Relação Professor - Aluno: Uma Revisão Crítica

Se as relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização de mudanças em nível profissional e comportamental, como podemos ignorar a importância de tal interação entre professores e alunos? ELIAS destaca: “É por intermédio das modificações comportamentais da área afetiva que a escola pode contribuir para a fixação dos valores e dos ideais que a justificam como instituição social.” (1996, p.99) Com o objetivo de realizar uma pesquisa em campo, adotamos por técnica a observação, pois, parafraseando CUNHA (1994, p. 55), “é uma excelente técnica de coleta de dados”. Portanto, ao utilizarmos tal critério, pudemos perceber comportamentos, desempenhos, métodos e técnicas de vários tipos de docentes (o autoritário1 , que vê o ato de lecionar apenas como um complemento de salário; o críticoreflexivo2, que planeja suas aulas e investe na continuidade de sua formação; o permissivo3 ; o “mãezona”, e tantos outros cujas atitudes pessoais que jamais passarão despercebidas pelos alunos), que embora critiquemos, muitas vezes fazem parte de nosso discurso aos alunos: ameaças, chantagens emocionais, controle da indisciplina4 através do medo, autoritarismo5 .....; enfim tudo que promove o não-desenvolvimento cognitivo6 do discente. “O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor malamado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca." (FREIRE, 1996, p.73) Como o ensino não pode e não deve ser algo estático e unidirecional, devemos nos lembrar de que a sala de aula não é apenas um lugar para transmitir conteúdos teóricos; é, também, local de aprendizado de valores e comportamentos, de aquisição de uma mentalidade científica lógica e participativa, que poderá possibilitar ao indivíduo, bem orientado, interpretar e transformar a sociedade e a natureza em benefício do bem-estar coletivo e pessoal. Tão bem nos lembra GRISI: “Toda aula, em resumo, seja qual for o objetivo a que vise, e por mais claro, preciso, restrito, que este se apresente, tem sempre uma inelutável repercussão mais ou menos ampla, no

Por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23 de dezembro de 2004 Página 1 de 3 Resumo: Como profissionais críticos e atuantes na área de ensino, observamos que, atualmente, impera um total descaso pelo ato de lecionar e aprender. Já não há mais o respeito mútuo entre discentes e docentes; a indisciplina em sala de aula é uma constante; a dificuldade que os estudantes encontram em usar a linguagem escrita como elemento de reforço ou registro da fala, uma triste realidade; e atos de violência escolar já fazem parte do nosso dia-a-dia. Portanto, este artigo têm como objetivo mostrar alguns dos problemas que constatamos no decorrer do processo ensino-aprendizagem e apresentar sugestões, sempre respaldadas por embasamentos teóricos e experiências reais vivenciadas por profissionais renomados, de como tais problemas poderiam ser melhor administrados e, por que não, eliminados. Considerando tal abordagem, tomamos por base de nossas observações a relação professoraluno, como uma revisão crítica de desempenho e atitude social; aliada à metodologia adotada pelo docente; se não o maior, um dos principais fatores que rege a motivação pelo aprender por parte do discente em formação. Palavras-chave: crítica, revisão, professor, aluno, relações pessoais. O ser humano é social por natureza. Desde muito jovens vivemos em sociedade, fazemos parte e formamos grupos com pessoas das mais diversificadas crenças, origens e personalidades. Graças a esse convívio no decorrer de nossas vidas, vivemos situações que nos constrangem ou enaltecem, sofremos desilusões, aprendemos com nossos erros e acertos e, através de comparações, conseguimos construir a nossa personalidade e interagir com o universo. Nesse referencial, nossos melhores amigos, aqueles que com suas críticas e conselhos, muitas vezes, melhoram certos aspectos e comportamentos negativos que apresentamos, conseguem nos sensibilizar, pois conquistaram nossa confiança, nosso respeito, são exemplos de companheirismo e demonstram um sincero interesse pelo nosso bem-estar.

p. p. ainda que o . durante a infância. não raras vezes. tais como: anotar os deveres nas agendas dos alunos. mais frio. p. fora da realidade. para neles poder desenvolver o senso de responsabilidade. comprometidos com a produção do conhecimento em sala de aula. “O ideal consiste em que a criança aprenda por si só.” (FREIRE. ou melhorar a nota deste. entregue seu dever em data diferente da estipulada. “Não é certo.2) Se por um lado é importante a existência de afetividade7 .. Professores que não medem esforços para levar os seus alunos à ação. não deveriam fazer parte das atitudes de um “Formador de Opiniões”. sem justificativa coerente. reconhecendo que o analfabeto não é um homem “perdido”. que a razão dirija a própria experiência [. isto é. para que ele não fique de recuperação). dando mais atenção à criança que é mais mimada. O que não posso obviamente permitir é que minha afetividade interfira no cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de minha autoridade. arrogantes e revoltadas. deve. são imprescindíveis. educadores que. 2000. à curiosidade.comportamento e no pensamento dos alunos. a aprendizagem e a pesquisa autônoma. Portanto. ou está doente. sobretudo do ponto de vista democrático. enquanto educadores. à reflexão crítica.32) Para exercer sua real função. geralmente pode ser observado em salas de ensino fundamental da quinta série: crianças indisciplinadas. mas sob um prisma mais direcionado à superproteção. a escrita. Agindo assim não estamos permitindo que os alunos adquiram autonomia em seus atos e. atentarmos quanto a nossas atitudes.] A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. ocultas em atitudes inconscientes. por outro. em lugar de deixar que eles o façam. ou indisciplinada. quando eles não conseguem obtê-las. A nosso ver. situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como permitir que. ao questionamento e à descoberta são essenciais. amantes de sua profissão. ao mesmo tempo que estabelece normas. centralizar a resolução de todos os problemas em nós mesmos. o motivo de tal reação é a falta de autoridade e proteção excessivas.” (GADOTTI. tornamo-los excessivamente dependentes. mais distante e “cinzento” me ponha nas minhas relações com os alunos [.159-60) Outro reflexo desse aspecto (excesso de afetividade). retira dela essa faculdade para o resto da vida. fornecer as respostas dos exercícios. 1999. ou melhor. que serei tão melhor professor quanto mais severo. são fundamentais. colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo. o professor precisa aprender a combinar autoridade9 . deixando bem claro o que espera dos alunos.” (ELIAS. p. inquietas. por vezes. Não posso condicionar a avaliação do trabalho escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha por ele. o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo o saber. mas. Devemos. o que nos chama a atenção é a total falta de organização e senso de responsabilidade que muitas vezes tais crianças apresentam. É fato que durante esse estágio da vida as crianças estão passando por uma fase de adaptação (transição da quarta para a quinta série) e que tudo que é novo causa certo medo e ansiedade. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade de mundo vivenciada pelos discentes. Professores. “Para por em prática o diálogo. uma vez que essa relação é uma “rua de mão dupla”. idade e desenvolvimento mental. os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor.91) Professores. confiança. respeito e afetividade. que desenvolvem com seus alunos um vínculo muito estreito de amizade e respeito mútuo pelo saber.. pois. ao invés de deixá-los descobrir o erro. 1996. portanto. a reflexão.. é normal e até esperado que esse período provoque alguns problemas disciplinares no início.” (1971.. deve respeitar a individualidade e a liberdade que esses trazem com eles. mas porque temem “perder” a amizade do professor. a relação estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do processo pedagógico. portanto. antes. pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de suas experiências. ao respeitar no aluno o desenvolvimento que este adquiriu através de suas experiências de vida (conhecimentos já assimilados). apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia. Além disso. não por conscientização de tal necessidade.] A falta da prática de pensar. mas alguém que tem toda a experiência de vida e por isso também é portador de um saber. e nos utilizarmos da chantagem emocional para obter a disciplina na sala de aula – os alunos geralmente obedecem. empatia8 e respeito entre docente e discente para que melhor se desenvolva a leitura.

às dificuldades que encontram na assimilação dos conhecimentos. sempre associando o tema em questão a situações atuais. linguagem clara. que estão mais preocupados em cumprir o conteúdo curricular planejado para aquela aula. fazem ameaças dizendo que a prova será em breve e que eles não a conseguirão realizar. demonstrando. Assim sendo. Por inúmeras vezes nos deparamos com docentes que ao ouvirem conversa durante a aula gritam com os estudantes. que não investe suficientemente na sua formação e que. não raras vezes. Outro fator que incomoda. não se impõe. Outros. essa não deveria ser uma constante entre professores e alunos. Vale a pena continuar ressaltando a atuação de alguns professores. simplesmente ignoram tal fato. repetindo o mesmo currículo de seus antecessores. Servem também para diagnosticar as causas que dão origem a essas dificuldades. distantes das reais necessidades dos alunos. olham-no atentamente. e ministra suas aulas sem se importar que haja alunos que não estão acompanhando o seu raciocínio. E por falar em indisciplina. de forma resumida. então. Assim sendo. grande parte dos Amantes do Saber. à incapacidade de refletir. objetiva e de fácil entendimento. o sucesso (ou não) da aprendizagem está fundamentado essencialmente na forte relação afetiva existente entre alunos e professores. ou recebe como resposta: “Se você estivesse prestando atenção. como um “general”. ou não o faz. criar e problematizar situações que poderiam auxiliar na construção de seu conhecimento e caráter. portanto. do que em descobrir o porquê da falta de interesse e da indisciplina da maioria dos seus alunos. mas também ouve os alunos. em nome da autodisciplina10 . ou o entrega ao professor antes do término do período. à indisciplina. O trabalho docente nunca é unidirecional. tornam as explicações dadas pelo docente. ou. alguma informação mais importante). reflete um profissional não comprometido com o seu trabalho. Sua atenção está voltada apenas para alguns poucos alunos que. geralmente intimida os discentes a prestarem atenção. ou é ignorado. alunos e alunos e professores e professores. e muito. ameaçam os alunos e. resistente a mudanças e um praticante de aulas expositivas monótonas e repetitivas repletas de muita “falação”. de conhecimento dos alunos. os induz à desmotivação. como punição. teria entendido”. que aquele conteúdo está “dado”. e que. Casos em que o professor assume uma postura autoritária e acredita que distanciamento hierárquico é sinônimo de respeito. tomam atitudes. respeito se conquista. podemos dizer que a atitude deste professor. é a disciplina. para serem entregues no final da aula. assim como a de muitos outros que encontramos no nosso dia-a-dia. à falta de interesse. e o diálogo11 é o melhor caminho para a solução de problemas. Aulas dinâmicas. (1994. sempre podemos presenciar situações em que muitos professores. chegam a humilhálos. no mínimo. p. a ausência dessa. apoio para registrar. uma aula motivadora. ou melhor. pedagogicamente questionáveis: fazem imposições sem fundamento. dessa forma. segundo opinião unânime dos alunos. sentados nas primeiras carteiras. não como modelo inquestionável de docência. passam exercícios valendo nota. Convém salientar que essas “disputas” entre mestre e discípulos pouco ou nenhum resultado prático trazem. mas como fonte de inspiração para que continuemos a buscar um melhor caminho para chegarmos ao coração e à mente de nossos alunos. fazemos nossas as palavras de LIBÂNEO: “O professor não apenas transmite uma informação ou faz perguntas. Esse profissional.docente necessite atender um aluno em particular. infelizmente. pois um aluno que é retirado da sala de aula por comportamento inadequado e encaminhado à biblioteca para realizar uma pesquisa sobre o tema da aula. a interação deve estar sempre direcionada para a atividade de todos os alunos em torno dos objetivos e do conteúdo da aula. no entanto. torna-se apenas uma projeção do que foram seus professores. mesmo que as respostas . a expor opiniões e dar respostas. Quando algum dos supostamente desinteressados faz alguma pergunta. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se. Um aluno jamais deve permanecer passivo e. Será que essa postura docente contribui de alguma forma para que um professor obtenha o respeito e a disciplina que tanto deseja em sala de aula? Em nosso entender.250) Segundo MASSETO (1996). divertidas. não são raros dentro de uma sala de aula. utilizando mais a explanação verbal do que a lousa (vista como um suporte. claramente. As respostas e as opiniões dos alunos mostram como eles estão reagindo à atuação do professor.

p." (NÉRICI.). mas que a irão pesquisar e depois a trarão (e cumprem a promessa). acomoda-o e prejudica sua autonomia). não permitindo que o aluno problematize e descubra a resposta correta. participativo e agente crítico modificador de sua realidade. em particular. Além disso.dadas sejam incompletas ou incorretas. Dessa forma. a motivação13 dos seus alunos.. correção de provas etc. pois. o fornecer as respostas prontas. de modo que cada um deles seja um ser consciente. Em que se procura explorar o sentimentalismo e também. ter um carinho especial pela profissão que abraçou e saber utilizar sua autoridade com moderação e imparcialidade. isto é. responsabilidade. suas dúvidas. 1992. O conhecimento ideal é aquele que o transforma em um “cidadão do mundo”. Vale a pena ainda mencionar um outro aspecto relevante no que concerne à relação teoriaprática14 .96) Um professor deve buscar um aperfeiçoamento constante. sua postura em aula. no caso. é necessário que o professor consiga despertar a curiosidade dos alunos e acompanhar suas ações na solução das tarefas que ele propuser (o não acompanhamento poderá fazer os alunos se sentirem inseguros na realização da atividade proposta..] não conseguirá sequer ter comportamentos autênticos diante daqueles que deve educar. nunca vai utilizar. o aluno deve obter conhecimento não apenas para ter na cabeça muitas informações que. a fim de estimular a aprendizagem. apesar das verdades. Seus alunos cansam não dormem. os professores que melhor conseguem este controle são aqueles que dominam o conteúdo que ensinam. enquanto fala. Sua aula é assim um desafio e não uma ‘cantiga de ninar’. à autoridade profissional. por julgaremse cobrados a um desempenho para o qual não foram preparados. para que isso aconteça. se necessárias. surpreendem suas pausas. Segundo MASCELLANI: “O educador que não se organiza de modo satisfatório para questionar as condições dentro das quais vive [. A forma como ele conduz a aula deve despertar a curiosidade pelo ouvir e aprender.” (FREIRE. adaptam seus métodos e procedimentos de ensino em função da necessidade de sua clientela. contra colegas de trabalho. falar francamente com o aluno.128) De nada adianta falar sobre organização. destinatários de sua ação educativa. e demonstram dedicação profissional. podemos afirmar que a disciplina em sala de aula está diretamente ligada ao estilo de prática docente. com qualquer estudante que necessite de uma reprimenda maior? Certamente. ética. não é? Vamos ver se amanhã você já conseguiu se recuperar da amnésia”. caráter. não se reservar algum tempo para o aperfeiçoamento contínuo e utilizar-se dos horários das aulas para realizar tarefas estranhas àquele momento (atualização de diários. competência e abertura de espírito. todos os alunos o cumprimentarão nos corredores e irão lhe pedir conselhos e orientações. ou “Esqueceu. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Para que este hábito possa ser melhor cultivado.. na prática. ou. autonomia. “.. na maioria dos casos. senso de justiça.” (1980. p. a replanejar sua prática educativa. entre todos os observados. não têm receio de dizer que não conhecem a resposta. e. ativo. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento.. chamando a atenção dos envolvidos de forma humorada? Por que não conversar. possuem tato em lidar com as diferenças individuais em sala de aula. não é uma tarefa que cumprem com prazer. o verdadeiro educador sempre deve fazer um comentário crítico construtivo: “Você quase conseguiu.. aquele que provoca no aluno um estímulo que o faça aprender a aprender. por que não tentar eliminar rapidamente os poucos casos de conversa paralela durante a aula. continuar-se a fazer críticas. competência12 e hábitos pedagógico-didáticos necessários à organização do processo de ensino. suas incertezas. autônomo. representada no exemplo que os professores dão. moral e técnica do professor. O prazer pelo aprender não é uma atividade que nasce espontaneamente nos alunos. pelo menos. "Boa técnica de motivação é ter uma conversa em particular com o aluno. Um professor competente está sempre pronto a refletir sobre sua metodologia. Valeu a tentativa!”. No entanto. se. o bom professor é o que consegue. pública e abertamente. Então. quando necessário. p. manifestando sua curiosidade. É imprescindível que ele sinta. 1996. . chamando-o às suas responsabilidades. estão abertos ao diálogo. diante dos alunos que estão colocados diante de si. não houver um planejamento15 das aulas. que o professor é seu amigo e tudo está fazendo para ajudá-lo. muitas vezes.190) Estabelecendo um paralelo entre todas essas atuações. o papel do professor deve ser a de um “facilitador de aprendizagem”.

. 1995. nº 33. São Paulo: Scipione. Afeição. de agir. 1996. (HAYDT.. simpatia. Notas Texto orientado pela professora de Prática de Ensino / Estágio Supervisionado Dinéia Hypolitto do curso de Formação de Professores da Universidade São Judas Tadeu. mito. Ver FURLANI. Dinéia. Referências Bibliográficas CUNHA. p. 4. São Paulo. Pedagogia Freinet – Teoria e prática. tanto quanto possível. FREIRE. a percepção de que a formação continuada17 é uma necessidade. São Paulo: Paz e Terra. Ano IX. padrões. R. 1. São Paulo: Papirus. 15. “ Conjunto de princípios e regras elaborado livremente pela pessoa. arbitrária e opressora. Aquele que usa com rigor a sua autoridade. 2.1997. 8. 17. a percepção. 1990. M. que visa principal ou exclusivamente melhor os conhecimentos. “É preciso falar. D. a conscientização de que em uma sala de aula não há aprendizado homogêneo e imediato. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 3. Pedagogia Freinet – Teoria e Prática. p. 1999.. 1994. 9. 1991. 6. VASCONCELLOS.66) 11. Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. e que uma postura crítica-reflexiva deve fazer parte do seu dia-a-dia. I. mito ou nada disso? São Paulo: Editora Cortez. através do contato com a realidade e da interação com os outros. GADOTTI. e interiorizados pela aprendizagem. Lúcia Maria Teixeira. C. 14. com a intenção de que ele. Práticas de Ensino – Subsídios para a Atividade Docente. Ato de estimular o aluno com a finalidade de tornar a aprendizagem mais produtiva. 12. A formação do Professor o Estágio Supervisionado. 16. ed. Curso de Didática Geral. M.Tornar-se um professor facilitador não é uma tarefa fácil. Ver ELIAS..2003. sentimentos e paixões. Modelos. 3. Falta de controle sobre os próprios atos e desrespeito as limitações e anseios das demais pessoas. competente é aquele que julga. Planejamento: Plano de Ensino – Aprendizagem e Projeto Educativo – elementos metodológicos para elaboração e realização.” (ROUSSEAU. Engenheira Elétrica e Revisora da Editora Universidade São Judas Tadeu. ELIAS. pois requer a quebra de paradigmas16 . o aprender a não desistir. 5. 2000. 7ª ed. São Paulo: Papirus. M. de se dar ordens. Denise de Cássia Trevisan Siqueira é bacharel em Letras e licenciada pelo Curso de Formação de Professores pela Universidade São Judas Tadeu. 10. de tomar decisões. P. Campinas: Papirus. Aquele que está aberto a quaisquer sugestões e críticas que o ajudem a se repensar como profissional a fim de reformular e melhorar sua prática. Uso impróprio da autoridade. Comunicação. Aquele que permite que seus alunos pratiquem ou tomem atitudes despropositadas ou desrespeitosas para consigo ou para com seus amigos. São Paulo: . exposição de idéias através de perguntas e respostas entre duas ou mais pessoas. que a orientação do professor.. 1991. L. Direito ou poder de se fazer obedecer. Marisa Del Cioppo. São Paulo: Editora Catálise. M. gradativamente. pela tomada de consciência das exigências da vida pessoa e social. 13. conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções. é fundamental. 1996. imposição de forma dominadora. 7. Celso dos Santos. que tem influência e age. 1996. Autoridade do professor: meta.197). Ver HYPOLITTO. “Atividades formativas que ocorrem após a certificação profissional inicial. pondera. FURLANI. Relativo a aquisição de um conhecimento. T. G. P. 2001.. professora de língua inglesa do Colégio da Polícia Militar e de língua portuguesa da Escola Técnica Estadual Camargo Aranha. Regina Célia Cazaux. liberte-se e demonstre seu potencial. Autoridade do professor: meta. Didática mínima. O bom professor e sua prática. maio. GRISI. Publicação: Revista Integração: Ensino=Pesquisa=Extensão da Universidade São Judas Tadeu. 1993. amizade. as habilidades práticas e as atividades dos professores na busca de maior eficácia na educação dos alunos”. não admitindo contradições. (RODRIGUES e ESTEVES. Convite à leitura de Paulo Freire. nada disso? São Paulo: Cortez. que tem por encargo fazer respeitar as leis. Ver ZÓBOLI. acha a solução e decide. acompanhando cada passo do aluno. avalia. São Paulo: Ática. e pela busca da autonomia através da atividade livre”. e apenas dizer o que é impossível fazer. Libertad. São Paulo: Editora Ática. Competência segundo o Dicionário Aurélio: qualidade de quem é capaz de apreciar e desenvolver certos assuntos. através de ações.44)..

7. nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”. O prazer pelo aprender não é uma atividade que surge espontaneamente nos alunos. numa relação empática. o aprender se torna mais interessante quando o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. 1992. Práticas de ensino . NÉRICI. Ainda segundo o autor. reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida. 1996. o professor amoroso da vida e das gentes. Portugal: Porto. HYPOLITTO. mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos. J. sendo esta interação o expoente das conseqüências. Seus alunos cansam. C. (org. I. 1996 A relação Professor/Aluno no processo de ensino e aprendizagem Desta maneira. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. é preciso não limitar este estudo em relação comportamento do professor com resultados do aluno. O trabalho do professor em sala de aula. M. o professor competente. Curso de didática 2 Geral. ABREU & MASETTO (1990: 115). Planejamento: Plano de ensino – aprendizagem e projeto educativo – Elementos metodológicos para elaboração e realização. No entanto este paradigma deve ser quebrado. O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações. irresponsável. também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização. procurando compreender. Didática: A aula como centro. o professor deve despertar a curiosidade dos alunos. J. ZÓBOLI. 1993. mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno.Nacional. M.). Emílio. sério. 1995.. Neste sentido. São Paulo: Pioneira. São Paulo: Libertad. De modo concreto. A formação do professor e o estágio supervisionado. S. suas incertezas”. 1994. surpreendem suas pausas. RODRIGUES. R. ROUSSEAU. G. Portugal: Europa / América. são peças fundamentais na realização comportamental e profissional de um indivíduo. não é uma tarefa que cumprem com satisfação. São Paulo: Editora Ática. São Paulo: Ática. Desta forma. seu relacionamento com os alunos é expresso pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura. pois. racionalista. organização. a interação estabelecida caracteriza-se pela seleção de conteúdos. o professor incompetente. a análise dos relacionamentos entre professor/aluno envolve interesses e intenções. burocrático. suas dúvidas. Segundo FREIRE (1996: 96).subsídios para a atividade docente. colocar-se na posição de quem não sabe tudo. São Paulo: FTD. “o bom professor é o que consegue. VASCONCELLOS. 1990. não deve colocar-se na posição de detentor do saber. sempre com raiva do mundo e das pessoas. C. não dormem. A análise de necessidades na formação de professores. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento. Educação e metodologia. o professor licencioso. sistematização didática para facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos. enquanto fala. C. HAYDT. A. Para que isto possa ser melhor cultivado. Apesar de tal. não podemos pensar que a construção do conhecimento é entendida como individual. As relações humanas. Didática. pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros da espécie humana. ed. o professor mal-amado. que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”. Segundo GADOTTI (1999: 2). LIBÂNEO. afirma que “é o modo de agir do professor em sala de aula. devendo introduzir os processos construtivos como mediadores para superar as limitações do paradigma processo-produto. acompanhando suas ações no desenvolver das atividades. sendo em alguns casos encarada como obrigação. J. aberto às novas experiências. São Paulo: Cortez. “o professor autoritário.. 1997. G.. ESTEVES. O conhecimento é produto da atividade e do conhecimento humano marcado social e culturalmente. 1971. fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor. embora complexas. deve antes. o educador para pôr em prática o diálogo. . MASSETO. é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem. C. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. São Paulo: Catálise. para que isto ocorra. frio. 2001. O papel do professor consiste em agir com intermediário entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para assimilação. D.

Uma escola infantil para crianças de 2 a 6 anos que tem como principal mote: “. H. fundamentalmente. da caridade. situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como melhorar a nota deste. Estarão as escolas do ocidente e de hoje preparadas para a formação moral e ética de nossos filhos? Será que as escolas dão a devida atenção para desenvolver nas crianças as potencialidades interiores que possuem latentes em seu interior? Parece-me que estão mais preocupadas com a preparação de profissionais habilitados para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e incerto. aberta a toda a comunidade de Curitiba. É a facilidade de acesso a este poder que determinados seres humanos têm e que outros não tiveram a chance de desenvolver que nos faz diferentes. a aprendizagem e a pesquisa autônoma. fica muito mais fácil mostrar que este poder existe e que ela pode fazer uso dele sempre que for necessário. a escrita. e ambiente de contato da criança com a natureza integrando conhecimento. da harmonia. da relação empática com seus alunos. refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. É necessária uma consciência maior dos professores e escolas. emocionais e mentais. a AMORC formou a Escola Rosacruz Integrada – ERCI. Este homem deverá estar desatrelado de saberes dependentes de par. Com estas palavras Khalil Gibran define a postura mais adequada do professor para com seus alunos. pois nossos pais e professores nos ensinaram as leis que regem o mundo segundo sua ótica esquecendo-se de que cada ser humano pode ter uma visão diferente sobre os mesmos assuntos. estimulará o aluno a encontrar o limiar da própria mente”. no sentido de estarem preparando o novo homem do milênio que inicia. saber ouvir.AMORC • “Se o Mestre for verdadeiramente sábio. embasar o caminho rumo a uma compreensão da verdade existente em todas as coisas. Logo. na fase dos 3 a 6 anos. a reflexão. para que ele não fique de recuperação). do clima estabelecido pelo professor. políticos e econômicos estão fundamentados em experiências de alguém. não convidará o aluno a entrar na mansão de seu saber. argumentar sem competir e desafiar a si mesmos. e da Lei e da ordem”. para a liberdade possível numa abordagem global.. confiança. SIQUEIRA (2005: 01). e sim. para a autonomia. Espaço de Artes. Ter a capacidade de observar.. deve buscar educar para as mudanças. ser mais feliz e em harmonia com os demais seres com os quais convive. buscando fazer cada vez melhor. precisam saber falar. Cada vez mais capaz de realizar seus sonhos. da justiça. trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais. livre de dogmas e preconceitos que lhe permita descobrir as leis naturais da vida e com elas se harmonizar. Que escolas estão conscientes deste papel para o ser humano? O processo de ensino rosacruz está fundamentado numa tradição que valoriza os potenciais do ser humano e busca capacita-lo a desenvolver estas potencialidades. obtendo uma vida mais plena e em paz. Indica também. lazer e forma de . através do amor. diversificar as formas de expressão. anexa aos prédios do parque Rosacruz e disponibiliza às crianças o Museu Egípcio e Rosacruz. Biblioteca e Fitoteca. Ainda que assim estejam preparados. Todos os sistemas sociais. Todo ser humano. não deveriam fazer parte das atitudes de um “formador de opiniões”. quando esta se iniciando a formação do caráter. empatia e respeito entre professores e alunos para que se desenvolva a leitura. capaz de mobilizar forças inimagináveis que o auxiliama superar os obstáculos na vida. Spencer Lewis Esta unidade escolar está situada no bairro do Bacacheri em Curitiba no Paraná. Descobrir e desenvolver esta força não são tarefas fáceis no adulto. por outro. A Relação Professor / Aluno • Por Ordem Rosacruz . a relação entre professor e aluno depende. analisar cada acontecimento sob sua própria ótica e chegar a conclusões que outros ainda não tiveram são poucos os que estão preparados. possui dentro de si uma energia. de sua capacidade de ouvir. Como está a séculos formando o ser humano. afirma que os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. apresentar à criança as leis do universo reveladas nas obras da natureza em suas formas mais simples.Apesar da importância da existência de afetividade. Para a criança. independente de possíveis imperfeições físicas. ao invés de competir com os outros. Estamos acostumados a receber saberes dependentes de par. apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia. educador da era industrial com raras exceções. que o professor. O método busca dar ao ser humano o poder da investigação pessoal. Assim.

ou maiores esclarecimentos sobre a ERCI.AMORC.aprender brincando no processo holístico de ensino de pedagogia. receba grátis O Domínio da Vida. Para obter maiores informações sobre a escola ou sobre a Ordem Rosacruz . entre em contato com a Ordem Rosacruz. .

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