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josé Bessa

EntreviSTa:

(elEsbão

e HaroldinhO)

absorve e

“O verdadeiro profissional

compartilha, para que o mercado cresça”

Estudo de caSo:

bondfaro.com

Redesenho para facilitar a

usuários

navegação dos

Portfólio agência:

Euro RsCG 4D

Liberdade como estímulo no processo de criação

fevereiro 2006 :: ano 3 :: nº 26 :: www.arteccom.com.br/webdesign

a voz em fOrmA dE imageM

processo de criação fevereiro 2006 :: ano 3 :: nº 26 :: www.arteccom.com.br/webdesign a voz em
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processo de criação fevereiro 2006 :: ano 3 :: nº 26 :: www.arteccom.com.br/webdesign a voz em

direitos autorais

:: A Arteccom não se responsabiliza por informações e opiniões contidas nos artigos assinados, bem como pelo teor dos anúncios publicitários. :: Não é permitida a reprodução de textos ou imagens sem autorização da editora.

de textos ou imagens sem autorização da editora. 4 :: quem somos Editorial Do meu vô

4 :: quem somos

Editorial

Do meu vô Luiz

“Quem passou pela vida em brancas nuvens E em plácido repouso adormeceu Quem não sentiu o frio da geada Quem passou pela vida e não sofreu Foi espectro de homem, não foi homem Só passou pela vida, não viveu.”

essa poesia decorei de tanto ler o livro

que ele nos deixou. Meu avô era um fazendeiro do interior de Minas e, cheio de amigos, tinha um caderno onde estes escreviam suas poesias ou de terceiros, enfim, deixavam ali uma recordação para ele. Em cada letra, desenhada à nanquim e bico de pena, dava pratica- mente para imaginar cada amigo do meu avô. “Este gostava muito dele,

como dispôs de seu tempo”. Depois lia

como caprichou nas capitulares

outra, com um tipo mais corrido, uma escrita mais rápida, e imaginava:

seria um dos Canedo?

este deve ser um daqueles amigos políticos dele

Fora o conteúdo das poesias, que também dizem muito das pessoas que as escrevem. Talvez digam até mais do que elas mesmas sobre si.

as pessoas não escrevem mais poesias, não

enviam cartas, não desenham mais letras. Mas continuamos interpretando o que é escrito da mesma forma. Já que não temos mais o prazer de dese- nhar cada tipo e cuidar para que não caia uma só gota de tinta no papel,

vamos utilizar esse tempo para escolher muito cuidadosamente a fonte para que conteúdo seja transmitido eficazmente. Com certeza, ela vai te ajudar a transmitir sua mensagem e a atingir o objetivo de seu projeto.

Saudades do meu vovô Luiz

Bem, de volta a 2006. É

Boa leitura e um grande abraço!

Adriana Melo
Adriana Melo
 

Equipe

Direção Geral

Adriana Melo

adriana@arteccom.com.br

Direção de Redação Luis Rocha

luis@arteccom.com.br

Criação e Diagramação

Camila Oliveira

camila@arteccom.com.br

Leandro Camacho

leandro@arteccom.com.br

Ilustração

Beto Vieira

beto@arteccom.com.br

Assinaturas

Jane Costa

jane@arteccom.com.br

Gerência de Tecnologia

Fabio Pinheiro

fabio@arteccom.com.br

Desenvolvimento Web

Eric Nascimento

eric@arteccom.com.br

Financeiro

Cristiane Dalmati

cristiane@arteccom.com.br

A Arteccom é uma empresa de design, especializada na criação de sites e responsável pelos seguintes projetos:

Revista Webdesign :: www.arteccom.com.br/webdesign Curso Web para Designers :: www.arteccom.com.br/curso Encontro de Web Design :: www.arteccom.com.br/encontro Portal Banana Design :: www.bananadesign.com.br Projeto Social Magê-Malien :: www.arteccom.com.br/ong

Criação e edição

Criação e edição

www.arteccom.com.br

Produção gráfica

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www.prolgrafica.com.br

Distribuição

Distribuição

www.chinaglia.com.br

www.arteccom.com.br Produção gráfica www.prolgrafica.com.br Distribuição www.chinaglia.com.br

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contato pág. 6 emails pág. 6 fale conosco pág. 6 emails pág. 6 fale conosco

fique por dentro pág. 8 direito na web pág. 10 bloguices pág. 8 direito na web pág. 10 bloguices

portfólio pág. 12 agência: Euro RSCG 4D pág. 18 freelancer: Alex Leão pág. 12 agência: Euro RSCG 4D pág. 18 freelancer: Alex Leão

matéria de capa pág. 20 entrevista: José Bessa pág. 28 tipografia na web: como garantir o sucesso estético pág. 20 entrevista: José Bessa pág. 28 tipografia na web: como garantir o sucesso estético e funcional de seu projeto

e-mais pág. 39 debate: o poder das comunidades pag. 46 como administrar o tempo pág. 39 debate: o poder das comunidades pag. 46 como administrar o tempo

com a palavra pág. 58 experience design: Claudio Toyama pág. 60 marketing: René de Paula Jr. pág. 62 pág. 58 experience design: Claudio Toyama pág. 60 marketing: René de Paula Jr. pág. 62 bula da Catunda: Marcela Catunda pág. 64 webdesign: Luli Radfahrer

6 :: emails Assunto: Novidades para março Parabéns pela organização do Assunto: Segurança na web

6 :: emails

Assunto: Novidades para março Parabéns pela organização do Assunto: Segurança na web
Assunto:
Novidades para março
Parabéns pela organização do
Assunto:
Segurança na web

Gostaria muito que vocês explicassem como fazer para sabermos se o site em que estamos é realmente seguro ou não. Sei que quando nós clicamos no cadeado que aparece no canto direito da página, há informações de certificados de segurança. Mas acabei de ler uma matéria sobre isso e já estão falsificando as informações bem como os cadeados que aparecem (“Curiosidades: Golpistas usam certificados digitais para phishing”, site Infoexame). Ah, já ia esquecendo: sou leitora da Webdesign faz pouco tempo, acho que seis meses. Gosto muito da revista, mas às vezes não entendo nada de programas e de certas palavras. É, eu sei que tenho que fazer um curso bom de webdesign, mas não tenho condições de “bancar” com as mensalidades. Aqui, os cursos são caros. Vocês não teriam uma dica para me dar? Sou iniciante.

Juliana de Souza juliana.dsouza@bol.com.br

Olá, Juliana. Na edição 21 (setembro), fizemos uma longa abordagem sobre

o tema “Segurança”. Inclusive,

há dicas de como identificar os sites “seguros”. Como você está

iniciando, uma boa pedida é ler

a “Cartilha de Segurança para

Internet” (http://cartilha.cert.br/), preparada pelo CERT.br. Sobre cursos, você pode conferir os anúncios publicados nesta edição.

evento e pela maravilhosa revista. Gostei muito da estética da última edição, estava mais bonita que o habitual. Tenho uma sugestão: por que vocês não deixam uma página como mural de empregos, onde as empresas divulgam que tipo de profissionais estão precisando

e informações para contato?

Estou com uma dificuldade tremenda para encontrar algum profissional com conhecimento em WebStandards em Ribeirão Preto. Se essa seção existisse, seria muito mais fácil para as pessoas que passam pela mesma situação. Sucesso a vocês e até a próxima edição :-)

Caio Vinícius

caio.audax@gmail.com

Olá pessoal, com certeza não tem como se lembrar das pessoas que mandam sugestões, pois creio que sejam muitas. Mas já enviei

“algumas”, rsrsrsrs. A de hoje não

é específica sobre webdesign, nem programação, e acho que pode chamar as pessoas a comprar a

revista. A idéia é manter uma lista de empregos na revista, se possível os tão falados empregos

à distância, porém quase nunca

vistos. A maioria dos profissionais (isto inclui eu) procura este tipo de emprego. Portanto, seria uma boa

para os leitores e para a revista ter

algo do tipo. Valeu e até mais. []’s

Juliano Nunes

juliano.net@gmail.com

Caio e Juliano, a participação

de vocês sempre é fundamental para que nosso trabalho evolua. Depois do Bloguices (páginas 10 e 11) e da nova diagramação, vamos trazer em março mais uma novidade: uma seção chamada

“Métricas e Mercado”, onde publicaremos novidades sobre emprego e estatísticas atualizadas sobre e-commerce, hospedagem, segurança, navegadores, domínios etc. Qualquer sugestão adicional, fale conosco pelo site da Webdesign.

Assunto: Cadastro de portfólio
Assunto:
Cadastro de portfólio

Na edição 24, havia um pequeno comentário sobre uma “divisão” feita no cadastro de portfólios. Mas não encontrei essa divisão no site. Fiz o cadastro, mas até agora nunca recebi um informativo sequer da revista, até para confirmar o cadastro. Tenho interesse em participar na parte de portfólio calouro! Um forte abraço,

Roberto Fernandes

roberto@fatordigital.com.br

Estou enviando esse e-mail por uma dúvida. Sou novo na profissão de webdesigner e não tenho um portfólio grande. Então, gostaria de saber melhor como funciona o cadastro de portfólio do site. Espero respostas,

Danilo Carvalho minotauro_nc@yahoo.com.br

Olá, Roberto. Implementamos essa “divisão” em

janeiro. Por favor, visite o site da revista (www.arteccom.com.br/ webdesign) e confira as mudanças. Seu portfólio foi cadastrado com sucesso. Essa área gera uma grande demanda e mensalmente vamos analisando os profissionais e as agências cadastradas. Aguarde!

Danilo, para cadastrar seu portfólio, basta entrar no site da revista e preencher seus dados no formulário localizado no lado esquerdo. Boa sorte!

fale conosco pelo site www.arteccom.com.br/webdesign

:: Os emails são apresentados resumidamente. :: Sugestões dadas através dos emails enviados à revista passam a ser de propriedade da Arteccom.

à revista passam a ser de propriedade da Arteccom . Assunto: Freelancer organizado Adorei a seção
Assunto: Freelancer organizado
Assunto: Freelancer organizado

Adorei a seção de downloads!

Minha vida de “freela” ficou muito mais organizada. Parabéns

a toda equipe ‘Webdesign’.

Cosme

cosmefm@gmail.com

Oi, Cosme.

A idéia é essa: ajudar nosso leitor

em sua caminhada profissional. Lembrando que na seção

“Downloads”, do site da revista,

é possível obter os seguintes

modelos: tabela referencial de custos de site, modelo de briefing, contrato de prestação de serviços de desenvolvimento de site, proposta e pesquisa de satisfação.

Assunto: 11º EWD Parabéns pelo excelente EWD- SP! O mercado de webdesign realmente carece de
Assunto:
11º EWD
Parabéns pelo excelente EWD-
SP! O mercado de webdesign
realmente carece de ótimas
iniciativas como esta. Isso
fortalece nossa profissão.
O
evento estava muito bem

organizado, desde o local, stands

e palestras. Aliás, excelentes palestras. Para terminar com

chave de ouro, as premiações mostraram o que está sendo feito de bom neste mercado. Mais uma vez parabéns e muito sucesso a

Arteccom!

Tercio Strutzel

tercio@mktable.com.br

Oi, Tercio.

Muito bom receber esse tipo de

feedback, pois assim temos um

parâmetro sobre a qualidade

dos eventos. Aproveitamos para

anunciar que a 11ª edição do EWD

começará em maio. O novo site do

evento já está quase pronto.

8 :: direito na web Marianna Furtado é advogada com pós-graduação em Direito da Propriedade

8 :: direito na web

Marianna Furtado é advogada com pós-graduação em Direito da Propriedade Intelectual pela PUC-Rio. Atualmente,
Marianna Furtado é advogada
com pós-graduação em Direito
da Propriedade Intelectual pela
PUC-Rio. Atualmente, pertence à
equipe do escritório
Montaury Pimenta, Machado &
Lioce Advogados.
Envie sua dúvida para:
marianna@montaury.com.br

Plágio

Acho que a revista deveria falar sobre plágio na internet. Salve os criadores e diga não à

pirataria. Bruno Neves - contato@brunofree.com.br

Muitas pessoas confundem a prática de plágio com a de reprodução ou cópia desautorizada de uma determinada obra. De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2000), Plagiar signifi- ca: “1. apresentar como da própria autoria

(obra artística, científica etc. que pertence

a outrem); 2. fazer imitação de (trabalho

alheio)”. Assim é preciso esclarecer que plágio não é necessariamente uma cópia servil, idêntica de obra alheia. O plágio é uma

prática de caráter ofensivo maior do que a cópia, vez que, ardilosamente, o plagiador apodera-se da criatividade da obra de um terceiro, disfarçando-a para que aparente ser uma obra nova. Por isso, a diferenciação entre as mo- dalidades de infração em “usurpação” e “contrafação”. Na usurpação, o infrator apresenta como sua obra de outrem, fur- tando do verdadeiro criador a sua autoria. Na contrafação a obra não é simplesmen- te copiada e sim recomposta de manei- ra a aparentar ser obra nova autônoma daquela em que serviu de origem para o plágio. Entretanto, há que se destacar que não constitui prática de plágio os casos em que ambas as obras - mesmo possuin- do semelhanças oriundas das característi- cas comuns daquele determinado objeto

- possuam cada uma criatividade própria.

Certo é que o elemento determinan- te na identificação da ocorrência da prá- tica de plágio é o fato de que nenhuma criatividade oriunda do intelecto do então plagiador é acrescentado àquela criação a que se recorreu para criar a “obra-plá- gio”, aproveitando-se a própria estrutu- ração ou apresentação do tema da obra original.

estrutu- ração ou apresentação do tema da obra original. Caçando os e-plagiadores "Vasculhar a internet em

Caçando os e-plagiadores

"Vasculhar a internet em busca de conteúdos semelhantes ou copia- dos sem autorização prévia é o ob- jetivo principal do Copyscape (www. copyscape.com). Trata-se de uma ferramenta de busca que pode ser utilizada para acom- panhar os caminhos de um conteúdo publicado e descobrir se foi plagiado por algum website. O sistema também pode ser usado para localizar citações legítimas de conteúdo online."

Fonte: InfoGuerra (www.infoguerra.com.br)

10 :: blog Bloguices By Margarida Flores apareceu_a_margarida@hotmail.com E como diria Jorge Benjor em Fevereiro

10 :: blog

10 :: blog Bloguices By Margarida Flores apareceu_a_margarida@hotmail.com E como diria Jorge Benjor em Fevereiro tem

Bloguices

By Margarida Flores

apareceu_a_margarida@hotmail.com

E como diria Jorge Benjor em Fevereiro tem carnaval.

Janeiro é um mês que nasce morto.

Nada pra fazer senão esperar o mundo voltar de férias enquanto o sol brilha para quase todos. Mas, ao contrário do lado daqui, o mundo Nasdaq não descansa, e quem vive a rotina digital não pode deixar de ler e saber que, deu pau na Nasdaq, o mundo www explode.

E toma tabela. Pior que decorar tabuada. Quem vive a rotina digital não pode deixar de ler e conhecer o site

mãe do mundo virtual, uma bolsa de valores em corretores. http://www.nasdaq.com/ - Fonte - By my self

em corretores. http://www.nasdaq.com/ - Fonte - By my self Luzes! Câmera! Google!?! Como se não bastasse

Luzes! Câmera! Google!?!

Como se não bastasse mandarem em um bom pedaço da internet, agora o Google vai entrar com pipoca nas salas de cinema bancando um filme independente. Serão dados US$ 500 mil a Reid Gershbein para que o cineasta possa terminar Broken Arrows.

O roteiro narra a trágica história de um homem que perde sua mulher em um ataque terrorista e por conta disso resolve sair por aí fazendo justiça com as próprias mãos. - Fonte by Magnet

fazendo justiça com as próprias mãos. - Fonte by Magnet Portas e Windows Escancaradas para 2006

Portas e Windows Escancaradas para 2006

Dizem que se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Mas os caras do Internet Storm Center (ISC), do SANS Institute, não pensaram assim e lançaram um SOS:Se você é um feliz ou infeliz usuário do sistema operacional Windows, corra para instalar a correção de segurança não oficial imediatamente, tipo agora.

A coisa toda é pra proteger você de ataques como os via e-mail compostos por títulos como “happy new

year” (feliz ano novo), com um arquivo “HappyNewYear.jpeg”, que ao contrário de um voto de felicidades pra 2006 se trata de um arquivo WMF corrompido.

A história agora é a seguinte, nem os JPEG estão livres do WMF.

Resumindo, que se lixem os cartõezinhos de natal bonitinhos, deleta essas porcarias. Telefone tá aí é pra ser usado.

Leia e entenda você mesmo o boletim da Microsoft: http://www.microsoft.com/technet/security/

advisory/912840.mspx . - Fonte by IDG Now

advisory/912840.mspx . - Fonte by IDG Now Tem uma Boquinha aí pra mim? E não é

Tem uma Boquinha aí pra mim?

E não é que na China jogar virou emprego?

Em turnos de doze horas os sortudos chamados de “Fazendeiros do Ouro” se revezam enquanto brincam com jogos. A nova modalidade de mão-de-obra nada mais faz do que queimar etapas e vender personagens de games. São os mercenários do “start”. Eles enfrentam as mais sangrentas batalhas, sofrem nas mãos impiedosas de monstros, caçam os mais valiosos tesouros e depois vendem pra você. É isso mesmo, senhoras e senhores, é a terceirização chegando ao mundo dos games, inclusive os multi players.

Se esse trabalho dá dinheiro? Por lá os caras tão tirando unsUS$ 250 por mês. Tô dentro.

Fonte by Folha Online

Se esse trabalho dá dinheiro? Por lá os caras tão tirando unsUS$ 250 por mês. Tô

Nova seção!

A partir desta edição as notícias da seção clipping serão dadas por Margarida Flores!

Todos os links estão no site da revista.

Margarida Flores! Todos os links estão no site da revista. Prêmio Selo RIOfazDESIGN 2006. O Selo

Prêmio Selo RIOfazDESIGN 2006.

O Selo RIOfazDESIGN é um prêmio concedido a

empresas e instituições instaladas no Estado do Rio de Janeiro que utilizam com regularidade o design como ferramenta em seus diversos setores e níveis de atuação: impressos e meios de comunicação, equipamentos e veículos, uniformes, embalagens, produtos e tudo mais que der pra fazer design.

O

Prêmio se divide em 7 categorias. Quem ganhar terá

o

direito de utilização do Selo RIOfazDESIGN 2006, um

o direito de utilização do Selo RIOfazDESIGN 2006, um atestado de diferencial de qualidade e o

atestado de diferencial de qualidade e o direito de participar da III Exposição RIOfazDESIGN.

As inscrições vão de 4 de janeiro a 4 de fevereiro de 2006.

Pra saber mais: riofazdesign@sede.rj.gov.br

de 2006. Pra saber mais: riofazdesign@sede.rj.gov.br Time elege as melhores fotografias de 2005 Veja você mesmo

Time elege as melhores fotografias de 2005

Veja você mesmo e não se choque. Nem tudo são flores no mundo.

Uma dica, lencinhos de papel em mãos porque a coisa não vai ser fácil.

Vale a digitação http://www.time.com/time/yip/2005/

Vale a digitação http://www.time.com/time/yip/2005/ Previsões de Michel Lent para o Web New Year 1. Os

Previsões de Michel Lent para o Web New Year

1. Os salários dos publicitários com conhecimento de internet vão inflacionar.

Nas grandes agências, estes salários irão se equiparar ou passar os salários dos publicitários ‘tradicionais’.

2. Veremos um movimento migratório de contas online indo para agências

especializadas. Grandes clientes, deixando grandes agências tradicionais sem

expertise em interactive, buscando agências focadas neste ferramental.

3. Até o final de 2006, 2 ou 3 novas agências especializadas em online ganha-

rão grande destaque no mercado brasileiro. Se transformarão em ‘hot shops’ queridinhos do mercado, num movimento parecido com o que já acontece nos Estados Unidos e Europa.

E tem mais previsões.

A fonte é do próprio. Digite e leia em http://www.lent.com.br/viu/

é do próprio. Digite e leia em http://www.lent.com.br/viu/ Dê olho nas prateleiras. Chega ao Brasil o

Dê olho nas prateleiras. Chega ao Brasil o Manual do Estilista

Tá na moda ler. Aliás, sempre esteve.

Não esqueça então (se o assunto te interessar) de ler Fashion Design - Manual do estilista, da britânica Sue Jenky Jones, uma bíblia para estudantes e interes- sados no tema. Completíssimo.

blog :: 11

e interes- sados no tema. Completíssimo. blog :: 11 LINKS BRINDES Tá com sono? Tá com

LINKS BRINDES

Tá com sono? Tá com fome? Tá com dengue?

Links brinde, em 2006 mais entretenimento pra vocês.

Esse é bisonho: plástico bolha. Estoure as bolhinhas e é só. Ploct! http://www. bossmonster.com/games/bubblepop.html

A pirataria tá comendo solta por aí, mas

um seleto grupo de artistas nem deveria se

preocupar com isso. http://www.zonicweb. net/badalbmcvrs/index.htm

Vai dizer que não lembra daquelas baladas que os Scorpions faziam nos anos 80? Pode confessar, fala baixinho, ninguém vai ouvir. Músicas que embalaram namoros, violentos rompimentos, aquela profunda sensação de que ninguém te ama, ninguém te quer.

Aqui uma versão acústica. http://crass.on.ru/ flash/bbird.html

Alô? Alô? Alô? De onde falam? Em vez de atender o telefone normalmente, as pessoas levam à orelha os objetos mais variados

e incomuns do planeta como animais,

monitores de computador, cestos de lixo e muito mais. Área especial para brasileiros.

Cheque pra rir. http://www.sidetalkin.com/ photos.html

FLASH BACK

DOCES LINKS DO PASSADO.

Dificuldade em se expressar? As pessoas dizem que você é insensível demais? Não se preocupe. Isso tudo pode simplesmente ser dificuldade em demonstrar emoção nas suas expressões faciais. Emotion Eric demonstra exemplos práticos para você. Entre nesse link pré-histórico e aprenda com o mestre:

http://www.emotioneric.com

RÁDIO DO MÊS

O papa é pop. O pop é caribenho.

http://www.more94fm.com/

NOTA IMPORTANTE

Margarida Flores sofre ataque de amnésia.

Margarida Flores sofre ataque de amnésia. Perdi a cabeça e minha senha do Hotmail.

E quem consegue decorar tanta senha? Eu

não. Cadastrei e esqueci mesmo. Isso que dizer que, o margarida.flores@hotmail.com

já era. Quer mandar uma email com dicas,

elogios, elogios, elogios, elogios ou divulgar

o seu evento, se for legal eu falo dele. Mande para:

apareceu_a_margarida@hotmail.com

Teu Blog é legal?

Manda o link. Dose dupla de prediletos. http://catarro.blogspot.com/ http://www.gardenal.org/ressacamoral/

12 :: portfólio agência - Euro RSCG 4D O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO TALENTO BRASILEIRO Eles

12 :: portfólio agência - Euro RSCG 4D

O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO TALENTO BRASILEIRO

RSCG 4D O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO TALENTO BRASILEIRO Eles estão de olho em nosso talento. Não,

Eles estão de olho em nosso talento. Não, a redação da revista Webdesign não foi contaminada pela mania de perseguição. É apenas uma constatação do crescente sucesso que os profissionais de internet no país vem fazendo no mercado gringo. Um bom exemplo desse cenário faz parte da história da Euro RSCG 4D (www.eurorscg4d. com.br) no Brasil. “A agência surgiu em 1999. Eu e minha sócia, a Roberta Raduan, tínhamos uma produtora de web (WBD) e prestávamos serviço para alguns clientes, entre eles a Intel. Foi por causa de uma promoção na internet que desenvolvemos para eles que o grupo Euro RSCG nos conheceu, gostou do nosso trabalho e nos convidou para fazermos parte da rede. Na época, chamamos Euro RSCG Interactive, depois Interaction e, há dois anos, somos 4D”, revela Alon Sochaczewski, sócio-diretor de criação da agência. A inclusão do termo “4D” foi uma estratégia ocorrida globalmente. “Ela representa mais do que uma troca de nome. Os 4D falam de quatro disciplinas que atuamos hoje em dia: Digital, Direct (Marketing Direto), Drive (promoções, ações no ponto de venda, eventos) e Data (trabalho inteligente com banco de dados). Ou seja, hoje nossa agência e as outras 44 do grupo Euro RSCG 4D fazem Marketing Services, integrando essas disciplinas e entregando um trabalho coeso e sempre muito criativo”, define.

portfólio agência - Euro RSCG 4D :: 13

portfólio agência - Euro RSCG 4D :: 13 “(A bolha da internet) foi uma overdose de

“(A bolha da internet) foi uma overdose de desinformação, apostas despropositadas na web, tudo totalmente

fora de controle, o que prejudicou demais o desenvolvimento da internet no país”

Furando a bolha O ano de 2001 deixou marcas profundas em alguns profissionais que trabalhavam com internet na época. Esse período ficou conhecido como “bolha da internet”, quando a supervalorização das empresas pontocom acabou se tornando um grande desastre comercial, após o boom ocorrido entre 1999 e 2000.

x Bolha da internet A entrada do século XXI foi um momento de força na
x
Bolha da internet
A entrada do século XXI foi um momento de força
na Internet. O bug do milênio não gerou prejuízos e
grandes empresas da era virtual que nasceram de pe-
quenas idéias como Hotmail, Google, Yahoo e Amazon
contabilizaram lucros antes impensáveis. Ao mesmo
tempo, teve início o tempo das grandes fusões de em-
presas, como a reunião dos grupos AOL e Time-Warner.
A chamada “Bolha da Internet” estava inflando e não
demoraria muito a estourar.
Fonte: Terra Tecnologia (http://tinyurl.com/cx76q)

durante os seis anos de existência é uma grande conquista. Ele destaca também as importantes premiações recebidas ao longo desse tempo. “O ano de 2005 foi, particularmente, um período de grandes conquistas, com mais de 60 prêmios ganhos em festivais nacionais e internacionais. Em Cannes, que é o Oscar do nosso mercado, levamos cinco leões e fomos a terceira agência interativa mais premiada do mundo. No Brasil, também fomos a agência do ano no Prêmio About,

e a mais premiada no ABANET, que reconhece cases e não

peças isoladas. Destaco também os dois prêmios AMAUTA que recebemos, o mais importante festival de marketing direto da América Latina”. Mas nem só de prêmios vive uma agência. “Outro destaque importante foi a conquista da conta das cervejarias Kaiser, um cliente muito aberto, maduro, que nos possibilitou colocarmos no ar grandes campanhas e projetos”, diz. Liberdade para se atingir a criatividade Uma dúvida muito comum de quem inicia na profissão

envolve a formação de uma agência web. Na Euro, o perfil

“Enfrentamos a bolha da internet e, nessa época, as pessoas não tinham noção alguma de como a tecnologia

é

bem variado. “Temos vários perfis dentro da agência. Desde

podia trabalhar para as suas marcas. Foi uma overdose

o

fera em tecnologia, ao expert em mídia, passando

de desinformação, apostas despropositadas na web, tudo totalmente fora de controle, o que prejudicou demais o desenvolvimento da internet no país. Mas sempre fomos

pelo profissional de atendimento, planejamento, pelos criativos - diretor de arte, redator. Sempre oferecemos palestras e possibilidades para nossa equipe reciclar seus

muito sérios e comprometidos com o negócio dos nossos clientes, por isso passamos por aquele período e estamos

conhecimentos e incentivamos isso o tempo todo. No mais, nosso time também trabalha integrado, ou seja, buscamos

aqui hoje, fortes e crescendo e, melhor, ganhamos o

quebrar a divisão de trabalho on e off-line e incentivamos

respeito e a admiração do mercado”, afirma Alon.

a

todos trabalharem em todos os jobs da casa”, explica

2005: o ano das premiações Dentre as principais realizações já alcançadas pela agência, Alon diz que manter um crescimento constante

Alon. Um aspecto fundamental para estimular a criatividade/ produção dos profissionais que trabalham na agência

14 :: portfólio agência - Euro RSCG 4D “Sempre oferecemos palestras e possibilidades para nossa

14 :: portfólio agência - Euro RSCG 4D

“Sempre oferecemos palestras e possibilidades para nossa equipe reciclar seus conhecimentos e incentivamos isso o tempo todo”

seus conhecimentos e incentivamos isso o tempo todo” www.eurorscg4d.com.br envolve o planejamento do ambiente

www.eurorscg4d.com.br

envolve o planejamento do ambiente físico (estrutura, decoração, computadores etc). “O que damos aos nossos profissionais é liberdade. Liberdade para colocar pôsteres pela agência, para decorar seu ambiente de trabalho, para fazer suas pesquisas e dividir com o grupo as novidades que descobriu. Acredito que isso é motivador e ajuda a turbinar sua criatividade. Também propiciamos um ambiente alegre, jovial, um ambiente de equipe mesmo”, revela. Segundo Alon, o estímulo à criatividade representa

o segredo para uma agência sobreviver no disputado mercado de internet. “Criatividade é a palavra-chave,

é o nosso ‘segredo’ e o motivo pelo qual estamos aqui,

crescendo, conquistando prêmios e clientes”, completa. E tudo isso vai ajudar também na consolidação dos diferenciais da agência. “Somos uma agência que faz Marketing Services, ou seja, não temos uma solução pronta para nossos clientes. Eles nos trazem seus problemas de comunicação, nós olhamos para ele e levamos a solução ideal, que pode ser na internet, ou uma promoção, uma

ação no ponto de venda, um evento, ou tudo isso junto, integrado. Temos diversas ferramentas e as usamos conforme a necessidade do cliente naquele momento. Trabalhamos comunicação integrada, sempre de forma muito criativa e ousada”, aponta.

sempre de forma muito criativa e ousada”, aponta. CASES Kaiser - Videokast www.kaiser.com.br Dando

CASES

Kaiser - Videokast

www.kaiser.com.br

aponta. CASES Kaiser - Videokast www.kaiser.com.br Dando continuidade as inovações realizadas, em agos- to de

Dando continuidade as inovações realizadas, em agos- to de 2005, no site da cervejaria Kaiser, a Euro RSCG 4D im- plementou, no começo de janeiro, a tecnologia videocast, rebatizando-a de videoKast, com “K” de Kaiser. Para quem ainda não sabe, videocast são arquivos de imagens transmitidos pela web. No caso do site da Kaiser, a tecnologia permite que as pessoas transformem fotos em um vídeo dinâmico, editando-o com efeitos especiais, trilhas e outros recursos.

que as pessoas transformem fotos em um vídeo dinâmico, editando-o com efeitos especiais, trilhas e outros

A ferramenta para edição do videocast foi desenvol-

vida pela agência. Entre as vantagens, o usuário pode sal-

var seu videocast durante a produção, inserir frases (let- terings), fazer quantos videocasts quiser e enviá-los por e-mail para os amigos, dividindo com eles seus melhores momentos.

Garota Veet

www.veetbrasil.com.br/garotaveet

momentos. Garota Veet www.veetbrasil.com.br/garotaveet A Reckitt Benckiser tinha como objetivo rejuvenescer o

A Reckitt Benckiser tinha como objetivo rejuvenescer

o posicionamento dos seus produtos depilatórios Veet no

mercado brasileiro. O objetivo da empresa era modernizar

o produto, a partir de uma campanha que falasse, princi-

palmente, com garotas a partir dos 13 anos, época em que se inicia a depilação juntamente com a primeira menstru- ação.

portfólio agência - Euro RSCG 4D :: 15

menstru- ação. portfólio agência - Euro RSCG 4D :: 15 Diante disso, a Euro RSCG 4D

Diante disso, a Euro RSCG 4D recebeu a missão de desenvolver o site do “Concurso Garota Veet”, criado para ser a principal ferramenta de votação no concurso e princi- pal mídia para as candidatas buscarem votos. O planejamento de mídia não poderia ter sido melhor:

o site atingiu cerca de 70 mil cadastrados que votaram nas garotas participantes do concurso. O site contou com 69 mil votos via internet e 750 votos por celular (SMS), além da inscrição de 700 garotas, das mais diversas cidades do Brasil.

via internet e 750 votos por celular (SMS), além da inscrição de 700 garotas, das mais
16 :: portfólio agência - Euro RSCG 4D CASES Nokia Trends www.nokiatrends.com.br O Nokia Trends

16 :: portfólio agência - Euro RSCG 4D

CASES

Nokia Trends

www.nokiatrends.com.br

O Nokia Trends é uma plataforma de marketing baseada na música e na arte multimídia, criada em 2004 para estimu-

lar as novas formas de consumo de informação por meios eletrônicos, não só tradicionais, mas, sobretudo, os móveis.

A Euro vem cuidando do desenvolvimento do site desde sua primeira edição (2004). Criado para ser um elemento

complementar na divulgação do evento, o site fez tanto sucesso que acabou se tornando a principal ferramenta de comunicação entre o Nokia Trends e seu público-alvo, justamente pelo fato de ilustrar, de maneira ampla, o conceito do evento. Os números refletem esse sucesso: no mês da última edição do evento, em setembro de 2005, o número de page views saltou de 200 mil para 718 mil (um crescimento de 257%). No mesmo período, o número de visitas teve um acrés- cimo de 235%. Numericamente, o valor de visitas subiu de 37 mil para 125 mil. Em números de visitantes únicos, com- preendido entre agosto e setembro, o aumento foi de 32 mil para 110 mil, representando alta de 245%.

únicos, com- preendido entre agosto e setembro, o aumento foi de 32 mil para 110 mil,
únicos, com- preendido entre agosto e setembro, o aumento foi de 32 mil para 110 mil,
18 :: portfólio freelancer - Alex Leão Site: www.aldesigner.com.br Email: info@aldesigner.com.br Colocando a Bahia no

18 :: portfólio freelancer - Alex Leão

18 :: portfólio freelancer - Alex Leão Site: www.aldesigner.com.br Email: info@aldesigner.com.br Colocando a Bahia no

Site: www.aldesigner.com.br Email: info@aldesigner.com.br

Colocando a Bahia no mapa do design na web

A expansão do acesso à internet pelo país começa

a colher seus frutos. Um deles vem de Salvador, Bahia, e envolve o design na web. “Meu interesse pela área surgiu

quando a internet chegou lá em casa. Lembro bem quando

vi a web pela primeira vez, por volta dos 12 anos, em um

curso de informática avançado. Pensei ‘que negócio é esse,

mas fascinava. Mal sabia que pouco

coisa de maluco

tempo depois ia começar a brincar de fazer sites”, relata

Alex Leão.

’,

a brincar de fazer sites”, relata Alex Leão. ’, www.aldesigner.com.br A brincadeira se tornou algo sério

www.aldesigner.com.br

A brincadeira se tornou algo sério e o baiano iniciou

sua caminhada neste mercado tão disputado. “Em 2003, consegui um estágio no SERPRO, onde aprendi o famoso Flash, que até então era quase uma incógnita para mim, e me aperfeiçoei no Fireworks, Dreamweaver e programação ASP com SQL Server”, lembra. Além disso, Leão resolveu investir em alguns trabalhos não remunerados para tornar seu trabalho conhecido.

“Dentre os que fiz, posso citar o Style Host, ScriptBrasil e F1 Mania. Com isso, comecei a ter mais visibilidade e contatos.

O resultado foi a conquista de projetos remunerados. O

Esporte Clube Bahia (http://www.ecbahia.com.br) foi o mais

importante pela alta visibilidade aqui no Estado”. Mas o melhor ainda estaria por vir. Em 2005, seria

Mas o melhor ainda estaria por vir. Em 2005, seria www.meligeni.com.br a vez do desenvolvimento da

www.meligeni.com.br

a vez do desenvolvimento da nova versão do site do tenista

Fernando Meligeni. “O contato surgiu com a pessoa que atualizava o site (Thiago). Ele tinha sido um cliente meu, através da criação de um layout para um portal de tênis, que gostou do meu trabalho e me indicou para a empresária do Meligeni”, revela. Para chegar no modelo atual do site, ele precisou desenvolver três esboços de layout. “Tivemos uma constante troca de idéias (através de Messenger e e-mail) para definir

qual seria a estrutura e o orçamento final. A princípio pensei em um site com as cores do tênis e Brasil (verde, amarelo

e um pouco de azul), que retratasse a nacionalização do

Fernando. Mas a empresária e sua equipe queriam algo diferente e sugeriram um azul. Segui a linha de um site ‘flutuante’ com bordas arredondadas e tons fortes”, conta. O esforço de Leão seria reconhecido: o projeto foi vencedor da categoria Pessoa Física do prêmio Plugin Website Awards 2005 (http://concurso.plugin.com.br). “Uma das grandes sacadas foi a criação do Espaço dos Tenistas, que funciona como um pequeno portal de informações

sobre o universo do tênis e procura atrair usuários de forma permanente”, diz. Para o futuro, Alex diz que pretende investir cada vez mais em sua formação profissional. “Estudar, praticar

e demonstrar que ser webdesigner é uma profissão

importante que requer muita preparação e estudo. Passei para o último semestre do curso de Sistemas de Informação da Faculdade Ruy Barbosa. Depois, pretendo ingressar em

outro curso, Design ou Publicidade, ainda não sei qual, até

lá decido, pois creio que ainda sou novo e tenho muito que

aprender”.

Design ou Publicidade, ainda não sei qual, até lá decido, pois creio que ainda sou novo
20 :: entrevista - José Bessa Os mais antigos não devem esquecer do Design de

20 :: entrevista - José Bessa

20 :: entrevista - José Bessa Os mais antigos não devem esquecer do Design de Bolso
20 :: entrevista - José Bessa Os mais antigos não devem esquecer do Design de Bolso
20 :: entrevista - José Bessa Os mais antigos não devem esquecer do Design de Bolso
20 :: entrevista - José Bessa Os mais antigos não devem esquecer do Design de Bolso
20 :: entrevista - José Bessa Os mais antigos não devem esquecer do Design de Bolso

Os mais antigos não devem esquecer do Design de Bolso (http:// tinyurl.com/d7n4k), famoso manifesto experimental - em forma de fanzine - produzido por Elesbão (José Bessa) e Haroldinho (Cláudio Reston), entre os idos de 1997 e 2001. Mas a quantas anda a produção da dupla? A curiosidade é tamanha e a resposta você confere a seguir. Isso porque conversamos com Bessa, que fala sobre a evolução do trabalho da dupla (atualmente, eles lapidam suas idéias no Visorama Diversões Eletrônicas - www.visorama.tv), ana- lisa o atual momento do mercado de design, desmistifica o processo de criação e revela os novos desafios que virão. Boa leitura!

entrevista - José Bessa :: 21

entrevista - José Bessa :: 21 “Passados esses dois primeiros anos do novo escritório, a percepção
entrevista - José Bessa :: 21 “Passados esses dois primeiros anos do novo escritório, a percepção
entrevista - José Bessa :: 21 “Passados esses dois primeiros anos do novo escritório, a percepção
entrevista - José Bessa :: 21 “Passados esses dois primeiros anos do novo escritório, a percepção

“Passados esses dois primeiros anos do novo escritório, a percepção é de uma fase de

amadurecimento, afinando a expressão do conjunto”

Wd :: Em algum momento, o uso dos personagens “Elesbão e Haroldinho” prejudicou a conquista de pro- jetos/clientes? Bessa :: Excetuando uma ou duas situações pontuais no primeiro ano, creio que não tenhamos passado por qual- quer impedimento, ou pelo menos algo que nos tenha sido externado. Se houve incompreensão ou má vontade, ela provavelmente partiu de minorias conservadoras dentre os próprios designers, procurando isolar-nos em um nicho pitoresco, humorado, como galhofeiros sem a devida co- notação profissional. Essa ignorância também pode advir do nosso afastamento das chamadas “panelas”. Um aspecto delicado, cuja percepção nos escapou nos primeiros anos, foi a compreensão do risco da apresen- tação de um escritório multifacetado, cuja proposta, pela amplitude, poderia facilmente ser vista como pretensiosa. Entendemos que era necessário setorizar a abordagem, com o foco inicial na solicitação do cliente, deixando para

uma segunda etapa o esclarecimento de outras áreas de trabalho, facilitando assim a “digestão”. Wd :: De 2000, quando vocês se apresentaram no 1º Encontro de Web Design, para os dias atuais, quais foram as principais modificações ocorridas no trabalho da dupla? Bessa :: Entre 1997 e 2001, atravessamos um período de intensa produção e exposição, principalmente a expe- rimental, e, a partir de 2002, um platô que apontava para a necessidade de repensar e reforçar a geração de caixa, historicamente prejudicada pela nossa indisposição para com os segmentos de prospecção e atendimento. Trabalhávamos apenas os dois desde o início, com a breve passagem de uma estagiária que nos fez perceber, por exemplo, o quão difícil era delegar dentro daquela reali- dade. Entretanto, era necessário expandir para sobreviver. O ano particularmente fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ-

fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das
fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das

capas das edições do Design de bolso

fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das
fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das
fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das
fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das
fraco acelerou a busca de uma saída, encontrando caminho na proposta de uma produ- capas das
22 :: entrevista - José Bessa Pôster do Design de Bolso 8 tora com a

22 :: entrevista - José Bessa

22 :: entrevista - José Bessa Pôster do Design de Bolso 8 tora com a qual

Pôster do Design de Bolso 8

tora com a qual trabalhávamos, desejosa por nos unir ao departamento de arte para a composição de uma empresa de design para mídia eletrônica. Assim surgiu, no início de 2003, a Visorama Diversões Eletrônicas. A despeito dos descumprimentos do proponente que prejudicaram sobre- maneira esse início, o natural rompimento com a empresa, meses depois, nos deu a chance de caminhar por conta própria e abandonar definitivamente um jogo de interesses onde vale mais rebolar para o mercado aplaudir. Não é o que pretendemos. Passados esses dois primeiros anos do novo escritório,

a percepção é de uma fase de amadurecimento, afinando

a expressão do conjunto. O portfólio ainda não é de nosso agrado, e é importante que essa percepção real, prag- mática, sirva de objeto para extrairmos aquilo que trará brevemente a verdadeira cara da Visorama.

"A dinâmica do pixel permite abordagens

estáticas e interativas, sem que isso

necessariamente aponte para a similitude do

impresso ou a pirotecnia computacional"

Wd :: Nesta mesma apresentação, vocês enfatizaram

que “

não trabalhar com web, você podia apontar as principais diferenças entre o design impresso e o online? Bessa :: É um bom momento para rever e destrinçar a afirmativa, aí um tanto resumida e ortodoxa. A dinâmica do pixel permite abordagens estáticas e interativas, sem que isso necessariamente aponte para a similitude do impresso ou a pirotecnia computacional. O “papel eletrônico” já é uma realidade, cujo advento aproxima cada vez mais o byte ao pigmento. O ápice da tecnologia é não percebê-la. É importante o domínio téc- nico e conceitual do meio, precisando a abordagem para um público e uma linguagem não necessariamente óbvias. Não somos extratos de estatísticas, mas usuários indivi- dualizados que dispensam a falsa intimidade automatizada.

Apesar de

celulose

é celulose, pixel é pixel

”.

“A ‘travada’ funciona como o resfriado

ou a ressaca: não há fórmula, apesar das

receitas”

Wd :: Em seu blog (www.bricabraque.com/blog), retiramos o seguinte pensamento: “Criar é sofrer. Não criar, é sofrer mais”. Como é o processo de criação de vocês? O que fazem quando ocorre uma “travada” no momento da criação? Bessa :: Não utilizamos conscientemente um método, uma fórmula de criação. Trabalhamos em cima das sensa- ções imediatas a partir do briefing, e discutimos a seguir os primeiros resultados para avaliar a participação da equipe, ou mesmo a mudança de responsável ou de rumo. A “travada” funciona como o resfriado ou a ressaca:

não há fórmula, apesar das receitas. Procuramos nos afastar do ambiente para deixar a cabeça despressurizar. Muitas vezes pode haver obsessão por um caminho sem potencial, bloqueando o pensamento para outras propostas. Wd :: Quais são as principais referências no trabalho da dupla? Bessa :: Nunca procurei identificar minhas influências, e não vejo relevância. Temo que alguma indicação, apontar um profissional ou processo histórico, teime por engessar ou preconceituar a percepção sobre o que eu produzo. Ousaria dizer que a identificação tende a acontecer com um design de exploração tipográfica e da forma. Por certo já flertei com outros caminhos, mas, no apanhado, é isso que sobressai. Wd :: Ainda no seu blog (http://tinyurl.com/92ul5), há uma passagem que diz: “A tipografia é um feudo por natureza, e o potencial arrogante entre seus entu- siastas, enorme”. A interpretação de determinados tipos de fontes é a mesma de pessoa para pessoa? Como a ti- pografia influencia na transmissão da mensagem? Bessa :: Há uma consciência coletiva na sociedade contemporânea, mas a interpretação há de ser pessoal, ainda que determinadas convenções e preconceitos, muitas vezes travestidos como um ensino tipográfico, possam pas-

entrevista - José Bessa :: 23

tipográfico, possam pas- entrevista - José Bessa :: 23 Página de Junho do calendário promocional da
tipográfico, possam pas- entrevista - José Bessa :: 23 Página de Junho do calendário promocional da

Página de Junho do calendário promocional da V.ROM, feito com o número “6”

promocional da V.ROM, feito com o número “6” Página-dupla para a centésima edição da revista francesa

Página-dupla para a centésima edição da revista francesa de design gráfico Étapes

24 :: entrevista - José Bessa teurizar a percepção do designer. Nesse aspecto, curiosamente, o

24 :: entrevista - José Bessa

teurizar a percepção do designer. Nesse aspecto, curiosamente, o usuário leigo pode apresentar maior autonomia. É um dado para demonstrar o quanto devemos nos ater à

pesquisa pessoal, à importância de nossa própria opinião, historicamente fragilizada por dogmas estrangeiros ou tantos professores-profissionais- frustrados. É natural que se respeite a experiência alheia, mas é fundamental que o designer experimente e procure entender por conta própria como

a tipografia funciona. A prática é fundamental para a consistência.

“A prática é fundamental para a consistência”

Wd :: Falando ainda sobre esse assunto, você acha que a tipografia afeta o significado de uma palavra? Bessa :: Sobremaneira. A leitura não-verbal trabalha em paralelo,

e uma escolha impensada pode retardar a mensagem escrita. Ler, todos continuarão, mas o impacto será influenciado pela tipografia.

“O verdadeiro profissional absorve e compartilha, para

que o mercado cresça, o nível melhore e todos sejamos

mais respeitados”

Wd :: Nos projetos Design de Bolso e Tipopótamo, vocês colo- caram em prática a busca por “novos caminhos de expressão”. Como você analisa a atual produção de design no Brasil? Bessa :: Não acompanho a produção nacional como um todo, mas tenho a felicidade de conhecer novas e vigorosas expressões como o

Buraco de Bala (www.buracodebala.com) - e a Família, Colletivo (www. colletivodesign.com.br), Nitrocorpz (www.nitrocorpz.com) - entre ou- tros, gente cujo talento e consciência profissional são proporcionais. Os próprios eventos estudantis aumentaram qualita e quantitativamente, gerando mais discussão e promovendo um intercâmbio necessário a um país continental e fragmentado. Há muita gente competente, mas é importante observar que roti- neiramente o vigor acaba encapsulado pela reprodução de linguagens e tendências abraçadas pelo mercado publicitário. Mais e melhores profis- sionais surgem à medida que a profissão e a informação se expandem, mas

o resultado ainda é tímido para o usuário final. É algo que leva tempo.

é tímido para o usuário final. É algo que leva tempo. Cartaz-proposta para a 25ª Bienal

Cartaz-proposta para a 25ª Bienal de Artes de São Paulo

Vinheta de abertura do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, o Curta Cinema 2005

de Artes de São Paulo Vinheta de abertura do Festival Internacional de Curtas do Rio de
Uma das três paredes feitas para o ambiente (corredor) da arquiteta Vera Rupp no Casa

Uma das três paredes feitas para o ambiente (corredor) da arquiteta Vera Rupp no Casa Cor 99, utilizando poesias do Antônio Cícero

Rupp no Casa Cor 99, utilizando poesias do Antônio Cícero entrevista - José Bessa :: 25

entrevista - José Bessa :: 25

poesias do Antônio Cícero entrevista - José Bessa :: 25 É fundamental que o designer ou

É fundamental que o designer ou qualquer outro profissional tenha postura para negociar, relutar e saber onde dói o próprio calo, e que, acima de tudo, deixe a informação circular: de nada adianta proteger seus processos atrás de mecânicas obscuras e feudos intelectuais para

a masturbação dos colegas. Repasse o aprendizado, compartilhe solu-

ções. Ninguém é melhor por conta de um programa ou macete, isso é bobagem. O verdadeiro profissional absorve e compartilha, para que

o mercado cresça, o nível melhore e todos sejamos mais respeitados. E

aquilo que você ensina hoje pode ser reprocessado e retornado amanhã. Todos ganham.

“Não quero viver de passado, mas permanecer

produtivo para que o meu discurso represente um

momento atual e sincero”

Wd :: Quais são os projetos futuros da dupla?

Bessa :: Queremos lançar a última edição do Design de Bolso, fe- chando o ciclo, e um livro-portfólio que abrace toda a produção entre 1997 e 2002, fechando aquela tampa. É importante pontuar e entender

o presente, e o que pretendemos daqui em diante. Não quero viver de

passado, mas permanecer produtivo para que o meu discurso represente um momento atual e sincero. Estudar é preciso.

de passado, mas permanecer produtivo para que o meu discurso represente um momento atual e sincero.

A

28 :: tipografia na web Linha de caixa alta Linha ascendente Linh a a de

28 :: tipografia na web

28 :: tipografia na web Linha de caixa alta Linha ascendente Linh a a de e

Linha de caixa alta

28 :: tipografia na web Linha de caixa alta Linha ascendente Linh a a de e

Linha ascendente

28 :: tipografia na web Linha de caixa alta Linha ascendente Linh a a de e
28 :: tipografia na web Linha de caixa alta Linha ascendente Linh a a de e
Linh a a de e de de base base
Linh a a de e de de base base

Linhaa

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base

base

Linha ascendente Linh a a de e de de base base Linha descendente Como sabemos, o

Linha descendente

Linh a a de e de de base base Linha descendente Como sabemos, o desenvolvimento de

Como sabemos, o desenvolvimento de um projeto

de internet envolve algumas etapas (planejamento, conte- údo, design, tecnologia, entre outras). Na fase do design,

é comum o foco dos debates entre os profissionais recair

sobre temas como cores, layouts, imagens, arquitetura da informação e usabilidade. E a tipografia? Qual seria sua importância dentro deste contexto, ou seja, como ela aju- daria a alcançar o objetivo do site? “Ela é um dos fatores determinantes da personali- dade de um projeto gráfico, independente em que mídia ele seja executado: impressa, eletrônica. A escolha da tipografia é determinante, tanto pelo aspecto estético, quanto pelo aspecto funcional”, diz Michel Lent Schwartz- man, designer gráfico e sócio-diretor da agência 10’Minu- tos (www.10minutos.com.br).

Ou seja, uma boa tipografia vai garantir unidade gráfica, determinando legibilidade, estilo e originalidade

a uma peça gráfica. “Por isso, é importante estudar e

conhecer tipografia tão a fundo. Antes do computador, desenhar uma família tipográfica era um processo meticu- loso e detalhista, o que contribuía para a qualidade geral

“Tipografia: um dos fatores determinantes da personalidade de um projeto gráfico” Michel Lent (10’Minutos)

da tipografia. Hoje, com a facilidade oferecida pela tecno- logia e a distribuição em massa pela internet, é comum se encontrar fontes com péssimo design e erros grosseiros. É claro que ainda existem, e sempre irão existir, diversas fontes modernas muito bem desenhadas e de alta quali- dade, afinal o computador não impede de forma alguma que o processo tipográfico continue sendo meticuloso, detalhista e bem trabalhado, mas é preciso saber identi- ficar as verdadeiras obras tipográficas em meio a tantas opções dos mais variados estilos e padrões estéticos”, alerta Gui Borchert, diretor de arte da agência R/GA (www.rga.com). Outro fator a ser considerado envolve a influência que a tipografia exerce na transmissão da mensagem. “A tipografia é voz em forma de imagem. Não só influen- cia como também determina o tom e a própria forma

tipografia na web :: 29

tipografia na web :: 29 Como garantir o sucesso estético e funcional de seu projeto de
tipografia na web :: 29 Como garantir o sucesso estético e funcional de seu projeto de
tipografia na web :: 29 Como garantir o sucesso estético e funcional de seu projeto de

Como garantir o sucesso estético e funcional de seu projeto

de se comunicar uma mensagem. A tipografia é um dos elementos mais importantes em um projeto gráfico, quase um projeto à parte, se considerarmos que antes de ser uma fonte, cada letra de cada família tipográfica foi criada e desenhada individualmente, dentro de um padrão estético definido pelo tipógrafo, em um processo que pode levar meses e até mesmo anos para ser com- pleto”, explica Borchert. Lembrando ainda que a interpretação dos tipos leva em conta a bagagem cultural da pessoa. “A interpretação varia de acordo com o contexto no qual ela está inserida e com a carga de informação que o receptor da mensa- gem tem para associar a fonte a alguma ‘lembrança’. Fon- tes handscript ou handwrite remetem a coisas infantis. Ao encontrar um texto escrito com esse tipo de fonte, a pessoa ‘lembra’ da época em que estava na escola, apren- dendo a ler, dos livros infantis que usam esse tipo de fonte etc. Mas, para que ocorra a associação, é necessário que o visitante do site já tenha entrado em contato com determinada família de fonte, por isso a interpretação pode variar. Mesmo variando, é possível ter uma garan-

tia de interpretação, pois as ‘lembranças’ do cérebro não vem de um único lugar”, analisa Rafael Apocalypse, desig- ner gráfico e sócio-fundador do ideiadigital (www.ideiadi- gital.ppg.br). Fonte mais indicada: com ou sem serifa? Uma pergunta muito comum é se existe um tipo ideal para uso na internet. A escolha vai depender do projeto a ser desenvolvido. “Qual é a finalidade dessa fonte? Texto? Título? Subtítulo? Legenda? É para leitura rápida ou lenta? São estas e muitas outras perguntas que devem ser feitas para se escolher uma fonte mais adequada”, argumenta Marcio Shimabukuro, criador do laboratório digital tipográfico experimental Tipograma Fontes (www. tipograma.com.br). As dúvidas se tornam mais freqüentes quando falamos de fontes com ou sem serifa. “Existem estudos que indi- cam a tipografia sem serifa para web, pois muitas serifa- das, em um tamanho reduzido, geram manchas desagradá- veis em suas letras. Não acredito que isso seja uma regra e nem que haja algo mais ou menos indicado para esta mídia. Tudo vai depender da finalidade do site”, explica Marcio.

30 :: tipografia na web "A tipoGrafia e voz em forma de imagem" Gui Borchert

30 :: tipografia na web

30 :: tipografia na web "A tipoGrafia e voz em forma de imagem" Gui Borchert (R/GA)
"A tipoGrafia e voz em forma de imagem" Gui Borchert (R/GA)
"A tipoGrafia e voz em forma de imagem"
Gui Borchert (R/GA)
e voz em forma de imagem" Gui Borchert (R/GA) A visão é compartilhada por Michel Lent,

A visão é compartilhada por Michel Lent, que aponta ainda que o ideal é que a fonte tenha sido desenhada para a tela. “Estas fontes já foram planejadas prevendo seu comportamento quando representada em pixels, que têm uma resolução muito menor do que a mídia impressa. O padrão de resolução em PCs é de 72 pontos por pole- gada, contra 150 pontos na impressão de jornal e 300 em revistas”, relata.

“Já existem tipos com serifa de boa leitura em tela, mesmo sem anti-aliasing” Gui Borchert (R/GA)

Porém, novos tipos estão surgindo para tornar a visuali- zação da serifa melhor em monitores. “Já existem tipos com serifa de boa leitura em tela, mesmo sem anti-aliasing. É o caso da Georgia, do tipógrafo Matthew Carter, por exem- plo, desenhada para a Microsoft especificamente para lei- tura em tela. A exibição de fontes na tela vem evoluindo gradativamente. As técnicas de anti-aliasing estão se desenvolvendo significantemente e a qualidade do texto em tela vem de certa forma se aproximando cada vez mais da tipografia impressa. Por isso, acho que o que irá determinar a tipografia escolhida, assim como em outras mídias, será justamente o projeto em si, e não o fato de ser ou não para web”, afirma Gui Borchert. No tutorial “Web Typography Tutorial”, Nadav Savio aborda justamente esta questão e explica que o problema envolvendo a tipografia online não envolve a web em si, mas a forma como elas são dispostas em diferentes telas. Então, como resolver esta situação? “O designer não deve pensar apenas na mensagem

e em como transmiti-la, mas também nas limitações espe- cíficas desse meio. Toda fonte usada no site deve estar instalada no computador do visitante. Caso contrário, o browser irá usar a fonte default para exibir o texto e o efeito planejado pelo designer será perdido. Quer dizer que estamos limitados ao escolher tipos para web? De uma certa forma, sim, mas a tecnologia nos permite diver- sas outras maneiras de conseguir os efeitos desejados e usar a fonte que quisermos. Técnicas de image-replace- ment, via CSS, ajudam muito na hora de usar uma fonte diferente em um título. Outra alternativa, por exemplo, são os scripts server-side para gerar uma imagem, a par- tir de um texto dinâmico, usando uma determinada fonte disponível no servidor do site”, explica Rafael. Dessa forma, Borchert reforça a importância de se testar o projeto em diferentes monitores e resoluções, para ver qual será o resultado, e assim fazer os ajustes necessários. “Tenho uma visão otimista com relação ao

Anti-aliasing t Anti-aliasinG X Técnica que adiciona pontos sombreados ao contorno da fonte (ou qualquer
Anti-aliasing t
Anti-aliasinG
X
Técnica que adiciona pontos sombreados ao contorno da fonte
(ou qualquer outra figura vetorial), de forma a borrar a imagem
e tornar seu contorno mais suave.
Fonte: Dicas-l (www.dicas-l.com.br)
WebWeb typographytypography tutorialtutorial Web TypoGraphy Tutorial X Confira o tutorial do WebMonkey, em inglês, no
WebWeb typographytypography tutorialtutorial
Web TypoGraphy Tutorial
X
Confira
o tutorial do WebMonkey, em inglês, no link: http://
o tutorial do WebMonk
hotwired.lycos.com/webmonkey/01/45/index4a.html
do WebMonk hotwired.lycos.com/webmonkey/01/45/index4a.html Image-replacementImage-replacement ImaGe-replacement X
do WebMonk hotwired.lycos.com/webmonkey/01/45/index4a.html Image-replacementImage-replacement ImaGe-replacement X
Image-replacementImage-replacement ImaGe-replacement X Técnica, em CSS, muito usada para substituir textos ca em CSS
Image-replacementImage-replacement
ImaGe-replacement
X
Técnica, em CSS, muito usada para substituir textos
ca em CSS
por imagem, servindo tanto para facilitar o trabalho do
desenvolvedor quanto para aumentar acessibilidade dos
usuários.
Fonte: Porão da Taberna (www.pdt.2ss.com.br)
tipografia na web :: 31 assunto. Temos observado uma constante evolução da qualidade de exibição

tipografia na web :: 31

tipografia na web :: 31 assunto. Temos observado uma constante evolução da qualidade de exibição de
tipografia na web :: 31 assunto. Temos observado uma constante evolução da qualidade de exibição de

assunto. Temos observado uma constante evolução da qualidade de exibição de tipografia em tela. A tendência é uma evolução gradativa que irá contribuir para a melhora da qualidade na exibição do design digital”, diz. Legibilidade e alinhamento do texto Além da fonte, outras questões influenciam o pro- cesso de escolha da melhor tipografia de um site. A pri- meira seria a legibilidade. “Não só na web, mas em qual- quer mídia, existem inúmeros fatores que podem influen- ciar na legibilidade. O segredo é saber balancear padrão estético com legibilidade, para que o projeto, além de visualmente bem resolvido, seja também eficiente na comunicação”, aponta Borchert.

“Elabore um plano cromático que evite um mau contraste entre letra e fundo” Marcio Shimabukuro (Tipograma Fontes)

Para que isso aconteça, Michel recomenda que sejam respeitados os tamanhos para os quais as famílias foram desenhadas e evitar o uso de letras muito pequenas e cores de fundo que ofereçam pouco contraste em relação à cor do texto. “Elabore um plano cromático que evite um mau contraste entre letra e fundo. Tanto o alto quanto o baixo contraste devem ser evitados”, acrescenta Shimabukuro. Outro aspecto envolve a definição do alinhamento dos elementos do site. “Ele costuma influenciar em muito a leitura. O ideal é que o texto seja desenhado de forma que permita uma leitura cadenciada e linear. Para isso é importante escolher um tipo de alinhamento e mantê-lo ao longo do texto, sem grandes variações”, relata Michel. “O ideal é utilizar o alinhamento à esquerda porque, além

TiposTipos dede alinhamentoalinhamento tipos de alinhamento X - À esquerda: visualmente mais confortável, pois
TiposTipos dede alinhamentoalinhamento
tipos de alinhamento
X
-
À esquerda: visualmente mais confortável,
pois resulta em
comprimentos diferentes para cada linha e facilita o usuário a
não se perder na leitura.
- À direita: recomendado para parágrafos bem curtos, por
alguma opção estética e não aleatoriamente.
- Justificado: utilizado se o projeto pedir uma massa de texto
quadrada ou retangular.
- Centralizado: deve ser evitado para textos longos, pois
dificulta bastante a leitura.
Fonte: Curso Web para Designers

de representar a forma natural da escrita ocidental, forma um bloco consistente, marcando bem o começo e o fim do parágrafo”, completa Rafael. Combinando fontes no site Um dos recursos para tornar a leitura de uma página agradável está na combinação de fontes. Porém, é preciso tomar cuidado para que essa combinação não prejudique

o projeto estético do site.

“Procuro não trabalhar com mais do que três tipos de fonte em um projeto gráfico” Michel Lent (10’Minutos)

“Como a escolha das fontes ajuda a determinar

identidade do projeto gráfico, o ideal é que se deter-

mine um grupo de fontes que será respeitado durante o projeto. Novamente, não há uma regra específica, mas eu procuro não trabalhar com mais do que três tipos de fonte em um projeto gráfico. Geralmente, é uma para títu- los, outra para texto corrido e uma terceira para detalhes especiais. Ao combinar fontes diferentes, procuro também alternar serifas e não serifas. Mas este é um pensamento

#leftCol) e criador do

web da agência

Typetester (http://typetester.maratz.com/)

web.burza (http://web.burza.hr/en/who/is/maratz/

Wd :: Como

surgiu a

idéia do Typetester?

Marko :: O Typetester

foi a evolução natural da

ners da agência

ferramenta de tipos desenvolvida

em

que trabalho

(web.burza). Todos que experimentavam o primeiro

coisa nova.

internamente para os desig-

Fui me

empolgando consideravelmente naquela época

modelo, pediam mais alguma

Assim, acabei

ficando com uma

para atender todas as sugestões.

longa lista

cativo. Quando tinha cerca

de funcionalidades e comecei a

de 80% das

funcionalidades implementadas,

pensar

todo mundo.

mais seriamente

sobre o apli-

decidi oferecer

Wd ::

o Typetester de graça para

Como o Typetester

pode ajudar

Marko :: Tipografia

o trabalho do webdesigner?

para a web

tem muitas

existentes instaladas em

limitações.

Dentre outras:

seu computador

nem todo usuário

e os navegadores não

tem todas

“renderizam”

as fontes

as fontes da mesma forma.

o n t e s d a m e s m a f o r m

32 :: tipografia na web

mais clássico. Não dá para tomar como regra. Há proje-

tos editorais brilhantes que fogem completamente a essa

padrão”, revela Michel. “Em alguns casos, é preferível usar

variações tipográficas dentro da mesma família ao invés de

se introduzir uma nova tipografia que poderia afetar a coe-

são visual do projeto gráfico”, acrescenta Borchert.

Ferramentas e dicas para se trabalhar com tipogra-

fia na web

Algumas ferramentas podem ajudar o designer na

hora de definir qual será a tipografia utilizada em seu pro-

jeto. Uma boa opção é o Typetester, criado pelo croata

Marko Dugonjic (confira, no Box abaixo, detalhes sobre o

Typetester), um aplicativo online que permite a compara-

ção de fontes na tela.

Mas as opções não param por aí. “Para a criação de

fontes, existem programas específicos como Fontogra-

pher, TypeTool e Fontlab, por exemplo, que permitem

a criação de fontes. Já no desenvolvimento de layouts

usando tipografia, cada programa tem sua forma de lidar

com as fontes, mas que de uma forma geral acaba sendo

semelhante, como é o caso do Photoshop, Illustrator,

Flash etc. Em relação ao gerenciamento de fontes, exis-

tem diversos programas, como o Suitcase, por exemplo,

que permite testar, visualizar, ativar e desativar diversas

fontes sem sobrecarregar o sistema”, relata Borchert.

Já para quem pretende se aprofundar no assunto, o

especialista ressalta a necessidade do estudo contínuo.

“Conhecimento tipográfico nunca é demais. Estude tipo-

grafia extensivamente. Desde a origem da escrita até

tipografia moderna; da caligrafia as fontes bitmap; tipó-

grafos tradicionais a type foundries modernas. Procure

estar por dentro de novas técnicas e novas famílias tipo-

gráficas, conheça as melhores type foundries, estude as

diferenças de estilos tipográficos, analise cada letra pro-

fundamente, suas diferenças, variações, formas e deta-

lhes. Não se limite a buscar somente fontes de graça na

web. O preço que se paga ao comprar uma família tipo-

gráfica é um investimento justo, que além de garantir o

tratamento gráfico ideal para o seu projeto, significa tam-

bém apoio ao desenvolvimento contínuo de fontes cada

vez melhores para todos”, afirma.

contínuo de fontes cada vez melhores para todos”, afirma. Testando seu (web)tipo Bate-papo: Marko Dugonjic,
Testando seu (web)tipo Bate-papo: Marko Dugonjic, profissional de
Testando seu (web)tipo
Bate-papo: Marko
Dugonjic, profissional de

Freqüentemente, meus

amigos designers/ilustradores ficam surpreendidos sobre como as fontes são rende-

rizadas”

nos navegadores, Isso

porque, às vezes, os layouts

Photoshop.

ficam completamente

diferentes do que foi feito no

Dessa forma, o

Typetester

pode ajudá-los

utilizada. Assim, eles capturam a tela com os

a visualizar fontes em um browser e decidir qual tipo de fonte será

Dessa maneira,

ajustes desejados

eles têm

e colam ela

um cenário melhor

com a nova disposição

O aplicativo vem

para iniciar

o desenvolvimento.

no Photoshop.

sendo muito

útil

(line-height

em comparar

no CSS) ou testando

pequenos detalhes,

a legibilidade do texto.

mostrando a distância

diata - não

há necessidade de saber

entre linhas

Finalmente, o gerador de CSS

de um

tipo

como codificar

Wd ::

cria o código

Quais são os projetos

com o

CSS, você pode ajustá-lo

de forma ime-

futuros do Typetester?

no painel de visualização

Marko :: Atualmente, estamos testando o

prévia.

ção. A idéia

sistema de usuário

é que o usuário possa

com

um histórico e algumas opções de customiza-

se logar - com um nome de usuário e uma

cias, ver

seu histórico

de atividades no site etc.

senha - para preservar

suas preferên-

tipografia na web :: 33

e s e r v a r suas preferên- tipografia na web :: 33 Letraset: Conhecidas
Letraset: Conhecidas como de também o letras Papiro: transferíveis. prontas São letras Planta aquática
Letraset:
Conhecidas
como
de também
o letras
Papiro:
transferíveis.
prontas
São letras
Planta
aquática
família
da no mesma
para
transferidas
para
(Cyperus
rotundus).
da Tiririca
desenho,
vários
tamanhos
e
Era
utilizada
principalmente
na
modelos.
produção
papel
Egito
antigo.
Fonte:
ser http://tinyurl.com/eyeh5
Fonte:
de http://pt.wikipedia.org/
wiki/Papiro
Máquina
Inventada
Segundo
o de historiador
primeira
dos textos
fazia a composição mecânica
Linotipo: em 1890 por Ottmar Mergenthaler,
máquina
de
escrever
escrever: documentada
através da
Michael Adler, foi a fabricada
por
Tipos
móveis:
fundição de caracteres, formando
um nobre
fundidos
Os tipos eram
italiano chamado Pellegrino Turri, por
linhas tipográficas.
Ele
Ocidente,
afirma-se
que
processo
volta de 1808.
com
fabricou um artefato para que
numa caldeira
chumbo derretido,
uma amiga, cega,
com ele.
impressão
foi
inventado
por
o Johannes
formando a linha
pudesse se corresponder
de matriz em
uma só barra.
Gutenberg.
1455,
criou
as
letras
de
Fonte: http://tinyurl.com/d8phk
as
Já resfriadas,
linhas eram reunidas numa
chumbo
conhecidas
como
“tipos
móveis”,
a máquina de
após para
bandeja, seguindo
de que No
deram
Em origem
às
ele primeiras
gráficas.
impressão.
Fonte: IBGE Teen
Fonte:
http://tinyurl.com/d3l95
34 :: tipografia na web Eu sou "BrasilEro" Bate-papo: Crystian Cruz, designer criador da tipografia

34 :: tipografia na web

34 :: tipografia na web Eu sou "BrasilEro" Bate-papo: Crystian Cruz, designer criador da tipografia
34 :: tipografia na web Eu sou "BrasilEro" Bate-papo: Crystian Cruz, designer criador da tipografia
34 :: tipografia na web Eu sou "BrasilEro" Bate-papo: Crystian Cruz, designer criador da tipografia

Eu sou "BrasilEro"

34 :: tipografia na web Eu sou "BrasilEro" Bate-papo: Crystian Cruz, designer criador da tipografia

Bate-papo: Crystian Cruz, designer criador da tipografia "Brasilêro" (www.promo- design.com.br/tipografia)

Wd :: Como surgiu a idéia de criar a “Brasilêro”? Crystian :: A riqueza da escrita popular brasileira foi algo que sempre me fascinou, do desenho das letras à forma como elas estão dispostas. Afinal, como não apreciar uma placa com letras invertidas ou textos exprimidos no final por falta de espaço? Desta admiração nasceu a vontade de criar uma tipografia digital que fosse um retrato deste tipo de expressão visual genuinamente brasileiro. A inocência dos anôni- mos autores dos escritos populares merecia ser registrada. Dois anos depois dos pri- meiros estudos foi publicada a primeira versão da "Brasilêro", uma tipografia que busca mostrar a essência da nossa escrita popular. Wd :: Que tipo de estudo você realizou durante o processo de criação? Crystian :: Tudo começou com uma extensa pesquisa fotográfica. Para desenvolver a tipografia, precisava analisar um grande número de placas e muros que utilizassem em seus textos uma escrita feita à mão, a fim de identificar as principais características do desenho das letras e a forma com que estas estavam dispostas. Após ter tirado centenas de fotos em várias cidades do Brasil, comecei a identificar o que era pertinente para a criação da "Brasilêro". Como resultado da pesquisa, cheguei a importantes conclusões que me guiaram no desenvolvimento do alfabeto. Quase sempre os textos estão dispostos somente em maiúsculas, porém as letras ‘g’, ‘i’ e ‘j’ geralmente aparecem em minúsculas (é curioso ver como o autor destas placas não consegue imaginar como seriam estas letras em caixa alta). Outra constatação foi de que as letras ‘s’ e ‘n’, em muitos casos, aparecem inver- tidas. Por se tratar de uma tipografia estilo script (manuscrita), desde o início tive uma grande preocupação em fazer com que a fonte, ao ser digitada num computador, não ficasse com uma aparência artificial, um problema comum em fontes deste estilo. Tendo tudo isso em mente, parti para a fase de desenvolvimento do alfabeto. A pri- meira meia-dúzia de letras foi extraída de algumas placas. Já as demais foram desenha- das diretamente no computador. Wd :: A “Brasilêro” já foi utilizada em diferentes lugares (livros, anúncios, revistas, cinema, outdoors, websites etc.). Existe algum segredo no processo de criação para que uma determinada fonte seja legível, mesmo sendo utilizada em meios diversos? Crystian :: O sucesso da utilização de uma tipografia numa peça de design depende mais do designer que está utilizando a fonte do que de seu criador. Hoje em dia a maioria das tipografias comerciais são projetadas para usos específicos. As fontes Verdana e Trebu- chet, por exemplo, foram desenvolvidas para uso em telas de computador, e não mostram

tipografia na web :: 35

tipografia na web :: 35 abcdefghijklmn opqrstuvwxyz 1234567890 parte da família tipográfica "Brasilêro" a

abcdefghijklmn

opqrstuvwxyz

1234567890

parte da família tipográfica "Brasilêro"

a mesma boa performance de leitura em tela quando aplica- das em materiais impressos. Outro exemplo interessante é a famosa fonte Times New Roman, que aparece como default em alguns softwa- res de texto. Ela foi desenvolvida para o jornal londrino “The Times”, em 1932, com a preocupação de se adequar aos padrões de impressão dos jornais da década de 30. Apesar disso, hoje ela aparece também como fonte seri- fada default de browsers como o Internet Explorer, para ser lida massivamente na tela de um computador, meio para qual não foi projetada. Portanto, antes de utilizar uma fonte em algum pro- jeto, vale a pena uma consulta no site do autor da fonte (ou ler os textos e PDFs que acompanham os arquivos digitais das fontes) para ver se a fonte desejada se ade- qua ao tipo de projeto que você está desenvolvendo. Hoje, com os vários portais de fontes que existem na web (como o www.myfonts.com), fica fácil procurar fontes que se adequem às necessidades de seu projeto. A “Brasilêro” é uma fonte display, ou seja, não foi projetada para ser usada em textos longos, mas sim para pequenas frases, de preferência num tamanho de corpo grande. Acredito que o sucesso massivo do uso da fonte em mídias tão distintas (capas de livros, aberturas de fil- mes, outdoors, websites, revistas, identidade visual etc.)

se deve ao bom uso da fonte nestes projetos. A tipografia por si só não resolve nenhuma peça grá- fica, ela precisa estar em perfeita harmonia com os demais elementos que compõem o layout para atingir o resultado esperado. Um exemplo de um bom resultado é o site do filme brasileiro “A Pessoa É Para o Que Nasce” (www. apessoa.com.br), onde a fonte está em perfeita harmonia com a linguagem visual do site. Wd :: A “Brasilêro” está disponível gratuitamente na internet (observação: utilizamos ela na capa da revista). O que você acha da comercialização de fontes na web? Crystian :: Particularmente não confio em fontes grátis que são distribuídas pela internet. A grande maio- ria delas não reúne as qualidades técnicas necessárias para ser usada em projetos de design, além de que quase nunca são distribuídas com o "character set" completo (geralmente faltam os acentos e vários sinais de pontua- ção). Só decidi distribuir a “Brasilêro” gratuitamente pela internet, porque o propósito desta fonte é fazer as pes- soas refletirem sobre a cultura visual brasileira. Quero atingir o maior número possível de pessoas.

36 :: tipografia na web Glossário GLOSSARIO mesmas características. alfabeto, sinais de pontuação, números
36 :: tipografia na web Glossário GLOSSARIO mesmas características. alfabeto, sinais de pontuação, números
36 :: tipografia na web Glossário GLOSSARIO mesmas características. alfabeto, sinais de pontuação, números

36 :: tipografia na web

Glossário

GLOSSARIO

mesmas características.

alfabeto, sinais de pontuação, números e outros elementos.

letra, nas suas extremidades.

Tipo: caracter tipográfico.

que foi publicado.

Tipologia: estudo da formação dos tipos.

Fontes: Dicionário Publicitário Online, Wikipedia, LightSeed, UnB

Família: termo utilizado para definir um conjunto de tipos com as

Fonte: conjunto de todos caracteres tipográficos compostos pelo

Serifa: linhas ou curvas que complementam o desenho de uma

Tipografia: arte de compor um texto, visando torná-lo facilmente

legível, adaptado ao contexto em que é lido e aos objetivos com

Como você especifica o tamanho das fontes de seu site?

Total de votos: 331

Por pontos - 27% Em pixel - 64% Percentagem (%) - 9%

Total de votos: 331 Por pontos - 27% Em pixel - 64% Percentagem (%) - 9%

acessa e participe! www.arteccom.com.br/webdesign

dicas de sites www.typophile.com www.promodesign.com.br/tipografia www.fontana-d.com www.tupigrafia.com.br

dicas de sites

www.typophile.com www.promodesign.com.br/tipografia www.fontana-d.com www.tupigrafia.com.br www.fabrikadetypos.com.br www.tiposdoacaso.com.br

misprintedtype.com/v3

www.emigre.com www.typography.com www.houseindustries.com

www.t26.com

www.linotype.com www.miniml.com studio.adobe.com/us/type/main.jsp

www.p22.com

www.korhoen.net/css_typeviewer.html www.stcassociates.com/lab/fontbrowser.html webtypography.net

www.dsg4.com/04/extra/bitmap/index.html

www.1001freefonts.com

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Fontes: Gui Borchert, Sobresites - Design, Curso Web para designers

web 2.0:: 37

www.downloadfreefonts.com Fontes: Gui Borchert, Sobresites - Design, Curso Web para designers web 2.0:: 37

38 :: tipografia na webParticipação dos assinantes Qual é a importância da escolha correta da tipografia para um site?

38 :: tipografia na web Participação dos assinantes Qual é a importância da escolha correta da

Participação dos assinantes

Qual é a importância da escolha correta da tipografia para um site?

importância da escolha correta da tipografia para um site? Éric Coutinho email@ericcoutinho.com Do ponto de vista
importância da escolha correta da tipografia para um site? Éric Coutinho email@ericcoutinho.com Do ponto de vista
importância da escolha correta da tipografia para um site? Éric Coutinho email@ericcoutinho.com Do ponto de vista

Éric Coutinho

email@ericcoutinho.com

Do ponto de vista estético, a tipografia é uma extensão ou parte do design. Assim como cores e formas devem estar equili- bradas, o uso de fontes pode contribuir ou inviabilizar esse equilíbrio visual. Com relação à usabilidade, a escolha das fontes vai permitir ou prejudicar uma fácil e rápida leitura, deixando o usuário confortável para navegar ou simplesmente “expul- sando-o” de seu website.

Daniel Soares

danielsrs@hotmail.com

O tipo vai ser responsável, em grande parte, pela apresentação do conteúdo de um site. Então, se a escolha do tamanho,

forma e até cor do tipo não for feita com cuidado, o desinteresse pelo conteúdo do site será latente, pois dificultará na

busca pela informação.

Mauro Cesar

mauro@dataclick.com.br

Acho um fator básico e essencial para o conteúdo de um website. A relação entre ‘tipografia x usuário-alvo” e “tipografia

x design” deve ter uma atenção redobrada e refinada para que a principal meta de todo desenvolvimento web seja alcan- çada: resultados!

de todo desenvolvimento web seja alcan- çada: resultados! Miriam Fernandes comercial@tecsite.com.br A escolha da

Miriam Fernandes

comercial@tecsite.com.br

A escolha da tipografia para um site vai depender muito do tipo de informação que se deseja passar e para que tipo de pú-

blico se destina. Mas é fundamental que a escolha seja correta, pois a organização clara da tipografia em um site garante a

legibilidade da informação e a identidade visual deste site.

da informação e a identidade visual deste site. Rafael Lopes tcherafa@yahoo.com.br A tipografia está
da informação e a identidade visual deste site. Rafael Lopes tcherafa@yahoo.com.br A tipografia está

Rafael Lopes

tcherafa@yahoo.com.br

A tipografia está atrelada de certa forma à identidade do site. O processo de escolha passa por decidir desde se a fonte será aplicada

diretamente no HTML ou se será renderizada em imagem ou mesmo flash. A escolha adequada da tipografia também importa para uma melhor legibilidade e leitura do site. Finalizando, a escolha de um tipo que complemente o design é importante, mas é preciso levar em conta também a acessibilidade, como, por exemplo, sites que disponibilizam o aumento da fonte dinamicamente.

Rodrigo Warzak

rodrigo@warzak.com.br

A importância está relacionada ao processo de composição da tipografia que será disponibilizada ao usuário. Acredito que a

tipografia correta deve ser legível, de fácil compreensão, padronizada e atingir os objetivos da publicação.

Se você é assinante, participe desta seção pelo site www.arteccom.com.br/webdesign/clube

debate - o poder das comunidades :: 39

debate - o poder das comunidades :: 39 O poder das comunidades Qual é a dimensão

O poder das

comunidades

Qual é a dimensão dos bits e bytes gerados pelas comunidades virtuais no Brasil? A primeira constatação vem de um estudo do Ibope, divulgado em maio de 2005 (http://tinyurl.com/a3tcd), no qual ficamos sabendo que, “no final de 2004, os sites de comunidades respondiam por 19,5% do tempo total de uso da web nas residências brasileiras”. Mas as evidências não param por aí. Para se ter uma idéia, o Orkut, um dos principais responsáveis pela disseminação das comunidades / redes sociais no país, é visto pelo internautas brasileiros como uma poderosa ferramenta para “dividir interesses comuns em comunidade”, aponta pesquisa feita pelo Instituto QualiBest (http://tinyurl.com/

e36by).

Dessa forma, fomos perguntar a alguns profissionais de internet se a opinião das comunidades / redes sociais já é capaz de transformar um produto ou serviço na web. Confira a seguir.

40 :: debate - o poder das comunidades “Sim, é capaz. Se não transforma é

40 :: debate - o poder das comunidades

“Sim, é capaz. Se não transforma é porque os ‘donos’ dos produtos não querem. E isso é uma grande chance des-

perdiçada. As comunidades e redes sociais são atualmente

o grande termômetro das marcas e da aceitação do público

por determinado produto ou temas. É importante que os departamentos de marketing das empresas tenham sem- pre alguém de olho nas comunidades que envolvem suas marcas e transforme isso em um levantamento sistemático. Quando encontrar alguma opinião negativa, crítica ou su- gestão, responda imediatamente. Não tente se defender, mas sim se colocar à disposição do internauta. São peque- nos gestos como esse que transformam o crítico em aliado

e em um multiplicador da sua marca. Vejam o exemplo da comunidade Sushi em São Paulo, criada pelo meu amigo Sergio Teixeira Jr., em abril de 2004. Em quase dois anos, o grupo soma mais de 11 mil pessoas que dão suas opiniões como consumidores e freqüenta- dores de restaurantes de comida japonesa. Muita polê- mica surgiu desde então: vale restaurante rodízio? Para os puristas, não. Fico pensando sempre quando estou de olho nessas comunidades é se os donos também estão por dentro do que se passa na cabeça dos seus clientes. Alguns estabelecimentos são absolutamente desancados pelos consumidores. Alguém faz alguma coisa para melhorar? Outro exemplo é a lanchonete Memphis Burger, de São Paulo. Com uma comunidade criada pelo próprio dono, todos os consumidores são respondidos em tempo real e a sugestões, anotadas e, muitas vezes, adotadas. Faço parte

“As comunidades e redes sociais são atualmente o grande termômetro das marcas e da aceitação do público por determinado produto ou temas”

de um sem número de comunidades e vejo que a web dá as ferramentas para cada um poder melhorar seu produto e serviço. Já vi grandes lojas virtuais mudarem seus proce- dimentos quando são alertadas por funcionários que par- ticipam de comunidades. Acho que falta agora as marcas ganharem mais atenção na web, tal como fossem uma loja de rua ou de shopping.”

na web, tal como fossem uma loja de rua ou de shopping.” :: Aline Sordili Gerente

:: Aline Sordili Gerente - Portal Abril www.abril.com.br

surfar no fluxo

de opiniões será o grande

diferencial de profissionais de comunicação e áreas afins”

“Sou amigo de um economista cujo chefe recebe visitas da equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI). O chefe da equipe americana, por sua vez, ao chegar em seu país,

tem reuniões periódicas com

Unidos. Ou seja: estou a quatro pessoas do, teoricamente, homem mais poderoso do mundo. Esta teoria dos ‘sete-pas- sos-de-qualquer-pessoa-no-mundo’, que se não me engano surgiu de um experimento científico numa universidade dos EUA, é a base das redes sociais hoje em destaque. Sobre ela foram construídos mecanismos que nos colocam em contato com pessoas distantes, opiniões diversas, outras comunidades etc. Portanto, é verdade. A correta gestão de comunidades pode alterar um produto ou serviço na web. Podemos ofe- recer uma corrente de opiniões mais ou menos igual so- bre uma idéia ou produto e, através dela, obter resultados qualitativos no que se diz respeito a este grupo. Essa é a opinião mais corriqueira. Está nas revistas, nos papos de bar, nos planos de negócio. Mas podemos olhar a questão por um outro ângulo. E se a própria comunidade fosse o produto da vez? E se este mesmo fluxo de opiniões fosse o grande capital do momento? A partir daí o que conta não é mais o novo CD da Ma- donna, mas o que EU ACHEI, ou QUE PALAVRAS (emoções, interpretações, avaliações) eu associei a faixa de trabalho. Não importa se o espremedor faz suco mais rápido, mas sim que em meu Orkut existe a comunidade ‘Eu gosto de laran- jada com biscoito maisena’. Enfim, saber surfar no fluxo de opiniões será o grande diferencial de profissionais de comunicação e áreas afins.

o presidente dos Estados

debate - o poder das comunidades :: 41

dos Estados debate - o poder das comunidades :: 41 Em um recente artigo que publiquei

Em um recente artigo que publiquei no www.carreira- solo.org, falei sobre o que, para alguns, é o Éden deste tipo de visão: as tecnologias e filosofias de desenvolvimento / trabalho que estão sendo chamadas de Web 2.0. Na minha opinião, o grande barato de tudo o que vem por aí, e é sempre muita coisa, é este novo olhar. Menos sistemas e mais interações. Menos tecnologia e mais empatia. Menos códigos e mais linguagens comuns. Enfim, o poder às pes- soas. Ou você pode escolher a pílula azul.”

às pes- soas. Ou você pode escolher a pílula azul.” saber :: Mauro Amaral Editor, Arquiteto

saber

:: Mauro Amaral Editor, Arquiteto de Informação e Estrategista de Conteúdo www.carreirasolo.org

42 :: debate - o poder das comunidades :: Alexandre Magalhães Coordenador de Análise do

42 :: debate - o poder das comunidades

:: Alexandre Magalhães Coordenador de Análise do IBOPE Inteligência www.ibope.com.br

de Análise do IBOPE Inteligência www.ibope.com.br “A resposta é simples: sim. As comunidades são a con-

“A resposta é simples: sim. As comunidades são a con- cretização de uma série de tendências que foram identifica- das em um estudo realizado com pré-adolescentes em sete países, inclusive o Brasil, pela empresa inglesa Millward Bro- wn. Esse estudo tornou-se um interessante livro em 2003, chamado Brand Child, assinado por Martin Lindstrom. Entre as principais tendências apontadas no estudo, algumas explicam o sucesso das comunidades, especial- mente em países com internet jovem (63% dos internautas residenciais brasileiros têm menos de 35 anos - fonte: Niel- sen//NetRatings), caso do Brasil. A primeira delas aponta que a língua formal de um país já não é o principal instru- mento de comunicação entre os jovens. Quem freqüenta uma comunidade, sabe que muitas vezes é difícil entender

o que está sendo escrito. Uma segunda tendência importante é o fato de os jo- vens necessitarem pertencer a um grupo. A corrida para fazer parte dessas redes sociais indica que as pessoas querem ver

e serem vistas pelos amigos. Talvez, a tendência mais impor- tante para explicar porque as comunidades são mecanismos capazes de transformar um produto ou serviço na internet

é o uso de líderes de grupos para divulgação de novos pro-

dutos e marcas. Empresas já descobriram que, em muitos casos, é mais eficaz realizar ações via pessoas conhecidas e

respeitadas por seus pares, do que partir para uma grande comunicação de massa. Essa abordagem está sendo utilizada institucionalmente, funcionando como uma comunicação en- tre amigos. Alguém de uma comunidade faz um comentário sobre um produto, que através das conexões estabelecidas entre os membros da comunidade, ganha força e torna-se um movimento fora de controle de quem o criou. Tal abordagem institucional nasceu da observação do poder das comunidades como fórum de comentários e rei-

“A corrida para fazer parte dessas redes sociais indica que as pessoas querem ver e serem vistas pelos amigos”

vindicações espontâneas. Como sempre, as empresas ten- tam capitalizar esses movimentos espontâneos para seu interesse. No Brasil, particularmente, as comunidades têm uma força enorme, pois os internautas brasileiros se caracterizam por usar todas as formas de comunicação online, propor- cionalmente acima dos outros países. O exemplo do Orkut talvez represente bem a maneira como o brasileiro é apai- xonado por comunicar-se. No Brasil, em outubro de 2005, 6,2 milhões de pessoas visitaram a comunidade Orkut, o que representou 52,7% do total de brasileiros que navega- ram a partir de suas residências. O segundo país com mais visitantes foi a Itália, com 68 mil ou 0,39% do total (fonte:

Nielsen/NetRatings). Mas o sim definitivo à pergunta título está relacionado ao tamanho das comunidades no Brasil e nos outros países. Nove milhões de internautas residenciais, ou 72% do total de usuários domiciliares em novembro de 2005, visitaram ao menos uma comunidade no período, passando nelas 3 horas e 20 minutos, em média por pessoa (fonte: Nielsen// NetRatings). É inegável que esses mecanismos de rede so- cial podem modificar um produto. Afinal, é muito mais fácil mobilizar pessoas online que fora da web.”

recomendações de con-

sumidores são fundamentais na formação de opinião sobre determinado produto e serviço”

as

de opinião sobre determinado produto e serviço” as :: Marcelo Sant’Iago Presidente da AMI (Associação de

:: Marcelo Sant’Iago Presidente da AMI (Associação de Mídia Interativa) www.ami.org.br

“Graças à internet a informação trafega a uma velo- cidade espantosa e pode atingir pessoas ou pontos que jamais poderíamos prever. E esse é o grande desafio que o marketing boca a boca e as redes sociais propõem às empresas: nesse tipo de ambiente não há um elo central controlando as informações, além de como e a quem ela será distribuída. Desde sempre a publicidade utiliza-se de testemunhal de pessoas famosas com enorme sucesso, basta ver a longevidade das campanhas de Lux, que já foi chamado de ‘o sabonete das estrelas’. Mas, nesse mundo globalizado, nem só os famosos são formadores de opinião:

uma pesquisa realizada pela Forrester e a Intelliseek mostra que as recomendações de consumidores são fundamentais na formação de opinião sobre determinado produto e ser- viço. Ou seja, as pessoas tendem a confiar cada vez mais na opinião de um estranho que ele conheceu na internet do que em um anúncio ou comercial de TV. Pensando nisso, algumas empresas já oferecem ser- viços de criação de comunidades virtuais ou ‘aluguel’ de formadores de opinião para gerar interesse sobre deter- minados produtos e serviços. Mas é preciso muita atenção com essas ações, para não ultrapassar os limites da ética e enganar o consumidor. A Federal Trade Comission, agência reguladora norte-americana, está atenta para abusos e já recebeu protestos contra a Procter&Gamble, por exemplo, que contratou 250 mil jovens para elogiar ‘espontaneamen- te’ alguns de seus produtos.

debate - o poder das comunidades :: 43

de seus produtos. debate - o poder das comunidades :: 43 Em resumo: aquela história de

Em resumo: aquela história de ‘falem mal, mas fa- lem de mim’ não funciona mais nos dias de hoje, onde a mídia está fragmentada, o mundo está conectado e o consumidor tem o poder de decisão em suas mãos. Como controlar os influenciadores? Como acompanhar o que está sendo dito sobre seu produto nos milhões de sites da rede? Essas são as dúvidas que nós, profissionais de marketing e publicidade, teremos que conviver a partir de agora.”

de marketing e publicidade, teremos que conviver a partir de agora.” saiba mais sobre comunidades, na

saiba mais sobre

comunidades,

na edição de março

44 :: como administrar o tempo PLANEJAMENTO, PLANILHAS, AGENDAS ETC. A difícil tarefa de administrar

44 :: como administrar o tempo

PLANEJAMENTO,

PLANILHAS,

AGENDAS

ETC.

A difícil tarefa de administrar o tempo (moderno).

Reportagem sugerida pelo leitor Disnay Batista (disnay@hotmail.com)

Em mundo cada vez mais tecnológico, no qual as fronteiras se tornam quase inexistentes, saber administrar os 60 minutos de uma hora, 24 horas de um dia, os sete dias da semana, os 365 dias do ano, é imprescindível para garantir o sucesso no trabalho e tranqüilidade na vida pessoal.

Segundo Laert Yamazaki, diretor da Idéia 3 Digital, a questão da administração do tempo assemelha-se à admi- nistração financeira pessoal. “Se você não tem um controle de sua vida financeira e não sabe onde gasta seu dinheiro, provavelmente você terá grandes prejuízos ou, no mínimo, não saberá aproveitar ao máximo tudo o que o dinheiro pode fazer por você. Com o tempo é a mesma coisa. Se você não sabe onde, nem como gasta o seu tempo, a pro- babilidade de você reclamar que nunca tem tempo para nada é muito grande”, argumenta.

“Se você não sabe onde, nem como gasta o

seu tempo, a probabilidade de você reclamar

que nunca tem tempo para nada é muito

grande” Laert Yamazaki (Idéia 3 Digital)

Os aliados para se administrar o tempo Diante da quantidade de trabalho que recebe por mês, Laert procura dividir suas tarefas de acordo com a hierarquia de importância e urgência em que aparecem. “Na agência, fazemos reuniões para identificar essas prioridades. A partir daí, cada um planeja sua agenda da forma que se sente mais confortável em gerenciar o próprio tempo. Porém, a pauta nunca pode ser extremamente rígida, até porque a própria dinâmica da internet exige que haja espaços para trabalhos que chegam de última hora. Ser objetivo é fator determinante para a boa produtividade”, diz. Agenda e planejamento são outros aliados na administração do tempo e na organização de tarefas. “Trabalho com um planejamento mensal, onde as viagens são agendadas com algumas semanas de antecedência. Na rotina diária, utilizo o início das manhãs para responder e-mails, acompanhar e me reunir com os gestores da empresa. Dedico as tardes e início das noites para trabalhar em projetos específicos ou seguir uma agenda

os gestores da empresa. Dedico as tardes e início das noites para trabalhar em projetos específicos
46 :: como administrar o tempo “Tento ser produtivo o tempo todo, me cobro muito

46 :: como administrar o tempo

“Tento ser produtivo o tempo todo, me cobro muito isso pelo respeito que tenho ao meu

tempo e das pessoas que interagem comigo” Cesar Paz (AG2)

de reuniões com clientes. No final do dia volto aos e- mails. Utilizo como apoio o Palm desktop que eu mesmo administro para agenda, contatos, tarefas e anotações”,

revela Cesar Paz, diretor da AG2 (Agência de Inteligência Digital). Além desses fatores, podemos citar a definição de prioridades. No entanto, como definir prioridades diante de tantas tarefas importantes, por exemplo? “Priorizar

é ordenar. Ordem associa-se à noção de número e

priorizar tarefas requer necessariamente um esquema de numeração. Entretanto, recomenda-se a priorização em duas etapas. Primeiro classificar as ações em três categorias. Depois, dentro de cada categoria, numerar as tarefas de acordo com a sua prioridade. A recomendação adicional é de que se use apenas três categorias (vitais/

necessários; importantes; triviais) para classificar todas as tarefas que se tem a fazer, independente do assunto ou do tipo de ação”, orienta Jaime Wagner, diretor da PowerSelf

e autor do livro “A Arte de Planejar o Tempo”. Os empecilhos Email, MSN Messenger, Orkut, telefone, celular etc. Seriam estes alguns dos principais agentes que ocasionam o desperdício de tempo do profissional do mundo moderno? “As ferramentas não são boas nem más em si. A questão está em saber usar as ferramentas e não se deixar usar por elas. Muitas pessoas reagem ao celular como se não pudessem desligá-lo. Ora, o fato de hoje termos muito mais opções de contato, e de que podemos dar respostas mais rápidas, é bom. Mas se formos tentar ler e responder imediatamente a todas as demandas que nos chegam pelos ´n` canais que nos conectam aos outros, deixaremos de levar a cabo qualquer tarefa, e deixaremos inclusive de dar respostas eficazes. Nem sempre a resposta mais rápida é a melhor”, diz Jaime. Uma das grandes dificuldades na batalha do tempo envolve justamente o fato de não podermos fazer tudo

aquilo que desejamos. Esse cenário se materializa na experiência vivida por Laert. “Uma das grandes dificuldades que encontrei foi saber dizer ‘não’. Muitas vezes, aceitamos tarefas que seriam impossíveis de serem realizadas sem um planejamento e um prazo bem definido. Mas, no impulso em querer resolver todos os problemas, você acaba prejudicando outras atividades de grande importância em sua vida”, revela. No caso de Cesar Paz, os problemas são a quantidade de reuniões. “A maior dificuldade é fazer apenas as reuniões efetivamente necessárias que, uma vez marcadas, devem ser produtivas. Tento ser produtivo o tempo todo, me cobro muito isso pelo respeito que tenho ao meu tempo e das pessoas que interagem comigo. É uma cobrança diária e necessária”, afirma. O controle do tempo em suas mãos Buscar o equilíbrio. Talvez essa seja uma das principais lições para quem ainda não descobriu a fórmula correta de gerenciar seu tempo. “O profissional hoje tem várias demandas sobre si. Não há maneira de responder perfeitamente a tudo. Então, a chave é saber escolher de maneira equilibrada. Mas é muito difícil manter o equilíbrio. Geralmente, as pessoas cedem às demandas mais exigentes (às que mais gritam) e não necessariamente às mais importantes para si, para a sua saúde mental e equilíbrio emocional. Para escolher melhor, é preciso desenvolver a consciência de si, que se lapida pela prática sistemática da reflexão, do planejamento e da atenção. Escolher é decidir o que vai esquecer, para poder se concentrar no que é mais importante”, afirma Jaime.

"As ferramentas não são boas nem más

em si. A questão está em saber usar as

ferramentas e não se deixar usar por elas"

Jaime Wagner (PowerSelf)

Nessa caminhada, a experiência será vital para determinar o que será feito. “Faço uma planilha de administração do tempo, não só para o trabalho, mas para o meu dia inteiro (isso pode ser feito também utilizando as tarefas do trabalho somente). Essa planilha me ajuda a identificar quanto tempo eu gasto em cada atividade que faço diariamente, como devo administrar o tempo para cada atividade e para melhorar minha qualidade de vida”, diz Laert.

e para melhorar minha qualidade de vida”, diz Laert. A planilha do Laert “Na primeira coluna,
e para melhorar minha qualidade de vida”, diz Laert. A planilha do Laert “Na primeira coluna,
A planilha do Laert “Na primeira coluna, relaciono as categorias de tempo na minha vida
A planilha do Laert
“Na primeira coluna, relaciono as categorias de tempo na
minha vida (profissional, desenvolvimento, sono, afetividade,
alimentação, entretenimento, entre outras). Na segunda,
estarão as horas que gasto em cada categoria relacionada na
primeira coluna, perfazendo um total de 24 horas (ciclo de um
dia). Na coluna seguinte, coloco a porcentagem que aquela
categoria representa no dia (por exemplo: se você dorme
oito horas por dia, você consome aproximadamente 33% do
seu tempo com sono). Na coluna seguinte, descrevo o que
devo fazer com a categoria em questão: aumentar, reduzir ou
manter, de acordo com as minhas prioridades.”
o que devo fazer com a categoria em questão: aumentar, reduzir ou manter, de acordo com
48 :: como administrar o tempo “Escolher é decidir o que vai esquecer, para poder

48 :: como administrar o tempo

“Escolher é decidir o que vai esquecer, para poder se concentrar no que é mais importante”

Jaime Wagner (PowerSelf)

Alguns ‘economizadores’ de tempo -Utilize uma agenda ou um calendário de reuniões. -Crie listas de
Alguns ‘economizadores’ de tempo
-Utilize uma agenda ou um calendário de reuniões.
-Crie listas de afazeres.
-Defina metas e prioridades.
-Organize as tarefas.
-Organize as informações usadas com freqüência.
Fonte: Sebrae (http://tinyurl.com/cm3nn)
Alguns ‘desperdiçadores’ de tempo
-Falta de planejamento.
-Indisciplina.
-Indefinição de objetivos na execução das tarefas.
-Menosprezo ou ênfase inadequada em certas atividades.
-Indefinição de prioridades.
-Excesso de reuniões e burocracia interna.
-Má utilização dos recursos (telefone, fax, xerox, computador).
-Centralização de poder.
-Resistências às mudanças.
Fonte: Sebrae (http://tinyurl.com/cm3nn)
Soluções práticas para economizar tempo
-Estabeleça metas: anuais, mensais, semanais e diárias.
-Programe suas tarefas e atividades da semana e do dia, em função dessas metas.
-Identifique as atividades que levem aos resultados e concentre-se nelas.
-Faça as coisas em ordem de prioridade.
-Controle, diariamente, as atividades realizadas e os resultados alcançados;
-Saiba onde seu tempo é realmente empregado.
-Estabeleça data e hora para início e fim de cada atividade.
-Elimine desperdiçadores de tempo.
-Melhore suas rotinas e hábitos de trabalho.
Fonte: Sebrae (http://tinyurl.com/cm3nn)
estudo de caso - Bondfaro :: 49 EM BUSCA DO PREÇO PERFEITO Estudo de caso
estudo de caso - Bondfaro :: 49 EM BUSCA DO PREÇO PERFEITO Estudo de caso

estudo de caso - Bondfaro :: 49

estudo de caso - Bondfaro :: 49 EM BUSCA DO PREÇO PERFEITO Estudo de caso do

EM BUSCA DO

PREÇO

PERFEITO

estudo de caso - Bondfaro :: 49 EM BUSCA DO PREÇO PERFEITO Estudo de caso do

Estudo de caso do site:

É tudo na casa dos milhões: 11 em pesquisas de usuários, 7,5 de page views, 5 em visitas e 1,7 de visitantes únicos. Esses números são mensais, impressionam e comprovam a eficácia no modelo adotado pelo Bondfaro.com (www.bondfaro.com.br), site de pesquisas de preços. Em outubro do ano passado, o serviço completou cinco anos de existência e trouxe algumas novidades em seu site. Para conhecermos todos os detalhes envolvendo o projeto e esse mercado, entrevistamos Gustavo Guida, diretor de produto da empresa.

todos os detalhes envolvendo o projeto e esse mercado, entrevistamos Gustavo Guida, diretor de produto da
50 :: estudo de caso - Bondfaro Wd :: Como surgiu a idéia de criar

50 :: estudo de caso - Bondfaro

Wd :: Como surgiu a idéia de criar o Bondfaro? Gustavo :: A idéia surgiu na observação o processo de compra online compartilhava as mesmas deficiências do offline. A saber: dificuldade de sabermos se estamos fazendo um bom negócio e alto custo de pesquisar preços de loja em loja, sendo necessário ir de estabelecimento em estabelecimento para obter estas informações. O Bondfaro procura solucionar este problema ao oferecer ao consumidor a possibilidade de pesquisar preços em centenas de lojas simultaneamente, em apenas um site. Nossa missão é gerenciar de forma inteligente informações, conectando compradores e vendedores. Wd :: Quais fatores influenciaram a decisão para que fosse feita uma remodelagem do site? O desenvolvimento foi feito internamente ou uma agência foi contratada? Gustavo :: O último redesenho durou três meses e foi feito internamente envolvendo cinco profissionais das áreas de design e tecnologia. Além disso, formamos um

painel consultivo com experientes designers e profissionais de usabilidade externos, que serviu para corroborarmos as soluções que tínhamos concebido internamente.

Internet Archive

Nesta página (http://www.archive.org), você poderá conferir as antigas versões de determinados sites de internet. Por

Nesta página (http://www.archive.org), você poderá conferir as antigas versões de determinados sites de internet. Por exemplo:

digitando www.bondfaro.com.br no campo “The Wayback Machine”, teremos uma lista das versões de 2000 a 2005.

digitando www.bondfaro.com.br no campo “The Wayback Machine”, teremos uma lista das versões de 2000 a 2005.
exemplo: digitando www.bondfaro.com.br no campo “The Wayback Machine”, teremos uma lista das versões de 2000 a
exemplo: digitando www.bondfaro.com.br no campo “The Wayback Machine”, teremos uma lista das versões de 2000 a

Wd :: Em relação às antigas versões do site, hoje podemos destacar o uso de caixas para se dividir as informações, um visual bem limpo e a valorização das imagens dos produtos, além da utilização de menos textos para se destacar as seções. Podemos considerar essas as principais modificações feitas no redesenho do site do Bondfaro.com? Gustavo :: Buscamos oferecer uma página leve e organizada, de forma a facilitar a navegação dos usuários. Nesse sentido, a eliminação de certos textos e o uso maior

Redesenho do site Bondfaro: o antes e o depois.
Redesenho do site Bondfaro: o antes e o depois.

estudo de caso - Bondfaro :: 51

estudo de caso - Bondfaro :: 51 "Nosso mascote foi pensado juntamente com a marca para

"Nosso mascote foi pensado juntamente com a marca para quebrar um pouco a idéia fria que

um serviço de tecnologia avançado como o nosso poderia passar"

de tecnologia avançado como o nosso poderia passar" de imagens é fundamental. Optamos por um layout

de imagens é fundamental. Optamos por um layout líquido também, de forma a permitir que usuários com resoluções maiores possam aproveitar melhor sua tela, já que o site se ajusta automaticamente à tela do usuário. Wd :: Ainda sobre as seções, é possível reparar que o logo do site fica estilizado conforme o usuário vai escolhendo qual caminho seguir. Como surgiu tal idéia e qual a sua importância para a navegação do usuário? Gustavo :: Nosso mascote foi pensado juntamente

com a marca para quebrar

serviço de tecnologia avançado como o nosso poderia passar. A personalização dele nas páginas internas foi um passo além, pois também ajuda a situar o usuário em que seção está. Adaptamos o mascote nas datas especiais de varejo, colocando-o com roupa de Papai Noel no Natal, por exemplo. Wd :: Quais fatores influenciaram no processo de Arquitetura da Informação dos elementos no site? Gustavo :: A Arquitetura de Informações é voltada para poupar tempo no processo de pesquisa de preços. Nosso interesse é que o usuário encontre o mais rápido possível o que deseja comprar. Wd :: Como é feita a escolha dos destaques da página principal do site (por exemplo, vocês utilizam

um pouco a idéia fria que um

o Bondvídeo, uma seção em Flash apresentando os

produtos mais buscados)? Gustavo :: Acompanhamos a demanda de todo e qualquer clique e pesquisa feitos no site. Com base nessas informações, podemos criar conteúdos que atendam especificamente ao que o usuário tem interesse.

O Bondvídeo, uma iniciativa inédita no segmento de

pesquisa de preços, tem o objetivo de explicar um pouco

o funcionamento e as características de produtos de

tecnologia avançada como câmeras digitais e mp3 players.

Escolhemos para o Bondvídeo os modelos mais procurados ou os que mais apresentaram crescimento em buscas. Wd :: O Bondfaro está na internet desde 2000. Ao longo desses seis anos, quais foram as principais

modificações no perfil do usuário que acessa o site (qual

o principal interesse, por exemplo)? Como estes dados

influenciaram o desenvolvimento da nova versão da página? Foram feitos testes de usabilidade?

Gustavo :: Como ferramenta de pesquisa de preços, presenciamos ao longo desses seis anos muitas mudanças no comportamento do usuário, especialmente no que diz respeito ao comportamento de compra. Em 2000, os livros

e CDs, nesta ordem, dominavam a preferência dos usuários. No ano seguinte, o DVD se popularizou e alcançou a terceira posição do ranking dos 10 mais buscados, para não mais sair.

O mesmo fenômeno ocorreu com os DVDs players.

A categoria de livros, apesar de ainda muito procurada,

vem apresentando uma queda lenta e gradual, dando espaço para produtos tecnológicos como câmeras digitais

e celulares, na medida em que os usuários brasileiros

ganharam mais confiança e passaram a se interessar pela

compra de produtos mais caros que os tradicionais livros

e CDs. Os celulares, por exemplo, são muito buscados

desde 2003, reflexo da expansão da telefonia celular. A obsolescência de alguns produtos também foi observada ao longo dos anos, como as câmeras fotográficas.

52 :: estudo de caso - Bondfaro Apesar da internet ser pouco difundida no Brasil,

52 :: estudo de caso - Bondfaro

Apesar da internet ser pouco difundida no Brasil, provavelmente devido à barreira de penetração de computadores, o usuário brasileiro navega muito tempo por dia. Ainda assim, o padrão de navegação apresentado não é tão sofisticado quanto o de alguns outros países. Por isso, temos que sempre antecipar os possíveis erros e vícios na navegação que nossos usuários possam cometer. Nesse sentido, trabalhamos de forma contínua no aprimoramento da nossa busca e no desenvolvimento de produtos novos que facilitem o processo de pesquisa de preços. Somos auxiliados por testes de usabilidade, nos quais solicitamos que alguns usuários cumpram determinadas tarefas. A análise da forma com que conseguem ou não cumprir tais tarefas nos fornece material para modificarmos e até criarmos novas áreas no site.

Publicidade

Segundo Gustavo, os formatos de publicidade mais vendidos no Bondfaro são o superbanner e o
Segundo Gustavo, os formatos de publicidade mais vendidos no
Bondfaro são o superbanner e o floater em DHTML. “Percebemos
a tendência dos anunciantes em buscar formatos alternativos,
diferentes do fullbanner padrão”, revela.

Wd :: Como o Bondfaro ganha mais dinheiro: com serviço pago ou com publicidade? E como foi o processo de expansão para outros países da América Latina (México, Argentina e Chile)? Gustavo :: O principal negócio é a exposição dos lojistas no resultado de busca. Apesar disso, a área de publicidade vem apresentando crescimento em importância. A expansão para a América Latina ocorreu quando percebemos que havia a necessidade de um serviço de pesquisa de preços em países como México, Argentina

e Chile. Iniciamos pelo México (www.bondfaro.com.mx), em outubro de 2004. Em seguida, lançamos o site na Argentina (www.ar.bondfaro.com), em dezembro de 2004, e, por

último, no Chile (www.cl.bondfaro.com), em julho de 2005.

A aceitação do serviço nestes países tem sido muito boa,

apesar do comércio eletrônico ainda não ter atingido o nível de maturidade que temos no Brasil. Wd :: Como é feita a divulgação do site (Assessoria

“Presenciamos ao longo desses cinco anos

muitas mudanças no comportamento do

usuário, especialmente no que diz respeito

ao comportamento de compra”

de Imprensa, publicidade em outros sites, parcerias etc)? Gustavo :: Atuamos em várias frentes de divulgação:

contamos com uma assessoria para dar suporte ao relacionamento com os veículos de imprensa, anunciamos nos principais portais da internet brasileira como IG, MSN, BOL e investimos em links patrocinados tanto do Google quanto do Overture. Além disso, possuíamos uma rede de centenas de sites afiliados que publicam peças servidas e atualizadas dinamicamente por nós. Outro serviço oferecido pelo Bondfaro é a administração do canal de Shopping de outros sites. Atualmente, administramos uma rede de mais de 20 shoppings de diferentes parceiros como Yahoo Brasil, Yahoo México, Yahoo Argentina, Click 21, Globo Online, POP, O Dia, Telelistas, entre outros. Wd :: Em termos de linguagem técnica para construção da infra-estrutura do site, vocês escolheram o Java Server Pages (JSP). Por que a escolha do JSP e não do ASP ou PHP, por exemplo? Gustavo :: A escolha pela plataforma Java se deveu principalmente ao fato dela ser multiplataforma e de que na época em que o projeto do site começou a ser elaborado (meados de 2000), ela constituía a melhor opção para desenvolvimento orientado a objetos, o que, na nossa opinião, representa o melhor paradigma para desenvolvimento de médio e grandes sistemas. Java é uma linguagem poderosa, flexível e com um amplo suporte de bibliotecas com as mais variadas funções. Wd :: Falando ainda sobre tecnologia, dentre os principais números, o site recebe mensalmente dois milhões de visitantes únicos, 11 milhões de pesquisas, 25 milhões de page views e 5 milhões de visitas. Qual a importância da escolha do provedor para hospedagem

estudo de caso - Bondfaro :: 53

estudo de caso - Bondfaro :: 53 “A análise da forma com que os usuários conseguem

“A análise da forma com que os usuários conseguem ou não cumprir tais tarefas nos fornece

material para modificarmos e até criarmos novas áreas no site”

do site? E quais riscos a indisponibilidade de acesso pode trazer para quem mantém um negócio na internet? Gustavo :: Nosso site tem que estar disponível 24x7. Não podemos correr o risco de termos interrupções em nosso serviço, porque, com apenas um clique, podemos

perder nosso usuário para um serviço similar. Por isso, tomamos o cuidado de escolher uma empresa de renome

e com total redundância para hospedar nossas máquinas. Wd :: O site funciona normalmente no Internet Explorer como no Mozilla Firefox. Qual a importância de se desenvolver sites compatíveis com os padrões web? Gustavo :: De fato, um dos nossos focos é a Acessibilidade. Procuramos atender aos Web Standards

e deixá-lo acessível a diversas plataformas e sistemas

operacionais, inclusive leitores de tela (importante para deficientes visuais). Desenvolvemos até uma ferramenta de pesquisa específica para o Firefox (www.bondfaro.com. br/firefox). Hoje em dia, Acessibilidade é um diferencial, dado

à quantidade de sites que funcionam apenas no Internet

Explorer. Achamos que quem usa navegadores fora do padrão tendem a ser heavy-users e formadores de opinião. Portanto, propagam o Bondfaro a seu círculo de contatos. Wd :: Qual o retorno que o Bondfaro obteve após a finalização desse projeto? Já foi possível mensurar os resultados obtidos pela remodelação do site? Gustavo :: Realizamos três grandes mudanças no site (layout, tecnologia e navegação). A eficiência do site foi impactada positivamente com as alterações. Para nós, a eficiência é medida através da taxa de redirecionamentos a lojas sobre pesquisas realizadas. Comparando os dois meses antes da última reformulação do site com os dois primeiros meses de layout novo, ele apresentou um crescimento de 54,15% de cliques nas lojas.

do site com os dois primeiros meses de layout novo, ele apresentou um crescimento de 54,15%
do site com os dois primeiros meses de layout novo, ele apresentou um crescimento de 54,15%
54 :: tutorial AJAX AJAX - - Parte Parte 2 2 Construindo Construindo um um

54 :: tutorial

AJAXAJAX -- ParteParte 22

ConstruindoConstruindo umum exemploexemplo simplessimples

Elcio Ferreira Desenvolvedor e instrutor em padrões web http://elcio.com.br/

Para demonstrar como funciona o AJAX, vamos cons- truir um exemplo bastante simples. É um formulário de cadastro, onde o usuário preenche o login e a senha dese- jados. Vamos fazer com que, ao sair do campo de login, o sistema confira a disponibilidade daquele nome de usuário no servidor e, se o nome já tiver sido escolhido por outra pessoa, avise o usuário.

A solução convencional

por outra pessoa, avise o usuário. A solução convencional Nossa aplicação HTML comum é garantia de

Nossa aplicação HTML comum é garantia de acessibilidade

O primeiro passo para a construção de uma aplicação AJAX acessível é a construção de uma aplicação convencio- nal, sem AJAX. Ter uma aplicação HTML funcional é a etapa fundamental para a construção de uma aplicação AJAX. Não vamos explicar aqui a construção de uma validação de login convencional, porque isso é tarefa trivial. Mas veja como fica nosso formulário:

<form method=”post” action=”cadastra.php”> <div id=”mensagem”></div> <label for=”login”>Login:<input name=”login” id=”login” /></label> <label for=”senha”>Senha:<input type=”password” name=”senha” id=”senha” /></label> <label><input type=”submit” value=”Cadastrar!” /></label>

</form>

Quando o usuário submete o formulário, a página cadastra. php verifica se o login existe. Se estiver disponível, cadas- tra o usuário e o envia para a tela de confirmação. Caso contrário, o manda de volta à tela de cadastro, com algum texto dentro do div “mensagem”, assim:

<div id=”mensagem”>O login <b>zeh</b> não está disponível.</div>

É uma aplicação comum, sem AJAX, que vai funcionar em absolutamente qualquer navegador, inclusive leitores de tela e navegadores de texto. Importante: você precisa validar seus dados no servi- dor, mesmo que não tenha preocupação com a acessibili- dade. Validar no servidor é obrigação do desenvolvedor. Vamos falar mais sobre isso num posterior artigo sobre segurança em AJAX. Tendo nossa aplicação funcionando, estamos prontos para fazer a mesma validação acontecer sem o refresh da página. AJAX nela! AJAX no servidor Vamos agora à construção da página que será requisi- tada pelo AJAX. Há duas características que sempre reco- mendamos no projeto de código server-side para AJAX:

1) Simples Na verdade, um pouco mais do que isso. Nossa pá- gina será muito, muito simples. Mas a forma de alcançar essa simplicidade é que representa a verdadeira vantagem na construção de aplicações AJAX. Vamos reusar código. Projetar para o reuso aqui é o segredo. Vamos chamá-la de ajax.php. Ao criar a solução convencional, o desenvolvedor criou um arquivo de funções, chamado funcoes.php, que continha, entre outras, uma função verificalogin, que re-

na cadastra.php para verificar a disponibilidade do login escolhido. Vamos reaproveitar esta função, o que tornará nossa página ajax.php muito simples:

<? //Incluímos o arquivo de funções include(“funcoes.php”);

//Testamos o login e imprimimos o resultado if(verificalogin($_GET[“login”])) echo “true”;

else

echo “false”;

?>

Veja como seria a mesma coisa em ASP:

<!-- #include file=”funcoes.php” --> <% ‘Testamos o login e imprimimos o resultado if verificalogin(RequestQueryString(“login”)) then Response.Write “true”

else

Response.Write “false”

%>

Naturalmente, as coisas são mais simples se o pro- gramador está acostumado a projetar antes de codificar, escrever pensando em reuso, documentar suas funções e todas aquelas boas práticas de desenvolvimento que são tão recomendadas e que tanta gente esquece. 2) Reaproveitável Você pode trabalhar com AJAX usando qualquer for- mato de dados que possa ser transferido pela web. Natu- ralmente, pode inventar ou usar soluções como texto com layout, separado por pipes (|), CSV (separado por vírgulas) ou qualquer outro formato que sua criatividade quiser. Sugerimos, porém, que você use um formato padro- nizado de troca de dados, como XML (pode usar XMLRPC, SOAP, REST ou mesmo RSS) ou JSON (http://www.json. org), o formato que estamos usando neste tutorial. Vamos

tutorial :: 55

que estamos usando neste tutorial. Vamos tutorial :: 55 falar mais sobre JSON em breve. Ao

falar mais sobre JSON em breve. Ao usar um formato padronizado você tem menos tra- balho. Há uma porção de bibliotecas prontas que conver- tem dados nativos da sua linguagem nos formatos padro- nizados. Assim, é muito fácil converter arrays ou objetos PHP em XMLRPC ou JSON. A mesma coisa vale para ASP, .NET, Java, Python, ColdFusion e praticamente qualquer linguagem usada hoje. Outra grande vantagem é o fato de outras pessoas poderem acessar sua interface server-side. Isso torna sua aplicação disponível para a criação de mash-ups e outros usos Web 2.0. Isso sem nenhum trabalho extra. Criando o XMLHttpRequest Vamos agora partir para o código client. Para come- çar, vamos criar o objeto XMLHttpRequest, com o seguinte código javascript:

try{ xmlhttp = new XMLHttpRequest(); }catch(ee){ try{ xmlhttp = new ActiveXObject(“Msxml2.XMLHTTP”); }catch(e){ try{ xmlhttp = new ActiveXObject(“Microsoft.XMLHTTP”); }catch(E){ xmlhttp = false;

}

}

}

Como esta é apenas uma introdução ao assunto, não vamos estudar este código linha a linha. Basta para nós agora saber que ele cria um objeto XMLHttpRequest na variável xmlhttp. A complexidade do código é por conta de querermos que ele funcione em Internet Explorer, versões 5 e 6, e que, em navegadores sem suporte a XMLHttpRe- quest, nosso script falhe sem exibir um erro na tela.

56 :: tutorial Usando o XMLHttpRequest O código para usar o objeto XMLHttpRequest não é

56 :: tutorial

Usando o XMLHttpRequest

O código para usar o objeto XMLHttpRequest não é

muito complexo. Vamos analisá-lo linha a linha em um pró-

ximo artigo, por hora ele serve apenas como exemplo:

function validalogin(){ tlogin=document.getElementById(“login”).value xmlhttp.open(“GET”, “ajax.php?login=”+tlogin,true); xmlhttp.onreadystatechange=function() { if (xmlhttp.readyState==4){ msg=eval(xmlhttp.responseText)?””:”O login <b>”+ tlogin+”</b> não está disponível.” document.getElementById(“mensagem”).innerHTML=msg

}

}

xmlhttp.send(null)

}

Este código não é nada original. Os trechos em negri- to são os que mudam de aplicação para aplicação, o resto é sempre igual. Como o código para criação do objeto XM- LHttpRequest, embora complexo, também é sempre igual, na verdade escrevemos apenas quatro linhas de código javascript para que nossa aplicação funcionasse.

código javascript para que nossa aplicação funcionasse. A mensagem é exibida enquanto o usuário ainda está

A mensagem é exibida enquanto o usuário ainda está na página

A mensagem é exibida enquanto o usuário ainda está

na página. Falta apenas fazer com que a função que cria- mos seja executada quando o campo de login perder o foco. Para isso basta:

onblur=”if(xmlhttp)validalogin()”

Certamente há maneiras mais elegantes de se fazer isso, mas é assunto para outro artigo. Com isso, já temos nossa aplicação funcionando. Quando o usuário sai do cam- po de login, o navegador verifica em segundo plano se

aquele login está disponível no servidor e, se não estiver, exibe a mensagem de aviso enquanto o usuário ainda está na página. Com isso já temos uma boa idéia do que é AJAX, como se faz e para que serve. No próximo artigo, vamos nos apro- fundar no assunto, olhando em detalhes o código que já te- mos e acrescentando alguns detalhes a essa aplicação.

apro- fundar no assunto, olhando em detalhes o código que já te- mos e acrescentando alguns

usabilidade :: 57

usabilidade :: 57 "A reunião inicial com o cliente pode ser considerada um dos pas- sos

"A reunião inicial com o cliente pode ser considerada um dos pas- sos mais importantes de um projeto e o nível de sucesso de um projeto pode ser definido nesta etapa."

58 :: experience design Claudio Toyama Sócio da Bright Skies (www.brightskies.net), em Londres. Atua há

58 :: experience design

58 :: experience design Claudio Toyama Sócio da Bright Skies (www.brightskies.net), em Londres. Atua há mais

Claudio Toyama

Sócio da Bright Skies (www.brightskies.net), em Londres. Atua há mais de 14 anos em consultoria embasada em pesquisa nas áreas de internet, branding e experiência do cliente. É co-representante do Grupo AIGA Experience Design no Brasil e coordenador do MBA em Customer Experience do ITAE (Faculdades Rio Branco). Mestre em interatividade e multimídia pela London College of Communication, formou-se pela FGV, com pós-graduações em Marketing (CEAG) e Comunicação e Artes (Mackenzie). webdesign@claudiotoyama.com

Tecnologia: conectando ou desconectando as pessoas?

Entro em uma danceteria em Londres e, quando chego na pista de dança, noto uma garota dançando completamente fora do ritmo. Começo a reparar um pouco mais e percebo que ela está dançando ao ritmo da música que toca em seu iPod e não ao ritmo da música do local. Estranho? Não necessariamente. Esta é uma das mais novas tendências que ocorrem nas cidades mais “trendy”: de se isolar totalmente do seu ambiente seja este o ponto de ônibus, o metrô, ou, como no caso acima, a pista de dança. Londres é uma cidade onde as pessoas evitam conversar entre si e até mesmo se encon- trarem com os próprios vizinhos no corredor para não terem que falar com ninguém. O ponto deste artigo é que tenho notado que as tecnologias têm ajudado a aproxi- mação de pessoas distantes, mas contribuído também para o distanciamento de pessoas fisicamente próximas. Explico melhor a seguir. Sob a ótica positiva Pouco mais de uma década atrás, quando me mudei para a Europa, a comunicação com meus amigos e familiares que haviam ficado no Brasil não era tão fácil como é agora. Imagine uma comunicação via correio, telefone e fax. Naquela época, em várias partes do mundo, a internet ainda era chamada de auto-estrada da informação e restrita a poucas empresas e universidades, não tendo conquistado os domicílios. Desde então, passei a usar e-mails, ICQ, Messenger, Yahoo! Messenger e, nos últimos anos, o Skype, que usa a tecnologia VoIP (Voice over IP) e faz com que a comunicação com meus amigos e parentes no Brasil seja efetuada instantaneamente e de graça. Isto sem mencionar o fenômeno das redes sociais online no Brasil, como é o caso do Orkut (do Google), que fez com que eu encontrasse algumas pessoas que não via há pelo menos 20 anos! Estas redes ajudam não somente a reencontrar pessoas que você não vê há décadas, mas também a conhecê-las melhor e a manter um contato muito mais freqüente. E o mais legal disto tudo é quando você encontra um amigo seu e percebe que vocês têm muito mais pontos em comum do que achavam. E no lado negativo No lado negativo, a tecnologia tem sido usada como uma desculpa para as pessoas realmente se desconectarem dos ambientes nos quais estão vivendo. Como é o caso men- cionado no começo deste artigo. Mas há diversas outras situações no qual isso têm acontecido como, por exemplo, a cena hilária de vários executivos no coffee-break de qualquer congresso e/ou seminário, conversando em seus telefones celulares ou verificando e-mails em seus Blackberrys (aparel-

experience design :: 59

experience design :: 59 cabe " com que você não vire um alienado e desconectado de

cabe "

com que você não vire um alienado e desconectado de seu ambiente imediato."

a cada um utilizar a tecnologia de forma apropriada e que faça

hos próprios para receber e-mails), em vez de estarem tro- cando cartões de visita e/ou aproveitando a oportunidade para conversarem com pessoas ligadas à área. Ou a cena de uma garota em um ônibus descrevendo detalhes minuciosos de sua última relação sexual com um cara com quem ela ficou na noite anterior, detalhes estes que ela não teria coragem sequer de mencionar direta- mente para qualquer pessoa no ônibus, mas que, como é uma amiga dela que está do outro lado da linha, ela não se importa e, na verdade, até ignora totalmente as pessoas

a seu redor. Em algumas partes do mundo, o nível de individuali- dade e desconexão com a realidade chegou a tal ponto que, já que é estranho uma pessoa começar a conversar

com outra pessoa no meio da rua, então elas acabam as- sinando um serviço de SMS no qual descrevem todas suas características e deixam bem explicitado qual tipo de pes- soa que elas gostam: homo ou heterossexuais, loiro(a), moreno(a), alto(a), baixo(a) etc. Quando uma pessoa com as características mencionadas estiver próxima à ela, seu telefone lhe enviará um SMS lhe avisando. Eu sei que estes fenômenos sociais guiados pela tec- nologia não são nada recentes, pois tecnologias introdu- zidas décadas atrás, como a televisão, os vídeo games e várias outras já contribuíam para esta dicotomia, mas o que percebo é que a cada dia presencio fatos totalmente inéditos e inimagináveis. Em resposta à pergunta inicial, na verdade acho que cabe a cada um utilizar a tecnologia de forma apropriada

que faça com que você não vire um alienado e desco- nectado de seu ambiente imediato.

e

tecnologia de forma apropriada que faça com que você não vire um alienado e desco- nectado
60 :: marketing René de Paula Jr. Diretor de conteúdo do Yahoo Brasil. É profissional

60 :: marketing

60 :: marketing René de Paula Jr. Diretor de conteúdo do Yahoo Brasil. É profissional de

René de Paula Jr.

Diretor de conteúdo do Yahoo Brasil. É profissional de internet desde 1996, passou pelas maiores agências e empresas do país: Wunderman, AlmapBBDO, Agência Click, Banco Real ABN AMRO. É criador da “usina.com”, portal focado no mundo online, e do “radinho de pilha” (www.radinhodepilha.com), comunidade de profissionais da área. rene@usina.com

Pecado muito pouco original

Onde quer que você olhe, a mensagem é uma só: você está frito. Melhor nem ouvir

a caixa postal. A caixa de entrada, então

aguarda, nem dá vontade de sair da cama, isto é, se é que você ainda consegue pregar

o olho e dormir. Bem-vindo à InFernet, onde demônios sem piedade te assam em fogo e enxofre. Com o tempo você acostuma. Teu pai te pergunta: como vai o trabalho, meu filho? Você responde: uma correria danada. E ambos sorriem, porque sofrer é bom sinal. Será que é? Eu acho que não. Tenho duas notícias, uma boa e outra dolorida:

Comecemos pela dolorosa: se você foi pro inferno, a culpa é sua e o pecado é grave. Doeu? Lamento. Onde foi que você pecou? Well, posso arriscar? O pecado mais vergonhoso é a Preguiça. Você sabe que um bom briefing é importan-

te, que documentar o que o cliente quer e espera é fundamental, que você deve validar ponto por ponto o que foi combinado, que deveria ter aprovado todos os detalhes do

layout antes de por a mão na massa, que deveria testar tudo antes de colocar no ar

aí bateu a preguiça. “Para que perder tempo com essas chatices?” “Eu sou um profissional ”

de talento, não um burocrata

teve preguiça de fazer a lição de casa vai arder por semanas nas chamas da refação. Posso arriscar outra vez? Orgulho. Você que sabe tuuuudo de internet, um cara an- tenado, descolado, geek, vai dar ouvidos a esse cliente sem glamour? Quem é ele, afinal, para dizer se ficou bom ou não? Resposta: ele é o cara que paga as tuas contas. Ele é o

cara, é o dono do negócio e entende disso como ninguém. Se alguém deveria enfiar o rabo

é você. Ou então sua conta bancária vai

atravessar desertos tórridos implorando por uma gota salobra de dinheiro. Gula é outra desgraça. Confesse: você não resistiu e aceitou três frilas ao mesmo tempo. A grana era tão boa! O cliente tão amigável! “Eu me viro”, você imaginou, e aca- bou virando num espeto sobre as línguas de fogo dos clientes que você deixou na mão. Avareza engana. Você faz as contas e parece lógico: por que perder dinheiro com

no meio das pernas e aprender com humildade

“Vamos queimar etapas!” E aí você se queima. Você que

mas

pior ainda. E só de pensar na gritaria que te

isso? “Eu faço isso sair de graça”. Faltou um S aí: sai deSgraça. Você não quis contratar um auxiliar, não quis licenciar um software, não quis contratar um hosting decente? O dinheiro que você economizou não paga o festival de dores de cabeça que te espera:

noites mal dormidas e o medo perpétuo de que alguém descubra que o pecado maior foi

a economia porca que você fez.

marketing :: 61

marketing :: 61 "Perder a confiança de um cliente é quase irreversível. O estrago que você

"Perder a confiança de um cliente é quase irreversível. O estrago que você provoca nos negócios alheios não tem volta. A mancha na tua reputação não sai tão fácil."

Ok, tudo bem, você não é um mão-de-vaca mesqui- nho. Você é generoso, grandioso. Luxúria tem seu encanto, convenhamos. É charmoso viver à larga. Até a hora em que

o cliente te larga porque você estourou o orçamento no

meio do projeto. Como já dizia João Bosco, dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador, sobretudo se ele

achar que fazer contas é coisa de pobre. Faltam dois pecados ainda, a inveja e a ira, mas vamos

deixar isso de lado, já estamos bem-servidos de tentações nesse jardim de delícias do digimundo, onde tudo parece fácil, onde tudo dá para resolver com um bom CTRL+Z. Dá mesmo? Não, não dá. Perder a confiança de um cliente é quase irreversível.

O estrago que você provoca nos negócios alheios não tem

volta. A mancha na tua reputação não sai tão fácil. E aquela

precaução que você não tomou não tem remédio. Lamento, mas no mundo do trabalho não há perdão. Perguntei a uma colega gringa como andava o tra- balho. “Acabamos o projeto e estamos fazendo o post- mortem”, disse ela. Post-mortem é um jargão para uma análise de tudo o que deu errado em um projeto e poderia ter sido evitado. Um bom post-mortem traz à luz um monte

de descuidos, vícios, acidentes, distorções. Dói, mas fica claríssimo onde não errar da próxima vez. Recomendo. Eu prometi uma boa notícia, não? Lá vai: existe uma saída do Inferno. Não entrar nele.

da próxima vez. Recomendo. Eu prometi uma boa notícia, não? Lá vai: existe uma saída do
da próxima vez. Recomendo. Eu prometi uma boa notícia, não? Lá vai: existe uma saída do
62 :: bula da Catunda Marcela Catunda Trabalhou na TV Globo, TV Bandeirantes, TV Gazeta,

62 :: bula da Catunda

62 :: bula da Catunda Marcela Catunda Trabalhou na TV Globo, TV Bandeirantes, TV Gazeta, Manchete

Marcela Catunda

Trabalhou na TV Globo, TV Bandeirantes, TV Gazeta, Manchete e SBT. Foi redatora da DM9DDB e Supervisora de Criação de Mídia Interativa da Publicis Salles Norton. É sócia do site Banheiro Feminino, está no Orkut e trabalha como autônoma. blog - http://pirei.catunda.org marcelacatunda@terra.com.br

Eu dei! eu dei! Eu dei uma palestra

E eu que sempre fui a bagunceira quieta/a tímida falante, enfrentei os palcos de

todo um Maksoud e palestrei no 10ºEWD em São Paulo. Passei um medo danado, fiquei

desesperadamente nervosa, mas saiu. Aqui vai um modesto pout pourri dos melhores momentos da palestra, sem nenhuma pretensão, please.

Antes de falarmos no que consiste o ofício freelar, é preciso dividir os freelas em dois gêneros:

O primeiro é aquele QUE QUER SER FREELA, mas só até ser contratado: - Um dia ainda

trabalho aqui.

O segundo é o QUE QUER SER FREELA e pronto: - Adoro trabalhar aqui, lá e acolá. E o que é ser freela?

Freela é aquele profissional que, assim como outro qualquer, rala pra ganhar seu dinheirinho.

A diferença básica do freela pros outros profissionais é que o freela tem como endereço

comercial o residencial. Parece pouco, mas não é. É preciso ter nervos de aço pra ser freela, tem mês que o telefone não toca, ou porque cortaram a conta da gente, ou porque ninguém lembrou da nossa existência, e se lembrou desistiu antes de fechar negócio. Um freela sabe que propostas voando não são um pássaro na mão. Sabe que tem que correr atrás, disparar e-mails, falar com os amigos e botar a carroça pra andar. Quando o desespero bater, ou um oficial de justiça, erga a cabeça e pense: DIAS MELHORES VIRÃO.

E quem diabos chama um freela?

Cada caso é um caso. No meu, por exemplo, agências de publicidade, produtoras de

internet, de vídeo, animação, televisões e quem mais quiser experimentar. Se a coisa for legal, eu topo. Mas como se vender como freela? Taí uma coisa que estou constantemente aprendendo. Passei a vez. Mas posso dizer que sorte é um treco que conta.

E quanto ganha um freela?

Eu costumo ver quantas horas vou passar me dedicando ao job e multiplico pelo meu custo mulher/hora. Não gosto de trabalhar chutando preço. Sempre que isso me acontece me dou mal, muito mal. Mas, às vezes, eu chuto e me dou bem, muito bem. Porém, o mais seguro é calcular seu preço e multiplicar pelas horas dedicadas ao job

bula da Catunda :: 63

bula da Catunda :: 63 “Não pode ser refação pokemon, aquela que vira job do mar,

“Não pode ser refação pokemon, aquela que vira job do mar, job do fogo, job da terra, vinte e nove jobs num só. É duro, mas é importante

lembrar que você é um freela e não funcionário do cara”

em questão. "Refações" são ossos do ofício, mas tudo tem que ter limite. Não pode ser "refação" pokemon, aquela que vira

job do mar, job do fogo, job da terra, vinte e nove jobs num só. É duro, mas é importante lembrar que você é um freela

e não funcionário do cara, e está ganhando por trabalho e não por mês. E aí, quer pagar QUANDO? A diferença básica de um freela para o contratado é a pergunta: e eu vou receber quando? Exemplo: você vai lá, pega o job, faz direitinho e quando entrega o cara diz: “Manda a nota”. Nesse meio

tempo você, que já tá ralando. Há pelo menos duas semanas, vai ter que esperar os tais 30 dias fora a nota, ou seja, vai demorar na melhor das hipóteses, uns 50 dias pra ter a grana na conta. Por isso, combine sempre QUANDO. Ele é tão importante quanto o QUANTO. Fluxo de Trabalho Quando se trabalha em casa às vezes a coisa fica desesperadora. A gente precisa do material pra começar, o cara fica de mandar dia tal, não manda e também não altera

a data de entrega, ou seja, ele tá transformando você no

único incompetente da coisa e isso não é justo. Deixe bem claro que, se o material não chegar, você não vai contratar

uma vidente pra te brifar. VANTAGENS E DESVANTAGENS DE SER FREELA Vantagens

- Eu sou meu chefe. (oba)

- Eu faço minha hora. (delícia)

- Eu trabalho em casa. (coisa boa)

- Eu ganho grana numa tacada. (me dei bem)

- Minhas Bics são minhas Bics. (ninguém me rouba) Desvantagens

- Eu sou meu chefe. (que medo)

- Eu faço minha hora. (socorro)

- Eu trabalho em casa. (folgada)

- Eu ganho grana numa tacada. (pena que a grana não entra sempre)

- Minhas Bics são minhas Bics. (ninguém pra

conversar)

E para encerrar aqui vão Os 10 Mandamentos do Freela by Marcela Catunda:

Bics são minhas Bics. (ninguém pra conversar) E para encerrar aqui vão Os 10 Mandamentos do
64 :: webdesign Luli Radfahrer PhD em Comunicação Digital, já dirigiu a divisão de internet

64 :: webdesign

64 :: webdesign Luli Radfahrer PhD em Comunicação Digital, já dirigiu a divisão de internet de

Luli Radfahrer

PhD em Comunicação Digital, já dirigiu a divisão de internet de algumas das maiores agências de propaganda e de alguns dos maiores portais do Brasil. Hoje, é Professor-Doutor da ECA-USP, Diretor Associado do Museu de Arte Contemporânea e consultor independente. Autor do livro ‘design/web/ design:2’, administra uma comunidade de difusão do conhecimento digital pelo País. webdesign@luli.com.br

A pergunta de 1MUS$

Você está no emprego que sempre sonhou? Conquistou a mulher dos seus sonhos? Isso é só o começo

Existe, em terras gringas, uma expressão diretamente ligada à relação deles com

o dinheiro. Me refiro à tal “pergunta de um milhão de dólares” – um problema tão difícil e/ou insolúvel que sua resposta valeria US$ 106. Mesmo montante, aliás, oferecido aos ganhadores do prêmio Nobel.

Honestamente, acho meio besta a motivação que leve alguém a se embrenhar em uma pesquisa de porte – científica ou não – seja algo tão ridículo quanto dinheiro. Não acredito que pesquisadores dedicados, que devotam 40 anos ou mais de suas vidas / carreiras na busca por respostas a problemas que afligem a humanidade (a cura do Câncer, por exemplo)

o façam com a perspectiva, mesmo que remota, de ganhar uma polpuda quantia. Isso me

parece a cenoura para outro tipo de burro.

É só ver o que esses cientistas / literatos / políticos fazem logo depois de ganhar tais

prêmios. Alguns até tiram uns poucos dias de merecidas férias, só para depois voltar a seus laboratórios e escritórios como se nada tivesse acontecido. Não se sabe de nenhum deles que tenha comprado um veleiro para navegar pelas ilhas gregas. Até porque eles já estão

velhos demais para isso.

O velho aqui também tem, como muitos, sua pergunta de um megadólar. Antes que você

comece a reclamar, saiba que ela tem bastante a ver com a sua profissão. Com várias, aliás:

— O que você faria DEPOIS de ganhar um milhão de dólares?

Sim. Imagine que, por acaso, herança, presente, golpe-do-baú, falcatrua, mensalão, stock options, Google AdSense ou simplesmente por ter trabalhado duro na vida, você tenha acesso a uma quantidade de dinheiro que faz com que nunca mais tenha que trabalhar. Trocando em miúdos, um rendimento mensal de mais de 12 mil doletas sem risco. Sem esforço. Garantido para sempre. E agora, o que faria? Antes de pensar no óbvio, lembre-se que o óbvio nem sempre é sábio. As histórias daqueles que ganharam na loteria não têm sempre final feliz. Muitos deles, aliás, terminam mais pobres ou mais infelizes do que eram antes de montar na bolada. Diz-se por aí que dinheiro não traz a felicidade (manda buscar, diriam alguns). Diz-se

também que ele é a raiz de todos os males (o ditado correto é o amor ao dinheiro). Acho que isso é dar importância demais para ele. Por mais que seja supervalorizado nesses tempos de freakonomics, ele é só um agente intermediário. Como tal, não tem vontade ou ideologia.

O que se faz com ele (ou por ele) é que demanda avaliação.

webdesign :: 65

por "

imagina ser reconhecido?"

que você faz o que faz? Qual legado pretende deixar? Como

que você faz o que faz? Qual legado pretende deixar? Como Muitos detestam o trabalho que

Muitos detestam o trabalho que fazem e a empresa em que estão e só justificam sua permanência por causa do tão necessário dinheiro. Por isso, volto à minha pergunta:

se você conseguisse atingir seu sonho, o que faria depois? Por não ter resposta a essa pergunta que muita gente se escraviza e se perde. Acho patéticos os pobres-diabos que dizem às massas estarem “no emprego que sempre sonharam”. Isso é politicagem ou ingenuidade. Se você chegou aonde sempre quis, está na hora de se aposentar. Em outras palavras: por que você faz o que faz? Qual

legado pretende deixar? Como imagina ser reconhecido? “Um escroto rico” não me parece algo atraente, por mais que a TV esteja cheia de exemplos em seus apresentadores de programas de auditório. Mas nem é preciso ir tão longe, com seu chefe por perto para servir de exemplo. O carnaval está chegando. Goste ou não dele, sugiro que você o utilize como metáfora de seus objetivos profissionais. Depois de uns dias de euforia, sonho e fantasia, a quarta-feira de cinzas é a única certeza indiscutível.

Depois de uns dias de euforia, sonho e fantasia, a quarta-feira de cinzas é a única
Depois de uns dias de euforia, sonho e fantasia, a quarta-feira de cinzas é a única