Juiz arbitral: mercado promissor

Com um número de profissionais quase seis vezes menor do que o ideal, o mercado para quem
deseja se tornar juíz arbitral é promissor. Conheça um pouco sobre essa profissão, que como pouca
gente sabe, pode ser exercida bastando apenas investir em cursos de formação
27 Jan 2007 - 15h03min
Para aqueles que enfrentam grandes dificuldades como a espera por sentenças do Poder Judiciário,
há uma segunda opção: a Justiça Arbitral. Antigamente, a arbitragem era usada para resolver
conflitos entre os países durante as guerras. Hoje, é uma forma alternativa de decidir controvérsias e
por meio da qual um ou mais juizes arbitrais determinam e emitem sentença com força legal sobre o
objeto da contestação. A profissão de juiz arbitral foi autorizada pela Lei Federal 9.307, de 23 de
setembro de 1996 e tem um mercado em franca expansão.
A arbitragem se aplica aos chamados direitos patrimoniais disponíveis, isto é, às questões que se
referirem a bens de valor econômico e monetário quantificados e que podem ser comercializados
livremente, nas quais o juiz deve ser capaz de solucionar conflitos específicos.
A opção pela Arbitragem é feita por meio da Cláusula Compromissória, ou seja, cláusula inserida no
contrato assinado por ambas as partes do acordo, estabelecendo sua utilização em caso de futuras
controvérsias. Se não houver a Cláusula Compromissória, deverá ser procurada uma Instituição de
Mediação e Arbitragem que intimará a outra parte a comparecer em uma audiência, na qual será
assinado o Compromisso Arbitral.
Uma das vantagens da Justiça Arbitral, é a rapidez. A partir do momento em que é firmado o
Compromisso Arbitral, a duração máxima para a sentença é de seis meses, não podendo exceder
esse prazo.
Até que seja aprovada uma nova lei, qualquer pessoa sentindo-se capaz, pode ser juiz arbitral. É
necessário fazer o curso de formação. A Associação Cearense dos Juízes Arbitrais é o órgão que
reúne as sete instituições da área no Estado. O pioneiro foi o Tribunal Arbitral do Estado do Ceará
que existe desde 2001, possuindo hoje 20 juízes arbitrais e já tendo julgado 9 mil causas. "Nossas
maiores preocupações são capacitar pessoas e formar juízes arbitrais, lançar novos árbitros, difundir
a arbitragem e estimular as pessoas a construir suas associações arbitrais", afirma a presidente da
associação, Sâmia Valeska Carvalho. Para ela, as pessoas interessadas em atuar na profissão,
devem gostar de se relacionar com pessoas, ter consciência de que estarão equiparadas ao
funcionalismo público e de que respondem criminal e civilmente por seus atos.
Segundo o Presidente do Tribunal Arbitral do Estado do Ceará, juiz arbitral Gilberto Ribeiro de
Arruda, o fundamental para exercer a profissão é possuir, além do conhecimento da teoria e das leis,
o domínio da prática. "A prática é uma prerrogativa, é necessário ter o conhecimento completo.
Coisas fundamentais como preencher uma petição, saber como se faz uma sentença e a forma
como deve se comportar um juiz é básico para a aprendizagem da profissão", ressalta.
As instituições que atuam como juizados arbitrais podem ser câmaras, cortes, tribunais ou
associações. O órgão que registra os juízes arbitrais no Brasil é a Associação Nacional dos Juízes e
Servidores da Justiça Arbitral e Organizações de Mediação Conciliação e Arbitragem do Brasil
(Anajus). Estudo realizado pela associação aponta que Fortaleza poderá comportar cerca de 42
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Em minha opinião é um dos maiores avanços jurídicos. É a Lei que instituiu a utilização da mediação e arbitragem no Brasil. Assegurou à arbitragem desenvolvimento rápido e um resultado prático e eficaz. Equiparou a Sentença Arbitral à decisão proferida pelo Juiz estatal : Art. Reduziu a um mínimo a intervenção do Poder Judiciário no processo arbitral: nela ocorreu a supressão da homologação judicial da decisão proferida pelo árbitro (antes dessa Lei as sentenças proferidas pelos árbitros deveriam ser. assistidas por um mediador. constitui título executivo". A principal característica dessa Lei é a estipulação de um prazo máximo de seis meses para a solução dos conflitos. uma forma rápida e eficiente de se resolver contendas. A mediação é um diálogo entre duas ou mais partes em conflito. também chamada Lei Marco Maciel. para o consenso dos interessados diretos em resolver os conflitos. obrigatoriamente. para que possam chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes. 2. este é um mercado que sinaliza boas perspectivas. sendo condenatória. 31 . ou seja. Qual a diferença entre conciliação. sua empresa e seus negócios. A área criminal não é abrangida pela arbitragem. 3. por exemplo). questões pendentes e divergências. Lei 9.instituições arbitrais. Ela trouxe três novos fatores importantíssimos a mediação anteriormente existente no Brasil: 1.307/96 Entenda o que é o Juizado Arbitral Por Fernando Toscano (*) Você sabe o que é arbitragem? Para que serve e qual sua utilidade? Abaixo irei explanar o que é um Juizado Arbitral e como isso pode ser útil para você. hoje há carência de 35. os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e. homologadas por um Juiz de Direito do Tribunal de Justiça comum). Na mediação prevalece 2 . . com sugestões e propostas. Ou seja. dá às sentenças arbitrais a mesma força e eficácia das Sentenças Estatais e diz que os árbitros são Juízes de fato e de direito.307/96: Esta Lei.Direito & Defesa do Consumidor 01 / fevereiro / 2006 LEI 9. entre as partes e seus sucessores."A sentença arbitral produz. um Juiz Arbitral ganhou a força e o poder de um Juiz de Direito dos Tribunais de Justiça comuns em algumas situações – não em todas (como na área criminal ou trabalhista. mediação e arbitragem? A conciliação ocorre quando um terceiro ou terceiros (conciliadores) desenvolvem esforços e se empenham. portanto. desde que na área cível ou comercial. A responsabilidade desses Juízes também aumentou proporcionalmente a força que uma sentença por ele proferida tomou.

No Brasil. são numerosas: .na elaboração do contrato.nos contratos em vigência. 3 . decide(m) a pendência pela confiança que foi nele(s) depositada pela eleição prévia em cláusula compromissória. Importante: O Tribunal Arbitral não é um tribunal paralelo aos Tribunais de Justiça. Na arbitragem o(s) árbitro(s). para a resolução de quaisquer dúvidas advindas do presente contrato". mas um instrumento jurídico legal com poderes especiais para dirimir pendências. O mediador não impõe soluções. aqueles direitos nos quais as partes podem transacionar . por meio de aditamento. O Tribunal Arbitral e as contendas Antes de tudo deve ficar claro que o Tribunal Arbitral é um tribunal privado com todas as obrigações. . com endereço à xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. Podem ser submetidas aos tribunais arbitrais quaisquer controvérsias de origem civil ou comercial que envolvam bens patrimoniais disponíveis.elegendo-o. Menor custo e menor tempo gasto (viabiliza economicamente a utilização da arbitragem). Eficácia (mesmo valor da sentença estatal). Essa cláusula. A Cláusula Compromissória pode ser colocada em dois momentos: . A principal diferença é o prazo máximo de seis meses para a solução dos conflitos. . além de qualquer outro que verse sobre direito civil e comercial .sempre a vontade das partes. de planos de saúde ou seguro. havidas entre pessoas jurídicas ou físicas capazes de contratar. . ou seja.307/96). direitos e deveres de uma empresa comum. Especialização (conferida pela presença de árbitros-peritos). chamada Cláusula Compromissória. apenas aproxima as partes para que negociem diretamente e reconheçam o conflito para buscar algum tipo de solução que contemple e satisfaça razoavelmente os interesses de todas elas. aplicada em um Tribunal Arbitral. O primeiro passo para poder utilizar a mediação e a arbitragem de um Tribunal Arbitral é inserir uma cláusula nos contratos . dúvidas e casos omissos em tudo que envolva bens patrimoniais disponíveis. As sentenças proferidas pelos tribunais arbitrais têm a mesma eficácia da sentença judicial. Agilidade (prazo máximo de seis meses). Sigilo (garantido pela Lei 9. substituindo a vontade das partes em divergência. autorizou a utiliização da arbitragem para o julgamento de litígios envolvendo bens patrimoniais disponíveis.307 de 23 de setembro de 1996. na cidade de xxxxxxxxxxxxx-xx. contrato social. . . As vantagens da Arbitragem. prestação de serviços.sejam eles de locação. . Prevalência da autonomia das partes (elas que escolhem os árbitros). porém dotado de instrumentos jurídicos legais capazes de decidir discussões cíveis ou comerciais. Nos casos em que o litígio já esteja instalado e não exista Cláusula Compromissória. o Tribunal Arbitral poderá atuar com a concordância das partes que deverão firmar o Termo de Compromisso Arbitral. A sentença emitida pelo Juiz Arbitral tem força de lei e dela não cabe recurso. venda e compra. deve ser regida mais ou menos nos seguintes termos: "Fica eleito o Tribunal Arbitral de xxxxxxxxxx.contratos em geral (civis ou comerciais). a Lei 9.

e com especialização em pelo menos uma área do conhecimento humano (tecnologia. O Juiz Arbitral O Juiz Arbitral é pessoa capaz.307/96 e de acordo com o Código de Processo Civil Brasileiro. odontologia. na sua ausência.A Arbitragem permite o desafogamento do judiciário. entre as partes e seus sucessores. para os efeitos da legislação penal e é juiz de fato e de direito. dotada de conhecimentos técnicos. A sentença poderá ser anulada seguindo procedimento comum. 4 . os árbitros. proporcionará melhores condições para que o judiciário se dedique aos litígios que envolvam interesse público ou direitos indisponíveis. medicina. previsto no Código de Processo Civil e deverá ser proposta no prazo de até noventa dias após o recebimento da notificação da sentença arbitral ou de seu aditamento. pelo Supremo Tribunal Federal-STF. O Juiz Arbitral – ou simplesmente Juiz do Tribunal Arbitral – possui documento de identificação emitido pelo Tribunal do qual ele está integrado. 11. sendo condenatória. Quando o compromisso arbitral contiver a fixação dos honorários do árbitro (art. salvo erro formal da mesma. os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e. Aos Juízes Arbitrais são conferidos. a não ser por ordem judicial expressa. ser apreendida. ficam equiparados aos funcionários públicos. este constituirá título executivo extrajudicial podendo o Juiz Arbitral recorrer a justiça comum para cobrança e execução do mesmo. Nos termos dos arts. etc) e passa por um treinamento especial de forma a ter condições técnicas e conhecimentos jurídicos suficientes para poder decidir divergências com segurança e proferir sentença. conforme art. para ser reconhecida ou executada no Brasil. no que couber. estritamente de acordo com os termos desta Lei e deverá ser homologada. da qual não cabe recurso. Das sentenças Art. obrigatoriamente. em hipótese alguma.” (Lei 9. engenharia. que pode ser utilizado no exercício de suas funções e tem valor em todo território nacional. quando no exercício de suas funções ou em razão delas. e não for honrado. 17/18 da mesma Lei. 31. A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de conformidade com os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e.307/96). constitui título executivo. VI). Consequentemente. A carteira de identificação do Juiz Arbitral não pode. e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. arquitetura. “A sentença arbitral produz. os mesmos deveres e responsabilidades dos Juízes de Direito. 14 da Lei 9.

§ 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito. livremente. 5 . Art.307. Art. Capítulo II Da Convenção de Arbitragem e seus Efeitos Art. a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar. desde que por escrito em documento anexo ou em negrito. 2º A arbitragem poderá ser de direito ou de eqüidade. com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula. podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira. Dispõe sobre a arbitragem. nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 1º Poderão as partes escolher. relativamente a tal contrato. a critério das partes. também. DE 23 DE SETEMBRO DE 1996. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir.Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 9. § 2º Poderão. assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso arbitral. as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem. 3º As partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convenção de arbitragem. § 2º Nos contratos de adesão. desde que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública. as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de direito. expressamente. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo I Disposições Gerais Art. com a sua instituição.

originariamente. perante o juízo ou tribunal. sem justo motivo. ou em outro documento. ou por instrumento público. ou por provocação das partes. Parágrafo único. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas. profissão. após ouvir o réu. necessariamente. as partes estabelecer na própria cláusula. em dia. Constará. a nulidade da cláusula compromissória. estatuir a respeito. desta Lei. poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. perante o órgão do Poder Judiciário a que. § 3º Não concordando as partes sobre os termos do compromisso. Art. recusar-se a firmar o compromisso arbitral. profissão e domicílio do árbitro. Art. comparecendo. podendo nomear árbitro único para a solução do litígio.Art. caberá ao juiz. de comum acordo. hora e local certos. à audiência designada para a lavratura do compromisso arbitral. decidirá o juiz. a identificação da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros. tocaria o julgamento da causa. ouvidas as partes. § 5º A ausência do autor. previamente. o juiz tentará. ou. na própria audiência ou no prazo de dez dias. igualmente. Não comparecendo a parte convocada ou. 6 . 10. § 6º Não comparecendo o réu à audiência. Art. 10 e 21. Art. do compromisso arbitral. 7º desta Lei. importará a extinção do processo sem julgamento de mérito. a arbitragem será instituída e processada de acordo com tais regras. podendo. § 2º. validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. § 2º Comparecendo as partes à audiência. 5º Reportando-se as partes. a conciliação acerca do litígio. a parte interessada manifestará à outra parte sua intenção de dar início à arbitragem. na cláusula compromissória. sobre seu conteúdo. § 1º O autor indicará. § 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos. § 4º Se a cláusula compromissória nada dispuser sobre a nomeação de árbitros. poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso. convocando-a para. Art. a forma convencionada para a instituição da arbitragem. instruindo o pedido com o documento que contiver a cláusula compromissória. II . Parágrafo único. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem. designando o juiz audiência especial para tal fim. estado civil e domicílio das partes. podendo ser judicial ou extrajudicial. firmar o compromisso arbitral. 8º A cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato em que estiver inserta.o nome. § 7º A sentença que julgar procedente o pedido valerá como compromisso arbitral. Caberá ao árbitro decidir de ofício. assinado por duas testemunhas. caberá ao juiz. mediante comprovação de recebimento. § 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por escrito particular. ou dos árbitros. às regras de algum órgão arbitral institucional ou entidade especializada. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem. onde tem curso a demanda. estatuir a respeito do conteúdo do compromisso. do compromisso arbitral: I . Não obtendo sucesso. nomeando árbitro único. ouvido o autor. com precisão. por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação. tentará o juiz conduzir as partes à celebração. respeitadas as disposições da cláusula compromissória e atendendo ao disposto nos arts. obrigatoriamente. o objeto da arbitragem. as questões acerca da existência.o nome. de tal sorte que a nulidade deste não implica. se for o caso.

Extingue-se o compromisso arbitral: I . o compromisso arbitral conter: I . no compromisso arbitral. Art. ou locais. 12. ou o presidente do tribunal arbitral.a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos honorários e das despesas com a arbitragem. podendo nomear. um secretário. que poderá ser um dos árbitros. o julgamento da causa a nomeação do árbitro. II .o lugar em que será proferida a sentença arbitral. sempre em número ímpar. II . desde que as partes tenham declarado. ou dos árbitros. aplicável. 11. a causa que os fixe por sentença. § 3º As partes poderão. no que couber. e VI . originariamente. § 1º As partes nomearão um ou mais árbitros. não havendo tal estipulação. quando assim convencionarem as partes. e III .a fixação dos honorários do árbitro. expressamente. não aceitar substituto. de comum acordo. será designado presidente o mais idoso. concedendo-lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral. 13. este constituirá título executivo extrajudicial.o prazo para apresentação da sentença arbitral.a autorização para que o árbitro ou os árbitros julguem por eqüidade. § 5º O árbitro ou o presidente do tribunal designará.local. Não havendo acordo. ou adotar as regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada. Não havendo consenso.escusando-se qualquer dos árbitros. antes de aceitar a nomeação. onde se desenvolverá a arbitragem. § 2º Quando as partes nomearem árbitros em número par. V . Fixando as partes os honorários do árbitro. ainda.III . Art. estes. o procedimento previsto no art. originariamente. III .a matéria que será objeto da arbitragem. os respectivos suplentes.falecendo ou ficando impossibilitado de dar seu voto algum dos árbitros. desde que as partes declarem. 7º desta Lei. 11. se assim for convencionado pelas partes. estes estão autorizados. desde logo. 7 . Capítulo III Dos Árbitros Art. desde que a parte interessada tenha notificado o árbitro. não aceitar substituto. inciso III.a indicação da lei nacional ou das regras corporativas aplicáveis à arbitragem. Poderá. requererão as partes ao órgão do Poder Judiciário a que tocaria. a nomear mais um árbitro. se julgar conveniente. por maioria. também. IV . § 4º Sendo nomeados vários árbitros. expressamente. ou dos árbitros. Parágrafo único. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes. estabelecer o processo de escolha dos árbitros. o árbitro requererá ao órgão do Poder Judiciário que seria competente para julgar. elegerão o presidente do tribunal arbitral. e IV .tendo expirado o prazo a que se refere o art.

na convenção de arbitragem. § 7º Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral determinar às partes o adiantamento de verbas para despesas e diligências que julgar necessárias. § 1º As pessoas indicadas para funcionar como árbitro têm o dever de revelar. 20. ou. bem como nulidade. suspeição ou impedimento do árbitro ou dos árbitros. A parte interessada em argüir a recusa do árbitro apresentará. quando no exercício de suas funções ou em razão delas. 16 desta Lei. 8 . quando: a) não for nomeado. com as partes ou com o litígio que lhes for submetido. § 1º Não havendo substituto indicado para o árbitro. será elaborado. no que couber. se as partes as tiverem invocado na convenção de arbitragem. A parte que pretender argüir questões relativas à competência. a menos que as partes tenham declarado. firmado por todos. ou b) o motivo para a recusa do árbitro for conhecido posteriormente à sua nomeação. Capítulo IV Do Procedimento Arbitral Art. Art. o árbitro deverá proceder com imparcialidade. após a aceitação. não aceitar substituto. Estão impedidos de funcionar como árbitros as pessoas que tenham. diretamente. 14. expressamente. juntamente com as partes. entretanto. vier a falecer. pela parte. 15. procederá a parte interessada da forma prevista no art. assumirá seu lugar o substituto indicado no compromisso. 19. os mesmos deveres e responsabilidades. se forem vários. Se o árbitro escusar-se antes da aceitação da nomeação. tornar-se impossibilitado para o exercício da função. que será substituído. e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. Poderá. ou por todos. qualquer fato que denote dúvida justificada quanto à sua imparcialidade e independência. aplicar-se-ão as regras do órgão arbitral institucional ou entidade especializada. competência. Os árbitros. a respectiva exceção. Parágrafo único. após a instituição da arbitragem. Instituída a arbitragem e entendendo o árbitro ou o tribunal arbitral que há necessidade de explicitar alguma questão disposta na convenção de arbitragem. conforme previsto no Código de Processo Civil. Considera-se instituída a arbitragem quando aceita a nomeação pelo árbitro. para os efeitos da legislação penal. § 2º Nada dispondo a convenção de arbitragem e não chegando as partes a um acordo sobre a nomeação do árbitro a ser substituído. se for único. Art. § 2º O árbitro somente poderá ser recusado por motivo ocorrido após sua nomeação.§ 6º No desempenho de sua função. nos termos do art. Art. ficam equiparados aos funcionários públicos. diligência e discrição. um adendo. Art. independência. 20. que passará a fazer parte integrante da convenção de arbitragem. Parágrafo único. aplicandose-lhes. Art. diretamente ao árbitro ou ao presidente do tribunal arbitral. 7º desta Lei. antes da aceitação da função. será afastado o árbitro suspeito ou impedido. 17. algumas das relações que caracterizam os casos de impedimento ou suspeição de juízes. 16. na forma do art. deduzindo suas razões e apresentando as provas pertinentes. deverá fazê-lo na primeira oportunidade que tiver de se manifestar. ou for recusado. 18. invalidade ou ineficácia da convenção de arbitragem. Art. Acolhida a exceção. O árbitro é juiz de fato e de direito. se houver. ser recusado por motivo anterior à sua nomeação.

os árbitros poderão solicitá-las ao órgão do Poder Judiciário que seria. ao proferir sua sentença. § 2º O árbitro que divergir da maioria poderá. da convocação para prestar depoimento pessoal. contado da instituição da arbitragem ou da substituição do árbitro. invalidade ou ineficácia da convenção de arbitragem. ou a seu rogo. terá normal prosseguimento a arbitragem. quando da eventual propositura da demanda de que trata o art. Art. mediante requerimento das partes ou de ofício. originariamente. comprovando a existência da convenção de arbitragem. regular o procedimento. bem como a nulidade. A arbitragem obedecerá ao procedimento estabelecido pelas partes na convenção de arbitragem. no início do procedimento. a faculdade de designar quem as represente ou assista no procedimento arbitral. que poderá reportar-se às regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada. o árbitro ou o tribunal arbitral levará em consideração o comportamento da parte faltosa. tentar a conciliação das partes. 33 desta Lei. Nada tendo sido convencionado. declarar seu voto em separado. § 1º Quando forem vários os árbitros. e reduzido a termo. nas mesmas circunstâncias. aplicando-se. durante o procedimento arbitral. § 3º As partes poderão postular por intermédio de advogado. 23. 24. § 4º Competirá ao árbitro ou ao tribunal arbitral. Art. sem prejuízo de vir a ser examinada a decisão pelo órgão do Poder Judiciário competente. um árbitro vier a ser substituído fica a critério do substituto repetir as provas já produzidas.§ 1º Acolhida a argüição de suspeição ou impedimento. Parágrafo único. ouvir testemunhas e determinar a realização de perícias ou outras provas que julgar necessárias. 16 desta Lei. às partes delegar ao próprio árbitro. § 2º Não sendo acolhida a argüição. respeitada. por escrito. da imparcialidade do árbitro e de seu livre convencimento. ainda. ou ao tribunal arbitral. facultando-se. respeitados no procedimento arbitral os princípios do contraditório. Capítulo V Da Sentença Arbitral Art. Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral tomar o depoimento das partes. serão as partes remetidas ao órgão do Poder Judiciário competente para julgar a causa. 22. no que couber. 9 . § 1º Não havendo estipulação acerca do procedimento. havendo necessidade de medidas coercitivas ou cautelares. a decisão será tomada por maioria. sempre. se a ausência for de testemunha. poderá o árbitro ou o presidente do tribunal arbitral requerer à autoridade judiciária que conduza a testemunha renitente. caberá ao árbitro ou ao tribunal arbitral discipliná-lo. prevalecerá o voto do presidente do tribunal arbitral. dia e hora previamente comunicados. As partes e os árbitros. competente para julgar a causa. assinado pelo depoente. § 4º Ressalvado o disposto no § 2º. sem justa causa. § 5º Se. será o árbitro substituído nos termos do art. A decisão do árbitro ou dos árbitros será expressa em documento escrito. § 2º Em caso de desatendimento. A sentença arbitral será proferida no prazo estipulado pelas partes. Art. Se não houver acordo majoritário. sempre. o art. § 2º Serão. 28 desta Lei. da igualdade das partes. poderão prorrogar o prazo estipulado. de comum acordo. § 3º A revelia da parte não impedirá que seja proferida a sentença arbitral. querendo. 21. e pelos árbitros. o prazo para a apresentação da sentença é de seis meses. reconhecida a incompetência do árbitro ou do tribunal arbitral. § 1º O depoimento das partes e das testemunhas será tomado em local.

São requisitos obrigatórios da sentença arbitral: I . entre as partes e seus sucessores.Art. devendo o árbitro. ou se pronuncie sobre ponto omitido a respeito do qual devia manifestar-se a decisão. II . por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação. a parte interessada. mencionando-se. A sentença arbitral decidirá sobre a responsabilidade das partes acerca das custas e despesas com a arbitragem. expressamente.não contiver os requisitos do art. A sentença arbitral produz. 26 desta Lei.a data e o lugar em que foi proferida. A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros. Parágrafo único.os fundamentos da decisão.for nulo o compromisso. 32. 26. a pedido das partes. suspendendo o procedimento arbitral. no prazo de dez dias. ou não. em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão. se for o caso. se os árbitros julgaram por eqüidade. V . e IV . que conterá os requisitos do art.não decidir todo o litígio submetido à arbitragem. se houver. Proferida a sentença arbitral. Art. 29. constitui título executivo. Caberá ao presidente do tribunal arbitral. a contar do recebimento da notificação ou da ciência pessoal da sentença arbitral. o árbitro ou o tribunal arbitral remeterá as partes à autoridade competente do Poder Judiciário. Resolvida a questão prejudicial e juntada aos autos a sentença ou acórdão transitados em julgado. ou. Parágrafo único. Se.corrija qualquer erro material da sentença arbitral.esclareça alguma obscuridade. 26 desta Lei. enviar cópia da decisão às partes. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá. É nula a sentença arbitral se: I . os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e.for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem. dúvida ou contradição da sentença arbitral. Art. 31. 10 . III . Sobrevindo no curso da arbitragem controvérsia acerca de direitos indisponíveis e verificando-se que de sua existência. as partes chegarem a acordo quanto ao litígio. o árbitro ou o tribunal arbitral poderá. dependerá o julgamento. mediante comunicação à outra parte. aditando a sentença arbitral e notificando as partes na forma do art. mediante comprovação de recebimento. 28. que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio. mediante recibo.o dispositivo. declarar tal fato mediante sentença arbitral. ainda. poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal arbitral que: I . dá-se por finda a arbitragem. III . II .emanou de quem não podia ser árbitro. onde serão analisadas as questões de fato e de direito. Art. se for o caso. II . Art. sendo condenatória. Art. Art. na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder ou não querer assinar a sentença. entregando-a diretamente às partes. 29.o relatório. Parágrafo único. Art. No prazo de cinco dias. IV . no decurso da arbitragem. respeitadas as disposições da convenção de arbitragem. 27. 30. certificar tal fato. 25. ou o presidente do tribunal arbitral. bem como sobre verba decorrente de litigância de má-fé. terá normal seguimento a arbitragem.

II . e deverá ser proposta no prazo de até noventa dias após o recebimento da notificação da sentença arbitral ou de seu aditamento. Somente poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira. se houver execução judicial. Art. 11 . Capítulo VI Do Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Art.o original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada. e VIII . nos casos do art. Para ser reconhecida ou executada no Brasil. o disposto nos arts. VII e VIII. desta Lei. unicamente. § 2º. 741 e seguintes do Código de Processo Civil.proferida fora do prazo. estritamente de acordo com os termos desta Lei. no que couber. § 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser argüida mediante ação de embargos do devedor. previsto no Código de Processo Civil. A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela parte interessada. conforme o art. Art.as partes na convenção de arbitragem eram incapazes. II . quando o réu demonstrar que: I . II. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a decretação da nulidade da sentença arbitral. devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual. 35.comprovado que foi proferida por prevaricação. VII .forem desrespeitados os princípios de que trata o art. respeitado o disposto no art. com: I . Art.decretará a nulidade da sentença arbitral. 38. 483 e 484 do Código de Processo Civil. 37. necessariamente. acompanhada de tradução oficial. Art. inciso III. conforme o art.VI . incisos I. nos casos previstos nesta Lei. concussão ou corrupção passiva.o original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada. 36. na sua ausência. Art. Parágrafo único. 282 do Código de Processo Civil. 21. desta Lei. à homologação do Supremo Tribunal Federal. A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de conformidade com os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e. II . 12. 32. 34. autenticada pelo consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial. VI. nas demais hipóteses. na falta de indicação. e ser instruída.determinará que o árbitro ou o tribunal arbitral profira novo laudo. 33. § 1º A demanda para a decretação de nulidade da sentença arbitral seguirá o procedimento comum. a sentença arbitral estrangeira está sujeita. em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida. Aplica-se à homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira. ou. Considera-se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido proferida fora do território nacional.a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram. § 2º A sentença que julgar procedente o pedido: I .

.... ainda.....869..... II .. tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sentença arbitral for prolatada. 267..... VI .a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem...não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de arbitragem.... Não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação da citação da parte residente ou domiciliada no Brasil...a sentença arbitral não se tenha... de 1º de janeiro de 1916. VI ...... V .............. Art.... com a seguinte redação: "Art.......... tenha sido anulada................... Esta Lei entrará em vigor sessenta dias após a data de sua publicação... 12 ........ tornado obrigatória para as partes. 1.............. 520.... inciso VII..... O art........ Parágrafo único.. uma vez sanados os vícios apresentados.048 da Lei nº 3..... VII ..convenção de arbitragem.." Art.... inciso IX.071..... ainda.... 41. inciso III... do Código de Processo Civil passam a ter a seguinte redação: "Art. nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a arbitragem..072 a 1... III . 520 do Código de Processo Civil passa a ter mais um inciso..... 267........... 40.... ou.. Capítulo VII Disposições Finais Art..... Ficam revogados os arts......a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula compromissória.....julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem......pela convenção de arbitragem. Os arts........... IV ........ e demais disposições em contrário. Código de Processo Civil....... 42. IX ......... inclusive........III . A denegação da homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira por vícios formais. os arts..... 101 e 1. Também será denegada a homologação para o reconhecimento ou execução da sentença arbitral estrangeira..... não obsta que a parte interessada renove o pedido. e não foi possível separar a parte excedente daquela submetida à arbitragem.." Art....... 39......... impossibilitando a ampla defesa.. a citação postal com prova inequívoca de recebimento. 301.. admitindo-se.. Art...." "Art.....................a sentença arbitral e a sentença homologatória de transação ou de conciliação. 43....102 da Lei nº 5. o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragem.... 301. ou tenha sido violado o princípio do contraditório. Art...037 a 1.segundo a lei brasileira.... desde que assegure à parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa...... e 584.... Código Civil Brasileiro..a decisão ofende a ordem pública nacional....." "Art... de 11 de janeiro de 1973. 44..... se o Supremo Tribunal Federal constatar que: I ....... 584..

O. 23 de setembro de 1996. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A.U.Brasília.1996 13 . Jobim Este texto não substitui o publicado no D. de 24. 175º da Independência e 108º da República.9.

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