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APOSTILA Nº 01 SABER DIREITO Prof. Bernardo Fernandes ORGANIZAÇÃO DO ESTADO FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO ESTADO – CONCEITOS E ESPÉCIES CONCEITO: O que é forma de Estado? É a distribuição geográfica do poder
político em função de um território. É a maneira como se dá a distribuição política do poder dentro de um território, de um Estado Nacional.

QUAIS SÃO AS FORMAS DE ESTADO?
• Estado Unitário • Estado Federal • Confederação: Não é bem uma forma de Estado. Apresenta-se como uma junção de estados.

1)

ESTADO UNITÁRIO:

Aquele Estado no qual não há uma distribuição geográfica do poder político em função do território. Existe um único pólo emissor de normas, o pólo central. Diante das mudanças, tanto no que diz respeito ao aumento da população, quanto, por conseqüência da complexidade das relações sociais no decorrer do Século XX, o tipo de Estado Unitário, puro, sem nenhum tipo de descentralização de poder, não irá se sustentar, não conseguirá se reproduzir socialmente. Com isso, apresentam-se, dentro do Estado Unitário, as seguintes subdivisões: ESTADO UNITÁRIO DESCONCENTRADO: São criados “braços” da administração através de regiões, departamentos, distritos, para aproximar a população do pólo central. Trata-se de uma “ponte” entre a população e o poder central. Tais “braços” não possuem

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poder de decisão. Apenas ouvem as questões/querelas e as apresenta ao poder central. ESTADO UNITÁRIO DESCENTRALIZADO: O que hoje se pratica na Europa. Esses “braços” da administração em regiões vão ganhar personalidade jurídica própria, poder de mando, e, portanto, autonomia para resolver os problemas/entraves apresentados pela população. Com isso ocorre, além da aproximação da população do pólo central, a desburocratização. Que tipo de descentralização seria essa, na qual vão existir regiões, departamentos, distritos, com poder de mando, dotadas de personalidade jurídica: trata-se da DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. Assim, nos dias atuais, aqueles Estados que têm como forma de Estado o Estado Unitário, são tipicamente descentralizados e essa descentralização é uma descentralização administrativa. QUESTÃO: SE APARECE EM UMA PROVA: “O Estado Unitário é aquele Estado no qual não há uma distribuição geográfica do poder político”. QUESTÃO CORRETA Ao mesmo tempo, essa mesma prova diz: “Porém, ou em virtude disso, pode-se afirmar que não há nenhum tipo de descentralização nesse Estado. QUESTÃO ERRADA
1)

ESTADO FEDERAL:

Conceito clássico: “Aquele no qual há uma distribuição geográfica do poder político em que se tem um ente dotado de SOBERANIA e outros entes dotados de AUTONOMIA e há uma distribuição de poder entre esses entes.

2)

CONFEDERAÇÃO: É a junção de Estados. Há uma distribuição
geográfica do poder político em que todos os entes são dotados de SOBERANIA.

DIFERENÇAS ENTRE ESTADO FEDERADO E CONFEDERAÇÃO

3) No Estado Federal existe um órgão de cúpula do Poder Judiciário para dirimir conflitos entre os entes da federação. I. Ela nasce através de um TRATADO INTERNACIONAL. por exemplo? A União Européia está em processo de construção de uma forma de Estado. formada pela união INDISSOLÚVEL . A Confederação NÃO POSSUI uma constituição. AUTONOMIA – Conceito limitado SOBERANIA – Conceito ilimitado Do que decorre o primeiro princípio do FEDERALISMO: .” Na Confederação EXISTE O DIREITO DE SECESSÃO/RUPTURA do vínculo confederativo e esse direito existe porque todos os entes são dotados de soberania. o Federalismo brasileiro é considerado um Federalismo CENTRÍFUGO.3 1) O Estado Federal nasce a partir de uma CONSTITUIÇÃO. um poder de coordenação no nível externo. QUESTÃO: Como se classificam os blocos hoje existentes.Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo. “f” / CF – 88: “Incumbirá o STF resolver sobre conflitos entre os entes federativos. Art. Art. poder de subordinação do nível interno e um poder de igualdade externamente. FEDERALISMO BRASILEIRO Origem do Federalismo Brasileiro Quanto à ORIGEM. O que é SOBERANIA em termos clássicos? Poder máximo INTERNAMENTE. É um acordo entre os entes soberanos que vão formar a Confederação.. 1º CF/88 – “A Constituição da República Federativa do Brasil. como a Comunidade Européia.” Na Confederação isso NÃO EXISTE. 102... . ou seja. 2) No Estado Federal não há direito de SECESSÃO/RUPTURA.

MACETE PARA LEMBRAR: TUDO ESPARRAMADO (DA PERIFERIA). tem-se um movimento CENTRÍPEDO. altamente descentralizados e passaram a ser apenas entes autônomos. As 13 colônias resolveram. ou seja. eram entes soberanos. Centrífugo: Que se afasta do centro. Com isso. teremos. O Federalismo Centrífugo é também chamado de FEDERALISMO DE SECREGAÇÃO. quanto à sua ORIGEM. Os EUA eram uma confederação (de 1781 a 1787). a se tornarem uma Federação. ou seja. move-se para o centro. era um Estado Unitário. Ou seja. altamente centralizado irá direcionar-se para a periferia e daí surge o Estado Federal. 2) FEDERALISMO CENTRÍFUGO: (Brasil) – O Brasil. o surgimento do Federalismo no Brasil. O movimento do Brasil. durante a Convenção da Filadélfia. originariamente. UNEM-SE EM UM SÓ (PARA O CENTRO). Centrípeto: Que procura o centro. Esse Federalismo Centrípeto (EUA) é também chamado FEDERALISMO DE AGREGAÇÃO. elas (as 13 colônias) abriram mão de sua soberania em favor de um único ente soberano. Com a Proclamação da República. FEDERALISMO BRASILEIRO QUANTO À ORIGEM CONSEQUÊNCIAS GERADAS PELA ORIGEM CENTRÍPEDA (EUA) E CENTRÍFUGO (BRASIL) . diferentemente do americano foi DO CENTRO (já que tudo era centralizado) PARA A PERIFERIA. pode ser classificado como: 1) FEDERALISMO CENTRÍPETO: Praticado nos Estados Unidos.4 O Federalismo. Trata-se de um Federalismo que tem um movimento da PERIFERIA PARA O CENTRO. de um Estado Unitário. a partir da CF1824.

ou para alguns autores. O pólo central mantém uma gama de competências exacerbadas. UM FEDERALISMO MAIS DESCENTRALIZADO. quanto ao ASPECTO DE CONCENTRAÇÃO DE PODER: UM FEDERALISMO DE CUNHO CENTRÍFUGO. existe uma maior descentralização das unidades federadas.5 CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FEDERAL QUANTO AO CENTRALIZADOR – QUANTO À CONCENTRAÇÃO DE PODER ASPECTO FEDERALISMO AMERICANO: Origem CENTRÍPEDA (da periferia para o centro – os entes. com maior incremento de competências para as unidades/entes federativos. que não o ente central. FEDERALISMO BRASILEIRO: Origem CENTRÍFUGA (do centro para a periferia). abrem mão de sua soberania em favor de um único ente soberano): Esse federalismo vai gerar. ou seja. QUEM É O ENTE SOBERANO? QUAIS SÃO OS ENTES DOTADOS DE AUTONOMIA? a) A UNIÃO NÃO TEM SOBERANIA. . O ente SOBERANO É A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. em virtude. Esse federalismo vai gerar. antes soberanos. na hora em que os entes soberanos vão se dirigir para o centro. justamente de sua origem centrífuga. o questionamento é: perde-se a soberania. no federalismo de origem centrípeta. o ESTADO FEDERAL. o pólo central retém alguns poderes em função dessa descentralização. um federalismo mais descentralizado. Como o Federalismo americano é centrípeto. OU DE MAIOR DESCENTRALIZAÇÃO DE PODER. Isso é conseqüência da origem centrípeta. No momento em que o Estado Unitário resolve se tornar um Estado Federal. QUANTO À CONCENTRAÇÃO DE PODER: UM FEDERALISMO CENTRÍPEDO. o que se percebe é a existência de um paradoxo envolvendo a origem do federalismo e a concentração de poder posterior a essa origem: PONTOS IMPORTANTES 1º ENTES FEDERATIVOS PRESENTES NA CF ATUAL. Assim. o que se leva com isso? Assim.

6 A União tem AUTONOMIA. COM BASE NAS DIREÇÕES DO ART. Municipal ou Distrital. Estados. O DF. Uma coisa é exercer as prerrogativas. Assim. ENTÃO. Ao ente UNIÃO. o DF e os Municípios. Leis Municipais e. uma Lei Estadual. DF). não há hierarquia entre a Lei Federal. Ela NÃO É DE CUNHO NACIONAL. Estadual. 18 E DESSA RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE A RFB. dois são fundamentais: 1) A República Federativa do Brasil (RFB) tem literalmente o mesmo território que a União. assim como os Estados. Municípios. Por que a confusão da UNIÃO com a REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL? Dentre os motivos. os Estados. 2) Quem representa a RFB? Quem exerce as prerrogativas da RFB? (externa e internamente). . a União. A jurisdição da RFB é a jurisdição da União. A UNIÃO É PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO INTERNO. Municipal ou Distrital? O que prevalece nesse conflito? A Lei Federal abrange aspecto ATINENTE À ORGANIZAÇÃO FEDERAL. Leis Distritais E se existir um conflito entre uma Lei Federal. A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO INTERNACIONAL: A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Se todos os entes têm autonomia (União. do Território Nacional. outra coisa é SER! QUEM É. pergunta-se: É certo que a União edita Leis Federais Os Estados editam Leis Estaduais Os Municípios. Municípios e DF.

O conceito de autonomia é um conceito que indica limitação. sempre limitado pelo ente soberano.112 – Estatuto do Servidor Público FEDERAL A AUTONOMIA DOS ENTES O QUE É AUTONOMIA? É a capacidade de desenvolver atividades DENTRO DE LIMITES PREVIAMENTE CIRCUNSCRITOS PELO ENTE SOBERANO. DF. ANÁLISE DO CONCEITO PRÁTICO DE AUTONOMIA O que é autonomia na prática? . pois estaria usurpando competência municipal. ela deverá ser aplicada apenas no âmbito Federal. Assim. Lei Federal: Lei 8. Assim como a Lei Estadual no âmbito do Estado. DIFERENÇA ENTRE A LEI FEDERAL E A LEI NACIONAL A LEI NACIONAL abrange todos os entes: União. Código de Trânsito. através da CF. Código Penal. Municípios. A LEI FEDERAL diz respeito somente à União e envolve a estrutura organizacional da União. Estados. Ela não abrange Estados. Código Civil. Assim. ou seja. Todos devem subserviência a ela por ser uma lei de âmbito nacional. existirá uma esfera de atuação do ente autônomo e dentro dessa esfera ele poderá atuar. Exemplos: Lei Nacional: Código Tributário Nacional. se a competência de uma determinada matéria for municipal. etc.7 tais conflitos serão resolvidos à luz da competência apontada pelo Ente Soberano – a RFB. qualquer outra lei será considerada inconstitucional. da União. Municípios e DF.

(Art. no Brasil. Como é que os Municípios se auto-organizam? Através de suas respectivas Leis Orgânicas e de Leis Municipais.8 Para se saber se um ente é ou não autônomo. (Art. Também chamado normatização própria. 2º/CF: . Como é que a União se auto-organiza? Através da Constituição Federal e das Leis Federais que ela edita. o Ente Autônomo somente será AUTÔNOMO se tiver: AUTO-ORGANIZAÇÃO: Capacidade de elaborar suas próprias normas. 32/CF: Pela sua Lei Orgânica e pelas Leis Distritais. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA 2) AUTOGOVERNO 3) AUTO-ADMINISTRAÇÃO: 1) Assim. Art. AUTO-ORGANIZAÇÃO: A União tem auto-organização? SIM. 25/CF). Como é que os Estados se auto-organizam? Através das Constituições Estaduais e das Leis Estaduais por eles editadas. se se consegue visualizar nos entes. pode-se caracterizar a autonomia desses entes. 29/CF). Assim. a auto-organização. Assim. Como é que o DF se auto-organiza? Art. há que se observar a sua TRÍPLICE CAPACIDADE. AUTOGOVERNO: A União tem autogoverno? Sim. todos os entes têm AUTO-ORGANIZAÇÃO. o autogoverno e a auto-administração.

Executivo e Judiciário. Isso. 21. conf. conf. aqui. o Legislativo. 22. ATENÇÃO: OS MUNICÍPIOS NÃO POSSUEM PODER JUDICIÁRIO. Trata-se. novamente de uma exceção do município como entidade federativa autônoma. Realmente os municípios não possuem Poder Judiciário. não desconfigurando o município. de uma exceção à autonomia do Município. O mesmo vai existir no que tange a uma outra discussão sobre a falta do município de representação na Federação. Alguns autores vão dizer que o Município. em nenhuma hipótese como ente federativo. XIII e XIV/CF e art. independentes e harmônicos entre si. em virtude da falta do Poder Judiciário. gera uma discussão. . tão somente. OS MUNICÍPIOS: Os municípios terão. Tal autonomia é garantida pela CF. OS ESTADOS: CF/88: Também possuem Legislativo. perfazendo 81 senadores). o Executivo e o Judiciário”. 32/CF. XVII. trata-se. Legislativo e Judiciário. No caso do DF ocorrerão as exceções que estão elencadas no art. 29/CF. inclusive. não seria um ente federativo. apesar de ter autonomia. entretanto. Por que? Porque os Estados-Membros e o DF terão representatividade junto à Federação – NO SENADO (3 senadores por unidade da federação e o DF. O DF vai ter.9 “São Poderes da União. Art. Poder Executivo. Poder Executivo e Legislativo. art.

militar e o corpo de bombeiros militar do DF.. bem como prestar assistência financeira. que reforça a autonomia municipal.. Um posicionamento jurisprudencial interessante. transportar alunos da zona rural para a zona urbana desses municípios. à competência legislativa para a organização judiciária do MP e da Defensoria Pública e no que diz respeito à polícia civil. Art. Outra norma. declarada inconstitucional foi a norma que determinava que as Câmaras Municipais dos municípios do Ceará deveriam instalar-se em logradouros pré-estabelecidos na Constituição cearense.10 Tais exceções dizem respeito ao poder judiciário do DF. também da constituição do Ceará. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. Art. ela feria a autonomia dos municípios do Ceará.. 22: “Compete privativamente à União legislar sobre: XVII – Organização judiciária do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. tratava-se de uma Lei Estadual respectiva. 21: “Compete à União: XIII – Organizar e manter o Poder Judiciário. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. tanto os municípios quanto o DF têm exceções quanto a sua autonomia. a competência para legislar e/ou organizar é da União e não do DF. Assim.”. que determinava que os municípios do Ceará deveriam. Nesses 3 casos. O STF entendeu que por mais nobre que essa norma fosse. desde que os alunos comprovassem estado de carência e estivessem a partir da 5ª série ginasial. o que não desconfigura o DF como ente federativo. julgada em 2008 pelo STF. obrigatoriamente. XIV – Organizar e manter a polícia civil. em nenhuma hipótese. mas essa autonomia não fica descaracterizada. AUTO-ADMINISTRAÇÃO: O que é auto-administração? . bem como organização administrativa destes”. Uma dessas normas declaradas inconstitucionais. Essas exceções configuram uma ingerência da União no DF nesse aspecto.

o seu rol de competências definido. Como é que um ente pode desenvolver competências legislativas? Só tendo a autoorganização. Ora! Como é que um ente pode exercer competências administrativas? Somente se ele tiver seu próprio governo! Assim. típico do ESTADO LIBERAL DE DIREITO. tem-se competências enumeradas para a União e remanescentes para os Estados. O Brasil adota essa técnica desde a CF/1891 e continua adotando ainda hoje. porém sob a égide da atual CF/88 existe uma diferença.11 Diz respeito ao exercício de competências ADMINISTRATIVAS. do federalismo dual ou clássico. já que é pelo fato de ele criar suas próprias normas que ele pode cotidianamente exercer competência legislativa. há uma distribuição de competências específica para cada ente. fechada (CADA UM NO SEU QUADRADO. Certo é que auto-administração desenvolve a auto-organização e o autogoverno. O QUE SÃO COMPETÊNCIAS? São faculdades juridicamente atribuídas aos entes para a tomada de decisões. TÉCNICAS DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS Como é que as competências são repartidas/distribuídas entre os entes pelo ente soberano? REPARTIÇÃO HORIZONTAL: ============ Aquela na qual há uma distribuição de competências fechada (estanque) entre os entes. O Brasil copiou essa lógica em 1891. NÃO HÁ INTERAÇÃO ENTRE OS ENTES). LEGISLATIVAS e TRIBUTÁRIAS pelos entes federativos. Ou seja. de forma específica. que terá a sua matéria. É também a auto-administração o exercício de competências legislativas. Então. . a competência legislativa da auto-administração acaba desenvolvendo a idéia de auto-organização do ente. Essa repartição horizontal surge nos EUA com a Constituição de 1787 e visa a desenvolver ou explicitar o chamado federalismo DUAL ou CLÁSSICO. o exercício de competências administrativas cotidianas pelo ente acaba por desenvolver o autogoverno. Veja: Se observarmos a tradição americana.

Assim. A Repartição Vertical surge com a Constituição de Weimar – Alemanha 1919. o que ocorreu foi a junção. e visou a desenvolver um outro tipo de federalismo – o FEDERALISMO COOPERATIVO ou de INTEGRAÇÃO ou COOPERAÇÃO. a tradição americana não foi abandonada. então. FEDERALISMO NEOCLÁSSICO. temos tanto a Repartição Horizontal quanto a Vertical. ainda. O Brasil adota essa REPARTIÇÃO? SIM Esse federalismo vai passar a existir no Brasil com a CF/1934 e é adotada ainda hoje. Assim. Ou seja. Essa técnica é típica do ESTADO SOCIAL DE DIREITO. há uma interação entre os entes. Como é. que será engendrado isso na nova CF/88? Ter-se-á competências enumeradas para a União. competências ENUMERADAS. Existem. ou. a soma dos Municípios á União e aos Estados. O ente soberano irá conferir a dois ou mais entes. só que não define os limites dessa atuação. . Há uma atuação conjunta. A Repartição Horizontal apresenta uma DIVISÃO: REPARTIÇÃO VERTICAL CUMULATIVA e REPARTIÇÃO VERTICAL NÃOCUMULATIVA : Ι REPARTIÇÃO VERTICAL CUMULATIVA: É aquela na qual não existem limites previamente definidos para o exercício da competência concorrente. os municípios e o DF. remanescentes para os Estados e para os Municípios. atualmente. REPARTIÇÃO VERTICAL Aquela em que dois ou mais entes vão atuar conjunta ou concorrentemente para uma mesma matéria/tema. no Brasil. não há uma definição prévia do que cada ente irá fazer sobre aquela matéria onde os dois (ou mais) entes irão atuar. capacidade para atuar em relação a uma mesma matéria. ainda.12 Atualmente não é só a União e os Estados que são entes federativos.

Assim. de antemão. O Brasil adota a Repartição Vertical NÃO CUMULATIVA. porque tem o interesse REGIONAL + LOCAL. tem-se estabelecido que a União vai ditar normas gerais e os Estados e o DF vão suplementar as normas gerais da União. 2º GRANDE PRINCÍPIO: PRINCÍPIO DA PREDOMINÂNCIA DOS INTERESSES Esse princípio preconiza que o interesse da União será sempre o INTERESSE GERAL. OUTRO GRANDE PRINCÍPIO DO FEDERALISMO Princípio já estudado: PRINCÍPIO DA INDISSOLUBILIDADE DO VÍNCULO FEDERATIVO. O interesse dos ESTADOS será REGIONAL O interesse dos MUNICÍPIOS será LOCAL O interesse do DF será R+L = REGIONAL + LOCAL Com base no Art. sabendo. Ou seja. 32/ CF. para uma série de matérias. o que cada um deles irá fazer. competindo a ele legislar como Estado e também como Município.13 REPARTIÇÃO VERTICAL NÃO-CUMULATIVA: Aquela na qual haverá limite previamente definido para o exercício da competência concorrente. Os entes irão atuar sobre uma mesma matéria. ANÁLISE DOGMÁTICA DA =================== REPARTIÇÃO HORIZONTAL . no Brasil. ou nacional. o DF é “sui generis”. nas competências da União. prevalecerá o interesse GERAL.

22 – Legislar Art.. . (Compete à União legislar sobre . O Art. Os Municípios vão estar alocados no Art.. competências ENUMERADAS para a União. preservar. para a União. As competências administrativas e legislativas guardam entre si. íntima conexão. 21 é competência enumerada administrativa e o 22 é competência enumerada legislativa? Art.14 (Cada um no seu quadrado – Distribuição fechada de competências. 21/CF traz ADMINISTRATIVAS. 32/CF. as competências ENUMERADAS ADMINISTRATIVAS. Ora! Se o ente soberano conferiu ao ente autônomo a competência para executar políticas públicas. permitir. a base de estudo da repartição horizontal. 25/CF traz competências REMANESCENTES para os Estados. fomentar e desenvolver a máquina administrativa (manter. sendo que no inciso I. 30/CF. para gerenciar/fomentar a máquina administrativa. guardar. prover. No caso do DF. cuidar. será também do DF. ou seja. etc). apresentam-se as competências ENUMERADAS LEGISLATIVAS e dos incisos III à IX. será o art. 21 – Envolve competência para a execução de políticas públicas para gerenciar. 1º) Art. tudo aquilo que for competência legislativa dos Estados e dos Municípios. certo é que ele deve também conferir a esse ente a competência para legislar sobre essas matérias. O Art. sem interação entre os entes).) O Art. 21 e 22 – Competências da União Por que o Art. 22/CF traz competências ENUMERADAS LEGISLATIVAS.

84 – Competência privativa do Presidente da República – Traz a possibilidade de delegação. 49 – Competência exclusiva do Congresso Nacional – Não traz possibilidade de delegação.” Pergunta-se: A quem compete legislar sobre o sistema monetário. 21 e 22 – Existe uma doutrina no Brasil que vai dizer que as normas do Art. competência EXCLUSIVA é aquela na qual não há possibilidade de delegação.: Art. Art. 21/CF (competências enumeradas administrativas da União). de câmbio? Compete à União. Ex. 22 (competências enumeradas legislativas) são competências privativas. Art. para essa corrente da doutrina: Competência EXCLUSIVA – INDELEGÁVEL Competência PRIVATIVA – DELEGÁVEL Existem outros autores que não vão concordar com essa perspectiva. 21/ VII-CF: “Compete à União: VII – Emitir moeda.15 Ex. entende que existem diferenças entre EXCLUSIVO e PRIVATIVO. Já a competência PRIVATIVA. existe a possibilidade de delegação. categoricamente. segundo essa visão doutrinária. existem correntes doutrinárias diferentes. que esta . são competências chamadas de exclusivas e as do Art. Segundo essa corrente. sobre política de crédito. Em resumo. Há diferença entre Competências EXCLUSIVAS e Competências PRIVATIVAS? Para resposta à questão.: Art. Tais autores afirmam. Uma delas.

Estados. porque são de expressões sinônimas. QUAIS SÃO OS REQUISITOS PARA QUE HAJA ESSA DELEGAÇÃO? 1º Requisito FORMAL: A delegação somente poderá ocorrer por LEI COMPLEMENTAR da União. e. AS COMPETÊNCIAS DOS MUNICÍPIOS: Com base no Art. 51 – Competência Privativa da Câmara dos Deputados – Esse artigo NÃO APRESENTA nenhuma possibilidade de delegação. 3º Requisito IMPLÍCITO DA ISONOMIA: Art. se a União delegar para um estado. Municípios e DF criarem preferências entre si. nos incisos de III à IX. (PRINCÍPIO DA HOMOGENEIDADE DO FEDERALISMO). 2º Requisito MATERIAL: A delegação só pode ocorrer para matérias ESPECÍFICAS de um dos incisos do art. Ex.: Art. Afirmam que o próprio constituinte não adotou a teoria anterior. ela tem que delegar para os outros também. 22. as competências ENUMERADAS ADMINISTRATIVAS. .16 dicotomia PRIVATIVA – EXCLUSIVA é falaciosa. 30/CF traz. 19/III – CF: “É vedado à União. ARTIGO 22 – CF: Competência Privativa da União LEGISLAR sobre: § Único: Diz que LEI COMPLEMENTAR poderá autorizar os Estados a legislar sobre matéria de competência privativa da União. 52 – Competência privativa do Senado – Esse artigo também não apresenta nenhuma possibilidade de delegação. as competências ENUMERADAS LEGISLATIVAS para os municípios. Art. não lhe sendo fiel. 30/CF O Art.” Ou seja. no inciso I.

executa políticas. Quando o interesse será preponderantemente local: Assuntos nos quais os municípios têm competência administrativa. porque compete aos municípios legislar sobre o horário de funcionamento do comércio local. tem-se uma série de normas declaradas inconstitucionais por determinarem a proibição de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo serem criados em uma mesma área do município. Sem dúvida alguma.17 COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS DOS MUNICÍPIOS Compete aos municípios legislar sobre assuntos de interesse LOCAL.: O município de Joinvile editou regulamentação dizendo que farmácias não poderiam funcionar num raio de até 500 m. ATENÇÃO: Apesar disso. quando se falar em interesse local. Entendeu o STF que isso fere o princípio da LIVRE CONCORRÊNCIA – Súmula 646/STF: . preponderantemente. devido ao grande número de farmácias no município. é de competência municipal. primariamente. o zoneamento municipal. I– O que são assuntos de interesse local? Princípio da Predominância dos Interesses Sem dúvida. que envolve toda a perspectiva do plano diretor do município. Ex. são os assuntos que o município administra. a interpretação é que vai se focar no interesse PREDOMINANTEMENTE. ANÁLISE JURISPRUDENCIAL Horário de funcionamento do comércio local: A quem compete fixar? O Estado do Maranhão editou legislação que estipulava o horário de funcionamento de bares e restaurantes que vendessem bebidas alcoólicas – ADIN 3691 – Qual a decisão do STF quanto à questão? O STF entendeu que tal legislação emanada pelo Estado era inconstitucional. LOCAL.

” O que NÃO é vedado aos Estados pela CF? São as competências que NÃO SÃO ENUMERADAS PARA A UNIÃO E NÃO SÃO ENUMERADAS PARA OS MUNICÍPIOS. 32.” REPARTIÇÃO VERTICAL (Dois ou mais entes atuando de forma conjunta). Interesse regional. Ex. O DISTRITO FEDERAL Art. Princípio da Predominância dos Interesses Quem vai organizar e fiscalizar o transporte intermunicipal? O ESTADO (remanescente). 25. .: ADIN 845. Quem vai organizar e fiscalizar o transporte local? O município. § 1º . dentre outras decisões.Competências remanescentes: “São reservadas aos Estados as competências que não lhe sejam vedadas por essa Constituição. § 1º: “Ao DF são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.” COMPETÊNCIAS REMANESCENTES DOS ESTADOS Art.18 “Ofende o princípio da livre concorrência Lei Municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. Quem vai organizar e fiscalizar o transporte interestadual? A União.

“Compete à União. Municípios. Municípios e DF (administrativas). Portanto. UNIÃO: Edita normas gerais (normas dotadas de abstração. Essas competências comuns não são mencionadas EXPLICITAMENTE na CF. Estados e DF zelar pela guarda da Constituição. normas gerais). mas sabe-se que não competências eminentemente administrativas. Os Estados e o DF: Normas suplementares. 23 vai trazer as competências COMUNS da União. Existem peculiaridades regionais que justificarão a edição de normas dos Estados adequadas á cada região. CONCORRENTEMENTE A repartição vertical brasileira É NÃO CUMULATIVA. Estados. existem limites previamente definidos para o exercício da competência concorrente. Estados. ou seja. os Estados e o DF irão suplementar as normas gerais da União (complementação das normas gerais). existirão limites previamente definidos para o exercício da competência concorrente.” Art. 24 – Compete privativamente à União.: Legislação sobre meio-ambiente (nacional. ATENÇÃO: A competência suplementar que os Estados e o DF detêm não é só complementar. Estados. Municípios e DF. Normas que viam uma uniformidade de condutas.19 A repartição vertical presente na CF brasileira é desenvolvida com base em dois artigos fundamentais: 23 e 24 da Constituição Federal. O Art. de caráter amplo) – Visam ao interesse geral ou nacional sobre aquela matéria. Municípios e DF)? Se a repartição é não cumulativa. Como é que funciona a competência vertical não cumulativa de competências concorrentes (União. LEGISLAR. como já visto. Ex. . A competência complementar é uma espécie do gênero suplementar.

os Estados poderão exercer competência legislativa plena (somente nos casos previstos no art. I) II) III) Supondo que a União não edite norma geral sobre um determinado tema. Caso a União edite normas gerais após a edição das mesmas pelos Estados? O que ocorre? Ocorre que as normas gerais da União vão suspender as normas estaduais. temos.20 A outra espécie suplementar é que se denomina espécie SUPLEMENTAR SUPLETIVA. As normas da União irão suspender as normas Estaduais naquilo em que lhe forem contrárias. Como os Estados exercem competência suplementar supletiva ou competência legislativa plena? Nesse exercício. DF e Municípios). naqueles quem está prevista a competência concorrente entre a União. 24. normas gerais sobre aquela matéria. O Estado. também a competência suplementar supletiva (aquela que ocorre quando Estado e DF exercem competência legislativa plena) porque a União não editou as normas gerais. Nesses termos. espécie que prevê a atuação dos Estados e do DF em caso de omissão da União. além da competência suplementar complementar. ou seja. Estados. então. A União edita então. exerce competência legislativa plena (supletiva). (Normas Gerais I) . NAQUILO EM QUE TAIS NORMAS FOREM CONTRÁRIAS ÀS NORMAS GERAIS DA UNIÃO. Questão: As normas gerais da União irão REVOGAR as normas estaduais: ERRADO. na ausência da edição de normas gerais pela União. ou seja. os Estados vão editar a normas gerais e vão complementar as normas gerais por ele mesmo editadas.

desde que seja claramente Expressa tal declaração. Pergunta-se: Essas NOVAS normas gerais (Normas Gerais II) editadas pela União vão fazer o quê com as primeiras normas gerais (Normas Gerais I) editadas? VÃO REVOGÁ-LAS. o parâmetro de condução que surge serão as Normas Gerais II (editadas posteriormente). que são peculiaridades locais. Efeito Represtinatório: Efeito que uma lei nova tem de restaurar a vigência da lei REVOGADA anteriormente. tais normas estaduais voltam a vigorar. Questão: Voltam a vigorar em virtude do efeito represtinatório. essas novas normas gerais (II). se elas não mais contrariam. a União resolva editar NOVAS normas gerais (Normas Gerais II). eles poderão suplementar. LEI POSTERIOR REVOGA LEI ANTERIOR SOBRE O MESMO TEMA. complementando a legislação federal ou estadual? . em conjunto com as normas gerais editadas pelos Estados. tem-se que algumas normas estaduais que estavam suspensas porque contrariavam normas gerais da União(I). com isso. Elas voltam a vigorar mas não em virtude do efeito represtinatório. Analisando-se então. ou seja. ainda. Supondo-se.21 IV) V) As normas Estaduais que lhe forem contrárias ficarão suspensas. atendendo as suas peculiaridades. a legislação federal e estadual e. complementando. NÃO. Tais leis estaduais estavam apenas SUSPENSAS e não REVOGADAS. Aqui. MUNICIPIOS: suplementar? Os municípios também vão ter competência No que tange à competências legislativas concorrentes os Municípios vão ter competências suplementares. Quando é que o Município vai suplementar. não mais contrariam as normas gerais da União (II) e aí. que um determinado tempo depois.

com o artigo 24. na .: Matérias envolvendo extradição. eles também vão poder exercer competência legislativa plena. Vão dizer esses autores: Se o artigo 30. quais são as matérias que os municípios poderão suplementar? O município poderá suplementar a legislação federal e estadual. a não ser que essas matérias envolvam NORMAS GERAIS. 23/CF e as competências concorrentes legislativas do Art. O Município não pode complementar matéria de competência privativa. nacionalidade. no que couber. aí. afirma que sim. Esses autores municipalistas vão defender uma interpretação sistemática da constituição. que os municípios têm competência suplementar supletiva. A primeira corrente tipicamente municipalista. 24. Como? Uma interpretação que vai conjugar o artigo 30. que além de poderem complementar as normas federais e estaduais no que couber. Tais matérias são de competência privativa da União.22 O Município pode complementar a legislação federal no que ele quiser? Sobre qualquer assunto? Ex. políticas de crédito. Questão: Os municípios terão também no exercício da competência suplementar a competência suplementar supletiva? A resposta a essa questão aponta-se em duas correntes doutrinárias. etc? NÃO. na falta de normas federais e estaduais. inciso II. isso os capacita ou os autoriza a exercerem a competência suplementar supletiva. II faz referência ao termo SUPLEMENTAR para os municípios ou SUPLEMENTAR com base no art. sistema monetário. 2º) Matérias que envolvam as competências administrativas comuns do art. Então. e. 24/CF. § 3º da CF. câmbio. (exceções). NO QUE COUBER: 1º) Em matérias que envolvam INTERESSE LOCAL.

Ex. . 3) Estudou-se. § 1º). pois existem outras competências da União no texto constitucional. os municípios poderiam exercer competência legislativa plena. existe uma segunda corrente que vai defender que os municípios não têm competência suplementar supletiva. Essa segunda corrente é majoritária. o que não for da União e o que não for dos Municípios remanesce e vai para os Estados. Portanto. 24. 149. as normas federais ou estaduais irão suspender as normas municipais naquilo que lhes forem contrárias. A CF traz como regra que são reservadas aos Estados competências que não sejam por ela vedadas (pela CF). § 8º (competência para a criação de guardas municipais).23 falta de normas federais e estaduais. Art. 184. Advogam eles que. 182 § 1º (competência para a edição do plano diretor). OBSERVAÇÕES FINAIS 1) As competências enumeradas para a União não estão apenas nos artigos 21 e 22.: Artigos 48. 30) não estão arroladas apenas nesse artigo. 144. O fundamento desses autores é uma interpretação gramatical/literal da CF. Art. que as competências dos Estados são competências remanescentes (Art. 49. Para os Estados e o DF ele (o constituinte) deixou muito claro (Art. Ex. na repartição horizontal (fechada). 2) As competências dos municípios (Art. A afirmação categórica de vários autores dessa corrente é a de que se o constituinte quisesse conceder competência suplementar supletiva aos municípios ele teria explicitado na CF e isso ele não o fez. Porém. se posteriormente a União ou os Estados editarem normas e saírem da omissão. 164. 25. terão apenas competência suplementar complementar. Existem exceções à competência remanescente dos Estados. § 3º).

pão e leite. .24 Porém. Art. (direito do trabalho). 22: Compete PRIVATIVAMENTE à União legislar sobre: XI: Trânsito e transporte Essa competência sobre trânsito e transporte vem gerando uma série de julgados do STF. Ex. teriam um teto máximo a ser cobrado. ○ Lei estadual que determinava que os empregados da construção civil do 1º turno (manhã). I: Direito civil. 4) ANÁLISE JURISPRUDENCIAL ➢ Art. agrário.: Art. macro-regiões). ○ Lei estadual e municipal sobre crimes de responsabilidade. ○ Lei estadual sobre valor de causa (direito processual). marítimo. penal. (direito penal). O STF declarou inconstitucional: ○ Lei estadual que determinava que os estacionamentos do Estado (ES). de competência PRIVATIVA da União. Tanto Estados quanto Municípios poderiam legislar SE a União delegasse a eles o tema. § 3º (aglomerações urbanas. conforme pode-se observar pelo Caput do Art. eleitoral. 25. existem exceções. teriam direito a café. aeronáutico. § 2º (gás canalizado). uma vez que estados e municípios têm legislado sobre o tema que. processual. Exemplos: 1) O STF declarou inconstitucional legislação estadual distrital ou mesmo municipal sobre: ○ Insulfilm ○ Parcelamento e cancelamento de multas de trânsito ○ Obrigatoriedade do uso de faróis acesos ➢ Art. espacial e do trabalho. 22. (direito civil). ainda. Entretanto isso não ocorreu e a matéria e. 22. 18. § 4º (criação de novos municípios). comercial. é PRIVATIVO da União. nas quais os Estados terão competências enumeradas. que chegasse à obra quinze minutos antes do expediente.

lojas. VII: Política de crédito. que diz que é de competência CONCORRENTE da União. XX: Sistemas de consórcios e sorteios. Estados e DF legislar sobre educação. Princípio da Homogeneidade Federativa: Princípio que diz que é vedado à União. 22. Art. seguros e transferência de valores. restaurantes. Declarada inconstitucional: Lei municipal que estipulava que em estabelecimentos comerciais (bares. 22. 19. cultura. (Art. . ensino e desporto. assim. etc) que tivessem estacionamento com capacidade para mais de 50 (cinqüenta) carros. farmácias. Estados e Municípios criarem preferências entre si. A competência para legislar é sobre DIRETRIZES E BASES.25 ➢ Art. editando. QUESTIONAMENTOS 1) A QUEM COMPETE LEGISLAR SOBRE EDUCAÇÃO? A UNIÃO ditará NORMAS GERAIS Os ESTADOS e DF vão suplementar tais normas gerais. III) Se a União delegar para um estado. ela deverá. obrigatoriamente delegar a outros estados e também para o DF. O STF declarou tais legislações inconstitucionais por se tratar de assunto/matéria privativa da União. A questão da educação deverá ser interpretada com base no Art. Vários estados passaram a legislar sobre bingos. 22. ➢ Art. IX. XIV – Compete PRIVATIVAMENTE à União legislar sobre diretrizes e bases da educação. 2) EXEMPLOS DE HOMOGENEIDADE FEDERATIVA. obrigatoriamente tais estabelecimentos teriam que realizar seguro contra furtos e roubos dos veículos. normas gerais sobre educação (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). câmbio. 25.

I). ou seja. 24. (verbos). Estados e DF (art. O Estado do PR legislou obrigando que veículos oficiais do estado do PR só poderiam ser adquiridos de fábricas automotivas oriundas do Paraná.950 vai afirmar. 21 (Compet. TRANSPORTE COLETIVO MUNICIPAL – ASSUNTO DE INTERESSE LOCAL – COMPETÊNCIA MUNICIPAL e não estadual. (Informativo 469-STF). Competências não expressas.26 JULGADO STF ADI 3. O STF julgando a ADI 1. 3) ½ ENTRADA EM EVENTOS DE ESPORTE. (EXPRESSAS). Atribuição parcial para algumas das categorias dos entes da federação de forma expressa. é matéria de direito econômico. 23 (competências comuns dos entes). Fundamento: A questão da ½ entrada é uma questão de direito econômico. Exclusivas da União). GLOSSÁRIO COMPETÊNCIAS ENUMERADAS: Competências expressamente estabelecidas a algum dos entes federativos. Art. O STF entendeu que tal legislação feriu o princípio da homogeneidade federativa. que é competência legislativa CONCORRENTE entre União. de dentro do estado do PR. administração. COMPETÊNCIAS RESERVAS OU REMANESCENTES: A parcela da matéria que não foi expressamente atribuída. O STF também declarou INCONSTITUCIONAIS legislações estaduais sobre ½ entrada em TRANSPORTE COLETIVO RODOVIÁRIOS MUNICIPAIS. categoricamente. COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS OU MATERIAIS: Competência para realizar atos de execução. .583 Princípio da Homogeneidade Federativa envolvendo legislação do estado do PR. LAZER E CULTURA: Há legislações estaduais sobre o tema. Art. que ½ via legislação estadual é CONSTITUCIONAL.

23/CF. Disciplinarão matérias de competência concorrente. o que ensejaria o exercício da Competência Legislativa Plena ou Supletiva. competência de legislar. 24 (competências legislativas concorrentes dos entes). onde suplementar tem alcance semântico de pormenorização. sem hierarquia. Art.27 COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS: Competência para a edição de atos normativos gerais e abstratos. COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS Possibilidade de delegação. minunciamento. 21 (competências privativas legislativas da União). as quais terão aplicação apenas em seu próprio âmbito territorial. . Art. editarem-nas. (Federalismo cooperativo). COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA OU SUPLETIVA: Capacidade que os Estados e o DF possuem. de editarem aludidas normas gerais para atender às suas peculiaridades. Repartição vertical de competências. Não se refere a atividades legislativas. Prática de atos administrativos. Art. – São sempre legislativas. 24. Nessa competência é possibilitado aos Estados e ao DF a possibilidade de. na ausência de normas gerais editadas pela União. em virtude do poder suplementar. da mesma forma. no caso de omissão da União na emissão das ditas normas gerais. à União cabe a edição de normas GERAIS e aos Estados e DF. – Art. Os municípios não possuem competência legislativa concorrente. Fomento ao cooperativismo estatal. No Brasil. Distribuição de competências administrativas a todos os entes federativos para que as exerçam sem preponderância de um entre sobre o outro. COMPETÊNCIA CONCORRENTE – Sempre legislativas. complementação. a atuação de um ente federativo não afasta a atuação de outro. ou seja. COMPETÊNCIA COMUM – Sempre administrativas. A atuação de um ente federativo não depende da atuação de outro e. editando normas gerais inexistentes. Possibilidade de que sobre uma mesma matéria diferentes entes políticos atuam de maneira a legislar sobre determinada matéria. de legislar sobre assuntos de interesses regionais. detalhamento.

detalhamento. 24. Disciplinarão matérias de competência concorrente. o que ensejaria o exercício da Competência Legislativa Plena ou Supletiva. Possibilidade de que sobre uma mesma matéria diferentes entes políticos atuam de maneira a legislar sobre determinada matéria. 24 (competências legislativas concorrentes dos entes). Distribuição de competências administrativas a todos os entes federativos para que as exerçam sem preponderância de um entre sobre o outro.28 COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS: Competência para a edição de atos normativos gerais e abstratos. editarem-nas. A atuação de um ente federativo não depende da atuação de outr o e. COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS São sempre legislativas. em virtude do poder suplementar. Art. Prática de atos administrativos. Fomento ao cooperativismo estatal. ou seja. competência de legislar. as quais terão aplicação apenas em seu próprio âmbito territorial. 23/CF. de editarem aludidas normas gerais para atender às suas peculiaridades. (Federalismo cooperativo). sem hierarquia. Art. minunciamento. Nessa competência é possibilitado aos Estados e ao DF a possibilidade de. complementação. Art. na ausência de normas gerais editadas pela União. à União cabe a edição de normas GERAIS e aos Estados e DF. a atuação de um ente federativo não afasta a atuação de outro. Art. 21 (competências privativas legislativas da União). onde suplementar tem alcance semântico de pormenorização. Repartição vertical de competências. de legislar sobre assuntos de interesses regionais. No Brasil. Não se refere a atividades legislativas. da mesma forma. Os municípios não possuem competência legislativa concorrente. . COMPETÊNCIA CONCORRENTE Sempre legislativas. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA OU SUPLETIVA: Capacidade que os Estados e o DF possuem. no caso de omissão da União na emissão das ditas normas gerais. Possibilidade de delegação. editando normas gerais inexistentes. COMPETÊNCIA COMUM Sempre administrativas.

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