uma força de atrito. chamada força limite de atrito. A força de atrito tem o sentido oposto àquele em que as forças activas tendem a fazer deslocar o corpo.Atrito ATRITO Leis do atrito de escorregamento: 1.0 Página 2 de 12 . Quando se tenta deslocar um corpo sobre um outro. cuja intensidade está compreendida entre zero e um valor máximo Fl. surge. no plano de contacto dos corpos. N Fl P Q António Patacho ESEIG v1.

podemos dizer que.N António Patacho ESEIG v1. 3. Considerando simultaneamente a primeira e a segunda leis. a força de atrito: F << Fl ou F ≤ µat. A intensidade da força limite de atrito não depende das dimensões das superfícies em contacto. no equilíbrio.0 Página 3 de 12 .N O coeficiente de atrito estático µat é uma grandeza sem dimensões. A intensidade da força limite de atrito é igual ao produto do coeficiente de atrito estático pela força compressora normal ou reacção normal: Fl=µat. Determina-se experimentalmente e depende da natureza dos corpos em contacto e do estado das superfícies.Atrito 2.

....0 Página 4 de 12 .....Atrito • É preciso não esquecer que............4 a 0......7 Metal sobre metal ............ • Se não existirem forças activas sobre o corpo...... a força de atrito F é igual à força Q que tende a pôr o bloco em movimento e não à força Fl = µat........... quando o bloco está na eminência de entrar em movimento....... enquanto o bloco está em repouso..............N • A força de atrito só tem o valor µat..25 Aço sobre gelo .. o valor da força de atrito também será nulo.....15 a 0.. 0............ Alguns valores de coeficiente de atrito: Madeira sobre madeira ....027 António Patacho ESEIG v1....... 0...........N no limite do equilíbrio................... isto é... 0....

O ângulo máximo ϕ0 que a reacção total faz com a normal à superfície. Quando a força de atrito variar de zero até Fl. a força R variará de R até Rl e o seu ângulo com a normal aumentará de zero até um certo valor ϕ0. chama-se ângulo de atrito.0 Página 5 de 12 .Atrito Ângulo de atrito: A reacção de duma ligação real (com atrito) será a soma de duas componentes: a reacção normal N e a força de atrito F. perpendicular à anterior. A reacção total R faz um determinado ângulo com a normal à superfície. Rl ϕ0 Fl N Q tg ϕ 0 = Fl N António Patacho ESEIG v1. quando há atrito.

a força de atrito tem sentido oposto ao do movimento e é igual ao produto do coeficiente de atrito cinético (ou dinâmico) pela força compressora normal.N e substituindo na fórmula anterior.0 Página 6 de 12 . determina-se experimentalmente e o seu valor diminui ligeiramente com o aumento da velocidade. Fl Coeficiente de atrito cinético: • Quando existe movimento do corpo. podemos relacionar o ângulo de atrito com o coeficiente de atrito. Fext cos α α Fext sen α Fext António Patacho ESEIG v1. • O coeficiente de atrito dinâmico de deslizamento é também uma grandeza sem dimensões. obtendo: tg ϕ0 = µ0 Uma força que forma com a normal um ângulo α inferior ao ângulo de atrito ϕ0 não fará com que o corpo se desloque ao longo da superfície dada.Atrito Sabendo que Fl = µ0.

logo: dT = µ0.dN P α R dθ θ T y dN D dF E dθ 2 dθ 2 (T + dT) x O O valor de dN calcula-se a partir das projecções sobre y: Q dN = T sen dθ dθ dθ + (T + dT )sen = 2T = T dθ 2 2 2 dT = µ0. A diferença de tensão dT nos pontos D e E.dN .T.Atrito Atrito de um fio contra uma superfície cilíndrica: Qual é a força Q necessária para equilibrar a força P? Estudando o equilíbrio do elemento de fio DE que tem comprimento dl = R dθ . é equilibrada pela força de atrito dF = µ0.0 Página 7 de 12 .dθ Substituindo na equação anterior: António Patacho ESEIG v1.

Atrito y dN D R dθ T θ α P dF E dθ 2 Dividindo por T e integrando entre zero e α à direita e entre Q e P à esquerda. O ângulo α é medido em radianos (1 volta = 2π rad). obtemos: α dT ∫ T = µ0 ∫ dθ Q 0 P dθ 2 (T + dT) x resultando: P log = µ 0α Q Retirando o log e resolvendo em ordem a Q. António Patacho ESEIG v1. sendo independente do tamanho do cilindro utilizado. temos: O Q Q = P e − µ 0α Podemos verificar que a força necessária para equilibrar a força P só depende do coeficiente de atrito µ0 e do ângulo α.0 Página 8 de 12 .

0 Página 9 de 12 .5 Cabo de cânhamo contra madeira Número de voltas 1/2 volta 1 volta 3/2 volta 2 voltas Em resumo: Quando estamos no limite do equilíbrio temos: α π 2π 3π 4π Q/P = e-µ0 α 0.009 0.208 0.043 0.002 µ0 α Q −µ0α =e P P Q António Patacho ESEIG v1.Atrito Alguns valores para a relação Q/P para µ0=0.

atingindo um valor limite k. • Com a deformação dos corpos a reacção N é deslocada no sentido de actuação da força Q1. bem como a deformação do próprio cilindro.F) e (N. a partir do qual passa a haver movimento.0 Página 10 de 12 . F C F C N Q A P N Q1 k A P B António Patacho ESEIG v1.Atrito Atrito de rolamento: • O atrito de rolamento traduz-se por uma resistência ao rolamento de um corpo sobre a superfície de outro. surge uma força de atrito F em A onde também temos a reacção normal N.P). • Esta resistência ao rolamento é o resultado de uma deformação da superfície sobre a qual roda um cilindro. • Quando aplicamos uma força Q ao eixo do corpo. • Com este deslocamento passamos a ter dois binários (Q1.

005 cm 0.05 a 0.08 cm 0. Alguns valores de k: Madeira sobre madeira Aço macio sobre aço Aço temperado sobre aço 0.001 cm António Patacho ESEIG v1.0 Página 11 de 12 . • O valor de k é determinado experimentalmente e é habitualmente expresso em cm.Atrito • Igualando os momentos respectivos obtemos o seguinte resultado: k Q1 = N R em que k é o coeficiente de atrito de rolamento.

M=λN em que λ é o coeficiente de atrito de rotação • O valor de λ é determinado experimentalmente.Atrito Atrito de rotação: • O raciocínio feito para o atrito de rolamento pode ser feita para o caso do corpo ser uma esfera. rolamentos e até a própria roda. o que justifica o uso de roletes. Comparação: Os coeficientes de atrito de rolamento e rotação são muito menores do que os coeficientes de atrito de escorregamento cinético e estático. entre em contacto comigo para AntonioPatacho@eseig. é habitualmente expresso em cm e é 5 a 10 vezes menor do que k. Se algum autor se sentir lesado.ipp.0 Página 12 de 12 .pt António Patacho ESEIG v1. Os apontamentos apresentados foram compilados de várias fontes. Neste caso também existe deformação e o consequente deslocamento da reacção normal. • Se chamarmos M à força que tende a colocar a esfera em movimento.

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