MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, 1º andar, Ala Norte 70.

058-900 Brasília-DF

PLANO DE CONTINGÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE FRENTE A INUNDAÇÕES

Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) – Janeiro 2005

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Sumário

I. Introdução II. Estratégias 1. Organização de trabalho 2. Diagnóstico da situação relativa à Vigilância em Saúde 2.1. Diagnóstico imediato da área afetada 2.2. Diagnóstico de ris co sócio -ambiental 2.3. Diagnóstico da situação epidemiológica 3. Medidas de prevenção e controle em vigilância em saúde 3.1. Vigilância Ambiental em Saúde 3.2. Vigilância Epidemiológica 4. Informação 4.1. Fluxo de informações em serviço 4.2. Informação para a população • • • • • • • • • • • Anexo 1 – Fluxograma da Vigilância Ambiental em saúde Anexo 2 –Fluxograma da Vigilância Epidemiológica Anexo 3 – Ficha de notificação do SINAN Anexo 4 – Planilha de notificação imediata de casos e óbitos para municípios em estado de emergência Anexo 5 – Orientações técnicas às Secretarias Municipais de Saúde Anexo 6 – Orientações à população em situação de inundação Anexo 7 – Fluxograma de Atendimento de Pacientes Suspeitos de Leptospirose Anexo 8 – Fluxograma básico de atendimento para pac ientes com síndrome febril e sinais de alerta de Leptospirose grave Anexo 9 – Leptospirose - O que saber e o que fazer Anexo 10 – Doenças Respiratórias - O que saber e o que fazer Anexo 11 – Acidentes por animais peçonhentos - O que saber e o que fazer

I.

Introdução

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As inundações figuram entre as catástrofes naturais que mais danos ocasionam à saúde pública e ao patrimônio, com elevada morbimortalidade, em decorrência do efeito direto das enchentes e das doenças infecciosas secundárias aos transtornos nos sistemas de água e saneamento. Com a ocorrência de graves inundações envolvendo vários estados de diferentes regiões, emerge a preocupação sobre o aparecimento de doenças, sobretudo as transmitidas por água, alimentos, vetores, reservatórios e anim ais peçonhentos. Este fato gera a necessidade da intensificação das ações de vigilância em saúde de forma oportuna, coordenada e articulada com outros setores (públicos e não -governamentais) e com base em dados para a tomada de decisões. O presente plano de contingência visa propor diretrizes para a organização da vigilância em saúde e a elaboração conjunta de estratégias de ação que orientem medidas de prevenção e controle de situações de risco e agravos de importância que possam estar associados à ocorrência e eventos desta natureza. II. Estratégias

1. Organização do trabalho Sugere-se a instituição de um comitê intersetorial, com o objetivo de integrar e coordenar as ações segundo prioridades identificadas, e de um comitê intra-setorial, com o objetivo de organizar e conduzir as ações no âmbito do setor saúde. Sugestão de composição do comitê intersetorial: • Defesa Civil; • Representantes do Poder Legislativo; • Representantes do Poder Executivo Estadual; • Representantes do Poder Executivo Municipal; o Gabinete; o Secretaria de Saúde; o Secretaria do Meio Ambiente; o Outras secretarias e órgãos municipais (Educação, Obras, Transportes, Limpeza Pública); • Companhia de Saneamento; • Companhia de Energia Elétrica; • Forças Armadas; • Corpo de Bombeiros e Polícia Militar; • Assessoria de Imprensa; • Outros (sociedade organizada, conselho municipal de saúde, etc.). Sugestão de composição do comitê intra-setorial: • Secretário de Saúde (Coordenador); • Vigilância Epidemiológica;

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Vigilância Ambiental; Vigilância Sanitária; Assistência Médica (hospitais, policlínicas); Atenção Básica à Saúde (Centros de Saúde, PACS, PSF); Laboratório de referência; Outros (conforme realidade local).

São atribuições do comitê intra-setorial: • Documentar e divulgar as informações (população, imprensa e profissiona is de saúde); • Assegurar que os insumos necessários (veículos, material de laboratório, insumos, etc.) sejam fornecidos adequadamente; • Estabelecer locais que servirão como referência para o atendimento ambulatorial e hospitalar, bem como fluxo de pacientes graves; • Identificar, disponibilizar e capacitar recursos humanos para executar ações de vigilância e atendimento; • Definir e coordenar as ações de vigilância em saúde aplicáveis à população afetada; • Definir exames (subsidiários) para confirmação diagnóstic a dos principais agravos esperados, orientando a coleta adequada e oportuna, fluxo de encaminhamento de amostras, processamento, encaminhamento de resultados e insumos necessários. 2. Diagnóstico da situação relativa à Vigilância em Saúde Um diagnóstico inicial deve ser prontamente feito, com o objetivo de determinar os riscos e necessidades imediatas, bem como a capacidade instalada para fazer frente à demanda de serviço médico e abrigo. Este diagnóstico deverá levar em conta a fase do evento (fase de chuvas, de retorno às casas, de reconstrução) e irá orientar as medidas imediatas a serem adotadas. 2.1 Diagnóstico imediato da área afetada

• Estimar o tamanho da população sob risco e sua distribuição por área geográfica; • Avaliar as condições dos sistemas de transporte (rede viária, aérea e fluvial) e telecomunicações; • Avaliar a capacidade instalada de serviços de saúde para atendimento das vítimas imediatas e das pessoas que deverão procurar assistência médica durante e após a enchente (hospitais, ambulatórios, unidades de saúde, laboratórios, outros); • Quantificar os recursos humanos disponíveis nos referidos serviços, bem como voluntários; • Identificar a disponibilidade e condições de abrigos; • Avaliar a provisão e acondicionamento de alimentos e a qualidade da ág ua potável distribuída nos abrigos; • Estimar o número de mortos, feridos, desaparecidos e desabrigados.

aterros. Resíduos sólidos: o Identificar áreas com baixa cobertura de coleta ou com estrutura (sistema de coleta) danificada pela enchente. o Mapas de risco social quando disponível. o qual. depósitos de produtos químicos. Água: o Mapear os sistemas de abastecimento de água. ocupações). gás): o Identificar áreas com estrutura danificada pela enchente e de risco para acidentes (choques elétricos. o Avaliar a necessidade de aumentar a concentração de cloro residual e elevar a pressão do sistema de abastecimento de água. e associar com os mapeamentos de riscos existentes. visando identificar áreas de maior risco. Vetores. utilizando os seguintes critérios: o Áreas com histórico anterior de desabamentos/enchentes. o Realizar diagnóstico da qualidade da água para consumo huma no. o Avaliar se a inundação afetou ou afetará áreas industriais. o Avaliar a situação de mananciais e bacias hidrográficas. Serviços essenciais (luz. explosões. Esgoto: o Identificar áreas sem cobertura ou com estrutura (sistemas de esgotamento sanitário) danificada pela enchente. estabelecimentos que comercializam agrotóxicos ou outros produtos químicos. quando implementado. devido ao caráter emergencial. vazamentos) Sistemas de dutos de produtos químicos (gasodutos): o Identificar áreas com estrutura danificada pelas inundações que oferecem risco de • • • • • • • . o Populações que vivem em encostas e próximo a cursos d’água. proliferação de vetores e abrigos de animais peçonhentos. preparação e conservação de alimentos que foram afetadas pelas inundações. que possam acarretar riscos químicos e biológicos.5 2. reservatórios e animais peçonhentos: o Identificar áreas potenciais para reservatórios. áreas de transbordo) atingidas pelas enchentes. deverá priorizar as análises de cloro residual e E. soluções alternativas coletivas e individuais quanto a sua vulnerabilidade. incêndios. Segurança alimentar: o Identificar áreas para armazenamento. gerando riscos à saúde.2 Diagnóstico de risco sócio-ambiental • Identificar e/ou mapear áreas críticas. coli ou coliformes termotolerantes. utilizando o “Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano” – SISAGUA. o Adensamentos populacionais (favelas. o Identificar sistemas de disposição final de resíduos urbanos e industriais (lixão.

deve-se estar alerta à possibilidade de ocorrência de casos e surtos de leptospirose nas quatro ou cinco semanas que se seguem ao fim da inundação. podendo apresentar -se como conseqüências mais tardias das inundações. dos níveis endêmicos dos agravos que podem assumir caráter epidêmico.6 acidentes à população próxima da área afetada 2. deve -se . os acidentes por animais peçonhentos e o aparecimento de surtos de doenças infecciosas. o Hepatites agudas (A e E). Além desses agravos. espera-se que a aglomeração humana observada nos abrigos coletivos predisponha à ocorrência de doenças de transmissão respiratória. o Tétano o Doenças de transmissão respiratória.3 Diagnóstico da situação epidemiológica A experiência da vigilância epidemiológica no Brasil demonstra que as principais ocorrências epidemiológicas após as inundações são: os traumatismos (afogamentos. O período de incubação vai de 1 a 30 dias após o contato com o agente infeccioso. 3. etc. choques elétricos. Sistema de Informação em Mortalidade (SIM). e de doenças de transmissão hídrico-alimentar. Com relação às doenças de veiculação hídrica e alimentar. Desse modo. (Para informações detalhadas. O conhecimento do padrão epidemiológico prévio. o que fazer”). é útil na orientação das atividades de vigilância em saúde a serem implementadas. lesões corporais. com o descenso total das águas. a cólera e as demais doenças diarréicas agudas têm período de incubação curto. Entre as ações da vigilância ambiental a serem realizadas neste contexto. variando apenas quanto à sua natureza. particularmente a leptospirose. Os surtos de leptospirose costumam ocorrer imediatamente após a inundação (na primeira semana). bem como dos fatores ambientais que constituem risco à saúde da população. Portanto.). Medidas de prevenção e controle em Vigilância em Saúde Uma atividade fundamental após a ocorrência de inundações é a vigilância da morbidade e da mortalidade relac ionadas ao desastre. ver anexos 5. 6 e 9 : “Orientações técnicas às Secretarias Municipais de Saúde”. a qual é eliminada através da urina dos ratos urbanos e mantida viável na água e na lam a das enchentes. recomenda-se levantar dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). o Traumas e lesões. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e Monitorização de Doenças Diarréicas Agudas (MDDA) para as patologias comumente relacionadas com inundações nos últimos cinco anos. nos períodos correspondentes: o Leptospirose. o Doenças Diarréicas. como pneumopatias e meningites. variando de algumas horas a até cinco dias. quando as águas ainda estão baixando ou quando as pessoas retornam às suas residências e procedem à limpeza das casas. por semana epidemiológica. As hepatites A e E apresentam período de incubação médio de 30 dias. a leptospira. isto é. Os traumatismos ocorrem ao longo de todas as fases da inundação. “Orientações à População em Situações de Inundação” e “Leptospirose: o que saber.

construção de instalações sanitárias nos acampamentos e abrigos temporários. • Intensificar a vigilância da qualidade da água para consumo humano nas áreas de risco. • Disponibilizar kits para medição de cloro residual. a vigilância da mortalidade permite determinar a natureza e as circunstâncias dos óbitos para prevenir eventos futuros (por exemplo. desentupimento de galerias.5% para desinfecção caseira da água para consumo humano. • Em virtude do risco de contam inação na água da rede de abastecimento recomendase um aumento no nível mínimo de cloro residual para 0. • Assegurar o acesso ao hipoclorito de sódio a 2. • Monitorar E.º 518/2004. Água para Consumo Humano • Participar no planejamento das ações emergenciais voltadas para a bacia hidrográfica e manancial de abastecimento público das áreas afetadas. o monitorame nto de riscos químicos e de outros riscos ambientais específicos relacionados às características das áreas afetadas.7 priorizar a vigilância da qualidade da água para consumo humano.1 Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) Os mapas e croquis gerados na etapa de diagnóstico serão utilizados para a definição de prioridades e execução das ações de Vigilância Ambiental em Saúde e Saneamento Ambiental. • Notificar a área de limpeza urbana da prefeitura para intensificar a coleta e a . destacando-se que a utilização de caminhões-pipa deverá estar em conformidade com a Portaria/MS n. • Orientar os responsáveis pela operação dos sistemas de abastecimento público e soluções alternativas coletivas a realizar um plano emergencial de monitoramento da qualidade da água no período de contingência para assegurar a manutenção adequada do sistema de abastecimento. drenagem e limpeza de estações de tratamento. conforme as orientações da Portaria/MS n. 3. 2) casos de doenças infeccio sas que necessitem controle.º 518/2004. 3) casos de lesão por animais peçonhentos.7mg/l (OPAS/OMS) e o aumento da pressão no sistema de distribuição de água como parte das ações de socorro. • Orientar a população sobre os procedimentos de limpeza e desinfecção das caixas d´água. cloração e desinfecção de efluentes. • Indicar outras fontes seguras de abastecimento de água. coli e coliformes termotolerantes na água utilizada para consumo humano. Entre as ações de vigilância epidemiológica. Saneamento ambiental • Notificar os responsáveis pelos sistemas de Esgotamento Sanitário para a necessidade de: consertos de tubulação. áreas de ocorrência de traumas por desabamento ou choque elétrico). e a vigilância de morbidades visa a determinar: 1) aumento de doenças endêmicas e o surgimento de novas doenças na área.

• Na existência de áreas caracterizadas por contaminação química restringir o acesso por parte da população na área afetada. identificando dias críticos para o desencadeamento de ações preventivas. Riscos Químicos • Monitorar a água para risco de contaminantes químicos (agrotóxicos. aeração adequada. • Monitorar em conjunto com os órgãos/instituições de meio ambiente o processo de limpeza e recuperação de áreas afetadas por produtos químicos. para evitar acidentes toxicológicos. Serviços essenciais (luz. Clima • Utilizar as previsões do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia para o planejamento das ações de Vigilância Ambiental em Saúde. gás) • Notificar a companhia de energia elétrica para priorizar o reparo das instalações públicas danificadas. Vetores. Segurança alimentar • Articular em conjunto com a Vigilância Sanitária o monitoramento das cozinhas dos abrigos. • Indicar a utilização de soluções alternativas de abastecimento. mais densos que o ar que se acumulam nas zonas baixas. estes devem ser localizados em terreno com topografia de fácil drenagem. mosquitos e outros vetores. e com condições de destino adequado de lixo e dejetos. caso a inundação atinja áreas industriais. Abrigos coletivos • Na necessidade de instalação de abrigos coletivos. metais pesados). conservação e prepar ação de alimentos). reservatórios e animais peçonhentos • Orientar as ações previstas nos programas de controle de doenças transmitidas por vetores principalmente nas áreas de acampamentos. utilizando sempre equipamentos de proteção individual. locais de preparo e venda de alimentos. destino adequado de lixo e dejetos.8 disposição adequada dos resíduos sólidos nos abrigos e áreas críticas/vulneráveis. • Monitorar as condições de saúde ambiental dos alojamentos para desabrigados (qualidade da água para consumo humano. abrigos e áreas de adensamento populacional como forma de evitar a proliferaç ão de roedores. evitando o acúmulo de lixo. depósitos ou estabelecimentos comerciais que possam conter estes produtos. É necessário lembrar que algumas substâncias químicas reagem com a água e formam gases e vapores tóxicos. telagem. onde as pessoas respiram. • Acompanhar as indicações relativas aos níveis de alerta das vazões dos rios . área mínima necessária por pessoa. sem cor nem odor. próximo a uma fonte de água segura. no caso dos mananciais normalmente utilizados terem sido contaminados por substâncias perigosas.

cólera. em situações emergenciais. b) Surtos para as doenças que não constam na lista de notificação compulsória ou . para identificar de forma oportuna qualquer mudança no meio ambiente com potencial efeito sobre a saúde humana. hepatites virais (A e E).9 provenientes do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) para prever ações de remoção imediata de famílias que vivem em áreas de risco. 4. febre tifóide. Fluxo de informações em serviço Vigilância Ambiental em Saúde (Fluxograma de Informação – Anexo 1): • As informações de risco ambiental relacionadas às inundações geralmente estão dispersas por vários setores. a periodicidade do envio das informações da Vigilância Ambiental em Saúde está normalizada somente para o controle e a vigilância da qualidade da água para consumo humano. Vigilância epidemiológica Além das ações estabelecidas na Programação Pactuada Integrada de Vigilância em Saúde (PPI . leptospirose e doença meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae. relacionadas ao aprimoramento da vigilância epidemiológica. fazse necessário intensificar as atividades em caráter de urgência até o restabelecimento da normalidade. na instância local. Entretanto. assim como a forma de implementar as medidas de controle. • Atualmente. • O fluxograma incorpora um sistema de retroalimentação voltado para o nível local.2. com o objetivo de garantir o planejamento coletivo e integrado das ações. por meio do SISAGUA. adotando uma vigilância ativa e buscando a notificação imediata dos casos suspeitos das doenças de notificação compulsória. a Secretaria Municipal de Saúde deverá priorizar e intensificar as inspeções nas Estações de Tratamento de Água e nos pontos críticos da rede. buscando agilizar as informações para o desencadeamento das ações. estabelecer uma estreita relação com estes setores e a comunidade.1. Vigilância Epidemiológica (Fluxograma de Informação – Anexo 2): • Unidades notificadoras deverão notificar. 3. a ocorrência de: a) Casos suspeitos de acidentes por animais peçonhentos.VS). de forma imediata. serviços e programas públicos. Medidas para a saúde e o bem-estar mental • Trabalhar em conjunto com a área da assistência à saúde das secretarias municipais de modo a direcionar o atendimento às pessoas vítimas de trauma e estresse decorrentes das inundações. com relação à qualidade da água para consumo humano. como inundações. Informação 4. Cabe à área responsável pelas ações de Vigilância Ambiental em Saúde.

dirimir o pânico e restabelecer a ordem.br. após o encerramento dos casos. Portanto. a entrada de dados relativas às informações da ficha de notificação deverá ser feita imed iatamente. síndrome hemorrágica aguda. indica-se o acompanhamento da notificação de casos de leptospirose e doença diarréia agud a por meio da Planilha de notificação de casos e óbitos para municípios em estado de emergência (Anexo 4). devendo ser enviada diariamente às Secretarias Estaduais de Saúde. conforme fluxo de dados do SINAN. digitadas e transferidas diariamente. periodicamente. síndrome neurológica ou outras síndromes. de acordo com os prazos definidos para encerramento dos mesmos. Deverá ser utilizada a Ficha de Notificação do SINAN (Anexo 3) No caso da ocorrência destes agravos ou surtos. ao nível hierárquico superior. e sempre que julgar oportuno. além de material informativo para educação em saúde. população e serviços de saúde. As Secretarias Estaduais de Saúde deverão receber diariamente os lotes destes municípios Após o recebimento dos lotes dos municípios em estado de emergência. sem prejuízo do envio de lotes regulares. A notificação destes casos deverá ser realizada por meio da abordagem sindrômica. Informação para a população Identificam-se duas estratégias de informação à população: a informação para alerta e a educação em saúde.10 • • • • • • • • agravos inusitados de pelo menos dois casos epidemiologicamente vinculados. Devido às dificuldades inerentes a inclusão e transferência de dados que podem ocorrer no período pós-enchente. telefones: (0XX61) 3153318 / 3153658 ou fax símile (0XX61) 3153657.gov. A primeira tem a função de comunicar os fatos para alertar a população quanto aos riscos imediatos. por meio magnético. A instância central da VE dos municípios e estados deverá elaborar notas técnicas com base nos dados recebidos e divulgação ampla para órgãos de imprensa. preferencialmente. por meio do correio eletrônico notifica@saude. Os dados relativos às fichas de investigação deverão ser digitados. de acordo com o calendário de envio de arquivos do SINAN. A educação em saúde visa à divulgação dos conhecimentos relativos as medidas que possibilitem a proteção da saúde individual e coletiva. Cabe ao comitê intra-setorial elaborar e divulgar notas à imprensa. síndrome ictérica aguda. A Vigilância Epidemiológica do mu nicípio deverá enviar relatórios periódicos diários (ou no mínimo semanais) para o comitê intra-setorial/intersetorial visando subsidiar a tomada de decisões. e estas deverão informar imediatamente à SVS. 4. a Secretaria Estadual de Saúde deverá enviar imediatamente o lote de transferência para o Ministério da Saúde. O Comitê intra-setorial ou intersetorial deverá elaborar relatórios periódicos para os níveis hierárquicos superiores. sem prejuízo do registro imediato das notificações pelos procedimentos rotineiros do SINAN. Faz-se necessário desencadear campanhas educativas em articulação com as escolas da . independentemente da ficha de investigação.2. de acordo com as seguintes categorias: síndrome diarréica aguda. as fichas de notificação individual deverão ser. síndrome respiratória aguda.

o Prevenção de choques elétricos e incêndios. Limpeza Urbana.11 rede pública com vistas a sensibilizar e mobilizar a comunidade escolar para a mudança de comportamento em relação às causas e às medidas de proteção associadas às enchentes.) nas atividades de limpeza e remoção de resíduos(lixo).2 VAS/SES/Regional 11 Informações detalhadas em anexos 5 e 6 de Saúde Presta assessoria complementar e informa 2. o Orientação para a eliminação de criadouros de vetores nas casas e proximidades.3 VAS/SMS Vigilância Epidemiológica e Sanitária. • Ambiente peridomiciliar o Orientação quanto ao destino adequado do lixo (resíduos em geral). Tópicos que devem ser priorizados para a elaboração/divulgação de material educativo: • Ambiente intradomiciliar o Desinfecção do piso.Fluxograma da vigilância ambiental em saúde 2.2 CGVAM/SVS/ MS Presta assessoria complementar e informa 2. hepatite A e E. etc. etc. das paredes e dos utensílios e mobiliários dos imóveis que tenham sido inundados. • Saúde e higiene pessoal1(1) o Informações sobre medidas preventivas das principais doenças infecciosas relacionadas a inundações: leptospirose. produzidas nas áreas afetadas. bem como as ações para o tratamento de poços d’água e da lama. ANEXO 1 . Companhia de Abastecimento de Água. o Orientação quanto ao consumo de água e alimentos. o Orientação quanto ao uso de equipamento de proteção individual (luvas.. doenças diarréicas. . botas. lama. Meio Ambiente.

12 ANEXO 2.Fluxograma da vigilância epidemiológica .

13 ANEXO 3 – Ficha de notificação do SINAN .

Planilha de notificação imediata de casos e óbitos para municípios em estado de emergência .14 ANEXO 4 .

Semanal Data da Notificação: ___/____/____ Data da Atualização: ___/____/____ Casos suspeitos Municípios Novos Acumulados Óbitos Acumulados .Diária 2.15 República Federativa do Brasil Ministério da Saúde Planilha de notificação imediata de casos e óbitos para municípios em estado de emergência UF: Doença: Atualização: 1.

podendo ocorrer icterícia (coloração amarelada em pele e mucosas). insuficiência renal. a ação oportuna das secretarias municipais de saúde pode evitar muitos óbitos e prevenir em boa parte o surgimento de novos casos. a presente nota técnica visa orientar os municípios quanto às possíveis conseqüências das enchentes relacionadas à ocorrência das doenças transmissíveis.Orientações Técnicas às Secretarias Municipais de Saúde Com a ocorrência de inundações emerge a preocupação com o aparecimento de doenças. principalmente roedores domésticos (ratazanas. 1) Leptospirose: Uma das principais ocorrências epidemiológicas após as inundações é o aparecimento de surtos de leptospirose. hemorragias e alterações neurológicas. transmitida aos seres humanos pelo contato com água ou lama contaminados pela urina de animais portadores. com altas taxas de letalidade. disseminando informações técnicas para os serviços de saúde e alertando a população acerca dos mecanismos de transmissão e das ações de prevenção e controle . agentes comunitários. Nesse sentido. cefaléia. dores musculares. até quadros mais graves. ratos de telhado e camundongos). O período de incubação da leptospirose vai de 1 a 30 dias após o contato com o agente infeccioso e os sintomas variam desde febre alta. . As secretarias municipais de saúde devem: • Alertar todos os serviços de saúde do município quanto à probabilidade de ocorrer um surto de leptospirose. Este contato ocorre durante e imediatamente após as enchentes. os exames sorológicos e o tratamento sejam instituídos precocemente. além de diminuir ao máximo a exposição da população posteriormente. e quanto às medidas de controle pertinentes a cada situação. visando à redução da mortalidade por esta doença. mas por ser uma doença tratável. quando as pessoas retornam à suas residências e procedem à limpeza e remoção da lama e outros detritos. Todos os municípios atingidos por inundações devem ficar em alerta para a ocorrência da leptospirose. • As equipes de vigilância epidemiológica e de saúde da comunidade (saúde da família. O objetivo primário é garantir que a suspeita diagnóstica.16 ANEXO 5 . agentes de endemias) devem vistoriar as áreas atingidas pela inundação. Não existe uma vacina eficaz e disponível comercialmente contra a leptospirose.

para facilitar a internação e o atendimento adequado desses casos. considerados SINAIS DE ALERTA. bilirrubinas.17 com o objetivo de determinar as características da área. para confirmação do diagnóstico. • Deve-se garantir os meios para coleta e transporte de amostras de sangue ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). com retornos para verificar evolução e resultados de exames. conforme Fluxogramas de Atendimento 1 e 2 (Anexo 7 e 8). plaquetas e potássio sérico. ser registrado no sistema de vigilância através do preenchimento da Ficha de Notificação e Investigação de Leptospirose . conforme Fluxogramas de Atendimento 1 e 2 (Anexos 7 e 8). a população atingida e o tempo de exposição. Outros exames importantes: hemograma completo. • Garantir medicação para o tratamento dos casos ambulatoriais (antibióticos e sintomáticos) e o encaminhamento dos casos graves para os hospitais de referência . cujos fluxos devem ser estabelecidos o mais prontamente possível. hipotensão. indica-se a adoção da seguinte definição de caso suspeito de leptospirose: “Indivíduo que apresenta sinais e sintomas de processo infeccioso inespecífico e agudo. Casos que apresentarem também outros sinais e sintomas. a busca ativa de casos e as ações de comunicação e educação em saúde. Todo paciente que se encaixe nesta definição deverá receber tratamento antibiótico adequado. 40 dias após a baixada das águas. sangramentos ou alterações neurológicas. pelo menos. e submetido à coleta de amostra sangüínea para exame sorológico de leptospirose . creatinina. uréia. Este paciente deverá ser acompanhado em caráter ambulatorial. e que tenha sido exposto à água ou lama de enchente nos últimos 30 dias anteriores à data de início dos sintomas”. . deverão ser encaminhados imediatamente para uma unidade hospitalar de referência. transaminases. no intuito de gerar estratégias para o atendimento de doentes. como alterações do volume urinário. • Intensificação das ações de Vigilância Epidemiológica e Assistência Médica Na vigência de uma situação de enchente e durante um período de. icterí cia.

a qual mata as leptospiras. o correto armazenamento dos alimentos. (Ver “Orientações à População em Situações de Inundação” (Anexo 6) e “Leptospirose: o que saber. deslizamentos) geralmente inutilizam o produto. O manejo adequado do lixo. Comunicação e Educação em Saúde (IEC). deve -se proceder à limpeza da lama residual das enchentes e desinfecção de domicílios com solução de água sanitária. Excepcionalmente. o uso de raticidas é contra -indicado. na maior parte das vezes. pois vão decompor-se rapidamente. diminuindo de maneira drástica as chances de infecção pela mesma. bem como a correção de vãos. Os blocos não devem ficar em contato direto com água ou lama. para ser realmente eficaz. após uma inspeção técnica criteriosa indicando condições favoráveis. (ver Anexo 6 . visando atingir todas as parcelas da população. Fundamental mesmo é que. pode-se utilizar o raticida de formulação “bloco impermeável”. O controle de roedores através da utilização de raticidas. em linguagem clara e acessível. 2) Doenças de Transmissão Hídrica: Freqüentemente as enchentes levam a contaminação das redes públicas de abastecimento. após as águas baixarem. Na época de enchentes e inundações. a recuperação de instalações de água potável. A repetição e a periodicidade das aplicações vai depender de avaliações subseqüentes de técnicos devidamente treinados. como galerias subterrâneas de esgoto. a limpeza de terrenos baldios e a retirada de entulhos. lama. É de fundamental importância o envolvimento de todas as instâncias intra e inter-institucionais. são medidas fundamentais e que devem ser tomadas por toda a população. águas pluviais e esgotos. o que fazer” (Anexo 9). aberturas e or ifícios pelos quais os roedores transitam. visando eliminar as condições que propiciam a sua sobrevivência e proliferação: alimento. água e abrigo. de águas pluviais e áreas de inundações.18 • Promover ações de Informação. com destaque para as ações específicas contra a leptospirose. priorizando informações básicas acerca das medidas gerais de prevenção e controle de doenças na vigência de enchentes. visando um controle rápido em “cinturões”. • Promover o controle da população de roedores com medidas de anti-ratização. áreas delimitadas e de alto risco de leptospirose. Esta formulação é utilizada em locais onde o teor de umidade é alto. deve ser baseado em ações realizadas pelo menos 60 a 90 dias antes da época de chuvas. pois as condições ambientais (água.“Orientações à População em Situação de Inundação”). pela entrada de água poluída nos pontos de vazamento .

As Secretarias Municipais de Saúde devem: • Evitar que a população consuma água inadequada. O período de incubação da febre tifóide é. a cloração. recomenda -se em situações de urgência e na falta de outro método de desinfec ção.5% para desinfecção da água para beber e para cozinhar. muitas vezes a população acaba utilizando água contaminada. Como o consumo de água é uma necessidade básica.). febre tifóide e hepatites A e E. Este método de desinfecção é eficaz. podendo vir a ser conseqüências mais tardias das inundações. devendo ser considerada a população atingida pelas enchentes. O critério para solicitação é de 2 frascos (50 ml) por família / mês. preferencialmente de boca estreita. • Orientar as pessoas que estão em situação de risco (em alojamentos) a intensificar os cuidados com a higiene pessoal e com os alimentos. na prática. A cólera e as demais doenças diarréicas agudas têm período de incubação curto. para evitar a contaminação posterior pela introdução de utensílios (canecos. • Orientar o tratamento da água para consumo humano por meio da ebulição (fervura). através da adoção de medidas emergenciais. mas pouco acessível. observando-se atentamente as orientações contidas no rótulo do produto. etc. conchas. durante 1 ou 2 minutos. em média. tais como: educação em saúd e e distribuição de hipoclorito de sódio a 2. como por exemplo. • Intensificar o monitoramento da qualidade da água para consumo humano das áreas atingidas. Por ser um procedimento oneroso. às condições da maior parte da população. poderão ser utilizados.19 da rede. expondo-se ao risco de diarréia. Outros produtos a base de cloro. de 15 dias e das hepatites A e E é de 30 dias. • Orientar que o acondicionamento da água já tratada seja feito em recipientes higienizados. autorizados para o tratamento da água e registrados no Ministério da Saúde. variando de algumas horas a até 5 dias. além da interrupção temporária das atividades das estações de tratamento. . cólera.

junto à Secretaria Estadual de Saúde. atendidos nas unidades de saúde.20 • Alertar os serviç os de saúde para a possibilidade de ocorrência de surtos de diarréia. As Secretarias Municipais de Saúde devem: • Verificar o estado vacinal de todos os trabalhadores de saúde. para identificação dos possíveis agentes etiológicos. 3) Doenças de Transmissão Respiratória: O deslocamento da população de suas residências e a estada temporária em alojamentos e abrigos. os meios para diagnóstico e tratamento dos casos. além de garantir. a monitorização das doenças diarréicas agudas (MDDA) para a identificação de mudanças no perfil epidemiológico das diarréias nas áreas afetadas. a experiência do país têm demonstrado uma diminuição do risco de ocorrência de febre tifóide nas situações de inundação. podem favorecer a disseminação de doenças de transmissão respiratória. • Estar em alerta para a possibilidade de ocorrência de surtos de hepatites. recomenda-se a vacinação exclusivamente destas populações. com a utilização das seguintes vacinas: . • Para evitar o surgimento de surtos de difteria ou coqueluche dentro dos abrigos. • Orientar os responsáveis pelos abrigos para que se mantenham em alerta no sentido de encaminhar para assistência médica imediata todos os casos de síndromes febris que possam vir a ocorrer na população sob sua responsabilidade. Além disto. vigente em todo o país. e havendo a impossibilidade de verificação do estado vacinal no Cartão de Vacina. defesa civil e limpeza urbana. possivelmente pela maior diluição das bactérias. garantindo os meios para o diagnóstico e tratamento dos casos. Recomenda-se a coleta de swab retal/fecal em cerca de 10% dos casos de diarréia. se possível diariamente. • As vacinas contra a febre tifóide disponíveis não têm indicação pela baixa eficácia. • Acompanhar. com uma grande quantidade de pessoas convivendo em um mesmo espaço. visando a atualização do esquema de vacinas de acordo com o calendário de vacinação do adulto.

o qual está presente na natureza. lev ando ao aumento do risco de contaminação pelo bacilo do tétano. . com os cuidados necessários de limpeza e antissepsia. conforme calendário preconizado pelo Ministério da Saúde. que sofrerem ferimentos venham a receber criteriosa avaliação clínica por profissional de saúde capacitado.1 Tétano: as inundações propiciam a ocorrência de acidentes com ferimentos. se existe a necessidade de completar o esquema de vacinação. • Prover condições para que todas as pessoas. os serviços de saúde locais deverão avaliar. • Organizar vacinação contra o tétano das pessoas colocadas em alojamentos comun itários (abrigos). presente na vacina tríplice bacteriana (DTP e DTPa). na poeira e nas fezes de alguns animais. Para que o indivíduo se imunize são necessárias. caso a caso. - Vacina dupla bacteriana (dT – difteria e tétano) – para crianças de 7 anos ou mais e para toda a população adulta – uma dose de reforço. crianças e adultos. As Secretarias Municipais de Saúde devem: • Orientar a população acerca das medidas básicas de prevenção do tétano bem como acerca da importância de que se mantenha atualizado o esquema de vacinação. dupla adulto (dT) e dupla infantil (DT). OBS: na seqüência. em todos os casos deverá ser avaliada também se existe a necessidade de ministrar ao paciente uma dose de reforço ou mesmo do esquema de vacinação completo contra o tétano. pelo menos. conforme recomendado no item “doenças de transmissão respiratória” (acima). coqueluche e tétano) para as crianças abaixo de 7 anos de idade – uma dose de reforço. 4) Doenças Transmitidas por Outras Vias 4. no solo. três doses do toxóide tetânico.21 - Vacina tríplice bacteriana (DPT – difteria. • Importante: não se recomenda vacinação em massa contra o tétano em situações de inundação.

É de fundamental importância o envolvimento de todas as instâncias intra e inter-institucionais. chegando às unidades de saúde de referência para atendimento gratuito aos acidentados. • Vistoriar os locais atingidos pela inundação.2 Acidentes por Animais Peçonhentos (cobras. visando atingir todas as parcelas da população em linguagem . • Difundir informação e educação em saúde. disponível na página eletrônica da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde. Durante a inundação são desalojados de seu habitat natural e passam a procurar alimento e abrigo nas proximidades das casas. respectivamente. igrejas) à procura de animais peçonhentos. priorizando as medidas de prevenção e os primeiros socorros. Os acidentes ocorrem quando as pessoas. A presença de roedores e de baratas aumenta o risco de acidentes.22 4. sendo que nos meses quentes e chuvosos au mentam sua atividade à procura de alimento e acasalamento. Os soros antipeçonhentos são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos às Unidades Federadas. Informações técnicas sobre diagnóstico e tratamento podem ser obtidas no Manual de Diagnóstico e Tratamento dos Acidentes por Animais Peçonhentos. Os animais peçonhentos vêm sendo freqüentemente encontrados na periferia das grandes cidades. Os soros têm eficácia comprovada quando administrados precocemente e nas quantidades adequadas. com base na identificação dos an imais encontrados. galpões. iniciam a limpeza e a remoção da lama. • Vistoriar constantemente os locais utilizados para alojar os desabrigados (escolas. escorpiões e aranhas): A ocorrência dos acidentes por estes animais segue um padrão de sazonalidade que coincide com a época de enchentes. com o objetivo de determinar as áreas com maior risco de acidentes por animais peçonhentos. • Informar a população acerca dos locais onde é realizado o tratamento soroterápico e garantir o atendimento imediato dos casos (soros antipeçonhentos e sintomáticos) bem como o encaminhamento dos casos graves para os hospitais de referência . ginásios. o principal alimento de cobras e escorpiões. do entulho e do lixo doméstico. por constituírem. ao retornarem para as residências. As Secretarias Municipais de Saúde devem: • Alertar todos os serviços de saúde do município quanto à probabilidade de ocorrer um aumento no número de acidentes por animais peçonhentos nos meses quentes e chuvosos. reduzindo com isso o risco de morte e de complicações locais e sistêmicas.

(Ver anexos “Orientações à População em Situações de Inundação” e “Acidentes por animais peçonhentos: o que saber e o que fazer”).23 clara e acessível. a limpeza de terrenos baldios e a retirada de entulhos são medidas fundamentais e que devem ser tomadas por toda a população. . O manejo adequado do lixo. • Promover o controle da população de roedores e baratas . o correto armazenamento dos alimentos. água e abrigo. visando eliminar as condições que propiciam a sobrevivência destes animais: alimento.

ria cho. colocar 1 litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório. retirando toda a sujeira. freqüentemente. conforme tabela abaixo: . pote. apresenta vazamentos. Durante a enchente. abrir as torneiras por alguns segundos. o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contaminado. etc. com vistas à entrada da água com solução na tubulação doméstica. rec omenda-se: a) esvaziar a caixa d’água e lavá-la. contaminando os reservatórios. mesmo quando os mesmos não são atingidos diretamente pela água da enchente. esfregando bem as paredes e o fundo. cacimba. balde e panos. sendo necessário sua desinfecção. c) após concluída a limpeza. e) após 30 minutos. jarra. se faltar água nos canos. fonte. Para limpar e desinfetar o reservatório (caixa d’água). A limpeza dos reservatórios se faz necessária. deverá ser procedida a cloração no local utilizado para armazenamento (reservatório. nas seguintes dosagens. g) abrir as torneiras.Orientações à população em situação de inundação 1) Cuidados com a água para o uso doméstico Nas enchentes. b) esvaziá-la completamente. d) abrir a entrada para encher a caixa com água limpa. açude. etc. f) aguardar 4 horas para a desinfecção do reservatório e canalizações. tonel.) utilizando-se o hipoclorito de sódio a 2. podendo aproveitar a água para limpeza em geral de chão e paredes. os locais de vazamentos permitem a entrada de água poluída na rede. pois a rede de distribu ição de água. barreira.24 ANEXO 6 .). Não esquecer que deve-se usar botas de borracha e luvas nesta atividade. não for verificada a presença de cloro na quantidade recomendada (maior que 0. utilizando pá.5% ou água sanitária. jarra. etc. rio. tanque. no ponto de consumo (torneira.. 2) Cuidados com a água para consumo humano direto Se o domicílio for abastecido com água do sistema público e.5 mg/l) ou se a água utilizada for proveniente de poço.

25 Volume de Água 1.5% Medida Prática 2 copinhos de café (descartáveis) 1 colher de sopa 1 colher de chá 2 gotas Tempo de contato 30 minutos Observação: Conforme mostra o quadro. Para maiores informações.br/legisl/po152_99. após a cloração deve-se aguardar 30 minutos para consumir a água. durante o prazo de validade (máximo de seis meses). de 26 de fevereiro de 1999) http://www.org.5% p/p. de 25 de agosto de 1994) http://www. cloreto de sódio ou cálcio e carbonato de sódio ou cálcio como estabilizante. detergentes e aromatizantes nas formulações do produto. por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).gov. O importante é verificar se o produto tem no rótulo o seu registro (ver exemplo abaixo) e que não seja confundido com alvejantes. O Ministério da Saúde.0% p/p a 2.br/leisref/public/showAct.htm (Portaria nº 152.anvisa.08 ml Hipoclorito de sódio a 2.br/saneantes/cartilha_saneantes.bvs. O produto poderá conter apenas hidróxido de sódio ou cálcio.pdf (Orientações para os consumidores de saneantes) .abipla. define “água sanitária” como: soluções aquosas a base de hipoclorit o de sódio ou cálcio com o teor de cloro ativo entre 2.000 Litros 200 Litros 20 Litros 1 Litro Dosagem 100 ml 15 ml 2 ml 0. Não será permitida a adição de substâncias corantes.php?id=329&word=água%20sanitária# (Portaria nº 89. acessar: http://elegis.

recomenda-se: a) Manter os alimentos devidamente acondicionados. etc. arroz. pois poderão ser contaminados. pois sobrem transformações quando em contato com as águas da enchente. fora do alcance de roedores. desinfetando a seguir com uma solução de água sanitária na seguinte proporção: para um balde de 20 litros de água. . devem ser inutilizados. verduras. adicionar 4 xícaras de café (copinhos de 50 mL) de água sanitária. é essencial a atenção aos alimentos que entraram em contato com as águas da enchente. paredes e chão. soja. insetos ou outros animais. b) Lavar freqüentemente as mãos com água tratada antes de manipular os alimentos. acima do nível das águas. c) Alimentos em estado natural: • frutas em geral. 4) Cuidados com os alimentos Nas enchentes. ervilha. Se isto não foi possível.26 OBS: Não utilizar alvejantes em desinfecção de água para consumo humano 3) Cuidados na limpeza da lama residual das enchentes A lama das enchentes tem alto poder infectante e nestas ocasiões fica aderida aos móveis. feijão. O ideal como prevenção é armazená-los em locais elevados. legumes. Recomenda-se então retirar essa lama (sempre se protegendo com luvas e botas de borracha) e lavar o local.

etc. e) Alimentos enlatados: • As latas que estiverem amassadas. enferrujadas ou semi-abertas deverão ser inutilizadas. pois sua contaminação é total..27 • carnes. relacionamos algumas medidas práticas para evitar a instalação do roedor junto ao homem: . porém as que permanecerem em bom estado e onde se tem certeza de que não houve o contado das águas com os alimentos nela contidos. principais transmissores da doença ao homem. deverão ser também inutilizados após o contato com as águas. manteiga. devido ao tipo de embalagem. Desta forma. devem ser inutilizados. ovos. café. o que se torna mais difícil e oneroso. com o uso de raticidas. ou através de desratização. geralmente de plástico ou papel. etc. Portanto. é perigosa qualquer tentativa de aproveitamen to dos mesmos. pois se contaminam facilmente pelas águas. principalmente no combate aos roedores. queijos. preparada do seguinte modo: 1 litro de água sanitária para 100 litros de água ou 1/2 litro de água sanitária para 50 litros de água ou 1/4 litro de água sanitária para 25 litros de água 5) Leptospirose A prevenção da leptospirose baseia-se. portanto. além da natureza de suas embalagens. há duas maneiras de combatê -lo: através de medidas de antiratização. que geralmente são de plástico ou papel. peixes. d) Alimentos preparados: • Lingüiça. leite. açúcar. poderão ser lavadas com uma solução de água sanitária na proporção de 1/100. após a sua instalação no local. mortadela. pão. evitando a sua instalação e proliferação.

armazenando-os em locais elevados do solo até que seja coletado. se em grande quantidade. coincidem com a época das enchentes. • Acondicionar devidamente o lixo em sacos plásticos. • Manter os gramados aparados. poderá ser queimado e/ou enterrado. • Evitar entulhos e acúmulo de objetos inúteis nos quintais.28 • Manter limpos os utensílios domésticos e vasilhames de alimentação animal logo após as refeições. Como prevenir estes acidentes . • Manter os alimentos armazenados em recipientes bem fechados e à prova de roedores. escorpiões e aranhas) São mais comuns nos meses quentes e chuvosos os quais. ralos e vasos sanitários bem fechados. procurando alimento e abrigo nas proximidades das casas. o que favorece o encontro com o homem. quando em pequena quantidade. nos locais onde não haja coleta permanente. • Não jogar lixo em esgotos. para evitar a entrada de roedores nas habitações. com tampas pesadas. • Manter as caixas d’água. Nestas ocasiões. em várias partes do país. • Manter os terrenos baldios e margens de córregos limpos e desmatados. • Fechar buracos e vãos nas paredes e rodapés. deve ser levado a usinas de tratamento ou depositado em aterros sanitários. evitando resíduos alimentares que são atrativos para os roedores. pois servirão de abrigo ao roedor. córregos e terrenos baldios. os animais são desalojados de seu ambiente natural. Itens Relacionados: 6) Acidentes por animais peçonhentos (cobras.

Mesmo quando mortas. na medida do possível. escorpião ou aranha • Manter o acidentado deitado. suas presas continuam representando risco de acidente. • • • Sempre que for necessário remexer em buracos. para diminuir a absorção do veneno. os quais servem de alimento para escorpiões e aranhas. . • A população colocada em alojamentos (escolas. • Retirar anéis. que são o principal alimento das cobras. o qual é absorvido pela corrente sanguínea. • O acidentado deve ser levado imediatamente a um serviço de saúde. a limpeza dos locais afetados deve ser feita sempre com botas de cano alto ou botinas com perneiras. o soro deve ser aplicado o mais breve possível. Devem -se tomar medidas para evitar a aproximação e proliferação de ratos. bem como luvas de raspa de couro ou mangas de proteção. Não se deve tentar segurar as cobras com as mãos. ginásios e igrejas) deve ser orientada a sacudir roupas e sapatos antes de usá-los. deve-se usar um pedaço de pau ou graveto. em repouso. Os vãos de portas e muros devem ser tapados e as soleiras devem ser vedadas. • Quando indicado. Não é possível retirar o veneno do corpo. pulseiras ou qualquer outro objeto que possa prejudicar a circulação do sangue. de preferência. • É contra-indicado chupar o local da picada. na quantidade adequada para a gravidade do acidente e de acordo com os sinais e sintomas típicos de cada tipo de animal agressor. bem como vistoriar e sacudir roupas de cama e colchões antes de deitar-se. Os animais peçonhentos podem estar escondidos ao redor ou mesmo no interior das casas.29 • Depois de uma enchente. e de baratas e outros insetos. lixo e alimentos espalhados pelo ambiente. O torniquete ou garrote dificulta a circulação do sangue. O tratamento deve ser sempre administrado p or profissional habilitado e. • Não amarrar o braço ou a perna picada. Medidas a serem tomadas em caso de picada de cobra. para que seja devidamente atendido. podendo produzir necrose ou gangrena. além de não impedir que o veneno seja absorvido. vãos de pedras e ocos de troncos. em ambiente hospitalar. evitando andar ou correr. próximos a entulho.

. fezes ou outras substâncias no local da picada. Alguns venenos produzem hemorragia e o corte aumentará a perda de sangue. álcool ou outras substânci as que.30 • Não cortar o local da picada. • Evitar que a vítima beba querosene. além de não neutralizarem a ação do veneno. • Não colocar folhas. pó de café. pois elas não impedem que o veneno vá para o sangue e podem provocar uma infecção. podem causar intoxicações graves. terra. querosene.

hematêmese.31 ANEXO 7 . Fenômenos hemorrágicos (melena.Ampicilina . mesmo quando tratados. Cabe ao médico orientar o paciente quanto às complicações possíveis e mantê-lo sob vigilância até a fase de convalescença (1-2 semanas). petéquias. . . hemoptise. Icterícia.000/mm3 ) Hospitais de Referência : em anexo (Elaborar tabelas) • Tratar com: .000/mm ) 3 Leucócitos Normais Leucopenia (<4. (retorno em 2-3 dias) Leucocitose (>10. que deve ser enviada para o LACEN. podem evoluir para moderados e graves em questão de horas ou dias. • Notificar o caso • Solicitar sorologia para Leptospirose.500mg – VO – 6/6 horas – por 7-10 dias ou Amoxicilina – 500mg – VO – 8/8 horas – por 7-10 dias. oligúria ou anúria). principalmente após chuvas fortes ou enchentes. Fones: OBS: Alguns casos de leptospirose leve.Leucograma de urgência. uréia e creatinina. bilirrubinas e transaminases. Exames laboratoriais básicos: hemograma completo. Alterações do volume urinário (poliúria. Hipotensão.Hidratação oral. Outros exames: na dependência da evolução clínica.Acompanhar ambulatorialmente. Dispnéia. lama ou esgoto. nos 30 dias antes do início dos sintomas Avaliação Clínica SINAIS DE ALERTA: Prostração intensa. sódio e potássio. Não Tratar Leptospirose Colher Sorologia Investigar outras doenças Avaliar necessidade de outras medidas Contato com o Departamento de Vigilância Epidemiológica ou Ambiental da SES (conforme o caso) Fones: . cefaléia e mialgia (4-7 dias ou +) + Contato físico com áreas alagadas.Fluxograma de Atendimento de Pacientes Suspeitos de Leptospirose Sistema Único de Saúde SÍNDROME FEBRIL AGUDA SUPEITA DE LEPTOSPIROSE EM MAIORES DE 12 ANOS FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO Secretaria de Saúde Síndrome Febril Aguda: febre. Alterações neurológicas e/ou de consciência Presença de Sinais de Alerta Ausência de Sinais de Alerta Unidades de coleta do Leucograma: (A definir pela Secretaria Municipal de Saúde) Encaminhar para Unidade Hospitalar de Referência .Preencher Ficha de Notificação e Investigação .). etc.

transaminases.2.1.1. bilirrubinas.2. Cabe ao médico avaliar a pertinência das medidas sugeridas. de consciência e diurese. sódio e potássio.32 ANEXO 8 – Fluxograma básico de atendimento para pacientes com síndrome febril e sinais de alerta de Leptospirose grave PACIENTES COM SINDROME FEBRIL E SINAIS DE ALERTA DE LEPTOSPIROSE GRAVE . de 4/4 horas • Hidratação venosa cuidadosa • Monitorar exames básicos: hemograma completo.. visando facilitar a avaliação para o encaminhamento do paciente a um serviço hospitalar de referência. uréia.2... de acordo com cada situação concreta e com os conhecimentos científicos atuais.4 FLUXOGRAMA BÁSICO DE ATENDIMENTO .1 PACIENTE COM SINAIS UNIDADE HOSPITALAR DE REFERÊNCIA Preencher Ficha de Notificação e Investigação Colher sangue para sorologia de leptospirose Investigar outras patologias (abordagem sindrômica) SINAIS DE ALERTA • Prostração • Icterícia • Hipotensão • Oligúria ou poliúria • Tosse /dispnéia aos esforços • • • • • • COMPLICAÇÕES Hipotensão não responsiva Anúria Insuficiência Respiratória Hemorragia(s) Alterações Neurológicas e de consciência Choque . creatinina. respiratórios.3 • TERAPIA INTENSIVA Sinais vitais.1 ENFERMARIA . ..2. • Antibioticoterapia e • Necessidade de Suporte Vital Avançado Hidratação venosa com monitoração hemodinâmica invasiva • Monitorização do perfil metabólico e gasometria • Assistência ventilatória mecânica • Diálise • Nutrição enteral/parenteral • Antibioticoterapia e medidas de suporte OBS: Fluxograma básico.1.

2. Como se pega a leptospirose? Em situações de enchentes e inundações. Quanto tempo demora para a doença aparecer? Os primeiros sintomas podem aparecer de um a 30 dias depois do contato com a enchente. 3. Quais os sintomas? Os sintomas mais freqüentes são parecidos com os de outras doenças. Somente o médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a do ença. podendo também ocorrer icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas). alguns dias depois de ter entrado em contato com as águas de enchente ou esgoto. presente em esgotos e bueiros. Na maior parte dos casos. Como é feito o tratamento da leptospirose? . dores pelo corpo. Os principais são: febre. principalmente nas panturrilhas (batata da-perna). O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes.33 ANEXO 9 LEPTOSPIROSE . Na época de seca. Portanto. O que fazer ao manifestar esses sintomas? Se você apresentar febre. A leptospirose é uma doença curável. e o diagnóstico e o tratamento precoces são a melhor solução. 5. dor de cabeça. lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios onde existem ratos. como a gripe. deve-se evitar o contato com esses ambientes. dor de cabeça e dores no corpo. procure imediatamente o Centro de Saúde mais próximo. 6. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama contaminadas poderá se infectar. oferecem riscos à saúde humana o contato com água ou lama de esgoto. principalmente se houver algum ferimento ou arranhão. 4.O que saber e o que fazer 1. a urina dos ratos. Nas formas mais graves são necessários cuidados especiais. inclusive internação hospitalar. aparece 7 a 14 dias após o contato. Não se esqueça de contar ao médico o seu contato com água ou lama de enchente. A Leptospira penetra no corpo pela pele.

A água que sai pelas torneiras pode servir para a limpeza de chão e paredes. na proporção de 4 xícaras de café deste produto para um balde de 20 litros de água. abra as torneiras por alguns segundos para que essa água misturada com água sanitária entre na tubulação. f) Abra novamente as torneiras. de acordo com os sintomas apresentados. 8. Se a enchente inundar as residências. Também é importante limpar e desinfetar a caixa d’água com uma solução de água sanitária. e) Aguarde uma hora e trinta minutos para que se faça a desinfecção. mas os casos graves precisam ser internados. enxaguar o ambiente e objetos com água limpa. hidratação e suporte clínico. os objetos caseiros e as roupas atingidas com água sanitária. d) Após 30 minutos.34 O tratamento é baseado no uso de antibióticos. abra a entrada principal da água e encha a caixa d’água com água limpa. Pessoas que trabalham na limpeza de lamas. esfregando bem as paredes e o fundo. 7. adicionar 1 litro de água sanitária para cada 1. usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés). . entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha (se isto for possível.000 litros de água no reservatório. E se o contato com água contaminada for inevitável. Como evitar a doença? Evite o contato com água ou lama de enchentes e impeça que crianças nadem ou brinquem em ambientes que possam estar contaminados pela urina dos rato s. Depois. tais como o controle de roedores. como proceder? Neste caso. Todo alimento que teve contato com água contaminada deve ser jogado fora. g) Encha novamente a caixa com água limpa. obras de saneamento básico (abastecimento de água. Também são necessárias medidas ligadas ao meio ambiente. da seguinte forma: a) Esvazie e lave a caixa d’água. a única forma de reduzir riscos à saúde é permanecer o menor tempo possível em contato com essas águas. lixo e esgoto) e melhorias nas habitações humanas. para drenar toda a água. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório. feche o registro após o enchimento da caixa. as paredes. pois pode transmitir doenças. b) Após acabar de limpar. c) Depois. orientado sempre por um médico. após as águas baixarem será necessário lavar e desinfetar o chão.

solicite orientação das autoridades sanitárias locais indagando sobre a ocorrência de casos humanos da doença nesses locais. como a concentração de leptospiras na água. presente na água sanitária. Elas são rapidamente mortas por desinfetantes. Desta forma. É possível determinar se ás águas de córrego. não significa que toda a área esteja livre da presença da bactéria. qual o risco da pessoa se contaminar? Nesta situação. e quando expostas à luz solar direta. dependendo das condições do ambiente (temperatura. pois além de não matarem as bactérias. Caso existam animais no domicílio (cães. o tempo que a pessoa ficou em contato com a água e a possibilidade ou não da penetração da bactéria no corpo humano. 10. Manter limpos e desmatados os terrenos baldios. O resultado da análise sendo negativo. Se o contato com águas suspeitas já ocorreu. entre outros fatores. não esquecendo de relatar ter sido provavelmente exposto a contrair leptospirose. . retirar e lavar os vasilhames de alimento do animal todos os dias antes do anoitecer. deve procurar o médico o mais breve possível. contaminado-as regularmente com leptospiras. lagoa o u represa estão contaminadas por leptospira? Pode ser que animais infectados. são bactérias sensíveis aos desinfetantes comuns e a determinadas condições ambientais. tenham acesso a estas águas. Por quanto tempo a leptospira sobrevive no meio ambiente? As leptospiras podem sobreviver no ambiente até semanas ou meses. Porém. colocando-o para coleta pouco antes do lixeiro passar. é impossível afirmar que estas águas estejam livres da bactéria. Quais são as principais medidas para evitar ratos? Manter os alimentos armazenados em vasilhames tampados e à prova de roedores. como o hipoclorito de sódio. 11. Em caso de dúvida. contaminariam o ambiente e alterariam as condições ecológicas do local. Deve -se ficar atento por alguns dias e. gatos e outros). 12. pois ele também pode ser contaminado pela urina do rato. o resultado irá representar apenas aquele momento e aquele local. se a pessoa adoecer. Se coletarmos uma amostra dessa água para análise. Lembrar que nunca deve ser indicado o uso de desinfetantes em grandes coleções de água. lama ou águas de superfície). principalmente ratos.35 9. umidade. Acondicionar o lixo em sacos plásticos em locais elevados do solo. a contaminação da pessoa dependerá de alguns fatores.

contaminando o ambiente . cavalos e cabras. Bois . o que dificulta o seu controle e aumenta o risco de transmitir doenças. solo e alimentos. dentre outros. podem sofrer a doença e também transmiti-la ao homem. o que fazer para evitar a contaminação por esta forma? Os animais domésticos quando são infectados. agravando o problema das enchentes. Outros animais podem pegar a doença? Não há risco de transmissão para o homem por estes animais? Outros animais são sensíveis à leptospira e podem se infectar. porém em menor escala do que os ratos. portanto. 13. Lembre-se: Uma vez instalados num determinado local. eliminam a bactéria através da urina assim como acontece com os ratos. os ratos começam a se reproduzir. Se os animais domésticos também podem transmitir a doença. evitando-se o contato direto ou indireto com suas excretas (principalmente a urina. Eliminam as leptospiras pela sua urina. deve-se tomar especiais cuidados. a aglomeração humana associada à alta infestação de ratos (principalment e ratazanas) e à grande quantidade de lixo tornam maior o risco de se pegar leptospirose. o lixo dificulta o escoamento das águas. ficarem doentes e até mesmo morrer de leptospirose. no cas o da leptospirose). multiplicando-se rapidamente. Os locais onde os animais permanecem e urinam devem ser higienizados diariamente. O controle de roedores deve ser feito o ano inteiro para que se obtenha resultados satisfatórios na diminuição de sua população.36 Jamais jogar lixo à beira de córregos. . 14. utilizando-se luvas e botas para proteção das mãos e pés. Manter as caixas d’água. paredes e rodapés para evitar o ingresso dos ratos para dentro de sua casa. Porque o controle de roedores é importante para se diminuir o número de casos de leptospirose? Porque os ratos são os principais transmissores da doença para o homem. evitando o contato com a urina desses animais. Grama e mato devem ser mantidos roçados. Nas cidades. pois além de atrair roedores. 15. Controlar a população de ratos é a melhor forma de combater a doença. cães. p ara evitar que sirvam de abrigo para os ratos. porcos.água. ralos e vasos sanitários fechados com tampas pesadas. Fechar buracos de telhas.

vômitos.37 16. qualquer pessoa pode pegar leptospirose. se houver uma ferida na boca. De qualquer modo. febre. diarréia a icterícia e hemorragias. Não há transmissão de uma pessoa p ara outra. sem pre que o cão adoecer. 18. Qualquer pessoa pode ter a doença? Sim. É transmitida entre os animais e dos animais para o homem. 19. Se for ingerida. cerveja ou água? Apesar da transmissão ocorrer principalmente pela penetração da leptospira através da pele ou mucosas. ainda que raramente. Portanto. até o momento não foram comprovados casos de transmissão de leptospirose por latinhas de cerveja. sucos. sempre pelo contato da urina do animal com a pele do homem. para não se correr o risco de contaminação por algum tipo de bactéria. Uma pessoa com leptospirose transmite a doença para outra pessoa? Não. Tem-se observado que a maior freqüência de casos acontece em indivíduos do sexo masculino. a leptospira morre ao entrar em contato com o suco gástrico. refrigerantes ou outras bebidas envasadas. A possibilidade da pessoa se infectar bebendo em latinhas contaminadas com a urina de ratos é teoricamente possível.se procurar assistência veterinária. Estes variam desde falta de apetite. mas nem sempre manifestam sintomas da doença. provavelmente pela maior exposição a situações de risco. . Existe o risco da pessoa contrair leptospirose bebendo líquido em latinhas de refrigerantes. é essencial que se lave bem com água limpa qualquer latinha ou re cipiente antes de ser levado à boca. quer seja em casa. fraqueza. a leptospirose não é contagiosa. quer seja no trabalho. Este hábito de higienização não deve isentar os comerciantes de verificarem as condições de armazenamento de seus estoques. Apesar desse risco teórico. podendo levar o animal à morte. na faixa de 20 a 35 anos. já foi descrita pela ingestão de água ou alimentos contaminados com a urina de ratos. que possa permitir a entrada da leptospira no organismo pela circulação sangüínea. deve. das condições de acondic ionamento de seu lixo e de manter implantado um sistema de controle de roedores em todas suas instalações. Quais são os sintomas da leptospirose nos cães? Os cães podem se infectar e eliminar a bactéria pela urina. 17.

as secretarias estaduais e municipais de saúde são responsáveis pelo atendimento e tratamento de doentes e pela vigilância de casos de leptospirose em humanos. 24. Ela pode e deve procurar manter o ambiente impróprio para a instalação de roedores.38 20. 21. A SVS também estuda os dados da doença registrados em todo o país. a SVS elabora e distribui material técnico e educativo. O que os municípios devem fazer para prevenir a ocorrência da leptospirose na população? Os municípios devem implementar ações integradas com os setores de Obra s. Onde podem ser obtidas mais informações sobre a leptospirose? Procure a Secretaria Estadual de Saúde. Esses animais devem ser vacinados todos os anos para ficarem livres do risco de contrair a doença e diminuir o risco de transmiti-la ao homem. Agricultura. elabora normas. O que a população deve fazer para ajudar a prevenir a ocorrência da leptospirose? A população tem a sua parcela de responsabilidade na prevenção da doença. bovinos e suínos. 23. e capacita técnicos de estados e municípios para executarem ações de forma mais efetiva. bem como pelo controle de roedores em vias e logradouros públicos e áreas onde a leptospirose ocorre. Saneamento. como cães. e utilizar-se de medidas de proteção individual. 22. por intermédio da Secretaria de Vigilância em Saúde/SVS. Para desenvolver este papel. Além disso. coordena. que são desenvolvidas em todo o país pelas secretarias estaduais e municipa is de saúde. Qual é o papel do Ministério da Saúde no controle da leptospir ose? O Ministério da Saúde. e se mantém vigilante para a ocorrência de casos e surtos de leptospirose. o Centro de Controle de Zoonoses ou a Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade. Existem vacinas somente para uso em animais. de forma a reduzir ou eliminar as condições para a proliferação dos roedores. . quando se expuser a situações de risco. conforme já foi descrito. a todo momento. assessora e supervisiona as ações de vigilância e controle da doença. Existe vacina contra a leptospirose? No Brasil não existe nenhuma vacina contra a leptospirose para seres humanos. Habitação e Educação.

impeça o acesso dos ratos para dentro de casa. fechando buracos e frestas.39 Lembre-se: Acondicione os alimentos em vasilhames com tampas bem fechadas. ÁGUA + RATO + LIXO = LEPTOSPIROSE . livres de mato. mantenha a sua casa e os arredores limpos. entulho e lixo.

manchas avermelhadas no corpo. • sarampo: febre alta. cansaço e dor no corpo. Nesse caso. mas que ainda não desenvolveu sintomas da doença). dor de garganta. o agente é transmitido através das mãos não lavadas que são inadvertidamente levadas à boca. tosse seca. 3. acompanhadas de um “guincho” e vômitos depois da tosse. aquele que tem o agente causador da doença no seu organismo.O que saber e o que fazer 1. Entretanto. O que são doenças de transmissão respiratória? São doenças infecto-contagiosas causadas por diferentes agentes. coriza. do espirro ou da fala. • difteria (crupe): febre moderada. . aos olhos ou ao nariz. Entrar em contato diretamente com as secreções dos indivíduos doentes também favorece a transmissão. Veja abaixo alguns exemplos: • influenza (gripe): febre (>38ºC). vírus ou fungos. dor de garganta e dor de cabeça. caroços no pescoço (gânglios retroauriculares). 2) de forma indireta. 2. • coqueluche (tosse comprida): crises de tosse muito fortes. Quais são os sintomas das doenças de transmissão respiratória? Os sinais e sintomas mais comuns são: febre. dor de cabeça. olhos vermelhos (conjuntivite). • rubéola: febre baixa. através do contato com objetos recentemente contaminados. presença de placas branco-acinzentadas que se instalam nas amígdalas e in vadem estruturas vizinhas e comprometimento do estado geral. Essas gotículas são expelidas pelas pessoas doentes ou portadoras através da tosse. tosse (seca ou com catarro). Como se pega esse tipo de doença? O contágio pode acontecer de duas formas: 1) pelo contato direto de uma pessoa susceptível com gotículas de secreção respiratória de uma pessoa doente ou portadora de uma infecção (ou seja.40 ANEXO 10 DOENÇAS DE TRANSMISSÃO RESPIRATÓRIA . . dor no corpo. fraqueza. o quadro clínico varia de acordo com cada doença. transmitidas através das vias respiratórias. tosse e manchas avermelhadas no corpo. tais como bactérias.

Qual o tratamento recomendado? O tratamento depende de cada doença respiratória. Exemplos: • • • pneumonia e meningite por hemófilos: menores de 5 anos meningite por meningococo: principalmente crianças de 2 meses a 5 anos de idade pneumonias e meningites causadas pelo pneumococo: tanto os menores de 5 anos quanto os idosos. Dentre essas. rigidez da nuca. por isso é importante procurar atendimento em unidade de saúde (posto/centro de saúde ou hospital). • influenza (ou gripe): todas as faixas etárias. vacina dupla infantil (DT). dor de cabeça. em todo país. sendo que algumas delas fazem parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e são distribuídas na rede pública de atenção à saúde. vacina dupla adulto (dT). DTPa). podendo ainda apresentar pequenas manchas pelo corpo (petéquias). Essas vacinas também protegem contra o tétano • • contra coqueluche: vacina tríplice bacteriana (DTP. DTPa) contra sarampo e rubéola: vacina tríplice viral (essa vacina também protege contra a caxumba) • contra influenza (gripe): disponível para a população de 60 anos ou mais e para os portadores de doenças crônicas • • contra meningite causada pelo hemófilos tipo b contra a tuberculose (vacina BCG) . não vacinada 6. vômitos em jato. mais grave em idosos e pessoas imunodeprimidas • • • coqueluche: principalmente os menores de um ano sarampo: qualquer pessoa abaixo de 39 anos de idade. destacam -se: • contra difteria: vacina tríplice bacteriana (DTP. Qualquer pessoa pode ter esse tipo de doença? Existem grupos mais susceptíveis a algumas das doenças de trans missão respiratória. 4. rubéola: qualquer pessoa abaixo de 39 anos de idade. 5. não vacinada. Existem vacinas para tais doenças? Existem vacinas para algumas doenças de transmissão respiratória.41 • meningite: febre em geral elevada.

8. as ações de vigilância e controle das doenças de transmissão respiratória. de acordo com os calendários de vacinação da criança. indica-se a vacinação contra outras doenças de transmissão respiratória. no entanto é necessário procurar uma unidade de saúde (posto/centro de saúde ou hospital) para receber a orientação e encaminhamento adequado. através dos dados enviados pelos estados e da realização de alguns estudos pontuais. Qual o papel do Ministério da Saúde no controle das doenças de transmissão respiratória? O Ministério da Saúde. bem como assessora e supervisiona os gestores no desenvolvimento das mesmas. elabora normas e coordena. são mantidos a vigilância permanente e o controle das doenças de transmissão respiratória no país. sem ventilação e sem luz solar adequadas favorecem a transmissão de doenças respiratórias. É fundamental tomar todas as vacinas indicadas e guardar a caderneta de vacinação. Além das vacinas. é fundamental que a população procure a unidade de saúde e receba as vacinas nas datas e intervalos adequados. É importante procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima frente a ocorrência de casos dessas doenças. O que a população pode fazer para evitar estas doenças? Para as doenças de transmissão respiratória que dispõem de vacina. existem medidas gerais que devem ser utilizadas para evitar a transmissão dessas doenças. para que sejam avaliadas as medidas de prevenção e controle mais indicadas. A SVS também é responsável pela aquisição e distribuição de vacinas para a rede pública de saúde e de ki ts para o diagnóstico das doenças de interesse da saúde pública. do adolescente e do adulto do Programa Nacional de Imunizações (PNI). de lenços descartáveis ao espirrar ou tossir e a lavagem adequada das mãos. 7. 9.42 Em algumas situações especiais. através da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Essas ações são desenvolvidas em todo o país pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. destacando-se a utilização. Assim. Onde se obtém informações mais detalhadas sobre as doenças de transmissão respiratória? . A SVS também acompanha e estuda a ocorrência das doenças. no âmbito nacional. pelas pessoas doentes. Chama-se também a atenção para o fato de que ambientes aglomerados.

saude. disponível no site da SVS (http://www.gov.br/svs). .43 Procure a Unidade de Saúde mais próxima. a Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade. a Secretaria Estadual de Saúde ou o Guia de Vigilância Epidemiológica.

Já no Nordeste o pico coincide com os meses de abril a junho. Existe alguma época do ano em que os acidentes por animais peçonhentos ocorrem com maior freqüência? A época de calor e de chuvas é a mais propícia para a ocorrência dos acidentes. O que são animais peçonhentos? Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica e apresentam um aparelho especializado para inoculação desta substância. Que tipos de serpentes peçonhentas existem no Brasil e que podem causar acidentes? São quatro os tipos (gêneros) de serpentes peçonhentas no Brasil: Bothrops (jararaca. por onde o veneno passa ativamente. 2. 4. Na região Norte. surucuc u e coral verdadeira. Crotalus (cascavel). ou aguilhões. mais . armadeira e a viúva -negra. Lachesis (sucurucu-pico-de-jaca) e Micrurus (corais verdadeiras). cotiara. apesar dos casos serem mais freqüentes também nos três primeiros meses do ano. Coincide com o período de plantio e colheita agrícola e com a ocorrência de enchentes e inundações na periferia das grandes cidades. caiçaca). Apesar de comuns. os escorpiões e algumas aranhas como a aranha marrom. As jararacas respondem por quase 90% dos acidentes ofídicos registrados. pois seus hábitos não propiciam a ocorrência de picadas como outras espécies. As surucucus habitam matas fechadas. ou ferrões. jararacuçu. urutu. enquanto que no inverno o número de acidentes diminui bastante. pois é quando os animais peçonhentos estão em maior atividade. que é o veneno. 3. principalmente na Amazônia e. Sul e Centro-Oeste os meses de dezembro a março concentram a grande maioria dos casos. Possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos.44 ANEXO 11 ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS: O que saber e o que fazer 1. cascavel. Quais são os animais peçonhentos de importância em Saúde Pública? Serpentes do grupo da jararaca. Nas regiões Sudeste. sendo encontradas em todo o país. as corais verdadeiras são causa rara de acidentes. não há uma variação tão marcada como nas demais partes do país.

apesar de muito temidas. 7. Já as cascavéis preferem ambientes secos e abertos. crianças podem apresentar manifestações graves. a picada pela surucucu-pico-de-jaca pode ainda causar vômitos. 5. principalmente no Paraná. Quais os sintomas de uma pessoa picada por aranha? . visão turva ou dupla são as manifestações características. pele e urina. com aspecto sonolento. diarréia e queda da pressão arterial. Com quadro semelhante ao acidente por jararaca. muito comum no Sul. A tarântula ou aranha-de-jardim e as caranguejeiras. não causam acidentes de importância. as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla. aranha -marrom. 6. na Mata Atlântica. agitação e falta de ar. alteração da pressão sangüínea.45 raramente. pálpebras caídas e aspecto sonolento. como náuseas e vômitos. assim como as aranhas domésticas que fazem teias geométricas. 8. e viúva-negra. com boa evolução na maioria dos casos. acompanhadas por dores musculares generalizadas e urina escura. encontrada em várias regiões do país. a região da picada apresenta dor e inchaço. e não são comuns nas áreas onde as surucucus predominam. O acidente por coral verdadeira não provoca no local da picada alteração importante. Quais são as aranhas que podem causar acidentes de importância médica no Brasil? São três os tipos (gêneros) de aranhas: aranha-armadeira ou aranha-da-banana. com predomínio na região Sudeste e Sul. mais encontrada no litoral do Nordeste. às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orifícios da picada. de início imediato e intensidade variável. Quais são os sintomas de uma pessoa picada por serpente? No caso de um acidente por jararaca. Porém. Quais são os sintomas de uma pessoa picada por escorpião? A picada por escorpião leva a dor no local da picada. o local da picada não apresenta lesão evidente. Pode haver complicações como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal. apenas uma sensação de formigamento. Na picada por cascavel. além de sangramentos em gengivas. dificuldade de manter os olhos abertos.

se possível. Se a picada for na perna ou no braço. A viúva negra causa dor na região da picada. evitar que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno. podendo evoluir para ferida com necrose de difícil cicatrização. querosene. Raramente crianças podem apresentar agitação. não espremer. Não fazer torniquete: impedindo a circulação do sangue. não queimar. contrações nos músculos. é preciso conhecer os efeitos clínicos dos venenos para se indicar o tipo correto e a quantidade de soro adequada para a gravidade. O soro pode ser utilizado em casa ou na fazenda. pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção. 10. 9. com poucos sinais visíveis no local da picada. como é costume em algumas regiões do país. não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas. ou deve ser aplicado somente em hospital? Os soros antipeçonhentos não podem ser usados fora do hospital. a picada é pouco dolorosa e uma lesão endurecida e escura costuma surgir várias horas depois. mesmo morto. Sendo produzido a partir do sangue do cavalo. Levar. Não dar à vítima pinga.46 A aranha-armadeira causa dor imediata e intensa. de preferência com água e sabão. náuseas. você pode causar gangrena ou necrose. uma vez que a aplicação deve ser feita na veia. Não furar. raramente podem provocar escurecimento da urina. Quais são as medidas que devo tomar após uma picada por um animal peçonhento? Lavar o local da picada. mantê-los em posição mais elevada. podem provocar reações alérgicas que precisam ser tratadas imediatamente. suor generalizado e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos. Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento em tempo. não cortar. . Além disso. vômitos e diminuição da pressão sangüínea. ou fumo. para facilitar o diagnóstico. No caso da aranha-marrom. Manter a vítima deitada. Lembrar que nenhum remédio caseiro substitui o soro antipeçonhento. o animal agressor.

bater a vegetação ou as folhas: a coloração da jararaca e da cascavel se confunde muito com a das ramagens e folhas secas e há casos de acidente onde a pessoa não enxerga a serpente. botinas sem elásticos. devendo esta ser sempre levada para um hospital para avaliação médica. 12. • • Tampar as frestas e buracos das paredes e assoalhos. se for o caso. parar no limite de transição de luminosidade e esperar a vista se adaptar aos lugares menos iluminados. Em quanto tempo é possível socorrer uma vítima picada por animal peçonhento? Não há um tempo limite para tratar uma pessoa picada por animal peçonhento. estabelece quais municípios devem receber o soro de modo a permitir que os pacientes recebam o tratamento gratuitamente. cupinzeiros. • Não depositar ou acumular material inútil junto à habitação rural. enxada ou foice. além de olhar bem o local. 13. No entanto. Como prevenir acidentes com serpentes? • Não andar descalço. como lixo. por sua vez. • Se por qualquer razão tiver que abaixar-se. sabe-se que o tempo é um fator determinante para a boa evolução dos casos. • Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra.47 11. ocos de árvores. 6 a 12 horas depois do acidente aumentam os riscos de complicações. no caso de picadas de cobra. . O soro pode ser comprado nas farmácias? Não. Todo o soro produzido no Brasil é comprado pelo Ministério da Saúde que distribui aos Estados. A relação dos hospitais que têm o soro está disponível nas secretarias de saúde estaduais. • Controlar o número de roedores existentes na área: ao lado dos outros problemas de saúde pública. entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras sem a proteção de luvas. Usar sempre sapatos. entulhos e materiais de construção. pois evitam 80% dos acidentes. Usar sempre antes um pedaço de pau. botas ou perneiras. Quando entrar em matas de ramagens baixas ou em pomar com muitas árvores. a diminuição do número de ratos evitará a aproximação de cobras venenosas que deles se alimentam. manter sempre os arredores da casa limpos. Este.

cupinzeiros. Limpar regularmente móveis. afastam as serpentes. as siriemas. Examinar calçados e roupas pessoais . os gaviões. sapos. gramados ou até mesmo jardins. antes de usá-las. Vedar frestas e buracos em paredes. 14. quadros e cantos de parede. troncos podres etc. evitar aproximar-se da vegetação muito próxima ao chão. assoalhos. Não acumular lixo. forros. • Proteger os predadores naturais de serpentes como as emas. Não colocar mãos ou pés em buracos. • Combater a proliferação de insetos. entulhos e materiais de construção. não fazer piquenique às margens dos rios ou lagoas. não encostar em barrancos durante a pescaria. . monte de pedra ou lenha. Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários. é nesse momento que as serpentes estão em maior atividade. e manter animais domésticos como galinhas e gansos próximos às habitações que. • Preservar os predadores naturais de aranhas e escorpiões como seriemas. paióis e celeiros. os gambás e cangambás. principalmente baratas e cupins. • • Limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas. jardins. utilizar telas. meias -canas e rodapés. pastos ou matos denominados “sujos”. • No amanhecer e no entardecer. pois são alimentos para aranhas e escorpiões. cortinas. quintais. Como prevenir acidentes com aranhas e escorpiões? • • • • • • Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem. nos sítios ou nas fazendas. • Manter limpos os locais próximos das residências. de cama e banho. corujas. chácaras ou acampamentos. evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada.48 • Não montar acampamento junto a plantações. janelas e ralos. em geral. vedantes ou sacos de areia em portas. lagartixas e galinhas.

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