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Direito do Trabalho Origem da palavra trabalho – Tripalium – três palos ou canga que oprimía bois e cavalos que resistiam

à marcação a ferro, ou instrumento de tortura dos escravos e réus de determinados crimes. Labor – designa esforço, sofrimento. Travail – do francês, indica tudo o que faz sofrer. Física – trabalho é a transformação da energia térmica, química ou elétrica. O trabalho é realizado quando é consumida determinada quantidade de energia. A energia se transforma em trabalho mecânico em nossos músculos. Economia – Funda-se na constatação de que o homem para viver necessita de bens econômicos que devem ser produzidos, destinados a satisfazer necessidades vitais (alimentação, habitação, vestuário). Assim depende da conjugação de três fatores de produção: Trabalho, capital e natureza (terra). O trabalho é o emprego que faz o homem de suas forças físicas e morais, para a produção de riquezas ou de serviços. Direito – Para Perez Botija o trabalho é compreendido como “a atividade pessoal, prestada mediante contrato, por conta ou sob direção alheia, em condições de dependência e subordinação.” Escravidão – É a primeira forma de trabalho decorrente de uma relação de pessoas. Nesta modalidade, o escravo não possuía direito nenhum, visto que a razão de estar vivo decorria da clemência do seu adversário em poupar-lhe a vida. Denominações do Direito do Trabalho Direito Industrial – De origem britânica, pós-revolução industrial. A industria é considerada como fator relevante na oferta de trabalho. Direito Operário – Extensivo aos operários em geral, não só da indústria, refere-se ao trabalhador braçal. Direito Corporativo – Origem no corporativismo italiano, cujo objetivo destina-se à unificação nacional. Direito Social – Pretende resolver a questão social, o que inclui a Previdência Social. É um Direito que contrapõe-se ao Direito individual.

o Direito do Trabalho: “é o conjunto de princípios e regras jurídicas aplicáveis às prestações individuais e coletivas que nascem entre os empregadores privados – ou equiparados – e os que trabalham sob sua direção e de ambos com o Estado. O Direito do Trabalho é um “corpo de princípios e de normas que regulam as relações jurídicas oriundas da prestação de serviço subordinado e outros aspectos deste último. Trata do âmbito do direito material do trabalho. a matéria disciplinada pelo direito do trabalho e não as pessoas.” Definição Mista – Para Evaristo de Moraes Filho.Direito do Trabalho – Adotado no I e no II Congresso Internacional de Direito do Trabalho (Genebra. . dos Estados. é o conjunto de princípios e de normas que regulam as relações jurídicas oriundas da prestação de serviço subordinado e outros aspectos deste último. como conseqüência da situação econômica das pessoas que o exercer. como conseqüência da situação econômica das pessoas que o exercem. o Direito do Trabalho: “ é o ramo da ciência do direito que tem por objeto as normas jurídicas que disciplinam as relações de trabalho subordinado. Para Amauri Mascaro Nascimento. do Distrito Federal e dos Municípios. a qual incorpora o direito industrial. por ocasião do trabalho ou eventualmente fora dele. em sua estrutura e atividades. através da Lei 2724 é alterada a denominação da cadeira na Faculdade de Direito para Direito do Trabalho.” Art. Para Orlando Gomes. 114 CF/88 – Compete a Justiça do Trabalho processar e julgar: I – as ações oriundas das relações de trabalho. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. determinam os seus sujeitos e as organizações destinadas à proteção desse trabalho.” Objetivista – Esta teoria considera o objeto. Definição de Direito do Trabalho Subjetivista – Tem como vértice os sujeitos ou pessoas a que se aplica e que figuram nas relações jurídicas. 1957) No ano de 1956.

mas sempre de maneira que. 1934 com a Constituição do Brasil e do Uruguai. na falta de disposições legais ou contratuais. nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. 170 da CF/88 estabelece que “é livre o exercício de qualquer trabalho. etc. Direito Civil – O Direito do Trabalho tem sua origem nos moldes dos contratos de direito civil. ainda. . Parágrafo único – O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. Art. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. 8º da CLT – As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. 7º uma série de direitos pertinentes aos trabalhadores urbanos e rurais. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. conforme art. 8º da CLT. principalmente do Direito do Trabalho. No Brasil o art. e. decidirão conforme o caso.” O Capítulo II da CF/88 trata dos chamados Direitos Sociais. pela jurisprudência. 6º o Direito ao Trabalho. arrendamento. o direito comparado. 1925 com a Constituição do Chile.Relação do Direito do Trabalho com outras áreas do Direito. de acordo com os usos e costumes. Direito Constitucional – O Direito do Trabalho passou por um processo de constitucionalização a partir de 1917 com a Constituição do México. O Direito Civil é fonte subsidiária do Direito do Trabalho. como a locação de serviços. Direito Administrativo – Trata da organização do sistema nacional de empregos. por analogia. ofício ou profissão. e desta forma estabelece no art. Direito Processual – Define a competência da Justiça do Trabalho. da inspeção do trabalho. 1919 com a Constituição de Weimar. 114 da CF/88. conforme o disposto no art. Direito Penal – Trata dos crimes contra a organização do trabalho. e elenca no art. a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego. 1918 com a Constituição da Rússia.

Teoria Pluralista – Existência de distintos centros de positivação. negociação coletiva trabalhista (contrato. acordo). sentença normativa. leis. Fonte material sociológica – Diz respeito ao processo de agregação de trabalhadores assalariados. 1º. reformistas ou de esquerda. 9º. atuando mais amplamente no plano da sociedade civil e do Estado. Fonte material político – Diz respeito ao nítido caráter reivindicatório do movimento sindical.São regras de origem estatal. corrente neoliberal. 8º. ou seja. Neste sentido.art. Fonte material econômica – Vinculada à existência e evolução do sistema capitalista. corrente trabalhista. art. Fontes Formais – São os meios de revelação e transparência da norma jurídica. art. Fontes materiais – Diz respeito ao momento anterior à existência do fenômeno pleno da regra. Revolução Industrial do Século XVIII. Fontes formais Heterônomas . a corrente socialista.FONTES DO DIREITO DO TRABALHO Fontes do Direito consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das normas jurídicas. influíram na construção e mudança do Direito do Trabalho. como dos partidos e movimentos políticos operários. art. Constituição. decretos. convenção. 7º. Fonte material filosófica – São idéias e correntes do pensamento que. designa os fatores que conduzem à emergência e construção da regra de Direito. 10. Fontes heterônomas – ex: CF/88 . Costumes. art. Sistema baseado na grande indústria em oposição às fórmulas produtivas (artesanato e manufatura).6º. Ocorre a centralização dos empreendimentos capitalistas. 3º. tratados e convenções internacionais. Teoria Monista – As fontes formais derivam de um único centro de positivação (Estado) dotado de coerção/sanção. nas empresas. art. corrente social-democrata. . medidas provisórias. cidades e regiões do mundo ocidental contemporâneo. articuladamente entre si ou não. art. corrente corporativista.

vestuário. nacionalmente unificado. III – fundo de garantia do tempo de serviço. II – seguro-desemprego. em caso de desemprego involuntário (lei 7998/90). sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Todo poder emana do povo.1º A República Federativa do Brasil. IIa cidadania. que preverá indenização compensatória. Art. IIIa dignidade da pessoa humana. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. IVos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. IV – salário mínimo fixado em lei. educação. . salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. lazer. VII – garantia de salário. VI – irredutibilidade do salário. VIII – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. saúde. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. nos termos desta Constituição. para os que percebem remuneração variável. Vo pluralismo político. alimentação. X – proteção do salário na forma da lei. constituindo crime sua retenção dolosa. higiene. nunca inferior ao mínimo. dentre outros direitos.Art. nos termos de lei complementar. transporte e previdência social. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. constituise em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: Ia soberania. Parágrafo único.

com duração de cento e vinte dias. sem prejuízo do emprego e do salário. nos termos fixados em lei. nos termos da lei.XI – participação nos lucros ou resultados. XV – repouso semanal remunerado. pelo menos. preferencialmente aos domingos. mediante incentivos específicos. XX – proteção do mercado de trabalho da mulher. XVIII – licença à gestante. 8º CF/88 – É livre a associação profissional ou sindical. sendo no mínimo de trinta dias. Art. e. no mínimo. um terço a mais do que o do salário normal. Art. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. 10º . conforme definido em lei. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. XVII – gozo de férias anuais remuneradas com. participação na gestão da empresa. ressalvado o registro no órgão competente. excepcionalmente. na forma da lei. XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. salvo negociação coletiva. XXI – aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço. desvinculada da remuneração. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. Art.É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. nos termos da lei. XXVII – proteção em face da automação. XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. 9º . em cinqüenta por cento à do normal.É assegurado o direito de greve. XIX – licença-paternidade. . XII – salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei (lei 4266/63) XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais.

pelo qual. acordo.. Parágrafo único – No caso de vir a ser celebrado contrato. este precederá o órgão gestor a que se refere o caput deste artigo e dispensará a sua intervenção nas relações entre capital e trabalho no porto. acordo e contrato coletivo de trabalho. às relações individuais de trabalho. no âmbito das respectivas representações.Informadora – inspiram o legislador. 8º VI. (costumes e instrumentos e de negociação coletiva – convenções.Normativa – atuam como fonte supletiva. em cada porto organizado. aplicáveis no âmbito da empresa ou das empresas acordantes às respectivas relações de trabalho. no caso de ausência da lei. servindo de fundamento para o ordenamento jurídico. 611 da CLT: .Fontes formais Autônomas – Caracteriza-se pela participação dos destinatários principais das regras produzidas.Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo. 18 da Lei 8. São meios de integração do direito. um órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário.) Convenção e Acordo Coletivo de Trabalho – art. Art. 7º XXVI. . que estipulem condições de trabalho. §1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica. CF/88 – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis. ou convenção coletiva de trabalho entre trabalhadores e tomadores de serviços. . Art. Art.. tendo como finalidade: I – administrar o fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário avulso. CF/88 – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. Princípios do Direito do Trabalho Funções dos princípios: .630/93 – Os operadores portuários devem constituir..

2. Luiz de Pinho. 3º CLT – Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. principalmente do direito do trabalho. Parágrafo Único: O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. decidirão. admite.Dependência econômica – Em regra quase absoluta somente coloca sua força de trabalho à disposição de outrem quem precisa de emprego para sobreviver com o salário que ele propicia.As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.Interpretadora – operam como critério orientador do juiz ou do intérprete. estando exposto 1 Pedreira da Silva. Art. na falta de disposições legais ou contratuais. promove a atenuação da inferioridade econômica. expressa que o princípio da proteção resulta das normas imperativas (de ordem pública) que caracterizam a intervenção do Estado no âmbito da autonomia da vontade.26.Pessoalidade – Comprometimento na execução do serviço – O trabalhador se compromete pessoalmente na execução das atividades determinadas pelo empregador. que. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. art. pela jurisprudência. CLT.. hierárquica e intelectual dos trabalhadores. Principiologia do Direito do Trabalho. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. a supremacia do empregador sobre o empregado. de acordo com os usos e costumes. o direito comparado. conforme o caso. 8º . ainda.Característica de destaque no contrato de trabalho devido à existência de uma posição de superioridade hierárquica entre os seus sujeitos. A subordinação jurídica do empregado ao empregador o coloca sob a autoridade deste. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. . Princípio Protetor É aquele em virtude do qual o Direito do Trabalho. Para Arnaldo Sussekind. por analogia. Fundamento do Princípio Protetor1 1. sob a dependência deste e mediante salário. reconhecendo a desigualdade de fato entre os sujeitos da relação jurídica de trabalho. assumindo os riscos da atividade econômica.Subordinação Jurídica .2º CLT – Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva. Art. e. 3. existindo desta forma uma relação de poder. p.

b) Regra da norma mais favorável – Determina que no caso de haver mais de uma norma aplicável.Autotutela – Autodefesa dos interesses do grupo mediante à ação direta. sob pena de nulidade do ato. . tais como acidentes ou doenças do trabalho. seja feita com assistência do respectivo sindicato da categoria profissional ou do MTE – TRT 12º Região. assédio moral.Autocomposição – Negociação Coletiva. 4. Juiz Umberto Grillo. artifício proibido pela Lei de Greve.783/89 e o Lockout. A necessidade do trabalho conduz o trabalhador a se submeter muitas vezes a condições degradantes. . que é promovida pelos trabalhadores.desta forma a perigos à sua incolumidade moral e física. fundamental do Direito do Trabalho. sendo singular neste caso a greve. c) Regra da condição mais benéfica – Critério pelo qual a aplicação de uma nova norma trabalhista nunca deve servir para diminuir as condições mais favoráveis em que se encontrava um trabalhador. 114 CF/88. aquele que seja mais favorável ao trabalhador. Rel. 477 parágrafo 1º .O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho. deve-se optar por aquela que seja mais favorável. exige a lei. conforme art. etc. Técnicas de Proteção – Heterocomposição – Intervenção do Estado nas relações de trabalho com a edição de normas e outras providências no amparo do trabalhador. como procedimento destinado à celebração de convenção ou acordo coletivo de trabalho.” Art. só será válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. que a rescisão do contrato de empregado com mais de um ano de serviço. Jurisprudência – “Com fundamento no princípio de proteção. firmado por empregado com mais de um ano de serviço. . O princípio protetor se expressa sob 3 formas distintas: a) Regra “in dúbio pro operário” – Critério que utiliza o juiz ou intérprete para escolher entre vários sentidos possíveis de uma norma. que é o fechamento da empresa pelo empregador.Submissão – Ignorância pelo empregado das condições de trabalho e dos seus direitos. ainda que não seja a que corresponda aos critérios clássicos de hierarquia das normas. prevista na Lei 7.

direta ou indiretamente. É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho. em liquidação de sentença. para condenar a reclamada a pagar à autora diferenças salariais decorrentes da equiparação com as modelos citadas na petição inicial (autos apensados). devendo. 468 da CLT – Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento. Art. no aviso prévio. Princípio da Primazia da Realidade sobre a forma. prejuízos ao empregado. não podendo de maneira geral ter sua regência contratual afastada pela simples manifestação das partes.030/97/0. sem embargo da diversidade na contratação (estas. Provido o apelo. Prevalência no Direito do Trabalho dos fatos sobre as formas. 9º CLT – Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. pelo pagamento das horas correspondentes. 6ª T. Súmula 230 TST – Aviso Prévio. sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. em atenção ao Princípio da Primazia da Realidade. e ainda assim desde que não resultem. A relação objetiva evidenciada pelos fatos define a verdadeira relação jurídica estipulada pelos contratantes. Demonstrado nos autos o efetivo desempenho. a natureza impositiva da maioria das normas juslaborais. por parte da autora. ao que sucede no terreno dos fatos. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. no âmbito da relação de emprego. com repercussões em FGTS acrescidos de multa de 40% e determinandose ainda a retificação da CTPS da autora. como Auxiliar de Enfermagem e aquela como Atendente de Enfermagem).Princípio da Imperatividade das Normas Trabalhistas As regras justrabalhistas são essencialmente imperativas. Jurisprudência – EMENTA: DIFERENÇAS SALARIAIS DECORRENTES DE EQUIPARAÇÃO. de tarefas idênticas àquelas executadas pelas paradigmas. Substituição pelo pagamento das horas reduzidas da jornada de trabalho. Princípio da Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas Este princípio concretiza. (TRT 4ª região. Art. isto é. Segundo Américo Plá Rodriguez significa que em caso de discordância entre o que ocorre na prática e o que surge de documentos e acordos se deve dar preferência ao primeiro.) . a fim de constar a correta remuneração. ser observada aquela que perceber maior salário. RO nº 00896.

Ex: compra e venda de imóveis – instantâneo. literalmente. em razão de deficiência. “A prova das alegações incumbe à parte que as fizer (CLT. É flexível sob tutela sindical. nos termos de lei complementar. “O ônus de provar o término do contrato de trabalho.Princípio da Continuidade Conceito – É aquele em virtude do qual o contrato de trabalho perdura até que sobrevenham circunstâncias previstas pelas partes. b) Princípio da continuidade da relação de emprego – Art. 7º. espontaneamente. de exercício de funções e de salário por motivo de sexo. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. cor ou estado civil. ou em lei como idôneas para fazê-lo cessar. Enunciado 212 do TST. Despedimento. 7º XXXI. técnico e intelectual (distinção na aplicação de normas gerais). quando negados a prestação de serviço e o despedimento. Trabalhadores que prestam serviços a clubes apenas alguns dias da semana. Considera-se efetivo ou nãoeventual o trabalho que não é prestado todos os dias da semana. art.” Princípios Constitucionais a) Princípio da não-discriminação – proíbe a diferença de critérios de admissão. mas apenas em alguns deles. Metodologia de Interpretação Metodologia de interpretação jurídica .” c) Princípio da irredutibilidade salarial. A obrigação de fazer consistente na prestação de serviços dele originados se prolonga no tempo ao inverso do que ocorre com os contratos instantâneos. de maneira uniforme. o Judiciário não pode aplicá-lo. em período de tempo fixo. art 818) A alegação do reclamado de não ter dispensado o reclamante configura mero jogo de palavras. devendo conformá-lo ao art. dentre outros direitos”. que preverá indenização compensatória. A continuidade não precisa ser absoluta. Fundamento – O trabalho é um contrato de trato sucessivo ou de duração. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. idade. 9º da CLT. 7º XXX. Ex. Art. é do empregador. Locação de imóveis – sucessivo. equivalendo à notícia de que o mesmo deixou. o trabalho. 7ºVI .Irredutibilidade do salário. Ônus da prova. Para evitar fraude ao citado preceito normativo. Art. I “Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. trabalho manual.

71. não é a vontade do legislador. CLT). caput. p. como um ser que existe por si. A conclusão interpretativa deve resultar da convergência do método gramatical – utilizado como primeiro instrumento de aproximação da norma – com o critério combinado lógico-sistemático e teleológico. Lógico (ou racional) – É o método de interpretação que busca o significado. com maior clareza. adotando-se tal tendência como uma das premissas centrais implícitas àquela norma ou diploma interpretado. socorrendo-se de técnicas da lógica formal. coerência e harmonia do texto legal. considerada objetivamente. o processo lógico de interpretação passa a operar em campo mais vasto de ação: investiga-se também a tendência normativa hegemônica nas diversas normas e diplomas existentes sobre matérias correlatas. no processo interpretativo. assim devese compreender a lei.”(Coviello. após produzida. os aspectos transformadores. Histórico – Consistiria na reconstituição da occasio legis no momento interpretativo – na pesquisa das necessidades e intenções jurídicas presentes no instante de elaboração da norma. mas a vontade desta. retificadores ou continuativos da norma recente perante a ordem jurídica respectiva. com o fito de se . dotado de vida própria. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil). O método gramatical ou lingüístico afirma-se como primeiro mecanismo de aproximação do intérprete perante o texto legal enfocado.“O que se chama espírito ou sentido da lei. Tal método tem como válido o suposto de que a lei. ainda que exteriorizado em forma lingüística inadequada. pesquisa-se a ratio legis. ao dispor que o operador jurídico deve observar. fazendo do vocábulo o instrumento básico da interpretação. Teleológico (ou finalístico) – É o método que busca subordinar o processo interpretativo ao império dos fins objetivados pela norma jurídica. afastada do conceito de ser mera exteriorização psíquica de uma pessoa ou entidade. Pelo método sistemático. inclusive. a mens legis. encarna uma vontade própria. Sistemático – É o método interpretativo que se caracteriza pela busca de harmonização da norma ao conjunto do sistema jurídico. de maneira que “nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse comum” (art. Doctrina Derecho Civil México. A legislação tende a enfatizar a conduta teleológica. A partir desse critério apreendem-se. 8º. o pensamento contido na lei. Por esse método.) Gramatical (ou lingüística) – O chamado método gramatical busca o sentido que resulta diretamente do significado próprio e literal das palavras. Tal método volta-se a produzir uma interpretação vinculada e harmônica ao conjunto do sistema do Direito. os “fins sociais da lei” (art.

O trabalho autônomo não gera contrato de trabalho. A substituição configura uma situação jurídica nova em relação ao trabalhador substituto. mas também de acordo com a sua exposição de motivos. 93) Natureza – O contrato de trabalho é de natureza privada. cuja duração se prolonga no tempo. 450 CLT. intuito. mensagens. pelo empregador.608/98 A relação empregatícia é uma relação de essencial fundo econômico. O juiz. as discussões parlamentares. enunciado 159 TST. porque não foi retirado do âmbito do direito privado. quando admite prestadores de serviços pelo regime da CLT. agindo como se empregado fosse. deve ater-se aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Pode ocorrer que o Estado faça parte desta relação. o prestador de serviços demonstra a intenção. Requisitos do contrato de trabalho: Pessoalidade – Não poderá fazer-se substituir por outra pessoa. por faltar o elemento subordinação. seus fins e a vontade efetiva do legislador. Onerosidade – plano objetivo – manifesta-se pelo pagamento. 5º LICC e art. Sociológica – Deve-se verificar a realidade e a necessidade social na elaboração da lei e em sua aplicação. de outro o empregador. de se vincular ao contratante. emendas. ou seja. pessoa física. Deve-se analisar. realizado com certa e determinada pessoa e desta forma não poderá fazer-se substituir de forma intermitente por outro trabalhador ao longo da concretização dos serviços pactuados. não descaracterizando essa situação. de parcelas dirigidas a remunerar o empregado em função do contrato empregatício pactuado. Art. de um lado o empregado. ao aplicar a lei. na evolução histórica dos fatos. Quem presta serviços . 3º CLT Onerosidade – plano subjetivo – Através da expressão animus contrahendi.compreender sua razão de ser. O contrato de trabalho em relação ao trabalhador é infungível. 852-I. mediante o pagamento de salário. (Sérgio Pinto Martins. o pensamento do legislador não só a época da edição da lei. p. Continuidade – o contrato de trabalho é um contrato de trato sucessivo. pessoa física ou jurídica. Onerosidade – Não é gratuito. Serviço voluntário – Lei 9. parágrafo 1º da CLT. Art. O contrato de trabalho é “intuitu personae”. por se tratar de uma relação jurídica entre particulares. etc. Art. Contrato de Trabalho Objeto – O objeto direto do contrato de trabalho é a prestação de serviço subordinado e não eventual do empregado ao empregador.

aplica-se o disposto nesta Lei. Alteridade – Corresponde a prestação de serviços por conta alheia. Subordinação – O obreiro exerce sua atividade com dependência ao empregador. No entanto. por quem é dirigido. 3º da CLT: Art. esta característica predispõe a existência de quatro teorias. Desta forma são obrigações principais do contrato de trabalho: Empregado tem por obrigação realizar a prestação de serviços Empregador tem por obrigação efetuar o pagamento do salário Consensual – Significa a necessidade do assentimento verbal. 442 da CLT – Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. A Lei do trabalho doméstico. o qual assume o risco do negócio. A nãoeventualidade pressupõe que o contrato de trabalho é de caráter contínuo. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. de um lado o empregado. sem assumir qualquer risco. Características do Contrato de Trabalho Sinalagmático – É uma relação jurídica entre particulares.859/72. escrito ou tácito para a configuração do vínculo jurídico. de outro o empregador. 1º Ao empregado doméstico. na qual. pessoa física. O contrato de trabalho em caráter continuado é distinto dos contratos denominados de instantâneo. que estabelecem obrigações recíprocas. sob a dependência deste e mediante salário. nº 5. faz referência a “serviços de natureza contínua”. Diverge do autônomo.eventualmente não é empregado. . cujo exemplo pode-se destacar a compra e venda. no âmbito residencial destas. Diverge do disposto no art. pessoa física ou jurídica. e outro exemplo de contrato que se prolonga no tempo é a locação de imóveis. assim considerado aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família. revela-se a chamada eventualidade. Art. correspondente à relação de emprego. Não eventual – Através do elemento fático-jurídico da nãoeventualidade evidencia-se que a noção de permanência é relevante na formação sócio-jurídica da relação de emprego. Art.

Eventual é aquele que depende de acontecimento incerto. Ex. um trabalho que se fracione no tempo. admita-se o trabalho de alguém que se destina a atender a uma necessidade.Teoria da descontinuidade – Eventual seria o trabalho descontínuo e interrupto com relação ao tomador enfocado. Garçom de clube campestre que trabalha diversos meses seguidos. Teoria dos Fins do Empreendimento (ou fins da empresa) – É a mais prestigiada entre as 4 teorias.” Teoria da fixação jurídica ao tomador dos serviços – Eventual é o que não se fixa a uma única fonte de trabalho. “A aferição da natureza eventual dos serviços prestados há de ser feita tendo em vista os fins normais da empresa. perdendo o caráter de fluidez temporal sistemática. Ex. Para o tomador de serviços. embora não eventual. fortuito. algumas vezes. acontecimento ou evento que enseja certa obra ou serviço. Trabalhador descontínuo doméstico que comparece um ou dois dias por semana ou quinzena na residência. Teoria do Evento – Eventual é o trabalhador admitido em virtude de um determinado e específico fato. Neste caso. Este exemplo é da conhecida diarista. possui uma pluralidade variável de tomadores de serviços. Pela teoria da descontinuidade o trabalhador eventual teria rupturas e espaçamentos temporais significativos com respeito ao tomador de serviços examinado. portanto. Esta teoria foi rejeitada pela CLT. se a tarefa do trabalhador na empresa é eventual ou permanente. o trabalho terá a duração do evento esporádico ocorrido. cuja atividade descontínua. que se apresenta com caráter de exceção dentro do quadro das necessidades normais do empreendimento. não será considerada como relação de emprego. mas apenas em fins de semana ou feriado. casual. que preferiu a expressão negativa “serviços de natureza não eventual” ao contrário da expressão positiva “serviços de natureza contínua”. Os fatos é que revelarão. Caracterização do trabalho Eventual . não eventual. pode-se caracterizar a relação de emprego. Para Délio Maranhão circunstâncias transitórias exigirão. ou seja. porém. Este é um exemplo de trabalho descontínuo. portanto. Os serviços prestados serão de natureza eventual e aqueles que os prestar – trabalhador eventual – não será empregado. uma vez que a lei do trabalho doméstico adota a teoria da continuidade ao invés da não eventualidade.

o trabalho é contratado sem contraprestatividade rigorosa. d) Natureza do trabalho destinado a evento certo. a quem fica juridicamente subordinado. determinado e episódico no tocante a dinâmica regular do empreendimento tomador de serviços. remunerando-se mesmo sem sua realização efetiva. dias de repouso. Teorias contratualista tradicional – A relação empregatícia teria caráter contratual. No entanto. Natureza Jurídica da Relação de Emprego Conceito do Contrato de Trabalho Contrato de trabalho stricto sensu é o negócio jurídico pelo qual uma pessoa física (empregado)se obriga.a) Descontinuidade – não permanência a uma organização com ânimo definitivo. não há separação entre o objeto do contrato (força de trabalho) e o trabalhador. Locatio operis – locação de obra ou empreitada Locatio operarum – locação de serviços Não é assimilável ao arrendamento. Teoria do Mandato – Em razão do caráter fiduciário existente entre o empregado e o empregador ocorreria a assimilação com o contrato de trabalho e neste caso o empregado atuaria como mandatário. Da mesma forma que o arrendamento. b) Não fixação jurídica a uma única fonte de trabalho. c) Curta duração do trabalho prestado. mediante o pagamento de uma contraprestação (salário). tempo à disposição. Teoria da compra e venda – O obreiro venderia sua força de trabalho ao empregador por um preço (salário). a prestar trabalho não eventual em proveito de pessoa. intervalos remunerados. como no caso do trabalhador e a sua força de trabalho. etc. atuação em uma pluralidade variável de tomadores de serviço. A . física ou jurídica (empregador). o que não ocorre na obrigação comparada.. sendo assimilável a alguma das figuras contratuais do Direito Civil. como na locação (locador e coisa). Carnelutti faz referência a compra e venda de energia elétrica. pois no contrato de emprego não existe separação entre o trabalhador e o objeto do contrato. Teoria do arrendamento – locação – aluguel – oriundo do Direito romano. em que a energia destinada ao consumidor não se dissocia da fonte geradora . como ocorre nos períodos de férias.

443. onde se inclui o contrato de trabalho determinado.sendo que os demais trabalhadores estão em regime de produção maciça. conforme o disposto no art. estabelecida entre um trabalhador e um empregador para a prestação de um serviço subordinado. conforme o disposto por Mário de la Cueva. ou transitoriedade justifique a . Teoria Acontratualista – Nega relevância ao papel da liberdade e da vontade. devem estar especificadas na Carteira de Trabalho. de cumprimento objetivo do contrato. -Considera-se como de prazo determinado contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. remuneração e as condições especiais. “Relação de trabalho como situação jurídica objetiva. 443. parágrafo 2º. só é válido em se tratando de: a) serviço cuja natureza predeterminação do prazo. As atividades abrangidas pelo contrato de trabalho determinado. um corpo social que se impõe objetivamente a um certo conjunto de pessoas e cuja permanência não se submete a vontade particular de seus membros componentes. 29 da CLT. O contrato de trabalho. qualquer que seja o ato ou a causa de sua origem. que afirma o contrato-realidade.fidúcia ocorre de forma mais acentuada nos escalões superiores da empresa. O simples fato da prestação de serviços seria o elemento essencial. conforme o disposto no art. Deve ser especificada a data de admissão.” Art. Art. 4º CLT – serviço efetivo o tempo em que o empregado esteja à disposição do empregador. O trabalhador adere à instituição estando sujeito as regras da instituição. Art. Contrato de Trabalho Determinado É o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. 58 1º e 2º CLT tempo in itinere Institucionalista – A empresa como uma instituição. desdobrando-se em duas teorias: Relação de Trabalho – O que prepondera é a situação jurídica objetiva. parágrafo 1º.

7.615/98 . uma vez que este faz referência ao trabalho indeterminado e a garantia de emprego. b) atividades empresariais de caráter transitório. I da cF/88. c) contrato de experiência É um contrato determinado que tem a finalidade de verificar a adaptação do trabalhador em relação as atividades que desenvolverá e ao ambiente de trabalho. for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo. Art. A transitoriedade é em relação às atividades do empregador e não do empregado. São atividades desenvolvidas em determinadas épocas do ano e para determinados eventos. É uma avaliação mútua. de tal forma que a constituição da empresa tem a finalidade de atingir estes fins.889/73. Indenização por tempo de serviço – o empregador pagará ao safrista a título de indenização do tempo de serviço valor correspondente a 1/12 do salário mensal obreiro. empresa destinada a fabricar ovos de chocolate para a páscoa ou empresa que venha a fabricar fogos de artifício para a festa junina. da Lei 5. É o pacto empregatício rural a prazo certo cujo termo final seja fixado em função das variações estacionais da atividade agrária. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que. conforme o disposto no art. Os contratos de trabalho por tempo determinado são os seguintes: Contrato de safra – parágrafo único do art. 445 parágrafo único .O serviço de natureza transitória é o que é breve. tácita ou expressamente. 451.O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 anos. a transitoriedade diz respeito a empresa e não ao empregado ou ao serviço. 14. Um exemplo desta modalidade de contrato determinado é a contratação de um empregado temporariamente para atender a um breve aumento de produção em certo período do ano. Desta forma. observadas as regras do art. cuja duração é temporária. por mês de serviço ou fração acima de 14 dias. de caráter efêmero. Atleta profissional – art. 30 da Lei 9. na qual o trabalhador poderá não concordar em permanecer na atividade que lhe foi atribuída. Ex. Art. Diverge do disposto no artigo 477 da CLT.

959/56 É o pacto empregatício urbano a prazo.Artistas – art. não se aplicando os artigos 479 e 480 da CLT. 428 CLT Contrato determinado – Lei 9. 1º Indenização nas hipóteses de rescisão antecipada.9º da Lei 6. qualificado pela presença de um construtor em caráter permanente no pólo empresarial da relação e pela execução de obra ou serviço certo como fator que enseja a prefixação do prazo contratual.533/78 Técnico estrangeiro – Decreto-Lei 691/69 Obra certa – Lei 2. Aprendizagem – art.601/98 Necessidade de negociação coletiva (convenção ou acordo coletivo de trabalho). O contrato poderá ser prorrogado mais de uma vez . Art.