CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

Técnicas de Prevenção e Combate à Sinistros Sistemas de Hidrantes

SISTEMAS DE PROTEÇÃO POR HIDRANTES
DEFINIÇÃO (IRB) Sistema de proteção por hidrantes é o conjunto de canalizações, abastecimento d’água, válvulas ou registros para manobras, hidrantes (tomadas de água) e mangueiras de incêndio, com esguichos, equipamentos auxiliares, meios de aviso e alarme.

CASA DAS BOMBAS
De acordo com o Código de Prevenção de Incêndios, do Corpo de Bombeiros do Paraná as moto bombas poderão ser elétricas ou à combustão interna. • Quando a motor elétrico, a instalação elétrica para alimentá-la deverá ser independente da instalação geral do prédio ou executada de maneira a se poder desligar a instalação geral sem interromper a alimentação desta moto-bomba. Na falta de energia da concessionária, as bombas acionadas pôr motor elétrico podem ser alimentadas pôr um gerador diesel. • Quando de combustão interna, os motores devem ser do tipo especialmente aprovado para o serviço de proteção contra incêndios. As moto-bombas deverão ser acionadas automaticamente, de forma que entrem em funcionamento após aberto o registro de qualquer hidrante. As exigências de acionamento automático poderão ser substituídos pôr dispositivos anexos a cada hidrante, de acionamento rápido( tipo botoeira, liga/desliga), com sistema blindado e de alarme pôr interrupção de circuito. Quando se tratar de edificações cujos riscos de incêndios sejam das classes RM (tipo 1) ou RE, e a área do risco for igual ou superior a 2.500 m², serão exigidas no mínimo 02 (duas) bombas, sendo que uma sempre estará de reserva, para Risco Moderado(tipo 2 e 3) com área superior a 5.00 m², serão também exigidas 02 (duas) bombas. • Primeiro sistema moto-bomba deverá ser elétrico. • Quando da necessidade de um segundo sistema moto-bomba, este deverá ser a combustão interna ou pôr grupo gerador. • Uma das moto-bombas deverá obrigatoriamente atender a dispositivo do artigo anterior. De acordo com a NBR 13714 anexo B, que trata das normas sobre bombas de incêndio, no item B.1.2, determina que as dimensões das casas de bombas sejam suficientes para se ter acesso em toda a volta das bombas, e espaço suficiente para qualquer serviço de manutenção local, tanto nas bombas quanto nos painéis de comando, inclusive viabilidade de remoção completa de qualquer das bombas, devendo permanecer a outra em condições de funcionamento. A moto-bomba deve ser instalada abaixo do nível superior da água do reservatório de alimentação, a uma altura inferior ou igual ao nível da reserva técnica (afogada no mínimo 2/3 da altura líquida) ou ser permanentemente escorada com reservatório próprio de no mínimo 500 litros. Na tubulação de recalque, deverá ser instalado retorno para o reservatório de alimentação para testes periódicos da moto-bomba, dimensionado de modo que a curva de funcionamento do retorno
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atenda à curva de funcionamento da bomba; compreendido o desvio padrão em 25% da vazão nominal de projeto. Quando a casa de bombas for instalada em nível inferior ao do piso, deverá ser previsto dreno ligado à rede de águas pluviais com diâmetro não inferior a 75 mm. No caso de não haver desnível suficiente, comprovar a drenagem e especificá-la. O sistema de proteção contra incêndios pôr hidrantes será dimensionado de forma a proporcionar a vazão requerida pelo risco de incêndio da edificação em dois hidrantes em uso simultâneo e com condições mais desfavoráveis. A vazão em cada hidrante será tomada na tabela seguinte: CLASSE RISCO RL RM RE • • DO Esguicho Diâmetro (mm) 13 ou 16 19 ou 25 25 ou 32 Mangueiras Diâmetro (mm) 38 38 ou 63 63 Jatos 2 2 ou 3 2 ou 3 Vazão (l/min.) 200 440 60 Simples Vazão (l/min.) 400 880 1320 Total

A vazão requerida pelo risco de incêndio da edificação (vazão dupla) poderá ser obtida através de 2 ou 3 jatos simultaneamente conforme tabela acima A vazão requerida pelo risco de incêndio da edificação deverá ser obtida na extremidade dos esguichos.

O anexo B da NBR 13714 ainda determina que: • As bombas de incêndio não poderão ser utilizadas para outros fins; • As bombas devem ser protegidas contra fogo, intempéries, agentes químicos, danos mecânicos e umidade; • A capacidade das bombas deve ser suficiente para atender à demanda do sistema de hidrantes; Para bombas acopladas a motores de combustão interna: • O motor deve ser instalado em ambiente cuja temperatura não seja inferior à mínima recomendada pelo fabricante, ou dotado de sistema de pré-aquecimento permanente ligado. • Ter injeção direta de combustível pôr bomba injetora ou de ar comprimido, para a partida • As bombas de incêndio devem ter condição de operar a plena carga, no local onde forem instaladas, durante 6 h ininterruptas, sem apresentar quaisquer avarias. Para efeito de dimensionamento das perdas de carga em canalizações serão utilizados os valores constantes nas normas da ABNT. As canalizações dos sistema de hidrantes devem ser executadas em material resistente ao fogo como cobre, ferro fundido ou galvanizado, desde que com resistência igual ou superior a 18 kgf/cm². Será permitida utilização de PVC REFORÇADO, para redes enterradas e externas à edificação, desde que atenda aos seguintes itens:
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a) A transição entre a tubulação resistente ao calor e o PVC reforçado, ocorra à pelo menos 01 (um) metro da projeção da edificação; b) A tubulação esteja enterrada no mínimo 0,60 m, quando não houver tráfego de veículos, e no mínimo 1,20 m, onde houver tráfego; c) Possua resistência igual ou superior a exigida neste artigo. De acordo com o IRB não é permitida a utilização de tubulação de plástico As conexões que compõem a rede do sistema de hidrantes podem ser executadas com solda, rosca, flange ou junta elástica, desde que fique garantida a estanqueidade e a resistência discriminada no artigo anterior. Toda a tubulação em ferro galvanizado da rede de hidrantes, quando enterrada deverá receber tratamento anticorrosivo e toda tubulação aparente deverá ser pintada na cor vermelha.

RESERVA DE INCÊNDIO
Os reservatórios podem ser elevados (ação da gravidade), ao nível do solo, semi-enterrados, subterrâneos e de fontes naturais Os reservatório que servem ao sistema de proteção contra incêndios devem possuir os seguintes requisitos: a) Serem estanques, com paredes lisas e protegidas internamente de forma a resistirem ao ataque da água; b) Serem equipados com dispositivos de descarga e extravasamento; c) Serem fechados e providos de meios de inspeção e acesso; d) Serem protegidos contra descargas atmosféricas, quando elevados; e) Os dispositivos de manobras devem ser acessíveis à inspeção e permitir a substituição; f) As tomadas devem ser executadas de forma a não permitir a saída de material decantado; g) Devem ser executados em material incombustível, exceto nos casos em que for comprovado seu isolamento de risco, ou envelopamento com paredes resistentes ao fogo pôr no mínimo 02 (duas) horas; h) Os reservatórios devem ser dotados de fonte de suprimento permanente e nunca sujeitos a esvaziamentos periódicos; O sistema deve estar sempre abastecido e pressurizado, inclusive o mangotinho. Pela norma do IRB (Instituto de Resseguro do Brasil), os reservatórios elevados tem que possuir uma capacidade mínima de 4.000 litros reservada exclusivamente à alimentação do sistema, ou com reservatórios cujo volume atenda o consumo normal e atenda a demanda do sistema considerando-se demanda do sistema o fornecimento contínuo de 20 litros por 20 minutos.

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Pela norma do Corpo de Bombeiros do Paraná esta reserva é calculada através da seguinte fórmula: V=0,93 x C x A½ Onde: V= volume do reservatório em m³ A= área do risco em m² C= o valor de C é tomado na seguinte tabela Classe CONSTRUÇÕES do risco Combustíveis 1 2 3 RL 1,12 1,04 0,96 RM 1,50 1,39 1,28 RE 1,57 1,44 1,31 Resistentes a fogo 1 2 3 0,47 0,38 0,31 0,70 0,65 0,52 0,87 0,78 0,73 Incombustíveis 1 2 3 0,31 0,26 0,22 0,48 0,41 0,35 0,58 0,50 0,44

A capacidade mínima dos reservatórios superiores observará a seguinte tabela: Classe do Risco RL RM RE Capacidade Mínima 10,0 15,00 27,00

Poderão ser utilizados para consumo, no máximo 2/3 da capacidade exigida para os reservatórios d’água, devendo, contudo, ficar garantido a utilização de toda a capacidade para o serviço de combate a incêndios. Fica proibido a alimentação de outros sistemas de proteção contra incêndio, sob comando ou automáticos, através da interligação das tubulações. A altura do reservatório elevado, deve ser suficiente para proporcionar a vazão exigida pôr dois hidrantes em condições mais desfavoráveis e em uso simultâneo, considerada na ponta do esguicho. • A pressão do hidrante em condições mais desfavoráveis, em qualquer situação não poderá ser inferior a 1,2 Kgf/cm². • Em qualquer situação, o alcance vertical do jato de qualquer hidrante não deve ser inferior ao pé direito do local onde está instalado o hidrante. Os reservatórios deverão ser construídos em concreto armado ou metálico, serem totalmente fechado, a fim de não permitir a entrada de luz solar e /ou materiais estranhos que possam comprometer a qualidade da água. Poderão ser confeccionados com outros materiais desde que garantam-se as resistências ao fogo, mecânicas e intempéries. Nos casos em que for utilizado Fontes Naturais (lagos, rios, açudes e lagoas) o reservatório deverá ser construído seguindo as especificações contidas na NBR13714.

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MANGUEIRAS DE INCÊNDIO
DEFINIÇÃO: Equipamento de combate a incêndio, constituído essencialmente por um duto dotado de uniões. Reforço Têxtil: Tecido que integra a mangueira. Urdume: Conjunto de fios sintéticos que constituem o reforço têxtil disposto no sentido longitudinal da mangueira. Trama: Conjunto de fios sintéticos que constituem o reforço têxtil disposto no sentido transversal da mangueira. Vinco: Dobra existente em todo comprimento da mangueira, no sentido longitudinal tornando plana e possibilitando o seu enrolamento. União: Acessório acoplado as extremidades da mangueira para conexão desta.

TIPOS DE MANGUEIRAS
Tipo 1: Mangueira construída com um reforço têxtil e para pressão de trabalho de (10 Kgf/cm2). Destina-se a ocupação residencial. Tipo 2: Mangueira construída com um reforço têxtil e para pressão de trabalho de (14 Kgf/cm2). Destina-se a edifícios comerciais e industriais ou corpo de bombeiro. Tipo 3: Mangueira construída com dois reforços têxteis sobrepostos e para pressão de trabalho de (15 Kgf/cm2). Destina-se a áreas navais e industriais ou corpo de bombeiro. Tipo 4: Destina-se a área industrial, onde é desejável uma maior resistência à abrasão e pressão e pressão de trabalho de (15 Kgf/cm2). Tipo 5: Mangueira construída com um reforço têxtil, acrescida de um revestimento externo de borracha e para pressão de trabalho de (14 Kgf/cm2). Destina-se a área industrial, na qual é necessária uma alta resistência a abrasão e superfícies quentes. Pressão de Trabalho: Pressão máxima à qual a mangueira pode ser submetida em condições normais de uso.

SELEÇÃO DE MANGUEIRA
A escolha do tipo de mangueira é fundamental para o desempenho adequado e maior durabilidade do produto. Devem ser consideradas três características básicas: Local de aplicação: Onde serão utilizadas. Resistência a abrasão:

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Toda a mangueira sofre desgaste quando arrastada. A mangueira tipo 1 é indicada para pisos lisos. A mangueira tipo 2 é indicada para pisos de áreas comerciais e industriais, as mangueiras tipos 3 e 4 são indicadas para pisos nos quais é desejável uma maior resistência á

abrasão. A mangueira tipo 5 é indicada para pisos altamente abrasivos. Além destes itens deve ser observado se a mangueira terá contato com óleos ou produtos químicos. Neste caso, deverá ser escolhido um modelo com revestimento externo resistente a esses produtos. Pressão de Trabalho: A Norma estabelece pressões de trabalho relativamente altas, que atendem com uma boa margem de segurança à maioria das necessidades.

INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO E CUIDADOS EM MANGUEIRAS DE INCÊNDIO (NRB 12779)
Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis quanto a inspeção, manutenção e cuidados necessários para manter a mangueira de incêndio apta para uso. Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 11861 – Mangueira de Incêndio – Especificações NBR 12098 - Mangueira de Inc6endio – Determinação sob pressão hidrostática – Método de Ensaio. Toda mangueira deve ser inspecionada e ensaiada hidrostáticamente antes de ser colocada em uso. Quando em uso, deve ser inspecionada e ensaiada hidrostáticamente a cada três e doze meses respectivamente. Recomenda-se maior frequ6enci para mangueiras que estejam expostas a condições agressivas tais como: ambientes quentes, úmidos e/ou impregnado de produtos químicos e derivados de petróleo. Cuidados Deve-se evitar as seguintes condições: a) Contato com cantos vivos b) Manobras violentas e derivantes ou fechamento abrupto de esguichos ou registros. c) Contato direto com fogo, brasas e superfícies quentes. d) Arraste da mangueira e uniões sobre o piso. e) Contato com produtos químicos e derivados de petróleo, salvo recomendações especificas do fabricante. f) Queda de uniões. g) Guardar a mangueira molhada. h) Permanecer com a mangueira conectada no hidrante. Falhas durante o uso Por se tratar de equipamentos que não podem apresentar falhas durante o uso, caso ocorra qualquer situação conforme descrito, a mangueira deve ser encaminhada para manutenção. a) Desgaste por abrasão no revestimento externo. b) Presença de manchas e/ou resíduos na superfície externa provenientes de contato com produtos químicos ou derivados de petróleo. c) Dificuldades para acoplar o engate das uniões.
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d) e)

Deformações nas uniões provenientes de quedas, golpes ou arrastes. Ausência de vedação de borracha nos engates de uniões ou vedações apresentando ressecamento, fendilhamento ou corte.

Para efeito desta Norma são adotadas as seguintes definições: Inspeção: Exame periódico que se efetua na mangueira de incêndio com a finalidade de determinar se esta apta para uso. Manutenção: Serviço efetuado na mangueira de incêndio, após sua utilização ou quando requerido por uma inspeção, com a finalidade de mantê-la apta para o uso. Mangueira em uso: Designação dada a mangueira quando devidamente instalada em local previamente definido, estando em condição de prontidão para combate a incêndios. Mangueira apta para uso: Mangueira usada ou nova ( em estoque ou instalada) que atende a Norma. Vinco: Dobra existente em todo o comprimento da mangueira, no sentido longitudinal, tornando-a plana e possibilitando o seu enrolamento. Esguicho Regulável: Equipamento hidráulico utilizado para regular a vazão, dar forma, direção e alcance do jato. Trama: Conjunto de fios que constituem o reforço têxtil disposto no sentido transversal da mangueira. Urdume: Conjunto de fios que constituem o reforço têxtil, disposto no sentido longitudinal da mangueira. Peça Original: Peça integrante da mangueira de incêndio originalmente fabricada.

MÉTODOS DE ENSAIO (NBR 11861)
          Ensaio Hidrostático Ensaio de Perda de Carga Ensaio de Ruptura Ensaio de Resistência e Abrasão Ensaio de Diâmetro Interno Ensaio de Aderência Ensaio de Tubo Interno Ensaio de Envelhecimento do Reforço Têxtil Ensaio de Resistência a Superfícies Quentes Ensaio de Envelhecimento da Mangueira Tipo 5.

A MARCA DE CONFORMIDADE ABNT
Na hora da compra, várias empresas fazem ou contratam inspeções especializadas para garantir que receberão as mangueiras de incêndio totalmente aprovadas de acordo com a NBR 11861. A marca de conformidade elimina a necessidade dessa inspeção, isenta o consumidor de custos com inspeção de produto e garante : 1) Que o fabricante está cumprindo a Norma em relação ao produto. 2) Que o fabricante empata as mangueiras de incêndio com uniões adequadas na fábrica, realizando os testes necessários. A ABNT, como instituição independente, realiza auditorias na
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fabricante, além de testes periódicos no produto. Na hora da compra deve ser exigido a marca de conformidade ABNT, ela é a garantia da qualidade e segurança do produto.

O ALTO PREÇO DO DESRESPEITO A LEI
    Estarão violando o Código de Proteção e Defesa do Consumidor: O fabricante que vender a mangueira sem união. O fabricante que não atender a Norma NBR 11861 na íntegra. O revendedor que comprar mangueira de incêndio sem união. O revendedor que comprar e revender mangueiras de incêndio que não atendam à Norma NBR 11861 na íntegra.

LEGISLAÇÃO
Lei N° 8078 Art. 56: As infrações das Normas de Defesa do Consumidor ficam sujeitas, conforme o caso às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em Normas especificas: I) II) III) IV) V) VI) VII) VIII) IX) X) XI) XII) Multa Apreensão do produto Inutilização do produto Cassação do registro do produto junto ao órgão competente Proibição de fabricação do produto Suspensão de fornecimento de produtos ou serviços Suspensão temporária da atividade Revogação de concessão de permissão de uso Cassação da licença do estabelecimento ou da atividade Interdição, total ou parcial, de estabelecimento ou de atividade. Intervenção administrativa Imposição de contrapropaganda. Lei N° 8078 Art. 39: É vedado ao fornecedor de produtos e serviços: Colocar no mercado de consumo qualquer produto ou serviço em desacordo com as Normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se Normas especificas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, ou outra entidade credenciada pelo Conmetro.

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR LEI N° 8137 – Art. 7
Constitui crime contra as relações de consumo: Inciso II) Vender ou expor à venda mercadoria, cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou composição estejam em desacordo com as prescrições legais, ou que não correspondam à respectiva classificação oficial.

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Inciso VII) Induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade de bem ou serviço, utilizando-se qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária.

Inciso IX) Vender, Ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo. PENA: detenção de 02 (dois) a 05 (cinco) anos, ou multa. O consumidor tem a obrigação de comprar mangueiras de incêndio conforme a NBR 11861. De acordo com a Lei N° 4591 – Art. 22, por exemplo, o síndico é responsável por exercer a administração interna do edifício, incluindo a segurança. A lei civil também prevê Normas quanto a sua responsabilidade no tocante ao prejuízo que ele possa causar a qualquer condomínio ou condômino. Para o sindico, entretanto, é impraticável realizar a inspeção e testes na compra de uma mangueira de incêndio com a marca de conformidade ABNT, já que ela oferece garantia total de atendimento à Norma. Tanto o técnico como o engenheiro de segurança, segundo a NR 4, são os responsáveis técnicos pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR’s aplicáveis. E, assim como o síndico, podem ser multados e penalizados na forma da lei, se não cumprirem as determinações das Normas.

UNIÕES
UNIÃO ou JUNTA DE UNIÃO: É o nome que se dá à peça que é engatada na extremidade da mangueira, ou rosqueada em um dos lados do registro ou boca de saída do hidrante. A união pode ser fabricada de alumínio especial, bronze ou latão. As mais indicadas são as em latão.

ESGUICHOS E REQUINTES
Os esguichos e requintes são equipamentos que devem ser colocados juntamente com as mangueiras de incêndio. O esguicho de jato sólido, ao ser aberto o registro do hidrate, permite a passagem de um jato de água compacto, que poderá destruir o que de relativamente frágil existir no local. Com o tipo regulável isso não acontece, apesar de também poder ser usado como jato sólido. É construído de modo que a rotação do seu corpo transforme o jato em neblina, de acordo com a necessidade, reduzindo-lhe também a violência provocada pela pressão existente na linha. O requinte ou ponta do esguicho – encontrado nos do tipo de jato sólido – é normalmente intercambiável, podendo nele ser usado requinte de maior ou menor capacidade de saída, devido a ser interligado ao esguicho por meio de rosca. Tanto o requinte como o esguicho, são fabricados de latão ou bronze. Os esguicho e requintes podem ser fabricados de diverso tipos ou medidas.

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO - NBR 13435

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Objetivo da Norma: Fixar as condições exigíveis que devem satisfazer o sistema de sinalização de segurança contra incêndio e pânico em edificações. Documentos complementares à consultar : Para os efeitos desta Norma, são adotadas as definições de : Rotas de Saída e Edificações.

Rotas de saída: Caminho contínuo, devidamente protegido, proporcionado pôr portas , corredores, halls, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de saída ou combinação destes, a ser percorrido pelo usuário em caso de incêndio de qualquer ponto de uma edificação, dependência ou espaço aberto restrito para a via pública ou para um espaço protegido do incêndio na edificação e tendo acesso à via pública. Edificação: Construção destinada a abrigar qualquer atividade humana, materiais ou equipamentos.

CONDIÇÕES GERAIS
A sinalização de segurança contra incêndio e pânico possui duas funções básicas distintas, definidas a seguir: Reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertando para os riscos potenciais, requerendo ações que contribuam para a segurança contra incêndios e proibindo ações capazes de afetar o nível de segurança ; Garantir que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, que orientem as ações de combate e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída para escape seguro da edificação, no caso de incêndio. A sinalização de segurança contra incêndio e pânico faz uso de símbolos , mensagens e cores, definidos nas NBR 13434 e NBR 13437, e convenientemente alocados no interior do edifício, segundo esta Norma.

CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
Classificação da sinalização: A sinalização de segurança contra incêndio e pânico é classificada nesta Norma em sinalização Básica e Complementar. *Sinalização Básica: É constituída por 5 categorias, de acordo com a sua função, descritas a seguir: a) Sinalização de Proibição: Sua função é proibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio; b) Sinalização de Alerta : Sua função é alertar para áreas e materiais com potencial de risco ; c) Sinalização de Comando : Sua função é requerer ações que garantam condições adequadas para a utilização das rotas de saída; d) Sinalização de Orientação e Salvamento : Sua função é indicar as rotas de saída e ações necessárias para o seu acesso ; e) Sinalização de Equipamentos de Combate e Alarme: Sua função é indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndios disponíveis. * Sinalização Complementar: É composta por faixas de cor ou mensagens, devendo ser empregada nas seguintes situações: a) indicação continuada das rotas de saída;
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b) c) d) e)

Indicação de obstáculos, como pilares, arestas de paredes, etc.; indicações de pisos, espelhos, rodapés e corrimões de escadas; Indicação de silhueta de equipamentos de combate a incêndio; Mensagens escritas específicas que acompanham a sinalização básica, onde for necessária a complementação da mensagem dada pelo símbolo.

Implantação da Sinalização: Os diversos tipos de sinalização de segurança contra incêndio e pânico devem ser implantados em função de características específicas de uso e dos riscos, bem como em função de necessidades básicas para a garantia da segurança contra incêndio na edificação.

Sinalização Básica:
Sinalização de proibição  A sinalização apropriada deve ser instalada em local visível e no mínimo a 1,50m do piso acabado, distribuída em mais de um ponto dentro da área de risco, de modo que pelo menos uma delas possa ser claramente visível de qualquer posição dentro da área, distanciadas entre si em no máximo 13m. Sinalização de alerta:  A sinalização apropriada deve ser instalada em local visível e no mínimo a 1,50m do piso acabado, próxima ao risco isolado ou distribuída ao longo da área de risco generalizado, distanciada entre si em no máximo 13m. Sinalização de comando:  A sinalização apropriada deve ser instalada em local visível e no mínimo a 1,50m do piso acabado, distribuída ao longo da área que exige manutenção do nível de segurança preestabelecido, distanciada entra si no máximo 13m. Sinalização de orientação e salvamento: A sinalização de saída de emergência apropriada deve assinalar todas as mudanças de direção, obstáculos, saídas, escadas, etc., e ser instalada segundo sua função, a saber: a) A sinalização de portas de saída de emergência deve ser localizada imediatamente acima das portas, no máximo a 10cm da verga ; b) A sinalização de orientação das rotas de saída deve ser localizada de modo que a distância de percurso de qualquer ponto da rota de saída até a sinalização seja de no máximo 605m. Adicionalmente, esta também deve ser instalada, de forma que na direção de saída de qualquer ponto seja possível visualizar o ponto seguinte, distanciados entre si em no máximo 13m. A sinalização deve ser instalada de modo que a borda superior da sinalização esteja no máximo a 0,60m do piso acabado. c) A abertura das portas de escada e antecâmara não deve obstruir a visualização de qualquer sinalização. Sinalização de equipamentos de combate a incêndio: A sinalização de equipamentos de combate a incêndio deve estar imediatamente acima do equipamento, com afastamento mínimo de 10cm e no máximo 1,0m dele, e com dimensões de
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acordo com as distâncias de visualização. Caso a visualização direta do equipamento não seja possível, a sua localização deve ser indicada, adicionalmente, a partir do ponto de boa visibilidade mais próximo. Esta sinalização deve incluir um quadro com o símbolo do equipamento em questão e uma seta indicativa. Este conjunto não deve distar mais que 13m do equipamento e deve ser instalado em um local a partir do qual seja possível visualizar o equipamento.

Sinalização Complementar: A sinalização de indicação continuada das rotas de saída deve ser implantada entre os símbolos utilizados na sinalização básica de orientação, a uma altura igual a da última, ou seja, a uma altura máxima de 60 cm do piso acabado. A sinalização continuada das rotas de saída deve utilizar faixas ou outros símbolos que identifiquem continuidade e devem ser na cor branca ou amarela. A sinalização de indicação de pisos, espelhos, rodapés e corrimãos de escadas deve ser implantada sobre eles, por meio de faixas. Quando os equipamentos de combate a incêndio estiverem localizados em pilares, a sinalização deve ser implantada em todas as faces do pilar. As mensagens escritas específicas que acompanham a sinalização básica devem se situar imediatamente. Adjacente à sinalização que complementar.

Materiais :
Confecção de sinalização: A sinalização pode ser confeccionada em placas, chapas ou películas, a serem afixadas posteriormente nos locais apropriados, ou pode ser pintada diretamente sobre a superfície da área a ser sinalizada. O material pode ser rígido ou maleável, constituído por chapas metálicas, plástico, lâminas melamínicas, placas de PVC, poliestireno, películas de PVC ou outro material, desde que as seguintes condições sejam atendidas: a) resistência mecânica; b) sua espessura seja suficiente para que as irregularidades da superfície onde deve ser utilizada não seja transferida para a superfície da placa ou película da sinalização; c) nos símbolos, faixas e outros elementos de sinalização, a cor branca ou amarela deve ser fotoluminescente; d) as faixas na sinalização complementar dos pisos dos degraus das escadas devem ser antiderrapantes. Os materiais que constituem a pintura das placas e películas devem ser atóxicos e não radioativos, devendo atender às normas correspondentes para cada tipo de material, no que se refere às propriedades colorimétricas, de resistência à luz e resistência mecânica. O material fotoluminescente utilizado deve atender a DIN 67510. Projeto da sinalização : O projeto de sinalização de segurança contra incêndio e pânico, para fins de aprovação junto às autoridades competentes, deve ser constituído por plantas baixas, memorial descritivo e outros elementos que identifiquem o tipo e a localização de cada elemento do sistema de sinalização. Manutenção
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Conservação: A sinalização sujeita a intempéries, agentes físicos e químicos deve ser vistoriada a cada seis meses, efetuando-se a sua recuperação ou substituição, quando necessário.

Inspeção: A sinalização deve ser objeto de inspeções periódicas pelas autoridades competentes, para sua eventual correção.

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO - FORMAS, DIMENSÕES E CORES - NBR 13434
Objetivo: Esta Norma padroniza as formas, dimensões e as cores da sinalização de segurança contra incêndio e pânico utilizada em edificações. Definições: Sinalização de segurança: Aquela que fornece uma mensagem geral de segurança, obtida por uma combinação de cor e forma geométrica, fornecendo uma mensagem específica de segurança pela adição de um símbolo gráfico executado com cor de contraste. Cor de segurança: Aquela para a qual é atribuída uma finalidade ou um significado específico de segurança ou saúde. Cor de contraste : Aquela que contrasta sobressaia. com a cor de segurança a fim de fazer com que a última se

FORMAS
Circular: Utilizada para implantar símbolos de proibição e ação de comando. Triangular: Utilizada para implantar símbolos de alerta. Quadrada e retangular: Utilizada para implantar símbolos de orientação, socorro, emergência e identificação de equipamentos utilizados no combate a incêndio.

CORES:
As cores de segurança e cores de contraste devem seguir os padrões estabelecidos de acordo com a tabela: Cores de segurança: A cor de segurança deve cobrir no mínimo 50% da área do símbolo, exceto no símbolo de proibição, onde este valor deve ser de no mínimo 35%.
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Vermelha: Utilizada para símbolos de proibição, emergência e identificação de equipamentos de combate a incêndio. Verde: Utilizada para símbolos de orientação e socorro.

Amarela: Utilizada para símbolos de alerta e sinais de perigo. Azul: Utilizada para símbolos de ação de comando. a) b) c) d) e) f) a) b) c) d) e) Toda a Sinalização de Proibição deve obedecer: Forma : circular ; Cor de fundo : branca ou amarela ; Coroa barrada : vermelha ; Cor do símbolo : preta ; Margem : branca ou amarela ; Proporcionalidade paramétricas. Toda a Sinalização de Comando deve obedecer : Forma : circular ; Cor de fundo : azul ; Cor do símbolo: branca ou amarela ; Margem : branca ou amarela ; Proporcionalidade paramétricas .

QUADRO RESUMO

CORES
SEGURANÇA CONTRASTE VERMELHA 5R4/14 VERDE 10GY 6/6 AMARELA 2,5 YG 9/14, OU AMARELA 5Y8/12 AZUL 2,5 PB 4/10 Branco ou Amarela 2,5YG 9/14 Branca ou Amarela 2,5 YG 9/14 Preta Branca ou Amarela 2,5YG 9/14 SINAL

FORMA

PRETA Amarela 2,5 YG 9/14

Proibição

Emergência , equipamento de combate a incêndio. Orientação e socorro. Alerta e Perigo

Preta Branca ou Amarela 2,5 YG 9/14
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Ação de comando.

CURSO TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO
Técnicas de Prevenção e Combate à Sinistros Sistemas de Hidrantes

CONTRASTE SEGURANÇA CORES
a) b) c) d) e) f) a) b) c) d) a) b) c) d) e) A Sinalização de Alerta deve obedecer : Forma : triangular ; Cor de fundo : amarela ; Moldura : preta ; Cor do símbolo: preta ; Margem : branca ou amarela ; Proporcionalidade paramétricas. A Sinalização de Orientação deve obedecer : Forma : quadrada ou retangular ; Cor de fundo : verde ; Cor do símbolo: branca ou amarela ; Proporcionalidade paramétricas. A sinalização de Emergência e de equipamento de combate a incêndio deve obedecer : Forma : quadrada ou retangular ; Cor de fundo : vermelha ; Cor do símbolo : branca ou amarela ; Margem : branca ou amarela ; Proporcionalidade paramétricas.

SÍMBOLOS GRÁFICOS PARA SINALIZAÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO - NBR 13437
Objetivo: Esta Norma estabelece símbolos gráficos utilizados na sinalização de segurança contra incêndio e pânico. Símbolos: Todos os símbolos apresentados nesta Norma devem seguir as formas, dimensões e as cores padronizadas na NBR-13434. Proibição: Proibido Fumar ( imagem: cigarro aceso) Proibir fumar na área: Campo de aplicação: onde o ato de fumar pode elevar o risco de incêndio ou explosão. Proibido utilizar fogo imagem: fósforo aceso; Proibir a utilização de chamas na área: Campo de aplicação: onde a chama pode causar incêndio ou explosão.
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Proibido utilizar água como agente extintor (imagem: balde jogando água sobre o fogo); Proibir a utilização de água como agente extintor: Campo de aplicação: onde a água é um meio inadequado de extinção.

SINALIZAÇÃO DE COMANDO
Porta a ser mantida fechada Alertar para a exigência de que a porta deve ser mantida sempre fechada. Campo de aplicação: para uso em portas de saída de emergência. (imagem: mantenha fechada), Porta a ser mantida desobstruída: Alertar para a exigência de que a porta não deve ser obstruída, para uso em portas de emergência. (imagem: mantenha a porta desobstruída) Corredor a ser mantido desobstruído: Alertar para a exigência de que o corredor não deve ser obstruído, para o uso onde o corredor pode sofrer redução de sua largura efetiva e obstruir o acesso a uma saída de emergência. (imagem: mantenha o corredor desobstruído)

ALERTA
Alerta em geral: Imagem: ponto de exclamação, alertar para um risco, campo de aplicação: onde não houver sinalização específica de alerta. Cuidado, risco de incêndio Imagem: fogo sobre um traço, alertar para presença de material altamente inflamável, campo de aplicação: próximo a materiais altamente inflamáveis. Cuidado, risco de explosão: Imagem: bomba explodindo utilizado para alertar da presença de materiais inflamáveis ou explosivos, campo de aplicação: próximo a materiais ou atmosfera de gases, vapores, poeiras e explosivos. Cuidado, risco de corrosão Imagem: líquido gotejando na mão e na barra, alertar para presença de agentes corrosivos, campo de aplicação: próximo a materiais corrosivos. Cuidado, risco de choque elétrico Imagem: flecha com quebra, alertar para instalações elétricas energizadas, campo de aplicação: próximo a instalações elétricas que ofereçam risco de choque. Cuidado, risco de radiação Imagem: trifólio, alertar para o risco de exposição à radiação, campo de aplicação: próximo a materiais e produtos radioativos.

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Cuidado, risco de produtos tóxicos Imagem: caveira com ossos cruzados; alertar para a presença de produtos tóxicos, campo de aplicação: próximo a materiais e produtos tóxicos.

SALVAMENTO
Orientação e socorro: Saída à direita ou à esquerda. indicar o caminho de saída, campo de aplicação: rotas de saída. Para sair, descer ou subir, imagem: homem, seta e retângulo, indicar o caminho de saída, campo de aplicação: rotas de saída. Escada, subida ou descida pela direita ou esquerda imagem: homem, seta, retângulo e escada, orientar o caminho de saída, campo de aplicação: rotas de saída. Escada, subida ou descida pela direita ou esquerda, imagem: homem, seta e escada, orientar a subida ( descida da escada), campo de aplicação: interior da escada. Saída para cadeira de rodas à direita ou à esquerda imagem: homem na cadeira de rodas, seta e retângulo, orientar o caminho próprio ao uso de cadeira de rodas, campo de aplicação: rotas de saída. Saídas Imagem: seta e retângulo ou a palavra saída, indicar a saída, campo de aplicação: sobre a porta de saída de emergência ou a porta de saída. Indicar direção, imagem: seta, indicar direção em geral, campo de aplicação: saída(s) de emergência de circulação e uso comum. Indicação alfanumérica Imagem: número(s) ou letra(s), para indicar o número do pavimento, campo de aplicação: saída(s) de emergência e circulação de uso comum.

EMERGÊNCIA
Equipamentos de combate a incêndios: Telefone de emergência Imagem: aparelho telefônico e número de emergência, indicar a localização e/ou número a ser chamado, campo de aplicação: telefone de emergência. Alarme Imagem: círculo e mão, indicar a localização, campo de aplicação: acionadores de alarme de emergência. Mangotinho Imagem: mangueira enrolada ( mangotinho), indicar a localização, campo de aplicação: equipamentos de combate a incêndio. Extintor de incêndio Imagem: extintor de incêndio, indicar localização, campo de aplicação: equipamento de combate a incêndio. Hidrante Imagem: letra H maiúscula, indicar a localização dos equipamentos de combate a incêndio.
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Indicar localização Imagem: seta, indicar localização em geral, campo de aplicação: indicar a localização de equipamentos de combate a incêndio.

SISTEMAS DE ALARMES
Introdução: A origem do combate ao fogo perde-se no tempo. A primeira referência que se tem é de que foram os Romanos no ano 6 A.C., os primeiros a organizar grupos com essa finalidade. Durante o profícuo reinado do Imperador Caio Júlio Cesar Otávio Augusto (63 A.C até 14 D. C.), foi determinada a criação de um corpo de 7 mil homens, integrado por 7 coortes, com mil homens cada, para proteger 14 bairros da cidade de Roma. Essas equipes eram formadas por pessoas que davam o alarme do fogo, outras que se encarregavam de transportar escadas e baldes e, ainda, pessoas que, nas horas de maior aflição e angústia, invocavam a proteção dos Deuses para que o incêndio terminasse logo. Nos dias de hoje existem meios mais práticos e eficientes de se combater um incêndio, de se dar o alarme e de se fazer o abandono de área. Para que exista um combate eficiente do incêndio, é indispensável, antes de tudo, que o foco seja localizado o mais rápido possível. Para isso, é utilizado um sistema de alarme automático que avisa o início de um incêndio. Os detetores são geralmente agrupados em diversos laços, correspondendo cada laço a uma determinada área. Os alarmes são constituídos por elementos sensores localizados nas áreas a serem protegidas. Esses elementos são os detetores de fumaça, detetores de calor e acionadores manuais. Quando qualquer destes sensores é acionado, o quadro geral avisará a ocorrência identificando o local do incêndio. De acordo com a NR-23 ( Proteção Contra Incêndios ), item 23.18 , referente a Sistemas de Alarmes: Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da edificação ; Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado ; Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico, facilmente quebrável. Esta caixa deverá conter a inscrição “ Quebrar em caso de emergência”.

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BIBLIOGRAFIA
Para elaboração deste trabalho foram utilizadas as seguintes fontes para pesquisa:  IPEM – Instituto de Pesos e Medidas NORMAS DA ABNT  NBR 13437 – Símbolos Gráficos para sinalizações contra Incêndio e Pânico.  NBR 13435 – Sinalizações de Segurança contra Incêndio e Pânico.  NBR 13434 – Sinalização de Segurança contra Incêndio e Pânico – Formas e Métodos de Ensaio.  NBR 11861 – Mangueiras de Incêndio – Requisitos e Métodos de Ensaio.  NBR 12779 – Inspeção, Manutenção e cuidados em mangueiras de Incêndio.  MB 3439 – Mangueira de Incêndio. Determinação sob Pressão hidrostática.  NBR 13714 – Sistemas de Hidrantes e de Mangotinhos para combate a Incêndio.  Norma Regulamentadora 23 (NR 23).  Manual do Corpo de Bombeiros do Paraná.  Manual do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)  Informativo do Corpo de Bombeiro de São Paulo  Manual de Prevenção de Incêndios – Gildo Baroli  CD Room Revista Proteção.

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