Morfossintaxe

1. MORFOSSINTAXE Classes de palavras 2. SUBSTANTIVO o Substantivo é a classe de palavras que dá nome aos seres em geral ( lugares, pessoas, animais, qualidades, ações, objetos, sentimentos...) o Ex.: livro, pedra, pedregulho, Pedro, beleza, verdade, mentira, Brasil, Maria, João, cardume, peixes, mãe, pai, colega, criança, tigre. 3. ADJETIVO o Adjetivo é a classe de palavras que dá qualidade e características aos substantivos. o Ex.: inteligente 4. ARTIGO o Artigo é a classe de palavras que determina ou indetermina o substantivo. o Ex.: a, as, o, os, um, uma, uns, umas 5. NUMERAL o Numeral é a classe de palavras que dá a quantidade, posição, fração e a multiplicação dos substantivos. o Ex.: quatro, quarto, um quarto, quádruplo, um dois, duas, dobro, um meio, metade, triplo... 6. PRONOME o Pronome é a classe de palavras que acompanha ou substitui o substantivo. o Ex.: eu, me, mim, comigo, você, senhor, meu, minha, este, esse, aquele... 7. VERBO o Verbo é a classe de palavras que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. o Ex.: falar, escrever, partir, continuar, andar, ficar, estar, ser, parecer, permanecer, chover. 8. ADVÉRBIO o Advérbio é a classe de palavras que modifica o sentido dos verbos, adjetivos e outros advérbios. o Ex.: Sim, não, muito, ... 9. CONJUNÇÃO o Conjunção é a classe de palavras que liga orações. o Ex.: e, mas, se, ... 10. PREPOSIÇÃO o Preposição é classe de palavras que liga dois termos. o Ex.: para, de,... 11. INTERJEIÇÃO o Interjeição é a classe de palavras que exprime emoções, sentimentos. o Ex.: D´oh!, Ah!,... 12. CLASSES DE PALAVRAS e, nem, mas, ou, logo, quan-do, se, porque, que, como, embo-ra, segun-do, porém, por isso. Pala-vra que liga os termos de uma oração. (Conectivo) COM-JUN-ÇÃO Ah!, Oh!, Oba!, Ai!, Ui!, Alô!, Olá!, Psiu!, Silên-cio!, Socor-ro!, Credo!, Cruzes!, Puxa!, Quê!, Opa!. a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. o, os, a, as, um, uns, uma, umas. eu, tu, ele(s), ela(s), nós, vós, me, mim, lhe, você, senhor(a), meu, este, aquele, alguém, tudo, cada, cujo, onde, quem.

falar, escrever, partir, continuar, andar, ficar, estar, ser, parecer, permane-cer, chover, nevar. sim, não, talvez, muito, pouco, abaixo, acima, lá, alí, agora, assim, mal, bem, melhor, pior, em silêncio, à noite, à tarde. um, primei-ro, dois, segun-do, duplo, dobro, meio, meta-de, três, triplo, tercei-ro, terço. amigo, azul, atrasada, pequeno, verdadei-ro, brasileiro, bom, mau, interessan-te, candango, brasilien-se, vermelho. pedra, pedregulho, Pedro, beleza, Brasil, Maria, João, cardu-me, peixes, mãe, pai, colega, criança, tigre. EXEMPLOS Palavra que expres-sa senti-mento e emoção. ( Substi-tui frases.) Palavra que liga palavras ou expres-sões. ( Elemento de ligação) Palavra que determina ou indetermina o substantivo. ( Adjunto adnominal ) Palavra que acompa-nha ou substitui o substanti-vo, modi-ficando-o. (Adjunto adnominal ou função de subs-tantivo.) Palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. Palavra que modifica verbos, adjetivos e advér-bios exprimindo uma circuns-tância. (Adjunto adverbial.) Palavra que dá a quantidade ou a ordem do subs-tantivo. ( Adjunto adno-minal) Palavra que dá qualida-des e caracterís-ticas ao substanti-vo. ( Adjunto adnominal) Palavra que dá nome aos seres em geral. DEFINI-ÇÕES INTER-JEIÇÃO PREPO-SIÇÃO ARTI-GO PRONO-ME VERBO ADVÉRBIO NUME-RAL ADJETI-VO SUBS-TANTI-VO a) flexão nominal Flexão nominal gênero a – feminino: menina número s – pluralEm relação à flexão de gênero existe uma forma marcada -a (feminina) e em oposição, uma forma não marcada Ø (Masculino). Em relação à flexão de número existe uma forma marcada -s (plural) e uma não marcada Ø (singular). Flexão nominal de gênero (outras considerações)Ainda há muitas discussões sobre a flexão de gênero; Matoso é categórico ao afirmar que não existe marca de masculino e sim uma ausência de desinência: morfema zero (Ø). Sendo o -o de garoto, livro, etc, uma vogal temática nominal. Se considerarmos o -o de garoto marca de gênero masculino, teríamos de considerar também o -e em mestre, porque ambos fazem oposição a -a em garota e mestra. Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) afirma que em relação ao gênero, “no par alto/alta, a oposição de gênero aparece marcada nos dois termos mediante -o e -a”.

) / cabeçalho (masc. às vezes ocorre na criação de neologismos (plugado. autor / autora) e u semivocálico (europeu / européia.m. Valter Kehdi nos convida a rever a posição do Matoso ao afirmar que quando se acrescenta a uma palavra feminina uma terminação que contenha -o. deletada.) e alguns nomes terminados em -e acabam sendo neutros (a ou o hóspede s.) e palavras terminadas em -o ao feminino (carrasco s.). -i. Flexão verbal Número pessoal: Singular: 1a pessoa: Ø. colego. corujo. .m.unidade de medida .cabeça (fem. considerando -o masculino em oposição ao -a feminino. usada popularmente da seguinte forma: carrasca s.).) . em -a ao masculino (o grama .Nessa consideração em relação ao gênero. a uma oposição -o / -a. e hóspeda s. etc. -u. Ø (no imperativo afirmativo)/3a pessoa: Ø.) e conclui que -o está intimamente associado à noção de masculino e não reduz a uma oposição Ø / -a. -ste. em sua linguagem espontânea. Sobre as considerações feitas por Valter Kehdi. etc. o -a ao feminino (cavala.. sabemos que há uma tendência popular em associar o -o ao masculino (tartarugo. essa palavra passa a masculina. etc. Exemplos: mulher (fem.) Valter Kehdi lembra ainda que o povo. Nesse processo de escolha de desinência -a ou -o. -o. telefonema. e sim./ 2a pessoa: -s.) / mulheraço (masc.. cria formas masculinas sempre em -o (ex: coiso. -es. Bechara recorre à tradição gramatical.f. Afirma ainda que a desinência -o apresenta as variantes Ø (peru / perua. mau / má). etc. etc.

: -sse-/fut. lhe(s). ele.(1a conj. se. -des. -i (imperativo afirmativo). a 3a forma verbal é caracterizada pela falta de desinência em relação às outras pessoas verbais. A ocorrência do morfema zero na flexão verbal se dá pela falta de marca em relação às outras do mesmo paradigma.)/pret. -ra.) / pret. vós. eles. si.) / -a. vos. -rie-. vós. comigo. -re/fut. Revisando conceitos Os pronomes pessoais do caso reto ( eu.: -e. esse espaço vazio deve opor-se a um ou mais segmentos. : -va-. do pret. -ia-. 3. escreves. os. é preciso que o morfema zero corresponda a um espaço vazio.(3ª pes. nós. convosco. eles ) exercem a função de sujeito da oração. lhe.Plural: 1a pessoa: -mos / 2a pessoa: -is. -re-/fut. ela. Subjuntivo: pres. Formas nominais: infinitivo: -r. o(s)/a(s).) / pret. (= me/mim/comigo. -de (imperativo afirmativo) / 3a pessoa: -m. Temos. um morfema zero. -stes. consigo. do pl. te. Assim. lhes ( sem individualidade tônica ). nós. contigo. ti.: Ø (para as cinco primeiras pessoas). conosco. o.(1a conj. escreve. perf. O morfema zero só deve ser postulado em caso de necessidade. imperf. ele. te/ti/contigo. tu.). escrevemos. escrevem. a.: -ria-.: -r-. nos. Em: escrevo. 2. escreveis. Os pronomes oblíquos átonos: me. segundo Valter Kehdi: 1.(2ª conj. ./ gerúdio: -ndo / partcípio: do. se. Os pronomes oblíquos tônicos: mim. Os pronomes do caso oblíquo exercem a função de complemento do verbo da oração..: -rá-.: -ra-. vos/convosco. portanto. elas ( possuem individualidade tônica ). Modo temporal: Indicativo: presente: Ø/ pret. se/si/consigo.(2a e 3a conj. do pres. a noção expressa pelo morfema zero deve ser inerente à classe gramatical do vocábulo examinado. para postularmos um morfema zero. as. temos de satisfazer as seguintes condições. -ie. -re-. imperf. nos/conosco. ve. mais que perf.

há algumas marcas enraizadas no português brasileiro. 7. Partículas exclamativas e optativas: Quem me dera! Que Deus o acompanhe! 3. ele é mestre. Orações com inversão sintática: Lógico me pareceu o seu argumento. estético. nunca. Orações coordenadas alternativas: Ora me maltratava. pometeu-nos trabalhar pela paz de todos. Pedi que lhe entregasse meus documentos. Em sentenças interrogativas diretas e indiretas: Diga-me quem lhe disse isso. forma diferente do uso em Portugal. essas questões estão sendo revistas pela linguística. 6. Elementos que atraem o pronome átono: • • • Palavras negativas: nem. aqui. Gerúndio precedido da preposição em: Em se tratando de estratégia. não. o qual nos visitou hoje. . que busca outras razões para justificar a funcionalidade da língua: fatores fonéticos. jamais: Não me incomodo com eles. Orações com verbo antecedidos de pronome não pessoal: Isto se refere a interesses particulares. Posição dos pronomes oblíquos átonos: • • • Antes do verbo: Próclise No meio do verbo: Mesóclise Depois do verbor: Ênclise Próclise: 1. estilísticos. ora me beijava. Pronomes relativos: que. como a tendência de colocar o pronome na forma proclítica. Quem lhe disse tamanha asneira? 4. lógicos. Advérbios: Acolá. Atualmente. aí. já: Aqui se aprende com qualidade. o qual. os quais: O líder do grupo. Orações subordinadas desenvolvidas. 5. 2. Portanto. 8.Colocação dos pronomes átonos no Brasil Há algumas tendências de colocação dos pronomes átonos adotadas no Brasil que não estão de acordo com as normas adotadas pela Gramática Tradicional. históricos e outros mais. lá.

Na língua falada. ( mesóclise no auxiliar ) ou Deve lembrar-se das obrigações. comprá-los-ei ainda hoje. Já começamos a nos preparar para as olimpíadas. ( ênclise auxiliar ) Dever-lhes-ia entregar a correspondência antes do meio-dia. Com pausa: Aqui. nota: Advérbios. Devo lhe dizer a verdade. costuma-se usar um verbo auxiliar junto com o principal: compraria = teria comprado. ela está praticamente em desuso. comprá-los-ia se estivessem mais baratos. comprarei = vou comprar. ocorre ênclise ( ou mesóclise ). Não quero os brinquedos. Alguém me disse que ela não viria. ( ênclise principal ) Deveria entregar-lhes a correspondência antes do meio-dia. ( mesóclise no auxiliar ) No português brasileiro há tendência para o uso da próclise com a forma nominal: Ele deve se preparar para o vestibular o quanto antes. locuções adverbiais e o numeral ambos (ambas) atraem o pronome desde que não haja pausa em relação ao verbo. ( sem hífen é forma brasileira ) . 2.Aqui se trabalha. Mesóclise Ocorre a mesóclise com o verbo nos tempos futuro do presente e futuro do pretérito do modo indicativo: Os brinquedos. Deve-se lembrar das obrigações. Ambos se prejudicavam com a gritaria. Para substitui-la. prejudicavam-se com a gritaria. nota1: Esta forma de mesóclise tende a desaparecer no português brasileiro. 1. Sem pausa: Aqui se trabalha duro. nota2: A mesóclise deixa de ocorrer se na frase houver algum fator de próclise. trabalha-se duro. Essa é uma regra prática para compreender quando ocorre a ênclise. etc. Verbo auxiliar + verbo principal no infinitivo Ocorre ênclise ou mesóclise no auxiliar ou somente ênclise no principal. Ambos. Ênclise Não havendo próclise. Atenção especial deve-se às locuções verbais. Tempos compostos e Locuções verbais: 1.

/ Andou a cavalo. nas Quanto a colocação essas formas são enclíticas. Ele foi se envolvendo com o novo trabalho. / Os documentos foram apresentados aos juízes. Ele foi envolvendo-se com o novo trabalho. No caso de nome geográfico ou de lugar. Se o certo for para a. Regras práticas Primeira .. Nos exemplos já citados: João voltou ao país natal. Verbo auxiliar + verbo principal no gerúndio: Podem estar em próclise ou ênclise. -em ): Façam-nos. substitua o a ou as por para. as moças.) / Junto à parede (junto ao muro). sem crase). ou com o auxiliar ou com o principal: Ele foi-se envolvendo com o novo trabalho. Quando ocorrem? .) autoridades. não existe crase antes de palavra masculina: Vou a pé. fazem-no. Buscamo-lo em seguida à nossa chegada ( buscamos ).. (Atentos aos processos. Tinham nos avisado.. / Os documentos foram apresentados às (a prep. Se o a ou as se transformar em ao ou aos. -õe(m).Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. O uso da crase A crase indica a fusão da preposição a com artigo a: João voltou à (a preposição + a artigo) cidade natal. os moços. / Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba. nota3: Ver caso especial para os verbos: Formas pronominais: verbos trazer. se quiséssemos ( comprar ).Quando estão associadas com as terminações verbais: -r.2. do contrário. Marina fê-la com carinho ( fez ). explicada mais adiante. não. nos. existe crase. + as art.Após as formas verbais com ditongo nasal final ( -ão. Existe uma única exceção. 3. Outros exemplos: Atentas às modificações. A tarefa. dão-nos. na. Verbo auxiliar + verbo principal no particípio: 'particípio rejeita pronome' Ter-nos-iam avisado. los. las Quanto a colocação essas formas podem ser enclíticas ou mesoclíticas. / Irão à Colômbia (irão para a Colômbia). use a crase: Foi à França (foi para a França).. Dessa forma. la. Quando ocorrem? . -s ou -z: Podíamos comprá-los. Pode-se igualmente . põe-nas. dizer e fazer. -am. Modalidades no. ( forma brasileira ) Modalidades lo.

à queima-roupa. à vista. / Estava às portas da morte (nas portas). caminhadas a esmo. Não se usa a crase antes de 1 . inexistente se o de não se alterar: Retornou à Argentina (voltou da Argentina). / Fez alusão à (revista) Projeto. / Não deu importância àquilo. cheirar a suor. à esquerda. da. à tinta. / Pagamento à vista. à frente. / À saída (na saída). Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática de substituir a por ao.. pela e com a. / Escrito à tinta. à maneira de. pagamento a prazo. à máquina. / Produto à venda. 2 .Nas indicações de horas. à mercê de. à noite. à venda. / Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). 4 . à risca. principalmente) indica se o a ou as deve levar crase. àquele. / Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos (fez alusão aos trabalhos aos quais. à baioneta calada. 2 .A combinação de outras preposições com a (para a. Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). à espada. Usa-se a crase ainda 1 . qual e quais. ou qualquer outra que determine um nome de empresa ou coisa: Salto à Luís XV (à moda de Luís XV). prepositivas e conjuntivas como às pressas.Palavra masculina: andar a pé. com a falta de).Nas locuções adverbiais. vestir-se a caráter. àquelas. Há crase quando se atribui uma qualidade à cidade: Iremos à Roma dos Césares. viajar a cavalo.usar a forma voltar de: se o de se transformar em da. 3 . / Chegou à Espanha (da Espanha). à máquina. Exceção.. àqueloutro (e derivados): Cheguei àquele (a + aquele) lugar. àquilo. há crase. à proporção que. à custa de. / Referiu-se à . / Foi a Roma (voltou de Roma).Nome de cidade: Chegou a Brasília. A indeterminação afasta a crase: Irá a uma hora qualquer. à moda de. / Vou àquelas cidades. na. / Andava à toa. à toa. à medida que. / Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam. Zero e meia incluem-se na regra: O aumento entra em vigor à zero hora. Existe a crase quando se pode subentender uma palavra feminina. / Referiu-se àqueles livros. / Estilo à Machado de Assis (à maneira de). quando o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aos: Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual você se referiu). à navalha. à direita. / É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante ao que. à fome (matar à fome): Morto à bala. / Irão a Roma este ano. àqueles.. Segunda . Exceção. à procura de. à espera de: Saiu às pressas. às vezes..).Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em outras nas quais a tradição lingüística o exija. especialmente moda e maneira. à mão. / À falta de (na falta de. / Estava à espera do irmão. 5 .Antes dos relativos que. / Serviu o filé à moda da casa. / Vive à custa do pai. às 10 horas. como à bala.Nas formas àquela. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a regência seja correta. / Veio à meia-noite em ponto. à 1 hora. / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). à faca. à chave. / Vou à (editora) Melhoramentos. à mão. à faca. à força de. à navalha.). desde que determinadas: Chegou às 8 horas. / Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso.

/ O . Assim: A pena pode ir de (uma) advertência a (uma) multa. 9 . a crase é indispensável: Morte de bebês leva à punição (ao castigo) de médico.bela Lisboa.. / As reportagens não estão necessariamente ligadas a (uma) agenda. / O navio estava a distância. faltou ao serviço. 4 . / Empresa atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigeração. à Londres do século 19. não existirá crase. etc.Ela. / Pôs-se a falar. / Não me refiro a mulheres. você. / Fraude leva a (uma) sonegação recorde. / Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo.Substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo: Pegaram-se a dentadas. Havendo determinação. / Cheguei a esta conclusão.Verbo: Passou a ver. / Partido se rende a (uma) política de alianças.. / Em respeito a morte em família. Há crase se o dona ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à Dona Flor dos dois maridos. Exceção. gota a gota. à Brasília das mordomias.Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos ouvidos a reclamações. frente a frente. 11 . / Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. / Recomendamos a Vossa Senhoria. como ninguém. / Pediram a Vossa Majestade. 10 . e não ao falecimento. 13 .Outros pronomes que não admitem artigo. 7 . / Já se acostumou a madame Angélica. 8 . Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o indefinido uma antes da palavra feminina. 12 . / Fez uma visita a cinco empresas. 15 .Terra. / Progrediram a duras penas. esta e essa: Pediram a ela que saísse.Substantivos repetidos: Cara a cara.Distância. / Nasceu a 8 de janeiro. toda. Exceções.Numerais considerados de forma indeterminada: O número de mortos chegou a dez. / Superintendente admite ter cedido à pressão (ao desejo) dos superiores. mas a meninas. qual. porém. desde que não determinada: A polícia ficou a distância. cada. / Dedicou o livro a essa moça. / A polícia ficou à distância de seis metros dos manifestantes.. Na locução à uma (ao mesmo tempo) e no caso em que uma designa hora (Sairá à uma hora). Repare: Em respeito a falecimento. tudo. quando a palavra significa terra firme: O navio estava chegando a terra.Dona e madame: Deu o dinheiro a dona Maria .Nomes de mulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. / Começou a fazer.Uma: Foi a uma festa. Quando se define a distância. existe crase: O navio estava à distância de 500 metros do cais. 14 . 5 . alguma. 3 . 6 .Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. de ponta a ponta.. alguém. / Agrediram-se a bofetadas.

/ Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa).Com até: Foi até a porta (ou até à). a crase dá clareza a este tipo de oração.marinheiro foi a terra. / Os astronautas regressaram à Terra. a à à à à à à à a à à à à à a a à à a a a à à à a à à a a álcool altura (de) americana argentina baiana baila baioneta calada bala bandeiras despregadas base de beça beira (de) beira-mar beira-rio bel-prazer boa distância de boca pequena bomba bordo bordoadas braçadas brasileira bruta busca (de) cabeçadas cabeceira (de) caça (de) cacetadas calhar à minha disposição à minha espera à minuta à moda (de) à moderna a montante à morte à mostra a nado à navalha à noite à noitinha à nossa disposição à nossa espera ante as à ocidental a óleo a olho nu à ordem à oriental a ouro à paisana a pão e água a par à parte a partir de a passarinho a passos largos a pauladas à sorrelfa à sorte a sós às portas de às pressas às quais às que (=àquelas que) às quartas-feiras às quatro (horas) às quintas-feiras às quinze (horas) às segundas-feiras às seis (horas) às sete horas às sextas-feiras às sete (horas) às soltas às suas ordens às tantas às terças-feiras às tontas às três (horas) às turras à sua disposição à sua escolha à sua espera à sua maneira à sua moda à sua saúde . Uso facultativo 1 . escreva até a. existe crase: Voltou à casa dos pais. usa-se a crase: Voltou à terra natal. porém. se a pessoa for íntima de quem fala. 2 . / Até a volta (ou até à). / Esteve em terra.Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia. 3 .) Nos demais significados da palavra. Em geral. 16 . usa-se a crase. / Fez uma visita à Casa Branca.Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à Joana). (Veio de casa. não. (Não há artigo com outras preposições: Viajou por terrra.Casa.) Se a palavra estiver determinada. considerada como o lugar onde se mora: Voltou a casa. / Chegou cedo a casa. Na maior parte dos casos. No Estado. sem crase. sem artigo. caso contrário. / Iremos à Casa da Moeda. voltou para casa.

a essa(s) este(s).a a à a à a a a à a a a à a à a à a à a a à à à a a a a à a à à à a à à à à à a a a à à à a à a à à à à a a à à à à cântaros caráter carga cargo de cata (de) cavalo cerca de certa distância chave chibatadas chicotadas começar de conta (de) contar de cunha curto prazo custa (de) dedo deriva desoras diesel direita disparada disposição distância duras penas elas(s). a esta(s) estibordo evidência exaustão exceção de expensas de faca facadas falta de fantasia farta feição (de) ferro ferro e fogo flor da pele flor de fome força (de) à paulista a pé a pedidos a pequena distância a pilha a pino à ponta de espada à ponta de faca a pontapés a ponto de a porretadas à porta a portas fechadas à portuguesa a postos a pouca distância à praia a prazo à pressa à prestação a prestações à primeira vista a princípio à procura (de) à proporção que a propósito à prova à prova d'água à prova de fogo a público a punhaladas à pururuca a quatro mãos à que (=àquela que) àquela altura àquela hora àquelas horas àquele dia àqueles dias àquele tempo àqueloutro(s) àqueloutra(s) à queima-roupa a querosene à raiz de à razão (de) à ré à rédea curta a respeito de à retaguarda à revelia (de) a rigor a rir à risca à roda (de) a rodo à saciedade à saída às últimas à superfície (de) às vésperas (de) às vezes às vinte (horas) às vistas de às voltas com à tarde à tardinha a termo à testa (de) à tinta a tiracolo a tiro à toa à-toa a toda a toda a brida a toda força a toda hora à tona (de) a toque de caixa à traição a três por dois à tripa forra a trote à última hora à uma (hora) à unha à vaca-fria a valer à valentona a vapor a vela a velas pandas à venda avião a jato à Virgem à vista (de) à vista desarmada à vista disso à volta (de) à vontade à-vontade à vossa disposição a zero à zero hora bater à porta beber à saúde de cara a cara cheirar a perfume cheirar a rosas condenado à morte dar à estampa dar à luz dar a mão à palmatória dar tratos à bola dar vazão à . a ele(s) eletricidade entrada (de) escâncaras escolha (de) escovinha escuta esmo espada espera (de) espora espreita (de) esquerda esse(s).

à à à a a a a a à a à a a à à à a à à a a a a a à a à a a a à a à à a a à à à à à à à à a à à a a a à a a à à à a à francesa frente (de) fresca frio fundo galope gás gasolina gaúcha gosto grande grande distância granel guisa de imitação de inglesa instâncias de italiana janela jato joelhadas juros jusante lápis larga lenha livre escolha longa distância longo prazo lufadas Luís XV lume luz Machado de Assis mais mando de maneira de mão mão armada mão direita mão esquerda máquina margem (de) marinheira marteladas matroca medida que medo meia altura meia distância meia-noite meio pau menos mercê (de) mesa mesma hora meu ver mexicana às apalpadelas às armas ! à saúde de às ave-marias às avessas às bandeiras despregadas às barbas de às boas às cambalhotas às carradas às carreiras às catorze (horas) às cegas às centenas às cinco (horas) às claras às costas às de vila-diogo às dez (horas) às dezenas às direitas a distância à distância de às doze horas às duas (horas) às dúzias a seco a seguir à semelhança de às encobertas a sério a serviço às escâncaras às escondidas às escuras às esquerdas a sete chaves às expensas de às falas às favas às gargalhadas às lágrimas às léguas às mancheias às margens de às marteladas às mil maravilhas às moscas às nove (horas) às nuvens à sobremesa à socapa às ocultas às oito (horas) à solta à sombra (de) a sono solto às onze (horas) de alto a baixo de cabo a rabo de fora a fora de mais a mais de mal a pior de parte a parte de ponta a ponta descer à sepultura de sol a sol de uma ponta à outra dia a dia em que pese a exceção à regra face a face falar à razão faltar à aula fazer as vezes de folha a folha frente a frente gota a gota graças às hora a hora ir à bancarrota ir à forra ir às compras ir às do cabo ir às nuvens ir às urnas jogar às feras lado a lado mandar às favas mãos à obra marcha à ré meio a meio nem tanto ao mar. nem tanto à terra palmo a palmo para a frente passar à frente passo a passo perante as pôr à mostra pôr à prova pôr as mãos à cabeça pôr fim à vida quanto às recorrer à polícia reduzir à expressão mais simples reduzir a zero sair à rua saltar à vista terra a terra tirar à sorte todas as vezes uma à outra umas às outras valer a pena voltar à carga voltar à cena .

A voz passiva apresenta-se em dois aspectos: Voz passiva sintética – Formada por um verbo transitivo direto (ou direto e indireto) na terceira pessoa (do singular ou plural) mais o pronome “se” (apassivador). modo. a classe gramatical ora denominada de “verbo”. isto é. as estudaremos detalhadamente. . foi o repórter. a situação se inverte. ou seja. é ele quem a pratica. Dando ênfase às vozes do verbo. Tais flexões referem-se a tempo. pessoa e número e voz. No objetivo de compreendermos melhor como se forma todo este processo.à milanesa à mineira à míngua (de) às ordens (de) a socos voltar às boas Como já é do nosso conhecimento. neste caso. Vejamos: A notícia Sujeito paciente foi lida pelo repórter Verbo na voz passiva Podemos perceber que o agente. o sujeito é o agente da ação verbal. que praticou a ação de ler a notícia. Observemos o exemplo: O repórter Sujeito agente leu a notícia Verbo na voz ativa Voz passiva Nela. Exemplo: Praticaram-se Voz passiva sintética ações solidárias Sujeito paciente Voz passiva analítica – Formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto). dentre as demais. pois o sujeito torna-se paciente. é aquela. priorizando conceitos seguidos de seus respectivos exemplos: Voz ativa Neste caso. ele sofre a ação expressa pelo fato verbal. que mais apresenta flexões. torna-se importante ressaltar que as mesmas estão diretamente ligadas à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito.

nos diz que "embora não seja arbitrária a colocação das palavras na frase. Conforme demonstrado a seguir: A garota Sujeito agente penteou-se diante do espelho Verbo na voz reflexiva É importante entendermos que desta forma a garota praticou a ação de pentear-se e recebeu a ação de ser penteada. escritores há que abusaram com maestria dessa arbitrariedade. Afinal de quem era a campanha? Do Betinho. o estilo e a sensibilidade do escritor". porque essa arbitrariedade. Veja: Certa ocasião (1995) se realizaria em uma Praça de São Paulo.Exemplo: Ações solidárias foram praticadas Sujeito paciente Voz passiva analítica foram – verbo ser / praticadas .particípio Voz reflexiva Ocorre quando o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo. . podendo variar de acordo com o tipo da mensagem falada ou escrita e das circunstâncias que envolvem o ato da comunicação. A ordem escolhida para as palavras na frase da faixa era inadequada devido o distanciamento do nome Betinho do termo campanha. Evidentemente. No entanto. convidava para o evento. não significa que qualquer colocação seja aceitável e que a posição das palavras não seja controlada por principio algum. um ato público. ao lado da praça. com os seguintes dizeres: => Compareçam todos ao ato da campanha contra a fome do Betinho. necessário se faz que tomemos cuidado ao usála. na história da literatura. certamente houve aqueles que não puderam evitar um sorriso ou um comentário sobre uma manifestação pública para saciar a fome de apenas um homem. ele tanto pratica quanto recebe a ação expressa pelo verbo. mas. ORDEM DAS PALAVRAS NA FRASE --------------------------------------------------------------------------------------- Sintaxe de Colocação Domingos Paschoal Cegalla. é muitas vezes livre. em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Com efeito. então: Compareçam todos ao ato da campanha do Betinho contra a fome. Uma faixa estendida sobre a avenida. cujo principal organizador era o sociólogo Herbert de Souza. os que liam a mensagem compreendiam o que o redator queria dizer. o inesquecível Betinho. no nosso idioma. No arranjo dos termos na frase intervêm poderosamente a cultura. em português. ou seja. aproximando-o de fome.

Em muitos casos." 4. todos notaram a expressão de ódio. na linguagem enfática." (Ciro dos Anjos) O mesmo se dá com a conjunção sinônima. antepomos os possessivos aos substantivos: minha vida." (Mário Barreto) . entretanto. o mesmo período pode ser organizado de diferentes maneiras sem alteração do sentido: Todos notaram a expressão de ódio em seus olhos Em seus olhos. obedece antes os impulsos do sentimento e da emoção. que estai no céu. Entretanto.Quanto me dói uma lembrança tua! . 2. dentre eles está: a ordem das palavras na frase. mestre simples (sem afetação). Todos notaram.. porém. No entanto. a expressão de ódio. a conjunção [porém] intercalada na oração: A verdade. Na ordem direta. porém.João / comeu / uma feijoada muito gostosa na casa de sua sogra."As represálias não tardam. existem alguns princípios básicos de colocação cujo conhecimento é indispensável para quem faz uso do idioma. Na ordem inversa alteramos a sequência normal dois termos: . • Mas atenção: Há adjetivos que assumem significados diferentes conforme a posição: homem pobre (sem recursos). são intencionalmente pospostos: . . João comeu uma feijoada muito gostosa. em seus olhos. não é prática reprovável colocarmos essa adversativa no fim da oração a que pertence. é que ele foi reprovado. causam maior ou menor ênfase na frase: É uma triste figura de trôpego andar. • No primeiro caso o adjetivo triste e trôpego vem antes dos substantivos. os termos regentes precedem os termos regidos: sujeito + verbo + complementos e/ou adjuntos: . antes ou depois dos substantivos. posição que imprime maior ênfase ao substantivo e a frase."Não inventamos nada. qualquer pessoa (indeterminada). pobre homem (infeliz). pois."A fuga repetia-se. uma pessoa qualquer (insignificante). tua lembrança. nosso pai. Usamos."Pai nosso. De acordo com o costume de nossa língua. porém. Certos adjetivos.. A expressão de ódio. • Oração e período . entretanto: . Casos de Colocação 1.É uma figura triste de andar trôpego.Portanto. de preferência. mais objetiva. No segundo caso. • A ordem inversa é mais freqüente na literatura. desde que a isto não se oponha a harmonia e o ritmo da frase: . todos notaram em seus olhos.Na casa de sua sogra." (Machado de Assis) ®Sérgio. 3. Duas são as ordens que podem reger a construção da frase: a direta e a inversa. dá ao substantivo uma qualidade mais neutra. simples mestre (mero).

nominal e verbo-nominal. intransitivos. Outros exemplos: Flagrante (evidente) / fragrante (perfumado) Mandado (ordem judicial) / mandato (procuração) Inflação (alta dos preços) / infração (violação) Eminente (elevado) / iminente (prestes a ocorrer) Arrear (pôr arreios) / arriar (descer. Acender (pôr fogo) / ascender (subir) Estrato (camada) / extrato (o que se extrai de) Bucho (estômago) / buxo (arbusto) Espiar (observar) / expiar (reparar falta mediante cumprimento de pena) Tachar (atribuir defeito a) / taxar (fixar taxa) O que são Sinônimos e Antônimos: * Sinônimos São palavras de sentido igual ou aproximado: . cair) Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. predicado verbal. • • classificação de orações (coordenadas e subordinadas 6.termos da oração (sujeito e predicado. já quando dizemos que fizemos prova de história. é recomendável usar a grafia “história” para denominar ambos os sentidos. atualmente. Significação das palavras Parônimos: são palavras que apresentam significados diferentes embora sejam parecidas na grafia ou na pronúncia. mas significados diferentes. segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. nos referimos a uma exposição romanceada de fatos imaginários. verbos transitivos. Quando dizemos que alguém nos contou uma estória. contos ou fábulas. que se baseiam em documentos ou testemunhas. de ligação e seus complementos. adjunto adnominal e adverbial). “Estória” é a grafia antiga de “história” e essas palavras possuem significados diferentes. Porém. Ambas as palavras constam no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. nos referimos a dados históricos. narrativas.

censurar. translúcido e diáfano.humildade. Ou.bem. Essas "normas gramaticais" estão sempre sujeitas a "desvios".clamor. extinguir. Observação: A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos: • • • • • • • • adversário e antagonista. tanto na língua falada quanto na escrita. semicírculo e hemiciclo. configurando o "erro gramatical ou o vício de linguagem". moral e ética. brado. soberba . * Antônimos São palavras de significação oposta: • • • • ordem . apagar . esperar e desesperar. mal . então. oposição e antítese. há um que se institui como língua padrão. A LINGUAGEM FIGURADA ______________________________________ Estudos Literários Dentro de um grupo social há vários modos de se usar a Língua Portuguesa. contraveneno e antídoto. transformação e metamorfose. colóquio e diálogo. progredir e regredir.abecedário. grito . simétrico e assimétrico. ou seja. concórdia e discórdia. ativo e inativo. Dentre eles.abolir. Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo: • • • • • • • • bendizer e maldizer. pode ser provocado pelo usuário que – conhecendo as normas – desvia- . É a partir do uso da língua padrão que a gramática estabelece as normas daquilo que seria falar ou escrever corretamente.• • • alfabeto . simpático e antipático. comunista e anticomunista. mais cultas dentro do grupo social.anarquia. e que corresponde ao modo de falar das pessoas mais instruídas. louvar . as normas da língua culta. Desvios que podem ocorrer por desconhecimento que o falante tem das normas.

Tal fato ocorre alguém não possa usar as figuras muito na linguagem coloquial. Figuras Fonéticas ou de Som – quando os sons se expressivamente: Aliteração. Preterição. É isso que dá nova vida a palavra. Paronomásia. do dicionarizado: • Comparação. Perífrase. pois ela é indispensável à própria comunicação. 2. individualmente. Assim. Este procedimento traz. Metonímia. Onomatopéia. Neste caso. a palavra ultrapassa os limites de sua versão oficial (denotativa) para assumir os valores que ela sugere. Elipse. em sua versão única. enfim. destacam Esta divisão está sujeita a variações. Assíndeto. Gradação. uma grande vantagem em termos de consulta e memorização. Pleonasmo. de forma a estabelecerem-se vínculos estruturais e de significação entre as várias figuras. Assíndeto. Antimetábole (ou Quiasmo). Epanortose. desviada do seu sentido normal. . enfatizando aspectos sonoros. Reticência. Sinestesia. Sinquise. Concatenação. Oximoro. É muito difícil para alguém que faz literaturas se fazer entender sem apelar para as figuras de linguagem. Exclamação. Antanáclase. quer que elas exprimam. desvios em relação à concordância entre os termos da oração e a ordem em que estes termos aparecem na frase: • Silepse. uma a uma. Epânodo. Alusão. Interrogação. padrão. Figuras de Pensamento – quando a palavra sofre uma alteração. Epístrofe. A linguagem figurada não é exclusiva do texto literário (prosa ou poesia). Hipérbato. Pobre. Você. Clímax. omissões de termos. um desvio intencional que se realiza na esfera do pensamento: • Antítese. Hipérbole. Ironia. Sinédoque. Assonância. da linguagem figurada. Figuras de Palavras – quando empregamos um termo com sentido diferente do usual. um novo significado: "Fios de sol escorriam de um carvalho. Personificação (ou Prosopopeia). mas tentamos recriá-la. Zeugma. Anacoluto. o desvio configura o que se costuma chamar de linguagem figurada ou figuras de linguagem. Epizeuxe. Diácope. 4. Anadiplose. 3. Litotes. adquire um novo sentido. Fica explicito. A linguagem figurada faz parte da retórica – arte e técnica de tornar um discurso mais convincente. Anáfora. não utilizamos apenas a linguagem convencional. Apóstrofe. Polissíndeto. Catacrese. Paradoxo. conota. Eufemismo. portanto. na criação de trabalhos literários. alterando os sentidos. Antonomásia (ou Perífrase). Gradação. Anástrofe. Polissíndeto. que as palavras se transformam de acordo com as circunstâncias e as sutilezas que o usuário. Figuras Sintáticas ou de Construção – quando há repetições. Anticlímax. Metáfora.se delas para conferir novidade e força expressiva à mensagem. para exprimir os diversos significados de que se revestem sentimentos e ideias. lançando mão. isso não significa que inconscientemente. (Vergílio Ferreira) / "O relógio pingava as horas. em relação ao padronizado. Enfim. É comum distribuírem-se as figuras de linguagem em quatro categorias: 1. perto da estrada". vagarosa mente". Porém. teremos uma figura de linguagem sempre que uma palavra.

.1987. como a antítese. ®Sérgio. METÁFORA Aristóteles dizia que a metáfora “consiste em transportar para uma coisa o nome da outra (. A faz lembrar B. ou seja. No entanto. • Identificação e interpretação de figuras de linguagem “As figuras de linguagem constituem os ‘ornamentos’ do discurso.ocorre sempre que uma palavra admitir duas ou mais interpretações. estamos. Figuras de pensamento:aquelas que exploram jogos conceituais. metonímia. A parece B. 1983. (VANOYE. (.. tornamos explícita a associação. criando uma linguagem nova.A é como B.. mesmo sem perceber. o eufemismo. Aliás . Figuras de estilo: ambigüidade. Martins Fontes. compreensão. então que. a prosopopéia. As figuras de linguagem e os textos COMPARAÇÃO Observe esta letra de Caetano Veloso: Um Índio descerá De uma estrela colorida brilhante De uma estrela que virá Numa velocidade estonteante E pousará no coração do hemisfério sul.. comparação. utiliza muito dessas figuras de linguagem quando fala ou escreve alguma coisa. Figuras de som: aquelas que exploram a sonoridade das palavras. análise) e uso mais eficaz da linguagem”.. Na realidade.. ao exprimirmos nosso pensamento. quando ocorre um desvio de sentido. como a onomatopéia. particularmente no domínio escolar está profundamente marcado pela retórica clássica. Pois.) uma espécie de comparação à qual falta a locução comparativa”. como o pleonasmo e a silepse. o hipérbato. Por exemplo: metáfora. na América de um claro instante Depois de exterminada a última nação indígena e o espírito dos pássaros das fontes de água límpida mais avançado que a mais avançada das tecnologias Virá Impávido que nem Muhammed Ali Virá que eu vi Apaixonadamente como Peri Virá que eu vi Tranqüilo e infalível como Bruce Lee “Se. a capacidade de criação não é exclusiva dos grandes gênios. nosso universo verbal. Figuras de palavras: ocorrem toda vez que uma palavra ou expressão é empregada num sentido diferente do seu sentido convencional.) é possível afirmar que existe uma estreita relação entre as ‘técnicas de expressão’ e a retórica.”Mattoso Câmara Júnior. é preciso que se considere que as técnicas de expressão não constituem receitas ou rol de ornamentos que visem ao ‘falar bonito’. Diremos.p. A figura se opõe à linguagem simples. sinestesia.. 7 ed. colocando em prática nosso potencial criativo. aparentemente . Usos da linguagem. Quando falamos ou escrevemos. temos o que se chama uma comparação em gramática. a ponto de reconhecermos: Figuras de construção ou sintaxe: aquelas que exploram a construção gramatical da frase. a ironia. uma maneira de aperfeiçoar o comportamento intelectual (reflexão. Ela desvia os elementos da linguagem comum do seu uso normal. mas sim.SP. a metáfora caracteriza-se como uma transferência de um termo para um âmbito da significação que não é o seu.provavelmente.48 350) As figuras podem apresentar diferentes aspectos da linguagem. Francis. qualificada às vezes de ‘florida’.

não transparece nenhuma relação real entre as palavras. fundamentando-se assim numa relação subjetiva.” (Castro Alves) “Eu sou a borboleta mais vadia / na doce flor/ da tua hipocrisia” Campanha publicitária da grife Bennetton . Exemplos: “Sua boca era um pássaro escarlate.

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