Direito Eleitoral Aula 04
Direito Eleitoral Aula 04
Direito Eleitoral Aula 04
AULA 04
ALISTAMENTO ELEITORAL (PARTE 01)
Sumário
1 - Considerações Iniciais ................................................................................................. 2
2 - Noções Introdutórias .................................................................................................. 3
2.1 - Conceito e natureza jurídica .................................................................................. 3
2.2 - Domicílio Eleitoral ................................................................................................ 4
2.3 - Alistamento Eleitoral Obrigatório e Facultativo ......................................................... 5
2.4 - Inalistabilidade .................................................................................................... 5
2.5 - Situações Específicas ............................................................................................ 6
3 - Procedimento de Alistamento ....................................................................................... 8
3.1 - Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) ........................................................... 9
3.2 - Operações ......................................................................................................... 11
3.3 - Título Eleitoral ................................................................................................... 11
4 - Alistamento Eleitoral Inicial ....................................................................................... 13
4.1 - Procedimento .................................................................................................... 14
4.2 - Interrupção do contrato de trabalho para alistamento ............................................. 21
4.3 - Alistamento eleitoral de pessoas com deficiência .................................................... 21
5 - Segunda via ............................................................................................................ 22
6 - Transferência ........................................................................................................... 24
6.1 - Requisitos para a transferência ............................................................................ 25
6.3 - Hipóteses em que a transferência é vedada ........................................................... 27
6.4 - Número da inscrição na transferência ................................................................... 28
6.5 - Transferência e situações de duplicidade ou de pluralidade ...................................... 30
6.6 - Procedimento de transferência ............................................................................. 31
7 - Revisão ................................................................................................................... 35
8 - Questões ................................................................................................................. 36
8.1 – Questões sem Comentários ................................................................................. 37
8.2 – Gabarito ........................................................................................................... 50
8.3 – Questões com Comentários ................................................................................. 51
9 - Resumo da Aula ....................................................................................................... 84
10 - Considerações Finais ............................................................................................... 95
Lei nº 6.996/1982
Lei nº 7.444/1985
Boa aula!
2 - Noções Introdutórias
Neste primeiro capítulo vamos tratar de alguns conceitos introdutórios do
alistamento. Veremos basicamente os temas constitucionais relevantes para o
estudo desse assunto.
ato administrativo de
regra
caráter vinculado
NATUREZA JURÍDICA DO
ALISTAMENTO
ELEITORAL
excepcionalmente quando ato jurisdicional dado o
houver recurso conflito de interesses
Assim...
1
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 10ª edição, rev., atual. e ampl. São Paulo: Editora Atlas
S/A, 2014, p. 131.
2
REspe nº 8.551/2014 e AgR/AL nº 7.286/2013 entre outros.
3
Respe nº 16.397/2001.
DOMICÍLIO
ELEITORAL
ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL
adolescentes entre
facultativo
16 e 18 anos
maiores de 70
2.4 - Inalistabilidade
São duas as situações apontadas por nossa legislação constitucional. Vejamos o
que disciplina o art. 14, §2º, da CF:
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço
militar obrigatório, os conscritos.
estrangeiro
INALISTÁVEIS conscrito
Essa regra existe, pois, de acordo com o art. 91 da Lei das Eleições, “nenhum
requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
150 dias anteriores à data das eleições.
Vejamos:
Art. 91. NENHUM requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será
recebido dentro dos cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição.
Aqui devemos ter máxima atenção para não cair em pegadinhas de prova. A regra
acima disciplina que, para a inscrição eleitoral (leia-se alistamento inicial) e para
transferência de inscrição, o eleitor deverá comparecer à Justiça Eleitoral até 151
dias antes do pleito. Isso porque, nos 150 dias anteriores às eleições, não será
recebido nenhum requerimento de alistamento ou de transferência.
Vejamos os prazos que serão aplicáveis às Eleições de 2016 com o exemplo.
A regra acima explicita que o título eleitoral emitido aos 15 anos terá os efeitos
diferidos para o momento em que o adolescente atingir 16 anos de idade. Temos,
efetivamente, uma regra suspensiva. Somente com 16 anos completos a
inscrição eleitoral produzirá plenos efeitos e o jovem poderá exercer a cidadania.
Alistamento do alfabetizado
Vimos que o alistamento e o voto do analfabeto são facultativos. Caso superada
a condição de analfabetismo, o alistamento e o voto tornam-se obrigatórios.
Nesse contexto, vejamos o art. 16 da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo (Constituição Federal, art. 14, §
1º, II, a).
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição eleitoral,
não ficando sujeito à multa prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º).
3 - Procedimento de Alistamento
Atualmente, o alistamento é realizado mediante processamento eletrônico,
disciplinado pela Lei nº 7.444/1985. Adicionalmente, além das regras constantes
do Código Eleitoral, o procedimento do alistamento observa a Resolução TSE nº
21.538/2003. A Resolução foi editada no sentido de adaptar as normas já
existentes num documento único, criando um procedimento uniforme para
facilitar o alistamento, a administração e controle do cadastro eleitoral.
Vejamos o que dispõe o art. 1º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 1º O alistamento eleitoral, mediante processamento eletrônico de dados,
implantado nos termos da Lei nº 7.444/85, será efetuado, em todo o território nacional, na
conformidade do referido diploma legal e desta resolução.
Parágrafo único. Os tribunais regionais eleitorais adotarão o sistema de alistamento
desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Logo...
RAE
3.2 - Operações
O sistema de cadastro eleitoral é informado por uma série de operações, cada
uma delas registra uma situação específica em relação ao alistamento eleitoral.
Vejamos as operações que nos interessam:
FRENTE VERSO
0014501203 03 38
Tranquilo, né?
hipóteses
Quando se apresentar perante a
justiça e não for identificada
OPERAÇÃO 1 - inscrição em nenhuma zona
ALISTAMENTO eleitoral (do país ou do exterior).
Quando o interessado se
apresentar e for encontrada
inscrição cancelada por
determinação de autoridade
judicial.
4.1 - Procedimento
O procedimento do alistamento é burocrático, passa por uma série de fases e de
exigências, as quais devemos estudar com atenção. Essa matéria é disciplinada
tanto no Código Eleitoral como na Resolução TSE nº 21.538/2003, cujas
principais regras passamos a estudar.
O interessado deverá comparecer em cartório eleitoral para proceder ao
preenchimento do requerimento, conforme disciplina o art. 43, do Código
Eleitoral:
Art. 43. O alistando apresentará em Cartório ou local previamente designado,
requerimento em fórmula que obedecerá ao modelo aprovado pelo Tribunal Superior.
Ainda quanto a esse dispositivo é importante ressaltar que o eleitor poderá indicar
o local de preferência para exercício do voto.
Além do preenchimento da ERA, exige-se a apresentação de uma série de
documentos. O rol desses documentos é disciplinado no art. 44, do Código
Eleitoral. Esse dispositivo, contudo, não é aplicável em parte devido ao
processamento eletrônico do alistamento. Desse modo, aplica-se o art. 5º, §2º,
da Lei nº 7.444/1985. Vejamos o dispositivo:
§ 2º - O requerimento de inscrição será instruído com um dos seguintes DOCUMENTOS:
I - carteira de identidade, expedida por órgão oficial competente;
II - certificado de quitação do serviço militar;
III - carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício
profissional;
IV - certidão de idade, extraída do Registro Civil;
V - instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade
mínima de 18 (dezoito) anos e do qual constem, também, os demais elementos
necessários à sua qualificação;
O voto é ato importante de exercício de cidadania, logo nada mais lógico que a
previsão constante do art. 1º da referida lei, posto que garante o fornecimento
gratuito das certidões para apresentação junto à Justiça Eleitoral:
Art. 1º São gratuitos os atos necessários ao exercício da cidadania, assim considerados:
carteira de identidade
PARA O ALISTAMENTO
DOCUMENTOS HÁBEIS
carteira profissional
4
Conforme http://www.dpf.gov.br/agencia/noticias/2014/11/nova-versao-do-passaporte-
garantira-mais-agilidade-no-controle-migratorio, acesso em 15.08.2015.
prazo de 10
dias (a contar
cabe recurso
da
do deferimento pelo partido
disponibilização
político
RECURSO - dias 01 e 15
CONTRA de cada mês)
DECISÃO DE
ALISTAMENTO
do cabe recurso no prazo de 5
indeferimento pelo interessado dias
Quinzenalmente é
Alistando comparece à JE 5 dias para a entrega do divulgada a lista dos
com os documentos. documento. pedidos de inscrição (dias
01 e 15 de cada mês).
Art. 50. O Juiz Eleitoral providenciará para que se proceda ao alistamento nas próprias
sedes dos estabelecimentos de proteção aos cegos, marcando previamente, dia e
hora para tal fim, podendo se inscrever na Zona Eleitoral correspondente todos os cegos
do Município.
§ 1º Os eleitores inscritos em tais condições deverão ser localizados em uma mesma
Seção da respectiva Zona.
§ 2º Se no alistamento realizado pela forma prevista nos artigos anteriores, o número de
eleitores não alcançar o mínimo exigido, este se completará com a inclusão de outros, ainda
que não sejam cegos.
Art. 51. Revogado.
5 - Segunda via
O tratamento para a emissão de segunda via é disciplinado tanto no CE como na
Resolução TSE nº 21.538/2003. Para o procedimento de segunda via será
utilizada a OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA, DESDE QUE não haja nenhuma
alteração dos dados constantes do cadastro.
Vejamos o art. 7º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 7º Deve ser consignada OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA quando o eleitor estiver inscrito
e em situação regular na zona por ele procurada e desejar APENAS a segunda via do
seu título eleitoral, SEM NENHUMA ALTERAÇÃO.
Assim...
Conforme vimos, a Justiça Eleitoral não poderá alistar nem transferir eleitores
durante os 150 dias que antecedem o pleito. Já em relação à emissão de segunda
via, como se trata de um procedimento simples, prevê o CE que o interessado
poderá comparecer à Justiça Eleitoral para requerê-la, desde que não o faça nos
10 dias que antecedem o pleito.
Existem dois procedimentos:
Se o eleitor inutilizou, ou dilacerou, o título deverá apresentar o que restou
do documento.
Se o eleitor perdeu, ou extraviou, o título deverá informar isso à Justiça
Eleitoral, que publicará edital para dar publicidade ao ato pelo prazo de 5
dias. Passado esse prazo sem notícia do título ou impugnações, a Justiça
Eleitoral expede a nova via.
Semelhante regra consta da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 19. No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou
dilaceração, o eleitor deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio
eleitoral que lhe expeça segunda via.
§ 1º Na hipótese de inutilização ou dilaceração, o requerimento será instruído com a
primeira via do título.
§ 2º Em qualquer hipótese, no pedido de segunda via, o eleitor deverá apor a assinatura ou
a impressão digital do polegar, se não souber assinar, na presença do servidor da Justiça
Eleitoral, que deverá atestar a satisfação dessa exigência, após comprovada a identidade
do eleitor.
§ 3º Deferido o pedido, o título será enviado ao Juiz da Zona que remeteu o requerimento,
caso o eleitor haja solicitado essa providência, ou ficará em Cartório aguardando que o
interessado o procure.
§ 4º O pedido de segunda via formulado nos termos deste artigo só poderá ser
recebido até 60 (sessenta) dias antes do pleito.
REQUERIMENTO DE 2ª VIA
6 - Transferência
A transferência será realizada pela OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sendo
utilizada somente se houver mudança de domicílio. Nesse contexto,
vejamos o art. 5º, caput, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 5º Deve ser consignada OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sempre que o eleitor desejar
alterar seu domicílio E for encontrado em seu nome número de inscrição em
qualquer município ou zona, unidade da Federação ou país, em conjunto ou não com
eventual retificação de dados.
III – residência mínima de 3 (três) meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor. (...)
3 meses de
domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e removido ou
membros da família) transferido: 1 ano do
alistamento ou
última transferência
e suspensão de direitos políticos, cancelada por perda de direitos políticos (FASE 329)
e por decisão de autoridade judiciária (FASE 450).
Você pode estar se perguntando: o que são as FASE 329, FASE 450, FASE
019 etc. previstas dos dispositivos acima? Não há maiores preocupações
com esses números para fins de prova. Devemos, entretanto, saber que FASE
são os Formulários de Atualização da Situação do Eleitor.
Assim, VEDA-SE a transferência do número nas hipóteses de inscrição
coincidente, ou suspensa, cancelamento por suspensão ou perda dos
direitos políticos ou por decisão de autoridade judiciária.
Vejamos:
FALECIMENTO. Se eleitor faleceu não usará mais o número, de forma que poderá
ser atribuído a outro eleitor.
DUPLICIDADE/PLURALIDADE. Quando for identificada, na mesma pessoa, duas
ou mais inscrições eleitorais, elas serão canceladas e o eleitor permanecerá com
apenas uma única inscrição. Os números das demais inscrições poderão ser
usados por outros eleitores.
DEIXAR DE VOTAR POR TRÊS ELEIÇÕES CONSECUTIVAS. Quem deixa de votar
consecutivamente por três vezes terá a inscrição eleitoral cancelada e, em razão
disso, perderá o número. Caso, futuramente, deseje regularizar a situação
perante a Justiça Eleitoral, deverá pagar as multas previstas e receberá novo
número de inscrição.
REVISÃO DE ELEITORADO. Em algumas situações, como na hipótese de fraude,
é possível que seja determinada a revisão do eleitorado. Em tais hipóteses os
eleitores devem comparecer à Justiça Eleitoral para comprovar que existem e que
estão regulares com a Justiça. Quem não comparecer terá
a inscrição cancelada. A título de curiosidade, o
procedimento, em razão do cadastro biométrico, é uma
espécie de revisão. Nos municípios convocados, quem não
comparecer para a realização do cadastro biométrico terá o título eleitoral
cancelado.
Portanto:
de inscrição coincidente
veda-se a transferência do
registro cancelado em razão de
QUANTO AO NÚMERO DO suspensão ou de perda dos
TÍTULO... direitos políticos
do falecido
ORDEM DE CANCELAMENTO DE
INSCRIÇÕES DÚPLICES OU PLÚRIMAS
EM CASO DE TRANSFERÊNCIA
•pelo eleitor
•em caso de indeferimento
•prazo de 5 dias, a contar da ciência da decisão
RECURSO
Sigamos!
Art. 58. Expedido o novo título o Juiz comunicará a transferência ao Tribunal
Regional competente, no prazo de 10 (dez) dias, enviando-lhe o título eleitoral, se houver,
ou documento a que se refere o § 1º do artigo 56.
§ 1º Na mesma data comunicará ao Juiz da Zona de origem a concessão da transferência
e requisitará a folha individual de votação [lista eletrônica de eleitores].
§ 2º Na nova folha individual de votação [lista eletrônica de eleitores] ficará consignado,
na coluna destinada a anotações, que a inscrição foi obtida por transferência, e, de acordo
com os elementos constantes do título primitivo, qual o último pleito em que o eleitor
transferido votou. Essa anotação constará, também, de seu título.
§ 3º O processo de transferência só será arquivado após o recebimento da folha
individual de votação [lista eletrônica de eleitores] da Zona de origem, que dele ficará
constando, devidamente inutilizada, mediante aposição de carimbo a tinta vermelha.
§ 4º No caso de transferência de Município ou Distrito dentro da mesma Zona, deferido o
pedido, o Juiz determinará a transposição da folha individual de votação [lista eletrônica
de eleitores] para a pasta correspondente ao novo domicílio, a anotação de mudança no
título eleitoral e comunicará ao Tribunal Regional para a necessária averbação na ficha do
eleitor.
Em síntese...
•Cancelamento da inscrição;
•Retirada do fichário da segunda parte do título;
•Comunicar ao TRE o cancelamento;
•Se houver mudança de Estado, deverá ser comunicado o Juiz Eleitoral caso o
eleitor esteja filiado a um partido político.
Para finalizarmos esse tópico, vejamos o art. 61, que dispõe que a transferência
somente será efetivada caso o cidadão esteja quite com a Justiça Eleitoral.
Se houver algum débito ou multa pendente, esses deverão ser quitados para a
expedição do novo título eleitoral.
Art. 61. SOMENTE será concedida transferência ao eleitor que estiver quite com a
Justiça Eleitoral.
§ 1º Se o requerente não instruir o pedido de transferência com o título anterior, o Juiz do
novo domicílio, ao solicitar informação ao da Zona de origem, indagará se o eleitor está
quite com a Justiça Eleitoral, ou não o estando, qual a importância da multa imposta e não
paga.
§ 2º Instruído o pedido com o título, e verificado que o eleitor não votou em eleição anterior,
o Juiz do novo domicílio solicitará informações sobre o valor da multa arbitrada na Zona de
origem, salvo se o eleitor não quiser aguardar a resposta, hipótese em que pagará o
máximo previsto.
§ 3º O pagamento da multa, em qualquer das hipóteses dos parágrafos anteriores, será
comunicado ao Juízo de origem para as necessárias anotações.
Quanto à multa, segundo o CE, o Juiz Eleitoral de origem é quem fixará o valor
da penalidade, a não ser que o eleitor aceite pagar o valor máximo da multa. Se
o eleitor não aceitar pagar o valor máximo da multa deverá aguardar a resposta
do Juiz Eleitoral de origem.
Em que pese tal regra, é importante mencionar que a Resolução TSE nº
21.538/2003 prevê que a multa será arbitrada pelo Juiz da Zona Eleitoral
para onde o eleitor for transferido. Vejamos o que dispõe o art. 18, §3º.
§ 3º Não comprovada a condição de eleitor ou a quitação para com a Justiça Eleitoral, o juiz
eleitoral arbitrará, desde logo, o valor da multa a ser paga.
Desse modo, se a questão não fizer distinção quanto à multa, a resposta a ser
marcada será a que determina que a multa será fixada pelo juiz onde comparecer
7 - Revisão
A OPERAÇÃO 5 (REVISÃO) - será utilizada pelo eleitor que necessitar alterar
o local de votação dentro do mesmo município, com ou sem alteração da
zona eleitoral; para retificar dados pessoais; e para regularizar a situação
de inscrição cancelada.
Vejamos:
MUDANÇA DE ZONA
•OPERAÇÃO 5 - REVISÃO
ELEITORAL?
MUDANÇA DE LOCAL DE
•OPERAÇÃO 5 - REVISÃO
VOTAÇÃO?
Por fim, vejamos o art. 8º, segundo o qual tanto no caso de revisão como no
caso de solicitação de segunda via a expedição é automática, mantendo-se a data
de domicílio do eleitor.
Art. 8º Nas hipóteses de REVISÃO ou de SEGUNDA VIA, o título eleitoral será expedido
automaticamente e a data de domicílio do eleitor não será alterada.
Logo...
8 - Questões
Temos a seguinte distribuição de questões, que denota a importância dos
assuntos para fins de prova:
d) 19 anos
8.2 – Gabarito
Questão 01 – INCORRETA Questão 02 – CORRETA
Questão 05 – A Questão 06 – D
Questão 09 – C Questão 10 – D
Questão 11 – A Questão 12 – D
Questão 13 – C Questão 14 – D
Questão 15 – E Questão 16 – D
Questão 17 – D Questão 18 – B
Questão 21 – C Questão 22 – D
Questão 23 – C Questão 24 – C
Questão 25 – E Questão 26 – B
Questão 27 – C Questão 28 – D
Questão 29 – E Questão 30 – B
Questão 41 – C Questão 42 – B
Questão 43 – B Questão 44 – D
Comentários
A assertiva está incorreta. A capacidade eleitoral se divide em ativa e passiva.
A capacidade eleitoral ativa garante a qualidade de eleitor, ou seja, o direito de
votar. Já a capacidade eleitoral passiva é a aptidão para ser votado.
Comentários
A assertiva está correta. Os índios podem ser considerados, tendo em vista sua
integração com a sociedade, como isolados, em via de integração ou integrados.
Os índios integrados possuem plena capacidade eleitoral, desde que se alistem
conforme exige a lei.
Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o texto constitucional, somente os
militares conscritos, ou seja, aqueles que estão em serviço militar obrigatório,
são inalistáveis. Os demais militares são plenamente alistáveis.
Comentários
Comentários
Vejamos cada uma das alternativas da Resolução nº 21.538/2003, que são
abordadas nas alternativas.
A primeira alternativa envolve o art. 80, §2º. O pedido de justificação deve ser
dirigido ao juiz da zona eleitoral de inscrição, contudo, se o eleitor estiver em
outro local, poderá formular o pedido na zona eleitoral em que se encontrar. Tal
pedido deverá ser remetido ao juízo legalmente competente.
§ 2º O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição,
podendo ser formulado na zona eleitoral em que se encontrar o eleitor, a qual providenciará
sua remessa ao juízo competente.
Art. 58. Quando houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou
município, o Tribunal Regional Eleitoral poderá determinar a realização de correição e,
provada a fraude em proporção comprometedora, ordenará, comunicando a decisão ao
Tribunal Superior Eleitoral, a revisão do eleitorado, obedecidas as instruções contidas nesta
resolução e as recomendações que subsidiariamente baixar, com o cancelamento de ofício
das inscrições correspondentes aos títulos que não forem apresentados à revisão.
Veremos esse dispositivo com mais calma na próxima aula. Contudo, desde logo
devemos memorizar que a revisão do eleitoral por fraude deve ser significativa a
ponto de comprometer o resultado das eleições.
Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta. O período a ser considerado para fins de
alistamento é a data do pleito. Como dissemos, o menor de 15 anos poderá se
alistar, desde que complete 16 anos até a data das eleições. É o que dispõe o art.
14, caput, da Resolução:
Art. 14. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem eleições, do menor que
completar 16 anos até a data do pleito, inclusive.
Comentários
A assertiva está incorreta, pois a aferição da idade mínima é realizada na data
do pleito e não na data do requerimento da inscrição eleitoral.
Comentários
Está correta a assertiva. Essa é uma das assertivas mais difíceis da nossa
bateria.
Ato jurídico é o fato jurídico humano. É o ato praticado pelo homem que
possui repercussão e importância para o direito, podendo ser lícito ou ilícito.
Logo, podemos afirmar que o alistamento eleitoral é um ato jurídico, embora não
seja, em regra, um ato jurisdicional.
Notem:
ato jurídico ≠ ato jurisdicional
Um ato jurisdicional, em termos gerais, constitui a manifestação do magistrado
em um determinado processo que implica em decisão, ou seja, com conteúdo
deliberativo.
O alistamento por sua vez é definido como um procedimento administrativo. É o
que nos ensina a doutrina de José Jairo Gomes5:
Entende-se por alistamento o procedimento administrativo-eleitoral pelo qual se qualificam
e se inscrevem os eleitores.
Comentários
Trata-se de questão bastante tranquila. Das alternativas apresentadas a única
que traz uma hipótese em que o sujeito é alistável é a alternativa C, que é o
gabarito da questão.
Em relação as alternativas A e D, ambas estão incorretas, conforme se extrai
da leitura do dispositivo abaixo:
§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço
militar obrigatório, os conscritos.
5
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 10ª edição, rev., atual e ampl., São Paulo: Editora Atlas
S/A, 2014, p. 131.
Comentários
Vejamos todas as alternativas.
A alternativa A está correta, de acordo com o art. 14, §1º, da CF:
Art. 14, § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
A alternativa B também está correta porque de acordo com o art. 14, §2º, da
CF, segundo o qual não podem se alistar eleitores os estrangeiros e os conscritos
durante o período do serviço militar obrigatório.
A alternativa C está correta e arrola exatamente as condições de elegibilidade
previstas no art. 14, §3º, da CF:
Art. 14, § 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
Comentários
É uma questão estranha, mas como o enunciado delimitou à matéria do Código
Eleitoral, devemos procurar dentre as respectivas competências a resposta.
Entre as atribuições do Juiz Eleitoral está a de fornecer certificado que isente o
cidadão não alistado das sanções eleitorais caso precise comprovar a condição. É
o que se extrai do art. 35, XVIII, do CE:
Art. 35. Compete aos Juízes:
XVIII – fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por
dispensados do alistamento, um certificado que os isente das sanções legais;
Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 15 da Resolução, que assim
dispõe:
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não
se alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa
imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não-alistado que requerer sua inscrição
eleitoral até o centésimo qüinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subseqüente à data
em que completar 19 anos (Código Eleitoral, art. 8º c.c. a Lei nº 9.504/97, art. 91).
Assim, no caso de brasileiro nato, segundo a legislação eleitoral, aquele que não
requerer o alistamento até completar 19 anos de idade sofre uma multa, que não
será aplicada ao alistado que requerer sua inscrição eleitoral até 151º dia anterior
à eleição subsequente à data em que completar 19 anos de idade. Lembrem-se
dos exemplos dados em aula para tentar clarificar a questão.
Portanto, a alternativa D é a correta e gabarito da questão.
Comentários
A alternativa A está incorreta. Não há qualquer proibição para alistamento de
militares, exceto aqueles na condição de conscritos.
A alternativa B está incorreta, pois o alistamento dos analfabetos é facultativo.
Vejamos o esquema de aula.
maiores de 18
obrigatório
anos
ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL
adolescentes
facultativo entre 16 e 18
anos
maiores de 70
estrangeiro
INALISTÁVEIS conscrito
Comentários
As alternativas A e B estão corretas com base no seguinte artigo da Resolução
21.538.
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á
domicílio qualquer delas.
maiores de 18
obrigatório
anos
ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL
adolescentes
facultativo entre 16 e 18
anos
maiores de 70
Comentários
Se trata de mais uma questão de alistamento obrigatório, facultativo e proibido.
Vejamos cada uma das alternativas. Lembrem-se dos esquemas de aulas.
A alternativa A está incorreta, pois o alistamento e o voto são facultativos para
os maiores de 70 anos.
A alternativa B está incorreta, pois o alistamento é proibido para os conscritos.
A alternativa C está incorreta, pois o alistamento e voto são facultativos para
os analfabetos.
A alternativa D está incorreta. Essa alternativa é complicada e não diz respeito
ao tema alistamento, mas como está na questão devemos comentar. Segundo
julgado do STJ, a ação popular é considerada uma forma de soberania popular.
Desse modo, o plebiscito, referendo e iniciativa popular não seriam as únicas
formas.
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O estrangeiro é um caso
de alistamento proibido pela CF.
Comentários
A resposta para a questão está no art. 42.
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á
domicílio qualquer delas.
Dessa forma, será considerado como domicílio do eleitor o lugar onde ele possui
residência ou moradia, se possuir mais de um, poderá ser considerado como
domicílio qualquer um desses lugares.
Assim, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.
Procedimento de Alistamento
Comentários
Comentários
A alternativa A está correta, de acordo com o art. 42, do CE. Lembrem-se do
esquema.
A alternativa C está correta. Vejamos o art. 43. Observem que é cópia integral
do artigo.
Art. 43. O alistando apresentará em cartório ou local previamente designado, requerimento
em fórmula que obedecerá ao modelo aprovado pelo Tribunal Superior.
Comentários
Para responder à questão devemos aplicar o §1º do art. 17 da Resolução TSE nº
21.538/2003:
§ 1º Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição, caberá recurso interposto pelo
alistando no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer qualquer delegado de
partido político no prazo de dez dias, contados da colocação da respectiva listagem à
disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro
dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao alistando antes dessas datas e mesmo
que os partidos não as consultem (Lei nº 6.996/1982, art. 7º).
Comentário
A assertiva está incorreta. O art. 9º, da Resolução nº 21.538 trata desse
procedimento. Como expressa a letra de lei, caberá ao servidor e não ao alistando
o preenchimento do RAE. O servidor preenche e digitaliza o requerimento.
Art. 9º No cartório eleitoral ou no posto de alistamento, o servidor da Justiça Eleitoral
preencherá o RAE ou digitará as informações no sistema de acordo com os dados
constantes do documento apresentado pelo eleitor, complementados com suas informações
pessoais, de conformidade com as exigências do processamento de dados, destas instruções
e das orientações específicas.
§ 1º O RAE deverá ser preenchido ou digitado e impresso na presença do
requerente.
§ 2º No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua preferência
sobre local de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral.
§ 3º Para os fins o § 2º deste artigo, será colocada à disposição, no cartório ou posto de
alistamento, a relação de todos os locais de votação da zona, com os respectivos endereços.
§ 4º A assinatura do requerimento ou a aposição da impressão digital do polegar será feita
na presença do servidor da Justiça Eleitoral, que deverá atestar, de imediato, a satisfação
dessa exigência.
Comentários
A alternativa A está incorreta. No caso de perda ou extravio do título eleitoral,
o eleitor deverá requerer a segunda via ao juiz pessoalmente, de acordo com o
art. 19, da Resolução 21.538.
Art. 19. No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou
dilaceração, o eleitor deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio eleitoral
que lhe expeça segunda via.
Comentários
DOMICÍLIO
ELEITORAL
Comentários
Para responder a questão é necessário lembrar do que prescreve o art. 48, da
Resolução 21.538.
Art. 48. O empregado mediante comunicação com 48 (quarenta e oito) horas de
antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, SEM PREJUÍZO DO SALÁRIO
e por TEMPO NÃO EXCEDENTE A 2 (DOIS) DIAS, para o fim de se alistar eleitor ou
requerer transferência.
Comentários
A questão exige o conhecimento dos artigos 13 e 15 da Resolução 21.538.
Art. 13. Para o alistamento, o requerente apresentará um dos seguintes
documentos do qual se infira a nacionalidade brasileira:
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não
se alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa
imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
Comentários
A alternativa A está incorreta, com base no art. 5º, da Resolução. Em caso de
alteração do domicílio o eleitor permanecerá com o mesmo número de inscrição.
Art. 5º Deve ser consignada OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sempre que o eleitor desejar
alterar seu domicílio e for encontrado em seu nome número de inscrição em qualquer
município ou zona, unidade da Federação ou país, em conjunto ou não com eventual
retificação de dados.
A alternativa B está incorreta, pois para que seja cabível o pedido de segunda
via o título não pode ter nenhuma alteração.
Art. 7º Deve ser consignada OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA quando o eleitor estiver inscrito
e em situação regular na zona por ele procurada e desejar apenas a segunda via do seu
título eleitoral, sem nenhuma alteração.
Comentários
Para responder a essa questão devemos conhecer o art. 18 da Resolução TSE nº
21.538/2003.
Vejamos! Conforme o §1º acima, não se aplicam os incs. II e III aos servidores
públicos, uma vez que possuem domicílio necessário. Por conta disso, aplica-se
apenas o art. 18, IV, qual seja estar quite com a Justiça Eleitoral.
Desse modo, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.
Comentários
Pessoal, não dá para ir para a prova sem memorizar o art. 18 da Resolução TSE
nº 21.538/2003. Muitas das questões envolvem esse assunto.
Dentre os requisitos previstos no dispositivo o único que não consta é o parecer
favorável do Ministério Público Eleitoral.
Desse modo a alternativa C é a incorreta e gabarito da questão. Aliás, a
alternativa C é bastante absurda se pensarmos no tempo que demoraria para
receber um parecer do MPE.
Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta posto que recurso será cabível, nos termos do art.
18, §5, da Resolução TSE nº 21.538/2003, pelo eleitor no prazo de 5 dias, bem
como pelo delegado de partido no prazo de 10 dias.
§ 5º Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso
interposto pelo eleitor no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer
qualquer delegado de partido político no prazo de dez dias, contados da colocação
da respectiva listagem à disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de
cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente
antes dessas datas e mesmo que os partidos não as consultem.
Comentários
Em relação à transferência do título eleitoral temos algumas informações
relevantes na Resolução TSE nº 21.538/2003, vejamos:
O interessado deverá apresentar o título originário para requerer a
transferência.
O requerimento deverá ser efetuado até o 151º dia antes das
eleições.
Exige-se para a transferência o transcurso de pelo menos 1 ano da
inscrição definitiva.
Exige-se, ainda, a comprovação de residência mínima de 3 meses no
novo domicílio.
Embora o CE preveja que o interessado deverá apresentar prova do
novo domicílio por atestado da autoridade policial ou por outro documento
“convincente”, é suficiente a declaração do novo domicílio, sob as
penas da lei.
No caso de servidores públicos há uma regra específica. Caso tenham sido
REMOVIDOS ou TRANSFERIDOS NÃO se aplica a exigência de 3 meses de
domicílio no novo endereço muito menos a regra de 1 ano de alistamento
ou da última para a transferência.
3 meses de domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e membros removido ou
da família) transferido: 1 ano do alistamento
ou última
transferência
Em relação aos itens II e III, ambos estão incorretos conforme o esquema acima.
Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.
a) A segunda via do título de eleitor deve ser solicitada até trinta dias antes
da eleição, podendo ser entregue ao solicitante até dez dias antes do pleito.
b) O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.
c) A exclusão de eleitor não pode ser promovida de ofício pelo magistrado.
d) No caso de exclusão de eleitor, a defesa deve ser feita por advogado
constituído.
Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta. Segundo o CE, em caso de extravio ou perda, a
solicitação de 2º via deverá ser efetuada até 10 dias antes do pleito, e não até
30 dias antes do pleito conforme menciona a alternativa.
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu
domicílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via.
Comentários
A assertiva está incorreta por apresentar o prazo errado para requerimento da
segunda via do título de eleitor. Vejamos o artigo 52, do CE.
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu
domicílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via.
Assim, a segunda via pode ser requerida até 10 dias antes das eleições e não 30
como diz a questão.
Comentários
Outra ótima questão para repassarmos pontos importantes da Resolução TSE nº
21.538/2003. Vamos lá!
As alternativas A e C estão incorretas, posto que o que dispõe o art. 18. Por
outro lado, o mesmo dispositivo justifica a alternativa D, que está correta:
Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
Assim:
a) A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça eleitoral.
c) O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo domicílio eleitoral,
a quem cabe oficiar ao cartório do domicílio atual do eleitor para que se efetive a
transferência requerida.
e) A transferência do eleitor será admitida até três vezes em um mesmo ano.
Por fim, a alternativa B está incorreta em razão do que disciplina o §6º do art.
18:
§ 5º Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso interposto
pelo eleitor no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer qualquer delegado
de partido político no prazo de dez dias, contados da colocação da respectiva listagem à
disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro
dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente antes dessas datas e mesmo
que os partidos não as consultem.
Comentários
A assertiva está correta, tendo em vista que é exatamente o que prevê o art.
68, §2º. O crime citado é cometido pelo juiz ao efetuar a inscrição eleitoral de
forma fraudulenta.
Art. 68. Em audiência pública, que se realizará às 14 (quatorze) horas do 69 (sexagésimo
nono) dia anterior à eleição, o juiz eleitoral declarará encerrada a inscrição de eleitores na
respectiva zona e proclamará o número dos inscritos até as 18 (dezoito) horas do dia
anterior, o que comunicará incontinente ao Tribunal Regional Eleitoral, por telegrama, e fará
público em edital, imediatamente afixado no lugar próprio do juízo e divulgado pela
imprensa, onde houver, declarando nele o nome do último eleitor inscrito e o número do
respectivo título, fornecendo aos diretórios municipais dos partidos cópia autêntica desse
edital.
§ 2º O despacho de pedido de inscrição, transferência, ou segunda via, proferido após
esgotado o prazo legal, sujeita o juiz eleitoral às penas do Art. 291.
Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta, posto que a data que será colocada no título será
do preenchimento do requerimento e não a data do deferimento do pedido pelo
juiz, conforme se extrai do art. 23, §2º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
§ 2º Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data da emissão
do título será a de preenchimento do requerimento.
Comentários
A assertiva está incorreta. O eleitor deve estar em dia com suas obrigações
eleitorais para que possa transferir seu título de eleitor para outro domicílio
eleitoral. É o que prevê o artigo 61, do CE.
Art. 61. Somente será concedida transferência ao eleitor que estiver quite com a Justiça
Eleitoral.
Comentários
Comentários
A assertiva está correta, tendo em vista que é exatamente o que prevê o art.
68, §2º.
Art. 68. Em audiência pública, que se realizará às 14 (quatorze) horas do 69 (sexagésimo
nono) dia anterior à eleição, o juiz eleitoral declarará encerrada a inscrição de eleitores na
respectiva zona e proclamará o número dos inscritos até as 18 (dezoito) horas do dia
anterior, o que comunicará incontinente ao Tribunal Regional Eleitoral, por telegrama, e fará
público em edital, imediatamente afixado no lugar próprio do juízo e divulgado pela
imprensa, onde houver, declarando nele o nome do último eleitor inscrito e o número do
respectivo título, fornecendo aos diretórios municipais dos partidos cópia autêntica desse
edital.
§ 2º O despacho de pedido de inscrição, transferência, ou segunda via, proferido após
esgotado o prazo legal, sujeita o juiz eleitoral às penas do Art. 291.
Comentário
A assertiva está incorreta, tendo em vista que é possível o recurso contra o
despacho de indeferimento do pedido de transferência do título de eleitor. De
acordo com o art. 57, § 3º, o recurso será cabível frente ao TRE competente e
deverá ser realizado no prazo de 03 dias.
Art. 57. O requerimento de transferência de domicílio eleitoral será imediatamente
publicado na imprensa oficial na Capital, e em cartório nas demais localidades, podendo os
interessados impugná-lo no prazo de dez dias. (Redação dada pela Lei nº 4.961, de 1966)
§ 2º Poderá recorrer para o Tribunal Regional Eleitoral, no prazo de 3 (três) dias, o eleitor
que pediu a transferência, sendo-lhe a mesma negada, ou qualquer delegado de partido,
quando o pedido for deferido.
Comentários
A assertiva está incorreta, posto que o pedido de transferência do título de
eleitor deve ser realizado perante o juízo do novo domicílio. Não faria sentido
requerer a transferência do domicílio antigo, pois o eleitor não mais reside
naquele local.
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao juiz do novo domicílio
sua transferência, juntando o título anterior.
Comentários
A assertiva está correta pelo que prescreve o art. 52, § 1º.
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu
domicílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via.
§ 1º O pedido de segunda via será apresentado em cartório, pessoalmente, pelo eleitor,
instruído o requerimento, no caso de inutilização ou dilaceração, com a primeira via do
título.
Comentários
A alternativa A está incorreta. O art. 71, do CE, lista as situações nas quais o
alistamento poderá ser cancelado. Nessas hipóteses o cancelamento poderá ser
feito ex officio pelo Juiz, a requerimento de delegado de partido ou de qualquer
eleitor. Vejamos o dispositivo.
Art. 71. São causas de cancelamento:
I - a infração dos artigos. 5º e 42;
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos;
III - a pluralidade de inscrição;
IV - o falecimento do eleitor;
V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.
§ 1º A ocorrência de qualquer das causas enumeradas neste artigo acarretará a
exclusão do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado
de partido ou de qualquer eleitor.
A alternativa E está incorreta, pois a segunda via do título de eleitor poderá ser
requerida no local em que estiver o eleitor. Vejamos o art. 53, do CE.
Art. 53. Se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral poderá requerer a
segunda via ao juiz da zona em que se encontrar, esclarecendo se vai recebê-la na
sua zona ou na em que requereu.
Comentários
Conforme o art. 18 acima citado:
item I: correto conforme art. 18, II, da Resolução TSE nº 21.538/2004;
Comentários
O art. 55 do CE, disciplina as regras relativas à transferência do registro.
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao Juiz do novo
domicílio sua transferência, juntando o título anterior.
§ 1º A transferência só será admitida satisfeitas as seguintes exigências:
I – entrada do requerimento no Cartório Eleitoral do novo domicílio até 100 (cem)
dias [150 DIAS] antes da data da eleição;
II – transcorrência de pelo menos 1 (UM) ANO da inscrição primitiva;
III – residência mínima de 3 (TRÊS) MESES no novo domicílio, atestada pela
autoridade policial ou provada por outros meios convincentes.
§ 2º O disposto nos incisos II e III do parágrafo anterior NÃO se aplica quando se tratar
de transferência de título eleitoral de servidor público civil, militar, autárquico, ou de
membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.
Por fim, é importante registrar que há uma regra específica para os servidores
públicos que tenham sido removidos ou transferidos. Para eles NÃO se aplica
a exigência de 3 meses de domicílio no novo endereço muito menos da
regra de 1 ano de alistamento para a transferência.
3 meses de
domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e removido ou
membros da família) transferido: 1 ano do
alistamento ou
última transferência
Comentários
O art. 18, da Resolução 21.538, impõe uma série de exigências para que se
proceda a transferência do título de eleitor, vejamos.
Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
Comentários
A questão contempla uma pegadinha maldosa.
O art. 55, §2º, disciplina regra específica para os servidores públicos que
tenham sido removidos ou transferidos. Para ele NÃO se aplica a exigência de
3 meses de domicílio no novo endereço.
Logo, a assertiva está incorreta.
Comentários
Justamente isso, na realidade, fizemos essa questão para que vocês revisem e
fixem bem essas informações. Vide, portanto, o quadro de aula:
9 - Resumo da Aula
Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos
principais aspectos estudados ao longo da aula. Nossa
sugestão é a de que esse resumo seja estudado sempre
previamente ao início da aula seguinte, como forma de
“refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização
de estudos de vocês, a cada ciclo de estudos é fundamental
retomar esses resumos. Caso encontrem dificuldade em
compreender alguma informação, não deixem de retornar à
aula.
Noções Introdutórias
Conceito e natureza jurídica
Por alistamento eleitoral compreende-se o processo realizado para a
aquisição da cidadania.
ato administrativo de
regra
caráter vinculado
NATUREZA JURÍDICA DO
ALISTAMENTO
ELEITORAL
excepcionalmente, quando ato jurisdicional dado o
houver recurso conflito de interesses
Assim...
Domicílio Eleitoral
Para fins eleitorais, o domicílio é o local onde o cidadão deve se alistar e o
local onde poderá candidatar-se a cargos eletivos.
DOMICÍLIO
ELEITORAL
maiores de 18
obrigatório
anos
ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL
adolescentes
facultativo entre 16 e 18
anos
maiores de 70
Inalistabilidade
estrangeiro
INALISTÁVEIS conscrito
Situações Específicas
Alistamento por menor de 16 em ano eleitoral
Vimos que o menor entre 16 e 18 anos de idade possui o alistamento e voto
facultativos. Contudo, a Resolução TSE nº 21.538/2003 franqueia a inscrição
eleitoral do menor aos quinze anos de idade, desde que complete 16 anos
antes do pleito.
Essa regra existe, pois, de acordo com o art. 91 da Lei das Eleições, “nenhum
requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
150 dias anteriores à data das eleições.
O título eleitoral emitido aos 15 anos terá os efeitos diferidos para o momento
em que o adolescente atingir 16 anos de idade. Temos efetivamente uma regra
suspensiva. Somente com o atingimento dos 16 anos a inscrição eleitoral
produzirá plenos efeitos e o jovem poderá exercer a cidadania.
Não aplicação de multa ao brasileiro nato que alistar-se até os 19 anos e ao
naturalizado que se alistar até um ano após adquirida a nacionalidade
ALISTAMENTO ATÉ OS 19 ANOS
O maior de 18 anos é obrigado a alistar-se e a votar! Essa é a regra geral descrita
na Constituição. Contudo, a aplicação de multa para aquele que não se alistar
ocorrerá apenas com atingimento dos 19 anos.
Assim, o sujeito que não se alistar até os 19 anos de idade sofrerá multa
a ser aplicada pelo Juiz Eleitoral.
ALISTAMENTO DO NATURALIZADO
Em relação àquele que adquirir a nacionalidade brasileira está previsto o prazo
de um ano para alistamento eleitoral. Passado o período de um ano, se não se
alistar, sofrerá imposição de multa.
Do mesmo modo, se o período de um ano vencer em ano eleitoral, deve-se
observar o prazo do fechamento do cadastro eleitoral.
Alistamento do alfabetizado
Vimos que o alistamento e o voto do analfabeto são facultativos. Caso superada
a condição de analfabetismo, o alistamento e voto tornam-se obrigatórios. A
multa não será aplicada a quem se alfabetizar.
Procedimento de Alistamento
Título Eleitoral
O título é o documento que atesta o alistamento eleitoral, habilitando o
cidadão a exercer o direito de voto.
Para compreender a numeração do título, vejamos um exemplo:
0014501203 03 38
hipóteses
Quando se apresentar perante a
justiça e não for identificada
OPERAÇÃO 1 - inscrição em nenhuma zona
ALISTAMENTO eleitoral (do país ou do exterior).
Quando o interessado se
apresentar e for encontrada
inscrição cancelada por
determinação de autoridade
judicial.
Procedimento
O interessado deverá comparecer em cartório eleitoral para proceder ao
preenchimento do requerimento.
O RAE será preenchido pelo servidor, que após completar os campos do
formulário ou lançá-lo no sistema entregará o documento ao alistando para
conferência.
O eleitor poderá indicar o local de preferência para exercício do voto.
Além do preenchimento da RAE exige-se a apresentação de uma série de
documentos.
carteira de identidade
PARA O ALISTAMENTO
DOCUMENTOS HÁBEIS
carteira profissional
prazo de 10 dias
cabe recurso (a contar da
do deferimento pelo partido disponibilização
político - dias 01 e 15
RECURSO de cada mês)
CONTRA
DECISÃO DE
ALISTAMENTO
cabe recurso no prazo de 5
do indeferimento
pelo interessado dias
Quinzenalmente é
Alistando comparece 5 dias para a divulgada a lista dos
à JE com os entrega do pedidos de inscrição
documentos. documento. (dias 01 e 15 de
cada mês).
Indeferido, abre-se
Deferido, o título prazo de 5 dias para
Servidor preenche a o eleitor e, no caso
será assinado e o
RAE e o alistando a de deferimento, de
eleitor constará na
assina 10 dias para os
lista de eleitores.
delegados de
partidos
impugnarem.
A RAE é
Efetuam-se
apresentada ao juiz
eventuais
nas 48 horas O recurso será
diligências.
seguintes. analisado no prazo
de 5 dias pelo TRE.
Segunda Via
REQUERIMENTO DE 2ª VIA
Transferência
A transferência será utilizada somente se houver mudança de domicílio.
3 meses de domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e membros removido ou
da família) transferido:
1 ano do alistamento
ou última
transferência
VEDA-SE A
TRANSFERÊNCIA DO cancelamento por suspensão ou
NÚMERO NAS perda dos direitos políticos
HIPÓTESES DE:
Síntese:
de inscrição coincidente
veda-se a transferência
do registro cancelado em razão de
QUANTO AO NÚMERO suspensão ou de perda
DO TÍTULO... dos direitos políticos
do falecido
ORDEM DE CANCELAMENTO DE
INSCRIÇÕES DÚPLICES OU
PLÚRIMAS EM CASO DE
TRANSFERÊNCIA
PROCEDIMENTO DE TRANSFERÊNCIA
Recurso ou impugnação, em caso de indeferimento ou deferimento,
respectivamente.
•pelo eleitor
•em caso de indeferimento
•prazo de 5 dias, a contar da ciência da decisão
RECURSO
•Cancelamento da inscrição.
•Retirada do fichário da segunda parte do título.
•Comunicar ao TRE o cancelamento.
•Se houver mudança de Estado, deverá ser comunicado o Juiz Eleitoral caso o
eleitor esteja filiado a partido político.
Revisão
MUDANÇA DE LOCAL DE
•OPERAÇÃO 5 - REVISÃO
VOTAÇÃO?
Síntese:
10 - Considerações Finais
Chegamos ao final de mais uma aula.
Na próxima aula concluiremos os estudos do assunto Alistamento Eleitoral.
Até lá!
Ricardo Torques
rst.estrategia@gmail.com.br
bit.ly/eleitoralparaconcursos