Direito Eleitoral Aula 04

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Direito Eleitoral p/ TRE-SP - Todos os cargos


Professor: Ricardo Torques
Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

AULA 04
ALISTAMENTO ELEITORAL (PARTE 01)

Sumário
1 - Considerações Iniciais ................................................................................................. 2
2 - Noções Introdutórias .................................................................................................. 3
2.1 - Conceito e natureza jurídica .................................................................................. 3
2.2 - Domicílio Eleitoral ................................................................................................ 4
2.3 - Alistamento Eleitoral Obrigatório e Facultativo ......................................................... 5
2.4 - Inalistabilidade .................................................................................................... 5
2.5 - Situações Específicas ............................................................................................ 6
3 - Procedimento de Alistamento ....................................................................................... 8
3.1 - Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE) ........................................................... 9
3.2 - Operações ......................................................................................................... 11
3.3 - Título Eleitoral ................................................................................................... 11
4 - Alistamento Eleitoral Inicial ....................................................................................... 13
4.1 - Procedimento .................................................................................................... 14
4.2 - Interrupção do contrato de trabalho para alistamento ............................................. 21
4.3 - Alistamento eleitoral de pessoas com deficiência .................................................... 21
5 - Segunda via ............................................................................................................ 22
6 - Transferência ........................................................................................................... 24
6.1 - Requisitos para a transferência ............................................................................ 25
6.3 - Hipóteses em que a transferência é vedada ........................................................... 27
6.4 - Número da inscrição na transferência ................................................................... 28
6.5 - Transferência e situações de duplicidade ou de pluralidade ...................................... 30
6.6 - Procedimento de transferência ............................................................................. 31
7 - Revisão ................................................................................................................... 35
8 - Questões ................................................................................................................. 36
8.1 – Questões sem Comentários ................................................................................. 37
8.2 – Gabarito ........................................................................................................... 50
8.3 – Questões com Comentários ................................................................................. 51
9 - Resumo da Aula ....................................................................................................... 84
10 - Considerações Finais ............................................................................................... 95

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ALISTAMENTO ELEITORAL (PARTE 01)


1 - Considerações Iniciais
O estudo de alistamento eleitoral é fundamental em democracias representativas.
É por intermédio da inscrição eleitoral que os cidadãos podem escolher seus
representantes. O instituto encarregado de definir quem poderá participar do
processo de escolha dos representantes é o alistamento.
A matéria possui embase legal múltiplo.
O documento base é a Constituição, que estatui regras básicas acerca do
alistamento eleitoral. Estuda-se também o Código Eleitoral que deve ser
analisado com parcimônia, uma vez que parte dos seus dispositivos não são mais
aplicáveis. O principal diploma, todavia, é a Resolução TSE nº 21.538/2003, que
dispõe sobre o alistamento e serviços eleitorais mediante processamento
eletrônico de dados, a regularização de situação de eleitor, a administração e a
manutenção do cadastro eleitoral, o sistema de alistamento eleitoral, a revisão
do eleitorado e a fiscalização dos partidos políticos, entre outros. Temos, por fim,
dois diplomas específicos que tratam de assuntos relacionados ao alistamento,
de menor importância, mas que devem ser estudados: a Lei nº 6.996/1982 e a
Lei nº 7.444/1985.
Assim...

Constituição Federal (art. 14 e 15)


EMBASAMENTO LEGAL DO
ALISTAMENTO

Código Eleitoral (art. 42 ao 81)

Resolução do TSE nº 21.538/2003

Lei nº 6.996/1982

Lei nº 7.444/1985

Inicialmente traremos alguns conceitos constitucionais e, na sequência,


passaremos a estudar os diversos assuntos relacionados ao alistamento.
Esse assunto será dividido em duas aulas devido à extensão. Na aula de hoje
veremos os seguintes assuntos:

Noções Procedimento Alistamento


Segunda Via Transferência
Introdutórias de Alistamento inicial

Boa aula!

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2 - Noções Introdutórias
Neste primeiro capítulo vamos tratar de alguns conceitos introdutórios do
alistamento. Veremos basicamente os temas constitucionais relevantes para o
estudo desse assunto.

2.1 - Conceito e natureza jurídica


Por alistamento eleitoral compreende-se o processo realizado para a
aquisição da cidadania. Segundo a doutrina de José Jairo Gomes1:
Entende-se por alistamento eleitoral o procedimento administrativo-eleitoral pelo qual e
qualificam e se inscrevem os eleitores.

Devemos extrair, primeiramente, que o alistamento constitui um ato


administrativo, não jurisdicional, embora seja praticado pelo Juiz Eleitoral. Trata-
se de um ato administrativo de caráter vinculado, significa dizer que, se
preenchidos todos os requisitos legais, o Juiz Eleitoral deverá inscrever o eleitor
no cadastro. Não há qualquer margem para discricionariedade (conveniência e
oportunidade).
Ensina a doutrina que, excepcionalmente, o alistamento poderá ser constituído
em ato jurisdicional. Quando houver recurso do alistamento, seja na hipótese de
deferimento ou de indeferimento, haverá o surgimento do conflito de interesses.
Em razão disso, o ato então administrativo, torna-se jurisdicional.
Logo...

ato administrativo de
regra
caráter vinculado
NATUREZA JURÍDICA DO
ALISTAMENTO
ELEITORAL
excepcionalmente quando ato jurisdicional dado o
houver recurso conflito de interesses

O conceito de alistamento eleitoral que citamos acima aproxima-se do conceito


legal. Segundo o Código Eleitoral (CE), alistamento eleitoral é o ato de
“qualificação e inscrição do eleitor”. Assim, uma vez qualificado e inscrito perante
o juiz eleitoral, o eleitor passa a integrar ao corpo de eleitores, podendo
votar.
Nesse contexto, vejamos o art. 42, caput, do CE:
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.

Assim...

1
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 10ª edição, rev., atual. e ampl. São Paulo: Editora Atlas
S/A, 2014, p. 131.

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qualificação inscrição ALISTAMENTO

O estudo do alistamento eleitoral remete, inicialmente, à análise do domicílio


eleitoral, das hipóteses de alistamento (obrigatório e facultativo) e da
inalistabilidade.

2.2 - Domicílio Eleitoral


Para fins eleitorais, o domicílio é o local onde o cidadão deve se alistar e o
local onde poderá candidatar-se a cargos eletivos. Isso porque, entre as
condições de elegibilidade, está o domicílio eleitoral na circunscrição por, pelo
menos, um ano.
Nesse contexto, prevê o art. 42, parágrafo único, do CE:
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á
domicílio qualquer delas.

O dispositivo acima é importante, pois permite ao eleitor escolher entre vários


domicílios que possua em qual deles pretende alistar-se.
O conceito de domicílio eleitoral é mais flexível comparado às regras que
definem o domicílio civil. Em Direito Civil, domicílio é compreendido como o local
em que a pessoa natural estabelece sua residência com ânimo definitivo. Aqui,
em Direito Eleitoral o domicílio será o local de residência ou de moradia do
alistando.
É o que extraímos, por exemplo, do art. 4º, § único, da Lei nº 6.996/1984, cuja
redação é quase idêntica ao do CE:
Parágrafo único. Para efeito de inscrição, domicílio eleitoral é o lugar de residência ou
moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á
domicílio qualquer delas.

Além da regra acima, a jurisprudência do TSE2 flexibiliza, ainda mais, o conceito


de domicílio. Segundo o órgão judicial, para comprovação do domicílio eleitoral é
suficiente a demonstração de vínculos políticos, sociais ou comunitários,
afetivos, patrimoniais ou de negócios. Há, inclusive, entendimento do TSE
no sentido de deferir o alistamento de eleitor no local em que a pessoa concorreu
como candidato e obteve a maior parte dos votos3.
De todo modo, ainda que a pessoa tenha os vínculos acima em vários locais
diferentes, deverá escolher apenas um, sob pena de cancelamento dos demais
registros por pluralidade de inscrições, conforme estudaremos.

2
REspe nº 8.551/2014 e AgR/AL nº 7.286/2013 entre outros.
3
Respe nº 16.397/2001.

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DOMICÍLIO
ELEITORAL

Poderá ser, à escolha do interessado,


Lugar de residência ou de moradia do qualquer dos lugares em que mantenha
requerente. vínculos políticos, sociais, afetivos,
patrimoniais ou de negócios.

2.3 - Alistamento Eleitoral Obrigatório e Facultativo


A Constituição Federal estabelece que o alistamento e o voto serão obrigatórios
para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, para os maiores de
70 anos e para pessoas entre 16 e 18 anos de idade.
Vejamos:
§ 1º O alistamento eleitoral E o voto são:
I - OBRIGATÓRIOS para os maiores de dezoito anos;
II - FACULTATIVOS para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

Em forma de esquema, temos:

obrigatório maiores de 18 anos

ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL

adolescentes entre
facultativo
16 e 18 anos

maiores de 70

2.4 - Inalistabilidade
São duas as situações apontadas por nossa legislação constitucional. Vejamos o
que disciplina o art. 14, §2º, da CF:
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço
militar obrigatório, os conscritos.

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Além do estrangeiro e do conscrito, não poderão se alistar como eleitores aqueles


que estiverem com os direitos políticos suspensos. Trata-se de uma conclusão
lógica.
Assim:

estrangeiro

INALISTÁVEIS conscrito

sem direitos políticos ou com os direitos


políticos suspensos

Vimos o conceito e destacamos as principais regras relativas ao alistamento


presentes em nossa CF. São informações importantes para o desenrolar dos
temas seguintes.

2.5 - Situações Específicas


Este tópico é muito relevante para fins de prova, pois trataremos de situações
específicas relativas ao alistamento. Vimos nos tópicos acima os assuntos gerais,
aqui analisaremos aspectos particulares, que são frequentes em prova.

Alistamento por menor de 16 anos em ano eleitoral


Vimos que o menor entre 16 e 18 anos de idade possui o alistamento e o voto
facultativos. Em razão de tal regra há uma situação específica disciplinada na
Resolução TSE nº 21.538/2003, que franqueia a inscrição eleitoral do menor
aos quinze anos de idade, desde que complete 16 anos antes do pleito.
Art. 14. É FACULTADO o alistamento, no ano em que se realizarem eleições, do
menor que completar 16 anos até a data do pleito, inclusive.

Essa regra existe, pois, de acordo com o art. 91 da Lei das Eleições, “nenhum
requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
150 dias anteriores à data das eleições.
Vejamos:
Art. 91. NENHUM requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será
recebido dentro dos cento e cinquenta dias anteriores à data da eleição.

Aqui devemos ter máxima atenção para não cair em pegadinhas de prova. A regra
acima disciplina que, para a inscrição eleitoral (leia-se alistamento inicial) e para
transferência de inscrição, o eleitor deverá comparecer à Justiça Eleitoral até 151
dias antes do pleito. Isso porque, nos 150 dias anteriores às eleições, não será
recebido nenhum requerimento de alistamento ou de transferência.
Vejamos os prazos que serão aplicáveis às Eleições de 2016 com o exemplo.

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O primeiro turno das eleições ocorrerá em 02.10.2016.


Desse modo, se contarmos 150 dias, chegaremos até o dia
06.05.2016. Portanto, o dia 05.05.2016 – que é o 151º dia
antes das eleições – será o último dia para o interessado comparecer perante o
Cartório Eleitoral para efetuar a inscrição ou transferência.
Considerando o exemplo acima, se o adolescente completar anos entre o dia
05.05.2016 e 02.10.2016 poderá efetuar a inscrição eleitoral ainda que esteja
com 15 anos. É uma forma de assegurar o direito de participar das eleições.
Nesse contexto, prevê o §1º:
§ 1º O alistamento de que trata o caput poderá ser solicitado até o encerramento do
prazo fixado para requerimento de inscrição eleitoral ou transferência.

Para finalizar, vejamos a regra constante do §2º do art. 14:


§ 2º O título emitido nas condições deste artigo SOMENTE surtirá efeitos com o
implemento da idade de 16 anos.

A regra acima explicita que o título eleitoral emitido aos 15 anos terá os efeitos
diferidos para o momento em que o adolescente atingir 16 anos de idade. Temos,
efetivamente, uma regra suspensiva. Somente com 16 anos completos a
inscrição eleitoral produzirá plenos efeitos e o jovem poderá exercer a cidadania.

Não aplicação de multa ao brasileiro nato que alistar-se até os 19


anos e ao naturalizado que se alistar até um ano após adquirida a
nacionalidade
Só pela extensão do título acima nos assustamos, mas vocês
verão que são duas regras simples.
Vejamos, inicialmente, a redação do art. 15:
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que
não se alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá
em multa imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
Parágrafo único. NÃO SE APLICARÁ A PENA ao não-alistado que requerer sua
inscrição eleitoral até o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição
subsequente à data em que completar 19 anos.

 ALISTAMENTO ATÉ OS 19 ANOS


O maior de 18 anos é obrigado a alistar-se e a votar! Essa é a regra geral descrita
na Constituição. Contudo, a aplicação de multa para aquele que não se alistar
ocorrerá apenas com atingimento dos 19 anos.
Assim, o sujeito que não se alistar até os 19 anos de idade sofrerá multa
a ser aplicada pelo Juiz Eleitoral. Essa é a regra contida no art. 15. O
parágrafo único traz uma exceção.
Para compreender o parágrafo único acima, vamos retomar a situação das
Eleições de 2016. Vimos que o alistamento deverá ser efetuado até o dia
06.05.2016. Após essa data, o cadastro eleitoral permanecerá fechado.
Assim, se completar 19 anos em 2016 deverá requerer a inscrição eleitoral até o
151º dia antes das eleições. Ou seja, se o sujeito completar 19 anos em fevereiro

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de 2016, poderá requerer, sem a imposição de multa, a inscrição eleitoral no


último dia do prazo, ou seja, no dia 05.05.2016.
Caso ele complete 19 anos após a data das eleições ele terá até o pleito
subsequente, ou seja, até 2018 para requerer o alistamento sem aplicação de
multa. Claro, se ele deixar para se alistar em 2018, deverá observar o prazo de
150 dias.
 ALISTAMENTO DO NATURALIZADO
Em relação àquele que adquirir a nacionalidade brasileira, está previsto o prazo
de um ano para alistamento eleitoral. Passado o período de um ano, se não se
alistar, sofrerá imposição de multa.
São regras que parecem complicadas, mas com um pouco de atenção poderemos
compreendê-las bem. Sigamos!

Alistamento do alfabetizado
Vimos que o alistamento e o voto do analfabeto são facultativos. Caso superada
a condição de analfabetismo, o alistamento e o voto tornam-se obrigatórios.
Nesse contexto, vejamos o art. 16 da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo (Constituição Federal, art. 14, §
1º, II, a).
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição eleitoral,
não ficando sujeito à multa prevista no art. 15 (Código Eleitoral, art. 8º).

Do dispositivo acima, ganha destaque o parágrafo único que esclarece que a


multa não será aplicada a quem se alfabetizar. Essa regra existe porque é
difícil delimitar, objetivamente, o marco temporal no qual o indivíduo deixou de
ser analfabeto. Como não há marco objetivo, torna-se inviável a aplicação de
penalidade de multa sob pena de injustiça.

3 - Procedimento de Alistamento
Atualmente, o alistamento é realizado mediante processamento eletrônico,
disciplinado pela Lei nº 7.444/1985. Adicionalmente, além das regras constantes
do Código Eleitoral, o procedimento do alistamento observa a Resolução TSE nº
21.538/2003. A Resolução foi editada no sentido de adaptar as normas já
existentes num documento único, criando um procedimento uniforme para
facilitar o alistamento, a administração e controle do cadastro eleitoral.
Vejamos o que dispõe o art. 1º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 1º O alistamento eleitoral, mediante processamento eletrônico de dados,
implantado nos termos da Lei nº 7.444/85, será efetuado, em todo o território nacional, na
conformidade do referido diploma legal e desta resolução.
Parágrafo único. Os tribunais regionais eleitorais adotarão o sistema de alistamento
desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Logo...

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PROCEDIMENTO DO •processamento eletrônico


ALISTAMENTO •uniforme em todo o território nacional

3.1 - Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE)


O requerimento padrão a ser utilizado para o alistamento eleitoral é denominado
de Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE), consistente em um formulário
no tamanho de uma folha em que haverá vários campos para lançar as
informações do alistando.
É o que disciplina o art. 2º e 3º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 2º O requerimento de alistamento eleitoral (RAE) (anexo I) servirá como documento
de entrada de dados e será processado eletronicamente.
Parágrafo único. O sistema de alistamento de que trata o parágrafo único do art. 1º conterá
os campos correspondentes ao formulário RAE, de modo a viabilizar a impressão do
requerimento, com as informações pertinentes, para apreciação do juiz eleitoral.
Art. 3º Para preenchimento do RAE, devem ser observados os procedimentos especificados
nesta resolução e nas orientações pertinentes.

O RAE constitui um formulário, no qual todas as informações necessárias à


apreciação do pedido de alistamento deverão estar dispostas.
Vejamos, na página seguinte, um exemplo de RAE. Embora o sistema atual seja
eletrônico, é relevante para que tenhamos uma noção das informações que são
lançadas.

 RAE

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3.2 - Operações
O sistema de cadastro eleitoral é informado por uma série de operações, cada
uma delas registra uma situação específica em relação ao alistamento eleitoral.
Vejamos as operações que nos interessam:

OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 3 OPERAÇÃO 5 OPERAÇÃO 7


ALISTAMENTO TRANSFERÊNCIA REVISÃO SEGUNDA VIA

Não acreditamos que as provas voltem a exigir do candidato a memorização do


número das operações, entretanto, como tal assunto infelizmente já foi exigido
em prova, memorizem se possível.
 A OPERAÇÃO 1 (ALISTAMENTO) - será utilizada, segundo o art. 4º da
Resolução TSE nº 21.538/2003, em três hipóteses:
1. Requerimento inicial de inscrição eleitoral.
2. Quando se apresentar perante a justiça e não for identificada inscrição em
nenhuma zona eleitoral (do país ou exterior).
3. Quando o interessado se apresentar e for encontrada inscrição cancelada
por determinação de autoridade judicial.
 A OPERAÇÃO 3 (TRANSFERÊNCIA) - como o nome indica - será utilizada
para alterar o domicílio eleitoral constante do cadastro, ainda que haja
eventual correção de informações.
 A OPERAÇÃO 5 (REVISÃO) - será utilizada pelo eleitor que necessitar
alterar o local de votação dentro do mesmo município, com ou sem
alteração da zona eleitoral; para retificar dados pessoais; e para regularizar
a situação de inscrição cancelada.
 A OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA será utilizada quando o eleitor, devidamente
inscrito e em situação regular, requerer a segunda via do título eleitoral,
sem qualquer alteração. Vale dizer, se houver qualquer alteração dos dados
será utilizada a opção transferência ou revisão e não a de segunda via.

3.3 - Título Eleitoral


Ainda em relação aos aspectos procedimentais do alistamento, tanto a Resolução
como o Código Eleitoral tratam do título eleitoral. Como o Código é antigo, não
são aplicadas as regras do art. 46, aplicando-se a Resolução do Alistamento.
O título é o documento que atesta o alistamento eleitoral, habilitando o
cidadão a exercer o direito de voto.

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FRENTE VERSO

Sobre o assunto, o art. 12, da Resolução TSE nº 21.538/2003, disciplina:


Art. 12. Os tribunais regionais eleitorais farão distribuir, observada a seqüência numérica
fornecida pela Secretaria de Informática, às zonas eleitorais da respectiva circunscrição,
séries de números de inscrição eleitoral, a serem utilizados na forma deste artigo.
Parágrafo único. O número de inscrição compor-se-á de até 12 algarismos, por unidade
da Federação, assim discriminados:
a) os oito primeiros algarismos serão seqüenciados, desprezando-se, na emissão, os
zeros à esquerda;
b) os dois algarismos seguintes serão representativos da unidade da Federação de
origem da inscrição, conforme códigos constantes da seguinte tabela:

01 São Paulo 11 Maranhão 20 Distrito Federal


02 Minas Gerais 12 Paraíba 21 Sergipe
03 Rio de Janeiro 13 Pará 22 Amazonas
04 Rio Grande do Sul 14 Espírito Santo 23 Rondônia
05 Bahia 15 Piauí 24 Acre
06 Paraná 16 Rio Grande do Norte 25 Amapá
07 Ceará 17 Alagoas 26 Roraima
08 Pernambuco 18 Mato Grosso 27 Tocantins
09 Santa Catarina 19 Mato Grosso do Sul 28 Exterior (ZZ)
10 Goiás

c) os dois últimos algarismos constituirão dígitos verificadores, determinados com


base no módulo 11, sendo o primeiro calculado sobre o número seqüencial e o último sobre
o código da unidade da Federação seguido do primeiro dígito verificador.

Para compreender a numeração do título, vejamos um exemplo:

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Nos interessa a primeira parte, ou seja, o número do título, qual seja:

0014501203 03 38

número em sequência unidade da federação, no caso o RJ dígito verificador

Tranquilo, né?

4 - Alistamento Eleitoral Inicial


A OPERAÇÃO 1 (ALISTAMENTO) - será utilizada, segundo o art. 4º da
Resolução TSE nº 21.538/2003, em três hipóteses:

Requerimento inicial de inscrição


eleitoral.

hipóteses
Quando se apresentar perante a
justiça e não for identificada
OPERAÇÃO 1 - inscrição em nenhuma zona
ALISTAMENTO eleitoral (do país ou do exterior).

Quando o interessado se
apresentar e for encontrada
inscrição cancelada por
determinação de autoridade
judicial.

A primeira hipótese de utilização da Operação 1 ocorre quando o eleitor


comparece ao Cartório Eleitoral para efetuar a inscrição pela primeira vez.
A segunda hipótese também se assemelha ao comparecimento inicial. Nesse
caso, o eleitor acredita ter inscrição eleitoral, mas não é identificada uma
inscrição eletrônica. Tais situações ocorreram na migração do sistema manual
para o eletrônico.
A terceira hipótese de utilização da Operação 1 ocorrerá quando o interessado
comparecer ao cartório eleitoral e constar do sistema que a inscrição foi cancelada
por determinação judicial. Em tais casos será necessário alistar novamente o
eleitor.
Vejamos o que determina o art. 4º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 4º Deve ser consignada OPERAÇÃO 1 – ALISTAMENTO quando o alistando requerer
inscrição e quando em seu nome não for identificada inscrição em nenhuma zona
eleitoral do país ou exterior, ou a única inscrição localizada estiver cancelada por
determinação de autoridade judiciária (FASE 450).

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4.1 - Procedimento
O procedimento do alistamento é burocrático, passa por uma série de fases e de
exigências, as quais devemos estudar com atenção. Essa matéria é disciplinada
tanto no Código Eleitoral como na Resolução TSE nº 21.538/2003, cujas
principais regras passamos a estudar.
O interessado deverá comparecer em cartório eleitoral para proceder ao
preenchimento do requerimento, conforme disciplina o art. 43, do Código
Eleitoral:
Art. 43. O alistando apresentará em Cartório ou local previamente designado,
requerimento em fórmula que obedecerá ao modelo aprovado pelo Tribunal Superior.

O requerimento acima explicitado é o requerimento de alistamento eleitoral


(RAE). O RAE será preenchido pelo servidor que, após completar os campos do
formulário ou lançá-lo no sistema, entregará o documento ao alistando para
conferência.
Vejamos o art. 9º:
Art. 9º No cartório eleitoral ou no posto de alistamento, o servidor da Justiça Eleitoral
preencherá o RAE ou digitará as informações no sistema de acordo com os dados
constantes do documento apresentado pelo eleitor, complementados com suas informações
pessoais, de conformidade com as exigências do processamento de dados, destas instruções
e das orientações específicas.
§ 1º O RAE deverá ser preenchido ou digitado e impresso na presença do requerente.
§ 2º No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua preferência
sobre local de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral.
§ 3º Para os fins o § 2º deste artigo, será colocada à disposição, no cartório ou posto de
alistamento, a relação de todos os locais de votação da zona, com os respectivos endereços.
§ 4º A assinatura do requerimento ou a aposição da impressão digital do polegar
será feita na presença do servidor da Justiça Eleitoral, que deverá atestar, de imediato, a
satisfação dessa exigência.

Ainda quanto a esse dispositivo é importante ressaltar que o eleitor poderá indicar
o local de preferência para exercício do voto.
Além do preenchimento da ERA, exige-se a apresentação de uma série de
documentos. O rol desses documentos é disciplinado no art. 44, do Código
Eleitoral. Esse dispositivo, contudo, não é aplicável em parte devido ao
processamento eletrônico do alistamento. Desse modo, aplica-se o art. 5º, §2º,
da Lei nº 7.444/1985. Vejamos o dispositivo:
§ 2º - O requerimento de inscrição será instruído com um dos seguintes DOCUMENTOS:
I - carteira de identidade, expedida por órgão oficial competente;
II - certificado de quitação do serviço militar;
III - carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício
profissional;
IV - certidão de idade, extraída do Registro Civil;
V - instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade
mínima de 18 (dezoito) anos e do qual constem, também, os demais elementos
necessários à sua qualificação;

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VI - documento do qual se infira a nacionalidade brasileira, originaria ou adquirida,


do requerente.

Em alguns concursos, notamos questões que exigem o conhecimento do art. 13


da Resolução TSE nº 21.538/2003, que é muito semelhante ao dispositivo acima,
vejamos:
Art. 13. Para o alistamento, o requerente apresentará um dos seguintes DOCUMENTOS do
qual se infira a nacionalidade brasileira (Lei nº 7.444/85, art. 5º, § 2º):
a) carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal,
controladores do exercício profissional;
b) certificado de quitação do serviço militar;
c) certidão de nascimento ou casamento, extraída do Registro Civil;
d) instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade mínima
de 16 anos e do qual constem, também, os demais elementos necessários à sua
qualificação.
Parágrafo único. A apresentação do documento a que se refere a alínea b é obrigatória para
maiores de 18 anos, do sexo masculino.

Desse modo, o alistando deverá comparecer com um dos documentos abaixo


arrolados:
 Carteira de identidade ou carteira profissional.

 Certificado de quitação do serviço militar.

 Certidão de nascimento ou casamento.

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Em relação às certidões de nascimento, ou de casamento, o CE reforça que a


expedição de tais documentos deverá ser gratuita quando se destinar ao
alistamento. É o que se extrai do art. 47, caput, do CE:
Art. 47. As certidões de nascimento ou casamento, quando destinadas ao
alistamento eleitoral, serão fornecidas gratuitamente, segundo a ordem dos pedidos
apresentados em Cartório pelos alistandos ou Delegados de partido.
§ 1º Os Cartórios de registro civil farão, ainda, gratuitamente, o registro de nascimento,
visando ao fornecimento de certidão aos alistandos, desde que provem carência de
recursos, ou aos Delegados de partido, para fins eleitorais.
§ 2º Em cada Cartório de registro civil haverá um livro especial, aberto e rubricado pelo
Juiz Eleitoral, onde o cidadão, ou o Delegado de partido deixará expresso o pedido
de certidão para fins eleitorais, datando-o.
§ 3º O Escrivão, dentro de quinze dias da data do pedido, concederá a certidão, ou
justificará, perante o Juiz Eleitoral, por que deixa de fazê-lo.
§ 4º A infração ao disposto neste artigo sujeitará o Escrivão às penas do art. 293 [crime
de perturbação ou impedimento do alistamento].

Tachamos a expressão “desde que provem a carência de recursos” porque não é


mais aplicável. A presente norma deve ser interpretada em consonância com o
que prevê a CF a respeito da matéria, bem como com a Lei nº 9.265/1996, que
dispõe sobre a gratuidade dos atos necessários ao exercício da cidadania.
Segundo a nossa CF:
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;

O voto é ato importante de exercício de cidadania, logo nada mais lógico que a
previsão constante do art. 1º da referida lei, posto que garante o fornecimento
gratuito das certidões para apresentação junto à Justiça Eleitoral:
Art. 1º São gratuitos os atos necessários ao exercício da cidadania, assim considerados:

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I - os que capacitam o cidadão ao exercício da soberania popular, a que se reporta o art.


14 da Constituição; (...).

Desse modo, podemos afirmar que NÃO é necessário a prova da carência de


recursos para fornecimento de certidões para o alistamento eleitoral,
uma vez que é um direito assegurado a todos.
Sigamos com os demais documentos que podem ser apresentados para o
alistamento.
 Instrumento público do qual conste a idade mínima de 16 anos e
demais elementos necessários ao alistamento.
Essa última hipótese é aberta e, em razão disso, vários documentos como a
Carteira Nacional de Habilitação e o Passaporte, por exemplo, têm sido
questionados como documentos hábeis ao alistamento.
Há determinação do TSE no sentido de que tanto o passaporte como a CNH não
sejam utilizados como documentos válidos para os procedimentos de alistamento
eleitoral, uma vez que não possuíam a informação quanto à filiação.
Contudo, consta do site da Polícia Federal que os passaportes expedidos a partir
de 2015 terão novamente a filiação4. O entendimento anterior do TSE deverá ser
superado.
De toda forma, esse é um assunto controvertido e não deverá ser abordado em
prova sob pena de causar dúvida e, portanto, ser passível de anulação.
Para a prova...

carteira de identidade
PARA O ALISTAMENTO
DOCUMENTOS HÁBEIS

carteira profissional

certificado de quitação do serviço militar

certidão de nascimento ou de casamento

instrumento público do qual conste a idade mínima de 16 anos


e demais elementos necessários ao alistamento

4
Conforme http://www.dpf.gov.br/agencia/noticias/2014/11/nova-versao-do-passaporte-
garantira-mais-agilidade-no-controle-migratorio, acesso em 15.08.2015.

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Vejamos, na sequência, o art. 10, da Resolução TSE nº 21.538/2003, que traz


meras regras de procedimento do servidor.
Art. 10. Antes de submeter o pedido a despacho do juiz eleitoral, o servidor providenciará
o preenchimento ou a digitação no sistema dos espaços que lhe são reservados no RAE.
Parágrafo único. Para efeito de preenchimento do requerimento ou de digitação no
sistema, será mantida em cada zona eleitoral relação de servidores, identificados pelo
número do título eleitoral, habilitados a praticar os atos reservados ao cartório.

Caso o título não seja emitido imediatamente, ao alistando será fornecido um


número de protocolo da solicitação para posterior retirada. É o que prevê o art.
11, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 11. Atribuído número de inscrição, o servidor, após assinar o formulário, destacará o
protocolo de solicitação, numerado de idêntica forma, e o entregará ao requerente, caso a
emissão do título não seja imediata.

Assim, preenchido o RAE pelo servidor, assinado pelo eleitor e apresentados os


documentos, em tese, essa documentação será submetida ao Juiz Eleitoral para
análise. Falamos “em tese” porque há orientação para impressão da assinatura
do Juiz, caso o requerimento seja apresentado corretamente e a documentação
esteja patentemente regular.
De toda forma, para fins de prova, devemos considerar a redação do art. 45, do
CE. Vejamos o dispositivo:
Art. 45. O Escrivão, o funcionário ou o Preparador recebendo a fórmula e documentos
determinará que o alistando date e assine a petição e em ato contínuo atestará terem sido a
data e a assinatura lançados na sua presença; em seguida, tomará a assinatura do
requerente na folha individual de votação e nas duas vias do título eleitoral, dando recibo
da petição e do documento.
§ 1º O requerimento será submetido ao despacho do Juiz nas 48 (QUARENTA E
OITO) HORAS seguintes.
§ 2º Poderá o Juiz se tiver dúvida quanto à identidade do requerente ou sobre qualquer
outro requisito para o alistamento, converter o julgamento em diligência para que o
alistando esclareça ou complete a prova ou, se for necessário, compareça pessoalmente à
sua presença.
§ 3º Se se tratar de qualquer omissão ou irregularidade que possa ser sanada, fixará o Juiz
para isso prazo razoável.
§ 4º Deferido o pedido, no PRAZO DE CINCO DIAS, o título e o documento que instruiu
o pedido serão entregues pelo Juiz, Escrivão, funcionário ou Preparador. A entrega far-
se-á ao próprio eleitor, mediante recibo, ou a quem o eleitor autorizar por escrito o
recebimento, cancelando-se o título cuja assinatura não for idêntica à do requerimento de
inscrição e à do recibo.
§ 5º A restituição de qualquer documento não poderá ser feita antes de despachado o
pedido de alistamento pelo Juiz Eleitoral.
§ 6º QUINZENALMENTE o Juiz Eleitoral fará publicar pela imprensa, onde houver, ou por
editais, a lista dos pedidos de inscrição, mencionando os deferidos, os indeferidos e os
convertidos em diligência, contando-se dessa publicação o prazo para os recursos a
que se refere o parágrafo seguinte.
§ 7º Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição caberá recurso interposto pelo
alistando e do que o deferir poderá recorrer qualquer Delegado de partido.

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§ 8º Os recursos referidos no parágrafo anterior serão julgados pelo Tribunal Regional


Eleitoral dentro de 5 (CINCO) DIAS.
§ 9º Findo esse prazo, sem que o alistando se manifeste, ou logo que seja desprovido o
recurso em instância superior, o Juiz inutilizará a folha individual de votação assinada pelo
requerente, a qual ficará fazendo parte integrante do processo e não poderá, em qualquer
tempo, ser substituída, nem dele retirada, sob pena de incorrer o responsável nas sanções
previstas no art. 293.
§ 10. No caso de indeferimento do pedido, o Cartório devolverá ao requerente, mediante
recibo, as fotografias e o documento com que houver instruído o seu requerimento.
§ 11. O título eleitoral e a folha individual de votação somente serão assinados pelo Juiz
Eleitoral depois de preenchidos pelo Cartório e de deferido o pedido, sob as penas do artigo
293.
§ 12. É obrigatória a remessa ao Tribunal Regional da ficha do eleitor, após a expedição do
seu título.

Assim, devemos ter em mente que o requerimento com a documentação será


apresentado ao juiz nas 48 horas seguintes. O Juiz Eleitoral poderá requer
alguma diligência para sanar eventuais dúvidas acerca da identidade do
requerente. Quando houver determinação de diligência, competirá aos servidores
providenciarem o que for requerido, inclusive intimando o interessado a
comparecer na Justiça Eleitoral.
Após o deferimento, abra-se prazo de 5 dias para entrega do título ao eleitor,
que assinará o recebimento do documento eleitoral retirado.
É importante, ainda, a regra de que o Juiz Eleitoral divulgará, a cada 15 dias, a
lista de pedidos de inscrição. Essa publicação é importante, pois determina o
marco para interposição de eventuais recursos, em face das decisões acerca dos
requerimentos efetuados.
Desse modo, se o juiz eleitoral indeferir o requerimento de alistamento de
determinada pessoa, a partir de tal publicação ela terá o prazo de 5 dias para
apresentar o recurso. Do mesmo modo, conforme dispõe a Lei nº 6.996/1982,
os delegados de partidos também poderão apresentar recurso contra a
lista apresentada, contudo, para eles, o prazo será de 10 dias.
É o que dispõe o art. 17, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 17. Despachado o requerimento de inscrição pelo juiz eleitoral e processado pelo
cartório, o setor da Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral responsável pelos serviços de
processamento eletrônico de dados enviará ao cartório eleitoral, que as colocará à
disposição dos partidos políticos, relações de inscrições incluídas no cadastro, com
os respectivos endereços.
§ 1º Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição, caberá recurso interposto
pelo alistando no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer qualquer
delegado de partido político no prazo de dez dias, contados da colocação da respectiva
listagem à disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês,
ou no primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao alistando antes dessas
datas e mesmo que os partidos não as consultem (Lei nº 6.996/1982, art. 7º).
§ 2º O cartório eleitoral providenciará, para o fim do disposto no § 1º, relações contendo
os pedidos indeferidos.

Após o processamento das inscrições elas deverão ser disponibilizadas aos


partidos políticos com a indicação do nome, da inscrição e do endereço do

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alistado. A finalidade dessa divulgação é permitir que os partidos políticos


impugnem eventuais inscrições deferidas irregularmente.
Notem, ainda, que o prazo dos partidos, para recorrer do deferimento do
alistamento será de 10 dias a contar da disponibilização das informações, que
ocorrerão nos dias 01 e 15 de cada mês (ou no dia útil seguinte).
Em caso de indeferimento, o recurso será passível de ser apresentado pelo
próprio eleitor, no prazo de cinco dias.
Como vimos, o alistamento constitui um procedimento administrativo. Contudo,
excepcionalmente, poderá se tornar um processo judicial. Na hipótese dos §§ do
art. 17 há a formação de conflito de interesses, com a transformação do processo
administrativo em judicial.
Assim...

prazo de 10
dias (a contar
cabe recurso
da
do deferimento pelo partido
disponibilização
político
RECURSO - dias 01 e 15
CONTRA de cada mês)
DECISÃO DE
ALISTAMENTO
do cabe recurso no prazo de 5
indeferimento pelo interessado dias

Apresentado o recurso, terá o TRE respectivo o PRAZO DE 5 DIAS para julgá-


lo.
O CE prevê, ainda, crime específico se for assinado o título, ou a lista eletrônica
de eleitores, antes de analisada RAE e deferido o pedido. Trata-se do crime de
perturbação ou de impedimento do alistamento, que gera pena de
detenção ou pagamento de dias-multa.
Para finalizar, vejamos uma linha do tempo que sintetiza o procedimento
por completo:

Quinzenalmente é
Alistando comparece à JE 5 dias para a entrega do divulgada a lista dos
com os documentos. documento. pedidos de inscrição (dias
01 e 15 de cada mês).

Deferido, o título será Indeferido, abre-se prazo


Servidor preenche a RAE assinado e o eleitor de 5 dias para o eleitor
e o alistando a assina constará na lista de e, no caso de
eleitores. deferimento, de 10 dias
para os delegados de
partidos impugnarem.
A RAE é apresentada ao
Efetuam-se eventuais
juiz nas 48 horas
diligências.
seguintes. O recurso será analisado
no prazo de 5 dias pelo
TRE.

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4.2 - Interrupção do contrato de trabalho para


alistamento
O art. 48, do CE, prevê que o empregador será obrigado a liberar o empregado
por até dois dias para alistamento eleitoral. Vejamos:
Art. 48. O empregado mediante comunicação com 48 (quarenta e oito) horas de
antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, SEM PREJUÍZO DO SALÁRIO
e por TEMPO NÃO EXCEDENTE A 2 (DOIS) DIAS, para o fim de se alistar eleitor ou
requerer transferência.

O art. 48 traz outra regra importante: a obrigatoriedade de o empregador


possibilitar ao empregado o afastamento do trabalho para alistamento. Essa
hipótese de interrupção do contrato de trabalho deve observar as seguintes
regras:

INTERRUPÇÃO DO CONTRATO PARA ALISTAMENTO

•comunicação prévia do empregador com 48 horas de antecedência;


•afastamento por, no máximo, 2 dias.
•o empregado continua recebendo salário nos dias em que estiver afastado.

4.3 - Alistamento eleitoral de pessoas com deficiência


Os arts. 49 e 50 tratam do alistamento com utilização do
Braille. O Sistema Braille é um método de leitura para
aqueles que são cegos. Há, na Justiça Eleitoral, todo um
aparato desenvolvido para permitir o exercício da
cidadania de pessoas com deficiência, inclusive atribuindo
ao Juiz Eleitoral a competência para providenciar meios
para que a Justiça Eleitoral vá até estabelecimentos de proteção aos cegos para
efetivar a inscrição eleitoral. Desse modo, tais pessoas poderão alistar-se
eleitores valendo-se do referido sistema.
Ademais, segundo dispõe o CE, os cegos devem ser alocados na mesma seção
eleitoral para fins de organização e de acessibilidade no dia do pleito. Vejamos
os dispositivos:
Art. 49. Os cegos alfabetizados pelo sistema Braille, que reunirem as demais condições
de alistamento, podem qualificar-se mediante o preenchimento da fórmula impressa
e a aposição do nome com as letras do referido alfabeto.
§ 1º De forma idêntica serão assinadas a folha individual de votação e as vias do título.
§ 2º Esses atos serão feitos na presença também de funcionários de estabelecimento
especializado de amparo e proteção de cegos, conhecedor do sistema Braille, que
subscreverá, com o Escrivão ou funcionário designado, a seguinte declaração a ser lançada
no modelo de requerimento: "Atestamos que a presente fórmula bem como a folha
individual de votação e vias do título foram subscritas pelo próprio, em nossa presença".

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Art. 50. O Juiz Eleitoral providenciará para que se proceda ao alistamento nas próprias
sedes dos estabelecimentos de proteção aos cegos, marcando previamente, dia e
hora para tal fim, podendo se inscrever na Zona Eleitoral correspondente todos os cegos
do Município.
§ 1º Os eleitores inscritos em tais condições deverão ser localizados em uma mesma
Seção da respectiva Zona.
§ 2º Se no alistamento realizado pela forma prevista nos artigos anteriores, o número de
eleitores não alcançar o mínimo exigido, este se completará com a inclusão de outros, ainda
que não sejam cegos.
Art. 51. Revogado.

Em síntese, de acordo com a doutrina, tanto a gratuidade das certidões como o


afastamento do trabalho e a utilização do Sistema Braille são considerados meios
facilitadores do alistamento.
Logo...

•Gratuidade de certidões de nascimento e de casamento


para fins de alistamento eleitoral.
•Afastamento do trabalho, com remuneração, por até 2 dias
MEIOS
para alistamento, desde que comunicado o empregador com
FACILITADORES DO
48 horas de antecedência.
ALISTAMENTO
•Utilização do Sistema Braille para alistamento de eleitores,
com possibilidade de descolamento da Justiça Eleitoral até
as unidades de proteção aos cegos.

5 - Segunda via
O tratamento para a emissão de segunda via é disciplinado tanto no CE como na
Resolução TSE nº 21.538/2003. Para o procedimento de segunda via será
utilizada a OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA, DESDE QUE não haja nenhuma
alteração dos dados constantes do cadastro.
Vejamos o art. 7º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 7º Deve ser consignada OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA quando o eleitor estiver inscrito
e em situação regular na zona por ele procurada e desejar APENAS a segunda via do
seu título eleitoral, SEM NENHUMA ALTERAÇÃO.

Assim...

•estiver devidamente inscrito


A OPERAÇÃO 7 - SEGUNDA •com situação regular
VIA - SERÁ UTILIZADA SE O
ELEITOR •não houver qualquer alteração nos dados
•apenas requerer novo título eleitoral

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Assim, se preenchidos os requisitos acima e o eleitor tiver perdido ou extraviado,


o título eleitoral, poderá requerer a segunda via. Vejamos o art. 52 do CE:
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao Juiz do seu
domicílio eleitoral, ATÉ 10 (DEZ) DIAS ANTES DA ELEIÇÃO, que lhe expeça segunda
via.
§ 1º O pedido de segunda via será apresentado em Cartório, pessoalmente, pelo eleitor,
instruído o requerimento, no caso de inutilização ou dilaceração, com a primeira via do
título.
§ 2º No caso de perda ou extravio do título, o Juiz, após receber o requerimento de segunda
via, fará publicar, pelo prazo de 5 (cinco) dias, pela imprensa, onde houver, ou por editais,
a notícia do extravio ou perda e do requerimento de segunda via, deferindo o pedido, findo
este prazo, se não houver impugnação.

Conforme vimos, a Justiça Eleitoral não poderá alistar nem transferir eleitores
durante os 150 dias que antecedem o pleito. Já em relação à emissão de segunda
via, como se trata de um procedimento simples, prevê o CE que o interessado
poderá comparecer à Justiça Eleitoral para requerê-la, desde que não o faça nos
10 dias que antecedem o pleito.
Existem dois procedimentos:
 Se o eleitor inutilizou, ou dilacerou, o título deverá apresentar o que restou
do documento.
 Se o eleitor perdeu, ou extraviou, o título deverá informar isso à Justiça
Eleitoral, que publicará edital para dar publicidade ao ato pelo prazo de 5
dias. Passado esse prazo sem notícia do título ou impugnações, a Justiça
Eleitoral expede a nova via.
Semelhante regra consta da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 19. No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou
dilaceração, o eleitor deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio
eleitoral que lhe expeça segunda via.
§ 1º Na hipótese de inutilização ou dilaceração, o requerimento será instruído com a
primeira via do título.
§ 2º Em qualquer hipótese, no pedido de segunda via, o eleitor deverá apor a assinatura ou
a impressão digital do polegar, se não souber assinar, na presença do servidor da Justiça
Eleitoral, que deverá atestar a satisfação dessa exigência, após comprovada a identidade
do eleitor.

Vejamos, na sequência, o art. 53, do CE:


Art. 53. Se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral poderá requerer a segunda
via ao Juiz da Zona em que se encontrar, esclarecendo se vai recebê-la na sua Zona ou
na em que requereu.
§ 1º O requerimento, acompanhado de um novo título assinado pelo eleitor na presença
do Escrivão ou de funcionário designado e de uma fotografia, será encaminhado ao Juiz da
Zona do eleitor.
§ 2º Antes de processar o pedido, na forma prevista no artigo anterior, o Juiz determinará
que se confira a assinatura constante do novo título com a da folha individual de votação ou
do requerimento de inscrição.

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§ 3º Deferido o pedido, o título será enviado ao Juiz da Zona que remeteu o requerimento,
caso o eleitor haja solicitado essa providência, ou ficará em Cartório aguardando que o
interessado o procure.
§ 4º O pedido de segunda via formulado nos termos deste artigo só poderá ser
recebido até 60 (sessenta) dias antes do pleito.

O art. 53 possibilita ao interessado requerer a segunda via fora do domicílio, no


local onde se encontrar. Em tal situação, deverá esclarecer, ao efetuar o pedido,
se retirará o título de eleitor onde está ou se retirará o título na zona eleitoral do
seu domicílio.
Antes de prosseguirmos devemos fazer uma importante
diferenciação presente no nosso CE.
Vimos que o requerimento poderá ser efetuado até 10
dias antes do pleito. Entretanto, a Justiça Eleitoral terá até a véspera do dia das
eleições, prazo para entregar a segunda via ao interessado, conforme disciplina
o art. 69, parágrafo único, do CE.
Parágrafo único. A segunda via poderá ser entregue ao eleitor até a véspera do
pleito.

REQUERIMENTO DE 2ª VIA

requerimento na própria Zona requerimento fora do domicílio


Eleitoral eleitoral

deverá ser requerido até 10 deverá ser requerido no prazo


dias antes das eleições de 60 dias antes das eleições

Essa diferença de prazo para requerer envolve a logística da Justiça Eleitoral, na


medida em que os pedidos efetuados fora do domicílio demandam mais tempo
para serem processados. Em ambos os casos, a Justiça Eleitoral entregará o título
ao interessado até a véspera das Eleições.
Para finalizar, devemos saber que, para a expedição da segunda via, será cobrada
uma taxa, que será calculada em UFIRs e recolhida por intermédio de Guia de
Recolhimento da União (GRU), de modo que o art. 54, do CE, não é aplicável em
sua totalidade.
Finalizamos, portanto, a disciplina relativa à segunda via.

6 - Transferência
A transferência será realizada pela OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sendo
utilizada somente se houver mudança de domicílio. Nesse contexto,
vejamos o art. 5º, caput, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 5º Deve ser consignada OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sempre que o eleitor desejar
alterar seu domicílio E for encontrado em seu nome número de inscrição em
qualquer município ou zona, unidade da Federação ou país, em conjunto ou não com
eventual retificação de dados.

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É importante perceber que, se o interessado comparecer à Justiça e mencionar


que deseja alterar o domicílio eleitoral, contudo, não for identificada inscrição
eleitoral, será utilizada a OPERAÇÃO 1 – ALISTAMENTO. A transferência
somente será utilizada caso haja inscrição no cadastro eleitoral.
Ademais, a mudança de domicílio significa, necessariamente, a mudança de
município. Caso haja mudança de endereço dentro do mesmo município não
terá ocorrido mudança de domicílio propriamente. Em situações como essa,
haverá apenas a atualização do cadastro eleitoral. Desse modo, a alteração de
zona eleitoral dentro do mesmo município não acarreta transferência, já que não
há alteração do domicílio eleitoral.

MUDANÇA DE DOMICÍLIO = MUDANÇA DE MUNICÍPIO

Na transferência, o interessado permanecerá com o mesmo número de


inscrição.
Nesse sentido, está a disciplina do art. 55, caput, do CE:
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao Juiz do novo
domicílio sua transferência, juntando o título anterior.

6.1 - Requisitos para a transferência


Nos §§ do art. 55, do CE, bem como no art. 18, da Resolução TSE nº
21.538/2003, são disciplinadas as exigências relativas à transferência. Vamos
tratar desses dispositivos de forma complementar por razões didáticas.
Primeiramente, vejamos a literalidade dos dispositivos:
 art. 55, §§ 1º e 2º, do CE:
§ 1º A transferência só será admitida satisfeitas as seguintes exigências:
I – entrada do requerimento no Cartório Eleitoral do novo domicílio até 100 (cem)
dias [151 DIAS] antes da data da eleição;
II – transcorrência de pelo menos 1 (UM) ANO da inscrição primitiva;
III – residência mínima de 3 (TRÊS) MESES no novo domicílio, atestada pela
autoridade policial ou provada por outros meios convincentes.
§ 2º O disposto nos incisos II e III do parágrafo anterior NÃO se aplica quando se tratar
de transferência de título eleitoral de servidor público civil, militar, autárquico, ou de
membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.

 art. 18 da Resolução TSE nº 21.538/2003:


Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes
exigências:
I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no PRAZO
ESTABELECIDO PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE;

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II – transcurso de, PELO MENOS, UM ANO do alistamento ou da última


transferência;
III – residência mínima de TRÊS MESES NO NOVO DOMICÍLIO, declarada, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor (Lei nº 6.996/82, art. 8º);
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
§ 1º O disposto nos incisos II e III NÃO SE APLICA à transferência de título eleitoral de
servidor público civil, militar, autárquico, ou de membro de sua família, por motivo
de remoção ou transferência (Lei nº 6.996/82, art. 8º, parágrafo único).
§ 2º Ao requerer a transferência, o eleitor entregará ao servidor do cartório o título eleitoral
e a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
§ 3º NÃO comprovada a condição de eleitor ou a quitação para com a Justiça Eleitoral, o
juiz eleitoral arbitrará, desde logo, o valor da multa a ser paga.
§ 4º Despachado o requerimento de transferência pelo juiz eleitoral e processado pelo
cartório, o setor da Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral responsável pelos serviços de
processamento de dados enviará ao cartório eleitoral, que as colocará à disposição dos
partidos políticos, relações de inscrições atualizadas no cadastro, com os
respectivos endereços.
§ 5º Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso
interposto pelo eleitor no PRAZO DE CINCO DIAS e, do que o deferir, poderá recorrer
qualquer delegado de partido político no PRAZO DE DEZ DIAS, contados da colocação da
respectiva listagem à disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de
cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente
antes dessas datas e mesmo que os partidos não as consultem (Lei nº 6.996/82, art. 8º).
§ 6º O cartório eleitoral providenciará, para o fim do disposto no § 5º, relações contendo
os pedidos indeferidos.

Dos artigos acima citados devemos extrair que:


 O interessado deverá apresentar o título originário para requerer a
transferência.
 O requerimento deverá ser efetuado até o 151º dia antes das eleições.
Isso porque o art. 91, caput, da Lei das Eleições, prevê que o alistamento e a
transferência não poderão ser feitos nos 150 dias que antecedem o pleito
eleitoral.
Desse modo, como nos 150 dias que antecedem o pleito o cadastro eleitoral
permanece fechado, o eleitor deverá comparecer até o 151º antes das eleições
para efetuar a transferência.
 Exige-se, para a transferência, o transcurso de pelo menos 1 ano da
inscrição definitiva.
 Exige-se, ainda, a comprovação de residência mínima de 3 meses no novo
domicílio.
O CE prevê que o interessado deverá apresentar prova do novo domicílio por
atestado da autoridade policial ou por outro documento “convincente”. Contudo,
atualmente, segundo prevê a Lei nº 6.996/1982, é suficiente a declaração do
novo domicílio, sob as penas da lei. Vejamos:
Art. 8º A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
(...)

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III – residência mínima de 3 (três) meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor. (...)

Por fim, é importante registrar que há uma regra


específica para os servidores públicos que tenham sido
REMOVIDOS ou TRANSFERIDOS. Para eles NÃO se
aplica a exigência de 3 meses de domicílio no novo
endereço muito menos a regra de 1 ano de alistamento para a
transferência.

3 meses de
domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e removido ou
membros da família) transferido: 1 ano do
alistamento ou
última transferência

É comum surgir a dúvida se a alteração do domicílio em face de nomeação em


concurso público entra na regra específica. Atenção, o §1º, do art. 18, da
Resolução TSE nº 21.538/2003, fala apenas em transferência e em remoção.
Desse modo, da leitura do dispositivo, devemos concluir que a NOMEAÇÃO NÃO
EXCEPCIONA A REGRA de comprovação do domicílio no prazo de três meses.
Cuidem com questões literais de prova!
Desse modo, em relação aos requisitos, são essenciais as seguintes
informações:

Requerimento até o 151º dia antes das


eleições.

Decurso do prazo de 1 ano desde a


última transferência.
TRANSFERÊNCIA DO TÍTULO
ELEITORAL Pelo menos 3 meses de residência no
novo domicílio (exceto servidores
removidos ou transferidos)

Quitação com a Justiça Eleitoral.

6.3 - Hipóteses em que a transferência é vedada


A Resolução do TSE nº 21.538/2003, no art. 4º, §2º, prevê hipóteses em que a
transferência da inscrição não será permitida:
§ 2º É VEDADA a transferência de número de inscrição envolvida em coincidência,
suspensa, cancelada automaticamente pelo sistema quando envolver situação de perda

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e suspensão de direitos políticos, cancelada por perda de direitos políticos (FASE 329)
e por decisão de autoridade judiciária (FASE 450).

Você pode estar se perguntando: o que são as FASE 329, FASE 450, FASE
019 etc. previstas dos dispositivos acima? Não há maiores preocupações
com esses números para fins de prova. Devemos, entretanto, saber que FASE
são os Formulários de Atualização da Situação do Eleitor.
Assim, VEDA-SE a transferência do número nas hipóteses de inscrição
coincidente, ou suspensa, cancelamento por suspensão ou perda dos
direitos políticos ou por decisão de autoridade judiciária.
Vejamos:

 Verifica-se que há uma outra inscrição eleitoral com os mesmos


INSCRIÇÃO dados, com possibilidade de que haja duplicidade, ou pluralidade de
COINCIDENTE OU inscrições para o mesmo eleitor. Se isso ocorrer, antes de determinar
SUSPENSA a transferência, será necessário depurar o sistema e excluir as
inscrições a mais.

 Estuda-se no art. 15, da CF, diversas hipóteses de perda, ou de


suspensão, dos direitos políticos (cancelamento da naturalização por
CANCELAMENTO POR
sentença transitada em julgado, incapacidade civil absoluta,
SUSPENSÃO OU PERDA
condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus
DOS DIREITOS
efeitos, recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação
POLÍTICOS
alternativa e improbidade administrativa). Nesses casos não será
permitida a transferência da inscrição eleitoral.

DECISÃO DE  Se houver decisão do Juiz Eleitoral proibindo a transferência, a


AUTORIDADE decisão judicial deverá ser respeitada.
JUDICIÁRIA

6.4 - Número da inscrição na transferência


Quanto ao número do título, em regra, o eleitor permanecerá com o número
originário. Vejamos, nesse sentido, o art. 5º, §1º, da Resolução TSE nº
21.538/2003:
§ 1º Na hipótese do caput, o eleitor permanecerá com o número originário da inscrição
e deverá ser, obrigatoriamente, consignada no campo próprio a sigla da UF anterior.

Prevê a Resolução, ainda, que o número do título poderá ser REUTILIZADO em


algumas situações para outra inscrição em caso de cancelamento. São situações
nas quais o anterior ocupante não terá mais como restabelecer a inscrição. Dessa
forma, passa-se a numeração para outros eleitores.
Vejamos o §3º, do art. 5º, da Resolução:
§ 3º Será admitida transferência com reutilização do número de inscrição cancelada
pelos códigos FASE 019 – falecimento, 027 – duplicidade/pluralidade, 035 – deixou de votar
em três eleições consecutivas e 469 – revisão de eleitorado, desde que comprovada a
inexistência de outra inscrição liberada, não liberada, regular ou suspensa para o
eleitor.

São, portanto, quatro situações:

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 FALECIMENTO. Se eleitor faleceu não usará mais o número, de forma que poderá
ser atribuído a outro eleitor.
 DUPLICIDADE/PLURALIDADE. Quando for identificada, na mesma pessoa, duas
ou mais inscrições eleitorais, elas serão canceladas e o eleitor permanecerá com
apenas uma única inscrição. Os números das demais inscrições poderão ser
usados por outros eleitores.
 DEIXAR DE VOTAR POR TRÊS ELEIÇÕES CONSECUTIVAS. Quem deixa de votar
consecutivamente por três vezes terá a inscrição eleitoral cancelada e, em razão
disso, perderá o número. Caso, futuramente, deseje regularizar a situação
perante a Justiça Eleitoral, deverá pagar as multas previstas e receberá novo
número de inscrição.
 REVISÃO DE ELEITORADO. Em algumas situações, como na hipótese de fraude,
é possível que seja determinada a revisão do eleitorado. Em tais hipóteses os
eleitores devem comparecer à Justiça Eleitoral para comprovar que existem e que
estão regulares com a Justiça. Quem não comparecer terá
a inscrição cancelada. A título de curiosidade, o
procedimento, em razão do cadastro biométrico, é uma
espécie de revisão. Nos municípios convocados, quem não
comparecer para a realização do cadastro biométrico terá o título eleitoral
cancelado.
Portanto:

SERÁ REUTILIZADO O NÚMERO DA


INSCRIÇÃO SE O CANCELAMENTO
DECORRER DE

duplicidade/pluralida deixar de votar por 3 revisão de


falecimento
de eleições consecutivas eleitorado.

Sintetizando as regras relativas à Operação 3 e à utilização do número da


inscrição anterior, temos:
será utilizado o mesmo em
EM REGRA, o registro
caso de transferência

de inscrição coincidente
veda-se a transferência do
registro cancelado em razão de
QUANTO AO NÚMERO DO suspensão ou de perda dos
TÍTULO... direitos políticos

do falecido

daquele que possuir


reutiliza-se o número duplicidade/pluralidade
registro daquele que deixar de votar
por 3 eleições
dos cancelados em razão da
revisão de eleitorado.

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6.5 - Transferência e situações de duplicidade ou de


pluralidade
De acordo com o art. 5º, §4º, da Resolução TSE nº 21.538/2003, caso o eleitor
compareça à Justiça Eleitoral para realizar a transferência e seja identificada mais
de uma inscrição cancelada, há uma ordem para o cancelamento e a
transferência. Vejamos:
§ 4º Existindo mais de uma inscrição cancelada para o eleitor no cadastro, nas condições
previstas no § 3º, deverá ser promovida, preferencialmente, a transferência daquela:
I – que tenha sido utilizada para o exercício do voto no último pleito;
II – que seja mais antiga.

Por exemplo, o sujeito comparece no Cartório Eleitoral para transferir o título de


outro domicílio e lá são identificadas duas inscrições para a mesma pessoa. Em
tais situações há uma ordem para que seja cancelada uma delas e a outra seja
transferida.
Primeiramente, haverá a transferência da inscrição que foi
utilizada para votar nas últimas eleições. Já a outra
inscrição será cancelada.
O raciocínio aqui é tranquilo. A inscrição utilizada para o
exercício do voto deverá permanecer porque retrata o
histórico de participação do eleitor nas eleições.
Contudo, caso nenhuma das inscrições tenha sido utilizada para votar nas últimas
eleições, transfere-se a mais antiga e cancela-se, assim, a inscrição mais recente.
O raciocínio dessa segunda hipótese é a de manter o cadastro mais antigo, porque
contém mais informações acerca do eleitor.
Assim...

ORDEM DE CANCELAMENTO DE
INSCRIÇÕES DÚPLICES OU PLÚRIMAS
EM CASO DE TRANSFERÊNCIA

1º - Transfere-se a inscrição utilizada


para votar e cancela-se a outra.

2º - Se nunca usadas para votar,


transfere-se a inscrição mais antiga e
cancela-se a mais recente.

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6.6 - Procedimento de transferência


No que atine ao procedimento é importante tomar nota das possibilidades de
recurso ou de impugnação, em caso de indeferimento ou de deferimento,
respectivamente.
Na hipótese de indeferimento da transferência, está previsto que o eleitor
poderá recorrer da decisão no prazo de 5 dias.
Já na hipótese de deferimento da transferência, o delegado de partido poderá
apresentar impugnação no prazo de 10 dias, que serão contados da data em
que as listas de transferência forem publicadas. Segundo a Resolução, tais
listagens de transferência são divulgadas aos partidos políticos sempre no 1º e
no 15º dia do mês.
Para fixarmos...

•pelo eleitor
•em caso de indeferimento
•prazo de 5 dias, a contar da ciência da decisão
RECURSO

•pelo delegado de partido


•em caso de deferimento
•prazo de 10 dias, contados da publicação da lista (1º e 15º dia de cada
IMPUGNAÇÃO mês)

Vimos que o interessado deverá entregar o título quando do pedido de


transferência, mas, e se ele houver perdido ou extraviado o título
anterior e, mesmo assim, quiser transferir o registro?
Ele poderá fazê-lo, nos termos do art. 56.
Art. 56. No caso de perda ou extravio do título anterior declarado esse fato na petição
de transferência, o Juiz do novo domicílio, como ato preliminar, requisitará, por telegrama,
a confirmação do alegado à Zona Eleitoral onde o requerente se achava inscrito.
§ 1º O Juiz do antigo domicílio, no prazo de 5 (CINCO) DIAS, responderá por ofício
ou telegrama, esclarecendo se o interessado é realmente eleitor, se a inscrição está em
vigor, e, ainda, qual o número e a data da inscrição respectiva.
§ 2º A informação mencionada no parágrafo anterior, suprirá a falta do título extraviado,
ou perdido, para o efeito da transferência, devendo fazer parte integrante do processo.

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No pedido de transferência, o cidadão declarará que perdeu o documento,


registrando o domicílio anterior. O Juiz do domicílio pretendido pelo eleitor
solicitará informações à Zona Eleitoral do domicílio antigo. Este deverá, no prazo
de 5 dias, esclarecer se, de fato, o cidadão consta do cadastro daquela localidade
como eleitor. De posse dessa informação, o juiz do novo domicílio procederá à
transferência e emitirá o novo título.
Tudo certo até aqui?
Como você estão percebendo, o nosso estudo de Alistamento é uma “colcha de
retalhos”, por vezes aplicamos o CE, por vezes, as Leis nº 6996/1982 e nº
7.444/1985 e, por vezes, ainda, a Resolução TSE nº 21.538/2003. Isso dificulta
nosso estudo.
Agora prestem atenção!
O art. 57, do CE, disciplina o procedimento de publicação e
de impugnação da transferência. Vimos acima essas regras.
Logo, NÃO APLICAMOS, NA PRÁTICA, o art. 57, mas o
art. 18, da Resolução TSE nº 21.538/2003, já estudado
acima, que tem fundamento na Lei nº 6.996/1982,
notadamente no art. 7º, §2º.
Ainda assim citaremos esse dispositivo para eventual cobrança literal em prova.
Embora passíveis de recursos, são comuns questões como “segundo o Código
Eleitoral”...Portanto, atenção!
Art. 57. O requerimento de transferência de domicílio eleitoral será imediatamente
publicado na imprensa oficial na capital, e em Cartório nas demais localidades, podendo
os interessados impugná-lo no prazo de DEZ DIAS.
§ 1º Certificado o cumprimento do disposto neste artigo, o pedido deverá ser desde logo
decidido, devendo o despacho do Juiz ser publicado pela mesma forma.
§ 2º Poderá recorrer para o Tribunal Regional Eleitoral, no prazo de 3 (TRÊS) DIAS,
o eleitor que pediu a transferência, sendo-lhe a mesma negada, ou qualquer Delegado de
partido, quando o pedido for deferido.
§ 3º Dentro de 5 (CINCO) DIAS, o Tribunal Regional Eleitoral decidirá do recurso
interposto nos termos do parágrafo anterior.
§ 4º Só será expedido o novo título decorridos os prazos previstos neste artigo e
respectivos parágrafos.

De acordo com o art. 57, o requerimento de transferência será publicado na


imprensa para viabilizar a impugnação, especialmente caso exista alguma
divergência ou dupla inscrição eleitoral.
Da publicação, confere-se o prazo de 10 dias para os interessados impugnarem
a transferência.
Da impugnação, o juiz eleitoral decidirá, competindo à parte interessada, se
pretender, recorrer ao TRE no prazo de 3 dias.
O Tribunal terá o prazo de 5 dias para julgar o recurso à impugnação.
Somente após todo esse trâmite haverá a expedição do título com o registro
transferido.

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Em forma de linha do tempo, temos...

O requerimento de transferência será Após esse trâmite, o novo título será


imediatamente publicado. fornecido.

Os interessados terão 10 dias para


O TRE decidirá no prazo de 5 dias.
impugnar a transferência.

O Juiz decidirá e sua decisão será Os interessados terão 3 dias para


publicada imediatamente. recorrer ao TRE.

Sigamos!
Art. 58. Expedido o novo título o Juiz comunicará a transferência ao Tribunal
Regional competente, no prazo de 10 (dez) dias, enviando-lhe o título eleitoral, se houver,
ou documento a que se refere o § 1º do artigo 56.
§ 1º Na mesma data comunicará ao Juiz da Zona de origem a concessão da transferência
e requisitará a folha individual de votação [lista eletrônica de eleitores].
§ 2º Na nova folha individual de votação [lista eletrônica de eleitores] ficará consignado,
na coluna destinada a anotações, que a inscrição foi obtida por transferência, e, de acordo
com os elementos constantes do título primitivo, qual o último pleito em que o eleitor
transferido votou. Essa anotação constará, também, de seu título.
§ 3º O processo de transferência só será arquivado após o recebimento da folha
individual de votação [lista eletrônica de eleitores] da Zona de origem, que dele ficará
constando, devidamente inutilizada, mediante aposição de carimbo a tinta vermelha.
§ 4º No caso de transferência de Município ou Distrito dentro da mesma Zona, deferido o
pedido, o Juiz determinará a transposição da folha individual de votação [lista eletrônica
de eleitores] para a pasta correspondente ao novo domicílio, a anotação de mudança no
título eleitoral e comunicará ao Tribunal Regional para a necessária averbação na ficha do
eleitor.

Expedido o novo título eleitoral, o Juiz deverá:


 informar ao TRE, no prazo de 10 dias, encaminhando o título antigo ou, em
caso de extravio ou de perda, a resposta emitida pelo Juiz Eleitoral do
domicílio anterior do eleitor; e
 comunicar ao Juiz da Zona Eleitoral de origem, na mesma data.
A transferência constará da ficha eletrônica de eleitores, para eventual consulta,
e o processo de transferência será arquivado.
Ao chegar a comunicação da transferência ao Juiz do registro anterior, deverão
ser tomadas uma série de providências, quais sejam:
Art. 59. Na Zona de origem, recebida do Juiz do novo domicílio a comunicação de
transferência, o Juiz tomará as seguintes providências:
I – determinará o cancelamento da inscrição do transferido e a remessa dentro de três dias,
da folha individual de votação ao Juiz requisitante;

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II – ordenará a retirada do fichário da segunda parte do título;


III – comunicará o cancelamento ao Tribunal Regional a que estiver subordinado, que fará
a devida anotação na ficha de seus arquivos;
IV – se o eleitor havia assinado ficha de registro de partido, comunicará ao Juiz do novo
domicílio e, ainda, ao Tribunal Regional, se a transferência foi concedida para outro Estado.

Em síntese...

NO CASO DE TRANSFERÊNCIA, PROVIDÊNCIAS A SEREM


TOMADAS PELO JUIZ ELEITORAL DE ORIGEM:

•Cancelamento da inscrição;
•Retirada do fichário da segunda parte do título;
•Comunicar ao TRE o cancelamento;
•Se houver mudança de Estado, deverá ser comunicado o Juiz Eleitoral caso o
eleitor esteja filiado a um partido político.

Evidentemente que o eleitor somente poderá exercer o direito ao voto no novo


domicílio após a transferência. É o que prevê o art. 60:
Art. 60. O eleitor transferido não poderá votar no novo domicílio eleitoral em eleição
suplementar à que tiver sido realizada antes de sua transferência.

Para finalizarmos esse tópico, vejamos o art. 61, que dispõe que a transferência
somente será efetivada caso o cidadão esteja quite com a Justiça Eleitoral.
Se houver algum débito ou multa pendente, esses deverão ser quitados para a
expedição do novo título eleitoral.
Art. 61. SOMENTE será concedida transferência ao eleitor que estiver quite com a
Justiça Eleitoral.
§ 1º Se o requerente não instruir o pedido de transferência com o título anterior, o Juiz do
novo domicílio, ao solicitar informação ao da Zona de origem, indagará se o eleitor está
quite com a Justiça Eleitoral, ou não o estando, qual a importância da multa imposta e não
paga.
§ 2º Instruído o pedido com o título, e verificado que o eleitor não votou em eleição anterior,
o Juiz do novo domicílio solicitará informações sobre o valor da multa arbitrada na Zona de
origem, salvo se o eleitor não quiser aguardar a resposta, hipótese em que pagará o
máximo previsto.
§ 3º O pagamento da multa, em qualquer das hipóteses dos parágrafos anteriores, será
comunicado ao Juízo de origem para as necessárias anotações.

Quanto à multa, segundo o CE, o Juiz Eleitoral de origem é quem fixará o valor
da penalidade, a não ser que o eleitor aceite pagar o valor máximo da multa. Se
o eleitor não aceitar pagar o valor máximo da multa deverá aguardar a resposta
do Juiz Eleitoral de origem.
Em que pese tal regra, é importante mencionar que a Resolução TSE nº
21.538/2003 prevê que a multa será arbitrada pelo Juiz da Zona Eleitoral
para onde o eleitor for transferido. Vejamos o que dispõe o art. 18, §3º.
§ 3º Não comprovada a condição de eleitor ou a quitação para com a Justiça Eleitoral, o juiz
eleitoral arbitrará, desde logo, o valor da multa a ser paga.

Desse modo, se a questão não fizer distinção quanto à multa, a resposta a ser
marcada será a que determina que a multa será fixada pelo juiz onde comparecer

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o eleitor para a transferência. De todo modo, destacamos a importância de se


saber a literalidade do CE para fins de prova.

•a transferência ocorrerá caso o eleitor esteja quite com a


Justiça Eleitoral;
•CE: se houver multa, o Juiz Eleitoral fixará o valor pelo
LEMBRE-SE... máximo, exceto se houver requerimento do eleitor para que
seja fixada pelo Juiz de Origem.
•RESOLUÇÃO TSE nº 21.538/2003: se houver multa, o Juiz do
local onde comparecer o eleitor arbitraria o valor.

Finalizamos, assim, a parte relativa à transferência.


Quanto aos arts. 62 a 65, do CE, eles tratavam dos preparadores, figura
inexistente na Justiça Eleitoral atualmente, em razão da revogação expressa pela
Lei nº 8.868/1994.

7 - Revisão
A OPERAÇÃO 5 (REVISÃO) - será utilizada pelo eleitor que necessitar alterar
o local de votação dentro do mesmo município, com ou sem alteração da
zona eleitoral; para retificar dados pessoais; e para regularizar a situação
de inscrição cancelada.
Vejamos:

•alteração do local de votação dentro do mesmo município


OPERAÇÃO 5 - (com ou sem alteração da zona eleitoral)
REVISÃO •retificação de dados pessoais
•regularização da situação de inscrição cancelada

Vimos que a opção de transferência será utilizada para alteração de domicílio.


Quando houver apenas a alteração do local de votação, utiliza-se a Operação 5.
Assim, comparando as operações que já estudamos, temos:

MUDANÇA DE DOMICÍLIO? •OPERAÇÃO 3 - TRANSFERÊNCIA

MUDANÇA DE ZONA
•OPERAÇÃO 5 - REVISÃO
ELEITORAL?

MUDANÇA DE LOCAL DE
•OPERAÇÃO 5 - REVISÃO
VOTAÇÃO?

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Vejamos, na sequência, a literalidade do art. 6º:


Art. 6º Deve ser consignada OPERAÇÃO 5 – REVISÃO quando o eleitor necessitar alterar
local de votação no mesmo município, ainda que haja mudança de zona eleitoral,
retificar dados pessoais ou regularizar situação de inscrição cancelada nas mesmas
condições previstas para a transferência a que se refere o § 3º do art. 5º.

Por fim, vejamos o art. 8º, segundo o qual tanto no caso de revisão como no
caso de solicitação de segunda via a expedição é automática, mantendo-se a data
de domicílio do eleitor.
Art. 8º Nas hipóteses de REVISÃO ou de SEGUNDA VIA, o título eleitoral será expedido
automaticamente e a data de domicílio do eleitor não será alterada.

Logo...

EXPEDIÇÃO AUTOMÁTICA e MANTÉM A DATA DO DOMICÍLIO

revisão segunda via

Com isso nós finalizamos mais um tópico da aula. Vimos os aspectos


procedimentais relativos aos atos do alistamento, da transferência, da revisão e
da emissão de segunda via. Essas informações devem ser estudadas com
atenção, uma vez que, no desempenho das funções perante a Justiça Eleitoral,
vocês estarão em constante contato com tais atividades.

8 - Questões
Temos a seguinte distribuição de questões, que denota a importância dos
assuntos para fins de prova:

Distribuição das Questões


35
30
25
20
15
10
5
0
Aula 04

Noções Introdutórias Juízes e Juntas Eleitorais MPE

Serão, portanto, 46 questões de provas anteriores das mais diversas bancas. As


questões foram separadas de acordo com a importância da matéria para a prova.

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Em relação aos assuntos estudados na aula de hoje, destacam-se os seguintes


assuntos:
 Noções Introdutórias;
 Transferência.

8.1 – Questões sem Comentários


Questão 01 – CESPE/TJ-RJ – Juiz – 2014 – questão adaptada
Julgue o item a seguir.
A capacidade eleitoral ativa consiste nos direitos políticos do cidadão de votar
e ser votado.

Questão 02 – CESPE/TJ-RJ – Juiz – 2014 – questão adaptada


Julgue o item a seguir.
São aplicáveis aos indígenas integrados, reconhecidos nos termos da
legislação especial, as exigências impostas para o alistamento eleitoral.

Questão 03 – CESPE/TJ-SP – Juiz – 2013 – questão adaptada


Quanto ao alistamento eleitoral, julgue o item abaixo.
Podem alistar-se como eleitores os militares de carreira.

Questão 04 – CESPE/TJ-PR – Juiz – 2013 – questão adaptada


Sobre o tema de alistamento eleitoral, assinale o item a seguir.
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito
anos e facultativo para os analfabetos, maiores de setenta anos e para os
maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos.

Questão 05 – CESPE/TRE-MS - Programador de computador -


2013
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003 e na legislação eleitoral
pertinente, assinale a opção correta.
a) O pedido de justificação do eleitor que deixar de votar pode ser formulado
na zona eleitoral em que ele se encontrar, a qual providenciará sua remessa
ao juízo competente.
b) Um cidadão que tiver sido alfabetizado aos trinta anos de idade poderá
requerer seu alistamento eleitoral, desde que pague multa, no ato da
inscrição, imposta pelo juiz eleitoral em razão de seu alistamento tardio.

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c) As informações constantes do cadastro eleitoral são sigilosas, não


podendo ser acessadas por instituições públicas ou privadas.
d) Toda e qualquer fraude, mesmo em proporção insignificante, acarreta a
necessária revisão do eleitorado pela respectiva junta eleitoral.

Questão 06 – CESPE/TRE-MS Técnico Judiciário - Área


Administrativa - 2013
Com relação a alistamento eleitoral, assinale a opção correta.
a) Proíbe-se o alistamento de menor que não tenha dezesseis anos de idade
completos na data de requerimento de inscrição eleitoral.
b) Ao brasileiro nato que deixar de se alistar até os dezenove anos de idade
ou de requerer sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagésimo
primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que completar
dezenove anos de idade será aplicada multa, cobrada no momento da
entrega do título eleitoral.
c) Para efeito de transferência de domicílio eleitoral do eleitor, a residência
mínima de três meses no novo domicílio eleitoral deve ser cabalmente
comprovada pelo interessado por meio de comprovante de residência.
d) No caso de dilaceração de título eleitoral, o requerimento da segunda via
deverá ser instruído com o título danificado.

Questão 07 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 –


questão adaptada
Com relação a alistamento eleitoral, julgue o item a seguir.
Proíbe-se o alistamento de menor que não tenha dezesseis anos de idade
completos na data de requerimento de inscrição eleitoral.

Questão 08 – CESPE/TRE-GO – Analista Judiciário - 2015


Julgue os itens seguintes, referentes ao alistamento eleitoral, ao
cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão do eleitor do cadastro nacional
de eleitores.
Alistamento eleitoral é o ato jurídico pelo qual a pessoa natural adquire,
perante a justiça eleitoral, capacidade eleitoral ativa e passa a integrar o
corpo de eleitores de determinada zona e seção eleitoral.

Questão 09 – VUNESP - TJ-SP – Juiz - 2013


Podem alistar-se como eleitores,
a) os conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório.
b) os brasileiros residentes em Portugal que ali gozam dos direitos políticos
do Estado onde residem.
c) os militares de carreira.

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d) os estrangeiros, com residência no país.

Questão 10 – UFPR/TJ-PR – Juiz - 2013


Assinale a alternativa INCORRETA:
a) O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de
dezoito anos e facultativo para os analfabetos, maiores de setenta anos e
para os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos.
b) Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período
de serviço militar obrigatório, os conscritos.
c) São condições de elegibilidade na forma da lei a nacionalidade brasileira,
o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio
eleitoral na circunscrição, filiação partidária; idade mínima de trinta e cinco
anos para Presidente e Vice-Presidente da República, Senador; trinta anos
para Governador e Vice-Governador dos Estados e do Distrito Federal; vinte
e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito,
Vice-Prefeito e Juiz de Paz; dezoito anos para vereador.
d) São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os
parentes consanguíneos ou afins, até o terceiro grau ou por adoção, do
Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito
Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à
reeleição.

Questão 11 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário –


Área Administrativa – 2015
Existem pessoas, por variados motivos, cujo alistamento eleitoral é proibido
ou facultativo. Em razão disso, dentre as competências dos Juízes Eleitorais
está fornecer de acordo com o Código Eleitoral a:
a) certificado de isenção
b) declaração de idoneidade
c) certificado de irreelegibilidade
d) documento de desincompatibilização

Questão 12 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário –


Área Administrativa – 2015
Nos termos da Resolução do TSE nº 21.538/2003 incorrerá em multa
imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrada no ato da inscrição, o brasileiro nato
que não se alistar até os:
a) 16 anos
b) 17 anos
c) 18 anos

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d) 19 anos

Questão 13 – VUNESP/TJ-MS - Juiz Substituto - 2015


Nos termos da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao
alistamento eleitoral, não podem alistar-se
a) os alunos das escolas militares de ensino superior para formação de
oficiais.
b) os analfabetos.
c) os conscritos, durante o serviço militar obrigatório.
d) os índios não-integrados.
e) os que não saibam exprimir-se na língua nacional.

Questão 14 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015


Em relação ao alistamento eleitoral assinale a alternativa INCORRETA:
a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou
moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma,
considerar-se-á domicílio qualquer delas.
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que
estão nesta categoria os maiores de 18 e menores de 70.
d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que
estão nesta categoria os maiores de 16 e menores de 18, os maiores de 70,
os analfabetos e os conscritos.

Questão 15 - MPE-MA/MPE-MA - Promotor de Justiça - 2014


Assinale a alternativa correta:
a) O alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os maiores de
sessenta e cinco anos;
b) O alistamento eleitoral é obrigatório aos conscritos durante o serviço
militar obrigatório;
c) O alistamento eleitoral é obrigatório aos analfabetos, embora o exercício
do voto seja facultativo;
d) As únicas formas de soberania popular admitidas pela Constituição são o
plebiscito, o referendo a e iniciativa popular;
e) Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros.

Questão 16 – CONSULPLAN/TSE - Analista Judiciário - 2012


O conceito de domicílio eleitoral é
a) igual ao conceito de domicílio do direito civil.

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b) idêntico ao conceito de residência do direito civil.


c) o local onde o eleitor exerce sua profissão.
d) o lugar onde o eleitor possui moradia ou residência.

Questão 17 - FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área


Administrativa - 2012
O delegado de um partido político, no exercício da fiscalização, constatou a
existência de processo de exclusão injustificada de um eleitor e a inscrição
ilegal de outro. Nesse caso, o partido
a) não pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente, nem assumir
a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida, podendo somente
comunicar os fatos ao Ministério Público Eleitoral.
b) pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente, mas não pode
assumir a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.
c) pode assumir a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida,
mas não pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente.
d) pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente, bem como
assumir a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.

Questão 18 – FCC/TJ-GO – Juiz - 2012


Relativamente ao alistamento eleitoral, é INCORRETO afirmar que
a) o alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
b) para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou
moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma,
considerar-se-á domicílio aquela que coincida com o seu local de trabalho.
c) o alistando apresentará em cartório ou local previamente designado,
requerimento em fórmula que obedecerá ao modelo aprovado pelo Tribunal
Superior.
d) poderá o juiz se tiver dúvida quanto a identidade do requerente ou sobre
qualquer outro requisito para o alistamento, converter o julgamento em
diligência para que o alistando esclareça ou complete a prova ou, se for
necessário, compareça pessoalmente à sua presença.
e) os cegos alfabetizados pelo sistema “Braille”, que reunirem as demais
condições de alistamento, podem qualificar-se mediante o preenchimento da
fórmula impressa e a aposição do nome com as letras do referido alfabeto.

Questão 19 – FCC/TRE-PB – Técnico Judiciário – Área


Administrativa - 2015
Brutus completou dezoito anos de idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral,
que foi deferido pelo Juiz Eleitoral. Dessa decisão
(A) cabe recurso de qualquer delegado de partido político.

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(B) não cabe recurso.


(C) cabe recurso de qualquer eleitor.
(D) cabe recurso de qualquer candidato.
(E) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo.

Questão – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
Os requerimentos de inscrição eleitoral ou de transferência do título de
eleitor só podem ser recebidos até cem dias antes da data da eleição.

Questão 20 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 –


questão adaptada
Com relação a alistamento eleitoral, julgue o item a seguir.
Cabe ao alistando preencher o requerimento de alistamento eleitoral no
cartório eleitoral ou no posto de alistamento, e ao servidor da justiça eleitoral
apenas digitar posteriormente esse requerimento.

Questão 21 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário –


Administrativa - 2016
Com base no disposto na Resolução n.º 21.538/2003, assinale a opção
correta.
a) Em caso de perda ou extravio de título eleitoral, o eleitor deve registrar
ocorrência policial para que a autoridade policial comunique o fato à
respectiva junta eleitoral, a qual, automaticamente, enviará nova via do
documento ao endereço cadastrado pelo eleitor no sistema eletrônico.
b) O alistamento eleitoral por meio do sistema eletrônico de dados restringe-
se às capitais brasileiras.
c) Eleitor facultativo, com mais de oitenta e cinco anos de idade, que tenha
permanecido regularmente inscrito perante a justiça eleitoral, durante o
prazo legal, poderá exercer o seu direito ao sufrágio universal.
d) No momento do pedido de alistamento, caberá à justiça eleitoral definir,
por meio do sistema eletrônico de processamento de dados, o local definitivo
de votação do eleitor.
e) É autorizada a transferência informatizada do número de inscrição
eleitoral de qualquer pessoa natural interessada.

Questão 22 – CONSULPLAN/TSE - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2012
O conceito de domicílio eleitoral é

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a) igual ao conceito de domicílio do direito civil.


b) idêntico ao conceito de residência do direito civil.
c) o local onde o eleitor exerce sua profissão.
d) o lugar onde o eleitor possui moradia ou residência.
Comentários

Questão 23 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015


O empregado mediante comunicação com ____________ horas de
antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do
salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim de se alistar
eleitor ou requerer transferência.
a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias.
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia.
c) 48 (quarenta e oito) / 2 (dois) dias.
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia.

Questão 24 – CONSULPLAN/TRE-MG - Técnico Judiciário -


2015
“O requerimento de alistamento eleitoral será preenchido no cartório
eleitoral de acordo com os dados constantes do _______________
apresentado pelo eleitor, através do qual se infira a _______________
brasileira; o brasileiro _______________ que não se alistar até os 19 anos
incorrerá em multa.” Assinale a alternativa que completa correta e
sequencialmente a afirmativa anterior.
a) CPF / origem / alfabetizado
b) comprovante / condição / capaz
c) documento / nacionalidade / nato
d) título / naturalidade / naturalizado

Questão 25 – IADES/TRE-PA - Técnico Judiciário - 2014


Acerca do alistamento e dos serviços eleitorais mediante processamento
eletrônico de dados, à luz da Resolução n0 21.538/2003, assinale a
alternativa correta.
a) No caso de transferência em decorrência de alteração de domicílio, haverá
nova emissão de número diferente de inscrição
b) Quando o eleitor necessitar de pequena alteração em seu título, pode
pedir a segunda via do documento, pois isso já retificará o necessário.
c) O número de inscrição compor-se-á de até 14 algarismos.
d) O naturalizado que não se alistar até dois anos depois de adquirida a
nacionalidade brasileira incorrerá em multa.

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e) O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo.

Questão 26 – FCC/TRE-PR - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2013
Paulo é servidor público federal e foi removido para cidade de outro Estado
da Federação. A transferência do domicílio eleitoral no prazo estabelecido
pela legislação vigente só será admitida se Paulo
a) demonstrar o transcurso de, pelo menos, seis meses do alistamento ou
da última transferência.
b) estiver quite com a Justiça Eleitoral.
c) declarar, sob as penas da lei, residência mínima de três meses no novo
domicílio.
d) demonstrar o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da
última transferência.

Questão 27 – FCC/TRE-CE - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2012
NÃO é requisito para a transferência do eleitor,
a) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência.
b) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente.
c) o parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.
d) a residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor.

Questão 28 – FCC/TRE-PE - Técnico Judiciário - Área


Administrativa - 2012
No que concerne à transferência de eleitor, é correto afirmar que:
a) do despacho que deferir o requerimento de transferência só cabe recurso
do Ministério Público Eleitoral, no prazo de três dias.
b) só será admitida após o transcurso de, pelo menos, dois anos do
alistamento ou da última transferência.
c) o despacho que indeferir o requerimento de transferência é irrecorrível.
d) exige residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob
as penas da lei, pelo próprio eleitor.

Questão 29 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área


Judiciária - 2015
Considere:

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I. Prova de quitação com a Justiça Eleitoral.


II. Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
III. Residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor.
Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi
removido para outro domicílio o disposto APENAS em
(A) II.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II e III.
(E) I.

Questão 30 – CESPE/TRE-MS - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2013
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, assinale a
opção correta no que se refere a alistamento eleitoral.
a) A segunda via do título de eleitor deve ser solicitada até trinta dias antes
da eleição, podendo ser entregue ao solicitante até dez dias antes do pleito.
b) O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.
c) A exclusão de eleitor não pode ser promovida de ofício pelo magistrado.
d) No caso de exclusão de eleitor, a defesa deve ser feita por advogado
constituído.

Questão 31 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
A segunda via do título de eleitor deve ser solicitada até trinta dias antes da
eleição, podendo ser entregue ao solicitante até dez dias antes do pleito.

Questão 32 – CESPE/TRE-MS - Programador de computador -


2013
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, assinale a opção correta a
respeito da transferência do eleitor.
a) A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça
eleitoral.
b) O despacho que indefere o pedido de transferência do eleitor é irrecorrível.

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c) O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo


domicílio eleitoral, a quem cabe oficiar ao cartório do domicílio atual do
eleitor para que se efetive a transferência requerida.
d) Para a transferência do eleitor, exige-se que ele resida há pelo menos três
meses no novo domicílio, fato declarado, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.

Questão 33 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.

Questão 34 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário - Área


Administrativa - 2013
Assinale a opção correta acerca de restabelecimento de inscrição cancelada
por equívoco, formulário de atualização da situação do eleitor, título
eleitoral, acesso às informações constantes do cadastro e restrição de
direitos políticos.
a) Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data
da emissão do título será a do deferimento pelo juiz.
b) Segundo a Resolução TSE n.º 21.538/2003, somente é admitido o
restabelecimento, mediante comando de código específico, de inscrição
cancelada em virtude de comando equivocado dos códigos atribuídos a
falecimento, decisão judicial e revisão do eleitorado.
c) Os juízes eleitorais podem, no âmbito de suas jurisdições, autorizar a
divulgação a interessados de dados disponíveis em meio magnético sobre
profissão e escolaridade dos eleitores, desde que sem ônus para a justiça
eleitoral.
d) A comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral da outorga a um brasileiro
do gozo dos direitos políticos em Portugal impede a suspensão, para esse
indivíduo, desses mesmos direitos no Brasil.

Questão 35 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça eleitoral.

Questão 36 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada

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Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a


respeito da transferência do eleitor.
Para a transferência do eleitor, exige-se que ele resida há pelo menos três
meses no novo domicílio, fato declarado, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.

Questão 37 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.

Questão 38 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
O despacho que indefere o pedido de transferência do eleitor é irrecorrível.

Questão 39 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo domicílio
eleitoral, a quem cabe oficiar ao cartório do domicílio atual do eleitor para
que se efetive a transferência requerida.

Questão 40 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 –


questão adaptada
Com relação a alistamento eleitoral, julgue o item a seguir.
No caso de dilaceração de título eleitoral, o requerimento da segunda via
deverá ser instruído com o título danificado.

Questão 41 – CESPE/TRE-MT - Técnico Judiciário –


Administrativa - 2015
No que se refere ao alistamento eleitoral, assinale a opção correta.
a) A competência exclusiva para requerer o cancelamento do título eleitoral
de um cidadão e a consequente exclusão desse eleitor é do delegado de
partido que verificar a ocorrência de uma das causas legais de cancelamento
do título ou que for dela informado por qualquer interessado.

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b) Se houver indícios de fraude no alistamento de uma zona eleitoral, caberá


ao TSE, em razão da sua competência exclusiva, realizar a correição, e, caso
sejam constatadas irregularidades, determinar a imediata revisão do
eleitorado.
c) A seção eleitoral indicada no título vincula permanentemente o eleitor,
salvo se houver transferência de zona ou de município ou se, até o prazo
legal antes da eleição, o eleitor provar ao juiz eleitoral que mudou de
residência dentro do mesmo município, de um distrito para outro ou para
outro lugar muito distante da seção em que estava inscrito.
d) Caso o juiz eleitoral competente, em despacho fundamentado, indefira o
requerimento de alistamento, o alistado e o delegado de partido poderão
interpor recurso junto ao TRE do estado com o fim de obter a reforma da
decisão.
e) Um eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral deve ir ao município
de sua zona eleitoral para requerer a segunda via do seu título eleitoral e
poder exercer seu direito de voto.

Questão 42 - CONSULPLAN/TSE - Analista Judiciário - Análise


de Sistemas – 2012
Com base na Resolução TSE 21.538 de 2003, analise.
I. A transferência do eleitor só será admitida após, pelo menos, um ano do
alistamento ou da última transferência.
II. A transferência só será admitida ao eleitor com residência mínima de três
meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
III. O disposto nas afirmativas I e II não se aplica à transferência de título
eleitoral de servidor público civil, militar, autárquico, ou de membro de sua
família, por motivo de remoção ou transferência.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se todas as afirmativas estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

Questão 43 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015


Tício é servidor público civil e residia em São Luís, cidade onde votava.
Contudo, foi transferido para a cidade de Imperatriz. Para ser admitida a
transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) seguinte(s)
exigência(s):
a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do

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alistamento ou da última transferência; residência mínima de três meses no


novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente e prova de quitação com a Justiça
Eleitoral.
c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência; residência mínima de três meses no novo domicílio,
declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) Prova de quitação com a Justiça Eleitoral; recebimento do pedido no
cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação
vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência; residência mínima de três meses no novo domicílio,
declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.

Questão 44 – AOCP/TRE-AC - Analista Judiciário - 2015


São exigências para a transferência de título eleitoral (excluídos os casos de
transferência ou remoção de servidor público civil, militar, autárquico ou de
membro de sua família), EXCETO:
a) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente.
b) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência.
c) a residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) não ter faltado, sem justificativa, à convocação de mesário nas últimas
duas eleições.
e) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

Questão 45 – Inédita – 2014


A legislação eleitoral disciplina uma série de regras relativamente à
transferência do título eleitoral. Com base nesse assunto julgue a assertiva
abaixo:
Para requerimento de transferência do título eleitoral exige-se de todos os
eleitores 3 meses de domicílio no novo endereço.

Questão 46 – Inédita – 2014


A respeito das regras relativas à transferência do registro eleitoral, julgue o
item abaixo:
A apresentação do requerimento para a transferência deverá ser
apresentado até 151º dia antes das eleições, exigindo-se o decurso de 1 ano
desde a última transferência, 3 meses no novo domicílio e quitação junto à
Justiça Eleitoral.

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8.2 – Gabarito
Questão 01 – INCORRETA Questão 02 – CORRETA

Questão 03 – CORRETA Questão 04 – CORRETA

Questão 05 – A Questão 06 – D

Questão 07 – INCORRETA Questão 08 – CORRETA

Questão 09 – C Questão 10 – D

Questão 11 – A Questão 12 – D

Questão 13 – C Questão 14 – D

Questão 15 – E Questão 16 – D

Questão 17 – D Questão 18 – B

Questão 19 – A Questão 20 – INCORRETA

Questão 21 – C Questão 22 – D

Questão 23 – C Questão 24 – C

Questão 25 – E Questão 26 – B

Questão 27 – C Questão 28 – D

Questão 29 – E Questão 30 – B

Questão 31 – INCORRETA Questão 32 – D

Questão 33 – CORRETA Questão 34 – B

Questão 35 – INCORRETA Questão 36 – CORRETA

Questão 37 – CORRETA Questão 38 – INCORRETA

Questão 39 – INCORRETA Questão 40 – CORRETA

Questão 41 – C Questão 42 – B

Questão 43 – B Questão 44 – D

Questão 45 – INCORRETA Questão 46 – CORRETA

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8.3 – Questões com Comentários


Noções Introdutórias

Questão 01 – CESPE/TJ-RJ – Juiz – 2014 – questão adaptada


Julgue o item a seguir.
A capacidade eleitoral ativa consiste nos direitos políticos do cidadão de votar
e ser votado.

Comentários
A assertiva está incorreta. A capacidade eleitoral se divide em ativa e passiva.
A capacidade eleitoral ativa garante a qualidade de eleitor, ou seja, o direito de
votar. Já a capacidade eleitoral passiva é a aptidão para ser votado.

Questão 02 – CESPE/TJ-RJ – Juiz – 2014 – questão adaptada


Julgue o item a seguir.
São aplicáveis aos indígenas integrados, reconhecidos nos termos da
legislação especial, as exigências impostas para o alistamento eleitoral.

Comentários
A assertiva está correta. Os índios podem ser considerados, tendo em vista sua
integração com a sociedade, como isolados, em via de integração ou integrados.
Os índios integrados possuem plena capacidade eleitoral, desde que se alistem
conforme exige a lei.

Questão 03 – CESPE/TJ-SP – Juiz – 2013 – questão adaptada


Quanto ao alistamento eleitoral, julgue o item abaixo.
Podem alistar-se como eleitores os militares de carreira.

Comentários
A assertiva está correta. De acordo com o texto constitucional, somente os
militares conscritos, ou seja, aqueles que estão em serviço militar obrigatório,
são inalistáveis. Os demais militares são plenamente alistáveis.

Questão 04 – CESPE/TJ-PR – Juiz – 2013 – questão adaptada


Sobre o tema de alistamento eleitoral, assinale o item a seguir.
O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito
anos e facultativo para os analfabetos, maiores de setenta anos e para os
maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos.

Comentários

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

A assertiva está correta. Conforme vimos em aula, o alistamento e voto são


obrigatórios para aqueles que tiverem entre 18 e 70 anos. Em relação aos
maiores de 70, jovens entre 16 e 18, bem como os analfabetos o alistamento e
o voto serão facultativos.

Questão 05 – CESPE/TRE-MS - Programador de computador -


2013
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003 e na legislação eleitoral
pertinente, assinale a opção correta.
a) O pedido de justificação do eleitor que deixar de votar pode ser formulado
na zona eleitoral em que ele se encontrar, a qual providenciará sua remessa
ao juízo competente.
b) Um cidadão que tiver sido alfabetizado aos trinta anos de idade poderá
requerer seu alistamento eleitoral, desde que pague multa, no ato da
inscrição, imposta pelo juiz eleitoral em razão de seu alistamento tardio.
c) As informações constantes do cadastro eleitoral são sigilosas, não
podendo ser acessadas por instituições públicas ou privadas.
d) Toda e qualquer fraude, mesmo em proporção insignificante, acarreta a
necessária revisão do eleitorado pela respectiva junta eleitoral.

Comentários
Vejamos cada uma das alternativas da Resolução nº 21.538/2003, que são
abordadas nas alternativas.
A primeira alternativa envolve o art. 80, §2º. O pedido de justificação deve ser
dirigido ao juiz da zona eleitoral de inscrição, contudo, se o eleitor estiver em
outro local, poderá formular o pedido na zona eleitoral em que se encontrar. Tal
pedido deverá ser remetido ao juízo legalmente competente.
§ 2º O pedido de justificação será sempre dirigido ao juiz eleitoral da zona de inscrição,
podendo ser formulado na zona eleitoral em que se encontrar o eleitor, a qual providenciará
sua remessa ao juízo competente.

Desse modo, a alternativa A é a correta e gabarito da questão.


A alternativa B está incorreta, uma vez que a Resolução isenta o alfabetizado
de multa no ato de inscrição.
Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo.
Parágrafo único. Se o analfabeto deixar de sê-lo, deverá requerer sua inscrição eleitoral,
não ficando sujeito à multa prevista no art. 15.

A alternativa C também está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 29:


Art. 29. As informações constantes do cadastro eleitoral serão acessíveis às instituições
públicas e privadas e às pessoas físicas, nos termos desta resolução.

Logo, se preenchidos os requisitos legais, os dados constantes do cadastro


eleitoral poderão ser acessados.
A alternativa D está incorreta em razão do que prevê o art. 58:

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

Art. 58. Quando houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou
município, o Tribunal Regional Eleitoral poderá determinar a realização de correição e,
provada a fraude em proporção comprometedora, ordenará, comunicando a decisão ao
Tribunal Superior Eleitoral, a revisão do eleitorado, obedecidas as instruções contidas nesta
resolução e as recomendações que subsidiariamente baixar, com o cancelamento de ofício
das inscrições correspondentes aos títulos que não forem apresentados à revisão.

Veremos esse dispositivo com mais calma na próxima aula. Contudo, desde logo
devemos memorizar que a revisão do eleitoral por fraude deve ser significativa a
ponto de comprometer o resultado das eleições.

Questão 06 – CESPE/TRE-MS Técnico Judiciário - Área


Administrativa - 2013
Com relação a alistamento eleitoral, assinale a opção correta.
a) Proíbe-se o alistamento de menor que não tenha dezesseis anos de idade
completos na data de requerimento de inscrição eleitoral.
b) Ao brasileiro nato que deixar de se alistar até os dezenove anos de idade
ou de requerer sua inscrição eleitoral até o centésimo quinquagésimo
primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que completar
dezenove anos de idade será aplicada multa, cobrada no momento da
entrega do título eleitoral.
c) Para efeito de transferência de domicílio eleitoral do eleitor, a residência
mínima de três meses no novo domicílio eleitoral deve ser cabalmente
comprovada pelo interessado por meio de comprovante de residência.
d) No caso de dilaceração de título eleitoral, o requerimento da segunda via
deverá ser instruído com o título danificado.

Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta. O período a ser considerado para fins de
alistamento é a data do pleito. Como dissemos, o menor de 15 anos poderá se
alistar, desde que complete 16 anos até a data das eleições. É o que dispõe o art.
14, caput, da Resolução:
Art. 14. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem eleições, do menor que
completar 16 anos até a data do pleito, inclusive.

A alternativa B está incorreta. Trata-se de uma pegadinha feita pelo


examinador. Vejamos o dispositivo da qual ela foi extraída:
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não se
alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta
pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.

Portanto, a multa, no caso em tela, será exigida no ato da inscrição e não no


momento da entrega do título eleitoral.
A alternativa C está igualmente incorreta. Para fins de transferência do domicílio
será exigida residência mínima de três meses no novo domicílio eleitoral. De todo

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

modo, a aferição de tal requisito não se dará exclusivamente mediante


apresentação de comprovante de residência.
É importante mencionar que o domicílio eleitoral é amplo e poderá ser
comprovado de diversas formas a critério do juiz eleitoral. Ademais, aceita-se,
inclusive, conforme dispõe o art. 18 da Resolução que o eleitor poderá declarar a
residência sob as penas da lei.
Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
(...)
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor (Lei nº 6.996/82, art. 8º);

A alternativa D é a correta e gabarito da questão, posto que exige a literalidade


do art. 19:
Art. 19. No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou dilaceração,
o eleitor deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio eleitoral que lhe expeça
segunda via.
§ 1º Na hipótese de inutilização ou dilaceração, o requerimento será instruído com a
primeira via do título.

Questão 07 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 –


questão adaptada
Com relação a alistamento eleitoral, julgue o item a seguir.
Proíbe-se o alistamento de menor que não tenha dezesseis anos de idade
completos na data de requerimento de inscrição eleitoral.

Comentários
A assertiva está incorreta, pois a aferição da idade mínima é realizada na data
do pleito e não na data do requerimento da inscrição eleitoral.

Questão 08 – CESPE/TRE-GO – Analista Judiciário - 2015


Julgue os itens seguintes, referentes ao alistamento eleitoral, ao
cancelamento da inscrição eleitoral e exclusão do eleitor do cadastro nacional
de eleitores.
Alistamento eleitoral é o ato jurídico pelo qual a pessoa natural adquire,
perante a justiça eleitoral, capacidade eleitoral ativa e passa a integrar o
corpo de eleitores de determinada zona e seção eleitoral.

Comentários
Está correta a assertiva. Essa é uma das assertivas mais difíceis da nossa
bateria.
Ato jurídico é o fato jurídico humano. É o ato praticado pelo homem que
possui repercussão e importância para o direito, podendo ser lícito ou ilícito.
Logo, podemos afirmar que o alistamento eleitoral é um ato jurídico, embora não
seja, em regra, um ato jurisdicional.

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

Notem:
ato jurídico ≠ ato jurisdicional
Um ato jurisdicional, em termos gerais, constitui a manifestação do magistrado
em um determinado processo que implica em decisão, ou seja, com conteúdo
deliberativo.
O alistamento por sua vez é definido como um procedimento administrativo. É o
que nos ensina a doutrina de José Jairo Gomes5:
Entende-se por alistamento o procedimento administrativo-eleitoral pelo qual se qualificam
e se inscrevem os eleitores.

Embora o juiz analise o pedido de inscrição de determinado eleitor ele apenas


atestará que foram observados os requisitos exigidos na legislação eleitoral para
a inscrição do interessado no cadastro eleitoral.
Excepcionalmente, discorre a doutrina que o alistamento poderá se tornar – além
de um ato jurídico – um ato jurisdicional. Isso ocorrerá na hipótese de
indeferimento do alistamento e interposição de recurso pelo alistando. Em caso
de pronunciamento favorável que determine a inscrição, o alistamento será um
ato jurisdicional.

Questão 09 – VUNESP - TJ-SP – Juiz - 2013


Podem alistar-se como eleitores,
a) os conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório.
b) os brasileiros residentes em Portugal que ali gozam dos direitos políticos
do Estado onde residem.
c) os militares de carreira.
d) os estrangeiros, com residência no país.

Comentários
Trata-se de questão bastante tranquila. Das alternativas apresentadas a única
que traz uma hipótese em que o sujeito é alistável é a alternativa C, que é o
gabarito da questão.
Em relação as alternativas A e D, ambas estão incorretas, conforme se extrai
da leitura do dispositivo abaixo:
§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço
militar obrigatório, os conscritos.

Os conscritos são os militares em período de serviço obrigatório e não poderão


se alistar. Os estrangeiros também não podem se alistar, exceto se naturalizados,
caso em que deixarão de ser estrangeiros.

5
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 10ª edição, rev., atual e ampl., São Paulo: Editora Atlas
S/A, 2014, p. 131.

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Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

A alternativa B também está incorreta. Os brasileiros residentes em Portugal


que ali gozam dos direitos políticos, terão os direitos políticos suspensos no Brasil.

Questão 10 – UFPR/TJ-PR – Juiz - 2013


Assinale a alternativa INCORRETA:
a) O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de
dezoito anos e facultativo para os analfabetos, maiores de setenta anos e
para os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos.
b) Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período
de serviço militar obrigatório, os conscritos.
c) São condições de elegibilidade na forma da lei a nacionalidade brasileira,
o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio
eleitoral na circunscrição, filiação partidária; idade mínima de trinta e cinco
anos para Presidente e Vice-Presidente da República, Senador; trinta anos
para Governador e Vice-Governador dos Estados e do Distrito Federal; vinte
e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito,
Vice-Prefeito e Juiz de Paz; dezoito anos para vereador.
d) São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os
parentes consanguíneos ou afins, até o terceiro grau ou por adoção, do
Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito
Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à
reeleição.

Comentários
Vejamos todas as alternativas.
A alternativa A está correta, de acordo com o art. 14, §1º, da CF:
Art. 14, § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

A alternativa B também está correta porque de acordo com o art. 14, §2º, da
CF, segundo o qual não podem se alistar eleitores os estrangeiros e os conscritos
durante o período do serviço militar obrigatório.
A alternativa C está correta e arrola exatamente as condições de elegibilidade
previstas no art. 14, §3º, da CF:
Art. 14, § 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

III - o alistamento eleitoral;


IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-
Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.

A alternativa D é a incorreta e gabarito da questão. A alternativa está incorreta


ao mencionar que a inelegibilidade reflexa é “até o terceiro grau”. Na realidade,
de acordo com o art. 14, §7º, da CF, a inelegibilidade reflexa abrange apenas os
parentes até 2º grau.
Art. 14, § 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República,
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja
substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo
e candidato à reeleição.

Questão 11 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário –


Área Administrativa – 2015
Existem pessoas, por variados motivos, cujo alistamento eleitoral é proibido
ou facultativo. Em razão disso, dentre as competências dos Juízes Eleitorais
está fornecer de acordo com o Código Eleitoral a:
a) certificado de isenção
b) declaração de idoneidade
c) certificado de irreelegibilidade
d) documento de desincompatibilização

Comentários
É uma questão estranha, mas como o enunciado delimitou à matéria do Código
Eleitoral, devemos procurar dentre as respectivas competências a resposta.
Entre as atribuições do Juiz Eleitoral está a de fornecer certificado que isente o
cidadão não alistado das sanções eleitorais caso precise comprovar a condição. É
o que se extrai do art. 35, XVIII, do CE:
Art. 35. Compete aos Juízes:
XVIII – fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por
dispensados do alistamento, um certificado que os isente das sanções legais;

Logo, a alternativa A é a correta e gabarito da questão.


Essa parece uma questão de competência, mas como menciona expressamente
o alistamento proibido e facultativo, optamos por apresenta-la aqui.

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Analistas e Técnico
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Questão 12 – CONSULPLAN/TRE-MG – Técnico Judiciário –


Área Administrativa – 2015
Nos termos da Resolução do TSE nº 21.538/2003 incorrerá em multa
imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrada no ato da inscrição, o brasileiro nato
que não se alistar até os:
a) 16 anos
b) 17 anos
c) 18 anos
d) 19 anos

Comentários
Para responder à questão devemos conhecer o art. 15 da Resolução, que assim
dispõe:
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não
se alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa
imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.
Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não-alistado que requerer sua inscrição
eleitoral até o centésimo qüinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subseqüente à data
em que completar 19 anos (Código Eleitoral, art. 8º c.c. a Lei nº 9.504/97, art. 91).

Assim, no caso de brasileiro nato, segundo a legislação eleitoral, aquele que não
requerer o alistamento até completar 19 anos de idade sofre uma multa, que não
será aplicada ao alistado que requerer sua inscrição eleitoral até 151º dia anterior
à eleição subsequente à data em que completar 19 anos de idade. Lembrem-se
dos exemplos dados em aula para tentar clarificar a questão.
Portanto, a alternativa D é a correta e gabarito da questão.

Questão 13 – VUNESP/TJ-MS - Juiz Substituto - 2015


Nos termos da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, referente ao
alistamento eleitoral, não podem alistar-se
a) os alunos das escolas militares de ensino superior para formação de
oficiais.
b) os analfabetos.
c) os conscritos, durante o serviço militar obrigatório.
d) os índios não-integrados.
e) os que não saibam exprimir-se na língua nacional.

Comentários
A alternativa A está incorreta. Não há qualquer proibição para alistamento de
militares, exceto aqueles na condição de conscritos.
A alternativa B está incorreta, pois o alistamento dos analfabetos é facultativo.
Vejamos o esquema de aula.

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
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maiores de 18
obrigatório
anos

ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL

adolescentes
facultativo entre 16 e 18
anos

maiores de 70

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, conforme art. 14, § 2º,


da CF. Vejamos mais um esquema.

estrangeiro

INALISTÁVEIS conscrito

sem ou com os direitos


políticos suspensos

A alternativa D está incorreta. Tanto o índio integrado como o não integrado


possuem o voto facultativo.
A alternativa E está incorreta, pois nesse caso o voto é facultativo, tal como o
analfabeto.

Questão 14 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015


Em relação ao alistamento eleitoral assinale a alternativa INCORRETA:
a) Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou
moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma,
considerar-se-á domicílio qualquer delas.
b) O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
c) O alistamento eleitoral obrigatório é previsto na legislação, sendo que
estão nesta categoria os maiores de 18 e menores de 70.
d) O alistamento eleitoral facultativo é previsto na legislação, sendo que
estão nesta categoria os maiores de 16 e menores de 18, os maiores de 70,
os analfabetos e os conscritos.

Comentários
As alternativas A e B estão corretas com base no seguinte artigo da Resolução
21.538.
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á
domicílio qualquer delas.

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Analistas e Técnico
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A alternativa C está correta, conforme esquema.

maiores de 18
obrigatório
anos

ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL

adolescentes
facultativo entre 16 e 18
anos

maiores de 70

A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão, pois o alistamento é


proibido para os conscritos.

Questão 15 - MPE-MA/MPE-MA - Promotor de Justiça - 2014


Assinale a alternativa correta:
a) O alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os maiores de
sessenta e cinco anos;
b) O alistamento eleitoral é obrigatório aos conscritos durante o serviço
militar obrigatório;
c) O alistamento eleitoral é obrigatório aos analfabetos, embora o exercício
do voto seja facultativo;
d) As únicas formas de soberania popular admitidas pela Constituição são o
plebiscito, o referendo a e iniciativa popular;
e) Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros.

Comentários
Se trata de mais uma questão de alistamento obrigatório, facultativo e proibido.
Vejamos cada uma das alternativas. Lembrem-se dos esquemas de aulas.
A alternativa A está incorreta, pois o alistamento e o voto são facultativos para
os maiores de 70 anos.
A alternativa B está incorreta, pois o alistamento é proibido para os conscritos.
A alternativa C está incorreta, pois o alistamento e voto são facultativos para
os analfabetos.
A alternativa D está incorreta. Essa alternativa é complicada e não diz respeito
ao tema alistamento, mas como está na questão devemos comentar. Segundo
julgado do STJ, a ação popular é considerada uma forma de soberania popular.
Desse modo, o plebiscito, referendo e iniciativa popular não seriam as únicas
formas.
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O estrangeiro é um caso
de alistamento proibido pela CF.

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

Questão 16 – CONSULPLAN/TSE - Analista Judiciário - 2012


O conceito de domicílio eleitoral é
a) igual ao conceito de domicílio do direito civil.
b) idêntico ao conceito de residência do direito civil.
c) o local onde o eleitor exerce sua profissão.
d) o lugar onde o eleitor possui moradia ou residência.

Comentários
A resposta para a questão está no art. 42.
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência
ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á
domicílio qualquer delas.

Dessa forma, será considerado como domicílio do eleitor o lugar onde ele possui
residência ou moradia, se possuir mais de um, poderá ser considerado como
domicílio qualquer um desses lugares.
Assim, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão.

Se você teve dificuldades nas questões 01 a 16 retome o estudo do Capítulo 2


esta aula.

Procedimento de Alistamento

Questão 17 - FCC/TRE-SP - Analista Judiciário - Área


Administrativa - 2012
O delegado de um partido político, no exercício da fiscalização, constatou a
existência de processo de exclusão injustificada de um eleitor e a inscrição
ilegal de outro. Nesse caso, o partido
a) não pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente, nem assumir
a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida, podendo somente
comunicar os fatos ao Ministério Público Eleitoral.
b) pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente, mas não pode
assumir a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.
c) pode assumir a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida,
mas não pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente.
d) pode requerer a exclusão do eleitor inscrito ilegalmente, bem como
assumir a defesa do eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.

Comentários

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Analistas e Técnico
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Para resolver à questão devemos conhecer o disposto no art. 66, do CE e no art.


27, II, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
Art. 27. Os partidos políticos, por seus delegados, poderão: (...)
II – requerer a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente e assumir a defesa do
eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida.
Art. 66 do CE. É licito aos partidos políticos, por seus delegados:
II - promover a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente e assumir a defesa do
eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida;

Portanto a alternativa D é a correta e gabarito da questão. O delegado do


partido pode requere a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente. Além
disso, poderá promover a defesa de eleitor em caso de exclusão.

Questão 18 – FCC/TJ-GO – Juiz - 2012


Relativamente ao alistamento eleitoral, é INCORRETO afirmar que
a) o alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor.
b) para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou
moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma,
considerar-se-á domicílio aquela que coincida com o seu local de trabalho.
c) o alistando apresentará em cartório ou local previamente designado,
requerimento em fórmula que obedecerá ao modelo aprovado pelo Tribunal
Superior.
d) poderá o juiz se tiver dúvida quanto a identidade do requerente ou sobre
qualquer outro requisito para o alistamento, converter o julgamento em
diligência para que o alistando esclareça ou complete a prova ou, se for
necessário, compareça pessoalmente à sua presença.
e) os cegos alfabetizados pelo sistema “Braille”, que reunirem as demais
condições de alistamento, podem qualificar-se mediante o preenchimento da
fórmula impressa e a aposição do nome com as letras do referido alfabeto.

Comentários
A alternativa A está correta, de acordo com o art. 42, do CE. Lembrem-se do
esquema.

qualificação inscrição ALISTAMENTO

A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão, com base no mesmo


art. 42, contudo, o parágrafo único. Não se fala em domicilio com coincidência
com o lugar de trabalho, exceto no caso do servidor público que possui domicilio
necessário. O conceito de domicílio em Direito Eleitoral é amplo, ou seja, é o local
onde a pessoa more ou resida. Além disso, em caso de morar ou residir em vários
locais, o eleitor poderá escolher um desses locais como domicílio eleitoral.

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou


moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio
qualquer delas.

A alternativa C está correta. Vejamos o art. 43. Observem que é cópia integral
do artigo.
Art. 43. O alistando apresentará em cartório ou local previamente designado, requerimento
em fórmula que obedecerá ao modelo aprovado pelo Tribunal Superior.

A alternativa D está correta, pois reproduz a literalidade do art. 45, § 2º.


§ 2º Poderá o juiz se tiver dúvida quanto a identidade do requerente ou sobre qualquer
outro requisito para o alistamento, converter o julgamento em diligência para que o
alistando esclareça ou complete a prova ou, se for necessário, compareça pessoalmente à
sua presença.

A alternativa E está correta, tendo em vista o art. 49, do CE.


Art. 49. Os cegos alfabetizados pelo sistema "Braille", que reunirem as demais condições
de alistamento, podem qualificar-se mediante o preenchimento da fórmula impressa e a
aposição do nome com as letras do referido alfabeto.

Nessa questão podemos observar a importância da literalidade da lei. A banca


cobra exatamente o que está na lei, por isso trazemos sempre a legislação no
material.

Questão 19 – FCC/TRE-PB – Técnico Judiciário – Área


Administrativa - 2015
Brutus completou dezoito anos de idade e formalizou requerimento de inscrição eleitoral,
que foi deferido pelo Juiz Eleitoral. Dessa decisão
(A) cabe recurso de qualquer delegado de partido político.
(B) não cabe recurso.
(C) cabe recurso de qualquer eleitor.
(D) cabe recurso de qualquer candidato.
(E) cabe recurso de qualquer ocupante de cargo eletivo.

Comentários
Para responder à questão devemos aplicar o §1º do art. 17 da Resolução TSE nº
21.538/2003:
§ 1º Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição, caberá recurso interposto pelo
alistando no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer qualquer delegado de
partido político no prazo de dez dias, contados da colocação da respectiva listagem à
disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro
dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao alistando antes dessas datas e mesmo
que os partidos não as consultem (Lei nº 6.996/1982, art. 7º).

Logo, o delegado de partido poderá recorrer no prazo de 10 dias do despacho


que deferir o requerimento de inscrição eleitoral. Esse prazo será contado da
disponibilização da listagem de inscrições deferidas, que será divulgada sempre
nos dias 1º e 15 de cada mês.
Portanto, a alternativa A é a correta e gabarito da questão.

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Direito Eleitoral TRE-SP
Analistas e Técnico
Aula 04 - Prof. Ricardo Torques

Questão 20 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 –


questão adaptada
Com relação a alistamento eleitoral, julgue o item a seguir.
Cabe ao alistando preencher o requerimento de alistamento eleitoral no
cartório eleitoral ou no posto de alistamento, e ao servidor da justiça eleitoral
apenas digitar posteriormente esse requerimento.

Comentário
A assertiva está incorreta. O art. 9º, da Resolução nº 21.538 trata desse
procedimento. Como expressa a letra de lei, caberá ao servidor e não ao alistando
o preenchimento do RAE. O servidor preenche e digitaliza o requerimento.
Art. 9º No cartório eleitoral ou no posto de alistamento, o servidor da Justiça Eleitoral
preencherá o RAE ou digitará as informações no sistema de acordo com os dados
constantes do documento apresentado pelo eleitor, complementados com suas informações
pessoais, de conformidade com as exigências do processamento de dados, destas instruções
e das orientações específicas.
§ 1º O RAE deverá ser preenchido ou digitado e impresso na presença do
requerente.
§ 2º No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua preferência
sobre local de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral.
§ 3º Para os fins o § 2º deste artigo, será colocada à disposição, no cartório ou posto de
alistamento, a relação de todos os locais de votação da zona, com os respectivos endereços.
§ 4º A assinatura do requerimento ou a aposição da impressão digital do polegar será feita
na presença do servidor da Justiça Eleitoral, que deverá atestar, de imediato, a satisfação
dessa exigência.

Questão 21 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário –


Administrativa - 2016
Com base no disposto na Resolução n.º 21.538/2003, assinale a opção
correta.
a) Em caso de perda ou extravio de título eleitoral, o eleitor deve registrar
ocorrência policial para que a autoridade policial comunique o fato à
respectiva junta eleitoral, a qual, automaticamente, enviará nova via do
documento ao endereço cadastrado pelo eleitor no sistema eletrônico.
b) O alistamento eleitoral por meio do sistema eletrônico de dados restringe-
se às capitais brasileiras.
c) Eleitor facultativo, com mais de oitenta e cinco anos de idade, que tenha
permanecido regularmente inscrito perante a justiça eleitoral, durante o
prazo legal, poderá exercer o seu direito ao sufrágio universal.
d) No momento do pedido de alistamento, caberá à justiça eleitoral definir,
por meio do sistema eletrônico de processamento de dados, o local definitivo
de votação do eleitor.

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e) É autorizada a transferência informatizada do número de inscrição


eleitoral de qualquer pessoa natural interessada.

Comentários
A alternativa A está incorreta. No caso de perda ou extravio do título eleitoral,
o eleitor deverá requerer a segunda via ao juiz pessoalmente, de acordo com o
art. 19, da Resolução 21.538.
Art. 19. No caso de perda ou extravio do título, bem assim de sua inutilização ou
dilaceração, o eleitor deverá requerer pessoalmente ao juiz de seu domicílio eleitoral
que lhe expeça segunda via.

A alternativa B está incorreta, pois o sistema eletrônico será implantado em


todo o território nacional, conforme art. 1º, da Resolução.
Art. 1º O alistamento eleitoral, mediante processamento eletrônico de dados,
implantado nos termos da Lei nº 7.444/85, será efetuado, em todo o território nacional,
na conformidade do referido diploma legal e desta resolução.

A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O voto para os maiores


de 70 anos é facultativo. Assim, se um eleitor de 85 anos estiver regular com a
Justiça Eleitoral, poderá exercer seu direito ao voto normalmente.
A alternativa D está incorreta, pois o requerente manifesta a preferência pelo
local de votação. Vejamos o art. 9º, § 2º, da Resolução 21.538.
§ 2º No momento da formalização do pedido, o requerente manifestará sua
preferência sobre local de votação, entre os estabelecidos para a zona eleitoral.

A alternativa E está incorreta. O procedimento de transferência está descrito no


art. 5º da Resolução. Note que não há transferência do número de eleitor, mas
apenas do local.
Art. 5º Deve ser consignada OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sempre que o eleitor desejar
alterar seu domicílio e for encontrado em seu nome número de inscrição em qualquer
município ou zona, unidade da Federação ou país, em conjunto ou não com eventual
retificação de dados.
§ 1º Na hipótese do caput, o eleitor permanecerá com o número originário da inscrição e
deverá ser, obrigatoriamente, consignada no campo próprio a sigla da UF anterior.

Questão 22 – CONSULPLAN/TSE - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2012
O conceito de domicílio eleitoral é
a) igual ao conceito de domicílio do direito civil.
b) idêntico ao conceito de residência do direito civil.
c) o local onde o eleitor exerce sua profissão.
d) o lugar onde o eleitor possui moradia ou residência.

Comentários

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Analistas e Técnico
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A alternativa D é a correta e gabarito da questão conforme dispõe o art. 41,


parágrafo único do CE. Já reproduzimos o artigo diversas vezes nessa aula.
Vejamos o esquema de aula.

DOMICÍLIO
ELEITORAL

Poderá ser, à escolha do interessado,


Lugar de residência ou de moradia do qualquer dos lugares em que
requerente. mantenha vínculos políticos, sociais,
afetivos, patrimoniais ou de negócios.

Questão 23 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015


O empregado mediante comunicação com ____________ horas de
antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do
salário e por tempo não excedente a ____________, para o fim de se alistar
eleitor ou requerer transferência.
a) 24 (vinte e quatro) / 2 (dois) dias.
b) 24 (vinte e quatro) / 1 (um) dia.
c) 48 (quarenta e oito) / 2 (dois) dias.
d) 48 (quarenta e oito) / 1 (um) dia.

Comentários
Para responder a questão é necessário lembrar do que prescreve o art. 48, da
Resolução 21.538.
Art. 48. O empregado mediante comunicação com 48 (quarenta e oito) horas de
antecedência, poderá deixar de comparecer ao serviço, SEM PREJUÍZO DO SALÁRIO
e por TEMPO NÃO EXCEDENTE A 2 (DOIS) DIAS, para o fim de se alistar eleitor ou
requerer transferência.

Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o


esquema de aula para memorizar o assunto.

INTERRUPÇÃO DO CONTRATO PARA ALISTAMENTO

•comunicação prévia do empregador com 48 horas de antecedência;


•afastamento por, no máximo, 2 dias.
•o empregado continua recebendo salário nos dias em que estiver afastado.

Questão 24 – CONSULPLAN/TRE-MG - Técnico Judiciário -


2015
“O requerimento de alistamento eleitoral será preenchido no cartório
eleitoral de acordo com os dados constantes do _______________
apresentado pelo eleitor, através do qual se infira a _______________
brasileira; o brasileiro _______________ que não se alistar até os 19 anos

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incorrerá em multa.” Assinale a alternativa que completa correta e


sequencialmente a afirmativa anterior.
a) CPF / origem / alfabetizado
b) comprovante / condição / capaz
c) documento / nacionalidade / nato
d) título / naturalidade / naturalizado

Comentários
A questão exige o conhecimento dos artigos 13 e 15 da Resolução 21.538.
Art. 13. Para o alistamento, o requerente apresentará um dos seguintes
documentos do qual se infira a nacionalidade brasileira:
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não
se alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa
imposta pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.

Assim, o requerimento de alistamento será preenchido com os dados constantes


nos documentos do alistando, os quais devem comprovar sua nacionalidade.
E de acordo com o art. 15, o brasileiro nato deverá se alistar até os 19 anos para
evitar a multa.
Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão.

Questão 25 – IADES/TRE-PA - Técnico Judiciário - 2014


Acerca do alistamento e dos serviços eleitorais mediante processamento
eletrônico de dados, à luz da Resolução n0 21.538/2003, assinale a
alternativa correta.
a) No caso de transferência em decorrência de alteração de domicílio, haverá
nova emissão de número diferente de inscrição
b) Quando o eleitor necessitar de pequena alteração em seu título, pode
pedir a segunda via do documento, pois isso já retificará o necessário.
c) O número de inscrição compor-se-á de até 14 algarismos.
d) O naturalizado que não se alistar até dois anos depois de adquirida a
nacionalidade brasileira incorrerá em multa.
e) O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo.

Comentários
A alternativa A está incorreta, com base no art. 5º, da Resolução. Em caso de
alteração do domicílio o eleitor permanecerá com o mesmo número de inscrição.
Art. 5º Deve ser consignada OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sempre que o eleitor desejar
alterar seu domicílio e for encontrado em seu nome número de inscrição em qualquer
município ou zona, unidade da Federação ou país, em conjunto ou não com eventual
retificação de dados.

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§ 1º Na hipótese do caput, o eleitor permanecerá com o número originário da


inscrição e deverá ser, obrigatoriamente, consignada no campo próprio a sigla da UF
anterior.

A alternativa B está incorreta, pois para que seja cabível o pedido de segunda
via o título não pode ter nenhuma alteração.
Art. 7º Deve ser consignada OPERAÇÃO 7 – SEGUNDA VIA quando o eleitor estiver inscrito
e em situação regular na zona por ele procurada e desejar apenas a segunda via do seu
título eleitoral, sem nenhuma alteração.

A alternativa C está incorreta, pois serão 12 algarismos, conforme parágrafo


único do art. 12.
Parágrafo único. O número de inscrição compor-se-á de até 12 algarismos, por unidade
da Federação, assim discriminados:

A alternativa D está incorreta. O brasileiro naturalizado terá um ano para


alistar-se.
Art. 15. O brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não se
alistar até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta
pelo juiz eleitoral e cobrada no ato da inscrição.

A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pelo que dispõe o art.


16, da Resolução 21.538.
Art. 16. O alistamento eleitoral do analfabeto é facultativo

Se você teve dificuldades nas questões 17 a 25 retome o estudo do Capítulo 3


esta aula.

Transferência, Segunda via e Revisão

Questão 26 – FCC/TRE-PR - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2013
Paulo é servidor público federal e foi removido para cidade de outro Estado
da Federação. A transferência do domicílio eleitoral no prazo estabelecido
pela legislação vigente só será admitida se Paulo
a) demonstrar o transcurso de, pelo menos, seis meses do alistamento ou
da última transferência.
b) estiver quite com a Justiça Eleitoral.
c) declarar, sob as penas da lei, residência mínima de três meses no novo
domicílio.
d) demonstrar o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da
última transferência.

Comentários
Para responder a essa questão devemos conhecer o art. 18 da Resolução TSE nº
21.538/2003.

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Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:


I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela
legislação vigente;
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor;
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
§ 1º O disposto nos incisos II e III não se aplica à transferência de título eleitoral
de servidor público civil, militar, autárquico, ou de membro de sua família, por
motivo de remoção ou transferência

Vejamos! Conforme o §1º acima, não se aplicam os incs. II e III aos servidores
públicos, uma vez que possuem domicílio necessário. Por conta disso, aplica-se
apenas o art. 18, IV, qual seja estar quite com a Justiça Eleitoral.
Desse modo, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 27 – FCC/TRE-CE - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2012
NÃO é requisito para a transferência do eleitor,
a) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência.
b) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente.
c) o parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.
d) a residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor.

Comentários
Pessoal, não dá para ir para a prova sem memorizar o art. 18 da Resolução TSE
nº 21.538/2003. Muitas das questões envolvem esse assunto.
Dentre os requisitos previstos no dispositivo o único que não consta é o parecer
favorável do Ministério Público Eleitoral.
Desse modo a alternativa C é a incorreta e gabarito da questão. Aliás, a
alternativa C é bastante absurda se pensarmos no tempo que demoraria para
receber um parecer do MPE.

Questão 28 – FCC/TRE-PE - Técnico Judiciário - Área


Administrativa - 2012
No que concerne à transferência de eleitor, é correto afirmar que:
a) do despacho que deferir o requerimento de transferência só cabe recurso
do Ministério Público Eleitoral, no prazo de três dias.

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b) só será admitida após o transcurso de, pelo menos, dois anos do


alistamento ou da última transferência.
c) o despacho que indeferir o requerimento de transferência é irrecorrível.
d) exige residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob
as penas da lei, pelo próprio eleitor.

Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta posto que recurso será cabível, nos termos do art.
18, §5, da Resolução TSE nº 21.538/2003, pelo eleitor no prazo de 5 dias, bem
como pelo delegado de partido no prazo de 10 dias.
§ 5º Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso
interposto pelo eleitor no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer
qualquer delegado de partido político no prazo de dez dias, contados da colocação
da respectiva listagem à disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de
cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente
antes dessas datas e mesmo que os partidos não as consultem.

A alternativa B também está errada, pois exige-se apenas 1 ano da última


transferência conforme vimos no inciso II, do art. 18.
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;

A alternativa C está incorreta, dada a possibilidade de recurso como vimos no


§5º.
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois está de acordo com
o art. 18, III, da Resolução TSE nº 21.538/2003.
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor;

Questão 29 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área


Judiciária - 2015
Considere:
I. Prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
II. Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência.
III. Residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo
próprio eleitor.
Aplica-se à transferência de título eleitoral de funcionário público civil estadual que foi
removido para outro domicílio o disposto APENAS em
(A) II.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II e III.
(E) I.

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Comentários
Em relação à transferência do título eleitoral temos algumas informações
relevantes na Resolução TSE nº 21.538/2003, vejamos:
 O interessado deverá apresentar o título originário para requerer a
transferência.
 O requerimento deverá ser efetuado até o 151º dia antes das
eleições.
 Exige-se para a transferência o transcurso de pelo menos 1 ano da
inscrição definitiva.
 Exige-se, ainda, a comprovação de residência mínima de 3 meses no
novo domicílio.
 Embora o CE preveja que o interessado deverá apresentar prova do
novo domicílio por atestado da autoridade policial ou por outro documento
“convincente”, é suficiente a declaração do novo domicílio, sob as
penas da lei.
No caso de servidores públicos há uma regra específica. Caso tenham sido
REMOVIDOS ou TRANSFERIDOS NÃO se aplica a exigência de 3 meses de
domicílio no novo endereço muito menos a regra de 1 ano de alistamento
ou da última para a transferência.

3 meses de domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e membros removido ou
da família) transferido: 1 ano do alistamento
ou última
transferência

Assim, vejamos cada um dos itens:


O item I está correto, pois a prova da quitação eleitoral é exigência expressa do
art. 18, IV, da Resolução. Vejamos:
Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

Em relação aos itens II e III, ambos estão incorretos conforme o esquema acima.
Portanto, a alternativa E é a correta e gabarito da questão.

Questão 30 – CESPE/TRE-MS - Analista Judiciário - Área


Judiciária - 2013
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, assinale a
opção correta no que se refere a alistamento eleitoral.

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a) A segunda via do título de eleitor deve ser solicitada até trinta dias antes
da eleição, podendo ser entregue ao solicitante até dez dias antes do pleito.
b) O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.
c) A exclusão de eleitor não pode ser promovida de ofício pelo magistrado.
d) No caso de exclusão de eleitor, a defesa deve ser feita por advogado
constituído.

Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta. Segundo o CE, em caso de extravio ou perda, a
solicitação de 2º via deverá ser efetuada até 10 dias antes do pleito, e não até
30 dias antes do pleito conforme menciona a alternativa.
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu
domicílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via.

A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o que dispõe o


art. 68, §2º, do CE:
§ 2º O despacho de pedido de inscrição, transferência, ou segunda via, proferido após
esgotado o prazo legal, sujeita o juiz eleitoral às penas do Art. 291.

Vejamos, em sequência, a tipificação do art. 291, do CE:


Art. 291. Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição de alistando.
Pena -Reclusão até 5 anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

Desse modo, os dispositivos citados trazem uma possibilidade de imputação


penal ao juiz eleitoral que não atender tempestivamente às solicitações de
inscrição, transferência ou segunda via efetuadas dentro do prazo previsto na
legislação eleitoral.
A alternativa C está igualmente incorreta, uma vez que o art. 71, §1º, do CE
prevê que verificadas algumas das causas de cancelamento do título, o juiz
eleitoral poderá agir de ofício. Memorizem essa informação, pois é muito
cobrada em prova.
§ 1º A ocorrência de qualquer das causas enumeradas neste artigo acarretará a exclusão
do eleitor, que poderá ser promovida ex officio , a requerimento de delegado de partido ou
de qualquer eleitor.

Apenas para fixamos, vejamos quais são as hipóteses de cancelamento previstas:


 a infração dos arts. 5º e 42 (inalistáveis e não demonstração do domicílio
eleitoral);
 a suspensão ou perda dos direitos políticos;
 a pluralidade de inscrição;
 o falecimento do eleitor;
 deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.

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A alternativa D está incorreta porque não há previsão expressa de que a defesa


deverá ser efetuada por advogado constituído. De acordo com o art. 73, do CE,
pelo contrário, há previsão de que a defesa poderá ser feita pelo interessado, por
outro eleitor ou por delegado de partido.
Art. 73. No caso de exclusão, a defesa pode ser feita pelo interessado, por outro eleitor ou
por delegado de partido.

Questão 31 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
A segunda via do título de eleitor deve ser solicitada até trinta dias antes da
eleição, podendo ser entregue ao solicitante até dez dias antes do pleito.

Comentários
A assertiva está incorreta por apresentar o prazo errado para requerimento da
segunda via do título de eleitor. Vejamos o artigo 52, do CE.
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu
domicílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via.

Assim, a segunda via pode ser requerida até 10 dias antes das eleições e não 30
como diz a questão.

Questão 32 – CESPE/TRE-MS - Programador de computador -


2013
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, assinale a opção correta a
respeito da transferência do eleitor.
a) A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça
eleitoral.
b) O despacho que indefere o pedido de transferência do eleitor é irrecorrível.
c) O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo
domicílio eleitoral, a quem cabe oficiar ao cartório do domicílio atual do
eleitor para que se efetive a transferência requerida.
d) Para a transferência do eleitor, exige-se que ele resida há pelo menos três
meses no novo domicílio, fato declarado, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.

Comentários
Outra ótima questão para repassarmos pontos importantes da Resolução TSE nº
21.538/2003. Vamos lá!
As alternativas A e C estão incorretas, posto que o que dispõe o art. 18. Por
outro lado, o mesmo dispositivo justifica a alternativa D, que está correta:
Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:

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Analistas e Técnico
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I - recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela


legislação vigente;
II - transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
III - residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor;
IV - prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

Assim:
a) A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça eleitoral.
c) O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo domicílio eleitoral,
a quem cabe oficiar ao cartório do domicílio atual do eleitor para que se efetive a
transferência requerida.
e) A transferência do eleitor será admitida até três vezes em um mesmo ano.

Por fim, a alternativa B está incorreta em razão do que disciplina o §6º do art.
18:
§ 5º Do despacho que indeferir o requerimento de transferência, caberá recurso interposto
pelo eleitor no prazo de cinco dias e, do que o deferir, poderá recorrer qualquer delegado
de partido político no prazo de dez dias, contados da colocação da respectiva listagem à
disposição dos partidos, o que deverá ocorrer nos dias 1º e 15 de cada mês, ou no primeiro
dia útil seguinte, ainda que tenham sido exibidas ao requerente antes dessas datas e mesmo
que os partidos não as consultem.

Como se extrai do dispositivo acima citado, é possível o recurso no prazo de 5


dias.

Questão 33 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.

Comentários
A assertiva está correta, tendo em vista que é exatamente o que prevê o art.
68, §2º. O crime citado é cometido pelo juiz ao efetuar a inscrição eleitoral de
forma fraudulenta.
Art. 68. Em audiência pública, que se realizará às 14 (quatorze) horas do 69 (sexagésimo
nono) dia anterior à eleição, o juiz eleitoral declarará encerrada a inscrição de eleitores na
respectiva zona e proclamará o número dos inscritos até as 18 (dezoito) horas do dia
anterior, o que comunicará incontinente ao Tribunal Regional Eleitoral, por telegrama, e fará
público em edital, imediatamente afixado no lugar próprio do juízo e divulgado pela
imprensa, onde houver, declarando nele o nome do último eleitor inscrito e o número do
respectivo título, fornecendo aos diretórios municipais dos partidos cópia autêntica desse
edital.
§ 2º O despacho de pedido de inscrição, transferência, ou segunda via, proferido após
esgotado o prazo legal, sujeita o juiz eleitoral às penas do Art. 291.

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Vejamos também qual o crime previsto no art. 291.


Art. 291. Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição de alistando.
Pena - Reclusão até 5 anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

Questão 34 – CESPE/TRE-MS - Técnico Judiciário - Área


Administrativa - 2013
Assinale a opção correta acerca de restabelecimento de inscrição cancelada
por equívoco, formulário de atualização da situação do eleitor, título
eleitoral, acesso às informações constantes do cadastro e restrição de
direitos políticos.
a) Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data
da emissão do título será a do deferimento pelo juiz.
b) Segundo a Resolução TSE n.º 21.538/2003, somente é admitido o
restabelecimento, mediante comando de código específico, de inscrição
cancelada em virtude de comando equivocado dos códigos atribuídos a
falecimento, decisão judicial e revisão do eleitorado.
c) Os juízes eleitorais podem, no âmbito de suas jurisdições, autorizar a
divulgação a interessados de dados disponíveis em meio magnético sobre
profissão e escolaridade dos eleitores, desde que sem ônus para a justiça
eleitoral.
d) A comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral da outorga a um brasileiro
do gozo dos direitos políticos em Portugal impede a suspensão, para esse
indivíduo, desses mesmos direitos no Brasil.

Comentários
Vejamos cada uma das alternativas.
A alternativa A está incorreta, posto que a data que será colocada no título será
do preenchimento do requerimento e não a data do deferimento do pedido pelo
juiz, conforme se extrai do art. 23, §2º, da Resolução TSE nº 21.538/2003:
§ 2º Nas hipóteses de alistamento, transferência, revisão e segunda via, a data da emissão
do título será a de preenchimento do requerimento.

A alternativa B está correta. A alternativa envolve o restabelecimento de


inscrição por equívoco. De acordo com o art. 20, será admitido o
restabelecimento do título cancelado por equívoco.
Art. 20. Será admitido o restabelecimento, mediante comando do código FASE 361, de
inscrição cancelada em virtude de comando equivocado dos códigos FASE 019, 450 e 469.

Não se preocupem em memorizar esses códigos.


A alternativa C está incorreta, posto que informações de caráter personalizado
não poderão ser divulgadas pelo juiz eleitoral como prevê o art. 29. Nesse
contexto, informações como profissão e escolaridade dos eleitores são
informações que não podem ser divulgadas.

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Art. 29. As informações constantes do cadastro eleitoral serão acessíveis às instituições


públicas e privadas e às pessoas físicas, nos termos desta resolução.
§ 1º Em resguardo da privacidade do cidadão, não se fornecerão informações de caráter
personalizado constantes do cadastro eleitoral.
§ 2º Consideram-se, para os efeitos deste artigo, como informações personalizadas,
relações de eleitores acompanhadas de dados pessoais (filiação, data de nascimento,
profissão, estado civil, escolaridade, telefone e endereço).

A alternativa D está incorreta. Pelo contrário do que dispõe o art. 17 da


Resolução TSE nº 21.538/2003, caso sejam outorgados direitos políticos ao
brasileiro em Portugal, os direitos políticos no Brasil ficarão suspensos.
O subsídio dessa questão consta do art. 17 do nº 3.927/2001, que internalizou o
Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, entre a República Federativa do
Brasil e a República Portuguesa:
Artigo 17
O gozo de direitos políticos por brasileiros em Portugal e por portugueses no Brasil só será
reconhecido aos que tiverem três anos de residência habitual e depende de requerimento à
autoridade competente. A igualdade quanto aos direitos políticos não abrange as pessoas
que, no Estado da nacionalidade, houverem sido privadas de direitos equivalentes. O gozo
de direitos políticos no Estado de residência importa na suspensão do exercício dos mesmos
direitos no Estado da nacionalidade.

Questão 35 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
A transferência do eleitor independe de estar ele quite com a justiça eleitoral.

Comentários
A assertiva está incorreta. O eleitor deve estar em dia com suas obrigações
eleitorais para que possa transferir seu título de eleitor para outro domicílio
eleitoral. É o que prevê o artigo 61, do CE.
Art. 61. Somente será concedida transferência ao eleitor que estiver quite com a Justiça
Eleitoral.

Questão 36 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
Para a transferência do eleitor, exige-se que ele resida há pelo menos três
meses no novo domicílio, fato declarado, sob as penas da lei, pelo próprio
eleitor.

Comentários

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A assertiva está correta. A comprovação de residência em novo domicílio por


pelo menos 03 meses é uma das exigências legais para transferência do título de
eleitor, a qual está prevista no art. 55, §1º, III.
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao juiz do novo domicílio
sua transferência, juntando o título anterior.
§ 1º A transferência só será admitida satisfeitas as seguintes exigências:
III - residência mínima de 3 (três) meses no novo domicílio, atestada pela autoridade policial
ou provada por outros meios convincentes.

Questão 37 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário – 2013 –


questão adaptada
À luz da legislação de regência e da Resolução/TSE/21.538/2003, julgue o
item abaixo no que se refere a alistamento eleitoral.
O despacho de pedido de inscrição eleitoral, transferência ou segunda via
proferido pelo juiz eleitoral após o prazo legal estabelecido é crime para o
qual é prevista pena de reclusão e multa.

Comentários
A assertiva está correta, tendo em vista que é exatamente o que prevê o art.
68, §2º.
Art. 68. Em audiência pública, que se realizará às 14 (quatorze) horas do 69 (sexagésimo
nono) dia anterior à eleição, o juiz eleitoral declarará encerrada a inscrição de eleitores na
respectiva zona e proclamará o número dos inscritos até as 18 (dezoito) horas do dia
anterior, o que comunicará incontinente ao Tribunal Regional Eleitoral, por telegrama, e fará
público em edital, imediatamente afixado no lugar próprio do juízo e divulgado pela
imprensa, onde houver, declarando nele o nome do último eleitor inscrito e o número do
respectivo título, fornecendo aos diretórios municipais dos partidos cópia autêntica desse
edital.
§ 2º O despacho de pedido de inscrição, transferência, ou segunda via, proferido após
esgotado o prazo legal, sujeita o juiz eleitoral às penas do Art. 291.

Vejamos também qual o crime previsto no art. 291.


Art. 291. Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição de alistando.
Pena - Reclusão até 5 anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

Questão 38 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
O despacho que indefere o pedido de transferência do eleitor é irrecorrível.

Comentário
A assertiva está incorreta, tendo em vista que é possível o recurso contra o
despacho de indeferimento do pedido de transferência do título de eleitor. De

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acordo com o art. 57, § 3º, o recurso será cabível frente ao TRE competente e
deverá ser realizado no prazo de 03 dias.
Art. 57. O requerimento de transferência de domicílio eleitoral será imediatamente
publicado na imprensa oficial na Capital, e em cartório nas demais localidades, podendo os
interessados impugná-lo no prazo de dez dias. (Redação dada pela Lei nº 4.961, de 1966)
§ 2º Poderá recorrer para o Tribunal Regional Eleitoral, no prazo de 3 (três) dias, o eleitor
que pediu a transferência, sendo-lhe a mesma negada, ou qualquer delegado de partido,
quando o pedido for deferido.

Questão 39 – CESPE/TRE-MS – Programador de Computador –


2013 – questão adaptada
Com base na Resolução do TSE n.º 21.538/2003, julgue o item a seguir a
respeito da transferência do eleitor.
O pedido de transferência do eleitor é feito no cartório de seu antigo domicílio
eleitoral, a quem cabe oficiar ao cartório do domicílio atual do eleitor para
que se efetive a transferência requerida.

Comentários
A assertiva está incorreta, posto que o pedido de transferência do título de
eleitor deve ser realizado perante o juízo do novo domicílio. Não faria sentido
requerer a transferência do domicílio antigo, pois o eleitor não mais reside
naquele local.
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao juiz do novo domicílio
sua transferência, juntando o título anterior.

Questão 40 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 –


questão adaptada
Com relação a alistamento eleitoral, julgue o item a seguir.
No caso de dilaceração de título eleitoral, o requerimento da segunda via
deverá ser instruído com o título danificado.

Comentários
A assertiva está correta pelo que prescreve o art. 52, § 1º.
Art. 52. No caso de perda ou extravio de seu título, requererá o eleitor ao juiz do seu
domicílio eleitoral, até 10 (dez) dias antes da eleição, que lhe expeça segunda via.
§ 1º O pedido de segunda via será apresentado em cartório, pessoalmente, pelo eleitor,
instruído o requerimento, no caso de inutilização ou dilaceração, com a primeira via do
título.

Questão 41 – CESPE/TRE-MT - Técnico Judiciário –


Administrativa - 2015
No que se refere ao alistamento eleitoral, assinale a opção correta.
a) A competência exclusiva para requerer o cancelamento do título eleitoral
de um cidadão e a consequente exclusão desse eleitor é do delegado de

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partido que verificar a ocorrência de uma das causas legais de cancelamento


do título ou que for dela informado por qualquer interessado.
b) Se houver indícios de fraude no alistamento de uma zona eleitoral, caberá
ao TSE, em razão da sua competência exclusiva, realizar a correição, e, caso
sejam constatadas irregularidades, determinar a imediata revisão do
eleitorado.
c) A seção eleitoral indicada no título vincula permanentemente o eleitor,
salvo se houver transferência de zona ou de município ou se, até o prazo
legal antes da eleição, o eleitor provar ao juiz eleitoral que mudou de
residência dentro do mesmo município, de um distrito para outro ou para
outro lugar muito distante da seção em que estava inscrito.
d) Caso o juiz eleitoral competente, em despacho fundamentado, indefira o
requerimento de alistamento, o alistado e o delegado de partido poderão
interpor recurso junto ao TRE do estado com o fim de obter a reforma da
decisão.
e) Um eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral deve ir ao município
de sua zona eleitoral para requerer a segunda via do seu título eleitoral e
poder exercer seu direito de voto.

Comentários
A alternativa A está incorreta. O art. 71, do CE, lista as situações nas quais o
alistamento poderá ser cancelado. Nessas hipóteses o cancelamento poderá ser
feito ex officio pelo Juiz, a requerimento de delegado de partido ou de qualquer
eleitor. Vejamos o dispositivo.
Art. 71. São causas de cancelamento:
I - a infração dos artigos. 5º e 42;
II - a suspensão ou perda dos direitos políticos;
III - a pluralidade de inscrição;
IV - o falecimento do eleitor;
V - deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.
§ 1º A ocorrência de qualquer das causas enumeradas neste artigo acarretará a
exclusão do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado
de partido ou de qualquer eleitor.

A alternativa B está incorreta, pois o processo de revisão do eleitorado por


indícios de fraude no alistamento ocorrerá por ordem do TRE. Vejamos o caput
do art. 58, da Resolução 21.538.
Art. 58. Quando houver denúncia fundamentada de fraude no alistamento de uma zona ou
município, o Tribunal Regional Eleitoral poderá determinar a realização de correição
e, provada a fraude em proporção comprometedora, ordenará, comunicando a
decisão ao Tribunal Superior Eleitoral, a revisão do eleitorado, obedecidas as
instruções contidas nesta resolução e as recomendações que subsidiariamente baixar, com
o cancelamento de ofício das inscrições correspondentes aos títulos que não forem
apresentados à revisão (Código Eleitoral, art. 71, § 4º).

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A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 46, §


3º, do CE.
3º O eleitor ficará vinculado permanentemente à seção eleitoral indicada no seu
título, salvo:
I - se se transferir de zona ou Município hipótese em que deverá requerer transferência.
II - se, até 100 (cem) dias antes da eleição, provar, perante o Juiz Eleitoral, que mudou de
residência dentro do mesmo Município, de um distrito para outro ou para lugar muito
distante da seção em que se acha inscrito, caso em que serão feitas na folha de votação e
no título eleitoral, para esse fim exibido as alterações correspondentes, devidamente
autenticadas pela autoridade judiciária.

A alternativa D está incorreta. A parte legitimada para propor o recurso irá


variar em caso de deferimento ou indeferimento do requerimento de inscrição
eleitoral. Caso o requerimento seja indeferido, o alistando poderá recorrer. Já se
o requerimento for deferido, o delegado de partido poderá interpor recurso.
Vejamos o art. 45, § 7º, do CE.
§ 7º Do despacho que indeferir o requerimento de inscrição caberá recurso interposto pelo
alistando, e do que o deferir poderá recorrer qualquer delegado de partido.

A alternativa E está incorreta, pois a segunda via do título de eleitor poderá ser
requerida no local em que estiver o eleitor. Vejamos o art. 53, do CE.
Art. 53. Se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral poderá requerer a
segunda via ao juiz da zona em que se encontrar, esclarecendo se vai recebê-la na
sua zona ou na em que requereu.

Questão 42 - CONSULPLAN/TSE - Analista Judiciário - Análise


de Sistemas – 2012
Com base na Resolução TSE 21.538 de 2003, analise.
I. A transferência do eleitor só será admitida após, pelo menos, um ano do
alistamento ou da última transferência.
II. A transferência só será admitida ao eleitor com residência mínima de três
meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
III. O disposto nas afirmativas I e II não se aplica à transferência de título
eleitoral de servidor público civil, militar, autárquico, ou de membro de sua
família, por motivo de remoção ou transferência.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se todas as afirmativas estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

Comentários
Conforme o art. 18 acima citado:
 item I: correto conforme art. 18, II, da Resolução TSE nº 21.538/2004;

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 item II: correto conforme art. 18, III, da Resolução.


 Item III: correto conforme o art. 18, § 1º, da Resolução.
Como todos os itens estão corretos e de acordo com a legislação não há maiores
comentários a acrescentar.
Portanto, a alternativa B é a correta e gabarito da questão.

Questão 43 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015


Tício é servidor público civil e residia em São Luís, cidade onde votava.
Contudo, foi transferido para a cidade de Imperatriz. Para ser admitida a
transferência de título eleitoral, Tício deve satisfazer a(s) seguinte(s)
exigência(s):
a) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do
alistamento ou da última transferência; residência mínima de três meses no
novo domicílio, declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
b) Recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente e prova de quitação com a Justiça
Eleitoral.
c) Transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência; residência mínima de três meses no novo domicílio,
declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) Prova de quitação com a Justiça Eleitoral; recebimento do pedido no
cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação
vigente; transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência; residência mínima de três meses no novo domicílio,
declarada, sob as penas da lei, pelo próprio eleitor.

Comentários
O art. 55 do CE, disciplina as regras relativas à transferência do registro.
Art. 55. Em caso de mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer ao Juiz do novo
domicílio sua transferência, juntando o título anterior.
§ 1º A transferência só será admitida satisfeitas as seguintes exigências:
I – entrada do requerimento no Cartório Eleitoral do novo domicílio até 100 (cem)
dias [150 DIAS] antes da data da eleição;
II – transcorrência de pelo menos 1 (UM) ANO da inscrição primitiva;
III – residência mínima de 3 (TRÊS) MESES no novo domicílio, atestada pela
autoridade policial ou provada por outros meios convincentes.
§ 2º O disposto nos incisos II e III do parágrafo anterior NÃO se aplica quando se tratar
de transferência de título eleitoral de servidor público civil, militar, autárquico, ou de
membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência.

Em complementação, a Resolução TSE nº 21.538/2003, prevê no art. 18:


Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes
exigências:

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I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no PRAZO


ESTABELECIDO PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE;
II – transcurso de, PELO MENOS, UM ANO do alistamento ou da última
transferência;
III – residência mínima de TRÊS MESES NO NOVO DOMICÍLIO, declarada, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor (Lei nº 6.996/82, art. 8º);
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.
§ 1º O disposto nos incisos II e III NÃO SE APLICA à transferência de título eleitoral de
servidor público civil, militar, autárquico, ou de membro de sua família, por motivo
de remoção ou transferência (Lei nº 6.996/82, art. 8º, parágrafo único).

Por fim, é importante registrar que há uma regra específica para os servidores
públicos que tenham sido removidos ou transferidos. Para eles NÃO se aplica
a exigência de 3 meses de domicílio no novo endereço muito menos da
regra de 1 ano de alistamento para a transferência.

3 meses de
domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e removido ou
membros da família) transferido: 1 ano do
alistamento ou
última transferência

Portanto, a alternativa B é o gabarito da questão.

Questão 44 – AOCP/TRE-AC - Analista Judiciário - 2015


São exigências para a transferência de título eleitoral (excluídos os casos de
transferência ou remoção de servidor público civil, militar, autárquico ou de
membro de sua família), EXCETO:
a) o recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo
estabelecido pela legislação vigente.
b) o transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última
transferência.
c) a residência mínima de três meses no novo domicilio, declarada, sob as
penas da lei, pelo próprio eleitor.
d) não ter faltado, sem justificativa, à convocação de mesário nas últimas
duas eleições.
e) a prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

Comentários
O art. 18, da Resolução 21.538, impõe uma série de exigências para que se
proceda a transferência do título de eleitor, vejamos.
Art. 18. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências:

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I – recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela


legislação vigente;
II – transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência;
III – residência mínima de três meses no novo domicílio, declarada, sob as penas da lei,
pelo próprio eleitor (Lei nº 6.996/82, art. 8º);
IV – prova de quitação com a Justiça Eleitoral.

Observe que as alternativas mencionam todas essas hipóteses, exceto aquela


prevista na alternativa D, que é, portanto, o gabarito da questão. Não é
requisito para a transferência do título que o eleitor não ter faltado à convocação
de mesário nas últimas duas eleições, seja essa falta justificada ou não.

Questão 45 – Inédita – 2014


A legislação eleitoral disciplina uma série de regras relativamente à
transferência do título eleitoral. Com base nesse assunto julgue a assertiva
abaixo:
Para requerimento de transferência do título eleitoral exige-se de todos os
eleitores 3 meses de domicílio no novo endereço.

Comentários
A questão contempla uma pegadinha maldosa.
O art. 55, §2º, disciplina regra específica para os servidores públicos que
tenham sido removidos ou transferidos. Para ele NÃO se aplica a exigência de
3 meses de domicílio no novo endereço.
Logo, a assertiva está incorreta.

Questão 46 – Inédita – 2014


A respeito das regras relativas à transferência do registro eleitoral, julgue o
item abaixo:
A apresentação do requerimento para a transferência deverá ser
apresentado até 151º dia antes das eleições, exigindo-se o decurso de 1 ano
desde a última transferência, 3 meses no novo domicílio e quitação junto à
Justiça Eleitoral.

Comentários

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Justamente isso, na realidade, fizemos essa questão para que vocês revisem e
fixem bem essas informações. Vide, portanto, o quadro de aula:

Requerimento até o 151º dia antes das


eleições.

Decurso do prazo de 1 anos desde a


última transferência.
TRANSFERÊNCIA DO TÍTULO
ELEITORAL Pelo mesmo 3 meses de residência no
novo domicílio (exceto servidores
removidos ou transferidos)

Quitação com a Justiça Eleitoral.

Desse modo, está correta assertiva.

Se você teve dificuldades nas questões 26 a 46 retome o estudo dos Capítulos


5, 6 e 7 dessa aula.

9 - Resumo da Aula
Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos
principais aspectos estudados ao longo da aula. Nossa
sugestão é a de que esse resumo seja estudado sempre
previamente ao início da aula seguinte, como forma de
“refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização
de estudos de vocês, a cada ciclo de estudos é fundamental
retomar esses resumos. Caso encontrem dificuldade em
compreender alguma informação, não deixem de retornar à
aula.

Noções Introdutórias
 Conceito e natureza jurídica
Por alistamento eleitoral compreende-se o processo realizado para a
aquisição da cidadania.

ato administrativo de
regra
caráter vinculado
NATUREZA JURÍDICA DO
ALISTAMENTO
ELEITORAL
excepcionalmente, quando ato jurisdicional dado o
houver recurso conflito de interesses

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Assim...

qualificação inscrição ALISTAMENTO

 Domicílio Eleitoral
Para fins eleitorais, o domicílio é o local onde o cidadão deve se alistar e o
local onde poderá candidatar-se a cargos eletivos.

DOMICÍLIO
ELEITORAL

Poderá ser, à escolha do interessado,


Lugar de residência ou de moradia do qualquer dos lugares em que
requerente. mantenha vínculos políticos, sociais,
afetivos, patrimoniais ou de negócios.

 Alistamento Eleitoral Obrigatório e Facultativo

maiores de 18
obrigatório
anos

ALISTAMENTO
analfabetos
ELEITORAL

adolescentes
facultativo entre 16 e 18
anos

maiores de 70

 Inalistabilidade

estrangeiro

INALISTÁVEIS conscrito

sem direitos políticos ou com os direitos


políticos suspensos

 Situações Específicas
 Alistamento por menor de 16 em ano eleitoral
Vimos que o menor entre 16 e 18 anos de idade possui o alistamento e voto
facultativos. Contudo, a Resolução TSE nº 21.538/2003 franqueia a inscrição

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eleitoral do menor aos quinze anos de idade, desde que complete 16 anos
antes do pleito.
Essa regra existe, pois, de acordo com o art. 91 da Lei das Eleições, “nenhum
requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos
150 dias anteriores à data das eleições.
O título eleitoral emitido aos 15 anos terá os efeitos diferidos para o momento
em que o adolescente atingir 16 anos de idade. Temos efetivamente uma regra
suspensiva. Somente com o atingimento dos 16 anos a inscrição eleitoral
produzirá plenos efeitos e o jovem poderá exercer a cidadania.
 Não aplicação de multa ao brasileiro nato que alistar-se até os 19 anos e ao
naturalizado que se alistar até um ano após adquirida a nacionalidade
ALISTAMENTO ATÉ OS 19 ANOS
O maior de 18 anos é obrigado a alistar-se e a votar! Essa é a regra geral descrita
na Constituição. Contudo, a aplicação de multa para aquele que não se alistar
ocorrerá apenas com atingimento dos 19 anos.
Assim, o sujeito que não se alistar até os 19 anos de idade sofrerá multa
a ser aplicada pelo Juiz Eleitoral.
ALISTAMENTO DO NATURALIZADO
Em relação àquele que adquirir a nacionalidade brasileira está previsto o prazo
de um ano para alistamento eleitoral. Passado o período de um ano, se não se
alistar, sofrerá imposição de multa.
Do mesmo modo, se o período de um ano vencer em ano eleitoral, deve-se
observar o prazo do fechamento do cadastro eleitoral.
 Alistamento do alfabetizado
Vimos que o alistamento e o voto do analfabeto são facultativos. Caso superada
a condição de analfabetismo, o alistamento e voto tornam-se obrigatórios. A
multa não será aplicada a quem se alfabetizar.

Procedimento de Alistamento

PROCEDIMENTO DO •processamento eletrônico


ALISTAMENTO •uniforme em todo o território nacional

 Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE)


O requerimento padrão a ser utilizado para o alistamento eleitoral é denominado
de Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE), consistente em um formulário
no tamanho de uma folha onde haverá vários campos para lançar as informações
do alistando.
 Operações

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O sistema de cadastro eleitoral é informado por uma série de operações, cada


uma delas registra uma situação específica em relação ao alistamento eleitoral.
Vejamos as operações que nos interessam:

OPERAÇÃO 1 OPERAÇÃO 3 OPERAÇÃO 5 OPERAÇÃO 7


ALISTAMENTO TRANSFERÊNCIA REVISÃO SEGUNDA VIA

 Título Eleitoral
O título é o documento que atesta o alistamento eleitoral, habilitando o
cidadão a exercer o direito de voto.
Para compreender a numeração do título, vejamos um exemplo:

Nos interessa a primeira parte, ou seja, o número do título, qual seja:

0014501203 03 38

número em sequência unidade da federação, no caso o RJ dígito verificador

 Alistamento Eleitoral Inicial

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Requerimento inicial de inscrição


eleitoral.

hipóteses
Quando se apresentar perante a
justiça e não for identificada
OPERAÇÃO 1 - inscrição em nenhuma zona
ALISTAMENTO eleitoral (do país ou do exterior).

Quando o interessado se
apresentar e for encontrada
inscrição cancelada por
determinação de autoridade
judicial.

 Procedimento
O interessado deverá comparecer em cartório eleitoral para proceder ao
preenchimento do requerimento.
O RAE será preenchido pelo servidor, que após completar os campos do
formulário ou lançá-lo no sistema entregará o documento ao alistando para
conferência.
O eleitor poderá indicar o local de preferência para exercício do voto.
Além do preenchimento da RAE exige-se a apresentação de uma série de
documentos.

carteira de identidade
PARA O ALISTAMENTO
DOCUMENTOS HÁBEIS

carteira profissional

certificado de quitação do serviço militar

certidão de nascimento ou de casamento

instrumento público do qual conste a idade mínima


de 16 anos e demais elementos necessários ao
alistamento

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prazo de 10 dias
cabe recurso (a contar da
do deferimento pelo partido disponibilização
político - dias 01 e 15
RECURSO de cada mês)
CONTRA
DECISÃO DE
ALISTAMENTO
cabe recurso no prazo de 5
do indeferimento
pelo interessado dias

Apresentado o recurso, terá o TRE respectivo o PRAZO DE 5 DIAS para julgá-


lo.
Para finalizar, vejamos uma linha do tempo que sintetiza o procedimento
por completo:

Quinzenalmente é
Alistando comparece 5 dias para a divulgada a lista dos
à JE com os entrega do pedidos de inscrição
documentos. documento. (dias 01 e 15 de
cada mês).

Indeferido, abre-se
Deferido, o título prazo de 5 dias para
Servidor preenche a o eleitor e, no caso
será assinado e o
RAE e o alistando a de deferimento, de
eleitor constará na
assina 10 dias para os
lista de eleitores.
delegados de
partidos
impugnarem.

A RAE é
Efetuam-se
apresentada ao juiz
eventuais
nas 48 horas O recurso será
diligências.
seguintes. analisado no prazo
de 5 dias pelo TRE.

 Interrupção do contrato de trabalho para alistamento

INTERRUPÇÃO DO CONTRATO PARA ALISTAMENTO

•comunicação prévia do empregador com 48 horas de antecedência;


•afastamento por, no máximo, 2 dias.
•o empregado continua recebendo salário nos dias em que estiver afastado.

 Alistamento eleitoral de pessoas com deficiência


Os arts. 49 e 50 tratam do alistamento com utilização do Braille. O Sistema
Braille é método de leitura para aqueles que são cegos. Há na Justiça Eleitoral
todo um aparato desenvolvido para permitir o exercício da cidadania de pessoas

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com deficiência, inclusive atribuindo ao Juiz Eleitoral a competência para


providenciar meios para que a Justiça Eleitoral vá até estabelecimentos de
proteção aos cegos para efetivar a inscrição eleitoral. Desse modo, tais pessoas
poderão alistar-se eleitores valendo-se do referido sistema.

•Gratuidade de certidões de nascimento e de casamento para


fins de alistamento eleitoral.
•Afastamento do trabalho, com remuneração, por até 2 dias
MEIOS
para alistamento, desde que comunicado o empregador com
FACILITADORES DO
48 horas de antecedência.
ALISTAMENTO
•Utilização do Sistema Braille para alistamento de eleitores,
com possibilidade de descolamento da Justiça Eleitoral até as
unidades de proteção aos cegos.

Segunda Via

•estiver devidamente inscrito


A OPERAÇÃO 7 - SEGUNDA •com situação regular
VIA - SERÁ UTILIZADA SE O
ELEITOR •não houver qualquer alteração nos dados
•apenas requerer novo título eleitoral

 Preenchidos os requisitos acima e o eleitor tiver perdido ou extraviado o título


eleitoral poderá requerer a segunda via.
 Dois procedimentos:
 Se o eleitor inutilizou ou dilacerou o título deverá apresentar o que restou
do documento.
 Se o eleitor perdeu ou extraviou o título deverá informar isso à Justiça
Eleitoral, que publicará edital para dar publicidade ao ato pelo prazo de 5
dias. Passado esse prazo sem notícia do título ou impugnações, a Justiça
Eleitoral expede a nova via.

REQUERIMENTO DE 2ª VIA

requerimento na própria Zona requerimento fora do domicílio


Eleitoral eleitoral

deverá ser requerido até 10 deverá ser requerido prazo de


dias antes das eleições 60 dias antes das eleições

Transferência
 A transferência será utilizada somente se houver mudança de domicílio.

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MUDANÇA DE DOMICÍLIO = MUDANÇA DE MUNICÍPIO

 A transferência somente será utilizada caso haja inscrição no cadastro


eleitoral.
 Na transferência o interessado permanecerá com o mesmo número de
inscrição.
REQUISITOS PARA A TRANSFERÊNCIA
 O interessado deverá apresentar o título originário para requerer a
transferência.
 O requerimento deverá ser efetuado até o 151º dia antes das eleições.
 Exige-se para a transferência o transcurso de pelo menos 1 ano da
inscrição definitiva.
 Exige-se, ainda, a comprovação de residência mínima de 3 meses no novo
domicílio.
 Embora o CE preveja que o interessado deverá apresentar prova do novo
domicílio por atestado da autoridade policial ou por outro documento
“convincente”, é suficiente a declaração do novo domicílio, sob as penas
da lei.
 Há uma regra específica para os servidores públicos que tenham sido
REMOVIDOS ou TRANSFERIDOS. Para eles NÃO se aplica a exigência de 3
meses de domicílio no novo endereço muito menos a regra de 1 ano de
alistamento ou da última para a transferência.

3 meses de domicílio
REGRA ESPECÍICA - não precisa
SERVIDORES comprovar, se for
PÚBLICOS (e membros removido ou
da família) transferido:
1 ano do alistamento
ou última
transferência

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Requerimento até o 151º dia antes das


eleições.

Decurso do prazo de 1 ano desde a


última transferência.
TRANSFERÊNCIA DO TÍTULO
ELEITORAL Pelo menos 3 meses de residência no
novo domicílio (exceto servidores
removidos ou transferidos)

Quitação com a Justiça Eleitoral.

HIPÓTESES EM QUE A TRANSFERÊNCIA É VEDADA

inscrição coincidente ou suspensa

VEDA-SE A
TRANSFERÊNCIA DO cancelamento por suspensão ou
NÚMERO NAS perda dos direitos políticos
HIPÓTESES DE:

decisão de autoridade judiciária.

NÚMERO DA INSCRIÇÃO NA TRANSFERÊNCIA


 Quanto ao número do título, em regra, o eleitor permanecerá com o número
originário. Prevê a Resolução, todavia, que o número do título poderá ser
REUTILIZADO em algumas situações para outra inscrição em caso de
cancelamento.

SERÁ REUTILIZADO O NÚMERO DA


INSCRIÇÃO SE O CANCELAMENTO
DECORRER DE

deixar de votar por


duplicidade/pluralid revisão de
falecimento 3 eleições
ade eleitorado.
consecutivas

 Síntese:

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será utilizado o mesmo


EM REGRA, o registro
em caso de transferência

de inscrição coincidente
veda-se a transferência
do registro cancelado em razão de
QUANTO AO NÚMERO suspensão ou de perda
DO TÍTULO... dos direitos políticos

do falecido

daquele que possuir


duplicidade/pluralidade
reutiliza-se o número
registro
daquele que deixar de
votar por 3 eleições

dos cancelados em razão


da revisão de eleitorado.

TRANSFERÊNCIA E SITUAÇÕES DE DUPLICIDADE OU PLURALIDADE

ORDEM DE CANCELAMENTO DE
INSCRIÇÕES DÚPLICES OU
PLÚRIMAS EM CASO DE
TRANSFERÊNCIA

1º - Transfere-se a inscrição utilizada


para votar e cancela-se a outra.

2º - Se nunca usadas para votar,


transfere-se a inscrição mais recente e
cancela-se a mais antiga.

PROCEDIMENTO DE TRANSFERÊNCIA
 Recurso ou impugnação, em caso de indeferimento ou deferimento,
respectivamente.

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•pelo eleitor
•em caso de indeferimento
•prazo de 5 dias, a contar da ciência da decisão
RECURSO

•pelo delegado de partido


•em caso de deferimento
•prazo de 10 dias, contados da publicação da lista (1º e 15º dia de cada
IMPUGNAÇÃO mês)

 Expedido o novo título eleitoral, o Juiz deverá:


 informar ao TRE, no prazo de 10 dias, encaminhando o título antigo ou, em
caso de extravio ou perda, a resposta emitida pelo Juiz Eleitoral do domicílio
anterior do eleitor; e
 comunicar ao Juiz da Zona Eleitoral de origem, na mesma data.
 A transferência constará da ficha eletrônica de eleitores, para eventual
consulta, e o processo de transferência será arquivado.

NO CASO DE TRANSFERÊNCIA, PROVIDÊNCIAS A SEREM


TOMADAS PELO JUIZ ELEITORAL DE ORIGEM:

•Cancelamento da inscrição.
•Retirada do fichário da segunda parte do título.
•Comunicar ao TRE o cancelamento.
•Se houver mudança de Estado, deverá ser comunicado o Juiz Eleitoral caso o
eleitor esteja filiado a partido político.

•a transferência ocorrerá caso o eleitor esteja quite com a


Justiça Eleitoral;
•CE: se houver multa, o Juiz Eleitoral fixará o valor pelo máximo,
LEMBRE-SE... exceto se houver requerimento do eleitor para que seja fixada
pelo Juiz de Origem.
•RESOLUÇÃO TSE nº 21.538/2003: se houver multa o Juiz do
local onde comparecer o eleitor arbitrária o valor.

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Revisão

•alteração do local de votação dentro do mesmo município (com


OPERAÇÃO 5 - ou sem alteração da zona eleitoral)
REVISÃO •retificação de dados pessoais
•regularização da situação de inscrição cancelada

 Comparando as operações que já estudadas, temos:

MUDANÇA DE DOMICÍLIO? •OPERAÇÃO 3 - TRANSFERÊNCIA

MUDANÇA DE ZONA ELEITORAL? •OPERAÇÃO 5 - REVISÃO

MUDANÇA DE LOCAL DE
•OPERAÇÃO 5 - REVISÃO
VOTAÇÃO?

 Síntese:

EXPEDIÇÃO AUTOMÁTICA e MANTÉM A DATA DO DOMICÍLIO

revisão segunda via

10 - Considerações Finais
Chegamos ao final de mais uma aula.
Na próxima aula concluiremos os estudos do assunto Alistamento Eleitoral.
Até lá!
Ricardo Torques

rst.estrategia@gmail.com.br

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