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Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2 – Amplificadores Operacionais 2.1 – Introdução O amplificador
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2 – Amplificadores Operacionais 2.1 – Introdução O amplificador

2 – Amplificadores Operacionais

2.1 – Introdução

O amplificador operacional (ampop) foi desenvolvido na década de 40. O

ampop era construído com base em componentes discretos, primeiro com

válvulas (figura 2.1) e mais tarde, final dos anos 40, com transístores. A

implementação do ampop com componentes discretos estendeu-se até

1963, ano em que surgiu o primeiro amplificador operacional, construído

pela FairChild (µA 702), na forma de um circuito integrado (figura 2.2).

Actualmente os ampops são implementados por cerca de 30 transístores

associados a resistências e a um condensador (compensação na

frequência), com se exemplifica a figura 2.3.

A designação de amplificador operacional, advém do facto de no início,

este sistema, ser largamente utilizado para realizar operações matemáticas.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.1 – Amplificador operacion

2.1 – Introdução (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.1 – Amplificador operacion
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.1 – Amplificador operacion
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.1 – Amplificador operacion

Figura 2.1 – Amplificador operacional implementado com válvulas

Figura 2.2 – Amplificador operacional actual

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Com o avanço tecnológico o

2.1 – Introdução (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Com o avanço tecnológico o

Com o avanço tecnológico o ampop passou a apresentar características que

fazem com que seja utilizado nas mais diversas aplicações, sendo,

actualmente, o termo operacional, justificado pela sua versatilidade.

Embora o ampop, seja de facto um sistema complexo, ele pode ser estudado

como um componente activo discreto, por intermédio da caracterização do

seu comportamento aos terminais. O estudo da sua constituição interna,

será feito num capítulo posterior.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.3 – Circuito do

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.3 – Circuito do

2.1 – Introdução (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.3 – Circuito do

Figura 2.3 – Circuito do amplificador operacional 741.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.1 – Introdução (cont.) Figura 2.3 – Circuito do

Octávio Páscoa Dias

cap.2-4

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional Do ponto

2.2 – Os terminais do amplificador operacional

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional Do ponto

Do ponto de vista do sinal, o ampop tem três terminais: dois terminais de

entrada, (+) e (-), e um terminal de saída, v o . A figura 2.4 mostra o símbolo

que é usualmente utilizado para representar o ampop. Os terminais 1, (-) e 2

(+), são os terminais de entrada e o terminal 3 (v o ) é o terminal de saída.

A alimentação de uma parte significativa dos ampops, é feita por duas

fontes dc, com um terminal comum. A figura 2.5 mostra o ampop com as

tensões de alimentação aplicadas aos terminais 4 e 5. O terminal 4 está

ligado à tensão de alimentação positiva, V + , e o terminal 5 à negativa, V - . A

figura 6.6 apresenta a mesma informação de uma forma mais simplificada.

Para analisar as características do ampop do ponto de vista dos sinais,

utiliza-se o símbolo ilustrada na figura 2.4. De facto, A alimentação dc não

é relevante para essa análise.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) −

2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) −
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) −
− v v o + v Figura 2.4 –Símbolo do ampop
v
v
o
+
v
Figura 2.4 –Símbolo do ampop

Figura 2.5 –Ampop com a fonte de alimentação dc.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) −

Figura 2.6 Representação simplificada do ampop com alimentação dc

O terminal de referência dos sinais coincide com o ponto comum (massa)

das fontes de alimentação. Além dos três terminais para o sinal e dos dois

para a alimentação, o ampop tem, usualmente, outros terminais dedicados

à compensação dos desvios ao seu comportamento ideal.

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Octávio Páscoa Dias

cap.2-6

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) As

2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) As

As figuras 2.7 a 2.9 ilustram alguns encapsulamentos existentes no

mercado para o ampop 741.

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Figura 2.7 –Encapsulamento flat pack (ampop 741).

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Figura 2.8 –Encapsulamento metal can (ampop 741).

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Figura 2.9 –Encapsulamento DIP (ampop 741).

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Octávio Páscoa Dias

cap.2-7

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) A

2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) A

A figura 2.10 identifica a correspondência entre os pinos desses

encapsulamentos e os terminais do ampop.

entrada inversora

;

entrada não inversora

;

+ tensão dc ; V (7) compensação de desvio (1) − v ( 2) − saída
+
tensão dc
;
V
(7)
compensação de desvio (1)
v
( 2)
saída
;
v
(6)
o
+
v
(3)
+
compensação de desvio (5)
tensão dc
;
V
(4)

Figura 2.10 – Correspondência entre os pinos do encapsulamento e os terminais do ampop (741).

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) A

2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.2 – Os terminais do amplificador operacional (cont.) A

A figura 2.11 mostra a utilização dos terminais dedicados à compensação

de desvios.

8 7 4 2 − 3 + 1 5 − V
8
7
4
2
3
+
1
5
V

6

Figura 2.11 – Compensação de desvios (ampop 741).

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do amplificador ideal O amplificador operacional

2.3 – Características do amplificador ideal

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do amplificador ideal O amplificador operacional

O amplificador operacional é projectado para reagir à diferença entre os

sinais aplicados às entradas inversora (-) e não-inversora (+), produzindo

uma tensão de saída, v o dada por,

 
  • v o

(

= A v

+

v

)

onde,

 

A

é

um

número

positivo

que

representa

 

o

ganho

do

ampop

sem

realimentação;

 

v

+ é a tensão aplicada à entrada não-inversora;

 

v

- é a tensão aplicada à entrada inversora.

 

Idealmente, o ampop apenas amplifica a diferença entre os dois sinais

presentes nas suas entradas (v + -v - ), ignorando qualquer sinal que seja

comum às entradas v + e v - . Assim, se a tensão presente em v + for igual à

tensão presente em v - , a saída, v o , será, idealmente, nula.

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Octávio Páscoa Dias

cap.2-10

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do amplificador ideal Esta característica é

2.3 – Características do amplificador ideal

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do amplificador ideal Esta característica é

Esta característica é designada por rejeição em modo-comum, e o ganho A

é designado por ganho diferencial, uma vez que se refere à amplificação

da diferença entre os sinais presentes nas entradas do ampop.

Outra das características do amplificador operacional ideal, consiste em

ter as correntes de entrada nulas. Assim, com os sinais de corrente

produzidos por v + e v - nulos, a resistência de entrada do ampop é infinita,

R = ∞

i

Quanto á tensão de saída, é suposto que o ampop se comporte como

uma fonte de tensão ideal, ou seja, a tensão medida entre o terminal de

saída, v o , e a massa, deve ser igual a A(v + -v - ), independentemente da

corrente que o ampop forneça a uma carga, isto é, a resistência de

saída do ampop deve ser nula,

R

o

= 0

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do am plificador ideal (cont.) O

2.3 – Características do amplificador ideal (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do am plificador ideal (cont.) O

O ampop ideal deve exibir uma largura de banda infinita, ou seja, o valor

de A deve permanecer constante desde a frequência nula (sinal dc) até à

frequência infinita, ou seja, o ampop amplifica com o mesmo ganho

sinais de qualquer frequência,

BW = ∞

A figura 2.12, ilustra o modelo ideal do ampop.

− v v o + v Figura 2.12 – Circuito equivalente para o ampop ideal.
v
v
o
+
v
Figura 2.12 – Circuito equivalente para o ampop ideal.
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do am plificador ideal (cont.) O

Octávio Páscoa Dias

cap.2-12

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do am plificador ideal (cont.) Na

2.3 – Características do amplificador ideal (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.3 – Características do am plificador ideal (cont.) Na

Na tabela 2.1, indicam-se as características reais e ideais do ampop.

Tabela 2.1 – Características ideais e reais do amplificador operacional.

Característica (malha aberta)

ampop ideal

ampop real

ganho tensão

10 6 a 10 8

impedância de entrada

alguns M

impedância de saída

0

dezenas de

largura de banda

dezenas de Hz

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.1 Considere um amplificador operacional (ampop) ideal, excepto

Exercício 2.1

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.1 Considere um amplificador operacional (ampop) ideal, excepto

Considere um amplificador operacional (ampop) ideal, excepto quanto ao ganho em malha aberta que tem

o valor de A=10 3 . O ampop é usado de acordo com o circuito representado na figura 2.13, sendo medidas as tensões v 1 , v 2 e v o . Determine,

  • a) v 1 para v 2 =0 e v o =2 V;

  • b) v 1 para v 2 =5 V e v o =-10 V;

  • c) v o para v 1 =1,002 V e v 2 =0,998 V;

  • d) v 2 para v 1 =-3,6 V e v o =-3,6 V.

Soluções: a) v 1 =-0,002 V; b) v 1 =5,01 V; c) v o = -4 V; d) v 2 =-3,6036 V.

v

1

v 1
 
v o

v

o

v

2

v 2

Figura 2.13 – Configuração da montagem para o exercício 2.1.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.2 O circuito da figura 2.14, usa um
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.2 O circuito da figura 2.14, usa um

Exercício 2.2 O circuito da figura 2.14, usa um ampop que é ideal excepto quanto ao ganho diferencial A (ganho sem realimentação) que é finito. Tendo em conta que v O =3,5 V quando v I =3,5 V, determine o ganho A do ampop. Soluções: A=1001.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.2 O circuito da figura 2.14, usa um

Figura 2.14 – circuito para o exercício 2.2.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.2 O circuito da figura 2.14, usa um

Octávio Páscoa Dias

cap.2-15

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.3 A tabela 2.2 mostra os resultados, em
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.3 A tabela 2.2 mostra os resultados, em

Exercício 2.3 A tabela 2.2 mostra os resultados, em Volt, de um conjunto de testes realizados sobre um amplificador

operacional, que pode ser considerado ideal, excepto quanto ao ganho, A, que é finito. Tendo em conta aqueles valores, determine,

  • a) o valor aproximado do ganho diferencial, A;

  • b) Os valores em falta na tabela.

Soluções: a) A100; b) teste 3:v - =0,99 V; teste 7: v + =5,049 V.

Tabela 2.2 – Valores para o exercício 2.3. teste n º − + v v v
Tabela 2.2 – Valores para o exercício 2.3.
teste n º
+
v
v
v
o

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.4 – Conceito de realimentação Quando existe uma resistência

2.4 – Conceito de realimentação

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.4 – Conceito de realimentação Quando existe uma resistência

Quando existe uma resistência ligada entre o terminal de saída, v o , e o

terminal da entrada inversora (-), diz-se que o ampop tem realimentação

negativa (figura 2.15). Quando a resistência está ligada entre a saída, v o , e

o terminal da entrada não-inversora (+), diz-se que o ampop tem

realimentação positiva (figura 2.16). R 2 R 1 v − i v o +
realimentação positiva (figura 2.16).
R
2
R
1
v
i
v
o
+

Figura 2.15 – Ampop com realimentação negativa.

R 2 R 1 v + i −
R
2
R
1
v
+
i
  • v o

Figura 2.16 – Ampop com realimentação positiva.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.5 – Realimentação Negativa curto-circuito virtual Considere-se o ampop

2.5 – Realimentação Negativa

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.5 – Realimentação Negativa curto-circuito virtual Considere-se o ampop

curto-circuito virtual

Considere-se o ampop com realimentação negativa ilustrado na figura

2.17. O ganho de malha fechada, A f , é definido por,

v o A ≡ v f v i
v
o
A
v
f
v
i

Figura 2.17 – Realimentação negativa.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica curto-circuito virtual (cont.) A tensão v tem um valor

curto-circuito virtual (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica curto-circuito virtual (cont.) A tensão v tem um valor

A tensão v o tem um valor finito, e como,

dado que, idealmente,

então,

v

o

=

(

A v

+

v

)

v

+

=

v

2

;

v

=

v

1

v

o

=

(

A v

2

v

1

)

(

v

2

v

1

)

=

v

o

A

 
 

A → ∞

 

(

v

+

v

) 0

isto é, as tensões presentes em v + e v - são praticamente iguais.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica curto-circuito virtual (cont.) A tensão v tem um valor

Octávio Páscoa Dias

cap.2-19

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica curto-circuito virtual (cont.) Diz-se, então, que existe um curto-circuito

curto-circuito virtual (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica curto-circuito virtual (cont.) Diz-se, então, que existe um curto-circuito

Diz-se, então, que existe um curto-circuito virtual entre as entradas

inversora, v + , e não-inversora, v - . O termo curto-circuito virtual significa

que qualquer que seja a tensão presente em v + , ela está também presente

em v - , devido ao ganho A ser muito elevado (tender para infinito). Assim,

quando v + está ligado à massa, diz-se que v - é uma massa virtual (figura

2.18), dado que, embora v - esteja ao potencial zero, devido ao curto-

circuito virtual, ele não está fisicamente ligado à massa.

− + Figura 2.18 – Curto-circuito virtual.
+
Figura 2.18 – Curto-circuito virtual.
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica curto-circuito virtual (cont.) Diz-se, então, que existe um curto-circuito

Octávio Páscoa Dias

cap.2-20

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.5.1 – Operação Linear do Ampop montagem inversora A

2.5.1 – Operação Linear do Ampop

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.5.1 – Operação Linear do Ampop montagem inversora A

montagem inversora

A figura 2.19 ilustra a montagem inversora do amplificador operacional.

R 2 = − A f R 1 − + Figura 2.19 – Montagem inversora.
R
2
= −
A f
R
1
+
Figura 2.19 – Montagem inversora.
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica 2.5.1 – Operação Linear do Ampop montagem inversora A

Octávio Páscoa Dias

cap.2-21

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

montagem inversora (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

A resistência de entrada da montagem inversora (figura 2.18) é dada por,

R

i

=

R

1

uma vez que, a corrente de entrada é dada pela expressão, i i =v I /R 1.

As figura 2.20 e 2.21, representam o modelo da montagem e a sua

característica de transferência, respectivamente.

A f
A f
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

Figura 2.20 – Modelo da montagem inversora.

= tg (α )

v o + L α v I − L
v
o
+
L
α
v
I
L
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

Figura 2.21 – Característica de transferência da montagem inversora.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

Octávio Páscoa Dias

cap.2-22

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.4 Dimensione as resistências R e R para
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.4 Dimensione as resistências R e R para

Exercício 2.4 Dimensione as resistências R 1 e R 2 para que o amplificador inversor representado na figura 2.22, tenha o ganho de -10, e a resistência de entrada de 100 k. Soluções: R 1 =100 k; R 2 =1 M.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.4 Dimensione as resistências R e R para

Figura 2.22 – Montagem para o exercício 2.4.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.5 Um circuito inversor usa um ampop duas
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.5 Um circuito inversor usa um ampop duas

Exercício 2.5

Um circuito inversor usa um ampop duas resisências de 10 k.

  • a) determine o ganho teórico em malha fechada;

  • b) calcule o valor da tensão de saída, para uma tensão de +3 V aplicada na entrada.

Soluções: a) A v =-1; b) v O =-3 V.

Exercício 2.6

Assuma que tem um ampop ideal e três resistências de 10 k.

  • a) determine o número de que topologias pode implementar para um circuito amplificador inversor, por

intermédio de combinações série e paralelo das três resistências;

  • b) identifique a topologia que associa o maior ganho com a maior resistência de entrada da montagem;

  • c) Identifique a topologia que associa o menor ganho com a maior resistência de entrada da montagem.

Soluções: a) 4 topologias; b) A v =-2 e R i =10 k; c) A v =-0,5 e R i =20 k.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.7 Considere os circuitos ilustrados na figu ra
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.7 Considere os circuitos ilustrados na figu ra

Exercício 2.7 Considere os circuitos ilustrados na figura 2.23, e determine o ganho de tensão, A v , e a resistência de entrada, R i , de cada um deles. Soluções: a) A v = -10 e R i =10 k; b) A v =-10 e R i =10 k; c) A v =-10 e R i =10 k; d) A v =-10 e R i =10 k; e) A v =0 e R i =10 k; f) A v =-(mas R m =-100 k) e R i =0.

( a ) (b) (c ) ( d ) (e) ( f )
( a )
(b)
(c )
( d )
(e)
( f )

Figura 2.23 – Montagens para o exercício 2.7.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.8 Projecte um amplificador inversor com base num
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.8 Projecte um amplificador inversor com base num

Exercício 2.8 Projecte um amplificador inversor com base num ampop. O circuito deve ter um ganho de -4 e o total das resistências utilizadas deve somar o valor de 100 k. Soluções: R 1 =20 k; R 2 =80 k.

Exercício 2.9 Para o circuito da figura 2.24, a) determine os valores de R 1 e R 2 para implementar um amplificador de ganho -50, com a resistência de entrada tão elevada quanto possível. Não utilize resistências superiores a 10 M. b) calcule a resistência de entrada da montagem. Soluções: a) R 1 =200 k, R 2 =10 M; b) R i =200 k.

v

I

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.8 Projecte um amplificador inversor com base num
  • v O

Figura 2.24 – Montagens para o exercício 2.9.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.8 Projecte um amplificador inversor com base num

Octávio Páscoa Dias

cap.2-26

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.10 Um circuito amplificador inversor usa um ampop

Exercício 2.10

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.10 Um circuito amplificador inversor usa um ampop

Um circuito amplificador inversor usa um ampop que pose ser considerteado ideal. Sabendo que o ganho do circuito é de -1000 e que apenas foram utilizadas duas resistências, cujo valor de cada uma delas não é superior a 100 k, determine o valor,

  • a) das resistências utilizadas;

  • b) da resistência de entrada do circuito.

Soluções: a) R 1 =100 ; R 2 =100 k.; b) 100

Exercício 2.11

Um ampop com ganho diferencial, A=1000, é usado numa montagem inversora, na qual a tensão de saída varia entre -10 V e +10 V. Determine o desvio máximo de tensão no nó da entrada inversora, v - , relativamente à massa virtual.

Solução: ±10 mV.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.12 Considere o circuito da figura 2.25, a)

Exercício 2.12 Considere o circuito da figura 2.25, a) mostre que o ganho, v O /v I , da montagem, pode ser dado pela expressão,

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.12 Considere o circuito da figura 2.25, a)

A v

= −

1

R

1

R

4

R

4

R

2

R

2

R

3

+

+

⎞ ⎟ ⎟ ⎠

b) use o circuito para projectar um amplificador inversor, com a resistência de entrada, R i =1 Me ganho , A v =-100. Faça R 2 =R 4 =1 M, e determine os valores das resistências R 1 e R 3 . Soluções: b) R 1 = 1 M; R 3 =10,2 k.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.12 Considere o circuito da figura 2.25, a)

Figura 2.25 – Montagens para o exercício 2.12.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.12 Considere o circuito da figura 2.25, a)

Octávio Páscoa Dias

cap.2-28

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.13 O circuito representado na figura 2.26, é

Exercício 2.13

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.13 O circuito representado na figura 2.26, é

O circuito representado na figura 2.26, é muito utilizado para produzir uma tensão de saída v O , proporcional à corrente de entreada i I . Considere o ampop ideal e determine,

  • a) a expressão da transresistência, R m ;

  • b) o valor da resistência entrada, R i , da montagem.

Soluções: a) R m =-R f ; b) 0 .

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.13 O circuito representado na figura 2.26, é
R f i i v o
R
f
i
i
v
o

Figura 2.26 – Montagens para o exercício 2.13.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.14 Determine o ganho do circuito ilustrado na

Exercício 2.14

Determine o ganho do circuito ilustrado na figura 2.27.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.14 Determine o ganho do circuito ilustrado na

Solução: -8

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.14 Determine o ganho do circuito ilustrado na

Figura 2.27 – Montagens para o exercício 2.14.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.15 O circuito representado na figura 2.28, é

Exercício 2.15

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.15 O circuito representado na figura 2.28, é

O circuito representado na figura 2.28, é usado para implementar um amplificador de transresistência. Determine,

  • a) a resistência de entrada, R i ;

  • b) a transresistência, R m ;

  • c) a resistência de saída, R o ;

  • d) qual o valor da tensão de saída, v 0 , se for ligada à entrada do amplificador a fonte de sinal representada

na figura 2.29. Soluções: a) R i =0; b) R m =-10 k; c) R o =0; d) v o =-5 V.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.15 O circuito representado na figura 2.28, é

Figura 2.28 – Conversor corrente-tensão para o exercício 2.15.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.15 O circuito representado na figura 2.28, é

Figura 2.29 – Fonte de corrente para o exercício 2.15.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.16 Considere o circuito da figura 2.30.Assuma que
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.16 Considere o circuito da figura 2.30.Assuma que

Exercício 2.16 Considere o circuito da figura 2.30.Assuma que o ampop é ideal, que está alimentado pela tensão de ±5 V, e que as resistências têm os valores, R 1 =95 k; R 2 =10 k; R 3 =10 ke R 4 =100 k. Determine, a) a resistência de entrada do circuito; b) A tensão de saída que corresponde à tensão de entrada v I =15 V. Soluções: a) R i =100 ; b) v O = 5 V.

v

I

R 4 R R 1 3 v O R 2
R
4
R
R
1
3
v
O
R
2

Figura 2.30 – Circuito para o exercício 2.16.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.16 Considere o circuito da figura 2.30.Assuma que

Octávio Páscoa Dias

cap.2-32

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem inversora O circuito da figura

algumas aplicações da montagem inversora

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem inversora O circuito da figura
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem inversora O circuito da figura
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem inversora O circuito da figura

O circuito da figura 2.31, representa um somador inversor de n entradas.

R R R f f f v = − ( v + v + + ...
R
R
R
f
f
f
v
= −
(
v
+
v
+ +
...
v
)
o
1
2
n
R
R
R
1
2
n
Figura 2.31 – Circuito somador inversor de n entradas
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem inversora O circuito da figura

Octávio Páscoa Dias

cap.2-33

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador O circuito representado na figura 2.32, desempenha

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador O circuito representado na figura 2.32, desempenha
circuito integrador O circuito representado
circuito integrador
O
circuito
representado

na

figura

2.32,

desempenha

a

função

de

integrador.

i 2
i
2

Figura 2.32 – Circuito integrador com ampop.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Por intermédio das leis de Kirchhoff
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Por intermédio das leis de Kirchhoff

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Por intermédio das leis de Kirchhoff

Por intermédio das leis de Kirchhoff para a corrente (KCL) e para a tensão

(KVL), pode concluir-se que,

i

1

=

i

2

;

i

1

=

dv

v

i

i

C

C

R

2

dt

;

=

E dado que v C =-v O , pode escrever-se,

Assim,

i

2

= −

C

dv

o

dt

dv v 1 o i − C = ⇔ dv = − v dt o i
dv
v
1
o
i
− C
= ⇔
dv
= −
v dt
o
i
dt
R
CR
t
t
t
1
1
dv
= −
v dt
⇒ = −
v
o
i
o
CR
CR
0
0
0

v dt

i

onde, o produto CR é a constante de integração, τ.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Por intermédio das leis de Kirchhoff

Octávio Páscoa Dias

cap.2-35

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Este resultado demonstra que o circuito
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Este resultado demonstra que o circuito

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Este resultado demonstra que o circuito

Este resultado demonstra que o circuito desempenha a função de

integrador, uma vez que a saída, v O , é constituída pelo integral da tensão

de entrada, v I , multiplicada por uma constante. O estudo do circuito pode

ser desenvolvido por intermédio da Transformada de Laplace (TL), a qual

permite transformar equações integro-diferenciais, obtidas pela aplicação

das Leis de Kirchhoff a um circuito com elementos constantes, em

equações algébricas, lineares, cuja manipulação é menos trabalhosa.

A utilização da TL consiste nos seguintes passos:

• primeiro as funções do tempo são transformadas em funções de uma

variável s, no campo complexo;

• em seguida efectuam-se as operações matemáticas com as funções

transformadas no domínio s;

• por último efectua-se o processo inverso, que consiste na identificação

das funções do tempo, que correspondem às funções de s obtidas.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A vantagem do método reside no

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A vantagem do método reside no
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A vantagem do método reside no

A vantagem do método reside no facto de que operações de derivação e

integração no domínio do tempo, são transformadas, respectivamente, em

operações de multiplicação e divisão no domínio complexo, s.

Transformada de Laplace

A Transformada de Laplace, TL, de uma função do tempo, f(t), é definida

como,

L[ f (t )]

=

0

f (t ) e

st

dt

A variável s é uma variável complexa composta por uma parte real, σ, e

uma parte imaginária ω,

s = σ + jω

e t é a variável de tempo no campo real.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Pode mostrar-se que a TL do
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Pode mostrar-se que a TL do

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Pode mostrar-se que a TL do

Pode mostrar-se que a TL do integral é dada por,

onde, F(s) é a TL de f(t).

t

L

[

0

f

( ) ] =

t

1

s

F

(

s

)

e a TL da derivada é dada por,

L [

t

df

( )

t

  • 0 dt

]

= sF

(

s

)

Considerando os elementos de circuito, resistência, R, condensador, C e a

bobina, L, que se ilustram na figura 2.33,

  • i R

R v R
R
v
R
i i L C C L v L v C
i
i
L
C
C
L
v
L
v
C

Figura 2.33 – Elementos de circuito R, C e L, no domínio do tempo.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Pode mostrar-se que a TL do

Octávio Páscoa Dias

cap.2-38

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Da aplicação da TL às tensões
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Da aplicação da TL às tensões

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Da aplicação da TL às tensões

Da aplicação da TL às tensões e correntes que existem numa resistência,

condensador e bobina, com condições iniciais nulas, obtém-se,

v

R

( )

t

TL

= ⎯⎯→

Ri

V

(

s

)

=

RI

(

s

)

i

C

( )

t

v

L

( )

t

=

=

C

L

dv

dt di
dt
di

TL

⎯⎯→

TL

⎯⎯→

dt

I

(

s

)

V

(

s

)

=

(

sCV s

)

=

sLI

(

s

)

Por intermédio destes resultados podem obter-se as impedâncias, Z, que

pertencem ao domínio s,

Z

R

(

s

) =

Z

C

(

s

) =

Z

L

(

s

) =

V

(

s

)

= R

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Da aplicação da TL às tensões

I

(

s

)

V

(

s

)

I

(

s

)

=

1

sC

V

(

s

)

= sL

I

(

s

)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Da aplicação da TL às tensões

Octávio Páscoa Dias

cap.2-39

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Aplicando o conceito de impedância ao
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Aplicando o conceito de impedância ao

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) Aplicando o conceito de impedância ao

Aplicando o conceito de impedância ao integrador representado na figura

2.32, obtém-se,

1

V

o

(

s

)

V

i

(

s

)

= −

V

o

(

s

)

1

1

1

sC

R

V

i

(

s

)

sRC

RC

s

= −

V

o

(

)

s

= −

×

V i
V
i

(

s

)

Comparando este resultado, com a TL do integral, conclui-se que circuito

realiza a função de integração, dada a presença do factor 1/s na expressão

de V o =f(V i ).

Para o regime sinusoidal de amplitude constante, (σ=0), tem-se, s=jω, e

assim,

  • V o

1

= −

V

i

j

ω

RC

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) É usual, por transferência, ser cómodo,

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) É usual, por transferência, ser cómodo,
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) É usual, por transferência, ser cómodo,

É

usual,

por

transferência,

ser

cómodo,

estudar

o

comportamento

T

(

j

) = −

ω

1

j

ω

CR

da

função

de

com o auxílio dos Diagramas de Bode para o módulo, G(ω), e para a fase,

Φ(ω), com,

e,

G(ω)=20log|T(jω)|

Φ(ω)=argumento{T(jω)}

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) O diagrama de Bode, para a

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) O diagrama de Bode, para a
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) O diagrama de Bode, para a

O diagrama de Bode, para a amplitude, do circuito integrador ilustrado na

figura 2.32, pode ser obtido do modo que a seguir se descreve,

G (

1 1 ω ) = 20 log − ⇔ G ( ω ) = 20 log
1
1
ω
)
=
20 log
G (
ω
)
=
20 log
j
ω
RC
ω
RC

G (ω ) = 20 log 1 20 log(ωRC ) G (ω ) = −20 log(ωRC )

ω =1/RC
ω =1/RC

G

(ω ) = −20 log(

1

RC

ω =0,1×1/RC

G

(ω ) = −20 log(0,1

1

RC

×

RC

)

ω =

G

(

)

0

dB

×

RC

)

ω = +

G

(

)

20

dB

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.34 ilustra o diagra
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.34 ilustra o diagra

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.34 ilustra o diagra

A figura 2.34 ilustra o diagrama de Bode, para a amplitude, G(ω), do

circuito integrador. G (ω ) [ dB ] 20 dB − 20 db década / −
circuito integrador.
G (ω )
[ dB ]
20
dB
− 20
db década
/
− 6
dB oitava
/
0
1
1
ω
[ rad / s ]
0,1
RC
RC

Figura 2.34 – Diagrama de Bode para o módulo da função de transferência, T(jω), do integrador.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) O diagrama de Bode para a
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) O diagrama de Bode para a

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) O diagrama de Bode para a

O

diagrama

de Bode

para

a

fase, avalia o comportamento, com a

frequência, da fase do circuito integrador, isto é, a relação entre a fase do

sinal, de entrada, V i , e a fase do sinal de saída, V o .

Tendo em conta

que

a

função

de

transferência

do

integrador

implementado pelo circuito da figura 2.33, é dada por,

 

1

 

T

(

j

) = −

ω

 

j

ω

RC

Então,

 

Φ

Φ

(

(

ω

ω

)

)

=

arg(

1)

− +

= −

180 º

0

+ −

arg(1)

90 º

arg(

jωRC

)

= −

270 º

⇒ Φ = +

ω

(

)

90 º

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama

A figura 2.35 mostra o diagrama de Bode para a fase, Φ(ω), do circuito

integrador. Repare-se que, se o integrador não fosse inversor, a fase seria

de -90º.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama

Φ (ω )

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama
   
 
ω [ rad / s ]
 

ω [ rad / s ]

+ 90 º

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama

Figura 2.35 – Diagrama de Bode para a fase da função de transferência, T(jω), do integrador.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.35 mostra o diagrama

Octávio Páscoa Dias

cap.2-45

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.36 representa um inte

circuito integrador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.36 representa um inte
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.36 representa um inte

A figura 2.36 representa um integrador prático. A resistência, R 2 , em

paralelo com o condensador evita a saturação do ampop nas baixas

frequências.

R 2 R 1 Figura 2.36 – Integrador prático.
R
2
R
1
Figura 2.36 – Integrador prático.
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito integrador (cont.) A figura 2.36 representa um inte

Octávio Páscoa Dias

cap.2-46

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador A figura 2.37, ilustra um circuito diferenciador

circuito diferenciador

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador A figura 2.37, ilustra um circuito diferenciador
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador A figura 2.37, ilustra um circuito diferenciador

A figura 2.37, ilustra um circuito diferenciador, implementado por

intermédio de um amplificador operacional.

i 2 i 1
i
2
i
1

Figura 2.37 – Circuito diferenciador com ampop.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador A figura 2.37, ilustra um circuito diferenciador

Octávio Páscoa Dias

cap.2-47

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Por intermédio de KCL e KVL,
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Por intermédio de KCL e KVL,

circuito diferenciador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Por intermédio de KCL e KVL,

Por intermédio de KCL e KVL, pode concluir-se que,

i

1

=

i

2

;

i

2

= −

dv

v

o

i

C

C

R

1

dt

;

=

E dado que v C =v I , pode escrever-se,

Logo,

i

1

=

C

dv

i

dt

dv

i

dv

i

v

o

C

⇒ = −

v

o

RC

R

dt

dt

=

Este resultado demonstra que o circuito desempenha a função de

diferenciador, dado que, a saída, v O , é constituída pela derivada da tensão

de entrada, v I , multiplicada por uma constante.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Utilizando o conceito de impedância na

circuito diferenciador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Utilizando o conceito de impedância na
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Utilizando o conceito de impedância na

Utilizando o conceito de impedância na análise do circuito diferenciador

da figura 2.38, pode concluir-se,

V

o

(

s

)

V

i

(

s

)

= −

R

V

o

(

s

)

1

V

i

(

s

)

= −

sRC

V o
V
o

(

s

)

= −

RC

× ×

s

V i
V
i

(

s

)

sC

Comparando o resultado obtido, com a TL da derivada, conclui-se que

circuito realiza a função de diferenciação, tendo em conta a existência do

factor s na expressão de V o =f(V i ).

No domínio das frequências físicas, s=jω, tem-se,

V

o = − ω

j

RC

V

i

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Utilizando o conceito de impedância na

Octávio Páscoa Dias

cap.2-49

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) O diagrama de Bode, para a
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) O diagrama de Bode, para a
circuito diferenciador (cont.)
circuito diferenciador (cont.)
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) O diagrama de Bode, para a

O diagrama de Bode, para a amplitude, do circuito diferenciador

representado na figura 2.37, obtém-se por intermédio de procedimentos

semelhantes aos utilizados para o análise do integrador. Assim,

G

(

)

ω

=

20 log

− j ω RC
− j
ω
RC

G

(

)

ω

=

20 log(

ω

RC

)

ω =1/RC
ω =1/RC

G

(ω ) = 20 log(

1

RC

ω =0,1×1/RC

G

(ω ) = 20 log(0,1

1

RC

×

RC

)

ω =

G

(

)

0

dB

×

RC

)

ω = −

G

(

)

20

dB

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.38 mostra o diagrama
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.38 mostra o diagrama

circuito diferenciador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.38 mostra o diagrama

A figura 2.38 mostra o diagrama de Bode, para a amplitude, G(ω), do

circuito integrador.

G (ω ) 20 dB década / [ dB ] 6 dB oitava / 0 1
G (ω )
20
dB década
/
[ dB ]
6
dB oitava
/
0
1
1
ω
[ rad / s ]
0,1
RC
RC
− 20

Figura 2.38 – Diagrama de Bode para o módulo da função de transferência, T(jω), do diferenciador.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.38 mostra o diagrama

Octávio Páscoa Dias

cap.2-51

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Tendo em conta a função de

circuito diferenciador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Tendo em conta a função de
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Tendo em conta a função de

Tendo em conta a função de transferência do diferenciador da figura 2.37,

Então,

T(jω)=-jωRC

Φ (ω ) = arg( 1) + arg( jωRC )

Φ (ω ) = −180 º +90 º ⇒ Φ (ω ) = −90 º

É de realçar que, se o circuito não fosse inversor, a fase seria de +90º.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di

circuito diferenciador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di

A figura 2.39 representa o diagrama de Bode para a fase, Φ(ω), do

circuito diferenciador ilustrado na figura 2.37.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di

Φ (ω )

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di

0

 
 

ω

 
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di

[ rad / s ]

90

Figura 2.39 – Diagrama de Bode para a fase da função de transferência, T(jω), do diferenciador.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) A figura 2.39 representa o di

Octávio Páscoa Dias

cap.2-53

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Na figura 2.40 representa-se um circuito

circuito diferenciador (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Na figura 2.40 representa-se um circuito
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Na figura 2.40 representa-se um circuito

Na figura 2.40 representa-se um circuito diferenciador prático. A

resistência, R 1 , em série com o condensador, evita a saturação do ampop

nas altas frequências.

v

i

R 2 R 1 C
R
2
R
1
C
  • v o

Figura 2.40 – Diferenciador prático.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica circuito diferenciador (cont.) Na figura 2.40 representa-se um circuito

Octávio Páscoa Dias

cap.2-54

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.17 Considere o integrador de Miller r epresentado
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.17 Considere o integrador de Miller r epresentado

Exercício 2.17 Considere o integrador de Miller representado na figura 2.41, excitado pelo impulso representado na figura 2.42. Assuma R=10 k, C=10 nF, e determine, a) a saída, v O , do integrador em resposta ao um impulso; b) a saída, v O , do integrador em resposta ao impulso, se for ligada uma resistência de 1 M, em paralelo com o condensador. Solução: a) v O =-10 V; b) v O =9,5 V.

R Figura 2.41 – Circuito para o exercício 2.17.
R
Figura 2.41 – Circuito para o exercício 2.17.
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.17 Considere o integrador de Miller r epresentado

Figura 2.42 – Impulso para o exercício 2.17.

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.17 Considere uma onda quad rada simétrica com
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.17 Considere uma onda quad rada simétrica com

Exercício 2.17 Considere uma onda quadrada simétrica com 20 Vpp, 0 V de valor médio e com o período de 2 ms, aplicada a um integrador de Miller. Determine o valor da constante de tempo, τ = RC, para que a tensão de saída tenha a forma triangular com 20 Vpp.

Solução: 0,5 ms.

Exercício 2.18

Use um ampop ideal para projectar um integrador inversor com a resistência de entrada de 10 ke a constante de tempo de 10 -3 s, e determine,

  • a) a amplitude do ganho e a respectiva fase à frequência de 10 rad/s;

  • b) a amplitude da resposta e a respectiva fase à frequência de 1 rad/s;

  • c) a frequência à qual o ganho é unitário.

Soluções: R=10 k; C=0,1 µF; a) |Vo/Vi|=100; Φ=+90º , b) |Vo/Vi|=1000; Φ=+90º ; c) 1000 rad/s

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.19 Com base num ampop considerado idea l,

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.19 Com base num ampop considerado idea l,

Exercício 2.19 Com base num ampop considerado ideal, projecte um diferenciador para ter a constante de tempo de 10 -2 s para um condensador de entrada com a capacidade de 0,01 µF. Determine,

  • a) a amplitude da resposta e a respectiva fase à frequência de 10 rad/s;

  • b) a amplitude e a fase da resposta à frequência de 10 3 rad/s;

  • c) o valor da resistência ligada em seríe com o condensador para limitar a 100 o ganho do diferenciador.

Soluções: C=0,01 µF; R=1 M;; a) |Vo/Vi|=0,1; Φ = -90º , b) |Vo/Vi|=10; Φ = -90º ; c) 10 k.

Exercício 2.20 Use um amplificador operacional para projectar um circuito somador inversor ponderado, com duas entradas, v 1 e v 2 . O circuito deve realizar a função, v O =-(v 1 +v 2 ). Dimensione valores para as resistências de entrada R 1 , R 2 e para a resistência de realimentação R f , de forma a que para a tensão máxima de saída de 10 V, a corrente na resistência de realimentação, não exceda 1 mA.

Soluções: R f =10 k; R 1 =10 k; R 2 =2 k.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.21 Um integrador de Miller, está implementado com

Exercício 2.21

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.21 Um integrador de Miller, está implementado com

Um integrador de Miller, está implementado com um ampop, uma resistência R de 100 ke um condensador C de 0,1 µF. Assuma que é aplicado um sinal sinusoidal na entrada do integrador, e determine,

  • a) a frequência, em Hz, para a qual a amplitude da saída é igual à amplitude da entrada;

  • b) a fase da saída, relativamente à entrada, para a frequência determinada em a);

  • c) o factor que multiplica a amplitude da saída se a frequência determinada em a) baixar 1 década;

  • d) A fase para o valor da frequência especificado na alínea c).

Soluções: a) 15,91 Hz; b) +90º; c) 10; d) +90º.

Exercício 2.22 Considere um integrador de Miller, realizado com um ampop, uma resistência R e um condensador C.

  • a) dimensione os valores de R e C, para impor a constante de tempo τ=1 s e a resistência de entrada

R i =100 k;

  • b) sabendo que em t=0 é aplicada na entrada a tensão de -1 V dc e que nesse instante a se tem v O =-10 V,

determine o tempo necessário para v O atingir os valores de 0 V e +10 V. Soluções: a) R=100 k; b) v O =0 Vt=10 s; v O =+10 Vt=20 s.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.23 Um integrador de M iller, exibe o

Exercício 2.23

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.23 Um integrador de M iller, exibe o

Um integrador de Miller, exibe o ganho de -100, à frequência de 100 Hz. Determine,

  • a) a frequência, em Hz, para a qual o ganho se reduz para -1;

  • b) a constante de tempo do integrador.

Soluções: a) 10 kHz; b) τ=15,92 µs.

Exercício 2.24

Considere um integrador de Miller.

  • a) Dimensione os seus componentes de forma a tyer o ganho unitário à frequência de 1 krad/s, e a

resistência de entrada igual a 100 k;

  • b) esboce a saída esperada para uma entrada consttuída por um impulso com 2 V de amplitude e a largura

de 2 ms;

  • c) Caracterize a saída, quando é aplicado à entrada o sinal v I =2sin1000t.

Soluções: a) R=100 k; C= 10 nF; c) v O =2(cos10 3 t-1) ou v O =2(sin(10 3 t+π/2)-1);

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.25 Considere um integrador de Miller, com as
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.25 Considere um integrador de Miller, com as

Exercício 2.25 Considere um integrador de Miller, com as condições iniciais, v I =0 e v O =0. A constante de tempo do circuito é de 1 ms e no instante t=0 é aplicado na entrada o sinal representado na figura 2.43 a) esboce a saída e indentifique os valores relevantes; b) esboce a saída para os casos dos níveis do sinal de entrada passarem de ±1 V para ±2 V, com a constante de tempo igual a 1 ms e igual a 2 ms.

Soluções: a) v O é uma onda triangular com o valor mínimo de -0,5 V em t=0,5 ms; b) τ=1 msv O é uma onda triangular com o valor mínimo de -1 V em t=0,5 ms; τ=2 ms v O é a uma onda triangular com o valor mínimo de -0,5V em t=0,5 ms.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.25 Considere um integrador de Miller, com as

Figura 2.43 – Impulso para o exercício 2.25.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.25 Considere um integrador de Miller, com as

Octávio Páscoa Dias

cap.2-60

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.26 Considere um integrador de Miller com a
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.26 Considere um integrador de Miller com a

Exercício 2.26 Considere um integrador de Miller com a constante de tempo de 1 ms, excitado por um trem de impulsos

com a duração de 10 µs e a amplitude de 1 V, como se ilustra na figura 2.44. Assuma que inicialmente a saída do circuito é nula.

  • a) determine o número de impulsos necessários para provocar a variação de 1 V na saída;

  • b) esboce a forma de onda da saída, indique os valores que considere relevantes.

Soluções: a) 10 0 impulsos.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.26 Considere um integrador de Miller com a

Figura 2.44 – Impulso para o exercício 2.26.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.27 O circuito ilustrado na figu ra 2.45,

Exercício 2.27

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica Exercício 2.27 O circuito ilustrado na figu ra 2.45,

O circuito ilustrado na figura 2.45, implementa uma função passa-baixo de 1ª ordem, sendo usualmente designado por filtro passa-baixo, activo de 1ª ordem.

  • a) mostre que a função de transferência, T(s), do circuito, pode ser expressa por, T(s)=-(R 2 /R 1 )/(1+sCR 2 );

  • b) mostre que o módulo do ganho do circuito, em dc, é dado por, (R 2 /R 1 );

  • c) mostre que a frequência de queda de 3 dB, está localizada em ω 0 =1/CR 2 ;

  • d) projecte o circuito para obter a resistência de entrada de 1 k, o ganho de 20 dB em dc, e a frequência

de queda de 3 dB localizada em 4 kHz;

  • e) determine a frequência, para a qual, o ganho se torna unitário, isto é, |Av|=1.

Soluções: d) R 1 =1 k; R 2 =10 k; C=4 nF; e) f=40 kHz.

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Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem não-inversora A figura 2.24 representa a montagem não-inversora

montagem não-inversora

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem não-inversora A figura 2.24 representa a montagem não-inversora

A figura 2.24 representa a montagem não-inversora do amplificador

operacional.

R 2 = 1 + A f R 1 v = v i A R 1
R
2
=
1
+
A f
R
1
v
=
v
i
A
R
1
v
=
v
A
o
R
+
R
1
2

Figura 2.24 – Montagem não-inversora.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem não-inversora A figura 2.24 representa a montagem não-inversora

Octávio Páscoa Dias

cap.2-63

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem não-inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

montagem não-inversora (cont.)

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem não-inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

A resistência de entrada da montagem não-inversora (figura 2.24) é dada

por,

R = ∞

i

uma vez que, a corrente de entrada é dada pela expressão, i i =v I /R 1 ; com i=0.

As figura 2.25 e 2.26, representam o modelo da montagem não-inversora e a

sua característica de transferência, respectivamente.

A f
A f

Figura 2.25 – Modelo da montagem não-inversora.

= tg (α )

v o + L α v I − L
v
o
+
L
α
v
I
L

Figura 2.26 – Característica de transferência da montagem não-inversora.

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica montagem não-inversora (cont.) A resistência de entrada da montagem

Octávio Páscoa Dias

cap.2-64

Electrónica - Curso de Engenharia Electromecânica

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem não-inversora v o = n

algumas aplicações da montagem não-inversora

Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem não-inversora v o = n
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem não-inversora v o = n
Electrónica - Curso de Enge nharia Electromecânica algumas aplicações da montagem não-inversora v o = n
  • v o

=

n Por aplicação do Teorema da Sobreposição ao nó A, R ( R // R //
n Por aplicação do Teorema da Sobreposição ao nó A,
R
(
R
//
R
//
//
R
)
(
R
//
R
//
...
//
R
)
(
R
//
R
//
...
//
R
)
a
2
3
n
1
3
n
1
2
n −
1
(1
+
)
×
(
v
+
v
+ +
...
v
)
1
2
n
R
R
+ (
R
//
R
//
//
R
)
R
+ (
R
//
R
//
...
//
R
)
R
+ (
R
//
R
//
...
//
R
)
b
1
2
3