar em projetos zootécnicos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. estruturadas e aplicadas de forma sistemática para atender as necessidades de organização e produção dos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio.Selecionar e aplicar métodos de erradicação e controle de pragas.Elaborar. aplicar e monitorar programas profiláticos. materiais e acessórios a serem empregados. higiênicos e sanitários na produção animal e agroindustrial. . . paisagística e agroindustrial. de absorção. monitoramento e gestão de empreendimentos. inclusive de incorporação de novas tecnologias. sociais e ambientais. . em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. . vegetal. diferenciando os benéficos ou maléficos. • a produção de mudas (viveiros) e sementes.1 ÁREA PROFISSIONAL: AGROPECUÁRIA Caracterização da área Compreende atividades de produção animal. . . .Identificar e aplicar técnicas mercadológicas para distribuição e comercialização de produtos. de translocação e os efeitos alelopáticos entre solo e planta.Elaborar laudos. perícias.Projetar e aplicar inovações nos processos de montagem.200 horas 2 ÁREA PROFISSIONAL: ARTES 349 . pareceres. responsabilizando-se pela emissão de receitas de produtos agrotóxicos. doenças e plantas daninhas.

Reinventar processos. interpretação e utilização eficaz e estética. circo.Identificar e aplicar. recursos e equipamentos específicos à produção. conservação e difusão artística. Os processos de produção na área estão voltados para a geração de produtos visuais. cognitiva) presentes na obra de arte. A produção artística caracteriza-se pela organização. música. cênica.Utilizar criticamente novas tecnologias.Desenvolver formas de preservação e difusão das diversas manifestações artísticas. . bem como os diferentes resultados artísticos.Pesquisar e avaliar as características e tendências da oferta e do consumo dos diferentes produtos artísticos. . plástica). . .1 Caracterização da área Compreende atividades de criação. . a partir de visão crítica da realidade.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Conceber. patentes e saúde e segurança no trabalho. as possibilidades oferecidas por leis de incentivo fiscal à produção na área. . criação de linguagens (sonora. formas. interpretação. verbais e não verbais. arquitetura. . de idéias e de entretenimento. escultura. escolher e manipular os elementos materiais (sons. organizar e interpretar roteiros e instruções para a realização de projetos artísticos.Utilizar adequadamente métodos. técnicas. .2. dança. . Destinam-se a informar e a promover a cultura e o lazer pelo teatro. cênica e plástica. produção e interpretação artística. em suas múltiplas linguagens e contextualizações. a cultura. na concepção. 350 .Caracterizar. impressos. pintura.Analisar e aplicar práticas e teorias de produção das diversas culturas artísticas. gestos.Selecionar e manipular esteticamente diferentes fontes e materiais utilizados nas composições artísticas. cinema e outros. a partir da experiência sensível da vida cotidiana e do conhecimento sobre a natureza. a história e seus contextos.Aplicar normas e leis pertinentes ou que regulamentem atividades da área. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. . audiovisuais. . desenvolvimento. articuladamente. materiais e valores estéticos na concepção.Integrar estudos e pesquisas na elaboração e interpretação artística de idéias e emoções. . . suas interconexões e seus contextos socioculturais.Incorporar à prática profissional o conhecimento das transformações e rupturas conceituais que historicamente se processaram na área. bem como pela sua preservação. os componentes básicos das linguagens sonora. difusão e conservação de bens culturais.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Analisar e aplicar combinações e reelaborações imaginativas.Identificar as características dos diversos gêneros de produção artística. . . como as referentes a direitos autorais. . 2.Utilizar de forma ética e adequada. sonoros.Correlacionar linguagens artísticas a outros campos do conhecimento nos processos de criação e gestão de atividades artísticas. texturas) e os elementos ideais (base formal. técnicas. 2. formatação. produção e interpretação artística.

. Identificar e analisar.Identificar a organização e os processos próprios de uma empresa comercial ou dos setores responsáveis pela comercialização em organização não comercial. descontos.Desenhar modelos de banco de dados sobre clientes. operação e controle. volumes de venda por loja ou por vendedor e outros relacionados com o desempenho empresarial. armazenamento e distribuição física de mercadorias. .Identificar e formular estratégias de planejamento de marketing.1 Caracterização da área Compreende atividades de planejamento. na composição da estratégia comercial global. tais como as normas referentes aos direitos do consumidor.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . de armazenamento. faturamento. pós-venda em nível nacional e internacional. produto ou serviço e estratégias de venda. de pós-venda. projetos. tais como patrimônio.Aplicar conceitos de matemática financeira (juros. de compra e venda. A operação inclui: comunicação com o público. .Precificar bens e serviços utilizando técnicas e modelos próprios. O planejamento inclui: estudos.Identificar e interpretar a legislação que regula as atividades de comercialização. de atração de clientes e de atendimento pessoal ou por meios eletrônicos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 4 ÁREA PROFISSIONAL: COMUNICAÇÃO 4. de armazenamento e distribuição física de produtos.1 Caracterização da área 351 . . tais como concorrência. tais como preço. . fornecedores.• Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 3 ÁREA PROFISSIONAL: COMÉRCIO 3.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. ao comércio exterior. . de distribuição e de pósvenda. . margem de contribuição e outros relacionados com produtividade e lucratividade. O controle consiste no acompanhamento das operações de venda . intermediação e atração de clientes. venda. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. de operação e de controle da comercialização (compra e venda) de bens e serviços. aos contratos comerciais. os efeitos de diferentes fatores. 3.Utilizar técnicas de venda. entre outros. . . organizar e analisar dados relevantes para as atividade de comercialização. utilizando-se de calculadoras financeiras ou de planilhas de cálculo. aquisição de bens ou serviços. às questões tributária e fiscais.Controlar estoques utilizando técnicas e modelos adequados. lucro bruto e lucro líquido.Coletar. .Aplicar princípios e conceitos. custos e despesas. às normas de higiene e segurança. praça ou ponto. 3. demanda. produtos. prestações) e calcular valores.Realizar transações comerciais nacionais e internacionais.

rodovias. fatos e expectativas para a produção em diferentes mídias. como edifícios. . em diferentes propostas comunicativas.Criar e produzir em diferentes mídias.Utilizar.Aplicar normas e leis pertinentes ou que regulamentem atividades da área. . patentes e saúde e segurança no trabalho. acompanhamento e orientação técnica à execução e à manutenção de obras civis. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 5 ÁREA PROFISSIONAL: CONSTRUÇÃO CIVIL 5. sociais.Caracterizar as linguagens das diferentes mídias e suas inter-relações. televisão. . de informações. 4.Selecionar a mídia adequada correlacionando características e tendências do mercado com fatores políticos.Aplicar princípios. projeto. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. imagem e som.1 Caracterização da área Compreende atividades de planejamento. 5. .Produzir texto.Compreende atividades de produção. A produção define-se pela organização e formatação de mensagens a partir da análise de suas características frente às do público a ser atingido.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. as possibilidades oferecidas por leis de incentivo fiscal à produção na área . como as referentes a conduta ética e a direitos autorais. fotografia. editoração e publicidade. de forma ética e adequada. possibilidades e limites das tecnologias em uso. 352 . em multimeios ou multimídia. equipamentos e ferramentas eletrônicas atualizadas.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Pesquisar. . integrando-as de forma sistêmica. vídeo.Comunicar-se com os profissionais das equipes de produção. técnicas e procedimentos estabelecidos visando à qualidade e produtividade dos processos construtivos e de segurança dos trabalhadores. . culturais e tecnológicos. .Elaborar projetos de comunicação utilizando repertório ou acervo iconográfico da cultura contemporânea.Aplicar normas. utilizando recursos tecnológicos. cinema. contratos típicos da produção. estratégias e ferramentas de gerenciamento técnico e administrativo em empreendimentos de comunicação. ferrovias. métodos. detectando inconsistências. analisar e interpretar idéias. execução de obras e prestação de serviços. portos. imagética ou impressa. da distribuição e da comercialização de comunicação. . de forma isolada ou integrada. econômicos. de idéias e de entretenimento. em trabalhos realizados em rádio. barragens e vias navegáveis. armazenamento e distribuição ou difusão. . Abrange a utilização de técnicas e processos construtivos em escritórios.Analisar interfaces das plantas e especificações de um projeto. usinas. superposições e incompatibilidades de execução. utilizando vocabulário técnico específico.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Negociar e documentar. aeroportos. envolvendo a utilização eficaz e estética das linguagens sonora. considerando as características. nos formatos legais usuais. . 4. .

.. . . .Acompanhar a execução de sondagens e realizar suas medições.Situar o projeto no contexto histórico-cultural de evolução do design. nos termos e limites regulamentares.Elaborar representação gráfica de projetos.Interpretar e aplicar legislação. 6. estruturais e de instalações hidráulicas e elétricas. processos e meios de representação visual). materiais. de maneira criativa e inovadora. com definição de especificidades e características) e na execução (confecção de desenhos. no planejamento (identificação da viabilidade técnica. locações e demarcações de terrenos.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Controlar a qualidade dos materiais. maquetes e protótipos. .Propor alternativas de uso de materiais.Implementar técnicas e normas de produção e relacionamento no trabalho. . leiautes. . econômica e funcional. O desenvolvimento de projetos implica na criação (pesquisa de linguagem.Definir características estéticas. adequando-os aos conceitos de informação e comunicação vigentes. visando à melhoria contínua dos processos de construção. . orientações. . o preparo e o armazenamento dos materiais e equipamentos.Selecionar e sistematizar dados e elementos concernentes ao projeto de design. embalagens. de acordo com as normas técnicas. estilos.Preparar processos para aprovação de projetos de edificações em órgãos públicos. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.Executar e auxiliar trabalhos de levantamentos topográficos. tanto em escritórios quanto em canteiros de obras. cálculos e desenho para edificações. formal e funcional. de serviços.200 horas 6 ÁREA PROFISSIONAL: DESIGN 6.Identificar a viabilidade técnica e econômica do projeto.Elaborar projetos de design com ênfase na inovação e na criação de novos processos. .Supervisionar a execução de projetos. . de técnicas e de fluxos de circulação de materiais.Elaborar cronogramas e orçamentos. . pessoas e equipamentos. 5.Elaborar projetos arquitetônicos. otimizando os aspectos estético. acompanhando e controlando as etapas da construção. .Realizar ensaios tecnológicos de laboratório e de campo.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Adequar os projetos de design às necessidades do usuário e às demandas do mercado. coordenando equipes de trabalho. ergonomia. orientando. .Coordenar o manuseio. funcionais e estruturais do projeto de design. . e ajustandoos aos apelos mercadológicos e às necessidades do usuário. . com respectivos detalhamentos. 353 .1 Caracterização da área Compreende o desenvolvimento de projetos de produtos. . normas e referências específicas. de ambientes internos e externos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. gestão da produção e implantação do projeto).

propriedades e funções de mapas. cartografia. . 354 .Aplicar métodos e técnicas de preservação do meio ambiente no desenvolvimento de projetos .Planejar serviços de aquisição tratamento. por meio de equipamentos e métodos adequados. .Executar levantamentos utilizando sistemas de posicionamento por satélites. . aquisição. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 7 ÁREA PROFISSIONAL: GEOMÁTICA 7. geram-se produtos que podem constituir mapas dos mais diversos tipos ou bases de dados de cadastros multifinalitários.1 Caracterização da área Compreende atividades de produção. levantando dados de satisfação dos clientes. armazenagem. agrimensura com as novas tecnologias e os novos campos de aplicação. . . . análise e conversão de dados georreferenciados.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. seus produtos.Elaborar mapas a partir de dados georreferenciados. 6.Aplicar a legislação e as normas técnicas vigentes. . por instrumentos acoplados em embarcações ou instalados no solo. Inclui atividades de levantamento e mapeamento.Identificar tipos.Avaliar a qualidade dos produtos e serviços.. .Executar levantamentos topográficos utilizando métodos e equipamentos adequados.Identificar as tecnologias envolvidas no projeto. suas técnicas de tratamento e de análise de dados. geodésia. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. uma vez processados e manipulados com equipamentos e programas da tecnologia da informação. .Organizar e supervisionar equipes de trabalho para levantamento e mapeamento. 7.Identificar as superfícies e sistemas de referência. . utilizando métodos e equipamentos adequados. os sistemas de informações geográficas e os sistemas de posicionamento por satélite. as projeções cartográficas e os sistemas de coordenadas. de acordo com as especificações do projeto. . integrando elementos como topografia. . . fotogrametria. análise. disseminação e gerenciamento de informações espaciais relacionadas com o ambiente e com os recursos terrestres. o mapeamento digital.Executar cadastro técnico multifinalitário identificando métodos e equipamentos para a coleta de dados.Identificar os diferentes sistemas de sensores remotos. hidrografia.Selecionar materiais para execução e acabamento. tratamento e análise de dados georreferenciados. como o sensoriamento remoto.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . selecionando técnicas e ferramentas adequadas e utilizando softwares específicos.Utilizar softwares específicos para aquisição. Com dados coletados por sensores orbitais e aerotransportados.

em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. • de recursos materiais. • do patrimônio. à produção.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . • contábil.. • financeiro. aos tributos.Identificar as estruturas orçamentárias e societárias das organizações e relacioná-las com os processos de gestão específicos. controlar e avaliar os procedimentos dos ciclos: • de pessoal.Utilizar os instrumentos de planejamento.Identificar os tipos. operação. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.Interpretar resultados de estudos de mercado. econômicos ou tecnológicos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. bem como executar.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.1 Caracterização da área Compreende atividades de administração e de suporte logístico à produção e à prestação de serviços em qualquer setor econômico e em todas as organizações. • dos seguros. 8. 8. aos recursos materiais. 7. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 9 ÁREA PROFISSIONAL: IMAGEM PESSOAL 355 . As atividades de gestão caracterizam-se pelo planejamento. aos sistemas de informações.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.000 horas 8 ÁREA PROFISSIONAL: GESTÃO 8. controle e avaliação dos processos que se referem aos recursos humanos. do planejamento tático e do plano diretor aplicáveis à gestão organizacional. . • dos sistemas de informações. . a estrutura de dados e as aplicações de um sistema de informações geográficas. • da produção. • tributário. utilizando-os no processo de gestão. . de todos os portes e ramos de atuação. às finanças e à contabilidade. ao patrimônio.Identificar e interpretar as diretrizes do planejamento estratégico. públicas ou privadas.

o planejamento. Os processos contínuos são automatizados e transformam materiais. estratégias e ferramentas de gestão no trabalho autônomo ou nas organizações empresariais . No caso do embelezamento pessoal. instalação. técnicos. .Correlacionar forma e cor com os aspectos gerais da composição visual. .Identificar as características e necessidades do cliente. mercadológicos. 9. No caso da moda. 9. é indispensável para o controle. . . de instrumentos de trabalho.Coordenar o desenvolvimento de protótipos de coleções. psicológicos. possibilidades e limites na área de atuação profissional. . analisar e aplicar as tendências da moda. de materiais e suas possibilidades plásticas. econômicos.Aplicar princípios. . contudo. de modo que o profissional interfira de forma indireta por meio de sistemas microprocessados. contínuos ou discretos. Com a crescente automação. Os discretos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 10 ÁREA PROFISSIONAL: INDÚSTRIA 10. . As atividades industriais de maior destaque. em institutos ou em centros de beleza. operação.1 Caracterização da área Compreende a concepção. de transformação de matérias primas na fabricação de bens de consumo ou de produção.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. demandando um profissional apto para desenvolver atividades de planejamento. . históricos e sócio-culturais no desenvolvimento da atividade profissional. que geralmente requerem a intervenção direta do profissional caracterizam-se por operações físicas de controle das formas dos produtos. não contínuos. os processos discretos tendem a assemelhar-se aos processos contínuos.Empregar vocabulário técnico específico na comunicação com os diferentes profissionais da área e com os clientes.9. manicuros e pedicuros. a execução e a gestão de serviços de embelezamento pessoal e de moda. a gestão e a comercialização de moda. qualidade e produtividade.Aplicar técnicas de primeiros socorros e métodos de higiene e segurança no trabalho.Identificar. Esses processos pressupõem uma infraestrutura de energia e de redes de comunicação.Identificar e analisar aspectos estéticos. 356 . manutenção. A presença humana. em ambos os processos. inclui os serviços prestados por esteticistas. maquiadores. substâncias ou objetos ininterruptamente podendo conter operações biofisicoquímicas durante o processo.Identificar características. inclui a criação e execução de peças de vestuário e acessórios. . a organização dos eventos da moda.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Utilizar os diversos tipos de equipamentos. cabeleireiros. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.1 Caracterização da área Compreende processos.Utilizar a tecnologia disponível na pesquisa de produtos e no desenvolvimento das atividades da área.

avaliação. na instalação de máquinas e de equipamentos e na manutenção industrial. cerâmica e tecidos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. 357 . . na produção e na manutenção. borracha.Elaborar planilha de custos de fabricação e de manutenção de máquinas e equipamentos. automotiva. insumos e elementos de máquinas. 10.Avaliar as características e propriedades dos materiais. eletroeletrônica. correlacionando-as com seus fundamentos matemáticos.Identificar os elementos de conversão. . equipamentos e máquinas.1 Caracterização da área Compreende atividades de concepção. .Aplicar técnicas de medição e ensaios visando a melhoria da qualidade de produtos e serviços da planta industrial. manuais e tabelas em projetos.excluídas as da indústria química. metalurgia. físicos e químicos para a aplicação nos processos de controle de qualidade. . projeto. incluindo hardware. suporte e manutenção de sistemas e de tecnologias de processamento e transmissão de dados e informações. instrumentos. . aplicando métodos e técnicas de gestão administrativa e de pessoas.Elaborar projetos. correlacionando-os com as normas técnicas e com os princípios científicos e tecnológicos. .Aplicar normas técnicas e especificações de catálogos.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. instalação e manutenção. instalação e manutenção. serviços e conhecimentos. leiautes. considerando a relação custo e benefício.200 horas 11 ÁREA PROFISSIONAL: INFORMÁTICA 11.Aplicar métodos.Projetar produto. vestuário. . madeira e mobiliário e artefatos de plástico. aspectos organizacionais e humanos.Projetar melhorias nos sistemas convencionais de produção. software. . 10. calçados. diagramas e esquemas. são as de mecânica. ferramentas. visando a aplicações na produção de bens. caracterizando e determinando aplicações de materiais. . siderurgia. aplicando-os nos trabalhos de implantação e manutenção do processo produtivo.Aplicar normas técnicas de saúde e segurança no trabalho e de controle de qualidade no processo industrial. . refrigeração e ar condicionado.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . em processos de fabricação. gráfica.Coordenar atividades de utilização e conservação de energia. acessórios. utilizando técnicas de desenho e de representação gráfica com seus fundamentos matemáticos e geométricos. automação de sistemas. especificação. dispositivos. transporte e distribuição de energia. .Coordenar e desenvolver equipes de trabalho que atuam na instalação. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. implementação. . propondo incorporação de novas tecnologias. transformação. máquinas e equipamentos. processos e logística na produção.Desenvolver projetos de manutenção de instalações e de sistemas industriais. propondo a racionalização de uso e de fontes alternativas.

de trabalho e profissionalização. .11. arte e cultura.Instalar e configurar computadores. . . . . • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.Organizar a coleta e documentação de informações sobre o desenvolvimento de projetos . reconhecendo as implicações de sua aplicação no ambiente de rede. .Avaliar e especificar necessidades de treinamento e de suporte técnico aos usuários. de geração de emprego e renda. . de alimentação. . de habitação. . isolados ou em redes. promovida e executada de forma participativa e mobilizadora.Analisar e operar os serviços e funções de sistemas operacionais. de formação de associações e de cooperativas.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . Concretiza-se em torno de questões sociais estratégicas.Identificar a origem de falhas no funcionamento de computadores.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. serviços e funções de servidores. .Identificar meios físicos. de qualidade da vida urbana. 11. de educação ambiental. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. . folclore. para a participação em grupos e na comunidade.Identificar os serviços de administração de sistemas operacionais de rede. A gestão de programas desta área é planejada.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Selecionar e utilizar estruturas de dados na resolução de problemas computacionais.Selecionar programas de aplicação a partir da avaliação das necessidade do usuário. as de esportes. como as de prática físico-desportiva. .1 Caracterização da área Compreende atividades visando ao aproveitamento do tempo livre e ao desenvolvimento pessoal. entretenimento. de grupos de interesse. de educação. de consumo e consumidor. e de voluntariado. . de recreação e entretenimento. de saúde. 358 . periféricos e softwares avaliando seus efeitos.Identificar arquitetura de redes e tipos. de terceira idade.000 horas 12 ÁREA PROFISSIONAL: LAZER E DESENVOLVIMENTO SOCIAL 12. de oferta de serviços públicos.Identificar o funcionamento e relacionamento entre os componentes de computadores e seus periféricos. recreação. e para a melhoria da qualidade de vida nas coletividades. . As de desenvolvimento social incluem as atividades voltadas para a reintegração e inclusão social.Desenvolver algoritmos através de divisão modular e refinamentos sucessivos. entre outras. grupal e comunitário. As atividades de lazer incluem.Identificar arquiteturas de redes. 12. com enfoque educativo e solidário. dispositivos e padrões de comunicação. de infância e juventude.Aplicar linguagens e ambientes de programação no desenvolvimento de software. periféricos e softwares. de fruição artístico-cultural.Executar ações de treinamento e de suporte técnico.Identificar os indicadores sociais sobre as questões comunitárias que exigem atuação.

Compreende.Aplicar a legislação nacional.1 Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas ÁREA PROFISSIONAL: MEIO AMBIENTE Caracterização da área Compreende ações de preservação dos recursos naturais.. água e ar). em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. seja no trabalho e no lazer. . . articulando os setores internos e coordenando os recursos. bem como os princípios e normas internacionais pertinentes. 359 . de forma ética e adequada.Operar a comercialização de produtos e serviços com direcionamento de ações de divulgação e de venda. coletividades e grupos.Executar atividades de gerenciamento do pessoal envolvido nas atividades e serviços. atitudes e expectativas da população alvo.Organizar programas e projetos de lazer e de ação social adequados ao atendimento das necessidades identificadas. Identificar instituições. • 13 13. prevendo sua ambientação. atividades de prevenção da poluição por meio da educação ambiental não escolar. ao associativismo cooperativo. e fluxo de trabalho e de pessoas. os elementos que os compõem e suas respectivas funções.Identificar. programas de incentivos e outras possibilidades de captação de recursos e patrocínios para a viabilização das atividades.Articular meios para a realização das atividades com prestadores de serviços e provedores de apoio e de infraestrutura. e à inclusão social de indivíduos e de grupos. aos processos de formação de grupos de interesses coletivos.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . caracterizar e correlacionar os sistemas e ecossistemas. ao bem-estar social. . técnico e administrativo. inclusive voluntários. igualmente. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. de recursos financeiros e materiais e de colaboradores multiprofissionais. . e que visem ao lazer. . 12. uso e articulação funcional. e considerando os interesses. diminuindo os efeitos causados na natureza (solo. mediando interesses e práticas operacionais. visando à melhoria da qualidade de vida e do relacionamento social e pessoal.Executar atividades de gerenciamento econômico.Avaliar a qualidade das atividades e serviços realizados.Identificar e utilizar. . com controle e avaliação dos fatores que causam impacto nos ciclos de matéria e energia.Promover e difundir práticas e técnicas de desenvolvimento sustentável nas comunidades. projetos e ações. seja na vida familiar e na comunitária. estabelecendo parcerias institucionais.Organizar espaços físicos para as atividades. . pública. 13. da tecnologia ambiental e da gestão ambiental. privada ou do terceiro setor. . grupos e pessoas que poderão cooperar com programas.Organizar ações que atendam aos objetivos da instituição. . às práticas de desenvolvimento sustentável nos diferentes aspectos da vida coletiva.

em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. água e da poluição visual e sonora. 360 . utilizando métodos de medição e análise. utilizando os métodos e sistemas de unidades de medida e ordens de grandeza. econômicos. . efluentes líquidos e emissões atmosféricas.Identificar características básicas de atividades de exploração de recursos naturais renováveis e não-renováveis que intervêm no meio ambiente. culturais e éticos envolvidos nas questões ambientais.Avaliar as causas e efeitos dos impactos ambientais globais na saúde.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. . geológica e biológica e as grandezas envolvidas nesses processos. correlacionando as características físicas e químicas com sua produtividade.Identificar e correlacionar o conjunto dos aspectos sociais. água e ar). . ar. Identificar e caracterizar situações de risco e aplicar métodos de eliminação ou de redução de impactos ambientais. segundo as normas técnicas em vigor (NBR/ISO 14001).Utilizar sistemas informatizados de gestão ambiental. poluentes atmosféricos e efluentes líquidos. o tratamento de minério. identificando as conseqüências sobre a saúde humana e sobre a economia. . . 13. no ambiente e na economia.Aplicar a legislação ambiental local.Classificar os recursos naturais (água e solo) segundo seus usos. a extração. o planejamento das etapas de preparação de jazidas. .Identificar os procedimentos de avaliação.Interpretar resultados analíticos referentes aos padrões de qualidade do solo. . o controle e mitigação dos impactos ambientais e a recuperação de áreas lavradas e degradadas.Organizar e atuar em campanhas de mudanças. adaptações culturais e transformações de atitudes e condutas relativas ao meio ambiente.Identificar e caracterizar as grandezas envolvidas nos processos naturais de conservação. estudo e relatório de impacto ambiental (AIA/EIA/ RIMA). . propondo medidas mitigadoras.1 Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas ÁREA PROFISSIONAL: MINERAÇÃO Caracterização da área Compreende atividades de prospecção e avaliação técnica e econômica de depósitos minerais e minerais betuminosos. .Identificar os processos de intervenção antrópica sobre o meio ambiente e as características das atividades produtivas geradoras de resíduos sólidos.Identificar as fontes e o processo de degradação natural de origem química.Auxiliar na implementação de sistemas de gestão ambiental em organizações.Aplicar princípios e utilizar tecnologias de prevenção e correção da poluição. . . as operações auxiliares. • 14 14. nacional e internacional.Identificar os parâmetros de qualidade ambiental dos recursos naturais (solo. .. . . .Avaliar os efeitos ambientais causados por resíduos sólidos.

adsorção. papel e celulose.Supervisionar o carregamento e transporte de minérios. Uma característica relevante da área é o alto grau de periculosidade e insalubridade envolvidos nos processos. . . dos sistemas de utilidades industriais.Controlar a produção de aglutinados e de minério. . .Executar levantamentos geofísicos e topográficos. 14. As atividades de maior destaque são as de petroquímica. folhelho pirobetuminoso e arenitos betuminosos ( TAR SAND ). dos sistemas de transporte de fluidos. . fluidização etc. alimentos e bebidas.14. . . . extração. Inclui.Planejar. de acordo com a legislação específica. fármacos.Interpretar mapas geológicos. cosméticos. atividades ligadas à biotecnologia.Executar amostragens geológicas. a atuação na área requer conhecimento aprofundado do processo. . têxtil.Identificar e caracterizar minerais e rochas.Controlar a disposição de efluentes sólidos e líquidos. Engloba.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Monitorar e executar os serviços de drenagem de água.Aplicar medidas de controle e proteção ambiental para os impactos gerados pela atividade de mineração. cerâmica. dos sistemas de troca térmica e de controle de processos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. controlando as variáveis operacionais dos processos. também. .Controlar a execução de projetos de pesquisa mineral e de produtos aglutinados. .Calcular os balanços de massas e metalúrgicos da usina de tratamento de minérios. e a disposição de estéril. . absorção. a laboratórios independentes de análise química e a comercialização de produtos químicos.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. Como conseqüência. topográficos e produtos de sensores. calcular e executar planos de fogo. .Executar ensaios de laboratório de caracterização tecnológica de minérios e de aglutinados.200 horas 15 ÁREA PROFISSIONAL: QUÍMICA 15. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. . a laboratórios farmacêuticos. manutenção de equipamentos ou instrumentos e realização de análises químicas em analisadores de processos dispostos em linha ou em laboratórios de controle de qualidade do processo.Executar e supervisionar plano de lavra e operações unitárias de lavra. também.1 Caracterização da área Compreende processos fisico-químicos nos quais as substâncias puras e os compostos são transformados em produtos. a centros de pesquisa. cristalização. . pigmentos e tintas.Organizar e tabular dados geológicos. 361 .Operar os equipamentos de uma usina de tratamento de minérios. refino do petróleo. utilizando recursos de informática. incluindo operações de destilação. . .Controlar a produção da usina de tratamento de minérios. dos reatores químicos.Monitorar a estabilidade das escavações.

.Interpretar e executar análises instrumentais no processo. torre de resfriamento.Operar.Utilizar técnicas micro biológicas de cultivo de bactérias e leveduras.Planejar e executar a inspeção e a manutenção autônoma e preventiva rotineira em equipamentos.Aplicar normas do exercício profissional e princípios éticos que regem a conduta do profissional da área.Controlar a qualidade de matérias primas. . as de tratamento de efluentes.Coordenar e controlar a qualidade em laboratório e preparar análises. . para obtenção de matéria prima ou para obter produtos ambientalmente corretos. instrumentos e acessórios. absorção. reagentes. inclusive forenses.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . reagentes e produtos.Controlar sistemas reacionais e a operação de sistema sólido-fluido. .Realizar análises químicas em equipamentos de laboratório e em processos “on line”. 15. troca iônica e refrigeração industrial. .vernizes. utilizando as bases conceituais dos processos químicos. também.Manusear adequadamente matérias primas. .Aplicar princípios básicos de biotecnologia e de gestão de processos industriais e laboratoriais. extração e cristalização. . análises para investigação. controle ambiental e destinação final de produtos. . de acordo com os princípios de segurança. . operação de equipamentos com trocas térmicas.Utilizar ferramentas da análise de riscos de processo. 362 .Controlar a operação de processos químicos e equipamentos tais como caldeira industrial. . fibras. utilizando metodologias apropriadas. . aplicando princípios de higiene industrial. . processos eletroquímicos (galvanoplastia). produtos intermediários e finais e utilidades. cimento.Aplicar princípios de instrumentação e sistemas de controle e automação. . . .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. fertilizantes.Organizar e controlar a estocagem e a movimentação de matérias primas. reagentes e produtos. . destilação.Otimizar o processo produtivo. PVC e borrachas.Utilizar técnicas bioquímicas na purificação de substâncias em produção massiva. . plásticos. . monitorar e controlar processos industriais químicos e sistemas de utilidades. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. reagentes. polímeros e compósitos. matéria prima para a industria química de base. linhas. desenvolvimento de novos materiais para desenvolver novos produtos. . Destacam-se. .Coordenar programas e procedimentos de segurança e de análise de riscos de processos industriais e laboratoriais. preparo e manuseio de amostras. .Utilizar técnicas de manipulação asséptica de culturas de células animais e vegetais.Controlar mecanismos de transmissão de calor. 15.Aplicar técnicas de GMP (“Good Manufacturing Pratices” – Boas Práticas de Fabricação) no processos industriais e laboratoriais de controle de qualidade.Selecionar e utilizar técnicas de amostragem.

As ações integradas de saúde são realizadas em estabelecimentos específicos de assistência à saúde.Analisar e avaliar os aspectos técnicos. 16. para seu aproveitamento integral na cadeia produtiva. observando as normas de segurança. centros comunitários. de criação e de despesca.Elaborar. reabilitação.Realizar procedimentos laboratoriais e de campo. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.200 horas 16 ÁREA PROFISSIONAL: RECURSOS PESQUEIROS 16. empresas e demais locais de trabalho. econômicos e sociais da cadeia produtiva dos recursos pesqueiros. saúde. recuperação e reabilitação referentes às necessidades individuais e coletivas. inclusive sub-produtos.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . . visando a promoção da saúde. 17. saúde visual e vigilância sanitária. .Aplicar e desenvolver técnicas de beneficiamento de recursos pesqueiros. radiologia e diagnóstico por imagem. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. com segurança de qualidade e sustentabilidade econômica .• Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. além de outras inerentes à área. .000 horas 17 ÁREA PROFISSIONAL: SAÚDE 17. pesqueiras e sanitárias vigentes.1 Caracterização da área Compreende atividades de extração e de cultivo de organismos que tenham como principal “habitat” a água. ambiental e social. psicológica. creches. com base em modelo que ultrapasse a ênfase na assistência médico–hospitalar. enfermagem. hospitais.Operar embarcações pesqueiras.e são desenvolvidas por meio de atividades diversificadas. máquinas e equipamentos de captura e de aqüicultura. 16. tais como postos. saúde bucal. orientar e acompanhar as operações de captura. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. . laboratórios e consultórios profissionais. estética. nutrição. . operar e manter petrechos.Acompanhar obras de construções e instalações de aqüicultura. e em outros ambientes como domicílios.Planejar.Montar. desde minimamente processado até industrializado. saúde e segurança no trabalho. . . educação. social. . dentre as quais biodiagnóstico.Aplicar a legislação e as normas ambientais.Monitorar o uso da água com vistas à explotação dos recursos pesqueiros. espiritual.Executar atividades de extensão e gestão na cadeia produtiva. centros.2 Competências profissionais gerais do técnico da área 363 .1 Caracterização da área Compreende as ações integradas de proteção e prevenção. escolas. acompanhar e executar projetos. farmácia. ecológica . A atenção e a assistência à saúde abrangem todas as dimensões do ser humano – biológica. .

. instalações e equipamentos. . projetos de pesquisa e de aplicação em telecomunicações e em telemática. comutação. instalação e manutenção de equipamentos.Coletar e organizar dados relativos ao campo de atuação.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . tendo em vista o caráter interdisciplinar da área. correlacionando conhecimentos de várias disciplinas ou ciências.Identificar funções e responsabilidades dos membros da equipe de trabalho. sob supervisão. .Aplicar normas de biossegurança.Identificar os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença.Registrar ocorrências e serviços prestados de acordo com exigências do campo de atuação.Aplicar princípios ergonômicos narealização do trabalho.Utilizar recursos e ferramentas de informática específicos da área. . 364 . em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. implantação.Identificar e aplicar princípios e normas de conservação de recursos não renováveis e de preservação do meio ambiente.1 Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. .Elaborar e executar. ÁREA PROFISSIONAL: TELECOMUNICAÇÕES Caracterização da área Compreende atividades referentes a projetos. . . ao sistema de saúde e a outros profissionais sobre os serviços que tenham sido prestados. .Operar equipamentos próprios do campo de atuação.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Interpretar e aplicar normas do exercício profissional e princípios éticos que regem a conduta do profissional de saúde. operação e manutenção de sistemas de telecomunicações .Planejar e organizar o trabalho na perspectiva do atendimento integral e de qualidade.Realizar trabalho em equipe.Identificar a estrutura e organização do sistema de saúde vigente. . com autonomia. .Aplicar princípios e normas de higiene e saúde pessoal e ambiental. zelando pela sua manutenção. .200 horas. . . ao paciente. . .Realizar primeiros socorros em situações de emergência. .comunicação de dados digitais e analógicos.Interpretar e aplicar legislação referente aos direitos do usuário. . 18.Orientar clientes ou pacientes a assumirem.Prestar informações ao cliente.Controlar a qualidade na fabricação e na montagem de equipamentos. a própria saúde. . .. protocolos de trabalho.Avaliar riscos de iatrogenias. ao executar procedimentos técnicos.Identificar e avaliar rotinas. • 18 18. comercialização. redes e protocolos. produção. . transmissão. .Coordenar e assistir tecnicamente profissionais que atuam na fabricação. recepção. montagem. telefonia. 17.

e veículos. por terra. . utilizando técnicas e equipamentos apropriados. . o tempo e o ambiente urbano. ferroviário.Realizar testes. marítimo. fiscalização de veículos e educação não escolar para o trânsito. aplicando estratégias que compatibilizem recursos com demandas. .Especificar. . 19.Identificar a função do transporte e o papel da circulação de bens e pessoas.200 horas. . leiautes de circuitos e desenhos técnicos.Caracterizar as diversas modalidades de transportes: rodoviário.Elaborar relatórios técnicos referentes a testes. e por autônomos realizados por qualquer tipos de veículos e meios transportadores.Correlacionar o transporte.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Acessar sistemas informatizados. experiências. aéreo e dutoviário.Identificar as características da malha viária. componentes. nacionais e internacionais. 365 . eletrônicas e mecânicas dos equipamentos de energia e de telecomunicações.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Interpretar diagramas esquemáticos. em equipes multiprofissionais. . . seus usos e prescrições.1 • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. ÁREA PROFISSIONAL: TRANSPORTES Caracterização da área Compreende atividades nos serviços de transporte de pessoas e bens e nos serviços relacionados com o trânsito. água. . para os setores de compra e de venda. . tanto para cargas quanto para passageiros. 19 19.Detectar defeitos e reparar unidades elétricas. .Operar e monitorar equipamentos e sistemas de telecomunicações. medições e ensaios em sistemas e subsistemas de telecomunicações.Avaliar. sistemas e serviços de telecomunicações.Identificar os diversos tipos de veículos transportadores e relacioná-los com as diversas modalidades de transporte..Planejar. sistemas e serviços adequados às suas necessidades.Orientar o cliente na identificação das características e na escolha de equipamentos. especificar e suprir necessidades de treinamento e de suporte técnico. inspeções e programações. o trânsito. ar e dutos. portuário. diretamente ou por concessão. no âmbito internacional. . Os serviços relacionados com o trânsito referem-se a movimentação de pessoas. nacional. visando a sua adequação e integração. estacionamento nas vias públicas. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. os materiais. equipamentos e sistemas de telecomunicações adequados. 18. ensaios. regional e municipal. como integrantes de um mesmo sistema. . a ocupação do solo urbano. hidroviário.Executar a logística do transporte e do tráfego. monitoramento e intervenções no tráfego. Os serviços de transporte de pessoas e bens são prestados por empresas públicas ou particulares. . . a implantação de equipamentos.

atendimento a clientes e parceiros.demanda.Organizar e controlar a operação de transportes . 366 . Os serviços turísticos incluem o agenciamento e operação. ou ainda em serviços de bufês. equipamentos e centros de controle. atividades de lazer. o guiamento. velocidade e outros .. . ao transporte de passageiros e à manipulação.Organizar e controlar a manutenção de equipamentos e de sistemas de transporte e de tráfego. organizar e analisar dados.Organizar e controlar a comercialização de transportes . custos de manutenção. no Brasil e no exterior. programas. Estas atividades são desenvolvidas num processo que inclui o planejamento. organizar e viabilizar produtos e serviços turísticos e de hospitalidade adequados aos interesses.Aplicar a legislação referente ao trânsito de veículos.Organizar e controlar as operações de tráfego .estações e terminais de cargas e de passageiros.Conceber. bilheterias.Coletar. interrelacionadas ou não. . fiscalização de veículos e do trânsito. roteiros.marketing. 20. roteirização e monitoração de traslados. de saúde. articulando os meios para sua realização com prestadores de serviços e provedores de infraestrutura e apoio. . a promoção e venda e o gerenciamento da execução.Elaborar a documentação necessária para operações de transportes segundo modalidade e tipo de veículo. hábitos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 20 ÁREA PROFISSIONAL: TURISMO E HOSPITALIDADE 20. . parques. armazenamento e transporte de cargas. a promoção do turismo.para a elaboração de estudos e projetos de transportes. clubes. acampamentos. albergues. intervenções no trânsito e nas vias públicas. . em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. aplicando modelos estatísticos e matemáticos. instalações de sistemas. abrigos para grupos especiais. como empresas. . bares e outros meios. 19. itinerários turísticos. coletividades. atitudes e expectativas da clientela. militares. escolas.Organizar eventos. aviões. selecionando as variáveis e os indicadores relevantes . navios. Os de hospedagem são prestados em hotéis e outros meios. trens. e a organização e realização de eventos de diferentes tipos e portes. escolares.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . referentes à oferta de produtos e à prestação de serviços turísticos e de hospitalidade. negociação de fretes e orientação de usuários. Os serviços de hospitalidade incluem os de hospedagem e os de alimentação. entregas diretas. “caterings”. distribuição em pontos de venda. instituições esportivas. . identificando os organismos que as normatizam. Os serviços de alimentação são prestados em restaurantes. tarifas e fretes.monitoração de tráfego. condomínios residenciais e de lazer. como colônias de férias. educação para o trânsito. tempo. navios.1 Caracterização da área Compreende atividades.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.

uso e articulação funcional e fluxos de trabalho e de pessoas. articulando os setores internos e coordenando os recursos. 20.Comunicar-se efetivamente com o cliente..Avaliar a qualidade dos produtos.Organizar espaços físicos de hospedagem e de alimentação.Executar atividades de gerenciamento econômico. serviços e atendimentos realizados. . expressando-se em idioma de comum entendimento. . técnico e administrativo dos núcleos de trabalho. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Executar atividades de gerenciamento dos recursos tecnológicos. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 367 . equipamentos e meios informatizados. prevendo seus ambientes. identificação e captação de clientes e adequação dos produtos e serviços. realizando prospecção mercadológica. com direcionamento de ações de venda para suas clientelas.Operacionalizar política comercial. . supervisionando a utilização de máquinas. .Operar a comercialização de produtos e serviços turísticos e de hospitalidade. . . . em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.Realizar a manutenção do empreendimento.Executar atividades de gerenciamento do pessoal envolvido na oferta dos produtos e na prestação dos serviços. dos produtos e dos serviços adequando-os às variações da demanda.

04. particularmente. encaminhado pelo Senhor Ministro de Estado da Saúde para o Senhor Ministro de Estado da Educação.O aviso ministerial nº 723/GM. o desenho curricular do curso de Auxiliar de Enfermagem proposto para o PROFAE segue as orientações da nova LDB e. na falta das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico à época da elaboração do projeto. da necessidade de “ajustar-se às demandas do mercado de trabalho em saúde”. nos anos de 1998 e 1999. na modalidade de “Educação de Jovens e Adultos” (EJA).693/99-84). o Prof.Esta solicitação faz sentido em razão das preocupações manifestadas pelo Ministério da Saúde sobre a implantação do PROFAE – Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da área de Enfermagem. inclusive. isto é. do antigo Conselho Federal da Educação. do curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. 2. além do mais. solicitou providências deste colegiado no sentido de orientar os órgãos normativos estaduais quanto aos procedimentos para análise e aprovação de cursos de qualificação profissional de nível técnico. O aviso ministerial nº 723/99 explica ainda que boa parte desses trabalhadores sequer possuem o ensino fundamental completo.000059/2000-00 PARECER CEB: 10/2000 CÂMARA OU COMISSÂO: CEB APROVADO EM: 05.De acordo com o aviso ministerial nº 723/99.UF: DF ASSUNTO: PROVIDÊNCIAS DO CNE/CEB PARA ORIENTAR OS CONSELHOS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO SOBRE PROCEDIMENTOS PARA IMPLANTAR A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO RELATOR(A) CONSELHEIRO(A): CONSELHEIRO FRANCISCO APARECIDO CORDÃO PROCESSO Nº: 23001.PARECER CEB: 10/2000 CEB MANTENEDORA/INTERESSADO: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA – MEC . através do ofício CGEP/SEMTEC/MEC nº 123.000 (duzentos e cincoenta mil) trabalhadores da área da Saúde Hospitalar que ainda não possuem a devida formação profissional. os coloca na "posição de agente de risco para o atendimento à saúde da população”. por conta. pela via do “Ensino Supletivo”. empregados todos em serviços públicos. Ruy Leite Berger Filho. Este fato orientou o PROFAE a escolher dois eixos centrais de atuação: oferta de cursos de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem e oferta de cursos de Complementação do Ensino Fundamental.2000 I – RELATÓRIO: 1. que objetiva qualificar cerca de 250. 026. de 19/11/99 ( DOC. seguem as Resoluções de nº 07/77 e 08/77.Em 31 de janeiro do corrente. informa que esse volume de trabalhadores sem a devida formação profissional. 5. 3.O Senhor Ministro da Saúde informa que esses trabalhadores correm o “risco iminente de perda de emprego pelo exercício ilegal da profissão”. Em termos de escolaridade mínima para a matrícula no 368 . 4. Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC. privados e filantrópicos de saúde encontra-se em situação de exercício ilegal da profissão.

4-“Estão sendo tomadas providências para que o Egrégio Conselho Nacional de Educação oriente os Órgãos Normativos dos Sistemas Estaduais de Ensino. fundamentado no bem lançado parecer técnico CGEP/SEMTEC/MEC nº 01/2000. O Ministério da Saúde entende que “o PROFAE está completamente respaldado pela nova legislação educacional. Essas pressões corporativas partem “de uma visão idealizada de que seria possível transformar o mundo real do trabalhador por meio de legislação. no entendimento de que esses cursos são de “Qualificação Profissional de Nível Básico”.2.“O curso de Auxiliar de Enfermagem confere Certificação de Qualificação Técnica. através do aviso ministerial nº 051/2000. de 15/02/2000. qual seja a do Auxiliar de Enfermagem”. cuja validade nacional está condicionada ao cadastramento do curso e respectivo plano no Sistema Nacional de Cursos de Educação Profissional. para devida validação. como curso de Qualificação Profissional. deverão ser autorizados pelo Órgão Normativo do Sistema no qual se insere a Instituição formadora”. 9.1-Os cursos de Auxiliar de Enfermagem. é a existência de condições para a matrícula no ensino médio”.2-Os Conselhos Profissionais. “vêm insistindo para que os órgãos educacionais exijam o Ensino Médio (antigo 2º Grau) como pré-requisito para a entrada do educando no curso de Auxiliar de Enfermagem”. parte do itinerário de formação do Técnico de Enfermagem”. O Senhor Ministro do Estado da Educação. 9. 10-Em 15 de março do corrente. 8. o protocolado foi encaminhado a esse Conselheiro para análise e parecer orientador dos Conselhos Estaduais de Educação sobre o assunto. 9. em resposta ao Senhor Ministro do Estado da Saúde. que podem “conduzir à extinção de uma ocupação tradicionalmente reconhecida como útil e necessária na área da Saúde. O Senhor Ministro da Saúde informa. ainda. que tem recebido naquele ministério insistentes relatos no sentido de que: 8. não estão sendo autorizados pelos Conselhos Estaduais de Educação. O Ministério da Saúde teme que o PROFAE possa “vir a ser inviabilizado por pressões corporativas”. para os efeitos do PROFAE ou seja. a conclusão do ensino fundamental. conforme estabelecido na Resolução CNE/CEB nº 04/99”. o que inviabiliza a formação profissional do Auxiliar de Enfermagem”.3-“Os cursos de qualificação profissional de nível técnico de Auxiliar de Enfermagem. mantido por este Ministério. financiados pelo PROFAE.“ O curso de Auxiliar de Enfermagem se enquadra na categoria de qualificação profissional de nível técnico. quanto à matéria em pauta”.1. II APRECIAÇÃO 369 . conforme Parecer nº 016/99 do CNE-CEB. cujo requisito de entrada. esclarece que: 9. em especial os Conselhos Regionais de Enfermagem.67- 8- 9- curso de Auxiliar de Enfermagem é exigida a conclusão do Ensino Fundamental (antigo Ensino de 1º Grau).

e pela Resolução CNE/CEB nº 04/99.O PROFAE – Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem é uma iniciativa do Ministério da Saúde. já empregados mas ainda não devidamente qualificados. em estabelecimentos de saúde públicos. o qual esclarece. para depois regularizarem sua qualificação e conseqüente situação profissional. privados e filantrópicos. 18 meses consecutivos entre 01/01/96 e 31/12/98”. tanto pela oferta de cursos de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem para esses profissionais. O PROFAE apoiará a formação de turmas em cursos na modalidade Educação de Jovens e Adultos. de 22/12/99. para que os profissionais que não possuam essa escolaridade mínima exigida para freqüentar cursos de qualificação profissional de nível Técnico possam completar seus estudos de ensino fundamental. de um lado pelas pressões corporativistas e de outro pelos eventuais desencontros de informações dos órgãos normativos dos sistemas estaduais de ensino. bem como pelo que dispõe sobre a matéria a legislação específica do exercício profissional.U. buscando garantir a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação”. na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). No que se refere à qualificação profissional dos trabalhadores de Enfermagem.Mesmo após a publicação do Parecer CNE/CEB nº 16/99 e da Resolução CNE/CEB nº 04/99. 4. através do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. no período de 2000 a 2003. é conveniente relembrar o que reza sobre o assunto o Parecer CNE/CEB nº 370 . concluir o exigido ensino fundamental. homologado pelo Senhor Ministro do Estado da Educação em 26/11/99.Tem razão o Ministério da Saúde em seus receios de inviabilização de tão importante iniciativa daquele Ministério. através do Parecer CNE/CEB nº 01/2000. O assunto é bastante polêmico e foi objeto de acalorados debates nas várias audiências públicas que antecederam a definição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico pelo Parecer CNE/CEB nº 16/99. que mereceu clara e lúcida resposta do Conselheiro Fábio Luiz Marinho Aidar. O PROFAE objetiva “melhorar a qualidade da atenção ambulatorial e hospitalar”. Aqueles “trabalhadores de enfermagem que ainda não concluíram o ensino fundamental exigido para a qualificação profissional” de Auxiliar de Enfermagem deverão.No processo de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem o PROFAE matriculará apenas trabalhadores que já possuam certificado de conclusão do ensino fundamental (antigo ensino de 1º Grau) e “sejam empregados e exercendo ações de enfermagem”. 2.1. “o plano de curso de Auxiliar de Enfermagem deve pautar-se pelo Parecer CNE/CEB nº 16/99 e Resolução CNE/CEB nº 04/99.O. ou que “ estejam desempregados no momento. hoje empregados sem a exigida qualificação profissional. com o apoio financeiro do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Ministério do Trabalho e Emprego. de 05/10/99. para ser desenvolvido em todo o território nacional. quanto pela oferta de escolarização em nível de conclusão do Ensino Fundamental. o assunto ainda voltou ao debate nesta câmara. mas tenham trabalhado. “in fine” que.000 (duzentos e cincoenta mil) Auxiliares de Enfermagem.Para melhor orientar os sistemas estaduais de ensino sobre a matéria. no mínimo. o PROFAE pretende qualificar cerca de 250. publicada no D. trazido por uma escola do Espírito Santo. 3. de 08/12/99. antes. 5.

O diploma de uma habilitação profissional de técnico de nível médio. deverão ter seus conhecimentos avaliados. pode ser obtido por um aluno que conclua o ensino médio e. com a correspondente carga horária mínima por área profissional. desde que dentro do prazo limite de cinco anos. reconhece e certifica o conhecimento adquirido alhures. De acordo com esses dispositivos. de especialização. de escolas devidamente autorizadas independem de exames de avaliação obrigatória para que seus conhecimentos sejam aproveitados. complementarmente. concomitante ou posteriormente. tenha concluído um curso técnico.º) e. instituições especializadas em educação profissional. A aquisição das competências profissionais exigidas pela habilitação profissional definida pela escola e autorizada pelo respectivo sistema de ensino. por inteiro. Os cursos. reconhecimento e certificação. com ou sem aproveitamento de estudos. a educação profissional de nível técnico contempla a habilitação profissional propriamente dita de técnico de nível médio.º e seus parágrafos). especialmente em seu item 07 – “Organização da Educação Profissional de Nível Técnico”: cursos técnicos poderão ser organizados em módulos (artigo 8. respeitadas as diretrizes e normas dos respectivos sistemas de ensino. considerandoo equivalente a componentes do curso por ela oferecido. entidades sindicais e empresas. à qual compete a “avaliação. a certificado de qualificação profissional” (§ 1.º do artigo 8. poderá ocorrer pela somatória de etapas ou módulos cursados na mesma escola ou em cursos de qualificação profissional ou etapas ou módulos oferecidos por outros estabelecimentos de ensino.º). acrescida da comprovação de conclusão do ensino médio. etapas ou módulos de nível técnico. de nível básico ou de nível técnico.a) b) c) d) e) f) 16/99. Os cursos de nível básico. (artigo 3º.º). ONGs. Os cursos feitos há mais de cinco anos. é da escola que avalia. e os módulos ou cursos posteriormente desenvolvidos. cursados em escolas técnicas. A responsabilidade. neste caso. Esse curso pode ter sido feito de uma vez. portanto. as qualificações iniciais e intermediárias (artigo 8. mediante avaliação da escola que oferece a referida habilitação profissional.º do artigo 8. E mais: “os módulos poderão ser cursados em diferentes instituições credenciadas” (§ 3. ou a integralização da carga horária mínima. devidamente orientados pelas escolas e pelas entidades especializadas em educação profissional. com as competências mínimas exigidas para a área profissional objeto de habilitação. Isto significa que os alunos. aperfeiçoamento e atualização (inciso III do artigo 1. reconhecidos e certificados pela escola recipiendária. Inciso II e 5º). estes poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional. dando direito. para prosseguimento ou conclusão de estudos” (artigo 41). que oferecem ensino técnico de nível médio. neste caso. cabendo à escola decidir sobre a necessidade de avaliação em função do currículo adotado.º) com uma única exigência: que “o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos” (§3º do artigo 8º). e os conhecimentos adquiridos no trabalho também poderão ser aproveitados. poderão organizar seus próprios itinerários de educação profissional. ou cursos livres de educação profissional de nível básico. Podem fazer vários cursos de educação profissional. para terem aproveitamento de estudos no nível técnico. possibilita a obtenção do diploma de técnico de nível médio 371 . “no caso de o currículo estar organizado em módulos.

º 5. Certificado de Especialização Profissional em Enfermagem do Trabalho . a observância das Diretrizes Curriculares Nacionais e os referenciais curriculares por área profissional. “ocupação tradicionalmente reconhecida como útil e necessária na área da saúde”. considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área ou áreas profissionais. para fins de exercício profissional e de continuidade de estudos. quanto para a 372 . Esses alunos receberão o respectivo certificado de conclusão da qualificação profissional de nível técnico. no entanto. o perfil do profissional que se deseja formar. deverão explicitar títulos ocupacionais identificáveis pelo mercado de trabalho. desde que essa ocupação efetivamente exista no mercado de trabalho. i) Os cursos referentes a ocupações que integrem itinerários profissionais de nível técnico poderão ser oferecidos a candidatos que tenham condições de matrícula no ensino médio.Área de Saúde. tanto na qualificação e na habilitação profissional. frente à legislação educacional atual. j) A não existência daquela “habilitação parcial” prevista pelo Parecer CFE n. Por exemplo: Diploma de Técnico de Enfermagem – Área de Saúde. no âmbito da Lei Federal n. efetivamente. O que não subsiste mais. h) A área é a referência curricular básica para se organizar e se orientar a oferta de cursos de educação profissional de nível técnico.692/71. definidos e difundidos pelo Ministério da Educação. bem como garantir a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação. de forma independente ou como módulo de curso técnico. de que uma escola possa oferecer. No caso das profissões legalmente regulamentadas será necessário explicitar o título da ocupação prevista em lei. Os certificados desses cursos deverão explicitar. como módulo ou etapa de um curso técnico de nível médio ou como curso de qualificação profissional nesse nível. fará jus apenas aos respectivos certificados de qualificação profissional. A legislação atual não desconsiderou a figura do auxiliar técnico que existe no mercado de trabalho. quais são as competências profissionais objeto de qualificação que estão sendo certificadas. no planejamento curricular. Diploma de Técnico em Informática – Área de Informática. Os certificados e diplomas. em histórico escolar. em sua organização. um curso ou módulo de auxiliar técnico.g) Aquele que concluir um ou mais cursos de qualificação profissional. quanto na especialização. deverão ter como referência básica. Os alunos deverão ser devidamente orientados quanto a essa exigência e estimulados à continuidade de estudos. entretanto.º 45/72 como “habilitação diferente da do técnico”. o título da ocupação. Para a obtenção de diploma de técnico. quaisquer que sejam.Área de Saúde. habilitação ou especialização profissional. Essa referência básica deverá ser considerada tanto para o planejamento curricular dos cursos. não é impeditiva. como ocupação reconhecida e necessária. explicitando também. na continuidade de estudos. não é o caso do Auxiliar de Enfermagem. de qualificação. será necessário concluir o ensino médio. Certificado de Qualificação Profissional de Programador de Microcomputador – Área de Informática. associada à figura do auxiliar técnico. Certificado de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem . Diploma de Técnico em Gestão Hoteleira – Áreas de Gestão e de Turismo e Hospitalidade. Certificado de Especialização em Organização de Sistemas – Áreas de Informática e de Gestão. Diploma de Técnico em Agroindústria – Áreas de Agropecuária e de Indústria. o que. é a habilitação profissional parcial de auxiliar técnico sem correspondência no mercado de trabalho. k) Os cursos de educação profissional de nível técnico.

O ensino deve contextualizar competências. 373 atendimento às demandas dos cidadãos. realizado em empresas e instituições profissionais. competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habilitação. Na área de Saúde. o estágio supervisionado se torna imprescindível. b) São critérios para a organização e o planejamento de cursos: I sociedade. clínica. centro de saúde ou similares. que a “prática” se configura não como situação ou momento distinto do curso. 6. Daí. apresentamos a seguir alguns destaques da Resolução CNE/CEB nº 04/99: a) São princípios norteadores da educação profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3. V identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. exceto no caso do estágio supervisionado. l) Um outro importante aspecto que deve ser destacado para o planejamento curricular é o da prática profissional. II . Inclui. embora óbvio. devendo ser a ele incorporada no plano de curso. o estágio profissional supervisionado. VI atualização permanente dos cursos e currículos. as situações e o tempo de prática profissional deverão ser previstos e incluídos pela escola na organização curricular e. IV flexibilidade. quando necessário. II respeito aos valores estéticos. c) A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais. Mesmo correndo o risco de ser demasiadamente acaciano. Assim. VII autonomia da escola em seu projeto pedagógico. articular e colocar em ação valores. A duração do estágio profissional supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o curso. m) A prática profissional constitui e organiza o currículo. visando significativamente a ação profissional. especialmente quando o curso não é desenvolvido já em estabelecimento próprio. III desenvolvimento de competências para a laborabilidade.emissão dos certificados e diplomas. constantes dos quadros anexos. d) Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar. seja hospital. que incluem as respectivas caracterizações.º da LDB. mais os seguintes: I independência e articulação com o ensino médio. em função da natureza da habilitação ou qualificação profissional. os quais deverão explicitar as competências profissionais obtidas. interdisciplinaridade e contextualização. Na educação profissional. deve ser repetido que não há dissociação entre “teoria” e “prática”.conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino. do mercado e da . políticos e éticos. na carga horária mínima do curso. mas como uma metodologia de ensino que contextualiza e põe em ação o aprendizado dos alunos. bem como dos correspondentes históricos escolares.

quando necessário. constituídas no ensino fundamental e . h) A organização curricular. l) A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação. necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profissional. II . consubstanciada no plano de curso.sem terminalidade. vinculados a determinada qualificação ou habilitação profissional. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola. comuns aos técnicos de competências básicas. i) O perfil profissional de conclusão define a identidade do curso. g) Poderão ser organizados cursos de especialização de nível técnico. III . o MEC divulgará referenciais curriculares por área profissional. deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso. n) A carga horária e o plano de realização do estágio supervisionado. f) Para subsidiar as escolas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e na organização e planejamento dos cursos.e) As competências requeridas pela educação profissional. j) Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos: I . requisitos de acesso. serão submetidos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino. m) A carga horária destinada ao estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o respectivo curso. para o atendimento de demandas específicas.competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação. coerentes com os respectivos projetos pedagógicos. são as: I médio. contendo: I II justificativa e objetivos. II cada área. o) Os planos de curso. k) A prática constitui e organiza a educação profissional e inclui. 374 competências profissionais gerais. objetivando estudos subseqüentes. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. considerada a natureza do trabalho.com terminalidade correspondente a qualificações profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho.

de conhecimentos e p) A escola poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores.III perfil profissional de conclusão. também. IV organização curricular. IV no trabalho ou por outros meios informais. VIII pessoal docente e técnico. 375 . u) Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar o título da ocupação certificada. garantida a divulgação dos resultados. adquiridos: I no ensino médio. s) A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma. promoverá processo nacional de avaliação da educação profissional de nível técnico. mencionando a área à qual a mesma se vincula. em regime de colaboração com os sistemas de ensino. VI critérios de avaliação. mediante avaliação do aluno. t) Os diplomas de técnico deverão explicitar o correspondente título de técnico na respectiva habilitação profissional. as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. observado o requisito de conclusão do ensino médio. r) Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos sistemas de ensino serão por estes inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. v) Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas deverão explicitar. III em cursos de educação profissional de nível básico. q) O MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional. V e reconhecidos em processos formais de certificação profissional. mediante avaliação do aluno. IX certificados e diplomas. V critérios de aproveitamento experiências anteriores. x) O MEC. VII instalações e equipamentos. desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional. II em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos.

498/86. para os efeitos deste parecer de conclusão do Ensino Fundamental. e regulamentações subseqüentes. com validade nacional. de 25/06/86 e Decreto Federal nº 94. o ensino médio. 6. do Ministério da Saúde. isto é. de 17/04/97. no caso de continuidade dos estudos até a conclusão do curso de Técnico de Enfermagem. O curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem integra itinerário de profissionalização do Técnico de Enfermagem. Como tal. A conclusão do Ensino Fundamental é “conditio sine qua non” para a matrícula no curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. sendo facultativa no período de transição. pois trata-se de curso de nível técnico. de acordo com o Decreto Federal nº 2. III – VOTO DO RELATOR Em atenção ao solicitado pelo senhor Ministro de Estado da Educação quanto a orientações da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aos Conselhos Estaduais de Educação em relação aos cursos de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. concomitante ou posteriormente. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000. e devidamente orientados no sentido de que.y) A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001. O curso de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem confere certificado de qualificação profissional de nível técnico.406/87. objeto do PROFAE – Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem. como proposto pelo PROFAE. z) Fica ressalvado o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE n.º 45. O curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. 5. 2. O requisito mínimo para matricular-se no curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem é o da existência de “condições de matrícula. que qualifica profissionais para o exercício legal de profissão regulamentada pela Lei Federal nº 7. que integra itinerário de profissionalização do Técnico de Enfermagem. o qual. de 12 de janeiro de 1972. 4. “é modalidade de educação não formal” e não está sujeito “à regulamentação curricular”. no ensino médio”. pode ser oferecido tanto como módulo do curso de Técnico de Enfermagem. ser-lhes-á exigida a comprovação da conclusão do ensino médio como condição necessária para a obtenção do diploma de Técnico. não é curso de qualificação profissional de nível básico. desde que seu plano de curso seja devidamente aprovado pelo órgão próprio do respectivo sistema de ensino e por este devidamente inserido no Cadastro Nacional de 376 . quanto como curso específico de nível técnico para Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. sou de parecer que: 1.208/97. Os candidatos aos programas do PROFAE que não comprovarem a conclusão do Ensino Fundamental deverão previamente concluir seus estudos do Ensino Fundamental. de 08/06/87. Os alunos matriculados em cursos de Auxiliar de Enfermagem e que apresentem como escolaridade apenas a conclusão do ensino fundamental deverão ser estimulados a cursar. aos alunos matriculados no período de transição. 3.

para todos os fins e direito. planejado em 1998/1999 e iniciado no corrente ano. 377 . quanto o estágio profissional supervisionado. deverão ser explícitos quanto à carga horária e ao plano de realização do exigido estágio profissional. Esta providência objetiva garantir o registro profissional no órgão próprio de fiscalização do exercício profissional. coordenado pelo Ministério da Saúde. 8.000 (duzentos e cincoenta mil) trabalhadores da área da saúde. isto é. isto é. adequadamente orientado e acompanhado por profissional devidamente qualificado e habilitado para tal. 11. por se tratar de projeto emergencial. organizado pelo MEC para divulgação em âmbito nacional. As Competências profissionais decorrentes de conhecimentos e experiência anteriores. 7. matriculados em cursos devidamente autorizados pelos respectivos sistemas de Ensino. 10. bem como tenha seu competente certificado devidamente registrado na própria escola. supervisionado por profissional devidamente habilitado como enfermeiro. que necessitam da qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem. em termos de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem ou habilitação profissional de Técnico de Enfermagem. a serem eventualmente aproveitadas para fins de continuidade de estudos. deverão ser adequadamente avaliadas e reconhecidas. no âmbito do projeto em andamento no Ministério da Saúde. conforme plano de curso devidamente aprovado pelo orgão próprio do respectivo sistema de ensino e por este inserido no Cadastro Nacional de Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico. as competências exigidas pelo artigo 6º da Resolução CNE/CEB nº 04/99 e também. por profissionais devidamente habilitados e sob Responsabilidade Técnica da Escola que oferece o curso. coerentemente com os respectivos projetos pedagógicos.498/86 e no Decreto regulamentador nº 94. a escola deverá garantir. o direito de conclusão dos respectivos estudos em cursos organizados com base nas normas e diretrizes anteriores. No curso de Auxiliar de Enfermagem é essencial tanto a prática profissional em situação de aprendizagem . Fica ressalvado aos alunos do PROFAE – Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da Área de Enfermagem. no respectivo Conselho Regional de Enfermagem. Como se trata de uma profissão regulamentada. 12. em situação real de trabalho. como um projeto desenvolvido no período de transição. no período de 2000 a 2003.406/87. “a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação”. as quais se encontram descritas na Lei Federal nº 7. uma vez que o projeto foi planejado antes da definição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico e está iniciando sua implementação no ano de transição previsto pela Resolução CNE/CEB nº 04/99. 9. planejado pelo Ministério da Saúde para atendimento a cerca de 250. Considera-se.Cursos de Nível Técnico. o PROFAE – Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da Área de Enfermagem. individualmente. aluno por aluno. Os Históricos Escolares que acompanham os certificados de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem deverão explicitar as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. do extinto Conselho Federal de Educação. como mínimo. orientados pelas Resoluções de nº 07/77 e 08/77. no item “organização curricular”. sob sua responsabilidade. O plano de curso em questão deverá incluir plano de realização do exigível estágio profissional supervisionado. Os planos de curso propostos pela escola.

Conselheiros Ulysses de Oliveira Panisset . a opção por cursos de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem ou de habilitação profissional de Técnico de Enfermagem. com as devidas adaptações. devidamente orientadas pela coordenação do PROFAE e previamente autorizadas pelo respectivo Sistema de Ensino.Presidente Francisco Aparecido Cordão . Brasília-DF.Relator IV .13. organizados nos termos da Resolução CNE/CEB nº 04/99 e parecer CNE/CEB 16/99. 05 de Abril de 2000. As Escolas que tenham condições. podem oferecer aos seus alunos. Conselheiro Francisco Aparecido Cordão . Sala das Sessões.º 33/2000 CEB 378 .DECISÃO DA CÂMARA: A Câmara de Educação Básica acompanha o voto do Relator. 05 de Abril de 2000.Vice-Presidente PARECER N.

bem como dos correspondentes históricos escolares. aos alunos matriculados no período de transição”. a observância destas diretrizes curriculares nacionais e os referenciais curriculares por área profissional. O artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 define que “a observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001. Essa referência básica deverá ser considerada tanto para o planejamento curricular dos cursos. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000”. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 25/11/99 (D. opção por cursos organizados nos termos desta Resolução”. definindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. O artigo 19 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 define que as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico entram em vigor na data da publicação da referida Resolução. O § 1º do artigo 18 define que “no período de transição as escolas poderão oferecer aos seus alunos.U.000379/2000-51 PARECER N. O § 2º do mesmo artigo ressalva “o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE nº 45. considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área ou áreas profissionais. de 12 de janeiro de 1972. A concepção curricular. sendo facultativa no período de transição.” 379 . 26/11/99). os quais deverão explicar as competências profissionais obtidas. em sua organização. incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais pelos Conselhos de Educação. foi publicada em 22 de dezembro de 1999. em 22/12/99. produzidos e difundidos pelo Ministério da Educação. com as adaptações necessárias. deverão ter como referência básica no planejamento curricular o perfil do profissional que se deseja formar. em especial o Parecer CFE nº 45/72 e as demais regulamentações subseqüentes. é prerrogativae responsabilidade de cada escola e constitui meio pedagógico essencial para oalcance do perfil profissional de conclusão. O item 07 do Parecer CNE/CEB nº 16/99. A Resolução CNE/CEB nº 04/99 de 08/11/99. quanto para a emissão dos certificados e diplomas.º: 33/2000 COLEGIADO: CEB APROVADO EM: 07/11/2000 I – RELATÓRIO E VOTO DO RELATOR: Em 05 de outubro de 1999 esta Câmara de Educação Básica aprovou o Parecer CNE/CEB nº 16/99.O. e define. consubstanciada no plano de curso. que ficam revogadas todas as disposições em contrário. isto é. e regulamentações subseqüentes. ao tratar da “organização da Educação Profissional de Nível Técnico” assim orienta as escolas e o sistema de ensino: . também.“ Os cursos de educação profissional de nível técnico.INTERESSADO: Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de ducação UF: DF ASSUNTO: Novo prazo final para o período de transição para a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico RELATOR(A): Francisco Aparecido Cordão PROCESSO(S) N. quaisquer que sejam.º(S): 23001.

determinando a correspondente organização curricular. de acordo com o artigo 5º da mesma. planejamento. de mera adequação curricular ou de mera mudança ou substituição de quadros curriculares. processos. Não existe mais currículo mínimo pré-definido por habilitação profissional. o qual deverá ficar claramente identificado no respectivo plano de curso. com os referenciais curriculares por área profissional e com os planos de curso já aprovados para outros estabelecimentos. A mudança. O artigo 1º da referida Resolução orienta as escolas quanto aos planos de curso que deverão ser submetidos pelas mesmas. criativo e operativo. e considerado também que. “a educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais”. e será o ponto de partida para o delineamento e a caracterização do perfil do profissional a ser definido pela escola. uma vez aprovados. também. é mais radical do que pode parecer à primeira vista. que incorpore as mais recentes contribuições científicas e tecnológicas das diferentes áreas do saber”. Esse entendimento é essencial na orientação dos novos currículos para a educação profissional de nível técnico. o MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. portanto. em termos de desenvolvimento de competências profissionais. Esses planos de curso. inovador. 380 . conteúdos programáticos. O que existe agora são diretrizes curriculares nacionais que orientam as escolas na elaboração de planos de curso coerentes com projetos pedagógicos das próprias escolas e comprometidos com perfis profissionais de conclusão definidos pela própria escola. específico para registro e divulgação dos mesmos em âmbito nacional” . da mesma matéria. com os quadros anexos àResolução. portanto.“Estas demandas em relação às escolas que oferecem educação técnica são. à devida apreciação dos órgãos competentes do seu sistema de ensino. ao mesmo tempo.. arranjos didáticos e modalidades de programação em função de resultados. Não se trata. considerado o itinerário de profissionalização definido pela escola. de acordo com o artigo 13 da mesma Resolução. utilização e avaliação de métodos. O artigo 6º da Resolução CNE/CEB nº 04/99 define com clareza qual é o entendimento a ser dado ao conceito de competência profissional. integrarão Cadastro Nacional de Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico e serão disponibilizados via Internet para os interessados. Todo o arcabouço legal representado pelo parecer CFE nº 45/72 e similares. habilitação profissional e especializações profissionais. Espera-se que essas escolas preparem profissionais que tenham aprendido a aprender e a gerar autonomamente um conhecimento atualizado. em termos de qualificações profissionais. divulgados. muito simples e muito complexas e exigentes. Para tanto. e os referenciais por área profissional definidos e divulgados pelo MEC.“ O planejamento dos cursos deve contar com a efetiva participação dos docentes eter presente estas diretrizes curriculares nacionais. pelo MEC. Este conjunto substitui e derroga o Parecer CFE nº 45/72 e atos normativos subseqüentes. que definiam mínimos profissionalizantes por habilitação técnica foi revogado. Elas supõem pesquisa. via Internet. à luz das referidas diretrizes e centrados no compromisso com resultados de aprendizagem. em uma leitura superficial das novas Diretrizes Curriculares Nacionais. No delineamento do perfil profissional de conclusão a escola utilizará dados e informações coletados e trabalhados por ela e.

a extensão do período de transição previsto pelo artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99. corretamente.Todos os que trabalharam arduamente. em conseqüência. como. solicitaram à esta Câmara o estudo da possibilidade de extensão do período de transição para as escolas que encontrarem maiores dificuldades na tarefa de transformar os seus antigos cursos organizados nos termos do Parecer CFE nº45/72 e similares. principalmente em relação a cursos antes inexistentes. Algumas arestas ainda precisam ser aparadas. As escolas ainda estão encontrando dificuldades na conclusão dos novos planos de curso que superem o estágio de simples e mera adaptação ou reorganização curricular. Entretanto. Nestes termos. proponho à aprovação da Câmara de Educação Básica o anexo Projeto de Resolução. nos termos aprovados pelas novas diretrizes curriculares nacionais. Neste ano de transição foram conseguidos avanços consideráveis. com efetiva partic ipação dos docentes. em especial em relação aos conselhos de fiscalização do exercício profissional no tocante às habilitações profissionais que se referem a profissões regulamentadas por lei. na organização desta nova educação profissional de nível técnico sentiram as reais dificuldades para o cumprimento dessa tarefa. como determinam os artigos 12 e 13 da Lei Federal nº 9394/96 e como orientam as novas Diretrizes Curriculares Nacionais. a equivocada interpretação dada à matéria pelo CONTER . Todos estão tomando consciência de que se trata de uma nova organização da Educação Profissional de Nível Técnico. Vários Conselhos Estaduais de Educação só mais recentemente disciplinaram a matéria no âmbito dos respectivos sistemas de ensino. 07 de novembro de 2000. em novos cursos organizados por área profissional. Conselheiro Francisco Aparecido Cordão – Relator II – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica aprova por unanimidade o voto do Relator. Alguns Conselhos Estaduais de Educação equivocadamente criaram alternativas próprias para promover. Este assunto específico está sendo detalhadamente examinado e será objeto de parecer da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação em futuro próximo. na prática. seus respectivos Conselhos Regionais. o período de transição. mostrou-se insuficiente para que todas as escolas pudessem ter seus planos de curso devidamente elaborados e respectivamente aprovados pelo respectivo sistema de ensino.Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia e. em 07 de novembro de 2000 Conselheiro Francisco Aparecido Cordão – Presidente 381 . por exemplo. preservado o pleno direito da imediata implantação da nova sistemática por parte de todas as escolas que tiverem condições de faze-las. Currículos realmente inovadores foram organizados. Sala das Sessões. com vistas à sua implantação no início do ano de 2001. Os referenciais curriculares nacionais por área profissional só recentemente foram disponibilizados pelo Ministério da Educação.Outros. O assunto foi excessivamente debatido pela Câmara de Educação Básica nesses últimos dois meses e a decisão unânime é no sentido da prorrogação do prazo final previsto pelo artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 até o final do ano de 2001. Brasília(DF). no corrente ano de 2000. na prática.

Conselheiro Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira – Vice-Presidente PROJETO DE RESOLUÇÃO O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.fica prorrogado para o dia 31 de dezembro de 2001 o prazo final definido pelo artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99.394. Artigo 2º . como período de transição para a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. de 25 de novembro de 1995. de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto Federal 2. no uso de suas atribuições legais. de 20 de dezembro de 1961.024. e com fundamento no Parecer CNE/CEB 33/2000..RESOLVE: Artigo 1º . nos artigos 39 a 42 e no § 2º do artigo 36 da Lei 9. de 08 de dezembro de 1999.131...Esta Resolução entra em vigor . com a redação dada pela Lei 9. de 17 de abril de 1997. e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei 4...208. Francisco Aparecido Cordão Presidente da Câmara de Educação Básica PARECER 436/2001/CES/CNE INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação UF: DF 382 .na data de sua publicação. revogadas as disposições em contrário. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em..

mas. conforme indicam estudos referentes ao impacto das novas tecnologias cresce a exigência de profissionais polivalentes.Superior ASSUNTO: Cursos Superiores de Tecnologia – Formação de Tecnólogos RELATOR(A): Carlos Alberto Serpa de Oliveira.RELATÓRIO: A Comissão instituída pela Câmara de Educação Superior para analisar os Cursos Superiores de Tecnologia que conduzem a diplomas de Tecnólogos integrada pelos Conselheiros Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente). após sucessivas reuniões durante as quais ouviu o Senhor Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC. educação profissional básica. a requerer sólida base de educação geral para todos os trabalhadores. A partir de então. Passou-se. não lhe vem conferindo caráter universal.º(S): 23001. então. Carlos Alberto Serpa de Oliveira (Relator) e Antonio MacDowel de Figueiredo. apresenta à Câmara de Educação Superior as seguintes considerações: A educação para o trabalho não tem sido convenientemente tratada pela sociedade brasileira que. Antonio MacDowell de Figueiredo e Vilma de Mendonça Figueiredo PROCESSO(S) N. Impõe-se a superação do enfoque tradicional da formação profissional 383 . Ruy Leite Berger Filho e seus assessores Paulo de Tarso Costa Henriques e Vítor José Brum. colocando-a fora da ótica do direito à educação e ao trabalho. as novas formas de organização e gestão modificaram estruturalmente o mundo do trabalho. Além disso. A educação profissional passou. aperfeiçoamento. em sua tradição. Como resposta a este desafio. a formação profissional limitava-se ao treinamento para a produção em série e padronizada. como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. qualificação profissional de técnicos e educação continuada para atualização. sim. Um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu com o desenvolvimento e emprego de tecnologias complexas agregadas à produção e à prestação de serviços e pela crescente internacionalização das relações econômicas. Até a década de 80. capazes de interagir em situações novas e em constante mutação. atendendo a novas áreas e elevando os níveis de qualidade de oferta. escolas e instituições de educação profissional buscaram diversificar programas e cursos profissionais. assim. a ser concebida não mais como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho. especialização e requalificação.000106/2001-98 PARECER : COLEGIADO: APROVADO EM: CNE/CES 436/2001 CES 02/04/2001 I .

tem sido feita por variada hierarquia de Leis. Ela é acessível ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. além do domínio operacional de um determinado fazer.39 LDB). inclusive os de caráter supletivo (Art. moderna e inovadora. à ciência e à tecnologia.baseado apenas na preparação para a execução de um determinado conjunto de tarefas. com escolaridade correspondente aos níveis médio. • proporcionar a formação de profissionais aptos a exercerem atividades específicas no trabalho. mediante cursos e exames. a compreensão global do processo produtivo. capacitando jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício das atividades produtivas. trata. em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. apropriada. jovem ou adulto que. Decretos e Portarias Ministeriais. condições de vida e de trabalho. (Art. a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões. no âmbito da educação superior. tenha oportunidades educacionais apropriadas. ao trabalho. de maneira adequada. O conhecimento adquirido. atenta a estas questões. aperfeiçoar e atualizar o trabalhador em seus conhecimentos tecnológicos. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos (Art. A nova LDB – a Lei 9394/96. a questão da educação profissional. articulados com a Lei 8948/94. 41 – LDB). • especializar. 37 e 38 da LDB). A educação profissional requer. seus interesses. 384 . 40 – LDB). conduzindo ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. que dispõe sobre a instituição do Sistema de Ensino Nacional de Educação Tecnológica. A legislação favorece e estimula ainda que o trabalhador. sejam assegurados. consideradas as suas características. Entretanto. a Lei 9394/96 regulamentam a educação profissional prevista nos artigos 39 a 42 da Lei 9394/96. médio e superior. poderá ser objeto de avaliação. (Art. desenvolvendo-se em articulação com o ensino regular ou por diferentes formas de educação continuada. (Parágrafo único – Art. uma análise acurada dessas regulamentações revela incongruências que precisam ser superadas no mais breve prazo para que os avanços decorrentes da ação coordenadora e reguladora da União. inclusive no trabalho. 39 – LDB). superior e de pós-graduação. jovem ou adulto. A regulamentação desses preceitos da Lei 9394/96. Assim a educação profissional é concebida como integrada às diferentes formas de educação. bem como ao trabalhador em geral. na idade própria não pode efetuar estudos. O Decreto 2208/97 fixa os objetivos da educação profissional: • promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho. com a apreensão do saber tecnológico. O Decreto nº 2208 de 17/4/97.

oferta de formação especializada.utilização compartilhada dos laboratórios e dos recursos humanos pelos diferentes níveis e modalidades de ensino. levando em consideração as tendências do setor produtivo e do desenvolvimento tecnológico. abrangendo áreas de especializadas e conferirão diploma de Tecnólogo. 385 . deverão ser estruturados para atender aos diversos setores da economia.oferta de ensino superior tecnológico diferenciado das demais formas de ensino superior. III . VIII . prevê ainda o Decreto. à ciência e à tecnologia. no ensino.integração efetiva da educação profissional aos diferentes níveis e modalidades de ensino.• qualificar. 40 da Lei 9394/96.atuação prioritária na área tecnológica. Tais cursos de nível superior. visando a sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. VII . ao trabalho. IV . conforme o artigo 3º: “I . ao regulamentar a Lei no 8948/94 em consonância com o Art. educação profissional em nível tecnológico. ressaltar que todas as modalidades de cursos superiores previstos no Art. Suas características básicas são. (o grifo é nosso). produtos e serviços.oferta de educação profissional. o Decreto 2208/97 prevê em seu Artigo 3º. VI . define que os Centros de Educação Tecnológica se constituem em modalidade de instituições especializadas de educação profissional nele previstas. levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos de produção e distribuição de bens e serviços. no entanto.realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços. com qualquer nível de escolaridade. Vale. correspondentes à educação profissional de nível tecnológico. O Decreto nº 2406 de 27/11/97. correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica. destinados a egressos do ensino médio e técnico. 44 da Lei 9394/96 podem ter características profissionalizantes. nos diversos setores da economia. Tais Centros têm por finalidade formar e qualificar profissionais nos vários níveis e modalidades de ensino.conjugação. oferecendo mecanismos para a educação continuada. II . da teoria com a prática. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade. por sua vez. reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores. Não obstante. para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos. V .

O Artigo 5º do Decreto 2406/97 fixou originalmente que a autorização e o reconhecimento de cursos das instituições privadas constituídas como Centros de Educação Tecnológica far-se-iam segundo a legislação vigente para cada nível e modalidade de ensino. de 14/05/97 e criou legislação específica que concede ao Ministro de Estado de Educação a competência para aprová-los.ministrar ensino superior. ao adotar o modelo previsto nos artigos 2º. Assim é que as antigas Escolas Técnicas Federais. de forma criativa. os Centros de Educação Tecnológica.realizar pesquisa aplicada. de 16/02/59 e pela Lei nº 8670. Assim é que.ministrar ensino médio. XII .” Observadas estas características. e estendendo seus benefícios à comunidade. nomeados como de Tecnólogos pelo Decreto 2208/97. o aperfeiçoamento e a especialização de profissionais na área tecnológica. têm por objetivos: “I .estrutura organizacional flexível. efetivando-se a implantação dos Centros de Educação Tecnológica mediante decreto individualizado para cada um. para os diferentes setores da economia. racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos. bem como programas especiais de formação pedagógica.6º – Decreto 2406). criadas pela Lei nº 3552. para as disciplinas de educação científica e tecnológica. integrando os diferentes níveis e modalidades de ensino. em primeiro lugar. III . observada a qualificação exigida em cada caso.ministrar cursos de qualificação. a transformação do conhecimento em bens e serviços. X . VI . Ocorre que a União.ministrar ensino técnico. requalificação e reprofissionalização e outros de nível básico da educação profissional. XI . visando a atualização. de 386 . segundo o que prevê o artigo 4º.” (Decreto 2406 – Art. consolidou a Portaria Ministerial nº 647.ministrar cursos de formação de professores e especialistas. IV . de modo permanente. por diferentes mecanismos. dever-se-ia definir em qual modalidade de ensino superior se integravam os cursos de natureza tecnológica. V . II .oferecer educação continuada.IX .desenvolvimento da atividade docente estruturada. visando a formação de profissionais e especialistas na área tecnológica. estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas. 4º). 3º e 4º do Decreto 2406 (Art. destinado a proporcionar habilitação profissional.integração das ações educacionais com as expectativas da sociedade e as tendências do setor produtivo. em beneficio da sociedade. VII .desenvolvimento do processo educacional que favoreça.

ao aprovar o Parecer nº 17/97. onde deverá constar o elenco de cursos que pretendem implantar. (os grifos são nossos). o Artigo 3º da Lei 8948/94. a Portaria Ministerial 2267/97. ressalta novamente em seu Artigo 3º que “ os Centros Federais de Educação Tecnológica gozarão de autonomia para criação e ampliação de vagas nos cursos de nível básico. sob a forma de projeto. As demais modalidades de cursos superiores e de pós-graduação continuaram a depender de autorização específica. Esta Portaria determinou que as instituições interessadas em credenciar-se como Centros de Educação Tecnológica deverão dirigir sua solicitação. definidos no Decreto 2208/97. regulando assim a criação de novas unidades de ensino por parte da União e revogando os Artigos 1º. em 19/12/97. o Art. no entanto. 2º e 9º da Lei 8948/94. O entendimento de que o nível tecnológico constitui curso de nível superior é reafirmado. nos termos do decreto 2208/97. em Centros Federais de Educação Tecnológica. que dispõe sobre o credenciamento de Centros de Educação Tecnológica e sobre autorização de cursos de nível tecnológico de educação profissional. Neste Decreto. técnico e tecnológico da Educação Profissional. homologado em 14/01/98 pelo Senhor Ministro de Estado de Educação. que estabeleceu diretrizes para a elaboração do projeto institucional para implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica. passou a se dar por Decreto Presidencial específico. Em 25/11/99. ao Ministro de Estado de Educação. foram transformadas pela Lei nº 8948. Seu parágrafo único. por acréscimo de novos parágrafos. O credenciamento dos Centros de Educação Tecnológica se dará com o ato de 387 . O Decreto nº 2406/97 autorizou ainda as Escolas Agrotécnicas Federais a também se transformarem em Centros Federais de Educação Tecnológica. é aprovada a Lei 9649 que altera. ao dizer que “a criação de cursos nos Centros Federais de Educação Tecnológica fica condicionada às condições previstas nos parágrafos 1º e 2º do Artigo 8º do Decreto nº 2406/97”. pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. em 13/12/97.” (os grifos são nossos). 8º dispõe que os Centros Federais de Educação Tecnológica gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico. nas condições nele fixadas. quando escreve que a “educação profissional tecnológica. considerando o disposto na Lei 9131/95. bem como aqueles de educação profissional de nível técnico já autorizados pelos respectivos sistemas de ensino. técnico e tecnológico. integra-se à educação superior e regula-se pela legislação referente a esse nível de ensino.” Entretanto.30/06/93. mantém o previsto no Decreto 2406/97. acessível aos egressos do ensino médio. de 08/12/94. após aprovação de projeto institucional de cada antiga escola pelo Ministro de Estado. este último de nível superior. na Lei 9394/96 e no Decreto 2406/97. nos termos do Decreto nº 2306/97 . Em 27/05/98. o Ministro de Estado de Educação baixou a Portaria Ministerial 1647/99. cuja implantação.

independente de autorização prévia. Já o Decreto 3462/00. E acrescenta em dois parágrafos: “ § 1º . depende da autorização de funcionamento na forma desta Portaria. técnico e tecnológico da Educação Profissional. de ensino mantida. que passou a vigorar com a redação nos seguintes termos: “ Art. bem como para implantação de cursos de formação de professores para as disciplinas científicas e tecnológicas do Ensino Médio e da Educação Profissional.” Mas o processo de reconhecimento dos cursos oferecidos continua a vigorar tanto que. formalizando tal ato por meio de comunicação à SEMTEC/MEC. 15) (os grifos são nossos). e indicado expressamente no ato de autorização. descrevendo inclusive a maneira de realizá-la. ao projeto para cada curso proposto. nos prazos estabelecidos no artigo anterior.” Esclarece ainda a Portaria 1647/99 que os cursos de que ela trata “serão autorizados a funcionar em um campus determinado especificado no projeto.A abertura de novos cursos de nível tecnológico de educação profissional. alguma forma de autonomia.Os Centros Federais de Educação Tecnológica. nas mesmas áreas profissionais daquelas já reconhecidas. projeto para reconhecimento dos referidos cursos. de certa forma retira esta condição. gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico.” (os grifos são nossos). de 17/05/2000. em 12/01/2001. pessoa física e jurídica. transformados na forma do disposto no artigo 3º da Lei 8943 de 1994. reformulando o artigo 8º do Decreto 2406/97. § 2º . inclusive aos privados. em seu Artigo 14. (Art. a Portaria 1647/99.autorização de funcionamento dos cursos de educação profissional de nível tecnológico elencados e aprovados no projeto referido. cometendo à Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC/MEC a responsabilidade pela análise do projeto.1º § 2º) A Portaria define ainda os elementos que deverão constar obrigatoriamente da solicitação referente à mantenedora. Após definir prazos e ritos para o reconhecimento dos cursos. 8º . prevê que “as instituições credenciadas poderão abrir novos cursos de nível tecnológico de educação profissional. já concedida pelo Decreto 2406/97 aos Centros Federais de Educação Tecnológica. se bem que restrita às mesmas áreas de cursos tecnológicos que passaram por processo de reconhecimento. devendo a instituição encaminhar.” (Art. o Ministro de Estado de Educação baixou 388 . nas áreas em que a instituição ainda não tiver cursos reconhecidos. A Portaria 1647/99 quis assim estender também aos demais Centros de Educação Tecnológica. à instituição. cabendo ao Conselho Nacional de Educação a deliberação sobre o assunto que será submetido à homologação do Ministro de Estado de Educação.Os Centros de Educação Tecnológica terão a prerrogativa de suspender ou reduzir a oferta de vagas em seus cursos de nível tecnológico de educação profissional de modo a adequá-la às necessidades do mercado de trabalho.

a serem apreciadas pelo Conselho Nacional de Educação segundo as normas em vigor. entre os previstos no artigo 44 da LDB. Entretanto. certamente. portanto. Há também que se levantar algumas questões relativas aos Centros de Educação Tecnológica e à autonomia que se pretendeu a eles conceder. de 27 de novembro de 1997. de 08/12/94.” (os grifos são nossos).VOTO DO (A) RELATOR (A): Os cursos superiores de tecnologia parecem ressurgir como uma das principais respostas do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira. especialmente para os cursos que conduzem a diploma de Tecnólogo. independentemente de qualquer autorização prévia. Serão eles cursos de graduação ou cursos seqüenciais? São estas as questões que procuraremos responder. a revisão imediata da legislação em vigor de modo a dar-lhe a necessária coerência ao mesmo tempo em que estabelece mecanismos que assegurem o acompanhamento da melhoria da qualidade da formação oferecida II . 389 . determinando: “ Art. ao mesmo tempo em que nos permitiremos algumas considerações sobre a autorização e reconhecimento de tais cursos de formação de tecnólogos. Entretanto. Os Centros de Educação Tecnológica parecem ser uma sólida e instigante estrutura institucional para abrigar e desenvolver a educação tecnológica. de 27/11/97. 1º . Impõe-se. atender às necessidades operacionais da SEMTEC/MEC e dos Sistemas de ensino.Portaria Ministerial 064/2001 que define os procedimentos para reconhecimento de cursos/habilitações de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) e sua renovação. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: “Parágrafo único – Os Centros de Educação Tecnológica privados. o Decreto Presidencial nº 3741/2001. Achamos que com isso poderemos dar respostas às indagações e dúvidas das instituições. orientando também aos que pretenderem ingressar em cursos superiores de educação tecnológica. cometendo à Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC/MEC a responsabilidade de análise das solicitações e estabelecendo normas operativas semelhantes as de reconhecimento dos cursos de graduação. infringe tanto a LDB como a Lei 9131/95. à Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação definir em que modalidade de curso superior. cabe. melhor se enquadram os de cursos de formação de tecnólogos. no sistema federal de ensino. apresentando-se com características bastante interessantes para o ensino superior tecnológico. ao alterar a redação do Decreto 2406.O art. . poderão oferecer novos cursos de nível tecnológico de educação profissional nas mesmas áreas profissionais daqueles já regularmente autorizados. em 31/12/2001. 5º de Decreto 2406. que regulamenta a Lei 8948.

Destes. aumenta a demanda pela oferta da educação pós-média superior ou não. no final dos anos 60 e início dos 70. ambos com três anos de duração) surgiram. o Brasil dispunha de 554 cursos superiores de tecnologia. Em 1995. Com o rápido crescimento do número de alunos cursando e concluindo o ensino médio e com as constantes mudanças verificadas no mundo do trabalho. sendo pós-médios. com 104 mil alunos (70% até 24 anos. 24%. cursos estes que deviam primar pela sintonia com o mercado e o desenvolvimento tecnológico. de outras modalidades. no setor primário e os 11% restantes . O volume de processos nos quais é solicitada autorização para oferta de cursos superiores de tecnologia e os dados do censo do ensino superior indicam que há demanda substancial por oferta de cursos superiores de tecnologia. muitos desses cursos foram extintos no setor público e o crescimento de sua oferta passou a ser feita através de instituições privadas. Dos 108 cursos ofertados então. 5%. em São Paulo. têm sua origem nos anos 60. 24% de 25 a 34 anos. 33% no terciário e 21% no setor primário). 7%. Neste ano. os primeiros eram 138 (46% no secundário. A partir dos anos 80. onde estão alojados os cursos superiores de tecnologia. 6% com 35 anos ou mais). o país contava com 250 cursos superiores de tecnologia. A educação profissional de nível tecnológico. 53 instituições de ensino ofertavam cursos superiores de tecnologia (nova denominação a partir de 1980) sendo aproximadamente 60% pertencentes ao setor privado. Em 1988. na sua maioria ofertados pelo setor privado – mais da metade na área da computação . apesar de representar apenas 5% das matrículas dos cursos de graduação (dados de 1998). Nasceram apoiados em necessidades do mercado e respaldados pela Lei 4024/61 e por legislação subseqüente. 14%. 11%. 390 . sendo o MEC responsável pela criação da grande maioria deles. o MEC mudou sua política de estímulo à criação de cursos de formação de tecnólogos nas instituições públicas federais. a princípio. os cursos de engenharia de operação foram extintos em 1977. Existiam 70 modalidades diferentes sendo ofertadas em todas as áreas profissionais. 32% eram de Processamento de Dados. exigiriam apenas.Os cursos superiores de tecnologia. para o seu acesso a conclusão do ensino médio ou equivalente. Os cursos superiores de tecnologia. Em 1980. o que é pouco se comparado com os EUA (quase 50%. no setor terciário. As primeiras experiências de cursos superiores de tecnologia (engenharias de operação e cursos de formação de tecnólogos. Em 1979. mas para aumentar o número de cursos superiores oferecidos. visando futura transformação em universidade. ainda que com outra nomenclatura. de Turismo. 65% eram no setor secundário. vem experimentando crescimento substancial desde então. nem sempre por vocação. de Zootecnia e 31%. Enquanto os cursos de formação de tecnólogos passaram por uma fase de crescimento durante os anos 70. de Secretariado Executivo. no âmbito do sistema federal de ensino e do setor privado e público. em 2000). de Análise de Sistemas.

Além disso.podendo os seus egressos. Ensino Técnico e de matriculados e egressos do ensino superior. de forma plena e inovadora atividades em uma determinada área profissional e deve ter formação específica para: a) aplicação. de solidez da formação básica aliadas à rapidez no atendimento às mutações das necessidades do mercado e às possibilidades de verticalização. Este profissional deve estar apto a desenvolver. Ao mesmo tempo. característica também inerente aos cursos seqüenciais. colocam esses cursos em uma excelente perspectiva de atualização. como os de graduação. b) gestão de processos de produção de bens e serviços. podem conferir a estes cursos uma grande atratividade. atendendo assim ao interesse da juventude em dispor de credencial para o mercado de trabalho. abrange a todos os setores da economia (Anexo A) e destina-se a egressos do Ensino Médio. dar prosseguimento de estudos em outros cursos e programas de educação superior. tal como já ocorre com os cursos seqüenciais de formação específica de destinação coletiva. essa formação deverá manter as suas competências em sintonia com o mundo do trabalho e ser desenvolvida de modo a ser especializada em segmentos (modalidades) de uma determinada área profissional. pós-graduação e seqüenciais de destinação específica ou de complementação de estudos. particularmente a sua forma modular. essa permanente ligação com o meio produtivo e com as necessidades da sociedade. a possibilidade de obtenção de certificados após cada módulo ou conjunto de módulos favorecendo a diversificação ou aprofundamento da qualificação profissional multiplica as possibilidades de acesso ou continuidade no desenvolvimento de atividades no setor produtivo. Com efeito. porém cada vez mais presentes nos cursos de graduação. Tais características. tornando-se um potencial de sucesso. aproximam mais os cursos de nível tecnológico aos cursos superiores seqüenciais. principalmente quando estruturado em módulos. sintonizadas com o mundo do trabalho. ao mesmo tempo que abre novas possibilidades de formação em torno de eixos determinados. de duração variável. O perfil deste curso superior de tecnologia. pesquisa aplicada e inovação tecnológica e a difusão de tecnologias. portadores de diploma de Tecnólogo. podendo ser especializado em segmentos de determinada área. e c) o desenvolvimento da capacidade empreendedora. aprofundamento em áreas profissionais específicas. 391 . Estas características somadas à possibilidade de terem duração mais reduzida das que os cursos de graduação. desenvolvimento. renovação e auto-reestruturação.

Protótipos. ainda que o curso possa apontar para uma carga horária definida para cada modalidade. condicionadas ao perfil da conclusão que se pretenda. por área profissional. A conclusão do curso. rompendo com a antiga e retrograda segmentação. por sua natureza e características. podendo ser desenvolvido sob a forma de Monografia. de acordo com a natureza da área profissional e os fins do curso. somos de parecer que os Cursos Superiores de Tecnologia. de maneira integrada. devem atuar principalmente a esse nível de formação profissional. serem idéias indispensáveis à classificação dos cursos superiores de tecnologia entre as modalidades dos cursos superiores previstos no Art. à metodologia utilizada. mas terá de estar incluída na duração limite. Desenvolvimento de Instrumentos. Estas considerações aqui desenvolvidas que deverão ser mais profundamente abordadas pela Comissão Mista de Conselheiros da Câmara de Educação Básica e da Câmara de Educação Superior. nos Cursos Superiores e mesmo no Trabalho. Vale de novo destacar que a um dado conjunto articulado de competências. No Anexo A. isto é. Os indivíduos. como sabemos. Equipamentos. 392 . conferirá um diploma de Curso Superior de Tecnologia (Tecnólogo). No caso do plano de curso prever a realização de estágio. às competências constituídas no ensino médio. constituída no nível de Conselho Pleno. como nos Cursos Técnicos. a duração do mesmo não poderá ser contabilizada na duração mínima. os cursos de formação de tecnólogos ou cursos superiores de tecnologia poderão comportar variadas temporariedades. Performance. a critério da instituição ofertante. Para a concessão de diploma poderia ser opcional a apresentação de trabalho de conclusão de curso. entre outros. poderiam ser classificados tanto como Cursos Superiores Seqüenciais de Formação específica quanto como Cursos de Graduação. Quanto à sua duração. Projeto. a especialização não deve intimidar a interdisciplinariedade que o mundo moderno está a exigir e que. a aquisição da totalidade das competências de uma dada modalidade. foram nomeadas neste parecer. com auxílio da documentação da SEMTEC/MEC. Produção Artística. para dar parecer sobre a proposta de diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível tecnológico. poderá a duração ser estendida em até 50% da carga horária mínima. por considerar este relator. A critério das instituições ofertantes. às competências adquiridas por outras formas. Por essas razões. 44 da LDB. as áreas profissionais e suas respectivas durações mínimas em horas.Assim. poderá corresponder um certificado intermediário. Isto nos leva aos conceitos de áreas do saber mais amplas e mais condizentes que as áreas do conhecimento. inerente a esse curso. Análise de Casos. identificamos. capacitando o estudante a desempenhar determinadas atividades específicas no mundo do trabalho. também o aproximará dos cursos seqüenciais.

também nos conduz a considerá-los como cursos de graduação. Sua denominação seria a de Cursos Superiores de Tecnologia. Faculdades Integradas e Isoladas e Institutos Superiores e serão objeto de processos de autorização e reconhecimento. Centros de Educação Tecnológica. a necessidade dos Cursos Superiores de Tecnologia conduzirem à aplicação. além de extrema sintonia com o mundo do trabalho. bem distinto dos tradicionais. poderão criá-los livremente. Por outro lado. torna-os claramente distintos de cursos seqüenciais de formação específica e mais assemelhados aos cursos de graduação. Os cursos superiores de tecnologia podem ser ministrados por Universidades. sua autonomia e dos processos de autorização e reconhecimento dos Cursos Superiores de Tecnologia nele ministrados. na forma da legislação em vigor. a indispensável verticalização e aproveitamento de competências adquiridas até no trabalho e em formação de nível anterior. esta decisão em algumas premissas que os distingam dos demais cursos de graduação existentes. no entanto. Parece-nos bastante claro que os Cursos Superiores de Tecnologia obedeçam a Diretrizes Curriculares Nacionais. Não nos parece. através de processo seletivo semelhante aos dos demais cursos de graduação. no entanto. pesquisa aplicada e inovação tecnológica. conduzindo a diplomas de Tecnólogos. As Universidades e Centros Universitários. à luz do Art. Centros Universitários. Trata-se portanto. consideremos os Cursos Superiores de Tecnologia como Cursos de Graduação. importando. à gestão de processos de produção de bens e serviços e ao desenvolvimento de capacidade empreendedora. cuja legislação e processualística encontram-se consolidadas não se devendo abrir qualquer tipo de exceção. de parecer que. portanto. a nosso ver. Somos.No entanto. desde logo. 90 da LDB. certamente nos afasta da possibilidade de os considerarmos como cursos seqüenciais. aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. que os cursos superiores de tecnologia devam ter vinculação obrigatória a cursos de graduação pré-existentes na instituição e muito menos que a criação dos mesmos se subordine à existência de curso de graduação reconhecido anteriormente. o que à luz da legislação vigente. 393 . cujo acesso se fará. pois tais características não são obrigatoriamente inerentes aos cursos superiores e as situam muito melhor como cursos de graduação. subordinados a Diretrizes Curriculares Nacionais a serem aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. no gozo das atribuições da autonomia. a análise da questão dos Centros de Educação Tecnológica. desenvolvimento. também. Isto implica. o que obviamente também não se aplica aos Cursos Seqüenciais de Formação específica. de um curso de graduação com características especiais.

54 Parágrafo 2o da Lei de Diretrizes e Bases). quando então sua implantação se daria por Decreto Presidencial específico. pois julgamos que o credenciamento inicial dever ser por um prazo de 5 (cinco) anos. em seu Artigo 14. como a de livre criação de cursos superiores de tecnologia. a nosso ver. técnico e tecnológico de Ensino Profissional. que somos contrários ao credenciamento de faculdades ou institutos de nível superior que nasçam com a autorização de seu primeiro curso. nos prazos estabelecidos no artigo anterior. porém. que essa extensão foi legalmente concedida aos Centros Federais. o aumento e diminuição de suas vagas e. Esta extensão foi. devendo a instituição encaminhar. Mais adiante a Portaria Ministerial 1647/99 dispõe sobre o credenciamento de Centros de Educação Tecnológica em geral. e. projeto para reconhecimento dos referidos cursos. já avaliados. Este artigo concede autonomia para abrir novos cursos de nível tecnológico de educação profissional. o Decreto 3462. à renovação do recredenciamento da instituição como Centro de Educação Tecnológica. também legalmente concedida. Ora. o Decreto 2406/97. quando este for curso superior de tecnologia. 394 . a suspensão de seu funcionamento. 54 da Lei de Diretrizes e Bases que afirma que “atribuições de autonomia universitária poderão ser estendidas a instituições que comprovam alta qualificação para o ensino ou para pesquisa. Todos os demais cursos de nível tecnológico dependerão de autorização (Parágrafo 1o do mesmo artigo). Conclui-se. como já vimos. A atribuição de suspensão e diminuição das vagas de cursos de nível tecnológico é concedida pelo Parágrafo 2o deste Artigo aos Centros de Educação Tecnológica. Em 17/05/2000. a ser aprovado pelo Ministro de Estado de Educação. ao estender a autonomia para os Centros Federais de Educação Tecnológica. abrangendo as atribuições de criação de cursos e ampliação de vagas no nível básico. nos termos da Lei 8948/94. bem assim. 8o do mesmo Decreto 2406/97. independentemente de autorização prévia. então. nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos (e. com base em avaliação procedida pelo Poder Público”. inclusive. (o grifo é nosso) condicionando-as às condições previstas nos Parágrafos 1o e 2o do Art. estendeu aos Centros Federais de Educação Tecnológica a faculdade de implantar cursos de formação de professores para as disciplinas científicas e tecnológicas do Ensino Médio e da Educação Profissional. (o grifo é nosso).Aos Centros de Educação Tecnológica pretendeu-se estender algumas atribuições da autonomia. portanto. Ressalte-se. pretende também contemplar os Centros privados de Educação Tecnológica com atribuições de autonomia. Essa extensão está prevista no Parágrafo 2o do Art. também. Isto implica em avaliação periódica dos cursos superiores de tecnologia com vista ao seu reconhecimento e. também estabeleceu que sua transformação se daria após avaliação de seu projeto institucional de transformação. legalmente. como prevê o Art.

podem ser exercitadas pelos Centros de Educação Tecnológica para todos os cursos de uma área profissional. só poderá ser exercida. que autorizava a organização e o funcionamento de cursos profissionais superiores de curta duração nas Escolas Técnicas Federais. O Decreto Presidencial 3741/2001. 395 . a prerrogativa de criar novos cursos no nível tecnológico de educação profissional. a nosso ver. só o serão para funcionamento em um campus determinado. tendo a Lei no 9394/96 revogado. independentemente de qualquer autorização prévia. direta ou indiretamente. na forma da legislação consubstanciada nas Portarias Ministeriais 1647/99 e 064/2001. As prerrogativas de suspensão e diminuição das vagas de cursos de educação tecnológica. bastando que a instituição comunique tal fato à SEMTEC/MEC. (o grifo é nosso). Cremos ainda que devam ser adotadas por este Colegiado as normas de credenciamento. razão pela qual achamos que deva ser recomendada sua revogação e adoção das normas da Portaria 1647/97 em nível de Decreto Presidencial. modificando o Artigo 5o do Decreto 2406/97. algumas limitações à autonomia concedida. Todos os cursos superiores de tecnologia. em flagrante oposição à Lei 9394/96. não é possível que escolas técnicas ministrem cursos superiores de tecnologia. como enuncia o Parágrafo 2o do Art. especificado no ato de sua autorização. em nosso entender. As escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades que ainda ministrem cursos superiores de tecnologia devem. necessitarão sempre de autorização prévia. 54 da Lei de Diretrizes e Bases. na forma da Portaria Ministerial no 2267/97. cremos que o Decreto elaborou em equívoco. dispensou também qualquer avaliação prévia. A prerrogativa de aumento de vagas. de 31/01/2001. dos Centros de Educação Tecnológica e de autorização e reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia. quando autorizados. não podendo os Centros de Educação Tecnológica privados exercitá-la para os cursos apenas autorizados. para oferecerem cursos superiores de Tecnologia.Imperioso é ainda destacar que. Salvo melhor juízo. o Decreto-Lei no 547 de 18/04/1969. nas mesmas áreas profissionais daqueles já regularmente autorizados. desde que o primeiro deles já tenha tido o reconhecimento. As Faculdades isoladas. introduzindo-se. no entanto. concedendo aos Centros de Educação Tecnológica privados. acresceu o parágrafo único. transformarem-se em Centros de Educação Tecnológica. após o reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia. previstos na Portaria Ministerial 1647/99 e na Portaria Ministerial 064/2001. pois ao dispensar o reconhecimento.

faculdades isoladas e institutos superiores. os Centros de Educação Tecnológica privados gozam das prerrogativas da autonomia para autorizar novos cursos superiores de tecnologia. nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. As universidades e centros universitários. após o reconhecimento dos mesmos. o credenciamento como Centro de Educação Tecnológica se fará pelo prazo de 3 (três) anos. gozam de autonomia para criação de cursos e ampliação de vagas nos cursos superiores de tecnologia. que será concedido pelo prazo máximo de 3 (três) anos. bem distintos dos tradicionais e cujo acesso se fará por processo seletivo. Obedecerão a Diretrizes Curriculares Nacionais a serem a aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. criados a partir do disposto na Lei no 8948/94 e na regulamentação contida no Decreto no 2406/97. centros universitários. podem criá-los livremente. os Centros Federais de Educação Tecnológica. somos de parecer que: • os Cursos Superiores de Tecnologia são cursos de graduação com características especiais. os Cursos Superiores de Tecnologia serão objeto de avaliações periódicas com vistas ao seu reconhecimento. • • • • • • • • • 396 . a juízo das instituições que os ministrem. aumentar e diminuir suas vagas ou ainda suspendê-las. os Cursos Superiores de Tecnologia serão autorizados para funcionar apenas em campus previsto no ato de sua autorização. nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. com diferentes graus de abrangência de autonomia. faculdades integradas. os Centros de Educação Tecnológica privados que obtiverem autonomia só poderão aumentar vagas de seus cursos superiores de tecnologia. após o qual a instituição solicitará seu recredenciamento.Em suma. os Cursos Superiores de Tecnologia poderão ser ministrados por universidades. poderão suspender e diminuir livremente as vagas de seus cursos superiores de tecnologia. o qual será precedido por processo de avaliação. os Centros de Educação Tecnológica privados que obtiverem esta autonomia. no gozo das atribuições de autonomia. os Cursos Superiores de Tecnologia poderão igualmente ser ministrados por Centros de Educação Tecnológica públicos e privados.

Agropecuária 2. na forma da Portaria Ministerial no 2267/97. • • • o Decreto Presidencial 3741/2001 de 31/01/2001.400 1. faculdades isoladas e institutos superiores. quando este for curso superior de tecnologia. acrescendo parágrafo único. em 02 de abril de 2001. Construção Civil 6. Comércio 4. transformar-se em Centros de Educação Tecnológica. Sala das Sessões. 02 de abril de 2001 • Conselheiro Carlos Alberto Serpa de Oliveira – Relator Conselheira Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente) Conselheiro Antonio MacDowel de Figueiredo II – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a). Este o nosso parecer. as faculdades integradas. Brasília (DF). Design 397 CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE CADA MODALIDADE 2. Comunicação 5. Artes 3. necessitarão sempre de autorização prévia.• não será permitido o credenciamento de faculdades ou institutos superiores que nasçam com autorização de seu primeiro curso.600 . na forma da legislação consubstanciadas nas Portarias 1647/99 e 064/2001. colocandose o que dispõe o artigo 14 e seus parágrafos da Portaria 1647/99 em nível de novo Decreto Presidencial.600 1. Conselheiro Roberto Cláudio Frota Bezerra – Presidente Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Vice-Presidente ANEXO A QUADRO DAS ÁREAS PROFISSIONAIS E CARGAS HORÁRIAS MÍNIMAS ÁREA PROFISSIONAL 1. a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação adota por este parecer as normas de credenciamento dos Centros de Educação Tecnológica e de autorização e reconhecimento dos Cursos Superiores de Tecnologia previstos nas Portarias Ministeriais 1647/99 e 064/2001. as escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades que ministrem cursos superiores de tecnologia.600 1.400 1. devem. deve ser revogado. que modificou o artigo 5o do Decreto 2406/97.600 2.

de operação e de controle da comercialização (compra e venda) de bens e serviços. paisagística e agroindustrial. Química 16. Telecomunicações 19.7. CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS PROFISSIONAIS 1. Recursos pesqueiros 17 Saúde 18. 398 .000 1. Geomática 8. sonoros. O planejamento inclui: estudos. ÁREA PROFISSIONAL: ARTES Compreende atividades de criação. bem como pela sua preservação. vegetal. formatação. Turismo e hospitalidade 2. de idéias e de entretenimento.000 2.400 1. ÁREA PROFISSIONAL: AGROPECUÁRIA Compreende atividades de produção animal. Informática 12.400 2. ambiental e social.600 1. Mineração 15.600 1. desenvolvimento. música. arquitetura. pós-venda em nível nacional e internacional. 2. O controle consiste no acompanhamento das operações de venda.600 (Áreas e competências relativas aos cursos técnicos e extraídos da Resolução CED 04/99. A operação inclui: comunicação com o público. escultura. Imagem pessoal 10.400 2.400 2. de distribuição e de pós-venda. Lazer e desenvolvimento social 13. como referência para discussão daquelas referentes aos cursos superiores de tecnologia. 3. projetos. audiovisuais.600 2. Indústria 11. visando à qualidade e à sustentabilidade econômica.400 2. intermediação e atração de clientes.600 2. dança. Meio ambiente 14. Destinam-se a informar e a promover a cultura e o lazer pelo teatro. circo.600 1. armazenamento e distribuição física de mercadorias. de armazenamento. ÁREA PROFISSIONAL: COMÉRCIO Compreende atividades de planejamento. difusão e conservação de bens culturais. verbais e não verbais. interpretação e utilização eficaz e estética. criação de linguagens (sonora. Transportes 20. Gestão 9. impressos. A produção artística caracteriza-se pela organização. venda. pintura. operação e controle. As cargas horárias já estão adequadas ao Tecnólogo). aquisição de bens ou serviços.000 1. cinema e outros. estruturadas e aplicadas de forma sistemática para atender as necessidades de organização e produção dos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio. Os processos de produção na área estão voltados para a geração de produtos visuais. plástica). cênica.

6. fotogrametria. em trabalhos realizados em rádio. rodovias. de informações. ÁREA PROFISSIONAL: CONSTRUÇÃO CIVIL Compreende atividades de planejamento. ÁREA PROFISSIONAL: COMUNICAÇÃO Compreende atividades de produção. editoração e publicidade. fotografia. uma vez processados e manipulados com equipamentos e programas da tecnologia da informação. acompanhamento e orientação técnica à execução e à manutenção de obras civis. os sistemas de informações geográficas e os sistemas de posicionamento por satélite. gestão da produção e implantação do projeto). 8. armazenamento e distribuição ou difusão. com as novas tecnologias e os novos campos de aplicação. ÁREA PROFISSIONAL: GEOMÁTICA Compreende atividades de produção. armazenagem. o mapeamento digital. estilos. otimizando os aspectos estético. execução de obras e prestação de serviços. ferrovias. processos e meios de representação visual). ÁREA PROFISSIONAL: GESTÃO 399 . 5. adequando-os aos conceitos de informação e comunicação vigentes. cartografia. embalagens. vídeo. aquisição. leiautes. de serviços. econômica e funcional. imagética ou impressa. análise. cinema. A produção define-se pela organização e formatação de mensagens a partir da análise de suas características frente às do público a ser atingido. com definição de especificidades e características) e na execução (confecção de desenhos. de maneira criativa e inovadora. O desenvolvimento de projetos implica na criação (pesquisa de linguagem. aeroportos. geodésia. barragens e vias navegáveis. usinas. ergonomia. de idéias e de entretenimento. materiais. maquetes e protótipos. ÁREA PROFISSIONAL: DESIGN Compreende o desenvolvimento de projetos de produtos. no planejamento (identificação da viabilidade técnica. agrimensura. como edifícios. formal e funcional. Abrange a utilização de técnicas e processos construtivos em escritórios. como o sensoriamento remoto. em diferentes propostas comunicativas. geram-se produtos que podem constituir mapas dos mais diversos tipos ou bases de dados de cadastros multifinalitários. Com dados coletados por sensores orbitais e aerotransportados. televisão. hidrografia. e ajustando-os aos apelos mercadológicos e às necessidades do usuário. portos. por instrumentos acoplados em embarcações ou instalados no solo. de forma isolada ou integrada. disseminação e gerenciamento de informações espaciais relacionadas com o ambiente e com os recursos terrestres. de ambientes internos e externos.4. 7. integrando elementos como topografia. envolvendo a utilização eficaz e estética das linguagens sonora. em multimeios ou multimídia. Inclui atividades de levantamento e mapeamento. projeto.

operação.Compreende atividades de administração e de suporte logístico à produção e à prestação de serviços em qualquer setor econômico e em todas as organizações. maquiadores. são as de mecânica. borracha. substâncias ou objetos ininterruptamente podendo conter operações biofísicoquímicas durante o processo. em ambos os processos. eletroeletrônica. inclui os serviços prestados por esteticistas. ÁREA PROFISSIONAL: INFORMÁTICA Compreende atividades de concepção. As atividades industriais de maior destaque. controle e avaliação dos processos que se referem aos recursos humanos. A presença humana. aos tributos. Os discretos. à produção. excluídas as da indústria química. Esses processos pressupõem uma infra-estrutura de energia e de redes de comunicação. não contínuos. a organização dos eventos da moda. 9. Com a crescente automação. ÁREA PROFISSIONAL: INDÚSTRIA Compreende processos. inclui a criação e execução de peças de vestuário e acessórios. contudo. de modo que o profissional interfira de forma indireta por meio de sistemas microprocessados. serviços e conhecimentos. aos sistemas de informações. que geralmente requerem a intervenção direta do profissional caracterizam-se por operações físicas de controle das formas dos produtos. às finanças e à contabilidade. visando a aplicações na produção de bens. projeto. Os processos contínuos são automatizados e transformam materiais. cabeleireiros. implementação. o planejamento. 10. software. a execução e a gestão de serviços de embelezamento pessoal e de moda. qualidade e produtividade. aos recursos materiais. manutenção. metalurgia. contínuos ou discretos. avaliação. especificação. suporte e manutenção de sistemas e de tecnologias de processamento e transmissão de dados e informações. ÁREA PROFISSIONAL: LAZER E DESENVOLVIMENTO SOCIAL 400 . cerâmica e tecidos. 11. siderurgia. gráfica. refrigeração e ar condicionado. aspectos organizacionais e humanos. de transformação de matérias primas na fabricação de bens de consumo ou de produção. calçados. os processos discretos tendem a assemelhar-se aos processos contínuos. é indispensável para o controle. ÁREA PROFISSIONAL: IMAGEM PESSOAL Compreende a concepção. públicas ou privadas. incluindo hardware. demandando um profissional apto para desenvolver atividades de planejamento. automação de sistemas. No caso da moda. instalação. As atividades de gestão caracterizam-se pelo planejamento. a gestão e a comercialização de moda. madeira e mobiliário e artefatos de plástico. No caso do embelezamento pessoal. ao patrimônio. vestuário. em institutos ou em centros de beleza. manicuros e pedicuros. automotiva. operação. de todos os portes e ramos de atuação. 12.

Inclui. cerâmica. 14. de alimentação. cimento. folclore. o planejamento das etapas de preparação de jazidas. água e ar). absorção. como as de prática físico-desportiva. e para a melhoria da qualidade de vida nas coletividades. PVC e borrachas. ÁREA PROFISSIONAL: MEIO AMBIENTE Compreende ações de preservação dos recursos naturais. e de voluntariado. de educação. de consumo e consumidor. as de esportes. o tratamento de minério. Compreende. cristalização. com controle e avaliação dos fatores que causam impacto nos ciclos de matéria e energia. 401 . da tecnologia ambiental e da gestão ambiental. dos reatores químicos. As atividades de lazer incluem. polímeros e compósitos. entre outras. dos sistemas de utilidades industriais. diminuindo os efeitos causados na natureza (solo. alimentos e bebidas. também. de educação ambiental. a centros de pesquisa. Destacam-se. recreação. fármacos. de saúde. fibras. ÁREA PROFISSIONAL: MINERAÇÃO Compreende atividades de prospecção e avaliação técnica e econômica de depósitos minerais e minerais betuminosos. de habitação. grupal e comunitário. de recreação e entretenimento. também. dos sistemas de transporte de fluidos. a extração. Como conseqüência. de fruição artístico-cultural. reagentes.Compreende atividades visando ao aproveitamento do tempo livre e ao desenvolvimento pessoal. ÁREA PROFISSIONAL: QUÍMICA Compreende processos físico-químicos nos quais as substâncias puras e os compostos são transformados em produtos. Uma característica relevante da área é o alto grau de periculosidade e insalubridade envolvidos nos processos. com enfoque educativo e solidário. fluidização etc. plásticos. Engloba. de oferta de serviços públicos. adsorção. têxtil. 15. incluindo operações de destilação. atividades de prevenção da poluição por meio da educação ambiental não escolar. a laboratórios independentes de análise química e a comercialização de produtos químicos. a laboratórios farmacêuticos. arte e cultura. de trabalho e profissionalização. o controle e mitigação dos impactos ambientais e a recuperação de áreas lavradas e degradadas. cosméticos. promovida e executada de forma participativa e mobilizadora. extração. entretenimento. as operações auxiliares. a atuação na área requer conhecimento aprofundado do processo. vernizes. igualmente. matéria prima para a indústria química de base. também. As de desenvolvimento social incluem as atividades voltadas para a reintegração e inclusão social. fertilizantes. 13. pigmentos e tintas. As atividades de maior destaque são as de petroquímica. A gestão de programas desta área é planejada. de grupos de interesse. dos sistemas de troca térmica e de controle de processos. de geração de emprego e renda. de infância e juventude. refino do petróleo. atividades ligadas à biotecnologia. de formação de associações e de cooperativas. para a participação em grupos e na comunidade. papel e celulose. de qualidade da vida urbana. de terceira idade. manutenção de equipamentos ou instrumentos e realização de análises químicas em analisadores de processos dispostos em linha ou em laboratórios de controle de qualidade do processo. Concretiza-se em torno de questões sociais estratégicas.

enfermagem. redes e protocolos. interrelacionadas ou não.as de tratamento de efluentes. empresas e demais locais de trabalho. laboratórios e consultórios profissionais.ÁREA PROFISSIONAL: TRANSPORTES Compreende atividades nos serviços de transporte de pessoas e bens e nos serviços relacionados com o trânsito. creches. e a organização e realização de eventos de diferentes tipos e portes. saúde bucal. operação e manutenção de sistemas de telecomunicações – comunicação de dados digitais e analógicos. Os serviços de transporte de pessoas e bens são prestados por empresas públicas ou particulares. centros. com base em modelo que ultrapasse a ênfase na assistência médico-hospitalar. telefonia. escolas. estacionamento nas vias públicas. Os de hospedagem são prestados em hotéis e outros meios. psicológica. nutrição. dentre as quais biodiagnóstico. e em outros ambientes como domicílios. Os serviços de hospitalidade incluem os de hospedagem e os de alimentação. 16 – ÁREA PROFISSIONAL: RECURSOS PESQUEIROS Compreende atividades de extração e de cultivo de organismos que tenham como principal “habitat” a água. comutação. para obtenção de matéria prima ou para obter produtos ambientalmente corretos. 17 – ÁREA PROFISSIONAL: SAÚDE Compreende as ações integradas de proteção e prevenção. saúde visual e vigilância sanitária. comercialização. farmácia. A atenção e a assistência à saúde abrangem todas as dimensões do ser humano – biológica. e por autônomos realizados por qualquer tipos de veículos e meios transportadores. Os serviços relacionados com o trânsito referem-se a movimentação de pessoas. saúde e segurança no trabalho. recuperação e reabilitação referentes às necessidades individuais e coletivas. Os serviços turísticos incluem o agenciamento e operação. produção. água. espiritual. hospitais. social. recepção. 19. educação. transmissão. 402 . reabilitação. o guiamento. 18 – ÁREA PROFISSIONAL: TELECOMUNICAÇÕES Compreende atividades referentes a projetos. a promoção do turismo. inclusive forenses. visando a promoção da saúde. desenvolvimento de novos materiais para desenvolver novos produtos. radiologia e diagnóstico por imagem em saúde. monitoramento e intervenções no tráfego. referentes à oferta de produtos e à prestação de serviços turísticos e de hospitalidade. As ações integradas de saúde são realizadas em estabelecimentos específicos de assistência à saúde. diretamente ou por concessão. por terra. e veículos. ecológica – e são desenvolvidas por meio de atividades diversificadas. fiscalização de veículos e educação não escolar para o trânsito. tais como postos. implantação. para seu aproveitamento integral na cadeia produtiva. ambiental e social. análises para investigação. estética. ar e dutos. como colônias de férias. com segurança de qualidade e sustentabilidade econômica. processos eletroquímicos (galvanoplastia). centros comunitários. 20 – ÁREA PROFISSIONAL: TURISMO E HOSPITALIDADE Compreende atividades.

clubes. Nos termos do art. DESPACHOS DO MINISTRO (Despacho do Ministro em 5/4/2001. “caterings”. sobre Cursos Superiores de Tecnologia . Seção 1E.º 23001. de 24 de novembro de 1995. escolas. navios. ou ainda em serviços de bufês. condomínios residenciais e de lazer. abrigos para grupos especiais. p. o Ministro de Estado da Educação HOMOLOGA o Parecer nº 436/2001 da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. Estas atividades são desenvolvidas num processo que inclui o planejamento. escolares. 67. distribuição em pontos de venda. como empresas. navios. bares e outros meios. 403 . conforme consta do Processo n. militares. trens. entregas diretas. 2º da Lei nº 9.000106/2001-98.131. a promoção e venda e o gerenciamento da execução. publicado no Diário Oficial da União de 6/4/2001. de saúde. coletividades. PAULO RENATO SOUZA Publicado no Diário Oficial da União de 06 de abril de 2001. aviões. acampamentos.Formação de Tecnólogos. Os serviços de alimentação são prestados em restaurantes. parques. instituições esportivas.albergues.

tanto o encaminhamento de solicitações neste sentido pelas instituições de Ensino Superior. Além do mais. a CES julga que deve haver alguma uniformidade e concordância em termos das exigências básicas comuns às diferentes comissões. Embora alguma heterogeneidade de critérios seja natural. tem revelado um excesso de rigor por parte de certas comissões.000406/99-64 PARECER Nº: CES 1.PARECER Nº 1. fazemos as seguintes observações: 1 – Mantenedoras e Instituições de Ensino Seria necessário que se distinguissem claramente as exigências referentes à mantenedora e aquelas que dizem respeito ao curso. considerando a diversidade e as especificidades das diferentes áreas de conhecimento.RELATÓRIO A Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação manifesta-se junto à SESu/MEC no sentido de externar sua preocupação em relação aos critérios que vêm sendo utilizados pelas Comissões de Especialistas e de Verificação por ocasião da análise dos processos de autorização e de reconhecimento de cursos. Arthur Roquete de Macedo e Yugo Okida PROCESSO Nº: 23001. 2 – Diferenciação de critérios conforme o tipo de instituição 404 . não interferindo na sua tramitação ulterior. que é feita pela CES.99 I . Com o intuito de promover um entendimento maior nas avaliações tanto para autorização como para reconhecimento de cursos. Os critérios utilizados pelas diferentes Comissões de Especialistas para autorização e reconhecimento de cursos são extremamente heterogêneos. que não encontra amparo legal nem é necessária para assegurar a qualidade desejável para os cursos de uma determinada área. Lauro Ribas Zimmer. A regularidade fiscal e parafiscal da mantenedora.070/99/CES/CNE MANTENEDORA/INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação-UF: DF ASSUNTO: Critérios para autorização e reconhecimento de cursos de Instituições de Ensino Superior RELATORES(a) CONSELHEIROS(a): Eunice Ribeiro Durham. a análise dos processos. como a avaliação das propostas pela CES/CNE.070/99-CÂMARA OU COMISSÃO: CES-APROVADO EM: 23. assim como a idoneidade de seus dirigentes deve ser verificada pela SESu e ser considerada apenas como pré-condição para o acolhimento do processo.11. o que dificulta enormemente.

em prazo pré-determinado. Esta política admite que instituições que associam ensino e pesquisa constituem um segmento importante do sistema. com bom projeto pedagógico. Além do mais. mas não podem ser consideradas nem como modelo nem como paradigma das demais instituições de ensino. pequenas instituições integradas na sociedade local. não podendo o critério ser estendido automaticamente para outros tipos de instituição. Centros Universitários. Dentro destes parâmetros legais. 405 . A presença de docentes sem especialização pode ser aceita excepcionalmente. 3. mediante compromisso da instituição no sentido de. assegurarem que os docentes adquiram a qualificação mínima. que não desenvolvam pesquisa (a não ser como atividade prática dos alunos) e que não incluam no corpo docente elevado percentual de mestre e doutores. 3 – Cursos e instituições É importante também que se distingam exigências a serem feitas à instituição de ensino no seu conjunto. as exigências são freqüentemente inviáveis. necessárias ao seu credenciamento e recredenciamento e aquelas que dizem respeito ao curso sob consideração. em detrimento mesmo da experiência didática e profissional do quadro docente. O que a lei exige é que os docentes nas instituições de nível superior sejam formados em cursos de pós-graduação stricto sensu ou lato sensu. a LDB estabelece exigências relativas à titulação do corpo docente. é permissível a exigência de titulação e tempo integral para os coordenadores de curso.1 – Titulação e regime de trabalho. Faculdades Integradas e Faculdades ou Escolas isoladas – é parte da política do MEC no sentido de diversificar o sistema de ensino superior brasileiro. apenas à instituição no seu conjunto e não a um curso em particular. as quais também são necessárias como ocorre nos países desenvolvidos e não devem ser avaliadas pelos mesmos critérios que se aplicam a universidades. especialmente na área de formação profissional. É perfeitamente possível a existência de bons cursos de graduação.A distinção entre tipos de instituição – Universidades. uma vez que essas são condições necessárias para a qualidade do ensino. os critérios de avaliação utilizados pelas comissões não levam em consideração esta diferenciação entre tipos de estabelecimentos. Os critérios são uniformes e só são classificados como A e B cursos que se enquadrem nas exigências próprias para universidades. As exigências referentes ao percentual de mestres e doutores e de docentes em regime de tempo integral aplicam-se. Isto faz com que as instituições de ensino sejam levadas a valorizar excessivamente a titulação. Constitui tarefa urgente uma revisão dos critérios atualmente adotados. por analogia com as determinações da LDB. Em áreas nas quais o número de doutores é reduzido e nos estabelecimentos situados no interior dos Estados. ao regime de trabalho e à produção científica para as universidades. cujo corpo docente inclui doutores que sequer residem no município e cuja colaboração no curso é mínima. Desta forma. diferenciando-os em termos de missões institucionais diversas. Entretanto. próprias de cada tipo de estabelecimento. são prejudicadas e não podem competir com filiais de grande empresas de ensino.

de Engenharia e Arquitetura. preparação das aulas e participação em reuniões de coordenação das disciplinas e programas e atendimento de alunos. a exigência de pesquisa comprovada é feita em relação à instituição e não especificamente a cada curso individualmente. podem compensar. por exemplo. 3. Do mesmo modo. As comissões que avaliam os pedidos de autorização e reconhecimento podem verificar a existência de planos de qualificação docente na instituição. e sua aplicação ao curso considerado. Do ponto de vista institucional. façam julgamentos divergentes quanto à adequação desse plano. para as quais a indissociabilidade entre ensino e pesquisa é determinada constitucionalmente e regulada pela LDB. a exigência de pesquisa acadêmica e a de produção científica restringe-se às universidades. uma vez que é indispensável que se assegure uma assistência adequada aos estudantes fora do horário de aula.2 . na avaliação do corpo docente. de Jornalismo. Observações semelhantes podem ser feitas em relação a exigência de processos de avaliação. a experiência na magistratura ou no exercício da advocacia ou aprovações em concursos públicos. Pode-se também considerar condição necessária para a boa qualidade do curso que os contratos de trabalho dos professores prevejam tempo remunerado para a correção de trabalho. de Administração. Cursos de Propaganda e Marketing. O que caberia as comissões é a verificação de projeto de avaliação de cursos compatíveis com o projeto da instituição. Além do mais o tipo de avaliação recomendado varia conforme a comissão. isto cria expectativas e necessidades de planejamento diferencial para cada curso. a avaliação dos cursos deve constituir um projeto institucional coerente. reconheça-se que experiência profissional pode ser tão ou mais importante que titulação acadêmica. 3. algumas exigem avaliação do curso e outras não. que avaliam diferentes cursos de uma mesma instituição. Cinema. de Música. a ausência de mestres e doutores.É também essencial que. ou um número reduzido deles.Processos de avaliação dos cursos. É preciso ter em conta que. com vantagens. Finalmente. Também neste caso. a exigência de que o corpo docente não seja constituído exclusivamente de horistas pode ser considerada uma condição para garantir um mínimo de qualidade ao curso. especialmente em cursos de cunho profissionalizante. Assim. de acordo com a legislação existente. o que dificulta ou mesmo impede uma ação institucional integrada em termos de avaliação. Rádio e TV. mas é necessário evitar que diferentes comissões. Mesmo neste caso.3 – Pesquisa e iniciação científica. A extensão da 406 . é preciso considerar que planos de qualificação docente se aplicam propriamente à instituição e não ao curso. no curso de Direito. Nos relatórios das comissões. de Medicina e tantos outros precisam se beneficiar de um corpo docente que inclua profissionais competentes e experientes.

exigência aos cursos deve ser feita com prudência. a previsão de instalações e infra-estrutura para o conjunto da instituição. o que não é o objetivo da mesma maioria dos cursos de graduação. mas não deve ser estabelecida como exigência para o reconhecimento dos cursos de qualquer instituição. Bolsas ou processo institucionalizados de iniciação científica. plano de desenvolvimento institucional. não pode ser pré-condição para autorização de cursos novos. A existência de bolsas de iniciação científica pode contribuir para avaliar cursos de universidades. por outro lado. a definição dos objetivos da instituição e do tipo de formação que pretende oferecer. uma vez que o estabelecimento de núcleos de pesquisa é uma tarefa a médio prazo. ser estabelecida como condição para o reconhecimento do curso e. é preciso que se considerem . quando muito. com precisão de reuniões dos docentes para integração das atividades de ensino e planejamento do curso. são diferentes pois estão dirigidos para a formação de pesquisadores. O que se pode e se deve colocar como condição para o reconhecimento do curso é o desenvolvimento de práticas investigativas. pequenos trabalhos de campo sob a orientação dos docentes. tanto nas universidades quanto em outras instituições de ensino. as condições para o credenciamento das instituições. a idoneidade dos dirigentes. o projeto pedagógico. Claramente . na mesma ocasião. 4 – Autorização de cursos simultânea ao credenciamento da instituição No caso de autorização de cursos para instituições novas. trabalhos individuais ou coletivos de experiências nos laboratórios constituem procedimentos pedagógicos essenciais para ensino de qualidade e para a formação adequada de futuros profissionais e devem ser estimulados. perfil desejado para os docentes. não pode esperar mais do que uma atividade incipiente. o trabalho em escritórios de advocacia associados aos cursos de Direito. mas observando critérios próprios. associadas ou não à extensão universitária. assim mesmo. Os documentos referentes ao credenciamento devem incluir: a previsão de recursos. Práticas investigativas como pesquisa bibliográfica. Quando a instituição nova propõe um conjunto de cursos. que façam parte integrante da formação dos alunos de graduação. é necessário que estes diferentes pedidos de autorização sejam examinados de forma integrada tanto 407 . a existência de processos de avaliação. plano de capacitação docente. que não pode ser improvisada. A pesquisa pode. estudos de caso. plano de carreira e regime de trabalho.

Sugere-se também que. No que diz respeito ao processo de autorização. sua estrutura curricular e as ementas das disciplinas a serem oferecidas.pelas comissões como pela CES. informatização e acervo da biblioteca. na CES. para a autorização. Além do mais. necessários para o conjunto do curso. Nesta perspectiva. é preciso maior comedimento na exigência de múltiplos exemplares dos livros indicados na bibliografia. 5 – Exigências diferenciais para autorização e reconhecimento Há que se distinguir exigências para autorização e para reconhecimento de cursos. O que cabe. neste caso. 6 – Exigências quanto à estrutura curricular A questão da análise da estrutura curricular é particularmente delicada neste momento em que os antigos currículos mínimos não estão em vigência como também as novas diretrizes curriculares. o conjunto de autorizações e o credenciamento sejam examinados por um único relator ou por um a comissão. é preciso que a atualização e a relevância das obras do acervo recebam consideração maior que o número de livros existentes. não se pode esperar que a instituição realize. 408 . equipamentos. 7 – Observações específicas 7. cabem duas recomendações gerais: nem devem as comissões exigir a rígida obediência nem aos antigos currículos mínimos nem as diretrizes provisórias que vêm sendo publicadas pelas comissões. previamente à própria autorização. Assim as condições necessárias para que se autorize o início do curso não precisam abranger as instalações. laboratórios. É indispensável que a instituição assuma o compromisso de satisfazer as condições básicas antes da instalação do curso e apresente um cronograma de investimento que assegure que todas as condições indispensáveis para o ensino sejam preenchidas antes do pedido de reconhecimento. o plano de investimento e a viabilidade financeira da instituição para cumprir o cronograma acordado devem ser cuidadosamente examinados. A bibliografia básica dos cursos é freqüentemente alterada porque dever ser atualizada constantemente e a multiplicação de textos desatualizados no acervo constitui um investimento pouco produtivo. é exigir que o projeto de instalação do curso detalhe as condições físicas que serão providenciadas. embora devam estar presentes as condições necessárias para o funcionamento do primeiro ano. Neste caso. os equipamentos que serão instalados nos laboratórios. juntamente com o pedido de credenciamento. a instituição apresente o projeto pedagógico do curso. os livros que serão comprados. É indispensável entretanto que. assim como a bibliografia a ser utilizada e adquirida.1 – No que diz respeito à biblioteca. Sugere-se que as Comissões de Verificação trabalhem em conjunto e que os presidentes dessas comissões discutam e integrem os relatórios referente ao conjunto dos cursos e ao credenciamento da instituição. todos os investimentos necessários em termos de salas de aula. laboratórios e acervos bibliográficos que só serão utilizados em anos posteriores.

também não é fácil contratar o número suficiente de professores experientes para um alunado excessivamente numeroso. Além do mais. a exigência. Para os professores constitui uma sobrecarga didática excessiva por exigir uma orientação que também é quase equivalente ao trabalho de orientar um mestrado. Pode-se argumentar em contrário. 7. É perfeitamente aceitável que esse tipo de trabalho seja exigido apenas nos cursos de especialização e mestrado. A questão do número de alunos por turma é igualmente relevante. Dificilmente se deve autorizar um curso novo com número exagerado de vagas.2 – Outra observação que precisa ser vista diz respeito às exigências feitas por algumas Comissões e não por outras. as quais mesmo que sejam consideradas desejáveis por alguns especialistas. pois a instituição não conta com a experiência pedagógica suficiente para oferecer atendimento satisfatório ao número muito grande de alunos. sem desrespeitar a flexibilidade e pluralidade de orientações pedagógicas que a LDB permite. nas quais turmas muito numerosas promovem o insucesso escolar e a evasão. portanto. Não há nenhuma base legal para esta exigência. impede um ensino participativo que estimule o trabalho individual e coletivo dos estudantes. mais um vez. 7. mesmo as melhores universidades têm encontrado dificuldades em institucionalizar este tipo de procedimento. O acompanhamento de egressos é muito difícil de ser feito e exige um considerável esforço administrativo. 409 . nem ela obedece a um princípio pedagógico de aceitação universal. que a exigência desta monografia constitui uma carga excessiva tanto para os alunos como para os docentes. avaliação e motivação dos estudantes. 7.4 – Particular atenção precisa ser dedicada ao número total de alunos e ao números de aluno por turma. se aplicaria à instituição do seu conjunto e não a um outro curso especificamente. mais precisa ser uniformizada para o conjunto. O número excessivo de alunos em sala de aula sobrecarrega o professor e prejudica um trabalho satisfatório de acompanhamento. Isto é particularmente verdadeiro nas séries iniciais. pode dificultar a conclusão dos cursos. dependendo da concepção de diferentes especialistas. que a exigência não se restrinja a um ou outro curso. é importante. especialmente quando as exigências relativas à monografia a aproximam as de uma dissertação de Mestrado. Para os alunos. Ainda que se considere essencial este acompanhamento. não podem ser impostas aos cursos. Uma delas é a exigência de monografias de final de curso.Tanto no caso das bibliotecas como na infra-estrutura de informática o melhor é exigir a previsão de recursos permanentes para melhoria.3 – Algumas comissões solicitam dados referentes aos egressos. Tanto em um caso como em outro. atualização e ampliação do acervo e dos equipamentos.

Conselheiros Roberto Cláudio Frota Bezerra . Recomendamos também que todos os cursos com conceito A ou B obtidos na prova do Exame Nacional de Cursos imediatamente anterior à renovação do reconhecimento tenham automaticamente o reconhecimento renovado por um período de 5 (cinco) anos.Presidente Arthur Roquete de Macedo . é necessário rever e uniformizar o prazo de validade atribuído aos reconhecimentos. Conselheira Eunice Ribeiro Durham – Relatora Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Relator Conselheiro Yugo Okida – Relator Conselheiro Lauro Ribas Zimmer – Presidente III . o reconhecimento seria condicional. 8 – Prazo de validade dos reconhecimentos Finalmente.7. para um primeiro reconhecimento o prazo de 4 (quatro) anos é satisfatório. por 8 (oito) anos. ou 3 (três) anos a visita de comissão de verificação para avaliar o cumprimento das recomendações pela própria SESu. poderia ser feito pelo prazo mínimo de 6 (seis) anos e. 23 de novembro de 1999. estando sujeito. após 2 (dois) anos. nos cursos consolidados. O segundo reconhecimento.Vice-Presidente 410 .5 – Atenção particular também dever ser dada a existência de instalações para a permanência e o trabalho dos docentes na instituição. Brasília-DF. solicitamos à SESu/MEC que se pronuncie face a esta questão e indique os procedimentos que poderá adotar no sentido de estabelecer critérios gerais para a atuação das comissões. a não ser quando há uma série de recomendações que precisam ser cumpridas pelos cursos. Consideramos que. inclusive acesso a equipamento de informática. Nestes casos. Sala das Sessões. II – VOTO DOS RELATORES Tendo em vista estas considerações.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior acompanha o voto da Relatora. em 23 de novembro de 1999. quando a avaliação for positiva.

O Parecer CNE/CES 776/97 estabeleceu orientação geral para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação e entre outras considerações assinala: “Além do mais.PARECER Nº 583/2001/CES/CNE INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior . de 1995. bem como no artigo 14 do Decreto 2. formulados na vigência da legislação revogada pela Lei 9. as diretrizes curriculares devem observar os seguintes princípios: 1) Assegurar às instituições de ensino superior ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos. O Decreto 2. de dezembro de 1996.394. da fixação detalhada de mínimos curriculares e resultam na progressiva diminuição da margem de liberdade que foi concedida às instituições para organizarem suas atividades de ensino” e destaca: “Visando assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes. inciso II do artigo quatro.RELATÓRIO A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação tem. de outubro de 1996. Lei 9. em grande parte.131. competência para “deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto.394. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. os currículos dos cursos superiores. 411 . da Lei 9. de dezembro de 1996.UF: DF ASSUNTO: Orientação para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação RELATOR(A): Éfrem de Aguiar Maranhão PROCESSO(S) Nº(S): 23001. assegura ao ensino superior maior flexibilidade na organização curricular dos cursos.000141/2001-15 PARECER Nº: CNE/CES 583/2001 COLEGIADO CES APROVADO EM: 04/4/2001 I . de 1997. estabelecem que as Diretrizes Curriculares são referenciais para as avaliações de cursos de graduação. atendendo à necessidade de uma profunda revisão de toda a tradição que burocratiza os cursos e se revela incongruente com as tendências contemporâneas de considerar a formação em nível de graduação como uma etapa inicial da formação continuada. 2) Indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensinoaprendizagem que comporão os currículos. bem como à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. para os cursos de graduação”. em geral caracterizam-se por excessiva rigidez que advém.306. as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos.026. evitando ao máximo a fixação de conteúdos específicos com cargas horárias pré-determinadas. assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas.

. 11. assim como os estágios e a participação em atividades de extensão..curriculares que são referenciais curriculares detalhados e não obrigatórios. de forma a melhor atender às necessidades diferenciais de suas clientelas e às peculiaridades das regiões nas quais se inserem. diretrizes curriculares que assegurem a necessária flexibilidade e diversidade nos programas oferecidos pelas diferentes instituições de ensino superior.172 de janeiro de 2001. II – VOTO DO(A) RELATOR(A) Tendo em vista o exposto. as seguintes atribuições:.”.fixar os currículos dos seus cursos e programas. em nível nacional. são asseguradas às universidades.II . sem prejuízos de outras.” com parâmetros ou padrões –standard. 4) Incentivar uma sólida formação geral. 5) Estimular práticas de estudo independente. o relator propõe: 412 . 7) Fortalecer a articulação da teoria com a prática. 53 : “No exercício de sua autonomia. a criatividade e a responsabilidade das instituições ao elaborarem suas propostas curriculares.. necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento. de 2000 até 6800 h.” O MEC/SESu também em dezembro de 1997 lançou Edital 4 estabelecendo modelo de enquadramento das propostas de diretrizes curriculares tendo recebido cerca de 1200 propostas bastante heterogêneas que foram sistematizadas por 38 comissões de especialistas. inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada. define nos objetivos e metas: “. 6) Encorajar o reconhecimento de conhecimentos. visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno. é fundamental não confundir as diretrizes que são orientações mandatórias.. permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa. Art. valorizando a pesquisa individual e coletiva.. observadas as diretrizes gerais pertinentes.. LDB. mesmo às universidades. habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar. Portanto.. Estabelecer. O Plano Nacional de Educação.3) Evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação. Incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas. Lei 10. A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação decidiu adotar uma orientação comum para as diretrizes que começa a aprovar e que garanta a flexibilidade. e de carga horária.. Destaca-se a variedade em termos de duração dos cursos em semestres: de quatro até 12.

gAcompanhamento e Avaliação.Relator III – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a). 2. bCompetência/habilidades/atitudes. Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Presidente Conselheiro Jose Carlos Almeida da Silva – Vice-Presidente 413 . Sala das Sessões. cHabilitações e ênfases.conforme o curso o projeto pedagógico deverá orientar o currículo para um perfil profissional desejado. 04 de abril de 2001.A definição da duração. em 04 de abril de 2001. carga horária e tempo de integralização dos cursos será objeto de um Parecer e/ou uma Resolução específica da Câmara de Educação Superior.As Diretrizes devem contemplar: aPerfil do formando/egresso/profissional . dConteúdos curriculares. 1- Brasília–DF. eOrganização do curso. fEstágios e Atividades Complementares. Conselheiro Éfrem de Aguiar Maranhão .

no Artigo 47 da Lei 9.000048/2001-01 PARECER Nº CNE/CES 575/2001 COLEGIADO: CES APROVADO EM: 04/04/2001 II – VOTO DO(A) RELATOR(A) A Assessoria Educacional da Utopia Empreendimentos Educacionais e Culturais consulta o CNE sobre carga horária de Cursos Superiores. não devendo ter repercussão na organização e funcionamento dos cursos de educação superior. diz respeito exclusivamente ao valor salárioaula. O conceito de trabalho acadêmico efetivo. não cabendo ao legislador alterá-la sob pena de afetar as bases mesmas de sociabilidade entre indivíduos. hora-aula diurna é igual a hora-aula noturna. Sala das Sessões. antes de tudo. é clara a afirmação do ano letivo regular para educação superior. logo hora é igual a hora-sindical. grupos. a “hora-sindical” . em convenção consagrada pela civilização contemporânea. biblioteca e outras. Considerando os instrumentos legais em vigor que tratam do assunto. 200 (duzentos) dias de trabalho acadêmico efetivo. 414 . hora de aula é igual a hora sindical. particularmente o Artigo 47 da Lei 9. Finalmente. em 04 de abril de 2001. Conselheiro(a) Vilma de Mendonça Figueiredo.” Estabeleça-se.Relator(a) III – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a). compreende atividades acadêmicas para além da sala de aula. central para questão aqui tratada.394/96 e em acordos sindicais para caracterizar “grande confusão para o atendimento de grandes interesses: horas é igual a hora-aula. cabe ressaltar que a hora-aula ajustada em dissídios trabalhistas. no mínimo. O questionamento apóia-se no Parecer 05/97 da CEB/CNE.PARECER 575/2001/CNE/CES MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DA EDUCAÇÃO INTERESSADO: Utopia Empreendimentos Educacionais e Culturais UF:RJ ASSUNTO: Consulta sobre carga horária de cursos superiores RELATOR(A): Vilma de Mendonça Figueiredo PROCESSO(S): Nº(S): 23001. a seguinte preliminar: hora é período de 60 (sessenta) minutos. 04 de abril de 2001. como contendo. Brasília(DF) . sociedades.394/96. como atividades em laboratório.

Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Presidente Conselheiro José Carlos Almeida da Silva – Vice Presidente

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PARECER 29/2002/CP Parecer homologado por despacho do ministro, publicado no Diário Oficial da União de 13/12/2002 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Ministério da Educação UF:DF ASSUNTO: Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico RELATOR(A): Conselheiro Francisco Aparecido Cordão PROCESSO(S) Nº(S): 23001.000344/2000-12 PARECER CNE/CP: 29/2002 COLEGIADO: CP APROVADO EM: 03/12/2002 I – RELATÓRIO • Histórico Em 05/10/2000, o Ministro de Estado de Educação, Prof. Dr. Paulo Renato Souza, através do Aviso Ministerial nº 120/2000, encaminhou à deliberação do Conselho Nacional de Educação, nos termos da Lei Federal nº 9.131/95, de 25/11/95, a proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico, elaborada pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação. No Conselho Nacional de Educação, o Aviso Ministerial nº 120/2000 foi protocolado sob o nº 23001.000344/2000–12, em 11/10/2000. Imediatamente, o Presidente do colegiado constituiu comissão bicameral, com dois representantes de cada Câmara, sob presidência do Cons. Francisco César de Sá Barreto, para deliberar sobre o assunto. A referida comissão ficou assim constituída: pela Câmara de Educação Superior, os conselheiros Francisco César de Sá Barreto e Carlos Alberto Serpa de Oliveira; pela Câmara de Educação Básica, os conselheiros Ataíde Alves e Francisco Aparecido Cordão. Posteriormente, o Conselheiro Carlos Alberto Serpa de Oliveira, tendo vencido o seu mandato como conselheiro, foi substituído, na comissão bicameral, pelo Conselheiro Arthur Roquete de Macedo. Com o desenrolar dos debates sobre a matéria, novas minutas de resolução foram apresentadas pelo Relator, em decorrência das contribuições recebidas nas duas últimas audiências públicas realizadas, respectivamente, em São Paulo (29/07/02) e em Brasília (01/08/02), bem como de ex- Conselheiros, especialistas e técnicos da área da educação profissional, dos Conselhos de Fiscalização do Exercício Profissional, de Entidades de Classe e dos Conselheiros da Câmara de Educação Básica. Após reunião conjunta das comissões constituídas no âmbito do Conselho Pleno, em 24/09/02, foram incorporados à comissão bicameral, pela CES, o Cons. Lauro Ribas Zimmer e, pela CEB, o Cons. Arthur Fonseca Filho. 416

Ante a dificuldade de conciliação de agendas para a reunião da comissão bicameral, o relator concluiu o seu trabalho e o encaminhou aos membros da referida comissão e da Câmara de Educação Básica, que se dispôs a debater o assunto informalmente, colaborando com o relator. Os debates realizados em 6/11/02 contaram com a participação e colaboração da conselheira Rose Neubauer. O texto resultante é o que está sendo submetido à apreciação dos demais conselheiros do Conselho Nacional de Educação. O relator, após receber contribuições dos demais conselheiros, em l9/11/02, concluiu a redação final dos textos do parecer e da resolução, para debate com a Câmara de Educação Superior do Colegiado. Os referidos documentos foram exaustivamente debatidos pelos conselheiros da Câmara de Educação Superior e representantes da Câmara de Educação Básica na comissão bicameral, nos dias 20 e 21 de novembro. Em decorrência, os conselheiros presentes ficaram de encaminhar sugestões aos membros da comissão bicameral, a qual se reuniria em 28/11/02 para concluir a redação final dos documentos normativos. A reunião da comissão especial de 28/11/02, presidida pelo Conselheiro Francisco César de Sá Barreto, contou com a presença dos Conselheiros Ataíde Alves, Arthur Roquete de Macedo, Francisco Aparecido Cordão (relator), e Lauro Ribas Zimmer, que apresentou substitutivo ao projeto de resolução do relator. A comissão bicameral, por unanimidade dos presentes, chegou a uma redação de consenso quanto ao texto do projeto de resolução, delegando ao relator a tarefa de fazer os ajustes decorrentes nos projetos de parecer e de resolução, para encaminhamento final dos mesmos às duas Câmaras de Ensino e ao Conselho Pleno. A proposta do MEC apresenta os cursos superiores de tecnologia como “uma das principais respostas do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira”, uma vez que o progresso tecnológico vem causando profundas “alterações nos modos de produção, na distribuição da força de trabalho e na sua qualificação”. O documento do MEC pondera que “a ampliação da participação brasileira no mercado mundial, assim como o incremento do mercado interno, dependerá fundamentalmente de nossa capacitação tecnológica, ou seja, de perceber, compreender, criar, adaptar, organizar e produzir insumos, produtos e serviços”. O MEC reafirma, ainda, que “os grandes desafios enfrentados pelos países estão, hoje, intimamente relacionados com as contínuas e profundas transformações sociais ocasionadas pela velocidade com que têm sido gerados novos conhecimentos científicos e tecnológicos, sua rápida difusão e uso pelo setor produtivo e pela sociedade em geral”. A proposta encaminhada pelo MEC em anexo ao Aviso Ministerial nº 120/2000, após um rápido histórico dos cursos superiores de tecnologia no Brasil, apresenta os seguintes tópicos: a nova organização definida pela LDB (Lei Federal nº 9.394/96); a articulação com os demais níveis de Educação; o perfil do tecnólogo; a organização curricular; o acesso aos cursos superiores de tecnologia, bem como a duração, a verticalização, a certificação intermediária e a diplomação em tecnologia. O Aviso Ministerial apresenta um quadro de áreas profissionais e cargas horárias mínimas, bem como uma rápida caracterização das seguintes áreas profissionais, em número de vinte: agropecuária, artes, comércio, comunicação, construção civil, design, geomática, gestão, imagem pessoal, indústria, informática, lazer e desenvolvimento social, meio ambiente, mineração, 417

química, recursos pesqueiros, saúde, telecomunicações, transportes, e turismo e hospitalidade. Os quadros anexos ao referido Aviso são os mesmos quadros que, posteriormente, foram considerados como anexos ao Parecer CNE/CES nº 436/01, de 02/04/01, homologados pelo Senhor Ministro da Educação em 03/04/01. A comissão bicameral decidiu, à vista dessa homologação, bem como em consideração à polêmica que a matéria gerou nas três audiências públicas realizadas no corrente ano, nos meses de fevereiro, julho e agosto, após longos debates com Conselheiros das duas câmaras do Colegiado e representantes do Ministério da Educação, manter, por enquanto, inalterados os quadros anexos ao Aviso Ministerial nº 120/2000 e ao Parecer CNE/CES nº 436/01. Os mesmos, com a homologação do referido Parecer pelo Senhor Ministro da Educação, em 03/04/01, já se encontram produzindo efeitos há mais de um ano, orientando estabelecimentos de ensino e comissões do próprio MEC. Com a edição da nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO/2000, é mais adequado que os referidos anexos venham a ser revistos e atualizados, ouvindo-se educadores e especialistas em educação profissional, representantes dos conselhos de fiscalização do exercício de profissões regulamentadas, dos trabalhadores e dos empregadores. Assim, estudos mais aprofundados da matéria, com participação de todos os envolvidos, deverão ser realizados, nos próximos dois anos, sob coordenação do MEC. A oferta de cursos de Educação Profissional de nível tecnológico não é novidade da atual LDB. Por isso mesmo, o grande desafio da comissão especial foi o de definir Diretrizes Curriculares Nacionais para uma educação profissional de nível tecnológico que já está sendo oferecida por um grande número de estabelecimentos de ensino superior, públicos e privados. É como cumprir a tarefa de “abastecer o avião em pleno vôo”. Inúmeros cursos de tecnologia já são reconhecidos, bem como uma série de solicitações de reconhecimento de cursos já foi analisada pela Câmara de Educação Superior do Colegiado e, atualmente, está sendo analisada pelo MEC/SEMTEC (Secretaria de Educação Média e Tecnológica) e pelo próprio CNE. Instituições de Educação Superior, incluindo Centros de Educação Tecnológica, estão apresentando propostas de instalação e de funcionamento de novos cursos de educação profissional de nível tecnológico. Não era possível aguardar as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para só então apreciar as inúmeras solicitações de autorização de funcionamento e de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia que constantemente chegavam ao MEC, cujos interessados aguardavam urgente apreciação da matéria. A Câmara de Educação Superior, para possibilitar adequado encaminhamento à questão, constituiu uma comissão especial, composta pelos conselheiros Antonio MacDowel de Figueiredo, Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente) e Carlos Alberto Serpa de Oliveira (Relator), para encaminhar a matéria em regime de urgência àquela Câmara. A proposta apresentada pela comissão especial foi acolhida pela Câmara de Educação Superior, que aprovou o Parecer CNE/CES nº 436/01, de 02/04/01, 418

homologado pelo Ministro da Educação em 03/04/01, do qual destaca-se, pela sua relevância, o seguinte: • O curso superior de tecnologia deve contemplar a formação de um profissional “apto a desenvolver, de forma plena e inovadora, atividades em uma determinada área profissional”, e deve ter formação específica para: aplicação e desenvolvimento de pesquisa e inovação tecnológica; difusão de tecnologias; gestão de processos de produção de bens e serviços; desenvolvimento da capacidade empreendedora; manutenção das suas competências em sintonia com o mundo do trabalho; e desenvolvimento no contexto das respectivas áreas profissionais. • O Parecer acolhe a proposta de áreas profissionais apresentada pelo MEC através do Aviso Ministerial nº 120/2000, incorporando o rol de áreas profissionais e respectivas cargas horárias, bem como a caracterização de cada uma das áreas. • A permanente ligação dos cursos de tecnologia com o meio produtivo e com as necessidades da sociedade colocam-nos em uma excelente perspectiva de contínua atualização, renovação e auto-reestruturação. • O curso superior de tecnologia é essencialmente um curso de graduação, com características diferenciadas, de acordo com o respectivo perfil profissional de conclusão. O acesso aos mesmos se fará através de processo seletivo semelhante aos dos demais cursos de graduação. É de se observar que essa conclusão do Parecer CNE/CEB nº 436/01 reafirma posições anteriores do extinto Conselho Federal de Educação-CFE, consagradas pelos Pareceres CFE nº 194/84 de 16/03/84, 993/87 de 12/11/87, 226/88 de 15/03/88 e 910/88 de 04/10/88, e do próprio Conselho Nacional de Educação, através do Parecer CNE/ CES nº 1051/00, de 08/11/00. • Sendo cursos de graduação, os cursos superiores de tecnologia devem ser estruturados à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais, a serem aprovadas pelo CNE e homologadas pelo MEC, “não se devendo abrir qualquer tipo de exceção”. • Os cursos superiores de tecnologia poderão ser ministrados por universidades, centros universitários, faculdades, faculdades integradas, escolas e institutos superiores. “As universidades e centros universitários, no gozo das atribuições de autonomia, podem criá-los livremente, aumentar e diminuir suas vagas ou ainda suspendê-las”. • Os cursos superiores de tecnologia poderão ser igualmente ministrados por centros de educação tecnológica, tanto públicos quanto privados, com diferentes graus de abrangência e de autonomia. • Os cursos superiores de tecnologia serão autorizados para funcionar apenas no campus previsto no ato de sua autorização. • Os Centros Federais de Educação Tecnológica, criados a partir do disposto na Lei nº 8.948/94 e na regulamentação contida no Decreto nº 2.406/97, gozam de autonomia para criação de cursos e ampliação de vagas nos cursos superiores de tecnologia. • Os centros de educação tecnológica privados gozam dessas mesmas prerrogativas de autonomia para autorizar novos cursos superiores de tecnologia, nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. É de se observar que o Parágrafo Único do Artigo 5º do Decreto nº 2.406/97, acrescentado pelo Decreto 419

nº 3.741/01, de 31/01/01, concedera aos centros de educação tecnológica privados, independentemente de qualquer autorização prévia, a prerrogativa de criar novos cursos no nível tecnológico da educação profissional, nas mesmas áreas profissionais dos cursos regularmente autorizados, não necessitando, portanto, do reconhecimento dos referidos cursos para adquirir tal grau de autonomia. Essa nova versão dada pelo Decreto nº 3.741/01 foi considerada como um equívoco pelo Parecer CNE/CES nº 436/01, de 02/04/01, que foi homologado pelo Ministro da Educação em 05/04/01, sem que o referido decreto tivesse sido revogado, o que só ocorreu em 06/09/02, pelo Decreto Federal nº 4.364/02. • Os centros de educação tecnológica privados que obtiverem esta autonomia poderão aumentar, suspender e diminuir livremente as vagas de seus cursos superiores de tecnologia, nas mesmas áreas profissionais daqueles cursos já reconhecidos, nos termos do Decreto Federal nº 4.364/02, e nas mesmas condições dos centros de educação tecnológica públicos. Quando a organização curricular do curso reconhecido contemplar interface com áreas profissionais distintas, este deverá ser classificado na área profissional predominante, a qual será a referência para a autonomia prevista nesse Decreto. • O credenciamento como centro de educação tecnológica se fará pelo prazo de 3 (três) anos, após o qual a instituição solicitará seu recredenciamento, precedido de processo de avaliação pelo poder público. • As escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades, que ministrem cursos superiores de tecnologia, devem, na forma da Portaria Ministerial nº 2.267/97, transformar-se em Centros Federais de Educação Tecnológica. • As faculdades, faculdades integradas, escolas e institutos superiores necessitarão sempre de autorização prévia, na forma das normas consubstanciadas nas Portarias Ministeriais nº 1.647/99 e nº 064/2001 para a oferta de cursos superiores de tecnologia. Em 28/02/02, a comissão bicameral realizou Audiência Pública Nacional em Brasília, no Auditório “Prof. Anísio Teixeira”, Plenário do Conselho Nacional de Educação, a qual contou com a presença de mais de cem participantes, quando foram apresentadas importantes contribuições para o aprimoramento da proposta inicial. Os participantes solicitaram outras audiências públicas, regionais, para aprofundamento do tema, antes de sua apreciação final pelo Plenário do CNE. As sugestões foram atentamente analisadas pela comissão bicameral. Atendendo, em parte, as solicitações apresentadas, duas novas audiências públicas foram organizadas: uma em São Paulo, no dia 29/07/02, no Auditório “Prof. Fernando de Azevedo”, na casa “Caetano de Campos”, sede da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo; outra em Brasília, em 01/08/02, no Auditório “Prof. Anísio Teixeira”, Plenário do CNE. O objetivo dessas audiências públicas foi o de coletar informações, sugestões e recomendações de participantes, individuais e institucionais, para que os documentos finais definidores de Diretrizes Curriculares Nacionais sejam fruto da reflexão e do trabalho coletivo. Essas duas importantes audiências públicas contaram com mais de duzentos participantes cada, quando foram apresentadas, livre e democraticamente, importantes contribuições, em termos de críticas, sugestões e recomendações. Referidas audiências públicas provocaram intensos debates em torno das diretrizes curriculares em processo de elaboração. Em conseqüência, várias minutas de resolução foram sendo 420

sucessivamente elaboradas pelo Relator e submetidas à discussão pública, via Internet. Instaurou-se, em conseqüência, um amplo e proveitoso debate, após o qual, finalmente, chegou-se a um consenso mínimo, que orientou a redação final dos documentos definidores de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico. A redação semi-final dos referidos documentos foi aprovada pela Comissão Bicameral especialmente encarregada para estudo da matéria, pela unanimidade dos presentes, em reunião de 28/11/02. O relator concluiu os ajustes necessários, em função das decisões tomadas pela comissão bicameral em 01/12/02, apresentando as redações finais do parecer e da resolução à apreciação da Câmara de Educação Básica, à Câmara de Educação Superior e ao Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação, em sua reunião de Dezembro de 2002. • Histórico da Educação Tecnológica no Brasil Este colegiado já registrou, no Parecer CNE/CEB nº 16/99, de 05/10/99, homologado em 26/11/99, que “a educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocada na pauta da sociedade brasileira como universal”. Registrou, também, a forma preconceituosa como a educação profissional tem sido tratada ao longo de sua história, influenciada por uma herança colonial e escravista no tocante às relações sociais e, em especial, ao trabalho. Nesse contexto, a educação profissional, em todos os seus níveis e modalidades, tem assumido um caráter de ordem moralista, para combater a vadiagem, ou assistencialista, para propiciar alternativas de sobrevivência aos menos favorecidos pela sorte, ou economicista, sempre reservada às classes menos favorecidas da sociedade, distanciando-a da educação das chamadas “elites condutoras do País”. Isto é tão verdadeiro, que tradicionais cursos de educação profissional de nível superior, como direito, medicina e engenharia, entre outros, são considerados como cursos essencialmente acadêmicos, quando, na verdade, também e essencialmente, são cursos profissionalizantes. O Parecer CNE/CEB nº 16/99 destaca que, a rigor, “após o ensino médio tudo é Educação Profissional.” Fernando de Azevedo, em seu clássico A cultura brasileira, observa que o Príncipe Regente, D. João VI, ao criar no Brasil, em 1810, “como escolas técnicas, as academias médico-cirúrgicas, militares e de agricultura”, objetivou, na realidade, “criar interesses pelos problemas econômicos, imprimir à cultura um novo espírito, melhorar as condições econômicas da sociedade, e quebrar os quadros de referência a que se habituara, de letrados, bacharéis e eruditos” e que revelavam o traço cultural predominante das nossas elites. Essa louvável iniciativa, entretanto, acabou não produzindo qualquer transformação sensível na mentalidade e na cultura colonial, tantopor encontrar-se a economia agrícola baseada no trabalho escravo, quanto pela falta da atividade industrial no País, mas principalmente, como resultado da “propensãodiscursiva e dialética da sociedade brasileira, mais inclinada às letras do que às ciências,às profissões liberais do que às profissões úteis, ligadas à técnica e às atividades do tipo manual e mecânico”. Assim, os novos profissionais, aos poucos, foram assumindo os seus papéis na vida social, política, intelectual, acadêmica e profissional de todo o país,ao lado dos bacharéis e doutores, embora com menos acesso aos altos postos da administração colonial e do Reino Unido. Com o passar dos tempos, esses médicos e engenheiros, ao lado dos bacharéis em direito, “uma elite de cultura e urbanidade”, como profissionais liberais, foram 421

compondo com eles a nova elite intelectual do país que “ia buscar em atividades governamentais e administrativas os seus meios de subsistência e de projeção social”. Esse panorama não mudou muito ao longo destes últimos dois séculos de história nacional. A educação para o trabalho permaneceu entendida como formação profissional de pessoas pertencentes aos estratos menos favorecidos das classes econômicas, fora da elite intelectual, política e econômica, em termos de “formação de mão de obra”. Tanto isto é assim, que chegamos à última década do século vinte ainda tratando a educação para o trabalho com o mesmo tradicional e arraigado preconceito, colocando-a fora da ótica dos direitos universais à educação e ao trabalho. Essa visãopreconceituosa foi profundamente reformulada em 1988, pela Constituição Federal e, em decorrência, em 1996, pela atual LDB, a Lei Darcy Ribeiro de Educação Nacional, a qual entende que “a educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia”, conduz o cidadão ao “permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. A tarefa, agora, com este conjunto de Diretrizes Curriculares Nacionais, é a de romper de vez com esse enraizado preconceito, nesta primeira década do século vinte e um, oferecendo uma educação profissional de nível superior que não seja apenas uma educação técnica de nível mais elevado, simplesmente pós-secundária ou seqüencial. O grande desafio é o da oferta de uma educação profissional de nível superior fundamentada no desenvolvimento do conhecimento tecnológico em sintonia com a realidade do mundo do trabalho, pela oferta de programas que efetivamente articulem as várias dimensões de educação, trabalho, ciência e tecnologia. Os cursos superiores de tecnologia, de certa maneira, desde suas origens, foram contaminados por esse clima de preconceito em relação à educação profissional. É isso que deve ser superado, a partir da LDB. O anteprojeto de lei sobre organização e funcionamento do ensino superior, que redundou na reforma universitária implantada pela Lei Federal nº 5.540/68, propunha a instalação e o funcionamento de “cursos profissionais de curta duração, destinados a proporcionar habilitações intermediárias de grau superior”, ministrados em universidades e outros estabelecimentos de educação superior, ou mesmo “em estabelecimentos especialmente criados para esse fim”. A justificativa do grupo de trabalho que elaborou o anteprojeto de lei era “cobrir áreas de formação profissional hoje inteiramente destinadas ou atendidas por graduados em cursos longos e dispendiosos”. Essas áreas profissionais não precisavam necessariamente ser atendidas por bacharéis, em cursos de longa duração. A saída era a oferta de cursos de menor duração, pós-secundários e intermediários em relação ao bacharelado. A redação final do Artigo 23 da Lei Federal nº 5.540/68 praticamente acompanhou a proposta do grupo de trabalho, exceto na manutenção explícita de dispositivo permitindo que os cursos superiores de tecnologia pudessem ser “ministrados em estabelecimentos especialmente criados para esse fim”, ainda que essa possibilidade não fosse taxativamente descartada ou proibida em lei, o que possibilitou o aparecimento dos primeiros centros de educação tecnológica no Brasil. O artigo 23 da Lei Federal nº 5.540/68 acabou fazendo um chamamento claro à capacidade inovadora do sistema de ensino superior brasileiro, embora nem 422

precisasse tal apelo, uma vez que o mesmo já se encontrava presente, com toda clareza, em nossa primeira LDB, a Lei Federal nº 4.024/61. Esta, em seu Artigo 104, explicitamente, jácontemplava “a organização de cursos ou escolas experimentais, com currículos, métodos e períodos escolares próprios”. Como muito bem observou o Prof. José Mário Pires Azanha, em declaração de voto em separado ao Parecer CEE/SP nº 44/69, o Artigo 104 da primeira LDB instituiu a “flexibilidade curricular e a liberdade de métodos e de procedimentos de avaliação (...) a única limitação é a própria capacidade de diretores e de professores de se valerem dessa ampla liberdade”. Esta limitação é muito mais dramática em relação à atual LDB, a qual preconiza que o projeto pedagógico do estabelecimento de ensino, concebido e elaborado pela comunidade escolar, em especial pelos seus docentes, é a expressão da autonomia da escola, mas está sendo trabalhado de maneira burocrática por muitos diretores e professores que temem a responsabilidade inerente à autonomia e limitam a sua ação educacional ao âmbito da mediocridade. Ancorada no citado Artigo 104 da primeira LDB e no Parecer CFE nº 280/62, a Diretoria de Assuntos Universitários - DAU, do MEC, propôs a criação de cursos de engenharia de operação, de curta duração, para atender demandas da indústria, em especial da automobilística que, em função do crescente desenvolvimento tecnológico, passou a exigir um profissional mais especializado em uma faixa menor de atividades, capaz de encaminhar soluções para os problemas práticos do dia a dia da produção, assumindo cargos de chefia e orientando na manutenção e na superintendência de operações. O Parecer CFE nº 60/63 aprovou a proposta da DAU para a criação dos cursos de engenharia de operação como uma nova modalidade de curso de engenharia. O Parecer CFE nº 25/65 fixou o currículo mínimo para esse curso de engenharia de produção, de curta duração, que poderia ser ministrado em três anos, ao invés dos tradicionais cinco anos do curso de engenharia. O Parecer CFE nº 25/65 ressalvou que esses cursos de engenharia de produção não fossem criados e oferecidos “fora dos meios industriais de significação apreciável”. O Decreto Federal nº 57.075/65 dispôs sobre o funcionamento dos cursos de engenharia de operação em estabelecimentos de ensino de engenharia. Assim, ainda em 1965, foi autorizado o funcionamento de um curso de engenharia de produção na Escola Técnica Federal do Rio de Janeiro, em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em São Paulo, no mesmo ano, foram criados e implantados cursos de engenharia de operação pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e por outras instituições particulares de ensino superior que se interessaram por essa modalidade de educação superior mais rápida, a qual, de certa forma, competia com os cursos de bacharelado em engenharia. A história desses cursos de engenharia de operação, caracterizados muito mais como cursos técnicos de nível superior e que ofereciam uma habilitação profissional intermediária entre o técnico de nível médio e o engenheiro, foi relativamente curta, durando pouco mais de dez anos. Entre as causas do insucesso desse curso de engenharia de operação, que tanto êxito vem obtendo em outros países, costumam ser citadas duas principais. Uma, relacionada com o próprio currículo mínimo definido pelo Parecer CFE nº 25/65, concebido como um currículo mínimo para atender a todas as áreas. Embora contemplasse 423

componentes curriculares voltados para a elétrica e eletrônica, apresentava o perfil profissional de uma habilitação voltada principalmente para engenharia mecânica. A outra causa decorreu do corporativismo dos engenheiros, reagindo à denominação de engenheiro de operação para esses novos profissionais, alegando que a denominação geraria confusões e propiciaria abusos, em detrimento da qualidade dos serviços prestados. Nem a edição do Decreto Federal nº 57.075/65, oficializando o funcionamento desses cursos, nem o Decreto Lei nº 241/67 e o Decreto Federal nº 20.925/67, dando garantias de exercício profissional legal aos engenheiros de operação formados, resolveram os conflitos e o mal estar reinante, o que acabou conduzindo a maioria desses profissionais à busca de complementação dos seus cursos, para se tornarem engenheiros plenos e resolverem, dessa maneira, seu impasse junto aos órgãos de registro e de fiscalização do exercício profissional. Em São Paulo, no ano de 1968, no ápice dos debates em torno da reforma universitária, quando inúmeras manifestações estudantis clamavam e reivindicavam reformas na área educacional, quando se criticava arduamente o distanciamento dauniversidade em relação à realidade brasileira, e quando o tema da preparação para uma atividade produtiva aparecia com mais freqüência nos debates, o governo do Estado, pela Resolução nº 2001/68, criou um grupo de trabalho para estudar a viabilidade da oferta de cursos superiores de tecnologia no Estado de São Paulo. O relatório do referido grupo de trabalho concluiu que “as faculdades de tecnologia, com programas de alto padrão acadêmico, poderão oferecer a mais ampla variedade de cursos, atendendo a um tempo às necessidades do mercado de trabalho e às diferentes aptidões e tendências dos estudantes, sem se circunscrever aos clássicos e reduzidos campos profissionais que ainda caracterizam a escola superior brasileira”. A possibilidade de implantação de faculdades e de cursos de tecnologia estava implicitamente prevista nos Artigos 18 e 23 da Lei Federal nº 5.540/68, ao permitirem a criação de cursos profissionais com duração e modalidades diferentes, para atender a realidades diversas do mercado de trabalho. Vejamos o que definia a Lei Federal nº 5.540/68 sobre a matéria: • “Além dos cursos correspondentes a profissões reguladas em lei, as universidades e os estabelecimentos isolados poderão organizar outros para atender às exigências de sua programação específica e fazer face a peculiaridades do mercado de trabalho regional” (Artigo 18). • “Os cursos profissionais poderão, segundo a área abrangida, apresentar modalidades diferentes quanto ao número e à duração, a fim de corresponder às condições do mercado de trabalho”(Caput do Artigo 23). • “Serão organizados cursos profissionais de curta duração, destinados a proporcionar habilitações intermediárias de grau superior” (§ 1º do Artigo 23). • “Os estatutos e regimentos disciplinarão o aproveitamento dos estudos dos ciclos básicos e profissionais, inclusive os de curta duração, entre si e em outros cursos” (§ 2º do Artigo 23). Em 1969, o Decreto-Lei nº 547/69 autorizou a organização e o funcionamento dos cursos profissionais superiores de curta duração, entre eles o de engenharia de operação, pelas Escolas Técnicas Federais. Esse Decreto-Lei é uma decorrência dos estudos executados por força de convênios internacionais de cooperação técnica, conhecidos globalmente como “acordo MEC/USAID”, que foram 424

. por mais de trinta anos. da Câmara de Educação Superior.) e está muito mais interessado na aplicação prática da teoria e princípios. sim.” e que “vem a ser uma espécie de ligação do engenheiro e do cientista com o trabalhador especializado (. recebeu o nome de “Paula Souza”.. o então Conselho Federal de Educação. A proposta foi analisada pelo Parecer CFE nº 4. o seu perfil profissional de conclusão. que. como “cursos de duração média”.... após constatar que o engenheiro de operação não tinha mais lugar nas indústrias. pelo Parecer CFE nº 278/70. que extinguiu os cursos de engenharia de operação e criou o curso de engenharia industrial. com maior propriedade.duramente criticados pelos movimentos estudantis e por parcelas significativas do magistério de nível superior. no âmbito do acordo MEC/BIRD. com o objetivo explícito de promover cursos superiores de tecnologia. O Parecer CFE nº 4. Em 1970. Ainda em 1969. É exatamente este o entendimento que deve prevalecer na atual análise de propostas de cursos superiores de tecnologia. o governo do Estado de São Paulo criou o Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo.)” Na mesma época. acabou se constituindo. através do Parecer CEE/SP nº 50/70. passando a denominar-se “Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza” (CEETEPS). no sentido de que os seus cursos não devessem ser caracterizados simplesmente como “cursos de curta duração. ressaltando que “(..) deverá saber resolver problemas específicos e de aplicação imediata ligados à vida industrial. Em 1972.. do que no desenvolvimento dos mesmos(.434/76. o Conselho Estadual de Educação de São Paulo autorizou a instalação e o funcionamento dos primeiros cursos de tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo. O Parecer do então Conselho Federal de Educação distinguia com clareza dois perfis de profissionais de nível superior: “os engenheiros. uma comissão de especialistas constituída pela DAU/MEC no ano anterior para estudar o ensino da engenharia. stricto sensu”. mas sim. As escolas técnicas federais que implantaram cursos de engenharia de operação. Esse Centro.. ficou evidenciado que o que caracteriza os cursos superiores de tecnologia não é a sua duração e. caracterizando-o como uma nova habilitação do curso de engenharia. com funções de concepção e de ligação” e os “tecnólogos. com novo currículo e carga horária similar às demais habilitações de engenharia”. Deste modo.446/76 fez uma análise mais detalhada dos problemas que comprometeram a experiência dos cursos de engenharia de operação e das 425 . através de Decreto de 06/10/69. nos termos do Programa de Desenvolvimento do Ensino Médio e Superior de Curta Duração”(PRODEM). foram as Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais. Assim sendo. como proposto nas presentes Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico... Paraná e Rio de Janeiro. no mais importante pólo formador de tecnólogos no Estado de São Paulo. com funções de execução”. recomendou “a extinção gradativa dos cursos existentes e a alteração da denominação de engenharia de operação para engenharia industrial. em 1973. respondeu a consulta do Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo. esse Parecer já reafirmava que tais cursos inserem-se “mais propriamente no Caput do Artigo 23 do que no previsto pelo Parágrafo Único do mesmo Artigo 23”. assim como de supervisão.) o tecnólogo virá preencher a lacuna geralmente existente entre o engenheiro e a mão de obra especializada (.

o que permitiria às instituições de ensino superior converterem os seus cursos de engenharia de operação em cursos de formação de tecnólogos ou em habilitações do curso de engenharia. Outra ordem de argumentos refere-se à diferença de status atribuída aos dois tipos de curso. no período de 1973/75. cuja gerência de projeto passou a orientar e supervisionar a implantação de tais cursos em diferentes áreas de atuação e localidades. A própria denominação das disciplinas curriculares. principalmente a partir da promulgação da Lei Federal nº 5. O Projeto nº 19 do Plano Setorial de Educação e Cultura para o período de 1972/1974 previa incentivo especial para os cursos de nível superior de curta duração. em cursos superiores de menor duração e carga horária mais reduzida.692/71 que. na prática. isto é. simplesmente. instituiu a profissionalização obrigatória no nível de ensino de 2º grau. Finalmente. O objetivo. a maioria em Universidades e Instituições 426 . apresentando-os como cursos de menor duração. do primeiro Plano Setorial de Educação e Cultura (1972/1974). que deram origem aos cursos superiores de tecnologia. em particular. Outros tentaram apenas fazer uma mera compactação dos cursos tradicionais de engenharia. Com o desenvolvimento desse Projeto 19. deveria ser diferente. Assim é que foram implantados. e dos cursos de curta duração. As questões relativas aos cursos superiores de tecnologia. Uma análise objetiva da realidade do mercado de trabalho no início da década de setenta demonstrava que os profissionais qualificados em cursos superiores de longa duração eram freqüentemente sub-utilizados. mesmo quando apresentassem conteúdo equivalente ao de um curso superior tradicional. que o conduziria à imediata inserção no mercado de trabalho. Daí o grande incentivo daquela época. hoje ensino médio. estavam sendo requisitados para funções que poderiam ser exercidas com uma formação mais prática e rápida. confundiram o curso de engenharia de operação com cursos de formação de tecnólogos. pois tudo deveria ser feito para que o curso de tecnólogo fosse apresentado ao candidato como algo especial e terminal.causas que provocaram a sua extinção. tanto com a formação de profissionais técnicos de nível médio (então segundo grau). um tradicional e outro compactado.024/61. alterando a Lei Federal nº 4. muitas vezes ofertados pela mesma instituição de ensino superior. no contexto e no espírito da reforma universitária e dos acordos do MEC/USAID/BIRD. Uns. A Resolução CFE nº 04/77 já havia caracterizado a habilitação de engenharia industrial e a Resolução CFE nº 05-A/77 estabelecia as normas para a conversão dos cursos de engenharia de operação para cursos de engenharia industrial. O Parecer arrola uma série de argumentos quanto à compreensão da natureza do curso. em 19 instituições de ensino superior. de maneira geral. era o de responder aos anseios de parcela significativa da juventude brasileira na busca de ajustar-se às novas exigências decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico do país no decorrer do século vinte. a Resolução CFE nº 05/77 revogou o currículo mínimo do curso de engenharia de operação. em 1977. estabelecendo a data limite de 01/01/79 para que fossem sustados os vestibulares para o curso em questão. foram muito discutidas no início da década de setenta. os cursos superiores de tecnologia passaram a receber uma atenção toda especial por parte do MEC. quanto com a formação de tecnólogos. para a realização de cursos técnicos de nível médio (do então 2º grau) e de outros de nível superior.

passara a exigir. Essas recomendações. definido e terminal. mas. estabelecendo que os mesmos deveriam ter a duração que fosse necessária e que era imprópria a denominação de “curta duração”. 28 novos cursos superiores de tecnologia. porque correspondem às necessidades deixadas a descoberto pelos cursos tradicionais de graduação plena”. principalmente. a diminuição do número de vagas e a desativação dos cursos quando houvesse saturação de profissionais no mercado regional. Arquitetura e Agronomia. em condições de responder mais rapidamente às suas exigências. deve ser aquela que for necessária em função do perfil profissional de conclusão pretendido pelo curso em referência. o que acabou gerando uma oferta de cursos superiores de tecnologia sem os requisitos mínimos exigíveis para seu funcionamento com a qualidade requerida. a realização de uma rigorosa pesquisa de mercado de trabalho. no incentivo à criação de melhores condições de funcionamento dos mesmos. O Parecer CFE nº 160/70 já apresentava os cursos superiores de tecnologia com objetivos definidos e com características próprias. embora pudesse até se apresentar como de menor duração. Além do mais. aproveitados dentre profissionais das próprias empresas. acabaram não sendo acatadas pelos estabelecimentos superiores de ensino com a devida seriedade. sendo dois na Região Norte. nove na Sudeste. mas sim as características próprias de um curso voltado para a realidade tecnológica do mundo do trabalho. Para melhor disciplinar essa oferta.Federais. A Resolução CONFEA nº 218/73 discriminou as atividades das diferentes modalidades profissionais das áreas de Engenharia. Com todas as críticas que posteriormente foram feitas à referida Resolução. o Projeto Setorial nº 15. a duração do curso. O Sétimo Seminário de Assuntos Universitários. a implantação dos cursos apenas em áreas profissionais demandadas pelas empresas. simplesmente. conducentes ao diploma de tecnólogo. ela representa um primeiro reconhecimento formal pelo mercado de trabalho do curso superior de tecnologia e dos tecnólogos por ele qualificados. Com o advento desse Projeto Setorial nº 15. não apenas no que se refere à criação e implantação de novos cursos superiores de tecnologia. O diferencial apresentado não deveria ser. recomendando-se às instituições que ofereciam esses cursos superiores de tecnologia que buscassem estreitar a aproximação com o mundo empresarial. estabelecendo competências e “atribuições específicas ao técnico de nível superior ou tecnólogo”. entretanto. do segundo Plano Setorial de Educação e Cultura (1975/79) houve um empenho maior do MEC. incentivou as carreiras profissionais decorrentes de cursos de curta duração ou similares. equipe de laboratoristas e de instrutores das disciplinas profissionalizantes. deverão ter currículo próprio. A duração do curso é secundária. com número de vagas fixado de acordo com as condições existentes no estabelecimento de ensino e conforme a capacidade de absorção dos formandos pelo mercado de trabalho. na grande maioria das vezes. o Conselho Federal de Educação. do segundo Plano Setorial de Educação e Cultura para o período de 1975/79. promovido pelo Conselho Federal de Educação em maio de 1974 concluiu que “os cursos de graduação em tecnologia. três na Sul e seis na Centro-Oeste. bem como corpo docente. dando continuidade ao proposto pelo Projeto Setorial nº 19 do Plano anterior. oito na Nordeste. de preferência. pela Resolução CFE nº 17/77. para a implantação de cursos 427 .

conducentes à formação do tecnólogo”. fora criado. uma vez que os cursos de tecnologia primavam por não ter currículo mínimo.060/73 já registrara que os cursos oferecidos pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo eram “inequivocamente. embora isso continue sendo muito cobrado por algumas corporações profissionais. É esse mesmo parecer qu