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Copyright © 2007 do(s) autor(es). Publicado pela ESFA. Silva AG (2007) A importância de flavonóides na taxonomia de Monocotiledôneas. Natureza on line 5(1): 44-47. [on line] http://www.naturezaonline.com.br

flavonóides na taxonomia de Monocotiledôneas. Natureza on line 5(1): 44-47. [on line] http://www.naturezaonline.com.br

Ary G Silva 1

A importância de flavonóides na taxonomia de Monocotiledôneas

The importance of flavonoids in the taxonoxomy of Monocotyledons

Resumo A utilização de micromoléculas como marcadores aplicáveis à taxonomia das monocotiledôneas teve uma primeira aproximação feita por Dahlgren (1980). Embora tivesse usado seu sistema para mapear a ocorrência de diversos compostos entre as angiospermas, esta primeira aproximação apontava a existência de saponinas esteroidais e do ácido chelidônico na superordem Commeliniflorae, característica esta que a tornava marcantemente distinta, do ponto de vista fitoquímico, da superordem Liliiflorae.outras classes de micromoléculas para as quais seu sistema foi usado para avaliação quanto à distribuição entre as angiospermas, como um todo, havendo entre elas diversas classes de compostos flavonóides. Embora não tivesse utilizado esses compostos em seu tratamento para as monocotiledôneas, àquela época, posteriormente um espaço mais amplo para o uso de flavonóides seria aberto para a abordagem taxonômica do grupo, entre os quais se destacaram como marcadores os flavonóis, as flavonas, 6- e 8-hidroxiflavonóides e os flavonóides sulfatados. A utilização destes grupos de compostos fenólicos tem permitido a polarização de caracteres que facilitam a sistemática filogenética na identificação de grupos mono e polifiléticos.

Palavras–chave Sistemática vegetal, quimiossistemática, micromoléculas, fenólicos, marcadores fitoquímicos.

Abstract The use of micromolecules as markers for the taxonomy of monocotyledons was firstly approached by Dahlgren (1980). Although he had used his classification system for mapping phytochemical markers occurance among the angiosperms, his first approach had pointed to the existence of steroid saponines and chelidonic acid in the superorder Commeliniflorae, which was a strongly distinct phytochemical characteristic from the superorder Liliiflorae. Other classes of micromolecules were used is his system, concerning their distribution among the all the angiosperms,

1 Curso de Graduação em Farmácia. Escola Superior São Francisco de Assis, ESFA. Rua Bernardino Monteiro, 700. Bairro Dois Pinheiros, Santa Teresa, ES, Brasil. CEP 29650-000.

arygomez@uol.com.br

and one of them were the flavonoids. Even though the

flavonoids were not used in the classification system at that time, they became important markers of a wide application

in the taxonomic approach of Monocotyledons, among of

the most important markers were: flavonols, flavones, 6- and 8-hydroxiflavonoids and flavonoid sulphates. The use of this

group of phenolic compounds have allowed the character polarization that makes easy thephylogenetic systematics in identification of mono and polyphyletic groups.

Keywords Plant systematics, chemosystematics, micromolecules, phenolics, phytochemical markers.

Introdução

A utilização de micromoléculas como marcadores aplicáveis à taxonomia das monocotiledôneas teve uma primeira aproximação feita por Dahlgren (1980). Embora tivesse usado seu sistema para mapear a ocorrência de diversos compostos entre as angiospermas, esta primeira

aproximação apontava a existência de saponinas esteroidais

e do ácido chelidônico na superordem Commeliniflorae,

característica esta que a tornava marcantemente distinta, do

ponto de vista fitoquímico, da superordem Liliiflorae. Ainda naquele trabalho, Dahlgren informou sobre outras classes de micromoléculas para as quais seu sistema foi usado para avaliação quanto à distribuição entre as angiospermas, como um todo, havendo entre elas diversas classes de compostos flavonóides. Embora não tivesse utilizado esses compostos em seu tratamento para as monocotiledôneas, àquela época, posteriormente um espaço mais amplo para o uso de flavonóides seria aberto para a abordagem taxonômica do grupo. Os flavonóides apresentam um esqueleto carbonado com 15 átomos, dos quais nove se originam da via shikimato

e os outros seis a partir da via malonato ou acetato. O fato de serem amplamente distribuídos entre as angiospermas, aliado à diversidade estrutural, caracterizada por uma relativa estabilidade molecular, reforçam a propriedade de

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sua utilizaçãocomomarcadorestaxonômicos(Gershenzon&Mabry, 1983), sendo os parâmetros qualitativos e estruturais, a eles associados, os que são efetivamente considerados para a classificação. Harborne (1982) distingue alguns grupos de flavonóides úteis à quimiotaxonomia das monocotiledôneas, atribuindo importância taxonômica às diferenças entre os níveis de oxidação das moléculas, bem como aos tipos e à natureza das substituições na cadeia principal ou ainda nas hidroxilas das moléculas. Apresenta ainda comentários sobre a distribuição de classes de compostos como flavonóis e flavonas e seus respectivos derivados O-metilados e também os derivados O- e C-glicosilados, ocorrentes entre as famílias do grupo. Flavonóis e flavonas podem ainda apresentar hidroxilações em posições atípicas ao perfil biossintético, podendo também ocorrer substituições outras, através de ligações à molécula de sulfato inorgânico. Outras classes de compostos, como antocianinas e proantocianinas ocorrem em menor número de citações. Há ainda algumas outras classes mais raramente citadas, como chalconas, auronas e isoflavonas, mas que são menos empregadas por serem bem mais restritas a pequenos grupos dentro das monocotiledôneas. Esses compostos podem ser úteis no estabelecimento de afinidades desde o nível hierárquico de superordem (sensu Dahlgren, 1983), até níveis infra- específicos, como no estudo de caracterização de híbridos. Harborne (1982) sintetizou a ocorrência de flavonóides em monocotiledôneas, num trabalho no qual devem ser salientados que se trata de um levantamento bibliográfico do isolamento de moléculas, baseado principalmente na obra de Gornall et al. (1979), que os dados disponíveis não são padronizados no que diz respeito aos órgãos vegetais pesquisados nos diferentes taxa envolvidos e que a representatividade de alguns taxa é questionável, relativamente ao número total de taxa que compõe os respectivos grupos analisados. Considerando que apenas duas famílias apresentaram 8-hidroxiflavonóides (Restionaceae e Bromeliaceae), enquanto outras cinco (Cyperaceae, Eriocaulaceae, Bromeliaceae, Commelinaceae e Orchidaceae possuem 8-hidroxiflavonas, as conclusões de Harborne (1982) em relação aos padrões de ocorrência de flavonóides em monocotiledôneas podem ser sumarizados da seguinte forma:

Flavonóis O kaempferol e quercetina foram encontrados em todas as famílias de monocotiledôneas investigadas. Embora tais compostos sejam raros em Poaceae, Juncaceae e famílias pertencentes a Alismatiflorae, o critério presença/ ausência tem pouco significado taxonômico. A miricetina ocorre com pouca freqüência em monocotiledôneas, estando presente em Iridaceae, Marantaceae, Restionaceae,

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Sparganiaceae e Zingiberaceae, sendo que nesta última é um marcador a nível de tribo. Os flavonóis O-metilados são mais raros e têm um maior potencial como marcadores taxonômicos (siringetina só ocorre em quatro gêneros de três famílias). Ariflorae e Alismatiflorae não apresentam flavonóis O-metilados.

Flavonas

A tricina é um composto restrito quase que apenas

a monocotiledôneas, sendo quase universal nas espécies

de Poaceae analisadas e muito freqüente em Araceae e Cyperaceae. Estes três grupos à parte, a tricina ocorre em poucas espécies de Hyacinthaceae, Orchidaceae, Colchinaceae e Iridaceae, todos pertencentes a Liliiflorae. A apigenina e luteolina ocorrem em estado livre ou na forma de O-glicosídeo, ocorrendo em 95% das Juncaceae e 1% das Orchidaceae analisadas, ficando a maioria das outras famílias entre estes dois extremos. Seu valor taxonômico

está praticamente restrito à ordem Juncales e à família Juncaceae, onde uma alta concentração de luteolina as separa de outras Commeliniflorae. Com relação às glicoflavonas, sua distribuição é mais homogênea em monocotiledôneas do que entre as dicotiledôneas. Ocorrem em quase todas as famílias analisadas e sua presença pode estar associada a fatores geográficos, sendo que em Orchidaceae são mais comuns em regiões tropicais que em regiões temperadas.

Flavonóides sulfatados

As flavonas sulfatadas foram encontradas principalmente

em Arecaceae, Juncaceae e Poaceae e, em menor grau, em Cyperaceae e Restionaceae. O fato de estarem acompanhadas de flavonóis sulfatados em gramíneas e palmeiras reforça a hipótese de afinidades entre estas e outras famílias de Juncales-Cyperales. Um outro grupo onde as flavonas sulfatadas ocorrem é Alismatiflorae. As principais conclusões tiradas pelo autor são que

o padrão encontrado é razoavelmente consistente e

representativo no nível de família, podendo ser as variações qualitativas e quantitativas empregadas em eventuais comparações àquele nível hierárquico, o que permite agrupar as famílias de dicotiledôneas, com base no padrão de flavonóides encontrados em suas folhas. Um estudo realizado por McClure & Alston (1966) fornece uma boa visão da utilidade dos flavonóides como marcadores taxonômicos. Trabalhando com 186 clones representativos de

22 das 29 espécies que compõem a família Lemnaceae, eles

verificaram que, a exceção de duas espécies que apresentaram

o mesmo padrão de constituição de flavonóides, as demais

espécies possuem um padrão que permite sua individualização, acabando assim com as dúvidas que existiam a cerca dos reais limites taxonômicos entre vários destes taxa. Foi possível

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também verificar, com base na composição de flavonóides, que

as Lemnaceae se caracterizam como grupo polifilético. Williams et al. (1983) avaliaram a fração flavonoídica, diretamente ou em hidrolisados de extratos de folhas de palmeiras (Cocosoidae), concluindo que gêneros como

Syagrus e Attalea eram quimicamente heterogêneos, estando em Attalea a única citação de ocorrência de apigenina. Segundo os autores, o perfil de flavonóides sugeriu também a remoção de Polyandrococcus de Allagoptera,

o reconhecimento de duas espécies de Maximiliana, a

separação de Arecastrum e Arikuryroba de Syagrus, bem como apontavam para a possibilidade de Jubaea ser mais próximo de Butia do que de Jubaeopsis. Além disso, cinco espécies centro- americanas muito semelhantes morfologicamente puderam ser distinguidas em relação ao seu perfil de flavonóides. Williams et al. (1985), ao investigarem a química de flavonóides em 16 espécies de Attalea, 7 de Scheelea e 4 de Orbignya, nas quais apesar de serem livres da ocorrência de

tricina, seus 5- e 7-glicosídios, assim como C-glicosilflavonas eram os constituintes mais freqüentes. Os resultados então obtidos confirmaram achados anteriores que caracterizam esses taxa como quimicamente heterogêneos, com tanta variação entre as espécies em cada gênero, quanto as variações entre

os gêneros, ressaltando uma taxa de variação infra-específica

para três espécies de Attalea, enquanto duas outras espécies bem distintas apresentavam um perfil flavonoídico idêntico. Os

resultados confirmaram ainda a estreita ligação entre A. geraensis e A. guarantica, ao mesmo tempo em que não justificava as ligações entre A. oleifera, A. burretiana e A. piassabossu. Martínez (1985) aplicou a análise cladística para avaliar as ligações entre Commelinaceae e outras famílias tidas como afins, utilizando as moléculas do perfil flavonoídico como caracteres.

O cladograma obtido pelo método de Wagner evidenciou

quatro linhagens evolutivas principais, uma delas tendo os flavonóis como compostos dominantes (Zingiberaceae). A segunda linhagem também era caracterizada por flavonóis aprestando, porém modificações na estrutura básica da molécula (Eriocaulaceae, Restionaceae e Bromeliaceae). Uma terceira linhagem estaria caracterizada pela presença de tricina (Commelinaceae, Poaceae e Cyperaceae) e a quarta linhagem, caracterizada pela falta de C-glicosilflavonas, com uma alta produção de diversas flavonas substituídas (Juncaceae). Martinez & Swain (1985) testaram uma classificação para as Commelinaceae, analisando os flavonóides foliares de 152 das quase 600 espécies da família, encontrando subsídios químicos para a subdivisão da família nas subfamílias Commelineae e Tradescantieae, proposta com base nas características da inflorescência. Scogin (1985) identificou as antocianinas florais de 11 das 168 espécies do gênero Puya (Bromeliaceae) representando ambos os subgêneros que a compõem. Os tipos de pigmento encontrados reforçam as estreitas ligações entre Bromeliaceae e Commellinaceae.

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Harborne et al. (1986), quando estudaram os flavonóides foliares de 7 espécies diplóides de Triticum (Poaceae), conseguiram delimitar os ancestrais diplóides da espécie hexaplóide T. aestivum, demonstrando a aplicabilidade de caracteres químicos em casos de derivação em série poliplóide. Manhart (1986) isolou 32 compostos flavonóides das folhas de 19 das 20 espécies da seção Laxiflorae do gênero Carex (Cyperaceae). A análise dos cladística desses caracteres indicou que esses taxa se distinguem em dois grupos: um que produz flavonóis, flavonas e C-glicosilflavonas e um outro que produz apenas flavonas e glicosilflavonas. O grupo que produz flavonóis pode ser ainda dividido em dois outros grupos, com base na presença ou ausência da luteolina-7-glicosídeos. Roberts & Haynes (1986) exploraram a possibilidade de caracterizar híbridos naturais, identificando pigmentos flavonóides em três espécie de Potamogeton (Potamogetonaceae), investigando réplicas de análises em populações distintas de cada uma das espécies. Harborne & Williams (1987) considerando a aparente simplicidade de agliconas flavonoídicas em gramíneas, concluiram que isto mascarava uma considerável complexidade com a qual esses compostos se apresentavam conjugados nas plantas. Os padrões de ocorrência desses e de outros compostos fenólicos têm se mostrado úteis para relacionar taxa cultivados com ancestrais selvagens. Além disso, estava sendo explorada a utilização desses padrões em correlação com a distribuição geográfica, sendo que espécies tropicais e subtropicais de gramíneas se caracterizavam pela ocorrência de flavonóides conjugados a sulfato inorgânico. Saleh et al. (1988) investigaram o perfil flavonoídico de 25 das quase 30 espécies de Avena (Poaceae), revelando sinais de correlação entre a químicas e os diferentes grupos de níveis de ploidia entre elas. El-Habashy et al. (1989) estudaram a química de flavonóides de 20 espécies de Cyperus e 4 espécies de Pycreus (Cyperaceae). Os padrões encontrados demonstraram que ocorrem variações expressivas ao nível de gênero, e isto pode ser extensível ao nível subgenérico. As diferenças entre as agliconas, ao nível das seções são poucas, mas se forem considerados os padrões de glicosilação, então as diferenças entre as seções passam a ser expressivas, o que poderia ter uma potencial aplicação em estudos ao nível de espécie. Gluchoff-Fiasson et al. (1990) analisaram a fração flavonoídica de 545 indivíduos de 109 linhagens puras de Setaria italica (Poaceae), concluindo que sob o fenótipo dessa espécie, estavam agrupados sete quimiotipos anteriormente relatados a partir de uma coleção mais limitada. A variabilidade quanto aos flavonóides sofreu profundas variações, à medida em que eram promovidas hibridações naturais ou experimentais entre as espécies, tendo sido criados, durante esses estudos, 16 novos quimiotipos. Herrera & Bain (1991) avaliaram o conteúdo de

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flavonóides dos extratos de populações naturis de Muhlenbergia montana (Poaceae) e de outras 13 espécies a ela relacionadas, definindo um total de 24 substâncias isoladas, das quais 22

moléculas foram identificadas, com as quais foi realizada uma análise fenética pelo método de agrupamento pela média de grupo (UPGMA). Os

resultadosdessaanáliserevelaramnãoserapropriadaainclusãodasespécies

anuais. M. crispiseta e M. peruviana como parte do complexo M. montana. Williams et al. (1991) analisaram o perfil flavonoídico foliar de 99 das quase 270 espécies de Velloziaceae, revelando que

a ocorrência de flavonas livres bem como a associação a seus

C-glicosídeos na subfamília Vellozioideae a distinguia da subfamília Barbacenioideae. O gênero Pleurostima seria o único a produzir 6-hidroxyflavonas, enquanto Barbacenia seria caracterizado pela ocorrência de isoharmetina e pela ocorrência ocasinal do éter 3-metílico da quercetina. Outro grupo ao qual a isoharmetina estaria restrita corresponde às espécies de Xerophyta de Madagascar, enquanto que, ao mesmo tempo, os gêneros Vellozia

e Xerophyta apresentam perfis flavonoídicos muito similares.

Nanuza plicata distingue-se de todas as outras espécies do gênero pela presença de um biflavonóide, a amentoflavona. Dokkedal & Salatino (1992) encontraram, entre as 6 espécies do gênero Leiothrix (Eriocaulaceae), C- e O-glicosídeos da luteolina, formando assim um perfil flavonoídico distinto de Eriocaulon, até então caracterizado pela presença de 6-OH e 6-O-CH 3 flavonóis. Isto sugere

o valor potencial da química de flavonóides como caráter

taxonômico e evolucionário, ao nível infra-genérico. Martínez & Martínez (1993) analisando a química de flavonóides de 42 das quase 60 espécies de Tradescantia (Commelinaceae), encontraram um padrão de distribuição desses compostos que permitiu dividir o gênero em três grupos correlatos à distribuição geográfica das espécies. Um grupo próximo a T. virginiana, localizado na América do Norte, que difere dos outros dois pela presença de

ácidos fenólicos sulfatados em todas as espécies estudadas.

O grupo de T. crassifolia (México) e de T. ambigua (América

do Sul) podem ser facilmente separados dos outros dois

grupos pela presença dos glicosídeos da 6-OH-luteolina.

O grupo de T. fluminensis é exclusivo da América do Sul e

pode ser definido pela presença de C-glicosídeos em todas

as espécies examinadas. Concluíram então que, embora o

perfil de flavonóides no grupo de T. crassifolia não sustente uma divisão do gênero em seções, ela coincide com a divisão do gênero em três grupos distintos pela elevada afinidade.

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