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RESPOSTA TÉCNICA

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Título

Incubação artificial de ovos

Resumo

Informações sobre alternativas de aquecimento de uma incubadora de ovos.

Palavras-chave

Aquecimento; avicultura; chocadeira; incubação; ovo

Assunto

Produção de pintos de um dia

Demanda

Gostaria de saber sobre alternativas de aquecimento de uma chocadeira.

Solução apresentada

A incubadora artificial imita o processo natural de incubação pelas galinhas graças a uma regulação apropriada da temperatura, da umidade e da ventilação.

Os resultados da incubação artificial dependem diretamente de um adequado manejo dos ovos

e de uma boa utilização da incubadora: uma taxa de fracasso de 50% deve ser considerada demasiado alta, ao passo que uma taxa de 30% é considerada como excelente (WAGENINGEN et al., 2004).

O processo de incubação

À medida que ocorre a postura dos ovos, os mesmos devem ser recolhidos, limpos com pano

úmido e receber a inscrição do dia da postura. Em seguida, são selecionados de acordo com o tamanho e qualidade da casca. Os de tamanho médio devem ser destinados à incubação e os de tamanho grande e pequeno, ao consumo e/ou comercialização. Recomenda-se o seu acondicionamento em temperatura ambiente por no máximo sete dias, desde que estejam em local arejado. Já em geladeiras, podem ser acondicionados por um período de até trinta dias. A posição de acondicionamento dos ovos deve ser alterada constantemente, para que não ocorra aderência da gema à casca (EMBRAPA, 2003).

Tanto na incubação natural como artificial, os critérios de seleção e acondicionamento dos ovos são muito importantes. O procedimento de analisar os ovos durante a incubação (ovoscopia) possibilita, após os primeiros dez dias de incubação, o recolhimento dos ovos não galados. A ovoscopia consiste em observar o interior do ovo através de uma fonte de luz em ambiente escuro. Neste procedimento, percebe-se defeitos da casca (rachaduras e despigmentação), duplicidade de gema e presença de elementos estranhos. No caso da incubação, observa-se o desenvolvimento do embrião (EMBRAPA, 2003).

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A incubadora elétrica é de fácil manipulação e dificilmente apresenta problemas. No entanto, é

necessário, com o tempo, substituir as lâmpadas e como há a dependência da corrente elétrica, se houver um corte de energia, a incubadora esfria e pode haver a perda de ovos.

Porém, há incubadoras que não precisam de eletricidade. Elas podem operar com outras fontes de calor como o gás natural, querosene, e são boas alternativas em lugares onde a energia elétrica é instável. Em todos os casos, um termostato faz-se necessário para monitorar e/ou controlar a temperatura.

Aquecimento a querosene

A incubadora aquecida a querosene comporta menos riscos de resfriamento brusco (FIG.1). O

candeeiro a querosene aquece a água que por sua vez transmite o calor ao ar da incubadora. Como a água arrefece lentamente, a temperatura da incubadora permanece estável e, caso o candeeiro de petróleo se apague, a temperatura baixa muito lentamente (WAGENINGEN et al.,

2004).

baixa muito lentamente (WAGENINGEN et al., 2004). Figura 1 - Incubadora aquecida por um candeeiro a

Figura 1 - Incubadora aquecida por um candeeiro a querosene. 1: tampa, 2: furos de ventilação, 3:

tabuleiro de ovos, 4: abertura, 5: reservatório de água quente, 6: abertura, 7: mesa suporte do reservatório, 8: candeeiro de aquecimento. Disponível em: <http://www.anancy.net/uploads/file_pt/34-p-2004_screen.pdf>.

Um candeeiro a querosene aquece a água que se encontra num reservatório de 10 litros. O reservatório é inserido no fundo da incubadora e o candeeiro é colocado por baixo do reservatório. As quatro paredes e a tampa do reservatório são introduzidas no interior da

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incubadora. Um tecido de flanela (ou qualquer outro tecido grosso) colocado imediatamente acima do reservatório transmite o calor a toda a superfície do tabuleiro de ovos.

Algumas observações importantes referentes ao reservatório:

1. Depois de cheio, o reservatório não deve conter ar. Permanecendo uma camada de ar no

reservatório, esta funcionaria como isolante (FIG.2).

2. Se o reservatório cheio for aquecido, a água dilata. Para evitar o aumento de pressão dentro

do reservatório, providenciar numa das paredes um furo e adaptar, com uma solda, um pequeno tubo de metal. Prender a este último um tubo transparente de cerca de 40 cm de comprimento que deve ser fixado à parede da incubadora. Desta forma, vê-se subir o nível de água quando o reservatório é aquecido. Ter o cuidado de manter o nível de água alto para impedir a entrada de ar no reservatório. Se o nível baixar demasiado, acrescentar água no tubo.

3. A água do reservatório é aquecida através de um candeeiro que libera gases. Certificar que

estes gases não entram na incubadora, utilizando um material não inflamável como a argila para tapar quaisquer fendas entre o reservatório e a mesa de suporte.

quaisquer fendas entre o reservatório e a mesa de suporte. Figura 2 - Reservatório incorretamente cheio

Figura 2 - Reservatório incorretamente cheio (A) e reservatório corretamente cheio (B). Disponível em: <http://www.anancy.net/uploads/file_pt/34-p-2004_screen.pdf>.

Regula-se a temperatura da incubadora através da chama do candeeiro. A água quente do reservatório funciona como uma tampa de calor. Como a temperatura muda muito lentamente, pode-se retirar o candeeiro após o aquecimento. Após algumas tentativas, consegue-se facilmente manter a temperatura da incubadora por aquecimento a intervalos regulares (FIG.3).

incubadora por aquecimento a intervalos regulares (FIG.3). Figura 3 - Seção de uma incubadora de água

Figura 3 - Seção de uma incubadora de água quente (com medidas de altura). 1: porta isolada, 2:

tabuleiro de ovos, 3: recipiente de água, 4: tecido de flanela, 5: recipiente de água, 6: , 7: candeeiro de aquecimento. Disponível em: <http://www.anancy.net/uploads/file_pt/34-p-2004_screen.pdf>.

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Aquecimento a gás

Há empresas que comercializam a incubadora à gás já pronta, cuja é construída utilizando compensado, serpentina, caldeira, queimador e termostato de alta precisão; consome aproximadamente um botijão de 13 kg por mês, e tem capacidade para 30, 60 ou 120 ovos de galinha <http://www.agrodove.com.br/produtos_htm/chocadeiras.htm>. O tamanho do equipamento e o consumo do gás vai depender da quantidade de ovos incubados

<http://www.yonar.com.ar/gas/360g.htm>.

Outra alternativa é o aquecimento à lenha, já utilizado por granjas em São Paulo em épocas mais frias (AVICULTURA INDUSTRIAL, 2004).

Conclusões e recomendações

O manejo reprodutivo consiste em uma série de práticas que visam melhorar a eficiência do

plantel, mediante cuidados com as aves (matrizes e reprodutores) e com os ovos. Algumas recomendações relacionadas à seleção e ao acondicionamento dos ovos devem ser feitas aos criadores, a fim de orientar e gerar subsídios para a implementação dessa atividade de forma

mais eficiente.

A seleção das matrizes pode ser feita com base no plantel já existente, do qual são

aproveitadas fêmeas em fase de pré-postura, filhas de matrizes de conhecido desempenho produtivo. Recomenda-se, entretanto, que sejam introduzidos reprodutores provenientes de outros plantéis, que apresentem boa capacidade reprodutiva, adaptabilidade ao ambiente e ao sistema de manejo empregado, além de um porte compatível com o das matrizes, possibilitando o estabelecimento de um plantel não consangüíneo e capaz de atingir altos índices de produtividade.

Sugere-se acessar o site: http://www.respostatecnica.org.br para realizar nova busca pela seguinte palavra-chave: chocadeira, incubadora, objetivando encontrar os arquivos disponíveis.

Sugere-se a leitura das seguintes Respostas Técnicas:

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Como construir uma chocadeira caseira para ovos de galinha caipira. RETEC/BA, 2006.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Fornecedores de incubadoras de ovos de codorna. RETEC/BA, 2007.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Gostaria de saber se tem como eu fazer uma chocadeira para ovos de galinha e ovos de codorna, utilizando isopor como matéria-prima, e se existe, manual ou dicas para fabricação. RETEC/BA, 2006.

Para acessar o Dossiê Técnico do SBRT, é necessário estar logado no sistema <http://www.respostatecnica.org.br>, com sua senha e login. Deverá clicar em Banco de Dossiês e depois visualizar o dossiê com o tema: Avicultura de postura.

Fontes consultadas

AVICULTURA INDUSTRIAL. Pintinhos aquecidos. 2004. Disponível em:

<http://www.aviculturaindustrial.com.br/site/dinamica.asp?tipo_tabela=cet&id=8934&categoria=manejo>.

Acesso em: 02 set. 2008.

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EMBRAPA. Galinha caipira: reprodução. 2003. Disponível em:

<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/AgriculturaFamiliar/RegiaoMeioNor teBrasil/GalinhaCaipira/reproducao.htm>. Acesso em: 02 set. 2008.

SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTA TÉCNICA. Disponível em:

<http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 03 set. 2008.

WAGENINGEN, N. A incubação de ovos por galinhas e na incubadora. Fundação Agromisa, Agrodok 34. 2004. Disponível em: <http://www.anancy.net/uploads/file_pt/34-p- 2004_screen.pdf>. Acesso em: 02 set. 2008.

Elaborado por

Mirian de Almeida Costa

Nome da Instituição respondente

Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico – CDT/UnB

Data de finalização

03 set. 2008

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